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Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

No infindável debate sobre reajustes salariais, alguns argumentam que um salário mínimo mais alto fornece um estímulo à economia como um todo. Igualmente, sindicatos alegam que sua política de pressionar patrões a elevar continuamente os salários é benéfica para toda a economia.

Se trabalhadores receberem salários maiores, segue a lógica, irá haver mais dinheiro para gastar, e o aumento do gasto irá turbinar todo o comércio e indústria do país, gerando mais emprego e mais renda para todos, como se fosse um moto-perpétuo.

(Ainda sobre isso, é bastante comum ouvir a imprensa hilariamente dizendo que um aumento do salário mínimo "irá injetar mais dinheiro" na economia — como se empresas e empregadores fossem um Banco Central com capacidade de criar dinheiro do nada e colocar esse dinheiro para circular na economia).

Quando não estão apelando à luta de classes, à teoria da exploração e à mais-valia, sindicalistas e sociólogos defensores de aumentos salariais forçados recorrem à simplória frase de que "Quando há mais dinheiro nas mãos do povo, isso estimula todos os setores da economia".

Já outros ao menos reconhecem que aumentos salariais forçados geram desemprego para os menos qualificados, aqueles cuja produtividade e valor gerado para o empregador são menores que o valor do novo salário estipulado ou pelo governo ou pelos sindicatos.  Ainda assim, tais pessoas afirmam que "o benefício para aqueles que receberam o aumento salarial e o benefício para a economia trazido pelo aumento no consumo superam as perdas marginais de empregos".

Mas o fato é que um salário mínimo maior ou aumentos salariais impostos por sindicatos não têm como ajudar a economia.  Eles representam custos adicionais à produção.

Pelo bem do debate, vamos aqui ignorar a perda de empregos gerada por aumentos salariais que superam a produtividade do empregado.  Por mais óbvio que seja o fato de que você não irá pagar R$ 1.760 (salário mínimo mais encargos sociais e trabalhistas) para quem produz menos que isso, deixemos de lado esse detalhe.

Deixemos de lado também o fato de que um eventual aumento no consumo por aqueles que mantêm os seus empregos e agora recebem salários maiores será, pelo menos parcialmente, contrabalançado pela diminuição do consumo daqueles que perderam seus empregos e daqueles que deixaram de ser contratados por causa desse maior custo trabalhista.

Vamos aqui nos concentrar apenas na afirmação de que há um aumento do consumo por aqueles que agora, por imposição do governo e de sindicatos, recebem salários maiores.

O eventual aumento do consumo dessas pessoas equivale um maior consumo geral?

Não, não equivale.

Esse dinheiro adicional que essas pessoas estão recebendo tem de estar vindo de algum lugar.

Para começar, os salários mais altos que agora os empregadores são obrigados a pagar representam um custo de produção maior.  Elevar custos de produção é algo que, por definição, não pode ser benéfico para uma economia.  Trata-se de um dinheiro que empreendedores poderiam utilizar de outra maneira, seja na ampliação de seus investimentos, seja na reposição de seus estoques, seja na manutenção de seus equipamentos e instalações, seja na aquisição de melhore equipamentos, seja na expansão de seus negócios, seja até mesmo no salário de um trabalhador adicional.

Mais gastos salariais impostos por governo ou sindicato significam mais custos operacionais. Mais custos operacionais significam menos lucros líquidos. Menos lucros líquidos significam menos investimentos e menos contratações.  Menos investimentos significam redução da oferta de bens e serviços disponíveis. Menos bens e serviços disponíveis significam aumento de preços. Aumento de preços significa que eventuais aumentos salariais de nada adiantaram.

Igualmente, menos contratações significam mais desemprego. E agora os desempregados estão em um ambiente com mais inflação de preços, pois a oferta de bens e serviços foi reduzida.

Normalmente, a réplica ao raciocínio acima é que o empregador que não concedesse aumentos salariais forçados iria apenas simplesmente embolsar os lucros, sendo ele o único privilegiado.  Outro erro. 

Mesmo que o empregador apenas mantivesse o dinheiro como lucro, ele não iria colocá-lo debaixo de um colchão; ele iria investir, de alguma forma, ou numa conta bancária ou em ações de uma empresa. Nesse caso, o banco normalmente iria emprestar o dinheiro a alguém que iria ou investi-lo ou gastá-lo.  Igualmente, o vendedor de ações iria gastar esse dinheiro de alguma outra forma. Independentemente do que será feito, o fato é que o dinheiro seria gasto.  E aumentar o gasto é exatamente o que querem os defensores de aumentos salariais forçados.

Por isso, aumentos salariais estipulados por governo e sindicatos não aumentam o consumo geral: apenas mudam quem gasta o dinheiro e no que ele é gasto. 

Na melhor das hipóteses, o maior consumo se dá à custa da redução do lucro das empresas.  Lucro esse que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores, e, consequentemente, seus salários.

A crença que aumentos forçados nos salários aumentam o consumo total é um claro exemplo do erro que Frédéric Bastiat aponta em seu ensaio "O que se vê e o que não se vê." O erro aqui é ver apenas o aumento no consumo pelos assalariados que recebem um salário maior, e ignorar a diminuição do consumo e do investimento dos empregadores que têm de pagar salários maiores. O ultimo fenômeno anula completamente o primeiro.

Conclusão

Mesmo que nenhum trabalhador seja demitido, aumentar forçosamente os salários ainda assim causa uma perda geral para a economia, pois se está aumentando os custos de produção.  Custos de produção artificialmente maiores geram redução na produção.

Suponha, por exemplo, que um poderoso sindicato estipule uma elevação salarial.  Suponha também que, quando o salário é elevado, um empregador não demita nenhum funcionário menos produtivo e capacitado.  Seu agora maior custo com esses funcionários pouco produtivos ocorre em detrimento de novos investimentos que poderiam ter sido feitos. Um dinheiro que poderia ter sido gasto na troca de equipamentos e maquinários antigos agora é gasto com salários.

Embora o gasto total na economia tenha se mantido igual, a produção total irá diminuir, pois os empregados agora têm de trabalhar com equipamentos antigos em vez de novos, sendo portanto incapazes de produzir mais. O aumento do salário resultou em menos bens e serviços disponíveis para as pessoas.

Salários artificialmente maiores em conjunto com uma menor oferta de bens e serviços significam preços mais altos e, consequentemente, juros maiores.

Não existe mágica em economia.  O que permite aumentos salariais é uma maior produtividade. E maior produtividade só é possível quando há bens de capital que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo

Salários maiores estipulados arbitrariamente por governos e sindicatos não têm como melhorar a economia.

__________________________________________________

Howard Baetjer Jr. é professor de economia da Towson University e seminarista do Institute for Humane Studies.  Ele é o autor de Free Our Markets: A Citizens' Guide to Essential Economics.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Cecilia Asuka  24/08/2016 15:25
    Ola meu amigo de faculdade me indicou esse site sobre econômia.
    Eu não entendo nadaaa mas gostaria que me tirasse duvidas. Como o Japão, Coreia do Sul e Israel são ricos com poucos recursos naturais e America do Sul e Africa com muitos recursos naturais são pobres? Impostos altos realmente prejudica econômia então porque Dinamarca, Italia e França são ricos com muitos impostos?
    Pro Brasil ficar rico tem que acabar com a corrupção? Investimentos em educação deixa ou não um pais rico? O Que é melhor pra econômia brasileira? Dolar alto ou dolar baixo? Me explique por favor?.
  • Auxiliar  24/08/2016 17:15
    "Como o Japão, Coreia do Sul e Israel são ricos com poucos recursos naturais e America do Sul e Africa com muitos recursos naturais são pobres?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2473

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2403

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=971

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=978

    "Impostos altos realmente prejudica econômia então porque Dinamarca, Italia e França são ricos com muitos impostos?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2406

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2211

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2161

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=113

    "Pro Brasil ficar rico tem que acabar com a corrupção?"

