Nove contradições de quem defende um estado provedor
por , quarta-feira, 9 de março de 2016

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social.jpgO estado, quando analisado despido de toda a retórica daqueles que o defendem, nada mais é do que uma máquina de confisco e transferência de dinheiro.  O velho adágio segue impávido: não há nada que o estado possa fornecer sem que, antes, ele não tenha tomado de alguém.

O estado é redistribuição.  Há aqueles que pagam mais do que recebem, e há aqueles que recebem mais do que pagam.

Sendo assim, se você defende um estado provedor, isto é, se você acredita que o estado deve ajudar os mais pobres, prover saúde e educação para todos, previdência social, lazer e subsídios para empresas, então você inevitavelmente incorre nestas nove contradições (que podem ser divididas, de acordo com sua importância, em três grupos):

Contradições básicas

1. Não faz sentido ajudar a todos cobrando impostos de todos. 

Mesmo os mais pobres que recebem transferências do governo também pagam impostos — os quais estão embutidos em qualquer bem ou serviço que consomem — para sustentar todo esse esquema de redistribuição. 

2. Se você acredita que é possível ajudar a todos cobrando impostos apenas dos ricos, então você desconhece a realidade do mundo.

Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais.  É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.  No mínimo, sairão do país.

3. Programas sociais e de redistribuição universal de renda geram incentivos perversos: entre os recebedores, desestimulam as pessoas a trabalhar, a poupar e a se precaverem para o futuro; entre os pagadores, a maior carga tributária desestimula a geração de riqueza.

Quanto mais "generosos" os programas, piores os efeitos colaterais sobre os beneficiados: maiores os custos para os produtores de riqueza e piores os efeitos sobre a moral e a ética dos beneficiados.

4. As políticas, por piores que sejam, são julgadas muito mais por suas intenções do que por seus resultados. 

"Ajudar os pobres" é algo que soa bem; "estimular a cultura" é algo bonito; "educação e saúde para todos" é algo ao qual só desumanos se oporiam.  Já uma expressão como "incentivos perversos" soa desagregadora e reacionária.

E dado que os seres humanos se concentram muito mais na sonoridade e na beleza dos nomes dos programas, e não em seus reais resultados, governos se tornam inerentemente propensos a adotar e manter programas que não passariam em um simples teste de custo-benefício.  Veja a saúde pública, a educação pública e o cinema nacional. 

Contradições médias

5. É bem possível articular uma defesa da obrigação moral de se ajudar todas aquelas pessoas que são extremamente pobres por motivos alheios às suas responsabilidades.  Por exemplo, pessoas cegas e pessoas nascidas com alguma grave deficiência mental.

Por outro lado, é impossível articular uma defesa ética sólida de outros tipos de redistribuição. 

Se um você está passando fome porque nasceu cego ou tem deficiência mental, isso é moralmente problemático.  Se você está passando fome porque bebe demais, isso é problema exclusivamente seu.

Da mesma forma que eu não posso roubar o carro do meu vizinho só porque ele tem dois e eu não tenho nenhum, eu também não posso roubar uma fatia do salário dele só porque ele tem um emprego bom e eu não tenho nenhum e nem quero ter.

No entanto, os programas sociais dos estados de bem-estar modernos se concentram exatamente nestes últimos casos.  No atual estado de riqueza do Ocidente, pessoas "extremamente pobres" são poucas.  E nem todos os pobres o são por motivos totalmente alheios às suas responsabilidades.  Há muitos que possuem comportamentos irresponsáveis (embora seja politicamente incorreto falar isso).

6. Paradoxalmente, o estado de bem-estar é utilizado como justificativa, pelos seus próprios defensores, para restringir a imigração de pobres oriundos de países miseráveis.  "Eles estão vindo para se aproveitar de nossa saúde pública, de nossa educação gratuita, de nosso seguro-desemprego!".

Pior ainda são aqueles que dizem querer ajudar os pobres, mas são contra a imigração destes porque "eles irão roubar nossos empregos!".  Dizem ser a favor da ajuda aos pobres, mas querem impedir que eles cresçam por conta própria com um emprego assalariado.

