Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos
Todas as mazelas decorrem deste arranjo

Há aproximadamente 200 milhões de pessoas no Brasil.

Imagine que o Congresso irá aprovar uma lei — ou implantar uma determinada política — que irá custar a cada brasileiro R$ 1.

Esta legislação está sendo implantada por causa de um lobby feito por determinados grupos de interesse.  Mais especificamente, esta legislação beneficiará apenas 100 pessoas. Cada uma delas ganhará, caso a legislação seja aprovada, R$ 1 milhão.

Isso significa que há 100 pessoas no Brasil que, em vez de perder R$ 1 com a implantação dessa lei, irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão.

Qual é o resultado social líquido da aprovação dessa legislação?

Duzentos milhões de pessoas perderão R$ 1. Isso dá uma perda de R$ 200 milhões.

Cem pessoas ganharão R$ 1 milhão cada uma. Isso dá um ganho de R$ 100 milhões.

Portanto, temos um ganho de R$ 100 milhões menos uma perda de R$ 200 milhões.  Logo, o custo social total é uma perda de R$ 100 milhões para o país, em termos puramente utilitaristas.

Essa legislação será aprovada? Eu tenho a mais absoluta certeza de que sim. Sempre.

Com efeito, todo o sistema político foi desenhado exatamente com o intuito de poder aprovar legislações desse tipo.

Por quê?

É simples. Para cada um de nós, essa legislação custará R$ 1. Sendo assim, com um custo per capita tão baixo, como será possível conseguir organizar e agitar um número grande o bastante de pessoas para fazer ativismo contra essa lei?

Mais: suponha que, em um caso totalmente inédito, você consiga organizar um número suficiente de pessoas para protestar contra essa legislação e revogá-la em apenas uma hora.

O que você ganhou? Um real por uma hora de esforço intenso. Eletrizante...

Por outro lado, aquelas 100 pessoas irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão com esta legislação.

Consequentemente, elas irão, com grande afinco, gastar várias horas de sua vida tentando descobrir qual a melhor maneira de fazer um lobby eficaz, quais políticos devem ser abordados para conseguir fazer com que eles aprovem essa legislação, qual a melhor maneira de propagandear de forma positiva essa legislação para o povo, e, principalmente, como fazer o povo acreditar que tal legislação será boa para todos.

Essas 100 pessoas estarão perfeitamente dispostas a gastar, conjuntamente, centenas de milhares de reais para conseguir aprovar essa legislação. E ainda colherão belos lucros.

Já você, que se opõe a essa legislação, teria de ser capaz de organizar 1% da população brasileira — isto é, 2 milhões de pessoas — para conseguir revogar essa lei.

Mais ainda: você tem de encontrar 2 milhões de pessoas que tenham, em relação a essa legislação, o mesmo fervor que aqueles que querem aprová-la.

Pior: o custo de você organizar essas pessoas irá superar, em muito, os eventuais benefícios de fazer isso.

Ainda pior: mesmo que você consiga encontrar esses dois milhões de pessoas, e esteja disposto a incorrer em todos os custos para fazer isso, no final o seu manifesto será simplesmente enviado para o Congresso — a mesma entidade que está sendo assediada por lobistas muito mais bem organizados e financiados que você.

Quais as chances de você vencer?

Conclusão

O raciocínio acima vale para qualquer tipo de política.

A legislação pode ser a imposição de tarifas de importação, a criação de subsídios diretos, a criação de regulamentações que irão dificultar a entrada de novos concorrentes em um mercado específico, a escolha de uma determinada empresa para gerenciar um presídio, ou a criação de uma emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública. 

Pode ser também coisas mais triviais, como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis (beneficiando as empresas que os fabricam), a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados em bares e restaurantes (devidamente fornecidos pela empresa lobista), ou a proibição de sacolas plásticas nos supermercados (bom para os supermercados, que agora não têm de fornecê-las, e bom para os fabricantes de sacolas biodegradáveis, que agora terão clientela cativa).

E olhe que estamos desconsiderando por completo todas as políticas ilegais que também são estimuladas e facilitadas por esse arranjo, como fraudes em licitações e superfaturamento (com o dinheiro de impostos) em obras de empreiteiras, ambos conseguidos em troca de propinas para políticos.

Pode reparar: a esmagadora maioria dos casos de corrupção que você lê no noticiário é uma consequência direta deste arranjo.

A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas.

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.

___________________________________

Leia também:

Uma teoria simples sobre a corrupção

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"


16 votos

SOBRE O AUTOR

Patri Friedman
é o fundador e presidente do The Seasteading Institute, entidade que tem como missão promover o desenvolvimento de comunidades autonômas permanetes no oceano. É o editor do blog LiveJournal.


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • anônimo  14/12/2016 13:32
    A solução é pelo menos uns 30% da população sair do país.
  • 4lex5andro  15/12/2016 20:04
    Se fosse a península da flórida perto o suficiente, o mar é até calmo. Pq não?!
  • Solstafir!  14/12/2016 13:32
    e Zefini.
  • Andre  14/12/2016 13:37
    Brasileiros médios dirão: "Basta acabar com a corrupção que haverá recursos para saúde e educação e etc, e fazer leis boas para melhorar a vida das pessoas."
  • Max Stirner   14/12/2016 13:49
    É só o Estado que faz lobby ?
  • Léo Odebrecht Gutierrez Pessoa  14/12/2016 14:01
    Oi? Quem foi que disse isso?

    O estado não faz lobby. Pessoas da iniciativa privada fazem lobby junto a pessoas do setor estatal.

    Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais os indivíduos poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios à custa dos concorrentes e da população como um todo.

    Neste sistema econômico, o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado.

    Há a criação de privilégios legais, que vão desde restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros, até coisas mais paroquiais como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis e a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados (devidamente fornecidos pela empresa lobbista) em bares e restaurantes.

    E há a criação de privilégios ilegais, que vão desde fraudes em licitações e superfaturamento em prol de empreiteiras (cujas obras são pagas com dinheiro público) a coisas mais paroquiais como a concessão de bandeiras de postos de combustíveis para empresários que pagam propina a determinados políticos (bandeiras essas negadas para empresários honestos e menos poderosos).

    Em troca, os empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas. A criação destes privilégios pode ocorrer ou abertamente, por meio de lobbies e da atuação grupos de interesse, ou na surdina, por meio do suborno direto.

    Em ambos os casos, empresários poderosos e grupos de interesse conseguem obter privilégios mediante o uso da coerção estatal. E isso só é possível porque há um estado grande que a tudo controla e tudo regula.

    Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas.

    A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

    Os libertários, obviamente, se opõem radicalmente a ambos esses arranjos, tanto o legal quanto o ilegal.

    E a receita que propõem é bem simples: se os lobbies, os grupos de interesse e as propinas surgem porque o estado detém um grande poder regulatório e decisório, então nada mais lógico do que reduzir o estado a uma mínima expressão.
  • alessandro  30/01/2017 22:33
    É importante uma república forte mas somente se pudermos mantê-la.
  • Capital imoral  14/12/2016 13:50
    Eu queria dizer que o capitalismo mata.
    O capitalismo matou o filho da Tati quebra barraco.
  • Social Democrata em Conversão  14/12/2016 14:15
    Tentei, mas não consigo refutar ou apontar erros.
  • Ier Cubano  14/12/2016 16:17
    Há erros:

    1 - Os 100 milhões serão serão alocados na economia, ou seja, as pessoas vão ter o retorno.

    2 - Ganho de escala, cada individuo perde 1, mas o coletivo ganha 100 milhões.

    3 - Os que receberam o valor são certamente mais capazes para alocar o dinheiro.

    4 - Se foram eleitos possuem legitimidade, quem consente, cala.

    5 - Não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor trabalhar e pagar, do que ficar de mimimi e não pagar.

    Poderia apontar milhares de outros erros. O artigo/escritor pintou como se os recursos do estado, acabassem em fundo perdido/jogo de soma zero, isso é uma mentira. Os recursos passam pelo estado para sua operação e depois retornam a população.

