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Se você for um libertário, jamais conceda a superioridade moral aos seus detratores
Covardia perante suas crenças já representa uma grande derrota

Libertários normalmente são colocados na defensiva porque seus princípios são tidos como muito extremos e suas visões, muito radicais.

Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um "liberal moderado", um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista. Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas.

Porém, são exatamente esses grupos que têm de estar na defensiva. São eles que defendem a violência, a coerção, o esbulho, e todos os tipos de agressões à vida e à propriedade privada.

Todos esses grupos acreditam que é correto e apropriado o governo

(1) deter, multar, encarcerar e punir indivíduos que incorrerem em ações inteiramente privadas, pacíficas, voluntárias e consensuais, as quais não agrediram a pessoa e a propriedade de ninguém;

(2) confiscar a propriedade e a renda de uns para financiar a educação, a saúde, a pesquisa, a cultura e as obras viárias de outros;

(3) regular, restringir e até mesmo proibir atividades comerciais envolvendo compradores e vendedores consensuais; e

(4) confiscar os recursos dos indivíduos contra sua vontade — e ameaçando-os de encarceramento caso resistam — com o intuito de redistribuir o esbulho para aqueles grupos de pessoas que o governo julgar adequado.

Querer travestir essas agressões com nobres intenções morais, e jurar que as defende porque "quer o bem do povo", em nada altera a natureza imoral do ato.

O que é o libertarianismo

O libertarianismo é uma filosofia que defende a liberdade, a propriedade e a paz.

Tal filosofia diz que o indivíduo deve ser livre para viver sua vida como quiser, buscar sua própria felicidade, acumular o tanto de riqueza que puder, fazer suas próprias escolhas, avaliar seus próprios riscos e assumir total e irrestrita responsabilidade por seus atos, praticar o comércio com qualquer outro indivíduo que esteja voluntariamente disposto a transacionar, participar de qualquer atividade econômica, e gastar os frutos do seu trabalho da maneira que quiser.

O indivíduo deve ser livre para fazer tudo isso desde que suas ações sejam pacíficas, suas associações sejam voluntárias, suas interações sejam consensuais, e ele não viole a pessoa e os direitos de propriedade dos outros.

O libertarianismo respeita a privacidade pessoal, a privacidade financeira, o livre pensamento, a responsabilidade individual, a liberdade de consciência, a liberdade de trocas, a propriedade privada e o livre mercado.

O libertarianismo celebra a liberdade individual, a liberdade das pessoas, a atividade pacífica, a interação voluntária, o laissez-faire, a livre iniciativa, a liberdade de associação, e a liberdade de expressão em sua própria propriedade ou em veículos próprios.

O credo do libertarianismo é o princípio da não-agressão: nenhum indivíduo deve sofrer agressão contra sua pessoa e propriedade caso ele próprio também respeite a pessoa e a propriedade de terceiros.

Desde que um indivíduo não infrinja os direitos de terceiros por meio do cometimento, ou da ameaça do cometimento, de autos de roubo, agressão, fraude ou violência contra a pessoa e a propriedade destas pessoas, ele deve ser deixado totalmente em paz pelo governo.

Porém, dado que o governo é o violador supremo dos direitos individuais e de propriedade das pessoas, os libertários se opõem, de maneira pacífica, às intervenções, regulações e controles exercidos pelo governo, sempre agitando para tentar limitá-los ao máximo.

O que os libertários devem responder. Sempre!

Portanto, em vez de ficarem na defensiva e tentar buscar desculpas para se afastar dos princípios libertários — ou mesmo tentar suavizar suas crenças e torná-las mais palatáveis —, libertários deveriam corajosamente dizer: É claro que eu defendo isso e aquilo! É claro que eu me oponho a isso e àquilo! É claro que eu sou um libertário.

Por exemplo:

É claro que eu me oponho ao desarmamento! Se as armas forem criminalizadas, apenas os criminosos terão armas. Bandidos que querem cometer assaltos à mão armada ou assassinatos não são detidos por leis anti-armas. Deveria haver um livre mercado de armas assim como há para vários outros produtos.

É claro que eu defendo o uso da maconha para fins medicinais! Não é função do governo decidir quais tratamentos médicos são apropriados. O governo em nada deveria se intrometer na área da medicina.

É claro que eu me oponho à educação pública! Não é função do governo educar (ou doutrinar) os filhos de ninguém. E muito menos é sua função obrigar terceiros a pagar pela educação dos filhos dos outros. Todas as escolas, universidades, bolsas e auxílios deveriam ser voluntariamente ofertados privadamente.

É claro que eu defendo a descriminalização de todas as drogas! Vícios não são crimes. Todo crime necessita de uma vítima tangível e com danos mensuráveis. Não é função do governo proibir, regular, restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

É claro que eu me oponho à saúde pública! Não é função do governo fornecer saúde para a população. E é imoral obrigar algumas pessoas a pagar pela saúde de outras pessoas.

É claro que eu me oponho a subsídios! Nenhum grupo da sociedade, seja ele formado por empresários, por artistas ou por consumidores, deve receber privilégios. O que o governo repassa a um grupo foi antes confiscado de outro grupo. Nenhum indivíduo jamais foi consultado se ele quer que uma fatia de seus impostos seja destinada a algum grupo específico. Se determinados indivíduos querem que um determinado grupo de pessoas ou que uma determinada atividade econômica receba auxílios, então ele deveria simplesmente fazer um cheque.

É claro que eu defendo todos os tipos de isenções e deduções tributárias! Acabar com as isenções e com as deduções significa aumentar as receitas do governo, e equivale a aumentar impostos. Quanto mais dinheiro nas mãos de pessoas e empresas, e quanto menos nas mãos do governo, melhor. Déficits do governo não são causados por quedas na receita, mas sim por descontrole nos gastos.

É claro que eu defendo o direito de as pessoas venderem seus órgãos! Se há algo que realmente pertence a um indivíduo de maneira clara e inegável é o seu corpo. Qualquer um tem o direito natural de vender seus órgãos para aquele que oferecer mais em troca. Não importa se ele está vivo ou se ele quer vender após morto (deixando o dinheiro como herança).

É claro que eu me oponho a restaurantes populares subsidiados por impostos! Não é função do governo alimentar ninguém. Todos os tipos de auxílio alimentar devem ser oferecidos por organizações privadas.

É claro que eu me oponho ao governo estipular um salário mínimo! Não é função do governo estipular um preço mínimo para a mão-de-obra, proibindo de trabalhar pessoas que estejam dispostas a receber um salário menor do que aquele que o governo especificou. O governo estipular um valor mínimo para o salário faz tanto sentido quanto o governo estipular um valor mínimo para o pão.

É claro que eu defendo o livre comércio! O governo regular e restringir transações comerciais com cidadãos de outros países nada mais é do que uma forma de planejamento central soviético. Não é função do governo "proteger" indústrias e garantir seus lucros. Não é função do governo proibir os cidadãos de pagar mais barato por bens estrangeiros ou obrigar esses cidadão a pagar mais caro por bens nacionais. Indivíduos e empresas têm o direito natural de exportar bens ou importar bens de qualquer país que quiserem.

É claro que eu me oponho a agências reguladoras! Não é função do governo cartelizar o mercado e proteger empresas. Nenhum setor da economia merece o privilégio de operar sob uma reserva de mercado, com uma agência reguladora estipulando quem pode e quem não pode operar nele. Os setores bancárioaéreotelefônicoelétrico, de internet, de planos de saúde, de postos de gasolina e de ônibus devem operar sob livre concorrência, como o resto da economia. Não há motivos para seus empresários merecerem proteção especial.

É claro que eu me oponho ao seguro-desemprego! Não é função do governo pagar às pessoas para elas não trabalharem. Seguro contra o desemprego deveria ser fornecido pelo setor privado, assim como há seguro de carro, seguro de saúde, seguro de vida, seguro residencial etc.

É claro que eu me oponho à Previdência Social! Não é função do governo confiscar dinheiro do trabalhador com a promessa (falsa) de que irá devolver daqui a várias décadas. Muito menos é função do governo gerenciar um esquema fraudulento de pirâmide. O trabalhador deveria manter seu salário integral, e investi-lo como julgar mais adequado.

É claro que eu me oponho a toda e qualquer lei anti-discriminação! Tais leis são um ataque à propriedade privada, à liberdade de associação, à liberdade de contrato e à liberdade de pensamento. Em uma sociedade livre, qualquer indivíduo, empresa, patrão ou organização deveria ter o direito de discriminar (o que não significa agredir fisicamente) qualquer pessoa por qualquer motivo. Associação forçada não é liberdade de associação.

É claro que eu me oponho ao assistencialismo! É imoral o governo tomar o dinheiro daqueles que trabalham e repassá-lo a aqueles que não o fazem. Toda e qualquer caridade deveria ser voluntária e privada.

É claro que eu me oponho a licenças ocupacionais e a regulamentações de profissões! Por que alguém precisa da permissão do governo para abrir uma empresa, praticar comércio, trabalhar em determinadas profissões, perseguir uma determinada vocação, ou fornecer um serviço para consumidores que voluntariamente o desejam? Por que um indivíduo precisaria da permissão do governo para trabalhar? Todas as certificações e licenças ocupacionais poderiam e deveriam ser emitidas pelo setor privado.

É claro que eu apoio essas coisas! É claro que eu me oponho a essas coisas! É claro que eu sou um libertário!

Conclusão

Os libertários jamais deveriam conceder qualquer superioridade moral àqueles que insistem em interferir coercivamente na liberdade alheia.

O ônus da prova tem de estar sempre sobre aqueles que querem agredir pessoas inocentes e que querem confiscar sua renda e regular seus empreendimentos, e não sobre aqueles que querem simplesmente ser deixados em paz para viver suas vidas da forma que acharem melhor, sempre respeitando esse mesmo direito para os outros.

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Leia também:

Invertendo o jogo: são os estatistas, e não os defensores da liberdade, que têm de dar respostas

 

12 votos

autor

Laurence Vance
é um acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, e War, Christianity, and the State: Essays on the Follies of Christian Militarism.


  • Minarquista  18/01/2017 14:10
    Este ponto é discutível:

    "É claro que eu defendo todos os tipos de isenções e deduções tributárias! Acabar com as isenções e com as deduções significa aumentar as receitas do governo, e equivale a aumentar impostos. Quanto mais dinheiro nas mãos de pessoas e empresas, e quanto menos nas mãos do governo, melhor. Déficits do governo não são causados por quedas na receita, mas sim por descontrole nos gastos."

    Uma isenção tributária dada a uma atividade ou a um negócio em particular, viola o princípio da igualdade perante a lei. Não cabe ao governo fazer juízos de valor de qual atividade é benéfica para todos, e, portanto, deveria pagar menos impostos.
    Se estamos falando de minarquia (e não de anarquia), os impostos são um fato. E a única possibilidade lógica é a isonomia. Se os impostos incidirem sobre os negócios, a alíquota deve ser igual para todos os negócios, em todos os segmentos.

    Abcs
  • Corregedor  18/01/2017 14:35
    Não. Toda e qualquer redução no esbulho estatal é válida. Toda e qualquer medida que leva à redução das receitas do governo significa aumento da liberdade.

    Pela sua lógica, você está dizendo, em um grupo de 10 escravos que levam várias chibatadas diariamente, se houver um que conseguiu reduzir suas chibatadas, isso seria um privilégio intolerável. Logo, muito mais justo, seria ele voltar a levar o mesmo número de chibatadas de todos.

    Ou ainda melhor: se um escravo tiver conseguido fugir, ele deve ser imediatamente recapturado pelo bem da igualdade. Um escravo à solta enquanto há outros 9 em cativeiro representa uma intolerável desigualdade perante o estado.

    Em termos práticos, você está dizendo que igrejas devem pagar impostos.

    Três artigos sobre isso:

    Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

    Qual é a visão libertária sobre impostos?

    A sociedade voluntária, os impostos e os subsídios
  • Luiz Barbetta  18/01/2017 16:14
    Concordo com o Minarquista. Esse ponto é, no mínimo, discutível.
    Isenções pontuais são, em minha opinião, imorais, pois violam o princípio de igualdade perante a lei. Sem contar que essas isenções nunca são dadas por "boa vontade". Se o Estado está fazendo isso por livre e espontânea vontade, é porque o acordo está sendo vantajoso para ele. Além disso, o governo certamente acabará cobrando mais impostos dos outros para compensar a perda do isento.
    Na tua metáfora, Corregedor, seria mais correto pensar que todos os outros escravos receberiam mais chibatadas para compensar pelo escravo que agora está recebendo menos, porque este fez um trato com o senhor de engenho de que sabotaria qualquer tentativa de fuga dos demais.
  • SRV  18/01/2017 16:20
    Corregedor,

    Quero fazer uma humilde provocação para termos uma discussão sadia: acho que o tema das isenções de impostos e tarifas não é tão simples assim.

    Vou deixar claro antes de tudo: Eu sou contra impostos, taxas etc. Eu acredito que o Estado é corrupto e deveria acabar.

    O ponto principal da discussão sobre incentivos/isenções é: COMO foram concedidas? Foi mediante propina/apadrinhamento/compadrio de políticos com os empresários "amigos do rei"? Essa é uma forma defensável de se reduzir o esbulho? Se um conjunto de empresas apadrinhadas consegue incentivos fiscais em troca de propinas, é aceitável?

    Repetindo: O Estado precisa acabar, mas vale tudo para atingir o objetivo?

    Grande abraço.
  • Corregedor  18/01/2017 16:45
    "O ponto principal da discussão sobre incentivos/isenções é: COMO foram concedidas? Foi mediante propina/apadrinhamento/compadrio de políticos com os empresários "amigos do rei"? Essa é uma forma defensável de se reduzir o esbulho? Se um conjunto de empresas apadrinhadas consegue incentivos fiscais em troca de propinas, é aceitável?"

    Ah, agora sim você tem um ponto.

    Está preparado para a resposta? Então vamos lá: a empresa beneficiada pela isenção pagou a propina com dinheiro próprio? Se sim, então ninguém foi prejudicado.

    Pagou com dinheiro de impostos? Então não vale, e tem de ser punidas.

    "Ah, mas isso fará com que o governo eleve impostos sobre outras pessoas!"

    Isso equivale a dizer que a Suíça e seus bancos são os culpados pela corrupção nos outros países.

    Se uma empresa recebeu isenção fiscal, então o governo tem de cortar gastos. Ponto. Se ele decide aumentar impostos, isso é errado e condenável, mas não é por isso que a busca por isenções (como a imunidade tributária das igrejas) deve ser condenado. Quem deve ser condenado é o governo quando elevar impostos e não quando conceder isenções.
  • Minarquista  18/01/2017 17:20
    Caro Corregedor:

    Permita-me corrigi-lo.
    1)A redução de tributos de uns, acaba significando impostos mais altos para outros. Se há espaço para reduzir impostos, então eles devem ser reduzidos igualmente para todos.
    2) A única premissa para o jusnaturalismo é a igualdade de todos perante a lei. Violando-se este princípio básico, não temos jusnaturalismo, nem libertarianismo. Se admitirmos a possibilidade de privilégios legais de uns em relação a outros, toda a base moral da lógica libertária cai por terra.
    3) Os privilégios legais são concedidos pelos políticos num sistema de troca de favores (frequentemente o favor é dinheiro vivo). Jamais se pode deixar nas mãos de um político o poder discricionário de decidir quem merece ou não um privilégio. Isso leva invariavelmente a fraudes, propinas e corrupção. Na prática, nos mercados onde o governo dá incentivos ou isenções, grassa a mais ampla corrupção. Conheço empresários que vivem de fazer eventos usando dinheiro de incentivo. Sei muito bem do que estou falando.
    4) Nos mercados em que o governo se mete, tudo fica mais caro. Um cameraman cobra o triplo para fazer um filme se ele é financiado pela lei Rouanet. Isso eleva absurdamente os custos dos projetos que não usam a lei Rouanet, inviabilizando a imensa maioria deles. Quase todos os recursos de produção cinematográfica são alocados em projetos com sobrepreço apoiados pela lei Rouanet. O sobrepreço em tudo, reduz consideravelmente a quantidade de empreendimentos cinematográficos. Ou seja: a lei Rouanet destrói a produção cultural. É totalmente contraproducente. E expulsa do mercado todos os empresários honestos, que se recusam a trocar favores com a escória dos políticos.
    5) O governo acaba usando esses incentivos para doutrinar a população. Pelo menos na cultura, a imensa maioria das obras que são aprovadas pelos políticos, são aquelas que carregam um viés político de acordo com o grupo no poder.
    6) A forma mais eficiente da alocação de capital é o livre mercado. Isenções tributárias distorcem a alocação econômica de recursos, levando a uma menor eficiência da economia, o que deixa todos mais pobres.

    Por tudo isso, é fácil perceber o dano causado pela violação à base dos princípios morais. Um dano numa premissa moral, na base do jusnaturalismo, representa um ataque ao alicerce da construção. E isso gera uma seqüência em cascata de conseqüências negativas para todas as pessoas. Admitir privilégios faz invariavelmente ruir toda a ideologia libertária.

    Abcs
  • Corregedor  18/01/2017 17:50
    Infelizmente, ignorou completamente tudo o que eu falei.

    "A redução de tributos de uns, acaba significando impostos mais altos para outros"

    O que houve com a hipótese de se cortar gastos? Mesmo você sendo um minarquista pró-estado deveria defendê-la.

    "Se há espaço para reduzir impostos, então eles devem ser reduzidos igualmente para todos."

    Ora, então por que você não defende isso?! Por que você, em vez de proibir a isenção, não defende que haja ainda mais isenções?

    "Se admitirmos a possibilidade de privilégios legais de uns em relação a outros, toda a base moral da lógica libertária cai por terra."

    Não ser espoliado não é um "privilégio legal". Apenas pessoas de mentalidade torpe podem pensar isso. Se uma pessoa conseguir não estar sendo roubada, outras pessoas deveriam tentar fazer exatamente o mesmo.

    Já você, em vez de se concentrar no segundo grupo, quer ajudar o assaltante a recapturar o primeiro.

    "Jamais se pode deixar nas mãos de um político [ou seja, do estado] o poder discricionário de decidir quem merece ou não um privilégio. Isso leva invariavelmente a fraudes, propinas e corrupção.[...] . Conheço empresários que vivem de fazer eventos usando dinheiro de incentivo. Sei muito bem do que estou falando."

    E, inexplicavelmente, você defende a existência do estado. Acabou de admitir que onde há estados há fraudes, propinas, corrupção e privilégios; mas, estranhamente, segue defendendo a existência do estado. O que devo pensar?

    "Nos mercados em que o governo se mete, tudo fica mais caro."

    E você ainda defende a existência do estado?! Como funciona a sua mente?

    "O governo acaba usando esses incentivos para doutrinar a população."

    E você ainda defende a existência do estado?! Como funciona a sua mente?

    "A forma mais eficiente da alocação de capital é o livre mercado. Isenções tributárias distorcem a alocação econômica de recursos, levando a uma menor eficiência da economia, o que deixa todos mais pobres."

    Carai... Depois de falar várias coisas sensatas sobre o estado, você conclui que, havendo estado, este deve espoliar igualmente a todos, caso contrário haverá "ineficiências"?!

