Manual para a eliminação da liberdade por meio de processos democráticos
1. Expanda o funcionalismo público

Comece elevando sistematicamente os gastos do governo, aumentando o número de empregados no setor público e dando a esses funcionários públicos toda a sorte de direitos sem quaisquer obrigações relevantes.

Quanto menores forem a experiência no setor privado e o grau de conhecimento prático destes funcionários melhor: dessa forma, as possibilidades de emprego fora do setor público estão drasticamente limitadas ou serão mesmo inexistentes.

2. Impossibilite a reversão da estatização da sociedade

A melhor maneira de garantir a irreversibilidade da estatização da sociedade é pela via constitucional, por meio da consagração de uma série de direitos programáticos e totalitários, contra os quais qualquer reforma liberalizante inevitavelmente colidirá.

Em particular, é crucial garantir a impossibilidade prática de se demitir os funcionários públicos.  Mais ainda: é essencial incutir-lhes a noção do "direito adquirido", para que eles jamais, em hipótese alguma, aceitem qualquer redução salarial, ou mesmo não-aumentos salariais.

Este é o exército silencioso que constituirá sempre a primeira e principal barreira a qualquer tentativa de reforma que envolva a reversão da expansão do estado.

Todas as reformas liberalizantes encontrarão feroz oposição por parte dos funcionários e dos respectivos agregados familiares: é a sua subsistência que está em jogo.

A liberdade gera responsabilidades causadoras de angústia e de receio; já a dependência traz a tranquilidade das certezas.

3. Dificulte ao máximo as revisões constitucionais

As chances de uma revisão constitucional com a profundidade necessária para se reverter o totalitarismo são nulas dentro de um sistema representativo que exige que 2/3 dos representantes eleitos concordem com essa revisão.

A partir do momento em que se atinge o número necessário e suficiente de eleitores diretamente dependentes do estado (tanto via funcionalismo público quanto via assistencialismo), os políticos a soldo do interesse destas pessoas serão sempre eleitos.

Consequentemente, com cada vez mais representantes eleitos por essa gente para defender seus interesses, a simples reforma liberalizante do estado torna-se democraticamente impossível.

Com eleições baseadas no princípio do sufrágio universal igualitário, sempre que algumas medidas de corte de gastos ferirem a "constitucionalidade", os políticos defensores do interesse dos dependentes do estado entrarão em cena para barrar tais medidas.  É a reeleição deles que está em jogo.

Na pior das hipóteses, quaisquer medidas que porventura em custos imediatos para a maioria da população dependente do estado, tais medidas serão democraticamente revertidas no próximo ciclo eleitoral.

4. O mercado de trabalho precário deve ser estimulado

Deve-se permitir e até mesmo estimular o desenvolvimento e a expansão de um mercado de trabalho precário paralelo ao setor público e completamente desregulado. Este mercado é muito útil à estatização da sociedade.

A ausência absoluta de quaisquer garantias trabalhistas para esse segmento da mão-de-obra é a melhor forma de manter a pressão sobre os reformistas, enfatizando a "desumanidade do capitalismo selvagem".

Os reformistas liberais não terão qualquer chance de convencer o resto da população de que o trabalho "precário" é gerado, não pelo capitalismo, mas sim pelo "estatismo selvagem", cuja carga tributária necessária para sustentá-lo inviabiliza qualquer formalização da mão-de-obra.

Adicionalmente, o maior anseio de quem vive em condições de extrema incerteza será o de alcançar o "porto seguro" da estabilidade e das benesses do setor público, aumentando assim a pressão para o crescimento do estado.

Periodicamente, devem ser integrados ao estado largos contingentes desta parte da população, em nome da "justiça social". Esse era, afinal, o objetivo estratégico a ser alcançado.

5. A importância do ensino público

A manutenção de um sistema de ensino essencialmente público permite controlar a qualidade ideológica da formação intelectual.

É essencial fazer com que as crianças, desde cedo, sejam doutrinadas a respeito das glórias do estado.  É também essencial evitar, a todo o custo, que as crianças sejam educadas livremente por seus pais.  Daí a importância de ameaçar-lhes de prisão caso não coloquem seus filhos na escola para ouvirem o que o estado tem a lhes dizer.

A analogia entre o modo ideal de funcionamento da sociedade e o sistema centralizado e planejado da escola é muito útil para a rejeição futura de estados sociais que não correspondam a um padrão geral de distribuição.

6. Em última instância, recorra aos referendos

Na remota hipótese do esquema precedente não aniquilar por completo qualquer desejo de liberdade e autonomia, e caso surjam alguns grupos sociais que contestem a absorção da sociedade pelo estado, pode-se sempre convocar um referendo legitimador.

