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A questão do aborto
Não há nada de libertário em querer liberdade individual sem responsabilidade própria

A questão do aborto sempre dividiu amargamente populações de vários países.  É um triste espetáculo, principalmente quando consideramos que o fato de uma política social ficar a cargo do estado, principalmente em nível federal, já é uma violação das liberdades individuais de qualquer cidadão.  É igualmente triste perceber que um grande número de indivíduos acredita que sua liberdade depende exclusivamente de leis estatais, seja do Supremo Tribunal ou de qualquer outra instância pública.

Não há qualquer argumento que justifique haver um "direito ao aborto" patrocinado pelo governo.  A federalização da lei do aborto, permitindo-o ou proibindo-o, baseia-se unicamente nas idéias sociais e políticas criadas pelos tribunais estatais.

Portanto, o governo federal não tem qualquer autoridade para regular a questão do aborto.  Por que ao menos não deixar a cargo das legislaturas estaduais ou municipais decidirem sobre política social?  Certamente as pessoas em ambos os lados do debate sobre o aborto sabem que é muito mais fácil influenciar o governo em níveis estaduais e municipais.  

A federalização das questões sociais, originalmente propugnadas pela esquerda, mas hoje amplamente adotadas pela direita, simplesmente impede que os estados aprovem leis que reflitam mais de perto as visões de seus cidadãos.  Ao aceitarmos a federalização da lei do aborto — bem como de qualquer outra lei — perdemos a capacidade de aplicar os padrões da comunidade local às questões éticas.

Aqueles que defendem uma cultura pró-vida têm de aceitar que nunca conseguiremos convencer toda uma nação a concordar conosco.  Uma cultura pró-vida pode ser construída apenas de baixo para cima, começando em nível local e dali aumentando seu escopo de influência, de pessoa para pessoa.  Há muito temos encarado a batalha como sendo algo puramente político, mas nenhuma vitória política pode mudar uma sociedade já degradada.  Nenhuma decisão do Supremo Tribunal, contra ou a favor, pode instituir o respeito pela vida.  E nenhum juiz de um Supremo Tribunal pode salvar nossas liberdades se nós mesmos não estivermos dispostos a lutar por elas.

Uma postura libertária contra o aborto

Minha posição pró-vida foi fortalecida pela minha própria experiência como obstetra.  Creio sem qualquer sombra de dúvida que um feto é uma vida humana merecedora de proteção legal, e que o direito à vida é a base de qualquer sociedade moral.  A questão do aborto forjou minha crença de que a lei e a moralidade devem se cruzar para proteger os mais vulneráveis entre nós.  E se há alguma função para o estado, esta deveria ser a proteção dos direitos naturais dos indivíduos.

Mas será que ter essa postura anti-aborto é inerentemente inconsistente com a filosofia libertária?  Muitos libertários parecem acreditar que sim.  O aborto, de acordo com eles, é uma moralidade legislativamente forçada e defendida por conservadores pró-estado que querem impor sua fé e sua moral sobre o resto de uma sociedade avessa a isso.  E mais: eles dizem que essa postura é estatista e totalitária, pois invalida o direito da mãe em terminar sua gravidez.  Sendo assim, o estado estaria sobrepujando os direitos dos pais e decidindo pela mãe — contra sua vontade — que ela deve sim trazer uma criança ao mundo.

Mas seria isso mesmo? Sustento que não, em absoluto. Em vez de ser uma emancipadora manifestação da liberdade de escolha pessoal contra a intrusão governamental, o "direito" ao aborto é em si uma medida estatista totalmente consistente com a ideologia esquerdista que pretende ditar como a sociedade e o governo devem funcionar.  Essa postura em nada ajuda a promover a causa da liberdade. Ao contrário, ela faz com que os princípios da liberdade e da responsabilidade pessoal fiquem anos-luz atrasados.  A postura pró-vida é muito mais consistente com o ideal libertário do que a postura alternativa acima delineada.

Dado que muito material já foi escrito debatendo quando a vida de fato começa, seria tolice gastar tempo sobre o assunto neste espaço. Direi apenas que aqueles que argumentam que um feto em desenvolvimento não é de maneira alguma um ser humano têm muita evidência científica contra eles. Já está bem documentado que há um coração batendo após 18 dias de fertilização e que a formação de ondas cerebrais já ocorre após um mês e meio (tenha em mente também que a maioria dos abortos ocorre bem depois desses desenvolvimentos). 

Longe de ser apenas uma "bolha de carne" ou um acessório sem vida dentro de uma mulher, os defensores do aborto cada vez mais estão sendo confrontados com a inerente humanidade do feto em desenvolvimento. Tentar determinar um tempo preciso para o início da vida ignora várias evidências científicas que mostram justamente que todos os ingredientes necessários para isso já são apresentados logo no início da gravidez. 

A idéia comumente aceita para se decretar o status de vida é aquela que compara o feto a um humano completamente desenvolvido (ou, utilizando o argumento mais extremo dos pró-aborto, que a vida começa realmente apenas quando o bebê já saiu completamente do corpo da mãe durante o parto).  Isso é uma irresponsabilidade. Longe de ser apenas uma bolha de carne, ou uma simples forma de vida análoga a uma bactéria ou a uma fruta em crescimento, uma abordagem moral e filosófica mais responsável seria ver aquilo que está dentro do útero como sendo aquilo que realmente é: um ser humano em desenvolvimento.

Considerando-se tudo isso, a sanção estatal do aborto nada mais é do que uma troca de direitos. Lembre-se que, como foi dito, o aborto é defendido por alguns como um caminho para a liberação da mulher. O argumento é que nem o estado nem qualquer outro ser humano (especialmente os homens) têm o direito de dizer a uma mulher o que fazer com seu próprio corpo.  Parece correto, certo?  Nem tanto.

Tal postura convenientemente ignora o fato de que dentro da mãe jaz uma entidade que é completamente distinta dela. (O argumento de que o aborto é legítimo porque a criança depende da mãe para sua sobrevivência não precisa ser limitado ao útero; ele pode facilmente ser estendido a crianças recém-nascidas e até mesmo a incapacitados e idosos).  Portanto, está havendo uma troca de liberdades e direitos.  A mãe está ganhando direitos e privilégios especiais ao mesmo tempo em que a criança está perdendo seus direitos. Um lado está ganhando à custa do outro. Esse arranjo em nada difere das várias outras invenções esquerdistas e estatistas que prejudicam alguns para o benefício de outros.

É de se pensar como exatamente esse arranjo é libertário e pró-liberdade. Ao dar às mulheres o direito aprovado pelo estado de terminar uma gravidez está-se ignorando os direitos e interesses das outras partes envolvidas na questão. Primeiro, essa medida anula completamente o poder de decisão do homem na questão (ainda que reconhecidamente a maioria dos homens que engravidam essas mulheres nada mais são do que "doadores de esperma", por assim dizer, mas esse nem sempre é o caso). Segundo, há uma anulação completa da vida da criança em gestação, em meio a evidências cada vez mais conclusivas de que aquilo que está no útero é de fato uma vida.  Mas como esse bebê foi concebido em um momento inoportuno, azar o dele. Ele simplesmente não tem direitos.  Esse não parece ser um conceito muito libertário.

