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As taxas de juros negativas na Europa sinalizam a aproximação de uma profunda crise econômica

Hoje, um investidor tem de pagar para emprestar dinheiro a longo prazo para os governos da Alemanha e da Suíça.

A pergunta é inevitável: por que alguém aceitaria pagar para que o governo pegasse seu dinheiro emprestado?

Tal ideia seria completamente inconcebível há não mais que cinco anos.  Hoje, a prática está se tornando uma norma na Europa.

E o pior é que ela faz total sentido hoje. 

Comecemos pelo básico. 

Não há escapatória

Muitas pessoas, normalmente leigas, se perguntam por que pagar para emprestar dinheiro ao governo (que é o que ocorre quando as taxas de juros são negativas) sendo que seria muito mais vantajoso simplesmente deixar o dinheiro parado.  Afinal, no primeiro caso, você está perdendo um pouco do dinheiro; no segundo, você mantém a quantia original intacta.

Essa pergunta é típica de quem não conhece o atual sistema financeiro e monetário.  A esmagadora maioria do dinheiro (mais de 85%) está na forma de dígitos eletrônico; apenas uma quantia mínima (não mais do que 10%) está na forma de cédulas e moedas metálicas. 

Sendo assim, simplesmente não há como investidores que gerenciam bilhões de euros — ou até mesmo aqueles que gerenciam "apenas" milhões de euros — irem até o banco da esquina e sacaram tudo em espécie.  Os bancos não restituem em espécie esses valores.  Eles são legalmente isentos, pelo governo, de fazerem isso.  O dinheiro eletrônico está "preso" no sistema financeiro e não há como esses dígitos serem convertidos integralmente em cédulas e moedas metálicas.  Tudo o que os investidores podem fazer é transferir dígitos eletrônicos de um lugar para outro.  E só.  Não há como sair dos dígitos eletrônicos.

O Banco Central da Suíça, por exemplo, já anunciou que os bancos não mais têm de fornecer cédulas para nenhum fundo de investimento que queira sacar dinheiro.  Uma empresa de seguros tentou fazer isso, mas o banco se recusou.  O Banco Central da Suíça, portanto, fez uma declaração ao mundo: ele deixou claro que não há como fugir do dinheiro eletrônico digital.

Portanto, dado que não há como fugir desse arranjo monetário e bancário, a única maneira de grandes investidores preservarem seu principal é aplicando-o justamente naquilo que é considerado essencialmente um ativo livre de riscos. 

E só há um ativo que seja oficialmente considerado livre de risco: títulos da dívida de um governo considerado financeiramente sólido (alemães e suíços são os que mais se destacam nesse quesito, mais ainda que os americanos). 

Adicionalmente, vale enfatizar que, em uma situação em que as taxas de juros estão em queda, é possível obter elevados ganhos de capital ao se comprar títulos de longo prazo: à medida que os juros vão caindo ainda mais, os preços de mercado desses títulos vão subindo.  Ou seja, se você comprar um título por $ 100, e os juros caírem, você pode revender esse mesmo título por, digamos, $ 102.  Isso é uma taxa de retorno muito positiva, e nada negativa.

O que vem por aí

Tendo entendido agora que fundos de investimento e hedge funds não têm como converter em papel-moeda todos os bilhões de dólares e euros sob sua administração — eles operam com dígitos eletrônicos e esses dígitos eletrônicos podem apenas ser transferidos de um lugar para outro —, fica mais fácil começar a entender o que se passa.

Mas por que então eles simplesmente não deixam esse dinheiro parado em alguma conta-corrente de algum banco?  Afinal, bancos ainda não estão aplicando taxas de juros negativas sobre as contas-correntes.

É aí que a encrenca se revela: tudo indica que os investidores não estão seguros quanto à solidez dos bancos europeus.

Esse fenômeno que está ocorrendo na Europa indica que:

1. Uma crise econômica se aproxima

2. Há uma grande desconfiança em relação ao sistema bancário europeu.  Assim como ocorreu no Chipre, caso os bancos europeus quebrem não mais haverá pacotes de socorro com dinheiro público; os próprios correntistas é que terão de socorrer seus respectivos bancos.

3. Os títulos alemães e suíços são mais seguros que quase todos os outros

Em um cenário de grandes incertezas econômicas e de desconfiança em relação à solidez do sistema bancário, investidores fazem exatamente o que estão fazendo agora: eles direcionam seu capital para aqueles ativos mais seguros que existem, mesmo que para isso tenham de pagar uma taxa (os juros negativos).  E eles pagam alegremente essa taxa, desde que ela lhes garanta proteção.

Mais ainda: caso os juros caiam ainda mais — o que significa que o preço dos títulos está subindo — é possível auferir grandes lucros.

Tendo em mente todo esse cenário, onde você colocaria o seu dinheiro caso fosse rico?

Os grandes investidores já perceberam que os Bancos Centrais não deixarão as taxas de juros de longo prazo subir.  Os BCs estão recorrendo a todos os tipos de heterodoxias monetárias — desde a compra de títulos governamentais de longo prazo até a compra de todos os tipos de debêntures emitidos por empresas — para tentar manter baixas todas as taxas de juros de longo prazo. 

O Japão foi o primeiro a fazer isso.  Começou ainda na década passada.  Após 2008, o Fed fez o mesmo.  O Banco Central Europeu entrou na onda em 2010.  O Banco Central da Suíça fez coro a partir do final de 2011.

E, dado que as taxas de longo prazo tendem a se manter em queda, faz total sentido para os grandes investidores europeus continuar comprando títulos públicos.

Logo, eles estão fazendo exatamente o que fazem em épocas de grande incerteza: tentando manter seu principal.  Eles querem receber de volta o máximo possível do valor total de que eles inicialmente abriram mão.  Para isso, aceitam pagar aos governos alemão e suíço uma "taxa de custódia".

Isso não ocorre nos EUA

Nos EUA, há um serviço privado que não existe na Europa.  São as contas CDARS (Certificate of Deposit Account Registry Service).

Quando você coloca seu dinheiro em um CDARS, ele divide esse dinheiro em várias contas bancárias entre mais de 3 mil bancos diferentes.  Cada conta bancária fica dentro do limite de US$ 250.000 garantido pelo FDIC (o FGC americano) em caso de quebra bancária.