    Obrigado!
  • anônimo  14/12/2016 20:03
    Os itens 2, 3 e 5 não fazem sentido.
    Os 100 milhoes podem ser destinados a comercializacao de bens ou serviços que não agregam em nada Pra populacão ou para o aumentar da eficiencia econômica. Sobretudo se o dinheiro sair do País. E quanto à eficiencia, este arranjo provoca, na verdade, ineficiencia a medio e longo prazos pois distorce todo o processo de formaçao de preços, tendo em vista que quem decidirá o destino do montante, o fará diferentemente da vontade dos donos.
  • Vladimir  14/12/2016 21:38
    Prezado Ier Cubano:
    Uma pergunta pq isso não acontece aqui no Brazil?
    Porque não existe uma rede ferroviária decente?
    e os metrôs ligando Rio a São Paulo?
    Cadê as hidrovias?
    Cadê os cidadãos capacitados a resolverem os problemas?
    Cadê a infraestrutura para se ter um parque industrial?
    Cadê a rede de telecomunicações eficiente?
    Cadê os grupos de autodefesa formados por cidadãos?
    Porque os nossos políticos são tão ineptos, corruptos, arrogantes e sem noção?
    E para finalizar:
    A prosperidade de uma nação não depende de sua extensão territorial ou das riquezas do seu solo, mas sobretudo do caráter do seu povo
  • Estevam  15/12/2016 01:07
    Ier Cubano. Quanta baboseira.

    1 - Você quase acertou, o autor omitiu o destino dos restantes 100 milhões, mas é sua pretensão dizer que a forma desse retorno é desejado para considerar que há realmente um ganho. Se o dinheiro foi tomado à força é um tanto improvável que o burocrata acerte em agradar.

    2 - Seis por meia dúzia. Coletivo não sente nada, a sociedade é a soma de suas partes.

    3 - Com base em quê? São deuses? Se são capazes de alocar melhor por quê precisam da violência para se financiarem? Por que a própria alocação genial de recursos não os faz grandes empreendedores?

    4 - E você vive em um mundo de pessoas absolutamente conscientes e instruídas e não há nenhuma fraude eleitoral. Onde todos os agentes políticos nos representam, tanto que amamos a todos os congressistas. Legitimidade na ponta de uma arma talvez.

    5 - Qual a relação entre a primeira frase e a segunda? E como se refuta o autor repetindo o que ele disse?

    Milhares é muito rapaz. Mais humildade por favor. Jogo de soma zero é tirar de um para dar para outro. Sim, o Estado faz isso. Repetiu a falácia do item 1.

    De nada! Adoro ajudar.
  • saoPaulo  15/12/2016 09:22
    Ier Cubano 14/12/2016 16:17

    Há erros:
    Só se forem seus.

    1 - Os 100 milhões serão serão alocados na economia, ou seja, as pessoas vão ter o retorno.
    Retorno menor do que elas teriam se tivessem gastado o dinheiro delas por si próprias. É como eu roubar o teu CD predileto e te devolver um da banda Calypso. É como eu roubar sua Playboy predileta e te devolver uma da Hortência.

    2 - Ganho de escala, cada individuo perde 1, mas o coletivo ganha 100 milhões.
    What? Que lógica mágica é essa? Eu tirar um balde d'água da parte funda da piscina e despejar na parte rasa não aumenta o nível da água. Não há ganho algum, seu maluco!

    3 - Os que receberam o valor são certamente mais capazes para alocar o dinheiro.
    Impossível! Justamente pelo argumento do cálculo econômico de Mises, tão repetido neste instituto, e pela dispersão da informação pela sociedade.

    4 - Se foram eleitos possuem legitimidade, quem consente, cala.
    Deixa eu ver se entendi sua lógica. Dois bandidos apontam uma arma para a sua cabeça e dizem: "nós decidimos te estuprar." Você vai simplesmente se consternar e liberar o toba... Tá serto!

    5 - Não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor trabalhar e pagar, do que ficar de mimimi e não pagar.
    Realmente, não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor ser estuprado, do que ficar de mimimi e morrer.

    Poderia apontar milhares de outros erros.
    Sério? Manda mais, estamos ansiosos!

    O artigo/escritor pintou como se os recursos do estado, acabassem em fundo perdido/jogo de soma zero, isso é uma mentira. Os recursos passam pelo estado para sua operação e depois retornam a população.
    Cara, você sabe a diferença entre troca e assalto? Se você rouba de A para dar a B, isto é sim um jogo de soma zero! Quanta ignorância!

    Obrigado!
    Disponha!
  • clovis carvalho lagarto filho  15/12/2016 17:34
    opá! como? quer dizer que existem pessoas que sabem gastar melhor o MEU dinheiro que eu? Na hora de fazê-lo (o dinheiro) eu sou bom nisso, mas na hora de gastá-lo não!!??.... ah! num f.... p.....ra
  • Lucas Vieira  14/12/2016 17:26
    Eu concordo absolutamente com tudo nesse texto. Mas ele tem um errinho sim:
    "proibição de sacolas plásticas nos supermercados (bom para os supermercados, que agora não têm de fornecê-las, e bom para os fabricantes de sacolas descartáveis, que agora terão clientela cativa)."

    Posso estar errado, mas os fabricantes de sacolas irão perder a clientela dos supermercados não? Isso é ruim e não bom para eles.
  • Marcos  14/12/2016 18:27
    Os fabricantes de sacolas plásticas se estreperam (não fizeram o lobby). Já os donos de supermercado e os fabricantes de sacolas biodegradáveis (que são compradas pelos consumidores, e não pelos donos de supermercado) se deram muito bem. Qual o erro?
  • Antônio  15/12/2016 10:32
    Os fabricantes de sacola biodegradável provavelmente serão prejudicados sim. O preço aumentou p/ o usuário final e sabemos que a demanda caiu +- 30%. Se ele vendia a 5 centavos p/ o mercado por exemplo (Receita Antes = 100% da demanda original*5centavos = 0,05 "unidades de receitas") e agora vende aos mesmos 5 centavos para o mercado (Receita Depois = 70% da demanda original*5centavos = 0,035 "unidades de receitas"), ele se fudeu sim!
  • Gramsci  15/12/2016 11:38
    Como assim?! Antes, os fabricantes de sacolas biodegradáveis não tinham consumidores cativos. Agora têm. Ou o cara compra uma no supermercado, ou sai carregando as compras num caixote de papelão, como um marsupial.

    Como exatamente a aquisição de uma reserva de mercado e uma clientela cativa prejudica os fabricantes de sacolas biodegradáveis?

    É cada um...
  • Max Stirner   14/12/2016 14:34
    Reduzir o Estado não vai acabar com os problemas...

    Na melhor das hipóteses você só vai tirar os políticos do "esquema".

    Existem instrumentos e instituições que na teoria criam uma responsabilidade do Estado para com as pessoas, existe pelo menos algo a quem se possa recorrer, existe um "dever de prestar contas" do Estado para com as pessoas.
    As pessoas vigiam o Estado, se o "esquema" é feito sem o Estado nem isso vão poder fazer !!!
    Aí voltaremos ao ponto de discursão de séculos atrás que explica a necessidade de se ter um Estado.

    Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER.

    Enfim...
    Se o Estado brasileiro funcionasse de forma correta, ninguém estaria criticando sua existência. O arranjo foi feito, leis é o que não faltam.
    O problema não é o Estado em si, o problema são as pessoas. E você acha que corrige isso diminuindo o Estado ?

  • Raphael  14/12/2016 15:07
    Como você próprio acabou de demonstrar, ainda que involuntariamente, não há contra-argumentos lógicos. Restam apenas apelos emotivos, efusões de clichês e afetações de sensibilidade.

    Mesmo num arranjo perfeito, gerido exclusivamente por anjos, você conseguiria coibir apenas os arranjos ilegais. As legislações legais seguiriam impávidas. Por quê? Porque todo o arranjo foi desenhado e planejado para funcionar exatamente assim.
  • Mateus Nardi  14/12/2016 15:32
    O Estado não é um arranjo democrático como se propõe ser, e isto esta sendo evidenciado em grande escala no Brasil, mas isto acontece praticamente no mundo todo.

    A organização social espontânea é a única forma de todos se beneficiarem. O livre mercado não precisa ser regulado, quem o regula são os clientes, os usuários dos serviços prestados.
    Em termos gerais é quase impossível haver monopólio de um bem ou serviço (A menos é claro que seja este concedido pelo estado).

    O Artigo em questão exemplificou porquê os incentivos levam os indivíduos do meio politico á corrupção. Se ainda tem fé neste esquema que nada mais é do que uma "legalização" de roubo alheio, convido-lhe a analisar mais alguns artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=52

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2400

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

    A única solução realizável é diminuir a maquina publica.

  • SRV  14/12/2016 15:58
    Max, talvez você não tenha percebido mas vou destacar um trecho de seu comentário:

    "As pessoas vigiam o Estado, se o "esquema" é feito sem o Estado nem isso vão poder fazer !!! "

    Como um "esquema" feito sem o Estado , entre entidades privadas, poderia me prejudicar? Se o esquema não pode usar o Estado pra aprovar leis, se o esquema não pode comprar decisões judiciais, se o esquema não pode fazer lobby, como o cidadão comum pode ser prejudicado?

