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Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
E um exemplo prático que comprova a imoralidade deste esquema

Eis um cenário prático e real:

João recebe R$ 1.000 por mês. Esse é o seu salário bruto.

Desse valor, João paga 8% para o INSS. Isso dá R$ 80.

Seu patrão paga 20% desse valor também para o INSS. Isso dá R$ 200.

Por mês, portanto, João e seu patrão pagam R$ 280 ao INSS.

Esse é o valor que o governo confisca de ambos com o intuito de "cuidar" de João no futuro: o equivalente a 28% do salário bruto de João. Para o governo, João é tolo demais para administrar o próprio dinheiro. Tal tarefa será feita com muito mais carinho e dedicação por burocratas estatais.

Em troca de quê?

De acordo com as novas regras da Previdência que o governo pretende implantar, João terá de trabalhar por 49 anos para conseguir se aposentar com seu salário integral. Ou seja, João e seu patrão terão de pagar, mensalmente, R$ 280 ao INSS durante 49 anos para que, no ano de 2066, João se aposente e receba uma aposentaria mensal de... R$ 1.000.

(Para facilitar o exemplo, estou considerando inflação zero pelos próximos 49 anos. Isso significa que, em 2066, R$ 1.000 terão o mesmo poder de compra que têm hoje. Essa forma de raciocinar tem a vantagem de pensarmos tudo em valores de hoje para qualquer época futura, o que mantém o raciocínio mais claro.)

Portanto, ficamos assim: durante 49 anos, João terá dado R$ 178.360[1] para o governo em termos de INSS. (Estou incluindo o 13º salário)

Em troca disso, a partir do ano 2066, ele ganhará R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). Isso significa que, a partir de 2066, ele terá de viver pelo menos mais 179 meses (15 anos) para ao menos conseguir recuperar todo o valor que deu para o governo.

Como seria se João tivesse liberdade

Agora vejamos qual seria a situação de João daqui a 49 anos caso ele tivesse liberdade para fazer o que quisesse com esse dinheiro.

Sem qualquer pirotecnia, imagine que João aplicasse esses mesmos R$ 280 mensais destinados ao INSS em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. (Absolutamente qualquer pessoa, de qualquer renda, sem ter de pagar nenhuma taxa, pode aplicar no Tesouro Direto.)

Mais especificamente, imagine que João aplicasse mensalmente no título Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B Principal), que paga uma taxa média de 6% de juros reais anuais. Ou seja, esse título paga um valor 6% acima da inflação total de cada ano.

Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos. Quanto dá R$ 280 rendendo 6% ao ano (0,49% ao mês) de juro real (ou seja, acima da inflação) durante 49 anos (588 meses)?

Nada menos que R$ 1,038 milhão[2] em valores de hoje.

Ou seja, daqui a 49 anos, João teria à sua disposição uma quantia cujo poder de compra equivale a R$ 1,038 milhão de hoje. Nada mau.

Mas agora vem o principal: esse R$ 1,038 milhão (em valores de hoje) que João terá daqui a 49 anos, caso continuem aplicados a 6% de juros reais ao ano (0,49% ao mês), renderão a ele nada menos que R$ 5.086 por mês (em valores de hoje).

Agora compare e se espante:

No primeiro cenário, tudo o que restou a João é receber R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). E só. Ele não tem mais nada. Todo o dinheiro que ele deu para o INSS (R$ 178.360) se perdeu. Ele não tem acesso a ele. Tudo o que lhe restou, repetindo, é receber R$ 1.000 por mês.

Já no segundo cenário, João não apenas terá R$ 1,038 milhão em sua posse, como ainda estará ganhando mais R$ 5.086 por mês só com os juros incidentes sobre esse R$ 1,038 milhão!

(Sim, haverá imposto de renda de 15% sobre esse valor; ainda assim, a diferença de realidade é absurda).

Eis, portanto, as alternativas de João: patrimônio nenhum acumulado e apenas R$ 1 mil por mês para sobreviver, ou patrimônio de R$ 1,038 milhão acumulado mais uma renda mensal de R$ 5.086 por mês.

Isso, e apenas isso, já deveria bastar para acabar com qualquer debate sobre a Previdência. Qual a moralidade desse arranjo?

Desnecessário enfatizar que, no segundo cenário, quanto mais João conseguir poupar a cada mês trabalhado, maior será o seu montante final acumulado. Apenas para se ter uma ideia, se ele conseguir poupar R$ 10 adicionais por mês — ou seja, R$ 290 em vez de R$ 280 —, seu montante final será de R$ 1,077 milhão, ou seja, R$ 39 mil a mais. Isso dará a João uma renda mensal de R$ 5.277 (R$ 191 a mais por mês). Tudo isso com apenas R$ 10 a mais por mês.

Essa é a mágica dos juros compostos.

É igualmente desnecessário enfatizar que há outras modalidades de investimento que rendem muito mais que os títulos do Tesouro, como CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos. As pessoas podem perfeitamente ir alocando seus investimentos em vários desses instrumentos financeiros de vários bancos diferentes, sempre respeitando o limite de R$ 250 mil por instituição financeira coberto pelo FGC.

Em suma, se você pudesse escolher desde o início, qual desses dois modelos você adotaria: INSS ou liberdade?

Reformar a Previdência é enxugar gelo

Pessoalmente, considero essa questão da Previdência brasileira um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em um fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Eis os dados do IBGE:

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Em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro). 

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada. 

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma sugestão de reforma definitiva da Previdência

São vários os que têm sugestões para reformar a Previdência com o intuito de perpetuá-la. Já eu sugeriria aboli-la e libertar as pessoas da obrigação de participar dela.

Isso, no entanto, gera um problema: há milhões de pessoas entre 30 e 65 anos que foram obrigadas pelo governo a entrar no esquema insustentável da Previdência e que já obrigatoriamente pagaram muito dinheiro para o INSS. E há também os aposentados que dependem do dinheiro dos ativos para continuar recebendo suas aposentadorias.

O grande desafio, então, é como abolir a Previdência e, ao mesmo tempo, não deixar essas pessoas ao relento. Elas, afinal, foram coagidas pelo governo a entrar neste arranjo. Não havia opção.

Não seria nem ético nem moral simplesmente dizer para essas pessoas que tudo aquilo que elas pagaram foi em vão.

Com esse objetivo, eis a reforma que eu sugeriria, baseada nesta sugerida pelo economista americano George Reisman. Apresento-a na esperança de que ela sirva ao menos como um ponto de partida para discussões e debates adicionais sobre o tema. Ela não tem o intuito de ser definitiva; tampouco ela é à prova de falhas. Trata-se apenas de um modelo-base, que pode ir sendo aperfeiçoado e ajustado à medida que vai sendo implantado. No entanto, vale ressaltar que o objetivo supremo desta proposta é a liberdade econômica do indivíduo.

Começando em janeiro de 2018, a idade mínima de aposentadoria deve ser imediatamente elevada para 65 anos. (Esta idade é a mesma da proposta do governo). O que isso implica?

Em 2015, a idade média de aposentadoria no Brasil foi de 58 anos. Trata-se de uma das menores do mundo (confira a tabela). No México, as pessoas se aposentam com, em média, 72 anos. No Chile, com 69. Em todos os outros países da América Latina as pessoas se aposentam com mais de 60 anos.

Esse aumento para 65 anos, obviamente, será uma grande decepção para todas essas pessoas com 58 anos ou mais, as quais esperavam se aposentar em breve. Felizmente, há uma maneira de fornecer um alívio substantivo para essas pessoas, o que diminuirá bastante seu infortúnio: indivíduos a partir de 58 anos terão o FGTS direcionado ao seu salário (valor esse que o patrão teria de pagar de qualquer maneira) e, principalmente, estarão isentos do imposto de renda até o valor anual R$ 67.467,66 (incluindo o 13º salário).

Esse valor da isenção representa o atual valor máximo sobre o qual incide o INSS (R$ 5.189,82 por mês).

Na prática, uma isenção desse tamanho significa que a esmagadora maioria destes indivíduos não mais pagará imposto de renda até se aposentar.

Esse valor de que o governo estaria abrindo mão em termos de imposto de renda e de FGTS representa uma quantia que o governo não teria coletado de qualquer maneira, uma vez que essas pessoas já estariam aposentadas, sem pagar FGTS e recebendo menos que seus salários atuais.

Mais ainda: como agora o governo não terá de pagar aposentadoria para essas pessoas que têm 58 anos ou mais — pois elas ainda continuarão trabalhando e pagando INSS até os 65 anos —, tal medida mais do que compensaria essa isenção do imposto de renda em termos do orçamento do governo. As receitas da Previdência subirão e as despesas cairão.

Adicionalmente, o fato de que essas pessoas não mais veriam o imposto de renda confiscando uma fatia do seu salário, em conjunto com o fato de que agora o FGTS está incorporado aos seus salários, já deveria servir de grande consolo para a aceitação dessa mudança.

Essa idade de aposentadoria de 65 anos deverá ser mantida por até quinze anos (janeiro de 2033), de modo a possibilitar que todos os trabalhadores que tinham 50 anos ou mais na época de sua implantação (janeiro de 2018) se beneficiem dela.

Entretanto, após esse período de quinze anos (janeiro de 2018 a janeiro de 2033), a idade mínima deverá ser gradualmente aumentada para 70 anos. Esse aumento de 65 para 70 anos deverá ocorrer ao longo de um período de vinte anos (janeiro de 2033 a janeiro de 2053). Ou seja, a cada ano, a idade mínima será elevada em 0,25 ano (um trimestre). 

Assim, trabalhadores que tinham 49 anos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018) poderão se aposentar pelo INSS quando tiverem 65 anos e três meses, ao passo que aqueles que tinham 30 anos na época da implantação só poderão se aposentar aos 70 anos.

Após esse período de vinte anos (janeiro de 2053) — que já totalizam trinta e cinco anos desde a implantação da reforma, e com a idade mínima já em 70 anos —, a Previdência começará a fechar as portas. Quem estiver com 70 anos se aposenta em 2053. Quem estiver com 65 anos (ou seja, quem tinha 30 anos em janeiro de 2018) se aposenta em 2058.

E quem estiver com menos de 65 anos não mais irá se aposentar pelo INSS.

Em outras palavras, a partir de janeiro de 2053, a Previdência estará fechada para todos aqueles que tinham 29 anos de idade ou menos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018). Esses jovens trabalhadores de 29 anos ou menos, que não se aposentarão pelo INSS, terão ainda muito tempo para cuidar do seu futuro financeiro, poupando e investindo de acordo com o que foi falado no início deste artigo.

(Aquele grande superávit inicial conseguido no início da implantação do programa pode ser utilizado para restituir, nem que seja parcialmente, todo o dinheiro que esses trabalhadores de até 29 anos já deram para o INSS.)

Portanto, a partir de janeiro de 2053, trinta e cinco anos após a implantação da reforma, a Previdência ficará aberta por mais cinco anos, até janeiro de 2058, esperando as pessoas que tinham 65 anos inteirarem 70 para se aposentar. Após receber seus últimos integrantes em janeiro de 2058, a Previdência fecha para novos entrantes.

Isso significa que, a partir de janeiro de 2058, após 40 anos da implantação da reforma, a Previdência terá exclusivamente apenas pessoas com mais de 70 anos de idade, e não mais receberá nenhum novo aposentado.

Com isso, todo o sistema previdenciário irá progressivamente diminuir e murchar, até desaparecer por completo à medida que seus pensionistas restantes forem morrendo.

Essas pessoas restantes, entretanto, terão de ser bancadas por todo o resto da sociedade. Não há como escapar deste fato. Porém, a sugestão para essas pessoas, que terão entre 30 e 35 anos de idade em janeiro de 2018 — ou seja, ainda serão jovens na época da implantação da reforma — é que sigam os conselhos do início deste artigo e façam planos para uma previdência complementar, apenas para se precaverem de um eventual (e possível) calote do governo.

Em todo caso, supondo um não-calote nessas pessoas, o governo terá de cortar gastos em outros setores.

Felizmente, e ironicamente, se tomarmos a realidade atual como base, lugar de onde o governo pode cortar gastos é o que não falta: ministérios, secretarias, salários dos políticos, salários de toda a burocracia estatal (especialmente do judiciário), cinema, teatro, sindicatos, grupos invasores de terra, concursos públicos, subsídios a grandes empresários e pecuaristas, anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. Ou então o governo pode reduzir os superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais, reduzir o número de políticos, abolir várias agências reguladoras custosas, e reduzir os gastos com a Justiça do Trabalho. Ele também pode deixar de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas.

Em suma, de onde retirar gastos para bancar os aposentados restantes é um problema que nunca faltou e não faltará no futuro.

Conclusão

Não interessa a sua ideologia: a demografia se encarregou de fazer com que as obrigações assumidas pela Previdência se tornassem essencialmente impagáveis, a menos que os impostos sejam elevados a níveis intoleráveis.  

Quando despida de toda a retórica demagógica, constata-se que a Previdência foi criada e ainda existe porque burocratas acreditam que as pessoas não são capazes de cuidar de si próprias. Na prática, isso é o mesmo que dizer que, dado que um pequeno número de pessoas não tem meios de se alimentar, todos os indivíduos de uma população devem ser forçados a comer em restaurantes estatais.

Pior: não importa o que a lei diga sobre como empregados e empregadores compartilham o fardo da contribuição previdenciária; do ponto de vista econômico, o trabalhador paga todo o imposto. Mises foi o primeiro a desenvolver esta constatação em seu livro Socialism, em que ele disse que contribuições para a seguridade social sempre se dão em detrimento dos salários.

A verdade é que o que está na origem do sistema previdenciário é a filosofia do coletivismo: o sistema forçosamente cria em um esquema coercitivo no qual indivíduos são obrigados a sustentar os pais e os avôs de estranhos para, em troca disso, esses indivíduos futuramente também serem compulsoriamente sustentados pelos filhos e netos de outros estranhos.

O fim deste esquema compulsório e insustentável e um retorno à responsabilidade individual, com cada indivíduo sendo responsável por garantir sua própria provisão para o futuro, gerarão um grande aumento na poupança e na acumulação de capital, pois a poupança de cada indivíduo será investida livremente por ele onde quiser, e não dissipada em esquemas de pirâmide comandados pelo governo.

Essa orientação voltada para o longo prazo, com menos imediatismo e mais prudência, por sua vez, gerará um sistema econômico mais próspero e de enriquecimento mais acelerado, no qual o padrão de vida de todos irá aumentar.

A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema. 

__________________________

[1] Considerei R$ 280 durante 13 meses (por causa do 13º salário), o que dá uma média de R$ 303 para um ano de 12 meses. E então multipliquei por 588 meses, que são 49 anos.

[2] Utilizei o mesmo raciocínio do INSS: R$ 280 por 13 meses (13º salário) equivalem a R$ 303 em um ano de 12 meses. E a rentabilidade real de 6% ao ano equivale a 0,49% ao mês acima da inflação. Faça aqui a conta.


64 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • a  16/12/2016 07:52
    Quem alterar a Previdência Social correrá riscos.
  • paulo  16/12/2016 14:06
    também acho nossa previdência absurda e insustentável, mas fazer a conta simplista dessa forma, como se, com a abolição da previdência, o empregador fosse repassar os R$ 280,00 reais para o empregado é bem utópico.
  • Ramos  16/12/2016 14:20
    Paulo, não é questão de utopia. O empregador paga esse valor para o INSS. Já é um custo real para ele. A única coisa que aconteceria é que, para quem tem hoje menos de 29 anos, o dinheiro que iria para o INSS irá agora direto para os mãos do trabalhador.

    Seja menos afobado e leia com mais atenção.
  • paulo  18/12/2016 19:06
    Olá Ramos, obrigado pelo conselho, mas acho que você também se precipitou achando que entendi outra coisa.
    Eu sei que o empregador já paga, e que já é um custo real, mas o dinheiro que ele paga não irá agora direto para o trabalhador, não existe esse tipo de vinculação no pensamento liberal, seria um contrassenso.
    Também não quis dizer que o empregador não repassaria nenhuma parte dese valor para o empregado (ou diminuiria o valor de seus produtos), só disse que a conta dessa forma, com o valor total, é simplista.
    Abraço.
  • Diego Sales  16/12/2016 14:51
    Como regra de transição, para quem optasse por não fazer mais parte do INSS, poderiam criar uma regra que impedisse perdas, ou seja, que o funcionário recebesse esses 280,00 junto do salário obrigatoriamente.
  • Gabriel  16/12/2016 14:53
    Com a diminuição das despezas dos empresários haverá diminuição dos preços dos produtos e mesmo se o valor não for repassado ao funcionário o poder de compra do mesmo aumentará.
  • CARLOS HENRIQUE CUPERTINO  28/12/2016 21:13
    Claro que pela regra de mercado se os preços abaixam a demanda aumenta logo a inflação incide. Ciclo perverso do capital. Mas a proposta de extinguir o INSS é interessante do ponto d vista onde este se torna insustentável pela matemática demográfica. Por outro ponto de vista, questiono se realmente se extinguisse o INSS o valor pago pelo empregador seria, mesmo, repassado ao trabalhador. Neste sentido, minha proposta seria que este valor pago, tanto pelo trabalhador quanto pelo empregador, seriam aplicados de acordo com a escolha do trabalhador no fundo que ele optasse, ou seja: o trabalhador e o empregador teriam de investir em algum fundo rentável para garantir sua renda futura quando se aposentasse. Mas isto Também não leva em consideração que os recursos arrecadados pelo ESTADO através do INSS são gastos de forma difusa, não exclusivamente para pagar os benefícios previdenciários. Contudo, é sabido que existem distorções e disparidades na concessão dos benefícios, haja vista as regalias das aposentadorias e pensões concedidas às classes como dos políticos, militares e funcionalismo do judiciário federal que desequilibram toda conta.
  • Benzoato de Sódio  16/12/2016 16:20
    Só duas coisas podem acontecer quando você coloca mais custos sobre as costas do empresário, ou ele paga menos aos funcionários ou ele repassa para os preços. Quando não é possível reduzir o salário, aí a solução é funcionar com menos empregados.
  • E. Moraes.  21/12/2016 23:20
    Eu vejo que, da mesma forma, como o Governo recolhe o FGTS e é constado no contra cheque esse "novo" valor (%) passaria a constar também como "reembolso", podendo assim ser conferido pelo funcionário e afins.
  • Leonardo  14/03/2017 22:08
    E. Moraes, isso poderia ser feito como vc falou. Mas é um argumento meramente psicológico. Seu medo me parece que os salários atuais fiquem como estão e as empresas parem de pagar o INSS. Mas uma empresa não pensa em quanto vc ganha pra te contratar, ela pensa em quanto voce custa. Se ela para de pagar o INSS, seu custo cai, e o mercado se reequilibra com esse novo cenário de custos, se a empresa não repassar o valor, a concorrente terá maior capacidade de aumentar o salário para fazer uma proposta mais vantajosa. Não existe essa "conspiração" entre empresas. Em suma, ao te fazer uma proposta salarial ela vai dizer: Podemos te pagar R$ 1.250,00. Mas se voce preferir, podemos escrever no seu holerite R$1000+INSS 250,00.
  • DAGC DAVID  15/03/2017 12:36
    O empregador não paga nada... quem paga é o CONSUMIDOR.
    Se formos usar regras de contabilidade, ai sim vamos falar de utopia... trabalhador paga isso, empregador paga aquilo, MITO MITO MITO MITO MITO MITO.

    O consumidor paga tudo.

    O empregador apenas calcula, antes de contratar, quanto um empregado vai custar, INCLUINDO TUDO / sal, encargos/ etc e coloca na balança o quanto tem que 'tirar', 'faturar' da empresa, para manter os empregados, repassando esses custos, aos consumidores.

    Ou seja, na pratica, o CONSUMIDOR PAGA por tudo.
  • Magno  15/03/2017 13:03
    Errado, Dagc David. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

    Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

    Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

    Pois é, porque não é tão simples assim.

    Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

  • Adelmo Principe  05/05/2017 03:33
    Na verdade as empresas só quebram se perderem a concorrência por diversos motivos ou se os consumidores que a sustentam quebrarem primeiro, o que geralmente acontece e prejudica não uma empresa em particular mas todo um ramo de negócio - vide construção civíl atualmente como exemplo.
  • Joao  16/03/2017 18:40
    Paulo, foda-se: cada um faz o que quiser com seu dinheiro. O Estado não pode presumir que as pessoas são burras o suficiente, e sem ele elas vão morrer. Se assim for, foda-se também. Cada um que cuide de sua própria vida. Se o cara que não tiver sendo descontado INSS do seu salário não puder ter a vergonha na cara de fazer um previdência privada com esse dinheiro, ou investir em outra coisa, merece morrer de fome mesmo.
  • Guto  16/12/2016 22:58
    Não existe reforma da previdência decente que não passe por um projeto de 30, 40 anos, porque você não pode desamparar as pessoas que já estão no sistema. Certamente haveria uma enxurrada de ações. Mas a continuar como está, ou com alguns remendos, ela vai sufocar completamente o Brasil daqui 40 anos.
  • carlos Pereira  17/12/2016 11:46
    Na proposta aqui apresentada trabalhadores com idade para se aposentar atualmente, teriam o FGTS incorporado ao salario, só uma pergunta, que trabalhadores são esses? Pois no Brasil passou do 50 anos o mercado te ignora, com toda a formação que você tenha, talvez encontre alguma coisa na informalidade.
  • Tulio  17/12/2016 14:11
    Pois você próprio acabou de apresentar um ótimo argumento contra essa aberração.

    Para o governo, você é incapaz de fazer uma reserva de emergência poupando uma parte do seu salário. Por isso ele criou o FGTS: para "salvar" o seu dinheiro de você mesmo.

    Seguindo o exemplo do artigo, se você ganhasse R$ 1.000,00 por mês, seu empregador seria obrigado a transferir R$ 80, daquilo que você produziu no mês, para a sua conta no FTGS.

    O governo fará o que bem entender com o seu dinheiro e, no final, pagará uma remuneração de apenas 3% de juros por ano + TR. A poupança, que é um dos investimentos menos rentáveis, faria seu dinheiro render o dobro.

    Um exemplo de uso do seu dinheiro ocorre quando o governo empresta seus recursos para os bancos públicos. Seu FGTS é uma fonte de dinheiro barato (mal remunerado) para financiar obras realizadas por consórcios de empreiteiras (amigas do governo que monopolizam o mercado) e que estão envolvidas em escândalos de corrupção investigados pela operação Lava-jato.

    Esse dinheiro será controlado pelo governo por várias décadas, até o dia da sua aposentadoria ou demissão. Você até poderá antecipar o recebimento do seu FGTS, mas para isso terá que se enquadrar em uma das 1001 regras e exceções que eles criam a todo momento para dificultar seu acesso ao seu dinheiro.

    Esse sujeito de 50 anos que não mais consegue encontrar emprego estaria em muito melhor situação caso sempre tivesse tido controle do dinheiro que o governo confiscou via FGTS e que devolveu abaixo da inflação.
  • Luiz Felipe Lehman  16/03/2017 19:40
    O que acontece se depois de dois anos de contribuição no novo sistema proposto, o trabalhador se tornar inválido. Quem vai pagar pela sua aposentadoria? Ele pode ficar inválido com 25 anos e viver até os 85. Como fica este caso?
  • Tiago  16/03/2017 20:14
    Já respondido 37 vezes. Vamos para a 38ª.

    Para começar, a proposta do artigo não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc. Essas continuam intactas.

    Portanto, sua preocupação já está resolvida.

    No entanto, eu mesmo vou mais além e sugiro a abolição de todos aqueles outros tributos. O que João deve fazer em caso de acidente?

    Ora, João é livre para contratar seguros a esse respeito. Aliás, seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados. João sofrer um acidente é tão inesperado quanto sua casa pegar fogo. Por que o governo tem de cuidar do primeiro mas não do segundo?

    Esse problema que você levantou, portanto, poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não se pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.
  • Mara Rosane de Lima Passos  24/03/2017 15:27
    O funcionário não poderia receber junto com o salário, porque ele gastaria.É muito difícil juntar dinheiro, com os salários de fome que são pagos no Brasil.O ideal seria sair automaticamente do salário para uma aplicação obrigatória(o INSS é obrigatório).
  • Jair  24/03/2017 15:52
    É isso aí, Mara. Um político irá gerenciar meu dinheiro melhor do que eu mesmo. Um político sabe muito melhor do que eu mesmo como gerenciar meu dinheiro.

    E o detalhe pior: esse dinheiro que o político toma de mim nem sequer está sendo investido. Ele está sendo imediatamente gasto em outras pessoas. Não há investimento nenhum. O governo está tomando meu dinheiro com a desculpa de que eu sou burro demais para investi-lo por conta própria, mas também ele mesmo não está fazendo investimento nenhum. Está simplesmente gastando.

    E ainda tem ignaro que defende esse arranjo. É simplesmente inacreditável o nível do nosso atraso mental. E da nossa paixão por políticos.
  • Vitor  16/12/2016 08:12
    Leandro, me perdoe a ignorância, mas, porém, a parte dos 20% sobre o salário não é aplicada apenas para casos especiais?

