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A questão do ajuste fiscal: somos economistas ou contadores? - e o que deve ser feito

Friedrich Hayek, ao receber o Prêmio Nobel de Economia em 1974, afirmou que economistas que só sabem teoria econômica não podem ser bons economistas.

Essa frase, de uma verdade cristalina e que se tornou famosa, me assomou à memória a propósito de uma discussão muito atual no Brasil.

Trata-se da questão do desequilíbrio orçamentário do setor público brasileiro, que não sai das manchetes — e de nossas vidas — há muito tempo, mas que ganhou repercussão maior com a mudança recente de governo e o anúncio do rombo de 170,5 bilhões de reais herdado por Michel Temer e seu novo commander in chief das finanças públicas, Henrique Meirelles. Uma verdadeira herança maldita e apenas um dos legados ruinosos de sua antecessora e seus acólitos "progressistas" à la Unicamp.

Acresça-se que essa cifra se refere ao conceito de déficit corrente, ou seja, não inclui os juros da dívida interna e que, além disso, também não incorpora os resultados da Eletrobras, bem como os dos fundos de pensão das empresas do estado, que, a julgar pelo ethos petista, devem ser, na mais otimista das hipóteses, obscenos.

Diante desse verdadeiro descalabro das finanças do estado brasileiro, do quadro de retração da produção, de desemprego e de inflação acima da meta, só analfabetos em Economia podem negar que o múnus do novo governo é simplesmente gigantesco e que a árdua tarefa deve começar pela arrumação das contas públicas.

Isso explica o cariz de austeridade que Meirelles, acertadamente, vem ostentando desde que assumiu a Fazenda e a Previdência, o que nos impõe a obrigação de chamar a atenção para a qualidade do inadiável ajuste que precisa urgentemente ser feito.

Déficits são financiados, necessariamente, ou por emissão de moeda, ou por dívida interna, ou por dívida externa ou por tributos. Não se trata, aqui, de nenhuma teoria ligada a qualquer escola de pensamento econômico, mas de simples constatação contábil, inelutável, irrefutável, inescapável, impossível de ser negada, uma coisa do tipo "débito deve ser igual a crédito" ou "ativo tem que ser igual a passivo". É algo axiomático, que deriva imediatamente da consolidação das contas das ditas autoridades fiscais com as chamadas autoridades monetárias.

Aonde estou querendo chegar? É simples. Dado que um ajuste estrutural nas contas do setor público tornou-se inadiável, qual a melhor forma de se proceder a esse acerto? Deixemos de lado as hipóteses de financiamento via maior endividamento interno, já que a proporção da dívida interna em relação ao PIB é bastante elevada; abandonemos também a hipótese de maior endividamento externo, pois é de se supor que nossos governantes tenham aprendido com o passado, especialmente com o legado nefasto dos anos 1970, sob a batuta de Delfim Netto; e, por fim, rechacemos também o financiamento pela emissão de moeda, uma vez que a inflação voltou a pairar — sempre solerte e velhaca — sobre nossas pobres cabeças.

Sob essas hipóteses — realistas, sem dúvida —, ficamos diante da seguinte opção para fazer o ajuste: a) cortar gastos, b) aumentar receitas (tributar mais) e c) combinar a e b.

Se a economia do mundo real não fosse o desenrolar da ação humana, ao longo do tempo, de muitos milhões de indivíduos em ambiente de incerteza genuína, com seus planos e projetos de vida, seus acertos e erros, suas buscas por conhecimento e seus sonhos e realidades, a ciência econômica poderia ser mecânica, tal como a economia positiva de Milton Friedman, ou restringir-se ao estudo do método das partidas dobradas, não tendo necessidade de se preocupar com os impactos do ajuste sobre o tecido social e, portanto, seria indiferente escolher a, b ou c. O importante, nesse caso, seria tão somente equilibrar as contas do estado e ponto final.

Mas é exatamente aqui que julgamos importante diferenciar a visão de um verdadeiro economista, como Hayek enxergou a nossa profissão, dessa visão meramente contábil ou aritmética, de que tanto faz a, b ou c.

Infelizmente, muitos economistas respeitados e renomados, como, por exemplo, Mansueto Almeida (que está no novo governo) e Fabio Giambiagi, vêm assumindo a postura de, com base na impossibilidade política e legal de cortar profundamente os gastos públicos, admitir que "algum aumento de tributos" se fará necessário. Entretanto, ao fazerem declarações nesse sentido, estão pensando não como economistas no sentido expressado por Hayek em seu discurso do Prêmio Nobel, mas como contadores: o equilíbrio fiscal deve ser alcançado a qualquer preço, mesmo que esse ônus recaia sobre os pagadores de tributos.

Cabe indagar por que economistas comprometidos com a defesa da economia de mercado, equipados com as modernas ferramentas de análise e considerados por muitos como liberais, assumem essa postura de aceitar maior tributação como elemento para reequilibrar as contas do estado. Em sua defesa, creio que podemos dizer que não têm "culpa" se agem dessa maneira, pois apenas estão aplicando o que lhes foi ensinado em seus cursos de graduação, mestrado e doutorado — nos quais, muito provavelmente, foram bons alunos.

Contudo, à luz da Escola Austríaca — e lembrando Noel Rosa, o "filósofo do samba" —, trata-se, sem qualquer dúvida, de um palpite infeliz. Rejeito essa opção com veemência e não me faltam motivos econômicos, políticos e morais para tal desacolhimento.

Sob o ponto de vista econômico, a Escola Austríaca, como sempre, é diferente das demais, porque sua preocupação, no tema que estamos abordando, vai muito além das contas do estado: concentra-se em indivíduos, em nossas vidas.

Assim, um real a mais nas mãos dos burocratas e políticos do estado significa necessariamente um real a menos nas mãos do setor privado, do qual este real foi extraído compulsoriamente. Em poucas palavras e para seguirmos a linha de Rothbard, os impostos são uma modalidade de agressão, em que o estado nos toma dinheiro à força para atender a propósitos que nem a mais ingênua das criaturas acredita serem superiores aos seus intuitos particulares.

Imposto — queiram ou não queiram monetaristas, keynesianos e outros — é coerção, é roubo legalizado, é sugação de quem trabalha e produz, sempre travestida de boas intenções. Por esse motivo, se é que existe alguma carga tributária ideal, esta deve ser estabelecida no nível suficiente para manter o estado funcionando minimamente e, mesmo assim, jamais em posição de monopolista. Como a carga tributária e toda a sua legislação no Brasil são indecentes — não menos que indecentes! —, admitir novos aumentos, mesmo que "transitórios", é uma atitude típica daquela visão meramente contábil a que me referi.