    Então se hipoteticamente duas empresas gigantes se envolvem em um esquema de "compra" de leis, como poderiam fazer isso com um Estado fraco, limitado ou inexistente? Ou ainda, se houver "espionagem industrial", como o cidadão comum seria afetado? Ou duas gigantes resolvem combinar preços, em um ambiente de livre concorrência. O resultado seria a imediata entrada da concorrência estrangeira. Como pode o cidadão ser afetado?
  • Max Stirner  14/12/2016 17:39
    "Ou duas gigantes resolvem combinar preços, em um ambiente de livre concorrência. O resultado seria a imediata entrada da concorrência estrangeira."

    Imediata ? Será ?

    Existe uma coisa chamada "assimetria de informação". Isso existe no mundo real.

    É algo que os libertários daqui esquecem...
  • Tulio  14/12/2016 18:30
  • Max Stirner  14/12/2016 19:56
    Eu me refiro a um lugar real onde nem sempre um concorrente vai entrar IMEDIATAMENTE pra quebrar o cartel.

    Isso pode acontecer não por culpa do concorrente, pois talvez ele nem saiba que esse lugar existe. O mundo é muito grande e é cheio de assimetria de informação.

    As pessoas podem conviver com um cartel,um esquema entre duas empresas ou um monopólio durante anos...até que alguém resolva investir naquela determinada região.

  • Magno  14/12/2016 20:10
    "Eu me refiro a um lugar real onde nem sempre um concorrente vai entrar IMEDIATAMENTE pra quebrar o cartel. [...] As pessoas podem conviver com um cartel,um esquema entre duas empresas ou um monopólio durante anos..."

    Cê tá ligado que você simplesmente acabou de descrever exatamente como funciona o mercado de internet no Brasil, que funciona sob a regulação cartorial e cartelista da ANATEL, que impede empresas estrangeiras de entrar no mercado?

    Impressionante como as pessoas não percebem suas incoerências: ao descreverem seus temores de como seria um mundo sem regulação, acabam descrevendo exatamente o mundo regulado em que já vivem!

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

  • Bartolo de Sassoferrato  14/12/2016 18:50
    Infelizmente, não tem como "esquecer" essa conversinha aí, tal a insistência dos estatistas com essa besteira.

    Afinal, como esquecer da "coisa chamada 'assimetria de informação'" se essa coisa é um dos maiores engana-trouxas para o papai-estado na promover intervenção na economia?

    Só ignorantes econômicos continuam achando q essa "coisa chamada 'assimetria de informação'" tem alguma validade teórica ou empírica.


    The notion that so-called asymmetric information is a source of market failure is deeply flawed. Asymmetric information is essentially a synonym for "the division of knowledge (and labor) in society," which is the whole basis for trade and exchange and the success of markets. The real asymmetric information problem, moreover, is with government, since all taxpayers are rationally ignorant of almost everything government does. Asymmetric information is therefore a source of government failure, not market failure. (https://mises.org/library/note-canard-asymmetric-information-source-market-failure)


    If their ideological convictions for government have merit, then they should be anxious to explain them. If their beliefs lack merit, then they should accept this graciously. In either case, it is clear that all too many economists are not interested in an open and honest debate over these issues. Instead, they use deceptive rhetoric about market failure to hide their true agenda: the expansion and empowerment of the state. (https://mises.org/library/market-failure-myth)
  • Eduardo  14/12/2016 17:48
    "Como um "esquema" feito sem o Estado , entre entidades privadas, poderia me prejudicar?"

    Suponha que exista algo necessário ou desejado pela população normal (e.g. internet).
    Então as entidades privadas provedoras de internet se reunem e fazem um esquema: "vamos aumentar os preços dos serviços de internet, triplicando o nosso lucro e ferrando o consumidor, ele não vai querer ficar sem internet mesmo".
    Você foi prejudicado por um acordo privado realizado entre entidades privadas e não existe estado para dizer que isso é errado.

    Os países com os maiores IDHs têm serviços de educação exclusivamente públicos.
    A Alemanha tem um sistema público de educação superior universal, qualquer um pode estudar lá, desde que aprovado.

    O problema não é o governo e sim quem escolhe o governo.
    As pessoas deveriam passar por um pequeno teste de capacidade mental para ser apto a votar.
    Não tem lógica certas pessoas do governo serem eleitas de novo novamente mais uma vez.
  • Campos  14/12/2016 18:28
    Ou seja, o único exemplo em que você conseguiu pensar foi o de um fictício cartel em nível mundial, coordenado voluntariamente por milhões de provedores espalhados ao redor mundo, o qual poderia ser perfeitamente furado por qualquer provedor municipal.

    É... realmente, um argumento poderoso.
  • SRV  15/12/2016 12:13
    Eduardo, o que você falou sobre cartel não faz sentido.

    "Suponha que exista algo necessário ou desejado pela população normal (e.g. internet).
    Então as entidades privadas provedoras de internet se reunem e fazem um esquema: "vamos aumentar os preços dos serviços de internet, triplicando o nosso lucro e ferrando o consumidor, ele não vai querer ficar sem internet mesmo".
    Você foi prejudicado por um acordo privado realizado entre entidades privadas e não existe estado para dizer que isso é errado."


    Vamos falar de ambiente de genuína concorrência, sem conluio regulatório estatal. Supondo que o cartel que você disse aconteça no mundo real, e se os preços se mantiverem mais altos por causa do cartel, a demanda vai OBRIGATORIAMENTE cair. Não existe nenhum bem que tenha demanda perfeitamente inelástica, nem mesmo água (você tomaria banho de caneca 1x por semana se precisasse economizar água em um nível drástico, ou até mesmo banho com toalha úmida, tentaria coletar água da chuva, etc). Algumas dessas empresas perderão muitos clientes e agora estarão com prejuízos pois ficarão com infraestrutura ociosa. Elas terão incentivos fortes para atrair mais clientes, aproveitar melhor as instalações e evitar a falência.

    Qual é a melhor maneira de conseguirem? BINGO! FURANDO o esquema e fornecendo serviços mais baratos. Consumidores que tenham deixado de consumir o bem agora poderão voltar a fazê-lo pois apareceu um fornecedor com preços melhores.

    Repetindo: como pode, em ambiente de livre e genuína concorrência, um "esquema" entre empresas ser bem sucedido e acabar prejudicando a população como um todo?
  • Capitalista Opressor  15/12/2016 19:47
    Em um ambiente genuíno de livre concorrência, não há menor possibilidade das empresas organizarem um esquema para controlar o mercado tanto pela concorrência de novas empresas nacionais ou internacionais quanto pela possibilidade de uma dessas empresas que participarão do esquema não seguir com o plano de fixarem um preço nas alturas e assim angariar todos os clientes das empresas que fizerem o esquema em prol de um monopólio.

    E o que permite a educação de "qualidade" nos países com sistemas públicos? O imposto sobre o consumo.
    Os países nórdicos são os maiores exemplos dessa política de tributação e o nível de ensino, foram que alguns países ainda usam voucher.

    Sobre a Alemanha, te digo que a situação anda nada boa em termos de educação no país, vários pais que queiram colocar seus filhos em uma escola ou universidade pública encontram diversas barreiras. Como sempre falado por este site, anos após ano tem que se investir uma quantia cada vez maior pelo mesmo número de alunos, e como essa situação está se encontrando na Alemanha, o sistema educacional de qualidade que dizem tanto do país está começando a apresentar resultados negativos. E a questão, é que o número de crescimento populacional na Alemanha não é tão impactante para apresentar quantias cada vez maiores para o financiamento do sistema educacional do país.

    Filhos de imigrantes ainda lutam por acesso a educação

    O problema sempre é o governo, mais cedo ou mais tarde todos irão reconhecer isso.

    A questão que fica: Poderia ser melhor o sistema educacional da Alemanha? Sim.
    Como? Privatizando e liberando para a concorrência fazer o resto do trabalho.

    A situação é semelhante ao setor da saúde, mas esses ainda encontram resistência não sei por qual motivo, já visto que a alimentação é a coisa mais importante e essa ainda está em mãos privadas.
  • Henrique Zucatelli  14/12/2016 16:03
    Max, vou ser breve para que entenda em 1 minuto, como não podemos controlar um Estado anti libertário.

    Você sabe quais leis estão sendo aprovadas nesse momento na sua cidade? Provavelmente não.

