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As 6 coisas fundamentais que seu livro-texto de macroeconomia não ensina a você
Como saber diferenciar o que é útil e o que é contraproducente

Se você está na faculdade aprendendo macroeconomia, você provavelmente está utilizando o livro Introdução à Economia, de Gregory Mankiw, um best-seller que já está em sua sétima edição.  O professor Mankiw é o presidente do Departamento de Economia da Universidade de Harvard e o foi conselheiro econômico de George W. Bush.

Em si, o livro é um grande avanço em relação aos best-sellers anteriores, como, por exemplo, o livro-texto de Paul Samuelson, que foi o mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra, com pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos.  Na edição de 1989 de seu livro-texto, Samuelson escreveu: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar".  Dois anos depois, a URSS acabou.

Mankiw fornece uma sólida apresentação de tópicos técnicos com o intuito de preparar os alunos para estudos futuros.  No entanto, o livro é fraco em uma área em que deveria ser extremamente robusto: os princípios fundamentais que constituem a própria essência do raciocínio econômico.

A omissão destes seis conceitos essenciais é um grande desserviço aos estudantes que queiram realmente adquirir um sólido raciocínio econômico e aprender a como tomar decisões econômicas sensatas.

1. Somente indivíduos escolhem, e somente indivíduos agem

O professor Mankiw apresenta a economia como sendo "o estudo de como a sociedade gerencia seus recursos escassos". 

Essa definição trata a economia como a ciência que planeja soluções coletivistas para os problemas de alocação de recursos técnicos.  Ao dar essa definição, Mankiw deixa de fora tudo aquilo que torna o estudo da economia tão rico.

A economia é fundamentalmente o estudo do comportamento humano sempre que há uma escolha envolvida.  Somente indivíduos tomam decisões, e somente indivíduos agem de acordo com essas decisões. 

Em termos práticos, a ciência econômica não é simplesmente o estudo de fenômenos econômicos visíveis, como preços, produção, juros e dinheiro.  A ciência econômica é o estudo de como esses fenômenos são gerados pela interação entre, de um lado, as idéias e as ações dos indivíduos e, de outro, um ambiente que oferece recursos limitados para a satisfação das necessidades humanas.

Ao ignorar o princípio de que a economia se baseia na escolha individual, o texto de Mankiw perde a oportunidade de fazer com que o estudo da economia seja pessoalmente relevante para os estudantes.  Poucos estudantes irão criar outra curva de demanda, mas todos se beneficiam se souberem raciocinar de uma maneira que propicie melhores decisões nos empreendimentos e na vida. 

A economia é especialmente valiosa quando ensinada como sendo um conjunto de ferramentas que propicia um melhor entendimento das escolhas que pessoas de verdade têm de fazer e das decisões que elas têm de tomar.

2. O valor econômico é subjetivo

O que é mais valioso: ingressos para uma partida de futebol ou um livro-texto de macroeconomia?  Uma estudante dedicada de uma universidade pode estar pouco interessada em futebol, preferindo gastar seu dinheiro em um livro-texto, de modo que ela possa ser aprovada na matéria.  Já eu preferiria gastar dinheiro em um ingresso para a final de uma partida de futebol, nem que seja para ter uma experiência fora da rotina.

Os recursos econômicos que valoramos só se tornam valiosos para nós quando comparados às alternativas disponíveis; quando são vistos dentro do nosso plano de satisfazer algum objetivo em relação às alternativas disponíveis. 

Valorar algum bem ou serviço significa escolher entre esse bem ou serviço e bens e serviços alternativos. Quando fazemos as escolhas, isto é, quando agimos, o fazemos acreditando que aquela escolha, ou aquela ação, irá nos proporcionar satisfação maior do que a satisfação que os outros bens e serviços proporcionariam.

Em suma, o valor está nos olhos de quem percebe.

Ou, em outras palavras, o valor econômico é subjetivo

Infelizmente, o texto de Mankiw não fornece qualquer explicação sobre o valor econômico.  Em vez disso, ele dá um salto e imediatamente começa a tratar a economia como um problema de alocação de recursos a ser solucionado por economistas espertos.

Mankiw tem o cuidado de explicar que os economistas podem discordar entre si sobre como os recursos deveriam ser distribuídos, mas ele ignora inteiramente a noção de que recursos só têm valor para um indivíduo de acordo com seus planos, idéias e objetivos, os quais ocorrem em um momento específico do tempo e em meio a circunstâncias que estão em constante mudança. 

É possível entender por que os estudantes acreditam que a economia é realmente a "ciência sombria": os livros-texto omitem a maior parte dos componentes humanos da economia.

3. O problema do conhecimento

Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas possui o conhecimento suficiente para fabricar sozinho um lápis.  Muito menos para planejar as ações de milhões de pessoas.  Cada indivíduo possui valorações exclusivas e subjetivas em relação aos recursos disponíveis, em um mundo que está em contínua mudança. 

O conhecimento sobre os recursos que estão sendo mais urgentemente demandados para satisfazer as necessidades das pessoas estão fragmentados e dispersos por toda a economia. É impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas essas informações que estão dispersas na economia.  O conhecimento dos dados surge continuamente em decorrência da interação livre e espontânea de bilhões de indivíduos.  Essas interações, que ocorrem diariamente, produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.  E essas informações estão constantemente mudando de acordo com as alterações nas circunstâncias.

É impossível planejar centralizadamente tudo isso.  Foi F.A. Hayek quem melhor enfatizou e explicou o quão literalmente impossível é para uma autoridade central coletar, agregar e utilizar esse tipo de conhecimento circunstancial de modo a efetivamente planejar uma sociedade. 

