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A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda
Veremos quão grande é o amor dos progressistas aos pobres e quão profunda é sua consciência social

Hoje, se o governo federal gastar R$ 1,5 trilhão em um determinado ano, quanto ele poderá gastar no ano seguinte?

Resposta: o quanto ele quiser, desde que demonstre que, para qualquer nova despesa que ele criar e que for durar mais de dois anos (a qual é tecnicamente chamada de "despesa continuada", como aumento de salários do funcionalismo), haverá uma fonte de receita para isso.

Esse é o único freio imposto atualmente ao crescimento dos gastos do governo federal, graças à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em tese, se o governo federal quiser, no ano seguinte, elevar os gastos de R$ 1,5 trilhão para, digamos, R$ 2 trilhões — o que dá um aumento de 33% —, ele pode, desde que mostre que haverá fonte de receita. 

Mas essa restrição, na prática, é perfeitamente contornável. Por exemplo, se a fonte de receita prevista acabar não se confirmando na prática — ou seja, não gerando a receita no volume esperado —, não há punição. O governo federal simplesmente incorre em déficit orçamentário, tendo de tomar dinheiro emprestado para fechar as contas — com isso gerando consequências como a elevação dos juros e a retração dos investimentos —, e pronto.  A economia foi desorganizada, e nenhuma punição foi aplicada.

A única obrigação do governo, neste caso, seria manter seus gastos com pessoal dentro do limite de 50% da receita líquida.

Já a Proposta de Emenda Constitucional nº 241 (leia na íntegra) tenta mudar esse cenário. Por essa proposta, o máximo que o governo federal poderá gastar em um ano é o orçamento do ano anterior mais a respectiva inflação de preços — IPCA — daquele ano. 

Por exemplo, se o IPCA foi de 5% naquele ano em que o governo federal gastou R$ 1,5 trilhão, então, no ano seguinte, o governo federal só poderá gastar R$ 1,5 trilhão mais 5%, o que dá um total de R$ 1,575 trilhão. Aumento de R$ 75 bilhões no orçamento do governo.

Logo, ao contrário do que ocorre hoje, o governo não mais poderá criar gastos baseando-se em receitas futuras incertas e com projeções infladas, como faz hoje.  Um avanço.

Gritaria

Como era de se esperar, toda a intelligentsia entrou em cena gritando chavões e lugares-comuns contra a PEC 241, recorrendo a efusões emotivas e a afetações de vitimismo. 

É inevitável: falou-se em restringir, ainda que minimamente, os gastos do governo, a esquerda progressista — e seus asseclas no meio artístico, intelectual, acadêmico e jornalístico — imediatamente se sente ferida em seus brios.

Ou, como já ironizava Roberto Campos, para essa gente, "a dimensão do déficit público é sagrada". 

O principal "argumento" é o de que a PEC irá congelar (os mais exaltados falam em "cortar") os gastos da educação, da saúde e da assistência social. Pura fanfarronice. 

Para começar, a PEC 241 estabelece um piso para essas duas rubricas.  Até 2018, pelo menos 18% da receita líquida (receita total menos transferências para estados e municípios) do governo federal deve ser aplicada na educação.  É só a partir de 2019 que tais gastos passam a ser corrigidos pela inflação de preços do ano anterior.

E considerando-se a decrescente taxa de fecundidade do Brasil, a tendência é que o gasto per capita aumente na educação ao longo do tempo.

Já para a saúde, há um aumento: no ano que vem, em 2017, o governo federal será obrigado a gastar pelo menos 15% da arrecadação líquida.  Antes da PEC, estava previsto 13,7%. Será só em 2018 que tais passarão a ser corrigidos pela inflação de preços do ano anterior.

Mas eis o ponto principal: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos, de modo que o aumento total de todos os gastos do governo federal não supere a inflação de preços do ano anterior.

No exemplo numérico fornecido no início do artigo, os gastos com educação, saúde e assistência social poderiam aumentar impressionantes R$ 75 bilhões de um ano para o outro, desde que nenhuma outra área administrada pelo governo vivenciasse um aumento de gastos. 

Ou, mais ainda, os gastos com educação, saúde e assistências sociais poderiam aumentar, digamos, R$ 100 bilhões, desde que os gastos em todas as outras áreas encolhessem R$ 25 bilhões.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres.  Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas. 

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública.  Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos.  Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol.  E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC 241, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Por que restringir o aumento dos gastos do governo federal

A atual dívida do governo federal está em R$ 4,150 trilhões.  Nunca é demais repetir este gráfico, que mostra a evolução dessa dívida:

dividabruta.png

Evolução da dívida bruta do governo federal

Essa dívida de R$ 4,150 trilhões foi gerada por uma sequência de déficits orçamentários.  E os déficits orçamentários foram causados pelo aumento incontrolado dos gastos do governo.

Colocando de outra forma, o descontrole orçamentário do governo federal, causado pelo aumento desbragado dos gastos públicos, gerou seguidos déficits nominais orçamentários, os quais se acumularam em uma dívida total de R$ 4,150 trilhões. 

Perceba que, só de 2014 até hoje, o déficit nominal orçamentário do governo foi de R$ 1,150 trilhão.  Ou seja, em apenas dois anos e meio o governo federal tomou emprestado R$ 1,150 trilhão de bancos, fundos de investimento, pessoas físicas e empresas para bancar seus crescentes gastos. Nos últimos 12 meses, a cifra foi de R$ 587 bilhões. Uma pornografia.

Já em 22 anos, durante toda a vida do real, o governo federal já absorveu mais de R$ 4 trilhões de reais em empréstimos.  São R$ 4 trilhões que poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos e empreendimentos, criar riquezas, abrir novas empresas e gerar milhões de novos empregos, mas que foram sugados pelo governo federal e desperdiçados no sustento da máquina pública e de sua burocracia.

Dinheiro que poderia ter sido emprestado para empresas investirem foi direcionado para financiar os déficits do governo, fazendo com que vários investimentos não fossem concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados por esses monstruosos déficits do governo.

Podemos apenas imaginar as empresas que não foram abertas, os empregos que não foram gerados e as tecnologias que não foram criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.

E piora: quando se sabe que os gastos do governo federal, mesmo excluindo todo o serviço da dívida, são maiores que os de várias sociais-democracias da Europa, e em troca de serviços moçambicanos, tem-se uma ideia da real incompetência administrativa dessa gente.

Portanto, já passou, e muito, da hora de colocar um freio nessa esbórnia. 

A PEC 241, ao impor um limite aos gastos públicos, tenta ao menos reduzir o ritmo do crescimento daquela linha vermelha, o que tende a gerar efeitos positivos sobre juros, inflação de preços, crescimento econômico e investimentos.  (A relação entre todas essas variáveis no Brasil foi explicada em detalhes aqui).

Isso, por si só, já faz com que ela seja uma medida muito bem-vinda. 

Talvez a grande qualidade da PEC 241 esteja no fato de ela ser uma medida que, finalmente, reconhece que os gastos do governo — e os déficits orçamentários que eles causam — não podem ser vistos como um moto-contínuo que gera progresso. 

Pela primeira vez, reconhece-se, ainda que indiretamente, que os déficits orçamentários do governo possuem consequências nefastas para a economia; reconhece-se que, para que um grupo seja privilegiado, outro grupo necessariamente é prejudicado; que cada real de déficit no orçamento do governo representa um real a menos de investimento; e que cada real de déficit do governo se deu à custa de juros maiores e de menos investimentos.

Reconhece-se, em suma, que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

Deficiências da PEC 241

Tal nível de realismo econômico e orçamentário trazido pela PEC 241 é excepcionalmente bem-vindo.

Mas há falhas.  Comecemos com aquela que é a mais gritante.

Não garante orçamento equilibrado

Criada para reduzir os déficits, a PEC 241 não possui nenhum mecanismo que de fato garanta a redução dos déficits.  Explico: de pouco adianta limitar os gastos de um determinado ano à inflação de preços do ano anterior se a economia continuar em recessão e, consequentemente, as receitas do governo continuarem em queda.

Por exemplo, se a inflação de preços do ano anterior foi de 5,5%, mas as receitas estão em queda de 3% no ano vigente, então um aumento nos gastos nominais em 5,5% em conjunto com esta queda de 3% nas receitas fará o déficit orçamentário aumentar substantivamente.  E não há nada que possa impedir isso.

Se você concede a políticos o direito de elevar os gastos até um determinado teto, pode ter a certeza de que eles gastarão cada centavo permitido até alcançar este teto.  Em não havendo receitas adicionais para cobrir este aumento nas despesas, os déficits podem continuar substantivos, e a dívida do governo continuará em inabalada trajetória de expansão.

Portanto, um teto para os gastos só irá realmente reduzir os déficits orçamentários quando o país voltar a crescer e, consequentemente, o governo elevar suas receitas.  Sem crescimento econômico e com a inflação alta — e inflação alta com recessão econômica são, parodiando Silvio Santos, uma coisa nossa —, os gastos do governo continuarão subindo acima das receitas.  E os déficits continuarão aumentando, sufocando a economia.

Para a economia voltar a crescer, várias medidas de desregulamentação, de desburocratização e de redução de tributos, bem como reformas trabalhista, tributária e previdenciária, terão de ser implantadas.  Pode até ser que a PEC 241 estimule essas reformas; por si só, porém, a PEC 241 parece esperar que o crescimento econômico venha por gravidade.

Não restringe realmente o crescimento do governo

A grande crítica — feita por economistas mais racionais — aos gastos do governo é que estes sempre cresceram a uma taxa superior à taxa de crescimento do PIB, o que significa que o governo está aumentando sua participação na economia e, consequentemente, o setor privado está encolhendo. 

Tal crítica procede.  Mas o problema é que o comportamento da inflação de preços (IPCA), que será o indexador dos gastos, também não é previsível, podendo gerar algumas surpresas.PIBIPCA.png

Taxa de crescimento anual do PIB (linha azul) e do IPCA (linha vermelha)

Por exemplo, vejamos o que ocorreria em 2016 caso a PEC 241 já estivesse valendo: a economia encolheu 4% em 2015.  Mas o IPCA foi de 10,67%.  Logo, para 2016, com uma economia tendo encolhido 4% no ano anterior, os gastos do governo aumentariam, nominalmente, 10,67%.   Ou seja, o governo cresceria nominalmente 10,67%, e sobre uma economia que encolheu 4% em termos reais. 

O que isso significa?  Em 2016, os gastos teriam se mantidos constantes, em termos reais, em relação ao PIB de 2015. Mas eles não necessariamente se manterão constantes, em termos reais, em relação ao PIB de 2016, que é o que importa para a economia e para as finanças do governo.  Para 2016, a taxa de crescimento dos gastos pode ser maior ou menor do que a taxa de crescimento da economia neste mesmo ano. Logo, não há garantias de restrição sobre o crescimento da dívida e do estado.

A lógica, em si, é a mesma de reajustar o salário mínimo pela inflação do ano passado. Para 2016, um reajuste do salário mínimo em 10,67% (IPCA de 2015) em uma economia que está encolhendo e com um IPCA que será menor que o do ano passado (7,3%), fará com que o valor real do salário mínimo cresça.  E muito.  Uma das consequências deste aumento real do salário mínimo é o desemprego recorde.

Portanto, o uso do IPCA como indexador garante que os gastos reais do governo em um ano sejam iguais aos do ano passado, mas em nada garante que tais gastos não crescerão mais que a economia no ano vigente.  E é em relação ao ano vigente que importa.

[Observação técnica: o IPCA não é o deflator utilizado para se converter PIB nominal em PIB real. O deflator utilizado pelo IBGE possui metodologia própria e seu valor chega a diferir do IPCA em até 50%, de modo que um reajuste pelo IPCA pode representar ganho real até mesmo em relação ao ano passado. Porém, por aproximação e bondade, podemos supor que o uso do IPCA fará com que o gasto real de um ano se mantenha constante em relação ao do ano passado].

Ainda assim, há motivos para ser otimista: o IPCA historicamente cresceu menos, bem menos, que os gastos do governo. E isso já é ótimo.

Para efeitos de comparação, apenas no período de 2006 a 2015, por exemplo, o gasto não-financeiro do governo (com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos) cresceu 93% acima do IPCA.  Caso a PEC 241 estivesse em vigor, o volume dos gastos do governo seria hoje quase a metade do atual.  Um grande avanço.  Desde 2000, os gastos do governo só não cresceram acima do IPCA uma única vez.

Ou seja, embora tímida, uma PEC que utiliza o IPCA como teto representa um avanço em relação à devassidão reinante, podendo significar um freio, ainda que tímido, ao ritmo de expansão do estado sobre a economia. Bom.

Várias rubricas estão fora da PEC 241

As transferências, ordenadas pela Constituição, do governo federal aos estados e municípios não estarão sujeitas aos limites impostos pela PEC. 

A complementação dada pelo governo federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb, que é de âmbito estadual) também está fora do novo regime fiscal, assim como também estão o Salário Educação, o ProUni e o FIES. (Fonte).

Fora também estão a distribuição das receitas do Simples Nacional e a repartição do Imposto Territorial Rural (ITR) com os municípios. Igualmente, os gastos da Justiça Eleitoral com eleições, referendos e plebiscitos também estão imunes. 

E agora o pior: eventuais despesas do Tesouro para aumentar o capital de empresas estatais como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e todas as demais contidas nesta lista seguem usufruindo um passe livre (fonte).

Por fim, a PEC 241 valerá apenas para o governo federal.  Estados e municípios não estarão restringidos por ela.

Ainda assim, os pontos positivos compensam

Apesar destes defeitos, a PEC 241 merece elogios porque, parodiando aquele futuro residente de Curitiba, nunca antes na história deste país o governo havia se concentrado apenas em atacar os gastos.  Ele sempre abordou qualquer problema orçamentário pelo lado da receita.  Tal mudança de abordagem é alvissareira.

É claro que o ideal seria o governo, em vez de restringir o crescimento, simplesmente cortar gastos em todos os setores, como recentemente fez a Irlanda, com resultados impressionantes.  Porém, isso é constitucionalmente proibido, e demandaria uma outra PEC.

Logo, como diz o popular, a PEC 241 "é o que tem pra hoje".  Em vez de cortes de gastos, há um congelamento dos valores reais (corrigidos pela inflação) de apenas uma parte do orçamento do governo.  É falho e incompleto, mas é melhor do que nada.

Talvez a melhor consequência da PEC 241 esteja naquilo que poderá acontecer — atenção: que poderá acontecer — com os nababescos salários do funcionalismo público: com a Previdência Social consumindo hoje cerca de 40% de todo o gasto primário (excluindo juros) do governo federal, o que equivale a 8% do PIB, e com o número de beneficiários crescendo acima de 4% ao ano por causa do envelhecimento da população e da baixa idade de aposentadoria (em relação a outros países), as despesas do governo nesta área crescerão bem acima da inflação, o que obrigará o governo a cortar gastos em outras áreas. 

Concursos públicos e cargos com salários magnânimos terão de ser reduzidos, o que pode interromper o atual êxodo de cérebros da iniciativa privada para a burocracia estatal, fenômeno esse que tem ajudado a perpetuar o atraso do país.

Segundo o próprio IPEA, 45% das desigualdades de renda do país são causadas pelos salários e aposentadorias do funcionalismo público, os quais cresceram, em 13 anos, três vezes mais que salário médio dos trabalhadores do setor privado.  E os salários dos sultões do funcionalismo público são bancados com os impostos pagos pelos trabalhadores do setor privado, os quais ganham pouco porque têm de bancar o setor público.

Essa é uma injustiça histórica que pode — pode! — ser corrigida em conseqüência da PEC 241.

Conclusão

Por tudo isso, não há argumentos racionais sensatos, oriundos da intelligentsia, contra a PEC 241.  Há apenas lamúrias advindas dos suspeitos de sempre — artistas, intelectuais, diretores de cinema, professores e universitários —, todos eles no topo dos beneficiários da cadeia redistributiva do governo. 

Em sua desesperada tentativa de angariar o apoio da população a uma causa que seria boa apenas para eles (manter tudo como está), o melhor que conseguiram fazer foi um vídeo oligofrênico, roteirizado pelo MTST (sério) e narrado pelo insuportável Gregório Duvivier. Agora vai.

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37 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Conservador  14/10/2016 10:25
    Muito bom!
  • Edujatahy  14/10/2016 10:56
    Muito bom texto Leandro "Rocks". O melhor que li sobre a PEC até agora.

