Por que políticas de estímulos e intervenções governamentais geram recessões
E por que essas mesmas políticas não podem reanimar uma economia

falácia da vidraça quebrada, popularizada por Frédéric Bastiat, continua sendo a metáfora perfeita para mostrar as consequências daquilo que se vê e daquilo que não se vê. 

Resumidamente, se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia. 

O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia.  Toda a economia sairá ganhando.  A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas. 

Porém, há as consequências que não são vistas.  O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno.  Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.  O alfaiate deixou de ganhar dinheiro.  Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro. 

Igualmente, os fornecedores de insumos para a padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de economizar para trocar a vidraça.

O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam.  Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia.  Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego. 

Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.

O economista que só vê as consequências imediatas da vidraça quebrada, e que não é capaz de visualizar as consequências que não são imediatamente perceptíveis, não é um economista completo.

Nos últimos anos, várias pessoas — ao menos em alguns círculos — se tornaram mais familiarizadas com essa 'falácia da vidraça quebrada', e passaram a perceber que a política macroeconômica keynesiana não passa de uma 'falácia da vidraça quebrada' em ampla escala.

Mas talvez ainda mais importante do que a 'falácia da vidraça quebrada' seja aquilo que poderíamos chamar de falácia da 'perna não quebrada'. 

Trata-se da presunção que fundamenta todos os tipos de intervenção estatal no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto microeconômicos: a de que os participantes do mercado são perfeitamente capazes de agir mais produtivamente, mas que não o estão fazendo por causa de várias "falhas de mercado". E isso requer uma intervenção estatal para estimular as coisas e deixar os empreendedores mais produtivos.

Qual a principal falácia deste raciocínio?  Ele ignora completamente as inúmeras maneiras com que as próprias intrusões do estado sobre o sistema econômico "quebram as pernas" dos empreendedores privados ao distorcer os preços — por meio da manipulação dos juros, do controle de preços das tarifas de eletricidade e dos combustíveis, da imposição de tarifas protecionistas para proteger um determinado setor ao mesmo tempo em que encarece os bens de capital importados por outros setores — e ao conceder subsídios aos seus empresários favoritos.

Essas "políticas governamentais" geram incertezas, penalizam as ações produtivas e subsidiam as ações destrutivas, pois pune quem quer empreender para atender aos genuínos desejos dos consumidores e subsidia quem quer empreender para atender aos caprichos dos burocratas do estado.

Suponha que o governo invente uma política industrial — tanto por meio de tarifas protecionistas quanto pela concessão de subsídios diretos (via bancos estatais) — com o intuito de estimular a produção das indústrias.  Há um problema: ele não é capaz de fazer isso de modo neutro.  Ele terá de gastar com setores específicos.  E, consequentemente, aqueles primeiros a receber o dinheiro irão gastá-lo também de maneira mais direcionada.  Adicionalmente, o governo terá de "manter sua trajetória", sinalizando com clareza quais são seus planos durante um determinado período de tempo, o qual tem de corresponder aos horizontes de planejamento dos agentes econômicos. 

O próprio Keynes reconheceu que isso é impossível.  Como consequência, ele defendia um consistente e persistente controle do governo sobre a maior parte dos investimentos.  A ideia era que a confiança aumentaria em decorrência da certeza criada pelo fato de os empreendedores saberem qual seria o nível dos gastos, em que eles seriam investidos e com qual duração.

Mas não vivemos no mundo que Keynes sonhou por dois motivos: (1) não se pode confiar que o governo irá manter políticas consistentes de longo prazo e (2) Keynes não aceitava que durante uma expansão econômica induzida pelo governo os recursos possam ser sistematicamente mal alocados e que os gastos governamentais irão privilegiar apenas alguns poucos e prejudicar todo o resto.

No nosso mundo, os empreendedores têm de lidar com inúmeras incertezas ao mesmo tempo:

1. Como o sistema político irá de fato alocar os recursos do estímulo econômico?  E por qual período de tempo?

2. Em qual direção (em que área) irão gastar aqueles que aumentaram suas rendas em decorrência da política de estímulos do governo?