A vitória está garantida desde o início, e só um pequeníssimo número de elementos da sociedade se recordará de que houve uma época em que a "democracia" era entendida como um regime político que incluía, para além de eleições regulares, a garantia do primado da lei, da separação de poderes e a proteção das liberdades básicas, designadamente as liberdades políticas, religiosas e econômicas.

Conclusão

Friedrich Engels não duvidava que as eleições e o voto eram os instrumentos mais eficazes para a triunfo da "luta de classes".  Ele deixou isso muito claro no prefácio que escreve em 1895 para a nova edição do ensaio de Karl Marx, Die Klassenkämpfe in Frankreich [As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850], originalmente publicado em 1848:

Se isto continuar assim, conquistaremos até ao fim do século a maior parte das camadas médias da sociedade, tanto os pequenos burgueses como os pequenos camponeses, e transformar-nos-emos na força decisiva do país perante a qual todas as outras forças, quer queiram ou não, terão de se inclinar.

Manter ininterruptamente este crescimento até que ele se torne mais forte que o sistema de governo atual, não desgastar em lutas de vanguarda esta força de choque que dia a dia se reforça, mas sim mantê-la intacta até ao dia da decisão — esta é a nossa principal tarefa.

A ironia da história universal põe tudo de cabeça para baixo. Nós, os "revolucionários", os "subversivos", prosperamos muito melhor com os meios legais do que com os ilegais e com a subversão. Os partidos da ordem, como eles se intitulam, afundam-se com a legalidade que eles próprios criaram.

A democracia — entendida como a garantia da igualdade intrínseca aos direitos de participação política e da máxima inclusão nos processos de decisão coletiva da população adulta — não produz nem preserva, necessariamente, a liberdade. Para Tocqueville, a tensão entre democracia e liberdade era perfeitamente evidente, bem como os perigos potenciais que a primeira colocava à segunda.

Engels também o sabia, embora fizesse um juízo de valor obviamente diferente do de Tocqueville quanto às potenciais consequências "iliberais" da democracia.

Algumas lições antigas podem, por vezes, revelar-se apropriadas.

______________________________________

Leia também:

Como a democracia destrói riqueza e liberdade 

A tragédia social gerada pela democracia 

Democracia é o oposto a liberdade e tolerância 

A liberdade é mais importante que a democracia 

Como os piores são eleitos 

Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional


0 votos

SOBRE O AUTOR

Fernando Cruz Gabriel
é colunista do site português O Insurgente.



Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas. Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).

Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.

O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.

Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando. Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
Você já fez essa mesma pergunta na seção de comentários deste artigo.

Criar um login não lhe tomará nem 10 segundos. Coloque um email qualquer e uma senha qualquer. Pronto. Ficará salvo no seu computador e você nunca mais terá de escrever de novo. Menos que 10 segundos.
Essa foi gozada e bem espirituosa, devo admitir. Nunca pensei nesse tipo de associação. E devo confessar que, à primeira vista, até faz sentido, pois a East India Company ganhou do governo britânico o poder de cobrar impostos sobre a terra, uma perfeita demonstração de capitalismo de estado/fascismo/mercantilismo, arranjo que este site semanalmente condena.

É como se a Receita Federal terceirizasse seu monopólio para uma empresa. Seria um prato cheio para os libertários.*

Mas, agora num tom mais sério, essa questão das fomes recorrentes em toda a história da Índia foi bem documentada por Florence Nightingale.

https://books.google.com.br/books?id=amE1cz1fkIkC&redir_esc=y

Segundo as pesquisas, as fomes na Índia britânica não eram causadas por falta de comida em uma área geográfica em particular, mas sim por falta de transporte para essa comida, pois não havia estradas, cuja construção era monopólio do governo.

Vale a leitura.

Até mesmo o esquerdista Amartya Sen chegou à mesmo conclusão em seu livro [i]Poverty and Famines : An Essay on Entitlements and Deprivation[i]


* Há vários serviços estatais que não devem ser privatizados de jeito nenhum, como por exemplo a Receita Federal. Imagine uma Receita Federal privada e eficiente? Um pavor.

O critério a ser usado é: em uma sociedade livre, tal serviço estatal existiria? Se sim, como é o caso de bancos e fábricas de fertilizante, então deve haver privatização. Se não, como é o caso de agências confiscadoras de renda e campos de concentração, então não deve haver privatização, mas sim abolição.

