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Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

N. do. E.: Todos os fatos relatados neste artigo estão detalhados neste livro bem como neste excelente tratado.


Se você, assim como o pré-candidato democrata Bernie Sanders, defende "políticas comerciais voltadas para as famílias trabalhadoras e não para os altos executivos de enormes corporações multinacionais", então você seria visto pelos social-democratas da Suécia como um proponente da liberalização comercial — pois você estaria expondo os magnatas monopolistas à concorrência internacional —, e não como um defensor do protecionismo, como é o caso de Sanders (e de Trump).

Quando o presidente americano Barack Obama visitou a Suécia, em 2013, os três grandes sindicatos suecos lhe entregaram uma carta solicitando um encontro com a seguinte pauta: discutir "meios de promover o livre comércio". O presidente do maior sindicato social-democrata criticou o presidente americano pela sua falta de compromisso com o livre trânsito de bens.

Esta realidade não ganhará a simpatia dos socialistas para com o meu país, mas, como diz o ditado, é melhor ser odiado pelas razões certas do que amado pelas erradas.

Ser como a Suécia moderna significa defender desregulamentação e livre comércio, uma baixa dívida pública, sistema nacional de vouchers escolares, ausência de um salário mínimo estipulado pelo governo, austeridade monetária e Banco Central equilibrado, uma robusta proteção dos direitos de propriedade, baixas alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica, graduais adoções de privatização no sistema de saúde, no sistema previdenciário, e na educação, um IPTU de 0,75% do valor da propriedade até um valor máximo de 764 euros, e ausência de impostos sobre a herança.

Lamento destruir seus sonhos.

Socialismo anos 70

Os socialistas não estão completamente enganados, é claro. A Suécia e outros países escandinavos de fato vivenciaram a experiência de se adotar um estado gigantesco e ideias semi-socialistas.

Só que há um problema: essa experiência coincidiu quase que integralmente com o único período de declínio econômico prolongado da região nos últimos 100 anos.

A imagem que os socialistas de hoje têm da Escandinávia é exatamente como o resto de suas propostas: presa aos anos 1970.  

Até antes da década de 1970, a Suécia e a Dinamarca haviam crescido muito mais rapidamente do que os outros países europeus e se tornado mais ricas do que a maioria dos outros países do mundo, majoritariamente por causa de sua adoção de um estado limitado e de sua opção pelo livre mercado.  Em 1950, por exemplo, a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo

(A Noruega é um caso à parte, devido ao fato de 22% de seu PIB se dever ao petróleo e ao gás, poucos pontos percentuais abaixo da Venezuela. Então, a menos que a proposta dos socialistas dependa de o país boiar sobre petróleo, o exemplo da Noruega não é relevante.)

Durante seu período laissez-faire, entre 1850 e 1950, a renda per capita da Suécia foi multiplicada por oito, e a população dobrou. A mortalidade infantil caiu de 15% para 2%, e a expectativa de vida aumentou extraordinários 28 anos. O extraordinário crescimento da Suécia durante aquele século rivalizou até mesmo com o dos EUA — e o fato de a Suécia não ter participado de nenhuma das duas grandes guerras, o que deixou sua infraestrutura intacta e não destruiu sua economia, sem dúvida ajudou bastante. 

Com efeito, a formação de capital e a criação de riqueza se mostraram tão abundantes na Suécia durante a depressão global de 1930, que até mesmo os social-democratas do governo da época praticaram uma forma de "negligência salutar" para garantir que a prosperidade continuaria. 

Como em qualquer outro país, o impressionante estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um sistema de livre mercado.

Isso tudo aconteceu quando o estado de bem-estar social não era ainda nem um sonho para um aspirante a concurseiro da Receita Federal.

Ainda em 1950, o percentual de impostos em relação ao PIB na Dinamarca e na Suécia não apenas era menor do que o todos os outros países europeus, como também era menor que nos EUA: 20% e 19%, respectivamente, contra 24% nos EUA.

Foi a partir daí que nós, escandinavos, já saciados em nossa sede, decidimos virar as costas para o poço: começamos a regulamentar.  Aumentamos os impostos e inchamos a máquina pública. É fácil entender por que os estrangeiros, ao verem a implementação dessas políticas não-ortodoxas, façam confusão sobre a relação de causa e efeito.  Porém, aqueles que acreditam que foi o semi-socialismo o que nos tornou prósperos olhariam para Bill Gates e concluíram que o que o enriqueceu e o tornou o homem mais rico do mundo foi o fato de ele continuamente doar o próprio dinheiro.

Ao contrário, os países escandinavos se tornaram a versão prática daquela velha piada: "Sabe como ter uma pequena fortuna? Comece com uma grande."

A Suécia levou suas políticas social-democratas a níveis mais profundos que seus vizinhos, e, como consequência, sua economia sofreu uma queda muito mais vertiginosa. Aos poucos, mas de forma constante, as políticas dos Primeiros-Ministros Tage Erlander e Olof Palme destruíram a produtividade e a historicamente famosa ética de trabalho escandinava.

Em 1970, a Suécia era 25% mais rica que a média dos países da OCDE. Vinte anos depois, a média já havia praticamente nos alcançado. Outrora o quarto país mais rico do mundo, a Suécia era agora o décimo-quarto.

Foi um desastre para o empreendedorismo e o emprego. Durante este período, não houve absolutamente nenhum emprego criado no setor privado (em termos líquidos), apesar do crescimento da população. Em 2000, somente uma das 50 maiores empresas suecas havia sido fundada após 1970.

Como admitiu em 2002 o Social-Democrata Bosse Ringholm, ministro de finanças: "Se a Suécia houvesse crescido ao mesmo ritmo da média dos países do OCDE desde 1970, nossos recursos seriam tão mais elevados, que equivaleriam a um aumento de 20 mil coroas suecas (US$ 2.400) na renda mensal de cada família."

Durante essa breve guinada bolivariana, muitos intelectuais suecos temiam que o país se tornasse um pesadelo orwelliano. Os Social-Democratas cogitaram adotar um plano incrivelmente impopular de socialização das empresas privadas, e o Parlamento implantou um regra geral determinando que qualquer transação econômica que tivesse o objetivo de reduzir a quantidade de impostos a serem pagos era ilegal, mesmo que realizada dentro da legalidade — como, por exemplo, aproveitar brechas fiscais. O fundador da IKEA, Ingvar Kamprad, vários outros empreendedores e todos nossos atletas famosos saíram do país.

