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Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo
Nada de exotismos. Apenas contenção de gastos, enxugamento do estado e desregulamentações

Nota do Editor

Na década de 1980, a Nova Zelândia, que até então havia sido um país rico, era um país relativamente atrasado (a renda per capita era igual às de Portugal e Turquia), estagnado e sem grandes perspectivas. A economia era engessada, fechada, protegida e ineficiente. 

Até que, em meados da década de 1980, um governo de esquerda fez o inimaginável e adotou medidas contrárias a esta ideologia: austeridade monetária e fiscal, redução dos privilégios, abolição de várias tarifas protecionistas e, principalmente, forte redução da máquina pública, com a demissão de vários funcionários públicos.

Liderando esse processo, em conjunto com Roger Douglas, estava Maurice P. McTigue, ex-ministro do governo trabalhista eleito em 1984.  A seguir, uma palestra educacional de McTigue, chamada Reduzindo o Governo: Lições da Nova Zelândia

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Se olharmos para a história, notaremos que o crescimento do governo é um fenômeno recente.

Desde a década de 1850 até as décadas de 1920 ou 1930, a fatia que o governo ocupava no PIB da maioria das economias industrializadas do mundo raramente ultrapassava os 6%.  Porém, desse período em diante — e em particular desde os anos 1950 —, vivenciamos uma explosão maciça na fatia que o governo ocupa no PIB.  Em alguns países, o valor varia de 35 a 45%. (No caso da Suécia, houve um ponto que chegou a 65%, e o país quase que se autodestruiu como resultado. O país agora está desmantelando alguns de seus programas sociais para se manter economicamente viável).

Pode esta situação de agigantamento do estado ser interrompida ou mesmo revertida? Com base em minha experiência pessoal, a resposta é "sim". No entanto, isso não apenas requer altos níveis de transparência, como ainda é necessário saber lidar com as consequências severas de eventuais decisões erradas — e essas não são coisas fáceis.

A primeira mudança necessária está na mentalidade da população.  Tem de haver uma mudança na forma como as pessoas vêem as atribuições do governo e suas responsabilidades, principalmente a fiscal.  A antiga ideia de responsabilidade fiscal simplesmente dizia que o governo não deveria gastar mais dinheiro do que arrecadou. A nova ideia de responsabilidade fiscal tem de se basear na seguinte pergunta: "O que é que obtivemos em termos de benefícios públicos como resultado do gasto deste dinheiro?".

Esta é uma pergunta que sempre foi feita no setor privado, mas que raramente foi a norma para o setor público.  E os governos que resolveram lidar com essa questão apresentaram resultados extraordinários. Esta foi certamente a base das reformas bem-sucedidas no meu próprio país, a Nova Zelândia.

A renda per capita da Nova Zelândia no período anterior ao final da década de 1950 era a terceira maior do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá. Porém, já em 1984, a renda per capita havia caído para 27º posição, ao lado de Portugal e Turquia. Não apenas isso, a nossa taxa de desemprego era de 11,6%, tínhamos tido 23 anos sucessivos de déficits (os quais, em algumas ocasiões, chegavam a 40% do PIB), a nossa dívida pública havia alcançado para 65% do PIB, e as nossas classificações de risco — concedida pelas agências Standard & Poor's, Moody's e Fitch — eram continuamente rebaixadas.

Os gastos do governo chegavam a 44% do PIB, os investimentos estavam em queda, os investidores estrangeiros estavam abandonando o país, e o governo queria gerenciar praticamente todas as atividades da economia, desde as grandes empresas até as mercearias.  Havia controle de capitais e controle de câmbio, o que significava que eu não podia comprar uma assinatura da revista The Economist sem a autorização do Ministério das Finanças. Eu não podia comprar ações de uma empresa estrangeira sem abrir mão da minha cidadania.

Havia controle de preços em todos os bens e serviços, em todas as lojas e em todo o setor de serviços. Havia controle de salários e até mesmo congelamento de salários.  Patrões que eventualmente quisessem conceder aumentos salariais aos seus funcionários — ou mesmo pagar-lhes um bônus — estavam legalmente proibidos.

Havia controle de importação, com o governo determinando quais bens eu podia trazer para o meu país.

Havia maciços subsídios às indústrias, a fim de mantê-las viáveis.

Os jovens neozelandeses estavam deixando o país em massa.

Gastos do governo e impostos

Quando um governo reformador foi eleito, em 1984, ele imediatamente identificou três problemas: gastos excessivos, impostos excessivos, e excesso de governo. A questão era como cortar gastos e impostos e como diminuir o papel do governo na economia.

Bem, a primeira coisa a se fazer nesta situação é descobrir o que se está recebendo em troca de cada unidade de dinheiro gasto.  Pare este fim, implantamos uma nova política, segundo a qual o dinheiro não seria simplesmente distribuído aos ministérios, agências e repartições governamentais; em vez disso, haveria um contrato com os altos funcionários de cada órgão do governo, claramente delineando o que era esperado em troca do dinheiro alocado.

Os líderes de cada órgão do governo passaram a ser escolhidos com base em critérios rigorosos.  Foi feita uma seleção em nível mundial e os escolhidos receberam contratos a termo: cinco anos com uma possível extensão de mais três anos. O único fundamento para a sua demissão era a não-execução do que fora acordado, de modo que um governo recém-eleito não pudesse simplesmente mandá-los embora como havia acontecido com os funcionários públicos no sistema antigo.

Obviamente, com esse tipo de incentivo, os novos líderes dos órgãos do governo — tais como os CEOs do setor privado — se certificaram de que seu grupo de subordinados também tivesse objetivos muito claros, os quais se esperava que também fossem cumpridos.

A primeira medida que tomamos em relação a cada órgão tinha como base as políticas a serem adotadas. Isso tinha o objetivo de gerar um vigoroso debate entre o governo e os líderes de cada órgão sobre como alcançar metas do tipo "reduzir a fome" e o "número de sem-tetos". Isto não significava, vale enfatizar, que o governo deveria fornecer casa e comida para as pessoas. O que realmente era debatido era o grau em que a fome e o número de sem-tetos seria realmente reduzido.

Em outras palavras, deixamos claro que o que era importante não era quantas pessoas estavam recebendo políticas assistencialistas, mas sim quantas pessoas estavam saindo do assistencialismo, deixando de depender do estado e passando a viver com independência.

Tão logo começamos a trabalhar por meio deste processo, fizemos algumas perguntas fundamentais aos ministérios e agências. A primeira pergunta foi: "O que vocês estão fazendo?". A segunda pergunta foi: "O que vocês deveriam estar fazendo?".

Com base nas respostas, dissemos: "Eliminem o que não deveriam estar fazendo" — isto é, se estão fazendo algo que claramente não é responsabilidade do governo, parem de fazer isso.

E então fizemos a pergunta final: "Quem deveria estar pagando por isso — os pagadores de impostos, o usuário, o consumidor ou a indústria?". Perguntamos isto porque, em muitos casos, os pagadores de impostos estavam subsidiando coisas que não os beneficiavam.  Quando você afasta o custo dos serviços dos seus reais usuários e consumidores, você inevitavelmente acaba promovendo o uso excessivo destes serviços e, com isso, desvaloriza o que quer que esteja sendo feito.

Quando começamos este processo com o Ministério dos Transportes, o mesmo tinha 5.600 funcionários. Quando terminamos, tinha apenas 53. Quando começamos com o Ministério do Meio Ambiente, o mesmo tinha 17.000 funcionários. Quando terminamos, tinha 17. Quando aplicamos isso ao Ministério das Obras Públicas, o mesmo tinha 28.000 funcionários. Quando terminamos, tinha apenas um: eu mesmo.  Eu fui Ministro das Obras Públicas e acabei sendo o único funcionário deste órgão. Neste último caso, quase tudo que o ministério fazia era construção e engenharia; mas havia muitas pessoas que poderiam fazer tudo isso sem o envolvimento do governo.

"Ah, mas você destruiu todos os postos de trabalho!", você pode me dizer.  Só que isso simplesmente não é verdade. O governo deixou de empregar pessoas naqueles postos de trabalho, mas a necessidade daquele trabalho não desapareceu. Eu mesmo visitei alguns dos trabalhadores florestais alguns meses depois de terem perdido seus empregos no Ministério do Meio Ambiente, e eles estavam bastante felizes. Eles me disseram que estavam ganhando cerca de três vezes o que costumavam ganhar — além disso, eles ficaram surpresos ao saber que conseguiam fazer cerca de 60% mais do que aquilo a que estavam habituados. A mesma lição se aplica aos outros trabalhos que mencionei.

Algumas das coisas que o governo estava fazendo simplesmente não eram função do governo. Por isso vendemos telecomunicações, companhias aéreas, sistemas de irrigação, serviços de informática, gráficas governamentais, empresas de seguro, bancos, ações, hipotecas, ferrovias, serviços de ônibus, hotéis, empresas de navegação, serviços de assessoramento agrícola etc. 

Resultado principal: quando vendemos estas coisas, sua produtividade subiu e o custo dos seus serviços caiu, traduzindo-se em ganhos importantes para a economia.

Além disso, decidimos que outros órgãos deveriam ser geridas como empresas com fins lucrativos e que pagam impostos. Por exemplo, o sistema de controle de tráfego aéreo foi transformado em uma empresa autônoma, cujo objetivo era obter uma taxa de retorno aceitável e pagar impostos, tendo sido alertada de que não receberia qualquer aporte, investimento ou capital de seu proprietário (o governo).