    Como funciona a sua mente?
  • Observador  18/01/2017 18:16
    Na verdade, minarquistas são incapazes de lidar com uma incoerência atroz: segundo eles, o mesmo estado que é incapaz de gerenciar eficientemente uma escola e um hospital irá, miraculosamente, prover com grande eficiência serviços policiais e "manter o império isonômico da lei e da ordem" — algo que, convenhamos, é um tantinho mais difícil do que gerenciar uma escola e um hospital.
  • Minarquista  18/01/2017 21:08
    Minarquistas apenas reconhecem que o estado deve ser o menor possível.
    A segurança hoje já é um misto de pública e privada. Eu dependo muito mais da segurança de meu condomínio residencial, do meu condomínio empresarial, dos shoppings e clube que frequento, do que da polícia nas ruas...
    Daí a achar que a polícia nas ruas, tanto na parte ostensiva (coibir os crimes), quanto na parte investigativa, pode ser feita de forma totalmente privada, é uma distância bem grande...
    Se eu contratar um guarda para que ele fique na frente da minha casa, o meu vizinho está mais seguro, sem pagar por isso. Esse fato econômico se chama efeito carona. Quem já tentou colocar segurança particular na sua rua, sabe das dificuldades. Uns querem pagar pela segurança, outros não, outros espertalhões até querem, mas dizem que não porque na verdade querem ter a sua segurança paga pelos outros...
    Por isso existem condomínios. A segurança é uma coisa coletiva, paga obrigatoriamente por todos... E eu decidi morar num deles.
    Ainda que tenhamos uma segurança primordialmente privada, uma boa parte dela é decidida coletivamente, e cobrada coercivamente de todos - mesmo aqueles condôminos que votaram numa segurança menor, e mais barata...
    A segurança nas ruas sofre dos mesmos problemas. Uma boa parte dela vai ser estruturada de forma coletiva.

    Abcs,
  • Minarquista  18/01/2017 20:18
    Caro Corregedor:

    Vou responder a todos os seus pontos agora, embora a maioria deles já tenha sido invalidada pelo meu comentário anterior...

    Vamos lá:
    Infelizmente, ignorou completamente tudo o que eu falei.
    M: Não é verdade. A leitura do meu comentário rebate de forma geral tudo o que você falou. Outros erros, como a analogia dos escravos já foram mostrados inválidos por outros comentaristas.

    "A redução de tributos de uns, acaba significando impostos mais altos para outros"
    O que houve com a hipótese de se cortar gastos? Mesmo você sendo um minarquista pró-estado deveria defendê-la.
    M: Não sei o que vc quer dizer com minarquista pró-estado. Todo minarquista reconhece a existência do estado. O ideal seria que o estado não existisse. Infelizmente, isso é uma utopia. A diferença entre os minarqs e os ancaps é justamente essa: os ancaps buscam uma utopia, e os minarqs buscam o melhor arranjo possível no mundo real. Aliás, a posição dos ancaps só prejudica a evolução do libertarianismo, na medida em que faz todos os libertários parecerem um bando de alienados atrás de uma coisa impossível. Por isso mesmo, o genialíssimo economista que dá nome ao site nunca propôs o fim do estado.
    Com relação ao corte de gastos, por favor leia com mais atenção o ponto em que falo que se há espaço para impostos menores, eles devem ser reduzidos para todos.

    "Se há espaço para reduzir impostos, então eles devem ser reduzidos igualmente para todos."
    Ora, então por que você não defende isso?! Por que você, em vez de proibir a isenção, não defende que haja ainda mais isenções?
    M: Oras bolas! Agora a coisa ficou totalmente ilógica! Eu afirmo com todas as letras que, se houver possibilidade do governo arrecadar menos (porque obviamente passou a gastar menos), os impostos devem ser reduzidos igualmente para todos.
    Propor que haja mais isenções, que os políticos possam decidir para quem dar essas isenções, aumentaria o rol de privilegiados baba-ovo do governo. Como consequência, todos os outros que não têm conexões políticas, teriam que pagar mais impostos. Isso seria o exato oposto do moralmente correto!

    "Se admitirmos a possibilidade de privilégios legais de uns em relação a outros, toda a base moral da lógica libertária cai por terra."
    Não ser espoliado não é um "privilégio legal". Apenas pessoas de mentalidade torpe podem pensar isso. Se uma pessoa conseguir não estar sendo roubada, outras pessoas deveriam tentar fazer exatamente o mesmo.
    Já você, em vez de se concentrar no segundo grupo, quer ajudar o assaltante a recapturar o primeiro.
    M: Essa é exatamente a diferença entre ancaps e minarcs. Os minarcs reconhecem a não existência do estado como uma utopia. Os ancaps preferem usar antolhos, e continuam a buscar o impossível. Uma vez que se reconhece que há coisas que devem ser feitas coletivamente, há a necessidade do estado. E se há estado, ele tem um custo. Não há almoço grátis. E se o estado tem um custo, vão existir impostos. Impostos são imorais? Sim, claro! Então que sejam os menores possíveis! Dá para chegar a zero estado e zero impostos? Claro que não! Sugiro que você se conforme com o fato de que vai existir espoliação. É um fato da vida. Aceita que dói menos... O que os minarqs pregamos é: se vai haver espoliação (violência), se ela é necessária, que seja a mínima possível! E que seja isonômica!
    Agora, dizer que impostos são espoliação é chover no molhado. Ancaps e minarqs sabem disso. Não é esse o ponto.

    "Jamais se pode deixar nas mãos de um político [ou seja, do estado] o poder discricionário de decidir quem merece ou não um privilégio. Isso leva invariavelmente a fraudes, propinas e corrupção.[...] . Conheço empresários que vivem de fazer eventos usando dinheiro de incentivo. Sei muito bem do que estou falando."
    E, inexplicavelmente, você defende a existência do estado. Acabou de admitir que onde há estados há fraudes, propinas, corrupção e privilégios; mas, estranhamente, segue defendendo a existência do estado. O que devo pensar?
    M: Novamente a confusão do "defende" com o "reconhece"... Por favor, elimine de sua vida o complexo de avestruz, e venha para o lado da luz... As ideias ancaps só prejudicam o libertarianismo.
    Onde há estado vai haver fraudes, corrupção e privilégios. É verdade! É possível eliminar o estado? Não! Então que ele seja o menor possível. Assim teremos a menor quantidade de fraudes, corrupção e privilégios.
    E, com um estado mínimo, todos os olhos da população, da imprensa e da justiça se voltarão para o pouco de estado que sobrou, o que tornará ainda menores as fraudes, a corrupção, e os privilégios. Por exemplo: se o estado se reduzir de 40% do PIB para 10% do PIB, creio que a corrupção final será da ordem de 10% da atual, e não da ordem de 25%... Gostaria de corrupção 0%? Claro! É possível isso? Claro... que não!

    "Nos mercados em que o governo se mete, tudo fica mais caro."
    E você ainda defende a existência do estado?! Como funciona a sua mente?
    "O governo acaba usando esses incentivos para doutrinar a população."
    E você ainda defende a existência do estado?! Como funciona a sua mente?
    M: a minha mente funciona muito bem obrigado, de forma lógica, precisa, e conectada à realidade. Agora, se eu tivesse tendências autistas fortes, talvez fosse ancap... Talvez eu me achasse mais inteligente do que o próprio Mises, e estivesse aqui pregando a não existência do estado...
    É obvio que que os minarqs sabem que a intervenção do governo é negativa. É justamente por isso que ela deve ser a mínima possível.

    "A forma mais eficiente da alocação de capital é o livre mercado. Isenções tributárias distorcem a alocação econômica de recursos, levando a uma menor eficiência da economia, o que deixa todos mais pobres."
    Carai... Depois de falar várias coisas sensatas sobre o estado, você conclui que, havendo estado, este deve espoliar igualmente a todos, caso contrário haverá "ineficiências"?!
    M: Exato! Dar favores a uns e a outros amigos, é sempre às custas dos outros, que não são amigos do rei.
    Mas pior do que isso: a coisa não é um jogo de soma zero. A intervenção do governo destrói riqueza. Há inúmeros artigos no site sobre isso. O fato principal é que, o governo dar isenções a uns privilegiados, faz com que todos os outros arquem com mais impostos para cobrir o que os privilegiados não pagam. Isso é sabido...
    Mas há um segundo efeito: essa intervenção desnecessária destrói riqueza, pois o governo escolhe os investimentos que serão beneficiados sem nenhuma conexão direta com a eficiência. Os critérios são obviamente a panelinha. Estes investimentos concorrem deslealmente e eliminam os mais eficientes do mercado, ou até impedem investimentos em muitas áreas. Afinal, quem vai investir 1 bilhão numa empresa para concorrer com uma empresa que foi financiada pelo BNDES com juros abaixo da inflação? O novo empresário já sairia em desvantagem. E quem seria louco para concorrer com uma empresa que tem como um dos donos o governo? Vejam o BNDESPAR... Quanto de riqueza não foi destruída? Quanto investimento não deixou de ser feito porque não é boa ideia concorrer contra o governo?
    E se eu investir num setor, e amanhã o governo der isenção de impostos para um novo entrante no mercado, que vai competir diretamente comigo? Talvez seja melhor eu não investir. A possibilidade de intervenção gera incerteza. É óbvio que só a mera possibilidade do governo dar isenção de impostos a seus amigos, já destrói investimentos e riqueza até antes deles nascerem... Por isso, BNDES, BNDESPAR não podem existir. Nem nenhuma isenção ou redução tributária para essa ou outra empresa, nem para este ou aquele segmento.
    Isenções tributárias, reduções, financiamentos governamentais, são coisas totalmente imorais e destruidoras de riqueza. Só os muito imorais e irracionais seriam capazes de defende-la.

    Como funciona a sua mente?
    M: De forma clara, lógica, racional, justa e moral. E minha mente superior também não se abala com este tipo de perguntinha tosca e mal-educada.

    Abcs
  • Dan  19/01/2017 05:06
    "os impostos são um fato. E a única possibilidade lógica é a isonomia."

    1- Imposto é imoral e ninguém é obrigado a compactuar ou abandonar a sua propriedade por conta de um bando de proto ditadores fundando uma "mini máfia", aka minarquia, na porta da sua casa. Impor taxação é absolutamente ANTI libertário.

    2- Isonomia em impostos não significa forçar a TODO MUNDO um dado imposto, mas garantir q todas as pessoas/transações comerciais em q ele incide participarão igualmente do mesmo. E igualmente no q se refere a obrigação de participar da taxação, não de taxas ou valores de alíquotas (vide ICMS, por exemplo).

    "Se os impostos incidirem sobre os negócios, a alíquota deve ser igual para todos os negócios, em todos os segmentos."

    "DEVE" ser sua bunda! Imponha sobre alimentos a mesma taxação q existe atualmente sobre a perfumaria e vc mata o povo todo de fome! E isenção fiscal em nada prejudica os setores do mercado não relacionados com a atividade isentada... a isenção sobre serviços de escola não muda o preço do leitinho das crianças, e zerar o imposto nas farmácias não vai matar os hospitais. Numa isenção fiscal o ÚNICO prejudicado é o estado arrecadador! Mas a grande questão q vc não responde é: PRA Q ESSE DINHEIRO? Se o estado minarquista arrecada fundos para oferecer um suposto conjunto MÍNIMO de serviços supostamente essenciais a sociedade então PQ É PRECISO TAXAR TUDO E TODOS EXATAMENTE IGUAL? O Q VAI SER FEITO COM TANTO DINHEIRO? PRA METER O RESTO NO BOLSO OU DESPERDIÇAR EM SERVIÇOS SUPÉRFLUOS? PQ NÃO TAXAR CONFORME A DEMANDA DA POPULAÇÃO PELOS SERVIÇOS E SOMENTE NA MEDIDA DA NECESSIDADE?

    Aguardo respostas! E me desculpe pelos montes caps, é q vc é tão... nem sei o q vc faz nessa pagina se não aprendeu nada!

    Talvez seu lugar seja na carta capital... a julgar por sua tara de impostos!
  • Minarquista  19/01/2017 13:49
    M – Bom dia Dan. Não sei se você é o mesmo que se denominava Corregedor ou não, mas pelo seu texto, me parece que irritei bastante pelo menos um anarquista... eheheheh...
    Apesar dos CAPS, palavras de baixo calão, e violência em sua resposta, devo dizer que te compreendo. É normal ficar irritado quando alguém, com lógica, tranquilidade e clareza, destrói o alicerce de um monte de ideias erradas, ilógicas e absurdas que estão na sua cabeça. É um mecanismo psicológico de defesa reagir com violência contra ideias que destroem toda a estrutura (ilógica) que você montou em sua mente durante anos. É visível seu desespero.
    Mesmo assim, sinto-me na obrigação de responder-lhe, para que os demais leitores tenham uma visão cristalina da questão. Vamos lá!

    "os impostos são um fato. E a única possibilidade lógica é a isonomia."
    1- Imposto é imoral e ninguém é obrigado a compactuar ou abandonar a sua propriedade por conta de um bando de proto ditadores fundando uma "mini máfia", aka minarquia, na porta da sua casa. Impor taxação é absolutamente ANTI libertário.
    M – Imposto é imoral. Isso é fato. Todos gostaríamos que ele não existisse. É um raciocínio primário, que qualquer criança entende. Entretanto, um ser humano adulto deve ser capaz de olhar a questão não apensa de um ponto de vista primário, infantil. Anarquia? Como fazer isso? É possível? O fato é que ninguém ainda demonstrou sequer uma forma de fazer isso. Nem o Mises, sendo o gênio que era, propôs a anarquia. Muito pelo contrário: ele reconhece especificamente a necessidade do estado. Ficar teimando na utopia de estado=zero, como uma criança birrenta, não vai nos levar a nada. Pelo contrário: essa posição irracional e tola compromete todo o movimento libertário minarquista. Esse sim, é uma possibilidade real e lógica de violência mínima (ou governo mínimo).

    2- Isonomia em impostos não significa forçar a TODO MUNDO um dado imposto, mas garantir q todas as pessoas/transações comerciais em q ele incide participarão igualmente do mesmo. E igualmente no q se refere a obrigação de participar da taxação, não de taxas ou valores de alíquotas (vide ICMS, por exemplo).
    "Se os impostos incidirem sobre os negócios, a alíquota deve ser igual para todos os negócios, em todos os segmentos."
    "DEVE" ser sua bunda! Imponha sobre alimentos a mesma taxação q existe atualmente sobre a perfumaria e vc mata o povo todo de fome! E isenção fiscal em nada prejudica os setores do mercado não relacionados com a atividade isentada... a isenção sobre serviços de escola não muda o preço do leitinho das crianças, e zerar o imposto nas farmácias não vai matar os hospitais. Numa isenção fiscal o ÚNICO prejudicado é o estado arrecadador! Mas a grande questão q vc não responde é: PRA Q ESSE DINHEIRO? Se o estado minarquista arrecada fundos para oferecer um suposto conjunto MÍNIMO de serviços supostamente essenciais a sociedade então PQ É PRECISO TAXAR TUDO E TODOS EXATAMENTE IGUAL? O Q VAI SER FEITO COM TANTO DINHEIRO? PRA METER O RESTO NO BOLSO OU DESPERDIÇAR EM SERVIÇOS SUPÉRFLUOS? PQ NÃO TAXAR CONFORME A DEMANDA DA POPULAÇÃO PELOS SERVIÇOS E SOMENTE NA MEDIDA DA NECESSIDADE?
    M – Pelo visto você ainda não entendeu o significado da palavra isonomia. Por favor, abra o dicionário na parte do i e leia...
    Isonomia quer dizer que todos serão tratados de forma igual. Isonomias diferentes para "categorias" diferentes de negócios não existe. Ou todos os negócios sofrem a mesma tributação, e temos como consequência isonomia tributária, ou os negócios são classificados em categorias com alíquotas diferentes, e não há isonomia tributária.
    Apesar de sua argumentação confusa, parece-me que você defende a segunda opção: os políticos, por um critério qualquer que lhes saia da cabeça (ou de outros lugares), devem eleger alguns negócios/produtos como privilegiados tributários. E os políticos justificam isso das mais absurdas maneiras. E você parece concordar com isso... A justificativa absurda mais comum é exatamente a que vc mencionou: os pobres têm que comprar alimentos. Então a alimentação básica não pode ser tributada.
    Pergunto: e porque os pobres são pobres? Porque o governo lhes tira 40% do fruto de seu trabalho, ficando o pobre somente com os 60% remanescentes. Se o governo lhes tirasse apenas 10% (mais do que suficientes para sustentar o estado mínimo), os pobres ficariam com 90%,o que significa um amento real de 50% em seu poder aquisitivo (de 60% para 90%). Imaginem o efeito em cascata dessas pessoas pobres passando a consumir 50% a mais... A minarquia é a melhor forma de acabar com a miséria.
    E como tirar impostos da alimentação básica? Que itens a compõem? Olha o lobby da pesca, da carne, etc... O filet mignon seria isento? O patinho? A alcatra? Só o coxão duro?
    O arroz seria isento? Arroz especial para risoto também? Veja a injustiça que isso criaria. Veja a quantidade de oportunidades para corrupção e propina que isso criaria para os lobistas... Decididamente, deixar nas mãos de políticos o poder de decidir o que entra ou não na tributação não é boa ideia.
    E pior: a economia é toda conectada. A produção de trigo, requer fertilizantes, tratores, que usam diesel, borracha, ferro, alumínio. Vamos tirar os impostos de fertilizantes, borracha, ferro, etc? Os motoristas do trator, do caminhão e a caixa de supermercado usam celulares, que pagam impostos... É impossível isentar de impostos um item. Dos 40% de impostos totais embutidos em tudo, poderíamos no máximo isentar o último passo... Para mais informações, leia "As Seis lições" do Mises.
    E ainda: um empresário que decidiu investir no segmento X, pagaria uma tributação maior que outro que decidiu investir no segmento Y. Estaríamos discriminando as pessoas, sejam produtores ou consumidores do produto. Os políticos passariam a ter o direito de impor os seus juízos de valor a todos nós. Um congresso com grande número de evangélicos tentaria tributar muito o vinho e pouco o trigo. De fato, como a economia é toda conectada, a diferença entre as tributações totais de vinho e trigo ainda seriam pouco diferentes. Mas eu tenho um amigo que é celíaco. Por outro lado, esse meu amigo gosta muito de vinho, e me mostra vários estudos que afirmam que um cálice de vinho por dia faz bem à saúde... Esse meu amigo estaria sendo discriminado desnecessariamente...
    Não faz sentido os políticos, nem a maioria imporem os seus juízos de valor aos demais. Isso seria totalmente anti-libertário. Cada um decide o que fazer com o seu dinheiro. Se um sujeito decidir comer menos no almoço para tomar uma cervejinha no final do dia, a escolha dele deve ser respeitada.