E quanto à liberdade pessoal e à responsabilidade?  Mais uma vez, percebe-se que aqueles que defendem o aborto em termos da liberdade pessoal estão vendo apenas um lado da história.  Eles não têm qualquer problema em negar o direito à vida e à liberdade da criança que está no útero — baseando-se, atenção, não em filosofia, ciências biológicas ou na razão moral, mas apenas em argumentos políticos e sociológicos.

Já é hora de os defensores da liberdade e da responsabilidade pessoal colocarem mais pressão sobre as pessoas promíscuas e sexualmente irresponsáveis para que elas tomem medidas adequadas para evitar a gravidez. Um feto não surge magicamente em um útero como uma acne brota na testa. Querer liberdade individual para se fazer o que quiser, mas sem ter de arcar com as consequências disso é libertinagem. Querer exterminar uma vida que surge em consequência de um ato impulsivo é a negação máxima da responsabilidade individual. É a irresponsabilidade hedonística levada ao paroxismo.

É moral e intelectualmente injusto fazer com que uma criança indesejada carregue o fardo pelas ações irresponsáveis de terceiros. Ao passo que os libertários diriam corretamente que não é função do estado tentar corrigir o comportamento e as atitudes equivocadas dos outros, também não faz sentido que o estado sancione leis agressivas e contra a vida que irão punir inocentes pelos erros de seus pais.  Isso não é nada libertário.  Trata-se de uma liberdade seletiva, que utiliza agressão contra crianças indefesas.

Isso nos leva à consideração final: o aborto viola o princípio da não-agressão.  A mãe (ou os pais), normalmente como resultado da própria irresponsabilidade, toma (tomam) a decisão unilateral de acabar com uma vida. A criança obviamente não tem voz nessa questão.  Os pais abortistas e o estado tomam a decisão pela criança, e prematuramente terminam sua vida, sem qualquer chance de defesa para ela. 

De novo, não é uma atitude muito libertária.

A questão política

Entretanto, esse embate não deve se dar no campo político.  Sabemos que a moralidade é algo que deve ser intrínseca às leis, não importa o que os secularistas digam.  Mas a moralidade não é intrínseca à política. A política nada mais é do que um mecanismo de se obter poder sobre as vidas das pessoas por meio do poder estatal. A política é a rejeição da santidade da vida. 

Assim, é um erro supor que uma cultura pró-vida possa ser implantada por meio da persuasão política ou do poder governamental. O respeito pela vida humana se origina de indivíduos agindo de acordo com sua consciência. A moralidade não é algo que pode ser imposto. Uma consciência pró-vida é estimulada pela religião, pela família e pela ética, não pelo governo.  A história já nos ensinou que os governos esmagadoramente violam a santidade da vida humana; eles nunca a defendem.

A idéia de que um estado todo-poderoso e centralizado deva fornecer soluções monolíticas para os nossos dilemas éticos é completamente descabida e equivocada. As decisões, como foi dito, devem ser tomadas descentralizadamente, em nível local ou, no máximo, estadual.  Entretanto, atualmente estamos sempre procurando uma solução federal para todo e qualquer problema social, ignorando os saudáveis limites que devem ser impostos a um governo central, solapando assim nossas liberdades.  O resultado é um estado centralizado que crescentemente vai tomando decisões ao estilo "tudo ou nada", alienando grandes segmentos da população.

Como libertário, defendo a causa pela vida não apenas em termos morais e espirituais, mas também filosoficamente, utilizando os princípios da não-agressão e da liberdade individual.  Um governo que sanciona o aborto sanciona a agressão (não à toa, o aborto foi a política de todos os países comunistas), dando direitos e privilégios a alguns (as mães) enquanto agride e tira os direitos de outros (as crianças não-nascidas).  Essa troca de direitos, bem como a agressão patrocinada pelo estado, não é algo libertário, como a maioria dos libertários convencionais presume.  Trata-se unicamente do modelo-padrão estatista que determina como a sociedade e o governo devem funcionar.  Tal postura é, em última análise, injusta, imoral e destrutiva.

Esse conceito tem muito mais em comum com a filosofia da esquerda intervencionista do que com a filosofia da liberdade.  E não há nada de libertário nisso.

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Leia também: Como nos tornamos donos de nós mesmos


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autor

Ron Paul
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.


  • LUIZ OLIVEIRA  02/08/2010 16:51
    Excelente artigo de Ron Paul! O mesmo deveria ser reproduzido no maior número possível de sites e blogs. Ontem a Rede Globo, por meio do programa Fantástico, veiculou uma matéria sobre clínicas clandestinas de aborto, mas de uma forma enviesada, de modo a estimular a opinião pró-aborto, a fim de favorecer a aprovação de leis que tornam o aborto "um direito" das mulheres. Ron Paul, por meio deste seu artigo, põe por terra essa argumentação favorável ao aborto como "um direito" das mulheres. E ainda há os que se dizem libertários que comungam com essa perspectiva esquerdista e totalitária. A criação de novos "direitos" é um dos instrumentos pelos quais se dá ao Estado a capacidade de intervir na vida dos cidadãos. A matéria do Fantástico foi cretina, distorcendo e manipulando fatos, considerando opiniões pessoais, baseadas em ideologias esquerdistas e estatizantes, como argumentos científicos. De modo sub-reptício deu a entender que se o Estado já tivesse instituído uma lei favorável ao aborto todos os problemas relacionados a essa questão teriam sido resolvidos. Sobre esta matéria vale a pena ler o excelente artigo do jornalista Reinaldo Azevedo: veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-fantastico-e-o-aborto-assim-nao-companheiros-ou-nao-se-compensa-penuria-etica-com-numeros-fabulosos/