    Ajuda, mas não é a causa principal da nossa pobreza.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2365

    "Investimentos em educação deixa ou não um pais rico?"

    Ajudam muito, mas, por si sós, nada garantem. Ver toda a lista de artigos sugerida para a sua primeira pergunta.

    "O Que é melhor pra econômia brasileira? Dolar alto ou dolar baixo? Me explique por favor"

    Sempre baixo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
  • Poor man  24/08/2016 15:48
    Mesmo que o empregador apenas mantivesse o dinheiro como lucro, ele não iria colocá-lo debaixo de um colchão; ele iria investir, de alguma forma, ou numa conta bancária ou em ações de uma empresa. Nesse caso, o banco normalmente iria emprestar o dinheiro a alguém que iria ou investi-lo ou gastá-lo. Igualmente, o vendedor de ações iria gastar esse dinheiro de alguma outra forma. Independentemente do que será feito, o fato é que o dinheiro seria gasto. E aumentar o gasto é exatamente o que querem os defensores de aumentos salariais forçados.
    ----------------
    Vamos supor que este empregador deixe seu dinheiro em bitcoins em alguma carteira virtual, o argumento que o dinheiro iria ficar parado é valido?
  • Richie Rich  24/08/2016 17:04
    Não.

    Quem venceu bitcoins foi pago em reais. O que ele fará com esses reais?

    Observe que o cerne do artigo é mostrar que é logicamente falso o argumento de que aumentar salários por decreto gera estímulos econômicos por meio de aumento de gastos.

    Pra começar, aumento de gastos por si sós não geram estímulos econômicos. Apenas investimentos fazem isso. Ademais, não há nenhum argumento lógico que comprove que houve aumento de gastos.

  • Gabriel  24/08/2016 16:31
    Isso não significa que os salários não devam ser atualizados monetariamente pela corrosão da moeda causada pelo governo, porque a inflação é um estelionato no qual sorrateiramente se expropria do valor real no tempo,
    empobrecendo aquele que trabalha e produz.
  • Andre  24/08/2016 17:08
    Em uma ponta se reajusta o salário do trabalhador repondo a inflação e em outra se demitem tantos outros para compensar a perda de produtividade, não há almoço grátis.
  • Dam Herzog  24/08/2016 17:11
    As leis que estabelecem um salário minimo são perversas principalmente para as pessoas com pouca qualificação mas que necessitam de um emprego. É melhor ganhar pouco do que não ganhar nada. Como dizia o Walter Willians, estas leis varreram os lanterninhas que existiam a sua época nos cinemas e outros empregados pouco qualificados e pobres e depois varreram as empregadas domesticas nos EUA, e já começam a fazer efeito aqui no Brasil no caso das domesticas. Os sindicatos podem existir desde que seus membros sejam voluntários e não como agora que se exige um dia de trabalho pago obrigatoriamente por seus associados por ano. Os sindicatos muitas vezes apoiam carteis e brigam quando existe possibilidade de entrada de concorrentes no seu ramo.Vejam o Uber e o cartel dos taxistas. A proteção mais eficaz e segura aos trabalhadores é proporcionada pela existência de numerosos empregadores que são os verdadeiros criadores de empregos quando suas empresas dão lucro. Os governos protegem os sindicatos engessando propondo leis do salário minimo, dias que o comercio pode abrir, indenizações absurdas, horas máximas de trabalho, criterios punitivos de demissão, critérios de raças para preechimento de vagas. Intervenções do governo são sempre ruins e só complicam e burocratizam as negociações entre patroes e empregados. A verdadeira causa da riqueza das nações são aqueles países com maior liberdade econômica e que tendem também a oferecer maiores proteções aos direitos humanos. Brasil pais de muitos recursos que as vezes decola com um voo de galinha. Quais são os requisitos para o Brasil atingir entre os 7 onde tem mais liberdade econômica, para conpetir ao menos com o Chile.
  • CIRO GOMES 2018  24/08/2016 17:43
    Vocês coxinhas reclama quando são taxados de incensiveis com os pobres. Isso tudo é nojo de ter pobre andando de avião?
  • Henrique Zucatelli  25/08/2016 11:08
    Sem emprego e dinheiro, pobre anda de avião ou a pé?
  • Mais Mises...  25/08/2016 12:22
    Olha... desanimei no 'incensíveis'. Passo.
  • Renan  26/08/2016 18:51
    Deve ser algo relacionado à incenso. rs
  • Zak  24/08/2016 17:44
    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2016/08/oposicao-diz-que-pec-de-gastos-promovera-desmonte-de-politicas-sociais-7325842.html#showNoticia=dUU9dUBUSH40MTIyNjUwNjgxMDMzMTE3Njk2c3grOTE2NjE4OTk1NzM5NzAzNzYzNHcjMDMzNDkxMjM5MDk5Mjc1NjczNjBoLmdcPWNMdFIweSxma3ExIzc=
  • Luis  24/08/2016 18:02
    Por isso que eu penso que a maior parte dos rendimentos dos empregados deveria vir da participacao nos lucros.
  • Magno  24/08/2016 18:09
    E nos prejuízos?

    A participação nos lucros implica também participação nos prejuízos? Pois é. Isso ninguém quer.

    Essa, aliás, é uma mentalidade interessante. Quando se fala em participação nos lucros, ninguém aceita também participação nos prejuízos.

    Assim é gostoso, né? Querem apenas os ativos e não os passivos. O que é bom fica pra mim; o que é ruim fica inteiramente para os outros.

    "Patrão, teve lucro? Opa, me dá minha parte aí! Ih, teve prejuízo? Ô, que pena, sinto muito, mas me dá o salário aí mesmo assim."

    Todo sócio ou acionista tem participação nos lucros e nos prejuízos. Por que deveria ser diferente com os funcionários?

    Por que os funcionários teriam o direito de compartilhar os lucros (lucros esses que só foram possíveis graças aos investimentos e aos maquinários fornecidos pelo capitalista), mas estariam isentos do dever de dividir os prejuízos?

    Por que eles teriam o direito de ficar só com a parte boa de algo que só foi obtido graças ao investimento feito por terceiros?

    A equação não fecha.

    A única entidade que participa apenas dos lucros e nunca dos prejuízos é o governo.
  • Andre Cavalcante  25/08/2016 03:14
    "Todo sócio ou acionista tem participação nos lucros e nos prejuízos. Por que deveria ser diferente com os funcionários? "

    É diferente porque funcionário é custo de produção.


    "Por que os funcionários teriam o direito de compartilhar os lucros (lucros esses que só foram possíveis graças aos investimentos e aos maquinários fornecidos pelo capitalista), mas estariam isentos do dever de dividir os prejuízos? "

    Porque os salários só são possíveis por causa do lucro anterior. O salário vem diretamente do lucro. É um adiantamento do lucro futuro, portanto, pago com o lucro passado. Prejuízos são contabilizados quando o que foi vendido não alcançou os custos de produção, incluindo os salários já pagos. O resultado dos prejuízos no presente significa geralmente demissões futuras.

  • Luis  27/08/2016 02:23
    Pelo principio de repartir o prejuizo, vamos pensar.

    Mes 1- lucro - reparte parte.

    mes 2 prejuizo. Paga- se a parte fixa do salario. A diferenca sai do capital proprio ou emprestimo

    mes 3- lucro - E necessario pagar o emprestimo ou recompor capital. Isto deve entrar na parte dos custos. Custo maior, lucro menor. Portanto, os empregados recebem menos ou nao recebem, ate o prejuizo do mes 2 ser compensado. Isto e', o prejuizo de um mes deve entrar na conta de custos.

