A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais

Propriedade privada.  E todo o resto deriva disso.

Se fosse possível escolher uma frase que resume toda a teoria libertária, esta seria ela.  É a existência da propriedade privada, e é o respeito à propriedade privada, o que gera todos os outros direitos do ser humano.

A primeira e mais direta consequência de se reconhecer a propriedade privada é que seu corpo se torna a primeira fronteira inviolável.  Sendo o seu corpo a sua propriedade, ninguém pode agredi-lo.  Consequentemente, ninguém pode tirar a sua vida. 

A segunda consequência da inviolabilidade do corpo humano é que a única maneira ética e moral de você conseguir bens é por meio de transações voluntárias.  Para que alguém voluntariamente lhe forneça algo, você tem de voluntariamente fornecer outro algo para esse alguém.  Você não pode coagir ninguém e nem ninguém pode lhe coagir.

É assim, por meio dessas transações voluntárias, que surge o mercado.  O mercado nada mais é do que a arena em que ocorrem transações voluntárias.  O mercado é consequência direta da propriedade privada.  Sem propriedade privada não pode haver transações livres e voluntárias.  Consequentemente, sem propriedade privada não pode haver mercado.

A terceira consequência, que advém dessas duas primeiras, é que, tudo o que você adquiriu honestamente, por meio de transações voluntárias e as quais não agrediram terceiros inocentes (seja o seu salário, seja o seu carro, seja a sua casa, seja a sua cerveja, seja o seu cigarro, seja a sua arma), é sua propriedade e — por conseguinte — não pode ser confiscado ou destruído.

Esse, em resumo, é o cerne da teoria libertária.

E daí?

Tendo isto em mente, é fácil imaginar qual deve ser a posição libertária quando uma empresa privada, como uma mineradora, faz uma lambança e, em decorrência disso, pessoas morrem, outras perdem suas casas, e outras ficam até mesmo sem água potável.

Na teoria libertária, se a barragem de rejeitos de uma mineradora se rompe e toda a enxurrada de lama destrói a propriedade alheia — casas, carros, escolas etc.—, então a mineradora não apenas tem de pagar por todos os danos, como ainda tem de ressarcir por todos os transtornos criados.  Mais ainda: deve tentar restaurar (o que nem sempre é possível) a situação para o momento de antes do dano.

Isso se baseia no princípio universal (que não possui tradução em português) do prayer for relief ou demand for relief, e é muito mais antigo que qualquer sistema de justiça positivista. Toda ação (responsibility) ou tomada de risco (liability) que gere um dano acaba por conceder um direito verdadeiro de reparação ao agredido, em uma tentativa de se restabelecer a situação a nível mais próximo possível de como era anteriormente.

Apesar de os manuais de Direito no Brasil doutrinarem que se trata de um instituto de cunho legal e positivista, a ideia de reparação civil está enraizada em todos os sistemas conhecidos que alcançaram o status de civilização. Tanto no Ocidente quanto no Oriente.

Igualmente, se a barragem de rejeitos de uma mineradora se rompe e toda a lama vai para um rio e torna a água deste rio imprópria para ser captada para consumo — deixando seus moradores sem água e os obrigando a pagar por caminhões-pipa —, então tanto os gastos adicionais destes moradores quanto os transtornos gerados pela falta d'água têm de ser integralmente arcados pela mineradora.

(As especificidades técnicas e jurídicas destes procedimentos estão fora do escopo deste artigo, mas podem ser encontradas em detalhes aqui).

Por fim, se a lama polui o rio, então a mineradora tem de despoluir (técnicas modernas para isso é o que não faltam; ver aqui, aqui e aqui).

Não tem escapatória. Destruiu casas? Tem de ressarcir e, adicionalmente, indenizar todas as outras perdas causadas. Inviabilizou o consumo de água?  Tem de ressarcir e indenizar.  Pessoas morreram?  Homicídio culposo, o qual deve ser punido de acordo. 

E quem irá arcar com tudo isso?  Em primeiro lugar, o patrimônio líquido da empresa. 

Caso não seja o suficiente, parte-se para os ativos.  Também não sendo suficiente, os proprietários da empresa terão de complementar os cheques.

No extremo, caso os custos com as reparações, indenizações, ressarcimentos e despoluição sejam exorbitantes — de modo que os dois procedimentos acima ainda não se revelem suficientes —, os acionistas ordinários (os proprietários) teriam de leiloar seus bens e propriedades.

Houve uma externalidade que afetou terceiros inocentes, e a implicação disso é que se responsabilize pessoalmente os sócios da sociedade empresária.

Quem destrói propriedade privada deve reparar, ressarcir, indenizar e recuperar, nem que para isso tenham de penhorar todos os ativos de cada acionista da empresa.

Essa é a abordagem libertária.