3. Qual será o padrão sustentável de gastos, poupança e investimento que irá surgir quando as políticas de estímulo governamental diminuírem (e elas terão de diminuir em um dado momento uma hora)?

Investidores não investem no abstrato ou no agregado; eles investem em áreas específicas.  Os estímulos governamentais, da forma como são praticados, aumentam as dificuldades de coordenação com que os empreendedores lidam.  Eles agora, em vez de se concentrar na satisfação das demandas dos consumidores, terão de adivinhar o comportamento de burocratas e agentes políticos, os quais não reagem às condições de oferta e demanda no mercado. 

O que o Ministro da Fazenda irá inventar depois?  Quais as novas condições que o presidente ou o congresso irão impor às empresas?  Toda essa incerteza é misturada às tentativas de se descobrir novos equilíbrios de mercado que sejam compatíveis com as preferências dos consumidores.  Nesse cenário, os preços tendem a se comportar de maneira errática, transmitindo informações totalmente incorretas sobre oportunidades de lucro. 

O resultado é que a economia fica estagnada, os investimentos realmente demandados pelos consumidores não ocorrem, e apenas as empresas com capital político se sustentam.

Simplesmente transmitir a certeza de que o governo estará estimulando alguma coisa por algum período indefinido de tempo não irá corrigir o problema fundamental.  Há todo um problema de coordenação, o qual não é percebido pelo economista menos treinado, que só consegue analisar aquilo que se vê.

A economia de mercado não é, nem de longe, tão simples e ordeira quanto os defensores de políticas intervencionistas acreditam.  O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas; é um processo caracterizado por várias forças coordenadoras e descoordenadoras.  Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez, e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se obter os fins desejados. 

É por isso que o crescimento econômico, ou a criação de riqueza, não pode ocorrer em função do investimento induzido pelo estado.  O vago termo "investimento" deve ser incorporado a este mundo de escassez, preferências e coordenação.

Quando as políticas de estímulo do governo são integradas a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de incentivos, subsídios e produção.  Tudo deixa de ser apenas uma questão que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo de coordenação do mercado.

Após invadir a ordem econômica como um elefante em uma loja de porcelana e causar estragos tangíveis, os burocratas, os políticos e os intelectuais bajuladores do regime recorrem então à desfaçatez de culpar as "falhas de mercado" pela bagunça que eles próprios criaram — o que cria espaço para ainda mais intervenções para corrigir os efeitos nefastos das intervenções anteriores.

No que dependesse exclusivamente dos mecanismos de correção embutidos em um sistema de mercado genuinamente livre, baseado no sistema de preços e no mecanismo de lucros e prejuízos, os empreendedores e consumidores não errariam de forma sistemática em seus esforços multifacetados para coordenar suas próprias atividades econômicas — a menos, é claro, que o estado interviesse desbragadamente, quebrando suas pernas e estropiando o funcionamento do sistema de preços.

Análises econômicas e estratégias políticas que desconsiderem esta realidade estão se baseando em pilares falaciosos e não devem ser levadas a sério.

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Leia também:

Estímulos governamentais empobrecem a economia


11 votos

SOBRE O AUTOR

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • José Roberto Baschiera Junior  03/01/2017 13:50
    Usando a linguagem que eles entendem:

    Aumenta G e estimula C que o Y cai!
  • Leonardo  03/01/2017 14:13
    Cabe para a industria da construção civil. Vivemos isso com o estimulo ao setor da habitação. Estamos no momento de ajustes das consequências da intervenção estatal.
  • Tadeu  03/01/2017 14:17
    Sim, um grande exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?

    O preço dos imóveis simplesmente triplicou em menos de um ano, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres!
  • Fernando  03/01/2017 14:19
    Foi exatamente isso que falei com colegas de trabalho dias atrás; compramos em 2006 um terreno a R$ 15 mil, acabei vendendo ano passado por um valor bem maior; e por que eu vendi? Porque era inviável fazer uma casa nele com o preço que tá pra construir uma casa, com tudo isso inflado por causa do MCMV.

