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O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman

Enterrada em uma recente postagem de blog feita por Paul Krugman estava a seguinte e surpreendente declaração:

"Sim, o protecionismo reduz a renda mundial."

A frase está perfeitamente correta, e sintetiza praticamente tudo o que você precisa saber sobre o protecionismo: ele reduz a renda mundial da população, principalmente dos mais pobres.

O protecionismo, como o próprio nome diz, serve para proteger as empresas nacionais ruins e blindá-las contra os desejos dos consumidores — principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo para comprar produtos bons e baratos feitos no exterior.

Para os protecionistas, as indústrias nacionais não devem ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais.  Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros.  Eles devem ser obrigados a comprar apenas produtos nacionais mais caros.

Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros fabricados nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus produtos.  Eles passam a usufruir um mercado cativo. 

E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.

Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a renda disponível dos mais pobres vai definhando.

Qual é a melhor maneira de eliminar o protecionismo — se por meio de acordos unilaterais, bilaterais, continentais etc. — é algo que pode ser debatido, mas não deveria haver dúvida de que o protecionismo deveria ser abolido por causa de seu impacto negativo sobre a renda.

No entanto, e estranhamente, Krugman não termina por aí.  Algo ainda o incomoda.  Em todo o restante de sua postagem, bem como em todas as outras em que ele aborda o assunto, ele inventa explicações forçadas e convolutas para justificar por que o protecionismo não deve ser atacado. 

Por exemplo, imediatamente após ter feito essa afirmação contra o protecionismo, ele diz que:

"mas se você quiser argumentar que a liberalização comercial foi o principal motor do crescimento econômico, ou qualquer coisa nesse sentido, bem, os modelos não indicam isso."

A liberalização comercial é o "principal motor do crescimento econômico"?  Não sei se é o "principal motor do crescimento econômico".  Aliás, não se conhece algum modelo que afirme que a liberalização comercial, por si só, seja o "principal motor do crescimento econômico".  Mas o que realmente se sabe, e o próprio Krugman reconhece, é que o protecionismo "reduz a renda mundial da população".

Isso, e apenas isso, já não seria o bastante para condená-lo?

Em outra ocasião, Krugman afirmou o seguinte:

"Com efeito, a defesa elitista de um comércio cada vez mais livre é uma enganação. [...] O que os modelos de comércio internacional utilizados pelos verdadeiros especialistas dizem é que, no geral, acordos comerciais não geram mais comércio e nem criam e nem destroem empregos."

Sim, isso parece estar correto.  O livre comércio não deve ser buscado com o intuito de "aumentar empregos", mas sim com o intuito de aumentar a renda e a qualidade de vida.  E, sobre a renda, lembre-se de que, segundo o próprio Krugman, o protecionismo "reduz a renda mundial"!

Livre comércio e empregos

Agora, é verdade que uma maior concorrência entre trabalhadores nacionais e estrangeiros pode levar a um declínio nos salários (e no emprego) em alguns setores da economia.  Porém, esse seria apenas um efeito de curto prazo.  A livre concorrência entre produtores domésticos e estrangeiros também leva a uma redução nos preços dos bens e serviços, os quais podem agora ser livremente importados de fora.  Portanto, ao passo que os salários nominais podem cair em alguns setores, os salários reais sobem para todos, pois estará havendo um declínio geral de preços na economia.

Graças ao livre comércio, os consumidores agora irão gastar menos dinheiro em bens e em vários serviços.  Consequentemente, eles poderão agora gastar mais dinheiro em outros bens e serviços, levando a um aumento da demanda e, logo, dos lucros nos setores que fornecem estes bens e serviços.  Consequentemente, haverá mais investimentos nestes setores.  E essa maior taxa de investimento naturalmente levará à criação de mais empregos nestes setores, desta maneira contrabalançando qualquer eventual aumento no desemprego que possa ter ocorrido.

Alternativamente, os consumidores podem optar por poupar essa renda extra possibilitada pelo declínio nos preços.  Esse aumento na taxa de poupança tende a gerar um declínio nas taxas de juros, tornando mais lucrativos determinados investimentos de longo prazo e intensivos em capital, os quais não eram viáveis antes.  Aproveitando a oportunidade fornecida por esse aumento na poupança, empreendedores irão tomar emprestado para investir nesses projetos de longo prazo e intensivos em capital, os quais, por si sós, não apenas criam mais empregos, como também geram um aumento na demanda por bens de capital, o que eleva os lucros nas indústrias produtoras de bens de capital e, consequentemente, levam a mais investimentos e empregos nestes setores.

Livre comércio e especialização

Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento (ao menos naqueles que são mais abertos ao comércio exterior), a camisa típica da atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo.  E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços, cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e abrangente, que passa a ser vantajoso para muitos empreendedores e investidores organizarem operações de produção altamente especializadas, as quais são lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é grande.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é exatamente o fenômeno da globalização.

Suponha, por exemplo, que as camisas possam ser feitas somente de duas maneiras. A primeira é manualmente. Para um fabricante de camisas que utiliza este método — independentemente de quantas camisas produz —, o custo para produzir cada camisa é de $ 250. Trabalhando em tempo integral na produção manual de camisas, o camiseiro consegue produzir dez camisas por mês.

A segunda maneira é produzindo as camisas em uma fábrica altamente mecanizada. Se a fábrica funciona ao máximo de sua capacidade de um milhão de camisas por mês, cada camisa tem um custo de produção de $ 5. Porém, como as instalações e todo o maquinário da fábrica exigem um grande investimento inicial, operar a fábrica abaixo de sua capacidade máxima faz com que o custo de cada camisa aumente. A razão para este aumento é que produzir menos camisas — já tendo incorrido em um investimento alto — impede o fabricante de diluir todo o custo do investimento, algo que só ocorre quando a produção é máxima. Quanto menor for a produção da fábrica, maior será o custo por camisa produzida.

Sendo assim, qual método de produção seria utilizado pelo fabricante? A resposta é: depende do tamanho de seu mercado.

Se um fabricante de camisas pretende servir a um mercado de milhões de pessoas, ele utilizará o método da fábrica. Contudo, se ele espera atender a um mercado de apenas umas poucas dúzias de clientes em potencial, ele optará por produzir as camisas manualmente. Se cada fabricante de camisas tivesse acesso somente a mercados pequenos, o preço das camisas seria mais elevado do que se os fabricantes tivessem acesso aos mercados maiores.

Este exemplo proporciona um importante argumento em prol do livre comércio: ao expandir os mercados para além das fronteiras políticas, as empresas podem aproveitar melhor as vantagens daquilo que os economistas chamam de "economias de escala", possibilitando assim que os consumidores usufruam preços mais baixos.

Outra vantagem da especialização é que ela permite aos consumidores aproveitarem ao máximo os recursos e talentos localizados em lugares distantes. Canadenses podem desfrutar dos abacaxis cultivados no Havaí, ao passo que havaianos podem desfrutar do xarope de maple produzido no Canadá; os franceses aproveitam a expertise financeira concentrada na cidade de Londres, enquanto os londrinos desfrutam dos vinhos da Borgonha e Bordeaux. Brasileiros se beneficiam de produtos tecnológicos manufaturados na China, ao passo que os chineses usufruem a carne e o café produzidos no Brasil.

