O consumismo não gera crescimento econômico - e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana

Uma das falácias econômicas mais perniciosas e difundidas é a crença de que o consumo é a chave para uma economia sólida e em contínuo crescimento.

Ouvimos essa ideia constantemente na imprensa e nas conversas casuais, especialmente em épocas de recessão econômica. As pessoas dizem coisas como: "Ah, se todos começarem a comprar novamente, a economia voltaria a crescer" ou "Se conseguíssemos colocar mais dinheiro nas mãos dos consumidores, sairíamos dessa recessão".

Essa crença no poder do consumo não apenas conduziu grande parte da política econômica nos últimos anos, com seus infindáveis pacotes de estímulo, como também estimular o consumo sempre foi o objetivo supremo de todas as políticas econômicas adotadas por governos.

Tal ideia é uma herança do equivocado pensamento keynesiano.  Ela ignora o fato de que é a produção, e não consumo, a fonte de riqueza.  Se o que se quer é uma economia saudável, então é imprescindível criar as condições para que empreendedores possam produzir e criar riqueza.  Igualmente importante é criar as condições para que pessoas e empresas possam poupar o suficiente para financiar toda essa produção e, também, para consumi-la no futuro.

Quanto mais poupança, maior a quantidade de fundos a serem emprestados.  Quanto maior a quantidade de fundos a serem emprestados, menores os juros.  Quanto menores os juros (e os juros serão baixos por uma consequência de mercado, e não por manipulação de um Banco Central), mais economicamente viáveis serão os investimentos de longo prazo, que são os que realmente enriquecem uma economia e geram maiores salários.

Simultaneamente, quanto maior a poupança, maior a capacidade de consumo futura da população.  Mais demanda haverá para os investimentos de longo prazo iniciados hoje.

É tentador dizer que essa questão do consumo é uma espécie de enigma "do ovo e da galinha": afinal, qual é o benefício de se produzir coisas se não houver ninguém para consumi-las? A solução para essa charada é reconhecer que somente temos o poder de consumir se antes produzirmos e vendermos algo para então termos os meios de consumir. É impossível consumir sem antes você ter produzido e vendido (como a sua força de trabalho, por exemplo).

Iniciar a análise pelo consumo pressupõe que o indivíduo já adquiriu os meios. Contrariamente a essa análise, a riqueza é criada por meio de atos de produção que rearranjam recursos de uma maneira que as pessoas valorizam mais do que arranjos alternativos.  Esses atos são financiados com a poupança que vem de indivíduos que se abstêm do consumo.

A criação de riqueza e os consumidores

Em uma economia capitalista, a riqueza está majoritariamente na forma de capital. 

Capital é toda a riqueza acumulada que pertence a empresas ou a indivíduos, e que é utilizada para o propósito de se auferir receitas e lucros.  O capital abrange todas as fábricas, minas e fazendas agrícolas, bem como todos os maquinários e equipamentos, todos os meios de transporte e de comunicação, todos os armazéns, lojas, escritórios, imóveis comerciais e residenciais, e todos os estoques de materiais, componentes, suprimentos, bens semimanufaturados e bens acabados que são propriedades de empresas.

Capital, portanto, é a riqueza empregada na produção, e subsequente venda, de bens e serviços.  Essa riqueza é o alicerce tanto da oferta dos produtos que as pessoas compram quanto da demanda pela mão-de-obra que as pessoas vendem. 

Quanto maior a riqueza dessa economia, maiores serão os salários reais.  E por dois motivos: haverá uma maior oferta de bens produzidos e uma maior demanda pela mão-de-obra de assalariados. 

Tributar os lucros dessas empresas significa privar-lhes de fundos que elas utilizariam para adquirir bens de capital e pagar salários.  Déficits governamentais também geram o mesmo efeito, pois são majoritariamente financiados com o dinheiro que essas empresas emprestam para o governo.  Portanto, tanto a tributação quanto os déficits governamentais irão reduzir a demanda por (e a produção de) bens de capital e a demanda por mão-de-obra.  Em outras palavras, déficits governamentais e tributação reduzem o nível da produção, contribuem para a elevação dos preços e impedem o aumento de salários.

Consumidores e seu ato de consumo não são e nem podem ser os responsáveis pelo desenvolvimento industrial de nenhum país.  Consumidores possuem uma miríade de necessidades e desejos, os quais permaneceriam totalmente não realizados caso empreendedores e capitalistas não investissem sua riqueza e capital acumulado para encontrar maneiras de suprir essas necessidades e desejos. 