O mais famoso escritor da Suécia, Vilhelm Moberg, escreveu que o governo estava fora de controle e que caminhávamos rumo a uma terceira via entre democracia e ditadura "na qual todos estão descontentes e decepcionados".

Nosso cineasta mais famoso, Ingmar Bergman, foi preso pela polícia no Teatro Real acusado de crimes fiscais (acusação essa posteriormente suspensa). Ele teve um colapso nervoso e deixou o país.

Nossa escritora infantil mais famosa, Astrid Lindgren, teve de pagar uma taxa marginal de imposto sobre renda de mais de 100%, o que a levou a escrever um ensaio satírico e ácido sobre a velha e bondosa bruxa Pomperipossa e as malignas autoridades fiscais: "Ela pensara que os direitos de todos seriam respeitados em um país democrático. As pessoas não deveriam ser perseguidas e punidas por terem ganhado dinheiro de forma honesta." Porém, no fim, ela encontra uma solução para seus problemas: "Mas de repente lhe ocorreu: "mulher, você deve conseguir obter benefícios sociais!" Que ideia incrível! E então Pomperipossa viveu de assistencialismo feliz para sempre. E ela nunca mais escreveu outro livro."

Kjell-Olof Feldt, o ministro de finanças Social-Democrata de 1983 a 1990, admitiu em um livro publicado em 1992 que parte do programa de governo era "insustentável", algumas das políticas, "absurdas", e o sistema tributário, "perverso". Essas políticas naufragaram no fim dos anos 1980 após um boom econômico impulsionado pela expansão do crédito e pela inflação monetária.

Quaisquer que tenham sido os efeitos dessas políticas "perversas" e "insustentáveis", elas não ajudaram os trabalhadores que os socialistas alegam representar. Os salários reais na Suécia cresceram apenas 0,5% ao ano entre 1975 e 1995. Os salários nominais aumentaram muito, mas a inflação fora de controle os corroeu.

Boom econômico

No início dos anos 1990, a Suécia começou a se afastar de sua breve incursão nas ideias socialistas. O governo desregulamentou, privatizou, reduziu impostos e abriu o setor público a prestadores de serviços privados. As duas décadas seguintes viram um aumento real dos salários de quase 70%.

Todos os países industrializados viveram um processo de liberalização em alguma medida naquele período, mas a Escandinávia liderou o movimento. Entre 1975 e 2005, a avaliação da Suécia no Índice de Liberdade Econômica do Instituto Fraser subiu 2,3 pontos em uma escala de 10 pontos. A da Dinamarca subiu 1,7. Podemos comparar à da Alemanha, que subiu 0,9, e a dos EUA, que subiu 0,5 — mesmo no governo Ronald Reagan. "Os suecos lideram a reconstrução da Europa", publicou o Financial Times.

Em outras palavras, não há nenhum segredo em relação ao sucesso da Escandinávia, nenhum mistério a se desvendar. Esses países tiveram o desempenho que qualquer economista de livre mercado teria previsto. Superaram em crescimento os outros países industrializados quando tiveram maior liberdade de mercado, e estagnaram quando experimentaram as ideias socialistas. Agora que começaram a reconstruir suas economias, estão tendo um desempenho melhor. "A Suécia é o astro da recuperação", declarou o The Washington Post em 2011.

O legado da terceira via escandinava — o ainda elevado nível de gasto público e impostos, pelo menos em relação aos EUA — caiu para padrões relativamente normais para a Europa. Os governos oferecem aos cidadãos sistema de saúde, creches, ensino superior gratuito, e licença parental e médica subsidiadas [N. do E.: tudo isso já temos também no Brasil].

Nós escandinavos temos nossas desavenças em relação a esses sistemas e a seu funcionamento, mas pelo menos eles ainda não arruinaram nossas sociedades; nossos indicadores de padrão de vida e saúde são impressionantes.

Por que o sistema não sofre mais abusos? Por que eles não impedem completamente o crescimento econômico?

Uma razão para isso é que nós compensamos esses entraves com uma economia mais livre e mais desregulamentada que os outros países. Na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; nossa moeda é mais sólida (temos menos inflação), nosso comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e nossa regulamentação sobre as empresas e sobre o mercado de crédito é mais baixa. Não temos aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licencas ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

[N. do E.: E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

Para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, não apenas sua produtividade tem de ser muito alta, com também sua liberdade empreendedorial tem de ser a maior possível]

Tributando ferozmente os pobres

Também pagamos pelo estado de bem-estar social de uma forma relativamente brutal, mas de um modo que não prejudica tanto a produção: jogando o fardo majoritariamente sobre os pobres e sobre a classe média. Ao contrário dos ricos — que podem simplesmente sair do país caso os tributos sobre sua renda sejam elevados —, os pobres e as pessoas de classe média não têm essa mesma facilidade e também não podem se esquivar quando tributados agressivamente.

Os Social-Democratas sempre souberam que não poderiam financiar um governo tão generoso tomando dos ricos e das empresas — há muito poucos deles, e a economia depende deles enormemente. Consequentemente, os governos de Suécia e Dinamarca auferem grande parte de suas receitas por meio dos altamente regressivos impostos sobre valor agregado (o ICMS deles), a uma alíquota de 25% que incide sobre cada bem ou serviço vendido — o único imposto que ricos e pobres pagam exatamente o mesmo valor em coroas suecas.

Por outro lado, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de apenas 22% na Suécia e de 23,5% na Dinamarca.  Nos EUA, é de 35%.

(Este artigo mostra alguns gráficos que ilustram como que, ao mesmo tempo em que o imposto sobre a renda decresceu, o imposto sobre o consumo aumentou na Suécia.  Tributar o consumo em vez da renda dos mais ricos não é exatamente uma política socialista).

Com efeito, os ricos da Suécia usufruem várias vantagens econômicas não oferecidas a seus compatriotas das classes mais baixas. A Suécia sempre concedeu deduções fiscais bastante generosas para custos de capital. As empresas suecas podem deduzir 50% de seus lucros para reinvesti-los no futuro, o que os torna uma reserva isenta de impostos.