    E quando forem aprovadas, por mais imorais que sejam e te prejudiquem, serão leis e será obrigado a cumpri-las, sob risco de prisão ou confisco.

    Tudo com prestação de contas, bonitinho, para Inglês ou Chinês ver.

    Ganhei do artigo.
  • tales  14/12/2016 17:55
    Você mesmo matou a charada. O problema são as pessoas. Então, no mínimo, convém não dar a elas força coercitiva desproporcional (como é no sistema político atual) para, em nome de todos, privilegiar a si mesmo e a seus amigos.
  • Max Stirner  14/12/2016 20:08
    O mundo é um selva de pedra, meu caro...

    Não há diferença de nós para os animais na savana.
    É a lei do mais forte...

    se não for a forca "legítima", será a força física, a força de quem tem mais dinheiro(quem detém o capital)...enfim... são várias, elas ainda estão aí funcionando COM GOVERNO ou SEM GOVERNO.

    Como eu já disse, enquanto houver dois indivíduos ocupando o mesmo lugar, existirá o PODER, a briga pelo PODER...

    É a microfísica do PODER...ele permeia todas as relações.
    O que vocês querem é trocar um arranjo por OUTRO arranjo.

  • marcela costa  14/12/2016 15:41
    NÃO GOSTEI DA CONCLUSÃO DO IMB:A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.
    MINHA CONCLUSÃO SERIA ESTA:A solução?Só há uma:reduzir a "nada"o tamanho do estado para que se reduza a "nada" as chances de privilégios.Não há outro jeito.Com um estado mínimo,lobbies,grupos de interesse e subornos empresariais certamente atuarão para transformá-lo em um estado grande,intervencionista e ultra-regulador igual ao que aconteceu com os Estados Unidos Da América.
  • Henrique Zucatelli  14/12/2016 16:12
    Marcela, permita-me um contra ponto.

    Como liberal clássico (Rule of Law) e muito afinado com Hoppe, me apego a teoria dos micro Estados e da proteção de fronteiras como papel único de uma entidade comum organizada. E só. E mesmo sendo um adepto da monocracia, admiro Estados como a Suíça e sua democracia direta, que sempre deu e dá muito certo.

    O livro Como a economia cresce, e como ela quebra dá uma boa noção de como impostos podem ser transformados em contribuições: somente pessoas de maior poder aquisitivo pagariam para votar, logo esse montante seria utilizado para fins de proteção da vida e liberdade dos habitantes.


  • RAFAEL TEIXEIRA  14/12/2016 15:56
    A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.

    A teoria por trás destas conexões é simples. Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.

    Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

    Claro que existe corrupção no livre mercado, porém, gera gastos extras e encare os bens e serviços oferecidos. Com isso mais cedo ou mais tarde, através do sistema de preços, a concorrência cuidará de varrer os corruptos (diga-se não para sempre, mas em uma batalha constante). Sem contar que a corrupção em nível privado é prejudicial a áreas específicas e não a toda a nação, como no caso estatal.
  • Max  14/12/2016 18:26
    "Claro que existe corrupção no livre mercado"

    Não existe "corrupção" no âmbito privado, meu caro.

    No âmbito privado existe roubo.

    "Corrupção", por definição, é a apropriação de dinheiro proveniente de dinheiro dos impostos; só existe corrupção quando há agente estatal envolvido. Não havendo agente estatal envolvido, nem dinheiro de impostos, não há corrupção, e sim roubo puro e simples.
  • Pirro de Élis  14/12/2016 15:59
    "Mesmo num arranjo perfeito, gerido exclusivamente por anjos, você conseguiria coibir apenas os arranjos ilegais. As legislações legais seguiriam impávidas. Por quê? Porque todo o arranjo foi desenhado e planejado para funcionar exatamente assim"

    Toda vez que observo essa afirmação me paira uma dúvida que, creio eu, seja bastante comum aos cidadãos. Evidentemente que o pluripartidarismo estabelecido criou um monopólio de poder ao governo que dificulta a transparência do erário e a aprovação de seus projetos positivos, entretanto,faço uma pequena digressão histórica e observo que a redução muito radical e contundente do Estado também trouxe diversos problemas a economia mundial.

    Provavelmente os exemplos da crise de 2008/2009 devem ser bastante citados aqui, principalmente na sua ausência de regulação estatal sobre os agente econômicos que acabaram expropriando boa parte dos Ninjas ,sendo alvo de hipotecas.
    Por que eu cito isso? Estou fazendo uma apologia exacerbada ao intervencionismo e empoderamento estatal? Criando uma interpretação que seu afirmação ( que me interessou muito) é uma demonstração de liberalismo utópico? De forma alguma

    Quando o Max diz: " Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER."

    Nunca pude concordar tanto. Embora pareça de um pedantismo filosófico falar sobre "Poder" no sentido amplo,ele só caracteriza que a boa gestão poderá interferir de forma positiva ao Estado;sendo ela uma boa gestão, o Congresso colaborará com emendas constitucionais que favorecerão os agentes econômicos.

    Porém, a sua crítica ela é muito pertinente. Tento demolir minhas utopias em acreditar que o Estado é o bastião da integridade, mas sei de longe que ele não é. O problema está nos representantes do governo que, infelizmente,não coadunam com os valores pregados em campanhas eleitorais.

    Sem contar os aspectos regionais de obtenção de voto. Algumas operações da Polícia Federal evidenciam isso.( "Operação Chequinho", envolvendo o ex-governador Antony Garotinho do RJ com a obtenção de votos por favorecimentos dos seus eleitores ao programa " Cheque cidadão". Um pseudo Bolsa Família).

    Outra coisa, agora citada no texto debatido:
    "Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas."

    Tudo bem,mas COMO você faz isso? Quais seriam as devidas reformas legais para que isso ocorra? E outra, quais seriam as implicações jurídicas desse processo? Caso o contrário, o discurso fica carregado de sofisma.



  • Nascimento  14/12/2016 16:24
    "Redução muito radical e contundente do estado americano" gerou a crise de 2008?

    Você é piadista, né? Dizer que o estado mais poderoso e intrusivo do mundo foi reduzido radical e contundentemente é algo que nem sequer pode ser classificado como escárnio. Seria preciso criar um adjetivo novo.

    O que você tem a dizer, por exemplo, sobre o "decreto CRA", por meio do qual o governo americano obrigou os bancos a sair concedendo empréstimos imobiliários a absolutamente todos os tipos de pessoas, inclusive aquelas que tinham um histórico de crédito latrinário (até mesmo presidários)? Os bancos que se recusassem eram acusados de racismo.

    O que você tem a dizer sobre o Fed e sua política de juros artificialmente baixos, visando exatamente a estimular o endividamento e a compra de imóveis?

    O que você tem a dizer sobre as para-estatais Fannie Mae e Freddie Mac, que existiam exatamente para intervir no mercado imobiliário e garantir liquidez às hipotecas?

    O que você tem a dizer sobre a imposição estatal de políticas de ação afirmativa para a confesso de empréstimos?

    O que você tem a dizer sobre o monopólio, garantido pelo governo americano, das agências de classificação de risco?

    O que você tem a dizer sobre o Tesouro americano e todo o seu conjunto de poderes regulatórios?

    Aliás, o que dizer também sobre a Controladoria da Moeda, que licencia, regula e supervisiona todos os bancos dentro dos EUA; a Securities and Exchange Commission (SEC, cuja função é idêntica à nossa CVM); a Federal Deposit Insurance Corporation, uma agência federal que tem como objetivo garantir os depósitos feitos em bancos comerciais; e Federal Home Loan Bank Board, agência federal que supervisiona todos os empréstimos hipotecários do país?

    É, realmente, o estado americano foi reduzido radical e contundentemente...

    É cada piadista.

    Artigo:

    [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696]Como ocorreu a crise financeira americana[\link]
  • Pirro de Élis  14/12/2016 17:13
    Nascimento


    Peço desculpas se ficou ofendido pela minha explicação superficial, posso ter exagerado nos adjetivos. Evidentemente que existem outros fatores ligados a crise de 2008.Atualmente a própria FED está em bastante contradição ,junto a outros órgãos estatais que estão favorecendo o acúmulo de empréstimos .

    Mas aí eu retomo a pergunta inicial: a obtenção de recurso dos hipotecados foi diluído na máquina pública? Favoreceu ao "Estado Tîrânico ",que corrompeu o mercado imaculado?

    Favoreceu aos representantes do próprio Congresso que em CONLUIO de empresários e banqueiros se aproveitaram do endividamento público.

