O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia

N. do E.: A ideia de limitar o crescimento anual das despesas do governo à inflação de preços (IPCA) do ano anterior, embora longe do ideal, já representaria um grande avanço em relação à verdadeira esbórnia que impera hoje, em que os gastos do governo aumentam sem qualquer critério.

De 2006 a 2015, o gasto não-financeiro do governo (com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos) cresceu 93% acima da inflação e chegou a R$ 1,16 trilhão — com a regra defendida pela atual equipe econômica, o atual volume dos gastos do governo estaria em "apenas" R$ 600 bilhões.

Mais ainda: em 15 anos, os gastos do governo só não cresceram acima da inflação uma única vez.

A atual medida é boa, porém, ainda é insuficiente.  Pode-se fazer muito mais.  E há exemplos práticos nos quais podemos nos espelhar.  Em vez de limitar o crescimento dos gastos, por que não cortar diretamente os gastos?  Foi o que fez a Irlanda.  E os resultantes foram surpreendentes.

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Há uma ideia que, sem distinções, une todos os políticos em aversão a ela: uma redução dos gastos públicos.

O exemplo prático da Irlanda, no entanto, deveria ao menos fazer essas pessoas refletirem um pouco mais.

O problema com os gastos do governo

Em qualquer debate sobre economia, quando alguém propõe reduzir o déficit orçamentário do governo por meio do corte de gastos, a reação dos interlocutores sempre é de espanto, alarme e até mesmo de raiva.

A adoração pelos gastos do governo não é patrimônio exclusivo da esquerda.  Todos os governos, independentemente de suas ideologias, raramente fazem um ajuste do setor público; eles preferem impor todo o ajuste ao setor privado, elevando impostos. 

Os infindáveis debates sobre "austeridade", aliás, parecem ignorar esse conceito básico: quando um governo tenta combater seu déficit fiscal por meio do aumento de impostos — e não por meio de um corte de gastos —, isso não é austeridade para o governo.  Desde quando você elevar suas receitas é "austeridade"? 

Quando se fala em "austeridade", o que se está dizendo, na prática, é que toda a austeridade ficará por conta do setor privado, o qual, este sim, terá de reduzir seus investimentos e fazer demissões, apenas para continuar sustentando o déficit do setor público, o qual é sagrado.

Uma real austeridade para o governo ocorre tão-somente quando este corta gastos sem elevar impostos.

Mas por que a adoração pelos gastos do governo?

Pela perspectiva keynesiana — que é a ideologia dominante —, os gastos do governo estimulam a "demanda agregada".  E, sempre de acordo com este modelo, quando se estimula a "demanda agregada" está-se impulsionando a prosperidade do país.  Sendo assim, mais gastos do governo geram maior demanda, e maior demanda gera mais produção, mais emprego e mais riqueza.

No entanto, não é necessário um grande domínio da ciência econômica para perceber que essa ideia é totalmente ilógica.  Em qualquer situação, viver dentro de seus meios e de suas possibilidades, gastando menos que ou igual ao que se recebe, é um imperativo econômico.  Gastar mais do que se recebe implica se endividar continuamente.  E endividar-se continuamente gera inevitavelmente a falência do endividado, uma vez que a dívida, ao se tornar cada vez maior, faz com que seus juros sejam impagáveis.

A esse respeito, Adam Smith escreveu que "aquilo que é sensato dentro de uma família não pode ser uma estultícia quando aplicado a um grande reino".

A diferença dos governos para as famílias é que suas receitas são auferidas de maneira coercitiva, sendo confiscada de todos aqueles trabalhadores assalariados e empreendedores que atuam no setor produtivo da economia. 

Neste sentido, um aumento dos gastos do governo significa, de maneira muito simples, que o governo ou aumentará os impostos para fazer frente a esses novos gastos ou irá se endividar ainda mais — o que significa que, dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

Há uma terceira hipótese, que seria a simples criação de dinheiro pelo Banco Central para financiar diretamente o governo.  Sempre que essa medida foi utilizada — como no Brasil da década de 1980 —, o resultado foi a hiperinflação.

Portanto, tendo em mente que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou de alguém, a ideia de que gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e geram crescimento econômico equivale a dizer que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos.  Para se utilizar uma metáfora, tal ideia significa dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

Consequentemente, os gastos do governo não apenas não podem "estimular a demanda", como também geram uma maior carga tributária, um maior endividamento do governo e uma maior inflação.  No mínimo, irão gerar mais incertezas: se o governo está gastando mais do que recebe e está se endividando continuamente, então essa dívida terá de ser futuramente quitada com mais impostos.  Essa mera possibilidade de aumentos de impostos futuros já serve para inibir investimentos produtivos.  Como investir quando não se sabe como serão os impostos no futuro?

No mais, há outros efeitos importantes: uma redução dos gastos do governo tem o efeito de reduzir o peso da burocracia estatal.  E isso, por sua vez, leva a um aumento da participação do setor privado na economia.  Com menos burocracia e com menos regulamentações onerosas, há uma maior facilidade para o empreendedorismo e, consequentemente, para a geração de riqueza.

Por outro lado, um aumento de impostos consolida a hipertrofia da burocracia estatal, das regulamentações, e das atividades não-produtivas e sugadoras de recursos escassos.  Tudo isso à custa do achaque daquela fatia da sociedade civil que trabalha e produz.

Não há, portanto, como ver um aumento dos gastos do governo, e seus subseqüentes déficits orçamentários, como algo benéfico.

O exemplo irlandês

A prática mostra que o mundo real não apenas não respeita as teorias keynesianas, como ainda confirma a sólida teoria econômica: a austeridade estatal — atenção: a austeridade imposta ao estado, e não ao setor privado — gera crescimento econômico.

Nos últimos dois anos, a economia da Irlanda — que foi gravemente afetada pela crise financeira de 2008, com forte queda na produção industrial e acentuado aumento no desemprego — cresceu nada menos que 13,4% (5,2% em 2014 e 7,8% em 2015)

Neste mesmo período, a economia espanhola, outro país igualmente afetado pela crise financeira, cresceu apenas 4,5% (três vezes menos).

A economia irlandesa é hoje a que mais cresce em toda a Europa.

Entre os fatores que mais contribuíram para este forte crescimento está, obviamente, os investimentos, que avançaram 28,2%.  Também digno de nota foi o crescimento das exportações, que saltaram 13,8% — e sem qualquer manipulação da taxa de câmbio, pois, como se sabe, a Irlanda faz parte da zona do Euro, e seu governo não tem qualquer controle sobre a taxa de câmbio da moeda.

O caso irlandês é extremamente interessante.  No ano de 2010, o país vinha de dois anos de recessão profunda.  O desemprego chegou a 15% e o déficit fiscal do governo alcançou a astronômica cifra de 32,3% do PIB, causado majoritariamente pelo resgate do seu sistema bancário. 

O governo, então, começou a cortar gastos.  E os cortes foram em termos nominais, o que significa que a cada ano o governo literalmente gastava menos do que havia gastado no ano anterior.

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Gráfico 1: evolução dos gastos nominais do governo da Irlanda

No ano seguinte, em 2011, trocaram o primeiro-ministro, assumindo o cargo o líder do partido Fine Gael, um partido identificado com a contenção fiscal, com uma menor intervenção do estado na economia e com políticas mais pró-mercado.  Imerso em um programa de resgate com fundos emprestados pelo FMI e pela União Europeia, o novo governo colocou como objetivo principal equilibrar seu orçamento. 

Em 2011, o gasto público já havia sido reduzido em nada menos que 20 pontos percentuais em relação ao PIB, o que reduziu o desequilíbrio orçamentário na mesma proporção.  A partir daí, a trajetória se manteve.  Os gastos do governo em relação ao PIB voltaram a cair mais 11,6 pontos percentuais entre 2011 e 2015, chegando a 33,9% do PIB ao final de 2015, um nível muito inferior à média européia.

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Gráfico 2: evolução dos gastos do governo em relação ao PIB (linha preta, coluna da esquerda); crescimento econômico (barras azuis, coluna da direita)

A evolução do déficit nominal do governo explica essa queda: após ter alcançado os já citados 32,4% do PIB em 2010, a cifra voltou para 1,8% do PIB em 2015.

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Gráfico 3: evolução do déficit nominal do governo irlandês em relação ao PIB

Em paralelo a toda esta contundente política de austeridade do governo — de novo: a austeridade foi aplicada no governo, e não jogada sobre o setor privado —, a economia não apenas não entrou em colapso, como ainda se tornou uma das mais vibrantes e de mais rápida recuperação de toda a zona do euro.  O desemprego, que chegou a 15% em 2011 e 2012, caiu de maneira considerável nos anos seguintes, estando hoje em 8,8%, e com tendência de queda.

Adicionalmente, o PIB per capita — que é a métrica que realmente importa — está hoje em níveis superiores aos de antes da crise financeira, superando os 43 mil euros anuais.  Obviamente, a inflação de preços no país é inexistente.

Finalmente, o fato de o imposto de renda de pessoa jurídica ser um dos menores do mundo — alíquota máxima de 12,5%, contra 34% no Brasil —, e o fato de o governo, contra todas as exigências dos órgãos internacionais, ter se recusado a elevá-lo, apenas ajudaram a solidificar o clima pró-empreendedorismo do país.

Embora estes resultados possam surpreender a muitos, não há mistério nenhum.  A redução dos gastos e, consequentemente, dos déficits orçamentários do governo, em conjunto com a manutenção de uma baixa carga tributária sobre os empreendimentos, permitiram à Irlanda criar um clima atrativo aos investimentos.  Ainda mais importante: ajudaram a garantir que tudo continuará assim — sem surpresas — no futuro.  Ao reduzir seus gastos, seus déficits e seu endividamento, e ao não aumentar os impostos, o governo, pelos motivos explicados no início do artigo, reduziu o nível de incertezas em toda a economia, estimulando os investimentos.

Conclusão

Aqueles que se posicionam contra todo e qualquer corte de gastos do governo deveriam, ao menos, estudar o caso da Irlanda.  O crescimento econômico, a redução do desemprego e o aumento da riqueza não apenas são totalmente compatíveis com a redução do gasto público, como também são mais facilmente possibilitados por este.

Por tudo isso, todo e qualquer déficit orçamentário do governo tem de ser combatido com cortes de gastos, e não com aumentos de impostos.

