Não consinta com o estado; apenas seja soberano

A história da ética tem sido uma história de exploração.  Os indivíduos, desde sempre, foram separados em dois grupos: aqueles que devem sempre obedecer às regras "éticas", e aqueles que estão isentos de obedecê-las. 

O povo deve cumprir a ética e a moral; os governantes, não.

A ética que eu e você devemos obedecer corretamente advoga que não se pode roubar a propriedade de terceiros, não se pode matar inocentes e não se pode obrigar alguém a fazer algo à força.

No entanto, tais regras éticas não valem para o governo.  O governo é a entidade que pode legalmente fazer tudo aquilo que cidadãos privados são corretamente proibidos de fazer.  

Aquilo que para nós é sequestro, para o governo é "alistamento militar obrigatório".  Aquilo que para nós é roubo, para o governo é "tributação".  Aquilo que para nós é privilégio para grandes empresas, para o governo é "política industrial".  Aquilo que para nós é uma clara destruição do poder de compra da moeda, para o estado é "política monetária".  Aquilo que para nós é uma clara restrição à liberdade de empreendimento, para o estado "regulamentação".  Aquilo que para nós é parasitismo, para o estado é "política de bem-estar social". Aquilo que para nós é uma prisão injusta (ser preso por ter ingerido ou vendido uma substância não-aprovada), para o governo é "guerra contra as drogas". 

Há trezentos anos, boa parte da população nas Américas era formada por escravos.  Cem por cento dos frutos do trabalho dos escravos eram de propriedade de seus donos.  Hoje, legalmente não somos mais escravos.  No entanto, 40% do resultado do seu esforço e talento não são seus, mas de seus senhores: os governantes e seus amigos.  Isso é o que o estado confisca diretamente da sua fonte de renda e o que você paga, queira ou não, embutido nos preços dos produtos e também na forma de taxas e "contribuições". 

Ou seja, podemos não ser mais escravos, mas ainda somos servos.

Antes, caso os escravos se recusassem a trabalhar, seus donos lhes ameaçavam punir com a chibata.  Hoje, se você oferecer resistência a entregar ao governo quase a metade da sua renda, será ameaçado com notificações e processos, podendo ter seus ativos confiscados e sua conta bancária congelada, até finalmente acabar sendo preso.  E, se você oferecer resistência a essa prisão, poderá ser assassinado. 

Em todos os casos, a violência é do mesmo tipo.  Similarmente a um ladrão de rua, a arma nem precisa ser mostrada.  A simples ameaça basta.  Mas a arma está lá, no bolso do ladrão, e no paletó do governante.

Ainda que sancionado pela maioria, roubo ou escravidão continuam sendo crimes.  Este roubo do governo, pelo governo e para o governo (e seus amigos) é estranhamente aceito, e racionalizado pela maioria.  E por que a maioria concorda com esse roubo? 

É importante analisar o conceito mais deturpado hoje em dia: o conceito de democracia.

Existe certo desrespeito à semântica quando nos referimos à "democracia".  A maior parte de nós usa a expressão "democracia" quando na verdade quer se referir a outros conceitos, como "estado de direito", "igualdade perante a lei, "liberdade, "direitos individuais", "instituições fortes", "justiça", e outros conceitos que possuem palavras específicas para designá-los.  

Democracia é formalmente o regime de voto da maioria, ou seja, a maioria entre os votantes decide o que o governo deve fazer.  Ou, como se costuma dizer, a tirania da maioria — que, na prática, é a tirania da minoria: a minoria de políticos que mandam em nossas vidas e em nossa propriedade.

Essa mistura de significados tem consequências práticas, não apenas de semântica, mas especialmente no mundo real.

Quando se diz que no Brasil há "democracia", é comum crer que nós sejamos "governantes de nós mesmos".  A verdade, no entanto, é que continua havendo soberanos de um lado e cidadãos-súditos de outro.  O conceito de democracia é usado para ofuscar e confundir, de forma a nos fazer acreditar que há igualdade entre todos.

Mas ainda que sejamos ofuscados por este jogo de espelhos, por que sofremos tanto nas mãos desses soberanos-governantes, uma vez que somos muitos e eles são poucos?  Por que nos encantamos com a crença de que nossos soberanos-governantes são justos e bondosos, quando temos evidências em contrário todos os dias, e em todos os lugares?  Por que permitimos tantos abusos à liberdade e propriedade se os poderes que eles possuem são somente aqueles que nós lhes outorgamos?  Por que deixamos que nos tratem como gado?

Dado que nossos soberanos-governantes são muito menos numerosos que nós, fica evidente que, para reconquistar nossos direitos, não é necessário pegar em armas; não é necessário fazer passeatas, e tampouco é necessário votar.  Pois em um duelo frente-a-frente de muitos contra poucos, no qual os numerosos lutam pelo grande prêmio que é a liberdade, ao passo que os poucos lutam apenas pela possibilidade de escravizar o inimigo, é provável que nem sejam necessários disparos para que os numerosos sejam declarados vencedores.  

