Manual para a eliminação da liberdade por meio de processos democráticos

1. Expanda o funcionalismo público

Comece elevando sistematicamente os gastos do governo, aumentando o número de empregados no setor público e dando a esses funcionários públicos toda a sorte de direitos sem quaisquer obrigações relevantes.

Quanto menores forem a experiência no setor privado e o grau de conhecimento prático destes funcionários melhor: dessa forma, as possibilidades de emprego fora do setor público estão drasticamente limitadas ou serão mesmo inexistentes.

2. Impossibilite a reversão da estatização da sociedade

A melhor maneira de garantir a irreversibilidade da estatização da sociedade é pela via constitucional, por meio da consagração de uma série de direitos programáticos e totalitários, contra os quais qualquer reforma liberalizante inevitavelmente colidirá.

Em particular, é crucial garantir a impossibilidade prática de se demitir os funcionários públicos.  Mais ainda: é essencial incutir-lhes a noção do "direito adquirido", para que eles jamais, em hipótese alguma, aceitem qualquer redução salarial, ou mesmo não-aumentos salariais.

Este é o exército silencioso que constituirá sempre a primeira e principal barreira a qualquer tentativa de reforma que envolva a reversão da expansão do estado.

Todas as reformas liberalizantes encontrarão feroz oposição por parte dos funcionários e dos respectivos agregados familiares: é a sua subsistência que está em jogo.

A liberdade gera responsabilidades causadoras de angústia e de receio; já a dependência traz a tranquilidade das certezas.

3. Dificulte ao máximo as revisões constitucionais

As chances de uma revisão constitucional com a profundidade necessária para se reverter o totalitarismo são nulas dentro de um sistema representativo que exige que 2/3 dos representantes eleitos concordem com essa revisão.

A partir do momento em que se atinge o número necessário e suficiente de eleitores diretamente dependentes do estado (tanto via funcionalismo público quanto via assistencialismo), os políticos a soldo do interesse destas pessoas serão sempre eleitos.

Consequentemente, com cada vez mais representantes eleitos por essa gente para defender seus interesses, a simples reforma liberalizante do estado torna-se democraticamente impossível.

Com eleições baseadas no princípio do sufrágio universal igualitário, sempre que algumas medidas de corte de gastos ferirem a "constitucionalidade", os políticos defensores do interesse dos dependentes do estado entrarão em cena para barrar tais medidas.  É a reeleição deles que está em jogo.

Na pior das hipóteses, quaisquer medidas que porventura em custos imediatos para a maioria da população dependente do estado, tais medidas serão democraticamente revertidas no próximo ciclo eleitoral.

4. O mercado de trabalho precário deve ser estimulado

Deve-se permitir e até mesmo estimular o desenvolvimento e a expansão de um mercado de trabalho precário paralelo ao setor público e completamente desregulado. Este mercado é muito útil à estatização da sociedade.

A ausência absoluta de quaisquer garantias trabalhistas para esse segmento da mão-de-obra é a melhor forma de manter a pressão sobre os reformistas, enfatizando a "desumanidade do capitalismo selvagem".

Os reformistas liberais não terão qualquer chance de convencer o resto da população de que o trabalho "precário" é gerado, não pelo capitalismo, mas sim pelo "estatismo selvagem", cuja carga tributária necessária para sustentá-lo inviabiliza qualquer formalização da mão-de-obra.

Adicionalmente, o maior anseio de quem vive em condições de extrema incerteza será o de alcançar o "porto seguro" da estabilidade e das benesses do setor público, aumentando assim a pressão para o crescimento do estado.

Periodicamente, devem ser integrados ao estado largos contingentes desta parte da população, em nome da "justiça social". Esse era, afinal, o objetivo estratégico a ser alcançado.

5. A importância do ensino público

A manutenção de um sistema de ensino essencialmente público permite controlar a qualidade ideológica da formação intelectual.

É essencial fazer com que as crianças, desde cedo, sejam doutrinadas a respeito das glórias do estado.  É também essencial evitar, a todo o custo, que as crianças sejam educadas livremente por seus pais.  Daí a importância de ameaçar-lhes de prisão caso não coloquem seus filhos na escola para ouvirem o que o estado tem a lhes dizer.