    Aguardo respostas! E me desculpe pelos montes caps, é q vc é tão... nem sei o q vc faz nessa pagina se não aprendeu nada!
    Talvez seu lugar seja na carta capital... a julgar por sua tara de impostos!
    M: Está desculpado pelos caps. Já entendi a causa de sua irritação. Não deve ser fácil ver a base de sua ideologia ser derrubada tão lógica e facilmente. Sugiro que você se conforme que a anarquia é uma utopia, e fique com o melhor possível dentro realidade: a minarquia.
    O problema é que eu sou tão, tão... lógico, coerente, realista, que chega a te irritar, porque detona todas as suas crenças infantis, e você não consegue contestar logicamente nada... Aí passa a destratar o interlocutor. Por favor, direcione sua raiva para você mesmo. Se pergunte "como pude acreditar numa ideologia tão absurda?"
    Quanto a quem é o estranho no ninho nesta página, por favor, leia a url que você digitou. Ela contém, por acaso, a palavra "mises"? Mises reconhecia a necessidade da existência do estado. Poderia agora sugerir que você e os demais anarquistas pusessem o rabo entre as pernas, e fossem criar a sua própria página anárquica... Mas isso seria fazer o jogo do polilogismo, tão venerado pela esquerda, e pelos nacionalistas. E, não por acaso, jogo esse que você acabou de defender... Sob essa ótica infantil, basta nos separarmos em grupos, cada um com a sua lógica particular, e está tudo resolvido. Tudo se resumiria a um conflito de ideologias que nunca mudam. No socialismo, nos separamos em classes, cada uma com sua lógica particular. No nacionalismo, nos separamos em países. E no libertarianismo, bastaria separarmos os anarquistas dos minarquistas e estaria tudo resolvido. Cada um continuaria com a sua ideologia imutável.
    Tenho novidades para você (e para os socialistas, nacionalistas, esquerdopatas, direitontos, conservadores, e outros candidatos a tiraninhos): Só existe uma lógica. Ideias que se provem erradas devem ser abandonadas pelos serem humanos honestos intelectualmente. É o caso da anarquia.

    Abcs
  • Dan  20/01/2017 08:25
    Cara vc é demente??? Escreveu esse texto GIGANTESCO e não respondeu NADA do q eu perguntei sobre como será o uso dessa MONTANHA DE DINHEIRO q o seu estadinho "mínimo" vai arrecadar com esse sei IMPOSTO UNIVERSAL ABSOLUTO!! Rodou, rodou, e mudou de assunto! Eu não não quero saber do história do seu amigo celíaco alcoólatra!!! Eu SOMENTE queria saber da porra da sua justificativa pra essa sua arrecadação MEGALOMANÍACA. Mas agora a minha vingança será maligna!!!

    VC é tão moralmente doente q afirma q o mercado INTEIRO precisa ser taxado de forma igual só para não ser injusto com o mercado "do coleguinha", isto é, q é feio roubar um e não roubar outro e q o "certo" é ASSALTAR TODOS MESMO Q NÃO SE NECESSITE DO DINHEIRO!!! Imagine só um estado ladrão q rouba, não por uma questão de necessidade mas por QUESTÃO DE JUSTIÇA! Vc precisa urgentemente SE INTERNAR!

    E mais, essa sua novela travestida de linha de raciocínio é tão LOUCA q vc uma hora fala em taxar a RENDA de todo mundo em 10% afirmando q isso já seria o bastante para sustentar a sua "mini máfia", CONTUDO continua querendo mais taxação pra tudo, assim do nada e pra nada! Seria só pelo prazer de roubar e fuder com a vida dos outros?

    E falando em roubar, não torna o imposto INJUSTO reservá-lo apenas à alguns segmentos de mercado e outros não! E isso pelo simples fato de q os empresários não são obrigados a investir em nicho de mercado taxado pelo estatuto da região/minarquia, podendo eles aceitar atuar no ramo afetado se quiserem ou então trocar de atividade/região. Mas é claro q ele não irão mudar pq é claro q NÃO SÃO OS EMPRESÁRIOS Q PAGAM OS IMPOSTOS, SÃO OS CONSUMIDORES DO PRODUTO/SERVIÇO.

    Além disso a taxação exclusiva de certas atividades comerciais podem muito bem ter como justificativa o PREJUÍZO q tais atividades/comércio podem causar direta ou indiretamente à sociedade e/ou elevar a demanda pelos serviços prestados no pacote do "mini estado".
    Exemplos: um estado pode decretar impor taxas sobre o comércio de cigarros, drogas e bebidas alcoólicas com a explicação de q o consumo disso eleva a procura pelos seus serviços públicos de saúde devido aos malefícios diretos causados à saúde dos usuário a curto ou longo prazo, e também devido à elevação nas ocorrências policiais, sobrecarga de processos no judiciário, aumento do vício, descontrole e agressividade dos indivíduos, enfim, aplicando assim, sobre a produção e/ou circulação destas mercadorias, uma taxação JUSTA E ENORME q sustentaria, parcial ou até totalmente, os serviços de saúde e segurança. E pela mesma razão, os automóveis também poderiam ser taxados para alimentar os serviços de manutenção de estradas e sinalização. As atividades comerciais q causam severos danos ambientais poderiam ser taxadas para sustentar órgãos de proteção da fauna e da flora ou criar fundos para uso em casos de desastres naturais. A taxação sobre o agronegócio poderia ser justificada pela necessidade de um órgão fiscalizador da qualidade dos alimentos, enfim, a própria sociedade, não os POLÍTICOS, é q definiria a necessidade e o nível de uma taxação conforme a sua necessidade de padronização, segurança e comodidade nas relações sociocomerciais.

    Mas olha só o q eu fiz!! Te refutando fiz um textão justificando uma minarquia MIL VEZES MELHOR DO Q VC!

    Mas todos esses pacotes de serviços centralizado NUM ESTADO MINARQUISTA podem muito bem serem criados e oferecidos separadamente por empresas privadas, e pelo mesmo método de parceria de oferta embutida de um serviço privado no consumo do produto de outra empresa privada, onde o "imposto" é repassado dinamicamente entre empresas bem conceituadas, aprovadas e adotadas pelos consumidores com o ato da compra casada.
    E pra vc nunca mais esquecer: Imposto é roubo, e roubo é IMORAL, e um governo q impõe imoralidades às pessoas é um governo q merece ser DESTRUÍDO! TODA taxação só é válida entre os cidadãos que QUEREM participar para usufruir de seus benefícios E PONTO FINAL.

    P.S: Vc não precisa mais responder as minhas perguntas! Já percebi q vc não tem condições intelectuais e psíquicas de fazê-lo. Passar bem!
  • curioso  20/01/2017 20:58
    1) esse debate representa os dois grupos? quero dizer, todo minarquista é contra isenção de impostos e todo ancap é a favor? Sempre?

    2) seguindo essa logica do "free rider", minarquistas tambem sao contra sonegação de impostos?
  • Impávido Colosso  18/01/2017 14:27
    Será que ninguém percebeu que o estado criou a "cultura do assalto" ?

    O estado tem a fama de corrupto, mal administrado, sem vergonha e incapaz.

    Se as pessoas são criadas em um local com a "cultura do assalto", cultura da malandragem, etc; a tendência é que mais crimes irão acontecer.

    Eu acho difícil alguém virar criminoso em um local sem crimes. As crianças aprendem desde cedo que tem muita corrupção no governo e na sociedade. Isso acaba gerando a "cultura do crime".

    Por isso, confiscar e expropriar os bens das pessoas virou uma coisa normal. Ninguém tem vergonha em pedir que o estado confisque mais bens das pessoas.

    As sociedades que respeitam o patrimônio alheio são mais livres, porque as pessoas não duvidam da honestidade das outras.

    A "cultura do crime" venceu no Brasil!
  • Adriel Felipe  18/01/2017 14:38
    O libertarianismo não defende a liberdade, defende a liberdade dentro da (e com a) sua propriedade. Como aqui no Brasil a propriedade privada é relativa, os aproveitadores vão até se sentir presos.
  • João das Coxas  18/01/2017 15:52
    Boa observação.

    [/youtube]https://www.youtube.com/watch?v=v1-SsAd2WgE[/youtube]
  • Santana  18/01/2017 15:57
    Correto. A palavra chave não é "liberdade" mas sim "propriedade privada".

    Propriedade privada. E todo o resto deriva disso.

    Se fosse possível escolher uma frase que resume toda a teoria libertária, esta seria ela. É a existência da propriedade privada, e é o respeito à propriedade privada, o que gera todos os outros direitos do ser humano.

    A primeira e mais direta consequência de se reconhecer a propriedade privada é que seu corpo se torna a primeira fronteira inviolável. Sendo o seu corpo a sua propriedade, ninguém pode agredi-lo. Consequentemente, ninguém pode tirar a sua vida.

    A segunda consequência da inviolabilidade do corpo humano é que a única maneira ética e moral de você conseguir bens é por meio de transações voluntárias. Para que alguém voluntariamente lhe forneça algo, você tem de voluntariamente fornecer outro algo para esse alguém. Você não pode coagir ninguém e nem ninguém pode lhe coagir.

    É assim, por meio dessas transações voluntárias, que surge o mercado. O mercado nada mais é do que a arena em que ocorrem transações voluntárias. O mercado é consequência direta da propriedade privada. Sem propriedade privada não pode haver transações livres e voluntárias. Consequentemente, sem propriedade privada não pode haver mercado.

    A terceira consequência, que advém dessas duas primeiras, é que, tudo o que você adquiriu honestamente, por meio de transações voluntárias e as quais não agrediram terceiros inocentes (seja o seu salário, seja o seu carro, seja a sua casa, seja a sua cerveja, seja o seu cigarro, seja a sua arma), é sua propriedade e — por conseguinte — não pode ser confiscado ou destruído.

    Esse, em resumo, é o cerne da teoria libertária.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2227
  • Pobre Paulista  18/01/2017 16:42
    Lembrando que numa sociedade libertária, qualquer grupo de pessoas pode se utilizar de suas próprias propriedades privadas para fundarem países ali dentro. Podem se auto-declararem reis, ou criar repúblicas, ou criarem experimentos comunistas, socialistas, ou qualquer outra coisa.

    O Libertarianismo é a única filosofia política que aceita coexistir pacificamente com todas as outras.
  • Taxidermista  18/01/2017 17:04
  • FL  18/01/2017 18:53
    Alguém consegue pensar em alguma propriedade privada, com valor significativo, que seja efetivamente privada?

    Imóvel -> você tem que pagar taxas e cartórios apenas para registrar em seu nome. Uma vez feito isso, você tem que pagar IPTU para sempre, ou o governo se vê no direito de tomar o seu bem.

    Veículos -> você tem que pagar impostos na compra e taxas para registrar em seu nome. Uma vez feito isso, você tem que pagar IPVA, licenciamento, seguro obrigatório e sei lá o que mais para manter o mesmo, ou o governo se vê no direito de tomar o seu bem.

    Salário -> você é descontado antes de receber, e é obrigado a declarar toda sua renda para o governo conferir se não quer tomar um pouco mais - e se você não pagar, corre o risco de ser preso.

    Cazzo, você tem que pagar até se quiser levar seu corpo para um outro lugar, pois não consegue sair do país sem um passaporte emitido pelo governo.
  • Taxidermista  18/01/2017 21:13
    Por isso que o Hoppe sustenta que a conversa de "estado protetor da propriedade privada" não passa de uma contradictio in terminis:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2257
  • Capital Imoral  18/01/2017 14:59
    Vamos começar deixando claro alguns pontos.

    1- Quem vive da exploração do homem pelo homem, através do capitalismo, é você meu amigo libertário.

    2- Quem destrói a cultura de um povo, através de porcaria da grande mídia e internet, é você meu amigo libertário.

    3- quem destrói as relações humanas, transformando os seres humanos em objeto de preço, é você meu amigo libertário.

    O capitalismo destruiu a vida de milhões de pessoas. Todas as nossas dores e sofrimentos, deve-se ao capitalismo. Pergunte a qualquer pobre, qual seu principal problema e percebera que há algo relacionado ao capital. Portanto meu amigo libertário, você não tem nenhum direito de ter superioridade moral, pois o capital é imoral por excelência.

    Não gostamos de você, senhor capitalista, apenas te aturamos porque o socialismo ainda não chegou a perfeição, ao estado da arte, mas quando chegar meu amigo, seus dias estarão contados. Vou exigir o pedido de desculpas de cada um, a começar por Helio beltrião.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Joao  18/01/2017 16:43
    UAHUAHUAHUAH... cada vez que esse cara escreve eu me mijo de tanto rir, uahuahuaha
  • Joao  18/01/2017 17:00
    "este cara" é o Capitalista Imoral, a quem me refiro. Que certamente esta utilizando um computador, internet, tem IPhone, e odeia o capitalismo, uahuahua
  • Joao  18/01/2017 17:08
    Gerson, vou reescrever sua frase 1, com uma droga permitida:
    Cerveja. Se deixar de ser crime tomar cerveja, o consumo vai aumentar e vocês sabem disso. Descriminalizar é o mesmo que dizer "tudo bem em tomar". E além disso, as pessoas não têm disciplina ou respeito aos outros. Eu já passei por pessoas tomando cerveja duas vezes levando meu filho para a creche.
  • Opressor  19/01/2017 00:28
    Cara, não sei se isso é zueira ou você é mais um zumbi kk. Mas vamos lá:

    "1- Quem vive da exploração do homem pelo homem, através do capitalismo, é você meu amigo libertário."

    Exploração por meio do capital só existiu na cabeça de Marx, a teoria da mais-valia já nasceu refutada meu amigo. Eu posso passar três dias cavando um buraco que o trabalho por si só não tem valor algum. O preço do meu trabalho não está na quantidade de horas dedicadas a ele.

    "2- Quem destrói a cultura de um povo, através de porcaria da grande mídia e internet, é você meu amigo libertário. "

    kkkk pqp, mano você tem problemas? O capitalismo permitiu grandes invenções tecnológicas que aumentaram a qualidade de vida da humanidade, aumentou o conhecimento e simplificou o seu acesso. Agora se você depende de um governo lhe dizendo qual conteúdo é bom e qual conteúdo é ruim, foda-se ...problema seu. Eu tenho autonomia (pelo menos por enquanto) pra escolher aquilo que merece ser consumido por mim.

    "3- quem destrói as relações humanas, transformando os seres humanos em objeto de preço, é você meu amigo libertário. "

    Trabalhar VOLUNTARIAMENTE e ser pago por isso, não é transformar o ser humano em objeto. Isso faz sentido no período da escravidão, meu caro.

    Dá pra ver que você não sabe nada de libertarianismo/capitalismo apenas o que seu professor de história/sociologia lhe disse:

    "O capitalismo destruiu a vida de milhões de pessoas. Todas as nossas dores e sofrimentos, deve-se ao capitalismo. Pergunte a qualquer pobre, qual seu principal problema e percebera que há algo relacionado ao capital. Portanto meu amigo libertário, você não tem nenhum direito de ter superioridade moral, pois o capital é imoral por excelência. "

    Só pode estar de brincadeira,né? Logo o Capitalismo malvadão que aumentou a renda de milhões de pessoas, removendo elas da miséria extrema, logo o Capitalismo malvadão que por meio da livre concorrência diminuiu custos dos produtos tornando-os mais acessíveis, logo o Capitalismo opressor que aumentou a estimativa de vida da humanidade, que trouxe serviços e produtos revolucionários. Concordo com você temos que destruir esse capitalismo facista, machista,opressor,malvadão e voltar a viver no mato. Mas para isso temos que jogar no lixo tudo de bom que ele nos trouxe. Você pode começar.

    "Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises."
    Você é bichão mesmo hein?

  • Inquisitor  18/01/2017 15:03
    Mas é claro que eu me oponho a bancar um exército! Se algum outro país resolver invadir o meu, é obrigação de cada um saber se defender de mísseis e tanques de guerra.

  • Hans  18/01/2017 15:54
    Tolinho.

    Se há uma função para as forças armadas (estatais ou privadas) esta é justamente a de proteger um território contra invasores.

    Tanto é que o autor do artigo em momento algum se opôs a isso.

    Outra coisa: o porte irrestrito de armas serve exatamente para se proteger também contra esse tipo de agressão.

    O desespero para inventar espantalhos é tanto que você tem recorrer a invenções apenas para justificar sua defesa da coerção.

    Aliás, converse com os suíços:

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços
  • Joao  18/01/2017 16:50
    Que visão míope da coisa.
    Agora imagine um país onde a industrialização, comércio e porte de armas seja completamente livre. Se fosse no Brasil, por exemplo, poderíamos ter um dos maiores exércitos do mundo. Ao invés disso me parece que você prefere que o governo tome dinheiro a força das pessoas para oferecer um exército fraco e despreparado, com armas mais fracas que a dos bandidos dos morros do RJ, gastando uma fortuna por algo completamente ineficiente.
    Você diz como se o Brasil estivesse totalmente preparado para retaliar "ataques de bombas dos inimigos". Agora me sinto seguro, pois o Estado é um excelente exemplo de provedor de segurança com sucesso extraordinário.
  • Vinicius  19/01/2017 12:19
    Vc acha mesmo que civis que levam uma vida totalmente distinta (medico, contadores, professores, estudantes)
    vão vencer exércitos com pessoas que vivem disso e não sabem fazer outra coisa? Vc é tão sonhador quanto um Socialista.

  • Joao  19/01/2017 16:58
    Não sei onde você vive, mas onde eu vivo a segurança privada é muito mais eficiente que a segurança pública.
  • Joao  19/01/2017 17:04
    Outra coisa Vinicius, eu já fui militar, e posso lhe garantir que a ÚLTIMA coisa que os militares fazem é treinar. A vida de um quartel é muito mais parecida com uma empresa do que você imagina. Tem soldado que vai ao estande de tiro uma vez por ano, mas em compensação, cozinha que é uma beleza. Oficial acima de tenente então, não lembram nem como municiar uma pistola. Se o cara não for do material bélico (pior ainda se não for infantaria ou artilharia), ele não sabe nem o nome das armas que o quartel tem, e tampouco o nome do armeiro que esta de serviço no dia. O intendente só sabe onde fica o armário de folha A4. Grande diferença do "cidadão comum". Tem civil que frequenta muito mais o estande de tiro que o militar de carreira. Mas esse pobre coitado representa uma ameaça pra sociedade, correto?????
  • Max Stirner   18/01/2017 15:12
    "O credo do libertarianismo é o princípio da não-agressão: nenhum indivíduo deve sofrer agressão contra sua pessoa e propriedade caso ele próprio também respeite a pessoa e a propriedade de terceiros."

    Isso é tão utópico quanto o comunismo.

    Os indivíduos estão em conflito constante, o PODER permeando todas as relações, a briga é o tempo inteiro. Como se quer garantir respeito sem ter o mecanismo que faça o mesmo ? O Estado é pintado aqui como o vilão, a raiz de todos os problemas...
    Se as pessoas fossem boas, o Estado não seria ineficiente, não seria corrupto...se as pessoas fossem boas nem de Estado elas precisariam. O site do Mises talvez esteja ha anos batendo na tecla errada, a miopia é tão grande que não consegue perceber o problema diante do nariz.

  • Souza  18/01/2017 17:04
    Toda essa sua divagação é para esconder a sua covardia? Por que você não simplesmente tem a hombridade de assumir que defende a espoliação, a coerção e o roubo de terceiros para garantir privilégios para alguns poucos?

    Vamos lá, tenha ao menos essa dignidade. Diga em alto e bom som que, para você, roubar, desapropriar, forçar, agredir os outros, matar é a "moral" que deve ser seguida.
  • Max Stirner   18/01/2017 20:19
    Só em acreditar em "moral", ja mostra o tolo que é...