As regulamentações trabalhistas são modeladas para beneficiar as grandes empresas (não há a imposição de salário mínimo, por exemplo).

Para atrair especialistas estrangeiros de alto nível acadêmico, a Suécia agora concede um benefício fiscal — chamado de "expert tax" — que isenta 25% dos salários deles da tributação por um período de três anos. Ou seja, executivos, especialistas e pesquisadores estrangeiros podem deduzir 25% do valor nominal do seu salário para fins fiscais.  Com essa redução de 25% no valor tributável, eles pagam imposto de renda apenas sobre 75% do seu salário.  Ou seja, se você ganha $ 10.000, então, para fins fiscais, você ganha apenas $ 7.500.  E é sobre estes $7.500 que haverá alguma incidência de imposto de renda.  Isso, de quebra, também faz com que os encargos sociais e trabalhistas também sejam reduzidos.

"É claro que é injusto, mas não temos nenhuma solução melhor", afirmou o ministro de finanças Social-Democrata em 2000 quando ele anunciou isenções fiscais especiais para indivíduos e famílias que possuem uma grande quantidade de ações de alguma empresa listada na Bolsa de Valores.

Diferentemente dos socialistas do resto do mundo, os "socialistas" escandinavos concluíram que ou você tem um estado inchado bancado majoritariamente pelos pobres e pela classe média, ou você tem um estado mais enxuto e bancado exclusivamente pelos ricos.  Ter um estado inchado bancado exclusivamente pelos ricos é uma impossibilidade prática.

Os bons suecos

Têm razão aqueles socialistas que dizem que os países escandinavos são sociedades decentes com alto padrão de vida e relativo nível de igualdade. Pela minha experiência, diria que são também ótimos lugares no qual se viver.

Mas será que o estado de bem-estar social merece crédito por esse estado de coisas? Quando o economista Milton Friedman foi confrontado com a afirmação de que não havia pobreza na Suécia em comparação com os EUA, ele deu a famosa resposta: "Interessante.  Nos EUA, também não há pobreza entre os suecos".

Há um exagero, é claro, mas as evidências sustentam o argumento. Como o pesquisador Nima Sanandaji observou, a renda dos escandinavos que vivem nos EUA é de cerca de 20% acima da média americana, e a taxa de pobreza, cerca de metade da média americana.

Os mais de 11 milhões de descendentes de escandinavos que vivem nos EUA criaram comunidades bastante respeitáveis com altos padrões de vida, mesmo sob o "impiedoso capitalismo selvagem americano".

Aparentemente, pode-se tirar os escandinavos da Escandinávia, mas não a Escandinávia dos escandinavos. Há um legado cultural que explica parte do nosso sucesso, datando mesmo de antes do período laissez-faire entre o fim do século XIX e o começo do século XX: uma cultura de confiança social, de relativa ausência de corrupção, e uma ética de trabalho luterana. Talvez isso reflita uma longa história de estabilidade interna, níveis escassos de feudalismo, e uma longa tradição comercial.

Dois economistas escandinavos, Andreas Bergh e Christian Bjørnskov, documentaram que o alto nível de confiança é um legado antigo, e que os descendentes dos que emigraram da Escandinávia 100 anos antes do estado de bem-estar social são também mais confiáveis. Eles chegaram à conclusão de que a confiança nos outros e na coesão social cria o estado de bem-estar social (e não o contrário), uma vez que é mais tentador dar poder a políticos e dinheiro a estranhos quando você supõe serem eles pessoas decentes que jamais burlariam o sistema.

Os escandinavos sempre expressaram repulsa a quem pega um dinheiro que não lhe pertence. A Suécia é, afinal, o país em que a principal candidata a primeiro-ministro em 1995 teve de renunciar, pois revelou-se que usara o cartão de crédito oficial para pagar pequenas despesas privadas, ainda que ao fim de cada mês ela própria sempre pagasse a dívida.

Quando questionados, em 1991 e depois em 1998, "Em que circunstâncias é justificável aceitar benefícios públicos indevidos?", os nórdicos foram líderes mundiais respondendo "nunca". Os EUA estão em 16º, abaixo até mesmo dos italianos na lista.

Comércio, Cultura e Continuidade

Mas a cultura não é um acaso do destino. Os valores escandinavos foram formados, historicamente, com o auxílio de incentivos econômicos e com o apoio institucional. Com o fim desse apoio, a cultura poderia começar a desmoronar. Se você é criado sob a ideia de que o trabalho é uma virtude essencial, você trabalhará duro mesmo se ganhar pouco. Mas o que acontecerá com a próxima geração, com os jovens e com os imigrantes que entrarem no mercado de trabalho muito tempo depois de os incentivos terem sofrido grandes distorções?

A proporção de Suecos que dizem nunca ser aceitável receber benefícios indevidos ainda é alta, mas foi reduzida de 82% no início dos anos 1980 para 55% hoje. Parte da deterioração dessas atitudes já se manifestava no início dos anos 2000, quando o número de suecos sob licença médica explodiu.

Mesmo sendo objetivamente mais saudáveis do que praticamente qualquer outro povo, éramos os que recebiam licença médica com mais frequência, normalmente em época de grandes eventos esportivos, por coincidência. Durante a Copa do Mundo de 2002, o número de homens em licença médica remunerada de curto prazo cresceu 41%, ao passo que o de mulheres permaneceu inalterado. Sabe lá Deus o que teria acontecido se a Suécia tivesse se classificado entre os oito finalistas.

Na Suécia, estamos vivendo esses problemas sob a forma de um crescente desemprego entre imigrantes. Hoje, a discrepância da taxa de emprego entre nativos e estrangeiros na Suécia é o dobro da média da União Europeia, ainda que apresentemos um menor nível de racismo e discriminação que os outros países. Em resposta a isso, os políticos suecos decidiram recentemente abandonar as políticas imigratórias liberais e fazer de tudo para afugentar as pessoas.

Era mais fácil adotar uma estratégia uniforme quando éramos todos iguais, com a mesma origem, fé, atitude e educação. Precisamos de um modelo mais flexível agora que estamos ficando um pouco mais parecidos com... bem, com os EUA.