Chegamos, portanto, à paradoxal conclusão de que somente não retomamos nossos direitos porque não queremos; porque apoiamos, implícita ou explicitamente, a tirania dos soberanos-governantes. 

O famoso filme Matrix ilustra o que quero dizer.  Em um futuro distópico, os seres humanos são escravizados por máquinas e, embora permaneçam em sono hipnótico, suprindo energia para as máquinas, são levados a crer que levam uma vida normal.  A ilusão é virtualmente perfeita — os indivíduos realmente creem que estão andando livres pelas ruas, ou comendo um delicioso bife — mas é apenas uma realidade virtual, chamada de Matrix, que as máquinas produzem por estímulos nos cérebros dos seres humanos.  As máquinas, que foram criadas para servir, se voltaram contra os seres humanos e os escravizaram.

No filme, alguns indivíduos — aqueles que tomam a pílula vermelha — conseguem ver a realidade como ela é: que a Matrix é de fato uma prisão, fruto de uma ilusão bem planejada, e que seus corpos estão em cativeiro sem que se dêem conta.  Ainda assim, mesmo aqueles que tomaram a pílula vermelha não escapam das amarras da realidade virtual.  Alguns não querem refletir sobre o que se passa; outros sabem que vivem uma ilusão, e racionalizam sua situação — julgam que é difícil mudar as coisas, que sempre foi assim, e preferem viver no conforto da escravidão.

Mas, como dito, não é necessário tirar nada dos tiranos — é apenas necessário deixar de dar a eles aquilo que é nosso.  No filme, isso é equivalente a querer acordar de seu sono hipnótico, romper os fios elétricos que alimentam o cérebro com a Matrix, e sair caminhando, livre.

Fora das telas de Hollywood, é mais simples do que se imagina acabar com a servidão.  Basta ter a consciência de que ninguém pode mandar em sua vida, sob desculpa ou argumento algum, sem seu consentimento; com ou sem jogo de espelhos.  Basta reconhecer que ninguém sabe melhor que você o que é melhor para você próprio.  Basta reconhecer que não há autoridade alguma acima de você — que você não tem nenhum dono, e que, portanto, não deve pagar tributos para obter sua tranquilidade ou liberdade.  E quando houver esse reconhecimento, você dirá a si mesmo: eu sou soberano!

Em Matrix, esse momento de soberania se dá em uma cena, na realidade virtual, na qual inúmeras armas são disparadas contra Neo.  Ele olha para as armas e percebe que a violência explicitada não tem eficácia sem seu consentimento — as balas se dissolvem em zeros e uns.  Neo segura no ar uma das balas virtuais e todo o aparato do inimigo tomba impotente. 

A tirania cessa quando deixamos de apoiar voluntariamente nossa própria servidão.

Não é necessário mudar o mundo ou criar um país de soberanos individuais.  O que importa — e o que se pode fazer agora — é: viver como soberano, estando próximo daqueles que o respeitam como tal, e se afastando dos manipuladores e daqueles que querem parasitar na sua energia, talento e virtudes.  A liberdade pode, em grande medida, ser alcançada em nossas vidas, ainda que não consigamos extinguir a servidão estatal. 

Se você se mostrar soberano em seus relacionamentos pessoais, estará contribuindo para sua própria felicidade e também para a transmissão adiante do conceito de soberania individual.   Essa cadeia do bem é a única que poderá abolir a cadeia do mal.

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O texto acima foi uma adaptação deste discurso proferido durante o XXIII Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nos dias 12 e 13 de abril de 2010.

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Leia também:

O que os amantes da liberdade devem fazer


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SOBRE O AUTOR

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • identidade  11/03/2016 14:20
    O irônico é que os criadores/diretores de Matrix são esquerdistas/progressistas em grau máximo.
  • Pobre Paulista  11/03/2016 15:49
    DiretorAs. Pesquise e se surpreenda.
  • Douglas  11/03/2016 16:12
    Pode crer, são os Laertes da Matrix!!!!
  • identidade  11/03/2016 16:18
    Já estou ciente, meu caro. Fato amplamente conhecido; fato este, aliás, que não vai fazer com que eu use "diretoras".
  • anônimo  11/03/2016 16:18
    Aliás, a tal de "Sense8" é esquerdosa até não mais poder...
  • Didi  11/03/2016 15:10
    FELICITAÇÕES AO MEMBROS DO IMB!

    REFÉNS DA TIRANIA DESSE ESTADO MONSTRO

    Brasil tem 58 milhões de pessoas com dívidas atrasadas

    Número levantado em pesquisa da SPC Brasil corresponde a 39,21% da população entre 18 e 95 anos

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-58-milhoes-de-pessoas-com-dividas-atrasadas,10000020306
  • Diogenes Faria  11/03/2016 15:28
    Espetacular...
  • Capital imoral  11/03/2016 15:37
    È tudo muito bonito, no texto.

    Mas quem aqui na pratica pode dizer: "poxa eu sonego imposto pra caramba, Não pago Iptu, Ipva, A receita federal nem sabe da minha existência, e tenho uma vida confortável dentro da minha casa, ao qual não tem título de propriedade e uso meu carro, sem carteira de motorista."

