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Os economistas austríacos contra o mainstream econômico no Brasil de Temer
Prepare sua carteira. Seu bolso está prestes a ser tungado. De novo

Nota do Editor 

O artigo a seguir foi publicado originalmente em maio do ano passado. Nele, havia previsões sobre qual seria o comportamento da nova equipe econômica. Saíam os pós-keynesianos heterodoxos comandados por Dilma e entravam os neokeynesianos ortodoxos comandados por Temer.

O artigo previu, dentre várias outras coisas, que estes neokeynesianos ortodoxos atacariam o déficit fiscal por meio da elevação de impostos.

E o que houve? Tudo indica que, amanhã, o governo federal anunciará um pacote de aumento de impostos. Esta é uma solução típica dos economistas convencionais, que sempre acreditaram que imposto não é necessariamente ruim, nem do ponto de vista ético nem econômico.

Entenda a mentalidade dos economistas convencionais, e veja por que os economistas seguidores da Escola Austríaca se opõem também a eles.

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Os governos do PT, especialmente sob a batuta da presidente afastada, Dilma Rousseff, facilitaram bastante o trabalho dos economistas seguidores da Escola Austríaca. Tantas foram as trapalhadas e os excessos praticados pelo PT, que o diagnóstico e as previsões feitos pelos austríacos não apenas se confirmaram, como também se tornaram consenso nacional.

A crise pela qual o país passa foi ampla e minuciosamente prognosticada pelos economistas austríacos. E, vale ressaltar, muito antes de aparecerem os primeiros sinais claros de que a pujança de 2009 e 2010 era absolutamente insustentável. O que muitos taxavam como mero pessimismo da Escola Austríaca hoje pode ser considerado até otimismo, dadas a dimensão e a profundidade das adversidades que assolam a nação. Simplesmente a pior crise da história brasileira.

O consenso sobre os equívocos da gestão petista uniu austríacos, chicaguenses, escolha pública, clássicos, e talvez até alguns keynesianos sensatos; enfim, colocou temporariamente dentro de um mesmo campo escolas de pensamento fundamentalmente distintas e, em diversos aspectos, irreconciliáveis.

Mas, em virtude do novo governo Temer e do "time dos sonhos" na Fazenda e no Banco Central, o contexto que aliou o mainstream aos austríacos não mais vigora.

As causas do desajuste econômico e fiscal são aparentemente conhecidas por todos os economistas acima citados. As soluções propostas para sair da crise e retomar o crescimento, contudo, dividirão novamente austríacos e o mainstream, levando a Escola Austríaca de volta à sua posição singular na ciência econômica, epistemologicamente falando.

Tal constatação decorre do fato de que a EA detém posições firmes — quando não únicas — a respeito de diversos problemas a que a política econômica submete as sociedades modernas. Posições tidas como intransigentes por alguns — porém equivocadamente, como argumentaremos a seguir.

Algumas das noções da Escola Austríaca

Antes de prosseguirmos, revejamos algumas das principais pautas da conjuntura brasileira atual e o que a ciência econômica, de acordo com a Escola Austríaca, tem a dizer sobre cada uma delas.

Impostos: imposto significa expropriar riqueza do cidadão, independentemente da finalidade a que se destina. Tudo o que o estado gasta é pago pelo cidadão por meio da tributação. Na melhor das hipóteses, impostos nada adicionam à atividade econômica: o que seria gasto pelos indivíduos agora será gasto pelo estado. É tirar de X para dar a Y.

Porém, como o estado não está sujeito ao teste de lucros e prejuízos, o gasto público é sempre ineficiente. O desperdício é inevitável — aprofundaremos esse ponto mais adiante.

Ademais, impostos desincentivam — quando não impossibilitam por completo — a atividade econômica e a acumulação de capital, ao embutir um custo adicional à produção. Impostos dilapidam a riqueza de uma nação duplamente: ao impedir uma maior produção e a formação de capital e ao desperdiçar os recursos que seriam usados pela iniciativa privada.

Tudo o mais constante, tributos significam uma subtração da atividade econômica, uma dilapidação da riqueza atual e potencial futura. Taxar a sociedade significa empobrecê-la. Logo, qualquer aumento de impostos implica a redução da riqueza de uma nação.

Na visão do mainstream, entretanto, impostos não significam necessariamente uma redução da riqueza em uma economia, e isso depende, segundo eles, da destinação e do uso "eficiente" dos impostos. O que nos leva ao próximo tópico.

Despesa e gestão pública: o estado está sempre em uma posição de total cegueira quanto à demanda pelos seus serviços ou atribuições constitucionais. Não estando submetido ao teste do mercado, o ente público não tem como saber no que gastar, onde gastar, quanto gastar nem quando gastar. Somente empresas utilizando recursos escassos, sujeitas ao sistema de preços do mercado, e competindo pela clientela têm capacidade de tomar decisões racionais de modo a alocar o capital da forma mais eficiente possível.

A despesa pública, em total contraste, é uma decisão altamente arbitrária; o voto democrático pode, na melhor das hipóteses, apenas influenciar a destinação do gasto, mas as demais questões persistem sem solução.

Aliás, na prática, o arranjo é ainda pior, pois os cidadãos pagam ao estado na forma de impostos, os quais, no fim, formam uma espécie de saco sem fundo do qual o governo se utiliza para sacar todo o dinheiro coletado e "alocá-lo" de acordo com as demandas populares. Isso significa que os cidadãos não pagam exatamente pelo que querem, e, por consequência, o governo não gasta exatamente naquilo que estão demandando.

Os dois lados estão cegos. Um não sabe pelo que está pagando; o outro não tem como saber onde e quanto gastar. Por essas razões, a gestão pública é ineficiente por definição, e isso é igualmente válido para todo e qualquer serviço provido pelo governo, da administração da justiça à operação dos portos, da saúde à educação, da segurança à construção de estradas. "Gestão pública eficiente" é a quadratura do círculo.

Investimento público: se a gestão pública é ineficiente por definição e todo gasto é um desperdício, o mesmo vale para todo e qualquer investimento público. Dessa forma, quando economistas do mainstream defendem mais investimentos do estado visando maior crescimento do PIB, eles estão, inadvertidamente, advogando o desperdício de recursos escassos em projetos sobre cujas reais demandas o ente público não tem nada além de um mero indicativo.

Investimento público, seja ele qual for, não enriquece uma nação, independentemente do que o PIB registrar.

Déficits fiscais: despesa maior que receita resulta em déficits fiscais. Déficits podem ser financiados com dívida pública ou com emissão de moeda. Em ambos os casos, a economia empobrece.

Ao emitir moeda, o governo dilui o poder de compra do dinheiro, expropriando riqueza do cidadão sorrateiramente. Inflação nada mais é que um imposto obscuro.

Ao contrair dívida pública, o governo suga a poupança da nação para gastos questionáveis, em que o desperdício é inevitável. Poupança é direcionada ao financiamento de atividades improdutivas, privando investimentos lucrativos de recursos escassos.

Dívida pública: como dito acima, o endividamento governamental suga poupança da economia para financiar atividades improdutivas que pouco ou nada agregam à economia. Quanto maior a dívida pública, menos poupança é investida em atividades privadas capazes de gerar riqueza.

Crédito público e subsídios: se a gestão pública é ineficiente por definição, empresas estatais sofrem do mesmo problema. Seja uma petroleira, seja um banco, uma empresa estatal não submetida ao teste de lucros e prejuízos de mercado padece dos mesmos males que qualquer burocracia governamental.

Crédito de banco estatal é, em larga medida, concedido com base em critérios políticos, e não econômicos. Investimentos que em condições normais nunca seriam financiados acabam recebendo crédito amplo e barato, tornando viáveis operações que não se sustentariam em um mercado livre.

Crédito bancário subsidiado significa conceder financiamento àqueles que não precisam ou aos que jamais deveriam se endividar. Financiam-se investimentos mais arriscados e com menores taxas de retorno.

Comércio internacional: qual a causa da riqueza das nações? Se pudéssemos resumir em apenas um princípio, afirmaríamos que a riqueza das nações tem origem nas trocas voluntárias entre indivíduos. Onde o comércio livre e desimpedido impera, a riqueza é abundante. Onde o comércio é obstruído ou impossibilitado, a estagnação ou redução do padrão de vida é inevitável.

Destarte, tarifas de importação e restrições alfandegárias constituem um fardo à nação, pois inibem todo o potencial de formação de riqueza oriundo do comércio internacional.

Câmbio: poucos temas em economia são tão mal compreendidos como a questão do câmbio e da moeda. A inflação monetária e a consequente perda do poder de compra do dinheiro influem diretamente na atividade econômica, especialmente sobre os investimentos de mais longo prazo. Quanto mais incertezas com relação ao poder de compra futuro da moeda, mais arriscados se tornam os investimentos, mais receosos são os empresários, pois têm mais dificuldade de prever os fluxos de caixa futuros de seus empreendimentos.

Quanto maior a inflação monetária, quanto mais desvalorizada é uma moeda, mais complexo e incerto acaba sendo o cálculo econômico. Quanto mais incerto o cálculo econômico, menos intensa é a atividade econômica, menor é a quantidade de trocas em uma sociedade, menos riqueza é gerada.

Moeda fraca, economia fraca. Moeda forte, economia forte. E não, a desvalorização do câmbio não aumenta as exportações, muito menos eleva a competitividade de nenhum país. A teoria e a empiria comprovam.

Então qual a saída para o Brasil?

Henrique Meirelles deve propor aumentos de impostos para equilibrar as contas públicas? Mas um aumento de impostos não pode acabar aprofundando a crise econômica? O gasto público deve ser apenas controlado? Ou devemos "cortar na carne" a despesa governamental? Déficits fiscais são capazes de trazer benefícios à economia? Depende? O foco deve ser a redução das atribuições do estado ou o importante é tornar a gestão pública mais eficiente?

As respostas a essas importantes perguntas dependem diretamente da visão de mundo de cada escola de pensamento econômico. E, como elencado anteriormente, o entendimento da EA acerca dessas questões costuma divergir do mainstream e do senso comum.

Então, enquanto economistas da Escola Austríaca, como devemos nos posicionar diante dos dilemas enfrentados pela economia brasileira?

Se entendemos que impostos reduzem a atividade econômica e empobrecem uma nação, aumentos de tributos deveriam ser evitados a qualquer custo. Se entendemos que a despesa pública representa um desperdício, deveríamos reduzir ao máximo o tamanho e as atribuições do governo.

Se a gestão pública é inerentemente ineficiente, adotar práticas de gestão das empresas privadas é não apenas inócuo como também contraproducente, pois retarda a tomada de medidas efetivas na vã esperança de otimizar a administração da burocracia governamental.

Se a infraestrutura brasileira se encontra em uma situação calamitosa, a última coisa de que necessitamos é de investimento público como solução para as estradas, portos, aeroportos. Que se conceda à livre-iniciativa a possibilidade de realizar investimentos nesses setores — sem amarras artificiais, obviamente.

Se compreendemos o quão nocivo podem ser déficits fiscais, é premente eliminá-los. Mas jamais recorrendo a aumento de impostos, porque estes, além de serem prejudiciais à economia, podem reduzir a arrecadação tributária — em virtude de um aprofundamento da recessão econômica —, amplificando ainda mais o rombo nas contas públicas.

Se concluímos que a despesa pública pouco ou nada agrega, não há dúvidas quanto ao foco do ajuste fiscal: cortar o gasto orçamentário do governo é a única via capaz de sanar déficits fiscais sem jogar a economia para o buraco.

Se a dívida pública consome a poupança da nação em atividades nocivas à geração de riqueza, conter e reduzir o endividamento do governo deve ser compromisso precípuo da sociedade.

Se as trocas voluntárias são a fonte da riqueza, toda e qualquer obstrução do livre-comércio deve ser combatida.

Se câmbio desvalorizado é uma das principais causas do desarranjo econômico, a busca por uma moeda forte deve ser o pilar primeiro da política monetária.

Infelizmente, grande parte dos economistas do mainstream — como os membros da equipe econômica atual — não compartilha integralmente do posicionamento dos austríacos.

Se a meta principal é levar a cabo o ajuste fiscal, não há maiores complicações em alcançar esse objetivo com uma mescla entre corte de gasto e aumento de impostos, defendem eles. O essencial é conter o déficit. Essa posição deriva de um errôneo entendimento de teoria econômica e de uma mentalidade um tanto estatista.

O que é pior, para o mainstream, basta manter o déficit em níveis constantes sobre o PIB que o apuro fiscal está resolvido. Basta as despesas do governo crescerem menos que o PIB e não haverá crise orçamentária. Basta manter a trajetória da dívida em relação ao PIB controlada, e a economia estará sanada.

Refrear o aumento descontrolado do endividamento público e reduzir os déficits fiscais não são garantia de crescimento econômico e aumento sustentável do padrão de vida da sociedade. Podem, sim, impedir a falência do estado e evitar uma crise de confiança temporariamente; mas não asseguram a retomada do crescimento, muito menos uma sociedade mais próspera e rica.

A relativização dos impostos leva economistas renomados — e normalmente sensatos — a defender posições alarmantes dignas de execração pública, como é o caso recente de Fábio Giambiagi.  Em entrevista ao portal InfoMoney, Giambiagi disse:

Eu fui durante muitos anos contra a CPMF, por diversas razões, mas aqui me aproprio da resposta de Lord Keynes quando uma senhora o encarou dizendo que o que ele estava defendendo era contraditório com o que ele havia defendido anos antes, ao que ele respondeu, fleumaticamente: 'Minha senhora, quando as circunstâncias mudam, eu mudo. E a senhora?'. Ano passado tivemos um déficit público de 10% do PIB, mas penso que ser contra a CPMF hoje porque é um imposto ruim é como negar a entrada dos bombeiros numa casa que está pegando fogo porque vão estragar o sofá da sala. A situação é catastrófica e não vejo muito sentido em abrir mão de uma receita de 1,5% do PIB que pode ser aprovada em pouco tempo, uma vez que a emenda já começou a tramitar.

O economista não apenas cunhou uma das analogias mais infelizes da história — na verdade, a casa deveria ser a economia, e a CPMF, a gasolina —, como também atestou sua incompreensão sobre o fenômeno tributário e revelou sua mente estatista.

Em primeiro lugar, CPMF não é um imposto ruim por alguma outra característica além de ser o que é, um imposto. CPMF é ruim precisamente porque é um imposto, e ponto. Se imposto fosse bom, não seria imposto, seria contribuição voluntária — e seríamos então genuinamente "contribuintes".

Segundo, a única circunstância que mudou foi a gravidade do déficit; mas um imposto é sempre destrutivo à economia, seja em um governo superavitário, seja em um deficitário. Sua natureza não se altera de acordo com a situação das contas públicas.

Por fim, Giambiagi evidencia como pensa um estatista: sendo a contenção do déficit fiscal o objetivo principal, o importante é arrecadar. Nada melhor que um imposto fácil de ser cobrado como a CPMF. Quaisquer considerações sobre o efeito nocivo à economia são secundárias.

Giambiagi não está sozinho. Preocupa-nos a quantidade de economistas liberais que, atualmente, defendem o aumento de impostos como medida absolutamente imprescindível ao ajuste fiscal. "Sempre fui contra aumentar impostos, mas hoje a situação é dramática, não há outro jeito", justificam eles.

Intransigência ou moderação?

O correto entendimento das relações de causa e feito conduz inevitavelmente à busca pelas soluções que levarão a uma sociedade mais próspera e livre. Implantar as medidas corretas, porém, passa, obviamente, pelo processo político legislativo. Não basta entendermos o que é bom para a economia; é preciso convencer os políticos e a sociedade — para que esta apoie tenazmente — da necessidade de se adotar as políticas certas.

Mas quando partimos das premissas equivocadas e relativizamos o poder destrutivo da taxação, do gasto público, do gigantismo estatal e da moeda fraca, a probabilidade de fraquejo e hesitação dos políticos torna-se uma certeza, e as medidas corretas seguirão sendo postergadas para um futuro incerto.

E nessa conjuntura, a diferença entre os economistas sensatos (ou mais liberais), os marxistas e os keynesianos extremados é, frequentemente, apenas uma questão de grau, e não de essência. Porque, segundo estes, o problema não é o subsídio per se, mas a magnitude dos programas. Não é a existência do BNDES a questão nevrálgica, apenas a dimensão dos seus empréstimos é que deve ser mais bem calibrada.

Por divergirem frontalmente dessas posições, os economistas austríacos, sob a ótica do mainstream, não passam de seres intransigentes. Não levamos em consideração a realidade política e insistimos em propostas quiméricas. É preciso mais moderação, alegam eles. Será mesmo?

Vejamos.

Se partimos do pressuposto de que impostos são ruins para a economia, seria intransigência advogar a redução da carga tributária ou rechaçar propostas de novos tributos? Se admitimos a premissa de que moeda forte é uma condição para uma economia saudável, seria radicalismo condenar assertivamente toda investida de desvalorização da moeda?

Não há intransigência em afirmar que 1+1=2. Tampouco é moderação afirmar que 1+1, dependendo do lugar e instante no tempo, pode ser 3 ou 4. Não confundamos rigor científico com conveniências políticas. Ou entendemos cientificamente as relações de causa e efeito, ou rezemos para que, da próxima vez, por algum motivo inaudito, as consequências de políticas erradas não sejam desastrosas.