    E eu quero ver se o moderador vai ter culhões pra aceitar este meu comentário, porque é muito fácil criar um sitezinho como esse e censurar as mensagens que não agrada. É por isso que vocês não chegam a lugar nenhum.
  • N.W.A.  18/01/2017 22:59
    E esse comentaristazinho, que ama o estado, e depois chama de tolo quem "acredita em moral", tem culhões para "chegar" em que "lugar"?
  • Joao  18/01/2017 17:16
    Explica então por que você acha que o Estado é dotado de toda essa moralidade e dignidade, e por isso deve ter o poder total de decidir o que os outros devem ser, fazer, ter, etc. O estado tem um excelente histórico de sucesso nisso tudo, correto?
  • Mario Gonzaguinha Soares da Silva Só  18/01/2017 17:25
    "Se as pessoas fossem boas, o Estado não seria ineficiente, não seria corrupto...se as pessoas fossem boas nem de Estado elas precisariam"

    Mais uma vez, essa mesma besteira sendo repetida pela enésima vez...

    Preste atenção: os libertários são contra o estado justamente pq sabem q nem todas as pessoas são boas; logo, não tem racionalidade permitir que sociopatas tenham tamanho poder de dominação sobre outras pessoas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1917

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1705
  • DRN  18/01/2017 15:37
    Sociedade sem NENHUM Estado?

    Sociedade sem VALORES?

    Faz-me rir.

    Vcs estão lidando com humanos ou marcianos?
  • DNA  18/01/2017 15:53
    Sociedade sem valores?!

    Ora, os libertários são os únicos que defendem estritos valores morais. Ninguém deve roubar, escravizar, espoliar, coagir, agredir terceiros inocentes. Ponto.

    E você, quais os seus valores? Você defende o roubo, a coerção, os privilégios garantidos com o dinheiro roubado de terceiros, a coerção, a agressão a inocentes?

    Se sim, você ainda quer posar de portadores de valores?

    Ah, outra coisa, você está dizendo que não há valores em uma sociedade que não seja controlada por políticos? Quer dizer então que quem infunde valores positivos em uma sociedade são Lula, Renan Calheiros, Sarney, Temer, Dilma, Geddel, Pimentel, Rodrigo Maia, FHC, Serra e toda essa putada?

    Se você realmente acredita nisso, então você é um ignóbil sem qualquer possibilidade de salvação.

    É cada coitado que despenca por aqui...
  • Joao  18/01/2017 16:51
    Pior de tudo é ver as pessoas defendendo atitudes nefastas, como roubar, desapropriar, forçar, agredir os outros, matar. Isso passa a ser o "moral" para esse tipo de gente.
  • Numiers-Doc  18/01/2017 15:59
    Um pouco de pimenta na discussão!
    ""https://portalconservador.com/avaliando-os-libertarios/
  • Minarquista   19/01/2017 00:13
    Li o artigo. É um monte de bobagens. O néscio que o escreveu confunde libertarianismo com anarquismo.
    Quero crer que a absoluta maioria dos libertários é gente razoável, e portanto minarquista.

    Os poucos anarquistas que estão entre nós causam um barulho ensurdecedor, o que leva muita gente a essa confusão.

    Entretanto, um sujeito que se atreve a escrever sobre um tema, tem a obrigação de estuda-lo a fundo. E lendo o artigo linkado fica claro que o sujeito que o escreveu ou foi preguiçoso e não estudou nada, ou até tentou, mas não teve um mínimo de capacidade intelectual para compreender o que leu.

    Abcs
  • Wanderson Goncalves Pereira  18/01/2017 16:14
    Os libertários aplicam os indefectíveis princípios da Escola Austríaca à ciência política, pedagogia, culinária, agronomia, mecatrônica, tratamento de doenças, combate à dengue... os libertários pularam o corregozinho, ou melhor, o oceano. Na parte ECONÔMICA estão 100% certos. Se você estiver discutindo a MORALIDADE do aborto, lá vem eles com os princípios AMORAIS de economia para explicar o tema.
  • Guilherme  22/01/2017 13:59
    "Se você estiver discutindo a MORALIDADE do aborto, lá vem eles com os princípios AMORAIS de economia para explicar o tema."

    É mesmo?

    A questão do aborto

    O gozado é que, no artigo acima, toda a discussão se dá exclusivamente em termos de moral e de ética, e absolutamente nada de economia.

    O que mais tem aqui -- aliás, na internet em geral -- é gente recém-chegada que arrogantemente jura saber absolutamente tudo sobre como os outros pensam. Isso nunca deixa de me impressionar.

  • Max Rockatansky  18/01/2017 16:58
    "Sociedade sem NENHUM Estado?

    Sociedade sem VALORES?
    "


    COMO É QUE É?

    Então para você "valores" = "estado"? Sem estado não há valores? O estado é a entidade que incorpora os valores da sociedade? Aprendeu bem com Mussolini e Stalin hein.

    É esse tipo de gente que vem querer pautar os outros usando da violência estatal.
  • Perdido  18/01/2017 15:48
    Uma pergunta fora do tema do texto.

    Essas promessas de reduções na taxa Selic vão vingar ou veremos uma reedição dos erros da Presidanta? Digo isso porque nada mudou no cenário atual. Inclusive os Estados Unidos prometeram aumentar os juros por lá.

    O que os amigos acham?
  • Andre  18/01/2017 16:03
    Naqueles tempos da redução da selic via marteladas tivemos o menor juro real de nossa história, coisa de 2% ao ano:

    www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/mesmo-com-queda-nos-juros-ganho-real-sera-o-maior-em-dez-anos-diz-economista

    Se o BC mantiver esse juro real pelos 4-5% a.a. e reformas econômicas mínimas por parte do governo, não teremos uma explosão inflacionária.
  • Andre  18/01/2017 15:49
    Defender libertarianismo no Brasil é fácil demais, é crise para todos os lados que se olha e com escancarada responsabilidade do estado, se o libertário tem dificuldades de argumentar nesse cenário precisa do choque desse artigo.
  • Alberto  18/01/2017 16:56
    Ótimo ponto, André. Também sempre pensei nisso.

    Com tantos fracassos estrondosos e falhas evidentes do estado brasileiro, bem como todas as crises econômicas que ele próprio causou (como a atual), é impressionante que ainda haja um único brasileiro (que não seja funcionário público) que ainda tenha alguma simpatia e boa vontade para com o estado e seus burocratas e políticos.

    O estado destrói o padrão de vida dos brasileiros, mas estes simplesmente não conseguem imaginar como seria sem ele.

    Isso é pior que a Síndrome de Estocolmo.
  • Jair  18/01/2017 17:30
    E não apenas isso: as pessoas, na sua grande maioria, continuam pedindo por MAIS ESTADO.
  • Claudio M. FEA-USP  18/01/2017 16:02
    Se não houver o FGTS, Seguro-Desemprego e leis trabalhistas os funcionários ficam desamparados. Eu conheço bem isso, eu tenho contato com Economia & Adm, trabalho na área para a prefeitura e sou um formador de opinião na região onde moro e leciono.
  • R. Nonato, Trabalhador  18/01/2017 16:12
    Você quis dizer o contrário, né?

    FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito

    Como o governo pune exatamente quem quer ajudar

    O sistema trabalhista brasileiro é arcaico e tem de ser alterado

    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?

    Aliás, sua lógica é absolutamente sensacional: o governo deve confiscar uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação).

    E você se considera um humanista? Ou mesmo alguém racional?
  • Claudio M. FEA-USP  18/01/2017 16:48
    Me considero uma pessoa sensata, tbm sou formado com os melhores mestres, tenho contato com a realidade econômica.
  • Andre  18/01/2017 17:01
    Já que conhece tanto a realidade econômica... discorra aí "O Brasil é pobre porque..."
  • Claudio M. FEA-USP  18/01/2017 17:15
    É pobre porque foi durante muito tempo explorado como colônia, cultura escrava, o povo daí decorrente não conseguiu se desenvolver pois não conseguiu entender o poder que a educação pode fazer para melhorar a economia como um todo. Culpa dos europeus que exploraram e deixaram um legado cultural pobre, perpetuando um perverso ciclo vicioso. E agora, com os EUA atualmente bancando toda forma de exploração, inclusive financiando guerras no oriente médio, não tem como o Brasil ir pra frente.
  • Ricardo  18/01/2017 17:40
    Jaysus! Esse tipo de raciocínio ainda existe na FEA-USP?! Quando é que vão transformar a USP num estacionamento?

    Querido Claudio, o Canadá foi uma colônia. Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong também foram colônias. Aliás, o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, também foi colônia. Por outro lado, Etiópia, Libéria, Tibete, Nepal e Butão jamais foram colônias, mas hoje abrigam as pessoas mais pobres do mundo.

    "E agora, com os EUA atualmente bancando toda forma de exploração, inclusive financiando guerras no oriente médio, não tem como o Brasil ir pra frente."

    Essa parte é tão impagável que merece ser emoldurada. Aliás, aproveitando o gancho do artigo, pessoas pobres do Estado de São Paulo são espoliadas e têm a sua renda confiscada (via ICMS e IPVA) para que o Cláudio estude "de grátis" na USP e aprenda essas coisas com professores de humanas muitíssimo bem pagos com o dinheiro dos trabalhadores.

    Realmente, é um arranjo muito moral e propício ao desenvolvimento.
  • Jackson  18/01/2017 19:03
    "É pobre porque foi durante muito tempo explorado como colônia"

    Meu Deus!

    Até o escritor Eduardo Galeano chegou a dizer que estava errado ao defender essa "tese" no tal de "veias abertas da America Latina", e um professor da USP vem aqui hoje largar essa pérola?

    Estamos perdidos mesmo!
  • Iniciante  18/01/2017 17:49
    Olá,

    se o governo acabasse com o FGTS, vocês acreditam que o valor que era pago pelo empregador seria pago integralmente ao empregado? Nesse caso, o que garante que ele não iria converter a ex-obrigação em lucro?

    Com relação ao salário mínimo. Caso não existisse, quanto seria pago aos trabalhares que hoje ganham esse valor? Será que não haveria exploração por parte dos empregadores, uma que o trabalhador pobre seria obrigado a aceitar o trabalho por salário baixo, devido a sua situação de pobreza?



  • Rodrigo Vasconcelos   18/01/2017 18:13
    "se o governo acabasse com o FGTS, vocês acreditam que o valor que era pago pelo empregador seria pago integralmente ao empregado?"

    O valor que o patrão paga de FGTS já representa um custo do empregado para ele. Quando você contrata alguém, você já tem de levar em conta esse custo. Portanto, seria muito melhor que o FGTS pudesse ser entregue separadamente para o trabalhador, para que este então pudesse fazer o que quiser com ele.

    No mais, nada garante que com o fim não só do FGTS mas também de todos encargos sociais e trabalhistas haveria aumentos salarais, é fato.

    Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos salariais. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.

    Especificamente sobre o FGTS, a falta de vergonha do governo é ainda mais explícita. O governo toma R$ 100 do trabalhador e devolve R$ 103 após 12 meses. Nesse mesmo período, aquilo que custava R$ 100 passou a custar R$ 111 (inflação de 2015).

    Isso, meu caro, é confisco puro e duro. O trabalhador perdeu dinheiro, em termos reais, por causa dessa política do governo.

    Se o trabalhador ficasse com esse dinheiro, ele ao menos poderia investi-lo em aplicações financeiras que rendem acima da inflação. Sem essa opção, resta-lhe apenas receber de volta um valor cujo poder de compra foi totalmente destruído.

    "Nesse caso, o que garante que ele não iria converter a ex-obrigação em lucro?"

    Já explicado acima.

    Porém, mesmo que ele convertesse isso em lucro, o que você acha que ele faria com esse lucro? Em uma sociedade de mercado, empreendedores não consomem seu lucro numa viagem para as Bahamas. Empreendedores reinvestem o lucro, seja expandindo seus negócios, seja contratando novos funcionários, sejam concedendo aumentos salariais. Empreendedor que não reinveste seu lucro é prontamente engolido pela concorrência, que toma sua fatia de mercado.

    Portanto, em uma economia livre, essa sua preocupação é inexistente.

    "Com relação ao salário mínimo. Caso não existisse, quanto seria pago aos trabalhares que hoje ganham esse valor?"

    Certamente muito mais do que. Aqueles que dizem que se não existisse salário mínimo todo mundo trabalharia de graça tem de explicar por que há milhões de pessoas que hoje ganham mais que o mínimo. Afinal, se o salário mínimo é o valor mínimo a ser pago, como é que há milhões de pessoas ganhando mais que o mínimo?

    A minha empregada doméstica mesmo ganha 40% a mais que o salário mínimo (fora os encargos sociais e trabalhistas). Por que eu faço isso? É porque sou bonzinho ou porque sei que, se pagar pouco, outro pessoa a contratará por mais?

    Artigos sobre isso:

    Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    O sofrimento gerado pela imposição de um salário mínimo

    Salário mínimo, estupidez máxima

    A questão do salário mínimo
  • Joao  18/01/2017 19:53
    Realmente, não tem como explicar para alguém que não compreende a lógica da oferta/demanda que o salário mínimo é uma artificialidade que acaba com aqueles que querem trabalhar, mesmo que seja por um salário menor que o "mínimo". A falta de trabalhadores em determinado setor, vai gerar aumento salarial, por pura e simples lógica. Isso sem dizer no efeito inflacionário resultante do governo impor por meio de sua força o salário mínimo. Explico:
    Um dono de padaria tem 6 funcionários ganhando um salário mínimo. Ele poderia ter 10, mas os altos encargos o impedem disso. Então, vem o governo "bonzinho" e aumenta o salário mínimo. O dono da padaria (capitalista malvadão, pois não faz pão de graça para ninguém) fica em um dilema. Demito 2 funcionários, ou aumento o valor do pão para cobrir meu passivo trabalhista, que aumentou acima da inflação?
    Resultado, ou o salário mínimo gerou desemprego, ou gerou inflação. O que não gerou foi benefício para o trabalhador, uma vez que aqueles trabalhadores que ficarem, vão certamente pagar mais caro nos demais serviços, pois os donos de outros estabelecimentos comerciais vão optar eventualmente por repassar o custo para o valor final dos produtos. Então o trabalhador fica todo iludindo achando que teve aumento de salário, e na verdade ele vai pagar tudo mais caro, isso se não ficar desempregado.
    Desta forma, qual a vantagem de se existir um salário mínimo?
  • Scholastic  18/01/2017 18:23
    Iniciante,

    acompanhe:

    imagine que exista uma lei de salário mínimo de 1.000.

    Pois bem, imagine agora uma pessoa que esteja desempregada passando fome; e imagine que vc é um empregador que gostaria de dar emprego a essa pessoa, mas sua firma é bem pequena e você só tem condições de dar um salário de 900 para essa pessoa. Além disso, essa pessoa não tem qualquer habilidade nem experiência, mas mesmo assim você estaria disposto a pagar salário de 900 para ela.

    O que ocorre? Por causa da lei de salário mínimo, essa pessoa tem que ficar passando fome. Você está proibido de pagar um salário de 900 reais para essa pessoa.

    O estado, portanto, proíbe que essa pessoa ganhe 900 reais. O estado simplesmente tira essa alternativa dessa pessoa que está passando fome.

    Portanto, quem está explorando quem aí? Consegue enxergar agora?
  • Iniciante  18/01/2017 20:20
    Vlw pessoal.

    Obrigado pelas respostas.
  • Bartolo de Sassoferrato  18/01/2017 17:52
    "Se não houver o FGTS, Seguro-Desemprego e leis trabalhistas os funcionários ficam desamparados".

    É isso que vc ensina lá na USP? Deprimente. Essa frase é simplesmente falsa.

    Quanto mais leis trabalhistas, menos livre é uma economia; quanto menos livre é uma economia, menores são os salários dos trabalhadores (pq menor a produtividade do trabalho, produtividade q gera aumento real de salários), pq menor será a geração de riqueza e de prosperidade e menor será o padrão de vida geral.
    Logo, não são as leis trabalhistas que "amparam" os trabalhadores, caro sabidão; elas aumentam os custos de produção e tornam mais difícil a empregabilidade. É a produção/geração de prosperidade econômica (que ocorre com economia de mercado, trocas voluntárias, propriedade privada, sistema de preços, especialização e divisão do trabalho) que beneficia a todos (inclusive os trabalhadores), e leis trabalhistas vão de encontro à produção/geração de prosperidade econômica.


    "Eu conheço bem isso, eu tenho contato com Economia & Adm, trabalho na área para a prefeitura e sou um formador de opinião na região onde moro e leciono"

    Risível "argumento de auto-autoridade". Trabalha "para a prefeitura", é? Triste de quem tem opinião formada por você.

    "Me considero uma pessoa sensata, tbm sou formado com os melhores mestres, tenho contato com a realidade econômica"

    Auto-elogio puro e simples? E de novo o "argumento de auto-autoridade"? A "realidade econômica" que você tem contato é a realidade da "prefeitura".

  • Arnaldo  19/01/2017 15:33
    Mais um funcionário público pateta metido a entendedor de livre-mercado.
  • Benzoato de Sódio  18/01/2017 16:08
    Eu, como meu nome diz, sou um conservador, um conservador-liberal, mais liberal do que conservador na verdade.
    Concordo com quase tudo que foi dito no texto. Mas tenho perguntas:

    1 - Caso um espaço de terra habitado por quase 100% de libertários vivesse segundo estes preceitos, mas os países vizinhos não. Estes inimigos da liberdade fariam de tudo para sabotar, mas em última instância inventariam uma desculpa para invadir a terra. Eles teriam forças armadas treinadas e equipamentos como mísseis, armas de destruição em massa etc. Como a terra libertária (Libertyland, belo nome) iria lidar com isso?

    2 - Libertyland seria um local altamente desenvolvido e próspero, isto atrairia diversos "estrangeiros" que não teriam problemas para entrar, porque não haveria nada para impedir. Imagine que ocorresse uma migração em massa de refugiados muçulmanos para Libertyland e estes se tornassem maioria. Eles poderiam querer impor a sharia a toda Libertyland transformando-a em Libertistão. Como impedir que isto ocorra?

    3 - Por exemplo, Kim Jong-un é o homem que goza de mais liberdade na Coréia do Norte. Sua liberdade dentro daquele país é quase ilimitada, é limitada apenas pela fidalidade dos seus generais. Existem divergências sobre o conceito de liberdade ou liberdade só tem uma definição? Eu entendo que liberdade é a ausência de limites às ações humanas. A ausência de limites parece levar sempre o mais forte a ser o único que vai conseguir realmente ter uma liberdade total. No caso de Kim Jong-un, ele não é o mais forte, é só um garoto gordinho, mas herdou a fidelidade dos homens que lhe proporcionam o poder.
    Na verdade, o que os libertários querem não é uma liberdade limitada por certos parâmetros que eles consideram razoáveis?
    Hoje temos uma liberdade limitada por outros parâmetros, mas que nós NÃO consideramos razoáveis. O que queremos não é uma mudança nos parâmetros que limitam a liberdade, mas ainda sim sendo uma liberdade limitada?

    4 - Libertyland poderia existir em um mundo como o nosso onde existem estados ou só poderia existir num mundo onde todas as nações sejam como ela?
  • Cloreto de benzalcônio  18/01/2017 16:35
    1 - Como fazem Liechtenstein, San Marino, Andorra, Hong Kong, Cingapura, Mônaco e várias outras localidades minúsculas? Aliás, por essa lógica, o que impede o Brasil de invadir o Uruguai?

    Perceba que você está imaginando uma situação que já existe no mundo atual.

