Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas


Uma visão da prosperidade
Pergunta rápida: você seria capaz de fabricar, sozinho, o computador (ou o tablet ou o smartphone) no qual você está lendo este artigo?  Você seria capaz de inventar e fabricar os milhares de componentes necessários para fabricar estes aparelhos?  Se sim, então você é um ser sobre-humano, dotado de invejáveis habilidades intelectuais, mecânicas e engenheiras.

Ainda assim, vale dizer que o ato de, literalmente, construir um computador (ou tablet ou smartphone) absolutamente do nada, sem utilizar um único componente "importado" — seja de outro país, seja do outro lado da rua —, seria um trágico desperdício de tempo.  Tal ato, muito provavelmente, exigiria de você vários anos de sua vida (se não todos), e, ao final, você teria construído algo tão tosco, desajeitado e de baixíssimo desempenho, que seria uma piada em relação a esta rápida, bonita e infinitamente mais capaz máquina que você está utilizando agora.

Você teria se esforçado imensamente, teria perdido anos da sua vida, e, ao final, não teria criado nada de útil.  Não teria criado valor para ninguém.

[N. do E.: Uma ilustração prática desta profundamente importante constatação é a deste homem que resolveu fabricar, do zero, um simples sanduíche.  Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar, ordenhou uma vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de extrair o mel do favo.  Além de demorado, o processo custou cerca de US$ 1.500 dólares. (E, a julgar pela reação dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).]

O fato de você estar utilizando este computador (ou tablet ou smartphone) significa, muito claramente, que você é um ardoroso defensor do livre comércio, ainda que você vocalmente não se manifeste desta maneira.  Sua vida sem o livre comércio seria horrivelmente desoladora.  Porém, graças à divisão do trabalho, que agora ocorre em escala global, você têm à sua disposição toda a abundância do mundo a preços continuamente em queda (a menos, é claro, que seu governo atrapalhe esse processo desvalorizando continuamente sua moeda e impondo tarifas de importação crescentes).

Há não mais do que 10 anos, o computador (ou tablet ou smartphone) no qual você está lendo este artigo seria classificado como um supercomputador (muito provavelmente seu modelo de tablet ou smartphone nem existia ainda), e seu preço certamente estaria na casa dos milhões de dólares.  Mas graças ao livre comércio, à divisão global do trabalho, e à interação de mercado entre os produtores especializados, é bem provável que o preço da sua atual máquina não ultrapasse os 200 dólares.

O único propósito

Pouco importa se o produto foi fabricado na cidade vizinha ou do outro lado do mundo: as importações são o único propósito de acordarmos cedo para ir trabalhar, produzir e ganhar dinheiro.  Você produz para poder consumir produtos bons e baratos.  E aquele produtor que fornecer o bem pode morar tanto na cidade vizinha ou no Vietnã.  Ao comprar produtos dele, você está importando.

Importações também são um sinal claro de riqueza.  Na prática, trocamos produtos ou serviços por outros produtos ou serviços (o dinheiro sendo apenas um meio de troca), de modo que, quanto mais produzimos, mais podemos importar. 

Por tudo isso, políticos que agem como se importações fossem deletérias para a economia e tentam restringi-las com tarifas de importação, cotas, ou desvalorizações cambiais estão, na prática, dizendo que devemos trabalhar e produzir, mas não podemos consumir.  Com efeito, eles querem que consumamos apenas os bens produzidos por aqueles que moram dentro das mesmas linhas imaginárias que nós, algo que, economicamente, não faz o mais mínimo sentido.  (Isso, é claro, na teoria; na prática, eles simplesmente recebem dinheiro do lobby da indústria nacional, que quer manter uma reserva de mercado, blindada da concorrência dos produtos estrangeiros).

Importações são um claro indicador da riqueza e pujança de uma nação.  Países ricos possuem altos volumes de importação; é exatamente nas economias pobres que as importações são baixas ou inexistentes.

E a explicação é lógica: quanto mais aberta é a economia de um país, quanto mais livres são seus cidadãos para adquirir bens importados, maior é o poder de compra de seus salários.  Por quê?  Porque os indivíduos que formam a economia de um país recebem um salário em troca de sua mão-de-obra; sendo assim, se as fronteiras do país são abertas para os bens e serviços produzidos em todos os pontos do globo — ou seja, o governo não proíbe, restringe ou tributa importações —, então, por definição, o poder de compra dos salários desses indivíduos alcança sua máxima capacidade.

Se as fronteiras do território dentro do qual você vive estão completamente abertas para todos os bens e serviços produzidos mundialmente, então você está na privilegiada situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo para atender às suas demandas.  Mais ainda: esses indivíduos talentosos estão concorrendo acirradamente entre eles para fornecer a você as melhores ofertas.

Nesse cenário, qualquer empresa nacional que eventualmente seja dominante em um determinado setor do mercado irá gradualmente perder seus lucros monopolistas graças à chegada de novos entrantes.  Não há como haver monopólio ou oligopólio se a concorrência é livre para vir de qualquer ponto do planeta.  Fronteiras abertas ao comércio naturalmente aceleram o processo por meio do qual o maior número possível de produtores globalmente talentosos se esforça vigorosamente para nos servir aos preços mais baixos possíveis.

Já se as fronteiras são fechadas, você vive em um estado de autarquia, podendo consumir apenas aquilo que você produz.  Suas opções são drasticamente reduzidas.  Os preços são maiores.  A indústria é ineficiente, pois não precisa se preocupar com a concorrência de estrangeiros.  A população nacional se torna refém do baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a contrapartida de uma prestação decente de serviços.  Por isso o padrão de vida em países de economia fechada é tão baixo.

Mas o principal argumento é outro

Veja, por exemplo, a pujança da Suíça, dos EUA, da Alemanha e dos países asiáticos que se abriram ao comércio (como Hong Kong, Cingapura, Taiwan etc.): a população desses países usufrui o privilégio de ter as pessoas mais talentosas ao redor do mundo concorrendo entre si para produzir e ofertar a ela produtos a preços baixos.  Países que são abertos ao comércio internacional têm todos os produtores mundiais ávidos para lhes fornecer bens e serviços de qualidade e a preços baixos.  Qual a melhor maneira de se aumentar o padrão de vida senão por meio da oferta abundante de bens e serviços a preços baixos?

Mas mesmo esta ampla variedade de bens e serviços que aumentam o poder de compra dos salários destas populações ainda não diz tudo sobre a real maravilha do livre comércio.  O que faz com que o livre comércio seja uma inquestionável maravilha é o fato de que ele maximiza a possibilidade de que nós, como indivíduos atuantes na economia, possamos nos dedicar exatamente ao tipo de trabalho que mais estimula nossos talentos individuais.

Óbvio: se nós podemos simplesmente importar aquilo que não somos bons em produzir, então somos livres para concentrar nossos esforços justamente naquelas áreas em que somos realmente bons.

Nos países que restringem o livre comércio, as pessoas são praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são mais bem produzidos por estrangeiros.  Sendo assim, tais pessoas acabam sendo obrigadas a desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade.  Uma pessoa boa em informática, por exemplo, acaba tendo de trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.  Engenheiros acabam virando operários de fábricas

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho, tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus talentos.  Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem.  Elas passam suas vidas sendo obrigadas a desempenhar várias atividades que não são do seu domínio.

Já em países que usufruem o livre comércio, as pessoas, justamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são boas. Seus cidadãos possuem uma miríade de opções de trabalho: eles podem ser financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.  Tão rica e com tamanha liberdade de comércio é a economia, que todos têm opções

Em países de economia aberta, o lazer é um dado da realidade.  As pessoas, ao não terem de perder tempo trabalhando naquilo em que não são boas, podem dedicar boa mais tempo a passatempos de luxo.  Quantas pessoas podem se dar ao luxo de se divertir luxuosamente em países como Myanmar, Zimbábue e Venezuela?

Isso nos leva à conclusão de que uma economia aberta é o caminho mais fácil para o aumento do padrão de vida.  Qual o sentido de laborar arduamente para fabricar algo em que você não é bom, se você pode simplesmente adquiri-lo, a preços baixos, de quem realmente é bom em fabricá-lo?

Ao contrário do que afirmam os protecionistas, os americanos, os suíços, os alemães, os cingapurianos, os honcongueses não são ricos apesar de serem abertos ao comércio estrangeiro; ao contrário, sua abertura ao comércio estrangeiro é a fonte essencial de sua espantosa riqueza.  Como as tarifas de importação destes países são, em geral, muito baixas, seus cidadãos são cada vez mais capazes de se dedicar àquelas profissões que dão vazão ao seu real talento.

