O filme “A Grande Aposta” e os mercados - os reais culpados tiveram um passe livre
Mas há algo de diferente ao retratar especuladores como heróis
Já estreou no Netflix "A Grande Aposta" (The Big Short), baseado no livro homônimo de Michael Lewis sobre a crise financeira de 2008.  O filme é ao mesmo tempo excelente e terrível.

Em termos de narrativa sobre uma bolha financeira, e de todas as manias que ela gera, o filme é espetacular.  Mas em termos de analisar as reais causas dessa bolha ou mesmo de apresentar um caminho para soluções futuras, o filme é um desastre.

Não há dúvidas de que o filme está tendo um grande impacto e está sendo propagandeado como "o filme" a ser visto sobre o evento econômico desta geração.  Os críticos do The New York Times afirmaram que o filme merece ser o ganhador do Oscar de melhor filme.  Paul Krugman concorda, dizendo que: "Creio que o filme faz um excelente trabalho em mostrar de maneira divertida as trapaças de Wall Street... o filme mostra corretamente as partes essenciais da crise financeira."

Por que os odiadores do mercado adoraram

Krugman e companhia gostaram do que viram porque o filme deixa de fora — sim, ignora por completo — qualquer discussão sobre o principal culpado pela crise financeira.  Sim, os bancos forneceram crédito fácil para todos, mas quem possibilitou esse crédito fácil? 

O culpado da crise financeira não foi a "ganância" de Wall Street, mas sim as políticas monetárias e de crédito fácil do Federal Reserve (o Banco Central americano) e do próprio governo americano.  Wall Street ficou bêbada, mas quem serviu as bebidas foi o Fed e quem obrigou as pessoas a se embebedaram foi o governo americano por meio de políticas voltadas para a facilitação da aquisição de imóveis.  É estranho que esses dois tenham ganhado um passe livre no filme.  O filme, aliás, mal alude a qualquer fator exógeno.

Por isso a turma defensora de mais regulação está vibrando.  Aos espectadores do filme não é fornecida nenhuma informação explicativa sobre os verdadeiros fatores causadores da crise financeira.  Consequentemente, esse vácuo é preenchido pela mera afirmação de que os bancos simplesmente adoram espoliar as pessoas.  [N. do E.: o que é verdade, como detalhado neste artigo; mas culpar apenas os bancos é desonestidade intelectual e pura manifestação ideológica].

Para ser franco, se você for assistir a esse filme já possuindo algum conhecimento sobre economia e sobre política monetária, todo o resto da narrativa fará sentido.  É óbvio que Wall Street fez besteira e nem poderia ser diferente, considerando todas as políticas criadas pelo governo americano para facilitar e incentivar empréstimos para a aquisição de imóveis.  Não há intervenção que não gere consequências não-premeditadas.

No entanto, se este filme fosse a sua primeira e única exposição à história da crise financeira, e você nada soubesse sobre ela, é fácil entender por que uma pessoa sairia da sala do cinema pensando: "Nossa, Wall Street e todo o sistema capitalista não passam de um grande esquema fraudulento!  Precisamos desesperadoramente de um governo poderoso para controlar tudo isso!"  Sendo que foi o governo quem incentivou tudo isso...

Mas há também pontos positivos e temos de ser justos: o filme também mostra, e de maneira competente, como os grandes bancos comerciais, os bancos de investimento, as agências de classificação de risco e os reguladores trabalharam em conluio para aproveitarem ao máximo o período do inchaço da bolha e, ao mesmo tempo, postergarem até o ultimo minuto possível o estouro da bolha e a subsequente correção.

Como novas regulações iriam corrigir isso é algo que ninguém explica — afinal, quem irá regular os reguladores?

O mérito do filme

A maior virtude de A Grande Aposta está em explicar os bizarros produtos financeiros que haviam se tornado moda antes da crise.  E o filme faz um trabalho magistral em explicar como funciona um "título lastreado em hipotecas" (mortgage-backed security — MBS), e como este título se transformou em uma "obrigação lastreada em dívida" (collateralized debt obligation — CDO), e em seguida em um "CDO sintético", sendo então despejado no mercado como um "investimento de qualidade" (por obra e graça das agências de classificação de risco, que usufruem um monopólio concedido pelo governo).

Analisando-se puramente como uma peça de jornalismo descritivo, o filme faz um grande serviço ao desnudar os disparates financeiros — que haviam se tornado moda à época — e revelar toda a insustentabilidade da bolha imobiliária e do boom financeiro da primeira metade da década de 2000.

Adicionalmente, qualquer filme que consiga descrever de maneira interessante o mercado financeiro e os ciclos econômicos é digno de, no mínimo, uma menção honrosa.  Tais filmes nos lembram do quão importante é a economia em nossas vidas.  A economia é o instrumento teórico que nos permite entender como os seres humanos estão evoluindo em sua permanente batalha contra a pobreza, contra a insegurança, contra as doenças e contra a morte prematura, e é por isso que o assunto merece ser estudado por qualquer pessoa.

Há outro aspecto excelente em A Grande Aposta.  O filme sutilmente transforma especuladores — mais especificamente aqueles que fazem "vendas a descoberto" (os short-sellers), apostando que os valores financeiros das ações e dos títulos irão cair — em heróis.  Já era hora.  Especuladores sempre foram demonizados como inimigos do povo.  Já o filme, corretamente, mostra que especuladores são pessoas dispostas a correr altos riscos baseando-se em uma opinião majoritariamente contrária à opinião dominante, desta forma efetuando o valioso feito de moderar a exuberância quando esta se torna injustificada.  Sendo assim, é interessante constatar que a esquerda, ao vibrar com o filme, está explicitamente concedendo aos especuladores status de heróis.  Que bom.

Estranhamente, o filme critica a ganância e a riqueza de Wall Street, mas acaba celebrando um punhado de especuladores espertos que ganharam bilhões de dólares apostando contra milhões de infelizes compradores de imóveis.  Talvez de maneira não intencional, A Grande Aposta despreza décadas de retórica esquerdista contra os especuladores — especialmente contra os especuladores que fazem "vendas a descoberto", as quais derrubam os valores dos ativos —, e os transforma em gênios quem merecem cada centavo de seus ganhos.

Krugman pergunta se o filme mostra a história de maneira correta, e ele próprio responde que sim, embora alerte que os elos causais nem sempre são explicitados.  Ele está correto quanto a isso.  A Grande Aposta é uma grande história sem uma teoria coerente.  Qualquer que seja a teoria que você traga para o filme, esse será a teoria que você verá sendo reforçada pela narrativa.

Assim como uma perspectiva keynesiana pode ser lida no filme, uma perspectiva pró-mercado sobre como o colapso de um setor imobiliário — que foi artificialmente inflado pelo governo e pelo Banco Central — deixou de joelhos alguns dos mais poderosos agentes de Wall Street também pode ser encontrada.

A narrativa ausente

Sem uma teoria robusta, A Grande Aposta trata as atividades no mercado financeiro antes do colapso como se fossem apenas um esquema malicioso.  Os corretores imaginavam que haviam descoberto um caminho mágico para a riqueza infinita e se tornaram horrivelmente céticos em relação à artificialidade de tudo aquilo, empurrando papeis sem nenhum valor para compradores que nada suspeitavam.  É essa percepção que sustenta os reiterados pedidos de processos criminais contra os presidentes dos bancos e das corretoras.

Para um olhar mais realista, e mais humano, da maneira como os mercados financeiros funcionam, o filme Margin Call - O Dia Antes do Fim (N. do E.: em exibição no Netflix) fornece uma excelente "visão dos bastidores" durante um dia dramático em um fundo de investimentos.

Essas empresas não eram, como um todo, conduzidas por criminosos.  Ao contrário, elas estavam simplesmente obedecendo aos sinais de mercado que chegavam até elas, exatamente como deveriam fazer (ao menos em teoria).  Elas criaram um modelo que presumia que o comportamento passado persistiria no futuro.  O modelo funcionou — até o momento em que parou de funcionar.

Quando chega este momento, tudo se torna uma questão de vida ou morte nos negócios.  A pressa para sair do mercado antes do colapso leva a uma liquidação de títulos — que brevemente não valerão mais nada — a preços vigentes de mercado.  E quando o valor dos títulos cai a zero, as cabeças rolam.  Até aí, o mercado estava funcionando exatamente como deveria, ou seja, corrigindo os excessos e punindo os culpados.  Mas então os mais poderosos jogadores da indústria foram socorridos por políticos que utilizaram caminhões de dinheiro de impostos.

O filme Margin Call - O Dia Antes do Fim mostrou que o mercado financeiro estava funcionando como deveria, seguindo os sinais de lucros e prejuízos que estavam sendo emitidos.  Este filme é tão interessante quanto — ou talvez ainda mais interessante que — A Grande Aposta.  O drama é intenso e o filme é eletrizante para quem possui o mínimo interesse em mercados financeiros.

No entanto, a pergunta que nem A Grande Aposta e nem Margin Call - O Dia Antes do Fim abordam é exatamente aquela que todos deveriam estar fazendo: como foi que tantas pessoas espertas erraram de maneira tão fragorosa e simultaneamente? 

