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O que efetivamente cria a riqueza - e por que muitas pessoas são contra isso
Há muita gente contra esta evolução. Inclusive você

Comecemos com uma pergunta aparentemente simples: qual é o mais essencial ingrediente para a criação de riqueza e o crescimento econômico?

Os keynesianos responderiam que é a expansão do crédito a juros baixos.  Os mais leigos diriam que é a posse de vários recursos naturais.

Ambos errados.

A resposta correta é: conhecimento.

E isso é fácil de provar.

Qual é a diferença entre nós e um homem das cavernas? Sim, a única diferença é que nós, hoje, temos mais conhecimento do que eles. 

Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em nossos cérebros são os mesmos. O mundo físico à nossa volta é o mesmo (todos os recursos físicos necessários para se fazer celulares, tablets, computadores, carros e aviões já existiam naquela época). 

Mas a nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável.

Por quê?

Por causa do conhecimento.

Não é necessário voltar à era do homem das cavernas para provar esse ponto. Escolha qualquer época e você comprovará sempre o mesmo fenômeno: um novo conhecimento — por exemplo, a descoberta da penicilina ou um novo algoritmo que gera melhores ferramentas de busca na internet — sempre surge como uma surpresa. 

Chamamos essas surpresas de "inovações", pois elas são inerentemente imprevisíveis.  Novos produtos surgem aparentemente do nada. Repentinamente, há luz elétrica. Há um automóvel. Ou há um iPhone. Nada disso havia sido previsto antecipadamente.

Agora, é claro que esses produtos não realmente vieram do nada; eles surgiram da síntese de todo um conhecimento acumulado, o qual levou a essas inovações; a essas surpresas.

Por definição, portanto, a inovação não pode ser planejada; ela envolve uma perturbação no equilíbrio.  Os fabricantes de charrete, até então uma indústria estável e já estabelecida durante séculos, não mais tinham um grande futuro pela frente quando Henry Ford introduziu o primeiro Modelo T

O surgimento de uma criação sempre leva ou a aprimoramentos ou a novas criações. A inovação — novo conhecimento — gera não apenas novos produtos, mas também novas empresas e várias novas indústrias. E a inovação cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será distribuída por toda a economia.

Eis como funciona: mais liberdade gera mais conhecimento; mais conhecimento gera mais inovação; e mais inovação leva a um crescimento econômico dinâmico. Por outro lado, menos liberdade gera menos conhecimento; menos conhecimento gera menos inovação; e menos inovação gera menos crescimento econômico.

Sendo assim, já que a liberdade promove o conhecimento e a inovação, o que gera crescimento econômico, por que então todas as pessoas e governos não abraçam esse arranjo?

Para entender isso é necessário voltar ao ponto dito inicialmente, sobre a inovação ser uma surpresa, algo imprevisível. Essa imprevisibilidade deixa as pessoas desconfortáveis. O objetivo delas é eliminar esse fator surpresa. Isso é perfeitamente observável tanto nas visões utópicas — como no comunismo e no socialismo — quanto no mundo real, em que pessoas temerosas da inovação e do fator surpresa pedem que o governo proteja mercados e indústrias nacionais contra a concorrência de produtos estrangeiros. O que seria o protecionismo e as reservas de mercado senão a exata manifestação desse temor em relação às surpresas e inovações?

Ao redor do mundo, estamos testemunhando esse desejo de se eliminar as surpresas. Grupos de interesse fazem lobby junto ao governo para que este tolha o surgimento de todo e qualquer tipo de concorrência, principalmente daquela concorrência não-premeditada, como a Uber e o AirBnb. E esse tolhimento é feito por meio da expansão contínua do governo, de suas burocracias, de suas regras e regulamentações anti-empreendedorismo. 

Há várias maneiras de se tolher o surgimento de inovações que trazem concorrência, sendo as mais tradicionais as regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência (como as agências reguladoras), os subsídios às empresas favoritas que o governo quer manter no mercado a todo custo, a obstrução de importações para proteger as indústrias ineficientes, e altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, protegendo assim as indústrias já estabelecidas.

Todas essas regulamentações simplesmente obstruem a liberdade e, consequentemente, impedem o crescimento econômico e a distribuição de conhecimento. Elas retiram recursos e energia da inovação e os direcionam para a burocracia e para a obediência às regulamentações. Elas criam incerteza quanto ao futuro. E criam barreiras à entrada de novos empreendedores. 

Ironicamente, os mais beneficiados por essas regulamentações e protecionismos são exatamente as grandes corporações e seu exército de advogados, lobistas e contadores. As grandes corporações são as únicas que possuem recursos para cumprir com todas as regulamentações e ainda sobreviver. Os gastos jurídicos, contábeis, burocráticos e de auditoria são mais facilmente diluídos pelo faturamento de uma grande empresa do que por uma pequena que está entrando agora no mercado. A mesma alíquota de imposto que incide sobre os lucros de uma grande empresa, tirando-lhe parte de seu resultado, inviabiliza a continuidade de uma pequena.

Mas esse distanciamento da liberdade pode ser revertido, e bem rapidamente. Com efeito, pode acontecer em apenas alguns anos. Há vários exemplos práticos recentes: os EUA e o Chile começando ao final da década de 1970, o Leste Europeu após queda do comunismo, a Nova Zelândia na década de 1980, a China e a Índia na década de 1990, e o Canadá na primeira década do século XXI. 

Dado que vivemos em uma economia que é transformada pela mente e pela inteligência, o futuro pode mudar tão rapidamente quanto a mentalidade. Sempre que governos intrusivos retrocedem, o conhecimento se expande e a prosperidade ocorre. 

O crescimento econômico, portanto, não advém majoritariamente de "incentivos e punições". Essa "teoria dos incentivos" permite que os críticos do capitalismo o caricaturem como um desumano esquema de manipulação das necessidades humanas, sendo apenas ligeiramente superior às formas mais benignas de escravidão.  

A riqueza advém, isso sim, da expansão da informação, do conhecimento, dos lucros e da criatividade. Essa expansão aprimora as qualidades humanas de seus beneficiários ao mesmo tempo em que os enriquece. O aprendizado dos trabalhadores crescentemente os recompensa por sua mão-de-obra; o aprendizado transmite sabedoria em troca do trabalho extraído. Ao unir conhecimento e poder, o capitalismo traz ordem à entropia das mentes humanas e explicita os benefícios da liberdade. Sendo assim, ele é o mais humano de todos os sistemas econômicos.

A oportunidade para o crescimento dinâmico existe hoje ao redor de todo o mundo. Mas é necessário sermos corajosos e livres o bastante para não perdê-la.


16 votos

autor

George Gilder
é escritor, investidor, economista e entusiasta da tecnologia.  É autor do livro Knowledge and Power: The Information Theory of Capitalism and How It is Revolutionizing Our World.


  • Capital Imoral  22/07/2016 14:37
    Dando continuidade a minha série de textos para acordar os neoliberais.
    --------------------------------------
    Como é mais saudável a vida socialista

    Ire comentar, como foi a minha manhã no dia de hoje.
    Eu acordei as 6 da manhã, lavei o rosto, e fui fazer a minha caminhada. Em quanto eu caminhava, eu admirava a paisagem, as arvores, sentia o vento, parei para admirar o lago e voltei para casa.

    Como o mundo é mais belo quando não existe capitalismo. Apenas a simplicidade da vida.

    Hora de praticar yoga, uma horinha mais ou menos e já me sinto bem.

    Hora de regar as plantas, e conversar com algumas. Tem uma que dei o nome de helio beltrião, obviamente é a mais feia, pois está foi vitima da poluição dos carros. (diz a lenda que o verdadeiro helio beltrião foi vitima do capitalismo).

    Como é bom regar as plantas: A planta ela não vai pedir para você ser mais produtivo, a planta não vai te induzir a fumar cigarro, ter posses, a planta não vai trabalhar com sua paixões humanas em busca do lucro sujo, a planta não vai trabalhar com o pecado original do homem.

    Eu estive filosofando com uma das minhas plantas, "Não é preciso que um ditador mate os capitalistas, o próprio sistema capitalista mata eles pouco a pouco. Eles vão se matando com um sorriso na boca. O homem que cava a própria cova com um sorriso na boca."

    estive a pensar "O capitalismo é a ditadura mais sutil que existe, pois ela mata nos detalhes, ela pede a sua permissão para te matar e você, com um sorriso aceita".

    Bom, terminei de conversar com minhas plantas. É hora de fazer carinho no gato. E depois trabalhar para o Diabo na terra (o capital).
  • Rogério  22/07/2016 14:58
    Legal! Seu pai vai dar um duro danado, para manter você nesse mundo lindo.
  • Capital Imoral  22/07/2016 15:28
    Bonito mesmo é ficar em um escritório fechado,Em frente a um computador, com patrão no cangote dizendo: produz mais peão, produz mais peão.

    Eu e os socialistas que somos atrasados, vocês que são muito modernos, fazendo parte do sistema. Levando uma vida sem nenhum sentido, uma vida preocupado na produção.

  • Alexandre  22/07/2016 16:22
    Ué, não sabia que era possível "produzir mais peão" por meio de um computador. Sempre achei que para produzir peão era necessário trabalhar em uma linha de montagem. Pelo visto, evoluímos bastante: já é possível produzir peão por meio de um computador.

    Deve ser AutoCAD e impressoras 3-D. Viva o capitalismo.
  • Capital Imoral  22/07/2016 16:44
    Caro Alexandre, devido ao sistema de classes causado por meio do capitalismo. Existe categorias de peão. Embora todos sejam oprimidos pelo capitalismo, existe as classes que são mais e outras que são menos.

    Sem duvida o peão de fabrica é mais oprimido do que o peão que trabalha em frente a um computador. Isso não quer dizer que o sistema deixe de explorar, só que agora ele explorar cada ser humano a sua maneira.