    Nos anos 90 até meados dos anos 2000 o sujeito com pouco dinheiro comprava um terreno e construía, sem financiamento. Levava uns anos mas tinha a casa garantida, sem ficar 20,30 anos pagando juros. Que vantagem teve o MCMV? Se inflou os preços e criou amarras por trinta anos para muitas famílias, e para quem tem dinheiro para construir fica caro, não vejo nenhuma vantagem nesse programa, é trocar seis por meia dúzia.
  • Anderson  03/01/2017 14:19
    Hoje em dia vejo casas e apartamentos meia bocas sendo vendidos acima dos R$ 300.000, coisa que antes se comprava com R$ 80.000 a R$ 100.000. Quero nem imaginar quanto está o preço dos imóveis considerados "bons"...
  • Andre  03/01/2017 15:41
    O péssimo estado dos imóveis brasileiros já é motivo de piada aqui:

    estamosricos.com.br/comparacoes/osasco-vs-memphis/

    estamosricos.com.br/comparacoes/a-beleza-turca/

    E o diagnóstico preciso:

    Minha casa meu construtor rico…
    Vamos financiar os imóveis sem nenhum critério e fazer os preço irem aos céus…
    Tanto faz o povo, o que importa é o empreiteiro que financia minha campanha lucrar…
    Deixa o banco estatal com o crédito podre…
    O povo pode pagar mais por uma caixa de fósforo… ele não paga um monte por uma carroça? então consegue pagar mais pelo casebre
  • Prando  03/01/2017 17:35
    Uma coisa que não entendo é como o preço de um mesmo imóvel (pinheiros, São Paulo) passa de cerca de 120 mil para 640 mil em 10 anos, sendo que o INCC do período ficou em cerca de 110%.
    O INCC só leva em consideração custos de construção? Alguma medida de inflação reflete o aumento do preço dos imóveis?
    Diria ser um gasto relevante no orçamento das famílias.

    Gostei de mais uma menção das amizades do antigo governo para o MCMV. Será que alguém investiga?
  • Giovanni Antonielli  04/01/2017 12:31
    Desculpe minha ignorância, mas alguém poderia me explicar melhor como o MCMV fez com que os preços dos imóveis disparassem? Muitíssimo Obrigado!
  • Auxiliar  04/01/2017 12:44
    É autoexplicativo: o governo estimulou as pessoas a se endividarem (a juros baixos) para sair comprando casas. Tal estímulo elevou a demanda por imóveis. Com maior demanda por imóveis, os preços sobem.

    Economia pura.

    Aliás, no que tange ao setor imobiliário, o buraco é mais embaixo: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços das moradias.

    Mesmo com a SELIC a 13,75% ao ano, a Caixa Econômica Federal está oferecendo empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7,14% ao ano. Já o Banco do Brasil cobra 7,69% ao ano.

    Um banquete para os especuladores imobiliários.

    Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Logo, mais os preços sobem.

    Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços sobem e, consequentemente, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

    O estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

    Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

    No final, tudo ficou mais caro.

    O mercado imobiliário é, sem dúvidas, uma dos que mais sofre interferência estatal de todos os lados.

    E a consequência é os pobres ficaram ou sem casa (indo pras favelas) ou endividados pro resto da vida.
  • Giovanni Antonielli  09/01/2017 15:41
    Muito obrigado pela explicação! :D
  • 'martins  03/01/2017 14:53
    Excelente artigo, um dos melhores que já li, muito simples e objetivo, diz de forma direta. Expressa vários pensadores da escola austríaca de economia sobre o intervencionismo governamental na economia.
  • WDA  03/01/2017 21:21
    Esse ponto é um daqueles em que temos que bater recorrentemente, e a respeito do qual devem-se tomar atitudes, seja no sentido de popularizar a sadia noção de que intervenção estatal e "estímulos" à economia são deletérios, seja no de pressionar os governantes a se absterem de adotar tais medidas.

