Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

A globalização nada mais é do que a divisão do trabalho sendo levada a uma amplitude global.  A globalização é a difusão da cooperação humana ao redor do globo.

Caso não seja bloqueada por restrições governamentais — como tarifas de importação, cotas que especificam um número máximo de produtos que podem ser importados, e agências reguladoras que proíbem a entrada de empresas estrangeiras em determinados mercados —, esta cooperação tende a se difundir naturalmente, sem prestar atenção às fronteiras políticas.

Diferenças geográficas e culturais, em conjunto com as diferenças entre as moedas e entre todas as instituições sociais existentes, podem de fato diminuir a velocidade da difusão da cooperação econômica entre as fronteiras.  

No entanto, o maior obstáculo à difusão da cooperação humana através das fronteiras é a política — em particular, a pressão (difícil de resistir) sobre cada governo feita pelo lobby da indústria nacional, que quer se proteger da concorrência dos produtores externos por meio da imposição de tarifas e de cotas de importação.

Tipicamente, concebemos a cooperação como algo que é feito conscientemente, cara a cara, entre pessoas que se conhecem.  Neste sentido, descrever a globalização como a difusão da cooperação humana para além das fronteiras pode parecer estranho.  Mas de que outra maneira poderíamos nos referir às ações coordenadas de milhões de pessoas ao redor do globo, cada uma contribuindo com uma parte do seu conhecimento e do seu esforço para, por exemplo, levar ao mercado uma camisa comum?  

Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento (ao menos naqueles que são mais abertos ao comércio exterior), a camisa típica da atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo.  E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços, cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e abrangente, que passa a ser vantajoso para muitos empreendedores e investidores organizarem operações de produção altamente especializadas, as quais são lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é grande.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é exatamente fenômeno da globalização.

Suponha, por exemplo, que as camisas possam ser feitas somente de duas maneiras. A primeira é manualmente. Para um fabricante de camisas que utiliza este método — independentemente de quantas camisas produz —, o custo para produzir cada camisa é de $ 250. Trabalhando em tempo integral na produção manual de camisas, o camiseiro consegue produzir dez camisas por mês.

A segunda maneira é produzindo as camisas em uma fábrica altamente mecanizada. Se a fábrica funciona ao máximo de sua capacidade de um milhão de camisas por mês, cada camisa tem um custo de produção de $ 5. Porém, como as instalações e todo o maquinário da fábrica exigem um grande investimento inicial, operar a fábrica abaixo de sua capacidade máxima faz com que o custo de cada camisa aumente. A razão para este aumento é que produzir menos camisas — já tendo incorrido em um investimento alto — impede o fabricante de diluir todo o custo do investimento, algo que só ocorre quando a produção é máxima. Quanto menor for a produção da fábrica, maior será o custo por camisa produzida.

Sendo assim, qual método de produção seria utilizado pelo fabricante? A resposta é: depende do tamanho de seu mercado.

Se um fabricante de camisas pretende servir a um mercado de milhões de pessoas, ele utilizará o método da fábrica. Contudo, se ele espera atender a um mercado de apenas umas poucas dúzias de clientes em potencial, ele optará por produzir as camisas manualmente. Se cada fabricante de camisas tivesse acesso somente a mercados pequenos, o preço das camisas seria mais elevado do que se os fabricantes tivessem acesso aos mercados maiores.

Este exemplo proporciona um importante argumento em prol do livre comércio: ao expandir os mercados para além das fronteiras políticas, as empresas podem aproveitar melhor as vantagens daquilo que os economistas chamam de "economias de escala", possibilitando assim que os consumidores usufruam preços mais baixos.

Outra vantagem da especialização é que ela permite aos consumidores aproveitarem ao máximo os recursos e talentos localizados em lugares distantes. Canadenses podem desfrutar dos abacaxis cultivados no Havaí, ao passo que havaianos podem desfrutar do xarope de maple produzido no Canadá; os franceses aproveitam a expertise financeira concentrada na cidade de Londres, enquanto os londrinos desfrutam dos vinhos da Borgonha e Bordeaux. Brasileiros se beneficiam de produtos tecnológicos manufaturados na China, ao passo que os chineses usufruem a carne e o café produzidos no Brasil.

Embora outros fatores estejam sempre presentes, as características geográficas de uma região — por exemplo, seu clima, topologia e reservas de minerais —, assim como os talentos especiais de sua força de trabalho, determinam quais são os bens e serviços que podem ser produzidos nessa região com o menor custo — ou, como dizem os economistas, "com vantagem comparativa".

Quanto mais livre for o comércio, maior a probabilidade de que regiões se especializem na produção daqueles bens e serviços que sua população local é capaz de produzir com mais eficiência, e em seguida importem aqueles bens e serviços que são produzidos de maneira mais eficiente em outras localidades.

O livre comércio proporciona aos consumidores a oportunidade de comprar bens e serviços dos melhores produtores do mundo. Se as camisas pudessem ser mais bem produzidas domesticamente, então o livre comércio ajudaria a manter esses produtores lucrativamente no negócio (não haveria outros locais de onde importar camisas melhores e mais baratas). Alternativamente, se as camisas fossem mais bem produzidas no exterior, os consumidores domésticos somente poderiam ter pronto acesso a essas camisas por meio do comércio.

Assim, o livre comércio faz com que os ineficientes produtores domésticos de camisas tenham de redirecionar seus talentos para outros setores em que sejam mais capacitados, removendo-os da produção de camisas e alocando-os para outras atividades produtivas.  Isso beneficia os consumidores.  Empreendimentos ineficientes são ruins para uma sociedade.  Eles consomem recursos escassos e não entregam valor.  Na prática, eles subtraem valor da sociedade.  Não faz sentido econômico manter uma fábrica de pentes em um país se sua população está mais bem servida comprando pentes melhores e mais baratos de outros produtores.

Ao redirecionar os recursos ao redor do globo para aquelas tarefas nas quais cada recurso aplicado faz um trabalho melhor, o livre comércio rearranja os recursos mundiais de maneira a gerar a maior produção possível, ao mesmo tempo em que proporciona aos consumidores o máximo acesso (mais fácil e mais barato) a essa produção.