Se o objetivo é viver em um país dinâmico, não fagocitado pela burocracia e pelos impostos, com níveis toleráveis de endividamento e onde os cidadãos não padeçam dos excessos e esbanjamentos de sua classe política, então é necessário fazer intensa pressão pelo corte de gastos, e jamais tolerar idéias de aumento — ou de criação — de impostos.

No Brasil, por exemplo, a extinção dos super-salários dos sultões do setor público já seria um bom começo.  A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também fariam muito pela causa. Os 39 ministérios deixados por Dilma, que custavam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregavam 113 mil apadrinhados, e cujos salários consomem R$ 214 bilhões, também são um alvo apetitoso. Não basta apenas fundir um ao outro, e transformar alguns em secretárias. Tem de fechar.

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Juan Ramón Rallo é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Iván Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Conservador  21/03/2016 15:10
    Ótimo artigo.
  • Viking  21/03/2016 15:37
    Tudo como antes no quartel de Abrantes.

    estamos cansados de bater na mesma tecla, mas os governantes brazucas nunca entendem nada.

    que um dia tenhamos um austríaco no governo desse país.
  • Aprendiz  23/03/2016 14:47
    Mais necessários que os políticos pensem assim é a população pensar assim, e pressionar. Se boa parte da população tivesse essa mentalidade as coisas seriam diferentes.

    Agora deixa eu falar uma coisa: os políticos nos roubam, gastam mal e para cobrir a cagada pedem mais "contribuições"? É isso mesmo? E as coisas ficam por isso mesmo? Ficam.
    Puxa vida, num simples debate as pessoas já se conformam com essa situação, é "normal".
    Como já vi na Carta Capital, tem um texto sobre a máquina pública (acho que era sobre a dívida da Grécia e os seus gastos com funcionários, na Carta Capital ou na Carta Maior) em que eles afirmam que "a máquina pública no Brasil nem está tão inchada, tem espaço pra mais". Mesmo sabendo como funciona a Carta Capital e a Carta Maior (chapas brancas), é uma sacanagem com a população, difundindo ainda mais o ideal do estado provedor.

    Ninguém tá ligado não, mas o que ocorre no Brasil é autofagia. Mas aqui é especial, pois as células que executam essa tarefa não sofrem mal algum.

    Um bônus: tenho um tio empresário que defende o atual governo e ainda pede para que eu defenda o PT, pois trouxeram Universidades, Bolsa Famili... blá blá bla.
    "Ah certo, farei isso sim" (tsc)
    Nem pergunto o que ele acha sobre os impostos.
  • FL  21/03/2016 16:06
    Preparem-se para as típicas:


    "Ah, a Irlanda é um país pequeno, não dá pra comparar com o Brasil"

    "Mas a Irlanda está na zona do euro, aí fica fácil"

    "Tenho um primo de 19 anos que morou na Irlanda e não era essa maravilha toda, ele teve que trabalhar de garçom"

    "Mas e a Suécia? Lá o socialismo funciona e é um país bem melhor que a Irlanda"

    "Aqui no Brasil só iriam aumentar impostos sobre os mais ricos, e também sobre heranças"

    "Olha a Argentina, o presidente cortou gastos e tem um monte de ex-funcionário público desempregado"

    "Vai deixar na mão do mercado, um quilo de arroz vai custar 100 reais e os pobres vão morrer de fome"
  • Felipe Lange S. B. S.  21/03/2016 20:47
    É por aí mesmo. Esses estatistas pseudoeconomistas parecem que não irão aprender nunca.

    Quem dera, se tivesse um presidente corajoso e prudente o suficiente para adotr essa austeridade, além da desburocratização do setor privado e de pelo menos tornar a CLT (a carta fascista do seu Getúlio) opcional. Talvez o melhor seja se mudar para a Argentina.
  • Financista  28/05/2016 03:04
    O engraçado eh que a divida pública aumentou, divida externa aumentou, poupança interna diminuiu e desemprego explodiu. Não sei aonde é visto crescimento econômico! Hahahahaha
  • Bruno Luiz   21/03/2016 16:29
    Fico imaginando aqui no Brasil a demissão em massa de funcionários públicos para que tivéssemos uma economia mais dinâmica o mimimi que iria ser!
  • Anderson d'Almeida  21/03/2016 16:52
    Bruno Luiz,


    Infelizmente, os funcionários públicos são protegidos por lei. Ou seja, dificilmente um futuro presidente os demitirá.
  • Andre Henrique  27/05/2016 11:26
    Não abrir novos concursos públicos e extinguir os famosos CCs já seria um excelente começo!
    Tem outra estratégia que é a utilizada aqui no RS, onde o governador Sartori está atrasando os salários dos servidores (o estado está quebrado) e com isso desglamourizando o cargo público (já ando escutando concursados falando em migrar para a iniciativa privada).
  • Mello  26/10/2016 03:25
    Entendi. O sujeito se ver sem emprego, em clara violação a um direito adquirido, é "mimimi".

  • Alberto  26/10/2016 11:12
    Como é que é?!

    Funcionário público agora tem "direito" ao emprego dele? Então eu tenho dever de continuar sustentando indefinidamente o parasita?

    E ele tem o "direito" de continuar confiscando o meu dinheiro? E eu tenho o "dever" continuar sustentando o vagabundo?

    Ele tem o "direito" de tirar a comida da boca da minha filha? E eu tenho o "dever" de parar de alimentar minha filha para encher a pança do funça?

    A mentalidade do brasileirinho realmente é sensacional. Funça é uma casta superior que, além de quebrar o país, ainda acha que tem um "direito adquirido" a viver sobre a renda alheia. De fato, nossos políticos genuinamente nos representam.
  • Samuel Lemos  27/10/2016 17:27
    Alto lá, rapazinho! Nem todo funcionário público é dispensável. Se algum dia (que os Céus te livrem!) qualquer parte da sua propriedade privada for violada ou mesmo ameaçada, ou pior, a sua vida ou de sua filha for posta em jogo, você dependerá da atuação de "funças" "vagabundos" chamados policiais, que dão a vida para proteger a sua! E não me venha com a desculpinha esfarrapada de que num mundo sem Estado não haveria violência, anarcocapitalista é tudo igual, acha que o mundo é um jardinzinho de infância cheio de flores onde todo mundo só quer lucrar e viver melhor. Não senhor, a vida é bem mais cruel do que vc tenta fazer caber na sua análise reducionista que diz que tudo que o Estado faz é achacar seus bolsos. Se não houvesse Estado, ninguém teria poder de polícia, e milícias paralelas surgiriam a torto e a direito. Aí eu gostaria muito de ver a saudade que vc teria dos "funças" "vagabundos".
  • Paul Kersey  27/10/2016 17:48
    "Se algum dia (que os Céus te livrem!) qualquer parte da sua propriedade privada for violada ou mesmo ameaçada, ou pior, a sua vida ou de sua filha for posta em jogo, você dependerá da atuação de "funças" "vagabundos" chamados policiais, que dão a vida para proteger a sua!"

    Mas isso é que é uma bela inversão da realidade, hein?

    Não, a polícia não é amiga, mas sim inimiga. E pode até ser pior que bandido.

    E o motivo é simples: o braço do estado que impinge o desarmamento do cidadão de bem é justamente a polícia.

    Sim, políticos fazem as leis do desarmamento, mas quem impinge a lei é o braço armado do estado. Se eu quiser comprar uma arma no mercado negro, a minha maior preocupação será a polícia me flagrar e me jogar em cana. Ou seja, paradoxalmente, é a polícia quem garante o sossego da bandidagem; é a polícia quem garante à bandidagem que o cidadão comum está desarmado. É a polícia a maior responsável pelo desarmamento.

    Tenho uma fazenda que fica bem no meio do mato. Recentemente, a polícia invadiu a casa de uma vizinha minha -- uma senhora de idade -- e tomou a garrucha antiga que ela sempre teve, que pertenceu ao pai dela. Suplicando ao policial, ela perguntou quem iria defendê-la do ataque de bandidos (roubos são frequentes na região). O policial respondeu: "Lamento, minha senhora, estou apenas cumprindo meu dever".

    E a velha ficou desarmada. (Mas logo em seguida comprou outra arma, mais moderna, no mercado negro. E com o meu apoio).

    Se um ladrão invadir a sua casa e você der cabo do vagabundo, a ÚLTIMA coisa que você deve pensar em fazer é chamar a polícia.

    Se você fizer isso, não só a sua arma será confiscada -- deixando a sua família totalmente vulnerável --, como você irá em cana.

    O que fazer? Leve o corpo para um lugar deserto (você tem de conhecer a sua cidade), desove, e volte pra casa. Dá trabalho? Dá. É perigoso? É. Mas ainda assim é muito melhor do que perder sua arma, ser preso e deixar sua família desprotegida.

    cgn.uol.com.br/noticia/36092/morador-e-preso-apos-matar-bandido-que-pulava-o-portao

    Portanto, não, meu caro. A polícia não só não me protege, como é exatamente ela quem me desarma e me deixa à mercê dos vagabundos. Em uma sociedade livre, se alguém atentar contra mim ou minha família, eu o despacho com minha arma livremente adquirida. Policial nem entra na equação. O meliante que vá se entender com Deus. Eu apenas marco o encontro.
  • Samuel Lemos  14/11/2016 12:01
    Você está supondo que todo e qualquer enfrentamento da violência se dê apenas no "um-contra-um", no "mano-a-mano", desconsiderando, intencionalmente ou por desaviso, que num modelo de sociedade onde o poder de polícia seja totalmente retirado das mãos do Estado e o contrato social inexista, a defesa de cada um seria feita às próprias expensas, assim como hoje se arranja em parte o setor da saúde e o da educação. Teríamos "planos de segurança" para famílias, bairros e condomínios, e como esta é a demanda principal diante de todas as outras (de que vale um bom plano de saúde, se no caminho até o hospital posso ser baleado? ou de que adianta pagar uma boa escola para minha prole, se eles podem ser sequestrados a qualquer momento, brincando na calçada da rua?), surgiria um gigantesco mercado e, por conseguinte, milícias particulares.

    Logo, se você quisesse garantir a segurança da sua família, não bastaria a sua prepotência e o seu revólver mixuruca calibre 38. Você teria que destinar parte considerável da sua renda para contratar três, talvez quatro seguranças armados que se revezem em turnos para lhe proteger. Pensa que num mundo sem polícia a sua casa seria invadida pelo Zé Galinha sozinho, pulando o muro, com uma arma de brinquedo? Ah, coitado... PCC seria coisa de criancinha, e só teria direito a continuar vivo quem conseguisse pagar para se proteger. Tire os óculos cor-de-rosa com os quais você vê o mundo...