Por isso, uma das primeiras lições para um estudante das ciências sociais deveria ser a de aprender a diferenciar o conhecimento real daquilo que Hayek chamou de uma mera pretensão do conhecimento

A genuína humildade em reconhecer os limites da razão humana permite uma  constatação verdadeiramente bela.

Lamentavelmente, essa constatação não aparece nem sequer uma vez nos livros-texto de economia das universidades.  Muito menos no de Mankiw.

4. Aquilo que se vê e aquilo que não se vê

As pessoas são rápidas em analisar resultados e consequências facilmente perceptíveis.  Quando o governo fornece subsídios a determinadas empresas e estas criam empregos, vemos pessoas empregadas, trabalhando e recebendo um salário. 

Sim, as empresas que receberam dinheiro subsidiado do governo (impostos) se deram muito bem.  Seus parceiros e empregados também.  Seus fornecedores igualmente.  Só que isso é apenas aquilo que se vê.

E aquilo que não se vê?  São poucos os que conseguem perceber os efeitos não-visíveis dessa política.

Vemos o dinheiro de impostos beneficiando essas empresas, mas não vemos os investimentos que deixaram de ser feitos, bem como os bens e serviços que não foram produzidos e, consequentemente, não foram consumidos.  As demais pessoas e empresas tiveram de bancar o governo — tanto via impostos quanto via empréstimos — para que o governo subsidiasse a bonança dessas empresas privilegiadas.  Consequentemente, as empresas investiram menos, produziram menos e empregaram menos.  E as pessoas consumiram menos.

O mesmo raciocínio se aplica a aumentos ao funcionalismo público e à criação de mais empregos na burocracia estatal.

À medida que recursos escassos são desviados para programas de estímulo patrocinados pelo governo ou para o financiamento da burocracia estatal, empregos alternativos e criadores de riqueza são abortados e jamais são criados. 

Políticas estatais não apenas produzem impactos imediatos, diretos e positivos para alguns grupos facilmente identificáveis, como também gera efeitos nocivos e de longo prazo sobre grupos menos visíveis, mas que são maioria.

O economista francês Frédéric Bastiat ensinou uma das mais simples, porém mais profundas lições de toda a ciência econômica: os economistas bons são aqueles que sabem analisar tanto aquilo que se vê quanto aquilo que não se vê

Você pode até achar que isso soa um tanto óbvio, mas a persistência de argumentos populares, que vão desde aumentos do salário mínimo a empréstimos subsidiados pelo governo, passando por todos os tipos de políticas assistencialistas e de aumento dos gastos do estado, mostram que tal lição está longe de ter sido compreendida.

Henry Hazlitt percebeu que essa constatação de Bastiat era tão importante para combater falácias econômicas populares, que ele a transformou no tema central do seu livro Economia Numa Única Lição.

Infelizmente, essa lição continua oculta nos livros-texto de economia.

5. Empreendedorismo

Jamais mencionadas uma única vez nas 880 páginas do livro-texto de Mankiw sobre princípios de economia são as palavras "empreendedorismo" e "empreendedor". 

A criação de valor econômico é um processo, e o empreendedor possui uma função-chave nesse processo.  Empreendedores criam riqueza ao alocar corretamente recursos escassos para setores em que a demanda do consumidor é maior.  Empreendedores criam riqueza ao alocar recursos escassos para usos mais produtivos.  Eles fazem isso ao criar novos produtos, ao inovar processos que irão substituir os antigos e ao descobrir oportunidades ainda não percebidas de lucro, agindo então em cima dessas oportunidades.

Empreendedorismo é perceber oportunidades que não estão especificadas nos dados.  É o ato de ver uma nova maneira de alocar meios para alcançar um fim.  Empreendedorismo não é apenas tentar melhorar algo que já existe.  O mundo real é dinâmico e está em contínuas mudanças. 

Lamentavelmente, parece não ter sobrado espaço para explicar o papel da criação de valor feita pelo empreendedorismo em um livro-texto que trata a riqueza que já existe como um fato consumado, e que diz que o problema da alocação e da distribuição da riqueza já existente são as principais preocupações de um economista.

6. Governos não são formados por anjos

Seções inteiras do livro-texto de Mankiw são dedicadas a explicar as "falhas de mercado".  E ele é rápido em oferecer explicações que mostram como os governos podem teoricamente melhorar os resultados do mercado.

Segundo Mankiw, "a tensão entre êxitos do mercado e falhas do mercado é um ponto central na microeconomia".  E completa: "o problema da informação assimétrica nos dá um novo motivo para sermos temerosos em relação ao mercado".

Por outro lado, há pouco mais do que um parágrafo, e bastante sucinto, sobre a possibilidade de falhas do governo.  E é fato que a intervenção estatal no mercado sempre torna as coisas piores.  É um caso típico de a cura ser pior do que a doença

Ademais, não há qualquer explicação sobre quem irá regular os reguladores.

James Buchana, Gordon Tullock e outros nos ensinaram a analisar a política sem romantismos, utilizando a lente econômica para observar como a política pública funciona no mundo real.  Essa útil abordagem para futuros conselheiros de política econômica está completamente ausente do livro-texto de Mankiw.

Conclusão

Mark Twain certa vez disse: "O que lhe causa problemas não é aquilo que você não sabe, mas sim aquilo que você jura saber, mas que está errado".

No caso da economia, são ambas as coisas.

É lamentável que milhões de estudantes de economia jamais sejam expostos à maneira correta de pensar a economia ao longo de seus vários anos de educação formal.

