A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica
Quem, afinal, controla e regula o estado?

Qual é a definição técnica de estado?  O que uma instituição deve ser capaz de fazer para ser classificado como um estado?

Essa instituição deve ser capaz de fazer com que todos os conflitos entre os habitantes de um dado território sejam trazidos a ela para que tome a decisão suprema e dê sua análise final. 

Mais ainda: deve ser capaz de fazer com que todos os conflitos envolvendo ela própria sejam decididos por ela ou por seus funcionários.

Ou seja, o estado é um agente que detém o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito dentro de um território.  Esse agente, por definição, tem o poder de proibir todos os outros de agirem como juiz supremo.

Baseando-se nessa definição de estado, é fácil entender por que existe um desejo de se controlar um estado: quem quer que detenha o monopólio da arbitragem final dentro de um dado território tem o poder de fazer as leis.  E aquele que pode legislar, inclusive em causa própria, está em uma posição invejável.

A partir do momento em que passa a existir uma instituição que detenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, essa instituição também irá definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito em que os próprios membros desta instituição estejam envolvidos.

Ou seja, ela não apenas é a instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos entre terceiros, como ela também é a instituição que irá decidir quem está certo ou errado em casos em que seus próprios membros estejam envolvidos.

Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição não apenas pode, por si mesma, provocar conflitos com cidadãos comuns para em seguida decidir a seu favor quem está certo e quem está errado, como também pode perfeitamente absolver todos os seus membros que porventura tenham sido flagrados em delito.  

Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo incorrer em algum conflito com uma entidade governamental, ou se algum membro do aparato estatal for flagrado em delito, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir sobre a culpa dos envolvidos — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da própria instituição que está em julgamento.

Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado sempre estará certo. 

Consequentemente, é fácil perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.

A insustentável defesa do estado

O mais sofisticado argumento em favor do estado deve ser brevemente examinado.  Desde Hobbes, este argumento tem sido repetido incessantemente. 

Funciona assim: no estado natural das coisas, antes do estabelecimento de um estado, sobejam os conflitos permanentes.  Todos alegam ter direito a tudo, o que resulta em guerras intermináveis.  Não há como sair dessa situação instável por meio de acordos; pois afinal quem iria fazer cumprir esses acordos?  Sempre que a situação se mostrasse vantajosa, um ou ambos os lados iriam quebrar o acordo. 

Logo, as pessoas reconheceram que há somente uma solução para o desideratum da paz: o estabelecimento, por consentimento, de um estado — isto é, de uma entidade externa e independente, que assumiria a função de fiscal e juiz supremo.

Porém, se essa tese está correta, e os acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes, então um estado criado por consentimento nunca poderá existir.  Pois, para fazer cumprir o próprio acordo do qual resultará a formação de um estado (tornar esse mesmo acordo vinculante), um outro fiscal externo, um estado anterior, já teria de existir.  E para que esse estado tenha podido existir, um outro estado anterior a ele deveria ter sido postulado, e assim por diante, em uma regressão infinita.

Por outro lado, se aceitarmos que estados existem (e é claro que eles existem), então esse próprio fato contradiz a história hobbesiana.  O estado em si surgiu sem a existência de qualquer fiscal externo.  Presumivelmente, na época do suposto acordo, nenhum estado anterior existia para arbitrar esse acordo. 

Ademais, uma vez que um estado criado por consentimento passa a existir, a ordem social resultante continua sendo autoimposta.  Sem dúvidas, se A e B concordam em algo, esse acordo só pode ser tornado vinculante por uma entidade externa.  Entretanto, o próprio estado não está vinculado da mesma forma a um fiscal externo

Não existe absolutamente nenhuma entidade externa para mediar conflitos entre agentes do estado e súditos do estado; da mesma forma, não há nenhuma entidade externa para mediar conflitos entre os próprios agentes do estado ou entre as próprias agências do estado.  Pior ainda: não há agente externo para punir os próprios integrantes do estado que incorreram em delito.

Sempre que houver conflitos judiciais entre o estado e seus cidadãos, entre uma agência do estado e outra agência do estado, ou entre membros do estado, tais acordos serão mediados apenas pelo próprio estado

O estado não está vinculado a nada exceto às suas autoimpostas regras, isto é, às restrições que ele se impõe a si mesmo.  Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, pois não há na hierarquia um estado superior que possa vinculá-lo a algo.

Mais ainda: se aceitarmos a ideia hobbesiana de que a fiscalização de regras mutuamente consentidas requer um agente externo independente, isso por si só iria descartar a hipótese da criação de um estado.  De fato, tal ideia constitui um argumento conclusivo contra a instituição de um estado, isto é, de um monopolista da arbitração e da decisão suprema. 

Pois teria de existir uma entidade independente para arbitrar todos os casos que envolvessem algum agente do estado e eu (um cidadão privado), ou que envolvessem apenas agentes do estado.

Da mesma forma, teria de haver uma entidade independente para todos os casos que envolvessem conflitos intraestado (e teria de haver uma outra entidade independente para o caso de conflitos entre várias entidades independentes). 

Porém, isso significa, é claro, que tal estado (ou qualquer entidade independente) não seria um estado no sentido estrito do termo, mas simplesmente uma de várias agências arbitradoras de conflitos, operando em ambiente de livre concorrência.

Conclusão

Quase todas as pessoas estão convencidas de que o estado é uma instituição necessária. Sendo assim, é bastante duvidoso que a batalha contra o estado possa ser vencida de maneira tão fácil quanto parece ser no nível teórico e intelectual. 

No entanto, a própria existência do estado é, em si mesma, uma contradição jurídica. Contra esse fato ainda não foram apresentados argumentos lógicos.

Sendo assim, resta-nos apenas nos divertir um pouco à custa de nossos oponentes defensores do estado.  Para isso, sugiro que você persistentemente os confronte com a seguinte charada: imagine um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos; e então eis que alguém propõe, como solução a este eterno problema humano, que ele próprio se torne o arbitrador supremo de todos os casos de conflito, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. 

Estou certo de que ele será considerado um piadista ou alguém mentalmente perturbado.  Entretanto, é exatamente isso que todos os estatistas propõem.

_________________________________________

O que fazer?

O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal 

A economia global, a sociedade livre e a necessidade da secessão

Como funcionaria uma sociedade sem estado

Obcecados pela megalomania 

Sociedades sem estado - não há respostas fora do indivíduo


8 votos

SOBRE O AUTOR

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




Mas o problema é outro, se o Estado brasileiro falisse totalmente hoje e não conseguisse manter sua coesão e quebrasse em países menores e um desses conseguisse seguir sem Estado. Como é que vou saber se não vai acabar em uma situação ainda pior no final?

Já assumindo que sua hipótese é algo ruim? É tão desesperador assim ver o governo se mostrando desnecessário em sua própria hipótese?

Será que os estados ao redor, usando desculpas esfarrapadas, não imporiam taxas alfandegárias altas contra importações de empresas instaladas nesse lugar?

Os estados não estão afim de comprar da terra sem governo? Então estão abrindo mão de um potencial grande fornecedor, e enquanto os burocratas locais tentam justificar para suas ovelhas o motivo de não poder negociar com quem pode fornecer seus pedidos, a terra sem governo segue negociando com outros lugares, e aproveitando as possibilidades de se lidar com mais pessoas, mais recursos, mais mercado. E possivelmente importando o que lhe for útil dos mesmos estados que se recusam a comprar dele, pelo menos até os estados entrarem em convulsão econômica.

Será que os governos dos locais ao redor não iriam usar suas forças armadas para dividir este trecho de terra?

Pode até tentar, mas esses governos apenas estarão aumentando os seus próprios gastos em troca de um pedaço de terra que, agora desprovido de liberdade, será apenas uma fonte de prejuízos, e não mais lucros. Para maiores informações, pergunte o que aconteceu com os conquistadores de antigamente, ou o que aconteceu na invasão do Afeganistão, por exemplo.

Não haveriam garantias internacionais, como tratados ou acordos, porque não teria estado nenhum.

É uma afirmação que não procede, uma vez que não são os governos que fazem trocas no mercado, mas sim indivíduos. O que burocratas decidiram com suas canetas mágicas são completamente desprezíveis para o cidadão comum da terra sem governo.

Ou só poderia existir um lugar sem estado em um mundo onde não houvesse estado nenhum? OU seja, em nenhum planeta que eu conheça.

Mais uma vez assumindo que sua hipótese é ruim? Da mesma forma que há ovelhas desesperadas por governo, pode haver pessoas que finalmente se livrem dos "seres iluminados" que insistem em dizer o que é bom para todos, e enquanto essas mesmas pessoas se mantiverem firmes sobre a não necessidade de "iluminados", não haverá o que ser feito a não ser deixá-los viver como escolheram.

Quais são as idéias que podem ser postas em prática que os libertários têm para se alcançar o objetivo de não ter governo?

Que tal a ideia de informar os que não entendem o que acontece com eles próprios? Talvez uma boa ideia seja a de abrir um site na internet que posta artigos, livros, vídeos, etc, feito por pessoas entendidas do assunto, com acesso grátis, para iluminar o caminho dos perdidos, e um dia finalmente poder mostrar aos perdidos de hoje a total falta de necessidade dos "iluminados" em seus tronos. Tenho uma leve sensação que já me encontro em um site como eu descrevi acima, mas é apenas uma leve impressão.