E quem faria os julgamentos?  Em um cenário libertário completo, seriam tribunais privados (cujo funcionamento foi resumido aqui e explicado de maneira mais completa aqui e aqui). 

Já no cenário em que vivemos, tal feito ficaria a cargo do judiciário estatal — o qual não deveria, em hipótese alguma, aplicar multas apenas para direcionar este dinheiro para o estado.  A propriedade da mineradora não deve ser transferida para políticos e burocratas, mas única e exclusivamente para as pessoas cujas propriedades foram afetadas e destruídas pela empresa, e para a recuperação do rio.

A realidade é oposta

Agora, vamos à realidade brasileira:

a) As mineradoras brasileiras representam uma das principais pautas de exportação da economia brasileira. Elas têm um grande peso na balança comercial, com a qual o governo é obcecado (a Samarco é nada menos que a 10ª maior exportadora do Brasil);

b) logo, por serem majoritariamente exportadoras, as mineradoras são o xodó dos governos desenvolvimentistas, como o atual;

c) adicionalmente, há o fato de que mineradoras não apenas geram empregos para muitas pessoas, como ainda garantem fartas receitas tributárias para governos municipais, estaduais e federal. Para se ter uma ideia, os impostos pagos pela Samarco representam 80% da arrecadação de Mariana. Se a Samarco for punida, as receitas da prefeitura da cidade desabarão (não foi à toa que o prefeito da cidade literalmente enfartou);

d) o fato de serem queridas pelo estado, de serem exportadoras, de gerarem empregos, e de garantirem uma fatia robusta das receitas dos três níveis de governo permite que se tenha uma ideia de qual será o tratamento que o governo dispensará às mineradoras: um pito público, algumas exigências reparatórias (as quais serão devidamente reportadas pela imprensa), discursos exaltados de alguns políticos (devidamente registrados pelas câmeras e postado em seu Facebook) e uma multa ambiental (que irá integralmente para o governo).

E ainda que alguma multa de rápida eficácia (aquela que segue os princípios libertários) seja imposta à Samarco, o montante será majoritariamente direcionado para o governo federal sob a justificativa de danos "difusos ou coletivos", restando pouca, ou nenhuma, esperança para que as verdadeiras vítimas recebam reparações no futuro próximo.  

E, sendo o Brasil o Brasil, é até possível que a empresa receba dinheiro público para amenizar os custos e ainda entre no Plano de Proteção ao Emprego do governo federal.

e) Por fim, há também a ironia de que todos os órgãos estatais que detinham o monopólio da fiscalização das barragens da empresa — como o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia, e a Superintendência Regional de Regularização Ambiental — haviam garantido, ainda em julho, que tudo estava "em totais condições de segurança".  Qual será a punição para esta falha estatal?

Conclusão

"Ah, mas essa 'punição libertária' faria com que a empresa falisse e que vários empregos fossem destruídos!"

O libertarianismo, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma filosofia pró-empresa.  E nem muito menos pró-empresário.  O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada.  Havendo propriedade privada há transações livres e voluntárias.  Havendo transações livres e voluntárias há livre mercado.

A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária.

Como consequência, se uma empresa destrói propriedade privada — seja essa propriedade uma casa ou um rio —, então ela tem de ser punida de acordo: ela tem de ressarcir as perdas e compensar todos os custos gerados pelas perdas.

Tudo isso já nos permite concluir que, tanto em termos éticos quanto em termos morais, é "preferível" que um desastre ambiental seja causado por uma empresa privada do que por uma empresa estatal.  Sendo uma empresa privada, os responsáveis por arcar com os custos são única e exclusivamente os proprietários e acionistas da empresa.  Terceiros inocentes são poupados.  Já se a empresa for estatal, todo o fardo recai sobre os pagadores de impostos inocentes, ficando os burocratas do governo totalmente imunes.

E então, quem você prefere que lide com o caso da Samarco: o governo ou libertários?


4 votos

SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • VZ  19/11/2015 13:03
    Impedir que uma empresa moribunda sobrevive é como tentar salvar um animal de caça que esteja moribundo ao invés de aproveitar de sua carcaça, couro e carne. (Parafraseando Ron Swanson)

    O correto é falir a empresa e aproveitar o que der do que sobrar de sua propriedade e de seus talentos, e não ficar tentando gastar dinheiro (público) para salvar. Deixe que outra empresa, possivelmente melhor, tome seu lugar.
  • Geraldo  19/11/2015 14:42
    "Impedir que uma empresa moribunda sobrevive"

    Você quis dizer, "impedir que uma empresa moribunda vá à falência", é isso?