Embora outros fatores estejam sempre presentes, as características geográficas de uma região — por exemplo, seu clima, topologia e reservas de minerais —, assim como os talentos especiais de sua força de trabalho, determinam quais são os bens e serviços que podem ser produzidos nessa região com o menor custo — ou, como dizem os economistas, "com vantagem comparativa".

Quanto mais livre for o comércio, maior a probabilidade de que regiões se especializem na produção daqueles bens e serviços que sua população local é capaz de produzir com mais eficiência, e em seguida importem aqueles bens e serviços que são produzidos de maneira mais eficiente em outras localidades.

O livre comércio proporciona aos consumidores a oportunidade de comprar bens e serviços dos melhores produtores do mundo. Se as camisas pudessem ser mais bem produzidas domesticamente, então o livre comércio ajudaria a manter esses produtores lucrativamente no negócio (não haveria outros locais de onde importar camisas melhores e mais baratas). Alternativamente, se as camisas fossem mais bem produzidas no exterior, os consumidores domésticos somente poderiam ter pronto acesso a essas camisas por meio do comércio.

Assim, o livre comércio faz com que os ineficientes produtores domésticos de camisas tenham de redirecionar seus talentos para outros setores em que sejam mais capacitados, removendo-os da produção de camisas e alocando-os para outras atividades produtivas.  Isso beneficia os consumidores.  Empreendimentos ineficientes são ruins para uma sociedade.  Eles consomem recursos escassos e não entregam valor.  Na prática, eles subtraem valor da sociedade.  Não faz sentido econômico manter uma fábrica de pentes em um país se sua população está mais bem servida comprando pentes melhores e mais baratos de outros produtores.

Ao redirecionar os recursos ao redor do globo para aquelas tarefas nas quais cada recurso aplicado faz um trabalho melhor, o livre comércio rearranja os recursos mundiais de maneira a gerar a maior produção possível, ao mesmo tempo em que proporciona aos consumidores o máximo acesso (mais fácil e mais barato) a essa produção.

Ausência de livre comércio é escravidão

Apenas imagine viver em uma sociedade na qual nosso trabalho diário serve unicamente ao propósito de sobrevivermos, e não para desenvolver nossos talentos. Pois essa é a realidade nos países que mais restringem o livre comércio: as pessoas, ao serem praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são mais bem produzidos por estrangeiros, acabam sendo obrigadas a desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade.

Uma pessoa boa em informática acaba tendo de trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho, tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus talentos. Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem.

Isso é uma vida cruel.

Apenas imagine como seria sua vida se você tivesse de fabricar seu computador (ou tablet ou smartphone), cultivar a comida que você come, criar as roupas que você veste, e construir a estrutura na qual você mora. Caso tivesse de fazer tudo isso, você certamente morreria esquálido, faminto, nu, desabrigado e desempregado.

Graças ao livre comércio, no entanto, você não é obrigado a se concentrar naquilo em que você não é bom. Em vez disso, você pode apenas trocar os frutos do seu trabalho por todos aqueles bens de consumo que você não é capaz de fabricar.  Nesse cenário, quanto maior a sua liberdade para adquirir esses bens — não importa se eles foram fabricados na sua cidade ou em uma indústria do Vietnã —, melhor.

O protecionismo nos torna mais pobres

O protecionismo não apenas protege os ineficientes, garante seus lucros, e obriga os consumidores a pagarem preços maiores (o que configura uma redistribuição de recursos dos consumidores domésticos para os produtores domésticos), como também interrompe todo o processo de especialização descrito acima, desta maneira impedindo que o padrão de vida aumente no longo prazo — podendo, inclusive, levar ao seu declínio.

Ao dar uma sobrevida a empresas ineficientes, as tarifas protecionistas impedem que a mão-de-obra seja retirada dos setores menos eficientes e seja alocada para os comparativamente mais eficientes.  Consequentemente, dado que o protecionismo impede um maior grau de especialização, ou mesmo a reverte, os benefícios da especialização não podem ser obtidos.  A produtividade não aumenta (ou, no mínimo, não aumenta como poderia) e, consequentemente, os salários reais não sobem.

Contrariamente à retórica popular, o livre comércio não "destrói empregos".  Ele apenas leva a uma mudança de alocação de recursos (mão-de-obra, capital e outros fatores), retirando-os dos setores comparativamente ineficientes da economia doméstica para outros mais comparativamente eficientes.  Esse processo de especialização nas linhas de produção comparativamente mais vantajosas não apenas não destrói empregos, como também permite grandes ganhos em eficiência e produtividade, o que leva a um aumento na renda real.

É assim que, longe de prejudicar os trabalhadores domésticos, o livre comércio faz exatamente o oposto — ele os enriquece.  Com efeito, é o protecionismo o que nos deixa mais pobres, trabalhadores inclusos, ao artificialmente proteger as empresas ineficientes, levando a uma má alocação de recursos e a um declínio no padrão de vida de todos.

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Georgi Vuldzhev é graduando em ciências econômicas e membro do Instituto para a Economia de Mercado, em Sofia, na Bulgária.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.

Donald Boudreaux foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Capital Imoral  05/07/2016 15:07
    Muito bom dia senhores. Eu sei que vocês sentem minha falta, mas é que ultimamente tenho trabalhado muito e não tem sobrado tempo para postar meus textos. Pois bem hoje sobrou um tempinho e terei a bondade de publicar um texto.
    -------
    Como o capitalismo destrói o valor do conhecimento.

    Para entender este texto é preciso que dois pontos fiquem claros, o primeiro é que o capitalismo sempre trabalhou com o presente e futuro, o capitalista ele visa o lucro, e isso é um empecilho moral grave para as coisas eternas.
    O segunda ponto é sobre o sagrado e o eterno, mas o que isso tem haver com educação? A verdade é o que é eterno, portanto não pode estar sujeita ao barulho do capitalismo, acredite o capitalismo não é um conversa sobre estabilidade eterna.

    Com base nessas premissas o que podemos concluir? O capitalismo é a eterna tentativa de deturpar o que é a verdade, pois um homem ignorante é um homem que da lucro. Se ponha no lugar do capitalista, hora, será que quero um cliente que irá pensar mil vezes antes de comprar meu produto? Ou será que vou querer um cliente ignorante para as verdades eternas, que se deixe mover pelas paixões e pela estética...Dizem que o Brasil, mesmo com tamanha intervenção estatal, é um dos países que mais da lucro para o capitalista. Ignorância da dinheiro meu amigo, da muito dinheiro.

    Podemos concluir também, que deturpar o que é verdadeiro da lucro. Dizer o que é mentiroso é uma mera opção de mercado. É como você ir no supermercado, e escolher os seis tipos de verdade, só que existe um problema, não existe seis tipos, existe apenas um, e escolher o mais ou menos verdadeiro te tornara menos verdadeiro.