É aí que temos de lidar com o delicado sistema das taxas de juros e com a maneira como os juros foram distorcidas por meio 1) das políticas monetárias do Fed, 2) de empréstimos subsidiados pelo governo americano, e 3) de atitudes temerárias de corretores que sabiam que, caso algo desse errado, seus bancos certamente seriam socorridos pelo governo, pois eram considerados "grandes demais para quebrar".

A máquina de criar dinheiro

Para entender o que houve, o melhor documentário disponível é Money for Nothing: Inside the Federal Reserve [N. do E.: e o mais completo artigo em língua portuguesa é este].  Esse documentário entrevista pessoas do alto escalão do Fed.  Ele acompanha a carreira de Alan Greenspan e de Ben Bernanke, e como suas visões sobre a política monetária mais adequada foram se alterando.

Neste documentário encontramos as evidências da real causa do problema.  Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e em decorrência das guerras no Afeganistão e no Iraque, o Fed embarcou em uma política monetária extremamente expansionista.  O Banco Central americano derrubou as taxas de juros continuamente e o governo americano, se aproveitando dos juros baixos, criou programas que subsidiavam empréstimos para a compra de imóveis, gerando uma atmosfera de vale-tudo.  Agências para-estatais — Fannie Mae e Freddie Mac — foram estimuladas pelo governo a financiar toda e qualquer hipoteca.  A ideia de se tornar proprietário de imóveis se tornou praticamente uma doutrina religiosa, e todo o aparato regulatório, monetário e burocrático assumiu a função de fazer tudo acontecer.

O resultado foi a formação de volumoso e amplo conjunto de erros.  E é exatamente isso que tem de ser explicado.  Sim, é claro que os participantes do mercado cometem erros.  Mas como é que repentinamente todo mundo começa a errar?  Por que os erros dessas pessoas se concentraram exclusivamente no mercado imobiliário e em nenhum outro setor?  E por que eles cometeram erros no setor imobiliário neste período e não em períodos anteriores?

Qualquer explicação que não aborde diretamente essas perguntas não está indo ao âmago do problema, e não pode ser considerada como uma retratação realista do que ocorreu.

Dependendo do seu conhecimento prévio, o filme A Grande Aposta — por mais divertido que seja — pode ser extremamente enganoso.  Não é que ele esteja totalmente errado; ele é apenas incompleto.  Uma pessoa que tente vender uma explicação para a crise financeira de 2008, e que não mencione as políticas monetárias do Fed e nem as políticas do governo americano voltadas para o subsídio da compra de imóveis, é tão confiável quanto um corretor que ofereceu um título podre como sendo um ótimo investimento em 2007.

Por que devemos nos importar com como a crise de 2008 é interpretada?  Porque, assim como a crise de 1929, a história que contamos está diretamente relacionada com as políticas que são posteriormente implantadas.  Se a crise de 2008 representou o fracasso do capitalismo, então novas e maciças regulamentações, mais poderes dados a políticos e mais impostos talvez façam sentido.  Agora, se a crise de 2008 decorreu de políticas monetárias e governamentais ruins, então as políticas futuras a serem adotadas serão bem distintas.

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Leituras obrigatórias:

Como ocorreu a crise financeira americana 

Uma crítica chicaguista à Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos


5 votos



Bem, a falta de manutenção, sendo esta a geradora do acidente é crime, independentemente do risco assumido pelo consumidor. O risco não exclui a responsabilidade da empresa, tanto penal como civil. Não por existir um contrato implícito, mas por existir um contrato explícito de que o avião te levaria de A para B.

A morte do consumidor só pode ser imputada a ele se no contrato ele assumiu tal risco. Se tal risco não estava previsto no contrato, não é possível responsabilizá-lo. Se estava previsto, cabe ao consumidor escolher um meio com risco menor.

Creio que entendi o seu ponto sobre "coisas implícitas". A falha que vejo nesse ponto de vista é que essas coisas não são implícitas, elas são explícitas, tanto que você, eu ou qualquer pessoa consegue perceber que essas "coisas" estão ali, pois elas representam a finalidade do empreendimento. Por exemplo, no caso da boate, quando a boate me permite entrar em seu interior mediante pagamento (contrato), está explícito que posso utilizar o local, sendo também explícito que tal lugar não é destinado a matar pessoas. Isso não é implícito, isso está escancarado. A publicidade da boate, como qualquer outra, apela para momentos de diversão e prazer e isso é algo explícito. Se vou a um restaurante, vou para me alimentar bem, isso não está implícito, está explícito. Essa é a finalidade do restaurante. Agora, se o dono do restaurante, modifica essa regra explícita e agride, implicitamente, a integridade física de alguém, deverá ser responsabilizado, civil e/ou penalmente, a depender do dano causado.

Sobre o ponto: entendo que é um valor subjetivo. Se desejo abrir uma farmácia o ponto pode ser interessante. Se quero abrir uma padaria, pode ser que o ponto não seja mais interessante. Aqui entra o conceito de utilidade marginal. Pede quem tem, paga quem quer e pode.

Abçs
Dinheiro monopolístico "de verdade" não pode ser criado do nada nem lastreado em outra coisa criada do nada (dívida), pois haverá sempre o nefasto flagelo do moral hazard de para quem e em que quantidade irá o financeiro mais recentemente parido do vento em moto-perpétuo pelo "dono do morro", o que exclui daquela categoria de sound money tanto o "dinheiro de banco central" (seu passivo em fiat money no padrão atual predominante) como também os meios de pgto criados pelos bancos comerciais, cujas reservas no caso americano a propósito só se encontram em níveis elevados recordes (porém ainda assim bem inferiores aos demais agregados monetários frequentemente empregados como se fossem depósitos à vista mas dispensados de recolhimentos compulsórios, apesar de causadores dos "busts") justamente porque foram prontamente recompostas pelo emprestador de última instância via QE's (e agora c/ "hell"icopter$ ?!) após o estouro da bolha creditícia imobiliária de 2008 por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/ o estouro da bolha predecessora em 2000 das "ponto.com" por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/...
Ou seja, é a eterna festa do "wash, rinse, repeat" da qual só participam permanentemente os integrantes da cabala bancária e uma ínfima parte da sociedade que consegue se aproveitar do super-privilégio de criação de moeda outorgado e garantido pelo estado (!) exclusivamente àquele cartel, sendo imediatamente criminalizado e preso como "falsificador" atentando contra a "economia popular" todo sujeito que resolver entrar na farra produzindo seu próprio "bilhete de ingresso" num fundo de quintal qualquer ! :-(

Se o governo não impôr o curso de nenhuma moeda oficial, aceitando passivamente a livre circulação de todo tipo de meios de troca na economia, rapidamente surgirão dezenas de formas de dinheiro c/ oferta controlada naturalmente pelo próprio mercado selecionando voluntariamente as melhores em detrimento das mais abundantes, configurando não um problema (conforme prega o zeitgeist keynesiano perma-inflacionista do último século) mas sim um excelente acontecimento a deflação de preços decorrente de eventual (e, neste arranjo, desejada) escassez monetária.

Vejo como o maior perigo essa racionalização do status-quo vacilando em condená-lo sumariamente e denunciá-lo como a verdadeira estrutura imoral que é.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Renan Merlin  18/01/2016 14:11
    EUA cada dia mais esquerdoso
  • Eduardo  02/04/2016 12:32
    Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo: www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=rede-capitalista-domina-mundo#.Vv-8LqQrLIV
  • Osmar Neves  20/09/2016 14:13
    Metacapitalistas:

    "O Establishment, que são as 300 famílias que sempre estiveram no poder nos EUA (ligadas ao Council on Foreign Relations) sempre, em todas as eleições, apoiaram o candidato mais estatizante e socialista. Por que? O Capitalismo produziu uma elite de tal maneira abastada, que chegou ao ponto de não ter mais motivos para se submeter às leis e oscilações do mecado. O mercado que a produziu, daí em diante se torna uma ameaça para ela. Então é preciso cair fora das leis de mercado para garantir a permanência das grandes fortunas para as gerações seguintes. O indivíduo então entra com considerações que já não são de ordem capitalísta mas são de ordem dinástica, com uma perspectiva de poder aristocrático, o qual por definição independe da economia.

    Quando estas grandes fortunas começam a raciocinar em termos dinásticos, elas têm que vencer os próprios mecanismos de mercado que as constituiu, e só há um jeito de fazer isso: dominar o estado. São os metacapitalistas e a nova casta aristocrática.Uma estrutura de poder comunista em cima de uma economia mais ou menos capitalista é a fórmula para esta neo-aristocracia da Nova Ordem Mundial: donos do poder econômico e do Partido. É por isso que a Fundação Rockefeller financia, por ex, movimentos socialistas no mundo todo. Vc pode ter certeza de que todos os movinentos comunistas, revolucionários, ONGs, direitos humanos, igualitarismos, etc, são financiados por eles só por causa disso. Isso quer dizer que o próprio impulso de rebelião ou de revolta contra este poder são usados por ele mesmo. "

    Retirado daqui:

    conspiratio.blogs.sapo.pt/122832.html
  • Allan Jonathan  18/01/2016 14:29
    Vi o filme ontem e a todo momento ficava esperando o aparecimento do Peter Schiff ou do Ron Paul e seus alertas. hahaha
  • Felipe Magalhães  18/01/2016 14:29
    Não é o que sabemos agora que nos coloca em apuros, mas sim aquilo que achamos que temos certeza.