Enquanto essas noções não forem absorvidas e devidamente internalizadas, o Brasil permanecerá condenado à armadilha da renda média, à desigualdade abismal, à concentração de riqueza nas mãos de políticos e burocratas, ao capitalismo de laços e à baixa produtividade.

As ideias defendidas pelos economistas austríacos deveriam balizar as políticas públicas para conduzir o país de volta ao crescimento econômico e à prosperidade. Ceder às soluções politicamente mais factíveis é uma via expressa para a mediocridade econômica.

O fato inconteste é que hoje somente os austríacos estão preparados para condenar todo e qualquer aumento de impostos, independentemente da conjuntura ou do partido governante. Hoje somente os austríacos defendem com veemência a redução do estado, da despesa pública, e não apenas o controle orçamentário. Hoje somente os austríacos defendem a adoção de uma política genuína de moeda forte. Precisamos de mais "intransigência" e menos "moderação".


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autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Edujatahy  24/05/2016 14:57
    Ótimo texto, Fernando!

    O governo anterior, por mais absurdo que fosse sua ideologia, pelo menos não conseguia fazer nada. Aprovar CPMF era impossível (ainda que corte de gastos também).
    Agora meu temor é que este governo crie o pior cenário possível. Aprove a CPMF e não consiga cortar nada.

    É inaceitável aumentar impostos. Esta hipótese nem sequer deveria ser mencionada.
  • Augusto de Carvalho  28/03/2017 15:22
    você já leu minha teoria do Governo milionário? https://goo.gl/okPyxQ

    Minha página no facebook: https://www.facebook.com/AdeCarvalhoOficial/
  • anônimo  24/05/2016 14:57
    O artigo é excelente, mas não podemos deixar de mencionar algumas medidas inflacionárias e de endividamento.

    - Reajuste de salário mínimo acima da meta de inflação
    - Acordos coletivos de sindicatos acima da meta de inflação
    - Pedaladas fiscais no superávit primário
    - Aumento na rolagem da dívida pública
    - IOF sobre entrada de investimento estrangeiro caracterizado como especulativo
    - Desonerações para empresas nacionais que possuem concorrência estrangeira (Pedalada na OMC)

    É bizarro ver chefes de governo fazendo o diabo nas contas públicas e na economia.

    Eu ainda acredito que a Selic é uma marretada na economia, porque o gasto público é voraz e incontrolável. Não acredito que seja falta de dinheiro nos bancos.

    Enquanto não tiver cortes de despezas em todos os governos, para ter superávit primário extremamente alto, não conseguiremos baixar juros e impostos.

    A economia está doente.
  • Conservador  24/05/2016 15:14
    Excelente.
  • anônimo  24/05/2016 15:24
    O Belluzo foi suspenso no Palmeiras. Kkkkkkkkk

    Pedalada no chiqueiro !
  • Renan  24/05/2016 15:42
    Galera a escola austriaca é ideal pra ser adotada em toda econômia ou em algumas culturas? Digo isso pois Japão e Coreia do Sul ficaram ricas atravez do Keynesianismo assim como outros paises do liberalismo.

    Existe uma melhor ou depende do lugar?
  • Alceu  24/05/2016 17:10
    Errado.

    O Japão do pós-guerra se reergueu fazendo o exato oposto do que mandava a doutrina keynesiana. O general MacArthur, o vice-rei ocupante, nutria simpatias pelo liberalismo. O especialista que ele recrutou para lançar os alicerces da nova economia japonesa era um banqueiro americano imune ao charme keynesiano. Exatamente como aconteceu na Alemanha, o governo japonês limitou-se a manter suas finanças em ordem; o resto ficou por conta do mercado. Graças ao trabalho duro e a frugalidade do povo japonês e o espírito de iniciativa de seus empresários, o Japão logo se reergueu. Muita poupança e investimentos privados e orientação para o comércio internacional constituíram a razão do sucesso nipônico. Precisamente o que Keynes considerava nefasto.

    Foi a partir da década de 1990 que o Japão adotou o programa keynesiano total. Altos déficits, juros zero, e obras públicas. O resultado é o que se vê na economia de lá desde há 26 anos.

    Quanto à Coréia do Sul, esta se desenvolveu justamente graças aos investimentos japoneses. O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).
  • Felipe Lange S. B. S.  01/09/2016 21:16
    Essa eu não sabia. Mas faz sentido. Empresas de referência no mercado mundial como a Honda, não se desenvolveram mendigando ajuda de governo e crédito artificial.

    E depois perguntam por que o Brasil não tem uma marca automotiva de referência mundial.

    Se nem os próprios brasileiros deixaram de comprar o simplório Mille por um Gurgel, que dirá os estrangeiros residentes em países ricos e mais competitivos.
  • Arthur Gomes  28/03/2017 19:36
    Concordo com você Alceu. Ainda tem mais a história do Japão antes da guerra também é interessante, o país estava indo muito bem obrigado. Mas na década de 20/30 o governo começou a interferir na economia o resultado foi uma crise que ajudou a levar ao poder uma junta militar com idéias malucas de império e conquistas o resto é história. No Brasil todos falam que a Coréia do Sul ficou rica com sua educação mais esquecem que foi o modelo economico que ajudou o país produzir riqueza, muitas pessas pensam que algum país da Africa conseguir colocar todo mundo na faculdade o país cria riqueza do nada.
  • Rafa  24/05/2016 20:27
    Não há nenhum caso, na história, de uma nação que tenha se tornado plenamente desenvolvida sem experimentar doses maciças o liberalismo econômico. Depois de enriquecer, aí sim algumas resolveram flertar com ideias socialistas - e se deram mal...
  • Leonardo  01/09/2016 10:14
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=184


    Explicando a recessão japonesa. Vale a pena.
  • Hayek  24/05/2016 16:25
    Parabéns pela clareza na exposição, Ulrich!
    Liberdade econômica é tudo. O Brasil necessita seriamente desregulamentar a economia para que possamos ter um crescimento econômico sustentável baseado em sólidos fundamentos macroeconômicos.
    Nós ocupamos o 122° lugar do ranking de liberdade econômica, da Heritage Foundation: uma vergonha!
    [link]www.heritage.org/index/country/brazil[link]
  • mauricio barbosa  24/05/2016 16:36
    Tenho afirmado isso em redes sociais,que a virtude do governo Temer tem sido a moderação e o bom senso,espero que continue assim,pois não suporto mais pagar impostos e mais impostos,não dá mais,ficar pagando impostos e tendo retorno baixo...
  • Teco Teco  24/05/2016 18:10
    Não leu o artigo pequena criatura?

    Não precisamos de "bom senso"/"moderação", mas sim de VERGONHA NA CARA.
    Quem estiver lá tem que ser INTRANSIGENTE...

    O Ulrich mandou a real sobre o que tem que ser feito sob a luz da EA.
  • mauricio barbosa  25/05/2016 12:08
    Os movimentos sociais podem aprontar uma arruaça que irá levar a um endurecimento do governo dele,coisa que não é o feitio dele,ele não tem vocação para o autoritarismo,creio eu o Bolsonaro teria esse perfil,Teco Teco criatura sem nome.
  • Teco Teco  30/05/2016 01:07
    Aprontar o que?

    Atacar "civis" com pás e inchadas?
    Gritar, chorar, espernear...

    Esse pesssoal faz muito barulho, parece ser grande...no fim é uma meia dúzia de manipulados.

    Não é possível. Que as Forças Armadas assistam passivamene e não tomem as devidas providências em casos de incidentes de força maior.

    Movimento Social é piada pronta. Olha o verbete "SOCIAL" aparecendo por ai.

    Teco Teco sem nome.
    RG para constar, nem tenho mais.
  • O cara que faliu a Alemanha, von Bismarckq  03/05/2017 07:37
    Como não ter mai RG? Seria desebediência civil? Como fasso igual?
  • anônimo  24/05/2016 16:52
    Boa tarde, sou estudante de administração e estou tendo introdução à economia. Percebo que o que aprendi até agora, pelo menos em teoria macroeconômica, foi puro keynesianismo. E lendo artigos do Mises tive algumas dúvidas, se puderem responder, agradeço.
    1-)A desvalorização da moeda nacional que faz o exportador de produtos agrícolas ter maior retorno financeiro não é uma saída para a crise?
    2-)O livre-mercado citado no artigo diz a respeito da não taxação de todos os produtos importados? Isso não faria com que algumas empresas nacionais "quebrassem" ainda mais? Como no caso de produtos da China que estão entrando com baixas taxas de importação e, fazendo, assim, com que as industrias nacionais não consigam competir com os preços advindos de fora, relativamente muito menores que os nacionais?
  • C. Gomes  24/05/2016 16:52
    Sobre essa questão de cortar gastos, eu pergunto:

    Dá bilhão?
  • Jose Luiz  25/05/2016 15:34
    istoe.com.br/411245_A+INSUSTENTAVEL+MAQUINA+DO+GOVERNO/
  • Luiz  24/05/2016 17:10
    O correto seria o país ter uma poupança e controle de gastos, e não sair loucamente distribuindo a verba pública, gastando mais do que pode, e o pior de tudo desviando. Eu não tenho interesse nenhum na volta da CPFM, nem que seja para "estabilizar" o país, sabendo que burocrátas da pior espécie, corruptos e xerifes controlam a verba pública. Chega!
  • Renato  24/05/2016 17:10
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Leocir  24/05/2016 17:33
    Além da não elevação da carga tributária é preciso vender estatais ineficientes, acabar com a estabilidade do setor público, abrir a concorrência em todos os setores onde o estado atua. Medidas que considero básicas e fundamentais para reverter a enrascada que nos encontramos.
  • Funcionário Público  28/03/2017 19:16
    Nao nao, acabar com a estabilidade do nosso serviço publico não é solução. Sou um funcionário muito produtivo, acabar com essa estabilidade pra que? Nao nao nao. Devemos abrir mais vagas de trabalho no serviço publico para que todos desfrutem da estabilidade financeira e de emprego! Há muitas oportunidades, por exemplo, vaga pra ASPONEs!! A alocação de recursos do estado deve ser direcionado para pagar os salarios dos novos funcionarios.
  • anônimo  28/03/2017 21:22
    Isso mesmo, a solução não é acabar com a estabilidade e sim acabar com o estado, e os funças que vão junto.
  • Dam Herzog  29/03/2017 02:39
    Estabilidade ou privilégios adquiridos ?
  • O cara que faliu a Alemanha, von Bismarckq  03/05/2017 07:40
    Falou muito mas falou coisas sem sentido, pequena criatura pública.
  • Wandirley  24/05/2016 17:40
    Anônimo, ver www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175 e www.mises.org.br/Article.aspx?id=1517. Abraços e espero ter ajudado
  • José Luiz  24/05/2016 17:48
    Fernando, parabéns pelo texto!

    Uma dúvida que eu tenho, qual sua opinião sobre investimentos públicos em setores que (a priori) não são atrativos pela iniciativa privada? Saneamento básico, por exemplo. O caminho seria através de PPP´s?

    Alguma solução prática, que não seja utópica?

    Obrigado,
    JL
  • Fernando Ulrich  25/05/2016 13:47
    A priori, não existe nada que não seja atrativo para a iniciativa privada. Se não é atrativo é porque não existe demanda. Se não existe demanda é porque nem deveria ser produzido. Certamente não é esse o caso do saneamento básico.

    Não sei citar casos concretos de soluções privadas em saneamento básico, nem qual seria a melhor solução prática para avançar nesse setor no Brasil. Teria que estudar mais. Sorry.
  • mauricio barbosa  25/05/2016 16:21
    As empresas prestadoras de serviços de saneamento básico(Tratmento e canalização de esgoto) venderiam a água tratada para as distribuidoras de água ao canalizarem a mesma para o reservatório delas ou engarrafariam essa água e venderiam-na para hospitais,fábricas,residências e supermercados,enfim o que não falta são ideias,mas o Fernando Ulrich tem razão,tudo vai depender da demanda,agora o Sr Mercado não é infalível,mas tem as melhores soluções para qualquer atividade econômica ao contrário dos burocratas que quando não são parasitas,têm boas intenções,mas não dispõem de recursos materiais e financeiros e incentivos dos superiores hierárquicos para implementarem as melhores soluções para os problemas e desafios que o monopólio estatal e o dia-dia apresentam!!!
    OBS:Atualmente as empresas de saneamento estatais engloba saneamento básico(Tratamento e canalização de esgoto )e distribuição de água,mas no mercado poderão ser desmembradas.
  • Emerson  28/03/2017 19:07
    Começemos o raciocínio com Rios privados, como alguém conseguiria jogar seus dejetos nos rios deliberadamente?
  • Matheus  28/03/2017 18:49
    DÁ UMA OLHADA NESSE NOTÍCIA:

    Além disso, as empresas privadas investem em uma gestão eficiente para melhorar o serviço e ampliar, por exemplo, a disponibilidade de água, o que muitas vezes acontece sem que seja necessário recorrer a novos mananciais de água. "Em alguns casos, o próprio tratamento do esgoto que não era nem mesmo coletado já permite que não seja preciso encontrar novas fontes de abastecimento", explica o presidente do SINDCON.

    Outro recurso é a redução de perdas físicas de água no sistema, que, no Brasil, giram em média em torno de 37%. Entre as concessões privadas, a redução de perdas é uma das primeiras medidas adotadas pela gestão comercial. Há cidades com concessões maduras, como Niterói e Limeira, em que a eficiência operacional é comparável à dos Estados Unidos, onde se atinge uma perda de somente 13% da água tratada.
    fonte: https://www.saneamentobasico.com.br/portal/index.php/investimentos/concessionarias-privadas-de-saneamento-investem-em-gestao-e-ampliacao-de-usuarios/

    Dá a entender que colocar um pouco de liberdade no setor (PPP's invés de 100% estatal) já melhorou a eficácia do setor...imagina se houvesse permissão para 100% privadas. Pode não ser a resposta para a sua pergunta, mas talvez um indício que até nesse setor "sem atratividade" o livre comércio se daria melhor que o Estado.
  • Didi  24/05/2016 17:51
    Felicitações pelo artigo, deveras oportuno, dado que qualquer mísero aumento nos impostos irá trucidar o moribundo deitado eternamente em berço esplêndido.

    Ademais, esta crise é impar e não será resolvida da maneira que se configurou. É imperativo ter em conta que antes do plano Real a carga tributária era cerca de 25% do PIB e para a estabilização da moeda essa carga se elevou para uns 35%.

    Ademais, em 2006 entrou em operação do Sped fiscal e sucessivos recordes na arrecadação foram acontecendo. As ferramentas ultramodernas ao mesmo tempo continuaram sedo implementadas. Hoje nos deparamos com o bloco K do Sped, e essa voracidade do fisco cerceou ainda mais a informalidade, mas é bom destacar que em épocas passadas, a informalidade era a válvula de escape da população que ora está praticamente debelada.

    A maior evidência de quão perniciosa é essa voracidade, que em 2015 fecharam 1,8 milhão de empresas, mas esse número deve ser maior porque muitos empresários preferiram simplesmente fechar as portas e não oficializaram a baixa devido a falta de dinheiro.


    Confira:

    www.fenacon.org.br/noticias/18-milhao-de-empresas-fecharam-em-2015-622/
  • Joaquim Saad  24/05/2016 19:02
    Isto sem considerar os milhares de empresas e de negócios de todos os portes que sequer conseguem surgir, nati-mortos devido ao crescente (e já há muitas décadas) gigantesco cipoal regulatório "kafkiano" predominante nos quatro cantos deste "umBrausil"...

    ps: excelente texto do Ulrich, como sempre !
  • Martim Berto Fuchs  24/05/2016 18:21
    1.Não encontrei artigo ou livro que descreva como deveria ser o sistema político eleitoral, democrático, ou então autoritário, para que as pessoas que chegassem ao governo, imbuídas com as teorias econômicas da escola austríaca, as implementassem.
    2.Uma vez no poder, qual seria a estrutura deste governo, ou dos três poderes, não apenas à nível federal, mas também estadual e municipal.

    Não estou pedindo que descrevam aqui, neste espaço para comentários, apenas que indiquem onde consigo tomar conhecimento das propostas existentes neste sentido, pois acredito que já devem estar explicitadas.
  • Redrado  24/05/2016 18:57
    Por que a tara com o voto da maioria?

    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Se quer realmente entender, pode começar com este este livreto:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95

    Que também foi resumido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692.

    Ou então vir direto pra cá.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=48


    Ou então pode ficar com este artigo, que é o mais moderado, porém mais completo de todos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Martim Berto Fuchs  24/05/2016 21:20
    "Os piores sempre chegam ao Poder – Hans Hermann Hoppe"
    "O que leva os piores ao poder"
    Em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre. Qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, senador, deputado, prefeito, vereador etc. "

    Está aí um falso pilar para apoiar toda uma tese filosofia contrária à existência do Estado democrático.
    A entrada no aparato governamental NÃO É LIVRE, EM ABSOLUTO.
    É totalmente dominada pelos donos de partidos políticos*, que se esmeram em escolher e impor candidatos com prontuário e não com currículo.
    Num Estado dominado por bandidos, é fácil achar mil razões para criticar a existência do Estado e da democracia.
    Até agora só li (vou continuar lendo) uma extensa filosofia contrária ao Estado democrático, N opções, mas sem apontar UMA opção prática e viável para o mundo em que vivemos e o Brasil em particular.
    De blá, blá, blá, já basta o dos socialistas, na sua ideologia de sustentar parasitas com o dinheiro dos outros. Por quê esse defunto do marxismo continua assombrando ? Se a solução é esta que li até agora nos links que você indicou, ele continuará assombrando por muitas décadas.
    *A necessidade de partidos políticos num Estado democrático é dogma. É a principal causa dos piores dominarem o Estado.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html
  • Guilherme  24/05/2016 21:49
    "A entrada no aparato governamental NÃO É LIVRE, EM ABSOLUTO. É totalmente dominada pelos donos de partidos políticos, que se esmeram em escolher e impor candidatos com prontuário e não com currículo."