    Menos Estado, sempre. Estado nenhum, é impossível.
  • Ivan Cardoso  21/03/2016 16:29
    Pois bem...eu que não sou economista e estou aqui por pura curiosidade, lendo alguns artigos aqui,tudo parece fazer muito mais sentido do fazia antes. Começo a perceber que a ficção do 1984 george orwell, não tem nada de ficção.
    Obrigado Mises.org.br, continue abrindo os nossos olhos.
  • Paulo Lopes  21/03/2016 16:30
    Aqui no Brasil, resolver a crise não é a meta do governo, muito menos reduzir o tamanho do estado, pois precisam das estatais para acomodar os apadrinhados, desviar recursos, etc... Enfim, nós vamos continuar a pagando os impostos mais caros do mundo sem retorno algum
  • Francis  21/03/2016 16:32
    Imposto no Brasil é caridade. Você dá seu suado dinheiro para políticos, burocratas, funças e todas as demais espécies de vagabundos e não recebe absolutamente nada em troca, tendo de recorrer ao mercado privado para obter os serviços (saúde, educação, segurança, estradas) pelos quais paga impostos.
  • Fabio Moretto   21/03/2016 17:04
    Fantástico, esclarecedor, todo dia,parabéns mises! Virei um eufórico entusiasta e divulgador do ideal libertário! Em busca pela liberdade e o fim da servidão estatal!
  • Mamae Sarada  21/03/2016 17:19
    excelente artigo como todos que encontro aqui. Melhor site para se atualizar.mamae sarada
  • Marconi Soldate  21/03/2016 17:27
    Quase tudo certo. A única ressalva é que os austríacos em geral tendem a tratar o dinheiro como se fosse riqueza real.

    Para se utilizar uma metáfora, tal ideia significa dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

    Na verdade, se vc gastar um dinheiro (em oposição a deixar o dinheiro parado), e dentro do potencial da economia (sem subida de preços), você pode evitar desemprego e perda de renda dos trabalhadores. Os autríacos preferem ver os preços caírem (deflação), o que gera uma certa instabilidade (risco maior) aos investimentos e, consequentemente, menor riqueza geral, em favor do benefício aos rentistas.



  • Tenente Coronel  21/03/2016 17:50
    Deixar dinheiro parado?! E como é que se deixa "dinheiro parado" no atual sistema monetário e bancário?!

    No mundo real de hoje, a única maneira de você deixar um "dinheiro parado" é se você sacar todo o seu dinheiro do banco (dica: você não vai conseguir, pois os bancos podem legalmente protelar o saque em espécie acima de uma determinada quantia) e colocar todo esse dinheiro literalmente dentro de um cofre, de uma gaveta ou embaixo do colchão.

    Fora isso, não há como "deixar o dinheiro parado".

    O dinheiro que está na sua conta bancária nunca fica "parado". Ele é emprestado ou para empresas, ou para consumidores, ou para o governo, ou é utilizado -- também pelos bancos -- para comprar debêntures e ações O dinheiro que você pensa estar paradinho na sua conta já foi repassado para terceiros. Só se os bancos odiarem lucros é que eles deixarão o dinheiro parado.

    Aliás, havendo um governo com um orçamento deficitário, os bancos emprestarão para ele cada centavo sobrante das contas de seus correntistas.

    Não existe "dinheiro parado" no atual arranjo monetário e bancário. Quem fala em "dinheiro parado" parou na economia do século XIX, quando realmente era possível guardar ouro dentro de casa e os governos tinham orçamentos equilibrados.
  • Bartolo de Sassoferrato  21/03/2016 17:54
    "os austríacos em geral tendem a tratar o dinheiro como se fosse riqueza real"

    Como é que é?

    Essa assertiva é absolutamente falsa. Dizer isso é demonstrar um completo desconhecimento da teoria austríaca do dinheiro e a do capital.
  • Max Rockatansky  21/03/2016 17:59
    "Os autríacos preferem ver os preços caírem (deflação), o que gera uma certa instabilidade (risco maior) aos investimentos e, consequentemente, menor riqueza geral, em favor do benefício aos rentistas"


    Meu Deus, que besteira colossal...

    Por favor, leia Jörg Guido Hülsmann antes de sair dizendo uma asneira dessas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=163
  • Felipe Lange S. B. S.  22/03/2016 01:12
    Espere aí. O que gera instabilidade econômica (suponho ser isso) é política monetária frouxa, instabilidade política e inflação de preços alta, e é exatamente o que está acontecendo no momento no Brasil.

    Me fale como que uma deflação monetária gera instabilidade. Isso eu quero saber.
  • Andre Henrique  27/05/2016 11:32
    Marconi, já testemunhei muitas asneiras nos comentários, mas o seu deve ter batido todos os recordes... deves estar orgulhoso, né? Abç
  • Marconi Soldate  21/03/2016 18:29
    Tem como deixar o dinheiro parado sim. Hoje em dia então.. tem banco que prefere perder pouco dinheiro do que emprestar e correr o risco de perder muito.

    observador.pt/2014/06/05/juros-negativos-nos-depositos-o-bce-explica/

    Não é VC deixar o dinheiro parado, mas o banco sim.
  • Leandro  21/03/2016 19:55
    Não, os bancos não têm essa opção. Se você acha que eles têm, então você não entende muito bem como funciona o sistema bancário.

    O BCE determinou que os depósitos dos bancos no BCE (as reservas bancárias) terão de pagar taxa de juros negativas, certo? Só que há um detalhe (para o qual você não atentou): não há como os bancos escaparem dessa taxa.

    Pense: se o Itaú faz um empréstimo para um cliente e esse cliente gasta esse dinheiro (e ele obviamente irá gastá-lo), esse dinheiro irá inevitavelmente cair na conta de alguém que tenha uma conta ou no próprio Itaú, ou no Bradesco, ou na CEF ou no BB.

    Ato contínuo, as reservas bancárias de um desses bancos irão aumentar -- e, consequentemente (e por definição), sofrerão a incidência da taxa negativa imposta pelo BCE.

    Percebeu a encrenca? Terminado o processo de expansão do crédito, o dinheiro emprestado pelo Itaú estará nas reservas bancárias de algum banco (ou do próprio Itaú ou de seus concorrentes). E sofrerá a incidência de taxas de juros negativas impostas pelo BCE.

    Moral da história: o sistema bancário como um todo não conseguiu escapar dessa taxa de juros negativa inventada pelo BCE. Não há como o sistema bancário como um todo escapar dela.

    Se o sistema bancário deixar o dinheiro parado no BCE, sofrerá a incidência de juros negativos. Se o sistema bancário criar dinheiro e emprestar, as reservas subirão e sofrerão também incidências de juros negativos.

    Não há como escapar.

    Por isso a ideia de juros negativos é deflacionária (e os gênios ainda não perceberam isso).
  • Felipe  21/03/2016 21:56
    Então se a SELIC fosse de -14,25% o real se valorizaria no médio prazo? Obviamente no curto prazo vários investimentos em real(principalmente os de renda fixa) seriam abandonados, isso geraria uma certa desvalorização. Porém, como o que determina a taxa de câmbio é a PPP, no longo prazo essa tendência se reverteria.
  • Leandro  21/03/2016 22:50
    Se a SELIC fosse derrubada para o território negativo, o que aconteceria seria uma súbita desvalorização da taxa de câmbio. Afinal, não haveria absolutamente nenhum motivo para os investidores e especuladores aplicarem aqui.

    A taxa de inflação de preços está acima de 10%, o governo estaria cobrando para pegar dinheiro emprestado (em vez de pagando pelo menos 10% apenas para manter o mesmo poder de compra do emprestador), e ainda haveria toda a eventual desvalorização cambial para aniquilar de vez qualquer chance de retorno financeiro dos investidores estrangeiros.

    Todos os investidores estrangeiros sairiam correndo do Brasil, desfazendo-se em massa do real, desvalorizando acentuadamente o câmbio.

    Essa desvalorização cambial, além de afugentar novos aportes de capital estrangeiro, geraria uma enorme carestia dentro do país, possivelmente uma hiperinflação.

    Juros negativos é coisa a que apenas países com inflação zero (deflação) podem ser dar o luxo.
  • Felipe Lange S. B. S.  22/03/2016 01:15
    Leandro, aproveitando esse gancho, poderia me explicar o motivo pelo qual da taxa de juros sobre a poupança no Brasil ser tão baixo à ponto de render abaixo do IPCA? Como essa taxa é definida?
  • Leandro  22/03/2016 01:43
    0,5% ao mês (valor esse estabelecido arbitrariamente pelo governo) mais o valor da TR, que é a Taxa Referencial.

    A TR nada mais é do que a taxa média mensal dos CDBs prefixados de 30 dias das 30 maiores instituições financeiras do país. Só isso.

    Explicando melhor: pega-se os CDB das 30 maiores instituições financeiras do país, com prazo de 30 dias, e calcula-se a sua média mensal (trata-se de uma média ponderada, na qual as duas maiores e as duas menores taxas médias são eliminadas). Pronto.

    Sobre este valor é aplicado um redutor que torna a correção menor. É tudo intervenção pura. E feita diariamente.

    O valor da poupança, portanto, segue uma fórmula criada pelo governo. O 0,5% é totalmente arbitrário e fixo; a TR, embora mais livre, sofre a incidência de um redutor também criado pelo governo.
  • Felipe Lange S. B. S.  22/03/2016 14:29
    Obrigado pelas respostas Leandro! Outra hora eu pesquiso mais sobre as CDB's, pois eu sou leigo sobre sistema bancário...

    Nesse contexto atual, num risco da crise financeira explodir nos EUA de novo (e vai algum momento, além da China), compensa investir no Tesouro Direto aqui no Brasil?

    E que tipo de presidente o Brasil precisaria para peitar sindicatos e corporações para fazer abertura econômica e adotar política monetária séria?

    Já que o real é uma moeda fraca, os investidores estrangeiros não poderiam trocar os dólares por bitcoins e investir aqui?