Gunnar e Alva Myrdal, os dois principais pensadores social-democratas do século XX, acreditavam que os países escandinavos tinham uma vocação única para experimentar a adoção de altas taxas de impostos e políticas redistributivistas: possuíam populações homogêneas com uma forte ética de trabalho, um setor público não-corrupto, um alto nível de confiança no sistema burocrático e nos políticos, e economias de livre mercado competitivas e produtivas o bastante para bancar tais políticas.

Se as políticas social-democratas não funcionassem nesses países, sugeriram eles, seria difícil imaginar que funcionariam em qualquer outro lugar.

No momento, a experiência "socialista" sueca ainda continua, mas de uma forma bastante alterada e equilibrada por uma saudável dose de liberalização econômica.  Porém, tentar transplantar o modelo nórdico dos anos 1970 para qualquer outro país — até mesmo um rico como os EUA — poderia ter consequências desastrosas, principalmente se o país possuir uma base cultural menos favorável.

Uma expansão do seu estado não necessariamente produziria um padrão de vida sueco, mas sim um duplicação dos Correios.

Se Bernie Sanders decidisse concorrer à presidência da Suécia, os suecos achariam risível: ele é esquerdista e protecionista demais. E há outro problema: a Suécia é uma monarquia constitucional; não temos um presidente.

Querem imitar?

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Leituras adicionais:

Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado 

Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo? 

Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares" 

Sobre a grande depressão da Suécia 

Como o assistencialismo corrompeu a Suécia


1 voto

autor

Johan Norberg
é um historiador e jornalista sueco mundialmente conhecido por seu livro "In Defense of Global Capitalism" -- que já foi publicado em mais de vinte países -- e pelo documentário "Globalisation is Good".


  • Fenta  11/05/2016 15:31
    Errado! Johan Norberg
    https://www.youtube.com/watch?v=NZnS0MqIhwc
  • Andre Henrique  11/05/2016 15:36
    Ou seja, a Suécia é um país desenvolvido e em crescimento apesar do socialismo e não por causa dele.
  • Professor Marxista da UNESP  11/05/2016 15:44
    Vejam que a Suécia pega muito leve com a burguesia.
    Em nome da justiça social, ainda que os resultados econômicos de longo prazo sejam piores, é imprescindível tributar pesadamente os ricos. Impostos de ao menos 70% (idealmente 99%) sobre os ricos, taxação de grandes fortunas, proteção da indústria nacional por meio de pesadas taxas de importação, salário mínimo de 10 mil euros, seguro desemprego de 1 ano, licença maternidade de 5 anos e paternidade de ao menos 2 anos, bolsa para minorias e importação de refugiados por questões humanitárias são as pautas que devem ser discutidas, para que o povo sueco possa exercitar sua compaixão, igualdade e espírito de justiça social. Só com a proteção dos menos favorecidos por parte do Estado é que será possível lutar contra a burguesia opressora e o capital financeiro espoliativo globalista.
  • Carlos Henrique   06/07/2016 13:26
    Q horror, o q vc descreveu aí é uma receita para miséria. Se você acha isso tão vai viver seu sonho na Venezuela ou Cuba
  • Barbara  10/10/2016 22:08
    Isso só pode ser brincadeira.
  • blabla  13/10/2017 22:46
    Pensei que aqui o povo entendesse sarcasmo.
  • Daniel  11/05/2016 15:53
    "Ao contrário dos ricos — que podem simplesmente sair do país caso os tributos sobre sua renda sejam elevados..." é o tipo de frase tão óbvia, mas que poucos chegam a entender...
  • Renato  11/05/2016 16:26
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Pobre Paulista  11/05/2016 16:33
    Editores, escapou um erro de formatação em: mesmo que realizada dentro da legalidade
  • Rafael Ribeiro  11/05/2016 17:17
    Muito interessante! Venho discutindo isso com algumas pessoas que diziam que a Suécia é o exemplo de welfare state. E eu contra argumentava referindo-me à prosperidade e à liberdade. Agora, com números, fica mais fácil.
  • O que o artigo não mostra  11/05/2016 17:38
    Procurem no google
    Os seus direitos de segurança social na suécia

    E vcs verão a enormidade de direitos sociais que se tem na Suécia!

    480 dia de licença paternidade (dividido entre pai e mãe) REMUNERADA! A mae pode ficar 1 ano sem trabalhar e o homem 4 meses. Que tal?

    E mais: não entendi essa de na Suécia não taxar os "super-ricos" é uma das sociedade com menos inequidade de renda. Existem rarissimos super ricos e ainda assim não são tao mais ricos que a média!

    Mendigo lá são recolhidos a abrigos com aquecedor, comida todos os dias e acesso a biblioteca. Saúde e Educação de qualidade bancada pelo gov.

    E mais, o estado não é inchado? quase 50% de carga tributaria! Ninguem reclama de pagar 50% do que produz pros Cunhas e "Maranhões" da vida de lá não?
  • Tudo isso o artigo mostra  11/05/2016 17:56
    "não entendi essa de na Suécia não taxar os "super-ricos"

    O artigo não apenas não fala isso, como ainda cita vários casos de ricos que fugiram do país.

    Essa sua inexplicável impostura intelectual depõe contra você.

    "E mais, o estado não é inchado? quase 50% de carga tributaria!"

    O artigo cita recorrentemente o inchaço do estado -- bancado majoritariamente pelos mais pobres e pela classe média (dado que há varias isenções para as empresas e para os ricos donos dessas empresas) -- e você vem dizer que isso não foi mencionado?

    Sua postura desesperada apenas lhe deixa a descoberto.

    Ah, sim, e o abuso das licenças médicas também foi citado no artigo.

    Leia tudo antes de comentar e de poluir a seção, por favor. E tenha mais honestidade (para o seu próprio bem).
  • Olair  11/05/2016 17:58
    "Se Bernie Sanders decidisse concorrer à presidência da Suécia, os suecos achariam risível: ele é esquerdista e protecionista demais. E há outro problema: a Suécia é uma monarquia constitucional; não temos um presidente."

    Bingo!
  • Vocês tem muito que crescerem  11/05/2016 18:13
    Os autores do Mises Institute, querem de todo o jeito transformar o Brasil em um USA da América Latina, é o tal do igualitarismo inter-americano. Parém de imitar essa porcaria de USA, sejam brasileiro.

