Nosso desastre começa nas faculdades e universidades de economia

O indivíduo comum, que tem ensino médio completo, possui instintivamente algumas noções básicas de economia.

Ele sabe, por exemplo, que se a quantidade de dinheiro na economia aumentar, isso tende a pressionar os preços para cima.  Ele também sabe que o governo, assim como uma família, não deve gastar mais do que arrecada.  E sabe também que, se o governo se endividar, o certo seria conter suas despesas.

Esses conhecimentos corretos e sensatos são, tragicamente, exclusividades de quem não possui capacitação formal de Ciências Econômicas — diga-se, diploma de economista. A partir do momento em que você adentra o mágico universo das faculdades de economia, toda a realidade se torna ficção e tudo o que é ficção passa a ser tratado como se fosse a mais indiscutível realidade.

Para os catedráticos das Ciências Econômicas, toda a sabedoria popular a respeito das noções básicas de economia se equipara à física de Newton, que foi sobrepujada pela de Einstein.  A sabedoria popular não se compara aos lampejos profundos que apenas esses catedráticos possuem.

A realidade acadêmica

E lá vamos nós. O aluno entra para o curso de economia tendo em mente que o governo criar dinheiro gera inflação e tendo a noção de que o governo se endividar não pode ser algo bom para a economia. Eis que ele começa a cadeira de Introdução à Economia com um professor formado pela Unicamp.

Em dado momento, o mestre "demonstra" que o aumento de gastos estimula a renda e o emprego. Ele conta a estória de um menino que é muito arruaceiro e joga uma bola de futebol na janela de uma padaria. Um mero leigo em economia diria que aquilo é ruim, pois o dono terá de gastar com o conserto, e, tendo de gastar com o conserto, terá menos capacidade para contratar mais pessoas e fazer novos investimentos. Mas o keynesiano, iluminado que é, vê uma grande beleza naquela destruição. Graças àquele guri hiperativo, o padeiro terá de contratar um vidraceiro, o qual terá agora uma fonte de receita a mais. E este, por sua vez, terá pagar seus fornecedores, que agora terão uma renda a mais, e assim por diante. O dinheiro vai circular, gerando uma multiplicação de renda inversamente proporcional à propensão a poupar daquela sociedade.[1]

Além dessa história, o professor também começa a plantar sementes na mente de seus pupilos recém-chegados do vestibular. Como quem não quer nada demais, diz que "a inflação tem muitas causas". A própria hiperinflação brasileira, por exemplo, teve como principal causa a indexação (e não o aumento explosivo da oferta monetária feita pelo governo), culpa desses agentes econômicos que insistem em adaptar suas expectativas. Assim, já no primeiro semestre, a cabeça do aluno começa a ser derretida para, mais à frente, ser remodelada por outras cadeiras.

A professora de História do Pensamento Econômico não insinua; diz, com todas as letras, que déficit público é bom. O déficit faz a roda da economia girar. O governo não é como uma família que tem de conter despesas e se virar com seu orçamento, pois, veja bem, ele pode emitir títulos e também se financiar via inflação. Não há razão para essa austeridade malvada. E completa dizendo que "Hayek e esses neoliberais em geral" são tudo contra juros baixos porque não entendem a importância do crédito na economia.

O principal, no entanto, é a Teoria Macroeconômica. Ela é o cerne dessa fábrica de diplomados em Economia que acreditam piamente que o governo aumentar os gastos e o Banco Central manipular os juros são medidas que criam um genuíno crescimento econômico. E que medidas como contenção de gastos e redução da inflação só servem para agradar ao mercado financeiro, sendo meras maldades que não têm como afetar variáveis reais de maneira positiva.

Essa crença advém do ensino da curva IS-LM, mostrada abaixo.

islm.png

A linha vermelha IS (de Investment—Savings, ou Investimento—Poupança) é uma reta decrescente que, de maneira resumida, mostra o agregado do consumo das famílias, investimento das empresas e gastos do governo. Se o governo financiasse um aumento de despesa simplesmente subindo os impostos sobre o setor privado, a curva ficaria inalterada, pois o aumento dos gastos do governo contrabalança devido à maior arrecadação será contrabalançada pela redução dos gastos do setor privado em decorrência dos maiores impostos. Para evitar esse resultado indesejado, o governo deveria incorrer em um déficit (aumentar os gastos por meio do endividamento) para sustentar seus dispêndios extras.  Assim, a curva se move para a direita, aumentando o produto agregado, que se convenciona simbolizar por Y (no eixo X).

Como muito crédito foi tomado, sobra menos fundos para empréstimo. Os juros (simbolizados por "i", no eixo Y) sobem. Mas tal resultado indesejado não é nada que os oráculos do politburo monetário Banco Central não possam resolver. Para evitar esse aumento dos juros, basta injetar mais moeda na economia que, como mágica, aparecerão mais unidades monetárias nos bancos para se emprestar e, assim, eles cobrarão menos juros.

Isso é ensinado quando se mostra que a linha azul crescente LM (de Liquidity preference—Money supply, ou Preferência por Liquidez—Oferta Monetária) não só é movida para a direita, engrossando o produto, mas também diminui de altura na ordenada, representando a queda dos juros. Ou seja: os expansionismos fiscal e monetário estimulam a economia porque o primeiro aumenta a demanda agregada e o último reduz os juros, possibilitando novos investimentos.

E assim, aquela pessoa que entra no curso de Ciências Econômicas sabendo que um Banco Central com política frouxa só consegue criar inflação, pois não altera variável alguma da economia real, sai da faculdade dizendo amém para compras maciças de títulos públicos no open market, em nome da liquidez. E é assim que alguém entra na Economia com o entendimento de que o estado se endividar até o pescoço vai causar uma crise termina o curso e se torna "defensor de políticas indutoras do crescimento". Por exemplo, se os países da União Europeia aceitarem realizar as medidas de corte impostas proposta pela Alemanha, eles estarão se enforcando numa espiral recessiva!

Afinal, os alunos de Economia, no seu intento de apenas conseguir o diploma, não costumam tomar a iniciativa de procurar outros meios de conhecimento. Por que ser autodidata se ele pode receber tudo mastigadinho do professor? Porque, logicamente, daria trabalho conhecer teorias que dizem o contrário do que lhe é ensinado. Ele teria de, ó céus, usar seu raciocínio crítico para confrontar essas visões entre si e julgar qual faz mais sentido.

Imagine se ele ousasse estudar a Escola Austríaca de Economia e descobrisse que o expansionismo monetário estimula investimentos que, se no início parecem sensatos, no final acabam se revelando insustentáveis. O aluno veria que a poupança é o que possibilita um real crescimento duradouro, e não a simples criação de dinheiro para ser emprestado. 

Por exemplo, a abstenção de consumo de carros (poupança) faz diminuir a produção destes bens de consumo, o que libera recursos escassos e insumos para a produção de bens de capital, que são investimentos que aumentarão a produção no futuro. Porém, no momento em que o Banco Central e o sistema bancário criam novas unidades monetárias, há uma ilusão de que há mais poupança (mais dinheiro disponível para ser investido) do que de fato há. É o começo de uma bolha de crédito. 

O consumo de carros se mantém inalterado, assim como a demanda por seus insumos, que agora está ocorrendo em todos os setores da economia. Consequentemente, a expansão do crédito faz aumentar a demanda por recursos e por mão-de-obra em todos os setores da economia, desde indústria e construção civil até os setores de serviço, varejista e comércio em geral.  Todos passam a requerer mais mão-de-obra e mais recursos por causa do aumento generalizado da demanda gerada pela expansão do crédito. 

Essa disputa por mão-de-obra e por recursos leva ao encarecimento de ambos. 

Quem investiu pensando que o momento era propício por causa dos juros baixos manipulados pelo Banco Central, ao longo do tempo verá que os fatores de produção estão encarecendo continuamente (pois a demanda por eles foi estimulada pela criação artificial de crédito). Se o investimento for de maturação muito longa, os custos aumentarão demais e o projeto se tornará inviável, devendo ser liquidado. Esse é o momento considerado como estouro da bolha.

