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As diferenças cruciais entre os regimes de esquerda na América Latina

O desastre econômico que está ocorrendo na Venezuela despertou a curiosidade de literalmente todo o mundo.  Mídia, intelectuais, acadêmicos e o cidadão médio tentam entender o que foi que tornou as coisas tão horrendas no país.

Não basta simplesmente dizer que "foi o socialismo".  Afinal, os líderes políticos de Equador e Bolívia também são declaradamente socialistas, ao menos na retórica.  A Argentina, quando ainda presidida por Cristina Kirchner, adotou medidas abertamente socialistas e deu seguidos calotes em seus credores externos; porém, nem isso e nem as várias outras bagunças feitas pelo governo argentino geraram os martírios que estão ocorrendo na Venezuela.  O esquerdista Brasil ainda permanece uma questão em aberto.

Portanto, o que houve de diferente na Venezuela que levou o país ao limiar da inanição, enquanto a Bolívia permanece relativamente estável e sem pessoas morrendo de fome?  Afinal, o presidente boliviano, Evo Morales, um auto-declarado discípulo de Marx, deu ao papa Francisco um crucifixo em formato de foice e martelo durante uma recente visita do pontífice à Bolívia.

A resposta está no profundo volume do socialismo praticado na Venezuela em relação aos seus vizinhos sul-americanos.

Seguidores genuínos versus pragmáticos

Desde Lênin, líderes políticos sabem que o socialismo "puro" leva à inanição muito rapidamente.  Quanto mais puro o socialismo, mais rápido vem o desastre.  Lênin tentou implantar o controle total da economia pelo estado soviético assim que chegou ao poder.  Entretanto, após perceber que isso estava destruindo rapidamente a economia, ele recuou e implantou sua "Nova Política Econômica", a qual permitia um pouco de livre iniciativa e mercado, especialmente na produção de alimentos.

Todos os regimes que tentaram o socialismo puro rapidamente se depararam com o problema de que é impossível fazer qualquer tipo de cálculo econômico sob o socialismo, o que inviabiliza toda e qualquer atividade econômica.  Sem mercados livres, como saber o que produzir, como produzir e para quem produzir?  Como saber quanto devem custar os bens e serviços?  Sem uma liberdade ao menos parcial para os preços de mercado, as economias degringolam muito rapidamente.

Espertamente (e felizmente para os cidadãos comuns), Lênin permitiu que seu pragmatismo como político sobrepujasse sua devoção ao marxismo.  Similarmente, após a inanição em massa e o cataclismo social causados pelo marxismo linha-dura de Mao Tsé-Tung na China, Deng Xiaoping adotou o pragmatismo do "socialismo com características chinesas".   Era, em outras palavras, um "socialismo leve".

Como sempre ocorre quando o socialismo retrocede, a riqueza aumenta.  No caso da União Soviética, a política de permitir um "mercado limitado" nunca avançou para além de um âmbito muito estrito — graças a Stálin e sua re-imposição do planejamento centralizado.  Na China pós-Mao, que permitiu que os mercados se tornassem mais livres e difusos (embora sempre fortemente regulados), a economia se desenvolveu (em termos relativos) à medida que agricultores, comerciantes e inúmeras pequenas e médias empresas passaram a poder operar com uma relativa liberdade.

Já na Venezuela de ontem sob Hugo Chávez, e na Venezuela de hoje sob Nicolás Maduro, as coisas se moveram na direção exatamente oposta.

Talvez mais do que qualquer outro caudilho latino-americano, Chávez foi um "seguidor genuíno" das teorias socialistas, e mostrou sua devoção ideológica ao declarar guerra não apenas às empresas multinacionais e a outras grandes empresas, como também a toda e qualquer pessoa que ele considerasse ser "da burguesia".

Opor-se a corporações estrangeiras sempre foi algo politicamente popular na América do Sul, e vem sendo algo central nos governos de Rafael Correa no Equador e de Evo Morales na Bolívia.  Porém, tanto Correa quanto Morales mitigam suas intervenções políticas nesse aspecto permitindo um limitado laissez-faire para o empreendedorismo doméstico.