    P.s: Adorei a parte sobre o "futuro residente de Curitiba", hehe.
  • Leandro  14/10/2016 15:10
    Conservador e Edujatahy, muito obrigado pelas palavras. Grande abraço!
  • Baroni  14/10/2016 11:11
    Parabéns Leandro, como sempre um artigo claro, lúcido e esclarecedor.
    Poderíamos dizer que a grande virtude da PEC241 é mudar a curva de crescimento futuro da dívida do que seria uma "função" exponencial para uma linear?
    Grande Abraço.
  • Leandro  14/10/2016 15:12
    Tudo vai depender de se os gastos reajustados pelo IPCA irão crescer mais ou menos do que as receitas. Mas sim, tudo ocorrendo como o planejado, a sua observação está correta.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • FL  14/10/2016 11:31
    Leandro Roque, mais um aula!
  • Leandro  14/10/2016 15:21
    Obrigado pelo reconhecimento, caro FL. Grande abraço!
  • Calos  14/10/2016 11:41
    A busca pela eficiência dos gastos públicos é louvável, principalmente em um país que deixa 3 de cada 4 cidadãos à mercê de um sistema público precário. Além disso, o gasto do poder público em saúde por habitante é mais ou menos R$ 1400 por ano - dá menos de quatro reais por dia. Nos EUA é o equivalente a R$ 15 mil. Na Noruega, o país com melhor padrão de saúde do planeta, o governo investe R$ 28 mil por ano, por cidadão. Abaixo do Brasil, só os países mais miseráveis da África.
  • Magno  14/10/2016 15:15
    Em compensação, o gasto com educação é um dos mais altos do mundo em termos de PIB. E em troca de quê? De nada.
  • rafael  14/10/2016 15:22
    Professores e escolas não servem para nada no Brasil então...
  • Magno  14/10/2016 15:40
    Sorry, mas de acordo com todos os rankings internacionais que mensuram a qualidade do ensino, não.
  • NagataYuki  14/10/2016 11:44
    Eu sempre achei que o crescimento do PIB já era corrigido pela inflação, tipo se o crescimento foi de 2% em tal ano, quer dizer que o PIB cresceu 2% ACIMA da inflação...
  • Economista  14/10/2016 13:10
    O PIB real é o valor corrigido pelo deflator implícito, e não pelo IPCA. O deflator implícito é calculado anualmente pelo IBGE e não é o IPCA e nada tem a ver com o IPCA. O deflator é bastante diferente do IPCA.

    O IPCA calcula os preços apenas dos bens de consumo. Já o deflator implícito leva em conta os preços de absolutamente tudo na economia, inclusive os insumos, os bens de capital e de produção, que não são considerados no IPCA.

    Mas esse não é o ponto.

    Para calcular o PIB, soma-se o gastos das pessoas, os investimentos, os gastos do governo (que é o que interessa, neste caso), as exportações e, disso tudo, subtrai-se as importações.

    Faz-se isso para o ano corrente e para o ano anterior. Divide-se um resultado pelo outro e, com isso, tem-se a taxa de crescimento nominal.

    Essa taxa nominal é então dividida pelo deflator implícito. Após a divisão da taxa de crescimento do PIB nominal pelo deflator implícito, obtém-se o PIB real.

    Em todo caso, a variável IPCA é uma variável externa, que nunca fez parte da equação do PIB, que nada tem a ver com o deflator implícito, e que está sendo comparada com a variável "gasto do governo" e com a variável "PIB real".

    Mais: o IPCA passará a comandar a variável "gasto do governo", a qual por sua vez afetará todo o PIB real.
  • Republica de Curitiba  14/10/2016 14:13
    Economista,

    Nesse caso, não seria mais justo comparar o IPCA com o PIB Nominal, já que este não estaria deflacionado?

    Acho que a visão seria mais interessante, já que aí compararíamos crescimento da inflação dos bens de consumo com crescimento da produto interno bruto inflacionada, dois dados mais próximos, e que tem relação com o objetivo da PEC (limitar a PEC ao crescimento inflacionário, ou seja, deter o poder de compra da moeda aos seus valores atuais)...

    Me corrija se eu estiver errado.
  • Economista  14/10/2016 15:00
    Se o objetivo é comparar a taxa de crescimento da economia com a taxa de crescimento do IPCA, duas variáveis distintas e separadas, então o método é válido.

    Veja, por exemplo, o ano de 2015. A economia encolheu 4%. Mas o IPCA foi de 10,67%. Logo, para 2016, com uma economia tendo encolhido 4% no ano anterior, o gastos do governo aumentariam 10,67%. Ou seja, o governo cresceria 10,67%, e sobre uma economia que encolheu 4%. Não é bom.
  • Leandro  14/10/2016 15:18
    Perfeita explicação, Economista. Inclusive afanei essa sua didática observação e a acrescentei no artigo. E sem reconhecer copyright, pois aqui não acreditamos em monopólio das idéias. ;)

    Abraço!

  • Economista  14/10/2016 15:20
    Hahaha fique à vontade meu caro. Também não creio em copyright. E seria o cúmulo da ironia alguém com nome fake fazer tal exigência.

    Abraço.
  • Tannhauser  14/10/2016 12:09
    Leandro,

    caso a PEC seja aprovada, o que você acha que acontecerá com o IPCA no longo prazo?

    1) Tendência de queda para níveis civilizados, devido à diminuição dos gastos do Governo, criando um círculo virtuoso;

    2) Tendência de alta para níveis bananescos, pois o Governo irá maquiar o IPCA "para cima", com o objetivo de aumentar seus gastos, criando um círculo vicioso.

    Grato pelo artigo!
  • Leandro  14/10/2016 15:25
    Se ocorresse o item 2 seria uma guinada de 180º, pois até hoje todos os governos sempre sonharam em maquiar o PIB para baixo, e nunca para cima. Veja o governo Dilma e seu congelamento da gasolina e sua redução das tarifas de energia elétrica na base da canetada.

    Creio mais no primeiro item, mas mesmo este via depender estritamente da qualidade dos futuros governos.

    Grande abraço.
  • Trader Carioca  14/10/2016 19:33
    Caro Leandro,

    Permita-me discordar. A projeção é de que, com a PEC aprovada, os gastos do governo se estabilizem em 10 anos, num nível entre 80-90% do PIB. A atual está na faixa de 73% aprox.

    Claro que sem a PEC seria pior, iríamos para mais de 100% em 10 anos. Mas com a PEC, ainda teremos crescimento da relação dívida/PIB, e não redução, ao menos na próxima década.

    Abs.
  • Leandro  14/10/2016 20:00
    Mas por acaso eu falei em algum ponto do texto que haveria redução da dívida?!

    Ao contrário. Veja, por exemplo, este trecho do artigo:

    "Se você concede a políticos o direito de elevar os gastos até um determinado teto, pode ter a certeza de que eles gastarão cada centavo permitido até alcançar este teto. Em não havendo receitas adicionais para cobrir este aumento nas despesas, os déficits podem continuar substantivos, e a dívida do governo continuará em inabalada trajetória de expansão."

    Outro trecho:

    "a taxa de crescimento dos gastos pode ser maior ou menor do que a taxa de crescimento da economia no ano corrente. Logo, não há garantias de restrição sobre o crescimento da dívida e do estado."

    Se por acaso passei a ideia, em algum trecho, de que a dívida irá cair, por favor, tenha a bondade de me mostrar onde, pois tenho de corrigir.
  • Trader Carioca  14/10/2016 20:54
    Leandro,

    Não foi de forma alguma problema em parte do texto, que é bem claro por sinal. Foi especificamente sobre sua resposta ao amigo Tannhauser, com trechos destacados abaixo.

    ----------------------------
    Tannhauser - "1) Tendência de queda para níveis civilizados, devido à diminuição dos gastos do Governo, criando um círculo virtuoso"
    Leandro - "Creio mais no primeiro item, mas mesmo este via depender estritamente da qualidade dos futuros governos."
    ----------------------------

    Você foi claro ao dizer que se surgir um governo "malandro", esse "círculo virtuoso" pode não se concretizar. Eu só quis completar dizendo que ainda que tenhamos "bons governos", a relação dívida/PIB vai subir na próxima década, segundo a projeção.

    Se dei a entender que o texto tinha falhas, me desculpe.
  • Leandro  14/10/2016 21:34
    Trader, mas o Tannhauser estava se referindo ao IPCA e não à dívida. E foi ao IPCA que eu também me referi.
  • Trader carioca  15/10/2016 09:46
    Leandro,

    Desculpe a desatenção, vc está certo (como sempre)

    Abs
  • Leandro  15/10/2016 00:29
    Correção: sempre sonharam em maquiar o IPCA para baixo, e não o PIB.
  • Republica de Curitiba  14/10/2016 12:11
    Que excelente texto.

    Vale lembrar que, o investimento em educação em 2014 foi de aproximadamente 360bi anuais, para 41,4mi de alunos matriculados em Escolas Públicas, considerando gastos de governo federal / estadual / municipal e todos os níveis de educação, do Primário ao Ensino Superior.

    Isso dá um gasto de R$ 724,63 por aluno por mês.


    Desconsiderando desse valor todo investimento que Escolas Particulares fazem em Publicidade, o tão famigerado "Lucro", e as isenções tributárias que as Escolas Públicas recebem em suas licitações, pergunto:

    Qual o nível de Escola Particular podemos pagar com esse valor que o Governo Embolsa?

    Seria o problema a falta de arrecadação? Ou a falta de livre concorrência e busca pelo lucro nessa área?

    Aqui em Curitiba, com R$ 700,00 seu filho estará muito bem matriculado.
  • Roberto  14/10/2016 15:36
    Com R$ 724 por mês e sem a necessidade de gastos em publicidade, daria quase que um ITA.
  • Dissidente Brasileiro  14/10/2016 23:10
    O artigo abaixo é sobre homeschooling e sobre os custos financeiros e sociais da "educação pública gratuita e de qualidade":

    Nós iremos educar nossos filhos em casa, mas apenas porque odiamos educação
  • Rennan Alves  14/10/2016 12:11
    "...parodiando aquele futuro residente de Curitiba, nunca antes na história deste país o governo havia se concentrado apenas em atacar os gastos."

    Hahahahaha, muito bom. Parabéns pelo artigo Leandro.

    Uma dúvida, neste universo de controle de gastos a PEC informa:

    "§ 6º Não se incluem nos limites previstos neste artigo
    .
    .
    .
    V - despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes."

    Isso incluiria, além das já citadas neste artigo, empresas de capital misto?
  • Mansueto  14/10/2016 15:47
    Sim. Várias das empresas citadas são de capital misto, como Banco do Brasil, Petrobras, Eletrobras. Todas que têm ação negociada na bolsa são de capital misto. São estatais simplesmente porque o governo detém mais de 50% do capital votante.
  • San  14/10/2016 12:19
    Excelente artigo! Para não entender isso só desenhando mesmo haahahhaha
    É incrível como a explicação da realidade nos faz perceber que temos que mudar o rumo da economia do país. E é facilmente fundamentado pelos fatos e números. Enquanto isso, os defensores do sistema atual apenas gritam e fazem discurso emotivo, que infelizmente cai como um suave som nos ouvidos das pessoas que gostam de serem iludias.
  • RESR  14/10/2016 12:20
    E aquele artigo da Unicamp? O pessoal da esquerda o toma como solução absoluta em substituição à PEC 241.
  • Renato Arcon Gaio  14/10/2016 12:30
    Em sua desesperada tentativa de angariar o apoio da população a uma causa que seria boa apenas para eles (manter tudo como está)

    Não é possível que essas pessoas não enxergam a realidade em que vivem, um país pobre e falido e para eles tudo numa boa.

    obs: não aguentei assistir o vídeo até o final de tanta ignorância e mentira.

    Abraços e parabéns pelo artigo explicativo sobre a PEC.
  • David.  14/10/2016 12:36
    Quem é o autor do texto ?
  • Pobre Paulista  14/10/2016 14:07
  • Falcao  14/10/2016 12:37
    olá Leandro. Eu tinha postado em outro artigo uma dúvida que tive lendo comentários em outro blog. Vou copiar e colar aqui o comentário de que falo, o original pode ser lido aqui: www.bolhabrasil.org/ciro-gomes-um-louco-desprezivel/#comment-190910

    (1) O indexador utilizado (IPCA) está nas mãos do governo. Foi manipulado no passado recentíssimo, e pode ser manipulado no futuro.

    (2) supondo que o IPCA não seja manipulado, o crescimento ou redução do estado passa a ser governado pela diferença IPCA – PIB nominal. Se o IPCA for de 7% e o PIB nominal for de 2%, o estado crescerá 5% frente a economia. Se o PIB nominal for de -1% e o IPCA de 5%, a economia encolherá, mas o estado crescerá.

    (3) ao desvincular gastos importantes (como saúde e educação) da efetiva arrecadação, passando a vinculá-lo ao IPCA, abre-se espaço para o crescimento infinito desses gastos, ao contrário do que se tem hoje, em que esses gastos podem encolher se a arrecadação encolher.

    (4) como a inflação sempre existe (nunca é zero ou negativa no Brasil – e em quase todo o mundo da moeda fiduciária), o gasto sempre cresce, nunca reduz. Abre-se o espaço para o crescimento infinito do Leviatã.

    (5) a espiral inflacionária em que a PEC 241 nos jogará será inevitável: mais gasto do governo significa necessariamente maior inflação. A partir da emenda, mais inflação significará mais gasto, realimentando o processo.

    tem muito mais coisa que o autor desse comentário postou. Nao quero poluir o site postando novamente. Já fiz isso no comentário do artigo mises.org.br/Article.aspx?id=2413#ac182472

    É aproximadamente isso que vc estah dizendo, nao?
  • Leandro  14/10/2016 16:04
    Os itens 3 e 4 estão corretos, mas a conclusão do item 5 não decorre destes dois itens anteriores. O fato de agora haver mais liberdade de gastos em saúde e educação não implica descontrole inflacionário geral, pois os gastos maiores em saúde e educação -- em teoria -- terão de ser cortados de outras áreas.

    O que é correto afirmar, aí sim, é que isso geraria uma grande inflação de preços nas áreas de saúde e educação, em decorrência dos maiores gastos do governo nestas áreas.
  • Falcão  15/10/2016 11:10
    obrigado pelos seus comentários. Não sei se o autor original estava falando especificamente de gastos com saúde e educação no item 3 ou se foi apenas um exemplo. Vou ver se esclareço com ele.
  • O.Escolhido  14/10/2016 13:11
    Muito bom! Os artigos do Leandro são os melhores. Já compartilhei em vários meios.
  • Erick  14/10/2016 13:44
    Leandro, agradeço mais uma vez por mais um artigo excelente! Seus artigos são a pérola deste site.
    Que tal fazer um artigo por semana? Acredito que os artigos sobre a economia brasileira, falando do nosso mundo são o que nosso "mercado" aqui mais deseja!

    Grande abraço!
  • San Francisco  14/10/2016 13:49
    Olá Leandro,

    Parabéns pelo artigo.
    Tem um assunto ao qual não me relaciono bem: Reservas Cambiais.
    Realmente pra mim não é claro o motivo de termos 373bi emprestados em reservas a juros altíssimos.

    Vi uma explicação que o motivo é a falta de confiança do mercado no BR, por isso a necessidade de se manter as reservas. Mas ora, se realmente fosse esse, porquê nações estabilizadas tem reservas superiores a nossa, como mostra o Trading Economics?

    Encontrei um artigo aqui www.mises.org.br/Article.aspx?id=934 mas acho que os termos são avançados para quem não entende o básico ainda.

    Obrigado!
  • Rafael Isaacs  14/10/2016 13:52
    Mais dinheiro para juros, quer dizer.
  • Taxidermista  14/10/2016 13:55
    Parabéns Leandro Roque.

    Nesse contexto, vale lembrar também outro artigo de sua autoria:

    "Os quatro tipos de austeridade - por que o governo cortar gastos é positivo para a economia":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1465


    E também aquele imprescindível artigo do Jonathan Finegold Catalán:

    "Gastos governamentais sempre são ruins para a economia":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025


    Abço.
  • Tulio  14/10/2016 14:17
    Parabéns, Leandro. Excelente e esclarecedor. Vou compartilhar no face e tentar fazer com que quem é contra, leia.
  • Leitor Assiduo  14/10/2016 15:05
    Parabéns por mais uma aula Leandro. Profissionais como você precisam de mais espaço no brasil para iluminar ao invés de escurecer os horizonte.

    Muito obrigado pelo excelente trabalho.
  • You're all a bunch of socialists  14/10/2016 15:32
    Olá Leandro;

    Sou seu fã há muitos anos! Entretanto, desta vez, tenho uma visão diferente. Explico:
    Não é possível obter respostas corretas, fazendo as perguntas erradas...