    Só de curiosidade, de que planeta você está teclando?

    Sim, qualquer um pode entrar no aparato estatal. Pra começar, a filiação a qualquer partido é gratuita. Você preenche uma ficha e já faz parte do partido. Ato contínuo, você pode se candidatar para o que quiser.

    Se você for suplente de vereador, você tem altíssimas chances de se tornar vereador. Dali você facilmente se tornar suplente de deputado. E se você for suplente de deputado, você tem altíssimas chances de se tornar deputado.

    Na atual Câmara dos Deputados, aliás, está cheio de nêgo que entrou como suplente e virou titular. E está cheio de nêgo praticamente sem voto que está lá por causa do quociente eleitoral.

    Você por acaso não viu o nível dos nossos deputados durante a votação do impeachment? Ali a maioria é gente que veio da classe baixa, semianalfabeta, mas que ascendeu socialmente por meio da política. Exatamente porque a entrada no aparato é livre e gratuita. Basta, repito, se filiar a um partido.

    Informe-se melhor antes de dizer besteiras.

    "A necessidade de partidos políticos num Estado democrático é dogma. É a principal causa dos piores dominarem o Estado."

    Ou seja, você reconhece que o estado democrático é propenso ao domínio das quadrilhas, mas prontamente já diz que qualquer alternativa a esse descalabro é "blá, blá, blá".

    Gênio.
  • Martim Berto Fuchs  24/05/2016 23:42
    R.A única vaga LIVRE para entrada no Estado via eleições, é a de vereador. Como é permitido 3 candidatos por partido por vaga na Câmara Municipal, os donos dos partidos precisam, além de conseguir preencher a quantidade permitida, incluir pessoas decentes* nesta relação, para mostrá-las como troféu aos eleitores.
    Uma vez eleito um candidato decente*, ou ele segue as ordens do dono do partido, ou é expulso, ou é esterilizado, ou não consegue legenda para a reeleição.
    *Decente entrando na política partidária, nos partidos tradicionais, já é um caso raro.
    Acima de vereador, p.ex. deputado estadual ou Prefeito, só se o candidato "assinar" um termo de acesso e partilha aos cofres públicos com o(s) dono(s) do partido. Caso contrário, JAMAIS ele será o candidato. Portanto, o acesso à qualquer cargo eletivo NUNCA foi livre. Qualquer pessoa que milita no comando dos partidos sabe disso. O que pelo jeito não é seu caso, nem do Hermann Hoppe, com a afirmação que fez e em que se baseia sua tese.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html
  • Krause  25/05/2016 01:57
    "Acima de vereador [cuja entrada é livre], p.ex. deputado estadual ou Prefeito, só se o candidato "assinar" um termo de acesso e partilha aos cofres públicos com o(s) dono(s) do partido. Caso contrário, JAMAIS ele será o candidato. Portanto, o acesso à qualquer cargo eletivo NUNCA foi livre."

    Como é que é?! Quer dizer então que o grande "empecilho" para alguém virar deputado é o fato de que ele tem de assinar um papel que dá a ele acesso ao dinheiro público?!?!

    E você considera isso empecilho?!

    Santo Deus, então a coisa é ainda mais escabrosa e escancarada do que eu imaginava! Com um "empecilho" desse, até Fernandinho Beira-Mar tem acesso à Câmara (o que, aliás, poderia trazer um grande aprimoramento).

    Você realmente está aqui a sério ou está só pela zoeira, mesmo?
  • Martim Berto Fuchs  25/05/2016 03:09
    R.Vou te perguntar a mesma coisa: você está aqui à sério ou só pela zoeira ? Você pega o bonde andando, não acompanha o assunto desde seu início, ou, lê sem prestar atenção, e já sai atirando ?
    Esta frase não é minha: "Em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre. Qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, senador, deputado, prefeito, vereador etc.- Hermann Hoppe"
    1.O que eu afirmei acima, é que esta afirmação é falsa e em cima dela toda uma tese foi desenvolvida.
    2.Por que falsa ? Porque a entrada no aparato governamental NÃO É LIVRE. Aos teoricamente bons e capazes, é vedada a entrada.
    3.Por quê é vedada a entrada ? Porque o sistema eleitoral é baseado na intermediação dos partidos políticos, onde eu justamente afirmo que devem ser extintos. Todos.
    3.Por quê só entram os piores ? Porque as quadrilhas chamadas de partidos, como já expliquei, acima de vereador os candidatos são escolhidos "à dedo" pelos donos dos partidos. Tem primazia os demagogos, populistas, e principalmente ignorantes com popularidade. E esses, ou se comprometem em permitir o assalto aos cofres públicos juntamente com os donos dos partidos, ou NÃO serão candidatos à cargos acima de vereador.
    Portanto, a afirmação de que a entrada é livre, é falsa.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html
  • Fred  02/09/2016 12:25
    Ficou claro que alguns aí neste grupo primeiramente começaram a discutir com você num estilo auto-defesa irracional, e esta reação aconteceu porque você "generalizou demais" em seu questionamento, saindo um pouco da do mundo bem resolvido da "economia".
    Se faz necessário, como fez mises em relação ao sistemas econômicos, pensar num sistema político ( mínimo é claro, e ninguém aqui questiona isto ), que funcione!
    Seria possível fazer a politica funcionar a partir de uma plataforma aberta, livre, meritocrática e dinâmica? Assim como pretende ser um mercado, um comércio ou uma economia ideal, de acordo com os ensinos da escola austríaca.
    O que vocês acham de realmente pensar um sistema político e de funcionalismo público que funcione? Como é na Áustria? Existem funcionários públicos na Áustria? O Sistema político partidário funciona?
  • Gladstone  24/05/2016 22:17
    "sustentar parasitas com o dinheiro dos outros"

    Isso é o que VOCÊ defende com o seu "capitalismo social", que, segundo vc mesmo, significa "Repartir igualmente o lucro de uma empresa entre capital (acionistas) e trabalho (seus funcionários)"

    Isso sim é defender o sustento de parasitas com o dinheiro dos outros.

    "Repartir igualmente lucro" entre capitalista e funcionários nada mais é que defender o sustento de parasitas com o dinheiro dos outros.
  • Andre  24/05/2016 23:20
    Você tem um câncer, faz um cirurgia e remove o câncer, o que você põe no lugar do câncer? Naaaaaaada.
    É justamente essa fome por ter líderes sem motivo algum, essa tara por ser ordenado, essa completa falta de autonomia que faz povos azarados terem ditadores sanguinários como Maduro, os medianos terem governos como o brasileiro e os mais sortudos governos bons só comparado com a média mesmo, como europeus ocidentais em geral.
    Também cheguei aqui com fome de ordens e infinita ignorância da minha própria capacidade, e só a leitura fartamente disponível nesse site trouxe alguma luz à meu universo de trevas.
    Só você mesmo estadista fanático poderá solucionar suas dúvidas mediante sua capacidade lógica.
    A galera aqui tem ótimos saques para solucionar dúvidas pontuais, mas de conceito... vai ter q ler e muito, e de preferência livros não recomendados pelo MEC.
  • Berry  25/05/2016 13:21
    Ou seja, você acabou de perceber a inviabilidade da existência de um Estado, visto que, para sua existência, necessário seria uma sociedade livre de bandidos ou de pessoas más, arranjo este impossível.
    Se você admite a existência do Estado, você está, necessariamente, admitindo a (grande) possibilidade de que as pessoas do pior tipo serão atraídas pelos poderes enormes oferecidos pela burocracia estatal.
  • Jorgette  24/05/2016 19:42
    "sistema político eleitoral, democrático, ou então autoritário, para que as pessoas que chegassem ao governo, imbuídas com as teorias econômicas da escola austríaca, as implementassem"

    A EAE não faz "prescrições" sobre como deve ser um "sistema político eleitoral". É uma escola de economia.
  • Martim Berto Fuchs  24/05/2016 23:45
    R.E como você quer implementar sua teoria econômica à nível de município, estado ou nação, se não for via política ?
  • WDA  01/09/2016 14:18
    Martim, leia o livro " Liberalismo Segundo a Tradição Clássica" de Ludwig von Mises, que está na biblioteca do site.

    Lendo com atenção este livro, vê-se que ao escrevê-lo Mises visava à responder exatamente a pergunta que você faz. Pelo que se vê no texto, ele buscava sugerir um modelo político viável, que pudesse ser realisticamente implementado e defendido por pessoas e povos nos conturbados tempos em que foi escrito.

    Não se trata de uma solução perfeita. Mises, que era um gênio, sabia disso e isto fica claro no texto, onde ele deixa claras as possibilidades e limitações do modelo proposto.

    Apesar de todos os desenvolvimentos da Escola Austríaca posteriores a Mises, que nos ajudam a compreender melhor a natureza de vários fenômenos políticos, como a democracia, além dos econômicos, acho que esta obra de Mises ainda é atual. Mais do que isso, acho que ela ainda propõe o modelo de aplicação mais realista e viável para grande parte do mundo de hoje. E tem elementos que se aplicam bem ao próprio Brasil.

    Há obras de Rothbard, Hoppe, etc. que vão além. Mas no mundo real é quase impossível "ir além" sem passar pelo menos por aquilo que Mises propõe em seu livro sobre Liberalismo.

  • Rafael CT  24/05/2016 20:15
    Alguém aqui leu o CUTUCANDO ONÇAS COM VARAS CURTAS O?ensaio?desenvolvimentista?no?primeiro?mandato de?Dilma?Rousseff?(2011-2014) de André Singer?

    Estou perdendo alguns minutos da minha noite para ler esse clássico esquerdista.

    A distorção dos fatos é algo incrivelmente influenciável na cabeça dessas pessoas. O "amigo" praticamente prevê a queda de Dilma em 2015 por ela não conter a burguesia.

    "Na partida, a burguesia industrial pede ofensiva estatal contra os interesses estabelecidos,
    pois depende de política pública que a favoreça. Para isso, alia-se à classe trabalhadora. No segundo ato, os industriais "descobrem" que, dado o passo inicial de apoiar o ativismo estatal, estão às voltas com um poder que não controlam, o qual favorece os adversários de classe, até há pouco aliados. No terceiro episódio, a burguesia industrial volta-se "contra seus próprios interesses" para evitar o que seria um mal maior: Estado demasiado forte e aliado aos trabalhadores."

    "Sem planejamento político, o ensaio desenvolvimentista abriu um vácuo sob os próprios pés e acabou por provocar a mais séria crise do lulismo quando a reação burguesa unificada em favor
    do retorno neoliberal tornou-se incontrastável."

    Se alguém tiver algum artigo destrinchando essa pérola, agradecerei.
  • Adelson Paulo  25/05/2016 12:02
    Sinceramente, não vale a pena perder tempo analisando artigos do Andre Singer. Ele simplesmente assume abertamente que é um admirador fanático do Lula, e que toda sua análise da situação política e econômica do Brasil parte desta premissa.
  • André  25/05/2016 12:56
    Escrever lixo esquerdopata dá bastante dinheiro, tem leitores aos milhares consumindo essas drogas nas universidades, repartições e outros antros estatistas.
    A esquerda está desesperada para encontrar explicações da crise culpando liberais e a direita e saídas à esquerda para a crise brutal que nos encontramos.
    Qualquer porcaria que traga ainda mais trevas às trevas das mentes esquerdistas venderá muito bem.
    É o mercado agindo para atender uma demanda genuína por porcaria.
  • Rafa  24/05/2016 20:21
    Resumo da ópera: nossos "sábios" teimam em não olhar para as soluções propostas pela escola austríaca e o Brasil teima em ser eternamente subdesenvolvido...
  • Bruno  03/09/2016 16:29
    É como escrever para cegos, realmente.
  • anônimo  24/05/2016 21:09
    Dívida pública: como dito acima, o endividamento governamental suga poupança da economia para financiar atividades improdutivas que pouco ou nada agregam à economia. Quanto maior a dívida pública, menos poupança é investida em atividades privadas capazes de gerar riqueza.

    A dívida líquida passou dos 2 trilhões. Ou seja, com juros de 14,5%, o governo precisa fazer 335 bilhões/ano de superávit fiscal. Isso já está perto da previdência.

    www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP08

    Dívida líquida do setor público 2,314 trilhões
    Dívida líquida do governo geral 2,423 trilhões
    Dívida bruta do governo geral 4,005 trilhões



    Crédito público e subsídios: se a gestão pública é ineficiente por definição, empresas estatais sofrem do mesmo problema. Seja uma petroleira, seja um banco, uma empresa estatal não submetida ao teste de lucros e prejuízos de mercado padece dos mesmos males que qualquer burocracia governamental.

    Depois de destruir a economia e as taxas de juros, eles criam subsídios para tentar reconstruir oque deu errado.

    A Petrobras quebrou.
    As empreiteiras quebraram.
    A Friboi é carne de segunda. Eles precisaram comprar a Matturata pra melhorar um pouco.

    Solução apresentada pelo Meirelles:Limitar o gasto público de acordo com a inflação do ano anterior. Isso foi correto, mas deveria ter a meta de não gastar 6% acima do ano anteriror, para não gerar inflação automática e falta de previsão. Se aumentar o gasto mais do que 6%, vai acabar pagando mais juros.
  • zanforlin  24/05/2016 21:49
    Parabéns, meu caro Fernando Ulrich: você conseguiu em poucas linhas resumir a maioria dos temas que tenho lido aqui há cerca de 5/6 anos de descoberta do IMB. E não somente isso, o momento em que seu artigo veio a público não poderia ser mais apropriado, pois agora é, aparentemente, o início de novo governo.
  • Thiago q. Landi  24/05/2016 21:50
    Nos EUA a situação ta tão ruim ou pior, a emagadora maioria dos economistas, inclusive premios nobel, e a mídia são keynesianos, eles dizem coisas como:

    "nós temos de tributar os mais ricos, e o governo gastar esse dinheiro pra fazer obras de infra-instrutura gerando assim emprego, e colocando dinheiro no bolso dos consumidores, para que eles possam gastar, pois o motor da economia é o consumo."

    "Temos que aumentar a meta de inflação pra pelo menos 4%."

    "Austeridade é austericídio."

    Eles acham que ben bernake é um "herói" que nos "salvou" a todos, e que os EUA está em uma legítima recuperação econômica, podendo assim subir os juros normalmente, como ocorreu em outros ciclos.

    O plano de ben bernake á época era o seguinte: Vamos criar do nada trilhões de dólares e injetar nos bancos falidos, no mercado imobiliário, no bond market, no sistema financeiro.
    Juros zero pra "estimular" a economia e subir a bolsa.
    Assim a economia vai crescer com o "efeito de riqueza em cascata" (wealth efect), associado a valorização dos ativos como imóveis e ações.

    Salvar empresas falidas, salvar fannie mae e freddie mac, seguradoras falidas.

    Paralelamente o governo tem que incorrer em seguidos déficts orçamentários, de trilhões de dólares, para "estimular" a economia.
    A dívida em breve estará em US$20 trilhões.
    7 Anos de juros 0%.

    Enfim o FED inflou uma bolha gigante.
    Tudo explicado pela TACE.

    E muitos economistas, mesmo austríacos, ainda não entenderam a situação, e dizem que o dólar está forte.
  • Taxidermista  25/05/2016 12:49
    Caro Thiago:

    vale lembrar o tal Dani Rodrik, considerado uma das grandes "estrelas" da economia:

    "Dani Rodrik costuma dizer, com humor, que é um filho da política de substituição de importações.

    Seu pai tinha uma fábrica na Turquia e, graças a barreiras comerciais, prosperou. Com a fortuna que acumulou, mandou o filho estudar nos Estados Unidos, de onde nunca mais voltou
    " (exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1050/noticias/nao-da-para-salvar-a-industria).

    E olha o que ele diz:

    "Does mercantilism work in a Keynesian world?

    Yes it does. And not just in theory, but also in practice.

