Como o feminismo se equivoca em relação ao capitalismo
E por que homens tendem a ganhar mais do que mulheres

Terminei de ler o livro Economia Feminista - Como construir uma sociedade igualitária (sem perder o glamour), escrito pela doutora em economia Mercedes D'Alessandro, uma das principais ícones do feminismo mundial.

No livro, a economista — que possui formação marxista e é autodeclarada feminista — propõe uma análise centrada na desigualdade. Mas não na desigualdade de riqueza ou de patrimônios, mas sim na desigualdade de gênero. Ou seja, na desigualdade entre homens e mulheres.

Segundo D'Alessandro, a sociedade atual apresenta uma grande disparidade entre os gêneros, evidenciada nas diferenças de salários e no peso que as tarefas do lar exercem sobre a mulher. Essas disparidades de gênero, sentencia a autora, são culpa do capitalismo.

A solução proposta, embora nunca seja explicitamente declarada no livro, passa por uma maior regulação estatal.

A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos do movimento feminista. Não obstante, está eivada de contradições e de problemas de argumentação. Acima de tudo: ela apresenta um diagnóstico errado sobre a situação atual.

A primeira grande inconsistência surge logo em sua proposta. Segundo D'Alessandro, seu livro "se propõe a pensar uma forma de organização social em que as mulheres tenham uma função diferente da que têm hoje".

A pergunta que imediatamente surge é: exatamente a que função ela se refere? À de uma profissional independente de 40 anos de idade? À de uma professora de escola primária? À de uma CEO de uma grande empresa? À de Christine Lagarde, diretora mundial do FMI?

Não seria um tanto pretensioso da parte da doutora D'Alessandro se auto-arrogar a representação de todas as mulheres do planeta e então pressupor que elas exercem hoje um papel que não desejam?

O segundo ponto controverso é que a doutora D'Alessandro sustenta que o trabalho doméstico (segundo suas estatísticas, 9 de cada 10 mulheres realizam esse tipo de trabalho independentemente de terem ou não um emprego fora de casa) é um emprego não-remunerado, e isso equivale a uma exploração.

Esta ideia é falsa.

Imagine um casal qualquer. Os dois membros voluntariamente chegam à decisão de que um deles permanecerá cuidando do lar. De mútuo acordo, "A" organiza a vida do lar enquanto "B" sai ao mercado para trabalhar diariamente em troca de um salário. Em muitas famílias, este é exatamente o arranjo vigente.

Sendo assim, é fato que A realiza um trabalho dentro do lar, da mesma maneira que B o realiza fora do lar. No entanto, não é correto dizer que A não seja remunerado pelo que faz.

Em definitivo, a renda de B se transforma na renda familiar, e serve para prover a todo o grupo. Neste caso, a família, ou o casal, funciona como uma equipe que divide as tarefas. Porém, ambas as tarefas são remuneradas. B trabalha no mercado em troca de um salário, o qual também será usufruído por A.

Logo, A também recebe uma remuneração, a qual se dá na forma de um teto sob o qual viver, na capacidade de consumir o que ambos decidirem comprar (ou na capacidade de consumir tudo aquilo que A quiser, desde que caiba na renda mensal de B), em poder usufruir uma viagem de turismo etc.

Essa ideia de que o trabalho doméstico não é remunerado seria a mais infeliz do livro se não fosse pela incoerente crítica que a autora faz ao capitalismo. D'Alessandro afirma que "em uma sociedade configurada por relações monetárias, a falta de salário transformou uma forma de exploração [os afazeres domésticos] em uma atividade normal".

Mas o fato é que, graças ao capitalismo, a mulher tem um papel cada vez mais importante no mercado de trabalho. De acordo com Steven Horwitz:

Dois fenômenos começaram a ocorrer no século XX, os quais, ao final, alteraram aquilo que até então era visto como um arranjo familiar estável. Primeiro, a inovação tecnológica lentamente começou a produzir máquinas (como a máquina de lavar e o aspirador de pó) que reduziram o tempo de trabalho despendido nas tarefas domésticas. Segundo, o crescimento econômico impulsionado pela economia de mercado aumentou a demanda por mão-de-obra (inclusive feminina) e continuou elevando o poder de compra dos salários.

Ou seja, graças ao crescimento da economia de mercado, é cada vez menos necessária a presença permanente de uma pessoa no lar para os afazeres domésticos, de modo que a ideia básica de "um homem trabalhando e uma mulher dentro de casa" vai perdendo sustentação.

Aliás, é exatamente em economias pouco capitalistas — atrasadas — que há uma menor oferta de ferramentas e máquinas que fazem as tarefas domésticas. Máquinas de lavar roupa, de lavar louça, aspiradores de pó e secadores — instrumentos que reduzem o fardo das tarefas domésticas — são bens caros e de oferta limitada nos países pouco capitalistas, exatamente o arranjo defendido pela doutora D'Alessandro.

O mais curioso é que a própria doutora D'Alessandro reconhece que o capitalismo gerou um avanço — do ponto de vista feminista — na participação da mulher no mercado de trabalho. Segundo seu livro:

Nos anos 1960, somente 2 de cada 10 mulheres trabalhavam fora de casa. Hoje, são quase 7 em cada 10.

Adicionalmente, o livro afirma que, nos EUA, para cada dólar pago a um homem, uma mulher recebe, em média, 79 centavos de dólar. No entanto, a própria autora reconhece que, há 50 anos, esse valor era de 59 centavos de dólar, o que significa que ele cresceu nada menos que 20 pontos.

Finalmente, a autora também reconhece a melhora ocorrida dentro do mundo corporativo:

Nas últimas décadas, as mulheres melhoraram seu acesso a cargos altos. Segundo o censo dos Estados Unidos, em 1980, somente 7% das mulheres possuía um emprego administrativo ou presidencial, sendo que tal cifra era de 17% para os homens. Em 2010, esta diferença já havia praticamente desaparecido.