Por exemplo, o Banco Central deve ser privatizado ou abolido? O BC tem o monopólio da falsificação do dinheiro, ele carteliza, privilegia e salva os bancos que praticam reservas fracionárias, ele regula (ou tenta regular) o dinheiro e o preço do dinheiro, ele controla a taxa de juros e influencia diretamente o crédito, e, acima de tudo, ele tenta controlar todos os preços da economia, o que significa que ele, consequentemente, controla toda a economia em si.

Logo, o BC não deve ser privatizado mas sim abolido. E ele deveria ser abolido não simplesmente por ser governamental, mas também porque suas funções são imorais per se.

Atividades que são inerentemente ilegítimas devem ser abolidas. Atividades legítimas e voluntariamente demandadas devem ser privatizadas.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Jammerson Santana   02/03/2016 15:29
    Se o voto mudasse alguma coisa no mundo do monopólio estatal bipartidário, ele seria proibido. A democracia é uma falácia no mundo todo e no Brasil pior ainda.
  • Ricardo  02/03/2016 15:31
    O socialismo usa a democracia para acabar com a liberdade. A esquerda seduz os incautos falando o que eles querem ouvir, e com isso extermina as nossas liberdades individuais.
  • Léssio  02/03/2016 19:50
    Não se esqueça de que o nazismo também se utilizou da democracia para isso.
  • robert  02/03/2016 15:42
    E qual seria a alternativa a democracia?
  • Lucas Jacobus  02/03/2016 16:14
    Imagino que seja REPÚBLICA
  • Felipe R  02/03/2016 16:24
    Uma Minarquia regida pelo império da lei, fundamentada na liberdade individual e na propriedade privada, na qual a democracia poderia ser usada apenas quando o consenso é impossível, e a tomada de decisão é imprescindível.

    E que seja construída com o objetivo final de chegar o mais próximo possível do Anarco-Capitalismo (o que eu particularmente acho difícil, dada a natureza mesquinha de muitos seres humanos).


    Resumo: uma proposta dentro do escopo libertário.
  • robert  02/03/2016 18:36
    Não li a respeito ainda, vou ler. Mas pelo pouco que eu vi seria quase uma utopia ainda.

    Ou será sempre uma utopia?
  • Israel  02/03/2016 17:20
    Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max
  • Pinheiro  02/03/2016 18:46
    De onde você tirou essa informação?

    A social-democracia sueca foi muito bem retratado no filme "Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres".

    A medicina social-democrata foi muito bem retratado no filme "As Invasões Bárbaras".

    Um exemplo do que irá acontecer com o clima do planeta foi muito bem retratado no filme "O Dia Depois do Amanhã".

    Um exemplo do que irá acontecer caso haja um meteoro vindo em direção à Terra é "Impacto Profundo".

    Se o nível é este, estamos aí.
  • Andre Henrique  03/03/2016 12:05
    Acho q está havendo um certo exagero quanto aos malefícios da democracia em alguns comentários...
    É miopia usar o mau exemplo do Brasil como sendo universal, até pq democracia de fato só existe quando a população está preparada para exercê-la, ou seja, quando tem conhecimento suficiente para não servir como massa de manobra.
    Não estou aqui dizendo que este é o melhor arranjo, mas certamente tem seus méritos.
    Abç,
    André
  • Juan Domingues  03/03/2016 13:50
    A democracia é como uma droga de abuso. É um sistema baseado na eterna luta de classes, em grupos tentando espoliar uns aos outros. Ao contrário de transções voluntárias e com concordância bilateral, que tendem a produzir riqueza, a democracia faz o contrário: estimula que indivíduos, por meio do voto, se unam para eleger políticos que vão roubar a riqueza dos outros para benefício do próprio grupo. É um sistema revanchista e espoliativo por natureza.
    E, como qualquer droga de abuso, os viciados apresentam alguns comportamentos padrão:
    acham a droga o máximo, acham a droga indispensável e não se imaginam sem ela e pior, possuem eterna negação com relação aos efeitos deletérios da mesma no longo prazo.
  • Scholastic  03/03/2016 14:53
    Juan,

    tem um economista austríaco, Kel Kelly, que fala exatamente sobre isso q vc disse:


    https://mises.org/library/immorality-democratic-voting
  • Felipe R  04/03/2016 09:42
    A democracia é tipo uma combinação de radioterapia com quimioterapia. Faz muito mal, mas às vezes é necessária, em casos extremos.

    Acha democracia bonitinha? Então comece a aplicar no seu dia-a-dia pra perceber o tamanho da desgraça.
  • Atento  02/03/2016 18:59
    "Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max"

    Falso.