Perceba que é exatamente a política de estímulo monetário ao crescimento a responsável por criar uma crise. Essa é a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos.

E, se o governo tentar "retomar o crescimento com políticas anticíclicas", isto é, aumentar os gastos, ele só sufocará ainda mais o setor produtivo. Pelo lado financeiro, ele pressiona os juros para cima. Pelo lado real, ele está consumindo capital e mão-de-obra que poderiam estar na iniciativa privada, encarecendo estes fatores de produção.

Imagine, por exemplo, a redução que haveria no custo dos aluguéis para as empresas se o governo cortasse gastos e, para isso, fechasse um ministério e pusesse para vender o prédio. Um ótimo estímulo para a economia do país possibilitada justamente pela austeridade fiscal.

Só por conta própria

Mas, é claro, se você quiser aprender sobre isso tudo que foi explicado por alto, dependerá da própria curiosidade para fuçar na internet e outros meios. Porque, se você perguntar sobre os austríacos, dificilmente o professor saberá lhe responder. Se questionar algum mantra keynesiano, kaleckiano ou cepalino, certamente levará como resposta "isso é o que os ortodoxos dizem", com um sorrisinho de desdém.

Não é que tudo que se ensine na faculdade seja inútil, ou que nada no ferramental teórico da IS-LM seja aproveitável. Ele é um modelo de curto prazo que tem lá as suas aplicações. Principalmente quando você é um governante que tem, num horizonte próximo, uma reeleição. Durante alguns anos, a economia, de fato, parece reluzir.  Quando o longo prazo chegar, a culpa será do sucessor.

É difícil acreditar em coincidência quando um conjunto de teorias econômicas tão convenientes para quem está comando do estado seja propagado mais fortemente nas faculdades federais. As particulares também ensinam esse conteúdo, mas sem aquela ênfase de quem esteja pensando "o que nós deveríamos fazer se fôssemos o governo?". O curso é mais voltado para o mercado de trabalho do que para a formulação de engenharia social políticas públicas.

Assim, você pode escolher.

Ou você toma a pílula que o manterá no conforto de acreditar que todo o conhecimento a ser adquirido está num corpo docente que idolatra Marx e Kalecki, falando numa terminologia que inclui, em pleno séc. XXI, "burguesia e proletariado" e "exército industrial de reserva" (isso quando não estão tendo orgasmos mentais por repetir "o trabalhador gasta o que ganha e o capitalista ganha o que gasta").

Ou você escolhe a pílula que vai deixá-lo sem chão durante meses, pois você não saberá no que acreditar.

Seus professores vivem mostrando que o gasto, por si só, é benéfico ("Não, meu querido, para se investir em uma obra — como um estádio de futebol para a Copa — não precisa haver utilidade para aquela construção faraônica."); que o governo tem de tributar os ricos para que eles não poupem demais da sua renda disponível e causem uma eventual crise por falta de demanda agregada ("Sim, meu querido, tente gastar como se não houvesse amanhã, você vai enriquecer pelo multiplicador! Não tem como dar errado."); e que o governo também deve estimular o consumo via crédito pra aquecer a economia. ("Não, meu querido, isso não vai gerar uma crise de inadimplência no futuro!").

Só que, ao pensar um pouco, ao somente usar a lógica, você vê que faz sentido que as pessoas poupem. Que, se elas consumirem toda a sua renda para tentar levar a economia a uma espiral infinita de crescimento, elas irão, na verdade, ficar pobres. E que, se um empreendimento não tem uma demanda que dê retorno, ele é prejudicial, já que haveria outros projetos que valeriam mais a pena.

Mas, quando tantos professores ensinam o contrário, leva um tempo para se decidir.

Nossos guias seguem essa cartilha - não seja como eles

Por que será que Dilma Rousseff e Guido Mantega pensavam que aumentar os gastos a cada ano não levaria o país a uma crise de dívida? Por que eles martelaram os juros dos bancos para baixo, pressionando o Banco Central a reduzir a SELIC e o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprimir seu spread? Por que liberaram crédito a rodo por parte do BNDES?

Não descarto que essas tenham sido ótimas oportunidades para que políticos pudessem abocanhar seu quinhão com desvios de dinheiro público. Mas a ex-presidente e seu antigo ministro se formaram em faculdades que ensinavam exatamente essa teoria econômica pró-estatismo. Por pura ignorância, eles acreditavam, de coração, que seus modelos pudessem levar a algum crescimento sustentado.

Não queira ser assim. Você pode pesquisar sobre Escola Austríaca, Teoria Austriaca dos Ciclos Econômicos, Mises, Hayek ou qualquer outro termo que lhe interesse na internet. Não tem de concordar com tudo o que os austríacos dizem. Pode preferir outra escola de pensamento.

Apenas não seja um idiota útil que ajuda a alimentar essa falida e desastrosa Matrix intelectual.



[1] N. do E.: se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia.  O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia.  Toda a economia sairá ganhando.  A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas. 

Porém, há as consequências que não são vistas.  O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno.  Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.  O alfaiate deixou de ganhar dinheiro.  Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro.  Igualmente, os fornecedores de insumos para a padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de economizar para trocar a vidraça.

O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam.  Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia.  Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.  Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto


2 votos

SOBRE O AUTOR

Carlos Marcelo Velloso Wendt
é estudante de Ciências Econômicas pela UFRGS e Administração com linha de formação em Comércio Internacional pela PUCRS.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe   28/04/2016 15:12
    Perfeito !
    Estudei em uma universidade federal, é isso mesmo o que acontece, praticamente todos os períodos você só ver o tal do Keynes e o louco do Kalecki.
    Escola austríaca nem e mencionada em nenhum período. É um curso para convencer você a justificar e sair para todos os cantos dizendo que o governo é primordial e essencial.

    Gostaria de aproveitar e agradecer pelos ensinamentos que estou tendo nesse site, através que artigos diários e videos.

  • Lucas Rosa  28/04/2016 15:18
    A foto é da sala do ciclo básico da Unicamp. Frequentei durante anos. Um dos maiores centros de burrice e anti-didática que tive o desprazer de frequentar. E veja que fiz engenharia mecânica, e não economia.
  • Victor Cardoso  28/04/2016 15:19
    Parabéns pela matéria! Infelizmente é bem verdade sobre o ensino nas faculdades. Sou aluno da PUC-Rio e chega a doer os ouvidos quando me ensinaram que o gasto do governo era proveitosa per si. Quando indagado sobre a Escola Austríaca meu professor de Macro, falou exatamente como no texto "os ortodoxos", como mestres em economia deveriam ser Lula/Dilma/Guido. Bela economia estes deixaram ao país.
  • cmr  28/04/2016 15:21
    Eu já não acredito mais em ignorância econômica dos intervencionistas Keynesianos.
    As altas cúpulas dos governos, de qualquer país, sabem o que estão fazendo e fazem por má fé mesmo.
    Os idiotas úteis é que aplaudem tudo isso.
  • Olavo  28/04/2016 15:39
    Mas isso é óbvio.
  • Heber  28/04/2016 15:31
    Sou economista neoliberal, mas o modelo é ótimo...não o descarto...a questão toda é o time (hoje ao Brasil não se aplica, no futuro talvez, depende de cada ocasião ou situação). Sim a econometria pode auxiliar e muito a capacidade preditiva, mas tudo depende do momento certo, como o fibonacci....respeito a opinião de vocês, mas não concordo. Sobre as falcudades, vi de tudo desde de marxismo, keynesianismo, um pouco de escola austríaca, sueca, Cambridge, mas sou mais um mix de cada uma, pela minha humilde opinião. Economia é uma ciência, mas não é exata, porém com ferramentas sérias você pode torna-lá menos incerta (sempre vai haver). abs
  • Ribeiro  28/04/2016 15:51
    E por que você perde tempo com essa coisa sem nexo e intervencionista que é o neoliberalismo? Venha para o lado da luz:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1775

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=920

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=835
  • Yuri  29/04/2016 06:07
    Timing? Meu caro, acertar timing é exercício de futurologia. Pode dar certo uma vez? Sim. Duas? Talvez. Dez? Improvável.