    "obrigou os bancos a sair concedendo empréstimos imobiliários "

    Então essa é a conclusão? O mercado foi coagido pelo Estado?

    O seu discurso ele tem propriedade técnica que mais serve para embaralhar do que para explicar. Onde está mobilização cidadã do Mercado, e consequentemente de empresários, para trazer maior transparência aos veículos de comunicação, enfatizando que Estado está promovendo a crise econômica? Ele foi silenciado nesse interim? Ou ele viveu uma ditadura no Governo Bush?

    Eu sei que seu modelo intervencionista no Afeganistão e outras regiões no oriente médio favoreceram ás industrias petrolíferas , armamentistas e tantas outras. Porém, o que não consigo entender é: quem vai criar LEIS para trazer equidade econômica e liberdade suficiente para que o mercado possa ter pleno funcionamento?

    Será o oligopólio? Que acabará se tornando um outro Estado que vai aplicar políticas semelhantes as citadas acima ? Ou o Congresso terá representantes a altura para atender a estratégia dos agente econômicos?

    Dou um conselho: seja menos agressivo ao conversar com alguém. Algumas informações que você passou me interessaram muito,e posso aprender bastante com sua posições de discordância, mas tente ser menos agressivo.

    Aqui no site diz: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado". Posso admitir limitações no meu conhecimento, mas não tenho medo de admitir meus erros. ( e não disse que você está errado em seu comportamento)


  • Guilherme  14/12/2016 18:54
    Tudo o que você falou -- absolutamente tudo -- foi abordado em detalhes e explicado no artigo linkado. Vou colá-lo de novo aqui:

    Como ocorreu a crise financeira americana

    Agora, se você não teve sequer a cortesia de lê-lo para ao menos entender determinados pontos de vista, então você não pode exigir que outros lhe estendam a mesma cortesia que você não teve. Você não pode querer que, após toda essa sua desconsideração, as pessoas sigam lhe fornecendo respostas educadas, mastigadas e detalhadas -- todas as quais, repito, estão no artigo que você ignorou.

    Essa é a regra básica de um debate. Quer comentar sobre algo? Ao menos entenda o básico sobre o assunto. Eu, por exemplo, não invado sites de medicina para sair palpitando. Tenho a humildade de reconhecer que nada sei sobre o assunto.

    Quer falar sobre a crise de 2008? Gentileza comentar na seção de comentário do respectivo artigo.

    Como ocorreu a crise financeira americana

  • Ufanista Democrata   14/12/2016 16:04
    Eu sei que estamos passando por um momento conturbado na nossa política, mas não podemos ser tão pessimistas assim.

    Pesquise bem seu candidato, analise suas propostas, projetos que ele elaborou/aprovou e se ele é ficha limpa ou não. Mobilize seu bairro/sua comunidade, faça sua voz ser ouvida! Afinal de contas, quem faz a democracia somos nós!

    O Brasil é gigante, belo, rico em recursos naturais! Somente com educação e combatendo a corrupção que podemos mudar esse destino!

    #boramudarbrasil #EuSouBrasileiroENãoDesistoNunca #OGiganteTáVivo
  • Miniarquista ancapizado  14/12/2016 16:35
    Secessão já!
  • Todd  14/12/2016 18:27
    "Afinal de contas, quem faz a democracia somos nós!"

    QUE PIADA
  • Ufanista Democrata  14/12/2016 19:26
    Pois é, esse tipo de discurso me deixa mais enjoado do que o discurso dos progressistas(na verdade, são até cômicos). O pior é ter que ouvir o famoso: ''voto nulo não ganha eleição''

    E aí entra no círculo vicioso clássico de qualquer debate sobre o Brasil: Corrupção> políticos corruptos> população vota mal> educação como solução> valorizar o professor> pedir mais investimentos(estatais, é claro) em educação> corrupção> e continua o ciclo de novo.

  • Todd  14/12/2016 21:53
    Corrupção> políticos corruptos> população vota mal> educação como solução> valorizar o professor> pedir mais investimentos(estatais, é claro) em educação [e, de quebra, em outras áreas]>mais grana extraída da iniciativa privada>mais estado> corrupção> e continua o ciclo de novo...



    É bem isso aí. Deprimente demais.

  • Festivo  15/12/2016 02:33
    O que está escrito nesse artigo pode ser facilmente refutado com um contra-exemplo muito simples: o novo padrão de tomadas de três pinos.

    Lembremos que "com a criação do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, o nosso mercado passa a comercializar apenas dois modelos de plugues e tomadas. Nele, os plugues possuem dois ou três pinos redondos e as tomadas três orifícios de 4 mm ou 4,8 mm".

    É muito, mas muito provável mesmo que nenhuma empresa ou grupo de empresas tenha exercido qualquer tipo de lobby ou influência sobre a esfera estatal para que fosse aprovada essa versão de tomadas, que afinal seguiu um modelo facilmente adaptável a versões anteriores.

    Jamais poderia se cogitar que qualquer das empresas do setor possa ter tido algum ganho expressivo com a implantação da novidade, ou que a criação tenha induzido a troca do maior número de peças possível da instalação.

    Muito menos ainda poderia se falar em incremento de custo ao consumidor final.

    Sabemos também que o "padrão foi criado, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, ao diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios e mortes".

  • Zelador  15/12/2016 11:38
    Isso mostra como você faz parte daquela fatia de brasileirinhos ingênuos. A tomada de três plugues foi adotada pelo governo Lula a pedidas das empresas de eletrodomésticos nacionais. Por quê? Simples: para dificultar a vida do populacho brasileiro que compra eletroeletrônicos em Miami.

    Com isso, aqueles "infratores" que tiverem o atrevimento de comprar produtos eletrônicos no exterior, ou importar, terão gastos extras apenas para poder utilizar seus produtos em solo pátrio. Uma punição por tentar furar a reserva de mercado.

    Você, involuntariamente, acabou de fornecer um perfeito exemplo de lobby: fabricantes nacionais de eletrodomésticos, que querem inibir importados, que vêm com outro plugue.

    Veja o absurdo em uma foto.

    Políticos e lobistas vibram com a existência de pessoas como você.
  • Festivo  15/12/2016 23:53
    Você tem certeza disso?

    Veja o que o INMETRO diz sobre o assunto:

    O padrão foi criado, [u]acima de tudo[u], para dar mais segurança ao consumidor

    www.inmetro.gov.br/qualidade/pluguestomadas/

    O que é o INMETRO?

    é uma Autarquia federal, vinculada ao [u]Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior[u].

    Leia-se: é uma entidade que atua única e exclusivamente pensando no BEM COMUM, dirigida por agentes isentos e imparciais, nomeados por dirigentes eleitos.

    ahahha
  • Zelador  16/12/2016 02:34
    Ah, bom, foi só agora que entendi que você estava sendo irônico e zoando desde o início. Foi mal aí. Fui lerdo.

    : É isso aí, concordo plenamente com você! Se entregarmos tudo para agentes isentos e imparciais, nomeados por dirigentes eleitos, e que atuam única e exclusivamente pensando no bem comum, estaremos salvos das garras do mercado ganancioso e explorador.
  • Rodrigo Martins  14/12/2016 16:35
    Ótima síntese do nosso drama.
  • Paulo Henrique Martinello  14/12/2016 19:06
    Gostei muito do artigo, por mais que pareça simplificar algo complexo. Ele explica de uma forma diferente a teoria de que se importar com politica(aqui no sentido de fiscalizar sempre), ser algo irracional.

    Não só 1 Real não é perceptível, como brigar contra isso tem um custo de oportunidade bem maior que 1 Real. Se cada Brasileiro protestar contra essa perda de 1 real por 1 hora(coisa impossível), provavelmente os prejuízos seriam maiores.

