Financiamento privado e financiamento público de campanha - o ruim é melhor que o péssimo

N. do E.: O artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira

Sejamos francos: a súbita fixação dos intelectuais, dos políticos e da opinião pública com o tema do financiamento de campanha — se deve ser privado (com doações de pessoas físicas e jurídicas) ou público (com o dinheiro de impostos da população trabalhadora) — não fará nada para incutir mais honestidade ao governo e nem muito menos aumentará as liberdades econômicas e sociais de ninguém. 

No entanto, há um aspecto positivo: essa azáfama dará ao público uma lição de moral e cívica.  Qualquer que seja a modalidade adotada, ficará evidente que o governo não apenas não é um agente neutro no que tange a critérios de justiça, como também é um esquema corrupto por meio do qual aqueles mais politicamente poderosos enriquecem à custa de todo o resto da população.

A corrupção, a propina, os lobbies, e a pressão dos grupos de interesse têm inevitavelmente de ser a regra quando se tem um governo que confisca quase 40% da renda da população, que gasta R$ 1,65 trilhão (ou R$ 2,22 trilhão se considerarmos o refinanciamento da dívida) do dinheiro dos outros, que pode criar sem qualquer restrição leis e regulamentações que beneficiem os mais bem politicamente conectados, e que assume poderes quase divinos sobre todos os aspectos da nossa vida.

Quanto mais poder, dinheiro e privilégios estiverem em jogo, mais alto será o preço que os espertalhões estarão dispostos a pagar para ter acesso a essas mordomias.  Não faltarão grandes empresários querendo auferir privilégios como restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, contratos para grandes obras, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros. Quando lobistas, grupos de interesse, empreiteiros e grandes empresários têm de competir entre si para ter acesso a essas prebendas, mais alto será o preço cobrado pelos políticos e reguladores para lhes conceder tais delícias.

Por isso, sempre que um partido político vier a público acusando os outros de corrupção, eis a regra: acredite em cada palavra.  Tudo o que um diz sobre o outro é verdade.  Eles estão lá dentro e sabem perfeitamente de tudo o que ocorre.

O problema com o financiamento público de campanha

Em termos de governo, tamanho e corrupção andam de mãos dadas.  Quanto pior é um governo, mais ele cresce à custa da população.  Enquanto suas receitas forem coercivamente confiscadas da população, o governo pode perfeitamente desconsiderar o interesse público e se concentrar apenas em recompensar seus amigos e punir seus inimigos. 

Leis, regras e eventuais delações feitas por quem foi pêgo em flagrante (e quer tentar reduzir a pena ou quer simplesmente entregar o esquema porque não está se sentindo devidamente gratificado por seus companheiros) funcionam tão bem quanto grades de prisão feitas de barbante.  Até hoje, a humanidade ainda não descobriu um método para impedir que o estado seja ladrão e aja exatamente de acordo com sua natureza espoliativa.  Varia apenas o grau, a voracidade e a explicitude do esbulho.

Por tudo isso, a questão do financiamento de campanha é apenas um aspecto do problema geral, mas é um aspecto particularmente interessante.  Por ora, estamos apenas ouvindo que o financiamento privado tem de acabar porque ele gera favoritismo e isso seria ilegal.  Mas o problema com esse raciocínio é que a vasta maioria da corrupção que ocorre no governo é perfeitamente legal.

Restrições de importação, regras de conteúdo local que privilegiam fornecedores nacionais, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros são medidas legais adotadas exclusivamente com o intuito de privilegiar grupos de interesse. 

Embora sejam claramente imorais e anti-éticas — pois utilizam o dinheiro dos pagadores de impostos em prol de empresários politicamente bem relacionados, proíbem a concorrência, e restringem as opções de compra dos consumidores —, tais medidas jamais mereceram investigações por parte de comissões parlamentares.

Por tudo isso, aqueles que ainda creem na ficção de que "é possível termos um governo bom e honesto" advogam uma completa reforma do financiamento de campanha: para acabar com a influência dos grupos de interesse, eles defendem a proibição de todo e qualquer tipo de doação privada, e querem que os pagadores de impostos, em vez de empresas privadas, arquem com os altos custos das campanhas políticas. 

Por mais execrável que seja o atual arranjo, este outro conseguiria ser ainda pior.

No atual arranjo, ao menos ainda há uma chance, por menor que seja, que um cidadão comum e genuinamente bem intencionado faça alguma diferença.  De tempos em tempos, um cidadão tipo Ron Paul pode surgir e desequilibrar o equilíbrio dos partidos dominantes.  Ele pode conseguir alterar os termos do debate e, com isso, impedir que a atual elite política consiga o completo controle sobre um processo democrático que já está todo adulterado e manipulado.

Por outro lado, com um financiamento público de campanha, tal possibilidade seria nula.  O financiamento público de campanha, ao distribuir o dinheiro do povo de acordo com a representação de cada partido, simplesmente impede que "forasteiros" e "intrusos" participem do processo.  Mais ainda: o financiamento público de campanha impede que "intrusos" e "forasteiros" sejam financiados por seus apoiadores e, com isso, tragam algum risco para toda a máquina política já estabelecida. 