    Mark Twain #moviequality
  • Rafael Severo   18/01/2016 14:31
    O Inside Job é outro documentário, eu diria Mockumentário, feito por um cara de esquerda, com opiniões exclusivas de um lado, entrevistas embaraçosas, que tenta apontar o mercado financeiro como culpado de tudo, mas que, sem se dar conta, tal qual o filme A Aposta em questão, demonstra que o Estado é o maior culpado pelas crises, ao mimar o sistema financeiro com seus planos de socorro $$$$(bailouts).
  • FL  18/01/2016 14:41
    Excelente! Esse tipo de artigo (ou mesmo os mais curtos publicados no Blog) com comentários sobre fatos atuais são sempre bem-vindos.
    Ainda não vi o filme, mas já vi muitos esquerdistas fazendo basicamente os comentários citados no texto - como o capitalismo é malvado, como o governo tem que regular tudo isso antes de uma catástrofe ainda maior, e por aí vai
  • anônimo  18/01/2016 14:58
    Hollywood só mostra aquilo que a maioria das pessoas querem, filmes que critiquem os ricos.
  • Taxidermista  18/01/2016 15:53
    Eis o que diz o juiz Richard Posner, no livro intitulado "A Failure of Capitalism":

    "Posner analyzes the two basic remedial approaches to the crisis, which correspond to the two theories of the cause of the Great Depression: the monetarist—that the Federal Reserve Board allowed the money supply to shrink, thus failing to prevent a disastrous deflation—and the Keynesian—that the depression was the product of a credit binge in the 1920s, a stock-market crash, and the ensuing downward spiral in economic activity. Posner concludes that the pendulum swung too far and that our financial markets need to be more heavily regulated."

    www.hup.harvard.edu/catalog.php?isbn=9780674060395

    Além desse "diagnóstico", vale notar que a EAE sequer se encontra no raio de compreensão do autor.


    Ainda bem que existem obras que tratam da crise sob o viés austríaco-livre-mercadista:

    www.amazon.com/Free-Our-Markets-Essential-Economics-ebook/dp/B00EK3NVL8/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr=

    A parte III desse livro do Howard Baetjer Jr. mostra as consequências nefastas que cada intervenção estatal foi gerando na economia.

    E há também essa obra austríaca sobre ciclos (para além, claro, das mais conhecidas, como a do Huerta de Soto):

    https://mises.org/library/it-didnt-have-be-way







  • Vinicius  18/01/2016 16:00
    Filme que critique o governo? Sem chance.
    É até bom que a esquerdalha argumente usando o filme, vai ser divertido tripudiar em cima das fontes de seus estudos econômicos.
  • Observação  18/01/2016 16:53
    E no Brasil a chance - de um filme criticar o governo - é ainda menor, haja vista a Lei Rouanet, que é o mel das abelhas "intelectuais/artistas" esquerdistas.
  • Adelson  18/01/2016 17:32
    Boa leitura do filme. Realmente os "especuladores" a descoberto, representados pelas figuras emblemáticas do Christian Bale tocando bateria, e do Brad Pitt "ecológico", acabam sendo idolatrados como os bons heróis contra o "maldito sistema". E a narrativa onipresente, de que toda a crise foi culpa da manipulação inescrupulosa dos bancos de Wall Street, é mais uma vez reforçada no filme.
    Mas escrevo para ressaltar o que considero o principal argumento da análise liberal desta crise: na raiz do problema estavam duas empresas para-estatais (como rotuladas no artigo), Fannie Mae e Freddie Mac, que atuavam com garantia direta do governo americano, e que detinham na época metade de todo o mercado de hipotecas dos EUA. Ou seja, mais uma vez temos a presença do Estado como gerador ou multiplicador das bolhas financeiras.

  • Coeficiente 100%  18/01/2016 18:11
  • Taxidermista  18/01/2016 18:14
    Vale reler Thomas DiLorenzo:

    "As raízes da crise imobiliária":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=124
  • mauricio barbosa  18/01/2016 18:08
    "...Estranhamente, o filme critica a ganância e a riqueza de Wall Street, mas acaba celebrando um punhado de especuladores espertos que ganharam bilhões de dólares apostando contra milhões de infelizes compradores de imóveis. Talvez de maneira não intencional, A Grande Aposta despreza décadas de retórica esquerdista contra os especuladores — especialmente contra os especuladores que fazem "vendas a descoberto", as quais derrubam os valores dos ativos —, e os transforma em gênios quem merecem cada centavo de seus ganhos."

    "...Krugman pergunta se o filme mostra a história de maneira correta, e ele próprio responde que sim, embora alerte que os elos causais nem sempre são explicitados. Ele está correto quanto a isso. A Grande Aposta é uma grande história sem uma teoria coerente. Qualquer que seja a teoria que você traga para o filme, esse será a teoria que você verá sendo reforçada pela narrativa."

    Realmente nessas passagens fica explicito que sem uma teoria sólida e coerente qual a da escola austríaca,qualquer professor socialista de escola pública,particular ou cursinho destruiria essa parte do filme em que o livre-mercado é compreendido e os especuladores são bem vistos,pois eles viriam com aqueles argumentos esdrúxulos que mais confundem do que explica e esclarece,mistificando o assunto (Com teorias conspiratórias da ganância de Wall Street e tal)colocando o mercado como o vilão de sempre e o estado como a vítima perfeita de sempre dos lobos capitalistas e outros adjetivos que fundem a cabeça de qualquer neófito que ao ficar perdido acaba engolindo essas baboseiras anti-capitalistas e principalmente anti-liberdade e digo isto pois também já fui vítima destas teorias furadas e "ficava mais perdido do que cego em tiroteio",precisamos mudar esse jogo antes que seja tarde,e o IMB é peça importante nessa mudança ou não?
  • Bártolo de Sassoferato  18/01/2016 18:19
    Também esses:


    Mark Thornton: "Um problema de regulamentação?":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=171


    Robert Murphy: "A SEC torna Wall Street ainda mais fraudulenta":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=213
  • Andre  18/01/2016 19:13
    Boa tarde!

    Quando fizerem algum artigo sobre filme sugiro observar no título se contem spoiler...
    Parei de ler no começo qdo percebi que contem e me parece que o correto na frase abaixo do 4º parágrafo seria "fora" ao invés de "forma", confere?

    "...Krugman e companhia gostaram do que viram porque o filme deixa de forma..."

    De qqer maneira tenho certeza que qdo ler, novamente irei concordar com 99,9% das ideias do artigo.
    Abç,
    André
  • Malraux   18/01/2016 20:31
    Não há spoiler nenhum. Pode ler sem medo.
  • anonimo  18/01/2016 19:32
    Alguém por favor pode explicar (sob o ponto de vista austríaco é claro) o que é uma venda à descoberto e por quê ela derruba o preço dos ativos?
  • Magno  18/01/2016 20:41
    Vender a descoberto significa que um operador pega emprestado ações de outro para vendê-las, esperando comprá-las de volta a um preço mais baixo e, assim, lucrar com a diferença.

    Os short-sellers trabalham para descobrir informações negativas. Eles se esforçam para descobrir quando os preços de algumas ações estão sobrevalorizando os títulos de uma empresa. E então eles pegam emprestadas algumas ações e as vendem.

    Esse artigo explica bem a parte técnica:

    www.infomoney.com.br/educacao/guias/noticia/448202/vender-descoberto-saiba-como-ganhar-dinheiro-com-queda-uma-acao

    E aqui as abordagens austríacas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=801