Poucos estudantes de economia aprenderão a diferenciar, dentre tudo aquilo que aprendem, o que é útil e o que é contraproducente.  Quando a humildade em face do conhecimento restrito não é ensinada, há o risco de se criar um grupo de pessoas espertas ávida para inadvertidamente criar um caos econômico planejado.

Os estrategistas de política econômica de hoje foram os estudantes de ontem.  Aqueles que se imaginam capazes de prever o futuro e de usar estatísticas agregadas para gerenciar e planejar a economia criam o cenário para as lambanças econômicas que tanta desgraça causam aos países. 

As idéias dos economistas são mais poderosas do que se pode imaginar a princípio — e não só por causa das idéias erradas que são ensinadas; ainda mais importante são as idéias corretas que são omitidas por intelectuais influentes.


6 votos

autor

Jason Riddle
é diretor de programas de Foundation for Economic Education.  Antes disso, foi consultor de administração de várias empresas privadas com o intuito de aperfeiçoar seu desempenho empreendedorial por meio de técnicas de gerenciamento de risco e eficácia operacional.


  • Poor man  05/09/2016 15:57
    Mais um excelente artigo, obrigado instituto mises por postar.
    É importante lembrar, que a própria Dilma, fez faculdade também, se não me engano, foi de economia.
    Acredito eu, que as universidades morreram, a esperança está em institutos como este.
  • Andre Cavalcante  05/09/2016 16:11
    Pois é.

    Intelectualmente as Universidades podem até ter morrido, mas como no Brasil ter um título superior é quase uma questão de sobrevivência, por causa das restrições governamentais e das guildas, as Universidades ainda vão ser muito demandas e, então não, não morrem tão fácil.

    Abraços

  • anônimo  06/09/2016 15:28
    Academia não morreu.... A acadêmia Brasileira quemmsabe sim (com exceção de poucas Universidades)..... A critica aqui, totalmente alinhada as crenças do Instituto Von Mises e seus disci-ulos (citado aqui o F. V. Hayek), é a um testo especufico com forte viés Keynesiano. A novas linhas de pesquisa, muitas delas citadas aqui, de pensadores como Taversky, Kanheman, Dan Arielli, Thalee, etc.) que acrescentam o aspecto humano amtomada de decisões... Nem Mises e Hayek pensavam nisto em sua época, partindo sempre do pensamento do Homem Economicamente Racional.... Hoje existem novas linhas de pesquisa, mas as citadas aqui, quase que em sua maioria, são ligadas de forma direta ou indireta a "behavioral economics"..... Tudo vindo da acadêmia ou Think Tanks! Inclusive aqueles que aqui escrevem, apesar de vários só estararem do lado Think Tank, todos tiveram suas origens na acadêmia... A acadêmia gora do Brasil é muito diferente da acadêmia aqui.... E mesmo assim, a utilização de livros como este se faz necessário. As pessoas precisam compreender a econmia e seus vários viezes, para assim poder tentar compreender o todo.
  • Soraia  11/01/2017 12:40
    A Academia também morreu. Está completamente aparelhada por esquerdistas, progressistas, marxistas, keynesianos e etc.
  • Viking  05/09/2016 16:18
    artigo excelente como sempre!
    aproveitando o tema: tem alguma maneira de se formar economista austríaco aqui no Brasil?
  • Pobre Paulista  05/09/2016 16:42
    Só em pós graduação: www.pgea.com.br/
  • Viking  05/09/2016 17:16
    obrigado!
  • Fã do Leandro Roque  06/09/2016 22:12
    Leandro Roque não faz parte do corpo docente? Como pode?
  • anônimo  05/09/2016 16:37
    Sobre James Buchanan e Gordon Tullock

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1264
  • João Paulo  05/09/2016 16:43
    Antes eu tinha orgulho do meu trabalho porque sempre aprendi uma coisa nova a cada dia. Agora digo o mesmo desse site. Sempre aprendo algo novo a cada dia. Obrigado ao Mises Brasil por ajudar na minha evolução como ser humano. Abraços a todos.
  • Dam Herzog  05/09/2016 16:49
    Presidente Temer o Sr tem 4 objetivo a serem cumpridos
    1º Ajuste fiscal
    2º Ajuste fiscal
    3º Ajuste fiscal
    4º Ajuste fiscal. Gastança além da arrecadação é morte. Acabar com milagres na economia e abri-la.
    Com isso resolve se todos os outros problemas. Reforma da previdência para que no futuro ninguém fique sem aposentadoria, reforma trabalhista para o patrão não ter medo de contratar, e reforma politica para acabar com corrupção politica, para acabar com as mordomias, criar o estado sem mordomias, e sistema único de aposentadoria para o setor publico e privado, e honestidade no STF e não ministros do PT. Isto no nosso conceito atual de esta do leviathan. A abertura para o exterior também tem que ser melhorada pais que não exporta é pais atrasado.
  • Andre  05/09/2016 19:25
    E qual a chance de isso ocorrer?
  • William Gato  16/09/2016 21:32
    Vá se catar! Reforma em previdencia é uma ova! Tem que findar de vez com essa piramide criminosa e quem estiver preocupado com aposentadoria, que poupe dinheiro, guarde-o para quando estiver velho usar, nao me interessa. Cada vez mais funcionários estatais com salários astronomicos e aposentadorias gordas e menos gente produtiva no setor privado, quem vai pagar esse monte de aposentadoria, eu que trabalho?
    fácil essa de reforma com meu dinheiro, mt fácil
  • Douglas  05/09/2016 16:55
    Obrigado Mises. Artigo excelente. Sou estudante de economia. E dentro os livros indicados pelo Professor de Introdução a Economia, foi esse o qual ele deu mais ênfase. Triste. Na aula passada, um aluno perguntou pra ele, por que não se privatização inúmeros serviços, visto que são melhores. Ele respondeu que o papel do governo é ofertar bens e serviços que não são oferecidos pelo mercado e que existem serviços como: água, educação, saneamento, que jamais pode ser privatizado e completou que isso não pode ser discutido. E sempre é a mesma forma e tratamento para a Ciência Econômica "estudo de como a sociedade..." nossa, isso me dá nos nervos
  • Viking  05/09/2016 17:17
    todas as afirmações dele são fáceis de refutar, basta ver que exemplos de serviços privados melhores que os públicos não faltam...
    mas vai levar décadas, ou séculos, para desestatizar a sociedade, infelizmente.
    continuemos com nosso trabalho de formiguinha.
  • anônimo  05/09/2016 17:48
    E desde quando educação não é oferecido pelo mercado? Aliás, a intromissão do governo na educação acabou por criar um monstro. A educação se tornou algo chato, maçante e arcaico. Hoje toda criança normal tem aversão a estudo e não é a toa.
  • Andre Cavalcante  05/09/2016 21:17
    Puts. Não podem ser discutidos?
    Da próxima vez fala assim pro seu professor: "eu esperava entrar pra Universidade para aprender ciência e não religião. Só há um tipo de conhecimento humano que não admite discussão: o conhecimento dogmático religioso; logo a economia, não permitindo discussões sobre sua princípios é uma religião, não uma ciência".

