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Por que políticas de estímulos e intervenções governamentais geram recessões
E por que essas mesmas políticas não podem reanimar uma economia

falácia da vidraça quebrada, popularizada por Frédéric Bastiat, continua sendo a metáfora perfeita para mostrar as consequências daquilo que se vê e daquilo que não se vê. 

Resumidamente, se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia. 

O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia.  Toda a economia sairá ganhando.  A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas. 

Porém, há as consequências que não são vistas.  O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno.  Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.  O alfaiate deixou de ganhar dinheiro.  Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro. 

Igualmente, os fornecedores de insumos para a padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de economizar para trocar a vidraça.

O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam.  Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia.  Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego. 

Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.

O economista que só vê as consequências imediatas da vidraça quebrada, e que não é capaz de visualizar as consequências que não são imediatamente perceptíveis, não é um economista completo.

Nos últimos anos, várias pessoas — ao menos em alguns círculos — se tornaram mais familiarizadas com essa 'falácia da vidraça quebrada', e passaram a perceber que a política macroeconômica keynesiana não passa de uma 'falácia da vidraça quebrada' em ampla escala.

Mas talvez ainda mais importante do que a 'falácia da vidraça quebrada' seja aquilo que poderíamos chamar de falácia da 'perna não quebrada'. 

Trata-se da presunção que fundamenta todos os tipos de intervenção estatal no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto microeconômicos: a de que os participantes do mercado são perfeitamente capazes de agir mais produtivamente, mas não o estão fazendo por causa de várias "falhas de mercado". E isso requer uma intervenção estatal para estimular as coisas e deixar os empreendedores mais produtivos.

Qual a principal falácia deste raciocínio?  Ele ignora completamente as inúmeras maneiras com que as próprias intrusões do estado sobre o sistema econômico "quebram as pernas" dos empreendedores privados ao distorcer os preços — por meio da manipulação dos juros, do controle de preços das tarifas de eletricidade e dos combustíveis, da imposição de tarifas protecionistas para proteger um determinado setor ao mesmo tempo em que encarece os bens de capital importados por outros setores — e ao conceder subsídios aos seus empresários favoritos.

Essas "políticas governamentais" geram incertezas, penalizam as ações produtivas e subsidiam as ações destrutivas, pois pune quem quer empreender para atender aos genuínos desejos dos consumidores e subsidia quem quer empreender para atender aos caprichos dos burocratas do estado.

Suponha que o governo invente uma política industrial — tanto por meio de tarifas protecionistas quanto pela concessão de subsídios diretos (via bancos estatais) — com o intuito de estimular a produção das indústrias.  Há um problema: ele não é capaz de fazer isso de modo neutro.  Ele terá de gastar com setores específicos.  E, consequentemente, aqueles primeiros a receber o dinheiro irão gastá-lo também de maneira mais direcionada.  Adicionalmente, o governo terá de "manter sua trajetória", sinalizando com clareza quais são seus planos durante um determinado período de tempo, o qual tem de corresponder aos horizontes de planejamento dos agentes econômicos. 

O próprio Keynes reconheceu que isso é impossível.  Como consequência, ele defendia um consistente e persistente controle do governo sobre a maior parte dos investimentos.  A ideia era que a confiança aumentaria em decorrência da certeza criada pelo fato de os empreendedores saberem qual seria o nível dos gastos, em que eles seriam investidos e com qual duração.

Mas não vivemos no mundo que Keynes sonhou por dois motivos: (1) não se pode confiar que o governo irá manter políticas consistentes de longo prazo e (2) Keynes não aceitava que durante uma expansão econômica induzida pelo governo os recursos possam ser sistematicamente mal alocados e que os gastos governamentais irão privilegiar apenas alguns poucos e prejudicar todo o resto.

No nosso mundo, os empreendedores têm de lidar com inúmeras incertezas ao mesmo tempo:

1. Como o sistema político irá de fato alocar os recursos do estímulo econômico?  E por qual período de tempo?

2. Em qual direção (em que área) irão gastar aqueles que aumentaram suas rendas em decorrência da política de estímulos do governo?

3. Qual será o padrão sustentável de gastos, poupança e investimento que irá surgir quando as políticas de estímulo governamental diminuírem (e elas terão de diminuir em um dado momento uma hora)?

Investidores não investem no abstrato ou no agregado; eles investem em áreas específicas.  Os estímulos governamentais, da forma como são praticados, aumentam as dificuldades de coordenação com que os empreendedores lidam.  Eles agora, em vez de se concentrar na satisfação das demandas dos consumidores, terão de adivinhar o comportamento de burocratas e agentes políticos, os quais não reagem às condições de oferta e demanda no mercado. 

O que o Ministro da Fazenda irá inventar depois?  Quais as novas condições que o presidente ou o congresso irão impor às empresas?  Toda essa incerteza é misturada às tentativas de se descobrir novos equilíbrios de mercado que sejam compatíveis com as preferências dos consumidores.  Nesse cenário, os preços tendem a se comportar de maneira errática, transmitindo informações totalmente incorretas sobre oportunidades de lucro. 

O resultado é que a economia fica estagnada, os investimentos realmente demandados pelos consumidores não ocorrem, e apenas as empresas com capital político se sustentam.

Simplesmente transmitir a certeza de que o governo estará estimulando alguma coisa por algum período indefinido de tempo não irá corrigir o problema fundamental.  Há todo um problema de coordenação, o qual não é percebido pelo economista menos treinado, que só consegue analisar aquilo que se vê.

A economia de mercado não é, nem de longe, tão simples e ordeira quanto os defensores de políticas intervencionistas acreditam.  O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas; é um processo caracterizado por várias forças coordenadoras e descoordenadoras.  Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez, e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se obter os fins desejados. 

É por isso que o crescimento econômico, ou a criação de riqueza, não pode ocorrer em função do investimento induzido pelo estado.  O vago termo "investimento" deve ser incorporado a este mundo de escassez, preferências e coordenação.

Quando as políticas de estímulo do governo são integradas a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de incentivos, subsídios e produção.  Tudo deixa de ser apenas uma questão que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo de coordenação do mercado.

Após invadir a ordem econômica como um elefante em uma loja de porcelana e causar estragos tangíveis, os burocratas, os políticos e os intelectuais bajuladores do regime recorrem então à desfaçatez de culpar as "falhas de mercado" pela bagunça que eles próprios criaram — o que cria espaço para ainda mais intervenções para corrigir os efeitos nefastos das intervenções anteriores.

No que dependesse exclusivamente dos mecanismos de correção embutidos em um sistema de mercado genuinamente livre, baseado no sistema de preços e no mecanismo de lucros e prejuízos, os empreendedores e consumidores não errariam de forma sistemática em seus esforços multifacetados para coordenar suas próprias atividades econômicas — a menos, é claro, que o estado interviesse desbragadamente, quebrando suas pernas e estropiando o funcionamento do sistema de preços.

Análises econômicas e estratégias políticas que desconsiderem esta realidade estão se baseando em pilares falaciosos e não devem ser levadas a sério.

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Leia também:

Estímulos governamentais empobrecem a economia


21 votos

autor

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.