    No mais, concordo (e todos os libertários de verdade) com você.
  • VZ  19/11/2015 16:28
    Opa. muito errado, pena que não dá pra editar e corrigir.
  • Luiz Eduardo  19/11/2015 13:05
    Excelente análise! Parabéns pelo artigo.
  • Capital imoral  19/11/2015 13:09
    Vamos falar sobre o que realmente se trata o capitalismo.
    Engana-se quem pensa que o capitalismo trata-se de dinheiro, ou lucro, ou trocas voluntárias, não.
    Quando se pensa na essência do capitalismo, ele gira em torno de roubar o tempo. Em um sentido filosofico, todos seres humanos da terra, deveriam ter o direito a felicidade, que através dos tempos entre vários sistemas foi sendo roubada, o capitalismo é apenas mais um deles.

    Algo que o capitalista aprendeu rapidamente, foi a precificar o futuro, tudo para ele tem um preço, mas nada para ele tem um valor.

    È inadmissível aceitar que um jovem deve limpar privadas na lanchonete, em vez de estudar o que gosta, pois mesmo este jovem não sabendo, o conhecimento liberta. Este jovem é refém do mesmo pensamento capitalista dominante na humanidade, ele pensa através do homo economicus, do fetichismo, e não através das esferas de valor da sociedade como um todo, logo seus valores dizem, que é melhor trabalhar em troca do sujo dinheiro, em vez de estudar e ter pleno conhecimento de uma área, para beneficio do todo.

    O conhecimento é até o momento, a melhor maneira de chegar próximo da felicidade. Um sistema livre do trabalho capitalista, só pode ser fornecido pelo socialismo, é impossível ser um trabalhador rural pela manhã e filosofo a noite. Portanto a liberdade só virá com o socialismo.

    Tudo trata-se do tempo, o homem que deveria nascer e morrer feliz escolhendo por livre vontade o que da mais prazer, tem que lidar com os dilemas gerados pelo capitalismo, você pode argumentar que o capitalismo não obriga que este homem trabalhe, só que a obrigação do capitalismo não é algo que se vê na superfície, ele é muito mais sutil, ele está relacionado com o pensamento homo economicus na sociedade como um todo, logo se ele quiser comer, beber, ter conforto ele deve obrigatoriamente trabalhar. Logo ele deve subtrair tempo de vida, que nunca mais vai voltar, em troca de dinheiro.

    Sendo assim parte do tempo de felicidade foi substraido em troca de dinheiro, para ter o mesmo direito a felicidade. o capitalismo gerou essa imperfeição filosofica, todos sabemos que na essência o homem deve viver e morrer gozando plenamente da vida, o capitalismo cria essa equação negativa de tempo. Por isso é comum afirma que o capitalismo subtrai, não em um sentido material, mas em um sentido humano.

    Assim é muito fácil dizer que não existe obrigações não é mesmo? Pois ai está a verdadeira faceta do capitalismo. Ele mata por dentro, e as vezes mata por fora.
  • opinador  19/11/2015 15:43
    Me desculpe amigo mas vc está tendo uma visão infantilizada da vida.

    Eu gostaria de ser jogar dor Barcelona. essa é minha felicidade e ter uma Ferrari.

    Pois eu gosto disso.

    Pelo seu raciocínio infantil eu teria por direito de ser um astro do Barcelona.

    Mas sabe qual a probabilidade de eu ser um jogador do Barcelona mesmo tentando ? zero

    Sabe porque ? Pois eu não tenho habilidade pra isso.

    As pessoas são diferentes. Tem sonhos diferentes e capacidade diferentes.

    Posso dar mil reais e essa pessoa fazer milhoes como posso dar mil reais e outra pessoa torrar tudo em um boteco.

    O capitalismo em sua essencia é acumulação de capital. E capital não é apenas dinheiro.

    Um capitalista geralmente poupa no presente e investe para ganhar no futuro.

    Capitalismo é diferente de fortuna.

    O que impede que esse garoto que limpe privadas se junte com mais uns dez amigos e monte um negócio.

    Se cada um juntar uns 2000, terão vinte mil e poderão iniciar alguma coisa.

    Mas pra fazer isso tem que além de coragem tem que ter capacidade.

    Capitalismo é uma filosofia de adultos.

  • Leonardo  19/11/2015 17:10
    "O que impede que esse garoto que limpe privadas se junte com mais uns dez amigos e monte um negócio."

    Nem sou defensor do socialismo, mas quem está sendo infantil? Com uma frase dessa?! Você acredita mesmo nisso???
  • Ramos  19/11/2015 17:21
    No Brasil, por causa da burocracia do governo para a abertura de novas empresas, por causa do crédito encarecido pelo Banco Central, por causa da inflação continuamente alta, e por causa das regulamentações insanas, de fato é bem difícil que tais pessoas consigam prosperar.

    No entanto, em outros ambientes mais livres, nada impede que tais pessoas de fato formem uma cooperativa e, com a ajuda de amigos e de financeiras, prosperem (não digo que elas ficarão multimilionárias, mas terão sim amplos meios de sobrevivência).

