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Alguns conselhos aos jovens que estão desempregados
Vocês foram enganados, sim; mas jamais se façam de vítimas

Segundo o IBGE, o desemprego entre os jovens é de quase 29%. E não há perspectivas de uma rápida melhora. A nova geração encara desafios que a maioria das pessoas vivas nunca viu. Essa situação requer novas estratégias de adaptação.

O que se segue, então, é uma carta de conselho aos trabalhadores jovens.

_______________________

Caros jovens trabalhadores,

Mesmo se não existisse a atual recessão econômica, você ainda assim estaria tendo de lidar com um mercado difícil.  E o motivo é um só: você está entrando no mercado de trabalho praticamente sem nada a oferecer.

Nossa sociedade, há muito tempo, decidiu que era melhor para você passar 16 anos da sua vida sentado inerte em um banco escolar a tentar ganhar experiência real de trabalho no mercado, algo que o ajudaria a ter um emprego mais tarde.

Ainda que o governo lhe permitisse trabalhar quando você já o fosse capaz — ou seja, a partir dos 12 ou 13 anos de idade —, o fato é que ele impôs leis de salário mínimo que criam uma barreira à sua entrada no mercado de trabalho, impedindo que você concorra com pessoas mais qualificadas.  Se o preço mínimo a ser pago é o salário mínimo estipulado pelo governo, então quem irá contratar você em vez de uma pessoa mais velha e mais qualificada?

Não bastasse tudo isso, ainda lhe disseram que, se você concluísse o colégio e se formasse em uma universidade, teria um emprego ótimo, com um alto salário.

E então a realidade chegou e você descobriu que os empregadores não estão interessados em você. Você começa a sentir que os empregadores pensam que você tem poucas habilidades e qualidades que realmente interessam a eles, além de não ter nenhum histórico comprovado de produção de bens e serviços que realmente interessaram a alguém.

Eis aí a raiz do problema. As pessoas mentiram para você por toda a sua vida.

Quando você era criança, você foi bombardeado com slogans sobre igualdade para todos. O impulso de competir e vencer foi reprimido em seus jogos de infância, ao passo que compartilhar e cuidar dos outros foi exaltado como sendo uma qualidade acima de quaisquer outros valores.

Então, em algum momento — quando você tinha entre 7 e 10 anos de idade —, algo mudou. Todo aquele papo sobre compartilhar e cuidar acabou, e um mundo hipercompetitivo surgiu.  Exigia-se que você obtivesse notas altas, fosse excelente em matemática e ciências, fosse perfeitamente obediente, e ficasse na escola o maior tempo possível.  Foi-lhe dito que, se você fizesse isso, tudo daria certo para você.

E, de fato, dá certo para alguns. Mas somente uma pequena minoria de pessoas está disposta a tanta submissão e aprendizado robótico.  E, mesmo entre essas pessoas, nem todas conseguem o que lhes foi prometido. Já para o resto, não há planos. Espera-se apenas que aquelas que fracassaram em algum momento irão recuperar por conta própria, de alguma maneira.

Como você supera isso? Tudo se resume ao trabalho remunerado.  Mas há a barreira que erigiram entre você e o seu objetivo. Você tem o desejo e está procurando por alguma instituição que valorize o que você tem a contribuir. Mas você não consegue encontrar a recíproca.

Considere isso: por que uma empresa contrata um empregado? A resposta é simples: empresas contratam porque acreditam que o negócio terá mais lucro com o empregado do que sem ele. A empresa lhe paga, você faz seu trabalho e, como resultado, há maiores ganhos do que haveria sem você.

Mas pense bem no que isso significa. Significa que você tem de adicionar mais valor à empresa do que recebe dela.  Para cada real que você ganha, você tem de fazer com que a empresa ganhe um real mais algo extra. Essa tarefa não é fácil. Empresas têm custos a cobrir além do seu salário. Por exemplo, há o custo do seu treinamento.  Adicionalmente, o governo impõe encargos sociais e trabalhistas onerosos.  Há toda a carga tributária que incide sobre as receitas e sobre os lucros.  Além de tudo isso, há incertezas com as quais ela tem de lidar.  Tudo isso representa um fardo adicional à sua contratação pela empresa, que, além de arcar com tudo isso, tem de lhe pagar um salário.

O que isso significa é que você tem de ser mais valioso do que você pensa. Por que os empregos que pagam salário mínimo são tão duros? Porque é difícil para um trabalhador inexperiente valer mais do que lhe é pago. O empregador tem de extrair o máximo de valor possível dessa relação dele com você apenas para fazer com que essa relação traga a ele algum ganho. São grandes as chances de você estar dando prejuízo para a empresa nos primeiros meses de emprego, simplesmente porque você ainda não está treinado. Você acaba se esforçando como um louco apenas para ganhar o mínimo.

Se você já entende essa regra — que você deve adicionar mais valor do que recebe —, então agora você já sabe mais do que a grande maioria dos jovens trabalhadores. E isso lhe dá uma vantagem. Ao passo que todos os outros estão reclamando sobre o excesso de trabalho e o baixo salário, você ao menos já sabe por que está tendo de lutar tanto. Você está produzindo mais para a companhia do que recebendo dela. Fazer isso consistentemente é a maneira de seguir em frente. Na verdade, esse é o segredo da vida.

No entanto, para seguir em frente, você tem de ser, acima de tudo, um jogador.  Não será nada bom você se acomodar e esperar que o trabalho certo, com o salário ideal, surja magicamente. Esqueça todas as suas expectativas.  Se alguma coisa, qualquer coisa, surgir, você deve aceitar imediatamente. Nenhum emprego é degradante, apesar do que é dito a você. O objetivo é apenas entrar no jogo. Sim, você tem expectativas de salário muito maiores, e você pode alcançá-las algum dia. Mas não agora.

O primeiro passo é entrar no jogo com algum salário, qualquer salário, em alguma área. O medo que tal emprego, qualquer que seja, seja de alguma forma indigno é uma fonte séria de ruína pessoal. Aquelas pessoas que estão dispostas a efetuar a maioria dos empregos "degradantes" são exatamente as mesmas pessoas que futuramente poderão ter uma vida mais confortável. Apenas porque você enxerga aquele emprego como "degradante" não significa que ele não seja valioso para os outros e, especialmente e em última instância, para você.

Você sempre aprende algo com todo e qualquer emprego que você consegue. Você aprende a interagir com terceiros, aprende como um negócio funciona, como as pessoas pensam, como os patrões pensam, e percebe na prática que aqueles que são competentes vão muito mais longe em relação àqueles que falham. Trabalho é um aprendizado contínuo, tanto quanto — ou até mais que — a escola.

O principal medo das pessoas é que seu trabalho irá, de alguma maneira, definir suas vidas. Consequentemente, elas concluem que um emprego de caixa no supermercado irá redefinir ou até mesmo diminuir quem elas são. Essa noção é completamente falsa. Aquele trabalho é um tijolo em sua fundação.

Para conseguir qualquer emprego, você tem de fazer mais do que apenas deixar um currículo ou enviar um pela internet. Você tem de se destacar na multidão. Isso significa que você tem de se vender como uma mercadoria de qualidade.  Você tem de fazer propaganda de si mesmo (e o marketing é o aspecto menos valorizado e ainda assim o mais crucial de todos os atos comerciais). Isso não é degradante; isso é uma oportunidade. Descubra tudo o que você conseguir sobre a empresa e seus produtos. Depois de solicitar o emprego, você tem de voltar ao local várias vezes, se encontrar com os gerentes, se encontrar com os donos — tudo com o objetivo de mostrar a eles quanto de valor você irá adicionar à empresa.

Neste novo emprego, o sucesso não é difícil, mas requer disciplina. Apenas siga algumas regras simples. Nunca se atrase. Faça imediatamente tudo aquilo que seu supervisor imediato lhe diga para fazer. Faça mais rapidamente e mais minuciosamente do que ele espera. Quando o trabalho estiver completo, faça algumas coisas inesperadas que adicionem valor ao meio. Nunca reclame. Nunca faça fofoca. Nunca participe e tome parte das politicagens do alto escalão. Seja um empregado modelo. Esse é o caminho rumo ao sucesso.

Tudo isso não se resume a apenas adicionar valor à empresa. É sobre adicionar valor a si mesmo. A era digital nos fornece todos os tipos de ferramentas incríveis para acumular capital pessoal. Crie uma conta no LinkedIn e anexe seu emprego à sua identidade pessoal. Comece a criar e a aglutinar essa rede essencial. Essa rede é algo que irá crescer ao longo da sua vida, começando agora e durando até o fim. Pode ser a mercadoria mais valiosa que você tem além de seu próprio caráter e suas habilidades. Tenha posse de sua experiência de trabalho e faça o seu próprio caminho.

Enquanto estiver fazendo todo esse excelente trabalho, você precisa estar pensando sobre dois possíveis caminhos adiante, cada um deles igualmente viável: progredir nessa mesma empresa ou mudar para outra empresa. Você deve ir para onde é melhor para você. Nunca pare de olhar para seu próximo emprego. Isso é verdade agora e sempre será ao longo de sua vida.

Um grande erro que as pessoas cometem é se envolver emocionalmente em uma instituição. A lei estimula essa atitude ao amarrar todos os tipos de vantagens ao emprego você tem atualmente. Você tem plano de saúde, tempo livre, aumentos salariais regulares, e é sempre mais fácil ficar com aquilo que você já conhece. Mas fazer isso é um erro. O progresso vem por meio de rompimentos, e algumas vezes você tem de romper consigo próprio para fazer esse progresso acontecer.

Estar disposto a renunciar à segurança de um emprego em troca da incerteza de outro dá a você uma vantagem.  Pessoas medianas ao seu redor farão de tudo para sacrificar cada princípio e cada verdade em troca dessa sensação de segurança. As pessoas, com poucas exceções, temem a incerteza de um futuro desconhecido e se apegam firmemente à aparente segurança de uma situação já estabilizada.  Você pode se livrar dessa propensão, mas isso requer coragem, assunção de riscos, e um ato consciente de desafiar o convencional.

Você deve sempre ver a si próprio como uma unidade produtiva que está sempre no mercado de trabalho. Você pode ir ascendendo de empresa para empresa, sempre melhorando suas habilidades e, portanto, seus salários. Nunca fique com medo de tentar algo novo ou de mergulhar em um novo ambiente de trabalho.

Administrar inteligentemente suas finanças é algo crucial. Nunca viva no mesmo nível de sua renda. Sempre viva abaixo de sua renda. Seu padrão de vida deve corresponder à sua segunda melhor oportunidade de emprego, aquele emprego do qual você abriu mão ou aquele que você pode aceitar no futuro. Se você se apegar a essa prática — e isso requer disciplina —, você será livre para escolher onde trabalhar e a aceitar maiores riscos. Você também terá um colchão de segurança caso algo dê errado.

Ao mesmo tempo, pode haver vantagens em se manter por um bom tempo na mesma empresa, mesmo se todas as outras pessoas ao seu lado estiverem continuamente se movendo. Se isso acontecer, você ainda assim deve continuar se vendo como estando no mercado. Você está no controle de si mesmo. Não se sinta preso a nenhum patrão, por maior que seja sua gratidão a ele.  Mas também entenda que ninguém deve a você um emprego e um meio de vida. Essa é a única forma de fazer julgamentos claros sobre seu caminho na carreira.

Em todo e qualquer emprego, você irá aprender sobre ética humana, psicologia, emoções e comportamento. Boa parte do que você irá aprender será esclarecedor e encorajador.  Outra parte, entretanto, pode não ser agradável e pode até mesmo ser um choque para você.

Primeiramente, você irá descobrir que as pessoas em geral são extremamente relutantes em admitir erros. As pessoas irão defender uma opinião ou uma ação até o fim, mesmo que todas as evidências e até mesmo toda a lógica estejam contra. Desculpas sinceras e admissões de erro genuínas são as coisas mais raras deste mundo.  No entanto, não há motivo nenhum para exigir desculpas ou em ficar ressentido quando os pedidos de desculpas não surgirem. Apenas siga em frente. Tampouco você deve esperar que seja sempre recompensado por estar certo. Pelo contrário, as pessoas geralmente ficarão ressentidas e tentarão lhe inferiorizar.

Como você lida com esse problema? Não fique frustrado. Não busque por justiça. Aceite a realidade como ela é. Se um emprego não está funcionando, siga em frente. Se você for demitido, não busque vingança. Raiva e ressentimento não trazem absolutamente nada. Mantenha-se focado no seu objetivo, que é o avanço profissional e pessoal, e encare tudo aquilo que possa atrapalhar seu caminho como algo a ser superado e ignorado.

Em segundo lugar, todos queremos acreditar que fazer um bom trabalho e tornar-se excelente em algo irá nos trazer uma recompensa pessoal. Isso nem sempre é verdade. Excelência transforma você em um alvo da inveja daqueles à sua volta que fracassaram em relação a você. Excelência geralmente pode prejudicar suas expectativas de sucesso. A meritocracia existe, e até mesmo prevalece, mas é conseguida por meio de sua própria iniciativa; ela nunca lhe é garantida livremente por algum indivíduo ou instituição. Todo o progresso pessoal e social ocorre porque você sozinho se esforçou e superou todas as tentativas de todos ao redor de você de lhe atrapalhar.

Em terceiro lugar, as pessoas tendem a possuir uma propensão à imobilidade e à comodidade, preferindo seguir ordens e instruções a tomar iniciativas próprias; a maioria das pessoas não consegue imaginar como o mundo ao redor delas pode ser diferente caso elas tenham mais coragem e iniciativa.  Se você conseguir criar o hábito de imaginar um mundo que ainda não existe — exercitar o uso da imaginação e da criatividade em um âmbito comercial —, você pode se transformar na mais pessoa mais valiosa ao redor. Você pode estar entre aqueles que podem ser os genuínos empreendedores. Sim, sem exagero, você pode até mesmo criar algo que mude o mundo.

À medida que você for desenvolvendo o uso desses talentos, e à medida que eles forem se tornando cada vez mais valiosos para aqueles à sua volta, lembre-se sempre de que você não é infalível. O mercado de trabalho pune o orgulho e a arrogância, e recompensa a humildade e o espírito de aprendizado. Seja feliz por seu sucesso, mas nunca pare de aprender. Há sempre mais a conhecer porque o mundo está sempre mudando, e nenhum de nós pode saber tudo. O segredo para se prosperar nessa vida é estar preparado não apenas para mudar junto com a vida, mas também para se antecipar às mudanças e conduzi-las.

Do seu ponto de vista atual, desempregado e com poucas perspectivas adiante, seu futuro pode parecer desesperador. Mas essa percepção não é verdadeira. Há barreiras, sem dúvida, mas elas estão lá para ser ultrapassadas por você e somente por você. O mundo não funciona da maneira como lhe falaram quando você era criança. Lide com isso e comece a se envolver com a realidade à sua volta da maneira que ela é, usando inteligência, astúcia e charme. Você é o tomador de decisão supremo, e o seu sucesso ou fracasso em última instância dependerá das decisões que você tomar.

De várias formas, você é uma vítima de um sistema que conspirou contra você. Mas você não irá a lugar nenhum agindo como um coitado e tendo uma mentalidade vitimista. Você não precisa ser uma vítima. Você tem livre arbítrio e autonomia.  Com efeito, você tem o direito humano de escolher. Hoje é o dia de começar a exercitá-lo.


26 votos


  • Vinícius Brettas  03/05/2016 15:33
    Achei este texto sensacional. Muito obrigado por compartilhar este conhecimento conosco!
  • Aaron  03/05/2016 15:34
    Sensacional! Hit the nail on my head e me deu um incrível ânimo para me distinguir da massa. Parabéns!
  • Alan Costa  03/05/2016 15:51
    Esse mundo corporativo é Darwinismo puro.
  • Guilherme  03/05/2016 16:52
    Não tem nada de "mundo corporativo" no texto.