  • José Roberto Baschiera Junior  03/01/2017 13:50
    Usando a linguagem que eles entendem:

    Aumenta G e estimula C que o Y cai!
  • Leonardo  03/01/2017 14:13
    Cabe para a industria da construção civil. Vivemos isso com o estimulo ao setor da habitação. Estamos no momento de ajustes das consequências da intervenção estatal.
  • Tadeu  03/01/2017 14:17
    Sim, um grande exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?

    O preço dos imóveis simplesmente triplicou em menos de um ano, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres!
  • Fernando  03/01/2017 14:19
    Foi exatamente isso que falei com colegas de trabalho dias atrás; compramos em 2006 um terreno a R$ 15 mil, acabei vendendo ano passado por um valor bem maior; e por que eu vendi? Porque era inviável fazer uma casa nele com o preço que tá pra construir uma casa, com tudo isso inflado por causa do MCMV.

    Nos anos 90 até meados dos anos 2000 o sujeito com pouco dinheiro comprava um terreno e construía, sem financiamento. Levava uns anos mas tinha a casa garantida, sem ficar 20,30 anos pagando juros. Que vantagem teve o MCMV? Se inflou os preços e criou amarras por trinta anos para muitas famílias, e para quem tem dinheiro para construir fica caro, não vejo nenhuma vantagem nesse programa, é trocar seis por meia dúzia.
  • João  31/05/2017 16:51
    "Que vantagem teve o MCMV?"

    Enriquecer políticos e empresários amiguinhos.
  • Anderson  03/01/2017 14:19
    Hoje em dia vejo casas e apartamentos meia bocas sendo vendidos acima dos R$ 300.000, coisa que antes se comprava com R$ 80.000 a R$ 100.000. Quero nem imaginar quanto está o preço dos imóveis considerados "bons"...
  • Andre  03/01/2017 15:41
    O péssimo estado dos imóveis brasileiros já é motivo de piada aqui:

    estamosricos.com.br/comparacoes/osasco-vs-memphis/

    estamosricos.com.br/comparacoes/a-beleza-turca/

    E o diagnóstico preciso:

    Minha casa meu construtor rico…
    Vamos financiar os imóveis sem nenhum critério e fazer os preço irem aos céus…
    Tanto faz o povo, o que importa é o empreiteiro que financia minha campanha lucrar…
    Deixa o banco estatal com o crédito podre…
    O povo pode pagar mais por uma caixa de fósforo… ele não paga um monte por uma carroça? então consegue pagar mais pelo casebre
  • Prando  03/01/2017 17:35
    Uma coisa que não entendo é como o preço de um mesmo imóvel (pinheiros, São Paulo) passa de cerca de 120 mil para 640 mil em 10 anos, sendo que o INCC do período ficou em cerca de 110%.
    O INCC só leva em consideração custos de construção? Alguma medida de inflação reflete o aumento do preço dos imóveis?
    Diria ser um gasto relevante no orçamento das famílias.

    Gostei de mais uma menção das amizades do antigo governo para o MCMV. Será que alguém investiga?
  • Giovanni Antonielli  04/01/2017 12:31
    Desculpe minha ignorância, mas alguém poderia me explicar melhor como o MCMV fez com que os preços dos imóveis disparassem? Muitíssimo Obrigado!
  • Auxiliar  04/01/2017 12:44
    É autoexplicativo: o governo estimulou as pessoas a se endividarem (a juros baixos) para sair comprando casas. Tal estímulo elevou a demanda por imóveis. Com maior demanda por imóveis, os preços sobem.

    Economia pura.

    Aliás, no que tange ao setor imobiliário, o buraco é mais embaixo: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços das moradias.

    Mesmo com a SELIC a 13,75% ao ano, a Caixa Econômica Federal está oferecendo empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7,14% ao ano. Já o Banco do Brasil cobra 7,69% ao ano.

    Um banquete para os especuladores imobiliários.

    Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Logo, mais os preços sobem.

    Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços sobem e, consequentemente, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

    O estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

    Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

    No final, tudo ficou mais caro.

    O mercado imobiliário é, sem dúvidas, uma dos que mais sofre interferência estatal de todos os lados.

    E a consequência é os pobres ficaram ou sem casa (indo pras favelas) ou endividados pro resto da vida.
  • Giovanni Antonielli  09/01/2017 15:41
    Muito obrigado pela explicação! :D
  • 'martins  03/01/2017 14:53
    Excelente artigo, um dos melhores que já li, muito simples e objetivo, diz de forma direta. Expressa vários pensadores da escola austríaca de economia sobre o intervencionismo governamental na economia.
  • WDA  03/01/2017 21:21
    Esse ponto é um daqueles em que temos que bater recorrentemente, e a respeito do qual devem-se tomar atitudes, seja no sentido de popularizar a sadia noção de que intervenção estatal e "estímulos" à economia são deletérios, seja no de pressionar os governantes a se absterem de adotar tais medidas.

    Esse tipo de noção deveria ser reforçado na mídia nacional. Hoje vemos o Temer ser pressionado por setores da sociedade que são organizados e não querem o bem do Brasil, para que ele tome medidas de estímulo, dando a aparência de estar fazendo alguma coisa com resultado. . A esquerda pressiona por essa agenda nociva, pois sabe que isto apenas prejudicará o país. Se Temer - que aliás não é de Direita, em especial de uma Direita Liberal - não promover os estímulos, os esquerdistas alegarão que ele nada fez pela economia e que seu governo se caracterizou pela presença de crise econômica (como se a esquerda não fosse a responsável óbvia pela crise, em que deixou o país durante e após tantos anos de governo). Dirão que ele é o culpado da crise e que foi ineficaz em resolvê-la. E irão usar isso para pressionar por uma crise social, através de sua militância organizada e paga com dinheiro público e dinheiro fruto de desvios. Mais uma vez, colocarão a culpa de tudo no atual presidente. E caso cheguem ao poder roubarão para si, em seus discursos, os frutos de uma eventual melhora da economia.

    A retórica pró-estímulo infelizmente é ecoada pela mídia nacional, o que põe o governante sob maior pressão.

    Caso Temer promova os estímulos, agradará aos economistas mainstream, keynesianos. Mas isso resultará em uma crise futura mais profunda. Os estímulos iludirão a massa da população no curto prazo, mas os esquerdistas irão colocar nele a culpa da crise futura, onde eles - caso assumam o poder novamente - encontrarão ambiente favorável para impor os seus próprios estímulos à economia, o que aprofundará o ambiente de desordem e concentração de renda que tanto os beneficia e aos objetivos estratégicos de aprofundamento de seu poder. Esse cenário favorece a venda de facilidades, pois os estímulos sempre beneficiam a alguns em detrimento de outros. E a crise que se segue cria dificuldades, permitindo-se que haja mais "facilidades" para vender.

    Considerando-se que o brasileiro parece mais acordado do que nunca - ainda que continue meio sonolento - e que o cenário é propício à austeridade, deveríamos aproveitá-lo para insistir na divulgações de verdades econômicas que previnam a adoção destas medidas nocivas.

    Para Temer é muito mais cômodo adotar medidas de estímulo, porém isso é nocivo para todos. Caso o presidente se sentisse pressionado - ou talvez ao menos estimulado - a conter-se e não adotar essas medidas isso poderia ser suficiente pois todos sabem que hoje cortar gastos é necessário e fazer certas reformas.

