Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários
E por que o intervencionismo é o seu arranjo predileto

Os inimigos do livre mercado frequentemente fazem dois ataques: primeiro eles dizem que tal arranjo é o favorito dos grandes empresários; em seguida, dizem que os defensores do livre mercado trabalham a soldo deste grande empresariado, defendendo seus interesses.

De maneira caracteristicamente conspiratória, eles se apressam em descrever o libertarianismo — a filosofia que defende o livre mercado — como sendo um conjunto de teses criadas ad hoc para beneficiar a plutocracia: impostos baixos ou nulos, ausência de leis trabalhistas, ausência de regulamentações sobre a economia, oposição à tributação, oposição às leis antitruste etc. 

O curioso, no entanto, é que se todas as propostas defendidas pelos adeptos do livre mercado de fato fossem colocadas em prática, os grandes empresários seriam exatamente os mais afetados e prejudicados por elas.

E isso é puramente lógico.

Para começar, a acusação de que o livre mercado defende os interesses dos grandes empresários imediatamente se depara com um problema insolúvel: os interesses dos empresários não são nada homogêneos.  Por exemplo, dentro de uma mesma área da economia, duas empresas podem competir e batalhar ferozmente até que uma delas desapareça (por exemplo, duas empresas de telefonia celular, duas companhias aéreas ou de sistemas operacionais). 

Dentro de um mesmo sistema econômico, diferentes indústrias podem reproduzir esta feroz concorrência para ganhar os clientes das outras (por exemplo, empresários que fabricam computadores versus empresários que fabricam máquinas de escrever). 

Mais ainda: dentro da economia global, os interesses gerais de alguns capitalistas podem estar em conflito com os interesses de outros capitalistas (por exemplo, quando alguns especuladores atacam as ações de uma empresa é evidente que os interesses dos especuladores são absolutamente contrários ao interesses da empresa contra a qual eles estão especulando).

Se os adeptos do livre mercado realmente querem defender os interesses de empresários e capitalistas, então eles inevitavelmente entrarão em colapso em decorrência de um curto-circuito esquizofrênico. Afinal, exatamente os interesses de quais empresários ou capitalistas eles irão defender a cada momento? Os que estão em melhor situação financeira? Não faria sentido, pois, dado que os libertários coerentes defendem a concorrência livre e irrestrita, nada garante que estes empresários não venham um dia a perder sua boa situação financeira em decorrência do surgimento de novos concorrentes.

Com efeito, dado que não há a mais mínima garantia de que todos os empresários serão beneficiados em um sistema de livre concorrência, a lógica diz que a maioria deles não terá motivos para defender os princípios do livre mercado. E a realidade é que o livre mercado beneficia apenas aqueles empresários competentes, aqueles capazes de investir adequadamente seu capital de modo a satisfazer — melhor do que seus concorrentes — as variadas e variáveis demandas dos consumidores.  E de satisfazer continuamente estas demandas. 

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir permanentemente confortáveis. 

O que a grande maioria dos empresários realmente deseja é que o estado lhes proteja da concorrência e lhes assegure uma fatia garantida de lucro, que lhes permita desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos consumidores. 

O que os empresários realmente desejam são subsídios (ou empréstimos subsidiados com os impostos da população) que lhes deem vantagem de mercado, tarifas protecionistas que os protejam da concorrência de importados e agências reguladoras que cartelizem o mercado e dificultem a entrada de novos concorrentes. 

Mesmo uma carga tributária alta ou um código tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos grandes empresários: ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e cresçam, como ainda representam um grande custo para as pequenas empresas já existentes, ao passo que as grandes, recheadas de contadores e tributaristas, conseguem navegar com facilidade por seus labirintos.

Se os libertários estivessem a serviço do empresariado, suas principais reivindicações consistiriam em exigir que o estado criasse mais regulações, mais tarifas, mais subsídios e aumentasse seus gastos de forma a maximizar o lucro empresarial. (Exatamente como querem os intervencionistas). 

Mas o que ocorre é justamente o oposto: os libertários desejam abolir todas as regulações, todos os subsídios, todas as tarifas e todos os gastos estatais que resultam em altos lucros para determinada casta corporativa.

