Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres

Saio de casa e me dirijo ao supermercado.  A decisão de ir ao supermercado "A" em vez de ir a qualquer outro supermercado, quitanda ou mercearia está relacionada à comodidade oferecida pelo estabelecimento, aos preços ali praticados, à qualidade dos produtos e à variedade que consigo encontrar.

No caminho, dois indivíduos me assaltam.  Agarram meus braços à força e me mandam ficar quieto e não reagir.  Garantem-me que nada de ruim irá me acontecer caso faça exatamente o que ordenarem.  Entre empurrões e ameaças, sou forçosamente conduzido a outro lugar, o qual se parece bastante com o supermercado a que me dirigia; porém, percebo imediatamente que não é o mesmo. 

Ali também há alimentos e bebidas, produtos de limpeza e decoração, e até mesmo a área de comida pronta para levar.  No entanto, não vejo a mesma qualidade, a mesma variedade, e nem os mesmos preços baixos. 

Os assaltantes que me arrastaram até ali me explicam que aquela é a melhor qualidade que se pode conseguir com os insumos e mão-de-obra disponíveis localmente, que os preços estão os mais baixos possíveis, e que, ademais, ao comprar neste supermercado, estou prestando um grande serviço a todos que ali trabalham e a todo o bairro ao redor.

Pergunta inevitável: se este supermercado é tão fabuloso quanto garantem os assaltantes, por que tiveram de me obrigar a entrar nele?

Por mais exagerado que o exemplo acima possa parecer, é exatamente isso o que ocorre sob o protecionismo.  Mediante vários empecilhos às importações — os quais podem ocorrer na forma de tarifas de importação, taxas de câmbio artificialmente elevadas, ou variadas formas de restrições burocráticas —, o governo tenta frear a entrada de produtos estrangeiros, desta maneira favorecendo deliberadamente os produtos nacionais, à custa dos consumidores.

Agindo desta maneira, o governo cria uma reserva de mercado para o poderoso empresariado local, o qual agora, sem a concorrência externa, se sente mais livre para cobrar preços altos e oferecer produtos de pior qualidade.  Não sobra alternativa para os consumidores senão consumir os produtos deste baronato nacional. 

Desnecessário enfatizar que, neste arranjo, os mais prejudicados são exatamente os mais pobres, que vêem sua renda ser consumida por produtos mais caros e de pior qualidade.  Houvesse um livre comércio, estes poderiam ter acesso a bens mais baratos e de maior qualidade, desta maneira gastando menos a cada mês, poupando mais a cada mês, ficando com uma maior renda disponível para o futuro, e tendo uma aposentadoria mais tranquila.

[N. do E.: este excelente site tem uma calculadora que permite você calcular, por estado, quanto irá pagar de tributos ao importar um bem. 

Por exemplo, se você mora no estado de São Paulo e decidir importar um produto que custa US$ 100 (R$ 326), você pagará R$ 418,63 só de tributos, o que dá 128% do preço do produto. 

Acrescente o frete a este preço de R$ 326 e a estes R$ 418,63 de impostos, e o preço final total será de R$ 858,73.  A FIESP está protegidíssima.

Clique no site, faça pesquisas por estados, e teste a resistência do seu estômago.  E veja também este site, que dá mais detalhes sobre a tributação].

Na Argentina, que é um dos países mais fechados do mundo, uma recente amostra dos custos do protecionismo foi apresentada pela Cámara Argentina de la Mediana Empresa.  Em um comunicado à imprensa, a instituição divulgou um quadro comparativo dos preços de alguns produtos quando são importados da China e quando são fabricados pela sagrada "indústria nacional".

Como se pode ver, o quadro extremamente eloquente sobre o custo de se restringir o comércio internacional.

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Como se pode observar, mesmo pagando taxas de 50% sobre os preços dos produtos importados [vale observar que essa taxa de 50% é menor que a de 60% praticada no Brasil], ainda é mais barato importar da China do que comprar das ineficientes empresas argentinas.  Assim, restringir a entrada desses produtos no mercado local faz com que nós argentinos paguemos 3 vezes mais por um "vestido casual" apenas para beneficiar os empresários do setor têxtil.

Também com tarifas, o mesmo ocorre com a indústria de brinquedos, de produtos de decoração e de eletrônicos.  Nestes, os preços são duas a três vezes maiores que os dos estrangeiros.

Agora, caso não houvesse as tarifas de importação, os produtos importados seriam, obviamente, muito mais baratos.  No caso da indumentária, os consumidores argentinos poderiam pagar até 78,2% menos do que pagam por um produto "Made in Argentina".  Ou seja, nós argentinos pagamos 5 vezes mais apenas para proteger a boa vida do empresariado local.

Por isso, o protecionismo gera pobreza (como reconhece ninguém menos que o esquerdista Paul Krugman). 

Se pudéssemos comercializar livremente com o resto do mundo, a renda real dos consumidores nacionais aumentaria sobremaneira, pois agora eles gastariam bem menos em cada produto consumido.  Ao gastar menos no consumo de produtos nacionais caros e ruis, haveria mais renda disponível para gastar em outros bens ou serviços que a economia nacional de fato seja eficiente em produzir. 

Essa é a lei das vantagens comparativas de David Ricardo: se cada um se concentrar em produzir aquilo que realmente faz bem, e comercializar livremente esses produtos, a riqueza real de todos será maior.

Em tempos em que muito se debate sobre a queda da renda real das pessoas, que melhor política para aumentá-la do que reduzir as tarifas de importação e realmente baratear todos os produtos à disposição dos trabalhadores?

Os custos do protecionismo, como já dito, recaem especialmente sobre os mais pobres.  Quem está mais acima na pirâmide de renda pode fazer o esforço para pagar mais ou até mesmo ir para Miami fazer suas compras por lá.  Já com uma renda baixa, este é um luxo ao qual não podem se dar os mais pobres.

Frente a essa contundente evidência de como o protecionismo empobrece a todos e prejudica especialmente os mais pobres, a resposta recorrente dos adeptos dessa prática é a de que, se o comércio for liberado, haveria uma maciça onda de demissões.  Mas esse argumento não só não se sustenta na teoria (veja a explicação teórica aqui), como também não se observa na prática.

O quadro abaixo mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.

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À exceção da Bulgária — que, aliás, nunca foi um exemplo de país historicamente estável —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego não tem absolutamente nada a ver com a abertura econômica.  É possível ser muito aberto e usufruir uma taxa de desemprego muito baixa ao mesmo tempo.  Aliás, como mostram os 4 primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.  (Veja a explicação para este fenômeno aqui).

Na América Latina, Chile e Peru há anos vêm adotando políticas de abertura comercial, e suas taxas de desemprego estão entre as mais baixas do continente.

Adicionalmente, uma análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio internacional não apenas não têm problemas de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que decidem impor todos os tipos de travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.