O efeito do financiamento público de campanha será simplesmente o de perpetuar os políticos profissionais, impedindo que "forasteiros" e "intrusos" participem do processo.

Quanto mais dinheiro de impostos for derramado nas campanhas políticas, mais o sistema será desvirtuado e corrompido em prol da elite política que já está no poder.

Contribuições privadas podem, sim, trazer efeitos benéficos

Vale ressaltar que contribuições privadas a campanhas políticas — mesmo aquelas que influenciam diretamente o que um senador, deputado ou presidente irá fazer — não são, por si só, ruins e maléficas.  Tudo depende de se o interesse que está sendo defendido está de acordo com o interesse público.

Por exemplo, digamos que um grupo anti-impostos financie a campanha de um senador.  Tão logo o senador é eleito, esse grupo exige que ele retribua o favor criando leis que reduzam profundamente os impostos.  Isso não é corrupção, pois o resultado de um corte de impostos é tornar as pessoas mais livres, permitindo que elas retenham mais do seu próprio dinheiro.  Ninguém foi roubado nesse processo.  Não se aumentou a coerção sobre terceiros.  A liberdade de ninguém foi tolhida.

Por outro lado, suponhamos agora que um grupo pró-impostos financie a campanha de outro senador.  Tão logo este é eleito, o grupo exige que ele retribua o favor criando projetos de lei que elevem impostos.  Isso, sim, é corrupção.  E é corrupção não pelo fato de o senador ter recebido dinheiro privado ou estar retribuindo um favor, mas sim pelo fato de ele estar aumentando a espoliação e destruindo a riqueza da sociedade.  Essa medida do senador seria imoral e maléfica independentemente de ele ter recebido contribuições de campanha ou não.

Na política, assim como no mercado, dinheiro e influência andam de mãos dadas.  A questão passa a ser como se dá essa combinação.  Se ela for utilizada em detrimento da sociedade livre, então ela tem de ser condenada.  Se ela for utilizada para promover um genuíno bem comum — como quando ela atua em prol da liberdade —, então ela merece elogios.

E o raciocínio acima pode ser aplicado a qualquer área.  Imagine, por exemplo, que uma fabricante estrangeira queira vender carros baratos para os consumidores brasileiros.  Atualmente, ela é impedida de fazer isso por causa das altas tarifas de importação vigentes para proteger o cartel das montadoras nacionais.  O político que aceitar esse dinheiro estrangeiro e batalhar contra essas tarifas de importação estará fazendo exatamente aquilo que um homem público deveria fazer: trazendo mais liberdade para os consumidores, aumentando seu poder de compra, aumentando suas opções de compra e acabando com as reservas de mercado. 

Não há nenhuma base econômica ou moral para se impor qualquer restrição legal às opções de compra e venda de uma população.

O mesmo raciocínio se aplica a subsídios, a regulamentações anti-empreendedores, a agências reguladoras que protegem empresas nacionais e proíbem a entrada de empresas estrangeiras, a empréstimos feitos por bancos públicos que são subsidiados pelo Tesouro, a contratos com empreiteiras que são pagas com dinheiro de impostos etc.

Conclusão

O fato é que quantias inimagináveis de dinheiro são hoje utilizadas para financiar eleições.  Se o governo fosse menor — e como consequência as pessoas fossem mais livres —, essa quantidade de dinheiro gasta também seria inevitavelmente menor.

Se este é o objetivo, a única maneira de alcançá-lo é reduzindo os privilégios que estão em jogo a cada eleição.  Retire poderes do governo, e o interesse dos grandes grupos empresariais em controlá-lo também cairá.  Afinal, quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais os empresários poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios.

Enquanto não chegarmos a esse ponto, a única alteração no financiamento de campanha que vale a pena ser perseguida é remover todos os limites às contribuições pessoais e empresariais.  Impedir conflitos de interesse é fácil: basta abolir todos os privilégios garantidos pelo governo, todos os subsídios, todas as regulamentações e tarifas que foram implantadas apenas para proteger grandes empresas.  Favores legais que são implantados à custa de terceiros não deveriam estar disponíveis, qualquer que seja o preço.  A liberdade, que deveria ser garantida por direito, jamais deveria estar à venda.

De resto, o que nós deveríamos fazer enquanto o Congresso, a presidência e os partidos políticos debatem esse tema?  Regozijarmo-nos com o fato de que, enquanto debatem, eles não estão fazendo suas atividades rotineiras.


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SOBRE O AUTOR

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.




Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andre Henrique  26/02/2016 14:53
    É patético o otimismo de algumas pessoas achando que ao alterar a origem de recurso $ para campanha, nossos políticos se transformarão automaticamente em querubins!
  • mauricio barbosa  26/02/2016 15:17
    Os que defendem o financiamento público de campanha alegam que os recursos serão distribuídos de forma equânime entre os candidatos e os defensores do financiamento privado de que os recursos devem continuar a serem arrecadados de forma aleatória variando de candidato para candidato,enfim os argumentos de lado a lado são bem fundamentados e de todo jeito a coisa é nociva a população e eu enquanto libertário não defendo nenhuma destas posições por mais contraditório que pareça minha posição ou seja defendo a dissolução deste monopólio asqueroso e ladrão que é o estado e essa disputa sem graça pelo seu controle que afinal de contas são as campanhas eleitorais e quem quiser me chamar de radical,incendiário ou o escambau fiquem a vontade,pois esta é a minha opinião e viva o IMB e a liberdade de expressão.Um abraço a todos.
  • Rodolfo  26/02/2016 16:53
    O artigo já começa explicando exatamente isso. Sério mesmo que o analfabetismo funcional do brasileiro médio já chegou também nesse site?
  • Oziel  26/02/2016 17:14
    Rodolfo, acho que, nesse caso, foi vc que não leu o comentário do colega.

    O colega disse "é patético o otimismo de algumas pessoas achando que ao alterar a origem de recurso $ para campanha (...)"

    Ou seja, trata-se de uma concordância com a frase inicial do texto de que "a súbita fixação dos intelectuais, dos políticos e da opinião pública (...)".

    Destarte, foi como o cara dizer, em outras palavras, "concordo com o texto"




  • Andre Henrique  29/02/2016 12:39
    Obrigado Oziel... esse foi justamente o objetivo do comentário!
    Sugiro ao Rodolfo fazer mais sexo, pois é o melhor remédio para combater o recalque e o mau humor.
    Abç
  • Oziel  29/02/2016 13:48
    ehehhe, isso aí, muito boa


    Abração
  • mauricio barbosa  26/02/2016 17:18
    Rodolfo,MAV petista.
  • Roberto  26/02/2016 18:10
    Amigo, leia o título: -o RUIM é melhor que o PÉSSIMO
  • Batista  26/02/2016 15:09
    Situação atual: financiamento privado via CNPJ/CPF. Todos podem angariar recursos. Igualdade, isonomia.

    Ação/meio em curso: divulgação de relatos de corrupção envolvendo construtoras e empresários, que usaram dos recursos para financiar campanhas; uso da mídia e de (de)formadores de opinião.

    Resultado final/síntese com a mudança:

    1- Competição assimétrica, pois com financiamento apenas público, quem estiver "na máquina" terá os meios na mão;
    2- Com aumento dos gastos públicos, áreas ficarão desguarnecidas. Logo, uma justificativa para expansão da carga tributária para financiar esses gastos.

  • Pablito de La Rocha  26/02/2016 15:25
    O ruim É MENOS PIOR que o péssimo.
  • Rafael Malkut  26/02/2016 16:41
    Financiamento público de campanha. Teria que ser equivalente por candidato, e não por representação partidária. Deste modo não seria maléfico. Obviamente seria um espaço de campanha bem barato. Associando a votação não obrigatória e sem voto de legenda.
  • Antônio Gonçalves  26/02/2016 16:42
    Eu vejo o seguinte, sem superpoderes os políticos não teriam como beneficiar as empresas amigas, então elas não doariam com segundas intenções pois não conseguiriam receber nada em troca. Então o governo deve diminuir, uma de suas únicas funções deve ser os programas sociais diretos, como vouchers. Hoje os gastos ruins do governo são MUITO maiores que os gastos sociais, apenas a dívida da Petrobrás por exemplo equivale a 20 ANOS de bolsa familia.
  • anônimo  26/02/2016 16:51
    Quando é que vcs vão falar do Ethereum?
    Muito melhor que bitcoin
  • ANDRE LUIS  27/02/2016 01:46
    Já me fiz esta pergunta várias vezes.
    Até um ano atrás a ausência poderia ser justificada pela ignorância. Agora me pergunto por que um instituto que vive de advogar alternativas pró-liberdade ignora solenemente o maior celeiro de idéias verdadeiramente libertadoras, como nunca se viu na história da humanidade.
    A título de comparação, seria o mesmo que fundar um instituto voltado a liberdade de locomoção, que não cessaria de expor o absurdo da concessão estatal para caronas na forma de taxis, que ao mesmo tempo ignore a presença do Uber.
  • Henrique Zucatelli  27/02/2016 14:45
    Calma gente, o Ethereum tem apenas 2 anos, e nem seguro é, segundo seus próprios desenvolvedores. Vamos deixar a plataforma tomar mais corpo, é cedo ainda para dizer que é metade de tudo aquilo que eles prometem que será. E mesmo assim, se for metade disso, já será grande e irá provocar uma quebra total de paradigmas, tanto na questão monetária quanto contratual.
  • Rafael Andrade  26/02/2016 17:09
    O problema na prática é exatamente este: o conflito de interesses.

    Depois que o empresário descobriu que ele pode pedir muito mais do que redução de impostos e abolição de regulação, ele quase nunca pára nestas duas possibilidades. Quase sempre pedem algo muito mais interessante para seu próprio negócio: o monopólio.
    É uma questão estratégica:
    * Se o empresário pedir apenas redução de impostos e abolição de regulação, isso pode ser nocivo para seu negócio caso se trate de uma empresa incompetente, e nesse novo arranjo a empresa dele pode não sobreviver muito tempo. Por isso que, na dúvida, o interessante mesmo é pedir logo o monopólio.