Fizemos o mesmo com aproximadamente 35 órgãos. Juntos, eles nos custavam cerca de um bilhão de dólares por ano; depois, passaram produziram cerca de um bilhão de dólares por ano em receitas e impostos.

Conseguimos uma redução global de 66% no tamanho do governo, mensurado pelo número de funcionários. A fatia que o governo ocupava no PIB caiu de 44 para 27%. Estávamos agora com superávit e estabelecemos uma política de nunca deixar dólares à disposição: sabíamos que se não nos livrássemos desse dinheiro, algum engraçadinho o gastaria em proveito próprio. Consequentemente, utilizamos a maior parte do superávit para pagar a dívida, de modo que a dívida baixou de 63 para 17% do PIB.

O que restava do superávit de cada ano foi utilizado para reduzir a carga de impostos. Reduzimos as alíquotas do imposto pela metade e eliminamos outros impostos. Como resultado destas políticas, a receita aumentou 20%. Sim, Ronald Reagan estava certo: alíquotas de imposto menores produzem mais receitas.

Subsídios, educação e competitividade

O que dizer sobre a invasão governamental que ocorre sob a forma de subsídios?

Em primeiro lugar, temos de reconhecer que o principal problema dos subsídios é que eles tornam as pessoas dependentes; e quando você torna as dependentes, elas perdem a sua criatividade e toda a sua capacidade de inovação, tornando-se ainda mais dependentes.

Deixem-me dar um exemplo: em 1984, 44% da renda da criação de ovelhas na Nova Zelândia era oriunda de subsídios do governo. O produto principal era o cordeiro e, no mercado internacional, o cordeiro era vendido a 12,50 dólares americanos (com o governo neozelandês fornecendo mais 12,50 dólares americanos) por unidade. Nós então abolimos, em apenas um ano, todos os subsídios. Obviamente, os criadores de ovelhas não ficaram nada satisfeitos.

Porém, tão logo eles perceberam que a decisão era permanente, que os subsídios não iram voltar, eles montaram uma equipe de pessoas encarregadas de descobrir como poderiam obter 30 dólares por unidade.  A equipe concluiu que isso seria difícil, mas não impossível. Era necessário produzir um produto inteiramente diferente, processá-lo de uma maneira diferente e vendê-lo em diferentes mercados.

Dois anos se passaram e, em 1989, haviam conseguido converter o seu produto de 12,50 dólares em algo cujo novo valor era de 30 dólares. Por volta de 1991, valia 42 dólares; em 1994, valia 74 dólares; e em 1999, valia 115 dólares.

Em outras palavras, a indústria de ovelhas da Nova Zelândia "saiu para o mercado" e descobriu pessoas que estavam dispostas a pagar preços mais elevados pelo seu produto.

Hoje, vocês podem ir aos melhores restaurantes dos EUA e comprar cordeiro da Nova Zelândia e pagar algo entre os 35 e os 60 dólares por libra (cerca de 450g).

Desnecessário dizer que, quando abolimos todos os subsídios do governo à indústria, foi amplamente previsto que haveria um enorme êxodo de pessoas fugindo desses setores. Mas isso não aconteceu. Para dar um exemplo, apenas 0,75% dos empreendimentos agropecuários apresentaram prejuízos e quebraram – e essas eram pessoas que nem sequer deveriam estar no ramo.  Adicionalmente, alguns previram um grande movimento em direção à organização corporativa em oposição à agropecuária familiar.  Mas ocorreu exatamente o oposto. Em vez de uma expansão na agropecuária corporativa, foi a agropecuária familiar que se expandiu.  Todos viraram empreendedores, provavelmente porque as famílias estão dispostos a trabalhar por menos do que as empresas. 

No final, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. E demonstrou que se as pessoas tiverem como única opção serem criativas e inovadoras, elas irão encontrar soluções.

A Nova Zelândia tinha um sistema educacional que também estava se comprovando um fracasso.  A taxa de repetência chegava a 30% das crianças — especialmente aquelas em áreas socioeconômicas mais baixas.  Ao longo dos 20 anos anteriores, o governo despejava cada vez mais dinheiro na educação, e os resultados eram cada vez piores. Custava-nos duas vezes mais para obter um resultado pior do que o que tinha sido obtido 20 anos antes com muito menos dinheiro.

E então decidimos repensar o que estávamos fazendo nesta área também. A primeira coisa que fizemos foi identificar para onde estavam indo os dólares despejados na educação. Contratamos consultores internacionais (porque não confiávamos nos nossos próprios órgãos para executar esta tarefa) e eles relataram que, para cada dólar que gastávamos com educação, 70 centavos eram consumidos pela administração.

Assim que ouvimos isto, eliminamos imediatamente todo o Ministério da Educação. Cada escola passou a ser administrada por um conselho de gestores eleito pelos pais das crianças que frequentavam aquela escola, e por mais ninguém.  Demos às escolas uma quantia de dinheiro com base no número de alunos que matriculados nas mesmas, sem impor condições especiais. Ao mesmo tempo, dissemos aos pais que eles tinham o direito absoluto de escolher onde os seus filhos seriam educados. É absolutamente detestável que seja um burocrata qualquer diga aos pais que eles têm de mandar os seus filhos para uma escola ruim. Convertemos 4.500 escolas a este novo sistema em um único dia.

Mas nós fomos ainda mais longe: tornamos possível às escolas privadas serem financiadas exatamente da mesma forma que as escolas públicas, dando aos pais a capacidade de gastar seu dinheiro onde quer que eles escolhessem. Mais uma vez, várias pessoas previram que haveria um grande êxodo de estudantes do ensino público para as escolas privadas, pois as escolas privadas demonstravam uma superioridade acadêmica de 14 a 15%. Isso não aconteceu, pois a diferença de desempenho entre as escolas desapareceu em cerca de 18-24 meses. Por quê? Porque repentinamente os professores das escolas públicas perceberam que, se eles perdessem alunos, perdiam o financiamento; e se eles perdessem o financiamento, perderiam seus empregos.

Oitenta e cinco por cento dos nossos alunos iam para escolas públicas no início deste processo. Este número caiu para apenas 84% depois do primeiro ano das reformas. No entanto, três anos depois, 87 por cento dos estudantes estavam em escolas públicas. Mais importante, o nível educacional da Nova Zelândia, que até então era 15% inferior ao de seus pares internacionais, tornou-se 15% superior

Agora, falemos sobre tributação e competitividade.  O que muitos no setor público hoje não conseguem reconhecer é que o desafio da competitividade é mundial. Capital e mão-de-obra conseguem se mover tão rapidamente de um lugar para outro, que a única maneira de impedir que as empresas saiam de um país é dando a certeza de que o clima de negócios no seu país é melhor que o de qualquer outro.

Sob este aspecto, houve uma circunstância muito interessante na Irlanda. A União Europeia, liderada pela França, foi muito crítica em relação à política tributária irlandesa — particularmente na que diz respeito às empresas —, pois os irlandeses haviam reduzido alíquota do imposto de renda de pessoa jurídica de 48 para 12%, e, como consequência, várias empresas se mudaram para a Irlanda. A União Europeia queria impor uma penalização à Irlanda, na forma de um imposto de renda de pessoa jurídica de 17%, de modo a que o país ficasse alinhado com outros países europeus.

Desnecessário dizer que os irlandeses não aceitaram nessa ideia. A Comunidade Europeia respondeu dizendo que o que os irlandeses estavam a fazer era injusto e contrário à ideia de competitividade. O ministro das finanças da Irlanda concordou: ele destacou que o governo da Irlanda estava cobrando 12% das empresas ao passo que cobrava dos seus cidadãos apenas 10%.  Ato contínuo, a Irlanda reduziu a alíquota de impostos para as empresas para 10% também.  Mais uma batalha que os franceses perderam!

Quando nós, na Nova Zelândia, analisamos o nosso esquema tributário, encontramos um sistema extremamente complicado, o qual distorcia tanto os empreendimentos quanto as decisões privadas. Consequentemente, fizemos as seguintes perguntas para nós mesmos: o nosso sistema tributário estava preocupado em coletar receitas? Estava preocupado em coletar receitas e também em prestar de serviços sociais? Ou estava preocupado em coletar receita, em prestar serviços sociais e em alterar comportamentos?  Decidimos então que serviços sociais e questões comportamentais não tinham lugar em um sistema racional de tributação.

Ato contínuo, decidimos que só teríamos dois mecanismos para obter receitas — um imposto sobre a renda e um imposto sobre o consumo — e que iríamos simplificar estes mecanismos e reduzir as alíquotas ao máximo possível.

Reduzimos a alíquota máxima do imposto de renda de 66 para 33% e fixamos essa taxa para todos os que tinham rendimentos mais elevados. Além disso, reduzimos a alíquota mínima de 38 para 19%, a qual se tornou a taxa fixa para a população de menor renda. Em seguida, definimos uma alíquota de imposto sobre o consumo de 10% e eliminamos todos os outros impostos — impostos sobre ganhos de capital, impostos sobre a propriedade etc.

O que realmente aconteceu foi que acabamos coletando 20% mais receitas do que antes. Por quê?  Porque se as alíquotas são baixas, os pagadores de impostos mais ricos não irão contratar advogados e contadores caros para encontrar brechas na legislação.  Simplesmente não compensa.  Com efeito, todos os países do mundo que pesquisei que simplificaram e reduziram dramaticamente as suas alíquotas de imposto terminaram com mais receita, e não menos.