Por fim, se há problemas de fundo que afetam a competitividade de alguns setores nacionais em relação aos estrangeiros — como a voraz carga tributária, a enorme burocracia, a alta inflação de preços, as indecifráveis regulações e os poderosos sindicatos —, isso tem de ser atacado por meio de reformas estruturais. Se os custos de produção são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho.  São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

Recorrer ao protecionismo para proteger essas indústrias em detrimento do resto da população é simplesmente criar mais problemas sobre os problemas já existentes. Tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias é jogar gasolina no fogo. 

No final, isso irá empobrecer a todos para favorecer a apenas alguns poucos.  E é exatamente isso que os governos de países pobres fazem.

 _________________________________________________

Leituras complementares:

O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman 

Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas 

Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios 

Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial? 

Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas


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SOBRE O AUTOR

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.



"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

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www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Kek  02/08/2016 14:27
    Olhem o desespero das ciretes nos comentários kkkkkkkkkkkkkkkkk

    spotniks.com/as-7-maiores-bobagens-que-voce-ja-ouviu-de-ciro-gomes-nos-ultimos-anos/


  • Jorge  02/08/2016 14:36
    "ciretes"? Existe isso?

    O mundo tá perdido mesmo
  • Renan Merlin  02/08/2016 15:04
    Com a falência eminente do PT e com a desconstrução do "mito" Lula a esquerda precisa se agarrar de todas as formas em alguém e a bola da vez é o Ciro "DA PROTEÇÃO AO SETOR ESTRATEGICO" Gomes e o mais divertido é a esquerda querer vender um coronel,que ja foi de 500 partidos diferentes, oposição e situação em todos os governos desde 88 como "renovação" a velha politica.
  • anônimo  02/08/2016 16:04
    É impressionante como esses doentes mentais não desistem.
  • Rafa  02/08/2016 18:57
    Existe, e elas são extremamente raivosas...
  • Humberto  02/08/2016 23:44
    Lixo Gomes é o típico político brasileiro: desonesto, mentiroso e demagogo.
  • Douglas  04/08/2016 23:28
    Humberto, e desenvolvimentista e populista.
  • Gustavo Miranda  03/08/2016 03:43
    Será que as 'ciretes' não pararam para analisar e perceber que as "geniais" ideias do coroné nordestino são exatamente as mesmas que estão em prática no Brasil faz muito tempo?

  • anônimo  03/08/2016 14:48
    Em 1979 disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de buscar influência no âmbito estudantil.

    Iniciou a carreira política no PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Em 1980 a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982.[4] Ciro afirmou anos depois que sua filiação ao PDS se deu por ocasião da eleição daquele ano por que o PMDB não tinha votação expressiva para que ele fosse eleito para o mesmo, tanto que entrou para o PMDB logo após eleito.

    Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 co-fundou, ao lado de políticos como Mario Covas e Tasso Jereissati, o PSDB. Foi eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza.

    Na eleição presidencial de 1989 apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo.

    Em 1990 foi eleito governador do Ceará, vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994, e foi na época o governador mais bem avaliado do Brasil segundo as sucessivas pesquisas do Datafolha.[5] Deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda em 6 de setembro daquele ano, a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico (no episódio conhecido como escândalo da parabólica).

    Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7 426 190 de votos, ficando atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Em 2002 disputou novamente eleições presidenciais pelo PPS, e terminou o pleito em quarto lugar com 10 170 882 de votos, atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho. No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.[4]

    Em março de 2006 Ciro renunciou ao cargo de Ministro da Integração Nacional para concorrer à Câmara dos Deputados Federais pelo Estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16,19% dos votos.[6] "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

    Em 22 de abril de 2008 afirmou em sabatina da Folha que poderia se candidatar à presidência do Brasil em 2010.[7] Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo.[8] Mas não se candidatou a nenhum cargo público nas eleições de 2010. Ciro resolveu não participar da campanha de Dilma durante o 1º Turno, e somente se integrou para ajudar na disputa durante o 2º Turno.[9]

    Em 2009, no aniversário de 15 anos do Plano Real, Itamar Franco defendeu em entrevista ao jornal Estadão:

    " O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). "
    Em 9 de setembro de 2013, Ciro foi nomeado pelo então Governador Cid Gomes como Secretário Estadual de Saúde do Ceará[11].

    Em janeiro de 2015, Ciro tornou-se Secretário Estadual de Saúde do estado do Ceará[12], sob o governo de Camilo Santana.

    Em 3 de fevereiro de 2015, Ciro Gomes foi contratado como Diretor da Transnordestina Logística S/A. A empresa é subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sociedade empresária privatizada em 1993. Segundo informações divulgadas à imprensa, seu principal desafio no comando da entidade seria a conclusão da Transnordestina, ferrovia que ligaria o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco. A obra ferroviária, após sucessivos adiamentos, teve a entrega marcada para o final do ano de 2016.[13]

    Em 16 de setembro de 2015, após breve passagem pelo PROS, filiou-se ao PDT. No final de agosto de 2015, afirmou em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que poderá ser candidato nas eleições presidenciais de 2018.[14]

    No dia 22 de janeiro de 2016, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, confirmou no Encontro Nacional do partido que Ciro Gomes é pré-candidato a presidente da República em 2018.[15]
  • Fernando  05/08/2016 22:31
    Vídeo muito bom, mas poderia melhorar um pouco.
  • anônimo  06/08/2016 10:08
    Ciro Gomes é um pilantra de primeira.
  • Conservador  18/08/2016 01:51
    O vídeo resumiu muito bem. É realmente inaceitável como esses mongolóides desenvolvimentistas não aprendem.
  • CIRO GOMES 2018  02/08/2016 14:55
    Se o Brasil abrir sua econômia toda nossa famigerada industria quebra em semanas. Antes que alguém venha dizer que paises ricos tem econômias abertas lhes respondo, querem mesmo comparar as condições de produzir dos paises ricos com dos paises pobres? Eles podem se dar o luxo de competir em escala global o Brasil não.
    O Unico pais sub-desenvolvido que adotou esse conto de fadas de vocÊs é a Somalia.
  • Wesley  02/08/2016 22:14
    Ué, para você o correto é proteger o baronato nacional e prejudicar os mais pobres? Você não é de esquerda? Para você os pobres devem se ferrar para encher o bolso do baronato nacional? É isso o que você acha correto? Além do mais, inicialmente as empresas ineficientes irão quebrar, mas posteriormente elas ou serão compradas por outras melhores ou a oferta dos empreendedores serão realocadas para áreas diferentes que atendam as demandas dos consumidores, o que irá compensar essa perda de emprego. Obviamente os protecionistas só pensam a curto prazo, pois se pensassem a longo, não falariam bobagens.
  • anônimo  03/08/2016 00:50
    Ignora esse Ciro Gomes 2018. Esse demente entra aqui todo dia e posta as mesmas coisas: O protecionismo é bom, precisamos de mais estado, a somalia é liberal e etc...
  • Tulio Albert  09/08/2016 02:15
    Mas e no caso das empresas englobarem as nacionais, existe alguma chance das mesmas formar um cartel e instituírem qualquer preço deixando-nos sem opção como ocorro hoje? É uma duvida que tenho, necessito que alguém me esclareça. Obrigado.
  • Guilherme  09/08/2016 11:58
    Sim, existe uma chance: se o governo subsidiar a aquisição (como gosta de fazer, usando o BNDES), criar uma agência reguladora para o setor (impedindo a entrada no mercado da concorrência), e fechar o mercado às importações (criando tarifas protecionistas).