Ou seja, por meio dos CDARS, os milionários e bilionários americanos podem dividir suas fortunas em mais de 3 mil bancos distintos, em montantes que não ultrapassam US$ 250.000 por banco, de modo que o montante total acaba contando com a cobertura da FDIC.  Assim, eles têm a segurança de que serão totalmente restituídos em caso de quebras bancárias, não perdendo nem um centavo.

Na Europa, tal serviço não existe.  Consequentemente, todos correm para os títulos dos governos alemão e suíço.

As taxas de juros que os grandes investidores europeus estão pagando aos governos alemão e suíço em troca de seus títulos nada mais são do que um seguro contra um calote.  Faz muito sentido.

Conclusão

O fato de que milionários e bilionários estão pagando essa taxa aos governos da Alemanha e da Suíça indica que há um crescente temor de que haverá uma monumental contração na economia européia — pior do que qualquer coisa já vista no mundo pós-Segunda Guerra.

Títulos públicos com juros negativos indicam um amplo e profundo temor entre os grandes investidores de que está se avizinhando algo pior do que a crise de 2008-2009. 

"Melhor uma perda pequena e segura do que uma enorme e altamente provável" tornou-se o mantra entre os grandes investidores europeus.

Isso não é alarmismo barato.  Trata-se de uma reação perfeitamente sensata a um cenário inconcebível em 2010.

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Leia também:

A era da insanidade - um resumo das medidas surrealistas dos Bancos Centrais mundiais 

Os Bancos Centrais mundiais são hoje a principal fonte de risco e instabilidade à economia mundial


2 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Filósofo da USP  21/06/2016 14:17
    Começou...
    Agora no IMB todo dia artigos de "Teóricos do Fim do Mundo".

    Sigam os ensinamentos do grande Marx em Economia, obras brilhantes e irrefutáveis.
    Outro grade nome Nikolai Bukharin, igualmente genial.

    No socialismo não teriamos crise - viveriamos em estado de harmonia social e igualdade.
    Riqueza para todos...

    Direto da USP, me pagam para isso: "Propagar a VERDADE".
  • anônimo  21/06/2016 15:23
    Você é mais uma topeira da USP ! Você deve ser mais um doutor ou mestre bolsista oprimido.

    O socialismo não é proibido. Você tem toda liberdade para distribuir sua renda com os pobres. Você tem toda a liberdade para convencer as pessoas, que elas devem distribuir seus salários com os pobres. Você pode abrir empresas sem fins lucrativos, pode produzir produtos baratos para os pobres, pode abrir uma empresa que não faz demissões, etc. Você tem toda a liberdade para ter a mesma renda que os pobres.

    O problema é esse socialismo de estado que faz expropriações e confisca os bens das pessoas. Esse socialismo de estado sempre foi feito por bandidos, terroristas, marginais, etc.
  • anônimo  21/06/2016 16:14
    Perfeito...

    O socialismo sem coerção não é ruim...

    O problema é querer que todo mundo participe a força...
  • Mohamed Attcka Todomundo  21/06/2016 20:58
    Típico Filósofo! que milagre vc por aki. A quanto tempo não nos vemos. vc continua com a cabeça enterrada num buraco e levando no toba, que nem quando nos conhecemos?
  • Irving  04/07/2016 17:46
    Kkkkkkkkkk, no socialismo não teríamos crise. Esse comentário é sério ?
  • Rafael  27/09/2016 15:48
    Pessoal, aparentemente, não entendeu o sarcasmo da mensagem, revelado na última frase em que o "filósofo da USP" diz receber dinheiro para propagar a "verdade".
  • mauricio barbosa  21/06/2016 14:40
    Não entendi a lógica do CDARS,pois contando que 100% dos depósitos bancários estão cobertos por eles,então o FDIC não terá os recursos necessários para cobri-los em uma eventual quebra em massa de bancos insolventes em uma eventual crise catastrófica que se avizinha neste cenário descrito por Gary North.

    OBS:Espero respostas sensatas sem xingamentos e ironias,pois parece que além dos MAVs asquerosos,os adolescentes noviços e cheios de ansiedade logo vem com respostas sarcásticas para cima de qualquer comentário feito e que desagradem-nos,graças a Deus o IMB tem um moderador,pois do contrário essa seção de comentários já estaria poluída de bobagens sem nexo,enfim moderação e temperança cabe em qualquer faixa etária.
  • Magno  21/06/2016 15:13
    O FDIC (assim como o FGC) cobre depósitos até US$ 250.000.

    Se você tem um 1 milhão de dólares e todo esse 1 milhão estiver depositado no mesmo banco, e esse banco quebrar, você só recebe de volta US$ 250 mil.

    Agora, se você dividir o 1 milhão em cinco banco, cada um com US$ 200.000, e esses cinco bancos quebrarem, o FDIC pagará a você os US$ 200.000 por banco, de modo que você nada perderá.

    De resto, não entendi sua hiper-sensibilidade.
  • anônimo  21/06/2016 15:42
    acredito que a pergunta foi, da onde o FDIC vai arrumar recursos para resarcer todos os investidores no caso de uma quebra em massa?
  • Magno  21/06/2016 15:49
    Do Tesouro e do Fed.

    O FDIC é do governo federal. Uma simples Medida Executiva da presidência americana pode autorizar um aporte de dinheiro público para os socorros.
  • Trader Carioca  21/06/2016 16:10
    Amigo Magno,

    Creio que a pergunta do Maurício Barbosa é a seguinte: SE (reforçando, SE) a quebradeira for grande a ponto do dinheiro depositado no fundo não ser o suficiente para cobrir os US$ 250k de todos os depositantes, o que aconteceria?

    A resposta é simples: Calote. O FDIC ou o FGC ou qualquer fundo desses tem uma capacidade limite. Se for excedida, irá quebrar.

    O nosso amigo pergunta : "Mas então cadê a segurança?"

    A resposta é igualmente simples: Nenhum investimento é 100%. O que todos fazem é tentar se proteger. Se a estratégia vai funcionar ou não, aí é outra questão.

    Em se tratando de questões práticas, o relatório de fechamento de 2015 do FGC diz que eles têm cerca de 221 milhões de clientes sob o guarda-chuva (lembrando que pode haver repetição de CPF) e que eles precisam cobrir R$ 1 trilhão em depósitos elegíveis. Como fazer isso com um PL de R$ 48 Bi?
  • Magno  21/06/2016 16:21
    Por que vocês dão de barato que o governo não utilizará dinheiro público para socorrer os bancos? A minha aposta é nisso.