    The evidence comes from the 1930s, and from the work of Ben Bernanke himself (along with other scholars like Barry Eichengreen). The important finding is that countries that devalued their currencies by getting off the gold standard were able to recover more quickly, thanks in part to an increase in their net exports relative to countries that stayed on gold. Note that a currency depreciation amounts to a policy of combining import tariffs with export subsidies--hence the mercantilist intent and effect.
    "
    (rodrik.typepad.com/dani_rodriks_weblog/2008/12/does-mercantilism-work-in-a-keynesian-world.html)
  • Fabio Fabro  24/05/2016 23:00
    Fernando, estou presenciando no meu Face hoje uma imensa choradeira de muitos economistas professores do mainstream keynesiano. O Meireles preferiu não tentar aumentar imposto ainda e o desinvestimento público(privatização) é algo complicado nesse momento por questões judiciais e principalmente políticas mas já haviam dito que esse seria o caminho. Em entrevista recente o Gustavo Franco (ex PBC) também colocou que esse seria o caminho(economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-reduzir-a-divida-publica--e-preciso-vender-patrimonio--diz-gustavo-franco,10000052676).
    Qual sua opinião sobre as medidas de hoje? A meu ver estão tentando "cozinhar o galo". Ao mesmo tempo em que "não fazer nada" é positivo pois os agentes não serão surpreendidos nesse momento com mais impostos e os rearranjos produtivos podem começar a reverter o quadro do setor privado, há algum posicionamento pelas reformas que tendem a diminuir um pouco o estado, a começar pela unificação da previdência(INSS e setor público), no campo trabalhista a preferência pela relação patrão/empregado e fugindo da CLT, etc mas quase tudo ainda dependendo do congresso.
    Outra pergunta: Você acredita que entre os formadores da política econômica atual existam alguns pensadores mais afeitos a EA? O Meireles mesmo parece mais um ADM do que um economista portanto os verdadeiros pensadores devem estar ocultos.O que acha?
  • Fernando Ulrich  25/05/2016 13:44
    Fabio,

    Ainda não vi detalhamente as medidas de hoje para formar uma opinião. À primeira vista, vão na direção certa. Mas é mais intenção do que medida concreta. Vamos ver como vai a coisa.

    Vender ativos para amortizar a dívida pública é excelente. Venho defendendo isso há tempo. Há três benefícios claros: i) cede à livre-iniciativa a administração de ativos que serão utilizados com muito mais eficiência; ii) reduz a dívida pública total e o custo com juros; e iii) ao amortizar dívida em poder do mercado, o mercado recebe recursos que poderão ser investidos em atividades geradoras de riqueza, em vez de financiar o estado.

    Henrique Meirelles é engenheiro civil com MBA. Isso, por si só, já o posiciona muito acima de qualquer economista de formação. Meirelles sabe que 1+1=2. Além disso, sua bagagem no mercado (especialmente em bancos), lhe ajuda e muito para entender como a coisa funciona na prática. Vamos ver se terá capacidade de apoio de fazer tudo o que tem ser feito.
  • MarcioAB  24/05/2016 23:18
    A estrategia segue na direção (obvia) de redução de gastos, a imposição de uma meta e de um limite. O ideal é usar o PIB como referencia. Digamos que a principio o limite seja algo como uns 10% do PIB a ser reduzido com o tempo. E uma meta inicial de uns 8%. Em paralelo temos alguns gastos importantes VINCULADOS e com isso temos um espaço de manobra minimo, o que é otimo. Tanto faz o governo. O pouquissimo que sobra deve passar por uma priorização bem transparente. É como se o governo ficasse sempre no "piloto automatico". E ai, simplesmente podemos esquecer o governo, e FINALMENTE cuidar das nossas vidas.
  • anônimo  25/05/2016 02:56
    Colocar o governo no "piloto automático" seria bom. Também podemos colocar máquinas para fazer a fiscalização. Por exemplo, grampear os políticos e apaniguados, monitorar viagens, localização do celular, tornozeleira eletrônica, etc.


    Se esse controle do gasto for aprovado, a tendência é reduzir a dívida. O corte seria exatamente o crescimento do PIB, porque ele já tem o desconto da inflação. Como o PIB é medido em valores reais, vincular ao PIB não iria economizar tanto. O único problema é no caso de recessão, porque não haverá orçamento decrescente. Também será necessário derrubar alguns artigos da constituição para não conflitar com a nova emenda.

    A conta não fecha. Gasto em educação 25% da arrecadação ou 10% do PIB, em saúde 27% da arrecadação ou 10% do PIB, em juros da dívida são 25% da arrecadação, previdência 13% da arrecadação, mais Justiça, mais 20 ministérios, BNDES, congresso nacional,etc.

    Com isso, a tese do Fernando Ulrich fica comprovada. A crise será resolvida com inflação. O país tem juros altos e seria um suicídio entrar em mais endividamento. É diferente dos japoneses, americanos e europeus que podem se endiviar sem tanta pressão dos juros.

  • MarcioAB  25/05/2016 13:38
    "... Também podemos colocar máquinas para fazer a fiscalização ..."
    Uma variação dessas "maquinas" seriam os Analytics para "fraud detection" e similares.

    "... vincular ao PIB não iria economizar tanto ..."
    Não é para economizar, mas sim para limitar.
    Estabelecer um claro indicador de limite.
    Economizar, replanejar, cortar, etc ... seriam consequencias de ter um limite.
    Mas primeiro vem o limite.

    "... O único problema é no caso de recessão, porque não haverá orçamento decrescente ..."
    Não vejo problema em orçamento decrescente.
    Alias, isso tambem é consequencia de ter um limite.

    "... Também será necessário derrubar alguns artigos da constituição para não conflitar com a nova emenda ..."
    Ok, vamos derrubar. As PECs estão ai para isso.

    "... O país tem juros altos e seria um suicídio entrar em mais endividamento ..."
    Concordo 100%. Essa parte dos juros vai ser a mais complicada. Um bom tema para um futuro post.

    Deficit Federal 2015 = 18% PIB em Gastos + 82% em Juros.

    Nesses 18% estão os VINCULADOS (educação, saude, previdencia, programas sociais, etc).
    Inicialmente os gastos poderiam ser limitados em ... 15% do PIB e depois ir diminuindo.
    Do jeito que a coisa ia (sem limites), o gasto iria para ... 20% do PIB.
    Limitando em 15%, automaticamente os vinculados tambem iriam diminuir em valor nominal.
    E ai começaria a engenharia orçamentaria baseada em priorização, negociação, etc.
    Mas a chave é o limite.

    "... A crise será resolvida com inflação ..."
    Concordo e discordo em partes.

    Essa parte da inflação é missão do BC (business as usual).
    Se a inflação comecar a ceder de forma SUSTENTAVEL, o BC reduz os juros e entramos em uma espiral positiva.
    Realmente, isso vai fazer toda a diferença.

    Porem a crise não tem que ser resolvida ... pelo estado.
    O estado tem que ser limitado e (se possivel) ser eficiente.
    Estabelecer LIMITES (impostos) é a chave.
    Ao levando o estado a um minimo razoavel, a solução para a crise fica com as pessoas.
    Cada um resolve a SUA crise como puder.
  • Henrique Zucatelli  24/05/2016 23:39
    Fernando, ótimo artigo. Mais lúdico impossível.

    Agora o que me incomoda demais é esses economistas, mesmo vendo experimentos como o da Grécia serem um fracasso completo, irem nessa linha e implantarem esperando o sucesso!

    O que pode ser mais infeliz do que alguém copiar o que deu errado? Isso passa da mediocridade e falta de visão, chega a beirar o deboche com os exemplos mundiais. É um atestado de incompetência.


  • Manoel  25/05/2016 01:39
    Ótimo artigo!!! Parabéns, Fernando!
  • Ângelo Viacava   25/05/2016 10:45
    Ver o Bresser Pereira e o Delfim Neto, cada um com trezentos anos de idade, dando opinião na mídia é pra cortar os pulsos com um serrote.
  • Ricarddo  25/05/2016 13:01
    O problema do brasil é só um, corrupção inata... tanto a direita como a esquerda são corruptas, não tem mises que resolva. kkkkkkkkkk
  • tulio araujo  25/05/2016 13:27
    Fernando/Leandro,

    O que acham dessa notícia?

    https://br.noticias.yahoo.com/ap%C3%B3s-criar-a-pr%C3%B3pria-moeda-cidade-brasileira-n%C3%A3o-121825205.html
  • Leandro  25/05/2016 13:56
    Tal arranjo -- muito comum também em cidades do Ceará (vide o Banco Palmas) e em outras do nordeste -- nada mais é do que um Currency Board em nível municipal.

    Como diz essa reportagem, "para cada cocal circulando no município há um real no Banco dos Cocais".

    Isso merece um artigo específico, mas, basicamente, e para fazer um resumo completo, o que ocorre é o seguinte:

    1) Ao contrário do que muita gente pensa, esses bancos sociais não criam dinheiro à vontade. Cada cédula deles está lastreada 100% por uma mesma cédula de real.

    2) Isso significa que o princípio de funcionamento de uma moeda social é idêntico ao de um Currency Board;

    3) O truque deste arranjo está em desencorajar os moradores locais a "exportar" reais para outras cidades.

    4) Quando uma cidade pequena exporta reais para outras cidades, a quantidade de dinheiro na economia local diminui. Se a cidade é do tipo que não produz nada para ser "exportado" para outras cidades, então não haverá entrada de reais. Ou seja, ocorre um cenário em que as pessoas ficam com cada vez menos dinheiro, o que dificulta a "importação" de bens de outras cidades.

    5) Como estas outras cidades (o resto do país) não vivenciam nenhuma redução de preços, a cidade que está sob deflação monetária tem dificuldade para importar os bens desta cidade. (Há menos dinheiro, mas os preços não caíram). Ou seja, a qualidade de vida nesta cidade diminui.

    6) A criação de uma moeda local ancorada ao real impede que haja esta deflação monetária.

    7) Mas isso, por si só, não estimula a poupança e nem a formação de capital. Tudo o que esse arranjo faz é que uma moeda substituta fique circulando no comércio local. O consumo é aditivado, mas a poupança não.

    8) Não sei detalhes sobre o Cocal, mas sei que o Banco Palmas, bem como vários outros bancos sociais (há mais de 50 funcionando no Brasil), recebem empréstimos subsidiados do Banco do Brasil. Ou seja, o sistema só se mantém porque o Banco do Brasil concede empréstimos subsidiados para os bancos sociais, os quais utilizam os reais emprestados para lastrear suas moedas. Para quem recebe o subsídio, o arranjo é vantajoso. Mas ele claramente não pode ser aplicado a todo um país. Quem iria subsidiar?

    Tudo o que se sabe, portanto, é que, este arranjo estimula o consumo local porque evita uma deflação monetária local. Mas só consegue isso porque recebe subsídios do Banco do Brasil.

    O grande truque deste arranjo de moedas sociais está em evitar que haja uma deflação monetária na economia local. Ao estimular as pessoas a gastar apenas em seu bairro, o dinheiro fica ali. Dá uma inegável sensação de riqueza, mas tal arranjo de moeda local, por si só, não gera riqueza. Não há estímulo à poupança e nem à formação de capital. Todo e qualquer empreendimento vai depender do uso de reais para efetuar a "importação" de bens de outras cidades. É aí que entram os empréstimos subsidiados do Banco do Brasil.

    Esse arranjo funciona localmente porque se trata de um local ínfimo sendo subsidiado por todo um país. E mais ainda: é um local que recebe subsídio para fazer suas "importações" do resto do país. Nada de milagroso nem de anormal. Porém, é claro que isso não funcionaria para todo um país. Afinal, quem iria subsidiar?
  • Pilates  25/05/2016 13:28
    Concordo plenamente em condenar todo e qualquer aumento de impostos. Também que haja a redução do estado, da despesa pública, e não apenas o controle orçamentário. O Brasil gasta mais do que pode. Os gastos do Estado não cabem dentro da receita. O déficit apurado em 2016 é de R$ 170 bi. Isto faz com que tenhamos que gastar anualmente mais de R$ 600 bilhões por ano.
  • robson wesley  25/05/2016 14:49
    Fernando,

    parabéns pelo texto!!!

    Cara, esse texto guardei em minha base conceitual para apresentar aos meus colegas que querem entrar na politica e políticos.

    E um país como o Brasil, sonhar com adoção de tais medidas chega a ser utopia, mas lutemos por elas.

    O que acha da desobediência civil em relação aos impostos?

  • Fernando Ulrich  27/05/2016 11:57
    Robson,

    Se vermos do ponto de vista unicamente moral, acho perfeitamente justificável.

    Mas infelizmente vivemos em sociedade e as nossas atitudes podem repercutir em diversos indivíduos.

    Digo isso pelo seguinte: a não ser que você seja uma pessoa sem família, com recursos próprios, autônomo, enfim, alguém cujas ações não trarão repercussões negativas além de si próprio, desobediência civil com relação aos impostos pode ser relativamente fácil de se fazer. E aqui entendo desobediência como toda forma de ilícita de não pagar impostos.

    Agora, se você tem uma família sustentada pelo seu trabalho, se você tem uma empresa com sócios e com dezenas, centenas ou milhares de trabalhadores, praticar a desobediência civil com impostos deve ser algo muito, mas muito bem pensado e pesado, pois o seu ato pode ter graves consequências para diversas pessoas ao seu redor. O que é mais importante: o seu dever moral para com seus familiares, sócios e empregados, ou praticar a desobediência civil ignorando as consequências não intencionadas sobre pessoas que dependem direta ou indiretamente de você?

    Cada um deve refletir e responder a si próprio.
  • Pobre Paulista  27/05/2016 14:51
    Sábias palavras, Fernando.

    Mas existem maneiras legítimas de evitar impostos, como por exemplo comprar produtos usados, pagar sua diarista em dinheiro, não exigir CPF na nota e negociar um desconto nas demais compras, etc. etc. etc.

    Em outras palavras dá para evitar os impostos sem radicalizar.
  • Fernando Ulrich  27/05/2016 15:19
    Sem dúvida. Assim como usar bitcoin para compras no exterior evita o pagamento de IOF e isso é perfeitamente legítimo.

    Minha reflexão diz respeito a atitudes que seriam consideradas contravenções pela legislação vigente.
  • Juliana  25/05/2016 22:00
    Excelente artigo, apesar de trazer muita informação, de uma vez só, para a cabeça mainstream absorver. E apesar de haver também um pequeníssimo erro. Incrivelmente, a CPMF (assim como a COFINS, a CSLL, e etc.) não é classificada como um imposto, e sim como uma contribuição. Ou melhor dizendo, uma "contribuição social", pois é destinada a (ou pelo menos deveria) financiar o orçamento da seguridade social, que abrange os gastos do governo com saúde, previdência e assistência social. É quase para ficar feliz em "contribuir" com essas atividades do governo.

    [Eu contando assim, realmente não fica muito engraçado, mas essa poderia ser uma ótima piada. Principalmente porque não é minha, é dos nossos políticos e burocratas, que nos fazem desconfiar que eles têm um interesse muito grande em garantir o nosso bom humor.]

    Mas, uma boa forma de encarar esta infeliz ideia é vendo-a como um primeiro passo no processo para a redução dos gastos do governo, visto que é natural se esperar que o governo queira começar primeiro pelo mais fácil, que é "dividindo" a conta com o pagador de impostos. Mas eu acho que não perder o foco da imprescindibilidade na redução do déficit do governo é tão importante quanto rechaçar o aumento de qualquer imposto (ou "contribuição") — que parece ser um pouco mais fácil. Porque também será péssimo se por um lado não houver aumento de imposto, e por outro começar a achar normal e deixar as contas públicas se deteriorarem. É a melhor chance que a ideia dos benefícios que existem na redução dos gastos do governo tem de ascender.
  • anônimo  26/05/2016 00:33
    Eu nunca vi uma transição de governo tão rápida.

    Eu sugiro uma democracia por apoio popular. Ou seja, as pessoas podem mudar o voto a qualquer hora. Elas só precisariam ir no cartório eleitoral para mudar o voto e derrubar o governo.

    É uma coisa simples que pode dar certo. Essa permanência de políticos com estabilidade está no fim de um ciclo. Isso seria como um parlamentarismo popular.

    Nós sempre teríamos um governo com apoio popular. Qualquer pessoa poderia se candidatar e assim que tivesse os votos assumiria o governo no dia seguinte. Seriam eleições 24 horas por dia. Seria uma democracia voraz pela competência.

    Essa é a verdadeira democracia. Uma democracia sem datas e sem eleições programadas, onde o governo é sustentado por apoio popular.

    Esse negócio de governo de 4 e 5 anos é piada. Os políticos precisam trabalhar e entregar resultados hoje.

    Nós precisamos desse parlamentarismo popular. Os políticos precisam ter medo de cair.
  • Eduardo R., Rio  27/05/2016 19:53
    Não sou economista, já li artigos sobre o Brasil neste site e admiro os autores austríacos. Dito isso, não falta ainda aos economistas austríacos saírem da posição de atiradores de pedras e apresentarem as suas soluções para a situação atual do Brasil, para que possam ser analisadas e então apoiadas ou atacadas pelos economistas de mainstream (Gustavo Franco, Alexandre Schwartsman, Marcos Lisboa, Fabio Giambiagi, Monica de Bolle etc.). Não falo de propostas vagas, mas de propostas específicas (de curto e outros prazos) que mostrem o que deveria ser cortado ou privatizado, o quanto seria economizado com o corte, quanto tempo levaria para que as medidas escolhidas fossem efetivadas, que considerem a viabilidade política de serem aprovadas pelo Congresso atualmente e outras questões que envolvem decisões econômicas e políticas (e não puramente econômicas).

    Abaixo um exemplo de proposta que considero vaga, dada por Helio Beltrão, na sua página de Facebook.

    «Sobre o pragmatismo na política brasileira hoje, meu amigo Bruno Bonjean me perguntou:

    «"Como você resolveria o gravíssimo problema fiscal brasileiro caso fosse você o ministro da economia no lugar do Meirelles? Mas tem que responder com pragmatismo e encarar todas as dificuldades impostas pelas amarras legais e a realidade sócio-política brasileira. Em resumo, como resolveria no mundo real com todas suas limitações políticas de aprovação, etc.?"