Uma justificativa mais fundamental para os mercados livres e globalizados é que eles reduzem o número de trabalhadores necessários para produzir a maioria dos produtos.  Consequentemente, possibilitam a produção de bens e serviços que, de outra forma, seriam muito caros para serem produzidos. Mercados globalizados também contribuem para o aumento dos padrões de vida ao liberarem os trabalhadores industriais para que busquem trabalhos mais bem remunerados em outros setores mais carentes de mão-de-obra qualificada.  Isso gera um duplo efeito: disponibiliza mão-de-obra de qualidade para setores que necessitam dela e faz com que aqueles bens e serviços que podem ser produzidos eficientemente com menos mão-de-obra se tornem mais baratos.

Se cada governo proibisse a importação de camisas fabricadas no estrangeiro, cada país precisaria de um número maior de seus cidadãos para produzir camisas do que como seria necessário sob o livre comércio. Consequentemente, e por ser capaz de atender somente ao mercado doméstico (que, em todos os casos, é menor do que o mercado internacional), nenhum fabricante de camisas poderia aproveitar as vantagens da máxima economia de escala possível na produção de camisas. Sem o livre comércio, as camisas seriam muito mais caras. 

Pior ainda: em decorrência da falta de mão-de-obra disponível para ser utilizada em outras atividades, os consumidores não teriam a oportunidade de comprar os bens e serviços que poderiam ser produzidos por essa mão-de-obra, mas que não o foram.  Todos teriam empregos, mas ninguém teria o que comprar.  Recursos escassos estariam sendo imobilizados em atividades ineficientes, não podendo ser utilizados em outros empreendimentos mais urgentemente demandados.

O livre comércio também mantém os produtores disciplinados ao criar a máxima concorrência para seus produtos. Se os governos protegem as empresas domésticas da necessidade de competir com os preços mais baixos ou com a maior qualidade dos produtos ofertados pelos concorrentes estrangeiros, os consumidores serão os prejudicados, pois as empresas domésticas não terão nenhum incentivo para permanecerem eficientes, inovadoras e sensíveis às suas demandas.

É evidente, portanto, que o livre comércio beneficia todos aqueles que o adotam.  Porém, o que aconteceria se alguns países não diminuírem suas barreiras comerciais? Faria sentido para um país manter livre suas importações perante o resto do mundo se alguns dos outros governos protegem ou subsidiam suas empresas domésticas? A resposta é afirmativa.

É sempre vantajoso para um país manter seu comércio livre, independentemente das políticas dos demais países. "Retaliar" países que não praticam um comércio livre recorrendo também ao protecionismo e a subsídios somente tornaria os habitantes deste país mais pobres. Inquestionavelmente, as pessoas mais prejudicadas pelas barreiras comerciais são os cidadãos dos países em que tais políticas são aplicadas. Proibidos de comprar bens melhores e mais baratos dos estrangeiros, e forçados a sustentar os produtores ineficientes de seus países — tendo de comprar apenas os bens ruins e caros produzidos por estes —, a qualidade de vida destes cidadãos inevitavelmente cairá.  Eles terão pagar preços mais altos por bens de qualidade menor, e não terão suas demandas atendidas pelos produtores locais, que não mais estão sujeitos à concorrência.  

Mais ainda: estes cidadãos estarão isolados dos produtos de vanguarda produzidos ao redor do mundo.  Como isso pode ser bom?

Restringir o comércio somente porque outros países fazem o mesmo é uma política ignara.

Simplesmente não há evidência crível para apoiar a crença de que restringir o comércio aumenta a prosperidade dos cidadãos comuns.  Qual o argumento para a afirmação de que proibir transações voluntárias gera enriquecimento e aumento do padrão de vida?

____________________________

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SOBRE O AUTOR

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • cmr  24/02/2016 15:43
    Segundo a teoria do livre comércio, sanções, embargos econômicos, são totalmente ilegítimos.
    Nesse caso, um governo poderoso isola outro mais fraco usando os mais variados argumentos falaciosos.

    Exemplo na América Latina: os embargos econômicos sofridos por Cuba, além de não derrubar o ditador, nos obriga a ouvir que o socialismo cubano não deu certo porque foi sabotado.
  • anônimo  24/02/2016 17:17
    Só os EUA não fazem comércio com Cuba. Diversos países fazem comércio com ela, inclusive o Brasil.

    Aliás, assim como para a Coréia do Norte e outros países pobres, o governo dos EUA manda uma quantidade de dinheiro na casa do milhões anualmente para Cuba.
  • cmr  24/02/2016 18:03
    E se algum milionário americano quisesse investir, negociar, importar, exportar entre Cuba e EUA. Esse empresário seria impedido pelo estado americano, mesmo se os irmãos Castro concordarem com a negociação. A mesma coisa ocorreria entre EUA e Coréia do Norte, EUA e Irã, etc...

    Ou seja, está tudo errado no comércio mundial, tem muito estado envolvido no processo.
  • Marcus Vinicius  24/02/2016 15:56
    A desculpa é sempre a mesma: defender o emprego nacional, defender quem gera impostos aqui. É sempre combatendo a pessoa errada. As pessoas têm que aprender que o inimigo é o governo, temos que combater seus avanço seu tamanho e seus gastos.
  • OFF  24/02/2016 16:12
  • mauricio barbosa  24/02/2016 16:50
    Eua acaba logo com esse embargo imbecil contra Cuba,esse regime fascista vai cair de maduro a qualquer hora e é impressionante como governos gostam de oprimir o povo,sinto pena dos cubanos por ser oprimidos pelos companheiros de Fidel Castro e por tabela pelos Eua que insistem nesta política opressora que é esse embargo comercial contra o povo cubano pois a companheirada castrista vive no bem bom enquanto a massa vive de migalhas oh!Mundo cruel...Esses estados direitistas e esquerdistas são duas pragas do estatismo essa doutrina do parasitismo e da ineficiência.Livre-comércio sempre...
  • Batista  26/02/2016 15:29
    Mauricio,

    "[...] pelos Eua que insistem nesta política opressora que é esse embargo comercial contra o povo cubano [...]

    Veja nos links abaixo. Tem nada de opressão americana, tampouco internacional.

    Quem disse que há embargo? Que embargo existe?

