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Não faz sentido estimular a demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção
Quer comer o bolo? Primeiro você tem de fazê-lo

Nota do editor

O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico.

Para isso, no início de 2012, o governo brasileiro declarou guerra aos bancos privados que não baixassem os juros, e utilizou os bancos estatais para fornecer empréstimos a juros baixos, ampliando dessa forma a expansão do crédito. O consumismo e o endividamento passaram a ser explicitamente estimulados pelo governo, com a crença de que ambos eram os motores do crescimento econômico.

Para liberar mais dinheiro para o consumo das pessoas, o governo também congelou o preço da gasolina — obrigando a Petrobras a vender às distribuidoras gasolina abaixo do preço pelo qual ela foi importada — e, na base da canetada, decidiu diminuir as tarifas de energia elétrica (revogando de maneira unilateral os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores).

E, para estimular ainda mais os efeitos do consumismo, o governo adotou uma política econômica totalmente heterodoxa, aumentando os gastos do governo e os déficits orçamentários.

Para completar o populismo, o governo também optou por fazer concessões de aeroportos e poços de petróleo seguindo um modelo que tabelava o lucro permitido e impunha regulamentações esdrúxulas.

As primeiras medidas, de fato, impulsionaram o consumo e o endividamento da população. Mas todas elas, em conjunto, geraram um efeito deletério: aumento acelerado dos preços e dos custos de produção, e, principalmente, das incertezas econômicas.

leniência para com a inflação, a maquiagem das contas públicas e os crescentes déficits orçamentários do governo — que geraram a perspectiva de aumentos de impostos no futuro — só fizeram piorar o ambiente de negócios no Brasil. Tudo isso em conjunto com as quebras de contrato feitas pelo governo — como no caso do setor elétrico — deixaram claro que era extremamente arriscado investir a longo prazo no Brasil.

Como consequência, os investimentos desabaram.

As políticas do governo Dilma, em suma, estimularam o consumismo e, ao mesmo tempo, desestimularam a produção. É lógico que não tinha como dar certo.

Inexplicavelmente, e não obstante todos os exemplos práticos em contrário, ainda existem economistas adeptos da teoria de que tudo o que governo precisa fazer para impulsionar a economia é estimular o consumo.

Esse artigo explica por que tal ideia é completamente insensata.

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Chuck Noland está sozinho naquela ilha do Pacífico. Já se passaram vários dias desde o fatídico acidente aéreo que o levou até ali. Noland já comprovou que está em uma ilha completamente deserta. Sua única companhia é "Wilson", uma bola de vôlei com um rosto pintado à mão por Noland para que ele não se sinta sozinho.

No filme protagonizado por Tom Hanks, Noland trabalha para a empresa internacional FedEx. O avião em que ele estava sofre um acidente grave e Noland vai parar em uma ilha deserta no meio do Oceano Pacífico. Subitamente jogado nesta situação, este náufrago tem de aprender a sobreviver sob as mais adversas, imprevisíveis e inclementes condições, enfrentando as intempéries de natureza.

Mais ainda: ele tem de se virar para encontrar alimentos e outros elementos da natureza que o permitam construir um teto para se abrigar do frio da noite e da insolação do dia. Nada surge pronto. Tudo tem de ser trabalhado e produzido.

Náufrago, lançado no final de 2000, arrecadou US$ 430 milhões e foi um grande sucesso comercial. Não obstante, além de seu êxito de bilheteria, o filme também fornece uma lição básica de economia, lição essa que, curiosamente, muitos analistas e políticos ignoram completamente sempre que lançam suas propostas.

A lição de economia do nosso herói é que, para consumir algo, este algo tem antes de ser produzido. Na ilha deserta, Chuck Noland tem de comer. Para comer, ele tem antes de pescar. Para pescar, ele tem de aprender a pescar. Se ele não pescar, não terá produzido nada. Como resultado, não terá nada para consumir.

Caso Noland estivesse com uma valise cheia de dólares ou de ouro, nenhuma diferença faria. Caso Noland estivesse em companhia de outras pessoas, e todas elas estivessem apenas pensando em como gastar esse dinheiro, não haveria nenhuma melhora em termos de bem-estar. Aquela valise com dinheiro, por si só, não teria absolutamente nenhuma serventia em fazer surgir bens e serviços. Estes continuariam tendo de ser trabalhados e produzidos.

Embora ambientado em uma ilha deserta, o filme mostra uma realidade exatamente igual à do nosso mundo: só conseguimos satisfazer nossas necessidades se antes produzirmos algo.

Quando vamos ao supermercado, compramos provisões e insumos que utilizaremos para cozinhar. Só que, para que possamos fazer essas compras no supermercado, temos de pagar a conta. E, para podermos pagar a conta, temos de ter uma renda. E, para termos essa renda, tivemos antes de oferecer um produto ou serviço no mercado.

Na economia de hoje, não há consumo sem renda. Porém, não há renda se antes não houver produção.

Consequentemente, é impossível estimular compras no supermercado, de maneira contínua, se os consumidores não houverem antes produzido algo. 

Igualmente, é impossível estimular compras no supermercado se os produtores de alimentos não tiverem antes produzido esses alimentos que estão sendo vendidos no supermercado.

No extremo, se o governo simplesmente criasse dinheiro e repassasse para esses consumidores, o problema da produção de alimentos continuaria inatacado. Quem irá produzir alimentos se o governo está dando dinheiro para as pessoas e essas pessoas nada têm de produzir em troca? O eventual produtor de alimentos passaria a ser um escravo: ele produz alimentos e, em troca, nada tem para consumir, pois as outras pessoas não estão produzindo mais nada. Elas estão apenas consumindo seus alimentos e não estão oferecendo em troca nenhum bem ou serviço.

Desnecessário também enfatizar que esta política de estímulo ao consumo irá inevitavelmente impulsionar a carestia: muitas pessoas querendo consumir, poucas pessoas efetivamente produzindo. No final, termos apenas preços mais altos e redução total da produção.

Por isso, chama a atenção que políticos, analistas e até mesmo economistas ainda insistam, com tanta ênfase, na necessidade de "estimular o consumo".  

A única maneira sensata de estimular o consumo é aumentando a renda das pessoas. Mas a renda das pessoas só é aumentada se elas aumentarem sua produção. Ou, no mínimo, se aumentarem o valor agregado desta produção.

Se eu vendo dez garrafas de vinho por mês e quero ter "mais dinheiro no bolso", terei apenas duas alternativas: ou eu vendo mais garrafas de vinho, ou eu passo a produzi-las de maneira mais eficiente (reduzindo custos), da maneira a aumentar meu lucro líquido por cada garrafa vendida.

Se o governo estimular o consumo da população facilitando o crédito para as pessoas (leia-se: aumentando o endividamento das pessoas), a medida é claramente autoabortiva. Afinal, como essas pessoas — que não estão aumentando sua produção — irão quitar essa dívida?

Se um indivíduo aumenta seu endividamento, mas não aumenta sua renda (ou seja, sua produção), ele não tem como quitar essa dívida. (Até porque, caso as pessoas estivessem aumentando sua produção, então elas, por definição, não precisariam de crédito artificial para aumentar seu consumo). No cômputo final, esse endividamento visando ao consumo não gera aumento da produção.

Além do estímulo ao endividamento, há vários economistas que também defendem a ideia de que o governo deve fazer uma redistribuição de renda para permitir o consumo dos mais pobres. Também neste caso o problema da produção segue impávido. Mais ainda: o próprio consumo, por definição, não será estimulado.