    Confiar em uma escola que dá certo quando se acerta o timing, ainda mais quando a pessoa que tinha a decisão percebe que acertou o timing... Some isdo ao fato de que a corrente ideológica governante tem que ser compatível com a que o timing exige e você tem um cenário tão improvável quando falar que a solução ótima para uma família endividada é ganhar na loteria.

    O que a escola austríaca se baseia é em elementos de lógica simples: o que funciona para uma família funciona para um país... Poupar torna uma família mais rica e mais preparada. Um país também. Gastar mais do que arrecada empobrece uma família, assim como um país. Excesso de controle mata a criatividade e o desenvolvimento dos membros de uma família, bem como os do mercado de trabalho de uma nação... Enfim... Terias simples que se coadunam com os fatos funcionam. Terias complexas que dependem de timing e outras variáveis impossíveis não funcionam. Simples assim.
  • Bode  29/04/2016 23:15
    Não consigo entender como os keynesianos podem persistir no erro de maneira tão sistemática e por tanto tempo, sem considerar que o fazem deliberadamente com o único propósito de manter o poder do estado.
  • mauricio barbosa  28/04/2016 15:46
    Eles(Políticos) não fazem de maldade e sadismo,apesar de existir políticos psicopatas,mas é por pura incompetência e ganância(Corrupção)deles e dos grupos de interesse que os financiam(campanhas eleitorais),agora quanto aos cursos de economia,estão ultrapassados e o keynesianismo impera e o marxismo gransciano paralelamente,enfim uma obra de inutilidades e desperdício de dinheiro público nas universidades públicas(Federais,estaduais,Prouni) e do próprio bolso nas particulares(E se endividando no Fies)e tempo desperdiçado,oh!arrependimento de ter feito tal bobagem,se pudesse voltar no tempo teria feito ciências contábeis.
  • Quagmire  28/04/2016 15:58
    Discordo do texto onde diz que o senso comum diz que imprimir dinheiro leva a inflação e que governos devem gastar menos do que arrecadam.
    Não me cansam de perguntar, e isso até pessoas com formação superior (fora da economia), por que o governo não imprime dinheiro e não resolve tudo? Afirmam que é falta de vontade politica de acabar com a miséria, bastava imprimir dinheiro. Também exigem mais estado, mais gastos, mais impostos sobre os ricos... O que funciona para as famílias e empresas, na mente comum (além de 99% do economistas), aparentemente não funciona com o estado. O senso comum é tão distorcido quando a faculdade de economia.

    Fiz economia na UFSC, e meu curso foi assim como falado no texto, Keynes e Marx (este até mais) goela abaixo dos alunos. Austríacos? Nunca ouvi falar no meio acadêmico, nem optativas sobre Escola Austríaca tinha. A batalha era sempre entre marxistas e keynesianos, cada grupo se achando superior ao ao outro. Detalhe que marxista possuíam mais adeptos, tanto entre professores quanto entre alunos. Alias, na UFSC inteira Marx era rei entre professores e alunos de todos os cursos.
  • anônimo  28/04/2016 16:59
    Isso só mostra como é fraco o ensino "-"
    Se o governo começa-se a imprimir dinheiro que nem louco, o que aconteceria?!
    Bom, o dinheiro iria perder parte de seu valor. Com o aumento das unidades de dinheiro na economia o preço dos produtos aumenta,pois pense bem, dá onde vem o valor do Real Brasileiro?;
    Ele não tem lastro, e as únicas coisas que o valorizam é a situação do país que o usa, o nível de investimento externo e a raridade do mesmo.
    Exemplo, quem venderia ouro ou diamantes se para consegui-los, fosse preciso apenas cavar 1m de terra em qualquer parte. Por eles serem difíceis de achar e extrair, o preço dos mesmo é feito, junto a isso é claro, quem o comprar também estipula um valor para tanto. Ai começa a barganha.
    Procure por países que passaram por superinflações e tiveram que trocar de moeda e ai vc verá como é frágil a moeda estatal.
  • Ed  28/04/2016 20:39
    Larguei UFPR. Era desse jeito também, com a diferença de que diziam que Hayek e Mises eram da CIA, do Mossad ou recebiam financiamento do grande capital internacional. Sério, era ridículo.

    Ainda bem que fui fazer engenharia. Dei melhor rumo para munha vida.
  • Eduardo  29/04/2016 16:48
    Fiz até o 6º semestre de economia na UFSC porém tranquei quando abri um negócio e comecei adm pois me daria maior apoio naquele momento. Não é à toa que o curso de economia da UFSC é um dos com maior desistência entre todos os cursos ofertados, Liberalismo? Escola Austríaca? ouvi muito pouco no período que estudei lá. Uma pena.
  • Felipe  06/05/2016 13:25
    Eu discordo completamente do texto ao falar do senso comum sobre inflação e economia, as pessoas pulam as paginas de economia no jornal, e na televisão mudam de canal.
    E esse é o reflexo nas universidades, os alunos entram sem noção nenhuma sobre nada, olham para os professores sem nenhuma base, os defensores do Leviatã sabem muito bem disso, entram na sala sabendo que 90% dos que ali estão, querem somente um diploma, e declamam de forma inflamada toda aquela baboseira esquerdista. O aluno que por sua vez, esta mais preocupado com o próximo filme dos Vingadores e utiliza como conselheiro econômico o Wikipedia, acredita em tudo aquilo que ouviu e declama o mesmo discurso para seus pais e familiares, estes sem muito interesse no assunto, mas também sem base alguma, aceitam toda essa falácia sem refutações, aceitam essas ideias como verdades, "se meu filho que estuda economia esta falando, quem sou eu pra discordar?"
    Dessa forma, a esquerda cumpre a cartilha Gramsciana, o que nós defensores da liberdade precisamos fazer é, entrar nas universidades e fazer frente aos defensores do Estado, o seu professor manda o aluno ler Marx, você envia para seus amigos O caminho da Servidão, o Professor ensina Keynes, você aconselha que leiam Mises.
    Bombardeie diariamente os e-mails dos alunos de economia com artigos do IMB, mostre vídeos liberais, somente assim a liberdade poderá prevalecer.
    Faça grupos de estudo, convide também os Estudantes militantes do PSOL, façam com que eles pensem, questione-os sobre temas econômicos, proponha "testes práticos", sem soberba, sem vaidade, apenas leve Mises/Hayek/Rothbard onde eles não chegam. Nós acreditamos nisso? Acreditamos que a melhor forma de progresso é com Estado mínimo? Então vamos fazer com que o maior numero possível de pessoas tenham acesso a Escola Austríaca.
  • Renan  28/04/2016 16:03
    Como previu Roberto Campos em 1989.
    "OU O BRASIL ACABA COM A UNICAMP OU A UNICAMP ACABA COM O BRASIL"
    https://www.youtube.com/watch?v=slrnSWtT1lo
  • Galileu  28/04/2016 16:03
    Corrijam-me se estiver errado, mas o crescimento do setor vidraceiro provocado pela quebra de janelas pelo menino é falso, e quando ele não mais quebrar janelas o setor volta a sua demanda normal por vidros, o que na vida real e em grande escala, provoca fechamento de empresas e desemprego.
  • Ederson  28/04/2016 18:54
    Exatamente, mas eu usaria a palavra artificial ao invés de falso. Fora que a quantidade de riquezas na economia de fato diminuiu.
  • F. Brasil  28/04/2016 19:13
    Já estou até vendo o keynesiano argumentando: "Basta quebrar a janela toda vez que ela for arrumada"
  • Heber  28/04/2016 16:06
    Ribeiro, nem sempre Equidade econômica estará ligado a eficiência econômica o próprio Pindyck em seu livro trabalha essa questão. Eu acho a economia parecida com a física sim, e negar a matemática não dá...é linguagem universal e assim que nos comunicamos com o mundo. Eu uso um mix de teorias e tento aplicar cada uma a toda situação e ver qual melhor se encaixa. Adoro teoria marginalista, mas existem defeitos...lidamos com o ser humano...debate de ideias é ótimo, entre um mal maior e a não intervenção, as vezes mesmo a alocação ineficiente é melhor do que o abismo. Mas, sabe o que é bacana nisso tudo? o debate...sem ódio, apenas exposição de ideias...não sou anarquistas e nem intervencionistas, mas tudo em seu equilíbrio. Abs
  • anonimo  28/04/2016 16:28
    Estou em dúvidas entre cursar ciências contábeis ou economia.
    Embora já não é a primeira vez que leio sobre as faculdades de economia do país, eu me interesso pelo estudo da ciência econômica. Mas em relação ao mercado de trabalho o curso de ciências contábeis parece ser mais atrativo.
    Alguma sugestão ?
  • antonomasia  28/04/2016 16:49
    É mais indicado cursar Contábeis.
  • rodrigo d.  28/04/2016 16:52
    Contábeis. Terá muito mais oportunidades de trabalho.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  28/04/2016 16:56
    Sinceramente. Faço um curso voltado para a produção de algo. Economia e contabilidade são lindas na teoria. Na prática você sofrerá : imagine ser o meio campo entre os interesses do estado e os interesses dos empresários - se contrariar o estado, será um criminoso....se contrarias os interesses do seu empregador, perde o emprego...o Estado Brasileiro consegue sepultar toda a beleza das ciências....
  • Economista  28/04/2016 17:13
    Faz economia, o povo aqui denigre o curso, mas não é bem assim.