Fazendo uma lista nada exaustiva, os genuínos defensores do livre mercado se opõem às seguintes prebendas tão ao gosto de vários empresários acomodados:

1) Políticas de preços mínimos, subsídios e pacotes de socorro

Em um livre mercado, todas as empresas devem estar sujeitas aos desejos dos consumidores. Isso implica que nenhum empresário ou capitalista tem sua renda futura garantida. Suas rendas decorrerão exclusivamente de suas capacidades de atender os desejos dos consumidores de forma mais satisfatória que seus concorrentes. 

Este princípio, é claro, não vale apenas para empresários e capitalistas, mas também para todos os agentes econômicos (daí a tão difundida ideia de que somos "escravos do mercado"). 

Consequentemente, os libertários se opõem a todos os tipos de falcatruas estatistas criadas com o intuito de burlar esta servidão dos empresários aos consumidores.  Exemplos típicos destas falcatruas são as políticas de preços mínimos (o estado compra as mercadorias de um empresário a preços mais altos do que estão dispostos a pagar os consumidores), os subsídios (os pagadores de impostos são obrigados a financiar um projeto empresarial com o qual não necessariamente concordam), e os pacotes de socorro (empresas falidas, que destruíram mais riqueza do que foram capazes de criar, e que, de acordo com os desejos claramente manifestados pelos consumidores — que não mais compram seus produtos —, deveriam desaparecer, são salvas pelo governo). 

Empresários gostam de políticas de preços mínimos, de subsídios e de pacotes de socorro. Os libertários são radicalmente contra todas elas.

2) Barreiras de entrada ao mercado

Se o empresário deve, a todo o momento, servir o consumidor de forma mais satisfatória que seus concorrentes, então é evidente que sua situação dentro da economia de mercado está continuamente em perigo. Mesmo que ele não esteja visualizando nenhuma ameaça ao seu domínio, isso não significa que ninguém esteja preparando um plano de negócios que a curto, médio ou longo prazo que termine por destroná-lo. 

Exatamente por isso, os empresários que já estão estabelecidos no mercado adoram todo e qualquer tipo de barreiras de entrada que impeçam que outros empresários com novas ideias os desbanquem. Os libertários, por sua vez, se opõem a toda e qualquer regulamentação que bloqueie a livre concorrência, exatamente porque é a livre concorrência que permite desbancar empresários menos eficientes. 

Licenças, burocracia, regulamentações que imponham opressivos custos iniciais, concessões exclusivas e monopolistas, e até mesmo patentes — tudo isso é combatido pelos libertários. 

Empresários já estabelecidos no mercado adoram restrições à concorrência. Os libertários as detestam.

3) Tarifas de importação, desvalorização cambial e outras barreiras protecionistas

Outra forma de proteção contra a concorrência são as tarifas de importação, as quotas e outras barreiras protecionistas, como a desvalorização cambial. Este ferramental mercantilista blinda as empresas nacionais contra a concorrência estrangeira, assegurando aos empresários que se especializaram em atender o mercado interno a continuidade de seu reinado. 

Dado o tamanho da economia mundial em relação a uma economia nacional qualquer, basta apenas imaginar a enorme inquietação que sente um empresário nacional quando, de repente, as barreiras comerciais são abolidas e ele se depara com toda uma cornucópia de potenciais concorrentes estrangeiros. Daí que inúmeros empresários adoram o protecionismo comercial e o câmbio desvalorizado, ao passo que os libertários sempre foram marcadamente pró-livre comércio e pró-moeda forte. 

Novamente, empresários e defensores do livre mercado estão em lados completamente opostos.

4) Crédito artificialmente barato

Capitalistas e empresários têm, e sempre tiveram, uma relação passional com o crédito barato. Muitos empresários vendem a maior parte de suas mercadorias a crédito (imóveis, eletrodomésticos, automóveis etc.), de modo que, quanto mais crédito, mais vendas. 

Da mesma maneira, para montar uma empresa, ou para multiplicar seus rendimentos, é necessário capital, e uma forma de obter esse capital de maneira acessível é com empréstimos bancários artificialmente baratos. 

Por sua vez, os empresários provedores deste crédito artificialmente barato e abundante — os banqueiros — também obtêm lucros extraordinários em decorrência de seu agora maior volume de negócios. 

Sendo assim, quase todos os empresários adoram quando o governo, por meio de seu Banco Central, fornece mais dinheiro aos bancos para que estes expandam o crédito a custos mais baixos. E adoram ainda mais quando o próprio governo, por meio de algum banco estatal de fomento, fornece este crédito. 