    Enfim, não vou ficar perdendo tempo pensando em como resolver esse problema porque esse problema não tem solução genuinamente boa. Seria muita ingenuidade crer que eles lá vão deixar inegociáveis exatamente aquilo dá aos monopolistas a sua posição privilegiada: os impostos e as regulamentações.

    E também não vou ficar pensando em como resolver isso porque o estado sequer deveria existir, na verdade.
  • Carlos Marrasca  26/02/2016 17:31
    Desculpe pessoal do IMB, mas nessa eu vou ter que discordar.

    "O efeito do financiamento público de campanha será simplesmente o de perpetuar os políticos profissionais, impedindo que "forasteiros" e "intrusos" participem do processo."

    Ora, não é isso que temos hoje com o financiamento privado? 8 anos de governo PSDB, 16 anos de governo PT, sem nenhuma perspectiva de mudança.

    Ao meu ver com o financiamento publico teríamos 2 vantagem importantes. Políticos poderiam governar à população, e não aos lobbies. E estes perderiam o poder de impor barreiras ao livre comercio.
  • Narcos Cota  26/02/2016 17:42
    "Ora, não é isso que temos hoje com o financiamento privado? 8 anos de governo PSDB, 16 anos de governo PT, sem nenhuma perspectiva de mudança."

    Se você acha que está ruim assim -- e está! --, imagine então quando todo o dinheiro estiver sendo dividido exclusivamente entre estes dois partidos.

    É exatamente isso o que o financiamento público fará.

    "Ao meu ver com o financiamento publico teríamos 2 vantagem importantes."
    Vejamos.

    "Políticos poderiam governar à população, e não aos lobbies."

    Qual o argumento para dizer que as demandas do povo são necessariamente melhores que as dos lobbies? Veja só o que o povo sempre quer: mais gastos do governos, mais benesses estatais, mais serviços "gratuitos e de qualidade", mais educação de graça, mais saúde de graça, mais lazer de graça, seguro-desemprego para sempre, 14º, 15º, 16º salários, restaurantes subsidiados cinema de graça, teatro de graça, mais tudo de graça.

    Se todas as demandas do povo forem realmente atendidas, meu caro, creia-me: tarifas de importação e agências reguladoras barrando a concorrência serão os menores de seus problemas.

    "E estes [lobbies] perderiam o poder de impor barreiras ao livre comercio."

    Aí a questão é: quem disse que políticos que defendem barreiras o fazem necessariamente por lobismo? Toda a turma do PSOL e de outros partidos defendem o fechamento do mercado. E eu lhe garanto que eles não fazem isso por lobismo, mas sim por ideologia.

    O que nos leva à desgraça maior do financiamento público: este é o arranjo que permitirá que os ideólogos genuinamente ponham sua ideologia em prática. Atualmente, esses ideólogos ainda podem ser comprados. Com financiamento público, os ideólogos ficam sem nenhuma restrição. E creia-me: você não quer ver a ideologia de nossos políticos em prática, sem nenhuma restrição. Veja o que essa gente fez na década de 1980, quando a pura ideologia imperava e o pragmatismo era zero.
  • Ricardo  26/02/2016 18:01
    Tudo bem, mas lembre-se que o lobismo não ocorre somente através de doações legais para campanhas. Sempre haverão "doações" por baixo dos panos.
  • Pintor de Rodapé  26/02/2016 17:54
    "Ora, não é isso que temos hoje com o financiamento privado? 8 anos de governo PSDB, 16 anos de governo PT, sem nenhuma perspectiva de mudança"

    Duas coisas, Marrasca:

    em primeiro lugar, ainda que o financiamento privado que temos no Brasil TAMBÉM tenha acarretado esse efeito (de perpetuar políticos profissionais, impedindo 'forasteiros'), disso não se segue que o financiamento público não acarrete esse efeito.

    De novo: ainda que se admita que o financiamento privado no Brasil venha gerando a perpetuação dos mesmos políticos/partidos no poder, isso não torna falsa a afirmativa de que "o efeito do financiamento público de campanha será simplesmente o de perpetuar os políticos profissionais, impedindo que forasteiros e intrusos participem do processo".


    Em segundo lugar, tem outra questão aí que precisamos atentar: estamos vendo, nos dias de hoje, que o "financiamento de campanhas" no Brasil é "privado" só de fachada: ou por acaso o dinheiro vindo de empreiteiras para financiar políticos não é dinheiro - ao menos grande parte - proveniente de estatais (BNDES, Petrobrás, etc) e, portanto, proveniente do dinheiro de pagadores de impostos?
  • Carlos Marrasca  26/02/2016 19:37
    Obrigado pelas respostas educadas. Vamos lá:

    Se todos os partidos tivessem o direito a uma divisão igualitária do dinheiro, então o aumento na verba não seria necessariamente uma vantagem competitiva sobre os outros, então acredito que a voracidade por campanhas políticas cada vez mais caras seria em grande parte atenuada, mas mantendo a pluralidade de ideias (incluindo a nossa, que praticamente não possui representação política).


