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Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?

À exceção das contas do governo, nenhuma outra estatística econômica é reportada com maior pesar e tons apocalípticos do que um déficit na balança comercial do país.

Sempre alerta à procura de iminentes desastres econômicos, tanto a imprensa quanto economistas desenvolvimentistas se apressam em pontificar, em tons graves, sobre os perigos de se ter um déficit comercial.

O problema é que ninguém nunca realmente explicou qual perigo há em recebermos mais bens dos estrangeiros do que damos a eles.

E ninguém nunca explicou simplesmente porque não há nenhuma explicação.  Com efeito, eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa. 

(Já o Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial).

O exemplo a seguir ajudará a entender por que déficits na balança comercial não apenas não são ruins, como, ao contrário, podem significar um aumento da prosperidade do país.

A pequena ilha

Imagine um pequeno e pobre país isolado no meio do Pacífico, com uma economia baseada predominantemente na pesca e na agricultura de subsistência.  Um belo dia, uma excursão de geólogos descobre vastas reservas de petróleo nesse país.  Imediatamente após essa descoberta, os investimentos estrangeiros começam a afluir em massa para esse lugar.

Como o país até então não possuía uma infraestrutura avançada, esse investimento estrangeiro terá de construir basicamente tudo: poços petrolíferos, refinarias e oleodutos.  Terá também de construir estradas para escoar a produção, bem como um porto, onde embarcar o produto.  Para fazer todas essas construções, toneladas de equipamentos e materiais de construção terão de ser levados a esse país, bem como quantidades substanciais de bens de consumo para prover os trabalhadores dessas construções. 

Todos esses materiais, todos esses bens, constituem importações.  Mais ainda: eles representam a contrapartida física de todo o dinheiro de investimentos que está entrando na conta capital e financeira dessa ilha.  O aumento do investimento estrangeiro possibilitou um aumento das importações.

A pergunta é: teria como esse país evitar um déficit na balança comercial?  Nem se ele exportasse todos os peixes, verduras, cocos e vacas que seus habitantes possuem.  E o principal: ele não teve de exportar absolutamente nada para pagar por essas importações — o petróleo só começará a jorrar daqui a vários anos, quando tudo isso estiver construído e operante. 

Logo, essa balança comercial deficitária ("desfavorável", segundo economistas) e todo o investimento estrangeiro que a gerou representaram, na verdade, um desenvolvimento econômico extremamente favorável para a economia local.  Difícil imaginar algo mais favorável do que esse arranjo.

Porém, um economista desenvolvimentista olharia para os números e lamentaria o déficit na balança comercial.  "Puxa, se ao menos vacas, peixes e cocos estivessem sendo mandados para fora para atenuar esse déficit comercial...".  O desenvolvimentista realmente acredita que os habitantes desse país estariam em melhor situação caso abrissem mão de suas vacas, peixes e cocos, mandando-os para o estrangeiro e, em troca, alimentando-se de capim.  Para ele, o que importa é a balança comercial.  Quanto menor o déficit, melhor.

Já um economista um pouco mais sensato reconheceria que o atual arranjo econômico desse país realmente é benéfico para sua população; ele reconheceria que investimentos estrangeiros produtivos necessariamente geram déficits na balança comercial, pois investimentos precisam da importação de bens de capital — se não precisassem da importação de bens de capital, então poderiam ser realizados por nativos.  

Investimentos estrangeiros e o déficit na balança comercial que eles geram representam acumulação de capital para o país em questão.

Todos nós, como indivíduos, temos déficits em nossa balança comercial

Você certamente possui um déficit em sua balança comercial com seu dentista, com os restaurantes, com os supermercados, com as lojas, com as salas de cinema, com seu senhorio e, acima de tudo, com sua empregada doméstica.  Nenhum deles compra nada de você.  Você dá seu dinheiro para eles.

Mas esses déficits comerciais são a recompensa que temos pelo nosso trabalho assalariado.  Nós conseguimos cobrir esses "déficits" graças aos "superávits" que temos com nossos empregadores.

Isso mostra uma tautologia básica: no final, toda e qualquer transação econômica entra em equilíbrio.  Nós trabalhamos e produzimos para que possamos consumir. 

Expandamos agora esse exemplo para toda a população de um país.  Se um indivíduo de um país compra bens e serviços de outras pessoas que moram em outros países, ele tem necessariamente de ter produzido algo de valor para poder fazer essa importação.  Se os indivíduos de um país estão comprando mais televisores, tablets e smartphones de outro país, isso significa que alguém, em algum lugar, está comprando algo de valor em posse desses indivíduos.  Alguém está dando a eles os meios que os permitem fazer essas importações.

Esses "meios" são os investimentos estrangeiros. No exemplo da ilha acima, seus habitantes receberam esse dinheiro dos investidores estrangeiros, os quais voluntariamente direcionaram para a ilha o seu dinheiro.  Mas há outras formas.

Por exemplo, se eu sou o proprietário de uma fábrica de automóveis e vendo um carro para um canadense, essa venda é computada como sendo uma exportação.  Por outro lado, se um canadense compra ações dessa minha empresa, isso é computado como "investimento estrangeiro", e não entrará nos cálculos que superávit/déficit comercial que tanto preocupam os economistas.

Mas perceba que, em ambos os casos, algo foi vendido.  Na primeira situação, vendi um carro.  Na segunda situação, vendi uma ação.  A primeira venda foi computada como "exportação".  A segunda venda foi computada como "investimento estrangeiro".

Dado que o investimento estrangeiro não é contabilizado como exportação/importação, é realmente de se estranhar que países tenham déficits comerciais?  Ora, são exatamente esses investimentos estrangeiros que permitem as importações.  Um país que está importando pouco é um país pouco atraente para os investidores estrangeiros.  Certamente será um país pobre.

Por isso, vale a pena repetir: toda transação comercial deve se equilibrar.  Se um país tem a capacidade de importar bens e serviços produzidos pelo resto do mundo, isso significa que o resto do mundo demonstrou interesse em investir nesse país.

Consequentemente, não é de se estranhar que todos aqueles países ricos mencionados no início deste artigo tenham apresentado contínuos déficits em suas balanças comerciais.  Déficits na balança comercial gerados por um aumento das importações são a consequência de fartos investimentos estrangeiros.  Realmente, não há nada de catastrófico nisso.

Superávits na balança comercial significam privação

Qual seria o sentido de exportar mais do que importar? 

Pense em um cidadão brasileiro.  Do ponto de vista dele, as exportações de soja, laranja, milho, café, aço e automóveis do país só lhe são boas porque trazem dólares que lhe permitem importar iPads, notebooks, smartphones, tablets, livros, alimentos, vinhos, cervejas e várias outras coisas.  Fora isso, as exportações não lhe são nada vantajosas. 