    O que se percebe também, é que no sistema capitalista, com a variação das classes. Existe as profissões em que as agressões são mais visíveis, como palavrões e até mesmo agressões físicas. E existe a micro-agressões, que acontece nas classes médias, são palavras, o tom de voz, os movimentos. infelizmente hoje não tem lei para proibir o capitalista deste crime. quem sabe no futuro.

    Espero que tenha ficado claro. Tenha um bom dia.
    Viva o socialismo. o/
  • Malthus  24/07/2016 11:16
    Rá, o Alexandre zoou inteligentemente o português do Capital Imoral e este não apenas não percebeu como ainda mordeu a isca e se afundou muito mais.

    Produz mais, peão!

    P.S.: todo o segredo está na vírgula, Capital Imoral.
  • Opressor  06/07/2017 20:59
    Deve ser mesmo maravilhoso esse mundo que você sugere. Igualzinho ao que você sugeriu para Chavez e seu sucessor Maduro.
  • Cinara Amaral   08/07/2017 04:55
    Realmente vocês socialistas são utópicos. No fundo vocês são ressentidos. Então voltemos ao mundo das cavernas, porém de bicicleta. Que polui menos,mas é de liga leve e tem uma porção de marchas. Sugiro que conheça uma comunidade simplista do Uruguai. Vá pra lá e seja feliz. O mundo é cheio de tribos afinal somos livres para escolher " ainda".
  • anônimo  22/07/2016 17:17
    "vocês que são muito modernos, fazendo parte do sistema. Levando uma vida sem nenhum sentido, uma vida preocupado na produção. "


    Graças a esse sistema é que temos um bando de idiotas que não tem nenhuma preocupação financeira e vive na ociosidade, que nem alguém aqui que se masturba com as plantas.
  • Luis Alberto  07/07/2017 15:21
    Dialogar en alto nivel con un socialista no es imposible.
    Es inútil!
    Una excelente manera de perder tiempo, energia y paciencia.
    Una forma infalible de estropear el día.
  • Anthony Igor Pessoa da Silva  22/07/2016 16:17
    Legal cara, agora larga este computador opressor e vai viver na floresta amazônica
  • João  22/07/2016 16:46
    Pessoal, o capital imoral é só um cara brincando.
    Tem também o pobre paulista e o filósofo da USP, que sempre estão por aqui. Aprendam a apreciá-los...
  • Rafael Fernandes  28/07/2016 01:35
    O Capital imoral é o melhor de todos
  • Emerson Luis  12/09/2016 18:38

    O Típico Filósofo foi o melhor de todos os tempos, saudades!

    O Capital Imoral não é tão refinado e às vezes parece realmente acreditar no que diz.

    * * *
  • Daniel  16/10/2016 13:40
    Verdade, ele demonstra acreditar
  • Manoel José de Miranda Filho  22/07/2016 22:46
    Traduzindo: desempregado e vagabundo por profissão.
  • Paulo azevedo  23/07/2016 14:10
    Capita Imoral,
    Devo reconhecer que sua capacidade de dizer asneiras só é suplantada pelo seu português extremamente precário!
    Meus parabéns!!
  • anônimo  23/07/2016 23:59
    Capital Imoral,
    Espero que não trabalhe numa empresa como aquela de Bangladesh
    www.globallabourrights.org/campaigns/factory-collapse-in-bangladesh
    assim poderá continuar a contemplar aquele lindo lago seu a falar com a suas plantinhas ...
  • Andre Cavalcante  24/07/2016 12:29
    Geralmente não gosto de seus comentários.
    Mas este tá 10.
    Fino!
  • bruno teixeira  24/07/2016 23:28
    Iremos comentar a manhã com a visão da realidade:

    Como é bom acordar às 06 da manhã, olhando a hora em um relógio criado pela capacidade humana de criar, inovar e produzir.
    Lavar o rosto na água encanada, tratada, que chegou até ali por meio de sistemas de bombas e energia, decorrentes da capacidade do homem de pensar, criar e produzir bens de capital para nosso conforto.
    Hora do Yoga, que tive que aprender com algum professor remunerado ou por meio de vídeos de internet (Ah! A internet... fruto da capacidade do homem de inovar... Algo desnecessário há trinta anos e indispensável nos últimos tempos.
    Vamos regas as plantas, seja com uma mangueira ou regador, ambos de pláticos, frutos de quem? Sempre...
    DA CAPACIDADE HUMANA DE CRIAR ALGO PARA OS OUTROS POR SEU PRÓPRIO INTERESSE...

    Enfim,
    "Estava sendo oprimido nos EUA e fugi para Cuba" Ass.: Ninguém
  • Adriani  26/07/2016 13:16
    Que lindo, mas a paz está dentro de nós querido,o capitalismo não tem nada haver com isso,e poque você está escrevendo aqui? USANDO INTERNET? buscando conhecimentos ? isso é tão capitalista,não deveria participar disso haha ... agora deixa de regar essas plantinhas um pouco e vai trabalhar, com seu dinheiro vc ajuda alguém que precisa, isso é ser humano, e não tem tem nada haver com poli´tica. Sorry.
  • Marcelo  14/09/2016 18:37
    É? E na hora do almoço quem é que vai pagar, e como?
  • Paulo Mello  12/03/2017 15:51
    E quando passar o efeito do alucinógeno ingerido?
  • Tiago Freitas  12/03/2017 19:34
    No mínimo 50% deste "diabo na terra" é constituido pelo estado, já que é para lá que vai boa parte de nossa produção.
  • Carlos  06/07/2017 14:55
    que cara burro... ahuahuahauhuahuhauha
  • André  06/07/2017 20:07
    Através de qual planta você vem digitando seus textos acerca do fantástico mundo de Marx?
  • Marcelo Bareisys  07/07/2017 18:33
    Sabe o que é legal? Ver que esses socialistas caviar, utilizam recursos e conhecimento provenientes de mentes capitalistas, imperialistas, opressoras da elite branca. kkkkkk

    Socialismo é um desvio moral, é concordar com os milhões de mortos pelo mundo, com a fome e a miséria.
  • Aloisio Siscari  07/07/2017 18:52
    Qual é sua fonte de renda? Que sustenta você? Com que dinheiro você comprou o computador pra fazer esse comentário? Quem paga sua internet? Quem inventou o computador e a internet? foram suas plantas ou o socialismo? Em que mundo, afinal, você vive?
  • Constatação  09/07/2017 01:38
    Bebe água da mesma lagoa onde o gato toma banho.
  • Jader  25/07/2017 14:55
    Engraçado que você reclama que é oprimido pelo capitalismo, mas pode ficar tranquilo que quando as máquinas começarem a substituir a mão de obra humana ai os socialistas vão reclamar do desemprego..
  • Matador de Comunista  03/10/2017 18:34
    Boaaa, daqui a pouco Deus o livre, mas faltar coisas escenciais pra vc, esse mundo é desmontado, tipo precisar de um atendimento médico algo assim.
  • CIRO GOMES 2018  22/07/2016 14:38
    O Que cria riqueza é uma junção de trÊs coisas.
    POUPANÇA INTERNA
    INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO
    CORDENAÇÃO ENTRE ESTADO E INICIATIVA PRIVADA
    O Resto é delirio de neo liberal
  • Tom Palmer  22/07/2016 15:04
    Ciro Gomes não curtiu esse post...
  • anônimo  22/07/2016 15:08
    hahaha...
  • Anthony Igor Pessoa da Silva  22/07/2016 16:08
    Interessante o Brasil tinha este três itens há cinco anos atras, então porque não criou tanta riqueza?
  • anônimo  22/07/2016 16:27
    Ué, mas para haver esses três itens é necessário que já tenha sido criado alguma riqueza, portanto sua primeira frase é falsa.
  • Leonardo Gouveia  22/07/2016 15:05
    É possível ter todo o conhecimento que há e que há de vir. Mas se a propriedade privada não for respeitada, não se gerará riqueza alguma.
  • anônimo  22/07/2016 15:45
    Leonardo, não há como ter algo como "todo o conhecimento do mundo" e não ter propriedade privada. Suponha que não haja propriedade sobre as canetas, logo não há comércio de canetas e nem preços para elas. Num cenário assim como as pessoas saberiam quantas canetas produzirem? A quais custos produzirem? Quais tipos de canetas produzirem? Como as pessoas saberiam o que pesquisar, estudar, produzir sem propriedade privada? Haveria estimativas baseadas em "chutes", mas isto está longe de termos conhecimento.

    A existência de conhecimento pressupõe a existência de propriedade privada.
  • Anderson d'Almeida  22/07/2016 16:54
    anônimo,


    Não exatamente. A URSS tinha capital intelectual (cientistas, estudiosos e engenheiros) em algumas áreas, como a científica e a tecnológica. Ou seja, não é somente em terras livres que o conhecimento "nasce" (embora seja predominantemente nelas).

    Não querendo desvalidar o artigo, mas eu o achei incompleto ou limitante, pois o que gera riqueza, como os leitores do site bem sabem, é um mix de fatores, como propriedade privada protegida, leis claras e estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação, além, claro, de mão de obra qualificada ou inovação (como abordou o texto).

    O problema, a meu ver, do artigo é que ele praticamente limitou a geração de riqueza às ideias.
  • Tiago  22/07/2016 17:11
    "A URSS tinha capital intelectual (cientistas, estudiosos e engenheiros) em algumas áreas, como a científica e a tecnológica. Ou seja, não é somente em terras livres que o conhecimento "nasce" (embora seja predominantemente nelas)."

    O conhecimento "nascer" mas não poder ser implantado é o mesmo que ele não nascer. Se havia um cientista soviético com grandes conhecimentos, mas sem a liberdade para colocá-lo em ação, então, para efeitos práticos, não havia conhecimento.