Uma guerra contra a classe média e os comerciantes

Chávez, por outro lado, não fazia distinção em sua cruzada contra empresas e empreendedores.  Ele atacava tanto os nativos quanto os estrangeiros.

Na Bolívia, o governo de Morales tem sido mais voltado para o pragmatismo do que para o marxismo.  Sim, é verdade que, desde 2005, ele expropriou mais de 20 empresas estrangeiras, mas o nível de expropriação não se compara às expropriações que ocorrem na Venezuela, em que predomina uma cultura de total impunidade ao governo.  Entre 2002 e 2012, nada menos que 1.168 empresas nacionais e estrangeiras foram expropriadas na Venezuela

Já as famosas estatizações de campos de petróleo e gás natural que ocorreram na Bolívia não foram do tipo que transferiram ao estado o controle total, mas sim a fatia majoritária das ações, o que lhe confere o "direito" de ficar com a maior parte dos lucros auferidos pelas empresas estrangeiras.

Por outro lado, Morales sempre se mostrou muito à vontade em deixar as pequenas e médias empresas bolivianas em paz.  Mais ainda: ele nunca teve problemas em permitir que uma grande fatia da economia operasse na informalidade (ou seja, operasse sem nenhuma regulamentação).  Na prática, quando Morales ignora a economia informal, ele está essencialmente criando "brechas" nas regulamentações estatais.  E, como Ludwig Von Mises sempre dizia, "as brechas nas regulamentações são o que permitem a economia respirar".

[N. do E.: ainda mais importante do que essa "negligência salutar" de Morales em relação à economia informal é o fato de que a Bolívia atrelou sua moeda ao dólar desde o final de 2008.  Como consequência de ter uma moeda forte, a inflação de preços caiu de 17% em 2008 para menos de 3% em 2015

Segundo o site Trading Economics, o "Banco Central da Bolívia não utiliza as taxas de juros como ferramenta de política monetária.  Toda a política monetária da Bolívia tem sido baseada na taxa de câmbio." 

Não é à toa que Evo Morales foi reeleito com altos índices. Ele apenas fala contra o "imperialismo"; na hora que realmente interessa, ele (que não é bobo) atrela sua moeda ao dólar. Se não fizesse isso, sua moeda iria despencar. (Para entender mais sobre os regimes cambiais e qual é o mais adequado para economias não-desenvolvidas, veja este artigo)].

Já o regime venezuelano, por outro lado, não é nenhum fã de brechas nas regulamentações. (E nem nunca quis ter uma moeda forte).

Esse contraste também se estende aos outros regimes socialistas da América do Sul.  Em 2014, o The Washington Post comparou o governo de Rafael Correa no Equador ao governo de Chávez na Venezuela.  Segundo a reportagem:

Ao contrário de Chávez e seus épicos ataques ao setor privado da Venezuela, Correa mantém laços fortes com a comunidade empreendedora do Equador, permitindo um período de crescimento econômico e baixo desemprego.  Mais ainda: ele manteve o dólar americano como a moeda corrente do Equador.  [N. do E.: sendo esta a principal fonte de estabilidade da economia equatoriana; como na Bolívia, o segredo está na moeda forte].

Felipe Burbano, analista político de Quito, disse que Correa é um mestre do "ativismo", projetando sua imagem — e os gastos do governo — em cada canto do país de 15 milhões de habitantes, alcançando os eleitores rurais, os moradores das favelas e outros que normalmente eram ignorados por políticos.

Prendendo os "traidores da classe" em Caracas

Ainda em 2010, o jornal britânico The Guardian, abertamente de esquerda, publicou uma matéria sobre Hugo Chávez e sua perseguição a um pequeno açougueiro em Caracas, a quem ele chamou de "traidor da classe" e marionete dos capitalistas estrangeiros.  O açougueiro, Omar Cedeño, foi julgado e preso por vários crimes "capitalistas".  Em seguida, vários outros pequenos comerciantes, empreendedores e varejistas tiveram o mesmo destino.

