Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

"Enquanto certos interesses econômicos são os mesmos para todos os grupos, cada grupo, separadamente, concentra determinados interesses que são antagônicos aos interesses de todos os demais. Assim, enquanto certas políticas públicas serão, a longo prazo, benéficas para todos, outras irão beneficiar alguns setores apenas, em detrimento de todos os outros." Henry Hazlitt

 

Foi Marx quem deu nome ao modelo de organização econômica capitalista. O capitalismo, entretanto, não foi criado por algum cérebro brilhante, nem gerado em saraus de intelectuais que queriam mudar o mundo ou a natureza humana.  Ao contrário, surgiu como resultado natural dos processos sociais de divisão do trabalho e trocas voluntárias, realizados num ambiente de liberdade até então poucas vezes visto ao longo da história.

Os economistas clássicos chamavam-no de laissez-faire. O governo era um mero coadjuvante, cujo papel limitava-se a fazer cumprir os contratos, proteger a vida e a propriedade dos cidadãos. 

As maiores virtudes desse modelo, na visão de Adam Smith, eram a liberdade de empreendimento e o governo limitado — este último um antídoto contra as arbitrariedades, os desmandos e as falcatruas inerentes ao poder político. 

Em resumo, o sistema pouco dependia das virtudes dos bons governantes, enquanto os danos causados pelos maus eram mínimos.

Por conta de um desses grandes paradoxos da vida, no entanto, o livre mercado, embora tivesse trazido volumes de riqueza inéditos aos países que o abraçaram, foi sendo paulatinamente substituído, principalmente no decorrer do século XX, por um novo arranjo institucional — na verdade, uma teratologia apelidada de "capitalismo de estado".

O processo de substituição foi bastante facilitado pelo fato de que muito poucos estavam dispostos a defender, politicamente, o capitalismo liberal. Não é de se admirar. O liberalismo, afinal, é muito arriscado, pouco previsível e totalmente incontrolável, seja por empresários, políticos ou acadêmicos.  Tal modelo, embora possibilite uma acumulação coletiva extraordinária de riqueza, está longe de ser um caminho seguro para o sucesso individual.

No capitalismo de estado, por outro lado, o governo é capturado por grupos de interesse, que o utilizam para promover a transferência de riqueza e status. Num processo lento, mas ininterrupto, castas influentes e bem articuladas obtêm privilégios especiais, contratos, empregos, benefícios fiscais, créditos baratos e proteções diversas, sempre à custa do dinheiro alheio.

[N. do E.: Neste sistema econômico, o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos.  Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado. 

Há a criação de privilégios legais, que vão desde restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros, até coisas mais paroquiais como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis e a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados (devidamente fornecidos pela empresa lobbista) em bares e restaurantes.  

E há a criação de privilégios ilegais, que vão desde fraudes em licitações e superfaturamento em prol de empreiteiras (cujas obras são pagas com dinheiro público) a coisas mais paroquiais como a concessão de bandeiras de postos de combustíveis para empresários que pagam propina a determinados políticos (bandeiras essas negadas para empresários honestos e menos poderosos).

Em troca, os empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas. A criação destes privilégios pode ocorrer ou abertamente, por meio de lobbies e da atuação de grupos de interesse, ou na surdina, por meio do suborno direto.

Em ambos os casos, empresários poderosos e grupos de interesse conseguem obter privilégios mediante o uso da coerção estatal.  E isso só é possível porque há um estado grande que a tudo controla e tudo regula.

Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas.

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.]

Agora, eis recente notícia publicada na Folha de São Paulo:

Ontem foi Dia de Reis. Em vez de levar presentes, alguns reis do capital foram a Brasília pedir dinheiro para suas empresas arrebentadas. Teve-se notícia do que o rei do PT, Lula, disse na primeira sessão de tutela de Dilma Rousseff neste ano: quer medidas "concretas" de estímulo econômico.

Nada de novo sob a poeira e o sol do Planalto.

[...]

Siderúrgicas e montadoras querem dinheiro. A venda de veículos caiu 26,5% em 2015. A associação dos vendedores estima que caia outros 6% neste 2016, o quarto ano seguido de ruína. Ao anunciar as más novas, vazou também que o governo prepara um pacotinho de ajuda.