    "o que gera riqueza, como os leitores do site bem sabem, é um mix de fatores, como propriedade privada protegida, leis claras e estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação,"

    Tudo isso ajuda na criação de riqueza, mas, por si sós, não garantem a criação de riqueza. De nada adianta você ter tudo isso, mas ter uma população burra. Ou ter tudo isso, mas ter uma população inteligente que só quer saber de prestar concurso público. De nada adianta ter tudo isso, mas ninguém ter idéias.

    Veja o Brasil, por exemplo. O que foi que criamos realmente de bom? Nada. Apenas usufruímos o que empreendedores de outros países inventaram (e ainda bem que ainda temos essa liberdade!).

    "O problema, a meu ver, do artigo é que ele praticamente limitou a geração de riqueza às ideias."

    Mas é exatamente isso o que gera riqueza: idéias. Você pode, aí sim, discutir qual é o arranjo mais propício no qual implantar essas idéias. Mas, sem idéias, não há criação de riqueza -- por mais lindo e libertário que seja o arranjo criado, com total respeito à propriedade privada, leis claras, estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação.

    Sem idéias, nada sai do lugar.
  • Anderson d'Almeida  22/07/2016 21:34
    Tiago,

    O conhecimento "nascer" mas não poder ser implantado é o mesmo que ele não nascer. Se havia um cientista soviético com grandes conhecimentos, mas sem a liberdade para colocá-lo em ação, então, para efeitos práticos, não havia conhecimento.

    Se for levar a questão para "efeitos práticos", então o argumento de que apenas conhecimento gera riqueza não é válido, já que de nada adiantará um sujeito ter conhecimentos de engenharia e não ter bens de capitais, ou alguém que os tenha, para investir na sua engenhosidade. Vários artigos do IMB apresentam um conjunto de fatores (direito de propriedade, bens de capital, liberdade de produzir/negociar, conhecimento e estabilidade institucional ou jurídica).

    mises.org.br/Article.aspx?id=978

    Tudo isso ajuda na criação de riqueza, mas, por si sós, não garantem a criação de riqueza. De nada adianta você ter tudo isso, mas ter uma população burra. Ou ter tudo isso, mas ter uma população inteligente que só quer saber de prestar concurso público. De nada adianta ter tudo isso, mas ninguém ter idéias.

    Mas eu não falei isso, ora. Eu disse claramente, em meu comentário, que havia, além daqueles fatores, um outro fator, que é o conhecimento ou inovação! Ou seja, eu o(s) incluí como fator de geração de riqueza.

    Mas é exatamente isso o que gera riqueza: idéias. Você pode, aí sim, discutir qual é o arranjo mais propício no qual implantar essas idéias. Mas, sem idéias, não há criação de riqueza -- por mais lindo e libertário que seja o arranjo criado, com total respeito à propriedade privada, leis claras, estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação.

    Acho que você não entendeu quando eu disse "mix de fatores". Mais uma vez, todos eles agem juntos como geradores de riqueza. Eu não excluí o conhecimento ou inovação da "equação", apenas acrescentei outros que devem ser presentes num ambiente gerador de riqueza.

    E não concordo com esse seu último período, até porque um país, se tiver condições de produção (bens de capitais, segurança institucional e da propriedade privada, liberdade econômica) terá, obviamente, capital intelectual/mão de obra especializada para produzir, e mesmo que não os tenha ele poderá buscar em outros países (EUA vive fazendo isso há tempos)
  • Tiago  22/07/2016 21:52
    "o argumento de que apenas conhecimento gera riqueza não é válido"

    Ninguém, em momento algum, disse que apenas o conhecimento gera riqueza. Força a amizade não, meu velho.

    "já que de nada adiantará um sujeito ter conhecimentos de engenharia e não ter bens de capitais, ou alguém que os tenha, para investir na sua engenhosidade."

    Ninguém sensato discorda disso.

    Abraços
  • Anderson d'Almeida  23/07/2016 15:22
    Ninguém, em momento algum, disse que apenas o conhecimento gera riqueza. Força a amizade não, meu velho.

    Mas esse meu último comentário vai em direção ao que eu abordei em meu primeiro comentário. Minha crítica foi para o teor "limitante" do artigo, que praticamente disse que "só" o conhecimento gera riqueza. Em contrapartida, apresentei que, de acordo com outros artigos e comentários de pessoas importantes do IMB, o que gera riqueza é um mix de fatores, dos quais o conhecimento/inovação está presente.
  • anonimo  24/07/2016 20:22
    Acompanhei o debate de vocês, especialmente sobre o conhecimento e o colega citou a URSS. Na minha opinião em sistema comunista, socialista, capitalista pode haver pessoas com capacidades intelectuais e conhecimento que podem mudar o mundo com as suas criações. Mas como o Tiago argumentou, sem a liberdade não importará o quanto aquela criação é revolucionária, porque não vai poder colocar a criação em prática. Exemplo: Muitos comunistas e socialistas gostam de citar o celular como uma invenção do sistema deles. Porém de nada adianta haver invenção se não houver mercado para aquele determinado produto recém-criado. Poderia ter inventado o celular, mas foi o sistema capitalista que introduziu essa criação para o mercado e apenas ele é capaz disso. Por causa desse sistema capitalista, muitas pessoas procuram ir aos EUA para colocar a sua criação em prática e esperar enriquecer é claro com a sua criação. Mas não apenas empreendedores, cientistas, engenheiros, estudiosos e mais procuram ir ao motor do capitalismo chamado EUA. Portanto, não adianta haver inovação em um sistema comunista, socialista e outros, se não houver mercado para introduzir.
    Como falado anteriormente que muitos vão aos EUA, sugiro assistir o vídeo de Michio Kaku: https://www.youtube.com/watch?v=Ufo_Yw4FoSg
    Ele destacou o visto H-1B mas também existe outro EB-2.
    www.advogadasdeimigracao.com/pagina/25102/green-card-por-habilidade-extraordinaria-eb-1-e-eb-2.html
  • 4lex5andro  13/03/2017 13:27
    O único setor que a Urss era inovadora e competitiva era o militar (inclusive aeroespacial), e ainda assim com o tempo, seus aviões passaram a ficar defasados comparados com os da Usaf, por exemplo.

    Tanto que é foram notórios, em outros setores, os casos de importação de tecnologia ocidental (como a Lada que na glasnost recorreu á projetos Fiat para melhorar seus carros) por parte de Moscow.
  • Observador  22/07/2016 15:05
    O penúltimo parágrafo é uma obra-prima.
  • Tannhauser  22/07/2016 15:08
    "Eis como funciona: mais liberdade gera mais conhecimento; mais conhecimento gera mais inovação; e mais inovação leva a um crescimento econômico dinâmico. Por outro lado, menos liberdade gera menos conhecimento; menos conhecimento gera menos inovação; e menos inovação gera menos crescimento econômico."

    Se liberdade gera conhecimento, então o ingrediente essencial é a liberdade.
  • Henrique Zucatelli  22/07/2016 15:20
    Essa pauta é deliciosa. A criação espontânea baseada no aprimoramento produtivo anterior aumenta a produtividade, a qualidade e a capacidade de oferta, com o bônus de reduzir cada vez mais o custo final daquilo que é vendido.E por isso sou contra qualquer tipo de patente.

    Agora eu pergunto: se a patente é um privilégio estatal onde o sujeito tem a prerrogativa de posse sobre um design, fórmula ou processo, não seria uma espécie de socialismo com viés fascista?

    Falo isso pois está cada vez mais difícil vender qualquer coisa para a Europa e EUA. As grandes empresas fecharam tanto o cerco lá que até fórmulas simples estão travadas, restritas para os oligopólios. Algo de muito ruim vai acontecer por aquelas bandas se não for rompido o status quo.

  • anônimo  22/07/2016 19:44
    Tem ótimos artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=328

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=29

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=17
  • Jonas Hotzengard  22/07/2016 16:17
    Sei lá. Achei esse artigo fraco e desconexo com a escola austríaca de economia.

    Riqueza é subjetiva. O que eu dou valor pode ser que você não dê valor algum.

    Só isso já detona com o artigo. Afinal, se vc não pode supor o que é riqueza para uma sociedade (pois isso varia de acordo com a visão subjetiva dos indivíduos) , como vc pode deduzir que o conhecimento é o principal ingrediente para sua criação?? Uma sociedade pode valorizar mais as arvores e os animais do que iPhones e prédios.

    O ingrediente principal para criação de riqueza não é o conhecimento.

    Uma mulher pode ter extremo conhecimento sobre, sei lá, como dar amor e carinho à tartarugas. Mas talvez isso não seja interessante para uma sociedade, logo ela não será financeiramente bem sucedida se escrever um livro sobre esse assunto, por exemplo. Ninguém comprará. Ela não gerará riqueza com isso aos olhos dos demais.

    Agora, uma mulher pode ter nascido, por acaso, bonita e atraente aos olhos da sociedade. Ela pode vir a se tornar uma modelo e bastará ela desfilar que gerará muita riqueza. Ela não precisa ter muito conhecimento para criar riqueza.

    É possível que os indivíduos de uma sociedade tenham um conhecimento extraordinário, mas se não houver livre ação humana, de nada adiantará. Suponha que os cubanos de fato tenham uma boa educação. E aí??? Adianta alguma coisa o cara ter um conhecimento gigante e viver por lá?? Adianta um cara ser médico e trabalhar de taxista??? Adianta uma garota ser engenheira e trabalhar de prostituta?? Conhecimento não é o que gera riqueza. Ele pode ser usado sim na criação de riqueza, mas está longe de ser o ingrediente principal.