Afinal, se o dinheiro é extraído de uma fatia da população e repassado a outra fatia, isso não gera um aumento líquido do consumo. João poderá consumir mais graças aos $ 100 que recebeu do governo, mas Pedro consumirá menos porque agora tem $ 100 a menos por causa do aumento dos impostos.

O mais irônico de tudo é que mesmo estes economistas que querem estimular o consumo por meio da redistribuição de renda partem do princípio de que já houve uma produção prévia. Do contrário, nada haveria a ser consumido. Portanto, eles até entendem a teoria; apenas não conseguem levá-la adiante até suas conclusões inevitáveis.

Conclusão

Quem defende políticas de estímulo ao consumo está querendo comer um bolo sem antes tê-lo manufaturado.

Por definição, nunca há um "problema de demanda". Demandar é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais natural do ser humano. É impossível viver sem demandar. Por isso, a ideia de que é necessário "estimular a demanda" é completamente ilógica. A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.

O problema não é e nem nunca foi "estimular a demanda". O grande problema sempre foi criar a oferta.

De nada adianta haver demanda se não houver oferta.

É exatamente a oferta o que sacia a demanda. E simplesmente demandar algo não fará com que, magicamente, a oferta deste algo aconteça.

Para entender este básico nem sequer é necessário ler tratados de economia. Apenas vejam o exemplo de Chuck Noland no filme Náufrago e perguntem a si próprio: há ali um problema de demanda ou de oferta? Como a personagem pode aumentar seu consumo? Se ele tivesse uma valise cheia de dinheiro, haveria aumento de seu consumo?

Eis o fato incontornável: não é possível aumentar o consumo sem antes haver um aumento da produção. E para que haja um aumento da produção é necessário um ambiente que seja propício à produção. Em nossa economia real, eis o que estimularia uma maior produção: redução da burocracia, redução das regulamentações, redução das incertezas geradas pelo governo, redução dos impostos, redução dos gastos públicos e, principalmente, maior poupança.

Exatamente o contrário do que propõem vários políticos demagogos e demais "especialistas" no assunto.

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Leia também:

O consumismo não gera crescimento econômico - e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana

Produção versus consumo - a confusão que causa miséria

Não é o consumo o que cria a prosperidade

Consumidores não criam empregos

Consumidores não provocam recessões

 

19 votos

autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Fernando  19/12/2016 14:02
    Acabar com o imposto de renda é combater o princípio da "mais valia" do Carl Marx. Acabar com o imposto de renda, imposto sobre herança e imposto sobre lucro, irá mostrar que o país é realmente capitalista.

    Não adianta criar incentivos fiscais se o lucro é tributado. O empresário vai ganhar ou economizar dinheiro no começo, mas depois vai cair na "blitzkrieg" da receita federal. Incentivo em impostos indiretos não resolve o problema da falta de lucro.

    O investidor é movido pelo lucro. Ninguém vai investir em fábricas, se o lucro é tributado.

    Não existe país rico sem pessoas ricas. Não existe empreendedores, se não existe pessoas ricas.

    O Brasil está na posição 16 dos países que mais tributa empresas. Ou seja, é uma asfixia nos empreendeedores.

    No Brasil, um empreendedor paga mais imposto do que alguém que vive de renda. Isso é um nó na gravata do empreendedor.

  • Bruno  19/12/2016 14:11
    Eu fui vítima do engodo. O estímulo ao consumo deixou a minha margem consignável praticamente estourada.
  • Andre  19/12/2016 15:06
    Você foi vítima da sua pouca educação financeira, juro não se paga, se recebe, ainda mais no país de mais alto juros no mundo.
  • Alexandre   19/12/2016 14:13
    O problema central da economia: ESCASSEZ

    Como aumentar a produtividade: Tecnologias disruptivas, aperfeiçoamento continuo e inovação através da pressão pela concorrência.

    A nova economia P2P otimiza as trocas voluntárias entre detentores de CAPITAL (Imóveis- airBNB) (Automóveis- UBER), dinheiro e crédito (Nubank), e produção audiovisual (torrents, como netflix ou Spotfy). Ou seja, OTIMIZA a EFICIÊNCIA MARGINAL DO CAPITAL já existente, sem a necessidade de haver maior consumo de algo já existente.

    Mas o leviatã insaciável quer manter seu planejamento central, keynesiano e inflacionário, destruindo a liberdade das relações comerciais voluntárias.

    Quantas cadeias inteiras de criação de valor sequer chegaram a sair do papel, por uma simples carga tributária abusiva e regulamentações surreais ?

    Democracia é DESCIVILIZAÇÃO.

    O empreendedorismo é a base do processo civilizatório.
  • A.N.A  19/12/2016 15:42
    Vc deveria corrigir o termo Democracia e usar Social-Democracia:

    "Social-Democracia" é DESCIVILIZAÇÃO.
  • Will  20/12/2016 17:06
    Triste é saber que o branco central quase quebrou o Nubank.
    Apesar da proposta não ter ido adiante, passou bem perto...
    Toda vez que o Governo se intromete na economia, dá merda, e isso é fato!
  • Luiz Campos  19/12/2016 14:14
    Como é difícil entenderem esse básico...
  • Adriel Felipe  19/12/2016 14:19
    URGENTE

    Alguém sabe se aqui no site tem algum artigo sobre a Rail Mania, a bolha ferroviária do séc. XIX que ocorreu na Inglaterra?
  • Professor  19/12/2016 15:38
    As causas são as mesmas das de todas as bolhas: expansão do crédito sustentada pelo Banco Central -- no caso, o Banco Central da Inglaterra, um dos mais antigos em atividade no mundo.

    Sem um BC criando dinheiro, simplesmente não há como haver uma contínua e sustentada expansão do crédito. Os juros dos empréstimos rapidamente subiriam e abortariam toda a febre.

    Já com um BC imprimindo dinheiro continuamente, os juros ficam artificialmente suprimidos, fazendo com que a contínua demanda por empréstimos não provoque uma ascensão dos juros.

    Não existe bolha prolongada e sustentada sem que haja um BC por trás fornecendo todo o dinheiro necessário para mantê-la.

  • Adriel  19/12/2016 16:15
    Professor,

    Fico grato pela resposta, é que entrei defendendo a AE em um debate e o cara apresentou isso, na hora de respondê-lo faltou-me as fontes.

    Encontrei um artigo em inglês que fala vagamente sobre o governo do UK ter aprovado £ 200 milhões em ferrovias duma hora pra outra (antes havia muita burocracia, inclusive levavam 7 anos pra aprovarem a construção e uma única ferrovia).
  • Vitor  19/12/2016 14:25
    Bom dia a todos!

    Este artigo veio logo no mesmo momento em que eu estava lendo um outro artigo, sobre praticamente o mesmo tema.

    Neste artigo, os autores argumentam que a taxa de juros no Brasil é injustificavelmente alta.

    Alguém gostaria de contribuir para uma discussão aqui?
  • Alexandre   19/12/2016 14:44
  • Vitor  19/12/2016 15:38
    Eu gostaria de destacar essa parte do segundo artigo que você me indicou:

    "O presidente do IMB, Helio Beltrão, tem uma teoria — a qual funciona complementarmente à apresentada acima — para a taxa básica de juros no Brasil ser alta. Segundo ele, um dos principais motivos de a SELIC ser alta é porque, durante a década de 1980 e a primeira metade da de 1990, muita gente aplicava em títulos públicos apenas para se proteger da inflação. Isso elevou enormemente o M3 e o M4, que é o agregado monetário que considera os títulos públicos.