    Pela logica de repartir os prejuizos, que a principio e' justo, nenhuma empresa nova, sem clientela formada, poderia contratar alguem. As pessoas querem ter garantido um fixo no final do mes, querem planejar a vida, estabilidade. Mesmo emprendedores, trabalham com expectativas de ganho maximo e minimo, em determinados prazos.

  • Tim  24/08/2016 18:12
    Participação dos lucros, mas sem participação nos prejuízos?


    Ah, como é gostoso participar dos lucros sem participar dos prejuízos!
  • André  24/08/2016 18:42
    Concordo, assim os funças dos correios e da petrobras teriam uma remuneração bem semelhante à dos 11 milhões de desempregados.
  • Paulo Bat  24/08/2016 22:19
    André.

    Fui empregado da Petrobras até me aposentar em 2010, após 36,5 anos, com muito orgulho e satisfação. Desde então trabalhei para três empresas multinacionais de petróleo como consultor autônomo. Tive muito orgulho de trabalhar numa empresa que, apesar de ser estatal, não parecia uma estatal.

    Sempre foi a empresas mais tecnológica do Brasil, reconhecida internacionalmente. É só ler as revistas americanas e europeias especializadas em petróleo. Já no Brasil sempre foi escorraçada. Para entrar como empregado sempre foi muito concorrido. E após entrar, sempre teve um treinamento ao nível das grandes empresas de petróleo americanas e europeias.

    Aí você me diz: tá, mas o gasolina é de má qualidade, tem álcool e é muito cara.
    Respondo: A mesma gasolina consumida no Brasil sempre foi exportada, de forma pura, para os EUA. O álcool é adicionado para substituir o chumbo que é venenoso. É cara como tudo que é consumido no Brasil, devido aos impostos. Por incrível que pareça, a Petrobras vende a gasolina pura mais barato para as distribuidoras do que as refinarias americanas vendem nos EUA (posso mostrar os links sobre preços). Por que a Shell não importa gasolina mas prefere comprar da Petrobras? Já parou para pensar nisto. Afinal a Shell é a segunda maior empresa de petróleo com capital aberto do mundo.

    Agora, você me diria: sim, mas é estatal. E eu concordo contigo: vendamos a Petrobras. Pelo preço justo. Com certeza ela sobreviverá. Como sobreviveu quando acabou o monopólio do petróleo, em 1998. Aliás, a Petrobras cresceu muito mais após a quebra do monopólio. Inclusive, todas as multinacionais se associaram à Petrobras par explorar petróleo no Brasil, devido à alta capacitação técnica da mesma.

    Aí você diria: a Petrobras está quebrada.
    Bom, não está quebrada devido aos empregados da mesma ("funças" como você descreveu, de forma preconceituosa). Está quebrada (segundo a Exame) pelos problemas seguintes:

    1) Mantega segurou o preço da gasolina durante quatro anos para conter a inflação, quando o petróleo estava a 110 dolares o barril. (mesmo isto nunca dando certo antes para controlar a inflação);

    2) Obrigação da Petrobras em investir pesado na exploração do pré-sal, mesmo contra a própria vontada. PS: o pré-sal é fantástico. Mas, qualquer empresa que tenha liberdade de ação faz seus investimentos conforme suas possibilidades e não com alguém externo impondo (no caso, o governo imponha);

    3) A corrupção, que aflorou após a Lava Jato. E aí concordo com você: os corruptos são "funças". Aqueles que se aproveitaram de ter entrado na maior empresa brasileira e colocaram as garras sobre a mesma.
  • Poor man  25/08/2016 02:14
    Fui empregado da Petrobras até me aposentar em 2010, após 36,5 anos,
    ------------
    Que vida boa eim? Deve ser bom demais viver como um rei, com o dinheiro alheio. 36,5 anos vivendo como rei, mais uma aposentadoria gorda pago pelo pobres.

    Você não é exemplo de nada meu amigo, você é um parasita.
    Agora volte a se esconder atras de seu cargo.

  • Henrique Zucatelli  25/08/2016 11:25
    Sobre eficiência logística não dá para dourar a pílula sobre a Petrobrás: nunca vi desabastecimento por parte da empresa em mais de 10 anos de motorista, independente de problemas financeiros, de extração, refino ou importação.

    Quanto a tecnologia discordo, pois tudo é relativo e questionável se passarmos a régua nos custos e vermos que empresas privadas entregam o mesmo com metade dos custos, e cai entre nós - corrupção ZERO. A perfeição no capital privado é essa: caso o corpo diretivo ou organizacional for incompetente, o mau fica restrito a ela, e não ao nosso bolso. Vide o caso BP nos EUA e compare com o Petrolão, é lamentável.

    Tocando no ponto sobre preços, o Paulo como insider nos revela que o problema mais uma vez é o Estado e suas agências reguladoras, que escolhem a dedo quem vai ser o ganhador da loteria mensal de distribuição de combustíveis no atacado. Mais uma vez o livre mercado mostraria como o jogo é sujo, e os porquês de homens como Fernando Collor serem donos de distribuidoras de combustíveis.

  • André  25/08/2016 13:45
    Então você está precisando viajar mais, ou ter o hábito de olhar notícias regionais:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1724246-estados-do-nordeste-registram-falta-de-combustivel-nos-postos.shtml

    Foi no fim do ano passado, essa empresa é o retrato de tudo que é o Brasil:

    -Incompetência, pois torra dinheiro precioso comprando produtos toscos da FIESP ao invés de Coréia e Singapura;

    -Corrupção, essa não preciso mencionar, não há caracteres suficientes;

    -Parasitismo absoluto, nenhuma empresa de petróleo exceto PDVSA tem tantos funças para o volume de petróleo produzido e como relatado pelo Paulo ele mesmo viveu uma vida bem tranquila e confortável explorando os famintos, analfabetos e doentes da fila do SUS, e agora presta consultorias muito bem pagas com o conhecimento obtido com os recursos pagos pelos 11 milhões de desempregados, vendedores de semáforo e diaristas;

    -Atrofia econômica, com tamanho monopólio o resultado é um só, um dos países mais atrasados tecnologicamente, sr. Paulo se orgulha da tecnologia da sua amada estatal, mas esquece que até 2014 fabricávamos Kombis e Uno Mille no mesmo parque industrial;

    -Capitalismo de estado, a partir de tal monopólio dado pelo estado, o seleto grupo dos amigos do paulo explora a população com a gasolina mais cara pela renda per capita do mundo emergente e desenvolvido, com o plus de nossas dimensões continentais e praticamente proibição de transporte ferroviário;

    -Admiração cega por falsos heróis, apesar de toda essa depredação perpetrada por esta empresa, pessoas como paulo a admiram, assim como há quem admire getúlio, os milicos e lula.
  • Paulo Bat  25/08/2016 14:24
    Pobre homem

    Você é realmente um pobre homem, de conhecimento. Acontece que trabalhei 36,5 anos na Petrobras onde entrei após me formar, aos 22 anos. Agora, não sei se você sabe mas contribui antes de entrar na mesma, pois comecei a trabalhar aos 17 anos o que somou com os 36,5 anos. E continuo trabalhando a mais de seis anos, para multinacionais do petróleo. Porque todos querem contratar aposentados da Petrobras, graças ao alto conhecimento técnico dos mesmos, pagando muito bem.

    Além disto, ninguém paga minha aposentadoria. Eu contribui para a mesma como todos os empregados do Brasil e que trabalham no sistema CLT, seja como balconista ou engenheiro.