  • Douglas  05/09/2016 23:07
    Poder, pode. Para qualquer pessoa racional pode. Porém, na visão dele, se a educação fosse totalmente privatizada, poucos teriam acesso. E nesse caso o Estado serve par ajudar os mais pobres.
  • José Cardoso  05/09/2016 23:38
    Sempre que alguém disser que o estado ajuda os mais pobres, faça essas perguntas a ele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383
  • Douglas Kuyper  06/09/2016 01:31
    Então José, sei disso. Mas hoje, vejo como inútil discutir, sei lá, as pessoas se negam a enxergar a verdade, e quando a verdade aparece pra elas, elas se recusam a aceitar. Como disse Mises, uma ideologia pode ser tão nefasta quanto drogas.
  • Lucas Mendes  05/09/2016 17:11
    Artigo sensacional!!
    No título, ensina, ao invés de ensinam.
    Se refere ao livro.
  • anonimo  05/09/2016 17:51
    Olha a patetice sem fim dos "revolucionários".
    exame.abril.com.br/economia/noticias/imagem-de-protecionista-do-brasil-e-folclore-afirma-serra

    E um brinde aos amigos economistas, uma aula com Dilma.
    https://www.youtube.com/watch?v=4VKIkXV4DCc

    Tente não rir.
  • Luciano A.  05/09/2016 19:02
    "o ministro defende que a tarifa ponderada parece mais adequada para avaliar a abertura comercial dos países. Nesse caso, é preciso volume arrecadado com tarifas com imposto de importação e dividir pelo total de importações."

    Nesse caso, o Serra está certo ou errado?

    Qual é melhor para avaliar a abertura comercial de um país: tarifa ponderada ou participação do comércio exterior no PIB? Ele fala dos subsídios...
  • Malta  05/09/2016 19:23
    Comércio exterior em relação ao PIB, é claro.

    E, neste quesito, que é o quesito internacional, o Brasil é o mais fechado do mundo:

    exame.abril.com.br/economia/noticias/as-10-economias-mais-fechadas-do-mundo-o-brasil-lidera

    Não há a menor chance de haver economia competitiva e inflação de preços baixa enquanto as indústrias brasileiras operaram dentro de uma reserva de mercado -- a qual, aliás, existe desde 1500.

    E ainda temos de aturar protecionista desenvolvimentista como esse Serra (porta-voz da FIESP) dizendo que é preciso proteger ainda mais.

    No Brasil, as indústrias já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há cinco séculos e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?
  • anonimo  05/09/2016 20:21
    "Sobre rankings que colocam o Brasil como uma das economias com mais barreiras comerciais no mundo, o ministro rebateu ao dizer que "são dados furados"."

    Tenta importar um bem do exterior para ver o quanto você vai pagar por ele.

    "o ministro defende que a tarifa ponderada parece mais adequada para avaliar a abertura comercial dos países. Nesse caso, é preciso volume arrecadado com tarifas com imposto de importação e dividir pelo total de importações."

    Abertura comercial com tarifa ponderada? Você não acha isso contraditório?

    Abertura comercial é um fator que mais influencia um sucesso econômico dentro de um determinado país. Veja que os países mais desenvolvidos são os que tem a menor taxa de importação como Hong Kong, Singapura e demais países.

    Quando se fala em abertura comercial, ao meu entender, é a exclusão total ou a diminuição progressiva da taxa de importação para maiores fins comerciais globais. O que o Serra afirmou é a prova cabal que tanto o PT, PMDB, PSDB são farinhas do mesmo saco, pelo visto não teremos uma redução da carga tributária de importação.

    Malta, como eu coloco esse hyperlink no comentário?

    Abraço
  • Malta  05/09/2016 22:12
    Clique em "confira nossas dicas de formatação", logo abaixo do retângulo onde você escreve o comentário.
  • anonimo  05/09/2016 23:43
    Agora que eu vi as dicas.

    Vlw
  • Gabriel  06/09/2016 03:10
    Esse Serra pra mim é tão horrível quanto os petistas. Já não suporto esse cara e ai ele ainda vem me falar uma asneira dessas de que "é folclore que o Brasil é um pais fechado", só pode ser brincadeira.
  • Aluno Austriaco  06/09/2016 12:09
    O Serra acha que está na Suécia.