Ao contrário até: quanto mais um país exporta, menor será a oferta desses bens exportados no mercado nacional.  Quanto maior a exportação de soja, laranja, café, milho, aço e carros, menor será a oferta desses produtos para os brasileiros, o que significa que seus preços no mercado interno serão maiores do que poderiam ser caso não fossem exportados. 

De modo geral, sempre que a balança comercial apresenta um superávit recorde, isso significa que o cidadão brasileiro foi privado de uma maior oferta de bens, tanto aqueles produzidos nacionalmente e que foram exportados, quanto aqueles produzidos no estrangeiro e que não puderam ser importados por restrições governamentais.

Logo, a política governamental de estimular exportações e restringir importações apenas para se ter superávits na balança comercial só pode ser vista como um sadismo governamental, um ato de criminosa privação da população.

Populações ricas são aquelas com amplo acesso aos bens e serviços produzidos pelo resto do mundo.  São aquelas que têm liberdade para importar.  É para isso que acordamos cedo e trabalhamos muito: para conseguirmos os meios para elevar nosso padrão de vida.  E a importação de bens e serviços estrangeiros de qualidade aumenta nosso padrão de vida. 

Tudo se resume a proteger a indústria nacional

A realidade é que a gritaria contra eventuais déficits comerciais nada tem a ver com teorias econômicas.  Hoje, os números da balança comercial não são utilizados para informar ou iluminar.  Seu real propósito é fornecer estatísticas espúrias, bem como apoio pseudo-científico, para grandes grupos empresariais em busca de legislações protecionistas.

Esses empresários avessos à concorrência externa querem uma reserva de mercado, fazendo com que a população — principalmente os mais pobres — seja forçada a comprar apenas os seus produtos.  Para camuflar seus apelos diretos por protecionismo, eles dizem apenas estar defendendo o "bem comum" em prol de uma balança comercial favorável.

Para esses empresários protecionistas, as indústrias nacionais não devem ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais.  Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros.  Eles devem ser obrigados a comprar apenas produtos nacionais mais caros.  Como defender abertamente isso não seria muito popular, recorrer ao bicho-papão do "déficit da balança comercial" soa mais científico.

Em todo caso, qualquer pessoa minimamente sensata que já tenha parado para pensar sobre o assunto certamente ainda não deve ter entendido esse básico: afinal, por que é dito que um país que dá mais bens do que recebe em uma transação comercial apresenta uma balança comercial favorável?

Por que, afinal, dar mais do que recebeu seria "favorável"?

Se você já pensou sobre isso e não conseguiu encontrar uma resposta, não se preocupe, pois você está em boa companhia.  Adam Smith, ainda no século XVIII, também não encontrou nenhuma resposta.  Disse ele:

Nada pode ser mais absurdo do que essa doutrina da balança comercial, sobre a qual [...] praticamente todas as regulações sobre o comércio exterior são baseadas.

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Artigos complementares:

O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman

Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas 

A filosofia da miséria e o novo nacional-desenvolvimentismo do governo brasileiro 

Se você é contra o livre comércio, você nunca viveu sem ele 

Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas 

Descubra se você é um protecionista mercantilista 

Qual o benefício de exportar mais do que importar? 

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Autores:

John Tamny, o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.

David Glasner, economista da FTC e autor do livro Free Banking and Monetary Reform.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Renan Merlin  28/07/2016 14:56
    Como diria Milton Friedman: "Permitir a entrada de produtos japoneses é ruim pra nossa economia? Como pode ser ruim trocar produtos bons e baratos por papeis verdes?"
  • Hugo  28/07/2016 15:42
    É ruim sim, ao comprar um produto japonês você deixa de comprar um nacional, prejudicando o emprego de trabalhadores locais e por consequência prejudica você mesmo, já que seu emprego é sustentado por pessoas locais.

    A hora que ficar desempregado vai lá pedi emprego no japão.
  • Chávez  28/07/2016 15:58
    Bocejos...

    Se um brasileiro prefere importar um carro japonês de qualidade em vez de comprar um lixo nacional que eu produzo, então eu de fato mereço ficar desempregado.

    Se os consumidores brasileiros voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP, FIERJ, FIEMG e toda a CNI.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se você, por exemplo, preferir comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria lhe proibir disso? Que mal você está fazendo a terceiros?

    Apenas frouxos e desqualificados querem impedir a livre transação de pessoas e obrigá-las a comprar os produtos de merda que fabricam.

    O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas palavras, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas, pelo governo, dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos).

    Protecionistas querem proteger as empresas ruins e blindá-las contra as demandas dos consumidores. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar da FIESP, garantindo os lucros desse baronato ineficiente.

    Por que isso seria ético e moral?

    No mais, todo esse chorôrô já foi respondido, em amplos detalhes, aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2459
  • Tecolanches  29/07/2016 17:56
    Já eu preferiria comprar de Franca ou Jaú, sapato Chines é feito pra anão usar, além de não aguentar o nível hard das calçadas brasileiras.
  • Ricardo  29/07/2016 18:19
    Ué, por mim, você é totalmente livre para tal.

    E por você, eu posso continuar comprando sapatos da China? Você deixa?
  • Livre Mercado  28/07/2016 16:05
    Muitos brasileiros já o fazem, ninguém deve ser obrigado a comprar os produtos toscos e caros da FIESP, estas indústria de lixo devem morrer afogadas em sua incompetência e liberar capital e trabalhadores mal empenhados nela em setores competitivos e saudáveis de nossa economia.
    Chile, Nova Zelândia, Austrália, Eslovênia, Luxemburgo, Andorra, San Marino e tantos outros são desenvolvidos sem nenhum setor de indústria de transformação expressivo.
  • CIRO GOMES 2018  28/07/2016 16:07
    Cuba e Coreia do Norte possuem as econômias mais fechadas do mundo entretanto se não ouvesse desemprego nesses paises cubanos não fugiriam pros EUA e Mexico nem Norte Coreanos pra Coreia do Sul e China.
  • anônimo  28/07/2016 17:14
    Diga isso ao seu messias.
  • Jose Roberto  28/07/2016 16:36
    Qual é limite da fronteira?

    Se você comprar dos japoneses, você fica sem emprego no seu país.
    Se você comprar do Acre, você fica sem emprego no seu estado.(Seja la o estado onde mora).
    Se você comprar de outra cidade, você fica sem emprego na sua cidade.
    Se você comprar de outro bairro, você fica sem emprego no seu bairro.
    Se você comprar de outra pessoa, você fica sem emprego.


    Em que ponto as fronteiras estão trabalhando exclusivamente a seu favor? Em nenhum. Levando esse pensamento de fechar o país ao extremo, você deveria voltar pra fazenda e produzir tudo você mesmo.
  • Renan Merlin  28/07/2016 17:10
    MITOU!
  • Leonardo  01/08/2016 13:39
    Uma resposta irretocável.
  • João Cirilo  28/07/2016 23:49
    Pelo jeito, estudante, vc não leu o artigo. Ou não entendeu nada.