    Quanto as demandas da população, de fato nem sempre são boas, mas não vejo o financiamento privado como uma clara oposição às demandas ruins. O fato é que a própria democracia cria cenários terríveis de uma maioria espoliando uma minoria, mas qual seria a opção? A anarquia? Acho muito mais tangível um governo ortodoxo e mínimo, que abrisse mão de estatais e bancos públicos. Mas como um governo assim conseguiria se eleger?
  • Alex Ranauro  26/02/2016 17:53
    De fato o problema não tem solução, se o financiamento é público por "fora" vai haver financiamento privado e uso de dinheiro público desviado; se ó financiamento é privado, por "fora" vai haver dinheiro público desviado. Da na mesma, só que na segunda opção há menos falsidade porque não existe a mentira de que os particulares não estariam financiando as campanhas.
  • jfontes  26/02/2016 17:56
    É ridículo gastar o meu suado dinheirinho, com santinhos, fogos de artifício e programas de televisão. Prefiro financiamento privado, estou me lixando pra financiamento de campanha pois não voto mesmo. Se for pra torrar dinheiro que queime o dinheiro dos outros.
  • Dissidente Brasileiro  26/02/2016 18:00
    Off-topic: Vejam este vídeo que me enviaram. Será que precisamos chegar a este nível para espalhar os ideais libertários? É necessário descer tanto assim?

    Tá TRANQUILO, Tá SONEGÁVEL!!
  • Coveiro  26/02/2016 18:37
    Dissidente, antes de mais nada:


    Quem fez esse vídeo?
  • Dissidente Brasileiro  26/02/2016 20:55
    Coveiro, não faço a menor idéia. Também quero saber, pois recebi isso de um grupo ancap no qual estou inscrito, e pensei que alguém aqui poderia me dizer.
  • Nobre  26/02/2016 20:02
    Pasmem! Alguém aqui ainda acredita nessa ilusão democrática?
    O indivíduo recusado, e diluído na massa obscura da maioria.
    Terceiros decidindo sobre a vida de terceiros, e "melhor", com o dinheiro destes últimos.
    Alguém que acredita e que defende a LIBERDADE, jamais poderá assimilar tais ideias.
    Democracia, eleições, sufrágio universal. Tudo via poder estatal(opressor, por definição)...

    Tema batido e irrelevante...Ao menos para aqueles que levam as coisas a sério.
    Nos círculos dos "liberais de muleta" essa proza provoca êxtase, lastimável.

    Esse sistema está fadado ao fracasso é a experiência tem mostrado.
    As duas são péssimas opções, não podemos fazer esse tipo de gradualismo ("menos pior", "mais pior", "menor dos males").
    Na esfera privada: Promiscuidade inerente, jogo de compromissos, e conchavos
    Na esfera "pública": dinheiro alheio (tomado a força), indo direto para os bolsos de larápios.
    Democracia para que? Para quem? Quem precisa disso? Quem são os favorecidos?


  • Clovismr  26/02/2016 20:40
    Mas Nobre, como sair do atual sistema sem ruptura? O q o Sr. defende é impraticável, impossível de se realizar. Eu duvido que algum dia viverei num ambiente totalmente anárquico. Não dá pra queimar etapas, é necessário aprendizado, um dia a maioria vai perceber o engodo dos direitos e etc e tal. Mas não dá pra atropelar o processo evolutivo.
    Tem um ditado que aprendi num centro Kardecista:
    A evolução não dá saltos, avança.
    Estaciona mas não retroage.
    Acredito que seja por aí.
    De modo que acho q devemos usar as ferramentas do sistema pra tentar mudá-lo. Sem rupturas.
  • anônimo  26/02/2016 21:41
    https://www.youtube.com/watch?v=2fNMp2aTsJI
  • Nobre  27/02/2016 16:13
    A contradição/crítica é mister. Concordamos em um ponto: discordar!

    O Status Quo, em minha concepção NÃO pode ser mudado sem rupturas.
    Evolução implica rompimento/fratura, meros gradualismo, mudanças pontuais, embora benéficas de imediato, apenas perpetuam a situação, tal qual pretende-se mudar.
    O estado (indivíduos/grupos que controlam o aparato estatal) se movem apenas em uma direção: Aumentar ad infinitum o seu poder.
    Qualquer concessão uma vez feita, levará naturalmente ao que mencionei acima.


    Acusa-me de ser utópico e vocifera: O q o Sr. defende é impraticável, impossível de se realizar... Pergunto: como chegou a esta conclusão? O que o leva à concluir nesse sentido?

    Mais uma vez, somos e temos que ser radicais, inflexíveis, et cetera.
    Não há nenhuma condescendência a ser feita.

    Você:
    [/i]"De modo que acho que devemos usar as ferramentas do sistema para tentar mudá-lo. Sem rupturas.[/i]"

    Se pensa dessa forma, não passa do que chamo de "muleta", indiviuo vacilante e sem firmeza de caratér. Pronto
    Temos um caminho a seguir, qualquer coisa diferente disso, desonra a "pureza dos principios".

    Destruir o sistema inside out, não me parece razoável.
    A mudança tem que ser implacável.