    Se esse for o caso, isso então significa que apenas uma minúscula parcela da população pagaria um valor tão enorme (28%), enquanto a norma seriam as alíquotas de 8%, 9% e 11% e o seu cálculo iria dar a entender que há muito dinheiro entrando e pouco saindo, quando, na verdade, o problema com a previdência sempre foi que, no geral, há pouco dinheiro entrando, se comparado com o que sai.
  • Andrew  16/12/2016 11:48
    ele fala 28% porque o empregador paga 20% e isso vale para todos!
  • Adriel Felipe  16/12/2016 13:29
    Andrade,

    O funcionário que ganha R$ 1.000,00 não tem nenhum benefício a mais quando o patrão paga R$ 200 de INSS para ele, pois esse "benefício" é descontado da produção desse mesmo funcionário. Inclusive, há várias ferramentas (confira uma delas aqui) na internet para o empresário calcular o custo total da mão de obra que inclui esses 20% no cálculo.

    Sendo muito conservador, para contratar um funcionário com um salário de R$ 1.000, de acordo com a ferramenta supracitada, tem que considerar um gasto de R$ 1.528,89.

    Quem paga, no final, é só o empregado.
  • Emiliano Gomes  16/12/2016 19:24
    Quem paga os respectivos 8-11% e 20% não são nem o empregado, nem o empregador.

    Como quase tudo no Brasil, quem paga são os consumidores. Todos esses custos são levados em consideração para formação do mark-up, incluindo taxas de juros.




  • Alessandro Louzada  16/12/2016 11:51
    Nao amigo! 20% é a parte do PATRAO em cima do salario do funcionario, isso é LEI e deve ser feito mensalmente.
  • Adriel  16/12/2016 14:29
    Alessandro,

    Você acha que o patrão tira da onde esses 20%?

    É exatamente da produção do funcionário que saem esses 20%. O funcionário não ganhou nada a mais.
  • josuel  17/12/2016 19:46
    Alessandro, quem paga o salário e os encargos incidentes neste são os consumidores dos bens ou serviços produzidos pela empresa. A maioria das pessoas pensa que é o patrão quem paga os custos. Isto é um equívoco. Todos os custos de produção são repassados aos preços.
    Um exemplo figurativo disto são as férias e o 13º salário. A maioria das pessoas pensa errado, e os políticos e socialistas reforçam esta falácia, de que é a empresa que paga um salário a mais no fim do ano. Errado. Este custo é repassado aos preços finais. Com as férias é a mesma coisa: os consumidores financiam um mês de folga para todos os empregados. Sem estes custos os preços finais seriam menores.
  • Alexandre Duran  30/04/2017 04:01
    Eu discordo - embora possa ocorrer. O 13% dos meus funcionários é a soma da 12ª parte do salario mensal que eu pagaria a eles - eu recolho, aplico e no final do ano tenho o valor de seu 13º salário sem precisar repassar este custo para meus clientes.

    Claro que eu acredito que isso varia muito de empresa para empresa e do ramo de atividade.

    Por exemplo. Eu tenho uma empresa de venda de quentinhas - e tenho 1.000 sobrando por mês de lucro. Preciso de um entregador mas não posso pagar 1.000 mensais, pois em dezembro simplesmente não terei +1.000 para pagar seu 13º. Eu simplesmente o contrato por 900,00 - seguro 100,00 por mês em uma aplicação para pagar ao empregado seu 13º sem repasse do valor deste custo para meus clientes.

    É um exemplo simplista mas é como faço em minha empresa.
  • Infiliz - nunca escrevi tanto!  05/04/2017 20:05
    É um assunto polêmico e eu não sou bom em resumir minhas idéias kkk mas tenho que dar meus 2 cents aqui!

    Primeiramente, contexto: assino em baixo do texto e do site como um todo! Mas o cálculo téorico do texto ignora a vida real prática. Muitas vezes aqui no site, para defender a tese ou ilustrar algo isso acontece, ok... Eu trabalho em uma microempresa ganho pouco mais de mil reais, para efeitos de cálculos arredondei pros mil reais do exemplo do texto.
    Sobre isso: 99% dos negócios do BR são micro e pqnas e dão a maioria dos jobs. No meu caso específico a empresa recolhe 8% ou R$ 80 por mês de mim e não paga xongas nenhuma pro governo na forma de INSS, por causa de uma ESTROVENGA chamada "retenção de 11% para o INSS", que incide sobre o faturamento da empresa e sempre, sempre, sempre ultrapassa o valor a ser arrecadado mensalmente para o INSS dos funcionários. A compensação dessa diferença é, para nós, algo como um oásis no meio do deserto: a gente olha e vê lá adiante mas nunca é alcançado. É inconstitucional essa cobrança? SIM, mas quem se importa?
    Ademais a empresa recolhe FGTS (8% M.O.) e paga o Simples (5% do faturamento).

    Para mim, pessoalmente, a conta da previdência social ajustada à realidade do dia-a-dia seria assim: 588 meses x R$ 86,67 (média contando o 13º) @ 0,49%am real= R$ 297.021,53 bruto (líq. de IR cai pra uns 260 mil). Tendo recolhido um total de R$ 50.961,96 e não R$ 179 mil. Além disso, não sei como ficará agora em diante mas até hoje a aposentadoria mínima era um salário mínimo que para 2017 é R$ 937,00. Considerando isso, eu precisaria viver só 54 meses após me aposentar para recuperar o $$ e não 179 meses.
    Sobre o valor do recolhimento, para nossa empresa pensando apenas em INSS a legislação hoje, na realidade, nos estimula a contratar mais, já que jogamos dinheiro fora com a retenção do INSS sobre a receita! Claro que isso não acontece na prática, pois ao tornar o saldo final geral mais oneroso e beeeem mais burocrático, a escolha acaba sendo a de DIMINUIR ao invés de tentar expandir...

    Agora pensemos para além da matemática. Olha o nosso país, nosso histórico. Qual é a certeza e confiança que essa Bosta nos dá de que teu dinheiro investido por você mesmo, estará a salvo daqui a 40 anos? Ou mesmo daqui a 10 anos? Ou ainda que não será destruído por "n" falcatruas, das lícitas e das ilícitas, tais como calotes (vide precatórios), confiscos (aquela velha perseguição aos ricos com $ guardado "sobrando"), hiperinflação, presidentes populistas, etc. Todos esses exemplos são mais críveis e mais populares do que confisco/calote à aposentados e pensionistas. Tanto assim o é que basta olhar pro passado e ver quais efetivamente ocorreram e de qual maneira.

    Então some à isso a diferença do valor da aposentadoria por salário mínimo (hoje R$ 937) e do real valor que o cara do exemplo conseguiria por conta própria (R$ 1.455 = 0,49%am sobre 297 mil reais acumulados) e fica fácil entender pq o povão não quer nem saber de extinguir a horrível, terrível, famigerada, imbecil e inviável Previdência Social. Uma observaçãozinha: durante os últimos anos por exemplo o sal. min. subiu mais que a inflação.
    Outros "detalhes" que não escapam do simplório trabalhador mas escaparam dos gênios do site: teu dinheiro na tua mão= maior responsabilidade (ninguém parece querer isso - eu sim! mas a maioria não, nunca! tem pavor); e se tu se fUder ao longo desse percurso de 49 anos: 2 opções aí, pelo governo tu pode se escorar, talvez se aposentar mais cedo que a idade teórica mínima, virar pensionista... ou, tu por conta própria se fudeu é isso, pronto, se fudeu e pronto. Ah, tu só recolheu por 10 anos lá no tesouro direto e ficou doente, perdeu os olhos, o braço? Azar, te fode...
    Essas "coisinhas" entram na conta do povão, aquele iletrado acéfalo, especialmente aqueles que, por loucura ou desespero, acreditam em políticos.
  • Baroni  16/12/2016 10:23
    Leandro, parabéns! Normalmente gosto bastante dos seus artigos, mas esse em especial merece aplausos adicionais.
    Diria até como sugestão, revesti-lo de linguagem jurídica e torna-lo um projeto de lei de inciativa popular ou mesmo buscar um patrocínio legislativo, pois merece realmente ser discutido á serio, como alternativa real e viável a essa pífia proposta de reforma do governo.
  • Viking  16/12/2016 10:26
    Leandro, a conta do primeiro paragrafo não está errada? Já que os 200 reais do patrão não saem dos 1000 reais do salario do trabalhador.
  • Marcos  16/12/2016 11:49
    Não, Viking.

    Você é meu empregado. Eu lhe pago R$ 1.000 mais R$ 200 de INSS (e mais R$ 80 de FGTS).

    Isso significa que você, para me ser útil, tem de produzir no mínimo R$ 1.280. Esse é o seu custo para mim (estou desconsiderando vários outros encargos, apenas para facilitar o raciocínio).

    Se você não me valer pelo menos R$ 1.280, não irei lhe contratar. Logo, esses R$ 1.200 (salário mais INSS) são um dinheiro que poderia ir perfeitamente para você. Esse é o valor que você me custa.

    É realmente impressionante que leitores de um site libertário tenham essa mentalidade de que os R$ 200 não saíram do salário do empregado... É óbvio que saíram. Trata-se do custo do empregado. Se o patrão está arcando com ele, então o empregado está produzindo esse valor
  • Viking  16/12/2016 14:24
    marcos, voce não entendeu minha dúvida:

    se 200 reais não fazem parte do salario bruto do funcionário, então o correto seria calcular a porcentagem de 280 sobre 1200 (1000 do salario bruto + 200 da contribuição do patrão), o que daria 23,33%, e não 28%. ainda é muito, é roubo, mas é diferente do que está no artigo.
  • Marcos  16/12/2016 14:37
    Não sei muito bem aonde você quer chegar, mas tudo bem. O que importa é que, qualquer que seja o percentual que você considere mais correto para efeitos de ilustração do esbulho total, o cálculo final não é alterado. Se João e seu patrão direcionassem o custo total do INSS (R$ 280) para o salário de João, ele teria R$ 280 a mais para investir como quiser.
  • Rhyan  16/12/2016 14:55
    "Eu lhe pago R$ 1.000 mais R$ 200 de INSS (e mais R$ 80 de FGTS)"

    Por que 'mais'? R$1.000 não era o salário bruto?

  • Atento  16/12/2016 15:07
    $ 1.000 é o bruto, declarado na carteira de trabalho.

    Sobre esses $ 1.000, incidem 20% de INSS patronal e outros 8% de FGTS, totalizando um custo para o patrão de $ 1.280.

    Esses $ 280 vão pro governo.

    O pessoal aqui não tem carteira assinada, não? Também nunca empregou ninguém, não? Orra....
  • Rhyan  16/12/2016 17:15
    Qual o nome técnico que se dá ao total gasto pelo empregador com um empregado?
  • Andre  16/12/2016 17:48
    Despesa com pessoal.
  • josuel  17/12/2016 19:55
    O nome técnico é custo com mão-de-obra. A mão-de-obra pode ser direta ou indireta. Mão-de-obra direta é quando o custo incide diretamente no produto fabricado. A mão-de-obra indireta é aquela que ocorre ao redor da produção como manutenção, limpeza, administração da fábrica, etc.
    A despesa com pessoal é aquela ligada a vendas e administração. O custo com mão-de-obra é recuperado no preço de venda. A recuperação das despesas vem da margem de contribuição gerada pelo produto ou lucro bruto.
  • Rhyan  18/12/2016 23:10
    Opa, valeu, josuel! Pensei que tinha um termo mais simples. Como eu disse de um empregado apenas, teria algo como 'custo marginal da mão de obra'?
  • Diego  21/12/2016 17:28
    kkkk Atento, tenha calma. Isso é Brazyu!
  • Andre  16/12/2016 11:50
    O trabalhador paga os encargos trabalhistas com sua produtividade, é um dinheiro que o empregador não pode pagar ao empregado, não existe almoço grátis.
  • anônimo  16/12/2016 10:36
    Ótimo artigo.
  • André   16/12/2016 10:54
    "Considerei R$ 280 durante 13 meses (por causa do 13º salário), o que dá uma média de R$ 303 para um ano de 12 meses. E então multipliquei por 588 meses, que são 49 anos."

    Maravilha!, mas faltou o cálculo do adicional de férias, que também possui o componente previdenciário. O funcionário recebe, de fato 13,33 salários anos para trabalhar 11 meses; ou 13,67 salários para trabalhar 11 meses e 1/3 (no mais constante não contando os 14, 15 salários de executivos e metas etc.).
  • Igor  16/12/2016 11:00
    Parabéns pelo artigo, Leandro.

    Bem interessante esta abolição gradual do sistema previdenciário estatal, balanceando com isenção de IR e retenção do FGTS.
    Mas queria ver o governo ficar sem boa parte de FGTS sendo recolhido pro fundo gestor (o qual o próprio governo coordena).
    O importante é debater o problema e isso tem sido feito bastante. Ainda bem que temos bons e sérios economistas (ainda que não pareça) tratando de grandes temas econômicos do país.
    Por fim, farei a leitura do artigo do Mises.org referido no teu texto.

    Abraço!
  • Anderson   16/12/2016 12:06
    O FGTS é uma grande doação para a Caixa. É um fundo de bilhões que ela recebe. Claro, ela não pode emprestá-lo de todo, pois corre o risco (e sempre isso acontece) de trabalhadores demitidos pedirem restituição do fundo. Mas é um baita ativo para esse banco estatal.

    É mais um ganho do governo em cima da população.
  • Igor  16/12/2016 12:50
    O "pacote" anunciado ontem pelo Meireles e pelo Temer ilustra bem esta briga pelo FGTS: o governo queria anunciar o uso do FGTS para quitação de dívidas, mas o lobby das construtoras pediu mais estudos alegando que diminuiria o funding pra financiamento imobiliário.

    Cara, é tanta grana sendo movimentada (sem passar pelo orçamento) pelo governo e por grupos protegidos: FGTS, Contribuição Sindical, Contribuição do Sistema S, etc.

  • Andrew  16/12/2016 11:20
    Excelente artigo, tenho 24 anos é não queria pagar INSS ate 2058 é ficar somente com a promessa de que serei restituído parcialmente.


    Mas a proposta do artigo já é muito superior a do governo. A proposta ideal é tornar o INSS opcional.
  • Willian  16/12/2016 13:09
    Creio que, nos moldes de hoje, não há como tornar o INSS opcional... Se o fosse, quem em sã consciência entraria nele, haja vista as excelentes explicações dadas no artigo?

    Este sistema é absolutamente insustentável e precisa realmente ser extinto. O processo de extinção precisaria necessariamente ser longo e exigiria exaustivas campanhas de conscientização para que as pessoas jovens de hoje (como eu) aderissem a fundos de previdência privada ou outros modelos de investimento para garantirem sua aposentadoria.

    Perderíamos um pouco de dinheiro, sem dúvida... mas é melhor perder um pouco do que perder tudo.
  • Mario  16/12/2016 13:36
    O Jesús Huerta de Soto tem essa proposta da opcionalidade: quem quiser, paga 50% a menos de INSS, mas não poderá usufruir nada dele.

    Pessoalmente, não sou muito fã, pois ainda agride as liberdades individuais. Por que tenho de pagar por algo que já deixei claro que não quero usar?

    Ainda assim, é uma proposta muito melhor que a atual do governo.
  • Bruno  16/12/2016 11:29
    Leandro, vc deveria escrever mais. É de uma clareza incrível! Toda vez que leio seus artigos, sinto me libertando das burrices estatistas que eu defendia no passado. Grade abraço!
  • João Carlos  16/12/2016 14:59
    Me sinto da mesma forma.
  • Andre  16/12/2016 11:39
    Em 2050 80% dos brasileiros idosos estarão miseráveis e vivendo de caridade, os que adoecerem seriamente não serão tratados e viveremos nosso genocídio tupiniquim.
    O sistema de seguridade social brasileiro não será abolido, ele será piorado, poupar e investir de forma independente deixou de ser uma questão de conforto e segurança no futuro, agora literalmente é questão de vida ou morte.
  • Pensante Pensador   16/12/2016 11:45
    O primeiro cenário NÃO é minimamente razoável, explico.

    Essa comparação entre "capitalização rentista viabilizada pelo estado" com "esquema de pirâmide em regime de repartição" foi infeliz e não faz o menor sentido.

    Se todas as pessoas procedessem como o João (investindo no Tesouro Direto), o endividamento público chegaria a estratosfera. Como estado pagaria esses juros da dívida sem incorrer em mais problemas? Não se pode fazer recortes, pois a analise total fica prejudicada. O artigo parece ignorar que tudo está vinculado: taxa de juros, inflação, endividamento público, tributação, etc.

    Quanto a sugestão parece plausível, mas ainda assim preserva aspectos notadamente imorais (uso de FGTS, continuação do regime de repartição, vinculação compulsória, etc).
  • Raphael Leme  16/12/2016 12:55
    O que não é minimamente razoável é o seu raciocínio.

    Em primeiro lugar, não precisa ser Tesouro Direto. Eu mesmo jamais colocaria no Tesouro Direto, mas sim em LCIs de bancos pequenos, que pagam 6,35% de juros reais e, melhor de tudo, são isentas de IR.

    Também colocaria em CDBs, LCs e debêntures (algumas chegam a pagar IPCA + 10,20%). Não apenas eu teria um retorno muito maior que o do Tesouro Direto, como ainda estaria estimulando a formação de capital no país, exatamente como explicado na parte final do artigo (a qual, tudo indica, você não leu).

    Mas ainda pior foi a sua afirmação de que "se todas as pessoas procedessem como o João (investindo no Tesouro Direto), o endividamento público chegaria a estratosfera."

    Não, meu caro. Você confundiu causa com consequência (algo imperdoável para alguém com o seu nome). A dívida do governo já existe, aumenta continuamente por causa de seus constantes déficits nominais e é vendida diariamente pelo governo. Há um estoque de R$ 4 trilhões de títulos da dívida no mercado. Apenas no ano passado, o governo teve um déficit nominal de R$ 587 bilhões. Aliás, o governo sempre tem déficit nominal. Portanto, a dívida sempre está aumentando.

    Ela não vai aumentar porque há mais pessoas comprando título. Mais pessoas compram títulos porque ela está aumentando.

    Agora, na hipótese irreal de o governo daqui para a frente apresentar um déficit nominal zero -- algo que só aconteceu uma vez na história do país --, o que aconteceria é simplesmente que a dívida pararia de crescer. Mas ainda haveria um estoque de mais de R$ 4 trilhões de títulos no mercado. Se aumentar a demanda por esses títulos, os preços deles irão subir e, consequentemente, a taxa de juros irá cair.

    Você, na prática, está dizendo que isso será ruim.

    Seja menos afoito da próxima. Só comente algo após ler tudo, até o final.
  • Vinicius Flesch  16/12/2016 16:06
    Ele está certo.. Se tu gerar essa quantidade de poupadores no país, existirá muita oferta de dinheiro e a taxa de juros iria lá embaixo. Então mesmo este teu pequeno banco provavelmente teria crédito a 3, no máximo 4% de taxa. Não estou dizendo que o artigo está errado, mas é um aspecto econômico a ser pensado.
  • Régis  16/12/2016 16:14
    Ele está certo apenas quanto ao efeito depressivo sobre os juros (a parte de aumentar a dívida não tem nada a ver).

    Sobre a queda dos juros, isso é óbvio. Este próprio site está repleto de artigos explicando como um aumento da poupança gera queda nos juros e aumento da acumulação de capital. Ninguém sensato discorda disso.

    De minha parte, apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo, ninguém se aproveita delas (vide o espanto de vários aqui com o efeito dos juros compostos), e aí sobra muito ativo para mim.

    Por mim, que continue tudo exatamente como está. Quero que a Previdência continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir. Aí sobre mais títulos a juros altos para mim.

    P.S.: juros reais de 4% ao ano ainda estão de bom tamanho, principalmente considerando que no resto do mundo estão negativos.
  • Leonardo  14/03/2017 22:20
    Isso só seria reflexo de uma economia muito saudável. Esse alto volume poupado circulando na economia, possibilitaria uma enorme formação bruta de capital, aumentando a produtividade e fazendo o Brasil realmente caminhar a passos largos para ser um país desenvolvido. Na verdade só isso já seria um dos maiores motivadores para o fechamento da previdência.
    Os juros reais cairão? Claro, pois estão remunerando o capital. Isso direcionaria os recursos para outros tipo de investimento como ações, financiando empresas e criando um círculo virtuoso de crescimento econômico.
    Mas alguém aí acha mesmo que o governo faria isso? O governo nunca esteve preocupado com o futuro, já que seu mandato dura no máximo 8 anos.
  • Jorge Materazi  23/05/2017 07:37
    Sr. Leme, o sr. é muito engraçado!
  • Rafael Rosset  16/12/2016 12:05
    Recentemente, o Flavio Augusto, do Geração de Valor, fez um post extremamente didático e semelhantes, mostrando como a Previdência Social é um golpe aplicado contra o trabalhador. Mas em vez de usar juros reais, ele preferiu usar a SELIC.

    O exemplo matemático foi idêntico: ele demonstrou que se alguém que ganha apenas R$ 1.000,00 de salário ao longo de 49 anos de trabalho e poupa R$ 360,00 por mês (o equivalente à soma das alíquotas de INSS cota parte empregado e empregador, além do FGTS), numa aplicação que renda 13,5% ao ano (aproximadamente a SELIC), terá acumulado, ao fim do período, um capital de mais de R$ 18 MILHÕES, suficiente para viver nababescamente apenas dos juros pelo tempo de vida que restar, e ainda legar o principal aos filhos e netos.

    Todo mundo aqui já constatou que o INSS é uma gigantesca Pirâmide de Ponzi (tipo o esquema da Telexfree), com a base (os trabalhadores da ativa) sustentando o topo (os aposentados). A "crise" seria então o achatamento da base e o alargamento do topo. Mas isso é só metade da história.

    A seguridade social, no Brasil, é também um enorme esquema de transferência de renda, dos mais pobres para os mais ricos. Parte desde o confisco puro e simples (como quando o governo remunera o FGTS com juros inferiores à inflação) até quando o governo resolve pagar um benefício médio de R$ 1.121,41 aos trabalhadores do setor privado que contribuíram por 35 anos, mas paga R$ 9.300,00 em média a um militar reformado, ou incríveis R$ 24.900,00 por mês em média a servidores aposentados do Judiciário, que, também na média, contribuíram por apenas 25 anos.

    O mais incrível é que o Flavio aparentemente foi obrigado a apagar o post em virtude dos xingamentos que recebeu. Se você demonstra matematicamente que as pessoas estão sendo feitas de otárias, elas, ao invés de se revoltarem contra quem as faz de idiotas, se revoltam contra você.

    Isso não acontece da noite para o dia. São 80 anos martelando na cabeça de milhões que o empresário é mau, que o trabalhador é incapaz e que o governo é a solução para todos os males. O resultado disso é o governo conseguir tomar pacificamente quase metade do trabalho de milhões de pessoas sem devolver a elas quase nada, enquanto é loteado por grupos, categorias e classes (servidores, militares, lobbies de empreiteiras, banqueiros etc.) que ficam com todo o espólio.

    Se for abrir a caixa preta dos "direitos sociais" no Brasil, vamos precisar de um novo Nuremberg.
  • Fernando  16/12/2016 13:01
    "Se você demonstra matematicamente que as pessoas estão sendo feitas de otárias, elas, ao invés de se revoltarem contra quem as faz de idiotas, se revoltam contra você."

    Perfeita descrição do que está acontecendo aqui. É só ver a reação de alguns leitores. (Curiosamente, a parte realmente importante do artigo, que são as etapas da reforma, foi ignorada; as pessoas se concentraram apenas no exemplo numérico. E ficaram com raiva).
  • Duvidoso  16/12/2016 13:38
    Rafael Rosset,

    essa quantia de R$18 milhões de capital ao longo da vida poupando R$360,00 e investindo em aplicações que rendem próximo a SELIC não é exagerada?

    Eu sei que certamente essa pessoa ficaria milionária com os investimentos, mas não chegaria a esse valor de R$18 milhões, acho que no máximo chegaria a R$5 milhões, o que ainda daria uma bela aposentadoria.

    Se você pudesse me indicar onde encontro esses cálculos do Flávio Augusto, eu ficaria muito grato.

  • Tulio  16/12/2016 13:46
    A quantia está correta, mas o Flávio Augusto pressupôs que a SELIC ficaria em 13,5% ao ano durante 49 anos. Esse ponto é que é meio irreal. São juros extremamente altos para 49 anos.

    Fora essa pressuposição irreal, o cálculo do Flávio está correto. Apenas tenha em mente que esse valor de R$ 18 milhões é nominal, ou seja, está desconsiderando totalmente a inflação do período.

    Na eventualidade de a inflação ficar acima de 13,5% ao ano, ele perderá dinheiro em termos reais.