    Isso em termos meramente ''econômicos''

    Ai que existe aquela teoria da ''IGNORÂNCIA RACIONAL''

    Só para dar uma explicação básica, a Teoria da Escolha Pública propõe o estudo do comportamento político com base, nas palavras de Buchanan, da "política sem romance". Buchanan concluiu corretamente que a diferença de relevância entre os agentes do mercado e da política não são os interesses que as pessoas buscam, mas a condição pela qual elas buscam.
    A aquisição de informação é sempre um empreendimento custoso. Mas o que isso quer dizer?
    Toda ação precisa, para ser realizada, de um desses quesitos:
    Custo de oportunidade(o que a pessoa precisa deixar de fazer ou ganhar para realizar a ação)
    Custo monetário
    Custo de informação(procurar saber as consequências da ação realizada)
    E o mais importante, que abrange todos os anteriores, custo de tempo.
    (Existem mais, obviamente, mas só listei os principais)


    Prosseguindo, é possível que possa custar mais para adquirir determinada informação do que os benefícios que essa informação pode conferir. Quando o custo para adquirir informação é do que os benefícios derivados dessa informação, é racional ser ignorante. Afinal, para quê eu vou me esforçar para adquirir algo cujo esforço seja subjetivamente maior que o resultado? Seria como gastar 10 minutos de sua vida para ganhar 5 minutos a mais de tempo de vida. Não faz sentido. Esse é o básico da teoria de ignorância racional.
    Primeiramente, consideremos um exemplo extremo. Vamos supor que uma cirurgiã cardiovascular, devido a alta demanda do seu cargo, tenha como uma hora do seu tempo o equivalente a 1000 reais. Em um cenário desses, não faria nenhum sentido para ela gastar uma hora de sua vida procurando o super mercado mais barato da cidade, o que poderia, no máximo, economizar 20 reais de sua carteira.

    Apesar do exemplo ter sido um pouco exagerado, isso vale para a grande maioria das pessoas, considerando que esse tempo adquirindo informação poderia ter sido "gasto" em outras atividades. Não importa que seja tempo gasto conseguindo dinheiro ou tempo gasto com a família, por exemplo. Afinal, tempo é dinheiro rs. Poucas pessoas trabalhariam 20 horas por dia para conseguir 1 real devido ao alto custo de oportunidade. Esse tempo poderia ter sido gasto para coisas muito mais produtivas, mesmo que não seja conseguir dinheiro

    Resumindo, a não ser que alguém tenha uma razão para acreditar que os benefícios de adquirir vão ser maiores que os custos de adquiri-la, é racional permanecer ignorante.

    Nesse ponto, acho que vocês já entenderam a relação disso com o interesse em política. O eleitor não investe tempo para ficar informado em política porque ele acha(e tem razão) que os resultados dessa ação serão muito menores que o custo. Elas trarão um resultado político mínimo ou nulo. Indo além, quanto mais ocupado é o eleitor, mais justificativas ele tem para permanecer como um ignorante racional.


    A única crítica que eu conheço é o fato de que a pessoa pode ter uma visão errada dos resultados ao se basear se vale ou não a pena gastar tempo em determinada ação. Hm, isso é verdade. Porém, empiricamente falando, é muito difícil que os resultados sejam diferentes do usual. Além disso, se a pessoa pode calcular o resultado de maneira errônea, o mesmo pode ocorrer com os custos. Eles podem ser maiores que o esperado.


    A conclusão é que o "problema no Brasil" não é culpa do "eleitorado ignorante", como alguns apontam. O fato dele ser ignorante na hora de votar é algo totalmente compreensível e racional. Na grande maioria das vezes, é completamente custoso, além de inútil, pesquisar sobre propostas políticas. A pesquisa só seria benéfica em casos extremos, como projetos políticos relacionados a censura, por exemplo. Mas nesse caso, todos(ou quase todos) se importam.

    O problema é desse sistema "democrático"(haha) falido existente no Brasil.

    "Todos os partidos políticos terminam fatalmente, mais dia menos dia, em se preocuparem mais com os meios do que com os fins. Esta a razão por que os libertários combatem a política, e julgam-na o processo mais falso de luta pela emancipação social. Nunca, pela política, se consegue atingir os fins desejados e, quando se consegue alguma coisa, é sempre apesar da política."
    Mário Ferreira dos Santos.


  • Anderson d'Almeida  14/12/2016 22:09
    Ótimo comentário, Martinello!

    Daria um bom acréscimo ao artigo.

    Acredito que há fatores que podem aumentar os custos da pesquisa (ou o não perder 1$ para os votantes/lobistas das várias pautas), um dos tais é a própria ignorância acerca da situação geral. Ora, é bem mais fácil uma pessoa que entende, mesmo que razoavelmente, de economia perceber as linhas ou consequências que uma pauta a ser votada no congresso trará. Ela poderá, numa rápida pesquisa, entender as nuances da situação; diferente da maioria da população leiga nessa ciência. A falta de conhecimento comum à população a faz se distanciar mais ainda do entendimento dos fatos, ou seja, aumenta o custo da averiguação/luta contra as pautas dos Lobbys.

    Outro ponto é o caos "primário" da situação, já são tantos os problemas no país que se atentar ao pequeno detalhe, mesmo que positivo, será visto como "dispêndio inútil de energia". É como um atleta que está em má fase, com o time em baixa, o clube com problemas financeiros e uma série de problemas, ainda se preocupar se vai comer uma ou dois gramas de proteínas a mais. Um detalhe em meio a tantas situações negativas ou desconexas pode soar como um custo enorme, que não vale a pena pagá-lo.
  • Edujatahy  14/12/2016 22:18
    ótimo argumento. É exatamente o que acho. Simplesmente NÃO compensa perder tempo com política. É muito mais útil dedicar seu tempo ao trabalho ou ao lazer.

    Minha fé é que no futuro as tecnologias e serviços privados nos permitam cada vez mais proteger nosso patrimônio do Leviatã.

    Eu pessoalmente já me posicionei há mais de um ano em Bitcoin. Nem conta bancária uso mais. Governo pode chegar com Bacen Jud e levar meus 3 reais que tem na conta.

    Foi a melhor decisão que já tomei.
  • Renegado  15/12/2016 16:58
    Prezado Edujatahy, você poderia, se possível for, me informar como procedeu com a migração para o bitcoin? como fica a questão de receber salário, pagamentos e etc..?
    Obrigado..
  • Edujatahy  15/12/2016 21:34
    Caro Renegado,

    Bem simples na realidade. No início eu simplesmente convertia boa parte que eu recebia em bitcoin em qualquer exchange no Brasil (FoxBit, MercadoBitcoin, Bitcointoyou, etc...). E já manda para sua wallet (recomendo ter uma paper wallet se fores guardar mais dinheiro).

    Para os gastos do dia-a-dia eu comprei alguns cartões pré-pagos (recomendo muitíssimo o advancedCash, é MUITO bom e rápido, e você pode recarregar ele em bitcoin, ainda que esteja convertido em dólares).

    Boletos podem ser pagos em bitcoins por serviços oferecidos na internet (bitbol por exemplo).

    O ponto é que você tem que ter paciência. Não adianta você colocar tudo em bitcoin no dia zero se você está com muita conta em real no curto prazo. O bitcoin é muito volátil, então você pode comprar hoje e estar com "menos" dinheiro amanhã, mas no médio e longo prazo você sempre estará ganhando dinheiro pois ele tende a valorizar. Hoje eu converto imediatamente tudo o que ganho para bitcoin no dia 0 porque já estou usando bitcoins que comprei meses anteriores para pagar minhas contas do mês corrente.

    As exchange são rápidas, caso você realmente precise pagar alguma conta em real (por exemplo, um aluguel), você consegue facilmente sacar para sua conta e pagar no dia (ou sacar direto na conta do locador, mas têm de deixar isso informado à exchange).

    E se você precisa de dinheiro "cash" para o dia-a-dia você pode ir no peer-to-peer (localbitcoins) e pegar em dinheiro vivo (tomando os devidos cuidados, evidentemente).

    É plenamente possível viver só com bitcoins, já o faço há meses!

    E é indescritível a sensação de você ter absoluto e total controle sobre seu dinheiro. Tomando os devidos cuidados contra hackers e roubo, é muito bom você saber que o estado não pode fazer nada para tirar seus bitcoins, ele pode atrapalhar sua vida com certeza , mas tirar seu bitcoin é impossível.


  • Renegado  17/01/2017 11:01
    Caro Edujatahy, obrigado pelas informações, realmente foram de muita valia para mim. Comecei algumas aplicações financeiras em bitcoins. Aos poucos vou migrar também para esta realidade. Fico muito satisfeito que algumas pessoas estejam feliz trabalhando com esta moeda. Acredito que ela seja uma evolução natural, como alguns artigos neste site já sugeriram. Abraços e desejo-lhe o melhor.
  • Taxidermista  15/12/2016 11:59
    De fato, boa ponderação complementar, Martinello.