    Muito pelo contrário. As negociação, ainda que tímidas, ocorrem.
  • mauricio barbosa  27/02/2016 12:34
    Batista se não me engano o que impede as negociações chegarem a bom termo são os cubanos ricos de Miami que até hoje não foram indenizados pelo regime de Fidel Castro(Expropriou propriedades de cubanos e estrangeiros ao socializar a propriedade)e enquanto isso não for resolvido o lobby cubano no congresso norte-americano continuará ativo e é bom que se diga que são negociações tímidas,agora não tenho fontes para afirmar isso categoricamente,mas conhecendo a politica do toma lá da cá creio eu que seja esse o impasse pois sabemos que em toda negociação politica, diplomática e\ou conflitos armados e religiosos sempre o vil metal e propriedades estão no meio do imbrólio...Um abraço e fico no aguardo.
  • Servente de pedreiro  27/02/2016 16:54
    O que impede as negociações bilaterais e abertas é a falta de pagamento de Cuba. os caras devem e não pagam seus credores. Ninguem negocia com quem não paga.
  • mauricio barbosa  27/02/2016 18:55
    É por ai servente de pedreiro.
  • Batista  29/02/2016 12:39
    Mauricio,

    É o que disse o servente de pedreiro. Quem não tem selo de bom pagador não tem parceiro comercial

    Portanto, essa conversa de embargo é balela.
  • Dissidente Brasileiro  24/02/2016 18:32
    Cuidado com seu bolso, pois os ladrões estão à solta:

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/24/receita-quer-xeretar-seu-dinheiro-nao-so-no-banco-stf-julga-se-e-legal.htm
  • Danilo de Oliveira  24/02/2016 18:51
    Argumentos contra o livre comércio até pode haver...sempre tem algum esperto que usa as boas intenções como pretexto para motivos torpes.
  • Fernando  24/02/2016 19:32
    Abramos o Mercado e deixemos que entrem brinquedos chineses sem nenhuma durabilidade para competir e quebrar empresas nacionais que fabriquem brinquedos de qualidade! Adeus Estrela! Bem vindos Xing Lings!
  • Melligeni  24/02/2016 19:53
    Caramba!

    Dentre vários mercados, você foi escolher justamente o de brinquedos, que é o mais protegido e ineficiente de todos?!

    A tarifa de importação para brinquedos é de surreais 35%, e você ainda quer mais?!

    www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1¬icia=12061

    Esses canalhas estão privando meus filhos de ter acesso a brinquedos bons e baratos apenas para proteger os privilégios da escumalha da Abrinq, e você vem me dizer que isso está certo?

    Se esses bostas quebrassem porque chineses mortos de fome os deslocaram do mercado, então não há confissão mais fragorosa de incompetência do que essa. Isso é o equivalente a cirurgião dizer que teme pelo seu emprego em decorrência da vinda de haitianos.

    No mais, gostei de saber que o país vai quebrar porque a Estrela não vai mais fabricar Banco Imobiliário.

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas

  • Magno  24/02/2016 19:55
    Há dois tipos de pessoas que defendem o protecionismo:

    1) os ignorantes em economia;

    2) os espertalhões que estão lucrando os tubos com a proibição da concorrência;

    Os idiotas do primeiro caso protegem involuntariamente os últimos e, com isso, fodem todo o país.
  • Pobre Paulista  24/02/2016 19:56
    A estrela já está indo mesmo. Para o Paraguai, onde as leis trabalhistas são mais simples e os impostos ridiculamente menores.

    E se as pessoas preferirem comprar os produtos chineses ao invés de comprar os produtos da estrela, bem, problema delas. O importante é que tenham a opção, coisa que com restrição de mercado elas certamente não terão.
  • PepePoA  24/02/2016 20:09
    1 - Você compraria brinquedos de baixa qualidade e sem nenhuma durabilidade para presentear seu filho? Se sua resposta for não então creio que a Estrela não precise se preocupar.

    2 - Se por um acaso os Xing Ling passar a fornecer um produto de maior qualidade e mais barato,seja você caridoso com a Estrela e pague mais por um produto de pior qualidade apenas para sustenta-la.

    Adiantando antes que você venha com aquela velha respostinha clichê de que os empregados da Estrela ficariam desempregados, copio um trecho do texto que pelo visto você sequer leu: "Assim, o livre comércio faz com que os ineficientes produtores domésticos de camisas tenham de redirecionar seus talentos para outros setores em que sejam mais capacitados, removendo-os da produção de camisas e alocando-os para outras atividades produtivas. Isso beneficia os consumidores. Empreendimentos ineficientes são ruins para uma sociedade. Eles consomem recursos escassos e não entregam valor. Na prática, eles subtraem valor da sociedade. Não faz sentido econômico manter uma fábrica de pentes em um país se sua população está mais bem servida comprando pentes melhores e mais baratos de outros produtores."
  • Andre Henrique  24/02/2016 20:20
    Qual a posição do IMB e de vocês em relação a segurança pública num país?
    Em minha opinião todas polícias podem ser privatizadas (civil, militar e federal), mas tenho receio em relação a nossa soberania caso empresas estrangeiras tornem-se proprietárias de uma fatia considerável desse setor...

    Como o assunto é segurança, aproveito para perguntar qual a opinião de vocês em relação ao Exército/Marinha/Aeronáutica? O quão fortes essas instituições devem ser e qual o papel do Estado sobre elas?
  • Henrique Zucatelli  24/02/2016 22:12
    IMB boa noite!

    Em um mundo de livre mercado completo, haveria necessidade de existirem fronteiras políticas, ou mesmo nações, ao passo que esse papo de soberania nacional só serve para sustentar o Estado e seus parasitas?

    Existe algum artigo falando sobre isso já ou vai vir algum?
  • Henrique Zucatelli  25/02/2016 11:03
    Obrigado Taxidermista, ótimos artigos!

    Como diria Hope: "...O Estado é um mal desnecessário...
  • Taxidermista  25/02/2016 13:08
    Bacana, caro Zucatelli.

    Abraço cordial.
  • Bob Lee Swagger  24/02/2016 22:34
    A matemática e a física podem provar que o protecionismo é prejudicial.