E quanto às regulamentações? O poder regulador é normalmente delegado a funcionários que não foram eleitos, os quais então restringem as liberdades das pessoas sem serem cobrados e punidos por isso. Essas regulações são extremamente difíceis de serem abolidas uma vez implantadas. Mas nós encontramos uma maneira: simplesmente reescrevemos os estatutos em que as regulações estavam baseadas.

Por exemplo, reescrevemos as leis ambientais, transformando as mesmas na Lei de Gestão de Recursos — reduzindo uma lei que tinha 25 polegadas de espessura (63,5 cm) para 348 páginas. Reescrevemos o código tributário, todo o código florestal e de exploração agropecuária, e as leis sobre segurança e saúde no trabalho. Para fazer isso, juntamos os nossos cérebros mais brilhantes e dissemos a eles para partirem do princípio de que não havia nenhuma lei pré-existente e que deveriam criar o melhor ambiente possível para a indústria prosperar.  

Estas novas leis, com efeito, revogaram as antigas, o que significa que todas as regulações vigentes — todas, uma por uma.

Pensar de forma diferente sobre o governo

Deixem-me compartilhar uma última história: o Ministério dos Transportes veio até nós um dia para nos dizer que tinham de aumentar as taxas para as carteiras de habilitação. Quando perguntamos o porquê, eles disseram que os custos para renovar uma carteira não estavam sendo totalmente cobertos pelas taxas vigentes.  Então perguntamos por que o governo deveria estar envolvido nesse tipo de atividade.  Os funcionários do Ministério dos Transportes claramente pensaram que essa era uma pergunta muito idiota. "Todos precisam de uma carteira de habilitação", disseram eles.

E então respondi que recebi a minha quando tinha 15 anos, e ainda perguntei: "Como é que emitir uma nova carteira testa a competência do condutor?".  Demos a eles dez dias para pensar sobre isso.

Em um determinado dia, eles disseram que a polícia precisa das carteiras de habilitação para fins de identificação. Respondemos que este era o propósito de uma carteira de identidade, não de uma carteira de habilitação.

Finalmente, eles admitiram que não conseguiram encontrar uma boa razão para o que estavam fazendo — por isso, extinguimos todo o processo.

Agora, uma carteira de habilitação é válida até a pessoa fazer 74 anos, data após a qual deve fazer um teste médico anual para garantir que ainda é competente para dirigir. Assim, não apenas não precisávamos de novas taxas, como ainda eliminamos todo um órgão estatal.

Isto é o que eu quero dizer quando exorto a "pensar de forma diferente sobre o governo". É nesta direção que um governo tem de se mover.

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Leia também:

Déficits, incertezas e keynesianismo - como um orçamento equilibrado gera crescimento econômico

Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade

44 votos

autor

Maurice McTigue
participou intensamente de todo o processo de desregulamentação do mercado de trabalho, do sistema de transportes e da economia geral da Nova Zelândia nas décadas de 1980 e 1990.  Veja sua biografia.


  • Rene  21/12/2015 13:51
    Você pode não acreditar, mas aconteceu na Nova Zelândia...
  • André  21/12/2015 14:49
    Jaca Paladium
  • Patrick Wiens  23/12/2015 16:51
    Acredite... se puderrrrrrrrrrrr
  • leandro balthazar  20/02/2017 20:07
    uma imagem vale mais que mil mentiras dos institutos financiados pelos irmãos koch closertogether.org.nz/wp-content/uploads/Child-poverty-inequality-2-June-c.jpg
  • Pedro  20/02/2017 21:07
    Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

    tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

    i.imgur.com/OfQYQW8.png

    https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/enhanced/webdr02/2013/4/9/15/enhanced-buzz-25466-1365534595-12.jpg

    www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

    i.imgur.com/xqOt9mP.png

    Caso queira mais é só pedir!


    P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

    www.mises.org.br/Donate.aspx
  • Dirk  23/02/2017 13:07
    Gráfico tentando correlacionar pobreza com desigualdade é sem fundamento, algo NATURALMENTE esperado vindo da esquerda (fonte do gráfico vem de ONG de esquerda).
    Vejam só que curioso: o CRITÉRIO DE POBREZA na Nova Zelandia é estar abaixo de 60% da MÉDIA dos ganhos familiares ,depois das despesas na casa, ou seja, gastos na casa já pagos.
    'an income level set at 60% of median household disposable income after housing costs is a reasonable level of income to protect people from the worst effects of poverty ' fonte ONG de ESQUERDA: nzccss.org.nz/work/poverty/facts-about-poverty/

    Não importa a renda absoluta, é relativo (algo que esquerda adora). Se todos enriquecerem 1000x, exatamente o mesmo numero de pessoas estará 'abaixo da linha da pobreza', percebem?

    Daí fica fácil para a esquerda, não precisa nem manipular muito os dados...

    pobreza infantil Nova Zelandia em 2004 12,4% portanto MENOR do que em 1982 fonte: www.teara.govt.nz/en/diagram/26099/child-poverty-rates
    DETALHE: índice menor do que o da ALEMANHA.
  • Infiliz  07/03/2017 14:57
    Eu acredito! Mas não acredito que possa acontecer no BR... aqui somos mto criativos! kkkk
    Eu já havia lido esse texto tempos atrás e essa historinha das carteiras de habilitação? Pense aqui com nossa CNH se acontecesse a mesma coisa dali, em 10 dias para criar uma respostinha, nossos burocratas não só iam achar a CNH totalmente indispensável como iriam descobrir novas necessidades de mais exames, mais testes, mais papel, menores prazos de vigência e, óbvio, mais taxa$! Tudo, é claro (aham), pela sua segurança cidadão! kkkkkkkk
  • Diego  21/12/2015 14:21
    Mudando de assunto, vocês acham que com a subida dos juros agora as bolhas do Fed e da China vão estourar?
  • Auxiliar  21/12/2015 15:21
    Gentileza fazer esse tipo de pergunta nos artigos adequados:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2256

    Questão de bons modos e de respeito à propriedade alheia.
  • Carlos Neto  19/02/2017 20:56
    O Ctrl P não para! kkkkkkkkkkk
  • Andre Cavalcante  21/12/2015 14:22
    Pior é saber que isso foi feito por gente que não é libertária, mas apenas usou a cabeça.
    Imagina o que isso significa nas bandas de cá...

  • Rafael   21/12/2015 22:37
    Simplesmente o básico do básico.
  • Típico Universitário  21/12/2015 14:36
    Sugestão para os próximos artigos:

    Como a Coréia do Norte congelou os preços, nacionalizou os meios de produção e se tornou o país mais próspero do mundo.

    Como a Iugoslávia hiperinflacionou a moeda, estimulou a demanda agregada e se tornou a nação mais estável do mundo.

    Como a Dilma estimulou o crédito, determinou preços no sistema elétrico, estourou o gasto governamental, desvalorizou o câmbio, expulsou a tiro todos os investimentos e deu aos trabalhadores brasileiros as maiores férias coletivas da sua história.

    Mas disso vocês não falam. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Eric Henrique  21/12/2015 14:59
    Isso é uma brincadeira? porque se for sério! Podemos ligar para sua mãe e dizer que você é um louco, que precisa de remédio.
  • Ronaldo  22/12/2015 12:44
    Engraçado é a galera que cai na palhaçada kkkkkkkkkk
  • Batista  21/12/2015 15:14
    Tem mais. Sugiro:

    > Como fizeram a Petrobras ser a empresa mais conhecida no mundo (por sua dívida);

    > Como estimular o turismo mundial através do Ciências (Turismo) sem Fronteiras;

    > Quebrando recordes: A mágica da hipervalorização do dólar em menos 12 meses.
  • Típico Universidade  21/12/2015 21:04
    O Brasil está nas mãos destes homens:

    No dia da posse de Barbosa, José Guimarães (Líder do governo na câmara dos deputados) defendeu mais gastos e crédito. Para ele, Tesouro deveria emprestar mais a estados e deixar dívida crescer.

    Que suas cuecas sejam importadas para que o dinheiro da mais-valia burguesa roubada não manche o produto nacional.
  • Eric Henrique  22/12/2015 16:14
    Qual é a dificuldade de entender! que vcs esquerdistas não tem moral pra falar de nada, vcs só fazem merda, foi assim na URSS com o modelo marxista, e também na China com o mesmo modelo, na Coreia do Norte nem se fala. Eu tenho um recado pra vcs: o mito! está chegando aí, 2018 Bolsonaro presidente, vão ter que fugir do país novamente. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. mimimi, mimimi, mimimi, chora esquerdistas.
  • Jow   12/09/2016 00:36
    É otário, hoje set/2016 a sua presidenta sofreu impeachment e deixou um ROMBO de 120 bilhões. Tanto ela quanto Lula estão sendo investigados e podem ser presos a qq momento. Temos mais de 12 milhões de desempregados e a PTralhada insiste na opinião de que houve um golpe. Vá ser socialista na casa do c*
  • Batista  21/12/2015 15:09
    A probabilidade disso acontecer no Brasil nesse momento é a mesma de:

    1- Um sul-coreano fugir para a Coreia do Norte;
    2- Um cidadão da Flórida fugir para Cuba;
    3- Um judeu que vive nos EUA fugir para Mosul, no Iraque.
  • Sérgio  21/12/2015 15:09
    Não considero a Nova Zelândia exemplo pra ninguém. As neozelandesas são as mulheres mais promíscuas do mundo.

    Lá não tem subsidios agricolas, mas tem subsídios à contracepção:

    Nova Zelândia dará anticoncepcionais às mulheres com subsídios
  • Mendigo  21/12/2015 16:17
    O seu problema é com a "promiscuidade feminina" ou com os subsídios governamentais?