    Esse tipo de noção deveria ser reforçado na mídia nacional. Hoje vemos o Temer ser pressionado por setores da sociedade que são organizados e não querem o bem do Brasil, para que ele tome medidas de estímulo, dando a aparência de estar fazendo alguma coisa com resultado. . A esquerda pressiona por essa agenda nociva, pois sabe que isto apenas prejudicará o país. Se Temer - que aliás não é de Direita, em especial de uma Direita Liberal - não promover os estímulos, os esquerdistas alegarão que ele nada fez pela economia e que seu governo se caracterizou pela presença de crise econômica (como se a esquerda não fosse a responsável óbvia pela crise, em que deixou o país durante e após tantos anos de governo). Dirão que ele é o culpado da crise e que foi ineficaz em resolvê-la. E irão usar isso para pressionar por uma crise social, através de sua militância organizada e paga com dinheiro público e dinheiro fruto de desvios. Mais uma vez, colocarão a culpa de tudo no atual presidente. E caso cheguem ao poder roubarão para si, em seus discursos, os frutos de uma eventual melhora da economia.

    A retórica pró-estímulo infelizmente é ecoada pela mídia nacional, o que põe o governante sob maior pressão.

    Caso Temer promova os estímulos, agradará aos economistas mainstream, keynesianos. Mas isso resultará em uma crise futura mais profunda. Os estímulos iludirão a massa da população no curto prazo, mas os esquerdistas irão colocar nele a culpa da crise futura, onde eles - caso assumam o poder novamente - encontrarão ambiente favorável para impor os seus próprios estímulos à economia, o que aprofundará o ambiente de desordem e concentração de renda que tanto os beneficia e aos objetivos estratégicos de aprofundamento de seu poder. Esse cenário favorece a venda de facilidades, pois os estímulos sempre beneficiam a alguns em detrimento de outros. E a crise que se segue cria dificuldades, permitindo-se que haja mais "facilidades" para vender.

    Considerando-se que o brasileiro parece mais acordado do que nunca - ainda que continue meio sonolento - e que o cenário é propício à austeridade, deveríamos aproveitá-lo para insistir na divulgações de verdades econômicas que previnam a adoção destas medidas nocivas.

    Para Temer é muito mais cômodo adotar medidas de estímulo, porém isso é nocivo para todos. Caso o presidente se sentisse pressionado - ou talvez ao menos estimulado - a conter-se e não adotar essas medidas isso poderia ser suficiente pois todos sabem que hoje cortar gastos é necessário e fazer certas reformas.

    Uma campanha de divulgação para setores de mídia e para as massas, a fim de que fiquem claras as reais conseqüências dos estímulos e sua nocividade, mudando a retórica geral viria a calhar. Isso colocaria pressão sobre o governante no sentido certo.

    Levantar a bandeira pró-austeridade e anti-estímulos numa tal campanha, juntamente com as bandeiras de maior desburocratização e menos impostos, que são medidas populares e seriam um bom gancho para se fortalecer as primeiras exigências, talvez fosse o suficiente para dar ao governo o espaço para não tomar a atitude destrutiva de "estimular" a economia.
  • Felipe  03/01/2017 23:00
    Artigo perfeito!

    Pena que quase ninguém entende isso.
  • Meyer Lansky  04/01/2017 02:57
    Pergunta off topic:

    A quem puder responda-me, por favor:

    Qual o país com menos ministérios no mundo?!

    Muito obrigado desde já!
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:33
    Talvez Monaco?
  • Função Social do LUCRO?? A ganancia!  04/01/2017 05:00
    Queria saber o que vocês tem a me dizer sobre o acidente da lamia do chapecoense...

    Mais uma vez o LUCRO e a GANANCIA tirando vidas, o cara arriscava sempre andar com o combustivel na risca só pra lucrar mais...

    Eai não precisa de regulamentação também?

    Não venha me dizer que o chapecoense tinha responsabilidade de ver isso, porque era só o que faltava, todo mundo agora tem que manjar de aviação?

    E meus avós quando viajam de avião, tem que ser o risco que ta correndo? Se eles nem tem condições de dirigir....


    Vocês tem que saber que há limites pra tudo, não da pra ser assim sem limite. Ai acontece esse tipo de coisa ai, o mesmo vale pra qualquer transporte, imagine uma companhia de transporte(onibus), resolve andar com os freios atéeee o final pra tentar lucrar o máximo, ai certa vez em uma ocasião os freios são exigidos no limite, e ai?

    E agora as famílias, quem vai indenizar? O cara morreu e não tem nada... eai?

    Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim....

    Pior ainda é que agora ninguém vai receber nada, falta uma regulamentação ai pra não deixar esses zé ninguém ter companhia área....

    E vocês ai defendendo isso, po acordar pra realidade é muito difícil?

    Quero ver a resposta de vocês, vou voltar aqui em breve pra ver.

  • Pedro  04/01/2017 11:51
    Embora se trate de uma clara zoeira com o discurso da esquerda, sempre é bom aproveitar o gancho para responder.

    Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião.

    Isso foi abordado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2516

    Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.

    aeromagazine.uol.com.br/artigo/time-do-chapecoense-sofre-acidente-aereo_3018.html

    Ou seja, socialismo (e sua destruição de capital) em conjunto com leis estatais autoritárias (que impedem a correta alocação de capital, ou seja, a oferta de aviões bons de outros países). Eis as causas da queda.

    Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129


    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim...."

    Boa ironia. E o gozado é que não há um mísero aspecto do setor aéreo na América Latina que não seja completamente regulado pelo estado. E, ainda assim (ou por causa disso), a tragédia ocorreu.

    Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores?

  • Rodrigo  04/01/2017 17:29
    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim."

    Ademais, a regulação já existe e determina o combustível mínimo para um determinado voo. Não foi o fato de haver regulação que impediu o acidente.

  • Josélton  04/01/2017 08:41
    Meio off topic, mas quando o mises brasil irá lançar um novo livro? Um livro novo do Hoppe ou Rothbard cairia muito bem, até a vide editorial lançou 2 livros do mises nos últimos meses, repito, dois livros do mises.
  • Humberto  04/01/2017 10:39
    Existe algum país que colocou as ideias keynesianas por mais de 20 anos sem interrompê-las?
  • Martins  04/01/2017 11:55
    Não, pois isso é economicamente impossível. Idéias keynesianas não podem se manter continuamente porque elas geram recessão econômica. Aí elas têm de ser interrompidas para dar lugar a outras receitas (normalmente adota-se uma receita chicaguista meia-boca). Tão logo a economia começa a se recuperar, o keynesianismo volta.

    E por que o keynesianismo é uma constante? Pelos motivos explicados neste artigo:

    Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade
  • Lel  08/01/2017 03:44
    Não, pois é impossível. Keynesianismo só se mantém vivo e popular porque é a ideologia preferida dos políticos.
  • anônimo  04/01/2017 12:33
    O governo sempre vai intervir nos interesses das pessoas.

    A tragédia seria maior se alguém quebrasse uma janela de um prédio do governo.

    Essa "desindustrialização" americana foi causada pelo imposto de renda.

    No ranking de tributação sobre a renda das empresas, o Estados Unidos é o único país desenvolvido que possui alta carga tributária para PJ. As importações ocorrem por causa da tributação da renda das grandes empresas americanas.

    Por mais que pequenas empresas paguem poucos impostos, são as grandes empresas que produzem metais, energia, insumos, etc. A tributação das grandes empresas afetam toda a economia.
  • 4lex5andro  06/01/2017 14:21
    Por outro lado a desindustrialização estadunidense, notadamente em Detroit, se deu muito pelo advento do Nafta que fez muitas fábricas de carros americanas a migrarem para o lado mexicano.
  • Carlos  04/01/2017 14:09
    Você escreveu:
    "O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.
    Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto."

    Mas tem algo que você não comentou: se o vidraceiro ganhou, logo ele tem dinheiro para, digamos por exemplo, comprar um terno. O vidraceiro comprando um terno com o dinheiro ganho do padeiro, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores ganham.
    Ou seja, o dinheiro mudou de mãos mas continuou a movimentar a economia.
  • Gomes  04/01/2017 15:38
    E tem algo que você não comentou, e que é exatamente o cerne da questão: o dinheiro que foi para o vidraceiro originou-se de uma mera recomposição de capital destruído. Ou seja, foi um dinheiro gasto apenas para consertar algo que foi danificado. Foi um dinheiro que, no final, serviu apenas para trazer algo de volta ao ponto inicial (a vidraça reparada).