    Ademais, mundo corporativo não é mercado.
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 15:52
    O desemprego já atingiu mais de 11 milhões de brasileiros e cada dia tende a se acentuar. Um dos segmentos mais atingidos são os jovens. A busca por emprego acentuou-se nos últimos anos pois o jovem que somente estudava, em função de familiares desempregados, agora tem que ir em busca de trabalho. E quando acham uma vaga, são preteridos na entrevista por falta de experiência. Triste momento que o Brasil vive. Torço que este estado de coisa sirva como efeito didático. Antes de escolher os governantes e representantes temos que escolher muito bem. E o fundamental, acompanhar o trabalho deles e cobrá-los.
  • Andre Henrique  04/05/2016 11:07
    Alexandra, replico abaixo alguns trechos do que vc escreveu e me permita alguns comentários:

    "O desemprego já atingiu mais de 11 milhões de brasileiros"
    ESSE NRO É BEM MAIOR... A METODOLOGIA ATUAL ADOTADA PELO GOVERNO É MENTIROSA E FONTES NÃO OFICIAIS (MAS COM MAIS CREDIBILIDADE) JÁ ESTIMAM O DESEMPREGO ULTRAPASSANDO OS 20 MILHÕES.

    "A busca por emprego acentuou-se nos últimos anos pois o jovem que somente estudava, em função de familiares desempregados, agora tem que ir em busca de trabalho"
    VOCÊ ACHA ISSO RUIM? COMEÇO A ACHAR QUE VOCÊ NÃO LEU O ARTIGO...

    "E quando acham uma vaga, são preteridos na entrevista por falta de experiência."
    AGORA TENHO CERTEZA QUE VC NAO LEU O ARTIGO! (OU NAO ENTENDEU)

    "Antes de escolher os governantes e representantes temos que escolher muito bem. E o fundamental, acompanhar o trabalho deles e cobrá-los."
    PELO TEOR DO SEU COMENTÁRIO, DEVE SER A PRIMEIRA VER QUE ACESSAS O SITE E AINDA NÃO CONHECES A HISTÓRIA AUSTRÍACA, BEM COMO SEUS CONCEITOS DE LIVRE MERCADO E SOCIEDADE LIVRE.

    Recomendo fortemente que você visite e leia (na íntegra) mais artigos deste site.
    Abç,
    AHR
  • Luiz  05/09/2016 02:38
    Vc faz leitura de palma da mão tbm?
  • Renato  03/05/2016 16:02
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Zeno  03/05/2016 19:59
    Quem mantém o estado não é a classe política, são os cidadãos desinformados.
  • Renato  04/05/2016 17:35
    Devido a lavagem cerebral feita pela classe política.
  • anônimo  04/05/2016 22:34
    Amigo, sinceramente, qual a diferença do que o que você quer fazer para o que o Instituto Mises e o Instituto Millenium já fazem?
  • Renato  05/05/2016 17:22
    ?!?!
  • anônimo  08/06/2017 09:10
    Nao cidadão, o verdadeiro poder esta no deep state.Políticos so existem pro gado ter a ilusão de que pode mudar alguma coisa.E por falar em deep state, eh triste ver o IMB se desvirtuando cada vez mais e dando espaço pra um lixo neocon como felipe moura brasil.
  • Igor  03/05/2016 16:27
    Ótimo artigo!
  • Didi  03/05/2016 16:32
    Congratulations Jeffrey!

    Text indeed timely and encouraging on an unprecedented crisis in the history of Brazil.
  • anônimo  03/05/2016 16:39
    Excelente texto. Incisivo sobre o quanto fomos iludidos e da necessidade de remodelar nossas expectativas e atitudes, sem vitimismo. Nas recomendações de como se portar, só não entendi a parte que diz "Nunca participe das políticas da empresa.". O que o autor quis dizer?
  • Auxiliar  03/05/2016 16:55
    Não tome partido das politicagens (normais) que ocorrem no alto escalão.
  • Andre Henrique  04/05/2016 11:13
    O alerta é para usares seu tempo AGREGANDO VALOR para a empresa/negócio, ao invés de tentar crescer "puxando as cordas certas"... Isso ocorre muito em empresas brasileiras, pois tem gente que sobe, basicamente, fazendo as "alianças" corretas e/ou virando capacho do seus superior.
    A carreira destes é uma estátua de bronze com pés de barro, a não ser que trabalhe no meio político, pois nesse caso pode até virar presidente.
    Abç,
    AHR
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 16:41
    Que a lição deixada pelo PT será absorvida pela população brasileira. Que o desemprego sirva como ferramenta didática para esclarecer a população que governos populistas tomam iniciativas que apesar de muito populares, ao longo do tempo mostram-se nefastas para o país. O Brasil está quebrado literalmente. Os economistas lúcidos mostram muita preocupação com a situação deixada pelo PT. O país está na UTI e no máximo que irá acontecer nos próximos 2 anos é irmos para a semi-uti. Rogo que a nação aprenda que tem que escolher muito bem seus governantes e representantes.
  • Claudio Amorim  09/06/2017 03:06
    Acho que o sistema não suporta o número de trabalhadores e pessoas qualificadas e desqualificadas no mundo, hoje virou febre ter uma qualificação mas o mercado não consegue absorver e com a crise de investimentos no mundo, precariza ainda mais a situação, entretanto, como solução, queda da remuneração tambem não é solução em muitos dos casos. A saída é o empreendedorismo como tentativa de renascimento de campos de trabalho, mas sabemos que muitas empreitadas não vingaram, e a perda de capital aplicado tambem se perde e pode ficar sem retorno para o mercado, intensificando ainda mais o cenário de crise! A paciencia embasado no empreendedorismo somado a muitas dicas do texto acima pode surtir resultados muito positivos mais acredito que a médio e longo prazo.
  • Andre  03/05/2016 16:56
    Texto magnífico.
    Mas mesmo com esse exercício intelectual os jovens vão ter que lutar muito contra o estado que insiste em dificultar as coisas:

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/03/salario-minimo-estadual-em-sp-sobe-para-r-1-mil.html

    Até empreender sem experiência profissional e pouquíssimo dinheiro é quase impossível, Deus tenha piedade desses jovens, pois o governo não tem.
  • opinador  03/05/2016 18:48
    Ai o jovem ao inves de querer sonhar e empreender vai tentar um concurso publico para ganhar esses 1 mil reais.

    Eu sempre digo que meu erro foi buscar a tal estabilidade dos 20 aos 30 anos.

    Foram 10 anos perdidos da minha vida...rs

    Ai pra priorar em 2010 eu invento de entrar na USP com a esperança de entrar na área academica de uma universidade publica.

    Se tivesse sido mais ousado hoje eu seria milionario com certeza...rs e sem exagero...

    Mas o bom que ao entrar lá acordei, pois minha fé nas instituições publicas começou a ruir...rs

  • Matias  04/05/2016 03:00
    mas o legal do concurso é justamente começar com salários baixos, ir estudando e galgando cargos de salários maiores e melhores. não tem nenhum problema em começar do primeiro degrau como todo mundo. a não ser que a pessoa seja prodígio e além de tudo sortuda pra passar de primeira num concurso de oficial de justiça. também não tem nenhum problema em não ser empreendedor. hoje em dia parece que todo mundo tem que ser ou tentar ser um steve jobs na vida, caso contrário é uma pessoa infeliz.
  • opinador  04/05/2016 19:11
    Não é essa a questão.

    Pra vc individualmente pode ser muito bom ser concursado.

    E não tem problema em não ser empreendedor.

    Nem todo mundo tem o perfil, vontade ou coragem...

    Fora as dificuldades do pais.

    A questão é que isso é ruim para o país.

    Cada nova empresa bem sucedida são criados novos empregos e riquezas.

    E para cada jovem que entra em um concurso, recursos são tomados via impostos são gastos, além de um potencial talento da iniciativa privada, seja como empregado ou empreendedor é jogado fora.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787


  • anônimo  02/07/2016 22:09
    seja qualquer coisa menos mais um parasita do governo.
  • Renato Cunha  03/05/2016 16:59
    Na Itália já está assim:

    Tribunal italiano obriga pai a sustentar filho de 28 anos

    Em Modena, Itália, um pai foi condenado a continuar a pagar a formação superior do filho de 28 anos, que se recusou a arranjar qualquer emprego. O pai disse basta, mas o tribunal não lhe deu razão.

    A infantilização da sociedade é uma forma de diminuir a sua resistência às imposições estatais. Questão de tempo até isso virar moda no Brasil.
  • Taxidermista  03/05/2016 17:12
    Caro Renato, e esse trecho da reportagem do link dá a real dimensão da coisa:


    "Por ano, chegam cerca de 8 mil casos semelhantes ao de Modena, com jovens adultos a exigirem que os pais continuem a suportá-los para lá do que muitos consideram ser o tempo razoável."


  • Antônio  07/06/2017 19:22
    Depois reclamam que a taxa de fecundidade da Itália é baixíssima. Mais uma cagada!!!
  • Taxidermista  03/05/2016 20:49
    E tem essa aqui também:

    "Entediado no trabalho? Que tal processar seu empregador? Foi o que fez o francês Frederic Desnard. Ele entrou com processo contra a Interparfums, onde ele trabalhou entre 2010 e 2014, porque, alega ele, seu trabalho era muito chato.
    (...).
    Oficialmente, Desnard atuava como 'diretor de serviços gerais' e recebia 3.500 euros por mês (14.300 reais) - 'para fazer nada', afirma o advogado. (...). Segundo o advogado de Desnard, causar enfado é uma forma de assédio
    ":

    veja.abril.com.br/noticia/economia/frances-processa-empresa-por-achar-seu-trabalho-chato
  • danir  29/06/2017 15:52
    Casos típicos de falta de carater associada à falta de respeito pelos laços familiares. A Europa hoje é um território repleto de homens emasculados (e mulheres masculinizadas), efeminados e incapazes de entender o que acontece ao seu redor, manipulados sob a égide de palavras de ordem, pretensamente representando causas nobres e humanisticas.
    A Europa está se esboroando e significa hoje uma experiência de escravização da civilização a uma cultura da facilidade, do lazer e da falta de compromisso com o que é ético e moral. Morei com meus pais até me casar aos trinta anos, por questão de afiniddade e afeto. Entretanto, trabalho desde os meus quinze anos e sempre contribui para o sustento da casa de meus pais, enquanto lá estava, e depois sempre que podia ou que era necessário. Filhos devem honrar seus pais, mesmo que não sejam unânimes em suas concepções.
  • Engenheiro Desempregado  03/05/2016 17:05
    Este texto fala da realidade não só do Brasil como de quase todo o mundo. Os jovens foram manipulados e traídos pelos seus respectivos governos porque há que se trabalhar e estudar cada vez mais para obter menos. Nos EUA, por exemplo, muitos jovens estão se revoltando com as dívidas da faculdade e por isso querem ensino "gratuito", socialismo e Bernie Sanders. Eles não possuem a leitura correta do problema e foram doutrinados pelo Marxismo.

    Hoje, o ensino fundamental, médio e superior possuem uma finalidade básica: te prender numa sala para que você não ouse se profissionalizar e ameaçar as vagas de quem já está no mercado. O conhecimento técnico transmitido, mesmo que tenha utilidade, poderia ser passado num tempo muito mais curto e não é valorizado pelo mercado, porque não há demanda.

    Fiz engenharia civil numa universidade federal. Eu e os meus colegas recém formados temos algumas opções:
    a) concurso público
    b) mestrado
    c) autônomo / emprego sem perspectivas de crescimento
    d) emprego em outra área

    Pelo fato de eu querer ser útil para a sociedade e não ser um parasita frustrado, já elimino a) e b). Cansei de ver durante a graduação péssimos professores ganhando 7, 10, 13 mil reais por mês.
    Na alternativa c), pelo fato de haver poucos investimentos na construção civil atualmente e não ver futuro para a minha carreira, também escolhi eliminar.
    Então fico com a alternativa d). Estou estudando por conta própria e me preparando para agregar valor em outras áreas que ainda estão em crescimento e teria alguma perspectiva de carreira. Quem sabe eu consiga alcançar sucesso e contribuir para o desenvolvimento da sociedade que bancou o meu diploma.
  • Engenheiro  03/05/2016 19:47
    Poxa, mais um colega de profissão em maus lençóis graças à destruição da economia, sinto muito, essa faculdade não é mole de se fazer, seu descritivo foi preciso.
    Assim que me formei passei um bocado de tempo desempregado e subempregado até começar a crescer em uma empresa.
    Parabéns e obrigado pelo seu posicionamento de aversão ao concurso público e parasitismo.
  • Engenheiro anarcocapitalista  04/05/2016 03:08
    Amigo, compactuo com sua causa, também sou um engenheiro civil recém formado e estou trabalhando em uma área totalmente diferente da qual me especializei. Estamos juntos nessa, e desejo a melhor sorte do mundo aos meus fiéis libertários engenheiros. Escolhi a opção de trabalhar em outra área porque nenhuma das outras me agrada. Agora, lendo este artigo, me identifico com os meus colegas de profissão que não conseguem emprego na área e se negam a trabalhar para o governo. Considero o pessoal que se rende ao emprego público (concursos) como meras ovelhas do governismo que nos assola e impede o crescimento humano verdadeiro.

    Saudações,

    Engenheiro anarcocapitalista.
  • autônomo bem-sucedido  08/05/2016 15:11
    boa tarde engenheiros,
    ainda que por hora o melhor seja a opção d, nunca tirem a opção c de vista. Comigo também foi assim, já trabalhei em outras áreas (aviação e bancário) enquanto ia desenvolvendo minha clientela como autônomo. Em 2012/2013 tinha um bico duas vezes por semana que ganhava 35 reais cada vez q ia e gastava 15 de gasolina Mas foi por conta de bicos como esse que fui enxergando oportunidades e formando habilidades para melhorar meus produtos/serviços, além de criar networking. Hoje estou muito bem e ainda crescendo mesmo com essa crise.
  • Claudio Amorim  09/06/2017 02:24
    Perfeito isso!! na verdade a opção C é uma oportunidade sempre aberta e com persistencia e criatividade e meloramentos certamente redunda em resultados que beiram e ultrapassam a sustentabilidade.
  • Valderi Felizado   03/05/2016 17:42
    Gosto da maioria desses textos. Só acho que aqueles que torcem para o fim do salário mínimo é que gostariam de pagar 50 dólares a todos os seus empregados e vender uma caneta a 100 dólares aos seus clientes que, igualmente, recebem também 50 dólares... Isso ocorre muito na... China Comunista!
  • Malthus  03/05/2016 18:14
    É esse o seu "argumento"?

    E se eu lhe disser que uma pessoa que custa mais do que o valor que produz (sempre lembrando que salário mínimo mais encargos sociais e trabalhistas chegam a quase 2 mil reais) não terá emprego?

    Quem vai arcar com 2 mil reais em troca de uma pessoa que só produz mil?

    Aliás, vale notar que, por esse seu "argumento", não era para existir absolutamente nenhuma pessoa ganhando mais que o mínimo. Afinal, se as pessoas só pagam aquilo que o governo manda, então como você explica que haja pessoas no setor privado ganhando bem acima do mínimo? Pela sua teoria, isso não deveria ocorrer.