Adicionalmente, há o fato de que aumentos de tributos têm efeitos recessivos, a não ser que se incorra no grave erro de acreditar no postulado keynesiano de que os gastos do setor público produzem algum "efeito multiplicador" na atividade econômica, fenômeno que, se fosse verdadeiro, teria impedido toda e qualquer recessão desde os anos 30 do século passado, quando a Teoria Geral foi publicada.

Quanto ao aspecto político, basta que rememoremos a chamada Lei de Reagan, segundo a qual o imposto gera sua própria despesa, ou seja, mais impostos hoje geram inevitavelmente mais gastos públicos amanhã. Isso, em um país em que o sistema político e seus representantes estão longe de representar os anseios da população (ou, como se dizia antigamente, o bem comum), por si só já é motivo mais do que suficiente para que rejeitemos qualquer aumento na tributação.

O próprio gráfico a seguir, que contabiliza as receitas e as despesas primárias (ignorando gastos com o serviço da dívida) mensais, mostra que as despesas sempre acompanham o crescimento das receitas:

cewolf.png

Fonte: Banco Central

Você realmente acredita que, em uma situação de superávit provocada por um aumento de impostos, nossa classe política se sentiria animada a prosseguir com as reformas indispensáveis no estado brasileiro, cortando gastos?

Políticos são movidos pela vontade de poder e, por conseguinte, estudar o poder é estudar a ação humana dos entes políticos, que buscam sempre sua maior satisfação, que vem a ser a manutenção ou ampliação de seu poder, ação que requer meios extraídos dos pagadores compulsórios de tributos. Esperar que o estado venha a abrir mão de receitas advindas de maiores alíquotas de tributos já existentes ou de um novo imposto, após este ser adotado da boca para fora "transitoriamente", é o mesmo que esperar que um coelho faminto rejeite uma cenoura que lhe ofereçamos.

Mas — perguntarão, talvez — a situação das contas públicas do país não teria atingido um ponto tão calamitoso que nos permita, a título de emergência, aceitar um aumento na carga tributária para ajudar no seu reequilíbrio?

A resposta é: não, porque, como apontou Hayek, "emergências" sempre serviram de pretexto para erodir liberdades individuais.

Por fim — e muito importante — temos o aspecto moral, que os economistas-contadores também desconhecem, porque não estudaram a obra dos austríacos. Nossos governos, seguidamente, promoveram a gastança, para tanto se endividando, inflacionando e aumentando impostos; o último desses governos promoveu um verdadeiro assalto, uma orgia de gastos. Pois bem, você acha justo que inocentes — ou seja, nós sejamos obrigados a pagar pela imensa bacanal ao estilo de Sodoma e Gomorra promovida pelo PT e seus aliados com o nosso dinheiro ou você acha isso imoral?

O estado, em razão de sua própria constituição, de seu DNA, é um agressor potencial da moral: aumentar a dívida interna é impor ônus para as gerações futuras; inflacionar é sempre e em qualquer lugar punir os mais pobres e desprotegidos; e tributar, em português bem claro, nada mais é do que extorquir de quem trabalha, ou seja, um ilícito moral tornado legal por quem detém o poder.

O que fazer, então?

Chega de remendos. Basta de ajustezinhos temporários que nem o velho inglês da conhecida expressão vai desejar ver. Que se ponha um ponto final na velha prática do estado de cobrar dos cidadãos seus próprios erros do passado, apenas para que possa repeti-los no futuro. É tempo, é mais do que tempo, de realizar as reformas estruturais no estado brasileiro de que tanto o país está carecendo. 

Eis as mais básicas:

(1ª) Já que é ainda muito prematuro falar em extinção do monopólio estatal da moeda, que pelo menos se dê ao Banco Central a "independência" ou autonomia prevista desde sua criação, em 31/12/1964, pela lei 4.595 (mas que só ocorreu na gestão de seu primeiro presidente, Denio Nogueira, no governo Castello Branco), desamarrando os mandatos de seus presidentes dos mandatos do presidente da República.  O objetivo é fazer de tudo para termos uma moeda forte;

(2ª) Privatizações em massa (aqui um plano mais radical e aqui um plano mais moderado) e sem medo de enfrentar resistências políticas e de "movimentos sociais", na certeza de que deixará um país melhor para seus sucessores;

(3ª) Abolição das vinculações de receitas orçamentárias;

(4ª) Reforma tributária profunda, voltada para vigorosa simplificação e não menos vigorosa redução da carga tributária;

(5ª) Inserção sem medo e sem ideologia na economia mundial;

(6ª) Extinção de todas as agências regulamentadoras e abolição de proibições à entrada e saída de empresas nos mercados;

(7ª) Mudança radical na política externa, com a desvinculação do Mercosul e a assinatura de acordos que realmente interessem ao país (e não a esse ou aquele partido);

(8ª) Estímulos ao empreendedorismo, mediante medidas de desburocratização e criação de facilidades para a abertura de empresas nacionais e estrangeiras, de todos os tamanhos;

(9ª) Reforma previdenciária;

(10ª) Extinção do BNDES;

(11ª) Reforma trabalhista, com a extinção da anacrônica CLT;

(12ª) Garantia absoluta dos direitos de propriedade e punição de todo e qualquer movimento que os desafiar;

(13ª) Despolitização e da educação e da saúde, libertando-as da estatização e da ideologização;

(14ª) Fortalecimento da federação, com a consequente descentralização administrativa, de receitas e de decisões, ora concentrada na União;

(15ª) Alteração na lei penal e modernização das polícias, para que o crime passe a não compensar;

(16ª) Em um prazo maior, reforma constitucional;

(17ª) Reforma política.

Estas são apenas algumas das medidas que, ao lado de outras, sem dúvida contribuiriam para a criação de um ambiente estável e propício para que indivíduos e empresas, em ambiente de liberdade econômica e de garantia de direitos, pudessem trabalhar em paz, regidos pelo axioma da ação humana e colocar nossa sociedade nos trilhos do desenvolvimento.

Tudo isso não poderá, infelizmente, ser feito em meia hora, ou em um mês, ou em um ano, ou em um governo curto como deverá ser o de Temer; é tarefa para, no mínimo oito a dez anos, porque envolve, antes de qualquer anúncio de "medidas" por parte de um ministro da Fazenda, uma verdadeira revolução cultural, no sentido de mudar o conceito que os brasileiros têm acerca de suas relações com o estado, do que dele devem esperar e do que não devem esperar.

