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As causas do Brexit, a história da União Europeia e suas duas ideologias conflitantes

Desde o início da União Europeia, tem havido um conflito entre os defensores de dois ideais diferentes.  Qual postura o continente europeu deve adotar: a visão liberal-clássica ou visão socialista? 

Para se entender melhor as motivações do Brexit, é importante estar familiarizado com essas duas visões divergentes e essenciais, assim como as subsequentes tensões que vieram à tona em decorrência delas.

A visão liberal-clássica

Os pais fundadores da União Europeia, Robert Schuman (França [nascido em Luxemburgo]), Konrad Adenauer (Alemanha) e Alcide de Gasperi (Itália), todos católicos que falavam alemão, eram adeptos da visão liberal-clássica para a Europa. Eles também eram democratas-cristãos. 

A visão liberal-clássica considera a liberdade individual como sendo o mais importante valor cultural dos europeus e do cristianismo.  De acordo com essa visão, a função dos estados soberanos europeus é proteger os direitos de propriedade e a economia de livre mercado em uma Europa de fronteiras abertas, permitindo desta forma o livre comércio de bens, serviços e idéias.

Tratado de Roma, assinado em 1957, foi a principal realização para a criação de uma Europa baseada no liberalismo clássico.  O tratado estabeleceu quatro liberdades básicas: livre circulação de bens, livre oferta de serviços, livre movimentação de capital financeiro e livre migração.  O tratado também restaurou direitos que haviam sido essenciais para a Europa durante a vigência do período liberal-clássico no século XIX, mas que haviam sido abandonados durante a era do nacionalismo e do socialismo.  O tratado representou a rejeição da era do socialismo, período esse que havia gerado conflitos entre as nações européias, culminando em duas guerras mundiais.

A visão liberal-clássica visa à restauração das liberdades do século XIX.  A livre concorrência, sem barreiras à entrada nos mercados, deveria prevalecer em um mercado comum europeu.  De acordo com essa visão, ninguém poderia proibir um cabeleireiro alemão de cortar cabelos na Espanha, e ninguém poderia tributar um inglês que quisesse transferir dinheiro de um banco alemão para um banco francês, ou que quisesse investir no mercado de ações da Itália. 

Ninguém poderia impedir, por meio de regulamentações, que uma cervejeira francesa vendesse suas cervejas na Alemanha.  Nenhum governo poderia dar subsídios, algo que distorce e corrompe o sistema de livre concorrência.  Ninguém poderia impedir que um dinamarquês fugisse de seu estado assistencialista e de sua alta carga tributária e migrasse para um estado com uma carga tributária mais baixa, como a Irlanda.

Para atingir esse ideal de cooperação pacífica e prosperidade comercial, o único pré-requisito necessário seria a liberdade.  De acordo com essa visão, não haveria nenhuma necessidade de se criar um super-estado europeu.  Com efeito, a visão liberal-clássica é completamente cética no que concerne a um estado central europeu; tal criação é considerada prejudicial e perniciosa para as liberdades individuais. 

Filosoficamente falando, muitos defensores dessa visão são inspirados pelo catolicismo, e as fronteiras da comunidade europeia são definidas pelo cristianismo.

De acordo com a doutrina social católica, o princípio da subsidiariedade deveria prevalecer: os problemas deveriam ser resolvidos no nível mais baixo e menos concentrado possível dos arranjos.  A única instituição centralizada europeia aceitável seria uma Corte de Justiça Europeia, com suas atividades sendo restritas à resolução de conflitos entre os estados-membros e à garantia das quatro liberdades básicas.

Do ponto de vista liberal-clássico, deveria haver vários sistemas políticos concorrentes, como ocorreu na Europa durante séculos.  Desde a Idade Média até o século XIX, existiram sistemas políticos muito diferentes, tais como as cidades independentes de Flandres (região no noroeste da Europa, que inclui partes da Bélgica, França e Holanda), da Alemanha e do norte da Itália.  Havia reinados, como os da Bavária e da Saxônia, e havia repúblicas, como a de Veneza. 

A diversidade política era demonstrada de modo mais explícito na fortemente descentralizada Alemanha.  Sob essa cultura de diversidade e pluralismo, a ciência e a indústria se desenvolveram e prosperaram.[1]

A concorrência em todos os níveis é essencial para a visão liberal-clássica.  Ela gera uma congruência, uma vez que a qualidade dos produtos, os preços dos fatores de produção e, principalmente, os salários tendem a convergir.  O capital vai para os locais onde os salários são menores, o que provoca sua elevação; os trabalhadores, por outro lado, vão para onde os salários são mais altos, o que faz com que essa maior oferta de mão-de-obra os reduza.  Os mercados oferecem soluções descentralizadas para os problemas ambientais, baseando-se na propriedade privada.  A concorrência política assegura o mais importante valor europeu: a liberdade.

A concorrência tributária promove alíquotas de impostos mais baixas, bem como a responsabilidade fiscal.  As pessoas "votam com seus pés", saindo dos países com carga tributária abusiva, como fazem as empresas.  Nações soberanas concorrendo entre si com diferentes cargas tributárias são vistas como a melhor proteção contra a tirania.  A concorrência também se dá na questão das moedas.  Diferentes autoridades monetárias competem para oferecer a moeda de maior qualidade.  As autoridades que oferecem moedas mais estáveis exercem pressão sobre as autoridades mais displicentes, e estas são obrigadas a se adequar e seguir o exemplo daquelas.

A visão socialista

Em direta oposição à visão liberal-clássica tem-se a visão socialista ou imperial da Europa, defendida por políticos como Jacques Delors e François Mitterrand.  Uma coalizão de interesses estatistas entre grupos nacionalistas, socialistas e conservadores faz o que pode para promover e avançar sua agenda.  Tal coalizão sempre quis ver a União Europeia como um império ou uma fortaleza: protecionista para quem está de fora e intervencionista para quem está dentro. 

Esses estatistas sonham com um estado centralizado e controlado por tecnocratas eficientes — atributo este que todos os tecnocratas estatistas imaginam ter.

Dentro desse ideal, o centro do Império deveria governar toda a periferia.  Haveria uma legislação comum e centralizada.  Os defensores da visão socialista para a Europa querem erigir um megaestado europeu, reproduzindo as nações-estado em um nível continental.  Eles querem um estado assistencialista europeu que garanta a redistribuição de riqueza, a regulamentação econômica e a harmonização das legislações dentro da Europa. 

A harmonização dos impostos e as regulamentações sociais seriam executadas pelo mais alto escalão da burocracia.  Se o imposto sobre valor agregado estiver variando entre 15 e 25% dentro União Europeia, os socialistas iriam harmonizá-lo em 25% para todos os países.  Tal harmonização das regulamentações sociais é do interesse dos mais protegidos, mais ricos e mais produtivos trabalhadores, que podem "arcar" com os custos dessas regulamentações — ao passo que seus concorrentes não podem.  Por exemplo, se as políticas sociais alemãs fossem aplicadas aos poloneses, estes teriam grandes problemas para concorrer com aqueles.

A intenção desse ideal socialista é conceder cada vez mais poderes para o estado central — isto é, para Bruxelas.  A visão socialista para a Europa é a ideal para a classe política, para os burocratas, para os grupos de interesse que fazem lobby, e para os setores protegidos e subsidiados que querem criar um poderoso estado central visando ao seu próprio enriquecimento. 

Partidários dessa visão apresentam um megaestado europeu como uma necessidade, e consideram sua total implementação apenas uma questão de tempo.

Ao longo desse caminho socialista, o estado central europeu iria se tornar um dia tão poderoso, que os estados soberanos passariam a lhe prestar total subserviência.  (Já podemos ver os primeiros indicadores de tal subserviência no caso da Grécia.  A Grécia se comporta hoje como um protetorado de Bruxelas, que diz ao governo grego como ele deve lidar com seus problemas).

A visão socialista não fornece nenhuma limitação geográfica explícita para o estado europeu — ao contrário da visão liberal-clássica inspirada no catolicismo.  A concorrência política é vista como um obstáculo para o estado central, o qual, no ideário socialista, deve sair completamente de qualquer controle por parte do público.  Nesse sentido, o estado central, na visão socialista, se torna cada vez menos democrático à medida que o poder vai sendo deslocado para burocratas e tecnocratas.

(Um bom exemplo disso é a Comissão Europeia, o corpo executivo da União Europeia.  Os membros da comissão não são eleitos, mas sim designados pelos governos dos estados-membros.  E o próprio Parlamento Europeu é totalmente impotente para impedir ou revogar os atos da Comissão Europeia.)