    2 - Agora você cometeu um erro básico, primário mesmo. Não existe isso de "não ter problemas para entrar" em um terreno privado. Ora, na sua casa entra quem quer? Na sua propriedade de terra entra quem quer? Havendo propriedade privada, meu caro, ninguém entra sem ser autorizado. Com cada centímetro da terra sendo propriedade privada, invasão muçulmana é a última coisa com o que você tem de se preocupar.

    Curiosamente, invasão muçulmana ocorre exatamente em países cujo território é monopólio estatal. E você dá esse passe livre ao governo.

    3 - Essa foi abaixo da crítica. O texto fala claramente: você pode fazer o que quiser, desde que isso não agrida a minha propriedade e a minha pessoa. E aí você vem e faz um espantalho desses?

    4 - A primeira opção é plausível, o problema é haver algum estado que permita que pessoas vivam em um determinado terreno livremente, sem se submeter à capital. Essa é o problema.
  • Marcos  18/01/2017 18:03
    Ótimo artigo

    Eu já tinha feito pergunta bem parecida às 1 e 2, mas de forma combinada, e confesso minha dificuldade no tema.
    A questão é que nações podem chegar a ser fortes militarmente, mesmo sendo altamente estatistas (que é o caso de vários países que temos) e, em um determinado momento, uma dessas nações poderia achar muito interessante invadir um país como Libertyland.
    O que impede o Brasil de invadir o Uruguai? Não sei, talvez a falta de interesse, olhando todo o conjunto da obra.
    Mas o que sei é o seguinte: mesmo o Brasil, com suas FFAA limitadíssimas, se quisesse, invadiria o Uruguai e esse país, em si, nada teria a fazer para impedir.
    E de igual modo com relação a uma imigração em massa, considerando que esse não é um evento comum, para o qual o proprietário está preparado regularmente. Quando visse, já era. Já teriam entrado, e a confusão/problema já formado.

    Meu palpite é o de que uma nação livre e próspera, cercada de povos com outros valores, estaria sob sério risco se não considerasse a necessidade de ter razoável poder de dissuasão. Seja com forças próprias, seja por meio de acordos com outros países. seja contratando isso no mercado mundial (problema aqui, é que o mercado bélico é essencialmente estatal no mundo inteiro).

    Permaneço em reflexão e atento aos comentários dos colegas.

  • Benzoato de Sódio  19/01/2017 00:49
    Primeiro entenda que eu não sou fanático pelo Estado, até gostaria de me ver livre dele, mas tá difícil.
    "1 - Como fazem Liechtenstein, San Marino, Andorra, Hong Kong, Cingapura, Mônaco e várias outras localidades minúsculas? Aliás, por essa lógica, o que impede o Brasil de invadir o Uruguai?

    Perceba que você está imaginando uma situação que já existe no mundo atual. "


    Todos estes locais que você citou estão sob a autoridade de algum Estado. Hong Kong era da Grã Bretanha e foi devolvido a China. "San Marino é o mais antigo Estado soberano do mundo" de acordo com a Wikipedia. São países minúsculos, mas tem Estado, e são membros da UE, ONU etc. Não são uma área sem Estado, "sem dono" por assim dizer.

    "2 - Agora você cometeu um erro básico, primário mesmo. Não existe isso de "não ter problemas para entrar" em um terreno privado. Ora, na sua casa entra quem quer? Na sua propriedade de terra entra quem quer? Havendo propriedade privada, meu caro, ninguém entra sem ser autorizado. Com cada centímetro da terra sendo propriedade privada, invasão muçulmana é a última coisa com o que você tem de se preocupar. "

    Me diga uma coisa? Uma área libertária não vai ter ruas onde qualquer um possa circular? E os imigrantes não vão poder comprar imóveis caso possam?

    Curiosamente, invasão muçulmana ocorre exatamente em países cujo território é monopólio estatal. E você dá esse passe livre ao governo.

    Sim, verdade, governos permitiram a invasão. Governos controlados pela UE e ONU, que são organizações controladas por socialistas/comunistas.

    "3 - Essa foi abaixo da crítica. O texto fala claramente: você pode fazer o que quiser, desde que isso não agrida a minha propriedade e a minha pessoa. E aí você vem e faz um espantalho desses? "

    Sim, mas não tem espantalho aqui. Eu só citei o exemplo do que poderia ser a liberdade sem restrições. Liberdade limitada por estas duas regras é o que os libertários querem.

    "4 - A primeira opção é plausível, o problema é haver algum estado que permita que pessoas vivam em um determinado terreno livremente, sem se submeter à capital. Essa é o problema. "

    Concordo, este é o problema.
  • Sirkis  18/01/2017 16:37
    Pô, Benzonão, logo você que sempre fez comentários pertinente foi recorrer a espantalhos desse calibre?
  • Benzoato de Sódio  18/01/2017 22:01
    Meu caro amigo Cloreto, não quero usar de artifícios maliciosos e nem introduzir falácias, só o que quero com as perguntas é tentar promover um pouco de discussão em torno de coisas que eu considero importantes, inclusive saber o que se está defendendo.

    Hoje no mundo temos exemplos de nações com Estado que participam de tratados internacionais etc. Estou falando de uma porção de terra sem Estado. Porque as nações em volta não se declarariam dono desta terra e tentariam impor seu estado lá?
    Alguns fatores poderiam motivar uma invasão de um país a outro.
    Porque o Brasil não invade o Uruguai?
    1 - O povo teria que ser convencido de que eles são um inimigo, sem isto não haveria apoio político;
    2 - Não há interesse;
    3 - Mesmo que houvesse interesse, os custos justificariam os ganhos?
    4 - A repercussão internacional.

    Temos o exemplo do que a Rússia fez a Ucrânia anexando a Crimeia. Este é um bom exemplo. Eles enviaram soldados russos disfarçados e convenceram o povo russo com propaganda.
    A repercussão foi ruim, mas a Rússia é forte o bastante para lidar com isso.

    Falo até mesmo por uma questão de ideologia, não minha, mas de governantes. Porque uma terra desse tipo bem sucedida não seria considerada um perigo pelas outras? Os governos não teriam medo de perder seu poder caso o exemplo fosse seguido?
    Não que devamos desistir caso seja verdade, mas temos que ter consciência de quem são os inimigos da liberdade.

    Sobre a invasão muçulmana, foi permitido porque os parlamentos dos países democráticos estão tomados de socialistas que são opostos ao cristianismo e enxergam no islamismo uma forma de destruir uma das últimas barreiras ao comunismo, o próprio cristianismo. Se o cristianismo realmente é uma barreira eu não sei, mas o próprio marx (escrevo com m minúsculo de propósito) já começou a semear este anti-cristianismo desde o início. E claramente hoje a esquerda é muito simpática ao islamismo. A própria UE e ONU são controladas por socialistas. E a entrada dos refugiados em massa foi ajudada por estas entidades.

    Não quero com isto afirmar que a resposta seja ter um governo, não é este o meu objetivo. Só estou perguntando como evitar isto.

  • Benzoato de Sódio  19/01/2017 00:27
    Sirkis, sinto em desapontá-lo, mas não concordo com tudo no ponto de vista libertário. Não sou fanático pelo governo, eu até preferia que não existisse.
    Minhas perguntas não configuram a falácia do espantalho, se é isto que querem dizer com espantalhos. A situação hipotética foi necessária, porque não existe nenhuma área de terra sem Estado no mundo.
  • Rennan Alves  18/01/2017 17:55
    "2 - Libertyland seria um local altamente desenvolvido e próspero, isto atrairia diversos "estrangeiros" que não teriam problemas para entrar, porque não haveria nada para impedir. Imagine que ocorresse uma migração em massa de refugiados muçulmanos para Libertyland e estes se tornassem maioria. Eles poderiam querer impor a sharia a toda Libertyland transformando-a em Libertistão. Como impedir que isto ocorra? "

    Você só esqueceu de mencionar que os locais onde mais ocorrem migração em massa de mulçumanos são justamente controlados pelo governo (Alemanha, Suécia, etc.), mesmo com a desaprovação de grande parte da população local.

    Pior, o mesmo governo desarmou a população e ainda os obrigam a serem "amistosos" com os tais imigrantes, apesar do incrível aumento no número de estupros.
  • Wanderson Goncalves Pereira  18/01/2017 16:09
    Conservadores e libertários concordam que a economia prescinde de valores morais, a questão é que para libertários TUDO SE RESUME A CRITÉRIOS ECONÔMICOS logo, não entendo o papel da moralidade na defesa de "valores" libertários. Eu posso escolher não ser libertário? O problema, parece-me, é que os libertários avançam sobre as mais diversas áreas do conhecimento aplicando discriminadamente os princípios econômicos à psicologia, religião, cultura, ciência política, medicina, combate á dengue, arquitetura, física quãntica etc. Nessas áreas o libertário, obviamente, irá apanhar e precisará recorrer, vejam só, à moral!
  • Alfredo  18/01/2017 16:25
    "Conservadores e libertários concordam que a economia prescinde de valores morais, , a questão é que para libertários TUDO SE RESUME A CRITÉRIOS ECONÔMICOS logo, não entendo o papel da moralidade na defesa de "valores" libertários."

    Já começou falando merda. E das grossas:

    Confiança e honestidade - características cruciais para o enriquecimento de qualquer economia

    Existe uma moralidade intrínseca ao livre mercado?

    O poder leva à corrupção da moral


    A ameaça dos relativismos moral e cultural

    Como o estado deforma a ética e introduz dois parâmetros de moralidade

    Por que as pessoas insistem em palpitar com arrogância e desenvoltura sobre um assunto que desconhecem por completo? Isso é completamente abismal.

    "Eu posso escolher não ser libertário?"

    Você pode escolher ser o que quiser, desde que você não agrida a minha pessoa e a minha propriedade. Você pode ser o que quiser, desde que sua sobrevivência não dependa do esbulho da minha propriedade.

    Não consigo ser mais claro do que isso.

    "O problema, parece-me, é que os libertários avançam sobre as mais diversas áreas do conhecimento aplicando discriminadamente os princípios econômicos à psicologia, religião, cultura, ciência política, medicina, combate á dengue, arquitetura, física quãntica etc."

    E fechou falando uma merda maior ainda. Libertarianismo nem sequer está relacionado à economia. Libertarianismo é uma filosofia. Economia é uma ciência social. Como pode um adepto de uma filosofia utilizar uma ciência social para explicar religião? Puta que o pariu!

    Alguém inteligente, por favor.
  • Aragonense  18/01/2017 17:14
    "libertários concordam que a economia prescinde de valores morais, a questão é que para libertários TUDO SE RESUME A CRITÉRIOS ECONÔMICOS logo, não entendo o papel da moralidade na defesa de "valores" libertários"


    De novo essa conversa?? Pqp! Os caras não param de repetir essa bosta!

    É tosca essa conversinha direitista/conservadora/neocon de que o "[I]libertário só dá importância à economia e se esquece dos valores ...[/I]"; ora, essa conversinha é uma MENTIRA (que repetem como papagaios), uma vez que os libertários se preocupam com valores: os valores da PROPRIEDADE PRIVADA, da LIBERDADE INDIVIDUAL e da PAZ.

    Aliás, os libertários são os únicos que defendem estritos valores morais. Ninguém deve roubar, escravizar, espoliar, coagir, agredir terceiros inocentes. Ponto. Portanto, É MENTIRA que libertários "não defendem valores morais". O libertarianismo, cidadão, é a defesa da única e verdadeira MORALIDADE, A MORALIDADE DA PROPRIEDADE PRIVADA E DA LIBERDADE INDIVIDUAL. Conseguiu entender, agora?

    E os direitistas/conservadores/neocons que ficam repetindo a mesma bosta, quais são os valores deles? Defendem que o estado use violência para impor as preferências deles, não é mesmo? Defendem o roubo, a coerção, os privilégios garantidos com o dinheiro roubado de terceiros, a coerção, a agressão a inocentes?

    Se sim, ainda querem posar de portadores de valores?

    Ah, outra coisa, quem repete aquela mesma besteira de que o "libertário só dá importância à economia e se esquece dos valores ..." está dizendo que não há valores em uma sociedade que não seja controlada por políticos? Quer dizer então que quem infunde valores positivos em uma sociedade são Lula, Renan Calheiros, Sarney, Temer, Dilma, Geddel, Pimentel, Rodrigo Maia, FHC, Serra e toda essa putada?

    Ficou claro agora, cidadão, ou vc ainda não entendeu?
  • Wanderson Goncalves Pereira  23/01/2017 19:56
    Entendo suas IDÉIAS, o que estou dizendo é que elas não possuem correspondentes no mundo REAL. Por exemplo, na sua propriedade libertária você poderia tolher a liberdade de qualquer um, inclusive a minha, com a regras que você achasse conveniente e sem um direito imposto por "iluminados", cada propriedade brasileira torna-se-ia uma mini-Cuba, nunca uma área livre, pois isso seria acabar com o direito de propriedade. Como em sua mini-Cuba eu não poderei ousar discordar do seu "direito de propriedade" absoluto e absolutista é apenas uma ILUSÃO DE QUEM ESTÁ DENTRO DA PROPRIEDADE de que existe liberdade, mas quem está do lado de fora vê um mundo onde todos estão impondo regras arbitrárias e no dia em que você sair da sua LINDA PROPRIEDADE PRIVADA ONDE GOZA DE LIBERDADE, você verá que não tem liberdade alguma fora dos seus muros e que não há nada daquilo que você acharia que seria o mundo ideal, mas exatamente o contrário do que diz defender. Seu problema é que você nunca se imaginou transeunte num mundo libertário, só se imaginou proprietário.
  • mauricio barbosa  18/01/2017 20:40
    Wanderson Goncalves Pereira

    Engraçado quando avançamos nossos conceitos de moral vocês criticam.
    Quando explanamos a teoria austríaca na economia vocês criticam.

    Enfim mais um universitário emburrecido pelos professores esquerdopatas.
  • Rodrigo Amado  18/01/2017 16:25
    "Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um "liberal moderado", um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista.".

    Ou uma pessoa qualquer do povo que nem sequer sabe o significado dessas palavras.
    Geralmente essas pessoas do povo são estatistas, a maioria.
  • Joao  18/01/2017 16:39
    Como alguém pode ser contra o libertarianismo depois de ler este texto?
  • Wanderson Goncalves Pereira  23/01/2017 20:10
    Tente construir uma hidroelétrica para vender energia a uma cidade a 500Km de distância, cada proprietário impondo suas regras, ora exigindo que sua propriedade não seja tocada, ora exigindo valores exorbitantes, ora deixando a linha passar sem custos, ora cobrando um preço justo. Se você conseguir construir a linha de transmissão, volta aqui e me avisa que eu viro libertário.
  • Bernardo  23/01/2017 20:40
    Logo se vê que você nem sequer sabe o que são 'contratos' e a importância deles em uma sociedade livre.

    Quer saber como funcionaria um livre mercado de eletricidade? Aqui explica:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    A quantidade de pessoas que fala arrogantemente sobre algo que ignoram completamente nunca deixa de me impressionar. Não sei se essa é uma característica exclusiva do brasileiro (vejo muito disso no Brasil) ou se é inerente ao ser humano.
  • Marconny  23/01/2017 21:17
    "Tente construir uma hidroelétrica para vender energia a uma cidade a 500Km de distância, cada proprietário impondo suas regras, ora exigindo que sua propriedade não seja tocada, ora exigindo valores exorbitantes, ora deixando a linha passar sem custos, ora cobrando um preço justo"

    Santa ignorância econômica...

    Vá ler Hazlitt, cidadão, e primeiro tente sair dessa ignorância econômica, para depois pretender dar palpite.

    Tem aqui ó, mastigadinho:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25


    Ou leia pelo menos esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378

  • Gerson  18/01/2017 16:46
    Sou miniarquista. Para mim, faltam apenas dois pontos para eu ser libertário:

    1 - Drogas. Se deixar de ser crime usar drogas, o consumo vai aumentar e vocês sabem disso. Descriminalizar é o mesmo que dizer "tudo bem em usar". E além disso, as pessoas não têm disciplina ou respeito aos outros. Eu já passei por pessoas fumando maconha duas vezes levando meu filho para a creche.

    2 - Justiça / polícia privadas (para mim, as duas podem ser analizadas conjuntamente). Se um sujeito rouba um carro, ele pode simplesmente não querer ser julgado por um tribunal específico privado, justamente por esse tribunal não ser o único. E com que autoridade uma polícia privada poderia prender e manter preso um ladrão? O ladrão poderia alegar "não reconheço essa polícia/justiça".

    Sei que terei argumentos contrários de pessoas educadas aqui. Estou esperando.
  • Joao  18/01/2017 16:55
    Gerson, me explica então por que o álcool pode ser liberado e a maconha não. Qual a diferença mesmo? (além do fato de não existir uma "indústria da maconha" pagando o Estado para que ele libere esta droga, como fez com aquela)
  • Gerson  18/01/2017 19:33
    Álcool não vicia tanto quanto as drogas.
  • Joao  18/01/2017 20:05
    Deixa eu ver se entendi então: pra vc deve haver além disso uma hierarquia das drogas. As mais viciantes devem ser proibidas, e as menos não. Provavelmente o estado diria quais são as mais viciantes né? Então, o cigarro não deveria ser liberado. Além disso, me mostre um estudo dizendo que a maconha vicia mais que o álcool, por favor.
    Aliás, eu sou completamente contra o uso de drogas, mas as pessoas devem ser livres para fazer o que quiserem com seus corpos, inclusive prejudicá-los. Se quiserem comer fezes, problema delas.
    E outra, o álcool tem se mostrado uma droga extremamente nociva para qualquer sociedade. O fato de você dizer que "não é tão viciante" já demonstra uma típica negação, do tipo "paro quando quiser".
  • Joao  18/01/2017 20:14
    Gerson, você fala como se álcool, cigarro, fármacos, não fossem drogas. Defina melhor o que seria uma "droga", pois assim esta difícil te entender. Droga seria tudo aquilo que eu não gosto? Para mim o Estado é uma droga, pois ele é extremamente nocivo e vicia as pessoas.
    Aliás, por que você acha que o Estado deve "proteger as pessoas delas mesmas"? Desta forma, considerando que o que mais mata no Brasil são os acidentes de trânsito, seria pertinente então proibir as pessoas de dirigirem? Seria correto proibir as pessoas de comerem uma costela bem gorda, tomar refrigerante, comer chocolate em excesso, tudo isso pelo bem delas mesmas?
  •   18/01/2017 21:49
    alcool não vicia tanto quanto a maconha?

    se vc não tem uma afirmação séria para fazer, melhor não fazer afirmação nenhuma.
  • Gerson  19/01/2017 14:37
    O último estudo de que tive notícia prova que maconha faz muito mal sim e tem o poder de viciar a partir do primeiro uso. Espero que se mantenha a boa-educação nesse blog. Estou no site do MISES e não do PSTU.
  • Jorgetta  19/01/2017 15:57
    Alcool também faz muito mal sim e tem o poder de viciar e deixar as pessoas violentas (muito mais violentas do que aqueles que fumam baseados). E aí? Não pede proibição do alcool pq?
  • Gerson  19/01/2017 14:42
    Concordo que os argumentos de vocês são muito bons. Realmente não gosto da ideia do estado gastar meu dinheiro para ser babá de gente que quer se destruir usando drogas.
    Meu argumento é puramente prático: se liberar, o uso vai aumentar.