Os liberais, ao contrário, condenam as manipulações inflacionistas do crédito e, para acabar com elas, chegam até mesmo a propor o abandono da moeda fiduciária e a abolição destes monopólios estatais chamados Bancos Centrais, que tanto protegem e beneficiam o sistema bancário. 

Outro ponto no qual empresários e defensores do livre mercado batem de frente.

5) Planos de estímulos e obras públicas

Uma possível consequência das expansões creditícias é o endividamento estatal decorrente de projetos faraônicos despropositados, como obras públicas megalomaníacas. Muitas destas obras são inventadas com o intuito de gerar empregos e "estimular" a economia.

Mas há também as "obras corriqueiras", como construção de rodovias, portos, aeroportos, refinarias estatais etc., as quais são tocadas por empreiteiras cujos donos possuem laços estreitos com políticos e que, por isso, são selecionadas de acordo com este critério.

As empresas adoram tais obras porque elas incrementam suas receitas e seus lucros. 

Quando uma empresa privada faz um contrato com o governo para executar uma obra, ela passa a usufruir uma renda garantida por meio do dinheiro de impostos que o governo lhe repassa. Tal arranjo é a exata antítese do livre mercado.

Se uma empresa é escolhida segundo critérios políticos, se a sua renda é garantida pelo estado, e se não há consumidores para cobrar qualidade, o arranjo é o exato oposto daquele defendido pelos libertários.

[N. do E.: é por isso que empreiteiras são um grande exemplo de empresas privadas que, na prática, funcionam como se fossem estatais. A esmagadora maioria de suas receitas advém de obras que elas executam para governos (federal, estaduais e municipais), sendo pagas com o dinheiro de impostos. Segundo os relatos do Ministério Público, por exemplo, quase 100% do faturamento da empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish, veio de contratos públicos, chegando a quase R$ 11 bilhões. A maioria dos recursos veio de contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).]

Com efeito, tais obras públicas nada mais são do que uma forma de subsídio e, como todos os subsídios, elas são repudiadas frontalmente pelos libertários.

Outro exemplo em que não há nenhuma coincidência de opiniões entre livre-mercadistas e empresários. 

Conclusão

O fato de os libertários defenderem um arranjo no qual os melhores empresários podem prosperar e enriquecer não significa que estejam a serviço destes, uma vez que, em tal arranjo, os empresários que forem ineficientes — e que não podem recorrer aos privilégios e protecionismos estatais — estão condenados ao fracasso.

Mais ainda: nada impede que os empresários bem sucedidos de hoje se transformem nos arruinados de amanhã.

Os libertários defendem este arranjo porque ele é o único que permite que todos satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários enriquecem somente após terem gerado muito valor para os consumidores. 

A realidade, portanto, é exatamente o oposto do que parece: são os intervencionistas, contrários ao livre mercado, que recorrem a todos os tipos de argúcias estatistas para solapar a soberania do consumidor e, consciente ou inconscientemente, encher os bolsos dos empresários protegidos pelo governo.

Já passou da hora de as pessoas entenderem a diferença entre livre mercado — que se baseia na liberdade e na concorrência — e mercantilismo, que se baseia em privilégios concedidos pelo estado.

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17 votos

SOBRE O AUTOR

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

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www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Julio Cesar  30/01/2017 15:47
    Foto icônica!
  • Gabriel  30/01/2017 16:41
    A melhor parte da foto é que o macacão laranja invoca imagem de presidiário.
  • FN8  30/01/2017 15:48
    Já passou da hora!
  • Evandro Ferreira  30/01/2017 15:48
    Esta parceria de Estado Intervencionista com os grandes grupos empresariais em detrimento aos pequenos empresários, da forma como foi conduzida pelo menos no Brasil, só serviu mesmo para gerar o descalabro hoje experimentado por todos nós chamado CORRUPÇÃO.
  • Marcelo  30/01/2017 15:49
    É um moderno arranjo do comunismo. Poder econômico e poder político nas mãos dos mesmos.
  • Andreas Wagner  30/01/2017 15:50
    Este é o sonho de qualquer ser humano... abundância de recursos e ausência de concorrentes! Quem não sonha com uma praia lotada de belas mulheres e nenhum carçoludo por perto? E vice-versa para as mulheres...
  • Malthus  30/01/2017 15:52
    A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Ela não é o estado propriamente dito. Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo. E eles não são retirados de lá, e nem se submetem a eleições.
  • Angelo  30/01/2017 15:54
    Já viram o tamanho do livro sobre a legislação do ICMS no qual cada estado tem suas leis de impostos estaduais? Geralmente são maior que uma Bíblia. Vai no site IOB e coloca icms ou imposto, você vai ver cada livro sobre detalhes de impostos com preços na base de cem reais.
  • Alberto  30/01/2017 16:15
    Tem uma crítica, por parte da esquerda, que diz que este modelo (capitalismo de estado) é inevitável ao capitalismo, pois as grandes empresas sempre tendem a capturar o estado, seria como esperar que uma ANATEL não fosse capturada pelas empresas de telefonia. O que vocês dizem sobre isso?
  • Carlos  30/01/2017 16:20
    Parcialmente correto.