    O curso é bem valorizado pelo mercado sim, dá forte noções de estatítica, matemática, finanças, macroeconomia, administração e até contábilidade. E isso tudo é bem valorizado por quem está recrutando.

    Sou formado em economia e vejo meu curso tão bem visto quanto um curso de administração e contabilidade.

    Ah, só lembrando, não é porque você vai fazer economia que seu mercado se restringirá a vargas de economistas. Na verdade a maioria dos formados em economia vão assumir vagas administrativas, financeiras e derivadas.


    E por fim, se seu foco é a atratividade no mercado, há um curso que é ainda mais bem visto, engenharia.
  • FL  28/04/2016 18:50
    Como profissional de finanças há algum tempo, sugiro que faça contabilidade.

    Se eu vou contratar alguém mais generalista, que tenha noções de estatística e matemática, prefiro um administrador a um economista; melhor ainda se for um contador.

    Óbvio que vai depender do que vc mais gosta, mas contador é um profissional que toda empresa vai precisar, seja para cumprir todas as milhões de regras do Brasil, seja para cumprir as obrigações de GAAP e divulgações de balanço, seja para simplesmente manter os livros e controles da empresa em ordem.

    Mas vou concordar com o Economista aqui em cima: se seu foco é atratividade de mercado, faça algum curso de engenharia.
  • Pobre Paulista  28/04/2016 17:31
    Mas qual exatamente a sua dúvida? Você mesmo deu a resposta...
  • Carlos  28/04/2016 17:59
    Em contábeis você vai ver, de maneira muito superficial, uma aplicação à prática empresarial, i.e. custos, gerencial, e mais alguma outra coisa, a depender de como o curso é estruturado na faculdade.

    Agora, uns 95% do curso de contábeis é voltado à satisfação do apetite do leviatã: uma infinidade de "Contabilidades Tributárias", pelo menos uns 3 períodos, só para dar conta da ecologia indecente de tributos existente no Brasil. Contabilidade Pública, ou como funciona o carnaval que celebra o roubo de quem produz - e as manobras, cada uma mais estúpida que as outras, de teimar chamar os ingressos recebidos pelo Estado como "Receita" ao invés do nome correto: butim.

    Em suma: a maioria do curso de contábeis funciona para te transformar em um técnico que fará parte do exército terceirizado de arrecadadores de impostos. É isso a que se resume a atividade do contador mediano no Brasil.

    Há outros postos que podem ser exercidos, especialmente para empreendedores? Com certeza. Mas não acredite que Contábeis vai te preparar (bem) pra isso. Como quase tudo que realmente vale a pena, você vai ter que se fiar em muito estudo próprio e fora do curso, se quiser fazer algo além de ser mais um amanuense.
  • Ederson  28/04/2016 19:04
    Concordo com o Eduardo, sou contador e te digo que entre os dois contabilidade é o menos pior. Porém te recomendo fazer um curso voltado para uma atividade fim, seja engenharia, áreas da saúde, etc. E caso você faça um curso como contábeis ou direito e queira abrir um escritório, terá diversos concorrentes que possuem algum parentesco ou amizade com agentes do Estado.
  • Halysson  28/04/2016 19:45
    Em relação a mercado de trabalho, faça contabilidade sem sombra de dúvidas.

    O mercado é abundante e existe reserva de mercado. Basta ter competência.

    Já o Economista, é um dos profissionais mais desvalorizados do mercado. Vai formar e a Presidente vai mandar você fazer PRONATEC pra arrumar emprego.

    Se o critério for mercado de trabalho. Não há o que discutir.
  • Leandro  28/04/2016 22:43
    Contabilidade é uma área crucial. Um contador é infinitamente mais importante do que um economista.

    Economista que não entende o básico da contabilidade não entende como funciona o sistema bancário e nem as decisões de investimento de uma empresa. Aliás, economista que não sabe contabilidade não consegue sequer entender por que a inflação de preços e de custos acaba com a indústria -- como explicado em detalhes aqui --, desorganizando todo o seus planejamento e falsificando toda a sua contabilidade.

    O fato de que os cursos de economia negligenciam a contabilidade é um bom indicador do abismo técnico em que se encontra essa disciplina.

    Mises disse que o cálculo monetário e a contabilidade de custos constituem as mais importantes ferramentas intelectuais do empreendedor capitalista. Ele também celebrou a famosa declaração de Goethe, que havia dito que o método contábil das partidas dobradas foi "uma das mais admiráveis invenções da mente humana."

    Eu mesmo me arrependo de ter perdido meu tempo com economia em universidade (não se aprende nada de útil ali). Deveria ter feito contabilidade.
  • Keynesiano passional  28/04/2016 16:56
    Guerra é paz
    Ignorância é força
    Liberdade é escravidão
    Vandalismo estimula a economia
  • Economista  28/04/2016 17:40
    Esses dias estive no sindicato para fazer homologação, e lá estava um cartaz enorme escrito: "A liberdade escraviza e a lei liberta."

    E eu achando que 1984 era só ficção
  • Francis Schonarth  28/04/2016 17:11
    Há dois anos que penso em me inscrever no vestibular e desisto quando reflito um pouco e chego a conclusão de que teria que passar quatro anos da minha vida ouvindo alguém falar dessas teorias que já foram mais do que refutadas.

    A pergunta é: existe algum curso de economia que ao menos dê para aguentar no Brasil? (De preferencia no Distrito Federal)
  • Ze  28/04/2016 17:37
    Resposta: infelizmente, não.
  • Lel  29/04/2016 00:51
    UNICAMP
  • Pobre Paulista  29/04/2016 13:26
    No DF, não sei. Aqui em SP tem uma pós muito boa ;-)

    www.pgea.com.br/
  • Nobre  30/04/2016 01:51
    Não. Certamente não.

    Também sou de Brasília e já abdiquei do curso de Ciências Econômicas em duas faculdades: primeiro em uma instituição Privada(UCB) e depois em uma federal(UNB).

    E lanço a pergunta: porque essa fissuração por "diplomas", cursos formais, seria a síndrome do crachá?
    Não tenho curso superior. Por que deveria ter?

    O valor está em mim, e não em meras formalidades materiais...

    NÃO ao estado, SIM a LIBERDADE.