[...]

O coelhinho da Páscoa ou do Carnaval das montadoras, por exemplo, não teria subsídios. [...] Insinua-se que haveria uma espécie de taxa ou seguro para financiar a compra de carro novo, colocando os muito velhos no rolo.

[...] As siderúrgicas, por exemplo, estão na lama porque a construção civil entrou em colapso, assim como a venda de bens duráveis, como carros, entre os motivos imediatos.

A construção civil afunda porque os governos não têm dinheiro para obras, porque as maiores empreiteiras foram enfim pegas na roubança, por causa da ruína na Petrobras. Afunda porque não há crédito ou coragem de tomar dinheiro emprestado para comprar casa, também porque os juros estão altos. O mercado imobiliário afunda. O preço do metro quadrado dos imóveis em São Paulo caiu 8% em 2015, em termos reais, segundo o índice Fipe-ZAP.

Enfim, o colapso da construção é um aspecto do colapso do investimento das empresas em capital (máquinas, equipamentos, instalações produtivas), que cai desde 2013.

[...]

A venda de veículos afunda porque houve uma bolha inflada pelo governo, porque se antecipou muito consumo, porque os juros estão altos, porque as empresas não investem, porque a renda do trabalho parou de subir, porque as pessoas estão com medo do futuro depois da passagem do furacão Dilma.

Eis a mais recente demonstração explícita de capitalismo de estado: uma romaria de grandes empresários a Brasília para pedir mais incentivos ao governo desenvolvimentista da dona Dilma, sempre tão pródigo com o dinheiro do distinto público.

Na ótica liberal/libertária, qualquer empresa que não esteja em condições de enfrentar a concorrência (interna ou externa) sem a ajuda do governo é uma empresa doente, que precisa reciclar-se, aperfeiçoar-se, tornar-se eficiente, ou sair do mercado. A ajuda governamental a produtores ineficientes, seja por meio de subsídios ou de medidas protecionistas, só contribui para obstruir o processo de "destruição criadora" do (verdadeiro) capitalismo e dificultar a vida dos concorrentes eficientes.

O fato de que os bons empreendedores irão prosperar sob o capitalismo não significa que todos os empresários sejam necessariamente capitalistas. Talvez a alguns surpreenda saber que uma boa parte deles detesta a competição e, por extensão, o livre mercado, razão pela qual nos acostumamos a vê-los rotineiramente ao redor dos políticos e dos burocratas, para que estes os protejam da sua própria ineficiência. 

Esse empresariado sabe que é precisamente o governo o único que pode evitar a livre concorrência, atuando discricionariamente para favorecer alguns em detrimento de muitos, seja sob a égide da proteção ao produto nacional, da preservação dos empregos ou de evitar uma eventual "crise sistêmica".

Como bem frisou Jonah Goldberg, no excelente "Fascismo de esquerda" (quem ainda não leu, deve ler, pois o livro é muito bom), muitos esquerdistas estão corretos quando lamentam a cumplicidade entre governos e grandes corporações.  O que eles não compreendem é que tal sistema convém justamente aos governos intervencionistas da nova esquerda, dita democrática.  Uma esquerda que não pretende expropriar os empreendimentos privados, mas, ao contrário, usá-los para implantar sua agenda política — exatamente como testemunhamos hoje no Brasil.

Em resumo, eis a grande diferença entre os verdadeiros liberais/libertários e os esquerdistas/desenvolvimentistas, ou mesmo alguns conservadores (vide Donald Trump e sua sanha protecionista).  Nós somos pró-mercado.  Eles são pró-negócios.

__________________________________

Leituras complementares:

O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido 

O socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro 

Grandes empresas odeiam o livre mercado 

Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários? 

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?