    Não foi um dinheiro que o dono da padaria gastou voluntariamente em investimentos, mas sim um dinheiro que ele foi obrigado a gastar apenas para voltar ao ponto inicial. Não houve nenhum aumento no estoque de capital da economia, mas sim apenas o conserto de algo que foi destruído.

    E, se você realmente acredita nisso que você falou, então você deve acreditar que guerras são excelentes para a economia. Quanto mais bombardeado for um país e mais ele tiver de gastar apenas para se reconstruir (ou seja, voltar à estaca zero), mais rico ele será.

    A Síria deve ser um portento econômico. Aleppo, então, deve ser a cidade com a população mais rica do mundo.

    E, se você realmente acredita no que falou, você tem de vibrar todas as vezes em que seu carro for roubado ou você for assaltado.

    Lógica supimpa.
  • Leandro  04/01/2017 15:40
    O erro do Carlos -- e que é típico de economistas convencionais -- é que ele raciocinou exclusivamente em termos da equação do PIB.

    E sim, de acordo com essa tosca equação, uma economia que foi completamente destruída -- seja por uma hecatombe nuclear ou mesmo por uma intempérie da natureza -- apresentará aumento do PIB por causa dos maiores gastos. Só que a riqueza da população, suas indústrias e seu estoque de capital encolheram substantivamente. E isso não é captado na equação do PIB

    Um dos grandes problemas da equação do PIB é que ela não faz qualquer esforço para distinguir as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza.

    A intenção inicial do PIB — criado nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso — nunca foi a de mensurar o bem-estar econômico de um país. Porém, como ele inadvertidamente passou a ser utilizado para esse fim, todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

    Assim, quando há um tornado em Santa Catarina ou uma enchente avassaladora em São Paulo, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso conta como geração de riqueza e bem-estar econômico.

    Da mesma forma, quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. A distribuição de renda também é completamente ignorada pelo PIB. Se toda a renda nacional estivesse nas mãos de apenas uma família, e todo o resto da população estivesse à míngua, a renda dessa família, ao ser gasta, iria dar uma bela aditivada no PIB.

    Quando a Petrobras faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado num rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB. Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.

    Igualmente, quando os estrangeiros aplicam em títulos públicos e esse dinheiro é gasto, o PIB sobe — sem qualquer consideração para com o ônus da quitação dessa dívida, que será transmitido às gerações futuras.

    Enfim, basear o raciocínio econômico em termos da equação do PIB é o caminho certo para a total incompreensão do mundo real.
  • Pedro  04/01/2017 17:11
    Excelente, Leandro!
  • Taxidermista  04/01/2017 16:17
    Carlos:

    leituras urgentes:


    Bastiat e Henry Hazlitt.
  • Função social do LUCRO? A GANANCIA!  04/01/2017 20:51
    O cara acha que menos regulamentação iria melhorar, já não basta ver que falta mais regulamentação?
    Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?

    ''Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião''

    Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo...
    Vem um zé ninguém ai com um único avião e morre, ainda fica sem indenizar ninguém....
    Vem um cara la do oriente sem nenhum registro, oferece o serviço fazendo essa cagada(mais lucro e mais lucro) cai e ai fica por isso mesmo. Vai cobrar alguém como?

    Tem que ter controle da onde vem ou da onde sai o avião SIM! Alem do mais, a LAMIA iria oferecer o seu serviço mesmo que essa lei não existisse, a merda taria feita de qualquer jeito, a diferença é que mais casos com o da LaMia existiriam...

    ''Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.''

    O cara tinha mudado de sede, não minta! Mantenha honestidade intelectual, ele mal operava na venezuela.

    Até porque uma companhia falida pode existir em qualquer país, vocês não tem vergonha e querem por a culpa no socialismo? Eu sei que o socialismo não funciona e etc.. Mas não seja picareta não...
    Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia...

    ''Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras: ''

    Ok, privatiza o setor. Mas que tenha agencias reguladoras fortes atuando pra regular a area e evitar que esse tipo de coisa aconteça. Não defendo estatismo não...
    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.


    ''Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores? ''

    Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.