A analogia entre o modo ideal de funcionamento da sociedade e o sistema centralizado e planejado da escola é muito útil para a rejeição futura de estados sociais que não correspondam a um padrão geral de distribuição.

6. Em última instância, recorra aos referendos

Na remota hipótese do esquema precedente não aniquilar por completo qualquer desejo de liberdade e autonomia, e caso surjam alguns grupos sociais que contestem a absorção da sociedade pelo estado, pode-se sempre convocar um referendo legitimador.

A vitória está garantida desde o início, e só um pequeníssimo número de elementos da sociedade se recordará de que houve uma época em que a "democracia" era entendida como um regime político que incluía, para além de eleições regulares, a garantia do primado da lei, da separação de poderes e a proteção das liberdades básicas, designadamente as liberdades políticas, religiosas e econômicas.

Conclusão

Friedrich Engels não duvidava que as eleições e o voto eram os instrumentos mais eficazes para a triunfo da "luta de classes".  Ele deixou isso muito claro no prefácio que escreve em 1895 para a nova edição do ensaio de Karl Marx, Die Klassenkämpfe in Frankreich [As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850], originalmente publicado em 1848:

Se isto continuar assim, conquistaremos até ao fim do século a maior parte das camadas médias da sociedade, tanto os pequenos burgueses como os pequenos camponeses, e transformar-nos-emos na força decisiva do país perante a qual todas as outras forças, quer queiram ou não, terão de se inclinar.

Manter ininterruptamente este crescimento até que ele se torne mais forte que o sistema de governo atual, não desgastar em lutas de vanguarda esta força de choque que dia a dia se reforça, mas sim mantê-la intacta até ao dia da decisão — esta é a nossa principal tarefa.

A ironia da história universal põe tudo de cabeça para baixo. Nós, os "revolucionários", os "subversivos", prosperamos muito melhor com os meios legais do que com os ilegais e com a subversão. Os partidos da ordem, como eles se intitulam, afundam-se com a legalidade que eles próprios criaram.

A democracia — entendida como a garantia da igualdade intrínseca aos direitos de participação política e da máxima inclusão nos processos de decisão coletiva da população adulta — não produz nem preserva, necessariamente, a liberdade. Para Tocqueville, a tensão entre democracia e liberdade era perfeitamente evidente, bem como os perigos potenciais que a primeira colocava à segunda.

Engels também o sabia, embora fizesse um juízo de valor obviamente diferente do de Tocqueville quanto às potenciais consequências "iliberais" da democracia.

Algumas lições antigas podem, por vezes, revelar-se apropriadas.

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Leia também:

Como a democracia destrói riqueza e liberdade 

A tragédia social gerada pela democracia 

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Como os piores são eleitos 

Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional


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SOBRE O AUTOR

Fernando Cruz Gabriel
é colunista do site português O Insurgente.



"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Jammerson Santana   02/03/2016 15:29
    Se o voto mudasse alguma coisa no mundo do monopólio estatal bipartidário, ele seria proibido. A democracia é uma falácia no mundo todo e no Brasil pior ainda.
  • Ricardo  02/03/2016 15:31
    O socialismo usa a democracia para acabar com a liberdade. A esquerda seduz os incautos falando o que eles querem ouvir, e com isso extermina as nossas liberdades individuais.
  • Léssio  02/03/2016 19:50
    Não se esqueça de que o nazismo também se utilizou da democracia para isso.
  • robert  02/03/2016 15:42
    E qual seria a alternativa a democracia?
  • Lucas Jacobus  02/03/2016 16:14
    Imagino que seja REPÚBLICA
  • Felipe R  02/03/2016 16:24
    Uma Minarquia regida pelo império da lei, fundamentada na liberdade individual e na propriedade privada, na qual a democracia poderia ser usada apenas quando o consenso é impossível, e a tomada de decisão é imprescindível.

    E que seja construída com o objetivo final de chegar o mais próximo possível do Anarco-Capitalismo (o que eu particularmente acho difícil, dada a natureza mesquinha de muitos seres humanos).


    Resumo: uma proposta dentro do escopo libertário.
  • robert  02/03/2016 18:36
    Não li a respeito ainda, vou ler. Mas pelo pouco que eu vi seria quase uma utopia ainda.

