A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização
por , quinta-feira, 17 de março de 2016

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tuitaram-dilma-c3a9-lula-e-lula-c3a9-dilma.jpgO sentimento da inveja é o mais premente, o mais difundido e o mais poderoso dentre as forças motivacionais que causam o declínio de uma civilização.

Todas as grandes religiões condenam a cobiça pela propriedade alheia como sendo pecaminosa.  Em uma ordem natural — isto é, em um sistema em que impera o direito natural —, as pessoas também, até certo ponto, se sentem tentadas a expropriar a propriedade alheia para vantagem própria. 

Porém, em uma ordem natural, bem de acordo com as prescrições religiosas, tais tentações são consideradas imorais e ilegítimas, e espera-se que todos sejam capazes de suprimir tais desejos — caso contrário, serão punidas de acordo com os próprios preceitos do direito natural.

Já quando vivemos sob um estado, algumas — poucas — pessoas adquirem o privilégio de cederem impunemente a tais impulsos imorais por um período indeterminado de tempo, podendo utilizar a legislação e a tributação como um meio de satisfazer sua própria cobiça pela propriedade alheia.  No entanto, é somente sob um arranjo democrático — isto é, quando a entrada no aparato estatal é livre e irrestrita — que todas as restrições e inibições morais contra a espoliação da propriedade alheia são removidas.

Quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia.  O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo.  Sob a democracia, todos são livres para entregar-se a tais tentações e, com isso, propor toda e qualquer medida de legislação e tributação que lhes permitam levar vantagem à custa das outras pessoas.  

Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo.  Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.

Ao passo que, em uma ordem natural, as pessoas dedicam seu tempo exclusivamente para a produção e o consumo, sob condições democráticas uma fatia crescente do tempo das pessoas é direcionada para a política, isto é, para a defesa e promoção de atividades que não são produtivas, mas sim exploradoras e parasíticas da propriedade alheia.

Com efeito, mesmo os oponentes deste arranjo acabam sendo obrigados a perder uma fatia cada vez maior do seu tempo com esforços improdutivos — ou seja, com a política —, nem que seja apenas para tomar medidas preventivas e se defender a si próprio e à sua propriedade contra tais incursões agressivas dos parasitas que ocupam o aparato estatal.

Com efeito, sob condições democráticas, surge uma nova classe de pessoas — políticos — cuja profissão é propor e promover decretos-lei e impostos voltados para expropriar a propriedade de alguns para o benefício de outros (inclusive, e principalmente, deles próprios).

Adicionalmente, devido às constantes e regulares eleições, a politização da sociedade jamais chega ao fim; ao contrario, ela é continuamente reforçada.  Incertezas jurídicas e desrespeito às leis não apenas se tornam uma normalidade, como são também levados ao paroxismo.  O horizonte temporal das pessoas se torna cada vez mais imediatista, voltado exclusivamente para o curto prazo.  Visões de longo prazo deixam de ser consideradas — tanto pelos políticos quanto pelos cidadãos (mesmo os mais precavidos, dado que eles simplesmente não têm como saber como se comportarão os próximos políticos).

No mais, nesse processo de competição política — isto é, na competição para ver quem adentrará o aparato estatal e se tornará o tomador supremo de decisões finais —, terão mais sucesso aqueles políticos e aqueles partidos políticos que tiverem menos escrúpulos morais e as melhores habilidades demagógicas.  Ganharão aqueles que mais bem conseguirem propor e propagar as mais variadas promessas imorais e ilegais, uma vez que a demanda popular por esse tipo de promessa é praticamente infinita.

Com isso, aqueles amorais vulgares que possuírem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas moralmente desinibidas terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando. 

De outro lado — o outro lado da mesma moeda —, a democracia leva a uma crescente corrupção.  Como a entrada no aparato estatal é livre, a resistência contra o domínio do estado é reduzida e, consequentemente, o tamanho do estado só faz crescer.  Aquele que hoje é espoliado sabe que, no futuro, ele pode também se tornar membro do aparato estatal, passando então a ser um beneficiário do butim.  Com isso, o número de empregados do estado ira crescer, e dado que seus salários e padrão de vida dependem da continuação do poder estatal de tributar e criar leis, eles irão — não necessariamente, mas muito provavelmente — se tornar leais defensores do estado.

