clube   |   doar   |   idiomas
Os economistas austríacos que refutaram Marx e sua tese de que o trabalho assalariado é exploração

Políticos adoram declarar publicamente que sabem qual é o valor do salário mínimo que qualquer trabalhador no país deveria receber.  Só não explicam como chegaram a esse valor e nem muito menos por que o valor escolhido não pode ser $1 maior ou menor.

Adicionalmente, todos eles têm uma certeza: empresários, empreendedores e capitalistas são exploradores sem coração que se aproveitam da mão-de-obra de alguns de seus trabalhadores não lhes pagando a "quantia justa" que seu trabalho genuinamente merece.

O que está por trás deste pensamento sobre o valor "razoável" ou "justo" do salário mínimo é o fantasma de um pensador que há muito tempo pensava-se que teria sido relegado à lata de lixo da história: Karl Marx (1818-1883).

A teoria do valor-trabalho de Marx para o valor de um trabalhador

A concepção de Marx a respeito da "escravidão salarial" injusta que os capitalistas e empreendedores impunham a seus trabalhadores tornou-se a premissa e o grito de guerra que resultaram nas revoluções comunistas do século XX, com toda a sua destruição e terror.

Marx insistia em que o "valor real" de qualquer bem produzido era determinado pela quantidade de trabalho empregado na sua fabricação. Se a produção de um par de sapatos consome quatro horas de trabalho, e se são necessárias duas horas de trabalho para preparar e assar um bolo, então a "taxa de câmbio" justa entre essas duas mercadorias deveria ser a de um par de sapatos por dois bolos. Dessa maneira, esses dois bens seriam trocados a uma taxa que representa quantidades comparáveis do tempo de trabalho gasto para produzi-los.

Se o trabalho de um operário produziu, digamos, três pares de sapatos durante uma jornada de trabalho de doze horas, então o trabalhador tem o justo direito à propriedade dos três pares de sapatos produzidos pelo seu trabalho, de modo que ele poderia trocá-los pelos produtos que quisesse adquirir dos outros trabalhadores.

Contudo, insistia Marx, o capitalista que contratou o trabalhador não lhe paga um salário igual ao valor dos três pares de sapatos que este produziu. Isso ocorre, segundo Marx, simplesmente porque o capitalista é o proprietário da fábrica e das máquinas (a fábrica e as máquinas são a propriedade privada que o trabalhador utilizou para produzir esses sapatos).  Logo, estando estes bens de produção em propriedade do capitalista e não do trabalhador, o trabalhador tem de se sujeitar às demandas do capitalista, aceitando assim entregar ao capitalista uma fatia daquilo que sua mão-de-obra produz — caso contrário, morrerá de fome no frio.

O empregador paga ao trabalhador um salário somente igual a, digamos, dois pares de sapatos, desta forma "roubando" uma parte do seu trabalho.

Assim, na concepção de Marx, o valor de mercado do terceiro par de sapatos do qual o capitalista se apropriou a partir do trabalho do trabalhador seria a fonte de seu lucro, ou o ganho líquido sobre os custos de contratar o trabalhador.

Eis aí a origem da noção marxista de "renda imerecida", que seria a renda que não decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente de se ser o proprietário de um negócio privado que emprega trabalhadores que realmente fazem todo o trabalho.

O capitalista, como você vê, não faz nada. Vive do trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escritório, com seus pés sobre a escrivaninha, fumando um charuto (quando ainda era "politicamente correto" fazer isso). Não é de se surpreender, diante deste raciocínio sobre o trabalho, os salários e o lucro, que políticos e intelectuais não tenham apreço por capitalistas e empreendedores.

Carl Menger e o valor subjetivo das coisas

Karl Marx morreu em 1883, aos 64 anos de idade. Uma década antes de sua morte, no início dos anos 1870, sua teoria do valor-trabalho foi derrubada por diversos economistas. O mais importante deles foi o economista austríaco Carl Menger (1840-1921) em seu livro de 1871, Princípios de Economia Política.

Menger explicou que o valor de um bem não deriva da quantidade de trabalho despendida em sua fabricação. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

Assim como a beleza, o valor — como diz o velho provérbio — está nos olhos de quem vê. O valor de um bem é subjetivo: depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém confere a esse bem (seja ele uma mercadoria ou um serviço).  Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.

Bens, ao contrário do que diz a teoria marxista, não têm valor por causa da quantidade de trabalho consumida em sua produção. Por outro lado, uma determinada habilidade de trabalho pode ter grande valor caso seja considerada útil (como um meio produtivo) para se alcançar um objetivo que alguém tem em mente.

Adicionalmente, o valor de bens idênticos decresce à medida que a quantidade delas aumenta.  E isso ocorre porque atribuímos a cada quantidade adicional de um mesmo bem à nossa disposição um propósito menos importante do que o propósito já atribuído para as unidades previamente adquiridas desse bem.

Por exemplo, à medida que acrescento camisas idênticas ao meu guarda-roupa, cada camisa extra em geral terá menos importância para mim do que as mesmas camisas que comprei anteriormente. Os economistas chamam isto de "utilidade marginal decrescente dos bens".

Ninguém paga por um bem mais do que aquilo que considera que ele vale

Assim, não há um valor mínimo "objetivo" que seja inerente ao ato de trabalhar. Um empregador contrata trabalhadores porque estes irão ajudá-lo a produzir um produto que acredita que poderá vender a potenciais consumidores. Na medida em que o empregador contrata trabalhadores com as mesmas habilidades específicas, cada um desses trabalhadores é alocado para uma tarefa menos importante do que aquela para a qual o trabalhador anterior, de mesma habilidade, foi contratado.

Como consequência, nenhum empregador pode pagar ou irá pagar mais por algum trabalhador do que aquilo que acredita que seus serviços valem (em termos de agregar valor às suas atividades de produção).  

Sendo assim, o valor de um trabalhador depende do tanto que o empregador acredita que o bem produzido vale para o público consumidor, que é quem decide comprar — ou se abster de comprar — o bem que o trabalhador ajuda a produzir.