    Uma campanha de divulgação para setores de mídia e para as massas, a fim de que fiquem claras as reais conseqüências dos estímulos e sua nocividade, mudando a retórica geral viria a calhar. Isso colocaria pressão sobre o governante no sentido certo.

    Levantar a bandeira pró-austeridade e anti-estímulos numa tal campanha, juntamente com as bandeiras de maior desburocratização e menos impostos, que são medidas populares e seriam um bom gancho para se fortalecer as primeiras exigências, talvez fosse o suficiente para dar ao governo o espaço para não tomar a atitude destrutiva de "estimular" a economia.
  • Felipe  03/01/2017 23:00
    Artigo perfeito!

    Pena que quase ninguém entende isso.
  • Meyer Lansky  04/01/2017 02:57
    Pergunta off topic:

    A quem puder responda-me, por favor:

    Qual o país com menos ministérios no mundo?!

    Muito obrigado desde já!
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:33
    Talvez Monaco?
  • Kek  02/06/2017 13:30
    Deve ser a Suíça, Mônaco, Lichtenstein, San Marino e alguns países africanos.
  • Função Social do LUCRO?? A ganancia!  04/01/2017 05:00
    Queria saber o que vocês tem a me dizer sobre o acidente da lamia do chapecoense...

    Mais uma vez o LUCRO e a GANANCIA tirando vidas, o cara arriscava sempre andar com o combustivel na risca só pra lucrar mais...

    Eai não precisa de regulamentação também?

    Não venha me dizer que o chapecoense tinha responsabilidade de ver isso, porque era só o que faltava, todo mundo agora tem que manjar de aviação?

    E meus avós quando viajam de avião, tem que ser o risco que ta correndo? Se eles nem tem condições de dirigir....


    Vocês tem que saber que há limites pra tudo, não da pra ser assim sem limite. Ai acontece esse tipo de coisa ai, o mesmo vale pra qualquer transporte, imagine uma companhia de transporte(onibus), resolve andar com os freios atéeee o final pra tentar lucrar o máximo, ai certa vez em uma ocasião os freios são exigidos no limite, e ai?

    E agora as famílias, quem vai indenizar? O cara morreu e não tem nada... eai?

    Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim....

    Pior ainda é que agora ninguém vai receber nada, falta uma regulamentação ai pra não deixar esses zé ninguém ter companhia área....

    E vocês ai defendendo isso, po acordar pra realidade é muito difícil?

    Quero ver a resposta de vocês, vou voltar aqui em breve pra ver.

  • Pedro  04/01/2017 11:51
    Embora se trate de uma clara zoeira com o discurso da esquerda, sempre é bom aproveitar o gancho para responder.

    Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião.

    Isso foi abordado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2516

    Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.

    aeromagazine.uol.com.br/artigo/time-do-chapecoense-sofre-acidente-aereo_3018.html

    Ou seja, socialismo (e sua destruição de capital) em conjunto com leis estatais autoritárias (que impedem a correta alocação de capital, ou seja, a oferta de aviões bons de outros países). Eis as causas da queda.

    Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129


    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim...."

    Boa ironia. E o gozado é que não há um mísero aspecto do setor aéreo na América Latina que não seja completamente regulado pelo estado. E, ainda assim (ou por causa disso), a tragédia ocorreu.

    Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores?

  • Rodrigo  04/01/2017 17:29
    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim."

    Ademais, a regulação já existe e determina o combustível mínimo para um determinado voo. Não foi o fato de haver regulação que impediu o acidente.

  • Josélton  04/01/2017 08:41
    Meio off topic, mas quando o mises brasil irá lançar um novo livro? Um livro novo do Hoppe ou Rothbard cairia muito bem, até a vide editorial lançou 2 livros do mises nos últimos meses, repito, dois livros do mises.
  • Humberto  04/01/2017 10:39
    Existe algum país que colocou as ideias keynesianas por mais de 20 anos sem interrompê-las?
  • Martins  04/01/2017 11:55
    Não, pois isso é economicamente impossível. Idéias keynesianas não podem se manter continuamente porque elas geram recessão econômica. Aí elas têm de ser interrompidas para dar lugar a outras receitas (normalmente adota-se uma receita chicaguista meia-boca). Tão logo a economia começa a se recuperar, o keynesianismo volta.

    E por que o keynesianismo é uma constante? Pelos motivos explicados neste artigo:

    Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade
  • Lel  08/01/2017 03:44
    Não, pois é impossível. Keynesianismo só se mantém vivo e popular porque é a ideologia preferida dos políticos.
  • anônimo  04/01/2017 12:33
    O governo sempre vai intervir nos interesses das pessoas.

    A tragédia seria maior se alguém quebrasse uma janela de um prédio do governo.

    Essa "desindustrialização" americana foi causada pelo imposto de renda.

    No ranking de tributação sobre a renda das empresas, o Estados Unidos é o único país desenvolvido que possui alta carga tributária para PJ. As importações ocorrem por causa da tributação da renda das grandes empresas americanas.

    Por mais que pequenas empresas paguem poucos impostos, são as grandes empresas que produzem metais, energia, insumos, etc. A tributação das grandes empresas afetam toda a economia.
  • 4lex5andro  06/01/2017 14:21
    Por outro lado a desindustrialização estadunidense, notadamente em Detroit, se deu muito pelo advento do Nafta que fez muitas fábricas de carros americanas a migrarem para o lado mexicano.
  • Carlos  04/01/2017 14:09
    Você escreveu:
    "O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.
    Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto."

    Mas tem algo que você não comentou: se o vidraceiro ganhou, logo ele tem dinheiro para, digamos por exemplo, comprar um terno. O vidraceiro comprando um terno com o dinheiro ganho do padeiro, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores ganham.
    Ou seja, o dinheiro mudou de mãos mas continuou a movimentar a economia.
  • Gomes  04/01/2017 15:38
    E tem algo que você não comentou, e que é exatamente o cerne da questão: o dinheiro que foi para o vidraceiro originou-se de uma mera recomposição de capital destruído. Ou seja, foi um dinheiro gasto apenas para consertar algo que foi danificado. Foi um dinheiro que, no final, serviu apenas para trazer algo de volta ao ponto inicial (a vidraça reparada).

    Não foi um dinheiro que o dono da padaria gastou voluntariamente em investimentos, mas sim um dinheiro que ele foi obrigado a gastar apenas para voltar ao ponto inicial. Não houve nenhum aumento no estoque de capital da economia, mas sim apenas o conserto de algo que foi destruído.

    E, se você realmente acredita nisso que você falou, então você deve acreditar que guerras são excelentes para a economia. Quanto mais bombardeado for um país e mais ele tiver de gastar apenas para se reconstruir (ou seja, voltar à estaca zero), mais rico ele será.

    A Síria deve ser um portento econômico. Aleppo, então, deve ser a cidade com a população mais rica do mundo.

    E, se você realmente acredita no que falou, você tem de vibrar todas as vezes em que seu carro for roubado ou você for assaltado.