    Não há a menor hipótese de o governo americano permitir a quebra de bancos. Isso já ficou mais do que evidente. Haverá haircuts sim, mas o limite do FDIC será respeitado, nem que para isso se utilize dinheiro público.

    Afinal, se o governo não honrar a promessa feito pelo FDIC, toda a confiança no sistema bancário se esvai. Aí sim é o apocalipse.
  • Trader Carioca  21/06/2016 17:15
    Magno,

    Eu não sei no caso do FDIC, mas o FGC é PRIVADO. A garantia NÃO é do governo.

    Numa quebradeira generalizada, o governo possivelmente resgataria os principais bancos pq se quebrarem nada ficaria em pé na economia e isso,na visão do governo, é o pior dos mundos.

    Então, na minha humilde opinião, ninguém precisa se preocupar com o FGC sob essa ótica. Nenhum banco grande quebraria sem uma tentativa de resgate pelo governo mesmo.

    Sendo assim, o FGC só precisaria se preocupar com bancos médios, e para isso ele é saudável e capaz de garantir a cobertura.
  • Magno  21/06/2016 18:03
    Sim, o FGC é privado. Mas o FDIC não.

    www.fdic.gov/

    Estou debatendo aqui o FDIC e não o FGC.
  • Alex Ran  23/06/2016 01:12
    Mauricio Barbosa,

    Quanto ao CDARS - Se o seu dinheiro está distribuído em 3.000 bancos como disse o artigo, todos eles teriam que falir para você perder tudo. Mesmo num cenário apocalíptico digamos que 1.500 bancos quebrem, então você perderia metade do valor.

    Quanto ao FDIC (ou FGC no Brasil) - Realmente é uma ilusão; é igual a essas máscaras de oxigênio e colete salva vidas de avião; o objetivo mesmo é fazer com que os passageiros se sintam mais seguros porque se o avião cair todo mundo vai morrer mesmo; vale mais pelo efeito psicológico; fazer os investidores se sentirem mais seguros para poupar e assim o país ter mais dinheiro para investimentos. O FDIC ou FGC só vão funcionar mesmo em caso de falências pontuais.

    O que Mises diz no seu livro Ação Humana sobre segurança: "Descobre que no quadro de uma sociedade de mercado não há lugar para uma riqueza que não seja dependente do mercado. ... Não há neste mundo nada que se possa chamar de estabilidade ou segurança e nenhum esforço humano será capaz de criá-las."

    Resumindo, se o mercado para de funcionar - e todos os bancos quebrarem - nenhuma riqueza estará a salvo; exemplo prático a Venezuela. A segurança total não existe porque o ser humano é imprevisível.
  • Professor  23/06/2016 02:53
    "Se o seu dinheiro está distribuído em 3.000 bancos como disse o artigo, todos eles teriam que falir para você perder tudo."

    Nem assim. Se cada depósito em cada banco foi inferior a US$ 250 mil, o correntista recebe o valor integral que depositou em cada banco.

    Se você tem U$S 250 mil em cada um desses 3.000 bancos, e todos eles quebram, o FDIC paga US$ 250 mil por banco para você.

    Ou seja, você não perde absolutamente nada.

    Logo, também está errada a sua afirmação de que "digamos que 1.500 bancos quebrem, então você perderia metade do valor." Não perde nem metade. Ele recebe tudo de volta.
  • Alex Ran  24/06/2016 12:30
    Estava me referindo à suposição que Mauricio Barbosa fez: que o FDIC não teria fundos suficientes para cobrir todos os depósitos do país no caso de uma quebradeira geral e por isso ele não entendeu a lógica do CDARS. Assim apenas considerei as duas garantias individualmente. Considerando só o CDARS, na hipótese do FDIC não ter fundos, todos os 3.000 bancos teriam que falir para perder tudo e se 1.500 quebrassem perderia só metade. É uma dupla segurança.

    Mas desconsiderando essa previsão apocalíptica, você está certo: US$ 250 mil por cada banco.
  • Pepe Legal  21/06/2016 14:44
    Na Alemanha cada correntista tem uma protecao de 100k€ por instituicao.
  • Matheus B.  21/06/2016 14:47
    Não entendo por que o valor do título da dívida sobe quando os juros caem. Alguém poderia me explicar a lógica disso?
  • Professor  21/06/2016 15:14
    Imagine que o Tesouro emitiu uma LTN cujo valor de face é R$ 1.000 e seu vencimento se dê em um ano. O preço de compra desse título vai ser definido pela oferta e demanda. Suponhamos que você tenha arrematado o título por R$ 800. Dali a um ano o Tesouro vai pagar-lhe R$ 1.000. Sendo assim, esse título está pagando juros de

    (1.000 - 870) / 870 = 15% ao ano

    Agora suponha, no dia seguinte, os juros desses títulos subiram para 20%.

    (1.000 - X) / X = 20% ao ano.

    Faça os cálculos e você verá que o novo valor do título no mercado será de R$ 833.

    Assim, um título que foi comprado por R$ 870, agora está sendo negociado a R$ 833.

    Se o preço de um título sobe, seus juros caem. Juros sobem, preço dos títulos cai.
  • Matheus B.  21/06/2016 15:53
    Entendi, Professor, obrigado!
  • Fabiano  21/06/2016 16:09
    Sou leigo, mas vou me arriscar a tentar deixar mais claro, isto se interpretei bem a pergunta. O valor aumenta pelo motivo da confiabilidade dos títulos. Num cenário de incertezas, a tendência é que investidores corram para o que é mais confiável. Sendo assim, os títulos confiáveis terão uma procura maior, e quem os tem certamente valorizará estes títulos. E quanto maior a procura, mair o valor do título.

    Por favor se eu estiver errado por qualquer equívoco, me esclareçam também.
  • Pobre Paulista  21/06/2016 15:47
    Um título de juros zero não é financeiramente equivalente a uma cédula de dinheiro?
  • Professor  21/06/2016 15:56
    Se o juro se mantiver eternamente em zero, sim.

    Mas não é isso o que acontece. Os juros dos títulos públicos variam diariamente (quem opera Tesouro Direto sabe disso).