1 voto

SOBRE O AUTOR

João Luiz Mauad
é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andre B.  12/01/2016 13:43
    Artigo sensacional, curto e grosso!
    "A ajuda governamental a produtores ineficientes, seja por meio de subsídios ou de medidas protecionistas, só contribui para obstruir o processo de "destruição criadora" do (verdadeiro) capitalismo e dificultar a vida dos concorrentes eficientes". Disse tudo!
  • Coeficiente 100%  12/01/2016 13:45
    "A posição preferida do capitalismo à brasileira: o capitalismo brasileiro só sabe se posicionar na fila do BNDES"

    www.oantagonista.com/posts/a-posicao-preferida-do-capitalismo-a-brasileira


    "Capitalismo com pires na mão: a Gerdau, assim como outras siderúrgicas à beira da bancarrota, como a Usiminas, pedem socorro ao governo, através de medidas protecionistas contra os importadores de aço"


    www.oantagonista.com/posts/capitalismo-com-pires-na-mao
  • João Ernesto  24/01/2016 13:33
    Temos de entender a situalção das siderúrgicas nacionais, alavancadas e em risco de colapso. A China promoveu sua indústria siderúrgica através de dumping. Algo tem de ser feito em caráter emergencial, e infelizmente, a solução não passa por abrir mais o mercado à concorrência desleal.
  • Freedom-Newbie  25/01/2016 20:21
    Cara eu também tinha um receio semelhante ao seu, o motivo principal é que tenho amigos que trabalham numa usina de aço.

    Depois de uma boa leitura ficou claro protecionismo é uma roubada. Quaisquer que sejam os beneficios a curto prazo, nunca justificarão os prejuizos causados a todos. Quanto mais proteção mais ineficiente a industria será, e como consequencia mais dependente da proteção.

    Os artigos que mais me ajudaram foram:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1332

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1319

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=305

    Nos comentários você tambem vai encontrar um post interessante do Leandro explicando que "dumping" é uma teoria furada, que não existe no mundo real.
  • timbuka  25/01/2016 20:58
    Veja o comentário do Leandro mais abaixo, ele se aplica para esse besteira protecionista que vc disse:



    "Digamos que o Governo de uma hora para outra abrisse o mercado para o Exterior e não praticasse proteção contra importação e exportação. Quais os impactos teríamos?"

    Tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se eu, por exemplo, prefiro comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria me proibir disso? Que mal estou fazendo?

    "Muitas empresas iriam a falência?"

    As ineficientes com certeza. E isso seria ótimo. Empresas ineficientes são deletérias para uma sociedade. Elas consomem recursos e não entregam valor. Elas, na prática, subtraem valor da sociedade. Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição de riqueza. (O mecanismo sinalizador que orienta todas as decisões e fornece os resultados é o sistema de preços).

    E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade. Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

    O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas palavras, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos) pelo governo.

    Repito: protecionistas querem proteger empresas ruins dos consumidores. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar da FIESP.

    Por que isso seria ético e moral?

    "Pergunto isso, porque toda mudança, mesmo que boa, pode gerar efeitos colateriais no curto prazo."

    Certamente.

    Por último, um adendo: há, sim, indústrias eficientes, mas que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo. Neste caso, seria o protecionismo aceitável?

    Negativo. Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores. Se os custos de produção no Brasil estão altos, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

    Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido nenhum dizer que os consumidores devem ser tolhidos ou que deve haver tarifas de importação para se compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

    O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a adoção de tarifas protecionistas e proibir consumidores de comprar os bens que quiserem.
  • Alexandre Coutinho Celú   12/01/2016 13:57
    E aquele empresário competente, produtivo, honesto, que criou sua start-up praticamente do nada, que oferece bens e serviços relevantes, e montou uma estrutura eficiente de produção, divulgação, distribuição...mas NÃO é apadrinhado de nenhum político? SIFÚ!
  • Batista  12/01/2016 14:12
    Em tempos de cota para isso, cota para aquilo, cotas acolá, não é de se estranhar a categoria dos empresários buscar a sua própria. Só que essa vem com anabolizantes.
  • Coeficiente 100%  12/01/2016 15:31
    Isso, é o Bolsa-BNDES.