    Ou será sempre uma utopia?
  • Israel  02/03/2016 17:20
    Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max
  • Pinheiro  02/03/2016 18:46
    De onde você tirou essa informação?

    A social-democracia sueca foi muito bem retratado no filme "Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres".

    A medicina social-democrata foi muito bem retratado no filme "As Invasões Bárbaras".

    Um exemplo do que irá acontecer com o clima do planeta foi muito bem retratado no filme "O Dia Depois do Amanhã".

    Um exemplo do que irá acontecer caso haja um meteoro vindo em direção à Terra é "Impacto Profundo".

    Se o nível é este, estamos aí.
  • Andre Henrique  03/03/2016 12:05
    Acho q está havendo um certo exagero quanto aos malefícios da democracia em alguns comentários...
    É miopia usar o mau exemplo do Brasil como sendo universal, até pq democracia de fato só existe quando a população está preparada para exercê-la, ou seja, quando tem conhecimento suficiente para não servir como massa de manobra.
    Não estou aqui dizendo que este é o melhor arranjo, mas certamente tem seus méritos.
    Abç,
    André
  • Juan Domingues  03/03/2016 13:50
    A democracia é como uma droga de abuso. É um sistema baseado na eterna luta de classes, em grupos tentando espoliar uns aos outros. Ao contrário de transções voluntárias e com concordância bilateral, que tendem a produzir riqueza, a democracia faz o contrário: estimula que indivíduos, por meio do voto, se unam para eleger políticos que vão roubar a riqueza dos outros para benefício do próprio grupo. É um sistema revanchista e espoliativo por natureza.
    E, como qualquer droga de abuso, os viciados apresentam alguns comportamentos padrão:
    acham a droga o máximo, acham a droga indispensável e não se imaginam sem ela e pior, possuem eterna negação com relação aos efeitos deletérios da mesma no longo prazo.
  • Scholastic  03/03/2016 14:53
    Juan,

    tem um economista austríaco, Kel Kelly, que fala exatamente sobre isso q vc disse:


    https://mises.org/library/immorality-democratic-voting
  • Felipe R  04/03/2016 09:42
    A democracia é tipo uma combinação de radioterapia com quimioterapia. Faz muito mal, mas às vezes é necessária, em casos extremos.

    Acha democracia bonitinha? Então comece a aplicar no seu dia-a-dia pra perceber o tamanho da desgraça.
  • Atento  02/03/2016 18:59
    "Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max"

    Falso.

    No Fury Road o que é o Immortan Joe senão a representação mais cabal de um ditador que espolia as pessoas inclusive utilizando o racionamento de água para tratar o povo como gado?
  • anônimo  02/03/2016 19:43
    'Um exemplo de sociedade anarco capitalista foi muito bem retratado na série de filmes Mad Max'

    Esses coitados lêem as besteiras do Luciano Ayan e vem aqui passar vergonha
  • Max Rockatansky  02/03/2016 20:00
    Como assim?

    a premissa da trilogia (www.imdb.com/title/tt0079501/) é a de um mundo distópico (pós-apocalíptico), decorrente de guerras (e guerras, como se sabe, são ações marcadamente estatais).

    Além disso, o personagem de Mel Gibson é um agente estatal ("patrulheiro da Polícia Central"), e o storyline inclui, ainda, um julgamento por tribunal estatal (pautado pela legalidade estatal).

    Leia:

    "A gangue de motociclistas de Nightrider, liderados por Toecutter e Bubba Zanetti chega em uma cidade vandalizando propriedades, roubando combustível e aterrorizando a população. Max e o oficial Jim "Goose" prendem um jovem protegido de Nightrider Johnny "The Boy" Boyle, quando Johnny, muito drogado e incapaz de pilotar sua moto, fica para trás após a gangue violentar um jovem casal. Quando não aparece testemunhas para seu julgamento, os tribunais arquivam seu caso e Johnny é liberado. Um furioso Goose ataca Johnny e ambos são contidos por outros policiais e trocam juras de vingança entre si. Depois que seu advogado arrasta Johnny para longe, o capitão Fred "Fifi" McPhee diz a seus oficiais que façam o que for preciso para pegar as gangues, mas tudo dentro da legalidade";

    "Depois de ver seu corpo queimado no hospital, Max se desilude com a Força Policial. Preocupado com que pode acontecer a ele se continuar trabalhando para a MFP - e que ele está desfrutando da insanidade - Max diz a seu Capitão Fifi que está renunciando à MFP. Fifi, no entanto, o convence a tirar férias antes de tomar sua decisão final".