    Por isso, o cálculo sempre deve ser feito em termos reais (acima da inflação), como fez este artigo. É mais correto e mais honesto.
  • Martins  16/12/2016 13:50
    Pode fazer o cálculo do Flavio nesta ferramenta:

    www.clubedospoupadores.com/simulador-de-juros-compostos

    Coloque zero no "valor inicial"

    Coloque R$ 360 no "valor mensal" (o Flávio incluiu o FGTS no cálculo dele)

    Coloque 1,06% na "taxa de juros" (13,75% ao ano da 1,06% ao mês)

    E coloque 49 em "período" (e, à direita, escolha "anos" e não "meses).

    Vai dar um valor total de Total: R$ 16.700.873,33
  • Sayd  16/12/2016 14:23
    Ainda assim, é um valor muito interessante.

    Por isso eu sempre preferi aplicar em CDBs e LCs atrelados ao CDI. Rendimentos entre 119% e 124% do CDI tendem a superar qualquer título atrelado à inflação. Recomendo.

    Por exemplo, se você aplicar em um título que pague 121% do CDI, você muito certamente ganhará esses 13,5% do Flávio, ainda que a SELIC caia para 11,25%.
  • Tannhauser  16/12/2016 12:37
    Não concordo com alguns pontos.

    1) mudar de uma vez para 65 anos vai resolver o problema do governo, mas o das pessoas próximas a se aposentar não. Principalmente da população pobre, que tem uma expectativa de vida menor. Ou seja, a pessoa irá pagar a vida toda e morrerá antes da idade de se aposentar.

    2) nas contas do início do texto (migração do sistema previdenciário para aplicação no tesouro), para pessoas que ganham mais de 2 mil reais, vc tem que considerar que o valor que você contribui para a previdência é abatido do valor que incidirá Imposto de renda. Ex: ganho 3000 por mês, pago 500 de INSS, a alíquota do IR incidirá sobre 2500. Ou seja, pago menos imposto de renda. Investindo no tesouro vc não tem esse abatimento.

    3) também tem que inserir um seguro de invalidez no cálculo.

    4) para comprovar que o sistema previdenciário irá falhar no longo prazo, deve ser considerado, além do crescimento da população, o crescimento da economia. Exemplo exagerado: Se em em 40 anos a economia crescer 1000%, apenas 1 pessoa trabalhando poderia facilmente manter as outras 10 que estão aposentadas.
  • Guilherme  16/12/2016 12:58
    1) É um ponto. Mas foram sugeridas medidas de alívio. Para os pobres, a principal seria a incorporação do FGTS em seu salário. Pode haver também a liberação plena do FGTS para ele. Mas, sim, concordo que pode haver alguma outra abordagem (o próprio artigo é humilde ao dizer qu tudo é apenas um "ponto de partida para discussões e debates adicionais sobre o tema. [...] Não tem o intuito de ser definitiva.

    Mas você está exagerando ao dizer que todo pobre morre antes dos 65 anos.

    2) Todas essas ressalvas foram abordadas no texto. Deve ter passado batido. Para começar, não precisa ser Tesouro, mas sim LCIs, LCAs e debêntures, todas isentas.

    No entanto, ainda que você prefira Tesouro Direto -- e o exemplo falou claramente que a pessoa está optando por esse investimento ainda quando jovem, e não no final da vida -- o ganho que você terá superará, em muito, os rendimentos da Previdência, mesmo esta sendo isenta. Quanto menor o salário do sujeito durante sua vida, maior será o ganho caso ele migre para outras aplicações fora da Previdência.

    Esse é o ponto: quanto mais pobre e menor for o valor da contribuição, mais negócio é ele sair para outro sistema.

    3) Esse seria o seguro mais caro e ineficiente do mundo.

    4) Acho que essa não precisa comentar.
  • Alceu  16/12/2016 13:12
    "Ex: ganho 3000 por mês, pago 500 de INSS, a alíquota do IR incidirá sobre 2500. Ou seja, pago menos imposto de renda. Investindo no tesouro vc não tem esse abatimento."

    É incrível como você ignorou o ponto principal. Pagando a Previdência, tudo o que você terá no futuro, na melhor das hipóteses, é uma pensão mensal. Todo o seu dinheiro pago foi perdido. Você não tem nenhum controle sobre ele.

    Já aplicando em qualquer outro investimento, você não apenas fica com o todo o principal, como ainda fica todos os juros acumulados. Mais: sobre principal e juros acumulados incidirão novos juros, o que fará com que você tenha um belo rendimento mensal e ainda tenha um grande dinheiro acumulado.

    Não perceber essa diferença é o cúmulo.
  • Espoliado  16/12/2016 13:39
    O Alceu matou a questão. É incrível como as pessoas se fixam apenas no valor mensal que receberão da Previdência no futuro, e ignoram totalmente todo o montante que pagaram e que nunca mais voltará para elas.

    Em qualquer investimento em renda fixa fora do INSS você, ao final, fica com principal, juros e renda mensal. Já no INSS você fica só com uma pensão mensal tosca.

    O fato de o governo ter conseguido ludibriar o povo quanto a isso mostra a extrema capacidade de prestidigitação dos políticos. Ou então mostra a ignorância do povo.
  • Alexandre  16/12/2016 18:31
    4) Se a economia crescesse 1000%, você acha que o salário de trabalhador cresceria 1000%? e ainda que fosse, você acha que o ipca cresceria só 10%? e o reajuste da aposentadoria seria só 10%?
    É ilusão achar que se do dia pra noite o salário de todo mundo crescesse 1000%, os preços continuariam os mesmos, visto que para produzir, precisamos pagar esses salários, então, ou precisaria reajustar as aposentadorias proporcionalmente ou eles passariam fome, pois não conseguiriam comprar nem arroz, pois o mercado precisaria pagar o caixa recebendo , o estoquista, o caminhoneiro, produtor, toda cadei produtiva humana custando 1000%.
    Por isso, acho interessante a simplificação do autor ao deixar as demais variáveis com 0%, se for considerar todas, esse post seria maior que a bíblia e jamais seria tão claro.
  • Elnton Oliveira  16/12/2016 13:03
    Se fosse liberado como citou, será que os empregadores reverteriam esse valor para os funcionário, não não me entenda mal, não sou sindicalista, estou apenas falando da ganância de alguns patrões.
  • Ricardo  16/12/2016 13:13
    Nada garante que haveria aumentos salariais, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, como ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • SRV  16/12/2016 13:20
    Se eu fosse um empregador e tivesse essa folga de orçamento, das duas uma: ou eu contrataria mais funcionários tirando os melhores dos concorrentes, ou poderia promover alguns bons e merecedores para evitar que sejam levados pelos concorrentes.

    No final das contas, acabariam havendo mais contratações e aumentos salariais sem aumento de custo para os empregadores. Não seria bom?
  • Andre  16/12/2016 13:44
    Depende do segmento e do momento econômico, indústrias e setores de inovação evitam deixar que seus funcionários vão pra concorrentes, já que os bens de capital são semelhantes mas o know how é quase todo humano, como o dinheiro é curto, as empresas fazem remunerações fora da folha como carro da empresa, cartão para pagar gasolina, um generoso cartão alimentação, bônus pagos em ações da empresa e milhas de viagem. Essas empresas já querem pagar mais para seus funcionários, mas subir salário é o meio menos eficaz de todos por ser altamente tributado.

    Nos segmentos mais banais e toscos de nossa economia as coisas seriam mais lentas, já que os salários são pouco diferentes e não há muita coisa que um faxineiro saiba que outro faxineiro não saiba, o caminho seria que os valores adicionais iriam como lucro para o patrão que por sua vez investiria em seu empreendimento aumentando a produtividade do negócio, agora o faxineiro ao invés de operar uma vassoura, pode operar um carrinho de limpeza completo, se tornar mais qualificado em limpeza, aumentar sua produtividade em limpar e auferir melhores salários.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=204
  • Anderson  16/12/2016 13:49
    Olá, Elnton!

    É o seguinte, o empregador paga o que custa um trabalhador. Até aí nenhuma novidade. Mas ele o faz através de considerável produção, o que quero dizer é o seguinte, o empregador não vai pagar mais do que custa um trabalhador, se ele lho paga o que paga é porque o trabalhador produz exatamente isso. Vou te dar um exemplo:

    Se o empregador paga 1280$, de um salário de 1000$, para ter um funcionário é porque esse funcionário custa isso mesmo, pois se assim não o fosse o salário seria menor. Entenda que um empresário nunca quererá perder dinheiro à toa, quando ele contrata alguém é porque está ciente dos custos. Se o governo lhe tributar, assim como ao seu patrão, saiba que o patrão "repassará" os custos da seguinte maneira: você tendo que produzir mais! Na prática o governo te obriga a produzir mais, e o empresário aproveita isso para que você faça mais e ele não precise dispender mais recurso financeiro contigo. Claro, a situação não é boa nem para você e nem para ele, pois, caso os custos para manter um funcionário fossem mais baixos, ele (empresário) poderia fazer com que o empregado produzisse o mesmo que produz, agora, mas com a diferença de que o acréscimo (280$) fosse ou para as mãos do trabalhador ou às mãos da empresa, ou ainda repartido (parte do funcionário, parte da empresa); no final das contas, os dois poderiam se dar melhor.


  • FOUCAULT  16/12/2016 13:16
    Economia não é uma ciência em que eu possa pegar e fazer um experimento no laboratório, mas suponhamos que fosse...

    Se todo mundo aplicar o dinheiro na NTN-B Principal vai ter 1 milhão pra todo mundo no futuro ?

    Que milagre é esse do juros compostos ?? rsrs
  • Régis  16/12/2016 13:35
    Se "todo mundo" aplicar na NTN-B principal, os juros dela (e somente dela) cairão a zero (isso, se houver estoque suficiente dela).

    Aí, imediatamente todos terão de migrar para outras opções, como LCI, LCA, CDB, LC, debêntures, ações etc. Consequentemente, tal migração faria os juros da NTN-B voltarem a subir.

    Eu, por mim, acho que ótimo que o povão continue ignorante e que a demanda por ativos financeiros continue baixa (e, logo, seus juros continuem altos). Meus rendimentos estão sensacionais (na própria NTN-B Principal, "apenas" 53% em um ano).

    Graças a um bom educador financeiro que tive (meu pai), nunca paguei INSS (sou autônomo free-lancer), e sempre investi na renda fixa. Pretendo me aposentar, no máximo, aos 55 anos de idade. Mas já quero, aos 50, ter um bom colchão acumulado que já me permita viver de renda caso aposente antes. Essa é a minha meta.

    Quero que todos fiquem longe do Tesouro Direto. Mais juros sobrarão para mim.

    P.S.: se você está realmente preocupado com a hipótese de se haverá dinheiro, então nem esquente cabeça com a NTN-B. Sua maior preocupação é com a LFT (Tesouro SELIC). Se você fizer o mesmo cálculo do artigo para a LFT, com juros em dois dígitos (tipo 11%), vai dar um valor nominal entre R$ 15 e 18 milhões para cada João.

    Repito: quero que todos fiquem longe do TD. Deixa só pra mim.
  • Rodrigo  16/12/2016 13:47
    Seguindo esse raciocínio. Pode-se derivar para qualquer aplicação. O dinheiro não vai sumir, o que pode ocorrer, e torcemos para isso, é que com uma grande oferta de poupança os juros caiam.

    Mas se a oferta de poupança for grande assim, estaremos numa condição tão boa, que o baixo rendimento não afetará a qualidade de vida de ninguém.
  • Andre  16/12/2016 13:49
    Exatamente, não é um experimento de laboratório, há muitos investimentos de longo prazo e lucrativos para fazer, principalmente em nosso país com estradas esburacadas, aeroportos piores que do leste europeu, portos com capacidade do séc XIX e infraestrutura geral tão necessária.
    O que não falta é onde aportar dinheiro para sair mais de lá depois.
    Falta é liberalismo.
  • FOUCAULT  16/12/2016 13:53
    É libertário mas compra título do governo...


    interessante
  • Régis  16/12/2016 14:22
    Em primeiro lugar, nunca falei que sou libertário (é inclusive a primeira vez que comento aqui).

    Em segundo lugar, eis uma informação: mesmo que você aplique exclusivamente em fundos de investimentos e em CDBs, você estará emprestando para o governo. Os bancos sempre direcionam uma parte desse dinheiro para títulos do governo.

    Aliás, mesmo que você aplique em LCIs e LCAs, você ainda está emprestando para o governo. Empreendimentos imobiliários são feitos com recursos da Caixa e agricultores trabalham com empréstimos subsidiados do Banco do Brasil.

    Comprar ações? Certamente a empresa ou recebe subsídios do governo, ou trabalha em um mercado regulado pelo governo, ou é protegida por tarifas de importação.

    Debêntures? São empresas de infraestrutura ou de energia elétrica, todas as quais fazem obras para o governo com dinheiro de impostos.

    No Brasil, não tem como escapar.
  • Andre  16/12/2016 13:56
    O STF já deixou claro que INSS é uma pirâmide quando julgou inconstitucional a "desaposentação". Se não há relação entre o que é pago e o que é recebido é pirâmide financeira, daqui 30 anos veremos filhos em dificuldades financeiras e sem perspectiva de aposentadoria odiando seus pais que se aposentaram em suas costas.

    oglobo.globo.com/economia/stf-decide-que-desaposentacao-inconstitucional-20364094
  • Rigoberto  16/12/2016 14:26
    Exato. Mas se você tentar mostrar isso com fatos, dados e matemática contábil, será vituperado. Matam o mensageiro, e dão passe livre para quem criou tudo.
  • Amaury  26/12/2016 02:02
    Se o stf decidiu que não há relação entre o que se paga e o que se recebe não seria aplicável um processo solicitando a saída do sistema na alegação que é uma pirâmide financeira e que esse tipo de operação é proibida no país?
  • Lucas  16/12/2016 14:03
    Prezado Leandro,

    Creio que você não enfrentou adequadamente o problema. A Previdência Social brasileira não oferece aos trabalhadores somente o benefício de aposentadoria voluntária (por idade ou por tempo de contribuição). Há uma série de outros benefícios como aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença, salário-maternidade, etc ou serviços (reabilitação profissional). Assim, o valor que o filiado aporta ao sistema cobre também outras contigências, de forma que pensar uma reforma da previdência a partir do prisma de uma delas (velhice) é insuficiente. O cálculo do custo para o trabalhador se precaver das outras contigências deve ser incluído aí na sua conta. Não sou contra um regime de capitalização, creio até ser muito mais justo e racional, principalmente se vários fundos puderem competir para ter segurados. Entretanto, como ficam os outros riscos que o Estado brasileiro se comprometeu constitucionalmente a precaver? Mudamos a Constituição e deixamos que cada um se resolva? Como resolveríamos esses problemas? Será que o Estado não teria nenhuma papel em ofertar uma razoável rede de seguridade social a seus habitantes? Honestamente, não tenho respostas prontas, mas desconfio de soluções abstratas como "liberdade resolve tudo". Uma proposta pragmática deveria enfrentar esses aspectos.
  • Morato  16/12/2016 14:20
    Já eu acho que você não leu com atenção. Toda e qualquer pessoa com mais de 29 anos continuará sendo igualmente contemplada por esses "direitos" que você tanto preza. (Aliás, boa parte disso que você citou é coberta por coisas como Cofins, CSLL etc., que nem entraram na reforma.)

    Só quem tem menos de 29 anos é que terá de prover para o próprio futuro. Neste caso, qualquer aplicação em títulos públicos e privados já garante uma boa renda para eventuais contingências.

    Agora, isso não exclui, obviamente, a responsabilidade pessoal. Esse é o grande tema. As pessoas têm de assumir mais responsabilidades por suas vidas e parar com essa ideia de que, "qualquer coisa, o estado me cobre, me protege e me salva; por isso, posso levar uma vida desprecavida, desregrada, não cuidar da minha saúde e gastar todo o meu salário".

    Mas é compreensível que um pequeno choque de realidade, bem como ouvir coisas não muito agradáveis, cause uma certa revolta.
  • Marcos Vinícius  16/12/2016 14:05
    Duas perguntas.

    1) Como ficariam os casos de pessoas com deficiência adquirida e que por algum motivo terão de deixar de trabalhar? Incluiria algum seguro na contribuição para esses casos?

    2) Vamos supor que, mesmo assim, uma pessoa não consiga juntar dinheiro o bastante. Ex.: Ficou desempregado durante boa parte da vida ou é um cidadão muito pouco produtivo com baixíssimos salários. Ou uma dona de casa que nunca contribuiu, ficou viúva e o marido, por exemplo, mentiu que contribuía mas não contribuiu nada. Ficarão desamparados ou haverá alguma espécie de renda mínima tipo Bolsa Família?
  • Magno  16/12/2016 14:21
    1) Pode também. Mas, pelo que entendi, estas pessoas, caso tenham mais de 29 anos, estão contempladas na reforma. Nada muda para elas.

    2) Nesse caso, nem a atual Previdência salva.
  • Diego  16/12/2016 14:26
    A única solução pro Brasil é acabar. Esse país precisa ser desmembrado e a partir daí serem formados outros países, no mínimo 5 com cada região independente e assim sucessivamente.
    Os países mais ricos e mais desenvolvidos são os com menores território e principalmente a população.
    Dessa forma você passa a ter menos necessidades, gastos estatais, corrupção e indiscutivelmente um controle e fiscalização maiores da população sobre o governo. Sem contar a facilidade pra se fazer reformas e corrigir erros.
    Uma coisa é pensar num Chile, Nova Zelândia, Canadá, Escandinávia, Austrália, Suíça, outra são Brasil, México, Nigéria e cia.
    Nem os EUA ficam imunes a isso.
    Enquanto for esse monstrengo continental com mais de 200 milhões nunca vai chegar a lugar nenhum, no máximo algumas ilhas como SP e SC.
  • Andre  16/12/2016 15:03
    Está mais perto do que você imagina, com um 2017 de mais recessão o estado que não corta seus gastos vai começar a falhar em seus compromisso tradicionalmente honrados, veremos funças federais com salários parcelados ou atrasados, restrição nas mordomias de comissionados e repartições públicas às escuras por falta de luz, além da ameaça de calote nos aposentados, essa imagem de estado superpoderoso prestes a ser dilacerada pela realidade, uma crise econômica que jogará em 3 anos 30 milhões de pessoas na pobreza e uma população sem identidade de povo será o ambiente perfeito para separatismo, basta uma nova constituinte que isso vai pra frente.

    Essa bandeira ainda não foi levantada nos protestos contra o governo, e é bem mais factível e socialmente aceita que intervenção militar.
  • Vladimir  16/12/2016 16:04
    Prezado Diego:
    Bom dia!
    Em vista do que disse o problema não se resume a questão se um país se é grande ou pequeno mas sobretudo o caráter de seu povo em questão, se a população é preguiçosa, sem iniciativa, indolente, sem escrúpulos, cobiçam aquilo que não é delas, imorais, exploram aqueles que querem progredir, impedem aqueles que cresçam por iniciativa própria, odeiam pessoas inteligentes, amam os medíocres, perseguem aqueles que dizem a verdade, destilam ódio a aqueles cujos padrões morais são insuportáveis para eles. A verdade é essa: sem pessoas diligentes, criativas e com padrão oral alto não há pais nenhum.
  • mauricio barbosa  16/12/2016 17:13
    "....Prezado Diego:
    Bom dia!
    Em vista do que disse o problema não se resume a questão se um país se é grande ou pequeno mas sobretudo o caráter de seu povo em questão, se a população é preguiçosa, sem iniciativa, indolente, sem escrúpulos, cobiçam aquilo que não é delas, imorais, exploram aqueles que querem progredir, impedem aqueles que cresçam por iniciativa própria, odeiam pessoas inteligentes, amam os medíocres, perseguem aqueles que dizem a verdade, destilam ódio a aqueles cujos padrões morais são insuportáveis para eles. A verdade é essa: sem pessoas diligentes, criativas e com padrão oral alto não há pais nenhum."

    Prezado Vladimir
    Concordo em parte contigo,veja bem com certeza um povo com padrões éticos e de moral ilibada é desejável e admirável,agora com um governo centralizador e paternalista igual ao nosso como você irá esperar essa mudança de hábitos e costumes,enfim é uma guerra cultural sim,mas contra esta instituição corrupta e pesada chamada estado,ela é que precisa ser combatida em primeiro lugar pois se você for esperar essa mudança de mentalidade do povo espera sentado pois em pé cansa...
  • Vladimir  16/12/2016 19:11
    Boa tarde!
    Esclarecendo:
    Quando falo pessoas resolverem problemas eu estou falando de indivíduos comuns de capacidade e resolução e não de estadistas ineptos, indolentes e sedentos de poder porque qualquer núcleo onde existe o ser humanos vão existir problemas e soluções. Quando o indivíduo ou um grupo e pessoas que resolver um problema resolve nem mais nem menos. E finalizando, os espertos sempre dão um jeito de assumir o poder no novo país.
  • mauricio barbosa  16/12/2016 19:48
    Pois já estamos vivenciando essa realidade então para você devemos cruzar os braços e aceitar passivamente a máfia continuar nos saqueando,acorda Vladimir,pois é melhor lutar do que esperar as mudanças que os políticos prometem e não cumprem,menos estados e mais empregos é o meu lema...E qual é o seu lema?
  • Diego  16/12/2016 17:20
    Mas a população como um todo não tem essas características. Que você tem muita gente vagabunda e acomodada que não quer nada é óbvio, mas você também tem outros tantos milhões que são o oposto disso.
    É isso que estou falando, não tem sentido por exemplo o Norte e Nordeste serem sustentados pelo Sul e Sudeste, sendo SP o estado mais rico e produtivo ficar eternamente amarrado nessa merda pagando o pato.
    Que existe uma relação óbvia entre tamanho populacional e desenvolvimento, não há dúvidas, basta olhar ao redor do mundo. Não é por menos que um dos pontos fundamentais da China é o controle populacional.
  • mauricio barbosa  16/12/2016 18:11
    Diego concordo contigo e concordo em parte com o Vladimir.

    Secessão e Moralização não-coercitiva são duas medidas necessárias para sairmos do atoleiro em que nos encontramos,esse leviatã precisa ser destruído sem violência e com muito diálogo...
  • Vladimir  16/12/2016 19:12
    Caro Diego:
    Boa tarde!
    Quanto ao tamanho da população em relação a prosperidade de uma nação já responderam em vários artigos aqui mesmo no Mises, só vou responder em relação a China. É que este país é um exemplo de que não se deve fazer, visto que o estado controla tudo e é mau gestor, mau investidor, não sabe alocar recursos, polui o meio ambiente, para se ter um negócio lá é preciso ter um membro do governo como sócio oculto e estrangeiro não é exceção, maquiam dados sobre a economia enganando os investidores, se a situação lá fosse boa porque os ricos deste pais caem fora quando tem oportunidade? Nem o povo chinês sabe a verdadeira situação do próprio país quanto mais o estrangeiro.
  • Fernando  16/12/2016 14:49
    Artigo excelente. Mas, infelizmente, acredito que deixou de focar num assunto fundamental relacionado à Previdência. Agora que a PEC 55 foi aprovada, e os gastos do governo serão reajustados pela inflação, os déficits previdenciários que crescem todos os anos corroerão o orçamento do governo federal durante os próximos 20 anos até que a situação se torne insuportável. Por exemplo, com um déficit previdenciário de R$50 bilhões num ano, o governo terá que se virar para cortar este dinheiro de outras áreas, sob o risco de exceder o teto.
  • Atento  16/12/2016 15:00
    Abordado exatamente na primeira fase do regime de transição.
  • Rodrigo  16/12/2016 15:07
    Mas é claro que ele tem de se virar. As alternativas são piores.

    Essa ideia de que o governo pode gastar mais que arrecada destrói a nossa vida. Se ele ignorar o deficit, sem cortar de lugar nenhum ele terá de:

    1 - Emitir dinheiro. (o que gera inflação que piora, significativamente, a vida de todos)
    2 - Pegar dinheiro emprestado (o que mantem os juros altos, acaba com a poupança e atrapalha a vida de todo mundo)
    3 - Cobrar mais impostos ( que, como todos sabem, é roubar)

    Então ele tem de cortar em outras áreas, agora se com um orçamento de 1,5 trilhao o governo não consegue cortar gastos é outro problema.
  • David W. Cooney  16/12/2016 15:03
    O distributismo inclui o princípio da subsidiariedade, a idéia de que a família é a unidade básica da sociedade e os níveis mais altos de organização societária (cidade, município, estado, federal) existem para apoiar os níveis inferiores sem a autoridade para usurpar seus papéis e direitos. Quanto maior o nível de organização social (governo), menor deve ser sua autoridade e sua responsabilidade. Ao procurar atender uma necessidade na sociedade, os distributistas não correm automaticamente para o mais alto nível de governo, como parece ser a visão predominante de grande parte da sociedade de hoje. Em vez disso, nós olhamos para a necessidade, e tentamos determinar o nível mais baixo da sociedade que pode abordá-lo suficientemente.

    Com o déficit da previdência a questão do sistema de Segurança Social dos EUA tornou-se um tema polêmico.

    A questão sobre o que fazer com a Previdência é aquela em que conservadores e libertários podem concordar com os distributistas. As nossas razões para o acordo podem não ser exatamente as mesmas, mas a nossa adesão ao princípio da subsidiariedade é semelhante às suas propostas de "estado mínimo" (ou"estado zero") .