    Grato pela atenção,
    Felipe
  • Luiz  21/03/2016 19:33
    Keynes não pensou integralmente que gastos governamentais poderiam impulsionar a economia, é um grande equívoco afirmar isso, e por como teoria. Esses impulsos se devem á crise de 29, onde os Eua adotou o livre mercado, e os empregos chegavam a 20 %, a famosa era new deaw.

    Em caminho da servidão, Mises se opõe ao livre mercado, quando ele é proposto de forma
    Oca, mercado por mercado, parece que se arrependeu de sustentar
    a ideia.
  • Louis Cypher  21/03/2016 22:16
    Olá,
    ótimo artigo, gostaria de aproveitar a oportunidade para verificar qual a opinião dos frenquentadores do site sobre a nova movimentação do governo utilizando o BC gerenciar a liquidez do mercado através de depósitos voluntários e remunerados das instituições financeiras.
    Esta não é uma das características de um banco comercial?
    Qual a vantagem para as instituições financeiras? Rendimento considerável?

    Obrigado
  • Leandro  22/03/2016 00:09
    Essa medida é idêntica à adotada pelo Fed, nos EUA. Lá, ela se mostrou bastante eficaz em controlar a inflação de preços.
  • Tannhauser  22/03/2016 16:55
    O objetivo dessa medida é pedalar a relação dívida/PIB. Segue abaixo trecho de uma reportagem na Globo.com:

    "Durante audiência pública no Senado Federal, Tombini defendeu a proposta do governo que permite ao Banco Central receber depósitos remunerados dos bancos para evitar a emissão de títulos pelo Tesouro. A medida tem potencial para reduzir o endividamento do governo.

    "Apoiamos", disse Tombini. Atualmente, esse tipo de operação não é permitida.

    "É um instrumento complementar para o BC administrar a liquidez excedente [de recursos no mercado]. Não creio que substituiria outros instrumentos", acrescentou Tombini.

    Pela proposta, que está sendo encaminhada ao Congresso Nacional, essa seria uma alternativa para o Banco Central retirar recursos da economia, que, se lá permanecessem, poderiam prejudicar o controle da inflação.

    Hoje, para que esses valores saiam da economia real, de circulação, o Tesouro Nacional tem que emitir títulos públicos. Esses títulos são enviados para o Banco Central, que os coloca no mercado.

    Ao deixar que os bancos possam fazer depósitos no Banco Central - que serão remunerados a uma taxa próxima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano -, o governo poderia limitar a emissão desses títulos, feita justamente com o objetivo de controlar a inflação.

    Se todos os títulos públicos emitidos com essa finalidade fossem retirados do mercado, a dívida bruta do governo cairia dos atuais 66% para 50% do PIB. Durante a divulgação da medida, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse, porém, que o governo não vai abandonar a política de emissão de títulos."


  • Fernando  22/03/2016 00:17
    Precisamos estudar a polícia neoliberal. Tem bandidos demais no governo.


    Essas dívidas vão matar pessoas indiretamente. Isso é caso de polícia neoliberal.
  • Andre Henrique  22/03/2016 10:01
    Bom dia,
    No trecho a seguir o correto não seria "despesas"?

    "...Desde quando você elevar suas receitas é "austeridade"?..."

    Abç
  • Magno  22/03/2016 11:17
    Não. É receitas mesmo.

    Para o governo, "austeridade" significa aumentar impostos e, com isso, aumentar suas receitas. Isso não é austeridade

    Desde quando o estado elevar impostos para aumentar suas receitas é austeridade?

    Comparativamente, desde quando você ter um aumento salarial (e com isso elevar suas receitas) é austeridade?
  • Andre Henrique  22/03/2016 16:21
    Compreendido e concordo plenamente... obrigado!!!
  • Emerson Luis  22/03/2016 10:27

    A redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia???

    Céus! Como isso é possível? O governo é o motor da economia!

    * * *
  • Mais Mises...  22/03/2016 16:18
    Isso é zoação não é meu amigo? Diga que sim para não passar mais vergonha aqui!
  • Pobre Paulista  22/03/2016 19:25
    Definitivamente, temos um novato na área.
  • Emerson Luis  23/03/2016 09:33

    Tenho saudade do Típico Filósofo!

    * * *
  • Isis Monteiro  22/03/2016 11:34
    Não concordo que o governo seja o motor da economia. Quando isto acontece, teremos países em crise econômica como o Brasil.
    Sugiro que o estado seja mínimo, cuidando estritamente de saúde, educação e segurança. Em todos os países, governos tendem a ser ineficientes.
    O estado não deve entrar em setores que são função de empresas privadas.
    O estado deve ser mínimo e apenas regular os diversos setores.
  • Viking  22/03/2016 12:27
    Isis, vendo o atual estado de coisas da educação e saúde publicas, porque você acredita que esses setores ainda devam permanecer nas mãos do governo?

  • Andre Henrique  22/03/2016 16:24
    Viking, esquecestes da SEGURANÇA...
    Ansiosamente espero a resposta da Isis e adiciono mais uma pergunta:

    Isis, por que o Estado tem que regular?
  • Zé Dendágua  30/05/2016 13:01
    "Isis" não vai responder nada.
    Seu único interesse é divulgar seu link e receber alguns clicks.
    Isso já vem sendo feito há algum tempo.
    Percebam que seus comentários são sempre rasteiros.
    Ora o link leva a criolipólise, ora a depilaçãço a laser, ora a outros tratamentos estéticos.
  • Pessimista  30/05/2016 14:44
    Estado mínimo que cuida da educação e saúde, e regula diversos setores? O povo não sabe mais o que é estado mínimo.

    Esses dias li na UOL que Temer é defensor do estado mínimo.
  • anônimo  22/03/2016 12:21
    Esse site irá fazer um artigo sobre a destruição dos plano de saúde privado que está ocorrendo no Brasil?
  • Médico  22/03/2016 12:28
    Não está acontecendo nada que já não tenha sido abordado nestes três artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2029
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
  • Marconi Soldate  22/03/2016 18:13
    Leandro, claro que o banco tem como deixar o dinheiro parado. O banco decide se quer emprestar ou não. Pode inclusive abarrotar seus cofres. O BCE só quer que eles emprestem mais, estão segurando a grana. Inflação tá 0% com risco de deflação. Falta mesmo é desmontar o tal "estado de bem estar social".



  • Leandro  22/03/2016 18:39
    Sim, o BCE quer que os bancos emprestem. Porém, como já explicado, se eles emprestarem, continuarão sofrendo a incidência de juros negativos do mesmo jeito.

    Aliás, como um todo, o sistema bancário terá de pagar uma quantia ainda maior para o BCE. Quanto mais o sistema bancário expandir o crédito, mas dinheiro pagarão ao BCE.

    É uma imbecilidade.

    mises.org/blog/former-ecb-chief-economist-disses-negative-interest-rates-and-praises-deflation

    mises.org/blog/negative-rates-may-be-ineffective-and-dangerous

    mises.org/blog/negative-rates-negative-outcomes

    mises.org/blog/mises-daily-thursday-where-negative-interest-rates-will-lead-us

    mises.org/blog/negative-interest-rates-and-fear-mean-well-save-more-not-less
  • Marconi Soldate  23/03/2016 16:47
    Sim Leandro, essa política de juros negativos é deflacionária, mas vc tem que ver ela atua junto com outras políticas expansionistas (QE, compra de ativos, sei lá).

    Falar nisso, vc já ouviu falar de Silvio Gesell, free money??

    Creio que Keynes tinha razão quando disse
    "I believe that the future will learn more from Gesell's than from Marx's spirit."

    O mundo está caminhando pra idéia dele, que é ótima eu acho. O dinheiro vai "estragando", como qualquer outro produto. Perde a sua injusta vantagem.
  • Magno  23/03/2016 17:33
    Cristo Rei!

    Quer dizer então que o ideal é que o dinheiro vá estragando e se deteriorando?

    Sendo assim, o Brasil atual é o modelo ideal para você: aqui, o dinheiro está estragando a uma taxa de 10% ao ano. Se você não se livrar dele agora, daqui a um ano as coisas estarão 10% mais cara. Uma bela estragada no dinheiro.

    Agora, "estranhamente", essa ideia que você acha "ótima" não logrou gerar o crescimento econômico prometido por Silvio Gesell. Muito pelo contrário, aliás: essa estragada básica no dinheiro gerou a maior recessão econômica em 100 anos.

    E você diz que tal ideia é "ótima".

    É cada coitado perdido nesse mundo...
  • Marconi Soldate  23/03/2016 17:48
    Na verdade estava me referindo a situação européia de juros zero e risco de deflação. No Brasil o problema é que está "estragando" demais. rsrsrs
  • Carlos  23/03/2016 17:50
    O mais interessante é que o Marconi freqüenta este site há anos e ainda não conseguiu entender nada. Isso me lembra do título de um filme que passava no SBT antigamente: Nut - Nasceu burro, não aprendeu nada e esqueceu a metade.
  • Marconi Soldate  24/03/2016 13:37
    Vejo que você não entendeu a de qualé dos austríacos. Querem deflação, o que seria ótimo pra quem é montado em grana. Faz nada e vê o seu poder de compra aumentar. Prefiro estar ao lado dos produtores de riqueza, empresários e trabalhadores, que dos rentistas.
  • Drummond  24/03/2016 15:24
    Como é que é?! Quer dizer que os preços dos bens e serviços caírem é "ótimo pra quem é montado em grana", mas é péssimo para trabalhadores?!

    Como assim, Brasil? Desde quando preços em queda são ruins para trabalhadores?! Pela sua lógica, trabalhadores devem chorar quando os preços das televisões caem e devem adorar quando os preços dos carros aumentam.

    Que mundo é esse?

    Outra coisa que um ignorante como você não entende: em um cenário de deflação, os juros são ínfimos. Como isso pode ser melhor "para os rentistas" do que um cenário de inflação e juros altos?!

    É cada ignaro que fica querendo aparecer aqui...
  • mauricio barbosa  26/05/2016 00:45
    Desculpe-me Leandro,mas os bancos tem a opção de deixar o dinheiro(Reservas em excesso) parado(Entesourado)em seus cofres ao invés de deixar depositado no BCE e sem a necessidade de emprestá-lo e se estou enganado me mostre onde,pois posso estar enganado.Desde já agradeço atenção.
  • Leandro  26/05/2016 13:24
    Sim, está errado.

    Não existe um "cofre" no qual os bancos podem deixar bilhões de euros (tudo em forma de dígitos eletrônicos) parados.

