Não existe um político “solucionador de problemas” - soluções requerem liberdade, e não planejamento

"Precisamos de um político com experiência em resolver problemas!"           

Isso é o que dizem sempre que a economia do país vai mal e a insatisfação com o governo vigente está aumentando.  Para aparentar imparcialidade, normalmente não se especifica o nome de nenhum político; apenas diz-se que é necessário ter alguém no comando com grande experiência administrativa e com um histórico de "solucionador de problemas".

Isso é bem conveniente e faz com que vários políticos se apresentem como tal.  Claro; qual candidato não quer ser conhecido como "alguém que faz"?

Quando entrevistados, tais políticos sempre dão a entender que estão perfeitamente capacitados para resolver todos os problemas sociais e econômicos vivenciados pelo país. As "soluções" sempre vêm em slogans e frases de efeito. Parece que cada vez mais pessoas desejam ser liberadas daquilo que Friedrich Hayek descreve em O Caminho da Servidão como "a necessidade de resolver nossos próprios problemas econômicos e [...] as escolhas amargas que isso frequentemente envolve".

Pedindo para ser enganado

Mas será que um sistema econômico próspero depende de eleger um presidente que seja um solucionador de problemas?  Qual a ideia de conclamar "nossos líderes" a mentir para nós, fingindo que sabem tudo e que são capazes de resolver ordenadamente todos os problemas?  

Quem defende a ideia de que "temos de eleger solucionadores de problemas" está, na prática, dizendo que devemos servir como instrumentos que os políticos utilizam para alcançar seus fins; devemos ser servos para todos os fins que "nossos líderes" escolheram para nós.

A questão é que o foco na resolução de problemas por meios políticos é uma postura inconsistente com uma economia de mercado. Em um artigo intitulado "Let a Billion Flowers Bloom", o economista George Gilder explica que resolver problemas pode ser uma tarefa infindável e infrutífera:

A primeira grande regra de um empreendimento é "não resolva problemas". Busque oportunidades. Problemas são infinitos e se multiplicam continuamente. Quando você os resolve, apenas volta para o ponto de partida. Governos são especialistas em criar problemas para, em seguida, generosamente tentarem resolvê-los para as pessoas — criando, nesse processo, problemas ainda mais sérios e mais sistêmicos.

Por outro lado, quando buscamos oportunidades, aí sim permitimos um processo de descoberta que irá, automaticamente, resolver problemas.

Descobertas no escuro

Imagine que você está subindo por uma escadaria no escuro. A luz ambiente permite apenas visualizar o próximo degrau à sua frente. Assim que você dá seu primeiro passo, a luz cai sobre o próximo degrau à sua frente. A cada degrau surge um próximo degrau, uma nova possibilidade. Mas você não consegue ver ou responder a essas possibilidades até que tenha subido o degrau à sua frente. A partir do primeiro degrau, você não pode ver o topo da escadaria. Na verdade, a partir do degrau no qual você se encontra agora, você não pode ver nem mesmo três degraus adiante.

Naturalmente, há muitas ocasiões nas quais nos sentimos desconfortáveis com este processo de surgimento de oportunidades. Candidatos políticos tentam amenizar nossos medos e manter a ilusão de que podem ver toda a escadaria, do primeiro ao último degrau. Não podem. Desde a perspectiva que ocupam agora, sua visão, assim como a nossa, é limitada.

Não se dá crédito a quem não merece

Todo político "solucionador de problemas" promete criar empregos.  Mas desde quando políticos criam empregos?  Quem realmente cria empregos?  

Mais ainda: quem é capaz de prever quais empregos são realmente necessários?

Aqueles milhões de indivíduos que estavam empregados nas fazendas no século XIX saberiam prever que seus descendentes estariam empregados em fábricas de automóveis e siderúrgicas? Poderiam aqueles que estavam empregados nas fábricas de automóveis imaginar que seus filhos e netos escreveriam programas computacionais?

Algum político poderia prever essa dinâmica?

Se as pessoas daquela época exigissem que políticos criassem e mantivessem empregos, estaríamos até hoje vivendo no campo, à luz de velas, vivendo da agricultura de subsistência, comenda mandioca e alface.