    Ele reclamou dos subsídios da Noruega, mas não fala que o Brasil está turbinando a agricultura com o plano Safra. Sem falar em BNDES subsidiando até caminhões.

    Esses Piquetis da Unicamp gostam de distorcer a realidade. A primeira distorção é avacalhar com o sistema tributário, onde cada produto tem uma taxa. Depois vem os subsídios, blitz nos portos e aeroportos, cotas de importação com países vizinhos, etc.

    A OMC já acusou o Brasil de ser protecionista. O Serra conhece mais o comércio internacional do que a OMC ?

    Além da moeda desvalorizada, somente os produtos sem concorrência nacional tem baixos impostos de importação. Se o produto tem concorrência nacional, os impostos são altos. Não existe protecionismo mais descarado. Então, fica assim: sem protecionismo quando não há concorrência. Com protecionismo quando há concorrência.

    O Brasil é o campeão mundial da avacalhação tributária. O Pis/Cofins tem 1800 páginas. O ICMS tem 1.000 páginas em cada estado. O Super Simples foi feito para multiplicar o número de empresas, porque possui tetos e degraus.


  • Marco Danas  05/09/2016 19:15
    Sou Estudante de Economia de uma Universidade Federal, e como é sabido por quem é leitor contumaz do IMB, Professores de Economia de instituições públicas, salvo raríssimas exceções, sempre utilizam esse argumento de que serviços essenciais e estratégicos não podem ser ofertados por empresas privadas, pois inicialmente os investimentos seriam altos e não despertariam a atenção da iniciativa privada. Segundo eles, se serviços como o fornecimento de água, energia elétrica etc. fossem privatizados levaria a uma falha de mercado, daí seria necessário o intervencionismo e a concentração nos tentáculos do governo. Sabemos que no Brasil os serviços ofertados pelo governo são péssimos. Quanto ao empreendedorismo, não conheço a história de Mankiw, mas é bem provável que ele passou boa parte da vida somente lecionando e nunca trabalhou no livre mercado, logo como os docentes brasileiros que saem da Universidade direto para um mestrado em uma outra instituição pública, sendo bolsista da CAPES, em seguida vão para o doutoramento em outra instituição pública recebendo outra bolsa da CAPES. Depois é concurso público como professor ou qualquer outra função em alguma autarquia. Como um Professor desse tratará de empreendedorismo durante as aulas? Muitos deles ainda chamam o trabalhador de proletário e afirmam veementemente que há uma "precarização das relações de trabalho". Se algum deles chegar a ingressar na política, aí sim o desastre estará completo, pois em sala de aula uma minoria discordante pode se instruir por outros autores e meios e ignorar o teórico estatista, mas um Economista com essa visão estatista keynesiana no comando de uma Cidade, Estado ou País levará a sociedade ao caos, como o enfrentado por nós brasileiros graças a "economista" Dilma Rousseff e sua equipe econômica.
  • Paulo Bostermann de Carvalho  05/09/2016 20:07
    A nossa estrutura de ensino superior é montada justamente para os "catedráticos" ficarem o mais tempo possível imersos nesses mestrados, doutorados,etc. Nenhum país do mundo demora tanto para formarmos doutores e os resultados nem preciso dizer! O padrão mec claro que tende a reconhecer doutores como o suprassumo da educação justamente quem sempre esteve afastado do mercado! Um professor de uma universidade privada que trabalha de dia e dá aula de noite muitas vezes tem uma visão mais realista do mercado, mas a tendência é esses serem "escanteados" em troca de mais phd's de enrolação
  • anonimo  05/09/2016 20:47
    Marco Danas,

    Eu sei exatamente dessa realidade nas universidades brasileiras, esses argumentos vem sendo usados há muito tempo por esses professores e até tempo atrás eles eram alunos, isso influencia e muito como uma sociedade é costumada a pensar. Agora mesmo vi em uma matéria em que um professor associou o impeachment com o golpe militar, para você ver o nível de doutrinação em que estamos submetidos.
    https://www.institutoliberal.org.br/blog/professor-de-historia-compara-impeachment-com-golpe-militar-de-1964-mas-ja/

    O argumento dessas pessoas não faz sentido nenhum, nesse artigo mostra como o empreendedorismo é mais eficaz que o estado: "Empreendedorismo é perceber oportunidades que não estão especificadas nos dados. É o ato de ver uma nova maneira de alocar meios para alcançar um fim. Empreendedorismo não é apenas tentar melhorar algo que já existe. O mundo real é dinâmico e está em contínuas mudanças."

    Com o mundo atual e os governos participando nas economias, o mundo está tendo diversas descobertas tecnologicamente falando, mas se o estado não participasse, nós estaríamos em um nível muito melhor que estamos hoje.
    Um bom caso para observar esse fenômeno é o Elon Musk, a SolarCity é uma excelente empresa de energia solar e vem carregando diversos elogios, até mesmo o Google investiu nessa empresa.
    Outra empresa desse mesmo empresário é a Tesla com os carros totalmente elétricos, e como não bastasse, ainda abriu a empresa SpaceX com os foguetes reutilizáveis, e um dos modelos de negócios da SpaceX é acabar com o monopólio da Rússia no lançamentos de foguetes. A empresa já mostrou que é bastante eficaz e reduziu um custo muito maior e melhor que qualquer governo não teria. Alguns ainda acham que ele vai ser o homem mais rico do mundo.
    https://www.youtube.com/watch?v=IgKWPdJWuBQ Entrevista no TED com Elon Musk Legendado

    Outra questão é a da água nesse link: revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI333673-17770,00-ENGENHEIROS+DESCOBREM+FILTRO+DESSALINIZADOR+DA+AGUA+DO+MAR+MAIS+BARATO.html
    Engenheiros da Lockheed Martin.