    Imaginem-se como Brasileiros, sem nenhum tipo de socialismo e a religião. Como seria esse Brasileiro?
  • Andre Henrique  11/05/2016 19:52
    Eu acho que é uma trolada, mas da dúvida responderei: tem tanta desinformação, burrice e mentiras juntas (sem contar os erros de português), que minha sugestão a você é:

    1) Ande no centro do Rio e SP de madrugada com um rolex e gritando que bandido bom é bandido morto
    2) Nasça novamente
    3) Desta vez tente estudar de fato
    4) Volte ao site e teça comentários novamente para saber se dessa vez emplaca

    Obrigado pela atenção,

    AHR
  • Terror dos petralhas  11/05/2016 18:55
    A esquerda é a desgraça da política,fazem o bem no curto prazo e afunda a economia na miséria no longo prazo,o socialismo-comunismo é um projeto belo e perfeito no papel,mas na pratica é uma ditadura que só beneficia a minoria do partido comunista,a Suécia é uma social-democracia flexível,mas prova na pratica os limites desta doutrina ao mostrar que ela funciona até certo ponto,pois sua ampliação leva ao totalitarismo,creio eu a unica virtude do modelo sueco tem sido não ter dado essa guinada rumo ao totalitarismo.
  • Henrique Zucatelli  11/05/2016 19:25
    Esse artigo é para socialistas como água benta para vampiros: mortal.
  • a  11/05/2016 20:13
    Capitalismo ou morte.
  • Renan  11/05/2016 20:34
    Só uma duvida, se a suecia ficou rica com o livre-comercio, por que mudou pro Walfare state?
  • Calheiros  11/05/2016 21:12
    Por aquele motivo explicado em detalhes neste artigo, o qual segue irritando todos os minarquistas que simplesmente não aceitam esta verdade: estados pequenos e enxutos sempre -- sempre! -- geram estados agigantados.

    O que varia é o tempo que isso pode levar. Mas sempre acontece.

    No caso da Suécia, aconteceu aquilo que parece inevitável: grandes empresários em busca de proteção do governo contra a concorrência se aliaram a políticos ambiciosos e a líderes sindicais para forçar o governo a adotar políticas socialistas. O leite da vaca e suas tetas eram suculentos demais para não serem usufruídos. As décadas de 1970 e 1980 viram um estado assistencialista crescendo descontroladamente, ampliando enormemente suas áreas de intervenção.

    Vários novos benefícios governamentais foram criados; leis trabalhistas extremamente rígidas foram introduzidas; setores estagnados da economia passaram a receber amplos subsídios do governo; as alíquotas de impostos sofreram aumentos drásticos, sendo que algumas alíquotas marginais chegaram a ultrapassar os 100%.

    Com o tempo, os gastos do governo mais do que duplicaram, e os impostos sobre determinados setores da economia foram dobrados e até mesmo triplicados.

    Observe que políticas intervencionistas sempre -- sempre! -- são adotadas com uma justificativa ("ajudar os pobres") e sempre acabam servindo a outras pessoas: políticos, empresários coligados ao governo, funcionários públicos e burocratas. São sempre esses que ganham. O povo em si nunca sai às ruas pedindo "mais impostos em troca de mais serviços públicos".

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2210

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=113
  • Trader Carioca  11/05/2016 22:04
    Gostaria de acrescentar que boa parte da população sueca hoje ainda apresenta resistência contra reformas liberais, continuam achando que o welfare-state é um direito adquirido.

    Sem falar nas populações de imigrantes, principalmente os jovens da Letônia, que querem continuar mamando na teta do governo e queimam carros e causam tumultos para manter os seus benefícios.
  • pilatesvilamadalena  11/05/2016 21:41
    Ao contrário do Brasil, os países escandinavos possuíam populações homogêneas com uma forte ética de trabalho, um setor público não-corrupto, um alto nível de confiança no sistema burocrático e nos políticos, e economias de livre mercado competitivas e produtivas o bastante para bancar as políticas de bem-estar social. Bem diferente do nosso país.
  • marcela  11/05/2016 22:21
    A pergunta certa não é:o que a Suécia fez para ser um pais rico?O certo é perguntarmos:o que a Suécia "não fez" para ser um país rico?E as respostas são as seguintes:a Suécia não criou uma CLT,não criou agências reguladoras,não sobrecarregou pessoas jurídicas de impostos,não permitiu que as contas públicas extrapolassem,etc.Não façam o que a Suécia também não fez, e vocês ficarão ricos.
  • Douglas  12/05/2016 00:19
    Bravo Marcela! Poucas palavras e muito o que dizer!
  • FREDERICO HAUPT  02/11/2016 17:04
    A Suécia também não foi a economia mais escravocrata do mundo, não é o país mais corrupto do mundo, com a maior impunidade para a casta que domina a política, não é o país mais violento do mundo, com o pior sistema carcerário, com o pior ensino público do mundo, com a maior concentração de terras do mundo (1% detém mais de 50% das terras produtivas), etc.....
  • Julio  11/05/2016 22:56
    Eu adoraria que imitassem os suecos! É o país com a menor desigualdade social, menores índices de corrupção e mesmo com esse "socialismo" é um país com padrão de vida superior a 99% do mundo e 1000% melhor do que o Brasil. Desde a gestão da ministra Ana Wibble nos anos 90 a social-democracia bateu em retirada e os resultados são nefastos. É incrível como os anarco-capitalistas são raivosos e rancorosos: a maioria dos artigos é "ui, como os socialistas são malvados", "como os comunistas mataram 55.555.555.555.555.555.555 milhões de pessoas" "como os keynesianos quebraram o mundo" "nossa, como Marx é mau", "droga, como a esquerda dá uma coça em qualquer direitista e domina o meio acadêmico", etc, etc. Se esquecem de que a economia keynesiana proporcionou à Humanidade o maior período de bem-estar social e conforto material da história, algo que jamais as teorias de Mises (que sempre se queixou de ser ignorado) irão proporcionar.
  • Mesquita  11/05/2016 23:50
    Pô, mas que azar o nosso, hein?