    Sendo assim, os agregados monetários hoje podem ser vistos como um "triângulo invertido" (com a base monetária representada pela ponta da pirâmide, embaixo, e o M3/M4 sendo a base da pirâmide, acima).

    Nos países centrais a pirâmide invertida é "magra", ou seja, a relação entre M3/M4 e a base monetária é bastante menor que no Brasil. Isso significa que no Brasil há enorme pressão ou potencial de que os poupadores (M3 e M4) queiram transformar sua poupança em "dinheiro" (M1), para gastar. Quem segura e impede a conversão é a taxa de juros de curto prazo (SELIC, que é muito próxima ao CDI).

    Quanto mais o governo emite títulos, mais essa pirâmide fica "gorda" — mais o M3 e o M4 aumentam em relação ao M1. Consequentemente, mais aumenta a pressão de conversão de títulos públicos em dinheiro — o M3/M4 começa a "pingar" ainda mais no M1. Sendo assim, se a taxa SELIC diminuísse, o pinga-pinga viraria uma cachoeira inflacionária — e como o Banco Central trabalha com metas de inflação, ele não pode deixar isso acontecer."

    No artigo que eu citei anteriormente, eles argumentam que o motivo dos juros altos no Brasil é devido a escolhas do próprio Governo, ao contrário de outras variáveis e, também é argumentado que o sistema de meta de inflação (citado na parte extraída do artigo acima) acaba contribuindo, direta ou indiretamente, para juros mais altos:

    "There is evidence that the inflation targeting regime leads to higher average interest rates because of
    an asymmetry in the Central Bank's moves. When inflation is rising, the Central Bank will tend to act
    quickly and raise interest rates, thus appreciating the real. But when inflation is falling, there is less
    incentive to lower interest rates, because there is not much of a perceived threat from deflation.
    There is also a general bias in the inflation-targeting regime toward prioritizing the inflation target
    and not worrying as much about fluctuations in output and employment.

    It is worth noting that this bias toward higher interest rates is also related to the procyclical bias of
    monetary policy that developing countries with open capital markets generally face. For example,
    when there is an outward flow of capital due to some external shock from the international
    economy, the Central Bank will raise interest rates in order to stem the outflow. This adds to the
    slowdown of the economy that has already begun. On the upswing, if the Central Bank lowers
    interest rates in response to excessive capital inflows, this is also procyclical, as it stimulates an
    economy that is already getting a boost from incoming investment.

    In addition to the evidence that Brazil's inflation-targeting regime leads to chronically and
    excessively high interest rates, there is also evidence that the political and market power of the
    country's banking and financial sector plays an important role in keeping interest rates too high."

    Eles também chegam a argumentar que, um dos motivos que mais contribuem para o juros altos no Brasil é o sistema bancário, que possui pouca concorrência, e ganhou o carinhoso nome de "oligopoly structure":

    "It appears that the banks were able to make up for the decline in credit growth not only by the
    higher and risk-free yield from government bonds, but by increasing the spread between their
    lending and borrowing rates. This could be due to the relative lack of competition in the financial
    sector."

    Eu gostaria apenas de discutir uma parte, que não compreendi muito bem do que se trata:

    "Unfortunately, the weight of much of the media, both Brazilian and international, as well as the
    analysts and commentators cited in the debate, have produced a profoundly destructive narrative.
    The idea, long rejected by much of the economics profession, is that Brazil's deficit spending is the
    primary cause of the country's economic crisis, rather than the result of both the crisis itself and of
    policy-induced exorbitant interest rates.

    On the basis of this narrative, the Brazilian Senate has passed a constitutional amendment restricting
    future federal government spending for the next 20 years to 0 increases beyond the rate of inflation.
    If adhered to, this will certainly impede Brazil's economic recovery, which has not yet even begun.

    In a downside scenario that has been experienced most recently in Greece as well as other countries
    implementing austerity in recession, attempts to increase the primary budget surplus as a percent of
    GDP can lead to a prolonged depression, as a continuing decline in GDP and falling revenues make
    it increasingly difficult to meet the moving target of the primary surplus/GDP ratio."

    De que teoria o texto trata?

    Sobre a austeridade da Grécia, eu acho que a posição destacada no artigo é completamente equivocada, como já foi respondido diversas vezes neste site aqui: International Liberty, especialmente neste artigo.

    Sinto muito pelas parte em inglês, mas eu realmente não tenho paciência para traduzir, espero que o pessoal aqui consiga entender e contribuir.
  • Lisboa  19/12/2016 15:55
    Sobre as metas de inflação gerarem inflação, este artigo fala sobre isso. O simples fato de o Banco Central estabelecer uma meta de inflação relativamente alta (4,50%) já é um agravante: afinal, se a meta é 4,50%, eu irei anualmente reajustar meus preços em, no mínimo, 4,50%. Por que reajustaria em menos sabendo que o próprio Banco Central deseja que todos executem essa carestia mínima? Se eu reajustar em menos, posso ficar sem poder aquisitivo para comprar aqueles bens e serviços que reajustaram igual à ou acima da meta de inflação. Ao estipular uma meta de inflação, o próprio BC já estimula que essa seja a inflação mínima.

    Sobre a Grécia, trata-se da falácia de sempre.

    Primeiro porque o governo grego saiu aumentando impostos sobre tudo. Aumentar impostos não é exatamente uma maneira de estimular o crescimento econômico.

    Uma "austeridade" genuína significa cortar gastos do governo, e não aumentar impostos. Se você eleva as suas receitas você pode dizer que está praticando "austeridade"?

    A austeridade tem de ser para o governo. Na Grécia, no entanto, foi aplicada ao setor privado, que é quem está arcando com o aumento de impostos.

    Segundo porque todo o aparato burocrático e regulatório se manteve intacto, impedindo a livre iniciativa e a geração de riqueza

    A maior fatia do "corte de gastos" do governo grego ocorreu exatamente nos juros que ele paga à troika, os quais foram reduzidos em 50%.

    Ou seja, aumento de impostos e aparato burocrático e regulatório intacto. Como isso poderia estimular o crescimento econômico?

    Os maiores descalabros gregos que servem de lição ao mundo - e por que não lamentar a situação

    A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público

    O sonho do governo grego: espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia

    Populações de mentalidade anticapitalista têm mais dificuldades para sair de crises
  • FL  19/12/2016 14:39
    "How an Economy Grows and Why It Doesn't" do Irwin Schiff


    freedom-school.com/money/how-an-economy-grows.pdf
  • Didi  19/12/2016 14:46
    Felicitaciones Iván Carrino!

    Habló muy bien sobre el tema y son artículos de esa naturaleza que están abriendo los ojos de la población. Además, después de las desastrosas gestiones de los gobiernos progresistas conchavados y ampliamente apoyados por la gran imprensa, con el advenimiento de la Internet, la gente empieza a darse cuenta de los tramposos inveterados.
  • Fernando  19/12/2016 14:58
    Não sei se alguém aqui leu matéria no Estadão ontem de economistas dizendo que o país vive numa crise de crédito, que foi isso que prejudicou a economia, que os bancos estão retendo o dinheiro e não emprestando...
  • Guilherme  19/12/2016 15:30
    Ainda que por vias tortas, eles estão certos. Foi o crédito o que prejudicou a economia.


    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos
  • Bernardo Rohrbacher  19/12/2016 22:08
    Mas foi o crédito fácil para pessoas que não tem como pagar no governo do "cumpanhêro" que bolhou destruiu a economia.
  • Pobre Paulista  19/12/2016 15:05
    [OFF] Estou curioso para saber qual será o impacto da redução do prazo de repasse das operadoras de cartão de crédito para os lojistas.
  • Trader  19/12/2016 15:32
    De tangível, uma redução em seus lucros. Quando tinham um prazo maior para fazer o repasse, elas podiam deixar esse dinheiro aplicado rendendo juros. Com esse fim, diminui o ganho com juros.