Particularmente, a classe dos intelectuais — isto é, os produtores de palavras e não os produtores de bens — será a primeira a ser comprada e corrompida.  Dado que a demanda de mercado por palavras — ao contrário da demanda de mercado por bens e serviços — é ínfima, intelectuais estão sempre desesperados por qualquer tipo de ajuda para sobreviverem.  E o estado, que está em permanente necessidade de apoio ideológico para seu implacável ataque conta a justiça e o direito natural, estará sempre disposto a oferecer tal ajuda para esses intelectuais, utilizando seus serviços como educadores públicos e os colocando em sua folha de pagamento em troca da propaganda em prol do regime.

No entanto, não são apenas os funcionários do estado os corrompidos.  As receitas tributárias do governo, bem como seu abrangente controle sobre vários outros ativos não-monetários, irão exceder, em muito, o necessário para empregar e pagar seus funcionários.  Consequentemente, o estado também irá distribuir renda e assistência para vários membros da sociedade civil.  A lealdade dos pobres e oprimidos ao estado poderá ser garantida por meio de vários programas assistencialistas; já os ricos e os poderosos empresários, industriais e banqueiros — e indiretamente seus empregados — também poderão ser corrompidos por meio de subsídios, protecionismos, contratos privilegiados para empreiteiras, reservas de mercado, e títulos do Tesouro que pagam juros altos.

E esta mesma política poderá também ser utilizada com o propósito de "dividir" os membros da sociedade civil, de modo a controlar mais facilmente uma população que, cada vez mais, irá se comportar como facções rivais.  Divide et impera!

Um ótimo indicador da degeneração moral e da corrupção gerada pelo estado democrático pode ser encontrado no alto escalão do aparato estatal: apenas veja os políticos e os partidos políticos que estão no comando do espetáculo da democracia.

Se forem mensurados de acordo com os padrões do direito natural e da justiça, todos os políticos, de todos os partidos e sem qualquer exceção, são culpados, direta ou indiretamente, de fraude, corrupção ativa e passiva, roubo, estelionato, usurpação, invasão, expropriação, homicídio, e receptação e redistribuição de bens roubados em larga escala.  E tudo isso de maneira contínua. E cada nova geração de políticos e partidos políticos parece ser pior que a anterior, empilhando ainda mais atrocidades e perversões no topo da montanha já existente, de modo que eles conseguem a façanha de nos fazerem sentirmos um tanto nostálgicos quanto ao passado.

Sob um arranjo em que imperasse o direito natural, todos eles seriam enforcados, ou jogados na cadeia onde ficariam até apodrecer, ou, na mais branda das hipóteses, obrigados a oferecer restituição por meio do trabalho próprio.

No entanto, em vez disso, todos eles desfilam impunemente e com grande desenvoltura em público, em plena luz do dia, proclamando-se — de maneira pomposa, pretensiosa, arrogante e farisaica, genuinamente acreditando terem enorme honradez — santos bondosos e caritativos, jurando serem bons samaritanos, abnegados servidores públicos, benfeitores e salvadores da humanidade e da civilização humana.

Políticos, com efeito, são os mestres da inversão de valores.  Para eles, quem trabalha e gera empregos são opressores e parasitas, e os verdadeiros parasitas que vivem da espoliação da propriedade alheia são os oprimidos.  Produtores são parasitas, e parasitas são produtores. Expropriação é restituição, e restituição é expropriação. Impostos são contribuições voluntárias, e preços voluntariamente acordados no mercado são taxas espoliativas.  Dinheiro é papel, e papel é dinheiro.  Liberdade é coerção, e coerção é liberdade.  Consumo do governo é investimento, tributação é poupança, e poupança genuína é um "crime contra a economia popular".