    No Peru é assim.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2216
  • Malu  20/11/2015 14:30
    Concordo com vc. O que tb me faz pensar que se todo mundo, sem trabalhar, só queira estudar "pra ser alguém" quem vai limpar privadas? Como se isso fosse menos digno que ser médico. Isso não deveira ser problema. O problema é todo mundo achar que pode ser Einstein, sem ter capacidade pra tal
  • Paulo Lima  22/11/2015 04:07
    1. Recado para o comentário de 'Capital Imoral': Desculpa de cego é feira ruim.

    2. E, após esse debate, Mariana, morreu!

    Alguém fez algo para que a forma de 'ajuda' libertária ocorra, ainda dá tempo!

    Ou, será que ao menos a metade da forma de 'ajuda' de Estado vai acontecer?

    Pois, o próximo poderá ser eu ou você, e quando for, já era... e nessa hora apenas palvras, empresa privada ou estatal, não serão suficientes, nem necessárias.

    3.Para os libertários que temem o tamanho do Estado, Sun Tzu afirma que, na guerra, a vantagem é do general mais astuto, não do mais forte. E na Antropologia, a declaração de Geertz, de que 'somos todos nativos'. E não esquecem, por similaridade a teoria das cores (Newton/Goethe), podemos está enxergando Estado, e a vida real seja libertária, talvez, até seja esse Estado atual uma invenção dela, pois esse Estado não é o mesmo de décadas passadas (pior/melhor/menor/maior da época de Mises, é relativo).

    4.Sobre 'A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais', ótimo texto.

    Porém, não gostaria que você não tivesse outro motivo para o escrever sobre o tema, os peixes agradecem.
  • Anonimo  21/11/2015 10:00
    'Nem sou defensor do socialismo, mas quem está sendo infantil? Com uma frase dessa?! Você acredita mesmo nisso???'

    revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI97177-17171,00-OS+NEGOCIOS+DA+FAVELA.html
  • Zé Amendoim  29/11/2015 20:13
    Porque não? Procure no google um cara chamado, Carlos Wizard Martins. Ele teve 5 irmãos, nasceu pobre no interior do paraná e hoje é dono da Wizard, escola de ingles, ficou bilionario, começou seu negocio na sala de sua casa, largou seu trabalho e acreditou que poderia ser prospero. ESSE É APENAS UM EXEMPLO, EXISTE MILHARES!
  • Alexsandro  02/12/2015 14:32
    Meu primo, que atualmente dou-lhe consultoria! trabalha como padeiro e com seu salário (menos de R$ 2000,00), e apenas ele, sem os demais amigos pra ratear o capital inicial está abrindo sua primeira padaria. Ele analfabeto, trabalhou em diversos trabalhos que os anticapitalistas considerariam subalternos. Sempre digo lhe digo isso "FUJA DO GOVERNO". Ah! a padaria vai bem, obrigado, e não, ele não está precisando de sócios!
  • Renegado  19/11/2015 18:29
    A seguinte frase "Um sistema livre do trabalho capitalista, só pode ser fornecido pelo socialismo". até poderia ser aceitável e verdadeira se retirada apenas a palavra "capitalista".
  • Joao  20/11/2015 09:38
    No socialismo existiria um sistema auto higienizador de privadas. Provavelmente todos teriam acesso ao "conhecimento" e só existiriam nobres funçõe, é?
  • Batista  20/11/2015 17:28
    "Vamos falar sobre o que realmente se trata o capitalismo."

    Capital. E isso não é imoral, desde que seja conquistado com seu trabalho, sem roubar ou trapacear os outros.

    "Engana-se quem pensa que o capitalismo trata-se de dinheiro, ou lucro, ou trocas voluntárias, não."

    Capitalismo é a economia em si. Mesmo no comunismo da URSS, existiu, ainda que reprimido, o capitalismo. Na Corea do Norte há. Em Cuba funciona assim. Clandestinamente, mas existem e continuarão existindo. O vocábulo foi denegrido no sentido original, tendo sido atribuído a ele um sentido pejorativo. Aliás, alterar o sentido original de palavras em proveito de uma causa não é novidade.

    "Quando se pensa na essência do capitalismo, ele gira em torno de roubar o tempo. Em um sentido filosofico, todos seres humanos da terra, deveriam ter o direito a felicidade, que através dos tempos entre vários sistemas foi sendo roubada, o capitalismo é apenas mais um deles."

    Bullshit. Felicidade não é um direito, é um bem.

    "Algo que o capitalista aprendeu rapidamente, foi a precificar o futuro, tudo para ele tem um preço, mas nada para ele tem um valor."

    Não existe nada de graça. Se alguém descobriu uma técnica, ou produziu algo, e se isso tem valor, logo, terá preço. Não tem como fugir disso.