    Ou, não concorda com ele, o que tem todo o direito.

    Mas, neste caso, penso que seria salutar oferecer uma resposta mais substanciosa do que este comentário que fez.
  • Gilson Moura  28/07/2016 15:48
    Excelente
  • Felipe  28/07/2016 15:18
    Excelente artigo.

    "no final, toda e qualquer transação econômica entra em equilíbrio."

    Esta frase resume tudo.
  • Renan Merlin  28/07/2016 15:22
    O Maior expoente do protecionismo é o Ciro Gomes mas será que ele da exemplo e estimula o turismo nacional passando ferias em Salvador, Recife ou Rio de Janeiro ao inves de Miami, Paris e Londres? Ou será que ele ja teve um Gurgel? Será que ele presenteia suas amantes com perfume jetiqui ao invez de frances ou seus seguranças armados usam pistola taurus ao invez de glock?
  • Tasso  28/07/2016 15:28
    Mas foi Ciro Gomes quem quebrou a Gurgel.

    www1.folha.uol.com.br/fsp/campinas/cm2801200101.htm
  • Lucas Silva  28/07/2016 16:32
    Ciro Gomes é um embuste de ditador socialista, um cara 10000000% Keynesiano e que deu origem ao bilhão-trocado, já que para o Estado milhões não são nada.
  • Renan Merlin  28/07/2016 17:26
    Com a falência do PT e a desconstrução do "mito" Lula a esquerda esta forçando a barra de todas as maneiras monopolizar nele a ultima esperança de continuar manter o status quo e o mais incrível e que ele vende a solução que ele apoiou por 13 anos.
    Mês passado ele deu uma entrevista e na mesma entrevista chamou a Dilma de honesta e de canalha ao mesmo tempo.
    Quando a esquerda aposta em alguém que representa o coronelismo é que o desespero esta grande
  • Rodrigo Galli  31/10/2016 13:09
    Acredito que ninguém defende que não deva haver importações, principalmente o Ciro Gomes. Acredito que ninguém queira abrir o mercado de forma literal, principalmente o Ciro Gomes.

    Ao fazer comentários e criar movimentos de ideias na internet precisamos ser coerentes e pensar em um bem comum sem utilizar a ideologia como base da solução e sim o problema como base para a solução.

    Ciro Gomes defende sim uma balança comercial saudável, porem isso não limita a importação. Se você quiser comprar seus produtos lá fora, você terá TODA A LIBERDADE PARA O FAZER, porem existira sim algumas regras para igualdade de mercado.

    1 - Como pode um empresário brasileiro competir com produtos aeroespaciais e ou de segurança nacional com os estados unidos, sendo que o mesmo é dono de patentes de produção e tem a base de produção na moeda base de calculo de cambio? Para eu abrir um mercado interno nesse ramo eu necessito pagar royalties pela tecnologia fechada estrangeira, remunerar o funcionário, remunerar os fornecedores e toda a cadeira dentro da realidade brasileira que SERÁ PARA SEMPRE OU PELO MENOS POR UNS 100 ANOS mais cara que a americana. No liberalismo vai compensar continuar exportando dos EUA, o empresário brasileiro vai falir, a galera vai perder o emprego e o que faremos?

    2 - Utilizando o exemplo do sapato chines, como eu empresário brasileiro vou competir com o empresário chinês que tem uma empresa que produz em uma escala de centenas de milhões de quantidades fazendo o valor final chegar ao brasil em áreas de zero imposto mais incentivo fiscal com valor inferior ao de produção local. No liberalismo vai compensar continuar exportando dos CHINESES, o empresário brasileiro vai falir, a galera vai perder o emprego e o que faremos?

    A questão da balança comercial não é impedir que o país e seus cidadãos possam usufruir da tecnologia mundial ou proteger o empresário brasileiro para que ele se mantenha vagabundo produzindo porcarias. A questão da balança comercial é motivar o mercado interno mantendo empregos, o dinheiro girando nas mãos do cidadão, gerando riquezas com aumento do PIB e por final aumentar o investimento em educação, pesquisas e afins para que possamos nos tornar competitivos no mercado internacional.

    Gostaria também que alguém apresentasse provas e ou documentos do coronelismo (Imagina-se o termo para comandos de corrupção, controle de mídias e de opinião e manutenção da ignorância e necessidades básicas do povo) da família Ferreira Gomes no Ceará.
  • Papai NTasso  31/10/2016 14:39
    "Como pode um empresário brasileiro competir com produtos aeroespaciais e ou de segurança nacional com os estados unidos"

    Espere aí. Por que o Brasil tem de competir com os EUA em termos de produtos aeroespaciais ou de segurança nacional? Por que você estipulou que somos bons nisso e que temos de concentrar recursos escassos exatamente nesses empreendimentos?!

    Isso não faz sentido. É um atentado ao bom senso. Ou, se preferir, à Lei das Vantagens Comparativas. Isso que você quer é o equivalente a dizer que um aleijado tem de ser igual ao Messi ou ao Cristiano Ronaldo. Ou então que o Japão tem de se tornar uma potência do petróleo.

    Você realmente acha economicamente sensato um país tentar produzir absolutamente tudo, de panelas e pentes a navios e satélites?

    "sendo que o mesmo é dono de patentes de produção e tem a base de produção na moeda base de calculo de cambio?"

    Este Instituto é radicalmente contra patentes, direitos autorais e demais monopólios concedidos pelo estado. Ataquemos então por aí. Agora, querer que repentinamente fiquemos bons em algo que nunca foi nossa área? Menos devaneios...

    "Utilizando o exemplo do sapato chines, como eu empresário brasileiro vou competir com o empresário chinês que tem uma empresa que produz em uma escala de centenas de milhões de quantidades fazendo o valor final chegar ao brasil em áreas de zero imposto mais incentivo fiscal com valor inferior ao de produção local."

    Viu só? Você quer o Brasil potência em tudo: de sapatos a componentes aeroespaciais.

    O legal é que, quando evocam a China, o exemplo usado é sempre dos sapatos. Dá impressão que o Brasil foi tomado por sapatos chineses. E eu sigo sem ter acesso a um único.

    Vamos dar o papo reto: se eu sou um empresário do setor sapateiro e o povo um brasileiro prefere importar um sapato chinês de qualidade em vez de comprar o que eu produzo, então eu de fato mereço ficar desempregado.

    Se os consumidores brasileiros voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP, FIERJ, FIEMG e toda a CNI.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se você, por exemplo, preferir comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria lhe proibir disso? Que mal você está fazendo a terceiros?

    Apenas frouxos e desqualificados querem impedir a livre transação de pessoas e obrigá-las a comprar os produtos de merda que fabricam.

    O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas palavras, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas, pelo governo, dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos).

    Protecionistas querem proteger as empresas ruins e blindá-las contra as demandas dos consumidores. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar da FIESP, garantindo os lucros desse baronato ineficiente.

    Por que isso seria ético e moral?