    O keynesianismo funciona "no mundo inteiro", exceto no Brasil. Na ditadura militar, gerou a estagflação da década de 1980. Agora, ele foi tão bom que gerou até impeachment de presidente.

    Uma unanimidade total: 100% de fracasso!

    O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade

    Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade

    Pode continuar aí defendendo essa doutrina que, na prática, serve apenas aos interesses de políticos e grandes empresários. (Vide segundo link acima).
  • Fernando  12/05/2016 00:09
    O governo pode emitir um cheque sem fundo no seu nome ?

    Você já tomou calote do governo ?

    Você acha que uma pessoas deve trabalhar para pagar a conta dos outros ?

    A questão da liberdade é moral e ética. As pessoas são nasceram para serem escravas do governo.

  • Andre Dias  12/05/2016 02:53
    O keynesianismo tem funcionado tão bem no mundo que resultou em dívida pública galopante da maior parte dos países do mundo, estagnação, necessidade infinita de intervenção de bancos centrais para tentar combater intervenções anteriores, o rebaixamento artificial de taxas de juros ou mesmo a impressão de dinheiro a rodo. Com a desculpa de estimular a demanda o que se faz é rifar o futuro das gerações futuras, criando uma economia completamente baseada em sinais falsos e crédito fácil, e não em investimentos sadios e poupança responsável. O resultado é inflação perpétua em maior ou menor grau e grandes e longas crises cíclicas.
    O keynesianismo só é popular entre os políticos por ser o tipo de doutrina econômica que mais permite populismo barato, que mais promete ganhos de curto prazo com medidas intervencionistas sem perceber os riscos de longo prazo.
  • Andre Henrique  12/05/2016 16:40
    Mais um que não leu o artigo e vomita informações subjetivas e desencontradas, sendo que algumas já foram esclarecidas no próprio artigo.

    Tática clássica de esquerdosos acéfalos... só que estás no forum errado, pois aqui precisas de dados e fatos, não bastando gritar um monte de baboserias para a massa de manobra aplaudir feito foca amaestrada.
    Abç,
    AHR
  • Filósofo do Futuro  12/05/2016 01:54
    Tudo errado. Não é a Suécia que devemos copiar. É Cuba, Venezuela, Cambodja e Etiópia.

    Os modelos econômicos do norte ignoram completamente a diversidade cultural brasileira. Não existe isso de "Ação Humana" universal. Há povos que querem coisas e há outros que querem não querem. Os segundos querem que os outros queiram por eles e quer que os outros queiram o que eles não querem. É isso que querem. Não tem isso de trocar a banana pela maçã porque você subjetivamente acha ter a maçã melhor do que ter a banana. Primeiro: Você nem existe para querer alguma. "Você" é uma criação da burguesia. Segundo: não existe querer. Só as classes querem. Você não existe. Só o seu coletivo existe.

    Enfim, enquanto os modelos individualistas sustentam seus assistencialismos sobre o medo do povo e a ganância dos políticos, o modelo sulista moreno e do povo sustenta seu assistencialismo à base religiosa onde o diabo é os EUA e a divindade é o político.

    O que eu quero dizer é que não existe isso de produzir para consumir. Tudo já existe na natureza. É a burguesia que monopoliza os meios de produção. Eu garanto: essa ideia não morreu até hoje. Não vai morrer tão cedo.
  • Fernando   12/05/2016 02:27
    Gostaria que o autor acrescenta-se, a verdade, somente a verdade:"baixas alíquotas de Imposto de Renda Pessoa Jurídica", sem correções, mas faltou acrescentar TRIBUTA os lucros e dividendos distribuídos, normalmente, com as "baixíssimas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física" dos países nórdicos.
  • Rocha  12/05/2016 03:23
    Prezado Fernando, não há impostos sobre dividendos para os suecos. A alíquota é zero. Pode conferir aqui, páginas 2 e 3:

    www.pkf.com/media/1959002/sweden%20pkf%20tax%20guide%202013.pdf

    E aqui (página 7):

    www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/global/Documents/Tax/dttl-tax-swedenguide-2015.pdf

    Quem paga impostos sobre dividendos, a uma alíquota de 30% (sim, alta, mas não tão alta quanto a alíquota máxima do IRPF), são estrangeiros.

    Este último relatório também fala que, ao contrário do Brasil (cuja alíquota chega a 34%), não há tributação sobre "lucros excessivos". As empresas simplesmente pagam uma alíquota de 22% de IRPJ.

    Há várias e várias coisas para se criticar no governo sueco. Você não precisa recorrer a mentiras.
  • PedroF  12/05/2016 03:43
    Já criei empresa nos estados unidos em 24 horas! A decisão foi tomada em um dia e, no outro dia, já tinha conta aberta em nome da empresa.
  • PedroF  12/05/2016 03:55
    Complementando meu comentando, esclareço que a empresa foi criada pela internet. Você não precisa de contador para criar e a taxa paga foi em torno de US$150.00 a US$250.00. Não me lembro bem o valor certo, mas foi algo em torno disso. Levo, com frequência, brasileiros interessados em abrir empresa para importar produto para colocação junto a comerciantes locais. O contador sempre pergunta se vão vender ao consumidor. Eles esclarecem que não, que importarão o produto para colocar junto a comerciantes. O contador diz que então não há nenhum imposto a pagar. Ficam incrédulos. Caso vedam ao consumidor, o imposto de consumo gira em torno de 6%. Se tiverem empregados, hávera um impacto fiscal de 121% (social securit, medicare e income tax (imposto de renda). Também ficam incrédulos em saber que não há contabilidade fiscal, que na declaração de imposto de renda (IRS) não há declaração de bens; que não há lei trabalhista, nem justiça do trabalho, basta observar o salário-mínimo hora. As férias não são remuneradas, não há aviso prévio, fundo de garantia, indenização por tempo de serviço etc. etc. Quando perguntam que, em não havendo contabilidade fiscal, como o fisco pode controlar a atividade empresarial, o contador sempre diz que as leis são feitas para proteger o empresário e o fisco que se f....
    Estou habituado a presenciar tal conversa. Limito-me a rir da surpresa dos nossos queridos brasileiros.
  • Amo-PT  15/05/2016 01:23
    Está claro a grande movimentação para acabar de vez com o PT. Forças reacionárias da direita, querem enterrar de vez o projeto do PT. A direita não se conforma com o resgate dos desvalidos e da diminuição do fosso que separava os pobres dos mais ricos. São fascistas e golpistas.
  • Lucas Barbado Cotrim  16/05/2016 02:33
    Sou um leigo em política e estou começando a interessar-me pelo assunto. Acabei não entendo a conclusão do artigo.
    Peço que me esclareçam se possível:

    Se sou um socialista seria idiotice usar a Suécia como exemplo de país "socialista" que "deu" certo? Ou seria o contrário?
  • Ericsson  16/05/2016 14:38
    Sim, seria idiotice.