    Toda a discussão em torno da PEC embute as seguintes perguntas:
    1) Qual o tamanho máximo do governo (ou do seu gasto)?
    2) A partir de qual ponto a tributação asfixia a economia?
    E aí vêm as respostas:
    É preciso limitar o gasto do governo, senão a economia não suporta, etc... Então o pessoal vem com curva de Lafer, e tal... O governo tem como objetivo arrecadar o máximo possível. Mas se ele tributar acima de 30 e tantos porcento do pib, então ele arrecada menos. Portanto um governo que extrapole o limite de tributação da curva de Lafer seria idiota... Ele estrangularia a economia. Precisamos de limites de gastos, que resultam em limites de tributação.

    Essas seriam respostas corretas. Infelizmente, as perguntas estão erradas...
    Note que um sujeito que tem como objetivo extrair à força (mesmo que por meio de impostos) o máximo possível de seus semelhantes, muito antes de ser idiota, é um psicopata!
    A discussão nunca chega na curva de Lafer. Nem deveria ser baseada no limite de gastos.
    As perguntas corretas são algo como:
    Sob quais circunstâncias é legítimo a maioria tirar dinheiro de todos na forma de impostos? Que TIPO de gastos justificam isto? O que pode ser decidido e executado coletivamente pelo estado? Por quê?
    O que coletivo? O que é individual?
    Apesar desse debate não ser fácil, não vejo nenhuma discussão baseada nestas perguntas, levando a um governo que consuma mais do que 10% do PIB...

    Temo que o debate de limitar o gasto do governo nos níveis atuais obscureça a necessidade urgente de fazer o verdadeiro debate. Para mim parece simplesmente que o parasita está se auto-limitando somente por medo de matar o hospedeiro. Até que tamanho cresce um parasita? O máximo possível desde que não mate o hospedeiro. O objetivo do governo é existir para sempre em seu tamanho máximo!

    O nosso objetivo como hospedeiros desse parasita é nos livramos dele, ou reduzi-lo ao mínimo possível. Mesmo que tenhamos que reconhecer que estamos muito doentes, e precisemos ir para a UTI.

    Sob esta ótica, uma meia sola, pode adiar indefinidamente a solução definitiva...

    Grande [] Leandro.

  • Tales  14/10/2016 19:57
    Claro, meu caro. Mas considerando a atual conjuntura política e econômica brasileira, há de se reconhecer que é melhor ter os gastos do governo federal limitados (mesmo com vários atenuantes, como apontou o Leandro em seu brilhante artigo) do que ilimitados, certo?
  • You're all a bunch of socialists  15/10/2016 04:36
    Olá Tales.

    Obrigado por sua resposta.
    Mas não. O fato do parasita se autolimitar em seu tamanho máximo com o objetivo unico de me sugar o maximo possivel indefinidamente nao é positivo. A energia sugada pelo parasita tem consequências graves. Algumas pessoas vao morrer por falta de recursos basicos. Por exemplo: o fato do parasita tomar de assalto a saude mata muita gente todos os dias.
    O meu ponto é exatamente que a pec meia sola contribui para perpetuar essa situação.
    Os libertarios deveriamos nos abster desse debate. Deveriamos utilizar cada oportunidade para colocar as perguntas corretas. Assim em algum tempo talvez consigamos transformar o mundo; torna-lo um pouco logico...
    E o pseudonimo nao foi a toa. É uma brincadeira com um fundo de verdade. Debater limite de gastos do governo é conversa de social democrata - os novos socialistas.
    Precisamos de soluções muito mais radicais. Talvez seja necessario deixar a coisa piorar, e fucarmis à beira da morte para ganharmos a coragem de tomar o vermifugo.

    Grande abraco Tales

  • Everrton Silva  14/10/2016 16:21
    Ótimo artigo, desmascara todo argumento falacioso dos esquerdopatas!
  • gabriel  14/10/2016 16:28
    concordo e gostei do texto, mas so achei que havia um erro nele: o uso da inflacao como teto mantera o valor real dos gastos, portanto se o crescimento de algum ano for zero, e a inflacao 10%, e no ano seguinte os gastos aumentarem 10 em valor nominal, eles ainda representarao a mesma fatia do PIB, nao eh? O PIB nao eh ajustado pela inflacao tb?
  • Leandro  14/10/2016 17:22
    "o uso da inflacao como teto mantera o valor real dos gastos"

    Dos gastos, em relação ao IPCA do ano passado, sim.

    "portanto se o crescimento [econômico] de algum ano for zero, e a inflacao 10%, e no ano seguinte os gastos aumentarem 10 em valor nominal, eles ainda representarao a mesma fatia do PIB, nao eh?"

    Em relação ao PIB do ano passado, sim. (Bom, tecnicamente não, pois o IPCA [b]não[/u] é o deflator do PIB; mas, por aproximação, a resposta é sim). Já em relação ao PIB do ano vigente, que é o que importa para as finanças e para a economia, não. Para o ano vigente, os gastos reajustados pela inflação do ano passado podem tanto ser maiores ou menores, em termos reais, do que o crescimento da economia deste mesmo ano. E isso pode afetar negativamente as finanças e a economia.

    A lógica, em si, é a mesma de reajustar o salário mínimo pela inflação do ano passado.

    Para 2016, um reajuste do salário mínimo em 10,67% (IPCA de 2015) em uma economia que está encolhendo e com um IPCA que será menor que o do ano passado (7,3%), fará com que o valor real do salário mínimo cresça. E muito.

    Aproveitei a deixa para fazer um acréscimo no texto.
  • Vinícius Mangili  14/10/2016 16:30
    Ótimo artigo! Aliás o portal possui artigos excelentes. Há regras para compartilhar os artigos em um site?
  • Leandro  14/10/2016 17:26
    Clique no link, faça o CTRL C + CTRL V, e mande bala.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Nilson  15/10/2016 15:02
    Isso inclui os livros?
  • Syer Rodrigues  14/10/2016 16:51
    Excelente texto, Leandro!

    Como estou iniciando meus estudos de economia, qual livro você poderia me indicar?

    Abraços,


  • Leandro  14/10/2016 17:36
    Humilde e sinceramente? Este site e seus livros.

    Comece por aqui:

    www.mises.org.br/SouNovoEconomiaAustriaca.aspx

    Simultaneamente, procure ler o máximo de artigos daqui. O linguajar é fácil. E você pede sempre perguntar, na seção de comentários de qualquer artigo, por referências. Você (quase sempre) será atendido.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço.
  • Felipe  14/10/2016 16:58
    Artigo muito claro e bem escrito, parabéns.
  • Humberto  14/10/2016 17:15
    Posso estar falando besteira, mas suponhamos que algum maluco keynesiano assuma a presidência em 2018. Ele não poderia dar um jeito de aumentar a inflação de um ano para poder gastar mais no ano seguinte? Ou ele não poderia pensar em alguma outra medida criativa fazendo com que seja possível gastar mais no ano seguinte? Keynesianos brasileiros possuem uma criatividade infinita para fazer gambiarras com o orçamento, vide a própria contabilidade criativa da Dilma.
  • Martins  14/10/2016 17:47
    "Ele não poderia dar um jeito de aumentar a inflação de um ano para poder gastar mais no ano seguinte?"

    Felizmente, já vimos que tais políticas inflacionistas não mais são aceitáveis no Brasil. O povo, finalmente, já se atentou para isso. Político que estourar a inflação perde popularidade e, consequentemente, eleições. Péssimo negócio.

    "Ou ele não poderia pensar em alguma outra medida criativa fazendo com que seja possível gastar mais no ano seguinte?"

    Isso, sim, é possível. E é quanto a isso que temos de ficar atentos.

    "Keynesianos brasileiros possuem uma criatividade infinita para fazer gambiarras com o orçamento, vide a própria contabilidade criativa da Dilma."

    Verdade, mas o que aconteceu com ela? Eu não gostaria de ter o mesmo fim, e creio que nenhum outro político também.
  • Walter Heinz  14/10/2016 17:25
    Ótimo artigo, Leandro.

    Só uma correção: no sexto parágrafo depois do gráfico da dívida tem um "foram ser criadas". Deveria ser simplesmente "foram criadas".
  • Leandro  14/10/2016 17:39
    Obrigado pela puxada de orelha. Mas foi intencional. Só para certificar o nível de atenção do leitor. ;)

    Obrigado pelas palavras e grande abraço.
  • Marcelo Monteiro  14/10/2016 19:20
    Aproveitando, neste trecho: "(descobriremos a verdade consciência social dos políticos de esquerda)" não seria "verdadeira"?
  • Kleiton   14/10/2016 17:48
    Sobre a intelligentsia, um bando de vagabundos, achacadores e rapineiros que vivem às expensas dos trabalhadores. Os parasitas apaniguados são catedráticos em fazer caridade com o bolso alheio. É muito fácil arvorar-se como defensores dos pobres na sinecura e sumptuosidade que os pobres pagantes desse embuste proporcionam.
  • Paulo  14/10/2016 17:51
    É a turma da chupeta. Eles querem é mais se beneficiar com os gastos. Finalmente estão percebendo que esses esquerdistas só querem levar vantagem.
  • Luiz Guimarães  14/10/2016 17:49
    O grande desafio: as pessoas não conseguem mesmo ENTENDER que NÃO EXISTE Estado que possa dar tudo para todo mundo!
  • M%C3%83%C2%A1rcio  14/10/2016 17:57
    Eu havia lido em outra matéria que a PEC 241 não valeria para a previdência porque eles pretendiam tratar dela em separado.
  • Marcelo  14/10/2016 18:07
    O jornal El Pais foi o único que deu essa barrigada. Nenhum outro falou isso. O próprio texto da PEC não fala disso.

    A Previdência está incluída. Mesmo porque, se não estivesse, de nada adiantaria.
  • Andre  14/10/2016 18:45
    Não só está incluída, como se não for reformada até 2018 vai invalidar completamente a PEC 241; gastos com previdência sobem 4% a.a.
  • Marcos  14/10/2016 18:42
    Essa turminha aí que gosta de vitimizar e se diz defensores dos mais pobres vive em outra dimensão. Os caras acham que o problema de tudo é dinheiro, que é só imprimir dinheiro que tudo vai se resolver. Aí não precisa controlar gastos, tudo se resolve depois.

    Agora dizem que a PEC 241 vai cortar dinheiro da educação e saúde. Se eles estão tão preocupados assim com os pobres, quero ver abrirem mão dos seus benefícios para aumentar os recursos para saúde e educação.

    Hoje, cuidar dos pobres é cuidar das contas públicas. Todo mundo tá pagando o pato, e quem está contra a PEC 241, está contra os pobres.
  • José Alves  14/10/2016 18:44
    Uma dúvida: Não é um problema indexar os gastos do governo?

    Como bem disseram no texto, se derem um teto, pode ter certeza que os políticos irão gastar aquilo tudo. Então os gastos realmente crescerão conforme a inflação. Isso não é algo ruim? Não corre risco de gerar pressão inflacionária?

    Outra, estamos no Brasil. Não existe a possibilidade (grande, por sinal, baseado no histórico de presidentes que tivemos) de algum presidente nesses próximos 20 anos (inclusive o atual) de mudar a forma de calculo do IPCA, ou mesmo gerar mais inflação, apenas para poder aumentar esse teto?

    Sinceramente, não vou muito com a cara dessa PEC não, nem sequer para o alento "é o que temos pra hoje"
  • Leandro  14/10/2016 18:58
    "Então os gastos realmente crescerão conforme a inflação. Isso não é algo ruim? Não corre risco de gerar pressão inflacionária?"

    Corre, sim. Tudo vai depender das receitas do governo. Se o governo continuar em déficit, a inflação se mantém.

    "Outra, estamos no Brasil. Não existe a possibilidade (grande, por sinal, baseado no histórico de presidentes que tivemos) de algum presidente nesses próximos 20 anos (inclusive o atual) de mudar a forma de calculo do IPCA, ou mesmo gerar mais inflação, apenas para poder aumentar esse teto?"

    Sou mais otimista quanto a isso. Como bem disse o leitor Martins acima, parece que tais políticas inflacionistas não mais são aceitáveis no Brasil. O povo não quer mais saber disso. Político que estourar a inflação perderá popularidade e as eleições. Não seria inteligente.
  • Dede  14/10/2016 18:50
    A PEC é bem vinda e necessária, mas não suficiente. Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor.
    Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado.
    Outra coisa é o prazo da meta, 10 anos, acho muito pouco tempo. Com a situação caótica em que se encontram as contas públicas, essa medida deveria valer por uns 20 anos, prorrogável por mais 20.
    Se medidas como essas tivessem tido adotadas no início do plano real, a dívida pública seria 10% do PIB e não estaríamos gastando quase metade do orçamento com a dívida pública.
  • Guilherme  14/10/2016 19:00
    "Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor."

    Perfeito.

    Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado."

    Melhor ainda.

    As ideias são ótimas, Dede. O problema é combinar com os russos.
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  14/10/2016 18:52
    Relatos e registros presentes no nosso dia a dia.Encontro inevitável com a REALIDADE. Falsos Caridosos e Falsos Lenientes com as FINANÇAS PÚBLICAS, utilizando da IGNORÂNCIA DA MASSA e a MAL FÉ. Parabéns
  • Bruno Feliciano  14/10/2016 21:14
    Mais uma do'' Leandro ROCKS!''

    Hhaahha sensacional,artigo MARAVILHOSO!

    Explicado tim tim por tim tim.

    Eu estava pensando a mesma coisa esses dias:

    ''Bom,e se a economia continuar em recessão e a receita do governo continuar caindo?O governo ainda vai poder gastar até aquele teto mesmo se a arrecadação for menor?''.Tinha esse questionamento que agora ficou mais claro e realmente é verdade.Essa PEC tinha que vir escrito ''NÃO PODE GASTAR MAIS DO QUE RECEBE,CARACTERIZANDO CRIME ORÇAMENTÁRIO(RESPONSABILIDADE FISCAL)''.
    E melhor ainda,podia exigir que sempre que houvesse um superávit de tantos porcento,o governo seria obrigado no ano seguinte em reduzir os tributos para compensar.Enfim,TEM MUITA coisa que poderia ser incluída no texto da PEC,mas do jeito que esta é melhor que nada

    Abraços!
  • Henrique Zucatelli  14/10/2016 22:06
    Brilhante artigo Leandro, indispensável elogiar. Você está cada vez mais afiado e conciso.

    Sobre a PEC 241, eu tenho grandes ressalvas (maiores que as suas, pode apostar). Mas seu otimismo é contagiante, então é melhor esperar.

    Agora OFF Topic: qual a influência do cheque pré datado na base monetária? Explicando melhor: o emissor do cheque pré datado em si fez uma venda fiduciária de uma ordem de pagamento, casualmente a descoberto.

    Ao criar esse título e coloca-lo em circulação, o emissor do cheque não está (mesmo que temporariamente, até sua liquidação) aumentando a base monetária, logo causando inflação? E não causa assombro pensar no montante que virtualmente circula pelo mercado sem lastro algum?

    Já tentei fazer analogias com venda alavancada a descoberto, mas sem sucesso, pois nesse mercado a variação é lastreada normalmente por títulos LFT.

    Pode ajudar?
  • Leandro  15/10/2016 00:37
    Cheque pré-datado nem é nada. Cartão de crédito é que é o negócio. Este sim aumenta a oferta monetária até a liquidação de sua fatura.

    Quando você compra algo no cartão de crédito, a sua conta-corrente não é afetada. Mas o banco emissor do seu cartão credita dinheiro na conta do vendedor e, consequentemente, tem de transferir esse dinheiro, via reservas bancárias, para o banco do vendedor.

    O Banco A, que é o seu banco, perde reservas bancárias para o Banco B, que é o banco do vendedor.

    Reservas bancárias foram transferidas do Banco A para o Banco B, e dinheiro foi creditado na conta-corrente do vendedor (que tem conta no Banco B). Mas você, o comprador, não teve a sua conta-corrente debitada. Isso só ocorrerá quando você receber a fatura do cartão de crédito e pagá-la.

    Até lá, a oferta monetária aumentou.

    Já com cheque pré-datado isso não acontece. Nenhum dinheiro foi criado. Você apenas postergou a data em que seu cheque será descontado. Mas a pessoa que vendeu para você não ganha dinheiro nenhum antes de o cheque ser descontado. Ao contrário do cartão de crédito.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Consciente  14/10/2016 22:32
    A PEC-241 é o retrado do que se tornou o Brasil, um país de golpistas e dos banquueiros e rentistas, pessoas que só querem garantir o pagamento do serviços da dívida, ou seja o andar de cima. E que se dane o povo.
  • Rent  15/10/2016 00:26
    Ué, rentismo e gente faturando em cima de juros ocorreu com o governo Dilma. Eu mesmo sou um desses casos. No auge do saudoso governo daquela senhora, enchi as burras no Tesouro Direto. Comprei prefixado pagando 16,53% até 2023, e IPCA+7,82% até 2035.