    Se você comprar hoje um prefixado com juro zero, e daqui a um mês ele estiver com juros negativos, o preço dele subiu. Isso significa que você ganhou dinheiro. Caso você o revenda, você teve uma rentabilidade positiva.
  • Pobre Paulista  21/06/2016 16:39
    @Professor

    A minha pergunta, no fundo, foi:

    Se títulos (de qualquer prazo) a juros zeros equivalem à cédulas, então não há exatamente um problema na restrição aos saques, porém, emissão de títulos não equivale, portanto, à impressão de dinheiro? Dado que no vencimento de um, bastaria emitir outro para pagar o anterior...

  • mauricio barbosa  22/06/2016 16:26
    Juros negativos não aumentam o preço dos títulos do Tesouro Nacional.
  • maurício barbosa  23/06/2016 02:04
    Juros positivos e preços dos títulos variam de forma inversa,mas com juros negativos tal relação não se verifica.
  • Professor  23/06/2016 02:55
    É óbvio que se verifica, meu caro.

    Exemplo: você compra um título por $1.010 e o governo promete lhe pagar $ 1.000 no vencimento daqui a um ano. Isso dá uma taxa de -0,1% ao ano. (Arredondei o valor).

    Aí as taxas caem mais ainda, indo para -0,20%. Conseqüentemente, o preço subiu de $1.010 para $ 1.020 (arredondei o valor).

    Se você revender por $1.020 o título que você comprou por $1.010 você teve $ 10 de lucro.
  • mauricio barbosa  23/06/2016 20:46
    Obrigado professor agora compreendo que mesmo os juros negativos não tendo uma relação inversamente proporcional aos preços dos títulos,são lucrativos.Um abraço e com isso nós calamos a boca da esquerda que gosta de tachar-nos de alienados e imbecis e esquece que estamos antenados com a realidade e aprendemos uns com os outros. Viva o IMB esse oásis de sabedoria em meio as trevas estatista.
  • Felipe  21/06/2016 15:54
    Matheus,

    Se você quiser uma explicação bem detalhada (para ler quando tiver mais tempo), sugiro este artigo.

  • Matheus B.  21/06/2016 17:24
    Ok, obrigado, Felipe, vou ler sim.
  • anônimo  21/06/2016 14:49
    Crise ? O BNDES acabou de liberar 73 milhões para a Renner.

    São os campeões do lobby, da rasteira, e da trairagem.

    www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20160527_renner.html
  • Capital Imoral  21/06/2016 14:50
    Continuando a minha série de textos para acordar os neoliberais.
    Portanto vamos falar da crise que a troca voluntária gerou no ser humano.
    -----

    O que você é adinilson?
    adinilson esta a pensar...o que sou eu? Eu sou um bicho.
    Um bicho, adinilson. Um bicho.
    adinilson esta no sertão nordestino, o bicho homem, não sabe falar, fala pouco pois não tem repertório. O bicho adinilson não sabe ler, o socialismo não chegou para adinilson.

    Helio beltrião, o que você é, Hélio beltrião?
    Eu sou o capital, pensou Helio beltrião, eu sou o capital.
    Eu não tenho espirito, pois o meu mundo é o capital, o meu mundo é a matéria.
    Sei ler, sei escrever, sei falar uma língua estrangeira, sei explorar o homem, eu sou o capital. O capitalismo chegou para Helio beltrião, o dono da fazenda.

    O bicho homem, chegou na fazenda de Helio beltrião.
    adinilson tem uma mulher, 2 filhos, e um cachorro. Chamado baleia.
    As vezes adinilson pensa que é igual a baleia, ele vive dos restos e das letras minusculas que compõe o seu nome. O capital roubou seu nome adinilson.

    Pois meu senhô – falou adinilson.
    - mi veja um emprego, estou morrendo de fome e sede.

    Hora mas é claro que sim, respondeu Helio beltrião, com o sorriso do capital.
    Mal sabe adinilson, que Helio beltrião, vai transformá-lo em seu escravo legalizado pela sociedade ocidental, e ainda vai dizer, "Tenha orgulho de ser meu empregado,ti dei comida, casa, roupa, me trate como o Deus na terra, o Deus da matéria."

    Helio beltrião vence mais uma vez, o capitalismo vence mais uma vez. Senhor adinilson não sabe fazer conta, senhor adinilson só tem o corpo e nada mais, ele é uma maquina, e como maquina está ficando velho.

    Passa 60 anos.
    60 anos se passa.
    60 anos de escravidão do capital.

    Helio beltrião vê que adnilson não é mais tão produtivo quanto antes, o capital não tem dó, o capital não tem compaixão, expulsou o velho adnilson e sua família. Afinal foi apenas um negócio de homens, não existe a desigualdade intelectual, mas adinilson sempre pensa, "tem alguma coisa de errada, eu sei que tem".

    O velho adinilson segue para a cidade grande, para tentar sobreviver.

    O que adinilson tem? O seu corpo, o socialismo não chegou para adinilson.

    O que Helio beltrião tem? O Mundo, o capitalismo chegou para Helio beltrião. Parabéns Helio beltrião, você conquistou o mundo, ele é seu, a matéria é toda sua, vamos ignorar adinilson, ele não existe, Ela é uma peça da sua vida, assim com um empregado qualquer, não falemos mais sobre ele.

    A vida segue, fingimos que não houve nada de errado, vamos ignorar a voz obscura do capital imoral, aquela voz incomoda, que diz que tem algo errado, quando queremos acreditar que está tudo certo.

    O homem traiu o homem.
  • Rodrigo  21/06/2016 17:30
    Rolando de rir.
  • Primo  22/06/2016 10:13
    "Eu não tenho espirito, pois o meu mundo é o capital, o meu mundo é a matéria.
    Sei ler, sei escrever, sei falar uma língua estrangeira, sei explorar o homem, eu sou o capital."