    Se os produtos custam mais, o poder de compra é reduzido. A quantidade física de bens adquiridos é menor. Como o poder de compra é menor, as pessoas ficam mais pobres.

    A questão é material e física. Consumindo em menor quantidade, menos pessoas terão empregos.

    É uma questão simples. Gastar a maior parte do salário em uma prestação de carro, não vai permitir que as pessoas comprem outras coisas.




  • Pato Herman  25/02/2016 00:26
    No meu caso, eu peço dinheiro a minha mãe.
  • Bob Lee Swagger  25/02/2016 11:02
    Então você deve ter estudado nessas universidades que vivem de pixulecos e acarajés.
  • Dalton C. Rocha  24/02/2016 23:01
    De nada adianta, se ter livre comércio, sem ter também estas coisas:
    1- Livre câmbio. O dólar não pode ser barato demais, por conta de interferência do governo. Isto destrói a indústria nacional. Exemplos tanto da Argentina do general Videla, lá nos anos 1970. E também de Dilma e de Lula de 2003 para cá.
    2- Crédito estabelecido pelo governo. Basta ver o volume de compulsório dos bancos e juros altíssimos.
    3- O governo retirando dinheiro da sociedade, por conta de títulos públicos. Isto não é novo. Sob D. Pedro II, a despesa pública número um já era o pagamento de juros; algo que se mantém hoje em dia. Nos primeiros dez anos de Regime Militar, não foi assim.
    3- A presença de mais de 100 empresas estatais deficitárias. Isto só a nível federal.
    4- A presença de mais de 2 milhões de sem-terra que são funcionários públicos indemissíveis e, com cargos passando de forma hereditária de pai para filho.
    5- Uma carga alucinada de impostos e burocracia.
    6- Um sistema educacional, que forma comunistas, incompetentes e mesmo bandidos. Ver site https://www.youtube.com/watch?v=-Mlc68kAuA8
    7- Um sistema de transporte baseado no caminhão e com leis que impedem a eficiência de portos e rodovias.
    E várias outras coisas mais.
    Um sistema econômico eficiente deve ser comparado a um carro. Só anda aquele carro, com várias coisas distintas e, funcionando harmonicamente. Achar que só livre comércio vá salvar a pátria e garantir desenvolvimento econômico, parece algo comparável a achar que você vá andar, num carro que não tem motor, tanque de combustível, caixa de marcha e diferencial. Tal veículo pode até se deslocar, mas rebocado.
    O "desenvolvimento" tanto da Argentina de Videla, como do Brasil de FHC/Lula/Dilma foi produto de um alucinado endividamento externo e interno. Sob Videla, a Argentina tinha até uma estatal que produzia vinhos e o Brasil de Dilma e Lula, existe uma estatal que cuida do inexistente trem-bala. A administração Videla terminou com uma estagflação, uma mortal combinação de inflação com recessão.
    Depois veio a queda da palhaçada militar argentina, acelerada pela derrota na Guerra das Malvinas. E os generais megalômanos nos discursos e micromaníacos, em resultados foram às dúzias, para as cadeias, aonde muitos ainda estão.
  • Auxiliar  24/02/2016 23:33
    "1- Livre câmbio. O dólar não pode ser barato demais, por conta de interferência do governo. Isto destrói a indústria nacional. Exemplos tanto da Argentina do general Videla, lá nos anos 1970. E também de Dilma e de Lula de 2003 para cá."

    Ai, que preguiça...

    A Argentina do general Videla, com sua inflação de 800% ao ano, tinha dólar barato?

    O Brasil de Dilma tem dólar barato? Em que galáxia você vive?

    A desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou. A desindustrialização está ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real.

    Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2005 a 2008, e de 2010 a 2011 no Brasil), que a indústria fica mais forte. E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe. (Veja todos os gráficos aqui. Empiria pura).

    E o motivo é óbvio: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra. Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão (o IPCA de 2015 fechou em 10,67% majoritariamente por causa da desvalorização cambial).