    Pra começar, a definição clássica de socialismo é: abolição da propriedade privada dos meios de produção.

    Como na Suécia a esmagadora maioria dos meios de produção está em mãos privadas, então não há socialismo.

    Agora, mesmo que você utilize uma definição bem branda de socialismo, acho que você irá concordar que não é exatamente socialista um país em que:

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar);

    6) e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    7) Não existe salário mínimo.

    A única coisa que -- em termos econômicos -- os suecos têm de mais socialista que o Brasil é a alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Física. Mas, mesmo essa, como explicado no artigo, possui várias brechas por meio das quais os ricos facilmente se esquivam.

    Em complemento, sugiro esse artigo:

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?
  • pilates-vila-romana  16/05/2016 21:59
    Se o Brasil seguisse 1/6 do que faz a Suécia estaríamos em uma situação completamente diferente. O sucesso da Suécia advem de alguns poucos fatores: 1. baixissíma dívida pública, 2. austeridade monetária, 3.intensa proteção dos direitos de propriedade, 4. baixas alíquotas de IR para empresas, 5. transição dos sistema público de saúde e previdência para privado.
  • Emerson Luis  18/06/2016 23:20

    Não existe país 100% liberal nem 100% socialista. Sobre os países escandinavos, conforme o artigo demonstrou, eles possuem elevados padrões de vida apesar das práticas socialistas que adotaram, não por causa delas - muito pelo contrário, estas práticas estão degenerando esses países socioeconomicamente.

    "Diferentemente dos socialistas do resto do mundo, os "socialistas" escandinavos concluíram que ou você tem um estado inchado bancado majoritariamente pelos pobres e pela classe média, ou você tem um estado mais enxuto e bancado exclusivamente pelos ricos."

    Discordo. No Brasil, os socialistas já perceberam isso faz tempo, apenas não admitem. Quem sempre bancou o "Estado de Bem Estar Social" do Brasil, foram os super-ricos ou as "classes" média e baixa?

    * * *
  • Gilson Moura  05/07/2016 23:11
    Acompanhei a trajetória do fundador da IKEA e tudo isso relatado é a mais pura verdade. Ele acredita que os impostos deveria ser reduzido ao máximo.
  • Felipe  07/07/2016 23:41
    Moro na Suécia.

    1 – Não tenho décimo-terceiro salário;

    2 – O adicional de férias é ridículo;

    3 – Os banheiros säo individuais e homens e mulheres usam o mesmo banheiro (o câncer chamado CLT proíbe isso). Cito isso apenas como um exemplo de bobagem regulada no Brasil e que aqui não é.

    4 – Não existe essa praga de salário mínimo. Sindicatos e empresas podem chegar a um acordo sobre esse tópico sem a intromissão do governo;

    5 – Acordos coletivos säo firmados entre empresas e sindicatos e o governo não se mete nisso.

    6 – A idade mínima de aposentadoria é de 65 anos e, salvo engano, foi aumentada no ano passado para 67 anos;

    7 – Empresas aqui pagam muito menos imposto do que no Brasil. A minha empresa não paga impostos sobre o computador, o material de escritório e o celular que me fornece para trabalhar porque estes são considerados como insumos para o funcionamento do negócio. Isso significa um desconto de 20 a 25% nesses bens.

    E vou dizer… Essas medidas tornam a economia muito mais dinâmica. A Suécia é um país extremamente pró-empresas. E funciona muito bem. Aplique isso no Brasil e será um escândalo.
  • Fernando  06/09/2016 02:45
    Tenho duas dúvidas quanto ao papel do Estado na questão do bem-estar social e ficaria grato se alguém pudesse esclarecê-las:

    - Por mais que as políticas de livre mercado movimentem a economia, não seria necessária a intervenção do Estado para que a distribuição de renda fosse mais igualitária? Mesmo que o artigo comente das questões culturais dos países nórdicos, não creio que essa seja uma razão forte o suficiente para que, por exemplo, os EUA sejam um país onde o índice Gini de inequalidade de renda seja 37 enquanto o da Suécia seja 25.9 (fonte:inequality.org/unequal-americas-income-distribution/).

    - E caso essa intervenção não seja necessária, como a livre economia melhoraria sozinha o padrão de vida dos mais pobres, partindo do pressuposto que trabalhos que sempre foram associados com baixas rendas, como os de pequenos agricultores, ainda existiriam? Eles teriam acesso a bons salários, saúde, educação e lazer?

    Muito obrigado pela atenção!
  • Guilherme  06/09/2016 03:02
    "não seria necessária a intervenção do Estado para que a distribuição de renda fosse mais igualitária?"

    Qual o problema com a desigualdade da renda?

    A riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rapidamente ou de forma mais segura? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais ou melhor do que eu?

    O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente.

    Sempre que uma pessoa reclama sobre desigualdade, eu pergunto se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.

    Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.

    A preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.

    Outra coisa: Os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que Bangladesh. A Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste. A Austrália é mais desigual que o Cazaquistão. O Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia

    Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.

    O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo, mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.

    Se o nosso objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, nossa preocupação é com a pobreza, e não com a desigualdade.

    Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles.

    Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passando fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos forem uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

    As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa espontaneamente com a pobreza (por exemplo, com quem não tem acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres.

    E essa mistura muda nossa maneira de pensar: acabamos pensando que pobreza e desigualdade são a mesma coisa e que, portanto, o melhor remédio contra a pobreza é a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

    O que é melhor para os pobres de um país: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que eles jamais serão, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2007


    "E caso essa intervenção não seja necessária, como a livre economia melhoraria sozinha o padrão de vida dos mais pobres, partindo do pressuposto que trabalhos que sempre foram associados com baixas rendas, como os de pequenos agricultores, ainda existiriam? Eles teriam acesso a bons salários, saúde, educação e lazer?"