  • Clovismr  26/02/2016 20:33
    boa tarde a todos.
    Esse assunto vai longe.
    Como já colocado aí em cima, de fato já temos financiamento público de campanhas, afinal todo investimento tem q ter retornos - principalmente construtoras e concessionárias que preferem o diabo em pessoa a ler o que escrevemos aqui.
    De minha parte não acredito que empresas privadas vão financiar candidatos senão pensando em seus próprios interesses, exemplo: montadoras sempre pedem mais impostos de importação e incentivos, nunca o contrário. Exemplos não faltam. A regra é muito clara.
    Prefiro discutir outras coisas:
    1 - Fim da coligação no primeiro turno ( ex: o sujeito que esteve na TV meses atrás - Dep Federal Pinato, é daqui da minha cidade e foi o MENOS votado pelo estado de SP - foi eleito pelo Dep Russomano);
    2 - Voto distritão(estadual) misto pra deputados federais e senadores - metade das vagas para os mais votados e metade por partido.
    3 - Dentro dos distritões (estados) a mesma lógica pra deputados estaduais: metade das vagas para os mais votados e metade para os partidos.
    4 - Um eleitor um voto;
    5 - Fim da Imunidade Parlamentar.

    Por ora, fim da contribuição de empresas. Com um nova classe política daria para pelo menos tentar discutir o tema. Com essa classe política que aí está é jogar pérolas aos porcos.

    Poderíamos então sonhar com reforma REAL do judiciário, pra começarmos a mudar o jogo.
    Defendo o estado mínimo e sinto muito bem toda extorsão e invasão de políticos e corriolas sobre meu dia-a-dia, mas não dá pra por a carroça na frente dos burros, além de impossível seria ruptura.
  • Pinochet  26/02/2016 23:44
    Para quem não sabe, metade dos parlamentares do congresso nacional perderam as eleições pelo número de votos. Isso é democracia ?

    Isso é como montar a seleção brasileira de futebol com o time de um clube, porque não estão as escolhas dos mais votados. Pergunta para o Dunga se ele prefere escolher um jogador individual, ou se prefere escolher o time inteiro de clube. Esses parlamentos são como jogadores de clubes sendo titular da seleção.

    Em relação as doações de campanha, já está muito claro que quem doa muito é para fazer lobby. Até os bancos bilionários estão adorando o desequilibrio fiscal e a alta dos juros, sendo que eles mesmos doaram milhões.

    Esse fundo partidário é bizarro. Isso é coisa de bandido. Dói na alma saber que nós mesmos estamos pagando as contas dos comunistas.

  • Fernando  27/02/2016 00:30
    Os libertários ainda não entenderam, que vale até entrar nas forças armadas para combater o comunismo e a igualdade.

    Qualquer forma de luta contra esquerda é válida. Seja na luta da democracia, na mídia, na igreja, nas forças armadas, na ONU, no BCB, etc.

    Ficar alienado aos acontecimentos políticos, vai abrir uma freeway para a esquerda fazer a farra.
  • Humberto  27/02/2016 01:49
    Exatamente.
  • anônimo  27/02/2016 13:00
    Os libertários ainda não entenderam, que vale até entrar nas forças armadas para combater o comunismo

    Vale? Pois diga aí quando é que isso funcionou e trouxe um estado mínimo.
  • Leo  27/02/2016 16:37
    Chile sob Pinochet.
    Não trouxe um Estado Mínimo aos moldes de como era os Estados Unidos da América antes de 1861, mas diminuiu os gastos estatais e a aumentou a liberdade econômica do Chile comparado ao passado do país e aos seus vizinhos.
  • Fernando  29/02/2016 10:54
    Não se esqueçam que foram as forças armadas, que salvaram a América Latina do comunismo.

    O Jânio Quadros chegou a dar uma medalha para o Che Guevara em Brasília. O porco assassino foi premiado em Brasília.

    O Pinochet salvou o Chile do comunismo. Na economia, o Chile teve 3 anos de recessão nos últimos 25 anos. Foi uma obra prima econômica implementada pelo Pinochet.

    Ficar reclamando dos comunistas não vai resolver o problema.
  • Pobre Paulista  29/02/2016 11:47
    Se vc está disposto a matar um comunista, pra que precisa de uma farda e uma patente? Compre sua COLT e desce chumbo nos vermelhinhos. Pra que entrar no exército? É para para dar um ar de "legitimidade" à essa ação?
  • Atento  29/02/2016 12:31
    Boa.
  • ANDRE LUIS  27/02/2016 01:51
    E o caso da propina para o guarda de trânsito? E a do fiscal da receita?
    A meu ver todas elas ajudam a economia como um todo, pois mantém uma parte do espolio com a vítima, além de tirar poder de quem já o exerce com fins de espoliar ainda mais a população
  • Luis  27/02/2016 02:52
    Assisti a um filme, com o Robin Willians. Ele era um comediante, e falava que os paletos dos politicos deveriam ser como os macacoes de pilotos da F1. Cobertos com os logotipos das emepresas patrocinadoras.
  • Kelvin Soares  27/02/2016 15:49
    Se tratando do excel (Despesa_Grupo.xls) do Tesouro Nacional que está linkado no artigo, alguém sabe me explicar a diferença de:
    https://www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/352024/Despesa_Grupo.xls/9cb31de8-b765-4d5c-9ae1-67cd4bf16bdc


    1 - Juros e Encargos da Dívida (Dentro de: Despesas Correntes)
    2 - Refinanciamento da Dívida Mobiliária e Contratual (Dentro de: Amortização da Dívida - Refinanciamento)

    Entendo que o segundo item é fruto de novos leilões de divida que o governo tem que fazer, visto que não consegue poupar para pagar o "mínimo do cartão de crédito" (o mínimo de superavit primário), já o primeiro eu não tenho a mínima idéia do que seja, imaginava que o primeiro deveria estar dentro do item: Amortização da Dívida - Refinanciamento.