Apenas de reconhecer essas tendências favoráveis, a doutora D'Alessandro não deixa de afirmar que "as diferenças salariais entre homens e mulheres já duram mais de duzentos anos e não há sinais de que irão mudar substantivamente".

Só que essa afirmação da doutora está em total contradição com as cifras que ela própria mencionou apenas alguns parágrafos antes.

A verdade é que a economia feminista parte de uma premissa totalmente equivocada: ela considera que todas as mulheres formam um grupo único e homogêneo, desconsiderando todas as nuanças e diferenças que existem entre os membros desse grupo. Ou seja, em vez de partir de uma análise individual, o feminismo recorre diretamente a agregações coletivistas, desta forma supondo que todas as mulheres são iguais e querem exatamente os mesmos objetivos.

Algo que já começa com pressuposições erradas não tem como chegar a conclusões corretas e lógicas.

Em segundo lugar, a economia feminista assume erroneamente que toda atividade que não tenha um salário monetário como contrapartida equivale a exploração.

Por último, acusa incoerentemente o capitalismo pelas desigualdades, sendo que foi exatamente este sistema o que mais fez para melhorar as condições de vida tanto dos homens quanto das mulheres. Principalmente: foi o sistema que libertou as mulheres da necessidade de se casar apenas para obter um sustento econômico.

O feminismo se equivoca em relação ao capitalismo. E, ao condená-lo, está jogando contra seus próprios interesses: o maior bem-estar econômico das mulheres ao redor do mundo.

Complemento do IMB

Em um mercado de trabalho com liberdade de contratação e demissão, é impossível haver divergências salariais entre homens e mulheres em decorrência unicamente de discriminação. 

E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.

Logo, sempre e em qualquer ocasião que houver qualquer tipo de discriminação salarial — e isto vale não apenas para gêneros, mas também para cor de pele, religiões, etnias etc. —, o capitalismo irá abolir tal situação, e não aprofundá-la. E o motivo essencial é que um empregador que permite que seus preconceitos turvem seu juízo de valor estará assim criando uma oportunidade de lucro para seus concorrentes. 

Uma mulher que produz $75.000 por ano em receitas para seu patrão, mas que recebe, digamos, $20.000 a menos que um empregado masculino igualmente produtivo, poderá ser contratada por um concorrente por, digamos, $10.000 a mais do que recebe hoje e ainda assim permitir que este novo empregador embolse os $10.000 de diferença. 

À medida que este processo concorrencial for se aprofundando ele irá, ao fim e ao cabo, elevar os salários femininos ao ponto de paridade com os salários masculinos caso a concorrência salarial seja vigorosa o bastante.

Mas há outros fatores indeléveis nessa questão da divergência salarial entre homens e mulheres. Por exemplo, em termos gerais, a probabilidade de as mulheres saírem da força de trabalho por um período de tempo — por causa de gravidez, criação e educação de filhos e outras tarefas (das quais a maioria dos homens se esquiva) — é maior que a dos homens. As mulheres são muito mais propensas que os homens a se ausentar do mercado de trabalho por um período de tempo (anos) para se dedicar à família. E mesmo que não façam isso, elas tendem a gastar muito mais tempo que os homens cuidando das crianças e das tarefas domésticas. Consequentemente, elas ficam atrás de seus colegas homens em termos de acumulação de capital, produtividade e salários.

No entanto, explicações muito mais explosivas sobre diferenças salariais podem ser encontradas no livro do professor James T. Bennett, do departamento de economia da George Mason University, intitulado The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society. 

Neste livro, o professor Bennett enumera mais de vinte motivos por que os homens ganham mais que as mulheres. Cumulativamente, tais explicações explicam por completo a existência de qualquer "disparidade salarial", embora o próprio Bennett acredite que a discriminação salarial por gênero não seja algo inexistente. 

Os motivos, baseados em generalizações respaldadas por volumosas estatísticas, são:

  • Homens têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
  • Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
  • Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso ("diferenças compensatórias" no linguajar econômico).
  • Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais.
  • Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos.
  • Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas.
  • Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
  • Empregos perigosos (carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
  • Homens tendem a "atualizar" suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres.
  • Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.
  • Mulheres tendem a ter mais "interrupções" em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos. E menos experiência significa salários menores.
  • Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por "razões familiares". Menos tempo de serviço leva a menores salários.
  • Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
  • Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.  
  • Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho.
  • Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais.
  • Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
  • No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas.
  • Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores.
  • Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.
  • Mulheres atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.

Portanto, caso as mulheres queiram salários maiores, elas deveriam prestar mais atenção a estes determinantes e se concentrar menos em cruzadas quixotescas como legislações sobre "diversidade e igualdade" que demonizam empregados e patrões homens.

Porém, a lógica econômica é normalmente suprimida por grupos politicamente corretos que julgam ser muito mais fácil e produtivo simplesmente difamar aqueles que tentam explicar que há motivos economicamente racionais para a existência de eventuais divergências salariais entre homens e mulheres.

 

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SOBRE O AUTOR

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.
Gustavo, os Dinamarqueses podem usufruir desse tipo de assistencialismo, justamente porque o mercado deles é produtivo.

O mercado deles é produtivo como consequência da LIBERDADE DO MESMO, como o próprio artigo aponta.

Lá não existe salario mínimo, o imposto sobre o consumo é baixo, assim como o imposto sob pessoa jurídica.
No máximo, o imposto de renda é alto, mas eles tem uma moeda forte e estável, um lugar livre pra se empreender e contratar alguém(não existe nem salário minimo lá!).

Defender o modelo Dinamarques na situação Brasileira demonstra toda a ignorância básica em economia, nosso mercado fechado produz pouco pra aguentar um estado desse tamanho. Ainda sim, o estado da Dinamarca é menor que o Brasileiro, nunca ouvi falar sobre lá ter quase 40 ministérios, nunca ouvi falar lá sobre a existência de Agencias Reguladoras em todos os setores do Mercado, nunca ouvi falar lá sobre a existência de centenas de estatais!