    Quando os distributistas analisarem qualquer questão social que deva ser abordada, o princípio da subsidiariedade deve ser automaticamente iniciado. Há uma necessidade. Qual é o nível mais baixo da sociedade que pode atender a essa necessidade e em que medida (e de que forma) os níveis mais elevados da sociedade devem auxiliar? Há duas questões sociais que a Segurança Social tenta abordar. A primeira é como se preparar para esse tempo quando se aposentar do trabalho para ganhar a vida. A segunda é como prover para aqueles cujos preparativos não atendem adequadamente às suas necessidades.

    Qual nível de sociedade teria logicamente a responsabilidade de planejar a aposentadoria? Em que nível procuraríamos compreender as necessidades e desejos de uma determinada família ou indivíduo nos últimos anos de vida? Que nível melhor entende e pode planejar em torno de seus recursos atuais para atingir esses objetivos de aposentadoria de longo prazo? A resposta a todas estas perguntas é a família ou o indivíduo. É seu próprio papel e sua responsabilidade.

    A vida, no entanto, nem sempre funciona da maneira que planejamos, às vezes por causa de circunstâncias fora do nosso controle, e às vezes porque nossos planos são inadequados. Em que nível da sociedade devemos confiar para obter assistência em tais circunstâncias? É aonde os planos de previdência, a assistência da família estendida e a assistência das organizações religiosas e outras organizações sociais entram. Estas entidades estão muito melhor situadas para entender às diferentes necessidades e considerações daqueles a quem eles prestam assistência. Portanto, é mais razoável confiar principalmente nessas organizações para aqueles que acabam sem recursos adequados para a sua aposentadoria, do que confiar em altos níveis de governo.

    A próxima questão que devemos abordar é se existe uma maneira prática e responsável para obter do sistema de Segurança Social atualmente no lugar para o que deveria ser a norma para a nossa sociedade. Há aqueles que erroneamente se referem ao sistema de Segurança Social como um 'direito'. A realidade é que os receptores atuais pagaram pelos benefícios que estão recebendo agora. Eles pagaram por isso através de deduções obrigatórias de folha de pagamento ao longo de sua vida profissional. Existe uma obrigação moral de entregar o benefício prometido pelo qual eles pagaram. Essa mesma obrigação existe para aqueles que ainda estão trabalhando, mas que estão tão perto de se aposentar que eles não têm mais tempo adequado para planejar um programa alternativo de aposentadoria. Portanto, qualquer plano de eliminação do atual sistema de segurança social que não cumpra adequadamente essas obrigações seria injusto e deve ser rejeitado.

    E aqueles que estão nos primeiros anos de sua vida profissional, aqueles que ainda têm tempo suficiente para implementar um plano alternativo para a aposentadoria? Pagamentos já foram feitos para a sua Segurança Social. Portanto, uma discussão política deve ser tido de escolher entre permitir que eles continuem nesse sistema, e entregar-lhes todas as contribuições feitas para a sua conta de Segurança Social para que eles possam utilizar esses fundos para seus próprios planos. Qualquer uma dessas opções seria uma maneira prática e responsável para lidar com essas situações. As acções supramencionadas também permitiriam um tempo adequado para que as fontes alternativas de assistência se preparassem para prestar essa assistência aos necessitados.


    distributistreview.com/subsidiarity-and-social-security/
  • Paulo Henrique Martinello  16/12/2016 21:14
    Caro, é verdade que qualquer plano que não considera restituir os que já pagaram é injusto, mas jamais deve ser rejeitado se não houver opção. Por isso o artigo, para discutirmos meios de faze-lo sem prejudicar(tanto) os que já contribuíram e não resta mais tanto tempo para pagar por outro sistema de previdência...

    Portanto, deve-se escolher o meio que cause menos danos financeiros a essas pessoas, mas não deve-se rejeitar uma alternativa caso ela seja a única apenas por que ela não cumpre totalmente o direito de receber por aquilo que pagou. A realidade econômica (do mundo real) deve prevalecer, e devemos escolher o menos pior.

    Se existir um meio onde ninguém saia perdendo o que pagou, por favor, apresente-nos aqui. Afinal, se concordamos com a moral de restituir quem pagou, então temos que ver se isso é possível de ser feito totalmente, ao invés de já rejeitar qualquer modelo que não seja ''ideal'' com o risco desse modelo ''ideal'' simplesmente não existir , já que geralmente os remédios de erros governamentais sempre afetam alguém, quase nunca a correção sai de forma ''indolor''...

    Repetindo, se não houver um modelo ''moralmente ideal'' de transição, então que se escolha o possível com o risco de se não fizer nada, ficarmos com o pior
  • Rhyan  16/12/2016 15:10
    Não entendi o resultado de R$ 1,038 milhão.
    Usando o site que colocaram, o valor que surgiu foi de R$ 1,033 mi. R$ 1.033.329,71 pra ser exato.

    Foi incluída alguma outra variável?

    (desculpe, eu tenho uma certa paranoia com números)
  • Gosling  16/12/2016 16:02
    588 meses, 0,49% de juros mensal, e depósito regular de R$ 303 (pelos motivos explicados nas notas de rodapé)

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    Copie e link acima e cole no seu browser


    P.S.: sempre tenha em mente que, para períodos de tempo tão grandes, variações de 0,1 ponto percentual nos juros fazem uma boa diferença no longo prazo. Como você acabou de descobrir, 5 mil reais no acumulado em 49 anos.
  • Rhyan  16/12/2016 17:08
    Obrigado!

    No link 'Metodologia' mostra uma fórmula um pouco diferente da usada pelo outro site.

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirMetodologiaAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirMetodologiaAplicacaoDepositosRegulares
  • Lucas  16/12/2016 15:18
    Logo abaixo do gráfico para o ano de 2013 vcs fazem uma comparação com uma faixa etária e no ano de 2060 vcs utilizam outra faixa etária. Espero q tenho sido apenas um erro de digitação, e gostaria que vcs colocassem os calculos q sao feitos para fazerem essas analises, eles agregam bastante em sua veracidade.
  • Corregedor  16/12/2016 16:01
    Obviamente, foi um erro de digitação. Onde estava escrito entre 20 e 29, o correto é entre 20 e 59. (Já corrigido).

    Caso você próprio queira fazer os cálculos, pode utilizar essa pirâmide, que tem números claros.

    mercadopopular.org/wp-content/uploads/2016/08/chart12.png
  • LG  16/12/2016 16:07
    "Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra."

    Em termos técnicos: Esquema de Ponzi!
  • Eneida  16/12/2016 16:12
    Boa tarde Leandro:
    Acredito que seria bem mais fácil e sem incertezas futuras de calotes ou outras hipóteses - como impossibilidades de saúde para continuidade de um trabalho e ter que se aposentar por invalidez ou utilizar o fundo aplicado para tratamento - se e somente se TODOS OS QUE NÃO PAGAM PAGASSEM DEVIDAMENTE E RECEBESSEM PELO VALOR E TEMPO QUE CONTRIBUÍRAM AO SISTEMA. Indivíduos que recebem aposentadorias milionárias sem a respectiva contrapartida do pagamento, políticos com mandatos de poucos anos de contribuição, indivíduos já na 4ª ou 5ª geração e que ainda recebem pensão de combatentes da Guerra do Paraguai, e por fim entidades que dão o calote no INSS (estádios de futebol). Estes são apenas poucos exemplos, haveria muito mais para citar dos" recebedores não pagadores". Talvez sobrasse dinheiro no caixa da Previdência. Esta é minha opinião, embora concorde em termos gerais com todos os que opinaram.
  • Libertário  16/12/2016 16:18
    "Acredito que seria bem mais fácil e sem incertezas futuras de calotes ou outras hipóteses [...] se e somente se TODOS OS QUE NÃO PAGAM PAGASSEM DEVIDAMENTE E RECEBESSEM PELO VALOR E TEMPO QUE CONTRIBUÍRAM AO SISTEMA."

    Passo.

    Minha liberdade não é negociável. Se eu não quero dar uma parte do meu salário para o governo -- pois também abro mão de utilizar sua previdência --, ninguém pode me obrigar.

    Se eu quiser torrar todo o meu salário, ou se eu quiser investir 99% dele e viver como um monge, ninguém tem nada a ver com isso.

    Por que eu não tenho essa liberdade de escolha?

    Não estou tolhendo ninguém, não estou usando ninguém e não estou pedindo para ninguém tomar conta de mim. Por que não posso ter a liberdade?
  • Benzoato de Sódio  16/12/2016 16:16
    Estou lutando muito pra me livrar dos grilhões da CLT. Mas ser empresário honesto neste país é muito, mas muito difícil. Quando eu conseguir vou contribuir somente o mínimo e fazer minha aposentadoria de verdade fora da pirâmide do mal.
  • junior  16/12/2016 16:21
    Somos seres humanos em uma sociedade. Toda a falacia talvez se dê, pelas regras não serem cumpridas, apesar de muitas vezes amplamente serem discutidas. Educar as pessoas a negociarem melhor e se valorizarem conforme a a sua capacidade seria mais inteligente. Dificil pensar de outra forma num sistema previdenciário, digamos que todos façam reserva e apliquem para seu futuro, os juros para tais aplicações cairiam ou até mesmo seriam negativos. Criar seu proprio capital é uma alternativa, mas o sistema é complexo, e o desrespeito as regras, agride destrói e prejudica todo um planejamento seja ele coletivo, ou individual.
    No Brasil, pessoas com mais inteligencia e "esperteza" lesam pessoas honestas e mais humildes e isto é fato. Humanamente só nos ajudamos na desgraça e na tragédia, quando batemos forte no peito com os olhos marejados, bradando "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" .
  • Fernando  16/12/2016 16:24
    Excelente artigo
  • Adriano G  16/12/2016 16:37
    A melhor reforma da previdência foi a "não reforma" da italia. O sistema quebrou de fato, não foi reformado, todo mundo sabe que ninguém receberá a aposentadoria e aí todos já sabem que devem poupar.

    Foi privatizada de fato!
  • Eliseu  16/12/2016 16:43
    Eu realmente já li por alto alguma coisa sobre isso mesmo. E já sabia também que os italianos são extremamente poupadores.

    Agora tudo passou a fazer sentido.
  • Felipe Lange   26/04/2017 14:54
    Isso eu percebi pelo namorado da minha mãe, que é italiano e consegue ser mais pão-duro que eu. Como eu gostaria que os brasileiros pudessem importar livremente alimentos da Itália (bolachas, etc...)... Quebraria a medíocre indústria nacional.
  • Marcus Aurelio   16/12/2016 16:41
    Nenhuma reforma da Previdência, de qualquer tipo que seja, e por mais bem pensada que seja, irá funcionar a contento.

    Sabem por quê?

    Porque não existem soluções coletivas. Há apenas soluções individuais.

    Eu, por exemplo, tenho a solução para a minha Previdência. (Não contribuo para INSS e faço exatamente o que sugere o artigo; e estou feliz). Mas eu não tenho a solução para a Previdência de todos. Por mais que eu queira genuinamente ajudar, sei que tem gente que não quer.

    Só de ver algumas reações aqui, dá pra ver que a maioria desconhece até mesmo coisas básicas, como juros compostos (ensinado no primeiro grau da escola). Não serei eu quem irá esquentar cabeça para ajudar essa gente.

    O que é meu tá resolvido. Tenho a solução para mim e para meus filhos. (E talvez netos). Mas não tenho a solução para meus vizinhos e nem para meus parentes. Nada posso fazer por eles.
  • Vitor Sousa  16/12/2016 17:53
    É rigorosamente a maneira que eu penso. Vou sentir dor quando o inferno se estabelecer ao meu redor, mas não dá para se esperar muito de quem não consegue fazer calculos simples utilizando matemática básica.
  • Régis  16/12/2016 19:22
    O Marcus Aurelius lacrou. É exatamente isso mesmo.

    Toda e qualquer solução só funciona em nível individual: sua educação, a educação de seus filhos, suas finanças e sua previdência.

    De nada adianta você ficar querendo ajudar quem não quer ser ajudado. Eu também sigo essa filosofia. Cuido do meu futuro, dos meus investimentos e já estou investindo para minha filha de 2 anos. Como sou free-lancer, não pago INSS. Na minha família vejo pessoas jovens que nem sabem por onde passa essa questão de previdência e da importância de poupar par o longo prazo. Até tentei falar sobre isso uma vez, mas olharam pra mim como se eu fosse de Marte. Larguei pra lá.

    Veja aqui mesmo nesta seção de comentários: pessoas aparentemente esclarecidas que nem sabem como funciona os encargos sociais e trabalhistas de um empregador, e que desconhecem o básico dos efeitos dos juros compostos sobre investimentos de longo prazo. Pior: se revoltam ao saber que estão sendo espoliados: mas não se revoltam com o agente da espoliação, mas sim com o mensageiro.

    Por fim, sobre a Previdência, o fato é que não tem como adotar uma previdência pública uniforme, com as mesmas regras, em um país de dimensões continentais e tão diverso quanto o Brasil. A expectativa de vida em Santa Catarina é completamente diferente da do Maranhão, por exemplo. Qualquer reforma está fadada ao fracasso.

    Minha humilde dica: cuidem da própria vida.
  • mauricio  01/04/2017 21:24
    Régis, seu problema está resolvido. Parabéns. Mas você é um homem inteligente e muito bem articulado. Não poderia pensar numa solução para esses incautos. Seja mais generoso e ajude-os (nos). Mais uma vez parabéns. Boa tarde.
  • Régis  03/04/2017 03:29
    Já dei detalhes lá em cima. Volto a repetir.

    Eu apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo, ninguém se aproveita delas (vide o espanto de vários aqui com o efeito dos juros compostos), e aí sobra muito mais ativos para mim.

    Por mim, que continue tudo exatamente como está. Que a reforma da Previdência seja barrada, que esse arranjo fraudulento continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir (pois os idiotas acreditam em esquema de pirâmide). Aí sobram mais títulos a juros altos para mim. Como o governo terá de gastar e se endividar cada vez mais, eu estarei ali para financiá-lo a juros altos. E os próprios idiotas crentes na Previdência terão de pagar impostos cada vez mais altos para bancar os juros dos meus títulos.

    De novo: acho ótimo que o povão continue ignorante e que a demanda por ativos financeiros continue baixa (e, logo, seus juros continuem altos). Meus rendimentos estão sensacionais (na própria NTN-B Principal, "apenas" 53% em um ano).

    Graças a um bom educador financeiro que tive (meu pai), nunca paguei INSS (sou autônomo free-lancer), e sempre investi na renda fixa. Pretendo me aposentar, no máximo, aos 55 anos de idade. Mas já quero, aos 50, ter um bom colchão acumulado que já me permita viver de renda caso aposente antes. Essa é a minha meta.

    Quero que todos fiquem longe do Tesouro Direto. Mais juros sobrarão para mim.
  • Reserva de mercado  26/04/2017 15:50
    Regis. Você é bolhista, né? Só faltou dizer PMJ.
  • Alex  16/12/2016 17:09
    Leandro
    Sugiro um artigo explicando porque os tributos trabalhistas sempre recai sobre o trabalhador.
    Para economistas é mais fácil perceber a diferencia de quem foi que recolheu o tributo e quem efetivamente pagou, mas, para os não economistas me pareceu pelos comentários que essa distinção não é de todo clara.
  • Wellison  16/12/2016 17:14
    O Brasil é um pais onde os TRêS poderes só pensam nos benefícios próprios e o povo que se vire com toda esta miséria. OBS : Isso nunca vai mudar.
  • Tiago  16/12/2016 17:40
    Para quem levantou a relevante ausência de abordagem a respeito da cobertura para sinistros como aposentadoria por invalidez, pensão aos dependentes por morte do segurado, auxílios doenças, etc... é importante ressaltar que o modelo proposto se dedica a oferecer uma solução para o problema do desequilíbrio demográfico, que é o principal problema da previdência, e não para TODOS os seus problemas. O mérito da proposta é inegável. Oferece um cenário muito melhor que o atual e considera apenas a contribuição previdenciária patrão/empregado. Não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc...
    Esses outros problemas levantados poderiam ser equacionados com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia). Enfim, é uma outra questão...
    Outra coisa que não se considerou é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria para aplicar em outras áreas como essa que ficou de fora da proposta, por exemplo.
  • Tiago  16/12/2016 17:44
    Para quem levantou a relevante ausência de abordagem a respeito da cobertura para sinistros como aposentadoria por invalidez, pensão aos dependentes por morte do segurado, auxílios doenças, etc... é importante ressaltar que o modelo proposto se dedica a oferecer uma solução para o problema do desequilíbrio demográfico, que é o principal problema da previdência, e não para TODOS os seus problemas. O mérito da proposta é inegável. Oferece um cenário muito melhor que o atual e considera apenas a contribuição previdenciária patrão/empregado. Não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc...
    Esses outros problemas levantados poderiam ser equacionados com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia). Enfim, é uma outra questão...
    Outra coisa que não se considerou é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria para aplicar em outras áreas como essa que ficou de fora da proposta, por exemplo.
  • Dedé  16/12/2016 18:14
    Eu tenho 32 anos, contribuo a 10 anos para previdência, pago previdência privada a 6 anos, faço alguns investimentos e mesmo assim não me sinto seguro quanto a minha aposentadoria futura. O Brasil é um país muito incerto. Já houve calote, confisco de poupança, hiperinflação, congelamento de preços, quebra de contratos, há leniência com grupos terroristas que invadem propriedades, etc.
    O brasileiro tem uma mentalidade estatista e vota em quem promete gastar mais. Falar em reduzir os gastos públicos é como se estivesse xingando a mãe. Se a economia não voltar a crescer até 2018 não duvido cairmos novamente nas mãos de outro populista, que vai aumentar os gastos, intervir ainda mais e ser leniente com a inflação/destruição da moeda.
    O ideal é quem pode, fazer uma poupança no exterior, investir num país estável, com longo histórico de respeito pelas instituições e estabilidade da moeda: EUA, Inglaterra, Suíça, etc. Ainda não confio no bitcoin como um investimento seguro a longo prazo e nem acho que o ouro seja investimento para formar patrimônio, é bom para proteção, mas não rende juros.
    Confiar no real e na mentalidade de repartição do brasileiro não é viável a longo prazo.
  • Kek  16/12/2016 18:17
    Mais um excelente artigo do Leandro.
  • Alexandre G Carvalho (aluno da PGEA - Pós Graduação em Escola Austríaca)  16/12/2016 18:30
    Leandro,

    Considero essa proposta interessante e digna de consideração. Tenho algumas observações e comentários quanto ao artigo, no entanto:

    1) A conta do saldo disponível ao final da carreira do João deveria deduzir os custos por ele incorridos, ao longo da vida, com plano de saúde e seguro por morte, doença e invalidez. As contribuições para o INSS financiam, pelo menos em teoria, mais que o benefício de aposentadoria.

    2) Tesouro Direto = Repartição Simples. Em ambos, uma geração paga diretamente a aposentadoria da outra, sem capitalização. Troque "aposentadorias" por "o principal e os juros" e "contribuições" por "impostos": As aposentadorias (o principal e os juros) de hoje são pagas pelo repasse direto das contribuições (dos impostos) de quem ainda está trabalhando. Como o governo toma 40% do PIB mas investe, mal, só 3%, não há formação de um fundo, não há capitalização com o dinheiro "investido" no Tesouro Direto. Acho que trocando o INSS pelo Tesouro Direto daríamos apenas nomenclatura e roupagem jurídica diferentes ao mesmo fenômeno econômico. E infelizmente, hoje, a previdência privada complementar faz exatamente isso...

    3) A extinção da previdência, por si só, não resolveria o problema demográfico muito bem apontado no texto. Em 2060 teremos, com previdência social ou sem ela, 1,43 trabalhador por aposentado. Se a poupança de hoje for bem investida em formação de capital, ou seja, de fato capitalizada, o que o Tesouro Direto não proporciona, é possível (mas não garantido) que o aumento da produtividade do trabalho seja suficiente para sustentar essa relação.

    Assim, entendo que a saída passa, sim, por desmantelar a previdência social e deixar a poupança a cargo de cada indivíduo, mas simultânea e necessariamente coibir os gastos desenfreados do governo de forma que essa poupança seja direcionada a investimentos produtivos privados, à formação de capital. Apenas trocar o INSS pelo Tesouro Direto seria insuficiente.
  • Empedernido  16/12/2016 19:09
    1) Pois faça isso. Ainda assim, o saldo final do segundo cenário ganha de lavada do previdenciário comum.

    Não primeiro cenário, João tem pura e simplesmente uma renda de R$ 1.000 reais por mês. E só. Não tem mais nada. Todo o dinheiro pago foi perdido.

    Já no segundo cenário ele não apenas fica com o todo o principal, como ainda fica todos os juros acumulados. Mais: sobre principal e juros acumulados incidirão novos juros, o que fará com que ele tenha um belo rendimento mensal e ainda tenha um grande dinheiro acumulado.

    Em suma, ele terá mais de R$ 1 milhão de patrimônio real e renda mensal de mais de R$ 5 mil.

    Boa sorte na matemática -- e nas deduções -- para mostrar como o segundo cenário pode ser pior que o primeiro.

    Em tempo: eu fui obrigado (e ainda sou) a pagar INSS e ainda tenho de bancar plano de saúde. O INSS é dinheiro jogado fora, pois não uso serviço do governo. Por que eu estou em melhor situação?

    2) Não precisa ser Tesouro Direto. Foi só um exemplo. Eu mesmo jamais colocaria no Tesouro Direto, mas sim em LCIs de bancos pequenos, que pagam 6,35% de juros reais e, melhor de tudo, são isentas de IR.

    Também colocaria em CDBs, LCs e debêntures (algumas chegam a pagar IPCA + 10,20%). Não apenas eu teria um retorno muito maior que o do Tesouro Direto, como ainda estaria estimulando a formação de capital no país, exatamente como explicado na parte final do artigo (a qual, tudo indica, você não leu).

    3) Idem acima.
  • Alexandre G Carvalho (aluno da PGEA - P%C3%83%C2%B3s Gradua%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o em Escola Austr%C3%83%C2%ADaca)  16/12/2016 19:40
    De acordo com quase tudo. Principalmente com o seu pseudônimo, Empedernido, que casa super bem com seu estilo de redação (hehehe...).

    Você assumiu que eu estava discordando do artigo do Leandro. Se ler com cuidado minha resposta constatará que, de fato, estou concordando com ele. Apenas sugeri o aprimoramento do cálculo para o caso do João (não afirmei que esse aprimoramento mudaria a conclusão de que João estaria melhor poupando por conta própria...). E adicionei a sugestão de restringir os demais gastos do governo (que possivelmente estão sendo financiados indiretamente pelos seus CDBs e LCIs) simultaneamente à extinção da previdência.

    Quanto à matemática para apurar o saldo do João ao final da carreira, ela é realmente difícil, mas por falta de dados. A intervenção estatal matou o mercado de seguro saúde individual, principalmente para rendas mais baixas como R$1 mil mensais... O preço desse tipo de seguro é hoje bem difícil de determinar.
  • Rodolfo  17/12/2016 00:52
    Alexandre, em seu item 1 você comete um erro básico.

    Você diz que "a conta do saldo disponível ao final da carreira do João deveria deduzir os custos por ele incorridos, ao longo da vida, com plano de saúde e seguro por morte, doença e invalidez."

    Ora, a conta do saldo disponível se refere exatamente ao valor que João poupou e aplicou mensalmente. Ou seja, se refere àquilo que sobrou após as despesas de João. João poupa e aplica R$ 280 por mês.

    Só que, além disso, ele também recebia um salário mensal de R$ 1.000 por mês, do qual você parece ter se esquecido. É com esse salário que ele vai pagar as despesas com planos de saúde e seguros.

    As pessoas pagam despesas com o salário corrente e não com a quantia poupada é aplicada.

    Você está pedindo que o autor faça uma dedução totalmente descabida: quer que ele retire do saldo poupado algo que foi pago com salário corrente.
  • Lucia da Silva  16/12/2016 18:32
    Acreditar na previsões de aumento da expectativa de vida é um erro.
    Os jovens são em sua maioria mais sedenta rios e se alimentam pior.
    nosso pais, quando crianças, brincavam ao sol, comiam só comida orgânica,
    porque era o que existia, e caminhavam muito.
    Hoje com a insegurança as pessoas evitam caminhar preferindo usar os meios de transporte,
    o lazer é tv, computador, celular, ou outra coisa sedentária.
    Sou de uma família de professoras, e vou usá-las como exemplo.
    Minha bisavó professora chegou aos noventa e poucos anos,
    minha vó professora chegou aos setenta e muitos,
    minha mãe professora chegou aos cinquenta e muitos.
    Esse monte de porcaria que a gente come, a falta de atividades ao ar livre,
    e o estresse e o medo da violência diária, só podem ser evitados pelos muito ricos,
    a maioria vai pagar com anos de vida a menos,
    vamos ver essa curva de aumento da expectativa de vida descendo já já...
    Acredito que essa projeção de crescimento na expectativa de vida é uma falácia com objetivos óbvios.
  • Marcos  16/12/2016 18:52
    Caro Leandro, parabéns pelo artigo.
    A previdência "social" é uma bomba relógio que retardam a sua explosão de tempos em tempos.