    O setor privado é muito mais eficiente que o setor público, apenas os keynesianos caem nessa armadilha de estado "babá".


  • Economista da UNICAMP  05/09/2016 20:17
    Aqui na UNICAMP trabalhamos bastante com esse livro e o introdução à economia de Paul Krugman e Wells.

    Super recomendo ambos.
  • Aluno Austriaco  06/09/2016 00:27
    Keynesiano, como eu tomo um sorvete de alface em uma economia planejada ?
  • anonimo  06/09/2016 03:39
    Keynesiano, como eu posso obter uma qualidade de vida satisfatória com o protecionismo?
  • anônimo  18/10/2016 17:01
    Faz o urro
  • Drexler  05/09/2016 20:49
    Trump andou prestando atenção em Ron Paul?


    www.oantagonista.com/posts/trump-o-demolidor
  • anônimo  05/09/2016 21:14
    Se prestou foi bem porcamente. Protecionista de merda e ainda tem liberal simpatizando com ele.
  • Drexler  06/09/2016 00:46
    Calma, queridão, ninguém aqui ta defendendo aquele escroto.

    Fiz referência ao comentário sobre o FED, especificamente, e só.

    Muito irritadiço o amigo.

  • Eduardo de Oliveira Rodrigues  10/09/2016 21:33
    Cada ataque a Trump é um ponto a mais pra Killary, simples assim. Qual vc prefere!!
  • Andre  06/09/2016 02:50
    Escolher entre Trump e Hillary é como escolher entre comer merda e comer carniça.
  • anônimo  18/10/2016 17:06
    mas vai ter que escolher alguém... e o Trump é o menos pior. E assim iremos, sempre escolhendo o menos pior, de cada vez, de maneira que o menos pior de hoje é ainda menos pior que o menos pior de ontem. Aos poucos as coisas podem melhorar.
  • Max Stirner  06/09/2016 03:00
    Mas por que a visão do Mankiw é a errada e a certa é a que vocês pregam nesse site ?


    De que adianta o cara seguir os ensinamentos do IMB se a prova do concurso do BACEN que ele vai fazer vai exigir o que os livros do Mankiw dizem ? De que adianta o cara seguir os ensinamentos do IMB se o Brasil aderiu o Mankiw como verdade pra tratar de economia ?

    E será que o Mises é o certo mesmo ?
  • Lucas Mendes  09/09/2016 13:00
    Deveria saber que o IMB está cagando para o que o BC exige em suas provas.
    O IMB é um núcleo de difusão de conhecimento econômico válido, não de conteúdo que cai em provas do BC ou do Ministério da Fazenda. Para isso, procure um site para concurseiros, mas não espere encontrar lá conhecimento verdadeiro. Concurso é outra coisa.
  • WDA  11/01/2017 10:49
    Deixe de ser preguiçoso, leia os posts do site e a bibliografia presente na biblioteca do mesmo e você saberá por que.
  • DeusOdeia  06/09/2016 09:32
    Para alcançarmos uma sociedade livre das mentiras do que nos contam, teremos é impor o que nos acreditamos ou simplesmente ao coisas acontecerem pela razão ?
  • Carlos  06/09/2016 14:08
    Como pode existir uma maneira correta de pensar a economia. A ciência não é construída pelo constante embate de teorias. Diante desse contexto, o estudante de economia terá que compreender as várias vertentes do pensamento econômico, assim, poderá verificar qual teoria tem maior aderência à realidade.
  • Dam Herzog  06/09/2016 15:01
    Para economizar o governo pode sair de muitos campos inclusive educação e saúde, portos, aeroporto, energia, estradas ferrovias, industria naval passando estes encargos para a iniciativa privado ou só tirando as proibições que restam nestas áreas aos particulares. Seriam diminuição de bilhões em gastos. Quem fizesse uma estrado seria o dono dela.
  • tulio araujo  06/09/2016 19:56
    Agora, como esse cara pode ser o presidente do Departamento de Economia da supostamente a melhor faculdade do mundo inteiro?
  • Sebastião Jorge  07/09/2016 02:38
    Quase tudo pode ser privatizado, mas também pode ser estatizado. Mas como a questão é a privatização e o Dam Herzog citou vários exemplos vamos fazer um esforço em torno das estradas.

    Bem, muitas estradas já foram ou estão sendo privatizadas, ou concedidas à iniciativa privada, inclusive pelos governos que aqui vcs costumam chamar de lulopetista, bolivariano, comunista e outras coisas.

    Deixemos de lado as concessões, vamos privatizar as estradas.

    Quem topa um exercício teórico de como seria este processo?

    O governo baixaria um decreto, elaboraria com o Congresso uma Lei, não faria nada, apenas anunciaria na televisão que a partir de uma determinada data qualquer empreendedor poderia construir estradas ou adquirir as existentes e precificar o seu uso como bem entender.

    Quais problemas precisariam ser enfrentados?

    E aí como isso seria feito?

    Ou vamos privatizar a educação primeiro, ou a saúde...? Evidentemente, no mundo real as coisas vão ter que acontecer mais ou menos ao mesmo tempo, mas aqui vamos devagar para não embolar minha cabeça que já não é tão boa.
  • Dadaísta   07/09/2016 03:59
    Mark Twain certa vez disse: "O que lhe causa problemas não é aquilo que você não sabe, mas sim aquilo que você jura saber, mas que está errado".