    Saudações a todos.
    Luiz Oliveira
  • WASHINGTON SOARES CAMPOS JUNIOR  02/12/2016 14:06
    Parabéns.
  • Assis Utsch  02/12/2016 17:22
    "Já foi estimado que 50% de todas as concepções humanas terminam em aborto espontâneo, em geral sem que a mulher sequer perceba que estava grávida. Na verdade, 20% de todos os casos de gravidez reconhecidos terminam em aborto espontâneo. ... se Deus existe, ele é o mais prolífico de todos os praticantes de abortos". (p.46 - do livro Carta a Uma Nação Cristã - do filósofo e neurocientista Sam Harris)
    Embora o aborto seja proibido no Brasil, ocorrem mais de 800 mil abortos por ano no País, segundo dados oficiais, o que mostra a insensatez de sua criminalização. O dogma do aborto é uma questão religiosa, e sendo o Estado laico - pelo menos constitucionalmente - este Estado então não deveria interferir na questão. A propósito, ninguém é a favor do aborto, e o que muitos defendem é que a mulher que seja compelida ao aborto - por suas próprias circunstâncias - não seja criminalizada por fazê-lo; nem seu médico. Se os países da vanguarda civilizatória descriminalizaram, o aborto, por que nós, um povo muito menos moral, teríamos a pretensão de ser mais humanistas do que aqueles?
  • frederico  02/12/2016 19:12
    Assis, o problema para essas pessoas é entender a imagem completa. Só conseguem ver a parte da "vida sendo eliminada"....
    É lamentável, o buraco é muito mais embaixo. Ter uma sociedade realmente pró-vida passa muito longe de discutir criminalização do aborto. Na verdade creio que com um pouco de capacidade crítica, uma pessoa já percebe que existe algo errado nessa ideia tão superficial e de generalizada de se criminalizar o aborto.
  • Priscilla  06/12/2016 00:41
    assim é fácil né?"belo argumento"
  • frederico  06/01/2017 19:51
    não entendi. Resuma sua posição sobre o assunto para que eu saiba o que você está falando.
  • Pobre Paulista  02/12/2016 19:31
    Certo, criminalizar assassinato é dogma religioso. Você deve adorar o ISIS então.
  • frederico  06/01/2017 19:47
    Pobre Paulista pare de delirar em seu mundo cristão perfeito. Só me dê algo que eu não consiga refutar, porque não consegui ler nada que justifique a discussão sobre criminalização de abortos. Abortos devem ser regulados, e isso não quer dizer que temos que apoiar esquerdalhas e feministas que usam deste tema para se promover, como se abortar fosse um orgulho para quem realmente passou por isso.
    O pior de tudo é que você é um "abortista" quando se trata de "casos especiais". Nestes casos você libera o esquartejamento de fetos. Você é o clássico cristão sádico! Lamentável!
  • Leandro Alves  03/12/2016 21:34
    Sou ateu e sou completamente contra o aborto, a mulher tem seu corpo e o feto tem o dele que é extramente dependente da mãe. Comparar uma aborto espontâneo com um aborto provocado pela mulher é descer ao nível mais baixo, isso não é argumento. Uma coisa é a gravidez não acontecer naturalmente, outra é ela ser provocada, é a mesma coisa comparar a morte natural de um adulto e um homicídio, sua lógica é essa.
  • frederico  21/01/2017 21:35
    Lógico que minha lógica não é essa. A realidade está aí para você ver, é só enxergar os números e me dizer aonde que sua visão de simplesmente criminalizar o aborto funcionou ? Em qual ilha fantástica a simples criminalização do aborto alterou alguma coisa nos dados importantes da sociedade em questão?
    - Como definir se foi causa de cada aborto foi aceitável ou não?, como saber se foi "naturalmente" abortado? como investigar isso? quanto custa garantir todo um sistema justo de análise das mulheres grávidas a fim de garantir que os abortos serão necessários somente como 'última opção"? Como definir e garantir o respeito a esta "ultima opção'? Como penalizar a mulher ou o casal abortista criminoso? Como garantir o direito a uma vida minimamente decente para os nascidos rejeitados na mesma proporção e garra com que você defende o direito ao nascimento dos mesmos ? Você aceita o esquartejamento do feto se houver algum laudo médico alegando alguma "má formação"? Novamente, você conhece alguém que passou por essa experiencia ( aborto ) e está junto das feministas e esquerdalhas bradando aos 4 cantos o orgulho de te passado por isso? Você REALMENTE acha que a questão da não aplicação rígida da lei de criminalização do aborto no Brasil é VITAL para que nossa SOCIEDADE se sinta mais EVOLUÍDA?
  • Gunnar  05/12/2016 09:40
    Partindo da mesma lógica, poder-se-ia então utilizar as estatísticas de mortalidade infantil para justificar o assassinato de criancas?
  • frederico  06/01/2017 19:49
    é sempre assim, quando começam as peguntas, esses fanáticos religiosos e pseudo-defensores de um conceito totalmente limitado de vida simplesmente somem.
  • FREDERICO HAUPT  03/03/2017 18:42
    Vocês são contra o aborto? Então não comam nunca mais carne de qualquer animal!
  • Barney  03/03/2017 19:03
    Mas que lógica estupenda! Que prodígio de inteligência! Um verdadeiro portento!
  • FREDERICO HAUPT   06/04/2017 18:02
    Os animais sofrem? Sentem dor? Tem sistema nervoso central e sentimento? Tem alma ou espírito? Há religiões que dizem que sim, inclusive na Índia há pena de morte para quem matar uma vaca. Em que momento a alma ou espírito humano se liga ao corpo? Segundo o Livro dos Espíritos de Alan Kardec:
    346. Que acontece ao Espírito, se o corpo que ele escolheu morrer antes de nascer?

    — Escolhe outro.

    346 – a) Qual pode ser a utilidade dessas mortes prematuras?

    —As imperfeições da matéria, na maioria das vezes, são a causa dessas mortes.

    347. Que utilidade pode ter para um Espírito a sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer?

    — O ser ainda não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência; a importância da morte é quase nula; freqüentemente, como já dissemos, trata-se de uma prova para os pais.

    348. O Espírito sabe, com antecedência, que o corpo por ele escolhido não tem possibilidade de viver?

    — Sabe, algumas vezes; mas, se o escolheu por esse motivo, é que recua ante a prova.

    349. Quando falha uma encarnação para o Espírito, por uma causa qualquer, é ela suprida imediatamente por outra existência?

    — Nem sempre imediatamente; o Espírito necessita de tempo para escolher de novo, a menos que a reencarnação instantânea decorra de uma determinação anterior.

    350. O Espírito, uma vez unido ao corpo da criança, e não podendo mais retroceder, lamenta algumas vezes a escolha feita?

    — Queres perguntar se, como homem, ele se queixa da vida que tem? Se desejaria outra? Sim. Se lamenta a escolha feita? Não, porque não sabe que a escolheu. O Espírito, uma vez encarnado, não pode lamentar uma escolha de que não tem consciência, mas pode achar muito pesada a carga. E, se a considera acima de suas forças, é então que recorre ao suicídio.

    351. No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito goza de todas as suas faculdades?

    — Mais ou menos, segundo a fase, porque não está ainda encarnado, mas ligado ao corpo. Desde o instante da concepção, a perturbação começa a envolver o Espírito, advertido, assim, de que chegou o momento de tomar uma nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é mais ou menos o de um Espírito encarnado, durante o sono do corpo. A medida que o momento do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado se apaga desde que entrou na vida. Mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória, no seu estado de Espírito.

    352. No momento do nascimento, o Espírito recobra imediatamente a plenitude de suas faculdades?

    — Não: elas se desenvolvem gradualmente com os órgãos. Ele se encontra numa nova existência; é preciso que aprenda a se servir dos seus instrumentos; as idéias lhe voltam pouco a pouco, como a um homem que acorda e se encontra numa posição diferente da que ocupava antes de dormir.

    353. A união do Espírito com o corpo não estando completa e definidamente consumada, senão depois do nascimento, pode considerar-se o feto como tendo uma alma?

    — O Espírito que deve animar existe, de qualquer maneira, fora dele. Propriamente falando, ele não tem uma alma, pois a encarnação está apenas em vias de se realizar, mas está ligado à alma que deve possuir.

    354. Como se explica a vida intra-uterina?

    — E a da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal, que completa, ao nascer, com a vida espiritual.

    355. Há, como o indica a Ciência, crianças que desde o ventre da mãe não têm possibilidades de viver? E com que fim acontece isso?

    — Isso acontece freqüentemente, e Deus o permite como prova, seja

    para os pais, seja para o Espírito destinado a encarnar.

    356. Há crianças natimortas que não foram destinadas à encarnação de um Espírito?

    — Sim, há as que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nela. É somente pelos pais que essa criança nasce.

