clube   |   doar   |   idiomas
O estado destruiu a economia brasileira e o bem-estar da população
Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher

A institucionalização das incertezas políticas e econômicas no Brasil foi iniciada pelo governo Dilma. Tudo começou quando seu governo, em novembro de 2012, decidiu unilateralmente revogar os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores.

A partir daquele momento, o governo deixava claro que não respeitava contratos.

A situação se intensificou quando o governo optou por fazer concessões de aeroportos e poços de petróleo seguindo um modelo que tabelava o lucro permitido e impunha regulamentações esdrúxulas.  Os grandes investidores não se interessaram.

A adoção de tarifas de importação — as quais tornaram o Brasil o país mais fechado do mundo — com o intuito de incentivar alguns setores escolhidos segundo critérios políticos não apenas não ajudou em nada, como ainda piorou a vida de empreendedores dependentes de insumos importados.

O aparelhamento das estatais e o uso do BNDES para a escolha de campeãs nacionais (o que agravou a situação das contas do governo) deteriorou ainda mais a confiança nas instituições.

A adoção de uma política econômica totalmente heterodoxa, sem um único histórico de êxito ao redor do mundo, comprovou que o governo era comandado por comediantes sádicos.

A leniência para com a inflação, a maquiagem das contas públicas e os crescentes déficits orçamentários do governo — que geram a perspectiva de aumentos de impostos no futuro — só fizeram piorar o ambiente de negócios no Brasil.

E tudo isso foi intensificado pela crise política — sobre a qual já é possível escrever uma enciclopédia, tamanhos seus desdobramentos e surpresas — iniciada em 2015 e intensificada em 2016.

O fato é que, desde o final de 2012, a única certeza que se tem no Brasil é que até mesmo o curto prazo é completamente imprevisível. E, em 2016, tal imprevisibilidade foi levada ao paroxismo: a destituição de uma presidente, as prisões de políticos e empreiteiros, a condução coercitiva de um ex-presidente, a queda de vários ministros, a ascensão de suplentes espalhafatosos à presidência da Câmara, procuradores que adoram holofotes, integrantes do Supremo que adoram aparecer e brigar entre si, e um Senado comandado por um réu.

Pautas e reformas econômicas que avançam sob o comando de um deputado ou senador são interrompidas e até mesmo revertidas quando este é derrubado e substituído por outro, normalmente um opositor.

Hoje, não se sabe se o atual presidente terminará o mandato-tampão ou se será preso antes disso. Se sua equipe econômica será mantida ou será trocada por uma mais desenvolvimentista. Para piorar, as opções presidenciais para 2018 ou estão enroladas na Lava-Jato ou são populistas de extrema-esquerda.

O que não falta ao Brasil, portanto, é emoção. Só que essa emoção gera consequências trágicas sobre a economia.

Sem luz no fim do túnel

A economia brasileira está encolhendo há 10 trimestres seguidos. A última vez que houve algum crescimento foi no primeiro trimestre de 2014 em relação ao primeiro trimestre de 2013.

O principal causador dessa contração econômica tem sido a queda — aliás, queda não; desabamento — dos investimentos. É sempre importante ressaltar que os investimentos são a variável mais importante do PIB porque são eles que indicam a saúde atual da economia e permitem que a situação futura seja melhor.

Analisando o que houve com os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações industriais e comerciais, e infraestrutura no Brasil, o quadro é desolador. Só nos últimos 4 trimestres, os investimentos encolheram nada menos que 13,5%.

O gráfico a seguir mostra que esses investimentos (formação bruta de capital fixo) despencaram e regrediram a níveis de meados de 2009.

fbcf.png

Evolução da formação bruta de capital fixo

Observe que os investimentos pararam de crescer no segundo trimestre de 2013, muito provavelmente por causa das inquietações trazidas pelas manifestações de junho daquele ano. De lá para cá, com a intensificação de todas aquelas incertezas listadas no início do artigo, os investimentos já encolheram nada menos que 29%.

Não há crescimento econômico sem investimentos. Não há empregos sem investimentos.

Investimentos — nacionais e estrangeiros — só ocorrem quando o ambiente econômico e político do país é propício. Se o ambiente econômico e político for seguidamente vituperado pelo estado, não há investimento.

Empreendedores são, por definição, indivíduos que gostam de se arriscar. Quando empreendedores talentosos de todos os cantos do globo decidem investir em um país, eles estão correndo riscos e esperam enriquecer em decorrência disso. No entanto, se o preço a ser pago — além dos impostos altos e da complexa burocracia — são as incertezas políticas, as exigência de propinas, o desrespeito a contratos, a insegurança jurídica, a moeda instável, e os déficits orçamentários (que aumentam as incertezas futuras e elevam os juros dos empréstimos), esses empreendedores serão desestimulados e seus vários investimentos não ocorrerão.

E aí não haverá nem crescimento econômico nem criação de empregos. Os atuais 12 milhões de desempregados estão vivenciando essa consequência de maneira intensa.

Incerteza gerada pelo regime

Essa questão da confiança, da previsibilidade e das expectativas (positivas ou negativas) geradas por um governo é tão essencial, que os economistas seguidores da Escola Austríaca cunharam o termo "Incerteza Gerada pelo Regime" para explicar como o governo pode destruir uma economia — afugentando investimentos produtivos — ao simplesmente gerar incertezas políticas e jurídicas.

Um dos principais motores do investimento é a confiança: poupadores, investidores e empreendedores arriscam seu capital porque esperam obter um retorno. Mas se o estado cria um ambiente de incerteza econômica e institucional, fazendo com que não haja nenhuma confiança de que este possível retorno seja realmente alcançável, então os investimentos simplesmente não ocorrem. Quem vai ser louco de se arriscar?

Quando a confiança na estabilidade e na previsibilidade do cenário político, jurídico e institucional se esvai, os investimentos de longo prazo desabam. E com ele vão juntos os empregos, os salários, o bem-estar e a economia como um todo.

Para o Brasil voltar a crescer, é necessário retomar os investimentos. E para que os investimentos voltem é necessário haver um clima de estabilidade, confiança e flexibilidade. Mas a 'incerteza de regime' criada pelos políticos brasileiros não só vem destruindo a economia, como tudo ainda aponta para a continuidade deste processo.

Conclusão

O governo não pode enriquecer as pessoas, mas pode perfeitamente empobrecê-las. E uma das formas mais eficazes de empobrecer a população é criando um ambiente político turbulento e instável, em conjunto com um marco institucional imprevisível, arbitrário, repleto de intervenções, corrupção, privilégios e protecionismos.

Necessitamos, com urgência, de novas empresas e novos setores econômicos. Mas ambos só podem ser criados com um volume crescente de investimentos. Só que os investimentos não só não estão crescendo, como, pavor dos pavores, estão se contraindo. Desgraçadamente, se a roda empreendedorial pára de girar, como já parou no Brasil, todo o nosso dinamismo futuro entra em risco.

O crescimento econômico não é algo automático. Neste contexto global cada vez mais incerto, é absolutamente crucial restituir um mínimo de confiança e credibilidade na economia brasileira, tornando-a atraente para empreendedores de todos os cantos do mundo. Caso contrário, a economia seguirá afundando, fazendo com que inquietações civis e distúrbios violentos — principalmente nas grandes cidades — se tornem um futuro possível.