E mais, a crise Sueca dos anos 80 justamente explica isso, o Welfare explodindo nessa época acabou ''sufocando'' o mercado, deixando-os em uma crise enorme de déficits astronomicos.
Qual foi a solução?

Austeridade e Livre-Mercado, na década de 90 a suécia voltou a crescer fortemente, uma reforma radical de corte de gastos e liberdade de mercado, no fim das década de 80 e começo da 90, permitiu que a Suécia saísse da crise causada pelo Welfare.

Mas por fim, você acha justo tirar o dinheiro das pessoas a força pra sustentar tudo isso para os que não querem trabalhar?

Antes de qualquer boa consequência, analise a ética e a moral.
É como querer defender o homicídio, dizendo que isso amenizara a escassez na terra no futuro. Não interessa, homicídio de inocentes é errado, é irrelevante as boas ou ruins consequências que o crime pode trazer.

E mais, Noruega já esta retirando dinheiro do seu fundo, mais uma vez veremos mais uma crise em alguns escandinavos, o peso do estado não dura muito, por mais produtivo que um mercado seja. É economicamente impossível, a empiria da ciência economica prova isso!

O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

Senão vejamos,

1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

aguardando respostas...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Vinicius  11/01/2017 14:11
    Um filosofo marxista eu entendo, agora eu vou morrer sem entender o termo "Economista Marxista"
    A pessoa tem 5 anos para aprender o básico de economia e refutar o Marxismo com o que aprendeu e sai pior do que entrou na faculdade.
  • Adriel Felipe  11/01/2017 14:52
    Não conheço um que não queira atropelar a lei da oferta e demanda.
  • Alberto Coimbra  15/01/2017 11:23
    Exato. A base fundamental da teoria (não mais que isso) marxista é a mais valia. Essa foi definitivamente derrubada e dizimada pela teoria do valor agregado e pela teoria do utilitarismo. De nada adianta horas de trabalho físico em produto se ninguém se interessa pelo produto. Não há valor agregado. Os caras aprendem isso na faculdade. E simplesmente ignoram. Tornam-se fundamentalistas de credo econômico. Em minha pouca experiência, tudo desaba no desejo de exercer poder simplesmente. E toda a correlação de forças decorrente dessa busca pelo poder.
  • Alberto Coimbra  15/01/2017 11:27
    Para acrescentar um pequeno comentário: o tempo me mostrou, e as incursões pela vida acadêmia também, que possuir mestrado ou doutorado pouco significam do ponto de vista intelectual. Significam apenas que aquela pessoa habilitou-se a títulos naquele segmento específico do seu estudo. Nada além disso. E na maioria das vezes hoje, no Brasil, doutores e mestres acadêmicos nada fazem com seus títulos, posto que não há aproveitamento da mão de obra formada. Sou médico, e estou cansado de ver doutores e mestres dando plantões em subclínicas por aí, a servir de mão de obra barata e massa de manobra de politiqueiros. A doutora é doutora mas parece que só estudou o que lhe interessou.
  • Taxidermista  11/01/2017 14:21
    Vale lembrar o artigo do Walter Block:

    Sobre a diferença salarial entre homens e mulheres:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1246


    E tem o capítulo 3 do "Economic Facts and Fallacies", do Sowell:

    www.amazon.com/Economic-Facts-Fallacies-Thomas-Sowell/dp/0465022030
  • Batista  11/01/2017 14:28
    Quando começarmos a ver mulheres trabalhando (em grande escala) de:

    Caminhoneiro;
    Motorista particular (com jornada "flexível");
    Auxiliar de carga de descarga (o famoso "chapa");
    Portaria do prédio;
    Pedreiro;
    Servente de pedreiro;
    Carpinteiro;
    Engraxate;
    Limpeza de granjas, currais, abates;
    Podas de árvores;
    Denotação de explosivos e artefatos de uso em pedreiras;
    Frentista de postos de combustíveis (trabalhando pela madrugada);
    Motorista de trator (sem ar condicionado e direção "queixo-duro";
    Motoboy/girl entregando pizza/lanche/dog/um monte de coisas na madrugada de São Paulo;
    Manobrista de estacionamento;
    Carvoaria;
    Trabalhador de minas (lá dentro da mina);
    Na produção de aço e ferro, na "boca da fornalha" de sabe-se lá quantos graus Celsius;
    Limpador de vidro de prédio (de 30 andares e do lado de fora);
    Manutenção de elevadores;
    Eletricista de manutenção em redes de alta tensão (em cima dos postes e linhas de transmissão);
    Eletricista em geral;
    Bombeiro hidráulico;
    Guarda de trânsito (sabendo e orientando sobre todas as ruas da cidade);
    Salva-vidas em praias (principalmente as perigosas);
    Segurança particular;
    Vigilante de carro forte;
    Piloto de avião e demais aeronaves;
    Pilotando caças aéreos da FAB;
    Soldado do exército em conflitos (na linha de frente) no Oriente Médio ou outros lugares;
    Grupo de ações especiais/choque da PM (enfrentando protestos, bombas,rojões, garrafadas);
    Operador/corretor da Bolsa de Valores;
    Bombeiro Militar (pulando em rios, apagando incêndios, salvando vidas em penhascos);
    Professor de Física Quântica e outros cálculos extramente complexos;
    Operando com energia nuclear (nas bases reatoras);
    E todos os serviços instáveis, pesados, insalubres e periculosos existentes.

    E isso tudo tendo:

    Trabalhar 49 anos para aposentar(!);
    Licença-maternidade igual aos homens (3 a 8 dias, dependendo do trabalho);
    Entender que direitos iguais = deveres iguais.

    Aí eu viro feminista.

    Há uma infinidade de atribuições nas quais as mulheres superam os homens. E de longe. E esses fatos evidenciam que ambos se completam, tanto na vida afetiva, relações sociais, na vida profissional, acadêmica, bem como em toda a economia.
  • Vitor  11/01/2017 15:50
    Hoje em dia a maioria das faculdades de economia estão formando "ecomunistas", nem as lições mais básicas o pessoal aprende, ainda bem que existe o IMB, sou muito grato pelo trabalho de vocês.
  • República de Curitiba  12/01/2017 10:30
    A maioria?