    356 – a) Um ser dessa natureza pode chegar ao tempo norma! De nascimento?

    — Sim, algumas vezes, mas então não vive.

    356 – b) Toda criança que sobrevive tem, portanto, necessariamente, um Espírito encarnado em si?

    — Que seria ela, sem o Espírito? Não seria um ser humano.

    357. Quais são, para o Espírito, as conseqüências do aborto?

    — Uma existência nula e a recomeçar.
  • Luis Francisco  25/04/2017 15:01
    Nem animais e nem seres humanos possuem espírito. No feto humano, o sistema nervoso central começa a se desenvolver a partir dos 2 meses de gestação.
  • Luis Francisco  25/04/2017 15:02
    Eu não entendo porque toda a discussão conservadora sobre a remoção do feto vem acompanhada da foto de uma criança.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  02/08/2010 17:13
    E ainda há os que se dizem libertários que comungam com essa perspectiva esquerdista e totalitária.

    Pior que é verdade...
  • Joel Pinheiro  02/08/2010 17:43
    Sendo sincero, é preciso dizer que é possível ser libertário e defender o aborto. O Rothbard, por exemplo, defendia o direito da mulher de retirar de si o feto invasor.

    Discordo diametralmente dele; acho uma posição imoral, embora possa ser defendida em termos libertários.

    Talvez mais importante do que discutir se é uma posição libertária ou totalitária, é discutir se é boa ou má.

    Ótimo artigo o do Ron Paul, by the way. E que dá muito o que pensar. Acho que a maioria dos pro-life, contudo (e eu estou nessa maioria), ficaria muito reticente se tivesse que escolher entre "proibição federal ao aborto" e "decisão local de cada estado ou município". Nos EUA, hoje em dia, é fácil para o pro-life defender que essa questão seja tirada do governo central e dada aos estados e municípios, pois o governo federal lá permite e incentiva o aborto. Num país como o Brasil, no qual o governo federal proíbe o aborto, a questão se complica. Tirá-la do governo central e deixá-la com os estados abre espaço para que ele seja legalizado em muitos lugares, enquanto na situação atual é proibido em todos.

    É um dilema muito difícil: a defesa da vida ou o direito de auto-determinação das populações. Acho muito difícil resolvê-la.

    Ao mesmo tempo, lembro do ponto que o Ron Paul faz muito bem: não é na disputa eleitoral que a defesa da vida humana conseguirá fazer-se valer. Ela depende de toda uma mudança cultural pré-política. Podem passar as leis que forem, se a cultura não estiver de acordo, elas dificilmente serão eficazes.
  • Pobre Paulista  14/06/2013 01:50
    O único "feto invasor" é aquele fruto de estupro. Em todas as outras situações a mãe é responsável por ele estar lá.
  • anônimo  14/06/2013 10:12
    Mesmo tendo sido um estupro o feto não tem culpa de nada, se for pra ser assim vamos pegar todos os filhos de estupradores e sair matando, pra punir os pais
  • Pobre paulista  14/06/2013 16:29
    Uma vida pode ser criada somente por comum acordo entre um homem e uma mulher (observe o paradoxo de que o ser que será criado não possui a liberdade de optar por não existir, mas vou deixar essas coisas filosóficas pra lá por hora).

    Por isso não é justo forçar uma mulher à conceber uma vida criada por meio da brutalidade, sem esse acordo. Por mais que seja errado matar alguém, e um feto É alguém, como os autores do texto e do comentário também concordam, acho que é um caso válido de aborto.
  • Pedro Ivo  27/06/2013 19:43
    Comentando ao Joel Pinheiro: "Acho que a maioria dos pro-life, contudo (e eu estou nessa maioria), ficaria muito reticente se tivesse que escolher entre 'proibição federal ao aborto' e 'decisão local de cada estado ou município'." - Corrijam-me se eu estiver errado, mas a 'decisão local de cada estado ou município' pelo aborto corresponde a uma legalização, pois se na cidade em que vivo é proibido mas a 25km é permitido, então faço e ponto (ainda que sejam 200km ou 1000km. Do mesmo modo que eu saio de minha cidade para tratar da saúde se não há o tratamento aqui, sairia para abortar, com a facilitação de que o aborto é uma só consulta, enquanto outros tratamentos podem durar meses ou anos. Se me trato por anos para recuperar algo que perdi, que me impediria de viajar para uma só consulta?).

    Não entendo esta postura do Ron Paul, de regionalizar uma questão, segundo ele mesmo, moral/ética. Moral/ética se regionaliza? Porque em caso afirmativo, e se regionalize, então moral/ética se relativiza? Alguém consegue me explicar isto? Uma posição contrária que impõe a si mesma um critério que autoriza àquilo que se discorda? Como pode ser isto? Mais parece uma daquelas posições-teflon de político: na dúvida não defenda nada, jogue para a galera!


    Ainda comentando ao Joel Pinheiro: "Talvez mais importante do que discutir se é uma posição libertária ou totalitária, é discutir se é boa ou má." – com base em que critérios de bem e mal? - É uma dúvida, não uma crítica. Gostaria de opiniões a respeito. Não tenho posição formada sobre aborto porque me confunde (embora, na dúvida – para não ficar num impasse – creio seja decisão de cada indivíduo, partes interessadas ou família). "É um dilema muito difícil: a defesa da vida ou o direito de auto-determinação das populações. Acho muito difícil resolvê-la." – é como me sinto Joel.

    E comentando mais uma vez ao Joel Pinheiro: "...não é na disputa eleitoral que a defesa da vida humana conseguirá fazer-se valer. Ela depende de toda uma mudança cultural pré-política. Podem passar as leis que forem, se a cultura não estiver de acordo, elas dificilmente serão eficazes." – Concordo em termos: empiricamente é isso mesmo; dá-se assim. Mas isto põe de novo a questão "moral/ética se regionaliza? E caso se regionalize, relativiza-se?". De um ponto de vista cultural, psicossocial, etc., a gente sabe que moral se relativiza sim. Costuma ser um debate entre valores, e não de uma reflexão bem embasada acerca destes valores.

    Como é que fica na opinião de vocês?!

    Agora comentando ao Pobre Paulista: "O único "feto invasor" é aquele fruto de estupro. Em todas as outras situações a mãe é responsável por ele estar lá." – se a mulher é responsável "por ele estar lá", sendo ela a responsável, não é dela e só dela a decisão por levar a gravidez adiante – uma vez assumidora de todas as responsabilidades?

  • Pobre Paulista  29/03/2016 19:24
    "se a mulher é responsável "por ele estar lá", sendo ela a responsável, não é dela e só dela a decisão por levar a gravidez adiante"

    Não, ela não é dona do feto. O feto é auto-propriedade. É incapaz, mas é soberano sobre si próprio. Ser responsável não implica em ser dono. É como um gerente de fábrica: Ele é responsável por operá-la, mas não é dono para decidir fechá-la, por exemplo. Pais são responsáveis pelos seus filhos até eles se tornarem autônomos, mas de maneira nenhuma são seus donos.