    Seja mais claro.
  • Batista  21/12/2015 18:50
    Dei um risada de montão aqui, não deu para segurar!
  • Viking  21/12/2015 16:21
    aposto que sai muito mais barato do que criar toda uma rede de atendimento pré e pós natal :)

    e outra, esse é o menor dos problemas. se um dia o Brasil chegar nesse ponto, já seria infinitamente melhor que hoje.
  • Dissidente Brasileiro  22/12/2015 00:08
    Que ponto? O da "promiscuidade feminina" ou o dos subsídios governamentais?

    Seja mais claro.
  • Geraldo Bohessef  22/12/2015 19:00
    Vc fala da promiscuidade da mulher da Nova Zelândia, morando no Brasil, e com as mulheres daqui do jeito que são ? Pelo menos lá tem uma vantagem, o governo distribui contraceptivo, e as mulheres usam, ao invés de ficar exigindo poder fazer aborto. Aqui o governo também distribui, mas a promiscuidade é tão grande, que as mulheres não usam, não exigem que os homens usem, e o que vemos são meninas de 12 anos já sendo mãe, e a mulherada exigindo direito a fazer aborto pago pelo SUS. Promiscuidade é não usar preservativos mesmo sendo distribuídos pelo governo.
  • Anonimo.  22/12/2015 19:28
    Nada que seja pago pelo governo é ético.
  • Dissidente Brasileiro  23/12/2015 02:52
    braziu é a nova Sodoma e Gomorra em versão continental. Em matéria de promiscuidade as brasileiras estão anos-luz à frente das neozelandesas ou de qualquer outra nacionalidade. Eu espero cair fora dessa espelunca latina dentro em breve, na minha opinião viver aqui já atingiu o limite do insuportável.
  • Viking  21/12/2015 16:22
    o melhor e maior programa social de um governo é a economia!

    é isso que cria riqueza e tira as pessoas da miséria.

    mas parece complicado para governantes deste lado do mundo pensarem nisso, infelizmente.
  • Grande Cara Pálida  21/12/2015 19:50
    Partiu Nova Zelândia!
  • Anonimo.  23/12/2015 11:01
    Sério, isso não é um grande problema. Por mais promíscuas que sejam as mulheres lá, daqui que a sociedade de lá fique como a do brasil ainda vai muitas décadas
    Google 'crianças de 10 anos engravidando em baile funk'
  • Andre Henrique  17/03/2016 16:58
    Sérgio, então o fato de elas serem promíscuas é algo ruim??
    Não se perca na resposta pfv...
  • Marcelo  10/09/2016 15:53
    Cacete, como tem gente burra nesse país vc considra wual como exemplo, o Irã?
  • Felipe  21/12/2015 15:19
    Pena que não é possível algo parecido ocorrer no Brasil no curto prazo...

    Além de ser um país grande demais, a população é o problema... Heterogênea demais, baixa educação, amam o Estado, etc...

    Triste.
  • Thiago Teixeira  22/12/2015 05:08
    Secessão!
  • Luis  21/12/2015 15:36
    Já conhecia a história da Nova Zelândia, de país de terceiro mundo na década de 80 para super rico atualmente. Assim como Austrália, Irlanda, Hong Kong e Cingapura, são modelos de sucesso para o Brasil, principalmente pela características da Nova Zelândia e Austrália serem parecidas economicamente com o Brasil.
    Dado que estamos em uma encruzilhada, considero um excelente plano de governo! além disso, seríamos um primeiro país latino a ousar a fazê-lo na magnitude que a NZ realizou.

    Destaque para o processo decisório da carta de habilitação. Como se pensou "fora da caixa" e o embate cultural decorrente. O que e como seria no Brasil um proposta do naipe?
  • Viking  21/12/2015 16:23
    rapaz, a gente pode importar esse politico ai? mesmo que paguemos 100% de imposto de importação, vai valer a pena
  • Nelio  21/12/2015 16:43
    Eu sempre pensei dessa forma a respeito de tributação

    Quanto mais "leve" a carga tributária, maior a arrecadação, aí está a prova viva disso
  • Fabricio PC  21/12/2015 16:43
    Porque isto não seria aplicável ao Brasil:

    Um governo que acabe com as Bolsas (famílias e outras com vários nomes) simplesmente jamais será reeleito, mesmo que traga grande prosperidade. O povo simplesmente irá querer aquele candidato que prometer recriar as bolsas utilizando da prosperidade obtida.

    Se simplificarem os impostos, irá reduzir muito a necessidade de suborno, secando uma importante fonte de caixa 2.

    Reduzir os impostos diminui a necessidade de compra de Medidas Provisórias.

    Extinguir Cargos Públicos = Extinguir Cabos Eleitorais. Simplesmente não.

    Mudar o sistema educacional = Fazer as pessoas pensarem, inclusive em quem estão votando. Não!

    Boa ideia, mas aqui não!
  • Batista  21/12/2015 17:05
    Dá pra cortar sim. Vide Venezuela, o povo lá está se virando como pode.

    Na hora que a fome aperta, o caboclo se vira.

    Aquele que nunca se imaginou cortando grama com a tesoura, se disporá a fazê-lo até com as mãos não-calejadas. E sem uso de luvas.
  • Marie Soleil  21/12/2015 18:35
    Imagine que maravilhoso renovar a CNH uma vez na vida? Imaginar, somente, porque a máquina de fazer dinheiro, vulgo DETRAN e demais orgãos de trânsito, dificilmente tomariam essa atitude aqui no Brasil.
  • Thiago Teixeira  22/12/2015 13:52
    Valha, acabei de lembrar que a minha tá vencida!...
  • ezequiel alves  21/12/2015 18:55
    O medo implantado ou imposto pode transformar um país numa ditadura. Veja o video do canal Libertárianismo:

    https://m.youtube.com/watch?v=GqLyza_9m7c
  • Tiago silva  21/12/2015 19:13
    Excelente artigo,as coisas maravilhosas que acontecem quando há liberdade,agora imaginem,imposto zero e liberdade da escravidão.
  • Zé Ninguém  21/12/2015 21:11
    Chorei lendo o artigo...


  • Pobre Proletário  21/12/2015 23:26
    O nosso problema é que o povo acredita que falta apenas honestidade e competência.

    Ninguém parou para analisar se a forma está correta. Ninguém tentou fazer diferente do que sempre deu errado.

    O povo se acostumou com a ração do governo.

  • RR  22/12/2015 03:50
    E quem teria coragem de fazer isso aqui no Brasil????? Um país muito maior que a Nova Zelândia, onde impera o patrimonalismo e o governo de cumpadres desde os tempos coloniais. Fora os valores totalmente errados que estão na cabeça de muitos cidadãos brasileiros, que são difundidos pela mídia em conjunto com os governos. Liberdade para fazer coisa errada não falta aqui, de maneira alguma. Temos que destruir esse sistema. De que forma? Eu não sei.
  • Junior Lauermann   22/12/2015 04:39
    Tudo isso com um governo de esquerda? Uau!
  • Thiago Teixeira  22/12/2015 05:05
    Aconteceu um pouco antes, na América:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=849

    Mas essa da terra do Jaca Paladium foi mais brutal.
  • Fernando  22/12/2015 12:23
    Muito bom artigo, mas gostaria de saber se corresponde 100% a realidade pois me parece incrível demais. Será que tem algum livro que documente mais detalhadamente este processo?

    A história final, por exemplo, não é verdadeira (pelo menos hoje). Se o processo de renovação de habilitação foi abolido ele retornou em algum momento(o artigo original é de 2004) pois de acordo com o site oficial do governo a habilitação deve ser renovada a cada 10 anos e tem uma taxa de $43,90.

    https://www.nzta.govt.nz/driver-licences/renewing-replacing-and-updating/renewing-your-licence/
  • Neozelandês  22/12/2015 13:00
    A história final é verdadeira, só que, como nada que é bom dura para sempre, o atual governo reinstituiu a lei antiga -- renovar a carteira de habilitação a cada dez anos -- em dezembro de 2014 (um ano atrás).

    www.transport.govt.nz/land/timelicences/

    Quanto às outras medidas, você pode facilmente pesquisá-las na internet. Confesso espanto por tão poucos saberem sobre esse exemplo da Nova Zelândia, dado que ele é mundialmente famoso. Pesquise, por exemplo, sobre "Rogernomics" e sobre "Ruth Richardson", cujas políticas econômicas foram rotuladas pela esquerda, tipicamente, como "Ruthanasia".

    Em tempo: Roger Douglas, que foi o mentor das políticas econômicas do governo trabalhista da década de 1980, fundou o ACT ([link en.wikipedia.org/wiki/ACT_New_Zealand]Association of Consumers and Taxpayers[/link]), que é o partido libertário da Nova Zelândia.
  • Bruno Mendes  17/11/2016 20:31
    No link abaixo tem um artigo publicado na Escola Nacional de Administração Publica - especificamente na Revista do Serviço Público - que apresenta mais informações e detalhes sobre as mudanças realizadas pelo governo da Nova Zelândia.