    Lógica supimpa.
  • cleidson  31/05/2017 15:21
    Esse pensamento lógico do Carlos foi muito bomm, por alguns segundos eu realmente pensei que vocês não teriam resposta kkkkkkkkkkkk.
  • Leandro  04/01/2017 15:40
    O erro do Carlos -- e que é típico de economistas convencionais -- é que ele raciocinou exclusivamente em termos da equação do PIB.

    E sim, de acordo com essa tosca equação, uma economia que foi completamente destruída -- seja por uma hecatombe nuclear ou mesmo por uma intempérie da natureza -- apresentará aumento do PIB por causa dos maiores gastos. Só que a riqueza da população, suas indústrias e seu estoque de capital encolheram substantivamente. E isso não é captado na equação do PIB

    Um dos grandes problemas da equação do PIB é que ela não faz qualquer esforço para distinguir as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza.

    A intenção inicial do PIB — criado nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso — nunca foi a de mensurar o bem-estar econômico de um país. Porém, como ele inadvertidamente passou a ser utilizado para esse fim, todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

    Assim, quando há um tornado em Santa Catarina ou uma enchente avassaladora em São Paulo, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso conta como geração de riqueza e bem-estar econômico.

    Da mesma forma, quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. A distribuição de renda também é completamente ignorada pelo PIB. Se toda a renda nacional estivesse nas mãos de apenas uma família, e todo o resto da população estivesse à míngua, a renda dessa família, ao ser gasta, iria dar uma bela aditivada no PIB.

    Quando a Petrobras faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado num rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB. Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.

    Igualmente, quando os estrangeiros aplicam em títulos públicos e esse dinheiro é gasto, o PIB sobe — sem qualquer consideração para com o ônus da quitação dessa dívida, que será transmitido às gerações futuras.

    Enfim, basear o raciocínio econômico em termos da equação do PIB é o caminho certo para a total incompreensão do mundo real.
  • Pedro  04/01/2017 17:11
    Excelente, Leandro!
  • Ari Velho  30/05/2017 16:57
    Incrível como se aprende nos comentários tanto quanto no conteúdo da postagem.
  • Taxidermista  04/01/2017 16:17
    Carlos:

    leituras urgentes:


    Bastiat e Henry Hazlitt.
  • Função social do LUCRO? A GANANCIA!  04/01/2017 20:51
    O cara acha que menos regulamentação iria melhorar, já não basta ver que falta mais regulamentação?
    Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?

    ''Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião''

    Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo...
    Vem um zé ninguém ai com um único avião e morre, ainda fica sem indenizar ninguém....
    Vem um cara la do oriente sem nenhum registro, oferece o serviço fazendo essa cagada(mais lucro e mais lucro) cai e ai fica por isso mesmo. Vai cobrar alguém como?

    Tem que ter controle da onde vem ou da onde sai o avião SIM! Alem do mais, a LAMIA iria oferecer o seu serviço mesmo que essa lei não existisse, a merda taria feita de qualquer jeito, a diferença é que mais casos com o da LaMia existiriam...

    ''Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.''

    O cara tinha mudado de sede, não minta! Mantenha honestidade intelectual, ele mal operava na venezuela.

    Até porque uma companhia falida pode existir em qualquer país, vocês não tem vergonha e querem por a culpa no socialismo? Eu sei que o socialismo não funciona e etc.. Mas não seja picareta não...
    Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia...

    ''Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras: ''

    Ok, privatiza o setor. Mas que tenha agencias reguladoras fortes atuando pra regular a area e evitar que esse tipo de coisa aconteça. Não defendo estatismo não...
    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.


    ''Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores? ''

    Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.

  • Marcos  04/01/2017 22:50
    Absolutamente tudo o que você falou foi abordado no artigo recomendado, o que mostra que você nem sequer teve a decência e a honestidade intelectual de lê-lo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129

    Repito: todas, absolutamente todas, as suas objeções foram abordadas neste artigo. Se você nem sequer se deu ao trabalho de lê-lo (prova disso foi o seu comentário totalmente tosco sobre seguradoras, demonstrando que você nem sequer sabe como elas funcionam), você não tem nenhuma moral para exigir respostas.

    P.S.: não sei por que a moderação aprova esse tipo de baderna nesta propriedade privada. Isso chega a ser um desserviço para os leitores deste site. A propriedade privada deveria ser mais bem guardada. O sujeito é tão burro que nem sequer sabe responder no lugar certo.
  • Gabriel  30/05/2017 19:23
    Já eu sou a favor da moderação aprovar esses comentários. Quanto mais gente dessa laia chegando de pára-quedas e fazendo papel de bobalhão quando são respondidos melhor.
  • Ex-microempresario  30/05/2017 20:12
    Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?
    Acho que ninguém aqui é contra regulamentos técnicos na aviação, o que é bem diferente de governos criando reservas de mercado e controlando preços.

    Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo...
    O avião não entrou no país; a empresa era boliviana, e o vôo saiu da Bolívia.

    Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia...
    Verdade, mas é mais provável em países onde o mercado não funciona e as pessoas querem que o papai estado tome conta delas.

    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    A função das seguradoras é pagar seguros. Para milagres, procure a igreja mais próxima.

    Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.
    Na minha opinião pessoal, quem viaja por uma companhia que não tem seguro é burro ou irresponsável ou os dois. Uma exceção é se ele foi forçado a fazer isso, como parece que foi o caso (pressão da Confederação Sul-Americana - podemos chamá-la de para-estatal ?).

    Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.
    Não estou certo se vc expressou sua opinião sobre o que acontece ou o que deveria acontecer, mas vamos lá:
    - O consumidor não pode regular o mercado se o governo permite a existência de um oligopólio, através de reserva de mercado e restrições à concorrência.
    - O consumidor não pode regular os reguladores, porque estes são indicados por políticos e atuam completamente blindados contra qualquer responsabilização.
    - Nem o consumidor nem os reguladores tem conhecimento técnico para criar ou decicir sobre regras de segurança; isso cabe às empresas e aos fabricantes de aviões. Observação importante: os reguladores estatais alegam ter sim conhecimento técnico sobre tudo, incluindo aviação. Isto é tão verdadeiro quanto a Dilma ser fluente em grego, latim e sânscrito.
    - "Suposta ganancia excessiva" e "por em risco a segurança alheia" são termos tão relativos que se tornam inúteis. O risco de morrer existe a partir do momento em que cada um nasce. Cada decisão em nossas vidas é um compromisso entre riscos e custos. A única forma de evitar completamente o risco de um acidente aéreo é acabar com todos os aviões. Em geral, minimizar os riscos implica aumentar os custos. Achar o equilíbrio ideal é algo muito complexo. Em resumo: normas técnicas devem ser feitas por quem tem conhecimento do assunto: neste caso, engenheiros aeronáuticos.
  • saoPaulo  01/06/2017 20:18
    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    Incrível, as pessoas reclamam que livre mercado é uma utopia, que proponentes do laissez faire acreditam que todos viveriam no Nirvana, na mais pura harmonia, ao mesmo tempo em que... querem que o livre mercado faça milagres, acabe com todos os conflitos possíveis, acabe com todas as imperfeições humanas, com todas as crises econômicas, com toda a pobreza no mundo, ao mesmo tempo que... se aplicassem tais critérios de aceitação -- ou mesmo critérios substancialmente mais frouxos -- ao sistema atual, este seria reprovado miseravelmente...
    "Defensores do livre mercado são utópicos porque sem o governo eles não conseguiriam acabar com todos os acidentes aéreos, sendo que mesmo com o governo ainda existem acidentes!"
    O que eu me divirto com estatistas!
  • estudante  04/01/2017 22:10
    "Os neoliberais não têm a menor condição de promover o desenvolvimento econômico do Brasil. Nunca fizeram isso. Criam crises financeiras sempre, por defenderem altos déficits em conta corrente, que eles dizem que é poupança externa, mas é mais consumo e endividamento, até que o País quebra. Isso aconteceu com FHC muito claramente, a crise de 1998 é desse tipo"

    O que vocês tem a dizer sobre esse comentário do Bresser ?
  • Professor  04/01/2017 22:38
    Primeiro, rir bastante.