    Vale lembrar aos interessados que a teoria da ignorância racional está exposta no livro do Bryan Caplan:

    The Myth of the Rational Voter: Why Democracies Choose Bad Policies:

    www.amazon.com/Myth-Rational-Voter-Democracies-Policies/dp/0691138737/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1481802651&sr=1-2&keywords=caplan


    E também no livro do Ilya Somin:

    Democracy and Political Ignorance: Why Smaller Government Is Smarter:

    www.amazon.com/Democracy-Political-Ignorance-Smaller-Government/dp/0804799318/ref=pd_sim_14_6?_encoding=UTF8&psc=1&refRID=P1P7JY7FJBK4EYE37RR1


    O Jason Brennan tem dois livros sobre a temática:

    www.amazon.com/Ethics-Voting-Jason-Brennan/dp/0691154449/ref=asap_bc?ie=UTF8

    www.amazon.com/Against-Democracy-Jason-Brennan/dp/0691162603/ref=asap_bc?ie=UTF8


    E saiu um pequeno livro chamado "Nothing To Vote For: The Futility Of The American Electoral Process", de Daniel Schwindt , que toca nesse ponto:

    www.amazon.com/Nothing-Vote-Futility-American-Electoral/dp/1540459152/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1481803014&sr=1-1&keywords=nothing+to+vote+for


    Abço.
  • Josimar  14/12/2016 19:24
    Como reduzir ao máximo o tamanho do estado, já que a grande maioria é apenas pagador de impostos.
    Será que o federalismo de estados Autônomos resolveria, e se resolve como implantar no Brasil de uma maneira prática sem enrolação de leis, decretos etc
  • Marcos  14/12/2016 20:28
    O problema é que precisamos de estado.

    Estradas, hidroelétricas, aeroportos, essas coisas todas custam milhões ou bilhões de reais, não dá pra esperar conseguir convencer todo mundo a dar seu realzinho pra construir a próxima hidroelétrica ou a próxima estrada a 2000Km da minha cidade onde eu nunca vou passar ou de onde a eletricidade nem vai chegar na minha casa...

    Se precisamos de um estado, por pequeno que seja, a tendência, como vc mesmo explicou é que ele cresça cada vez mais, as cem pessoas que descobrem que podem ganhar cem mil reais cada hoje, vai tentar ganhar um milhão amanhã...
  • Sefazpiauidf  14/12/2016 21:08
    Teoria da Escolha Pública.
  • Bruno   14/12/2016 21:22

    Excelente artigo.

    Como já ouvi por ai, os benefícios são concentrados (em uma minoria), e os custos são dispersos (na maioria pagadora de impostos).

    E o custo de oportunidade é realmente inviável nessas condições. Assim, paulatinamente, o estado vai ficando cada vez mais inchado e avança sobre os cidadãos, dando a aparência de legalidade em forma de leis que só beneficiam a eles mesmos.
  • Primo  14/12/2016 22:46
    "Conclusão

    O raciocínio acima vale para qualquer tipo de política. "

    Ora, acabemos com o estado amanhã. Esse tipo de política não estará terminada. As pessoas que se juntam para tirar $1 não deixarão de se juntar simplesmente porque o estado acabou. Alguém aqui acredita que extinguindo o estado os custos de coerção serão zerados? A coerção é uma característica da personalidade humana, ela não é combatida por meio das instituições. Sempre teremos que fazer algo contra a nossa vontade, isso não é culpa do estado, mas é culpa da insustentável leveza do ser humano.
  • Tio  14/12/2016 23:56
    Descreva como isso ocorreria, por favor. Forneça exemplos tangíveis e verossímeis.
  • mauricio barbosa  15/12/2016 02:01
    Esse primo parece um bufão,pois ele conclui que a natureza humana é pecadora e só o estado pode combate-lá quando na realidade o estado maximiza essa força do mal em pequenos grupos políticos que nos assaltam todos os dias com suas leis e regulamentações injustas,portanto voltamos a estaca zero,ou seja não temos saída,vamos cruzar os braços e como escravos amedrontados aceitarmos os nossos senhores mandar e desmandar em nossas penosas vidas,enfim é a mentalidade da esmagadora maioria dos brasileiros.O gado sendo tocado,as ovelhas sendo conduzidas por lobos em pele de cordeiro,ora Primo acorda!!! Se nós ficarmos calados passivamente a opressão aumentará,enfim se não temos poder de mudar este estado de coisas,pelo menos podemos gritar ,desabafar e discutir estes temas em qualquer fóruns,sites,academias,praças e botecos deste imenso país e temos paciência com quem quer aprender conosco e argumentos para destroçarmos elementos que querem ou pretendem nos ridicularizar e ironizar,mas saem com o rabinho entre as pernas por saberem que nossos argumentos são imbatíveis ou então quando agem com ma-fé por serem pagos para isto são rechaçados e denunciados sem dó para ver se aprendem a respeitar o espaço de terceiros como é o IMB...Primo é com esta filosofia de vida que enfrentamos o leviatã e esperamos a aurora da justiça um dia brilhar em nossa direção,ou seja ela virá um dia,mas não será de braços cruzados que este dia chegará e será mantido,enfim una-se a nós e propague essa ideia sem radicalismos,difamações baratas e espírito de destruição,lute pela sua Liberdade,grite por ela em qualquer hora e lugar,esse tem sido o papel do IMB nos últimos 10 anos gritar e informar as massas que a nossa Liberdade é inegociável...Pois o futuro a Deus pertence,mas o presente é nosso então marchemos e façamos coro nessa luta contra a opressão estatal e pelas nossas Liberdade!!!
  • Primo  15/12/2016 20:51
    Tio [14/12/2016 23:56], sem estado e com a liberdade restrita ao respeito a propriedade privada, quem tem menos "capital/propriedade" tem menos liberdade. Logo, se tem uns com mais liberdade que outros, tem espaço para coerção.


    mauricio barbosa [15/12/2016 02:01], em um grupo de trabalho escolar sempre tem um mais aproveitador, aquele que está mais interessado em passar de ano e ter o diploma do que em aprender. Muitas vezes, aqueles interessados em aprender se submetem a levar os aproveitadores nas costas pois o custo de agir ao contrario seria maior. Se isso é um problema, destruir a escola não resolve a situação. Isso acontece também em um ambiente de trabalho, nas divisões de tarefas. Como o próprio texto diz, "o raciocínio acima vale para qualquer tipo de política." Voltemos a escola. Para a pessoa que está interessada em aprender, não importa se ela estará levando alguém nas costas. A luta de quem está interessado em aprender transcende a discussão de justiça com relação ao aproveitador. A punição ao aproveitador não tem relação em aprender mais ou aprender menos.
    Se o individuo não está interessando em ter poder, não importa o que o estado faz.
  • Tio  15/12/2016 21:48
    Pedi que você desse um exemplo prático factível e verossímil. Cadê? Não quero saber de generalidades filosóficas incompreensíveis. Quero um exemplo prático.
  • mauricio barbosa  15/12/2016 23:09
    Tio o primo só dá exemplos vagos,pois que eu saiba os métodos escolares do mec são ultrapassados e obsoletos,os professores fazem vista grossa para estes comportamentos caroneiros dos alunos espertalhões,enfim mais uma vez o estado fazendo de suas instituições um lugar de deseducação,pois chamar escola pública de educadora é xingar a verdadeira educação e pedagogia ou seja escola pública não é exemplo para nada,use exemplos mais práticos e que possam ser defendidos com unhas e dentes por vocês esquerdistas,pois escola pública não serve,aquilo ali é depósito de doutrinação estatista,principalmente no caso brasileiro,até a próxima...
  • Primo  16/12/2016 14:45
    Tio e Mauricio:

    Em um deserto, você quase morrendo de sede, alguém te oferece uma copo de água por $1000. Você mesmo sabendo que esse copo é vendido a $2 a uns 30km dali acaba comprando. Já adiantando: você aceita essa explicação para exemplificar que o valor é subjetivo, mas não vai aceitar essa mesma explicação como meu argumento que demonstra coerção nas relação de trocas. Ora, com estado ou sem estado haverá trocas coercitivas, sejamos sinceros. Se uma situação é melhor que outra, discordo, pois acredito que seja mais um problema moral do que estrutural. Não faz diferença viver em uma monarquia, uma republica, uma ditadura, uma anarquia ou seja lá o que for se a estrutura moral da sociedade estiver alinhada. Caso contrário, não duvide da capacidade humana em se adaptar ao meio e desenvolver métodos de coerção.
  • Rodolfo  16/12/2016 15:10
    Qual coerção, meu filho?!

    Se eu estou com sede no deserto e aí surge alguém voluntariamente se oferecendo para me saciar, qual é a coerção envolvida?!