    No Fury Road o que é o Immortan Joe senão a representação mais cabal de um ditador que espolia as pessoas inclusive utilizando o racionamento de água para tratar o povo como gado?
  • anônimo  02/03/2016 19:43
    'Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max'

    Esses coitados lêem as besteiras do Luciano Ayan e vem aqui passar vergonha
  • Max Rockatansky  02/03/2016 20:00
    Como assim?

    a premissa da trilogia (www.imdb.com/title/tt0079501/) é a de um mundo distópico (pós-apocalíptico), decorrente de guerras (e guerras, como se sabe, são ações marcadamente estatais).

    Além disso, o personagem de Mel Gibson é um agente estatal ("patrulheiro da Polícia Central"), e o storyline inclui, ainda, um julgamento por tribunal estatal (pautado pela legalidade estatal).

    Leia:

    "A gangue de motociclistas de Nightrider, liderados por Toecutter e Bubba Zanetti chega em uma cidade vandalizando propriedades, roubando combustível e aterrorizando a população. Max e o oficial Jim "Goose" prendem um jovem protegido de Nightrider Johnny "The Boy" Boyle, quando Johnny, muito drogado e incapaz de pilotar sua moto, fica para trás após a gangue violentar um jovem casal. Quando não aparece testemunhas para seu julgamento, os tribunais arquivam seu caso e Johnny é liberado. Um furioso Goose ataca Johnny e ambos são contidos por outros policiais e trocam juras de vingança entre si. Depois que seu advogado arrasta Johnny para longe, o capitão Fred "Fifi" McPhee diz a seus oficiais que façam o que for preciso para pegar as gangues, mas tudo dentro da legalidade";

    "Depois de ver seu corpo queimado no hospital, Max se desilude com a Força Policial. Preocupado com que pode acontecer a ele se continuar trabalhando para a MFP - e que ele está desfrutando da insanidade - Max diz a seu Capitão Fifi que está renunciando à MFP. Fifi, no entanto, o convence a tirar férias antes de tomar sua decisão final".


    Então, de onde vc tirou que Mad Max "retrata o anarcocapitalismo" é um mistério (muito provavelmente, mercê da corriqueira assimilação entre "anarquia" e "caos/desordem").

  • Freedom-newbie  03/03/2016 13:11
    Muito boas as respostas do Pinheiro e do Max Rockatansky sobre o Mad Max!
  • Israel  04/03/2016 04:28
    No primeiro filme é isso mesmo. O segundo e o terceiro retratam um mundo totalmente anarquista, exceto pelas lideranças que surgiram naturalmente nos agrupamentos de pessoas com interesses em comum.

    Não disse que o mundo se tornaria esse caos, porque no filme não diz que foi a anarquia que trouxe essa condição, mas o contrário. Quando comparei o anarquismo com o filme, me referi a lei do mais forte/mais capaz.
  • Vigilante da madruga.  06/03/2016 07:48
    Ei Israel VC ta num disse não disse danado aí meu irmão.
    Na sua opinião o mad max 2 e 3 é o retrato do anarco capitalismo ou não?
    Ae pra quem gosta de filme vem aí dois confrontos estado vs liberdade. Batman vs superman e Marvel civil war. Não sei se vão ser fieis aos quadrinhos.
  • Israel  09/03/2016 05:32
    É o retrato do anarcocapitalismo sim, mas não em relação ao caos, e sim às relações de poder entre indivíduos livres.

    Em uma sociedade sem Estado, o que impediria o mais rico de formar um exército particular e subjugar uma grande parcela da população? Assim, o anarcocapitalismo descambaria no totalitarismo em algum momento.

    A verdade é que, se o Estado não for a força hegemônica, outro será. Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos.
  • Pinheiro  09/03/2016 11:00
    "Em uma sociedade sem Estado, o que impediria o mais rico de formar um exército particular e subjugar uma grande parcela da população? Assim, o anarcocapitalismo descambaria no totalitarismo em algum momento."

    Tipo, exatamente como já é hoje com o estado, que detém o monopólio da violência, contra o qual você nada pode fazer?

    Eu sempre acho isso uma delícia: todo e qualquer questionamento ao anarcocapitalismo -- sempre e inevitavelmente -- diz que ele vai descambar em um arranjo idêntico que já existe hoje! Ou seja, na pior das hipóteses, o anarcocapitalismo irá criar o exato arranjo que já existe hoje!

    Estou disposto a correr este risco.