    Uma delas, em particular, demonstra como ficou o setor público após a reforma em 1987.

    seer.enap.gov.br/index.php/RSP/article/download/387/393

  • Charleno Pappi  22/12/2015 13:20
    Eis ai um exemplo à ser seguido. Eu sempre defendi um sistema de governo com estrutura enxuta, menos máquina, mais empresas, mais educação, mais saúde, mais transporte. Gastamos muito e mal, onde no sistema atual, a regra é primeiro nós , depois a sociedade, depois o país. Governo não é produtivo, não gera receita, apenas despesas. Aqui no Brasil a situação chegou a tal ponto, que invertemos os objetivos: temos que cuidar de bancar políticos, apadrinhados, e suas enormes regalias , e o resto...enfim..., virou resto mesmo. O sistema está errado! Devemos parar e começar tudo de novo.
  • salve186@hotmail.com  22/12/2015 13:38
    Por que em vez de defender um sistema enxuto não defender um sistema em que o imposto seja opcional ? Creio que se o governo for bom, não haverá problema em competir com a iniciativa privada.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/12/2015 18:41
    Devemos expulsar a corja petista.
  • Raphael  22/12/2015 19:29
    Vou ficar na torcida pra que Ciro Gomes, possível candidato a presidente, leia esse excelente artigo e se inspire. Pois, segundo afirmou em entrevista (https://www.youtube.com/watch?v=Q2A3c78C-kM), não saberia onde cortar 1 bilhão de reais nos gastos do governo e parece pensar que o tamanho do estado brasileiro deveria ser ainda maior. E veja que Ciro foi considerado o ministro mais liberal em relação às tarifas alfandegarias. (ver podcast www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=284 com o Leandro; minuto 00:32:00)
  • Luciano A.  22/12/2015 21:48
    O problema não é apenas a vontade do povo, como muitos estão dizendo aqui, para algo assim ser implantado no Brasil seria preciso abolir a constituição brasileira que determina um monte de "direitos sociais e coletivos" e atribui responsabilidades para o estado. Sem isso, qualquer tentativa de redução poderia ser declarada inconstitucional.

    Fico curioso para saber como é a constituição da Nova Zelândia, outra coisa, o texto não fala sobre a situação da previdência e direitos trabalhistas, houve mudanças?

    Será que a Nova Zelândia tinha uma "CLT" vinculada a constituição? Sem isso, deve ter sido bem mais fácil reformar o país e torná-lo mais competitivo.
  • Owen Carver  22/12/2015 22:24
    Eu moro em Las Vegas e a economia aca foi crecendo mais que otros em os Estado Unidos por 30 anos ate 2006, e por causa de menos tarifas do goberno em Nevada. Meu pai tamben movo a Las Vegas em 2014 por este razon. Com menos tarifas gente vem do otros partes pesquiando por novos oportunidades financeras. E correto que Las Vegas e unico tamben, voce pode olher o Grand Canyon por helocoptero enquanto se casar como Las Vegas helicopter wedding e tamben olher muitos shows en el Strip, mas mais que todo o eliminacao do tarifas personais por o goberno local e todavia a coisa mais poderosa de todos para atrai novo gente de otros regioes.
  • Proletário Pró Mercado  23/12/2015 00:22
    Eu não tenho a menor dúvida de que a venda de escolas e hospitais públicos seriam a melhor mudança.

    Um ticket escola e ticket saúde para quem não pode pagar, ajudaria muito mais do que um serviço porco e corrupto do governo.

    Ninguém percebeu que até em privatizações de hospitais tem corrupção. Uma empresa do RJ roubou 50 milhões de 4 horpitais.

    Enquanto as pessoas pobres não tiverem liberdade para escolher onde gastar seus benefícios, teremos gente roupando paciente na UTI.

    Além disso, esses benefícios preciam ter um limite. Não dá para arcar com 36% de imposto e ainda ter que pagar por saúde e educação.

    Acho que isso seria uma tolerância com esquerdistas, sem radicalizar e partir logo para o anarquismo.



  • Luiz Silva  23/12/2015 02:09
    Daria sim pra implementar algo parecido no Brasil, projeto teria que seguir mais ou menos o que defende o Olavo de Carvalho, ou seja, através da criação de uma elite cultural que estudasse e escrevesse/musicasse/encenasse verdadeiramente sobre o país, influenciando os mais diversos formadores de opinião (jornalistas, professores, artistas, políticos) e estes influenciando a população em geral. Tudo é coisa pra 30-40 anos, talvez menos, dada às condições tecnológicas atuais. Vejam que o PT foi fundado em 1980, o projeto para a conquista do poder pela esquerda já vinha desde os anos 60 sob orientação de Urss/Cuba, a cereja do bolo foi a Presidência, em 2002, qdo a ideologia já tinha conquistado o sistema educacional, imprensa, sindicatos, "movimentos sociais" e Igreja Católica.
  • Thiago Teixeira  23/12/2015 03:58
    Fico impressionado como esse tipo de medida reflete na vida das pessoas sem que elas bem percebam de onde veio.

    Tenho uma prima morando na Nova Zelandia. Um amigo morou um ano na Austrália, voltou chorando. Outro está arrumando as malas para passar um ano na Irlanda...

    O que está tornando esses lugares tão atrativos? Eles nao entendem por que, só ouvriam falar, foram lá conferir e acabaram comprovando.
    Menos estado! Mais mercado! Mais liberdade! Mais prosperidade...

    Pena que permaneçam sem fazer o link entre a consequencia e as causas, sem retroagir até a causa básica.
  • Another Defector  23/02/2017 14:48
    É gente, aqui na Austrália a vida é muito boa, dura pra caramba, mas nada que se compare à terra de Pindorama. Obviamente que depois de um ano vivendo aqui vemos toda a nojeira desse miserável estado assistencialista australiano que cria milhares de parasitas sugando milhões de dólares através do Centrelink, saúde pública and other benefits galore.

    Cá estou eu, agora estudando para ser professor de secundário aqui, para dar aulas de Business Management e... Economia! Dá-lhe Mises na molecada canguru! Eia sus, ó sus.


  • Luiz Silva  23/12/2015 11:25
    Mas, em menor escala, a luta principal seria pelos formadores de opinião, a tomada das Universidades (sistema educacional), mídia e artes (música, cinema, teatro) é fundamental aos defensores da liberdade.
  • Neco  23/12/2015 19:17
    Fazer 1% disso, num certo país do outro lado da bola, provocaria a ira incendiária de sindicatos, de servidores públicos e do empresariado amigo da Corte (bancos, montadoras, empreiteiras, setores do agronegócio, varejo, comunicações, transporte, ensino...).

    Teria que mexer em direito adquirido, o que seria possível em três hipóteses, em ordem CRESCENTE de probabilidade:

    -Invasão alienígena;
    -Anexação americana (quem sabe o sujeito do topete escroto morando na Av. Pensilvânia);
    -Quartelada (se um dia acharem um milico liberal, avisem).
  • Neco  23/12/2015 19:53
    ERRATA: ONDE SE LÊ CRESCENTE, LEIA-SE DECRESCENTE.
  • Proletário liberal  24/12/2015 19:30
    Realmente, um artigo fantástico. Infelizmente, o exemplo da Nova Zelândia é desconhecido pelas bandas de cá, no Brasil. Que tal alguém mostrar esse excelente artigo a um político de tendências keynesianas como Ciro Gomes?
  • Luis Gustavo Schuck  24/12/2015 21:02
    Sobre a boa vontade de fazer (o que realmente a massa leva em consideração no hora de escolher candidato) comentei estes dias que mesmo um sujeito com boa vontade não conseguirá operar alguém. Simplesmente porque este não tem capacidade.

    No Brasil parece que com boa vontade se consegue qualquer coisa na hora. Basta vermos o exemplo do Tiririca como deputado. O povo fala "nossa tá em todas as sessões...".

    A capacidade de fazer já não importa mais aqui...

  • Emerson Luis  26/12/2015 16:54
    Eu fui lendo e imaginado 10% disso que fosse no Brasil.