    Eu era feliz e não sabia. Hoje, essas mesmas taxas de juros de despencaram. Aquele título que comprei por 16,53% sob Dilma, hoje só paga 11,45%. Aquele outro que pagava IPCA + 7,82%, hoje só paga ridículos 5,64%.

    Dilma foi extremamente benevolente com os rentistas. Já o atual governo está sendo uma porcaria para os rentitas. E, caso essa PEC seja aprovada, a tendência é que as taxas desabem ainda mais, acabando de vez com minha alegra.

    Fora, Temer! Volta, Dilma! Quero juros mais altos!

    Quanto a você, acho que sua sensibilidade social está desajustada. Você está condenando o arranjo que está baixando os juros e pedindo a volta daquele que fez disparar os juros. Pelo visto, apesar do seu nome, você não é socialmente consciente.
  • Breaking Bad  17/10/2016 01:17
    O mais engraçado de tudo é que, eu juro, estou procurando algum banqueiro ou rentista que encostou um "tresoitão" na cabeça dos governantes e os obrigou a contrair empréstimos, ou a emitir títulos da dívida com juros mais altos. É cada sociopata/esquerdopata que aparecer por aqui dando barrigada e defecando pela boca, afetando preocupação com os "póbri" e culpando banqueiros e rentistas. Além do vexame, que esses andróides socialistas sofrem aqui, gostaria ter o poder de infligir-lhes mais um castigo: fossem obrigados a casar com a jandira.
  • Babilonia  14/10/2016 23:21
    Quando Dilma cortou 8 bilhões da educação. o silencio chegava a BRADAR, o pior de tudo, é ver pessoas que são inteligentes, caindo no conto do vigário que essa PEC era na verdade um corte na Saúde e Educação, quando vi, era apenas uma medida pra frear os gastos descontrolados do estado, o que essas pessoas querem?! Que o estado se endivide mais?! Que o estado tenha direito de gastar o quanto quiser?! Mas isso já não aconteceu no passado, quando o estado podia imprimir o quanto queria, e a gente chegou a "linda" hiperinflação?!

    Tem uma discussão sobre sofismo, a filosofia seria a busca pela verdade, enquanto o sofismo seria a tentativa de distorcer, seja através da má fé, ou da ignorância, tudo que fugisse da busca da verdade, é excluído das discussões filosóficas, hoje eu vejo que a esquerda não sobreviveria á luz da filosofia, porque vive da mentira e da enganação! Artigo estupendo! Já enviei pra toda minha família ler!
  • pronatec  15/10/2016 01:37
    "Até 2018, pelo menos 18% da receita líquida (receita total menos transferências para estados e municípios) do governo federal deve ser aplicada na educação.  É só a partir de 2019 que tais gastos passam a ser corrigidos pela inflação de preços do ano anterior. "

    Ou seja, a partir de 2019, a educação e a saúde vão engessar...

    Isso significa que o governo nao poderá mais investir na ampliação de programas como o PRONATEC, o que vai agravar o problema de falta de mão-de-obra qualificada....

    Como gerar mão-de-obra qualificada sem programas como o PRONATEC?
  • Wagner  15/10/2016 04:25
    Embora tenha sido inteligentemente irônico, sempre é bom ressaltar que o Pronatec poderá receber a quantidade de dinheiro que quiser, desde que CUT, MST, MTST, Lei Rouanet, alto escalão do funcionalismo, Justiça do Trabalho, TV Lula etc. recebam igualmente menos.

    Na prática, o Pronatec poderá receber ainda mais dinheiro do que recebe hoje. Desde que todos os outros órgãos recebam menos.

    O país conta com o seu indispensável apoio nessa cruzada pelo Pronatec. Pelo fim do cinema nacional!
  • anônima das sextas  15/10/2016 02:02
    Leandro, é o segundo artigo nota 1000 desta semana! Parabéns! Tema irretocável! Sabe, estive num evento promovido pelo Ministério da Fazenda sobre esta PEC e, infelizmente, pude ver que a meta deles passa bem longe da ideal, por isso, você tem toda a razão. Muito mais poderia e deveria ser feito, mas pouco é melhor do que nada...
  • Leandro  15/10/2016 04:17
    Obrigado por compartilhar o que presenciou, misteriosa anônima. Mas confesso que já imaginava que era isso o que se passava na cabeça dessas pessoas.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • ADRIANO SACRAS  15/10/2016 03:16
    Leandro,

    Vc acha que as denúncias desse vídeo procedem??

    https://www.youtube.com/watch?v=xwpZ1B0cvCw
  • Intruso  15/10/2016 04:18
    Esse vídeo é uma verdadeira mixórdia. Mas ele pode ser resumido na seguinte frase: empresas estatais, em conluio com governos estaduais, estão ferrando o povo. Oh, que espanto! Meu mundo caiu...

    O curioso é que o narrador do vídeo, após dizer que estado e estatais estão ferrando o povo, faz o quê? Pede mais estado!

    O cidadão em momento algum conclui que tais empresas devem ser desestatizadas e jogadas "na selva do livre mercado". Vá lá ver se no livre mercado uma empresa que faz esses esquemas sobrevive financeiramente.

    Enquanto o brasileiro continuar amando o estado e suas estatais, ele merece isso.

    P.S.: o vídeo mente ao dizer que esses debêntures de estatais só estão disponíveis para grandes milionários. Abra uma conta gratuita na corretora Easynvest e compre uma debênture da Cemig que paga IPCA + 10,20% ao ano por apenas R$ 1.200.

    Qualquer pé-rapado tem acesso a essas debêntures "que só estão disponíveis para grandes correntistas".
  • Luana Oliveira  17/10/2016 02:44
    exame.abril.com.br/economia/noticias/para-economista-pec-troca-pneu-de-carro-com-motor-fundido
  • Machado  15/10/2016 03:23
    Afinal, qual é mais importante, a dívida líquida ou a dívida bruta?
  • Leandro  15/10/2016 04:19
    Nenhum país sério fala em dívida líquida. Todos só falam em dívida bruta, que é a que realmente importa. Dívida bruta é toda aquela dívida que está no mercado e sobre a qual o governo tem de pagar juros e principal. É todo o passivo do governo. Ponto.

    Já dívida líquida (que é a diferença entre passivos e ativos) foi um conceito inventado pelo FMI para ser utilizado apenas por países subdesenvolvidos. Originalmente, o FMI inventou esse conceito para que países subdesenvolvidos tivessem incentivos para acumular reservas internacionais.

    Mas depois a coisa degringolou e ganhou outros contornos.

    No Brasil, então, tal conceito foi totalmente deturpado por Guido Mantega (e já relatado diversas vezes por este Instituto). Para entender melhor a absurdidade desta métrica, apenas considere o seguinte: caso o Tesouro transferisse R$ 2 trilhões para o BNDES, a dívida líquida do Brasil em relação ao PIB iria instantaneamente cair para zero.

    Por quê?

    A dívida líquida considera que os repasses do Tesouro aos bancos estatais são créditos. Logo, sendo créditos, são um ativo para o governo. Consequentemente, reduzem a dívida líquida.

    Se o governo se endividar em R$ 2 trilhões e em seguida emprestar esses R$ 2 trilhões para o BNDES, sua dívida bruta aumentou R$ 2 trilhões; sua dívida líquida não se alterou.

    Mas tudo piora.

    Pegando esse último exemplo, o Tesouro vai se endividar em R$ 2 trilhões (aumentando a dívida bruta neste valor) e vai repassar estes R$ 2 trilhões para o BNDES (conceder empréstimo é computado como um ativo). E o BNDES irá utilizar parte deste dinheiro para pagar dividendos ao Tesouro.

    No cômputo final, a dívida do Tesouro aumentou R$ 2 trilhões, mas isso não conta para o superávit primário (afinal, o pagamento do serviço dessa dívida não é contabilizado pelo superávit primário).

    Ao mesmo tempo, os dividendos que o Tesouro receber do BNDES serão computados como receita e farão parte do superávit primário.

    Traduzindo: o governo se endividou, a dívida bruta aumentou R$ 2 trilhões, mas o superávit primário -- outra excrescência também inventada pelo FMI, e levada a sério apenas pela imprensa -- aumentou.

    Ou seja, quanto mais o governo se endivida, mais seu superávit primário aumenta. Ao mesmo tempo, a dívida bruta aumentou e a dívida liquida caiu.

    Contabilidade criativa at its finest
  • Aluno da Federal (SOS)  15/10/2016 06:55
    Confesso que torci contra essa pec, o motivo foi bem egoísta: estudo na Federal de São Carlos, tinha certeza que aqueles pelego iam querer fazer greve. Não deu outra. No primeiro dia de volta às aulas já haviam colocado dezenas de panfletos e pôsters por toda a universidade incitando greve geral. Chamam o governo de golpista, machista, Eletricista, lanternista e o pior, tudo isso bancando com o nosso dinheiro.
    Parabéns Leandr, o texto, como sempre, foi ótimo, já estou me preparando para a possível assembléia. Deus esteja conosco amém!
  • Marcos Antonio Ferreira  15/10/2016 10:37
    Sabe, além dessa PEC para tentar dar sobrevida financeira a quem está próximo à bancarrota, não vejo ninguém mais a falar sobre diminuição de ministérios... redução do número de cargos comissionados nos três poderes e três niveis de governo...extinção de privilégios de juizes, promotores, delegados, deputados, vereadores, senadores...
    Parece-me que: "A Temer o que é de temer"...
    Porque será?
    Mordaça Imoral?
    Viva a Liberdade... o direito de Propriedade... Viva a Vida!
  • Andre  17/10/2016 11:47
    Esse final de semana tive a "oportunidade" de conversar com um alto cargo da administração pública do RS, depois de umas brejas, comentei da crise do estado e quando o governo vai começar a cortar gastos para ao menos sanar sua situação da folha de pagamento de servidores, a resposta não poderia ser mais cômica:

    "Ninguém vai arriscar seu escasso capital político ou irritar aliados propondo corte de gastos, até porque sempre vão fazer projetos de cortes longe de seus currais, o que vai ocorrer é que o estado vai arrastar a situação até o dinheiro acabar completamente e deixar que o darwinismo aconteça nas repartições, estatais e órgãos em geral, os servidores pouco relacionados politicamente ficarão sem receber e serão enviados para casa e pouco depois agrupados para a assembléia legislativa fazer lei para a dispensa desses servidores, a estabilidade de servidores é só uma lei que pode ser suplantada por outra lei."
  • Jonathan  15/10/2016 13:00
    Bom dia,

    Gostaria que alguém me respondesse sobre a tal "AUDITORIA DA DÍVIDA". Se é possível? Calote? Revisão de Valores? Como isso afeta o mercado? Como afetaria a população? É possível renegociar a dívida, nem que seja para baixar um pouco?

    O único contra-argumento da esquerda é "porque não fazem uma auditoria da dívida e parem de pagar ao Bancos ao inves de cortar das áreas sociais?" Nesse caso eu não sei apresentar fatos, números para contra-argumentar com eles, apesar de saber que um calote ou corte majoritário na dívida interna afetaria principalmente a população mais desfavorecida.

    Obrigado.
  • Reinaldo  15/10/2016 13:33
    De minha parte, sou inteiramente a favor de toda e qualquer auditoria da dívida brasileira. Quanto mais auditoria, melhor.

    Mas tem uma coisa que os seguidores dessa tal Fatorelli vivem gritando e eu nunca entendi: o que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria ela dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria ela dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    Por acaso a Fatorelli comprova que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, então ela está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...

    E complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que alguém me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores, além de privilegiar seus empresários favoritos com subsídios e empréstimos subsidiados pelo BNDES (com o nosso dinheiro de impostos).

    Agora, se alguém sabe de algo mais, favor compartilhar.
  • Luana Oliveira  15/10/2016 20:40
    Leia isso, aqui está apenas um trecho. A PEC 241, aprovada em primeiro turno Câmara Federal no dia 10 de outubro, e que deve ser votada em segundo turno no próximo dia 24, congela os gastos públicos primários pelos próximos 20 anos, limitando à variação da inflação. "Ela congela tudo, gastos com saúde, educação, ciência e tecnologia. Só estão fora do teto os gastos com a Dívida Pública, que nunca foi auditada. Esse congelamento é para sobrar mais dinheiro para a farra financeira", disse Maria Lúcia, acrescentando que a Auditoria da Dívida está prevista na Constituição Federal de 1988, mas nunca foi realizada. "No Equador, onde a Auditoria foi realizada, houve uma inversão no Orçamento e os gastos sociais aumentaram, enquanto as despesas com a dívida forma reduzidas. A PEC 241 proíbe que isso aconteça no Brasil porque os gastos sociais vão ficar congelados". www.fetecpr.org.br/divida-publica-e-a-pec-241/
  • Rocha  15/10/2016 20:54
    "Esse congelamento é para sobrar mais dinheiro para a farra financeira"

    Essa turminha é absolutamente incapaz de ligar causa e consequência. Mesmo a mais básica possível.

    Babam de ódio contra os gastos com juros, mas defendem um modelo econômico que inevitavelmente gera altos gastos com juros.

    O povo quer um estado gigante cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, sindicatos, petróleo, estradas, portos, aeroportos, correios, eletricidade, aposentadorias, pensões; dando subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários; ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    O povo quer o estado cuidando disso tudo, mas se esqueceu de que um estado deste tamanho tem de ser bancado por muitos impostos.

    Só que como somos um povo pobre e pouco produtivo (nossa produtividade é 20% da americana), apenas os impostos não bastam.

    Consequentemente, o estado tem de se endividar para bancar tudo isso. E muito. E continuamente.

    Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos.

    Consequentemente, terá de haver um endividamento maciço e contínuo do governo. E, para conseguir pegar emprestado todo esse dinheiro e para conseguir rolar sua dívida, ele terá de oferecer juros altos e atraentes. Esses juros altos — necessários para bancar os gastos de uma social-democracia em um país pobre — afetarão todo o crescimento econômico.

    Nenhum país da América Latina — mesmo aqueles que são mais ricos em termos per capita, como Chile e Uruguai — possui um estado tão abrangente e onipresente quanto o brasileiro. Aqui, queremos que o estado faça e provenha de tudo. E, ainda assim, nos assustamos com o preço desse nosso desejo.

    O estado brasileiro tem de se endividar continuamente para seguir bancando nossas volúpias social-democratas. E quem se endivida continuamente paga juros bem altos.

    E os idiotas são totalmente incapazes de fazer essa mais básica correlação.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso. Social-democracia é luxo de país com população rica; povo pobre não tem como ser social-democrata
  • Luana Oliveira  17/10/2016 00:25
    Sabe o que ñ consigo entender, nós somos um dos países mais ricos, temos uns 95% do nióbio, o Canadá se sustém c/ 2%. Até o Eike Batista falou do Pré-Sal (..olha de fora, a Petrobras tem excelência em técnica de 7 dólares por barril no pré-sal, é um show, é um espetáculo. Graças a Deus, dali vai vir um futuro espetacular para todos nós que somos cariocas aqui, acho que sobra um pouquinho para Curitiba também. Acho, não sei. Não sei se vocês têm royalties aqui. Mas então olha, triste é você ver essa cooptação do corpo técnico que deveria dizer não.) Essa matéria é mais antiga, leia o que diz do Pré-Sal super.abril.com.br/comportamento/tudo-o-que-voce-queria-saber-sobre-pre-salem um dos seus depoimentos, dá p/ pagar educação e ainda sobra um pouco p/ a saúde, ñ é delírio ñ, é real, e tirando outras riquezas que temos, se o petróleo decaiu um pouco ñ é dificil de levantar, ainda tem mto valor tb lá fora. Não entendo de economia, as contas deles, mas vi um gráfico dizendo isso.E outras riquezas que temos que ñ é pouco. Por mais que roubaram se fizerem uma politica mais limpa logo podemos recuperar tudo e o país andar como merece. Só que ñ, os corruptos estão de cima, mmo c/ a Lava Jato ainda estão roubando. Não sou petista, sempre abominei o Lula, etc, mas nem por isso dá para ver que ñ vai resolver quase nada tirando o pt, e os outros? Vi a lista dos indiciados, são mtos e vão ficar por aqui. Se o brasileiro enxergasse pelo menos o nariz iria pra rua e pediria o fora de todos que nos roubam e roubaram. O poder do povo é maior do que pensam e sabem. Mas a realidade é outra, só os vejo dizendo que tirando o pt está tudo bem, e sabemos que que ñ é assim. Nossa kkkk sai um pouco do assunto, nem tanto, mas sai. Cansei. Vi tantos governos, sai um e entra outro e nada fazem p/ o bem do cidadão, antes de tudo o que vão lucrar. Procurando o Eike e o que achei tb no depoimento dele, espero mto que esses petistas estejam errados...
    DEPOENTE: Não, não era. Eu tentava, eu ia lá, as pessoas até me recebiam, depois de muita insistência, ai não dava né. Eu queria, até como brasileiro né. Sinceramente, olha, eu vou lhe dar um dado bacana para vocês, eu acho que vocês não sabem. Eu sei disso porque a BRITISH GAS, que foi comprada pela SHELL, ela é sócia de 20 a 25% das últimas 6 plataformas que foram instaladas no pré-sal do Brasil. Você sabe quando que é o cash cost, custo direto do petróleo? Que todo mundo acha que é 25, 30 dólares? Eu sei disso porque o CEO da BRITISH GAS é meu amigo, nós estamos tentando fazer coisas juntas hoje, e ele é sócio nessas participações. O cash cost é 7 dólares por barril. Então ó...
    Enfim, o brasileiro merece todo o governo que tem, eu não
  • Andre  17/10/2016 11:57
    Recursos naturais não valem nada sem o livre comércio para dar valor ao monte de rochas e poeira que realmente são.
    Quando residi em Angola, acredite ou não, aquele continente considera a gestão de recursos naturais no Brasil muito eficiente, pois lá a referência de má administração de recursos abundantes é a Rep. Democrática do Congo.
  • WDA  15/10/2016 13:12
    Como sempre, um excelente texto do Leandro Roque, colocando os pingos nos "is" e deixando as coisas claras e precisas.