Contradições principais

7. Toda e qualquer ambiguidade nos termos "pobreza absoluta" e "comportamento irresponsável" deveria sempre ser resolvida em prol dos pagadores de impostos, e não dos beneficiados.  Nenhuma coerção pode ser aceita quando sua justificativa é discutível.  Princípio da liberdade: in dubio, pro libertate.

No entanto, ao não se permitir esse debate, muitos trabalhadores pobres seguem sendo espoliados para sustentar quem não quer trabalhar.

8. Se a caridade privada pode se ocupar daquelas pessoas que estão em pobreza absoluta por motivos totalmente alheios às suas responsabilidades, então não há motivos para que o governo faça esse serviço.  Este é o princípio básico da subsidiariedade

A melhor maneira para se mensurar a eficácia da caridade privada é abolindo os programas sociais existentes e observar como a caridade fará o serviço.  No entanto, os defensores do estado provedor proíbem que tal experimento seja sequer mencionado.

9. Ajudar a todos os desconhecidos pode ser uma virtude moral (ato super-rogatório), mas não é uma obrigação jurídica (ato obrigatório).  Há pessoas que, por motivos sensatos, têm objeções éticas e morais a serem forçadas a ajudar pessoas que têm um estilo de vida que não aprovam ou programas com os quais não concordam.

No entanto, esse tipo de debate foi proscrito pelos defensores do estado provedor.

Em quais desses posicionamentos você se encontra?


Juan Ramón Rallo é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



53 comentários
53 comentários
Juan Domingues 09/03/2016 17:43:22

A questão número 2 é fundamental.
"Se você acredita que é possível ajudar a todos cobrando impostos apenas dos ricos, então você desconhece a realidade do mundo."
No caso recente das primárias das eleições americanas, Bernie Sanders atacou os "1% mais ricos" dizendo que a taxação sobre eles seria usada para pagar pelos "programas sociais" que ele propõe. Entretanto, calculando-se o custo astronômico que os programas teriam, nem que fosse utilizada a totalidade da riqueza dos 1% seria possível pagar pelas promessas de Bernie Sanders sequer por 6 meses.
Isso deixa claro que o discurso e as propostas de "distribuição de renda" por meio de "programas sociais" não são apenas imorais em essência na medida em que dependem de roubo alheio, mas também completamente fora da realidade prática, visto que as riquezas existentes não seriam suficientes para satisfazer tais desejos megalomaníacos.

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Robson 10/03/2016 19:39:26

no Brasil só o fato se haver percentual de imposto de renda diferenciado para quem ganha mais, e isenção pra quem ganha menos é um soco no estômago provido pelo estado.
Se eu pago mais sou mais brasileiro que os outros? Qual a lógica disso?

Responder
LUCIANO SILVA 10/03/2016 21:15:50

Sobre a questão nº 2 o "NOSSO" deputado Jean Wyllys (PSOL) acredita que taxar grandes fortunas é solução: impostos sobre grandes fortunas (6:25 a 7:00 min).



ALERTA: A entrevista está recheada de clichês socialistas.

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anônimo 11/03/2016 08:57:55

Esse cara é um completo energúmeno. Existem diversos artigos nesse site explicando do porque isso não funcionar.

Responder
anônimo 04/08/2016 09:47:40

nation.foxnews.com/wealthy-people-leaving-us/2012/06/24/more-wealthy-americans-voting-their-feet-fleeing-us

Eis aí, a terra da liberdade... afugentando os ricos! hahaha
Bernie Sanders é um asno, até para um comunista.É impossível fazer qualquer coisa com o cara rico que pode se dar ao luxo de escolher aonde morar.Encha o saco dele e ele vota com os pés.

Responder
Felipe Lima 09/03/2016 18:51:50

A caridade é uma virtude. Já o roubo, pelo governo, para fazer uma caridade forçada ou para transformar a caridade em um imperativo legal, é algo totalmente absurdo e sua aceitação como coisa normal mostra bem o nível de deformidade moral a que chegamos.

Responder
Questionador 09/03/2016 18:54:23

Algo que ninguém nunca me respondeu:

Por que as pessoas adoram debater sobre assistencialismo (contra ou a favor), mas quase ninguém (com a rara exceção deste site) fala sobre as políticas governamentais que empurraram as pessoas para a pobreza?

Responder
Leandro 09/03/2016 19:06:09

Exato.

Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres?