Empreendedores e capitalistas irão investir sua riqueza e capital na criação e desenvolvimento de novos e aprimorados produtos, bem como de mais eficientes e menos custosos métodos de produção, tudo para satisfazer os desejos dos consumidores.  E quando tais aprimoramentos forem introduzidos, só então os consumidores irão adquiri-los, e frequentemente em ampla escala. 

As empresas e indústrias que produzirem os melhores produtos, ou os mais baratos, e com isso conquistarem grandes fatias de mercado, irão se expandir continuamente, tornando-se assim grandes integrantes do sistema econômico.

Isso, no entanto, não significa que haverá um aumento geral no número de empregos.  Por exemplo, ao passo que o desenvolvimento da luz elétrica levou a um grande aumento no número de empregos relacionados à produção de lâmpadas incandescentes e de fiação elétrica, tal fenômeno também levou a uma quase total extinção da produção de velas, lanternas e lâmpadas a gás, com uma correspondente perda no emprego nestas áreas. 

Similarmente, quando o automóvel substituiu o cavalo e a charrete, o vasto número de empregos criados na indústria automotiva foi acompanhado de uma maciça perda de empregos nos setores de construção de charretes, ferraria, criação de cavalos, fabricação de selas e cultivo de aveia.

Não há estímulos benéficos

Por tudo isso, o ato de colocar mais recursos nas mãos dos consumidores por meio de pacotes de estímulo governamental falha exatamente porque a riqueza transferida provém, acima de tudo, dos produtores. Isso é óbvio quando o gasto é financiado por impostos; porém, é igualmente verdadeiro quando se trata de déficits do governo e inflação.

Em caso de déficits, como dito, a riqueza vem das compras de títulos do governo pelos produtores. Com a inflação monetária, o efeito é outro.

Levados pela crença de que é o consumo o que gera emprego, economistas keynesianos defendem estimular o consumo por meio da inflação monetária — isto é, da criação de quantias adicionais de dinheiro.  Tal procedimento tem o potencial de aumentar o emprego apenas sob determinadas circunstâncias: somente se aqueles vendedores de bens de consumo que estiverem sendo premiados com esse volume adicional de gastos dos consumidores pouparem e investirem essas suas receitas adicionais.  Nesse caso, eles poderão expandir sua produção e contratar mais mão-de-obra. 

Porém, se eles também consumirem essas suas receitas adicionais, ou se o governo tributar essa receita adicional — e ele fará isso —, não haverá aumento nos gastos para mão-de-obra ou bens de capital.  Consequentemente, não haverá aumento no emprego. 

O poder da inflação monetária em promover o emprego também depende de os sindicatos serem fracos ou até mesmo não existentes.  Se existirem sindicatos e eles forem poderosos, então eles irão se aproveitar da inflação para exigir maiores salários nominais — mesmo em meio a um maciço desemprego —, anulando desta forma a capacidade de um maior volume de gastos por mão-de-obra aumentar o emprego.

Obviamente, é desnecessário enfatizar que a inflação faz com que o poder de compra de todas as pessoas, e em especial dos mais pobres, seja reduzido, o que irá afetar diretamente o poder de consumo futuro — que é exatamente o contrário do almejado por essa política.

Em nenhum desses casos, portanto, o governo criou riqueza.  Tampouco o consumo o fez. A capacidade de consumir continua dependendo de atos anteriores à produção.

Se o que se quer é um estímulo econômico de verdade, então os empreendedores devem ser liberados para fazer suas atividades.  E a maneira certa de se fazer isso é criando um ambiente mais propício para a produção, em vez de penalizar a poupança que a financia.

Culpe Keynes

Historicamente, foi o keynesianismo quem introduziu a ênfase no consumismo como a força-motriz da economia. Antes da revolução keynesiana, a crença padrão entre os economistas era que a produção era a fonte da demanda e que encorajar a poupança e a produção era a maneira de gerar crescimento econômico.

Essa era a compreensão correta da Lei de Say. Como o próprio Jean-Baptiste Say escreveu no início do século XIX:

O estímulo ao mero consumismo não é benéfico para o comércio; a dificuldade está em ofertar os meios e em produzir, e não em estimular o desejo pelo consumo; e já vimos que somente a produção fornece tais meios. Portanto, é o objetivo do bom governo estimular a produção, e do mau governos estimular o consumo.

É claro que "estimular a produção" nada mais é do que deixar os produtores livres para buscarem o lucro como desejarem, dentro de um arcabouço liberal-clássico. Isso não significa que o governo deve beneficiar artificialmente produtores, assim como não deve estimular o consumo.