    O que você realmente está querendo dizer, mas não está com muita coragem para falar abertamente, é que não podemos deixar os brasileiros comprarem produtos chineses. Por quê? Ora, porque você determinou que tem de ser assim.

    Você simplesmente quer me proibir de comprar um sapato chinês, pois, para você, devo ser obrigado a comprar sapatos em Franca ou tecidos em Taubaté.

    Para você, se uma pessoa me ofertar algo mais barato, devo recusar. Só posso comprar daquelas pessoas aprovadas por você.

    Por essa lógica, se a Ricardo Eletro oferecer produtos mais baratos que a Magazine Luiza, não posso aceitar. Isso não seria correto.

    Para você:

    Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres

    Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

    O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman

    Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas

    A abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico - e isso não é folclore

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas
  • Rodrigo Galli  01/11/2016 10:05
    Vou te dizer que eu li tudo, inclusive mais material na página e busquei referências fora também. Achei a ideia muito interessante e bonita, porem me faz parecer que a ideia do livre comercio é viável como ponto final e não ponto de partida. Hoje a pratica do livre comercio geraria uma onda intensa de queda nos benefícios ao profissional com a tentativa dos países tentando se igualar por baixo ao tipo de produção chines o que tornaria o mundo extremamente competitivo e estressante para as pessoas, fazendo com que alguns países se tornem mono industrial produzindo um único item impossibilitando a liberdade profissional das pessoas.
  • Xing-Ling  01/11/2016 11:33
    "Hoje a pratica do livre comercio geraria uma onda intensa de queda nos benefícios ao profissional com a tentativa dos países tentando se igualar por baixo ao tipo de produção chines"

    É impressionante! É um disco arranhado: é sempre a China!

    A China é o bicho-papão. Não há coisa que não tenha a China como culpada. Esses chineses realmente devem ser fantásticos, né? Eles sabem fazer de tudo!

    E o mais engraçado: ao mesmo tempo em que eles "dominarão o mundo" (pois sabem fazer de tudo), eles também são "mão-de-obra escrava". Deve ser o primeiro caso na história do universo em que escravos conseguem fazer produtos de extremam qualidade ao ponto de desbancar todas as indústrias dos países mais ricos.

    Desde quando "escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    O curioso é que, na década de 1980, esse bicho-papão era o Japão. Tudo o que falam da China hoje falavam do Japão na década de 1980. E olha que o Japão era muito mais rico e tinha uma mão-de-obra muito mais qualificada que a chinesa. E aí, o que aconteceu com o Japão? Era realmente aquele bicho-papão? Pois é...

    "o que tornaria o mundo extremamente competitivo e estressante para as pessoas"

    Por que uma maior oferta tecidos e sapatos (a única coisa que os chineses sabem fazer bem) seria "estressante" para as pessoas? Gostaria muito de saber.

    Como é que isso seria estressante para o caixa da padaria? Para o mecânico de automóveis? Para o motorista de ônibus? Para o zelador do prédio?

    "fazendo com que alguns países se tornem mono industrial produzindo um único item impossibilitando a liberdade profissional das pessoas."

    Não falei?! Esses chineses são fantásticos! Produzem absolutamente de tudo, e com enorme qualidade. É a primeira vez na história do universo em que escravos sobrecarregados produzem melhor que indústrias já estabelecidas e com mão-de-obra muito mais bem paga.

    E eu achando que nossa real concorrência era a indústria alemã, suíça, canadense e americana. Mas não... é a chinesa!

    E vou insistir, já que você não respondeu: por que o fato de comprarmos panos e sapatos chineses fará o Brasil se tornar "monoindustrial produzindo um único item impossibilitando a liberdade profissional das pessoas"?

    Quer dizer que o fato de um comprar panos e sapatos da China aniquilará a liberdade de escolher uma profissão para todas as pessoas do país?! Não mais haverá instrutores de ioga, chefs e empreendedores do ramo de tecnologia, engenheiros, consultores de moda, fashion designers, consultor de marketing, experimentador de hotéis de luxo, testador de camas, testador de alimentos e bebidas, investidores profissionais, professores de investimento, guias turísticos, testadores de tobogãs, "instagramers" profissionais, donos de padaria, garçons de churrascaria, mecânicos, motoristas, professores, agropecuaristas, suinocultores, jogadores de futebol etc.

    Que patético. Que nação feita de covardes.
  • Rodrigo Galli  01/11/2016 19:13
    É a China pois eu já falei mil vezes sobre a produção em escala exorbitante e ninguém me deu argumento de como superar essa conta. É a China pois eles não sabem somente fazer sapatos, eles fazem todos os eletrônicos de última geração e o maquinário está todo lá. É a China, pois seus trabalhadores não recebem chicotadas, mas praticamente vivem nas empresas e possuem um nível muito baixo de benefícios e salário desafazo comparado ao primeiro mundo... Mas não é só a China, amanhã será a Índia e depois a África. Sobre a mono indústria, eu não falo do Brasil, vocês precisam ler outras coisas além desse site, igual eu fiz hoje eu ler umas 50 páginas desse conteúdo de vocês. Países como Madagascar que não tem tecnologia nenhuma e chance nenhuma de competição no mercado, limitado ao diamante e o chocolate, você não acha que o governo iria estressar toda a sua mão de obra de forma semi escrava na mega produção de chocolate e mineração de diamantes? Aí você nasce querendo ser engenheiro mecânico e não pode, pois foi obrigado a minerar ou plantar.

    Favor só responder se for de forma direta e focada nos pontos apresentados desde o início para se tornar produtivo.
  • CIRO GOMES 2018  28/07/2016 15:51
    Se a "ESCOLA AUSTRICA" e tão boa assim por que nem mesmo a AUSTRIA adota ela?
  • Leonardo  29/07/2016 11:16
    Legal, se vc entende que a austria é parametro para alguma coisa, aprenda mais sobre seu regime de governo e continue acompanhando o papo, sem dúvida está no caminho certo!
  • Thiago q. Landi  28/07/2016 15:56
    Ótimo artigo, apenas uma consideração: uma economia saudável e produtiva geraria muitos bens exportáveis, e esses produtores estariam poupando dinheiro o que é bom.

    além disso um superávit na balança traria moeda estrangeira para o país, em seguida esses produtores trocariam a moeda estrangeira pela moeda nacional fazendo com que a moeda nacional se valorizasse, aí está a vantagem.

    Os EUA na época que eles tinham uma economia saudável eles tiveram por muitos anos Superavit.
  • Trader  28/07/2016 16:04
    "uma economia saudável e produtiva geraria muitos bens exportáveis, e esses produtores estariam poupando dinheiro o que é bom."

    Não entendi a última parte.

    "além disso um superávit na balança traria moeda estrangeira para o país, em seguida esses produtores trocariam a moeda estrangeira pela moeda nacional fazendo com que a moeda nacional se valorizasse, aí está a vantagem."