    Agora, uma sociedade pode ter vários individuos com baixíssimo conhecimento. Porém, se eles forem livres para agir e comercializar, produtos avançados e extremamente complexos surgirão. Vocês não se lembram da lição de Milton Friedman sobre o lápis?? Ninguém sabe como fazer um lápis sozinho. É muita coisa envolvida. Nenhum ser humano possui o conhecimento e as habilidades necessárias.

    Porém, quando o processo de produção do lápis e seus componentes passam por várias mãos, cada indivíduo, adiciona sua habilidade ou ideia no produto. A ideia pode até ser errada e não dar certo, talvez. Mas o concorrente que tiver a ideia certa, que agrade o consumidor final, mesmo que acidentalmente, irá ser bem sucedido e será recompensado pelo mercado.
  • William  22/07/2016 16:44
    "Riqueza é subjetiva. O que eu dou valor pode ser que você não dê valor algum."

    Totalmente errado. A valoração das coisas é subjetiva, mas não a riqueza.

    A maneira como você valora um carro e está disposto a abrir mão do seu dinheiro por ele é totalmente subjetivo. Já a riqueza de um indivíduo ou de uma sociedade é algo perfeitamente mensurável.

    Dizer que a população da Suíça é mais rica que a população da Etiópia não é algo subjetivo; não é algo que "depende do ponto de vista".

    A riqueza e o padrão de vida de um país são determinados pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Por exemplo, quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população.

    E isso nada tem de subjetivo. São coisas totalmente quantificáveis.

    Só isso já detona toda a sua confusa participação aqui.

    "Afinal, se vc não pode supor o que é riqueza para uma sociedade (pois isso varia de acordo com a visão subjetiva dos indivíduos)"

    Totalmente errado de novo. O que você, de fato, não pode supor é a maneira como um indivíduo valora um determinado bem de consumo. Só isso. Mas esse comportamento nada tem a ver com riqueza, mas sim com subjetivismo.

    Não confunda esse básico.

    "como vc pode deduzir que o conhecimento é o principal ingrediente para sua criação??"

    Queridão, sem conhecimento, você não constrói nada. E, se você não constrói nada, então, por definição, você não tem como aumentar a oferta de nenhum bem ou serviço. E, se a oferta de bens e serviços não é aumentada, então a disponibilidade desses bens e serviços para toda a população é declinante. Ato contínuo, o padrão de vida dela cai.

    De novo: a riqueza e o padrão de vida de um país são determinados pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Por exemplo, quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população.

    "Uma sociedade pode valorizar mais as arvores e os animais do que iPhones e prédios."

    Pode, sim. Mas ela não será rica. That simple.

    "O ingrediente principal para criação de riqueza não é o conhecimento."

    Né não. É a inércia e o retardamento mental.

    "Uma mulher pode ter extremo conhecimento sobre, sei lá, como dar amor e carinho à tartarugas. Mas talvez isso não seja interessante para uma sociedade, logo ela não será financeiramente bem sucedida se escrever um livro sobre esse assunto, por exemplo. Ninguém comprará. Ela não gerará riqueza com isso aos olhos dos demais."

    Ou seja, essa mulher não soube direcionar seu conhecimento para atender as reais demandas das pessoas. Ela não soube ser empreendedora. Ela é especialista em algo no qual ninguém se interessa. É o equivalente a ser um bom jogador de beisebol no Brasil. Aqui, você não terá futuro nenhum.

    "Agora, uma mulher pode ter nascido, por acaso, bonita e atraente aos olhos da sociedade. Ela pode vir a se tornar uma modelo e bastará ela desfilar que gerará muita riqueza. Ela não precisa ter muito conhecimento para criar riqueza."

    Ela gerou riqueza para ela própria, mas não para a sociedade. Seu talento não gera enriquecimento para toda a sociedade. Tanto é que a Venezuela é cheio de Misses Universo, mas isso não enriqueceu o país. Ser bonita não é o mesmo que criar um tablet ou o WhatsApp.

    Não é possível que você realmente seja tão limitado assim.

    "É possível que os indivíduos de uma sociedade tenham um conhecimento extraordinário, mas se não houver livre ação humana, de nada adiantará. Suponha que os cubanos de fato tenham uma boa educação. E aí??? Adianta alguma coisa o cara ter um conhecimento gigante e viver por lá??"

    Meu Deus do céu, o artigo fala exatamente sobre isso! Sem liberdade, nada feito! Caralho!

    Sério, volte aos livros e venha falar em público apenas quando dominar o básico daquilo que se propõe a criticar. Não se auto-humilhe tanto assim.
  • Ajudante  22/07/2016 18:18
    Riqueza é abundância de bens materiais, portanto pode ser medida, seja pela quantidade de bens ou por uma unidade monetária em que esses bens são comercializados. Logo, riqueza não é subjetiva.

    Agora o valor sim é subjetivo, pois o valor de algo está em quem utiliza e portanto é algo pessoal.
  • Jonas Hotzengard  22/07/2016 18:52
    Bem, pelo visto o próprio site do mises institute está de desacordo com você.

    https://wiki.mises.org/wiki/Wealth

    "Because value is subjective, wealth cannot be measured cardinally, but it is possible to measure ordinally."

    Riqueza só pode ser medida subjetivamente de acordo com a visão de um agente.

    Já no meio do seu texto vc confunde e mistura conceitos básicos. Não sou professor pra ficar te dando aulas de economia básica aqui. Tenho mais o que fazer.

    E no fim critica reclama que eu digo que o conhecimento não é o ingrediente principal e depois
  • William  22/07/2016 19:05
    "Because value is subjective, wealth cannot be measured cardinally, but it is possible to measure ordinally."

    Além de não saber a teoria -- mas ter a arrogância de vir querer ensiná-la em público, apenas se auto-humilhando -- também demonstra saber o básico do inglês, pois a frase em inglês não apenas corrobora todo o artigo como ainda refuta a sua própria tese.

    Permita-me uma aula básica. Dê-me a sua patinha e veja a tradução da frase:

    "Dado que o valor é subjetivo, a riqueza não pode ser mensurada cardinalmente, mas é possível mensurá-la ordinalmente".

    Ou seja, pra começar, exatamente como eu disse -- e ao contrário do que você disse --, o que é subjetivo é o valor, e não a riqueza. A riqueza, por sua vez, pode ser quantificada, não cardinalmente, mas sim de em termos de um ranking. O que isso significa em termos práticos?

    Significa que, ao contrário do que você disse -- e confirmado o que eu disse -- é perfeitamente possível dizer que a população da Suíça é mais rica que a da Etiópia. Quão mais rica? Não dá para saber, pois isso seria algo cardinal. É mais rica? Totalmente, pois isso é algo ordinal.

    Já você diz que é impossível afirmar que a Suíça é mais rica que a Etiópia, pois "o valor é subjetivo". Ao recorrer a esse relativismo, você simplesmente nega toda a frase em inglês, que diz claramente que a riqueza pode ser mensurada ordinalmente.

    Entendeu ou já desmaiou?

    "Riqueza só pode ser medida subjetivamente de acordo com a visão de um agente."

    O que apenas comprova que nem uma frase básica em inglês você consegue entender. Mas se jura apto a sair dando lições de uma teoria que desconhece completamente.

    "Já no meio do seu texto vc confunde e mistura conceitos básicos. Não sou professor pra ficar te dando aulas de economia básica aqui. Tenho mais o que fazer."

    Por obséquio, não me ensine nada! Eu imploro! Não submete meus neurônios a essa impiedosa destruição em massa.

    "E no fim critica reclama que eu digo que o conhecimento não é o ingrediente principal e depois"

    Eu, hein?
  • Jonas Hotzengard  22/07/2016 19:05
    Além do mais, não sei da onde vocês tiram que quantidade ou diversidade de bens está relacionado com riqueza.

    Me digam quem é mais rico?? O individuo "A" que tem uma barra de ouro de 1kg, ou o individuo "B" que tem 10 barras de chocolate, 2 barras de paçoca e 5 coxinhas???

    Segundo o raciocínio de "quantidade e diversidade de bens" que vocês estão levantando, é o individuo "B" o mais rico. Sim! Um cara com alguns doces e 5 coxinhas é mais rico do que aquele com barra de ouro! Jeniau!!!!!

    Também há o outro raciocínio, de que o indivíduo que tem a barra de ouro é mais rico, afinal, o preço do ouro vale mais que os preços dos doces e das coxinhas somados.

    Isso ao menos é mais respeitável. Porém ocorre que o preço não é algo constante. Ele é varia de acordo com as preferências SUBJETIVAS dos indivíduos e de um local para outro, de uma comunidade para outra, de um indivíduo para outro, de uma sociedade para outra. Logo nem sempre o individuo que tem a barra de ouro será o mais rico.

    Num cenário onde todos estão com fome ou o ouro passe a ser visto como inútil pelas pessoas, o preço das coxinhas e dos doces podem disparar e ficarem mais caros que a barra de ouro. Logo, para determinarmos a riqueza, isso dependerá da visão subjetiva das pessoas.
  • Roberto   22/07/2016 19:16
    "Além do mais, não sei da onde vocês tiram que quantidade ou diversidade de bens está relacionado com riqueza."

    O indivíduo A tem 5 mansões, 10 Ferraris, 3 helicópteros, mora na Suíça, tem moeda forte, tem fácil e amplo acesso a alimentação, serviços de saúde, lazer e cultura. Além de ter milhões de francos suíços em sua conta bancária.

    O indivíduo B mora na Etiópia, tem cólera e disenteria, não tem alimentos à disposição, não tem hospitais, não tem acesso a lazer e nem a cultura, e mora numa choupana repleta de mosquistos.

    Mas, segundo o Jonas, o príncipe do relativismo, é impossível dizer que o indivíduo A seja mais materialmente rico que o indivíduo B.