    Mas eu não quis dizer que o feto fruto de estupro mereça morrer. Quis pontuar que a situação de estupro gera um dilema:

    De um lado, uma mulher que foi violentada (teve sua individualidade, em particular sua intimidade, violada por terceiros). E por causa disso ela deverá carregar, por pelo menos 9 meses, uma criança na barriga, criança contendo genes do agressor, presumivelmente ruins. E depois disso ela poderá ou colocar a criança para adoção ou criá-la. De qualquer maneira, a violência inicial tornou-se perpetuada.

    De outro, temos a criança, que não tem nada a ver com a violência que o pai praticou contra a mãe.

    Então, nesta lamentável situação, não acho errado escolher o lado da mãe. Não quero dizer que acho certo. Sim, trata-se de um assassinato, mas a outra opção é similar à uma pena de morte de uma mulher que também é inocente.
  • Renato  11/09/2013 17:00
    O feto gerado em um estupro não tem culpa da qualidade da relação sexual em que ela foi gerada.
  • Bianca  22/06/2016 22:49
    Acho engraçado o modo como alguns culpabilizam apenas a mãe.
  • Oh the irony!  23/06/2016 13:40
    Puxa que comentário pertinente. O que mais você acha engraçado, Bianca?

    Outro comentário pertinente, e nada engraçado: conheci uma Bianca uma vez. Muito bonitinha, bastante inteligente e esforçada. Mas entrou pra faculdade pública, virou feminista, arranjou uma boquinha numa secretaria municipal qualquer, e hoje defende bandidos confessos com unhas e dentes. Uma pena. Nunca mais vi, mas deve estar um bagaço só, como toda feminista. Tinha um belo futuro pela frente, mas optou pelo caminho mais fácil. Interessante o paralelo com o mundo das drogas, não é?
  • Niobe S  13/08/2016 04:39
    Você não apresentou argumento algum. Apenas fez um monte de ofensas, parece até os socialistas de plantão. Lamentável.
  • Ricardo Ribeiro  01/12/2016 22:38
    A mulher que não quer engravidar não consentiu com a ejaculação interna, ela consentiu com a relação sexual. O homem que introduziu um parasita, contra a vontade, no corpo dela.
  • Caio  01/12/2016 23:00
    Entendi.

    Também vou entrar no clima: entrei num bar cheio de fortões mal encarados, xinguei todos e desafiei um deles para uma briga. Apanhei feio.

    Isso foi injusto. Apanhei contra a minha vontade. Não consenti em apanhar. Queria apenas bater. O fato de eu ter chamado pra briga não significa que eu consenti em apanhar. Chamei o mal encarado pra briga pensando só em bater, e não em apanhar. Apanhei e não gostei. Logo, estou em uma situação (espancado) com a qual não consenti. Estou chateado. Não quero assumir responsabilidades.Vou voltar lá e metralhar todos eles. E estarei com a razão.

    Certo?
  • Mais Mises...  02/12/2016 19:50
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sensacional a sua analogia!
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  02/08/2010 18:36
    Eles teriam [que] punir alguém que crava uma faca no peito de um recém nascido ou envenena e mata um homem inocente da mesma maneira que puniriam uma mulher que tome a pílula do dia seguinte.

    Pois é, deveríamos mesmo. Se não o fazemos, é falha nossa.
  • Quem paga?  20/12/2016 19:42
    Digo mais! Quem decide onde parar???
    Se não pode abortar um feto nem mesmo antes de ter QUALQUER onda cerebral como disse o autor (de quem aliás sou fã, apesar de discordar nisso do aborto), lá pelos 45 dias então até onde podemos ir pra trás e proibir? Onde pode parar o argumento? Quem decide esse ponto e por que? Explico: pra "matar" o feto além do aborto, pode-se tomar pílula do dia seguinte... antes disso pode se usar camisinha... antes disso, pode-se tomar anticoncepcionais... antes disso pode-se proibir o sexo heterossexual... antes disso pode-se proibir o estudo formal (já que há estudos que apontam fortemente para uma correlação entre o grau de instrução da mulher e a taxa de fertilidade - sim, mulher esperta não engravida! kkk)
    E pro outro lado (no que bebes nascem): até onde podemos forçar alguém a fazer algo que a pessoa é contrária, só porque nós achamos essa pessoa "responsável" por aquilo? Posso fazer a mãe ser obrigada a levar aquele incrível ser humano completo (mas "em formação") por 9 meses e daí? Daí esse bebe vai pro lixo? Não né... então até onde ela será responsável? Por que só ela? Então o pai também, mas por que parar aí? E o dono do local onde se consumou o fato? E a pessoa que apresentou o casal um pro outro? A fábrica da pílula ou camisinha que porventura foi usada mas falhou... Os professores, os avós do feto, a sociedade como um todo! Quem é o culpado que deve arcar com algum auxílio para manter viva e saudável uma criança que não deveria ter nascido? O feto será um fardo, isso é fato. Quem lhe dá o direito de jogar 100% desse fardo para a mãe ou os pais? Então que proíba-se o aborto em si, mas depois no parto a mulher tá livre! O médico pergunta "vc quer levar pra casa ou prefere deixar conosco?" E ela escolhe e fim. Daí o hospital, o governo, VOCÊ! que se vire, o feto tá salvo, tá ali esse grande ser humano completo, pronto.
    Uma passagem do livro Freakonomics correlaciona a legalização do aborto na década de 70 em NY com a queda na taxa de criminalidade na década de 90, o argumento é que tinha simplesmente menos marginais na rua porque tiveram mais abortos e os filhos não planejados tinham uma probabilidade muito maior de virarem criminosos...
  • saoPaulo  21/12/2016 16:16
    Se não pode abortar um feto nem mesmo antes de ter QUALQUER onda cerebral como disse o autor (de quem aliás sou fã, apesar de discordar nisso do aborto), lá pelos 45 dias então até onde podemos ir pra trás e proibir?
    Segundo a Igreja Católica, vários grupos pró-vida e alguns médicos, até a concepção.
    Segundo outros médicos, a lei brasileira e, aparentemente, segundo o próprio Ron Paul, até a nidação, quando o embrião se fixa na parede do útero.
    Aliás, o próprio Ron Paul é pró-escolha com relação à pílula do dia seguinte:
    Very early pregnancies and victims of rape can be treated with the day after pill, which is nothing more than using birth control pills in a special manner. These very early pregnancies could never be policed, regardless. Such circumstances would be dealt with by each individual making his or her moral choice.
    Fonte: Liberty Defined: 50 Essential Issues That Affect Our Freedom, Ron Paul.

    Onde pode parar o argumento? [...] antes disso pode-se proibir o estudo formal (já que há estudos que apontam fortemente para uma correlação entre o grau de instrução da mulher e a taxa de fertilidade - sim, mulher esperta não engravida! kkk)
    Você está cometendo um engano chamado "declive escorregadio". Caso o aborto nos EUA seja proibido, por exemplo, não há a menor possibilidade de, através de passos graduais, querer se proibir a educação formal de mulheres por consequência da proibição do aborto.

    Então que proíba-se o aborto em si, mas depois no parto a mulher tá livre! O médico pergunta "vc quer levar pra casa ou prefere deixar conosco?" E ela escolhe e fim.
    Até onde eu saiba, não há nada que proíba a mulher de doar o bebê para um orfanato ou uma instituição de caridade.