    Conceitualmente, compartilho da proposta, mas fiquei com algumas dúvidas quanto aos dados adotados:

    1) O recolhimento do empregador é feito sobre o total? Eu achava que ele recolhia 20% sobre a folha, de modo que a "contribuição" do empregado variava de 8% a 11% e o empregador fechava as contas, chegando aos 20%;

    2) Como já comentado acima, uma vez que, em tese, parte destes valores recolhidos se prestam ao custeio de uma espécie de seguro (aposentadorias por invalidez, morte, pensões etc), não seria o caso de considerar como poupança mensal um valor inferior aos 280,00, visto que uma parte será paga mensalmente a título de seguro, que, por sinal, vai aumentando com o tempo?

    3) Os 6% das NTNBs, após líquidas de tributos e custos, ficam em torno de 5%.

    Essas questões levariam a outros números finais?

    Abraços
  • Empedernido  16/12/2016 19:09
    1) Sobre o total. (Impressiona como muitos aqui desconhecem isso. Ou vocês não trabalham ou nunca empregaram ninguém).

    2) Você é livre para escolher qualquer valor em seu modelo.

    3) https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares
  • Alfeu  16/12/2016 19:42
    Uma coisa que me veio a cabeça é que se todo mundo investisse em títulos públicos e outros ativos conservadores os juros despencariam, o que seria bom pra média da população, mas não necessariamente quem vive desses juros estaria melhor.

    Acho muito difícil que ainda assim os aposentados fiquem piores do que hoje, apenas estou lembrando que esse fenômeno não tá computado na conta, então o retorno pode ser bem menor.
  • Aretusa  16/12/2016 20:23
    Pode jogar os juros lá pra baixo. Simulei a 4% ao ano (valor irrealisticamente baixo para o Brasil):

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    Dá um patrimônio total de R$ 541.519, e um ganho mensal de R$ 1.773.

    A alternativa é ganhar R$ 1.000 e ter zero de patrimônio.

    Sinceramente, é absolutamente inconcebível nêgo ignorar isso. No INSS, você não acumula patrimônio. Você fica, no final, só com uma pensão mensal de merda.
  • LUIZ F MORAN  16/12/2016 19:46
    Resumindo o artigo: O GOVERNO É, E SEMPRE SERÁ, O NOSSO MAIOR E MAIS NEFASTO INIMIGO.
  • Rafa  16/12/2016 20:39
    Só de ver essa pequena amostragem de críticas à proposta sobre problema da pirâmide financeira, quer dizer, previdência, eu sinto que uma ideia fantástica como essa seria apedrejada sem dó pela sociedade de banânia...
  • Bode  16/12/2016 21:03
    O sistema previdenciário brasileiro é distributivo. Tem trabalhador rural que nunca viu uma foice, mora na cidade. Ele consegue um contrato de comodato de um lote rural qualquer, algumas testemunhas e temos um segurado que nunca vai contribuir com um puto para a previdência. Tudo isso respaldado por sindicatos rurais picaretas. Vai trabalhar na informalidade eternamente. Se esse salafrário se acidentar, geralmente de motocicleta, vai receber auxílio-doença. Quando velho vai poder se aposentar e acumular com a pensão da esposa. Isso é insustentável. O pior é que não existe a opção do cidadão trabalhador formal não contribuir, ou optar por gerir sua própria poupança para aposentadoria, pois é obrigatório o recolhimento. Quando falam em reforma, aparecem sindicalistas gordos, com abdomes protusos de batráquio, um Paulo Paim da vida. O tipo de gente que não gosta de trabalhar, mas tem lobby forte para impedir qualquer reforma que acabe com sua boa vida.
  • Leandro Campos  16/12/2016 21:03
    Eu faria diferente, TODOS que estão pagando o INSS, teriam seus "investimentos" devolvidos. O INSS seria fechado ou mantido a nomenclatura apenas para pagar os que infelizmente já estão aposentados.

    Como pagar os aposentados? Com o fim do INSS e a demissão de todos os funcionários que estão empregados, já teria grande parte da grana, o que faltar.... ah o Brasil tem tanto imposto que é só redirecionar um desses impostos para os aposentados

    Para arrumar tem que ser rápido, se for para levar 20 30 anos, o estado continuará firme e forte e eu estaria aqui apenas para comentar o que gostaria e não ver o que quero
  • Arnaldo  17/12/2016 02:13
    Você esqueceu de um detalhe. A devolução de todo o montante roubado dos que ainda estão na ativa e não terão direito à aposentadoria.
  • Leandro Campos  18/12/2016 01:40
    Como esqueci? disse exatamente, devolver todo o dinheiro de quem está pagando nesse momento INSS. Com o dinheiro devolvido eles fazem o que quiser e colocam em algo que renda mais do que "aposentadoria".
  • Rafael Batista  16/12/2016 21:37
    Alguém pode me explicar como foi feito esse cálculo? Porque fiz aqui e não chega nem perto desses R$ 1 milhão aí...

    Grato.
  • Timóteo  16/12/2016 22:46
    É... como bem já apontaram aqui outros leitores, a turma não sabe nem sequer o básico sobre juros compostos... Não é à toa que ficam bravos quando se deparam com a realidade.

    Utilize a calculadora do Banco Central, fera. Copie e cole o link abaixo:

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    Coloque 588 meses, 0,49% de juros mensal, e depósito regular de R$ 303 (pelos motivos explicados nas notas de rodapé).
  • Pobre Paulista  17/12/2016 12:59
    Já disse o Leandro, inúmeras vezes: Contabilidade e Matemática Financeira são muito mais importantes que Economia...
  • 4lex5andro  17/12/2016 16:14
    É que ao contrário dos fundamentais Binômios de Newton e Inequações do segundo grau, os fundamentos de matemática financeira não são grade da matéria nas escolas.

    O mec entende que não é necessário os estudantes serem ensinados a lidar com dinheiro, por que será né.
  • Fernando  16/12/2016 23:08
    Kogos mitando mais uma vez.

    É verdade! Deturparam Marx!!

  • Fã do Leandro Roque  17/12/2016 12:49
    kkkkkk Kogos é fera.
  • Jonatan Guilardi  16/12/2016 23:44
    Para mim é bem mais simples. Desobriguem o povo de contribuir com a previdência pública, seria uma medida bem mais libertária!
  • Fernando  17/12/2016 11:01
    Acabar com o imposto sobre a renda, é acabar com o princípio da "mais valia" do Carl Marx.

    Acabar com o imposto de renda, imposto sobre lucro e imposto sobre herança, é acabar com o socialismo.

    Esse é o ponto principal. Não é possível acabar com o socialismo, sem acabar com o imposto de renda, imposto sobre lucro e imposto sobre herança.
  • Leonardo Hassegawa  17/12/2016 11:16
    Faltou dizer ainda que, quando o após morrer, se o aposentado não tiver dependentes (por exemplo, tiver somente um filho que já trabalha), a aposentadoria morre junto. se fosse capitalização, deixaria o dinheiro como herança. Obviamente que o governo mete a mão cobrando o imposto sobre herança, mas isso é outro problema.
  • Massa  17/12/2016 12:33
    Comentário de Régis 16/12/2016 13:35:
    "Se "todo mundo" aplicar na NTN-B principal, os juros dela (e somente dela) cairão a zero (isso, se houver estoque suficiente dela)".
    Bingo ! Isso vale para todas as aplicações.
    Se acabarmos com a obrigatoriedade da contribuição previdenciária, as pessoas pouparão mais, consequentemente haverá mais dinheiro nos bancos e os juros tenderão a cair muito, ou seja, aquele cálculo de que o trabalhador aplicando por conta própria teria R$ 1,038 milhão quando se aposentar não é realista.
    No entanto, concordo com o texto acima, independentemente do valor que você receberá aplicando por conta própria, provavelmente será melhor do que deixar na mão do governo.


  • Felipe  17/12/2016 12:47
    Aí fica mais fácil ainda: se o seu "temor" é que os juros caiam, então coloque seu dinheiro na bolsa.

    No Brasil, a correlação é explícita: queda dos juros é igual a aumento do iBovespa. Se você comprar ações e mantê-las a longo prazo, viverá muito bem só de dividendos.

    Os maiores milionários do mundo fazem isso. No Brasil, estude sobre Luiz Barsi.
  • Massa  17/12/2016 13:36
    Aplicação em Bolsa tem seus altos e baixos, o que significaria longo prazo para você?
    Imagine um sujeito que aplicou há 20 anos atrás e após todo este período ele resolva (precisa) resgatar este investimento, mas as ações estão em baixa justamente naquele momento, ele vai precisar esperar novamente quanto tempo?
    Logicamente você poderia investir numa cesta de ações, mas existe a possibilidade do mercado como um todo estar em baixa também naquele momento.
    Ou seja, aplicação em bolsa como você mesmo disse são para "milionários" e profissionais do mercado, eles vendem quando está alta e compram quando está em baixa...
    Pessoalmente a melhor aplicação, sendo conservador, é diversificar o investimento, nunca colocar numa única cesta todo o seu dinheiro.
  • Felipe  17/12/2016 13:51
    Agora você se contradisse e ignorou completamente o cenário que você próprio havia proposto.

    Veja bem: você disse que não dá pra ficar na renda fixa porque os juros iriam cair. E então eu respondi que, já que você garante que os juros irão cair, então vá para a renda variável. Porque sempre que os juros caem o retorno da renda variável aumenta.

    Perante essa minha sugestão, você ignorou completamente o seu próprio cenário sugerido -- juros eternamente baixos -- e voltou a trabalhar com um cenário de juros altos (em que a renda variável é ruim).

    Você diz: "Imagine um sujeito que aplicou há 20 anos atrás e após todo este período ele resolva (precisa) resgatar este investimento, mas as ações estão em baixa justamente naquele momento, ele vai precisar esperar novamente quanto tempo?"

    Meu caro, há 20 anos os juros eram exorbitantes. E continuaram extremamente altos durante todo este período. Ou seja, um sujeito que tenha aplicado em renda fixa nesses últimos 20 anos estaria hoje já aposentado.

    Você acabou de concordar com a premissa que você próprio criticou.

    Portanto, decida-se: seu temos são os juros altos? Renda fixa. Seu temos são os juros serão baixos? Renda variável.
  • Massa  17/12/2016 14:16
    Felipe 17/12/2016 13:51
    "Agora você se contradisse e ignorou completamente o cenário que você próprio havia proposto.
    Portanto, decida-se: seu temos são os juros altos? Renda fixa. Seu temos são os juros serão baixos?"

    Porque essa raiva? Infelizmente você não leu todo o meu comentário, leia tudo antes de responder!
    Repetindo o que disse:
    Pessoalmente a melhor aplicação, sendo conservador, é diversificar o investimento, nunca colocar numa única cesta todo o seu dinheiro.
    Exemplo, investiria uma parte em renda fixa e outra parte em renda variável, nunca colocaria tudo em um único tipo de investimento, entendeu ou preciso desenhar para você?
  • Capitalista Opressor  17/12/2016 21:28
    Realmente o amigo se equivocou.

    Em um cenário em que os juros iriam cair em decorrência da expansão da taxa de poupança, a melhor rentabilidade certamente estaria no mercado de ações.

    Quando um país tem uma taxa de poupança relativamente alta, apenas um cenário de crise ou recessão seria o incentivo perfeito para sacar suas economias. Enquanto não houver crises, a taxa de poupança será alta e assim os juros estariam baixos, facilitando a decisão de investir na bolsa de valores.

    Obs: Estou excluindo dessa equação carta tributária a nível Brasil e outras variáveis de menor importância. Estou argumentando em um cenário em genuíno livre mercado.

    Portanto, se houver uma crise com que faça a maior parte da população sacarem suas economias, os juros iriam subir e assim a melhor rentabilidade estaria em outros investimentos excluindo ações.

    A bolsa de valores não se restringe aos milionários, inclusive muitas pessoas se tornaram milionárias investindo em ações como é o caso de Luiz Barsi.
  • José  17/12/2016 15:09
    "Pessoalmente a melhor aplicação, sendo conservador, é diversificar o investimento, nunca colocar numa única cesta todo o seu dinheiro".

    O cara disse que pessoalmente é melhor nunca colocar numa única cesta todo o seu dinheiro e o outro responde dizendo que o sujeito se contradiz?

    Discussão bizarra.



  • Paulo  17/12/2016 14:08
    No fundo, o problema da previdência social no Brasil é uma questão moral, se todos pensassem que o trabalho é uma forma de realização humana, enquanto pudesse trabalhariam, o problema da aposentadoria não seria uma grande questão.
    A grande verdade é que no Brasil, muitas pessoas pensam que o trabalho é um grande castigo, se pudessem não trabalhariam. Não é à toa que a grande maioria sonha em ganhar na loteria não é? Assim poderiam comprar uma casa na praia para poderem ficar deitados numa rede debaixo de uma grande sombra todos os dias.
  • Kender  20/12/2016 17:56
    Se trabalho fosse bom a origem da palavra não seria tortura...: "Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era "torturar" [1] [2]. Os gregos e os latinos diferenciavam o trabalho criativo (dos artistas e elites) do trabalho braçal ou penoso (escravos) [3]:"
  • Greg  17/12/2016 13:17
    Eu ainda tenho uma ressalva quanto ao fim total da previdência.
    E a conta acaba tendo falhas porque nem todo mundo aposenta naquela idade ou vai conseguir investir por 40 ou 50 anos em algum fundo por questões básicas de morte ou aposentadoria compulsória por invalidez.
    Acabamos tendo também viúvas, filhos com deficiência, .. Isso tudo onera o INSS porque entra mais gente do que sai da previdência.

    Eu acredito que podemos ter uma via de mão dupla nesse caso, e me corrija se eu estiver propondo uma besteira.

    Tipo, contribuição minima igual para todos baseada em 1 salário minimo, idade igual de aposentadoria, e um salário máximo pra qualquer cidadão e ponto, independente do tempo de contribuição e atribuição. Daí quem ganha mais investe mais em fundos ou outras áreas para ter mais no futuro, e quem ganha menos investe o que der pra investir, porque a aposentadoria seria apenas um complemento ou até mesmo um "salva vidas" caso o cara que sustenta a família venha a falecer bem antes de ter acumulado patrimônio. Sei lá, é uma idéia meio "socialista", mas que se encaixaria muito bem..

    O problema hoje é que funcionário publico, militares, judiciário e tudo mais, aposentam com super salários com tempo de contribuição pequeno e exatamente por isso essa conta não fecha muito bem.
  • Régis  17/12/2016 13:43
    "Eu ainda tenho uma ressalva quanto ao fim total da previdência."

    Até aí, tudo bem.

    "E a conta acaba tendo falhas porque nem todo mundo aposenta naquela idade ou vai conseguir investir por 40 ou 50 anos em algum fundo por questões básicas de morte ou aposentadoria compulsória por invalidez."

    Qual conta? A conta apresentada no início do artigo não sofre de nenhuma dessas falhas que você elencou.

    Para começar, sem INSS e com liberdade de investir, cada um se aposenta quando quer.

    Eu mesmo, que nunca dei dinheiro para INSS e sempre investi por conta própria, pretendo me aposentar com no máximo 55 anos de idade. Mas já quero, aos 50, ter um bom colchão acumulado que já me permita viver de renda caso aposente antes. Essa é a minha meta

    Graças a um bom educador financeiro que tive (meu pai), nunca paguei INSS (sou autônomo free-lancer), e sempre investi na renda fixa.

    Acho que você está tão viciado no INSS, que parece não ter se dado conta de que há outros investimentos em que você pode sacar seu dinheiro quando quiser. Tesouro Direto é assim. Qualquer Fundo de Investimento também.

    "Eu acredito que podemos ter uma via de mão dupla nesse caso, e me corrija se eu estiver propondo uma besteira."

    Vejamos.

    "Tipo, contribuição minima igual para todos baseada em 1 salário mínimo"

    E se eu não quiser "contribuir" e preferir direcionar meu dinheiro para outras aplicações?

    "O problema hoje é que funcionário publico, militares, judiciário e tudo mais, aposentam com super salários com tempo de contribuição pequeno e exatamente por isso essa conta não fecha muito bem."

    Concordo, mas esse não é o problema do INSS. O problema é majoritariamente demográfico.

  • Diego  17/12/2016 15:00
    "Para começar, sem INSS e com liberdade de investir, cada um se aposenta quando quer".

    A questão não quando cada um se aposenta quando quer, mas quando puder.
    Na vida, nem tudo acontece quando você quer.

    "Eu mesmo, que nunca dei dinheiro para INSS e sempre investi por conta própria, pretendo me aposentar com no máximo 55 anos de idade. Mas já quero, aos 50, ter um bom colchão acumulado que já me permita viver de renda caso aposente antes. Essa é a minha meta"

    O problema é que no Brasil a contribuição é compulsória, você é obrigado a contribuir com o INSS, claro, se você for registrado em carteira.
    Ademais, mesmo que não fosse obrigatório, para quem recebe um salário muito baixo, não sobraria nada para guardar para aposentadoria, tudo seria gasto.

    "Graças a um bom educador financeiro que tive (meu pai), nunca paguei INSS (sou autônomo free-lancer), e sempre investi na renda fixa".

    Seu exemplo não conta, nem todo mundo tem um educador financeiro particular por perto.

    "Acho que você está tão viciado no INSS, que parece não ter se dado conta de que há outros investimentos em que você pode sacar seu dinheiro quando quiser. Tesouro Direto é assim. Qualquer Fundo de Investimento também".

    A questão não é essa, a maioria das pessoas são pobres e não tem tempo e nem capacidade para saber escolher a melhor opção de investimento, basta ver a Poupança, de longe é a aplicação mais preferida pelos brasileiros, apesar de ser uma das piores aplicações em termo de juros.

  • Leonardo Silva  20/12/2016 06:43
    A Caderneta de Poupança no Brasil é uma das melhores modalidades de aplicação financeira que existem no mundo! E a razão é muito simples: O mecanismo de juros compostos não é interrompido, ou seja, pode funcionar ad perpetuam. Todas as outras modalidades de Renda Fixa no Mercado Financeiro brasileiro possuem prazo, e é justamente este prazo o pior inimigo dos espetaculares e imbatíveis juros compostos.

    Mesmo uma aplicação financeira com uma rentabilidade imaginária de 20% ao ano, mas com prazo e interrupção dos juros compostos, perde para a Poupança no longo período (e perde feio!). Essa "estorinha pra boi dormir" de que a Poupança é uma aplicação horrível e que perde da inflação só funciona caso você faça a comparação com dinheiro parado e sem considerar aportes sistemáticos, montante investido e juros compostos no longo prazo. É isto o que esses "educadores financeiros" patrocinados por Corretoras de Valores tem propagado de modo exaustivo na mídia. O objetivo dessas corretoras é vender Fundos, a galinha dos ovos de ouro dessas corretoras e DTVMs.
    O mesmo vale para o Governo e sua cansativa propaganda do seu Tesouro Direto, que é bom somente se houver diversificação pois também o TD possui prazo que interrompe dramaticamente os juros compostos e ainda possui um imposto bastante nocivo a esta modalidade de investimento. Neste caso específico do TD, me refiro ao Tesouro Selic.

    Bastam uns dois ou três neurônios, conhecimentos elementares de Aritmética e uma ou duas ferramentas básicas de juros compostos, e qualquer pessoa pode verificar por si mesma que o que afirmo é real. Não é opinião, mas é a ciência da Aritmética e o efeito estonteante dos juros compostos, com aportes sistemáticos + tempo de permanência no investimento. Não dá pra argumentar contra a Aritmética (felizmente para o seu dinheiro!).

    O Artigo é muito interessante, porém, os levantamentos recentes (incluindo 2016) mostram que cerca de 70% da população brasileira é formada de analfabetos totais e analfabetos funcionais. E se aqui neste espaço, onde se vê pessoas um pouco mais alfabetizadas, esse desconhecimento de Aritmética e Finanças é tão marcante, imagine no bojo dessa população semi-analfabeta. Por isso, o Artigo acima adentra no território do utópico, pois certamente a esmagadora maioria dos pobres e dos idosos não saberia gerir seus recursos de modo adequado pensando na Aposentadoria.

    O Artigo, entretanto, é bastante útil para desmascarar o perverso sistema de aposentadoria (INSS) vigente no Brasil.

    Parabéns ao Leandro!

    *The key to bring it all together is to put your savings and extra income to good use by increasing your contributions to your emergency fund, decrease debt and increase investments. Inflation will never know what hit it!
  • William  20/12/2016 11:04
    Prezado Leonardo Silva, isso que você falou é nonsense. E nem é preciso de muito para refutá-lo, não: basta dizer que qualquer aplicação em LCI e LCA -- que são isentas de impostos -- supera facilmente a poupança, mesmo tendo prazo de maturação.

    Eu, por exemplo, tenho LCIs que rendem 100% do CDI e prazo de vencimento de 3 anos. Quando elas vencem, recebo o dinheiro sem nenhuma dedução do imposto de renda, e imediatamente reaplico tudo de novo. Por não haver nenhuma incidência de imposto, na prática, é que como se fosse uma aplicação de prazo infinito.

    Nos últimos 10 anos -- de 16/12/2006 a 16/12/2016 --, quem aplicou R$ 100 na poupança tem hoje R$ 202,41.

    Neste mesmo período, quem aplicou R$ 100 numa LCI que rende 100% do CDI tem hoje R$ 283,04.

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    Como é que a porcaria da poupança supera isso?

    Isso o que você falou é típico de gente preguiçosa (ou medrosa) que, por não querer sair da comodidade da poupança, quer se autoenganar dizendo que está no melhor dos mundos.
  • 4lex5andro  20/12/2016 16:01
    Bons posts, exceto os adjetivos desnecessários, mas que ao menos mostram os prós e contras das opções de investimentos.

    E, no caso de previdência social, o fator tempo se impõe muito sobre o fator juros; o exemplo das CDi e o link do site ajudam mas o período usado é um recorte de tempo (menos de 10 anos) pequeno em perspectiva de fundo previdenciário.

    Excelente artigo e que o Mises continue por muito tempo.
  • Henrique Zucatelli  17/12/2016 14:06
    Brilhante artigo Leandro. Esse artigo vai para o Rol de Como salvar o Brasil .

    Porém aposto piamente que mesmo se estivéssemos em uma democracia direta e fosse a pleito, essa maravilhosa e enriquecedora proposta não passaria. Infelizmente o brasileiro é apegado a essa ilusão como um vício. Embora não seja psiquiatra, vejo o socialismo como uma doença mental, pois vai conta a lógica e leva a auto destruição.

    E para aqueles que argumentaram que o patrão embolsaria o INSS do empregado, vamos à pratica:

    Há dois meses, quando a reforma da previdência entrou em pauta, reuni meus funcionários (sempre faço isso) e comentei com eles ludicamente como iria funcionar - sem surpresa alguma, nenhum deles sabia o que estava acontecendo. Nesse contexto, sugeri a eles o seguinte plano:

    1- Tudo continua como está, e eles vão ter que trabalhar até os 65 anos para se aposentar, sob o risco de chegarem lá na frente e não verem nada, ou no mínimo terem suas aposentadorias corroídas pela inflação - afinal, é a única forma crível (porém imoral) de redistribuir renda sem aumentar impostos.

    2- Eu demitira todos, daria todo o suporte para que abrissem MEIs e pagaria o salário e todos os benefícios normalmente, porém em vez de para o Estado, em suas contas bancárias. Paralelamente, ofereci todo o suporte para que investissem esse dinheiro em PGBL, títulos do tesouro ou onde fosse mais conveniente.

    Argumentei com números que, além de não terem de esperar 65 anos para se aposentarem (numa situação hipotética de que seus salários subissem 10% a.a.), iriam ter um rendimento nominal 50% acima do que o INSS paga.

    [n] Agora imagine a cara deles, e a resposta que me deram... [/n].

    Enxergo aposentadoria com o sentido liberal da palavra: acúmulo de patrimônio suficiente para se manter seu padrão de vida + uma baita vontade de descansar. Isso pode acontecer em qualquer idade: 30, 40, 50 anos. Para dizer bem a verdade, nem número do PIS eu tenho.

    Não acho triste nem tão pouco frustrante pois não vai ser o meu futuro afetado, mas o deles. Só vão entender quando estiverem já cansados e pobres, recebendo uma merreca que mal dá para a compra do mês.


