A Olimpíada no Brasil - enquanto as elites ligadas ao governo festejam, o povo passa por privações

De acordo com as estimativas mais conservadoras, o custo da Olimpíada no Rio será de R$ 38,26 bilhões.  Deste valor, R$ 16,5 bilhões serão custeados conjuntamente pelo governo federal, pelo governo do estado do Rio de Janeiro, e pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Em suma, R$ 16,5 bilhões serão bancados pelos pagadores de impostos de todo o Brasil, do estado do Rio e da cidade do Rio.

R$ 16,5 bilhões, à taxa de câmbio de hoje (10/08), equivalem a US$ 5,29 bilhões.

Para algumas pessoas que vivem em países ricos, tal valor pode parecer uma quantia significativa, mas a verdade é US$ 5,29 bilhões representa uma imensa quantia de dinheiro no contexto da atual economia brasileira.  E também é muito quando comparado a todo o orçamento do governo federal.

Por exemplo, em 2015, os gastos totais do governo federal (incluindo o serviço da dívida) foram de R$ 1,646 trilhão.  Isso significa que todo o gasto público voltado para a Olimpíada (R$ 16,5 bilhões) equivale a 1% de todo o orçamento federal.

Em termos comparativos, como seria se os EUA gastassem uma porcentagem igual na Olimpíada?

Os gastos totais do governo federal americano são de aproximadamente US$ 3,25 trilhões.  Se o setor público americano gastasse 1% do orçamento do governo americano em um evento esportivo, isso daria US$ 32,5 bilhões.  Tal quantia é simplesmente maior que todo o orçamento anual de vários ricos estados americanos, dentre eles Pensilvânia, Indiana, Novo México, Connecticut, Kansas, Missouri, Colorado, Maine, Georgia, Nevada e Oklahoma.

Em outras palavras, trata-se de uma quantia substantiva.

Para efeitos de comparação, vale observar que a Olimpíada de Atlanta, estado da Georgia, em 1996 — a última Olimpíada sediada pelos EUA — custou, à época, US$ 2,6 bilhões, os quais, ajustado pela inflação, equivalem hoje a US$ 3,9 bilhões.  Uma parte foi bancada pela prefeitura, a outra parte pelo governo federal.  Em todo caso, não apenas a quantia nominal foi muito menor que a do Brasil (US$ 3,9 bilhões contra US$ 5,28 bilhões), como também a porcentagem em relação ao orçamento total do governo foi minúscula.

Logo, quando comparamos os números, descobrimos que o setor público brasileiro gastou uma quantia obscena de dinheiro na Olimpíada.  E tudo fica ainda mais ultrajante quando se compara tais cifras à economia brasileira e ao salário médio de um cidadão brasileiro.

E o que a Olimpíada trará de positivo para os brasileiros?  Bem, se a regra econômica observada na esmagadora maioria dos países que sediaram grandes eventos esportivos se mantiver também para o Brasil, então a Olimpíada não trará nada de positivo para a economia do país.  E nem muito menos para os pagadores de impostos, que foram forçados a repassar dinheiro para bancar toda a festa.

Contrariamente ao que gosta de apregoar o governo, as redes hoteleiras, a mídia e as empreiteiras ligadas ao governo, eventos esportivos não produzem riqueza para as economias locais:

"Se há uma área na economia em que há consenso entre os economistas, é esta", disse Michael Leeds, um economista da Temple University. "Não há impacto".

"Por exemplo, se todos os times esportivos de Chicago repentinamente desaparecessem, o impacto sobre a economia de Chicago seria uma fração de 1%", disse Leeds.

Mas grandes eventos esportivos como as Olimpíadas são muito piores, pois eles inevitavelmente geram pesados transtornos para a população local: o comércio local é fechado e há uma pesada militarização da polícia local para propósitos de "segurança".  Aqueles que já tiveram a infelicidade de morar próximo a estes eventos sabem que o trânsito pode ficar interrompido por vários dias seguidos, e o comércio dentro do perímetro de segurança perde todos os seus clientes. 

Quando o evento acaba e todos os visitantes vão embora, o comércio local não vê nenhum benefício que compense o maciço fardo tributário e o enorme endividamento gerados pelo evento.

Mas há benefícios para alguns grupos de pessoas, é claro.  Os eventos são um parque de diversões para políticos, empreiteiras e grandes empresários, os quais se beneficiam imensamente dos lucrativos contratos governamentais para construir (provavelmente com algum superfaturamento) os estádios, as piscinas e as luxuosas edificações, nas quais fazem festinhas privadas com os ricos e famosos.  Os políticos, por sua vez, recebem os "agrados" dessas empreiteiras escolhidas. 