Por tudo isso, é hora de completar o ajuste fiscal para estancar o déficit — a aprovação da PEC do Teto é um passo inicial nessa direção —, e reduzir os impostos. A redução de impostos implica necessariamente o corte de gastos e a consequente redução drástica do estado e de sua burocracia, a qual impede o desenvolvimento econômico e garante nababescos privilégios aos seus integrantes à custa da população que trabalha e produz.

Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente nossos setores produtivos, facilitando ao máximo o empreendedorismo (sem o qual não há empregos nem salários). Igualmente importante é acabar com a participação do estado na economia, desestatizando estatais e abolindo os conluios corporativistas entre estado e grandes empresas, que tantas desgraças trouxeram ao país.

Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse, propinas e subornos empresariais sempre serão a regra. Não há como reduzir a corrupção e os privilégios sem se reduzir o estado.

Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

Todo o nosso futuro depende disso. Ou então podemos ir fazer companhia à Venezuela.


 

22 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • FL  06/12/2016 13:36
    Realmente é difícil não soltar um palavrão, então vou apenas manter o padrão nos artigos do Leandro: mais uma aula impecável. Muito obrigado.
  • Leandro  06/12/2016 14:10
    Obrigado pela assiduidade, caro FL. Grande abraço!
  • Milton Soares  18/12/2016 23:22
    Caro Leandro,
    Aprecio muito seus artigos sobre economia brasileira mas como estou apenas engatinhando em economia austríaca, gostaria de sua ajuda para compreender uma questão. Dado que para que ocorra um crescimento equilibrado é necessária a poupança prévia, e não a injeção de "dinheiro criado do nada", a massa monetária permanece a mesma ao final do ciclo de produção, com o acréscimo de produto do novo investimento. Como cresce a moeda para fazer frente ao crescimento do produto?
    grato
    Milton
  • Auxiliar  19/12/2016 11:27
    No arranjo atual, a massa monetária cresce quando:

    1) Pessoas e empresas pedem empréstimos aos bancos (e se contrai quando estas mesmas quitam seus empréstimos);

    2) O governo incorre em déficits e vende títulos para o sistema bancário;

    Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387
  • Dedé  06/12/2016 13:49
    O texto aponta corretamente as causas e os problemas, já as soluções apresentadas são completamente fantasiosas. O máximo que podemos esperar é a aprovação da PEC, uma tímida reforma da previdência e a contenção temporária de alguns gastos.
    Não há menor possibilidade de redução da burocracia, de privatização de todas as estatais e abertura econômica.
    ALÔOO! Estamos no Brasil!
  • Leandro  06/12/2016 14:08
    "Não há menor possibilidade de redução da burocracia, de privatização de todas as estatais e abertura econômica."

    Concordo. E é por isso que, na melhor das hipóteses, tudo continuará como está (boa sorte a quem está mal), podendo haver apenas uma pequena melhoria pontual e temporária.

    Dito isso, a função de um economista é identificar o problema e apresentar soluções econômicas. As soluções apresentadas devem ser as possíveis, mesmo que sejam improváveis de ser implantadas. Foi isso o que foi feito.

    Agora, se a solução apresentada não é provável de ser implantada por causa da mentalidade da população ou dos políticos, aí deixa de ser um problema do economista. E se torna um problema social.
  • Ana  06/12/2016 14:06
    Está tudo tão claramente explicado, que dói na alma não ver solução a curto prazo.
  • Henrique Zucatelli  06/12/2016 14:12
    Palmas!
  • Marcos  06/12/2016 14:13
    Repito aqui o que disse ontem sobre os presidenciáveis de 2018:

    Serra já era (felizmente). Aécio e Alckmin serão colhidos pela Lava Jato. Caiado (em quem eu votaria) não tem penetração política nenhuma. Todos esses são carta fora do baralho.

    Sobrarão Bolsonaro e Ciro Gomes. Mas Bolsonaro não tem nenhum traquejo em economia e levará baile nos debates. Além disso, será impiedosamente bombardeado pela mídia. E toda esquerda, capitaneada pelo PT, estará com Ciro.

    Se não for Ciro, será o próprio Lula o candidato, que voltará espumando de raiva e disposto a explodir tudo (e, se concorrer, ele ganha).

    Protejam-se.


    P.S.: chamem-me de louco, mas perante estas opções, uma reeleição de Michel Temer seria até uma bênção...
  • Andre  06/12/2016 16:31
    Se isso acontecer o Paraguai vai receber mais imigrantes brasileiros que o Líbano recebeu imigrantes sírios.
  • Emerson Luis  10/12/2016 12:03

    Será que o Paraguai suporta cem milhões de refugiados brasileiros?

    * * *
  • Felipe  06/12/2016 16:32
    O pior que esse cenário é mesmo o mais provável. Embora eu discorde de que Lula possa vencer.

    É melancólico. O Brasil não corre mesmo o menor risco de dar certo.
  • William  06/12/2016 19:22
    O mais triste disso tudo é saber que o que você está dizendo faz todo o sentido...
  • Gxg  08/12/2016 02:30
    tem 2 candidatos que você esqueceu: o Dr. Gey e o Robert Justus
  • Tulio Araujo  10/12/2016 16:14
    Infelizmente eu acho que o Ciro vai levar. O cara tem uma lábia muito boa e engana qualquer um que não entenda de economia, bostejando numero atras de numero.

  • Pedro Tomasia  10/12/2016 20:50
    Acho que o candidato do PMDB leva, ou a Marina, esses que vc disse que n tem chance concordo, Bolsonaro é isso ai, economicamente certeza que faria um governo a favor da diminuição do estado, mas, mais por influencia de seus filhos e de seus seguidores do que por dominio economico... Ciro tem labia e talz, mas n vejo como um nome forte... O candidato do PMDB vejo como forte, e estão falando de que o Justos pode ser o candidato... Eu particularmente pelo que vi até agr ele é o mais liberal desses, meu voto iria para ele, e ele tem conhecimento e tem labia, em um partido grande e nessa onde de "não sou politico", vejo ele muito forte
  • Igor  06/12/2016 15:03
    Caro Leandro,

    O tom desse artigo me lembrou aquela cena do Titanic na qual o navio está afundando e os músicos se despedem. Como as mudanças que você e os outros articulistas do IMB não vão acontecer digo-lhe: foi um prazer aprender com vocês.

    Ciao!
  • Carlos Mello  06/12/2016 15:30
    O engraçado é que com evidências tão explícitas de como políticos e poderes centralizados destroem uma economia, as pessoas ainda assim são contra uma secessão e seguem defendendo políticos e estado. Deve ser masoquismo.
  • Dianari  06/12/2016 15:32
    Dos 512 deputados mais de 300 tem processo na justiça. Três presidentes (República, Câmara, Senado) caíram em pouco mais de 4 meses. Quem é louco de investir e gerar empregos nesse cenário?
  • Honesto Modesto  07/12/2016 16:01
    O capital continua sendo investido meu caro, apenas está sendo alocado no "RENTISMO" e não na economia real. Basta ver os recordes mensais de captação do Tesouro Direto.

  • Arilton  06/12/2016 15:33
    E vai continuar destruindo enquanto nosso povo se contentar com paizinhos , enquanto quiserem colinho e papinha na boca. Nossas leis trabalhistas, tributárias e sistema previdenciário foi criado para somente grandes empresas e estatais. Algo bem típico do fascismo, onde o estado está acima do indivíduo.

    Esse conjunto de leis acaba com pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos. Inibe o surgimento de novos negócios e das pessoas serem donas de si mesmo. O mais interessante é que as pessoas gostam dessas coleiras. No fim das contas somos quase comunistas .
  • Saída via aeroporto internacional  06/12/2016 15:36
    "Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher."