Eu li vários dos livros daqui do Mises, Rothbard e Hayek, por sorte fiz download enquanto ainda estavam de graça. E gosto muito da idéia de não ter que pagar impostos. Mas é possível no mundo real? Possível na teoria eu já sei que é.

Até onde eu sei, os livros continuam de graça. Parece que tinha sido um erro com o novo site, mas já corrigido.
E caso não tenha governo, não há impostos a pagar, isso é automático. Mais um motivo pra se livrar desses que só servem para gastar o que não possuem, certo?

Agradeço se me responderem sem me acusar de defender o "arranjo atual".

Ajudaria se parasse de assumir em seu raciocínio que o governo é algo vital, de existência obrigatória, e que sua não presença signifique caos instantâneo. Lembre-se que primeiro veio o ser humano, e só depois, muito depois, apareceu a figura do governo.
Vou ser acusado de defender o estado, querem ver?

Todos as contradições apontadas no texto são verdade. Apesar de que as contradições são contra quem defende um estado social democrata, não um estado mínimo.
Sabemos que o estado é horrível, que ele rouba os nossos ganhos com impostos. Mas é possível um pedaço de terra existir sem estado no mundo real?
Em um texto anterior eu fiz perguntas sobre preocupações que eu acho genuínas, mas fui acusado de defender o arranjo atual. Eu acho o arranjo atual uma droga, temos quase tão pouca liberdade para empreender quanto na China. Se tivéssemos pelo menos a mesma liberdade que os cidadãos do Chile têm, eu já estaria feliz.

Mas o problema é outro, se o Estado brasileiro falisse totalmente hoje e não conseguisse manter sua coesão e quebrasse em países menores e um desses conseguisse seguir sem Estado. Como é que vou saber se não vai acabar em uma situação ainda pior no final?
Será que os estados ao redor, usando desculpas esfarrapadas, não imporiam taxas alfandegárias altas contra importações de empresas instaladas nesse lugar?
Será que os governos dos locais ao redor não iriam usar suas forças armadas para dividir este trecho de terra?
Não haveriam garantias internacionais, como tratados ou acordos, porque não teria estado nenhum.
Ou só poderia existir um lugar sem estado em um mundo onde não houvesse estado nenhum? OU seja, em nenhum planeta que eu conheça.
Quais são as idéias que podem ser postas em prática que os libertários têm para se alcançar o objetivo de não ter governo?
Eu acho minhas perguntas genuínas.
Eu li vários dos livros daqui do Mises, Rothbard e Hayek, por sorte fiz download enquanto ainda estavam de graça. E gosto muito da idéia de não ter que pagar impostos. Mas é possível no mundo real? Possível na teoria eu já sei que é.

Agradeço se me responderem sem me acusar de defender o "arranjo atual".
De nada adianta querer soluções sem antes entender as causas.

Quem é que gerou a pobreza?

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Arthur  18/12/2015 13:52
    De fato, vivemos a ditadura do judiciário. Quem vai julgar o STF e suas maracutaias?
  • Ugo  18/12/2015 15:39
    Desde os tempos do Mensalão, o STF está vendido ao PT.
  • JP  18/12/2015 19:09
    O Instituto poderia fazer uma análise pormenorizada da situação do Brasil sendo aparelhado e "culturizado" conforme a filosofia de Antonio Gramsci, esse carinha é responsável por muito do que acontece hoje nessa republiqueta.
  • Arlete Branco  18/12/2015 13:53
    Ontem o STF jogou no esgoto a vontade do povo brasileiro, para isso usou e abusou do "poder", criou novas regras, tripudiou do congresso e desprezou as leis, aos precedentes e de forma bizarra nos jogou aos porcos.
  • Lucciano Bottino  18/12/2015 14:42
    Pelo menos serviu para informar mais 10% dos brasileiros de que o estado democrático de direito já não existe ha mais de 15 anos.
  • Marcos Rocha  18/12/2015 14:49
    Errado. O estado democrático segue intocável, funcionando a pleno vapor. E justamente por isso estamos nessa situação escabrosa.

    Já o estado de direito -- muito melhor definido como "rule of law" -- de fato ainda não deu o ar da graça.

    P.S.: sempre lembrando que o STF absolveu Collor.
  • Pobre Paulista  18/12/2015 15:27
    Não quero bancar o advogado do diabo, mas o Collor renunciou ao cargo antes de sofrer impeachment. O impeachment dele foi (mais uma) aberração política que vimos por aqui.
  • legdf  18/12/2015 20:20
    Por uns momentos eu até acreditei, tudo parecia ir rumo ao impeachment. Mas pelo jeito não passou de uma mentira para enganar o povo, tipo aquelas de festa junina.

    Olha o IMPEACHMENT!!!

    é mentira...
  • Tiago Silva  18/12/2015 14:03
    Hoppe mais uma vez batendo forte, muito forte. O estatismo no médio e longo prazo está condenado a uma existência fortuita, fugaz e acabará sendo visto como algo imensamente injusto. Seus defensores serão visto como aquilo que realmente são: defensores de ladrões e da escravatura em larga escala.
  • Pós-doutor em História  18/12/2015 15:05
    Vancê está muito otimista com a capacidade da turba em chegar a estas conclusões.

    No Brasil, por incrível que pareça, o cenário até que está melhorando. Mas veja a situação internacional. Em Portugal acabaram de eleger um governo socialista/comunista. Nos E.U.A. um candidato que se declara abertamente como socialista e diz que vai taxar os ricos em 90% tem boas chances de ser eleito. Tal sujeito na época dos puritanos seria fuzilado em praça pública. Na Espanha temos o partido Podemos, socialista/comunista, ganhando cada vez mais força e já é um dos grandes partidos espanhóis. Enfim, não seria tão otimista assim.
  • Pós-doutor em História  21/12/2015 01:37
    Tragédia confirmada.

    Aqui e aqui.
  • ezequiel alves  18/12/2015 14:04
    Existem três poderes atuando no Brasil Executivo, Legislativo e judiciário. A eleição democratica, mudança constante de lideranças, e a concorrência entre esses três poderes auto regula essas instituições em função do beneficio da sociedade. Enquanto houver concorrência entre eles um controlará o outro em troca de apoio popular.
  • Oséas  18/12/2015 14:13
    "A eleição democratica, mudança constante de lideranças, e a concorrência entre esses três poderes auto regula essas instituições em função do beneficio da sociedade."

    O Papai Noel em que você acredita é azul ou vermelho?
  • Ricardo Campos  18/12/2015 14:14
    Pior do que a existência do estado são os seus apologistas: é essa gente que fornece sustentação para que essa máquina espoliadora, produtora de injustiças e destruidora de riquezas se mantenha impávida e inquestionável.
  • Pobre Paulista  18/12/2015 15:28
    A autoridade do estado é concedida pelo próprio estado. Faz diferença em quantos poderes ele é dividido?
  • Gari  18/12/2015 15:53
    Pobre Paulista:

    faz sim. Dentre o pior cenário - o de ter um Estado -, é menos pior ter um Estado subdividido em vários (ou seja, quanto mais subdividido, menos pior), e quanto menos centralizado, menos pior. Isso o próprio Hoppe defende. Você sabe disso.


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1452
  • opinador  18/12/2015 16:43
    Mas não subdividido em poderes, mas subdividido em territórios e juridições menores.

    Para um esperança de melhora eu acho que deveria ser adotado o federalismo com direito a secessão a pelo menos ao nível distrital (bairro).

    Dessa maneira por exemplo o estado de São Paulo seria autonomo em relação a união, porém faria parte da mesma ainda.

    Se um belo dia São Paulo quisesse virar um país ele poderia.

    Mas da mesma forma se uma região do estado, por exemplo o ABC, quisesse virar um estado ou um país também poderia.

    Ou se o bairro de Pinheiros quisesse virar um estado ou país também poderia.

    Ai um dia a gente pudesse chegar até a secessão a nível individual.

    Ou seja, sua propriedade virasse um "país".

    Parece um pouco confuso a primeira vista, mas eu acho que seria uma transição "suave" ao anarcocapitalismo.



  • Gari  18/12/2015 19:21
    "[i]Mas não subdividido em poderes, mas subdividido em territórios e juridições menores[i]"

    Meu caro, a "subdivisão em territórios e jurisdições menores" é uma espécie do gênero "subdivisão de poderes".

    O federalismo nada mais é do q uma espécie de divisão de poderes: trata-se de uma divisão vertical (ou territorial) de poder.

    (Nesse sentido, a chamada "tripartição de poderes" - executivo, judiciário e legislativo - é uma divisão horizontal de poder).

    Então tudo o que você falou está, sim, incluído no gênero "subdivisão de poderes".
  • Pobre Paulista  18/12/2015 18:14
    Não estou me referindo a ter diversos estados concorrendo entre si - de fato uma situação melhor do que hoje - mas sim à autoridade que um estado (de qualquer tamanho, dividido em quantos poderem forem) tem sobre um cidadão.