    Segundo, procurar o que exatamente há para ser rebatido num espantalho.

    Em terceiro, esses dois artigos:

    Bresser-Pereira nunca decepciona

    Keynesianos não querem assumir a paternidade da filha

    Em quarto, isso:

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    Por fim, um comentário geral:

    Os mesmos economistas do Cruzado, do congelamento de preços e salários, e das demais heterodoxias ainda estão discutindo se abrir ou não a economia — e com isso permitir que os brasileiros comprem produtos que não sejam os da FIESP — é ou não é bom para o país.

    O subdesenvolvimento não vem por acaso.
  • Lel  05/01/2017 00:36
    Ainda não sei como economistas brasileiros possuem coragem de se afirmarem keynesianos.

    O Brasil é a prova viva irrefutável de que uma economia toda regulamentada e de "Estado empreendedor" (desenvolvimentista) não funciona.
  • Diego  06/01/2017 02:12
    Caríssimo Leandro,

    Agradeço-lhe pelas fantásticas lições transmitidas por você neste site. Certamente você provê as melhores análises econômicas do Brasil, quiçá do mundo. Não poderia deixar de insistir que seu conhecimento um dia seja registrado em livros.

    Tenho uma dúvida e gostaria de sua opinião:
    Você crê que há margens para ataques especulativos contra o yuan? A China está tentando manter um fix acima das reservas que possui?

    Independente de ataque especulativo, se ocorrer uma desvalorização do yuan, qual você diria que seria o impacto sobre a economia chinesa, estadunidense e brasileira?

    Grande abraço!
    Diego
  • anonimo  06/01/2017 02:46
    Alguém me explique o conceito de termos macroeconômicos e microeconômicos.
    Eu ainda não consigo compreender esses dois termos.
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:32
    E ainda tem gente que vai votar no Ciro Gomes em 2018, vejam a entrevista dele no infomoney, ele teve a indecência de dizer que a crise de 2008 é culpa do liberalismo.
  • anônimo  08/01/2017 03:21
    Ciro Gomes é o político brasileiro mais demagogo existente.
  • anônimo  08/01/2017 03:42
    A família Gomes é constituída inteiramente de políticos pilantras.

    www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2015/01/10/noticiasjornalcotidiano,3374821/numero-de-homicidios-quase-triplica-em-10-anos-no-ceara.shtml
  • Emerson Luis  01/02/2017 10:56

    Tem um desenho antigo do Gaguinho e do Patolino (se não me engano), no qual Gaguinho se hospeda no hotel do Patolino, mas reclama de um rato;

    Patolino cobra uma taxa para mandar um gato espantar o rato,

    depois outra taxa para mandar um cachorro espantar o gato,

    depois outra taxa para mandar um leão espantar o cachorro,

    depois outra taxa para mandar um elefante espantar o leão,

    depois outra taxa para mandar um rato espantar o elefante

    e tudo recomeça.

    * * *
  • anônimo  30/05/2017 15:04
    Para o país ser rico, precisamos de concreto, lajes, vigas, cimento, azuleijos, pisos, etc. Ou seja, é impossível um país ser rico sem obras.

    Com essas restrições às importações, a inflação sobe e o juros também sobem. Juros subindo significa dinheiro nos bancos e poucas obras.

    Sem o livre mercado, seremos meros produtores de geladeiras, roupas, utensílios, bugigangas, tranqueiras, etc.

    Esse protecionismo é nefasto.

  • vladimir  30/05/2017 16:48
    boa tarde:
    num futuro próximo nem isso, vai ser agropecuária, extração de minérios, estradas de terra para o povão, é claro para os amigos do rei portos meia boca, ferrovias fajutas, aeroportos fuleiros, estradas do tipo (meu Deus isso existe?), mão de obra bem barata, tecnologia da era a vapor e por ai vai.
  • Luiz Moran  30/05/2017 19:46
    Extinção do BNDES.
    Privatização de 100% das estatais, sejam elas municipais, estaduais ou federais.
    Extinção do imposto sindical.
    Extinção da CLT e da justiça do trabalho.
    Extinção de todos os ministérios.
    Revogação do Estatuto do desarmamento (respeito ao referendo).
    alguém acredita que veremos isso acontecer um dia no Brasil ?
  • Old Buk  31/05/2017 16:54
    Acrescento ainda:
    Extinção de brasília, cria-se naquele local nefasto um museu da corrupção e cassinos ao estilo las vegas;
    Extinção das agências reguladoras, especialmente a ANVISA;
    Legalização das drogas (todas);
    Legalização da prostituição;
    Legalização dos cassinos;
  • Esquerda  30/05/2017 19:49
    A energia Brasileira é privada e é um Lixo, a CPFL é um exemplo....


    A previdência Chilena é privada e maioria dos aposentados la não tem aposentadoria:

    https://luizmuller.com/2017/01/25/o-fracasso-do-sistema-chileno-de-previdencia-o-que-espera-o-brasileiro-se-for-aprovada-a-reforma-da-previdencia/

    A NASA é estatal e é um orgulho....

    A saúde americana é uma vergonha e sempre foi, a saúde pública canadense é melhor e atende a todos os necessitados enquanto nos EUA quem não tem grana morre.

    Até concordo com vocês em certos aspectos, não gosto de PT, PSDB e afins... Mas gosto do assistencialismo nordíco, pra min aquele modelo de estado é perfeito. Liberdade de mercado e um estado provedor. Uma mistura que da certo.

    Sobre minhas afirmações, o que vocês tem a dizer?

  • Aurélio  30/05/2017 20:36
    "A energia Brasileira é privada e é um Lixo, a CPFL é um exemplo...."

    Ué, não sabia que a Eletrobras havia sido privatizada. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que a Aneel havia sido abolida. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que CEPEL, CGTEE, Chesf, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas, ONS, CCEE e EPE foram abolidas e/ou vendidas. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que CEA, CEB, CELESC, CELG, CEMIG, CEPEL, CESP, COPEL (e várias outras que não estou com paciência para pesquisar) foram integralmente vendidas. Quando isso ocorreu?

    Acima de tudo, não sabia que o estado havia se retirado por completo do setor elétrico, parado de regular tudo, e liberado completamente o mercado para a entrada de empresas do resto do mundo. Quando isso ocorreu? Madrugada passada?