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=158

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=143
  • anonimo  18/01/2016 23:16
    Obrigado
  • Wellington Kaiser  18/01/2016 19:34
    Aproveitando o gancho sobre o setor imobiliário. Estou pensando em comprar uma apzinho (me caso esse ano), não como investimento, mas para uso próprio. Consigo financiamento de 7% ao ano, dando sinal de 10%. Acham um bom momento para comprar?
  • Antonio  20/01/2016 20:38
    Depende do preço... se você consegue alugar o mesmo imóvel, ou semelhante, pelo rendimento da renda fixa de um terço do valor do imóvel, significa que ele está caro. Nem sempre o aluguel é dinheiro posto fora. As vezes, o financiamento pode sair bem mais caro... agora, se as parcelas forem fixas o valor real delas podem ser diluídas pela inflação... e você vai acabar pagando por dois terços de um ape pra ficar com ele inteiro. Cada caso é um caso. E por fim, se a tua mulher ficar feliz será o melhor negócio porque quando elas querem atazanar a vida do cara, meu querido... haja paciência... Abração.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  18/01/2016 19:41
    Nada que a esquerda diz ou disse faz sentido.
  • Luiz Silva  22/01/2016 14:07
    Mas não é pra fazer sentido o objetivo principal, é para angariar apoio, ganhar poder político. Obama n apresentou qualquer argumento lógico contra o desarmamento, apenas chorou e disse que arma é ruim, pronto, ganhou apoio, afinal ele n tava numa competição de matemática.
  • Eduardo  18/01/2016 21:13
    Os banqueiros são sim os grandes culpados pelas crises econômicas. São eles que controlam as ações dos governos. São eles quem mais têm margem para subornar políticos. Muitos deles fazem parte do governo. Eles decidem quem ganha as eleições. E são eles mesmos que influenciam o valor da taxa básica de juros. Banco Central é um ente privado travestido de público. Isso em qualquer país do mundo. Presidente é fantoche de banqueiros. Se cuspir no prato que come, eles o derrubam. São eles que controlam a mídia. São eles quem definem os rumos da maioria das nações. E o objetivo é sempre o mesmo: poder para obtenção de altíssimos lucros através do menor esforço possível. E todo esse meu comentário é totalmente austríaco, e garanto que a maioria dos comunistas concordariam.
  • Banqueiro  19/01/2016 00:02
    Só não se esqueça que isso é assim apenas pq o estado impõe monopólio (restrição legal à entrada) no mercado bancário.
  • Anônimo  19/01/2016 00:10
    Por que os bancos (vamos fingir que são todos uma facção só com um só interesse) cuspiriam no próprio prato? Sim, eles sabiam que o governo salvaria a situação caso um banco chegasse próximo à falência. Porém por que chegariam até lá? A crise de 2008 foi uma catástrofe aos bancos. Os preços dos imóveis entraram em colapso e até hoje não retornaram. Eles estão sentando agora sobre milhares de casas vazias que não valem um terço do que foi investido. A única coisa que os está impedindo de lançar estes imóveis no mercado para se livrar dos impostos e da manutenção foi a renda garantida do QE.
  • Eduardo  19/01/2016 01:13
    Banqueiros sempre lucram, podem ter certeza disso. Quando um vai à falência, é porque não lucrou o suficiente, e sua margem para expropriar a riqueza dos outros chegou ao fim. Lucram quando a taxa básica está em baixa, pois emprestam mais às famílias e às empresas, garantindo uma boa margem de spread. Lucram quando a taxa básica está em alta, pois emprestam ao próprio governo, comprando títulos da dívida, que por sua vez têm garantia de retorno total e risco zero. Banqueiro não pode ser considerado um genuíno empresário. Empresário corre riscos e investe em sonhos que podem ser produtivos ou não. Banqueiro é simplesmente um agiota, que odeia concorrência e manipula as leis para evitá-la e garantir o cartel de seu mercado. Se agiotagem é crime, por que um banqueiro não é considerado criminoso? Daí a necessidade de um governo e de todo um aparato estatal para defendê-lo. O estado republicano está aí para isso, é o sistema que eles mesmos criaram e que os sustenta.
  • Banqueiro  19/01/2016 03:58
    Estou de acordo, meu caro, apenas faço questão de destacar, de novo, que tudo isso q vc diz é assim em virtude da estrutura estatal, que carteliza o mercado bancário e impede a quebra dos bancos. Ou por outra: é assim também pq os burocratas e políticos enriquecem com esse arranjo (e não apenas pq os banqueiros enriquecem com o arranjo).
  • ROQUE EUGENIO  21/09/2016 02:56
    TCHÊ, calma, banco é um comercio creditos,alocam recursos financeiros, creditos de um lado por X ,e realocam por outro lado por X mais Y, seu lucro é o Y menos os custos operacionais,e impostos e perdas.
    Bem simples assim.
    É um setor necessário,viabiliza negócios empregos ,comida na mesa do traabalhador,escola.
    Os governos só dão para os compadres licenciamento para operar banco, e aÍ COMEÇA A DOR DE CABEÇA, É UM "CLUBE FECHADO",SÓ PARA CONVIDADOS,mas banco é extremamente necessario,mesmo imprescindivel, para viabilizar um sistema economico.
    Banco pode CRIAR dinheiro como nenhum outro setor, e esse também é um problema, mas é para "outro churrasco".
  • Banqueiro  19/01/2016 01:00
    Eduardo: não é q o BC seja um "ente privado travestido de público". É o contrário: os bancos "privados" são entes paraestatais travestidos de empresas privadas.
  • mauricio barbosa  19/01/2016 02:09
    Eduardo aparentemente os banqueiros parecem os únicos culpados pelo colapso,acontece que o estado existe para fazer o bem-comum,esse é o lema para sua existência,mas,na realidade ele atende a sua CLIENTELA(Grandes corporações,grandes sindicatos,a classe política,o funcionalismo público que só reclamam de defasagem salarial,Ongs principalmente as ambientalistas,troca de favores e tráfico de influência)PREFERENCIAL,os bolsistas(Idiotas úteis ou não)ficam satisfeitos com as migalhas e votam no partido de plantão(No caso brasileiro atualmente o PT,mas todos os partidos são farinha do mesmo saco)que irá perpetuar esse saco de maldades,enfim resta disso tudo a conta para nós pagarmos e pagarmos calados e se reclamar-mos estamos errados pois "o estado está praticando a justiça e nos protegendo dos lobos capitalistas"é o que ouvimos diariamente dos estatistas de boa-fé(Idiotas úteis)ou ma-fé(Os espertalhões que lucram alguma coisa com este estado de coisas) e ai eu te pergunto você ainda vai defender a existência dessa instituição nefasta "em nome da lei e da ordem",veja bem, eu respeito a sua opinião mas não me peça para concordar com ela "nem que a vaca tussa",e não quero passar recibo de otário pois não lucro nada com essa instituição imprestável,pelo contrário só pago a conta com o suor do meu rosto e você vem defende-la ou você acredita em papai noel ou então você é beneficiário desse sistema injusto e nefasto que já estou farto de sustentar a cada dia que passa.
  • Eduardo  19/01/2016 14:56
    Em nenhum momento eu defendi o estado, muito pelo contrário. Ele é o sistema perfeito para os banqueiros. Só quero esclarecer que o governo erra, mas erra por ser capacho dos banqueiros, e não o contrário. Ele (o governo) é o garçom que serve o vinho para os patrões (os banqueiros). Por isso discordo em parte do artigo. Não há inocência em nenhum dos lados, e o estado é esse conjunto de coisas, de troca de favores entre governo e banqueiros.
  • mauricio barbosa  19/01/2016 17:02
    Eduardo se o estado fosse capacho dos banqueiros,empreiteiros,etc,nenhum deles iriam a falência,veja bem nenhum deles iriam a falência e a grande questão é que o conluio da tirania(Políticos e seus amigos financiadores)se revezam no poder ou seja existem grandes empresas e banqueiros que são ajudados pelo partido atual encastelado no poder e outros que são mais ajudados pelos partidos da oposição e nessa salada confusa e lucrativa em que eles lutam entre-si para dividir o butim nós entramos de otário pagando a conta,então se o estado for extinto acaba essa festa com nosso dinheiro e os banqueiros e empreiteiros terão de ralar igual a todos nós é por isso que nós libertários levantamos a bandeira contra o estado que só existe para beneficiar essa meia dúzia de privilegiados,é basicamente isso,pois o seu comentário passa a impressão de que basta votar certo e tudo será resolvido ou seja para você é tudo questão ideológica e para mim é tudo ou nada esta é a grande diferença entre a minha e sua opinião...
  • Eduardo  19/01/2016 19:18
    Lógico que não. Meu voto é nulo, sempre. Sou antiestatista como você. Só quis esclarecer que quem manda são os banqueiros, e que os governos estão a serviço deles e não o inverso. E que o eatado republicano e a democracia é invenção deles, e só eles são os maiores beneficiados.
  • mauricio barbosa  19/01/2016 19:57
    Eduardo esse jogo de palavras entre nós não vai chegar a lugar algum,assuma que você é estatista e pronto pois não adianta culpar banqueiros,isso é coisa da esquerdalha e professor socialista de colegial,você está focando no alvo errado e parecendo-se MAV disfarçado com essa retórica toda,me desculpe a franqueza.
  • Eduardo  19/01/2016 23:37
    Nada a haver, não sou MAV, sem chance de tal loucura. Você está acreditando muito na inocência dos banqueiros, que de bobos não têm nada. Não dá para comparar um ladrão temporário (um político, por exemplo) com um ladrão permanente (um banqueiro). Basta comparar os bens que cada um possui que você passará a entender qual bandido tem mais poder, quem é que manda nessa quadrilha.
  • Discipulo do Molyneux  19/01/2016 20:46
    Oi pessoal.

    O argumento do Eduardo me fez lembrar desse video do Stefan Molyneux (sorry, sem legendas).

    https://www.youtube.com/watch?v=NoS8M0snwqM

    A visão do Eduardo é bem parecida com do Paul Craig Roberts, como se o Fed fosse uma marionete dos banqueiros. O Stefan rebate com varios argumentos, um deles que me recordo foi: não interessa se a origem da corrupção vem de WallStreet ou do Fed. O fato é que sem o Fed os banqueiros perdem poder.


  • Rodrigo Westphal  20/01/2016 11:32
    O governo brasileiro (por exemplo) controla um orçamento de mais de 2 trilhões de reais, mas quem manda e desmanda são as grandes corporações e bancos? Tá bom...
  • Eduardo  20/01/2016 16:18
    Quem deve a quem? Quem são os credores da dívida pública? Daí você tira quem dão as cartas.
  • Não sei de nada  19/01/2016 00:04
    Uma crise no capitalismo é absolutamente natural. Como não existe forma de ter certeza de saber do que as pessoas necessitam, o erro sempre terá grandes chances de ocorrer. Tentar achar culpados entre governantes e banqueiros é perda de tempo, pois não existe oposição entre esses dois grupos, o sistema é um só e funcionará apenas enquanto estiver as duas partes trabalhando em conjunto. Todo esse esforço não passa de uma necessidade de encontrar e punir o culpado pela crise e pela "injustiça" que o sistema parece nos levar.
    ....
    Sobre o artigo, gostei da análise do filme.
  • O Homem de 9 Dedos  19/01/2016 02:21
    Com todo respeito acho que o seu "Nome" foi preciso mesmo.