    «Minha resposta:

    «Cortando despesas, Bruno (e vendendo ativos). Os gastos do governo, em termos reais (atualizado pelo IGP) são hoje mais do dobro do nível de 2003, quando entrou Meirelles no governo.

    «Talvez você me dissesse que 'sabe o que é e o que não é politicamente viável' hoje. Só que se o fizer, será leviano, pois ninguém sabe nem pode afirmar isso.

    «O papel de um estadista é tornar o 'politicamente inviável' (principalmente conforme opinião daqueles que pensam com cabeça de governante) em politicamente viável.

    «Mas se você insistir e me disser que meu plano é e será politicamente inviável e se eu concordar com isso (hoje eu não concordaria), eu não aceitaria estar no lugar do Meirelles em primeiro lugar. Pois se é para ferrar o povo e não fazer a coisa certa, não contem comigo.»

    Se peneirarmos a resposta, o que extraímos dela é: cortar despesas e vender ativos. Só. Nem os ativos ou as despesas ele especifica. Nem o quanto espera economizar com tais medidas. Nem se elas são o bastante para resolver a situação complicada do País. Parece solução simplista e triunfal para admiradores aplaudirem.

    No Facebook, ao comentar o post acima, Helio, quando indagado por Felippe Hermes, tenta ser um pouquinho mais específico na sua resposta, mas só um pouco.

    Cordialmente, de um leitor assíduo deste site que tenta aprender com quem sabe.
  • Auxiliar  27/05/2016 21:29
    Isso que você quer já foi feito. Em vários artigos:

    Aqui, três soluções distintas para a inflação:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304

    (O último link, aliás, resolve o problema da inflação se precisar de antes corrigir o fiscal.)


    Já este artigo fala o que deve ser cortado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2184

    E este aqui também, de forma mais lúdica:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285


    Já este detalha o que fazer com o BNDES:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407


    Já este fala o que e como deve ser privatizado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646


    Já este, bem moderado, fornece uma solução detalhada para a privatização de serviços de infraestrutura:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614


    Já este, extremamente moderado, fala como um austríaco gerenciaria o Banco Central:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966


    Por fim, há aquele que relata um exemplo prático que pode perfeitamente servir de guia:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260


    E estes são os que me lembrei de cabeça, sem nem de longe ter lido todo o site (se já li metade, foi muito).

    No entanto, se lhe entendi direito, você não quer exatamente corte geral de gastos, com abolição de ministérios e tudo. E nem privatizações totais. Você quer corte específico de gastos, citando quais podem ser cortados e quais não podem ser cortados. E privatizações "politicamente toleráveis". Ou seja, na prática, o que você quer é um microgerenciamento que apenas torne o governo mais enxuto e mais "eficiente", um verdadeiro oximoro.

    Por exemplo, constitucionalmente, o governo só pode cortar 10% do seu orçamento. Isso, pela lógica, significa que o debate "tolerável" é aquele que gira em torno do que fazer com 10% do orçamento.

    Ora, mas uma PEC pode perfeitamente resolver isso.

    "Ah, mas PEC demora!", você responde. Bom, então, aí realmente não há nada o que fazer.

    A única solução é a secessão, que aliás foi detalhada neste livreto:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95

    Que também foi resumido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692.

    Ou então pode vir direto pra cá.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=48
  • Thiago Teixeira  28/05/2016 23:18
    Artigo top, Ulrich.

    Compartilhando em: 3, 2, 1...
  • Liberal solidario  31/05/2016 01:23
    Houve um golpe contra o petismo, agora que direita novamente está no poder irá aumentar o estatismo e o intervencionismo, não apenas na economia, mas também em "termos sociais". Pior que esse governo Temer tem tudo para ser mais um fracasso em reputação, dando má reputação para os liberais. (pois alguns bobalhões liberais insistem em se aliar com a direita mainstream). Com o liberais e progressistas desacreditados, aumentará a possibilidade do ressurgimento do fascismo no Brasil.
  • Edujatahy  31/05/2016 11:05
    Parabéns, você ganhou como o comentário mais sem nexo do mês.
    "Golpe contra petismo"
    "Direita no poder"
    "Ressurgimento do fascismo"
    Cada um...
  • Fabio  31/08/2016 19:10
    Sendo o portador do prêmio e do julgamento você certamente não é portador da fina arte de compreender as pessoas.
    Mesmo que o sujeito diga algo contrário a sua opinião ou algo não verídico há sim conteúdo se LIDO com paciência e experiência.
  • Korn  31/05/2016 23:22
    Boa noite, Leandro. Poderia me tirar uma dúvida? O deficit total do setor público no Brasil em 2015 foi de 10% do PIB, igual a inflação. Então pq a dívida pública cresceu tanto em relação ao PIB ano passado?
  • Leandro  01/06/2016 00:37
    Desculpe, mas não entendi muito bem a pergunta.

    Você parece estar dizendo que, dado que o déficit subiu à mesma taxa da inflação de preços, então não era para a dívida pública ter subido nada. É isso mesmo?

    Não procede esse raciocínio.

    A dívida pública aumentou exatamente porque o déficit foi grande (e, alem do déficit, ainda há os esquemas entre Tesouro, BNDES e bancos estatais, o que aumenta ainda mais o endividamento do Tesouro).
  • Rodrigo Pereira Herrmann  01/06/2016 00:47
    As ideias corretas sobre ortodoxia e austeridade em Bancos Centrais, consoante o objetivo maior de uma moeda realmente forte, estão sendo propagadas no ambiente interno do nosso Bacen. Alguma semente, mesmo que modesta, pode nascer futuramente no deserto. só pra avisar os mais afoitos.
  • Grande Irmão  01/06/2016 00:53
    Você que trabalha lá conta aí alguma coisinha pra gente. Qualquer coisa alvissareira. Só pra adoçar a boca.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  01/06/2016 01:27
    por enquanto nada de relevante, a não ser uma reverberação interessante no corpo funcional e um manifesto incômodo em cabeças graúdas. a verdade é poderosa (mas ser 'profeta' em terra de 'cegos' sempre carreia riscos, e eles podem ser bem amargos).
  • Emerson Luís  02/07/2016 13:15

    P: Por que o governo arrecada tantos impostos?

    R: Para ajudar aos pobres.

    P: Por que há tantos pobres e por que eles são tão pobres?

    R: Porque eles têm que pagar muitos impostos.

    P: Por que o governo arrecada tantos impostos?

    (...)

    * * *
  • Joaquim Saad  02/07/2016 14:47
    P: Por que o governo arrecada tantos impostos?

    R: Para ajudar a si mesmo.

    fim
  • Dúvida EA  31/08/2016 15:36
    Caros,

    Gostaria de entender um pouco mais sobre o que a EA defende sobre o tamanho do estado e como sustentar este custo.

    Caso exista, poderiam compartilhar algum tópico em que esse tema tenha sido tratado?

    Obrigado!
  • Auxiliar  31/08/2016 18:32
    Nada. A EA fala apenas sobre ciência econômica, e adota uma abordagem positiva em vez de normativa. A EA apenas se limita a explicar como funciona a economia e quais serão as conseqüências de determinadas políticas econômicas. E só.

    Ela nada a tem dizer sobre tamanho de estado.

    Quem fala sobre tamanho de estado é a filosofia libertária, e essa pode, aí sim, utilizar argumentos econômicos da EA.

    A EA, repetindo, não é uma ciência normativa. Ela apenas explica como funcionam as coisas; ela não faz recomendações. Fazer recomendações é função da filosofia libertária -- que pode ou não se basear na EA --, e não ciência econômica genuína.

    Sobre sua pergunta em específico, há várias e distintas abordagens neste site. Eis algumas de que me lembrei de cabeça:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2352

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=667

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=704

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1263

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95
  • David.  31/08/2016 19:51
    Existem diferentes linhas de pensamento dentro da escola austríaca ou apenas este que o Fernando esta apresentando no texto ?
  • Questionador  31/08/2016 20:41
    O que esse site pensa sobre a possibilidade de Chineses investirem na nossa infra estrutura?
  • Respondedor  31/08/2016 21:54
    São muito bem-vindos. Qualquer capital estrangeiro.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083
  • Alexandre  31/08/2016 20:48
    Pessoal,

    acompanho o site a algum tempo e adoro os artigos. Dito isso, tenho algumas questões a serem feitas: Eu entendo a lógica da ideia de que o gasto público é ineficiente e tudo mais. Ainda assim, é inegável que algumas coisas públicas hoje funcionam no Brasil (como o sistema de transplante do SUS, eventualmente algumas escolas públicas são boas também). Tomar as medidas defendidas no artigo envolverá o desmantelamento dessas poucas coisas que funcionam (algumas delas, que salvam, literalmente, vidas). Entendo que a posição austríaca defenderá que em um mercado livre existirão hospitais e colégios privados que atendam a todos e não é isso que questiono. Existe um lapso temporal, entre o estado cortar os gastos e surgir o mercado. E nesse ínterim? Pessoas ficam sem hospital, sem escola? Até se formar o mercado, deixemos todos morrer?

  • Garcia  31/08/2016 22:14
    O que realmente impressiona é que, mesmo os mais inteligentes e educados como você, sempre acabam recorrendo a uma tática idêntica à da esquerda mais retrógrada e radical: apelar a emotivismos baratos, rasteiros e completamente sem sentido.

    "Ai, sem saúde estatal, vamos simplesmente deixar as pessoas morrendo?! É isso o que vocês defendem?"

    Primeiramente, eu realmente gostaria de saber em que país vocês vivem. No Brasil em que eu vivo, as pessoas têm saúde universal "gratuita" e, mesmo assim (ou por isso mesmo), morrem feito moscas, muitas vezes ainda na fila de espera. E a pergunta é como tais pessoas fariam sem saúde estatal?! Dá a entender que a atual saúde estatal é uma bênção e um oásis de eficiência, e não o verdadeiro açougue que é.

    Entenda esse básico: não existe saúde gratuita e universal para os pobres. Quem paga pelo SUS hoje são exatamente os mais pobres (via impostos indiretos). Não há gratuidade nenhuma nos serviços que eles eventualmente recebem. Aliás, que serviços eles recebem em troca?

    Retire toda a coerção do estado -- impostos, regulações que impedem a entrada de provedores de serviços médicos no mercado, e desonere o povo -- para você ver como a maioria dos tratamentos fica acessível rapidinho. E para aqueles que ainda forem caros, sempre existirá a caridade, que sempre foi extremamente forte, principalmente quando os impostos eram baixos.

    Vale lembrar que, há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde e assumir o monopólio da compaixão, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos. Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.

    Em todo caso, artigos respondendo à sua pergunta:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros

    Um breve manual sobre os sistemas de saúde - e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos
  • Thiago  28/03/2017 14:44
    Poxa, poderia só ter indicado os artigos. Não precisa detonar a forma como o cara colocou a questão. A moderação com o contraditório pode ajudar a arrebanhar mas adeptos à EA. Vamos com calma.
  • Alves  28/03/2017 15:03
    Não, a resposta do Garcia foi perfeita. Apenas sair colando links, sem responder às indagações (na verdade, afirmações falsas) do interlocutor, seria uma postura completamente contraproducente.

    Pra começar, raramente alguém clica nos links. Os poucos que clicam não vão além do segundo.

    Consequentemente, o saldo final é que as indagações (na verdade, afirmações falsas) acabam passando batidas e incólumes, e os leitores leigos que eventualmente as lerem ficarão desinformados.

    Por outro lado, quando se faz como o Garcia, que respondeu tudo e ainda indicou links, o serviço é completo. As respostas foram dadas e, quem quiser conhecê-las mais profundamente (quem quiser conhecer os argumentos que a sustentam), basta apenas clicar nos links e ler os artigos. Aqueles que não o fizerem ainda assim ao menos saberão que o que foi indagado (na verdade, afirmado) é falso.

    Garcia está de parabéns.

  • Thiago  28/03/2017 15:58
    Não me refiro à atitude (acertada) do Garcia ao refutar as indagações. Minha restrição é quanto à maneira com a qual elas são feitas. Os artigos do site são claríssimos, educados, didáticos e ricos em informação. Quando resta alguma dúvida, e o leitor vem questionar nos comentários, muitas vezes as respostas são o extremo oposto, o que é lamentável. A refutação de argumentos falaciosos é válida e necessária. Hostilidade/sarcasmo é contraproducente e desnecessário. Capisce? Já passei por isso aqui, e tento comentar o mínimo necessário, tentando aprender o máximo possível sem precisar tirar dúvidas com comentaristas, pois não raras vezes as respostas me foram dadas de forma irônica ou agressiva.
  • Ribeiro  28/03/2017 16:47
    Perfeito, Thiago. Concordo com você. Só que, muito melhor do que apenas falar, é fazer e mostrar como se faz.

    Sendo assim, eis aqui uma ótima oportunidade para você mostrar o caminho. Responda paciente e educadamente a este cidadão (clique no link abaixo), que disse -- segundo ele próprio, "bem de mansinho" -- que os defensores do capitalismo são exatamente como defensores da pedofilia. Não estou exagerando não. Pode ir lá comprovar. E responda educadamente a ele, destrinchando toda a teoria e sugerindo leituras complementares.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368#ac194587
  • Pobre Paulista  28/03/2017 17:21
    Lamentável mesmo é ficar vendo mimimi nos comentários.

    Mas às vezes é engraçado.
  • Wesley  31/08/2016 22:36
    O autor do texto fala que o problema é econômico, mas na verdade é político. Recentemente o Michel Temer deu aumento para a elite do funcionalismo público. Obviamente ele não fez isso porque gosta dos funcionários públicos e sim porque os funcionários públicos têm um lobby poderosíssimo - e se ele não desse aumento, poderia inviabilizar o seu governo.

    O protecionismo e a destruição do poder de compra do Real é imoral e a maioria dos economistas e da população são contra (o protecionismo), excerto os que ganham com o protecionismo. Mas qual político vai enfrentar o poderosíssimo lobby da CNI e dos sindicatos que ganham com o protecionismo? Mesmo que se abra a economia, haveria aumento do desemprego e isso têm sérias implicações políticas.

    Os impostos são imorais, pois oneram a sociedade que nada ganha com isso para beneficiar uma elite empresarial, do funcionalismo público e do governo. Mas quem vai enfrentar o poderosíssimo lobby dos funcionários públicos que estão exigindo maiores salários às custas da população e irão infernizar a vida do governo caso não faça o que eles querem?

    Se houvesse um presidente ou ministro da fazendo austríaco ele nada poderia fazer para mudar essa situação e se ele se opor a essa elite predatória, será jogado na lata do lixo como fizeram com o Collor e a Dilma. Só se houvesse uma ditadura como o Pinochet fez no Chile. Ele fez reformas liberais na marra e mandou prender/matar quem se rebelasse. Só haveria um Brasil liberal somente se houver um Pinochet tupiniquim. Mas todos os ditadores daqui fizeram foi aumentar o tamanho e poder do Estado. Portanto é impossível a situação mudar por aqui. O Brasil será eternamente um país estatista.
  • André  01/09/2016 11:46
    Não se engane pelo "ditador correto", Pinochet era o braço direito de Salvador Allende, aquele porco socialista, Pinochet fez o que fez por vaidade e não por amor a seu povo, o povo chileno estava implorando por reformas pois o Chile em 1973 chegou no que a Venezuela está hoje.
    Fujimori em 1990 com seu fujishock foi semelhante, o povo respaldou as duras reformas necessárias, Colômbia no início dos 2000 idem, e estes dois últimos ainda tinham uma guerra interna para dar conta.
    Aqui no Bostil não temos nem 10% dos problemas que estes países tiveram e não conseguimos ter nem 10% do resultado econômico deles atualmente, com previsão de crescimento entre 1,5 a 3,5%, 2 deles vão apresentar inflação abaixo dos 4%, taxas de poupança e investimento só vistas no nosso bolhagre econômico brasileiro de 1968 a 1973, além de cargas tributárias de no máx. 23% do PIB.
    O povo brasileiro em sua maioria não quer liberdade para correr atrás de realizar seus sonhos, querem favores do estado, não há caminho diferente para este povo que não a Venezuela em alguns anos.


  • Heveroncss  01/09/2016 01:12
    Só gostaria de dizer que foi um dos melhores textos explicando claramente o nosso cenário.
  • Luis  01/09/2016 02:04
    Caro Ulrich

    O bitcoin nao poderia servir `a lavagem de dinheiro?
  • Aluno Austríaco  01/09/2016 03:00
    Eu quero o "Meu ajuste, minha vida" !

  • LG  01/09/2016 12:51
    Duas perguntas não necessariamente relacionadas ao tema do artigo, mas ainda assim pertinentes e que ainda me deixam curioso.

    1) Final da década de 80 e início da década de 90 tínhamos hiperinflação. Por quê? Qual era a causa-mor dessa hiperinflação?

    2) O Plano real conseguiu estancar essa sangria. Por quê? Qual foi o grande fator de sucesso do plano real? Esse fator pode ser repetido ainda hoje?

    Grato!
  • Aluno Austriaco  01/09/2016 14:30
    Entenda o caso lendo o último boletim do banco central. É uma confissão dos inflacionistas.

    www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp


    A média dos saldos diários da base monetária totalizou R$237,5 bilhões em julho, com expansões de 0,4% no mês e de 1,5% em doze meses. A variação mensal refletiu o aumento de 0,5% no papel-moeda emitido e a queda de 0,2% nas reservas bancárias.

    Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se as operações do Tesouro Nacional e as compras líquidas de divisas no mercado interbancário, com impactos expansionistas de R$30,2 bilhões e R$19,2 bilhões, respectivamente. Em contrapartida, as operações com títulos públicos federais implicaram contração de R$48,4 bilhões, a partir de vendas líquidas de R$81,7 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$33,3 bilhões no mercado primário.

    O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) alcançou R$304,1 bilhões em julho, com acréscimo mensal de 1,7%, decorrente dos avanços de 3,2% nos depósitos à vista e de 0,6% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 recuou 0,5%.

    O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, cresceu 0,3% em julho, totalizando R$2,3 trilhões. Essa variação refletiu o aumento de 0,4% nos depósitos de poupança, cujo saldo situou-se em R$642,4 bilhões, apesar do resgate líquido de R$1,1 bilhão. O saldo de títulos privados elevou-se 0,5%, somando R$1,3 trilhão, com captações líquidas de R$3,4 bilhões em depósitos a prazo.

    O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 1,1% no mês, atingindo R$5 trilhões, após aumento de 1,8% nas quotas de fundos de renda fixa, que somaram R$2,5 trilhões. O M4, conceito que agrega ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros, cresceu 0,7% no mês e 11,3% nos últimos doze meses, totalizando R$5,9 trilhões.
  • reinaldo  01/09/2016 13:17
    Tem uma coisa que deixou-me com a pulga atrás da orelha:
    Qual é o verdadeiro papel do Estado na Escola Austiaca? Aparentemente para a EA, se não houver Estado, melhor; mas não há funçoes exclusivas do Estado, como Educação Pública, Saúde e Segurança?
    Não se pode simplesmente deixar o mercado tomar conta de tudo, oou pode?
    Há algum país que adote 100% da Teoria Autriaca na pratica?

  • Aluno Austríaco  01/09/2016 14:40
    Não existe mundo ideal.

    Buscar melhorias não é tentar criar coisas perfeitas.

    A escola austríaca é baseada na realidade.

    Como está no topo da página, defendemos a Liberdade, Propriedade e paz.
  • Andre Fernandes  02/09/2016 15:53
    Reinaldo,

    Não sou especialista, mas vou tentar contribuir.

    Na realidade a escola austríaca é meramente uma linha de econômica de pensamento. Ela busca explicar como funciona a economia e não como implantar um regime político.

    A teoria libertária, por sua vez, é uma ideologia que defende a redução/eliminação do Estado. E faz isso com base nos argumentos e análises da Escola Austríaca.

    Então para os anarco-capitalistas/libertários, sim, o mercado é mais eficiente e inteligente do que o Estado.

    Não existe nenhum país (que eu saiba) onde o Estado inexista. Existem sim, aqueles que buscam a redução do Estado para dar mais liberdade de escolha ao povo e alcançam crescimento sustentável desta forma.

    Existem vários textos ótimos no site falando sobre países que adotaram o liberalismo econômico e progrediram: Nova Zelândia, Hong Kong, Cingapura, Irlanda, Austrália e por aí vai...

    Busque esses textos e acredito que ficará um pouco mais claro pra vc!

    Abs
  • Andre Fernandes  02/09/2016 13:49
    Mais um ótimo artigo pra galeria do IMB. E é notório como acompanhar o site com frequência tem me ajudado a ser muito mais crítico em relação a outros textos incompletos e mal argumentados que leio por aí. Só posso agradecer a equipe pelo excelente trabalho.

    Ontem um amigo (esquerdista, claro) compartilhou um texto da carta capital. O enfoque do texto é mostrar como é uma falácia comparar a economia de um país com a economia de uma família. Os argumentos beiram a insanidade, o autor ignora completamente as consequências do que ele mesmo propõe. É assustador que muitas pessoas sigam essa linha de raciocínio. Algumas pérolas para que ninguém precise entrar no artigo e dar audiência pro site.

    Trecho 1 - "Governos possuem, também, algo que para as famílias é um sonho: uma máquina de fazer dinheiro. E podem se financiar colocando a sua máquina para funcionar. A ignorância econômica, sempre precipitada, dirá que isso provoca inflação. Não é verdade. Mais dinheiro na economia é até necessário quando há crescimento real, quando temos mais produtos e serviços.

    Mais dinheiro na economia somente provoca inflação quando há um boom econômico, quando há superaquecimento. Mas, sob essas condições, governos têm receitas de impostos e taxas suficientes e não precisam ligar a máquina de dinheiro para financiar seus gastos."

    ou seja, vamos imprimir dinheiro e os problemas estão solucionados, afinal isso não vai gerar inflação...até pq aumentar a oferta de dinheiro sem aumentar a oferta de produtos/serviços não tem porque causar aumento dos preços né?

    Trecho 2 - "Toda decisão de governo, inclusive sobre suas fontes de financiamento, é sempre uma decisão política. A técnica econômica subsidia a política, mas não se sobrepõe a ela. Portanto, a decisão de conter gastos públicos diante de supostas necessidades de melhorar os resultados das contas públicas é uma decisão política (decorrente de uma ideologia) e não uma decisão baseada na vida econômica doméstica."

    como alguém não pode notar que colocar política acima da teoria econômica é um ótimo caminho pro fracasso? Ele acha que as leis econômicas vão decidir não atuar só pq foi uma decisão política?

    Trecho 3 - "Se não existe receita pública de taxas e impostos suficiente é porque não há crescimento. Mas há outras fontes alternativas de financiamento, tal como mencionadas anteriormente. Portanto, o caminho adequado é sempre o estímulo ao crescimento e a readequação das fontes de financiamento."

    Ele ignora, por completo, o fato de que depois de um certo patamar mais impostos não trazem aumento na arrecadação! O que seria "readequação das fontes de financiamento"? Duvido que o próprio autor saiba explicar...

    Trecho 4 - "As dificuldades orçamentárias do governo brasileiro não têm nenhuma relação com seus gastos primários (saúde, educação, Previdência etc.), nem com o seu nível de endividamento. Tanto é verdade que somente não houve superávit no orçamento primário, recentemente, nos anos de 2014 e 2015.

    O problema central é que tem havido ao longo dos anos um gasto público excessivo com o pagamento de juros a rentistas e banqueiros (credores do governo) e, dessa forma, os recursos são insuficientes para a saúde, educação e demais áreas."

    Então quer dizer que as dificuldades orçamentárias nada tem a ver com o nível de endividamento do governo? Segundo o autor a culpa é do "gasto público excessivo com o pagamento de juros a rentistas e banqueiros (credores do governo)". Pena que o bonitão esqueceu COMO rentistas e banqueiros se tornaram credores do governo...seria mágica?

    Pra quem quiser o texto na íntegra: www.cartacapital.com.br/economia/porque-e-uma-falacia-comparar-a-economia-domestica-com-a-do-governo

    Se não fossem as muitas horas gastas em artigos e análises do IMB e outras fontes, provavelmente, eu deixaria passar várias contradições deste péssimo texto. O que deve estar acontecendo com a maioria que compartilha ou curte isso...e tem outros trechos que nem coloquei aqui!

    Que o IMB possa abrir muito mais olhos e mentes por aí e, quem sabe, em um futuro não muito distante possamos alcançar mudanças significativas.

    Um abraço!
    André
  • anônimo  02/09/2016 14:50
    Muitos esperavam que após o impeachment o real iria se valorizar bastante frente ao dólar, mas isso não aconteceu, e pelo contrário, o dólar até deu uma pequena encarecida. Por que?
  • Leandro  02/09/2016 15:14
    O impeachment já estava precificado. Não foi nenhuma novidade. O real já tinha se valorizado desde meados de maio.

    O que realmente foi novidade, e não estava precificado pelo mercado, foi a chicana da dupla Calheiros-Lewandowski. Tal presepada gerou dúvidas sobre a base de apoio do governo e sua real capacidade de implantar um ajuste fiscal e uma reforma da previdência.
  • Leitor Aprendiz  04/09/2016 14:43
    Tenho algumas perguntas e, se possível, gostaria que me esclarecesse alguns pontos.

    Acabar com o salário mínimo poderia resolver a curto prazo o problema do desemprego no país?

    Reduzir impostos acarreta em queda da inflação?

    Quais benefícios o país teria ao reduzir ministérios e acabar com os cargos comissionados?
  • Emmerson  04/09/2016 15:28
    "Acabar com o salário mínimo poderia resolver a curto prazo o problema do desemprego no país?"

    Ajudaria um pouco, mas, muito mais importante do que salário mínimo são os encargos trabalhistas. Esses é que arregaçam.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2042

    "Reduzir impostos acarreta em queda da inflação?"

    Inflação é um fenômeno eminentemente monetário. Inflação significa "aumento da quantidade de dinheiro na economia". A consequência da inflação é aumento de preços.

    Sendo assim, redução de impostos, por definição, não têm como causar nem inflação e nem aumento prolongado dos preços.

    Ademais, redução de impostos estimula mais produção. Mais produção significa mais oferta de bens e serviços. E maior oferta de bens e serviços significa que pressão baixista nos preços.

    "Quais benefícios o país teria ao reduzir ministérios e acabar com os cargos comissionados?"

    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2184

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2361
  • Falcao  04/10/2016 14:25
    Olá,

    Copiando de outro blog... Gostaria da opinião dos austríacos acerca das considerações do cidadão abaixo:

    Fonte: www.bolhabrasil.org/ciro-gomes-um-louco-desprezivel/#comment-190910

    PEC 241: Por que ela não adianta nada e vai piorar as coisas

    O governo agora está empenhado na aprovação da PEC 241, como se isso fosse a salvação do Brasil. Seguramente está sendo vendida como se fosse, no entanto, não é bem assim. Embora a ideia seja interessante (qualquer limitação de gastos do governo é melhor do que nenhuma limitação, como existe hoje), ela está utilizando a pior indexação possível para atingir seus objetivos. A PEC 241 é mais uma jabuticaba que vai implodir o Brasil.

    Não, amigos, não enlouqueci. É evidente que limitar os gastos do governo é condição sine qua non para evitar o crescimento desenfreado do estado. No entanto, embora a intenção declarada da PEC 241 seja essa, na prática ela sanciona o crescimento dos gastos, e não sua redução. Ao ancorar o crescimento do ano seguinte à inflação do ano anterior, a emenda entrega exatamente o que o governo quer: crescimento sem limites. Vamos ver os motivos:

    (1) O indexador utilizado (IPCA) está nas mãos do governo. Foi manipulado no passado recentíssimo, e pode ser manipulado no futuro.

    (2) supondo que o IPCA não seja manipulado, o crescimento ou redução do estado passa a ser governado pela diferença IPCA – PIB nominal. Se o IPCA for de 7% e o PIB nominal for de 2%, o estado crescerá 5% frente a economia. Se o PIB nominal for de -1% e o IPCA de 5%, a economia encolherá, mas o estado crescerá.

    (3) ao desvincular gastos importantes (como saúde e educação) da efetiva arrecadação, passando a vinculá-lo ao IPCA, abre-se espaço para o crescimento infinito desses gastos, ao contrário do que se tem hoje, em que esses gastos podem encolher se a arrecadação encolher.

    (4) como a inflação sempre existe (nunca é zero ou negativa no Brasil – e em quase todo o mundo da moeda fiduciária), o gasto sempre cresce, nunca reduz. Abre-se o espaço para o crescimento infinito do Leviatã.

    (5) a espiral inflacionária em que a PEC 241 nos jogará será inevitável: mais gasto do governo significa necessariamente maior inflação. A partir da emenda, mais inflação significará mais gasto, realimentando o processo.

    O único cenário em que a PEC 241 funcionaria seria no cenário de inflação abaixo do PIB. Uma consulta rápida ao Sistema de Séries Temporais do BCB (www.bcb.gov.br/?serietemp) mostra que isso aconteceu consistentemente entre 1995 e 2014, exceto pelo ano de 1999.

    Uma olhada rápida e despreocupada para esses dados pode dar a entender que a PEC 241 seria uma boa coisa, já que em 19 dos 20 anos mencionados, o gasto público teria reduzido se a PEC 241 estivesse em vigor. Mas isso é um importante e fundamental equívoco! Em 2015 essa diferença se inverte de maneira muito importante e para um IPCA de 10,19% temos um PIB nominal de 3,82%! Ou seja, em um ano muito ruim como 2015, onde o correto a fazer é cortar gastos teríamos, isso sim, um aumento dos gastos públicos da ordem de 6,37%!!!

    Se não houver nenhum limitador extra para os gastos públicos na PEC 241 nos casos de 2015 (onde há uma inflação maior que o PIB nominal), uma vez implantada no cenário atual, a espiral descrita no item (5) está deflagrada e somente a sorte nos salvará de sua perpetuação. E é exatamente nisso que seus proponentes estão confiando. Sua confiança reside em uma variável muito volátil e subjetiva chamada "ancoragem de expectativas". Eles confiam que, uma vez implantada, as expectativas acerca da inflação estariam ancoradas nos agentes econômicos e cenários como o de 2015 seriam naturalmente impedidos de ocorrer.

    Pode ser que estejam corretos. Afinal, essa ancoragem de expectativas é de difícil mensuração e só é compreendida adequadamente pós-fato (no retrovisor). Mas, particularmente, acho uma temeridade muito grande subjugar uma emenda constitucional ao humor dos agentes econômicos. Minha expectativa é muito mais sombria: cenários como o de 2015 serão a regra a partir da PEC 241, e não a exceção. Todos aqueles que olham para os dados de 1995 a 2015 estão desconsiderando uma coisa importantíssima: nesses anos, a PEC 241 não existia. Logo, seu poder de "criar inflação" não pode ser mensurado.

    Então a PEC 241 é lixo e pode ser jogada inteiramente fora? Veja, não penso isso. Acho que economistas muito inteligentes estão por trás de sua proposta e seria uma pena jogar fora seu trabalho…

    O gasto público hoje não tem limites formais. Seus limites são impostos em um emaranhado de leis e são, em última análise, restringidos pela lei de responsabilidade fiscal (por isso foi importante afastar a "presidenta" com base na lei de responsabilidade fiscal), que exige que o governante gaste no máximo valor equivalente ao que arrecada. Para gastar mais, tem de arrecadar mais e a crítica ao atual sistema é justamente que ele gera mais imposto. Na prática, em cenários recessivos, criar novos impostos tem eficácia duvidosa (curva de Laffer) e cobra um altíssimo preço político. Logo, o gasto público, embora não de forma estritamente formal, está inequivocamente atrelado à arrecadação. Atrelá-lo à inflação é dar muito poder ao governo…

    Se mantivermos a PEC 241 mas modificarmos o indexador para a "arrecadação de impostos", seus muitos benefícios podem de fato se manifestar e a espiral inflacionária que descrevi acima ficaria bastante mais difícil (desde que mantidas a lei de responsabilidade fiscal e a ojeriza à criação de novos impostos). Analisando os mesmos dados sob esse prisma entre 1996 e 2015 teríamos anos de crescimento do gasto da ordem de 12% e anos de retração do gasto da ordem de 8%. Em particular, em 2015, o gasto deveria ser cortado em 0,56%, o que seria a atitude correta diante do cenário de inflação alta e PIB nominal em baixa.

    Os dados que utilizei podem ser simulados usando as séries 433, 1207 e 7639 do BCB, e estão disponíveis em uma planilha em https://ufile.io/42a .
  • Ministro do Orçamento  06/10/2016 00:20
    Falcao, agora por no mínimo duas vezes o site do Instituto Mises Brasil deu um 'parecer austríaco' favorável à essa PEC nº 241/2016, que limita gastos do governo. Uma delas foi antes de começar este artigo, e a outra no artigo de hoje. Não sei se é exatamente o que você queria, mas acho que está de bom tamanho.

    Sobre o texto do leitor, além de outros comentários que ele também escreveu lá, e vou dar minha opinião porque acho que ele deixou algumas pontas soltas.

    1) Ele está esquecendo de esclarecer que o limite é especificamente para as despesas primárias. Isso faz uma boa diferença dentro de um orçamento quando, por outro lado, você também tem que lidar com o pagamento de juros. A intenção do projeto é em grande parte diminuir o endividamento mas preservando pelo menos o nível em que seus gastos está hoje, sem aumentar nem diminuí-los. E a arrecadação do governo, que é toda projetada e detalhadamente dotada, vai determinar se o objetivo vai ser alcançado ou não.

    2) Por causa de seu deflator, os números do PIB são sempre de crescimento/queda reais. Já os números do governo, não (muito). Por exemplo: se em um ano a inflação de preços foi de 10% e o governo simplesmente acrescentar a estes gastos os mesmos 10% para o exercício do ano seguinte, isso não vai significar necessariamente um aumento real dos seus gastos. Se ele efetivamente congelar os gastos enquanto a inflação continua subindo, aí ele vai estar reduzindo substancialmente seus gastos. Ele só vai ter um aumento real em relação ao ano anterior justamente se a inflação do ano seguinte for menor que esses 10%. Por isso, é meio discricionária essa projeção de como uma provável inflação, sucessivamente alta, determinaria aumentos nos gastos do governo maiores que do PIB. Inclusive, muitas das análises apresentadas por aí geralmente são a porcentagem de alguma variável (gastos do governo, despesas primárias, receita líquida, investimentos, déficits, etc.) em relação ao PIB.