    Neste cenário de intervenção estatal, está formada a reserva de mercado (que é um cartel).

    Agora, sem subsídios, sem barreiras à entrada no mercado, e sem tarifas de importação, é economicamente impossível haver qualquer reserva de mercado e qualquer cartel.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).
  • Gilson moura  16/08/2016 02:41
    Tulio Albert, como o amigo disse, é economicamente impossível mas não disse o porque dessa afirmação.
    O amigo do comentário acima nos informou como é formado o cartel, mas não como evitar a formação.
    Vamos primeiro analisar a situação local, regional ou mesmo nacional para depois analisarmos a internacional.
    1º Parte - Local, Regional ou Nacional -
    Em qualquer bairro, cidade, estado ou país vai ter empresas de todos os setores que engloba a economia como um todo, vamos ter empresas de telefonia, supermercado e etc. Nessa localidade sem quaisquer exclusão terá uma ou várias empresas desse mesmo setor, porque o empresário local quer ganhar um dinheiro em razão de ter criado um negócio. Mas mesmo um empresário local pode não querer investir nesse setor ou qualquer outro pelo simples motivo do governo ter agências reguladoras que pode travar o negócio, e muitas vezes nem acaba saindo do papel. Portanto temos um bloqueio para um empresário que quer investir mas não consegue. Nesse esfera burocrática pode incluir qualquer bairro, cidade, estado ou país.
    Agora incluindo a questão da subsidiar as empresas através do governo e isso acontece muito na nossa economia, o governo estará interferindo em uma empresa para "acabar" com a outra, porque essa empresa subsidiada atenderá aos interesses dos burocratas. Nessa questão eu sou a testemunha dessa política, aconteceu não comigo mas com o meu pai, contarei logo abaixo:
    História: Meu pai tinha uma empresa de prestação de serviços, no caso dele era o reboque, era uma empresa que terceirizava os rebocamentos das seguradoras como a Sulamerica ou qualquer outra grande empresa desse setor. A empresa tinha 4 reboques e estava faturando alto,algo em torno de R$50 mil reais por mês, para atender a demanda das seguradoras, que por sinal era muita, teria que ter mais reboques e assim satisfazer o desejo das seguradoras. O que meu pai fez? Algo que não me orgulho de dizer, mas ele tentou pegar um empréstimo do BNDES, muitos dizem que o BNDES é para o pequeno empresário e isso é uma baita mentira, acredito que o próprio Mises já escreveu um artigo sobre isso, voltando a história, BNDES não concedeu o empréstimo(não lembro o motivo), mas como uma empresa com um fluxo de caixa bom e aumentando progressivamente a cada mês não consegue um empréstimo? A simples razão é dar o empréstimo aquele que é o "escolhido" para manter a regalia dos burocratas. Depois dessa história, passados uns 2 anos a empresa do meu pai fechou.
    Obs: Reboque no Brasil é caro e precisava de empréstimo para comprar um a vista e pagando o banco em parcelas durante anos. Como precisava atender a demanda das seguradoras e por razão de não ter expandindo o número de reboques, as empresas seguradores foram perdendo a confiança em nós, por estarmos recusando serviço por falta de reboque. Menos serviço, menos dinheiro, menos confiança, gerou a falência da empresa do meu pai.
    Outra coisa ressaltar é os impostos antes mesmo de abrir a empresa, não quero desencorajar ninguém a empreender, mas imposto é algo muito complicado e caro para os padrões brasileiros, e acredite meu pai ainda teve que sonegar e mais uma vez não orgulho de dizer isso. Tivemos que sonegar para a empresa continuar por mais algum tempo e aconteceu o esperado: Falência.
    Como esse site já avisava, BNDES é lobby para os burocratas e os empresários a sua volta, como Eike Batista ou os Batistas da JBS(Friboi), empréstimos na casa dos R$10 bilhões de reais a R$30 bilhões de reais. Agora para o empresário pequeno, que é o que move a economia, querem levar ele a falência.
    2º Parte - Internacional -
    Essa é a parte mais fácil de protecionismo: Taxa de importação de 60%.
    A taxa no Brasil de 60% é proteção para os empresários que não querem a concorrência externa e fazem de tudo para barrar a única virtude que permite os pobres a comprarem: Fator concorrência.
    Os empresários locais, regionais ou mesmo nacionais, terão que concorrer com esses mesmos empresários locais, regionais, nacionais e agora eles tem um novo concorrente: Os internacionais.
    Aqui obrigaria os empresários a colocarem os preços que se torne consumível para os pobres, porque a concorrência externa tem dinheiro e vão fazer de tudo para pegar o mercado que os empresários locais já detém. Aqui talvez, seja o ponto crucial do livre-mercado, apenas olhe para os países que são os mais abertos do mundo, como Cingapura, Hong Kong, Suíça, Nova Zelândia, Austrália entre outros. Todos esses países citados tem os preços entre os mais baixos do mundo, e o motivo é o fator concorrência, todas as empresas do mundo irão querer investir nesse país de livre-mercado, porque querem expandir o seu mercado e o seu lucro, a matemática é simples.
    Agora você já sabe como funciona uma economia sem a formação de cartel.
    Desculpa pelo texto grande.
    Abraços
  • Guilherme  02/08/2016 15:09
    Notícia fresquinha de hoje:

    www.financista.com.br/noticias/mdic-quer-tributar-todas-as-remessas-vindas-do-exterior-inclusive-presentes

    Ministro Marcos Pereira sugeriu que as importações inferiores a U$ 50 passem a ser taxadas, mesmo que não envolvam pessoa jurídica
  • Brant  02/08/2016 16:03
    "Recebemos a demanda do setor produtivo e essa é uma medida que ainda aumenta a arrecadação federal"

    Vejam aí a evidência explícita de quem o protecionismo realmente beneficia.
    Baronato industrial fazendo lobby para em conluio com o governo ferrar o consumidor.
    A vontade soberana do consumidor é jogada no lixo e o gado agora fica obrigado a comprar aquilo que políticos e barões determinaram.

    FIESP ganha, governo federal ganha, milhões de consumidores brasileiros perdem. Eis aí o seu precioso protecionismo em ação.