    Vou te falar que todas. Acredito que nenhuma Universidade ensine economia de uma maneira lógica. Não uma a qual eu tenha sido apresentado.


    Nem Milton Friedman é citado. Quanto mais Mises. Rothbard? Quem é esse??

    Pai do Liberalismo? Adam Smith. Ultra Radical Liberal? Hayek.

    Escolástica? Coisa pra aprender na Igreja. Não tem valor acadêmico.
  • Roger Sato  12/01/2017 19:39
    Mandou Bem!!!!!
  • Antônio  11/01/2017 14:30
    Vale mencionar a diferença no raciocínio de homens e mulheres.

    O homem se concentra em uma só tarefa ao passo que a mulher mantém a concentração em diversos acontecimentos simultaneamente. Isso faz com que uma mulher média desempenhe melhor e mais rapidamente tarefas de dificuldade fácil e média, mas também a deixa desconcentrada para realizar tarefas de alta complexidade.

    Já um homem médio pode ser ineficiente nas suas tarefas mais fáceis, porém, pode se tornar altamente eficiente naquilo em que se especializou.

    Outra distinção: a mulher busca compreender e manipular as pessoas do meio social próximo em que vive (família, amigos, vizinhos). Ela vive no mundo das relações humanas. O homem procura dominar os objetos à sua volta. Ele vive no espaço geográfico.

    Por isso o melhor desempenho dos homens nas profissões e a falta de entendimento sobre as questões familiares. E vice-versa.
  • Priscila  11/01/2017 14:35
    Eu, como mulher, nunca vi nem ouvi falar na vida inteira de nenhum caso onde em condições iguais de trabalho (tempo de casa, mesma função e etc) uma mulher recebesse menos que um homem, e caso aconteça comigo pode ter certeza que os engraçadinhos vão ter que enfrentar a justiça do trabalho.

    Se for o caso de "Normalmente profissões femininas pagam menos que profissões masculinas", bem primeiro que não existe isso de profissão de um gênero (só em casos extremamente específicos) e segundo que estamos num século onde todos são livres para escolher as carreiras que vão seguir, eu sou dona das minhas próprias escolhas e eu decido que profissão vou seguir assim como todas as outras mulheres.

    Infelizmente a biologia é cruel conosco e caso a gente queira ter filhos ficamos um tempão afastadas do trabalho, mas quem é obrigado a ter filho? Novamente é uma escolha. Se prefere priorizar a carreira então não tenha filhos no momento de priorizar a carreira e vice versa.

    Quanto a "dupla jornada" se um dia eu casar não serei obrigada a fazer as tarefas de casa. Liberdade de escolha total! Eu não casaria com alguém que me obrigasse a isso, minha escolha. E se eu aceitasse, depois não poderia reclamar da consequência de uma escolha pessoal, mas é mais fácil culpar os homens machistas opressores por isso, né?
  • Vitor  11/01/2017 15:08
    Priscila, eu concordo com a maior parte de seu comentário. Exceto, talvez, por esta pequena parte: "Eu, como mulher, nunca vi nem ouvi falar na vida inteira de nenhum caso onde em condições iguais de trabalho (tempo de casa, mesma função e etc) uma mulher recebesse menos que um homem, e caso aconteça comigo pode ter certeza que os engraçadinhos vão ter que enfrentar a justiça do trabalho."

    Por mais que isso parece quase que senso comum e justo, e eu não vou dizer que não pareça ou que não seja, geralmente os custos de empregar uma mulher ou são maiores do que empregar ou homem, ou contratar uma mulher acaba sendo mais arriscado, devido a diversos motivos. E, caso a empresa não possa contabilizar isso (refletido na diferença salarial) o que vai acontecer é:
    I - A empresa irá arcar com os custos;
    II - A empresa irá transferir os custos (O que é quase a mesma coisa, se considerarmos elasticidade de preço e de demanda);
    III- A empresa irá dar preferência a contratação de homens sobre mulheres.

    O resultado acaba sendo, em muitos casos, a terceira opção. Desta forma, caso seja de fato mais custoso ou arriscado contratar uma mulher à um homem, ou mulheres sofrerão as consequências disso com menores salários, ou com menos empregos. Apesar de que, é claro, existe sempre a possibilidade de a empresa simplesmente não levar isto em consideração e acabar sofrendo os custos, o que é, porém, muito improvável, já que o objetivo sempre é maximizar lucros.
  • marcos fachetti  11/01/2017 15:11
    Difícil é admitir a própria incompetência, mediocridade ou que tenha feito escolhas ruins, ai sobra pra tudo mundo, é culpa da sociedade, dos pais, da burguesia, do capitalismo, do patriarcado, menos do real culpado: o próprio individuo.
  • Benzoato de Sódio  11/01/2017 15:57
    Não aguentei quando vi seu comentário, preciso comentar.
    "Eu, como mulher, nunca vi nem ouvi falar na vida inteira de nenhum caso onde em condições iguais de trabalho (tempo de casa, mesma função e etc) uma mulher recebesse menos que um homem, e caso aconteça comigo pode ter certeza que os engraçadinhos vão ter que enfrentar a justiça do trabalho. "

    Se não ouviu falar então não precisa se preocupar. Bom sinal, significa que a marxista errou mais ainda. Ou você não trabalha ainda?

    "Se for o caso de "Normalmente profissões femininas pagam menos que profissões masculinas", bem primeiro que não existe isso de profissão de um gênero (só em casos extremamente específicos) e segundo que estamos num século onde todos são livres para escolher as carreiras que vão seguir, eu sou dona das minhas próprias escolhas e eu decido que profissão vou seguir assim como todas as outras mulheres. "

    Acredito que quando ele se refere a "profissões femininas", está falando de profissões onde as mulheres preferem trabalhar. Por exemplo, quando vou ao RH da empresa, só tem mulheres ... parece o paraíso ... pelo menos até elas começarem a falar ... me desculpe pela piada. São livres nos países capitalistas, vai ver se são livres no oriente médio. Mas do jeito que vai, logo não serão livres, já viu o que está ocorrendo na Europa?