    Realmente, não sou e nem quero ser exemplo para nada. Só para a família que formei. Quanto a ser chamado de parasita por uma pessoa que nem me conhece, e mesmo tendo trabalhado muito, só posso dizer uma coisa: pobre homem, isto só mostra pobreza de espírito em querer ganhar uma discussão no grito e não com idéias. Realmente, pobre homem. Pobre homem.
  • Vinicius  25/08/2016 18:12
    Bat: morcego em inglês, parte desses animais são hematófagos, se alimentam do sangue de suas vítimas, principalmente animais de trabalho pesado como bois e cavalos, em um processo semelhante ao parasitismo e lhes transmitindo raiva, incapacitando o animal de trabalho, certos hábitos passam mesmo de pai para filho.
  • Paulo Bat  26/08/2016 23:13
    André, Poor Man, Vinícius

    O que eu gosto do Instituto Mises o do Libertariano está colocado abaixo, extraído das páginas do Mises Brasil e do The Libertarian Party americano.

    Na página: "Sobre nós" do Instituto Mises Brasil (www.mises.org.br/About.aspx) está escrito o seguinte (OBS: Grifei em MAIÚSCULO o que acho importante, nas definições do Mises Brasil e do Partido Libertário Americano):

    Em suas ações o Instituto Mises Brasil busca:

    I - promover os ensinamentos da escola econômica conhecida como Escola Austríaca;

    II - restaurar o crucial papel da teoria, tanto nas ciências econômicas quanto nas ciências sociais, em contraposição ao empirismo;

    III - defender a economia de mercado, a propriedade privada, e A PAZ NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS, e opor-se às intervenções estatais nos mercados e na sociedade.

    Em relação ao Partido Libertário Americano, ligado ao Instituto Mises Americano:
    O que o Partido Libertário Americano advoga?

    - What is The Libertarian Party?

    The Libertarian Party is your representative in American politics. It is the only political organization which respects you as a unique and competent individual.

    - America's Heritage
    Libertarians believe in the American heritage of liberty, enterprise, and personal responsibility. Libertarians recognize the responsibility we all share to preserve this precious heritage for our children and grandchildren.

    - Free and Independent
    Libertarians believe that being free and independent is a great way to live. WE WANT A SYSTEM WHICH ENCOURAGES ALL PEOPLE TO CHOOSE WHAT THEY WANT FROM LIFE; LETS THEM LIVE, LOVE, WORK, PLAY, ND DREAM THEIR OWN WAY.

    - Caring For People
    The Libertarian way is a caring, people-centered approach to politics. We believe each individual is unique. We want a system which respects the individual and encourages us to discover the best within ourselves and develop our full potential.

    - Principled; Consistent
    The Libertarian way is a logically consistent approach to politics based on the moral principle of self-ownership. EACH INDIVIDUAL HAS THE RIGHT TO CONTROL HIS OR HER OWN BODY, ACTION, SPEECH, AND PROPERTY. Government's only role is to help individuals defend themselves from force and fraud.

    Copiei os dados destes dois dados para dizer o seguinte:

    Quando os editores do Instituto Mises Brasil nos primam com um artigo, próprio ou tradução do Instituto Mises Americano, cada um estes artigos tem como objetivo apresentar a posição do Mises, como instituição, e criar um fórum de discussão para cada um destes artigos com intuito de divulgar sua posição e atrair simpatizantes que estejam de acordo com esta posição, mas ainda tenham dúvidas sobre a mesma.

    É neste ponto que me enquadro: alguém que até algum tempo atrás não conhecia o Mises e após ter contato com o mesmo, vi que concordava com muitos pontos, discordava de pontos mas mudei de ideia após ler tanto o artigo quanto as discussões e em alguns pontos ainda discordo. É da natureza humana. Nestes meses que sigo o Mises aprendi muito, tanto com artigos próprios quanto com links e muito além disto.

    Uma das melhores apresentações (no caso foi uma palestra) que gostei, foi do Leandro Roque a respeito da política econômica do ex-ministro Mantega. Tudo que vi o Roque falar, quando assisti no Youtube a dois meses atrás, era o que eu falava a alguns anos atrás para meus colegas, mesmo não sendo economista nem entendendo muito de Economia.
    Porém, também não posso me conformar que, após ter colocado minha posição neste artigo, que como ex-empregado da Petrobras não concordo em que os empregados da Petrobras sejam chamados de "funças", pois na sua grande maioria são: honestos, batalhadores e que sempre lutaram para que a Petrobras seja uma grande empresa.

    Acho que o problema é que a Internet, onde todos se acham protegidos por se acharem anônimos e aí, em vez de discutir uma ideia, atacam o comentarista e de forma torpe. Só que isto deve funcionar para sites de futebol, fofoca e etc. Não um site sério como o Mises.

    Por isto, acho que pessoas são frustradas e por isso precisam atacar os outros de forma torpe.
  • Andre  27/08/2016 00:26
    Também não me conformo Paulo morcego sugador de sangue de diaristas (excelente comparação Vinicius) em ter meu suado dinheiro sugado pelo estado de maneira respeitosa e dócil, xingo e sonego tanto quanto consigo.
    Seu trabalho para fazer parte de uma grande empresa, só resultou em uma grande empresa corrupta, exploradora de pobres e cabide de empregos.
    Fico feliz que veja problemas na internet, bem vindo à liberdade, aqui você não pode me agredir, aqui você não tem poder.
    Quanto à frustração, pode ter certeza que é frustração, não há um único dia que não atendo um telefonema, e-mail ou visita de jovem me implorando emprego, jovens, muitos deles tirei fotos na minha infância carregando-os no colo, hoje marcados pela pobreza, má alimentação e tristeza conhecida precocemente é frustrante. Chegar em casa depois do trabalho quase todas as noites e me deparar com minha esposa preparando mais uma cesta básica para doar para uma família necessitada é frustrante. Atender clientes que tem o triplo do faturamento em dívidas e estão a beira da falência e tentam manter o pagamento de seus funcionários penhorando alianças de casamento de suas mães idosas é frustrante. Vivo no campo e costumo receber amigos ansiosos por relaxar nos finais de semana, mas recebê-los para uma despedida, pois vão emigrar, é frustrante.
    E mesmo quando numa sexta feira como esta de temperatura amena depois de semanas de frio, sair mais cedo do trabalho para encontrar os amigos na capital para tomar umas, encontrar no semáforo um jovem com o casaco da mesma faculdade e curso que o meu, vendendo amendoins, não aguentei, estou chorando copiosamente há 3 horas, lamentando o estado de destruição que chegou nossa economia por conta do estado, e não consigo fazer quase nada, disparei tantos telefonemas quanto pude, metade de meus amigos gestores só fazem gestão de sua rescisão e a outra metade só faz gestão dos próximos demitidos, estou conhecendo um nível de frustração e impotência que jamais imaginei conhecer, ainda bem que você pode reconhecer a frustração que o funça causa na sociedade Paulo, obrigado pela compreensão da destruição que ajudou a causar.
  • Livre Mercado  27/08/2016 00:53
    Caro funça, essa série de comentários foi bem light pare de reclamar, funças não costumam ser bem tratados depois de revelar sua fonte de renda nos comentários, favor ler o artigo e os comentários a seguir vão lhe dar o tom de como as coisas são por aqui para funças:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787

    Se achou que seria bem recebido está enganado, apesar de boa parte dos leitores serem funças, poucos se atrevem a comentar, e quando o fazem têm tratamento bem áspero, você teve bastante sorte até. Falando em tratamento de funças, segue tratamento que funça gabaritado teve na Bolívia de Evo Morales durante um protesto de mineiros:

    exame.abril.com.br/mundo/noticias/bolivia-diz-que-vice-ministro-foi-brutalmente-assassinado
  • Rafael  27/08/2016 14:19
    Não acho que há a necessidade de ser tão agressivo com o "funça". Entendo que alguém vai ocupar esses cargos dessas estatais, e se um desses funças (que nem é mais funça no atual momento) encontra a ideologia libertária e se transforma em um libertário e começa a discutir esses temas com sua família, amigos e desconhecidos e/ou doando ao mises, acredito que ele esteja fazendo a sua parte e pelo menos eu não teria nada a reclamar de pessoas como essa.