    E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui. E isso afeta todo o setor industrial e atacadista. Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.
  • Dalton C. Rocha  26/02/2016 17:12
    a inflação sob Videla, nunca chegou aos 800%. Ver site: https://es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Alfredo_Mart%C3%ADnez_de_Hoz E nosite citado tem escrito algo similar ao que já temos e teremos: "En 1978, el plan del ministro neoliberal Martínez de Hoz dio indicios de ser un fracaso total: la inflación anual llegó al 160 por ciento, y el PBI descendió durante ese año cerca de un 3.2 %. En 1979 la tasa de inflación llegó 139.7, con una economía estancada. Además se generó una fugaba del 25 % de los depósitos de los depósitos bancarios, los cuatro bancos más importantes del sistema fueron liquidados. Durante su gestión la deuda externa la deuda creció de 7000 millones de dólares a más de 40 000 millones de dólares, es decir, que en siete años se multiplicó casi seis veces.16 Durante 1980 las exportaciones cayeron un 20 % respecto del año anterior, las importaciones subieron un 30 %. En ese contexto se produjo el "crack bancario" de 1980, que puso fin a la etapa de la denominada "plata dulce". La quiebra del Banco de Intercambio Regional junto con el cierre de otras 37 entidades financieras, que a su vez repercutió en sectores industriales, originando una fuerte corrida bancaria y fuga de divisas.17 Para 1980 la producción industrial había reducido un 10 % su aporte al PBI, y en algunas ramas como la textil, la caída superó el 15 %.18"
    E no site citado se escreve também:
    1- "Las bases previstas por el equipo económico para la reactivación de la economía del país significaban una reinserción de Argentina en la nueva división del trabajo de la economía capitalista internacional según las ventajas comparativas que ofrecía su sector primario, agropecuario y minero." > Igualzinho ao visto sobre Lula e primeiro governo Dilma: exportações apenas de produtos primários, vindos de colheitas e de mineração. Por sinal, em 1981, YPF argentina teve, por roubalheira, o maior prejuízo do mundo, naquele ano. Parece o Petrolão, sendo que lá na Argentina, a pilhagem YPF teve participação de generais.
    2- "El fracaso del esquema antiinflacionario enfrentó al equipo económico con los límites que la realidad imponía a las medidas automáticas de estabilización ordenada a partir del libre juego de la oferta y demanda no resultaba suficiente para eliminar las presiones inflacionarias. Desde entonces, y en contradicción con los principios que proclamaban, fue cada vez mayor la intervención del Estado para estabilizar el mercado. En marzo de 1977 estableció una tregua de precios por 120 días, durante la cual «los empresarios tenían que deponer sus pretensiones alcistas y absorber los ajustes salariales» que se autorizaron desde el 1° de ese mes. En el mismo lapso, el Estado postergó los incrementos en los precios de los combustibles. La medida fue muy criticada, incluso por miembros del equipo económico, y a partir del día 121 los precios aumentaron aceleradamente." > Parece o governos Dilma, não é mesmo?
    3- "Hasta fines de 1977, la actividad económica fue impulsada por la expansión del sector agrícola, que dinamizó las producciones industriales estrechamente vinculadas, como tractores, maquinaria agrícola, fertilizantes, etc. Sin embargo, el equipo económico entendió que esta expansión por sí sola y dadas sus características resultaba insuficiente para asegurar el crecimiento económico auto sostenido del país" > Foi o que houve sob Lula e em parte do segundo governo Dilma, não é mesmo?
    4- "Después de la liberalización del sistema financiero, durante la segunda mitad de 1978, el equipo económico buscó crear las condiciones para que las tasas de interés subieran. A través de un conjunto de medidas, el Estado redujo la cantidad de moneda circulante y, al mismo tiempo, las empresas públicas comenzaron a pedir créditos al sistema bancario y financiero. El aumento de la demanda de dinero originó el incremento de las tasas de interés que se aceleró rápidamente. Una vez impulsada la tendencia, el Banco Central comenzó a disminuir su regulación sobre el sector. El aumento del precio del dinero tuvo un efecto recesivo casi instantáneo. Las empresas que habían tomado créditos se encontraron con costos crecientes y reaccionaron liquidando sus stocks de mercaderías y, en muchos casos también, sus bienes de capital e instalaciones. Esta situación impulsó la caída de la actividad industrial" > parece o Brasil dos últimos anos, não é mesmo?
    5- "El nuevo programa estaba basado en el supuesto de que una parte importante de aumento de los precios se debía a «factores psicológicos». Para contrarrestarlos, propuso la información anticipada de porcentaje de devaluación y lo hizo fijando la variación de la pauta cambiaria, es decir, cuál sería la relación entre el peso y el dólar para cada día de los siguientes ocho meses, de enero a agosto de 1979. Esta vez, en lugar de establecerse como precio del dólar una suma fija, a lo largo de esos ocho meses cada dólar iba a costar una cantidad creciente de pesos. De este modo, quedó establecido en un instrumento, que se conoció como La Tablita, cuál iba a ser, en ese lapso, el porcentaje de la devaluación de la moneda Argentina. Sin embargo, en ese período la inflación aumentó mucho más que la devaluación programada, de modo que el peso siguió sobrevaluado y el retraso de la paridad cambiaria afectó al sector exportador" > Lembram quando um real, custava menso que R$2,60 aqui no Brasil e uma viagem à Miami, custava menso que uma excursão às praias da Bahia?
  • Batista  26/02/2016 16:03
    "O dólar não pode ser barato demais, por conta de interferência do governo. Isto destrói a indústria nacional. "

    Putz, deve ser por isso que a Suíça e os países do Euro são uma miséria só. A relação dolar x franco e dolar x euro "não é barata".

    A primeira coisa que você precisa é se informar melhor.

    Segunda, desligar a televisão.

    Terceira, usar o jornal impresso para forrar o fundo da gaiola do papagaio.

    Quarta: voltar aqui no IMB.
  • Garcia  24/02/2016 23:37
    Como acontece essa pressão sobre cada governo feita pelo lobby da indústria nacional?
  • Andy  24/02/2016 23:48
    Grandes empresários que não querem sofrer a concorrência de importados vão até o governo e pedem que políticos e a equipe econômica aumentem tarifas de importação. Seu pedido é atendido.

    Como agradecimento, os empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas.

    Tudo isso pode ocorrer ou abertamente, por meio de lobbies e da atuação grupos de interesse, ou na surdina, por meio do suborno direto.

    Eis aqui os exemplos práticos mais recentes:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-eleva-imposto-de-importacao-para-100-produtos,125478e

    carros.uol.com.br/noticias/redacao/2011/09/15/governo-aumenta-ipi-dos-carros-importados-e-atinge-marcas-chinesas.htm

    veja.abril.com.br/noticia/economia/aliquota-maior-para-brinquedos-vai-reequilibrar-vendas

    exame.abril.com.br/economia/noticias/as-10-economias-mais-fechadas-do-mundo-o-brasil-lidera
  • Garcia  25/02/2016 00:21
    Obrigado
  • Hector dSR  25/02/2016 00:34
    Comecei a ler o artigo e me assustei!
    Não, eu quero que tudo permaneça assim, como está.
    Se não a quem vou vender os meus produtos?
    Com mercado aberto, vou ter que fechar a empresa.
    Cuidado com o que se escreve, garotos!
    E preciso analisar a conjuntura.
    Valeu....
  • Wesley  26/02/2016 05:28
    Pior do que políticos que advogam protecionismo para ferrar com a vida da população é empresários que odeiam concorrência e vão pedir socorro ao governo. Se a economia for aberta e as pessoas preferirem comprar produtos de fora em vez dos que você produz isso indica que seus produtos sao ruins. Nesse caso você só tem duas saídas, ou você melhora a qualidade dos seus produtos, ou fecha a sua empresa e vai fazer outra coisa da sua vida. Uma das razões desse país estar na merda é porque os grandes empresarios sao que nem você, cartelista e protecionista. Gente do seu tipo sao como parasitas, vivem de ferrar a vida dos outros em benefício próprio. De nada se diferem dos políticos ladroes. E ainda se fazem de coitadinhos e honestos e reclama do governo. Nao passam de um bando de ladrões.
  • Prado  26/02/2016 14:41
    O que vocês acham dos direitos trabalhistas? Por exemplo, muitos produtos chineses são mais baratos porque lá se aceita que trabalhadores se submetam a certo regime de trabalho que não se aceita aqui. A diferença de preço não decorre apenas de "taxas de importação criadas por conta de lobby dos empresários nacionais", não é?
  • Gucci  26/02/2016 14:55
    "Por exemplo, muitos produtos chineses são mais baratos porque lá se aceita que trabalhadores se submetam a certo regime de trabalho que não se aceita aqui."