Suponha que um empregador acredite que algumas das pessoas de sua força de trabalho contribuem com não mais do que $ 6 por hora para fabricar um produto que ele espera vender aos consumidores. Se o governo lhe disser que ele tem a obrigação legal de pagar a cada um de seus trabalhadores um salário mínimo que não pode ficar abaixo de $ 7,40 ou $ 10,10 por hora, não será nada surpreendente se ele optar por dispensar aqueles trabalhadores que considera custarem mais do que produzem.

Adicionalmente, outros empregos que poderiam estar disponíveis por $ 6 por hora nunca chegarão a existir.

Tudo o que um salário mínimo decretado pelo governo consegue fazer é expulsar do mercado de trabalho aqueles trabalhadores cuja contribuição para a fabricação de um produto é menor do que o valor que o governo determinou que deve ser pago a eles.

Mas o que o empregador faz exatamente? No que ele contribui para o processo de produção, para além do trabalho feito pelos empregados contratados? Marx, conforme vimos, argumentou que o "lucro" do capitalista seria o valor daquela fatia da produção do trabalhador que foi apropriada pelo empregador simplesmente pelo fato de ele ser proprietário do empreendimento no qual o trabalhador está empregado.

Böhm-Bawerk e a importância da poupança para a geração de empregos

Outro economista austríaco, Eugen von Böhm-Bawerk (1851-1914), que desenvolveu muitas das ideias que se originaram com Carl Menger, respondeu a Marx.

Em uma importante obra em três volumes intitulada Capital and Interest (1914), e em diversos ensaios, dos quais os mais importantes foram "Unresolved Contradiction in the Marxian Economic System" (1896) e "Control or Economic Law" (1914), Böhm-Bawerk perguntou: de onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados? E de onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores?

Como a fábrica foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

A resposta de Böhm-Bawerk foi que alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários, sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necessário. Alguém teve necessariamente de se sacrificar, de abrir mão do consumo no presente para que essas economias estejam disponíveis no futuro para financiar o empreendimento.  Quando o empreendimento for feito, ele poderá então gerar um retorno financeiro no futuro, quando o produto houver sido fabricado e for vendido.

Um indivíduo só irá abrir mão do seu consumo no presente se ele for suficientemente compensado com um ganho futuro que faça valer a pena abrir mão desse consumo e prazer no presente.  Poupança é sacrifício e esse sacrifício tem de ser compensado.

É por isso que são pagos juros.  Juros são o preço pago a alguém que optou por abrir mão do consumo presente para, com isso, obter um valor maior no futuro.  Juros são o preço que arbitram se os recursos serão consumidos no presente ou investidos para o futuro.  Juros são o preço que os poupadores recebem no futuro por sacrificarem satisfações mais imediatas do presente, até que as quantias emprestadas sejam pagas de volta.

E o tomador de empréstimo paga esses juros porque ele valoriza mais o uso que fará do dinheiro e dos recursos que toma emprestado hoje do que todo o juro que pagará pelo empréstimo no futuro.

Empreendedores e capitalistas poupam os trabalhadores de terem de esperar pelos seus salários

O fato de empreendedores terem esses recursos à disposição — sejam eles oriundos de sua própria poupança passada ou de terem pegado emprestado a poupança de terceiros — significa que aqueles que ele emprega não terão de esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários pelo trabalho que realizaram durante o período de produção.

O empregador, em outras palavras, "adianta" aos trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção está em andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no futuro.

O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

Com efeito, é por isso que é correto dizer que é o empreendedor quem de fato "faz tudo", pois sem sua disposição e capacidade para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

A apreciação deste último ponto é de importância crucial. O empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.

Empreendedores arcam com a incerteza de planejar para o futuro

Os trabalhadores e todos os demais que fornecem ao empreendedor os bens, serviços e recursos necessários para que todo o processo de produção ocorra recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito.  Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu.  Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.

Ao pagar aos seus empregados os salários que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a zero.

É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos poderão ser vendidos. A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens, é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.

Assim, Karl Marx errou completamente ao não entender o que determina o valor dos bens, o valor dos trabalhadores no processo de produção, e o papel vital e essencial do empreendedor, que é realmente quem faz com que as coisas aconteçam.

O mal decorrente das políticas baseadas em Marx

É de pouca importância se políticos e intelectuais que vêem trabalho, salários e empreendedores sob uma ótica de conflito de classes estão cientes do quanto suas concepções a respeito do capitalismo e do mercado de trabalho são implicitamente derivadas e influenciadas pelas ruminações obsoletas de um socialista revolucionário de meados do século XIX.

O que realmente importa é que políticas econômicas baseadas nesses equívocos marxistas a respeito da natureza e do funcionamento da economia de livre mercado irão gerar malefícios para aquelas mesmas pessoas a quem, supostamente, tais políticas deveriam ajudar.

E tais políticas equivocadas destruirão ainda mais os fundamentos essenciais do sistema de livre mercado, o qual, no decorrer dos últimos duzentos anos, deu aos homens uma liberdade pessoal e prosperidade material jamais ocorrida em toda a história humana. São políticas que destroem a liberdade que as pessoas possuem para trabalhar e se associarem livremente das maneiras que considerarem mais vantajosas, e que têm o potencial de levar a sociedade a um caminho ruinoso e conflituoso.

____________________________________

Leia também:

A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido 

O capitalista possui um papel insubstituível na economia 

A teoria marxista da exploração e a realidade


13 votos

autor

Richard Ebeling

leciona economia na Northwood University de Midland, Michigan, é um scholar adjunto do Mises Institute e trabalha no departamento de pesquisa do American Institute for Economic Research.


  • mauricio barbosa  23/02/2016 14:06
    Leandro Roque gostaria de tirar uma dúvida,a União Soviética saiu de uma condição semifeudal para um pais industrial pós-segunda grande guerra e seus defensores falam que foi a guerra fria que diminuiu seu crescimento ao sofrer a diminuição de exportações e transferência de tecnologia por parte dos países capitalistas liderados pelos Eua,isso é real ou mais um mimimi de socialistas viúvos dela e quanto ao artigo mais uma vez derrubando teses sem fundamentos do sapo barbudo do Karl Marx.Um abraço e aguardo a resposta.
  • Leandro  23/02/2016 17:59
    Não.