    Num texto equilibrado e detalhado, temos uma visão bastante completa de um assunto atual e extremamente relevante para o Brasil.

    E o melhor, sem pretensão de "agradar" ninguém e ser politicamente correto. Texto escrito com a preocupação única de dizer a verdade, deixando claros os fatos como são. Parabéns!


  • Leandro  15/10/2016 20:57
    Caro WDA, obrigado pela presença de sempre, pelo reconhecimento do trabalho e pelas gentis e caridosas palavras. Grande abraço!
  • Rogerio Faria  15/10/2016 18:29
    Conter investimentos em áreas sociais até que poderia dar certo. Acredito que deveríamos combinar com os úteros e testículos humanos para limitar o crescimento populacional. Com as maternidades trabalhando "a todo vapor" cumprindo os desígnios divinos (crescei-vos e multiplicai-vos), fica impossível manter a contenção de investimentos nas áreas de educação e saúde.
    Se há como fazer este milagre me avise.
  • João  17/10/2016 12:36
    "combinar com os úteros e testículos humanos para limitar o crescimento populacional"

    Isso pode ser difícil. Mas fazer vasectomia sem custos para quem estiver interessado, o governo já faz. É uma boa maneira de conter o crescimento populacional.

    seligasaude.com/vasectomia-gratuita-pelo-sus-como-fazer/
  • Ricardo   15/10/2016 19:39
    Sinto falta de medidas que reduzissem, mesmo com relativa arbitrariedade, os juros abusivos e os benefícios direitos das instituições financeiras (bancos, fundos de investimento etc) envolvidas com o pagamento da dívida pública. Precisamos acelerar o reequilíbrio da economia afetando todos os envolvidos.
  • Rocha  15/10/2016 20:04
    Com o estado atual do tamanho em que está, cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários, ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários, é óbvio que não há espaço.

    Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos.

    O estado terá de se endividar contínuamente para seguir bancando tudo isso. E, aquele que se endivida contínuamente, paga juros bem altos.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso. Social-democracia é luxo de país com população rica; povo pobre não tem como ser social-democrata
  • Paulo Henrique  16/10/2016 01:16
    Desculpe o completo OFF. Mas vocês poderiam fazer um artigo explicando o distributivismo de Chesterton ? Há alguns conceitos econômicos dele que eu não consigo entender sobre uma ótica austríaca, e não acho nenhum material tratando dessa doutrina, nem mesmo em inglês (Somente da parte dos distributivistas atacando os conceitos austríacos). Resumindo, estou mais perdido que cego em tiroteio e acredito que muitos outros austríacos, quando deparado com essas ideias, estejam também

  • Bastos  16/10/2016 13:49
    Existe alguma análise econômica nos escritos de Chesterton? Até onde sei, ele fala de redistributivismo sob uma perspectiva religiosa. E só. Ele ignora completamente os efeitos econômicos disso. E, para seu mérito, em momento algum ele se arroga ser profundo conhecedor do assunto.

    Sobre o distributivismo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1203
  • Mário  16/10/2016 03:35
    Outro excelente artigo do Leandro, coisa que, convenhamos, está ficando deliciosamente repetitivo.
  • Roberto Alencar  16/10/2016 05:23
    Texto muito bom! A melhor parte é o link para o vídeo com Silvio Santos :o)
  • Eduardo  16/10/2016 18:42
    Caralho! Essa ideologia deveria ser ensinada nas escolas, passada nos jornais de alta circulação TODOS OS DIAS... olha com essas iniciativas ainda ascende alguma esperança para o nosso assombroso porvir!
  • Murdoch  16/10/2016 22:49
    Ótimo artigo Leandro.
    Mas tenho uma dúvida, qual o patrimônio da União atualmente?
  • mauricio barbosa  16/10/2016 23:11
    Se a esquerda estiver agindo de boa-fé,então seus argumentos estarão equivocados,agora se estiverem agindo de má-fé e querendo preservar privilégios setoriais e de grupos favorecidos,então é mau-caratismo puro...
    Essa esquerda tupiniquim é uma vergonha,monumental!!!
  • Ricardo Bordin  17/10/2016 10:40
    Redigi um artigo que vai no mesmo sentido:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/13/seria-a-pec-241-um-tiro-no-pe-da-pretendida-austeridade-fiscal/
  • Max   17/10/2016 11:40
    Off topic:

    Uma notícia/reportagem para uma reflexão anarcocapitalista:


    veja.abril.com.br/mundo/levante-feminino-acabou-com-o-crime-organizado-em-cidade-mexicana/
  • anônimo  17/10/2016 12:12
    Leandro, suas aulas de economia são brilhantes. Quem dera as faculdades de economia contassem com profissionais como você.
  • amauri  17/10/2016 16:51
    Boa tarde!
    Dá para ser otimista mesmo que o Temer ainda não cumpriu promessa de reduzir cargos de confiança, como mostra O Globo?
    Total de postos de confiança e funções gratificadas aumentou nos meses de governo interino: passou de 107.121, em maio, para 108.514 em 31 de agosto. E sem informar corretamente o valor da divida como esta: Hoje é dia da divulgação da dívida da União de agosto de 2016 e, como sempre, a imprensa omite o estoque da dívida em poder do Banco Central no montante de R$ 1.299,0 bilhões, sendo essa a parte mais importante da dívida, visto que nada mais é do que uma "pedalada oficial" (aumento disfarçado de base monetária) que não existiria se o Banco Central fosse independente. Vejam que essa orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010 para 21,33% do PIB em agosto de 2016. Crescimento real em relação ao PIB de 19,43%. Uma imoralidade sem precedentes.
  • André Luiz  17/10/2016 22:30
    Parabéns Leandro, grande mestre. Uma aula realmente! Quem dera a grande mídia divulgasse essas informações tão precisas e detalhadas.
  • anônimo  18/10/2016 09:33
    Leandro
    Uma dúvida,
    Entendo como o sistema de reservas reacionárias gera inflação, mas porque os deficits do governo contribuem para MAIS inflaçao do que normalmente seria gerado emprestando o dinheiro à pessoas?

    Não seria como emprestar dinheiro para o governo ou para pessoas e empresas?

    Existe algum detalhe técnico que eu não estou sabendo?, por exemplo, que os bancos podem comprar títulos da dívida com o dinheiro que deveria ser reservado(das reservas fracionarias)?

    Depois de responder agradeceria se me mostra-se um artigo sobre esse tema.
  • Leandro  18/10/2016 11:41
    Vou responder com apenas uma imagem:

    s22.postimg.org/eif90fof5/cewolf.png

    A linha azul mostra a quantidade de títulos emitidos pelo Tesouro Nacional (ou seja, a quantidade de empréstimos concedida ao governo federal).

    A linha vermelha/verde mostra a quantidade de empréstimos concedida ao setor privado.
  • Leandro  18/10/2016 11:43
    Agora, uma resposta mais técnica, complementando o gráfico acima:

    O maior tomador de empréstimo é o governo, que seguidamente incorre em déficits orçamentais. Quem empresta dinheiro para o governo são os dealers primários (Bradesco, Citibank, Banco Do Brasil, Itaú, Banco Safra, Santander, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Credit Suisse, Goldman Sachs. E as corretoras XP Investimentos e Renascença DTVM).

    À exceção das duas corretoras, os bancos emprestam para o governo criando dinheiro do nada.

    (Na prática, os bancos utilizam as reservas bancárias -- o dinheiro que os bancos têm depositado junto ao BC -- para comprar os títulos do Tesouro, as quais caem em decorrência dessa compra. E como o BC trabalha com uma meta para a SELIC, e como a SELIC é a taxa de juros no mercado interbancário, tão logo essas reservas diminuem, a SELIC sobe. Para evitar essa subida, o BC injeta dinheiro no interbancário, comprando outros títulos em posse dos bancos. No final, as reservas bancárias ficam na mesma, mas a quantidade de dinheiro na economia aumentará tão logo o governo gaste esse dinheiro que arrecadou dos bancos.)

    Em última instância, o limite da expansão do crédito é determinado por quanto o Banco Central está disposto a continuar expandindo o crédito. Se o BC estipular que não mais irá injetar dinheiro no mercado interbancário, a capacidade dos bancos de expandir o crédito ficará severamente limitada.

    Ao passo que realmente há um argumento de que empresas pedirem empréstimos para investir não necessariamente gera aumento de preços (eu pessoalmente discordo, mas isso é o de menos), o fato é que a demanda do governo por mais empréstimos apenas para manter seus gastos correntes é totalmente inflacionária.

    As empresas pegam empréstimos para investir e aumentar a sua produção (logo, aumentando a oferta de bens e serviços); já o governo pega empréstimos para pagar políticos e funcionários públicos, criar novos ministérios e secretarias, dar subsídios, aumentar a burocracia, criar cargos comissionados e criar novas agências reguladoras. Nada disso aumenta a produtividade da economia e a oferta de bens e serviços. Muito pelo contrário.

    Somente no Brasil, os déficits do governo federal, desde julho de 1994, já jogaram mais de R$ 4 trilhões de reais na economia. Boa sorte para quem quiser provar que isso não gera aumento de preços.
  • Paulo HMB  18/10/2016 12:18
    Caro Leandro, caso não houvesse essa capacidade de um banco central aumentar o limite da expansão de crédito, a capacidade de endividamento do governo seria reduzida? Que a inflação monetária seria menor me parece evidente, mas e a dívida governamental?
  • Leandro  18/10/2016 12:26
    A evidência empírica de países que possuem Currency Boards (ou semi-Currency Boards) indica que sim.

    Estônia, Bulgária, Hong Kong, Letônia, Lituânia e Peru (cujo Banco Central opera sob concorrência direta do dólar) possuem dívidas públicas extremamente baixas.
  • Felipe R  18/10/2016 12:24
    Leandro, você vai fazer parte da equipe de governo que vou participar e vai me ajudar a desmontar o Estado de dentro para fora.

    Isso é uma intimação: D
  • Emerson Luis  18/10/2016 14:02

    É impressionate ter que explicar porque os gastos têm que ser menores do que as entradas de recurso. Qualquer assalariado de baixa escolaridade entende isso, ainda que apenas intuitivamente. É necessário muito estudo para não compreender isso.

    Sim, seria melhor se houvessem regras especiais para um ano subsequente a outro que foi recessivo. E seria melhor ainda se os gastos fossem corrigidos, digamos, em 95% do IPCA do período anterior. Mas é melhor do que a dilmalogia.

    * * *
  • Emerson Luis  18/10/2016 15:27

    É impressionate ter que explicar porque os gastos têm que ser menores do que as entradas de recurso. Qualquer assalariado de baixa escolaridade entende isso, ainda que apenas intuitivamente. É necessário muito estudo para não compreender isso.

    Sim, seria melhor se houvessem regras especiais para um ano subsequente a outro que foi recessivo. E seria melhor ainda se os gastos fossem corrigidos, digamos, em 95% do IPCA do período anterior. Mas é melhor do que a dilmalogia.

    * * *
  • thomas unger  18/10/2016 16:42
    O PT provocou a pior crise econômica e a maior taxa de desemprego da história do Brasil. Assaltou e arruinou as estatais e os fundos de pensão. Roubou o BNDES para arrecadar fundos para o partido. Num país de políticos notoriamente corruptos, nunca houve um partido que roubasse tanto. Só apoia o PT quem foi beneficiado pela roubalheira. É o caso destes que estão protestando
  • O Curioso  18/10/2016 16:58
    "O efeito concertina refere-se, portanto, ao fato de que a poupança forçada incentiva inicialmente métodos de produção mais indiretos, mas, após algum tempo, os investimentos acabam sendo realocados para os métodos menos indiretos, fazendo com que a estrutura de capital "estique" e "encolha", tal como uma sanfona. No final das contas, o estoque de capital "agregado" ou capital fixo diminui. Esta proposição é que os economistas keynesianos, entre eles Kaldor, que criticou a teoria hayekiana, não foram capazes de entender."

    Ando me perdendo nessa questão de "métodos de produção mais indiretos e depois realocados para os métodos menos indiretos", Leandro ou qualquer um que tenha algum exemplo poderia me ajudar com isso?
  • Leandro  19/10/2016 15:54
    Na teoria, aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552


    Na prática, aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089 (basta ler apenas o início do artigo)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • O Curioso  21/10/2016 05:56
    De forma bem resumida seria o caso então
    Os juros causado pela expansão de credito passam uma falsa preferência temporal das pessoas, fazendo assim com que empresas invistam em processos mais demorados e de melhor qualidade pois os juros estão passando a mensagem errada, após os juros subirem as empresas olham e pensam que é mais produtivo métodos mais rápidos de produção revertendo assim todo o processo e perdendo dinheiro investido, sendo assim um mal investimento??

    Pela inflação causada pela expansão creditícia as lojas precisam aumentar seu preço e um aumento do preço acima da rendas das pessoas vai fazer ter menos vendas, tendo menos vendas vão encomendar menos pois tem muito em estoque, fazendo com que as industrias diminuam a produção e assim acabe em demissão nas industrias, correto??

    Ainda tem o caso de competição de bens, correto? Pois se empresários orientados pela taxa de juros pensam que as pessoas estão poupando, acabam por pensar que vai ter mais bens disponíveis para seus projetos e quando os 2 acabam comprando esses bens e deixando ele escasso as lojas aumentam o preço e no fim o empresário teria que recorrer a outro empréstimo, correto??

    Uma duvida os produtores de cimento e coisas materiais bens de segunda e terceira ordem, jamais abordam esse tipo de processo longo? afinal quando uma taxa de juros está baixa eles sabem que vai haver investimento e grande demanda por seus produtos, abordam esse processo quando a taxa de juros está alta, correto??
  • Tiago  18/10/2016 18:05
    Pessoal, se alguém puder me ajudar.

    Estava ouvindo um programa aqui da UFRGS em POA em que a economista Ceci Juruá disse que parte da dívida pública é contraída para enxugar reais da economia toda vez que capital estrangeiro entra no país. Segundo ela, quando algum investimento de capital estrangeiro é feito no país, o banco central precisa trocar por exemplo dólares por reais e, como o real vale menos que o dólar, o excesso de dinheiro após essa conversão teria de ser enxugado da economia para não causar inflação e o mecanismo usado pelo governo para enxugar esses valores seria emitir dívida pública.

    Alguém poderia me explicar se esse procedimento existe e como funciona?

    Ainda, se alguém puder indicar algum leitura para que eu entenda como funciona e quem faz a troca de moeda estrangeira pela nacional nas operações de exportação e importação.

    Grato!
  • Leandro  18/10/2016 18:28
    "quando algum investimento de capital estrangeiro é feito no país, o banco central precisa trocar por exemplo dólares por reais"

    Essa é uma simplificação grosseira e um tanto errada.

    Acompanhe.

    Quando um investidor estrangeiro decide investir no Brasil, ele tem de adquirir, no Brasil, uma conta bancária em reais. Óbvio. Aqui no Brasil só circulam reais. Não circulam dólares. Logo, não existe isso de "dólar entrar no Brasil". Dólar não é a moeda corrente no Brasil. Não existem dólares "entrando no Brasil".

    Essa afirmação de "dólares entrando no Brasil", embora seja bastante utilizada, inclusive por economistas, é tecnicamente incorreta.