Um bom exemplo do descabido conceito sobre o papel do estado prevalecente é a recente aprovação pelo governo, em meio ao seu discurso de austeridade (e de ameaças, embora ainda tímidas e veladas, quanto à imposição de novos tributos), de aumentos na remuneração de servidores públicos, o que terá um impacto de R$ 50 bilhões em 4 anos.  Houve prioridade para os aumentos da Advocacia Geral da União, da Defensoria Pública da União, do Tribunal de Contas da União, da Câmara e do Senado.

Como vemos, trata-se daquele velho dito do "faça o que eu digo, mas não o que eu faço", por parte de quem deveria servir como exemplo de austeridade.

O caminho é longo, pedregoso e repleto de obstáculos, dos quais o maior é o verdadeiro fetiche que o estado representa na cabeça de nosso povo, um feitiço que faz com que os políticos se julguem no direito de fazer de nossos bolsos uma autêntica casa da mãe Joana, onde se sentem sempre à vontade para fazer o que bem entendem.

Em suma, será preciso muito mais do que um simples ajuste fiscal transitório para colocar a economia nos trilhos; é necessário proceder-se a um ajuste de longo prazo, a uma alteração no regime fiscal, com todas as reformas que essa expressão implica, a começar por uma profunda reestruturação do regime previdenciário e passando pela venda das empresas estatais, pela eliminação das indicações políticas para a burocracia, pela total separação entre governo e estado, pelas reformas política e da Constituição Federal de 1988, pelo estabelecimento de regras claras que dissipem o nevoeiro que os investidores enxergam atualmente quando tentam vislumbrar o futuro, pelo respeito ao pacto federativo, pela imposição de limites claros à concentração de poder e por outras providências, todas devendo ser assumidas como processos.

A recente aprovação da nova meta fiscal poderá ser capaz, como o governo espera, de melhorar as expectativas dos agentes econômicos, fazer cair as taxas de juros e estancar a crise econômica. Mas temos que passar a olhar para o longo prazo e, sem as providências enumeradas acima, não haverá nenhuma garantia de que, assim que a situação da economia melhorar um pouco, o governo não voltará a pôr álcool na fogueira.

Por fim, e quanto ao governo Temer? Para ser curto e grosso, minha posição, nestes primeiros momentos, é a de observador desconfiando. Hayek, Mises e os demais austríacos, certamente, diriam o mesmo.


4 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • Felipe  02/06/2016 14:40
    Excelente artigo!

    Pena que não vejo a menor chance de sair qualquer reforma... O governo não consegue sequer acabar com alguns ministérios, como vai fazer as reformas que tanto precisa?
    Para aprovar qualquer uma delas é necessário uma base parlamentar muito grande, e qualquer medida sempre vai desagradar uma parte ou outra.

    O estado ficou grande demais para que um pequeno grupo tenha poder para fazer mudanças, e parece ser impossível fazer um grupo grande ficar alinhado em uma mesma proposta. É um situação sem saída. Pensar nisso dá até um desânimo.
  • Kristyan Patrick  02/06/2016 14:46
    Resumindo, tudo que o príncipe Dom Bertrand defende. Pena que isso só vai ocorrer com a monarquia parlamentar, porque isso é a vontade do brasileiro, mas a república aqui definitivamente não respeita essa vontade.
  • mauricio barbosa  02/06/2016 15:09
    Enfim estamos fu....!!!
  • Kurt Sebastian   02/06/2016 15:17
    Se fossem Contadores o Brasil não teria chegado a esse caos. O princípio básico de Mises não é o da não intervenção... ou das "invencionices" tipo a "nova matriz econômica"

    Kurt Sebastian Pessek
    Contador que segue os princípios de Mises e Hayek
  • Eduardo Mendes  09/06/2016 23:21
    Kurt. O fato é que os contadores transformaram-se em agentes governamentais dentro das empresas, e nas barbas das pessoas físicas. São fiscais para execução das famigeradas declarações, bem como para manter os contribuintes "na linha" para cumprir o emaranhado de normas tributárias. O liberal do texto joga no mesmo balaio contadores e economistas. Sem contadores o governo perde a mão no controle tributário.
  • Marconi Soldate  02/06/2016 15:26
    O texto é bem interessante e mostra claramente, ao meu ver, a confusão geral que inclui, inclusive, o autor deste bom artigo.

    Ao se colocar contra um aumento de imposto ("urgente e temporário", segundo inclusive alguns economistas "liberais") e dar suas justas razões (principalmente de que o gasto vai crescer junto, como sempre foi), o autor acerta na mosca.

    No entanto, ao longo do texto, vemos frases como:

    "Já que é ainda muito prematuro falar.. que pelo menos se dê.."

    "(16ª) Em um prazo maior, reforma constitucional;"

    "Tudo isso não poderá, infelizmente, ser feito em meia hora, ou em um mês, ou em um ano, ou em um governo curto como deverá ser o de Temer; é tarefa para, no mínimo oito a dez anos"

    Ou seja, depois de um texto revoltado, o autor segue uma linha mais "sensata", "responsável", "pé no chão"... e bota aspas aí. Muitas aspas. O autor não enxerga que é exatamente esse comportamento morno que leva a aceitação de mais impostos. O pano de fundo disso é o tal absoluto "respeito a democracia" que cega até os mais inteligentes. Essa fé na linda e indefinida palavra "democracia", leva a aceitação da "responsabilidade", "vamos com calma", que leva a impossibilidade da redução de gastos estatais no curto prazo e, consequentemente, ao aumento de impostos. Sempre. O fato das leis serem amarradas, difíceis de passar - veja como é foda fazer uma emenda constitucional - leva a necessariamente que as medidas possíveis de serem adotadas sejam sempre contra a liberdade. Não li o livro, mas deve ter sido isso a constatação de Hayek no "caminho da servidão".

    Em resumo, precisamos de sensatez de verdade, precisamos de revolta.





  • Joaquim Saad  02/06/2016 18:24
    É isso aê ! O texto é excelente (como de costume do Ubiratan), mas acho que sem uma abordagem bem mais radical (de "virada de mesa" mesmo !) da questão, simplesmente jamais chegaremos efetivamente sequer a um arremedo de solução p/ este verdadeiro pesadelo, cada vez mais eternizado quanto mais politicamente corretos e automaticamente "diplomáticos" aceitarmos ser.
  • Berry  02/06/2016 15:41
    Excelente Ubiratan, no final deu até a receita do bolo.
    Difícil é o governo seguir, infelizmente.
  • Kurt Sebastian Pessek  02/06/2016 16:11
    Professor com todo respeito a sua opinião gostaria de ressaltar que nós contadores somos aqueles que durante a história da humanidade temos registrado todos os erros que os economistas cometem. Comparações entre ciências são ridículas e não servem como argumento.