    Este "novo" governo é mais parecido com o anterior do que eu imaginava.
  • Fernando Aguirrez  02/08/2016 15:18
    Sabemos tudo que precisa ser feito. Sabemos os benefícios da liberdade. Mas também sabemos que nada irá mudar nesse sentido. O jeito é ir embora desse país.
  • anônimo  02/08/2016 15:31
    Pois é.
  • Poor man  02/08/2016 15:40
    Mas pobre não pode sair do pais, nem se quer seria aceito em um pais de primeiro mundo. como é que fica essa situação?
  • André  02/08/2016 15:49
    É por isso que não consumo nada além do mínimo necessário, não dou à toa meu dinheiro nos produtos toscos da FIESP, moro em 2 cômodos, uso uma moto velha, quase tudo que tenho é usado, vivo que nem porco no chiqueiro.
  • Poor man  02/08/2016 16:29
    Levo uma vida parecida meu amigo. quase tudo que compro é usado, e constantemente pesquisado no mercado livre.
  • Renan Merlin  02/08/2016 16:39
    Esses dias debatendo com um petista ele xingando a FIESP de um monte de palavrão que você possa imaginar pois segundo ele a FIESP arquitetou o "golpe" contra a presidenta dele, cinco minuto depois pra defender a alta do dolar no governo Dilma que isso e bom pra estimular "nossa" industria. kkkk
  • brunoalex4  02/08/2016 16:51
    De acordo. O jeito é viver em "modo Zumbi" mesmo...
  • Pedro  02/08/2016 21:32
    Hehehe, eu tambem consumo pouco e tenho moto velha e compro tudo usado do Mercado Livre ou OLX.
  • Livre Mercado  03/08/2016 01:34
    Verdade, porcos no chiqueiro, é assim que vive quem não estourar tudo que ganha para tentar ter algum patrimônio em Pindorama.
  • Poor man  02/08/2016 16:20
    Me lembrei de uma cena do filme tropa de elite. Um homem compra um gás e está subindo o morro, quando é interrompido pelo policial (que faz parte da milicia), ele aborda o homem e diz: Você não vai comprar este gás, você vai comprar aquele gás que tem a nossa permissão.

    Ou seja o comerciante do gás permitido, tem um acordo com a milicia e paga uma taxa, em quanto o outro não tem.
  • Renan Merlin  02/08/2016 19:04
    Essa cena?
    https://www.youtube.com/watch?v=wJ_wnEcDVHQ
  • Poor man  02/08/2016 21:28
    Não, é outra.
  • Luciano Machado  02/08/2016 16:35
    Boa tarde. Só tenho a agradece a instituição pelos excelentes artigos, objetivos e Esclarecedores.
  • José Carlos  02/08/2016 16:50
    I second that.
  • Luis  02/08/2016 17:34

    Se um industrial puder comprar as melhores materias primas a um preco barato e usar as melhores maquinas, competir com os produtos prontos importados fica mais facil (ou menos dificil).
    Sendo que os importados tem o custo de transporte.
  • Capitalismo é servidão e não presta  02/08/2016 18:09
    O capital explora o trabalhador, é óbvio isso. Existe um restaurante na minha cidade que paga R$15.000,00 de aluguel. A questão é: e se o lugar fosse do mesmo proprietário do restaurante? O dono do restaurante não precisaria pagar aluguel e teria R$15.000,00 a mais por mês. O que eu quero dizer mas não to conseguindo me explicar muito bem é que os preços praticados pelo capitalismo são muito maiores do que poderiam ser se tudo fosse de todos(socialismo). É claro que o dono do restaurante, se o lugar fosse dele, poderia reduzir os preços para receber R$15.000,00 a menos e ficar na mesma, mas ele gosta de explorar, ele explora os funcionários e clientes para lucrar. O capitalismo arranca a alma das pessoas, escraviza elas, cria necessidades desnecessárias. Aquela porcaria de Kinder Ovo custa 5 reais, o mundo poderia existir sem isso, mas essa porcaria existe e serve só pra deixar as pessoas com vontade de consumir e trabalhar. A vida poderia ser mais simples.

    Vou tentar explicar de uma outra forma pra ver se eu consigo ser mais claro: existem lojas que pagam aluguel e outras que não pagam, ambas funcionam, mas se as que pagam aluguel não precisassem mais pagar, os preços delas continuaria o mesmo por uma mera questão de ganância. O negócio funciona com uma conta de R$15.000,00 pra pagar e no caso dessa conta não existir mais, o capitalista embolsaria esse lucro que antes era conta.

    Gente, desculpa, é minha primeira vez aqui e minha área não é de exatas, sou de humanas. Espero que meu raciocínio tenha ficado claro, no caso de dúvidas estou à disposição.
  • Estudante  02/08/2016 18:18
    Cuidado pra não sair tanta fumacinha da próxima.
  • Ed  03/08/2016 03:40
    Se você é contra o aluguel, você é necessariamente contra aposentadoria.
  • anônimo  03/08/2016 13:05
    'O capitalismo arranca a alma das pessoas, escraviza elas, cria necessidades desnecessárias. Aquela porcaria de Kinder Ovo custa 5 reais, o mundo poderia existir sem isso, mas essa porcaria existe e serve só pra deixar as pessoas com vontade de consumir e trabalhar. A vida poderia ser mais simples.'

    A culpa não é do capitalismo, a culpa é de quem não sabe o que é melhor pra si mesmo e sai gastando com o que não precisa.Só existe uma fase da vida em que é ok ser assim: infância.
    Socialistas geralmente tem esse problema e inventaram um novo pai pra dizer pra eles o que eles devem consumir: o estado.Só que, surpresa! O estado são só uns vagabundos que também não sabem o que é melhor pros outros.
  • Luiz Santos  02/08/2016 18:35
    "Aquela porcaria de Kinder Ovo custa 5 reais, o mundo poderia existir sem isso, mas essa porcaria existe e serve só pra deixar as pessoas com vontade de consumir e trabalhar. A vida poderia ser mais simples."

    Cabe lembrar que as pessoas podem escolher não consumir o Kinder Ovo se acharem que os 5 reais são mais importantes. Há uma variedade de opções que inclui...não comprar o ovo. E as pessoas ficarem com vontade de trabalhar não é algo ruim, haja vista que a riqueza não cai do céu.

    "Vou tentar explicar de uma outra forma pra ver se eu consigo ser mais claro: existem lojas que pagam aluguel e outras que não pagam, ambas funcionam, mas se as que pagam aluguel não precisassem mais pagar, os preços delas continuaria o mesmo por uma mera questão de ganância. O negócio funciona com uma conta de R$15.000,00 pra pagar e no caso dessa conta não existir mais, o capitalista embolsaria esse lucro que antes era conta"

    Pensando de outra forma: se o dono da propriedade mantiver o preço mas os clientes continuarem a ir, é ganância? As pessoas preferem o restaurante citado, o restaurante continua a lucrar e todo mundo sai feliz da história. Qual o problema?