    3) Como ponto vão e juntado as duas coisas, quanto ao fato de gastos com saúde e educação pararem de aumentar, como tem sido repetido unissonamente por ditos defensores do estado de bem estar, é tudo uma questão de prioridades. Basta eles exigirem que o governo corte gastos de outras áreas menos importantes e direcioná-las para a educação e a saúde, etc. Pronto, caso resolvido!
  • Henrique  28/03/2017 16:14
    Nessa caso, de março de 2017, não se trata de aumento de impostos. É apenas para cobrir a perda causada por recente decisão do STF. Parece-me que a carga tributária será a mesma, percentualmente.


    Abraços.

  • William  28/03/2017 16:38
    Gozado, pois a resolução do STF só entra em vigor em 2019. Como é que algo que só passa a valer em 2019 causou os déficits orçamentários dos últimos anos? Como é que algo que só passa a valer em 2019 está causando aumentos dos gastos agora mesmo?

    Estou curioso com essa lógica.

    Abraços.
  • Capitalista Keynes  28/03/2017 16:55
    E a tabela do Imposto de Renda que nunca é corrigida ? ...Ladrões
  • Arnaldo  28/03/2017 17:52
    Podiam acabar com o imposto de renda. O dinheiro que é gasto lá não serve para nada mesmo.
  • Andre  28/03/2017 18:14
    É o imposto mais fácil de sonegar, exerça seu direito de autodefesa.
  • Matheus  28/03/2017 18:19
    "Giambiagi não está sozinho. Preocupa-nos a quantidade de economistas liberais que, atualmente, defendem o aumento de impostos como medida absolutamente imprescindível ao ajuste fiscal. "Sempre fui contra aumentar impostos, mas hoje a situação é dramática, não há outro jeito", justificam eles."

    Esse trecho eu achei engraçado. Não sou nenhum fera em economia, mas uma coisa é muito simples de entender:
    Se você ganha R$5.000,00 por mês e gasta R$6.000,00, o que é mais fácil e tem efeito quase imediato:

    1) Você fazer uma especialização ou arranjar um segundo emprego para poder aumentar sua renda?
    Ou
    2)Diminuir seus gastos em um patamar que sua renda comporte seus gastos?

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    Nunca vou entender esses "especialistas"... Eles estudam, estudam, estudam e muitos deles conseguem perder pro raciocínio lógico mais básico.
  • Andre  28/03/2017 19:11
    Com essa combinação de: constituição só direitos, população crente no estado provedor e políticos ávidos para proteger os pobres via desenvolvimentismo, não haverá corte de gastos. Aí a solução fica entre, aumento de impostos ou crise da dívida. Pode escolher.
  • Extrema Direita  28/03/2017 23:12
    Esse Meirelles é um fanfarrão! Esse aumento de imposto é coisa de moleque !

    Só um doente mental acha que a crise vai passar com o governo gastando mais dinheiro.

    O governo nada mais é do que um bocado de gente subornando pessoas com beneces, mamatas e tetas.

    Democracia é a mesma coisa que subornocracia.
  • LUIZ F MORAN  28/03/2017 19:03
    Não há esperança num país onde exista:
    - Ministério do Trabalho / CLT / Justiça do trabalho
    - Imposto sindical
    - 15.300 sindicatos
    - MTST / MST
    - Cotas raciais
    - 70 mil homicídios
    - Professores marxistas
    - Jornalistas marxistas
  • Taxidermista  28/03/2017 21:37
    No Brasil existe até sindicato para trabalhadores de sindicato. Em São Paulo, por exemplo, a entidade chama-se Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de São Paulo.
  • Lel  30/03/2017 00:03
    Não sabia disso. Mas que coisa maravilhosa.
  • Leandro Campos  28/03/2017 19:16
    Não dá para os economistas austríacos encherem a caixa postal do Henrique Meirelles para ver se ele aprende algo? Talvez para encher o saco dele já sirva kkk
  • João  07/04/2017 12:05
    O interesse dele, assim como de todos os keynesianos, é no próprio bolso.
  • Luminária  28/03/2017 19:53
    O meu maior medo é o povo entender tudo errado e culpar o ''neoliberalismo'' e finalmente, em 2018, votar no primeiro populista que prometa a volta da bonança por meio de gastos publicos

    Esse risco não pode ser descartado, e pode significar entrarmos para o clube dos argentinos e finalmente dos venezuelanos.

    A porta da quebradeira sempre a espreita.

    Qual a expectativa desse instituto(e dos seus leitores), para com o Dória? Eu acho que ele pode ser a ultima escapatória do país
  • Padawan  28/03/2017 19:56
    Não sei se a pergunta faz sentido economicamente, mas... Qual fator mais contribui para o enriquecimento de um país, a troca voluntária entre indivíduos ou a produtividade? Como ambas se relacionam?
  • Jorge  28/03/2017 20:10
    A troca voluntária só se sustenta se houver produtividade. Sem produtividade, não há nada para ser voluntariamente trocado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2427
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2575
  • Padawan  28/03/2017 21:02
    Obrigado, Jorge.
  • Tissune  29/03/2017 01:27
    São a mesma coisa. Você troca com as outras pessoas porque é infinitamente mais produtivo do que produzir tudo você mesmo.
  • Roberto  28/03/2017 21:09
    Pra acreditar mais nos austríacos eu queria:

    1-Um país que adotou 100% da cartilha austríaca, tendo uma grande desigualdade de renda, de onde saiu e para onde foi, como funciona hoje, etc.
    2-Como adotar a cartilha austríaca num país que há pessoas vivendo em situação de pobreza, que dependem dos serviços públicos de saúde e educação e se ficarem sem esses serviços mínimos de uma hora para outra não terão mais nada mesmo.

    Quanto aos impostos
    1-Eles ajudam a transferir renda de quem tem muito para quem não tem nada, ainda que essa transferência seja feita de modo ineficiente, já que os mais ricos conseguem não pagar os impostos.
    2-Algum imposto vc vai sempre ter que ter, pq algum Estado é preciso para uma organização mínima da coisa. Me digam um exemplo onde não há nenhum Estado e a coisa toda funciona e eu passo a acreditar na cartilha austríaca.
  • Teixeira  28/03/2017 23:25
    1- www.mises.org.br/Article.aspx?id=729
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

    2 - Quer falar de pobreza e suas causas? Vamos lá:

    Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

    Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

    Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

    Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

    No aguardo das suas respostas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383


    1- Imaterial. Imposto serve majoritariamente para pagar salário de funcionário público e de políticos, e para repassar subsídios para grandes empresários. A fatia de imposto que realmente vai para os mais pobres é ínfima. Quem mora no Brasil e ainda não sabe disso deveria se envergonhar.

    2- Falou merda.

    A "cartilha austríaca" nada tem a falar sobre ausência ou existência de estado. Assim como ela nada tem a falar sobre a existência ou abolição de todos os impostos. A Escola Austríaca é uma ciência que se dedica exclusivamente a explicar o funcionamento da ciência econômica, bem como as consequências de cada política. A Escola Austríaca não faz juízo de valor. Ela não está no ramo de dizer como as coisas devem ou não devem ser.

    Fazer juízos de valor, dizer se algo deveria ou não existir, se tal política é ética e moral, é a função da filosofia libertária. Dizer que "imposto é roubo" e "imoral", e que o "estado não deveria existir" é uma afirmação repleta de juízo de valor. Sendo assim, é uma afirmação da filosofia libertária, e não da Escola Austríaca.

    No que tange a impostos e à existência do estado, a EA apenas explica quais são suas consequências. Quaisquer juízos de valor a respeito deste sistema estão fora do âmbito da EA, e já adentram a filosofia libertária.

    Portanto, se um economista seguidor da EA fala sobre a moralidade de impostos, ele não está mais falando do ponto de vista da EA. A partir do momento em que ele emite um juízo de valor, ele saiu do escopo da EA e adentrou o da filosofia libertária.

    Saiba deste básico.

    Portanto, a sua pergunta tem de ser feita a um seguidor da filosofia libertária, e não a um seguidor da EA. O seguidor da EA irá simplesmente lhe explicar quais as consequências econômicas dos impostos e da existência do estado. Apenas isso. Se ele concluir que nenhum dos dois deve existir, então ele já abandonou o terreno da EA e adentrou o terreno da filosofia libertária.

  • Padawan  29/03/2017 00:07
    "Imposto serve majoritariamente para pagar salário de funcionário público e de políticos, e para repassar subsídios para grandes empresários. A fatia de imposto que realmente vai para os mais pobres é ínfima."

    Ademais, os pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos. O Estado age, assim, como um "Robin Hood às avessas", tirando dos pobres para dar aos ricos.

    https://www.youtube.com/watch?v=Xx2Ex6y-QqU&t=24s
  • Incoerência  29/03/2017 03:06

    Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    Já fazendo juizo de valor, esse é um dos pontos que considero mais importantes sobre como o governo perpetua a pobreza. Dificultar que as pessoas abram seu próprio negócio, além de condena-las a informalidade, que, convenhamos, não tem acesso a muitas das opções disponiveis para auxiliar no crescimento (para alguém que vende comida aceitar vale-refeições, ele tem de ter CNPJ).

    Além disso, o acesso aos meios de produção é dificil devido ao real desvalorizado, impostos de importação e outra burocrácias. Exemplificando: um profissional autonomo que trabalhe com fotografias precisa comprar uma canon ou parecida por quase R$ 2.000,00, sendo que no exterior pode sair por quase US$ 300,00, o mesmo vale para designers, programadores, pequenos empresários, emprendedores individuais que não conseguem comprar boas ferramentas por um preço baixo devido às politicas existentes.

    Sempre falam em distribuir riqueza, mas nunca falam em criar riqueza. Será que pensam que pobre é incapaz de criar riqueza?
  • Roberto  29/03/2017 20:49
    Teixeira, obrigado pela completa resposta e por me munir de argumento. Reconheço minha ignorância em diferenciar a EA da filosofia libertária. Para mim, eram a mesma coisa.

    Obrigado aos demais tb.

  • Felipe Freiria  28/03/2017 21:19
    Me aproveitando desse post que pontuou alguns pensamentos da EA e aproveitando o tópico de dívida pública mencionado, faço uma pergunta. Em relação pontualmente a questão do câmbio. Como vocês liberais e libertarios explicam o crescimento chinês baseado em uma política econômica de desvalorização cambial para maximizar as exportações durante tanto tempo?
    O controle do déficit fiscal chines com um cambio tão desvalorizado por tanto tempo aparentemente se deu por emissão de instrumentos de divida publica - vide o crescimento da divida publica chinesa de por volta de 150% em 2008 para por volta de 250% nos dias de hoje. Qual o efeito disso no longo prazo? Os oráculos do apocalipse já previram algumas vezes uma crisa na China. Porque isso não aconteceu ainda segundo o liberalismo de Mises?
    Grande abs.
  • Miscelânia  28/03/2017 23:09
    Sugiro informar-se melhor. A moeda da China não é desvalorizada. Muito pelo contrário: é bem forte.

    A afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

    A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    E essa política monetária de valorização da moeda é um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

    Dica: jamais -- jamais! -- saia papagaiando por aí o que você lê na imprensa. Quase sempre você vai falar bobagem.
  • Etibelli  29/03/2017 00:16
    Alguém poderia me esclarecer o porquê de emitir títulos da dívida pública corrói/destimula a poupança?

    Gostaria que pudessem me indicar livros ou artigos que tratassem de modo mais metódico e claro sobre a inflação (confesso que entedi muito pouco do que Mises escreveu nas Seis Lições) e sobre a deflação também.
  • JR  29/03/2017 02:13
    As políticas públicas de inclusão digital para os idosos funcionam? Vejamos bem eles sofrem infoexclusão, a dezenas de benefícios que eles perdem por estarem excluídos digitalmente, se não fosse o Cras, o Acessa São Paulo, eles nem aprenderiam a usar um computador. A e se incluir por um celular não conta.
  • ALEXANDRE AQUINO  29/03/2017 12:10
    A visão do autor possui um claro viés ideológico, o qual é questionável, especialmente quando diz:

    "Na melhor das hipóteses, impostos nada adicionam à atividade econômica: o que seria gasto pelos indivíduos agora será gasto pelo estado. É tirar de X para dar a Y.".

    Isso não é verdade pois os individuos não vão colocar o seu próprio dinheiro em atividades que devem ser exercidas pelo Estado. Por exemplo, o Banco Central é uma instituição necessária e relevante e que somente poderá existir com a cobrança de impostos. Não pode o indivíduo exercer ou comprar no mercado esta atividade.

    "Impostos dilapidam a riqueza de uma nação duplamente: ao impedir uma maior produção e a formação de capital e ao desperdiçar os recursos que seriam usados pela iniciativa privada.".

    Os impostos são necessários em qualquer economia do mundo e, ao contrário do que diz o autor, eles criam caixa para que o Estado possa regular o processo. É verdade também que os impostos não retornam, mas dizer que são completamente desnecessários é uma visão muito incompleta de como funciona um país.

    "Tudo o mais constante, tributos significam uma subtração da atividade econômica, uma dilapidação da riqueza atual e potencial futura. Taxar a sociedade significa empobrecê-la.".

    E o que dizer dos países de primeiro mundo, como a Alemanha, a qual faz bom uso dos impostos e devolve estes para a sua população? Há um claro erro conceitual nestas definições. Por causa das anomalias do sistema brasileiro, quer se dizer que tudo o mais não tem valor.
  • Amante da   29/03/2017 12:39
    "Isso não é verdade pois os individuos não vão colocar o seu próprio dinheiro em atividades que devem ser exercidas pelo Estado. Por exemplo, o Banco Central é uma instituição necessária e relevante e que somente poderá existir com a cobrança de impostos. Não pode o indivíduo exercer ou comprar no mercado esta atividade."

    Rapaz, devo tirar o chapéu. Pelo menos foi um argumento original. Confesso que nunca tinha ouvido ninguém recorrer exatamente a este ponto. Pena que ele é o mais refutável de todos:

    Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

    Não há um Banco Central no Panamá

    Desmitificando alguns mitos sobre bancos centrais

    Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência

    A era da insanidade - um resumo das medidas surrealistas dos Bancos Centrais mundiais

    Os Bancos Centrais mundiais são hoje a principal fonte de risco e instabilidade à economia mundial

    "Os impostos são necessários em qualquer economia do mundo e, ao contrário do que diz o autor, eles criam caixa para que o Estado possa regular o processo."

    Você está correto ao dizer que sem impostos não há regulação. Falta agora você completar o raciocínio e dizer que, sem regulação, não há reserva de mercado, não há protecionismo, não há privilégio para grandes empresas.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Artigos para você sair entender isso:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    "E o que dizer dos países de primeiro mundo, como a Alemanha, a qual faz bom uso dos impostos e devolve estes para a sua população?"

    Perfeito exemplo de contrafactual.

    Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população". Isso é um critério completamente subjetivo e não-mensurável. No máximo, você pode dizer que lá os serviços públicos são melhores que os do Brasil. Mas isso não significa que se o Brasil aumentar seus impostos os serviços públicos ficarão iguais aos alemães.

    Outra coisa, e agora vem o mais importante: e se não houvesse impostos na Alemanha? O poder de compra do alemão seria 40% maior, haveria uma oferta de bens e serviços extremamente mais diversificada e mais farta, haveria mais empreendedorismo em decorrência disso, e a economia seria ainda mais dinâmica, com um padrão de vida bem superior para todos.

    E isso por definição. Caso discorde desta conclusão, você tem de apresentar uma teoria comprovando que uma instituição que rouba 40% da renda de população pode fazer com que esta população fique em situação ainda melhor. Dizer que tomar 40% da renda da população é uma medida que melhora a situação desta população nada mais é que uma defesa direta do assalto. Por essa lógica, quanto mais a renda da pessoa for confiscada, melhor será a situação dela, o que, por si só, é algo completamente ilógico. Fosse isso verdade, qualquer assaltante melhoraria a qualidade de vida da pessoa assaltada.
  • Arnaldo  29/03/2017 13:37
    Quase um soco de realidade na cara.
  • ALEXANDRE AQUINO  29/03/2017 14:25
    Muito bons os seus contra-argumentos, mas vamos lá:

    Primeiro, mesmo que o Banco Central possua um posicionamento questionável, isso não invalida o argumento.

    Sobre esta afirmação: "sem regulação, não há reserva de mercado, não há protecionismo, não há privilégio para grandes empresas". Isso não é verdade. Os mercados precisam ser regulados para garantir segurança jurídica. Uma empresa não pode investir no Brasil se o estado não garantir condições mínimas de trabalho. Veja o que está acontecendo no mercado de aplicativos: Empresas como a AIRBNB estão acabando com as redes de hotéis. Por que? Porque são melhores? Não, porque as regras aplicadas aos dois players é diferente e, com isso, a concorrência não é de fato concorrência. O mesmo para o Uber.

    Talvez o ponto seja: Até que ponto o estado deve intervir.... tudo bem, concordo com este argumento. Pode ser que tenhamos uma situação de protecionismo no brasil a alguns tipos de empresa, mas isso não reduz a zero a importância da regulação.

    Sobre a sua afirmação: "Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. "

    Concordo plenamente. Mas estas regras e restrições são necessárias para criar previsibilidade jurídica. O problema pode ser o quanto elas são usadas e como, mas isso é outra história. Talvez a medida seja um problema.

    Sobre a sua afirmativa: "Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população".