    É CLARO QUE PRECISA SABER QUEM É CULPADO.

    Tem cara fazendo lei, criando política monetária e determinando diretriz que vai alterar a vida de 7 bilhões de pessoas baseado sempre em uma narrativa. Se ele acha que foi o livre-mercado que causou as chagas do passado é justamente o livre-mercado que eles vão retirar. Pode até ser difícil de ir contra os interesses de políticos em aumentar o próprio poder, mas é o tipo de luta de ideias que se não for feita, nós já estamos condenados by default.

    Baseado na narrativa do racismo, por exemplo, que estes caras criaram ação afirmativa para que os bancos emprestassem dinheiro para pessoas com histórico horrível de crédito (empréstimo subprime) só porque tinham a etnia certa. Adivinha no que deu.

    Sobre a parte de os políticos trabalhando em conjunto com alguém, eu não sei. Será que eu preciso realmente de bandidos para que minha propriedade seja próspera e bem gerida?
  • Não sei de nada  19/01/2016 14:27
    O culpado deve ser encontrado no sentido de pessoas culpadas e não em um sistema culpado. As medidas econômicas tomadas pelo governo também são tomadas em conjunto e, como não é nada natural várias pessoas errarem para um objetivo certo, só faz sentido pensar que todos são especuladores. Pode até existir um mega esquema de corrupção para um objetivo maléfico, mas parece que não ocorreu isso nesse caso.
  • PepePoA  19/01/2016 20:51
    "O culpado deve ser encontrado no sentido de pessoas culpadas e não em um sistema culpado"

    Pela sua lógica, se o "sistema" carteliza o sistema bancário, se o "sistema" serve como seguradora de banqueiro, se o "sistema" manipula taxa de juros, se o "sistema" expande crédito artificialmente gerando inflação de preços e distorcendo o mercado, pouco importa...O importante mesmo é a personificação da culpa, é encontrar as pessoas culpadas e assim o "sistema" fluirá como água e a sociedade irá prosperar rumo ao éden! GENIAL!!!


    "Pode até existir um mega esquema de corrupção para um objetivo maléfico, mas parece que não ocorreu isso nesse caso"

    Quem aqui falou em corrupção??? Se ficou difícil entender este artigo leia este outro que praticamente desenha os fatores que geraram a crise americana...

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

    leu? e ai!? continua acreditando que se deve encontrar "pessoas culpadas"?
  • Adelino  19/01/2016 20:58
    Ora, não o culpe. Sendo brasileiro, é claro que o seu primeiro impulso, natural, é dizer que tudo é culpa da corrupção.
  • Não sei de nada  20/01/2016 00:29
    Não falei em momento algum que a culpa é da corrupção e que acredito em uma sociedade perfeita. Estou dizendo que todos querem ganhar; os políticos, os banqueiros, os donos de construtoras e o comprador que adquire uma casa própria para morar ou fazer um investimento.
  • Gabriel  19/01/2016 14:05
    Eu vi o filme e também fiquei com o mesmo pensamento, no final até falei para outros dois amigos (que fazem economia) que o principal culpado por toda a crise não apareceu, e obviamente eles nem tinham essa visão pois seguem o mainstream.

    Mas vamos continuar tentando mostrar a realidade para as pessoas que quem sabe um dia caia a ficha, mas enquanto isso aguardemos a nova bolha ser inflada quando as reservas em excesso dos bancos forem despejadas na economia pelo FED, e por enquanto segue o baile...
  • mauricio barbosa  19/01/2016 18:09
    Outro detalhe para tu refletir Eduardo,os banqueiros privados são conservadores em suas políticas de crédito(No caso brasileiro especificamente crédito livre)ou seja eles não entram de qualquer jeito na farra creditícia igual os bancos públicos(No caso brasileiro especificamente credito direcionado)tem entrado de sola e que eu saiba eles só entram nessa farra quando tem o suporte estatal e é isto que o artigo quer mostrar no caso norte-americano e o faz com competência ao citar "Agências para-estatais — Fannie Mae e Freddie Mac — que foram estimuladas pelo governo a financiar toda e qualquer hipoteca",portanto com este aval qual é o banco que vai perder tempo peitando e condenando o governo por suas políticas insanas,vai mais é lucrar e esperar o socorro do Fed se precisar e voltando ao caso brasileiro,a bolha de crédito(Crédito direcionado)do bndes está sendo compartilhada pelos bancos particulares(São parceiros do bndes)por saberem que em último caso(Inadimplência generalizada)serão resgatados em conjunto pelo banco central e tesouro nacional,ai até eu que sou mais bobo entraria de sola nessa farra,mas,não sou privilegiado e estou farto de sustentar estes esquemas fraudulentos onde o ônus da prova não é nosso,mas sim do meliante do estado...
  • Eduardo  20/01/2016 00:49
    O Fed é criação dos banqueiros, com aval do presidente americano, pode acreditar. Não foi criação própria dos políticos. Estes foram subornados para legalizar o esbulho chamado Fed. Os políticos só mandavam nas monarquias. Nessa época eles ainda eram mais ricos que os banqueiros, que ainda eram meros custodiadores do ouro de terceiros. Enriqueceram à custa do roubo e da sonegação (roubavam e evitavam serem roubados pelos monarcas). Daí conseguiram enriquecer mais que os governantes e passaram a também financiá-los. Aí foi uma questão de tempo virar o jogo, derrubar os impérios, declarar independências e proclamar repúblicas. De lá para cá, quem manda agora são eles. Entenda isso, por favor.
  • Banqueiro  20/01/2016 01:29
    Eduardo, que os banqueiros são espoliadores fdps não tem como discordar. Isso é fato, explicado pela EAE.

    Mas eu gostaria q vc acompanhasse o seguinte cenário hipotético:

    Imagine q, por um milagre inexplicável, o estado deixasse de existir amanhã (levando o BC junto). Pois bem, jogados ao livre mercado, os banqueiros não teriam mais como espoliar a população.

    Agora imagine q, por um milagre inexplicável, ao invés do estado, os banqueiros deixassem de existir amanhã. O estado continuaria aí como máquina espoliadora da população.

    Ou seja, os banqueiros só conseguem ser fdps por causa do estado, ainda q sua reconstrução histórica acerca do Fed seja verdadeira.
  • mauricio barbosa  20/01/2016 01:37
    Eduardo estou tentando te mostrar que se você for ficar focando sua crítica nos banqueiros privados como os culpados das crises financeiras,você perderá qualquer debate pois se os banqueiros privados são os donos da bola,nenhum,veja bem nenhum deles iriam a falência e só por ai você já ver que a proteção que eles têm é relativa ou seja eles procuram dançar conforme a música e no caso brasileiro os maiores bancos são públicos e federais(BB,CAIXA,BNDES)e mais dois menores(BANCO DO NORDESTE e BASA)que são bancos de fomento nas regiões norte e nordeste.
    Olha só se a mamata fosse tão grande os bancos privados estrangeiros já teriam entrado aqui de sola e tomado o mercado dos bancos públicos e privados nacionais,pois eles são dezenas de vezes mais poderosos do que os nossos.
    O HSBC caiu fora e ai você continua achando que eles são o rei da cocada preta,não sou ingênuo e sei que nossos banqueiros privados não são anjos muito menos bobos e não são vítima de nada,mas essa simbiose banco\estado beneficia os dois lados e a força do estado é cada vez maior para cima do setor financeiro e estamos assistindo o agigantamento e estatização do crédito em nosso país e até o futebol está sendo cooptado pelos comunas via publicidade da caixa e você continua insistindo que o estado e seus controladores de plantão são serviçais deles, ora volto a repetir,repense seus conceitos pois estão equivocados,lembre-se o foco é denunciar as políticas insanas do leviatã sempre e sempre pois não importa quem esteja sendo privilegiado e quem é o partido de plantão,pois o vilão será sempre essa instituição nefasta e que estou farto de sustentar,esqueça os privilégios desses banqueiros privados,pois eliminando o estado acaba qualquer mamata,espero ter ficado claro o meu objetivo em debater esse assunto fascinante com você

    Um abraço e fico no aguardo.
  • Eduardo  20/01/2016 14:03
    O problema do nosso governo atual é querer cuspir no prato que come, batendo de frente com eles, tentando competir com eles através dos bancos públicos, querendo ser mais banqueiro que eles mesmos. Pura ilusão comunista. Esses caras são muito mais raposas que qualquer político socialista, tanto que essa afronta a eles pode resultar na derrubada desse governo. Era melhor que ele (o governo) os afrontasse desregulamentando radicalmente o setor, regularizando inclusive a agiotagem individual e a emissão individual de moeda. Aí os banqueiros ficariam loucos devido ao aumento brutal da concorrência e seriam forçados a dividir poder.
  • Discipulo do Molyneux  20/01/2016 01:45
    Até entendo o que o Eduardo está dizendo.

    Mas a melhor jogada dos banqueiros foi fazer as pessoas acreditarem que eles são o "mal" e o Estado é o nosso protetor.

    De certa forma, é irrelevante discutir quem criou os bancos centrais. De nada adianta hoje dizer que o mal a ser combatido são os banqueiros (até porque bancos tem função num livre mercado).