E, como a Venezuela está percebendo hoje, quando comerciantes e varejistas são destruídos, não sobra ninguém para vender, preparar, obter e processar alimentos.

Em 2011, o The Huffington Post publicou uma matéria sobre a cruzada que Chávez estava empreendendo contra os judeus, os quais, aparentemente, também eram "burgueses demais" para o gosto do caudilho.

Em 2012, a Reuters relatou como Chávez estava ameaçando "os ricos" com uma "guerra civil" caso eles não se juntassem à sua causa.  Na Venezuela, o termo "ricos" raramente se refere a poderosos bilionários, mas sim a meras pessoas de classe média alta que trabalham, empreendem, criam e vendem bens e serviços, e fazem a economia crescer.  Destruir essas pessoas não é exatamente uma atitude inteligente para um líder político que queira evitar a fome em massa e o colapso no padrão de vida dos cidadãos do país.

Naturalmente, para um "crente genuíno" no socialismo, como Chávez, uma guerra aos empreendedores do país não se limita apenas a açougueiros e pequenos administradores.  Ela é expandida para canais de televisão e de rádio, jornais, vendedores de livros, e quaisquer outros empreendimentos que não sejam totalmente "leais e submissos" ao regime.

Não surpreendentemente, tão logo todos os varejistas, empresas de mídia, administradores, empreendedores e demais profissionais liberais são esmagados, presos, empobrecidos ou exilados, a economia deixa de funcionar.  Isso é praticamente a adoção dos 10 pontos da plataforma do Manifesto Comunista.

Conclusão

Obviamente, não se está dizendo que políticos como Correa e Morales são fãs da liberdade e dos mercados livres.  Isso é improvável.  Tanto Correa quanto Morales agem como "atravessadores" tradicionais, roubando alguns grupos para distribuir benesses para outros grupos em troca de apoio para sua base política.  A retórica marxista — ainda muito popular na América do Sul — serve como um conveniente truque publicitário para o regime; porém, assim como o governo chinês, os governos equatoriano e boliviano também já perceberam há muito tempo que o marxismo é economicamente inviável.

Infelizmente para o povo da Bolívia e do Equador, mesmo esse gerenciamento limitado e não-marxista da economia pelo estado garante um crescimento econômico insustentável, repleto de "vôos de galinha", além de perpetuar um aparentemente infindável ciclo de corrupção.  Um estado que controla a economia também tem o poder de espoliá-la.

No entanto, há uma grande diferença entre, de um lado, distribuir riqueza à força e, de outro, destruir todos que tentam criar riqueza.  Para redistribuir riqueza, é necessário antes criá-la.  Essa é uma distinção que os líderes do regime venezuelano (e seus apoiadores) aparentemente foram tolos demais para perceber.  Por causa disso, o povo daquele país está pagando um preço desumano.

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autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Guilherme  15/06/2016 15:33
    Não há líderes tolos nestes países como se refere o autor, ao contrário, são todos bem esclarecidos e sabem que o socialismo sempre funcionou trazendo poder e dinheiro para as elites políticas e associações.
  • Ezequiel  15/06/2016 23:32
    São tolos por não perceberem toda a riqueza que eles destroem por sede de poder.
  • anônimo  10/11/2016 09:55
    Verdade. Bem observado.
  • Carlos Hornstein  15/06/2016 15:37
    A Venezuela tem tanto petróleo quanto a Arábia Saudita. Deveria nadar no dinheiro.

    Quanto ao Evo Morales lembro de minha mãe que dizia em casos semelhantes: Ele se faz de burro pra comer capim.
  • Pessimista  15/06/2016 16:05
    Não há comparação, o que foi feito na Venezuela é doentio.

    Não apenas destruiram a moeda como sufocaram todas as atividades empresariais com controle preços e medidas absurdas como proibir demissões.
  • Edujatahy  15/06/2016 16:17
    Ótimo texto. Sensacional!
  • Tannhauser  15/06/2016 16:27
    Evo Morales deturpou Marx?