    Outro assunto: quando vocês sã contra a "guerra às drogas", é preciso diferenciar guerra às drogas de guerra contra os traficantes. Traficantes escravizam a população mais pobre usando armas que o cidadão de bem não pode ter.
  • Marcos  19/01/2017 16:14
    "Meu argumento é puramente prático: se liberar, o uso vai aumentar."

    Isso NÃO é um argumento. Vou te explicar o que é um argumento: um argumento é uma conclusão derivada de premissas. "Se liberar, o uso vai aumentar" não é argumento, nem teórico, nem "prático".


    Dito isso, o que vc faz aí é uma afirmação que, além de ser empiricamente questionável, é inócua. Logo, ainda que seja verdadeira, e daí? O que vc extrai disso? Os acidentes de carros são inúmeros, e o uso de carro está aumentando. E daí? Quer proibir carros?



    "Outro assunto: quando vocês sã contra a "guerra às drogas", é preciso diferenciar guerra às drogas de guerra contra os traficantes."

    Nota-se que vc é completamente confuso nesse assunto.

    Então qual é a diferença entre "guerra às drogas" e guerra contra os traficantes? Vc não explicou. Guerra contra traficantes é uma decorrência da guerra às drogas, cidadão. Só se tem guerra contra traficantes pq se tem guerra contra as drogas. Sem guerra contra drogas, não tem pq existir guerra contra quem comercializa drogas (traficantes). É de uma obviedade estampada isso. Entendeu?


    "Traficantes escravizam a população mais pobre usando armas que o cidadão de bem não pode ter"

    Mais confusão.

    Em primeiro lugar, traficantes têm o poder que têm por causa da proibição estatal. Isso já foi explicado diversas vezes. É a proibição que gera o risco e a consequente possibilidade de formação de grandes cartéis e chefões de tráfico que estão dispostos a correr riscos (e serem remunerados por isso). É a proibição estatal que fomenta a existência de chefões de tráfico.

    Em segundo lugar, o fato de o cidadão não poder ter armas é decorrência da proibição estatal de posse e comércio de armas. Isso não tem nada a ver com defender proibição de drogas, como vc vem fazendo.

    Dê uma lida em dois artigos, cidadão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=836

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=359
  • Gerson  19/01/2017 21:10
    Se liberarem as drogas o consumo vai aumentar. Isso é um resultado logicamente deduzido de uma premissa.
    Premissa: o que é liberado é feito com mais frequência do que não é (premissa verdadeira).
    Conclusão: o consumo aumentará se o uso deixar de ser proibido.
    Isso é um argumento lógico sim. Chama-se de lógica proposicional, ou lógica de primeira ordem.

    A comparação com os carros foi um pouco infeliz da sua parte. Carros trazem benefícios para todos. Drogas, e todos nós temos que concordar, só trazem malefícios. Essa é a diferença.

    Quanto aos traficantes, realmente concordo que eles têm o poder que têm por causa da proibição. Mas eles são criminosos e não deixarão de ser quando for retirado o "core-business"deles. Eles não vão passar a acordar às 6 da manhã pra trabalhar. Vão simplesmente migrar de crime.

    Em tempo, eu nunca defendi o desarmamento civil, ok?
  • Marcos  19/01/2017 23:22
    "Isso é um argumento lógico sim"

    Conforme eu disse: e daí? E daí que o consumo aumentaria? O que vc extrai disso? O fato de que o consumo aumentaria em caso de descriminalização faz com que você defenda a proibição de drogas?
    Cidadão, entenda uma coisa: o governo (e sua proibição de drogas) não obstrui o surgimento do crime organizado (decorrente do tráfico, que por sua vez é decorrente da proibição); ele fomenta esse crime organizado. Então, você defende algo que FOMENTA o crime organizado. Essa é a consequência do que você defende.


    "A comparação com os carros foi um pouco infeliz da sua parte. Carros trazem benefícios para todos. Drogas, e todos nós temos que concordar, só trazem malefícios"

    Não, meu amigo, você que continua com a mente bastante confusa: a referência foi feita a "acidentes de carros". Acidentes de carros matam milhões de pessoas, mas nem por isso vc defende a proibição de carros visando a evitar a ocorrência de acidentes de carros. Seja como for, não dá para dizer que todas as drogas só trazem malefícios: vc se esquece dos inúmeros fármacos, que inclusive podem salvar a vida de pessoas. De outro lado, vc continua sem explicar pq álcool e cigarro não deve ser proibidos. Dizer que "uns são mais viciantes que outros" não é explicação. É só fugir da explicação.

    Ah, é que você acha que drogas "só trazem malefícios". Ainda que seja assim, e daí? Tudo que eventualmente traga malefício para as pessoas deve ser proibido pelo estado? Então é esse seu argumento? Precisamos de burocratas e políticos dizendo o que é maléfico para nós?

    Cidadão: nós somos donos do nosso corpo. A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar. Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada.

    Ademais, quando o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções. O indivíduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido. A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.

    Proibir as drogas é nivelar por baixo: restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados.

    Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade.


    "Mas eles são criminosos e não deixarão de ser quando for retirado o "core-business"deles. Eles não vão passar a acordar às 6 da manhã pra trabalhar. Vão simplesmente migrar de crime"

    Os traficantes vão migrar de crime? Sim, e daí? Por causa disso vc defende uma medida (proibição de drogas) que os mantenham como chefões poderosos de crime organizado, matando e praticando violência como decorrência da proibição, que vc mesmo reconhece como sendo aquilo que lhes dá poder? Nossa, que posicionamento racional e humanista esse!

    Então vc defende proibição sob o argumento de "evitar" migração de crime? Então vc quer manter os traficantes como chefões do tráfico. Muito sensato e inteligente de sua parte.

    Se eles "migrarem" de crime, que sejam punidos conforme o crime que vierem a praticar, ora bolas. O que não é racional - nem moral - é manter um arranjo em que chefões do tráfico matam milhares de pessoas em virtude de uma proibição estúpida, ineficiente e imoral.


    "Em tempo, eu nunca defendi o desarmamento civil, ok?"

    Como vc é confuso, cidadão!

    Eu não disse que vc defende ou defendeu isso; o que eu falei foi uma resposta à sua frase de que "traficantes escravizam a população mais pobre usando armas que o cidadão de bem não pode ter", frase que não tem nenhuma serventia para para quem defende proibição de drogas, como vc vem fazendo.














  • Gerson  23/01/2017 17:42
    Confusão está fazendo você. Eu não disse em momento nenhum que temos que manter os traficantes atuando no tráfico para evitar migração de crimes. Muio pelo contrário. Eles têm que ser combatidos sim.
    Você se esquece das crianças e adolescentes que estão em formação e que, por mais que sejam orientados pelos seus pais, teriam muito mais contato com as drogas se essas fossem liberadas.
    E o aumento do consumo de drogas é ruim sim. Pense um pouco nos outros, OK? Essa falácia de "existem substâncias que curam nas drogas" não cola mais. Aplicação medicinal é uma coisa. Um bando de viciados fumando e dizendo que não faz mal é outra.
  • Marcos  23/01/2017 18:58
    Meu Deus do céu... Você tem uma dificuldade tremenda em conectar assertivas e implicações, hein, cidadão...

    "Eu não disse em momento nenhum que temos que manter os traficantes atuando no tráfico para evitar migração de crimes. Muio pelo contrário. Eles têm que ser combatidos sim"

    É óbvio que vc quer que os traficantes sejam "combatidos", pois você defende a "guerra às drogas", tal como ela é praticada atualmente, via proibição estatal. Isso é óbvio, e é só por isso que estou perdendo meu tempo respondendo aos seus argumentos (na verdade, à sua ausência de argumentos) em defesa da proibição estatal de drogas.

    E a sua defesa da manutenção de traficantes atuando no tráfico é uma DECORRÊNCIA de sua defesa da proibição estatal de drogas. Entendeu? Vou repetir, pq vc tem imensa dificuldade:

    preste atenção: na medida em que você defende a proibição estatal de uso/comércio de drogas, vc defende a existência e a manutenção de traficantes atuando no tráfico, pq "tráfico" só existe pq existe proibição estatal. E vc quer que "traficantes sejam combatidos" VIA MANUTENÇÃO DA PROIBIÇÃO ESTATAL, O QUE IMPLICA MANTER OS TRAFICANTES NO TRÁFICO, O QUE IMPLICA MANTER O ATUAL ARRANJO DE "COMBATE ÀS DROGAS".

    O que vc defende é exatamente o arranjo atual: proibição estatal de drogas com a consequente "guerra às drogas e aos traficantes de drogas": todo um aparato estatal e policial sendo financiado e movimentado para praticar guerra contra chefões de tráfico. Ou seja, manutenção do atual arranjo onde milhões de pessoas são mortas em decorrência dessa "guerra às drogas".

    Impossível ser mais claro que isso. Se vc não entendeu ainda, não há mais o que fazer.

    "Você se esquece das crianças e adolescentes que estão em formação e que, por mais que sejam orientados pelos seus pais, teriam muito mais contato com as drogas se essas fossem liberadas"

    Mais uma vez, vc defende o atual arranjo de coisas: proibição estatal de drogas, com milhões (extraídos dos pagadores de impostos) sendo gastos e milhares e milhares de vidas sendo ceifadas.

    "Pense um pouco nos outros, OK?"

    Quem não pensa nos outros é você: você que defende um arranjo onde milhares e milhares de pessoas são mortas diariamente em virtude do atual arranjo de "guerra às drogas e aos traficantes de drogas". As mortes de inocentes em virtude da "guerra às drogas" estão aí, todos os dias nos noticiários: vc defende o arranjo em que esse estado de coisas seja mantido.

    "Essa falácia de "existem substâncias que curam nas drogas" não cola mais. Aplicação medicinal é uma coisa. Um bando de viciados fumando e dizendo que não faz mal é outra"

    Trecho praticamente ininteligível. A distinção que vc faz (ou tenta fazer) é mais uma demonstração da irracionalidade da proibição estatal de drogas, tal como vc defende: se vc reconhece a existência de aplicação medicinal, é pq vc reconhece que nem sempre drogas são maléficas, o que contradiz frontalmente o que você vinha dizendo até agora.






  • Gerson  24/01/2017 17:18
    Eu entendi muito bem seu argumento. Pena que ele confunde causa com consequência. Os traficantes são pessoas más, que praticariam algum tipo de crime de qualquer forma. Como a venda de drogas é probida, eles se aproveitaram dessa "oportunidade" para praticar o mal, subjugando uma população infelizmente desarmada e viciando adolescentes. A causa do mal é a maldade das pessoas e não uma condição da sociedade (no caso a proibição das drogas). Foi isso o que eu disse, quando escrevi que os traficantes não vão arrumar emprego se o trafico acabar.

    O problema com os libertários é que vocês acham sim que tudo é mercado e que drogas são mercadorias como um haburguer. Drogas destroem vidas e são um mal e não trazem nenhum tipo de benefício.

    O "Trecho praticamente ininteligível" a que você se refere só depende do boa vontade para ser entendido. Substâncias medicinais são encontradas em diversas plantas, inclusive nas que são usadas para a produção de drogas. Daí a concluir que "nem sempre drogas são maléficas" é uma conclusão totalmente falsa.

    Eu defendo sim que o estado faça o possível para que cada vez menos pessoas sejam destruídas pelas drogas e que os traficantes sejam combatidos. As vidas inocentes que são perdidao são culpa exclusiva dos traficantes e não do estado. Se não houvesse traficantes armados com fuzis, essas vidas não seriam perdidas.
  • Marcos  24/01/2017 20:10
    Você consegue a proeza de piorar a cada comentário.


    "Os traficantes são pessoas más, que praticariam algum tipo de crime de qualquer forma. Como a venda de drogas é probida, eles se aproveitaram dessa "oportunidade" para praticar o mal"

    A segunda frase contradiz a primeira: na segunda frase vc admite que a proibição gera o incentivo para praticar o mal; na primeira frase, todavia, vc diz que o mal vem antes da proibição (que as "pessoas praticariam o crime de qualquer forma", o que é falso, pq as pessoas respondem a incentivos: alguns podem ser maus; outros se tornam maus - ou ainda mais maus - pelos incentivos gerados).

    Então nesse trecho a primeira afirmativa é falsa e a segunda afirmativa contradiz a primeira. Parabéns.


    "A causa do mal é a maldade das pessoas e não uma condição da sociedade (no caso a proibição das drogas)"

    Falso.

    Existem pessoas que são más, evidentemente, mas a causa do mal decorrente da "guerra às drogas" é a proibição estatal; não houvesse proibição estatal, não haveria como existir esse mal específico (decorrente da proibição estatal); continuariam existindo pessoas más matando e roubando, evidentemente, mas não existiriam pessoas matando e roubando como uma decorrência da formação de grandes chefões de tráfico e criação de guerra de facções, com milhares e milhares de pessoas tendo suas vidas ceifadas.

    Vou repetir: evidentemente que existem pessoas más que praticariam qualquer crime, e que sempre escolherão o caminho do crime; mas o mal decorrente da "guerra às drogas" é fruto da proibição estatal. Não houvesse essa proibição estatal, as pessoas más que estão no tráfico não praticariam esse mal decorrente da "guerra às drogas".


    "Drogas destroem vidas e são um mal e não trazem nenhum tipo de benefício".

    Quantas vidas são destruídas pelo álcool?

    "álcool é a droga que mais mata" : www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/alcool-e-a-droga-que-mais-mata-7yc7bbkxahmpcpte4r3oeyvri

    "A cada 36h, um jovem morre vítima de álcool": brasil.estadao.com.br/noticias/geral,a-cada-36h-um-jovem-morre-vitima-de-alcool,1646515

    "Alcoolismo é a terceira causa de mortes no mundo": www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?c=2709&msg=Alcoolismo%20%E9%20a%20terceira%20causa%20de%20mortes%20no%20mundo


    Todavia, você não defende a proibição do álcool. Para vc está ok o uso e a venda do álcool. Parabéns pela racionalidade e coerência.


    "Substâncias medicinais são encontradas em diversas plantas, inclusive nas que são usadas para a produção de drogas. Daí a concluir que "nem sempre drogas são maléficas" é uma conclusão totalmente falsa"

    Conseguiu ser mais ininteligível ainda.

    Como vc consegue a proeza de concluir pela "falsidade" da assertiva de que "nem sempre drogas são maléficas" a partir da constatação de que "substâncias medicinais são encontradas em diversas plantas, inclusive nas que são usadas para a produção de drogas"? Gostaria de ter esse talento lógico.

    Se vc acha "falsa" a assertiva de que "nem sempre drogas são maléficas" então é pq acha que drogas sempre são maléficas. Todavia, vc mesmo diz que drogas podem ser produzidas por substâncias medicinais.

    Aliás, pq vc não pede a imediata proibição de morfina, por exemplo?


    "Eu defendo sim que o estado faça o possível para que cada vez menos pessoas sejam destruídas pelas drogas e que os traficantes sejam combatidos"

    Pois é, é muito bacana o que vc defende: exemplo de aplicação concreta do que vc defende: oglobo.globo.com/sociedade/guerra-as-drogas-nas-filipinas-mata-18-mil-em-dois-meses-19972053

    Parabéns pelo seu humanismo e pela preocupação com o próximo.


    "As vidas inocentes que são perdidao são culpa exclusiva dos traficantes e não do estado. Se não houvesse traficantes armados com fuzis, essas vidas não seriam perdidas"

    Meu Deus do céu, e eu que estaria "confundindo causa com consequência", cidadão??

    Então a existência de traficantes armados com fuzis não tem qualquer relação com o estado??

    Vc mesmo disse mais acima que "quanto aos traficantes, realmente concordo que eles têm o poder que têm por causa da proibição".

    Vc já perdeu toda noção do que está escrevendo, cidadão.





  • Gerson  25/01/2017 15:35
    Já vi que você tem, um probleminha com a logica, então vou explicar melhor:

    "Os traficantes são pessoas más, que praticariam algum tipo de crime de qualquer forma. Como a venda de drogas é proibida, eles se aproveitaram dessa "oportunidade" para praticar o mal"

    Não há contradição nenhuma, e ficar repetindo "nossa, você piora a cada explicação, só demonstra o quanto VOCÊ tem problemas com lógica. Vamos lá, passo a passo:
    1 - Existem pessoas más.
    2 - Pessoas más fazem maldades.
    3 - Existem oportunidades para as pessoas más fazerem maldades. Exemplo: uma casa sem muro é uma oportunidade para um assalto. Não quer dizer que a ausência de muro é a CAUSA do assalto. Entendeu?
    4 - Portanto, oportunidade para fazer maldade é diferente de causa para a maldade. Culpar a proibição das drogas pela violência causada pelos traficantes é o mesmo que culpar a ausência de muros pelos assaltos às causas.

    Mas, como os libertários querem defender a "liberdade" de se drogar, eles, como você, distorcem a relação causa-efeito.

    Quanto às substâncias medicinais, não distorça o que eu falei. A morfina tem uso medicinal e uso como droga. Sou a favor da proibição do uso das DROGAS, e não de substâncias medicinais para amenizar dores, por exemplo.
    De novo: é bem diferente um doente terminal receber substâncias para amenizar dores fortíssimas de um libertário que quer exercer sua liberdade fumando um baseado.

    Responda uma coisa: porque todos que defendem a liberação das drogas só sabem usar esse pseudo-argumento comparativo? "Álcool é liberado então maconha também deve ser". É falta de argumentos?
  • Andre  18/01/2017 16:59
    Pois ambos compartilhamos dos valores de como as drogas são perigosas, não uso e teria imenso desgosto se meus filhos usassem, porém isso não é uma atribuição de um agente imoralmente estabelecido, não vou ficar tentando te convencer de que as pessoas tem livre vontade para usar drogas e etc, mas só no ancapistão pessoas como você e eu podemos morar em uma propriedade privada, com regras privadas, sendo uma delas a proibição de uso de drogas, quem desejar usar que o faça do lado de fora, pode não ser suficiente para você, mas com certeza é bem melhor que o atual arranjo onde pode ter alguém usando tóxicos bem aí na frente da sua casa, na frente das escolas e parquinhos de crianças, na tão sagrada via pública.
  • Anselmo Villa  18/01/2017 17:35
    "Sou miniarquista"

    Correção: a palavra certa é minarquista.

    Gerson, desculpa te informar, mas você NÃO é minarquista. Você defende proibição de drogas. E quem defende isso NÃO É minarquista. Minarquista defende que haja estado apenas para serviço de defesa e tribunais (como no seu item 2). E nisso diferem dos anarcocapitalistas.

    Mas enquanto você defender proibição de drogas, você NÃO é minarquista.
  • Gerson  18/01/2017 18:35
    Ainda acho que "miniarquista" parece uma palavra mais bem formada.

    "Minarquista defende que haja estado apenas para serviço de defesa e tribunais (como no seu item 2)" ...
    "Mas enquanto você defender proibição de drogas, você NÃO é minarquista"

    Verdade. Você está correto. Eu acrescentaria estado para manter polícia também.
  • Minarquista  18/01/2017 20:57
    Na realidade, Minarquista é todo o indivíduo que defende o estado mínimo. O problema é chegar num consenso de qual é o estado mínimo.
    Uma das possibilidades é o estado do tipo "vigia noturno" (nightwatchman state). Este sim, seria um estado que garantisse a segurança policial e jurídica. Assim, executivo, legislativo e judiciário continuariam existindo, mas somente com a finalidade de garantir a segurança da vida, da liberdade, da propriedade, e o respeito aos contratos.