    Coerção seria se eu roubasse a água dele...
  • mauricio barbosa  16/12/2016 17:27
    Ora primo eu estou morrendo de sede e chega alguém oferecendo água a R$ 1.000,00 e se eu tiver esta quantia,pago na hora pois sei que não terei mais forças para chegar até o botequim que irá me cobrar pela água mineral R$2,00,mas se tiver forças para suportar mais 30 km de caminhada então é lógico que não irei pagar os R$1.000,00 pedidos pelo negociante de água que só está oferecendo o seu produto,ou seja ele não está ali para fazer caridade para ninguém,pois se o negócio dele é vender água para pessoas desesperadas não há mal nenhum nisso nem tampouco coerção,isso se chama trocas voluntárias e acontece em todos os lugares...Mais uma vez derrotado e conta outra primo...
  • Primo  16/12/2016 18:47
    Pronto, não há coerção. Reconheço que desta vez perdi, mas temos que fazer justiça. As politicos também não são obrigados a se candidatar, eles candidatam-se voluntariamente e legitimam-se no poder por meio da constituição imposta. Nos escolhemos voluntariamente tirar nosso CPF e RG (ou nossos pais) e legitimar o poder do estado, não há coerção entre estado e Cidadão. Os politicos escolhem volutariamente votar uma lei para retirar $1 seu, eles não são obrigados.
    Perdi uma batalha, mas estou vendo seu flanco esquerdo aberto e sei que vencerei a guerra. Alias, você nem precisa dar $1 para o estado, como também não precisa tomar água. Deixarei de tomar água de hoje em diante para prova que mesmo estando errado, eu estava certo.
  • Mig  19/12/2016 12:37
    Como não há coerção? Isto se chama roubo, extorsão. Toda transação que envolve a vida, a integridade, a liberdade, a moral e a honra da pessoa não é uma troca voluntária.
  • garcia  14/12/2016 23:31
    O bananeiro vai dizer: "basta votar nos políticos certos"
  • Alexandre  15/12/2016 00:50
    Lembrei do Mancur Olson em "A Lógica da Ação Coletiva".
  • Chefferson Amaro  15/12/2016 03:03
    O problema não é reduzir o Estado; isso está num segundo plano. A questão no brasil é cultural... veja bem, destruiram a alta cultura do Brasil. Se você destrói a alta cultura (que é autoconsciência e autocrítica em todas as obras culturais), você separa as consciências e cada vive no seu mundinho particular. Vamos ver como exemplo os protestos que tiraram a Dilma foram pacífios, mas sem nenhum senso de unidade nacional. E isso aconteceu porque não há alta cultura no Brasil mais. Se a população estivesse vivenciando alta cultura, teríamos um diálogo nacional e assim podemos mudar facilmente o sistema político.

    Mas é óbvio que isso não interessa para os grupos interessados.
  • Zack  15/12/2016 12:48
    É o estado que destrói a cultura.
  • Batista  15/12/2016 08:53
    Uma besteira provocada pelo Instituto Mises Brasil: incentivar rebeliões no Brasil.
  • 4lex5andro  15/12/2016 20:10
    What?!
    Então tem faltado outras ''besteiras'' como as propostas pelo Mises no Brasil, porque o Estado voltará a fazer sua carga tributária aumentar mesmo com essas reformas e pec (que chegaram umas duas décadas de atraso no mínimo, mas agora a conta chegou).
  • saoPaulo  15/12/2016 08:56
    Li alguns comentários com a mesma ladainha de sempre: "ah, mas e os carteis? Ah, mas as empresas também podem ser corruptas! Basta votar no político certo!"
    Meu pai amado, as pessoas perderam qualquer senso de proporção!
    O estado brasileiro já rouba, pelo menos, 10% do dinheiro de miseráveis, rouba 66% do dinheiro de trabalhadores qualificados, roubaria 59% de tudo que é produzido no país, caso não houvesse sonegação*.
    E neguinho está preocupado com possíveis formações de cartéis! Com assimetria de informações!
    Puta que o pariu! É muita estupidez!

    * Se todos os contribuintes -pessoas físicas e empresas- pagassem todos os tributos corretamente, como manda a lei, sem sonegação e calote, qual seria a carga tributária no país?
    Um estudo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) revela que a carga tributária potencial, nesse caso, é de 59,38% do PIB (Produto Interno Bruto).
    www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1709200602.htm
  • Antonio  15/12/2016 10:21
    Pow, podia pelo menos colocar o crédito desse raciocínio.
    Viva o James McGill Buchanan Jr.
  • Juliana  15/12/2016 14:20
    Corretíssimo o artigo. Mas vale acrescentar que os 200 milhões, por puro desconhecimento, também devem ver algum benefício nesse arranjo. E para diminui-lo, a população teria que começar primeiro por rejeitar muito daquilo que lhe é cômodo..

    Muitas das medidas, por exemplo, são proclamadas e feitas para a geração ou a defesa do emprego. Essa é uma palavrinha mágica, que sempre funciona, e agrada aos ouvidos da maioria. Outro exemplo, é que eu estava vendo que as creches — aqui na cidade, mas provavelmente é assim em todo o país — oferecem quase tudo (uniforme, mochila, agenda), tudo fazendo propaganda da prefeitura, é claro. Cadê o conhecimento das pessoas de que 'não existe almoço grátis', e dispensar essa e todas as outras políticas que, de certo modo, "privilegiam" a população.

    Primeiro o sacrifício. Depois a recompensa.
  • 4lex5andro  15/12/2016 20:14
    Em tempo, o senado aprovou a extensão de ISS para provedores de serviços por streaming, como Netflix e Spotfy. Nesse caso o lobby de anatel e teles funcionou.
  • Leandro Campos  15/12/2016 19:32
    Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 10 segundos

    A imagem ilustra um número gigante de partidos, todos partidos de esquerda, todos partidos corruptos. Pronto, explicado
  • Festivo  16/12/2016 00:54
    Pessoal, o que precisamos é criar mais leis, ao melhor estilo '10 medidas contra corrupção' - projeto de inciativa popular.

    Esse país tem poucas leis. E com lei é que se resolve tudo nesse mundo.

    A causa de todos problemas enunciados no artigo é a falta de regulamentação.

    A questão é muito simples: para combater monopólios, oligopólios, carteis, grupos de influência, lobbys e implantação de políticas absurdas, basta criar uma legislação mais dura no tema, começando com a seguinte 'medida':

    Art. 1o. É vedada a utilização de lobby para influenciar a criação de políticas que beneficiem um pequeno grupo, em detrimento do resto da população.

    De quebra, seria instituída uma 'contribuição' ("temporária" é claro, ao melhor estilo da LC110/2001 -- adicional sobre o FGTS) para custear uma Comissão Nacional do Lobby, que cuidasse especificamente do tema).
  • Edujatahy  16/12/2016 08:44
    Boa. E ainda podemos melhorar.
    Para garantir o pleno e eficiente funcionamento da "Comissão do lobby" poderia ser criado um departamento específico do tribunal de contas da União bem como do ministério público apenas para tratar sobre o tema.

    E por se tratar de um problema sistêmico . Seria necessário copiar esta comissão nas câmaras do estado bem como na câmara dos vereadores dos municípios. Afinal, imagine o perigo que corremos com uma empresa como Uber ter monopólio dos meios de transporte. Caos!
  • Lel  20/12/2016 13:25
    O mais triste é que o nosso sistema educacional está ensinando exatamente isso pros alunos.
  • junior  16/12/2016 17:06
    Eu proporia um deputado para cada 50.000 habitantes, atuando diretamente de seu municipio, com no reuniões e votações presenciais estaduais. O restante tudo on line, utilizando-se certificados digitais e sistema on line de monitoramento da pessoa pública.
  • math  16/12/2016 19:27
    a crise é quando uma mercadoria não é convertida em dinheiro ou quando o poder de comprar da moeda dimiui ou ambas?
  • lab  16/12/2016 20:10
    Quando a moeda é rejeitada é hiperinflação.

    No caso brasileiro, o problema é outro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2581
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • anônimo  19/12/2016 20:30
    muito bem resumido
  • anônimo  23/12/2016 22:27
    Princípios de um idealista de estado a Seguir:
    É justo,moral,ético e virtuoso contratar terceiros(ex:políticos de estado) para coagir outras pessoas (que cometeram o crime de não coperarem obedientemente) a sustentaram projetos necessários a sociedade.
    Ps. É claro que eu e/ou aqueles que eu sigo e acredito determinarmos o necessário e o desnecessário.

    Isto para mim é um exemplo simplificado de o que está de errado com a maoria dos sistemas políticos, incluindo o nosso(Brasil).
  • Emerson Luis  27/12/2016 19:16

    Custos Dispersos, Benefícios Concentrados.

    * * *
  • carlos a a pessoa  12/03/2017 20:10
    o texto seria perfeito se mencionasse sua base; public choice abs


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