Conclusão

Importações são a bênção que nos liberta de termos de trabalhar naquilo que odiamos.  Imagine, de novo, ser forçado a construir o computador (ou o tablet ou o smartphone) no qual você está lendo este artigo.  O simples ato de ter de fazer isso já empobreceria você.

Uma economia é simplesmente uma coleção de indivíduos, e cada indivíduo está em melhor situação econômica quando pode se especializar naquilo que faz melhor e, em decorrência disso, pode importar, ao menor preço possível, os bens de que necessita.

É a isso que se resume o livre comércio.  Sem ele, sua vida seria uma tragédia.

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Leia também:

"Criar empregos" não é o objetivo de uma economia sólida


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"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando  19/02/2016 13:31
    O autor defendendo os Americanos, que impoem pesadas tarifas de importação ao suco de laranja brasileiro, o que acaba me prejudicando!? Nossa, que legal, os EUA são justos demais, que exemplo para falar mal do Brasil aqui! SQN!
  • Meligeni  19/02/2016 14:38
    Do que você está falando, cidadão?

    Em qual trecho do artigo o autor demonstra defender as tarifas de importação do suco de laranja? Ele passa o artigo inteiro atacando protecionismo, e você vem aqui caluniosamente dizer que ele, na verdade, as defende?

    Realmente, o autor está preocupadíssimo em defender, perante um mundo atônito, as tarifas de importação sobre o suco de laranja brasileiro...

    A miséria intelectual da esquerda brasileira é sem fim. Por isso vocês jogaram o país nessa atual desgraça em que ele se encontra. E continuam se recusando a aprender o básico de economia.
  • rodrigo d.  19/02/2016 14:51
    A tarifa de proteção deles prejudica eles. Que terão de pagar mais para obter o mesmo suco produzido por lá.
  • Andre  19/02/2016 15:26
    "...Americanos, que impoem pesadas tarifas de importação ao suco de laranja brasileiro, o que acaba me prejudicando!".

    Eu não me sinto nem um pouco prejudicado pelo americanos imporem tarifas de importação ao suco de laranja brasileiro.
    Isso significa apenas que se eu quiser eu poderei comprar suco de laranja MAIS BARATO.
    Então na verdade eles estão nos beneficiando com essa medida.
    E estão prejudicando os americanos que terão que pagar mais caro por suco de laranja.

    Você por acaso é um produtor de suco de laranja?
    Pois esse á a única possibilidade que eu vejo de VOCÊ ter sido prejudicado por tal medida, mas não NÓS.

    Da forma como você fala faz parecer que TODOS (ou a maioria esmagadora...) os brasileiro produzem laranjas e estão tentando exportá-la para os EUA.

    Segundo sua lógica deformada o governo Brasileiro está NOS BENEFICIANDO por nos IMPEDIR de importar gasolina barata do exterior. Você realmente acredita nisso?

    Ou de outra forma, segundo sua lógica o governo brasileiro está prejudicando todos os não brasileiros ao dificultar a importação de gasolina barata. Mas pelo que sei apenas os produtores internacionais de gasolina e os brasileiros estão sendo prejudicados. Já TODAS as outras pessoas que não são brasileiras e não produzem gasolina estão podendo comprar mais gasolina por um preço menor.

    E aí, você produz laranjas ou é louco? Não há outra opção.
  • Anti-toupeira  21/02/2016 01:27
    Se você finge em ser bobão, conseguiu meu rapaz! Veio passar vergonha aqui.
    Impressionante a capacidade de dedução que essa gente maniqueísta tem.
  • anônimo  22/05/2016 22:50
    os EUA são o segundo maior comprador do suco de laranja brasileiro, logo após a União Europeia...tá se queixando do quê, cra pálida?
  • Conservador  19/02/2016 13:52
    Muito bom!
  • Roland Matt  19/02/2016 13:57
    Se não existisse a tendência ao déficit em conta corrente cavalar - no caso brasileiro - diria que o autor teria plena razão.
  • Lero  19/02/2016 14:39
    Ué, o que tem a ver "déficit em conta-corrente"?

    Eu tenho um déficit em conta-corrente (ou na balança comercial) com o restaurante em que almoço. E não estou em pior situação por causa disso.

    Qual o déficit na balança comercial entre São Paulo e Bahia? Entre o Morumbi e o Itaim-Bibi? Ninguém se preocupa com esses balanços simplesmente porque não existem agentes da alfândega monitorando tais trocas e, portanto, fazendo tais balanços.

    Ainda estou à espera de um -- um mísero -- argumento contra déficits em conta-corrente (ou na balança comercial). Todo mundo fala disso, e todo mundo dá por garantido que isso é ruim. Ninguém nunca explicou por quê.

    Na atual era do papel-moeda (dinheiro fiduciário), déficits comerciais são totalmente sem significado, pois o ouro já não mais é um "item de equilíbrio." Na verdade, não existe déficit no balanço de pagamentos.

    Todo o molho de argumentos protecionistas não passa de um tecido de falácias conspícuas. Eles demonstram uma completa ignorância da mais básica teoria econômica. Na verdade, alguns dos argumentos são quase que réplicas constrangedoras das alegações mais ridículas do mercantilismo.
  • Roland Matt  19/02/2016 15:23
    Vc consegue cobrir o seu déficit para com o restaurante com a sua renda, caso contrário, não estaria adquirindo os serviços prestados por eles. Ao menos que se endividasse.
    Os estados utilizam a mesma moeda em seus mercados internos, se qualquer um deles incorrer em elevados déficits comerciais, terá a sua dívida inflada.
    Défits em conta corrente são insignificantes?!!! Experimente detonar as sua reservas em dólar e tente comprar algo importado! A era do dinheiro fiduciário?! Tente, por exemplo importar óleo diesel e diga que irá pagar em R$!!!
  • Marcos  19/02/2016 15:56
    "Vc consegue cobrir o seu déficit para com o restaurante com a sua renda, caso contrário, não estaria adquirindo os serviços prestados por eles. Ao menos que se endividasse."

    Correto.

    "Os estados utilizam a mesma moeda em seus mercados internos, se qualquer um deles incorrer em elevados déficits comerciais, terá a sua dívida inflada."

    Não entendi. Se um restaurante de São Paulo importa vários acarajés da Bahia, o governo de São Paulo fica mais endividado?!

    "Défits em conta corrente são insignificantes?!!! Experimente detonar as sua reservas em dólar e tente comprar algo importado!"

    Por definição, sob um arranjo de câmbio flutuante, você não precisa de reservas para importar nada. Você precisa, isso sim, de trazer dólares, seja via exportação, seja via investimentos estrangeiros diretos (em títulos públicos ou na economia produtiva).

    Apenas países de economias totalmente destroçadas, e que não têm mais nenhuma atração para investidores estrangeiros (como a Venezuela), têm de recorrer a reservas para importar.

    "A era do dinheiro fiduciário?! Tente, por exemplo importar óleo diesel e diga que irá pagar em R$!!!"

    Não irei pagar em reais, mas irei trocar reais por dólar no mercado de câmbio ao preço vigente. Se ninguém aceitar trocar reais por dólar ao preço vigente, o câmbio sobe até finalmente chegar a um valor em que pelo menos um agente aceite trocar uma moeda pela outra.

    Isso não é teoria; é assim que realmente as coisas funcionam.
  • Roland Matt  19/02/2016 17:45
    No caso dos acarajés, se o restaurante não pagar ao fornecedor, ele não os receberá mais e não poderá comercializá-lo. Se a maioria dos estabelecimentos comerciais fecharem no vermelho em suas transações com outros estados o estado em questão fica comercialmente endividado e com meio circulante insuficiente, tendo que recorrer ao endividamento junto às instituições financeiras. Trata-se de uma dívida contábil que pode prejudicar o comércio, pois a maior parte dos estabelecimentos está em dívida com o resto do país.