    Se alguém puder responder eu agradeço.
  • Burocrata do Tesouro  27/02/2016 16:01
    Vários títulos pagam semestralmente juros. Eis as datas dos pagamentos semestrais:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/391338/Pagamento_Cupons.pdf

    Esses são os juros e encargos,
  • Kelvin Soares  27/02/2016 18:17
    Hummm... eu achava que mesmo os juros semestrais eram pagos com mais divida nesse esquema de pirâmide :)
  • Burocrata do Tesouro  27/02/2016 19:59
    Nada impede que sejam.
  • Kelvin Soares  29/02/2016 03:00
    Burocrata, mas se foi gasto dinheiro de impostos para pagar juros, não deveria ser considerado que houve portanto um superavit fiscal?

  • Burocrata do Tesouro  29/02/2016 03:17
    Quando isso acontece, houve um superávit primário. Quando isso não acontece (ou seja, quando o governo teve de se endividar para pagar juros), houve déficit primário.
  • Kelvin Soares  29/02/2016 13:43
    Não estou entendendo, todas as manchetes dizem que 2015 foi um ano de deficit primário... que contabilidade maluca é essa que paga juros com impostos mas ao mesmo tempo não existe superavit?

    www.valor.com.br/brasil/4415892/setor-publico-fecha-2015-com-deficit-primario-de-r-1112-bilhoes
  • Auxiliar  29/02/2016 13:46
    Os juros não foram pagos com impostos. Não houve arrecadação o suficiente para pagar os juros.

    Os juros foram pagos com mais dívida. Veja como evoluiu a dívida bruta.
  • Kelvin Soares  29/02/2016 13:58
    Auxiliar, isso está claro, porém não faz sentido no balanço, pois o mesmo foi dividido entre gastos feitos com impostos (1,65Tri) + Novas dividas (571 Bi).

    Até onde eu entendia superavit, estava claro que esse valor de R$ 208.360.341.749,48 de Juros e Encargos da Dívida, deveria estar dentro do item: Amortização da Dívida - Refinanciamento, porém está dentro do item DESPESAS CORRENTES.

    Continuo sem entender esse balanço...

  • Burocrata do Tesouro  29/02/2016 14:44
    Não.

    Amortização é quando a dívida é quitada (quando o Tesouro recompra um título).

    Refinanciamento é quando um título é renovado (normalmente, junto a bancos).

    Juros e encargos são os pagamentos semestrais já mencionados acima.
  • Kelvin Soares  29/02/2016 15:09
    Burocrata, acho que agora entendi, ou seja, em 2015 foram usados dinheiro de impostos para pagar os juros semestrais. Porém superavit deve ser contabilizado só se sobrar dinheiro para pagar parte da amortização? (Algo que evidentemente não aconteceu em 2015).
  • Joao Girardi  27/02/2016 20:09
    Quem quer que pense que o financiamento publico de campanha ira resolver a corrupçao no Brasil durante as eleiçoes, melhor pegar uma arma, apontar pra propria cabeça e atirar, pq isso é suicídio. Financiamento publico significa na pratica que os partidos no poder sempre irao receber mais dinheiro e nao poderao ser tirados de lá nunca mais, isso é praticamente carta branca pra um golpe de estado.
  • Emerson Luis  28/02/2016 10:06

    Se os socialistas defendem o financiamento público, então deve haver algo de muito ruim nisto, pois eles quase sempre defendem a pior opção para as pessoas em geral - e eu digo "quase" apenas para não ser dogmático.

    Teve um juiz do STF que comentou o fato do PT ter se elegido com financiamento privado e agora que está no poder do cofre defende o financiamento público.

    * * *
  • Dam Herzog  29/02/2016 08:48
    Acho que a democracia é a tirania das maiorias,com muitos defeitos e que o sistema de reeleição não serve para o Brasil, pois permite o uso da maquina do governo pelo candidato a reeleição com seu favorecimento, pois ele fica no cargo durante campanha eleitoral. Eleito o candidato não teria direito a reeleição para presidente ele e o vice deveriam renunciar. E deveria ser definido na constituição o conceito de lei, como normas de conduta geral igual para todos prospetivas no tempo e no espaço. Favorecer ele poderia só se favorecesse todo mundo não só o seu curral eleitoral.
  • Jake Finado  29/02/2016 12:00
    Qual a diferença entre ética e moral? Quero um viés libertário sobre.
  • Bruno Pranzetti  01/03/2016 02:27
    Quero saber um pouco mais sobre a visão do site sobre a soberania nacional. O texto abaixo não seria passar por cima dessa soberania?