    Sim Capital Imoral, você é o capital, por definição ortográfica e por suas sucessivas ações. Quando você escolhe tomar café em uma cafeteria ao invés de você fazer seu próprio café, você é o capital, você está direcionando a economia e dando um sinal de como quer que o mundo se comporte. Quando você derruba seu café no chão da cafeteria e fica olhando com um sorriso sínico na cara esperando alguém limpar sua sujeira, você é o capital. Você pode não ter percebido ainda, mas todos que acompanham esta sitio são os verdadeiros socialistas. O socialismo só irá funcionar quando os recursos forem abundantes e não houver mais escassez. Para isso é necessário um forte capitalismo, é necessário deixar os empreendedores agirem livremente, para que eles percebam que para atender intelectuais é necessário ter cafeterias, e que nas cafeterias é necessário ter babador. Um intelectual, ou um grupo deles, jamais chegaria a tal raciocínio, somente empreendedores ávidos por dinheiro conseguem. Dessa forma, deixe de ser contra revolucionário, seja um empreendedor, ajude o capitalismo extinguir a escassez e quando isso acontecer o socialismo será naturalmente o sistema dominante na sociedade. Somente por meio do capitalismo podemos atingir uma sociedade de cultura e paz.
  • LOUCO  22/06/2016 18:53
    Não entendi seja capitalista ao extremo para ser socialista, juro não entendi nada
  • Primo  23/06/2016 10:39
    Olá LOUCO 22/06/2016, comece lendo o comentário do Capital Imoral 17/06/2016 no artigo " O Reino Unido e sua eventual saída da União Europeira", então vamos correlacionar capitalismo ao extremo com socialismo.

    O socialismo só é difícil de ser aplicado devido a escassez de bens e serviços que a sociedade deseja. Caso tivéssemos um cenário no qual tudo que o ser humano desejasse fosse oxigênio, não haveria o porque de haver capitalismo, o bem oxigênio é abundante e disponível para todos e não necessita de esforço algum para obter-lo. Como temos escassez o capitalismo é necessário. Com o livre mercado conseguimos quantificar de forma mais eficaz as inúmeras necessidades da sociedade por meio do sistema de precificação. É notório que a evolução tecnológica e o capitalismo faz os bens de consumo, de serviços e bens de produção terem paulatinamente seus preços decrescentes ao longo do tempo. O mais interessante em toda essa história é a redução dos preço de bens de produção. Cada dia está mais fácil obter e operar bens de produção, devido a redução de preço e disponibilidade de conhecimento. Pense no investimento para se criar o facebook, para se comprar um enxada um pouco de terra e plantar uma arvore (feijão tomate) que lhe darão frutos, para se criar galinhas para vender seu ovo ou sua carne. Com os bens de produção tendendo a zero, não á necessidade de se sociabilizar por meio da força os bens de produção e destruir a propriedade privada. E por ai vai, espero que tenha compreendido, caso contrário nos vemos no hospício .
  • anônimo  22/06/2016 14:37
    Pare com os entorpecentes.
  • George Orwell  24/06/2016 12:58
    O socialismo chegou para os venezuelanos. É por isso que a Venezuela agora é o paraíso na terra, uma terra onde mana leite e mel, onde não há fome, não há pobreza, todos são felizes e prósperos.
  • Fernando Ulrich  21/06/2016 14:56
    O que Gary North não comenta é que a queda dos juros (ou o aumento do preço dos títulos) está ocorrendo em todos os títulos soberanos, independentemente do emissor, e em toda a curva de juros, e também nos bônus corporativos Investment-Grade e High-Yield (especulativos) também. As ações também estão bastante elevadas.

    Embora a "fuga para ativos livres de risco" seja um fator, há outros fenômenos em jogo que North não abordou.

    Se o cenário fosse apenas de apreciação nos bônus seguros de Alemanha e Suíça e o restante estivesse estável ou caindo e não houvesse intervenções pesadas do BCE, poderíamos concordar que os investidores estão esperando uma contração sem precedentes. Mas há mais em curso do que apenas um vislumbre de recessão profunda.
  • Guilherme  21/06/2016 15:12
    "a queda dos juros (ou o aumento do preço dos títulos) está ocorrendo em todos os títulos soberanos, independentemente do emissor, e em toda a curva de juros"

    Queda dos juros, sim. Juros negativos em títulos de longo prazo, não. Esse é o ponto.
  • Fernando Ulrich  21/06/2016 15:21
    Como vc chegou a essa conclusão? Leia o artigo que escrevi há poucos dias.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2435
  • Guilherme  21/06/2016 15:38
    Cheguei a essa conclusão com o seu próprio artigo. Nele você mesmo diz que os juros negativos de longo prazo só estão ocorrendo para Alemanha, Suíça e Japão. Não?

    Há outros títulos de longo prazo também com juros negativos?
  • Fernando Ulrich  22/06/2016 12:38
    Veja o comentário do Mario Draghi abaixo. Este é o ponto.
  • Gabriel  21/06/2016 15:09
    Realmente essa bolha dos títulos soberanos é algo assustador, e na hora que ela estourar aí as coisas vão ficar bem complicadas.
  • robson wesley  21/06/2016 15:13
    Excelente artigo!

    Minha pergunta é direcionada aos nossos títulos públicos:

    - É seguro investir no tesouro direto tendo em vista que o endividamento do país hoje é extremamente alavancado?

    Não temos essa tal taxa negativa que, segundo o texto, serve como um seguro para os investidores. Administro o dinheiro da minha família e aloco o capital de maneira eficiente criando um hegde natural, 30% RV, 30% RF(tesouro direto), 30% dolar e 10% ouro, o que me deixa sempre preocupado com relação ao futuro é calote . . .

    Podem me indicar um artigo ou escrever algo nesse sentido, dos títulos públicos do Brasil?
  • Auxilair  21/06/2016 15:17
    Pode comprar sem medo.

    Juro que não entendo por que insistem nessa tese de calote da dívida interna.

    Para começar, isso seria uma incrível burrice: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo déficit primário, o governo não paga nem o funcionalismo público se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando justamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve disponível. Você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e permite fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela deu calote. Aliás, nem mesmo a Argentina fez isso (ela deu o beiço nos estrangeiros, mas não nos nacionais).

    Sim, haverá calote, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de cidadãos nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político (aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo).

    Mas antes disso ainda haverá cortes na saúde e na educação. Haverá vendas de ativo na bacia das almas (como já está acontecendo na Petrobras). Haverá privatizações. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    A menos, é claro, que essa gente seja burra demais (ainda mais burra que o governo venezuelano). Aí, realmente, tudo pode acontecer.
  • Tannhauser  21/06/2016 16:27
    Pena que os títulos pré-fixados do Tesouro, que no início do ano pagavam 16,5%, hoje só pagam 12,5%.

    A Dilma era bem mais generosa com os rentistas. :(


  • Auxiliar  21/06/2016 16:44
    Volta, Dilma! ;)

    No dia 22 de janeiro, comprei Tesouro IPCA a 7,82%. Hoje tá em 6,11%. Considerando a inflação do período, já ganhei nada menos que 41% em seis meses.