    "Infelizmente a biologia é cruel conosco e caso a gente queira ter filhos ficamos um tempão afastadas do trabalho, mas quem é obrigado a ter filho? Novamente é uma escolha. Se prefere priorizar a carreira então não tenha filhos no momento de priorizar a carreira e vice versa."

    Da biologia ninguém pode escapar. Mas optar por não ter filhos não é uma coisa boa. Se todas as mulheres pensarem assim, acabou a humanidade.

    "Quanto a "dupla jornada" se um dia eu casar não serei obrigada a fazer as tarefas de casa. Liberdade de escolha total! Eu não casaria com alguém que me obrigasse a isso, minha escolha. E se eu aceitasse, depois não poderia reclamar da consequência de uma escolha pessoal, mas é mais fácil culpar os homens machistas opressores por isso, né?"

    Bom, sabe o que acontece se ninguém fizer o trabalho de casa? A casa vira um chiqueiro. E se você optar por não casar, ainda vai continuar tendo este problema. Ou pode pagar uma empregada doméstica, que sai a mais de R$ 1.200,00 por mês.

    Vou te contar a minha experiência pessoal. Quando nos casamos eu e minha esposa dividíamos as tarefas, eu até colocava as roupas no varal. Mas um dia decidimos ter filhos, tivemos e ela, teve que se afastar do trabalho. Como ela era servidora pública (infeliz com o trabalho, sem perspectiva) não teve problemas com isso. Quando ela voltou a trabalhar, pagamos uma empregada, que cuidava dos filhos também. Acredito que os gastos (salário da empregada INSS etc. + desperdícios) por causa disso superavam o salário dela, sem falar da educação que as crianças não estavam tendo. Por isso, ela, por vontade própria, resolveu pedir licença sem vencimento e sem salário, dispensar a empregada e cuidar dos filhos. Logicamente que o trabalho de casa caiu sobre seus ombros, mas ela continuou tendo seu cartão de crédito pago por mim. Ela resolveu fazer uma faculdade a noite para quando as crianças chegassem a uma determinada idade ela pudesse ter o emprego dos seus sonhos.
  • Observador  11/01/2017 14:38
    Um ponto interessante é que no Brasil quando uma mulher recebe exatamente o mesmo que um homem na mesma função, mesma carga horária e mesma produtividade, a CLT faz com que a mulher na verdade custe mais aos cofres da empresa do que o funcionário homem. É um custo trabalhista imposto pela CLT.

    Então, na prática, devido as várias benesses com chapéu alheio que a CLT proporciona, salários iguais na verdade resultariam em forte desigualdade de custo entre gêneros no ponto de vista das empresas.

    Não seria de estranhar que uma lei adicional que obrigue e tabele salários iguais entre os gêneros resultasse em demissões em massa da mão de obra feminina.
  • Romeu  14/01/2017 04:04
    Observador
    Interessante. Qual é esse custo imposto pela CLT?
  • Helga Lui  15/01/2017 04:23
    Creio que ele se refere a licença maternidade que se traduz para empresa na trabalhadora 4 meses fora do serviço...
  • anônimo  11/01/2017 15:02
    "O feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam seus maridos." — G.K. Chesterton
  • Dallan  11/01/2017 17:42
    É verdade! As feministas, como boas marxistas, adoram criticar o capitalismo por precarizar as relações pessoais em nome do capital, porém, ao mesmo tempo que acham extremamente humilhante ter uma vida focada no cuidado do lar e dos filhos, acham o máximo ter uma carreira bem-sucedida em uma mega-empresa qualquer, servindo aos seus patrões.
  • João das Coxas  11/01/2017 15:18
    Sinceramente ainda não entendo como existem left-libs (que não é o caso do autor do texto, obviamente) que se aliam à feministas.

    O feminismo moderno é puro Socialismo. Quase 100% delas são estatistas e até a retórica da luta de classes elas pegaram do Marxismo.
  • Benzoato de Sódio  12/01/2017 11:40
    Tem pessoas de baixíssimo QI em todos os lugares e, inclusive, no meio dos liberais. Mas nem sempre é um QI baixo por causas naturais ou por desnutrição na infância ou ainda por falta de estímulo. É um QI baixo adquirido nas faculdades, principalmente federais.
  • Feminismo é idéia pra enganar trouxa  06/02/2017 21:16
    Não é somente o "feminismo moderno", o Feminismo sempre foi assim. Ignora toda a realidade, toda a natureza e dá poder para governantes iluminados forçarem uma mitológica e utópica igualdade goela abaixo de todos simplesmente porque alguns militantes barulhentos com problemas mentais querem.

    azmina.com.br/2016/08/cinco-respostas-para-quem-acha-que-mulheres-devem-ganhar-menos-que-homens-nos-esportes/

    Esse tipo de texto é uma ótima prova disso. Repare na argumentação socialista e totalitária delas, algo típico desse tipo de gente com mentalidade igualitária.
  • FL  11/01/2017 15:21
    "Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres"

    Isso não se reflete apenas na possível escolha de carreira e no consequente salário. Qualquer homem vai, por exemplo, pagar mais ao fazer um seguro de automóvel, exatamente pelo mesmo motivo. Eles gostam de correr mais riscos (o que estatisticamente gera mais acidentes), enquanto elas andam com mais prudência.