Historicamente, os precedentes para esse velho plano socialista de criar um estado central controlador na Europa foram estabelecidos por Carlos Magno, Napoleão, Stalin e Hitler.  A diferença, entretanto, é que dessa vez nenhum meio militar seria necessário.  A mera coerção do poder estatal seria a mola propulsora para a criação de um poderoso estado central europeu.

De um ponto de vista tático, situações específicas de crise seriam utilizadas pelos partidários da visão socialista para criar novas instituições (tais como o Banco Central Europeu (BCE), ou, possivelmente, um Ministério Europeu das Finanças), bem como para ampliar os poderes das atuais instituições, como a Comissão Europeia e o próprio BCE.

A visão liberal-clássica e a visão socialista para a Europa são irreconciliáveis.  Com efeito, o aumento no poder de um estado central — como proposto pela visão socialista — implica uma redução das quatro liberdade básicas (livre circulação de bens, livre oferta de serviços, livre movimentação de capital financeiro e livre migração) e certamente liberdades civis cada vez menores.

A história de uma batalha entre duas visões

Essas duas visões têm travado batalhas entre si desde os anos 1950.  No início, o projeto das Comunidades Europeias era mais fiel à visão liberal-clássica.

As Comunidades Europeias eram formadas pela Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que criava um mercado comum para carvão e aço; pela Comunidade Econômica Europeia, que promovia a integração econômica; e pela Comunidade Europeia da Energia Atômica, que criava um mercado especial para energia nuclear, fazendo sua distribuição pela Comunidade. 

A Comunidade Europeia era composta por estados soberanos e assegurava as quatro liberdades básicas.  Do ponto de vista do liberalismo clássico, um dos principais defeitos de nascença do projeto eram os subsídios e as intervenções da política agrícola.  Da mesma forma, desde seu nascimento, o único poder legislativo pertencia à Comissão Europeia.  Assim, uma vez que a Comissão fizesse uma proposta legislativa, o Conselho da União Europeia poderia sozinho, ou em conjunto com o Parlamento Europeu, aprovar a proposta.

Esse arranjo já continha em si as sementes da centralização.  Consequentemente, o arranjo institucional, desde seu início, havia sido projetado para acomodar a centralização e o controle sobre as opiniões minoritárias, uma vez que a unanimidade não era necessária para todas as decisões, e as áreas em que a regra da unanimidade se fazia necessária foram sendo reduzidas ao longo dos anos.

O modelo liberal-clássico é defendido tradicionalmente pelos democratas-cristãos e por países como Holanda, Alemanha e Reino Unido.  Porém, os social-democratas e socialistas, normalmente liderados pelo governo francês, defendem a versão imperialista da Europa.  Com efeito, em decorrência de sua rápida queda em 1940, dos anos da ocupação nazista, de seus fracassos na Indochina, e da perda de suas colônias africanas, a classe dominante francesa utilizou a Comunidade Europeia para readquirir sua influência e seu orgulho, e para se recuperar da perda de seu império.[2]

Com o passar dos anos, houve uma lenta porém contínua tendência rumo ao ideal socialista: os países-membros foram sendo obrigados a direcionar cada vez mais dinheiro de impostos de seus cidadãos para custear os orçamentos cada vez maiores da União Europeia; houve uma crescente perda de autonomia nacional, com sua transferência praticamente integral para Bruxelas; e, após a crise financeira de 2008, adotou-se uma nova política regional que efetivamente redistribui riquezas por toda a Europa.

Tudo isso culminou na situação atual. 

Só o Reino Unido, em termos líquidos, paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia.  Por outro lado, a Grécia há muito tempo não contribui nada para o orçamento da UE, dado que a Alemanha cobre indiretamente suas contribuições por meio de empréstimos que a UE faz para a Grécia.

Inúmeras regulamentações econômicas e "harmonizações burocráticas e tributárias" ajudaram a empurrar ainda mais o arranjo para essa direção socialista.  As políticas intervencionistas e centralizadoras da União Europeia criaram uma sombria situação econômica e financeira para seus países-membros: desemprego em massa, finanças públicas descontroladas, e perspectivas de crescimento desanimadoras.

Tudo isso insuflou os desejos separatistas da população do Reino Unido.  A imposição da União Europeia para que o país aceitasse imigrantes muçulmanos após o conflito na Síria foi a gota d'água.

A integração forçada

Com a recente enxurrada de refugiados e imigrantes entrando na Europa, a pressão dos cidadãos britânicos sobre para a saída aumentou.  Os burocratas de UE propuseram espalhar os imigrantes por vários países da Europa de acordo com um plano de re-assentamento pré-definido.  Naturalmente, os britânicos não gostaram da ideia, pois, além das questões que envolvem a segurança nacional, os novos imigrantes geram uma pressão adicional sobre o estado assistencialista britânico. 

E, mesmo que absolutamente nenhum imigrante fosse realocado para o Reino Unido, os britânicos ainda assim teriam de financiar ao menos parcialmente o re-assentamento dos imigrantes no resto da Europa por meio dos impostos que pagam para sustentar a União Europeia. 

Mas essa questão da imigração é mais antiga.  Foi só agora que o caldo entornou de vez, mas os conflitos gerados são antigos. Não apenas o influxo de imigrantes afetou o mercado de trabalho para os trabalhadores britânicos menos qualificados (insuflando os argumentos nacionalistas e protecionistas), como também afetou a cultura britânica, até mesmo o idioma.  Já em 2009, o inglês não era o primeiro idioma de mais de meio milhão de estudantes nas escolas primárias da Grã-Bretanha.  Isso mexeu com os brios de uma parte da população.

Por toda a Europa, a onda de imigração muçulmana em massa é frequentemente apresentada pelos políticos e intelectuais progressistas como sendo um grande salto para a frente, tornando a Europa uma sociedade mais multicultural (conceito esse que sempre foi promovido por essas pessoas como sendo o ideal).

No entanto, essa insistente ideia do "multiculturalismo" (uma versão do "marxismo cultural") pouco ou quase nada tinha a ver com diversidade ou interações culturais positivas, como se propagandeava.  Em sua essência, políticas de integração forçada, ao criarem inevitáveis conflitos, abrem espaço para os governos intervirem mais amplamente na sociedade sob o pretexto de estar agindo como o protetor daquelas "minorias discriminadas", as quais vão se tornando cada vez mais dependentes do estado.

Políticos adoram esse arranjo, pois ele lhes confere mais poderes discricionários e mais argumentos para se criar novos programas de redistribuição de renda.  A divisão social, as tensões e as discordâncias inevitavelmente geradas por esse arranjo criam um terreno fértil para mais restrições sobre as liberdades pessoais e a autonomia do indivíduo.

O Brexit

Os defensores da saída da União Europeia argumentaram que o Reino Unido havia perdido sua soberania e sua autonomia para tomar decisões — pois estas haviam sido transferidas para Bruxelas —, e estava pagando um alto preço, tanto político quanto econômico, para fazer parte da UE. 

A crise da imigração e a incapacidade de se adotar políticas nacionais autônomas para lidar com ela foi apenas mais uma manifestação dessa excessiva centralização de poderes em Bruxelas.

Em tese, com sua saída, a população do Reino Unido não mais terá de dar satisfações a uma entidade superior localizada em outro país, vista como intrusiva.  Tampouco sua população poderá ser tolhida por essa entidade estrangeira.  Os indivíduos poderão agora usufruir uma maior autonomia, podendo, agora localmente, resolver os problemas que são do interesse do povo britânico, e não da conveniência de burocratas em Bruxelas.

O fato é que o atual conceito de estado-nação é contrário à ideia de liberdade individual.  Não há como ele ser reconciliado com a ideia de liberdade individual.  E a situação fica ainda pior quando estados-nações começam a criar uniões, tentando unificar seus poderes em uma única estrutura burocrática — como a União Europeia.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, os britânicos têm em mãos uma oportunidade de frustrar o rolo compressor de Bruxelas, pelo menos por algum tempo, e decidirem com mais autonomia sobre o que realmente querem.  No fundo, tudo se resume a esse pergunta: "quem deve decidir por nós?"

É verdade que os libertários não deveriam se preocupar com o conceito político "soberania nacional".  Governos, em qualquer nível, não são regentes soberanos e jamais deveriam ser considerados dignos de determinar o curso de nossas vidas.  No entanto, também é verdade que, quanto mais enfraquecido o elo entre o indivíduo e o corpo político que pretende lhe governar, maior a autonomia e o poder desse indivíduo.