  • Marcos  04/01/2017 22:50
    Absolutamente tudo o que você falou foi abordado no artigo recomendado, o que mostra que você nem sequer teve a decência e a honestidade intelectual de lê-lo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129

    Repito: todas, absolutamente todas, as suas objeções foram abordadas neste artigo. Se você nem sequer se deu ao trabalho de lê-lo (prova disso foi o seu comentário totalmente tosco sobre seguradoras, demonstrando que você nem sequer sabe como elas funcionam), você não tem nenhuma moral para exigir respostas.

    P.S.: não sei por que a moderação aprova esse tipo de baderna nesta propriedade privada. Isso chega a ser um desserviço para os leitores deste site. A propriedade privada deveria ser mais bem guardada. O sujeito é tão burro que nem sequer sabe responder no lugar certo.
  • estudante  04/01/2017 22:10
    "Os neoliberais não têm a menor condição de promover o desenvolvimento econômico do Brasil. Nunca fizeram isso. Criam crises financeiras sempre, por defenderem altos déficits em conta corrente, que eles dizem que é poupança externa, mas é mais consumo e endividamento, até que o País quebra. Isso aconteceu com FHC muito claramente, a crise de 1998 é desse tipo"

    O que vocês tem a dizer sobre esse comentário do Bresser ?
  • Professor  04/01/2017 22:38
    Primeiro, rir bastante.

    Segundo, procurar o que exatamente há para ser rebatido num espantalho.

    Em terceiro, esses dois artigos:

    Bresser-Pereira nunca decepciona

    Keynesianos não querem assumir a paternidade da filha

    Em quarto, isso:

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    Por fim, um comentário geral:

    Os mesmos economistas do Cruzado, do congelamento de preços e salários, e das demais heterodoxias ainda estão discutindo se abrir ou não a economia — e com isso permitir que os brasileiros comprem produtos que não sejam os da FIESP — é ou não é bom para o país.

    O subdesenvolvimento não vem por acaso.
  • Lel  05/01/2017 00:36
    Ainda não sei como economistas brasileiros possuem coragem de se afirmarem keynesianos.

    O Brasil é a prova viva irrefutável de que uma economia toda regulamentada e de "Estado empreendedor" (desenvolvimentista) não funciona.
  • Diego  06/01/2017 02:12
    Caríssimo Leandro,

    Agradeço-lhe pelas fantásticas lições transmitidas por você neste site. Certamente você provê as melhores análises econômicas do Brasil, quiçá do mundo. Não poderia deixar de insistir que seu conhecimento um dia seja registrado em livros.

    Tenho uma dúvida e gostaria de sua opinião:
    Você crê que há margens para ataques especulativos contra o yuan? A China está tentando manter um fix acima das reservas que possui?

    Independente de ataque especulativo, se ocorrer uma desvalorização do yuan, qual você diria que seria o impacto sobre a economia chinesa, estadunidense e brasileira?

    Grande abraço!
    Diego
  • anonimo  06/01/2017 02:46
    Alguém me explique o conceito de termos macroeconômicos e microeconômicos.
    Eu ainda não consigo compreender esses dois termos.
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:32
    E ainda tem gente que vai votar no Ciro Gomes em 2018, vejam a entrevista dele no infomoney, ele teve a indecência de dizer que a crise de 2008 é culpa do liberalismo.
  • anônimo  08/01/2017 03:21
    Ciro Gomes é o político brasileiro mais demagogo existente.
  • anônimo  08/01/2017 03:42
    A família Gomes é constituída inteiramente de políticos pilantras.

    www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2015/01/10/noticiasjornalcotidiano,3374821/numero-de-homicidios-quase-triplica-em-10-anos-no-ceara.shtml
  • Emerson Luis  01/02/2017 10:56

    Tem um desenho antigo do Gaguinho e do Patolino (se não me engano), no qual Gaguinho se hospeda no hotel do Patolino, mas reclama de um rato;

    Patolino cobra uma taxa para mandar um gato espantar o rato,

    depois outra taxa para mandar um cachorro espantar o gato,

    depois outra taxa para mandar um leão espantar o cachorro,

    depois outra taxa para mandar um elefante espantar o leão,

    depois outra taxa para mandar um rato espantar o elefante

    e tudo recomeça.

    * * *


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