    Boa parte dos dólares que entram via exportações, IED ou conta financeira vão parar no BC e são convertidos em R$. Interessante tocar nesse detalhe pois a maior parte do IED trata-se de aquisição de empresas nacionais por estrangeiros, o que leva à remessa futura de lucros e empréstimos inter companhia ao exterior elevando ainda mais o déficit em conta corrente. Os recursos que entram via conta financeira, em busca de aplicações em títulos públicos utilizam o tamanho do déficit em conta corrente para definir sob que taxa de juros eles aceitam adquirir os títulos, quanto mais elevado o déficit, mais alta é a taxa, ou seja, maior a dificuldade e o preço pago pela nação por aqueles recursos. Sem falar que em caso de abalo na economia internacional, eles podem sumir de uma hora para outra procurando aplicações em países mais seguros.

    Com relação ao diesel, isso se o mercado de câmbio tiver o volume monetário compatível com essa e outras tantas transações. Os superávits comerciais tendem a elevar o volume. Caso contrário terá que contar com os recursos oriundos dos investimentos em carteira que já dito, custam caríssimo. A consequência é a elevação do preço da moeda estrangeira como você explicou, mas a aquisição do bem a ser importado fica prejudicada, pois o preço sobe o volume cai e o mercado interno fica prejudicado.
  • Taxidermista  19/02/2016 16:12
    Conferir capítulo 4 do livro escrito pelo autor do artigo:

    www.regnery.com/books/popular-economics/
  • Andre  19/02/2016 15:10
    Muitos pequenos países desenvolvidos tem déficits em conta corrente e balança comercial e vivem muito bem com isso, a criação de valor é que importa, dólar é um problema criado por governos ruins de conta.
  • Dissidente Brasileiro  19/02/2016 15:06
    Ótimo artigo. Tirando a parte do supercomputador, o resto é excelente.

    Malditos canalhas da Receita que taxam tudo comprado pela Internet em 60% (fora o ICMS), se não fosse por vocês, minha geek life seria bem melhor. :-(
  • Rafael Isaacs  19/02/2016 15:29
    Tenho uma dúvida, se todos os países abrissem 100% suas economias pro mercado mundial, seria possível todos enriquecerem?
  • Andre  19/02/2016 16:39
    Em teoria sim, mas o caminho da riqueza não é uma receita de bolo a ser seguida, cada nação hoje declarada desenvolvida tem sua particularidade, algo que inovou em certo ponto da história, o inverso também procede.

    Pib per capta países em 1950: www.nationmaster.com/country-info/stats/Economy/GDP-per-capita-in-1950

    Mas invariavelmente todos países desenvolvidos tinham moeda forte e inflação baixa, itens que importação ajuda um bocado.
  • mauricio barbosa  19/02/2016 16:49
    Com certeza livre-mercado seria uma bênção para todos os consumidores deste mundo e acompanhado disso a supressão dos impostos em todo o mundo seria a glória para todos nós consumidores numa situação dessa você só seria miserável por opção ou seja só iria virar mendigo se quisesse pois o conceito de pobre ou rico é indiferente tais classificações só seria usada por agências de publicidade visando alocar a verba de propaganda para o público-alvo exemplo você nunca irá ver comercial de jatinhos particulares em um programa infantil em qualquer canal da TV brasileira quiça mundial e você verá tal anuncio(Jatinhos particulares)em uma revista especializada direcionada a milionários e grandes executivos,enfim no dia a dia você não iria mais ouvir falatórios tolos de diferenças de renda,fosso entre rico e pobre conceitos sem importâncias...
  • Renan Merlin  21/02/2016 09:29
    Sim.
    O Que o Brasil produz com boa qualidade? SOJA, AVIÃO, LARANJA, CAFÉ e AÇUCAR. O Que o Brasil produz ma qualidade? COMPUTADOR, CARRO, PERFUME e TELEVISÃO. Se ouvesse ausencia de protecionismo todo recurso brasileiro investido em computador, carro, perfume e televisão seria investido em soja, avião, laranha, cafe e açucar melhorando ainda mais a produção e qualidade desses produtos em troca teriamos computadores americanos, carro japones, perfume frances e televisão sul coreana. RESUMINDO TODO MUNDO FARIA O QUE SABE COM MELHOR QUALIDADE E QUEM NÃO FIZESSE ALGO DE QUALIDADE DEIXARIA PRA QUEM SABE FAZER
  • Wesley  19/02/2016 15:44
    Argumentos excelentes, mas politicamente tal medida é inviável no Brasil. Isso iria contra os interesses dos barões da FIESP e da CNI que financiam campanhas. Outro problema é que inicialmente geraria desemprego e politicos tem horror a isso. Além disso tem a luta contra a globalização e o ufanismo brasileiro estupido.
  • Pobre Paulista  19/02/2016 16:23
    Porquê inicialmente esta medida criaria desempregos?
  • Andre  19/02/2016 16:27
    "Porquê inicialmente esta medida criaria desempregos?".

    Por que empresas comandadas por incompetentes iriam falir já que não são capazes de competir com importados.
    Depois de algum tempo novas empresas surgiriam devido à maior pujança econômica.

    Mas o presente sempre tem uma importância maior que o futuro.
  • Pobre Paulista  19/02/2016 18:19
    Eu sei, André. A pergunta era meio retórica para o Wesley.
  • Claudio Andrade  19/02/2016 17:16
    Posso estar errado, é só uma opinião, mas vamos lá:

    Se as tarifas de importação fosse abolidas então a industria nacional já defasada seria engolida pelos importados, isso faria com que as empresas quebrassem e demitissem muitas pessoas antes de conseguir competir em pé de igualdade com os produtos e preços importados. Seria ótimo pra quem tem dinheiro, afinal o preço de tudo ia começar a cair.
  • Max Rockatansky  19/02/2016 17:44
    "Seria ótimo pra quem tem dinheiro, afinal o preço de tudo ia começar a cair"

    Se o "preço de tudo ia começar a cair", seria ótimo para quem tem dinheiro e, notadamente, para quem não tem dinheiro (ou tem menos dinheiro).
  • Leandro  19/02/2016 17:45
    FAQ sobre importações:

    1) "Digamos que o governo, de uma hora para outra, abrisse o mercado para o exterior e não praticasse nenhuma proteção contra importação. Quais os impactos teríamos?"

    Tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP.


    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se eu, por exemplo, prefiro comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria me proibir disso? Que mal estou fazendo?

    2) "Muitas empresas iriam a falência?"

    As ineficientes com certeza. E isso seria ótimo. Empresas ineficientes são deletérias para uma sociedade. Elas consomem recursos e não entregam valor. Elas, na prática, subtraem valor da sociedade. Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição de riqueza. (O mecanismo sinalizador que orienta todas as decisões e fornece os resultados é o sistema de preços).

    E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade.

    Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

    3) "Tarifas protecionistas protegem as empresas nacionais? Se sim, protegem-nas de quem?"

    Sim. Tarifas protecionistas protegem as empresas. Protegem de quem? Dos consumidores.

    4) "Como assim?"

    O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas palavras, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas, pelo governo, da vontade dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos).

    Protecionistas querem proteger as empresas ruins dos consumidores. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar da FIESP.

    Por que isso seria ético e moral?

    5) "Mas há indústrias eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo. Neste caso, seria o protecionismo aceitável?"

    Negativo.

    Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores.

    Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

    Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

    6) "O que deve ser feito?"

    O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a adoção de tarifas protecionistas e proibir consumidores de comprar os bens que quiserem.

    7) "Mas não seria importante haver algumas tarifas protecionistas para garantir o desenvolvimento das indústrias mais eficientes?"

    Em primeiro lugar, a ideia de se proteger os eficientes é um total contra-senso. Se é eficiente, não precisa de proteção; se é ineficiente, não merece a proteção.

    Ademais, sempre resta a pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram protecionismo o bastante?

    O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século -- atualmente, o Brasil continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo -- e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?
  • Taxidermista  19/02/2016 18:10
    Sobre protecionismo e importações, esses três textos são imprescindíveis:

    Qual o benefício de exportar mais do que importar?:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1517


    Descubra se você é um protecionista mercantilista:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1332


    Os empregos e as importações:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1084


    E vale lembrar Bastiat:

    "O protecionismo serve apenas para encarecer produtos, proteger poderosos contra a concorrência estrangeira, reduzir a acumulação de capital e solapar a divisão do trabalho. E o que é mais importante: os salários gerais, como demonstrado, não terão como ser elevados": O protecionismo pode elevar os salários?: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1426
  • Fernando  22/05/2016 22:36
    Caso acabassem as alíquotas das importações, inicialmente o preço das mercadorias iriam abaixar, algumas empresas quebrariam. Mas a moeda também é uma mercadoria, e a alta procura pelo dólar, para pagar as importações, iria produzir a desvalorização da moeda, até um ponto de equilíbrio, neste momento os preços iriam aumentar novamente. A sociedade iria ganhar com a maior qualidade dos produtos a sua disposição.
    As pessoas pensam que é mais importante ter um superavit na balança comercial de US$ 50 Bilhões(exportando 100 e importando 50) do que um déficit de 50 Bilhões(mais exportando 450 Bilhões e importando 500 Bilhões). O volume comercializado é mais importante que o saldo dele resultante.
  • Andre  19/02/2016 16:25
    "Outro problema é que inicialmente geraria desemprego e politicos tem horror a isso.".