Quem é que, ao incorrer em déficits e com isso desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, não apenas aniquila o poder de compra dos mais pobres, como também os impede de utilizar seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados?

Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para os barracões?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Responder
Juan Domingues 09/03/2016 22:02:04

É o dilema que Bastiat já abordou há 150 anos atrás: as pessoas tendem a ver o que é superficial, e os "governantes", como não são bobos, sabem disso.
É fácil ver o dinheiro que o dinheiro pega de outro ou simplesmente imprime e dá na mão de alguém. Difícil é perceber "aquilo que não se vê", ou as consequências deletérias de curto, médio e longo prazo decorrentes da ação governamental (os negócios que não foram criados em virtude da extração forçada do dinheiro, os incentivos errados e desencentivos que a ação do governo provocou, a inflação gerada, etc...).
Aquilo "que se vê" é muito mais apelativo à emoção das pessoas, muito mais fácil de ser usado como arma política populista. Aquilo que "não se vê" facilmente, por outro lado, é mais fácil de ser ocultado e sistematicamente ignorado, ainda que a conta chegue no futuro (e ela sempre chega) já será outro político no governo e outras pessoas pagando a conta dos programas bem intencionados de outrora.

Responder
Daniel Bissoli 09/03/2016 19:46:54

Muito bom o texto. Fiquei pensando na frase "Se você está passando fome porque bebe demais, isso é problema exclusivamente seu.". O pensamento liberal, não apenas nas questões econômicas, mas em todos os aspectos da vida, defende a não proibição de drogas, de qualquer espécie, certo? Fico sempre em dúvida quando penso nas drogas sintéticas, nas que apenas uma dose causa dependência física ou química (não domino o assunto).

Enfim, como um libertário trataria essa questão?

Ex.: um adolescente, bem criado, suficientemente educado, entra naquela fase de rebeldia e descontentamento com tudo e com todos. Ele resolve experimentar uma dessas drogas sintéticas. Fica viciado e não consegue mais largar esse vício.

Responder
Scholastic 09/03/2016 20:16:23

Daniel:

www.mises.org.br/Subject.aspx?id=35


Todos os artigos do site sobre drogas. Boa leitura.

Responder
Daniel Bissoli 09/03/2016 20:47:34

Obrigado, estou lendo! gostaria da opinião dos senhores sobre o assunto.

Responder
Walter White 09/03/2016 20:59:01

Não entendo qual é a encrenca, sinceramente. Um sujeito, já vacinado e fazendo pleno uso de suas faculdades mentais, experimenta drogas e se vicia.

Por que a sociedade deve arcar com isso? Isso é problema da família e dos amigos. E instituições como a Igreja ajudam bastante nessa questão dos viciados. Por que os pagadores de impostos devem ser chamados para cuidar também disso?

Ah, sim, vale enfatizar que essas drogas altamente viciantes e destruidoras são resultado da proibição:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1013

Responder
Saul Goodman 09/03/2016 21:08:52

e para qualquer encrenca...

BETTER CALL SAUL!

Responder
Daniel 09/03/2016 21:06:43

De quem é a responsabilidade quando um adolescente começa a comer doces compulsivamente, engordando rapidamente e causando vários problemas na sua saúde? Dele próprio e da sua família ou do resto da sociedade(que nos moldes atuais é obrigada a custear os serviços de saúde para tratá-lo)?

Troque doces por drogas e terá sua resposta.

Responder
anônimo 09/03/2016 22:41:15

Não acho que doces e heroína estejam no mesmo patamar. A lógica libertária eu já entendi.

Minha questão é que mesmo uma pessoa educada e consistente em um momento de inconstância ficaria condenado pra sempre, ele e sua família.

A ampla disponibilidade de drogas, sem o c caráter criminal contribuiria para esse tipo de desastre familiar?

Só pra esclarecer, não disse em nenhum momento que seria responsabilidade dos pagadores de impostos custear seu sustento.

Responder
Daniel 10/03/2016 00:35:41

Claro que não. Existem pessoas que não bebem e não fumam, nem em momentos de fraqueza. O que faz você pensar que elas irão usar tudo que aparecer pela frente só porque está disponível? E se ela usar e se tornar dependente qual seria o problema? Os usuários de drogas sabem que fazem mal e o risco que estão correndo.
Nessa sua lógica deveríamos proibir prédios altos pois uma pessoa em um momento de inconstância pode querer pular de lá.