A grande ironia é que os esquerdistas frequentemente argumentam que o capitalismo é sinônimo de "consumismo". Eles genuinamente pensam que os defensores do livre mercado acreditam que mais consumo promove crescimento econômico.  Consequentemente, somos acusados de fornecer uma espécie de cobertura ideológica para justificar aquele consumismo que, na visão deles, destrói vidas e desperdiça recursos.  O que esses críticos de esquerda não percebem é que os economistas clássicos nunca viram o consumo como sendo a força-motriz do crescimento econômico e da prosperidade.  Quem introduziu essa ideia foi Keynes e quem a entronizou foram os economistas keynesianos críticos do livre mercado.

Graças ao keynesianismo, a manipulação dos elementos que compõem a equação do PIB (consumo, investimento e gastos governamentais) se tornou o foco de todas as políticas macroeconômicas. Foi o arcabouço teórico keynesiano que levou à criação das estatísticas de PIB e que implicitamente gera as incitações para mais consumo.

Por mais de 150 anos, os defensores do livre mercado viram o consumismo como destruidor de riqueza, e a poupança como a sua criadora. Eles nunca defenderam que "estimular o consumo" era o caminho para a prosperidade. Portanto, eles não podem ser acusados de justificarem a "cultura consumista". E o mesmo é verdadeiro para os defensores do livre mercado do século XX, como Mises e Hayek.

Se a esquerda progressista quer lamentar o enfoque da economia moderna no consumo, então ela deveria voltar suas artilharias para os intervencionistas keynesianos.

____________________________________________

George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

Steve Horwitz é professor de economia na St. Lawrence University e autor do livro Microfoundations and Macroeconomics: An Austrian Perspective.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andrius Priebbnow  07/06/2016 15:46
    Boa tarde, se não for muito incômodo, posso pedir a tradução do seguinte artigo no futuro?
    https://mises.org/blog/what-proper-way-study-man
    Obrigado :)


  • Dissidente Brasileiro  07/06/2016 15:53
    Off-topic, mas não posso deixar de perguntar: Qual a mensagem (subliminar) que vocês querem passar com a imagem de uma pessoa e um código de barras na testa? Totalmente fora de contexto em relação ao artigo, se me permitem dizer.
  • Observador  07/06/2016 16:21
    Um código de barras (um dos símbolos do consumismo) na testa de uma pessoa (mostrando que ela só pensa nisso).

    Em total acordo com a mensagem e com o tema do artigo.
  • robson wesley  07/06/2016 16:02
    Gostei da visão que não necessariamente o capitalismo está ligado com o consumismo.

    Só achei algo meio incoerente a resposta "produzirmos e vendermos algo para então termos os meios de consumir", quando responde a sua própria pergunta "afinal, qual é o benefício de se produzir coisas se não houver ninguém para consumi-las?"

    Quando diz que produz e VENDE, já gerou o efeito "consumidor", se assim posso dizer.

    Mas que a poupança aumenta a oferta de dinheiro e diminui os juros tenho que concordar.

    O duro é que nossa realidade brasileira está longe de ter indivíduos com poupança positivas, acredito que boa parte da população só ganha para suprir suas necessidades básicas, o pouco que poupa faz uma poupança negativa (empréstimos e financiamentos).
  • Magno  07/06/2016 16:21
    A frase do artigo é: "A solução para essa charada é reconhecer que somente temos o poder de consumir se antes produzirmos e vendermos algo para então termos os meios de consumir. É impossível consumir sem antes você ter produzido e vendido (como a sua força de trabalho, por exemplo)."

    Qual a incoerência dela? Ela nem sequer foi formulada como resposta. Ela é uma tautologia.

    "Quando diz que produz e VENDE, já gerou o efeito "consumidor", se assim posso dizer."

    Exato.
  • Zero  07/06/2016 19:54
    A questão é perceber que a "coisa" em "produzir coisa" e "consumir coisa" não se trata da mesma "coisa", hehe.

    Encaixando a pergunta em um caso concreto: 'qual o benefício de se produzir "automóveis" (coisas) se não houver ninguém para "comprar automóveis" (consumir)'?

    A interpretação da resposta do artigo NÃO seria 'reconhecer que somente temos o poder de "comprar automóveis" (consumir) se antes produzirmos e vendermos(?!) "automóveis" (algo) para então termos os meios de "comprar automóveis" (consumir)', pois de fato não faria o menor sentido.