    No dia em que você deixar o coitadismo de lado e entender que é insustentável pagar a uma pessoa mais do que o valor que ela produz, esse será o dia em que você começará a entender o mundo.
  • Andre  03/05/2016 18:22
    Tem razão, a política do salário mínimo protege os trabalhadores, isso também aconteceu até pouco tempo atrás na Alemanha, a partir de 2015 tem salário mínimo pela primeira vez na história, antes disso os trabalhadores eram explorados e tinham os salários mais baixos da Europa... opa... espera...

    oglobo.globo.com/economia/alemanha-adota-salario-minimo-pela-primeira-vez-em-sua-historia-14948789
  • Hans  03/05/2016 18:58
    E você sabe por que os alemães decidiram impor um salário mínimo só agora, né? Exato: pra manter os imigrantes mais desqualificados fora do mercado de trabalho legal.
  • Bernardo  03/05/2016 19:31
    Hans,
    O que diferencia um trabalhador desqualificado imigrante ou nacional?

    Na verdade o salario minimo foi imposto pra que a alta oferta de trabalho nao baixe ainda mais o salario.
    Até pq, pra que que eles querem mendigos nas suas ruas? para ter aumento de violencia e doenças? Não é melhor pra Alemanha que essas pessoas tenham emprego com um salario digno?

  • Hans  03/05/2016 20:00
    "Hans, o que diferencia um trabalhador desqualificado imigrante ou nacional?"

    Pra mim, absolutamente nada. Muito pelo contrário, adoro a concorrência. Já para os sindicatos protecionistas, cartelistas e defensores de reservas de mercado, tudo. Quanto mais imigrantes dispostos a trabalhar por salários baixos, menos empregos para alemães sindicalizados.

    "Na verdade o salario minimo foi imposto pra que a alta oferta de trabalho nao baixe ainda mais o salario."

    Exato! Ao chegar a essa conclusão, você começa a entender por que os sindicatos alemães são os mais interessados nisso. A imposição de um salário mínimo cria uma barreira de entrada aos menos qualificados. E como os menos qualificados geralmente são os imigrantes...

    "Até pq, pra que que eles querem mendigos nas suas ruas? para ter aumento de violencia e doenças? Não é melhor pra Alemanha que essas pessoas tenham emprego com um salario digno?"

    Espere aí, você está dizendo que os sindicatos alemães defendem a imposição de um salário mínimo para que imigrantes sírios "tenham emprego com um salário digno"?!

    Puxa, e eu achava que você tinha entendido tudo...
  • Andre  03/05/2016 19:35
    Isso que é um cara ligado, salário mínimo é uma política de exclusão deliberada no mercado de trabalho.
    Os EUA para manterem os negros desqualificados fora do mercado e garantirem empregos razoáveis à seus filhos brancos também aplicaram essa política.
    Agora me ajudem, por qual motivo o Brasil adota uma política de salário mínimo tão agressiva?

    A)Completa ignorância econômica;
    B)Empenho em destruir deliberadamente o mercado de trabalho e a economia;
    C)Manter os empregos mais razoáveis da economia sempre em círculos de amigos; apadrinhados, indicados, mantendo forte as bases sindicais de cada categoria;
    D)Causar um apharteid laboral, e forçar uma luta de classes entre quem tem emprego e não tem, e fazer os sem emprego pedirem pelo socialismo;
    E)Deixar o setor informal da economia em patamares africanos pra vender a necessidade de um estado forte pra cuidar das pessoas e colocar tudo na conta do capitalismo
  • opinador  03/05/2016 19:30
    Não.

    Lá tem salario minimo, pois a Alemanha está esquerdando.

    Veja as politicas de imigração atuais. Nada contra a imigração pelo contrário.

    Só que lá é só para ganhar mais eleitores esquerdistas.

    Poucos paises ainda não esquerdam e estão muito bem:

    g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/suicos-rejeitam-adotar-salario-minimo-de-r-10-mil-mostra-pesquisa.html



  • opinador  03/05/2016 19:32
    Outros paises que não tem salario minimo são os "socialistas" paises nordicos.

    Paises muito "pobres" por sinal..rs

    Ricos são os paises da america latina como Brasil...rs cheios de leis trabalhistas...
  • Bernardo  03/05/2016 19:12
    Suponha que amanhã todos nós, brasileiros, acordássemos Phd nas mais diversas áreas do conhecimento humano. 200 milhões de brasileiros PHd em química, robótica, literatura, medicina ortomolecular etc.
    Logo surgirão empresas da mais alta tecnologia, o Brasil exportaria conhecimento, produtos, bens e serviços que todo o resto do mundo se degladiaria para conseguir comprar. Brasil subitamente ficaria rico.
    Só que ainda assim precisaríamos de uma pessoa para que limpasse a privada do trabalho. Eis que surge um cara voluntarioso: "ok, galera, continuem ai produzindo a vacina que previne o câncer e aids, deixa que eu lavo!"

    Intuitivamente, me parece, que esse cara voluntarioso iria pedir um salário bem superior ao que hoje o Brasil paga pra um cara limpar privada! Bem superior mesmo! Mas ainda assim, ele seria praticamente tão produtivo quanto o cara que hoje faz esse serviço.
    Não consigo resolver este puzzle.
    Se o salário é pago na medida da sua produtividade, pq no exemplo acima, assim como em países desenvolvidos, as pessoas que limpam provada ganham quase 10x mais que aqui, sendo que a produtividade é a mesma.
    Ainda que recorramos à teoria marginalista, ela não consegue dar resposta convincente ao nível da indústria, que dirá ao nível da empresa.

    Alguma sugestão para o problema acima?
  • Leandro  03/05/2016 19:51
    "Só que ainda assim precisaríamos de uma pessoa para que limpasse a privada do trabalho. Eis que surge um cara voluntarioso: "ok, galera, continuem ai produzindo a vacina que previne o câncer e aids, deixa que eu lavo!" Intuitivamente, me parece, que esse cara voluntarioso iria pedir um salário bem superior ao que hoje o Brasil paga pra um cara limpar privada! Bem superior mesmo!"

    Até aí, nada de mais. Se o país enriqueceu e todos estão mais produtivos e, logo, mais ricos, então tais pessoas ricas podem agora se dar ao luxo de pagar mais caro para quem limpa privadas.

    É exatamente por isso que limpar privadas na rica Califórnia é uma atividade que paga salários muito maiores do que na pobre Bolívia.

    "Mas ainda assim, ele seria praticamente tão produtivo quanto o cara que hoje faz esse serviço. Não consigo resolver este puzzle."

    Que puzzle? Um mesmo boliviano que limpa privadas em La Paz ganharia um salário muito maior caso fizesse a mesmíssima atividade na Califórnia.

    E sabe por que ele ganharia mais na Califórnia? Basicamente por dois motivos:

    1) os empregadores na Califórnia são mais ricos que os empregadores de La Paz;

    2) os equipamentos de trabalho que serão ofertados para o boliviano limpar privadas na Califórnia serão mais variados, mais modernos e em maior quantidade que os equipamentos fornecidos na Bolívia. Isso fará com que ele seja mais produtivo e faça um melhor serviço.

    Ou seja, acumulação de capital. Há na Califórnia; não há na Bolívia. É o capital acumulado o que permite salários maiores. Há inúmeros artigos sobre isso neste site.

    "Se o salário é pago na medida da sua produtividade, pq no exemplo acima, assim como em países desenvolvidos, as pessoas que limpam provada ganham quase 10x mais que aqui, sendo que a produtividade é a mesma."

    A produtividade não é a mesma. A produtividade não é mensurada exclusivamente pela pessoa humana que faz o serviço. A produtividade pode ser perfeitamente ampliada se a essa pessoa forem dadas ferramentas e fatores de produção que amplifiquem a qualidade e a rapidez do seu trabalho.

    As condições de trabalho em um banheiro público em Bangladesh não são as mesmas que em um banheiro público no aeroporto de Munique. No entanto, o mesmo indivíduo, fazendo o mesmo serviço, seria muito mais produtivo em Munique. Por quê? Por causa do capital utilizado. Em Munique, o capital acumulado -- e, logo, disponível -- é muito maior do que em Bangladesh.

    Em suma, a grande diferença entre um país rico e um país pobre está na acumulação de capital. Capital são todos os fatores de produção — como ferramentas, maquinários, edificações, meios de transporte etc. — que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo.

    Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital. Assim como um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de vida.

    Mises explicou cristalinamente:

    "Com o auxílio de melhores ferramentas e máquinas, a quantidade dos produtos aumenta e sua qualidade melhora. Assim, o empregador consequentemente estará em posição de obter dos consumidores um valor maior do que aquele que o empregado consumiu em uma hora de trabalho. Somente assim o empregador poderá — e, devido à concorrência com outros empregadores, será forçado a — pagar maiores salários pelo trabalho do seu empregado.

    Em um país rico, a quantidade e a qualidade das máquinas e das ferramentas disponíveis são muito maiores do que nos países pobres. A acumulação de capital, o empreendedorismo e a inventividade tecnológica são os pilares da economia. Como consequência, a produtividade, a riqueza e o padrão de vida nestes países são muito mais altos."
  • Tannhauser  03/05/2016 21:43
    Outro fator importante é a barreira comercial: o boliviano aceitaria de bom grado limpar o sanitário na Califórnia por um salário bem abaixo do trabalhador californiano.

    No entanto, o governo dos EUA restringe a entrada destes imigrantes, criando uma reserva de mercado de serviços.

    Caso não existissem barreiras alfandegárias, a diferença salarial para o mesmo serviço seria bem menor.
  • Andre Henrique  04/05/2016 11:28
    Tannhauser, você tem consciência que existem barreiras mas diariamente entram imigrantes a "dar com pau" na Califa, certo?
    Neste caso não faz sentido o que você falou...
  • Tannhauser  04/05/2016 13:14
    Mencionei apenas mais um fator que contribui para a diferença de salario. Não é o único, mas contribui sim. Entram imigrantes "a rodo", mas a entrada não é 100% livre. Caso o Obama amanhã abrisse as fronteiras para qualquer pessoa do mundo, o fluxo de pessoas seria muito maior, aumentando a oferta de mão de obra. Claro, existem outros fatores.
  • Bernardo  05/05/2016 13:18
    Tannhauser,

    Tu pegou o ponto chave! Impressionante como as pessoas defendem o livre fluxo de bens, serviços, produtos e capital. Mas não defendem o livre fluxo de trabalho!
    Por que uma empresa estrangeira pode chegar no Brasil e investir livremente mas um imigrante nao pode entrar no país e trabalhar livremente?

    O dia que os que defendem livre fluxo de capital defenderem o live fluxo de trabalho; leia-se: eu puder no dia 1 querer entrar nos EUA pra viver, e no dia 2 puder estar lá procurando trabalho e casa; aí eu vou ver seriedade no argumento.

    Defendem liberdade de fluxo economicos de todos os entes e agentes possíveis, exceto do trabalho. Extramamente curioso
  • Tannhauser  06/05/2016 12:54
    Bernardo, realmente, até agora a única ideologia que vejo defendendo a liberdade de bens, serviços e trabalho é a escola austríaca. Mas claro que é melhor ter alguma liberdade que nenhuma, obviamente. Usar o argumento de que tem que fechar o mercado de bens porque o mercado de trabalho é fechado é nonsense.
  • Guilherme  03/05/2016 22:46
    Sem contar que o fato de existirem outros setores em que limpador de privada possa trabalhar cuja acumulação de capital permita maiores salários pressiona os empregadores à oferecerem mais pelo serviço, mesmo que ele utilize as mesmas ferramentas que o boliviano.
  • Andre Henrique  04/05/2016 11:36
    Leandro, permita-me fugir do tema deste artigo, mas tenho extremo interesse em saber sua opinião sobre as eleições americanas e, especificamente, o que vc acha do Trump.
    Obrigado,
    AHR
  • Leandro  04/05/2016 12:35
    Economicamente, um boçal.

    Em termos de política externa -- refiro-me a sua aversão a guerras e invasões --, sensato.

    Mas suas declarações politicamente incorretas -- que levam a esquerda-chique ao mais completo desespero -- são divertidíssimas.

    Isso quase -- quase! -- que compensa sua boçalidade econômica.
  • Andre  03/05/2016 19:55
    Oferta e demanda.
  • soulsurfer  04/05/2016 10:45
    Leandro,
    A sua resposta é boa e bem fundamentada. Entretanto, você acha mesmo que explica a diferença de remuneração entre pessoas que lavam banheiros em Bangladesh e em Munique? Sim, concordo que o enriquecimento é devido à acumulação de capital. Essa acumulação se deu de geração para geração, ou seja foi um processo longo de acúmulo (o que apenas faz com que sejamos gratos a gerações anteriores por proporcionarem uma vida melhor para as gerações futuras). Assim, na Alemanha há muito mais riqueza, mais capital acumulado, se paga mais para lavar banheiros. Agora, se formos levar em conta a produtividade, é muito difícil imaginar que um limpador de banheiros na Alemanha seja 30-40 vezes mais produtivo do que um limpador de banheiros em Bangladesh, para justificar uma diferença salarial na mesma proporção.
  • Observador  04/05/2016 12:36
    Ou seja, após concordar abertamente com tudo o que ele falou, você ensaia um beicinho, faz um apelo emotivo, e acaba por não dar a sua explicação para o fato, fazendo apenas uma afetação de vitimismo.

    Qual a sua resposta?
  • Andre Henrique  04/05/2016 14:05
    Observador,
    Após sua resposta, se eu fosse o soulsorfer, admitiria humildemente meu vitimismo e sairia de mansinho.
    Abç,
    AHR
  • Andre Henrique  04/05/2016 14:13
    Soulsurfer,
    Só para ficar claro: você acha injusto o limpador de banheiro da Alemanha ganhar mais que o de Bangladesh?
    Você ficaria mais feliz se todos limpadores de banheiros do mundo ganhassem a mesma remuneração que o de Bangladesh, isso?
    Ou quem sabe você sugere a OIT, por exemplo, que criem uma lei internacional que redistribua parte dos salários dos limpadores de banheiros que ganhem mais, para os que ganham menos.
    Abç,
    AHR
  • soulsurfer  05/05/2016 01:22
    Observador,
    Qual vitimismo? Não, entendi colega. Não moro em Bangladesh e não limpo banheiros por lá, por qual motivo me vitimaria?

    André,
    Não creio que o meu texto tenha sugerido nada disso. O que me deixaria feliz em relação ao mundo? Depois de viajar muito por esse mundo em vários lugares, creio que uma maior compreensão da diversidade do mundo faria muito bem a várias pessoas, o que traria com certeza um bem-estar maior geral. Certamente, o que me deixaria feliz não envolve a OIT.

    Observador novamente,
    Não sei, colega. Não sou profundo conhecedor do assunto. Ao contrário da sua mensagem gentil, não fiz um julgamento de valor sobre a diferença salarial. Apenas questionei se a produtividade no caso específico citado poderia justificar uma diferença salarial de 30 a 40 vezes (o que mais ou menos deve ser a diferença). Quando fiquei um tempo no Japão, vi 5 trabalhadores operando várias máquinas ao mesmo tempo, produzindo uma quantidade de Sushi que seriam necessários uns 20 trabalhadores brasileiros. Nisso, pude ver em ação a diferença de produtividade. Quando morei na Califórnia, vi a mesma quantidade de garçons , comparando com o Brasil, trabalhando num restaurante japonês que gostava. Nessa situação, não consegui entender a diferença de produtividade. Portanto, meu comentário foi para aumentar minha compreensão dessa parte do conhecimento humano, tanto que foi dirigido a um bom economista como o Leandro.
    Se eu quisesse iniciar uma discussão nesse espaço da internet, faria em outras áreas e tipos de artigos onde há inúmeros pontos fracos, em minha opinião. Não o faria num tópico no qual não compreendo em profundidade como o Leandro.