    O problema seria se ele conhecesse e concordasse com a escola austríaca, virasse funça e se vendesse. Mas como esse não é o caso, não vejo problema com o funça acima.
  • Luiz  24/08/2016 20:07
    O que dizer tbm do reajuste do funcionários públicos, só aumentam os gastos dos cofres. É incrível ver burocrátas infelizes pq o governo n aumenta seus salários. Mas sai sempre do bolso do contribuiente. Benefícia uns e prejudica outros. Uma vez que esses tem auxílios até pra respirarem.
  • mauricio barbosa  24/08/2016 20:35
    É dose para Leão aguentar as palhaçadas de esquerdistas e desocupados aqui no IMB.
  • Dam Herzog  24/08/2016 20:45
    O experimento Seattle: como aumentar o salário mínimo aumenta o desemprego e reduz a renda
    www.ilisp.org/artigos/o-experimento-seattle-como-aumentar-o-salario-minimo-aumenta-o-desemprego-e-reduz-renda/
  • Hong-Konger  25/08/2016 00:55
    Infelizmente o artigo é mais do mesmo.

    A causa raiz do problema não é o aumento forçado dos salários.

    Ninguém discorda que há o desemprego dos menos capacitados e cria inflação indexada.

    O principal problema é o governo detonando a poupança. Isso é quase uma proibição ao enriquecimento. O FGTS é confiscado a preço de banana. Os investimentos em bancos são tributados. A compra de imóveis é extremamente taxada pelo ITBI e IPTU. O imposto de renda é descontado na fonte, como se o governo fosse um credor do trabalhador.

    Esse aumento forçado dos salários é uma consequência da implosão da poupança e enriquecimento. Depois de destruir todas as economias das pessoas, eles acham que irão resolver o problema tocando o terror na justiça do trabalho.

    Se tudo isso não foi suficiente para empobrecer as pessoas, o governo cria um protecionismo que destrói o poder de compra e aumenta a inflação.

    Depois de explodir a riqueza das pessoas como se fosse um Bin Laden econômico, esses sindicalistas canalhas e o governo querem continuar com atentados econômicos.

    Enfim, esse aumento forçado é tentativa de apagar um incêndio causado por um atentado terrorista econômico do governo.


  • Ariovaldo  25/08/2016 11:06
    Leandro bom dia, parece que o governo jogou a toalha e admite a possibilidade se superendividamento:

    www.valor.com.br/brasil/4685503/dyogo-despesa-cresce-sem-parar-e-brasil-pode-se-tornar-uma-grecia

    Os congressistas vão agir lentamente, enquanto juros e gastos consomem os recursos rapidamente, quais são as consequências da contínua incapacidade do governo entregar superávit primário abaixo do nível para estabilizar a dívida?

    Já viu esta tabela do terraço econômico com os possíveis cenários para crescimento PIB x Dívida pública? o mercado está disposto a financiar o governo nestes níveis de dívida de 100%?

    terracoeconomico.com.br/tabelas-para-compreender-o-tamanho-de-nosso-futuro-penhorado
  • Leandro  25/08/2016 13:51
    "quais são as consequências da contínua incapacidade do governo entregar superávit primário abaixo do nível para estabilizar a dívida?"

    Imagine que eu sou uma empresa à procura de crédito. Consigo pagar até, digamos, 12% ao ano.

    Aí vem o governo federal, com déficits enormes, e oferta uma enxurrada de títulos pagando 15% ao ano. Como vou concorrer com ele? Se o banco pode emprestar a 15% para o governo, sem risco nenhum, por que ele emprestaria a 12% para mim, e ainda correndo muito risco de calote?

    Com o governo em cena competindo pelo crédito e se oferecendo para pagar 15% ao ano, a única forma de eu conseguir algum crédito é me dispondo a pagar juros de, sei lá, 20% ao ano. Por menos que isso o banco não vai me emprestar. É muito arriscado. Ainda mais em uma economia já recessiva.

    E 20% ao ano, em uma economia recessiva, eu não tenho condição de pagar. Logo, fico sem nada.

    Ou seja, se não fosse o governo, os bancos provavelmente teriam emprestado para mim. Mas com o governo em cena, minhas chances se tornam praticamente nulas.

    Portanto, dinheiro que poderia estar sendo emprestado para empresas investirem será direcionado para financiar os déficits do governo, fazendo com que vários investimentos ou não se concretizem ou se tornem financeiramente inviáveis por causa dos juros maiores causados pelo déficit do governo. Nesse segundo caso, o BNDES entra em cena com juros subsidiados por nossos impostos, agravando ainda mais o problema.
  • Consciente  25/08/2016 12:32
    A importância dos sindicatos se reflete no aumento dos direitos dos trabalhadores e na manutenção de sua saude, através da pressão por melhor remuneração e normas de segurança e punições a empresas que apresentem excesso de acidentes de trabalho. O sindicato é um mecanismo do mercado, pois significa um grupo de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho que se unem para ter mais força de reinvidicação. Por outro lado, muitos sindicatos foram capturados por políticos, desvirtuando sua atuação em defesa do trabalhador, em favor da propagação do pensamento de esquerda, amiúde retrógado, que cria obstáculos ao desenvolvimento. O Brasil é um exemplo emblemático dessa desvirtuação do papel sindical, e Lula e o PT seus maiores protagonistas.
  • anônimo  25/08/2016 14:08
    "O sindicato é um mecanismo do mercado, pois significa um grupo de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho que se unem para ter mais força de reinvidicação"

    Balela, sindicato é um grupo convarde que se utiliza do aparato estatal para obrigar os proprietários a aceitarem suas mordomias.

    Trabalhador decente quando não está satisfeito ativa a Catho.
  • Solstafir!  25/08/2016 21:18
    Errado, o direito de livre associação permite o aparecimento de sindicatos mesmo em um mercado totalmente livre e desregulamentado. O problema dos sindicatos começa quando um terceiro(o governo) usa seu poder de monopólio para atravessar as negociações e desequilibrar (geralmente em favor dos sindicatos) a balança de negociação. Se o governo não impedisse demissões, impusesse pesadas regulamentações e fosse conivente com toda a violência com que os sindicatos tratam aqueles que tentam "passar a perna" (negociar separadamente e furar greve) neles, não haveria problema nenhum.
  • anônimo  26/08/2016 00:44
    Balela de novo, a historia do sindicato sempre esteve ligada a violência e coersão, a associação com a política é uma consequência da natureza sindical.
  • Oneide teixeira  25/08/2016 14:20
    Desculpe o fora de pauta, mas é bem relevante o texto.

    Por que o socialista talvez saiba tanto sobre economia quanto você?

    É típico (especialmente dos liberais) visualizar a política não como uma arena de combate, mas como um terreno de "debates" teóricos. Por essa ótica, o socialista deveria ser encarado como alguém de "teoria ruim" e o liberal, como seu oponente, alguém com a "melhor das teorias". Daí a constatação não demora: o socialista "não entende" de economia.

    Infelizmente, essa ilusão é reconfortante demais. Reconfortante, mas quimérica. Não passa de uma dependência quase patológica da fé cega na crença. Creio que não preciso me estender sobre esse ponto, dado que os leitores já sabem que a fé cega na crença é uma das doenças infantis do direitismo que precisam ser combatidas. (Se eu sou de direita, ao mesmo tempo rejeito abordagens de direita que reneguem a percepção sobre a realidade política)

    Voltemos ao "entendimento" do socialista na economia. Pensando bem, aguardemos mais um pouco. Vamos falar um pouco sobre uma empresa cuja rede foi invadida por um hacker, que roubou informações confidenciais, vendendo-as para seus concorrentes. Podemos dizer que o gerente de segurança da informação conhece sobre "a estrutura da rede", mas o hacker é apenas um "ignorante" sobre a mesma rede? De jeito algum. Na verdade, muito provavelmente o hacker deve conhecer a estrutura da rede organizacional quase tanto quanto seus administradores. Porém, o conhecimento dessa estrutura não foi utilizado para proteger a rede, mas para invadi-la.