Em última instância, o Brexit não foi um referendo sobre livre comércio, imigração, ou regras burocráticas impostas pelo (pavoroso) Parlamento Europeu e pela (pavorosa) Comissão Europeia.  Foi, isso sim, um referendo sobre uma maior autonomia individual e sobre um menor poder a entidades políticas globalistas.

Libertários deveriam ver a descentralização e a redução do poder estatal como sempre sendo algo positivo, independentemente de quais sejam as motivações por trás de tais movimentos.  Reduzir o tamanho, o escopo e o poder de domínio de qualquer estado (ou de qualquer união de estados) é decididamente algo saudável para a liberdade.

_________________________________________

Philipp Bagus, professor adjunto da Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro A Tragédia do Euro.

Jeff Deist, o atual presidente do Ludwig von Mises Mises Institute.

Claudio Grass, diretor e presidente da empresa suíça Global Gold.

 

Leia também:

O Reino Unido e sua eventual saída da União Europeia - quais as implicações? 

Na questão do "Brexit", tanto os defensores da "saída" quanto os da "permanência" deveriam relaxar 

A Grã-Bretanha e sua saída da União Europeia 



[1]  Roland Vaubel, "The Role of Competition in the Rise of Baroque and Renaissance Music," Journal of Cultural Economics 25 (2005): pp. 277-97, argumenta que o surgimento da música barroca e renascentista na Alemanha e na Itália resultou da descentralização desses países e da subsequente concorrência entre eles

[2] Larsson, Hans Albin. 2004. "National Policy in Disguise: A Historical Interpretation of the EMU.", p. 162.  Como escreve Larsson: "A arena na qual a França buscou ressuscitar sua honra e influência internacional foi a Europa Ocidental.  Como principal país da Comunidade Econômica Europeia, a França recuperou influência e, com isso, recompensou a perda de seu império — e tudo isso dentro de uma área onde a França, tradicionalmente e de diversas maneiras, sempre procurou ter domínio e influência". 

Já em 1950, o premiê francês René Pleven, propôs criar um Exército Europeu como parte da Comunidade de Defesa Europeia (sob a liderança da França).  Ainda que o plano tenha fracassado, ele fornece evidências de que, desde o início, os políticos franceses pressionaram pela centralização e pela visão imperial da Europa.  Uma exceção foi o presidente Charles de Gaulle, que se opunha a um estado europeu supranacional.  Durante a "crise da cadeira vazia", em junho de 1965, a França abandonou seu assento no Conselho dos Ministros por seis meses em protesto contra um ataque à sua soberania.  A Comissão havia pressionado por uma centralização do poder.  Entretanto, de Gaulle também estava tentando melhorar a posição e liderança da França nas negociações acerca da Política Comum Agrícola.  A Comissão havia proposto a criação de uma decisão por maioria de votos nesse quesito.  Os agricultores franceses eram os principais beneficiários dos subsídios, ao passo que a Alemanha era a principal contribuinte.  A decisão por maioria de votos poderia ter privado os agricultores franceses de seus privilégios.


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Diversos Autores

  • Trader Carioca  24/06/2016 15:41
    Fico com receio de uma eventual ascensão dos burocratas no Reino Unido acabar por criar um aparato local com mesmo nível de restrições de Bruxelas. Depois que nada mudar, todos dirão " a culpa foi do Brexit".

    Depois disso, o marketing pró-UE será ainda maior.
  • Guilherme Gomes  24/06/2016 16:54
    Concordo com você, também fico apreensivo com relação a isso. Espero que eles sigam o modelo Suíço e não o Norueguês.
  • Paulo Bat  24/06/2016 21:26
    Já vi que você não conhece a Noruega. Lugar melhor para viver não existe. Uma qualidade de vida que no Brasil nem conseguimos imaginar. Se isto é socialismo, tornei-me socialista.
  • Bonifácio de Andrada  24/06/2016 22:05
    Olha, eu já estive na Noruega (e em quase todos os países da Europa; sou bem viajado). De todos os países escandinavos, a Noruega é de longe o pior.

    A gasolina é a mais cara do mundo. As bebidas alcoólicas, distribuídas pelo estado, idem. Comer, então, é proibitivo. Dado tudo eram os olhos da cara, eu tinha de me contentar com o McDonald's (caríssimo também).

    Mas nada se compara à surpresa que tive ao descobrir que eu tinha de pagar para poder sentar-se à mesa e comer!

    Sério mesmo, se tem um país que é anti-pobre, esse país é a Noruega. Quem não tem dinheiro não come (se conseguir comprar algo, vai ter de comer em pé), não bebe e não anda de carro.

    Comparado à Noruega, a Suíça é uma pechincha. E os EUA, então, são de graça.
  • Paulo Bat  24/06/2016 22:55
    Quando falei que me tornaria socialista caso socialismo fosse o que vi na Noruega, estava sendo irônico, pois para mim a Noruega é o que pode se dizer um Joie de vivre.
    Também já viajei muito: Américas, África, Asia e Europa. Trabalho na área do petróleo e conheço muitos noruegueses desta área. Viajei à Noruega a trabalho e, portanto, convivi com os noruegueses.
    Concordo com Bonifácio de Andrada. A gasolina na Noruega é muito cara. Para nossos padrões. Para quem tem renda norueguesa não é. Quanto ao resto, percebi que os noruegueses vivem muito bem. É um povo com altíssima qualidade de vida. É um verdadeiro "joi de vivre".
  • IRCR  25/06/2016 03:40
    É caro para nós brasileiros, a renda deles é altíssima e a moeda é muito forte.
    Vc não pode comparar os custos de lá sobre a nossa renda e moeda.

    Poder de compra na Noruega é muitooo superior ao brasileiro.

    Pobre ferrado é o brasileiro mesmo.
  • Bonifácio de Andrade  25/06/2016 05:10
    Prezado IRCR, é óbvio que estou levando isso em consideração. Converta os preços para dólares e compare os preços dos produtos com os preços que são cobrados nos EUA.

    É outra galáxia.

    E não precisa confiar em mim não. Veja o relato de um universitário do Texas (estado rico) que foi pra lá. O sujeito quase virou mendigo. Três cervejas, US$ 57!

    https://sites.utexas.edu/culturescontexts/2013/08/29/why-is-norway-so-expensive-think-living-wages/


    Ah, e segundo uma britânica, compras básicas de supermercado para uma família comum ficam em 1.000 libras esterlinas!

    https://anotherbagmoretravel.wordpress.com/2013/02/19/norway-europes-most-expensive-country/


    Um pobre brasileiro que esteja trabalhando nos EUA consegue viver com abundância. Tem carro, casa boa (de aluguel), come o que quer e consome bastante. Ja mais um pobre brasileiro na Noruega nem sai do avião. (A menos que ele consiga entrar num programa assistencialista).


    Mais aqui:

    https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g190455-r115014580-Norway.html
  • IRCR  25/06/2016 09:52
    Esses valores eram quando a Krona estava super valorizada, com o fortalecimento recente do dólar os preços em dólar na noruega caíram bastante.
    (2013 - 1USD = 5,50 kronas; 2016 - 1USD = 8,50 kronas)
    Hj essas cervejas custariam 36,88 dólares, 35% menos quando o artigo foi escrito.

    Ahhh mais ainda está caro !!!! mas no caso especifico de cervejas, elas são bastante tributadas na Noruega. O que eleva o preço.


    E ainda temos que levar em consideração o PIB per capita que na Noruega é quase 35% maior que o americano.


    No mais, quando tal artigo foi escrito o salário médio (after taxes) em USD na Noruega era 4.200USD (no minimo 1000USD maior que nos USA).
    É claro que o poder geral de compra nos USA ainda é maior.

    E não entendi essa comparação sua dos pobres.

    Um brasileiro que trabalha no McDonalds aqui no Brasil ganha em torno de 250 dólares.
    Um Norueguês que trabalha no McDonalds na Noruega ganha em torno de 2000 dólares.

    Um cineminha no Brasil custa em torno de 7 dólares.
    Um cineminha na Noruega custa em torno de 14 dólares.

    O litro da gasolina no Brasil = 1,07 dólares.
    Na Noruega = 1,67 dólares.

    Um litro de leite no Brasil = 0,85 dólares.
    Um litro na Noruega = 1,86 dólares.