    O dólar não "sai" dos EUA, assim como o real não "sai" do Brasil. O dígitos eletrônicos denominados em dólar não saem dos bancos americanos assim como os dígitos eletrônicos denominados em reais não saem dos bancos brasileiros.

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui. Sendo assim, o dólar não "entra" no Brasil via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares.

    Ato contínuo, esse exportador brasileiro pode decidir entre

    1) vender a titularidade dessa conta bancária americana para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais na conta do exportador brasileiro em um banco brasileiro); ou

    2) manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta (ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais).

    No caso de um investidor americano que quer investir no Brasil, ocorre a mesmíssima coisa. Ele transferirá a propriedade de sua conta bancária nos EUA para alguma empresa brasileira ou banco brasileiro e, em troca, adquirirá a propriedade de uma conta-corrente em um banco brasileiro denominada em reais.

    Ao fazerem essa transação, a taxa de câmbio será afetada. Para impedir essa flutuação no câmbio, o Banco Central intervém comprando os dólares que estão na conta desse investidor americano. Ou seja, na prática, o Banco Central brasileiro se torna o proprietário dessa conta em dólar, nos EUA, do investidor americano. Ao fazer isso, o BACEN elevou suas reservas internacionais.

    E como o BACEN paga por essa conta em dólares? Criando reais e depositando estes reais na conta do investidor americano aqui no Brasil.

    Consequentemente, houve inflação monetária. O Banco Central criou reais (dígitos eletrônicos) em troca de reservas internacionais. Logo, para enxugar esses reais, o BACEN terá de vender títulos do Tesouro que estão em sua posse. Ao fazer isso, a dívida em posse do mercado aumenta.

    Mas não necessariamente o Tesouro emitiu nova dívida. Essa é uma confusão muito comum.

    Portanto, não é necessariamente verdade que "o mecanismo usado pelo governo para enxugar esses valores seria emitir dívida pública".

    Sim, a quantidade de títulos em posso do mercado aumentou. Mas esses títulos estavam em posse do BACEN. O Tesouro não necessariamente teve de emitir novos títulos.
  • Tiago  18/10/2016 19:37
    Entendi. Se não for abusar muito da boa vontade, me surgiram algumas outras dúvidas.

    Essa operação é feita com base no capital que "entra" ou a operação tem por objetivo controlar a inflação geral? Quer dizer, existe uma vinculação digamos matemática entre o capital que "entra" e a quantidade de títulos que são colocados à venda?

    É possível estimar o peso das reservas internacionais no montante atual da dívida?

    Novamente, muito obrigado pela atenção e colaboração.
  • Breaking Bad  18/10/2016 23:11
    Lenadro, você está intimado a escrever um livro de Economia com o seguinte título:

    "Tudo o que você sempre quis saber sobre Economia... mas os tecnocratas insistem em te enrolar"
  • Aprendiz  18/10/2016 23:15
    Então o câmbio não é estipulado pelo fluxo de capitais? Nem aqui no Brasil, como nem para o resto do mundo?
    Sabendo disso, como o câmbio é estipulado?
  • Auxiliar  18/10/2016 23:33
  • Murdoch  19/10/2016 01:20
    Entendi em parte, mas uma coisa me deixou em dúvida.
    Naquele determinado período em que foi escrito o artigo, o autor(Leandro Roque) deixa claro que o câmbio dentro da realidade seria de qualquer valor entre 3,35 e 4,29.

    De acordo com o Leandro Roque: se o dólar cair para menos do que 3,35, o real estará sobrevalorizado, o que ajudará bastante no combate à inflação de preços.

    Tem algum perigo se o dólar estivesse sobrevalorizado como uma taxa de câmbio de R$2,70 naquele período em que foi escrito?

    E mais, como sempre defendido pelos leitores e autores deste site, a moeda valorizada é um fator chave para uma economia forte. Então qual seria o câmbio correto em um Currency Board?

    Dando uma olhada em um site(Conversor de Moedas) para verificar câmbios, encontrei as seguintes taxas:

    "Converter EUA - Dólar para Canadá - Dólar canadense
    $ 1 = $ 1.3095"

    "Converter EUA - Dólar para Austrália - Dólar australiano
    $ 1 = $ 1.3015"

    "Converter EUA - Dólar para Cingapura - Dólar de Cingapura
    $ 1 = $ 1.3848"

    "Converter EUA - Dólar para Nova Zelândia - Dólar Neozelandês
    $ 1 = $ 1.3848"

    "Converter EUA - Dólar para Suíça - Franco suíço
    $ 1 = CHF 0.9898"

    Ou seja, um câmbio ideal seria entre R$0,98 a R$1,38 para um CB?

  • Leandro  19/10/2016 11:23
    "Tem algum perigo se o dólar estivesse sobrevalorizado como uma taxa de câmbio de R$2,70 naquele período em que foi escrito?"

    Se tal sobrevalorização ocorrer naturalmente, nenhum. Mas, em algum momento, o câmbio irá se corrigir.

    "E mais, como sempre defendido pelos leitores e autores deste site, a moeda valorizada é um fator chave para uma economia forte. Então qual seria o câmbio correto em um Currency Board?"

    Aquele alcançado após terem sido adotadas todas as medidas explicitadas neste artigo.
  • Breaking Bad  18/10/2016 23:34
    Leandro, desculpe a minha ignorância (não sou economista e a única vez e eu fui apresentado formalmente a esta disciplina foi num curso de Exatas e sob uma estrovenga chamada "Introdução à Economia", ministrada por um keynesiano. Detestei a abordagem e fiz questão de esquecer), mas aqui vão algumas perguntas básicas. Nas seguintes opções citadas por você:

    1) vender a titularidade dessa conta bancária americana para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais na conta do exportador brasileiro em um banco brasileiro);
    2)No caso de um investidor americano que quer investir no Brasil, ocorre a mesmíssima coisa. Ele transferirá a propriedade de sua conta bancária nos EUA para alguma empresa brasileira ou banco brasileiro e, em troca, adquirirá a propriedade de uma conta-corrente em um banco brasileiro denominada em reais.

    O efeito imediato é a inflação monetária, diante da qual o governo tem duas opções:
    a) Deixa correr solto;
    b) Faz uso dos títulos, já PREVIAMENTE EMITIDOS (NÃO POR ESTE MOTIVO), para retirar essa grana de circulação.

    Entretanto, ao fazer o uso de b), o governo incorre no risco de negociar tais títulos (emitidos previamente noutro contexto, para ajudar a pagar as "contas que não fecham", me corrija se seu estiver errado!) numa situação menos vantajosa (juros mais altos) do que seria se ele não fosse forçado a tal? Daí, de certa forma, a dívida pode crescer (um pouquinho apenas devido a uma diferença de juros)?
    No fim de tudo, o governo é sempre o culpado, afinal de contas, ele já havia emitido títulos da dívida por ser um perdulário. Mas a partir daí, fiquei com a seguinte dúvida: suponha que o "estado" não tenha dívida (utopia), então como seria o arranjo para lidar com a inflação monetária gerada por 1) e 2)?
  • Leandro  18/10/2016 23:49
    Por lei (inciso IX do art. 1º da Lei nº 10.179, de 6 de fevereiro de 2001), sempre que a carteira de títulos do Banco Central do Brasil ficar abaixo de R$ 20 bilhões, o Tesouro realiza emissão direta de títulos para o BACEN, sem contrapartida financeira. O intuito é exatamente não comprometer a execução da política monetária.
  • Breaking Bad  19/10/2016 00:09
    Valeu!
  • Douglas Silva Rodrigues  21/10/2016 00:39
    Grande Leandro, o maior economista do Brasil, mais uma vez parabéns pelo excelente artigo.
  • Leandro  22/10/2016 13:53
    Exageradíssimas palavras, caro Douglas. Mas fico feliz por ser o receptor delas. Muito obrigado pela consideração, e grande abraço!
  • Antunes Hiroshi  21/10/2016 14:11
    Leandro, tem algum video ou alguma coisa que explique bem o que é o IPCA
  • Leandro  22/10/2016 13:55
    Tem o vídeo oficial do IBGE. Embora seja um órgão do regime, o vídeo é até bonzinho:

  • Um curioso  22/10/2016 03:44
    Leandro,

    Os gastos públicos serão basicamente balizados pelo IPCA, certo?

    O IPCA é um índice oficial, em grande parte controlado pelo governo, correto?

    Seria possível terminar esse silogismo com: "O GOVERNO USARÁ A RÉGUA QUE QUISER PARA FAZER VALER A PEC"?
  • Leandro  22/10/2016 13:51
    Aí você está dizendo que ele vai elevar o IPCA. Mas isso não seria inteligente.

    Em primeiro lugar, até hoje, todos os governo fizeram de tudo para mascarar o IPCA para baixo, e não para cima. Seria a primeira vez que tentariam elevar artificialmente o IPCA.

    Ademais, IPCA alto não combina com popularidade do governo. Governos caem por IPCA alto. E políticos que querem reeleição não irão arriscar essa chance em troca de um IPCA marginalmente maior.

    Por fim, caso o Banco Central esteja realmente a sério em seu compromisso de levar o IPCA para 4,50%, uma "maquiada para cima" no IPCA fará com que a SELIC seja maior do que poderia ser. Também não seria inteligente, e colocaria em risco a reeleição de governantes.
  • Daniel Pinto Rosa  24/10/2016 17:27
    Leandro, sou um grande admirador do teu trabalho. Acompanho todos teus textos e tenho desenvolvido minha experiência dentro da teoria econômica. Agradeço-te profundamente por isso. Elogios à parte, gostaria que me esclarecesse uma dúvida:

    Com o crescimento da taxa de natalidade do país, fixar os gastos pra um setor específico como educação e saúde não pode apresentar efeitos nocivos pra sociedade (tendo em vista a longa duração de 20 anos)?

    Desde de já agradeço pela resposta,
    Daniel Rosa.
  • Leandro  24/10/2016 18:02
    Mas a taxa de fecundidade está desabando no Brasil.

    Em 1980, cada mulher tinha 4,07 filhos. Em 1990, 2,81. Em 2000, 2,36. Em 2014 (últimos dados disponíveis), 1,79.

    www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=sp_dyn_tfrt_in&idim=country:BRA&hl=pt&dl=pt

    Agora, o mais importante: a taxa de crescimento da população desabou ainda mais.

    Em 1980, a população aumentava 2,37% ao ano. Em 1990, 1,74% ao ano. Em 2000, 1,51% ao ano. Em 2015, 0,86% ao ano.

    www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=sp_pop_grow&idim=country:BRA&hl=pt&dl=pt

    Portanto, matematicamente, para que a sua preocupação faça algum sentido, a taxa de inflação (IPCA) anual teria de ser de, no máximo, 0,50% ao ano. Aí sim a população estaria aumentando mais do que as despesas em saúde e educação.

    Mas, ora, de quanto é a inflação anual no Brasil? Ano passado foi de 10,67%. Para este ano está prevista em 7%. Para ano que vem, 5%.

    Desde 1999 (ano da adoção do câmbio flutuante), a inflação quase ficou abaixo de 4,5% (centro da meta) apenas em 2006 (3,14%), 2007 (4,45%) e 2009 (4,47%).

    Portanto, ficamos assim: a taxa de crescimento populacional está abaixo de 1% ao ano, e com tendência de queda. Já o IPCA (que vai indexar os gastos com saúde e educação) raramente crescem menos de 4,5% ao ano.

    Logo, não é preciso ser Ph.D. em matemática para comprovar que as despesas (indexadas pelo IPCA) crescerão mais do que o aumento da população. Isso significa que, como dito no artigo, o gasto per capita aumentará ao longo do tempo.

    Se sua preocupação é essa, você já pode ficar descansado.

    Muito obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • anônimo  14/03/2017 16:51
    Leandro, mas como o orçamento será indexado a inflação (IPCA), isso não implica que o seu crescimento real será zero, ou seja, abaixo do 0,86% do aumento populacional?
  • Leandro  14/03/2017 17:49
    O que é que tem?

    A população cresce a uma taxa de 0,86% ao ano. Já as despesas do governo crescerão à taxa de inflação de preços (que sempre é maior que 0,86% ao ano).

    Isso implica, por definição, que os gastos nominais do governo estarão crescendo acima do crescimento populacional. Isso, por conseguinte, significa que o gasto per capita aumentará ao longo do tempo.

    E isso, por sua vez, significa a necessidade de ou mais impostos ou mais endividamento. Por definição.

    Imagine que o número de filhos que você tem vai crescendo anualmente. Imagine também que os seus gastos com cada um dos seus filhos também vai crescendo anualmente.

    Pergunta: como é que você vai manter essa tendência de aumento per capita das despesas? Ou você aumenta sua renda (arrecadação de impostos) ou você recorre a empréstimos (aumento da dívida). Se houver alguma outra mágica, sou todo ouvidos.

    Dizer que sua renda será "automaticamente aumentada pela inflação" é fugir da questão. O fato é que sua renda terá de ser continuamente elevada. E isso implica mais recursos sendo direcionados para o governo e retirados do setor produtivo.


    P.S.: como tentei explicar no artigo, sou sim favorável a esta medida por acreditar que ela representa um passo na direção correta. Mas, como acabei de tentar demonstrar logo acima, ela ainda está bem longe de representar uma genuína restrição à expansão do estado.
  • João Augusto  25/10/2016 16:23
    "A lógica, em si, é a mesma de reajustar o salário mínimo pela inflação do ano passado. Para 2016, um reajuste do salário mínimo em 10,67% (IPCA de 2015) em uma economia que está encolhendo e com um IPCA que será menor que o do ano passado (7,3%), fará com que o valor real do salário mínimo cresça"

    Uma dúvida: o reajuste não repõe o valor perdido no ano passado(2015) ? Assim, a inflação durante o ano de 2016 reduziria novamente o pode de compra e não haveria crescimento real.
  • Oswald  25/10/2016 17:28
    Imagine que, em 31 de dezembro de 2015, o salário mínimo (ou, no caso, o gasto do governo) estava em 100 e o "nível de preços" também estava em 100.

    [Estatisticamente, para se fazer comparações, os valores têm de ser normalizados (partindo da base 100) no exato momento anterior à introdução de uma nova lei.]

    Introduz-se então a PEC.

    Em janeiro de 2016, o salário mínimo (ou o gasto do governo) pula para 110,67. E, só em dezembro de 2016, o "nível de preços" chegará a 107,3.

    Aumento real.

    Aí, em dezembro de 2016, temos o salário mínimo (ou o gasto do governo) ainda em 110,67, e o IPCA em 107,30.

    Vamos agora para o ano seguinte.

    Em janeiro de 2017, o salário mínimo (ou o gasto do governo) é reajustado de 110,67 para 118,75 (aumento de 7,3%, que foi o IPCA de 2016).

    Suponha que o IPCA ficará no centro da meta do Banco Central, que é de 4,50%.

    Ao final de 2017, portanto, teremos o salário mínimo (ou o gasto do governo) ainda em 118,75 e o "nível de preços" em 112,13 (aumento de 4,50%).

    Eis, portanto, o histórico:

    Dezembro de 2015:
    Salário mínimo (ou o gasto do governo): 100
    Nível de preços: 100

    Dezembro de 2016:
    Salário mínimo (ou o gasto do governo): 110,67
    Nível de preços: 107,30

    Dezembro de 2017:
    Salário mínimo (ou o gasto do governo): 118,75
    Nível de preços: 112,12.
  • F. Brasil  25/10/2016 17:31
    Leandro, o que acontecerá se a PEC não for aprovada?

    Governo continuará se endividando irresponsavelmente, os juros continuarão teimosamente altos e os investimentos teimosamente baixos. Consequentemente, haverá uma menor geração de empregos, bens e serviços. Nosso padrão de vida será menor do que poderia ser. Correto?

    Se sim, é possível dizer que esse medo dos "progressista" por causa das supostas perdas sociais não faz sentido nenhum, dado que temos muito mais a ganhar do que a perder com a PEC?

    Parabéns pelo artigo!

    Abraços
  • Andre  25/10/2016 18:08
    Muito além disso, sem a PEC 241 a economia e o governo desmoronam, vamos entrar numa escalada inflacionária e já em 2019 veríamos inflação na casa dos 20%, a recessão seria brutal agravada por uma crise política de um governo que não consegue implementar reformas. Não existem as opções, fazer as reformas ou ser feliz.
    E mesmo com tais reformas o resultado não será lá grande coisa, já estamos condenados a ter uma alta dívida pública, PIB não crescerá coisa acima de 2,5% a.a. , inflação sempre acima da média da OCDE e por fim vamos envelhecer antes de enriquecer, quem não fez seu pé de meia, não terá uma estrutura estatal capaz de prover renda adequada, saúde e algum lazer.