    A industrialização nos países comunistas era algo que ocorria por meio de decretos atabalhoados: o governo estipulava que em determinadas localidades deveria haver tantas indústrias produzindo tantas coisas que o governo determinasse.

    Ato contínuo, mão-de-obra e recursos escassos eram deslocados de todas as regiões do país para essas localidades, apenas para satisfazer esse capricho dos ditadores. Camponeses viravam operadores de máquinas, advogados viravam reparadores técnicos, médicos viravam faxineiros de indústrias etc.

    Obviamente, com tamanha desconsideração pela divisão do trabalho, era impossível produzir coisas de qualidade, de modo que o padrão de vida só fazia desabar.

    Havia, de fato, várias indústrias na URSS; e nenhuma delas sabia produzir nada. Não é à toa que não há um só produto de qualidade da era soviética.
  • Batista  23/02/2016 18:25
    Leandro,

    Claro que não. Veja a história do LADA.
  • Kelvin Soares  23/02/2016 18:45
    [OFF TOPIC]
    Oi Leandro,

    Estou atrás de algum artigo que explique o motivo dos programas de QE dos bancos centrais não criarem hiperinflação, alguém aqui do Mises já escreveu a respeito?

    Thanks
  • Kelvin Soares  24/02/2016 13:30
    Grato Serpa!!! ficou bem mais claro agora.

    Mas me levantou outra duvida (não sou economista), no Brasil temos o Tesouro Direto para pessoas físicas, comprarem e venderem seus respectivos títulos, onde se compra e se vende para o Tesouro, nesse caso fica fácil de entender que o Tesouro decide por bem que irá pagar 6 ou 7% em NTNB-2019 Principal (sendo tal valor de juros e PU um espelho do mercado de títulos públicos).

    Porém não fica claro como funciona para as pessoas jurídicas:
    1o - O Governo faz um leilão de seus títulos de divida a juros de X% a.a., para os grandes bancos (atacado);
    2o - Esses papeis são depois negociados no mercado de títulos públicos (varejo), porém se no primeiro passo foi acordado que os juros eram X com PU de Y, como os juros podem aumentar ou cair? os juros não deveriam ser fixos? até entendo a PU subir ou descer, mas se quem vendeu o papel (Tesouro) acordou que o mesmo valeria X% a.a. como o mercado pode ditar que esse juros possa valer mais ou menos? Imagino que assim que o Tesouro fez o leilão ele já projetou o quanto ele tem que pagar para os detentores do papel na data do vencimento, mas se os juros flutuam, fica difícil projetar o volume necessário para tal pagamento no futuro.

    Alguém pode me ajudar?

    PS: já conheço o principio de que quando o BC eleva juros a PU tende a cair e vice versa, mas isso não explica os meus pontos acima.
  • mauricio barbosa  24/02/2016 01:19
    Leandro obrigado pela resposta só permita-me discordar de você em um ponto,creio eu que mesmo que os EUA em conluio com a Europa Ocidental tenham feito de tudo para barrar o desenvolvimento da industria Soviética durante a guerra fria com certeza o resultado seria a queda do comunismo não nos anos 90,mas por mais algumas décadas pois este experimento só vivia a base de conquistas(Leste Europeu,Afeganistão) e ameaças as outras nações(Ex:Acordos de cúpula EUA x URSS)pois seus produtos industriais de bens de consumo(Ex:LADA)não era competitivo(Manutenção cara,baixa durabilidade,design pífio,etc)mas tinha em sua pauta de exportações commodities(Petróleo,Gás e produtos minerais)sua agricultura e pecuária eram atrasadas,enfim uma lástima,o padrão de vida baixo,salários baixo,eram explorados pela burocracia do PCUS,ou seja nada do que Karl Marx pregava foi aplicado e tudo isso por ser o marxismo uma teoria inaplicável na prática.
  • mauricio barbosa  24/02/2016 13:08
    " Leandro obrigado pela resposta só permita-me discordar de você em um ponto,creio eu que mesmo que os EUA em conluio com a Europa Ocidental tenham feito de tudo para barrar o desenvolvimento da industria Soviética durante a guerra fria com certeza o resultado seria a queda do comunismo não nos anos 90,mas por mais algumas décadas"
    OBS: Desculpe-me eu quis dizer que mesmo sem retaliaçaões por causa da guerra fria,a União Soviética cairia de madura ou seja nada impediria sua derrocada por um fator muito simples onde há concentração de renda e riqueza o resultado é a revolta popular e Boris Yeltsin capitalizou isso claramente quando se juntou a população russa em frente ao parlamento russo em 1992,portanto o socialismo\comunismo é um fracasso,isso está mais do que provado e o estatismo é outra porcaria,vida longa ao IMB e um abraço a todos.
  • Paulo  24/02/2016 09:45
    Leandro, um dos motivos de a União Soviética ter experimentado um progresso econômico foi a sobrevivência de um capitalismo, mesmo que extra-oficial. Também, muitos capitalistas de outros países injetaram dinheiro na construção de seu parque industrial. Uma coisa é certa: TODOS os países comunistas toleram um baixo capitalismo a fim de que suas economias não entrem em colapso tão cedo.
  • Batista  26/02/2016 13:57
    Tanto é que nunca deixou de existir o capitalismo é que logo após a queda, os capitalistas/oligarcas brotaram como que "do nada", comprando tudo, investindo em outros países.

    Vários aliados de Boris Yeltsin apareceram comprando tudo. Os corintianos aí vão lembrar do judeu Boris Berezovsky, principal jogador do Brasileirão de 2005.
  • Andre Henrique  26/02/2016 13:02
    Mauricio,
    Adiciono aos argumentos do Leandro que a cortina de ferro foi levantada pelos soviéticos... e não pelos capitalistas. Quem levantou um muro no meio de Berlim foram eles!
  • Capital imoral  23/02/2016 14:55
    Vou falar sobre a minha experiencia trabalhando por um salário minimo

    Eu estive lendo muitos artigos do jeffrey tucker, principalmente artigos relacionados a trabalho e capitalismo. Em um artigo ele chega a falar um pouco sobre a própria infância, o que aprendeu trabalhando na juventude e etc. Pois bem vou relatar a minha experiencia em empregos mal remunerados e que exigem esforço físico e estresse.