    Artigos para você:

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    Os primórdios do setor elétrico no Brasil - o mercado fornecia, o governo atrapalhava

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    "A previdência Chilena é privada e maioria dos aposentados la não tem aposentadoria"

    Falou merda. A previdência chilena é um arranjo completamente estatista. O governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas amigas do governo (um mercantilismo defendido por intervencionistas e abominado por austríacos).

    A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, é óbvio que as taxas de administração serão altas. E é isso o que acontece lá. O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada.

    Agora, apesar de tudo isso, um chileno que pagou a previdência ao menos consegue se aposentar. Diferentemente do que já está ocorrendo neste exato momento no Brasil (vide funcionários públicos estaduais do Rio).

    "A NASA é estatal e é um orgulho...."

    A NASA torra dinheiro do contribuinte para ficar mandando robozinho pra Marte. Até agora, nada disso se converteu em benefício para a humanidade.

    No entanto, vou fazer um elogio. Os políticos americanos são mais sagazes que seus congêneres brasileiros. Eles ao menos sabem que burocratas decidindo não são uma boa para a ciência. Boa parte do desenvolvimento atual da NASA é feito a partir de empresas privadas e centros de pesquisa descentralizados.

    De resto, se as pessoas estivessem dispostas a consumir voluntariamente as criações da NASA, elas fariam doações em uma quantidade ainda maior que do que a agência recebe hoje em impostos. Até hoje, as poucas tecnologia da NASA para nosso mundo são muito caras, como aqueles travesseiros ortopédicos.

    A NASA passará a ser extremamente útil quando ela voltar a enviar burocratas para a lua, como fazia no final da década de 1960, em uma viagem só de ida.

    A NASA é um orgulho? Mais ou menos que a Petrobras?

    "A saúde americana é uma vergonha e sempre foi"

    Vergonha?! Todo o resto do mundo corre para os EUA para se tratar. Isso é uma vergonha?!

    Vergonha assim eu quero para mim.

    O real problema dos serviços de saúde americanos está na excessiva intervenção do estado no mercado dos planos de saúde.

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano


    "a saúde pública canadense é melhor e atende a todos os necessitados enquanto nos EUA quem não tem grana morre."

    Isso é zoeira, né? Sim, porque mesmo o mais empedernido dos estatistas reconhece que a saúde pública canadense é uma tragédia. No seu caso, você deu azar porque veio sacar pra cima de quem conhece.

    Eu já morei no Canadá. O sistema de saúde de Montreal é um dos piores que eu já vi na minha vida. Eu nunca esperei menos de 10 horas na fila de emergência do Hôpital General. Eu achava que isso era porque eu nunca fui até lá apresentando sintomas muito sérios, mas eventualmente meu irmão teve que encarar aquela fila para tratar uma apendicite. Foram 18 horas de espera com dor insuportável. Meu pai, que o acompanhava, desesperado, ligou para um cirurgião conhecido e esse veio socorrê-lo. O médico nos informou que o apêndice do menino já estava inchado e roxo e que se não tivesse sido tratado imediatamente estaria correndo seríssimo risco de vida.

    Médicos mais qualificados, que podem ganhar mais do que o governo oferece, migram para os Estados Unidos. Sobram os menos competentes para atender aos canadenses. Não precisa ir muito a fundo para entender que isso não tem como funcionar.

    Um primo meu morou em Detroit (atenção, Detroit é uma cidade de quarto mundo). Ele dizia que os moradores da cidade canadense de Windsor corriam para Detroit para fazer tratamentos médicos, tão ruim eram os serviços estatais no Canadá.

    Todos os canadenses, quando adoecem, picam a mula pros EUA. Sacou no assunto errado.

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    A medicina socializada e as leis econômicas

    "Sobre minhas afirmações, o que vocês tem a dizer?"

    Que você, de tanto falar 'lixo', acabou deixando seu cérebro desta maneira.
  • vladimir  30/05/2017 20:46
    sobre a NASA
    Qual foi a ultima vez que ela construiu uma espaçonave tripulada avançada? sendo que a força aérea norte americana tem até interceptores tripulados e autônomos orbitais .
    e uma pergunta sobre o estado provedor:
    Quem vai pagar a conta?
  • anônimo  31/05/2017 01:56
    O governo gastou o nosso dinheiro. E agora ?
  • Leigo  31/05/2017 11:58
    São "privatizadas".
  • Gabriel  31/05/2017 16:40
    Exaltar a NASA hoje em dia é um grande tiro no pé. A indústria aeroespacial privada nos EUA é muito mais importante.
  • Ex-microempresario  30/05/2017 20:48
    Tenho a dizer que já li tanto estes clichês na internet que me dá até sono....

    A energia no Brasil tem de privada o que a Dilma tem de intelectual e o FHC tem de direita: nada.

    Dê metade da verba da NASA para uma empresa privada de verdade, e vc vai ver o que é poder se orgulhar.

    Me diga quantos canadenses vão procurar assistência médica nos EUA e quantos norte-americanos vão procurar assistência médica no Canadá.

    Eu também adoro o assistencialismo, nórdico ou não, desde que sejam os outros que paguem.

    Vou deixar a previdência chilena para alguém com mais paciência que eu.
  • anônimo  31/05/2017 01:36
    Muito bom!

    O que vocês têm a dizer sobre a teoria Kaleckiana?
  • Veríssimo  31/05/2017 03:29


    É tudo uma questão de ponto de vista...
    VEJAM...

    Joãozinho pode ou não ter sua vida controlada pelos pais.

    Há quem diga que Joãozinho saiba se virar sozinho e que a interferência dos pais é sempre um problema, há também quem diga que Joãozinho é muito novo, e precisa dos cuidados dos pais.

    Joãozinho pode achar uma afronta que pessoas estejam decidindo por ele, ou Joãozinho pode até achar bom que haja essa intervenção.

    Se Joãozinho sozinho no mundo, morrer...os defensores da liberdade dirão que isso é um processo normal, pessoas morrem o tempo inteiro, ele morreu porque talvez não tenha sido esperto o suficiente pra se manter vivo.
    Mas se Joãozinho for mal cuidado pelos pais e morrer também, os defensores da liberdade colocarão a culpa nos pais. A questão é... existe salvação pra Joãozinho ?

    Me parece que os defensores de "ideias" talvez não estejam realmente preocupado com o destino de Joãozinho...eles querem que Joãozinho se estrepe, pra que no final possam dizer : "Ta vendo...eu tava certo sobre o que deveria acontecer com Joãozinho"...
  • vladimir  31/05/2017 12:55
    Respondendo:

    sugiro que use lógica e não a emoção.
    quem usa sentimentos para chegar a determinados fins acaba sendo presa de governantes insanos como Calígula, Nero e outros indivíduos sedentos de glória e poder.
  • Ninguem Apenas  31/05/2017 14:11
    Leandro,

    eu li os artigos do Instituto sobre a Argentina, mas ficou uma dúvida. A Argentina voltou a crescer de 2003 a 2009, claro que "crescer" entre aspas, porque estava retomando o que perdeu no colapso anterior. Mas porque houve essa recuperação? a Argentina continuou estatista e controladora, não? até mais que nas condições anteriores não? Achei os artigos incríveis, mas ficou me faltando essa informação.