    Agora podemos aplicar o mesmo para a questão do socialismo. Na visão liberal, a economia deve ser "eficiente", a partir do livre mercado e liberdade individual. Muito lindo, mas para ser "eficiente", na visão do socialista, a economia deve ser colapsada e entregue para totalitários que retirarão a liberdade individual. Ou seja, assim como o liberal precisa conhecer economia para aumentar sua eficiência, o socialista depende do mesmo nível de conhecimento para destruir o sistema econômico em nome de um projeto de poder. O nível de conhecimento deve estar equiparado para que ambos os lados possam lutar pelos objetivos divergentes.

    Sem o conhecimento dos processos econômicos, seria muito difícil fraudá-los. Exatamente da mesma forma que seria muito mais difícil invadir a rede de uma empresa sem conhecê-la profundamente. Mas a questão, tanto para a guerra política como para os confrontos entre administradores de segurança e hackers, nunca foi por "teorias", mas pelo uso do conhecimento para fins antagônicos entre as partes. Em relação aos socialistas, não temos que "ensiná-los sobre economia". Eles já a conhecem. Precisam conhecê-la, para fraudá-la. Precisamos derrubá-los em suas iniciativas de obter poder totalitário.

    www.ceticismopolitico.com/por-que-o-socialista-talvez-saiba-ate-mais-de-economia-do-que-voce/
  • Westley  25/08/2016 15:30
    Que visão míope. Porque ao trabalhador não é dado a mesma visão do empregador? Porque um aumento salarial ao trabalhador não pode ser visto como um aumento no 'lucro' do trabalhador, a diferença entre o que recebe o que gasta para sobreviver? Se aumentar o salário do trabalhador implicar em aumentar esse 'lucro', o trabalhador poderá usar esse excesso para poupar num banco, possivelmente aumentando a oferta e diminuindo os custos dos empréstimos bancários. O trabalhador poderia usar esse 'lucro' investindo em sua formação profissional ou acessar outros produtos aos quais atualmente não tem acesso, o que aumentaria a demanda em outros setores da economia. Com esse excesso o trabalhador pode ele passar a ser empregador. então, tudo aquilo que pode se pregar a respeito do lucro com relação ao empregador, pode-se aplicar também ao trabalhador, e os libertários estão desafiados a me contradizer.

    Esse é um texto daqueles onde se falou muito, mas no fundo não se disse nada.
  • Snipes  25/08/2016 17:19
    "Que visão míope"

    Vejamos então a sua visão cristalina, cocada e desembaçada.

    "Porque ao trabalhador não é dado a mesma visão do empregador?"

    Ué, o trabalhar aplica seu capital em um empreendimento? O trabalhador põe o seu na reta? O trabalhador arca com eventuais prejuízos, sofrendo redução salarial? Em suma, o trabalhador aplica dinheiro na empresa?

    "Porque um aumento salarial ao trabalhador não pode ser visto como um aumento no 'lucro' do trabalhador"

    Se o trabalhador se tornar mais produtivo, de modo a trazer mais retorno para empresa e criar mais valor para a empresa, então um aumento salarial não apenas será merecido, como também será inevitável. Afinal, trabalhador produtivo, que gera valor (a chamada mão-de-obra qualificada) é disputada a tapa por empreendedores em busca do lucro. Se esse trabalhador não tiver seu salário aumentado, ele rapidamente encontrará outro empreendedor disposto a lhe pagar mais em troca de sua mão-de-obra produtiva.

    Já se esse trabalhador não for produtivo, então lhe conceder um aumento salarial não apenas será uma tremenda burrice, como ainda será fatal para a empresa, que estará pagando muito em troca de nada, podendo inclusive ir à falência.

    E agora, parodiando a si próprio, você está desafiado a contradizer esses fatos. Mas sem coitadismos. Acabe com sua miopia. Passe a enxergar o mundo com realismo, e não com essa ótica vitimista.

    P.S.: dica: quer melhorar sua situação? Melhore seu português. Ao fazer perguntas, é "por que", separado. Sem dominar o básico da comunicação, você dificilmente terá aumentos salariais. Você falou muito e não disse nada.
  • Westley  26/08/2016 16:26
    Snipes: apesar de toda sua capacidade linguística, você não foi capaz de refutar os argumentos. Eu, entretanto vou refutar os seus

    "Ué, o trabalhar aplica seu capital em um empreendimento?" SIM, Se ele tiver um excedente de seu salário poderá sim aplicar num empreendimento criando um negócio paralelo ao seu trabalho, ou mesmo investindo esse excedente em outros negócios.

    "O trabalhador põe o seu na reta?" Claro que sim, você sabe melhor do que eu que muitos fundos de pensão, dos trabalhadores, possuem quantias consideráveis de muitas empresas.

    "O trabalhador arca com eventuais prejuízos, sofrendo redução salarial?" Claro que sim, em caso de um prejuízo e sem aumento, o trabalhador pode perder poder de comprar.

    "Em suma, o trabalhador aplica dinheiro na empresa?" Já refutado anteriormente.

    Snipes: Como não sou um profissional de línguas, posso me dar ao luxo de cometer erros gramaticais e/ou ortográficos. Ao tentar desqualificar meu argumento com base em erros linguísticos ao invés de refutá-los você recorre ao polilogismo, algo que se acredita, deveria repudiar.

    Ainda fica o desafio em me refutar, em português pelo visto você entende, entretanto tente utilizar argumentos econômicos desta vez.
  • Seagall  26/08/2016 20:09
    "SIM, Se ele tiver um excedente de seu salário poderá sim aplicar num empreendimento criando um negócio paralelo ao seu trabalho, ou mesmo investindo esse excedente em outros negócios."

    Acho que você não entendeu bem o que o Snipes disse. Ele perguntou se o trabalhador aplica seu capital naquele empreendimento em que ele trabalha.

    Você disse que patrões deveriam sair dando aumentos salariais aos trabalhadores e isso deveria ser visto como um aumento do 'lucro' do trabalhador.

    E então o Snipes, muito pertinentemente, perguntou se o trabalhador investiu capital próprio na empresa em que ele trabalha. Pois só assim um aumento salarial poderia fazer sentido e ser visto como um aumento do lucro do trabalhador.

    Você não só não respondeu a isso, como também não refutou toda a explicação do artigo, que se concentra exatamente neste ponto: as consequências de se dar aumentos salariais sem que tenha havido aumento na produtividade.

    Sem explicar como isso é possível, você está apenas jogando palavras ao vento.

  • Pobre Paulista  25/08/2016 18:26
    Salário não é lucro, pois o funcionário não incorre no risco de capital do negócio. Ele recebe independentemente da empresa dar lucro ou não.

    Já o Lucro, esse sim é um salário: o salário do proprietário do capital produtivo, é variável e proporcional à sua capacidade de atender às demandas de seus clientes.
  • Antonio  25/08/2016 20:19
    Alguém pode confirmar como é calculado o salário de um político, juiz, deputado nos EUA e até de pessoas que trabalham na iniciativa privada! O salário do Mr. Obama ou de um juiz federal é calculado de acordo a renda per capita dos EUA? Isso procede? Porque se for verdade, seria interessante comparar o salário do Obama,de um juiz americano com o salário do nosso presidenciável ou de um juiz do STF, bem como de outras profissões ou de funcionários públicos. Claro que entrará em campo aqui, o fator produtividade. Mas até aí mesmo, pode-se fazer as devidas comparações.
  • Carlos  25/08/2016 20:51
    Não. É calculado de acordo com as conveniências políticas. E só.