As redes de hotéis e a própria mídia também se beneficiam do evento.

Já para os membros do Comitê Olímpico Internacional, as Olimpíadas são uma festa non-stop, durante a qual eles vivem na opulência à custa dos pagadores de impostos, os quais devem se sentir privilegiados por sediar e bancar esse prestigioso evento.

Esse estilo de vida dos membros do COI não é novidade nenhuma.  Ainda em 2014, a Noruega desistiu de sua candidatura à sede dos jogos de inverno de 2022 após a imprensa norueguesa ter vazado a lista de exigências — "típicas de uma diva de cinema", segundo a própria imprensa — feitas pelos membros do COI, que exigem várias mordomias, como as melhores comidas e as mais finas bebidas existentes, bem como o privilégio de usufruírem faixas de trânsito exclusivas em ruas e estradas.  Os pagadores de impostos noruegueses simplesmente não tiveram o estomago para tolerar as excêntricas demandas da elite do COI.  Tais demandas incluíam:

  • Faixas de trânsito exclusivas deverão ser criadas em todas as ruas e estradas pelas quais os membros do COI irão trafegar, sendo que estas não deverão em hipótese alguma ser utilizadas pelos cidadãos comuns ou pelo transporte público.
  • Nos quartos de hotel dos membros do COI deverá haver uma saudação de boas vindas feita pelo chefe olímpico local e pelo gerente do hotel, junto com doces, bolos e frutas frescas da estação.
  • Os membros do COI devem utilizar entradas e saídas exclusivas no hotel e no aeroporto.

E várias outras.  À época, o jornal canadense The National Post escreveu que "o Comitê Olímpico Internacional é uma organização notoriamente ridícula gerida por corruptos e por aristocratas hereditários [leia-se: descendentes de ladrões altamente bem-sucedidos do passado]".

Nada mudou desde 2014, exceto que, agora, os aspirantes à realeza do COI, em vez de espoliarem a classe média da Europa, estão tendo seus luxos bancados pelo suor dos trabalhadores pagadores de impostos de um país que está vivenciando sua pior recessão em 90 anos.

Enquanto os membros do COI degustam champanhe em suas luxuosas instalações construídas com os impostos dos brasileiros, com suas despensas fartamente providas e refeições opulentas, será fácil para eles ignorarem as favelas repletas de brasileiros miseráveis que tiveram o prazer de pagar por tudo isso.

[N. do E.: vale ressaltar que a maioria dos gastos foi feita pelos governos estadual e municipal, que têm como suas principais fontes de arrecadação o ICMS (que é estadual, mas também repassado os municípios) e o ISS (que supera o IPTU). Nenhum pobre escapa desses dois impostos.]

Seria algo completamente diferente, é claro, se os jogos Olímpicos fossem 100% financiados privadamente.  Se isso ocorresse, aí sim os jogos Olímpicos poderiam ser contabilizados como um investimento na economia local, com turistas estrangeiros gastando seus dólares e o COI bancando integralmente todas as instalações que utilizou.

Mas não é assim que as Olimpíadas funcionam, de modo que os brasileiros, assim como os cidadãos de outros países-sede, pagaram bilhões em impostos enquanto a elite do COI, das redes hoteleiras, da mídia, das empreiteiras e da política (e, em vários casos, muitos atletas) faz farra à custa da população.

Mas a boa notícia é que, em várias cidades, os cidadãos já começaram a se dar conta da fraude.  Em julho de 2015, a cidade de Boston desistiu de ser candidata a sediar a Olimpíada de 2024 após a pressão da população, que se manifestou contra "o endividamento, as remoções e a militarização do espaço público" que os jogos olímpicos impõem a todas as cidades-sede.  Adicionalmente, os cidadãos da Polônia e, como já dito, da Noruega, também se recusaram a bancar mais uma festinha internacional para milionários.

E, em um esforço prático para acabar com boa parte da corrupção e do desperdício gerados pelo processo de candidatura, algumas pessoas já deram a sensata e prática sugestão de que as Olimpíadas deveriam ser sediadas em um único lugar (por exemplo, Atenas) de agora em diante.

A mais necessária reforma, é claro, é acabar imediatamente com todos os gastos olímpicos financiados por impostos. 