    Já pararam pra pensar que isso vale inclusive pra esse site e todas as idéias que são defendidas por aqui ???
  • Tomista  07/09/2016 12:26
    Claro que pode valer.

    A única diferença é que, até hoje, não apareceu uma única alma que tenha sido bem-sucedida em comprovar ou demonstrar de maneira irrefutável que tudo o que aqui se diz é errado.

    Todos os que tentaram ou se estreparam ou se converteram. Inclusive, há aqui vários leitores fiéis que começaram criticando, mas que tiveram a humildade de reconhecer que estavam errados.

    Mas devo confessar que é até covardia. Por ser apriorística, a Escola Austríaca é irrefutável. É impossível tentar refutá-la sem cair em contradição.
  • Economista da UNICAMP  07/09/2016 16:24
    Aos que subestimam a tão gloriosa universidade de campinas:

    g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/09/ex-alunos-da-unicamp-criaram-500-empresas-desde-2002-diz-agencia.html

    Orgulho de ser cria da casa!
  • Leonardo  09/09/2016 12:41
    Conheco varias pessoas da Unicamp, formadas em diversas areas, mas economista da Unicamp, Come on!!!!! Economista bom, e economista pragmatico, e nao economista esquerdinha, onde qualquer problema pode ser resolvido pelo governo.

    Na minha opniao, entre as escolas "Ivy-League" o curso de economia da unicamp e o pior, justamente pelo vies esquedinha!
  • André  07/09/2016 20:57
    Boa tarde a todos. Gostaria de saber como, dentro de uma visão liberal ou anarco-capitalista, é possível tirar 60 milhões de pessoas da pobreza e possibilitar que todos os seres humanos em um país tenham assegurados os padrões mínimos de dignidade (moradia, trabalho, desenvolvimento intelectual, alimentação, etc.). Existe nessas correntes de pensamento algum projeto lidando com essas questões? Pergunto isso de coração aberto, então espero respostas inteligentes, não insultos gratuitos. Um abraço!
  • Mais Mises...  08/09/2016 12:45
    André, bom dia. Antes de mais nada, seguindo os preceitos libertarianistas, não é possível falar em 'assegurar moradia, trabalho...' porque estas são condições que dependem da vontade de cada um. Pra te explicar melhor, tomarei eu mesmo como exemplo: se eu não quiser trabalhar de maneira formal (carteira assinada, hora pra sair e entrar, responsabilidades...), não há programa de governo que me faça 'amarrar-me' à rotina de uma empresa ou mesmo, ser um autônomo. A mesma coisa vale para o estudo e aqui, vou dizer o que 3 empregadas domésticas que passaram pela minha casa (e que ontem ouvi da nossa atual empregada) disseram: "Não estudei porque eu não quis, mesmo com escola, caderno, lápis e mochila dadas pelo governo!".
    Então, como assegurar algo que não é dependente apenas da canetada altruísta de algum burocrata? Falta combinar isso com cada pessoa. Eu, você, os leitores que visitam este site, todos nós sabemos que a educação tem a sua imensa importância na vida das pessoas, mas dadas as diferenças entre as pessoas (por isso falar em igualdade é um absurdo!), ter essa consciência da importância dos estudos não está presente da mesma forma nos demais, portanto, obrigar que pais matriculem as crianças na escola (só porque a estrutura física está lá), não é e nunca será indicativo de melhoria de vida, apenas que temos um exército de semi-analfabetos que agora tem segundo grau sem saber fazer uma simples regra de três ou analisar números relativos.

    Dito o exposto acima, quando defendemos a economia de mercado (entenda como livre troca/negociação entre pessoas), o respeito à propriedade privada e a menor interferência possível do estado na vida das pessoas, estamos defendendo também o aumento da ofertas de produtos e serviços que serão ofertados mais em conta a partir do momento em que:
    1) o estado deixa de fazer políticas econômicas que trazem inflação e desvalorização da moeda (estamos atualmente nos ressentindo disso e aqui, os mais pobres são os mais afetados!). Quando a moeda é estável, o país se torna confiável e veja o que acontece, citando um trecho de um texto daqui mesmo: "Um país de moeda forte e estável envia um sinal claro ao mundo: 'tragam seu dinheiro; mandem para cá seus especialistas; construam suas fábricas aqui; ensinem a nós tudo o que vocês sabem; e riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e em uma moeda que mantém seu valor'." ; 2) Diminuição da carga tributária e estímulo à produção. Imposto (como o próprio nome indica) é fruto de ato coercitivo do aparato estatal. No Brasil, a carga tributária é escandinava, mas os serviços prestados pelos entes estatais são sudaneses. Impostos altos desestimulam quem consome, mas, pior, desestimulam quem produz ou quer investir e, sem produção e investimentos, não há emprego. 3) A burocracia representa toda sorte de chicanas e obstáculos ao Brasil. Rouba dos trabalhadores e dos empreendedores o tempo e os recursos que poderiam ser direcionados à produção de bens/serviços desejados pelas pessoas. E por burocracia podemos entender: a) protecionismo do estado às (ineficientes) empresas aqui instaladas por meio de taxas, tributos e leis; b) legislações engessantes; c) Atuação das agências reguladoras, o que carteliza o mercado. Enfim, burocracia tem custo e este, é claro, será repassado aos bens/serviços, ficando mais caros, tornando-os ainda mais impeditivos àqueles que ganham menos.