    Isso já serviu para derrubar suas ações.
  • Pobre Paulista  19/12/2016 16:00
    Digo em termos mais sistemáticos. Com essa mudança, as operadoras irão efetivamente passar a estarem expostas até o pagamento das faturas, e portanto se tornarão consumidoras de capital. Ora, este capital que será consumido poderia perfeitamente estar melhor alocado na economia, mas se torna indisponível graças à (mais uma) canetada.
  • Andre  19/12/2016 16:25
    As operadoras menores vão capitular, entre elas o Nubank. Pois Não possuem capital necessário para adiantar o pagamento dos logistas e só depois de 30 dias receber o pagamento da fatura.
  • Henrique Lisboa  19/12/2016 18:32
    Se mudar pra 2 dias o que vai acontecer é que irão aumentar a anuidade do cartão ou as taxas. Isso se não começarem a cobrar juros de empréstimo pessoal.
  • Rafael  19/12/2016 18:18
    exame.abril.com.br/pme/nubank-pode-fechar-portas-se-bc-confirmar-mudanca/
  • Fernando  19/12/2016 21:56
    Eu não sei quem inventou essa redução do spread bancário, mas eu acredito que ele deveria ser demitido imediatamente. Isso só pode ser coisa de gente com problemas mentais.

    Será que alguém vai sair emprestando dinheiro de graça ? O resultado vai ser o aumento de anuidades dos cartões e juros dos mal pagadores. Sem contar o desinteresse de novos bancos a se instalarem no país.

    Eu imagino que isso é coisa do Meirelles. Esse ministro da fazenda é um fanfarrão. Se contar os 170 bilhões de déficit desse ano e os 130 bilhões do ano quem vem, o Meirelles vai ser o ministro que deixou o maior rombo fiscal da história do país.
  • Henrique  19/12/2016 16:07
    No meu entender, políticas redistributivas podem aumentar o consumo porque os mais pobres têm maior propensão ao consumo do que os mais ricos, que têm mais propensão à poupança. Vide o sucesso do Programa Bolsa Família no Brazil.

    Abraços.
  • Meirelles  19/12/2016 16:36
    Certo. Aumenta o consumo. Mas, e a produção?

    Pois é, a produção fica igual. Aí o resultado é o aumento dos preços. E quem se estrepa? Exatamente esses pobres, que ficarão na mesma de antes, mas agora tendo de arcar com tudo mais caro.

    Impressionante como que, mesmo após toda a evidência empírica fornecida pelo Brasil, ainda há gente que não consiga entender esse básico. Parece que nem mesmo com a realidade desabando na cabeça o cara consegue entender.
  • Rafa  19/12/2016 18:39
    E os mais pobres vão consumir o quê, se a oferta não dará conta de acompanhar a demanda?
  • Andre  19/12/2016 19:00
    Pois é, tanto sucesso que estimular a demanda causou isso aos bolsista:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/12/1842617-nordeste-tem-piora-mais-acentuada-da-economia-do-que-o-restante-do-pais.shtml

  • Zack  19/12/2016 22:02
    " vide o sucesso do Programa Bolsa Família no Brazil"

    E o sujeito não tem nem vergonha de escrever uma coisa dessas
  • Anderson  19/12/2016 16:23
    Uma coisa tão básica...

    E falando da nossa realidade. Complica-nos mais ainda essa asneira invertebrada (estimular a demanda), pois somos um país emergente (que não emerge mais) que precisa produzir mais e mais para poder chegar a um ponto sólido. O país entrou na farra do crédito antes mesmo de ser rico, de ter uma população com capital... ah, sem contar as outras inúmeras subtrações de riqueza, como distribuição de renda, estatização do crédito e etc.

    E o pior era a mídia exaltando "a nossa pujante economia, que era a sétima maior do mundo". Como se PIB fosse o supra-sumo de uma economia...

    A real é que crédito só é bom quando é direcionado a investimentos em negócios (pois gerará dinheiro futuro, o qual será utilizado para pagar a dívida e manter/expandir o negócio que fora aberto decorrente do empréstimo), e olhe lá, porque se for crédito tal qual o governo o concedia, abaixo do preço de mercado e para uma atividade não tão demandada, o risco de criar uma bolha é enorme.
  • Tadeu  19/12/2016 16:37
    Outro bom exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?

    O preço dos imóveis simplesmente triplicou em menos de um ano, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres!
  • Fernando  19/12/2016 18:33
    Tadeu, exatamente isso que falei com colegas de trabalho dias atrás; compramos em 2006 um terreno a R$ 15 mil, acabei vendendo ano passado por um valor bem maior; e por que eu vendi? porque era inviável pra mim fazer uma casa nele com o preço que tá pra construir uma casa, com tudo isso inflado por causa do MCMV.
    Nos anos 90 até meados dos anos 2000 o sujeito com pouco dinheiro comprava um terreno e construía, sem financiamento. Levava uns anos mas tinha a casa garantida, sem ficar 20,30 anos pagando juros. Que vantagem teve o MCMV? Se inflou os preços e criou amarras por trinta anos para muitas famílias, e para quem tem dinheiro para construir fica caro, não vejo nenhuma vantagem nesse programa, é trocar seis por meia dúzia.
  • Anderson  19/12/2016 23:19
    Isto é verdade.

    Hoje em dia vejo casas e apartamentos meia bocas sendo vendidos acima dos R$ 300.000, coisa que antes se comprava com R$ 80.000 a R$ 100.000. Quero nem imaginar quanto está o preço dos imóveis considerados "bons"...
  • Puppo  19/12/2016 18:22
    Excelente artigo.

    Mais explicado que isso, só lendo duas vezes.
  • Rafa  19/12/2016 18:35
    "E para que haja um aumento da produção é necessário um ambiente que seja propício à produção. Em nossa economia real, eis o que estimularia uma maior produção: redução da burocracia, redução das regulamentações, redução das incertezas geradas pelo governo, redução dos impostos, redução dos gastos públicos e, principalmente, maior poupança."

    Fazer tudo isso dá trabalho, exige negociação entre os políticos e a sociedade, exige cortar privilégios de uns, exige maturidade. Entenderam por que nossos governantes preferem a solução fácil de dar canetadas para estimular a demanda e fingem não entender que o que funciona mesmo é estimular a oferta?
  • Lel  19/12/2016 18:45
    Excelente artigo.
  • Leandro Campos  19/12/2016 19:22
    E as tais medidas de incentivo a economia feitas pelo atual governo, irão falar?
    Sei que é meio parecida com o artigo atual, mas seria "engraçado" ver os erros sendo cometidos e com um artigo bem claro mostrando qual seria o melhor a fazer
  • Wesley  19/12/2016 22:05
    Estimular o consumo tem explicação política. Os barões da industria nacional querem vender e pagam propina para politicos estimularem o consumo. Veja os barões da Anfavea, que fizeram aquele poderoso lobby para que o governo concedesse crédito para que as pessoas comprassem carro a rodo, é claro, fabricado exclusivamente por eles. Os políticos também ganham, pois consumir é bom e as pessoas vão apoiar o governo. Vejo o caso do Lula. É claro que isso gera prejuízo para a maioria, mas a minoria ganha as custas dos outros. Portanto economicamente estimular o consumo é ruim, mas politicamente é bom para burocratas e empresários amigos do rei.
  • Jango  20/12/2016 13:40
    Exatamente. Bem explicado.
  • Rodolfo  19/12/2016 23:14
    Em relação aos automóveis, seria correto afirmar que existe a capacidade de produção mas o que está faltando é gente com renda suficiente para comprar?
  • Rodriguez  19/12/2016 23:59
    Não. Não há uma fartura de carros em produção no Brasil. Se isso fosse verdade, os carros no Brasil estariam extremamente baratos -- quando sabemos que a realidade é exatamente oposta.