    Correto, desde que a importação seja liberada. Se não for, o país ficou em pior situação, pois o mercado interno está desabastecido. Exportaram e não importaram.

    "Os EUA na época que eles tinham uma economia saudável eles tiveram por muitos anos Superavit"

    Não. Eles tinham balança comercial equilibrada. Aliás, ele tiveram superávit comercial em dois momentos: durante a Grande Depressão, e em 1991, quando o país estava em recessão.
  • Gilson Moura  28/07/2016 16:14
    "Em todo caso, qualquer pessoa minimamente sensata que já tenha parado para pensar sobre o assunto certamente ainda não deve ter entendido esse básico: afinal, por que é dito que um país que dá mais bens do que recebe em uma transação comercial apresenta uma balança comercial favorável?

    Por que, afinal, dar mais do que recebeu seria "favorável"?"

    Perfeito raciocínio elaborado pela equipe. Realmente nos jornais o que mais você escuta é a tal da balança comercial negativa ou positiva, e todos ficam espantados quando a balança fica negativa(Importação > Exportação). Praticamente todos os economistas caem nesse discurso da balança comercial, claramente é ensinado nas universidades a pensarem dessa forma.
    Parabéns a Equipe Mises.
  • Livre Mercado  28/07/2016 16:36
    Pois é, o atual saldo na balança comercial brasileira se deve a brutal queda nas importações, principalmente de tecnologia e máquinas, não há como aumentar produtividade assim.
    Mas mídia e economistas de visão curta insistem que se tratam de boas notícias.
  • Poor man  28/07/2016 16:22
    E até quando será assim no Brasil?
  • Poor man  28/07/2016 16:25
    Fugindo do tema do artigo.
    Eu gostaria de saber, quando será atualizado para o novo layout do site?

    Eu me lembro que no ultimo evento do instituto mises, foi apresentado um layout muito bonito, que lembra um pouco o instituo mises americano.
  • Porta-Voz  28/07/2016 17:00
    Nem nos lembre. A complicação técnica revelou-se muito superior à imaginada.

    Toda a encrenca está em como manter todos os comentários feitos pelos leitores. Vale lembrar que todos os sites que passam por uma reformulação completa perdem todos os comentários. O próprio Mises Institute cometeu esse erro. Reformularam o site e perderem todos os comentários. Não queremos cometer o mesmo erro.
  • anônimo  03/08/2016 13:09
    Vai na força bruta, copia e cola ora.
  • Tannhauser  28/07/2016 16:51
    Uma das razões do governo odiar o Déficit na Balança Comercial é porque reduz o PIB, correto?
  • Leandro  28/07/2016 17:12
    Ah, sim, essa é outra falácia importante.

    Contabilmente, as importações geram decréscimo do PIB. Só que, na prática, isso não faz sentido nenhum. Se a economia está importando maquinário e bens de capital, isso irá torná-la mais produtiva e mais rica, e não menos. Mas a equação do PIB aponta encolhimento.

    Olhando-se estritamente do ponto de vista contábil, as importações são subtraídas porque o PIB está preocupado apenas com aquilo que é transacionado dentro da fronteira brasileira, sem se importar com a nacionalidade do produtor. Assim, um Audi fabricado no Paraná gera um aumento no PIB; porém, se uma empresa brasileira atuando no exterior vendesse para o Brasil um produto seu fabricado lá fora, mesmo que fosse um bem de capital que aumentasse a produtividade da economia, tal transação diminuiria o PIB.

    E políticos, obviamente, estão de olho nisso.
  • Renan Merlin  28/07/2016 17:13
    BINGO! Exatamente! E Esse é um dos motivos pelo qual o estado não vai diminuir nunca. Se o estado poupar ao inves de gastar o pib tbm cai
  • Taxidermista  28/07/2016 18:24
    No capítulo 14 do seu livro "Popular Economics", John Tamny trata dos chamados "trade deficits":


    www.regnery.com/books/popular-economics/
  • JOSE F F OLIVEIRA  28/07/2016 19:54
    Proteção DEMAIS, desprotege o todo.Bela ÓTICA para os DOUTRINADOS e DOUTRINADORES[com raríssima exceções]
  • estudante  28/07/2016 20:04
    Os países citados possuem grandes reservas em ouro e em $ acumuladas em séculos de história, é uma realidade completamente diferente da que vivemos aqui. Dutra abriu as fronteiras e isso fez com que se esgotasse todas as reservas acumuladas pelo Brasil nas guerras mundiais em apenas 1 ano.
    Abrir fronteiras é bom, no governo Dutra o país cresceu 7,6% ao ano. O problema é o que fazer quando as reservas acabam ?
  • Professor  28/07/2016 21:18
    Do que você está falando?

    Pra começar, nenhum país hoje utiliza reservas internacionais para pagar por suas importações. Muito menos utilizam o ouro. Aliás, o Brasil tem muito ouro em suas reservas do que esses países (com a exceção dos EUA).

    Dutra abriu as fronteiras, mas utilizou um câmbio fixado artificialmente, para o qual não havia reservas suficientes para mantê-lo. Essa é a lambança clássica causadora de crises no balanço de pagamentos, e foi explicada em detalhes neste artigo.

    Em um arranjo de câmbio flutuante, não há crises cambiais. E nem sequer é necessário ter reservas. O próprio valor do câmbio se ajusta. Portanto, isso não é argumento.
  • pedro  28/07/2016 23:31
    Criem mais e mais regras trabalhistas, restrições à livre iniciativa, licenças e mais licenças remuneradas, mais e mais férias remuneradas, um porção de feriados, aumento a carga fiscal, criem burocracia, criem contabilidade fiscal etc. etc. etc. , e depois fiquem falando mal das empresas que perdemos para o exterior e sugerindo que devemos, para defender o seu emprego, comprar produtos ruíns e baratos. Não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Vejam o exemplo da Europa. Os países que mais criam restrições são os que menos crescem. A Europa está caminhando para a estagnação. No rítimo que as coisas vão, países que há 50 anos não eram levados em conta, caminham céleres para deixar a Europa da rabeira.
  • Consciente  28/07/2016 23:42
    Não existem mercados perfeitos. Fosse assim não haveria necessidade de OMC e órgãos reguladores, acordos do GATT etc.. São inumeráveis os casos de dumping, subsídios, oligopólios e monopólios. A produtividade dos países é desigual, assim como os custos de produção e comercialização. Cabe ao estado agir em defesa de alguns setores que podem ser prejudicados, e a órgão reguladores punirem as infrações. E finalmente, grandes desequilíbrios na balança comercial são indesejáveis quando o dinheiro que vai para o exterior não retorna, e esse não é exatamente o caso dos EUA, Suíça, e outros citados.
  • Inteligente  29/07/2016 01:12
    "Fosse assim não haveria necessidade de OMC"

    Eis a função da OMC:

    A OMC e os acordos de "livre" comércio


    "e órgãos reguladores"

    Eis a quem realmente servem os órgãos reguladores:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?