    Eu, apesar de me considerar minarquista, vejo outras possibilidades para a ação do estado: o efeito carona da economia é um dos motivos para termos ações que devem ser executadas coletivamente. Exemplos:
    A - Poder executivo:
    1) Ruas: se eu pavimentar a rua na frente da minha casa, o meu vizinho se beneficiará do meu gasto. Eu, por outro lado, terei gasto muito para pouco efeito. Continuo passando por um monte de trechos de terra que outros resolveram não pavimentar...
    E a limpeza das ruas? E dos bueiros? E a iluminação pública? Todos estes itens estão sujeitos ao efeito carona...
    Conclusão: a pavimentação, limpeza e manutenção de ruas deve ser feita coletivamente, seja a coletividade o meu condomínio, ou a minha cidade... Idem para praças. idem para iluminação pública.
    2) Parques e reservas: Quem vai cuidar de parques públicos? Privatizam-se todos? Incluindo todas as praias? Quem vai limpar as praias? Quem vai cuidar para que a natureza, incluindo a floresta amazônica não sejam destruídas? Alguém aí tem peito para lotear e vender toda a floresta amazônica?
    B - Poder legislativo:
    É preciso definir o que as pessoas podem fazer em locais públicos (ruas, praças, parques), em locais privados de acesso público (restaurantes, lojas, shoppings, estádios esportivos, etc), e em locais privados (casas, apartamentos terrenos).
    E para aqueles que acham que podem fazer qualquer coisa em sua propriedade, gostaria de lembrá-los que não se pode matar uma visita que foi convidada para ir à sua casa; que uma pessoa não pode ficar pelada ou transar em seu terreno ou quintal se for visível da rua; que você não pode fazer barulho durante a noite, pois isso viola o direito ao sossego do seu vizinho...
    C - Judiciário:
    Será que se consegue privatizar todo o judiciário? Ou a maioria dele? Há dúvida razoável de que isto funcione bem, e de forma mais justa do que tendo uma boa parte da justiça sendo pública? Mesmo que se privatize tudo, todos teremos que coletivamente pagar pelo julgamento de criminosos...

    Abcs
  • Benzoato de Sódio  18/01/2017 23:34
    É Minarquista, se uma criança for jogada pela janela pelos pais, quem vai pagar para que o crime seja investigado ou que o juizado privado processe eles?
    São perguntas que ninguém responde.
  • Marcos  19/01/2017 00:11
    Quem pagaria? Você, eu e todas as pessoas que conseguíssemos agitar pelas redes sociais. Aliás, o não faltaria seriam advogados ávidos para pegar esse caso e fazer suas carreiras. E também não faltaria uma multidão de gente disposta a pagar um advogado para trancafiar esses dois monstros.

    Aliás, pensando bem (e lhe agradeço por criar este exemplo, pois me permitiu pensar ainda melhor), com o tanto de gente que estaria disposta a contribuir para esse caso (prender dois matadores de crianças), o custo per capita ficaria na casa dos décimos de centavos.

    Com tantos exemplos mais desafiadores para imaginar, você pensou logo no mais não-controverso e fácil de todos.

    Obrigado pela oportunidade.


    P.S.: em vez de defender o arranjo de pessoas voluntariamente clamando por justiça, você quer que uma injustiça seja cometida (pessoas tendo sua renda confiscada) para corrigir outra injustiça. Ou seja, no balanço líquido, a justiça que você defende é zero.
  • Minarquista  19/01/2017 00:58
    Pffff...
    Comentário infantil. É totalmente impossível que todos os julgamentos de crimes sejam voluntariamente financiados pelas pessoas. Não dá para comparar um único caso famoso com todos os casos que acometem as pessoas comuns todos os dias.
    Só falta alguém ainda dizer que as vítimas devem pagar pelo julgamento e encarceramento dos criminosos. Aí eu pergunto: e os assassinatos? O morto deve assinar o cheque? E os pobres? Ficam sem justica? E os vulneraveis, crianças e idosos? É óbvio que o combate ao crime é um assunto coletivo e, portanto, faz parte do governo minimo.
    Quanto aos casos civeis, podemos usar tribunais arbitrais privados (eu já usei), podemos fazer notificações e acordos extra judiciais... E, se tudo isso falhar, vamos pra justiça. Alias, provar que se tentou resolver extrajudicialmente deveria ser pre-requisito para um processo cível ser aceito na justiça. E nesses casos, a justiça já é paga por quem perde a causa...
    E a justiça do trabalho? É mais uma jabuticaba. Só existe no Brasil... Por que? A coisa começa assim: "Vamos criar uma lei trabalhista completamente idiota, usando como base a carta di lavoro do Mussolini. Isso vai criar um monte de conflitos entre patrões e empregados. Putz. Agora que temos milhões de processos trabalhistas, precisamos de uma justiça específica para julga-los". Resumindo: é essencial abolir a clt e, em seguida a justiça trabalhista.

    Abcs
  • Benzoato de Sódio  19/01/2017 11:31
    De nada. Realmente o meu exemplo não foi muito bom pra ilustrar o que eu queria. Mas foi bom até para esclarecer para mim mesmo.
    Mas será que vai haver casos em que ninguém terá interesse em pagar e a injustiça vai permanecer?
    A justiça estatal não é perfeita também, como a privada também não seria.
    Bom outro problema é a medida da eficiência da justiça privada. Seria apenas o tempo de solucionar e prender o suspeito?
    Nessa ânsia por encontrar casos e ser eficiente estariam mesmo condenando os verdadeiros culpados?
    E quem obrigaria o culpado a aceitar a decisão? Logicamente que ele se declararia inocente e não aceitaria a sentença, chamaria a sua empresa de segurança para impedir a injustiça. Ninguém seria obrigado a aceitar o veredicto.

  • Rennan Alves  19/01/2017 14:51
    Curiosamente, hoje, com a "socialização" da justiça a todo vapor, políticos são "presos" em suas mansões ou são afastados de seus cargos com regalias, após desviarem milhões dos pagadores de impostos entre outros crimes.

    Essa é a grande contradição dos "minarquistas" atuais, procuram elaborar problemas hipotéticos - que, curiosamente, existem hoje exatamente no mesmo modelo defendido por eles, no caso a justiça - e dizem que a única solução é um estado centralizado gerenciando.

    Faço uma pergunta aos ditos minarquistas: se a justiça(em alguns casos até a saúde e a educação) é tão importante que apenas o governo pode gerenciá-la, porque que o estado não gerencia algo indispensável como a alimentação? Afinal, sem comida todo mundo morre de inanição, assim não haverá nem justiça, nem educação e nem saúde para ser tradada.
  • Arnaldo  19/01/2017 15:48
    Eu não gostaria de pagar pois não me importo.
  • Joao  18/01/2017 18:02
    Gerson, vou reescrever sua frase 1, com uma droga permitida:
    Cerveja. Se deixar de ser crime tomar cerveja, o consumo vai aumentar e vocês sabem disso. Descriminalizar é o mesmo que dizer "tudo bem em tomar". E além disso, as pessoas não têm disciplina ou respeito aos outros. Eu já passei por pessoas tomando cerveja duas vezes levando meu filho para a creche.
  • Leandro Campos  18/01/2017 18:16
    Discussão de ideias e sem nenhuma solução para o problema

    Eu sou conservador, o outro diz, eu sou libertário, minhas "crenças" são essas e eu não mudo, e eu como conservador tenho minha ideologia e não mudo, fim da discussão e nada se resolveu.
  • Questionador  18/01/2017 19:56
    Não entendi. Qual problema? Há algum problema a ser resolvido? Qual o problema a ser resolvido em uma discussão sobre ética e moral?

    Até nisso você quer um planejamento central formado por um comitê resolvedor de problemas?
  • Joao  18/01/2017 20:07
    Boa: Cadê o Estado regulando esse forum, uahuahua
  • Leandro Campos  18/01/2017 21:06
    Há um problema e não é sobre ética e moral.
  • Don  18/01/2017 19:57
    Eis a solução do problema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2493
  • Leandro Campos  18/01/2017 21:20
    Bem por aí, mas isso seria o fim e não o meio. O problema é: como se livrar do estado para chegar no ponto do seu link?
  • Felipe  18/01/2017 22:16
    Ah, é isso o que você queria saber? Todo o site é voltado para isso. Há mais 2.500 artigos à sua disposição.

    Mas recomendo começar por estes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2352

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795

  • Leandro Campos  18/01/2017 23:14
    Agradeço pelos links, não tinha lido o primeiro e o último que colocou

    No primeiro se fala em gradualismo, concordo, mas sabemos que isso será tão lento que meus netos morrerão e não verão o fim do estado ( eu nem filho tenho, então vai demorar muito mesmo rss)

    Na verdade nem acredito nisso, quem quer a diminuição do estado, está completamente fora dele e não poderá tomar uma decisão. Se essa decisão for para a população (talvez um referendo), dependerá de pessoas esclarecidas, o que convenhamos está longe de acontecer e muitos ainda defenderiam esse estado (caso sem solução)

    Os outros artigos são mais ou menos iguais, "devo ter o direito de se livrar do estado", ficando no campo das ideias, sem soluções práticas de como pelo menos diminuir

    Então continuaremos debatendo, mas nada se resolverá
  • Gustavo  18/01/2017 23:19
    Quer um roteiro detalhado, ainda que bem moderado, para o Brasil? Aqui vai:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=285
  • Leandro Campos  19/01/2017 03:03
    Isso aí é fantasioso, nunca que um libertário se tornaria presidente e no primeiro mês ele já seria caçado. Caçado literalmente.
  • Alexander Novarro  18/01/2017 20:00
    Detalhe: o arranjo atualmente existente é exatamente aquele defendido por quem acredita em estado e em seu modus operandi.

    Cadê a solução dos problemas?
  • Capitalista Keynes  18/01/2017 22:00
    Genial........se opor a saúde pública e educação pública.......quem não pode pagar que fique analfabeto e morra no meio da rua sem atendimento de saúde. Num país miserável como o nosso queria ver se ia durar 1 dia medidas como essas .....caos social.

  • anônimo  19/01/2017 11:25
    Você pretende impor a educação coercitiva ?

    A educação coercitiva do governo não está funcionando.

    Veja o resultado do Enem 2016:

    Das redações, 291.806 foram anuladas ou receberam nota zero. Das redações anuladas, a maioria – mais de 46 mil – foi por fuga ao tema; o segundo motivo mais frequente (13.276 casos) foi chamada pelo MEC de "parte desconectada",

  • Gabriel  19/01/2017 14:33
    E isso porque o MEC tenta ativamente fazer a educação parecer melhor do que é.
  • Andre  19/01/2017 13:33
    As pessoas já estão morrendo nas filas de hospitais públicos, tire o convênio médico de seus pais idosos e veja o resultado.
    Os jovens já estão sem educação pública de qualidade, saem de lá inúteis para o trabalho e não raramente analfabetos, coloque seu filho no sistema público de educação por 1 década e veja o resultado.
    Quem está devendo explicações são os conservadores, de como este sistema tão defendido pode prover educação e saúde para os mais necessitados.
  • Joao  19/01/2017 13:58
    Genial é tomar a força o dinheiro dos outros para oferecer uma educação e saúde da pior qualidade possível, por um custo astronômico. Isso é muito genial mesmo.
  • a  18/01/2017 23:29
    Político brasileiro deve ser deixado só. Que morram todos.
  • João de Alexandria  19/01/2017 06:48
    "Libertários normalmente são colocados na defensiva porque seus princípios são tidos como muito extremos e suas visões, muito radicais.

    Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um "liberal moderado", um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista. Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas."


    Lembrando sempre que não tenho a ilustração dos nobres colegas de debate, só coloco em questão o início do artigo em que o escritor coloca como inimigos também os liberais e os conservadores, além da esquerda. Num país com debate mais aprofundado e com mais tempo de divulgação das ideias libertárias é possível proceder assim. Mas no Brasil, onde o movimento é incipiente, é preciso ao menos uma aliança tática temporária visando conquistar o poder e aplicar uma agenda comum a todos, para que depois sim possamos divergir. Ninguém precisa ficar amiguinho de ninguém, mas sim convergir no que for de consenso pois chegaremos a lugar nenhum divididos porque a esquerda está anos na nossa frente em matéria de guerra política e ela não se furta a ir a lama pra se defender, enquanto o campo liberal-conservador-libertário só quer discutir se a disputa for limpinha
  • Benzoato de Sódio  19/01/2017 12:02
    E em casos de aborto? Os que forem contra o aborto não vão considerar um assassinato?
    Haverá alguma legislação ou apenas as duas leis não agrida a minha propriedade e a minha vida?
  • Guilherme  19/01/2017 12:14
    Em todos os países acima do Equador, quem é contra o aborto não só não pode fazer nada como ainda é obrigado a pagar pelo aborto dos outros. Em toda a Europa é assim. No Canadá é assim. E nos EUA o governo repassa dinheiro para a Planned Parenthood.

    Aqui no Brasil, embora seja proibido na teoria, na prática qualquer um faz aborto.

    E aí, como o tão necessário estado está resolvendo esse problema em todos os países citados? Como o estado -- esse ente indispensável -- está protegendo a vida dos bebês?

    Está na hora de você começar a responder perguntas. Afinal, vivemos exatamente no arranjo que você defende. A responsabilidade por prover respostas está com você. Caso o arranjo mude e o estado seja abolido, aí sim você pode começar a cobrar respostas. Por enquanto, quem deve explicações é você.

    No aguardo.

  • Benzoato de Sódio  19/01/2017 13:56
    Eu não estou defendendo o arranjo atual, sou conservador, mas o arranjo atual não é algo que eu queira conservar. Querer conservar isto é loucura. Quero mudanças boas. A minhas perguntas não são con a intenção de defender o arranjo atual, são de testar as possibilidades do que os libertários defendem. Não preciso responder as perguntas, as respostas estão aí, visíveis para todo mundo.
    O arranjo atual é uma droga, não é conservador, é progressista e passa por cima da moral. Só quero saber se o que vocês defendem será realmente melhor. Se for eu viro libertário.
    Aliais, se algo é moralmente superior devemos primeiro saber se está se considerando um padrão moral cristão, muçulmano, ateu etc.
    Segundo o cristianismo, toda a lei e os profetas derivam de "Amai a Deus de todo o seu entendimento e ao próximo como a ti mesmo.". Parece que a lei exposta pelo autor do artigo se enquadra bem neste contexto.
    Se for segundo o ateismo, não é possível existir um padrão moral objetivo, sendo este subjetivo e não pode-se comparar objetivamente.
    Se for segundo o islamismo, não, porque segundo o profeta deles, a lei superior é a sharia.
  • frederico  20/01/2017 14:13
    Guilherme seu comentário me pareceu confuso. Você é favor da criminalização do aborto?
  • Guilherme  20/01/2017 14:25
    Sou a favor da criminalização do homicídio cometido contra toda e qualquer pessoa inocente.

    A questão do aborto

    Qual a confusão?
  • Assis  19/01/2017 12:18
    Boa, Guilherme. É assim mesmo: quem tem de dar respostas são aqueles que defendem o atual arranjo, pois é nele que vivemos. Quem defende saúde estatal, educação estatal, segurança estatal e justiça estatal é que tem de explicar seus retumbantes fracassos aqui no Brasil.

    Caso o arranjo mude, aí sim eles podem cobrar alguma coisa. Por enquanto, em vez de exigir respostas, eles têm de dar respostas.

    Convido o Benzoato a começar respondendo às perguntas deste artigo:

    Invertendo o jogo: são os estatistas, e não os defensores da liberdade, que têm de dar respostas
  • Joao  19/01/2017 14:03
    O que não entra na minha cabeça (talvez eu seja muito burro mesmo) é como existem pessoas que defendem que o estado continue gastando bilhões (BILHÕES!!!) para oferecer uma das piores saúdes públicas, segurança e educação do mundo! Pior de tudo isso, tomando o dinheiro a força dos outros, em uma atitude totalmente covarde (covarde sim, pois não tem nem como a pessoa recusar de pagar isso tudo). Por favor senhores, me expliquem isso... como continuar defendendo isso? Cadê o estado para proteger essas pessoas da própria burrice?
  • LUIZ F MORAN  19/01/2017 12:57
    Só tem um problema que os defensores e adeptos do Libertarianismo não conseguem resolver: o pressuposto de que todos agirão pacificamente, e que, no caso das ações violentas praticadas por marginais quem ou quais seriam as "autoridades" competentes para aplicar as devidas punições.
  • Ricardo  19/01/2017 14:24
    Nossa, esse é o desafio?!

    Qual parte do "porte de armas" você não entendeu? Da minha segurança cuido eu. Da sua segurança você pode cuidar como quiser. Você pode ter uma arma ou você pode contratar alguma segurança privada.

    Já no arranjo atual, você não pode nem ter uma arma e nem contratar segurança privada. E ainda é obrigado a pagar pela segurança estatal, que não existe. (E que lhe deixa sem dinheiro para uma segurança privada).

    E o mais maravilhoso de tudo: quem é o responsável por cuidar de você são os políticos!

    Êta arranjozinho bom, hein? E até mesmo minarquista defende essa aberração.


    P.S.: os desafios eram mais interessantes quando surgiam aqueles caras perguntando "E se os dinossauros ressuscitassem? Como uma sociedade sem estado faria?"

    P.S.2: o que mais teve nesta seção de comentários foi gaiato dizendo que "só tem um [um só?! Uau!] problema que os libertários não conseguem resolver". E ai, logo em seguida, vinha uma chuva de respostas para esses problemas. Mudem o disco.
  • Joao  19/01/2017 15:59
    Sabe Ricardo, isso para mim é um grande mistério. Como as pessoas ainda acham certo colocar a responsabilidade pela sua própria segurança para um ente completamente incompetente, que cobra uma grande fortuna para fazer o serviço mal e porcamente? E pior, ainda abrem mão de fazê-lo, sob o argumento que esse ente incompetente e caro deveria ser o único legitimado a fazer.
    Isso acontece com segurança, saúde, educação (dentre vários outros).... não entendo isso.
    Como alguém pode achar que pagar caro para o Estado fingir que promove proteção, e ainda te proibir de se proteger sozinho, pode ser aceito como natural, como a melhor opção???? Ninguém me explica isso.
    Como o Estado fornecer uma das piores educações do mundo e obrigar todos a pagarem caro por isso, pode ser a melhor opção?
    Como o Estado fornecer um dos piores serviços de saúde do mundo e obrigar todos a pagarem caro por isso, pode ser a melhor opção?
  • Felipe De Oliveira Sampaio  19/01/2017 14:22
    Apesar de concordar com boa parte das opiniões do site, acho que me enquadro no grupo "libertário moderado", pois entendo que não é possível o mercado privado assumir determinadas tarefas que, acredito, todos esperam de uma sociedade ideal.

    Se o mundo libertário repentinamente se tornasse real, imediatamente todos os inválidos (velhos e deficientes, por exemplo) passariam a não contar com o básico para viver e seria parte de uma paisagem triste nos cantos das ruas, enquanto teríamos que esperar que morressem. Lembro do costume dos habitantes da antiga cidade grega de Esparta, que atiravam ao penhasco os bebês "inaptos".