    Aliás, o simples fato de os preços dos carros continuarem altos -- mesmo com três anos de recessão -- mostra que não há problemas de demanda. Ao menos, não do ponto de vista das montadoras, que são as mais interessadas em vender.

    O que há é um excesso de mão-de-obra e de recursos escassos direcionados para um setor obsoleto, desnecessário e ineficiente, que é protegido pelo governo contra a concorrência estrangeira (daí os altos preços). Tal setor faria um grande bem para a economia caso encolhesse e o governo liberasse a importação de automóveis estrangeiros (que hoje pagar a absurda tarifa de 35%).

    Isso (o encolhimento deste setor), felizmente, já está começando a ocorrer.

    Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice. Eles entendem a lei das vantagens comparativas.
  • Xerox  20/12/2016 00:00
    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa e nos EUA, não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, terá lucros baixos?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.

    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Mauricio Francisco Junqueira Junior  19/12/2016 23:23
    Comparo, com a devida vênia, a presente discussão ao cachorro correndo atrás do próprio rabo. Não nos levará a lugar algum, exceto alimentar as vãs teorias econômicas. Nenhuma teoria econômica deu resultado certo. Sempre arrumam uma das componentes da contabilidade nacional, e atrapalham outras. As teorias econômicas, como a filosofia, têm seus prós e seus contras; não é uma ciência exata. Assim, cabe analisar, como numa foto, uma situação específica e lhe aplicar o melhor remédio econômico possível.
    Por exemplo, o Brasil de hoje. Estamos vivendo uma profunda recessão decorrente de desarranjo político que implicou em desarranjo econômico. O governo é muito grande e pesado economicamente para a sociedade – tanto em gastos públicos quanto em elevada tributação –, temos um empresariado com receio de novos investimentos visto que não temos mercado consumidor, pela própria retração de consumo das pessoas e pelo elevado índice de desempregado (sem renda para o consumo). Temos uma inflação gerada mais pela especulação do que pelo excesso monetário. Em fim, estamos vivendo uma situação péssima que requer vontade política para superá-la.
    Na situação acima apresentada, não cabe falar em produzir o bolo para consumi-lo depois. Os bens existem, se não fisicamente, mas em capacidade ociosa a ser aproveitada. Precisamos do único incentivo válido para os empresários investirem: a existência de um mercado consumidor, sem o qual nenhum empresário, qualquer que seja ele, se aventurará na produção, por mais incentivos fiscais e financeiros que tenham. De que adianta incentivo fiscal e financiamento bancário para produzir se não houve consumidor para a sua produção. Essa é a essência da economia. Nada se produz se não houver quem demande. Veja o trabalho do marketing: criar necessidades nas pessoas.
    Isto posto, pergunta-se: qual a solução econômica para a nossa crise?
    1) Reduzir o tamanho do Estado através da redução do tamanho do governo, comprimindo gastos e tributação; 2) inserir os desempregados no mercado consumidor, através de incentivo ao emprego, o que se faz tão somente pelo aumento da produção. Mas, como produzir mais se há tantos desempregados que não podem consumir? Criando um programa de renda ao desempregado, via empréstimo de longo prazo – emprestando, digamos R$ 1.000,00 por mês para cada um dos desempregados, ao longo de 24 meses, para serem reembolsados, com juros iguais aos dos títulos públicos, pelo mesmo prazo após seis meses de carência. De onde viria esse recurso? Do seguro desemprego, das reservas bancárias no Bacen, do BNDES, etc. Bom o detalhamento desses programas não é aqui o meu propósito. 3) Estabilidade política mediante reformulação constitucional do sistema de governo; redução da burocracia estatal e da sua ineficiência, erradicação da corrupção pela punição rigorosa. 4) Redução da taxa de juros e liberação total do câmbio e da liberdade absoluta de importação e exportação, assim entendida como o livre comércio.
    Tudo o mais é balela!

  • Rodrigo Amado  20/12/2016 00:24
    "O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico.".

    Não, era só pra ganhar a reeleição mesmo.
    E funcionou.
  • tales  20/12/2016 17:53
    Perfeito. Impressionante como nem os editores do MisesBr conseguem assumir que ao adotar essas medidas os respectivos governos atingiram seus objetivos.
    Enquanto liberais e libertários continuarem com essa postura de negacionismo em relação a real intenção da interferência estatal na vida das pessoas ficará muito difícil de mudar alguma coisa de fato.
    A argumentação relativa aos fatos e suas consequências são sempre perfeitas e quase nunca passíveis de refutação, aí no final vai lá e diz que "deu errado".
    Parece que não aprendem, adoram ser chamados de utilitaristas.
  • Arthur Bishop  20/12/2016 18:00
    Artigo que fala exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1695
  • Max Rockatansky  20/12/2016 22:32
    "Enquanto liberais e libertários continuarem com essa postura de negacionismo em relação a real intenção da interferência estatal na vida das pessoas"


    Afirmativa absolutamente falsa. Os adeptos da EA (bem assim os adeptos da Public Choice School) SEMPRE destacam a real intenção da interferência estatal na vida das pessoas.

    Por exemplo: legislação antitruste; dizem os libertários que ela serve para favorecer os ineficientes, formando conluio entre políticos e empresários ineficientes para PREJUDICAR a real concorrência e os consumidores.

    E os exemplos abundam...
  • Fernando  20/12/2016 01:07
    O artigo toca no ponto principal do capitalismo, que é a produção prejudicada pelo governo.

    Se a produção é prejudicada, nossa situação fica como um náufrago em uma ilha. Ao invés de usar um carro, teremos que ir a pé. Ao invés de almoçar em um restaurante, teremos que cozinhar nossa própria comida. Se não tem uma máquina de lavar roupa, teremos que lavar roupa no tanque.

    O Brasil está colhendo o que plantou. O país fez uma farra extorquindo empresários e privilegiando o consumo. Sempre deram descontos em impostos indiretos em alguns produtos e ao mesmo tempo colocaram até 36% sobre a renda.

    Enfim, o governo fez um massacre contra o lucro das empresas.
  • Proletário Pobre  20/12/2016 01:21
    Esse massacre do governo contra os empresários precisa acabar.

    Não é possível continuar com esse massacre contra pessoas que estão produzindo.



  • Paulo Hemrique Martinello  20/12/2016 01:55
    O Banco Central poderá amanhã (20) mudar as regras de pagamento para lojistas.

    No momento as empresas de cartão de crédito têm até 30 dias para repassar os valores recebidos para o estabelecimento. Se a proposta for aprovada, esse prazo será reduzido para dois dias, o que pode forçar players menores como o Nubank a saírem do mercado por falta de capital.

    gizmodo.uol.com.br/nubank-fechar-as-portas/

    Essa medida é algo bom ou ruim?Mesmo considerando que o nubank pode fechar..?

    Se por um lado boa parte do mundo tem essa redução de dias, por outro, não tenho certeza que seja algo bom só por que ''a maior parte do mundo o fez''..

  • a  20/12/2016 09:44
    Dilma e Lula têm que ser punidos.
  • Humberto Tavares  20/12/2016 10:32
    Keynesianismo só é levado a sério ainda porque é a ideologia preferida dos políticos.
  • Anti-comunista  20/12/2016 12:58
    O ano de 2016 não foi tão ruim assim.