    Kurt Sebastian Pessek
  • Renato  02/06/2016 16:21
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Um observador  02/06/2016 16:25
    Marconi,

    Que tipo de coisas você mudaria no texto para deixá-lo mais "revoltado" e menos "sensato", "responsável" e "pé no chão"?
  • Marconi  02/06/2016 17:38
    Todas as pessoas que escrevem textos como esse, tem de entender que no Brasil não existe democracia e que, portanto, ela precisa primeiro ser instaurada para depois ser preservada e levada a sério.

    Se o autor acha que existe democracia, então o que ele tem de fazer é convocar todos que concordam com ele a se filiarem ao Partido X, darem dinheiro, disputarem a eleição e, depois, finalmente, fazer as mudanças dentro dos trâmites legais.

    Se o autor acha que não temos democracia e que, portanto, o caminho acima é impossível, então tem que partir para organizar uma desobediência civil ou algo do tipo para instaurá-la.

    Dizer que não pode ter mais aumento de impostos e, ao mesmo tempo, aceitar o sistema amarrado que "precisa ser preservado", é uma contradição. 1)Ou o cara é contra mais impostos e dane-se se vai ser dentro ou fora da lei, da democracia, do amor e de tudo o mais que é belo Ou 2) ele tem sim que ser favorável ao aumento de impostos pra resolver a situação fiscal atual (e depois sonhar com uma linda solução sensata que, pelo gráfico, dá pra saber que não vai acontecer).

    Escrever dezenas de textos sensatos não adianta se depois, de fato, o eleitor tiver somente as opções 13 e 45 de novo nas urnas não-auditáveis. É preciso textos com soluções para agir e acabar com a palhaçada.

    O sistema político brasileiro ainda está balançando e, ao invés de tentarmos derrubá-lo, tem muitos "liberais" fazendo de tudo para preservá-lo em pé. Ao invés de soluções corajosas, vemos mais medo de piorar e nenhuma ação no sentido certo. Assim não vai.
  • Marcos  02/06/2016 19:30
    Você, pelo que depreendo, é seguidor da corrente "demolicionista", a mais infantil que tem. Ela é criticada até mesmo pelos austríacos hard core, como o Salerno.

    Artigo para você:

    Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"
  • Marconi  02/06/2016 20:23
    Jesus.. o Marcos e outros acham que revolução não existe! Que é infantil imaginar isso!!!

    E que, pasmem!, acreditam que existe uma diferença gigantesca, abismal, entre gradualistas e oportunistas.. Nooooossa, quanta diferença! Obrigado por me ensinar a não confundir.

    Haja masturbação mental!



  • Rene  02/06/2016 16:46
    As medidas listadas no artigo são necessárias, mas fiquei com uma dúvida quanto a elas. Se entrasse um presidente da república com vontade de fazer as coisas acontecerem, quantas destas medidas seriam possíveis com um congresso e um senado querendo que as coisas continuem como estão? Algumas medidas, como a reforma constitucional, certamente não são da competência da presidência da república ou simplesmente precisam de aprovação do congresso para serem realizadas. Quais destas medidas seriam viáveis de serem implantadas? Quais só seriam viáveis se trocássemos toda a classe política? E quais dependeriam também da mudança da mentalidade de todos os brasileiros?
  • Guenon  02/06/2016 16:52
    Todas podem ser implantadas. Mesmo as inconstitucionais podem ser implantadas por uma PEC.

    Ontem mesmo o governo aprovou a PEC da DRU, que é exatamente uma das medidas defendidas pelo artigo.

    www.oantagonista.com/posts/romario-no-banco-de-reservas
  • Andre  02/06/2016 16:53
    Governo estreou o "ajuste" concedendo aumentos que impactarão em R$50 bi as já arrasadas contas públicas.
    Tomaram de assalto o estado para garantires suas vidas nababescas e se livrarem da prisão e escravizarão os que não forem da mesma classe, Venezuela em breve será aqui.
  • THIAGO FELIPE  02/06/2016 16:58
    Boa tarde!
    Ao autor, a questão do equilíbrio no orçamento público é realmente importantíssima para direção das atividades no Estado, no entanto, devido aos erros do governo prejudicaram muitas pessoas neste país; com mão pesada na carga tributaria e gestão fraca e irresponsável do nosso dinheiro público. Mentalidade esquerdista.

    Mas quanto ao seu título:A questão do ajuste fiscal: somos economistas ou contadores? é preciso dizer que como profissionais contábeis nos desdobramos e atualizamos, com muita dificuldade, para solucionar problemas dos contribuintes oriundos equívocos na legislação, 309.147 normas tributárias, correspondendo a 6,5% da legislação total de 88 a 2013, segundo o IBPT. Nossa formação,de consultoria por excelência, sofreu intromissões do Estado devido políticas com o viés acima citado. Alem disso, disso os contadores Públicos tem que lidar com falta de planejamento adequado e gestores de péssima qualificação. mas eleitos pela maioria!

    Para muitos de nós contadores é evidente que 1º o problema exige plano, execução e controle de longos prazos; 2º enquanto não tivermos mudança desse pessoal com mentalidade equivocada, também não há grandes melhoras; 3º não necessariamente o aumento de tributos ajuda a questão, pois o empreendedor não tem culpa e sabe gerir melhor o seu dinheiro. claro! há contadores divergentes dessas opiniões.

    Empreendedorismo, Organizações, Sociedade civilizada e contabilidade andam unidas pela boa continuidade de seus fins.
  • Pilates  02/06/2016 17:07
    A situação do Brasil é muito complicada. Dificilmente o governo Temer conseguirá o reajuste necessário para reduzir o défict fiscal. Vai ser muito difícil retirar isenções fiscais que foram dados a alguns setores econômicos, alterar as regras da previdência, mexer em programas sociais, reduzir cargos comissionados etc. Por incrível que possa parecer, ontem na calada da noite, concederam um reajuste aos funcionários públicos que impactará as finanças do país em R$ 50 bi. Infelizmente, temos um parlamento bastante irresponsável que está olhando para o próprio umbigo.
  • Manoel  02/06/2016 18:50
    Perfeito!! Parabéns professor Iorio!!
  • Gabriel Kalapothakis  02/06/2016 19:19
    vcs tem algum artigo refutando os trinta gloriosos que e mito defendido pelos keynesianisnos?
  • edgar  02/06/2016 19:48
    Infelizmente não há salvação. Mesmo que Temer fosse um anarcocapitalista ele não poderia fazer muito.