    Neste caso, a ganância seria punida por uma queda no número de pratos servidos. Nada passaria em branco.
  • Ricardo Bordin  02/08/2016 19:28
    Mesmo diante de argumentos expostos de forma tão clara pelo IMB, adiante assim pululam esquerdopatas nos comentários vociferando contra o livre mercado. Seria "doença", tal qual a pedofilia? Sim, acreditem, chegamos a esse ponto:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/08/02/a-esquerda-e-sua-mania-de-massagear-bandido-ou-agora-e-a-vez-dos-pobres-pedofilos/
  • anônimo  02/08/2016 21:17
    Esquerdistas somente condenam a Pedofilia se for pra acusar a Igreja Católica. Já faz um tempo que eles estão protegendo os pedófilos.
  • Bruno  03/08/2016 00:37
    Aproveitando a oportunidade e a relação com o assunto,o IMB poderia fazer um artigo sobre as cidades banindo automóveis.

    Aqui está um artigo com os dados necessários e inclusive o autor deste artigo tem tendencias liberais(me corrijam se eu estiver errado).Portanto,vamos lutar contra esta ideia antes que a mesma chegue no Brasil e tome espaço.É algo que os liberais Brasileiros estão ignorando,o discurso de banir automoveis esta cada vez maior.Vamos lugar contra esta coerção!

    www.flatout.com.br/por-que-o-banimento-dos-carros-das-cidades-pode-ser-uma-ameaca-a-sua-liberdade/
  • brunoalex4  03/08/2016 15:46
    Veja Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1641
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1693
  • Bruno  03/08/2016 20:23
    Opa,obrigado!
    Sobre a perseguição dos carros eu não tinha lido ainda,mas ainda acho que estamos atacando muito pouco nesse tema que esta prestes a virar um discurso muito forte no mundo.

    O artigo que trata sobre carros iguais,bem eu concordo,mas acho que faltou uma visão mais branda e um pouco mais de conhecimento sobre automóveis.

    Vejamos:

    A aerodinamica é um fator principal para que os carros passassem a ser muito parecidos.
    Pelo simples fato de que a aerodinamica é um fator que conforme o seu maior coeficiente,maior a eficiencia do carro.Ou seja,aquele carro com uma ''melhor'' aerodinamica,passa a ser mais eficiente não só em desempenho em consumo,mas como em segurança também.
    Hoje os carros são todos arredondados justamente pela aerodinamica.Eu entendo e concordo de que as regulações somente atrapalham e influenciam que os carros se tornem cada vez mais iguais,mas chega ser desonesto acusar somente as regulamentações por esse efeito,não podemos isenta-la por isso,mas ao mesmo tempo não podemos por a culpa exclusivamente nela.
    Vejamos:
    Vamos olhar para o automobilismo:
    Pega os carros da formula 1,de década de 80 até agr.Veja como ficou mais parecido..Concordo que o regulamento da categoria influenciou mas vejamos que quanto mais se entendia sobre aerodinamica,mais parecido os carros ficavam.Pega os carros da década de 90,se todos tivessem a mesma pintura,a diferença entre os mesmos seria quase imperceptível para muitos.
    Na década de 50,60 e até 70,os carros já eram bem diferentes,tinham muitos iguais,porque o melhor ''layout'' era aquele então muitos usavam o melhor disponível na época,mas ainda sim tentaram diferentes modelos,alguns foram fracassados e outros proibidos pelo regulamento.
    Mas é ai que ta: Hoje a um consenso de que o layout arredondado,as rodas em determinadas posições,o motor de determinada configuração,é o mais eficiente atualmente,portanto todos adotam esse modelo.Não podemos negar que existe carros muito diferentes hoje,digo em tipos: Existem SUVS,Coupe,Sedan,Hatch...Carros bem diferentes em desenho mas todos daquele jeito arredondado por causa da aerodinamica.As grades frontais passaram a ser muito parecidas,pois aquele ''layout'' é oque proporciona melhor refrigeração para o motor,assim como outras coisas...Se pegarmos um carro com motor central ou traseiro(Lotus,Ferrari,Porsche,MR2/MRS) veremos que são bem diferentes,a frente não possui aquela grade e enfim ja muda bastante.
    O próprio TESLA model S,o modelo 2016 eles tiraram aquela grade falsa,o carro ficou com a frente lisa,ficou bem diferente dos outros porque como o carro é elétrico,ele se da ao luxo de dispensar aquelas grades e tomadas de ar na frente.E a TESLA pode mudar ainda mais o carro,mas os padrões de aerodinamica e os padrões esteticos que os consumidores exigem limitam muito em mudar mais o carro.
    Por exemplo:Quando começou a aerodinamica na formula 1(final de 60 e começo dos 70),tentaram asas completamente diferentes,porém depois de uns anos,todos usavam uma asa na frente e outra atrás,mas porque?Simples,aquele layout era o mais eficiente possível,não tinha outro jeito,entao todos passaram a usar esse layout de uma asa na frente e outra atrás.
    Mesma coisa: Porque todos tem 4 rodas?Porque é o jeito mais eficiente,não tem uma evolução.Tentaram a Tyrrel,um F1 de 6 rodas mas não deu certo,foi um fracasso!E voltaram a usar as 4 rodas novamente como todos...Entende que é algo que os empreendedores chegaram a um consenso?Não existe um layout de carro mais eficiente do que os de 4 rodas,ja tentaram mudar mas ninguém conseguiu,então usam-se as quatro rodas.

    Enfim,eu entendo e concordo plenamente sobre isso,só acho que o carro esta mais igual pelo mercado do que pelas regulamentações,por uma questão de eficiência.Agora não tenha duvidas,que as regulamentações influenciam sim e muitas vezes banalizam a produção de certos carros bem diferenciados.

    Abraços
  • RR  03/08/2016 03:44
    A minha dúvida é: como competir com um país como a China por exemplo, onde o ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos trabalhadores? E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do Brasil!!! Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado e que não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer? Flexibilizar a CLT, como o governo Micher Temer quer? Os trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais? Continuaremos vendendo commodities a preço de banana? Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das multinacionais? Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não. Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com empresas surgindo e oferendo empregos a toda hora. Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será que os políticos conseguem responder?
  • Soares  03/08/2016 11:31
    "A minha dúvida é: como competir com um país como a China por exemplo, onde o ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos trabalhadores?"

    Essa afirmação, em si mesma, é destituída de qualquer sentido econômico. Afinal, desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    "E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do Brasil!!!"

    Isso significa que o mercado consumidor chinês é uma mina de ouro para as nossas indústrias. Falta apenas elas agora saberem como vender para lá.

    P.S.: por essa sua lógica, era para os suíços estarem tremendo de medo. Quantas vezes a população chinesa é maior que eles?

    "Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado e que não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer?"

    Para começar, perceba que você, do nada, mudou totalmente de foco. Antes, a preocupação era com as importações da China. Agora, passou a ser a nossa pauta exportadora.