Pior de tudo: a esmagadora maioria da população, em uma quantidade que supera em muito o número de dependentes do estado, não só aceita, como acredita nessa insensatez.  Políticos, em vez de serem desprezados e ridicularizados, são tidos em alta estima, aplaudidos, admirados e até mesmo glorificados pelas massas.  Na presença deles, principalmente quando se trata de políticos "do alto escalão", a maioria das pessoas se mostra boquiaberta, submissa e servil, querendo selfies, beijos e abraços.  Com efeito, mesmo aquelas pessoas que se opõem virulentamente a determinado um político ou partido político, o fazem quase sempre apenas para glorificar e louvar outro político de outro partido. 

E a intelligentsia, ao perceber que toda a sua tagarelice é alegremente repetida por esse ou aquele político ou partido político, virtualmente baba sobre eles.

Enquanto isso, o número de pessoas que ainda se mantém apegadas aos "princípios antiquados" do direito natural e da justiça, que têm esses princípios como a base de todo o seu juízo moral, e que veem o mundo como um hospício controlado por megalomaníacos insanos, continua sendo a minúscula minoria da população.  Menor ainda é aquela minoria que reconhece e entende, ainda que de maneira vaga, a causa sistemática dessa situação.  E toda essa minoria está sob contínua ameaça dos guardiões e zeladores desse "Absurdistão" chamado democracia, sendo rotulados de neandertais, reacionários, extremistas, otários pré-iluministas, sociopatas e escumalha.

Eis o nosso mundo atual.


Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




37 comentários
37 comentários
Diogo Pandolfo 17/03/2016 14:46:14

O povo é alienado e acaba acreditando que políticos estão ali pensando nele. E o pior é que as pessoas idolatram esses caras. Idolatria é doença.

Responder
Tales Carneiro 17/03/2016 14:46:52

Não são apenas bandidos, são psicopatas. Bandidos já teriam se entregado, mas eles ainda conseguem racionalizar a própria vileza.

Responder
Bruno Coutinho 17/03/2016 14:47:40

O político é a profissão própria para psicopata.

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Ivan 17/03/2016 15:34:09

Ao passo que, em uma ordem natural, as pessoas dedicam seu tempo exclusivamente para a produção e o consumo, sob condições democráticas uma fatia crescente do tempo das pessoas é direcionada para a política, isto é, para a defesa e promoção de atividades que não são produtivas, mas sim exploradoras e parasíticas da propriedade alheia.

Muito bom esse parágrafo. Eliminando os parasitas que não produzem nada e vivem às nossas custas a situação de todo mundo ficaria muito mais fácil... É FODA!

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Rosa 17/03/2016 17:10:25

Eu não posso deixar de concordar com os posicionamentos feitos. Compartilho dos mesmos. Acho incrível que pessoas que nada fazem, que vivem à sombra dos recursos produzidos pelos que trabalham, e que se mostram verdadeiros parasitas, ainda se julguem no direito de impor aos demais seus desejos, interesses, seu padrão imoral de conduta à sociedade, achincalhando-a com seu desrespeito e tentando impor-lhe submissão enquanto acopla à jugular social o canudinho para sorver o que a sociedade produz e ao invés de servirem à sociedade, servem-se dela. Súcia! Política é prática do bem comum, um ideário de convivência social para o bem de todos, mas, o que vemos no mundo de modo geral e no Brasil e América Latina, de modo muito especial, se tornou um meio de vida nababesca para poucos e um meio de morte e sofrimento para a maioria. Enojada! E assim que me sinto com o estado de coisas na qual as pessoas vem sendo doutrinadas para invejarem, desperdiçaram, enquanto vivem fora de seus padrões de vida, endividando-se e descumprindo compromissos e afetando todo grupo social que inclui outras pessoas e empresas, desestabilizando a sociedade sob todos os aspectos. E, enquanto nos alijarmos do processo deixando que os demais solucionem os problemas criados, estaremos fadados ao conformismo, esperando que super-homens e super-mulheres (novo políticos) assumam o barco nos "conduzindo à suprema e idílica terra da Felicidade Eterna" nos vemos dentro do Nazismo Hitleriano, da qual quem sabe iremos acordar como de um pesadelo horrível.