    Há milhares de políticos e funcionários públicos fazendo pressão para não perderem seus privilégios. Junte a isso milhões de brasileiros que acham que é dever do estado fornecer saúde, educação, segurança, aposentadoria e etc.

    Nem Rothbard na presidência poderia fazer muito. O sistema por si só parece ser imune a uma possível redução. Muitos dos gastos do governo são obrigatórios e para mudar isso seria necessário enfrentar um verdadeiro mar burocrático.

  • brunoalex4  02/06/2016 20:20
    Verdade.

    Vejam as repostas dos funcionários públicos leitores do Reinaldo Azevedo na Veja à sua crítica e a dos demais leitores ao aumento vergonhoso que vão ganhar:

    josé reis barata
    Junho 2, 2016 às 2:54 pm

    José Ruben 11:29 am,
    Lamento por uma indignação tão desprovida de conhecimento do que é o Estado e plena de frustração. Talvez seja este desconhecimento que fez com estejamos enfrentando uma conjuntura de tamanha conturbação da ordem; ou, como você escreve: "Estado falido e vergonhoso".


    Desiludido
    Junho 2, 2016 às 1:14 pm
    Pois é. Esses servidores "ganham muito"? Porém, consomem muito, e ajudam um monte de gente a manter o emprego (domésticas, garçons, taxistas, lojistas, etc.). Diminuam os salários deles, isso, diminuam mesmo, assim eles vão demitir suas domésticas, deixar de ir a restaurantes, cinemas e teatros, comprar menos, eliminar uma TV a cabo dentre outras coisas, pois terão de apertar o cinto. Assim será bom né? Mais empresas fechando e mais gente desempregada, ótimo! Em vez de criticarem o salário dos outros, por que não torcer para que o país melhore e que o teu próprio salário melhore?

    j carlos
    Junho 2, 2016 às 1:17 pm
    José Rubem , acredito que a sua dor maior não é contra o reajuste dado aos funcionários públicos , e sim por não ter conseguido passar em algum concurso público por motivos desconhecidos ,entre eles com certeza a incompetência.Você está parecendo com o personagem de uma fábula que olha para uvas que não pode alcançar e diz que ¨ estão verdes ¨.O funcionário público tem reajuste sempre inferior à inflação. Você calado deve ser um sábio .

    É mole?? Somos obrigados a pagar a farra dos supersalários e aguntar esse tipo de desaforo.
  • brunoalex4  02/06/2016 20:21
    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-todos-se-juntam-contra-os-cofres-publicos-em-reajuste-a-servidores/
  • Ubiratan Iorio  02/06/2016 19:51
    Aos contadores:

    Quero dizer que em meu artigo não há nenhum demérito à profissão
    de contador. Apenas quis ressaltar que a visão que julgo relevante
    para tratar a questão do déficit não é a contábil, mas a econômica.
  • Henrique Zucatelli  02/06/2016 20:25
    Mais do que desconfiado, Mises olharia para Temer com o desprezo daqueles que tiveram um lampejo de esperança libertária ao fim de um ciclo de social democracia.

    Hoje em 02/06/2016 eu não tenho NENHUMA esperança que ele vá implantar nenhum dos pontos básicos da reforma nacional necessária para tirar a economia da lama. Pior, o quadro que eu imagino é de mais perfumarias e mais gastos.

    O resultado disso é incansavelmente explicado no IMB e que vou resumir em poucas palavras: qualquer investidor só irá mover recursos escassos do mercado financeiro para o produtivo SE VALER A PENA.

    Com a dificuldade que é para contratar e demitir, os altos custos para empreender (licenças, impostos e outras excrescências), dificuldade para comprar e vender e toda sorte de insegurança jurídica, há possibilidade desse investidor colocar seu dinheiro no produtivo? Jamais.

    Por isso eu tenho a tese de que sem um ponto de ruptura vamos apenas afundar. Remendo bom em tecido roto não tem sentido. Tem de se rasgar o trapo e voltar a tecer.

  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/06/2016 20:38
    Ruptura?!

    Qual a receita pra fazer isso? Refundar o país? Depor todo mundo? Acabar com os políticos todos ? Extinguir os poderes da república um a um? Como?

    Isso aí (peguei esse comentário mas têm centenas iguais) tá parecendo aquelas teses desvairadas do ayatolavo que nunca darão em nada (mas são ótimas pra coletar alunos e seguidores).


  • Jungstein  02/06/2016 21:51
    "ayatolavo"?

    Hummm, copiando expressão criada pelo RA ...
  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/06/2016 22:33
    foi, é?! pelo visto, tá sabendo mais do que eu.

    e a expressão é perfeita, seja de quem for (tu deves ser olavete!,kkk).
  • Henrique Zucatelli  03/06/2016 00:17
    Rodrigo, boa noite. Respondendo suas questões, não necessariamente na cronologia dos seus comentários:

    1- Conheço muito pouco sobre o trabalho de Olavo de Carvalho, e o considero um sujeito mau educado, apesar de corretíssimo em sua linha de pensamento liberal no Brasil. Descarte essa ideia, pois 99% da minha base teórica vem da Escola Austríaca.

    2- A maioria dos comentários segue a mesma linha de raciocínio (ainda bem) pois aqui se estuda o liberalismo austríaco. Estranho seria se estivesse pululando de keynesianos, social democratas e progressistas no blog, afinal o que lhes sobra em ofensas lhes falta em matemática. Aliás esta sempre vence, e sábio é aquele que estuda sob a ótica dessa inexorável ciência.

    3- Para pelo menos entender o termo "ruptura" que me referi considero fundamental que você estude profundamente sobre a teoria dos ciclos econômicos, a impossibilidade do cálculo econômico pelo Estado, o sistema de reservas fracionárias, a falácia da redistribuição de renda etc. O campo de busca está lá encima.

    Porém vou ser didático- e quase repetindo o Prof. Ubiratan- vou citar uma a uma, que eu considero as medidas básicas para a volta dos investimentos. O porque disso tudo está espalhado pelas centenas de artigos que o IMB disponibiliza generosamente (para nossa alegria):

    1- Adotar um Currency Board em modelo ouro-clássico - e acabar de uma vez por todas com a especulação cambial, a gastança desenfreada, a emissão de moeda sem lastro, que só gera inflação e pobreza - e de quebra eliminar o Banco Central e seus milhares de burocratas que levam vida de rei. Além disso, permitir a livre circulação e o comércio com qualquer moeda ajuda MUITO.

    2- Vender TODAS as estatais e eliminar todas as agências reguladoras, e com o dinheiro cobrir o rombo da previdência.