    Mas permita-me lhe apresentar alguns detalhes do mundo real:

    Alguns detalhes do mundo atual:

    1) Nova Zelândia e Austrália são hoje extremamente ricos, e seguem tendo como pauta de exportação commodities de baixo valor agregado.

    2) Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

    Eis o segredo: abertura total ao investimento estrangeiro.

    3) Laticínios, carne, lã, madeira, peixe, alumínio, e produtos de papel. Todos eles commodities. E sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Nova Zelândia.

    4) Carvão, minério de ferro, lã, alumínio, trigo, carne e algum maquinário. Sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Austrália.

    5) Por que o Brasil teria de fabricar absolutamente tudo aqui dentro, sendo que é muito mais inteligente comprar de quem já tem o know how da fabricação? De novo, Austrália, Nova Zelândia e principalmente Chile só exportam matéria-prima, não exportam nada de alto valor agregado, e se tornaram países desenvolvidos.

    6) Quem não acredita nessa possibilidade tem então de refutar a teoria das vantagens comparativas. Tem de explicar por que seria vantajoso querer concorrer com quem já domina a área. E tem de explicar também aos neozelandeses que eles devem urgentemente direcionar recursos escassos para construir uma fábrica de automóveis, ainda que seja muito mais vantajoso para eles comprar de outros países.

    7) Já imaginou se o governo do Japão cismasse que o país tem de virar uma potência na extração de petróleo? É exatamente isso o que os protecionistas e desenvolvimentistas querem.

    8) Hong Kong e Cingapura têm de importar toda a sua comida e toda a sua água. E têm os maiores PIBs per capita do mundo. Pela lógica protecionista e desenvolvimentista, era para eles urgentemente saírem desapropriando prédios e transformar tudo em pasto, pois é urgente plantar a própria comida.

    9) No que a Austrália e a Nova Zelândia são competitivas? No que o Chile é competitivo senão em vinhos e cobre? No que Hong Kong e Cingapura eram competitivos?

    10) No Brasil, há um vasto setor de serviços a ser explorado. Há todo um setor de turismo, totalmente subutilizado (há vários locais bonitos sem a mais mínima infraestrutura para turistas). Há setores tecnológicos de ponta (a Embraer, por exemplo). Nossas mineradoras são eficientes e pagam bem (para quem é bom).

    Em todos os países ricos, o setor de serviços ocupa quase 70% da economia.

    No entanto, protecionistas e desenvolvimentistas insistem em dizer que eu mesmo é que tenho de fabricar meu notebook.

    11) No Brasil, o protecionismo, as reservas de mercado e os subsídios às indústrias vigoram desde o ano 1500. Essas pessoas ainda querem mais? Em termos de protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século, não se desenvolveu, e ainda é necessário dar mais tempo?

    "Flexibilizar a CLT, como o governo Micher Temer quer? Os trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais?"

    Faça um enorme favor a si mesmo e pare de ficar repetindo abobrinha que você leu em blog petista. Isso apenas lhe deixa a descoberto. Pensei estar conversando com alguém maduro.

    "Continuaremos vendendo commodities a preço de banana?"

    Como fazem Austrália, Nova Zelândia e Chile?

    "Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das multinacionais?"

    Ah, aí não tem jeito mesmo, não. Você quer mágica. Você quer ter indústrias fortes e competitivas, mas não quer investimentos estrangeiros diretos, que é a justamente a única coisa que pode nos modernizar. É exatamente o investimento estrangeiro a salvação, a única coisa capaz de modernizar nossas indústrias, aumentando sua produtividade e eficiência.

    Sem ela, nada feito.

    Você por acaso é discípulo de Brizola? Achei que essa gente já havia sido enterrada na lata de lixo da história.

    "Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não."

    Não é, não. É papo de retrógrado, mesmo.

    "Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com empresas surgindo e oferendo empregos a toda hora."

    E, no entanto, você defende medidas que gerariam o exato oposto disso.

    "Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será que os políticos conseguem responder?"

    Políticos?! Você quer que políticos melhorem o Brasil? Aí lascou mesmo. Quem pode melhorar o Brasil somos nós, investidores e consumidores. E não políticos fechando a economia.
  • Show da Fé  03/08/2016 13:56
    Acredito que essa explanação do colega missionário tenha sido mais que suficiente para orientar a fé do colega acima!
  • Rodrigo  03/08/2016 14:13
    Mitou.
  • Edujatahy  04/08/2016 12:44
    Ótima resposta.

    Eu sempre me pergunto esta insistência em "proteger" a indústria nacional quando ela ano a ano emprega percentualmente menos da população.

    Nos próximos anos veremos impressoras 3D causar uma DISRUPÇÃO em várias setores da indústria e ainda nos preocupamos em protegê-la? Qual o sentido? Queremos ficar igual à Cuba?

    Parece discurso do século retrasado!

  • Livre Mercado  04/08/2016 13:46
    Os barões da indústria nacional são grandes doadores de campanhas eleitorais.
    As decisões políticas que beneficiam este grupo são relativamente fáceis de serem tomadas, normalmente não precisam passar pelo congresso, voraz devorador de cargos e verbas, e a desculpa de "proteger a indústria nacional" cola muito bem na amacacada população brasileira.
    E estes barões conseguem arrastar votos de órfãos de um estado perfeito com o discurso de que são contra o aumento de impostos e querem que o governo corte gastos, assim sobra mais dinheiro para comprar produtos toscos da FIESP.
  • Taxidermista  03/08/2016 13:06
    "William Smart was the outstanding Austrian in England during his generation, a leading advocate of the marginalist school. But he was more than that: he was a dedicated champion of laissez-faire trade policy in the tradition of Cobden and Bright. He knew that the principles of free trade had to be explained in every generation. He did so in this series of passionate lectures first published in 1904. What's extraordinary is how they all hold up today. He addresses every common fallacy of protectionism, including dumping, revenue claims, infant industry, war sanctions, and a dozen other topics. This book should be included among the great trade classics, but it has been unfairly overlooked. This new edition brings his work into the public consciousness so that Smart's wisdom on trade can be part of the current-day understanding":

    mises.org/library/return-protection
  • Hong-Konger  03/08/2016 14:02
    O protecionismo é nefasto.

    O problema não é só o preço alto das compras coercitivas. Enquanto os trabalhadores poderiam estar produzindo coisas importantes, como casas, saneamento, hospitais, escolas, estradas, aeroportos, etc, eles estão produzindo bugigangas e todo tipo de tranqueiras. É um desvio total da mão de obra que prejudica a produção de coisas mais importantes.

    Um bom exemplo foi a lei das armas da polícia. O estado proibiu a importação de armas pela polícia brasileira, causando enormes prejuízos com armas nacionais.

    Outro grande problema é que ele reduz o poder de compra. Como as coisas são mais caras, as pessoas compram menos produtos.

    Sem contar os prejuízos com produção de energia, lixo, poluição, etc.

    Protecionismo é coisa de gente mal intencionada.

  • FL  03/08/2016 19:11
    Estudei num colégio onde havia apenas uma cantina.