    O Fidel Castro morreu.
    O PT caiu.
    A Argentina ficou livre da Cristina.
    O Lula está sendo processado.
    Tivemos record de prisões de corruptos pagos pela esquerda.
    O Obama está saindo e a Hillary perdeu.
    As FARC estão arregando.
    Tivemos o BREXIT.

    Enfim, a luta contra a esquerda foi um sucesso.

    Não se apeguem a crises econômicas e políticas. O foco é derrubar a esquerda. Por mais que medidas econômicas possam ser contra a esquerda, a guerra é mais importante.

    O massacre ideológico contra a esquerda foi um sucesso.

    Parabéns à todos ! Feliz Natal ! Feliz ano 2017 !

    Que 2017 seja igual a 2016, mas com mais socialistas na cadeia, mais socialistas processados, mais indiciamentos de esquerdopatas, menos mamatas para militantes, mais esquerdistas velhos mortos por falência de órgãos, mais pessoas contra a esquerda, etc.
  • O Brasil acabou  20/12/2016 13:43
    O PT e esquerda radical não estão no poder executivo, mas o PT está em versão menos corrosiva dentro da mente de quase todos os legisladores deste país, está instalado em todo o judiciário, especialmente na justiça do trabalho que se vê como provedor de distribuição de renda, está no funcionalismo em todas as formas de todas as esferas, está nas universidades corroendo o intelecto de nossos jovens e está na mente do cidadão que continua querendo favores do estado e vagas de concurso público.
    Os estrago está feito, em menos de 1 década teremos outro PT da vida fazendo a mesma coisa que fez nos últimos 13 anos.
  • Capitalista Keynes  20/12/2016 16:35
    Muito bom artigo, mas faltou criticar uma grande parte de empresariado que não sabe tornar sua empresa mais produtiva e competitiva e que em alguns casos espertamente, espera estímulos do governo para o consumo. Assim, chega ao limite da sua capacidade produtiva gerando por consequência aumento preço de seus produtos por causa desse aumento de demanda. A empresa tem a mesma capacidade produtiva de 10, 15 anos atrás.... não expande,não inova,não é mais produtiva,etc.
  • Narendra  21/12/2016 01:41
    O governo indiano vai distribuir dinheiro para a população deixar de usar dinheiro?! Genial.

    Em todo caso, tudo isso é apenas um paliativo para tentar contrabalançar o desastre causado por esta medida dele próprio:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2568

  • Social-Democrata   20/12/2016 21:59
    O pessoal, porque vocês não falam do fracasso liberal?

    A Bolívia(que vocês tanto abominam) cresce tanto quanto o Chile(neoliberal) e a Colombia.

    O Macri na Argentina ta ai, mostrando o fracasso do neoliberalismo. O Peru e o Paraguay não saem do buraco, continuam mais um pais de quinta categoria.

    O Brasil tem um esquerda deplorável, ta ai PSDB e PT arruinando tudo.

    Alemanha tem assistencialismo pra caramba, cresceu dentro de um estado assistencialista, mas isso vocês não falam...A Australia cresceu com protecionismo e toda segurança social Pública, mas isso vocês não falam...
    Faz mais de 3 décadas que os escandinavos estão no bem estar social, e não param de crescer e dar um show de qualidade de vida.

    É difícil entender que o mercado tem de ser livre mas o estado tem que ter o tamanho suficiente pra propor bem estar?
    É isso que eu falo dos escandinavos, livre mercado e um estado grande é o caminho pra prosperidade, basta ver que nossa carga tributária é igual(ou quase) dos escandinavos e da Alemanha. O nosso problema NÃO é carga tributária e sim destruição e desincentivo da produção, sem conta políticas monetárias fracassadas...

    N fiquem focado nisso de mercado + mercado + mercado... O mercado e o estado juntos trazem prosperidade, parem com esse extremismo...

    O que eu quero dizer com os países acima é que, não é só o livre mercado sozinho que traz a prosperidade, assim como não é o estado sozinho... A Bolívia cresce tanto quanto Paraguay, Chile, Peru, Colombia...
    E não me venham falar de Venezuela porque uma coisa que eu odeio é economia planificada, ninguém ta falando de socialismo...

    E dar exemplo de Singapura e Hong Kong é fácil neh, os caras tão no meio dos tigres, tão no meio de um lugar extremamente favorável ao comercio, sem conta o tamanho que é menor que São Paulo...

    O México cresceu tanto ou mais que qualquer País top da America do Sul, isso sendo que lá ainda tem tanta burocracia quanto aqui.
    Os Escandinavos dão um SHOW de exemplo, vocês só falam da liberdade economica deles mas ignoram que o estado junto com esse mercado livre foi o que proporcionou. Alta liberdade economica aliado a um estado assitencialista e grande proporcionaram tudo isso, mas vocês puxam pro lado que convém.
  • Destruidor  20/12/2016 22:16
    "porque (sic) vocês não falam do fracasso liberal?"
    Porque ainda estamos esperando Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, Cingapura, Chile, Canadá e os países escandinavos (que estão entre as economias mais liberais do mundo, ver aqui e aqui) descerem ao mesmo padrão de vida da Venezuela.

    Quando isso ocorrer, aí sim este site certamente irá falar sobre o "fracasso liberal".

    Quanto ao "neoliberalismo", esse de fato é um fracasso. Pudera, sua ideologia econômica é a social-democracia.

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    Abração.
  • Chuck Noland  21/12/2016 01:19
    Eu topo uma social democracia liberal ! Será mesmo que você iria encarar ?

    Vamos acabar com o imposto de renda, herança e lucro.

    Vamos acabar com a legislação trabalhista.

    Vamos taxar somente o consumo, criando um imposto único, que pode ter a alíquota única alterada por estados e municípios.

    Vamos oferecer escolas de qualidade pra quem quiser estudar e conseguir acompanhar a educação.

    Vamos oferecer saúde básica e aposentadorias.

    Vamos liberar armamentos pesados para empresas de segurança.

    Vamos acabar com restrições à importações.

    Vamos proibir os governos de ter déficit primário.

    Vamos fazer igual a várias cidades da Suécia, que não tem salários para vereadores das cidades.

    Vamos parar de dar casas populares e vamos começar a cobrar aluguel pelos imóveis do governo.

    Você topa ? Você quer mesmo encarar uma social democracia liberal ? Tem coragem ?
  • End the FED  21/12/2016 02:43
    O cara ainda vem me usar Alemanha de exemplo. Tá certo que o Estado alemão é fortemente assistencialista, porém eles eram sempre criticados pelos países periféricos europeus pela condição da sua politica fiscal e monetária.

    Mas até isso a esquerda conseguiu destruir, ao menos temporariamente, visto que na próxima crise financeira (ou talvez até mesmo antes dela) o Euro deverá se esfacelar.
  • Jarzembowski  21/12/2016 10:32
    Pode citar 500 milhões de países prósperos e assistencialistas.
    Cabe a você demonstrar a relação de causalidade entre assistencialismo e prosperidade, caso contrário, toda essa sua gritaria não passa de uma falácia cum hoc ergo propter hoc.
    Todos os dias nós mostramos aqui a relação entre déficit crescente e intervenção estatal com o fracasso, cabe a você refutar as centenas de artigos.
  • Chuck Noland  21/12/2016 12:52
    O cara pegou meia dúzia de países assistencialistas, que possuem governos mais eficientes.