    Progressistas não possuem a menor lógica, vão se posicionar contra tudo que este governo não alinhado colocar na pauta e taxar como retrocesso
  • Leonardo Dolabella  25/10/2016 17:35
    Vou explicar a PEC 241 de uma forma didática.

    Pedro tem um cartão de crédito sem limite. É Pedro quem paga a fatura.

    Pedro deixa esse cartão com uma vagabunda bem fútil, daquelas que gostam de gastar aos tubos, em tudo que é tipo de besteira. Essa vagabunda é o governo.

    Quando Pedro olha a fatura, observa que, com o cartão, ela pagou o seu plano de saúde, a mensalidade da escola do seu filho, algumas outras coisas importantes e centenas de outras coisas caras e desnecessárias.

    Quando Pedro vai tirar satisfação, para cada item desnecessário, a vagabunda inventa uma justificativa para convencê-lo de que aquela compra era indispensável. Pedro aceita...

    A cada mês, a fatura vem mais alta. Depois de alguns meses, a fatura ultrapassa a sua renda mensal.

    Pedro percebe que, se isso continuar assim, vai acabar ficando inadimplente.

    Então, em um momento raro de inteligência, Pedro liga para o banco e pede para colocar um limite compatível com a sua renda no cartão. Esse limite se chama PEC 241.

    As amigas da vagabunda ficam revoltadas. Dizem que, com esse limite, não vai dar mais para pagar a mensalidade da escola, nem o plano de saúde, como se não fosse houvesse mais nada para cortar. Essas amigas são os militantes do PT, PSOL e PCdoB.

    Pedro decide manter sua decisão, mesmo assim. Fim.

    PS: Se você está se perguntando por que Pedro não tirou o cartão da mão da vagabunda, ao invés de apenas fixar o limite, parabéns, você é liberal."
  • Pablo Couto  25/10/2016 17:36
    O amor deles aos pobres é de mentirinha e é por isso que são contra a PEC 241. Ninguém vai querer cortar cargos comissionados, subsídios em favor de empresários, obras superfaturadas, penduricalhos salariais em forma de auxílios, tudo com o propósito de aumentar o investimento em educação e saúde. Alguém acredita nisso? Não sou inocente. Aqui no Brasil é só o pobre que se ferra.
  • Claudio  25/10/2016 17:39
    É realmente espantoso que uma lei tão óbvia como essa só viesse a ser aprovada no século 21 e tendo passados ainda 16 anos.
  • Carlos  25/10/2016 17:42
    Acredito que essa PEC será um marco institucional do calibre de um plano real ou da Lei de Responsabilidade Fiscal.
    Todo mundo é a favor da educação, da saúde, do transporte, dos trabalhadores, da infraestrutura, etc.. Agora, num ambiente de austeridade orçamentária, e de recursos limitados, o inflação, os juros e o câmbio não poderão mais ser utilizados para fazer populismo. Vamos ver onde se situam de verdade os governantes.
  • Paulo Sergio  25/10/2016 17:49
    Basta acabar a roubalheira, cortar os milhões que vão pro MST, CUT, blogs marxistas e até paradas gay, que não faltará dinheiro pra educação, até poderemos aumentar os recursos destinados à educação
  • Rafael Teixeira   26/10/2016 23:52
    "Essa dívida de R$ 4,150 trilhões foi gerada por uma sequência de déficits orçamentários. E os déficits orçamentários foram causados pelo aumento incontrolado dos gastos do governo."

    Leandro, vc cita uma dívida de 4,15 trilhões, enqto outros veículos de informação dizem que a dívida atingiu 3 trilhões agora em Setembro. Qual parte está em desencontro aqui?
  • Leandro  27/10/2016 00:07
    Essa dívida de três trilhões que foi divulgada ontem leva em conta apenas os títulos que estão em posse do mercado (bancos, empresas e pessoas físicas).

    Já o gráfico do artigo, cuja fonte é o Banco Central, contabiliza todos os títulos emitidos pelo Tesouro, inclusive aqueles em posse do Banco Central (mais de R$ 1 trilhão).

    Esses títulos em posse do Banco Central não estão incluídos no valor de R$ 3 trilhões divulgados ontem pela mídia. Deveriam, pois estes títulos, mesmo estando em posse do BACEN, também coletam juros. O Tesouro também paga juros sobre esses títulos.

    Sempre lembrando que esses títulos que hoje estão em posse do Banco Central estiveram antes em posse de bancos. Foram necessariamente os bancos que em primeiro lugar compraram esses títulos quando o Tesouro fez leilões. Depois, só depois, os revenderam ao Banco Central -- que compra títulos em posse dos bancos para fazer política monetária.

    Logo, esse valor de R$ 4 trilhões é o que representa mais fidedignamente o tanto de dinheiro que foi desviado para o governo federal para ele manter seus gastos.
  • Solstafir!  27/10/2016 10:05
    Leandro, mas os juros pagos pelos títulos em posse do BACEN pelo Tesouro não são repassados de volta ao mesmo pelo BACEN? Abraço
  • Leandro  27/10/2016 10:59
    Quando o Banco Central tem lucro operacional, uma parte é remetida ao Tesouro. Já quando ele tem prejuízo, não só nada vai para o Tesouro, como o próprio Tesouro tem de cobrir esse prejuízo.

    No mais, para o assunto do artigo acima, o que realmente importa não é o destino final de um título (se Banco Central ou mercado), mas sim o fato de que, quando ele é emitido pelo Tesouro, quem o compra necessariamente são os bancos (que são os dealers primários), de modo que dinheiro que poderia estar indo para financiar empreendimentos produtivos acaba indo para a compra desse título.

    E o total desse dinheiro "desviado" para os títulos do Tesouro supera R$ 4 trilhões.
  • DSO  28/10/2016 01:50
    Olá Leandro, gostaria de sua opinião e contraponto da situação apresentada abaixo, uma vez que seu artigo mostra convicção a favor:
    DIEESE, COFECON, IPEA, OAB, CNS e FIO CRUZ são todos contra a PEC. A FGV mostrou imparcialidade.
    Ainda temos uma análise de economistas contra a PEC indicando que o grave problema não se deu no gasto primário:
    m.agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-10/economistas-lancam-documento-com-criticas-pec-dos-gastos-publicos
    A seguir temos e um estudo que fecha com o tema: https://goo.gl/HMRc0j
    Já curiosamente, quem está a favor é a FEBRABAN.

    Espero ter enriquecido um pouco a discussão, abraço!
  • Leandro  28/10/2016 11:38
    "gostaria de sua opinião e contraponto da situação apresentada abaixo, uma vez que seu artigo mostra convicção a favor: DIEESE, COFECON, IPEA, OAB, CNS e FIO CRUZ são todos contra a PEC. A FGV mostrou imparcialidade."

    Qual "situação apresentada abaixo"?

    Você realmente acha que o fato de conselhos federais, entidades de classe, organizações corporativistas e organizações sindicais defenderem boquinhas e interesses próprios representa argumento econômico? Mais: você acha que o fato tais grupos defenderem interesse próprio representa uma refutação das leis econômicas?

    O DIEESE é aquela organização sindical que defende salário mínimo de R$ 3.795. Profundo conhecimento econômico.

    A Cofecon é aquele grupo protegido pelo estado que detém uma reserva de mercado: por causa de seu lobby, o estado decretou que só pode ser economista quem tem diploma. A entidade diz representar os economistas ao mesmo tempo em que atende apenas a interesses politiqueiros. Meia dúzia de gatos pingados se dizendo porta-voz de todo um coletivo disperso.

    O IPEA até outro dia era comandado por Marcio Pochmann, petista à esquerda de Dilma, que dizia que quem gerava crescimento econômico era o setor público.

    A OAB é aquela organização corporativista que conseguiu a façanha de ser mencionada três vezes na Constituição de 1988, garantindo sua reserva de mercado. Como disse Roberto Campos, "É talvez o único caso no mundo em que um clube de profissionais conseguiu sacralização no texto constitucional." Para esse cartel protegido pelo estado, só pode ser advogado quem a OAB disser que pode.

    E você realmente se impressiona que essa gente toda trema ao ver a boquinha diminuindo? Tem certeza que você quer ter essa gente como norte?

    CNS e Fio Cruz eu não sei o que estão fazendo dando palpite sobre economia. Certamente estão achando que ficarão sem recursos. Se um economista saísse dando palpite sobre saúde ele corretamente seria escrachado por ambas.

    Meus argumentos sobre a PEC (tanto a favor quanto contra) foram delineados no artigo acima. Quem quiser refutá-los diretamente (com argumentos econômicos, e não com sentimentalismos) pode ficar à vontade.

    "Já curiosamente, quem está a favor é a FEBRABAN."

    E você considera isso um contra-argumento poderoso?

    Vou lhe contar um segredo: banqueiro ganha dinheiro quando os juros estão caindo. Qualquer pessoa que opera no Tesouro Direto e possui títulos prefixados ou indexados à inflação (que, juntos, são a esmagadora maioria) sabe disso. Você ganha dinheiro é com a queda dos juros. Quando os juros caem, o valor desses títulos sobe. E é aí que você aufere grandes lucros.

    Uma eventual aprovação da PEC, o que poderia derrubar os juros para um dígito, traria um espetacular lucro aos detentores desses títulos (bancos e pessoas físicas que investem no Tesouro Direto).

    Outra coisa: com juros altos, bancos emprestam pouco para empresas e pessoas físicas (veja as estatísticas no site do Banco Central). Com juros menores, mais pessoas e empresas pegam empréstimos. Mais lucros para os bancos. Bancos ganham muito mais dinheiro emprestando para pessoas e empresas do que para o governo. E, quanto menores os juros, mais eles emprestam. Mais eles ganham.

    O Brasil é curioso, né? Bancos são a favor de algo que reduz os juros, enquanto conselhos federais, entidades de classe, organizações corporativistas e organizações sindicais são a favor de manter as atuais políticas, que deixam os juros nos cornos da lua.

    E, se você ainda acha que juros altos são uma farra para os bancos, explique por que nada menos que 26 bancos (dentre eles, vários grandes) tiveram volumosos prejuízos só este ano. Clique aqui e confira a coluna da direita. Segundo a "lógica", não era para isso acontecer.

    Em vez de macaquear slogans ("A Febraban é a favor!"), dedique mais tempo para entender o básico de economia.

    O Brasil realmente não é para principiantes.

    Espero ter enriquecido um pouco a discussão. Abraço!
  • Felippe  28/10/2016 13:08
    Sobre a Cofecon, ela preferiu ignorar que existe divergências entre seus membros. Emitiu uma nota de cunho político sem qualquer respaldo técnico.

    O que levou a Cofecon a emitir uma nota destas? Não é preciso muito pra descobrir. A entidade é presidida por Julio Miragaya, filiado ao PT há mais de 2 décadas.

    A posição do Cofecon é simplesmente absurda, e o uso político de instituições, uma prática comum do petismo, uma mancha que precisamos extirpar.
  • Luana Oliveira  01/11/2016 02:33
    Felipe. e a FIESP a favor? E isso: www.pragmatismopolitico.com.br/2016/10/professora-de-79-anos-cria-pec-que-corta-gastos-dos-politicos-e-envia-michel-temer.html Acho que vc é um membro do governo Temer, pois qq pessoa mais elucidada, por dentro do assunto ñ aceita essa PEC. Por favor sem colocar PT no meio, é sabido que eles ñ querem essa PEC, e um dos fatores é politico, mas estão dessa vez acertando..rs Vamos falar de Brasil, sem por políticos, partidos no meio. A questão é que ela é péssima, principal/te p/ os mais pobres, vc deve saber disso ñ é mmo..Antes de tudo vamos torcer p/ o Brasil. Essa PEC ñ nos convém, existe sim outros meios, inclusive o da professora, mas nos bolsos deles ñ se mexe, ao contrário, daqui a pouco vão aumentar os salários, vc duvida? Aumentaram o do Judiciário e da PF, claro, como todos lá são corruptos tem que agracia-los ñ é mmo..Pense, e antes de tudo como Brasileiro, e pense que logo vem uma reforma da previdência..vão nova/te mudar a Constituição? Será que vão fazer mmo isso? Já ñ recebe o que se paga..www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/10/1827465-reforma-pode-obrigar-aposentado-a-contribuir-com-previdencia-tambem.shtml
  • Felippe  01/11/2016 12:14
    Não sei quanto a vocês, mas eu me divirto enormemente com o desespero da escumalha. Sem ter qualquer argumento racional minimamente sensato, a única coisa que resta a essa gente é recorrer ao truque do "culpado por associação".

    "Ai, você deve ser membro do governo Temer". "Ai, a FIESP é a favor". É claro que a FIESP tem de ser a favor, dona. A PEC, se efetivada, levará a uma redução dos juros e a um aumento da oferta de crédito. Diga-me por que a FIESP, por pior que ela seja, deveria ser contra juros menores e maior oferta de crédito? Povo parece que não pensa.

    Eu, em todo caso, também sou contra a PEC. Se a PEC não passar, os juros continuarão deliciosamente altos, garantindo minha rentabilidade no Tesouro Direto (só este ano já foi de 60%).

    Por que eu deveria abrir mão de um ganho de 60% em 10 meses permitido justamente pelos juros altos? Minha aposentadoria está quase garantida. Fora, PEC! Fora, PEC! Mais juros! Mais juros!

    Afinal, como bem disse a Luana em seu português peculiar, temos de pensar "antes de tudo como Brasileiro".
  • Gustavo  28/11/2016 22:10
    Mas e os bancos maiores, tipo Itaú e Bradesco? Pelo link eles lucraram. Ano passado (se não me engano) esses mesmo bancos tiveram lucros recordes mesmo com juros lá nas cucuias.
  • Felippe  28/11/2016 23:13
    Estranho seria se não tivessem lucros.

    Os bancões, protegidos pelo governo, dominam 85% de todo o mercado de crédito do Brasil. Com tamanho oligopólio, e tendo o privilégio de poder criar dinheiro eletrônico para comprar títulos do governo no mercado primário (algo que os bancos pequenos não podem fazer), tem de ser muito artista para conseguir não ter lucro.

    Fora isso, bancões -- ao contrário dos bancos pequenos -- cobram taxas sobre tudo: de manutenção da conta-corrente a TEDs e DOCs (os bancos pequenos não cobram), passando pelas taxas de administração de seus fundos de investimento que rendem uma piada.

    Enquanto o país estiver repleto de otários que utilizam bancões e seus produtos (pois se recusam a utilizar bancos pequenos), será uma verdadeira façanha vê-los tendo qualquer prejuízo.
  • Vitor  30/10/2016 17:49
    Pessoal, recentemente eu estava lendo algumas entrevistas de economistas brasileiros, e acabei me deparando com esta notícia do Edmar Bacha e esta parte da entrevista me chamou a atenção:

    "Entrevistadora Em um artigo recente, o sr. ressaltou que o déficit projetado pelo governo em exercício, de R$ 170 bilhões, era apenas um pedaço do buraco. Poderia explicar melhor?

    Economista Os R$ 170 bilhões incluem apenas o déficit primário (despesas com pessoal, previdência, saúde, educação, benefícios sociais e investimentos). Não incluem a conta dos juros (da dívida pública). Eu fiz uma conta de quanto haverá de juros, baseada no que os juros foram no ano passado e até maio deste ano, comparado com maio do ano passado. Deu R$ 400 bilhões. O buraco não é de R$ 170 bilhões. É de R$ 570 bilhões. As pessoas não estão levando isso em consideração. Por alguma razão, o pessoal só conversa sobre o primário e esquece que a gente também precisa pagar juros da dívida."

    Alguém aqui poderia me dar um norte a respeito desses números que ele cita? Há alguma informação à respeito do valor dos juros da dívida em anos anteriores? Essa informação é esse número é realmente assustador.
  • Auxiliar  30/10/2016 18:12
    Série histórica aqui:

    https://www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/352024/Despesa_Grupo.xls

    E para entender por que os juros são altos no Brasil, ver aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Pobre Paulista  31/10/2016 10:38
    Essa planilha mostra 1.7 tri de gastos em 2016, porém inclui a amortização da dívida (cerca de 500 bilhões) que, segundo um artigo recente do Alexandre Schwartsman, não deve compor a rubrica de "gastos" Portanto sobram "apenas" 1.2 Trilhões, dos quais "apenas" 167 bilhões compõe o pagamento de juros da dívida (Observe que essa cifra se aproxima de TODO o gasto com pessoal + encargos).