    Também comprei Tesouro Prefixado a 16,11% em fevereiro. Hoje tá em 12,71%. Ganho de 26,7% em quatro meses.

    Isso é mais que Bitcoin.
  • Eduardo  21/06/2016 18:14
    Bitcoin triplicou em 12 meses, fera, baixa a bola.
    Vai com fé cega na capacidade do governo federal de honrar essa dívida para ver onde vc vai parar. Pode até receber, mas não sei o que vai fazer com um papelzinho sem valor.
  • anônimo  21/06/2016 18:03
    "Investir" no Tesouro Direto é ser tão parasita quanto um funcionário público já que o investidor vai obter seus rendimentos por meio dos impostos ou por meio da impressão de moeda.
  • Realista  21/06/2016 18:35
    1) Seu raciocínio é válido apenas e tão-somente para o cara que já recebeu de volta juros e principal. Quem apenas aplicou, mas ainda nada resgatou (e só irá receber em 2035, que é quando os títulos IPCA vencem), está financiando o governo, e não parasitando.

    Você pode, aí sim, dizer que tal pessoa é cúmplice de organização criminosa, pois está conscientemente dando dinheiro para uma quadrilha manter seu aparato opressor. Este sim é um belo argumento. E eu não tenho resposta para ele. Agora, dizer que o financiador é na verdade um parasita, bom, aí já é inverter a lógica.

    2) Lamento lhe informar, mas, ao menos que você tenha todo o seu dinheiro em espécie guardado embaixo do seu colchão, você também financia o governo (ou, pela sua lógica, você também é um parasita do governo).

    Seu dinheiro está em CDB? Pois saiba que o banco o aplicou em títulos do Tesouro. E é com esse rendimento que o banco vai remunerar o seu CDB.

    Seu dinheiro está num Fundo DI? Está no fundo de renda fixa? Mesmíssima coisa.

    Até mesmo o rendimento da poupança, cuja rentabilidade é determinada pelo governo, também é pago com o dinheiro que o banco ganha em títulos do governo. (Como você acha que Bradesco e Itaú, que pouco emprestam para a compra de imóveis -- pois isso é um quase monopólio da CEF e do BB --, remuneram suas cadernetas de poupança?)

    Aliás, carai, mesmo que 100% do seu dinheiro esteja em ações, essas empresas também aplicam parte de suas reservas em títulos do Tesouro. E é com esse dinheiro que eles irão pagar os dividendos.

    Não tem escapatória. O governo está em todos os lados.
  • anônimo  21/06/2016 18:09
    Robson.

    30% do patrimônio em dólar é muita coisa. Toda e qualquer moeda estatal é um péssimo investimento para o longo prazo pois elas SEMPRE se desvalorizam com o tempo.

    É claro que no curto prazo uma moeda pode valer mais do que a outra e você pode lucrar no processo como é o caso do dólar que subiu nos últimos anos.

    Basta lembra que nos tempos de FHC 1 dólar = 4 reais e hoje 1 dólar = 3,40 reais.
  • anônimo  21/06/2016 18:12
    Uma coisa que me faz pensar: Se os juros no Brasil são altos e os títulos públicos brasileiros são seguros pq esses investidores não colocam o seu patrimônio aqui?

    Ou será que esses investidores tb acham que o Governo brasileiro vai dar calote nos títulos públicos?
  • Leandro  21/06/2016 18:24
    Incertezas cambiais.

    1) O cara traz US$ 100 dólares pra cá e converte para R$ 350 reais (taxa de câmbio de 3,50).

    2) Aplica esses R$ 350 em títulos do Tesouro que rendem a SELIC.

    3) Daqui a um ano, ele terá R$ 400 brutos (ganho de 14,25% ao ano).

    4) Com o IR de 17,50%, ele terá R$ 391.

    5) Um bom ganho, certo?

    6) Mas agora ele tem de reconverter R$ 391 em dólar e ir embora. Afinal, nos EUA e na Europa, a moeda corrente não é o real.

    7) No entanto, nesse ínterim, o câmbio foi de R$ 3,50 para R$ 4.

    8) Ao converter os 391 reais em dólares a um câmbio de 4, ele terá US$ 97,75 -- menos do que tinha antes.

    9) Conclusão: ele perdeu dinheiro com a desvalorização cambial, não obstante ter ganhado muito dinheiro em reais.

    Este site vem insistindo nesta questão do câmbio há anos, mas a coisa simplesmente não clica.
  • Douglas Rodrigues  21/06/2016 18:49
    ''Incertezas cambiais.
    9) Conclusão: ele perdeu dinheiro com a desvalorização cambial, não obstante ter ganhado muito dinheiro em reais.''
    Então, Leandro, desvalorização cambial afasta os investidores estrangeiros, logo a valorização cambial atrairia. Mas o que promove a desvalorização e a valorização?
  • Leandro  21/06/2016 19:41
    As políticas do governo.

    A moeda é monopólio do governo. O governo está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade do governo que a gerencia influencia diretamente a qualidade desta moeda.

    Se o governo tem uma política fiscal ruim, se ele não gera nenhuma confiança na população, se ele trava os investimentos, se sua política creditícia é ruim, e se ele é visto como relutante em atacar seu déficit e estancar o crescimento da dívida, então sua moeda será fraca e, consequentemente, o poder de compra dela será declinante.

    Se o governo for o contrário disso (pense na Suíça), sua moeda será forte.

    Artigos:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304
  • Rhyan  22/06/2016 01:45
    Por que a Suíça, que tem uma moeda forte, também está brincando de taxa de juros negativas? Ela não faz parte da UE e, pelo que eu saiba, não tem uma dívida pública exorbitante.
  • Gosling  22/06/2016 02:01
    Em primeiro lugar, vale lembrar que taxas de juros baixíssimas são a consequência de uma moeda forte. Moeda forte significa inflação de preços nula ou mesmo deflação (e a Suíça está em deflação de preços). Com inflação de preços nula, as taxas de juros também tendem a ser nulas. Dado que ninguém prevê queda no poder de compra da moeda, ninguém exige juros altos.

    Entendido isso, vale ressaltar que as taxas de juros dos títulos públicos de longo prazo não são controladas pelo Banco Central de nenhum país do mundo. Eles reagem de acordo com a demanda por elas. Quanto maior a demanda por títulos, maior o preço dos títulos, e menores as taxas de juros. A demanda por títulos suíços está explosiva, daí estarem em território negativo.