    "São inumeráveis os casos de dumping"

    Dumping é quando um estrangeiro decide vender para mim abaixo do preço de mercado e você quer me proibir de comprar. Gentileza apresentar um único argumento sensato em prol desse autoritarismo.


    "subsídios"

    Nosso governo é pródigo em utilizar dinheiro de impostos para subsidiar grandes empresários. Você é contra?

    Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido


    "oligopólios e monopólios"

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    Por outro lado, nunca houve cartel duradouro em um livre mercado. Não há um só exemplo prático de cartel (e muito menos num país de dimensões continentais) em setor não regulado e controlado pelo governo.

    Se você forma um cartel para elevar preços, imediatamente torna-se um bom negócio sair desse cartel e vender a um preço menor. Para o sujeito que sai do cartel, reduzir seu preço em centavos lhe trará uma receita muito maior (porque venderá um maior volume) do que teria caso mantivesse o preço do cartel (e, consequentemente, vendesse um volume bem menor).

    Cartéis só existem exatamente em ambientes regulados pelo estado. Não há um único exemplo na história de cartéis duradouros em setores da economia não regulados pelo estado.

    Como era quando não havia intervenção estatal? Era assim:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366

    Dois artigos para você sair desse auto-engano:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2384


    "A produtividade dos países é desigual, assim como os custos de produção e comercialização."

    Sim, graças às regulações do governo.


    "Cabe ao estado agir em defesa de alguns setores que podem ser prejudicados"

    Ué, mas é exatamente o estado quem fode tudo. Como ele pode ajudar quem ele está ferrando? É o equivalente a dizer que a única pessoa que pode salvar a mulher sendo estuprada é o estuprador.


    "e a órgão reguladores punirem as infrações."

    Mas são os órgãos reguladores que cometem as infrações, como bem relatado nesta notícia.


    "E finalmente, grandes desequilíbrios na balança comercial são indesejáveis quando o dinheiro que vai para o exterior não retorna, e esse não é exatamente o caso dos EUA, Suíça, e outros citados."

    Não seja ignorante. Reais não saem do Brasil. Reais não são moeda corrente no resto do mundo. Reais só são aceitos no Brasil. Não existe isso de reais "irem para o exterior e não retornarem".

    Estude mais economia, saia desse seu mundo de fantasias e venha para o mundo real.
  • Conservador  29/07/2016 00:24
    Muito bom.
  • Igor  29/07/2016 01:24
    Seria errado dizer que os estudantes (nem todos, é claro) de economia e ciências sociais, filosofia história são os únicos que estudam para ficarem burros?
  • pedro  29/07/2016 01:47
    A do Ciro Gomes (Cironel) foi ótima: Nem mesmo a Austria adota a Escola Austríaca!
  • Marcos  29/07/2016 02:06
    Na verdade, o que ele disse em uma palestra foi quase isso. Ele dise que "esse negócio de Escola Austríaca é uma besteira porque na Áustria não tem cheque especial, crediário, Ricardo Eletro, Magazine Luiza etc."

    A coisa foi tão tosca que até mesmo os defensores dele -- que estão editando e divulgando as partes em que ele ataca a Escola Austríaca (dizendo que ela "é o cacete") -- cortaram essa parte para não envergonhar o cabra.
  • Preto  29/07/2016 02:10
    O que vcs acham sobre os grampos telefônicos? Estou falando no caso de se usar para uma investigação.
  • anônimo  29/07/2016 11:38
    Aprenda duas coisas:
    1 TUDO que o governo fizer na vida que sirva pra acabar com a sua liberdade, sua privacidade ou qualquer direito individual seu vai ser feito sob algum pretexto nobre como 'investigação', 'combater as drogas', 'combater a pedofilia' etc

    2 Sempre vai haver algum idiota que vai acreditar nisso.Como o olavete demente nando moura.

  • Preto  29/07/2016 15:11
    Mas no caso da lava jato os grampos ajudam nas investigações( não tanto quanto as relações) mas o grampeamento do Lula por exemplo,eu achei correto, no entanto é errado, não é?
  • anônimo  29/07/2016 09:17
    E se o país está importando muita coisa mas não é pra investir em nada, é apenas pra consumir?
    Não é isso que o Peter Schiff fala que os EUA estão fazendo?
  • Americano  29/07/2016 10:44
    Os chineses estão vivendo com as janelas fechadas de tanta poluição.

    A pergunta simples sobre isso é: quem vai cuidar de todo o lixo gerado pela indústria nacional ?

    Somos porcos ou seres humanos ? Os porcos fazem menos sujeira do que a indústria.

    É melhor importar do que viver no meio do lixo.
  • Yankee  29/07/2016 13:18
    "É melhor importar do que viver no meio do lixo."

    Concordo. Aliás, australianos e neozelandeses já perceberam isso há muito tempo.

    Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

    P.S.: sempre lembrando que, na China, as indústrias não apenas seguem ordens do governo como também são inteiramente protegidas por ele, sendo livres para poluir livremente -- e, com isso, afetar a propriedade privada dos cidadãos, inclusive seus organismos e sistemas respiratórios -- sem qualquer risco de represália.
  • Magno  29/07/2016 13:21
    Nos países desenvolvidos, a participação da indústria na economia é declinante. Óbvio. Rico sabe que é muito mais negócio terceirizar o trabalho pesado para países pobres e importar deles do que ter de ficar trabalhando exaustivamente para fabricar os próprios produtos. Isso se chama divisão do trabalho, custo de oportunidade, e vantagens comparativas.

    O futuro da indústria - por que a participação da indústria no PIB sempre será declinante
  • Ricardo  29/07/2016 14:37
    Muito interessante o artigo.
    Fiquei com uma dúvida na questão de grampo telefônico e incluo no bolo os casos de sucessivos bloqueios ao whatsapp por não cooperar com as investigações da polícia.

    Oras, consideremos que tenhamos o nascimento de uma célula terrorista aqui no país, que foi o que "supostamente" aconteceu, não seria esperado que a justiça tivesse o acesso liberado aos diálogos de whatsapp desses suspeitos para, assim, evitar um possível atentado, o tomaria a vida de centenas ou milhares de pessoas?

    Acredito que os argumentos de resposta vão ser:" Da mesma forma que a justiça pode usar para esse tipo de coisa, corruptos na política podem usar em benefício próprio, o que de uma maneira utilitarista seria muito mais prejudicial para a sociedade. Além disso, você daria o direito de a justiça interferir nos seus pensamentos, caso essa tecnologia já existisse, e você fosse um possível suspeito?"

    Inclusive, acredito que se partirmos sempre para uma lógica puramente utilitarista, acredito que isso "possa" ter sentido.

    No entanto, a política de aplicação e divulgação de grampos eletrônicos, no Brasil, é bem rígida. Acredito, portanto, que dificilmente uma pessoa escaparia impune caso aplicasse um grampo eletrônico "legalmente" com um buscando claramente seu interesse próprio.