    Agora tire suas conclusões.

    Se o pobre na Noruega está precisando de assistencialismo para sobreviver, imagina o brasileiro então.
  • Bonifácio de Andrade  25/06/2016 15:15
    E quem está comparando com o Brasil, meu caro? Toda a comparação foi feita com os EUA, e não com o Brasil. Dei exemplo de um brasileiro pobre trabalhando nos EUA e na Noruega.

    Mais atenção na próxima.
  • Romulo  25/06/2016 19:47
    Não é bem assim amigo, com a paranóia ecoalarmista, assitencialismo e a queda no preço do petróleo, o défict é considerável na Noruega. Como turista você vê só a casca.
  • Edujatahy   24/06/2016 15:41
    Ótimo texto. Quem sabe os movimentos secessionistas brasileiros ganhem força também.
  • Diego  24/06/2016 16:29
    Finalmente a balança virou. Se livraram do circo globalista e quebraram as pernas da esquerda no continente, que sem sem o euro não vai mais poder bancar a demagogia deles com o dinheiro dos outros, por isso o desespero desses canalhas, sem contar o efeito cascata daqui pra frente.
    Falta essa anta ser despachada e o Trump chutar aquele africano em novembro.
    A cara de bosta dos "ixpecialixstas" da mídia golpista é impagável. Como essa extrema direita é má e perigosa. Espero que os escoceses não se suicidem voltando praquela zona. Só me resta comprar mais pounds e surfar.
    God save the Queen.
  • Igor  24/06/2016 16:59
    Alô, moderadores do IMB!

    Sugiro moderar o comentário acima pois me parece um false flag, inclusive apelando para vocabulário racista.

    Abraço!
  • Intruso  24/06/2016 17:14
    Não. Ele foi apenas politicamente incorreto. Ademais, não é racismo falar que uma pessoa é oriunda de um determinado continente.
  • Paulo  24/06/2016 20:26
    Liberdade de expressão é um direito individual. Certo?
  • Professor  24/06/2016 20:30
    Somente se você estiver utilizando a sua propriedade ou a propriedade voluntariamente cedida por outrem:

    Liberdade religiosa e liberdade de expressão só são possíveis quando há direitos de propriedade
  • Paulo  24/06/2016 20:49
    Se Diego houve-se "hackedo" o espaço de comentários, sim, haveria usurpação da propriedade privada.
    Ele (Diego) é dono do próprio corpo, que incluí seu cérebro, então ele tem o direito de utiliza-los.
    O espaço de comentários é privado, seus proprietários faz dele o que quer, na verdade, exercem seu direito a propriedade através da moderação.
    Está tudo correto. Diego expressou-se através da sua capacidade cognitiva, propriedade sua e inalienável. O mesmo fez o moderador e Igor. A Liberdade é linda.
    Abraço.
  • Pobre Paulista  27/06/2016 13:46
    A liberdade é realmente linda, mas a legislação Brasileira não é. Tal comentário pode de fato se tornar algum argumento jurídico contra o Instituto e trazer prejuízos a seus proprietários e/ou associados. Ainda assim, a decisão de moderar ou não cabe somente ao Instituto.
  • Paulo  27/06/2016 22:42
    "Comentários serão exibidos após aprovação do moderador."
    Logo abaixo de: Enviar comentário designa quem é o responsável pela moderação.
    Argumentação jurídica?! Crime de racismo? Injuria racial? Qual?
    Minha ponderação seria de mau gosto no uso de adjetivos, mas gosto não se discute, lamenta-se.
    Saudações Paulistanas.
  • Johann  28/06/2016 20:41
    Na verdade não haveria usurpação de propriedade nesse caso - o hacking, se houve, teria como alvo os servidores onde estão hospedadas as pages e códigos que dão forma a este site.

    No máximo, alguma ação relativa a defraudação poderia ser tentada. Claro que não no direito brasileiro.
  • anônimo  29/06/2016 10:28
    'Na verdade não haveria usurpação de propriedade nesse caso - o hacking, se houve, teria como alvo os servidores onde estão hospedadas as pages'

    Meu filho, e o servidor não é propriedade privada não?
    OMFG...
  • Gunnar  27/06/2016 08:22
    Chutar o Obama é legal, mas colocar o nacionalista/protecionista Trump no lugar? Só vai servir para botar lenha na fogueira da argumentacao esquerdista contra "a direita".
  • André  24/06/2016 16:43
    "Outros Países podem ser CONTAMINADOS por conta da saída do Reino Unida da UE". Só o que vi na TV foi o uso desse termo pejorativo.
  • mauricio barbosa  24/06/2016 17:24
    Quero ver a Europa se implodindo em pequenas nações,mas ao mesmo tempo temo que haverá outras guerras mundiais no futuro,a Europa é um caldeirão,que só com o fim dos estados-nação,aquele continente terá paz,pois os estatistas adoram uma guerra.
  • FMS  24/06/2016 18:31
    A imprensa brasileira é um lixo. Se um alienígena lesse o Globo, a Veja, o Estadão, a Folha, o Diário Catarinense, a Folha de Varginha, a Gazeta de Quixeramobim, o Sertão Post pensaria que a Europa e o UK vão desmoronar hoje, agorinha, e levar o mundo a reboque. Já disseram milhões de vezes que o Brexit é xenófobo, contra os pobres, contra a Europa, contra a fraternidade, a igualdade e a liberdade, contra o bom, contra o belo, contra o justo, contra o movimento hippie, contra a Palestina, contra a Venezuela, contra o PT, contra a África, contra o Obama, contra a onça Juma, contra os Gorilas, contra o Jacaré da Disney, contra os Beagles e por aí vai.
    É o mesmo que eles sugerem com os EUA se o Trump for eleito. É muita baboseira, como de costume.
    A bolsa caiu, a libra desvalorizou, Cameron renunciou, etc. Depois de um certo tempo as coisas se estabilizam e ninguém mais lembra das besteiras que a imprensa brasileira escreveu.
  • Analista de Bage  25/06/2016 05:25
    FMS,
    Você esqueceu de dizer que a imprensa brasileira também tentou alegar que o Brexit é contra o "Curíntia"... Mas acharam que ia ser apelo demais.
    Abraço!
  • Gabriel  25/06/2016 22:50
    Eu mesmo fui acusado no Facebook de xenófobo e defensor do caos econômico pelo simples fato de achar correta a saída da União Européia.

    É um baixo nível que tá loco, agora quem é contra um poder político centralizado em Bruxelas, contra o protecionismo e as regulamentações é xenófobo, racista e irresponsável por pregar o caos econômico.
  • Leonhard  27/06/2016 18:29
    É porque nossa imprenssa e analistas economicos são adeptos da EDT, Economia do Doente Terminal, por isso para eles o que importa é o agora, o já, esses idiotas não tem a minima capacidade de pensar a longo prazo, o Reino unido, ou eventualmente numa separação a Inglaterra e Gales somente, vão passar por problemas acarretados por sair da UE, mas num futuro próximo eles estarão economica e politicamente muito melhores do que já estiveram enquanto membro da UE.

    Esse é um dos piores males do socialismo e de Keynes, nunca pensar no amanhã, basta ver todas as catástrofes econômicas, politicas, ambientais, sociais causada por politicos canalhas que achavam que o amanhã não existia.
  • Kardico  24/06/2016 16:46
    O que foi escrito, com olhar atento e crítico, mostra a falha do Liberalismo. Em algum lugar, ele se 'perde'.
    Ordem, Justiça, Amor( ao próximo. Respeito) eeeee Liberdade. Nesta arrumação, que acabo de escrever, há uma boa saída. Costumes, Convenções e Continuidade. Quebre-as e vemos onde a UE chegou e nós, brasileiros, estamos. Que tal começarmos a ler sobre Conservadorismo ?
    Ideologia... eu NÃO quero uma para viver.
  • Allan  24/06/2016 17:10
    Mostra a falha do quê?!

    Um arranjo centralizado burocrático e esclerosado, que estipula até o quanto um pepino pode curvar quando pressionado e qual deve ser a curvatura máxima da banana (é sério, leia aqui), é um arranjo liberal?

    Um arranjo que impõe a redistribuição de renda de um país para o outro é um arranjo liberal?

    Não é à toa que é a esquerda que está em lágrimas com o resultado. Parece até que estão testemunhando o colapso da URSS. E, como sempre, estão querendo dizer que a coisa não deu certo por causa de um excesso de liberdade.