    Então, de onde vc tirou que Mad Max "retrata o anarcocapitalismo" é um mistério (muito provavelmente, mercê da corriqueira assimilação entre "anarquia" e "caos/desordem").

  • Freedom-newbie  03/03/2016 13:11
    Muito boas as respostas do Pinheiro e do Max Rockatansky sobre o Mad Max!
  • Israel  04/03/2016 04:28
    No primeiro filme é isso mesmo. O segundo e o terceiro retratam um mundo totalmente anarquista, exceto pelas lideranças que surgiram naturalmente nos agrupamentos de pessoas com interesses em comum.

    Não disse que o mundo se tornaria esse caos, porque no filme não diz que foi a anarquia que trouxe essa condição, mas o contrário. Quando comparei o anarquismo com o filme, me referi a lei do mais forte/mais capaz.
  • Vigilante da madruga.  06/03/2016 07:48
    Ei Israel VC ta num disse não disse danado aí meu irmão.
    Na sua opinião o mad max 2 e 3 é o retrato do anarco capitalismo ou não?
    Ae pra quem gosta de filme vem aí dois confrontos estado vs liberdade. Batman vs superman e Marvel civil war. Não sei se vão ser fieis aos quadrinhos.
  • Israel  09/03/2016 05:32
    É o retrato do anarcocapitalismo sim, mas não em relação ao caos, e sim às relações de poder entre indivíduos livres.

    Em uma sociedade sem Estado, o que impediria o mais rico de formar um exército particular e subjugar uma grande parcela da população? Assim, o anarcocapitalismo descambaria no totalitarismo em algum momento.

    A verdade é que, se o Estado não for a força hegemônica, outro será. Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos.
  • Pinheiro  09/03/2016 11:00
    "Em uma sociedade sem Estado, o que impediria o mais rico de formar um exército particular e subjugar uma grande parcela da população? Assim, o anarcocapitalismo descambaria no totalitarismo em algum momento."

    Tipo, exatamente como já é hoje com o estado, que detém o monopólio da violência, contra o qual você nada pode fazer?

    Eu sempre acho isso uma delícia: todo e qualquer questionamento ao anarcocapitalismo -- sempre e inevitavelmente -- diz que ele vai descambar em um arranjo idêntico que já existe hoje! Ou seja, na pior das hipóteses, o anarcocapitalismo irá criar o exato arranjo que já existe hoje!

    Estou disposto a correr este risco.

    Ah, sim, quanto à sua pergunta (que é a mais clichê e a mais feita sobre o assunto):

    1) Como haverá indivíduos trilionários em um arranjo em que toda a concorrência é liberada? Magnatas majoritariamente são magnatas por causa de seus conluios com o estado, que lhes garante reserva de mercado via agências reguladoras, tarifas de proteção, e burocracia e impostos que impede o surgimento de novos entrantes.

    Sem essas artimanhas, impossível tais pessoas continuarem ricas. Imediatamente surgirão concorrentes em seu campo de atuação, tomando sua fatia de mercado.

    2) Ato contínuo, ficará um tantinho difícil essa pessoa brincar de guerra e dominação.

    3) Ainda que continuassem existindo esses ricos malvados, exatamente por que eles gastariam toda a sua fortuna brincando de guerra? O que eles ganham com isso?

    4) Um exército particular pode até conseguir manter seu domínio sobre um vilarejo, mas sobre um continente? Você delira.

    "A verdade é que, se o Estado não for a força hegemônica, outro será."

    Quem? Por exemplo, quem teria dinheiro para subjugar todo um continente?

    "Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos."

    Bocejos...

    Bill Gates irá então subjugar os texanos, armados até os dentes?

    Vai dormir, meu filho. É o melhor que você pode fazer.
  • anônimo  09/03/2016 11:31
    '"Hoje por exemplo, se caíssem os Estados, os 10 mais ricos dos EUA poderiam controlar todo o país com uma força armada privada que subjugasse todos os demais cidadãos."

    Bocejos...