    Não acho que politicos tenham horror a desemprego.
    Se assim fosse eles aboliriam o salário minimo e todas as outras leis trabalhistas.
    Além de desburocratizarem toda a economia para que hajam mais empresa contratando todo mundo.

    Acho que eles tem horror à perda de popularidade.
    E o povão sempre passa a ter raiva do politico que fizer qualquer coisa que eles percebam que causou desemprego.

    Lembrando que a "percepção" do povão é distorcida pela ignorância do mesmo.
    Por isso o povão não é capaz de perceber que a CLT causa desemprego.
  • Wesley  20/02/2016 08:17
    E qual politico vai querer enfrentar os sindicatos? Só o fato do governo falar em reforma da previdência já está correndo o risco de perda de apoio politico e retaliações. Qual politico vai enfrentar os pelegos da CUT e CTB que possuem poder politico enorme? Obviamente os politicos tem horror ao desemprego porque o mesmo é um indicador de popularidade, e qual político vai querer ser associado ao desemprego? Se ele fizer a abertura econômica vai quebrar as empresas ineficientes que empregam parte considerável da população. Num pais socialista como o nosso, o povo quer que o governo resolva tudo e nao quer resolver nada individualmente. Qual político vai querer uma massa de desempregados o culpando por ter tirado o emprego deles? Voce acha que eles vao querer saber se depois empresas vao investir no Brasil e o emprego vai aumentar? A não ser que ele não pretenda se candidatar a nada posteriormente e consiga poder politico para quebrar as pernas dos sindicatos e barões da CNI, nenhum político vai abrir a economia. Para um povo que não tem o mínimo de interesse em entender como o seu próprio país funciona e sequer conhece seus direitos e ainda acha que existe serviço gratuito, é claro que é um povo condenado a ser espoliado para sempre.
  • Renato Arcon Gaio  19/02/2016 16:32
    Outro problema é que inicialmente geraria desemprego e politicos tem horror a isso

    Errado

    Com as fronteiras abertas e sem imposição para a importação virá empresas estrangeiras que iriam produzir dentro do país, precisando assim de mão de obra local e para isso iria contratar as pessoas, caso as mesmas não possuírem qualificação a empresa irá treiná-los e assim fazendo com que as pessoas tenham um nível de conhecimento ótimo. Veja quanto benefício do foi gerado simplesmente por abrir as fronteiras. Quem gera emprego é o mercado e não políticos.

    Abraços
  • Wesley  20/02/2016 08:33
    Sim, mas antes as empresas ineficientes irão falir e muitas pessoas perderão o emprego. Para novas empresas entrar aqui e empregar essas pessoas, levaria um certo tempo. Mas como desemprego assusta as pessoas, quem elas vão culpar por perder o emprego? Sim, os politicos. E como eles só pensam em se reeleger, obviamente não vão querer queimar o filme deles, desempregando mesmo que temporariamente uma parcela considerável da população. Ainda tem o poder político dos barões da CNI e dos sindicatos que não permitirão que isso ocorra. Também concordo com a abertura, mas ela nao vai acontecer. Para haver uma abertura econômica, somente se houvesse uma forte pressão internacional com boicote aos produtos brasileiros caso se recusem a abrir, ou se a população se organizasse e boicotassem os produtos da CNI e os politicos que se recusarem a abrir a economia. Mas ambas as alternativas sao muito improváveis de acontecer. Abraços!
  • Andre  19/02/2016 15:46
    "Tenho uma dúvida, se todos os países abrissem 100% suas economias pro mercado mundial, seria possível todos enriquecerem?".

    Sim, todos enriqueceriam com isso.
  • Henrique  19/02/2016 16:13
    Amigos, saiu artigo na Revista Piauí de que o Brasil poderá declarar moratória em sua dívida num futuro próximo. Alguém aqui vislumbra essa possibilidade?


    Abraços
  • Ernesto Mello  19/02/2016 16:49
    Economia fechada resulta em acomodação do setor produtivo que não sofre pressão de concorrentes. É um golpe letal na inovação e no aumento da produtividade, fatores essenciais na geração de riqueza.
  • Marazul  19/02/2016 17:52
    Pergunta bobinha: o que aconteceria se o brasil adotasse o dólar como moeda corrente e adotasse a paridade de 1 por 1 e não abrisse mão disso eternamente?
  • Off Topic  19/02/2016 18:45
    VEJAM O QUE O ESTADO É CAPAZ DE FAZER:

    www.oantagonista.com/posts/e-fantastico
  • Leandro  19/02/2016 18:46
    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321
  • anônimo  19/02/2016 18:54
    Que bacana, meu caro!
  • Rogerio  19/02/2016 19:04
    Seja ser engraçado, as vezes recebemos produtos em casa que a tributação seja ser o mesmo valor do produto, em alguns casos compro la fora pelo simples fato que no Brasil as coisas são tributadas tão fortemente que até chegar nas minhas mãos já estão custando 3 vezes o valor original. Simplesmente não temos opção ou pagamos imposto abusivos ou pagamos.
  • Andre Cavalcante  19/02/2016 20:28
    Engraçado como o esquerdista não completa o pensamento, olha só:

    pensamento estatista
    "se o governo abrir o país às importações, como quer o articulista, então os importados vão entrar com tudo (leia-se produtos mais baratos) e falir a indústria nacional"

    completando o pensamento
    "hora, se os produtos importados vão ficar mais baratos para o consumidor final, porque eles não ficariam mais baratos também para a indústria? Ora, se os produtos ficarem mais baratos, a indústria vai comprar mais barato os insumos, os computadores etc., e poderá produzir então produtos mais baratos, podendo, então ou aumentar a sua margem de lucro, ou vender mais produtos. Logo, abir as importações é bom para a indústria. Em um prazo mais longo, se torna mais vantajoso produzir aqui, o que significa que, paradoxalmente, um lugar que libera importações tende a ser, no longo prazo, um lugar com forte capacidade de exportação."

  • Marazul  19/02/2016 21:29
    Pergunta bobinha: o que aconteceria se o brasil adotasse o dólar como moeda corrente e adotasse a paridade de 1 por 1 e não abrisse mão disso eternamente?
  • Leandro  19/02/2016 21:49
    Seja mais específico: você está dizendo que, hoje, com o dólar acima de 4 reais, o governo simplesmente determinaria que cada real vale um dólar? Tamanha sobrevalorização do real é tecnicamente impossível.

    O que pode acontecer, isso sim, é o governo anunciar uma data específica para a transição (por exemplo, dia 1º de julho, igual ocorreu com o Plano Real), e, quando esta data chegar, o dólar passa a circular valendo exatamente o câmbio do dia anterior.

    Aí, sim, não há nada de mais: todos os planos de estabilização que envolvem a implantação de um câmbio fixo via Currency Board, de um câmbio atrelado (como foi o Plano Real), ou de uma troca de moeda são feitos exatamente assim.
  • Palpiteiro  19/02/2016 22:43
    Leandro,

    Se o governo permitisse a circulação de outras moedas no Brasil, essa aproximação cambial poderia ocorrer de maneira menos dolorosa?
  • Leandro  20/02/2016 02:32
    A teoria indica e a prática comprova que sim.

    Foi o que ocorreu no Peru.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089
  • Mariva  20/02/2016 01:10
    Prq paises avançados iriam tributar importados se eles só importam materia prima pra produzir bens para a exportação? É obvio que paises ricos nao precisam taxar importados. Ja paises subdesenvolvidos precisam proteger os empregos na sua industria nacional e sem taxações as empresas nacionais nao suportariam a concorrência mesmo pq as empresas mais fortes praticam dumping.
  • Terminator  20/02/2016 01:36
    "Prq paises avançados iriam tributar importados se eles só importam materia prima pra produzir bens para a exportação?"

    Oi? EUA e Europa praticamente não importam matéria-prima da China. Eles importam, isso sim, bens de consumo final.