    O mal a ser combatido é o banco central, a moeda sem lastro, a reserva fracionaria, o monopolio da moeda, é usar os bancos como instrumento de políticas publicas com garantias de que serão salvos se der merda.

    Minha humilde opinião.
  • Benjamin  20/01/2016 04:17
    Alguém por favor saberia me indicar artigos ou livros em português e inglês explicando a crise subprime de acordo com o modelo econômico libertário (e único verdadeiro por sinal) ?


    *OBS: Todos daqui do site eu já li.
  • Eduardo  20/01/2016 05:44
    Os banqueiros são o próprio sustentáculo do estado, não há distinção entre banqueiros e estado. Caso os banqueiros atuais fossem hipoteticamente extintos, e sobrassem somente os políticos, e estes passassem a controlar todo o sistema financeiro como em um regime comunista, eles mesmos seriam os banqueiros e a desgraça continuaria, só que agora mais poderosa e concentrada. Do jeito que é hoje, os banqueiros ficam só por trás dos bastidores, controlando os políticos e a sociedade em geral com o seu "joystick" virtual (a taxa básica de juros que o governo divulga como se fosse ele mesmo quem a definisse, hahahaha...). Não existe isenção para banqueiros no sistema atual, ilusão achar qualquer resquício de inocência por parte deles.
  • Discipulo do Molyneux  20/01/2016 20:32
    Bom tarde Eduardo. Você levantou uma boa discussão mas discordo de você em alguns pontos. Permita-me interagir.

    Você disse que banqueiro é Estado, que o Estado é controlado pelos banqueiros.
    Pela sua lógica é razoável dizer o mesmo de empreiteiros, industria bélica, ou seja, os "amigos do Rei" são o Rei, ou mandam no Rei.
    Me responda então:
    Independente do grupo de interesse beneficiado, quem promulga uma lei? Quem causa inflação e bolhas de crédito? Quem manda construir estádio no Amazonas? Quem obriga o cidadão a ir pra guerra?
    É o Estado ou o setor privado? Eu creio que seja o Estado. Nenhuma empresa usa coerção para me obrigar a seguir uma Lei que considero imoral.

    Lembrei de um episodio de House of Cards. O Frank Underwood bate de frente com um coorporativista bilionario e manda tomar as usinas dele. Ele diz "Ele tem dinheiro mas nós (Estado) temos as armas".
    Isso deixa claro a diferença entre os dois.

    O cidadão comum já está bem ciente que os banqueiros não prestam. Esse inimigo todos já conhecem e odeiam.
    Mas o cidadão comum não sabe o que um banco central faz.
    Quantas criticas aos banqueiros privados voce escuta? Muitas né?
    E quantas criticas ao banco central você escuta? Pouquissimas certo?
    Essa é a mentalidade estatista do brasileiro comum.

    Se você fala "O Estado é um mero instrumento dos banqueiros", o cidadão comum diz "Verdade, o Estado é que deveria regular esses banqueiros inescrupulosos. Só precisamos votar nas pessoas certas".
    Ou seja, as pessoas irão pedir mais Estado.

    Se nosso objetivo é esclarecer a mente das pessoas, deveriamos mostrar o que o Estado realemente é. Não é instrumento de ninguém, é um monstro com vida própria.

    Abraço
  • Eduardo  20/01/2016 21:09
    Os políticos são meros despachantes dos banqueiros. Eles aprovam os projetos de interesse deles. Todo projeto que resulta em aumento da dívida pública é projeto dos banqueiros. Ex: bolsa família. Agora já é hora de conter um pouco as despesas. É hora de economizar para pagar os juros. Depois volta o ciclo. E os despachantes, pagos por eles voltam a fazer o serviço inicial.
  • Banqueiro  20/01/2016 21:32
    Eduardo, eu já disse mais de uma vez que você tem razão em dizer que os banqueiros são fdps. Vc não precisa repetir isso como se alguém estivesse discordando.


    Dito isso, veja o que vc diz:

    "Caso os banqueiros atuais fossem hipoteticamente extintos, e sobrassem somente os políticos, e estes passassem a controlar todo o sistema financeiro como em um regime comunista, eles mesmos seriam os banqueiros e a desgraça continuaria"

    Pois lembra o que eu disse?

    "Imagine q, por um milagre inexplicável, o estado deixasse de existir amanhã (levando o BC junto). Pois bem, jogados ao livre mercado, os banqueiros não teriam mais como espoliar a população.
    Agora imagine q, por um milagre inexplicável, ao invés do estado, os banqueiros deixassem de existir amanhã. O estado continuaria aí como máquina espoliadora da população
    "

    Ou seja, vc acaba concordando que o mal maior - o mal que possibilita aos banqueiros espoliarem a população - é a existência do estado (e, consequentemente, do BC e o sistema de reserva fracionária).
  • Eduardo  20/01/2016 23:04
    Sim, concordo plenamente. Só quero enfatizar que a estrutura estatal republicana foi montada justamente pelos grandolas, ou seja, independente de partido político, qualquer político serve a eles, seja comunista ou neoliberal. Na história do Brasil, por exemplo, financiaram tanto estatais quanto privatização de estatais. Já entre eles é briga de cachorro grande. O capital estrangeiro,mais forte, sempre vence o capital nacional. E, dentro de cada país, sempre tem um que é o "rei da mesa", que é o mais rico. Esse define quem permanece no cartel ou não. Pertencem às famílias mais poderosas do mundo. E definem todos os rumos da humanidade desde o início do século XX.
  • Discipulo do Molyneux  21/01/2016 03:06
    Acho que o que falta para as pessoas entenderem como um pequeno grupo de pessoas (politicos e os empresarios amigos) pode ter tanto poder está bem descrito no texto do Rothbard "O grande inimigo da atualidade" www.mises.org.br/Article.aspx?id=2270

    Um estatista que odeia os banqueiros mas defende a social-democracia estaria sendo um idiota útil. Pois é a social-democracia que perpetua o poder dessa classe.
  • mauricio barbosa  21/01/2016 19:38
    Eduardo de libertário você não tem nada e é perda de tempo debater com você, sinta-se a vontade para explanar suas verborragias comunistas travestidas de argumentos libertários,afinal aqui é um site defensor da liberdade e que debate idéias entre libertários e demais correntes de pensamento que argumentam com racionalidades(Sem deboche),mas,a mim você não engana mais,você está se fazendo de desentendido com esse jogo de palavras.

    Relembrando o que diz o artigo.

    "... No entanto, a pergunta que nem A Grande Aposta e nem Margin Call - O Dia Antes do Fim abordam é exatamente aquela que todos deveriam estar fazendo: como foi que tantas pessoas espertas erraram de maneira tão fragorosa e simultaneamente? "

    "...É aí que temos de lidar com o delicado sistema das taxas de juros e com a maneira como os juros foram distorcidas por meio 1) das políticas monetárias do Fed, 2) de empréstimos subsidiados pelo governo americano, e 3) de atitudes temerárias de corretores que sabiam que, caso algo desse errado, seus bancos certamente seriam socorridos pelo governo, pois eram considerados "grandes demais para quebrar"."

    "...Como novas regulações iriam corrigir isso é algo que ninguém explica — afinal, quem irá regular os reguladores?"

    Ou seja o estado é sustentado por nós,mas beneficia a malandragem e ai vem um sujeito falar para mim que a culpa é da malandragem isentando a instituição da responsabilidade solidária pelo caos gerado,e ainda se dizendo anti-estatista, assim não dá.
    Aquele abraço e procura outro para encher a paciência pois a minha já se esgotou,o sujeito falar que é libertário e ficar insistindo em atacar espantalho ao invés de atacar o estado que dá o suporte para essas tramóias ai é duro e tenha a santa paciência.
  • Platão  20/01/2016 12:37
    O que esse site acha dos especuladores de imóveis? algumas pessoas comprando na planta para vender mais caros no futuro enquanto milhões de brasileiros ficam impossibilitados de conseguir uma casa própria.
  • Aristóteles  20/01/2016 14:00
    Pergunta sem sentido. A pergunta não deve ser o que alguém acha ou deixa de achar de especuladores imobiliários. A pergunta tem de ser "o que gera o surgimento de especuladores imobiliários".

    Você não tem de perguntar o que alguém acha da lei da gravidade; você tem de entender por que ela existe e, aí sim, tentar lidar com ela e até mesmo sobrepujá-la.

    O que gera o surgimento de especuladores imobiliários no Brasil? Sim, isso mesmo: a política de crédito fácil do governo federal -- por meio de bancos estatais -- voltada para o setor imobiliário.

    Um financiamento de imóveis feito por bancos estatais — Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil — paga juros muito abaixo da SELIC. Atualmente, a SELIC está em 14,25%, mas o BB cobra juros de apenas 6,45% no financiamento da compra de imóveis. A Caixa cobra 6,80%.

    Bancos privados, vale ressaltar, praticamente não participam dessa esbórnia (pois não recebem repasses do Tesouro para subsidiar seus empréstimos).

    Essa postura de crédito farto e barato dos bancos estatais é um banquete para os especuladores imobiliários, e uma tragédia para os mais pobres, que sofrem as consequências do aumento dos preços.