    "Segundo o raciocínio de "quantidade e diversidade de bens" que vocês estão levantando, é o individuo "B" o mais rico. Sim! Um cara com alguns doces e 5 coxinhas é mais rico do que aquele com barra de ouro! Jeniau!!!!!"

    Começo a desconfiar que seja um fake querendo zoar alguém. Não é possível.
  • Jonas Hotzengard  22/07/2016 19:41
    "O indivíduo A tem 5 mansões, 10 Ferraris, 3 helicópteros, mora na Suíça, tem moeda forte, tem fácil e amplo acesso a alimentação, serviços de saúde, lazer e cultura. Além de ter milhões de francos suíços em sua conta bancária.

    O indivíduo B mora na Etiópia, tem cólera e disenteria, não tem alimentos à disposição, não tem hospitais, não tem acesso a lazer e nem a cultura, e mora numa choupana repleta de mosquistos.

    Mas, segundo o Jonas, o príncipe do relativismo, é impossível dizer que o indivíduo A seja mais materialmente rico que o indivíduo B."

    O indivíduo A é mais rico de acordo com as preferências subjetivas DE VOCÊ. Ponto.

    Eu prefiro morar numa choupana repleta de mosquitos do que ter 5 mansões e blablabla.

    Eu valoro mais isso. É minha vida, e eu decido o que quero dela. Minha religião me diz para viver desta maneira e isto tem valor para mim.

    E agora, sua anta?? Quem sabe mais sobre o que EU prefiro e valoro? EU ou você??? Eu não sou relativista. A escola austriaca é que diz que o valor é relativo. Nunca estudaram ela? Estão fazendo o que neste site??? Vão ler a Carta Capital. Lá é o lugar que deveriam estar.

    Vocês não podem dizer que o que um indivíduo que valora coisas diferentes de vocês é irracional. Vocês não podem IMPOR seus valores aos outros.

    As trocas no livre mercado ocorrem JUSTAMENTE porque há uma discordância entre os individuos sobre essas coisas. Se o individuo "A" tem uma barra de chocolate mas valoriza mais ouro e o individuo "B" tem uma barra de ouro mas valoriza mais chocolate, eles vão realizar uma TROCA VOLUNTÁRIA.

    Se os individuos todos concordassem sobre a riqueza, NÃO HAVERIA TROCA ALGUMA NA ECONOMIA.

    Essa mentalidade de que riqueza é objetiva é justamente a desculpa que o governo utiliza para tomar o dinheiro de vocês e gastar no que o governo acha que é melhor para vocês do que vocês próprios. Os individuos que controlam o governo acham que sabem o que é melhor para vocês do que vocês mesmos.
  • Torben  22/07/2016 21:31
    Esse Jonas conseguiu a façanha de escrever comentários dos mais vergonhosos dos últimos tempos.
  • Tiago Ramos  22/07/2016 20:04
    Prezado Jonas, você de fato segue sem entender a diferença entre valor subjetivo e riqueza.

    Valor subjetivo é uma coisa; riqueza é outra. Ambas não estão necessariamente relacionadas.

    Você está falando -- e utilizando exemplos -- de valores subjetivos. O artigo, e seus interlocutores aqui, estão falando de riqueza.

    O valor é subjetivo. É exatamente isso o que permite que transações econômicas ocorram. Já a riqueza é uma das consequências das transações voluntárias geradas por valores subjetivos. E ela é mensurável ordinalmente. E todas as semelhanças terminam por aí.

    Aí você começa a se complicar. Você diz que:

    "O indivíduo A é mais rico de acordo com as preferências subjetivas DE VOCÊ. Ponto."

    Não, meu caro. Não tem preferência subjetiva nenhuma ali no exemplo dado pelo Roberto. Foi descrita a relação dos bens e serviços a que o indivíduo A tem acesso. E foi descrita a relação dos bens e serviços a que o indivíduo B (não) tem acesso.

    Dado que A tem acesso a mais amenidades e serviços vitais do que B, não há nada de errado em falar que A tem mais acesso a riquezas do que B.

    Você acha que esses bens e serviços a que A tem acesso são besteiras. Ok. Mas são riquezas. Ou, para usar um termo caro a Mises, elas representam a "remoção de um desconforto", e toda a ação humana visa à remoção de um desconforto. O indivíduo age para sair de uma situação pior para uma melhor.

    Você discorda? Beleza. Mas então você tem de apresentar uma teoria nova ao mundo, a qual diz que o ser humano age voluntariamente com a intenção de aumentar o seu desconforto. Não creio que sua tarefa seja fácil.

    "Eu prefiro morar numa choupana repleta de mosquitos do que ter 5 mansões e blablabla."

    Isso é uma rematada mentira e sua preferência demonstrada comprova isso. Se fosse verdade, você estaria vivendo numa choupana repleta de mosquitos agora. Nada o impede. Você é livre para ir para o meio do mato e morar numa choupana. Nada o proíbe disso. Você não teria gasto nenhum. Tai algo que você realmente seria livre para fazer. Mas o fato de que você está utilizando um computador e uma internet, dentro de um ambiente protegido contra as intempéries da natureza, mostra perfeitamente que, em seu subjetivo, você valora todas essas amenidades capitalistas e nada quer com a vida despreocupada do mato. Isso o coloca como um rematado mentiroso.

    "Eu valoro mais isso. É minha vida, e eu decido o que quero dela. Minha religião me diz para viver desta maneira e isto tem valor para mim."

    Não, não valora. Se valorasse, estaria lá agora. Você não precisa morar e nem trabalhar na cidade para morar numa choupana no meio do mato. Você pode ir para o meio do mato agora e viver lá para sempre, em subsistência. Não precisa pagar nada para ninguém. Logo, você nem precisa ser um assalariado. Mas você não está fazendo isso, o que comprova que, em termos de preferências demonstradas, você prefere a riqueza da cidade à pobreza do mato.

    "E agora, sua anta?? Quem sabe mais sobre o que EU prefiro e valoro? EU ou você??? Eu não sou relativista."

    Seu linguajar apenas revela o desespero de alguém que primeiro foi flagrado numa crítica descabida, e depois foi forçado a dizer coisas que suas próprias preferências demonstradas refutam.

    Esfrie a cabeça. Não há nada de errado em se equivocar. (Apenas não prossiga insistentemente no erro, como fazia a Dilma).

    Saudações.
  • Amônino  22/07/2016 21:04
    O valor não está no conhecimento do produtor. Está na disposição de pagar do comprador.

    A riqueza, medida de forma ordinal é subjetiva tb. Os suíços são mais ricos que os etíopes. Mas, eventualmente, um etíope pode ser mais rico que um suíço (Se analisarmos a riqueza de todos os humanos, vivemos em um mundo rico em comparação com o passado. E pobre para padrões OCDE). Tudo DEPENDE da forma como se agrupa.

    Como a análise libertária privilegia o indivíduo, se tomarmos a riqueza dos indivíduos em análise, não necessariamente os mais ricos serão mais inteligentes.

    Dentre os muitos fatores que compõe a possibilidade de riqueza, a inteligência de certo se destaca, mas outros fatores nada libertários também têm sua vez. Observem o "baronato" que enriquece através de coerção e violência.

    Não que coerção e violência venham sempre a sobrepujar a inteligência. Nem que meios de enriquecimento autoritários sejam bons pra todos. Mas a riqueza não enseja perenidade. Nem bem comum.
  • Giancarlo  22/07/2016 22:21
    "O valor não está no conhecimento do produtor. Está na disposição de pagar do comprador."

    Frase contraditória. Para eu vender para você algo que você esteja disposto a comprar, eu tenho de saber produzir exatamente aquilo que você quer.

    Para você comprar de mim algo que você valora, eu tenho de saber como produzir esse algo que você valora.

    E isso exige conhecimento de minha parte.

    É realmente tão difícil entender esse básico?
  • Amonino  23/07/2016 03:22
    A importância da disposição de pagar não é contraditória. Observe que bens nada especializados e um tanto genéricos podem ter preços brutalmente elevados pela escassez (muitas vezes sazonal e/ou independente da intervenção do produtor). Nesse casos o valor de apóia na necessidade imediata ou impossibilidade de substituição.

    E gera riqueza sem brilhantismo do produtor.
  • anônimo  22/07/2016 20:30
    "não sei da onde vocês tiram que quantidade ou diversidade de bens está relacionado com riqueza."

    Do dicionário:
    s.f.Qualidade do que, ou de quem é rico; opulência, abundância de bens, de fortuna.



    "Me digam quem é mais rico?? O individuo "A" que tem uma barra de ouro de 1kg, ou o individuo "B" que tem 10 barras de chocolate, 2 barras de paçoca e 5 coxinhas???"


    Ô "jenio", você está comparando bens diferentes.
    Você deve adotar uma unidade em comum para comparar algo, uma coisa básica que se aprende na quinta série.


    "Porém ocorre que o preço não é algo constante. Ele é varia de acordo com as preferências SUBJETIVAS dos indivíduos e de um local para outro"


    Sim, ele varia, mas é algo objetivo, pois você mede. E portanto, por mera lógica, você consegue mensurar algo pelo preço.


    "Logo, para determinarmos a riqueza, isso dependerá da visão subjetiva das pessoas."


    Então 100 reais poderiam valer menos do que 10 reais?
    Dã! é obvio que não.


    O valor de um bem (sua utilidade) é sim algo pessoal. Mas o valor monetário (que é diferente do valor do bem) é algo objetivo, e dessa forma podemos medir a riqueza e compara-las.
  • David Peixoto   22/07/2016 16:45
    Se o Estado resolver contratar todos os desempregados para fazer uma obra eterna de cavar e aterrar um enorme buraco, isso não vai gerar riqueza nenhuma.

    Mesmo tendo pleno emprego, estará o país destruindo riqueza apenas (custo de oportunidade pelo tempo perdido, já que estas pessoas poderiam estar fazendo algo mais útil e dê valor para a humanidade).