    Desde já, agradeço a paciência com perguntas ignorantes! kk
  • Leandro  31/05/2017 15:07
    De 2003 até o final 2005, houve grande racionalidade econômica. (Pesquise no Google sobre "Roberto Lavagna", que foi o ministro da fazenda à época).

    Depois, com a economia já de volta aos trilhos, os Kirchner assumiram o controle e começaram com as heterodoxias. Em 2007, o governo utilizou as forças policiais para tomar o controle do Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC) e trocou os encarregados de calcular a inflação e o PIB.

    Ou seja, na prática, o governo aboliu os dados do "IBGE local" e passou a divulgar dados maquiados. Houve crescimento? Segundo este próprio Instituto, não. Com a troca de governo no final de 2015, toda a diretoria do INDEC voltou a ser formada por nomes técnicos. E o que eles descobriram foi pavoroso.

    Pra começar, os preços se multiplicaram por cinco desde o fim de 2006 até o fim de 2015: uma média de 19% ao ano. Já pelos cálculos do MIT, do final de 2007 até o final de 2015, os preços se multiplicaram por seis: uma média de 25% ao ano.

    Isso era exatamente o que o governo Kirchner queria esconder.

    Só que piora. Não é possível manipular estatisticamente a evolução dos preços sem que isso, por sua vez, afete as cifras do PIB. O PIB nada mais é do que o valor de mercado dos bens e serviços produzidos em um ano dentro do país, de modo que a escolha de uma cifra ou outra para a inflação possui um papel essencial em sua determinação.

    Em 2016, o INDEC argentino publicou sua nova estimativa para o PIB desde 2004, e os resultados foram desoladores: hoje, a economia argentina está 24% mais pobre do que se acreditava.

    A principal consequência dessa correção é que o país cresceu 18 pontos percentuais a menos do que o propagandeado pelos Kirchner ente 2004 e 2014. Ou seja, a recuperação econômica após o colapso de 2001 foi bem menos intensa do que aquela que foi estrepitosamente propagandeada durante anos.

    Especialmente significativa foi a enorme diferença entre o crescimento real e o oficial durante o período 2011-2014, isto é, durante o segundo e pavoroso mandato de Cristina Fernández de Kirchner: ao passo que o INDEC politizado havia divulgado um crescimento débil, porém positivo, de 4,2% durante todos estes anos, a realidade é que a economia encolheu 1,5%. Longe de ter se expandido, a Argentina ficou estancada quatro anos na recessão.

    Para completar, segundo um recente estudo feito conjuntamente pela Universidade de Buenos Aires com a Universidade de Harvard, os argentinos estavam mais pobres em 2014 do que eram em 1998.

    Crescimento? Ninguém viu.

    O governo argentino manipulou o PIB e a inflação - e Cristina se dolarizou quando isso era proibido
  • Ninguem Apenas  31/05/2017 17:19
    Obrigado pela resposta Leandro, permaneço no aguardo do seu futuro livro. kkk
  • yuri  31/05/2017 15:26
    Sabiam que há pessoas tirando segundas e terceiras casas no Minha Casa Minha Vida com o propósito exclusivo de alugar? Assim sendo, o dinheiro é subtraído da economia múltiplas vezes, na forma de imposto, na forma de corrupção e na forma de aluguel. Não existe economia que sobreviva assim e não há povo que cresça.
  • João  31/05/2017 16:49
    Um parente meu fez isso.

    Conseguiu 2 casas exclusivamente para alugar.
  • Bruno Feliciano  31/05/2017 21:44
    Pessoal, um questionamento a teoria libertária sobre a tragédia dos Comuns.

    Ok, legal, recursos escassos + propriedade privada = sistema de preços e = uso racional do recurso.
    Concordo em plenamente e de fato é uma verdade

    MAS, e recursos comuns tais como a camada de ozônio ou as populações globais de peixes, seriam extremamente difíceis ou impossíveis de privatiza-los..

    Como fica um recurso escasso dessa tipo em que transforma-lo em propriedade privada, é uma tarefa impossível?
    Certos recursos são impossíveis de operar com sistema de preços, como eu apontei acima.

    Não é?
  • Andre  01/06/2017 01:26
    Pergunta muito interessante, bens de aparente impossibilidade de privatização estarão submetidos à matéria escura chamada reputação, empresas que poluem e destroem tais bens receberão sua punição via erosão de sua reputação, pois é, há legítima demanda por ecochatos, revirando o lixo de empresas pra saber se estão fazendo as coisas direito.

    Só o exemplo da camada de ozônio que é bastante controverso, se por um lado há farta literatura argumentando de sua diminuição devido à intervenção humana, por outro lado os povos Tehuelches, Mapuches, Quechuas, Aimarás bem como as plantas que habitam coincidentemente nos lugares onde a camada de ozônio é mais fina, há milênios sofreram alterações em suas peles, olhos e fotossíntese para se adaptarem a condições severas desse habitat.
  • Pobre Paulista  01/06/2017 12:07
    O ar não é um recurso escasso, portanto não está sujeito às leis econômicas.
  • cleidison  31/05/2017 22:14





    Pessoal me ajudem a responder esse argumento de um amigo meu.


    Não existe espantalho do capitalismo, muitas pessoas querem viver um modelo de capitalismo fantasioso, onde tudo é perfeitinho e segue as regrinhas magicas de mercado e tudo por um passe de magica da certo, quando na verdade o capitalismo que não querem ver é o capitalismo na pratica, só olhem o mundo e pensem... O capitalismo que vocês acham ser o "certo" não existe ou existiu em parte alguma na face da Terra. ACORDEM!!!

    Me fala 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda do estado? NÃO existe até hoje! Até as nações que pregam o livre mercado ou elas usam (e fingem não usar), ou já usaram seus estados para promover desenvolvimento, procura só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem qualquer tipo de estado, Coreia do sul, Taiwan, japão, Eua,, países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Desafio os defensores do livre mercado. "só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda de algum estado."
  • Evandro  01/06/2017 00:27
    Ué, mas esse é o ponto. Como ele diz, sempre há estado intervindo (até porque não existe país sem estado). Mas o gozado é o "double standard" desse pessoal: primeiro eles dizem que tudo de bom se deve ao estado; mas aí, quando há crises econômicas violentas, ah, aí então é porque não havia estado; esse estado parece que nunca existiu, e tudo foi causado pelo mercado ter suplantado o estado.

    Por favor, intervencionistas, definam-se.

    De minha parte, eu digo sem problema nenhum: há estado em todas as economias, variando apenas a intensidade com que intervêm na economia.