    Quem aqui pode afirmar isso? Aposto que nem o autor do texto.
  • Observador  11/03/2016 16:18
    Ninguém pode. E continuará não podendo enquanto o povo não acordar e enxergar essa máquina de espoliação que é o estado.

    Com o seu consentimento, a turma de Brasília (e todos aqueles ligados a ela) segue rindo à toa.
  • Helio Beltrao  11/03/2016 16:53
    A mensagem do texto não é a de que se deva sonegar, o que aliás é uma temeridade, pois a punição é basicamente certa.

    Uma das mensagens é o reconhecimento em sua própria mente de que impostos e as outras tantas arbitrariedades estatais são realizados por meio da violência, por meio da coerção, e que o resto é jogo de espelhos. Não deveria haver racionalização destas arbitrariedades, confiscos, e limitações à sua liberdade.
  • Henrique Zucatelli  11/03/2016 19:57
    Grande Hélio, felicitações pelo brilhante artigo.

    De certo que o apriorismo dos liberais começa justamente nas convicções (interno) e se traduz na expressão cultural e atitudes (externo), mas mesmo assim na praxe não deixamos de ser servos.

    Apoio totalmente a visão, posto que comentei sobre tudo isso com quem veio me convidar ao tal passeio na paulista, porém a minha justificativa para não ir é: qual é a ameaça objetiva do povo contra o Estado?

    O stablishment está enraizado. O espólio só tende a aumentar. O Sr. está ciente da normativa 1571, do livro K, da lei de repatriação de recursos, e da lei de taxação de lucros ao exterior? Está ciente de que quem quer que seja que estiver lá mais hora menos hora vai recriar a CPMF?

    Pois bem, vamos continuar esse artigo. Me refiro a Tiradentes, aos Farrapos, a Canudos, ao Levante Paulista de 32, a Zumbi dos Palmares. Me refiro a Willan Wallace, Washington e todos os Father Founders. Me refiro a sangue nas veias.

    Não adianta ser convicto de sua soberania se na prática só tomamos chibatadas. Ou nos unimos e tomamos uma atitude concreta, ou vamos ver nosso futuro ser jogado no lixo pelas mãos desses que acham que são donos do nosso destino.

    Quem concorda comigo?
  • MAIS MISES MENOS MARX  11/03/2016 20:13
    Concordo, mas estarei na Paulista para tentar passar exatamente essa mensagem. Quero disseminar os ideais libertários de alguma forma.

    Mises sempre disse que a batalha está no plano das ideias. É uma oportunidade para disseminação.
  • Patrick  11/03/2016 20:31
    Eu concordo e digo mais uma vez, precisamos de um espaço para nos reunir e debater melhor do que a sessão de comentários do Mises. Precisamos de um fórum, mas eu nem saberia por onde começar. Quem quiser me contate, meu login no google é pwiens (logo meu e-mail...).
  • Renan Merlin  11/03/2016 15:45
    Os pscicopatas repetem como mantra "IMPOSTO É ROUBO" entretanto quer dizer que o condominio que pago no meu predio é roubo? Antes que fale de concorrência com outros condominios o estado e a mesma coisa, não esta satisfeito? Mude de país. Os anarco capitalistas idealizam um mundo que seria o cenario de NOSSO LAR do CHICO CHAVIER mas a realidade seria o cenario de MadMax ou Idiocracy.
  • Morgana  11/03/2016 16:16
    "Os pscicopatas repetem como mantra "IMPOSTO É ROUBO""

    Tradução: se você reclamar que tem de sustentar Dilma, Temer, Aécio, Cunha, Calheiros, Collor, Odebrecht et caterva, você é um psicopata.

    Se você reclamar que o seu dinheiro é roubado e que você pode ir em cana caso se recuse a sustentar vagabundos, você é um psicopata.

    Já os verdadeiros psicopatas, que são aqueles que defendem esse arranjo e que querem que todos os privilégios sejam perpetuados, ah, esses são seres lindos, maravilhosos, bondosos e preocupadíssimos "com o social".

    Você sabe que a moral do mundo se inverteu completamente quando o roubo e a espoliação se tornaram coisas éticas e moralmente aceitáveis, e a simples crítica a esse arranjo se tornou algo completamente inaceitável.

    Psicopatas como esse tal Renan, estes sim, são uma afronta à humanidade.

    "entretanto quer dizer que o condominio que pago no meu predio é roubo?"

    Nossa! Recorreu ao clichê mais surrado -- e mais antigo -- que existe. E ainda jura que está abafando. Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1377

    Vou apenas lhe falar o básico:

    No caso do condomínio, todos os membros do conjunto assinam um contrato de compra, indicando sua disposição de se sujeitar à constituição do condomínio e a uma determina norma (maioria, super maioria, maioria absoluta, não importa) de alteração dos termos.