A lógica libertária é que as pessoas são donas do seu próprio corpo e devem arcar com as decisões sobre ele. Alguém querer introduzir uma substância viciante e prejudicial à saúde no corpo é uma escolha dela.

Responder
anônimo 10/03/2016 00:56:17

Entendi. É uma questão de responsabilidade do indivíduo. Claro que seria em uma realidade de plena informação aos indivíduos. E mesmo que houvessem esses casos, seriam uma proporção pequena. Pela experiência na polícia militar, a maioria dos usuários atuais procuram drogas por diversão ou para preenchimento de uma deficiência psicológica ou familiar. Os outros casos variam muito.

Responder
Pobre Paulista 10/03/2016 01:49:42

O mestre Ron Paul explica isso neste vídeo. Se estiver com preguiça de ouvir tudo avance para 1:35.

Responder
Rodrigo Garcia Wettstein 10/03/2016 09:30:03

Eu acredito que o problema é mais de abordagem da questão das drogas e demais sub tópicos. O ser humano sempre assumiu riscos ao colocar os pés fora de suas casas. Faz parte da vida. Acontece que cada vez mais nós queremos que o Governo seja nosso segurador de riscos. Antigamente, se eu fosse caçar animais atrás de peles, eu não esperaria em nenhum momento que fosse recompensado por algum insucesso na empreitada. Empreitada, termo usado propositadamente para denotar iniciativa libertária. O risco que tomamos está inerente no dia a dia e o governo não deveria arcar com isso.

Responder
Prado 10/03/2016 11:21:31

O problema é que a responsabilidade dos usuários de drogas pesadas que se viciam, embora seja individual, respinga no restante da sociedade. Viciados tendem a cometer atos ilegais (pequenos ou graves) como furtos, roubos, lesão corporal ou até latrocínio. Então é simplório afirmar "é uma responsabilidade individual e o viciado que se lasque sozinho". Se isso (que ele fosse se lascar sozinho) fosse verdade, o argumento seria válido. Mas num corpo social é raro alguém se lascar sozinho.

Responder
Rodrigo Garcia Wettstein 10/03/2016 13:06:54

Caro Prado, neste caso, do corpo social, do coletivo, eu acho também que não há como tratar e colocar no colo quem cai no vício (os próprios centros de ajuda a dependentes químicos ensinam isto). E segundo, pela questão jurídica, se um cidadão causa destruição a si mesmo (além da destruição a terceiros), ele estará causando injúria ao corpo social e pode até sofrer intervenção legal por isto (o mesmo caso vale ao que tenta suicídio, porque é como se, lesando a si mesmo, um cidadão, estivesse lesando a sociedade). Com estes dois pensamentos, não podemos tratar com assistencialismo apenas mas sim de vigilância e punição. Mas existem muitos que tratam o viciado como uma vítima e não deve o ser.

Responder
Trabuco 10/03/2016 13:18:28

Prado, mas essa sua colocação é, basicamente, o raciocínio subjacente à "guerra contra as drogas", aqui e acolá.

Você precisa lembrar, nesse contexto, que a ausência de interferência estatal relativamente às drogas deve vir acompanhada da ausência de interferência estatal relativamente às armas (ausência de proibição de porte de armas).

E mais: outra questão comumente trazida à baila é: "ah, mas os drogados acabam indo para o SUS, daí todo mundo arca com isso".

Resposta: não deveria existir "SUS".

Abraço.