    Todos os alunos, do primário ao ensino médio, tinham duas opções: levavam seus lanches de casa, ou compravam na tal cantina. Desnecessário dizer, mas nenhum aluno podia sair do colégio durante o período de aula, ficando lá durante toda a manhã.

    A cantina, sabendo disso, fazia o óbvio: vendia qualquer porcaria a preços altos. Uma lata de suco, que na época custaria dois reais na venda em frente ao colégio, custava facilmente cinco reais lá dentro. A mesma lógica era aplicada para todos os itens: salgados, lanches, refrigerantes, doces... todos com qualidade duvidosa e preços exagerados.

    Um colega começou a fazer travessas de bolo de chocolate em casa. Passava a tarde fazendo a receita e assando, cortava em pedaços iguais e os vendia para os outros alunos na manhã seguinte. Começou pequeno, levava algumas unidades na mochila e as vendia para os amigos mais próximos a preços razoáveis. Logo, e inevitavelmente, outros alunos experimentaram e quiseram comprar também. Ele aumentou a produção e manteve os preços, vendendo cada vez mais. Começou a dividir o trabalho de produção com a namorada e as vendas com o irmão, para escoar todo o estoque (e, claro, dividindo os ganhos com eles).

    Virou uma pequena febre no colégio. Quase todos os alunos conheciam o bolo, e os cercavam no intervalo para comprar. Durou por algum tempo, até que, um belo dia, ele parou de produzir. Quando questionado, falou que não ia mais vender lá dentro.

    O que aconteceu? Os donos da cantina, quando souberam do caso, foram reclamar junto à diretoria do colégio: a cantina pagava aluguel, tinha que passar por inspeções sanitárias, tinha funcionários e, principalmente, tinha um acordo com o colégio para ela, a cantina, ser a única provedora de alimentos do local. Assim, o aluno estava infringindo as regras com a sua venda de bolo.

    A diretoria acatou a reclamação, chamou meu colega e o proibiu de vender os bolos, sob ameaças de suspensão e expulsão. Ele parou, e os alunos se viram obrigados a voltar ao estágio inicial, apenas com a cantina (cara e ruim) como opção.

    Meu colega continuou vendendo os bolos "clandestinamente" por algum tempo, mas logo parou, pois o volume e o ganho não compensavam o risco.


    No final, o sistema venceu e os alunos saíram perdendo.

    Como na conclusão do artigo, "no final, isso irá empobrecer a todos para favorecer a apenas alguns poucos."
  • anônimo  03/08/2016 20:41
    E não houve nada de errado nessa história.

    A escola é propriedade privada, o dono faz o que bem entender e se ele tem um acordo com a cantina, ele tem que cumprir.
  • FL  04/08/2016 10:51
    Anônimo, óbvio que a escola é propriedade privada (vamos fingir que não era um colégio público).

    Mas você realmente não consegue fazer o paralelo?
    Escola = estado
    Alunos = povo
    Colega do bolo = empreendedor
    Cantina = empresa da FIESP
  • Thiago Bernardes  05/08/2016 17:01
    Prezados amigos,

    Por gentileza, ajudem-me para argumentar para um amigo meu, defensor de um estado interventor ou empreendedor (? hehehe).

    Comentário 1:

    "Discordo da forma como o artigo coloca a questao do protecionismo. A proteção do mercado nacional é um instrumento importante de política econômica para ajudar a formar a industria nacional. Impedir a entrada de produtos estrangeiros no país quando a industria nacional esta se formando eh fundamental, caso contrario a industria nacional nascente não teria condições de se estruturar por ser impossível competir com produtos estrangeiros, e o país ficaria sempre dependente de produtos externos, o que é pessimo pra autonomia politica e econômica nacionais. Depois de formada a industria nacional, aí sim é importante abrir as fronteiras, para que a competição faça os preços caírem e os produtos melhorarem a qualidade. Todos os países praticam o protecionismo, inclusive em produtos agrícolas, Estados Unidos por exemplo. A coreia do sul usou muito o protecionismo quando estava formando sua base industrial. Esse discurso de liberalização plena só interessa países com industrias formadas e mais avançados tecnologicamente, porque largam na frente na competição do mercado global."

    Eu respondi ao comentário 1. Basicamente, eu disse que o liberalismo econômico favorece ao consumidor, enriquecendo o país; enquanto, o intervencionismo/protecionismo favorece ao empresário, empobrecendo o país. Então, ele respondeu com os comentários 2 e 3.

    Comentário 2:
    "É evidente que como consumidor eu compraria produtos mais baratos e de melhor qualidade, sejam eles nacionais ou importador. Não preciso comprar só produtos nacionais para poder defender o protecionismo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O protecionismo não é uma opção de consumo individual, e sim um instrumento de política de Estado para ajudar na formação do mercado nacional. Isso não é apenas retórica, é constatação fatica do que fizeram e fazem todos os países. Ninguém abre sua economia para outros, prejudicando os produtores locais, seria ingenuidade. Ninguem faz isso. Os países mais abertos hoje, como coreia, fizeram protecionismo no passado em maior escala. Se o fazem em menor escale hoje é porque estão mais maduros economicamente para enfrentar a concorrência externa. Esse discurso de abertura plena porque favorece o consumidor só existe nas teorias liberais, na prática a conduta é outra, o que mostra que se trata de demagogia em favor dos grandes empresarios internacionais. Ademais, o protecionismo não eh como uma equação matemática que é isso ou aquilo, tudo ou nada, mas um instrumento ajustável, pode ser usado para uns setores e outros nao, conforme for conveniente para fortalecer um setor ou outro no país. O protecionismo nao parece benefico para o consumidor porque pode barrar produtos inicialmente mais baratos, mas por outra lado é benefico na medida em que, ao ajudar a formação da industria nacional, desenvolve o país como um todo, e confere autonomia nacional. Pensar apenas sob a perspectiva individual é reduzir a realidade. Há outros elementos importantes envolvidos para o desenvolvimento nacional. O discusso da liberalização plena é demagógico e abstrato porque só interesse a quem já largou na frente. Penso num protecionismo em regra nas fases iniciais, com abertura à medida que a industria nacional se desenvolve. Claro que 100% de protecionismo é ruim, e até impossivel no mundo globalizado atual."

    Comentário 3:
    "É importante favorecer o empresariado local para gerar e desenvolver a industria nacional caso contrario o país será sempre exportador de bens agrícolas e minerais e importador de bens tecnologicos, o que dá desequilibrio na balança comercial, enfraquece a moeda e emprobece o pais. O protecionismo é um dos instrumentos que o Estado pode lançar mão para desenvolver a industria nacional."


    Desde já agradeço.
    Att.,


  • Coimbra  05/08/2016 18:19
    Não há muito o que responder porque o seu amigo -- ao contrário de outros esquerdistas -- foi bastante sincero e aberto: ele defende os privilégios para os poderosos e as reservas de mercado em prol do baronato industrial.