    "È inadmissível aceitar que um jovem deve limpar privadas na lanchonete, em vez de estudar o que gosta, pois mesmo este jovem não sabendo, o conhecimento liberta. Este jovem é refém do mesmo pensamento capitalista dominante na humanidade, ele pensa através do homo economicus, do fetichismo, e não através das esferas de valor da sociedade como um todo, logo seus valores dizem, que é melhor trabalhar em troca do sujo dinheiro, em vez de estudar e ter pleno conhecimento de uma área, para beneficio do todo."

    Quando você está dormindo, quem está descarregando o caminhão na CEAGESP? Quem está limpando o banheiro da parada rodoviaria enquanto vc espreguiça antes de descer do ônibus? Ou seria melhor: todo mundo na escola (sendo doutrinado segundo o status quo) enquanto você faz suas necessidades de pé, pois será impossível sentar no vaso.

    "O conhecimento é até o momento, a melhor maneira de chegar próximo da felicidade. Um sistema livre do trabalho capitalista, só pode ser fornecido pelo socialismo, é impossível ser um trabalhador rural pela manhã e filosofo a noite. Portanto a liberdade só virá com o socialismo."

    Sim, porém o conhecimento correto, não a mutação da história.

    Cuba é socialista. Coreia do Norte também. Que liberdade aquele povo tem? Quantos cidadãos da Flórida fogem para Miami quantos sul-coreanos escapam para a Coreia vizinha?

    "Tudo trata-se do tempo, o homem que deveria nascer e morrer feliz escolhendo por livre vontade o que da mais prazer, tem que lidar com os dilemas gerados pelo capitalismo, você pode argumentar que o capitalismo não obriga que este homem trabalhe, só que a obrigação do capitalismo não é algo que se vê na superfície, ele é muito mais sutil, ele está relacionado com o pensamento homo economicus na sociedade como um todo, logo se ele quiser comer, beber, ter conforto ele deve obrigatoriamente trabalhar. Logo ele deve subtrair tempo de vida, que nunca mais vai voltar, em troca de dinheiro."

    Escolher o que dá prazer: LIBERDADE. Qual regime coloca a arma na cabeça do indivíduo e obrigada ele a trabalhar? Subtrair tempo em troca de dinheiro: TROCA. A sociedade é composta de troca. Já ouvir que "alguém está perdendo tempo"? Então, se não fosse valioso, ninguém importaria em perder. E se possui valor, é porque alguém assim o vê, e recompensa à altura.

    "Sendo assim parte do tempo de felicidade foi substraido em troca de dinheiro, para ter o mesmo direito a felicidade. o capitalismo gerou essa imperfeição filosofica, todos sabemos que na essência o homem deve viver e morrer gozando plenamente da vida, o capitalismo cria essa equação negativa de tempo. Por isso é comum afirma que o capitalismo subtrai, não em um sentido material, mas em um sentido humano."

    "Gozar da vida" significa debochar dela ou ficar à toa em casa? O capitalista vive, consome e usufrui o que o escravizado não pode comprar, ainda que queira.

    O mais engraçado é ver gente metendo pau no sistema, mas "gozando" de seus benefícios!

    "Assim é muito fácil dizer que não existe obrigações não é mesmo? Pois ai está a verdadeira faceta do capitalismo. Ele mata por dentro, e as vezes mata por fora."

    Obrigação = ocupação = responsabilidade. Qualquer coisa fora desse contexto, é irracional. É ociosidade ao extremo. Ou escravidão na mesma intensidade.

  • Tarantino  21/11/2015 03:13
    Mas quem vai limpar as privadas?

    O faxineiro também não possui "o direito à felicidade" que tanto diz?
  • Anderson Nunes Vieira  23/11/2015 14:33
    Caro Amigo. Tenho algumas ponderações sobre suas palavras. A primeira dela é a contradição que você faz de felicidade de socialismo. Você diz que a felicidade só pode ser obtida no socialismo. Mas de qual felicidade nós estamos falando? Felicidade para o socialismo é bens materiais? sucesso na vida? realizar sonhos? Se isso é felicidade para o socialismo, então os verdadeiros "capitalistas materialistas" não são os liberais e sim os socialistas. O Materialismo Histórico de Karl Marx deixa isso evidênte. Marx fundamente toda a sua teoria no materialismo, ou seja, para ele "felicidade de verdade" era obter coisas materiais e por isso para todo mundo ser "feliz" era necessário todo mundo ser remunerado de forma igual (resumindo toda a missa srsrsr). O problema de tal teoria e que acontece justamente o contrário. A "felicidade" neste aspecto é socializada com o empobrecimento de todos e não com o enriquecimento, como ele acharia que iria acontecer. Num sistema socialista a economia tende a minguar e emprobrecer e não prosperar e enriquecer. Com isso, o conceito de felicidade no socialismo marxista é realizar sonhos de todos, maso que acontece realmente é a destruição do sonho de todos. Isso porque para o socialismo marxista felicidade = ter dinheiro de qualquer forma independentemente da minha competencia profissional, mérito pessoal, capacidade intelectual e afinidade em poupar.