    Ao contrário. Lá não se aceita o regime de trabalho que se aceita aqui.

    Nenhum chinês, por mais burro que seja, aceitaria os mesmos "direitos" dos trabalhadores aqui do Brasil, que custam R$ 2.000 para o patrão, recebem R$ 900 e permitem que o governo abiscoite os R$ 1.100 restantes.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2042

    Tenta ir lá na China ofertar esses "direitos" para os trabalhadores de lá e veja se eles irão aceitar tamanha piedade.
  • Prado  26/02/2016 15:14
    A Apple e outras empresas gigantes vão para a China porque os trabalhadores chineses são mais bem-remunerados que os de seus países de origem? É um ato de solidariedade? Não sejamos levianos: trabalhadores chineses ganham menos que em outros países que têm esses direitos trabalhistas que você chama de "tamanha piedade". A questão que eu fiz é outra: não é apenas o protecionismo de lobby que faz determinados produtos serem mais caros que os chineses. Produzir nos EUA custa mais caro que produzir na China porque um trabalhador dos EUA ganha mais que um chinês para fazer o mesmo serviço. Discorda?
  • Gucci  26/02/2016 15:42
    "A Apple e outras empresas gigantes vão para a China porque os trabalhadores chineses são mais bem-remunerados que os de seus países de origem? É um ato de solidariedade?"

    Correção: apenas as fábricas de montagem, que efetuam trabalhos braçais e repetitivos, e que não utilizam o cérebro, é que vão para a China.

    "não é apenas o protecionismo de lobby que faz determinados produtos serem mais caros que os chineses. Produzir nos EUA custa mais caro que produzir na China porque um trabalhador dos EUA ganha mais que um chinês para fazer o mesmo serviço. Discorda?"

    De novo: se for para fazer um trabalho puramente braçal, do tipo que não tem de usar o cérebro mas sim apenas fazer movimentos repetitivos e mecânicos, então qualquer país paga menos que nos EUA.

    Óbvio. Por que uma população rica como a americana iria se sujeitar a fazer, em pleno século XXI, esses trabalhos tão maçantes e extenuantes, reminiscências do século XIX? Não há maior sinal de pujança do que uma sociedade cuja população se recusa a fazer trabalhos braçais e repetitivos.

    Prova disso é que até mesmo a esquerda chique e progressista é a favor de que tais trabalhos sejam efetuados por imigrantes ilegais hispânicos. Ninguém mais defende a ideia de que esses imigrantes "roubam o trabalho dos americanos". Todo o debate hoje se concentra no custo desses imigrantes, que utilizam programas públicos de saúde, de educação e demais subsídios.

    Por outro lado, empregos que demandam cérebro e preparo continuam nos EUA, inatingidos. Os escritórios da Google e o todo o Vale do Silício não saíram da Califórnia, e nem pretendem
  • Prado  26/02/2016 15:50
    Sim, estou falando de trabalho braçal. O produto chinês feito com trabalho braçal é mais barato do que produtos feitos com trabalho braçal em determinados países porque a China tem menos direitos trabalhistas do que esses determinados países. É meu ponto desde o começo: não são apenas "normas protecionistas oriundas de lobby" que orientam os preços, mas também o custo de produção. Trabalhadores mais bem pagos geram produtos mais caros. Trabalhadores com pior salário geram produtos mais baratos.
  • Gucci  26/02/2016 15:59
    Ué, então voltamos à estaca zero. Sigo sem entender o seu ponto.

    Você por acaso está dizendo que os países mais ricos estariam em melhor situação se sua população abdicasse de dois séculos de conforto trazidos pelo capitalismo e voltasse aos trabalhos braçais e extenuantes do século XIX?

    Aponte-me um único americano -- ou mesmo brasileiro -- que queira isso.

    Se há chineses dispostos a fazer isso, sorte da humanidade. Eles são uma bênção para nós.
  • Prado  26/02/2016 17:06
    Não disse nada disso. O capitalismo operou milagres na civilização (sobretudo Ocidental). Apenas constatei um fato: em uma economia com menos direitos trabalhistas, como a China, trabalhadores recebem... menos.
  • Zara  26/02/2016 17:31
    Outro erro. Países como Alemanha, Áustria, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia nem sequer têm salário mínimo.

    pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_sal%C3%A1rios_m%C3%ADnimos_por_pa%C3%ADs

    Pela sua lógica, era para eles receberem menos que os chineses.
  • Prado  26/02/2016 17:40
    Direitos trabalhistas não são só salário mínimo. Só para ficar na Alemanha, eles têm mais direitos trabalhistas e sociais que no Brasil.
  • Rutger  26/02/2016 17:48
    Então vamos lá: você acha que se o Brasil adotar os mesmos direitos da Alemanha, nossos rendimentos ficariam idênticos aos dos alemães?

    Sim, não, por quê?
  • Prado  26/02/2016 18:04
    Não. Economia não é receita de bolo. Assim como direitos trabalhistas não garantem remuneração melhor (e, frise-se, nem só de remuneração vive o indivíduo; há outras questões "interessantes" como licença maternidade, horas extras etc.), tampouco a mera liberdade de mercado, pura e singela, necessária e automaticamente melhora as condições de trabalho. É provável que, se a Alemanha abolisse boa parte dos direitos trabalhistas, seus trabalhadores continuariam recebendo melhor que no Brasil. E, se o Brasil abolisse as leis trabalhistas, os trabalhadores continuariam recebendo pior que os alemães. Aliás, é o que acontece na China, onde há relativamente poucas leis trabalhistas (embora com tendência a haver um recrudescimento na regulamentação), e os trabalhadores têm condições comparativamente terríveis.
  • Miscellaneous  26/02/2016 18:25
    "Assim como direitos trabalhistas não garantem remuneração melhor"

    Verdade. Afinal, não se aumentam salários na base da chicotada e da ameaça de prisão. Se a produtividade do trabalhador é baixa, impossível ele ter um salário alto.