    Ps: Reforço que admiro muito esse site e as suas contribuições dadas à sociedade impregnada de pensamentos doutrinados. Entendo que, apesar de ter algumas dúvidas quanto a viabilidade de todas as propostas elaboradas aqui, ele é fundamental para a desconstrução do pensamento do "óbvio" que nos é ensinado e corroborado diariamente.
  • Oneide teixeira  29/07/2016 14:40
    Na ilha a população continua tão pobre quanto antes da exploração do petróleo.
    Só quem ficou rico foi o rei ou o ditador (africa, Arábia Saudita etc.)
  • Magno  29/07/2016 14:53
    Sério?!

    E as estradas construídas? Os habitantes agora não apenas poderão utilizá-las para viagens, como também para integrar seus mercados e escoar sua produção.

    E o porto que foi construído? A população agora não apenas poderá embarcar mais produtos para exportação, como ainda poderá importar toneladas de bens do resto do mundo.

    E o capital estrangeiro que entrou? Este agora poder ser utilizado para importar bens e serviços do resto do mundo, melhorando acentuadamente a qualidade de vida da população. Para essas importações, o porto recém-construído terá importância suprema para receber os produtos importados, e as estradas construídas serão igualmente de suprema importância para escoar e distribuir por toda a ilha os produtos importados.

    Ah, e na ilha nem sequer havia rei ou ditador.

    Sua ignorância e miopia econômica são abismais.
  • Joao Cirilo  29/07/2016 16:11
    Oneide, mas este seu raciocínio não tem procedência sob o ângulo tratado no artigo, que é a produção da riqueza.

    Se o povo, por desmandos governamentais, ficou no prejuízo, isso não terá absolutamente nada a ver com as melhorias trazidas pela exploração do petróleo.
  • Pedro  29/07/2016 16:46
    Qualquer preocupação referente a balança comercial é uma grande bobagem. O que interessa é só e somente a taxa de câmbio. Se a moeda estrangeira está sendo demandada para importar, fazer turismo ou limpar a bunda, não faz a menor diferença. No câmbio flutuante o preço sempre se ajusta a oferta e a demanda, os motivos que levam as pessoas a ofertar e demandar moedas no mercado de câmbio não interessa, só o preço importa e ele sempre se ajusta.
  • GJ  30/07/2016 05:13
    Pegando o gancho do comentário do Pedro, nós não podemos só culpar as empresas nacionais pelo protecionismo. Temos que ir mais além e nos perguntar: mas por que mesmo assim os produtos são caros no Brasil? A resposta é: por causa do governo. Vejam, o governo precisa dos impostos para manter o seu tamanho absurdo e suas mamatas políticas, e portanto aplica essa carga tributária anabolizada, única no mundo. E aí sim, como consequência, as empresas vão até os políticos e dizem: caros, ou vocês nos protegem da concorrência externa, ou digam adeus para as nossas empresas e toda essa linda arrecadação de impostos. Ou seja, as empresas são reféns desse governo que tanto explora, mas que há anos não sabe gerir adequadamente os recursos. Enquanto isso, quem paga o pato somos nós, consumidores.
  • Luis  30/07/2016 17:08
    Chocante tudo isso.
  • Andre Henrique  31/07/2016 19:27
    As pessoas sempre foram burras e manipuláveis... os meios de comunicação em massa, que muitos acreditavam ingenuamente ter chego para deixa o ser humano mais informado, fez justamente o oposto.
    Bukowski e Schopenhauer devem estar dando risadas de seus túmulos vendo pessoas sendo atropeladas por carros enquanto correm atrás de seres (que não existem) metade peixe, metade macaco com seus celulares.
    Infelizmente a humanidade não tem mais jeito... acabou, game over!
  • Regis  01/08/2016 14:50
    Fiquei com duas dúvidas...

    1) No caso da ilha, ela não deveria ter reserva internacional para importar os bens de capital?

    2) No caso de um país qualquer que, reiteradamente incorre em déficit na sua balança comercial. Teoricamente este país não estaria também reiteradamente diminuindo sua reserva internacional e em algum momento ela se esgotaria? Se fosse um Currency Board, até já foi explicado aqui no instituto que uma saída de US$ por exemplo diminuiria a base monetária elevando a taxa de juros, o que por sua vez atrairiam investimentos. Mas em uma taxa de câmbio flutuante e neste sistema em que a entrada de dólares faz com que surjam reais criados do nada... não sei não...
  • Leandro  01/08/2016 15:10
    "No caso da ilha, ela não deveria ter reserva internacional para importar os bens de capital?"

    Não. As importações são todas pagas com os dólares que entraram via investimento estrangeiro.

    Aliás, sob um regime de câmbio flutuante (ou "flutuante sujo", que é o que impera hoje no mundo), todas as importações são pagas com os dólares que entram na conta-capital (investimento estrangeiro direto ou investimento em portfólio).

    Dólares das reservas internacionais pagam importações única e exclusivamente em regimes de Currency Board, nos quais as reservas têm de ser iguais ou maiores que toda a base monetária.

    "No caso de um país qualquer que, reiteradamente incorre em déficit na sua balança comercial."

    Como Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Suíça, Luxemburgo, EUA etc.

    "Teoricamente este país não estaria também reiteradamente diminuindo sua reserva internacional e em algum momento ela se esgotaria?"

    Por quê? Como já dito, nenhum país sob câmbio flutuante (ou "flutuante sujo") utiliza reservas internacionais para pagar por importações.

    Esses países acumulam reservas única e exclusivamente para utilizá-las como um amortecedor caso de "choques externos" que gerem uma súbita desvalorização cambial. E só. Elas não são utilizadas para pagar importações.

    "Se fosse um Currency Board, até já foi explicado aqui no instituto que uma saída de US$ por exemplo diminuiria a base monetária elevando a taxa de juros, o que por sua vez atrairiam investimentos."

    Correto.

    "Mas em uma taxa de câmbio flutuante e neste sistema em que a entrada de dólares faz com que surjam reais criados do nada... não sei não..."

    Também não sei, não. Pois não entendi nada.
  • Regis  01/08/2016 15:25
    Obrigado pelas respostas Leandro. A última parte você não entendeu, porque eu acho que eu não soube perguntar por ignorância mesmo. Até porque eu desconheço esta mecânica de pagamento das importações, eu achava que era com reservas internacionais. Vou ter que estudar um pouco mais a respeito disso. Obrigado novamente.
  • Gabriel  01/08/2016 19:33
    Alguém sabe qual seria (ou se existe) um indicador analise a balança comercial como um todo? Contabilizando não apenas importações e exportações mas também os investimentos recebidos pelo pais?
  • Gabriel Medeiros  07/08/2016 16:46
    Balança comercial só analisa importações e exportações de mercadorias. O que você se refere é à Balança de Pagamentos. Baixe a série histórica no site do BC.
    www.bcb.gov.br/htms/infecon/Seriehist_bpm6.asp
  • Gabriel  13/08/2016 18:14
    Opa, valeu meu xará. Era exatamente isso, a balança de pagamentos.
  • Gunnar  05/08/2016 11:21
    Obrigado ao IMB por mais esse primoroso e didático artigo. Além de nos privilegiar com a possibilidade de ampliar cada vez mais nossos conhecimentos econômicos, esse portal funciona como um gigantesco FAQ para rebater todos os clichês que ouvimos por aí diariamente.