    Para países e até mesmo cidades, ninguém, é claro, assina constituição nenhuma.
    Ademais, por essa sua lógica brilhante, se você mora em uma vizinhança repleta de assaltos -- aliás, se você mora em uma cidade violenta -- você não pode reclamar. Afinal, se você mora ali, então você já deu seu consentimento tácito com o estado das coisas. Ou você aceita ser rotineiramente assaltado ou você se muda.

    Lembre-se: reclamar de um assalto fará de você um psicopata.

    "Antes que fale de concorrência com outros condominios o estado e a mesma coisa, não esta satisfeito? Mude de país"

    É isso aí. Se a sua cidade é violenta ou se os políticos do seu país são ladrões, nada de reclamar. Reclamar é psicopatia. Apenas abandone toda a sua família e vá para a Nova Zelândia.

    "NOSSO LAR do CHICO CHAVIER"

    "Chavier"? Sua intelectualidade está no mesmo nível de sua moralidade.

    "mas a realidade seria o cenario de MadMax ou Idiocracy."

    Você seria uma escolha imbatível para estrelar Idiocracy.
  • Marcos Paulo  11/03/2016 16:17
    "Mude de país"

    Ué, por que sou eu quem tem de mudar de país, e não os ladrões?

    Eu não roubo ninguém, não espolio ninguém, não vivo às custas de ninguém. Por que sou eu quem tem de sair? Por que não os bandidos, ladrões e parasitas?

    Por que sou eu quem tem de abandonar minha família apenas para me ver livre destes seres abjetos?

    Sua inversão moral é indescritivelmente asquerosa.
  • Thomas  11/03/2016 16:19
    Pessoas que não produzem nada, mas querem sobreviver, normalmente recorrem ao roubo.

    Atualmente, existem duas maneiras de roubar alguém: Ou você ataca diretamente o indivíduo e arrebata suas posses ou você utiliza o governo para fazer isso.

    A primeira maneira é considerada ilegal. Já a segunda, por alguma distorção moral, não apenas é tida como perfeitamente válida, como também passou a representar o ápice da moralidade.

    Há três maneiras na qual uma sociedade pode ser organizada:

    1) Todo mundo rouba todo mundo;

    2) Algumas pessoas roubam outras pessoas;

    3) Ninguém rouba ninguém.

    Hoje, a opção 2 é tida como a ideal, como o supra-sumo da ética, a única maneira na qual os seres humanos podem interagir entre si.

    Já os defensores da opção 3 são tidos como extremistas malucos e ridículos.
  • Thomas  11/03/2016 16:23
    Pode fazer o teste: quanto menos uma pessoa produz e quanto mais ela parasita, mais histérica ela é na defesa da manutenção do status quo e mais violenta ela se torna quando alguém lhe fala verdades intoleráveis.

    Esse Merlin, por exemplo, pode ter certeza de que ele é 1) funça; 2) alguém sustentando pelos pais; 3) desempregado no seguro-desemprego; 4) trabalha em uma empresa que depende de contratos com o estado.
  • Max Rockatansky  11/03/2016 16:29
    ou (5) militante partidário.
  • Andre  11/03/2016 16:23
    Madmax é um futuro pós apocaliptico causado por uma guerra nuclear estatal.

    Idiocracy é o futuro do atual modelo educacional estatal.
  • Max Rockatansky  11/03/2016 16:28
    De novo um mentecapto invocando Mad Max para falar de anarcocapitalismo?

    Isso já foi colocado abaixo na seção de comentários desse artigo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2333
  • Pobre Paulista  12/03/2016 14:28
    O próximo que falar que MadMax é anarcocapitalismo pode pedir música no fantástico. Ou então, talvez já esteja na hora de um artigo a respeito ;-)
  • Flamarión Augustus  11/03/2016 16:33
    Esse Renan anda rosnando bastante ultimamente; a última foi aquela da "Suécia x Somália"; agora se sai com essa aí...
  • Lomoro  11/03/2016 16:53
    "quer dizer que o condominio que pago no meu predio é roubo?"

    Você sabe a diferença entre SEXO e ESTUPRO??

    Uma dica: Sexo é com consentimento,algo voluntário, ambas as partes estão previamente de acordo.
    Estupro é algo forçado involuntário,criminoso, uma parte força a outra, sem consentimento.

    Entendeu??? Se você é incapaz de ver essa diferença, precisa buscar imediatamente auxílio psicológico. Você é que é um psicopata que confunde estupro com sexo.

    Condomínios são feitos através de um acordo voluntário, com consentimento entre as partes. É como o sexo.

    Eu nunca assinei nenhum acordo com essa gangue chamada "estado". Simplesmente tomam de mim o fruto de meu trabalho, com a ameaça de que se eu não lhes entregar o que é meu, irão me sequestrar e enjaular em uma prisão. É exatamente como um estupro.

    Aprenda a distinguir o que é moral do que é imoral, do que é voluntário e involuntário, do que não é criminoso e d o que é.

    Imposto é roubo em larga escala.


  • Roger  12/03/2016 17:08
    Se não quer pagar impostos aqui, saia do território brasileiro. Da mesma maneira que faria em um território privado ou estabelecimento que não está satisfeito ou não concorda com suas regras.