    Ah, sim, quanto à sua pergunta (que é a mais clichê e a mais feita sobre o assunto):

    1) Como haverá indivíduos trilionários em um arranjo em que toda a concorrência é liberada? Magnatas majoritariamente são magnatas por causa de seus conluios com o estado, que lhes garante reserva de mercado via agências reguladoras, tarifas de proteção, e burocracia e impostos que impede o surgimento de novos entrantes.

    Sem essas artimanhas, impossível tais pessoas continuarem ricas. Imediatamente surgirão concorrentes em seu campo de atuação, tomando sua fatia de mercado.

    2) Ato contínuo, ficará um tantinho difícil essa pessoa brincar de guerra e dominação.

    3) Ainda que continuassem existindo esses ricos malvados, exatamente por que eles gastariam toda a sua fortuna brincando de guerra? O que eles ganham com isso?

    4) Um exército particular pode até conseguir manter seu domínio sobre um vilarejo, mas sobre um continente? Você delira.

    "A verdade é que, se o Estado não for a força hegemônica, outro será."

    Quem? Por exemplo, quem teria dinheiro para subjugar todo um continente?

    "Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos."

    Bocejos...

    Bill Gates irá então subjugar os texanos, armados até os dentes?

    Vai dormir, meu filho. É o melhor que você pode fazer.
  • anônimo  09/03/2016 11:31
    '"Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos."

    Bocejos...

    Bill Gates irá então subjugar os texanos, armados até os dentes? '


    Vai lá redneck, pega tua arminha e tenta derrubar um drone.
  • Hillbilly  09/03/2016 14:37
    Espere aí, você está dizendo que Bill Gates irá então trucidar toda a população?! Ué, mas você próprio havia dito que os trilionários iriam utilizar essa população para subjugá-la e enriquecer às custas dela... Como exatamente eles farão isso tendo dizimado toda a população? Aliás, o que um rico ganha ao matar toda a sua mão-de-obra e mercado consumidor?

    Você consegue piorar a cada participação.
  • Viking  09/03/2016 11:02
    seria simplesmente idiotice.

    pra que gastar dinheiro para subjugar alguém, quando você pode simplesmente comercializar com eles e lucrar muito?

  • Israel  10/03/2016 05:02
    Primeiramente, não falei em trucidar ninguém. Meu exemplo foi relacionado ao fato de vigorar, em uma sociedade anarcocapitalista, a lei do mais forte. O que tiver mais recursos, estará acima do bem e do mal. Não falo em escravizar um país ou um estado inteiro: mas sim em poder se apropriar do que desejar sem que ninguém possa impedir. Como um tribunal privado obrigaria a pessoa mais poderosa do país a cumprir alguma pena?

    Hoje, o Estado é muito maior do que deveria ser. Porém, é sempre possível que uma nação tenha um Estado limitado por meio de uma constituição. Todavia, no anarcopitalismo não há limites.

    Os muito ricos e poderosos, em sua maioria, primeiro tiveram de chegar a essa condição, para depois influenciar o governo e fazê-lo proteger seus interesses. Hoje, o Estado é a forma "legal" dos muito ricos forçarem a população de um país a se dobrarem à sua vontade, pagando impostos que os beneficiam e os mantém em sua condição de poder e de riqueza. Não sou contra os ricos: sou contra os ricos estarem acima do bem e do mal, acima da lei e da Justiça.

    O anarcocapitalismo traria uma outra versão de Estado intervencionista, que não seria muito diferente de hoje. E o fato de não poder piorar a situação presente, portanto, não é justificativa para tentarmos esse modelo: é um aviso de que o ideal não está nem em um extremo nem em outro, mas em termos um Estado enxuto, que pratique a subsidiariedade, e não se intrometa na Economia (a não ser quando ela viole alguma lei moral natural), mas apenas em garantir a igualdade de condições de Justiça entre todos.

    Já houve um arranjo anarquista no passado, por muitos séculos: quando o Império Romano caiu e os bárbaros destruiram toda ordem e civilização, naturalmente passou a vigorar a lei do mais forte. A consequencia foi o feudalismo, em que os mais fracos ofereciam trabalho aos mais ricos em troca de proteção e segurança. E não há nada errado com isso, porém esse arranjo não perdura por muito tempo.

    Quando os feudos passaram a crescer e se fortalecer, foi necessário instituir um governo para mediar conflitos e proporcionar uma convivência relativamente pacífica entre os senhores e seus vassalos. Assim começou a monarquia europeia da baixa Idade Média.