    (Não nos esqueçamos do Bolsa-Ditadura, mas esse é só para a "Dona Zelite").
  • AAFG  12/01/2016 17:26
    O pessoal da Ultrapar que o diga: tem bastante experiência neste tipo de romaria deste a ditadura militar.
  • Edival Carvalho  12/01/2016 17:42
    Capitalismo de estado: Produtos Caros, Impostos sobre os concorrentes externos, subsídios para os empresários e a conta para o contribuinte.
  • Jammerson Santana  12/01/2016 17:43
    Mas a fonte tá secando. Logo essas empresas quebram e o governo será obrigado a abrir o mercado. Pirâmide financeira nunca se sustenta.
  • Lauro Dias Maciel  12/01/2016 17:44
    Empresários safados, políticos gananciosos e inescrupulosos, intelectuais doutrinados e povo ignorante e inocente útil compõem o panorama da nossa miséria.
  • Mônica Fuchshuber   12/01/2016 17:45
    Os porcos continuam reunidos, enquanto os resto da bicharada paga a conta.
  • Udson  12/01/2016 17:55
    Prezados, boa tarde!

    Digamos que o Governo de uma hora para outra abrisse o mercado para o Exterior e não praticasse proteção contra importação e exportação. Quais os impactos teríamos? Mutas empresas iriam a falência? Pergunto isso, porque toda mudança, mesmo que boa, pode gerar efeitos colateriais no curto prazo. Desjá, muito grato e perdão pela ignorância.
  • Leandro  12/01/2016 18:47
    "Digamos que o Governo de uma hora para outra abrisse o mercado para o Exterior e não praticasse proteção contra importação e exportação. Quais os impactos teríamos?"

    Tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se eu, por exemplo, prefiro comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria me proibir disso? Que mal estou fazendo?

    "Muitas empresas iriam a falência?"

    As ineficientes com certeza. E isso seria ótimo. Empresas ineficientes são deletérias para uma sociedade. Elas consomem recursos e não entregam valor. Elas, na prática, subtraem valor da sociedade. Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição de riqueza. (O mecanismo sinalizador que orienta todas as decisões e fornece os resultados é o sistema de preços).

    E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade. Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

    O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas palavras, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos) pelo governo.

    Repito: protecionistas querem proteger empresas ruins dos consumidores. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar da FIESP.

    Por que isso seria ético e moral?

    "Pergunto isso, porque toda mudança, mesmo que boa, pode gerar efeitos colateriais no curto prazo."

    Certamente.

    Por último, um adendo: há, sim, indústrias eficientes, mas que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo. Neste caso, seria o protecionismo aceitável?

    Negativo. Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores. Se os custos de produção no Brasil estão altos, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

    Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido nenhum dizer que os consumidores devem ser tolhidos ou que deve haver tarifas de importação para se compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

    O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a adoção de tarifas protecionistas e proibir consumidores de comprar os bens que quiserem.
  • Udson  12/01/2016 19:05
    Valeu Leandro!!! Abraços!!!
  • Gilberto  13/01/2016 20:29

    Eu consigo ver claramente como uma política protecionista prejudica o país.
    Mas às vezes tenho dificuldade de explicar isso para outras pessoas.

    Acredito que as pessoas defendem o protecionismo por dois motivos:

    1 - a crença no superávite da balança comercial (já li a respeito aqui no site).
    2 - medo das indústrias nacionais falirem, gerando desemprego.

    Principalmente no caso 2 é difícil convencer outras pessoas dos benefícios do livre comércio, pois envolve o lado "sentimental" de pessoas perdendo o emprego.
    Há situações em que cidades pequenas que dependem totalmente de uma indústria local poderiam de repente virar cidades fantasmas.

    Num debate é fácil você cair na "armadilha" em que você tem que escolher entre o protecionismo (no qual os danos são diluídos para o Brasil inteiro) e o possível fechamento de uma usina (que afetaria diretamente todos os moradores daquela cidade).
    Se você escolhe abolir o protecionismo você não tem coração, não pensa nos outros, coxinha...
    Mas claro, como o Leandro apontou existem outras opções como desregulamentação, dimiuir impostos, etc...

    Mesmo assim, gostaria de opiniões sobre as questões abaixo:

    1) Como tratar argumento (ou apelo emocional) de que cidades inteiras podem ser destruídas como consequência de uma industria falir?
    2) Caso ficasse comprovado que um concorrente externo está fazendo dumping, seria justo proteger as empresas nacionais?
    3) Seria justo se o governo protegesse apenas por um período curto de tempo, com a condição de que as empresas nacionais se modernizassem e otimizassem seu processo, de forma a conseguirem competir com o produto importado?
  • Auxiliar  13/01/2016 21:00
    1) Como assim?!