    Apenas criando produtos, soluções e serviços para pessoas dispostas a pagar (com dinheiro ou com outros serviços) que se gera valor.
  • Estudante de economia  22/07/2016 16:46
    Os 3 únicos fatores que geram riqueza é trabalho, capital e conhecimento, nada mais.

    Agora para que os fatores de produção sejam otimizados e melhor direcionados as necessidades do seres humanos, é necessário haver um ambiente que garanta a propriedade privada e o livre comércio.

    E sim, o fator mais importante para se criar riqueza é o conhecimento, sem conhecimento não há trabalho e nem capital.
  • Edson Roberto  22/07/2016 16:47
    Lembrei-me do brasileiro que desenvolveu a gasolina sem petróleo e foi preso recentemente!
  • Trader Carioca  22/07/2016 18:14
    Edson Roberto,

    Fazendo um pouco o papel de advogado do diabo, essa história do combustível não está bem explicada.

    O caso foi que um tal Gilmar dos Reis foi preso em Porto Alegre por comercializar combustível sem autorização em junho de 2016. O combustível era "metanol", algo já conhecido faz séculos, literalmente. Além do metanol, havia outros produtos misturados, cuja receita não foi divulgada. No final das contas, é um combustível conhecido, que tem uma boa potência, mas é corrosivo pro motor.

    Não teve nenhuma história de "combustível revolucionário". Mas mesmo assim, o Estado interveio em um assunto que cabe aos vendedores e compradores. Se eu quero comprar esse combustível, eu deveria ser livre para decidir sobre os riscos, certo?

    Abs.
  • FL  22/07/2016 19:23
    Não precisa nem ser uma "mistura corrosiva" ou algo do tipo:

    Tente vender gasolina 100% pura, sem nenhuma adição de etanol ou qualquer outra coisa, e o resultado será o mesmo: prisão
  • Paulo Bat  22/07/2016 20:23
    Metanol é cenenoso. Em pequenas porções, causa cegueira. Um pouco mais, mata. Por isto seu consumo como combustivel é proibido. Claro que qualquer combustivel é perigoso para a saúde. Mas o metanol é muitíssimo mais.
  • Tiago Bialeski  22/07/2016 18:01
    Que legal esse raciocínio, sempre pensei nisso para meu próprio degustar, do tipo: "celulares eram possíveis no tempo dos neandertais", mas o que faltava era conhecimento para criar, por isso sempre penso que é difícil dizer que existem coisas impossíveis, afinal tudo é possível, só nos falta conhecimento de como faze-las.
  • Jarbas Profeta  22/07/2016 18:31
    Eu me pergunto, tirando os que ganham com corporativismo. O que há de tão complexo nisso? Por que ser livre assusta tanto?

    Chegará o dia em que serão feitas fogueiras de iphones, começando pelos dos socialistas, aí o socialismo vai acabar.
  • Guilherme  22/07/2016 19:19
  • Jarbas Profeta  25/07/2016 13:20
    Esse conceito deve se replicar em todas as áreas.

    Quando as pessoas em geral sentirem vontade de queimar, como os diplomas do artigo sugerido, carteiras de trabalho, cartões de CPF, licenciamento veicular, títulos eleitorais, etc.. Seria um sintoma de caminho certo?
  • Foucault  22/07/2016 18:49
    O que cria riqueza é PODER.

    Conhecimento dá poder...
    Informação dá poder...
    Dinheiro dá poder...



    Logo o artigo ja começou errado pq respondeu errado a pergunta.

    "qual é o mais essencial ingrediente para a criação de riqueza e o crescimento econômico?"

    PODER...
  • anônimo  22/07/2016 19:53
    Depende... se vc está em um ambiente livre o poder não irá lhe servir de nada...

    No caso de poder politico...

    Agora poder economico pode até ser, mas sem barreiras artficiais não é o poder que cria riqueza, mas a riqueza que cria poder...

    Até porque qualquer um tem potencial de gerar riqueza em um ambiente adequado (livre).
  • Foucault  23/07/2016 01:06
    Não meu chapa...

    não existe esse ambiente livre que vc ta pensando. Vcs aqui nesse site repetem a mesma ladainha.

    Eu vou te ensinar uma coisa...Enquanto existir dois seres interagindo num ambiente, vai existir ali a relação de PODER...

    Antes de Estado, antes de Cristo, antes do Comércio e qualquer outra coisa que vc possa imaginar...

  • WDA  27/07/2016 12:42
    "Poder" é uma noção bastante vaga, que já foi utilizada nas mais diversas áreas do conhecimento com sentidos diferentes; portanto, você dizer que o que gera riqueza é "poder" sem explicitar o que você entende por "poder" é o mesmo que falar sem dizer nada.
  • Luiz Barbetta  22/07/2016 19:02
    O texto é bom, mas acho que o George poderia ter trabalhado mais neste link entre liberdade e conhecimento, pois acredito ser o ponto mais importante do texto. Ele simplesmente coloca em um parágrafo que mais liberdade gera mais conhecimento, mas não dá nenhuma justifica ou argumento para isso.
    É lógico que eu concordo com ele, liberdade gera conhecimento, conhecimento gera inovação e inovação gera riquezas. Mas, pensando em alguém que não tenha convívio com ideias liberais, essa conexão entre liberdade e conhecimento não fica clara.
  • Renato Romano  22/07/2016 19:17
    Liberdade de gerar e implantar inovações + crédito acessível para viabilizar essa implantação.
  • Leonardo Gouveia  22/07/2016 19:21
    Crédito fácil destrói a economia e gera crises.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Jorge Augusto  22/07/2016 19:22
    Crédito é um produto como qualquer outro... Se escasso custa muito, se abundante custa pouco. O que destrói a economia é a regulação do crédito.
  • Consciente  22/07/2016 19:21
    Gerar riqueza é criar falsas necessidades e utilizar a obsolescência programada para jogar tudo num lixão, destruindo a natureza. E o ciclo de vida recomeça. Esse é o legado dos capitalistas.
  • anônimo  22/07/2016 20:00
    Não necessariamente...

    O que define o mercado são os consumidores.

    Então o que define a qualidade dos bens e serviços é a qualidade dos consumidores.

    Ou seja, se os consumidores demandarem por produtos ruins e superfulos , os recursos serão mal alocados.

    Se os consumidores demandarem produtos mais "ecologicos", recursos serão poupados.

    Tem a questão da exigência tb...

    Mas independente disso uma demanda sempre existirá. A questão é ter a oferta certa.

    Existem casos que existe a falta de oferta de produtos melhores por deficiencia tecnologica.

    Por exemplo se usa plastico porque não descobrimos outra coisa...

    Então nada melhor que o mercado e os consumidores moldarem o que é melhor ou pior e não um monte de burocratas...

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2069
  • anônimo  22/07/2016 20:37
    "Gerar riqueza é criar falsas necessidades"

    É a fome, a sede, o frio, a comunicação, a locomoção, o entretenimento são tudo falsas necessidades criada pelo capitalismo.

    Antes do capitalismo não havia nada dessas coisas, o ser humano vivia em uma eterna auto satisfação.
  • Conservador  22/07/2016 19:41
    Excelente.
  • o profeta  22/07/2016 20:07
    Parafraseando Paulo, vc pode ter trabalho e capital mas sem conhecimento (ou amor)rsrs nada terá

    E conhecimento que gera liberdade, não o contrário.

    Conhecereis uma verdade ou a verdade e ela vos libertará.
  • Elias  22/07/2016 20:19
    "E conhecimento que gera liberdade, não o contrário."

    É? Então o conhecimento é possível de ser obtido e colocado em prática em ambientes totalitários? Os norte-coreanos têm o mesmo acesso à cultura que os americanos? As mesmas chances de ver suas idéias implantadas na prática?
  • Antonio Sergio   22/07/2016 20:13
    Na verdade, biologicamente somos piores que o homem das cabernas. A medicina é que tem mantido o homem ( estragado - sedentário, diabético, hipertenso, infartado) vivo por mais tempo.
  • Mauricio Amorim   22/07/2016 20:13
    Sim, a riqueza nasce da verdadeira necessidade atendida. Mesmo que seja uma necessidade que não é básica.
  • Juliano Roberto  22/07/2016 23:43
    "Essa "teoria dos incentivos" permite que os críticos do capitalismo o caricaturem como um desumano esquema de manipulação das necessidades humanas, sendo apenas ligeiramente superior às formas mais benignas de escravidão".

    Porventura, não teve o autor a intenção de dizer "formas mais malignas de escravidão"?
  • Intruso  22/07/2016 23:49
    Não.