    Bill Gates irá então subjugar os texanos, armados até os dentes? '


    Vai lá redneck, pega tua arminha e tenta derrubar um drone.
  • Hillbilly  09/03/2016 14:37
    Espere aí, você está dizendo que Bill Gates irá então trucidar toda a população?! Ué, mas você próprio havia dito que os trilionários iriam utilizar essa população para subjugá-la e enriquecer às custas dela... Como exatamente eles farão isso tendo dizimado toda a população? Aliás, o que um rico ganha ao matar toda a sua mão-de-obra e mercado consumidor?

    Você consegue piorar a cada participação.
  • Viking  09/03/2016 11:02
    seria simplesmente idiotice.

    pra que gastar dinheiro para subjugar alguém, quando você pode simplesmente comercializar com eles e lucrar muito?

  • Israel  10/03/2016 05:02
    Primeiramente, não falei em trucidar ninguém. Meu exemplo foi relacionado ao fato de vigorar, em uma sociedade anarcocapitalista, a lei do mais forte. O que tiver mais recursos, estará acima do bem e do mal. Não falo em escravizar um país ou um estado inteiro: mas sim em poder se apropriar do que desejar sem que ninguém possa impedir. Como um tribunal privado obrigaria a pessoa mais poderosa do país a cumprir alguma pena?

    Hoje, o Estado é muito maior do que deveria ser. Porém, é sempre possível que uma nação tenha um Estado limitado por meio de uma constituição. Todavia, no anarcopitalismo não há limites.

    Os muito ricos e poderosos, em sua maioria, primeiro tiveram de chegar a essa condição, para depois influenciar o governo e fazê-lo proteger seus interesses. Hoje, o Estado é a forma "legal" dos muito ricos forçarem a população de um país a se dobrarem à sua vontade, pagando impostos que os beneficiam e os mantém em sua condição de poder e de riqueza. Não sou contra os ricos: sou contra os ricos estarem acima do bem e do mal, acima da lei e da Justiça.

    O anarcocapitalismo traria uma outra versão de Estado intervencionista, que não seria muito diferente de hoje. E o fato de não poder piorar a situação presente, portanto, não é justificativa para tentarmos esse modelo: é um aviso de que o ideal não está nem em um extremo nem em outro, mas em termos um Estado enxuto, que pratique a subsidiariedade, e não se intrometa na Economia (a não ser quando ela viole alguma lei moral natural), mas apenas em garantir a igualdade de condições de Justiça entre todos.

    Já houve um arranjo anarquista no passado, por muitos séculos: quando o Império Romano caiu e os bárbaros destruiram toda ordem e civilização, naturalmente passou a vigorar a lei do mais forte. A consequencia foi o feudalismo, em que os mais fracos ofereciam trabalho aos mais ricos em troca de proteção e segurança. E não há nada errado com isso, porém esse arranjo não perdura por muito tempo.

    Quando os feudos passaram a crescer e se fortalecer, foi necessário instituir um governo para mediar conflitos e proporcionar uma convivência relativamente pacífica entre os senhores e seus vassalos. Assim começou a monarquia europeia da baixa Idade Média.

    Esse arranjo feudal é o resultado natural da falta de um Estado, e tendo a dizer que prefiro esse modelo econômico ao atual, em que somos quase escravos de um Estado e seus governantes. Entretanto, ele só pôde funcionar porque todos os seus integrantes dividiam princípios morais iguais e imutáveis - no caso, os da Fé católica. Sem isso, nada impediria que um senhor feudal se tornasse um tirano e, em vez de recolher apenas 10% do que os camponeses produziam para lhes dar proteção, os escravizasse para ter tudo.

    Enfim, entendo esse movimento de procurar eliminar o Estado, porque parece que retornamos ao velho império romano onde ele era endeusado e adorado. Porém, o anarcocapitalismo incorre, segundo penso, no mesmíssimo erro do anarcocomumismo: esquece a natureza humana, que têm sede de poder e riqueza, mesmo às custas de seu próprio futuro. Nem sempre o ser humano é racional e razoável. Os tiranos da História que o digam: se seu controle totalitário estava fadado a arruinar o país, por que insistiram em mantê-lo?

  • Mr Citan  02/03/2016 21:49
    "E qual seria a alternativa a democracia?"