    A não ser que um cidadão diga explicitamente que ele admite tal estado como sendo soberano, o Estado não tem autoridade alguma sobre ele. Isso o Hoppe defende. Neste mesmo texto.
  • Gari  18/12/2015 19:28
    Eu entendi o que você quis dizer, Pobre Paulista.

    Você NÃO quis dizer vários estados concorrendo entre si. Ficou claro.

    Você questionou: "Faz diferença em quantos poderes ele é dividido?"

    E eu vou te responder de novo:

    sim, faz diferença: quanto mais pulverizado o poder do estado - de um determinado estado, e não de vários estados em concorrência -, menos pior.

    No Brasil, p. ex., se conseguíssemos tirar o máximo possível de poder da União Federal, menos pior seria. Quanto mais centralização, mais tirânico fica o estado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Pobre Paulista  18/12/2015 21:24
    OK, mas também não me refiro também ao número de hierarquias, e sim à pulverização de responsabilidades: Executivo, Legislativo e Judiciário. Poderiam ser 100 instâncias diferentes. Eu não endossei nenhuma delas a ter autoridade sobre mim, entendeu? É irrelevante.

    Pessoalmente não acho que seja melhor não, se forem muitos poderes, os custos de burocracia e sincronização ficam enormes, ou seja, pior pra quem paga imposto...
  • Gari  21/12/2015 18:21
    "Pessoalmente não acho que seja melhor não, se forem muitos poderes, os custos de burocracia e sincronização ficam enormes, ou seja, pior pra quem paga imposto"


    Essa sua resposta pressupõe que o poder da União Federal (seguindo no exemplo dado) continuaria igual. Daí, claro, com o poder central mantendo-se igual, a divisão em unidades menores só geraria mais custo, e seria pior para o pagador de imposto, com toda certeza.

    Mas é essa pressuposição (a de manter o poder central incólume), justamente, o que estaria em questão no exemplo dado, Pobre Paulista.

    Veja o que eu disse:

    "No Brasil, p. ex., se conseguíssemos tirar o máximo possível de poder da União Federal, menos pior seria. Quanto mais centralização, mais tirânico fica o estado."

    E "tirar poder", obviamente, inclui "tirar poder de tributar".
    Então, complementando o exemplo hipotético: o IR vai para a União Federal. Agora imagine que, por uma milagre, o IR fosse abolido. Suponha que restasse apenas o ICMS e o ISS, que vai para os estados-membros e para os municípios, respectivamente. Isso não significaria o fim da União Federal, claro, mas tiraria muito do seu poder tirânico.
    E então, tudo o mais constante, você prefere pagar IR para a União + ICMS + ISS, ou ter que pagar ICMS + ISS?

    Essa seria o tipo de pulverização de poder a que fiz referência.


  • LUCIANO SILVA  19/12/2015 19:49
    Não parece ser razoável fazer mais divisões ou subdivisões em poderes, jurisdições, estados, condados, municípios, distritos ou qualquer outra forma de estrutura político-administrativa.
    Os três endereços abaixo mostram o custo do "nosso" Estado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2184

    " Um governo federal que, em 2014, arrecadou mais de R$ 2,2 trilhões ainda quer aumentar tributos ..." Os 92 tributos existentes no Brasil não satisfazem essa gente?
    "Eis aí uma prova suprema da ineficiência estatal" (...).


    www.istoe.com.br/reportagens/411245_A+INSUSTENTAVEL+MAQUINA+DO+GOVERNO

    "... 39 ministérios, a maioria deles criados para acomodar apadrinhados políticos, ..., consomem por ano R$ 424 bilhões".

    É assustador pensar que os valores gastos com ministérios correspondem a 20% dos valores arrecadados em tributos. De outro modo, de cada R$ 100,00 arrecadados pelo trabalho das pessoas em mais de 5.500 municípios, uma única cidade (Brasília) se dá ao direito de consumir R$ 20,00. É ou não é uma contradição jurídica e uma imoralidade?


    Impostômetro (19/12/2015) já beira os 2 trilhões:

    www.impostometro.com.br/
  • opinador  21/12/2015 18:36
    Claro que faz sentido.

    Pois dá autonomia e independencia.

    Uma coisa é você custear a educação do Rio de janeiro morando em são paulo.

    Outra coisa é você custear a educação de são paulo morando em são paulo.

    Em segundo lugar.

    Com a autonomia pode ocorrer concorrência entre estados e regiões.

    Por exemplo um estado seria responsável por toda a arrecadação e repassaria uma pequena parte para a união, como uma taxa de estar na confederação.

    Então cada estado poderia reduzir a sua carga tributária a fim de atrair mais investimentos, empresas e moradores. Como já ocorre hj em pequena parte com os tributos estaduais.

    Estenda isso a municipios e até distritos.

    O federalismo em si não garante nada, mas abre um precedente grande para a redução do estado.




  • Gari  21/12/2015 21:10
    Isso, no mesmo sentido foi a minha manifestação.
  • Pós-doutor em História  18/12/2015 14:56
    Grande Hoppe!

    Esse artigo foi extraído de algum livro do Hoppe?
  • O Homem de 9 Dedos (off-topic)  18/12/2015 15:47
    Eu falei que não importava. Desde quando nesse país alguma coisa importa? Não vai ter impeachment porque a Dilma é amiga do STF (e o Collor não era). Não vai ter impeachment porque o PCdoB vai chorar até os olhos doerem para manter a Dilminha lá.

    Vota no PT, bebe uma cachaça, come as suas migalhas e vai dormir. É vida de brasileiro. Não tem essa de economia austríaca, libertarianismo, função do conhecimento em sociedade, ética e essas coisas que a gente gosta. Embaixo do Equador só tem pecado. Lei aqui é recurso para ferrar os inimigos e ajudar os amigos, não é condição para o homem viver em civilização. Porque não tem civilização. Ayn Rand já falava sobre povo como o nosso que abandona todas as suas instituições por conveniência e trai a própria definição de lei, virando barbárie.

    O Collor vai ficar muito irritado por ser tratado como menos gente do que a Dilma só porque ninguém gostava dele. Ela recebe impeachment VIP com direito a mão no ombro do STF.

    Quanto mais cedo aprendermos isso, menos dói.

    Parabéns aos cornos que votaram e ao partido COMUNISTA do Brasil: vocês destruíram até a ilusão de a lei significar alguma coisa neste país.

    Deixa o dólar subir para 10 reais, mesmo. Se eu não tinha esperança, agora nem faço mais fezinha. Não vai ter Impeachment.
  • Mendigo  18/12/2015 16:13
    Concordo.
  • Pessimista  18/12/2015 17:35
    Infelizmente isso é a mais pura verdade. Não pode ter impeachment, o brasileiro tem que aprender da pior maneira: com a dor.

    Que continue a Dilma, que demita o Levy, que nomeie Nelson Barbosa(ou um outro Mantega da vida) e termine de destruir o Brasil com essa tal de ''Nova Matriz Econômica''. Quem sabe em 2026(depois de um duplo mandato do Lula, porque por pior que seja o legado da Dilma esse cara ainda é adorado) a gente aprenda a lição e esteja mais aberto aos ideais pró-mercado.

    Foi assim com a Estônia, Armênia, Lituânia, Bulgária, Polônia, e aparentemente Argentina(vamos esperar pra ver...). Todos esses países já sofreram com economias planificadas e pouca liberdade econômica, contudo -ou por causa disso- hoje são países relativamente abertos.

    Já Russia, Ucrânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Venezuela parecem que precisam sofrer mais um pouco pra aprender.
  • Tiago Silva  18/12/2015 16:09
    (off topic)

    Enquanto a coisa deringola nos states e na europa,paraece que o macri está tomando algumas medidas difíceis,quem diria?
  • Ajudante de Pedreiro  18/12/2015 16:14
    É verdade.
  • opinador  18/12/2015 16:48
    Mas nos states e europa pelo menos eles tem capital acumulado para viverem bem por muitos anos ainda apesar da farra.

    Implantar socialismo em país rico dá para enganar por vários anos, até a URSS existiu por muitos anos.

    Olha a França e a Inglaterra.

    As pessoas tem um bom padrão de vida lá mesmo com o socialismo.

    É logico que não dura pra sempre...rs mas eu acho que quando a água bater na bunda deles, eles vão se ligar.

    Mas aqui na américa latina, não tem capital acumulado pra redistribuir, aí que tá a meleca toda...rs
  • PESCADOR  18/12/2015 16:13
    Lógica irrepreensível é o que sobra em Hoppe.
    Precisamos de mais artigos assim.
  • Partidário da Causa Operária  18/12/2015 16:23
    Para entrar no clima.
  • Marcela  18/12/2015 16:32
    Já que está provado que o estado é uma aberração,porque não acabamos logo com todos os 200 países que há no planeta?
  • Primo  18/12/2015 16:56
    Só para contrariar, na verdade acho que fica melhor pensando ao contrario: A contradição jurídica é, acima de tudo, o que permite a existência do estado.
  • Marconi Soldate  18/12/2015 16:56
    O texto está todo certo, porém deve ser confrontado com a ausência de estado.