    Uma passagem do livro Freakonomics [...] virarem criminosos...
    Argumento totalmente utilitarista. Ou a proibição do aborto é correta, ou ela não é.
    Se ela não é, uma possível queda na criminalidade é uma consequência positiva da liberação, não sua causa.
  • Tiago RC  02/08/2010 19:15
    Eles teriam punir alguém que crava uma faca no peito de um recém nascido ou envenena e mata um homem inocente da mesma maneira que puniriam uma mulher que tome a pílula do dia seguinte. [2]

    Na realidade você pode ir mais além. Mesmo a pílula convencional, embora ela tente impedir a fecundação, o que ela realmente impede e que lhe dá toda a alta porcentagem de eficácia é a nidação, etapa posterior à fecundação.
    Mesma coisa para praticamente todos os anti-concepcionais hormonais. Qualquer mulher que use qualquer anticoncepcional que não seja camisinha é uma assassina impiedosa nessa lógica. Aliás, o próprio corpo feminino é um grande "assassino", já que uma porcentagem considerável dos óvulos fecundados não se fixam e são expelidos... Podem dizer que não é intencional, mas ainda assim, nós não somos responsáveis pelas nossas propriedades? Se for levar por essa linha, toda mulher tentando engravidar teria uma alta chance de cometer homicídios culposos! (ok, forcei um pouco, mas ainda não muda o fato de que qualquer mulher que use anticoncepcionais hormonais seria uma assassina)

    Ah, ia me esquecendo, fertilização in vitro também depende do aborto pra existir.

    Sério povo, this is not a difficult concept. ;-)
  • Leonardo Couto  14/06/2013 14:02

    Isso não é verdade. Pírulas anti-concepcionais agem em duas frentes: a principal, para impedir a ovulação; a outra é para dificultar a ascensão do espermatozoide, diminuindo as chances de ele sequer chegar ao ovário.

    Sem concepção, você não existe, não há ser humano, não há aborto.
  • Artur  24/10/2013 15:59
    Exato! Não há gravidez antes da concepção.
  • Felipe  02/12/2016 19:21
    Não vão entender, e nunca. Tal como eu não entendo estes "pró-vida". Também sou "pró-vida", mas, para mim, um feto não é vida. Em minha opinião, vida é algo que já foi concebido. E acho muito pior a concepção de uma criança em virtude da proibição do aborto num ambiente impróprio para seu crescimento, que se ela fosse planejada corretamente. Minha opinião é que esta proibição age diretamente na liberdade individual, haja vista que, o responsável por um filho são seus pais, portanto que seja permissível a sua decisão de conceber a criança ou não.
  • AHR  05/12/2016 16:14
    Tiago RC,
    Seguindo sua linha todo homem é um grande genocida, pois batemos punheta a vida inteira despejando bilhões de espermatozoides (ou de acordo com sua linha: bebes) pelos canos de esgoto durante nossa existência.
    PS: sou contra aborto, mas não dessa forma exagerada.
    Abç,
    AHR
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  02/08/2010 19:35
    ok, forcei um pouco

    Forçou demais. Uma coisa é o aborto espontâneo, outra o intencional (infanticídio).
  • LUIZ OLIVEIRA  02/08/2010 20:11
    Sinceramente, de todas as muitas frases do Dr. Jerome Lejeune, a que mais me chamou atenção como sendo a mais pedagógica sobre quando começa a vida humana é esta:


    "...Se logo no início, justamente depois da concepção, dias antes da implantação, retirássemos uma só célula do pequeno ser individual, ainda com aspecto de amora, poderíamos cultivá-la e examinar os seus cromossomos. E se um estudante, olhando-a ao microscópio não pudesse reconhecer o número, a forma e o padrão das bandas desses cromossomos, e não pudesse dizer, sem vacilações, se procede de um chimpanzé ou de um ser humano, seria reprovado. Aceitar o fato de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião".


    Só para informação: os chimpanzés possuem 24 pares de cromossomos. Uma simples célula de mórula, segundo o Dr. Lejeune, contém toda a informação genética (número de cromossomos, forma e padrões) de que se precisa para dizer de qual espécie proveio.

    Saudações
    Luiz Oliveira
  • Joel Pinheiro  02/08/2010 21:23
    Acho que ninguém afirmaria que não há diferença NENHUMA entre o embrião e o bebê crescido. O que digo, aí sim, é que não há diferença essencial moralmente relevante em se matar o embrião ou o bebê crescido. Por uma série de fatores, concordo que matar o bebê crescido seja mais grave; mas isso não quer dizer que matar o embrião seja uma ação moralmente neutra. Chegamos ao ponto crucial: a vida humana tem algum valor em si? Tem uma dignidade própria que não deva ser violada?
  • Diogo Siqueira  02/08/2010 21:30
    O melhor argumento que encontrei contra o aborto foi dada por um libertário, e pode ser lida aqui.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  02/08/2010 22:18
    A exiguidade molecular e dependência nutricional do feto em relação à gestante não mudam o fato de que o mesmo é outro indivíduo.
  • Filipe Rangel Celeti  03/08/2010 09:59
    A questão envolve o paradoxo Liberdade x Propriedade.

    Um vírus tem a liberdade de invadir minha propriedade?
    Um hospedeiro que vive no meu intestino é bem vindo na minha propriedade?


    Vamos mais longe e sair do mundo tal como é configurado hoje.

    Numa sociedade sem governo e com concorrência de leis, agências reguladoras e tribunais, alguém seria punido pelo aborto?

    O aborto é condenável apenas na esfera moral. Oh! Mataram um possível humano, que coisa horrível!!!


    Liberdade não é poder. Eu não posso ir para todos os lugares, mas eu sou livre para me locomover. O bebê tem a liberdade de viver, mas ele não é capaz de viver por conta própria. Obrigar uma gestante a ter seu filho é o mesmo que obrigar um pai a saldar uma dívida de um filho.


    é por aí...
  • anônimo  24/11/2011 20:22
    "A questão envolve o paradoxo Liberdade x Propriedade.

    Um vírus tem a liberdade de invadir minha propriedade?"

    Está deturpando os fatos. Um feto não é um vírus, e sim uma vida. E a menos que você permita que ele "invada" sua auto-propriedade, não poderá matá-lo. Nesse caso, você estária , na verdade, acabando com a auto-propriedade de outro ser.

    "Um hospedeiro que vive no meu intestino é bem vindo na minha propriedade?"

    Novamente está deturpando os fatos se está comparando um verme à um feto.

    "Vamos mais longe e sair do mundo tal como é configurado hoje.

    Numa sociedade sem governo e com concorrência de leis, agências reguladoras e tribunais, alguém seria punido pelo aborto?"

    Claro que sim. Se existir demanda por isso (e haverá, pois temos casos dentro e fora do libertarianismo contra o aborto), empresas irão oferecer serviços a fim de atender a essa demanda.

    O aborto é condenável apenas na esfera moral. Oh! Mataram um possível humano, que coisa horrível!!!

    Poderá ser condenável na esfera criminal sim, uma vez que estudos científicos comprovam que um feto já é uma vida. Basta que num mercado de leis privadas exista demanda, logo será ofertado tribunais e empresas especializadas.