    Quanto intervêm muito, dá isso aqui:

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país


    Quando o estado encolhe, acontece isso:

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - os primórdios

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo


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    A escola austríaca e um tal Renatão
  • Vladimir  01/06/2017 10:08
    Bom dia

    De novo esse pergunta? vamos ver: fenícios, catargineses, Atenienses, sabeus, republicas italianas da renascença, o povo da cidade de Petra, civilização antiga de Zimbábue, mercadores árabes do deserto, templários quer mais?
  • Vladimir  01/06/2017 10:16
    E por falar em templários que acha que financiou e equipou a coroa portuguesa e inglesa na era das grande navegações? principalmente a portuguesa, sendo que neste período não existia tecnologia naval de longa distância na Europa medieval.
  • Guilherme  04/06/2017 23:00
    Meu amigo, esse tipo de pergunta nunca poderá ser respondida. Por mais argumentos que você use, os defensores dos dois lados vão sempre argumentar que faltou mais de suas políticas e sobrou políticas ruins. História e estatística(história) não prova nada por si só é um instrumento ilustrativo. Apenas a teoria econômica pura pode revelar o que se deve e o que não deve ser feito e as consequências de tais medidas. Apenas ela pode ser usada como lente para interpretação da história econômica. E nesse sentido é fácil de observar que os países mais livres sempre foram os que mais se desenvolveram, sempre.
  • Mídia Insana  05/06/2017 01:49
    Mais um dia. Mais paralisia para um liberal. Seu amigo não deixara de ser estatista se você responder a pergunta.

    Na verdade, o máximo de benefício que você terá nisso tudo será desenvolver uma resposta na ponta da língua que você poderá expressar em situação de debate com audiência (onde há uma audiência leiga que não está casada com seus preconceitos ou emocionalmente investida neles; e por isso se convencerá pelos argumentos mais sólidos das partes da discussão). Francamente, a vida é muito curta para discussão onde você não tem nada a ganhar. É só exaustão.

    Dito isso, vamos responder.

    "Não existe espantalho do capitalismo, muitas pessoas querem viver um modelo de capitalismo fantasioso, onde tudo é perfeitinho e segue as regrinhas magicas de mercado e tudo por um passe de magica da certo (grifo meu), quando na verdade o capitalismo que não querem ver é o capitalismo na pratica, só olhem o mundo e pensem... O capitalismo que vocês acham ser o "certo" não existe ou existiu em parte alguma na face da Terra. ACORDEM!!!

    Ainda prefiro viver em um país capitalista com intervenção estatal do que em um país socialista.

    Na verdade, o nível de regulamentação da economia é correlacionado com o desenvolvimento.

    O ponto dos libertários é uma sociedade voluntarista. Correto, mas qualquer redução na coerção (nem que seja de 1% de impsotos) já é uma benção.

    Não entendi o ponto dele.

    E outra: santo ad hominem, Batman. Passo de mágica? Sistema de preços, lucro e prejuízo - os únicos pelos quais podemos coordenar algo tão complexo como a economia para a maximização da utilidade de cada indivíduo -, agora são passo de mágica? Ele nunca ouviu falar em falências? Boa parte dos negócios ocupam capital e recursos, fracassam (prejuízo) e então os vendem para outro empreendedor competente. O sucesso dele é indicado por lucro e se uma utilização alternativa do ambiente gerar mais lucro (ou seja, mais utilidade às pessoas), ele substituirá a atividade atual pela nova.

    Seu amigo não entende **** nenhuma de mercado ou está agindo como imbecil propositalmente. Passe de mágica é achar que um burocrata que continuará cobrando impostos esteja seu serviço funcionando ou não terá o mesmo incentivo de gerar utilidade que um empreendedor. Muito menos acreditar que ele gerará utilidade máxima pois não há mecânica de lucro.

    Me fala 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda do estado? NÃO existe até hoje!

    A ignorância dele não é argumento. Especialmente quando menos estado significa capitalismo mais competitivo.

    Ou seja, a afirmação de que o estado é essencial não só é falsa, como também a realidade é o contrário.

    "Até as nações que pregam o livre mercado ou elas usam (e fingem não usar), ou já usaram seus estados para promover desenvolvimento, procura só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem qualquer tipo de estado, Coreia do sul, Taiwan, japão, Eua,, países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Nações que pregam o livre-mercado? Onde isso? Político não gosta de dinheiro?

    O que há no mundo hoje é tendência de globalização das entidades tributárias. Ou seja, internacionalizar impostos para evitar fuga de capitais. Pelo menos é o que intelectuais como Piketty, Krugman e blocos econômicos "de livre mercado" (que na verdade são clubes de interesse com tomos particulares de regulação e impostos únicos para evitar competição cambial e fiscal entre países de uma mesma região - leia-se União Européia)

    "Desafio os defensores do livre mercado. "só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda de algum estado."

    O que é Singapura? País tão pobre quanto Brasil há menos de um século. Nunca adotou política de campeãs nacionais que criou as maravilhas das telecomunicações aqui, campeãs absolutas em queixas do PROCON; nunca favoreceu exportadora com moeda desvalorizada ou empresas com tarifas de proteção.

    Ele quer um país? Eu posso dar mais. E posso dar setores. Ironicamente, as igrejas pentecostais / evangélicas no Brasil são o maior sucesso de não-intervenção estatal. O estado simplesmente não cobrou impostos delas e hoje elas são impérios que acabaram adentrando a política vindo de origens muito humildes. O estatista olha isso e diz que temos de taxar as igrejas. O ser humano decente olha isso e diz que temos de retirar impostos de todo resto e seremos uma potência mundial.

    países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Eles incentivam a poupança / abstenção de consumo / criação de capital real, até. Mas puramente acidental. Eles simplesmente cobram menos impostos de quem poupa. O resultado é que eles podem pegar a imensa riqueza, fracioná-la e dividir para a crescente massa de cidadãos que estão lá somente para viver de bem-estar social.

    É o que eles gostam, afinal. Tem alguma coisa errado com os Nórdicos. Alguém os ensinou que ter valor próprio e preservar sua propriedade é racismo.

    Hong Kong só é livre-mercado dentro da cidade,

    Sugiro que ele consulte o Google Maps. Hong Kong é uma cidade enorme. Quase não há nada fora da cidade. É quase a ilha inteira tirando os parques naturais belíssimos que existem lá. É quase como o Rio de Janeiro mas sem a degeneração, a miséria e o medo que consomem a cidade maravilhosa.

    Ele está inventando isso e digitando. Sinceramente.

    E o pior,

    Seu amigo venceu. Passei os últimos 15 minutos digitando a resposta.

    Alternativamente, Cleidison, faça a bondade e assista ao seguinte vídeo a partir de 5:20:


    Discutimos justamente o buraco sem fundo da intervenção estatal enquanto tentamos salvar o Brasil em um videogame.

    Tenha a bondade de ler minha resposta para que meu tempo não seja em vão e seu amigo não vença em mais uma tentativa de paralisar os liberais.

    Abraço,

    Mídia Insana.

  • Conservador Latino Americano  31/05/2017 23:02
    O Hitler assumiu o poder sem disparar um tiro.

    Nós estamos vivendo uma época pré-nazista.

    Não confudam nazismo com holocausto e racismo.

    Apesar de haver algumas coisas parecidas com o nazismo alemão, o ódio aos americanos, empresários, direitistas, liberais e conservadores, não é muito diferente do ódio aos judeus. Eu não vejo muita diferença entre o ódio da esquerda atual e o ódio dos nazistas alemães.

    Se essa turma esquerdista fosse comunista, eles já teriam entrado em guerrilas.

    Acreditem, estamos no pré-nazismo.


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