    Exatamente como aqui.

    Quem decide todo o salário do setor público não é o mercado -- não somos nós, consumidores -- mas sim os políticos.

    Você não está acompanhando a palhaçada que está acontecendo neste exato momento no Brasil? Toda a funçada -- Tesouro, Receita, STF, MPF -- está parcialmente em greve e pressionando para ter aumentos obscenos, indo de 23 para 29 mil mensais, sem contar os penduricalhos, que elevam os ganhos para 50 mil reais mensais.

    Quem estipula o salário dessa gente? Políticos. Apenas eles. Não há nenhum mecanismo de mercado. Para nós, fica apenas a conta. Com o desemprego nas alturas, com a economia no segundo ano de profunda recessão, e o povão ainda vai ter de pagar mais imposto pra sustentar essa vagabundada toda.
  • anônimo  23/09/2016 20:00
    Se salário mínimo resulta em desemprego como explicar que no governo Lula o salário mínimo aumentou e o desemprego diminuiu ????????
  • Leandro  23/09/2016 20:41
    Simples. Porque a oferta monetária -- quantidade de dinheiro na economia -- aumentou a um ritmo ainda maior do que o aumento do salário mínimo.

    Se há mais dinheiro na economia -- resultado da expansão do crédito --, as empresas têm mais lucros. Consequentemente, podem investir mais e contratar.

    Toda essa espiral -- mais crédito, mais dinheiro na economia, mais lucros, mais emprego, salários maiores -- dura enquanto os preços se mantiverem comportados.

    Tão logo os preços começarem a subir e a expansão do crédito se desacelerar -- o que significa que a quantidade de dinheiro na economia pára de crescer --, os lucros caem, as empresas param de contratar e as demissões aumentam.

    Em 2015 houve aumento do salário mínimo, mas o crédito já estava secando. O desemprego aumentou. Em 2016, novo aumento do salário mínimo. Crédito ainda mais escasso. Desemprego nas nuvens.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466


    P.S.: apenas uma interrogação basta. Gente que tenta reforçar seus tons "desafiadores" recorrendo a um desesperado aceno ortográfico demonstra uma patética insegurança.
  • Iniciante  31/01/2017 02:20
    Aos críticos dos funcionários públicos (percebi a repulsa em vários comentários):

    o que acham dos funcionários que possuem remuneração menor ou igual aos correspondentes na iniciativa privada (em média)?

    Um funcionário público não deveria defender o livre mercado, por fazer parte do Estado?

    Se uma pessoa defende o livre mercado, ela não deveria "se aproveitar" de nenhuma "vantagem" proporcionada pelo Estado? (Por exemplo, comprar meia-entrada).
  • Bruno Feliciano  31/01/2017 04:49
    Iniciante, o problema dos funcionários públicos é que eles vivem mamando nas tetas, as custas de quem produz riqueza.

    Em relação ao salário, quanto menor melhor. O problema mesmo é quando existe um salário grande o que incentiva as pessoas irem mamar ao invés de produzir. Os funcinários públicos poderiam produzir e atender uma real demanda ao invés de gastar tempo e recurso mamando na teta alheia...

    Quanto a incoerência acho relativo, eu posso ser libertário e trabalhar na receita, mas pelo menos eu tenho que trair o estado, como por exemplo deixar de atuar umas empresas e etc...
    Posso ser Juiz e julgar conforme meu modo de pensar...

    Pode até ser funcionário Público e libertário, mas ao menos lá dentro que ajude a quebrar o estado, como um infiltrado.

    O negocio da vantagem é difícil, porque se você parar pra pensar, os libertários não podem empreender em setores que tem reserva de mercado, ou que recebe subsidio do BNDES... Enfim, somente onde o mercado for mais livre...
    Acho que se você la dentro trair o estado ta tranquilo, mas não vejo problema em ser libertário e usufruir da reserva de mercado...
    Acho que usufruir você pode ate certo ponto, como o caso do empresário. Mas dentro do estado, que mame traindo-o então...
  • Iniciante  31/01/2017 13:16
    Vcs estão desconsiderando o trabalho realizado pelo funcionário público na balança.

    Na minha opinião, se o cara recebe um salário compatível com o mercado e realiza um trabalho de qualidade, não deve ser crucificado pelo fato de ser pago pelo dinheiro do povo.

    O problema está em quem recebe salário incompatível com o mercado e em quem não apresenta produtividade ou são comissionados (indicados políticos). Esses são os verdadeiros mamadores.

    Sobre "trair o estado" , sou contra. Temos que seguir as regras do jogo e lutar em busca da revogação ou mudança das regras.
  • Experiente  31/01/2017 13:46
    E como você define se um salário de um funcionário público é "compatível" com o mercado? Qual a sua métrica?

    É isso que você foi instado a explicar e, até agora, nada.

    Se você tem uma métrica para isso, então prepare-se para o Nobel, pois ninguém até hoje demonstrou nenhuma.
  • Iniciante  31/01/2017 16:27
    Comparando cargos com atribuições semelhantes nos dois setores.

    Por exemplo, se a remuneração de um contador, em média, é maior no setor público que no privado, temos um problema.

    Mas se o funcionário público receber, em média, o mesmo que profissionais com atribuições semelhantes no setor privado, esses casos estarão com salário compatível com o mercado.

    Não estou generalizando, sei que há muitas distorções. Só acho que os funcionários públicos que recebem conforme o parágrafo anterior não devem ser crucificados.
  • Vinicius  31/01/2017 17:37
    Caro iniciante, você é "funça liberalismo para os outros e favores estatais para mim" ou "libertário de repartição pública" ?
  • Iniciante  31/01/2017 18:31
    O fato de eu ser funcionário público, privado ou quaisquer outra coisa, influencia pro debate?

  • Vinicius  31/01/2017 19:01
    Claro que sim, se for funça você é parte causadora do desastre econômico brasileiro, que convenhamos, não está pequeno não é?
  • Raul  03/04/2017 05:24
    Uma vez achei que só havia fanáticos truculentos na extrema-esquerda. Vejo agora que há autoaclamados "liberais" com condutas bem parecidas contra seus "inimigos" ideológicos. Como diria a Regina Duarte, tenho medo desse pessoal e do que são capazes pra colocar em prática suas visões de mundo ("verdades inquestionáveis" acessíveis a um seleto grupo de iluminados que tem a obrigação de convencer os demais - pela argumentação ou pela força que for necessária). Tem aqui até os que defendem a obrigação de destruir o estado por dentro, cometendo infrações e não cumprindo obrigações legais. E a jihad contra os "parasitas".
  • Andre  31/01/2017 10:02
    1 - Igualmente imorais, visto que são recebedores líquido de impostos;

    2 - Maior parte dos funças defende a iniciativa privada, mais até que os players desta, afinal a saúde do parasita depende da saúde do hospedeiro;

    3 - A meia entrada é a entrada inteira, a inteira é uma entrada dupla, não existe almoço grátis, já por aí vejo que seu nível de liberalismo e entendimento econômico é bastante limitado.
  • Iniciante  31/01/2017 18:41
    Por isso, usei o termo vantagem entre aspas.
  • Bruno Feliciano  31/01/2017 20:06
    Iniciante, mais uma vez. Se os salários forem iguais, o desastre ainda acontece.

    Os funças gostam de estabilidade, tem que ser justamente o inverso do que você falou, os salários dos funças tem que ser MENOR que do mercado, porque eles tem a vagabundagem da estabilidade, faça chuva ou faça sol o dinheiro do parasita esta ali, ele não esta sob prejuízo, oscilações e externelidades, muito menos esta pondo algum patrimonio seu em jogo.