Negócios corporativistas como as Olimpíadas ajudam a nos lembrar que há uma grande — aliás, intransponível — diferença entre defender o livre mercado e defender grandes empresas.  Empreiteiras e outras grandes empresas sempre estarão muito à vontade em espoliar os pagadores de impostos caso saibam que esse dinheiro irá para seu bolso ou para subsidiar projetos do seu interesse. 

Por outro lado, empreendedores, empregadores e pagadores de impostos que não possuem poder organizacional, que não fazem lobby e que não têm políticos em sua folha de pagamento não têm importância nenhuma para esses "líderes" empresariais que influenciam políticos e suas políticas.

Estádios bonitos, instalações vistosas e mega-eventos globais sem dúvida nenhuma são ótimos para as contas bancárias dos ricos e poderosos com boas conexões políticas.  Mas aqueles que arcam com a fatura disso tudo não melhoram em nada sua situação.


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SOBRE O AUTOR

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Renan Merlin  10/08/2016 14:04
    Amigos eu sei que não tem nada há ver com o artigo e desculpe minha ignorancia visto que ainda sou leigo me tire duas duvidas sobre o Bitcoin.
    1º)O Bitcoin não é lastreada em nada portanto ela não pode se tornar tão fragil quanto uma moeda estatal?
    2º)Por que o valor dela oscila tanto? E Porque por enquanto ela é mais especulativa do que realmente um meio de troca?
  • anônimo  11/08/2016 10:13
    O que torna uma moeda estatal frágil é o próprio governo desvalorizando-a.Isso o bitcoin está imune.
    Oscila por causa da especulação, mas vale a pena mesmo assim.
  • Renan Merlin  10/08/2016 14:11
    Me tire uma duvida, como a escola austriaca vê investimentos de infra-estrutura como estradas que são empreendimento custoso e com baixo rendimento?
  • Joao Carlos  10/08/2016 14:40
    Estradas, por si sós, não são investimentos de baixo rendimento.

    Agora, estradas construídas de acordo exigências do governo, e com tarifas de pedágio controladas pelo governo, aí sim são de baixo rendimento.

    Estradas são bens como quaisquer outros, podendo perfeitamente supridas pela livre iniciativa. Sob o controle do estado, quantas estradas serão construídas, onde e com que qualidade são decisões que, em última instância, serão tomadas de acordo com meras conveniências políticas. Já em uma economia de mercado, a qualidade, a quantidade e os tipos de bens e serviços correspondem às necessidades sociais. Estes bens são serviços que são estimados e apreciados pelos consumidores, o que significa que eles serão ofertados caso seja economicamente factível fazer isso em relação a outras prioridades sociais.

    Agora, o que fazer com as estradas que já foram construídas pelo governo? Isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614
  • Poor man  10/08/2016 14:47
    Os pagadores de impostos noruegueses simplesmente não tiveram o estomago para tolerar as excêntricas demandas da elite do COI.
    ------------
    ual, os pagadores de imposto, neste lugar são ouvidos. =O

  • mauricio barbosa  10/08/2016 14:47
    Olímpiadas!!!

    É uma pena que o evento seja explorado dessa forma pelos dirigentes do COI em conluio com políticos e seus aliados mundo afora.

    O barão de Coubertim deve estar se revirando no tumulo angustiado com essa corrupção desenfreada,pois a ideia original era para ser um evento de confraternização dos povos e não essa exploração,sem falar dos patrocinadores que só querem saber dos atletas top de linha e o restante que se exploda,enfim é um evento desvirtuado.

    Mas devo confessar que gosto de olímpiadas como um passatempo e entretenimento,afinal ninguém é de ferro e os jogos em si,não tem culpa de seus gestores serem corruptos,portanto não boicotarei e nem criticarei o evento,mas sim seus organizadores e aliados,esses sim merecem todas as críticas...
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  10/08/2016 16:13
    Com todo o respeito à sua opção de não boicotar o evento, entendo que ser conivente para deleite próprio também é um erro.
  • anônimo  10/08/2016 16:55
    Eu também gosto das olimpíadas e vejo sem problema. O evento em si não é um mal e sim sua organização.