    "Liberdade não é poder. Eu não posso ir para todos os lugares, mas eu sou livre para me locomover. O bebê tem a liberdade de viver, mas ele não é capaz de viver por conta própria. Obrigar uma gestante a ter seu filho é o mesmo que obrigar um pai a saldar uma dívida de um filho.
    é por aí..."

    O bebê deve sim ter seu direito de ser concebido, porque se encontra numa situação que envolve riscos e cuidados propiciado pelos seus próprios pais, portando é dever ods mesmos asssegurar que a gestação continue.

    A partir do momento que há vida humana, há também direitos. Negar isso é apoiar a agressão.
  • Joel Pinheiro  03/08/2010 12:12
    Tiago RC: duas partes -

    1 - sim, muitos embriões morrem naturalmente. Assim como muitos idosos morrem naturalmente. Se você tem a mão um jeito simples e barato de impedir que um idoso de quem você cuida morre, então você é negligente ao deixá-lo morrer. O mesmo vale com um feto. Agora, há problemas de saúde que não há como prevenir ou que seriam muito custosos de ser prevenidos. Não se é culpado por uma morte dessas, pois não há negligência.

    2 - Se for verdade que as pílulas hormonais forem abortivas (isso significa a pílula anti-concepcional normal, que as mulheres tomam e nem sequer menstruam mais??), então se está cometendo um aborto toda vez que o uso delas resulta na morte de um embrião.
    Contudo, nunca vi essa opinião ser defendida. Na Igreja Católica, há muitos debates acerca da pílula do dia seguinte; gente que trabalha com isso alerta que ela é abortiva, outros dizem que não, etc. Agora, quanto à pílula normal, nunca ouvi dizer, o que me indica que talvez essa sua afirmação seja ainda muito marginal na comunidade científica.
  • Joel Pinheiro  03/08/2010 12:53
    Uma coisa é parar um processo que eventualmente daria origem a um novo ser humano. Isso não é aborto. Outra coisa é matar um ser vivo já existente dentro do útero. Isso é aborto.

    No caso de impedir a concepção, não se matou nenhum ser vivo. E é exatamente o matar que caracteriza o aborto.
  • Joel Pinheiro  03/08/2010 15:03
    O espermatozóide é uma célula reprodutora humana. Uma simples análise genética revela que não é um ser humano.

    Sim, vários seres são seres vivos. É possível provocar um aborto numa vaca, por exemplo.

    Num aborto de cachorro, mata-se um cachorro. Num aborto de ser humano, mata-se um ser humano.

    O embrião humano é muito diferente do ser humano de 30 anos? Sim, claro. Assim como o bebê de 2 anos é muito diferente do idoso de 80. Cada um deles está em uma fase diferente da vida.

    Ao se matar o embrião, mata-se um ser vivo da espécie homo sapiens. Ao se matar o espermatozóide, ou uma célula da pele, não se mata um indivíduo da espécie homo sapiens. Por isso apenas o primeiro caso é classificado como aborto. é com base numa diferença real entre impedir a concepção e matar o resultado da concepção que se classifica certos atos como abortivos e outros não.
  • LUIZ OLIVEIRA  03/08/2010 16:10
    "Ao se matar o embrião, mata-se um ser vivo da espécie homo sapiens. Ao se matar o espermatozóide, ou uma célula da pele, não se mata um indivíduo da espécie homo sapiens
    "

    Exatamente Joel! Mais didático, claro e direto do que isso impossível. Um espermatozóide é uma célula reprodutora masculina, não um ser humano individuado. Ninguém está aqui a propor a preservação da vida dos espermatozóides, ou achando injusto que milhões deles morram no processo de fecundação, porque espermatozóides, apesar de serem células vivas, não são seres humanos. Logicamente, nenhuma mulher pode ter milhões de bebês, até porque cada mulher, quando nasce, tem, em média, aproximadamente, trezentos mil ovócitos( célula reprodutora feminina),para toda a sua futura vida reprodutiva. Assim como não é um ser humano um espermatozóide, não é também um ovócito, um neurônio (célula nervosa), uma célula óssea, uma hemácia, um glóbulo branco ou qualquer outra célula humana. Seria um absurdo, um despautério, verdadeiramente rídiculo, dizer que matar uma célula humana seria um crime, porque milhões de células de nosso corpo morrem, naturalmente, a cada momento enquanto outras nascem para substituir as que morreram. Não se vê por aí nenhum movimento pró-vida defendendo a preservação de espermatozóides, de ovócitos, hemácias, linfócitos ou de quaisquer outras células humanas. Mas de embriões sim. Porque são seres humanos individuados. Em um espermatozóide ou em um ovócito não existe, individualmente, informação genética suficiente para formar um novo ser humano. Mas, a partir do momento da fecundação, quando se forma a amora (ou mórula), resultado da união dos gametas masculino e feminino, ali está toda a informação suficiente para a formação de um ser humano único, individuado. Ali já está uma vida humana. Isso não é questão de opinião. É fato. Também não cabe dizer que o feto em gestação não tem direito à vida porque é dependente da mãe, recebendo desta o seu alimento por meio do cordão umbilical. Isso porque nós, mesmos adultos, também somos dependentes de outros seres vivos para sobreviver. Isso porque não produzimos, como as plantas, nosso próprio alimento. Mesmo os que não se alimentam de carne e são vegetarianos precisam ingerir vida vegetal. A não ser que existam, de fato, seres humanos que realizam fotossíntese, vivendo de luz. Bem, mas nesse caso isso já é esoterismo, e não deveríamos enveredar por esse tipo de assunto. Não pelo menos aqui neste fórum. Mas ainda que existissem tais seres humanos, como hipótese, eles seriam, como as plantas, dependentes do oxigênio e da luz do sol, em última análise. Em resumo, não existe vida biológica que não dependa de nutrientes orgânicos e/ou inorgânicos para sobreviver. Por que com os embriões haveria de ser diferente?

    Saudações
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  03/08/2010 21:19
    A geração de um indivíduo ocorre na fecundação e isto é uma verdade absoluta!
  • Erick Skrabe  03/08/2010 23:54
    Gustavo,

    O contrário de uma verdade absoluta é sempre outra verdade absoluta.
  • Fernando Cinelli  04/08/2010 15:16
    A questão é, cada indíviduo deve ter completa e total autonomia pelo seu corpo? se sim, então ninguém tem o direito de optar pelo aborto além da própria gestante. Se não, então você não acredita na liberdade individual e , assim como governos podem incorrer nas suas escolhas em questões como o aborto, pode-se fazer o mesmo para inúmeras outras situações. Eu compactuo com a liberdade individual. Me desculpem, mas se o feto o é ou não o ser humano não deve ser julgamento de ninguém mais além da pessoa que o carrega. Por acaso, desde quando o meu julgamento, o seu, o do fulano, o do sicrano e, principalmente, o do governo detém maior valor e autoridade sobre o que os indíviduos decidem ou não fazer com os próprios corpos e fenômenos que nele decorrem.\r
    Pensem bem, a moralidade e a ética são coisas relativas, e torna-se muito mais cômodo julgar e decidir pelos outros do que faze-lo somente para si mesmo. Isso me parece aquele sentimento possessivo provinciano que muitos carregam em avaliar e delegar o que outro ser humano deve/pode/precisa fazer.
  • Carlos Prado  19/01/2014 19:17
    Para mim se você é um ser humano ou não não deve ser julgamento de ninguém além do dono da arma que esteja apontada para sua cabeça. Relativizar o conceito de humano desta forma me permite dizer que meus escravos não são seres humanos e não cabe a mais ninguém fora eu, o dono, dizer se eles são humanos ou não e se merecem os "direitos humanos". O conceito de humano é passível de relativização ou é objetivo?
  • frederico  01/12/2016 20:11
    KKKKKKKKKKKKKKKKKK essa do escravo foi boa!!!! BEM insano ....digno de quem defende algo no nível irracional já. O escravo é escravizado meu caro, não existe qualquer lógica na sua tentativa desesperada de se defender de argumentos os quais não consegue vencer por assim dizer....
    é cada um que aparece.....
  • WDA  29/12/2016 14:12
    Frederico, você é uma ameba; você e o Fernando. Agora, em vez de ficarmos só no ataque pessoal como você fez, vamos usar a lógica. O Fernando resolveu colocar a seguinte questão: "A questão é, cada indivíduo deve ter completa e total autonomia pelo seu corpo?... Se não, então você não acredita na liberdade individual ...".