    O único cofre físico que os bancos têm é aquele no qual eles podem guardar cédulas e moedas metálicas. Mas a quantidade de cédulas e moedas metálicas em posse dos bancos é absolutamente ínfima em relação à oferta monetária como um todo.

    No que tange a dígitos eletrônicos -- que é realmente o que está em questão --, o único "cofre" dos bancos é a conta-corrente que possuem junto ao Banco Central Europeu. Não há alternativa. Não há outro lugar em que os bancos possam "guardar" todos esses dígitos eletrônicos. Está tudo nas reservas bancárias, que ficam depositadas no Banco Central Europeu.

    Não há como escapar.
  • Henrique Zucatelli  22/03/2016 20:57
    Leandro, mas afinal o que há de "risco" em haver deflação? Isso não é bom para o povo, as empresas etc?
  • Leandro  22/03/2016 22:49
    É ótimo. Quem tem de explicar qual é o "risco" de haver preços em queda são os keynesianos.
  • Andre Henrique  23/03/2016 11:07
    Leandro,
    É correto afirmar que estes "riscos" são inventados/destacados pelos bancos, pois num cenário de deflação podem perder... deixa-me reformular: deixam de ganhar tanto dinheiro?
    Abç
  • Igor  22/03/2016 23:25
    Duas dúvidas de um principiante:

    1) O conteúdo do artigo tem algo a ver com a Teoria da "Economia do Lado da Oferta"?

    2) Até que ponto as ferramentas "Oferta e Demanda" que aprendi na faculdade são importantes? Elas servem para explicar por que uma expansão artificial de crédito leva a um ciclo econômico, por exemplo?
  • Fernando  24/03/2016 01:49
    Os economistas do governo não aprenderam nada com a estagnação de vários países.

    É só analisar Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Japão, etc. Esse alto endividamento travou tudo, mesmo sendo países muito desenvolvidos.

    O povo precisa ser extremamente educado e inteligente para conseguir pagar as contas do governo.

  • Wesley  24/03/2016 09:14
    Uma dúvida: Quando o governo gasta mais do que arrecada e faz o que faz atualmente quando disse qua não vai pagar os juros da dívida, isso explica porque os juros são tão altos no Brasil? No caso o Brasil tem a maior taxa de juros do mundo. O pessoal da esquerda reclama disso e curiosamente se recusam a enxergar que o problema é justamente o nababesco governo. Mas somente isso explica essa taxa pornográfica de juros, ou tem algum esquema de propina entre o BACEN e os bancos? Porque na época que o real estava ancorado ao dolar a taxa chegou a incríveis 40% para manter a moeda valorizada. Isso procede?
  • Leandro  24/03/2016 12:12
    "Quando o governo gasta mais do que arrecada e faz o que faz atualmente quando disse qua não vai pagar os juros da dívida, isso explica porque os juros são tão altos no Brasil?"

    Não houve essa afirmação de que não irá pagar os juros. Tivesse havido, o país já estaria em convulsão em decorrência de um câmbio totalmente desvalorizado.

    "No caso o Brasil tem a maior taxa de juros do mundo. O pessoal da esquerda reclama disso e curiosamente se recusam a enxergar que o problema é justamente o nababesco governo."

    Correto.

    "Mas somente isso explica essa taxa pornográfica de juros, ou tem algum esquema de propina entre o BACEN e os bancos?"

    Não. O motivo foi explicado aqui. Se você considerar déficit nominal, mais serviço da dívida (juros que vários títulos pagam semestralmente), mais refinanciamento, mais amortizações, verá que os do Brasil estão entre os três maiores do mundo (entre os países em desenvolvimento, somos os maiores).

    Acrescente a isso nosso histórico de calotes nos credores internacionais mais nossa propensão a fazer besteira na economia mais a total incerteza quanto a quem será o próximo palhaço a ocupar a Fazenda e o próximo incompetente a ocupar o Banco Central, e você tem o receituário completo.

    "Porque na época que o real estava ancorado ao dolar a taxa chegou a incríveis 40% para manter a moeda valorizada. Isso procede?"

    O real nunca esteve ancorado ao dólar, mas sim atrelado. A diferença é abismal e faz toda a diferença sobre os juros.

    Esse assunto, inclusive a explicação de por que a atrelagem -- ao contrário da ancoragem -- gera juros altos, foi abordado extensivamente neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Gustavo  07/04/2016 18:35
    Mas Leandro, como que outros países extremamente endividados, com políticos de esquerda pouco confiáveis, dívida nacional gigante (que nem a Inglesa), não implementam juros altos? Olhando para outros países parecem todas cópias melhoradas do Brasil...

    É só questão de maior produtividade e moeda forte? Se o Brasil aumentasse seu nível de produtividade e fortalecer a moeda, seria suficiente para botar juros a 0% que nem na Europa?

  • Leandro  07/04/2016 19:35
    Você está dizendo que a Inglaterra é uma "cópia melhorada" do Brasil? Menos, meu caro, menos...

    A Inglaterra não tem histórico de calotes, sua riqueza per capita (isto é, a capacidade do país de tributar seus cidadãos para pagar a dívida) é várias vezes maior que a nossa (o que reduz a chance de calote e, logo, os juros), o histórico de estabilidade de sua moeda é incomparável ao nosso, e a chance de populistas lunáticos assumirem o controle é pequena (ainda).

    O último governo maluco que eles tiveram durou quatro anos e foi em meados da década de 1970 -- e eles pagaram caro por isso, com juros estelares (maiores que os nossos hoje) durante a década de 1980.

    "É só questão de maior produtividade e moeda forte? Se o Brasil aumentasse seu nível de produtividade e fortalecer a moeda, seria suficiente para botar juros a 0% que nem na Europa?"

    Sem dúvida. O primeiro item é impossível do dia para a noite, portanto vamos desconsiderá-lo. Já o segundo item (moeda forte) fez os juros desabarem literalmente da noite para o dia em todos os países que o adotaram -- e por mais avacalhados que fossem esses países.

    Relatos completos aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Gustavo  07/04/2016 20:16
    Entendi. Talvez eu tenha exagerado, mas se o Bernie Sanders por exemplo não é um populista lunático não sei quem é. Esse cara entrando na casa Branca e os juros se mantendo baixos, você diria que é porque ainda tem gente que mexe com dinheiro que Realmente acredita no Socialismo?

    O cara é declaradamente socialista, fico muito de cara com um político que discursa sobre essa porcaria e ganhe atenção num país como o EUA.

    Se dizem socialistas "democráticos"... sinceramente não sei qual semântica eles dão para essa palavra.
  • Leandro  07/04/2016 20:30
    Se ele se tornar presidente, e os juros lá continuarem baixos, aí você pode me cobrar. ;)
  • Alexandre Aniceto  29/03/2016 03:39
    Vale a pena afirmar que na Irlanda os gastos com as forças armadas equivalem a 0,5% do PIB, já as forças armadas brasileiras, com seu sistema indecente de aposentadoria, gastam 2,5% do PIB.
  • Isis Monteiro  20/04/2016 12:27
    Um estado gastador em que o Pib não cabe dentro do estado terá muitos problemas para se refinanciar. Veja o cado do Brasil: hoje gastamos anualmente mais de R$ 500 Bi em pagamento de juros. Para compararmos, o programa bolsa família investe por ano R$ 25 Bi. É uma grande distorção. O Brasil nos próximos anos terá tarefas árduas e doloridas para sanar suas despesas.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 23:42
    Pagamos anualmente mais de R$ 500 bilhões em pagamentos de juros. Isto é indecente. E por que isto acontece? Porque temos um estado que gasta mais do que arrecada. Simples. Se nada for feito, estaremos quebrados nos próximos anos.
  • robson wesley  26/04/2016 01:39
    Tenho participado mais ativamente da politica aqui na minha cidade, interior de SP, e o orçamento da cidade para o ano de 2016 é de aproximadamente 900 milhões de reais, 30 milhões foram destinados a câmara dos vereadores que tem 114 funcionários. O ano passado foi gasto 30 milhões com salários para cargos de confiança e comissionados.

    Enquanto isso a cidade patina e não se desenvolve.

    Meu ponto, o sistema politico no Brasil é podre e NUNCA veremos uma consciência e austeridade com gastos públicos. O sistema canaliza todas suas forças para deixar o país, o estado e municípios estáticos. Não tem como combater isso.

    tenho dialogado com os vereadores da cidade para fiscalizarem com mais afinco os gastos da prefeitura, mas toda sessão só debatem nomes de ruas, moções de apoio e, pasmem senhores, o prefeito está dando uma parte do horto florestal aos sem terras e nenhuma vereador se movimenta.

    EU DESISTI desse país faz muito tempo. Sonho com o dia em que nosso executivo irá cortar gastos do governo e nos deixar prosperar como nação.

    Alguém tem alguma proposta ou projeto para lutar e mudar esse nosso contexto local?
  • Isis Monteiro  26/04/2016 17:18
    Caro Robson Wesley, não desista. Monte um grupo de pessoas que possa acompanhar e cobrar o trabalho desses vereadores.
    Há muitas cidades no Brasil que fizeram grande pressão junto aos vereadores e conseguiriam reduzir a remuneração destes.
    O Brasil não mudará enquanto não houver uma postura ativa em cada município.
  • Isis Monteiro  27/04/2016 16:28
    Corretissímo: "A adoração pelos gastos do governo não é patrimônio exclusivo da esquerda. Todos os governos, independentemente de suas ideologias, raramente fazem um ajuste do setor público; eles preferem impor todo o ajuste ao setor privado, elevando impostos."
  • Alexandra Moraes  27/04/2016 17:46
    Independente de esquerda e direita, todos os governos, não importa a ideologia, realmente farão uma reforma no setor público. O Estado é um gastador. Gasta muito mais do que pode. A despesa fica muito além da arrecadação. Com certeza a fatura dos tempos da NOVA MATRIZ ECONÔMICA será repassada à sociedade.
  • Isis Monteiro  29/04/2016 22:04
    O governo não pode gastar mais do que arrecada. O governo tem caber dentro do Pib. Temos uma das maiores taxas de juros do mundo em função da farra em gastança. Não conseguimos economizar e ano após ano nossa economia apresenta déficit. Estamos bastante longe de apresentar superávit primário. Dessa forma, seremos extorquidos pagando juros. Por ano são mais de R$ 500 bilhões. É muito dinheiro. Para uma referência: o bolsa-familía dispende R$ 25 bi anuais.
  • anônimo  25/05/2016 15:08
    O Meirelles só está mantendo os gastos e defendendo que não haja aumento real. Serão apenas correções baseadas na inflação.