    Se há uma cidade cuja população inteira está empregada em uma fábrica da Olivetti fabricando máquinas de escrever e calculadoras de mão, é certo proibirmos todo o restante da população do país de comprar laptops, computadores e smartphones?

    E se há uma cidade cuja população inteira está empregada em uma fábrica de charretes, temos de proibir todo o resto da população de comprar automóveis?

    Raciocínio idem para fábrica de velas vis-a-vis lâmpadas?

    Felizmente, esse raciocínio é tão tosco, e tão completamente fictício, que nem a própria esquerda protecionista o levanta mais.

    Artigos sobre isso:

    Para criar empregos bons, empregos ruins devem ser destruídos

    A automação e a robótica, ao contrário do imaginado, serão os grandes geradores dos empregos futuros

    Se você é contra o livre comércio, você nunca viveu sem ele

    O futuro da indústria - por que a participação da indústria no PIB sempre será declinante

    2) Dumping é uma ótima notícia para os consumidores nacionais. Na prática, cidadãos estrangeiros estão nos vendendo produtos bons a preços abaixo do custo (normalmente, subsidiados pelos otários pagadores de impostos de seus respectivos países). Por que deveríamos recusar? Se os otários estrangeiros estão dispostos a nos vender produtos bons a preços abaixo do custo, que o façam. Recebamo-los de braços abertos.

    3) Justo pra quem? O que as pessoas realmente não entendem, é que protecionista serve para proteger apenas as contas bancárias do grande baronato empresarial nacional, que passa a ter uma reserva de mercado e passa a tratar o consumidor brasileiro como gado preso num curral. Quem defende protecionismo, por mais bem intencionado que seja, está simplesmente defendendo o inchaço da conta bancária da FIESP. É incrível a dissonância cognitiva.

    E outra coisa: qual seria exatamente "o período curto de tempo"? Especifique. Por que tal período e não um maior ou menor? Quais empresas serão protegidas? Por que essas e não outras? Qual o critério adotado? Por que esses critérios e não outros? Como o governo vai estabelecer critérios para "as empresas nacionais se modernizarem e otimizarem seu processo, de forma a conseguirem competir com o produto importado"? Qual burocrata ou órgão burocrático será o responsável por essa tarefa? Qual a sapiência dele para isso? Como garantir que ele não será subornado pela empresa protegida?

    Sem ter todas essas respostas detalhadas, intervencionistas não podem falar nada sem levantarem a suspeita de serem agentes a soldo do grande baronato empresarial industrial.
  • anônimo  13/01/2016 21:40
    Auxiliar, penso que o leitor Gilberto levantou dúvidas; não fez defesa do protecionismo.
  • Taxidermista  13/01/2016 21:18
    Caro Gilberto:

    Confira esse artigo para você se sentir melhor equipado em face dos protecionistas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1332


    Outrossim, à vista do teor de suas questões (ao final), eu te recomendo fortemente o seguinte livro:


    www.mises.org.br/Product.aspx?product=87


    É uma leitura ótima e esclarecedora. Vai dar uma sacudida em alguns conceitos que ainda te mantém "preso", digamos.

    Abraço.
  • Gilberto  14/01/2016 01:39
    Agradeço a todos pelas respostas e pelas sugestões de leitura.
    Os artigos vou ler fácil, o livro vai entrar na fila :)

    Auxiliar, posso ter passado a impressão errada, não estou defendendo o protecionismo, estou buscando formas de discutir esse assunto com pessoas que se dizem nacionalistas ou torcem o nariz para o conceito de liberalismo (ou seja, a maioria das pessoas que eu conheço).

    O exemplo das charretes é bom para ilustrar, mas a situação que eu tinha em mente era uma usina de aço situada numa cidade de 80 mil habitantes. Os donos da usina exigem que o governo aumente as tarifas de importação alegando que a China está praticando dumping. A usina movimenta toda a economia da cidade, se ela falir várias outras empresas locais também fecharão as portas. Pessoas que moraram nessa cidade a vida inteira terão que se mudar. Estou fazendo o advogado do diabo aqui, entende?

    Se meu objetivo é mostrar para as pessoas que protecionismo sempre é ruim e liberalismo sempre é bom, gostaria de estar preparado com argumentos que não soassem tão insensíveis como "se adapte ou morra".