    "tampouco a mera liberdade de mercado, pura e singela, necessária e automaticamente melhora as condições de trabalho."

    Não obstante, todos os exemplos empíricos mostram o contrário: sempre que houve liberdade econômica, salários subiram e a segurança do trabalho aumentou.

    Óbvio: mais liberdade econômica significa mais riqueza. Mais riqueza significa população com mais poder de compra. População com mais poder de compra significa exigência de produtos de qualidade. E produtos de qualidade só podem ser fabricados por empregados motivados, bem pagos e trabalhando em ambiente seguro.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1153
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1421
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2178

    "É provável que, se a Alemanha abolisse boa parte dos direitos trabalhistas, seus trabalhadores continuariam recebendo melhor que no Brasil."

    Claro. A Alemanha é rica. A grande diferença entre um país rico e um país pobre está na acumulação de capital.

    Capital é tudo aquilo que aumenta a produtividade e, em última instância, o padrão de vida de uma sociedade.

    Capital são todos os fatores de produção — como ferramentas, maquinários, edificações, meios de transporte etc. — que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo.

    Capital, em termos físicos, são os ativos físicos das empresas e indústrias. São as instalações, os maquinários, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.

    Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital. Assim como um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de vida.

    "E, se o Brasil abolisse as leis trabalhistas, os trabalhadores continuariam recebendo pior que os alemães."

    Pelos motivos explicados acima.

    "Aliás, é o que acontece na China, onde há relativamente poucas leis trabalhistas (embora com tendência a haver um recrudescimento na regulamentação), e os trabalhadores têm condições comparativamente terríveis."

    Óbvio. Qual é a acumulação de capital da China?

    Esta é a falha do seu raciocínio: você olha benesses, mas se esquece de olhar a acumulação de capital. É impossível que um decreto eleve a padrões alemães os salários de chineses e brasileiros, por mais benevolentes que sejam os empresários. Trata-se de uma impossibilidade econômica.
  • Prado  26/02/2016 20:13
    Se um país com acúmulo de capital (Alemanha) tem muitos direitos trabalhistas e os trabalhadores têm boas condições; se um país sem acúmulo de capital (Brasil) tem muitos direitos trabalhistas e os trabalhadores têm condições piores; e se um país sem acúmulo de capital (China) tem poucos direitos trabalhistas e os trabalhadores têm condições piores...

    Parece-me que o fator "quantidade de direitos trabalhistas" (sejam eles em grande quantidade ou em pouca quantidade) é irrelevante para determinar as condições dos trabalhadores. O elemento que importa é o "acúmulo de capital". Não é?
  • Prado  26/02/2016 17:48
    Aliás, segundo o link que você postou, a Alemanha tem um salário mínimo de 8,5 euros por hora. O que, tudo convertido, gera algo em torno de 2 mil dólares por mês de salário mínimo. Tudo conforme o link que você postou.
  • Andre  26/02/2016 16:18
    Prado, está apenas disseminando seu total desconhecimento da cadeia de custos de produção ao limitar o custo focando apenas nos custos trabalhistas.
    Custos de instalação, capital empatado, capital a ser remunerado, maquinário, logística, licenças, energia e outros são muito mais presentes em planilhas de custos de qualquer empresa pelo mundo do que custos trabalhistas.
    A exceção fica por conta do Brasil, com mão de obra extremamente improdutiva.
    Se um dia fizer algo produtivo e de sua própria iniciativa verá como outros custos são maiores que custos trabalhistas.
  • Prado  26/02/2016 17:23
    Cadeia de custos de produção? Bem, os EUA têm engenheiros capazes de construir fábricas, uma extensa quantidade de aeroportos modernos para transportar todos os materiais para construção e continuidade do negócio, um sistema relativamente pouco burocrático para tocar o negócio, infraestrutura e segurança em níveis melhores que da China sob todos os aspectos. Não tenho os dados em mãos, mas estou para dizer que a cadeia de custos de produção nos EUA é muito menor que na China. O fator primordial para as empresas americanas se mudarem para China (abandonando fábricas prontas de dezenas de bilhões de dólares nos EUA e construindo novas fábricas à custa de outras dezenas de bilhões de dólares na China) deu lucro eminentemente por conta da questão da mão de obra.
  • mauricio barbosa  26/02/2016 18:14
    Caríssimo Prado leia o artigo do IMB:

    O protecionismo e o "trabalho escravo"dos chineses.

    Gary North, terça-feira, 7 de agosto de 2012
  • mauricio barbosa  26/02/2016 19:52
    Caríssimo Prado mais um artigo do IMB:

    Por que os salários são baixos nos países em desenvolvimento?

    Art Garden Quarta-feira 10\12\2008

  • mauricio barbosa  27/02/2016 17:03
    Caríssimo Prado mais um artigo do IMB:

    O protecionismo e a transferência de indústrias e serviços para o exterior

    George Reisman, quinta-feira, 21\10\2010
  • Ed  25/02/2016 01:16
    pergunta: como lidar com a questão dos subsídios dos países desenvolvidos à seus produtores/exportadores? uma uniao europeia e os estados unidos no longo prazo estao se prejudicando ao adotá-los, por exemplo, na questão agrícola, porém, até que os cidadãos e próprios beneficiados pelo sistema percebam isso, já terão destruído muito agricultor do 3o. mundo... como lidar com esta questão?
  • Motta  25/02/2016 01:34
    "já terão destruído muito agricultor do 3o. mundo"

    Por quê?!

    Esses subsídios servem apenas para ferrar a própria população da União Européia, que tem de arcar com mais impostos para subsidiar e garantir a boa vida de agricultores ineficientes. Tais subsídios não quebram nenhum agricultor do 3º mundo, o qual continua livre para vender para seus próprios conterrâneos e para todo o resto do mundo. (Sempre lembrando que as exportações agrícolas da União Européia são ínfimas.)
  • Murphy  25/02/2016 01:43
    E já vou me antecipar:

    "Ah, mas e se estiverem fazendo dumping?"

    Em primeiro lugar, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caíssem em si.

    Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa.