  • Fagner Nascimento  03/05/2016 16:13
    Pergunto lhes se cursos a distância nos EUA teria essa mesma abordagem macro keynisiana igual no Brasil?
  • fernando lage  28/04/2016 17:15
    excelente o teu artigo, super explicativo, elucidativo, ao falta desenhar, para os politicos.
  • Taxidermista  28/04/2016 17:35
    Também é importante destacar que as faculdades de Direito (especialmente, claro, as públicas) também são centros de formação de estatólatras e de adoradores da burocracia, de protecionismos estatais e do welfare state:



    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1995

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2317

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2335

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2011

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2307

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1055
  • a  28/04/2016 20:21
    E preciso acabar com as falsas teorias.
  • DÓLAR OU OURO?  28/04/2016 20:57
    Saudações a todos.

    Sou um simples cidadão que deseja apenas se proteger do governo durante os próximos meses.
    Nestes tempos incertos do atual momento político, eu gostaria de saber uma opinião do site ou dos leitores daqui. Qual melhor forma de salvar o nosso dinheirinho (não falo em investir) da inflação e dos descalabros deste atual governo? Devo comprar dólar (papel impresso), ouro ou algum outro meio?

    Agradeço antecipado possíveis respostas
  • Ricardo  28/04/2016 22:02
    Se o seu objetivo é apenas se proteger da inflação, então é simples: compre os títulos NTN-B do Tesouro Direto. Pagam juros (atualmente de 6,2%) mais toda a correção monetária (inflação) do período.
  • Atualização  29/04/2016 01:30
    NTN-B agora chama-se "Tesouro IPCA +". Bem mais fácil lembrar.
  • Atualização  29/04/2016 15:30
    Essa sopa de letrinhas ainda vai levar um ser humano à ruína... Melhor colocar logo os novos nomes de todos os títulos do Tesouro Direto, para esclarecer (ou confundir)* ainda mais.

    Primeiro os que protegem da inflação:

    A NTN-B (Nota do Tesouro Nacional — Série B), que além de corrigir pelo IPCA faz pagamentos de juros semestrais (cupons), agora chama-se Tesouro IPCA + com Juros Semestrais.

    A NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional), que é uma variação da NTN-B mas que faz toda a remuneração no vencimento, agora chama-se Tesouro IPCA +.

    E os outros são:

    A LFT (Letra Financeira do Tesouro), que remuneram de acordo com a taxa Selic no período (que no caso também não é desprezível, já que geralmente a Selic é maior que a inflação), agora chama-se Tesouro Selic.

    A LTN (Letra do Tesouro Nacional), que já se sabe na hora o quanto vai receber, agora chama-se Tesouro Prefixado.

    A NTN-F (Nota do Tesouro Nacional — Série F), que remunera como a LTN porém com juros semestrais (cupons), agora chama-se Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

    É, agora sim está mais claro e correto.


    *Ah, tem horas que dá uma vontade de colocar a palavra tachada...
  • Pedro  28/04/2016 21:18
    Em alguns aspectos o texto tem seus méritos. Mas achei bastante generalista. Sou economista formando em uma universidade pública, e há sim universidades em que os professores propiciam ao aluno uma visão geral da ciência econômica, abordado as várias escolas. Cada escola econômica proporcionou avanços para a ciência como um todo. Não podemos simplesmente dizer que "isso" ta errado ou "aquilo" está certo e jogar no lixo grandes pensadores, como Keynes e Marx. Ambos contribuíram sim para a ciência econômica!
    Sou um economista com grande simpatia a escola austríaca. Acho que eles possuem a visão mais completa (talvez correta) da economia. Mesmo assim, jamais desprezarei as contribuições que os diversos pensadores econômicos (tenha visões diferentes do que eu creio ser o "correto" ou não) deram para a nossa ciência.
  • Paulo  28/04/2016 22:00
    "Sou economista formando em uma universidade pública, e há sim universidades em que os professores propiciam ao aluno uma visão geral da ciência econômica, abordado as várias escolas."

    Isso é obrigação deles, meu caro. As várias escolas de pensamento têm sim de ser abordadas. Quem faz isso não está fazendo nada mais que sua obrigação.

    Mas a questão não é essa. De nada adianta abordar escolas de pensamento se o professor, a priori, já fala que elas não prestam.

    Quando eu estudei História do Pensamento Econômico (em Universidade Federal), o "professor" ironizava qualquer uma que não fosse marxista. E não, ele nem chegou a Chicago, muito menos na Austríaca.

    A regra é abordar os clássicos (Smith, Ricardo etc.), os fisiocratas, Marx, Schumpeter e Keynes. E acaba aí.

    "Cada escola econômica proporcionou avanços para a ciência como um todo. Não podemos simplesmente dizer que "isso" ta errado ou "aquilo" está certo e jogar no lixo grandes pensadores, como Keynes e Marx. Ambos contribuíram sim para a ciência econômica!"

    Do jeito que você fala, dá a entender que Keynes e Marx estão prestes a ser abolidos dos currículos universitários, quando a realidade é que só dá eles.

    Na Universidade Federal em que estudei, repito, nem sequer chegamos a Chicago. Quiçá a Escola Austríaca. E você vem dizer que não podemos rejeitar Marx e Keynes, sendo que eles dominam a grade curricular?

    Sinceramente...

    O máximo do liberalismo permitido nas universidades está na citação das expectativas racionais.

    "Sou um economista com grande simpatia a escola austríaca. Acho que eles possuem a visão mais completa (talvez correta) da economia."

    E você a estudou na faculdade ou por conta própria? Cite aí os nomes da faculdade e do professor que lhe ensinaram Escola Austríaca.

    "Mesmo assim, jamais desprezarei as contribuições que os diversos pensadores econômicos (tenha visões diferentes do que eu creio ser o "correto" ou não) deram para a nossa ciência."

    Não apenas o artigo não sugere isso, como, ao contrário, diz que se dá uma carga enorme justamente a esses ensinamentos, ao ponto de abolir a abordagem de todas as outras escolas de pensamento.

    Portanto, quem despreza "as contribuições que os diversos pensadores econômicos deram para a nossa ciência" é justamente o mainstream universitário, o qual você está ardorosamente defendendo.
  • Pedro  28/04/2016 23:10
    Caro Paulo, respeito seu ponto de vista. E respeito sua formação. Mas na universidade que estudei, na disciplina de Historia do pensamento econômico, foi dada a mesma importância a cada escola. Nem mais, nem memos No entanto creio que você me interpretou mal em alguns aspectos. Primeiro, claramente as disciplinas de Macroeconomia são "dominadas pelo pensamento Keynesiano", nunca disse que não são. Apenas discordei do texto quando este, nitidamente, nos induz a pensar que as ideias de Keynes e Marx estão completamente erradas. Cada economista elaborou suas teorias de acordo com a conjuntura de sua época e são sim de grande valor. Sejam elas aplicáveis a situação atual ou não. Por fim, não defendi ardorosamente o mainstream universitário, apenas, quando li o texto, fiquei com o sentimento de que, para o nobre Autor, os cursos de economia formam profissionais incapacitados (o próprio título do texto já nos da um indício disso, concorda?), quando isso não é verdade. Enfim, respeito a opinião do autor e a sua, mas tenho outro entendimento em alguns pontos.

    Melhores cumprimentos.
  • William  29/04/2016 00:10
    "Apenas discordei do texto quando este, nitidamente, nos induz a pensar que as ideias de Keynes e Marx estão completamente erradas. Cada economista elaborou suas teorias de acordo com a conjuntura de sua época e são sim de grande valor. Sejam elas aplicáveis a situação atual ou não."

    Oi?! Quer dizer então que determinadas políticas econômicas têm prazo de validade? Não sabia dessa.

    Qual a política keynesiana que funciona em uma determinada situação mas não funciona na outra?

    Aliás, ao afirmar isso, você acaba de comprovar que você próprio não entende de economia. Essa sua afirmação mostra que você acredita que uma determinada política implantada em 2008 e 2009 não tem nada a ver com as conseqüências vivenciadas em 2015 e 2016. Você é o típico economista da falácia da vidraça quebrada citada no artigo: não consegue enxergar o longo prazo. Consegue ver apenas os efeitos sentidos no curto prazo, mas não consegue perceber os efeitos (não-visíveis de imediato) no longo prazo.