    Agora discordo quando você diz: "sem falar dos patrocinadores que só querem saber dos atletas top de linha e o restante que se exploda"

    Infelizmente isso é consequência e não é culpa dos patrocinadores, pois o público comum só quer saber dos atletas top, logo ninguém vai gastar dinheiro com atletas que ninguém conhece.
  • Vítima de Violência  10/08/2016 20:14
    Você tem todo o direito de gostar das Olimpíadas. Entretanto, deveria fazer as seguintes ressalvas:
    1 - As Olimpíadas não podem ser pagas por dinheiro de impostos. Esse seria um ato de roubo injustificável. E esta restrição vale mesmo que 99,99% das pessoas sejam a favor de financiar as Olimpíadas com dinheiro de impostos. Os 0,01% restantes têm o direito de não ter seu dinheiro roubado desnecessariamente.
    2 - As Olimpíadas não podem criar nenhum tipo de restrição aos donos de comércio nas redondezas das arenas. Minha loja, minhas regras.
    3 - As Olimpíadas não podem ser motivos para decretação de feriados, prejudicando as atividades particulares de terceiros.
  • Anderson  10/08/2016 14:50
    Por que o desaparecimento dos times esportivos, que não pertencem ao estado, não impactaria na economia?

    Seria porque alguns não funcionam como empresas?
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  10/08/2016 16:14
    Imagine quanto de dinheiro sujo é lavado usando o esporte.
  • Cético  10/08/2016 16:29
    Ainda bem. Dinheiro "sujo" é apenas dinheiro que o estado não conseguiu confiscar.
  • anônimo  10/08/2016 15:01
    Só pelo o que arrecada com direitos de transmissão a olimpíadas poderia ser tranquilamente financiada sem uso de dinheiro público e ainda seria lucrativa, fora outros meios de arrecadação como venda de ingresso e comercialização de produtos ligadas ao evento.

    Só que ai vem a questão, porque os dirigentes do COI se dariam ao trabalho de financiar tudo, se políticos de vários países estão se oferecendo para bancar a festa?
  • mauricio barbosa  10/08/2016 15:41
    Os dirigentes do COI estão usando sua posição monopolística em detrimento dos pagadores de impostos dos países sedes e isto é moralmente condenável.

    Esses dirigentes ao usarem a exemplo da FIFA sua posição monopolística para ganharem dinheiro é um ato de corrupção injustificável,é por isso que citei o barão de Coubertim estar se revirando no túmulo,afinal a idéia original era confraternização e não exploração por parte da elite do COI e a maximização de lucros dos patrocinadores em cima dos atletas top de linha e seu desprezo pelos demais atletas a exemplo do nadador de Guiné Equatorial que fez sucesso ao disputar sozinho a prova de natação com o apoio do público na Olímpiadas de Sidney,ou seja ele ganhou fama internacional por mostrar que o verdadeiro espírito olímpico é além de ganhar medalhas competir sem interesse de suplantar o outro e ganhar medalhas a qualquer custo e isso foi reconhecido pelo público ao ver a paixão,a humildade e o esforço daquele jovem nadador amador,mas eis que ele foi banido,boicotado pela máfia caça-niqueis do COI ao ser pleiteado nas Olímpiadas seguintes.

    Os atletas top de linha é que são as estrelas e os demais não podem ser beneficiados ou seja manipulação monopolística,o público é feito de massa de manobra ou seja esse conluio dirigentes,patrocinadores anti-éticos,Mídia anti-ética,políticos,empreiteiros,essa panelinha pensa que somos idiotas por gostar do esporte e eles terem lucros monopólicos com o evento,repetindo esse conluio é perverso,agora os atletas,o patrocínio ético e o evento em si não são condenáveis,repetindo os organizadores e seus aliados esses sim são passíveis de críticas ao agirem sem ética e de forma corrupta.
  • Paulo Azevedo  10/08/2016 15:51
    Capital Imoral , Típico filósofo, Filósofo da USP! Quais são suas besteiras de hoje?
  • Igor  10/08/2016 17:01
    "Quais são suas besteiras de hoje?".

    Estes fakes são divertidos.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  10/08/2016 16:07
    Ótimo artigo. COI, FIFA e outros organismos "particulares" fazem a festa com dinheiro público. Infelizmente bancamos calados o bacanal alheio. Sem a interferência e a benesse do poder público, eventos deste porte não teriam viabilidade econômica, porque não dão retorno - ou melhor, dão retorno para pouca gente. esporte é o seguinte : espn.uol.com.br/noticia/411729_ex-ouro-ben-johnson-diz-ter-sido-pego-no-doping-por-deixar-a-adidas
  • anônimo  10/08/2016 16:50
    Falou besteira quando disse: "Sem a interferência e a benesse do poder público, eventos deste porte não teriam viabilidade econômica, porque não dão retorno"