Ou então, considere o seguinte: em 1800, de acordo com o escritor científico Matt Ridley em seu livro The Rational Optimist, um trabalhador médio tinha de trabalhar durante seis horas para ganhar dinheiro suficiente para pagar por uma hora de luz de uma vela de sebo. Hoje, um trabalhador médio em país desenvolvido paga por uma hora de iluminação interna com meio segundo de trabalho.

Algum político ou presidente resolveu o problema do alto custo da iluminação interna? Não. Tanto as lâmpadas quanto a eletricidade confiável surgiram da concorrência entre empreendedores que perceberam uma ampla necessidade da população e, consequentemente, tentaram satisfazê-la no mercado.

Não houve decretos ou ordens de políticos.  Houve apenas a espontaneidade do mercado.

O progresso não ocorre por meio de decretos políticos, de regulamentações, e de ordens burocráticas. O progresso é um fenômeno que surge de acordo com demandas e necessidades dos consumidores.  Acima de tudo, é um fenômeno que ocorre de acordo com o ambiente à sua volta.  Se não houver compulsão e coerção, e se houver liberdade empreendedorial para que indivíduos possam colocar suas idéias a serviço das demandas, o progresso ocorrerá.

A crença de que líderes políticos "solucionadores de problemas" podem impulsionar o progresso por meio de decretos e de "coordenação política" significa, na prática, apoiar o uso da força para impulsionar a produtividade.  É assim na Coréia do Norte.

A energia humana, quando forçada e coagida, é exaurida. Aqueles que são capazes de criar valor para os outros são impedidos de fazê-lo quando são compelidos e coagidos.

Todos os dias, cidadãos comuns e empreendedores buscam oportunidades. Ninguém controla a miríade de decisões e ações descentralizadas que, ao longo do percurso, resolvem os problemas.  Por tudo isso, não precisamos de "solucionadores de problemas"que nos digam qual é o seu mirabolante "plano vencedor".

Queremos, isso sim, que planejadores e "solucionadores de problemas" simplesmente saiam da nossa frente.


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SOBRE O AUTOR

Barry Brownstein
é professor emérito de economia na Universidade de Baltimore e autor do livro The Inner-Work of Leadership.



"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Taxidermista  18/02/2016 14:38
    Vale ler em conjunto com aquele do Kel Kelly:

    "Políticos podem melhorar nossas vidas?":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=794
  • FL  18/02/2016 14:43
    O título deste artigo podia ser "Muito ajuda quem não atrapalha"
  • Robinson Luis  19/02/2016 01:11
    Boa essa,gostei.E aqui no Brasil o que mais tem é gente para atrapalhar.
  • Mr Citan  18/02/2016 16:04
    Lembrei dos seguidores do Bolsonaro. :D
  • anônimo  18/02/2016 16:32
    Sim, mas também lembra os seguidores de Lula (q foram sendo arregimentados desde 1980).
  • Luiz Eduardo  20/02/2016 02:42
    E principalmente Donald Trump.
  • Felipe R  21/02/2016 09:18
    1 - Se eu me candidatar, com a promessa de redução de impostos e regulação, você votaria em mim?
    2 - Você acredita que é possível mudar o sistema de dentro para fora?


    obs: não estou dizendo que o Jair fará uma "liberalização" da economia.
  • anônimo  21/02/2016 16:57
    Afinal, o estado vai ser reduzido (ou ser destruído) sozinho, sem necessitar de políticos mais liberais e de direita.