    Nunca na nossa história deu tanto lucro trabalhar com a ignorância e as paixões humanas. O homem ele não quer ir nos fundamentos da ciência, história, moral, ele quer pagar um cursinho meia boca e acha que está tudo bem. Um exemplo clássico é Flavio augusto, o cara simplesmente vende um podcast, uma rede social e alguns filminhos como um substituto de MBA, e lógico tem os "palavrão" que compra. Não precisa dizer que MBA é MBA e filminho é filminho, só é preciso vender o filminho como MBA, e transformar o MBA em mero filminho.

    E ainda temos a ousadia de se perguntar, o porque a nossa sociedade está tão burra?

    O nosso século é o século das palavras, dos tons de voz, da estética. Ninguém quer o verdadeiro, pois o verdadeiro é simples, ele está geralmente em um livro e na solidão.
    Disse revignam, "A solidão é a pátria dos fortes, o silencio é a sua prece."

    Sabe o que tem em comum os leitores do Flavio augusto e os leitores do instituto mises? nenhum deles irá ler Pascal, nenhum deles irá ler Tomás de Kempis, Aristóteles ou Platão. São homens e mulheres movidos pela paixão, não pela verdade.

    O homem traiu o homem.
  • Paulo Azevedo  05/07/2016 20:25
    Boa Tarde, Capital Imoral

    Antes de mais nada, acho que não adianta nada criticar o capitalismo sem antes aprender a escrever " mas o que isso tem haver (sic!!) com educação?" "o capitalismo não é um sic(!!) conversa sobre estabilidade eterna" "Ignorância da(ressic!!) dinheiro" "É como você ir no (sic!) supermercado" Ou seja, vomitar erudição com esses erros grotescos de português mostra falta de domínio da língua.
  • Ernane  06/07/2016 12:17
    Na frase: "

    E ainda temos a ousadia de se perguntar, o porque a nossa sociedade está tão burra?"

    Santa ignorância....! Rsrsrsrsrsrsrs
    Um pouco mais de atenção e respeito com a língua portuguesa, ela não merece isso.
  • Henrique Zucatelli  05/07/2016 15:23
    Grande Leandro, boa tarde!

    Falando em indústria, quais os países mais livres hoje para produzir?
  • Leandro  05/07/2016 16:48
    Segundo o site doingbusiness.org, eis o ranking dos 10 primeiros:

    1) Cingapura
    2) Nova Zelândia
    3) Dinamarca
    4) Coréia do Sul
    5) Hong Kong
    6) Reino Unido
    7) EUA
    8) Suécia
    9) Noruega
    10) Finlândia
  • Renan Merlin  05/07/2016 17:01
    Suecia? Esquerdistas tendo um ataque do coração 3,2,1
  • CIRO GOMES 2018  05/07/2016 17:39
    Coreia do Sul, Japão e EUA são altamente protecionistas e desenvolvidos, Ja sei mimimi Cingapura e Hong Kong. Esses dois são meros paraisos fiscais que basicamente não produzem nada. Me falem uma fabrica multinacional de origem desses dois paises? Se o Brasil abrir a economia o Brasil quebra em semanas como a argentina quebrou em 2001
  • Magno  05/07/2016 18:06
    "Coreia do Sul, Japão e EUA são altamente protecionistas e desenvolvidos"

    A tarifa média de importação do Japão é 1,2%.

    Dos EUA, 1,5%.

    Da Coréia do Sul, 7,7%.

    Já no Brasil, se o cidadão comum quiser importar pela internet, pagará mais de 60%. Pela sua lógica, por sermos altamente protecionistas, éramos para ser uma usina de alta produtividade...

    "Ja sei mimimi Cingapura e Hong Kong. Esses dois são meros paraisos fiscais que basicamente não produzem nada."

    Nada, nada... Por isso são mendigos...

    "Me falem uma fabrica multinacional de origem desses dois paises?"

    Pode escolher à vontade:

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_companies_of_Hong_Kong
    https://en.wikipedia.org/wiki/Category:Companies_of_Hong_Kong
    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_companies_of_Singapore
    https://en.wikipedia.org/wiki/Category:Companies_of_Singapore

    Essas duas cidades têm, cada uma, mais empresas que o Brasil inteiro...

    "Se o Brasil abrir a economia o Brasil quebra em semanas como a argentina quebrou em 2001"

    Não sei se seria exatamente como a Argentina de 2001, pois aquela quebrou exclusivamente por causa das políticas intervencionistas de seu governo.

    Mas que, aqui no Brasil, vários empresários inúteis e ineficientes -- que só se mantêm hoje porque o governo os protege e proíbe os pobres de comprar do exterior -- quebrariam, ah, isso com certeza.

    E isso seria uma ótima para o povo.


    P.S.: obrigado por vir aqui comprovar que Ciro Gomes, apesar de toda a sua verborragia, sempre foi o candidato da grande plutocracia paulista, que é a que mais se beneficia do protecionismo.
  • Pessimista  05/07/2016 18:28
    Sugiro transformar o país em um paraíso fiscal, já que esse é o segredo da riqueza de Hong Kong e Cingapura segundo o fã do Ciro Gomes.

    Eis aqui os 10 países mais abertos do ranking Open Market Index. Todos quebrados.

    Singapore
    Hong Kong
    Luxembourg
    Belgium
    Netherlands
    Ireland
    Switzerland
    United Arab
    Emirates
    Iceland
    Sweden

    E eis os 10 mais fechados, todos prosperando.

    Nigeria
    Kenya
    Sri Lanka
    Uganda
    Brazil
    Algeria
    Pakistan
    Bangladesh
    Ethiopia
    Sudan
  • Gilson Moura  05/07/2016 22:23
    Excelente artigo.
  • Mais Mises...  08/07/2016 12:22
    Meu Deus! A Argentina abriu a economia e quebrou em 2001??? Não fale o que não sabe discípulo do ciro bravateiro!

    Tenha o trabalho de ler um pouco para não passar vergonha aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562

    Grato.
  • Henrique Zucatelli  06/07/2016 00:20
    Leandro, obrigado pela excelente informação, especialmente sobre a Nova Zelândia.

    Abraços,
  • Renan Merlin  05/07/2016 15:52
    Esses dias eu estava conversando com um esquerdista e eles entram em parafuso mental pra defender protecionismo.
    Eu defendendo a redução da maioridade penal e ele com aquela velha retorica marxista dizendo que prender não resolve blablabla e que o garoto pobre da favela vira criminoso pois ele quer ter um tenis da moda ou um celular de ultima geração mas não pode.
    Ai eu perguntei, pera. Mas vocÊ não defende protecionismo? Protecionismo faz com que os preços dos produtos importados fiquem mais caros, ai ele falou que a industria nacional tem que ser protegida ai eu perguntei. Protegida de quem? Dos consumidores?
  • Andre  05/07/2016 17:23
    "Eu defendendo a redução da maioridade penal e ele com aquela velha retorica marxista dizendo que prender não resolve blablabla e que o garoto pobre da favela vira criminoso pois ele quer ter um tenis da moda ou um celular de ultima geração mas não pode.
    Ai eu perguntei, pera. Mas vocÊ não defende protecionismo?".