    3- Eliminar a CLT e todos os tribunais trabalhistas, remetendo as demandas jurídicas de contratos de trabalho a esfera civil.

    4- Eliminar toda a burocracia para abertura e manutenção fiscal de TODAS as empresas, gerando um imposto único municipal, um estadual e um federal sobre o lucro, e só.

    5- Eliminar todos os impostos para o setor de energia, telecomunicações e tecnologia, que atualmente é o que enriquece o mundo avançado. Quer uma Apple no Brasil, uma Foxconn, faça por onde oras.

    6- Zerar os impostos de importação e desburocratizar totalmente as exportações, eliminando assim a necessidade de qualquer acordo comercial. Quem quiser comprar compre, quem quiser vender, que se vire com seus clientes lá fora.


    Pronto, esses são os pontos mais básicos para que o país em 10 anos enriqueça sem precedentes. Qualquer coisa me chame que conversamos mais.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  03/06/2016 01:21
    eu aproveitei o gancho e a palavra usada por você pra criticar aqueles que desejam uma profunda reforma da estrutura atual do estado republicano brasileiro, nos moldes de uma revolução mesmo, uma refundação completa do país. você citou remendos e perfumarias. mas me parece que sua ruptura não é tão radical, apesar da improbabilidade de alguns pontos.

    sobre o comentário:

    1) boa sorte;
    2) não foi neste sentido, até por que a escola austríaca não exige grandes rupturas ou reformas estruturais em bases libertárias (que são tema dos inúmeros comentários de que falei);
    3) já estudei isso tudo. tá pregando pra o padre. só não posso adivinhar que ruptura tenha sido usada neste sentido. daí a pergunta;
    4) propostas batidas (aqui e em outros) e BOAS. esqueça isso de eliminar a existência do Bacen. e falo isso não por que trabalho lá. lute por coisas possíveis.

    tenho as informações de que preciso aqui e na minha biblioteca. mas agradeço sua disposição.

    esclarecido.
  • Defensor da demissão de funcionários do BACEN!  03/06/2016 14:08
    A deposição dos comunistas do governo já é um acontecimento político extraordinário.

    Deposição de comunistas? Em que mundo vives cara pálida? Por acaso os professores marxistas da universidades foram demitidos? Por acaso a contribuição sindical obrigatória (financiadora dos sindicatos pelegos comunistas) foi abolida? Por acaso o Ministerio da Cultura foi de fato abolido?
    Os comunistas continuam com suas garras incrustadas no estado.


    A lava-jato é outra coisa fenomenal e nova.
    Discordo. É um gasto imenso de dinheiro público e apenas serve para a população não se revoltar com os aumentos absurdos de salário do judiciário. Me diga um efeito positivo para a economia brasileira da Lava Jato e o circo midiático do Judiciário e fiquei convencido.
    Ficar discutindo quem roubou o quê não tem efeito prático. O que importa é diminuir o tamanho do estado. Mas o fracote do governo Temer não tem nem sequer coragem de privatizar a Petrobrás, em um momento em que muitos brasileiros apoiam a idéia (talvez não exista outra oportunidade como essa no futuro).

    Substituímos barbosinha desenvolvimentista por um sujeito que, malgrado seus defeitos, é muito mais pró mercado.
    Eu torço para que estejas certo, mas como já falei em outros comentários. Este sujeito mais ´pró-mercado´ talvez venha a ter exito em aumentar tributos e portanto f* ainda mais as nossas vidas. O barbosinha não conseguia fazer nada no Congresso ( o que É otimo).

    Trocamos um presidente de bacen bunda-mole por outro homem do mercado com ideias mais ortodoxas.
    Talvez este seja o ÚNICO ponto positivo deste governo.

    Escorraçamos coutinho do bndes, e em breve teremos uma auditoria de verdade naquela merda.
    Pronto... Agora que tem uma AUDITORIA no BNDES tudo vai ser resolvido.
    O problema continua. Tem que ACABAR com aquela merda, e não ficar querendo se preocupar em auditar (mais gasto público).
    Deveria mesmo era privatizar aquela merda.

    Temer extinguirá ministérios e cortará (exonerando) milhares de CC´s petistas.
    Até agora só vi ações cosméticas. E quero ver se ele irá exonerar ou não simplesmente substituir por aliados.


    Teremos um candidato forte de direita em 2018, com boas chances.
    E isto será mérito do governo Temer? Se tem alguém que ajudou a direita no Brasil esta pessoa foi a Dilma.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  03/06/2016 14:37
    venha me demitir pessoalmente se tu é homem.
  • Defensor da demissão de funcionários do BACEN!   06/06/2016 19:35
    Venha me roubar pessoalmente em vez de se esconder covardemente atrás do braço armado do estado.
  • Outro defensor da demissão de funcionários do BACEN!   06/06/2016 20:03
    ter que financiar carimbador de papel em uma das instituições estatais (BC) mais nefastas é dose mesmo
  • Henrique Zucatelli  03/06/2016 14:57
    Bacana Rodrigo, agora fiquei curioso sobre tamanha sabedoria em economia austríaca, e o que seria uma ruptura para ti.

    Poderia me agraciar com seu conhecimento, ou vai propositadamente dar outra patada e desconversar.

    Em tempo: não perguntei onde você trabalha, e isso tem efeito nulo para mim.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  03/06/2016 15:31
    ruptura não significa nada. implementar as mudanças possíveis na linha do que se propõe semanalmente aqui e em outros fóruns seria ótimo (lastro da moeda, desburocratização, redução do estado/custeio, reforma previdência, austeridade fiscal, liberdade contratual, redução de impostos e de tarifas alfandegárias).
  • Joaquim Saad  03/06/2016 17:01
    ...fim do BC,... :D
  • Atento  03/06/2016 17:53
    total apoio:

    a principal coisa que deve ser feita é extinguir o BC
  • Rodrigo Pereira Herrmann  03/06/2016 17:54
    tu tb pode tentar encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris, quem sabe....
  • Joaquim Saad  04/06/2016 13:08
    Apenas completei tua lista das coisas que se ouve muito por aqui.
  • 9-Dedos  02/06/2016 20:30
    E o povo brasileiro? si fú.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/06/2016 22:36
    (foi no artigo errado. replicando pra cá)

    A deposição dos comunistas do governo já é um acontecimento político extraordinário. A lava-jato é outra coisa fenomenal e nova. Substituímos barbosinha desenvolvimentista por um sujeito que, malgrado seus defeitos, é muito mais pró mercado. Trocamos um presidente de bacen bunda-mole por outro homem do mercado com ideias mais ortodoxas. Escorraçamos coutinho do bndes, e em breve teremos uma auditoria de verdade naquela merda. Temer extinguirá ministérios e cortará (exonerando) milhares de CC´s petistas. Teremos um candidato forte de direita em 2018, com boas chances.
    _____________

    O artigo é muito bom. sensato, razoável, com propostas boas e realizáveis. e isso a despeito do libertarianismo implícito (meio explícito tb), veja que coisa!
  • Pessimista  03/06/2016 19:54
    Com todo respeito ao mestre Ubiratan. Não gostei do artigo, foi muito reformista.