    È cansativo demais.
    Eu me lembro que no primeiro dia, eu cheguei e capotei na cama,cheio de dores pelo corpo. e só fui acordar no dia seguinte faltando 30 minutos para ir para o trabalho.

    Trabalhar muda toda a disciplina do corpo e da própria vida da pessoa, resta muito pouco tempo para você e para os seus projetos. Você tem que se dar muito para a empresa e em troca recebe pouco. Você se sente um pouco escravo do trabalho.

    Ninguém está la porque quer.
    Analisando a vida das pessoas com quem eu trabalhei, eu conclui que grande parte vem da periferia e necessita do dinheiro, porque precisa sobreviver. Muitos tem filhos, outros tem que pagar pensão, e alguns estão tentando a vida em são paulo, e a única coisa que tem, é o emprego. Ou seja é isso ou passar fome.

    Sim tem um minoria de jovens como eu, que fazem o trabalho para ganhar dinheiro e gastar com um materialismo qualquer. Mas somos uma minoria e isso me levar a um fator importante: a cultura.

    Nenhum deles tem se quer noção que estão sendo explorados pelo capital, lutam a tapa pelo salário minimo, são humilhados por chefes ditatoriais, e fica por isso mesmo. Esse é o jogo do capitalismo.

    O neoliberal poderia dizer que se não estão contentes, podem sair a qualquer momento. Não, não podem, pois o capital primeiro destruiu a cultura deles, depois deixou eles reféns das necessidades e do trabalho. Agora vão passar uma vida inteira trabalhando e sendo humilhados, e isso é culpa de voces.

    O trabalho é algo imoral, ponto.
  • anônimo  23/02/2016 15:24
    então não trabalhe.

    Mas não exija ser sustentado pelo trabalho dos outros. Ponto.
  • Alexandre Dias  21/03/2016 19:05
    Na mosca!
  • rodrigo d.  23/02/2016 15:50
    Trabalho é imoral?

    Ser sustentado pelo trabalho alheio é que é moral.
  • Zé do FAz  23/02/2016 15:55
    Ao imbecil Capital imoral,

    Eu poderia aqui rebater vários pontos ridículos das suas falácias, como dizer que as pessoas precisam de dinheiro pois precisam sobreviver.

    Mas a sua última frase diz tudo: Você é um ser preguiçoso, e pelo visto, sem afazeres. Uma pessoa que deseja que outros trabalhem para manter parasitas como você.

    Vá morar na Venezuela ou Cuba. Vai achar que lá tem almoço grátis.
  • Ibn Hassan-al  24/02/2016 00:48
    Certo, Zé do Faz, então refuta a máxima "as pessoas precisam de dinheiro pois precisam sobreviver." Claro, se não for muito trabalho.
  • Servo  24/02/2016 12:56
    Ibn Hassan-al,

    A afirmação é falsa pois as pessoas precisam de sobreviver e o dinheiro é apenas o meio para elas atingirem o objetivo. Já existiram outros meios de sobrevivência antes do dinheiro, e o que fez do dinheiro como o meio de sobrevivência foi a sua eficiência em relação aos outros meios (a troca direta de mercadorias, por exemplo). As pessoas precisam se sobreviver, o meio é opcional. Então não se pode afirmar que as pessoas precisam de dinheiro como se elas estivessem refém desse meio.
  • Ibn Hassan-al  24/02/2016 16:44
    Servo,

    Hoje, no mundo atual, qual é o outro meio viável para se conseguir comida? Plantar? Caçar? Lavrar na terra do senhor Feudal?
  • Servo  24/02/2016 19:05
    Tem muita gente que vive de ajuda dos outros. Não estou defendendo o assistencialismo, mas isso é uma opção para quem não quer trabalhar.
  • Tuco  24/02/2016 22:12
    Dá para morar com os índios
  • Servo  23/02/2016 17:55
    Capital imoral,

    Eu não sei como você escreveu esse texto, imagino o trabalho que te deu ligar o computador, procurar e pressionar as teclas. Isso deve ter sido para você um trabalhão. É melhor você ir dormir.
  • PepePoA  23/02/2016 18:07
    "Não, não podem, pois o capital primeiro destruiu a cultura deles, depois deixou eles reféns das necessidades e do trabalho. Agora vão passar uma vida inteira trabalhando e sendo humilhados, e isso é culpa de voces"

    Concordo. Bom devia ser no período Neolítico onde para cultivar e colher alimentos bastava bater palmas que frutas e verduras surgiam, para comer uma bela carne bastava assobiar que a "caça" vinha correndo e se jogava na fogueira para se assada. Malditos capitalistas que inventaram o trabalho e as necessidades!
  • Henrique Zucatelli  23/02/2016 21:34
    Meu caro, duas soluções para quem reclama da vida ruim que leva:

    1- Ir para a selva pelado e sem nada. Viver como aqueles que não eram "escravos do sistema" viviam.

    2- Acordar mais cedo, estudar mais, trabalhar mais e dormir mais tarde. Se esforçar e prosperar. Foi o que eu fiz.

    Já fui pobre, muito pobre. Não tive pai rico, nem herança, não sou alto nem bonito, tão pouco um gênio. Quando eu tinha uns 12 anos (hoje 30), me dei conta de que não ia ser jogador de futebol, nem modelo nem tinha habilidade para entrar em uma grande universidade. O que eu fiz? Comecei a estudar como um louco, e aos 16 anos entrei em uma universidade custeada por uma empresa aqui da região.

    Saí dois anos depois, trabalhei em alguns empregos e decidi que não iria mais trabalhar para ninguém, que isso não era pra mim. Quanto dinheiro eu tinha? Nada. Pelo contrário, devia R$ 3.000,00 para o banco (uns R$ 10.000,00 atualizados). Mas eu tinha vontade, alguns contatos e fui a luta. Me tornei representante (já não era mais CLT) e a cada cliente que eu visitava eu perguntava se tinha algum projeto paralelo para eu fazer. Foram longos 6 anos até abrir a minha primeira empresa.