    Sem estado, vale a lei do mais forte. Ou seja, sempre haverá estado ou um bando de gente se matando eternamente tentando ser estado.

    O estado é um mal necessário. Por mais paradoxal que seja, e é, a liberdade só pode existir dentro do estado. Estado esse mínimo, cheio de restrições constitucionais. Uma espécie de "ditadura da liberdade".

    Não é uma maravilha, mas é a melhor opção.
  • opinador  18/12/2015 17:27
    "Sem estado, vale a lei do mais forte. Ou seja, sempre haverá estado ou um bando de gente se matando eternamente tentando ser estado."

    Tem certeza ?

    O que forma um país não é o estado , mas sim os seu povo.

    E os valores predominantes é que ditam as regras.

    Vc acha que em um país com 200 milhoes de pessoas, se 100 milhões fossem assassinos o estado poderia conter uma rebelião ?

    Não.

    Da mesma forma não é a segurança estatal que provê a segurança. Pois apesar dos problemas, os paises civilizados são assim devido o nivel de civilidade dos seus povos.

    A segurança é para conter a exceção e não a regra.

    O estado só existe porque é conveniente e não porque é necessário.


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795
  • Palpiteiro  18/12/2015 19:30
    ^ Esses caras adoram um exerciciozinho de futurologia...
  • Taxidermista  18/12/2015 19:49
    Marconi, você diz isso: "O texto está todo certo, porém deve ser confrontado com a ausência de estado";

    Mas depois diz isso: "Sem estado, vale a lei do mais forte".


    Essas duas frases são absolutamente incompatíveis.

    OU você acha que o "texto está todo certo" OU você acha que "sem estado, vale a lei do mais forte".

    O argumento que você utiliza para justificar o estado é justamente o argumento combatido por Hoppe no artigo. Veja:

    "Desde Hobbes, este argumento tem sido repetido incessantemente. Funciona assim: no estado natural das coisas, antes do estabelecimento de um estado, sobejam os conflitos permanentes. Todos alegam ter direito a tudo, o que resulta em guerras intermináveis. Não há como sair dessa situação instável por meio de acordos; pois afinal quem iria fazer cumprir esses acordos? Sempre que a situação se mostrasse vantajosa, um ou ambos os lados iriam quebrar o acordo.Logo, as pessoas reconheceram que há somente uma solução para o desideratum da paz: o estabelecimento, por consentimento, de um estado — isto é, de uma entidade externa e independente, que assumiria a função de fiscal e juiz supremo".

    Conseguiu perceber?
  • Marconi Soldate  18/12/2015 20:05
    É pq está certo em tese. Se eu respeito as suas liberdades e vc as minhas, blz. Se todos fazem isso, beleza. Não é preciso estado.

    Ocorre que no mundo real, sempre tem um ou mais FDPs bem armados que não estão nem aí pra suas liberdades e querem dominar geral. E esses caras estão bem armados, suficientemente para colocar vc de joelhos.

    Logo, nesse cenário, o estado mínimo é o melhor possível, enquanto houver um FDP bem armado que não respeite as liberdades, um estado (criado por eu e vc e os demais liberais) é necessário/inevitável. E qual seria o estado menos pior pra não acabar virando um outro FDP? O estado mínimo limitado constitucionalmente. É o que dá pra fazer.

  • Pobre Paulista  18/12/2015 22:00
    "no mundo real, sempre tem um ou mais FDPs bem armados que não estão nem aí pra suas liberdades"

    E quem vai vender comida para eles? Quem vai hospedá-los, vender-lhes roupas e fornecer transporte?

    Num ambiente realmente livre, mesmo o mais FDP vai perceber que se ele não for pacífico ele não sobreviverá.
  • aluno  20/12/2015 15:31
    Eu entendo a questão do estado minimo em relação a ausência dele pelo que predominou na historia da humanidade. Sempre que um determinado território povoado esteve ausente de poder, grupos externos ocuparam tal ausência de poder e formaram o poder local, ou até mesmo grupos locais tomaram tal poder.
  • opinador  21/12/2015 18:41
    O que define a autonomia de uma região não é o exercito ou policia, mas o povo.

    Se nessa região 100% da população adulta é armada e existem empresas que façam a proteção em caso de invasão você acha que grupos externos irão tomar o poder ?

    Pq as armas de um exercito estatal seriam melhores que de um exercito de pessoas ou um exercito privado ?

    Agora se uma região for composta por bunda moles mesmo é melhor ser governado por um estado...rs

    É por isso que o anarcocapitalismo começa com mentaliadde e não com o regime.

  • Taxidermista  22/12/2015 11:47
    Marconi diz: "É pq está certo em tese. Se eu respeito as suas liberdades e vc as minhas, blz. Se todos fazem isso, beleza. Não é preciso estado"

    Marconi, então, você está se referindo a outro texto, mas não ao texto acima de autoria do Hans-Hermann Hoppe.

    Entenda, meu caro, por favor: essa sua frase acima é uma DISCORDÂNCIA ao texto do HHH. No texto, o HHH defende que o estado NÃO DEVE EXISTIR ainda que não exista esse "respeito de todos pelas liberdades", "respeito de todos" esse que o HHH entende que, de fato, nunca existe nem existirá, com ou sem estado.

    Vou repetir mais uma vez, meu caro, para você compreender: esse seu argumento - "o estado mínimo é o melhor possível, enquanto houver um FDP bem armado que não respeite as liberdades, um estado é necessário/inevitável " - é exatamente o argumento COMBATIDO no artigo; esse seu argumento é o tradicional argumento hobbesiano, que, repito, é COMBATIDO no artigo.

    Veja mais uma vez:

    "Desde Hobbes, este argumento tem sido repetido incessantemente. Funciona assim: no estado natural das coisas, antes do estabelecimento de um estado, sobejam os conflitos permanentes. Todos alegam ter direito a tudo, o que resulta em guerras intermináveis. Não há como sair dessa situação instável por meio de acordos; pois afinal quem iria fazer cumprir esses acordos? Sempre que a situação se mostrasse vantajosa, um ou ambos os lados iriam quebrar o acordo.Logo, as pessoas reconheceram que há somente uma solução para o desideratum da paz: o estabelecimento, por consentimento, de um estado — isto é, de uma entidade externa e independente, que assumiria a função de fiscal e juiz supremo"

    Então, por uma questão lógica, não tem como você "achar [o texto] certo em tese" (esse "em tese" que vc coloca não tem cabimento, pq HHH não defende que o estado seja um mal desnecessário "em tese", ou, como vc diz, "desde que as pessoas respeitem as liberdades dos demais"; ele defende que o estado SEMPRE será um mal desnecessário).

    Em suma, você defende estado mínimo com base no argumento hobbesiano; HHH, no texto, combate a existência do estado, e combate o argumento hobbesiano. Veja pelo próprio título do artigo: "A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica".

    Espero que vc tenha compreendido.

  • Tiago Silva  18/12/2015 17:23
    Finalmente boas notícias crio gomes o estatista de primeira,poderá ocupar o cargo da fazenda,ufa,o Brasil está salvo.ehehehehe
  • Leandro  18/12/2015 17:59
    Se fosse o excelente Ciro Gomes da primeira metade da década de 1990, eu aplaudiria de pé. Sendo o Ciro Gomes atual, eu entro em desespero.
  • Batista  18/12/2015 18:44
    Leandro,

    Na sua opinião: Fuga de capitais à vista (mais ainda!), dolar batendo novo recorde (acima dos R$ 4,24)... ou já estão precificados há tempos?
  • Leandro  18/12/2015 18:51
    O que está (ou já estava) precificado: rebaixamento e déficits orçamentários.

    O que não está precificado: desdobramentos da crise política (totalmente imprevisíveis em absolutamente todos os aspectos), nomeação de um maluco para o Ministério da Fazenda, manutenção de Dilma até o fim do mandato.