  • Universitário da USP  15/06/2016 16:48
    Sim.
  • Capital Imoral  15/06/2016 17:18
    Sim.
  • Sociólogo da USP  15/06/2016 20:03
    Sim.
  • Filósofo da UnB  15/06/2016 20:30
    Sim.
  • Concurseiro Profissional  15/06/2016 21:00
    Sim
  • Artista do Leblon  15/06/2016 23:00
    Sim.
  • Guilherme Boulos  16/06/2016 10:43
    Sim
  • João Pedro Stédile  16/06/2016 12:34
    Sim
  • Azambuja  21/06/2016 17:28
    NÂO
    Ele fez exatamente o que Marx escreveu: Para alcançar o pleno comunismo deve-se destruir toda a economia para que o proletariado clame por um prato de comida.

    os "sim" abaixos são de um mesmo fake.
  • Emerson Luis  04/07/2016 13:47

    Sim.

    * * *
  • Acionista25  15/06/2016 16:29
    Parabéns ao site por mais um artigo interessante!Como aqui tá se falando em América Latina e tem um pouco haver,Gostaria de tirar algumas dúvidas:
    1-Essa pujança do Chile até 2013(antes do governo Bachelet) se deveu a que?De que forma Alende ou Pinochet contribuíram para essa melhora?Pelo que li apesar da ditadura de pinochet ser "liberal" e melhor que o governo de Alende, os níveis de pobreza e desemprego dobraram.Como explicar o Chile ter avançado?
    2-Qual pior regime,o socialismo ou o populismo?
    Abraços!
  • Magno  15/06/2016 17:03
    "Pelo que li apesar da ditadura de pinochet ser "liberal" e melhor que o governo de Alende, os níveis de pobreza e desemprego dobraram.Como explicar o Chile ter avançado?"

    Oi?! Desculpe, mas essa informação é totalmente falsa. Quais as suas fontes?

    Poste aqui os índices econômicos do Chile em 1973 e em 1990, que representam, respectivamente, o primeiro e o último ano de Pinochet. Aponte quais pioraram e mostre também que a economia chilena estava pior em 1990 do que em 1973.

    Não seja um mero papagaio de ideólogos e panfletários.

    P.S.: nem sou fã do programa econômico chileno. Em vez de trocaram a moeda e adotarem um Currency Board, os Chicago Boys ficaram brincando de monetarismo e de elevação de juros (o que quase matou a economia nos primeiros anos). Ainda por cima, mantiveram a Codelco estatal para garantir a aposentadoria dos militares. No entanto, embora eu não aprove essas burrices, também não sou desonesto a ponto de mentir sobre a realidade.
  • Edujatahy  15/06/2016 17:09
    2 - entre socialismo e populismo basta analisar a quantidade de mortos. Aí fica mais fácil você tirar sua própria conclusão.

    Agora a de que o governo do Pinochet aumentou pobreza é o fim da picada. Isto já é desonestidade intelectual.
  • Pessimista  15/06/2016 18:07
    "2-Qual pior regime,o socialismo ou o populismo?"

    Socialismo.

    Populismo resulta em programas sociais, obras públicas e crédito barato, mas mantem a economia de mercado funcionando. As consequências do populismo são sempre crise fiscal e aumento da inflação, o que levará a uma crise economica e depois a um necessário ajuste.

    Agora o socialismo é simplesmente a destruição da economia. Confisco de propriedade, estatizações e autoritarismo. Resultado é nada menos do que pobreza e servidão ao regime.
  • Renato  15/06/2016 16:43
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Henrique Zucatelli  15/06/2016 20:06
    A questão chinesa é única e não pode ser comparada às demais, pois apesar do Estado ser presente e militarizado ao extremo, não sendo o regime democrático, há um interesse em seus "donos" de fazer suas terras terem mais valor. Para isso existem centenas de mecanismos mais liberais em relação ao comércio que a maioria das outras nações.