    Você não está entendendo que impostos funcionariam quase da mesma maneira se o território fosse privado quando os casais tivessem filhos, você não está entendendo porque NASCEU dentro do território e quem "concordou" em ficar aqui pagando impostos foram seus ancestrais e não você.

    Como não foi você que concordou em pagar impostos, você possui 3 alternativas:
    1- Sair do território.
    2- Estando em uma democracia, você possui a -pequena- possibilidade de acabar com os impostos, acabar com o Estado e quebrar o Brasil em diversos territórios fragmentados privados.
    3- Não pagar e ser preso.
  • Ultraje  12/03/2016 18:29
    "Se não quer pagar impostos aqui, saia do território brasileiro."

    Tradução: se não quer ser assaltado ou morrer num assalto ou sofrer qualquer ataque de bandidos, mude de cidade e de país, deixando sua família para trás. Não são os bandidos que têm de sair, mas você.

    Essa é a nossa moral.

    "Da mesma maneira que faria em um território privado ou estabelecimento que não está satisfeito ou não concorda com suas regras."

    A única diferença singela, a qual você insiste em ignorar (ou realmente não sabe), é que, num território ou estabelecimento privado, eu voluntariamente escolho se quero entrar ou não; se quero me associar a ele ou não.

    com o estado eu não tenho essa opção.

    Qual parte desse raciocínio você não entendeu?! Eu não consigo desenhar melhor do que isso.

    "Você não está entendendo"

    Não, é você quem claramente não está entendendo nada.

    "impostos funcionariam quase da mesma maneira se o território fosse privado [...]"

    De novo, pela quarta vez (daqui a pouco terei de recorrer ao Paintbrush): num território ou estabelecimento privado, eu voluntariamente escolho se quero entrar ou não; se quero me associar a ele ou não.

    com o estado eu não tenho essa opção.

    Vou ter de desenhar isso de novo?

    "você não está entendendo porque NASCEU dentro do território e quem "concordou" em ficar aqui pagando impostos foram seus ancestrais e não você."

    Lindo!

    Se você nasce no Capão Redondo ou numa favela carioca, você não tem absolutamente nenhum direito de reclamar da violência no local. Ou você continua vivendo ali e se conforma com ela, ou você se muda pros Jardins ou pro Leblon.

    Afinal, quem "concordou" em ficar ali na favela sendo assaltado, estuprado e morto foram seus ancestrais e não você. Portanto, cale a boca e seja assaltado quieto.

    A sua moral é escabrosa.
  • Roger  12/03/2016 19:58
    "Tradução: se não quer ser assaltado ou morrer num assalto ou sofrer qualquer ataque de bandidos, mude de cidade e de país, deixando sua família para trás. Não são os bandidos que têm de sair, mas você."

    O mesmo caso não se aplica ao que estamos discutindo, pois o território brasileiro são dos burocratas do governo brasileiro. Sua propriedade é apenas uma concessão do governo que deve servir à função social, isso é o que está mais ou menos escrito na Constituição (as regras desse território brasileiro).
    De maneira semelhante os feudos eram propriedades privadas dos reis que chegaram em um território vazio e cercaram para eles e somente permitiam as pessoas entrarem e permanecerem lá através de impostos. A Europa vivia em uma espécie de anarcocapitalismo (mas não livre mercado) com cada território privado tendo suas própria regras depois da queda do Império Romano.

    "A única diferença singela, a qual você insiste em ignorar (ou realmente não sabe), é que, num território ou estabelecimento privado, eu voluntariamente escolho se quero entrar ou não; se quero me associar a ele ou não."

    Correto, mas isso somente é válido quando você NÃO NASCE no território. Quando você nasce dentro do território (ou seja, não foi você que concordou com as regras do território ou do estabelecimento e sim seus ancestrais - progenitores ou não), você possui 3 alternativas:
    1- Sair do território.
    2- Estando em uma democracia, você possui a possibilidade de acabar com os impostos, acabar com o Estado e quebrar o território em questão em diversos territórios fragmentados privados. Ou ajeitar o território da maneira como você desejar (se a maioria concordar).
    3- Não pagar e ser preso (ou ser deportado para outro território).

    "num território ou estabelecimento privado, eu voluntariamente escolho se quero entrar ou não; se quero me associar a ele ou não."

    Filhinho, isso somente funciona quando você é um IMIGRANTE. Quando você nasceu no território (ou seja, não foi você que concordou com as regras do local e sim seus parentes) a possibilidade que mais chega próximo da situação libertária é sair do território que você se encontra e ir para o território que mais se aproxima do que você deseja e concorda com as regras. E como também já disse, se não deseja sair do local que se encontra, você pode tentar tentar reduzir (ou acabar) com o Estado através da democracia (ou também de uma revolução, mas isso não vem ao caso, pois estamos discutindo dentro das regras do território).