    Qualquer alteração nestes componentes do segundo item alterará o câmbio e a saída de dólares.
  • Rafael  18/12/2015 18:56
    Leandro, em resumo, neste vídeo, o Ciro estava dizendo que se a situação fiscal do governo fosse melhor os juros arbitrados para se fechar o balanço de pagamentos poderiam ser menores?
  • Ronaldo  18/12/2015 19:41
    Enfim, Nelson Barbosa, eu entro no caixão. Caros amigos, alguem aqui vai emigrar ?
  • Tiago Silva  18/12/2015 17:35
    Marconi Soldate:Você deve ter a liberdade de expressão para defender as facções criminosas que quiser,agora querer impingir governo,a que não quer ser governado é eticamente reprovável,você pode até gostar de ser escravo isso não quer dizer que outros apoiem a escravatura em massa,espero que você tenha entendido.
  • O Profeta  18/12/2015 18:08
    Não vai ter Golpe! Dilma Fica e Lula volta em 2018. Contudo, Lula se converterá e o Comunismo da Estrela Vermelha esfalecerá!!!!
  • Rhyan  18/12/2015 18:34
    Ué, aqui não era o IMB "fake" socialista? rs

    Belo timing postar este artigo!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  18/12/2015 19:17
    A existência do estado, se ele tiver como função garantir os direitos de propriedade de todos, isto é, uma existência "vigilante", é tolerável. Mas, quando o estado visa "criar direitos" é um risco para a sociedade, visto que tenderá a expandir-se. Não há mágica: se você quer distribuir, tem que produzir e o estado não produz nada, apenas rouba.
  • Tiago Silva  18/12/2015 20:12
    Amarílio,você quer o impossível ,o sonho dos liberais clássicos é muito bonito na teoria,mas na pratica é uma enorme cagada,o estado mínimo sempre desemboca num estado máximo,vide os estados unido e o falecido sonho americana,que se converteu no sonho da pessoa não ser taxada injustamente,contando que todo o imposto configura subtracção de riqueza alheia,o sonhe de não ter de servir numa guerra injusta,o sonho de não ser preso por consumir substâncias ilícitas,seja lá o que isso for.
  • aluno  20/12/2015 15:43
    Tiago, em minha opinião a única forma possível de funcionar e trazer paz é o estado minimo, mesmo que ele deforme com o tempo como você disse, mas neste caso, também creio que nada neste mundo é para sempre e estático. Assim como o minimo pode se tornar o máximo, o mesmo pode ocorrer ao inverso, o máximo se tornar o minimo, como também o nada se tornar alguma coisa minimo e percorrer todas as escalas possíveis do home inventar em como se organizar a sociedade. Acho que no funo o homem nunca vai deixar de ter um engenheiro social dentro de si, como também nunca vai deixar de ser individual e querer ser livre. O que vai variar em tudo isso, para o nosso bem, ou desgraça é o grau em que essas situações ocorrem no tempo.
  • Júnior  21/12/2015 18:46
    Acredito que a questão fundamental, por vezes apenas sutilmente abordada, é a do que levaria um estado a diminuir. A diminuição do estado pode ocorrer por meio de uma situação artificial conveniente de política econômica, uma situação em que o estado se agigantou de tal forma que não resta opção a não a ser a regressão do mesmo (consequência lógica das regulamentações, restrições, interversões e a impossibilidade do cálculo econômico pelo governo). Entretanto, nesse caso, não houve transformação de consciência, não houve entendimento das implicações filosóficas e práticas de tal ação, houve apenas uma restrição material ao crescimento e consequente desarranjo que necessariamente perpassa pela redução do estado, logo fatalmente, assim que sendo possível, aumentará novamente. Outro meio é a diminuição real do estado que, necessariamente, passa pelo entendimento filosófico e prático de tais ações, as pessoas precisam aprender por que o livre mercado é certo, e por que a linha de pensamento esquerdista é errada, consequentemente inaceitável (e aí há de se exaltar o excelente trabalho do IMB). Uma vez que se avança o entendimento lógico, filosófico e prático do livre mercado e de sua dinâmica dentro da lógica aplicada que é a economia apriorística, automaticamente, está se propagando a desconstrução das teorias marxista-keynesiana, tornar-se esquerdista seria entendido como algo ilógico (como de fato é), e logo não seria aceito, pelo menos não pela ampla maioria das pessoas, e nesses casos de exceção seria, muito provavelmente, algo a ser estudado por psiquiatras...

    Assim estariam abertas as condições para uma sociedade minarquista, ou mesmo, em última, para uma sociedade anarco-capitalistas. Pois as bases filosóficas estariam assentadas, faltando acertos práticos que se mostrariam melhores ou não ao longo do tempo.

    Agora, como atingir esse estágio?
  • Tiago Silva  18/12/2015 20:50
    Oba,nelson barbosa é o escolhido,viva,viva o pt,viva a democracia bolivariana,adeus Brasil!!!!!!!agora sim todo pode se considerar salvo,o Brasil é uma grande piada,pena que não tem ninguém com vontade de rir.
  • Paraninfo  18/12/2015 23:00
    Quando a criação de partidos socialistas e comunistas é autorizado, não podemos desprezar que um dia o assassinato pode ser legalizado.

    O Brasil possui partidos com ideologias dos regimes mais assassinos da história da humanidade. Isso não é democracia !

    A justiça não pode ser justa, se as os legisladores só pensam em confiscar o dinheiro e a liberdade das pessoas.

    Isso não é justiça. Isso é apenas uma autoridade, que tem poder para condenar de acordo com um texto fraudulento feito por legisladores canalhas.

    No mínimo, o Brasil precisa urgentemente de uma lei anti-socialismo, que limite as ações do governo.

    Quando as leis ferem a liberdade que estáo no artigo número 1 da constituição, podemos condenar todo o sistema judiciário por violação da liberdade.

    Enfim, eu preciso sair desse país vivo ou morto. Socialismo e comunismo só podem ser combatidos com golpe, faca, tiro, porrada e bomba. E isso, eu não pretendo participar.


  • Cristiano  19/12/2015 01:57
    É como alguém escreveu mais acima, o país tem que sofrer por mais uns anos pq só se aprende tomando na cabeça. Que venha o lula em 2018 e a casa vai caindo. Um dia uma merda grande acontece e ai pode ser, talvez, quem sabe, as coisas mudem de rumo.......
    Até lá, eu gostaria de já ter emigrado a muito tempo.
  • Jonas Corpes  19/12/2015 02:37
    Na quinta feira, o STF promoveu um verdadeiro golpe ditadorial contra a Câmara dos Deputados e o povo brasileiro.
  • Didi  19/12/2015 12:22
    O título do artigo diz tudo, deixa patente que o poder do estado é relativo, amiúde quando este excede na insensatez definha pela autofagia, ato contínuo se vê diante tremenda ruptura social e seus pseudos poderosos são defenestrados. O Brasil já está bem avançado nesse processo.
  • Zé Ninguém  19/12/2015 22:03
    A justiça nunca vai funcionar, enquanto eles não perceberem que o problema é o governo.

    Um governo que gasta 4 bilhões por ano em publicidade, nada mais é do que um assaltante legalizado.

    Essa lavagem cerebral feita na imprensa já encheu o saco. É impressionante a quantidade de mentiras e notícias falsas, que são publicadas todos os dias nos grandes jornais.

    Essa justiça só vive atrás de ladrão de galinha.
  • Alexandre lg  20/12/2015 18:35
    Ao que tudo indica, Hobbes avalizava a vontade do soberano, nao porque fosse perfeita, mas porque seus eventuais erros, mesmo que somados, seriam melhores que o caos e a luta de todos contra todos. HHH foi um pouco evazivo ao atacar contratulistas tao antigos, ao inves de desenvolvimentos mais modernos, como por exemplo, Nozick.
  • Taxidermista  21/12/2015 21:17
    Prezado Alexandre:

    HHH tem diversos textos (aqui no site) sobre agências privadas de segurança que servem de crítica ao argumento central de Nozick a favor do minarquismo (e contra o anarcocapitalismo) constante do "Anarchy, State and Utopia".

    Outrossim, na introdução ao "Ethics of Liberty", do Rothbard, HHH faz longas alusões críticas à teoria libertária de Nozick:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1624
  • Anonimous  21/12/2015 09:58
    Isso faz muito sentido.

    Eu nunca vi um ladrão ir na delegacia para registrar que foi assaltado.

    O estado vive do confisco e da apropriação. Isso nunca poderá ser justo.

    O STF é feito por indicação política. Isso mostra que ali só tem advogados de partidos. Não existe uma eleição dentro do próprio judiciário, para que os juizes decidam quem deveria ir para o STF ou qualquer instância superior. A maioria dos ministros do STF nem passaram em concurso para ser juiz.

    Como são os partidos que fazem as leis, a justiça virou uma advocacia de partidos.

    Na semana passada, um fórum do Paraná foi invadido. Os assaltantes do fórum roubaram 90 armas. Vários chefes da polícia foram afastados por corrupção.Essa é a justiça que está nos protegendo. Nem uma pistolinha calibre 32 nós podemos ter.

    Não sou anarquista. Nós vivemos em um país socialista, por isso o estado pode se apropriar e confiscar o que bem entende.

    Ninguém seria contra uma justiça que tem coerência e é justa. Essa justiça atual virou advocacia de confiscadores e apropriação.

    Uma justiça que defende o bem comum, não poderia aceitar tantos confiscos e apropriações.
  • Anonimous  21/12/2015 10:15
    Eu nunca vi o STF barrar uma lei que contradiz o artigo número um da constituição. Se o artido número um diz que o cidadão é livre, a maioria das leis seriam barradas por apropriação e confisco de bens de cidadãos livres.

    Por isso, a justiça foi politizada e serve como braços de partidos.

  • Inesperado  21/12/2015 15:58
    A chefona sabe premiar quem lhe é subserviente:

    Dilma assina aumento para ministros do STF e para procurador-geral

    folha.uol.com.br/poder/2015/01/1574452-dilma-assina-aumento-para-ministros-do-stf-e-para-procurador-geral.shtml?mobile

    Defensores desse sistema estão convocados a defendê-lo.
  • Marcelo Motta  22/12/2015 12:02
    Bem, ainda que pessoalmente eu concorde com o texto, deve-se apontar que ele ignora um aspecto fundamental do mundo antigo.