    Não é "inevitável ao capitalismo", mas sim inevitável ao "intervencionismo".

    Mas o resto está certo. Enquanto houver estado, e enquanto este seguir crescendo, a tendência é que o corporativismo se exacerbe ainda mais.

    Como acabar com esse arranjo?

    1) Fim do estado; ou

    2) Reduzir ao máximo o estado.

    Se isso não for feito, não há solução.
  • Ragnister   30/01/2017 16:21
    Quanto maior for a liberdade econômica de um país, menor será o efeito do corporativismo. Isto a esquerda não entende.
  • Andre  30/01/2017 16:34
    Adoro ouvir esse argumento, e respondo perguntando:
    Se a iniciativa privada sempre irá capturar as políticas públicas, quais delas foram capturadas por mercados numerosos como barraquinhas de cachorro quente na frente de escolas, lanchonetes de esquina nos centros decadentes, lojinhas de roupas populares, tiazinhas que fazem salgados pra vender em festinha de crianças e o gordinho que vende café na garrafa térmica e bolo no isopor na porta do terminal de ônibus 4:30 da madrugada? Afinal se tem muita gente operando nesses mercado, irão capturar muitas políticas públicas pela lógica dada.

    Dobrar esquerdista e estatista em geral é simples, é só jogar a horda de miseráveis, trabalhadores informais e pobres em geral que eles tanto protegem em cima deles.
  • Vinicius  30/01/2017 18:05
    Capturar o Estado significa assumir que o Estado é falho e corrupto.
    No catalismo algo quando é falho é extinto, vai a falência.

    A esquerda critica o Capitalismo, um sistema que nunca existiu no Brasil. E tudo que deu errado
    nesse país foi por conta das coisas que eles defendem.
  • João Batista  30/01/2017 16:26
    Com o capitalismo estatizado é fácil não gostar dele, uma vez que os que estão próximos dos governantes são os mais beneficiados, enquanto os demais pagam a conta e ainda enfrentam dificuldades para adentrar no mercado, tamanha são as regulamentações...

    O discurso anticapitalista prevalece porque ele é míope. Os anticapitalistas tratam-no como algo homogêneo, como algo único, enquanto que, na realidade, existem várias formas de capitalismo. Entender isso é libertador.
  • Vinicius  30/01/2017 16:33
    "Os grandes empresários e banqueiros comandam o Brasil"
    "Esse tal de livre mercado só favorece os banqueiros e grandes empresários"

    Então porque não vivemos no livre mercado? Se eles comandam e se isso só favorece apenas eles.
    È cada contradição que chega dá pena.
  • Andre  30/01/2017 16:43
    Num autêntico livre mercado os banqueiros brasileiros e os industriais da FIESP virariam pó em questão de semanas.
  • Wanderson Goncalves Pereira  30/01/2017 17:09
    Parabéns aos libertários, excelente artigo.
  • Ronaldo da Silva Alves  30/01/2017 17:55
    Prezado Leandro. Parabéns. Os artigos do site são EXCELENTES. Quando na semana passada lhe perguntei sobre como combater a inflação sua resposta resumindo foi que inflação é "aumento da oferta monetária". Partindo do ensino teórico para a prática. Como então resolver este problema do "aumento da oferta monetária" ? Quais as medidas a serem executadas ? Desculpe pela pergunta mas vamos a mesma. Se você fosse convidado com garantia de 100 % de independência para ser Ministro da Fazenda no Brasil. Aceitaria o convite ? Quais as obras da EAE você sugere para leitura que trata do combate a inflação ?
  • Leandro  30/01/2017 18:07
    Há várias medidas, e para todos os gastos.