    ***
  • Incrível  28/12/2015 19:13
    Que artigo!
    Deem um oscar para esse homem! Alguém por favor traga um desse para o Brasil! Urgente!!!
  • Sluan  29/12/2015 16:27
    Se o governo brasileiro cortar subsídios de qualquer área, esta ao invés de procurar uma solução criativa para maximizar seus lucros irá fazer greve até conseguir sua "amamentação" de volta.
    Difícil de acreditar que tais medidas funcionariam no Brasil, não temos a cultura de nos tornarmos independentes do Estado, mas sim de dependermos dele cada vez mais.
    Os ideais contidos no texto são realmente brilhantes.
  • Marcelo  03/01/2016 04:05
    Bem, seu eu entendi bem a palestra do Sr. McTigue ele diz que:
    "A primeira mudança necessária está na mentalidade da população. Tem de haver uma mudança na forma como as pessoas vêem as atribuições do governo e suas responsabilidades, principalmente a fiscal."
    Então não adianta ficar sonhando já sabemos qual é o primeiro passo. Tenho notado que sites como esse, além de blogs, páginas, etc., dedicadas ao liberalismo tem aumentado no Brasil, o que é um ótimo sinal. Será que não é hora de começar a medir o resultado desses esforços? Não consigo encontrar nenhuma pesquisa a respeito da permeação do pensamento liberal na população. Como a mentalidade vem mudando com o tempo?
  • Eduardo R., Rio  19/01/2016 01:24
    "Feliz Nova Zelândia, Brasil", por Flavio Azevedo.
  • Alexandre Aniceto   14/04/2016 03:45
    As ideias são boas, mas o cara vive numa realidade completamente diferente do Brasil. Mas de 50% da folha de pagamento com entes federativos são de aposentados, onde é impossível a demissão. Temos ainda a indecente previdência dos militares, pasmem tem gente aposentada com 42 anos de idade. No caso da União só o déficit da previdência dos militares é maior que todo resto do serviço público federal somado.
    Outro fator é como demitir um funcionário estável, quebra de estabilidade vale para frente e qualquer medida mais drástica vai ser rechaçada pelo judiciário. Outra coisa ´demitir sem indenizar tem o mesmo significado que o fim do direito de propriedade, também é um contrato com regras claras, e a quebra unilateral, produz os mesmos resultados, digno de um país comunista.
    Quanto a forma de administrar a cidade, as lições são muito boas e devem ser aproveitadas.
  • lucas  26/02/2016 09:56
    Boto fé!
  • André Knap  31/03/2016 20:28
    Não tem como ler isso e olhar para o nosso país, para a nossa realidade e não se revoltar. Digo isso, pois, jamais teremos algo semelhante ou pelo menos 10% disso aqui em nosso território, é triste dizer isso, mas é a mais pura realidade.
  • Renam  14/04/2016 01:20
    Com o nível de Universidade pública que temos no Brasil que conseguem produzir uma Zélia Cardoso de Mello, uma Dilma Rouseff e um Barbosa como Ministro da Fazenda, creio que teremos que jogar uma bomba e começar tudo de novo. A mentalidade enraizada é socialista, anencéfala e não consegue fazer uma analogia, ou um estudo de caso, ou qualquer coisa que o valha para empregar no Brasil.
  • Carlos Cunha  15/08/2016 16:08
    Excelente artigo. Desconhecia como a Nova Zelândia, tinha chegado ao patamar actual de desenvolvimento económico.
    Mais paízes deviam replicar o que lá foi feito. Haja coragem do povo e dos seus políticos.
  • Alcides Barbosa  10/09/2016 21:15
    Bem no Brasil teremos muitos problema para implantar novas situações nas questões tributárias. Aqui os ricos já pagam muito menos impostos que os pobres. Como mudar essa situação? Diminuir os impostos dos pobres e aumentar os dos ricos? Ora são os ricos que tem o poder de mudar a tributação. Basta analisar a formação do Congresso. Portanto nas questões tributárias é IMPOSSÍVEL mudar alguma coisa. Prefeitos, governadores, presidentes tem rígidos sistemas de leis que os controlam em tudo o que fazem. E mesmo assim eles deitam e rolam. Imagine dar dinheiro a Conselhos locais para administrarem qualquer coisa. O dinheiro viraria pó. Bem os que primeiros chegaram a essa terra foram criminosos trazidos pelos portugueses para aqui cumprirem as suas penas. Estão aí até hoje.
  • Thomas  10/09/2016 22:17
    "Como mudar essa situação? Diminuir os impostos dos pobres e aumentar os dos ricos?"

    Engraçado. Por que é que nunca passa pela cabeça das pessoas simplesmente diminuir impostos e obrigar o governo a cortar gastos?

    Por que todo mundo sempre pede elevação de impostos sobre um determinado grupo quando alguém cogita reduzir impostos sobre outro grupo? Veja como a mentalidade estatista está entranhada na mente do brasileiro: é simplesmente inconcebível pensar em reduzir impostos. Todo mundo só pensa em redistribuir impostos de um grupo para outro.

    O estado venceu.

    Aumentar impostos sobre os ricos e sobre os lucros é uma medida economicamente destrutiva

    Nenhum imposto é neutro; qualquer imposto sempre afetará os mais pobres

    O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil
  • Edujatahy  10/09/2016 22:31
    Solução é a secessão então, ué. Já que é "impossível" fazer qualquer outra coisa.
  • anônimo  10/09/2016 22:48
    O governo nem sabe cobrar imposto. Esses pagamentos de impostos estão lotados de erros, causados pelo excesso de regras e variações. Por que existem várias alíquotas ? Por que existem isenções ? Por que a legislação do PIS/Cofins tem 1800 páginas ? Por que a legislação do ICMS tem 1.000 páginas na maioria dos estado ? Por que o excesso de regras fazem os fiscais perderem tanto tempo ? Por que o excesso de regras causam tantas multas ? Por que existem 30 milhões de processos fiscais no Brasil ?

    Essa variação nas alíquotas mostram a desigualdade persnte as leis, onde pessoas possuem privilégios. Se todo mundo trabalha igual, por que uma pessoa deve pagar mais imposto do que a outra ? Por que alíquotas diferentes ?

    O imposto único sobre todas as notas fiscais resolveria a maior parte dos problemas. Se for 33% para o município, 33% para o estado e 34% para união, ninguém iria reclamar que está ganhando menos. Se houver perda de arrecadação durante a mudança, uma elevação do imposto é extremamente fácil. A Suécia deve cobrar 2% sobre todas as transações, onde vai aumentando o imposto quanto maior for o número de revendas e junções de coisas para formar um produto.

    No caos de impostos diretos, o mais importante é reduzir o imposto sobre o CNPJ. A economia não sobrevive sem empresas. O imposto de renda de pessoa física tem menos impacto do que pessoa juridíca.
  • Renato Andrade  12/09/2016 19:58
    FATO - Quanto menor o Estado, maior a riqueza do país e maior a qualidade de vida. Relação direta e empírica de causa e efeito. Fora desse fato, o resto não passa de discurso esquerdista de vagabundos mimizentos.
  • Leonardo Lino  04/10/2016 19:48
    Não entendi bem sobre como as escolas privadas eram financiadas. Era algum tipo de subsídio ou o governo pagava apenas o equivalente a mensalidade dos alunos? Tenho muito interesse em entender mais a fundo sobre a solução que foi dada pela Nova Zelândia na educação, mas achei que não ficou muito claro. Para mim é um dos cases mais interessantes de uma inversão ideológica na política-econômica em um país e que tenha funcionado.
  • Renato  04/10/2016 20:22
    Trata-se de uma política chamada de "school choice", que mistura vouchers com esse mecanismo que você descreveu

    Detalhado aqui:

    nzinitiative.org.nz/site/nzinitiative/files/speeches/speeches-2004/cato_conference_2004.pdf
  • anônimo  04/10/2016 20:53
    O ensino da Nova Zelândia é totalmente privado e o governo se limita a distribuir vouchers? Esse é o modelo que Cingapura adota?
  • RMC  05/10/2016 13:49
    São Paulo - Há 250 anos que a Inglaterra não vê tanta ­chuva. As tempestades têm sido uma calamidade para um povo acostumado à previsibilidade. Cidades inteiras ficaram sob as águas, cidadãos tiveram de ser retirados de casa e passaram à condição terceiro-mundista de desabrigados, gente morreu.

    As consequências da desordem climática na vida dos ingleses levaram à crise no gabinete do primeiro-ministro, David Cameron. Dias atrás, Philip ­Hammond, secretário de Estado para a Defesa do governo de Sua Majestade, foi despachado, de botas e capa de chuva, para uma das regiões mais atingidas pelas tormentas.

    Foi então que Hammond, homem com status de ministro, participou involuntariamente de um episódio que traduz o que é ser cidadão e o que é ser um servidor do Estado.

    Em frente às câmeras de TV de todo o mundo, ele foi repreendido por uma voluntária, uma mulher do povo. "Estamos trabalhando há 48 horas. Arriscamos nossa vida para retirar as pessoas. O que falta para vocês perceberem que precisamos de ajuda?" Assessores do ministro não intervieram.

    A voluntária não foi desqualificada como agente da oposição. Hammond não tentou dar explicações para o inexplicável. Apenas abaixou a cabeça diante das câmeras.

    Quanto tempo será necessário até que o Brasil atinja esse nível de compreensão sobre o papel de cada um na sociedade? Quase um ano se passou desde que os primeiros protestos irromperam nas ruas do país — e, desde então, as manifestações impopulares permanecem incompreendidas.

    O que as pessoas querem? Por que as reivindicações apareceram de forma tão difusa? Mais saúde, mais educação, mais segurança, menos corrupção, menos gastança. O que há por trás de tantas palavras de ordem, sem muita conexão umas com as outras?

    É possível que a resposta seja mais singela do que cientistas políticos e institutos de opinião imaginam: o brasileiro comum — eu, você, seu filho, sua empregada, a amiga dela — gostaria de ser alguém cuja opinião importasse, assim como a voluntária inglesa sabe que é.

    E gostaria que aqueles que governam, trabalham com o interesse público e decidem o que fazer com nosso dinheiro fossem aquilo que realmente deveriam ser: servidores, e não imitadores dos porcos de A Revolução dos Bichos, de George Orwell ("Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros").

    É de uma obviedade assombrosa. Há quase 200 anos as coisas acontecem de forma diferente num Brasil de alma patrimonialista, com Estado e governos que se consideram fins em si próprios. Nossos governantes, historicamente, não se enxergam como servidores da sociedade.

    Aqui, é a sociedade que deve servir aos governos e às suas máquinas hipertrofiadas. Prover educação, segurança, transporte e saúde com o mínimo de qualidade não é visto como obrigação dos comandantes de plantão, mas como favores feitos à massa. É de bom-tom agradecer.

    No Brasil, ministros de Estado, deputados, senadores, prefeitos e governadores — só para ficar no alto escalão da República — não abaixam a cabeça sob as críticas pertinentes, e cada vez mais frequentes, da sociedade. Nós é que — com uma subserviência que não faz distinção de classe — abaixamos a cabeça para eles.

    Trabalhamos para eles. Não o contrário. E muita gente ainda acha isso perfeitamente normal. O Brasil deve ser um caso único onde pagadores de impostos são tratados como contribuintes. Não se trata de uma questão semântica. Quem paga exige contrapartida à altura. Quem contribui, não.