    Quando surgiram os primeiros estados o mundo tinha uma estrutura hierárquica de poder bastante rígida e muito bem definida: haviam o povo, acima destes havia o governante na forma do rei e acima do rei havia Deus(es).

    E era Deus a entidade externa e independente, que assumia a função de fiscal e juiz supremo.

    A história antiga está repleta de relatos de reis que prosperaram ao seguir as determinações do juiz supremo. E de outros que foram a ruína por desobedecer este mesmo juiz.

    Sim, nos dias atuais na maioria das civilizações os governantes perderam sua áurea divina, mas, o argumento hobbesiano não é totalmente descabido.
  • Auxiliar 5  22/12/2015 13:09
    Faltou você esclarecer qual seria a relação entre o "cabimento" do argumento hobbesiano e o (apontado por vc) papel de Deus como "juiz supremo" no "mundo antigo".
  • Marcelo Motta  24/12/2015 21:52
    Auxiliar 5,

    Não é o meu caso. Mas, os crentes afirmam que Deus é a origem de todas as coisas. Foi quem criou o mundo, foi quem criou os homens. Esta era uma verdade incontestável no mundo antigo, e continua sendo para muitos mesmo nos dias de hoje.

    Logo, fica claro que a crítica de Hoppe é negada pela história humana. Anterior aos primeiros estados humanos estava Deus. No mundo antigo (e até não tão antigo assim), o governante era ele próprio uma divindade, geralmente, um filho direto dos deuses. Logo, o estado terreno não era a instância máxima de solução dos conflitos, mas, sim Deus ou os deuses. O que dava legitimidade a existência de todos os estados na antiguidade.

    Mesmo nos dias atuais existem estados teocráticos, como os estados islâmicos (Arábia Saudita, Irã, Paquistão, etc.) que reafirmam o argumento de Hobbes, e negam outra vez a crítica de Hoppe.

    Assim, ainda que partilhe do desejo de Hoppe a favor da extinção do estado, é preciso reconhecer que sua crítica apresentada no texto não pode ser um argumento definitivo contra a existência do estado.
  • Junior  27/12/2015 04:22
    Também me considero um liberal, mas ninguém nos levará a sério se usarmos qualquer tipo de argumento, muitas vezes até falácias, para convencer as pessoas que liberdade é o melhor caminho. O texto diz que: "Se um indivíduo incorrer em algum conflito com uma entidade governamental, ou se algum membro do aparato estatal for flagrado em delito, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir sobre a culpa dos envolvidos — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da própria instituição que está em julgamento.
    Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado sempre estará certo." Eu também não gosto do Estado e quero vê-lo reduzido, mas venha cá: será que precisamos nos basear em mentiras para provarmos que temos a melhor solução? Em 20 segundos de pesquisa no Google qualquer pessoa destroçaria uma pessoa que escreveu tamanha bobagem:www.ebc.com.br/cidadania/2015/09/justica-condena-estado-de-sp-indenizar-mae-de-rapaz-assassinado-pela-pm .
  • Mendes  27/12/2015 14:07
    Pelo visto, você não entende nada do mundo em que vive.

    Vou tentar desenhar:

    1) Não houve punição nenhuma ao estado. O estado terá apenas de dar dinheiro para a mãe da vítima. Mas como o estado nada produz e nada gera, esse dinheiro será confiscado do setor produtivo e repassado para a mãe da vítima.

    O estado, em si, não perde nada, não fica sem nada. Ele não tem de se desfazer de nenhum ativo, de nenhuma propriedade, de nenhum agente. Nenhum burocrata ficará sem o salário para indenizar essa mãe. Nenhum burocrata perderá mordomias. O delegado da PM, por exemplo, que é o responsável direto pelo policial que fez isso, manterá todas as suas regalias

    O estado simplesmente irá extrair dinheiro do setor produtivo e repassar esse dinheiro para a mãe da vítima.

    Sendo assim, qual foi exatamente a perda ou a punição ao estado?  Quem está realmente arcando com a fatura é o setor produtivo.

    2) Não há absolutamente nenhuma menção de punição ao policial que fez isso. Provavelmente terá uma suspensão temporária com todos os proventos pagos por nós.

    3) Tendo isso em mente, onde está o erro do artigo?

    Entenda melhor o mundo à sua volta e pare com essa suprema arrogância de se achar capaz de refutar obras filosóficas com meras notícias de jornais. Assim você faz papel de bobo.
  • Junior  27/12/2015 18:00
    Tudo o que você disse sobre em quem recai a verdadeira punição está correto, porém, na ânsia de punir a "arrogância" de um pobre mortal como eu que "se acha capaz de refutar obras filosóficas com meras notícias de jornais" você acabou se enganando ou simplesmente sendo desonesto. Você inseriu um ponto de análise que nem eu nem o autor havíamos abordado ao falar sobre em quem a punição real recai. A minha crítica e o ponto criticado estão bastante explícitos em minha mensagem, não se opondo ao novo ponto abordado por você. O que o autor diz é que em caso de contenda entre alguém e o Estado, este, que julgará o caso, sempre dará ganho de causa a si mesmo. Porém, isso não é verdade, já que os poderes do Estado são, ou deveriam ser, independentes, não raramente o Judiciário punindo o Executivo. Entendeu a diferença? O ponto abordado por mim foi sobre o RESULTADO DO JULGAMENTO, mas você confundiu e embaralhou a questão, insinuando que eu tenha errado sobre em quem verdadeiramente recai a PUNIÇÃO, que obviamente recai sobre os pagadores de impostos. Como é algo que está interligado (julgamento e punição), acreditarei que você tenha apenas se engando, não agido de má-fé.
  • Eraldo  28/12/2015 11:31
    Qual a punição que o judiciário impõe ao executivo? Dê-me 3 exemplos de políticos que estão na cadeia e que ressarciram ao povo o dinheiro que roubaram do povo. Dê-me um mísero exemplo de partido político que foi fechado em decorrência de operações comprovadamente criminosas.

    É incrível a passividade do brasileiro. Ele não apenas fica todo contentinho com as migalhas que lhes jogam, como também as defende ardorosamente.

    Sim, há alguns deputadinhos que dormem algumas noites na cadeia. E daí?

    Sim, há escassos exemplos de punição (branda) para policiais que incorreram em contravenções. E daí?

    Sim, há alguns exemplos de um governo estadual que teve de pagar uma mixaria (a qual é 100% extraída do setor produtivo, de modo que o estado em si não perde absolutamente nada) para calar a boca de algum impertinente. E daí?

    Tais exemplos, justamente por serem a exceção (e são tamanha exceção que, ao ocorrerem, são fartamente noticiados), confirmam a regra.

    Cite-me exemplo de agências reguladoras que perderam seu financiamento após falharem escabrosamente em suas tarefas. Cite-me exemplos de ministérios que foram fechados após falharem escabrosamente em suas tarefas.

    No aguardo.
  • Anonimo.  28/12/2015 12:52
    Se vc concorda que o pagador de impostos sempre vai pagar a conta no final, que diferença faz se o judiciário diz que o estado de sp tem que 'pagar' isso ou aquilo?

    opção A: o judiciário condena = quem paga a conta é o pagador de impostos e tudo pro estado está ótimo.
    opção B: o judiciário não condena = tudo pro estado está ótimo.

    Como é que vc concluiu que o estado está decidindo algo contra ele mesmo?
  • Taxidermista  28/12/2015 14:07
    Junior,
    A questão é que o seu ponto - "o resultado do julgamento" - não refuta o que foi dito no artigo, muito menos evidencia a "mentira" nele constante, acusação essa que vc, de forma equivocada, fez no seu primeiro comentário.

    Veja o trecho que vc transcreveu:

    " assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado sempre estará certo "

    Aí vc interpreta que o Hoppe teria dito, com isso, que o judiciário sempre vai julgar a favor do estado em geral ou do executivo em particular (quando este estiver num dos polos da demanda): "[i] o q o autor diz é q em caso de contenda entre alguém e o estado, este, q julgará o caso, sempre dará ganho de causa a si mesmo[\i]"

    Não, Júnior, não é isso o que o "autor diz". Quando o Hoppe afirma que "o estado sempre estará certo", ele não quer dizer "q o estado sempre dará ganho de causa a si mesmo". A frase do Hoppe é um enunciado doutrinário-conceitual, não refutável por uma interpretação "ao pé da letra", vertida num enunciado empírico calcado numa particularidade atinente à divisão vertical dos poderes do estado.

    O judiciário julga demandas contra o estado-administração? Claro, Junior, todo mundo sabe disso (e o Hoppe também). A questão é q o judiciário TAMBÉM é o estado, e é aí que reside o busílis destacado por Hoppe. Vc se apega à divisão vertical de poderes do estado p tentar confrontar um enunciado para cujo cerne essa divisão vertical de poderes é irrelevante. Aliás, essa divisão funciona como estratagema de legitimação do estado, e um comentário como o seu mostra como esse estratagema tem eficácia.