    Abraço a todos!
  • Marcelo Monteiro  09/05/2016 18:24
    Soulsurfer,
    Além da produtividade como fator primordial para a diferença de salários, creio que a mais básica lei da oferta/demanda também tenha sua influencia. Se você acompanha os artigos do IMB, já deve saber que os salários são definidos não pelo quanto o empregador quer pagar ou pelo quanto o empregado quer receber, mas sim no menor custo que alguém está disposto a pagar e outro alguém a receber ao mesmo tempo. Exemplo, não adianta um empregador querer contratar mão de obra por 2 dólares ao mês se ninguém está disposto a aceitar este valor. E não adianta um empregado querer receber 10 mil dolares por mes se ninguem está disposto a pagar este valor. A vontade de ambos os lados devem coincidir tanto no tempo quanto no valor.

    Sendo assim, acredito que a diferença de salários entre os faxineiros da alemanha e de bangladesh seja melhor explicada por esse conceito complementar ao da produtividade. Na alemanha, raríssimas pessoas estariam dispostas a ganhar baixos salários para limpar banheiros, visto que conseguem o mesmo salário fazendo trabalhos menos extenuantes, ao contrário de bangladesh, onde milhares de pessoas, pela falta de oferta de trabalho (pelo menor acumulo de bens de capital e de riqueza no geral da população geral), estão dispostas a ganhar valores menores por não terem outras opções.

    Por isso que esse site bate tanto nesta tecla: acumulo de capital. Quanto maior a produtividade de um país, maior a (possibilidade de) riqueza acumulada e maior o salário médio da população.

  • Henrique Zucatelli  04/05/2016 10:54
    Grande Leandro, complementando, a oferta de trabalhadores braçais em mercados qualificados também é muito menor.

  • Felipe .'.  04/05/2016 14:59
    O que define salário é a sua RARIDADE , e não a sua IMPORTÂNCIA..... ;)
  • Jorge Gaspar  08/06/2017 00:33
    Em grande parte dos empregos é apenas a lei da oferta e da procura que determina o valor que é pago a um trabalhador. No exemplo dado, se houver quem esteja disposto a trabalhar por 100 reais, esse será o valor a ser pago. Para o empregador nesse tipo de trabalhos, não existe maior ou menor produtividade, existe aquilo que é preciso ser feito, apenas. Nos países mais ricos, exactamente o mesmo trabalho, é melhor pago que nos países mais pobres devido á lei da oferta e procura.
    Se eu preciso de alguém que faça uma tarefa rotineira, estipulo um valor que estou disposto a pagar por esse serviço. Se eu vivo num país rico, tenho mais a oferecer por esse serviço, ou seja, se eu ganho 10000 reais tenho mais a oferecer por um serviço que necessito do que se ganhar apenas 1000. logo á partida quem eu contratar irá receber bem mais do que se fizesse esse serviço num país pobre. No entanto eu vou pagar o minímo possível. Se tiver alguém do Bangladesh disposto a fazer o mesmo por 10x menos, se fizer exactamente o mesmo trabalho e eu o poder contratar é exactamente isso que vou fazer.
  • Claudio De Carvalho  03/05/2016 20:01
    Um país bem gerido pelos governantes propicia a sua população segurança,saúde, educação e empregos com salários dignos. Em nosso país o que se verificou no período de "céu brigadeiro" foi uma total imcompetencia em investir no bem estar sociAl pois estavam mais preocupido em detonar empresas públicas e fomentar a corrupção para enrequecimeno ilícito inclusive fazendo o diabo para se manterecuperar no poder. O que é necessário e o povo ser mais participativo nas decisões políticas e revindicar seu direitos como cidadão. Aqui só se fala e democracia e estado de direito quando os corruptos -cidadão comum e cidadãos como foro privilegiado - quer se livrar de punições.
  • a  03/05/2016 21:04
    Avisem isso ao "grandioso" pt.
  • Graciliano  03/05/2016 22:11
    Um texto que de sua função inerente comunica mas não só, vai além, clareia e transforma a pessoa em algo melhor.
  • Auxiliar de Metralhadora  03/05/2016 22:54
    "Mesmo se não existisse a atual recessão econômica, você ainda assim estaria tendo de lidar com um mercado difícil. "

    Porém um mercado de trabalho muito menos difícil num país de livre mercado do que num pa´si corporativista.
  • Dando Boura  03/05/2016 23:02
    "Segundo o IBGE, o desemprego entre os jovens é de quase 21%."


    21%?! ashuashuashuass, qualquer um com o mínimo de neurônio sabe que é muito maior esse número, esses anarcobobos.
  • mauricio barbosa  04/05/2016 08:30
    Anarcobobo seria chutar números no ar,então sabichão conta para nós qual é o número exato de desempregados em Pindorama,terra de Santa Cruz ou como é mesmo,Brasil!!!
  • Igor F  10/01/2017 07:40
    Sim, todo mundo sabe que é maior que 21%. Por isso na frase inclui "Segundo o IBGE". Porque infelizmente não há outra fonte de estatística do desemprego.
    Mas como disse o mauricio, vai la sabichão, fala seu numero ai que no próximo artigo eles incluem "Segundo estatísticas do Dando Boura, o desemprego é X."
  • Vendedor de Fruta na Bolsa  04/05/2016 01:38
    O artigo não fez alusão ao empreendedorismo.

    Tenho 22 anos e tinha um emprego, hoje não tenho mais por iniciativa própria.
    Status, roupinha social, salário 2,5k.
    Tudo mais do mesmo, a minha vida nesse caminho seria condenada a ser mais uma entre tantos milhões de "ratos de escritório".

    O que fiz, trabalhei um tempo, acumulei um capital razoável(em torno de 25k), e arrisquei...
    Hoje vendo frutas na feira e simultaneamente opero na Bolsa de Valores...
    Ganho muito mais e sou dono do meu próprio tempo.
  • Thomas  04/05/2016 01:46
  • Henrique Zucatelli  04/05/2016 11:06
    Operar na bolsa é a melhor coisa do mundo, principalmente se tiver a oportunidade de ser um especialista em day trade ou em short a descoberto.

    Só ontem os short sellers paparam mais de 90% com ITUB4. 90% em um dia.

    Recomendo a todos os jovens que são talentosos em exatas, querem fazer algo da vida e não se encontram no produtivo.



  • Vendedor de Frutas na Bolsa  05/05/2016 12:29
    Operações short a descoberto são as mais arriscadas.

    Você sitou um exemplo de ganho, mas e se fosse uma perda de 90%?

    Bolsa de valores não é lugar para brincadeira, da mesma forma que seu capital pode crescer de forma astrononômica, você poderá conhecer a ruína em instantes.

    Faço operações daytrade e swing trade.

    No Brasil infelizmente poucos pessoas conhecem o mercado de bolsa.
  • anônimo  17/05/2016 14:55
    Olá Vendedor de Frutas na Bolsa,

    Meu nome é Douglas,trabalho num escritório de advocacia, meio do ano começo a faculdade (economia no caso rs) e achei muito interessante seu comentário. Sei que vou sofrer bastante. Só queria te pedir um conselho/ajuda mesmo, você falou em operar no mercado financeiro, você teria algum curso, livro, artigo ou algo do tipo para que eu possa aprender sobre o mercado financeiro (duvido que eu vá aprender algo concreto na faculdade e também quero começar a aprender a investir meu dinheiro com segurança o quanto antes). E uma dúvida se me permite, qual era seu emprego em que você ganhava 2,5k ?
  • Bernardo  10/01/2017 11:56
    Eu tenho pensado em investir na bolsa, mesmo com o pouco dinheiro que ganho como estagiario, mas ainda nao sei direito como e onde investir. Voce aprendeu sozinho, alguem o ajudou?
  • Régis  10/01/2017 12:27
    Eu ainda não sugeriria bolsa. Abra conta numa corretora e compre papéis de renda fixa. Eles pagam muito bem.

    Ou então abra conta no Banco Intermedium: com mil reais você já consegue aplicar em LCI (isenta de impostos e taxas) que paga 100% do CDI.

    Renda garantida e com risco zero (o FGC cobre até 250 mil).
  • Bernardo  10/01/2017 13:15
    Obrigado pelas dicas Regis. Vou ver como funciona esse sistema que voce sugeriu
  • Andre  10/01/2017 12:59
    Estar num país emergente e não saber empreender é o mesmo que estar em uma mina de ouro e não ter uma pá, sendo estagiário está claro que você tem um problema de receita (ganha pouco), novato na bolsa apanha feito mulher no ISIS, aproveite sua juventude para praticar o empreendedorismo, aprenda a fazer brigadeiros ou outro doce muito bem, use ingredientes de primeira qualidade e venda no seu trabalho e escola, com o dinheiro ganho vendendo doces faça as aplicações que desejar, pois se perder saberá muito bem como recuperar o dinheiro.

    Nunca aposte o que não está disposto a perder e nunca perca o que não pode recuperar.
  • Investidor  10/01/2017 15:36
    Depende amigo, como somos leitores deste assíduo site de economia, conseguimos nos antecipar das oscilações da economia e consequentemente dos mercados, logo operações short é uma oportunidade para os leitores deste site investirem, mas claramente não é recomendável para os iniciantes, mas é um ótimo investimento para os leitores deste site, os únicos que conseguem explicar e se antecipar das oscilações da economia.
  • Clandestino  10/01/2017 15:57
    Investidor, e se você dormir vendido e o opção já abrir com um gap de 100, 200, 300,... 900% pra cima? Igual aconteceu com Petr no anúncio do campo de Tupi. Vai fazer o quê? Não ensine o que você mesmo não conhece!! Este site aqui é sério, velho!! Isso aqui não é fórum de sardinha deslumbrada, não! Se quer fazer, vai lá e faça... agora levar os outros para o ferro... dá certo até o dia em que der errado!! Já quebrou GENTE GRANDE, em cujo plano constava até fugir para o Paraguai!!

    Quem é jovem tem de investir em conhecimento e uma parte ínfima em ativos financeiros... mas sempre buscar saber o que está fazendo!!! Bolsa não é casino!! Bolsa é local para ser sócio de boas empresas!
  • Matias  04/05/2016 02:49
    graças a Deus e ao meu esforço hoje sou concursado, finalmente consegui minha tão sonhada estabilidade.
    admiro quem tem perfil empreendedor pra arriscar ou ficar batendo cabeça no setor privado até se afirmar, mas já aceitei que isso tudo não é pra mim.
    abçs e boa sorte a todos.
  • Garrafão  04/05/2016 15:05
    Mais um parasita.
  • Matias  05/05/2016 19:08
    tem uma hora que vc percebe que já se passaram anos e precisa de algo imediato, fui iludido de que algum dia colheria os frutos do investimento em graduação, pós e mba, demorou para eu aceitar que diploma acadêmico só serve de papel higiênico pois o que garante vaga mesmo é QI.
    no meu caso só 'corri atrás do prejuízo'.
    até porque planejo me aposentar algum dia

  • Dw  04/05/2016 16:15
    A sua conciência também já aceitou o fato de viver de dinheiro roubado?
  • anônimo  04/05/2016 09:48
    'Não bastasse tudo isso, ainda lhe disseram que, se você concluísse o colégio e se formasse em uma universidade, teria um emprego ótimo, com um alto salário.'

    Isso é verdade para muitas áreas. Mas ele não cita quais, parece que tem algum interesse em jogar no mesmo saco o cara que se mata de estudar matemática nas exatas e o maconheiro de humanas que fez 'woman studies'
  • Andre Henrique  04/05/2016 10:52
    Um ponto interessante é que essa nova geração, ao ver o tamanho desse artigo, provavelmente não lerá até o final, pois é muito "extenso".
    Sobre o artigo em si, comparo seu valor ao de um bilhete premiado. Se um jovem conseguir absorver suas ideias, as chances de sucesso profissional são tremendas... diria até 100% garantido!
    Aproveito para compartilhar uma estória que gosto de exemplificar de forma direta ou indireta, quando alguém se queixa que não está sendo reconhecido profissionalmente para que verifique se sua reclamação faz sentido (e nesse caso que procure outro emprego):




    "João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

    Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

    — Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.

    O Juca,que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.

    O patrão escutou atentamente e disse:

    — João, foi muito bom você vir aqui.

    Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda.

    Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço.

    Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

    João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

    Em cinco minutos estava de volta.

    — E aí, João?

    — Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

    — E quanto custa?

    — Isso eu não perguntei, não.

    — Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?

    — Também não perguntei isso, não.

    — Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?

    — Não sei, não...

    — Muito bem, João. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

    O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:

    — Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda.

    Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.

    Em oito minutos o Juca voltou.

    — E então? - indagou o patrão.

    — Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou Juca.

    Agradecendo as informações,o patrão dispensou-o.

    Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:

    — João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?

    — Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.

    E o João deixou a sala...

    Tem muita gente assim. Acomodada, que não faz absolutamente nada além do que foi estritamente pedido ou solicitado. São pessoas que acham "que já fazem demais" e sentem-se os eternos injustiçados. Num mercado competitivo como o do mundo atual, quem for melhor, quem se esforçar mais, quem se interessar realmente pelo que faz, é óbvio, que vai galgar postos no ambiente de trabalho. Não se restrinja, não se limite, amplie seus horizontes. Só assim você vai se destacar e ter sucesso na sua vida profissional."
  • Robson Cordeiro   04/05/2016 12:20
    Excelente artigo! Também gosto de ler os comentários, o nível aqui é alto, que bom.
  • Taxidermista  04/05/2016 12:38
  • Jeferson  04/05/2016 12:46
    Se este tipo de ensinamento fosse dados nas escolas, teríamos cidadãos mais conscientes em nosso país.

    Mas como isso não se vê nas escolhas, vamos fazer a nossa parte e mostrar aos nossos filhos e aos filhos dos outros, para que eles possam ver a realidade como ela é, desde cedo.

    Sempre me surpreendo com os excelentes artigos disponibilizados no MISES.

    Sucesso a todos!

  • Alexandra Moraes  04/05/2016 15:34
    O Brasil tem mais de 11 milhões de desempregados. O quadro mais crítico é o segmento dos jovens. Muitos buscam colocação mas não encontram em função da falta de experiência. Para engrossar o caldo, muitos que estudavam estão parando por falta de dinheiro para manter os estudos e estão buscando emprego. O extrato chamado "Nem Nem" que nem estudam e nem trabalham tenderá a aumentar muito nos próximos meses.
  • Piltes-Perdizes  04/05/2016 17:22
    Se os jovens nem estudam e nem trabalham, que sociedade estamos construindo. O Brasil foi devastado e o futuro é bastante incerto para todos.
  • Juarez Soares  04/05/2016 17:30
    Que monte de babaquice num artigo só... estou terminando a UFRGS, vou ficar 2 anos estudando afinco para passar num concurso público e estarei com a vida feita... ou seja, graças única e exclusivamente ao meu esforço.
    Não ficarei me humilhando para chefes, sendo capacho desses burguesinhos metidos a besta como caixa de super, etc e tal, como esse artigo sugere.
    Tem mais, todo ano viajarei para fora EM DECORRENCIA DO FRUTO DO MEU TRABALHO ao invés de ser escravo de uma dessa meia dúzia de famílias que faz fortuna em cima da classe trabalhadora no Brasil.
    #chupaseuscoxinhas
  • Miguel Lopes  05/05/2016 22:44
    Nada mais que a verdade
  • Antonio  07/05/2016 17:00
    Até o dia em que o papai Estado não tiver mais din din pra te dar... Daí o salário começa a vir parcelado... O futuro dos parasitas não é mais tão doce como prometem os sindicalistas. E não adianta mais aumentar os impostos: as empresas menores quebram e a arrecadação diminui. A realidade chegou para os funcionários públicos. E tu deve estar tão enfurnado nos estudos que não acompanha o noticiário dos funças gaúchos... Seja bem vindo ao novo mundo possível.
  • Igor  09/06/2017 21:59
    Mortadela, ao que parece você sequer sabe como é o funcionalismo público. Se soubesse, não iria vir cantar de galo de uma coisa que, muito provavelmente, não irá acontecer.