    O desprezo ao servir não é um mal exclusivo de políticos e funcionários públicos. Ele está impregnado também no mundo das empresas. De forma geral, o brasileiro é um consumidor de segunda classe.

    Muitas coisas mudaram no país — algumas para muito melhor —, mas um número impressionante de companhias ainda não consegue fazer o básico: entregar a quem compra seus produtos e serviços o que foi prometido no ato da venda.

    Para o público e também para o privado, a voz das ruas é um alerta: o brasileiro está ficando cansado de ser feito de bobo. E a pressão pela inversão dos papéis — de quem serve e de quem deve ser servido — pode ter consequências mais imediatas do que muitos imaginam.


    Cláudia Vassallo, da Revista EXAME
  • Lucas Gassen  06/11/2016 21:20
    Estou começando a estudar economia agora. O que já tinha em mente e pude confirmar com um pouco de informação, é que o governo só destrói um país. Os melhores países (economicamente falando) são os que tem um governo minúsculo.
    Alguém poderia me informar bons sites, livros e revistas para aprender acerca do assunto?
    Grato.
  • anônimo  19/02/2017 15:01
    Primeiro o governo destrói o dinheiro com a inflação. Depois o governo destrói os empresários com imposto de renda. Depois eles criam barreiras protecionistas dizendo que livre comérico destrói empregos. Depois eles pagam bolsas, fazem assistêncialismo, etc, afirmando que as pessoas não tiveram oportunidade. E assim segue a destruição estatal.

    Se tudo isso não foi suficiente, eles ainda subornam os eleitores prometendo beneces e projetos sociais.

    O governo mata as vacas, depois reclama que o leite acabou.

  • Bruno Feliciano  19/02/2017 20:58
    Pondo o chapéu de estatista em um assunto OFF:

    O que vocês acham da desmilitarização da PM?

    Eu acho uma merda, os esquerdopatas argumentam que isso acabaria com a ''opressão da pm'', você vê ai que o compromisso deles não ta relacionado com aumentar a segurança.
    ''A mas os países desenvolvidos a polícia não é militar''
    Na venezuela também não..


    Veja, de fato deixar toda responsabilidade na mão da Policia Civil, com essa quantidade de crimes que existe, seria algo sensato? Creio que não... Ainda sim, me parece que a intenção da esquerda é somente fazer a PM responder fora de uma justiça ''militar''.

    Mais uma vez, a esquerda usa um meio, justificando alcançar um fim X e na verdade querendo alcançar o fim Y.

    Enfim, alguém tem uma posição sobre isso?


    Abraços


  • Cobaia  20/02/2017 01:54
    Começa unificando a burocracia (e consequentemente os "chefes") da segurança pública, depois transfere o comando integral para Brasília (ou outro lugar/burocrata de preferência), e assim toda a força de violência do governo está pronta para agir completamente sem restrições (lembrando que a população é, em geral, proibida de ter armas). Um paraíso para qualquer um que tiver no comando dessa força, independente dos delírios do felizardo.
  • Bruno Feliciano  20/02/2017 14:21
    Então essa separação da Polícia é meio que ''descentralizador''?

    E desmilitarização da PM seria centralizar mais?
  • Cobaia  20/02/2017 20:10
    Isso é algo melhor descrito como briga de máfias, ou briga entre partes discordantes da mesma máfia.
    Só o governo pode ter uma polícia, de qualquer forma.
  • marcela  19/02/2017 22:08
    Se uma pequena diminuiçao no tamanho do estado produziu efeitos benéficos na Nova Zelândia,imagina o que teria acontecido se a Nova Zelândia tivesse se tornado anarcocapitalista.Os liberais,entretanto,costumam citar o caso da Somalia como exemplo de fracasso do anarcocapitalismo,assim a pergunta que naturalmente salta ao espírito é a seguinte:se o enxugamento do estado produziu efeitos positivos na Nova Zelândia,por quê a abolição do estado não produziu efeitos ainda melhores na Somalia?É claro que a resposta é que não havia na Somalia a mesma cultura empreendedora que existia na Nova Zelândia.Aliás,até existe espirito empreendedor na Somalia,tanto isso é verdade que empreendedores somalis criaram uma boa rede de serviços de internet que funciona muito bem.Porém,é inegável o fato de que o empreendedorismo na Somalia foi insuficiente.Aliás, o caso da Somalia serve de exemplo para nós brasileiros.Nós precisamos entender que não basta simplesmente abolir o estado e mandar os políticos para a vala,é preciso primeiro preparar o povo para isso.Precisamos divulgar as idéias anarcocapitalistas e doutrinar o nosso povo com os ensinos dos escritores do anarcocapitalismo e da escola austríaca.É preciso formarmos um verdadeiro exército de ancaps,afim de que no momento da rebelião contra o estado,esse exército assuma a liderança da revolução conscientizando o povão e doutrinando os que ainda não tiverem sido doutrinados.Tal exército ancap está em constante formação e a idéia é que no médio ou longo prazo ele se torne gigantesco.Quando chegar o momento oportuno ,certamente iremos iniciar a revolta contra o estado,e diferente do que aconteceu na Somalia, haverá um exército ancap pronto para agir.O futuro do Brasil é se tornar o ancapistao,e o Paulo Kogos se ainda estiver vivo será o nosso representante simbólico perante os países que ainda forem oprimidos pelo jugo estatal.
  • Xucro  20/02/2017 05:03
    Marcela, a violência nunca pode ser empregada, onde não há violência. Isso parece coisa de revolucionário.

    As armas e pena de morte resultaram em sociedade menos violentas. No final das contas, menos pessoas acabaram morrendo.

    Criar uma guerra, vai criar problemas para quem tem propriedade privada. Se as propriedades forem destruidas, tudo será implodido.

    O livre mercado sempre gerou mais riqueza. Nós temos argumentos e fatos. Quem deveria estar preocupado, são os que não respeitam as pessoas e querem mandar em todo mundo.

    A questão é simples. O livre mercado sempre gerou mais riqueza e mais benefícios. O governo mata a vaca, depois reclama que o leite acabou.

    O assistencialismo pode salvar uma vida por um dia, mas não dura muito tempo. Uma hora a vaca vai morrer e o leite vai acabar. A esquerda só se preocupou em retirar a maior quantidade possível de leite, e esqueceu de dar comida para a vaca.
  • Andre  20/02/2017 11:27
    O estado na Somália não foi abolido por ineficiência, ele faliu, depois de lutar muito tempo e torrar todos os recursos disponíveis para se manter de pé. A situação da Somália é a consequência final do excesso de estado.
    Não haverá mudança de mentalidade estatista no Brasil, temos em torno de 40 milhões de funças e seus familiares e 50 milhões de bolsistas vivendo nas costas da classe produtiva.
  • marcela  20/02/2017 23:07
    Não existe essa história de funças ou bolsistas,mais cedo ou mais tarde, o Brasil vai falir e esses parasitas querendo ou não,achando bom ou achando ruim,vão ter que se conformar em perder as tetas estatais.A minha preocupação é que no momento em que o pior acontecer o povo estará mais perdido que cego em tiroteio sem saber o que fazer.É preciso um exército ancap para orientar o povo brasileiro quando a desgraça inevitável chegar.O estado brasileiro vai quebrar da mesma forma que a Somália,é só uma questão de tempo.
  • Maduro  20/02/2017 11:45
    Acho mais fácil o Bostil virar a Nova Venezuela....
  • 4lex5andro  19/02/2017 23:59
    Quem produziu o chamado mundo contemporâneo?

    Sim, o mundo com seus inventos, comodidades e avanços tecnológicos ?

    De onde vem tal legado e por que permanece restrito aos mesmos países ?

    Por que outros países onde não desenvolveram tal cultura inventiva, de resolver equações e situações, de empreendimento, de complexidade, e lida com o famoso capital, sem mitos ?

    Existe, lógico e escancarada uma enorme diferença entre os grupos de países que venceram esse rali pelo topo do mundo, e são os países ocidentais do norte.

    Poucos países fora do eixo Usa, Canadá e Europa (inclusive Israel) chegaram próximo e tiraram esse "gap" histórico, e não é na base de canetada ou decretos.

    Esses tais podem-se considerar o Japão e a Coréia do sul, mas sobre uma rígida estrutura de obediência, hierarquia e noções praticamente militares de diligência, fora o fato não tão simpático de fechados ás fronteiras, com uma identidade nacional bem resolvida o que minimiza muito o chamado jogo das divisões.

    Isso é o que o Brasil pode fazer ? Parece que não reunimos estas condições dos países asiáticos e agora, nesse tempo de ''empoderamento'' vem faltando o poder da humildade e disciplina de clamar por auto-determinação e esperar menos do estado.

    O exemplo da Nz não se aplica ao nosso país, talvez só como uma realidade distante, mas que exigiria que, pra ser copiada (emulada), o Brasil deixasse de ser Brasil, por paradoxal que possa parecer.
  • Marcelo SImoes Nunes  20/02/2017 01:24
    Eu pensei que o crescimento do estado como tendência de governos fosse um dogma do Mises. Será que me enganei?
  • SRV  20/02/2017 13:54
    Marcelo Simoes Nunes ,

    Não estou vendo a incoerência. Você consegue afirmar que no mundo inteiro a tendência dos governos é diminuir de tamanho? Então só pela existência de alguns poucos exemplos de governos que reduziram drasticamente, a tendência de crescimento se tornou inválida?