    Eventos desse porte arrecada bilhões só com direitos de transmissão, é bem viável economicamente. Se fosse uma organização puramente privada, sem conluio com a política, o evento certamente seria lucrativo sem precisar de 1 centavo público, e até seria mais organizado.
  • Rodrigo  10/08/2016 20:06
    SuperBowl
  • Vitima de Violencia  10/08/2016 20:22
    Não existe "dinheiro público". Todo o dinheiro que os governantes gastam, foi previamente tirado à força das pessoas.
    Se o evento é financeiro viável ou não, não é problema meu. Portanto, me recuso a pagar a conta!
    Se o COI quer fazer uma Olimpíada que a faça, mas sem que o governo tire o meu dinheiro à força para isso.
    E não, a democracia não se aplica nesse caso. A maioria não tem direitos ilimitados sobre o fruto do meu trabalho. Mesmo que 99,99% das pessoas sejam "a favor" do uso do tal "dinheiro público" para pagar pela Olimpíada, isso não lhes dá o direito de roubar o fruto do meu trabalho.
  • Economista da UNICAMP  10/08/2016 17:33
    Isso é um absurdo!Essa olimpíada foi uma benção para nós que estamos mergulhados em uma crise econômica. Sem falar que todo dinheiro investido retornará em dobro --o efeito multiplicador manda abraços--, o setor de turismo ficará muito agradecido, vários empregos estão sendo criados(os tais empregos temporários da prefeitura) e o legado da infraestrutura deixada é muito bom para os pagadores de impostos.

    Ah, vale mencionar também que se tudo der certo --e dará--, será uma baita propaganda para a cidade do Rio de Janeiro, já que certamente porá a cidade maravilhosa nos roteiros de viagem de muitos mochileiros espalhados pelo mundo.

    Só falam que o custo vai ser em torno de R$ 38 bi, mas esqueceram que a olimpíada pode movimentar R$ 58 bi e gerar 120 mil empregos. E aí, vale ou não vale à pena?
  • Paulo Azevedo  10/08/2016 19:58
    Pessoal,

    Além do Capital Imoral, Filósofo da USP e do Típico Filósofo agora temos mais um membro do clube dos que "só escrevem asneiras": "Economista Da Unicamp". Seja bem-vindo meu caro, e pra começar vou passar uma frase de Roberto Campos (economista liberal):

    "Ou o Brasil acaba com os economistas da Unicamp ou os economistas da Unicamp acabam com o Brasil"

    Sem mais Meritíssimo!
  • Lysm  10/08/2016 20:16
    Economista da Unicamp, todas as coisas feitas com esse dinheiro podiam ter sido melhor aproveitadas na mão de seus antigos donos, que foram roubados e privados de usufruir do dinheiro conquistado pelo trabalho dos mesmos.
  • Rodrigues  10/08/2016 17:34
    Excelente artigo mesmo!

    Uma imagem que não me sai da cabeça é aquela em que o Brasil foi declarado o vencedor para sediar as Olimpíadas. Os políticos e dirigentes comemoraram com uma eforia exacerbante, obviamente já sabendo de todos os benefícios que os jogos lhes trariam e quem iria pagar toda a farra.
  • Cristiano  23/08/2016 01:44
    Rodrigues, aquela imagem do Sergio Cabral, do Carlos Nuzman e etc, pulando no ar comemorando como se tivessem ganhado na mega sena da virada!! Não esqueço aquele dia. Na época eu era um dos únicos (que eu conhecia) que era contra as olimpiadas aqui no brazil.
  • Lysm  10/08/2016 20:11
    Sei que não tem nada a ver com o post, mas dentro dos princípios do axioma libertário exposto por Rothbard no manifesto libertário, como se enquadra o direito dos animais e oque legítima a submissão de criança aos seus pais. Ficaria muito agradecido se alguém pudesse me ajudar nessas dúvidas.
  • Taxidermista  11/08/2016 14:46
    Lysm:

    no "Ethics of Liberty", do Rothbard, há um capítulo específico sobre crianças e outro específico sobre animais:


    mises.org/library/ethics-liberty
  • Ed  10/08/2016 21:36
    dificil explicar para os colegas com tendências "o-governo-cuida-de-mim" essa questão da olímpiadas... você é taxado de ser contra os esporte, náo patriota, blablabla... o cara tá sendo mordido pelo cachorro chamado governo, mas continua passando a mão na cabeça dele!
  • Dam Herzog  10/08/2016 23:20
    Chega de burocratas insensatos e corruptos.
    Como dizer que as pessoas não são sensatas e não tem dicernimento. Se um hospital no nordeste inaugurado (1999) há 17 anos nunca atendeu ninguém, isto quer dizer que os burocratas são sensatos? Um ciclovia no Rio que caiu com as ondas do mar, terá que ser construída duas vezes, isto quer dizer que eles tem dicernimento e sensatez. Quando o individuo erra ele é penalizado pela perda de dinheiro, terá que trabalhar para corrigir o para reparar o seu erro . Quando o burocrata erra ele não paga nada, mas o povo paga trabalhando e produzindo novos impostos para reparar o erro. Por isto devemos penalizar os políticos corruptos, acompanhando a politica nacional e sabendo o nome dele para que isto não volte a acontecer. E devemos odiar o estado grande que nos promete segurança, educação, e saúde e muito mais e o que vemos é alto índice de criminalidade, adolescente que na 5ª serie não sabem ler e com doutrinação nas escolas em prol do estado grande e sagrado. Quanto a saúde as pessoas morrendo por esperar por uma cirurgia na fila do Sus com atrazo nas suas quimioterapias e radioterapias. Quanto ao programa bolsa família vemos pagando o beneficio para 37.000 mortos. E com nosso dinheiro de impostos financiando movimentos terroristas tipo MST e outros que desrespeitam a propriedade privada. Temos que pedir a privatização de tudo para acabar com a corrupção: vejam como a Petrobras foi arruinada por ser estatal e a Vale não foi por ser quase privada. Os bancos estatais, portos, estradas, e hidroelétricas tem que ser privatizados ou a corrupção nunca acabará e daqui a 50 anos estaremos com o mesmo índice de corrupção que hoje. Temos que criar um ambiente econômico para que os investimentos se sintam seguros e com segurança jurídica onde possam entrar e sair de qualquer setor. Temos que ter um ambiente trabalhista onde o patrão não sinta medo de contratar e responder a processos como o que obriga o patrão a não demitir um alcoólatra por justa causa e ainda apos o tratamento só demiti-lo após 12 meses, por injusta decisão trabalhista, dando lhe estabilidade de 12 meses. Esse empregado não ajuda a empresa a gerar renda, apenas consome capital. Para não falar na corrupção que consome dinheiro dos impostos. Aqui incluo as custosas olimpiada bancadas pelo dinheiro dos impostos.
  • Rene  10/08/2016 23:23
    Conforme o próprio artigo relatou, todo o processo de escolha do país sede segue um rito de desrespeito ao cidadão completamente asqueroso. Financiamento de elefantes brancos com dinheiro público, concessão de privilégios e benefícios ao COI, restrição das atividades da população local. É como se eu implorasse para alguém importante vir passar alguns dias em minha casa, e a pessoa colocasse exigências como: Vou dormir no teu quarto, então você precisa comprar um colchão novo e um jogo de roupa de cama novo para cada dia em que eu dormir lá. Trate de tirar as tuas roupas do guarda-roupas, pois vou precisar de espaço. Para alimentação, você precisa preparar para mim este cardápio refinado. Certifique-se de que todas as refeições sejam feitas com ingredientes frescos. Teu carro está velho, então quero que você alugue um carro de luxo para me buscar no aeroporto, e alguém precisa estar disposto a me levar onde eu queira na cidade, a qualquer hora do dia. E não quero barulho de criança chorando em casa, então trate de levar teus filhos para outro lugar enquanto eu estiver em tua casa. Resumindo, o COI é formado por hóspedes que pensam que são os donos da casa.

    Sem problemas. O brasileiro está acostumado a pagar altos impostos para que outras pessoas possam prejudicar nossas vidas. Em alguns dias, os jogos olímpicos acabam e a vida volta ao normal. A infraestrutura construída vai começar a sofrer as degradações causadas pelo clima quente e úmido do Rio, o governo vai aumentar os impostos para pagar o endividamento causado pelos gastos excessivos e desnecessários (e no final, vai só rolar a dívida ao invés de pagá-la). Daqui a um ano, ninguém mais vai lembrar quantas medalhas foram ganhas por cada país.
  • Sérgio  10/08/2016 23:34
    o comércio local é fechado e há uma pesada militarização da polícia local para propósitos de "segurança".

    Ou seja, mais segurança para os comerciantes. E o autor ve problema nisso?

    Por mim seria sempre assim... Pena que depois que acaba as Olimpíadas, e acaba essa segurança...
  • Reis  10/08/2016 23:44
    Você sabe ler?!

    Está escrito ali "o comércio local é fechado" e você diz que isso é bom para os comerciantes?!