    "Se você nasce no Capão Redondo ou numa favela carioca, você não tem absolutamente nenhum direito de reclamar da violência no local. Ou você continua vivendo ali e se conforma com ela, ou você se muda pros Jardins ou pro Leblon.
    Afinal, quem "concordou" em ficar ali na favela sendo assaltado, estuprado e morto foram seus ancestrais e não você. Portanto, cale a boca e seja assaltado quieto."


    Você está misturando as coisas. Isso é desonestidade.

    Se você não está feliz com as regras do local que você se encontra e não concorda em estar ali (pois não foi você que concordou em viver ali e sim seus parentes) você possui pode ir embora dali e pode tentar mudar o local (acabar com os bandidos que é o seu caso) e também mudar as leis daquele lugar (acabar com os impostos que é o caso da situação que estamos discutindo inicialmente).

    A Constituição que eu e você não concordamos, mas nascemos sob ela, é de que a propriedade deve servir para um "bem social" (sei lá o que diabos isso significa) e que todos os indivíduos devem pagar impostos. Portanto, nós possuímos 3 alternativas para agir sob as regras do território:
    1- Sair do território.
    2- Tentar mudar as regras do território (através da democracia é apenas uma das maneiras).
    3- Não cumprir as regras do território e ser preso ou ser deportado.

    Eu por exemplo, escolhi em sair do território e ir morar em Portugal depois da metade do ano. Já que o Brasil é um país proto-socialista desde Getúlio Vargas e não vai ser eu que vou conseguir mudar isso. Não que Portugal não seja um lixo proto-socialista também, mas pelo menos a situação é um pouquinho melhor.
    Boa sorte para quem fica sob as regras bolivarianas brasileiras.
  • David.  12/03/2016 19:09
    Se o estado acha que o Brasil precisa de um território para desenvolver, então podemos considerar (seguindo a lógica do estado) que o território é algo importante para a população prosperar economicamente. E se o território é importante para a população prosperar economicamente, as pessoas podem seguir a mesma lógica do estado e ter o direito de ter a sua própria propriedade para prosperem livremente.

    Logo devemos concluir que os socialistas entram em contradição pois consideram que o respeito a propriedade privada é importante para o desenvolvimento. Eles só não conseguem explicar o porquê o governo administrar algo (inclusive monopolizando os serviços através de impostos) é melhor do que pessoas admnistrando o próprio negocio livremente.

  • Renato Arcon Gaio  11/03/2016 16:27
    Artigo bem escrito, criou uma analogia interessante com o filme. Por isso que acho engraçado quando dizem que não existe mais ditadura no Brasil, ledo engano das pessoas pensarem que são livres atualmente.

    Abraços
  • Amarildo  11/03/2016 17:15
    O texto é muito bom e, lendo, faz todo o sentido. Mas não consegui visualizar como por em prática o viver soberanamente. O próprio autor não reconhece que a desobediência ao estado pode resultar em assassinato?

    Como poderíamos por em prática o conselho de viver como soberanos?

    E seria realmente possível a maioria ser declarada vencedora sem disparar um único tiro?
  • Garrincha  11/03/2016 18:30
    Todo o site é voltado para a divulgação de maneiras sobre como fazer isso. Há mais de 2 mil artigos sobre isso. Sendo assim, não apenas seria desnecessário, como também impossível condensar tudo em um único artigo -- que na verdade é a transcrição de um discurso de agradecimento.

    (Aliás, nas poucas vezes em que se tentou condensar estratégias em um artigo, os leitores chiaram, dizendo que o artigo ficava muito grande).

    Caso esteja genuinamente interessado, pode começar por esses dois livros:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=94

    Ou então pode escolher estes artigos pelos títulos que mais lhe agrade:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

    E não deixe de ler o artigo linkado ao final do texto.
  • Amarildo  11/03/2016 18:55
    Obrigado pela atenção, Garrincha.

    Estou genuinamente interessado e farei a leitura dos livros e artigos indicados.
  • MAIS MISES MENOS MARX  11/03/2016 19:15
    Domingo, dia 13, vamos aproveitar para disseminar os ideais libertários.


    MAIS MISES, MENOS MARX.
  • Felix  12/03/2016 01:10
    Será que eu sou o único que acha que libertários não tem nada a ver com estas manifestações?
    cara pintada não resolve nada, só acha que resolve e coloca outra coisa tão ruim quanto no lugar,
    depois fica dizendo: "tá vendo, fomos as ruas e tiramos eles do poder"
  • MAIS MISES MENOS MARX  12/03/2016 02:36
    Você não leu o que eu escrevi, cidadão?

    Eu não disse q "adianta" alguma coisa; eu disse que é uma oportunidade para disseminar os ideais libertários.

    Faça o que vc quiser da sua vida. Eu, como libertário, acho fundamental disseminar o valor da liberdade. A gente só readquire a liberdade q o estado nos tira por meio das ideias, ideias que, aliás, é o que justifica a própria existência desse site e desse instituto.
  • Pobre Paulista  12/03/2016 14:30
    Se a "manifestação" der certo, fortalecemos o tal "Estado Democrático". Se der errado, fortalecemos o PT.