    A teoria de Hoppe se comprova como verdadeira: democracias são um convite à falência, seja a curto ou a longo prazo.
  • bruno  15/06/2016 22:05
    +INICIATIVA PRIVADA
    -ESTADO

    www.revoltabrasil.com.br/videos/9593-moradores-constroem-com-r-5-mil-ponte-orcada-pela-prefeitura-em-r-2-milhoes.html
  • Anderson  15/06/2016 22:25
    Já tô cansado de ler sobre isso aqui. Infelizmente só uma minoria lê esse site. A esquerda passa longe daqui.
  • anônimo  16/06/2016 13:00
    Essa esquerda latrino americana é bizarraza !

    O governo federal doou 625 toneladas de feijão para Cuba e Faixa de Gaza. Agora nós pagamos a conta do feijão ?

    Isso está engraçado. A educação cubana não consegue formar produtores de feijão ?

    Os socialistas querem expropriar o feijão dos brasileiros ?

    www.conab.gov.br/imprensa-noticia.php?id=38423
  • Rafael Fernandes  16/06/2016 14:08
    Gente, o feijão não é para os pobres de lá, é para o almoço da companheirada e dos criminosos, já sabemos que ajuda humanitária é puro PRETEXTO, para angariar recursos. Socialismo é o nome da destruição e extorsão, pura e simples
  • Oneide teixeira  16/06/2016 15:04
    Não é defesa do chavismo é só um alerta.
    Chaves foi eleito, foi uma escolha do seu país, não que o processo não possa ser questionado mas vamos adiante.
    Porque Chaves e outros malucos tomam o poder?
    Antes de tudo creio que é pela incompetência dos conservadores e liberais em permitir que a situação chegue ao ponto de um maluco como Chavez se empodere e se torne uma opção ao país.
    Qual era a situação da Venezuela em 1998?
    Claro que não era um paraíso na terra e não se compara com a atual situação.
    Mas veja que a riqueza do petróleo só beneficiava uma elite, assim como hoje outra elite se beneficia.
    Trocar uma elite "capitalista" corrupta por outra elite "socialista" corrupta da na mesma e vice versa.
    Sem que se tenha um projeto de nação o destino de um país será sempre o mesmo.
  • Andre  16/06/2016 16:28
    Também concordo que conservadores e liberais são de uma incompetência atroz em divulgar suas ideias e valores para a população mais desprovida de educação, não dá pra esperar que um cidadão médio da américa latrina consiga avaliar logicamente que ideias socialistas são a porcaria que são.
    E apesar de odiar o arranjo democrático atual, é abusar de inocência achar que este cairá ou os atuais parasitas vão abrir mão e até mesmo a massa populacional vai se dar conta da porcaria que é e abrir mão deste e um arranjo anarcocapitalista e lógico emergirá.
    O instituto Mises vem proporcionando um excelente trabalho em divulgar as idéias liberais pelas camadas da classe média brasileira e com o plus das idéias liberais serem mais facilmente difundidas no eleitor médio de centro que rejeita os conservadores.
  • anonimo  18/06/2016 12:28
    Nova Política Econômica não estaria relacionada à tributação vinculada ao preço do produto e serviço?
  • Marcos  18/06/2016 15:11
    Do que você está falando? Da política de Lênin?

    Ei-la:

    pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Pol%C3%ADtica_Econ%C3%B4mica
  • Emerson Luis  04/07/2016 13:47

    Conclusão 1: Chaves e Maduro NÃO deturparam Marx - pelo menos, não muito.

    Conclusão 2: Evo e Correa são menos ruins do que a Dilma.

    * * *
  • João Hudson  10/07/2016 11:25
    Excelente!
  • Curintia  13/06/2017 00:48
    Esse é um dos motivos que eu gosto de Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, União Soviética, etc. São países que implementaram o socialismo "pleno" e não ficaram no meio do caminho como o Bostil.

    O grande mal atual não é o socialismo, é a social-democracia e o keynesianismo. Pois mistura o capitalismo e o socialismo e isso, aos olhos de um leigo, confunde qual parte está desenvolvendo o país e qual parte está atrapalhando.


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