    No Brasil existem dois pensamentos políticos predominantes:
    Os esquerdistas que acham que o estado brasileiro é pequeno e que ele deveria intervir, regular e tributar ainda mais, e os direitistas que aceitam que o tamanho do estado permaneça exatamente como está, desde que não haja corrupção e que os serviços públicos sejam bons.

    Infelizmente a ideia de reduzir o estado é algo inconcebível na cabeça deste povo simplório.
  • Igor Nascimento  06/12/2016 16:54
    "e os direitistas que aceitam que o tamanho do estado permaneça exatamente como está"

    Não é atoa que você não postou nenhum hiperlink nessa frase, porque nunca vi nenhum direitista dizer isso.
    Direitistas, em geral, são favor de um Estado Mínimo.
  • Ted  06/12/2016 17:21
    "Direitistas, em geral, são favor de um Estado Mínimo"

    Errado.

    Trump é a favor de estado mínimo? Bolsonaro é a favor de estado mínimo? Os militares brasileiros foram a favor de estado mínimo? Quantos que se dizem antipetistas hoje no Brasil topariam educação privada e saúde privada, p.ex? Te garanto que pouquíssimos.

    Leviathan on the Right: How Big-Government Conservativism Brought Down the Republican Revolution:

    www.amazon.com/Leviathan-Right-Big-Government-Conservativism-Republican/dp/1933995009
  • Rodrigo Amado  06/12/2016 19:29
    Você está certo.

    A tendência mundial é que o estado SEMPRE CRESÇA.
    O máximo que pode-se esperar é que ele cresça mais lentamente do que a economia.

    E o mundo é assim porque a maioria das pessoas são idiotas.
  • Marcelo Vasconcelos  06/12/2016 19:31
    Meu caro, quanto ao Trump você tem razão, mas Bolsonaro defende o Estado mínimo. Confesso que descobri esse posicionamento político dele recentemente, mas isso leva a uma constatação lógica: ele é o único candidato que propõe alguma mudança real na forma de governo.

    Os demais são todos progressistas. Governo inchado e população carregando os burocratas nas costas.

  • Tio Patinhas  08/12/2016 18:36
    Bolsonaro diz que defende estado minimo, mas na verdade ele é contra, faz isso (imagino) apenas para atrair liberais. Basta ver que ele se posiciona contra privatização de petrobras, BB, Caixa, quer criar opep do nióbio, manter controle estatal na educação e mais do que isso, militarizar.

    É contra liberalização de droga (inclusive com moção de apoio a presidente da Indonésia), não é liberal, não é a favor de estado minímo e me pergunto se é conservador, acho que tb não.
  • Fernando  31/12/2016 07:56
    Pois é. E olha que até gosto de boa parte dos posicionamentos do Bolsonaro sob o ponto de vista moral. Porém ele não entende bulhufas de economia. Seria, de fato, uma catástrofe e uma tremenda munição pra esquerda.
  • anônimo  06/12/2016 23:02
    Ted, e não foi atoa que Trump foi confrontado pelo próprio Partido Republicano, chegando ao ponto de vários republicanos declararem apoio abertamente para a Clinton ao invés de votar em um cara do próprio partido.
    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Republicans_who_opposed_Donald_Trump_presidential_campaign,_2016

    Trump é nacionalista, e nacionalismo não pertence à direita política. Quem sempre jogou o nacionalismo para a "extrema-direita" foram os comunistas. Nacionalismo é terceira-via, criado como uma alternativa para o Socialismo da URSS (esquerda) e Liberalismo dos EUA (direita).
  • Andre  06/12/2016 17:17
    Seu nick me faz lembrar do Roberto Campos, o Brasil tem 3 saídas, Cumbica, Galeão e liberalismo.
  • Andrius  06/12/2016 15:50
    OFF
    Edital da Ancine vai investir um total de R$ 10 milhões na criação de games no Brasil
    Link;adrenaline.uol.com.br/2016/12/06/47144/edital-da-ancine-vai-investir-um-total-de-r-10-milhoes-na-criacao-de-games-no-brasil/
    É sério isso? ¬¬
    Algum outro país faz isso [com o dinheiro do coitado do pagador de impostos]?
  • Lucas Mendes  06/12/2016 16:10
    Esplêndido! Grande Leandro!
    Abraço!
  • EPF  06/12/2016 16:19
    O gráfico da evolução da FBCF é apavorante.

    Parabéns mais uma vez, Leandro!
  • Andre  06/12/2016 16:29
    Parabéns à toda equipe do IMB e parabéns Leandro.

    "Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher."

    Grande conclusão, mas uma pena como ela é encarada de maneira fantasiosa em nosso país.
  • Vitor Hugo  06/12/2016 16:32
    Artigo ótimo, Parabéns, vou compartilhar no facebook.
  • FOUCAULT  06/12/2016 16:46
    ESTADO

    "ruim com ele, pior sem ele.


    É ele que me oferece emprego com altos salários e estabilidade, me trás conforto econômico e bem estar.

    Esse pessoal do IMB enlouqueceu ?
  • mauricio barbosa  06/12/2016 17:59
    Foucault como ironia vale,agora a realidade é apavorante para quem está desempregado e sem recursos,portanto(Seu socialista tonto) seja mais solidário seu abutre.
  • FOUCAULT  06/12/2016 23:06
    O senhor está falando em SOLIDARIEDADE e chamando de socialismo tonto ? Solidariedade é coisa de socialismo.

    Que contradição.

    No seu capitalismo de livre mercado não existe solidariedade.

    Eu quero ser amigo do ESTADO...quero ser amigo do REI.

  • Renato Arcon Gaio  06/12/2016 17:08
    Como sempre Leandro e seus ótimos artigos explicativos para os leigos, tenho uma dúvida, como não foi colocado link de pesquisa na afirmação, gostaria de saber quando ocorreu o fato Desgraçadamente, se a roda empreendedorial pára de girar, como já parou no Brasil, todo o nosso dinamismo futuro entra em risco, seria na ditadura onde o governo da Dilma se igualou ?

    Abraços
  • Antônio   06/12/2016 17:36
    Como mostra o gráfico dos investimentos, parou de girar ainda em 2012, quando a formação bruta de capital fixo entrou em declínio.
  • Baroni  06/12/2016 18:10
    Leandro, parabéns por mais um belo artigo. Me permita por favor um questionamento: Para reduzir o estado, alem de privatizações e regulação, será necessário reduzir o numero de funcionários públicos, como isso poderia ser feito sem alterar a clausula pétrea que institui o direito adquirido e que só pode ser alterado com uma constituinte? Como saímos desse imbróglio?
  • Leandro  06/12/2016 18:44
    Comece pelos comissionados e indicados por cartão de político. Depois congele as contratações e os salários. Depois aumente as contribuições previdenciárias dos ativos e inativos (atualmente em 11%). Depois comece abolir as regulamentações, burocracias, ministérios, secretarias e agências reguladoras (não precisa ser nessa ordem; e tudo pode ser feito ao mesmo tempo).

    Nada disso é cláusula pétrea.

    Quanto ao "direito adquirido", ele se torna letra morta perante a realidade econômica. O sujeito pode falar e vociferar que tem "direito adquirido" o quanto ele quiser; se a realidade econômica não mais permitir esse privilégio, ele nada pode fazer. Fim.

    Não existe "direito adquirido" quando este se torna incompatível com a realidade econômica.