    Acho que ele defende o protecionismo com o objetivo de IMPEDIR que o garoto pobre possa ter um tênis da moda e um celular de última geração por um preço bem barato.
    Afinal de contas em países desenvolvidos qualquer POBRE pode comprar um celular de última geração.

    Mas sendo esquerdista ele prefere que os pobres continuem pobres, é claro.
  • Brant  05/07/2016 17:43
    Esquerdistas são criaturas confusas e contraditórias (para não dizer mal intencionadas), odeiam capitalistas e os enxergam como exploradores malvados; cinco minutos depois estão defendendo a existência de barreiras que irão proteger e beneficiar esses mesmos capitalistas malvados as custas de milhões de consumidores, que agora estão impedidos de usufruir produtos melhores e mais baratos vindos do exterior. Cria-se um verdadeiro "curral consumidor" que fica refém do grande capital nacional. E é essa gente que diz ser porta voz e defensora dos interesses dos pobres. Protecionismo é algo tão estúpido, imoral e injusto que nem Karl Marx defende.

    PS: É interessante notar que esquerdistas são a favor de fronteiras abertas quando se trata de imigração, já quando o assunto é comércio eles são os primeiros a construírem "muros".
  • mauricio barbosa  05/07/2016 18:10
    Alguns mal-intencionado,mas a maioria é ignorância herdada das escolas doutrinadoras...Elas causam confusão mental e misturam"alhos com bugalhos",Graças a Deus com o IMB eu me libertei da caverna(Parafraseando Platão)escolar estatista,esse antro socialista e imbecilizante,salvo raríssimas exceções.
  • Renan Merlin  05/07/2016 19:07
    Ou quando um esquerdista diz que o capitalismo gera monopolios mas defende protecionismo e regulamentações que gera justamente esses monopolios
  • Lel  05/07/2016 23:57
    "É interessante notar que esquerdistas são a favor de fronteiras abertas quando se trata de imigração, já quando o assunto é comércio eles são os primeiros a construírem "muros"."

    Sim, isso é realmente uma das coisas mais impressionantes. Mas há um outro ponto interessante.
    Os esquerdistas possuem taras de imigração quando se trata de imigrantes africanos, muçulmanos e pessoas de terceiro mundo extremo que podem servir para eles criarem ou aumentarem o Welfare State.
    Vá ver se eles apoiam imigração de mão de obra qualificada ou de pessoas mais bem instruídas em busca de oportunidade e de melhores empregos.
  • anônimo  05/07/2016 16:08
    Esse protecionismo é feito por lobistas, bandidos, monopolistas, etc.

    Como um país não é libertário, pelo menos deveria ter um imposto único com mesma alíquota para todos, uma moeda que não é usada em guerra cambial, retirada de subsídios, fim de bancos de desenvolvimento, abolição de quotas nos aeroportos, etc.

    Quando o poder de compra é destruído, isso causa um efeito dominó na economia. Se menos produtos são comprados, menos gente vai trabalhar. É um resultado sanguinário. É uma proibição direta do governo contra a liberdade das pessoas. É um crime contra o trabalhador sério, que não precisa fazer maracutais e piraretagens.

    Por mais que uma minifábrica possa fornecer produtos para o mundo todo, isso só eleva o nível de vida das pessoas. Se alguém acha que cobrar caro para gerar empregos é bom, espere até todas as pessoas ficarem endividadas, ou trabalhando mais de um mês para não conseguir comprar um sapato.

  • mauricio barbosa  05/07/2016 18:03
    Abaixo o protecionismo e viva o livre-comércio,cadê os socialistas e os MAVs(Asquerosos)petistas e suas afirmações ridículas?!!!
  • Renato  05/07/2016 18:08
    Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados entrar em contato.

    Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato...

    galenoeu@gmail.com

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    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • anônimo  05/07/2016 19:45
    Número de páginas do IPI - 426 páginas

    Número de páginas do PIS PASEP - 1826 páginas

    Número de páginas do ICMS da República do Paraná - 2234 páginas

    Só falta ter o ministério da sacanagem.

  • Renan Merlin  05/07/2016 20:12
    No ministerio da Sacanagem DA BILHÃO?
  • saoPaulo  05/07/2016 20:53
    Instituto Mises, escola austríaca?
    Não conheço e não gosto!
  • Gunnar  06/07/2016 08:59
    Parece brincadeira, mas de fato, isso é o mais próximo que Ciro & suas Ciretes conseguem chegar de uma refutacão à escola austríaca. Sempre me vem à cabeca a metáfora do pombo enxadrista.
  • saoPaulo  05/07/2016 20:46
    Bateu uma dúvida forte aqui, será que alguém poderia ajudar?

    Estava eu tentando calcular quanto um cidadão de classe média no Brasil, que trabalha na CLT, paga de impostos. Acontece que cheguei a um resultado meio bizarro...

    Digamos que o empregador está disposto a desembolsar R$6.551,36 como salário. Ele terá que pagar:

    - até 28,2% de contribuições ao INSS e entidades;
    - 8% de FGTS;
    - 4% de FGTS/multas rescisórias;
    - até 11,66% de provisão para o 13% salário;
    - 0,78% de FGTS/INSS/Entidades sobre 1/3 de férias.

    www.normaslegais.com.br/trab/trabalhista201006.htm

    Totalizando 52,64%. Ou seja, somente o empregador terá que pagar R$3.448,64 mensais de encargos trabalhistas. Somando com o salário, o patrão terá que desembolsar um total de R$10.000,00 (não, não foi coincidência).

    Pois bem, agora vêm os impostos diretos sobre o empregado:

    - atá 27,5% de imposto de renda;
    - atá 11% de contribuição para o INSS.

    www.normaslegais.com.br/trab/trabalhista201006.htm

    Totalizando 38,5%. O empregado poderá gastar, portanto, R$4.029,09.

    Por fim, impostos indiretos.

    Como a carga tributária no Brasil é de 33%, e 51% desta é composta de impostos indiretos, creio que seja correto aproximar que nosso guerreiro brasileiro pague ainda 16,81% em impostos indiretos, sobrando-lhe R$3.351,80. E isso sem contar IPTU, IPVA, etc.

    www.cartacapital.com.br/economia/o-regressivo-sistema-tributario-brasileiro

    Sendo assim, dos R$10.000,00 que o empregador gastou, o empregado levou apenas R$3.351,80, o que dá uma carga de 66,48%.

    Então galera, o que há de errado com as contas? A carga tributária total pode realmente chegar a 2/3 da renda de um trabalhador de classe média? Eu esqueci de compensar nos cálculos os primorosos retornos com segurança, educação e saúde públicas?

    E ainda tem gente preocupada com escravidão em uma sociedade sem governo...
  • Ed  06/07/2016 01:25
    O pior é que o cálculo ainda está incompleto. Se for jogar os indiretos da empresa (CSLL, PIS COFINS, IRPJ, ICMS, IPI, ISS) etc, a carga tributária per capita é ainda maior.