Responder
opinador 17/03/2016 17:22:45

Grande comentário !

O gasto de energia e recursos é incrível.

Isso para resolver um problema que a própria democracia causou.

Lamentável !

Responder
Questionador 17/03/2016 16:33:42

O erro é comparar nosso sistema atual com uma suposta "ordem natural", um sistema baseado totalmente no "direito natural". Sistema esse que nunca ocorreu e dificilmente ocorrerá, já que que ele pressupõe qualquer presença de um arcabouço institucional que manterá tal ordem. Se o ser humano se preocupasse com o outro e com a sociedade como um todo, e tivesse conhecimento o suficiente para saber como provocar esse bem, talvez ele agiria de forma que respeitasse sempre o "direito natural", mesmo quando, sabendo-se que se o violasse ganharia benefícios particulares com isso.

Tal sistema, até hoje, só existiu na cabeça de alguns indivíduos. Como sabemos que um sistema sem intervenção é o melhor do ponto de vista de eficiência, qualquer sistema sem qualquer intervenção parecerá bem melhor do que o nosso sistema atual. O problema, como eu disse, é a prática. A própria história já mostra que praticamente nenhuma vez civilizações respeitou tal "ordem natural" - nome esse que, se realmente correto, seria regra, e não exceção.

Então, certamente, qualquer sociedade hoje parecerá ridiculamente ruim se comparada a esse sistema. O problema é que esse é um sistema idealizado, e só funcionaria se as pessoas tivessem chips na cabeça que as fariam sempre respeitar tal "direito natural". E não cometo o erro de achar que tal sistema não pressupõe crimes. Eu sei que seus defensores pensam que ele pressupõe. Mas questiono se ele será um sistema institucionalmente adequado para que crimes sejam punidos de forma correta, e para que violações de tal "direito natural" terão sempre a garantia de ser punidas à altura. Pela observação da realidade à minha volta, e da história da humanidade, eu afirmo que não.

Responder
Respondedor 17/03/2016 17:29:21

"O erro é comparar nosso sistema atual com uma suposta "ordem natural", um sistema baseado totalmente no "direito natural".

Isso não é erro. Todo e qualquer arranjo precisa ser comparado a outro. Sem isso, é impossível ter qualquer norte ético e moral.

Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

O próprio autor desse artigo tem um livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.

Não é necessário criar espantalhos.

Responder
Rodrigo Vaz 18/03/2016 14:08:15

Entendo sua preocupação, questionador. No entanto, não vejo esse sistema idealizado como algo impossível de ser alcançado, e o IMB faz um excelente trabalho em espalhar essas ideias.

Responder
mauricio barbosa 17/03/2016 17:22:47

Os políticos se sentem acima da lei e de todos, e ontem todos nós vimos as baixarias do molusco, sendo que isso é corriqueiro entre eles e ele se julgam os justiceiros do povo.

Nos corredores do congresso a baixaria corre solta entre os parlamentares, pois sabem que ali podem quebrar o pau e no plenário não; conversas tenebrosas são feitas na calada da noite de maneira que não me escandalizo com essas falas e ironias com nossas caras pois somos feitos de trouxas por eles, salvo algumas exceções a cada dia menor.

Enfim estamos fud... e mal pagos enquanto essa besta do estado monopolista controlar nossas propriedades e vidas. Vida longa ao IMB e vamos a luta contra esse leviatã maldito e espoliador e extorsivo que nos oprime a cada dia...Protestos são bem vindos e conscientização mais ainda.

Responder
Rodrigo Vaz 18/03/2016 14:09:54

Perfeito, Maurício! Concordo contigo. O estado "democrático" de direito só serve para escolher o grupo de ditadores que vão mandar na nossa vida, mais nada.