    Os pensionistas do estado do RJ também juravam ter "direito adquirido" a receber dinheiro dos pagadores de impostos para sempre; por causa da realidade econômica, hoje eles nem sequer conseguem receber pensão. Vão fazer o quê? Abolir a realidade econômica e fingir que vivem em uma realidade paralela? Como fazer isso?

    Lá na Grécia todos os aposentados também tinham "direito adquirido"; hoje, todos eles tiveram um corte de 30% em seus vencimentos. Era isso ou ficariam sem nada. Escolheram a única opção sensata.

    Vão fazer o quê?

    Fazendo um paralelo, todo mundo tem o "direito à vida", mas a lei da gravidade não respeita isso. Se você embarcar num avião e sofrer um acidente, ou mesmo se você escorregar e bater a cabeça, seu direito à vida foi revogado pela realidade. Vai fazer o quê?

    Com economia é a mesma coisa. "Direito adquirido" é uma ficção que só se mantém com economia pujante.

    Por isso, a social-democracia é uma falácia para países de população pobre. Ela só se mantém em países ricos e de população extremamente produtiva.
  • Baroni  06/12/2016 19:01
    Leandro, obrigado pela resposta. A propósito não defendo direito adquirido, espero não ter passado essa impressão. Também considero uma excrecência da nossa constituição, apenas queria entender se existe alguma forma de nos livrarmos disso, antes de tudo o mais ter ido para o buraco. Abs.
  • Anos 80  06/12/2016 18:41
    Qual o drama? É só embarcar em um ciclo hiperinflacionário que tudo se arranja:

    -Corroer o salário do funcionalismo e diminuir os gastos do governo não será politicamente traumatizante;
    -Corroer a dívida interna e trazê-la para patamares mais baixos;
    -Corroer o valor do salário mínimo e do geral poupando diminuindo os gastos com previdência;
    -Corroer a relação de amor platônico que o brasileiro tem com o estado;

    Depois que as coisas se rearranjarem faz um currency board com as reservas em dólar para estabilizar a moeda de novo. Nem adianta comentar de quebra de confiança, pois já não existe nenhuma.
  • Wesley  06/12/2016 20:22
    Penso que será muito positivo se o Brasil entrar em colapso. As pessoas precisam entender na marra o que ocorre quando a população coloca seu padrão de vida nas mãos de políticos e burocratas. Quando não tiver mais o que comer, a população finalmente entenderá que não é o governo que cria riquezas. O pior é que os argentinos já entraram em colapso e não aprenderam a lição. Aposto que os venezuelanos votarão em outro crápula assim que puderem fazer isso. Essa mentalidade que o governo cria riquezas e tem que dar tudo a população é uma praga e que prevalece nos latino americanos. Penso que nem mesmo passando fome o brasileiro vai deixar de acreditar que é o governo que dá comida ao povo.
  • Mais Mises...  06/12/2016 21:40
    Pior é que eu penso igual a você. Meu lema costuma ser: pra melhorar, INFELIZMENTE, tem que piorar! Brasileiro só aprende assim.
  • Andre  06/12/2016 22:53
    Chilenos idem, já estão esquecendo do fatídico ano de 1973 e implorando por "reformas sociais". Cada país dessa américa latrina tem que quebrar de 30 em 30 anos pois o povão tem uma memória bem curta.
  • zanforlin  06/12/2016 20:52
    Leandro: sua análise está de mãos dadas com a crônica-síntese desses últimos 4 anos. O pior que poderia acontecer agora, como arremedo de equacionamento é a "acomodação". O grau de crise em que se encontram os ditos três poderes, independentes e harmônicos já não comporta mais acomodação. 2018 não preconiza nenhum líder, e da acomodação sairá mais do mesmo. O que quero dizer...está nas entrelinhas não escritas, meu caro. A leitura do seu sintético, certeiro e, por que não dizer, letal artigo poderia intitular-se "acomodação jamais". Mas o título que você escolheu aponta claramente a causa de tudo isso, e as linhas gerais de solução postas numa resposta ao Baroni indicam que a acomodação é impossível.
    Saúde e paz.
  • Juliano Roberto de Oliveira  06/12/2016 21:39
    Leandro, suas aulas são brilhantes. Como seria bom seria se tivéssemos professores de economia nas universidades que dominassem com maestria a ciência econômica como você e outros autores deste Instituto.
  • Leandro Campos  06/12/2016 21:55
    Numa atitude inimaginável, se nossos políticos diminuíssem seus salários, o quanto isso ajudaria o Brasil?
  • Primo  06/12/2016 22:10
    Os economistas alarmistas destruíram a economia brasileira quando tornaram crime as pedaladas fiscais. Isso gerou instabilidade no mercado, pois artimanhas contábeis é o cerni da cultura de sucesso dos gurus do investimento. Não há mais investimento no Brasil, pois é crime.
  • Tio  06/12/2016 23:08
    Boa tentativa, mas não. As pedaladas só começaram a ser discutidas em 2015. Os investimentos começaram a cair em 2012.

    As pedaladas, isso sim, aumentaram o endividamento do governo, desvalorizaram a moeda e retiraram os três graus de investimento do Brasil.

    Mas isso, é claro, foi só invenção do mercado financeiro...


  • Conservador  06/12/2016 22:50
    Ótimo artigo, Leandro.
  • Jane  06/12/2016 22:52
    Parabéns, Leandro Roque!

    Verdade! "Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher."

    Essa situação é similar nos EUA também!

    Espero que o PEC 241 seria ajudar a economia do Brasil crescer em breve. Eu ouvi que o propósito pra aquele é limitar gastos baseado na inflação.
  • Gabriel  06/12/2016 22:57
    Leandro, como você responde a crítica dos heterodoxos de que nível de confiança é apenas trololó, pois o que faz o empresário investir mesmo é a expectativa de demanda pelo seu produto/serviço.
  • Leandro  06/12/2016 23:15
    Com este artigo, é claro.

    E com este outro, bem mais detalhado, que explica que, em uma recessão, o problema não é a demanda agregada. Nunca foi. O problema é de destruição de capital.

    E o governo querer estimular demanda em um cenário de capital mal alocado irá apenas piorar a situação.

    Tenha a bondade:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Gabriel  07/12/2016 03:12
    Certo, eu entendo que houve má alocações e, portanto, deve-se permitir a liquidação dos empreendimentos errôneos. Mas onde é que entra a confiança nisso? O que fará com que o empresário invista?

    O setor automotivo está com capacidade ociosa de aproximadamente 50%, a média da indústria é por aí também. Lamentavelmente, empresários no Brasil são quase que limitados ao pessoal da CNI, FIESP e etc. Eu não sei se meu pensamento faz sentido, mas se estes estão perdendo com o fim dos estímulos artificiais, outros setores desconhecidos da economia estão ganhando. Enfim, quero dizer: quais setores da economia vocês acham que vão puxar o próximo ciclo de crescimento? Vocês acham que o investimento e o crescimento virão dessa industria com capacidade ociosa?
  • Medeiros  07/12/2016 11:22
    "O setor automotivo está com capacidade ociosa de aproximadamente 50%, a média da indústria é por aí também. Lamentavelmente, empresários no Brasil são quase que limitados ao pessoal da CNI, FIESP e etc."

    Esse é um ponto importante. Sabe por que estão tão ociosos? Porque se expandiram demais durante o boom em decorrência das tarifas protecionistas (de 35%) sobre carros estrangeiros criadas pelo governo e do crédito farto e barato concedido pelos bancos estatais.