    A interpretação correta é: 'reconhecer que somente temos o poder de "comprar outras coisas" (consumir) se antes produzirmos e vendermos "automóveis" (algo) para então termos os meios de "comprar outras coisas" (consumir). Esse é o benefício de produzir "automóveis" (coisas), respondendo a pergunta.
  • Julliano Silva  07/06/2016 16:03
    Excelente texto! Elucidativo e didático,mostra claramente a farsa do Keynesianismo que domina há anos as políticas econômicas da vasta maioria das nações.O resultado disso é que num universo de 196 nações, apenas 12% são consideradas ricas e desenvolvidas,justamente aquelas que menos sofreram a influência do Keynesianismo.
  • Renato  07/06/2016 16:35
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Rafa  07/06/2016 19:40
    Excelente artigo. Tanto é verdade que a produção é a responsável por gerar crescimento econômico que a maneira mais difundida de se medir o grau de riqueza de um povo é observar o quanto cada pessoa produz por ano - PIB per capita - e não o quanto que ela consome...
  • Taxidermista  07/06/2016 20:25
    Outros três bons artigos na mesma linha:


    "Não é o consumo que cria a prosperidade":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=761


    "Consumidores não criam empregos":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1179


    "Consumidores não provocam recessões":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=191



  • a  07/06/2016 21:06
    1+1=2 (Certo)

    1+1=qualquer outro resultado que não o acima (Errado)
  • Leonardo Furtado   07/06/2016 22:34
    George reisman é um mito da economia austríaca! Muito bom!
  • Renan  07/06/2016 23:25
    Existem investimentos que custosos e importantes que só dão lucro a longo prazo como Hidreletrica e Ferrovia portanto inviavel de ser construido pela iniciativa privada. Em um regime de minarquia ou ancap como seria resolvido essa questão?
  • George  07/06/2016 23:36
    Qual a diferença entre esses investimentos e outros igualmente de longo prazo? Por que esses não seriam rentáveis mas os outros sim?

    Desde quando transportes de passageiros e de cargas não são financeiramente rentáveis? Desde quando produção de energia não é rentável?

    Não sei se você sabe, mas as grandes ferrovias americanas foram construídas privadamente.

    Por fim, uma charada para você: há destilarias que produzem uísques que demoram de 8 (mínimo) a 20 anos (às vezes, até mais) para ficarem prontos para consumo. Pela sua lógica, esses investimentos são inviáveis e devem ser feitos exclusivamente pelo estado. Mas não há estatais de uísques (ainda bem!). Como você explica isso?
  • Ó  08/06/2016 03:36
    Um whisky 8 anos é feito em 4 meses
  • George  08/06/2016 06:36
    Hein?

    O tempo de maturação de um uísque vai de 8 a 20 anos.

    desvendandowhisky.blogspot.com.br/2014/11/maturacao.html?m=1

    Nesse ínterim, o produtor não aufere receita nenhuma, pois ele ainda não vendeu sua produção. E aí?
  • Marco  13/06/2016 22:41
    Se se tratar da primeira produção de whisky creio que está correto, mas as destilarias são empresas fundadas há décadas ou séculos. Assim enquanto envelhecem alguns lotes de bebidas, as destilarias dispõe de outros lotes prontos para comercializar.
  • George  13/06/2016 22:45
    Correto. Mas a pergunta ainda fica: como a destilaria sobreviveu antes vender o primeiro lote de uísque, tendo de esperar no mínimo 8 anos para ter sua primeira receita?