    Um ano depois quebrei. Passei fome, perdi bens, o nome e tudo mais, porém não perdi uma coisa: a minha vontade de continuar e a experiência adquirida. Recomecei mais uma vez sem nada, só que mais maduro e objetivo. E estou aqui hoje, vivo, lutando, empreendendo e estudando sempre.Acordo as 5 da manhã e só saio da empresa as 8 da noite, de segunda a sábado. Continuo estudando, me aprimorando e humilde para ouvir meus clientes, fornecedores e parceiros.

    Meus funcionários chegam as 8 e saem as 5:30. Sempre insisto com eles que aprendam comigo, com minha experiência técnica e de vida, mas eles debocham, fazem doce, reclamam de fazer hora extra, faltam quando querem. Eles são pobres como eu já fui, e não querem sair disso.

    Sabe o que eu faço em troca desse deboche? Automatizo o que eu posso. No escritório uma pessoa faz o trabalho de 10 com ERP, e na fábrica uma pessoa faz o trabalho de 5 com dispositivos e fluxogramas personalizados. Com isso corto custos, aumento a qualidade e acima de tudo, a confiabilidade de que não vou ficar na mão de quem só tem compromisso com seus lazeres, e trata o trabalho, como você bem diz, como uma OBRIGAÇÃO.

    Me pergunta se eu fico feliz demitindo para colocar máquinas no lugar. Não fico. Porém eu tenho que ter meus produtos no mercado. Sou mais um trabalhador que quer sobreviver e prosperar, e para isso preciso de produção, qualidade e prazos pequenos.

    Espero que meu relato sirva para abrir um pouco sua cabeça.





  • ruas  24/02/2016 06:02
    se quiser me chamar pra trabalhar contigo cara! tô formado em economia, experiencia no mercado financeiro e três meses sem trampo. hahaha
  • Ibn Hassan-al  24/02/2016 12:43
    Henrique, faltou terminar seu depoimento com: "Eu sou a Universal"
  • RXV  24/02/2016 13:44
    Ibn, e faltou você concluir esse seu comentário com um "gente, eu sou um imbecil"
  • Henrique Zucatelli de Melo  24/02/2016 22:01
    Kkkkk eu sou LIBERAL
  • Batista  26/02/2016 15:48
    Henrique Zucatelli,

    Tivesses tido aberto uma empresa nos EUA, com a mesma dedicação aplicada no brasil, seguramente seu comentário teria seu sentido alterado a partir do 6º parágrafo. Nunca parou para pensar nisso?
  • Cleiton W.  07/03/2016 18:47
    Estou lendo o artigo "Para haver crescimento econômico, o segredo não é trabalhar muito, mas sim trabalhar produtivamente"
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2339
    e lembrei deste comentário.

    E aqui estou, após duas semanas.

    E triste ver neste site comentários que, dependendo da pessoa e do artigo, podem ser bons ou ruins.

    Neste caso, considero que o Zé do Faz é um imbecil. Poderia investigar mais sobre o assunto antes de emitir juízos sem conhecer a fundo a historia.

    Ao contrario deste Henrique Zucatelli, eu conheci um industrial que fazia carregar os caminhões com tambores de 200 litros cheios de óleo a mao. Sim, a mao. Nem talha comprava para os empregados. Sempre ria deles e criava disputas entre eles para sempre ter escusas para não dar aumento de salario.

    Interessante que o Henrique, num momento, escreve "e decidi que não iria mais trabalhar para ninguém, que isso não era pra mim". Isto mostra que varias pessoas tiveram experiências ruins trabalhando em empresas.

    O que acontece? Por que temos pessoas que se lamentam?

    Quando li do Capital Imoral "O trabalho é algo imoral, ponto", fiquei pensando sobre o assunto. Eu acho que ele foi infeliz ao escrever assim, poderia ter se explicado melhor.

    O trabalho na é algo imoral. Mas as pessoas que fazem o ambiente de trabalho, sim, muitas vezes são imorais.

    As vezes não é culpa do empresário que cria a empresa, nem do pessoal chão de fabrica. Mas a culpa e das pessoas que estão entre ambas as pontas: diretores, gerentes, chefes, que com seus medos terminam sendo hipócritas, arrogantes, negligenciando empregados bons.

    Mas claro, Brasil goza de tarifas alfandegarias que fazem criar este ambiente laboral hostil. Por isso eu sou a favor do livre comercio. Só assim poderá ser desfeita essa hipocrisia e arrogância que impera em certas empresas brasileiras.

    Ah. E aos senhores do Mises Brasil, gostaria ver neste site artigos sobre administração de pessoal e sobre psicologia laboral. Para complementar os artigos de economia. Obrigado.
  • Rodrigo Nunes  07/03/2016 19:14
    "Ao contrario deste Henrique Zucatelli, eu conheci um industrial que fazia carregar os caminhões com tambores de 200 litros cheios de óleo a mao. Sim, a mao. Nem talha comprava para os empregados. Sempre ria deles e criava disputas entre eles para sempre ter escusas para não dar aumento de salario."

    Eu também conheci dois caras que faziam algo semelhante (não davam boas condições para seus empregados).

    O primeiro -- que trabalhava no setor de fornecimento para restaurantes -- quebrou. Óbvio. A partir do momento em que ele não tratava bem seus empregados, estes correram para os concorrentes, que pagavam melhor e ofereciam melhores condições.

    Já o segundo continua com essa prática e está indo bem. Sabe por quê? Porque ele atua numa área estritamente regulada pelo estado, que não permite concorrência de ninguém (setor de saneamento). Logo, ou os empregados trabalham para ele ou ... para ninguém.

    Quando percebi isso, virei um inflexível defensor da desregulamentação total e do fim dos privilégios estatais. Foi aí que constatei que o estado, ao contrário de poder ajudar, é justamente quem perpetua essas coisas.

    Quanto a artigos sobre administração de pessoal e sobre psicologia laboral, indique alguns.
  • Zé do Faz  07/03/2016 23:28
    "considero que o Zé do Faz é um imbecil. Poderia investigar mais sobre o assunto antes de emitir juízos sem conhecer a fundo a historia."

    Investigar mais que assunto?

    Se você corrobora com a tese defendida de que trabalhador é explorado pelo patrão ou de que o capitalismo é inimigo das classes sociais, tá no mesmo bolo da pessoa que emiti minha opinião. Preguiçoso que acha que a sociedade tem o dever de manter vagabundo à toa.