    Há sim, basta você precisar de serviços públicos e verá. Não é preciso haver uma escala de mensuração para saber disso.

    Sobre a afirmativa: "e se não houvesse impostos na Alemanha? O poder de compra do alemão seria 40% maior, haveria uma oferta de bens e serviços extremamente mais diversificada e mais farta, haveria mais empreendedorismo em decorrência disso, e a economia seria ainda mais dinâmica, com um padrão de vida bem superior para todos. "

    Isso é o que você diz. Como não há nenhum exemplo que correbore esta visão, é apenas uma opinião sobre o fato. Não tem sustentação na realidade.

    Onde você diz: "Caso discorde desta conclusão, você tem de apresentar uma teoria comprovando que uma instituição que rouba 40% da renda de população pode fazer com que esta população fique em situação ainda melhor.".

    Você usa o termo "rouba", eu não vejo assim. Este dinheiro volta sim, na forma de serviços. A pergunta que deve ser feita é outra: Será que, em uma situação hipotética e considerando a inexistência de impostos, a população viveria melhor? Não sabemos pois isso não acontece em nenhum lugar do mundo.

    "Dizer que tomar 40% da renda da população é uma medida que melhora a situação desta população nada mais é que uma defesa direta do assalto."

    Novamente, uma opinião pessoal sua. Não dá para contra-argumentar.

    Abraço e obrigado pela resposta. Sempre enriquece nossas posições.
  • Gustavo  29/03/2017 15:03
    "Os mercados precisam ser regulados para garantir segurança jurídica. Uma empresa não pode investir no Brasil se o estado não garantir condições mínimas de trabalho. Veja o que está acontecendo no mercado de aplicativos: Empresas como a AIRBNB estão acabando com as redes de hotéis. Por que? Porque são melhores? Não, porque as regras aplicadas aos dois players é diferente e, com isso, a concorrência não é de fato concorrência. O mesmo para o Uber."

    Rá! Você tentou rebater mas simplesmente acabou confirmando exatamente tudo o que o outro leitor afirmou: regulações existem exatamente para proteger os grandes e ferrar os pequenos.

    Você está preocupado porque uma brecha encontrada em uma regulação está afetando a reserva de mercado de um setor da economia (hotéis) e permitindo que pequenos empreendedores tenham um pouco mais de liberdade para concorrer com estes grandes hotéis.

    O Airbnb transforma residências em hotéis e pousadas. Assim, o aplicativo cria mais capital produtivo e, acima de tudo, cria mais capitalistas. Intolerável. Tragamos de volta as regulamentações para garantir a reserva de mercado das grandes redes hoteleiras.

    De fato, você está certo: sem impostos, não há regulamentações. E, sem regulamentações, não há carteis e nem reservas de mercado.

    "Sobre a sua afirmação: "Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado[...]", concordo plenamente."

    Ótimo. Então, por mim, não há mais o que discutir sobre este quesito.

    "Mas estas regras e restrições são necessárias para criar previsibilidade jurídica. O problema pode ser o quanto elas são usadas e como, mas isso é outra história. Talvez a medida seja um problema."

    Aí lascou tudo. Se você concorda que é o estado (e sua carga tributária, burocracia e regulações) o que gera cartéis, oligopólios e monopólios, mas ainda assim diz que "restrições são necessárias" então você está, por definição, defendendo um arcabouço que você próprio reconhece gerar cartéis, oligopólios e monopólios.

    Agora, se você se expressou mal e quis na verdade dizer "segurança jurídica", beleza e perfeito. Mas segurança jurídica nada tem a ver com regulações sobre o livre empreendedorismo. Segurança jurídica está ligada ao cumprimento de contratos e à prevenção de fraudes. 100% dos libertários defendem totalmente isso (mas defendem que sejam impingidas não por monopólios estatais, mas sim por câmaras de arbitragem privadas, que operam sob livre concorrência).

    "Sobre a sua afirmativa: "Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população". Há sim, basta você precisar de serviços públicos e verá. Não é preciso haver uma escala de mensuração para saber disso."

    Isso foi completamente abordado pelo leitor acima. Você ignorou a resposta dele. Ele disse que qualquer afirmativa a este respeito será meramente subjetiva e comparativa.

    Ou seja, o máximo que você pode fazer é comparar os serviços públicos da Alemanha com os do Brasil. Só isso. Você nada poderá concluir em termos da exeqüibilidade daquele modelo para o Brasil.

    "Sobre a afirmativa: "e se não houvesse impostos na Alemanha?[...]" Isso é o que você diz. Como não há nenhum exemplo que correbore esta visão, é apenas uma opinião sobre o fato. Não tem sustentação na realidade."

    Não é uma questão de "ser ele quem diz". O leitor fez um exercício de lógica: quem diz que tomar 40% da renda da população é algo benefício para esta população está intelectualmente obrigado a explicar que lógica é essa.

    Se eu digo que será melhor para o bem-estar de uma pessoa manter 100% do seu salário, mas você diz que tal pessoa estará melhor se alguém roubar 40% do seu salário, quem é que realmente deve explicar sua teoria?

    "Você usa o termo "rouba", eu não vejo assim."

    Se eu não pagar impostos irei preso. Ou seja, eu sou coagido a repassar uma fatia da minha renda para o governo. Caso contrário, irei preso. Eu vejo isso como roubo seguido de ameaça. Se você acha que não é, então é você, novamente, quem tem de explicar.

    O fato de você, porventura, sentir prazer em repassar seu dinheiro para políticos não invalida o fato de que eu não sinto esse prazer e vejo tal ato como roubo. Você agora que refutar aquilo que eu sinto?

    "Este dinheiro volta sim, na forma de serviços."

    Nem irei discutir a qualidade destes serviços, pois aí vira covardia. A questão principal é: e se eu quiser contratar esses serviços por conta própria, utilizando para isso 100% do meu salário?

    E se eu quiser reter 100% do meu salário para poder gastá-lo como quiser, contratando todos os tipos de serviços privados? Por que você é contra essa minha liberdade?

    "A pergunta que deve ser feita é outra: Será que, em uma situação hipotética e considerando a inexistência de impostos, a população viveria melhor? Não sabemos pois isso não acontece em nenhum lugar do mundo."

    De novo, é você quem tem de explicar a sua lógica. A minha lógica (e a do leitor acima) é: uma pessoa estará em melhor situação caso não seja roubada; caso possa manter 100% da sua renda. Já a sua lógica é: uma pessoa estará melhor sendo assaltada; ela estará melhor tendo 40% da sua renda confiscada.

    Qual lógica realmente tem de ser explicada?
  • ALEXANDRE AQUINO  29/03/2017 15:27
    Vamos lá: Item por item.

    "Rá! Você tentou rebater mas simplesmente acabou confirmando exatamente tudo o que o outro leitor afirmou: regulações existem exatamente para proteger os grandes e ferrar os pequenos.". Essa é a sua opinião particular sobre o assunto. Não é a minha. A regulação pode não ser bem feita no Brasil, o que não faz com que ela não seja necessária.

    "Você está preocupado porque uma brecha encontrada em uma regulação está afetando a reserva de mercado de um setor da economia (hotéis) e permitindo que pequenos empreendedores tenham um pouco mais de liberdade para concorrer com estes grandes hotéis. "

    Não, eu não estou preocupado com o que você disse. Eu disse o que disse, que foi: É preciso haver previsibilidade e igualdade de competição. O governo não pode tratar diferentemente empresas que se enquadram na mesma categoria. Outra coisa, não é uma "brecha", é a incompetência do Estado em fazer o que precisa ser feito, cumprir o seu papel.

    "Tragamos de volta as regulamentações para garantir a reserva de mercado das grandes redes hoteleiras. ". Isso é a sua opinião, não a minha.

    "E, sem regulamentações, não há carteis e nem reservas de mercado.". Assim como não há regras nem previsibilidade. Ninguém investe onde não há previsibilidade.

    "Se você concorda que é o estado (e sua carga tributária, burocracia e regulações) o que gera cartéis, oligopólios e monopólios". Você está lendo o que não está escrito. O que eu disse foi diferente do que você concluiu, sugiro que leia novamente.

    "Mas segurança jurídica nada tem a ver com regulações sobre o livre empreendedorismo. Segurança jurídica está ligada ao cumprimento de contratos e à prevenção de fraudes". Engano seu, segurança jurídica está relacionada à previsibilidade sobre as regras, normas e leis e, em última instância, sobre o funcionamento do sistema.

    "Ou seja, o máximo que você pode fazer é comparar os serviços públicos da Alemanha com os do Brasil. Só isso. Você nada poderá concluir em termos da exeqüibilidade daquele modelo para o Brasil". Isso é a sua opinião, a qual não está baseada no que foi escrito.

    "O leitor fez um exercício de lógica: quem diz que tomar 40% da renda da população é algo benefício para esta população está intelectualmente obrigado a explicar que lógica é essa". Em nenhum momento eu disse é plenamente benéfico ou que não há problema na cobrança de impostos. O que eu disse é que, para trabalhar com lógica, basta basear-se na opinião, o que não tem fundamentação.

    "Se eu digo que será melhor para o bem-estar de uma pessoa manter 100% do seu salário, mas você diz que tal pessoa estará melhor se alguém roubar 40% do seu salário, quem é que realmente deve explicar sua teoria?". Eu não tenho teoria e também não disse o que você disse. Novamente, você compreendeu equivocadamente.

    "Se eu não pagar impostos irei preso. Ou seja, eu sou coagido a repassar uma fatia da minha renda para o governo. Caso contrário, irei preso. Eu vejo isso como roubo seguido de ameaça". Sugiro que você estude um pouco mais de direito.

    "O fato de você, porventura, sentir prazer em repassar seu dinheiro para políticos não invalida o fato de que eu não sinto esse prazer e vejo tal ato como roubo". Novamente, seus argumentos não obedecem nenhuma lógica. Ninguém aqui sente prazer em pagar impostos.


    Abraço.
  • Etibelli  31/03/2017 00:40
    "Essa é a sua opinião particular sobre o assunto. Não é a minha."

    A todo momento você alega que as opiniões daqueles que te questionam são pessoais e, portanto, são menos validas sob sua ótica, não pelo fato de serem infudadas, não observáveis ou sem uma concatenação plausível, mas sim por uma conveniência de sua parte.
    Ao mesmo tempo, você transparece uma atidude parodoxal e intolerante, quando busca segregar e  restringir-se à sua percepção sem propor uma refutação sensata. Menos ad lapidem, por favor.

    "A regulação pode não ser bem feita no Brasil, o que não faz com que ela não seja necessária."

    Pela mesma lógica, sentar numa cadeira com defeito de fabricação é preferível a sentar se no chão. Isso não se sustenta. Uma regulamentacão oriunda do Estado não assegura ao consumidor a confiabilidade e procedência daquilo que ele consome, pelo fato de este ente atuar, mediante outras intervenções que criam monópolios e cartéis, num mercado altamente regulamentado e, portanto, suscetível à conluios, fraudes e prejuízos a quem adquire tais produtos (vide mercado de carnes e frios no Brasil). Portanto, segundo você, sentar em uma cadeira com altas possibilidades de quebrar, levar um tombo, fraturar uma vértreba e cair no chão é "melhor" do que não ter um local para se acomodar.

    "Eu disse o que disse, que foi: É preciso haver previsibilidade e igualdade de competição. O governo não pode tratar diferentemente empresas que se enquadram na mesma categoria. Outra coisa, não é uma "brecha", é a incompetência do Estado em fazer o que precisa ser feito, cumprir o seu papel."

    Nunca existiu e nunca existirá igualdade de competição, as pessoas são distintas, por conseguinte seus caracteres, valorações, disposições em relação ao mercado também o são, além disso o montante de capital que cada indíviduo possui  e de que modo esse recurso será alocado distingue a viabilidade e a competitividade do seu empreendimento. Igualdade de concorrência não existe no capitalismo de Estado, nem em um livre mercado, é apenas uma concepção teórica inexistente empiracamente. Possivelmente, você deve ter delegado, mentalmente, ao Estado o papel de garantir essa equidade concorrencial. Boa sorte com os efeitos obtidos.

    Previsibilidade para investimento não se baseia exclusivamente em respaldo jurídico do Estado, até por que tal segurança trata, em uma parte considerável, de legislações e dispositivos que dificultam a ação empresarial. Logo, a segurança jurídica nem sempre traz uma previsão otimista acerca de um negócio, em muitos casos ela faz é desestimular o empreendedor. As variáveis que corroboram para supor um futuro investimento se resumem muito mais à cumprimento dos acordos e contratos, estabilidade tributária e, principalmente, o cálculo de mercado. O cálculo econômico é o que permite estabelecer hipóteses e parâmetros, através da estatística, para prever, analisar, estudar os anseios e desejos de uma demanda sob determinados bens. Um conjunto de letras de lei, que não tem funcionalidade prática alguma para a economia, só fazem é exaurir e retardar o a progresso da livre iniciativa.

    Em relação ao seu exemplo sobre o AirBnB e as redes hoteleiras. Bem, a inovação é uma característica inerente ao capitalismo. Tal ação é uma das poucas que conseguem abalar ou romper com nichos comerciais oriundos de reserva de mercado, haja vista que o poderio econômico, aliado à força jurídica estatal, impõem dificuldades à entrada de potenciais concorrentes. Se você pensa que o papel do Estado seja de também regular aplicativos que afetam mercados altamente protegidos, para fomentar uma igualdade concorrencial (que nunca existiu) e delimitar a ação desses empreendimentos em certas áreas de atuação, certamente você defende a continuidade de serviços de má qualidade ofertado pelas redes de hotelaria e sua "gigantesca" importância para a economia, em detrimento de aplicativos acessíveis e gratuitos que otimizam a vida das pessoas para encontrarem locais para se alojarem de maneira mais econômica e confortável. Logo, infere-se que você é contra um mercado com o minímo de intervenção possível (não importando qual ou quando) e, por conseguinte, é contra um processo inovacional, possibilitado pela tecnologia.

    "Engano seu, segurança jurídica está relacionada à previsibilidade sobre as regras, normas e leis e, em última instância, sobre o funcionamento do sistema."

    Sim, você ao tentar objetar o que o colega disse apenas reforçou a ideia desse. Ou vais me dizer que a prevenção de fraudes e o cumprimento de contratos não são assentadas em dispositivos legais? (ainda que sejam ineficazes na prática)

    "Eu não tenho teoria e também não disse o que você disse. Novamente, você compreendeu equivocadamente."

    Se ele compreendeu equivocadamente, de duas uma, ou ele apresenta uma defasagem para intepretar textos um pouco mais rebuscados, ou o senhor não está sendo claro e coerente na sua argumentação, o que abre espaços para inferências distintas. Cuidado.

    "Sugiro que você estude um pouco mais de direito."

    Não há a necessidade de aprofundar nessa matéria, haja vista que o senso comum e as experiências rotineiras nos mostram que o não pagamento de impostos acarretará em corolários danosos para quem não o faz. Estratégia argumentativa tosca, na minha opinião, de instruir alguém à adentrar no seu ponto de vista, mediante ordens e sugestões, que já foi questionado e refutado.


  • Pobre Paulista  29/03/2017 13:13
    Em resumo: "Mas sem o estado, quem cobrará os impostos?"
  • Ex-microempresario  31/03/2017 21:44
    Este argumento de que o estado "ajuda as pessoas" foi muito usado no debate do impeachment da Dilma. Lá pelas tantas, o senador Magno Malta disse o seguinte (cito de memória)
    "Falam muito que a Dilma é inocente porque ajudou os pobres. Ora, todo mundo que mora na favela sabe que os traficantes ajudam os pobres. Em qualquer favela, os traficantes dão cesta-básica, pagam botijão de gás, pagam até enterro. Isso faz com que eles deixem de ser traficantes ?"
  • Luciano A.  29/03/2017 12:16
    Além de diminuir impostos e gastos, o governo poderia diminuir essa imensa burocracia que só atrapalha o empreendedorismo no Brasil

  • Rennan Alves  29/03/2017 16:49
    "O brasil precisa de impostos para se desenvolver e ter investimentos. O problema é o custo dos impostos."


    Essa lógica está meio... sem lógica.

    Ora, se um país precisa de impostos para se desenvolver, qual o problema em cobrar mais impostos, ou até mesmo criar mais impostos? Afinal, quanto mais impostos, mais o país se desenvolve e mais investimentos entram, seguindo essa lógica é claro.


    "Temos que criar leis para limitar a coação do estado..."

    Mais leis? Não é mais fácil abolir as que estão atrapalhando? Como seria isso, uma lei que invalida outra lei?



    Não obstante esses deslizes, o resto do vídeo está bom.
  • Retrucando  29/03/2017 18:14
    Já a sua lógica é: uma pessoa estará melhor sendo assaltada; ela estará melhor tendo 40% da sua renda confiscada.

    Aposto 5 cents que ele vai levantar a bandeira do "mas esse dinheiro é devolvido como serviço" como ele já o fez. É moralmente equivalente a um assaltante roubar sua casa e depois te devolver esse dinheiro na forma de um serviço que ele faça para você... só que o serviço é de baixo custo/beneficio.

  • Andre  08/04/2017 22:17
    Qual país tem o keynesianismo mais vulgar? Brasil ou Argentina?
  • anônimo  09/04/2017 01:03
    Brasil. Na Argentina o Keynesianismo foi tão extremo que não parecia mais Keynesianismo, estava mais para Socialismo.


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