  • Wellington   17/12/2016 14:57
    Em 1980, outros narradores do caos, tinham o prazer de divulgar suas convicções e se deram muito mal, hoje mesma coisa: números, exemplos, tendências, referências internacionais, .... , todos eles desprezando, a capacidade humana de reverter as tendências de "cavaleiros do caos" que menosprezam a dinâmica da vida e sua magnitude em reverter a qq instante semas se importar e simplesmente seguir de geração em geração. Sugestão: planeje o que for possível, faça parte de grupos de previdência pública e privada, pensando em todos e não só em você!
  • anônimo  18/12/2016 03:47
    O erro de suposição do processo apresentado está exatamente no parágrafo "Em todo caso, SUPONDO um não-calote nessas pessoas..." em qual instituição voce investiria seu dinheiro hoje para se aposentar daqui a 40 anos? BB? Itau? IBOVESPA? IPCA? diversos bancos e instituições privadas e publicas quebraram sem compensar seus investidores. No Brasil não ha segurança jurídica ou idoneidade das instituições que garantam uma "autoprevidência" como a proposta. Infelizmente não ha saída civilizada em um ambiente não civilizado.
  • Alessandro  18/12/2016 04:29
    Você se confundiu. Neste trecho, o autor não se refere a calotes de instituições previdenciárias, mas sim a um eventual calote, dado pelo governo, naquelas últimas pessoas que entraram na Previdência imediatamente antes de ela fechar.

    Ele diz que, supondo que não haja este calote dado pelo governo, o governo terá de retirar dinheiro de outras áreas (cortar gastos) para repassar a esses últimos aposentados.

    Leia de novo. E com atenção.
  • William  18/12/2016 19:57
    Achei a ideia, por mais simplista que pareça, muito boa. Uma coisa é fato, lugar de onde cortar gastos governamentais realmente é o que não falta.
    Minha dúvida é a seguinte: supondo que os trabalhadores de até 29 anos (eu incluso rsrs) descubram que não mais irão receber suas aposentadorias e resolvam fazer acordos com as empresas para serem demitidos e assim conseguirem sacar seu FGTS. (Dei este exemplo pois onde eu trabalhava isso era muito comum).
    Ainda sim o sistema proposto iria funcionar?
    É claro que, implantando um novo sistema ou não, a situação a qual descrevi continuará acontecendo, porém, acredito eu que se agravaria, pois tendo a certeza de que não mais irei me aposentar, não deixaria meu dinheiro sendo manipulado pelo governo com a incerteza de não recebê-lo de volta, e provavelmente iria querer bolar uma maneira para recuperá-lo o mais rápido possível.
    Será que essa parcela de gente, caso opte por retirar seu dinheiro antecipadamente, colocaria o sistema em risco?
  • Ávila  18/12/2016 22:57
    "supondo que os trabalhadores de até 29 anos descubram que não mais irão receber suas aposentadorias e resolvam fazer acordos com as empresas para serem demitidos e assim conseguirem sacar seu FGTS.
    Ainda sim o sistema proposto iria funcionar?"

    Tranquilamente. Aliás, seria melhor ainda.

    Pra começar, o dinheiro do FGTS não vai para a Previdência, mas sim para as empreiteiras envolvidas na Lava-Jato (pesquise).

    Em segundo lugar, para essa turma que não vai se aposentar pela Previdência, qualquer dinheiro a mais que já forem conseguindo desde já irá ajudar em sua aposentadoria futura.

    Portanto, se a turma que tem menos de 29 anos começar a usar seus FGTS desde já, isso não apenas não afetará a Previdência, como ainda ajudará esses jovens.
  • Dennys Faria  19/12/2016 11:01
    Fiquei com uma dúvida. Entendi o artigo mas como seria a arrecadação de quem entrar HOJE no regime de previdência do INSS?
  • Malthus  19/12/2016 11:24
    Dennys, seja mais específico.

    1) O que seria "hoje"? O artigo fala que a reforma começa em janeiro de 2018.

    2) Qual a idade dessa pessoa? O artigo especifica exatamente o que cada um deve fazer de acordo com essa idade.

    Munido das duas respostas acima, o artigo responde exatamente à sua pergunta.
  • Dennys Faria  19/12/2016 14:57
    Primeiramente, Malthus obrigado pela atenção.

    Eu entendi a sugestão de reforma mas o que eu não entendi foi o seguinte:

    - Um jovem que tem seu primeiro registro na carteira à partir de 2018, como ela participaria desta reforma? Ela já não entraria no programa do INSS?

    Obrigado
  • Roberto  19/12/2016 16:30
    Tem 29 anos ou menos? Não entrará no INSS.

    Tem mais de 29 e já está no INSS? Continua.
  • Dennys Faria  19/12/2016 23:47
    Obrigado Roberto.

    Desculpa a ignorância mas gostaria de fazer outra pergunta: O seria feito com os aposentados por invalidez e com pessoas que recebem auxilio por doença ou acidente?

    Abraço
  • alessandro zandarin  19/12/2016 23:34
    sou italiano de 49 anos, morando no brasil ha 8 anos, quero dar um exemplo do que aconteceu ali.....

    na italia a inviabilidade do sistema previdenciario a ripartiçào veiu a evidencia cerca de 15 anos atras, com uma certa antecedencia na compraçào ào Brasil, por causa da maturidade do sistema pais e da idade media de vida alta em crescimento com demografia "ruin".
    nos anos 2000, com os juros baixos da epoca inicial do euro, aconteceu um fato que mostrou o quanto absurdo è esse sistema.

    primeiramente tem que lembrar que na ITALIA a soma de todo o dinheiro pago por uma pessoa e recolhido pelo sistema previdenciario, com aplicaçào dos juros compostos relativamente estaveis da nossa epoca e terra, chamava-se de MONTANTE CONTRIBUTIVO, ela correspondia aos R$ 1,038 milhão acumulados no exemplo do artigo do Leandro aqui em cima.
    segundariamente tem que saber que na ITALIA a pensào ANUAL era calculada como uma % do valor desse MONTANTE CONTRIBUTIVO, de forma que uma pensao de 7% era calculada como o 7% em cima do valor do MONTANTE CONTRIBUTIVO, e esse valor era dividido em 13 mensalidades de pensào, sobre as quais ainda incideriam impostos de renda. O 7% poderia variar dependendo da idade e do tempo de trabalho chegando a ser um 6% ou um 8 ou atè 9% do valor do MONTANTE, mas era sempre expressado com uma % do MONTANTE.
    Esse calculo com referencia no valor anual da pensào era perfeitamente compativel com o sistema italiano onde os juros, o salario e todos os indicadores, desde sempre, sào referidos ao prazo de tempo de um ano, enquanto ninguem fala nem baseia calculos em cima de prazos mensais.

    Sò que com o tempo o sistema previdenciario num pais demograficamente envelhecendo estava ficando sempre mais dificultoso, e o governo nào teve escolha a nào ser diminuir aos poucos mas constantemente o valor do % com o qual calcular a pensào anual de quem iria se aposentar.
    aos poucos a % chegou a 5%, depois a 4% e atè a 3,5%, sendo que nesse ponto ficou claro e evidente demais que:
    1) se o MONTANTE CONTRIBUTIVO tivesse ficado na mào do aposentado ele teria uma enorme quantia de dinheiro que podria deixar para os herdeiros dele quando morrer
    2) a pensào anual era calculada como uma % baixissima sobre o MONTANTE CONTRIBUTIVO (3 ou 4%), % que representava o mesmo valor do rendimento anual de um portfolio dignamente administrado, ou seja o povo tava começando a aperceber que ia receber de pensào ANUAL o rendimento anual do capital acumulado, sò que ainda deveria pagar impostos sobre isso como fosse uma renda e quando morrer o capital acumulado se sumia a favor do governo ao invez que a favor dos herdeiros
    3) em pratica sendo que o governo pretendia que para a previdencia o povo acumulasse um MONTANTE e depois pagava pensòes correspondentes ao rendimento anual sobre esse MONTANTE , retendo ele todo quando a pessoa morrer e parar de recebr a pensào, ficou claro e evidente a todos que na verdade a previdencia obrigatoria consistiu em um roubo de todo o MONTANTE acumulado, quanto maior maior o roubo perpetrado pelo Governo contra seus cidadòes.

    moral da historia: sabe o que aconteceu quando isso tudo começou a ficar claro a todos?
    o governo e o ISS mudaram a formula de calculo das pensòes, hoje ela nào è mais calculada como uma percentagem anual em cima de um MONTANTE CONTRIBUTIVO, mas sim com outras formulas mais complexas e que nao evidenciam tào claramente o roubo que està atras desse esquema chamado de previdencia...........

    a batalha è dificillima de ser ganhada, o leviathano muda as coisas para nao mudar nada e deixar todo mundo mais confundido

  • Felipe  20/12/2016 10:57
    Tenho 30 anos e 10 de contribuição. Da forma que está a Previdencia hoje, aceitaria a seguinte proposta:
    - Deixava esses 10 anos na mão do governo e não os cobraria mais. Também não contaria com o benefício no futuro.
    - A partir desse momento, pagaria 3% ou invés de 11% e poderia contar com todo tipo de afastamento e licença.
  • Jango  20/12/2016 14:08
    Artigo magnífico.
  • SAMUEL FRAGA  20/12/2016 20:52
    Boa tarde

    O direito a aposentadoria não é o único benefíco da previdencia publica: existe o beneficio a doença, maternidade, acidente, pensão por morte ao conjuge.. Uma previdencia privada apesar de mais racional, não abrange todos estes beneficios que a pública garante..
  • Tiago  20/12/2016 22:26
    Já abordado aqui.

    O modelo proposto se dedica a oferecer uma solução para o problema do desequilíbrio demográfico, que é o principal problema da previdência, e não para TODOS os seus problemas. Por exemplo, a proposta do artigo não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc...

    Esse problema que você levantou poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.
  • Aguimar de Souza  22/12/2016 11:06
    Sem sombra de dúvida, a previdência tem que ser extinta. Mas uma coisa não foi esclarecida no artigo acima. Em caso de aplicações financeiras ex. citado O tesouro IPCA+ (antigo NTN-B) dentre outras aplicações existe o desconto do Imposto de Renda, mas enfim qualquer coisa é melhor que o confisco forçado do governo.
  • Ignácio  22/12/2016 11:14
    Mencionado abertamente no artigo.
  • Eli  22/12/2016 11:06
    Concordo com a extinção da Previdência social, que de social não tem nada, creio que o ideal seria reduzir drasticamente o custo das contribuições do empregador, e os descontos do empregado que já faz, seja realizado e aplicado em fundos de previdência privada que deveriam também passar por uma reforma, inclusive na remuneração, já que passariam a receber muito mais aportes), da escolha do trabalhador, assim, independente de onde ele vá trabalhar, as suas contribuições serão aplicadas diretamente naquela instituição financeira que escolheu e com a possibilidade de resgate integral, quando atingisse um tempo mínimo de contribuição.
  • Luis Gustavo  28/12/2016 20:30
    Caro Leandro, aponto alguns erros no seu raciocínio.

    Primeiro, a premissa de que o empregado poderá poupar os mesmos R$280,00 (pagos por ele e pelo empregador) é uma falácia, motivo pelo qual acredito que você não tenha se detido muito em explicar a questão. Para que isso fosse possível, seria necessário mudar a imposição de pagamento, pelo empregador, de 20% para a previdência e pagá-la ao empregado. E isso, além de contrariar a lógica de Mises, que vocês aqui exaltam, implicaria em um absurdo lógico. Obrigar o empregador a pagar R$200,00 a mais a este empregado simplesmente quer dizer que o Governo está forçando um aumento de salário. Com o tempo, isso redundaria no simples aumento do salário mínimo, pois os empregadores, naturalmente, passariam a contratar novos empregados por R$880 (atual salário mínimo), e não por R$1000, a fim de compensar o aumento forçado de salário pelo Governo. Você pode até argumentar que a "mão invisível do mercado" se encarregaria de, havendo dinheiro sobrando pela abolição da previdência, os empresários automaticamente repassariam esse dinheiro ao empregado - no entanto, essa seria outra falácia, pois o objetivo primordial do empresário é maximizar os lucros, e não o salário, de modo que esse pensamento seria, no mínimo, inocente.

    Em segundo lugar, seus cálculos estão errados. Não se "acumula inflação" aplicando-se o dinheiro na poupança ou tesouro direto... apenas se recebem juros, mas a inflação continua a corroer o dinheiro. Apenas para se ter uma ideia do rendimento da poupança (6% ao ano), temos que R$178.360 rendendo por 588 meses (49 anos), resultaria em R$513.890,83... só que não será esse o dinheiro que o empregado terá acumulado, pois ele começará no primeiro mês com R$260, e não os R$178,360, de modo que, ao fim dos 49 anos, o capital será muito menor do que aquele 1 milhão e pouco que você estipulou.

    Em terceiro lugar, você está vivendo no mundo das maravilhas. A Previdência Social não visa apenas a aposentadoria, mas todas as contingências sociais que possam surgir no longo percurso de vida dos cidadãos. E isso inclui doenças, acidentes, invalidez, morte, pensão para familiares desamparados, desemprego, etc. Se o empregado, após 15 anos de serviço, fique cego por diabetes, por exemplo, será amparado pela aposentadoria por invalidez. Se a dona de casa perde seu marido em um acidente de carro, terá sua família amparada pela pensão por morte.

    Enfim, o pensamento de que a previdência é inútil, inspirado pela filosofia liberal extremista, é muito raso, mas tem seduzido muitas pessoas incapazes de analisar com maior profundidade a questão, justamente lhes vender a ideia de que o Governo está "confiscando" seu dinheiro e que ela poderia ser "milhonária", ideias estas falaciosas como demonstrado acima.
  • Empedernido  28/12/2016 23:16
    "a premissa de que o empregado poderá poupar os mesmos R$280,00 (pagos por ele e pelo empregador) é uma falácia [...] Para que isso fosse possível, seria necessário mudar a imposição de pagamento, pelo empregador, de 20% para a previdência e pagá-la ao empregado. [...] Obrigar o empregador a pagar R$200,00 a mais a este empregado simplesmente quer dizer que o Governo está forçando um aumento de salário."

    Ignaro. O patrão já paga esses R$ 280 hoje! Esses R$ 280 já representam hoje um gasto para o patrão! Eles já representam um custo do empregado!

    Para ele, pouco importa se o dinheiro vai para o governo ou para o empregado. O que interessa é que isso já é um custo arcado pelo patrão.

    Sendo assim, não faz absolutamente nenhum sentido você dizer que esses R$ 280 representarão um aumento de salário. Esse valor já é pago pelo patrão! PQP!

    Você é tão ignorante que genuinamente acredita que esses R$ 280 não são um custo para o patrão. Você deve achar que, sei lá, é um dinheiro que surge automaticamente na conta do INSS.

    Pior do que ser um ignorante é ser um ignorante arrogante. E isso ficará ainda mais explícito no próximo trecho.

    "Em segundo lugar, seus cálculos estão errados. Não se "acumula inflação" aplicando-se o dinheiro na poupança ou tesouro direto ... apenas se recebem juros, mas a inflação continua a corroer o dinheiro"

    Imbecil. Em nenhum lugar se está falando de "acumular inflação". Você por acaso sabe o que é um título NTN-B Principal? Trata-se de um título que paga uma taxa de juros acima da inflação. No exemplo do artigo, ele paga 6% acima da inflação. Mesmo que a inflação seja zero pelos próximos 49 anos, você ainda assim ganhará 6% ao ano. E caso haja inflação, você ganhará 6% mais a inflação!

    Escolha a inflação que você quiser para os próximos 49 anos: o título garante uma rentabilidade de 6% ao ano acima dessa inflação.

    Você é tão imbecil, que nem sequer sabe do que o artigo está falando. O artigo escolheu uma inflação zero justamente para fazer com que o exemplo financeiro mantivesse os valores monetários de hoje. E você vem falar de "inflação acumulada"? Que inflação acumulada se a inflação escolhida foi de zero?!

    Aliás, você sabe o que são juros compostos? Obviamente que não. Se soubesse, não estaria falando essa merda.

    "Apenas para se ter uma ideia do rendimento da poupança (6% ao ano)"

    E quem está falando de poupança, ignaro? Você não sabe o que é uma NTN-B Principal? Não sabe e ainda quer dar aula? Vá estudar, ignóbil.

    "temos que R$178.360 rendendo por 588 meses (49 anos)"

    Ignorante. O cálculo nem sequer é este. O cálculo é: R$ 303 por mês durante 588 meses a um juro de 0,49% ao mês e inflação zero (se houver inflação, os juros incidirão sobre essa inflação; mas como você é um jumento, você nem sequer sabe que tal modalidade de investimento existe).

    Faça o cálculo aqui, na calculadora do Banco Central:

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    "Em terceiro lugar, você está vivendo no mundo das maravilhas."

    Antes viver "nas maravilhas" do que nas trevas da jumentice, como é o seu caso.

    "A Previdência Social não visa apenas a aposentadoria, mas todas as contingências sociais que possam surgir no longo percurso de vida dos cidadãos. E isso inclui doenças, acidentes, invalidez, morte, pensão para familiares desamparados, desemprego, etc."

    Você é livre para contratar seguros a esse respeito.

    O modelo proposto se dedica a oferecer uma solução para o problema do desequilíbrio demográfico, que é o principal problema da previdência, e não para TODOS os seus problemas. Por exemplo, a proposta do artigo não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc. essas continuam intactas.

    Esse problema que você levantou poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.

    "Enfim, o pensamento de que a previdência é inútil, inspirado pela filosofia liberal extremista, é muito raso,"

    Tais considerações vindas de um ignaro econômico e matemático como você, incapaz de formular uma única crítica procedente, apenas mostram o quanto tal filosofia é superior.

    "ideias estas falaciosas como demonstrado acima".

    Essa foi a melhor parte.
  • Luis Gustavo  30/12/2016 09:59
    Não tenho a pretensão de convencer um idiota como você, tal como se demonstrou nos seus argumentos, incapaz de compreender o que eu quis dizer, mas como tenho um tempo sobrando, vamos à inutilidade:

    "O patrão já paga esses R$ 280 hoje! Esses R$ 280 já representam hoje um gasto para o patrão! Eles já representam um custo do empregado! "

    Primeiro, não é R$280 - é R$200,00, como está no próprio texto do autor - leia direito.

    E sim, imbecil, já paga. Porque impõem a ele esse pagamento. Se deixarem de impor, o que acontecerá? Você acha que ele vai aumentar o salário do empregado, de livre e espontânea vontade? Você é uma criança inocente para achar isso? Evidente que não. É claro que poderá haver um aquecimento na economia da empresa, e consequente aumento do salário, mas é burrice achar que o empregador (que visa o lucro, e não há nada de errado com isso), repassará aqueles R$200,00 totalmente ao empregado, que então poderá poupar tudo o que ganha. E isso considerando que o brasileiro POUPARIA de fato o que ganhasse a mais, visto que temos uma população que, na maioria, é inadimplente, pois gasta mais do que ganha... no final das contas, não pouparia esse dinheiro e chegaria à velhice desamparado.

    "Em nenhum lugar se está falando de "acumular inflação". "

    Bom, basta você ler o seguinte trecho: "Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos." e depois fazer algumas aulinhas de interpretação de texto e você vai conseguir. Força.

    É exatamente o que o autor diz aí: o tal investimento milagroso simplesmente cobre toda a inflação (não importa se ela for igual à da época do Collor... o investimento vai cobrir...!) e ainda dá um lucro de 6%! Olha, o Tesouro Direto está pagando cerca de 12% ao ano, mas isso não é garantia de que, se a inflação ficar acima disso, não haverá corrosão do dinheiro. Mais uma vez sua burrice resta comprovada. A respeito, basta verificar que, atualmente, a poupança NÃO está mais fazendo frente à inflação, de modo que, mesmo com seu rendimento, há desvalorização do dinheiro poupado.

    (https://economia.terra.com.br/desempenho-da-poupanca-fica-abaixo-da-inflacao-em-2015,62037a9a3ace5c05c6923831210916ean45brpov.html)

    "Ignorante. O cálculo nem sequer é este. O cálculo é: R$ 303 por mês durante 588 meses a um juro de 0,49% ao mês e inflação zero (se houver inflação, os juros incidirão sobre essa inflação; mas como você é um jumento, você nem sequer sabe que tal modalidade de investimento existe).

    Faça o cálculo aqui, na calculadora do Banco Central: "

    Opa, fiz o cálculo. R$280,00 por mês durante 588 meses resulta em R$190.849,61. Muito menos do que eu havia calculado, já que, como eu disse, fiz o cálculo por cima considerando os R$178.360 durante todos os 588 meses (o que não é real, visto que começará o 1º mês com capital de R$280,00). Obrigado por demonstrar que eu estava certo. Jumento.

    "Você é livre para contratar seguros a esse respeito. "

    Sim, mas e se não contratar? Aí vem o argumento "O Estado acha que o brasileiro não sabe cuidar de si mesmo". Mas o problema é que a grande maioria NÃO sabe. Vai se endividar, não vai investir, e vai chegar à velhice desamparado. Teremos um contingente enorme de pessoas em estado de mendicância e o que fazer com elas?

    "Tais considerações vindas de um ignaro econômico e matemático como você, incapaz de formular uma única crítica procedente, apenas mostram o quanto tal filosofia é superior. "

    Você não rebateu a crítica relativa a todas as outras contingências que a Previdência cuida: doença, morte precoce, dependentes. Ficou só com um único benefício, que é a aposentadoria, pois considera que todos viverão para desfrutar dela.








  • Malthus  30/12/2016 12:01
    "É exatamente o que o autor diz aí: o tal investimento milagroso simplesmente cobre toda a inflação (não importa se ela for igual à da época do Collor... o investimento vai cobrir...!) e ainda dá um lucro de 6%! Olha, o Tesouro Direto está pagando cerca de 12% ao ano, mas isso não é garantia de que, se a inflação ficar acima disso, não haverá corrosão do dinheiro."

    Mano do céu, você realmente não sabe que existem títulos atrelados à inflação?! Você realmente não sabe que há títulos que repõem toda a inflação acumulada no período e mais uma taxa de juros sobre essa inflação?!

    Você realmente não sabe que é exatamente isso o que um NTN-B Principal (também conhecida como Tesouro IPCA) faz?!

    Uma NTN-B com vencimento em 2035 irá lhe pagar toda a inflação acumulada neste período mais uma taxa de juros sobre essa inflação acumulada.

    Não precisa acreditar em mim, não. Vá ao próprio site do Tesouro Direto e clique em "Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)". Aqui ó:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-entenda-cada-titulo-no-detalhe

    Está escrito lá:
    Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

    • "Ele proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA).

    Desse modo, independente da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será superior a ela. A rentabilidade real, nesse caso, é dada pela taxa de juros prefixada, contratada no momento da compra do título."


    Você, quando disse que o Tesouro Direto está pagando cerca de 12% ao ano, se referiu a títulos prefixados. Mas não existem apenas prefixados. Existem também os atrelados à inflação, e são esses que devem ser usados para aposentadoria; foram esses que o autor do artigo sugeriu.
    Cara, por favor, informe-se minimamente antes de vir se expor tanto assim na internet...

    "Mais uma vez sua burrice resta comprovada. A respeito, basta verificar que, atualmente, a poupança NÃO está mais fazendo frente à inflação, de modo que, mesmo com seu rendimento, há desvalorização do dinheiro poupado."

    Cara, você jura que você realmente não sabia que há títulos atrelados à inflação?! Isso é realmente muito difícil de acreditar.

    Eu até achava que o pessoal aqui estava pegando muito pesado com você, mas pelo visto eles tinham razão. Você veio xingar e acabou revelando que nem sabe do que fala.

    "Opa, fiz o cálculo. R$280,00 por mês durante 588 meses resulta em R$190.849,61."

    Aí realmente já não há nada que possa ser feito por você. Como apontaram acima, você nem sequer sabe fazer conta.

    Pelo valor que você alcançou (R$ 190 mil), você usou uma taxa de juros mensal de 0,049%. Só que a taxa é de 0,49%. Tenha mais atenção.

    R$ 280 por mês durante 588 meses a uma taxa de juros mensal de 0,49% dá R$ 959.571,11.

    Só que não são R$ 280, mas sim R$ 303, o que eleva o valor final para R$ 1.038.393,03.

    De novo, pode fazer aqui, na calculadora do Banco Central:

    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormAplicacaoDepositosRegulares.do?method=exibirFormAplicacaoDepositosRegulares

    "Obrigado por demonstrar que eu estava certo. Jumento."

    Você chamar alguém de jumento após você próprio ter incorrido nestes dois erros primários (desconhece que existem títulos atrelados à inflação e errou a taxa de juros mensal em um valor 10 vezes menor) é realmente a perfeita definição de ironia.

    Cara, na boa mesmo: vai dar uma respirada, vá estudar um pouquinho sobre juros compostos e principalmente sobre títulos atrelados à inflação.

    Depois, só depois de entender o básico sobre isso, saia se expondo assim na internet.
  • Alexandre  30/12/2016 12:08
    Esse Luis Gustavo realmente tá falando sério?! Ele realmente não sabia que há títulos que pagam exatamente a inflação acumulada no período e mais uma taxa de juros sobre essa inflação?

    Rapaz, o brasileiro realmente é um caso perdido em termos de finanças...


    P.S.: e o fato de ele ter errado um simples cálculo em um montante de 10 vezes para menos mostra que realmente não temos muita chance de dar certo.
  • Régis  28/12/2016 23:18
    Como eu disse acima: se o cidadão médio brasileiro nada sabe sobre títulos públicos e matemática -- como involuntariamente comprovou o Luis Gustavo --, como vocês querem que toda a população cuide de si própria?