    Por gentileza, liste os países do mundo e verá que na maioria esmagadora houve aumento de gastos do governo e de seu peso na economia nas últimas décadas. Descartando os governos que tiveram redução forçada de tamanho como consequência de crises (e que já apresentam retomada do crescimento estatal), poucos são os exemplos de uma redução significativa e duradoura do Estado.

    Você se enganou ao tentar criar um espantalho escandaloso como esse para tentar convencer alguém.
  • Xucro  20/02/2017 04:31
    Reduzir o estado é importante, mas isso não resolve o problema.

    Nós precisamos entender que não estamos falando de pessoas. O estado está sendo corroído por ratos da pior espécie. São ratos que desprezam a vida humana.

    A vida humana é lixo para os políticos. Enquanto pessoas bebem água suja, vivem no meio do esgoto, vivem no meu do lixo, e muitas morrem nas filas dos hospitais, os políticos querem planos de saúde vitalício, salários de 30 mil, carros, apartamentos, viagens, mais de 30 assessores, etc. Os políticos trocam luxúrias por vidas humanas.

    Reduzir o estado vai melhorar a vida das pessoas, mas não podemos acreditar que tudo será resolvido.
  • Henrique Zucatelli  20/02/2017 13:42
    Um país lindo, sensacional, moderno em quase tudo, com um povo muito receptivo.

    Agora abrindo um parênteses, um fato que eu acho interessantíssimo nesse país é que embora tenha sido colonizado por ingleses, manteve o nome dado por seu descobridor Holandês, Abel Tasman, derivando do nome Zelândia, que seria uma "Nova Holanda", traduzindo para o português brasileiro.

    Como ocorreu esse fato eu não sei, mas que é bacana é.
  • Capitalista Keynes  20/02/2017 16:16
    Que por sinal deu seu nome a ilha da Tasmânia.
  • LUIZ F MORAN  20/02/2017 13:52
    E com resolver a situação calamitosa em que se encotra o Brasil ?
    - 50 milhões recebendo esmola no bolsa família;
    - 15.300 sindicatos sugando a energia dos empregadores e cobrando imposto dosempregados;
    - cerca de 20 milhões de funcionários públicos, tendo uma minoria deles recebendo mega salários e benefícios vitalícios;
    - impostos exorbitantes, inflação, impunidade e foro provilegiado;
    - burocracia e regulações;
    - tarifas alfandegárias;
    - política econômica de ideologia fascista, keynesiana e monetarista;
    - mimimi, politicamente correto, utilitarismo e hedonismo;
    Ufa !!
  • Andre  20/02/2017 16:06
    Brasil não tem solução, até boa parte dos liberais que temos estão nas repartições publicas, e na cabeça deles estão fazendo um favor pro contribuinte.
    Quem tem filhos sem outra cidadania meus mais profundos lamentos para os rebentos.
  • Thiago  20/02/2017 14:09
    Este artigo é pouco útil à causa liberal e mais ainda à libertária, lembro-me de ter compartilhado este artigo antes de sua revisão lá pelos idos de 2010 e eis aí o resumo da conclusão do brasileiro médio:
    O país estava fodido, um governo bom caiu do céu e deixou tudo bem, temos que esperar que estes políticos bons apareçam para votarmos neles.
  • Nunes  20/02/2017 15:10
    Errado. Eis a conclusão correta.

    "O país estava fodido e elegeu um governo prometendo foder ainda mais. Só que tal governo contrariou todas as suas promessas de campanha e, por mera imposição da realidade, acabou agindo contra a sua base eleitoral. Nada caiu do céu, e ninguém teve a crença de que surgiram políticos bons nos quais o povo votou (mesmo porque quem votou neles estava demandando políticas exatamente opostas)."

    Ou seja, sua conclusão é exatamente oposta do que realmente ocorreu. O eleitorado queria populismo e mais do mesmo, e votou pensando nisso. Só que ocorreu o contrário.

    Aliás, há uma ideia ainda mais radical: a democracia só gerou bons resultados quando a voz da maioria foi ignorada.

    Agora, se você realmente está preocupadíssimo com aquilo que você imagina que o brasileiro médio irá pensar, então, bom, sugiro que você nem saia da cama. O que mais tem neste mundo é gente pensando e interpretando errado. Como você mesmo.
  • Thiago  20/02/2017 15:45
    Errado está você, é inteligente e imagina que este povo tem sequer metade da sua inteligência, compartilha aí o artigo nas redes sociais pra ver as belezas de conclusões estatistas com seus próprios olhos, e agora está pior que em 2010, pois antes só haviam os esquerdinhas, agora temos os bolsominions dizendo que Bolsonaro vai fazer tudo que está no artigo.
    Eu adoro o brasileiro médio, vendia bem antes da crise e vendo ainda mais agora, meu particular está perfeito, mas me entristece profundamente viver cercado de pobreza e decadência do povo e do país.
  • Intruso  20/02/2017 16:10
    Ué, se bolsonaristas estão compartilhando o artigo e dizendo que seu ídolo fará exatamente isso em sua eventual presidência, digo apenas o seguinte: que sensacional!

    Há uns quatro anos, Bolsonaro estava defendendo estatizações e economia fechada. Se agora ele e seus defensores estão defendendo o modelo neozelandês, então isso foi um aprimoramento e tanto. Alvíssaras!

    De resto, noto uma coisa interessante: a total ausência de homogeneidade. Quando o IMB publica um artigo anarcocapitalista, chovem críticas dizendo que o artigo é utópico e que é necessário sugerir políticas propositivas e factíveis.

    Aí quando o IMB publica artigos propositivos e descrevendo medidas de comprovado sucesso, as quais podem ser copiadas, nêgo reclama dizendo que isso é uma concessão, e que o instituto tem de publicar artigos anarcocapitalistas, pois essa é a única solução aceitável e possível.

    Well, newsflash: não haverá anarcocapitalismo no Brasil antes de 2019 (podem me cobrar essa). Logo, ou a gente continua como está ou agita para ser um pouco mais parecido com outros países mais livres.

    Qual você prefere? É realmente melhor "deixar tudo como está", dado que a alternativa implica reconhecer que políticos existem?

    Sinceramente, isso é um no-brainer.
  • Skeptic  20/02/2017 15:56
    Brasileiro médio entende isso mesmo. É bem assim, sobre tudo.

    Assim como falar que imposto é roubo. Quando não respondem que imposto é necessário para que o governo dê serviços de qualidade para a população (logo, liberais odeiam pobres), ou que pagam muito então os serviços devem ser bons (uma impossibilidade), falam que só imposto excessivo é roubo. Só que roubo não é definido pela quantidade roubada.
  • Andre  20/02/2017 16:32
    De acordo Thiago, brasileiros ficarão esperando eternamente políticos bons caídos do céu, afinal se já aconteceu na Nova Zelândia pode acontecer aqui, há bobos esperançosos incorrigíveis que acreditam que um pré candidato a presidência falar sobre liberalismo é bom, só esquecem que precisamos tirar do caminho a CF 1988 e pra isso precisa de 2/3 da classe política, que pouco ou nenhum interesse têm em mudar as coisas.
  • Xucro  21/02/2017 12:56
    A melhor solução é exterminar a dívida pública.

    O problema é fazer isso com políticos sem credibilidade.

    A privatização de todas as estatais, venda de imóveis do governo, venda de ativos, etc, poderia gerar um caixa de 500 bilhões a mais no orçamento do governo.

    Se eles ainda acabassem com o imposto de renda, seria uma injeção de 300 bilhões nas mãos de investidores nacionais, sem contar algumas centenas de bilhões de dólares que entrariam no país. Um país sem imposto de renda vai atrair centenas de bilhões de dólares.

    A fórmula autríaca já foi informada por esse instituto, mas o socialistas gostam mesmo é de distribuição de pobreza.

  • Cristiane de Lira Silva  26/02/2017 18:04
    "E então decidimos repensar o que estávamos fazendo nesta área também. A primeira coisa que fizemos foi identificar para onde estavam indo os dólares despejados na educação. Contratamos consultores internacionais (porque não confiávamos nos nossos próprios órgãos para executar esta tarefa) e eles relataram que, para cada dólar que gastávamos com educação, 70 centavos eram consumidos pela administração."

    O Brasil está precisando contratar consultores internacionais. Aqui até mesmo o que chega às escolas como a merenda e produtos de higiene são roubados por alguns funcionários das escolas.
    Será que daria certo aplicar essas medidas em país tão grande quanto o Brasil?
  • cleidson  22/05/2017 13:57
    Essas medidas não dão certos no Brasil, a cultura brasileira é podre .É oque dizem os próprios esquerdistas.
  • Bira  24/08/2017 14:02
    Leandro, poderia comentar a controvérsia desse artigo? https://conhecimentoeconomico.wordpress.com/2015/06/21/nova-zelandia-o-novissimo-paraiso-pintado-pelos-liberais-de-internet/
  • Derico  24/08/2017 18:00
    Controvérsia? Onde?

    (Aliás, os próprios cinco comentários dos leitores resolveram tudo).
  • caldeira  05/09/2017 20:34
    É deste modelo politico que o brasil precisa. Deveriam copiar da Nova Zelandia e cortar suas mordomias.
  • Reinaldo Schroeder  29/10/2017 13:30
    Relendo este artigo hoje, me dei conta que não foram mencionados os problemas enfrentados nesta transição de governo intervencionista para um livre mercado na Nova Zelândia.
    Quero dizer, os sindicatos, funcionários públicos, empresas comadres do governo, etc; não fizeram nenhum barulho tentando impedir a transição? Não creio que os pelegos do governo na NZ perderam suas mamatas tão docilmente.
    Tem algum artigo que mostra isso?


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