    P.S.: nenhuma notícia ainda de a Suíça querer entrar nesse "arranjo liberal".

  • Observador  24/06/2016 17:22
    "Que tal começarmos a ler sobre Conservadorismo ?
    Ideologia... eu NÃO quero uma para viver
    "

    Duas frases absolutamente contraditórias.
  • Capital Imoral  24/06/2016 17:00
    Excelente artigo. Obrigado instituto Mises por postar.
  • Pobre Paulista  24/06/2016 17:59
    Agora deu tela azul aqui ;-)
  • Anderson d'Almeida  24/06/2016 18:59
    Acho que ele esqueceu de trocar o nick... rs.
  • Tarcísio Alves  24/06/2016 17:15
    Foi um belo golpe no globalismo.

    A mídia nem disfarça sua revolta, e tenta retratar a saída dos britânicos como se o Reino Unido tivesse cortado qualquer relação e comércio com a Europa hahaha... tentando demonizar e criminalizar o discurso anti-globalista.
  • Renato  24/06/2016 17:16
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Halvorsen  26/06/2016 18:20
    Não sabe postar outra coisa além disso?
  • Renato  27/06/2016 17:50
    Coloco o que é necessário.
  • Roberto  24/06/2016 17:18
    Sempre lembrando que o pulha do George Soros, que está por trás de todos os esquemas anti-ocidentais e pró-esquerda, chegou a ordenar aos britânicos a não se atreverem a sair da EU, senão haveria represálias:

    www.breitbart.com/london/2016/06/21/billionaire-open-borders-funder-soros-tells-britain-stay-eu-else/
  • Pobre Paulista  24/06/2016 18:13
    Enquanto isso aposto que tá shorteado em libra e vai embolsar mais alguns bilhões por aí. Lembrando que foi exatamente assim que ele fez sua fortuna.
  • Ezequiel  24/06/2016 17:23
    Eu só que ver quanto tempo até decidirem fundar uma UM (União Mundial), o desastre que falta no mundo hoje, é um projecto deste tipo.
  • Economista da UNICAMP  24/06/2016 17:28
    Péssima manobra, prejudicou e muito os exportadores britânicos. Não basta terem que aturar George Osborne e ainda me vem com mais essa.

    Uma boa solução para tentar reverter esse erro seria desvalorizar a Libra Esterlina e criar um piso para o valor do Euro(semelhante ao que a Suíça fez).

    Vejo como um momento oportuno para o BACEN afrouxar sua política monetária e nos proteger do risco de uma valorização excessiva do Real.
  • Pós-Doutor em Desenvolvimentismo  24/06/2016 17:56
    EXCELENTE COMENTÁRIO. PARABÉNS. É um alívio existir pelo menos uma pessoa lúcida nesse sítio.
  • mauricio barbosa  24/06/2016 18:23
    Prejudicou os exportadores,tadinho deles oh! dó,viva as importações para o bem do bolso do inglês pobre,se o primeiro-ministro britânico David Cameron queria continuar parceiro que se mude para Paris e se o setor exportador quebrar,basta o estado Britânico implodir que sobrará recursos para investimento e reemprego dos operários do setor exportador.Enfim viva a ação humana e o estado é uma ação humana,mas uma ação maléfica,espoliadora,exploradora,uma lástima ruim com o estado,pior sem o Mercado.
  • Comunista Libertário  24/06/2016 18:33
    Concordo com você. Se o real começar a se valorizar podemos voltar a ter feijão e carne nos nossos pratos. Isso é muito perigoso.
  • Consultor Economico do PT  24/06/2016 18:57
    Devemos aproveitar o momento de incerteza no mercado internacional e fechar as fronteiras, garantindo assim que nossas industrias sejam fortes para competir no mercado internacional.
  • Cientista Social da UFC  24/06/2016 17:51
    O grande problema do mundo é que ainda não nos livramos da ideologia neoliberal, que tanta desgraça acarreta para os socialmente desfavorecidos.

    E antes q vcs venham com essa conversa de "vc não sabe o que é neoliberal", eu digo: incluo aí tudo que se refira a esse "Deus mercado" que vcs tanto amam!
  • mauricio barbosa  24/06/2016 19:36
    Ruim com o estado,pior sem o mercado,neoliberalismo estatista é que atrasa o país igual o socialismo\comunismo petista,pois cadê os recursos para manter os programas sociais,querer taxar os ricos é bobagem,pois além de aumentar a sonegação,os impostos serão de um jeito ou de outro repassado para os preços,se não for integralmente,serão parcialmente,a capacidade de investimento também diminui o que diminui a geração de emprego e socialistas nos expliquem por que Cuba e Venezuela não são paraísos na terra e todo mundo quer migrar para os Estados Unidos,o terror dos professores socialistas de cursinhos e universidades Brasil afora.E por favor expliquem sem fazer beiçinho.
  • Pedagoga de escola estadual  24/06/2016 19:41
    Concordo plenamente com você.

    #tamojunto
  • Carlos Eduardo  24/06/2016 19:58
    Seu comentário mostra perfeitamente o porquê do tal "neoliberalismo" não existir. Não passa de um espantalho estatista.

    O liberalismo e o livre mercado foram responsáveis pela maior expansão da riqueza já conhecida na história deste planeta. Pobres hoje vivem com regalias que fariam os nobres de antigamente morrerem de inveja. Mas posso estar perdendo meu tempo, tendo em vista sua falta de coragem em mostrar postar sob um nome verdadeiro e a alcunha que colocou no lugar (que explica perfeitamente tanto o comentário quanto a ignorância nele contida).
  • Marcelo Augusto Pedromônico  29/06/2016 18:25
    Carlos Eduardo, desculpe-me se o interpreto de modo equivocado, mas você está mesmo dizendo que o liberalismo e o livre mercado criam riquezas? E também não entendi qual é, para você, o conceito de "pobre". Obrigado.
  • Marcos  29/06/2016 18:35
    Sim, ele está. Qual o espanto?
  • Marcelo Augusto Pedromonico  29/06/2016 19:20
    Caro Marcos,

    Calma amigo! Acolhendo seu "aparte", digo que não há qualquer espanto, considerando que estou aqui, de "intrometido", no site Mises.
    Respeito as diversidades e costumo ver sempre o lado positivo de um debate. Portanto, venho em paz!
  • Marcos  29/06/2016 19:46
    Mas eu não entendi o seu espanto.

    Afinal, o que é que gera riqueza: empreendedorismo, trabalho e produção, ou políticos e burocratas tomando dinheiro de uns para dar a outros (algo que, na melhor das hipóteses, é um jogo de soma zero)?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2194
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2191
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1972
  • Mané Pelé   24/06/2016 19:21
    O artigo apresenta duas ideias,a ideia socialista totalmente voltado para Bruxelas centralizadora e a outra a visão liberal classica e que sem duvida a melhor sem é a visão liberal clássica, tomara que quem assuma o parlamento depois da renuncia de um burocrata parasita como primeiro ministro tenha ideias liberais para que desse modo o Reino Unido de um golpe de misericórdia nas ideias socialista.

    Muito obrigado pelo execelente esclarecimento que este instituto vem oferecendo a nos cidadões comuns.
  • Gabriel  24/06/2016 20:41
    Só falta a Alemanha decidir abandonar a Zona do Euro, ai seria o golpe de morte nos burocratas socialistas da Europa.
  • Alexandre P  25/06/2016 02:37
    O que permitiu a sobrevivência da civilização europeia foi a bravura dos gregos em Maratona e, posteriormente, uma cristandade armada até os dentes que, com muito sacrifício, expulsou a horda muçulmana.

    Se o Liberalismo ainda existe como doutrina séria e se os liberais europeus ainda pensam em governar, tá na hora de acordar pra realidade. Qualquer caminhada de 15 minutos em Tower Hamlets e eu duvido que um liberal honesto se mantenha favorável a essa loucura de abrir as portas pra qualquer um que queira entrar.

    Será que os liberais clássicos previam isso? Que no século XXI uma pessoa viajaria 10 mil quilômetros pra chegar a um novo país e depois se recusar a se integrar? E o pior, não apenas não se integrar, mas tentar mudar a ordem vigente desse país, questionando a cultura dos cidadãos locais e usando como arma a violência?