    Esse arranjo feudal é o resultado natural da falta de um Estado, e tendo a dizer que prefiro esse modelo econômico ao atual, em que somos quase escravos de um Estado e seus governantes. Entretanto, ele só pôde funcionar porque todos os seus integrantes dividiam princípios morais iguais e imutáveis - no caso, os da Fé católica. Sem isso, nada impediria que um senhor feudal se tornasse um tirano e, em vez de recolher apenas 10% do que os camponeses produziam para lhes dar proteção, os escravizasse para ter tudo.

    Enfim, entendo esse movimento de procurar eliminar o Estado, porque parece que retornamos ao velho império romano onde ele era endeusado e adorado. Porém, o anarcocapitalismo incorre, segundo penso, no mesmíssimo erro do anarcocomumismo: esquece a natureza humana, que têm sede de poder e riqueza, mesmo às custas de seu próprio futuro. Nem sempre o ser humano é racional e razoável. Os tiranos da História que o digam: se seu controle totalitário estava fadado a arruinar o país, por que insistiram em mantê-lo?

  • Mr Citan  02/03/2016 21:49
    "E qual seria a alternativa a democracia?"

    Hans-Hermann Hoppe já deu as pistas.

    "Por que a monarquia é superior à democracia

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=373
  • Monarquista  02/03/2016 16:29
    Muito bom.
  • Freedom-newbie  02/03/2016 16:39
    É muito dificil explicar para as pessoas os problemas da democracia e que ser contra a democracia não significa ser a favor de ditadura tolaitaria/monarquia absolutista.

    Mas para mim parece bastante óbvio que:

    - Democracia não funciona bem para populações grandes e heterogêneas.
    - O que a democracia faz de fato é dar poderes para o estado e tirar do individuo.
    - Qualquer sistema de governo que limite o poder do estado e mantenha o poder do individuo (republica/monarquia constitucional/anarco-capitalismo) é melhor que uma democracia.

    Assisti um video muito interessante sobre o assunto:

    https://www.youtube.com/watch?v=h97pmPYoGBs

  • Andre  02/03/2016 17:00

    Se estamos no inferno, continuemos andando.
  • Vega  02/03/2016 17:39
    Jogaram a toalha?
    Sem chance de mudanças futuras, foi o que texto deixou no ar...
  • Andre Henrique  02/03/2016 18:00
    Não me revolta tanto socialistas, defensores de Estado inchado e afins, o que realmente me causa uma agonia avassaladora é estes indivíduos acharem que tais regimes são benéficos a sociedade.
    A burrice me irrita profundamente... Bukowski e Schopenhauer estavam cobertos de razão em relação ao ser humano!
  • desiludido  02/03/2016 19:39
    E o autor esqueceu:

    - crie um lider absoluto - igual ao mediano da massa eleitoral - pobre, nordestino, metalúrgico, deficiente (físico), com mãe analfabeta e histrionico - torne sua liderança quase como que uma religião - e faça com que seja regularmente eleito e re-eleito

    - fomente o crime - dificulte ou aniquile chances de auto-defesa (desarmamento e criminalização da própria defesa) e extingua policias e afins - enquanto o povo se preocupa com o bandidinho de bairro, os barões do crime agem no BACEN e etc ....

    - separe as classes - alguns contra os outros - ms.terra, ms.teto, ms.bolsa, etc - e faça com que elas se digladiem pelas sobras

    - criminalize todos os políticos - somos, mas quem não é - assim não há chances de mudanças mesmo


    Feito

    Agora só sobra aproveitar o paraiso
  • opinador  02/03/2016 20:02
    "- criminalize todos os políticos - somos, mas quem não é - assim não há chances de mudanças mesmo"

    Não faltou não...

    Politico não é a solução !

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=794
  • Rhyan  02/03/2016 20:04
    Esse texto foi escrito quando? Tenho a impressão que nunca se falou tanto em liberalismo no Brasil. Nada como uma crise para abalar a fé no estado.
  • Fuinha  02/03/2016 21:39
    Rhyan, q "crise" vc se refere?


    o texto é de um autor português, originalmente escrito em Portugal.
  • Taxidermista  02/03/2016 20:56
    "The Irrationality of Politics", Michael Huemer:


    https://www.youtube.com/watch?v=4JYL5VUe5NQ
  • Andre Henrique  03/03/2016 11:14
    Taxidermista,
    Você que é um dos mais participativos nos comentários do IMB, pode tirar uma dúvida pfv?
    Li esses dias em algum lugar que o Ludwig von Mises conheceu a Ayn Rand e eles não tiveram uma relação muito boa... tens maiores informações?
    Levando em conta a concepção de mundo de ambos, penso que no mínimo deveriam ter casado e me intriga saber que não se deram bem... foi algo pessoal ou suas ideias tinham alguma diferença?