    Isso já é uma evolução, porque o governo estava gastando mais do que arrecadava e acima da inflação. Ou seja, o crescimento do PIB não estava aliviando as despezas.

    Se isso for aprovado, pelo menos vai começar a sobrar um pouco de dinheiro, se o PIB/arrecadação crescer.

    O problema pode ser resolvido em algumas décadas, se não aparecer outro maluco pra torrar tudo.

    A situação é muito pior do que a divulgada na mídia. Os juros já deveriam estar consumindo 335 bilhões de superávit primário e esse calote está sendo pedalado. Ou seja, um ajuste fiscal que deve ser realizado de 171 anos.

    O país precisa reduzir a dívida líquida para abaixo de 20% do PIB. Isso iria reduzir o superávit primário e sobrar mais dinheiro para o governo, sem precisar aumentar impostos. Enfim, eles criaram as dívidas e agora reclamam que existem juros altos.
  • Tannhauser  25/05/2016 16:53
    Se possível, gostaria que o Leandro (ou outro entendido do assunto) colocasse aqui o tamanho do buraco:

    1. Dívida Bruta Tesouro:
    2. Dívida Petrobrás:
    3. Dívida BNDES:
    4. Outros:

    5. TOTAL:


    Além disso, informar também a despesa com juros em 2015 e a receita de juros/dividendos em 2015 para compararmos, já que "você sabe quem" gosta de dizer que o que vale é a dívida líquida.

    Outra notícia importante, Leandro, poderia mencionar em algum artigo ou comentar aqui mesmo sobre o "Fundo Soberano", que foi queimado em ações da Petrobrás.



  • Marcos  25/05/2016 17:14
    O Fundo Soberano foi comentado ontem, ali ao lado, no blog.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2414

    Tá distraído, hein?
  • Anderson d'Almeida  25/05/2016 17:16
    Tannhauser,


    Já saiu um post sobre o "Fundo Soberano". Está no blog, Ulrich que o escreveu.
  • Tannhauser  25/05/2016 17:44
    Obrigado, Marcos e Anderson,

    não tenho o hábito de ler o blog. Só os artigos e alguns podcasts.

  • Leandro  25/05/2016 17:54
    1. Dívida Bruta Tesouro:

    Ao final de março de 2016, R$ 4,04 trilhões (gráfico 2 deste artigo)


    2. Dívida Petrobrás:

    Segundo as últimas notícias, R$ 450 bilhões.


    3. Dívida BNDES:

    Ao final de março, o BNDES devia ao Tesouro R$ 516 bilhões.


    4. Despesas:

    com juros e encargos da dívida em 2015: R$ 208,4 bilhões

    com amortização da dívida: R$ 181,9 bilhões

    refinanciamento (que não é despesa): R$ 571,6 bilhões

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/352024/Despesa_Grupo.xls/9cb31de8-b765-4d5c-9ae1-67cd4bf16bdc


    5. Receitas de operações de crédito:

    R$ 160,3 bilhões.

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/352024/Receitas_Subcategoria.xls/195002dd-53af-4263-8ee8-5ae3bc7c4131
  • anônimo  25/05/2016 19:00
    Isso mostra que o objetivo da esquerda é quebrar tudo, destruir a moeda, roubar tudo, e ainda fazer papel de santo.

    Se eles odeiam tanto os juros e amam os pobres, eles deveriam ser os mais austeros, cortar verbas desnecessárias, obras inúteis, oferecer qualidade nos serviços, respeitar as empresas, etc.

    Enfim, a esquerda é composta por terroristas !

  • Pobre Paulista  25/05/2016 19:50
    E ainda tem os gastos para tentar manter o dólar "no preço correto".

    E tem gente achando que é só cortar o bolsa família e meia dúzia de ministérios que vai resolver a situação fiscal.
  • Tannhauser  25/05/2016 20:29
    Obrigado Leandro!

    Três dúvidas:

    1. Considerando a dívida bruta de 4 trilhões, a despesa com juros de 208 bilhões dá somente 5% ao ano. É isso mesmo? Estou achando baixo, considerando o custo médio da dívida presente no relatório anual da dívida pública (pg. 42).

    2. Como houve amortização da dívida em 2015, considerando-se que houve déficit primário? Não teria havido somente a rolagem da dívida?

    3. De onde vem essa receita de operações de crédito? Do BNDES?
  • Leandro  25/05/2016 21:32
    "Considerando a dívida bruta de 4 trilhões, a despesa com juros de 208 bilhões dá somente 5% ao ano. É isso mesmo?"

    Sim. É comum o espanto porque as pessoas não entendem muito bem como funcionam os títulos do Tesouro.

    1) Neste exato momento, há 22 títulos diferentes no mercado. Veja todos aqui.

    2) Desses 22, apenas 12 pagam juros. E ainda assim são pagamentos semestrais. E cada um desses títulos paga juros a uma taxa distinta, que pouco ou nada têm a ver com a SELIC.

    3) Os outros não pagam juros nenhum.

    4) No entanto, você pode, diariamente, revender para o Tesouro qualquer título que você comprou. Isso entra na rubrica "amortização". Se você comprou um título -- qualquer título -- mês passado e o revendeu hoje, isso conta como amortização. Mesmo que você tenha comprado um título que rende juros semestrais, se você o revender, isso é amortização.

    5) Agora vem o detalhe mais crucial de todos:

    5-a) em anos em que os juros estão subindo, os gastos com amortização tendem a ser menores, pois, como os juros estado subindo, os preços de cada título estão caindo, o que torna um mau negócio revendê-los para o Tesouro.

    5-b) Já quando os juros estão caindo, torna-se um ótimo negócio revender os títulos antecipadamente, pois seus preços estão subindo. Ao revendê-los antecipadamente, você pode facilmente conseguir taxas de retorno muito acima daquela pela qual comprou o título. (Por exemplo, se você comprou um título prefixado a 15% ao ano com vencimento em 2021, e hoje esse título paga uma taxa de 12,50%, então o preço dele subiu; se você revendê-lo, conseguirá um retorno muito maior do que 15% ao ano).

    5-c) Qual a consequência disso tudo? Simples: os gastos com amortização são maiores nos anos em que os juros estão em queda. Compare, por exemplo, os gastos com amortização em 2015 (R$ 181,9 bilhões) -- ano em que os juros só subiram -- com 2012 (R$ 319,9 bilhões), ano em que os juros só caíram.

    6) Mais ainda: observe que os gastos com juros, encargos e amortizações foram maiores em 2012 (com SELIC a 7,25%) do que em 2015 (com SELIC a 14,25%).

    7) Ou seja: é exatamente nos anos de juros em queda que o governo tem maior despesa com o serviço da dívida.

    Fale isso para um "ativista contra os juros da dívida" e o cérebro dele vai bugar.


    "Como houve amortização da dívida em 2015, considerando-se que houve déficit primário? Não teria havido somente a rolagem da dívida?"

    Pelo motivo explicado acima no item quatro. Se você tem título do Tesouro Direto e quiser revendê-lo agora (o Tesouro recompra diariamente, das 18h às 5 da manhã), isso é amortização.


    "De onde vem essa receita de operações de crédito? Do BNDES?"

    Também. Qualquer empréstimo que o Tesouro tenha concedido.
  • Tannhauser  25/05/2016 22:02
    Mais uma vez, muito obrigado pelo esclarecimento!

  • Juliano  26/05/2016 13:23
    Leandro esclareça por gentileza: "em anos em que os juros estão subindo, os gastos com amortização tendem a ser menores, pois, como os juros estado subindo, os preços de cada título estão caindo, o que torna um mau negócio revendê-los para o Tesouro."

    Não era pra ser o contrário? Os juros não são o preço do dinheiro? Sendo assim juros maiores significam que o ativo vale mais no mercado?
  • Leandro  26/05/2016 13:46
    "Sendo assim juros maiores significam que o ativo vale mais no mercado?"

    Ao contrário: se os juros de um papel subiram, isso significa que o valor dele caiu no mercado. Essa é uma relação básica.

    Exemplo simples: imagine que o Tesouro emitiu uma LTN cujo valor de face é R$ 1.000 e seu vencimento se dê em um ano. O preço de compra desse título vai ser definido pela oferta e demanda. Suponhamos que você tenha arrematado o título por R$ 800. Dali a um ano o Tesouro vai pagar-lhe R$ 1.000. Sendo assim, esse título está pagando juros de

    (1.000 - 870) / 870 = 15% ao ano

    Agora suponha, no dia seguinte, os juros desses títulos subiram para 20%.

    (1.000 - X) / X = 20% ao ano.

    Faça os cálculos e você verá que o novo valor do título no mercado será de R$ 833.

    Assim, um título que foi comprado por R$ 870, agora está sendo negociado a R$ 833.

    Guarde essa regra: se o preço de um título sobe, seus juros caem. Juros sobem, preço dos títulos cai.

    Portanto, respondendo à sua pergunta:

    Você compra hoje um título prefixado pagando 13% ao ano. Ele custou R$ 450.

    No entanto, a SELIC começa a subir. Todos os outros juros de todos os outros títulos sobem juntos. Ao final do ano, esse título que você comprou a 13% está pagando 15%. Isso significa que o valor de mercado dele caiu de R$ 450 para R$ 400. (Os números são meramente ilustrativos; não fiz nenhum cálculo).

    Se você decidir revender esse título para o Tesouro -- o que seria uma amortização -- você perderá dinheiro. Por isso, em anos em que os juros estão subindo, os gastos com amortização ocorrem majoritariamente apenas para os títulos que realmente estão vencendo. Ninguém seria besta de revender antecipadamente seu título a um preço menor do que aquele pelo qual o comprou.

    De novo: os gastos do governo com o serviço da dívida tendem a ser menores em anos de juros em ascensão -- a menos, obviamente, que tal ano tenha uma grande quantidade de títulos vencendo.
  • Anderson  25/05/2016 20:53
    Então Leandro o gasto SÓ COM JUROS é de 208,4 bilhões e não 500 bilhões como já foi dito aqui né?
  • Leandro  25/05/2016 21:31
    Só com juros, sim. Mas igualmente importante é considerar também as amortizações. Veja minha resposta imediatamente acima, por favor.
  • anônimo  25/05/2016 22:17
    Leandro, concordo que baixar os juros na canetada não é simples, porque as amortizações irão subir muito. É como se eles estivessem pagando uma dívida, fazendo grandes aportes.