Responder
Juan Domingues 10/03/2016 05:37:17

Acabar com o Estado e pregar o respeito a liberdade individual e não agressão não é, de forma alguma, propor o niilismo filosófico ou esquecer de valores morais. É uma confusão comum que alguns, especialmente os conservadores, fazem com relação aos libertarianistas ou anarocapitalistas. E eu não os culpo por fazerem essa confusão, visto que é comum os próprios libertários e anarcocapitalistas, especialmente os mais jovens, expressarem seus pensamentos de forma equivocada, dando a entender que tudo na vida é necessariamente valor econômico. Somos acusados de sermos "dinheiristas" pois aqueles que nos atacam imaginam que reduzimos o mundo às questões econômicas. Ledo engano. Não é o mercado que dita a moral das pessoas. São as pessoas que ditam a moral do mercado.
Há filósofos libertários e anarcocapitalistas que aceitam perfeitamente a realidade (teórica, empírica e prática) de que o mercado é a melhor forma de alocar recursos escassos. Isso é ponto pacífico. Entretanto, eles não negam que há "valores" além do econômico. As questões nas quais você resolve pensar, a forma como você cria seus filhos, sua família, opções de vida e posturas que levam a hábitos e costumes que permitam a interação pacífica entre indivíduos (e, por conseguinte, permitam trocas voluntárias de recursos escassos) são todos valores também, na medida em que são valiosos para a manutenção de uma civilização minimamente organizada.
Onde quero chegar: abolir o Estado e não proibir o uso de drogas por meio de forças coercitivas é COMPLETAMENTE diferente de desejar ou estimular, do ponto de vista moral, o uso de drogas. É preciso que isso fique bastante claro. Há outras maneiras de lidar com problemas morais e sociais sem precisar cometer imoralidades (ou seja, roubar dinheiro dos outros por meio de impostos).

Responder
Prado 10/03/2016 15:06:16

Obrigado pela resposta, gostei bastante da dissociação entre valor financeiro e valor moral. De que maneira eu posso ter um país libertário, consequentemente com drogas legalizadas, e uma garantia razoável de que meu vizinho (ou qualquer vizinho no meu bairro) não vai se tornar um viciado arruaceiro que me prejudique, sem interferir na assunção de responsabilidade individual por parte dele?

Responder
Um observador 10/03/2016 16:07:05

Prado,

"De que maneira eu posso ter um país libertário, consequentemente com drogas legalizadas, e uma garantia razoável de que meu vizinho (ou qualquer vizinho no meu bairro) não vai se tornar um viciado arruaceiro que me prejudique, sem interferir na assunção de responsabilidade individual por parte dele?"

Você poderia morar em uma cidade privada ou condomínio onde o uso de drogas seja proibido.

Responder
PepePoA 10/03/2016 17:21:45

Numa sociedade libertária seus direitos estarão resguardados pelo jusnaturalismo, o respeito à propriedade privada e o princípio da não agressão serão sua defesa legal a qualquer agressão que você (ou sua propriedade) poderão sofrer por este arruaceiro, o qual será punido conforme.

Responder
Torben 10/03/2016 17:59:10

Prado,

nem em país libertário nem país não-libertário você terá a "garantia" de não ser agredido na rua por um viciado. Viver implica correr certos riscos inelimináveis.

Responder
Prado 10/03/2016 22:38:50

Sim, imaginei que fosse isso.

Responder
Rodrigo Garcia Wettstein 10/03/2016 18:39:00

Prado, eu acredito que um código penal é independente do Executivo desde os primórdios (vide 600 AC com as Leis de Draco para interromperem conflitos sociais em ascensão, as famosas leis "draconianas"). Um Estado é apenas gestor da sociedade, a princípio, mas o código penal é como um contrato muito profundo de penalidades e restrições em caso de descumprimento do bem estar entre os cidadãos. Neste caso, o Governo não deveria se intrometer nunca e o jurídico só cumpre a Lei. Com condutas libertárias os conflitos e desequilíbrios diminuem.

Mas, Prado, depende do que se penaliza. Se penaliza e restringe o fornecimento, a venda, os preços aumentam muito e as drogas enriquecem quem as vende apenas com pouca quantidade, além de se tornar um mercado negro. Quando legaliza, as drogas ficam baratas. Agora, nunca deixando de estabelecer limites nos excessos dos que usarão as drogas. Já fizeram há cerca de 20 anos atrás um experimento mas foi restrito a drogas injetáveis e o resultado foi duvidoso apenas quanto ao vício em si. Mas não houve piora da criminalidade. Qualquer coisa que saia do mercado negro, obviamente, A MEDIO e LONGO PRAZO a criminalidade reduz.

Abraços a todos!

Responder
Gustavo 04/08/2016 00:29:58

Problema é dele e da família dele! Não do pagador de impostos!