    Deixe eu acabar um pouco com sua fantasia: a não ser que você passe para algum concurso do chamado "topo do funcionalismo público" (ou "elite do funcionalismo", como a mídia apelidou), você vai ficar anos protestando por reajustes (aumento de salário pode esquecer...). Uma hora o seu patrão (que você sempre terá, embora não tenha percebido) vai lhe dar reajuste, até porque quer que você vote no grupo político dele. Mas esse reajuste não cobrirá a inflação no período, ou seja, com o passar do tempo seu salário lhe dará menor poder de compra. Sua viagem anual vai ser cada vez mais dificultada, até não conseguir mais viajar.

    E tem mais: não sei quem te iludiu que você não receberá ordens como funcionário público. Vai receber, e é bom você obedecer para não virar rebelde. Isso porque embora seja difícil demitir um funcionário público, isto não é tão raro como se imagina. As carreiras policiais estão aí que não me deixam mentir. No estágio probatório então... com a sua mentalidade, você corre o risco de nem alcançar a estabilidade. E outra: se você irritar muito seu chefe, ele vai pedir aos superiores para lhe mover para outro setor ou até mesmo localidade, aumentando seus custos e dificultando promoção (e aí, abiguinho, juntando com a perda do seu poder de compra, a única viagem vai ser na sua cabeça).

    Enquanto isto, na iniciativa privada o camarada não tem teto salarial. Por mais que a galera da esquerda, por pura inveja, tome o dinheiro dos trabalhadores e empreendedores, eles podem ganhar bem mais que você. Vão ser eles que você vai ver, na maioria, embarcando na 1ª classe em vôo direto para outros países, enquanto você vai ficar fazendo trocentas conexões na classe econômica porque seu salário foi corroído.

    A não ser, claro, que você vá para as carreiras de topo. Ou se torne corrupto. Ser funcionário público, caro mortadela, não é mais tão vantajoso assim.

    Desculpe se acabei com seu sonho. Mas conheço bem o funcionalismo público por dentro...
  • Ex-microempresario  09/06/2017 22:49
    Primeiro, "ficar dois anos estudando" não garante aprovação em concurso nenhum, pq tem mais uns vinte milhões com a mesma idéia.

    Segundo, e mais importante, "Não ficarei me humilhando para chefes, sendo capacho desses burguesinhos metidos a besta". Sério, que vc acha que passando em concurso vc não vai ser humilhado por chefes e nem ser feito de capacho? Vai sonhando...
  • Renato  04/05/2016 23:46
    Alguém poderia, por favor, me sugerir um material de qualidade onde sejam debatidas as diferenças entre capitalismo e imperialismo? Pode ser livro, ou artigo. Só pra eu poder ter uma opinião contrastante com a do meu professor de história que diz que o imperialismo na Ásia e na África foram culpa do capitalismo, e que defender o livre mercado é bater palma pros massacres do século XIX.
    Obrigado.
  • Russo  05/05/2016 00:44
    Santo Deus, então tá assim o nivel nas faculdades e escolas brasileiras?! E tinha gente falando que tava melhorando...

    Diga ao seu "professor" (eu teria vergonha de saber que pago o salário de um asno desses) que quem invade países e massacra gente é justamente o governo, essa instituição que ele tanto defende. Quem ordena massacres e quem declara guerras são os políticos, esses seres tão angelicais que ele diz serem imprescindíveis.

    Até onde sei, o livre mercado não invade países com soldados armados e nem destrói cidades com bombas. Aliás, o livre mercado, justamente por querer o lucro, não pode ter interesse nenhum em dizimar pessoas. Afinal, como alguém que busca o lucro ganharia algo matando seu público consumidor?

    O brasileiro tem uma mentalidade tão tosca, tão estatista, que nem sequer esse básico do capitalismo ele entende: ele jura que é um bom negócio alguém que quer lucro sair dizimando seus próprios clientes.

    Imagine o CEO da Apple falando assim: "Temos de aumentar nossos lucros, por isso mesmo vamos invadir a Nigéria e trucidar todo mundo. Isso será uma bonança para nós!"

    Uma sugestão amiga: pare de pagar o salário desse jumento. Utilize esse dinheiro para coisas mais benfazejas.
  • Renato  05/05/2016 17:09
    Pois é, nas federais tá assim pra pior, pelo menos nas humanas. O curso que eu faço é de geografia, bacharelado, mas tem matérias na história. Entrei por causa das geotecnologias, e já estou concluindo o curso. Tá cheio de professor marxista nas universidades, mas este velho aí é descarado, e diz com todas as letras isso aí que eu falei. Com palavras mais pomposas, mas diz que livre mercado é a lei do mais forte, e com essa desculpa as potências exploram os mais pobres, e que Europa e Estados Unidos são ricos por causa da miséria da África e da Ásia.
  • professor autônomo  08/05/2016 15:26
    Poisé Russo, por isso que eu digo que no curto prazo para melhorar a educação precisamos LIVRAR OS ALUNOS BRASILEIROS DAS ESCOLAS BRASILEIRAS.
    Ensino domiciliar já
    Reconhecer diplomas obtidos em outros países já.
    Muito se fala do mal que o isolamento econômico provoca para a economia do país, mas o Brasil também é muito fechado/isolado na educação, o resultado não poderia ser outro.
    Hoje as universidades brasileiras são um circuito fechado que só tem pessoas que pensam da forma formando pessoas que pensam da mesma forma. Não espere mudanças vindo daí.
    Dependendo de onde você se forma, você pode trabalhar em nova york, Londres, tóquio, mas não no Brasil, pq o estado quer "proteger" o cidadão brasileiro das possíveis universidades ruins fora do controle dele. Ta cheio de gente que poderia estudar fora e não faz por falta desse reconhecimento ao voltar. Inclusive seria interessante saber o percentual de estudantes brasileiros que fazem faculdade fora, e compara isso com o percentual de outros países,

    ABraços,
  • Academia-Perdizes  05/05/2016 11:13
    Com o Brasil destruído, arrasado pelo atual governo, a tendência é que ficará cada vez mais difícil para os jovens conseguir emprego. Estamos hoje com mais de 11 milhões e 100 mil desempregados. Empresas estão falindo. Dessa forma, o extrato que tem a maior taxa de desemprego sofrerá mais ainda.
  • Bernardo  05/05/2016 13:31
    Boa Leandro,
    Copio primeiro uma parte da sua resposta e em seguida algumas conclusões:
    ______________________________________________

    "E sabe por que ele ganharia mais na Califórnia? Basicamente por dois motivos:

    1) os empregadores na Califórnia são mais ricos que os empregadores de La Paz;

    2) os equipamentos de trabalho que serão ofertados para o boliviano limpar privadas na Califórnia serão mais variados, mais modernos e em maior quantidade que os equipamentos fornecidos na Bolívia. Isso fará com que ele seja mais produtivo e faça um melhor serviço."
    _____________________________________

    1 - Então percebemos aqui o forte poder da Demanda na economia. Ou seja, economias com demanda maior tem salários e renda maior! Tudo o mais constante, mais demanda gera maiores salários e renda! De onde "surge" essa demanda é uma outra questão, mas fato é que não apenas o supply-side domina.

    2 - Se o equipamento é melhor, a produtividade aumenta devido ao equipamento (capital), ou seja, a produtividade do capital que faz com que a produtividade geral aumente no serviço de limpeza de banheiros. Ao dispender recursos para o emprego desse capital (equipamento de lavar banheiro), o capitalista vai requerer o retorno que lhe é merecido por conta da maior produtividade de seu fator de produção.

    além da explicação teórica acima, Leandro, a evidência não o suporta. Achar que por conta de melhores "equipamentos" de limpeza o trabalhador é mais produtivo lá fora que aqui foge um pouco da realidade. Edíficios comerciais de ponta no Brasil não diferem muito do que hpa la fora, ainda assim, o trabalhador de limpeza nesses edíficios não ganha 5x ou 8x o que o cara que trabalha limpando um prédio de baixo nível.
  • Leandro  05/05/2016 15:27
    "Então percebemos aqui o forte poder da Demanda na economia. Ou seja, economias com demanda maior tem salários e renda maior!"

    Completamente errado. De nada adianta haver demanda se não houver oferta.

    O segredo está na oferta e não na demanda. Demandar é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais natural do ser humano. É impossível viver sem demandar. Por isso, a ideia de que é necessário "estimular a demanda" é completamente ilógica. A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.

    Agora, estimular a oferta, ah, isso sim é difícil. É justamente a oferta o que sacia a demanda. E simplesmente demandar algo não fará com que, magicamente, a oferta desse algo aconteça.

    Eu posso demandar um sanduíche de presunto, mas o simples fato de eu demandar um sanduíche de presunto não fará com que ele surja magicamente na minha frente.

    Segundo a sua lógica, basta eu demandar presunto, que este magicamente surgirá nas gôndolas do supermercado. Mas, infelizmente, não é assim que acontece. Um processo é um pouquinho mais complicado do que isso.

    Em primeiro lugar, a empresa que fabrica o presunto precisa ter instalações adequadas para mantê-los bem conservados enquanto estiverem estocados. Isso significa ter um armazém com um bom sistema de refrigeração. O sistema de refrigeração necessita de manutenção e reparos constantes. Esse sistema precisa também de peças de reposição, e tais peças são geralmente feitas de aço.

    E como se obtém o aço? Compra-se de uma siderurgia. E como a siderurgia fabrica o aço? Como o aço é uma liga de ferro e carbono, é preciso antes escavar minas para achar ferro. Portanto, a siderurgia tem de comprar ferro das mineradoras, e as mineradoras têm todo o seu processo de produção. Vamos parar por aqui, pois, caso contrário, poderíamos nos estender infinitamente.

    Após ter sido produzido pela siderurgia, o aço precisa ser transportado para a empresa de refrigeração que irá montar todos os insumos para fazer o equipamento de refrigeração. O transporte é feito por uma empresa terceirizada.

    Observe que ainda estamos falando apenas do sistema de refrigeração que vai conservar o presunto. Só aí já vimos várias etapas da cadeia produtiva; vários processos de produção, sendo que cada um desses processos tem várias etapas.

    Agora vamos falar mais especificamente do presunto. O presunto, obviamente, não surge do nada. Quem o traz às gôndolas do supermercado? Uma empresa de transportes. Ela o traz de onde? De um frigorífico. E onde o frigorífico arrumou a matéria-prima (porcos) que se transforma em presunto? Em um abatedouro. Quem fornece pro abatedouro? Um suinocultor. Qual a função do suinocultor? Criar os porcos. Como se cria porcos? Com milho e soja. Onde ele arruma milho e soja? Com agricultores. E estes precisam de fertilizantes, que precisam ser manufaturados por vários outros processos de produção, e assim por diante.

    Ou seja, aquele simples presunto que você compra no supermercado só chegou àquela prateleira após passar por várias etapas de uma intrincada cadeia produtiva.

    O que possibilitou o surgimento dessa cadeia produtiva? Foi a minha demanda ou foram todos os bens de capital que possibilitaram sua montagem e operação?

    Pois é...

    "Tudo o mais constante, mais demanda gera maiores salários e renda!"

    Errado de novo.

    Tudo o mais constante, mais demanda gera apenas aumento de preços. Se não houver oferta, não há como aumentar a quantidade de bens sendo vendidos. E a demanda, por si só, nada faz para permitir e facilitar mais oferta.

    É por isso que todo o crescimento econômico duradouro tem necessariamente de passar pelo aumento da oferta e não pelo aumento da demanda. Se demanda, por si só, gerasse crescimento, então o Brasil da hiperinflação da década de 1980 -- em que todas as pessoas, pobres e ricas, corriam para se livrar do dinheiro, o que gerava uma demanda e tanto, bem ao gosto dos keynesianos -- teria sido uma potência invejável do crescimento. E, no entanto, foi a nossa década perdida.

    Criar oferta é algo um pouquinho mais difícil do que aquilo que você aprendeu com seu professor keynesiano.

    Sendo menos ideologizado em seus estudos.

    Abraços!
  • Criolipo  06/05/2016 17:04
    Neste cenário de terra arrasada, os jovens padecerão para encontrar um emprego digno. Isto é, se conseguirem encontrar qualquer trabalho. Na maioria das vezes, encontrarão as malditas linhas de produção de Taylor expresso em trabalho de callcenter e outros trabalhos em rotina que nada agrega. Triste momento para ser jovem no Brasil.
  • Torben  06/05/2016 18:13
    "encontrarão as malditas linhas de produção de Taylor expresso em trabalho de callcenter e outros trabalhos em rotina que nada agrega"


    Ou seja, de duas uma: (a) ou vc não leu o artigo; (b) ou leu e não entendeu (ou não quis entender).
  • Criolipo  06/05/2016 20:26
    Para obter conhecimento é importante ter tempo, concentração e esforço. Como dizia meu avô, conhecimento não ocupa espaço e é algo que ninguém tirará de você. Dessa forma, vou recomendar para você alguns textos para ajudar na ampliação de sua visão. Quando não se tem conhecimento, nossa vida fica muito restrita. Lemos algumas coisas e não conseguimos entender e ficamos cheio de indagação. Em outros momentos, pensamos que o que foi escrito não bate com que entendemos das coisas. Isto é muito normal. É muito falado no chamado analfabeto funcional. A pessoa consegue ler mas não há entendimento do que foi lido e em cima disso o analfabeto funcional crítica algo que não compreendeu. Creio que com um bom tempo e esforço, é bastante possível que consigamos colocar luz na vida dessas pessoas.

  • Pilates  06/05/2016 20:01
    Está é uma triste realidade. Jovens no Brasil destruído conseguirão trabalhos de pouco conteúdo, ou seja, rotinas repetitivas que pouco agregam no seu conhecimento. É um momento muito díficil para todos e, principalmente, para os jovens já que neste extrato mais de 35% é a taxa de desemprego. Pobre Brasil destroçado.
  • Amo-PT  06/05/2016 21:19
    É um pena que a direita golpista acabou com o Brasil. O jogo destes golpistas, conluio da mídia + judiciário + elite branca, foi feito para derrubar o governo do PT arruinando a economia e divulgando isto de forma massiva. Dessa forma, quem está pagando a fatura são todos os trabalhadores que são manipulado por este conglomerado de golpistas. Mensalão e Petrolão é criação da área de criação da Rede Globo. Estes episódios nunca ocorrerão. Fizeram de tudo para derrubar através de um golpe, um partido que acabou com a desigualdade social. www.pt.org.br/
  • Shmuel  24/08/2016 13:40
    Você é apenas mais um cretino defensor do indefensável PT.
    O Partido dos Trabalhadores, que acabou com o Trabalho no Brasil.
    Aliás um nome mais correto seria Partido dos Trambiqueiros, ou Trapaceiros.
    Vá estudar mais um pouco seu 'maria-vai-com-as-outras'.
  • Lucília Simões  06/05/2016 23:56
    Texto incrível!
    Realista, delicado e dá o caminho das pedras para quem inicia a vida profissional e até para quem já está nela.
    Embora o momento seja catastrófico, existe o lado positivo - sem querer parecer Pollyanna - de pôr por terra as crenças que a legislação restritiva e até proibitiva teceu na cabeça das últimas gerações que foram criadas numa redoma aparentemente indestrutível, mas era vidro e se quebrou.
    Agora, tendo que enfrentar a realidade, o momento fatalmente terá de se abrir para exigências reais, que é a liberdade de trabalhar.
  • Emerson Luis  07/05/2016 12:56

    Ótimo artigo! Gostaria de ter lido algo assim quando tinha 17 anos. Infelizmente, muitos adultos que deveriam orientar os jovens são mais imaturos e iludidos do que eles quanto a como a realidade de fato funciona.