    Expandiram-se artificialmente durante o boom (artificialmente porque nunca houve toda essa demanda por automóveis; não neste volume) e agora estão se contraindo forte durante a recessão.

    Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos na veia.

    De fato, esse artigo explica exatamente isso.
  • Andre  07/12/2016 11:29
    O Brasil tem 4 motores econômicos 3 médios, agricultura, indústria e commodities, e 1 enorme, o mercado interno, serviços e etc. Dos 3 primeiros só agricultura tem saúde, e o enorme está enfrentando alto desemprego, inflação elevada e falta de confiança do consumidor.
    No final de 2017 se chegarmos com inflação na casa dos 4%, um dólar comportado de uns R$3,20 e selic de uns 9-10% é possível que o motor enorme tenha alguma recuperação, afinal a maior parte do mercado de trabalho ainda continua empregada, vão sanar parte de suas dívidas e seu salário apanhar menos da inflação, tendem a consumir mais, porém os resultados se limitam a estagnação ou crescimento pífio para o PIB.
    Se todos os planos do governo derem certo a década de 2020 será uma releitura dos anos 90, inflação comportada para nossos padrões, pibinho, desemprego alto e um enorme sentimento de frustração para os menos qualificados, um ambiente perfeito para nascimento de populistas.
  • Nogueira  06/12/2016 23:46
    Eu responderia apontando para o próprio governo Dilma. Nenhum governo estimulou mais a demanda, os gastos, o endividamento e o consumismo do que aquele. E em nenhum governo pós-real a economia cresceu menos do que naquele.

    Evidência maior do que essa não há.

    Ah, sim, e sempre lembrando que consumismo e demanda agregada não geram crescimento econômico.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2427
  • Leandro  06/12/2016 23:10
    Lucas, Zanforlin, Conservador, Jane e Juliano , muito obrigado pelas palavras e pelo reconhecimento.

    Grande abraço!
  • Jane  06/12/2016 23:50
    Oi Leandro

    De nada! Você me avisa se você visitará São Francisco, Califórnia, por favor. Valeu!

    Abs
  • garcia  06/12/2016 23:51
    Um presidente pode extinguir uma agência reguladora facilmente?
  • Luis  06/12/2016 23:52
    O Lula culpa a lava jato pela recessao. Existem inumeros argumentos contra isso.
    O que eu quero dizer e' que os politicos conseguiram inverter em mim o sentido da caridade. Eu penso em fazer caridade, doar para alguma instituicao que de desconto no imposto devido, para evitar que o dinheiro va para a conta de politicos. Eu quero dizer que se eu doar, vai ser mais com raiva dos politicos do que com amor a precisa.
  • Rhyan  07/12/2016 01:37
    Entro numa crise extrema de pessimismo...

    "Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente nossos setores produtivos, facilitando ao máximo o empreendedorismo (sem o qual não há empregos nem salários). Igualmente importante é acabar com a participação do estado na economia, desestatizando estatais e abolindo os conluios corporativistas entre estado e grandes empresas, que tantas desgraças trouxeram ao país.

    Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse, propinas e subornos empresariais sempre serão a regra. Não há como reduzir a corrupção e os privilégios sem se reduzir o estado.

    Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

    Todo o nosso futuro depende disso. Ou então podemos ir fazer companhia à Venezuela."

    Qual a chance disso acontecer?

    E ainda lembro que o atual presidente não teve coragem nem de acabar com o Ministério da Cultura. Acabar, não, ele ainda seria fundido com o MEC. Muito frouxo esse Temer, não que eu esperasse algo melhor dele.
  • Guilherme  07/12/2016 02:55
    Venezuela sem hiperinflação. É possível.
  • Gustavo  07/12/2016 02:05
    Leandro,

    Concordo com a teoria apresentada no seu texto.

    Contudo, hoje trabalho numa empresa centenária de origem holandesa que está fazendo grandes investimentos aqui no Brasil.

    Como é possível haver tanto desinteresse por se investir aqui (que nem vc afirma no texto) quando ainda existem empresas que tem a coragem de não só manter-se ativamente no Brasil, mas como expandir? Por que algumas (repito, algumas) empresas parecem conseguir ignorar a sua teoria e se dar bem por aqui?

    P.S.: Até onde eu saiba não é uma empresa com relações corporativistas, nem com reserva de mercado artificializada por regulação.
  • Leandro  07/12/2016 02:53
    "Como é possível haver tanto desinteresse por se investir aqui (que nem vc afirma no texto)"

    Não sou eu quem afirma isso, meu caro, mas sim os dados estatísticos do IBGE sobre a formação bruta de capital fixo, sobre o desemprego, e sobre a queda na renda.

    Sou apenas um mensageiro transmitindo a notícia e explicando-a em detalhes. O fato de que os investimentos no Brasil estão em queda acentuada (levando junto o emprego e a renda) não é invenção minha. São dados estatísticos.

    Nada posso fazer quanto a esta realidade. Apenas explicá-la.

    "quando ainda existem empresas que tem a coragem de não só manter-se ativamente no Brasil, mas como expandir?"

    Sempre há alguma empresa, em algum setor, fazendo investimentos. Sempre. É raro -- para não dizer impossível -- chegar-se a uma situação em que absolutamente todas as empresas de todos os setores param de investir. Aliás, isso nunca deve ter acontecido na história do mundo. Sempre há alguém investindo. É por isso que ainda estamos vivos.

    Eu mesmo conheço o dono de uma madeireira que está abrindo uma filial. E conheço gente da suinocultora que está comprando novos maquinários. Vi também uma reportagem na TV sobre o dono de uma padaria que quer ampliar seus negócios "mesmo em meio à crise". (Sim, isso virou matéria de telejornal).

    Mas ao mesmo tempo vejo (e leio notícias sobre) várias fábricas paradas, várias lojas fechadas, vários estabelecimentos com a placa de "aluga-se" (há mais de dois anos assim), e várias demissões em todos os setores. Nada disso estaria acontecendo se estivesse havendo investimentos.

    O que essas duas realidades opostas comprovam? Que sempre, apesar de tudo, há alguém investindo (ainda bem, senão já teríamos voltado às cavernas). Não são todos que param completamente de investir. Vá à Grécia e você também encontrará empreendedores corajosos investindo. Se duvidar, até mesmo na Venezuela há alguém investindo.

    E esses que seguem investindo são aqueles que ou estão em uma setor cuja demanda é inelástica -- e, logo, a demanda por seu produto raramente cai (um bom exemplo são as farmacêuticas e o setor alimentício) -- ou estão percebendo uma oportunidade que ninguém mais viu, e que julgam ter grandes chances de retorno.

    A pergunta que você realmente tem de fazer é: por que muitos pararam de investir? Quem continua investindo e ampliando é a regra ou a exceção?

    Por que, em suma, aquele gráfico da formação bruta de capital fixo despencou quase 30%?

    Esse é o ponto.

    "Por que algumas (repito, algumas) empresas parecem conseguir ignorar a sua teoria e se dar bem por aqui?"

    A teoria não é minha (mas fico lisonjeado). De resto, você próprio acertou ao enfatizar: algumas. São a minoria. São as exceções. Ou elas estão em um ambiente de demanda inelástica ou elas viram algo (uma demanda não satisfeita) que ninguém mais viu.

    Ou então elas simplesmente vão se dar mal.

    "Até onde eu saiba [minha empresa] não é uma empresa com relações corporativistas, nem com reserva de mercado artificializada por regulação."