    Informe-se minimamente, cidadão.

    "É obvio que paises ricos nao precisam taxar importados."

    Eu, hein? Que lógica é essa?

    Países ricos, cuja população é rica, não precisam pagar sobretaxa. Já países pobres, cuja população é pobre, tem de pagar sobretaxa?

    Ricos não precisam pagar sobretaxa; já os pobres devem pagar sobretaxa.

    Nunca vi um argumento mais anti-pobre e regressivo do que esse. Para você, quanto mais rico, menos ele deve pagar de sobretaxa.

    "Ja paises subdesenvolvidos precisam proteger os empregos na sua industria nacional e sem taxações as empresas nacionais nao suportariam a concorrência[...]"

    Tradução: os barões do setor industrial, por motivo de tara ideológica sua, devem ser protegidos pelo governo e usufruir eternamente uma reserva de mercado, obtendo altíssimos e incontestáveis lucros. São a única classe econômica que deve ter privilégios e ser blindada da concorrência.

    Já os pobres que se fodam: eles devem ser obrigados a continuar dando seu escasso dinheiro para a FIESP.

    Esse tal Mariva é o sujeito mais anti-pobre que já vi.
  • Andre  20/02/2016 13:47
    "É obvio que paises ricos nao precisam taxar importados.".

    Eles ficaram ricos justamente por não taxarem importados.

    Mas se você acredita nisso recomendo que pare de "importar" produtos produzidos por terceiros e produza TUDO que você precisa.
    Se sua teoria estiver correta logo logo você será a pessoa mais rica do mundo.
  • Maravilhado  20/02/2016 02:30
    Essa notícia é espetacular. Quando há uma falha de mercado, quem se beneficia é o consumidor.

    Frete de contêiner da China é mais barato que motoboy de SP para Campinas

    O valor do frete marítimo de contêineres entre a Ásia e o Brasil está até 85% mais baixo que o de 2014. É o menor da história da navegação entre os país, segundo o maior operador de navios no país, a Maersk.

    O preço de US$ 75 dólares apurado pela Folha junto a operadores portuários para trazer um contêiner de 40 pés de Hong Kong para o porto de Santos (SP), o maior do Brasil, [...] é mais baixo que enviar por Sedex, serviço de entrega do Correios, uma caixa cúbica de 60 centímetros, com três quilos dentro, de São Paulo a Brasília (R$ 337, segundo o site da empresa).

    O preço baixo é gerado por uma distorção no mercado. As companhias de navegação aumentaram a capacidade dos navios que fazem linhas entre a Ásia e com o Mercosul, apostando no aumento do fluxo de comércio entre as duas regiões, registrado a partir da década passada. Mas a brusca queda de demanda nos países do bloco sulamericano por importados gerou uma gigantesca ociosidade nos navios, levando à redução drástica dos preços.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1741053-frete-de-conteiner-da-china-e-mais-barato-que-motoboy-de-sp-para-campinas.shtml
  • mauricio barbosa  20/02/2016 10:35
    Não é falha de mercado meu caro isso se chama lei da oferta e demanda,agora quem investiu no boom das commodities importadas pela China sabia o risco que estava correndo,aliás qualquer empreendedor sensato sabe o risco que está correndo,agora os protecionistas(Barões da fiesp financiadores de campanha)não querem saber de correr riscos e nós consumidores é que somos penalizados por estas pragas(Políticos e empresários protecionistas financiadores de campanha).
    Portanto isso não é falha de mercado pode ter certeza.
  • Fernando  20/02/2016 12:08
    A questão principal são as cadeias produtivas. Isso é muito mais importante do que importar alguma coisa pronta.

    O aço estava sendo importado em grande quantidade. Com esse dólar alto, o preço do aço deve disparar. Provavelmente, o Jorge Gerdal vai se dar bem e agradecer aos amigos do PT.

    Sempre tem interesses dentros do governo.
  • Fernando  20/02/2016 12:21
    A coisa mais engraçada é ver os economistas de fachada reclamando dos preços baixos das commodities. Isso é bizarro !

    Não é possível que algum consumidor reclame de excesso de oferta. Quanto mais barata forem as commodities, mais pessoas serão beneficiadas.

    Como alguém pode reclamar que está pagando muito pouco por alguma coisa ?
  • Wesley  20/02/2016 20:14
    Acho que você precisa pensar mais um pouco. Se o preço das commodities cai, os barões do agronegócio e da indústria nacional vão lucrar menos e obviamente o governo vai arrecadar menos. Isso é ruim para o governo e o baronato e bom para os consumidores dos países que nao tem economias fechadas, pois vão ter o produto a um preço mais barato e em maior abundancia. Mas esses ditos economistas só olham para o interesse do governo e do baronato, então obviamente eles vão achar ruim a queda dos preços das commodities. Essa gente está se lixando para os consumidores, pois eles acham correto que os brasileiros sejam obrigados a comprar as porcarias nacionais e que os produtos importados baratos e melhores sejam proibidos de circularem por aqui. Só queria entender o motivo real dessa gente apoiar essas medidas, pois penso se eles querem agradar o baronato para ganhar um bom salario e apoio financeiro ou se acreditam mesmo nessas teorias idiotas. Na primeira hipótese, mostra que eles são malandrões, pois essa é uma forma deles conseguirem ganhar dinheiro e uma estratégia compreensível do ponto de vista intelectual, apesar de ser péssima para a população. Se eles acreditam mesmo nessas teorias, isso mostra que eles são intelectualmente desprezíveis, pois nao conseguem compreender as nuances da realidade e correlacioná-las com a teoria deles.
  • rl  21/02/2016 10:22
    O protecionismo tem que ser entendido do ponto de vista político. Do ponto de vista do liberalismo ingênuo (que presume, por postulado, que a paz e boa-fé são o estado natural da humanidade, em outras palavras, que o problema da política não precisa ser resolvido) é claro que o comércio livre irrestrito é sempre superior.

    No ponto de vista político, começam a surgir questões como "o que impede o país vizinho de envenenar a comida que vende para mim", "o que eu faço se minha economia ficar criticamente dependente de um produto importado e o meu vizinho ameaçar um embargo para fazer exigências", "que indústrias eu posso terceirizar sem ser prejudicado se amanhã meu vizinho entrar em guerra contra mim" são mais relevantes.

    Se quisermos resolver esse tipo de questão só com livre-mercado seremos forçados a entrar em mecanismos hipotéticos como os inventados pelos anarco-capitalistas: seguro-contra-guerra, seguro-contra-embargo, etc.
  • sm  21/02/2016 15:02
    Por essa sua lógica impecável, Hong Kong, Cingapura e vários países asiáticos devem viver sob constante estado de pavor: lá, não apenas não tem cultivo nenhum de alimentos, como até mesmo a água é importada.

    E, no entanto, estranhamente ninguém quis envenená-los.

    Sabe por quê? Porque capitalistas são esquisitos: eles sabem que é muito mais lucrativo vender continuamente para clientes do que matá-los.

    É cada comediante que cai de pára-quedas aqui...
  • Andre  21/02/2016 15:50
    "o que impede o país vizinho de envenenar a comida que vende para mim".

    Isso era pra ser uma piada?
  • Gunnar  29/02/2016 10:01
    ""o que impede o país vizinho de envenenar a comida que vende para mim"" - O que impede os monopolistas protegidos pelo governo (ou o proprio governo) de envenenar a comida que vendem para mim?
  • Tarantino  21/02/2016 13:51
    Desculpem-me se minha pergunta é idiota (não entendo nada de economia, estou tentando aprender, rs).

    Vamos supor que, devido à abertura das importações, os insumos adquiridos por uma fábrica nacional tenham um custo menor; sendo assim, o custo final para o consumidor será também menor, o que melhoraria as vendas. Mas será que o aumento nas vendas compensaria alguma diminuição da margem de lucro da fábrica, levando-se em conta que os salários dos funcionários de tal fábrica não sofressem diminuição? Ou a margem de lucro continuaria a mesma justamente por causa dos insumos mais baratos, mesmo com a redução do preço final? No caso da diminuição da margem de lucro, isso não se refletiria no salário dos empregados gerando queda no poder aquisitivo?
    Mais uma questão: Se por acaso uma determinada fábrica começar a vender seus produtos no Brasil a um preço abaixo do custo para conquistar mercado e quebrar os concorrentes, subindo os preços após algum tempo, como o WalMart faz nos EUA quando abre uma filial em alguma cidade, seria essa prática válida, mesmo que o consumidor fosse beneficiado?