    Não vejo nenhuma solução dentro das regras institucionais, ainda que acabe com isso ou aquilo, diminua impostos, façam reformas e etc, sabemos que o próprio sistema político, mais cedo ou mais tarde, agigantará o estado novamente.

    A única solução duradoura para o país é a secessão.
  • Joaquim Saad  04/06/2016 13:37
    Secessão seria excelente (embora provavelmente seja outro "pote no fim do arco-íris"), mas acho que ainda assim cedo ou tarde recairíamos na mesma situação de domínio estatal (talvez apenas em menor escala), pra cujos efeitos o Iorio então oferece algumas ótimas medidas de mitigação.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  04/06/2016 16:00
    Secessão jamais. isso é mais besteira ainda. o que o país precisa é de um eixo em torno do qual se agregará e convergirá a nossa pluralidade histórica. nós precisamos re-significar nossa nação e cumprir com nosso destino.

    Veja-se os EUA. Foi necessária a liderança de um gigante (nos dois sentidos) como Lincoln e um esforço humano brutal pra que o país se mantivesse unido e se tornasse o que é (e não me venham com blablabla libertário).

    O mundo caminha no sentido de aproximação e união e intercâmbio crescentes (comunhão no essencial, com manutenção das diferenças existenciais - unidade na pluralidade). e a ideia de secessão representa o contrário.
  • Carlos  09/06/2016 01:27
    Secessão jamais.[/]

    Afirmativa desprovida de justificação. Dizer que "isso é mais besteira ainda" não constitui um argumento.

    [i]o que o país precisa é de um eixo em torno do qual se agregará e convergirá a nossa pluralidade histórica. nós precisamos re-significar nossa nação e cumprir com nosso destino.


    Por "Eixo" entenda-se: um governo centralizador, ou algo similar. O que você argumenta é uma maior centralização em um arranjo já extremamente centralizado.

    Pluralidade histórica: verborragia desprovida de significado.

    Re-significar, etc. etc.: semiótica tem o seu lugar. Aviso: não é aqui.

    Veja-se os EUA. Foi necessária a liderança de um gigante (nos dois sentidos) como Lincoln e um esforço humano brutal pra que o país se mantivesse unido e se tornasse o que é (e não me venham com blablabla libertário).

    Lincoln foi um grande... farsante. Como muitos que vieram antes, e um sem número que veio depois, foi um belíssimo vigarista. Ver Thomas J. Dilorenzo "The Real Lincoln."

    O mundo caminha no sentido de aproximação e união e intercâmbio crescentes (comunhão no essencial, com manutenção das diferenças existenciais - unidade na pluralidade). e a ideia de secessão representa o contrário.

    Erro lógico. Ao argumentar pela "unidade na pluralidade" você argumenta que a individualidade há de ser reconhecida como também a coletividade. Se é isso o que advoga, então tal argumento há de ter validade universal: nada impede que um indivíduo, ou um "Estado", se relacione com os demais.Nessa linha de raciocínio, havendo ou não secessão é irrelevante: o fato de haver mais nações - assim como mais indivíduos - não é impedimento algum para que mantenham relações entre si.

    Tal linha argumentativa é típica de totalitaristas, não difere muito dos neocons ou de ditadores de repugnante estirpe.

    Em suma, pouca ou nenhuma argumentação de interesse, verve totalitarista, vocabulário prolixo bem no molde do que é cuspido pelas universidades brasileiras nos dias atuais. Para quem disse ter estudado tanto você deixa - e muito - a desejar.
  • Joaquim Saad  09/06/2016 14:25
    Acho que secessão poderia ser bom principalmente em países continentais como o Brasil simplesmente por reduzir o tamanho e o poder dos governos, possibilitando em tese mais opções de lugares realmente diferentes onde se viver.

    Penso que o desfecho da guerra civil americana representou o início de um longo processo (atualmente em pleno curso) de alteração e até aniquilação de alguns dos valores mais importantes daquela sociedade, mesmo considerando a defesa da escravidão formal pelos derrotados naquele conflito.
    Impressiona o que me parece uma marcha constante dos EUA ("USSA" ?) desde ao menos o começo do século XX rumo a um socialismo cada vez mais descarado, liberticida e relativizador da propriedade privada, levado a cabo justamente por meio de um estado que só faz crescer descontroladamente, configurando o "eixo em torno do qual se agregou e convergiu" - de fato através do qual vem se eliminando - a verdadeira pluralidade de valores daquele povo, inclusive sua parte ideológica mais essencial de defesa do indivíduo e de sua capacidade e dever de cuidar de si mesmo sem ser espoliado por estruturas estatais tirânicas ou delas esquizofrenicamente demandar o que a cada um felizmente é proibido.

    Vejo o caso brasileiro como um exemplo em grau bem mais avançado de centralismo despótico desde a apropriação pelos portugueses do local em que sempre se sufocou o necessário e legítimo debate em torno de uma maior independência dos estados regionais em linha com a ideia supostamente em vigor por aqui de federação, a cujos cidadãos de seus próprios entes também deveria coerentemente se estender o direito de auto-determinação dos povos exigido pela constituição nacional p/ o reconhecimento de outros países.

    Que avancem o "Brexit" e movimentos análogos, quiçá inspirando toda as Américas !
  • Gabriel  03/06/2016 00:12
    Realmente, deixar que aumente a tributação vai apenas fazer com que os políticos gastem mais e, ao final, tornem os gastos maiores do que antes do aumento da carga tributária.

    Eu até não seria tão contrário à ideia se fosse possível confiar que de fato os políticos vão fazer profundas reformas e fechar a torneira do gasto público, mas infelizmente isso é impossível, portanto deixar que aumentem os impostos vai servir apenas para aumentar a irresponsabilidade dos Governos.
  • brunoalex4  03/06/2016 12:05
    Extamente. Olhem essa notícia:


    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sem-alarde-camara-cria-14-419-cargos-federais/


    Temer é apenas mais do mesmo...
  • Anônimo  04/06/2016 23:18
    Exato. Temer é apenas mais do mesmo. Me espanta ver artigos e comentários aqui no IMB que pensam que será diferente.