    Qual o setor?
  • Felippe  07/12/2016 03:05
    Esse comentário do Gustavo inevitavelmente me fez lembrar de um outro comentário feito por um crítico de cinema, ídolo da esquerda tupiniquim: segundo ele, e isso foi em 2015, todo esse papo de recessão era invenção da mídia golpista, e a prova cabal disso (juro que é verdade) era que uma empresa chinesa tinha anunciado que iria ampliar sua produção de batatas em MG!
  • Henrique Zucatelli  07/12/2016 09:41
    Brilhante Leandro, bom dia.

    Afora a resiliência de certos mercados, existe uma outra variante em grandes depressões econômicas que é a diminuição da concorrência. Em anos de retração crônica, a quantidade de empresas atuando no mesmo mercado diminui, pois a maioria quebra ou se foca em produtos e serviços com demanda garantida. Naturalmente os sobreviventes a catarse começam a absorver o faturamento das empresas que fecharam, e são quase que obrigados a investir.

    Como bem citou, o problema não é demanda agregada, mas destruição de capital.

    Mas confesso que é um sentimento complexo: crescer em um ambiente depressivo sem nenhuma perspectiva a longo prazo é algo que exige nervos de aço. Cada movimento é um passo no escuro, e qualquer erro pode ser fatal. O mais triste é que serão anos assim.
  • Leandro  07/12/2016 11:37
    Caro Zucatelli, muito boas observações. E é exatamente essa encrenca: capital destruído, ambiente depressivo (toda euforia é seguida por uma depressão), poucas perspectivas a longo prazo, tateamento no escuro e grandes chances de erros fatais. Nervos de aço de fato são a ordem do dia.

    Muito obrigado pelas palavras e forte abraço!
  • Gustavo  07/12/2016 11:32
    Leandro, quando digo que é a "sua" teoria não estou dizendo que você inventou ela desde a primeira premissa, e sim que você a defende. Em relação ao setor da empresa, é a de fornecimento de serviços de software para hospitais, laboratórios, clínicas, empresas de plano de saúde e etc.

    Felippe, calma lá. Me compare com uma porta mas não com um esquerdista. Portas são mais úteis. Fiz um questionamento que vem de uma dúvida genuína minha. Eu sei que vocês recebem um "bombardeio" de apologistas do lado negro da força diariamente, mas não deixem o senso crítico de vocês decair em razão disso, alegando que todo mundo é "de esquerda".
  • Leandro  07/12/2016 11:34
    "Em relação ao setor da empresa, é a de fornecimento de serviços de software para hospitais, laboratórios, clínicas, empresas de plano de saúde e etc."

    Então eu só posso gritar "bingo!". Sua empresa não apenas opera em um setor cuja demanda é inelástica, como também fornece um tipo de serviço cuja demanda pode aumentar durante recessões.

    A demanda por serviços de saúde não apenas não cai durante recessões, como na realidade pode crescer -- por vários motivos, sendo um deles o maior stress emocional das pessoas e sua maior ansiedade, propícia a infartos e derrames.

    Faz todo o sentido essa expansão da sua empresa.

    Estranho seria se ela operasse, por exemplo, no ramo da produção de maquinários, caminhões e bens de capital para a indústria. Aí sim não faria sentido.
  • Alfredo Ramos  07/12/2016 12:17
    Aliás, com o crescente envelhecimento da população, o setor da saúde é um investimento que traz retorno garantido. Trata-se de um serviço que toda a população irá utilizar, independentemente da situação econômica do país.

    Veja que as ações das farmacêuticas e redes de farmácia estão entre mais robustas da Bovespa. Não há como errar.
  • Gustavo  07/12/2016 18:27
    Muito agradecido pelas respostas e comentários. Abs.
  • Emerson Luis  10/12/2016 12:13

    Um crítico de cinema, faz sentido! Ele deve pensar que a ideologia socialista e as filosofias liberal e conservadoras são apenas filmes e ele considera a narrativa esquerdista muito melhor, cheio de emoção e efeitos especiais, uma odisseia empolgante de heróis revolucionários totalmente bons buscando restaurar o paraíso comunista original contra vilões burgueses totalmente maus e um grande final.

    O esquerdismo é uma grande obra de ficção, enquanto a filosofia liberal/conservadora está mais para um mero documentário educativo.

    * * *
  • Fernando  07/12/2016 04:12
    Olá Leandro,

    Você não acha que a intenção é expulsar (repelir) os empresários do Brasil ?

    Essa lista traz o imposto sobre empresas em 159 países.

    O Brasil está na posição 16 de maior tributação sobre empresas. Nós estamos quase no topo da tributação sobre empresas.

    pt.tradingeconomics.com/country-list/corporate-tax-rate

    Será que alguém ainda acha que vale à pena produzir no Brasil ?

    Eu acho que quem produz aqui Brasil só tem interesse no mercado interno.
  • Leandro  07/12/2016 11:44
    E sempre lembrando que, segundo a esquerda progressista, a tributação no Brasil ainda está muito baixa; tem de tributar muito mais.

    O engraçado é que eles sempre recorrem à Suécia como modelo a ser seguido, mas nenhum deles aparentemente se dá conta de que a tributação de empresas na Suécia é uma das mais baixas do mundo: a maior alíquota é de 22%.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2548
  • Fernando  09/12/2016 09:15
    Leandro,

    É incoerência cobrar 27% no IRPF e mais de 29% no IRPJ.

    Eles cobram mais de um empreendedor do que de alguém que vive de renda.

    Após os 14 milhões de faturamento bruto, o imposto ultrapassa os 29%.

    https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/alteracao-tabela-simples-nacional-2016/
  • Magno  09/12/2016 11:02
    Isso tá até bom. Na prática, a alíquota sobre empresas chega a 34%: 15% da alíquota básica de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (empresas), mais 10% sobre o lucro que exceder R$ 240 mil e 9% de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
  • Fernando  09/12/2016 12:59
    Isso tá até bom ?

    Em 2015, a arrecadação federal de IRPJ/ e CSLL foi de 183 bilhões, enquanto os impostos indiretos arrecadaram 1.126 trilhão.

    As desonerações da Dilma sobre o SIMPLES E MEI, FOLHA DE SALÁRIOS , CESTA BÁSICA e NAFTA E ÁLCOOL foi de 115 bilhões.

    Ou seja, se os impostos IRPJ e CSLL fossem reduzidos pela metade ou se tivesse apenas a aliquota básica de 15%, quase não faria diferença na arrecadação.

    As empresas fecham por falta de lucro. Tributar a renda das empresas é garantir que os lucros sempre serão reduzidos. Aí vira uma montanha russa econômica.
  • Andre  07/12/2016 10:58
    Esses políticos destruíram a economia de sacanagem, eles sabem como se faz as coisas de modo eficaz, olha aí, privatizaram a tornozeleira dos presos:

    g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/preso-no-rj-podera-comprar-tornozeleira-eletronica.ghtml

    Destaque para:

    "A lei foi aprovada por quase todos parlamentares, exceto a bancada do Psol. Os socialistas argumentavam que a medida beneficiaria os presos ricos e prejudicaria os pobres."

    Eita gente com tara por ferrar quem tem mais dinheiro.
  • Henrique  07/12/2016 13:35
    Em relação à PEC 241, nem mesmo na Grécia, que foi massacrada pela austeridade imposta pela UE, foi cogitada uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos. E tal medida aqui será colocada no texto constitucional...

    Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos. Tudo para enriquecer uma classe de parasitas que ganha sem trabalhar e sob o pretexto de combater a inflação. Ora, tal aumento da taxa de juros, além de não arrefecer a inflação, foi totalmente desnecessário. A inflação no Brasil, como se pode perceber pelos números do IBGE, foi causada majoritariamente pelo fim da administração de preços por parte do governo federal e pelo encarecimento dos alimentos. Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica. Já no caso do encarecimento dos alimentos, deveria ter sido feita - há muito tempo, aliás - uma profunda reforma agrária que priorizasse o regime de agriculta familiar, mudança que ceifaria o poder dos latifundiários de reajustar os preços dos alimentos em um momento de crise.

    Quanto o governo está pagando de juros? Até quando o brasileiro tem que trabalhar para enriquecer essa classe parasitária?


    Abraços.


  • Meirelles  07/12/2016 14:21
    "uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

    Esse aí é de uma ignorância ímpar.

    Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

    Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

    Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

    Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

    Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

    Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

    Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

    De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

    Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

    Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

    Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

    Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

    A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

    "Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

    Ignorância econômica atroz.

    Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

    Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

    E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

    Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

    Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

    2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

    2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

    2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

    2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

    2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

    Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

    Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

    Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

    Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

    No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

    "Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

    Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

    Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.
  • Phill  07/12/2016 17:47
    Essa doeu no meu peito. Antes de responder, eu sempre leio todo o comentário para ver o nível intelectual da pessoa, posteriormente encontrei algo inusitado neste site pelo nível da pessoa que você está respondendo: "Já no caso do encarecimento dos alimentos, deveria ter sido feita - há muito tempo, aliás - uma profunda reforma agrária que priorizasse o regime de agriculta familiar, mudança que ceifaria o poder dos latifundiários de reajustar os preços dos alimentos em um momento de crise. "

    Sem palavras
  • Henrique  07/12/2016 19:44
    Teria palavras para defender o modelo de latifúndio de monocultura vigente no Brasil?
  • Lisboa  07/12/2016 23:12
    Latifúndio de monocultura?

    Hum, quer dizer então que todo o agronegócio, que sustenta a balança comercial e garante a entrada de divisas no país -- sem as quais nada poderíamos importar e estaríamos vivendo ainda no século XIX, -- não passa de um latifúndio de monocultura e, portanto, deve ser expropriado em favor de militantes universitários e sem-terra?

    Que tal você apresentar algum argumento?

    Aliás, dado que você foi completamente destruído pelo Meirelles acima, que tal você contra-argumentar qualquer coisa?
  • Yorran   10/12/2016 14:34
    Desculpe amigo, você se superou em petulância e simplismo. Gráficos e planilhas provam tudo, só depende da limitação e intenção do observador.
  • Rentista  07/12/2016 19:11

    "Tudo para enriquecer uma classe de parasitas que ganha sem trabalhar[...]. Até quando o brasileiro tem que trabalhar para enriquecer essa classe parasitária?"

    Qualquer cidadão, sem ter de pagar absolutamente nenhuma taxa, tem acesso aos mesmos títulos públicos que essa "classe de parasitas".

    Vá ao site do Tesouro Direto e seja você também usufrutuário desses juros.

    www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos

    Ou você pode ficar gemendo e esperneando igual a uma donzela.
  • Felipe Lange S. B. S.  07/12/2016 18:27
    Mais um excelente artigo Leandro.

    É como o Dâniel Fraga já disse, todos esses políticos amam a constituição e a tratam como intocável e a bíblia estatal é a raiz de todos os problemas no Brasil.

    Não é de hoje que ocorre uma instabilidade política, isso na verdade acontece desde o golpe republicano de 1889. Para deixar claro que não sou monarquista (sou libertário), só que é fato que a instabilidade política e econômica voltaram nessa época.

    O único que se salva é o Meirelles, o resto não presta e não está disposto a fazer uma reforma econômica de desregulamentação e desestatização e diminuição de impostos, muito menos uma política monetária para garantir poder de compra do real. O negócio é proteger os companheiros, as corporações, os sindicatos e essa cambada vagabunda que ajuda a perpetuar esse sistema.
  • Juliana  07/12/2016 20:15
    A princípio, eu gostei do artigo por ser bastante didático e bater na tecla fundamental de como os investimentos do setor privado são importantes. Mas em virtude do forte negativismo que se desaguou em virtude dele, eu sou obrigada a rever os meus conceitos e classificá-lo como altamente nocivo à sociedade. E exijo sua imediata remoção.

    É muito importante esclarecer que a PEC do teto não é a solução, e sim apenas 'um passo inicial nessa direção'. Justamente por isso, é altamente recomendado apontar e/ou apoiar os próximos passos a serem dados. Junto com PEC do teto, está também para ser aprovada a reforma da Previdência, que é outra "encrenca" difícil de passar.

    Fora isso, o Movimento Brasil Eficiente tem um projeto de simplificação dos impostos, que visa reduzir a burocracia. Tem um projeto, do senador Jorge Viana, para reduzir o número de deputados e de senadores. E devem ter muitas destas coisas (e certamente poderiam haver muito mais) assim que precisam ir pra frente, mas que ninguém está vendo por estar preocupado unicamente em ver que há poucas chances de mudanças num curto horizonte de tempo.

    Tudo é uma questão de foco.
  • Vladimir  08/12/2016 00:24
    Prezada Juliana
    Boa noite:
    Em virtude do foi escrito até aqui é sentimento negativo geral das pessoas que dão duro e estão revoltadas dos governantes insanos, burlescos, parasitas e incompetentes que estão aí, quanto a retirada do artigo não ouviste o termo liberdade de expressão, quanto ao foco infelizmente os nossos políticos não possuem, assim como pensamento estratégico, visão, senso de oportunidade, iniciativa, inteligência, senso de honra e dignidade. Quando os políticos tiverem essas qualidades coisa que eu duvido aí conversaremos sobre foco.
  • Carlos  08/12/2016 13:16
    A princípio, eu gostei do artigo por ser bastante didático e bater na tecla fundamental de como os investimentos do setor privado são importantes. Mas em virtude do forte negativismo que se desaguou em virtude dele, eu sou obrigada a rever os meus conceitos e classificá-lo como altamente nocivo à sociedade. E exijo sua imediata remoção.

    Eu exijo que você leia o Tratado sobre a tolerância, de Voltaire. Exigir é quase uma palavrinha mágica né? A gente "exige" e presto! as pessoas fazem o que a gente "exige".

    À proposito, por favor, mostre essa procuração em que todos os membros da sociedade, mediante suas assinaturas, conferiram à Vossa Excelência o poder de exijir qualquer coisa em nome de cada um deles.

    Ah, e eu a exijo no original, ou, na impossibilidade, cópia autenticada e firma reconhecida de cada um. Cuidado para não ir à falência com as taxas notariais, ok?

    É muito importante esclarecer que a PEC do teto não é a solução, e sim apenas 'um passo inicial nessa direção'. Justamente por isso, é altamente recomendado apontar e/ou apoiar os próximos passos a serem dados. Junto com PEC do teto, está também para ser aprovada a reforma da Previdência, que é outra "encrenca" difícil de passar.

    A PEC é apenas uma ficção, uma sigla para arrefecer as percepções do mercado. "Tetos de despesa pública" não funcionam, EUA está aí para provar. É um placebo: não cura absolutamente nada, mas é importante que o mercado ache que cure.

    Fora isso, o Movimento Brasil Eficiente tem um projeto de simplificação dos impostos, que visa reduzir a burocracia. Tem um projeto, do senador Jorge Viana, para reduzir o número de deputados e de senadores. E devem ter muitas destas coisas (e certamente poderiam haver muito mais) assim que precisam ir pra frente, mas que ninguém está vendo por estar preocupado unicamente em ver que há poucas chances de mudanças num curto horizonte de tempo.