Responder
mauricio barbosa 18/03/2016 15:37:50

É isso ai Rodrigo Vaz,esses asquerosos só mudam de cara e partido mas a prática é a mesma,um cara que foi muito atuante na CPI do mensalão é o atual prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes que agora é um puxa saco do molusco asqueroso,puxa vida o cara foi linha dura na CPI do mensalão e fez isso só para aparecer e ganhar votos e agora por causa de recursos e repasses do governo federal ele fica trocando confetes com lula isso é mais uma prova do quanto esses caras são fisiológicos,asquerosos e ele ainda zomba do sítio de atibaia,sítio esse que a maioria esmagadora dos brasileiros não tem condições de comprar e muito menos de manter.Essa cambada é digna de desprezo e de serem tratados com indiferença pela população para ver se acordam para a realidade e desçam do pedestal em que se encontram.Um abraço.

Responder
Mr Citan 17/03/2016 18:27:55

Pior é que agora, pra resolver este problema, o pessoal ainda acredita em políticos "Messias/Salvadores".

E vai criticar estes políticos para ver o que acontece: Agressão verbal, e até agressões físicas, e nenhum raciocínio lógico de argumentação.
Não importa a orientação política. O comportamento é igual.

Responder
opinador 17/03/2016 19:26:17

Verdade.

Isso é o mal do brasileiro em querer transferir o controle/responsabilidade de suas vidas para terceiros ou para salvadores da patria.

Mas esse artigo já mostra bem:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2349

Responder
Pedro 18/03/2016 17:25:03

Citan e demais participantes aqui do IMB:

Qual a solução PRÁTICA pra este problema?

A monarquia constitucional resolveria isso? Se sim, como? E como seria a implementação, ou seja, qual seria a forma VIÁVEL de institui-la?

Eu sou muito favorável ao debate disso, mas não vislumbro uma solução?

Abraço!

Responder
anônimo 18/03/2016 18:04:03

Não tem solução.Brasil vai ser merda pra sempre.

Responder
Andre 18/03/2016 19:12:23

"Não tem solução.Brasil vai ser merda pra sempre.".

Concordo.

E mesmo que isso não fosse verdade o Brasil teria que começar à se desenvolver a uma taxa MUITO ELEVADA para PELO MENOS alcançar os países desenvolvidos daqui a 50 anos.

Responder
mauricio barbosa 18/03/2016 20:57:51

Currency board já seria um bom começo e quanto aos 50 anos isso é futurologia.livre-comércio e capital estrangeiro também melhorariam nossos bolsos e mais as reformas(Trabalhista,previdenciaria,tributária,judiciário,política,administrativa,enfim o encolhimento do estado)pavimentariam nosso crescimento de forma sustentável.Tudo que nossa classe política(salvo as exceções)e financiadores de campanha não querem,pois são os maiores beneficiários do leviatã.Os bolsistas ficam com as esmolas do tesouro nacional.

Responder
Atento 17/03/2016 18:48:00

A perfeição desse texto como descrição do Brasil (especialmente, mas não exclusivamente) chega a ser assombrosa!

Responder
Vagner 17/03/2016 21:58:42

Traduzam mais artigos desse gênio contemporâneo. Por favor.

Responder
Dimas 18/03/2016 00:38:38

É a descrição exata do dia de hoje de nosso país. Um bando de delirantes atrás de um semianalfabeto, cachaceiro e embusteiro, em troca de selfies, beijos e abraços. O Brasil está no fundo do poço e a grande maioria do povo não se dá conta disso. Parabéns pelo texto!

Responder
Paula 18/03/2016 03:39:56

Uma Amiga Minha disse que essa crise seria uma acontecimento natural do ciclo economico,estaria ela certa?

Responder
Toller 18/03/2016 04:03:20

Parcialmente. A frase correta é: essa crise é uma acontecimento naturalmente inevitável quando o governo intervém na economia.

O que houve com a economia brasileira?

O trágico legado da "Nova Matriz Econômica" - um resumo cronológico

Responder
Emerson Luis 18/03/2016 10:26:09


Socialistas não acreditam em ordem natural nem em natureza humana, para eles é tudo "construção social".

Mas experimente dividir a folha de pagamento da USP em partes rigorosamente iguais para ver se Marilena Chauí aceita.