    E outra coisa, desde quando forças militares nas ruas são uma coisa boa? Isso é coisa de república bananeira, de país sitiado. Em El Salvador era assim. Na Nicarágua também. E, recentemente, na Turquia, deu no que deu.

    Vá a qualquer país civilizado e veja se há militares nas esquinas das ruas.
  • Sérgio  11/08/2016 21:44
    Segurança nas ruas é necessário. O estado foi criado para isso. Aqui aonde eu moro, os comerciantes reclamam da falta da segurança, e querem policiamento.
  • Marco de Tropoja  10/08/2016 23:39
    Off-Topic:Qual a opinião dos colegas do IMB sobre apostas desportivas?
  • Bryan Mills  10/08/2016 23:49
    Belo e moral.

    Deve ser totalmente descriminalizada.
  • Jr  11/08/2016 13:20
    A grande maioria não se importa em passar por privações.
    Eles querem alimentar suas mentes com futilidades e entretenimentos por durante toda suas vidas, e passam esta mentalidade bestializante para seus filhos.
    Eles não são vítimas de nada, mas cúmplices de tudo de ruim que acontece em suas vidas.
    É um erro achar que estes estúpidos (a maioria) são coitadinhos.
  • anônimo  11/08/2016 14:53
    traduzinho: "Acho todo mundo é idiota e futil, mas só eu que sou o inteligente frustado com a vida."

  • Jr  11/08/2016 15:13
    Existe uma grande diferença entre MAIORIA E TODO MUNDO.
    Se você soubesse ler e não sofresse de burrice crônica saberia disso.
    Analfabetismo e burrice são dois problemas gravíssimos na vida de uma pessoa.
    Você se "doeu" porque a carapuça lhe caiu bem.
    Parece até que você é esquerdopata.
  • Jr  11/08/2016 15:27
    Você afirma que eu sou frustado (o correto é frustrado) da vida e que me acho o mais inteligente.
    Você não me conhece mais tem opinião formada a meu respeito.
    Só mesmo uma pessoa cretina e burra para ter opinião formada a respeito de quem não conhece.
    Mas não é possível esperar que um esquerdopata compreenda tudo isso.
  • Outro Anônimo  11/08/2016 17:12
    por favor, use mas no lugar de mais...
  • azonimo  11/08/2016 17:45
    ficou bem brabinho hein

    serviu o chapéu
  • Jr  11/08/2016 16:43
    Ei animalzinho esquerdopata, em nome da tolerância humana vou lhe explicar sobre privações citando a minha experiência de vida, vamos lá!
    Eu trabalho, já tem mais de 12 anos, em um Hospital Público. Aqui o aparelho de raio x está quebrado tem mais de 50 dias; este mesmo aparelho já ficou sem funcionar por quase 7 MESES!
    Imagine(você consegue?) que em um certo dia você, esquerdopata, sofreu um atropelamento e foi encaminhado para o Hospital que eu trabalho. Você chega gritando desesperadamente de dor e um funcionário lhe comunica que não tem atendimento para o seu caso pois o aparelho de raio x está quebrado, então você pede para lhe disponibilizarem uma ambulância para te levar até outro Hospital, o mesmo funcionário diz que isto também não será possível porque a única ambulância que tem foi levar um paciente à outro local e vai demorar para retornar, aí você pensa (você consegue?): "Puxa vida, bem que todos aqueles bilhões de Reais aplicados e desviados nos Jogos Olímpicos poderiam ser usados na Saúde Pública, evitando assim o meu sofrimento (ou até a morte) e de outras pessoas também".
    Este exemplo pode ser estendido para outros vários casos que eu testemunhei quando da falta de fio de sutura, gaze, remédios e até médicos (por atraso em seus pagamentos).
    E agora animalzinho esquerdopata, você faz ideia do que é privação ou prioridade no uso do dinheiro público?
    Eu acho muita ingenuidade de minha parte esperar que o teu cérebro (você tem um?) assimile tudo isto, eu até tentei desenhar para você mas sou tão bom em desenho quanto você é no uso do seu cérebro.
    Não perderei mais tempo com você, animalzinho esquerdopata!
    Adeus, e passe mal!
  • terceiro anônimo  11/08/2016 19:06
    Cidadão - que escreve pessimamente - vem falar em "falta de dinheiro" expropriado dos pagadores de impostos para financiar "saúde pública" e ainda chama os outros de "esquerdopatas"... Típica dissonância cognitiva.
  • Cético  11/08/2016 20:51
    Diante desta discussão, sempre lembro de uma das melhores frases no livro Game of Thrones:

    "The common people pray for rain, healthy children and a summer that never ends. It is no matter to them if the high lords play their game of thrones, so long as they are left in peace."