    Essa é a definição perfeita de investimento de longo prazo, algo que, segundo o Renan acima, não poderia existir sem subsídio do estado.
  • Andre  08/06/2016 11:16
    uísque 8 anos maturando em 4 meses, o que você anda bebendo não é uísque.
  • mauricio barbosa  08/06/2016 14:49
    Renan existe uma coisa que se chama capital de giro e basta você calcula-lo em seu plano de negócios e seus sócios(Investidores,banqueiros,empresários,etc)toparem,tais negócios serão tocados normalmente,ou seja se você investir 10 bilhões em uma hidroelétrica que irá começar a gerar receitas só a partir do 8 ano e seus gastos nesse intervalo for de 1 bilhão por ano,você deverá levantar um capital de 18 bilhões(10 bilhões com a construção e 8 bilhões com as despesas anuais)e levando-se em consideração uma depreciação de 25 anos isso dará 400 milhões anuais a partir do 8 ano mais 1 bilhão de despesas fixas anuais mais 3 bilhões de custos variáveis mais 3,6 bilhões de lucro anual isto dará uma receita anual de 8 bilhões a partir do 8 ano quando a hidrelétrica estará pronta e gerando 100% de sua capacidade de produção e seu prazo de retorno será de 5 anos(3,6 bilhões do lucro anual x 5 anos=18 bilhões) o que se traduz em um ótimo investimento.
    É claro que é um exemplo grosseiro(Não foi considerado no caso a inflação do período e impostos não existiria em um mundo ANCAP),mas espero que sirva para você entender que os cálculos financeiros são feitos em cima dessas premissas.
    Atualmente ninguém investe neste setor de construção de hidroelétricas de grandes porte,por ser um setor monopolizado pelo estado e os investidores pedirem subsídios para fazerem tais investimentos visto serem empresas corporativistas e é lógico que em um mundo ANCAP tais investimentos serão viabilizados naturalmente,enfim não se pode basear seu raciocínio só no que se ver,mas também no que não se vê como diz o grande francês Bastiat
  • Matheus  08/06/2016 04:11
    Numa explicação bem simplista. A crise acontece quando uma mercadoria já produzida não se converte em dinheiro,então ao estimular o consumo , e o capitalista tendo o dinheiro em mãos poderá produzir mais mercadoria, já que estão sendo vendidas?
  • Pilates  08/06/2016 21:22
    Se uma das falácias econômicas mais perniciosas e difundidas é a crença de que o consumo é a chave para uma economia sólida e em contínuo crescimento, como explicar os EUA? Mais de 60% da economia deste país não advém do consumo das famílias?
  • Halteres  08/06/2016 22:30
    De uns tempos para cá, sim. E, "coincidentemente", foi a partir daí que o crescimento econômico por lá se reduziu drasticamente.

    Quando a economia era mais baseada na produção e na poupança (no que ajudava uma moeda sólida, ancorada ao ouro), o crescimento econômico -- bem como o aumento do padrão de vida -- foi muito mais acelerado.
  • Giovana Depicoli  08/06/2016 21:56
    E mais uma vez os esquerdistas passando desinformação para a sociedade acusando os liberais por todo e qualquer mal existente no mundo! Mas na minha sincera opinião ou esquerdista é psicopata ou extremamente burro!
  • Victor  08/06/2016 22:30
    Se a produção gera consumo, como os empresários conseguem definir onde vão investir seu capital?

    O que aprendi com um professor totalmente marxista e keynesiano é que quando a demanda por uma mercadoria aumenta, seu preço aumenta e sua produção se torna mais atrativa (mais lucrativa). Sendo assim, os empresários de outros setores vão preferir investir seu capital na produção daquela mercadoria, equilibrando sua oferta e levando seu preço ao encontro do preço natural (ou de equilíbrio) daquela mercadoria.

    Outra pergunta, como a escola austríaca define preço natural (ou de equilíbrio) de uma mercadoria?

    Obrigado!
  • Hugo  08/06/2016 22:47
    "Se a produção gera consumo, como os empresários conseguem definir onde vão investir seu capital?"

    A função do empresário é justamente a de estar alerta às futuras demandas dos consumidores. Aquele que souber melhor como satisfazê-las é o que terá os maiores lucros.

    Qual era a demanda específica por smartphones antes de eles surgirem? Qual era a demanda específica por um Outback no Brasil antes de a empresa vir para cá?

    De resto, atenção: em momento algum o texto afirma que "a produção gera o consumo". O que ele diz é que o que possibilita o consumo é a produção. Aliás, isso é uma tautologia tão grande, que é incrível que as pessoas se espantem com ele. Como você pode consumir algo que não foi produzido? De nada adianta você querer consumir se antes ninguém tiver produzido.

    Juro que não entendo o espanto.

    "O que aprendi com um professor totalmente marxista e keynesiano é que quando a demanda por uma mercadoria aumenta, seu preço aumenta e sua produção se torna mais atrativa (mais lucrativa)."

    Por essa lógica, era para a produção brasileira estar bombando. Os preços de absolutamente tudo só fizeram subir. No entanto, a produção industrial desabou. E as importações também.

    Como seu professor "totalmente marxista e keynesiano" explicaria esse aparente paradoxo?

    Não há evidência mais explícita de que

    "Sendo assim, os empresários de outros setores vão preferir investir seu capital na produção daquela mercadoria, equilibrando sua oferta e levando seu preço ao encontro do preço natural (ou de equilíbrio) daquela mercadoria."