    No caso da balanca comercial, lembro que desde a época de sala de aula, na faculdade de economia, nunca entendi por quê a conta do PIB utiliza o famoso X-M, que parece suplicar o axioma de que exportacões aumentam a riqueza enquanto importacões a destróem. Minha intuicão me dizia que isso simplesmente não faz sentido, e fiquei encucado com o fato de não encontrar em nenhum lugar nos livros didáticos a explicacão sombria e misteriosa por trás desse raciocínio.

    Hoje resta evidente que essa explicacão não consta nos livros porque simplesmente não existe.
  • Emerson Luis  14/09/2016 00:10

    Superávit comercial é um amuleto para quem acredita na superstição chamada mercantilismo.

    Mas não podemos descartar que alguns apenas fingem acreditar como pretexto para controlar tudo.

    * * *
  • Raphael  28/09/2016 14:42
    O artigo diz q toda importação é por causa de investimento estrangeiro, sao bens de capital, mas e no caso da maioria das importações serem bens de consumo? Como ficaria a explicação?

    Outra dúvida, também é dito que os dólares recebidos das exportações são utilizados para importar ipads, iPhones, entre outros produtos de elevado valor agregado, mas e a opção de simplesmente trocar os dólares por reais e comprar no mercado interno? Não existe?
  • Lúcio  28/09/2016 15:36
    "O artigo diz q toda importação é por causa de investimento estrangeiro"

    Errado. Isso é citado em um exemplo ilustrativo do artigo. Não generalize.

    Importações são possibilitadas por (1) exportações, (2) investimentos estrangeiros diretos, (3) investimentos estrangeiros especulativos, (4) endividamento externo.

    "mas e no caso da maioria das importações serem bens de consumo? Como ficaria a explicação?"

    Absolutamente a mesma. Continuaria havendo déficit na balança comercial do mesmo jeito. E isso geraria as mesmas gritarias dos suspeitos de sempre.

    "Outra dúvida, também é dito que os dólares recebidos das exportações são utilizados para importar ipads, iPhones, entre outros produtos de elevado valor agregado, mas e a opção de simplesmente trocar os dólares por reais e comprar no mercado interno? Não existe?"

    Não só existe, como ocorre diariamente. Exportadores vendem minério, soja, café, laranja e milho para os estrangeiros, ganham dólares, convertem em reais e vão viver suas vidas.

    O curioso é que esse arranjo (exportação sem importação) é o pior possível para a população. Todos os bens produzidos no país, inclusive comida, vão para o estrangeiros. Nós ficamos sem nada aqui dentro. Tudo o que é produzido aqui dentro é mandado pra fora. Ao mesmo tempo, ficamos proibidos de adquirir bens do exterior. Somos duplamente golpeados. O mercado interno fica duplamente desabastecido.

    Enquanto ficamos sem nada, estamos enchendo a pança dos estrangeiros. Os únicos que ganham com esse arranjo são os próprios exportadores, que vêem suas contas bancárias infladas. O povão mesmo só se estrepa.

    Dizer que as exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas significa dizer que a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida.

    E, ironicamente, é exatamente este o arranjo defendido pela esquerda: exportações máximas e importação zero. Ganhos máximos para os exportadores, e escassez e preços altos para o poção.
  • Renan Merlin  28/09/2016 16:08
    Como diria Milton Friedman: "Importar carro japonês é ruim pra nossa economia?! Desde quando trocar papeis verdes por carros altamente modernos pode ser ruim pra nossa economia?"
  • Iniciante  27/01/2017 03:03
    Se a balança conercial for sucessivamente negativa e o capital estrangeiro começar a comprar empresas, imóveis e terras no país, a tendência não seria praticamente a aquisição desse país pelo estrangeiro?

    Seria possível um cenário em que todos os empreendimentos de um país tenham estrangeiros como proprietários? A balança comercial negativa contribuiria para o surgimento desse cenário? Qual seria o impacto para a população desse país?

  • Régis  27/01/2017 11:24
    "Se a balança comercial for sucessivamente negativa e o capital estrangeiro começar a comprar empresas, imóveis e terras no país, a tendência não seria praticamente a aquisição desse país pelo estrangeiro?"

    Em qualquer análise econômica, sempre comece do básico.

    Para alguém comprar o seu imóvel, você tem de tê-lo colocado à venda. Por definição. Ninguém compra o seu imóvel sem que ele esteja à venda.

    Para que um estrangeiro compra empresas, imóveis e terras no país, estas empresas, imóveis e terras têm de estar à venda. E para que elas estejam à venda, um nativo tem de voluntariamente tê-las colocado à venda.

    Se um indivíduo (nativo) está voluntariamente colocando algo à venda, por que isso deveria ser impedido? Sob qual justificativa? Como tal transação voluntária lhe prejudica?

    Mais ainda: tal raciocínio faz algum sentido apenas para os EUA, dado que o dólar é a moeda internacional de troca. Déficits comerciais altos de fato colocam muitos dólares em posses de estrangeiros, os quais estão agora mais capacitados para comprar coisas nos EUA. Mas isso não se aplica ao Brasil.

    Se o Brasil incorrer em grandes déficits comerciais, e dado que todas as transações comerciais são feitas em dólares, os estrangeiros ficarão com muitos dólares em suas contas. Mas o dólar não é moeda corrente no Brasil. Logo, nada muda. Se um alemão quiser comprar terras no Brasil, ele não depende da balança comercial para isso. A balança comercial não lhe afeta em nada. Esta transação irá ocorrer independentemente da balança comercial.

    No máximo, você pode afirmar que pessoas com muitos dólares podem trocá-los por muitos reais. Beleza. Mas isso já ocorre hoje. O mundo está repleto de dólares.

    Portanto, este seu cenário, embora só possa ocorrer nos EUA, não faz nenhum sentido do ponto de vista econômico, pois você está assustado com transações voluntárias e pacíficas.

    "Seria possível um cenário em que todos os empreendimentos de um país tenham estrangeiros como proprietários?"

    Em Hong Kong praticamente é assim.

    "A balança comercial negativa contribuiria para o surgimento desse cenário?"

    Hong Kong sempre teve balança comercial positiva.

    "Qual seria o impacto para a população desse país?"

    Todas as transações ocorreram voluntariamente, de mútuo acordo e consentimento? Então, benéfico.


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