    Hans-Hermann Hoppe já deu as pistas.

    "Por que a monarquia é superior à democracia

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=373
  • Monarquista  02/03/2016 16:29
    Muito bom.
  • Freedom-newbie  02/03/2016 16:39
    É muito dificil explicar para as pessoas os problemas da democracia e que ser contra a democracia não significa ser a favor de ditadura tolaitaria/monarquia absolutista.

    Mas para mim parece bastante óbvio que:

    - Democracia não funciona bem para populações grandes e heterogêneas.
    - O que a democracia faz de fato é dar poderes para o estado e tirar do individuo.
    - Qualquer sistema de governo que limite o poder do estado e mantenha o poder do individuo (republica/monarquia constitucional/anarco-capitalismo) é melhor que uma democracia.

    Assisti um video muito interessante sobre o assunto:

    https://www.youtube.com/watch?v=h97pmPYoGBs

  • Andre  02/03/2016 17:00

    Se estamos no inferno, continuemos andando.
  • Vega  02/03/2016 17:39
    Jogaram a toalha?
    Sem chance de mudanças futuras, foi o que texto deixou no ar...
  • Andre Henrique  02/03/2016 18:00
    Não me revolta tanto socialistas, defensores de Estado inchado e afins, o que realmente me causa uma agonia avassaladora é estes indivíduos acharem que tais regimes são benéficos a sociedade.
    A burrice me irrita profundamente... Bukowski e Schopenhauer estavam cobertos de razão em relação ao ser humano!
  • desiludido  02/03/2016 19:39
    E o autor esqueceu:

    - crie um lider absoluto - igual ao mediano da massa eleitoral - pobre, nordestino, metalúrgico, deficiente (físico), com mãe analfabeta e histrionico - torne sua liderança quase como que uma religião - e faça com que seja regularmente eleito e re-eleito

    - fomente o crime - dificulte ou aniquile chances de auto-defesa (desarmamento e criminalização da própria defesa) e extingua policias e afins - enquanto o povo se preocupa com o bandidinho de bairro, os barões do crime agem no BACEN e etc ....

    - separe as classes - alguns contra os outros - ms.terra, ms.teto, ms.bolsa, etc - e faça com que elas se digladiem pelas sobras

    - criminalize todos os políticos - somos, mas quem não é - assim não há chances de mudanças mesmo


    Feito

    Agora só sobra aproveitar o paraiso
  • opinador  02/03/2016 20:02
    "- criminalize todos os políticos - somos, mas quem não é - assim não há chances de mudanças mesmo"

    Não faltou não...

    Politico não é a solução !

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=794
  • Rhyan  02/03/2016 20:04
    Esse texto foi escrito quando? Tenho a impressão que nunca se falou tanto em liberalismo no Brasil. Nada como uma crise para abalar a fé no estado.
  • Fuinha  02/03/2016 21:39
    Rhyan, q "crise" vc se refere?


    o texto é de um autor português, originalmente escrito em Portugal.
  • Taxidermista  02/03/2016 20:56
    "The Irrationality of Politics", Michael Huemer:


    https://www.youtube.com/watch?v=4JYL5VUe5NQ
  • Andre Henrique  03/03/2016 11:14
    Taxidermista,
    Você que é um dos mais participativos nos comentários do IMB, pode tirar uma dúvida pfv?
    Li esses dias em algum lugar que o Ludwig von Mises conheceu a Ayn Rand e eles não tiveram uma relação muito boa... tens maiores informações?
    Levando em conta a concepção de mundo de ambos, penso que no mínimo deveriam ter casado e me intriga saber que não se deram bem... foi algo pessoal ou suas ideias tinham alguma diferença?

    Aproveitando o ensejo, lancei uma dúvida no post abaixo (último comentário) e ngm respondeu... agradeço se puderes me brindar com sua opinião!

    Abç,
    André
  • Taxidermista  03/03/2016 13:49
    Prezado Andre Henrique,

    agradeço a consideração;
    infelizmente, desconheço as vicissitudes da relação entre eles (Mises e Rand).