    Seria ótimo que todos os jovens tivessem acesso a esse texto e similares. Porém, as vítimas de Paulo Freire não conseguiriam ler ou assimilar esse conteúdo, de tão subdesenvolvidos e doutrinados que são. Mesmo jovens universitários têm dificuldade para compreender textos sérios bem mais curtos, como os artigos que o Eugênio Mussak fazia para a revista Você S/A. Eu usei esses textos quando dei um minicurso para alunos de uma faculdade e fiquei surpreso com a dificuldade que eles tiveram para compreendê-los.

    Um fator mencionado que merece mais considerações é a questão da inveja despertada quando alguém administra bem sua própria vida. Em maior ou menor grau, a maioria dos brasileiros é doutrinada pelo vitimismo socialista, que leva as pessoas à autossabotagem. E elas se incomodam com quem pensa como vencedor.

    Por exemplo, muitos vivem endividados e pagando juros porque acreditam que "pobre só consegue ter algo se fizer dívida". Mas daí um sujeito com o mesmo trabalho e salário poupa e investe 10% da sua renda mensal, melhorando sua situação e refutando essa crença. Porém, em vez dos colegas aprenderem a lição e fazerem igual, eles tentam dissuadir e sabotar o sujeito com zombaria, críticas e maus conselhos, além de difamação.

    * * *
  • Criolipolise  07/05/2016 18:12
    A realidade que grande parte dos jovens, mesmo com muito esforço e dedicação, acabaram no sub-emprego. Acabaram na linha de produção, com tarefas precárias e repetitivas, com uma remuneração bastante baixa.
  • Academia-Perdizes  07/05/2016 23:51
    Concordo que apesar do esforço e muita dedicação, grande parte dos jovens já nasceram sem futuro. Vão para o chamado sub-emprego e lá ficarão sem qualquer perspectiva. Ainda mais agora que o Brasil se desmancha rapidamente em um quadro de total desesperança. Se não há emprego para os mais experientes e qualificados que ganham o menor piso salarial, o que dizer do jovem totalmente inexperiente. A poesia que "os nossos sonhos tornarão realidade se batalharmos" dá um belo filme de sessão da tarde.
  • Pilates  08/05/2016 01:14
    É preocupante o crescente número de Jovens classificados como "Nem Nem". Nem estudam nem trabalham. Segundo estimativas devido ao descrescimo da economia este quadro se acentuará deixando uma legião de jovens sem perspectiva alguma. É muito preocupante.
  • Oswaldo  16/05/2016 21:39
    Olá Leandro,
    Elaborei uma versão editada com os melhores trechos deste excelente artigo do Tucker, para ajudar na divulgação. Qual a melhor forma de envia-la para vocês: por email ou via Whatsapp?
  • Evelyn Fagundes  17/05/2016 13:15
    Incrível!
  • THIAGO FELIPE  23/05/2016 19:43
    parabéns a instituição pela publicação do artigo, vem lançar questões que do ensino fundamental até a faculdade não tem o devido tratamento. acredito que este texto pode e deve ser adotado em salas de ensino médio e faculdades para trabalhar a questão em uma ou mais aulas. nosso está se qualificando e, mesmo assim,não encontra vagas ou postos de trabalho suficiente.
  • Luis Henrique  16/06/2016 01:07
    Texto incrível parabéns!
  • Laura  16/06/2016 03:48
    O artigo é realmente muito interessante, principalmente para mim, que sou uma destas pessoas que acredita que uma faculdade proporcionaria melhores condições de vida.
    Durante os 5 anos de estudo, sempre estive trabalhando, mesmo que não era na área de formação, meu objetivo era a faculdade, me dedicava exclusivamente a ela, e as oportunidades de pesquisa e estudo que ela oferecia. Neste sentido, não estava neste período em busca de emprego, carreira, salários altos, sempre trabalhei para me sustentar e concluir a universidade. Mas, dos empregos que tive, todos proporcionaram de alguma maneira, aprendizado!
    Porém, agora que estou formada ( que gostaria de me dedicar a um bom emprego, com boas oportunidades), não tenho emprego, quem dera um emprego promissor....
    Mas, apesar de todas as contradições até agora, ainda acredito que a educação é a forma mais digna de uma pessoa melhorar de vida, e esta melhoria, pode não ser apenas financeira, mas de maneira intelectual e cultural.
    Esta fase que se passa agora, é decorrente de muitas questões históricas e estruturais de nossa condição subdesenvolvida... mas, também como tudo sempre... são ciclos, ah os melhores, e os piores.. a economia não para, e sempre a um novo dia, um novo ano, um novo governo... e a longo prazo isto tudo é parte de um processo da história econômica brasileira.
  • Pessimista  16/06/2016 12:58
    Mas a faculdade proporciona um meio de melhorar de vida, acho que isso nunca foi negado no texto, e nem a importância da educação na formação intelectual de uma pessoa.

    O problema é que te fazem acreditar que basta ter uma faculdade e tudo será lindo depois, o que não é verdade.


  • anônimo  24/08/2016 01:37
    Faz mais de um ano que me formei e desde então não consegui nem um trabalho informal. Me sinto incapacitada, não tenho experiência na minha área e não consigo enxergar um futuro para mim. Li esse texto a uns meses e estou lendo de novo agora, e ele sempre me ajuda emocionalmente. Muito obrigada a quem escreveu.
  • Coordenador  24/08/2016 11:42
    Emprego está muito difícil, e vai ficar assim pelo menos até 2020. Depois de 1 ano sem trabalhar na área o mercado já reduz suas chances de contratação pra 20% e depois de 2 anos, pra 1%.
    Já está na hora de começar a agir em cima do texto e empreender por necessidade, em algum serviço que você seja boa e haja demanda.
    Todos os dias recebo e-mails e telefonemas de jovens recém saídos das faculdades e do ensino médio implorando uma chance, o Brasil acabou e essa geração de jovens pagará muito caro a conta da farra da última década.

    Boa sorte.
  • Rogerio Faria  24/08/2016 14:56
    Um bom artigo, porém guardando algumas reservas por ser escrito por um técnico estrangeiro em uma cultura diferente da nossa.
    Na minha opinião é quando ele escreve dois itens no texto:
    a) "Um grande erro que as pessoas cometem é se envolver emocionalmente em uma instituição."
    b)"Mas somente uma pequena minoria de pessoas está disposta a tanta submissão e aprendizado robótico."
    Eu atualmente já estou com idade de me aposentar e vejo estas colocações de grande importância.
    Eu fui educado (adestrado) em minha vida profissional a obedecer e dar tudo de mim aos meus chefes imediatos sem discutir. No SENAI, há 40 anos atrás, o meu instrutor sempre dizia que tínhamos que "vestir a camisa da empresa", sinergia, sempre se colocar como voluntário às chefias, etc...
    O meu primeiro curso foi de datilografia, que minha Mãe me obrigou dizendo que era para conseguir os melhores empregos.
    Hoje vejo como tudo mudou, mudanças estas agravadas pela crise atual que não é apenas conjuntural mas também estrutural, ou seja, no jogo do emprego com CTPS assinada nem todos conseguirão participar.
    Penso nos jovens recém formados que nunca passaram e nem sabem o que são estas mazelas econômicas capitalistas como recessão, inflação, depressão, etc.
    Minha geração falhou, não tenho dúvida quanto a isso. Tentamos conseguir um País sustentável e perfeito. Conseguimos apenas nos afastar da justiça social e da equidade entre os cidadãos. Aumentamos as nossas incertezas e atualmente estamos a procurar novas soluções para velhos problemas. É aí que a nossa geração conseguiu algumas vitórias, ou seja, mostramos onde estão as falhas ou causas de nossas desgraças nacionais. Agora as novas gerações devem trabalhar para a resolução dos efeito deletérios de nossa cultura do "jeitinho brasileiro" é arregaças as mangas e trabalhar por um Brasil melhor, inclusivo e sustentável.
    Esta juventude que não aceita "fórmulas prontas", velhos dogmas, que luta por seu lugar ao sol.


  • Nestor  24/08/2016 15:14
    "Penso nos jovens recém formados que nunca passaram e nem sabem o que são estas mazelas econômicas capitalistas como recessão, inflação, depressão, etc."

    Mazelas econômicas capitalistas?!

    Quer dizer então que todas as disfunções econômicas geradas exclusivamente por políticas estatais são "mazelas capitalistas"?!

    Realmente, é muito gostoso ser político no Brasil. Por maiores que sejam suas cagadas, e por mais nefastas que sejam as consequências sociais de suas cagadas, a culpa nunca será deles, mas sim do "capitalismo", esse ente que nunca deu as caras no Brasil. (Estamos na 122ª posição no ranking de liberdade econômica da Heritage).

    Realmente, enquanto o brasileiro não souber correlacionar causa e consequência, continuaremos condenados ao perpétuo atraso. Lula 2018!
  • André  24/08/2016 16:36
    Obrigado por escancarar em:

    "Penso nos jovens recém formados que nunca passaram e nem sabem o que são estas mazelas econômicas capitalistas como recessão, inflação, depressão, etc."

    O quanto sua geração contribuiu para esta completa ignorância econômica do país e alimentar a relação incestuosas entre estado e agentes econômicos escolhidos a dedo por este.

    Pode deixar que minha geração Y vai responder adequadamente à esta herança ficando bem longe da CLT e sonegando tanto quanto for possível e desabar esta pirâmide financeira do INSS, devolveremos aos Baby Boomers brasileiros o dobro da miséria que recebemos.
  • Jovem  24/08/2016 17:54
    "Esta juventude que não aceita "fórmulas prontas", velhos dogmas, que luta por seu lugar ao sol."

    Tem razão. Muitos jovens de hoje em dia já não aceitam mais velhos dogmas, como por exemplo o dogma de sempre culpar o capitalismo por problemas causados pelo governo. Nem fórmulas prontas que dizem que o ideal é concentrar cada vez mais dinheiro e poder nas mãos de políticos e burocratas que tudo ficará bem.

    "Minha geração falhou, não tenho dúvida quanto a isso."

    Lendo o seu comentário fica claro que a sua geração falharia de novo, mesmo podendo voltar no tempo e levar consigo toda a "experiência" adquirida. Não tenho dúvida quanto a isso.
    Mas não se preocupe, a geração atual já está evoluindo. Mesmo a despeito de gerações passadas que fracassaram, não aprenderam nada com os seus erros, e ainda se acham aptos a dar conselhos furados as novas gerações.
  • Rogerio Faria  24/08/2016 19:27
    "Não julgue cada dia pelo que você colhe, mas pelas sementes que você planta." Robert Louis Stevenson.

    Srs.
    Sinto dizer que as soluções estão fora de um contexto socialismo vs capitalismo, ou seja, sem dogmas, sectarismos, doutrinas, visões cartesianas, etc.
    As crises são extremamente salutares, é como a freada no ônibus de "arrumação". Nas crises evoluímos, repensamos e nos questionamos.
    Minha geração lutou, levou porrada da PM, respirou muito gás lacrimogênio (sorte na época não ter balas de borracha), mas não soube encontrar as soluções.
    A melhoria nos aspectos macroeconômicos em nosso País, passa necessariamente, por uma alavancagem no binômio cultura-educação.
    Melhorar a confiabilidade e a credibilidade entre as relações empresários-empregados, políticos-eleitores, professores-alunos, médicos-pacientes, líderes-liderados é um bom início.


  • vladimr  07/06/2017 17:07
    boa tarde
    infelizmente devido a as relações empresários-empregados, políticos-eleitores, professores-alunos, médicos-pacientes, líderes-liderados causados pelo controle absoluto do estado semi-socialista em que vivemos isso não acontece.
  • Igor  09/06/2017 22:53
    Rogério, respeito seu pensamento, mas a solução não está na idéia romantizada de educação e cultura. São coisas desejáveis, que podem melhorar -- e muito -- a situação de nosso país, mas nada disto adiantará se não tivermos um pensamento econômico liberal. Olhe para Cuba: pessoas com doutorado e tendo diariamente que cortar um dobrado para conseguir por comida em casa (porque a caderneta de racionamento está oferecendo cada vez menos comida). Bastou somente cultura e educação?

    O que talvez a sua geração não tenha enxergado, como algumas gerações seguintes também não, é que, ao contrário do que a esquerda grita, nós vivemos em um estado com políticas mais voltadas ao socialismo do que ao capitalismo. Esse é o status quo do Brasil. Temos um estado grande, que interfere demais na economia (influências keynesianas de nossos intelectuais orgânicos), que tributa demais para supostamente fazer caridade (paternalismo). Por outro lado, nunca chegamos perto de alguma experiência liberal. Isto seria inovar no Brasil.

    Portanto, a solução vai ter que passar por um embate entre socialismo vs capitalismo. As pessoas têm que entender que o capitalismo não é aquela coisa malvadona que se ensina nas aulas de história, geografia e sociologia. E, do contrário, o socialismo é falho em diversos campos (econômico, filosófico, sociológico e antropológico), o que acarretará sempre na criação de mazelas, crises e miséria. Não é o capitalismo que causa crises: é a condução do estado interferindo demais na economia que causa. E quem defende um estado grande, inchado, dono dos meios de produção e uma economia planificada? O socialismo.

    Por fim, não me leve a mal: mas a solução de quem confrontava a polícia na ditadura foi tentar colocar pessoas cada vez mais à esquerda no poder. Aos poucos entrou socialistas fabianos e, posteriormente, marxistas no poder. Logo, iremos continuar tendo crises e altas taxas de desemprego empregos informais (que, aliás, deveria ser um grande indicativo que as pessoas querem menos estado nas suas vidas).
  • Emerson Luis  16/07/2017 10:29

    "Minha geração lutou, levou porrada da PM, respirou muito gás lacrimogênio (sorte na época não ter balas de borracha), mas não soube encontrar as soluções."

    Primeiro, nem todos de sua geração "lutaram";

    Segundo; sua geração "lutou", NÃO por um sistema de liberdade socioeconômica ("democracia" no sentido liberal-conservador) mas para implementar uma ditadura totalitária/socialista mil vezes pior do que a "ditamole" do regime militar brasileiro.

    * * *
  • Bernardo  10/01/2017 11:53
    Otimo texto!!! Como um futuro engenheiro civil (me formo no fim desse ano), sei que tenho muita coisa pela frente ainda. Tento sempre colocar em pratica os conselhos do artigo nos meus estagios, ainda mais nesse ramo que requer experiencia e responsabilidade.
  • Thomas Renatus |Fendel  11/01/2017 17:25
    os jovens são enganados desde a mais tenra idade... coelho ovíparo, lobo mau, presunto ressuscitado... e depois acham ruim quando viram bandidos!
  • anônimo  08/06/2017 09:12
    Falou pouco mas falou *****.
  • WDA  07/06/2017 14:57
    Como se sabe, sou fo da versão mais antiga deste site, porém o layout atual ficou muito bom! Bem melhor que nas últimas experimentações.

    Vocês voltaram até a tornar visível e facilmente acessível a importantíssima biblioteca gratuita deste site.

    Parabéns, acho que vocês acertaram a mão.

    Um abraço a toda equipe do IMB, de alguém que sempre está por aqui.
  • Paulo Machado  07/06/2017 15:26
    Absolutamente Fantástico!! Muitíssimo Obrigado!!

    Aliás, tenho uma filha de 22 anos que "já" reclama do emprego que tem há 2 anos, confesso que devo ter errado em algum conceito educativo. Ela não entende ser uma rara exceção de "jovem empregado" na atualidade.
    Tenho outra de 6 anos.