    Como exatamente vc pretende disseminar os ideais libertários num movimento cujo resultado será deterministicamente contra os ideais libertários?
  • MAIS MISES MENOS MARX  12/03/2016 15:54
    É bem simples de entender: eu não estou interessado no "resultado" do "movimento".

    Não estou interessado na "manada" nem no "gado". Estou interessado nas ideias; nos seres humanos de carne e osso que têm aptidão - pq nem todos são débeis mentais, como os estatistas pressupõem - de compreender a superioridade moral e econômica da liberdade. É nisso que estou interessado, na mesma razão que justifica a existência do IMB e desse site.

    A disseminação de ideais libertários destina-se aos seres humanos, individualmente considerados, e não para (ou em prol) de um "movimento coletivo". Não se trata de "fora fulano x ou y"; se trata de disseminar que o estado é o mal a ser combatido.

    Conforme eu disse: trata-se da mesma razão de ser desse Instituto; a pensar como vc - que propugna uma espécie de "quietismo" - esse instituto e esse site poderiam deixar de existir, pq "ninguém nunca vai passar a valorizar a liberdade em detrimento do estado". Quer pensar assim? Ótimo, vá em frente. Mas eu penso diferente e não vejo qualquer contradição, pq então haveria "contradição" no fato de esse site publicar artigos diários mostrando a superioridade moral e econômica da liberdade individual. Publica pq? Para mostrar para as pessoas que o mal a ser combatido é o estado.
  • Antônimo  12/03/2016 15:36
    Nós, libertários, devemos aproveitar essas oportunidades de mobilização popular não para nos colocarmos contra o político X ou Y (pq a totalidade dos políticos, seja qual for sua cor, é um estatista); devemos aproveitar para divulgar os malefícios do estado; ou por outra: disseminar para as pessoas a antítese entre liberdade e estado.

    Devemos mostrar q o tamanho do estado é inversamente proporcional às liberdades individuais. Para isso devemos aproveitar as oportunidades de mobilização popular.

    Mises sempre disse que a liberdade só pode ser conquistada no plano das ideias. A opinião pública precisa ser persuadida do valor da liberdade.
  • Lucas C  11/03/2016 22:52
    Parabéns pelo texto, Helio! Acho que foi a melhor coisa sua que já li (não desfazendo do resto). Deve ter sido um belo discurso.

    Saber falar e escrever de maneira elegante e atrativa é importante para conquistar mentes sãs (mas às vezes românticas demais) que estão perdidas ou tombando para o mau caminho.
  • Lucas Braga  12/03/2016 01:24
    Hélio Beltrão, o Lew Rockwell brasileiro. Parabéns e muita saúde!
  • Emerson Luis  12/03/2016 10:44

    "Existe certo desrespeito à semântica quando nos referimos à "democracia". A maior parte de nós usa a expressão "democracia" quando na verdade quer se referir a outros conceitos, como "estado de direito", "igualdade perante a lei, "liberdade, "direitos individuais", "instituições fortes", "justiça", e outros conceitos que possuem palavras específicas para designá-los."

    Esse desrespeito muitas vezes é uma dissimilação proposital: Quando socialistas falam de "democracia" e termos correlatos, a maioria das pessoas em geral pensa que eles estão falando de conceitos como estes (isonomia, república, etc.), quando na verdade o que eles têm em mente é algo bem diferente. Lula disse que na Venezuela há "excesso de democracia" e desta vez ele falou a pura verdade, se levarmos em conta o que os socialistas realmente querem dizer com "democracia".

    * * *
  • O Cavalheiro  12/03/2016 21:15
    Mais um bom artigo do Mises Portugal:

    mises.org.pt/2016/03/as-engrenagens-do-parasitismo/

    "As engrenagens do parasitismo."
  • Max Rockatansky  12/03/2016 21:52
    Bom mesmo, O Cavalheiro.

    Valeu!

    Abraço.
  • O MESMO de SEMPRE  13/03/2016 10:47
    .
    SIMPLESMENTE GENIAL!!!

    Nem consegui passar do incicio do texto sem comentar.

    O inicio é algo absolutamente genial como síntese. Perfeito, inquestionável. Deveria ser SEMPRE REPETIDO ATÉ A EXAUSTÃO.

    Agora vou salvar para ler o resto mais tarde.
  • anônimo  13/03/2016 16:54
    Fiquem atentos, nosso maior inimigo não é o comunismo que está morto ou socialismo Fabiano do PSDB ou PT que não traz risco de vida e sim os muçulmanos infiltrados no Brasil, analisem essa frase: No alcorão está escrito: " quando estiver em menor número sejam pacíficos com os infiéis, mas quando for maioria destrua todos eles ", isso significa que quando eles forem a maioria numa sociedade ocidental, vão matar todos os oponentes caso não sigam sua ideologia e acabar com a livre escolha dum indivíduo escravizando a sociedade local, decretando o fim do ocidente, devido a ditadura religiosa. O governo Brasileiro tem que expulsar os muçulmanos do país e desativar as mesquitas pois futuramente corremos risco de vida. Assistam esse vídeo e tirem suas conclusões: O Mito da Minoria Radical Muçulmana - https://www.youtube.com/watch?v=7Rx4rWJtxHI?
  • O Cavalheiro  14/03/2016 13:05
    E a liberdade religiosa?