    Se eu falar a palavra meritocracia, é capaz de dar convulsão neste tipo de pessoa.

    MAV é uma raça que não dá paz pra ninguém. Dá pra ver quem é o imbecil aqui realmente.
  • Renato Andrade  17/09/2016 23:38
    Vai procurar o que fazer e deixe de escrever besteiras sem fundamento! Ninguém aqui dá crédito para as besteiras que você posta! Você é BURRO e VAGABUNDO! Ponto!
  • Tiago Moraes  03/06/2017 20:45
    O Estado fica com 39% do faturamento da sua empresa, seu padrão fica com 3,5%, mas o capital que é imoral?

    Amigo, não existe salário bom ou salário ruim, o que existe é alta produtividade e baixa produtividade. Você ganha um salário mínimo porque seu trabalho tem baixa produtividade e essa baixa produtividade é o resultado de uma série de intervenções estatais, desde impostos à normas e regulações.
  • Júnio Souza  04/06/2017 01:32
    Poxa nego, pare pra pensar no seguinte: se o capitalismo é tão malvado assim, antes do mesmo não existia pobreza? Desigualdade? Estes são problemas exclusivos do sistema capitalista? Se você for olhar as estatísticas verá que países mais capitalistas proporcionam o barateamento dos bens de consumo e consequentemente a maior acessibilidade dos mesmos pelas pessoas de baixa renda. Antes do capitalismo a obesidade não era um problema entre os mais pobres. E outra coisa, é certo que ter filhos/família limita suas possibilidades, mas de quem é a culpa se você tem filhos? Do capitalismo? E só pra finalizar, você pode até não ficar rico, mas você pode melhorar, você não está condenado ao trabalho braçal até o fim de seus dias(lembrando que antes do capitalismo existia muito mais trabalho braçal), faça como um empreendedor, se arrisque.
  • Hugo   07/06/2017 03:36
    Na selva da vida vc escolhe se vai tentar ser a presa ou a caça! Acho que foi Bill Gates que disse "não é sua culpa ter nascido pobre, mas se ao chegar ao final da sua vida vc ainda estiver pobre, tenha certeza que a culpa é toda sua". Pare de dar uma de coitadinho e colocar o parta como o vilão da sua tragedia particular cara.
  • anônimo  23/02/2016 15:13
    Cabe lembrar que qualquer TRABALHADOR que não estiver satisfeito com essa posição na cadeia produtiva pode virar um EMPREENDEDOR e mudar de papel. Essa é a livre iniciativa.
  • Evandro Abitante   23/02/2016 15:14
    A relação empregado x empregador é simbiótica.
    A relação pessoa x estado é parasitária.
  • Gigi  23/02/2016 16:35
    Por que uma teoria tão equivocada se tornou a ideologia dominante?

    Se alguém ou este site sabe a resposta, me diga, por favor!
  • anônimo  23/02/2016 18:35
    Porque é muito mais fácil reclamar, ser preguiçoso e pedir ou esperar que o estado tome de quem produz para distribuir assistencialismo a quem não produz do que ir lá e produzir, como falou um tal " capital imoral" ali acima.
  • Lucas gomes  23/02/2016 18:47
    Desculpe, respondi sem logar aí apareceu "anônimo". Sou Lucas.
  • Andre  23/02/2016 19:38
    Porque o liberalismo falhou em difundir suas idéias lá pelo início do séc XX, e lá estava a lorota marxista pra saciar a sede por ideologia, razão de viver e explicar a sociedade.
    Se fosse só por vadiagem não teríamos tantos ex-esquerdistas, eu incluído.

    E estamos falhando novamente em difundir idéias de liberdade via o trabalho, empreendedorismo, livre iniciativa e fortalecimento das relações pessoais.
  • Henrique Zucatelli de Melo  23/02/2016 23:21
    Não acho que falhou, acho que faz parte da evolução humana aprender através dos erros.

    Viemos da selva, criamos tribos, delas vieram os reinos, destes os feudos, e disso tudo existe hoje o capitalismo,que na minha opinião é a forma mais simples dos seres humanos viverem, pois só acumulando bens que temos condição de fazer a caridade, essa inseparável do capital.

    O Estado é somente um resquício dos reinos e feudos que ainda persiste por força bruta daqueles que ainda insistem em controlar seus semelhantes e ter poder absoluto.

    Mas o livre mercado e o capitalismo estão tratando de acabar com isso aos poucos com a tecnologia.

    Eu tenho fé que pela evolução do ser humano em poucas gerações os Estados não vão mais existir. Não por vontade própria de seus políticos claro, mas pelas mudanças constantes nos paradigmas provocados pela automação e informática.
  • Andre  24/02/2016 02:28
    Queria ter seu otimismo, as pessoas mais do que nunca estão defendendo o estado e seus "direitos" quem está tomando ferro popular é o PT. O sonho das pessoas é aparecer um candidato honesto, competente, bonito, simpático, etc etc etc, uma Batman pra elas votarem e ficar tudo bem.
    É nosso dever de melhor informados tentar trazer nem que seja uma vela de luz pra esse povo que defende seus exploradores.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2104

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=34

  • Andre Henrique  26/02/2016 13:48
    Xara,
    Eu tbem estava pessimista até o ano passado, principalmente em relação a América do Sul e Central que pareciam atoladas até o pescoço no lamaçal fétido e enganoso socialista/populista, mas a:

    1) Abertura econômica parcial de Cuba (ex filial russa);
    2) Perda da maioria dos cupinchas do Maduro no congresso venezuelano;
    3) Eleição do Macri;
    4) O resultado negativo do referendo na Bolívia qto a reeleição;
    5) A situação econômica calamitosa no Brasil provando por A+B que o PT não tem competência.

    Tudo isso está revigorando meu otimismo levando a crer que atingimos o fundo do poço e começamos a subir novamente...