    1) Você pode trazer concorrência para o Banco Central:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089


    2) Você pode adotar um Currency Board ortodoxo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196


    3) Você pode colocar o Banco Central para operar sob regras estritas e inflexíveis.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966


    Escolha o seu cardápio.


    Sobre livros, recomendo o tomo de Jesús Huerta de Soto: Money, Bank Credit, and Economic Cycles.

    Tem também o do Joseph Salerno: Money: Sound and Unsound.

    Apenas com estes dois você já estará plenamente capacitado.

    Fora isso, os artigos deste site (inclusive os três linkados acima) já irão lhe fornecer um sólido instrumental teórico.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Iniciante  30/01/2017 18:22
    Olá, pessoal,

    tenho uma dúvida: em um livre mercado, caso uma empresa causasse dano ao consumidor. Sem regulamentação, como esse dado seria reparado?

    No caso de controvérsia judicial, o juiz decidiria o caso com base em uma lei (regulação) - CDC. Mas se essa lei não existisse?
  • Octaviano  30/01/2017 18:41
    Não existe um mercado desregulamentado. É impossível, por definição. Mesmo se não houvesse estado, não haveria mercado desregulamentado:

    É impossível existir um mercado desregulamentado

    Quanto à sua pergunta específica, houve fraude? Houve quebra de contrato? Houve agressão à vida ou à propriedade? Se sim, então todas as punições são cabíveis. Nenhum libertário defende a inexistência de justiça ou tribunais. Eles apenas argumentam que tais serviços não devem ser um monopólio estatal.

    De resto, fica a pergunta: o que exatamente uma empresa ganharia se ela matasse seus consumidores? Como ela ganharia dinheiro sem consumidores? Como ela se manteria lucrativa?

    Agora troque "matasse" por "fraudasse" ou "enganasse". O que muda no longo prazo (ainda mais com todos os aplicativos e mídias sociais que permitem a avaliação e a opinião dos usuários)? Como uma empresa repleta de críticas negativas conseguiria se manter num ambiente de livre concorrência?

    Vamos fazer perguntas minimamente lógicas.
  • Taxidermista  30/01/2017 21:57
    "No caso de controvérsia judicial, o juiz decidiria o caso com base em uma lei (regulação) - CDC. Mas se essa lei não existisse?"

    Caro Iniciante, não precisa existir CDC para que haja, numa controvérsia judicial, responsabilização daquele que causou dano ao consumidor em especial, ou a alguém em geral (incluindo a contraparte de um contrato).

    Tomando o caso específico do direito positivo brasileiro: basta o Código Civil (art. 389 para a responsabilidade contratual, e art. 927 para a responsabilidade extracontratual).

    Então, se o CDC não existisse a controvérsia judicial poderia, e deveria, ser resolvida pelo Direito Civil.

    Mas isso, claro, desde que a mentalidade dos operadores jurídicos não fosse aquela que subjaz ao CDC, qual seja, a de partir do pressuposto de que "consumidor", por ser "consumidor", é mais "vulnerável". Essa é a mentalidade paternalista (e anti-mercado) que dá ensejo à existência de um CDC, e de incontáveis outros diplomas e regulações estatais.



  • marcela  30/01/2017 19:14
    Pessoal do IMB,tem um texto no Mises Institute que diz que a expansão monetária causa não apenas inflação,mas é responsável pelos déficits do governo americano.Desta forma,vocês concordam que a melhor maneira para o Trump resolver o problema do déficit americano seria mesmo ressucitar o velho padrão-ouro?
    Trade Fallacies
    All this would be fine, if President Trump based his understanding on the economics of trade imbalances. Like most people, he appears to think a trade deficit is the result of unfair foreign competition. It is not. It is the result of monetary expansion. In a sound money environment, everything is paid for out of real money. If I buy a foreign good, it must be matched by a fellow citizen's export. If people change their preferences for real money, there will be a temporary surplus or deficit, but prices will rapidly adjust to find a new balance, the flows stop, and trade balances again.
    In a sound-money environment, permanent or semi-permanent trade surpluses and deficits cannot exist. With unsound money, in other words if extra money is conjured up out of thin air and spent into the economy, excess demand is created, which either drives up prices domestically, or it is spent on imported goods. And given a country's total production usually matches its total consumption, that extra money is certain to lead to an increase in imports.
    It's the cheat factor of fiat currency that's responsible for trade imbalances, not unfair competition from foreigners. And because all countries cheat with their own fiat currencies, untangling the trade surpluses and deficits becomes a fruitless task.
    We can conclude that however Trump's trade policies turn out, America's trade deficits will not go away. He will need to take a firm grasp of the budget deficit, and the Fed must take tighter control over the expansion of bank credit and money, both of which are unlikely.
  • Observador 2.5  30/01/2017 22:00
    "vocês concordam que a melhor maneira para o Trump resolver o problema do déficit americano seria mesmo ressucitar o velho padrão-ouro?"