    E então, para quem você vai apontar o dedo?
  • Rud  20/01/2016 13:25
    "o preço da casa sempre sobe"..."quem compra terra não erra"...e outras babozeiras do tipo, sempre repetidas ás nauseas por ai levam a manada a comprar no topo e vender no poço...ou mesmo a dar o calote....rssss....os shorts sellers que ganharam nessa crise aí, somente se afastaram da manada ....hehehee
  • João  20/01/2016 20:31
    Na minha vida eu só vi muitas pessoas comprando imóveis quando o governo, junto com banqueiros, deram crédito para o financiamento habitacional. Fora isso, foi raro o caso de alguém que fez poupança para comprar a vista um imóvel e mais raro ainda o caso de alguém que fez um financiamento em um banco privado.

    O governo, junto com alguns bancos e empresas são privilegiados, eu concordo. Mas se não fossem eles, quem é que iria oferecer um empréstimo com juros baixos para uma quantidade tão grande de pessoas para pagar em um prazo de trinta anos, por exemplo? Com tantas incertezas no mercado, acho difícil...

    O governo, que também se envolve incentivando a especulação, corre o risco de não se eleger nas próximas eleições por ter exagerado na dose. E se tem alguém que tem condições de sair ileso de tudo isso, são os investidores estrangeiros, que na pior das hipóteses, irão investir em outro país.
  • Auxiliar  20/01/2016 21:06
    Mais um perfeito exemplo de louvar exatamente o culpado pelo descalabro.

    Com a inflação monetária e a consequente carestia se tornando galopantes ainda no fim da década de 1950, a contabilidade das empresas e dos bancos tornou-se extremamente distorcida (fenômeno detalhado neste artigo). Por causa do rápido aumento dos preços, as receitas se tornavam nominalmente maiores em um curto período de tempo e, consequentemente, prejuízos operacionais se transformavam em lucros ilusórios, os quais eram pesadamente tributados. Simultaneamente, o próprio custo de reposição de ativos aumentava acentuadamente. Isso foi aniquilando o capital de empresas e bancos.

    Como consequência, os bancos reduziram a oferta de crédito, principalmente para a aquisição de moradias, chegando ao ponto de, em 1963, a concessão de um financiamento para a compra de um pequeno apartamento pela Caixa Econômica Federal depender da expressa autorização do presidente da República.

    Com isso, os edifícios residenciais passaram a ser construídos por meio do autofinanciamento dos condôminos, fenômeno que se manteve até meados da década de 1990. Nesse arranjo, os prazos de término das obras eram continuamente esticados, o que encarecia seus custos.

    Para completar, o incentivo ao investimento em imóveis residenciais para aluguel foi destruído pelas sucessivas leis do inquilinato, que prorrogavam por prazo indeterminado os contratos de locação residencial, determinando o congelamento ou o semicongelamento dos alugueis.

    O resultado foi a atrofia da indústria da construção civil e a proliferação das favelas, como manifestação ostensiva da crise habitacional.

    O governo causou isso tudo e agora é louvado como o salvador que, ao escravizar os pobres ao jugo do endividamento, presta-lhes um grande favor.
  • Rogério Lopes de Sá  20/01/2016 21:11
    Isso que o Auxiliar falou é de extrema importância. Converse com qualquer pessoa de idade que tenha vivido nas décadas de 1940 e 1950 (antes do nefasto governo JK, e quando inflação ainda era um fenômeno exótico). Naquela época, qualquer pequeno comerciante tinha casa própria.
  • Juan Domingues  22/01/2016 04:50
    Pois é.
    Vi o filme e fiquei impressionado em como tiveram a capacidade de ignorar completamente o papel do governo na gênese da crise.
    O filme da a entender que, do dia para a noite, os banqueiros de Wall Street acordaram e resolveram sair dando dinheiro aleatoriamente para qualquer um.
  • Eduardo Mendes  24/01/2016 12:03
    1-) O que é taxado de "erro" não existe. O fato é que, muito daquilo que é chamado de "erro" é atitude voltada para algum ganho. Então o "erro" é meticulosamente planejado por uns poucos "tubarões" para ter lucro fácil.

    2-) e o papel do cidadão que entra no barco furado por conta e risco próprio ? é uma mania de tratar "bandidos" de uma lado e "vítimas" de outro. Os qualificados no texto de "infelizes compradores de imóveis" perdem-se em seus próprio sonhos de consumo (aquela casa americana linda, com jardim na frente, e todo seus anexos encantadores - compre com uma pequena entrada e parcelinhas pequenas que cabem em seu orçamento...).Aí quando entram no barco furado são vítimas ? "Entrem no barco que te levarei aquela ilha paradisíaca...lá teremos sexo, comida e bebida farta...capitão : existe um furo no barco. Não se preocupe...o furo é pequeno e o barco não afundará..."
  • WDA  20/09/2016 00:46
    Eduardo, seu MAV descarado, você é um perfeito cretino. Já é o terceiro comentário absurdo e mentiroso que você posta aqui. Agora com sobrenome: Eduardo Mendes.

    E dessa vez, segundo você, todos são culpados, menos os verdadeiros culpados! O governo cria incentivos que levam os banqueiros a reagir de acordo, mas os culpados são esses "poucos tubarões" - obviamente os banqueiros.

    E pior, os outros culpados, são os cidadãos que querem comprar sua casa e que, estimulados por incentivos distorcidos e sem um sólido conhecimento de economia, confusos, compram gato por lebre. Acham que obterão algum LEGÍTIMO ganho e no entanto estão comprando um prejuízo futuro, sem saber.

    O criador desses incentivos e suas consequentes distorções, aquele que detém o poder de legislar e de usar a força para compelir a execução de suas decisões, você propositadamente omitiu: o aparato estatal, ou seja o ESTADO.

    É interessante que o vigarista Eduardo ainda tem o disparate de fingir que não existe erro no mundo. Segundo ele, culpado é quem errou, mas não quem induziu em erro! Afinal, eles não cometeram voluntariamente o erro? Lógico que sim, e precisamente porque quem erra, não por má-fé, mas porque foi induzido a errar o faz por achar que está certo!

    Na visão tosca de Eduardo, o mal está em ter sonhos de consumo, em desejar "aquela casa americana linda...". Bom mesmo é aspirar àquelas casas caindo aos pedaços em Cuba, ou a um barraco na favela. O desejo de algo melhor é que é o mal! Segundo a típica visão esquerdista que ele tem, o bem é o mal e o mal é o bem!

    Outra coisa interessante é que o vigarista Eduardo quer demonizar a idéia de obter "algum ganho", sugerindo que ESSE é basicamente o erro. Para infelicidade do Eduardo, TODA ação humana é voltada para a obtenção de algum ganho. Racional ou irracionalmente, toda ação do ser humano volta-se para isso, para alguma melhora de estado, para algum bem. Quando alguém faz algo altruísta, também visa a algum bem (e o obtém em retorno de algum modo). E até quem faz algum mal, pois há os cretinos como o Eduardo e demais comunistas, que se regozijam na perversidade.

    Portanto, Eduardo, dirija-se a Cuba e afunde VOCÊ num barco furado com os infelizes cubanos que todos os anos tentam fugir de lá.
  • Roberto   29/01/2016 21:15
    Avaliação anarcocapitalista do filme A Grande Aposta: https://www.youtube.com/watch?v=zqb2g0kJep8&feature=youtu.be
  • anônimo  01/02/2016 02:53
    leandro, boa noite

    esses dais a assiti a um documentario chamdo ''inside job'', eles falaram sobre uma intensa desregulamentação do setor financeiro nos anos 90, e que isso seria uma das maiores causas da crise de de 2008, vc sabe explicar alguma coisa sobre isso?

    obrigado
  • Leandro  01/02/2016 11:46
    Documentário panfletário, ideologizado, com claras conotações político-partidárias, que conta mentiras e esconde verdades.

    Leia aqui todos os detalhes sobre a crise financeira de 2008:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696
  • Emerson Luis  06/02/2016 19:05

    Os aspectos bons do filme compensam as omissões-chave?

    * * *
  • Thiago de Almeida  16/02/2016 11:54
    Bom dia galera,

    Desculpem a ignorância, mas vi o filme ontem e fiquei meio perdido no final, os personagens de Brad, bale e etc no final ganharam bilhoes?
  • gustavo reis  17/02/2016 12:23
    há algns erros de análise e de citação de fontes no seu esmerado artigo: 1 - o FED é independente do governo americano (nos EUA, ele é parte do marcado financeiro, não do governo); 2 - as fraudes foram cometidas por operadores de wall street, não pelas políticas de crédito; 3 - havia um problema claro de medidas de proteção de crédito; 4 - as fontes citadas no texto remetem ao próprio site do mises, algo que, no mínimo, não pode ser considerado como fonte e sim, auto referência.
  • Auxiliar  17/02/2016 12:37
    Vejamos:

    "1 - o FED é independente do governo americano (nos EUA, ele é parte do marcado financeiro, não do governo)";

    O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed -- embora não tenha, em tese!, poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo.

    Sim, o Fed é muuuito independente do governo americano.

    Aliás, ainda que sua afirmação fosse verdadeira, o que isso tem a ver com o artigo, que em momento algum versa sobre independência do Fed?

    Já começou argumentando com um espantalho. Péssimo sinal.

    "2 - as fraudes foram cometidas por operadores de wall street, não pelas políticas de crédito"

    Gentileza apontar em que parte do artigo há a afirmação de que políticas de crédito são fraudes.

    Até agora, você só deu bola fora.