    Obrigado pelas respostas. Continuarei desbravando os artigos desse site que virou um vício pra mim :)



  • Típico Universitário  12/01/2016 18:10
    ...Somos nós emprestando dinheiro a nós mesmos.

    Só coxinha vê problema nisso.

    Parem de olhar cara e olhem economia.
  • Wesley  12/01/2016 18:52
    Como assim? O que estão fazendo é pegar dinheiro dos pobres para dar aos bilionários cheios da grana. Mas você não é comunista? Entregar o dinheiro dos mais necessitados aos barões da indústria nacional é algo justo para você? Além do mais o governo garante a existência dessa casta nefasta e parasitária por subsídios e protecionismo. Quer dizer que para os comunistas a população deve ser prejudicada em benefício dos barões da industria nacional? Essa é uma novidade para mim.
  • Triste  12/01/2016 20:24
    Triste mesmo é ver que a ironia e o sarcasmo desta personagem, há tempos existente aqui no sítio, é levada a sério pelas pessoas. Sinal de que tais bobagens, aqui ditas em tom de brincadeira, realmente são reproduzidas em República de Banânia. Típico Universitário, Típico Filósofo, como bem a fina ironia do nome faz refletir.
  • Típico Universitário  12/01/2016 23:04
    Sem dinheiro dos outros também não teria comunista. Eu sou coerente.

    Como é que os meios de produção vão ser tomados sem acúmulo de capital primitivo? Como vai haver acúmulo de capital primitivo sem uma política de campeãs nacionais chefiadas por agências reguladoras? Como vai haver campeãs nacionais sem câmbio desvalorizado e crédito livre para as empresas aliadas ao partido?

    Não tem essa de comunismo de boa vontade. Não dá para se unir com a DCE numa tribo e fundar o comunismo. Tem que ter sangue e capital da burguesia. Mas sem burguesia não tem sangue. Sem sangue não tem revolução.

    Não há um ponto fora da vírgula. Tudo foi muito bem pensado para libertar o povo brasileiro.

    Olha como vem funcionando. Em breve estaremos independentes do consumismo de pasta de dente.
  • Wesley  13/01/2016 16:09
    Ué, o comunismo não é a estatização dos meios de produção? Então é só o governo estatizar as empresas e mandar fuzilar o baronato como o Stalin fez. Então você esta defendendo o corporativismo. Então você não é comunista, você é fascista. O Mussolini teria orgulho de você, ja que está seguindo a receita dele. Alem do mais ele era socialista e criou o fascismo como uma dissidência do socialismo. Você diz que odeia a burguesia, mas está defendendo que o dinheiro da classe operária seja confiscado para ser entregue ao que tem de pior na burguesia nacional. Se eu fosse comunista eu diria que você é um traidor e um covarde, e que você merecia ser fuzilado por traição aos ideais comunistas e por aderir ao fascismo.
  • brunoalex4  12/01/2016 18:32
    Na romaria dos empresários é Deus no céu e BNDES na Terra...
  • Lucas Braga  12/01/2016 18:53
    Leandro, três favores, se puder:

    1. Quando dizem que cada Real gasto com o bolsa-família se transforma em R$1,78 na economia, esse seria um suposto caso de efeito multiplicador? ou é apenas desonestidade contabilística mesmo?

    2. Sei que é tolice dar mais dinheiro para um governo através de uma privatização no estilo 'leilão'. Aprecio o princípio da apropriação original para privatizações. Lembro de uma expressão que diz mais ou menos assim: "O gasto tende a alcançar a arrecadação". Li em algum lugar do site e não consigo achar, um comentário sobre isso. Há alguma teoria ou citação de autores austríacos sobre isso, ainda que seja um texto curto, ou essa questão é apenas uma constatação óbvia? Se houver alguma teoria, pode indicar um artigo ou breve explicação sobre.