    Fica fácil entender porque uma abertura quebraria tudo com um arranjo desses.
  • Alexandre  06/07/2016 02:32
    O cálculo em si está correto. É isso mesmo. E ainda tem esquerdista dizendo que temos de elevar ainda mais a carga tributária, pois aí sim seremos iguais à Suécia.
  • anônimo  09/07/2016 02:57
    Aproveito esse comentário para deixar uma reportagem que li hoje mais cedo (um tanto contraditória, por sinal): "3 em 4 brasileiros acham justo que ricos paguem mais imposto" a.msn.com/r/2/BBu4BdZ?a=0&m=pt-br

    Registro aqui a minha extrema desconfiança nas estatísticas, a maior arma do lado vermelho da força contra contestações às suas verdades "absolutas".
  • saoPaulo  11/07/2016 16:21
    Mas os ricos já pagam muito mais impostos! x% de R$1.000,00 é, e sempre será, 100 vezes menor que x% de R$100.000,00, segundo a matemática moderna...

    Isto a parte, o pior é que não duvido nada da pesquisa. Isso é o que dá anos de educação/doutrinação estatal. Os próprios Pais Fundadores dos EUA já estavam bem alertas quanto a isso, que se todos pudessem votar, a maioria pobre votaria para espoliar a minoria abastada. E pensar que já pensei que o Sufrágio Universal tivesse sido um grande avanço da humanidade... Escola pública de mer**...

    O interessante é ver a total esquizofrenia da população: 85% acham que o governo não utiliza bem o dinheiro que arrecada e 88% concordam que o brasileiro paga mais impostos do que deveria. E mesmo assim são a favor de aumentar os impostos sobre os "ricos"! A maioria é contra a volta da CPMF e... a maioria acha a CPMF necessária para o ajuste fiscal! É de um duplipensar magnífico! Como podem ser incapazes de ligar A com B?

    Mais bobagem: A progressividade do sistema tributário é uma parte central da discussão sobre como dividir o custo do ajuste econômico sem penalizar os mais pobres. Ora, então quer dizer que os pobres não têm nenhuma responsabilidade quanto à escolha do PT? Ajudam a deixar o país na lama, e agora devem ser inimputáveis? Como se esperar uma mudança de mentalidade deles, se não têm que lidar com as consequências de suas escolhas erradas?

    Esta notícia apenas explicita a mentalidade do "todos temos que financiar a causa X (contanto que não saia nada do meu bolso)." Impostos são essenciais para o progresso da nação, desde que somente os ricos os paguem! O cidadão de classe média, que trabalha de graça 2/3 do ano para o governo, é o mesmo babaca que defende uma maior taxação para os ricos. O que este imbecil não vê é que ele próprio é o rico que ele quer taxar, pois ricos de verdade podem e sempre poderão se esquivar dos impostos (graças a deus).

    Pergunte para um esquerdista e veja seu cérebro entrando em parafuso: Se um objetivo do Estado é a redistribuição de renda, então por que não cortamos todos os impostos sobre os pobres, como artigos da cesta básica e de primeira necessidade? Afinal, não faz sentido taxá-los se, no final das contas, receberão mais do que pagaram.
  • Rhyan  05/07/2016 22:57
    Por que o Krugman no geral é tão ruim? Ele não é um novo keynesiano? Deveria ser menor pior como o Greg Mankiw. No livro do Mankiw tem um quote do Krugman defendendo trabalho infantil em país pobre com um argumento bem lógico.
  • Ricardo  06/07/2016 00:02
    Por que ele trocou a economia pela panfletagem político-partidária. Em vez de analisar uma determinada política econômica pelos seus méritos, ele a analisa de acordo com o partido que a está praticando.

    Quando Clinton era presidente e defendia o livre comércio, Krugman apoiava. Quando Bush fazia o mesmo (ainda que só da boca pra fora), Krugman era contra. Quando Bush destruiu o orçamento, Krugman foi contra. Quando Obama fez o mesmo em 2009 e 2010, Krugman foi extremamente a favor. Quando Clinton incorria em superávits orçamentários, Krugman era a favor. Quando os republicanos prometem equilibrar o orçamento (também só da boca pra fora), Krugman diz que será uma catástrofe. Quando Bush invadiu o Iraque, Krugman foi contra. Quando Obama enviou ainda mais tropas para o Oriente Médio e bombardeou gera a Síria, Krugman nada disse.
  • Renan Merlin  05/07/2016 22:58
    A Carga tributaria ja passou há muuuito tempo dos 36% do pib. Deve estar por volta dos 60% pois muitos impostos tem o nome de "taxa".
  • Mauro  06/07/2016 01:02
    Prezados Senhores

    Vocês já leram este artigo?

    www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/09672567.2013.792373

    É sobre Hayek. Gostaria de saber o que acham dele?

    Abraços.
  • Professor  06/07/2016 01:21
    Li o abstract. Já começa com um erro grave.

    Ele diz que "for Hayek, on the contrary,[the great depression was caused] by an excess of investment over saving. In the early 1930s, Röpke attempted a synthesis, positing that a recession due to overinvestment can degenerate, as in 1929, into a depression caused by oversaving. Hayek examined and rejected Röpke's theory."

    Ora, nem Hayek nem nenhum austríaco fala em "excess of investment" ou "overinvestment". Eles falam, isso sim, de malinvestment, ou investimentos errôneos, para os quais não há demanda genuína.

    Não existe e nem pode existir "excesso de investimento", pois vivemos em um mundo de escassez. Existem apenas investimentos errados (induzidos por manipulações nos juros e na oferta monetária), os quais têm de ser liquidados posteriormente (que é quando ocorre a recessão). Investimentos que deveriam ter sido feitos em A acabaram sendo feitos em B.

    Se o problema fosse de "investimentos em excesso", então isso seria uma benção, pois estaríamos vivendo na fartura.

    Não creio que perderei meu tempo com alguém que comete um erro tão básico exatamente em seu sumário.
  • Conservador  06/07/2016 12:28
    Muito bom!
  • Anderson  06/07/2016 13:27
    Pelo que eu sei um dos principais argumentos em prol do protecionismo é que países desenvolvidos vendem produtos com alto valor agregado enquanto os outros vendem comodities com baixo valor agregado. Defendo o livre-comércio, mas esse tipo de relação pode trazer iguais vantagens para os dois? Uma determinada localidade com eficiência agrícola e em produtos primários poderia ter o mesmo padrão de vida que outra cuja especialização fosse a indústria de alta tecnologia? Ou seria desigual, ambos se beneficiam mas seu padrão de vida seria diferente tendo em vista o valor que agregam para o mercado?
  • Silva  06/07/2016 13:58
    "Defendo o livre-comércio, mas [...]"

    A chance de vir uma bobagem em seguida é de 100%.

    "esse tipo de relação [países desenvolvidos vendem produtos com alto valor agregado enquanto os outros vendem comodities com baixo valor agregado] pode trazer iguais vantagens para os dois?"

    Não sei o que você chama de "iguais". O que sei é que, se um país só sabe vender commodity de baixo valor agregado, então aí sim é que ele necessita desesperadoramente do livre comércio. Afinal, se ele não sabe produzir nada alem de commodities de baixo valor agregado, como sua população terá um alto padrão de vida? Como sua população terá acesso a bens baratos e de qualidade se ela não puder importar esses bens em troca da venda de commodities?