* * *

Responder
Andre 18/03/2016 10:27:35

"Pior de tudo: a esmagadora maioria da população, em uma quantidade que supera em muito o número de dependentes do estado, não só aceita, como acredita nessa insensatez.".

É como eu sempre digo, a maioria das pessoas é estúpida.

Responder
Santos 20/03/2016 02:41:48

Pior, André, Como o autor fala " Com efeito, mesmo aquelas pessoas que se opõem virulentamente a determinado um político ou partido político, o fazem quase sempre apenas para glorificar e louvar outro político de outro partido. "

O pior de tudo é que as pessoas acham que se trocar o PT pelo PSDB ou outro, as coisas vão melhorar. Elas não percebem (e isto até eu somente comecei a entender lendo artigos do MISES), que todos são em essência a mesma coisa. O mesmo lado da moeda. Espoliadores sociopatas. Não se entende que o sistema é que errado e não um ou outro politico em particular.

Responder
Santos 20/03/2016 02:42:44

"Com efeito, mesmo aquelas pessoas que se opõem virulentamente a determinado um político ou partido político, o fazem quase sempre apenas para glorificar e louvar outro político de outro partido. "

O pior de tudo é que as pessoas acham que se trocar o PT pelo PSDB ou outro, as coisas vão melhorar. Elas não percebem (e isto até eu somente comecei a entender lendo artigos do MISES), que todos são em essência a mesma coisa. O mesmo lado da moeda. Espoliadores sociopatas. Não se entende que o sistema é que é errado e não um ou outro politico em particular.

Responder
anônimo 18/03/2016 16:17:52

Cheguemos todos a um consenso: Monarquia Parlamentar.

Responder
anônimo 18/03/2016 17:13:09

Mas Monarquia Parlamentar não traz consigo o mecanismo democrático?

Como é (ou seria) um Parlamento sem democracia?

Responder
Enrico 18/03/2016 18:33:20

Poderia ser um parlamento aristocrático também.

Responder
anônimo 18/03/2016 19:14:02

Como seria um "parlamento aristocrático"?

Em que consiste um "parlamento aristocrático"?

Responder
Edujatahy 19/03/2016 12:24:11

Esta mais fácil monarquia parlamentar ou secessao?
Pergunto do ponto de vista prático.

Responder
Marcio Estanqueiro 19/03/2016 12:42:53

Excelente Texto!

Responder
Isis Monteiro 19/03/2016 16:18:21

Na realidade o sistema político brasileiro carece de representatividade. Somos culpados pois não os cobramos e ficamos em uma atitude bastante passiva.

Responder
Alexandra Moraes 23/03/2016 11:27:46

Vivemos uma crise de representatividade. No Brasil isto é evidente: 1. Nas últimas manifestações políticos foram hostilizados e não puderam participar delas. 2. Pesquisa Datafolha mostra através de pesquisa que todos os presidenciáveis caíram em termos de prefêrencia. Mesmo Marina Silva ficou estancada, não saiu do lugar. O que aumentou foi o número de pessoas sem candidatos.
3. Nunca o STF participou tanto da vida nacional fazendo aquilo que o parlamento é incapaz para conduzir. Triste do país que precisa de um "juíz herói".
Nossa crise é muito profunda e não se consegue vislumbrar a saída para tamanha falta de representatividade.
Obrigada
Alexandra Moraes

Responder
Isis Monteiro 19/04/2016 22:05:20

Culpamos a falta de representatividade. No entanto a nossa postura é de uma passividade atroz. Se nós que tivemos formação e temos tempo para nos informar não lembramos em quem votamos nas últimas eleições, o que dirá do trabalhador com baixa instrução e que tem sua vida diária consumida pelo transito e pelo trabalho.

Responder
Alexandra Moraes 25/04/2016 21:00:46

O problema não está na democracia. Como já disseram, a democracia é o pior sistema que existe. No entanto, não existe outro melhor que a democracia.
Podemos dizer que os países que menos tiram proveito da democracia são aqueles em que grande parte de sua sociedade é composta por membros com baixa escolaridade que vivem em atmosfera permantente de ignorância.
Nestas nações a democracia será bastante capenga.

Responder

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