    Abç,
    André

  • Andre Henrique  26/02/2016 13:39
    Gigi/Lucas/André,
    Podemos dar parte do crédito a disseminação de ideias socialistas/populistas a uma horda de intelectuais frustrados, egocêntricos e recalcados que não suportam testemunhar pessoas que realmente agregam valor a humanidade serem reconhecidas e ganharem rios de dinheiro.
    O cara é phd do caralho a 4 e não admite, por exemplo, que um colegial de 17 anos venda por U$100 milhões um app que levou 1 ano para elaborar.
    Só para deixar claro que nem todo intelectual é assim... vide o próprio Mises, Hoppe, Rothbard, etc.
    Abç,
    André
  • Batista  23/02/2016 16:37
    [OFF]

    O Mises Brasil tem a tradução deste artigo do Mises Institute?

    https://mises.org/library/interpreting-prices


    Umberto Eco juxtaposes the following quotes as illustrative of the two poles of theories of interpretation:

    "What does the fish remind you of?"
    "Other fish."
    "And what do other fish remind you of?"
    "Other fish."
    (Catch-22)

    Hamlet: Do you see yonder cloud that's almost in the shape of a camel?
    Polonius: By th' mass, and 'tis like a camel indeed.
    Hamlet: Methinks it is like a weasel.
    Polonius: It is back'd like a weasel.
    Hamlet: Or like a whale?
    Polonius: Very like a whale.
    (Hamlet)
  • Bob Lee Swagger  23/02/2016 22:12
    Quem explora o trabalhador é o governo.

    Enquanto o empresário paga por serviços prestados, o governo cobra pelos serviços prestados.

    Além dos impostos cobrados sobre o trabalho, eles ainda confiscam a aposentadoria e fundo de garantia nos bancos públicos. Sem contar a extorção feita no imposto sindical.

    Falar de economia com os políticos é a mesma coisa que mandar um bêbado dirigir uma carreta de combustível.

  • Luiz Augusto  24/02/2016 12:53
    Artigos assim me dão ainda mais vontade de ímpeto de continuar na formação em Ciências Econômicas.

  • Alexandre  24/02/2016 14:24
    Desafio: vai explicar isso tudo pra um sindicalista.
    Duvido que o idiota mude de opinião.
  • Alberichi  24/02/2016 14:37
    Lindo artigo para que se possa adquirir um pouco mais de conhecimento e, por fim,conseguir formular uma opinião para futuros debates.

    Gostaria, se possível, de um esclarecimento.

    Visto que, você recebe o que foi estipulado pelo Estado e pelo seu empregador, à mão de obra de países como China, Vietnã, Indonésia, entre outros. Eles produzem o que foram contratados para produzir, sendo este produto com um valor estipulado X, vendido à este valor ou mais, quem o produziu recebe um valor Y onde se tem uma diferença abrangente do valor de oferta X. Enfim, nestes países onde diz-se ter mão-de-obra escrava, isto seria decorrente de quê?

    Agradeço a atenção desde já, peço desculpas se não for uma questão condizente com o artigo.
  • Emerson Luis  25/02/2016 09:52

    "Se o trabalho de um operário produziu, digamos, três pares de sapatos durante uma jornada de trabalho de doze horas, então o trabalhador tem o justo direito à propriedade dos três pares de sapatos produzidos pelo seu trabalho, de modo que ele poderia trocá-los pelos produtos que quisesse adquirir dos outros trabalhadores."

    Se for assim, então qual é a motivação para se empreender?

    O sujeito poupa seus recursos e/ou se endivida fazendo empréstimos para comprar ou alugar um galpão e máquinas, além de adquirir matéria-prima e contratar pessoas, enfrenta toda a enorme burocracia estatal e negocia com atacadistas e/ou varejistas e tenta muito gradualmente recuperar o que investiu (sem garantia).

    Todo esse trabalho e ele tem que dar 100% do montante para seus empregados? E ainda por cima adiantado e sem garantia de que vai receber o montante? O empreendedor tem que trabalhar de graça? Então por que empreender?

    Por que o empreendedor não merece uma recompensa por seu trabalho?

    (PS: Deve ser por isso que os marxistas costumam chamar apenas os empregados, em especial os de funções braçais, de "trabalhadores" - para negar que empregadores, autônomos e profissionais intelectuais também trabalham)

    * * *
  • Ze do FAz  25/02/2016 11:44
    Quem quiser um espaço de direita e liberal para discutir assuntos relevantes, basta acessar o bolhabrasil com br.

    Inclusive o Mises é sempre indicado lá pelos participantes.
  • Dam Herzog  26/02/2016 10:59
    Debate entre Karl Max e professor Ebeling onde Marx perde e foge. Ou "O socialismo é apanagio da violencia e é uma supertição.
    Achei ótimo o artigo. Claro que foi redigido por uma professor que se conhece pela didatica, concatenamento de ideias historicamente desenvolvido. Começa com Carl Menger perguntando ao Karl Max(Teoria do valor trabalho:(todo o trabalho produzido pelo empregado é dele, diz Max) o que ele entendia por valor. E afirmando que o valor é determinado pelos olhos de quem vê e dando exemplos valor do trabalho é subjetivo, o valor não é determinado pela quentidade de trabalho. Depois historicamente cita Eugen von Böhm-Bawerk, que pergunta:de onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados? E de onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores? A resposta esta na poupança (abstinência ao consumo presente).E ai explica sobre a criação da empresa e de seu equipamento, materia prima bruta e maquinário. Tudo as custas do empregador que conseguiu a poupança para o seu arriscado empreendimento que pode dar lucro ou prejuizo no futura. Também com recurso da poupança dá um adiantamento, sàlario, para os seus empregados,afim de os mesmos não terem de aguardarem a venda do produto no futuro, para receber o salário. O empregador é o motor na produção de riquezas, providenciando a poupança e assumindo todos os riscos. Marx ao contrario despreza a colaboração do empreendedor,ao desmerecer seu trabalho que ele valoriza como zero. Mais uma vez Marx foge e perde o debato com o professor Ebeling. MAIS MISES E ZERO MARX.