    Eles que se danem. Deixem a Previdência exatamente como ela está. Quero que a Previdência continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir. Aí sobre mais títulos a juros altos para mim.

    Deixe que esse povo se estrepe. De minha parte, apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo, ninguém se aproveita delas (vide o Luis Gustavo acima, que desconhece uma NTN-B Principal e achou que os 6% de juros reais do artigo eram na verdade os 6% de juros nominais da caderneta da poupança), e aí sobra muito ativo a juros altos para mim.

  • Raphael Leme  28/12/2016 23:22
    Vale repetir o que disse meu xará acima:

    Se você demonstra matematicamente que as pessoas estão sendo feitas de otárias, elas, ao invés de se revoltarem contra quem as faz de idiotas, se revoltam contra você.

    Isso não acontece da noite para o dia. São 80 anos martelando na cabeça de milhões que o empresário é mau, que o trabalhador é incapaz e que o governo é a solução para todos os males. O resultado disso é o governo conseguir tomar pacificamente quase metade do trabalho de milhões de pessoas sem devolver a elas quase nada, enquanto é loteado por grupos, categorias e classes (servidores, militares, lobbies de empreiteiras, banqueiros etc.) que ficam com todo o espólio.

    Se for abrir a caixa preta dos "direitos sociais" no Brasil, vamos precisar de um novo Nuremberg.
  • Magno  28/12/2016 23:26
    "Não se "acumula inflação" aplicando-se o dinheiro na poupança ou tesouro direto... apenas se recebem juros, mas a inflação continua a corroer o dinheiro."

    What the fuck?!

    Esse pobre coitado nunca ouviu falar em títulos corrigidos pela inflação?! Nunca ouviu falar em Tesouro IPCA (NTN-B Principal), LCI IPCA, CDB IPCA?

    De fato, o brasileiro é um caso perdido em termos de finanças. Só agora começo a entender por que realmente os juros são altos: há oferta de títulos mas quase ninguém se aproveita deles. Há oferta de aplicações, mas muito poucos as conhecem. Há mais oferta de títulos do que demanda por eles. E não há demanda por eles por pura ignorância econômica e financeira.

    Vide esse Luis Gustavo
  • Ailton  30/12/2016 20:44
    Galera, alguém conhece algum guia/site ou pode dar dicas de como investir nas aplicações citadas no artigo e pelos colegas nos comentários (IPCA+ ,NTN-B Principal, LCI, etc)?
    Já estou pesquisando aqui mais uma ajuda dos companheiros com experiência no assunto será de muita ajuda.

    ps: nem vou falar do artigo, Leandro Roque é Leandro Roque, irrefutável.
  • Alves  30/12/2016 22:11
    O site Clube dos Poupadores tem absolutamente tudo. No YouTube, procure os vídeos do André Bona.

    Sugiro também que você abra conta no Banco Intermedium. Dá pra fazer tudo pelo celular, sem sair de casa. Excelente serviço e as melhores LCIs do mercado, tudo isento de IR.
  • Rodrigo  01/01/2017 08:52
    A solução é nada justa. Uma pessoa com 29 anos tem que continuar pagando 28% do seu salario até 2058 sem receber nada em troca nunca porque a geração passada entrou no sistema de piramide. Já quem tem 30 anos irá pagar a mesma coisa mais receberá uma aposentadoria embora tenha a mesma capacidade de investir em previdência privada.
    Como se quem tem 58 anos agora não teve também oportunidade de investir em previdência privada. Se não teve porque era roubado 28% do seu salario, quem tem 29 anos também continuará sendo roubado e portanto também não terá oportunidade nenhuma.
    A injustiça simplesmente está sendo postergada até 2058 a detrimento dos jovens. Então se faça a injustiça agora e fecha as portas da previdência hoje e quem não tem dinheiro que morra de fome como deve ser segundo o liberalismo. Se não for para isso a solução de aumentar a idade de aposentadoria lentamente conforme a demografia necessita e ALÉM, até que a idade de aposentadoria ultrapasse a expectativa de vida e um dia seja praticamente inalcançável e portanto seria como se fosse extinta a previdência. Dessa forma você amortiza a injustiça entre varia gerações que vão vendo a idade de aposentadoria aumentar gradativamente, mas também a quantidade de aposentador diminuir gradativamente também.

  • Felipe R  02/01/2017 12:45
    Alguém ouviu no rádio alguma propaganda do governo sobre a reforma da previdência?

    Ouvi hoje, e nela havia a seguinte pergunta: o dinheiro que contribuo para a Previdência vai para uma conta que garante minha aposentadoria no futuro? (Não exatamente com essas palavras)

    A resposta do governo foi NÃO. O dinheiro que o trabalhador contribui hoje é para pagar o aposentado de hoje. O dinheiro da contribuição de hoje, segundo a propaganda, também cobre salário-família e outras ajudas (isso é verdade... trata-se do sistema de seguridade social). Em seguida, o narrador da resposta indica que a reforma proposta no Congresso é importante para garantir as aposentadorias futuras.

    Sinceramente, no início eu ri alto. O governo praticamente confessou que a previdência é uma pirâmide insustentável. Entretanto, agora eu choro, pois poucos sabem como isso é nocivo à sociedade...
  • Bernardo  05/01/2017 17:40
    Sim, e o mais apavorante é que são pouquíssimas as pessoas que realmente sabem dessa realidade.

    Pergunte a qualquer pessoa à sua volta e mesmo as mais cultas dirão que o dinheiro que você paga ao INSS é investido em algum lugar e, no futuro, lhe será devolvido com juros e correção. Eu mesmo quase caí de costas quando vi gente instruída da minha família dizendo que achava que era assim.
  • Andre  05/01/2017 19:00
    Sim, e vão continuar trabalhando para pagar esse sistema e até mesmo lutarão para protegê-lo, tudo em nome da fé cega no estado.
  • Emerson Luis  03/01/2017 11:19

    Ótimo artigo! Sugiro que o IMB e/ou outros leitores entreguem para políticos federais receptivos.

    "Pessoalmente, considero essa questão da Previdência brasileira um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas. Não importa se você é de esquerda ou de direita (...) O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica. (...) Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada. A não ser mudar totalmente o sistema."

    Quando as pessoas se atêm aos fatos e aos princípios da lógica, elas naturalmente transitam para as visões liberal e conservadora, não só neste tema, mas em todos. O esquerdismo é a própria negação da realidade objetiva. É por isso que a esquerda quer que os alunos estudem sociologia e filosofia marxista em vez de língua portuguesa e matemática: para que NÃO aprendam a analisar assuntos empírica, racional e pragmaticamente.

    * * *
  • Régis  08/01/2017 22:59
    Uma excelente matéria publicada hoje na Folha de S. Paulo --reproduzida abaixo -- mostra que apenas 4% dos brasileiros poupam para a aposentadoria. É, disparado, o pior índice da América Latina.

    Para quem quiser entender por que o Brasil tem os maiores juros do mundo, pode começar por essa realidade: pouquíssimas pessoas poupam; logo, pouquíssimas pessoas demandam títulos públicos e privados. Consequentemente, os juros oferecidos acabam sendo exorbitantes.

    Um banquete para poupadores como eu, que surfam nesses juros maravilhosos possibilitados pela falta de cultura financeira do povo. Que continuem assim.



    Preocupado porque o dinheiro da aposentadoria vai secar e você não tem reservas para garantir seu nível de vida até os 80, 90 ou 100 anos?

    Você não está sozinho. Em cada 100 brasileiros, só 4 separam recursos para os anos finais, o índice mais baixo das Américas e um dos piores do mundo. Em levantamento de 143 países feito pelo Banco Mundial, só 11 estão abaixo.

    A imprevidência atinge até os brasileiros de renda mais alta, e não é uma questão de pobreza: o Brasil perde de nações como Congo, Maláui ou Togo, que têm PIB per capita próximo de US$ 1.000 em paridade de poder de compra, medida que permite melhor comparação entre os países.

    No Brasil, o PIB per capita foi US$ 15,4 mil em 2015, semelhante ao da Tailândia, em que 60% poupam para a velhice. Os dados, de 2014, foram retrabalhados em 2016 visando especificamente a reserva para a idade avançada.

    O estudo do Banco Mundial encontrou forte correlação entre a economia para a velhice e o hábito geral de poupança. Em países asiáticos, onde a maioria das pessoas faz reservas financeiras de forma regular, a porcentagem dos que poupam para os anos finais também é mais alta.

    Na Tailândia, 80% da população declara ter poupado algum dinheiro nos 12 meses anteriores. No Brasil, são 28% (o 14º pior índice no mundo).

    Executivos do setor atribuem isso à herança do período de inflação descontrolada que durou até os anos 1990. "Há 20 anos, mal era possível planejar para o fim do mês", diz Paulo Valle, vice-presidente da Fenaprevi, federação do setor de previdência privada.

    "Não existiam no mercado produtos para a aposentadoria", afirma Flavio Kokis, diretor da Guide Life, uma empresa de planejamento financeiro. Segundo Kokis, 90% das famílias que o procuram não têm reserva financeira.

    "Não consigo pensar no depois. Se quero uma coisa, compro. Nunca consegui poupar", diz a analista de eventos Fádua Silva, 28, que tem renda própria desde os 18.

    Casos como o de Fádua são comuns entre os que não poupam, segundo pesquisadores da área. Experimentos conduzidos por psicólogos desde os anos 1960 mostram que crianças conseguem conter a vontade de comer marshmallow quando são informadas de que ganharão mais doce se esperarem. Ou seja, para ter dinheiro no futuro, é preciso abrir mão de gastá-lo já.

    Conhecer as causas não basta, porém. A educação financeira, por exemplo, tem alta correlação com poupança. Mas estudos indicam que mesmo os mais ricos e escolarizados ignoram conceitos como diversificação, juros compostos, custo-benefício e a relação entre risco e lucro.

    os brasileiros são os que menos economizam para a velhice - Fez economias para a velhice (em%*)

    O investimento em educação financeira, portanto, é alto e obtém pouco resultado duradouro, segundo as pesquisas. São as ações diretas sobre o comportamento que alcançam êxito maior e mais rápido, diz Leora Klapper, economista-chefe do time de pesquisa em finanças e setor privado do Banco Mundial.

    Ter sua própria conta bancária é um fator importante, principalmente se houver facilidade para transferir recursos e fazer investimentos.

    um padrão que se reproduz até mesmo entre os mais ricos - Economiza para a velhice (60% mais ricos, em%*)

    Klapper relata experiências em Gana e em Bangladesh, em que cidadãos recebem no dia do pagamento um lembrete para poupar. Em Gana, 55% têm o hábito de poupar e 13% economizam para a velhice. No país asiático, são 24% e 6%, respectivamente.

    Políticas públicas também são fundamentais para a transição da seguridade social para um modelo de planos privados, argumenta uma das principais especialistas em previdência e educação financeira do mundo, a professora Olivia Mitchell, de Wharton, a escola de negócios da Universidade da Pensilvânia.

    "Isenções fiscais, por exemplo, podem incentivar investimentos em alguns tipos de previdência, mas ainda assim boa parte da população só poupará se houver adesão automática", diz ela.



    m.folha.uol.com.br/amp/mercado/2017/01/1847930-apenas-4-dos-brasileiros-poupam-para-a-aposentadoria.shtml
  • Marcus Aurelio  08/01/2017 23:09
    Mas essa é exatamente a mentalidade do brasileiro comum. Ele trabalha em troca de um salário mensal, e aí utiliza esse salário para pagar contas (inevitáveis) e, acima de tudo, para ter muito lazer (é a mentalidade do "eu mereço").

    Ele parte do princípio de que não precisa poupar nada porque, quando se aposentar, o estado vai cuidar dele (só que não haverá aposentadoria para ele). E se for demitido tem seguro-desemprego e FGTS. Poupar, portanto, é para otários e masoquistas.

    Como bem mostra a matéria da Folha -- confirmada por vários na seção de comentários deste artigo --, 96% dos brasileiros nem sequer sabem o que são juros compostos e como eles atuam para aumentar seu patrimônio exponencialmente.

    Taí, realmente, uma das causas de os juros no Brasil serem altos.

    Gente financeiramente ignorante (como alguns que comentaram aqui) não tem salvação. Que sofram, então.
  • Sérgio Mardine Fraulob  13/01/2017 02:20
    Cheguei ao site por acaso e fiquei surpreendido pelo altíssimo nível. Não imaginava que pudesse haver algo assim no Brasil.
    Sou engenheiro e sempre critiquei o pessoal da área jurídica por muitos deles acharem que as leis criadas pelo legislativo que contrariem outras leis maiores, como as econômicas, serão obedecidas ou funcionarão na prática.
    Alguns que estudam economia também tem uma visão míope sobre outras leis maiores como as restrições físicas (não acredito que seja o caso dos redatores dos artigos do site). Vejo que para alguns a questão se resume a economizar e capitalizar recursos suficientes para aposentar, preferencialmente cedo e curtir a vida.
    No entanto, o almoço precisa continuar a ser feito, assim como a limpeza da cidade, a produção de alimentos e etc. Tudo hoje depende do ser humano e caso não haja um aumento pra lá de substancial na produtividade, talvez com robôs, não há modelo econômico ou legal que possa compensar uma proporção muito grande de pessoas sem trabalhar. Se vivermos muito, o esforço físico para cuidar dos idosos fica enorme (tive exemplo prático recente com meu saudoso pai).
    O que aconteceria se todo mundo poupasse para se aposentar aos 50 anos? Colapso econômico certamente, talvez com juros negativos ao longo da capitalização.
    Resumindo minha visão, num cenário de aumento da proporção de idosos, haverá necessidade de aposentadoria mais tarde para a grande maioria das pessoas, independente do modelo adotado, em razão da necessidade de trabalhos físicos.
    Como você vê esta questão e os prognósticos de aumento de produtividade que poderiam em tese resolver este problema?
  • Guilherme  13/01/2017 11:21
    Você tocou em dois pontos importantes, ambos também já abordados por este Instituto:

    1) A crescente automação e a robótica felizmente farão todo o serviço pesado no futuro (para desespero da esquerda, que acredita que essa libertação da necessidade de fazer trabalho físico extenuante irá "acabar com os empregos"). Veja um artigo sobre isso aqui.

    2) O principal problema do futuro se chama "taxa de fecundidade decrescente". Para este problema, não há solução. Veja aqui um artigo sobre isso.
  • Igor  13/01/2017 11:40
    Se todos se "aposentarem" aos 50 anos com poupança própria e não benefício estatal (INSS, por exemplo) não há problema nenhum, pois o dinheiro poupado ao longo da vida foi transformado em investimento.
  • Romeu  19/01/2017 14:37
    Excelente texto e ótima proposta.

    Só tenho dúvidas quanto ao funcionamento das questões de Seguro-desemprego e benefício para tem de e afastar do trabalho por motivos de acidentes, cirurgias, etc... Como ficaria?
  • Tiago  19/01/2017 15:42
    Já abordado aqui.

    O modelo proposto se dedica a oferecer uma solução para o problema do desequilíbrio demográfico, que é o principal problema da previdência, e não para TODOS os seus problemas. Por exemplo, a proposta do artigo não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc...

    Esse problema que você levantou poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia). Você seria livre para escolher o seu.

    Outra coisa que não pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria mais dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.
  • Andreciane  19/01/2017 15:30
    Como ficaria o cálculo para a aposentadoria por "tempo de serviço"?
  • Ramón  19/01/2017 15:53
    Quem tem mais de 30 anos e já pagou para o INSS entra na primeira etapa da transição, descrita no artigo.

    Quem tem 29 ou menos, poderá se aposentar quando quiser.

    Quem tem mais de 30 e não paga INSS -- ou paga mas quer sair -- está na mesma situação de quem tem 29 ou menos.
  • Ana de Souza  17/02/2017 20:05
    Toda essa questão trabalhista é muito complicada. As pessoas ou pensando de forma simplista demais ou pensam além da conta só para complicar. E, com a reforma da Previdência, a necessidade de se planejar a aposentadoria ficou ainda mais latente.

    Agora com essa notícia de saque do FGTS está todo mundo alvoroçado para tirar o dinheiro de contas inativas. Só que poucas pessoas estão planejando o que fazer com esse dinheiro. Pressinto que muitos vão gastar o dinheiro no mesmo dia, sem medir quais os reais impactos desta decisão. Triste...
  • Roberto Vieira Cavalcanti  17/02/2017 21:56
    Não adianta propor uma solução ideal, tem que levar em conta a situação atual e uma transição, pois se de repente for feita essa mudança integralmente como proposta, não existiria recurso para o pagamento dos compromissos atuais. Uma forma de transição seria fazer como sugerido na sua proposta, como exemplo, apenas para os que entrassem agora para o sistema, ficando esse recurso em um fundo devidamente controlado e utilizado para financiar a diferença entre o arrecadado pelos antigos e o necessário para cobrir os benefícios dos antigos e dos novos contribuintes, e apenas a parte correspondente ao que foi contribuído pelo "contribuinte" seria dele o restante, contribuído pela empresa, seria utilizada indefinidamente para cobrir as diferenças até que se esgotasse, afinal onde ficaria a parte referente à solidariedade que é a base se um sistema de previdência. Isso tudo se levarmos em conta apenas o raciocínio comum, quando uma abordagem totalmente "diferente" pode e deve ser tomada, os tempos são outros, basta levar em conta que daqui alguns anos menos de duas pessoas estarão sustentando um aposentado, mas não vai ser agora que vou explicar e nem aqui.
  • Roberto Vieira Cavalcanti  18/02/2017 02:11
    Não adianta propor uma solução ideal, tem que levar em conta a situação atual e uma transição, pois se de repente for feita essa mudança integralmente como proposta, não existiria recurso para o pagamento dos compromissos atuais. Uma forma de transição seria fazer como sugerido na sua proposta, como exemplo, apenas para os que entrassem agora para o sistema, ficando esse recurso em um fundo devidamente controlado e utilizado para financiar a diferença entre o arrecadado pelos antigos e o necessário para cobrir os benefícios dos antigos e dos novos contribuintes, e apenas a parte correspondente ao que foi contribuído pelo "contribuinte" seria dele o restante, contribuído pela empresa, seria utilizada indefinidamente para cobrir as diferenças até que se esgotasse, afinal onde ficaria a parte referente à solidariedade que é a base se um sistema de previdência. Isso tudo se levarmos em conta apenas o raciocínio comum, quando uma abordagem totalmente "diferente" pode e deve ser tomada, os tempos são outros, basta levar em conta que daqui alguns anos menos de duas pessoas estarão sustentando um aposentado, mas não vai ser agora que vou explicar e nem aqui.
  • anônimo  14/03/2017 19:58
    Artigo interessante sobre a reforma o mito de que a Previdência não é deficitária:

    estadominimo.com/os-mitos-sobre-a-reforma-da-previdencia/
  • Marcio Nunes  15/03/2017 15:38
    A grande questão é que, constitucionalmente, o caixa da Seguridade Social não é alimentado apenas pelos trabalhadores e empresários. Veja abaixo:

    Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

    I – do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
    a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;

    b) a receita ou o faturamento;

    c) o lucro;

    II – do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
    Ou seja, o caixa da Seguridade Social é composto por contribuições do governo, das empresas e do trabalhador.
    A contribuição do governo não acontece para cobrir um rombo, mas para contribuir com sua parcela constitucional, assim como trabalhadores e empresas também o fazem.

    Em momento algum foi pensado que apenas as contribuições de trabalhadores e empresas devem financiar a seguridade social ou a previdência social.

    Agora, você pode não concordar com a constituição e querer mudar as regras constitucionais e aí já entramos em outro debate.

    O que você acha, Leandro Roque?
  • Pedro  15/03/2017 16:50
    Prezado Márcio, leia de novo o que você colou, só que agora com mais calma.

    Leu? Pois é. É exatamente este arranjo -- sem tirar nem pôr -- que já está em vigor atualmente.

    Sendo assim, o que exatamente você propõe de novo? O que exatamente você quer alterar? Qual a sua solução diferenciada e até então não vislumbrada por ninguém?

    Você está simplesmente dizendo que é função do governo tributar absolutamente tudo o que estiver à sua frente para manter a Previdência.

    O que exatamente há de novo isso?

    Agora, o que você realmente pode defender -- e eu mesmo acredito que daria certo -- é que o governo, daqui pra frente, se encarregue única e exclusivamente da tarefa de tributar para repassar para aposentados. Ou seja, o governo não faria absolutamente mais nada e não teria absolutamente nenhuma outra função a não ser cuidar de aposentados.

    Nada mais de o governo lidar com saúde, educação, segurança, justiça, cultura, estatais, ministérios, secretarias, agências reguladoras e o carvalho a quatro. O governo lidaria exclusivamente com previdência (cujos custos serão crescentes, exigindo impostos cada vez maiores), e toda a sua carga tributária seria redirecionada exclusivamente para bancar pessoas que se aposentaram aos 48 anos de idade (que é o que todo mundo quer).

    Este é um arranjo que de fato pode durar muito mais.

    Eu aceito (é um mal menor). Tamo junto?
  • Andr%C3%83%C2%A9  15/03/2017 17:01

    "Em momento algum foi pensado que apenas as contribuições de trabalhadores e empresas devem financiar a seguridade social ou a previdência social. "

    Em termos práticos, é o que acontece, basta lembrar qual a origem do dinheiro que o governo possui.
  • Marco  16/03/2017 00:52
    Não entendo de economia, mas imaginemos que o João com 3 anos, uma hipótese, trabalhando, caísse de uma escada e ficasse impossibilitado de continuar , ou se recém casado, olha na geladeira meio vazia e pensa nos 280,00 que tinha para a sua poupança? Nasceu o filho, ficou doente e o médico receitou remédios caros? Será que ele depositaria o dinheiro ou compraria comida, remédios? Não estou querendo dizer com isso que o governo tem que tutelar o João, só acho que todo dinheiro recolhido seria pro próprio João se aposentar, baseado no que recolheu durante a vida, ou se preferisse, sacasse o dinheiro
  • Tiago  16/03/2017 01:35
    "imaginemos que o João com 3 anos, uma hipótese, trabalhando, caísse de uma escada e ficasse impossibilitado de continuar".

    Para começar, a proposta do artigo não toca em qualquer outra das inúmeras fontes de custeio da seguridade social como PIS, COFINS, CSLL, Sistema S, etc. Essas continuam intactas.

    Portanto, sua preocupação já está resolvida.

    No entanto, eu mesmo vou mais além e sugiro a abolição de todos aqueles outros tributos. O que João deve fazer em caso de acidente?

    Ora, João é livre para contratar seguros a esse respeito. Aliás, seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados.

    Esse problema que você levantou, portanto, poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não se pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.

    "ou se recém casado, olha na geladeira meio vazia e pensa nos 280,00 que tinha para a sua poupança?"

    Meu caro, parece que você realmente não entende de investimentos. No Tesouro Direto -- uma das modalidades citadas no artigo --, você pode sacar seu dinheiro (todo ou uma parte dele) quando você quiser. Não há prazo mínimo.

    Logo, se a geladeira está vazia, João pode perfeitamente sacar seu dinheiro do Tesouro Direto e comprar comida.

    Agora é a minha vez de perguntar para você: no modelo vigente hoje, João não tem acesso aos R$ 280. Esse dinheiro foi confiscado de João e repassado a algum aposentado. E aí, como João fará para encher a geladeira?

    No modelo proposto no texto, João tem pleno acesso ao seu dinheiro (aliás, ele tem pleno acesso não apenas ao dinheiro investido, como também a todos os rendimentos já auferidos). Já no modelo atual, não.

    E aí, qual modelo é o melhor?

    A meu ver, é exatamente no modelo vigente que a geladeira de João ficará vazia. E é exatamente no modelo proposto no texto que ele poderá enchê-la numa emergência.

    "Nasceu o filho, ficou doente e o médico receitou remédios caros? Será que ele depositaria o dinheiro ou compraria comida, remédios?"

    No modelo proposto no texto, João é totalmente livre para fazer essa escolha. Ele tem total liberdade de manobra. Se ele não quiser aplicar dinheiro em um determinado mês (para comprar remédio para o filho), ele é totalmente livre para isso. João não é obrigado a investir mensalmente. Pular um mês em um período de tempo de 40 anos não fará nenhuma grande diferença no resultado final.

    Já no modelo atual, João não tem essa opção. João não tem a liberdade de ficar sem entregar seu dinheiro para o INSS. João não pode ficar com esse dinheiro para comprar remédios para seu filho. João é obrigado a dar dinheiro para o INSS.

    E aí, como João fará para comprar remédios para o filho?

    É interessante como você condena o arranjo proposto (que tem solução para os problemas que você apresentou) e defende o arranjo atual (que simplesmente não dá alternativa nenhuma para João). Taí uma lógica que eu realmente não entendo.

    "só acho que todo dinheiro recolhido seria pro próprio João se aposentar, baseado no que recolheu durante a vida, ou se preferisse, sacasse o dinheiro"

    Ora, mas é exatamente isso o que ocorre no modelo proposto no texto, e é exatamente isso o que não ocorre no modelo vigente!