    Um cara que é Scholar no Atlas Society disse que "Ayn Rand and Mises knew each other, and they were on good personal terms, though never close friends. There is reason to think Rand read many of his works and that they contributed to her thinking on economic topics; (...) In Human Action, Mises founded his economic theories on a neo-Kantian conception of Categories, and he argued that human preference is entirely subjective. Ayn Rand disagreed with this method and disagreed with the tone of the conclusion about preferences. Rand argued for a moral defense of human freedom and for objective knowledge and values. Mises for his part rejected Rand's moral arguments. However, she thought that Mises's economic theories, put on a firmer foundation, were sound and important" (atlassociety.org/objectivism/atlas-university/new-to-ayn-rand/launchpad-blog/3621-mises-and-rand).

    Sobre particularidades da vida pessoal (inclusive amorosa) do Mises, tem o conhecido livro do Jorg Guido Hulsmann, "Mises: The Last Knight of Liberalism": https://mises.org/library/mises-last-knight-liberalism-0


    No plano das ideias, a Bettina Bien Greaves, conhecida como "Mises Most Loyal Student", escreveu um texto em que ela se propõe a responder o seguinte: "To What Extent Was Rand a Misesian?": https://mises.org/library/what-extent-was-rand-misesian


    Esses dois textos curtos são interessantes para se verificar a questão no plano das ideias: esse do Stephan Kinsella (www.stephankinsella.com/2010/01/mises-and-rand-and-rothbard/), e esse do Roderick Long (praxeology.net/praxwho-x.pdf).

    Nesse artigo do site, o Walter Block tece algumas considerações sobre a relação entre Rand e o austro-libertarianismo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=834

    Vale lembrar que o George Reisman foi aluno de ambos (Mises e Rand), e na sua obra-prima ("Capitalism": www.capitalism.net/), ele tenta sintetizar as ideias dos seus mestres.

    Ainda, existe um autor, chamado Edward Younkins, que se dedica ao intento de reconciliação entre as ideias de Mises e de Rand, e vc pode ter uma amostra aqui: rebirthofreason.com/Articles/Younkins/Can_the_Ideas_of_Mises_and_Rand_Be_Reconciled.shtml

    Aliás, esse autor escreveu um livro sobre essa tentativa de síntese: https://rowman.com/ISBN/9780761855293/Flourishing-and-Happiness-In-A-Free-Society-Toward-a-Synthesis-of-Aristotelianism-Austrian-Economics-and-Ayn-Rand's-Objectivism

    Há uma carta do Mises (e outra do Rothbard) dirigida à Rand: https://mises.org/library/mises-and-rothbard-letters-ayn-rand

    André, a relação mais "quente", digamos (não amorosa, mas no plano das ideias), foi entre Rand e Rothbard; a respeito, vale uma conferida nessa famosa crítica do Rothbard aqui: https://mises.org/library/mozart-was-red.

    Por fim: https://mises.org/library/michael-oliver-rothbard-vs-rand%E2%80%94can-anarcho-capitalism-and-objectivism-be-reconciled


    Espero ter colaborado,
    Abração cordial


    PS.: a dúvida, referida por vc, está postada em outro artigo do site?
  • Andre Henrique  03/03/2016 18:46
    Porra, isso que chamo de "matar a cobra e mostrar o pau"... muito obrigado pelo nível de detalhamento!

    Quanto a outra dúvida, tinha certeza que havia colocado o link no meu post anterior... bom, segue novamente abaixo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1988

    Abç e obrigado novamente
  • anônimo  03/03/2016 14:13
    Talvez possa ajudar:

    rebirthofreason.com/Articles/Younkins/Can_the_Ideas_of_Mises_and_Rand_Be_Reconciled.shtml

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/carta-mises-ayn-rand/

    atlassociety.org/objectivism/atlas-university/new-to-ayn-rand/launchpad-blog/3621-mises-and-rand
  • Andre Henrique  03/03/2016 18:47
    Muito obrigado!
  • Henrique Zucatelli  02/03/2016 22:25
    7 - Depois de todos os passos acima implantados e a sociedade vivendo em pleno socialismo, espere alguns anos consumindo toda a riqueza conquistada pela livre iniciativa, bradando que a distribuição de renda e o Estado máximo é o modelo perfeito.