Responder
PedroF 10/03/2016 01:00:20

O Sanders parece um psicopata político. O Bill O´Reylle (comentarista político conservador do canal Fox)lançou, semana passada, um dados interessante. Um milhão e trezentos mil americanos pagam 48% de todos os tributos! Ou seja, cerca de metade da carga fiscal esmaga menos de meio por cento da população. E o Bernie quer sangrar essa minoria ainda mais. Fico impressionado com o despudor com que o Bernie Sanders olha para as câmeras, como se estivesse enxergando a sua vítima predileta do outro lado, para dizer, sem nenhuma cerimônia que, ser for eleito, tomará o dinheiro dessas pessoas. Atua como se fosse um assaltante.

Responder
Andre Henrique 10/03/2016 12:49:32

PedroF,
Dado interessantíssimo... qdo alguém aborda esse assunto em relação ao Brasil, alegando que ricos deveriam pagar mais impostos, apresento o seguinte argumento: concordo que o % pago por um rico é menor que o pobre, pois o 1º paga aproximadamente 22% e o segundo 35% (tributos diretos e indiretos).
Mas se o rico paga mensalmente 22% de imposto sobre 227 mil ele "disponibiliza" a sociedade +- 50 mil enquanto o pobre que paga 35% sobre 1.000, disponibiliza 350 reais.
50 mil é bem mais que 350 reais, concordas? Isso sem levar em conta que o rico praticamente não usa serviços públicos, ao contrário do pobre.
Onde está a injustiça nisso???

Mudando de saco para mala, continuo estupefacto em saber que um socialista descarado como o Sanders tenha ganhado tanto ibope num país tão capitalista como os EUA.

Abç,
AHR

Responder
Gunnar 30/03/2016 11:47:57

Citando Andre Henrique 10/03/2016 12:49:32
(...)
"Mudando de saco para mala, continuo estupefacto em saber que um socialista descarado como o Sanders tenha ganhado tanto ibope num país tão capitalista como os EUA.".


EUA, capitalista? Talvez em algum momento do passado. Atualmente o poder federal ganha cada vez mais poder sobre os estados e de modo geral as políticas caminham a passos largos rumo ao pesado welfare state no formato da "social-democracia" européia; e populacao, ou pelo menos grande parte dela, parece estar muito feliz com isso. O triste é que pode levar décadas para se conscientizarem do elefante que estao trazendo para dentro de casa.... (perdoem a acentuacao)

Responder
Prado 10/03/2016 13:19:18

Esse 1,3 mi que paga 48% dos impostos têm quantos por cento da renda nacional? Tributos diretos deveriam ser igualmente proporcionais à renda.

Responder
Gucci 10/03/2016 13:51:18

Notícias do mundo real para você:

Tributos diretos já são igualmente proporcionais à renda.

O problema de esquerdista é esse: nunca empreendeu, sempre foi sustentado, e, quando abre a boca para palpitar, demonstra completo desconhecimento do mundo real.

E o pior de tudo: vota.

Responder
Prado 10/03/2016 14:59:19

Não sou esquerdista e definitivamente tenho mais educação (e inteligência) que você. Eu lhe dou a você, que não sabe ler, uma outra notícia do mundo real: empresas ricas têm subsídios que fazem com que não paguem impostos sobre a renda proporcionalmente aos pobres. Ademais, eu sou pelo corte de tributos indiretos e manutenção exclusiva de tributos diretos. Isso, que é outra notícia do mundo real, faria com que os 1,3 milhões pagassem muito mais de 48% do montante de tributos.

Responder
Zara 10/03/2016 15:36:05

"empresas ricas têm subsídios"

Correto, e este site tem inúmeros artigos contra essa prática, que é totalmente contra o livre mercado.

"que fazem com que não paguem impostos sobre a renda proporcionalmente aos pobres."

Bom, então você defende que empreiteiras e demais empresas protegidas pelo governo paguem mais impostos. Já eu prefiro ver seus donos na cadeia e abrir o mercado para empreiteiras estrangeiras -- que não dependem de dinheiro dos pagadores de impostos para sobreviver -- venham aqui fazer todo o serviço.

Topas?

De resto, empresas pagam IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, mais CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, mais PIS, cuja alíquota chega a 1,65%, mais COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.

Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. E também o IPTU sobre as instalações industriais.

Sem falar, é claro, em todos os impostos indiretos que ela paga ao comprar máquinas e equipamentos.