    Tendo tudo isso em mente, leia esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1101
  • Rhyan  26/06/2016 01:44
    Compreendo que um país com uma moeda forte tenha baixas taxas de juros, mas zero ou taxas negativas são absurdas, só podem ser provocadas pelo intervencionismo. Esse artigo do Ulrich explicou bem o motivo.
  • Tiago  21/06/2016 15:57
    E a situação bancária brasileira também não é exatamente das melhores. Com a bancarrota da Oi e das empreiteiras, será que os bancos estão preparados para os calotes que receberão?

    Eu não deixaria dinheiro em CDB. Ou você coloca num fundo de investimento do próprio banco (que tem administração separada e cujos ativos e passivos não são do banco) ou vai pro Tesouro Direto. Foi isso que eu fiz.
  • Tiago  21/06/2016 17:06
    Ó o que tô falando:

    A partir da situação da operadora de telefonia Oi, o mercado agora tenta estimar o efeito que isso terá sobre o setor financeiro. Segundo cálculos do Citi, considerando o pior cenário em que a exposição bruta ao crédito do Itaú, Banco do Brasil e Bradesco é em torno de R$ 7 a R$ 8 bilhões para cada um e zero de reserva para perdas na exposição a esse crédito, o impacto no lucro após impostos seria de R$ 4 bilhões para cada banco.

    "Embora acreditamos que o mercado veja isto como perdas não recorrentes, elas impactariam o valor patrimonial dos bancos (e assim o capital), dado que elas representam de 4% a 5% de seus valores patrimoniais", avaliam os analistas.

    www.financista.com.br/noticias/bancos-e-petrobras-derrubam-ibovespa
  • Douglas Rodrigues  21/06/2016 15:58
    Leandro, uma ajuda, se possível. Quando essa crise chegar na Europa, como ela afetará o Brasil?
  • mauricio barbosa  21/06/2016 17:39
    A Europa e os Estados Unidos podem implodir suas economias,mesmo assim o Brasil não será afetado,pois o que afetará nossas finanças é se o governo ao invés de diminuir seus gastos e desregulamentar a economia fazer gastos e mais gastos,inflacionar a economia ai sim a crise externa será uma tormenta para nós,enfim o vilão é sempre o estado com crise ou sem crise.
  • mauricio barbosa  28/06/2016 14:54
    Douglas Rodrigues,sugiro a leitura do artigo aqui do IMB:

    "Os quatro tipos de austeridade - por que o governo cortar gastos é positivo para a economia".

    Esse artigo demonstra por A+B por que o estado é o causador de crises econômicas, empobrecimento do povo,desemprego e ao querer culpar os outros,crises externas,dívidas externas,não passa de espantalho para enganar os eleitores e perpetuarem-se no poder.
  • Andre Fernandes  21/06/2016 16:48
    Uma dúvida que me surgiu ao ler o artigo. Se alguém puder ajudar...

    Entendo a parte de que 85%+ do dinheiro do mundo só existe de forma virtual.

    A pergunta é: se todos os BCs do mundo decidirem, em conjunto, que devemos sair deste cenário para um mais seguro (sem reservas fracionárias, se possível), como se daria esse processo?

    Existe uma forma de reverter esse quadro e voltarmos a um modelo onde o dinheiro do mundo seja real (físico)? Quais seriam as consequências disso?

    Fiquem a vontade para criticar caso a pergunta não faça sentido, mas se puderem justificar ajuda bastante...

    Abraços
  • Bastos  21/06/2016 17:01
  • mauricio barbosa  21/06/2016 19:01
    Artigo estupendo e prova por a+b que toda crise pode ser resolvida sem alarmismos...
  • mauricio barbosa  24/06/2016 04:13
    Artigo estupendo a que me referi é o artigo 1533.
  • Andre Fernandes  24/06/2016 14:22
    Show, muito obrigado pela indicação!
  • Renato  21/06/2016 17:30
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Fabio  21/06/2016 19:49
    E eu aqui indo construir robos investidores ... leio estas coisas e me dá vontade de estocar lenha ou ir atrás deste cara: https://www.youtube.com/watch?v=P73REgj-3UE (para descontrair, coisa de macho primitivo e quem sabe um dia precisemos disto!)
  • Bruno  21/06/2016 20:05
    Quero ver oq os keynes vão falar quando a bomba explodir,vão culpar os liberais,pode ter ctza.
    Por isso é legal quando vcs preveem crises e alertam sobre tais atitudes nocivas,isso serve como prova quando ele vierem jogar a culpa nos liberais.

    OFF:

    Enquanto isso,no Brasil alem de todo o resto,ainda temos instituições como o CADE.Vale a pena ler como é sem fim o estadismo aqui.

    carros.uol.com.br/noticias/redacao/2016/06/20/cade-acusa-fiat-ford-e-vw-de-monopolio-em-fabricacao-de-pecas.htm


    Lamentável e surreal uma notícia dessa.
  • Marcio  21/06/2016 20:16
    O bitcoin ainda não atingiu o pico máximo de valorização, né? Existe alguma outra criptomoeda que possa supera-lo?
  • Paulo Azevedo  21/06/2016 20:37
    Pois é caro filósofo da USP,

    Se você defende o socialismo, em pleno século XXI, acho que você anda meio desinformado, ou será que não leu os jornais sobre a queda do muro de Berlim nas últimas décadas? O fim da URSS? O colapso do "Socialismo Real"?(eufemismo criado pelos marxistas franceses).Se você não sabe, o século XIX acabou. Mas admiro sua lógica, já que a USP e outras universidades públicas sempre foram pródigas em defender regimes totalitários ( desde que sejam de esquerdas, é claro) e você só está seguindo o que elas defendem. Só não entendi a sua covardia, pois se esconde por meio de pseudônimos, ou tem medo de uma discussão verdadeiramente filosófica?
  • Livre mercado  21/06/2016 23:33
    I´ll be back, soon.
  • Jadson Nascimento  22/06/2016 01:18
    Não entendi o seguinte: Se os Europeus estão preferindo perder dinheiro comprando títulos alemães e suíços, por que eles ao invés disso não depositam em bancos americanos?
  • Mario Draghi  22/06/2016 01:40
    Mas eles (ainda) não estão perdendo dinheiro. E esse é o ponto. Todos os juros estão caindo, o que significa que os preços dos títulos estão subindo.