    3. Me indique artigos e livros austríacos sobre seguros. Penso em fazer ciências atuariais.

    Obrigado.
  • Leandro  12/01/2016 20:11
    1. O efeito multiplicador é uma desonestidade contabilistica.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2186

    2. Teoria: [link]www.mises.org.br/Article.aspx?id=1180

    Prática: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2073 (vide o gráfico)

    3. Pedido meio vago, mas vamos lá:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1785

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1857

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=608

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1165
  • Lucas Braga  15/01/2016 20:25
    Obrigado aos dois! Taxidermista, o link está quebrado.
  • Taxidermista  15/01/2016 20:57
    Meu caro, copie e cole na busca da internet que aparecerá.

    Abço.
  • Sem muita paciência  15/01/2016 21:08
    Tire o "s" do "https" e coloque os "dois pontos" ( : ).

    Por favor, não faça como esquerdistas que querem tudo prontinho de mão beijada. Essa mentalidade do "dê-me tudo prontinho" é típica de acomodados que vivem de assistencialismo.

    Veja esse aqui, por exemplo. Prefere vir perguntar o significado de uma palavra a fazer uma mísera pesquisa no Google, que não leva mais do que três segundos.
  • Lucas Braga  17/01/2016 18:24
    Taxidermista 15/01/2016 20:57:48
    e
    Sem muita paciência 15/01/2016 21:08:14

    1. Meu PC está com problemas;
    2. Eu estava numa LAN house. E sempre que vou numa LAN house, por necessidade, apenas copio o link, jogo na barra de endereço, salvo, jogo no pendrive e levo pra ler em casa. Se o link não abre, eu deixo pra lá, por que não gosto de gastar muito tempo em LAN House, longe do conforto de casa. Se estivesse em casa, até correria atrás disso.

    Economizem a minha paciência, papeis de embrulhar pregos.
  • Taxidermista  18/01/2016 12:14
    Prezado Lucas Braga,

    então quer dizer que eu faço uma gentileza - sendo que, depois, ainda respondo gentilmente sobre o link -, e é essa resposta que recebo, sem que vc faça a devida diferenciação entre comentaristas?

    Muito nobre de sua parte, jovem.

    De toda sorte, um abraço.

  • Lucas Braga  18/01/2016 13:43
    Mal-interpretei o teu comentário como impaciente, também. Perdão.
  • Artilheiro de metralhadora (perguntas off-topic)  13/01/2016 00:07
    Olá!

    É possível haver livre mercado numa economia em que opere o sistema Currency Board?!

    Alguém poderia me indicar (se possível) por favor, um ou mais livros da Escola Austríaca que tratem especificamente do tema 'Currency Board'?!

    Agradeço desde já!

    Tudo de bom!
  • Auxiliar  13/01/2016 02:27
    Artigo completo sobre o assunto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Artlheiro de metralhadora  13/01/2016 10:32
    Olá Auxiliar!

    Muito obrigado pela indicação.

    Tudo e bom!
  • José S  13/01/2016 03:23
    -Questão Off-topic
    Tenho uma dúvida a respeito da União Soviética e, se possível, gostaria que alguém me respondesse ou me mostrasse onde posso encontrar as respostas.
    Eu tenho a impressão de a União Soviética ter alcançado relativos avanços econômicos na primeira metade do século (apesar das óbvias maluquices de seus ditadores). Gostaria de entender como foi possível seu processo de industrialização, que se analisarmos, foi um dos mais rápidos da história.
    Desculpem-me caso seja algo muito claro, mas eu ainda não tive tempo de me aprofundar no assunto.
  • João X  13/01/2016 11:20
    "Eu tenho a impressão de a União Soviética ter alcançado[...]"

    Sorry, mas apenar "ter a impressão" não configura dado científico comprovado. Quais são os fatos?

    "Gostaria de entender como foi possível seu processo de industrialização"

    Ok, isso já é mais factível. Só não entendi como você estabeleceu essa relação entre "avanços econômicos" e "processo de industrialização".

    A industrialização nos países comunistas era algo que ocorria por meio de decretos atabalhoados: o governo estipulava que em determinadas localidades deveria haver tantas indústrias produzindo tantas coisas que o governo determinasse.

    Ato contínuo, mão-de-obra e recursos escassos eram deslocados de todas as regiões do país para essas localidades, apenas para satisfazer esse capricho dos ditadores. Camponeses viravam operadores de máquinas, advogados viravam reparadores técnicos, médicos viravam faxineiros de indústrias etc.