    Ele é contra os pobres aumentarem seu padrão de vida tendo acesso a produtos bons e baratos do exterior. Ele defende que os pobres se estrepem em prol do contínuo aumento da conta bancária da FIESP. Ele, em suma, é abertamente a favor da transferência de riqueza dos pobres para o grande baronato industrial.

    Ele é explícito em sua defesa quanto a isso, de modo que realmente não há o que refutar. Ele sabe muito bem o que está defendendo, e defende mesmo assim. Os neonazistas de hoje também sabem bem o que estão defendendo, assim como os comunistas. Logo, não há como dissuadi-los de nada.

    A defesa do protecionismo por meio de argumentos puramente econômicos é tão fraca, que poucos ainda recorrem a ela. Quem defende protecionismo, mas não tem a hombridade de falar que o faz em prol do grande baronato industrial, sempre recorre ao argumento da "indústria nascente", que certamente está entre as maiores imbecilidades do raciocínio econômico.

    Afinal, no Brasil, as empresas já não tiveram protecionismo o bastante?
    O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século — atualmente, o Brasil continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo — e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    Enquanto não houver respostas detalhadas e justificadas para todas essas perguntas, o protecionista continuará sendo um mero testa-de-ferro da FIESP.
  • anônimo  05/08/2016 21:24
    O problema do seu amigo é que ele só enxerga conceitos abstratos, como nação, e não conceitos reais, como individuos.


    O que eu responderia: A renda é minha e eu tenho o direito de consumir produtos de onde eu bem entender, seja feito em São Paulo, no Amapá, em Toquio, e sinceramente me lasco com com produtores ineficientes, sejam eles do Brasil ou não. Se você quer ajudar produtores que produzem na mesma linha imaginária que você, por motivos toscos como autonomia nacional, faça você e não me obrigue a fazer o mesmo. Não me importo se os dólares que eu irei adquirir terão vindo da venda de soja ou minério, pois eu estou me lixando para pauta de exportação. E não, não existe correspondencia com a realidade, livre comércio não é entre países, mas entre pessoas, pois só pessoas comercializam, e até que você me prove que isolar pessoas é benéfica para o desenvolvimento dela, você não me convencerá que o livre comércio é ruim para mim.
  • Indivíduo  15/09/2016 22:05
    O protecionismo pode ser bom para indústria nacional, mas isso no caso em que só existem empresas nacionais. E quando, no mercado do país, as empresas multinacionais já estão instaladas?

    Para esse exemplo aí do seu amigo ser válido aqui no Brasil, teria que vim um governo e expulsar ou nacionalizar todas as multinacionais e a partir daí, criar uma reserva de mercado só para empresas nacionais, já que o problema dele é a concorrência internacional.

    Cara, se isso desse certo, os Venezuelanos deveriam estar com um excelente padrão de vida, mas não é isso que está acontecendo.

    Isolar a economia de um país é burrice, a empiria mostra isso.

    Se empresas multinacionais estão obtendo sucesso no país com um produto qualquer é por que elas estão agradando o consumidor. O protecionismo não justifica como benéfico para o país.

    O protecionismo só justifica no caso em que o governo quer fazer parceria com determinadas empresas, e estas escolhidas são beneficiadas com a proteção ou privilégios sobre os concorrentes,dando em troca para isso aquele incentivo para os políticos.

    O discurso nacionalista do seu amigo aí é bonito, mas infelizmente, é uma fria.
  • anônimo  06/08/2016 00:36
    Alguém aqui já assistiu a série Gigantes do Brasil do canal History? Protecionismo puro.
  • Igor  09/08/2016 14:13
    Dado que no mundo todo os bancos operam sob o sistema bancário de reservas fracionárias, e que esse arranjo é inerentemente inflacionário, pode-se dizer que nos países europeus e nos EUA a inflação é menor por que suas economias são mais abertas ao comércio exterior?
  • Emerson Luis  15/09/2016 19:43

    Ótimo artigo!

    Observação:

    "Ali também há alimentos e bebidas, produtos de limpeza e decoração, e até mesmo a área de comida pronta para levar. No entanto, não vejo a mesma qualidade, a mesma variedade, e nem os mesmos preços baixos."

    Mesmo que este outro supermercado oferecesse produtos com preços menores e qualidade maior, ainda assim seria errado coagir qualquer pessoa a comprar lá. Liberdade genuína inclui a liberdade de [supostamente] errar, ninguém pode ser "coagido para o seu próprio bem", se estiver arcando com os custos e consequências de suas escolhas e não estiver prejudicando terceiros.

    * * *
  • Crise Brasileira  16/09/2016 00:03
    -Crise internacional VS brasileira,relação clara?:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,comercio-mundial-tem-maior-contracao-desde-2009,1750826

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1743476-comercio-mundial-tem-o-pior-ano-desde-a-crise-financeira-de-2008.shtml

    A culpa é do PT ou da crise externa?
  • Realidade Brasileira  16/09/2016 01:10
    Essa foi gozada. Segundo os seus próprios links, a demanda caiu exatamente nos países subdesenvolvidos, e foi isso o que puxou para baixo o comércio global. Mas, ora, nós também exportamos para EUA e União Europeia, e eles não são subdesenvolvidos.

    Não, meu caro dilmista, não dá pra culpar os estrangeiros pelas conseqüências das cagadas que o PT fez na economia. Crescimento de zero em 2014, encolhimento de 4% em 2015, e outro encolhimento de 3,5% (previsto) em 2016. Em dois anos, a economia encolheu mais de 7%. Foi a terceira maior queda em todo o mundo, estando melhor apenas que Venezuela e Ucrânia.

    Você acha que uma economia encolher mais de 7% em dois anos é por causa da redução das exportações para outros países subdesenvolvidos fodidos?

    China? Uma informação para você: de tudo o que o Brasil exporta para a China, os produtos manufaturados não chegam nem a 5%. Isso significa, por exemplo, que a indústria brasileira nem de longe tem a China como principal cliente.

    Ademais, a participação das exportações na economia brasileira é ínfima, não chegando nem a 12% do PIB. Tal valor só é maior que Afeganistão, Burundi, Sudão, República Centro-Africana e Kiribati. A média global é de 29,8% do PIB.

    Se você quer argumentar que o PIB brasileiro encolheu mais de 7% em dois anos só porque as exportações (que representam apenas 12% do PIB) diminuíram, boa sorte.

    Agora, se quiser saber por que a economia realmente degringolou, vou sugerir apenas três artigos, mas que são definitivos. Ei-los, em ordem crescente de complexidade:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2120

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

    De bônus, este, que explica o desabamento das exportações:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
  • Livre Mercado  16/09/2016 02:40
    A crise econômica internacional está prestes a começar e vai pegar bem na rabeira da crise brasileira, se o PIB caiu 7% em 2 anos, veremos ele cair 17% em 4 anos.


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