    O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina.
  • Pastor  25/02/2016 15:14
    Dumping é bom para o consumidor em geral com certeza. Mas e os produtores que não o praticam ?
  • Pastor  25/02/2016 15:11
    Subsídios fazem com que os produtores dos países que o praticam elevarem a produção além do real ponto de máxima eficiência econômica. Havendo mais produtos, os preços caem, e os produtores dos países que não praticam subsídios são extremamente prejudicados pelo menor preço das commodities.
  • Padre  25/02/2016 15:28
    "Subsídios fazem com que os produtores dos países que o praticam elevarem a produção além do real ponto de máxima eficiência econômica."

    Errado. A prática mostra que ocorre justamente o contrário: subsídios, justamente por serem uma renda garantida ao produtor subsidiado, diminuem a produção. Por que produzir mais -- correndo o risco de ver os preços caírem em decorrência da maior oferta -- se a sua renda já é garantida pelo governo?

    Na França, por exemplo, lembro-me de já ter lido que a maior fatia da renda dos agricultores provém dos subsídios e não da venda dos produtos.

    A França também subsidia pesadamente seus pecuaristas. Por acaso a carne subsidiada dos franceses representa algum risco para os produtores brasileiros?
  • mauricio barbosa  25/02/2016 01:36
    Só lembrando que a industria que está quebrando são as pequenas e médias industrias, que não podem adquirir maquinário importado e mais moderno. A grande industria lobista (Fiesp que o diga) consegue com o protecionismo quebrar as pequenas e médias industrias e também diminuir a concorrência dos importados, garantindo com isso sua fatia de mercado. Ou seja são umas pervertidas nojentas essas grandes da industria nacional que fazem lobbies.
  • mauricio barbosa  25/02/2016 10:54
    OBS: O protecionismo impede que as pequenas e médias industrias adquiram maquinário mais moderno o que fatalmente as tornam menos produtiva e competitiva tanto no mercado interno e mais ainda no mercado externo,aja criatividade para se manter viva e boa parte ou fecha ou abrem falência e também o câmbio depreciado faz com que elas percam mercado devido a contração da demanda e preços em ascensão...Enfim uma lástima para nós consumidores e trabalhadores e tudo é fruto co conluio da tirania(Grandes corporações e a peste do estado e o ParTido político de plantão)
  • Emerson Luis  25/02/2016 10:04

    "Simplesmente não há evidência crível para apoiar a crença de que restringir o comércio aumenta a prosperidade dos cidadãos comuns. Qual o argumento para a afirmação de que proibir transações voluntárias gera enriquecimento e aumento do padrão de vida?"

    Muito pelo contrário, há forte evidência de que restringir o comércio e proibir transações voluntárias empobrece os cidadãos comuns e diminui seu padrão de vida. Quanto maior o número de players, maior a vantagem comparativa. O protecionismo só protege uma elite de super-ricos incompetentes.

    * * *

  • fernando  25/02/2016 12:57
    A mão de obra no Brasil não é muito cara. Os nossos problemas são a alta carga tributária, restrições comerciais, burocracia, lentidão na gestão de infraestrutura, corrupção, etc.

    Um funcionário que ganha um salário mínimo custa menos de 600 dólares. Esse valor é muito menor do que em países ricos. Claro que não é a mão de obra com melhor custo benefício, mas não é um valor ruim em dólares para um investidor que quer exportar.

    A desindustrialização do Brasil é consequência de governo que quer explorar a iniciativa privada. Ninguém sobrevive a parasitagem estatal.

    É praticamente uma expropriação de bens dos cidadãos.

    Como disse o Ronaldo Caiado ontem, o governo quer tirar sangue de uma pessoa que foi atropelada.
  • Taxidermista  26/02/2016 13:01
    Livro do autor do texto sobre globalização (e comércio internacional):

    www.amazon.com/Globalization-Donald-J-Boudreaux/dp/031334213X
  • Wesley  27/02/2016 20:34
    Pessoal, achei uma fita VHS do Jornal da Globo de 1995. Nessa época o FHC cedeu a pressão dos barões tupiniquins e restringiu a venda de veículos importados, pois as vendas estavam derrubando as carroças nacionais. Quem quiser ver, está aí o link da parte 1:
    https://www.youtube.com/watch?v=13S4cZYttZA
  • Leandro  27/02/2016 20:52
    Ótima desenterrada. Esse episódio, aliás, foi comentado de passagem aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1027
  • Wesley  28/02/2016 22:54
    Beleza, se quiser anexar meu vídeo no artigo, fique a vontade.
  • Lucas Amaro  29/02/2016 00:09
    Leandro e demais amigos, boa noite. Estou com uma dúvida conceitual:

    Como um exportador ganha mais com a desvalorização cambial?

    Exemplo:

    Supondo que eu venda brinquedos por R$ 100,00 cada e decida exportar para os EUA com um câmbio de, digamos, R$ 4,00. A Dilma, então, anuncia que o sonho dela é que o Brasil fique igual à Venezuela atual e o câmbio pula para R$ 5,00.

    O americano antes pagaria US$ 25,00 pelo meu produto, agora vai pagar apenas US$ 20,00. Mas como a minha receita mudaria nesse cenário hipotético de dólar saindo de R$ 4,00 para R$ 5,00 já que o meu preço é dado em reais? A única coisa que muda (microeconomicamente falando) é que, em tese, eu teria mais demanda por vender mais barato ao estrangeiro?
  • Leandro  29/02/2016 00:28
    Em tese, com seu produto estando mais barato em dólar, os estrangeiros podem importar um volume maior do seu produto, o que lhe traria mais receitas.

    Mas isso, como este site nunca se cansa de explicar, é totalmente temporário, pois a própria desvalorização da moeda irá se refletir em custos de produção maiores e, também, em preços maiores -- o que irá anular totalmente qualquer eventual benefício.

    Adicionalmente, moeda mais desvalorizada também encarece a aquisição de bens de capital importados, bem como de peças de reposição, o que torna as indústrias ainda mais obsoletas.

    A própria indústria automotiva já veio a público dizer que está sofrendo com o câmbio desvalorizado (ao contrário do que pregam os desenvolvimentistas).

    Pior ainda: dado que câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra, e moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão, a consequência inevitável é que a demanda por bens de consumo diminui.

    E isso afeta todo o setor industrial e atacadista. Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

    Exatamente o que está acontecendo com o Brasil.


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