    Qual seria a mágica? Se você fechar o comércio, aí essa população vai viver apenas de bananas e minério. Como isso seria condizente com um aumento do padrão de vida?

    É impressionante como as pessoas acreditam em mágica. O país não produz nada, mas, se fechar o comércio, ah, aí sim o padrão de vida vira suíço.

    "Uma determinada localidade com eficiência agrícola e em produtos primários poderia ter o mesmo padrão de vida que outra cuja especialização fosse a indústria de alta tecnologia?"

    Só se abrir o comércio. Se viver em autarquia, o máximo a que poderão aspirar é ser iguais aos amish do século XVIII.

    "Ou seria desigual, ambos se beneficiam mas seu padrão de vida seria diferente tendo em vista o valor que agregam para o mercado?"

    Meu caro, se uma localidade só sabe plantar bananas, é claro que seu padrão de vida jamais será igual ao da Suíça. Agora, se ao menos essas pessoas puderem exportar suas bananas em troca de dólares e utilizar esses dólares para importar bens baratos e de qualidade, aí eu lhe garanto que eles terão um padrão de vida melhor do que se pudessem apenas exportar bananas, sendo proibidos de importar qualquer coisa.

    Se você discorda, então você tem de explicar por que eles estariam em melhor situação neste segundo cenário (proibição de importar) do que no primeiro (com liberdade de importar).
  • Andre  06/07/2016 14:13
    "Qual seria a mágica? Se você fechar o comércio, aí essa população vai viver apenas de bananas e minério.".

    Na lógica do protecionismo uma pessoa que só sabe produzir bananas e vive de vender bananas estará
    em melhor situação se ela apenas vender bananas e estocar o dinheiro que ela ganhou vendendo bananas.

    Seria muito ruim para essa pessoa usar esse dinheiro para comprar um celular, um artefato de altíssima
    tecnologia, para poder atender MAIS CLIENTES que preferem encomendar bananas do que ir na barraca do vendedor.

    Se ele fizer isso ele irá FALIR!!!


    Essa é a lógica do protecionista ingênuo, não dá pra entender mesmo.

    Já o protecionista psicopata possui uma lógica mais racional, e imoral, é claro:
    Ele protege os produtores nacionais incompetentes em troca de dinheiro.
    E diz para os protecionistas ingênuos e para a população em geral que sem o
    protecionismo estaremos todos mais pobres porque "nossas industrias vão falir"!

    É a técnica de assustar os ignorantes para ganhar apoio deles.
  • Anderson  06/07/2016 15:19
    Eu concordo com você, só queria saber qual resposta mais adequada para este velho lema dos nacional-desenvolvimentistas.
  • Andre  06/07/2016 17:25
    "...resposta mais adequada..."

    Em certas situações, como essa, nenhuma resposta serve.

    Quando um desenvolvimentista defende o protecionismo ou ele é muito tapado e vai precisar de um longo processo de aprendizado... ou ele é um canalha e sabe que está mentindo mas continuará mentindo enquanto a mentira for útil para ele.

    Geralmente quem não se beneficia com o protecionismo mas o defende é um tapado. Em geral a maioria do povão cai nesse quesito.

    Mas se for um político ou empresário, tem 99,99% de chance de ser um canalha.
    E nesse caso nenhuma resposta, e nem mesmo anos de reeducação, os farão parar de defender o protecionismo. Pois eles estão apenas mentindo descaradamente. Não é um "engano".


    Um exemplo disso é que antes de existir o Uber eu já defendia que qualquer um deveria poder pegar um carro e fornecer o serviço de transporte pago. Discuti com um colega tapado pela internet e por mais que eu explica-se foi impossível convencê-lo. Daí chegou o Uber e como que por mágica o tapado passou a defender o Uber. Que é basicamente defender a ideia que eu defendia ANOS ATRÁS e ele refutava.
    Não sei o que fez o tapado mudar de ideia, talvez ele tenha aprendido algo sobre os benefícios do livre mercado... ou vai ver apenas que ele viu que o Uber era bom pra ele e então racionalizou uma defesa.
  • Pessimista  06/07/2016 14:50
    O problema dos protecionistas é que eles só pensam em conceitos abstratos como nação e assim toda lógica deles ficam comprometidas.

    Pense em conceitos reais, como pessoas, seria desvantajoso para um agricultor comprar um Iphone? seria melhor para um agricultor se ele se isolasse e tentasse produzir ele mesmo um Iphone? faz sentido isso?

    Pense, você acharia melhor se seu bairro se isolasse comercialmente do resto da cidade? pensa nas consequências práticas disso e você entenderá o porque o protecionismo é ruim.
  • Anderson  06/07/2016 15:29
    Foi exatamente nisso que estava pensando. Esse conceito de protecionismo está ligado ao nacionalismo e em último caso favorece a guerra. Enxergam só as nações, os coletivos, mas não os indivíduos, que querem voluntariamente trocar o que produzem por outras coisas que consederam mais valiosas para si.

    Como diz o artigo, as barreiras nacionais parecem mais um curral em que nós somos o gado. Parece um retrocesso ao feudalismo e a servidão, onde somos obrigados a obedecer o estado em todos os quisitos da vida em sociedade.
  • Edujatahy  06/07/2016 18:41
    A grande decepção dos desenvolvimentistas é quando as "nações" não se comportam da forma que seus livros texto. Não percebem que as leis econômicas pouco se importam com fronteiras fictícias criadas por burocratas. São os indivíduos, e não nações, que se relacionam. Ao se criar fronteiras fictícias os burocratas apenas conseguem piorar a vida dos que estão "dentro" de tais fronteiras.
  • João H.O. Jansen  06/07/2016 13:41
    Respeitável professor, o abstract é um espelho, imagem, um símbolo; portanto, carecendo de leitura completa a fim da montagem do inteiriço, e retirada das várias camadas, peça a senha com a finalidade de ler tudo do paper, talvez julgue com mais acuidade ao final, pois tudo, absolutamente tudo que li em minha vida teve alguma serventia.
    Claro, exceto Bill Gates em que os minutos caros lhes são.
  • Ted  06/07/2016 17:51
    Parabéns pelo post, irei utilizar em uma apresentação da faculdade hoje.
    Uma dúvida, por que existem tão poucas empresas de telefonia no Brasil? Todas com serviços, atendimento e preços horríveis.
    Cadê as japonesas e europeias?

    Abraços
  • Eliseu Drummond  06/07/2016 18:25
    Porque a Anatel não deixa. Essa é a função de uma agência reguladora: fechar o mercado, proibir a entrada de concorrentes e proteger as empresas já estabelecidas.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2384
  • Douglas Silva Rodrigues  06/07/2016 18:39
    g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/caderneta-de-poupanca-tem-fuga-recorde-de-recursos-no-1-semestre.html
    Leandro e pra quem entende, o que acham da notícia?
    Isso implicaria uma maior desconfiança do mercado e consequentemente diminuição dos investimentos?
  • Leandro  06/07/2016 19:02
    Isso é uma tendência que já vem desde o ano passado.