    Agradeço a atenção, e a cada dia que passa aumenta a minha admiração pelo IMB.
  • Scorsese  21/02/2016 15:42
    "Mas será que o aumento nas vendas compensaria alguma diminuição da margem de lucro da fábrica, levando-se em conta que os salários dos funcionários de tal fábrica não sofressem diminuição?"

    Não entendi. Você está dizendo que margens de lucro altas são um direito natural e que jamais devem ser alteradas?

    Redução das margens de lucro em decorrência da entrada de novos concorrentes é a própria essência do livre mercado.

    "No caso da diminuição da margem de lucro, isso não se refletiria no salário dos empregados gerando queda no poder aquisitivo?"

    Empregados da indústria de máquinas de escrever sofreram uma brutal redução salarial após a "invasão" dos computadores no mercado. Empregados da indústria de carroças sofreram uma brutal redução salarial após a invasão dos automóveis. Empregados da indústria de velas sofreram uma brutal redução salarial após a invasão das lâmpadas elétricas.

    "Se por acaso uma determinada fábrica começar a vender seus produtos no Brasil a um preço abaixo do custo para conquistar mercado e quebrar os concorrentes, subindo os preços após algum tempo, como o WalMart faz nos EUA quando abre uma filial em alguma cidade, seria essa prática válida, mesmo que o consumidor fosse beneficiado?"

    Isso não existe. Nenhuma empresa "venda abaixo de custo" para conquistar mercado e em seguida sobe os preços. A empresa pode, isso sim, vender a preços baixos, mas não abaixo de custo.

    E o motivo é simples: Apenas imagine que você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    Por outro lado, tal prática pode sim ser muito viável em um mercado totalmente regulado e protegido pelo governo, no qual não existe liberdade de entrada para a concorrência. Mas aí, neste caso, obviamente não temos uma falha de mercado, mas sim protecionismo estatal. Em um mercado assim, no qual o que vale é a amizade com políticos, qualquer incapaz prospera.

    Agora, respondendo mais diretamente à sua pergunta, caso este cenário inédito realmente aconteça, então os consumidores têm de agradecer este generosidade: se há um idiota vendendo para mim a preços abaixo de custo, então pode ter a certeza que eu irei me aproveitar ao máximo dessa gentileza.
  • Tarantino  21/02/2016 19:37
    Scorsese, primeiramente obrigado pelos esclarecimentos.

    "Não entendi. Você está dizendo que margens de lucro altas são um direito natural e que jamais devem ser alteradas?"
    A minha dúvida é a seguinte: Será que os empresários concordariam em diminuir seus lucros, ou demitiriam funcionários para diminuir os custos e manter os lucros anteriores? Pessoalmente, se eu fosse um empresário, preferiria ganhar menos mas continuar ganhando do que perder mercado por não querer baixar as margens de lucro.

    "Empregados da indústria de máquinas de escrever sofreram uma brutal redução salarial após a "invasão" dos computadores no mercado. Empregados da indústria de carroças sofreram uma brutal redução salarial após a invasão dos automóveis. Empregados da indústria de velas sofreram uma brutal redução salarial após a invasão das lâmpadas elétricas."
    Concordo 100%, a evolução cria novas modalidades de emprego, mas refiro-me não à evolução, mas sim, como a diminuição das margens de luco das empresas afetaria o salário dos funcionários.

    Na questão do WalMart, concordo com suas colocações, mas isso acontece lá nos EUA, principalmente em cidades pequenas, onde o a rede canibaliza os preços para matar a concorrência. Meu amigo já trabalhou no WalMart logo que se mudou para lá, e disse que quando abrem uma nova filial em alguma cidade pequena, realmente vendem temporariamente abaixo do custo, e rapidamente matam o comércio local. Talvez eles tenham cacife para fazer isso. Mas para ser sincero, não sei até que ponto essa história é verdadeira, pois contraria a lógica. Por outro lado, meu amigo que mora nos EUA não teria porque inventar isso, ainda mais que ele trabalhava no recebimento de mercadorias e sabia quanto as coisas custavam.

    Obrigado novamente pelos ensinamentos.
  • Coppola  22/02/2016 02:54
    "Será que os empresários concordariam em diminuir seus lucros, ou demitiriam funcionários para diminuir os custos e manter os lucros anteriores?"

    É possível cortar mão-de-obra e, ainda assim, manter lucros?

    Ora, se sim, então esse empresário errou lá no início. Por que ele inchou a folha de pagamento se, com um número menor de empregados, ele manteria o mesmo lucro? Não faz sentido isso.

    Empresas não são instituições de caridade.

    "Pessoalmente, se eu fosse um empresário, preferiria ganhar menos mas continuar ganhando do que perder mercado por não querer baixar as margens de lucro."

    Ou seja, você acabou de concluir que, no livre mercado, preços caem e o intuito é conquistar o consumidor.

    "Concordo 100%, a evolução cria novas modalidades de emprego, mas refiro-me não à evolução, mas sim, como a diminuição das margens de luco das empresas afetaria o salário dos funcionários."

    Se a margem de lucro diminui, há várias causas. Se há várias causas, há várias soluções. Pode-se, por exemplo, cortar custos junto a fornecedores. Ou então cortar custos com frivolidades (como ar condicionado, conta de luz, viagens pagas, hospedagens em hotéis chiques para funcionários etc.).

    Já reduzir salários em um mercado altamente competitivo é fulminante: você perde os melhores cérebros e a melhor mão-de-obra, justamente em um momento em que você mais precisa dela (pois o mercado se tornou altamente concorrente). Não é apenas não é uma solução inteligente, como também -- e de novo -- isso não se verifica na prática.

    "Na questão do WalMart, concordo com suas colocações, mas isso acontece lá nos EUA, principalmente em cidades pequenas, onde o a rede canibaliza os preços para matar a concorrência. Meu amigo já trabalhou no WalMart logo que se mudou para lá, e disse que quando abrem uma nova filial em alguma cidade pequena, realmente vendem temporariamente abaixo do custo, e rapidamente matam o comércio local. Talvez eles tenham cacife para fazer isso. Mas para ser sincero, não sei até que ponto essa história é verdadeira, pois contraria a lógica. [...]"

    Lamento lhe trazer para a realidade, mas seu amigo mentiu para você.

    Não quero aqui especular por que ele fez isso -- talvez ele tenha querido impressionar ou então denegrir a imagem de seu ex-empregador (isso é bem comum, principalmente entre brasileiros) --, mas o relato dele é mentiroso. O Wal-Mart, tendo acionistas a quem prestar contas, simplesmente não pode se dar ao luxo de voluntariamente sair operando com prejuízo.

    O Wal-Mart, isso sim, vende barato (pois são duros na negociação e consegue preços bons de seus fornecedores), mas eles não vendem a prejuízo. E nem precisam. Seus preços normalmente já são menores que os da concorrência, a qual, justamente por não conseguir preços menores de seus fornecedores, não consegue concorrer com o Wal-Mart.

    É sempre bom tomar cuidado com fofocas. No mínimo, vale verificar se a coisa faz sentido em termos puramente econômico-administrativos.
  • Andre Cavalcante  22/02/2016 12:53
    Srs. Cineastas...

    Vocês estão perdidos em relação à questão central aqui, que foi colocada já na primeira mensagem do Tarantino. Vamos ver se consigo arrumar...


    "Desculpem-me se minha pergunta é idiota (não entendo nada de economia, estou tentando aprender, rs)."

    É quase idiota sim, mas não fique chateado, todos já passamos por isso. Basta continuar lendo os artigos do IMB que você se libertará destas idiotices que incutiram na gente deste tenra idade :).


    "Vamos supor que, devido à abertura das importações, os insumos adquiridos por uma fábrica nacional tenham um custo menor;

    Começou bem, pois é isso mesmo que aconteceria...


    "...sendo assim, o custo final para o consumidor será também menor, o que melhoraria as vendas."

    Melhoria nas vendas.. Huuummm! Isso tá muito bom pra todo mundo, correto?


    "Mas será que o aumento nas vendas compensaria alguma diminuição da margem de lucro da fábrica, levando-se em conta que os salários dos funcionários de tal fábrica não sofressem diminuição?[/i]

    Ooops! SE há uma diminuição dos custos de produção (leia-se diminuição do custos com os insumos) e um aumento nas vendas, não há como a margem de lucro diminuir. Logo:


    "Ou a margem de lucro continuaria a mesma justamente por causa dos insumos mais baratos, mesmo com a redução do preço final?