    De novo: por essa lógica, deveria estar faltando espaço para se construir fábricas no Brasil. Se há uma coisa que está sempre subindo aqui são os preços. E a produção industrial só desabando.

    "Outra pergunta, como a escola austríaca define preço natural (ou de equilíbrio) de uma mercadoria?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1727

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=148
  • Victor  09/06/2016 05:36
    Muito obrigado pela resposta Hugo!

    Eu me esqueci de citar que minhas indagações são feitas sobre um cenário ideal, onde há somente produtos básicos e ausência de inflação.

    Digamos que haja uma economia com somente dois produtos básicos: arroz e feijão. Como um empresário saberá em qual dos dois produtos investir?

    Suponhamos que a população consuma arroz e feijão na proporção 2:1 e que haja, em um certo momento (talvez inicial), fábricas capazes de produzir a proporção contrária. Ou seja, o dobro de feijão que de arroz. Como a economia se ajustaria na visão austríaca?
  • Adriel  18/01/2017 12:52
    Victor,

    Os empresários que especularam errado vão quebrar, pois o preço do feijão cairá tanto que não vai compensar produzi-lo. Essa quebra fará com que novos investimentos "aprendam" com os erros dos outros e reajustem sua produção para a proporção adequada (que dê mais lucro para a empresa).
  • Carlos  09/06/2016 02:58
    Se o empresário produzir mais e mais e não tendo demanda , então está certo em investir no consumo.
  • Leandro  09/06/2016 03:31
    Se ele investiu em algo para o qual não havia demanda -- por exemplo, um hotel de luxo na Cracolândia --, então ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

    O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

    O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O capitalista que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que agora muito provavelmente está endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro capitalista que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

    Este outro capitalista -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores. No nosso exemplo, o hotel de luxo da Cracolândia poderá ser transformado em um motel barato ou mesmo em um cinema estilo "Boca do Lixo".


    Traduzindo tudo: a recessão nada mais é que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

    A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

    Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.
  • Carlos  09/06/2016 04:28
    Então para não causar inflação,a oferta teria que acompanhar a demanda ? (Num cenário de emissão de moedas,pelo banco central).
  • Pessimista  09/06/2016 14:03
    Inflação é um problema monetário, o descompasso entre demanda e oferta agregada é uma consequência da alteração no volume monetário.

    Em situações normais, só há descompassos de oferta e demanda em setores especificos, mas não no agregado.

    A inflação, na definição popular (mas incorreta!), seria aumento generalizado de preços. Se a quantidade de moeda for fixa, é impossível que todos os preços aumentem, ainda mais levando em conta que a produtividade está contínuo progresso, ou seja, se estamos produzindo mais então os preços deveriam está em queda.

    O que ocorre é que o volume monetário está sempre se expandindo (por obra das manipulações do governo sobre o sistema monetário), e isso provoca um aumento da demanda que por consequência causa o aumento generalizado nos preços.

    Em resumo, a causa real da inflação (definição popular) é a expansão monetário, e não o tal descompasso entre oferta e demanda (esse é apenas consequência).

  • Rodrigo Polo Pires  09/06/2016 11:33
    https://www.comexdobrasil.com/em-reuniao-com-temer-presidente-da-fiesp-defende-estimulos-para-alavancar-exportacoes/
  • Fernando  09/06/2016 12:12
    Este é um mal que contaminou o mundo todo. Governos querendo estimular consumo, pra quê? Não são os consumidores quem devem decidir o que vão consumir? Do meu ponto de vista não teria de haver tanta preocupação dos governos com consumo, PIB, etc. É natural que sempre haverá consumo, e este é demandado de acordo com as reais necessidades dos indivíduos. O resto é consequencia.
  • oneide teixeira  11/06/2016 04:00
    "Ela ignora o fato de que é a produção, e não consumo, a fonte de riqueza. "
    Errado ou no minimo incompleto.
    O que gera riqueza é a geração de "utilidade marginal".
    O ditado popular "quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro"ou seja quem não produz utilidade não ganha dinheiro.
    Não adianta produzir o que não é útil.
  • Emerson Luis  03/07/2016 16:55

    "É impossível consumir sem antes você ter produzido e vendido"

    É possível sim: através do endividamento! Mas não é muito sustentável...

    Muitos acusam o liberalismo/capitalismo de promover o consumismo, mas quem faz isso são os governos. O genuíno capitalismo é fundamentado na produtividade e na poupança (daí o nome "capital"), não no consumismo.

    * * *


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