    Sendo assim, não interessa se a taxa é positiva ou negativa. O que interessa é que, enquanto ela estiver caindo, é possível ganhar dinheiro.

    Você compra hoje a -0,10%, os juros caem amanhã para -0,20%, você revende, e ganha um bom retorno positivo.

    Ainda mais com o BCE prometendo fazer QE atrás de QE, comprando tudo quanto é título, o retorno positivo é garantido.
  • Juliana  22/06/2016 23:40
    Interessante é que que títulos, com rentabilidades negativas, continuarem sendo atrativos — ainda mais assim, como se pudessem cair em uma espiral "deflacionária" infinita — não era bem o resultado esperado pelos governos e pelos bancos centrais.

    Parece que a intenção era justamente que acontecesse o contrário. Principalmente agora, devido às potenciais turbulências de um Brexit, quando todos estão procurando aplicações mais seguras. As taxas negativas deveriam ser quase que uma forma de punição, pelo fato de as pessoas serem tão temerosas e não se disporem a correr riscos.

    Agora, no caso dos títulos de longo prazo, eu quase que dou razão para os bancos centrais. Teoricamente, quando uma pessoa faz um investimento de longo prazo isso significa que ela está abrindo mão de usufruir alguma coisa no presente, visando um benefício maior no futuro e... Ah, deixa pra lá! Esse é só mais um fundamento que foi mandado para o espaço pela própria existência dos bancos centrais e regulações do mercado financeiro. E desta vez eu ainda não encontrei nenhuma palavra no dicionário que descreva essa nova emoção.
  • jose  23/06/2016 00:58
    Pessoal, o Ciro Gomes toda semana participa de palestras largando o pau na escola austríaca, a Escola Austríaca não tem ninguém de peso para fazer o debate que ele tanto quer? Porque pelo que parece o Ciro Gomes está afinadíssimo nas respostas. Toda semana ele faz os mesmos discursos de mais Estado, de mais controle, de soberania e outras coisas socialistas. Seria Interessante ver alguém de peso para confrontá-lo, seria muito interessante para assistirmos um ótimo debate. Ele deixou o COnstantino mais baixo que rabo de cavalo, este não serve. Tinha que ser uns dos que escrevem os artigos tão bem elaborados, que conheçam a fundo a máquina pública, pois o Ciro parece manjar muito.
  • Ricardo  23/06/2016 01:09
    Já está marcado. Ver seção de comentários deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2440
  • jose  23/06/2016 02:16
    Este Rodrigo Marinho, escreve artigos para o mises.org?
    Alguém conhece ele? sabe se ele aguenta o tranco mesmo? ou será outro Constantino que foi presa fácil para o Ciro.
  • Observador  24/06/2016 13:55
    Vai ser mais um Constantino.
  • mauricio barbosa  24/06/2016 17:05
    José e Observador se o Ciro Gomes deixar o Rodrigo Marinho falar e argumentar vou ficar com vergonha e dó do Ciro,pois do contrário será uma perda de tempo bater de frente com aquela topera que é o Ciro.
  • Pobre Paulista  23/06/2016 01:28
    Sério, pra que se rebaixar a isso?
  • robson wesley  23/06/2016 16:13
    Pessoal, comentei acima que faça a estão do dinheiro da minha família, e lendo o artigo me sobreveio algo interessante . . .

    SE emprestasse dinheiro nesses países com taxa de juros baixas ou negativas (dinheiro barato) e investisse nos países emergentes como o Brasil, em títulos públicos é claro, não ganharia um SPREAD interessante sem ter que tirar dinheiro do bolso, usando somente dinheiro do mercado financeiro?

    Alguém do instituto pode dar seus pitacos?
  • Carlos  24/06/2016 01:16
    Uma dúvida: Por que o ouro não está valorizando de maneira mais expressiva, já que seria uma ótima alternativa aos juros negativos nesse momento?
  • Leandro  24/06/2016 01:40
    1) Ouro é um ativo procurado majoritariamente para se proteger da inflação. E não há ameaça de inflação de preços nem nos EUA, nem na Europa, nem na Ásia.

    2) Ouro não é um bom investimento em cenário de deflação de preços ou mesmo de inflação zero, não rende juros (pré-estabelecidos) e especular com ele é algo muito mais incerto do que especular com títulos públicos, cuja valorização dos preços é praticamente garantida por causa das intervenções dos bancos centrais.

    3) Não conheço as lâminas dos fundos de investimento europeus, mas não acredito que suas regras permitam o direcionamento de uma grande parte do dinheiro de seus clientes para o ouro (mas isso, enfatizo, é puro chute meu).
  • Hugo  25/06/2016 04:06
    Leandro, tenho visto que nos últimos tempos a França está com uma dívida praticamente a 100% do PIB com um déficit fiscal "razoável" de 4% do PIB com o François Hollande decretando estado de emergência na economia desde o começo do ano. Nesse cenário há muito risco de o país entrar em um colapso fiscal como o acontecido com os PIIGS desde 2009?
  • Tiago RC  28/06/2016 00:59
    Deve haver algo mais que justifique esse comportamento. Talvez os fundos sejam contratualmente obrigados a manter o capital em títulos de certos governos, ou atrelados ao euro (eu sei que existem fundos obrigados a se manterem atrelados ao euro).

    Isso responderia a óbvia pergunta de por que não tirar o dinheiro da Europa e por em lugres onde rende melhor.
  • Emerson Luis  05/07/2016 12:24

    Juros negativos também são uma forma quase impositiva de estimular o consumo.

    Além disso, para investidores de países com economia instável, um montante aplicado em uma moeda forte europeia com juros negativos pode render mais do que se fosse investido nas suas próprias moedas fracas.

    * * *
  • Marcos  08/07/2016 02:04
    Eis aqui: quem investiu nesses títulos no início do ano se deu bem e ganhou muito dinheiro. Só o título alemão já se valorizou quase 30%.

    www.bloomberg.com/news/articles/2016-07-01/you-could-have-made-a-fortune-this-year-buying-government-bonds-that-yield-almost-nothing
  • Anderson d'Almeida  16/07/2016 00:35
    A única opção é rir...


    www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/5321459/politica-monetaria-esta-causando-grandes-danos-diz-deutsche-bank


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