    Aproveitando o ensejo, lancei uma dúvida no post abaixo (último comentário) e ngm respondeu... agradeço se puderes me brindar com sua opinião!

    Abç,
    André
  • Taxidermista  03/03/2016 13:49
    Prezado Andre Henrique,

    agradeço a consideração;
    infelizmente, desconheço as vicissitudes da relação entre eles (Mises e Rand).

    Um cara que é Scholar no Atlas Society disse que "Ayn Rand and Mises knew each other, and they were on good personal terms, though never close friends. There is reason to think Rand read many of his works and that they contributed to her thinking on economic topics; (...) In Human Action, Mises founded his economic theories on a neo-Kantian conception of Categories, and he argued that human preference is entirely subjective. Ayn Rand disagreed with this method and disagreed with the tone of the conclusion about preferences. Rand argued for a moral defense of human freedom and for objective knowledge and values. Mises for his part rejected Rand's moral arguments. However, she thought that Mises's economic theories, put on a firmer foundation, were sound and important" (atlassociety.org/objectivism/atlas-university/new-to-ayn-rand/launchpad-blog/3621-mises-and-rand).

    Sobre particularidades da vida pessoal (inclusive amorosa) do Mises, tem o conhecido livro do Jorg Guido Hulsmann, "Mises: The Last Knight of Liberalism": https://mises.org/library/mises-last-knight-liberalism-0


    No plano das ideias, a Bettina Bien Greaves, conhecida como "Mises Most Loyal Student", escreveu um texto em que ela se propõe a responder o seguinte: "To What Extent Was Rand a Misesian?": https://mises.org/library/what-extent-was-rand-misesian


    Esses dois textos curtos são interessantes para se verificar a questão no plano das ideias: esse do Stephan Kinsella (www.stephankinsella.com/2010/01/mises-and-rand-and-rothbard/), e esse do Roderick Long (praxeology.net/praxwho-x.pdf).

    Nesse artigo do site, o Walter Block tece algumas considerações sobre a relação entre Rand e o austro-libertarianismo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=834

    Vale lembrar que o George Reisman foi aluno de ambos (Mises e Rand), e na sua obra-prima ("Capitalism": www.capitalism.net/), ele tenta sintetizar as ideias dos seus mestres.

    Ainda, existe um autor, chamado Edward Younkins, que se dedica ao intento de reconciliação entre as ideias de Mises e de Rand, e vc pode ter uma amostra aqui: rebirthofreason.com/Articles/Younkins/Can_the_Ideas_of_Mises_and_Rand_Be_Reconciled.shtml

    Aliás, esse autor escreveu um livro sobre essa tentativa de síntese: https://rowman.com/ISBN/9780761855293/Flourishing-and-Happiness-In-A-Free-Society-Toward-a-Synthesis-of-Aristotelianism-Austrian-Economics-and-Ayn-Rand's-Objectivism

    Há uma carta do Mises (e outra do Rothbard) dirigida à Rand: https://mises.org/library/mises-and-rothbard-letters-ayn-rand

    André, a relação mais "quente", digamos (não amorosa, mas no plano das ideias), foi entre Rand e Rothbard; a respeito, vale uma conferida nessa famosa crítica do Rothbard aqui: https://mises.org/library/mozart-was-red.

    Por fim: https://mises.org/library/michael-oliver-rothbard-vs-rand%E2%80%94can-anarcho-capitalism-and-objectivism-be-reconciled


    Espero ter colaborado,
    Abração cordial


    PS.: a dúvida, referida por vc, está postada em outro artigo do site?
  • Andre Henrique  03/03/2016 18:46
    Porra, isso que chamo de "matar a cobra e mostrar o pau"... muito obrigado pelo nível de detalhamento!

    Quanto a outra dúvida, tinha certeza que havia colocado o link no meu post anterior... bom, segue novamente abaixo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1988

    Abç e obrigado novamente
  • anônimo  03/03/2016 14:13
    Talvez possa ajudar:

    rebirthofreason.com/Articles/Younkins/Can_the_Ideas_of_Mises_and_Rand_Be_Reconciled.shtml

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/carta-mises-ayn-rand/

    atlassociety.org/objectivism/atlas-university/new-to-ayn-rand/launchpad-blog/3621-mises-and-rand
  • Andre Henrique  03/03/2016 18:47
    Muito obrigado!
  • Henrique Zucatelli  02/03/2016 22:25
    7 - Depois de todos os passos acima implantados e a sociedade vivendo em pleno socialismo, espere alguns anos consumindo toda a riqueza conquistada pela livre iniciativa, bradando que a distribuição de renda e o Estado máximo é o modelo perfeito.