    Parcialmente correto. A tendência é uma apreciação da moeda e um aumento na margem de lucro.


    "No caso da diminuição da margem de lucro, isso não se refletiria no salário dos empregados gerando queda no poder aquisitivo?"

    Como visto acima, isso não seria possível no cenário elencado. Mas, a bem da discussão, vamos supor que a empresa tenha um problema e a margem de lucro caia. Isso, obviamente, se reflete nos salários pagos, porque os salários vem da margem de lucro. Mas, como é caro ficar demitindo e contratando, as empresas, em geral, só demitem como última manobra. Mas note, a empresa demite não é para aumentar o lucro, mas porque está descapitalizada e tem que começar tudo de novo, se reestruturando (em geral, por falha na alocação do recursos, ou erro na produção)


    "Mais uma questão: Se por acaso uma determinada fábrica começar a vender seus produtos no Brasil a um preço abaixo do custo para conquistar mercado e quebrar os concorrentes, subindo os preços após algum tempo, como o WalMart faz nos EUA quando abre uma filial em alguma cidade, seria essa prática válida, mesmo que o consumidor fosse beneficiado?"

    Ora se o consumidor é beneficiado, então a prática é válida. Se a empresa subir os preços depois de praticar isso, só vai acontecer uma coisa: vai perder clientes, seja porque os clientes param de comprar porque não aguentam a subida dos preços, seja porque outros concorrentes se aproveitam dessa subida e ganham mercado. E não, o Walmart não faz este tipo de prática. O que eles tem é uma prática de preços agressivos (para baixo), mas nunca menor que o custo, e o marketing deles é também muito agressivo, o que ajuda a conquistar o mercado.


    "Agradeço a atenção, e a cada dia que passa aumenta a minha admiração pelo IMB."

    Abraços
  • Tarantino  23/02/2016 02:15
    Valeu, Andre Cavalcante!

    Rs, não tenho vergonha de fazer perguntas idiotas, afinal de contas, todos somos idiotas em alguma coisa...

    Melhor fazer uma pergunta cretina agora do que passar vergonha depois...fraz parte do aprendizado.

    Gosto de citar uma frase do John Wayne: "Fale baixo, fale devagar e não fale besteira"
  • Pedro  21/02/2016 15:35
    Parabéns pelo excelente artigo. Minha humilde opinião que no final é o brasileiro que sofre com as altas tributações e cada vez mais nosso poder de compra diminui.

    continue compartilhando seus pensamentos, gostei muito do texto.
  • Bob Lee Swagger  21/02/2016 15:39
    A Venezuela vai quebrar de vez e sem volta. O Maduro desvalorizou a moeda em 35% na semana passada. Ele também está aumentando o salário mínimo em 30%. Sem contar o estado de excessão declarado sem apoio do congresso.

    Agora a Venezuela vai matar o povo de fome. O Maduro tomou mais medidas inflacionárias no país com mais inflação no mundo.

    É por isso que a esquerda não merece respeito e precisa ser combatida sem misericórdia.

    O comunismo da Venezuela só vai acabar quando houver guerra.
  • Pobre Paulista  21/02/2016 20:15
    Ué, ele não foi "democraticamente eleito"? Então agora tome.

    Burro tem que pastar. Não estou nem aí para a Venezuela.
  • Bob Lee Swagger  21/02/2016 21:58
    Beleza então Liberteen !
  • Pedro  22/02/2016 11:25
    Pobre Paulista,

    Estamos esperando tu participação no bolha alternativo.

    Clica no meu link que acessar.

    Abraço!
  • Atylla  21/02/2016 19:03
    Leandro, lendo o seu artigo, Obama o terror dos Keneysianos:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=470

    -Na época o desemprego estava em 10% no EUA, hoje esta em 5%, essa taxa pode durar muito tempo? -O BC não pode elevar as taxas de juros como antes e esta com bilhões em caixa, grandes empresas podem se aproveitar dessa situação e ficar rolando a dívida por décadas como os governos fazem?
  • Leandro  21/02/2016 23:48
    "Na época o desemprego estava em 10% no EUA, hoje esta em 5%, essa taxa pode durar muito tempo?"

    Há dois fatores que não podem ser negligenciados:

    1) A partir de 2008, a taxa de participação da população civil na força de trabalho começou a despencar, e hoje caiu ao mesmo nível da década de 1970.

    research.stlouisfed.org/fred2/series/CIVPART

    Ou seja, há menos gente procurando emprego e mais gente se aposentando (a População Economicamente Ativa está diminuindo em termos percentuais). Menos gente procurando emprego e mais gente se aposentando pressiona para baixo as estatísticas de desemprego.

    2) O incrível fortalecimento do dólar é um fenômeno que não pode ser ignorado. Como sempre explicado por este site, moeda forte significa economia forte. Se a moeda se fortalece, a economia vai junto.

    Enquanto esses dois fatores perdurarem, o desemprego tende a continuar baixo.

    "O BC não pode elevar as taxas de juros como antes e esta com bilhões em caixa, grandes empresas podem se aproveitar dessa situação e ficar rolando a dívida por décadas como os governos fazem?"

    É possível. As grandes empresas, que têm bom histórico de crédito, estão nadando de braçada.
  • Alex Ranauro  22/02/2016 14:44
    O Brasil não abre sua fronteiras ao livre comércio internacional porque isso não significa só a concorrência entre industrias mas principalmente entre governos. Na verdade o protecionismo não é direcionado às industrias nacionais, ou aos trabalhadores, mas ao próprio governo. O governo na verdade está se protegendo quanto a sua atual forma de governar. As industrias nacionais não conseguem competir com as internacionais porque têm que pagar pesados impostos e taxas burocráticas para sustentar o atual sistema. Se os impostos de importação fossem zerados, todas as industrias nacionais iriam falir porque não teriam como competir com empresas que tivesses governos mais eficientes. Desta forma, a única forma de abrir o livre comercio internacional no Brasil sem desencadear uma quebradeira geral é o governo se tornar mais eficiente, com menos impostos e menos burocracia; isso permitiria a competitividade das empresas nacionais após a abertura. Pressupondo isso, iremos chegar a conclusão que o governo não está preocupado com o bem estar dos seus cidadãos, mas em escravizá-los; se fecha ao mercado internacional para não competir com outros governos e poder continuar a viver no luxo pela exploração de seus cidadãos que trabalham mais e usufruem menos porque parte de sua riqueza é confiscada. Resumindo, o Brasil não se abre para o comércio internacional porque o governo não quer abrir mão de explorar seu povo.
  • Andre  22/02/2016 16:04
    "Resumindo, o Brasil não se abre para o comércio internacional porque o governo não quer abrir mão de explorar seu povo.".

    Governos com economias mais abertas arrecadam MUITO MAIS EM IMPOSTOS de seus povos.

    Mas assim como a maioria da população, a maioria dos políticos é burra demais para perceber que abrir fronteiras aumentaria a arrecadação e não diminuiria.

    Além disso os políticos não possuem como único objetivo maximizar a arrecadação.
    Cada político é guiado por alguma ideologia, e ele está disposto a sacrificar a arrecadação em prol da mesma.
  • Alex Ranauro  23/02/2016 13:07
    A arrecadação aumenta com um livre mercado, mas há uma questão temporal. O governo teria que deixar de arrecadar/explorar agora, para arrecadar mais no futuro. Estamos fala de alguns anos. Só que governos mudam, e o atual está preocupado em ter o máximo de vantagem até o momento em que perder o poder. Para abrir o mercado internacional, na minha opinião: 1) o Brasil teria que diminuir gastos e impostos, ou seja, diminuir a arrecadação e a quantidade de pessoas dependentes do estado; 2) a empresas seriam mais competitivas; 3) abriria-se o mercado; 4) a riqueza cresceria; 5) a arrecadação aumentaria apesar das alíquotas dos impostos continuarem baixas porque a riqueza de forma geral aumentaria.

    Se a abertura for feita sem diminuir a interferência do estado na economia nenhuma empresa nacional sobreviveria, e se isso acontecer o governo não conseguiria se manter; ou seja, o governo atual está se protegendo e não abre mão de explorar a população em seu benefício.

    Quando o governo parar de explorar as pessoas elas estarão livres para produzir o máximo de riqueza que conseguirem; ou não, é claro, e isso se chama liberdade; mas no geral, as pessoas lutam para alcançar o maior de padrão de vida que conseguirem.