    Tudo isso, óbvio, generalizando , que é a grande cagada de qualquer movimento coletivo.
  • Jarzembowski  11/01/2017 15:39
    Esse negócio de dupla jornada é o que mais me irrita - é uma simplificação tosca e infantil.
    Eu não conheço nenhum homem que seja tão cretino e insensível que não faça NADA em casa pra ajudar a mulher, e também não conheço nenhuma mulher tão prendada que passe o dia inteiro limpando a casa.
    Essas pessoas não existem. Isso são construções puramente imaginativas com objetivo de criar apelo emocional.
    Seja como for, se "o lugar da mulher é onde ela quiser", o que ela está fazendo com esse ogro que a escraviza dessa forma? E mais, se ela fosse solteira, o serviço doméstico ia se fazer sozinho? Ou ela iria pagar alguém pra fazê-lo?
    Se ela pagasse, rapidamente entenderia o argumento do texto que explica porque o serviço doméstico não é "serviço não-remunerado".
  • Torben  11/01/2017 18:02
    "não conheço nenhuma mulher tão prendada que passe o dia inteiro limpando a casa"

    Para complementar seu comentário:

    Eu até conheço; mas elas fazem isso PQ QUEREM. ESCOLHERAM ISSO.
  • José Pereira  11/01/2017 20:29
    Jarzembowski, exatamente, é o que eu penso.
    Falam que "homem não faz em casa", mas:
    1) Quando o carro está sujo = "Amooooooooooor, tem que lavar o carro".
    2) Pneu furado = "Amooooooooooooor"
    3) Caixa D'água para limpar = "Amoooooooooooor"
    4) Cortar grama (Capinar para os mais pobres) = "Amoooooooooor"
    5) Vazamento = "Amooooooooooor"
    6) Fazendo o almoço de domingo e descobriu que falta sal\tempero\cebola\alho = "Amooooooooooor"
    7) Televisão ou outro aparelho com defeito = "Amoooooooooor"
    8) Chuveiro\lampada queimada = "Amooooooooor".

    Aí se ele não quer lavar vasilhas = "VOCÊ NUNCA ME AJUDA EM NADA!!"

    Essa história de mulher limpando a casa enquanto o homem está deitado no sofá vendo TV de cerveja na mão só existe nos filmes e seriados de antigamente.
  • J.  11/01/2017 16:17
    Quando todos os outros fatores forem equalizados, quando as mulheres tiverem o mesmo interesse e dedicação que os homens ao estudo de ciências exatas e tecnologia(que costumam remunerar melhor), a mesma disposição para viagens, trabalhos perigosos, horas extras, a mesma propensão a correr riscos, a mesma resiliência diante de situações estressantes e desgastantes, somente aí será possível fazer qualquer tipo de análise sobre uma suposta disparidade injusta e preconceituosa de salários - antes disso é como comparar água e óleo e dizer que é injusto que os dois sejam diferentes.

    Entretanto, é evidente que essa equalização de fatores nunca vai acontecer, porque isso é um reflexo da natureza de cada gênero, o que é maravilhoso - a inteligência emocional das mulheres, a sua habilidade e sensibilidade pra lidar com idosos, com crianças, a capacidade única de ser o coração e a alma de um lar, o fundamento de uma família, tudo isso é infinitamente mais belo e precioso do que qualquer cargo, salário ou promoção.

    O problema é que as mulheres estão sendo doutrinadas há 40 anos por psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família e substituíram tudo isso por uma busca insensata de igualdade que atenta contra a própria estrutura da realidade - o resultado é que as mulheres nunca estiveram tão infelizes, nunca consumiram tantos antidepressivos, nunca se sentiram tão solitárias, deslocadas e angustiadas.

    23% of women in their 40s and 50s take antidepressants, a higher percentage than any other group (by age or sex)
  • Emerson Luis  18/02/2017 15:58

    Por isso muitos homens americanos estão procurando esposa entre as russas, ucranianas, etc.

    Femininas, prendadas, de família, com sorrisos meigos e lindas!

    * * *
  • K.  19/02/2017 01:15
    "psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família"

    Onde é que vocês decoram essas coisas? Meu Deus!

    Qual é a dificuldade em ver a mulher como um indivíduo, como qualquer outro, capaz de fazer suas próprias escolhas? Eu enalteço enormemente muito do que as doutrinas religiosas oferecem às mulheres, mas eu penso que esse tipo de coisa passa dos limites tanto quanto as feministas.

    Há muitas feministas que são casadas e/ou mães, tranquilamente. Uma coisa não exclui a outra. Então esse tipo de pensamento não faz o menor sentido mais.

    E tenho certeza que há muitas estadunidenses 'femininas, prendadas, de família, com sorrisos meigos e lindas'. É até um desrespeito (para não dizer uma frescura) que haja homens procurando mulheres assim em outros países.
  • Ricardo Bordin  11/01/2017 16:43
    O livre mercado libertou as mulheres do jugo dos homens.

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/04/08/a-revolucao-das-maquinas-e-das-mulheres-2/
  • Johson  11/01/2017 16:56
    A estabilidade da gestante é irrenunciável (a justiça aduz ser um direito do nascituro, e a mãe não pode renunciar a tal direito), motivo pelo qual, em cargos com grande turn-over, a contratação de mulheres é indesejada. Conheço casos em que a mulher pede para ser demitida, e o patrão assim o faz. Ano depois, surge a ação trabalhista pedindo todas as verbas desde a demissão, pois ela estava grávida e não poderia ser demitida.
    Casos como esses se repetem não são 1, 5 ou 10 vezes não, mas muito mais!
  • Dallan  11/01/2017 17:23
    Uma coisa que eu me pergunto é como alguém, como o autor do artigo, tem estômago para ler um livro desses? Confesso que gostaria de ter a mesma determinação dele, mas simplesmente não conseguiria perder tanto tempo assim. É simplesmente admirável.

    Resumindo, como alguém pode levar a sério um livro de economia feminista-marxista? É verdadeiramente o quadrado redondo. Tenho vergonha de quando uma ideia dessa fazia algum sentido para mim!
  • Ronald   11/01/2017 18:54
    Realmente, porém se faz necessário em nosso cenário atual, ele simplesmente refutou um livro inteiro com um artigo, isso serve como " uma mão na roda", caso queiramos mostrar para os leigos que leram tal livro, que ali contém somente falácias.
  • Dallan  11/01/2017 21:31
    Por isso que eu disse que o admiro. O autor deveria receber por insalubridade :)

    Pior que ele ainda conferiu grande prestígio ao livro, escrevendo um artigo tão grande para refutá-lo. Uns 2 ou 3 parágrafos do texto eram mais que suficiente.