    "Por fim, não defendi ardorosamente o mainstream universitário, apenas, quando li o texto, fiquei com o sentimento de que, para o nobre Autor, os cursos de economia formam profissionais incapacitados (o próprio título do texto já nos da um indício disso, concorda?), quando isso não é verdade."

    Não é verdade? Veja onde e como estamos...
  • Guilherme  28/04/2016 23:50
    No meu caso foi meu professor de metodologia da Ciência Econômica que fez uma prova exclusivamente sobre o discurso de Hayek acerca da pretensão do conhecimento em relação aos economistas. Existem coisas aproveitáveis sim, porém a grande maioria é desperdício, fora que depois que você descobre o que realmente um "economista" faz você se encontra em um dilema moral insuportável.
  • Giovana Depicoli  30/04/2016 20:10
    Dilema moral insuportável! Perfeita colocação. É exatamente o que eu sinto desde que entrei no curso.
  • Kaskata  28/04/2016 22:11
    Interessante que tinha acabado de assistir a um vídeo no YT com o título: A Falácia da janela quebrada. E que coincidência ler este artigo logo a seguir que toca neste assunto!
  • Guilherme  28/04/2016 22:32
    Nunca me arrependi tanto de ter feito um curso como Economia na UFPE, devia ter feito engenharia. Por outro lado foi graças ao curso que cheguei à Escola Austríaca. Infelizmente o que ganhei de conhecimento não paga minhas contas, essa é a triste ironia da vida.
  • Vagner Macedo  28/04/2016 23:01
    Sério isso? Sou formado em Economia desde 1995 pela UnB e digo que, se isso é verdade,o nível dos professores caiu drasticamente. Ou então a ideologia tomou o lugar da teoria econômica.
    Estudei "multiplicador dos gastos do Governo". Mas estudei também as repercussões dos tipos de política fiscal e monetária. TODAS ELAS!! Não sabia que os professores passaram a privilegiar um tipo de política e desconsiderar as outras. Mesmo porque, cada política tem o momento certo para ser aplicada. Nenhuma delas é imune a vieses ao longo do tempo.
    Como foi dito algumas vezes no curso:tem hora pra tudo, inclusive para o Governo injetar dinheiro na Economia. Um exemplo disso foi a crise de 2008 nos EUA. Assistam ao filme "Grandes demais para cair" e vocês entenderão melhor.
    Agora, achar que um tipo de política econômica é única e insubstituível não passa de doença ideológica. E fico triste em saber que as coisas chegaram a esse ponto.
    Alguns dos meus professores daquele época são bastante conhecidos atualmente. Um deles é o Senador Cristóvam Buarque; outro é o Presidente do Banco Central, Tombini.
    Muitos dos meus professores, que devem estar aposentados hoje, ficarão horrorizados quando lerem este texto.
  • Mancini  29/04/2016 00:11
    "Estudei "multiplicador dos gastos do Governo". Mas estudei também as repercussões dos tipos de política fiscal e monetária. TODAS ELAS!!"

    Todas elas?! Beleza, então diz aí: quando há uma política monetária expansionista, o que acontece com a estrutura do capital de uma economia? Como ela é modificada?

    Se você estudou "TODAS ELAS", então você saberá essa resposta de letra.

    "Como foi dito algumas vezes no curso:tem hora pra tudo, inclusive para o Governo injetar dinheiro na Economia. Um exemplo disso foi a crise de 2008 nos EUA. Assistam ao filme "Grandes demais para cair" e vocês entenderão melhor."

    Isso já foi feito, meu caro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1547

    E se você realmente acredita nisso que você falou, então isso realmente comprova que você, ao contrário do que diz, não teve acesso a outras escolas de pensamento. Ou você realmente quer que eu acredite que, ainda antes de 1995, você estou Escola Austríaca na sua Universidade?

    Gentileza não tripudiar da inteligência do povo aqui.

    "Alguns dos meus professores daquele época são bastante conhecidos atualmente. Um deles é o Senador Cristóvam Buarque; outro é o Presidente do Banco Central, Tombini."

    Ah, então é por isso que você está tão anestesiado assim...
  • Tobias  29/04/2016 00:12
    Haha, a melhor parte é quando ele diz que se formou em 1995 e viu TUDO na universidade -- inclusive Escola Austríaca, pelo visto.

    É cada sacador que surge aqui nos comentários...
  • Luiz Pryzant  28/04/2016 23:11
    Hoje a questão ecológica também vem acrescentar fatores nestas teorias do desperdício!
    Os recursos naturais destruídos nos processos não entram nas contas, o ar sujo, a água poluída e todo o lixo produzidos integram o passivo que as gerações futuras terão que saldar.
    O garoto que quebra o vidro, jogou fora a energia para produzí-lo, isso na hipótese do dono da padaria reciclar o vidro, pois caso contrário ainda pode ferir o lixeiro e acumular resíduos sólidos em algum lixão do país.
    Vamos usar este novo mercado verde para criar valor para o individuo, empresas e para a sociedade!
  • Renato  29/04/2016 00:51
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • diego  29/04/2016 01:26
    aproveitando o artigo, gostaria de perguntar se a faculdade que o autor fez(UFRGS) está livre desse mantra keynesiano/marxista. E se não estiver, alguem conheçe uma faculdade de economia, que de fato ENSINE economia?
  • Yuri  29/04/2016 06:26
    Diego, já foi respondido aqui. Não temos no Brasil hoje faculdade pública que adote um currículo não marxista/keynesiano. Se quiser terá que procurar uma faculdade privada (se é que existe também) que ensine.

    O ideal é fazer um curso produtivo (engenharia por ex) e estudar economia por conta própria OU estudar fora do país... Vai depender da sua vontade e capacidade financeira
  • PedroF  29/04/2016 03:22
    Cristóvam Buarque e Tombini! Você foi vítima de bullying, Vagner Macedo...
  • Fagner Nascimento   29/04/2016 03:36
    Eu estudo na Estácio de são Luís- MA
    No curso de administração, e é exatamente esse roteiro que os professores seguem nas disciplinas de economia, pelo menos eu estava bem munido para peitar os professores e abrir a mente de outros alunos
  • anônimo  29/04/2016 09:01
    Curso inútil numa faculdade inútil, faça um favor pra sua vida e largue isso.
  • Fagner Nascimento  03/05/2016 16:15
    Não discordo de você mas vou ate o fim pq já está perto e preciso desse "diploma"
  • Yonatan Mozzini  29/04/2016 11:57
    Eu me formei este ano no curso de Ciências Econômicas de uma universidade estadual, a UNIOESTE – Francisco Beltrão – PR. Posso dizer que o viés estatista e esquerdista lá é significativo.

    Para se ter uma ideia do absurdo ideológico, eis a seguinte verídica situação: tínhamos duas disciplinas de história da teoria econômica, uma delas é HPE (História do Pensamento Econômico) e a outra é Economia Política. Em HPE, que tinha 136 horas, víamos desde o pensamento econômico dos mercantilistas até o Keynes (algo assim como uns dez autores), mas não víamos nada de Marx. Em Economia Política, que tinha 68 horas, víamos SOMENTE Marx e toda a baboseira inútil dele.

    Tivemos que estudar o próprio O Capital ao invés de um manual que o resumisse. Lembro que enquanto lia O Capital, eu pensava comigo mesmo: "Nossa, como esse cara é burro". Sim, realmente, o que Marx escrevia ou era óbvio ou estava errado, além do fato de serem ideias completamente desconexas entre si. Olha... aquele ano foi um saco pra mim.
  • Alexandra Moraes  29/04/2016 13:02
    É uma grande irresponsabilidade que ao invés de se formar o indíviduo com as mais amplas concepções do conhecimento, os professores vendam apenas a sua versão.
    Acredito que não seja apenas as faculdades de economia que a partir do momento em que você adentra, toda a realidade se torna ficção e tudo o que é ficção passa a ser tratado como se fosse a mais indiscutível realidade. Vários outros setores da educação são bombardeados com um grande viés ideológico.
  • Carlos  29/04/2016 13:10
    meio off-topic: Aos que quiserem uma boa biografia de Marx (sem tradução para o Português): The Red Prussian, de Leopold Schwarzchild. Muito bem escrito. Talvez encontrem na amazon, mas o livro é raro.
  • Henrique Zucatelli  29/04/2016 14:01
    Acredito que para Keynes, Marx e todas essas escolas de economia só existe uma solução: Darwin.