    De resto, vc mesmo reconhece em quem recai a verdadeira punição, de sorte q esse seu ponto - "resultado do julgamento" -, ainda que conceitualmente distinto (da questão de quem é punido), fica substancialmente esvaziado.
  • Taxidermista  28/12/2015 14:24
    Rectius: no lugar de "divisão vertical", leia-se "divisão horizontal de poderes"
  • Anonimo.  27/12/2015 19:21
    Ow meu santo Deus...'justiça condena estado de São Paulo'...

    Meu filho,a única coisa que vc fez foi pegar um caso em que uma instância inferior do estado tem que se sujeitar a uma superior, nada mais que um conflito de burocratas dentro do próprio estado.
    Agora responda, se essa mesma justiça falar que vc é um criminoso por entrar no brasil com um produto X.Quem vai condenar ela?
    O argumento do artigo permanece impecável.
  • Emerson Luís  27/12/2015 15:42

    O debate esclarecido é se o Estado é um mal necessário ou um mal desnecessário.

    O ponto de convergência é que ele deve ser o mais minimizado possível.

    * * *
  • Anonimo.  27/12/2015 21:44
    E no caso do anarco capitalismo, quem julga os conflitos onde uma justiça privada é um dos réus?
  • Eloi  28/12/2015 13:23
    Outra justiça privada, distinta daquela q é ré.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  18/01/2016 19:58
    Quem controla o estado?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/12/2016 13:53
    A premissa é falsa. em consequência, o raciocínio é falacioso.

    O estado é o arcabouço político-jurídico (a organização do poder e o conjunto das leis básicas) formado A PARTIR da vontade popular por meio de seus representantes eleitos.

    O estado que se diz democrático de direito é acima de tudo o império da lei, e não das instituições ou deste ou daquele grupo. É a lei (elaborada pelos representantes eleitos do povo - democracia direta num país do tamanho e complexidade do Brasil é impossível) que regula tudo e todos. A atividade pública, por exemplo, é praticamente toda vinculada. é o princípio da legalidade quem manda.

    Portanto não há contradição alguma, já que o estado nasce de baixo e seus agentes e instituições são regulados pela lei, sendo que a mesma vontade que o instituiu pode mudá-lo. e o fato de que tenhamos uma quadrilha despudorada nos governando não impugna tanto a necessidade quanto a legitimidade do estado.


  • Adriano  02/12/2016 14:34
    "A premissa é falsa. em consequência, o raciocínio é falacioso."

    Vejamos.

    "O estado é o arcabouço político-jurídico (a organização do poder e o conjunto das leis básicas) formado A PARTIR da vontade popular por meio de seus representantes eleitos."

    Já começou errado. Sua premissa é falsa. Em consequência, todo o seu raciocínio posterior se torna falacioso.

    Em primeiro lugar, nenhum estado é formado pela vontade popular. Ninguém assinou um contrato social.

    (Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?
    O contrato social e o consentimento do governado)

    Ninguém veio a público dizer que está concedendo tamanhos poderes a políticos.

    O fato de haver pessoas que de fato querem viver sob a chibata de políticos e juízes não significa que todas as pessoas querem igualmente viver sob essa chibata. O seu erro está em tomar a parte pelo todo.

    Mas agora vem o principal: para que seu argumento fizesse um mínimo de sentido, não apenas todos os critérios acima deveriam ser observados, como também seria imprescindível que toda a população comparecesse às urnas de livre e espontânea vontade para chancelar tal sistema.

    E dado que -- tanto no Brasil quanto no mundo -- as populações cada vez mais se abstêm de votar (no Brasil, brancos, nulos e abstenções superam, em muito, a votação do político eleito para o executivo), então este seu argumento de que o povo tem a sua vontade "satisfeita por meio de seus representantes eleitos" não só não se sustenta, como ele é completamente mentiroso.

    Logo, toda a sua premissa inicial já desabou.

    Mas continuemos.

    "O estado que se diz democrático de direito é acima de tudo o império da lei"

    Leis estas feitas por políticos (deputados e senadores) eleitos por uma fatia ínfima da população. Qual é, por exemplo, a representatividade de um deputado do Acre que cria um projeto de lei nacional?

    "e não das instituições ou deste ou daquele grupo."

    É exatamente o contrário: o político representa única e exclusivamente um grupo ínfimo que o elegeu.

    "É a lei (elaborada pelos representantes eleitos do povo - democracia direta num país do tamanho e complexidade do Brasil é impossível) que regula tudo e todos."

    Aqui você reconhece que as leis são criadas por políticos. Perfeito. Facilitou ainda mais tudo o que argumentei acima. Obrigado.

    "A atividade pública, por exemplo, é praticamente toda vinculada. é o princípio da legalidade quem manda."

    Com o ínfimo detalhe de que esta "legalidade" é estipulado pelos próprios donos do poder.

    Você realmente é tão ingênuo quanto parece ou está só fazendo tipo?

    "Portanto não há contradição alguma"

    Até agora, tudo o que fiz foi demonstrar essas contradições. Difícil, isso sim, é mostrar onde exatamente há alguma coerência no arranjo.

    "já que o estado nasce de baixo"

    De baixo?! Estado é imposição que surge lá de cima, e contra qual os daqui de baixo nada podem fazer, senão aquiescer. Caso contrário, é cadeia. (Como acontece com quem se recusa a dar dinheiro para a máfia).

    "e seus agentes e instituições são regulados pela lei"

    Pela lei que eles próprios criam, alteram e impingem quando querem.

    "sendo que a mesma vontade que o instituiu pode mudá-lo. e o fato de que tenhamos uma quadrilha despudorada nos governando não impugna tanto a necessidade quanto a legitimidade do estado."

    A quadrilha que está no poder sempre esteve no poder. E essa é a conseqüência lógica do arranjo que eles próprios criaram. Será que você realmente não percebe isso? será que você não percebe que o simples fato de uma mesma quadrilha estar há décadas no poder é a comprovação exata de que o sistema foi criado para beneficiar justamente a eles?

    E o que é mais desesperador é que tal arranjo viciado recebe o aplauso de idiotas úteis e exultantes. Certo?
  • Jorge  02/12/2016 20:39
    O tal rodrigo hermann defende o estado pq é CARIMBADOR DE PAPEL NO BANCO CENTRAL.

    SIM, o sujeito é "técnico" no Banco Central, recebe polpuda remuneração para não fazer nada às custas dos pagadores de impostos.
  • Emmanoel  02/12/2016 14:39
    "O estado é o arcabouço político-jurídico formado A PARTIR da vontade popular por meio de seus representantes eleitos."

    "O estado que se diz democrático de direito é acima de tudo o império da lei"

    "É o princípio da legalidade quem manda [no estado]"

    "O estado nasce de baixo e seus agentes e instituições são regulados pela lei, sendo que a mesma vontade que o instituiu pode mudá-lo"


    Fazia um tempo já que eu não via uma manifestação tão caricatural quanto essa. Até achei que fosse o "Típico Filósofo" ou o "Capital Imoral". Mas não. Era alguém pretensamente sério mesmo.
  • tales  02/12/2016 17:33
    Apesar de não apontar isso no seu nome, o comentário do rapaz foi claramente irônico. O poder emana do povo!! e lerolero
    Sinal de que temos um concorrente capaz de desbancar os saudosos citados por você.
    Ou não?
  • Pobre Paulista  02/12/2016 14:40
    Olá. Não era "vontade minha" que o estado existisse, e até onde sei eu faço parte do "povo".

    Eu, sozinho, usando apenas minha falta de vontade, derrubei seu argumento esdrúxulo.

    PS: Pela sua lógica, as antigas monarquias não eram estados?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/12/2016 15:54
    não faz sentido o argumento de que 'não é a minha vontade pois ninguém me consultou'. a sociedade é um fato, a circunstância é um fato, e a necessidade de organização social é outro fato. uma coexistência baseada num estado de anomia é apenas um exercício de imaginação. se há mais ou menos imposição com base na força ou autoridade de algum tipo (como ocorreu no passado) é um problema bom de filosofia política e de ciência política. Neste sentido, o estado moderno fundado numa lei geral elaborada por representantes eleitos que protege os direitos fundamentais do indivíduo e ainda lhe garante certa proteção contra possíveis discricionariedades de alguma autoridade contingencial é um avanço evidente.

    da mesma forma, não pode existir uma justiça eminentemente privada, pois é preciso, além de estabelecer as regras do jogo (que já é um processo social, regulador, limitador, normativo), criar mecanismos que garantam seu cumprimento.

    toda relação social implica num contrato, tácito ou expresso. (anotem essa frase aí)
    assim como non ecziste liberdade ou autonomia ou QUALQUER COISA absoluta senão Deus.

    (a seção de comentários do mises continua o mesmo fórum de destilação de frustrações juvenis de sempre. mas de vez em quando, pra desopilar, é divertido)

  • anônimo  04/12/2016 01:40
    Este Rodrigo Pereira desandou de vez. Antigamente apresentava-se como um liberal ou minarquista, mas depois começou a aliviar o estado e seus erros. Logo após o descobriram como funça do BACEN. Aí, após a descoberta, ele desandou de vez...