    "3 - havia um problema claro de medidas de proteção de crédito;"

    Não faço a mais mínima ideia do que você quis dizer.

    "4 - as fontes citadas no texto remetem ao próprio site do mises, algo que, no mínimo, não pode ser considerado como fonte e sim, auto referência."

    As fontes citadas remetem sempre ao mesmo artigo, que é o mais completo -- em língua portuguesa -- sobre a crise financeira americana:

    Como ocorreu a crise financeira americana

    Neste artigo linkado, aí sim, há várias fontes externas ao site. O fato de você não saber disso comprova que você está falando sem nem sequer ter se dado ao mínimo trabalho de ler aquilo que você se pôs a criticar.

    Quatro bolas fora. Volte quando tiver substância.
  • Taxidermista  18/02/2016 16:10
    Comentário de um membro do Instituto Juan de Mariana sobre o filme:

    "'La gran apuesta': confundir causas con consecuencias":

    https://www.juandemariana.org/ijm-actualidad/analisis-diario/la-gran-apuesta-confundir-causas-con-consecuencias
  • Newbie  19/02/2016 22:55
    Alguém pode me apontar algum artigo que comente a serie do History "Gigantes da industria"?
    Ou mesmo uma boa discussão à respeito nos comentários do site?

    Porque eu achei muito tendencioso em varios pontos, por exemplo:
    - Ao mostrar o Rockefeller como vilao e o Roosevelt como o salvador dos pobres.
    - Achei estranho eles exaltarem o Ford (que estava sendo impedido de entrar no mercado na marra) e difamarem os monopolistas que desbancaram a concorrencia por competencia e eficiencia.

    Assisti varios episodios com um amigo esquerdista e no final ele saiu falando "tá vendo que suas ideias são furada? O governo precisa regular!".
  • Taxidermista  20/02/2016 14:07
    Caro Newbie:


    leia esse artigo do André Ramos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1999


    leia esse artigo do Tom Woods:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366


    Depois leia esses dois artigos e assista essa palestra do Thomas DiLorenzo:

    https://mises.org/library/truth-about-sherman

    https://mises.org/library/43-truth-about-robber-barons

    https://mises.org/files/monopoly-competition-and-antitrust-thomas-j-dilorenzo-1


    Daí se pegar gosto pela coisa, vc tem, pelo menos, cinco livros para ler:


    Esse do André Ramos:

    www.mises.org.br/Product.aspx?product=87


    Esse do Thomas DiLorenzo:

    store.mises.org/How-Capitalism-Saved-America-P260.aspx


    Esse do Tom Woods:

    tomwoods.com/books/the-politically-incorrect-guide-to-american-history/


    Esse do Burton W. Folsom:

    www.amazon.com/The-Myth-Robber-Barons-Business/dp/0963020315


    E esse do Dominick Armentano:

    https://mises.org/library/antitrust-case-repeal


    Abraço.

  • Taxidermista  20/02/2016 14:21
    Ficou faltando mencionar esse livro do Robert Murphy (o capítulo 13 fala especificamente sobre o tema do seu interesse):

    www.amazon.com/The-Politically-Incorrect-Guide-Capitalism/dp/1596985046


    Abraço.




  • Newbie  20/02/2016 15:46
    Muito obrigado taxidermista. Os artigos vou ler com certeza.
    Abraços
  • Taxidermista  20/02/2016 21:36
    Ah, meu caro, sobre Roosevelt (dois artigos):


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=130


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=97


    Abraços.

  • Newbie  20/02/2016 23:05
    Interessantes também, obrigado. Só um detalhe, na série era o Theodore Roosevelt, não o Franklin.
  • Oliver  11/09/2016 01:19
    Alguém sabe me dizer porque as operações de derivativos chamam a atenção dos Reguladores?
  • art  18/09/2016 15:36
    A mania regulatória tem que acabar já. O Brasil é um exemplo deprimente da burocracia governamental livre: mais de 181.000 leis, sendo que são criadas mais a cada mês e quase todas inúteis e prejudiciais à acumulação de capital. Lembrem-se que sem capital nada funciona.
  • Thiago Iatarola  18/09/2016 16:45
    Há em algum lugar o filme "Money for Nothing: Inside the Federal Reserve" legendado em português?
  • anônimo  18/09/2016 18:17
    Se não fosse o Acordo Bretton Woods o dolar seria hoje moeda mundial? Antes qual era a moeda usada pra transações comerciais? Ouro?
  • anônimo  18/09/2016 22:51
    Esses debentures que o BNDES está exigindo parece ter o mesmo risco. Quando chegar um político e mandar emitir debentures a sem limites, a coisa vai ficar feia. Imagine ter 500 bilhões em debentures na Bovespa ? Quando todo mundo resolver vender os debentures, quem vai pagar a conta no BNDES ?
  • Andre  19/09/2016 11:01
    Filme estrear na Netflix é como sair novamente no cinema, obrigado instituto Mises pela dica.
  • André Mendes  20/09/2016 04:37
    Achei o artigo bacana e tal, vou ficar meia hora digitando no celular, mas...
    Bom, como é comum no campo político-econômico (não importa se é de esquerda, direita, centro, de cima ou de baixo, liberal, neo-liberal), o artigo se prende em uma tentativa de defesa dos parâmetros/dogmas/ideologias que o site representa, e faz isso bem, assim como os representantes das mais diversas vertentes ideológicas o fazem, porém, não tentam levar a análise além de seu próprio campo de experiência.
    Ultimamente dizem que todas as crises são causadas pela interferência do homem no fluxo natural do mercado como se o mercado por si só fosse algo natural, mas tudo bem, digamos que de fato seja culpa da interferência, aí eu pergunto, quem coloca os políticos nas posições em que estão, com poder para "regulamentar" o que quer que seja? Todos os anos eleitorais lemos notícias de doações para campanhas com números exorbitantes, e claro, essas doações são totalmente livres de interesses individuais (ironia) , mas garanto que se o sistema fosse menos regulamentado isso não seria problema (ironia novamente). Quantos empresários são políticos ou pagam lobistas para ter acesso aos bastidores da política?
    Acho até graça pois assim me parece que os capitalistas liberais são tão utópicos quanto os comunistas.
    Será que não enxergam que o problema é cíclico? Se não regulamentamos, eles (detentores do poder econômico, político ou qualquer que seja, da na mesma) todos estão livres para ganhar como bem entende, se regulamentamos, dão um jeito de moldar as regras em seu benefício para continuar ganhando.
    Pra mim, discussões como estas são extremamente prazerosas, de fato eu as adoro, mas atualmente eu passei a acha-las um tanto quanto infrutíferas, pois não importa se somos Keynesianos, Austríacos, "Greenspanianos", se há prosperidade através do capitalismo, comunismo ou outra vertente, pois a questão maior por trás de tudo isso é mais simples, trata-se de poder, refiro-me ao sentido de empoderamento, de domínio, como o Sauron no Senhor dos Aneis, os Siths em Star Wars, Crhistian Grey em 50 Tons de Cinza(outro tipo de domínio, mas basicamente o mesmo), Voldemort em Harry Potter, Apocalipse em X-Men , enfim, acho que atingi todas as faixas etárias.
    Portanto não se trata da demonização do mercado, do capitalismo, ou de quem quer que seja, mas sim das relações de poder, de direcionar tudo e todos pro destino que mais agrada ao motorista do bonde, e se derrepente esta linha é tirada de circulação, nós os donos da frota, criamos outra pra contrabalançar esse mecanismo, e quem não tem carteira pra guiar o seus próprio bonde, tem que ir de carona.
    Dinheiro, hoje em dia é poder e vice-versa, mas ambos são neutros, maniqueísmo é um fruto da humanidade.
  • ROQUE EUGENIO  21/09/2016 02:40
    êêêêpa! O SR DISSE:
    "SE HÁ PROSPERIDADE ATRAVES DO CAPITALISMO COMUNISMO....." êêêpa,JÁ VIU PROSPERIDADE ATRAVES DO COMUNISMO? ONDE,EM CUBA? VENEZUELA?
    Olhe o dinheiro é uma FERRAMENTA DE TROCAS, VIABILIZA TROCAS DE RIQUEZA,UM EQUIVALENTE DE RIQUEZA.
    EQUIVALENTE DE RIQUEZA,MAS É UMA FERRAMENTA DE TROCAS, é neutro e as pessoas vão dar o uso,bom ou mau.
    Gerou , produziu riqueza em forma de mercadorias ou serviços,recebera em troca dinheiro ,uma ferramenta para trocar por outras mercadorias ou serviços que necessite ou interesse, um CORINGA.
    O COMUNISMO até hoje só produziu desgraças, escravidão, e morte.Os regimes comunistas na Europa mataram 30 vezes mais do que o Hitler,é so ver a história.


  • Gustavo  26/09/2016 19:30
    Alguém pode me explicar de que forma todos que apostaram contra o sistema ganharam dinheiro? Foram todos através do seguro de inadimplência?
  • Trader  26/09/2016 22:54
    Além do seguro (CDS - Credit Default Swapas) eles também fizeram um "short selling", que são operações de venda a descoberto (operações que você faz no mercado futuro apostando na queda do valor de um ativo).

    Inclusive, o título original do filme -- The Big Short -- é um trocadilho com o nome dessa operação
  • Gustavo  27/09/2016 15:03
    Obrigado.


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