    8- Depois de ter consumido todas as riquezas, gerado um déficit impagável, perder toda a sua capacidade de financiamento, e a conviver de uma inflação monstruosa, compense a falência do capital com cada vez mais empregos públicos, e aumente ainda mais os impostos. Não importa se você vai pagar toda essa gente com uma moeda que desvalorize 10% por dia, o que vale são as estatísticas de "pleno emprego".

    9- Mesmo com as constantes críticas vindo das ruas sobre a pobreza, desemprego e desabastecimento de quase tudo, coloque a culpa nos americanos imperialistas e se feche ainda mais. Aumente mais impostos, confisque bens "pelo povo", prenda empresários gananciosos. Coloque o exército e a polícia para dissipar manifestações e convoque as militâncias e sindicatos para defender o plano violentamente.

    10- Mesmo tendo destruído o país, provocado uma emigração forçada e empobrecido a população em níveis de guerra, ainda assim uma boa parcela da sociedade irá defender o socialismo. Conte com eles para continuar até onde der, e se for deposto, preso (ou morto) será um mártir, um símbolo vivo na cabeça daqueles que acreditam que seu plano não seu certo porque o socialismo foi "deturpado mais uma vez".

  • mauricio barbosa  03/03/2016 00:37
    Bando de crapulas esses socialistas nojentos e tanto faz eles serem bem ou mal-intencionados...
  • Fernando  03/03/2016 01:56
    Esse Hellfare State democrático é bizarro.

    Só falta o governo determinar exame de toque retal obrigatório para evitar câncer de próstata.
  • Andre  03/03/2016 02:08
    Não dê ideia...
  • Dissidente Brasileiro  03/03/2016 02:18
    Não dá idéia cara, não fique por aí escrevendo essas coisas... Pelo amor de Deus, não dá idéia!!
  • Rennan Alves  03/03/2016 03:15
    Estamos quase lá amiguinho.

    L10289
  • Pobre Paulista  03/03/2016 19:23
    A realidade supera a ficção científica.
  • Fernando  03/03/2016 12:17
    Faltou o "pão e circo". Essa é uma das mais velhas que existe.

    Já pagamos copa do mundo, olimpíada, cultura, cinema, pan-americano, lei ruanet, vale cultura, repasses milionários para emissoras de tv e rádio, carnavais, piscinão de ramos, parques, etc.
  • aluno'  03/03/2016 13:05
    Excelente a exposição do Fernando Cruz, muito bom mesmo. Aprendo cada vez mais no Von Mises Brasil.
  • aluno'  03/03/2016 13:15
    Eu não sou contra a democracia e nem contra o Estado. Também percebo que não serve de base para ser contra a democracia o que temos no Brasil e em muitos lugares do mundo, agora e antes. Também não vejo perfeição na democracia, nem em nenhum sistema, seja lá qual for. Pra mim uma das maiores virtudes da democracia é permitir uma pessoa comum assumir o poder e dele ser tirado sem o uso da força. Também noto que a democracia está sendo utilizada por grupos que chegam ao poder para usurpar o conjunto da sociedade, e ai entra o que o Fernando Cruz muito bem disse que esse pessoal começa a utilizar métodos e estrategias para controlar o máximo possivel de pessoas para votar neles. Esse pessoal só ainda não vedou e colocou uma mordaça nos grupos sociais que enxergam as suas espertezas e truques. Talvez, mesmo com todos os defeitos que a democracia tem demonstrado, ela ainda dá as pessoas a condição de reagir, ver e mudar todo esse status quo.
  • Viking  03/03/2016 13:17
    Dia 13 tem protestos.
    O IMB tem algum material de divulgação que possa ser impresso em folhetos para distribuição durante as manifestações?
  • Emerson Luis  04/03/2016 11:09

    Liberdade sem Responsabilidade

    Direitos sem Deveres

    Cada vez mais Direitos "Positivos"/Artificiais (que impõem obrigações a terceiros)

    * * *
  • João Girardi  04/03/2016 17:53
    Bem que Erik von Kuehnelt-Leddihn já dizia que o socialismo é a consequência final da democracia. Aliás, é sempre bom ressaltar o quanto esse autor é importante, bem que o IMB poderia traduzir alguns artigos e livros dele.

    Se estiverem interessados, aqui vai um artigo dele, não irão se arrepender.
    fee.org/articles/the-roots-of-anticapitalism/


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.