    Sem dúvida.

    Só que você partiu de uma premissa errada. Antes de querer resolver a pobreza dessas pessoas, você tem de entender o que realmente causou essa pobreza. Sem eliminar o que causou essa pobreza, você simplesmente não resolverá problema nenhum.

    E o que é que causou a pobreza dessas pessoas específicas? Isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383
  • Revoltado Online  06/09/2016 03:59
    Há inúmeros artigos sobre isso aqui no IMB, mas lembre-se que pobreza e desigualdade são palavras distintas.

    Como bem falando pelo amigo Guilherme, "Os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que Bangladesh. A Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste. A Austrália é mais desigual que o Cazaquistão. O Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia
    Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.
    O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo, mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.
    Se o nosso objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, nossa preocupação é com a pobreza, e não com a desigualdade."

    Deixe-me falar sobre a desigualdade, digamos em um mundo onde a pobreza é erradicada, mas ainda existem pessoas mais ricas do que outras, um exemplo mais detalhado seria eu ter dois iates e você ter 10, você considera isso uma desigualdade?

    Se dizer que sim, como você pode afirmar isso sendo que todas as pessoas no mundo estão com um padrão de vida satisfatória.

    Se dizer que não, a questão da desigualdade deixa de existir e provou ser uma falácia apenas para demonizar o capitalismo.

    Você apenas está fazendo às perguntas erradas.

    E partindo da lógica da "igualdade" que os keynesianos sempre pregam, para obter esse objetivo teria que dar plenos poderes a um determinado grupo para haver uma reforma total dentro de um determinado território(país), nós já vimos inúmeros exemplos do que esses grupos fazem quando estão no poder, acontece justamente o contrário, morte e mais morte por fome, e só o que convém a eles é o poder que conquistaram graças aos "igualitários" que o colocaram lá.
    É o famoso grupo A(Comandantes), decide o que o grupo B(Força armada do grupo A) irá fazer com o grupo C(ricos de uma sociedade) e D(a classe mais baixa da sociedade).

    Dentro de tudo isso, o que você irá fazer? Eu espero certamente uma atitude melhor de você.

    Abraço e leia mais artigos do IMB para uma melhor compreensão.
  • Aluno Austríaco  06/09/2016 12:57
    O IMB tem algum artigo sobre psicologia ?

    Os pensamentos e a vida das pessoas são baseados nas suas crenças e opiniões.

    Quando um comunista discursa no congresso, ele acha que está em Cuba ou na Coreia do Norte. Pouco importa as leis ou o mundo real. Inconscientemente, essas pessoas acham que estão em pleno comunismo ou em uma revolução comunista.

    Quando um social democrata discursa no congresso, ele acha que está na Suécia. É como se ele acreditasse que está na Suécia ou na Noruega.

    A ideologia e a crença das pessoas fazem com que elas vivam de acordo com o que acreditam. É como se a ideologia criasse uma realidade, que na verdade não existe.

    Até os liberais vivem sem depender do estado e nem lembram que o estado existe. Os liberais esquecem que o estado existe. Isso é uma condição psicológica.

    As crenças em alguma ideologia faz as pessoas acharem que estão em Hong-Kong, em Singapura, nos EUA, na Suécia, na Noruega, em Cuba, na Venezuela, na China, ou até na Coreia do Norte.
  • Taxidermista  06/09/2016 14:27
    Sobre esse tópico que vc suscita, os indicados são Robert Higgs e Thomas DiLorenzo.
  • Marcelo Faviere   09/10/2016 20:14
    Sugiro aos colegas e principalmente aos escritores de artigos aqui do site que testem o simulador politico, que já foi usado por estudantes de universidades europeias, Geopolitical Simulator 4 (Power & Revolution), serve de grande estimulo para que aprendamos cada vez mais sobre economia etc. Ele seria útil também para demonstrar a eficácia das ideias proferidas aqui.

    Abraço !
  • Douglas   05/11/2016 03:14
    Como podem brasileiros querer criticar a Escandinávia? A Escandinávia está anos luz a frente. O Brasil e o resto do mundo tem muito a aprender com os países nórdicos!
  • Murdoch  05/11/2016 19:23
    Em questões de liberdades econômicas temos muito o que aprender com os escandinavos. Agora em assistencialismo, o Brasil é o campeão nesse quesito e nenhum país consegue nos superar.
    Mais: O mito do bem estar social na Suécia é verdadeiro, porque o governo sueco tempos atrás exagerando nas doses de assistencialismo, viu que a economia estava começando a regredir e decidiu frear e maneirar no estado de bem estar social.
    Agora mesmo, os suecos estão querendo privatizar a saúde, porque o governo não está conseguindo continuar com as políticas assistencialistas.

    Por ora, os políticos suecos tem muito a ensinar os brasileiros.
    Leia o livro "Um País Sem Excelências e Mordomias".
  • Carlos  17/11/2016 14:10
    Cada um puxa a sardinha para seu lado e acha que sua visão ideológica e política é perfeita e sem efeitos colaterais. Não é. O capitalismo de compadres e a visão escravagista está tão arraigada no brasileiro, que sem a tal "ausência de corrupção, e uma ética de trabalho luterana", a direita obtusa sempre será a maior fomentadora da esquerda, como reação de seus arrombos megalomaníacos e ausência total de empatia. Achar que nosso salário mínimo é alto, é brincadeira. Para diminuir impostos temos que diminuir a sonegação (a segunda maior do mundo) - contrário também é verdade, mas não só, pois há uma cultura do jeitinho brasileiro também entre os empresários. Para cortar serviços gratuitos, direitos trabalhistas e outras esmolas sociais , dando espaço para iniciativa privada, temos que melhorar a renda do trabalhador. A ganância da ultradireita alimenta o vitimismo da esquerda e entramos neste círculo vicioso. Qualquer ação que ataque um só lado e beneficie somente o outro, está fadado a fortalecer quem queria destruir.
  • Respondedor  13/01/2017 02:01
    Não entendi direito, você defende o aumento do salário mínimo?


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