    As pessoas ainda pensa que o problema deste país se resolve trocando Chico por Manuel e não percebem que todo o sistema deveria ser implodido.
  • Atenção  05/06/2016 14:52
    O site não publicou nenhum artigo dizendo q será/seria diferente com Temer
  • mauricio barbosa  03/06/2016 00:43
    Temos necessidades urgentes,mas nosso sistema político anda a passos de tartaruga,se eu pudesse voltar no tempo teria aplicado meu dinheiro em bitcoin e hoje estaria rico e aplicando ele em algum paraíso fiscal a salvo do esbulho fiscal e da desgraça da inflação,estaria em uma praia paradisíaca assistindo de camarote os iluminados de Brasília consertar essa sangria que virou a economia deste país que eu amo por ter nascido e sido criado aqui,mas se pudesse escolher teria nascido bem longe daqui,haja paciência...
  • anônimo  03/06/2016 02:09
    CPMF ? Iremos voltar para a era do dinheiro de papel, talões de cheques, etc.

    Uma venda de 500 mil reais deve pagar 2.500 de CPMF.

    Com mais dinheiro em papel e talões de cheque em circulação, os assaltos e cheques fraudados irão aumentar.






  • Joaquim Saad  03/06/2016 03:15
    Isso até "pegar" por aqui a moda de se aniquilar o dinheiro físico !

    Quanto a cheques virarem solução definitiva p/ contornar CPMF, acho que as pessoas não vão ficar indefinidamente sem depositá-los, apenas repassando-os e os aceitando como pgto como se dinheiro fossem. Afinal, esse feitiço do papel pintado em troca de coisas de valor só mesmo os governos conseguem impor, certo ?

    ps: quem sabe algo como BitGold, BitCoin e afins.
  • Andre  03/06/2016 11:25
    Bitcoin vai prosperar, todas essas besteiras econômicas do governo brasileiro vão ajudar e muito a causa libertária.
    Mas a bolsa de valores vai se ferrar de qualquer jeito, a menos que comece a aceitar os bitcoins para não perder volumes de negócios.
  • Renan  03/06/2016 05:39
    "Izpeciaçialistas" estão acabando com o Brasil. Na segurança publica á econômia
  • Alexandra Moraes  03/06/2016 11:34
    O déficit corrente de R$ 170,5 bilhões não inclui os juros da dívida em torno de R% 600 bilhões anuais.A situação do Brasil é muito complicada. Dificilmente o governo Temer conseguirá o reajuste necessário para reduzir o défict fiscal. Vai ser muito difícil retirar isenções fiscais que foram dados a alguns setores econômicos, alterar as regras da previdência, mexer em programas sociais, reduzir cargos comissionados etc. Por incrível que possa parecer, ontem na calada da noite, concederam um reajuste aos funcionários públicos que impactará as finanças do país em R$ 50 bi. Infelizmente, temos um parlamento bastante irresponsável que está olhando para o próprio umbigo e não enxerga que estamos diante de um quadro muito grave que gera uma acentuada queda na produção, desemprego de 11,5 milhões de brasileiro e inflação muito acima do teto da meta.



  • Nando  03/06/2016 14:13
    Poucas pessoas são contra uma política de combate à fome, saúde mínima, segurança mínima, educação mínima, etc. Seria bizarro ver as pessoas morrendo de fome, baleadas, morrendo de gripe, dormindo no relento, etc.

    O estado sempre acaba virando uma bolha. O estado é o resultado do carácter comunista, facista e ditador das pessoas. O estado é a terceirização do lado autoritário das pessoas.

    O estado é um traidor esquisofrênico. É uma pilhagem de bolsas e subsídios, tipo lei Rouanet, copa do mundo, olimpíada, bolsas bilionárias de mestrado e doutorado, verbas bilionárias de publicidade, verbas bilionárias para infraestrutura e transporte, verbas milionárias para partidos, subsídios bilionários com cartão BNDES, verbas bilionárias para empresários, milhares de cargos comissionados que não produzem nada, etc. Isso é a cara do facismo, junto com o comunismo. Sem contar os corruptos, lobistas, bandidos e mamadores.

    O estado quer estar no topo da pirâmide social, sendo que não atende o mínimo da base da pirâmide. O estado é como uma empresa de tecnologia que possui uma péssima infraestrutura. Se não existe uma base sólida, o desmoronamento social é certo.




  • Antonio Alexandre  03/06/2016 14:51
    Os economistas não estão sendo contadores, os economistas estão sendo políticos.
  • Pilates  03/06/2016 16:24
    O Brasil é um estado gastador. A receita é menor que o gasto corrente do governo. Atualmente são R$ 170,5 bilhões de déficit sem mencionar mais de R$ 600 bilhões anuais relativo à pagamento de juros. Sou bastante pessimista. O Brasil não conseguirá reduzir o tamanho do estado, e consequentemente, cada vez mais, a situação do país será de fragilidade. Será uma tarefa hercúlea, alterar a idade da previdência, retirar isenção de impostos, acabar com subsidíos, rever programas sociais, diminuir o quadro de funcionários públicos e cargos comissionados, etc. etc.
  • 4lex5andro  03/01/2017 18:02
    Gastador é pouco, o Br é por tradição perdulário e economicamente contraproducente.
  • Viking  09/06/2016 13:24
    Leandro e demais membros do site, surgiu uma duvida numa conversa e queria ver se vocês tem a resposta:
    o que explica a inflação continuar subindo mesmo com o consumo caindo?

    Obrigado!
  • Leandro  09/06/2016 14:53
  • Rafael Pasquini  12/06/2016 02:34
    O problema é que a 17a reforma proposta tem que ser a 1a de todas... sem reforma política não há como fazer passar todas as outras (necessárias) reformas.
  • Emerson Luis  02/07/2016 18:51
    A privatização de todas as estatais (150?) pagaria a maior parte do deficit ou todo ele, além de extinguir um grande foco de corrupção e desperdício de dinheiro. Só isso já seria um grande avanço; conjugado com as demais medidas seria melhor ainda.

    * * *
  • Joaquim Saad  02/07/2016 19:24
    O problema não é apenas pagar o déficit em um determinado ano, mas eliminá-lo de uma vez por todas. É o gigantesco passivo público (INSS/RPPS, SUS, educação, justiça, segurança, etc, etc) gerador de buracos orçamentários anuais que tem de ser quitado c/ a venda de todos os ativos atualmente nas mãos dos governos. E daí o "buraco" a ser tapado é bem mais fundo...


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