    Obviamente, com tamanha desconsideração pela divisão do trabalho, era impossível produzir coisas de qualidade, de modo que o padrão de vida só fazia desabar.

    Havia, de fato, várias indústrias na URSS; e nenhuma delas sabia produzir nada. Cite um produto de qualidade da era soviética.
  • cmr  13/01/2016 13:25
    Cite um produto de qualidade da era soviética.

    O rifle de assalto AK-47 e suas variantes, o único fuzil que funciona tanto no deserto do Saara cheio de areia, quanto na Sibéria a -70C. Não emperra, não nega fogo, fácil manuseio, dispensa grandes cuidados de operação e manutenção, etc... Essa arma virou um símbolo de liberdade e também de opressão. Tem até um livro sobre os fuzis Kalashinikov, alegando que essa arma mudou até os rumos do século 20, tendo matado mais gente na história do que todas as outras armas de infantaria juntas.

    Só quando o assunto é guerra, os esquerdistas conseguem desenvolver coisas que prestam.
  • Batista  13/01/2016 20:00
    Você esqueceu do "saudoso" LADA.
  • Vinicius  13/01/2016 11:36
    Foram os planos quinquenais:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Five-year_plans_for_the_national_economy_of_the_Soviet_Union

    Não tenho certeza, mas os recursos vinham das vendas de matéria prima usada pelo capitalismo ocidental, tanto que nos anos 70 sofreram junto com o "mundo normal" a crise de stagflação da época:

    www.fsmitha.com/h2/ch33-2.htm

    Até que nos anos 80, a queda generalizada nos preços dos produtos exportados pela URSS (oil glut)colocou sua economia na mais completa penúria:

    www.theoildrum.com/node/7878
    englishrussia.com/2011/06/14/life-of-russia-of-the-mid-1990s/2/


  • Globalista sem fronteiras - Fronteiras são currais  13/01/2016 06:47
    Por mim essas empresas tem mais é que falir.
    https://www.youtube.com/watch?v=ifp3L0xYmF4
    https://www.youtube.com/watch?v=o3-WJbK7DPI

    Desde que o governo comecou taxar todos os importados e abrir todas as encomendas sem excessão nos correios e receita federal, e desvalorizou a moeda, eu parei de comprar, desde 2012 eu não compro nenhum bem de consumo e alimento eu reduzi uns 80%.
    Meu dinheiro não é pra sustentar politicos corruptos e empresarios gananciosos.

    Porque eu sou forçado a comprar um produto brasileiro no minimo 60% mais caro que o mesmo produto em outros países e com a qualidade no minimo 60% inferior?!?

    Pra mim chega, não sou mulher de malandro pra ficar apanhando e não fazer nada, estou juntando meus trapos e saindo fora desse lixo de país; se não desvalorizarem mais a moeda porque se desvalorizar mais teremos que mudar em massa pra baixo das pontes.
  • Wesley  14/01/2016 06:45
    A única saída é não comprar e boicotar. Mas o brasileiro aceita tudo, por isso esses caras deitam e rolam. Se a gasolina fosse 10 reais as pessoas ainda assim andariam de carro e aceitariam o preço. Esse país têm dois tipos de pessoas: os espertos, que ganhas às custas dos outros e os idiotas que aceitam serem explorados e pagar caro por produtos ruins. Se eu vendo caro e as pessoas compram por que vou diminuir os preços? Deixa os trouxas pagar caro.
  • anonimol  14/01/2016 11:50
    Não vai ter boicote nenhum.Se vc prcisa da gasolina pra chdgar no trabalho, não está nem aí pro que o dono do posto fez antes
  • Felipe R  13/01/2016 15:15
    Henry Hazlitt... autor de um dos melhores livros (senão o melhor) de economia que já li até hoje.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  16/01/2016 14:16
    "O governo era um mero coadjuvante, cujo papel limitava-se a fazer cumprir os contratos, proteger a vida e a propriedade dos cidadãos."

    Precisamos fazer o governo voltar a ser isso.
  • Emerson Luis  17/01/2016 13:41

    No capitalismo de verdade, as empresas disputam a satisfação do consumidor.

    No mercantilismo em que vivemos, disputam a amizade com o rei.

    * * *
  • João  23/06/2016 06:25
    Muito bom.


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