    Ele não fala nada sobre os outros 200 países assistencialistas que possuem governos corruptos.

    Esses países não ficaram ricos por conta assistencialismo. Como o governo não atrapalhou muito as pessoas, os países se desenvolveram. Eles tiveram mais estabilidade política, fizeram menos dívidas ou gastaram melhor o dinheiro, tiveram mais liberdade para criar riqueza, etc.

    O assistencialismo sempre será uma consequência. O assistêncialismo nunca será causa do sucesso.

    Atrapalhar pessoas que estão produzindo não vai desenvolver o país.
  • Malthus  22/12/2016 18:41
    Prezado Social Democrata, você está falando sério ou está de zoação? Porque, pelo que entendi (e me corrija se eu estiver errado), você está dizendo que o modelo de social-democracia que você defende é o modelo boliviano!

    É isso mesmo?

    Se sim (e parece que é), ao menos devo conceder que você foi original. Normalmente, as pessoas defendem o modelo escandinavo. Alguém defender o modelo boliviano de fato merece palmas nem que seja pela coragem...

    Outra coisa: até muito recentemente, Lula e Dilma eram vistos como exemplos de social-democrata. Agora não são mais? Por quê? Só porque a realidade econômica se impôs mais cedo do que esperavam? Ora, mas isso era inevitável.

    Agora, falando abertamente sem qualquer juízo de valor, digo apenas o seguinte: quer defender um modelo genuinamente social-democrata? Beleza. Mas ao menos entenda o que possibilita tal arranjo. Entenda o que é que o torna minimamente duradouro.

    Você está convidado a ler este artigo que fala exatamente sobre isso. Por favor, aponte os erros. Ou então diga como tal modelo poderia ser aplicado no Brasil.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    P.S.: nada tenho contra a sua constatação de que alta liberdade econômica aliada a um estado assistencialista é um modelo duradouro. Só achei curioso você dizer que um grande seguidor desse arranjo é a Bolívia!

    P.S.2: frequento este site há 5 anos. Ainda sigo no aguardo de um único leitor que traga algum desafio na área de economia que seja minimante sensato e que não recorra a chavões e a lugares-comuns (como "neoliberalismo").
  • Social-Democrata   22/12/2016 21:48
    A Bolívia cresce tanto quanto esses países livres...
    Foi só isso que eu quis dizer, o ideal não é o bolivarianismo e sim os escandinavos, Alemanha, Australia e todos esses países que não param de crescer com DÉCADAS de assitencialismo unido a livre mercado.
  • Malthus  22/12/2016 22:57
    Ah, entendi. Então, para você, o que determina o sucesso de um modelo é o quanto as estatísticas do governo dizem que a economia está crescendo nos últimos 3 anos? É isso mesmo?

    Até 2014, as estatísticas governamentais diziam que a Venezuela estava crescendo a dois dígitos...

    Repito que admiro a sua bravura. Gostaria até de ver o seu chamamento: "Vamos ser todos como a Bolívia!"

    Quanto a Alemanha e Austrália, isso é curioso: há várias páginas liberais de Facebook defendendo exatamente o modelo econômico australiano, o qual, sejamos sinceros, é extremamente mais liberal que o Brasil. A Austrália está em quarto lugar no ranking de liberdade econômica da Heritage e está em terceiro no ranking da Doing Business (que mensura a facilidade para se empreender).

    De resto, quanto a assistencialismo, o Brasil também tem. Temos saúde gratuita, temos educação gratuita (do maternal à pós-graduação), temos bolsa-família, temos bolsa-empresário, temos bolsa funcionalismo público, temos bolsa artista, temos subsídios, temos restaurantes populares etc. O que mais que falta? O que mais você quer?

    E principalmente: se já temos tudo isso, por que não crescemos como um foguete?

    Por último, você fugiu do desafio: você está convidado a ler este artigo que fala exatamente sobre a social-democracia. Por favor, aponte os erros. Ou então diga como tal modelo poderia ser aplicado no Brasil.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Social-Democrata  23/12/2016 18:09
    O brasil o assistencialismo não se sustenta porque falta liberdade economica.

    Eu disse ai em cima que assitencialismo só se da com mercado produtivo(vulgo competitivo e livre)

    E Bolívia cresce sim, todos os dados demonstram e não é o o comunista do Evo moreales.

    Ainda insisto, bolivarianismo não é o ideal mas é possível crescer com esse modelo.

    Australia e Alemanha e os escandinavos estão DÉCADAS com estado grande e assitencialista e junto ao livre mercado.
    Como eu disse, impossível ter estado grande sem livre mercado, e esses países estão aonde estão por estarem com livre mercado e ASSITENCIALISMO, há anos e não param de crescer.
    Antes que fale de HK ou Singapura, sobe ai e olha o que eu disse sobre eles, isso sim explica o seu sucesso.

    g1.globo.com/economia/noticia/2014/04/criticada-por-estatizacoes-bolivia-e-elogiada-por-expansao-e-estabilidade.html

    economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/01/20/bolivia-reduziu-pobreza-em-10-anos-de-morales-mas-ve-nuvens-no-horizonte.htm

    Se a Bolívia tivesse um mercado mais livre, seria muito melhor que o Chile.
  • Malthus  23/12/2016 23:03
    Dado que você nada respondeu sobre o meu desafio, e se limitou apenas a repetir exatamente as mesmas coisas que você já havia dito (e agora com um português muito pior, o que denota algum nervosismo), sou levado a concluir que nada mais de produtivo conseguirei de você.

    Gosto de conversar com quem posso aprender algo, com quem possa me ensinar -- o que, infelizmente, não é o seu caso.

    Mas vou lhe dar uma última chance:

    "Se a Bolívia tivesse um mercado mais livre, seria muito melhor que o Chile."

    Esse é o tipo de frase que não pode simplesmente ser jogada. Você tem de substanciá-la. Por que a Bolívia, caso adotasse o mesmo sistema econômico do Chile, superaria a qualidade de vida chilena?

    Nem estou exigindo fatos e estatísticas. Estou apenas pedindo que você desenvolva seu raciocínio da maneira lógica e racional. Só isso.
    Apenas jogar uma frase sem nexo, e sair correndo, demonstra indigência intelectual.

    P.S.: ah, sim, sobre a Bolívia:

    As diferenças cruciais entre os regimes de esquerda na América Latina
  • Carlos  21/12/2016 02:52
    Iván, tu poderias comentar brevemente sobre este post? www.esmaelmorais.com.br/2016/07/sob-michel-temer-taxa-de-desemprego-de-15-ultrapassara-era-fhc-ainda-este-ano/

    Nele há a afirmação de que o neoliberalismo nunca criou emprego nenhum em lugar algum so mundo. Qual a lógica por trás disso?
  • Porta-Voz  21/12/2016 03:34
    Ivan não perde tempo comentando panfletagens político-partidárias. Ivan sabe que não há nada de útil a ser extraído de pessoas que querem apenas fazer propaganda ideológica, e não debater ciência econômica.

    Xinguem o governo Temer à vontade. Terão a total aprovação de Ivan. Mas ao menos tenha a decência e a honestidade intelectual de apontar o dedo para os reais causadores da desordem e do descalabro.

    O que houve com a economia brasileira? (Artigo de meados de 2014 prevendo exatamente tudo o que está acontecendo hoje)

    O trágico legado da "Nova Matriz Econômica" - um resumo cronológico

    O descalabro gerado pelo governo na economia brasileira - em 25 gráficos

    O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

    Quanto ao neoliberalismo em si, Ivan secunda todas as críticas. Essa mistura de mistura de social-democracia e keynesianismo, criada por pessoas que acreditam existir "intervenções capazes de aprimorar o mercado", realmente não tem como dar certo.