    Mas isso não se aplica apenas para Trump, tampouco serviria apenas para "resolver problema do déficit americano".

    O padrão-ouro (sound money) é o sistema monetário ideal, independentemente do Presidente X ou Y, ou do país Z ou W, ou do momento Q ou K.
  • Pobre Paulista  30/01/2017 22:47
    O sistema monetário ideal é aquele que for livremente escolhido pelo livre mercado. Se as pessoas quisessem trocar conchinhas por bens, teríamos um padrão-conchinha, sem dúvida.
  • Observador 2.5  30/01/2017 22:59
    Isso é claro, meu caro.

    A referência ao padrão-ouro decorre das particularidades históricas; mais especificamente, do fato de que o ouro - por força de suas conhecidas características - foi o escolhido pelo mercado para servir de meio de troca.

    Isso está subentendido para qualquer um que tenha a mínima noção de EAE.
  • Pobre Paulista  31/01/2017 00:24
    Se vc pudesse escolher seu salário hoje, vc escolheria receber em ouro, bitcoin ou dólar?
  • Will  31/01/2017 17:59
    Uma parte de cada um. Diversificar é a chave para reduzir o risco hehe.
  • José R.C.Monteiro  30/01/2017 19:22
    Sim, vai ao encontro daquilo que está escrito no livro "Zero To One", trata-se do sonho de todo empresário monopólio. Fico a pensar que com a concentração de poder - nickname para monopólio - foi previsto por Karl Marx, esse maldito ainda fez a previsão de que "concentrar-o-poder era um capítulo" ESSENCIAL AO ADVENTO DO SOCIALISMO.
    Terrível! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
  • Thor  30/01/2017 22:47
    Esse discurso do Sérgio Cabral em homenagem a Eike é um primor de keynesianismo desenvolvimentista. Especial atenção ao minuto 3:20.



  • Detalhe  30/01/2017 22:53
    Há uma coisa fundamental que os libertários não falam de jeito nenhum e é importantíssimo.
    Em um país libertário a dinâmica de desenvolvimento e inovação é velocíssima, enquanto que em um país que possui muitas regras até chegar à Ditadura, é lentíssima.
    Então, o país libertário terá muito, muito mais poder que qualquer outro, mesmo uma ditadura a seu encalço como a China, porque há o poder de inovação dentro de cada cidadão desse país.
    Agora se o país libertário pregar o não armamentismo então ele não é mais libertário, porque libertário, é libertário até seu último fio de cabelo.

  • Renegado  01/02/2017 12:12
    Geralmente os libertários (me incluo) são favoráveis tanto à venda irrestrita de armas, quanto de drogas. POrtanto, não entendi seu ponto?
  • Luiz  31/01/2017 00:32
    É importante ressaltar que só os grandes empresários querem proteção, o que o pequeno empresário quer é justamente o contrário.
  • Misc  31/01/2017 00:38
    Será? Eu discordo. Na prática, nenhum empresário quer concorrência. Aliás, nenhum empregado também quer concorrência. Nenhum de nós gosta de concorrência.

    Nós gostamos de vivenciar os efeitos da concorrência enquanto consumidores, mas não gostamos da disciplina que a concorrência nos impõe.