    Você defende a filosofia humanista: "todos sabemos que na essência o homem deve viver e morrer gozando plenamente da vida". A palavra DEVE é muito insiciva. O que é dever? O que é gozar plenamente da vida? Nessa filosofia não existe regras morais e nem de ética. Nesta visão não posso ser tolido de fazer coisas erradas. Pois tenho que ir em busca da "felicidade" a qualquer custo e a qualquer preço, mesmo que isso fira a ética, a moral, as leias, a liberdade, e os direitos de outrem. Isso não é liberdade, isso é libertinagem.

    Enfim, seus algumentos são fracos porque sua teoria é fraca. Todo socialista deve repensar os conceitos de FELICIDADE, CAPITAL e LIBERDADE. Não se esqueça que Marx foi contraditório em sua vida. Foi um materialista naturalista que se dizia socialista. Isso é extramente incoerente. Ele advogava em defesa dos pobres, oprimidos e escravizados pelo capitalismo e pelos burgueses, porém se ele tivese estudado o naturalismo darwiniano que ele tanto defendia saberia que o naturalismo diz: "Que sobreviva o que for e estiver mais apto".
  • Anderson Nunes Vieira  23/11/2015 15:10
    Bom artigo. Só uma ressalva: "(...) É a existência da propriedade privada, e é o respeito à propriedade privada, o que gera todos os outros direitos do ser humano." Concordo que a existências à propriedade privada gere outros direitos. No entanto, dizer que única e exclusivamente o direito a propriedade privada gera TODOS os outros direitos é complexo de se defender. A religião, por exemplo, independentemente de qual deus você acredita é uma das maiores geradoras de Leis, direito e contura moral e ética que existem. O "amar a Deus sobre todas as coisas" está além do direito a propriedade privada. O estado pode até tolir seu direito a propriedade privada (como tentam fazer os governos comunistas), no entanto, jamais conseguiram tolir o seu amor por uma divindade. E esse amor pela sua vindade gera diversas outras leis e direitos, inclusive o direito a propriedade privada "amar ao próximo com a TI MESMO" (amar primeiro você para depois amar outro).

    Porém, sabemos que existem diversas religiões e estas estão em constante atrito. Aí, acreito eu, entra os direitos que são provenientes da propriedade privada, seja ela capital, trabalho, intelecto, corpo ou bens materiais. Se todas as religiões seguissem os direitos advindos da própria religião e da propriedade privada não estaríamos neste caos que acontece na humanidade, ou pelo menos este caos seria menor. Eu não mato porque minha religião proíbe de matar (lei advinda de um deus). Mas, mesmo se minha religião me liberta para matar ou me obriga a matar, eu não posso matar porque o outro tem direito sobre seu corpo (lei advinda da propriedade privada).

    Enfim, acredito que uma complementa a outra.
  • Andre Cavalcante  24/11/2015 05:06
    "Concordo que a existências à propriedade privada gere outros direitos. No entanto, dizer que única e exclusivamente o direito a propriedade privada gera TODOS os outros direitos é complexo de se defender."

    Não é não. Na verdade é muito fácil. É muito óbvio mesmo. É tão óbvio que você está usando ele o tempo todo e nem percebe. É do conceito de propriedade privada que vem TODOS os direitos do ser humano, e todas as suas leis.

    "O "amar a Deus sobre todas as coisas" está além do direito a propriedade privada."

    Não está não. As "coisas" só existem porque você valora algo que é seu e algo que de outros. Amar a Deus acima das coisas é valorar que há coisas de Deus e coisas dos homens. Propriedade privada, portanto.

    "O estado pode até tolir seu direito a propriedade privada (como tentam fazer os governos comunistas), no entanto, jamais conseguiram tolir o seu amor por uma divindade."

    Mais um argumento de o porque o comunismo nunca irá triunfar. Obrigado. Mas, veja bem, o amor a uma divindade torna a divindade "sua", portanto propriedade privada.


    "E esse amor pela sua vindade gera diversas outras leis e direitos, inclusive o direito a propriedade privada "amar ao próximo com a TI MESMO" (amar primeiro você para depois amar outro)."

    A noção de si mesmo é propriedade privada. Você é diferente do outro, porque tem a noção de possuir o seu corpo ou de pensar com a sua mente. Portanto, propriedade privada.

    Abraços
  • Tano  24/11/2015 11:42
    Mas a propriedade privada só faz sentido pra recursos escassos, não pros casos que você citou
  • Anderson Nunes Vieira  24/11/2015 13:20
    Entendi seus argumentos André.