    ...Imagine, por exemplo, que uma fabricante estrangeira queira vender carros baratos para os consumidores brasileiros. Atualmente, ela é impedida de fazer isso por causa das altas tarifas de importação vigentes para proteger o cartel das montadoras nacionais. O político que aceitar esse dinheiro estrangeiro e batalhar contra essas tarifas de importação estará fazendo exatamente aquilo que um homem público deveria fazer...
  • Gastão Mazzacane  01/03/2016 02:41
    Não entendi nada da sua dúvida. Onde é que a soberania nacional está em risco caso a população tenha liberdade de comprar o que quiser de quem quiser?

    A meu ver, a partir do momento em que eu sou livre para comprar o que quiser de quem eu quiser, aí sim é que estou sendo soberano.

    A partir do momento em que não mais sou obrigado a comprar os lixos da FIESP (cartel protegido pelo governo, via tarifas de importação, contra a concorrência externa), aí sim minha soberania se tornou plena.

    No mais, artigos sobre livre comércio, os quais você urgentemente tem de ler:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2320

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2325
  • Andre  01/03/2016 11:52
    Pagar caro para que alguém batalhe para que as pessoas comprem carros piores e mais caros? Que tipo de louco faria isso de modo consciente?
  • Liberal Solitário  01/03/2016 15:06
    Penso que o problema do estado é que os interesses imorais das pessoas irão se manifestar de um jeito ou do outro no sistema, independente do tipo de financiamento. Primeiro, o verdadeiro capital político é o voto, ou melhor, o apoio que um indivíduo fornece à um candidato. Dada uma situação em que recursos de terceiros possam ser usados para beneficio de um individuo, este irá apoiar (na maioria das vezes) candidatos ou partidos que se comprometam a efetuar esta transferência de riqueza para o individuo. Isso significa que as pessoas tendem a votar naqueles que as favorecem, passando por cima de questões éticas sobre certo e errado, abusando da força politica para promover esse roubo.

    Mesmo em pessoas razoavelmente corretas o possível desconforto moral dessa pratica será vencido por argumentos do tipo "todo mundo faz isso", "não tem como ser diferente", "esse é meu direito", "é a vontade da maioria", "é uma decisão democratica", e por ai vai. Como o individuo estará usando seu poder contra pessoas que não conhece, que não tem um nome e um rosto, ele estará muito mais apto a adotar essa atitude autoritária. Com o agravante que temos um exercito de intelligentsia promovendo falacias sobre direitos, estado e sociedade que vão enganar a mente do cidadão comum. Para pessoas imorais então é um passe livre, uma porta aberta. Na verdade o sistema favorece o imoral sobre o moral.

    Os cidadãos votarão em candidatos que lutem por seus interesses, com o agravante destes serem financiados por outros cidadãos coagidos. Os habitantes de uma cidade cheia de montadoras ineficientes e corporativistas na sua maioria votarão em candidatos que sejam vistos como protetores dessas industrias (e dos seus empregos). "É a industria nacional !", "quer carro importado vai pra gringa", "temos que proteger nossos empregos" e por ai vai. E pode contar com apoio massivo de sindicatos para esses canditatos escolhidos("foda-se o consumidor"). Pode contar com ideólogos monomaníacos dando apoio a canditatos que apoiem suas utopias, "ensinando" seus alunos a pensarem de tal forma ("foda-se sua liberdade individual"). Pode contar com entidades de classe apoiando aqueles que se identifiquem com eles ("foda-se os clientes"). Pode contar com habitantes de um bairro/cidade/região/estado tentando ganhar vantagens sobre os outros ("foda-se quem é de fora") e por ai vai...

    Concordo com o texto, o financiamento publico é pior que o privado. No privado pelo menos há a chance de liberais/libertarios e até conservadores apoiarem uma candidatura fora do status quo estatista, e com a atuação desses mudar o pensamento dominante. O financiamento publico é altamente imoral, pois força o cidadão a pagar com seus impostos para financiar partidos e candidatos totalmente contrarios a seus interesses, ainda mais com a tendencia de o momento no qual o financiamento estatal ser imposto o cenário político do momento tender a ser eternizado (ou talvez piorado, com um quase monopólio partidário talvez?). Os partidos ficariam mais independentes da vontade popular, os políticos mais poderosos. Igualmente tornaria os interesses mais opacos, ilegais, mais afeitos a propina. Provavelmente a curto prazo teríamos um tipo de oligopolio partidário ainda mais corrupto

    Resultado: mesmo com financiamento 100 % estatal só serão eleitos os candidatos que se comprometerem a fornecer privilégios para grupos de interesse, em um sistema muito mais fechado que o atual, com políticos mais poderosos e com os cidadãos obrigados a bancar totalmente politicos que lhe são antagonistas. Espere por impostos mais altos também...
  • Felipe  01/03/2016 15:33
    Eu até acho que o financiamento público poderia trazer algumas vantagens e, quem sabe, dificultar a corrupção.

    Mas proibir alguém de doar dinheiro a outro é uma violação do PNA. Logo, um libertário não pode racionalmente apoiar isto.


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