    As "formas mais malignas" seriam, obviamente, a escravidão clássica. Já "as formas mais benignas" -- que são aquelas frequentemente invocadas pela esquerda -- seriam o trabalho assalariado porém precário, extenuante e altamente exigente.
  • Donan Fernandes  23/07/2016 13:04
    Eu diria que se trata de uma falácia.Pois a riqueza é tratada como uma manifestação, tão só, da inteligência humana.No entanto o texto sugere isso. Vamos pensar o Steve Jobs na pré-história, não criaria riqueza mesmo com seu gênio humano. Dito isso, tenho o conhecimento não aquilo que trás riqueza, mas sim como algo necessário a ela, isto é, a riqueza provém do gênio humano diminuindo os empecilhos naturais à desfrutação do prazer; como um Iphone na pré-história não seria sugestivo, não seria "riqueza" pelo simples fato de não diminuir as imposições naturais que nos reduzem. Se,como trata o autor,riqueza fosse conhecimento,seríamos forçados a dizer que um cientista necessariamente deve ganhar mais que um jogador de futebol, pois evidentemente o primeiro é mais inteligente que o segundo, via de regra.
  • João Marcelo  23/07/2016 14:15
    Um bom artigo como complemento, que mostra como a criatividade vai enriquecer a África, é este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2463
  • Rhyan  23/07/2016 19:35
    Por isso eu sou contra copyrights, patentes e qualquer outra forma de propriedade intelectual.
  • B. Dutra  23/07/2016 20:08
    A melhor forma de desenvolver o interesse e a capacidade de discernimento dos estudantes é discutir com eles e ensinar questões ligadas ao nosso tempo e à nossa vida; chega de teoria vã distante da realidade, vamos cultivar o saber real.As novas gerações perderam o hábito de ler. Formar cidadãos de qualidade requer seres humanos despertos, que busquem respostas na vida e nos livros.
  • Oneide teixeira  24/07/2016 15:01
    O que gera riqueza é a geração de utilidade marginal.
    O conhecimento ajuda a determinar o que é "util", e qual é a necessidade do mercado, e como melhor produzir.
    Ta cheio de "rico" que não tem instrução, mas produz utilidade marginal elevada.
  • 4lex5andro  13/03/2017 13:16
    O conhecimento está acima da instrução formal.
  • anônimo  28/07/2016 01:35
  • Leandro  28/07/2016 01:47
    Tal arranjo -- muito comum também em cidades do Ceará (vide o Banco Palmas) e em outras do nordeste -- nada mais é do que um Currency Board em nível municipal.

    Como diz essa reportagem, "para cada cocal circulando no município há um real no Banco dos Cocais".

    Isso merece um artigo específico, mas, basicamente, e para fazer um resumo completo, o que ocorre é o seguinte:

    1) Ao contrário do que muita gente pensa, esses bancos sociais não criam dinheiro à vontade. Cada cédula deles está lastreada 100% por uma mesma cédula de real.

    2) Isso significa que o princípio de funcionamento de uma moeda social é idêntico ao de um Currency Board;

    3) O truque deste arranjo está em desencorajar os moradores locais a "exportar" reais para outras cidades.

    4) Quando uma cidade pequena exporta reais para outras cidades, a quantidade de dinheiro na economia local diminui. Se a cidade é do tipo que não produz nada para ser "exportado" para outras cidades, então não haverá entrada de reais. Ou seja, ocorre um cenário em que as pessoas ficam com cada vez menos dinheiro, o que dificulta a "importação" de bens de outras cidades.

    5) Como estas outras cidades (o resto do país) não vivenciam nenhuma redução de preços, a cidade que está sob deflação monetária tem dificuldade para importar os bens desta cidade. (Há menos dinheiro, mas os preços não caíram). Ou seja, a qualidade de vida nesta cidade diminui.

    6) A criação de uma moeda local ancorada ao real impede que haja esta deflação monetária.

    7) Mas isso, por si só, não estimula a poupança e nem a formação de capital. Tudo o que esse arranjo faz é que uma moeda substituta fique circulando no comércio local. O consumo é aditivado, mas a poupança não.

    8) Não sei detalhes sobre o Cocal, mas sei que o Banco Palmas, bem como vários outros bancos sociais (há mais de 50 funcionando no Brasil), recebem empréstimos subsidiados do Banco do Brasil. Ou seja, o sistema só se mantém porque o Banco do Brasil concede empréstimos subsidiados para os bancos sociais, os quais utilizam os reais emprestados para lastrear suas moedas. Para quem recebe o subsídio, o arranjo é vantajoso. Mas ele claramente não pode ser aplicado a todo um país. Quem iria subsidiar?

    Tudo o que se sabe, portanto, é que, este arranjo estimula o consumo local porque evita uma deflação monetária local. Mas só consegue isso porque recebe subsídios do Banco do Brasil.

    O grande truque deste arranjo de moedas sociais está em evitar que haja uma deflação monetária na economia local. Ao estimular as pessoas a gastar apenas em seu bairro, o dinheiro fica ali. Dá uma inegável sensação de riqueza, mas tal arranjo de moeda local, por si só, não gera riqueza. Não há estímulo à poupança e nem à formação de capital. Todo e qualquer empreendimento vai depender do uso de reais para efetuar a "importação" de bens de outras cidades. É aí que entram os empréstimos subsidiados do Banco do Brasil.

    Esse arranjo funciona localmente porque se trata de um local ínfimo sendo subsidiado por todo um país. E mais ainda: é um local que recebe subsídio para fazer suas "importações" do resto do país. Nada de milagroso nem de anormal. Porém, é claro que isso não funcionaria para todo um país. Afinal, quem iria subsidiar?
  • anônimo  28/07/2016 02:01
    Obrigado pela resposta Leandro.

    Mais uma dúvida, nesse caso descrito no trecho abaixo, não seria algo positivo? Já que os recursos estão sendo empregados para produção ao invés de simplesmente estimular o consumo.

    "A instituição aproveita para educar a população financeiramente. Rodrigues explica que, ao emprestar cocais a alguém, "fazemos uma reunião de avaliação de risco e uma simulação do quanto será preciso investir". Foi assim que seu Adail conseguiu abrir seu negócio. A Pedra Branca Produtos de Limpeza virou realidade em 2008. Ele pediu R$ 500 para fabricar produtos de limpeza, como detergente, desinfetante e sabão líquido. "Eu fazia entregas em domicílio com uma bicicleta." Oito anos depois e mais alguns empréstimos, as entregas agora são feitas por moto "até nas cidades vizinhas", e parte da residência virou ponto de venda. "O que falta agora é embalagem própria. Ainda estou reciclando.""
  • Leandro  28/07/2016 11:38
    Isso é ótimo, sem dúvidas, mas vale ressaltar que ele utilizou reais e não cocais para fazer o investimento. Óbvio. Como os cocais não são aceitos nas cidades vizinhas, ele não teria como "importar" os insumos para fabricar seus produtos de limpeza.

    Em última instância, ainda precisaram do lastro em reais. E, como dito, esses reais foram fornecidos pelos bancos estatais, a juros camaradas (ou seja, financiados pelo resto do país). Não há evidências de que tal arranjo seria factível para todo o país (quem iria bancar?), ou sem nossos subsídios.

    Não há almoço grátis. Tais pessoas foram privilegiadas, mas outras pagaram a conta.
  • Andre  28/07/2016 11:06
    Leandro, e se essas moedas sociais fossem lastreadas em ouro ou dólares, financiadas por instituições privadas?
    Principalmente em cidades fronteiriças com Uruguai e Peru, países que aceitam depósitos bancários em dólar que funcionariam como os guardiões do valor.
  • Leandro  28/07/2016 11:40
    Aí, sim.

    Aliás, esse é um dos arranjos monetários que eu defendo.
  • Andre  28/07/2016 13:39
    Leandro esse arranjo privado com lastro em dólar funcionaria localmente numa cidade de 20 mil habitantes em zona fronteiriça? Vai ajudar a diminuir o processo inflacionário no local?

    O caráter econômico de Quaraí RS é predominantemente agropecuário com uso de mão de obra local para colheitas e manejo de animais, as pessoas estão familiarizadas com moedas estrangeiras, porém não podem usar do lado brasileiro, uma moeda forte ajudará a comprar os insumos e melhorar os investimentos além de trazer alguma melhora no poder de compra da população que é bem pobre.

    O ambiente para uma moeda forte é favorável, sou consultor de investimentos focado em agronegócios, os fazendeiros possuem enormes quantidade de dólares depositados do outro lado da fronteira em bancos com sede no Brasil, muitos por indicação minha lá nos idos de 2014, gozo de larga confiança de muitos e já demonstram vontade de negociar em dólares.
  • Leandro  28/07/2016 14:54
    Você próprio já respondeu -- melhor ainda, agiu -- magistralmente. E nem precisa ser em ouro, não. Qualquer moeda com histórico de maior estabilidade que o real já faz o serviço.
  • Livre Mercado  28/07/2016 13:45
    Então quando esses malditos banco centrais quebrarem toda a economia imprimindo papel com números e dizendo ser dinheiro, podemos depositar nossas economias em metal precioso, jóias e etc, e usar como lastro de uma moeda local administrada privadamente por um conselho?
  • anônimo  30/07/2016 04:16
    Estava lendo essa matéria goo.gl/2EmRrD e me deparo com esse trecho:

    "Numa vertente mais tradicional da noção de empreendedor – onde este abre uma empresa para atender a seus clientes – é impossível uma sociedade em que todos sejam empreendedores, pelo problema básico do "muito cacique pra pouca tribo."

    Imagine a seguinte situação: diversos empreendedores decidem viver numa aldeia onde eles consomem mutuamente seus produtos. Não demora muito e começa a faltar tempo para que cada membro dessa comunidade hipotética consiga usufruir das dezenas de bens fornecidos pelos seus pares. Não bastasse isso, eles logo se dão conta de que ninguém se preocupou ou conseguiu oferecer serviços de telecomunicações, energia elétrica e alguns bens de consumo, pois estes dependem de cadeias muito complexas de produção."


    Sinceramente me incomodou (por não fazer sentido para mim), qual seria o contra argumento econômico?
  • Roberto  30/07/2016 13:52
    Pelo menos esse trecho que você colou é totalmente contraditório.

    Primeiro ele reclama que há um excesso de empreendedores ofertando coisas. Aí, logo em seguida, reclama que "faltam serviços de telecomunicações, energia elétrica e alguns bens de consumo", os quais só podem ser ofertados por mais empreendedores.

    Ou seja, ele reclama do excesso de empreendedores e, em seguida, da escassez de empreendedores.

    Aliás, essa contradição é inevitável sempre que você incorrer neste tipo de raciocínio. Nunca haverá empreendedores em excesso.

  • Anderson d'Almeida  30/07/2016 15:11
    Confuso, muito confuso...