    Com as 2, cada uma com sua realidade proporcional, vou estudar de forma detalhada esse ensinamento.
    Novamente, Muitíssimo Obrigado!
    Paulo Cesar
  • Andre  07/06/2017 16:19
    Esse artigo está entre os melhores do site, o que mais recomendo para os colegas jovens desempregados, e elogiam bastante após a leitura. Parabéns Mises Brasil por acender essas velas de conhecimento nas trevas do pensamento econômico brasileiro.
  • Vinícius Montgomery  07/06/2017 17:22
    Sensacional. Estou repassando aos meus alunos.
  • jovem tupi  07/06/2017 18:12
    Achei o texto muito piegas(principalmente no final)...começou como receita de bolo e terminou na pieguice.



    Vou estudar pra concurso que é melhor...

    AH esqueci que não tem nenhum edital aberto. (E tão cedo terá algum...)

  • Luiz Moran  07/06/2017 19:55
    Um dos grandes problemas é que tanto no ensino báscio e fundamental, que são de péssima qualidade, quanto nas universidades, que são tão ruins quanto, trocou-se a busca pelo conhecimento por uma porcaria de um diploma.
    A obrigatoriedade de um diploma para poder exercer uma profissão, qualquer que seja, não passa de mais uma regulação nefasta e ridícula imposta pelo Estado.
    Quem tem um "diproma" não tem necessariamente nada do que é prometido ao obtê-lo: nem conhecimento e nem emprego, apenas um falso "passaporte" para o mercado de trabalho.
  • Paulo Henrique  07/06/2017 21:43

    Criptomoedas é uma recomendação de ganhos para quem não tem nada a perder (tem dinheiro sobrando e vive na casa dos pais ainda) ; é a minha fonte de renda atual no meu quadro de desemprego (sou exatamente o que o artigo cita, estudou a vida toda e não tem experiência de mercado)

    Espero mudar isso em breve, mas não me vejo mais fora desse mercado de altcoins .. Não enquanto continuar essas subidas alucinadas..

  • Otimista  08/06/2017 10:36
    Caro Paulo,
    Saiba que sua decisão irá ter impactos significativamente positivos na sua vida. E vejo isso ocorrendo com vários jovens libertários hoje em dia também.
    O seu "trabalho" está lhe permitindo conhecer e se aprofundar na mais inovadora fronteira da tecnologia financeira.
    Não veja apenas a oportunidade de altos ganhos com as movimentações das criptomoedas mas sim principalmente de se especializar em um assunto antes que ele se torne um mercado tão grande quando a internet.
    Lhe dou meus mais sinceros parabéns, pois estás investindo em um futuro melhor para você do que muitos trabalhadores experientes.
  • Henver Brunetta  07/06/2017 23:18
    Prezados,

    Esse foi um dos melhores textos que já li nesse site. A clareza de ideias e de exemplos é perfeitamente exposta durante o discurso. Todos os jovens, principalmente do Brasil, deveriam ler o texto. Como, ao mesmo tempo um banho de água fria, uma injeção de ânimo.

    Parabéns mais uma vez.
  • O Conservador  07/06/2017 23:30
    Será que alguém ainda acha que os políticos estão preocupados com o desemprego ?

    Nós temos por ano a mesma quantidade de mortes do que a guerra do Vietnã. Nós temos uma bomba atômica de Iroshima por ano em mortes no Brasil.

    Ainda é possível o governo cobrar impostos sobre herança de pessoas assassinadas.

    Essa constituição de 88 é genocída ! Essa constituição só não matou mais do que as revoluções nazistas, facistas e comunistas.

    Nenhuma constituição chamada de democrática matou mais pessoas no mundo.

    O pior estágio do socialismo é quando as pessoas desprezam a vida alheia. Esse é o estágio dos brasileiros. A vida alheia é tratada como lixo pelos socialistas.

    O coletivismo sempre atropelou o direito à vida. Isso sempre resultou em política social reversa, onde os pobres pagam a conta dos ricos.

    Quem acredita em Deus, por favor, reze !
  • André Marques  08/06/2017 01:04
    Sou BR (Recife-PE), mas moro em Lisboa desde 2014. Vou terminar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais em dezembro. Todavia, como não quero ser um parasita estatal, recuso-me a trabalhar com qualquer coisa relacionada a esse curso. Além disso, o curso é uma lavagem cerebral pra criar monstrinhos idolatradores do estado, das agências reguladoras, das organização internacionais, do FMI, do euro, da União Europeia, etc, etc. Fui obrigado a escrever numa prova que a NAFTA é um acordo de livre comércio. Não me admira que as pessoas que fazem humanas não conseguem emprego. Três motivos simples: 1) Economia estrangulada pelo estado (e é estrangulada cada vez mais), diminuindo os investimentos produtivos, a quantia de empregos (e degradando a qualidade dos mesmos), impondo mais barreiras à entrada, etc, etc. 2) Mesmo se os cursos de humanas ensinassem algo válido (como aprendemos aqui no IMB, lendo livros, sabendo melhor como o rio do governo funciona) isso não dá dinheiro (talvez só no longo prazo, se você fizer desse estudo um grande hobby, e não será nada que te sustente) porque não há um ambiente que permita que as pessoas tenham condições de dar valor a isso a ponto de quererem e poderem pagar mais para terem acesso a isso (os próprios "consumidores" desses "produtos" (conhecimentos teóricos sobre política e economia, escola austríaca , etc. etc) também são estranguladas pelo estado e não têm muito tempo para investir nisso (a maior parte irá apenas ver o básico ter as opiniões delas e pelo menos entender aluma coisa da situação ao redor delas). O mesmo raciocínio pode ser aplicado para qualquer outro hobby ou atividade secundária, que não fosse esse ambiente criado pelo estado, poderiam ser no mínimo mais lucrativos do que já são. 3) Nem sequer os cursos de humanas te ensinam algo relevante. Só enfiam baboseias na tua cabeça e te fazem acreditar em papai noel, vulgo estado. Ou seja, só serve pra formar gente que vai apoiar esses malditos e quem sabe formar uma pequena porcentagem de intelectuais/militantes pró-estado ali. Genial, porém maligno.
    Resumindo: faculdade é um lixo, mas humanas é um lixo ainda mais fedorento e danoso à saúde mental (o sujeito parece um retardado e jamais será capaz de reconhecer) e financeira.

    Tenho 22 anos e apesar de ainda não ter terminado o raio do curso, preciso trabalhar para juntar dinheiro (estou procurando desde janeiro um estágio ou um part-time e até agora não consegui, apesar de ter ido a algumas entrevistas, graças aos estragos na economia feito pelos governos daqui e às barreiras postas pelo estado; continuo me esforçando, para encontrar, entretanto), pois, mesmo que eu ainda fique aqui por mais tempo (não queria fazer isso) quero deixar o dinheiro guardado para quando eu puder ir para outra máfia estatal que me deixe ao menos respirar por uns segundos, trabalhar e colher pelo menos um pouco de frutos desse trabalho. Penso na Canadá, mas temo pelo avenço lento do estado lá, então também penso seriamente em Cingapura, mesmo sendo mais difícil de ir e mais difícil de gostar de lá e de se adaptar (calor desgraçado e talvez certas dificuldades culturais). Vantagem é que aprenderia muito mais lá. E do jeito que as coisas estão (e vão ficar piores) não posso me dar ao luxo de escolher um lugar "perfeito", com todas as qualidades que se encaixem às minhas demandas financeiras, emocionais, pessoais, etc, etc. É necessário trabalhar e ter renda (para o presente e futuro) para fazer qualquer outra coisa (e para sempre ficar ativo e esperto). Sem isso nada mais é possível. Então se para isso é necessário abrir mão de todo o resto e ficar só com o financeiro, ok.

    Quanto ao que estavam comentando aí a respeito do fato de os jovens fazerem faculdades, mestrados, doutorados, e todos os outros maravilhosos 'dipromas' concordo com quase tudo, mas acrescento algumas coisas, falando novamente do meu exemplo. E se alguém quiser discordar ou acrescentar algo agradeço a atenção.
    No meu caso, já que acabei estudando muito mais economia (sozinho, lendo livros e artigos) do que ciência política, quero ir mais para essa área, mas especificamente na de Finanças.(tenho ideias do que quero fazer profissionalmente, mas isso não interessa para o que vou falar aqui). Entretanto, a maior parte do conhecimento que tenho nessas áreas (apesar de serem bastante sólidos, considerando que só estudo isso a sério desde 2015) é teórico (e ainda mais fora do raio do mainstream, de onde a maior parte das pessoas que trabalham nessas áreas vêm). O que sei bem, de mais técnico e específico, com certo domínio, são os ciclos econômicos (crises e consequências), políticas monetárias e fiscais, e alguns outros assuntos. Mas há muitas coisas específicas de Finanças que ainda preciso aprofundar (apesar de já estar estudando sozinho e possuir certos insights importantes). Mesmo eu possuindo esses conhecimentos (e melhorando sozinho) as chances de eu conseguir algo na área sem 'diproma' relaciona à mesma são quase nulas. Não vou conseguir passar confiança a empresa alguma. É chato, mas é fato. Nos eventos profissionais doa quais á participei aqui (Bloomberg, corretoras de investimento, consultorias estratégicas, tax consulting, insurance, etc, etc) os profissionais tinham todos 'dipromas' e mestrados, no mínimo. Poucos tinham só o 'diproma'. Tem de fazer o raio da faculdade e ter o papelzinho com o carimbo dizendo que você sabe alguma coisa. Gostando ou não, essa é a realidade. A não ser que você tenha coragem, ou possa se dar ao luxo (tendo tempo e dinheiro), de se arriscar para tentar alguma coisa que não exija muito isso. Eu mesmo sou apaixonado pela Marvel há anos, muito antes desse hipe devido aos filmes e séries (e até escrevo sobre os 3 personagens dos quais mais gosto em sites BR), e adoraria me arriscar em algo por lá. Mas ir pros EUA, do jeito que as coisas estão lá (e vão piorar), sem $, e sem poder se dar ao luxo de tentar por muito tempo até conseguir, infelizmente não tenho coragem.
    Agora, cada país, "no que se refere" a esse assunto em específico, tem um contexto. No caso dos EUA, é pior porque o incentivo para ir à faculdade foi muito maior e o estrangulamento estatal já é grande o suficiente para impedir que haja grandes investimentos produtivos que gerariam empregos até mesmo para os pouco experientes/desqualificados. Motivo: FIES US foi muito maior do que o BR. A turma lá sai do raio da faculdade com uma dívida variando entre 150 mil doletas a 200 mil. Impagável. Inadimplências já estão chegando.
    O Peter Schiff citou em um podcast o exemplo de uma mulher que fez faculdade em Acting, e na época estava com 32 anos, morando em NY dividindo apartamento de dois quartos com mais duas mulheres, sendo a parte dela do aluguel 1000 dólares. Ela trabalha voluntariamente numa organização sem fins lucrativos atendendo telefones (porque se o sujeito trabalhar para uma organização sem fins lucrativos o piedoso governo perdoa os juros e o principal da dívida). Porém, isso não paga as contas. Então ela trabalha também como garçonete. Mas duvido que isso dê pra pagar as contas dela (ainda mais em NY), então é provável que alguém na família tenha de ajudar. Daí o Peter Schiff disse algo como "pagamos então 190 mil +juros para que os jovens vão a faculdade e depois trabalhem em coisas que nem sequer exigiriam faculdades e que não custariam isso tudo para investir". Eu acrescento que um outro efeito disso é o do mal investimento e do aumento da escassez de recursos. Todos esses impostos para financiar essa estupidez, se usados de maneira produtiva no privado, iriam, na pior das hipóteses, gerar os mesmo empregos e um pouco mais; na melhor das hipóteses, gerar empregos produtivos tanto para graduados tanto para não graduados. Em vez disso, você fica com um emprego low paying ou sem emprego mesmo. E quanto mais pobre você for, pior.
    Quanto ao Brasil, apesar de o FIES aí ter sido menos intenso, as consequências são tão ruins quanto ou piores, porque o Brasil é campeão de estatismo. Há muitos jovens desempregados ou, se estão, é emprego low paying que não dá condição (financeira e temporal) para investir esforços em coisas novas e ser mais produtivos para ter melhores condições o mais rápido o possível. Com a o fato de as coisas também só piorarem por aí, essa tendência só vai piorar.
    Já aqui em Portugal (repetindo: estou me referindo especificamente à situação dos jovens), a situação é menos pior, mas já é trágica o suficiente porque também a maioria ou está desempregada ou tem emprego low paying (que não dá condição para investir esforços em coisas novas, blá, blá, blá), a maior pate, claro, também vivendo com os pais, pois não têm condições de irem morar sozinhos. É porque aqui não houve FIES. Daí não são muitos os que entrem em dívida para pagar estudo. Porém, o estrago já é enorme, como já referido. O mal investimento ocorre porque a máfia estatal financia ao menos metade dos custos das faculdades públicas e, claro, determina o que vai ser ensinado (também nas privadas). Não só isso, mas também a turma aqui adora apanhar do estado. Então Portugal é Vice-Campeão de estatismo aqui no lixo da Europa. A Campeã é a Grécia. Um dos resultados é essa situação dos jovens. E com o estado avançando aqui (impostos,gastos, regulações, envidamento) as coisas só vão piorar. E estatista como a turma é aqui as coisas só vão piorar, pior, vão votar no partido comunista e no Bloco de Esquerda (o PSOL daqui) e mais do que votaram na última vez. Vai ser um desastre. Espero que já tenha saído desse lixo quando isso acontecer.
    Digo que é um lixo, mas pra mim todos os governos são um lixo (pior ainda Portugal, BR, Europa em geral, EUA , etc, etc). Não é marcação com Portugal ou Brasil. Conheço a turma do Instituto Mises Portugal aqui e eles são muito simpáticos. Gosto de conversar com eles. Até tô colaborando (de leve, pois não tenho muito tempo) com um site que a turma mais jovem do instituto criou neste ano ( https://www.temposlivres.org/home/author/André-Marques). Mas não tenho a mínima vontade de ficar na Europa.

    Também escrevo no meu próprio blog, por enquanto mais focado em ciclos econômicos, inflação, crises, políticas fiscais e monetárias, e endividamentos:

    institutoschiff.blogspot.com





    E há outros dois efeitos dessa situação ridícula criada pelo raio do estado (tive esse insight recentemente). Primeiro: isso também acaba gerando conflitos familiares. Os pais reclamam que o filho é preguiçoso, incompetente, não estudou direito, não se esforçou o suficiente, mimimi. O filho põe a culpa a faculdade em si (era ruim, os professores eram ruins, etc, etc), ou nos pais (vocês não fizeram isso ou aquilo), etc, etc. Caso se trate de uma família de estatistas, os pais vão dizer que "devia ter feito um concurso", ou algo semelhante, e o filho vai pôr a culpa no capitalismo, no "neoliberalismo", etc, etc.
    Outro efeito (não só relacionado a essa questão): a barreira do roubo da 'segurança social' fica maior. Eu até agora não consegui tirar o lixo do meu número para o esquema ponzi. Já tinha ido lá duas vezes e os parasitas não me deram o número (e fiquei horas esperando, cortesia de serviços públicos), perdi duas oportunidades de emprego porque não tinha o número para o estado me roubar. Então nesta semana fui falar com os parasitas novamente para ver se conseguia o número. Disseram que se eu levasse um papel com a declaração da empresa que iria me contratar para eles limparem a bunda gorda deles eles dariam o número na hora. Agora, além de dar sorte e conseguir o emprego, vou ter de dar sorte de a empresa se dar ao luxo de esperar para ver se eu consigo o número. Por que esse esquema? Provavelmente acham que eu ia pegar o número para parasitar nos "auxílios estatais" e recusam as pessoas que não vão trabalhar de imediato. O que não faz sentido porque mesmo que eu quisesse parasitar não "contribui" o suficiente para isso. A não ser que minha situação piorasse ainda mais e eles me considerassem digno de viver de roubo alheio.