    Na realidade, partindo do pressuposto de qua a pessoa é religosa (pois caso ela seja ateísta o pressuposto se torna nulo), Deus antecede qualquer tipo de direito privado. Na realidade, para os religiosos cristãos, Ele seria o autor do privado e do governo (o governo aqui não significa o Estado, mas sim a soberania dEle). Deus tem três atributos incontestáveis para os cristãos: Onisciência, onipresença e onipotência. Esses atributos Ele não delega a ninguém, haja vista que somente Ele é Deus. Isto é direito privado. Mas para existir este direito Deus tem que existir primeiro. E Ele também é amor. Se Ele é amor e exige que o amamos, isso é um dever religioso que gera um direito religioso. Porém, também é um dever e um direito privado ao mesmo tempo como você bem explanou: "As "coisas" só existem porque você valora algo que é seu e algo que de outros. Amar a Deus acima das coisas é valorar que há coisas de Deus e coisas dos homens. Propriedade privada, portanto". Resumindo a ópera, pois é mais um debate teológico do que político-econômico, o direito religioso e de propriedade privada se fundem de tal forma que é complexo você dizer quem surgiu primeiro ou qual é mais importante e derivador dos demais direitos. Deus é impessoal e único (isto é privado), mas Ele também é Deus e existe reverência, amor e respeito (isto é religião). O problema é que o direito religioso não é considerado científico ou menos ainda normatizador da ética, da moral e da conduta da sociedade. Mas, nossa constituição está recheada deles.

    Para quem é cristão sabe que Deus não criou e nem almejou a existencia do Estado. Ele queria ser o Estado. Pois sendo perfeito sabe governar com perfeição. O homem rompe com o governo divino no Éden, tempos depois tenta criar o primeiro Estado (Torre de Babel). Depois Israel pede um Rei, e Deus manda Samuel ungir Saul como Rei que foi uma catástrofe. Todos os reis de Israel fizeram "merda", até Davi kkkk. Em apocalipse Deus fala que irá instaurar um Reino Milenial na Terra, e mesmo assim os homens irão intentar contra este Reino. Após a chamada Batalha do Armagedom, haverá a condenação eterna e enfim o Reino perfeito em Cristo Jesus. Mas enfim, é teologia cristã.

    Abraços!
  • Anarquista  24/11/2015 14:27
    Mesmo que deus anteceda todos os direitos aos seguidores de algumas religiões, antes foi preciso que a pessoa religiosa utilizasse de seu direito de propriedade sobre seu corpo (pensamento e ideias).

    Pode até ser que para o seguidor o direito divino ocorreu antes - em sentido absoluto - mas na sequência consciente de eventos perceptível, foi necessário antes o direito de propriedade para ter suas próprias crenças religiosas para que o direito divino emergisse.

    Sei que sua crença religiosa é pacifista, porém tenho receio que se aceite regras divinas anteriores e superiores a do direito de propriedade, pois alguém com uma crença religiosa em algum deus assassino, pode tentar justificar assassinato com base nessa premissa (que a lei divina antecede o direito de propriedade).
  • Anderson Nunes Vieira  24/11/2015 17:52
    Justamente nobre anarquista. Entendo sua preocupação no que concerne ao direito divino como sendo o único norteador da vida de alguns fanáticos religiosos. Existem diversas religiões que pregam somente o direito divino como padrão de vida (o próprio cristianismo já foi assim), e estamos vivenciando isso na pele agora, principalmente na Europa com seus últimos acontecimentos. O maior direito de propriedade, e este ao meu ver foi estipulado por Deus, é o direito do livre arbítrio. O livre arbítrio, para mim, é o maior direito de propriedade que o homem goza. Mas existem correntes teológicos, como o calvinismo, onde diz que o livre arbítrio não existe, o que existe na realidade é uma predestinação de tudo que existe (porém esse é um debate teológico complexo). No que tange ao direito de propriedade, como disse anteriormente, o próprio Deus usufriu deste direito ao reivindicar única e exclusivamente para si os seus principais atributos: Onipotencia, onisciência e onipresença. Esse é um direito de propriedade dEle, e é inviolável. Este, para mim, é o direito de propriedade mais perfeito que existe, por que é inviolável. Não é o que acontece com a humanidade infelizmente. O caso do monopólio do petróleo na época de Rockefeller onde o governo obrigou o mesmo a desmantelar seu patrimônio em prol da "concorrência" é um clássico exemplo da violação deste direito.

    Enfim, concordo com suas palavras e as do André também. Só vou um pouco mais além em dizer que tanto o direito de propriedade quanto o divino se fundem de tal forma que é complexo de se destinguir. Isso por causa de uma característica fundamental de Deus: Ele é um ser único e individual. Por Ele ser único e individual, Ele requer direito de propriedade.