Ah, sim, e não nos esqueçamos também dos encargos sociais, como o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S; e os encargos trabalhistas, como 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Há inúmeros casos de empresas que pagam muito mais de impostos do que seu lucro líquido.

Veja, por exemplo, esse caso da Embraer: ela teve uma receita de US$ 2,23 bilhões, mas seu lucro final, depois de impostos e tudo, foi de apenas US$ 264 milhões. Quanto mais desse lucro você defende confiscar para redistribuir para políticos? Por quê?

"Ademais, eu sou pelo corte de tributos indiretos e manutenção exclusiva de tributos diretos."

Já eu sou pelo seguinte: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?

Responda sem resfolegar.

"Isso, que é outra notícia do mundo real, faria com que os 1,3 milhões pagassem muito mais de 48% do montante de tributos."

Após responder à minha pergunta acima, explique-me a moralidade desta sua posição.

Responder
Prado 10/03/2016 22:37:57

Bem, eu também sou contra subsídios.

Apoio um Estado que cobre tributos de todos, proporcionalmente à renda, para aplicar exclusivamente àqueles que não podem trabalhar - tetraplégicos, autistas etc.

Responder
Andre Henrique 10/03/2016 17:17:46

Prado, boa tarde

Além da resposta do Zara adiciono a leitura do artigo abaixo:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1741

Ja tive visão parecida com a sua, que empresas e ricos eram em parte culpados pelas mazelas do mundo, hoje vejo que muitos destes são na verdade as "galinhas dos ovos de ouro", ou seja, temos que agradecê-los, pois são os principais responsáveis em puxar a humanidade para frente.

Abç,
André

Responder
Andre 10/03/2016 15:32:40

Menos que 48%, os EUA tem uns 300 milhões de habitantes, logo 1,3 milhão de pessoas equivalem a 0,43% da população.
Sendo que o 1% mais rico por lá detém 50% edition.cnn.com/2015/01/19/world/wealth-inequality/

Concluo que essa cobrança de impostos é ainda mais desigual que a desigualdade alardeada pelos invejosos de plantão.

Esquerdista é mesmo uma M$%¨#$ não sabe fazer conta.

Responder
Andre Henrique 10/03/2016 16:48:12

Xara,
O % é menor ainda, pois a população estimada dos EUA nesse exato momento é aproximadamente 323 milhões de indivíduos.
Abç,
ARH

Responder
Emerson Luis 10/03/2016 12:01:43


A maioria das pessoas em dificuldade econômica possui alguma capacidade de trabalhar e não há razão para que não o façam. Mas para isso é necessário que a economia flua, gerando demanda por trabalhadores e criando riqueza.

Aqueles não conseguem trabalho ou que têm salários baixos em grande são vítimas das dificuldades que o governo cria com o pretexto de "ajudar os pobres", mas que só ajudam alguns favorecidos super-ricos e só aumentam a pobreza geral em um círculo vicioso.

Bastaria que o governo deixasse de obstruir a criação de riqueza para que a situação de grande parte dos pobres melhorasse substancialmente. Então eles passariam de "recebedores de caridade" (potenciais ou de fato) para "doadores de caridade". Seria um círculo VIRTUOSO.

* * *

Responder
Jarzembowski 10/03/2016 13:10:08

2. Se você acredita que é possível ajudar a todos cobrando impostos apenas dos ricos, então você desconhece a realidade do mundo.

Sobre esse item tem um vídeo que é o golpe definitivo nessa sugestão de sobretaxar os ricos:

Se TODO O LUCRO das 500 maiores empresas americanas fosse integralmente taxado, daria 357 bilhões de dólares, o que cobriria pouco mais de UM MÊS de gastos do governo americano.



Não importa o quanto se decida usurpar de quem produz, ainda assim o Leviatã ficaria em deficit.




Responder
Cassim 10/03/2016 22:02:05

O Bil Whittle é um presente aos liberais & conservadores. Vídeos diretos, engraçados e sempre informativos.

É bom ver que após 5 anos de trabalho ele está finalmente ganhando o reconhecimento que merece na internet.

Responder
Gunnar 30/03/2016 12:15:09

Excelente dica, Jarzembowski. Nao sabia da existencia desse cara. Humor é sempre a melhor forma de popularizar temas "polemicos" (alias, triste o mundo em que defender a veracidade de simples fatos economicos se tornou algo polemico).