    Veja, caro André, que em nenhum momento nos preceitos da Escola Austríaca há menção a determinados direitos a serem garantidos às pessoas. Moradia, saúde, educação e segurança são como produtos ou serviços. As pessoas podem querer mais ou menos de cada um. Contudo, quando se tem um ambiente interno de estabilidade monetária, baixos impostos e diminuta burocracia, naturalmente teremos um mercado muito mais ativo, saudável, empregos serão gerados, ao passo que processos serão simplificados, tornando a produção menos onerada. Pessoas com empregos, conseguindo acúmulo de capital por meio dos próprios esforços, e produção estimulada com oferta de produtos/serviços mais baratos, naturalmente dará às pessoas a condição para alcançar aqueles objetivos que chamam por aí de 'direitos'.
  • Andre Fernandes  08/09/2016 13:31
    Fala André, blz?

    Eu mesmo já me fiz essa pergunta antes. Existem alguns pontos importantes a se avaliar:

    1 - A primeira coisa que devemos perguntar é quem criou essa condição de pobreza para esses indivíduos e quem os impede de sair?

    Pensa em algumas situações corriqueiras: imaginando que você seja pobre e quer criar alguma renda criando um camelô. Você entende que está prejudicando alguém ao faze-lo? Advinha quem vai impedir vc? Quem vai mandar a polícia desmontar e tomar tudo que você tem?

    Quantos não tentaram ganhar algum dinheiro com o Uber e, em várias situações, foram impedidos por proibições descabidas dos governos locais?

    Vamos supor que algum amigo seu possui um pequeno empreendimento. Digamos um salão de beleza e ele te contrata para fazer um serviço de limpeza no local. Você vai trabalhar apenas 4h no dia e ele te ofereceu R$ 500/mês. Se você não ganha nada neste momento, concorda que 500 > 0? Adivinha quem vai impedir isso se descobrir? Com a bela desculpa de que você está sendo explorado e seu patrão precisa assinar a sua carteira e pagar o salário mínimo. O que acontece? Como ele não pode arcar com todos estes gastos, você volta a ganhar 0 reais. Mas o Estado jura que está pensando no seu bem...

    2 - Dá uma olhada nesse link que fala sobre o ultimo estudo do Banco Mundial sobre a pobreza no mundo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2236

    É possível ver a diferença no nível de pobreza de países com maior e menor liberdade econômica e a sua evolução. Compara também o TOP 10 dos países líderes de liberdade econômica e os líderes de IDH. Faça o mesmo para os piores de cada lista.

    IDH: hdr.undp.org/en/content/human-development-index-hdi
    ILE: www.heritage.org/index/

    3 - Dá uma olhada nesse estudo que tenta relacionar liberdade econômica com alguns indicadores importantes: crescimento econômico, evolução da renda per capita, investimentos, expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil, trabalho infantil, desenvolvimento humano, alfabetização, corrupção, direitos e liberdades civis. Além disso ele também relaciona com a renda da fatia mais pobre da população (pág. 11). O estudo é todo em inglês, não sei se faz diferença pra vc.

    www.ncpa.org/pdfs/Economic-Freedom.pdf

    O que eu to tentando te explicar é que não existe uma receita de bolo. O que a história nos mostra é que quanto mais livre o povo é, mais rápido ele se desenvolve e encontra alternativas e saídas para a pobreza. A criatividade do ser humano aflora e vemos vários criando seus próprios caminhos e levando outros junto. Achar que meia dúzia de burocratas vai ser capaz de criar soluções customizadas e que atendam ao máximo de pessoas possível é irreal. Além do fato de que tudo que passa pela máquina governamental se torna mais lento e corruptível.

    Espero que tenha ajudado a esclarecer alguma coisa!
    Abs
  • Wendel  08/09/2016 02:16
    Que livro-texto a escola austríaca recomendaría?
  • Rafael  08/09/2016 12:23
    Economia é sobre os indivíduos!
    O Estado e as universidades querem tudo no coletivo...
    Nós não somos abelhas operárias...
  • João Filippe  10/09/2016 03:41
    O livro do Mankiw realmente é uma bela introdução, mas ao mainstream.
  • Thiago V. Gomes  13/09/2016 07:22
    Bom dia, só tenho à agradecer por essa ótima leitura, parabéns pelo artigo.
  • James Sampaio  15/09/2016 19:05
    Eu percebi parte do que foi dito no texto depois que passei ler mais sobre Mises e Hayek.

    Aliás muito do que ouço na faculdade as vezes deixa de ser verdade quando venho ler artigos do instituto.
  • Julio Mereb  19/10/2016 00:53
    Vocês apresentaram uma visão parcial e simplista do currículo típico de uma boa universidade de economia.
    Nenhum curso sério introduz os problemas econômicos substantivos pela macroeconomia, mas, ao contrário, começa primeiro com a formulação e a fundamentação microeconômica deles.

    Pode-se dizer que, dos tópicos elencados, apenas o item 3 é de fato omitido nos cursos de economia.
    Todos os demais são apresentados em cursos de microeconomia, comércio internacional e desenvolvimento econômico.

    Vocês são tão desonestos intelectualmente quanto os keynesianos de quermesse.
    Apenas estão à direita do espectro político.
  • Estopim Curto  19/10/2016 10:54
    Pra começar, o artigo em momento algum fala sobre "o currículo típico de uma boa universidade de economia". O artigo fala exclusivamente sobre o conteúdo de um livro-texto de macroeconomia, que calha de ser o mais usado em faculdades.

    A definição de ironia é um completo analfabeto funcional como você chamar os outros de "desonestos intelectuais". Comparado a você, os "keynesianos de quermesse" são até intelectualmente profundos.

    Ah, sim, para você, com carinho:

    Nosso desastre começa nas faculdades e universidades de economia
  • anônimo  10/12/2016 03:29
    muito bom!


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