    A redução dos juros seria uma coisa boa para o tesouro, mas ela exige que ele tenha superávit fiscal muito alto. O superávit é um pré-requisito que está faltando.

    O engraçado é que qualquer solução para esse problema de endividamento, passa pelo corte de despezas.

    Talvez, quando o governo resolver fazer um superávit extremanete alto, os juros irão baixar.

    Esse plano do Meireless é bom, mas parece ser extremamente lento. Com inflação de 7% e crescimento de 1%, o superávit será de 60 bilhões. Ou seja, pra começar a brincar de amortização da dívida, precisaria de crescimento de 3%. Se crescer menos de 3%, só iremos pagar juros.

    Por isso, o correto era aumentar as despezas um pouco abaixo da inflação, e não como o Meirelles está querendo fazer. Se ainda tivesse um crescimento acima de 3%, poderia ser junto com a inflação.
  • Anderson  26/05/2016 20:40
    Corrigindo: Então a MANUTENÇÃO da dívida custou 390,3 bilhões em 2015.
  • Anderson  25/05/2016 16:57
    Espero o dia que nós liberais seremos maioria suficiente para abolir o governo e fazer a transição para uma sociedade livre. Por enquanto ainda há muito medo da população, pois ficam com aquela velha desconfiança de que se trata de uma conspiração dos ricos contra os pobres.

    Ser liberal e anarcocapitalista é ser contra o estado, que é a fonte dos privilégios, da desigualdade e da opressão, que só serve para atrapalhar a prosperidade de um país.

  • Hiller  25/05/2016 17:06
    Eu só vejo gente dizendo "cortar gastos! cortar gastos" E a manutenção com a divida publica? (277,3 bilhões)?
    Não daria para utilizar as "reservas internacionais" para quitar parte da divida, e vender ativos e quitar o restante?
    Tecnicamente, "sobrariam" 277,3 Bi para investimento....
  • Leandro  25/05/2016 17:29
    "Não daria para utilizar as "reservas internacionais" para quitar parte da divida, e vender ativos e quitar o restante?"

    Para usar as reservas internacionais, o BC teria de vender dólares e coletar reais.
    Feito isso, logo em seguida, o BC teria de repassar os reais (que ele coletou com a venda dos dólares) ao Tesouro para fazer essas obras públicas.

    Aí entra a encrenca: tal operação pode ser considerada um financiamento direto ao Tesouro pelo Banco Central.

    Se for, viola a lei.

    Se não for, no mínimo irá gerar desconfiança nos investidores estrangeiros, o que pode ocasionar uma saída de capitais e uma consequente pressão sobre a taxa de câmbio, aditivando a carestia.

    "Tecnicamente, "sobrariam" 277,3 Bi para investimento...."

    Para quem fazer esse investimento? O governo? E desde quando o governo faz um único investimento correto?

    Como as obras públicas subtraem riqueza da população

    Gastos governamentais sempre são ruins para a economia

    Os economistas austríacos contra o mainstream econômico no Brasil de Temer
  • Hiller  25/05/2016 19:46
    Obrigado pela resposta! A conta parece simples, mas...

    "Para quem fazer esse investimento? O governo? E desde quando o governo faz um único investimento correto?"

    Não necessariamente investimento, e sim desoneração de impostos...

  • Renato  25/05/2016 17:27
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • mauricio barbosa  25/05/2016 17:31
    Esse dinheiro do Bndes será devolvido a longo prazo,mas com baixo retorno exemplo de cada 100,00 emprestados,se for devolvido 90,00 será muito,é lógico que não foi doado,mas nas condições em que foram negociados esses financiamentos até eu que sou mais tolo gostaria de captar esse dinheiro não tenham dúvidas e realmente o "dinheiro´publico"é dinheiro da viúva(Nosso,não importando com o quantum somos assaltados)nas mãos destes trambiqueiros e cínicos...

    OBS:Só acabando com este banco para moralizar.Os empresários são seduzidos pelo canto da sereia deste banco de fomento e assim financiam os demagogos que depois abrem os cofres fartos desta instituição financeira desnecessária.

    Até quando vamos aguentar isso impotentemente,só Deus sabe.
  • MarcioAB  25/05/2016 18:29

    Discordo.
    Acho muito mais importante limitar que cortar.
    Se voce limita, muito provavelmente tera que cortar.
    Cortar este ano, o proximo, o proximo ... porque tem um limite.
    O limite trava de uma vez por todas.
    E depois basta ir baixando o limite ate chegar no estado minimo.

    Se voce apenas corta e não coloca um limite, este ano voce corta, mas no proximo aumenta.
  • Anderson d'Almeida  25/05/2016 19:52
    Concordo. Porém, não é fácil criar um mecanismo desses, principalmente porque passará nas mãos de políticos, que não querem de forma alguma ver o seu pote (orçamento) diminuído. Se diminuírem o orçamento estatal por lei, como prometerão "milagres" aos seus eleitores? Não poderão mais dizer que farão isso, isso e aquilo...

  • MarcioAB  25/05/2016 22:40
    Mas é nessa linha que o Meirelles esta indo ... so far, so good.

    Cabe as nos agora, ficar "bombando" para o cara seguir em frente e o Congresso aprovar.
    Os quadrilheiros deixaram o pais tão arrasado, que até tem clima para isso.
    Veja por exemplo a autorização que o Congresso deu para o Temer não quebrar a cara com a LRF.
    A principio esta tranquilo, esta favoravel.
  • anônimo  25/05/2016 18:46
    A Irlanda saiu da recessão de -5% em 2009 para crescimento de 9%.

    A pior previsão é de crescimento de 5,5%.

    A Irlanda é a China capitalista e liberal.

    É um milagre econômico ! É um tapa na cara dos sociais democratas.


    www.tradingeconomics.com/ireland/gdp-growth-annual
  • Didi  25/05/2016 19:36
    Felicitações pelo artigo reeditado nesta data, que alias é oportuno para este 25 de março, dia dedicado à indústria, que impiedosamente foi solapada na última década. Destarte, ciente que não há gap para elevação da carga tributária, ontem o ministro Meirelles disse que por ora deixará o aumento da carga tributária em standby, porém se o tema for retomado e aprovado pelo congresso, seguramente os minguados segmentos produtivos remanescentes serão exterminados. É inconcebível para um país emergente tamanha irracionalidade que o deixa a margem da competitividade internacional.
  • a  25/05/2016 19:57
    O brasil precisa simplificar seu governo, zerando os impostos, preservando os Direitos Trabalhistas, a Saúde, a Propriedade, as Estradas, a Segurança e a Previdência Social. O resto: LIXO.
  • Ricardo Bordin  25/05/2016 22:20
    Michel Temer, mais por necessidade do que por ideologia, está tentando seguir o caminho trilhado pela Irlanda - ainda meio capengueando, mas vai na direção da responsabilidade fiscal. Como bem referido neste post do IMB, qualquer referência a corte de gastos públicos já causa arrepios na espinha da mídia "especializada" brasileira. Sobre isso, redigi um artigo, tratando da guinada Liberal (ou quase) pretendida pelo PMDB. Abraços.

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/05/18/quando-o-minimo-e-maximo/
  • Tailoco  26/05/2016 00:07
    Alguém sabe me informar se na Irlanda há um regulamento equiparado à CLT??
  • PedroF  26/05/2016 04:28
    Agora mesmo, um dos maiores, se não o maior laboratório americano, está querendu mudar a sede para a Irlanda, onde o imposto de renda corporativo é de 16%. A imprensa conservadora tem comentado bastante o caso e criticado a resistência governamental em tentar embaraçar o deslocamento da sede da empresa.
  • PedroF  26/05/2016 04:41
    Se governo fosse o motor da economia, como quer o Émerson Luís, todos os países do planeta estariam bem, principalmente os socialistas e assemelhados.
  • anônimo  26/05/2016 13:24
    Se o Brasil reduzisse o IRPJ E CSLL para 10%, nós seríamos a nova China.

    A mão de obra no Brasil custa menos de 500 dólares. A mão de obra pode ter problemas, mas não é cara.

    O brasileiro quer empreender. Em 2014, foram abertas mais de 1,8 milhão de empresas.

    O governo está destruindo o crescimento da economia.

    O governo quer explorar as pessoas de todas as formas, sejam empregados, empresários, autônomos, camelôs, etc. Por exemplo, até os médicos estão pagando 6% de imposto. Temos que pagar para salvar vidas.







  • Andre Cavalcante  26/05/2016 14:29
    ???

    "Se o Brasil reduzisse o IRPJ E CSLL para 10%, nós seríamos a nova China."

    Uai, porque? O Brasil é uma democracia, a China uma ditadura; o brasileiro tem cultura indolente, o chinês não; o Brasil está localizado em uma zona tropical e a China subtropical. Que comparação mais esdrúxula essa!

    "A mão de obra no Brasil custa menos de 500 dólares. A mão de obra pode ter problemas, mas não é cara."

    O quê?

    De onde você tirou isso?

    Veja em noticias.r7.com/economia/salario-medio-do-brasileiro-cresce-44-em-dez-anos-e-chega-a-r-1725-04122015 que o salário médio do brasileiro é de R$1.768,20, o que dá USD505,20 (ou seja, mais, e não menos). Afora o que a comparação direta assim está errada, porque não dá pra dizer se isso é muito ou pouco se não levar em consideração a produtividade. O americano, por exemplo tem 4x mais produtividade que o brasileiro, segundo o IBGE (veja em www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1635927-1-trabalhador-americano-produz-como-4-brasileiros.shtml). Logo o salário médio do brasileiro, em comparação com o americano deveria ser 4x menor. Então a mão de obra no Brasil é sim cara. E é cara principalmente por causa dos chamados "direitos trabalhistas" que nada mais são que dinheiro que vai pro governo e é retirado das empresas e trabalhadores que realmente produzem as coisas no Brasil.

    "O brasileiro quer empreender. Em 2014, foram abertas mais de 1,8 milhão de empresas."

    Guarde isso.

    "O governo está destruindo o crescimento da economia."
    O governo quer explorar as pessoas de todas as formas, sejam empregados, empresários, autônomos, camelôs, etc. Por exemplo, até os médicos estão pagando 6% de imposto. Temos que pagar para salvar vidas."