    Isso não é imigração, é uma guerra de conquista. Open borders no mundo atual é uma utopia.
  • Livre mercado  25/06/2016 14:43
    Típico conservador misturando alhos com bugalhos, colocando na conta do liberalismo o desastre imigratório na europa causado por políticas assistencialistas estatal e o marxismo cultural na sociedade empurrando goela abaixo das pessoas o multiculturalismo.
    Estes temas já foram abordados fartamente neste site caro conserva com poucos ou péssimos hábitos de leitura.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2207

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2183

    Melhor você continuar batendo na esquerda, porque nos liberais vai ter que comer muito desse feijão estatal de R$15,00 o quilo.
  • anônimo  25/06/2016 16:37
    'Qualquer caminhada de 15 minutos em Tower Hamlets e eu duvido que um liberal honesto se mantenha favorável a essa loucura de abrir as portas pra qualquer um que queira entrar. '

    Qualquer neocon honesto, coisa que não existe, iria se informar minimamente antes de criar um espantalho idiota como esse sobre o libertarianismo.

    https://www.lewrockwell.com/1970/01/hans-hermann-hoppe/on-free-immigration-and-forced-integration/

    E não, libertarianismo e liberalismo clássico não são a mesma coisa.

  • Gabriel  25/06/2016 23:02
    Pior que o meu comentário foi sobre a Alemanha sair da Zona do Euro e o cara veio falando de livre imigração e não sei mais o que.

    Totalmente nada haver com o comentário. Rsrsrsrsrs
  • Alexandre  26/06/2016 03:40
    Caro anônimo, eu não citei Libertarianismo no meu comentário. O espantalho sequer existe, nesse caso. E, lamento informar, não sou neocon. Eu apóio o modelo de Democracia Liberal, de cunho nacionalista. E é por isso que estou criticando justamente os liberais clássicos europeus em relação à proposta de open borders, em especial os citados pelo artigo acima. É um perigo propor open borders enquanto a ameaça islâmica não estiver liquidada ou ao menos controlada a ponto de não oferecer mais perigo à integridade física dos cidadãos do mundo ocidental.

    Isso só vai acontecer quando a fé islâmica passar por uma reforma religiosa ou quando o Islã finalmente for destruído, o que, convenhamos, não seria sensato.

    Até lá, que tal manter a ordem das coisas como eram no passado? Pegar uma fila de 30 minutos na alfândega não vai matar ninguém. As boas pessoas continuarão entrando e saindo dos países, como sempre aconteceu. Propor open borders em qualquer eleição na Europa hoje em dia é suicídio político. O UKIP e uma parte dos Tories perceberam isso, apesar de muitos deles serem liberais no campo econômico. É hora de aproveitar a onda nacionalista na Europa e varrer a esquerda de vez da política europeia. O momento é bem propício.

    Abraços.

  • Alexandre  26/06/2016 02:48
    "A visão liberal-clássica considera a liberdade individual como sendo o mais importante valor cultural dos europeus e do cristianismo. De acordo com essa visão, a função dos estados soberanos europeus é proteger os direitos de propriedade e a economia de livre mercado em uma Europa de fronteiras abertas, permitindo desta forma o livre comércio de bens, serviços e idéias."

    Não, está no próprio artigo! Aparentemente, quem não leu foi você.

    Open borders é parte substancial da teoria liberal. Os liberais clássicos sempre consideraram que a simples circulação de mercadorias e serviços não era suficiente se não houvesse também a livre circulação de pessoas ao redor do planeta, e não só em regiões comerciais, que são limitadas.

    Depois de anos de uma desastrosa política de imigração promovida pela centro-esquerda europeia, se os liberais clássicos europeus tentarem propor qualquer medida open borders novamente, não vão ganhar eleições em lugar nenhum. Foi um simples comentário.

    Todo o resto? Livre iniciativa, livre mercado, desregulamentação, diminuição do protecionismo? ÓTIMO! Perfeito! Open borders, não.

    Sou favorável a uma seleção criteriosa de indivíduos que entrem em um país. Que se analise o perfil ideológico, escolaridade, vontade de integração à cultura local. Não vai impedir a entrada de gênios e pessoas de destaque, e vai manter o lixo jihadista do lado de fora.
  • Gunnar  27/06/2016 08:33
    Alexandre, "open borders" jamais seria um problema se nao existisse a intervencao estatal.

    1) É o estado que cria gigantescos incentivos para os imigrantes muculmanos percorreren dezenas de milhares de km atrás da boa vida oferecida pelo pesado welfare-state da maioria dos países europeus (e bancado com o dinheiro saqueado dos "contribuintes" europeus). Corta o assistencialismo e quero ver quem vai querer viajar meio mundo só para concorrer com a altamente qualificada mao-de-obra alema, sob o risco de morrer de fome.

    2) É o estado que forca a integracao dos imigrantes em comunidades onde nao sao bem-vindos. Nao fosse o estado, os individuos determinariam as regras de seus condominios / bairros / comunidades como bem entendessem e quem nao concordasse ou nao fosse aceito, nao entraria, sob risco de levar um tiro.

    A invasao islamica é um problema? Claro que é, provavelmente a maior ameaca aa civilizacao ocidental desse seculo - mas nao é o estado que pode resolver esse problema. Pelo contrario, ele é o gerador.

    *perdoem a falta de acentos, teclado sueco.
  • Marcelo Augusto Pedromonico  29/06/2016 19:06
    Gunnar, que nome você daria aos administradores desses condomínios, bairros e comunidades?
    E ainda, você acredita mesmo que o poder de decisão social recaia, de fato, sobre os estados constituídos?
  • maybe  24/06/2016 21:26
    Os melhores trolls deste setor galático(e os mais vulneráveis a tais) você encontra aqui.
  • David  24/06/2016 22:17
    Como fica o Dollar nestas condições, cai ou sobe.
  • Vidente  25/06/2016 00:05
    Sobe no curtíssimo prazo, volta à mesma em menos de uma quinzena.
  • Analista de Bage  25/06/2016 05:35
    Tche, o gauchão aqui está torcendo pelo povo britânico que votou a favor do Brexit. Não ao estatismo, não aos burocratas, não ao assistencialismo! Sim a liberdade! Sim a concorrência! Sim ao respeito pelos cidadãos! Não a extorsão do Estado e mais impostos! Aqui no meu pago a luta por esses ideais já deu origem a uma guerra que infelizmente foi perdida contra o Estado, mas não está morto quem peleia! Quem sabe essa moda pega e votamos um dia pelo "Sulexit". Um baita abraço e comprem ouro...
  • anonimo  25/06/2016 12:14
    De acordo com o Filósofo Olavo de Carvalho em seus livros, a Nova Ordem Mundial é formada pelo Islã, Eurásia e Ricos Ocidentais. Esta situação lembra muito a situação que se encontra o Brasil ( Norte com 70% de Afrodescendentes e Sul com 15%) Migração de mão-de-obra e aumento da Tributação, são formas de intervenção militar anunciada e planejada pelo Governo Militar dos Anos 64/68, quando a República Federal do Brasil foi instaurada retirando a antiga denominação de Estados Unidos do Brasil.
  • anônimo  25/06/2016 16:17
    De acordo com o grande filósofo Olavo de Carvalho UFOS são projeções holográficas.
  • Bianca  25/06/2016 12:49
    Por que vcs acham que mídia e o mercado todo vê com ruim o Brexit?
    Vcs acham que realmente isso será bom para o Reino UNIDO? Eles vão se tornar mais liberal saindo da UE?
  • Livre mercado  25/06/2016 15:18
    A mídia sempre vai apoiar imundices estatais, o mercado está reprecificando os ativos mais conectados ao Reino Unido e UE prevendo que o ultimo tomará medidas severas para de certa maneira punir economicamente o Reino Unido e passar o recado para que os outros membros da UE não queiram sair também, essas medidas com quase certeza vão prejudicar o comercio por lá fazendo os ativos valerem menos.
    O Brexit é uma conexão estatal a menos no mundo, qualquer recuo ou diminuição estatal é um passo para a liberdade, pois quanto maior o estado menor o cidadão.
  • Hugo  25/06/2016 22:10
    O Brexit é o fim da conexão do Reino Unido com a UE, não o fim do estado britânico.
    Da forma como eu estou percebendo, não tem nada definido ainda. O novo governo que entrar no lugar do David Cameron pode muito bem adotar uma postura nacionalista, tentando criar seus próprios "campões" para peitar os concorrentes europeus, em um movimento exatamente contrário ao liberalismo.
  • anônimo  25/06/2016 16:18
    Banqueiros parasitas não são o mercado todo.Nada que depende do governo pra sobreviver pode ser chamado de mercado.
  • Olavo Novaes  25/06/2016 13:40
    Qual a fonte original da notícia? Percebo, pelo autor, que o instituto Mises a traduziu.
  • Matias Pasqualotto  25/06/2016 14:37
    Achei muito interessante o fato da bolsa Inglesa e Americana cair em torno de 3 e 4% (uma correção do otimismo com o remain) e bolsas como a da Itália, França e Espanha caindo absurdamente (de 8 a 12%). Isso não seria um "desenho" dos países mais afetados pela mudança? Justamente os países mais dependentes da UE (consumidores de impostos) e a França que está em crise. Se a França resolve sair, vai ser divertido ver todos esses países perdulários mamando exclusivamente na teta da Angela Merkel.
  • Hugo  25/06/2016 17:30
    Amigos, enquanto esquerdista infiltrado aqui, tenho uma dúvida sincera, na qual gostaria de saber a opinião de vocês: não seria a opção pelo Brexit uma atitude protecionista do governo britânico?
  • Chavez  25/06/2016 19:06
    Difícil, pois o próprio governo era abertamente contra a saída.
  • Hugo  25/06/2016 19:39
    Ah, sim! Me desculpe. Formulei mal minha pergunta.
    Eu citei o governo britânico porque, sendo a favor ou não, é ele que ficaria encarregado de executar a saída decidida nas urnas.