    Mauricio Macri que o diga.
  • anônimo  27/02/2016 14:44
    Bolsonaro é muito mais liberal do que eu imaginava
    https://www.youtube.com/watch?v=OQWRWVGv5hY
    https://www.youtube.com/watch?v=WxU1VNtRv90
  • Andre Henrique  18/02/2016 17:37
    Tenho um desejo quase sádico de ver políticos, principalmente os figurões, trabalhando numa empresa privada... imagino que a maioria não duraria alguns meses e trariam resultados inferiores a muitos estagiários (peço perdão aos estagiários ela comparação aos políticos).
  • Andre  19/02/2016 20:45
    Eles não estariam na privada?
  • Luan  18/02/2016 19:16
    Como levar mais liberdade pras regiões mais pobres (as que mais precisam de liberdade/capitalismo para se desenvolverem, ex: Nordeste) ???
  • Andre Henrique  19/02/2016 09:40
    Parando de dar auxílio isso, auxílio aquilo, auxílio do caralho a 4. No momento que pararem de ganhar o peixe e aprenderem a pescar sua liberdade aumenta pois não dependerão mais de ngm.
    Essa linha de raciocínio serve para todas regiões do Brasil e não somente NE.
  • Marazul  18/02/2016 19:54
    Pergunta bobinha: o que aconteceria se o brasil adotasse o dólar como moeda corrente e adotasse a paridade de 1 por 1 e não abrisse mão disso eternamente?
  • Antonio  18/02/2016 20:21
    Há uma obra escrita por Laurence J. Peter e Raymond Hull com o título: Todo mundo é incompetente, inclusive você - onde o autor discorre sobre a ciência da hierarquiologia e o princípio de Peter. Gostaria de citar um breve trecho que faz referência ao texto em questão. Em sua pág. 67-67 no seu Relatório Preliminar, o autor descreve o seguinte:
    Em qualquer crise econômica ou política uma coisa é certa. Muitos especialistas eruditos recomendarão muitos remédios diferentes.
    O orçamento não consegue equilibrar-se: A. diz "Aumente os impostos", mas B. clama "Reduza os impostos". Os investidores estrangeiros estão perdendo a confiança na moeda: C. aconselha que se restrinja o crédito, enquanto D. advoga a inflação.
    Há quebra-quebra nas ruas. E. propõe subsidiar os pobres; F. deseja incentivar os ricos.
    Potência estrangeira faz um estardalhaço de ameaças. G. propõe: "Vamos enfrentá-la, mas H. aconselha "É melhor dialogar".
    Por que a Confusão? O autor aponta 3 fatores que se relacionam com a incompetência, a saber:
    1) Muitos especialistas, na realidade, atingiram seu nível de incompetência: seus conselhos são disparatados ou irrelevante.
    2) Alguns têm teorias perfeitas, mas são incapazes de pô-las em ação.
    3) De qualquer forma, nem as propostas sensatas nem as absurdas podem ser levadas a efeito, porque a maquinaria do governo é uma vasta série de hierarquias desengrenadas, crivadas de incompetência de ponta a ponta.

    Na pág. 71, o autor aponta precisamente onde se dá essa incompetência no Executivo, enumerando assim: repartições públicas, departamentos, divisões, agências e escritórios do governo nos níveis nacional, regional e local. Tudo, da polícia às forças armadas, se constitui em hierarquias rígidas de empregados assalariados, todas necessariamente crivadas de incompetentes, que não podem realizar o trabalho existente, não podem ser promovidos, mas também não podem ser removidos.
  • Fernando  18/02/2016 22:03
    O povo ainda não entendeu que os políticos formaram a maior organização criminosa do país.

    Eu aposto que o PCC não rouba 1% do dinheiro que some dos cofres públicos.
  • Eduardo  19/02/2016 09:01
    Alternativas
    ( ) A maioria é burra
    ( ) A maioria é acomodada
    ( ) A maioria é malandra
    ( ) A maioria é masoquista
    ( ) Todas e outras absurdas alternativas estão corretas
  • Fernando  20/02/2016 11:53
    A maioria é masoquista. O povo gosta de sofrer nas mãos dos comunistas.
  • anônimo  21/02/2016 22:18
    Masoquista nada, são muito é espertos.Querem mamar nas tetas do governo e mandar a conta pros outros pagarem.
  • Klaus  19/02/2016 18:30
    Há alguns meses tenho acompanhado os artigos do site e concordo com o que tem sido escrito. Já li alguns livros e isso abriu e muito minha mente. Não tenho formação econômica. Muitas vezes tenho receio de comentar aqui por conta das respostas secas que alguns recebem. Entendo que é por causa da impaciência de explicar a mesma coisa várias vezes. Bom, pondo isso de lado vou postar uma dúvida que talvez já tenha sido respondida num artigo ou mesmo em comentários de outros artigos, mas não encontrei:

    - Suponhamos que o governo deixe de cobrar impostos e todas as relações fiquem a cargo das pessoas, ou seja, elas mesmas resolverão seus problemas. Um dos problemas mais triviais que posso mencionar é o lixo na rua. Vamos dizer que eu more num daqueles bairros onde as casas são geminadas de duas em duas. Ou seja, minha casa é "pregada" na do vizinho da esquerda, daí tem um espaço entre ele e o outro vizinho, que tem sua casa "pregada" na do vizinho da esquerda e assim sucessivamente até acabar a quadra. Eu tenho na minha calçada uma árvore. A calçada é minha, logo a árvore que eu plantei também é. Um dos vizinhos decidiu que seria bom comprar um caminhão para recolher o lixo do bairro e cobra R$ 10,00 por casa, por mês, para recolher diariamente o lixo das ruas. Eu decido não pagar. Eu mesmo recolho o meu lixo. Mas minha árvore solta folhas na rua que o vento leva para a frente de outras casas. Ou seja, meu lixo acaba indo para a casa de outras pessoas que pagam o serviço do cara da caçamba. Os vizinhos acham injusto que eu não pague. Mas eu afirmo que não vou pagar e pronto e quem quiser que limpe o lixo da frente da sua casa (mesmo que seja o lixo gerado pela minha árvore). E aí? Qual seria a forma ideal de lidar com esse problema?

    Agradeço aos amigos a oportunidade de comentar e, de antemão, agradeço também as respostas.
  • Maria Brandauer  19/02/2016 18:45
    Essa sua dúvida é até bem simples.

    Você está sujando a propriedade alheia. Ponto.

    Sendo assim, você tem de ou indenizá-los de acordo ou interromper imediatamente sua sujeira.

    Caso não o faça, isso configura agressão à propriedade privada. Logo, você terá de ser interpelado judicialmente.
  • Klaus  19/02/2016 19:00
    OK, entendi. Então apareceria a figura da justiça para resolver o problema. Agora imagina quantos vizinhos no mesmo bairro teriam a mesma postura que eu, principalmente aqui na nossa sociedade que boa parte das pessoas não está nem aí quando abre uma bala e joga o papel na rua. Nesse caso, a "máquina" judiciária não seria enorme tal e qual o governo hoje? E como seria paga essa "máquina" judiciária?
  • Mikaelson   19/02/2016 19:31
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93

    Agora veja que curioso: você está citando problemas que, segundo você próprio, são bem mais brandos do que os que existem hoje. E, ainda assim, sua maior objeção é que esses problemas que você imaginou "saturariam" o sistema judiciário de pendengas triviais.

    Que sonho viver em um mundo assim.
  • Klaus  19/02/2016 19:55
    Mikaelson - ótimo artigo! Clareou e muito. Acho que nós, que estamos acostumados a sermos "progetidos" (na verdade roubados) pelo Governo, estamos numa espécie de matrix. Acordar, de fato, é difícil. Eu estou lendo os artigos do site há um tempo e acompanhando os comentários. Mas quando tento juntar tudo na mente para argumentar com alguém ainda é complicado. Parece que quem está na "matrix" ainda tem argumentos sólidos. hehe. Mas com o tempo criarei as sinapses devidas para ligar todos os pontos.

    No caso em questão, seria bem melhor comprar uma caçamba e oferecer o serviço a R$ 9,00. Quem sabe eu limparia a minha casa e também a dos outros e ainda ganharia um troco.
  • Coeficiente 100%  19/02/2016 19:32
    "nossa sociedade que boa parte das pessoas não está nem aí quando abre uma bala e joga o papel na rua"

    Vc já se perguntou o pq disso? Pq a rua "é de todo mundo", logo, "não é de ninguém".
  • Klaus  19/02/2016 19:59
    Pois é, eu ia comentar isso na resposta que forneci ao "Mikaelson". Mas como o amigo levantou o ponto, irei comentar aqui, com minha mente ainda "adormecida". Me enxergue como o Morfeu olhando para o Neo quando ele acorda na nave e diz: "meus olhos tão doendo"...