    Será que isso significa que o homem comum tem de se "politizar"? ou é a política que insiste em atacar o homem comum sempre?

    A maioria das pessoas não gostam de política, e elas estão CERTAS nisso. Não existe nada de moral e belo na política.
  • Sólstafir!  11/08/2016 21:38
    Polítia é poder, ou seja, é fazer com que os outros façam o que você deseja que eles façam. Quanto mais tiver que ser politizada uma sociedade, mesmo que só para se defender, pior. Pois é sinal de que a rapinagem virou o modus operandi daquela sociedade.
  • Ricardo Bordin  11/08/2016 13:48
    Incrível como a mentalidade paternalista está impregnada em todos os aspectos da vida do brasileiro: na educação, no esporte, na cultura. Esta última, aliás, pode ser constatada como uma simples visita a um museu:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/08/10/museu-sem-partido-ou-abram-o-olho-com-o-museu-do-olho/

    e agora vão aparecer esquerdinhas #xatiadus com o "imperialista ianque" que criticou as olimpíadas no Brasil. Mas vá...
  • corsario90  12/08/2016 12:01
    Olimpíadas: máximo do socialismo fabiano atuando em pleno vapor!
  • Barcelona  12/08/2016 22:10
    E quanto aquela história de que as Olimpíadas de Barcelona, em 1992, foram um sucesso?
  • Montserrat Caballé  12/08/2016 23:33
    Outra tragédia financeira.

    The 1992 Summer Olympics cost Barcelona a total of USD 11.4 billion (in 2009 dollars), with a cost overrun of 417 percent in real terms.

    This compares with an average cost of USD 5.7 billion (in 2009 dollars) for other Summer Olympics over the past 50 years, with an average cost overrun of 252 percent.

    Costs here includes only sports-related costs and does not include other public costs including road, rail, or airport infrastructure; and private costs, such as hotel upgrades or other business investments incurred during the preparation for the Games.

    Though the non-sports-related costs are typically substantial, their necessity varies drastically from city to city. Therefore, they are difficult to compare consistently.

    eureka.sbs.ox.ac.uk/4943/1/SSRN-id2382612_(2).pdf
  • Rafael  14/08/2016 13:12
    O editor do site de onde vêm essas informações, no espaço de comentários, responde uma pergunta assim:
    "Essa soma não inclui os valores dos terrenos cedidos pelos governos para iniciativa privada em troca da construção dos equipamentos esportivos e/ou públicos. A maior parte dos investimentos privados tem origem em Parcerias público-privadas."
  • Leandro  14/08/2016 14:55
    Correto. As cifras monetárias apresentadas neste artigo se referem exclusivamente aos gastos que serão 100% estatais. Se considerarmos também estes outros fatores que você citou, os gastos governamentais seriam ainda mais obscenos.

    No entanto, como tal quantidade é imprecisa e não foi divulgada (ainda), não seria acurado -- e nem intelectualmente honesto -- utilizá-la como base.
  • O Curioso  14/08/2016 19:57
    Olá Leandro, gostaria de entender mais sobre termos econômicos e como funcionam, tem algum livro a recomendar que explique como funciona a economia,
    Estou pensando em comprar o livro "Introdução à Economia do N.Gregory Manki" é bom, explica bem?
    tem alguma indicação de livro pra entender a Economia num todo e as medidas?
  • Toddy  18/08/2016 18:13
    "Introdução à Economia do N.Gregory Manki" é o que vc NÃO deve ler.
  • Lochte  18/08/2016 18:09
    Você vai participar da Olimpíada

    Confirmando expectativas, o diretor de comunicação dos Jogos, Mario Andrada, admitiu que precisa de dinheiro público: R$ 200 milhões ou mais.

    "A venda de ingresso e o patrocínio não foram o esperado. Vendemos cerca de 12% dos ingressos da Paraolimpíada. Esse dinheiro vai principalmente para os serviços para os atletas, viagens, etc.", disse, segundo o UOL.

    www.oantagonista.com/posts/voce-vai-participar-da-olimpiada
  • Emerson Luis  03/10/2016 13:06

    12 milhões de desempregados (oficialmente) e todo o restante da população estão pagando caro pelas Olimpíadas.

    Líderes socialistas gostam de promover eventos esportivos porque estes servem de propaganda e meio de doutrinação.

    Infelizmente para o PT, o dinheiro dos outros acabou antes das Olimpíadas.

    * * *


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