    O que eu quero mesmo entender é se não seria protecionismo por parte dos grupos que eram a favor do Brexit.
  • Gabriel  25/06/2016 22:33
    Na minha opinião, independentemente do que o Governo Britânico vai fazer depois da saída, o fato de o Reino Unido ter saído de uma instituição burocrática que centraliza o poder político em Bruxelas, estimula o protecionismo e cria milhares de regulamentações, já é em si algo bastante positivo.

    Agora cabe ao próprio Reino Unido tomar as medidas econômicas corretas para conseguir traçar um novo rumo para a sua economia.

    E não esqueçamos que Suíça e Noruega, os dois países mais desenvolvidos economicamente da Europa, não fazem parte da União Europeia. Ou seja, tudo que a mídia vem veiculando não passa de terrorismo.
  • Hugo  26/06/2016 18:50
    "estimula o protecionismo e cria milhares de regulamentações"
    Mas o que eu estou tentando dizer é que nada garante que o Brexit vai resolver isso. Pelo contrário, acho que tem a considerável possibilidade tornar o problema ainda pior, se eles apenas trocarem o protecionismo europeu pelo protecionismo britânico. Além de ter que lidar com as mesmas barreiras anti-liberais do Estado, o empreendedor de lá ainda teria que se contentar com um mercado bem menor. Tanto que a Escócia e a Irlanda do Norte já estão se movimentando para tentar invalidar o referendo ou até mesmo reativar a possibilidade de se tornarem independentes do RU para poderem retornar para a UE por conta própria.
  • anônimo  26/06/2016 09:55
    Claro, todo governo tem os seus amigos do rei.
  • Anti-cleptocracia  25/06/2016 18:53
    Só o Reino Unido, em termos líquidos, paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia

    Aí tem sacanagem. Essas 136 milhões de libras por semana estavam sendo sugadas pela corrupção.




  • Davi  26/06/2016 07:45
    Brexit: O Filme (Completo - Legendado PT-BR)

    Https://youtu.be/QbjYi1QrTWY
  • Leandro Algusto  27/06/2016 15:09
    Acredito que foi uma péssima escolha do Reino Unido.
  • Abel Aquino  27/06/2016 15:20
    Simplesmente preciso! Parabens pelo artigo!!!Só aqui se fica bem informado e se entende o que verdadeiramente passa não só no Brasil quanto no mundo.
  • Pessimista  27/06/2016 15:53
    Não consigo enxergar com bons olhos esse Brexit.

    O movimento foi defendido por nacionalistas nada liberais e contrários a livre-imigração. Muito provavelmente o Brexit representará um retrocesso para a liberdade dentro do Reino Unido.



  • Gladstone  27/06/2016 17:26
    Besteira.

    "Libertários deveriam ver a descentralização e a redução do poder estatal como sempre sendo algo positivo, independentemente de quais sejam as motivações por trás de tais movimentos. Reduzir o tamanho, o escopo e o poder de domínio de qualquer estado (ou de qualquer união de estados) é decididamente algo saudável para a liberdade"
  • Edujatahy  27/06/2016 17:59
    Caro Pessimista. Entendo seu ponto, mas neste assunto tenho de concordar com nosso colega Gladstone acima.
    Temos de ser OPORTUNISTAS. Não devemos deixar de apoiar ideias apenas porque estas não não apoiadas por liberais e/ou libertários "puros". Infelizmente muito do que defendemos está associado a um ou outro grupo "extremista". Por exemplo, não devemos deixar de defender a legalização das drogas simplesmente porque socialistas também o defendem. O que defendemos são ideias e não as pessoas que apoiem ou não tais ideias.
    Além disso, ser um defensor da LIBERDADE significa defender principalmente a liberdade dos outros, e não apenas a nossa. Se um grupo de PSOListas adquirem de forma voluntária um pedaço de terra e decidem criar ali uma comunidade comunista independente do Brasil, por mais que eu ache que o resultado será morte e desnutrição, eu defendo sim o direito de tais pessoas se autodeterminarem. O que não pode é coerção, o que não pode é uma "entidade" querer decidir o destino dos indivíduos.

    O povo britânico tomou a decisão de se separar dos ditames de Bruxelas. Se isso significará mais socialismo para a Grã-Bretanha apenas o futuro dirá.
    Além disso, quem sabe vejamos a Escócia se separando da Inglaterra no futuro? Isto também terá apoio dos liberais e/ou libertários. MESMO que escoceses decidam entrar na União Europeia no futuro.
  • Correção  27/06/2016 19:19
    Por exemplo, não devemos deixar de defender a legalização das drogas simplesmente porque socialistas também o defendem.

    Descriminalização das drogas, não legalização. Legalização significa impostos, ou seja, mais dinheiro para burocratas.

    Por exemplo, os cigarros são legalizados, mas ainda há contrabando simplesmente porque o governo encarece a droga por meio do imposto, assim é preferível comprar do tráfico.

    E isso é sim bandeira da esquerda, já que os ''gênios'' acreditam que legalizando as drogas o governo teria mais dinheiro no caixa para gastar com a política de ''bem-estar social''.

  • Stan  27/06/2016 19:37
    Descriminalização sim, sem dúvida, mas legalização é ainda menos pior do que considerar crime alguém que queira introduzir substâncias em seu próprio corpo.
  • Edujatahy  27/06/2016 20:47
    Boa! Obrigado pela correção.
  • Paulo Bat  27/06/2016 22:58
    Senhores redatores

    Muito boa sua análise sobre o Brexit. A algum tempo venho lendo suas análises sobre os mais diversos assuntos.
    Uma das coisas que me atraíram foram os princípios da associação que são os princípios do livre mercado e de uma sociedade livre.
    Agora, lendo alguns artigos, inclusive o atual, vi uma coisa que não coaduna com paz e a liberdade: o ataque ao multiculturalismo e a algo natural à espécie humana à 60 mil anos: a emigração.

    Explico: eu sou natural de Curitiba, filho de descendentes de alemão e polonês. Meu padrinho era descendente de africanos e minha madrinha, descendente de italianos. Estudei num colégio católico, de padres italianos. Meus colegas de colégio eram descendentes de alemães, italianos, portugueses, judeus, árabes, portugueses e caboclos. Meus amigos e vizinhos eram descendentes de italianos, russos, judeus e árabes. Meu melhor amigo é descendente de italianos e macedônicos. Enfim, todos emigrantes e criados num multiculturalismo.

    Após me formar, fui trabalhar no Nordeste (ou seja, emigrei), onde trabalhei por 11 anos e onde conheci minha esposa (descendente de indígenas, turcos, portugueses, franceses e africanos). Em outras palavras, para vocês, meus filhos seriam uns parias, pois seriam uma mistura do multiculturalismo causado pela emigração. Mais ou menos como se proclamou na Alemanha, nos anos de 1930.

    Outro ponto, a espécie humana naturalmente é emigrante. Se assim não o fosse, a mesma estaria até hoje limitada ao continente africano. Mas não, a 60 mil anos atrás a mesma começou a emigrar para fora da África e povoou todo o planeta.