    Brincadeiras à parte, assim como eu um dia já considerei tais ideias absurdas do livro como dignas de reflexão, muitas pessoas ainda pensam assim. Se de cada 100 pessoas que lerem este artigo, 1 ou 2 considerarem a possibilidade dele estar correto, já podemos considerar isso como uma vitória.
  • Claudio Miranda FEA-USP  11/01/2017 19:04
    Quanto a questão das etnias, por que os negros recebem menos e são minoria em posições de comando, empreendedorismo? Eu entendo que é porque eles são discriminados pela sociedade, nossas elites tem resistência a inclusão dos negros no mercado de trabalho. O mesmo se aplica às mulheres. A realidade está aí.
  • Andre  12/01/2017 12:04
    Troque seus livros empoeirados da década de 80, negros já são a maioria dos empreendedores formalizados:

    exame.abril.com.br/pme/negros-ja-sao-maioria-entre-empreendedores/

    Negros querem a economia organizada, poder de compra da moeda, ambiente de negócios favorável, regras simples e claras, infraestrutura e liberdade econômica. Cotas e políticas afirmativas em geral são pra vagabundos, seja de que raça for.
  • rlpda  12/01/2017 13:33
    Não precisa abandonar nenhuma literatura, sugiro sim adicionar alguns autores aos seus estudos, Thomas Sowell por exemplo.

    Compare com o que você já estudou e tire suas conclusões.

    https://www.youtube.com/watch?v=hXS4v3gFmfg
  • Oneide teixeira  11/01/2017 20:43
    Falar que o feminismo se equivoca quanto ao capitalismo é o mesmo que falar que o estuprador se equivocou ao agir.
    Quando que vão aprender a colocar o marxismo, feminismo no mesmo lugar que o nazismo.
    Quem comete crime premeditado não esta equivocado.
    Eu creio que os liberais tem síndrome de Estocolmo com os marxista,
  • WDA  08/02/2017 11:39
    Pior que você tem toda razão, Oneide!
  • Christina Hoff   11/01/2017 23:50
    Muito bom! Artigo enxuto, porém suficiente.

    Uma Alexandra Kollontai, há cem anos atrás, criticar o capitalismo por converter a mulher "em operária, sem aliviá-la de seus cuidados de dona de casa e mãe", é algo perdoável. Mas as feministas de hoje ainda acreditarem nesse tipo de ideia, é o cúmulo do risível.

    Quando não azedo e rancoroso, o feminismo tem lá sua utilidade nos campos social e cultural. Mas no campo econômico, é melhor realmente ele nunca tentar se intrometer. Eu senti falta no artigo, de chamar à racionalidade também para o fato de que muitas vezes, tentando ajudar ou beneficiar alguém menos favorecido, acaba-se fazendo justamente o contrário. Tem um exemplo, que às vezes varia a forma, mas que geralmente usam (apenas) para ilustrar isto, de que aprovaram uma lei que proibia de se despejar viúvas quando estas não conseguiam pagar o aluguel. Aí, o que acontece? As mais prejudicadas passam a ser justamente as viúvas, porque ninguém mais vai querer alugar casas para elas. Então o mesmo vai acontecer (e já acontece) para as mulheres em geral, se começarem a querer igualar ou "corrigir distorções" por meio deste ou daquele direito.

    Mas eu não entendi o porquê, dentre tantas que poderiam ter sido escolhidas, da foto do artigo justamente a que trás uma frase que os libertários deveriam concordar. Eu acho que "o lugar de mulher é onde ela quiser", e não vejo mal nisso.
  • anônimo  12/01/2017 00:08
    Esse feminismo é bizarro.

    Essas feministas são um monte de mulher com cabelo verde e pelo no suvaco dizendo que tem o direito de abortar.

    Quem vai querer engravidar uma mulher de cabelo verde e pelo no suvaco ?

    Essas feministas são muito doidas.
  • Slk  12/01/2017 11:36
    Underrated

    Pior são as que dizem que são, quando claramente nem se enquadram. Só afirmam participar para não se sentir excluída ou sei lá o que.
  • Iago souza  12/01/2017 00:20
    Ola Iván Carrino eu gostaria de perguntar um assunto fora do tópico, que era por onde alguem leigo em economia como eu poderia começar a estudar para aprender sobre economia, para compreender sobre taxas,juros,inflação e sobre tudo que engloba o âmbito econômico, eu deveria procurar um livro sobre macro e micro economia ou oque. E a qualquer um que saiba as respostas para minhas perguntas ou saberia me direcionar para alguma base que poderia em me indicar um base para eu me inteirar sobre o assunto eu ficaria agradecido.
  • Raphael Morais  13/01/2017 14:32
    Olá Iago, bom você esta no lugar certo. Procure no guia sobre artigos q lá existe vários artigos sobre os assuntos que você tem dúvida. Também recomendo o canal no Youtube, o Ideias Radicais, do Rafael Lima. Lá existe várias playlist que desenvolve o assunto de maneira clara e objetiva.
  • VALDERI FELIZADO DA SILVA  12/01/2017 21:07
    "Bom" é o tal comunismo. Não tenho conhecimento de nenhuma nação ex-socialista, ou socialista, que qualquer mulher tenha alcançado o posto de líder daquele país. Nenhum. Agora vamos nos países capitalistas, Angela Merkel, Margareth Thatcher, Golda Meyer, Michele Brachelet e até as famigeradas Dilma Rosseulf e Cristina Kitchner. E várias outras. A propósito, Angela Merkel, filha de um pastor protestante, só conseguiu ser alguma líder depois que sua terra natal, a ex-Alemanha Oriental, conseguiu ser capitalista após reintegração com o Oeste.
  • William  13/01/2017 11:27
    "E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista."