    Esse comentário dele é tão caricatural que parece até uma seleção de frases de livros de introdução ao Direito...
  • Max   02/12/2016 18:51
    "O estado é o arcabouço político-jurídico (a organização do poder e o conjunto das leis básicas) formado A PARTIR da vontade popular por meio de seus representantes eleitos. etc"


    Mais um paspalho que acreditou e acredita nas "aulinhas" dos professores de direito e seus respectivos "manuais".
  • Fernando  02/12/2016 16:21
    Olá, alguém poderia dissertar ou enviar artigo sobre os possíveis desdobramentos do plebiscito de domingo na Itália?
  • Emerson Luis  09/12/2016 10:18
  • Defensor do Estado  02/12/2016 18:41
    Vocês utilizam premissas falsas para falar mal do Estado, vou explicar o que aconteceu na realidade.

    O povo busca abrigo no Estado: assim foi desde o início em que as pessoas buscavam abrigos em volta dos castelos do rei para ter segurança contra ladrões e assassinos.

    Conclusão 1: O Rei protegida as pessoas.

    Continuando meu raciocínio, esta busca por proteção favoreceu o poder do Rei que dava proteção para os desamparados e cobrava impostos em troca.

    Conclusão 2: Imposto não é roubo; é um valor que as pessoas pagam em troca de segurança.

    Claro que hoje ninguém vive literalmente em volta de um castelo, mas não se pode negar que existe um poder centralizado que busca oferecer proteção para todos. Antigamente esse poder era o Rei, e hoje é o Estado.

    Conclusão 3: O Estado é bom, pois busca dar proteção para as pessoas.

    Com tudo isso, pode-se concluir que é o povo que precisa do Estado, é não o inverso; o imposto é legítimo e deve ser pago com obrigação, pois todos se beneficiam da segurança do Estado.
  • Pobre Paulista  02/12/2016 19:39
    Mais um? Abriram as portas do zoológico, foi?

    O povo busca abrigo no Estado

    Eu pertenço ao "povo" e não busco abrigo no estado. Premissa falsa.

    Imposto não é roubo; é um valor que as pessoas pagam em troca de segurança

    Conclusão errada. As pessoas pagam por serem obrigadas a tal, pois se não pagarem, aí sim é que ficarão sem segurança.

    O Estado é bom, pois busca dar proteção para as pessoas.

    Sim, ele me protege de usar meu dinheiro como eu gostaria. Pessoalmente, eu abro mão dessa proteção. Mas você pode usá-la, se quiser. Porquê precisa me obrigar também?

    todos se beneficiam da segurança do Estado

    Sim, mas nem todos são "todos", alguns são mais "todos" do que outros.
  • Gustavo  02/12/2016 23:26
    Porque não ta dando para baixar os livros do site.. clico em PDF e o link me redireciona para a home page do site
  • Auxiliar  03/12/2016 00:33
    Faça o log in (ali no canto superior esquerdo).

    Coloque um email (qualquer email) e crie uma senha (qualquer senha). E pronto. Você estará para sempre logado. Não leva mais do que 10 segundos.

    P.S.: tal necessidade de log in acaba ano que vem.
  • anônimo  03/12/2016 00:13
    Uma dúvida, como seria a fiscalização sanitária no livre-mercado?

    Procon interdita restaurantes com baratas e produtos vencidos no Leblon
  • Thomas  03/12/2016 00:32
    Várias empresas privadas, operando em um ambiente de livre entrada, forneceriam seus certificados de garantia em relação aos estabelecimentos vistoriados. Aquelas empresas de certificação que fracassassem em suas inspeções rapidamente iriam à falência, bem como os estabelecimentos por elas vistoriados (os quais perderiam a confiança do povo).

    Sempre vale ressaltar que, hoje, tal atribuição é monopólio estatal. E não há absolutamente nenhuma garantia de que os funcionários públicos que fazem esse serviço (e quem têm estabilidade de emprego) não recebam propinas de estabelecimentos. Afinal, dar um aval a um estabelecimento ruim em nada compromete a sua renda e o seu emprego. Ao contrário, aliás: se proliferarem estabelecimentos sujos, seu órgão receberá ainda mais verbas do governo.


    P.S.: o mercado privado encontra soluções muito superiores para lidar com a fundamental questão da conformidade, segurança e qualidade. Por exemplo, você já deve ter reparado que todos os produtos elétricos e eletrodomésticos contêm um selo da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL.

    Assim como as outras competidoras, a UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes — eles emitem 20 bilhões de selos por ano.

    Estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação (como empresas de mídia) para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência. Já o "selo do rei" não tem credibilidade, pois não compete no mercado e sua baixa reputação não o faz perder clientes, justamente por ser um monopólio estatal.
  • Andre  03/12/2016 02:42
    Você mesmo pode solicitar ao garçom para visitar a cozinha e dependências do local que está comendo, vários blogs vivem de recomendar os restaurantes com cozinhas mais limpas das capitais.
    E não precisa fazer apenas para conferir, pode aprender muito e fazer bons amigos na experiência, eu uso para fornecer alguns produtos de minha propriedade, ficaria impressionado com as oportunidades que certas atitudes abrem.
  • Ismael Barros  03/12/2016 19:07
    Parece que alguns soças "refutaram" seus argumentos em uma pagina do face:

    https://www.facebook.com/uniaosocialista/photos/a.391032447673106.1073741829.389129844530033/1029447060498305/?type=3
  • Capitalista Opressor  04/12/2016 23:48
    Não se deixe levar por essa "refutação" amigo. Liberdade econômica é muito mais do que ter estatais numa economia, são referências como impostos, regulações, taxa de importação entre outras.

    pt.sfm-offshore.com/empresaoffshorecingapura.html
    24 a 48 horas para abrir uma empresa em Singapura.
    startupi.com.br/2014/08/os-cinco-melhores-lugares-mundo-para-se-abrir-uma-empresa/
    economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2014/09/04/nova-zelandia-e-o-pais-mais-facil-para-abrir-empresa-brasil-e-o-123.htm
    www.sociedadeinternacional.com/empresa-em-cingapura/
    Imposto no máximo de 17% que está levando muitas empresas de tecnologia para Singapura.
  • Douglas  09/12/2016 02:16
    Capitalista Opressor, alguns esquerdistas já sabem disso, mas precisam continuar mentindo pro seu gado para conseguirem manter a ilusão de que uma economia socialista ou altamente controlada é uma alternativa para se alcançar a prosperidade.

    www.heritage.org/index/ranking

    Para se calcular a liberdade econômica é necessário analisar vários pontos, não apenas impostos e estatais. Se fosse apenas na questão dos impostos, a Venezuela seria mais capitalista que os EUA. E se fosse apenas na questão das estatais, os EUA seriam mais socialistas que a Rússia.
  • Ismael Barros  10/12/2016 14:41
    Eles examinam apenas o q convém a eles, se forem medidos 10 pontos para saber o nível de abertura comercial, e um (apenas um) desses pontos for favorável a seus discursos, esse ponto será considerado o ponto chave. Só fiquei mais chateado pq ele colocou países onde sequer existe um salário mínimo imposto por lei como exemplo de controle estatal. Eu fico pensando, como um país pobre pode ficar rico apenas dividindo a riqueza?
  • Rafa  05/12/2016 10:19
    Alguém aqui assiste a "The Walking Dead"? Creio que mesmo quem não assiste sabe que o seriado conta a história de um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi, no qual a civilização deixou de existir;então, não vou perder tempo com isso. O que me interessa é que, na atual temporada, os protagonistas, após se estabelecerem em uma comunidade auto-sustentável, são subjugados por um grupo maior e altamente militarizado que, em troca de metade dos recursos, promete segurança para seus dominados. E pune exemplarmente quem os desafia. Ora, esse é um exemplo perfeito de como surgiu o estado, pronto e acabado! Um grupo mais forte domina um mais fraco e passa a governá-lo, exigindo tributos em nome do "bem-estar" de todos. Quanto mais hábil for o grupo dominante em manter os dominados satisfeitos, ou silenciados, para que não se revoltem, mais duradouro será seu poder. E como, ao longo dos milênios os governantes foram hábeis em enganar os governados! Tanto que, para a maioria das pessoas, é impossível pensar em um arranjo que elimine o estado. E a razão principal é a de que só o estado, assim como o vilão Negan da série americana, seria capaz de garantir segurança para seu povo...
  • Amorim  05/12/2016 18:48
    Olá Rafa,

    Partindo desse seu raciocínio, pós apocalíptico, entendo que haja um equívoco quanto a formação do estado, sendo mais preciso, você pula um estágio. O estado tem seu início quando as pessoas decidem se instalar de forma voluntária e, da mesma forma, outras pessoas são (ou não) aceitas (grupo do Rick) e integrados no povoado em questão (Alexandria). O ponto é que quando as pessoas aceitam ficar no povoado, aceitam também que cada um tinha uma tarefa a desempenhar. Esse seria o "preço imposto" a se pagar para se permanecer e usufruir da segurança e infraestrutura que o local oferece. Quando um outro grupo aparece e domina esse local (Salvadores), o estado em si já está lá instituído. O fato de um grupo miliciano, por meio de força, impor tal povoado a submissão só demonstra um outro tipo de governo, este agora, mais próximo a uma ditadura.


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