    Não se trata necessariamente de desconfiança, mas sim que o povão (que é quem tem dinheiro na poupança) não está mais conseguindo fechar as contas (por causa do desemprego e da inflação), e está agora raspando todas as sobras que tinha na poupança.

    Adicionalmente, há também o fato de que outras pessoas estão acordando para a realidade e percebendo que a manter dinheiro na poupança é "suicídio inflacionário". Estão tirando o dinheiro dali e investindo em outras aplicações, inclusive Tesouro Direto.
  • Apocalipse Agora  06/07/2016 22:20
    Ah, às vezes eu até oro para que um dia (e em um único e mesmo dia) as pessoas tenham esse momento de "iluminação", e simplesmente e repentinamente resolvam retirar todo o seu dinheiro da poupança. Só para eu ver o que acontece.

    Porque a morosidade com que tratam (Banco Central, governo e nós também) a questão da inflação neste país é uma tristeza.
  • Andre Fernandes  07/07/2016 14:34
    Fala Leandro,

    Aproveitando o gancho da pergunta do Douglas!
    Acho que faz todo o sentido pensarmos que parte da retirada de recursos da poupança se dá no sentido de buscar investimentos mais vantajosos (TD, CDBs, LCIs...), afinal eu mesmo fui por essa rota...

    Agora é possível fazer um balanço de o QUANTO foi essa migração? Qual % da fuga da poupança foi para investimentos e qual foi para consumo (como vc falou, com o desemprego/inflação a conta não fecha).

    Aonde eu consigo ver a evolução na aquisição destes títulos a prazo?

    E outra, é razoável pensar que a maior parte da migração para investimentos se dá numa camada mais alta da população, ou não? Entendo que o mais pobre tem mais urgência no resgate para gasto imediato, além de possuir pouco conhecimento sobre investimentos...acredito que se não fosse a crise seu dinheiro ficaria guardado na poupança, mesmo perdendo contra a inflação.

    Abraços,
    André
  • Leandro  07/07/2016 15:48
    É possível ter apenas uma ideia por meio deste gráfico. Mas não dá para inferir nada com exatidão.

    s31.postimg.org/64yq1ght7/cewolf.png
  • Fernando  07/07/2016 19:35
    Realmente o setor exportador faz lobby no governo ou este tem miopia economica? Porque existe muita gente rica no Brasil que deve ter interesse em haver a abertura comercial, por que não se manifestam ou mesmo pressionam fazendo lobby igual faz o setor exportador?
  • Wesley  08/07/2016 01:08
    Só umas dúvidas: O governo usa da alta dos juros ao invés de abrir a economia para proteger o baronato nacional? Se a economia fosse aberta, a inflação seria bem menor que a atual? Países desenvolvidos têm baixa inflação por causa da livre concorrência? Isso significa que o governo pode imprimir mais dinheiro que isso não vai levar uma alta da inflação? Se o governo abrisse a economia e diminuísse os juros, isso não possibilitaria a abertura de novos investimentos, visto que o crédito seria mais barato e poderia aumentar a produtividade sem pressionar os preços a vários empresários? Sei que abrir a economia tem um custo político altíssimo, visto que o baronato nacional têm grande influência política e que inicialmente geraria desemprego e nenhum governo quer isso. Porém há formas mais eficientes de reduzir inflação ao invés de subir juros. Mas obviamente o Temer e nenhum político vai querer enfrentar os barões nacionais.
  • Auxiliar  08/07/2016 02:17
    "O governo usa da alta dos juros ao invés de abrir a economia para proteger o baronato nacional?"

    Para arrefecer a inflação? Correto. Alta de juros em vez de redução de tarifas e de apreciação do câmbio. Tudo para proteger a indústria (que, no final, também acaba sendo prejudicada pelos juros altos).

    "Se a economia fosse aberta, a inflação seria bem menor que a atual?"

    Sim.

    "Países desenvolvidos têm baixa inflação por causa da livre concorrência?"

    Também. Mas seus governos destroem menos a moeda (sempre lembrando que moeda forte nada tem a ver com taxas de juros)

    "Isso significa que o governo pode imprimir mais dinheiro que isso não vai levar uma alta da inflação?"

    A inflação de preços será menor que seria caso a economia fosse mais fechada.

    "Se o governo abrisse a economia e diminuísse os juros, isso não possibilitaria a abertura de novos investimentos, visto que o crédito seria mais barato e poderia aumentar a produtividade sem pressionar os preços a vários empresários?"

    Correto.
  • Emerson Luis  11/07/2016 12:51

    Diminuir os juros também é um controle da economia que perturba o processo econômico. A Dilma diminuiu os juros e os resultados estão aí.

    O governo não tem que diminuir, aumentar ou manter os juros, mas sim parar de controlá-los para que eles reflitam o verdadeiro nível de poupança do país, o que permitirá que os empreendedores e investidores façam escolhas sensatas.

    * * *
  • Emerson Luis  11/07/2016 12:55

    Os 90% mais pobres (em termos relativos e/ou absolutos) deveriam aprender a se perguntar se aqueles que dizem protegê-los estão realmente o fazendo ou se esses pretensos protetores é que são os seus verdadeiros exploradores.

    * * *
  • Carlos  23/10/2016 13:37
    Os textos sobre protecionismo no site não estão convencendo não. Em época de brexit, estou procurando uma
    boa argumentação a favor do livre comércio e estou me convencendo do contrário. Sem emprego, o consumidor
    não vai ter dinheiro do mesmo jeito para comprar luxo importado (e talvez nem para as necessidades essenciais).
    Quanto ao argumento do desenvolvimento de talentos, o livre mercado é tão cruel quanto ou pior do que o cenário
    descrito, pois não posso trabalhar com história e filosofia porque a sociedade precisa é de trabalhador técnico.
    Tem muito que melhorar os argumentos contra protecionismo.
    Como você vai competir com um país X que usa mão de obra escrava na produção e preços baixíssimos ou um
    país C que subsidia a indústria? Seu país vai ficar sem emprego e sua "renda mundial ampliada" vai cair na mão
    de grande corporação fortemente associada a governo estrangeiro.
  • Aznavour  23/10/2016 14:30
    "Em época de brexit, estou procurando uma boa argumentação a favor do livre comércio e estou me convencendo do contrário."

    Santo Daime!

    Brexit nada tem a ver com livre comércio, mas com imigração irrestrita muçulmanos parasitas, que querem ir tirar proveito de todo o assistencialismo disponibilizado pelo governo do Reino Unido.

    "Sem emprego, o consumidor não vai ter dinheiro do mesmo jeito para comprar luxo importado (e talvez nem para as necessidades essenciais)."

    Sem emprego? Por causa do livre comércio? Você está desinformado sobre os fatos.

    Eis aqui uma lista com os 10 países mais abertos do mundo e sua respectiva taxa de desemprego. Não apenas o desemprego é baixo, como também é um dos menores do mundo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507

    E a explicação é óbvia, lógica e direta:

    Tarifas de importação são impostos sobre vendas. As empresas estrangeiras são tributadas para que suas concorrentes domésticas — que são isentas desta tributação — possam livremente aumentar seus preços de maneira generalizada.

    Tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais. A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida.

    E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia.

    Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas.

    Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

    Ou seja, quando o governo impõe restrições e tarifas ao livre comércio, a renda da população cai, a capacidade de investimento e de consumo diminui, empreendimentos se tornam menos produtivos e mais ineficientes, e, consequentemente, as pessoas sofrem.

    Sim, alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição, ineficientes. São empregos em indústrias que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de qualidade e mais baratos. Logo, são empregos que custam caro à sociedade.

    Por causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos mais produtivos.

    Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.

    Isso nem é teoria; é empiria.

    "Quanto ao argumento do desenvolvimento de talentos, o livre mercado é tão cruel quanto ou pior do que o cenário descrito, pois não posso trabalhar com história e filosofia porque a sociedade precisa é de trabalhador técnico."

    Ah, agora eu entendi sua raiva. Você quer ser rico trabalhando em uma profissão para a qual simplesmente não há demanda. Você quer ganhar dinheiro ofertando algo que já está disponibilizado na internet para todos, e de maneira muito mais imparcial e completa.

    Lamento destruir seus sonhos, mas a sua profissão vai acabar. E nem é por causa do livre comércio, não. Você já está obsoleto em todos os países minimante sérios. Nestes países, a população já pode se educar gratuitamente e por conta própria pela internet, sem ter de contratar os serviços (caros) de um atravessador interessando meramente em proselitismo e panfletagem.

    Bem-vindo ao mundo do futuro.

    "Tem muito que melhorar os argumentos contra protecionismo."

    A julgar por esse seu desespero e por essa sua choradeira coitadista, você realmente terá de afiar, e muito, seus argumentos em prol de sua reserva de mercado. Afinal, protecionismo é exatamente isso: defender reserva de mercado para os incapazes.

    "Como você vai competir com um país X que usa mão de obra escrava na produção e preços baixíssimos?"

    Rapaz, que postura de derrotado. Essa é uma das afirmações mais estapafúrdias já feitas.

    Desde quando "escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses (que são quem você têm em mente) são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    "ou um país C que subsidia a indústria?"

    Países utilizam subsídios majoritariamente para a produção interna, e não para a exportação. Os subsídios agrícolas americanos e europeus são exatamente para se proteger seus incompetentes produtores contra a importação estrangeira, algo que você, pelo visto, deveria aplaudir. Não se preocupe: os consumidores brasileiros, infelizmente, não recebem esses produtos agrícolas europeus e americanos.

    Logo, seu argumento se esfacela.

    "Seu país vai ficar sem emprego e sua "renda mundial ampliada" vai cair na mão
    de grande corporação fortemente associada a governo estrangeiro."


    Para afirmar isso, você tem de refutar a toda a explanação que fiz acima sobre o protecionismo elevar os preços e reduzir os lucros em toda a economia, e refutar também a tabela empírica que mostra que os países mais abertos são os que apresentam menores taxas de desemprego.

    Aqui é assim: o cara tem de argumentar. Gente que vem só chorar e fazer papel de vitimista e coitadista é tratado com desprezo e escárnio.

    Aproveitando, já que você está exigindo mais qualidade, vamos lá:

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas

    Defender o protecionismo é defender a escassez - defender o livre comércio é defender a abundância

    A abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico - e isso não é folclore

    Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres

    Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

    Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas
  • Carlos  23/10/2016 22:57
    Obrigado, cara. Muito boas suas respostas. Digeri-las-ei.
  • saoPaulo  24/10/2016 09:14
    Como você vai competir com um país X que usa mão de obra escrava na produção e preços baixíssimos ou um
    país C que subsidia a indústria?

    Sempre achei cômica esta postura: reclamam e reclamam dos trabalhadores "escravos" chineses, compartilham fotos de crianças sub-saarianas morrendo de fome, denunciam os "males" do capitalismo selvagem em sweatshops. E quando empresas se mudam para estes países, dando às populações locais a possibilidade de progredirem, reclamam dos empregos perdidos, da concorrência desleal, da fuga de empregos do país...
    Se decidam, cacete!
    Vocês querem que estas pessoas de países miseráveis tenham empregos e oportunidades?
    Ou vocês querem que elas definhem para manter todos os empregos no seu país?
    Ou você comercializa com elas, as ajudando a acumular capital e melhorar a qualidade de vida delas. Ou você as trata como inimigas, se recusando a comercializar com elas porque prefere, sabe-se lá o porquê, comprar produtos mais caros fabricados por alguém da mesma nacionalidade que a sua.
    Não há meio termo.

    Ah, mas elas trabalham como escravos, o capitalismo está se aproveitando delas!
    Em primeiro lugar, caro papagaio de esquerdista, se elas fazem filas para se aplicarem a estas vagas de emprego, é porque elas mesmas escolheram trabalhar nelas. Portanto, não faz sentido chamá-las escravas. Já pensou que a alternativa delas pode ser passar fome? O máximo que você pode reclamar é da falta de opões deles, cortesia do governo comunista chinês.
    Em segundo lugar, você realmente acha que uma montadora se mudaria dos EUA para a China, para pagar-lhes o mesmo salário de um americano? Se for assim, pra que mudar para um país milhares de quilômetros distante?
  • saoPaulo  24/10/2016 14:45
    Como você vai competir com um país X que usa mão de obra escrava na produção e preços baixíssimos ou um
    país C que subsidia a indústria?

    Sempre achei cômica esta postura: reclamam e reclamam dos trabalhadores "escravos" chineses, compartilham fotos de crianças sub-saarianas morrendo de fome, denunciam os "males" do capitalismo selvagem em sweatshops. E quando empresas se mudam para estes países, dando às populações locais a possibilidade de progredirem, reclamam dos empregos perdidos, da concorrência desleal, da fuga de empregos do país...
    Se decidam, cacete!
    Vocês querem que estas pessoas de países miseráveis tenham empregos e oportunidades?
    Ou vocês querem que elas definhem para manter todos os empregos no seu país?
    Ou você comercializa com elas, as ajudando a acumular capital e melhorar a qualidade de vida delas. Ou você as trata como inimigas, se recusando a comercializar com elas porque prefere, sabe-se lá o porquê, comprar produtos mais caros fabricados por alguém da mesma nacionalidade que a sua.
    Não há meio termo.

    Ah, mas elas trabalham como escravos, o capitalismo está se aproveitando delas!
    Em primeiro lugar, caro papagaio de esquerdista, se elas fazem filas para se aplicarem a estas vagas de emprego, é porque elas mesmas escolheram trabalhar nelas. Portanto, não faz sentido chamá-las escravas. Já pensou que a alternativa delas pode ser passar fome? O máximo que você pode reclamar é da falta de opões deles, cortesia do governo comunista chinês.
    Em segundo lugar, você realmente acha que uma montadora se mudaria dos EUA para a China, para pagar-lhes o mesmo salário de um americano? Se for assim, pra que mudar para um país milhares de quilômetros distante?


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