    8- Depois de ter consumido todas as riquezas, gerado um déficit impagável, perder toda a sua capacidade de financiamento, e a conviver de uma inflação monstruosa, compense a falência do capital com cada vez mais empregos públicos, e aumente ainda mais os impostos. Não importa se você vai pagar toda essa gente com uma moeda que desvalorize 10% por dia, o que vale são as estatísticas de "pleno emprego".

    9- Mesmo com as constantes críticas vindo das ruas sobre a pobreza, desemprego e desabastecimento de quase tudo, coloque a culpa nos americanos imperialistas e se feche ainda mais. Aumente mais impostos, confisque bens "pelo povo", prenda empresários gananciosos. Coloque o exército e a polícia para dissipar manifestações e convoque as militâncias e sindicatos para defender o plano violentamente.

    10- Mesmo tendo destruído o país, provocado uma emigração forçada e empobrecido a população em níveis de guerra, ainda assim uma boa parcela da sociedade irá defender o socialismo. Conte com eles para continuar até onde der, e se for deposto, preso (ou morto) será um mártir, um símbolo vivo na cabeça daqueles que acreditam que seu plano não seu certo porque o socialismo foi "deturpado mais uma vez".

  • mauricio barbosa  03/03/2016 00:37
    Bando de crapulas esses socialistas nojentos e tanto faz eles serem bem ou mal-intencionados...
  • Fernando  03/03/2016 01:56
    Esse Hellfare State democrático é bizarro.

    Só falta o governo determinar exame de toque retal obrigatório para evitar câncer de próstata.
  • Andre  03/03/2016 02:08
    Não dê ideia...
  • Dissidente Brasileiro  03/03/2016 02:18
    Não dá idéia cara, não fique por aí escrevendo essas coisas... Pelo amor de Deus, não dá idéia!!
  • Rennan Alves  03/03/2016 03:15
    Estamos quase lá amiguinho.

    L10289
  • Pobre Paulista  03/03/2016 19:23
    A realidade supera a ficção científica.
  • Fernando  03/03/2016 12:17
    Faltou o "pão e circo". Essa é uma das mais velhas que existe.

    Já pagamos copa do mundo, olimpíada, cultura, cinema, pan-americano, lei ruanet, vale cultura, repasses milionários para emissoras de tv e rádio, carnavais, piscinão de ramos, parques, etc.
  • aluno'  03/03/2016 13:05
    Excelente a exposição do Fernando Cruz, muito bom mesmo. Aprendo cada vez mais no Von Mises Brasil.
  • aluno'  03/03/2016 13:15
    Eu não sou contra a democracia e nem contra o Estado. Também percebo que não serve de base para ser contra a democracia o que temos no Brasil e em muitos lugares do mundo, agora e antes. Também não vejo perfeição na democracia, nem em nenhum sistema, seja lá qual for. Pra mim uma das maiores virtudes da democracia é permitir uma pessoa comum assumir o poder e dele ser tirado sem o uso da força. Também noto que a democracia está sendo utilizada por grupos que chegam ao poder para usurpar o conjunto da sociedade, e ai entra o que o Fernando Cruz muito bem disse que esse pessoal começa a utilizar métodos e estrategias para controlar o máximo possivel de pessoas para votar neles. Esse pessoal só ainda não vedou e colocou uma mordaça nos grupos sociais que enxergam as suas espertezas e truques. Talvez, mesmo com todos os defeitos que a democracia tem demonstrado, ela ainda dá as pessoas a condição de reagir, ver e mudar todo esse status quo.
  • Viking  03/03/2016 13:17
    Dia 13 tem protestos.
    O IMB tem algum material de divulgação que possa ser impresso em folhetos para distribuição durante as manifestações?
  • Emerson Luis  04/03/2016 11:09

    Liberdade sem Responsabilidade

    Direitos sem Deveres

    Cada vez mais Direitos "Positivos"/Artificiais (que impõem obrigações a terceiros)

    * * *
  • João Girardi  04/03/2016 17:53
    Bem que Erik von Kuehnelt-Leddihn já dizia que o socialismo é a consequência final da democracia. Aliás, é sempre bom ressaltar o quanto esse autor é importante, bem que o IMB poderia traduzir alguns artigos e livros dele.

    Se estiverem interessados, aqui vai um artigo dele, não irão se arrepender.
    fee.org/articles/the-roots-of-anticapitalism/


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