Responder
Mário 20/03/2016 03:59:33

Há muito tempo não acredito mais no estado provedor.
Mas o acesso universal à saúde e a educação ainda me incomodam.
Educação e um fator de nivelamento de condições para que todos tenham igualdade de condições para prosperar e me parece que o modelo dos EUA é interessante.
Quanto a saúde, para mim, em última instância, o acesso universal a todos os recursos da medicina e garantir o igual direito a vida a todos. Ter um melhor tratamento por ter mais dinheiro que outra pessoa com menos dinheiro com a mesma doença para mim é desumano.
Ok, concordo que haja os encostados, os que não merecem ajudas, mas, por melhor que funcione uma sociedade, sempre haverá desigualdade de renda e os que poderão pagar por tratamentos mais eficientes e aqueles que não puderam pagar nem mesmo pelo básico no caso de uma doença grave.
Resumindo, apenas acho que deve haver algum mecanismo que garanta a mesma assistência médica a todos, seja pelo estado ou seja por alguma solução privada.
De resto cada um tem a sua responsabilidade para poder ter condições para conseguir o que quer ou precise.

Responder
Armário 20/03/2016 15:16:48

"Educação e um fator de nivelamento de condições para que todos tenham igualdade de condições para prosperar e me parece que o modelo dos EUA é interessante."

O Brasil fornece educação gratuita do maternal à pós-graduação. Por isso somos reiteradamente os últimos colocados em todos os rankings mundiais de testes de qualidade educacional.

Essa tragédia deve continuar? Por quê?

"Quanto a saúde, para mim, em última instância, o acesso universal a todos os recursos da medicina e garantir o igual direito a vida a todos."

No Brasil, a saúde é de acesso universal (ou você não conhece o SUS?). E, justamente por termos saúde para todos, ela é uma merda.

Não se trata de ideologia, mas sim de economia pura. É impossível o estado fornecer saúde "gratuitamente" e com alta qualidade por muito tempo.

A explicação está aqui:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Depois, comece por aqui:

Comece por aqui:

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

Como realmente funciona o sistema de saúde americano

Na Inglaterra, comece por aqui:

British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

Depois vá aqui:

Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

E termine aqui:

Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html

Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

Depois, leia aqui:

Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

"Saúde pública, gratuita e de qualidade para todos" é uma ideia contra a qual quase ninguém se opõe. O único problema é que, se ela for realmente levada a sério, todos acabam assassinados.

Responder
Lel 20/03/2016 15:58:24

Brutal, Armário.

Responder
Mario 21/03/2016 16:59:36

Amário, em que parte do meu comentário vc leu que eu disse que o estado obrigatoriamente deveria fornecer saúde me educação grátis?

O que eu disse, quanto a saúde, é que deveria ser criado algum mecanismo, grátis ou pago, público ou privado que permitisse que todos tivessem acesso aos mesmo recursos da medicina, diferente dos modelos que existem hoje. Mas parece que ninguém se preocupa com isso, quem tem dinheiro tem direito aos melhores tratamentos, a mais dignidade, a mais chances de sobreviver e quem não tem que se dane. Saúde não pode ser só uma questão econômica e de mercado, isso é uma questão de vida e humanitária.

Se for público e grátis, com certeza não será o modelo brasileiro que funcionará e sei muito bem que isso é muito complicado em qualquer local do mundo.

Não sou de esquerda, mas também não vou me declarar totalmente de direita enquanto ela não resolver o problema da saúde acessível a todos. É só minha opinião e é uma das poucas coisas com que eu não concordo com a direita.

Quanto a educação, nos EUA é pública e funciona, a do Brasil é lógico que não.

Obs.: Eu vou ler todos os links que vc passou, apesar de ter quase certeza que são apenas artigos dizendo que não tem jeito e nenhum propondo soluções.

Responder
anônimo 04/08/2016 03:01:59

Já ouviu falar em planos de saúde? Mesmo aqui no Brasil onde eles são extremamente regulados pelo Estado, são baratos e acessíveis a grande parte da população. Não sei porque essa mania de achar que a "Saúde dever ser publica, gratuita e de qualidade" só porque algum político disse isso. Alimentação não é publica e nem de graça e quase ninguém morre de fome, porque as pessoas não podem correr atrás e pagar as suas próprias contas?

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