    E lembre-se do principal: um governo forte o suficiente para fazer tudo o que você quer, é um governo forte o suficiente para fazer tudo o que você não quer...

    Obrigado.
  • anônimo  14/03/2016 15:01
    OS TRÊS PILARES DA SOCIEDADE OCIDENTAL SÃO: O DIREITO ROMANO, A FILOSOFIA GREGA E A MORAL JUDAICO CRISTÃ, SEM ISSO OS ISLÂMICOS ESTARIAM DOMINANDO O OCIDENTE E NÃO HAVERIA LIBERAIS E LIBERTÁRIOS, ESTUDE HISTÓRIA!
  • anônimo  13/03/2016 17:25
    O que os amantes da liberdade devem fazer - Cruzadas vs Jihad com o PhD Bill Warner -
    https://www.youtube.com/watch?v=sPwVpEirGJM
  • Tolkien  13/03/2016 21:31
    Quantas pessoas visitam esse site por mês? É bastante?
  • Mauricio  14/03/2016 08:49
    Na teoria é lindo.

    Não vou discordar de algo impossível de questionamento: somente indivíduos com Cultura e educação suficientes para serem capazes de perceber seu entorno podem ser capazes de usufruir de uma liberdade plena.

    O único problema deste raciocínio mostrado no texto é que ele presume que as pessoas são intrinsecamente boas, como se a sociedade ao longo dos tempos os corrompe-se .

    Qualquer um que examine uma pré-cultura tribal como índios , percebe-se que há algo implicitamente equivocado. Somente o ato de caçar para sobrevivência já presupoem algum problema nessa lógica, s3m constar aspectos de ordem reprodutiva e da dissinação genética de um indivíduo


    Quando Roma caiu e a população passou a viver proxima de castelos , se submerendo a certo ponto ao Sr. do Feudo, pagava-se por sua liberdade em troca da segurança, tentando proteger a si e a sua família da sodomização da barbárie externa. Esse é um exemplo complexo, porém só ilustra a infeliz necessidade do "estado".

    Imagina nas questões de intorpecentes. Se libera já que o indivíduo é dono, e de fato da sua liberdade. As FARCS, assim como outras, tornam-se imensas corporações, ações em mercado, como também um imenso mercado consumidor gloval.

    A lei de livre mercado , a oferta e procura, regem por si mesmo seu crescimento. Produtos de menor qualidade como o crack se dissiminam pelo seu baixo preço, enquanto outros como metafetaminas são produzidos para nichos específicos.

    Grandes empresas investem na expansão do mercado, publicidade, engenharia social, investimentos e aquisições formando corporações maiores. Basicamente, é necessário expandir e atingir o maior número de usuários, além de criar vínculos duradoros com estes, o que não precisa mencionar é tão facil que não é necessário marketing de negócios.

    Acredito que os usuários teram mais dificuldades de se livrar desse produto do que uma simples coca-cola ou uma cerveja.

    Além disso o mercado é voraz e competitivo, não basta apenas o domínio financeiro, influenciar nas tomadws de decisão dos clientes e na sua maneira de se se comportar ou experiência com o mu do é algo intrínseco.

    Não acho que os donos deste tipo de indústria, como também o de tabaco, costumem jogar limpo.
  • Macri  14/03/2016 10:58
    "Quando Roma caiu e a população passou a viver proxima de castelos , se submerendo a certo ponto ao Sr. do Feudo, pagava-se por sua liberdade em troca da segurança, tentando proteger a si e a sua família da sodomização da barbárie externa. Esse é um exemplo complexo, porém só ilustra a infeliz necessidade do "estado"."

    O que gerou a queda de Roma? O que fez com que a população romana passasse a viver sob a barbárie?

    Exato, o estado. O mesmo estado que você clama ser a salvação de tudo:

    O lento suicídio do Império Romano - gastos crescentes, assistencialismo, privilégios e inflação

    Aliás, gostaria muito de entender essa sua lógica: o ser humano é corrupto e dado a tentações. Exatamente por isso precisamos de um estado (que será inevitavelmente povoado por seres humanos igualmente corruptos e dados a tentações, só que agora dotados de grandes poderes) para policiar estes outros seres humanos.

    De um lado, você supõe que as pessoas são falhas e corruptas por causa de uma natural debilidade do ser humano. De outro lado, você supõe que o estado e seus políticos, que necessariamente são seres humanos com igual ou maior debilidade, irão de alguma maneira resolver o problema.

    A menos que você prove que o estado será povoado por anjos imaculados e incorruptíveis, sua teoria é totalmente privada de sentido. Quanto mais alguém tenta defender a necessidade de um estado, mas incoerente (para não dizer tolo) ele soa.
  • anônimo  15/03/2016 03:31

    A Igreja Católica: Construtora da Civilização (Completo e Legendado)
    https://www.youtube.com/watch?v=ng8dume3V6k


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