    Eu falei exatamente isso com meu professor de Administração Estratégica (que também é vereador) e estava querendo pagar de politicamente correto na sala.
    Foi o que eu disse: - "professor, se, supostamente, as mulheres recebem menos, mesmo tendo a mesma qualificação e competência, e as empresas que melhor aproveitam com eficiência e eficácia os recursos disponíveis como você mesmo nos ensinou, por que causa eu, como um Administrador, contrataria um homem para minha empresa única e exclusivamente pelo fato de ser homem, para receber mais enquanto uma mulher faria o mesmo trabalho por menos?"
    Ele desviou do assunto e não me respondeu...
  • Helga Lui  15/01/2017 04:16
    Curioso que o texto leva a crer que ser feminista é ser contra o capitalismo porque uma autora é... Quanto aos motivos pela diferença salarial existente... Quem disse que todas as mulheres que fazem interrupções de carreira, tem ausências, querem mais estabilidade no trabalho fazem isso "por opção"? Da renda complementar a possibilidade real de equiparação ainda estamos no meio do caminho, porque nos papéis nas tarefas domésticas se algo deixa de ser feito a responsabilidade ainda recai sobre a mulher. Na sociedade, se o filhos tem algum problema, espera-se que a mulher assuma e cuide. A mulher que escolhe um trabalho mais flexível para enfrentar questões familiares inesperadas faz isso por gostar ou por saber que isso é esperado dela? Se ela não fizer, algum homem na casa assumirá essa responsabilidade? O artigo parte do pressuposto que quanto um trabalha e outro realiza as tarefas domésticas e que ambos usufruem que essa situação é planejada? Isso me parece bem ilusório vide a grande quantidade de piadas sobre o quão árduo e subestimado é o trabalho doméstico, vide o enorme número de famílias que repassam a maior parte deste trabalho para uma pessoa de fora do núcleo familiar (figura tão conhecida dos brasileiros, a empregada). Só que, empatia, carinho, amor tem coisas que não se terceiriza e que não são como um lavar de pratos que pode ficar esperando na pia até que se discuta quem deve fazer. Se a mulher decide que sua carreira é muito importante, ainda são raros os homens ou, o apoio das pessoas no entorno do núcleo familiar que suprem a necessidade de cuidados e afeto das crianças. Na maior parte das vezes, não é uma questão de opção faltar ao trabalho para cuidar de uma criança doente. O mercado percebe a diferença de priorização que homens e mulheres ainda fazem? Claro que percebe, por isso as remunerações são diferentes, o que o texto parece ignorar propositadamente é que não é exatamente por opção que as mulheres fazem essas escolhas, mas por repetirem escolhas da forma como já foram feitas antes, mas levando em consideração o que a sociedade espera delas (que os filhos venham em primeiro lugar e se não vierem, que ela é uma péssima mãe). Quando realmente for por opção (e não por falta de alternativas reais) não haverão mais motivos para qualquer disparidade salarial.
  • Defensor do socialismo  20/01/2017 13:53
    Mais uma vez vocês esqueceram de uma premissa fundamental: a divisão do trabalho.

    Tudo começa na divisão do trabalho que tem sua origem na família tradicional monogâmica: o homem - como macho dominante - tem como sua primeira propriedade a mulher, toma-a para si como a reprodutora, escravizando-a para então ter tempo livre para trabalhar.

    A mulher, nessa divisão de trabalho, tem que ficar em casa ocupada com os afazeres domésticos, e o homem, fica responsável pelo meio de subsistência da família.

    Esta é a estrutura básica da sociedade, que é formada através de uma divisão de trabalho que gera todas as desigualdades de gênero e preconceitos que temos hoje.

    Para mudar essa estrutura, é necessário criar oportunidades e combater todo preconceito, para as mulheres poderem ingressar no mercado de trabalho e concorrer igualmente com os homens.

    Por favor, parem de promover esse grande embuste que é o capitalismo. Continuarei de olho!
  • Luiz Henrique  20/01/2017 17:26
    https://www.youtube.com/watch?v=PtvbVMiY-r8
  • Stalin  06/02/2017 21:11
    Quando todos os outros fatores forem equalizados, quando as mulheres tiverem o mesmo interesse e dedicação que os homens ao estudo de ciências exatas e tecnologia(que costumam remunerar melhor), a mesma disposição para viagens, trabalhos perigosos, horas extras, a mesma propensão a correr riscos, a mesma resiliência diante de situações estressantes e desgastantes, somente aí será possível fazer qualquer tipo de análise sobre uma suposta disparidade injusta e preconceituosa de salários - antes disso é como comparar água e óleo e dizer que é injusto que os dois sejam diferentes.

    Entretanto, é evidente que essa equalização de fatores nunca vai acontecer, porque isso é um reflexo da natureza de cada gênero, o que é maravilhoso - a inteligência emocional das mulheres, a sua habilidade e sensibilidade pra lidar com idosos, com crianças, a capacidade única de ser o coração e a alma de um lar, o fundamento de uma família, tudo isso é infinitamente mais belo e precioso do que qualquer cargo, salário ou promoção.

    O problema é que as mulheres estão sendo doutrinadas há 40 anos por psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família e substituíram tudo isso por uma busca insensata de igualdade que atenta contra a própria estrutura da realidade - o resultado é que as mulheres nunca estiveram tão infelizes, nunca consumiram tantos antidepressivos, nunca se sentiram tão solitárias, deslocadas e angustiadas.

    23% of women in their 40s and 50s take antidepressants, a higher percentage than any other group (by age or sex)
  • Emerson Luis  18/02/2017 13:44

    "A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos do movimento feminista. Não obstante, está eivada de contradições e de problemas de argumentação."

    Correção:

    "A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos do movimento feminista. Justamente por isso, está eivada de contradições e de problemas de argumentação."

    * * *


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