    Todos somos, em princípio, a favor da livre concorrência. Quem não quer ter ao seu dispor diversas opções de pães, bebidas, vestimentas, restaurantes, carros, telefones, enfim, de qualquer produto ou serviço ofertado no mercado? Quem seria contra isso? O problema surge quando a concorrência bate à nossa porta, "roubando-nos" potenciais clientes. Aí tudo muda de figura. A partir desse momento, a concorrência passa a ser negativa, nociva e contrária ao "bem público".
  • Henrique Zucatelli  31/01/2017 10:44
    Misc, bom dia.

    Desculpe discordar mas sou muito grato a essa ação humana chamada concorrência, e se não fosse por ela, seria hoje um sujeito medíocre, fechado e ignorante. A luta por mercados te faz pensar, estudar, se esforçar mais, produzir bens e oferecer serviços cada vez melhores.

    As vezes estressa? Claro que sim. Há momentos em que preços caem sem nenhum fundamento, ou a preferência do mercado muda de uma hora para outra sem aviso prévio. Mas se utilizar essa tensão de forma correta tendo uma postura pró ativa de enfrentamento, você se obriga a avançar sem medo de começar muitas vezes um novo projeto por semana, ao ponto que seus concorrentes começam a ter medo de você, pois a cada mercado disputado eu entro em outro onde ele estava confortável rs.

    Um empreendedor que ama o livre mercado, seja pequeno, médio ou grande está sempre em busca do melhor. Não tem preconceitos, acompanha sempre o futuro dos mercados, o que lhe permite ser arrojado quando necessário, porém em sua base filosófica é pragmático ao extremo e ponderado em seus hábitos buscando sempre poupar, seja para investir caso surja uma grande oportunidade, ou no pior dos cenários, sobreviver em tempos de turbulência.

    Abraços,

  • Élcio  31/01/2017 00:33
    Economia de compadres = fascismo
  • Emerson  31/01/2017 00:43
    Show de Artigo!

    O socialismo é que é um conjunto de teses formadas ad hoc para justificar a inveja e o roubo; e o intervencionismo, o controle e a trapaça no mercado.
  • Tano  31/01/2017 00:45
    De acordo a este texto e outros neste site, o liberalismo economico é a melhor forma de defender o consumidor.
    Se nao acreditam nas regulacoes, quando há abuso por parte de quem fornece um produto ou servico, quem deve defender o consumidor neste caso? A Justica?
    E voces acham que a Justica deveria ser "gratuita"?
    É uma pergunta mesmo sem segundas intencoes.
  • Patrick  31/01/2017 00:49
    Em caso de roubo, quem você aciona?

    Comprovado que houve fraude, a "justiça" seria uma instituição competente. Se ela deveria ser gratuita, não. Se fosse, seria um bem escasso ofertado a preço zero.

    Mas esquece, acho melhor ficarmos com nossa justiça atual mesmo. Só que:

    a) Ela não possui nenhum incentivo para agradar aos que acionam.

    b) Está lotada de ocorrências (muitas improcedentes) tanto quanto os supermercados do plano Sarney não tinham comida. Não possui quaisquer incentivos para mudar pois opera como um monopólio.

    c) Existe em um sistema anti-eficiente onde mesmo pessoas comprovadamente inocentes/culposas podem ser acusadas/defendidas e gente com dinheiro e influência política levam vantagem por conta disso mesmo quando outros que cometem as mesmas infrações nas mesmas circunstâncias recebem punições maiores.

    d) Além disso, leva tempo demasiado por razões supramencionadas para atender a casos (Especialmente aqueles envolvendo o setor empresarial), o que cria quase uma impunidade para as grandes empresas.

    e) Possui uma legislação especial e exclusiva para lidar com fraudes em diversos setores (o que exige especialização desnecessária por parte de advogados e abre um leque para pedidas de recursos por parte das grandes corporações com setores legais já habituadas às legislações.

    Eu poderia ficar até amanhã falando mal do sistema de justiça e como há pouco espaço para que ele fique pior. Se a medida anarcocapitalista for muito radical para você, apenas queira que o estado permita que tribunais privados em diversas varas possam ser criados e que recebam por casos tratados.