    O autor do texto não especifica o cenário, apenas conta partes que lhe interessa. Aliás, fica uma interpretação dúbia, não se sabe se a aldeia é primitiva (no sentido de ser selvagem e isolada) ou se é apenas um bairro um pouco separado dos demais.

    Supondo que seja o primeiro cenário, não se deveria exigir serviços complexos de energia, telecomunicações e alguns outros (que ele espertamente ou preguiçosamente ocultou). Ora, se um grupo de sujeitos decidem viver isolados da civilização é porque sabem o que lhes espera, portanto, não irão para o local com o intuito de viver como se vive nos centros urbanos... Mas, se quiserem alguns desses serviços, eles podem providenciá-los através de uma "compra coletiva" (juntar capital para a compra) de aparelhos de energia solar e uma antena que capte internet/TV via satélite.

    Já se for o segundo caso, o grupo poderia trocar parte de seus lucros pelos serviços de algumas empresas, mesmo que venham a pagar mais por tal "desafio logístico".
  • anônimo  31/07/2016 02:17
  • Tiago Campos  05/08/2016 16:55
    E eu me recordando de um dia ouvir da boca do Grandioso Enéas Carneiros: "- A única diferença entre a pessoa que só sabe limpar o chão e um astrofísico. É somente a falta de informação!"
  • Chato  05/08/2016 17:12
    Então a única diferença entre mim e o Einstein é a falta de informação?
  • Chatôbriã  05/08/2016 18:07
    Nem isso.

    Assim como você, Einstein também não ficou rico. De nada adianta ter "informação" se você não é criativo o bastante para colocá-la em prática de modo a gerar valor para terceiros.

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria
  • anônimo  05/08/2016 22:24
    E quem é que falou de criar valor pra terceiros?
  • Comunista Cambojano  07/08/2016 05:00
    Vejam a história desse homem que se libertou da escravidão imposta pelo sistema capitalista, se todos adotassem esse estilo de vida a desigualdade acabaria, pessoas não passariam mais fome, viveríamos todos felizes sem a competição imposta pela propriedade privada.

    https://www.youtube.com/watch?v=I7arqW5luKc
  • Rodolpho Campos  10/08/2016 06:06
    A verdadeira fonte de riqueza não começa em nenhum tipo de conhecimento. Na verdade, pode-se dizer que sim. Mas, de um melhorado auto conhecimento e reconhecimento da capacidade de mudança e evolução. O Mindset positivo eleva o potencial de forma exponencial. DA mesma forma que o negativo pode levar a catastrófes pessoais.
  • Emerson Luis  12/09/2016 19:20

    As poucas inovações surgidas em países socialistas em geral têm a ver com a guerra ou com o controle da população.

    ------

    O governo obstrui o livre comércio com uma mão e estimula artificialmente a economia com a outra.

    ------

    Ótimo artigo. Apenas lembrem-se de que há vários tipos de conhecimento e de que conhecimento é diferente de informação.

    * * *
  • Dempsey Ramos  08/11/2016 13:00
    Um excelente exemplo sobre como o CONHECIMENTO gera riqueza pode ser encontrado na atual ESTRATÉGIA da Noruega para concretizar o seu processo interno de transição energética. Na condição de maior economia petrolífera da Europa Ocidental, não é surpresa para ninguém que a sobrevivência da Noruega no mundo pós-petróleo depende fundamentalmente de CRIAR NOVOS NICHOS DE RIQUEZA. E para esta tarefa, vejo que a Noruega utiliza não só o conhecimento local de sua população, mas também lança mão do CONHECIMENTO GLOBAL, obtido a partir de cidadãos das mais diversas origens, nacionalidades e áreas do saber humano.

    Estive na Noruega em Junho de 2015, por indicação da Universidade de Coimbra (Portugal), para participar de um programa de treinamento doutoral na Universidade de Bergen, onde ofereci auxílio jurídico não para regulamentar, nem para criar reservas de mercado, mas exatamente o contrário: para favorecer a EXPANSÃO DE MERCADOS SUSTENTÁVEIS (riqueza de longo prazo associada a um cuidado ambiental como fator de perpetuação de fontes energéticas).

    Juntamente com dezenas de outros participantes, originários das mais diversas ÁREAS DO CONHECIMENTO (política, economia, medicina, sociologia, filosofia, teologia, engenharia, ecologia, psicologia, etc.), posso dizer como brasileiro, pelas impressões pessoais que tive, que a Noruega encontra-se em uma adiantada e acelerada fase de TRANSIÇÃO ENERGÉTICA (do petróleo às energias renováveis), um processo que só lhe é possível ser executado porque apoia-se INTENSIVAMENTE EM CONHECIMENTO GLOBAL (originário de todas as partes do planeta e de todas as áreas do saber humano).

    Todos os anos, a Universidade de Bergen, através de financiamento do Governo norueguês e apoio do Instituto Michelsen (CMI), o maior centro de pesquisa da Escandinávia, reúne no verão nacionalidades de todas as partes do globo para debaterem problemas atuais que afetam, não só aquele país, mas o mundo como um todo, relativamente questões ligadas à assistência internacional, desenvolvimento e saúde global, governança e corrupção, recursos naturais, paz e conflito, direito e instituições jurídicas, gestão de finanças públicas, dinâmicas da pobreza, cultura, política e religião, e relações de gênero.

    Destes encontros, verdadeiros BRAINSTORMS globais, são extraídas interessantes PROPOSTAS apresentadas por cada um dos participantes. O que pude perceber é que a Noruega abre-se de forma generosa e busca atrair MENTES QUALIFICADAS para tornarem-se potenciais cidadãos noruegueses. Em contrapartida, os cidadãos atraídos, por serem majoritariamente originários de países menos desenvolvidos (África, Ásia, Oriente Médio e América Latina), tornam-se PONTES estratégicas entre a Noruega e aqueles países de origem, como uma forma de CONHECER estes novos mercados "emergentes" de ENERGIAS LIMPAS RENOVÁVEIS.

    Para mim, não é surpresa alguma ver a Noruega tornar-se cada vez mais presente na ÁFRICA, com o objetivo de contribuir com seus conhecimentos acumulados em energia hidráulica, eólica, solar, pesca marítima, além de MECANISMOS INSTITUCIONAIS político-econômicos extremamente LIBERAIS voltados ao REAL e VERDADEIRO desenvolvimento humano global daquela região, sem que isso signifique restringir, regulamentar ou dominar mercados (como a China marxista vem fazendo naquele continente, inclusive através de esquemas políticos extremamente corruptos e anti-concorrenciais, assunto que pode ser melhor verificado aqui observador.pt/especiais/a-pilhagem-de-africa-com-angola-em-destaque/).

    Vejo a postura da Noruega como plenamente JUSTA e VÁLIDA, especialmente a forma pela qual busca obter conhecimentos. Sua presença na África tenderá, no longo prazo, a enriquecer e desenvolver essa região e ainda contribuir para que a própria Noruega (maior economia petrolífera da Europa ocidental) possa resolver os seu\s problemas internos relacionados ao fim de uma era: a era do petróleo.

    Tudo isso por um motivo muito simples: ABERTURA AO CAPITAL INTERNACIONAL (inclusive, e principalmente, o capital intelectual).
  • Luiz Alberto  12/03/2017 21:30
    O governo é o principal interessado no atraso tecnológico. Mas agora se tornou virtualmente impossível um economia sobreviver sem forte base tecnológica, incluindo o agronegócio. A tendência é a falência total do país.
  • Godoy  12/03/2017 21:31
    Excelente artigo. Moral da historia: quanto mais liberdade melhor para o enriquecimento de todos. Do contrario, quanto mais expandido for o governo mais se enriquece uma minoria ao custo da liberdade e oportunidade de enriquecimento da maioria. Simples e confirmado pelo exemplo de outros países: aqueles com mais liberdade alcançaram maior sucesso e qualidade de vida através de inovação e empreendimento livre.
  • José R.C.Monteiro  07/07/2017 23:48
    Não tira o valor do artigo, a verdade é de que tínhamos entre 30 e 40 bilhões de neurônios na época dos homens da caverna, após o advento do uso de fogo para o cozimento, passamos para 80 bilhões.
  • Dúvida  08/07/2017 12:28
    "Mais liberdade gera mais conhecimento"

    De que formas? Alguém pode esclarecer mais?
  • Resposta  08/07/2017 14:32
    Se você tem liberdade para tentar, para experimentar, para pesquisar, para ir atrás de informações, para empreender, para acertar e para errar, para ficar com os bônus do seu acerto (e para arcar com os prejuízos do seu erro), você acabará gerando e adquirindo muito mais conhecimento do que se você fosse proibido de fazer tudo isso.

    É bem óbvio e direto.
  • Allan Ramos  10/07/2017 15:01
    Isso pode não estar muito relacionado com o artigo em questão, mas como fazer para não existir monopólios e cartéis? Para que sempre exista livre concorrência? Os monopólios só vão existir por interferência dos governos ou eles podem nascer naturalmente?
  • Edson  10/07/2017 15:20
    Você próprio já deu a resposta. Como exatamente são formados os cartéis? Quem os sustenta?

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Artigos:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados


    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural
  • J.R.C.Monteiro  10/07/2017 23:07
    Allan, saudações, não esqueça que cartéis nada mais são que experimento dos empreendedores em busca de margem de lucro, etc., o problema está no fechamento do mercado, no impedimento de novos players.
    Empreendedores quando fazem ou tentam fazer cartel, caso haja insucesso, sem problemas, ele - o empreendedor - terá que bancar, no caso do governo com seus monopólios, os problemas são socializados, ou seja, nós somos os pagadores.
  • Rogerio  14/10/2017 16:06
    Empreendedores quando fazem ou tentam fazer cartel,isso pode não estar muito relacionado com o artigo em questão.
    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, principalmente em órgãos públicos.


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