    Por que misturar economia com biologia Henrique? Você está louco? Bem, vocês decidem, mas explicarei rapidamente minha ótica.

    A natureza e a economia são equivalentes em um ponto: só o mais forte sobrevive. Ao passo que economistas intervencionistas podem balbuciar em massa sobre suas teorias, na prática criam países com economias ineficientes, fracas e sub desenvolvidas.

    Porém aquelas que silenciosamente seguem a ortodoxia do equilíbrio fiscal e liberdade econômica crescem exponencialmente, e os resultados aparecem com o tempo, como se por mágica aquela nação tenha saído da pobreza para a riqueza.

    Com o passar dos anos, essas nações livres se tornam líderes de mercado, conquistam as maiores fatias do comércio internacional e ficam com a maior parte da riqueza, deixando os distribuidores de benesses para trás.

    A empiria comprova a teoria: mesmo em nações militarizadas como a China, a relativa liberdade aliada a uma baixa carga tributária para empresas fez esse país sair da miséria para a segunda maior economia do mundo, e se continuar assim em pouco tempo será a primeira.
  • Andre Cavalcante  29/04/2016 17:17
    Concordo, em parte com o pensamento darwiniano aplicado à economia.

    Em parte, porque vc está desconsiderando um aspecto crucial da existência do estado: nações com governos mínimos criam governos máximos; todos os grande e desenvolvidos países que hoje aplicam a cantilena keynesiana e alguns aspectos marxistas já foram muito livres no passado (EUA é o exemplo clássico). Os que não eram livres nunca conseguiram sair da periferia e, em geral, ficam presos na renda média (caso do Brasil) ou na pobreza (boa parte da Á.L., África e Ásia)

    Já quanto à China, discordo completamente. Nem a China é rica, e nem o seu propalado "sucesso" veio de uma abertura. Antes, a sua abertura era uma necessidade para se aplicar a política keynesiana que já começa a cobrar os seus frutos.

    O PIB per capita por paridade do poder de compra (que é o mais indicado para se verificar a riqueza das pessoas em um país) da China é Intl$11,907.00 (87º no ranking - 2013), pior que o Brasil: Intl$15,037.00 (74º no ranking - 2013).

    Só por comparação, EUA: Int$53,042.00 (10º - 2013), Catar: Intl$136,727.00 (1º - 2013).

    A moeda Intl$ é uma unidade de conta em que Intl$1.00 vale o mesmo que o poder de compra de USD1.00 nos Estados Unidos. Em outras palavras, um brasileiro tem a mesma capacidade de compra (riqueza) que 0,28 americano, ou, por outro lado, um único americano produz tanta riqueza quanto 3,5 brasileiros.

    A China parece rica porque, com uma população de 1,5bi, meros 20% da população significam 300 milhões de pessoas. Então se "apenas" 20% da população do país tiver algum poder de compra, já é mais que a população do Brasil e dá quase toda a dos EUA.

  • Henrique Zucatelli  30/04/2016 12:08
    Ótima colocação, porém não anula o fato de que a China é mais aberta comercialmente que a maioria dos países ocidentais, independente do seu tamanho.

    Sobre o Estado mínimo criar um Estado máximo, acredito que o mundo conhece muito pouco sobre o poder da criação pacífica de riqueza pelo capitalismo (uns 300 anos, no máximo?). Cabe muito estudo e muita história ainda para chegar num veredito, diferentemente do socialismo, que prova ser um fracasso em TODOS os casos. Então temos que observar melhor e dentro da realidade, trabalhar dentro do menos pior, porque dissolver o Estado num panorama de 30 anos é 0% de probabilidade.

  • Adelson  30/04/2016 15:28
    Apenas corrigindo: não é o mais forte que sobrevive, é o melhor adaptado. Lembre-se que os dinossauros desapareceram, e várias espécies de grandes animais foram extintos, enquanto pequenos mamíferos sobreviveram e evoluíram. Efetivamente, tamanho não é documento.
  • Anderson d'Almeida  30/04/2016 16:18
    Eu também não compro alegremente essa ideia de que "todo estado mínimo torna-se grande". Ao dizer tais palavras, parece até que o que ocorre é um processo natural, quando, na verdade, são as muitas intervenções e distorções (causadas por progressistas, e aprovadas em lei pela democracia) as responsáveis por esse aumento. Ou seja, não é porque ele, estado, seja mínimo que crescerá, o que o faz crescer são os grupos/indivíduos que o aumentam.

    A questão, a meu ver, seria a seguinte: como impedir o crescimento do estado? Quais mecanismos podem ser usados para mantê-lo diminuto (ou pelo menos impedi-lo de crescer exponencialmente)?

    Enfim, é um assunto longo e até mesmo complexo, já que exige não só conhecimentos de economia mas, também, de história, antropologia (social e cultural), sociologia e etc.
  • Emerson Luis  03/05/2016 18:58

    "A natureza e a economia são equivalentes em um ponto: só o mais forte sobrevive."

    Não é o mais forte, é o mais apto - ou mais adaptável.

    Darwin projetou na Natureza o funcionamento da sociedade de livre mercado da Inglaterra no século 19, por isso a teoria da evolução se parece com o capitalismo. Tanto Marx quanto Hayek apontaram isso. E Marx logo se apropriou da teoria da evolução para complementar sua ideologia: o socialismo seria o próximo passo evolucionário do capitalismo.

    * * *
  • Carlos  29/04/2016 14:36

    A partir da década de 1980, os economistas que defendem o livre mercado conseguiram convencer o mundo que o liberalismo econômico promove o crescimento econômico, no entanto, as taxas de crescimento econômico dos países desenvolvidos (Estados Unidos, Europa, Japão) não demonstram isso: Década de 1970 – 6% EUA; 4% Europa; 8% Japão – Década de 1980 – 7% EUA; 5% Europa; 5% Japão – Década de 1990 – 4% EUA; 3% Europa; 2. Fonte: Banco Mundial .
  • Graieb  29/04/2016 15:13
    Os EUA, o país mais rico do mundo, crescerem 4% ao ano em uma década é ruim?!

    Que maravilha de país é esse em que você vive que vê isso como sendo ruim?!

    Aqui onde moro (Brasil), um país de renda per capita de terceiro mundo, estamos vivenciando dois anos de forte retração econômica por causa de modelos econômicos intervencionistas.

    Isso sim é um modelo de sucesso.
  • opinador  29/04/2016 17:55
    E olha que o EUA não é exemplo de livre mercado.