    Tudo é uma questão de foco.


    Nós já tivemos até um ministério sobre isso - o famoso ministério da desburocratização. Não adiantou lhufas. Esse projeto que você menciona acima também não vai adiantar patavina alguma, ainda que haja genuína intenção de melhoria da parte dos políticos. E estou plenamente ciente do oxímoro entre as palavras "genuíno" e "políticos". Para cada desburocratização em um setor, outra sinecura estatal cria mais uma centena.

    Como sempre disse meu velho pai: "Não se preocupe meu filho, o Brasil não corre o menor risco de melhorar."
  • João de Alexandria  08/12/2016 19:14
    Juliana, se sua vontade for feita e o artigo for retirado por ser "nocivo à sociedade", você estará em linha com alguns personagens históricos bastante interessantes, gente como Stalin,Mao,Pol Pot,Hitler,Mussolini...tudo gente de bem e que pensava no melhor pra sociedade.
  • Tulio  08/12/2016 19:53
    Calma, gente. A Juliana está sendo irônica fazendo zoeria com a geração mimimi que se sente ofendida com tudo o que lê.
  • Juliana  08/12/2016 20:30
    Ótimo e obrigada, Túlio!. Era isso (e um pouco mais). Mas eles acabaram levando minha "exigência" (devia ter colocado entre parênteses) a sério demais, e não perceberam nem que era uma ironia.

    Pessoal, era para ser apenas uma ironia com um pouco de gracejo para "desanuviar" um pouco o ambiente. Se não foi essa a impressão que passou, espero que agora fique mais esclarecido. Pobre de mim querendo exigir alguma coisa...

    Para falar a verdade, eu sequer queria acreditar que essa negatividade fosse algo tão dominante por aqui. Até ler os comentários, principalmente do senhor Carlos, e ver que o negócio pode ser muito grave em alguns casos. Meu caro, se você não tem interesse nenhum que o Brasil mude, fique à vontade para fazer essa escolha e se cercar de pensamentos que corroborem com sua decisão. Plagiando o Henry Ford, se você pensa que o Brasil pode ou se pensa que ele não pode melhorar, de qualquer forma você está certo.

    Mas como eu tenho esperanças de que não seja a maioria das pessoas que já tenham jogado a toalha assim, quis chamar atenção para esse vício de só olhar o lado deletério — e de continuar a reafirmá-lo — que se alastrou pelo país. Além também de ser uma tentativa de aliviar um incômodo pessoal: para mim, não há nada mais triste do que ver gente sem entusiasmo. Uma coisa que eu já quis dizer recentemente, mas não disse, é que se por um momento deixarmos de lado o juízo moral, e buscarmos as grandes personalidades da América Latina no século XX, inevitavelmente teremos que reconhecer que Fidel Castro talvez tenha sido o maior líder. E eu apostaria minhas fichas em uma coisa: apesar de serem criaturas horrendas, qualquer um dos principais líderes da Revolução Cubana (Fidel Castro, Che Guevara ou Raul Castro) provavelmente tinha umas dez vezes mais paixão por sua (abominável) causa se comparada à da nação brasileira inteira hoje, se pudéssemos juntá-la em uma só.

    Está um pouco dissolvido e meio perdido, mas existe na sabedoria popular mais ou menos o seguinte conselho: se quiser encontrar novas ideias, uma solução, um caminho ou resolver um problema, saia e vá relaxar vá ser feliz (fazer alguma coisa que te faça bem, cultivar ou buscar paixões, brincar com seu cachorro, acariciar o seu gato, etc). As pessoas geralmente não entendem e rejeitam quando a gente diz uma coisa destas, mas é verdade. São as leis universais, tão irrevogáveis quanto as leis econômicas.

    'Semelhante atrai semelhante', diz a famosa Lei da Atração. Assim, vocês estão me repelindo. Gente sem entusiasmo, não dá para encarar.
  • Guilherme  08/12/2016 11:39
    Cacete, cara!!!!
    Que aula!

    Caro Leandro, muito obrigado! Você já pensou em montar um curso naquele Udemy ou qualquer coisa assim? É claro que os artigos são fantásticos mas acho que vc conquistaria um público até maior e ainda poderia ganhar um dinheiro por este incrível trabalho! Abraço
  • João de Alexandria  08/12/2016 19:07
    Leandro,

    Seu texto é um primor de concisão. Perfeito.
    Só faço um reparo. Nossos políticos não tem de encolher. Eles tem de crescer, ficarem adultos e alguns atores teriam de se agigantar ao ponto de virarem verdadeiros estadistas ao ponto de perceberem que se matarem a galinha não vai ter ovo pra ninguém !!
  • O Capitalista  09/12/2016 16:00
    Temos uma Constituição cheia de direitos, mas quase nenhuma aplicabilidade. Ninguém percebeu que nada é de graça, tudo tem seu custo. Mas graças à esquerda brasileira, temos um Estado encharcado de funcionários públicos, muita ineficiência, que exige uma alta carga tributária para financiar seu funcionamento e que se move muito lentamente por conta do emaranhado de leis e atos normativos (burocracia pura!) sem muita utilidade prática.
    Quando enxergarmos esse estado, perceberemos que trilhamos esse caminho: hospitais que se parecem matadouros; saúde pública em caos; corrupção endêmica; VIOLÊNCIA sem limites; invasões de terra que não produzem riqueza; educação de PÉSSIMA qualidade; subempregos; etc.
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  15/12/2016 00:12
    Brilhante nas suas ideias como sempre.Uma lógica belíssima.Grato pela CONSTRUÇÃO DE UMA " HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO " dos nossos dias , em consonância total a ESCOLA AUSTRÍACA.
  • Dennis  16/12/2016 19:31
    Logo, teremos 02 Venezuelas na Ámerica do Sul!!!!
  • Arthur M Meskelis  29/12/2016 16:40
    Após ter lido o artigo sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão e os primeiro sete parágrafos deste artigo visualizei quatro bases para gerar-se uma crise econômica:

    Crise econômica = aumento de impostos + aumento de tarifas + diminuição do juros básico + déficit orçamentário.
  • anônimo  19/02/2017 14:28
    https://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2017/02/16/real-e-moeda-que-mais-se-valoriza-em-um-ano-em-relacao-ao-dolar.htm

    Não entendo como isso aconteceu se o Temer não fez até agora nada de substancial de mudanças.
    No máximo a história da PEC 241, que bota um freio nos gastos, mas nada que vá tornar o Brasil O exemplo em austeridade.
  • Mr Richards  19/02/2017 17:09
    A pec do teto de gastos tem uma contribuição a parte sobre a valorização do real, que ainda está se valorizando perante todas as moedas e também sobre o ouro. E ainda por cima o Trump está simplesmente desvalorizando o dólar, o que explica o porque da nossa carestia está abaixando ainda que pouco.

    Ou seja, real se valorizando e o dólar se desvalorizando.
  • carlos  16/08/2017 01:13
    Os políticos tem o prazer em deixar o pais miserável. Corrupção em todas as instâncias, desde o descobrimento do Brasil o povo vive nesta situação de tristeza, vergonha e baixa estima.
    Como pode haver tanto X9 no governo, traidores da pátria. Um pais sem educação, segurança, saúde, emprego, etc.
    A escravidão ainda continua !


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.