    "Não entendo de economia,"

    Deu pra perceber. Eis um conselho gratuito (sim, eles existem): comece urgentemente a estudar finanças. Descubra as várias opções de investimento disponíveis. Urgente. Caso contrário, você ficará totalmente à mercê de políticos, e dificilmente irá se aposentar. Caso já esteja aposentado ou perto de, ao menos faça isso pensando em seus filhos e netos.
  • Nadia   16/03/2017 12:15
    Apenas acho inviável o limite base da idade de 65 anos para mulheres. Quantas empresas, multinacionais principalmente, tem, em seu quadro categoria de gerência, mulheres com mais de 60 anos ? Muito raro. A maioria já foi dispensada aos 55 anos de idade. Ainda somos um país com administração machista (sentido não pejorativo). Outro senão ao artigo eh que ele leva em consideração que a pessoa sempre estará empregada ateh a data limite de 65 anos e que não haverá nesse período nenhum Gap de contribuição.
  • Giovane Kuhn  16/03/2017 13:34
    A conta final não é tão simplista, destes R$280 economizados, boa parte seria direcionada para o trabalhador contratar alternativas/seguros pra ter os benefícios que a seguridade atual garantem. Ainda assim, que a conta final teria um cenário melhor que a atual previdência =D
  • Lúcio Guerra  16/03/2017 17:13
    O exemplo dado no texto é altamente simplista e errado. Desconsiderou o imposto de renda e considera que a economia girará a 6% a.a é muito exagerado!! A título de exemplo, hoje, dia 16/03/2017, todas as NTNBs oferecidas pelo Tesouro oferecem taxas, sendo a maior o IPCA + 5,24%, com tendência de queda.
  • Oswaldo  16/03/2017 23:06
    "Desconsiderou o imposto de renda"

    Deixa eu desenhar para você: depositar R$ 280 ao mês durante 588 meses (49 anos) para ter, após esses 49 anos, apenas 1.000 reais por mês (e absolutamente nenhum montante principal ou valor adicional) não é exatamente uma aplicação campeã. Aliás, difícil encontrar coisa pior e mais bisonha do que essa.

    A própria caderneta de poupança, que é a pior aplicação que tem, dá de lavada nessa porcaria de INSS. Não existe coisa mais imbecil e menos "rentável" que essa matemática do INSS.

    Outra coisa: o imposto de renda incide apenas no vencimento do título. Há hoje títulos com vencimento em 2045. Para prazos muito longos, o efeito do IR sobre a rentabilidade final é muito baixo.

    Por exemplo, um título Tesouro IPCA que pague inflação mais 5,20% (que é o valor pago hoje) pagará, em termos líquidos, ou seja, após o IR, inflação mais 4,56%. Ou seja, o IR deduz apenas 0,64 ponto percentual da rentabilidade total.

    Ademais, você nem precisa pagar IR. Se você optar por investir continuamente em LCIs, LCAs, CRIs, fundos imobiliários, ou debêntures incentivadas, você nunca pagará IR. Todas são isentas de IR e têm ótima rentabilidade.

    E, mesmo que você escolha aplicações com IR, você tem opções como CDBs e Letras de Câmbio que pagam de 116% a 124% do CDI. A rentabilidade líquida de todas essas, de qualquer uma delas, é muito superior à "rentabilidade" do INSS.

    Agora, se você quer ficar no INSS e na sua aposentadoria que paga salário mínimo, direito seu e boa sorte. Apenas não venha mentir e proibir a liberdade de terceiros.

    "e considera que a economia girará a 6% a.a é muito exagerado!!"

    Oi?! Hein?! Em momento algum o artigo fez qualquer consideração sobre crescimento do PIB de 6% ao ano. Muito menos pressupôs um crescimento do PIB de 6% ao ano durante 49 anos.

    Você, obviamente, nem sabe do que fala.

    "A título de exemplo, hoje, dia 16/03/2017, todas as NTNBs oferecidas pelo Tesouro oferecem taxas, sendo a maior o IPCA + 5,24%, com tendência de queda."

    Sim. E tais taxas já estiveram em 4% (em alguns meses de 2013) e também em 8% (em 2005) e acima de 7% durante 2015 (quando chegaram a 7,80%) e primeiros meses de 2016 (quando chegaram a 7,82%).

    Clique no link fornecido no artigo e veja que seu histórico é de 6% de juros reais.

    ibb.co/iTP4BF

    Tenta de novo.
  • Giovani  16/03/2017 20:36
    A contribuição previdenciária não é de 20% no total? 12%+8%?
  • Gentili  16/03/2017 22:05
    Não, cidadão. O INSS patronal é de 20%.

    idg.receita.fazenda.gov.br/acesso-rapido/tributos/contribuicoes-previdenciarias-pj

    www.portaltributario.com.br/artigos/inss-patronal-restituicao-valores-pagos.htm

    www.delphin.com.br/orientacao/66-encargos-sociais-sobre-a-folha-de-pagamento

    Pelo visto, tá cheio de gente aqui que não só nunca empregou ninguém na vida, como também aparentemente não sabe quanto realmente custa para seu patrão.
  • Andre  16/03/2017 23:32
    É pior que isso, daqui a pouco ele responde "mas quem paga esses 20% é o patrão"
  • JOSE LUIS  17/03/2017 01:26
    Leandro Roque,

    Achei interessante a proposta. Mas ai pergunto. como ficaria com os militares e os servidores publicos civis?
  • Intruso  17/03/2017 01:40
    Todos os indivíduos estão nesta reforma. Sem exceção. O mecanismo e as regras são os mesmos para todos.

    Aliás, para funças e militares (que também são funças), a situação é extremamente tranquila: eles têm emprego estável e renda garantida (ao contrário dos trabalhadores da iniciativa privada). Logo, para eles, é extremamente fácil investir valores ainda maiores, pois há a certeza de que, no mês seguinte, ainda continuarão empregados e recebendo salários.
  • anônimo  17/03/2017 15:01
    O governo não fará porque haverá um quebradeira seria passar as contribuições do INSS para a poupança .
  • Aenderson  17/03/2017 15:37
    Deveria haver uma CPI na Previdência Social, diminuir drasticamente essas arregalias que geram prejuizos de bilhões de reais nos cofres públicos , que que são os políticos brasileiros!! Tantos deputados , senadores, cargos comissionados, que sinceramente, nada de benefício ao povo brasileiro!! Reforma política já!!!!!
  • Tom  17/03/2017 16:04
    "CPI"??

    Você ainda acredita nisso?
  • Será que não tem outras formas de fazer?  17/03/2017 20:41
    Fazer um plano para décadas pode não dar certo, pode ser revertido. É só ver toda a briga que teve para reverter o "fator previdenciário".

    Leandro, não seria mais simples fechar o INSS imediatamente e recompensar aposentados, pensionistas e trabalhadores de forma proporcional com uma nova classe de títulos de tesouro direto equivalente às obrigações do INSS com aquela pessoa, com cupom mensal?

    Assim pode fechar tudo imediatamente. Quem já pagou uma parte recebe proporcional, quem está aposentado recebe um título integral.

    Dá pra se discutir se o título seria negociável ou não, resgatável ou não, quais os valores e regras envolvidos. Tem infinitas possibilidades. Por exemplo, poderia ter duas escolhas:
    1) título com cupom mensal vitalício até a morte, sem valor de face, não transferível;
    2) ou título negociável com vencimento em N anos e valor a pagar no vencimento equivalente à capitalização da obrigação de cupons que existe.

    Para evitar malandragem (quem está doente pegar o 2), pode permitir o 2 apenas para menores de 60 anos sem doenças graves e ainda embutir uma boa desvantagem nesse cálculo (se a expectativa de vida * cupons * capitalização der X na data N, emitir um título de X-25% na data N).

    Para quem não se aposentou obviamente as opções seriam um título com cupons apenas a partir da data N na qual a pessoa poderia se aposentar, já considerando a proposta do texto de elevação da idade. E o tamanho dos cupons também cortada de forma equivalente ao quanto contribuiu em valores e tempo, em relação ao que seria o total.

    Tem um ganho atuarial nisso que é registrar todas as obrigações de acordo com a expectativa de vida ATUAL, sendo que a tendência é aumentar a expectativa. Isso não deixa de ser justo mas mesmo assim significa um corte nos valores a pagar.

    Essa solução inclusive gera mais transparência ao tornar muito mais claro o tamanho do PASSIVO do INSS, que hoje é encoberto nas contas públicas (se fala apenas em DÉFICIT, mas um número muito maior é o passivo total, as obrigações).

    No início essa opção de transformar INSS em títulos públicos seria caixa-equivalente com a operação normal das aposentadorias, mas ao menos liquida a questão de uma vez por todas. E ao longo do tempo geraria grandes economias.

    Obviamente que algumas coisas, como auxílio-doença e maternidade via INSS, teriam que ter algum outro plano de transição, de privatização ou simplesmente serem cortados.

    Essa idéia tiraria a receita do INSS do governo, mas liberaria muito dinheiro para investimento privado. Agora, caberia ao governo cortar gastos para poder pagar isso ou captar esse dinheiro no mercado, ou seja, "rolar" o passivo com novas emissões. Para estimular isso o fim do INSS poderia coincidir com fim do FGTS e incorporação de ambos ao salário (com os devidos ajustes para cima em todas tabelas de IR). Feito isso, deve ser feita a criação de conta-investimento livre de impostos, no estilo americano, a partir da qual o trabalhador pode inclusive comprar títulos do governo, que poderia lançar novos produtos de tesouro direto para captar essa demanda (títulos com cupom começando em 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 anos, com foco previdenciário).

    Uma proposta ainda mais louca seria dar a opção para as pessoas que optaram pelo título 2 de receber parte dele em ações de estatais (convertendo adequadamente o título para um valor presente de mercado, claro). Cria uma holding "COMPANIA BRASILEIRA S/A" e transfere para ela todas participações de estatais da união (inclusive BNDES, todas mesmo). Impede governos estaduais de terem empresas, troca as estatais estaduais por perdão da dívida com a união e joga também nessa holding. Faz um valuation atrativo e permite que as pessoas escolham qualquer proporção entre o título 2 e ações dessa holding. Feito o processo, como essa holding ficaria um elefante ingerenciável, quebra ela em suas partes constituintes: para as empresas que já tem ações em bolsa transfere aos sócios da holding essas ações, para as que não tem ações faz IPO e depois transfere, já empresas muito pequenas ou participações em empresas fechadas pode deixar na holding e faz IPO da holding vendendo 100% das ações da união remanescentes.

    Com isso mataria duas coisas de uma vez: privatização total e previdência.
  • Gentili  17/03/2017 20:57
    Mas não existem títulos de cupom mensal. E muito menos títulos de cupido mensal sem prazo de maturidade (que é o que você está propondo na prática).

    Curiosamente, está instituo já propôs uma solução parecida com a sua, mas ela envolve a reforma de todo o sistema bancário.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1553
  • Será que não tem outras formas de fazer?  17/03/2017 21:40
    Justamente por isso que eu falei em CRIAR um título de cupom mensal ué. O governo lança o título que quiser, e para aposentadoria faria mais sentido que cupom semestral.

    E títulos sem maturidade existem ué, são os bonds perpétuos. Só que um bond perpétuo caixa-equivalente ao que a pessoa recebe hoje seria mais do que a origação real do INSS, por isso este híbrido: bond que só é tão perpétuo quanto a própria pessoa. Não tem nenhuma dificuldade em fazer isso.

    Obrigado pelo link, vou marcar aqui para ler depois.
  • Lee  17/03/2017 23:36


    Molezinha, é só esses Políticos parar de roubar e empresários para de sonegar que sobra dinheiro, Brasileiro já paga imposto de mais e falta de dinheiro não é, não vejo nenhum político fazendo greve por falta de seus absurdos salários, Outra coisa é só gerar emprego as pessoas e aumentar o salário mínimo que aumenta a arrecadação do INSS, E mais, quem ganha mais paga-se contribui a mais para o INSS, e mais ainda aposentados também tem que contribuir, por que não? Melhor do que ficar sem receber.
    O déficit da Previdência NÃO existe, o que há é déficit de vergonha desses políticos. para que 513 deputados? Para que esses lixos ganhar R$40.000,00 mês fora a propina.

    Sem mais
  • Adriel Felipe  03/04/2017 15:01
    Lee,

    Você é o enésimo que aparece aqui dizendo isso.

    Vamos lá, como eu acho que você nem se deu ao trabalho de ler o texto e ver os gráficos sobre o crescimento demográfico, presta atenção aqui na explicação do tio que vai cair na prova:

    Mesmo que tudo o que você diz seja verdade, quem vai cobrir os gastos da previdência no ano que vem, que serão maiores que desse ano? E de 2019 que serão ainda maiores que 2018?

    Quando a previdência social foi criada haviam 15 trabalhadores para cada aposentado, daqui a vinte anos teremos 1,5 trabalhador para cada aposentado. Como o INSS nada mais é do que um esquema ponzi, a sua solução apresentada por você só funciona no longo prazo se, e somente se, o todos os impostos (sem exceção) forem direcionados para a previdência.

    Esqueça saúde e educação pública, o governo federal viveria somente em função da previdência.

    Assustou? É isso que você propõe.
  • Vitor  21/03/2017 15:19
    Leandro, como você é o editor do IMB, eu tenho uma pergunta.

    Você pretende algum dia traduzir os textos do Dan Mitchell, do Cato Institute?

    Eu entendo como o IMB não endorsaria todas as suas posições, pois ele pende mais para o utilitarismo, e é um grande defensor de menores impostos (não sua abolição) e de um sistema previdenciário de "Defined contributions" (não sei o equivalente em português), e não a sua privatização completa. Mas, ainda assim, as suas críticas ao modelo atual são bastante relevantes, especialmente agora que está muito em voga o debate da reforma da previdência brasileira.

    Seu último artigo, por exemplo, ao analisar algumas sugestões do FMI de reformas para previdências estatais, expõe de uma forma bem simples e clara como transições demográficas tornam a necessidade de reformas inerentes a este modelo, e como estas reformas se baseiam apenas em mais tempo trabalhando, e menos tempo recebendo benefícios. Exatamente o sentimento que o povo brasileiro vem sentido neste momento, e ele a descreve sendo que conhece a situação brasileira apenas superficialmente.

    Enfim, há alguma esperança de tradução de algum de seus artigos sobre seguridade social por parte do IMB?

    Abraço.
  • Jonas  21/03/2017 17:04
    Há três artigos do Dan Mitchell no site:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=540&type=articles
  • Vitor  21/03/2017 17:32
    Não havia conferido antes. Erro meu. Ainda assim, não há artigo algum dele sobre a previdência, especialmente o mais recente, que já comentei os pontos positivos no meu comentário anterior.
  • Jefferson Scheifer  23/03/2017 08:11
    Coisas como a previdência nem sequer deveriam ter começado. A sociedade deve rumar sempre na direção

    correta ou seja cada individuo com o passar do tempo se tornar cada vez mais independente do estado. Essa mentalidade

    esquerdista,positivista,estatista,socialista é o câncer da sociedade, e o pior é que os efeitos dessas politicas são

    tão catastróficos que lesa gerações inteiras e se prolonga no tempo.
  • José R.C.Monteiro  23/03/2017 14:50
    Muito bom esse artigo do Leandro, faltou apenas ele dizer que se os maiores devedores do INSS pagassem metade daquilo que devem, estaria resolvido em parte do déficit existente, quer dizer, a reforma da Previdência, e consequentemente a sua completa extinção, poderia acontecer de modo mais suave.
  • Emmanoel  23/03/2017 15:23
    "se os maiores devedores do INSS pagassem metade daquilo que devem, estaria resolvido em parte do déficit existente"

    Essa é uma daquelas lendas que não resistem à mais básica averiguação matemática.

    O problema da previdência é de "fluxo de renda" e não de "estoque de renda".

    Se todas as "dívidas" com a previdência fossem quitadas amanhã, isso garantiria o pagamento de um mês de aposentadorias. A partir do segundo mês, tudo voltaria à mesma coisa.

    Se mensalmente você gasta mais do que arrecada, você só resolverá definitivamente seu problema se você aumentar a sua receita mensal. Vender um carro aliviará suas contas pontualmente, mas não para sempre.

    Você não resolve um problema de fluxo aumentando estoque. Se algo possui um déficit mensal, você só resolve esse déficit se você criar um fluxo de receitas mensais maiores que os déficits mensais.
  • Jos%C3%83%C2%A9 R.C.Monteiro  23/03/2017 20:16
    Respeitável Emmanoel, no momento que você abstrai ( realçando com aspas meu comentário), e esquecendo de devolver ao contexto para entendimento, falta, você fica meio que ausente; faça isso, devolva o abstraído ao texto, penso que entenderárealmente.
    Escrevi em termos de resolução parcial política e financeira, sacou?

    https://drive.google.com/file/d/0B8D04FBSgXNURmpSWmRPOVpteUk/view?usp=sharing

    A reforma previdenciária, ou extinção, poderia acontecer mais tranquilamente, acredito que ambos concordamos que a estrutura maior, ou seja, aquilo que abarca - codinome (des)governo - é deficiente, mal administrado, sem necessidade, esclerosado, paquidérmico, etc.
  • fdaibs  23/03/2017 15:36
    Se me permitem gostaria de compartilhar um vídeo sobre porque a reforma da previdência é muito mais simples de ser feita no nosso país do que parece: link
  • Jos%C3%83%C2%A9 R.C.Monteiro  23/03/2017 19:54
    Saudações, respeitável, gostaria de assistir ao vídeo, infelizmente o link não está direcionando; por favor, tente mais uma vez, estou compilando informações, quanto mais, melhor.
    Grato.
  • José Ricardo das C. Monteiro  03/04/2017 13:13
    Leandro, muito interessante, parabéns pelo artigo. Por favor, explique para mim, se a inflação é zero, como haveria rendimento na aplicação "tesouro direto"?
    Grato.
  • Poupador/Investidor  03/04/2017 13:22
    Você sabe ao menos o básico sobre o Tesouro Direto? Há três tipos de aplicações:

    1) Aplicações atreladas à taxa Selic;

    2) Aplicações prefixadas;

    3) Aplicações que pagam toda a variação da inflação mais uma taxa prefixada;

    As aplicações atreladas à Selic pagam exatamente o valor da taxa Selic (que sempre é maior que zero; atualmente, 12,15% ao ano).

    As aplicações prefixadas pagam taxas fixas, as quais são determinadas no momento da compra. Estas taxas variam diariamente de acordo com as condições do mercado. No início de 2016, auge da turbulência econômica e política no Brasil, cheguei a comprar títulos prefixados que irão me pagar 16,15% ao ano até 2023. Atualmente, estes títulos estão pagando 10,10% ao ano.

    Já as aplicações atreladas ao IPCA pagam toda a variação do IPCA mais uma taxa prefixada. Voltando a janeiro de 2016, comprei títulos que me pagam IPCA mais 7,82% ao ano até 2035. Ou seja, mesmo que o IPCA seja zero até 2035, terei um rendimento garantido de 7,82% ao ano até 2035.

    Atualmente, estes títulos estão pagando IPCA mais 5,15%.

    Entendeu agora de onde vem o rendimento?
  • Pobre Paulista  03/04/2017 13:42
    Talvez ele esteja perguntando "de onde vem o dinheiro que irá pagar os rendimentos do TD". E a resposta é "Do bolso dos pagadores de impostos."
  • FL  03/04/2017 16:46
    Por essa ótica, investir no Tesouro Direto é um mero reembolso
  • Pobre Paulista  12/04/2017 00:21
    Gostei dessa visão
  • José Ricardo das C.Monteiro  03/04/2017 14:10
    Grato, pela resposta, realmente, sempre usei "poupança", e nada mais.
    Entendi.
  • Contribuinte  11/04/2017 14:07
    Eu tenho uma proposta ainda mais simples para o INSS, basta inserir uma clausula que permite que a contribuição seja opcional. Quanto aos contribuintes de longa data, processem o estado que fraudou a sua contribuição (e tomare que ganhem e o estado tenha que vender até a mãe para pagar a indenização).
  • Leonardo  11/04/2017 17:08
    Agora que o governo Temer aprovou a PEC do Teto dos Gastos, como que ficou a questão dos déficits da previdência? O valor dos déficits obrigatoriamente será abatido de outras áreas para que o gasto total não ultrapasse o teto? Ou seja, se o orçamento total for de 2 trilhões e o déficit de 500 bilhões, o governo só poderá gastar 1,5 trilhões em outras áreas? Estou perguntando isso porque pelo o que eu entendi, os déficits não são programados e até então o governo não se preocupava em fazer um orçamento realista pois a Lei da Responsabilidade Fiscal não impõe sanções para previsões orçamentárias incorretas. Agradeceria se alguém pudesse esclarecer essa questão.
  • Leandro  12/04/2017 00:04
    "Agora que o governo Temer aprovou a PEC do Teto dos Gastos, como que ficou a questão dos déficits da previdência?"

    Em tese, e tudo o mais constante -- ou seja, caso não haja alteração na Previdência --, tudo o que o governo gastar a mais na Previdência (superar a taxa de inflação de preços do ano passado) terá de ser cortado em outras áreas.

    "O valor dos déficits obrigatoriamente será abatido de outras áreas para que o gasto total não ultrapasse o teto?"

    Correto.

    "Ou seja, se o orçamento total for de 2 trilhões e o déficit de 500 bilhões, o governo só poderá gastar 1,5 trilhões em outras áreas?"

    Não é bem assim. Se os gastos do governo em um ano foram de R$ 2 trilhões e a inflação de preços foi de 4,5%, então no ano seguinte os gastos totais do governo não poderão ultrapassar R$ 2,090 trilhões (aumento de R$ 90 bilhões, o equivalente a 4,5% de R$ trilhões). Ponto.

    Se os gastos com a Previdência aumentarem, por exemplo, 100 bilhões, então o governo terá necessariamente de cortar R$ 10 bilhões de outras áreas.

    "Estou perguntando isso porque pelo o que eu entendi, os déficits não são programados e até então o governo não se preocupava em fazer um orçamento realista pois a Lei da Responsabilidade Fiscal não impõe sanções para previsões orçamentárias incorretas."

    Correto.
  • Fato  26/04/2017 19:35
    Parabéns pelo post...

    Estamos passando por momentos de reflexão, gostei de pesquisar sobre a reforma da previdência, achar esse post e parar pra ler, pensar e refletir sobre tudo o que foi escrito aqui.

    Espero que o povo ANTES de sair pra rua em manifestação (greve), fizesse essa reflexão.

    Obrigado.
  • Diego   28/04/2017 20:31
    Interessante, mas isso funciona para quem entende de investimentos ou é da área de economia e afins. Vai explicar para a maiorias das pessoas que nem sabe da existência da tesouro, ate mesmo quem tem ensino superior nessa país que seja na de engenharia ou medicina iriam por resistência a investir em tesouro. Agora imagina explicando isso para quem não sabe nem ler e usar um computador, e isso é realidade para uma boa parte da população brasileira. A ideia e legal, mas devemos pensar em todos não somente em mim e meu círculo de amizades
  • Régis  28/04/2017 20:57
    Prezado Diego, eu não discordo do que você falou, só que você, na prática, está dizendo que coitadismo e ignorância justificam a inação.

    A Previdência não se sustenta, e por uma questão demográfica. Contra a demografia, ninguém pode fazer nada. E aí, qual a sua solução? Dizer que as pessoas são ignorantes (e que por isso nada deve ser feito) não apenas não resolve o problema, como, ainda pior, fará com que essas mesmas pessoas fiquem ao relento quando forem se aposentar.

    E aí? Qual a sua solução?

    Eis a minha: ou o cara se educa financeiramente ou ele vai se estrepar no futuro.

    Aliás, sinceramente, qualquer pessoa que não tenha um mínimo de educação financeira irá se estrepar no futuro.
  • Alexandre Duran  30/04/2017 03:43
    "Seu patrão paga 20% desse valor também para o INSS. Isso dá R$ 200."
    Apenas um adendo - a empresa não paga 200,00 - ela deixa de pagar ao João estes 200,00 para pagar a previdência.
  • Adriel Felipe  26/05/2017 17:45
    O que aconteceria se o pessoal da Carta Capital lesse isso?
  • Augusto  05/06/2017 20:02
    Certo, porém como responder ao argumento paternalista de que o cidadão comum brasileiro é muito "burro" e não tem cultura de poupar, fazendo com que ele gastasse todo o seu dinheiro num frenezi consumista que redundaria em ficar desamparado na velhice, sem rendimento algum?
  • Nelio  20/06/2017 01:32
    Caro Leandro,
    Muito bom o seu trabalho, só não concordo com o com a sua conclusão.
    Você esqueceu que vivemos no Brasil, onde o governo é deficiente nos serviços básicos para que um cidadão honesto, trabalhador e contribuinte tenha respeitada a sua dignidade humana.
    Repetindo o governo é deficiente nos serviços para que se tenha um final digno. Cadê os serviços como a saúde, educação e outros de responsabilidade dos governantes.


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