    Se você reconhece isso, por que apoiar a instituição que gera todas essas mazelas? Por que apoiar a instituição que não deixa, por políticas protecionistas a gente ganhar mais? Por que apoiar a instituição que rouba do trabalhador e do empreendedor os recursos necessários para a sua sobrevivência e para o seu empreendimento? Por que apoiar a instituição que evita que se ganhe mais (realmente) e ser mais produtivo?

    É muita incoerência....

    Abraços

  • anônimo  26/05/2016 15:35
    "Se o Brasil reduzisse o IRPJ E CSLL para 10%, nós seríamos a nova China."

    Esse comentário foi em relação ao crescimento econômico e não sobre cultura. A China só possui o exemplo do crescimento. O resto é bizarro. É um povo miserável que trabalha muito, comendo carne de cachorro, cobras e insetos. Ninguém gosta de comer essas coisas. A fome causada pelo comunismo gerou essa ambição pelo trabalho. Eles trabalham até aos domingos.


    "A mão de obra no Brasil custa menos de 500 dólares. A mão de obra pode ter problemas, mas não é cara."

    Como você quer ter produtividade com 1800 páginas de PIS/Cofins, falta de dinheiro para investir em treinamento nas empresas, falta de dinheiro para infraestrutura das empresas, 4 horas de transporte público, etc. Os americanos usam vários tipos de ferramentas, enquanto nós fazemos trabalho quase manual.






  • Pilates  26/05/2016 14:12
    O caso brasileiro ilustra bem o que acontece. Por ser um Estado que gasta mais do que arrecada, hoje pagamos um juros anual de R$ 600 bilhões, o que representa mais de 26 programas anuais de Bolsa-família. A idéia de Keynes é que os gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e desta forma está-se impulsionando a prosperidade do país. Keynes entende que gastos do governo geram maior demanda, e maior demanda gera mais produção, mais emprego e mais riqueza. No entanto, esta idéia é totalmente fora de propósito pois gastar mais do que se recebe implica se endividar continuamente gerando inevitavelmente a falência do endividado, uma vez que a dívida, ao se tornar cada vez maior, faz com que seus juros sejam impagáveis.


  • anônimo  26/05/2016 15:48
    Como diria Rodrigo Constantino: O impeachement deu Bilhão !!!!!!
  • anônimo  27/05/2016 08:52
    Impressão minha ou está havendo uma mudança na linha editorial do IMB?
  • Observador  27/05/2016 15:37
    Apenas nas três ultimas semanas, Lew Rockwell, Murray Rothbard, Ludwig von Mises, Jeffrey Tucker e Larken Rose, além de Leandro Roque (com mais frequência) e Fernando Ulrich.

    Qual exatamente foi a mudança? Se houve, foi pra melhor.

    Acompanho o site desde 2011, e nada vi de diferente.
  • Lel  27/05/2016 16:03
    O site está melhor do que nunca, anônimo.
  • Andre Henrique  27/05/2016 11:13
    Alguém já viu esse novo filme Money Monster com Julia Roberts e George Clooney? Pelo trailer me parece mais um chororo socialista que tenta mostrar os capitalistas como sugadores insensíveis e ao mesmo tempo isentando o estado de qualquer culpa em relação as crises econômicas.
  • Assaltado pelo PT  29/05/2016 15:55
    A esquerda odeia a liberdade.

    O IRPJ e CSLL são 10% da arrecadação federal do Brasil. Taxar quem produz só destrói a economia, causa mais sonegação, mais burocracia para fatiar empresas, menos investimentos, menos estabilidade.

    O resultado é um povo cada vez mais escravizado, mais pobre, mais desempregado, mais miserável.

  • Pilates  29/05/2016 19:48
    caso brasileiro ilustra bem o que acontece. Por ser um Estado que gasta mais do que arrecada, hoje pagamos um juros anual de R$ 600 bilhões, o que representa mais de 26 programas anuais de Bolsa-família. A idéia de Keynes é que os gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e desta forma está-se impulsionando a prosperidade do país. Keynes entende que gastos do governo geram maior demanda, e maior demanda gera mais produção, mais emprego e mais riqueza. No entanto, esta idéia é totalmente fora de propósito pois gastar mais do que se recebe implica se endividar continuamente gerando inevitavelmente a falência do endividado, uma vez que a dívida, ao se tornar cada vez maior, faz com que seus juros sejam impagáveis.
  • anônimo  02/06/2016 00:35
    A matemática explica as crises econômicas.

    O IRPJ e CSLL são mais altos do que em outros países. O dólar encareceu o petróleo. O dólar aumentou o preço do transporte de conteiners. A burocracia aumenta custos de produção. Os preços controlados geram escassez e aumento em médio prazo. Os gastos públicos em copa, olimpíada e obras desnecessárias retiram o dinheiro das empresas. Os gastos do governo aumentam os juros e impostos. As escolas públicas não conseguem ensinar matemática. As bolsas, meia entrada e meia passagem aumentam os preços para quem paga tarifa cheia. Os funcionários públicos ganham salários acima do mercado.

    Enfim, chega a ser uma competição ridícula entre produtos nacionais e importados. O protecionismo não vai ajudar a arrumar uma situação destrutiva do governo. É uma questão básica de matemática.
  • Pilates  03/06/2016 11:35
    O caso brasileiro ilustra bem o que acontece. Por ser um Estado que gasta mais do que arrecada, hoje pagamos um juros anual de R$ 600 bilhões, o que representa mais de 26 programas anuais de Bolsa-família. A idéia de Keynes é que os gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e desta forma está-se impulsionando a prosperidade do país. Keynes entende que gastos do governo geram maior demanda, e maior demanda gera mais produção, mais emprego e mais riqueza. No entanto, esta idéia é totalmente fora de propósito pois gastar mais do que se recebe implica se endividar continuamente gerando inevitavelmente a falência do endividado, uma vez que a dívida, ao se tornar cada vez maior, faz com que seus juros sejam impagáveis.
  • Enda Kenny  15/07/2016 11:14
    Viram essa?

    PIB da Irlanda cresce 26,3% em 2015, deixa economistas "sem palavras" e causa mal-estar no país

    Parece mentira, mas não é. Um país da zona do euro, que sofreu para reerguer a sua economia e já fez parte do famigerado grupo PIGS, registrou uma alta inexplicável do PIB (Produto Interno Bruto) no ano de 2015: a Irlanda viu sua economia explodir 26% no ano, anunciou o departamento de estatísticas do país no início desta semana. Anteriormente, eles haviam apontado estimativas de crescimento de 7,8% no ano. Esse anúncio deixou muitos economistas sem palavras para explicar esse crescimento sem paralelos no mundo inteiro, conforme destacou a Bloomberg. [...]

    A economia irlandesa registrou essa "explosão" por conta de fatores extraordinários e em meio às especificidades da atividade do país.

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5315754/pib-irlanda-cresce-2015-deixa-economistas-sem-palavras-causa-mal
  • Samuel Lemos  10/10/2016 13:58
    Sob risco de ser linchado nas respostas, eu pergunto (pois é melhor admitir uma ignorância do que morrer sem esclarecê-la): por que motivo os cortes no orçamento não tiveram o mesmo efeito na Grécia, ao contrário, aprofundaram sua crise?
  • Stephanopoulos  10/10/2016 14:20
    Primeiro porque o governo grego saiu aumentando impostos sobre tudo. Aumentar impostos não é exatamente uma maneira de estimular o crescimento econômico.

    Uma "austeridade" genuína significa cortar gastos do governo, e não aumentar impostos. Se você eleva as suas receitas você pode dizer que está praticando "austeridade"?

    A austeridade tem de ser para o governo. Na Grécia, no entanto, foi aplicada ao setor privado, que é quem está arcando com o aumento de impostos.

    Segundo porque todo o aparato burocrático e regulatório se manteve intacto, impedindo a livre iniciativa e a geração de riqueza

    A maior fatia do "corte de gastos" do governo grego ocorreu exatamente nos juros que ele paga à troika, os quais foram reduzidos em 50%.

    Ou seja, aumento de impostos e aparato burocrático e regulatório intacto. Como isso poderia estimular o crescimento econômico?

    Os maiores descalabros gregos que servem de lição ao mundo - e por que não lamentar a situação

    A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público

    O sonho do governo grego: espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia

    Populações de mentalidade anticapitalista têm mais dificuldades para sair de crises
  • Gabriel  31/10/2016 05:24
    Alguém me explica por que a Itália, que também cortou gastos nominais fortemente, não obteve resultado, ao menos semelhante, ao da Irlanda?
  • Alboreto  31/10/2016 11:39
    Mesmíssima resposta acima. O que vale para a Grécia vale para a Itália. São duas economias identicamente inflexíveis e amarradas. Com a diferença de que a Itália nem sequer teve o mesmo refresco que a Grécia na questão de sua dívida.
  • Andre  31/10/2016 13:05
    A economia da Itália é travadíssima, sonho em morar lá mas estabelecer um negócio beira o impossível, já tentei algumas vezes, leis trabalhistas brasileiras e funcionários ainda piores, além de caríssimos e mal educados, quase impossível contratar um forte, trabalhador e educado imigrante ilegal, muitas e demoradas licenças, além de câmaras de comércio autorizarem ou não seu negócio ao bel prazer, de Roma pra baixo ainda tem a máfia para "facilitar" as coisas, mas não raramente aparece alguém cobrando a ideia de que seu negócio está prejudicando um italiano nato e sua licença virar pó. Bancos doentes, economia capenga, vendas online não vingam, povo preconceituoso na hora de comprar de não italiano, fornecedores sem compromisso nenhum, serviços péssimos, se o carteiro não te encontra em casa para entregar uma encomenda te deixa um bilhete mandando TNC, até os famosos restaurantes não são tudo isso, os pratos tem horários para serem servidos no país inteiro, não misturam certos ingredientes com outros e dane-se o que você deseja.
    Nos EUA é fácil demais, dá certo até sem querer, se quer seu negócio próprio vai pra lá, não tem erro.
  • Altemar  19/11/2016 22:38
    Por aqui os impostos tem que ser altos pra sustentar essa classe política corrupta, pra eles pouco importa se o economia vai bem ou mal. Por lá os deputados ganham em torno de 22 mil por mês, por aqui é quase o mesmo, mas tem mais de cem mil por mês em penduricalhos!


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