    Muito bem, vamos levar a sério o que o Fernando diz: se cada indivíduo deve ter "completa e total" autonomia sobre o seu corpo e isso é tudo o que importa, além de ser esse o requisito para se acreditar realmente na liberdade individual, então
    eu tenho de ter total autonomia sobre meu corpo e total liberdade, inclusive para pôr a mão numa arma, erguê-la e apertar o gatilho em direção à cabeça de um descerebrado feito o Fernando ou você, Frederico.

    E para ficar na analogia tosca do Fernando, acho que somente eu deveria ter o direito de decidir nessa hora se ele é ou não um ser humano. E para serem coerentes, nenhum de vocês pode ser moralmente contra isso, ou achar que sanções seriam cabíveis contra tal ato, pois me impedir de praticá-lo equivaleria a restringir a minha "completa e total" autonomia sobre o meu corpo e a "não acreditar na liberdade individual", já que a minha liberdade estaria sendo restringida.

    A propósito, o "escravo é escravizado" assim como o feto é fecundado. Isso também independe da vontade dele. Mas alguém é forçosamente responsável pelo ato da fecundação, como pelo da escravização, e ambos têm conseqüências.

    O mais interessante é que o Fernandinho espertinho termina sua fala caindo novamente
    em incoerência; afinal ele acha que não se deveria julgar pelos outros e que são relativos os julgamentos morais e éticos. Ao fazer isso, ele julgou pelos outros, dizendo como eles deveriam pensar. E se são relativos os julgamentos morais e éticos, então desde já deve ser relativizada a liberdade do indivíduo e o juízo moral em que esta se baseia.
  • frederico  23/01/2017 16:40
    Primeiro voce me poe junto de uma pessoa que nem pensa como eu. Depois voce ffinaliza:

    "A propósito, o "escravo é escravizado" assim como o feto é fecundado. Isso também independe da vontade dele"
    - O escravo é escravizado e se mantém assim independente da vontade dele? Tem certeza disso?
    - O Feto é fecundado? e daí? Analogias insanas clássicas de gente irracional né? Haaaa entendi então .....

    Esse são seus argumentos? para defender o que ? explique-se ao invés de delirar pelos teclados.... A discussão aqui é simples. Pessoas insanas ficam brigando para discutir criminalização ou não do aborto. Eu digo que esta discussão é insana não resolve nenhum problema real. Digo que é óbvio que o aborto deve ser regulado, pois o resultado das ações atuais no Brasil são abortos clandestinos. Mas em que condições se poderia abortar? Essa é uma questão importante....
    De toda forma não faz sentido prender uma pessoa ou casal no Brasil porque rejeitam manter a gravidez. E é óbvio que não faz sentido a pessoa ou casal decidir isso após vários meses com bebe na barriga. Mas é mais óbvio ainda que para qualquer coisa funcionar como efetividade precisa de um sistema de atendimentos ás grávidas e aos casais como um todo, com testes acessíveis e gratuitos para qualquer mulher . Além disso uma lei que obriguem as mulheres a registrarem que estão grávidas e que recebam todo apoio necessários para que o destino do possível bebe ( visto que atualmente 50% das fecundações são abortadas, a princípio, "naturalmente") seja o melhor possível. Não tem como ser mais pro vida que isso...
    Tem muito louco achando que pro vida é ser a favor de criminalização do aborto.

  • 999.9 Kapitalist  04/08/2010 18:11
    Algum abortista pode me apontar o momento, segundo sua visão, em que o feto deixa de ser feto e vira homem? O ponto dos anti-aborto eu já vi neste tópico, e pra mim este é o único ponto de discórdia no debate.
  • Carlos Prado  19/01/2014 19:23
    Não há possibilidade alguma de um feto virar algo que ele já é. Pode-se falar quando um espermatozoide ou um óvulo vira ser humano, na fecundação. Ele entra numa fazer de morula, passando por blástula, gástrula, feto, vira um ser nêurula, feto, bebê, criança, adolescente, adulto e por fim idoso. Mas todos esses são homens.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  04/08/2010 18:28
    O feto é outro indivíduo, outro corpo.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  04/08/2010 21:00
    Não falei apenas que o feto é outro corpo.
  • Rhyan Fortuna  04/08/2010 23:58
    Se a fecundação é o início da vida, vocês concordam em proibir a pílula do dia seguinte e pesquisas com embriões humanos?
  • Leandro Coelho  05/08/2010 14:19
    Rhyan Fortuna:

    Se a fecundação é o início da vida, vocês concordam em proibir a pílula do dia seguinte e pesquisas com embriões humanos?

    Sem sombras de dúvidas, o sexo precisa ser posto no seu devido lugar (sexo não é essa farra que inventaram) e infelizmente, existem mazelas que são incuráveis, não dá para atropelar a moral, a ética... em nome da ciência. Talvez, Abujamra esteja certo ao dizer que: "A felicidade é uma idéia velha."

    Essa matéria levantou uma discussão legal, você pode defender a liberdade, o capitalismo etc.... mas, sempre considerando as tradições filosoficas e religiosas. Abandonar essas tradições, significa montar um capitalismo tão opressivo e cruel quanto qualquer outro sistema político.

  • Mohamed Attcka Todomundo  30/06/2013 00:46


    Essa matéria levantou uma discussão legal, você pode defender a liberdade, o capitalismo etc.... mas, sempre considerando as tradições filosoficas e religiosas. Abandonar essas tradições, significa montar um capitalismo tão opressivo e cruel quanto qualquer outro sistema político. -

    q significa abandonar tradições? eh ñ se submeter a elas?

    e pq eu tenho q considerar as tradições filosoficas e religiosas? ñ posso fazer experimentos sociais (voluntariamente entre os q desejem participar), ou ñ posso decidir por mim mesmo a q tradições filosoficas e religiosas me filiar?

    e pq "Abandonar tradições significa montar um capitalismo tão opressivo e cruel quanto qualquer outro sistema político"? ao abandona-las eu ñ tô te corroborando. tô ignorando teus sentimentos e anseios sobre uma vida q ñ é sua (a minha por ex.). pq isto é opressivo? pq eu ou outro devemos algo as tuas tradiçoes?!