    :)

    No exemplo que eu propus, eu estava limpando minha calçada e as minhas folhas estavam sujando a calçada dos outros (propriedade privada), bem como a rua (propriedade pública) e o serviço de limpeza (feito por R$ 10,00 por mês) tinha como princípio limpar também a rua, mas eu não quis pagar por ele. Isso leva ao seguinte ponto: como ficaria essa questão da limpeza pública? Praças, ruas, etc. Certamente esse serviço seria feito por alguém, mas como ele seria pago? E se alguém não quisesse pagar (achando que estaria pagando uma espécie de imposto)?
  • Coeficiente 100%  19/02/2016 20:16
    "como ficaria essa questão da limpeza pública? Praças, ruas, etc":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=973


    "E se alguém não quisesse pagar (achando que estaria pagando uma espécie de imposto)?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795
  • Coeficiente 100%  19/02/2016 19:36
  • Marco Danas  19/02/2016 19:30
    O cidadão precisa se conscientizar de que: primeiramente a classe política defenderá os interesses dos grupos (bancos, conglomerados empresariais, empreiteiras etc.) que os financiaram e os ajudaram a chegar ao poder, em seguida defenderão os interesses do seu partido e terão de apoiar as decisões impostas pelos caciques e mandatários (presidente do partido e associados tais como: pastores, líderes de movimentos sociais etc.); depois defenderão seus interesses particulares e de seus apaniguados e finalmente, de acordo com as suas convicções pessoais, religião, orientação política, dentre outras, que um político pensará em tentar solucionar os problemas mais simples da comunidade que o elegeu, desde que as demandas populares sejam garantias de futuros votos e não desagrade a base aliada e tampouco a oposição.
    Nenhum cidadão por mais altruísta que seja, coloca os interesses de terceiros acima dos seus, assim ninguém se candidata a cargo eletivo por benevolência, e a partir do momento que o cidadão entra no jogo político todas as suas convicções se evaporam e a única meta a ser alcançada é o enriquecimento ilícito via corrupção e tráfico de influências.
  • Palpiteiro  19/02/2016 22:37
    "Se não houver compulsão e coerção, e se houver liberdade empreendedorial para que indivíduos possam colocar suas idéias à serviço das demandas, o progresso ocorrerá"

    Sugerindo correção: "a serviço".

    Título do artigo: Não existe um político "solucionador de problemas" - soluções requerem liberdade, e não planejamento

    Sugestão 2: Não existe um político "solucionador de problemas" - soluções requerem liberdade, e não planejamento CENTRAL.

    A solução de muitos problemas passa necessariamente por planejamentos (não me refiro ao estatal).

  • Mariva  20/02/2016 00:57
    Politica virou mercadoria. No mundo todo os politicos sao financiados/comprados pelos mais ricos pra depois governarem a seu favor. É por isso que os ricos estao cada dia mais ricos. Capitalismo é isso, pagou levou.
  • Terminator  20/02/2016 01:41
    Ué!

    Mas você, justamente neste comentário aqui, disse claramente que políticos devem sim garantir uma reserva de mercado para os grandes barões do setor industrial!

    E agora você vem criticar que "políticos são financiados/comprados pelos mais ricos pra depois governarem a seu favor"?

    Ora, você é o mais vocal defensor deste arranjo. Como você pode criticá-lo?

    Nunca vi um cidadão se contradizer tão espetacularmente em apenas duas participações. Bateu todos os recordes de auto-humilhação.
  • Thiago Teixeira  20/02/2016 04:20
    Top.

    Queremo um solucionador de problemas,

    ou milhões de buscadores (e geradores) de oportunidades?
  • Emerson Luis  24/02/2016 10:47

    "Precisamos políticos com preparo e disposição para (1) deixar de causar problemas, (2) diminuir as obstruções estatais e (3) permitir que a própria sociedade solucione suas questões!"

    * * *


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