    Quanto ao artigo em si, achei muito bom no geral. Mas só discordo desse grande sentido otimista do Tucker. Ele pode ser otimista à vontade, claro. Mas é necessário ter cuidado. Já vi artigo dele aqui e no FEE (não muitos) todo animado com o MBL e com a "liberdade" crescendo no Brasil, " MBL, que foi fundamental para tirar a Dilma do poder", etc, etc. Muito bonito, mas é só aparência. Não interessa falar muito o porquê de na minha opinião o MBL ser apenas um peido, mas também, além disso, há vários outros fatores a se considerar quando se trata de analisar a tendência política de um país (ainda mais o Brasil). Mesmo assim, gosto muito do Tucker e gostei do artigo em geral. O cara é fera.

    Acho que fui o que mais escrevi aqui, mas não resisti. Também não costumo comentar então compensa.

    Abraços, amigos.
  • Nordestino arretado  08/06/2017 03:13
    Olá amigos, sei que o que eu irei propôr não tem nada a ver com o artigo em questão, mas gostaria que alguém me apontasse os erros nos argumentos expostos pelo cidadão no vídeo abaixo, sob a perspectiva econômica:

    https://www.youtube.com/watch?v=89yY8Bw7k9E
  • saoPaulo  08/06/2017 09:30
    Irretocável!
    Já imprimi o texto para mostrá-lo ao meu filho quando chegar a hora.
  • Leigo  08/06/2017 14:30
    Gostaria de saber, qual o rumo dos colegas estudantes de direito?

    Fiz o curso sem expectativas, por mera indicação familiar - "faça direito" "da dinheiro" "faça concurso". Acabei gostando. Não quero ser parasita do Estado, vejo que ser advogado é uma boa opção e não excluo aprender programação (algo que gostaria). Acho o curso saturado, observo que a maioria dos estudantes não fazem jus aos estudos e não seria tão difícil adentrar o mercado da área. Enfim, não faltam opções para crescer.
  • anônimo  09/06/2017 01:17
    Um relato chocante:

    "Ola, tenho 23 anos, trabalhei como estagiario por 1 ano e 1 mês, e fui efetivado ganhando um salário razoável, essa efetivação durou 1 ano e em julho do ano passado fiquei desempregado. pois os empregadores alegaram corte no número de empregados, disseram que já tinham empregados demais, e eu corrí atrás dos meus direitos, mas não conseguí o seguro desemprego, alegaram que meu tempo de estagio não contava. A ex-presidente, Dilma Rousseff, aumentou para 18 meses o tempo minimo para poder ter direito ao seguro-desemprego, eu só recebi os dias trabalhados naquele mês e o FGTS que ajudou muito, confesso que nos 4 primeiros meses eu não estava tão preocupado. Estou a exatos 11 meses procurando emprego como um louco, eu estava morando de aluguel sozinho e a vida encaminhando e já fazendo faculdade q eu tive q trancar faltando pouco pra terminar , eu ganhava o suficiente para me alimentar, pagar o aluguel, conta de agua, luz, internet, guardar uma grana, fazer academia e pagar a faculdade e fui despejado e voltei com o rabinho entre as pernas de volta pra casa dos mkeus pais. Eu tinha me planejado bem antes de sair de casa mas não contava q ficaria desempregado meu setor parecia bem estavel ja fazia uma pequena economia desde os tempos de estagio mas essa economia+FGTS+O dinheiro dos dias trabalhados so durou 6 meses, eu não ficava la vendo muito noticiario, me falavam que o pais tava em crise mas eu nem dava bola ou achava q era algo q passaria logo, os outros 3 meses eu me mantive graças ao maldito cheque especial e agora estou devendo pro banco um pouco mais do que usei por causa do juros e parece q ta aumentando mais a cada dia a divida, já perdi as contas do tanto de entrevista que eu fiz, não creio que eu esteja indo mal nas entrevistas, antes da crise eu fazia varias entrevistas e a maioria me ligava a um ponto que eu podia escolher em qual eu iria. A empresa Teleperformance me aprovou no processo seletivo logo quando fiquei desempregado recorri em uma entrevista nessa empresa e o salario até que estava razoavel para telemarketing: R$ 1.500,00, era menos do que eu ganhava e não tinha nada haver com minha area, mas eu tinha feito uns calculos nas minhas economias e seria possivel eu me manter cortando algumas coisas, só de aluguel eu pagava R$ 500,00 aqui em São Paulo, cortando uma coisa aqui e la seria possível e eu tb poderia manter o curso na faculdade e caso eu tivesse urgencia seria possivel eu pegar a grana poupada ou o FGTS. Fiz exame admissional, entreguei a copia dos documentos e a empresa disse q me ligaria quando o treinamento começasse, 3 meses depois e nada e sempre que eu ligava eles diziam que era para eu aguardar, que estavam esperando definir o dia do treinamento, até que um dia q eles ligaram dizendo que a vaga foi cancelada, para eu voltar la e pegar a copia dos meus documentos ou fazer novo processo seletivo. Fiquei frustrado, vejam a pagina dessa empresa no facebook teleperformance são varios os casos como o meu. Eu cortei gastos, cancelei a internet, parei de frequentar a academia, economizei até com a alimentação, mas mesmo comprando menos alimentos, os alimentos continuam caros. Mas demorei a trancar a faculdade, fiz de tudo para não voltar para a casa dos meus pais, até bico eu procurei, eu tinha vergonha de voltar, tinha certo orgulho e amava minha independencia, passei a raramente colocar credito no celular e quando colocava era para poder ficar em sites como "vagas.com", apresentando curriculos na internet e responder alguem aqui e acola, eu distribui muito curriculo, fiz varias entrevistas, muitas mesmo, tinha algumas que exigiam experiencias e absurdos por um salário irrisório, fui em uma entrevista que exigia inglês fluente para oferecer um salario de R$ 1.000,00, sério isso. Hoje eu me pergunto como meu dinheiro de FGTS e economias foram embora tão rapido e eu mal vi. Fiz pequenos bicos que apareceram raramente, eu divulguei na internet as coisas que eu sei fazer de eletrica, edições de video e até criaria beats de musica originais, mas apareceu pouquissimos trabalhos mas cheguei a ganhar cerca de 350 reais o que deu um pouco de alivio mas nem isso anda aparecendo mais. Hoje estou aqui na casa dos meus pais, meus pais trabalham, minha irmã pequena na escola, uma divida aumentando, desempregado e agora o banco vive me ligando e dizem que se eu não negociar com eles os juros vão continuar aumentando. Que ironia, eu era disciplinado com dinheiro até pois eu conseguia guarda-lo e eu aqui hj ferrado e desempregado, continuo entregando curriculos na internet mas não vejo retorno, se eu morasse em outra cidade ou não tivesse como voltar pra casa de alguem eu estaria morando na rua agora estou me sentindo inutil pela primeira vez na vida, parece que todos esses anos foram em vão, sinto que nunca conquistei nada na vida, até o tempo na faculdade foi em vão pois tranquei o curso e sabe-se la quando vou poder voltar, não era o curso que eu amava ou sonhava fazer, mas era o curso q eu ja tinha gastado uma boa grana investindo e faltava pouco pra me formar, mas ficou insustentavel continuar pagando, meus pais já tem os leões deles pra matar e dividas, e eu por ser maior de idade e ter sido independente por tanto tempo não tenho coragem de pedir um centavo para eles. Se eu soubesse que morar sozinho seria inviavel logo após ficar desempregado e soubesse que a teleperformance iria me enganar e tivesse deixado essa ideia de independencia de lado quando fiquei desempregado, eu já teria voltado pra casa dos meus pais poderia estar terminando a faculdade e não paradão na casa deles e eu ainda estaria com o FGTS, minha ultima esperança é o FGTS de inativos q ainda não caiu

    Vcs tem algum conselho pra mim? As minhas burradas estão feitas, mas é triste, eu que sempre estive acostumado a trabalhar e ter uma vida ativa, agora desempregado e o pior sem poder dar seguimento a faculdade, sem a independencia que eu gostava de ter, ficar o dia inteiro no computador aqui na casa dos meus pais é simplesmente deprimente. Me sinto um fracassado, um b*sta. Ainda bem que eu não namoro e nem me casei, nem engravidei nenhuma namorada minha, senão eu estaria totalmente fodido."


    E aí? Que conselho vcs dão a este rapaz do relato?
  • Andre  09/06/2017 14:59
    Vamos lá;

    Caro jovem me identifico bastante com seu relato, nesta exata idade de 23 anos encarei a crise de 2009, fiquei endividado e desempregado na casa dos pais me sentindo um merda como você. Minha sorte foi que aquela crise foi bem rápida mas aprendi bastante e a lição mais valiosa é, jamais confie no Brasil. Não por mal, não questão de partido A ou B ou teoria econômica, a verdade é que este país não é para amadores e este revés que está passando vai te tirar do amadorismo pela dor. Neste exato momento tem a chance de ouro de descobrir quem te ama e quem é seu amigo de verdade.

    Encarando a realidade

    O Brasil não vai sair desta crise tão cedo, o emprego pra pessoas na sua idade e pouca experiência vai continuar patinando por pelo menos 5 anos e se arrumar não se anime com o salário, nossa sociedade é bestial e ela vê sim você desempregado como um fracassado, seus pais já estão te dando uma enorme força, valorize isto e por mais que as coisas deem certo para você, demorará muito para que tenha plenas condições de sair da casa dos seus pais sem risco de ter que voltar.

    Saindo do buraco

    Para inicio, pare de cavar o poço em que está, o dinheiro não aceita desaforos, sem receita a falência vem muito rapidamente, sua demora e teimosia em voltar para casa dos pais e trancar a faculdade tiveram efeito mortal em suas economias, nunca mais repita este erro. Está com um problema de receita, precisa fazer dinheiro e suas crenças e valores só permitem que aufira renda através de um emprego, o qual não está disponível, terá que empreender e precisa de idéias e te passo algumas que pode fazer com pouquíssimo dinheiro e muita cara de pau:

    -Cozinhe brigadeiros ou bolos com ingredientes de primeira qualidade e vá vender no comércio do bairro logo depois da hora do almoço, comerciantes locais valorizam muito a comunidade, seja insistente e regular, isto pode levar algumas semanas pra funcionar;
    -No youtube há diversas receitas fitness, cozinhe alguma muito bem e venda nas academias, os bombadões estão loucos pra repor proteína depois do treino.
    -Faça salada de frutas com pedaços grandes, numa embalagem legal e venda bem cedo nas áreas de escritório, quase todas essas pessoas não tiveram um café da manhã decente e só há opções caras ou calóricas na rua esta hora;
    -Faça trabalhos escolares e venda, em sua antiga faculdade há centenas de estudantes que ainda mantêm seus empregos, muitos sem tempo e estão dispostos a pagar, é mais fácil do que parece.
    -Nas ruas de bares, baladas e nos eventos pela cidade venda halls, trident, isqueiros e cigarros soltos, vá arrumado e seja bom de papo.

    Evitando cair

    Cuide de você, aproveite este tempo livre que tem e faça exercícios que puder gratuitamente numa praça perto de sua casa, mantenha-se muito informado, leia todos os portais de notícias que os principais executivos acompanham e aprenda um novo idioma com as ferramentas que há na internet. Assim que fizer algum dinheiro poderá ter melhores condições para procurar um novo emprego, tente as vagas em que vai aprender mais, mostre paixão na entrevista, o tal sangue nos olhos. Quando estiver empregado, mantenha um padrão de vida que seja 50% do que ganha, pare de pagar faculdade, faça de tudo para pegar Prouni e etc.

    Desejo sorte.




  • Silvio Almeida  09/06/2017 05:53
    SHOW!
  • cleidson  11/06/2017 13:43
    Nem todos podem seguir esses conselhos, eu sempre vivo no mesmo nível de minha renda, não porque eu quero, mais porque gasto muito com remédios, tanto para mim, como para minha mãe. Complicado né...
  • Raquel  15/06/2017 19:51
    Pior é meu caso.31 anos,transexual,sem experiencia,com um diploma de administração(que nunca me serviu para nada),e zero de perspectivas.
    O pior é que nem posso contar muito com meus pais,pois apesar de morar com eles,a situação ta preta aqui em casa.
    Família toda de funcionários públicos,pai com salário atrasado,pois o estado não paga como deveria.
    Uma pressão imensa para que eu faça concurso(algo que eu faria apenas em último caso,pois não me vejo mofando o resto da vida,dentro de uma repartição pública).
    Empreender me atrai desde o meus 17 anos,mas como empreender sem capital?Sem ter estrutura e recursos para isso?
    O Brasil não é fácil,empreender é um caminho dificultoso,ainda mais nesse país,que parece odiar quem empreende.
    Ser pobre na atual situação do país,é triste.
    Eu já cansei de procurar emprego,deletei meus curriculos em todos os sites,mas é desanimador não ter uma luz no fim do túnel.
    Estou quase fazendo um curso no Senac,e aprendendo algum ofício prático.Minha faculdade foi inútil,em todos os sentidos,mesmo eu sendo uma aluna dedicada.
    Até a situação do Brasil melhorar(isso se melhorar),vamos ladeira abaixo(ainda não chegamos lá)
  • Realista  29/06/2017 16:11
    Faça logo concurso público ou se renda aos subempregos, é pobre, com diploma inútil, não tem experiência profissional, não tem capacidade mínima de empreender, o país não vai melhorar e agora o cruel mercado de trabalho te enxerga como velha para iniciar uma carreira.
    O Bananal é um país terrível, mas está longe do impossível para alguém com médias habilidades técnicas e interpessoais não conseguir recursos suficientes para tocar a vida de maneira minimamente digna.
  • Khayke  02/07/2017 22:34
    Muito bom! a pessoa que escreveu deve ter muita experiência na vida.
  • Antonio Eduardo Monteiro Fernandes  06/08/2017 12:28
    Toda vez que a educação é abordada em artigos deste site mostra-se profundo desprezo por ela. Pelo que entendi até Mises a desprezava. Alguém já soube de um pais de analfabetos e incultos que fosse rico e de economia com alta produtividade ? Todos os estudos sobre o tema mostram que quanto mais tempo de formação escolar e acadêmica maior a renda do indivíduo quando ingressa no mercado de trabalho. Todos os países desenvolvidos fizeram altos investimentos em educação antes de terem economias pujantes. O exemplo mais recente é o da Coréia do Sul.
  • Edson  06/08/2017 14:26
    Para quem tanto fala da importância da educação, você acabou de se revelar um completo analfabeto funcional. Sabe ler, mas não entendeu nada do que leu.

    É exatamente pelo fato de a educação ser de crucial importância, que ela não pode ficar de maneira nenhuma sob o controle do estado. Este Instituto, exatamente por ser um fervoroso defensor da educação (todo e qualquer instituto é, por definição, um difusor de educação), acredita que a melhor maneira de haver uma educação genuinamente de qualidade é afastando o estado desta prerrogativa.

    E o artigo acima fala exatamente sobre isso.

    Mas passo a lista de outros artigos mais específicos sobre o tema:

    A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado

    Não se deixe educar pelo estado

    A educação como mercadoria

    Educação: Livre e Obrigatória - novo lançamento do IMB

    Educação e liberdade: apontamentos para uma prática pedagógica não coercitiva

    A educação livre

    Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio

    O sistema escolar moderno prolonga a adolescência e atrasa as responsabilidades da vida adulta


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