    É uma ingenuidade achar que as próprias pessoas resolveriam sozinhas esse problema com ONGs turbinadas por doações. A verdade é que o ser humano resiste em tirar do próprio bolso para os outros, coisa que fica mais fácil se essa retirada for feita de forma "disfarçada" pelo estado, nos impostos. Coisa semelhante acontece no gasto do cartão, que fazemos com mais tranquilidade do que quando tiramos de nossa carteira. Sugiro a leitura de artigo sobre a "Dor de pagar" em m.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2017/01/1850855-dor-de-pagar-explica-insatisfacao-com-a-previdencia-chilena.shtml?mobile.

    Longe de mim achar que o estado é bom, mas o que defendo é que um estado mínimo é um mal necessário para a sociedade. Precisamos de um patamar mínimo de sobrevivência para todos, que oferecesse liberdade para todos crescerem sem travas.

    Sei que os mais "puristas" não vão concordar muito, mas quero contribuir com o debate democrático com respeito.
  • Alexandre  19/01/2017 14:34
    Só que você não pode pedir respeito ao mesmo tempo em que você próprio ataca e desrespeita a inteligência alheia.

    Dizer coisas como "se o mundo libertário repentinamente se tornasse real, imediatamente todos os inválidos (velhos e deficientes, por exemplo) passariam a não contar com o básico para viver e seria parte de uma paisagem triste nos cantos das ruas, enquanto teríamos que esperar que morressem. Lembro do costume dos habitantes da antiga cidade grega de Esparta, que atiravam ao penhasco os bebês "inaptos"" representa uma tremenda agressão ao bom senso e à inteligência.

    Fora que esta mesma pergunta já foi feita (e respondida) ao menos quatro vezes aqui nesta seção de comentários (bem como em vários artigos do site). Se você nem sequer teve a cortesia de ler e pesquisar antes de comentar, como exigir que estendam a você a mesma cortesia que você não teve?

    Aliás, essa é a mentalidade típica do indivíduo afeito ao assistencialismo: quero tudo na mão, bem mastigado, para que eu não tenha de fazer nenhum esforço.
  • Nascimento  19/01/2017 14:47
    Na verdade, a mentalidade é duplamente assistencialista: ele vê o necessitado, mas quer que os outros é que cuidem desse necessitado.

    Ou seja, nem vez de ele próprio arregaçar as mangas e ir cuidar do inválido, ele imediatamente pensa em como é que os outros (e não ele) farão isso.
  • Felipe De Oliveira Sampaio  25/01/2017 20:38
    Nascimento e Alexandre,

    1) é falsa a afirmação de que estou "desrespeitando" os libertários por estar questionando algumas de suas verdades "sem ler os outros artigos". Eu li sim, vários artigos e livros sobre o assunto. E, desculpem, continuo não concordando com a tese de que os inaptos teriam qualidade de vida no modelo libertário. Esse tipo de ataque à opinião discordante não ajuda à causa.

    2)É falsa também a afirmação de que "ele quer que os outros ajudem, mas ele não ajuda". Caros, eu pago (muitos) impostos. Se é mau usado (e é mesmo) pelo governo, é pena, mas o fato é que estou dando uma boa contribuição para a sociedade. Esse argumento é mais válido para uma pessoa que não trabalha e exige que mais dinheiro dos outros seja alocado em algo.

    Abraços e, sinceramente, tomem uma cerveja de vez em quando. Alivia a raiva.
  • Gerson  19/01/2017 14:51
    Vou focar em um ponto bem específico aqui e espero ter respostas educadas, ok?

    Se uma pessoa comete um crime em uma sociedade totalmente libertária (polícia e justiça privadas), quem terá a autoridade para prender o criminoso e exigir que ele faça o possível para restituir a vítima?
    O criminoso não poderia simplesmente alegar "não reconheço essa polícia e essa justiça que você contratou"?
  • Gerson  19/01/2017 17:43
    Obrigado. Vou ler.
  • Capital Imoral  19/01/2017 15:47
    Porque o Xvideos deveria ser criminalizado.
    Neste pequeno artigo, eu começo uma nova empreitada filosófica no mundo das vitimas do capital. Neste primeiro tema, vamos trabalhar sobre a objetificação da mulher que acontece através do capitalismo e, sobre a industria pornográfica.

    Em tempos recentes a sociedade Brasileira ficou chocada, porque o maior representante do capitalismo Brasileiro, as organizações globo; que durante anos destruiu a mente de milhões de brasileiros através do livre mercado interior, veio com uma nova propaganda da sua "Globeleza", sem dúvida muito mais agradável esteticamente, pois nesta edição não houve a objetificação da mulher.

    Como isso aconteceu? As organizações globo percebeu através de aviso de intelectuais, que a mente do Brasileiro estava tão destruída por culpa do capital, que se tornou necessário maneirar nos índices de pornografia para mente humana. Em minhas pesquisas como acadêmico e intelectual de esquerda, percebi, como o alto nível de pornografia que só pode acontecer no livre mercado, tem relação direta com o controle da mente humana. Tudo se trata da sigla PNL - Programação Neurolinguística; O livre mercado tem gastado bilhões em pesquisa para saber a melhor maneira de controlar sua mente, e houve uma percepção interessante, os pesquisadores perceberam que quando a mente está hiper sensualizada, existe uma tendencia maior ao consumo.

    Durante anos a fio, a globo hiper sensualizou a mente do brasileiro e ao mesmo tempo destruiu a cultura do um povo. Pergunta se alguém vai pagar por isso? Eu acho que não.

    Percebemos claramente que entra uma questão que pouco é respondida pelos libertários; O que o livre mercado tem a dizer sobre a objetificação da mulher que acontece na industria pornográfica?, ou sobre a tentativa das empresas controlarem a mente humana? São questões que os libertários fogem.

    Xvideos uma maquina de moer carne humana
    Um dos maiores sites de ponografia, acessado pelos libertários, tem cerca de 4,4 bilhões de pageviews ao mês. Para se ter uma ideia a wikipedia tem cerca de 1,1 bilhões de pageviews, ou seja a cultura foi tão destruída pelo livre mercado, que um site de conteúdo intelectual, não chega nem a metade de pageviews. A "mão invisível" do livre mercado está colocando a mão em partes baixas e não nos livros.

    E veja que neste caso, não existe uma relação de causa e efeito, não existe nenhuma organizações globo para dizer que sites você deve navegar. Por livre escolha o individuo quer consumir um conteúdo que é prejudicial as minorias.
    O que existe por trás desses sites é uma verdadeira industria de moer carne humana. Quantas vidas foram destruídas para que o libertário tenha alguns segundos de prazer? Quantas pessoas foram enganadas por cafajestes que divulgam imagens sem permissão nestes sites?

    A objetificação da mulher é um tema sério e precisa ser discutido.
    Percebemos, portanto, uma necessidade do estado intervir em todas empresas de comunicação e também no acesso a internet. Precisamos unir todos os Grande intelectuais de esquerda do Brasil, para que possamos chegar um consenso sobre está questão e decidir o que deve ser feito.
    Capital imoral é filosofo, escritor, colunista e já refutou Mises.
  • Hilário  19/01/2017 15:52
    Ah, agora sim uma contestação realmente pertinente e irrefutável. Aliás, ouso dizer que é a única realmente irrefutável que já surgiu.
  • Rennan Alves  19/01/2017 18:29
    Parabéns Capital Imoral, mais um pouco e você será um pouco mais famoso que o Típico Filósofo.
  • Emerson Luis  27/02/2017 00:26

    Discordo. O Típico Filósofo era muito mais convincente para quem não conhecia e muito mais engraçado para quem conhecia.

    O Capital Imoral devia mudar seu nick para "Mamãe Quero Ser o Típico Filósofo".

    Se porventura o autor for a mesma pessoa, a queda foi acentuada.

    Falando em X-Vídeos, na França proibiram a prostituição, gostaria de saber quais foram os resultados (já imagino).

    * * *
  • Anonimo  28/02/2017 00:38
    Capital, faça melhor que isso. Proponha ao governo que passe uma lei censurando o acesso à internet. Para mostrar que você defende a causa da nossa cultura, seja o primeiro a aceitar ser desconectado pelo governo, afinal ninguém irá ver nenhum Xvideos se não tiver internet.
  • Leandro Campos  19/01/2017 19:03
    A parte de comentário do site é ruim demais, você responde e não vê sua resposta, mesmo não sendo mal educado. E ainda tem o problema de que você não sabe quem está respondendo quem, os comentários ficam um em cima do outro sem saber se estão falando comigo ou se estão falando sobre o comentário de outro participante

    Fora a parte em que os comentários vão caminhando cada vez mais para a direita, no fim ficam limitados em espaço, tendo que ficar indo de um lado para o outro com a barra de rolagem para conseguir ler todo o comentário

    Deem um jeito nisso Misses. O comentário não precisa ficar tão para a direita a cada nova réplica, tréplica ou o que seja. Basta colocar no título do comentário, respondendo a tal pessoa, simples e mais objetivo
  • Stateless  20/01/2017 05:16
    https://c4ss.org/
  • 4lex5andro  20/01/2017 14:19
    Do link:
    "[....] como entendemos esse termo no C4SS, queremos retomar os princípios de livre mercado das mãos dos apologistas dos grandes negócios e da plutocracia e colocá-lo de volta a serviço de seu propósito original: um ataque radical aos interesses econômicos e às classes privilegiadas de nosso tempo. Se o liberalismo clássico de Smith e Ricardo era um ataque ao poder dos oligarcas whigs e dos interesses empresariais, nosso libertarianismo de esquerda é um ataque a seu correspondente contemporâneo: o capitalismo financeiro global e as corporações transnacionais. Nós repudiamos o papel do libertarianismo mainstream na defesa do capitalismo corporativo do século 20 e sua aliança com o conservadorismo."

    Esse site propõe um arranjo bem difícil [ou inviável] de funcionar: livre mercado sem respeitar propriedade privada e contratos.
  • Soares  23/01/2017 16:10
    "Nós repudiamos o papel do libertarianismo mainstream na defesa do capitalismo corporativo do século 20"

    Não sei de que libertarianismo o site linkado faz referência, mas com certeza não é o austro-libertarianismo: o austro-libertarianismo não faz defesa de "capitalismo corporativo" (seja lá o que isso signifique); faz defesa do capitalismo puro e simples (que é o capitalismo lassez-faire).
  • William  23/01/2017 14:51
    Muito bom o artigo. Realmente, temos que ter coragem para fazer tais afirmativas num debate. É um tanto chocante para quem não conhece a filosofia libertária, PNA e afins, mas temos que começar a levantar a bandeira do nosso ponto de vista sem ficar dando voltas, por mais difícil que pareça e por mais duro que possa soar.
  • Cristiane de Lira Silva  24/01/2017 23:24
    "Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um "liberal moderado", um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista. Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas."
    Juro que fiquei emocionada com a inteligência do escritor desse texto. Ele sabe distinguir as coisas.
    Eu só não entendi as aspas destacando o liberal moderado. Acho que ele quis dizer que o tal liberal moderado na verdade não seria um liberal.
    Não concordo com o libertarianismo, mas o texto está coerente com o que já li sobre o mesmo. Concordo com alguns pontos defendidos como, por exemplo, o direito a ter uma arma.

    Também não entendi esse trecho:
    "É claro que eu defendo o livre comércio! O governo regular e restringir transações comerciais com cidadãos de outros países nada mais é do que uma forma de planejamento central soviético. Não é função do governo "proteger" indústrias e garantir seus lucros."
    Não vejo nenhuma forma de "planejamento estatal soviético" aí. É verdade que o governo restringe o livre comércio, mas também é verdade que as empresas usam o governo para se proteger. Será que elas estariam interessadas em perder esta proteção tanto quanto estão interessadas em se verem livres da regulação governamental? Já vi liberais e conservadores criticarem esquerdistas quando estes dizem que o regime na união soviética não corresponde ao socialismo de Marx. Liberiais/conservadores dizem que o regime soviético foi o resultado do Marxismo e que o Marxismo só pode resultar em um regime totalitário. Eu penso algo parecido em relação ao capitalismo. Isso que você chamou de "planejamento estatal soviético" e "proteção" do governo às empresas não tem nada a ver com a União soviética. É apenas o capitalismo real. É assim que é.

    Também sou contra essa história de o governo não estabelecer o salário mínimo ou um número máximo de horas de trabalho. Serei a favor apenas se as pessoas quiserem isto. E a única maneira de descobrir se as pessoas querem é perguntando diretamente para elas em um plebiscito. Em um cenário onde a oferta de emprego é menor do que o número de pessoas que precisam de emprego, o empresário tem mais poder que o desempregado. Nessas situações as escolhas possivéis são aceitar um salário baixo ou passar fome, pois se um desempregado não se submeter, outro o fará.
    Como existe aí uma pressão pela própria sobrevivência, a pessoa que opta por receber um salário baixo (e sem redução da carga horária, ou pior, com aumento da mesma) está sendo coagida a fazer isto, pois se ela tivesse uma alternativa melhor para escolher (alternativa que não resultasse em passar fome, é claro!), certamente escolheria não ser explorada. Coagir não significa apenas por uma arma na cabeça de alguém e obrigá-lo a fazer algo que não quer.
    Explorar pessoas sem possibilidades de escolha é imoral. Tão imoral quanto tudo o que você chama de imoral neste texto.
    Não me diga que você não acha imoral que empregadores tratem funcionários de forma desumana tais como acontece com as camareiras de hotel aqui: blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/01/10/camareiras-exploradas-o-que-hoteis-nao-contarao-aos-hospedes-neste-verao/ , e com trabalhadores das fábricas de jeans chinesas aqui:docverdade.blogspot.com.br/2010/05/china-blue-2005.html.
    Estas pessoas precisam se submeter a estas condições de trabalho. Poucos escolheriam viver assim (se é que alguém escolheria) se pudessem ter uma vida melhor.
    Fico neutra em relação a sua defesa das liberdades individuais ou de mercado, exceto quando elas criam situações em que pessoas são tratadas de maneira degradante. Quando isto acontece sou contra qualquer ideologia ou "sistema econômico". Prefiro ser a favor do humanismo.
    Mas eu gostei deste texto pela franqueza do autor em explicitar o que os libertários defendem ou se opõem. É claro que está correto defender a liberdade, mas também está correto defender que as pessoas sejam tratadas com dignidade. E a liberdade individual termina quando ela é usada para tratar outros de forma desumana ainda que não ocorra uma violência física explícita.

  • Gustavo  25/01/2017 00:36
    Sobre o protecionismo, sim, é uma forma explícita de planejamento central. São os burocratas do governo decidindo qual indústria deve gozar de uma reserva de mercado em determinadas áreas da economia. É o governo decidindo de quem o povo pode ou não pode comprar. É o governo decidindo quem ganha e quem perde. É o governo decidindo que o mercado deve ser modelado de acordo com os caprichos dos burocratas, e não de acordo com a vontade dos consumidores.

    Isso é planejamento central puro e duro.

    Quanto ao salário mínimo e essa ideia de exploração, isso é algo tão antigo que eu realmente fico surpreso de ver você, uma pessoa claramente esclarecida e letrada, recorrer a esta falácia sentimentalista.

    Aqueles que dizem que se não existisse salário mínimo todo mundo trabalharia de graça tem de explicar por que há milhões de pessoas que hoje ganham mais que o mínimo. Afinal, se o salário mínimo é o valor mínimo a ser pago, como é que há milhões de pessoas ganhando mais que o mínimo?

    A minha empregada doméstica mesmo ganha 40% a mais que o salário mínimo (fora os encargos sociais e trabalhistas). Por que eu faço isso? É porque sou bonzinho ou porque sei que, se pagar pouco, outro pessoa a contratará por mais?

    Artigos sobre isso:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

    O sofrimento gerado pela imposição de um salário mínimo

    Salário mínimo, estupidez máxima

    A questão do salário mínimo
  • Cristiane de Lira Silva  24/01/2017 23:30
    " libertários deveriam corajosamente dizer: É claro que eu defendo isso e aquilo! É claro que eu me oponho a isso e àquilo! É claro que eu sou um libertário."
    Ei!!! que história é essa de que libertários "deveriam" fazer isso ou fazer aquilo??? Libertários podem fazer o que quiser não é? inclusive não falar o que defendem se não quiserem! Liberdade individual, rsrs!
  • Emerson Luis  26/02/2017 23:39

    Não representa. O próprio Rothbard explicou que, se existisse um botão que destruísse o Estado imediatamente, ele o apertaria já; mas este botão infelizmente não existe, então temos que ir lutando para reduzi-lo na medida do possível (ou pelo menos conter seu crescimento), mas advertiu que existem formas de fazê-lo coerentes com a ética liberal e existem formas incoerentes.

    Rothbard explicou que nem toda isenção ou redução de impostos promove o liberalismo e a diminuição do Estado, então temos que prestar atenção a COMO uma determinada isenção ou redução de impostos será feita para não corrermos o risco de promover sem querer o crescimento do Estado pensando que estamos promovendo sua redução.

    PS: Percebi certa dificuldade de comunicação entre os colegas, então vou dar um toque de psicologia cognitiva/programação neurolinguística:

    "Juízo de Realidade": Afirmação reconhecendo que algo existe (ou que não existe), sem entrar do mérito disso ser bom ou ruim, certo ou errado, melhor ou pior, importante ou sem importância, etc.

    "Juízo de Valor": Afirmação de que algo deve/deveria existir porque é/seria bom, ou certo, ou melhor, ou importante, etc. (ou que não deve/não deveria existir pelos motivos inversos), sem que a afirmação queira dizer que este algo de fato existe (ou que não existe).

    Exemplos:

    JR: "Mulheres devem evitar andar sozinhas e desarmadas em locais isolados e desconhecidos à noite"

    JV: "Não diga às mulheres para evitar o estupro, diga aos estupradores para não estuprar"

    Notem como a aparente incompatibilidade entre estas duas afirmações desaparece quando percebemos que elas pertencem a categorias diferentes de afirmativas e não são mutuamente excludentes, mas sim complementares. O mesmo ocorre com grande parte do debate minarquistas x anarcocapitalistas.

    * * *
  • Emerson Luis  27/02/2017 13:48
    1º) Temos que diferenciar (em nosso próprio pensamento e depois para os outros) entre ser a favor do fim da proibição de se realizar certa prática e ser a favor de se realizar essa prática.

    É perfeitamente possível ser contra algo ser proibido e ao mesmo tempo ser contra esse algo e tentar dissuadir os outros de fazê-lo.

    Por exemplo, se um blogueiro liberal critica a decisão de uma moça de pintar toda a parte branca dos olhos de vermelho ou de preto, alguns liberteens imediatamente o acusam de não ser um liberal de verdade e de estar restringindo a liberdade da pessoa. Ele não disse que deveria ser proibido, ele disse que é uma péssima decisão. Liberalismo não significa relativismo moral nem niilismo.

    2º) Ter coragem de defender suas ideias NÃO significa não ser criterioso sobre quais e quantas informações daremos a quem, em que momentos, velocidade e espaço de tempo, NEM deixar de tomar cuidado com as boas maneiras e com a didática.

    Apenas este artigo já possui mais informações do que a maioria é capaz de assimilar de uma só vez, mesmo que sejam pessoas bem desenvolvidas intelectualmente. É muita quebra de paradigmas para um cérebro humano processar tudo logo na primeira vez, é um processo gradual.

    Como um ser humano pode comer um elefante africano inteiro de seis toneladas? Comendo um quilo por dia.

    ***


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