    Em qualquer cenário (considerando ou não as amortizações) não sei de onde o Bacha tirou essa cifra de 400 bi.
  • Gustavo  03/11/2016 12:32
    Caro Leandro,

    Enviei este seu artigo à um colega, e ele defende a visão contrária. Ele me passou o seguinte texto:

    www.auditoriacidada.org.br/blog/2016/10/18/voce-esta-sendo-roubado-pela-pec-241/

    Gostaria de saber sua opinião sobre esses contra-pontos apresentados nesse artigo da "Auditoria Cidadã", se eles de fato são argumentos ou apenas mais um panfleto esquerdista.
  • Leandro  03/11/2016 15:51
    Um dos panfletos mais antigos (e ignaros) que existe.

    Eles são contra o corte de gastos (ou seja, são a favor do nível de gastos atuais), mas são contra as inevitáveis consequências destes gastos: juros altos.

    Essa gente é tão obtusa que eles piamente acreditam que um governo de um país subdesenvolvido ter gastos e déficits altos não tem absolutamente nada a ver com os juros altos que este mesmo governo tem de pagar.

    Babam de ódio contra os gastos com juros, mas defendem um modelo econômico que inevitavelmente gera altos gastos com juros.

    Com o estado atual do tamanho em que está -- cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários, ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários --, não apenas seus gastos serão enormes, como estes não serão totalmente cobertos por impostos.

    Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos.

    O estado terá de se endividar continuamente para seguir bancando tudo isso. E, aquele que se endivida continuament- só ano passado, quase R$ 600 bilhões de déficit -- paga juros bem altos.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Não sou o leandro  03/11/2016 16:45
    O artigo do seu amigo é uma piada.

    O texto consegue dizer que somos o país da abundância e que todo o problema do país é culpa da concentração de renda.

    É total falta de conhecimento sobre o básico do básico da economia.


  • Lourenço  03/11/2016 19:27
    O governo gasta sem limites, e depois, coloca a culpa no juros da dívida?

    É isso mesmo?
  • Murdoch  03/11/2016 20:35
    O pior de tudo que está acontecendo sobre a PEC241, são os próprios defensores tentando apresentar argumentos factíveis para sustentar a não aprovação desta proposta.
    Alguns dos argumentos são tão pobres economicamente falando que dá pena de ler. Em uma troca de conversas em um site, um rapaz fala do Japão que possui a dívida sobre o PIB de 220% e o Brasil é "apenas" 70%.
    O argumento para eles, apenas faz sentido a porcentagem da dívida sobre o PIB e não outros fatores como a produtividade da economia, risco de crédito, política monetária e outros.

    Quando pensei que pior não ficaria, ele me solta uma dessas: "Os brasileiros são tão produtivos quanto os japoneses."

    Como eu disse, é de dar pena.
  • Daniel Moreno  03/11/2016 14:23
    Toda vez que tenho dúvida sobre algum tema econômico ou que preciso indicar uma boa leitura acessível a respeito, eu corro pra cá e procuro se o Roque escreveu algum texto: pronto, problema resolvido.
  • Adriano doa Santos Lopes  17/11/2016 03:03
    Leandro, artigo sensacional, e é o que eu venho compartilhando sobre a PEC.

    Entretanto, me surgiu uma duvida com essa afirmação abaixo:

    "E considerando-se a decrescente taxa de fecundidade do Brasil, a tendência é que o gasto per capita aumente na educação ao longo do tempo."

    Que o numero de crianças e adolescentes tendem a diminuir ao longo dos próximos anos é fato, e quanto a população de idosos que vem aumentando? O que tu achas disso, a PEC vai ser severa com estes? Podes tentar me fazer entender quanto a isso? Há alguma forma desses indivíduos serem beneficiados não contando com a redução de gastos em outras áreas?
  • Leandro  17/11/2016 03:40
    O que posso lhe garantir é que, justamente por causa da demografia, os jovens de hoje (que serão os idosos de amanhã), não irão se aposentar.

    Aliás, essa questão da Previdência é interessante: talvez seja a única área da economia que não permite qualquer espaço para ideologia. O problema é puramente demográfico e matemático. E só.

    Contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

    Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso. Como diriam os americanos, quem não está se preparando desde já e está contando em se aposentar pelo INSS, is in for a big surprise.

    Haverá também aumento do dispêndio com serviços de saúde para os idosos, que significa que a saúde pública será um sumidouro de dinheiro. Por outro lado, dado que o gasto com educação poderá ser desacelerado (ou mesmo diminuído) por causa da demografia, a coisa pode até se estabilizar.

    O grande ralo será realmente a Previdência.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Giovana Garcia  23/11/2016 22:05
    Olá leitores e autores do Mises, o texto me deixou com algumas dúvidas, se alguém puder me ajudar ficaria agradecida!
    No texto fala que o governo promoveu déficits durante muito tempo, mas se pesquisarmos houve déficit das contas públicas, se não me engano, apenas em 1995, 2014 e 2015. Então fiquei um pouco confusa, mesmo havendo supostos superávits a dívida continuou aumentando, isso se deu pela rolagem da dívida? Cada site mostra um gráfico diferente para a dívida.
    Desde já agradeço!
  • Leandro  23/11/2016 23:43
    "No texto fala que o governo promoveu déficits durante muito tempo"

    Sim, déficits nominais.

    "mas se pesquisarmos houve déficit das contas públicas, se não me engano, apenas em 1995, 2014 e 2015."

    Esses foram déficits primários.

    "Então fiquei um pouco confusa, mesmo havendo supostos superávits a dívida continuou aumentando"

    Sim, pois houve superávits primários, mas déficits nominais.

    Sempre lembrando que o conceito de primário ignora completamente as despesas do governo com o serviço da dívida, ao passo que o nominal as inclui.

    Assim, por exemplo, se o governo arrecadou $ 100 em impostos e gastou $ 70 em despesas correntes e mais $ 50 em juros, ele teve um superávit primário de $ 30 ($100 - $70) e um déficit nominal de $ 20 ($100 - $70 - $50).

    Ou seja, ele teve superávit primário e déficit nominal. Essa sempre foi a regra para o governo brasileiro: ter superávit primário e déficit nominal. Ter déficit primário, que é quando as receitas não cobrem nem sequer as despesas correntes, é um descalabro mais recente.

    Obviamente, o que realmente interessa é o déficit nominal, pois ele faz aumentar a dívida e a necessidade de financiamento.

    O conceito de primário não é utilizado por nenhum país sério do mundo, tendo sido criado pelo FMI para estimular países subdesenvolvidos a equilibrar seu orçamento.

    "Cada site mostra um gráfico diferente para a dívida."

    É porque outros sites, especialmente jornais, divulgam apenas aquilo que o governo gosta: no caso, o conceito primário. Ignoram totalmente o conceito nominal, que é o que realmente vale. Gráfico que ignora o conceito nominal e mostra apenas o primário não está mostrando o que realmente está ocorrendo com as finanças do governo.
  • anônimo  24/11/2016 01:07
    Leandro, então o Trading Economics leva em consideração o déficit nominal?

    www.tradingeconomics.com/country-list/government-budget
  • Leandro   24/11/2016 01:37
    Correto. O conceito de primário, repito, só é utilizado em países subdesenvolvidos.
  • Thiago  09/12/2016 02:29
    Após a vigência dessa PEC, seria correto afirmar que o crescimento do PIB nos próximos anos seria um crescimento de PPB ?

    Se os gastos do governo vão estabilizar, o que vier de aumento será relativo a iniciativa privada!?
  • Roberto Vieira Cavalcanti  12/12/2016 19:41
    Muito amém para apoiar a toque de caixa algo que só apresentará algum resultado depois de 5 anos, apresentar em 5 anos e meio não fará nenhuma diferença e evitará absurdos que, para citar apenas um, não inclusão o aumento anual da população, só na média de 2026/17 de um milhão e meio de pessoas, ao congelar por 20 anos o valor dos gastos de 2016, até 2037, cuja população aumentará em cerca de vinte e cinco milhões, um crime contra o futuro do país. Não se cura a doença matando o paciente, isso é coisa de liberal, instrumento dos poderosos, para quem as pessoas são apenas um detalhe, o que importa são os números.
  • Marcos  12/12/2016 20:17
    Pois é. O certo seria continuar destruindo o orçamento e gastando como se os recursos fossem infinitos. Exatamente como fizeram os governos estaduais.

    Afinal, esse negócio de se preocupar em não gastar mais do que há é coisa de economista ortodoxo chato. O mundo seria muito melhor se não fosse oprimido pela existência da contabilidade.

    P.S.: para quem é rentista, o sonho é deixar tudo como está: quanto mais gastos, mais déficits; quanto mais déficits, mais necessidade de o governo tomar emprestado. E dá-lhe juros.
  • Adriel  12/12/2016 22:53
    Roberto,

    A crescente população do país não deve ser contada apenas "bocas" para consumirem educação, saúde e etc. Eles têm que ser contados também como braços e pernas para produzirem.

    A maioria deles, no entanto, não será de empreendedores. Eles precisarão de emprego e, como podemos ver aqui, os déficits orçamentários e a dívida prejudicam justamente nós pobres por causa da taxa de juros dos títulos públicos que vai se elevando a medida que o estado se endivida.

    Assim sendo, os empreendedores terão menos capital para expandirem a produção, gerarem mais riqueza e contratarem mais pessoas.

    Aí alguém tem a brilhante ideia de abaixar a taxa de juros via expansão monetária para os empreendedores terem crédito barato. Seria solução? Ora, expansão monetária não gera aumento na produção, como no caso da Europa, aliás, é justamente o fato da oferta monetária crescer além da oferta dos outros produtos que gera inflação e é justamente essa falta de produtividade + crédito barato que resulta nas recessões (como podemos ver na de 2008).

    Economias altamente produtivas geram, na verdade, uma deflação, e por outro lado, quanto mais uma economia inflaciona, mais ela fracassa.

    (Observação: não confundir deflação causada pelo aumento de produtividade, como aconteceu com os EUA de 1815 a 1913 com a deflação causada pela intervenção dos BC's, como a que ocorreu no pós 29)

    Além do mais, o estado sempre gasta o máximo possível para o mínimo de produtividade e ainda pode gastar errado, o que em nada aumenta em riqueza. E como podemos concluir vendo esse gráfico que foi o aumento exponencial de produtividade que causou um igual aumento exponencial de riqueza que fez que a pobreza mundial diminuísse cada vez mais enquanto a população aumentou quase dez vezes de lá pra cá.


    Ora, se um governo controla os seus gastos e não inflaciona a moeada, sobra mais para a iniciativa privada expandir a produção e aumentar a riqueza na nação e depois o governo pode arrecadar mais mantendo as mesmas alíquotas de impostos.
  • Roberto Vieira Cavalcanti  13/12/2016 01:21
    Voltando à tão elogiada PEC," Já a Proposta de Emenda Constitucional nº 241 (leia na íntegra) tenta mudar esse cenário. Por essa proposta, o máximo que o governo federal poderá gastar em um ano é o orçamento do ano anterior mais a respectiva inflação de preços — IPCA — daquele ano.

    Por exemplo, se o IPCA foi de 5% naquele ano em que o governo federal gastou R$ 1,5 trilhão, então, no ano seguinte, o governo federal só poderá gastar R$ 1,5 trilhão mais 5%, o que dá um total de R$ 1,575 trilhão. Aumento de R$ 75 bilhões no orçamento do governo."
    Moral da história, vocês estão elogiando a pec por " o orçamento do ano anterior mais a respectiva inflação de preços — IPCA — daquele ano. ". Ótimo e como fica o gasto adicional para os 25 milhões de brasileiros que irão aumentar a população até 2037, com os gastos de 2016, como estamos em um local frequentado por economistas não tem nenhum sentido lembrar que correção pela inflação não é aumento. Se expliquem porque vocês no lugar de muita conversa não preocupam com o que contém o que está sendo aprovado a toque de caixa, como se isso fosse resolver alguma coisa no curto prazo, a não ser defender interesses do mercado financeiro
  • Oswald de Souza  13/12/2016 13:42
    "e como fica o gasto adicional para os 25 milhões de brasileiros que irão aumentar a população até 2037"

    Parece que matemática não é o seu forte, né? Permita-me:

    O Brasil tem hoje, em 2016, 206 milhões de habitantes. Segundo você, em 2037 serão 231 milhões de habitantes.

    De 206 para 231 dá um aumento de 12%. Doze por cento de aumento em 21 anos.

    Isso significa um aumento médio de 0,5% ao ano.

    Agora veja: a inflação sobe, em média, 5,5% ao ano. A população subirá, em média, 0,5% ao ano.

    Não é necessário ser um Ph.D. em matemática para concluir que os gastos crescerão muito mais que a população, o que significa que os gastos reais por habitante também crescerão.

    Por que é tão difícil encontrar um esquerdista com neurônios?
  • Gabriel  13/11/2017 10:38
    "o que significa que os gastos reais por habitante também crescerão."

    Não entendi. Como que o gasto real por habitante está aumentando se ele o gasto real está congelado e a população aumentando?
  • Getulio  13/11/2017 11:32
    Explicado detalhadamente no próprio comentário do leitor.

    Vou tentar de desenhar melhor.

    No ano de 2017, o governo gasta $100, a inflação é de 3% e a população cresceu 0,5% ao ano.

    No ano de 2018, o governo gasta $103 ($100 mais 3% de inflação) e a população cresceu mais 0,5%.

    Qual foi o aumento dos gastos? 3%. Qual foi o aumento da população? 0,5%.

    Ou seja, os gastos, mesmo em termos reais, cresceram mais que o aumento da população.

    Não dá pra desenhar melhor do que isso.

    Acho que o que ocorreu é que você se embananou com os conceitos. "Gasto real congelado" significa simplesmente que os gastos nominais não aumentam mais do que a inflação de preços. Ponto. No entanto, eles podem perfeitamente aumentar mais do que o crescimento populacional.

    Na prática, se a taxa de inflação de preço for maior que a taxa de crescimento populacional, então o gasto real estará crescendo mais do que o aumento populacional.

  • Gabriel  13/11/2017 12:03
    "Ponto. No entanto, eles podem perfeitamente aumentar mais do que o crescimento populacional. "

    Sim, isso é claramente visto, mas não foi essa a minha dúvida.

    Vou reformular a minha pergunta pra vê se fica claro.

    Imagine um gasto público de R$ 1000,00 e uma população de 50 pessoas no ano X0. Sendo esse gasto corrigido pelo IPCA de cada ano (digamos 5%). O gasto público per capita, nesse exemplo, é de R$ 20,00. Já a população cresce 2% ao ano.

    Aqui nesse exemplo o IPCA também está aumentando mais que o crescimento da população.

    Qual o gasto público real por habitante no ano X1? Maior ou menor que 20 reais?

  • Getulio  13/11/2017 12:12
    Maior. Faça a conta.

    Por exemplo, após dez anos, os gastos do governo estarão em $ 1.629 e a população será de 61.

    O gasto per capita, portanto, estará em $26,71.
  • Gabriel  13/11/2017 12:22
    Creio que você esteja confundindo gasto nominal com gasto real.

    Veja, no ano x1 o gasto público nominal per capita é de R$ 20,58. Porém, descontada a inflação (20,58/1,05), o gasto real é de R$ 19,60. Já em dez anos, o gasto real seria de R$ 16,39 (26,71/1,6289).

  • Getulio  13/11/2017 14:37
    Ah, sim, desculpe-me. O gasto real por habitante de fato cai. Muito embora isso não signifique grandes coisas porque:

    1) o gasto real per capita também cai quando a inflação de preços dispara e sobe mais do que o próprio aumento de gastos; e

    2) o que interessa é o gasto nominal per capita em conjunto com o poder de compra desse dinheiro. Se os gasto nominal por pessoa segue aumentando e este gasto sempre é corrigido pela inflação, isso é o que interessa para fins práticos.

    Mas, sim, a sua matemática está certa.
  • Felipe  13/12/2016 20:26
    Roberto,

    "Ótimo e como fica o gasto adicional para os 25 milhões de brasileiros que irão aumentar a população até 2037"

    Ué, se com uma população maior o governo precisar elevar os gastos com educação, saúde, etc, não tem problema. Para fazer isso sem extrapolar o teto, basta cortar gastos com outras coisas - lugar para cortar não falta... Pode cortar benefícios de políticos, extinguir estatais, acabar com o repasse para ONGs, acabar com vários ministérios e secretarias inúteis... É só escolher.
  • Marcela  13/12/2016 19:39
    Contra a vontade de 64% da população, segundo o Datafolha, o senado acaba de aprovar por 53 a 16 a PEC do teto dos gastos.Isso demonstra que para o Brasil ser um país decente não necessariamente o nosso povo tem que ser consciente,basta que nossos políticos o sejam!
  • Travis  14/12/2016 01:14
    Eu acho um absurdo a maneira histérica como os esquerdistas se posicionam contra algo que irá ajudar a beneficiar os trabalhadores no longo prazo.


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