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?
  • Max Rockatansky  22/12/2016 23:22
    "Nele há a afirmação de que o neoliberalismo nunca criou emprego nenhum em lugar algum so mundo. Qual a lógica por trás disso?"


    Se com a palavra "neoliberalismo", vc quer dizer essa mistura de social-democracia e keynesianismo, aí, sim, tal coisa é mesmo um fracasso.

    Agora, se com a palavra "neoliberalismo", vc, na sua cabeça confusa, estaria querendo dizer "economia de mercado" ou "livre mercado", aí eu te pergunto: é o estado "que cria emprego"?

    Como sua resposta deve ser "sim", em virtude do teor de sua manifestação, só se pode chegar a uma conclusão: vc é um ignorante econômico (como é o caso de todo prosélito estatista).
  • Paulo Andrade  21/12/2016 20:12
    Produzir significa trabalhar, e ai reside o maior empecilho à produção, consumir é natural todos querem, já trabalhar...

    E dessa forma estamos nós, sempre abertos às idéias inovadores que nos façam consumir recursos dos mais variados sem produzir nada. Com esse desejo martelado dia e noite em toda mídia, selecionamos os maiores mentirosos ao longo do tempo e com eles preenchemos cada cargo político desse país. Onde estão os políticos honestos que rejeitamos?

    PS.: Jamais se esqueçam Temer é continuação do governo anterior, foram os eleitores da 'impichada' quem viu a foto de Michel Miguel e confirmou... FIM.
  • Kaio  21/12/2016 21:32
    É uma coisa tão básica de se entender que poderia ter evitado tantas crises desse século...
  • Lel  22/12/2016 11:07
    Como vários já falaram, o Keynesianismo somente é popular e posto muito em prática por motivos puramente políticos.

    Mesmo que a maioria da população fosse contra esse tipo de política econômica (no Brasil eu não sei se a maioria é contra, mas nos EUA foram feitas várias pesquisas ao longo dos anos e constatou-se que a maioria ainda é contra esse tipo de política econômica de aumento de gastos), os políticos e intelectuais continuariam pondo elas em prática.
  • Gold Currency  22/12/2016 12:49
    Leandro, a que se deve esse arrefecimento no IPCA-15? Menor expansão do crédito?

    www.valor.com.br/brasil/4814537/ipca-15-tem-menor-taxa-para-dezembro-desde-1998-e-sobe-658-em-2016
  • Leandro  22/12/2016 13:21
    Também. Mas não só, pois essa já vinha desde 2014.

    O que realmente contribuiu foi o fortalecimento do real, exatamente como este Instituto sempre disse ser a maneira correta de se combater a carestia (ver aqui e aqui).

    No início do ano, um grama de ouro custava R$ 160 e um dólar, R$ 4,20. Hoje, um grama de ouro está custando R$ 120 e um dólar, R$ 3,35 (embora, em outubro, tenha chegado a R$ 3,11).
  • Fernando  22/12/2016 13:47
    Leandro, a recessão também contribuiu para menor IPCA15?
  • Leandro  22/12/2016 14:18
    O que está gerando um IPCA mais contido é o fortalecimento da moeda. Ponto.

    Agora, o que causou o fortalecimento da moeda? Foi a recessão? Sinceramente, não vejo nenhuma lógica nessa ideia.

    Dizer que recessão reduz a carestia é algo sem nenhum sentido. Quem acredita que recessão reduz carestia está, na prática, dizendo que uma economia debilitada automaticamente gera uma moeda forte e estável. Isso é um atentado à lógica. Carestias não são debeladas por recessões, mas sim pelo fortalecimento da moeda -- fortalecimento esse que possui várias causas que não a recessão (como, por exemplo, um aumento da demanda global por essa moeda, a troca de um governo, uma maior sinalização de responsabilidade fiscal, uma equipe econômica vista como mais séria etc.).

    Moeda fraca gera preços altos, independentemente da robustez da economia. Moeda forte gera preços estáveis, independentemente da robustez da economia.

    Assim como você não pode gerar prosperidade por meio da desvalorização da moeda, você não pode gerar uma moeda forte por meio de uma recessão.


    P.S.: a recessão de 2015 (queda de 4,8% no PIB) gerou um IPCA de 10,67%. Toda a estagnada década de 1980 gerou hiperinflação. O governo Collor, com dois anos de recessão (1990 e 1992) gerou inflação acima de 1.000%. Recessão não gera estabilidade de preços.
  • Fernando  22/12/2016 15:06
    Realmente.
  • wallace victor oliveira  08/01/2017 03:27
    Se a produção aumenta as condições de demanda, então pq tantas empresas produzem bastante e seus produtos se estragam nos depósitos? Então entendo que quando se fala em produzir mais, não é as empresas e sim os indivíduos? o artigo só não explicou como o individuo fará isso. Pq o produto existe, o que falta é pessoas com dinheiro pra comprar. então a solução seria uma forma de aumentar a renda do consumidor pra poder comprar? e como se faz isso, se o aumento do salario depende do empregador e não do empregado? (expliquem, fiquei meio confuso)
  • Empreendedor do mundo real  08/01/2017 13:13
    Falou uma tremenda bobagem. Não existe isso de "tantas empresas produzem bastante ao ponto de seus produtos se estragarem nos depósitos". Mostre-me um link, por favor.

    O único produto que se estraga nos depósitos são alimentos. Bens de consumo duráveis e semi-duráveis não se "estragam" em depósitos.

    Mais ainda: manter esses produtos estocados é algo extremamente caro. Os empreendedores não só têm de pagar o aluguel dos armazéns, como ainda têm de quitar os empréstimos que pediram para produzir esses bens. Consequentemente, não é do interesse deles manter esses bens estocados. O que eles fazem é reduzir os preços e vender do jeito que der. Tanto é que todas as lojas fazem liquidações e queima de estoque.

    Isso que você falou simplesmente não é regra.

    Agora, o que pode acontecer, é a recusa em se reduzir preços e aí ficar com produtos encalhados. E essa recusa em reduzir preços pode ter dois motivos:

    1) O empreendedor acredita que os preços futuros irão subir, de modo que ele prefere esperar para vender apenas quando os preços subirem (ele pode tanto acertar quanto errar feio nessa sua especulação);

    2) O empreendedor simplesmente não tem como reduzir preços, pois seus custos de produção não podem ser reduzidos por causa de uma lei estatal. No Brasil, é constitucionalmente proibido reduzir salários, mesmo em épocas de crise profunda (como a atual). Logo, com seus custos de produção amarrados, qualquer redução nos preços pode se converter em prejuízos. Daí o empreendedor opta pela primeira estratégia acima (esperar os preços subirem).

    Espero que você não esteja mais confuso.
  • Emerson Luis  08/01/2017 16:42

    Os noticiários costumam fazer afirmações do tipo: "A expectativa é que o consumo cresça X% neste Natal em relação ao do ano passado".

    Quase nunca se fala do aumento (ou estagnação ou diminuição) da produtividade.

    * * *
  • anônimo  21/02/2017 18:19
    A mentalidade dos meios acadêmicos e midiáticos está completamente mergulhada no marxismo e keynesianismo há tempos.
  • Eliabe Rodrigues Silva  21/05/2017 00:05
    Excelente texto. Esse vício do governo sempre nos leva a uma volta que dá em lugar nenhum. Porém, quanta mais esse dinheiro muda de dono, mais desvalorizado vai ficando, pois quando as pessoas recorrem ao seus consumos simplesmente não os encontra.


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