    Por isso, se o salário deles for correspondente ao salário de mercado, ainda sim o problema existe, porque a estabilidade incentiva tanto quanto um bom salário.
    Se o cara pode ganhar o mesmo tendo a maior estabilidade e tranquilidade, porque vai se lascar e arriscar no mercado?
    Isso é básico!

    Portanto, os salários TEM que serem bem mais inferiores, se um engenheiro privado ganha em média R$5000, o engenheiro parasita tem que ganhar ao menos R$3000, pra começar a conversa....
    Se um Advogado privado ganha em média R$10.000, um advogado público deve ganhar entre 5000 ou 7000, acho que se deve haver um critério tem que ser esse.
    E não para por ai: O salário TEM que ser REDUZIDO se for necessário, se a economia parar(como é aqui no BR), esses parasitas tem que ganhar menos, seu salário TEM QUE OSCILAR junto com mercado. Isso já seria um incentivo desses caras pararem de enche o saco do mercado, ia educar muito eles....
    A mas e se a economia crescer? Tudo bem, se o salário médio no mercado subir, o funça pode ganhar mais também. Agora ele também tem que ganhar menos se for necessário, faz sentido? Se nem com isso você concorda, você é um funça declarado e um canalha ainda por cima. Que só quer mamar...


  • Iniciante  31/01/2017 20:56
    É verdade, concordo com o critério que você descreveu!

    Mas lembrando que boa parte dos funcionários públicos são regidos pela CLT (Empresas públicas, Sociedades de Economias Mistas, Muitas prefeituras).

    E com relação aos estatutários, que adquirem estabilidade após 3 anos, há mecanismos legais para "demitir" maus servidores, como a avaliação periódica de desempenho. Entretanto, infelizmente, acredito que na maioria dos órgãos públicos, essa avaliação é de faz-de-contas.

    Enfim, nos dois casos, há mecanismos legais para facilmente "demitir" maus trabalhadores. O problema é que tais mecanismos não são levados a sério, o que é revoltante!
  • Raphael  01/02/2017 20:36
    Aliás, falando nisso, notícia fresquinha:

    Cresce diferença de salário entre setor público e privado
  • Progressista Capitalista  31/01/2017 05:54
    Seguro desemprego de dois anos, ensino público gratuito e REMUNERADO, cobertura universal de saúde, auxílio aluguel/alimentação.



    Na Suécia, se um cara perde o emprego, ele continua vivendo a vida dele com praticamente nenhum impacto no seu padrão de vida. Apesar de não existir um salário mínimo, qualquer oferta de emprego inferior ao piso sindical (de 14-15 dólares por hora para as profissões sem qualificação) pode ser recusada sem risco que o trabalhador perca o direito ao seguro desemprego (que tem duração de 2 anos e paga o equivalente a um emprego de 10 dólares por hora).

    O ranking de liberdade econômica é uma propaganda para doutrinar gente leiga. Não tem um pingo de credibilidade fora do meio doutrinário dos liberais. Não tem confirmação empírica, é baboseira subjetiva feita para associar liberalismo com prosperidade e doutrinar idiotas que repetem esse absurdo que você acabou de dizer. As economias mais regulamentadas são as mais prósperas, as economias menos regulamentadas (e menos fiscalizadas) estão justamente nos países menos desenvolvidos do mundo. Fique a vontade para consultar os dados do mundo real em um website de estatísticas.

    Taxistas ganham bem mais que motoristas do Uber. Tanto no Brasil quanto nos EUA. Existem centenas de viúvas do Uber também nos EUA, é só pesquisar. Você pelo jeito não conhece a realidade de nenhum dos dois grupos.
  • Inteligente Realista  31/01/2017 10:41
    É mesmo? Coloque aí o seu ranking das economias mais regulamentadas e das menos regulamentadas. Estou curiosíssimo quanto ao seu critério (que deve ser único no mundo).

    Para você, a Suíça deve ser extremamente regulamentada e a Venezuela, totalmente desregulamentada. Né?

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    E sabe por que a Suécia é capaz de manter um grande estado de bem-estar social, ao passo que o Brasil não seria capaz de fazer o mesmo? Por esse motivo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    A ignorância econômica se revela quando um cara jura que um país pobre pode se tornar rico apenas aumentando impostos. Fosse assim, o que impediria o Sudão de virar uma Dinamarca?

    Sigo no aguardo de refutações a qualquer um dos três artigos.

  • Liberal Clássico  31/01/2017 11:13
    Considerando que você não usa uma única fonte para suas afirmações, vou apenas descartá-las como inúteis e destacar as minhas preferidas: "Não tem confirmação empírica, é baboseira subjetiva feita para associar liberalismo com prosperidade e doutrinar idiotas que repetem esse absurdo que você acabou de dizer"

    Quanto à parte "Não tem confirmação empírica, é baboseira subjetiva", eu concordo que seja, de fato, subjetiva. Mas não no sentido de que não possua credibilidade alguma, mas no sentido que depende do que é definido como liberdade econômica. Por exemplo, um liberal clássico muito provavelmente consideraria como positiva a proteção de patentes. Para ele, isto seria um ponto positivo para o país com uma forte defesa de patentes. Um anarco-capitalista muito provavelmente viria isto como uma intervenção estatal, e, portanto, daria um ponto negativo para o país com uma forte defesa de patentes. Portanto, eu concordo com este seu ponto da subjetividade.

    Continuando. " feita para associar liberalismo com prosperidade", bom, apesar de que, como eu disse, liberalismo e liberdade econômica podem ter algumas diferenças entre seus defensores, há certas coisas em que há consenso entre eles. Vou aqui destacar algumas: Direitos de propriedade; Liberdade de empreendimento; Poucas regulamentações trabalhistas; Moeda forte; Governo limitado e baixos impostos. Aliás, como diversos liberais já afirmam a ponto da exaustão, nem mesmo é necessário ter um Governo limitado e pequeno para que haja crescimento econômico sustentável. Basta que o setor privado cresça mais que o estatal.

    Já que você diz então, que estes rankings são meras "baboseiras feitas para associar liberalismo com prosperidade", eu lhe deixo aqui um simples desafio: Me indique um país que esteja enriquecendo constantemente sem direitos de propriedade, sem liberdade de empreendimento, com muitas regulamentações trabalhistas, com moeda fraca, com um Estado gigantesco e impostos titânicos. Já que são meras baboseiras liberais, não deve ser um trabalho difícil, não estou certo?

    Estou no aguardo. Abraços!



  • anônimo  31/01/2017 11:33
    Quem é contra a liberdade, é a favor do autoritarismo.

    Por gentileza, assuma que você é autoritário e ditador.

  • 4lex5andro  31/01/2017 20:02
    Tem uns pontos sem nó nesse seu texto: no caso da Suécia tantos benefícios são possíveis por ser um país que tem alto nível de qualificação, um ambiente propício a empreendedorismo, cobra poucos impostos de empresas comparado com Espanha e até o Brasil.

    E tem também livre comércio com países vizinhos altamente competitivos, obrigando seus cidadãos a também ofertarem trabalho de qualidade com preços competitivos, se quiserem consumir bens e serviços de qualidade a preços razoáveis.

    O outro ponto falho é o comentário do Uber, pois tal empresa não detém nem requer monopólio de serviços no seu segmento; se os profissionais não estiverem contentes com os rendimentos, bastam escolher outra empresa como easy go ou cabify, ou montar seu próprio ''uber''.

    Mas como o segmento de taxi (tal como os cartórios) é praticamente uma sesmaria do séc. 21, junto com benesses do estado (por legislações municipais que o protegem da competição), é bem complicado os motoristas terem sucesso se a opção for organizar seu próprio ''uber''.


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