    Para finalizar, o que causa a emigração atualmente é o mesmo que causou a emigração do meu bisavô, da Polônia ocidental, ocupada pelo Império Prussiano: fugir da opressão e da falta de oportunidade e procurar oportunidade numa terra distante e desconhecida
  • Libertário  27/06/2016 23:32
    Gentileza não distorcer e não caluniar. Sempre procure, antes de emitir opiniões provocativas, saber o que o libertarianismo defende.

    Quer discutir livre imigração sob a ótica libertára? Perfeito, comece por aqui:

    Uma teoria libertária sobre a livre imigração

    Sobre multiculturalismo, você parece confundir convivência artificial e forçada (criada pelo governo e suas políticas assistencialistas, que são um chamariz para parasitas de todos os cantos do mundo) com convivência espontânea e voluntária (a qual ocorre naturalmente quando pessoas diferentes migram para o mesmo local com o intuito único de trabalhar duro e prosperar por meio da livre iniciativa).

    Libertários são totalmente a favor da livre migração de pessoas que querem trabalhar, produzir e criar riqueza. E são totalmente contra a invasão de pessoas que querem parasitar e viver à custa dos impostos pagos por terceiros.

    "Para finalizar, o que causa a emigração atualmente é o mesmo que causou a emigração do meu bisavô, da Polônia ocidental, ocupada pelo Império Prussiano: fugir da opressão e da falta de oportunidade e procurar oportunidade numa terra distante e desconhecida"

    Não. Eis a frase correta: "o que causa a emigração atualmente é a procura por estados que ofereçam políticas públicas "gratuitas" pagas pelo contribuinte local. Tanto é que a esmagadora maioria dos muçulmanos emigra para a França e para a Escandinávia, e não para a Suíça.

    Seu avô migrou para o Brasil fugir da opressão nazi-comunista e para trabalhar e prosperar. Aquela era uma época em que os homens tinham fibra e culhões. Tanto é que, no Brasil, nunca houve comunidades formadas por poloneses que se fazem de coitadinhos e posam de vítimas querendo bolsas, cotas e subsídios. Todos eram homens de verdade.

    Essa época, no entanto, já acabou. Hoje, as pessoas emigram atrás de benesses gratuitas.

    Não desonre a memória de seu avô.

    Na Europa, a esquerda descobriu que o "almoço grátis" será pago por ela

    A desastrosa combinação de assistencialismo e burocracia resulta em mortes em massa de imigrantes
  • Capital Imoral  28/06/2016 00:06
    Gentileza não distorcer e não caluniar. Sempre procure, antes de emitir opiniões provocativas, saber o que o libertarianismo defende.
    ----------------------
    Engraçado neoliberal vim falar de calunia.
    Vai pedir para o socialismo, a lei contra a calunia?

    Nelson dos simpsons falando para vocês: HAHA!
    static.minilua.com/wp-content/uploads/2011/04/305078nelsonmuntz.jpg


    Plus do capital imoral, em homenagem ao anarcocapitalismo: static4.comicvine.com/uploads/scale_small/0/4772/151577-94180-mr-burns.gif
  • Paulo Bat  28/06/2016 00:57
    Meu prezado Libertário

    Longe de mim querer distorcer ou caluniar, muito menos emitir opiniões provocativas. Só dei minha opinião sobre um assunto. É assim que funciona a livre discussão de ideias.

    Emigrantes, por natureza, são pessoas que, por diversos motivos, como guerras ou opressões políticas ou econômicas, como ocorria na Europa no século XIX, e ocorrem atualmente em diversas regiões do mundo, abandonam sua terra natal, e tudo o que conhecem, como família e amigos e partem para uma terra desconhecida para tentar melhorar de vida. Por isso, em geral, emigrantes aceitam trabalhos considerados "inferiores" pelos locais, até "barateando" a mão de obra local não qualificada, como ocorre na Alemanha, segundo meus primos em segundo grau que vivem lá. Quando viajo à Europa, o que percebo são os emigrantes trabalhando duro, principalmente nas atividades que os europeus não têm interesse, por ter menor retorno monetário.

    Realmente você tem toda a razão. Os poloneses que vieram ao Brasil tinham fibra. Tenho muito orgulho de meus antepassados. Ajudaram a formação deste pais.

    Outra coisa. Você confundiu-se. Não foi meu avô que migrou durante o período nazista. Foi meu bisavô que migrou para o Brasil, no século XIX, da Polônia ocupada pelo Império Prussiano e, com certeza, não estou desonrando a memória dele. E, me diga, porque eu estaria desonrando a memória dele? Não entendi. Por que faço parte de uma família, esposa e filhos, que é uma mistura de polacos, alemães, portugueses, turcos, indígenas, africanos e franceses? Ah, esqueci, minha nora é filha de italianos. Ou seja, meus dois netinhos são mais multiculturais ainda.

    Você fala que a época de migrantes serem batalhadores acabou e que hoje emigrantes procuram benesses. Não concordo. Não é o que ocorre, por exemplo, com os brasileiros que emigram para os EUA nem com os haitianos que emigram para o Brasil, conforme se vê no dia à dia.

    No mais, minha colocação é só para mostrar que, em minha opinião, uma sociedade libertária não pode ser xenófoba. É só o livre pensar.
  • anônimo  28/06/2016 02:15
    Mas vc caluniou sim.
    'Em outras palavras, para vocês, meus filhos seriam uns parias, pois seriam uma mistura do multiculturalismo causado pela emigração. '

    Caluniou e misturou alhos com bugalhos de uma forma incrível.Primeiro porque imigração e multiculturalismo estão longe de ser a mesma coisa, vc vê os EUA foi feito de vários imigrantes mas que se esforçavam na cultura local.Ou seja emigração não causa necessariamente multiculturalismo.
    E depois como já foi bem explicado, o multiculturalismo a que os libertários se opõe é esse criado pelo estado que atrai gente que quer se aproveitar de esmolas estatais.Gente cheia de direitos, que acha que o país hospedeiro lhes deve alguma coisa etc.

  • Paulo Bat  29/06/2016 22:19
    Prezado Anônimo
    Caro Anônimo

    Pode ser. Afinal só opinei meu ponto de vista. Não afirmei que era a verdade.

    Eu sei que imigração e o multiculturalismo necessariamente não são a mesma coisa. Mas, demora a haver integração entre as diversas culturas imigrantes, entre si e com as locais. Como ocorreu no Brasil. Aqui houve a integração. Só que foi a longo prazo. Nos estados do sul, somente nas décadas de 50 e 60 começou a haver esta integração. Havia inúmeras cidades que só falavam alemão, italiano, japonês, polonês e etc. Meu avô, mesmo, morreu em 1962 e não aceitava que os filhos e netos falassem português dentro da casa dele. Só polonês. E olha que ele era brasileiro, filho de poloneses que chegaram ao Brasil em 1875. Isto era extremamente comum.

    Em relação aos EUA, se algum dia eu resolvesse emigrar para os EUA procuraria analisar e discutir mais o problema deles. Claro que fazer comparações é interessante. Afinal, os EUA são um exemplo positivo de pais feitos por imigrantes, e que deu certo. Agora, no EUA há multiculturalismo. Como lhe falei, imigrantes demoram a se integrar. Leva de uma a duas gerações além do imigrante. É só ver as colônias brasileiras nos EUA.

    A sim, a imigração que ocorreu no Brasil foi patrocinada pelo estado (Império Brasileiro) que trouxe os imigrantes para substituir a mão de obra escrava (em estados como São Paulo) e colonizar a terra (como em Santa Catarina).

  • Eduardo R., Rio  28/06/2016 22:16
  • Emerson Luis  07/07/2016 17:08

    "Desde o início da União Europeia, tem havido um conflito entre os defensores de dois ideais diferentes. Qual postura o continente europeu deve adotar: a visão liberal-clássica ou visão socialista?"

    Parece-me que nos últimos anos apenas o ideal socialista vem atuando na UE.

    * * *
  • Keylor  14/10/2016 12:47
    Gostei muito do artigo, e estou escrevendo um trabalho da faculdade sobre este mesmo assunto.

    Estou buscando em todas as fontes que encontro, inclusive internacionais (de língua inglesa), mas não acho muito sobre os 40 anos +- que o Reino Unido(RU) está na União Europeia(UE), pois seria um assunto que gostaria de abordar, para entender melhor esta relação entre RU e UE.

    Alguém teria alguma dica para me passar?
    Assim que puder vou ver este vídeo do Youtube, que me pareceu bacana a principio.

    Agradeço desde já!!


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