  • Andre Cavalcante  23/02/2016 21:05
    Olá Alex Ranauro 23/02/2016 13:07:23,

    "A arrecadação aumenta com um livre mercado, mas há uma questão temporal. ..."

    "...
    Se a abertura for feita sem diminuir a interferência do estado na economia nenhuma empresa nacional sobreviveria, e se isso acontecer o governo não conseguiria se manter;"

    Porque nenhuma empresa nacional sobreviveria? Por causa da enxurrada de importados? E com que dinheiro o brasileiro compraria tais produtos, mais especificamente, com que dólares faríamos as importações, em detrimento da indústria nacional? Sim, porque para se ter dólares, temos que vender algo em troca dos dólares... Mais ainda, como pagaria por serviços se não forem oferecidos localmente, como manicure, corte de cabelos, estacionamentos etc.?

    Esse é o problema com argumentos deste tipo - parecem que estão levando em conta a dinamicidade do processo, mas é tudo superficial. Se abrir as importações, claro várias empresas vão sentir, mas não todas e nem de todos os setores da economia. Os setores menos sujeitos aos importados, os setores de serviço e os primários tem todas as condições de promover uma economia robusta durante qualquer eventual transição.

    Então, não! não é preciso que o governo primeiro faça o seu dever de casa e diminua impostos e gastos ainda com mais intensidade. Na verdade é bom que nem faça nada. Abra os portos brasileiros às importações que o chororô da indústria já iria fazer o necessário para apressar as tais reformas tributárias para diminuir impostos e as reformas estruturais para deixar o Brasil mais competitivo (diminuir os gastos do governo, aumentar os investimentos da iniciativa privada, melhorar as leis trabalhistas, ambientais etc.)


    "... ou seja, o governo atual está se protegendo e não abre mão de explorar a população em seu benefício.

    descobriu a pólvora!!!!
    Achar que esse pessoal faz qualquer coisa pensando no bem do país é de uma ingenuidade...

    Abraços
  • Alex Ranauro  24/02/2016 13:54
    Oi André Cavalcante, não sei se estou errado, mas parece que você concorda comigo:

    "Abra os portos brasileiros às importações que o chororô da indústria já iria fazer o necessário para apressar as tais reformas tributárias para diminuir impostos"

    Ora, o governo nunca vai abrir as importações porque não quer escutar chororô da industria e ser obrigado a diminuir impostos. É a população quem tem que "perceber" que o estado não é "bonzinho" e exigir reformas tributárias, diminuição de impostos e a consequente possibilidade de abertura do mercado internacional.

    A politica é um jogo. Na prática, abrindo o mercado de forma abrupta, sem a diminuição dos impostos, haveria quebradeira e desemprego; isso seria uma excelente jogada esquerdista, do tipo: - viu, a gente abriu o mercado e todo mundo perdeu o emprego; os liberais estão errados; vamos voltar a ser como antes!!! E a população vai bater palmas contra o "imperialismo internacional". Na política todo cuidado é pouco.

    "Porque nenhuma empresa nacional sobreviveria? Por causa da enxurrada de importados?"
    Na minha opinião, como escrevi, nenhuma empresa sobreviveria porque não tem como competir com as empresas internacionais com essa elevada carga tributária e intervenção governamental.

    "Achar que esse pessoal faz qualquer coisa pensando no bem do país é de uma ingenuidade..."
    Concordo. Na verdade é essa ingenuidade que permitiu a ascensão do socialismo no mundo e continua mantendo politicas socialistas no Brasil.
  • Wesley  23/02/2016 00:06
    Não é só isso. Os barões da CNI financiam campanhas e pagam propinas. Os politicos trabalham para essa gente e portanto jamais farão algo para prejudicar aqueles que os financiam. Portanto o protecionismo se deve em maior medida a barganha dos barões e do risco risco de perda de popularidade em decorrência do desemprego.
  • Sandro Lima  22/02/2016 17:57
    Sou contra o protecionismo, mas liberar de vez também,
    Seguindo a sua lógica, é pedir pra todo brasileiro virar plantador de cana, café etc...

    Acho válido um certo protecionismo, por um determinado período, mas o problema, é que aqui, quando se tem a proteção, todos se acomodam e vendem somente para a dona Maria e o seu João(reserva de mercado).
    Não existe um setor de pesquisa e desenvolvimento por parte do setor privado brasileiro(se tem, deve ser pequeno, e também desconheço). Daí já se tira muita coisa...

    O protecionismo mais injusto que existe, é o protecionismo sobre produtos que não produzimos, além de encarecer e muitas das vezes inviabilizar processos que dependem do insumo, não temos a quem recorrer no mercado interno, ou quando temos, é de péssima qualidade devido a 'fatia de mercado'...



  • Serpa  22/02/2016 18:02
    Seu primeiro parágrafo está em completa contradição com o seu segundo parágrafo.

    No mais, se você é a favor de "algum protecionismo", diga-nos: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321
  • Henrique  22/02/2016 20:15
    Pessoal, por que a confecção do sanduíche citado como exemplo sairia cerca 1,500 dólares? Abs
  • Meirelles  22/02/2016 20:20
    Porque foi esse o valor gasto pelo sujeito que tentou fazer um sanduíche por conta própria. Era só clicar no link e ver o vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=URvWSsAgtJE
  • Felipe Lange S. B. S.  23/02/2016 12:22
    "Já se as fronteiras são fechadas, você vive em um estado de autarquia, podendo consumir apenas aquilo que você produz. Suas opções são drasticamente reduzidas. Os preços são maiores. A indústria é ineficiente, pois não precisa se preocupar com a concorrência de estrangeiros. A população nacional se torna refém do baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a contrapartida de uma prestação decente de serviços. Por isso o padrão de vida em países de economia fechada é tão baixo."

    Esse é o Brasil. País onde não se pode importar livremente nem dos outros países do Mercusul, de modo que fiquemos totalmente refém das corporações parasitárias que fazem lobby sempre que quiserem. Não existe nenhum governo corajoso o suficiente para abrir o mercado às importações.
  • Emerson Luis  24/02/2016 10:54

    "Quantas pessoas podem se dar ao luxo de se divertir luxuosamente em países como Myanmar, Zimbábue e Venezuela?"

    Quantas exatamente não sei dizer. Mas tenho certeza de que são relativamente poucas e de alguma forma ligadas ao governo. Viva a igualdade "uns mais iguais do que os outros"!

    * * *
  • Suellen  02/03/2016 16:34
    Muito bom!
  • Luana  24/05/2016 15:27
    Muito se fala sobre importação, exportação, taxas abusivas, reserva de mercado e tal.
    Já fui chamada de alienada, mas não estou nem aí.
    Enquanto as pessoas estiverem interessadas, apenas em poder, pelo poder, não acredito que o mundo tenha jeito.
    O único sujeito que se diz comunista e quer viver num país comunista, é o governante, pois ele se beneficia da pobreza do povo. (isso faz com que ele não seja comunista, apenas opressor, se realmente fosse, viveria na mesma miséria da sua população).
    Quando um produto é feito num país e exportado pela metade do preço praticado nesse país, aí tem coisa muito errada.
    Novamente acho que o problema são as pessoas, e não adianta dizer que é "culpa do governo". Mentira, é culpa das pessoas.
    Qualquer político, antes de ser eleito pela primeira vez, é uma pessoa do povo, apenas encontrou uma ótima forma de manipular e levar algum tipo de vantagem sobre outras pessoas.
    Então, se você perguntar para a maioria das pessoas que você conhece e não estão na política:
    O que você faria se estivesse lá?
    Provavelmente a resposta seria:
    Eu iria roubar também, se eles fazem isso, por que eu não poderia?
    Está aí a mentalidade, que faz esse mundo, principalmente o Brasil (digo isso porque moro aqui, lá fora, talvez seja igual ou diferente, não sei) ser o que é.
    Mentalidade aproveitadora.
    E quem é que elege esse sujeito?
    Outra pessoa que acredita que vai se beneficiar das ações dessa mentalidade que foi eleita.
    E vamos trabalhar porque é o único jeito de viver dignamente.
  • Faby Goncalves  19/08/2016 21:51
    Diversas vezes fui taxada em importar kits de maquiagem, coisa pouca, preço baixo, e mesmo
    assim me taxaram, o Brasil precisa mesmo evoluir nessa questão.


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