    Eles estão em 14 no ranking.
  • Diose  29/04/2016 16:26
    Sensacional. Estudei em uma universidade federal e é exatamente isso que ocorre. Tudo o que eu sei sobre escola Austríaca, liberalismo, propriedade e liberdade aprendi aqui no site. Agora busco novas fontes, já li livros do Mises e Hayek (na faculdade só pediram livros de Marx, Keynes e Krugman) e busco todos os dias aprender ainda mais sobre isso.
  • epn  29/04/2016 18:43
    Graças a Deus aprendi economia no Ibmec, atual Insper. Uma das únicas instituições que ensina a verdadeira economia liberal e anti-estatismo. Muito satisfeito pelo investimento em educação feito nessa instituição.
  • Lacroix  29/04/2016 20:46
    Então pelo que eu vejo, parece que o único curso de economia que presta é no Insper, correto ?
  • Isis Monteiro  29/04/2016 21:27
    O pensamento retrógrado parece ter contaminado todos os setores e, principalmente, a educação. O papel do professor é formar, antes de tudo, o aluno para a vida. Para isso, deve ampliar o horizonte, apresentando ao aluno todas as faces da moeda e não fechar a porteira em apenas um ângulo da visão.
  • Patrick Ferreira da Silva Costa  30/04/2016 02:55
    Galera do instituto Misses eu acho a escola Austríaca de Economia bem legal.Mas tenho algumas questões.
    Vamos tomar a pesquisa cientifica como exemplo.Sem o Estado,como ficaria o financiamento de pesquisas,que embora tenham grande importância do ponto de vista da ciência,não são lucrativas.Por exemplo O LHC construído pelos governos da UE é hoje o principal instrumento para pesquisa em ciência de partículas,o que tem contribuído bastante para aumentar nosso conhecimento da mecânica quântica e da física de partículas,esse experimento demandou um investimento de 6 bilhões de euros,por parte dos governos europeus.Em um sociedade anarco capitalista,onde não existira mais o estado quem teria os recursos e disposição para investir em algo deste tipo?Qual seria a demanda de mercado que poderia levar a construção de algo assim?
  • Gunnar  12/05/2016 11:31
    Se nao há demanda, para que construir?
  • Auxiliar de Metralhadora  30/04/2016 03:15
    "Afinal, os alunos de Economia, no seu intento de apenas conseguir o diploma, não costumam tomar a iniciativa de procurar outros meios de conhecimento. Por que ser autodidata se ele pode receber tudo mastigadinho do professor? Porque, logicamente, daria trabalho conhecer teorias que dizem o contrário do que lhe é ensinado. Ele teria de, ó céus, usar seu raciocínio crítico para confrontar essas visões entre si e julgar qual faz mais sentido. "

    Isso equivale para os cursos de humanas também, sou formado em história (não atuo na área) e o que aprendi de livre mercado foi aqui no Mises todos esses anos. Lá ( na faculdade em que cursei história) não se questionava o "ensinamento" marxista e freireano, era pura lavagem cerebral.

    Muito obrigado ao pessoal do Mises e aos comentaristas deste site!

    Tudo de bom!

  • Giovana Depicoli  30/04/2016 19:52
    Estudo economia na UFSCar de Sorocaba, e graças a Deus tenho alguns professores bem sensatos, meu professor de micro 2 é (pelo menos, pela aula que ele dá, parece ser) liberal. Minha professora de macro 2 é excelente, usamos o sistema ISLM. É que em macro 1 parece bem simplista, mas em macro 2 é mais aprofundado e chegasse na conclusão de que política monetária, no médio e longo prazo são nulas (isto é, só gera aumento de preços), os alunos ficaram perplexos no dia que concluímos isso em aula, eu fiquei feliz por saber que mesmo na minha faculdade, ela sendo pública, alguns professores se empenham em dizer a verdade e ensinar economia. Mas eu tenho um professor... História Econômica Geral e Formação Econômica Brasileira, que pelo amor de Deus... Keynesiano ferrenho, formado na Unicamp (só podia ser), desenvolvimentista, idolatra Getúlio Vargas... E pior, nos faz ler textos do Belluzzo... E adivinhem, quem os alunos mais gostam? Dele. Consideram o cara um gênio, e sempre que há uma pergunta indagando a aula ele fala "é isso que os ortodoxos dizem"...
  • Yonatan Mozzini  02/05/2016 17:43
    Giovana, a formação da macroeconomia mainstream é essencialmente da escola keynesianos/monetarista. Isso significa que, segundo eles, a política monetária é eficiente no CURTO prazo, sim, reduzindo os juros e, consequentemente, aumentando o produto e o emprego.

    No entanto, diferente da teoria austríaca, especificamente através da TACE (Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos), a macroeconomia mainstream não vê problemas ou pontos negativos de uma expansão monetária para o longo prazo. Segundo os monetaristas -- que, obviamente, estão errados -- uma expansão monetária apenas irá acarretar no longo prazo (ou médio prazo, dependendo do autor em questão) o retorno do produto ao nível anterior e o recuo do emprego à sua taxa natural, além, obviamente, de uma elevação dos índices de preços.

    Diferentemente dos austríacos, economistas keynesianos/monetaristas não consideram que haverá distorções do uso do capital (até porque eles não tem uma teoria do capital) e que isso inevitavelmente irá gerar maus investimentos, causando desaceleração recessiva da atividade econômica. Eles realmente acham que o governo imprimir papel pintado faz com que haja elevação do produto, pelo menos no curto prazo, sem nenhuma implicação relevante ao longo prazo... Sim, dessa insanidade eles ainda não se libertaram.
  • Ruiter Faraco  30/04/2016 22:46
    Conclamo a divulgarem o blog que criamos: Carta Aberta a Michel Temer, estamos explicando as principais mudanças que ele precisa realizar para o país se reerguer e se tornar um lugar com qualidade para se viver. Cada dia estamos ampliando com mais temas. Lógico que não queremos tirar a audiência do site (nem temos condições intelectuais para isso!), até porque o nosso espaço é apenas para compilar ideias de reformas, sem qualquer competição! Abs!
    Acessem e divulguem a Temer! Vamos discutir o BRASIL! cartaabertaamicheltemer.blogspot.com.br/
    Divulguem e vamos debater!
  • Isis Monteiro  02/05/2016 23:48
    "Nosso desastre começa nas faculdades e universidades de economia". Sem dúvida existe a prevalência de uma visão apenas. O professor tem um papel vital de informar as diversas facetas de um mesmo tema, deixando para o aluno tirar suas próprias conclusões.
  • 4lex5andro  09/02/2017 19:03
    Nossas universidades, principalmente as estatais, tem compromisso não em formação mas doutrinação de acordo com os interesses do Estado.

    Não é a toa esse viés, por isso deve-se salientar o quão partidarizado estão os setores diretivos dessas universidades.
  • Isis Monteiro  03/05/2016 14:11
    Daqui há 30 anos como será contada a história do impeachment da Presidente Dilma? O que irá prevalecer? Golpe realizado pela elite ou impeachment devido crime de responsabilidade praticado pela presidente? O que relatarão sobre a economia? Que o governo petista quebrou o Brasil ou que a oposição não deixou o governo implantar as medidas econômicas que levariam o Brasil a crescer? Normalmente os vencedores é que escrevem a versão oficial da história. Na guerra atual, não sabemos quem serão os vencedores. Com certeza, sabemos quem perdeu e terá que pagar a fatura.
  • Emerson Luis  03/05/2016 19:08

    1- A Física de Newton não foi sobrepujada por Einstein, mas complementada;

    2- Dilma pode até acreditar no esoterismo keynesiano, mas ela sabia muito bem que suas "pedaladas" (ou melhor, fraudes fiscais) em 2013-2014 gerariam forte recessão a partir de 2015, porém a sociocopata só se importou com a eleição.

    3- É necessário muito estudo e uma boa situação financeira para "compreender" os conceitos de Marx, Keynes e demais ideologias progressistas. Pessoas comuns não conseguem assimilar porque têm que viver no mundo real.

    * * *
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 21:20
    Uma pena que isto ocorra. Nosso ideal é que o professor apresente todas as correntes de uma determinada questão aos alunos. O papel do professor é de ampliar a visão do aluno. No entanto, parece que estamos na contra mão. O professor acaba estreitando a visão repassando somente aquilo que acredita.
  • Isis Monteiro  04/05/2016 15:57
    Concordo que o papel do professor é ampliar a visão do aluno apresentando todas as facetas de um mesmo tema. O professor tem um papel nobre que é ensinar o aluno a pensar melhor.
  • professor autônomo  08/05/2016 14:58
    Diante de toda essa situação, por que o IMB não pensa em criar um curso de graduação? Pessoas interessadas nessa formação existe.
    Eu sei da imensa burocracia e impedimentos para quem queira empreender nessa área, mas para superar isso dá para tentar uma parceria com alguma faculdade privada que ainda não tenha um curso de economia, seria bom para ambos.
    Att.
  • Matheus  10/05/2016 18:57
    portal.mackenzie.br/imprensa/noticias/arquivo/artigo/mackenzie-inaugura-centro-de-estudos-em-liberdade-economica-no-brasil/


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