    Pior que está não fica.
  • CLAUDIO RENATO ZAMORA COSTA  01/02/2017 02:11
    Sou SERVIDOR PÚBLICO, trabalho dentro de uma ética em que devemos dentro dos contratos (vide lei ) ter regras claras não favorecendo do uns ou outros, neste artigo tudo está colocado dentro do mesmo balaio. Acredito que o estado deve ser redimensionado para o mínimo possível , e que deveriam levar em conta que dentro da estrutura Estatal existem libertários, e que a desconstrução deste Estado deve levar em conta os atores internos que trabalham pró estado mínimo, parece contraditório? Vocês não viram tudo.......
  • Renegado  01/02/2017 13:01
    Prezado, infelizmente, em um país onde a corrupção estatal é a regra e não a exceção, fica realmente muito difícil acreditar em lindas frases ditas pela internet. No entanto, eu não acredito em nenhuma delas. Veja sou libertário, e por questões de princípios morais, jamais faria qualquer concurso publico, pois não sei se conseguiria dormir sabendo que meu salário vem de roubo/coerção de terceiros, me tornando, de certa forma, receptador de dinheiro roubado. Tendo isso em mente, por exemplo, que moral tem um policial militar para perseguir ladrões de banco? Obrigado pela compreensão.
  • Mane Pele  31/01/2017 11:31
    As pessoas no geral se confundem quando vc se diz um libertário, eles acham que somos a favor das empresas que defendemos a ideia de que tudo deve ser controlado por esses empresários na maioria malucos. Agora lendo este artigo percebo que há grande diferença em defender o livre mercado e a classe dos " empresários brasileiros".
  • Free Market  31/01/2017 12:41
    O livre mercado sempre se adaptou ao tipo de país e economia local.

    Em ilhas ele trouxe prosperidade, porque permitiu a importação de quase tudo que é consumido. Além de aproveitar ao máximo os recursos escassos.

    Em países grandes, com mais mão de obra e recursos naturais disponíveis, o livre mercado trouxe prosperidade com a construção de fábricas.

    O livre mercado sempre vai atrair empreendedores. Os americanos estão sofrendo por conta dos 39% de imposto sobre PJ. O Brasil e Argentina estão sofrendo por conta dos 34% e 36% de imposto sobre PJ. As grandes empresas sempre irão procurar países com menos imposto para produzir. Essa desindustrialização é coisa de país que odeia os empresários.

    O protecionismo é um "remédio" que possui efeitos colaterais capazes de matar o paciente. A "doença" pode ser curada, mas os efeitos colaterais irão matar o paciente.
  • Free  31/01/2017 17:32
    Perfeita colocação, principalmente nessa frase "O livre mercado sempre se adaptou ao tipo de país e economia local."
    Só quem não concorda com isso seria os desenvolvimentistas, que defendem a ação coercitiva para "guiar" a economia com um "iluminado", Ciro Gomes que o diga.
  • Parasita  01/02/2017 13:58
    O Brasil é um imenso chiqueiro onde todos tentam se passar por leitão pra mamar deitado.

    É o empresariado querendo um teta subsidiada do BNDES (e inovar o menos possível).

    É o funcionário do governo sempre querendo aumentar a teta do salário (e trabalhar o menos possível).

    É o político tentando roubar o máximo possivel da teta e ao mesmo tempo tentando aumentar o poder de distribuição da teta (e dizendo que ele é necessário pra administrar a "nação").

    É o "trabalhador" querendo o máximo de "direitos" e dinheiro do patrão explorador, ao mesmo tempo quer também uma parte da teta.

    Enfim, falta teta pra tanto leitão.
  • Gabriel  04/02/2017 03:48
    Permitem eu fazer "audioarticle" do artigo?
  • v FearzZ  06/02/2017 03:56
    Impressionante, estava a ver um dos videos do Nando Moura sobre o Eike Batista e por quê ele se ferrou, e ele repassou uma palestra do professor do Olavo de Carvalho e a relação do Meta-capitalismo, a que isso se chama.... nota que a palestra do Olavo na OAB fora há cerca de 10 anos atrás, mas ainda há gente de tanto esquerda e direita que insiste em xingá-lo.
  • Luiz Henrique  06/02/2017 11:02
    Olavo realmente é uma figura super importante no cenário politico do Brasil possui um vasto conhecimento de história, politica e filosofia, ele peca muitas vezes em economia e em áreas cientificas, apesar de que nessa parte até eu devo pecar não tenho um total conhecimento, mas quem tem diz que ele fala algumas bobagens a respeito, mas bom ainda sim é um visionário e um gênio brasileiro, ao lado de figuras como Lacombi Lauss e Paulo Kogos, não tão conhecidos como Olavo mas tão excepcionais quanto!


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