  • Andre Henrique  26/02/2016 12:55
    Tem outro ponto importante além dos listados no artigo:
    No exemplo do trabalhador que produziu 3 pares de sapatos durante a jornada, deve-se fazer a pergunta de quantos ele produziria nesse mesmo espaço de tempo caso não tivesse a disposição toda infra estrutura e maquinário disponibilizado pelo empresário/poupador... certamente sua produção seria infinitamente melhor.
  • Eric Henrique  26/02/2016 18:39
    Deturparam Marx!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    A desculpa colossal de todos os tempos.
  • Mateus  05/03/2016 16:46
    Penso que os empresários já governam e por isso está essa merda. Tráfico de influência, propina de cartéis de construtoras, Presença dos interesses dos latifundiários em detrimento da maioria. O caso Samarco está aí pra dizer como é um país governado para os interesses de grandes empresários. Essa lógica do empregador bonzinho que dá emprego para de fazer sentido quando uma empresa se torna muito poderosa, porque essa empresa terá poder suficiente para manipular a opinião pública e comprar pessoas influentes. Se isso já acontece hoje com Estado, imagina sem.
  • Professor  05/03/2016 19:21
    Você até identificou corretamente alguns problemas. Mas, como sempre, não apenas interpretou erroneamente causa e efeito, como ainda deu a entender que a solução é intensificar exatamente aquilo que causa todo esse problema.

    Artigo que aborda exatamente sua descoberta:

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    E sobre Samarco/Mariana:

    A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais
  • Marcelo  05/03/2016 19:22
    " Se isso já acontece hoje com Estado, imagina sem."

    Meu caro, a frase correta é: se isso acontece exatamente por causa do estado, imagine com ainda mais estado?

    Leia o link acima postado pelo Professor.
  • Rogério Sampaio  05/03/2016 19:26
    É incrível a eficiência da lavagem cerebral feita pelo estado no cérebro das pessoas (e ainda dizem que o estado é ineficiente...)

    As pessoas simplesmente foram condicionadas a ver o estado como um ente inócuo e solucionador de problemas, sendo que todos os problemas que elas percebem foram causados justamente pelo próprio estado.

    O estado causa problemas e as pessoas, perfeitamente doutrinadas, não apenas imaginam que o estado nada tem a ver com isso, como ainda clamam pelo estado para resolver os problemas causados pelo estado.

    Isso sim é saber operar com eficiência.
  • Mateus  05/03/2016 22:43
    Li os dois textos. Realmente faz bastante sentido. Seria interessante implementar esse modelo de forma piloto em alguma população. Li também sobre os tribunais privados. Realmente, hoje já se torna bem popular a figura do mediador, o que nada mais é do que uma espécie de tribunal privado que aparentemente já funciona bem.

    O Estado capitaliza o poder política e depois faz um leilão de capital com quem pagar mais, e pra isso vale tráfico de interesses, enriquecimento ilícito e financiamento de ideologias. Contudo, o Estado mínimo me preocupa no sentido de quanto poder as empresas podem adquirir através do monopólio. Uma única empresa que fornece água por exemplo, poderia impor suas vontades e seus preços, não comparecendo a julgamento e ignorar a opinião pública, e mesmo assim, todos terão que comprar água, pois é um bem essencial. Isso até que aparece alguém com os recursos necessários pra fazer frente a essa empresa, mas pode ser que esse concorrente nunca apareça.

    Acho bem legal e apoio as organizações comunitárias, essas organizações poderiam enfrentar os interesses de uma empresa injusta, mas não sei se seria suficiente.

    De qualquer forma esse liberalismo que é defendido aqui deve acontecer de uma forma ou outra, acredito que a tecnologia nos levará até isso. À medida que a tecnologia provoca uma disruptura, ultrapassando leis e burocracias do Estado, se consolidando, é mais um passo para o liberdade econômica pura, como o caso do Uber, por exemplo, que por sua utilidade tem vencido a burocracia de Estado.

    Haverá um tempo que teremos tantos aplicativos, tantas start-ups que o Estado se tornará obsoleto por si só. O que me preocupa nesse cenário, é o monopólio e o quanto de poder essas empresas podem acumular.


    Outro aspecto que gostaria de abordar é o fato de nem todas as pessoas estão no mesmo patamar de igualdade para competir. Algo precisa ser feito para que todos tenham as mesmas oportunidades. Se não for o Estado, alguém vai ter que fazer.

    Existe ainda um fator preocupante que são os bancos. A força deles é muito grande, principalmente por financiar estados inteiros. O fim do Estado nos libertaria dos bancos? Porque não faz sentido pra mim o bancos terem tanto poder. Eles nos garantem os "recursos do futuro" através de empréstimos e nos devolvem quase nada nos investimentos. O capitalismo incentiva o uso desse "dinheiro do futuro" o que não é ruim, porque é esse dinheiro do futuro que paga o trabalhador, mas está havendo um abuso disso.

    Pra mim parece difícil deixar a economia totalmente livre, porque isso poderia levar a um consumismo ainda maior, "dinheiro do futuro" em forma de empréstimos não é riqueza verdadeira, entraríamos numa situação que exista mais dinheiro do que efetivamente exista de recursos no planeta, se já nao vivemos isso. Claro que esse segmento pode ser transformado totalmente através da tecnologia, é o caso das moedas virtuais.

    O Base do Capitalismo é o crescimento constante do consumo, aonde vamos parar com isso? O Liberalismo aparentemente funcionaria como uma revolução de ideias e de princípios, mas se tivermos muitas pessoas desonestas como faria?

    Poderíamos incluir uma regulação mínima, mas aí abririamos espaço para o suborno novamente.
  • Gustavo Greco  21/03/2016 18:04
    Sou iniciante e por isso tenho uma dúvida.

    "Um indivíduo só irá abrir mão do seu consumo no presente se ele for suficientemente compensado com um ganho futuro que faça valer a pena abrir mão desse consumo e prazer no presente. Poupança é sacrifício e esse sacrifício tem de ser compensado."

    Juros e lucros podem ser considerados a mesma coisa?

  • Böhm  21/03/2016 18:15
    Sim.
  • Pobre Paulista  21/03/2016 18:20
    Não necessariamente. Pode ser considerado como sendo o lucro de uma alocação intertemporal correta do dinheiro. No entanto, chamamos de lucro a diferença entre o valor total investido e o valor total do resultado, todos medidos em um mesmo instante de tempo. Neste caso, não há lucro, pois o resultado trazido a qualquer período vai ser corrigido exatamente pela taxa de juros.
  • Dukan  24/03/2016 23:13
    Parabéns pelo artigo, texto claro e recado dado.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.