    Abraço!
  • Renato Andrade  22/10/2016 09:30
    Mais bobagnes e filosofia barata.... Vai pro seu quarto estudar e deixe os adultos debaterem, ok?
  • Anderson Nunes Vieira  24/10/2016 16:48
    Interessante seu argumento. Ele é muito convincente. É ele que você usa na sua vida, trabalho e faculdade? (se é que você estuda).

    Abraços!
  • Tannhauser  19/11/2015 13:15
    Algumas observações:

    "Caso não seja o suficiente, os proprietários da empresa terão de complementar os cheques. No extremo, caso os custos com as reparações, indenizações, ressarcimentos e despoluição sejam exorbitantes — de modo que os dois procedimentos acima ainda não se revelem suficientes —, os acionistas teriam de leiloar seus bens e propriedades."

    Na Sociedade Anônima o acionista responde pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. Nem um centavo a mais. O patrimônio da Pessoa Jurídica não se confunde com o Patrimônio dos Sócios. São pessoas distintas. Quem iria investir em uma Sociedade correndo o risco de perder todo o patrimônio?

    E a questão sobre o rio ser um Bem Público? Não estaria aí a principal falha deste sistema?


  • Libertário  19/11/2015 13:33
    "Na Sociedade Anônima o acionista responde pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. Nem um centavo a mais."

    Correto.

    "O patrimônio da Pessoa Jurídica não se confunde com o Patrimônio dos Sócios. São pessoas distintas."

    Correto.

    "Quem iria investir em uma Sociedade correndo o risco de perder todo o patrimônio?"

    Como o artigo deixa claro, primeiro o patrimônio líquido da empresa deve ser utilizado. Depois seus ativos. Depois, já em casos extremos, parte-se para os proprietários (os acionistas ordinários, os reais donos da empresa -- no caso, Vale e BHP Billiton).

    Essa é a diferença entre empresas de Limited Liability e as de Unlimited Liability. Isso tem de estar especificado no estatuto da empresa.

    Isso desestimularia investimento em ações ordinárias da empresa? Então, os preços das ações irão cair. Com propriedade advêm responsabilidades. No mínimo, tais acionistas seriam um tanto mais exigentes quanto aos procedimentos da empresa.

    "E a questão sobre o rio ser um Bem Público? Não estaria aí a principal falha deste sistema?"

    No atual sistema, em que o rio não é de ninguém, sim.

    No entanto, ainda sim é possível fazer ilações libertárias: uma população que se apropriou de um rio para dele captar sua água está, de certa maneira, praticando o princípio da "apropriação original", muito caro a Hans-Hermann Hoppe, e deve ser tratada de acordo.
  • Giovani Facchini  19/11/2015 13:53
    Interessante essa resposta. Trata-se exatamente da mesma dúvida que eu tinha (das responsabilidades dos sócios e das modalidades).
    Existe algum artigo tratando sobre essas questões de responsabilidade limitada e ilimitada? Quais as vantagens de cada estratégia de contrato/formação?

    Se ambas são permitidas, não seria mais simples todas adotarem responsabilidade limitada? Ou estou falando bobagem? :)

    Separa-se entre limitada (para sócios preferenciais) e ilimitada (para os ordinários)?

    Abraço
  • Taxidermista  19/11/2015 14:49
    Giovani:

    Experimenta esse texto do Stephan Kinsella:

    "Corporations and Limited Liability for Torts":

    https://mises.org/blog/corporations-and-limited-liability-torts


    E esse vídeo, do mesmo autor ("The Role of the Corporation and Limited Liability In a Free Society"):

    propertyandfreedom.org/2013/12/stephan-kinsella-the-role-of-the-corporation-and-limited-liability-in-a-free-society-pfs-2013/
  • Tannhauser  19/11/2015 19:49
    Libertario,

    Acredito que as ações ordinárias dão direito a voto, ao contrário das preferenciais.

    Nunca ouvi falar que a responsabilidade é ilimitada no caso das ações ordinárias. Mas como nao sou especialista, posso estar equivocado. Poderia citar a lei ou algum site que afirma isso?
  • Sandoval  19/11/2015 21:08
    Na legislação brasileira, o sujeito que é dono de ações ordinárias é um dos donos da empresa e tem direito a voto, mas não está sujeito a nenhum de seus passivos. É um estranho caso de propriedade apenas de ativos, sem passivos. É como se ele só tivesses direitos e nenhum dever.

    Já em uma companhia de capital fechado isso não ocorre. Os proprietários são donos dos ativos e dos passivos. Na cidade em que moro, há um supermercado que, na prática, é uma cooperativa. Você se associa a ele gratuitamente e ganha um desconto em todas as compras. Porém, se o supermercado falir, você é chamado pra arcar com os custos.

    Fossem os acionistas responsáveis também pelos passivos das empresas de capital aberto, a qualidade da governança poderia ser melhor.


  • Rodrigo Amado  19/11/2015 21:40
    "Na legislação brasileira, o sujeito que é dono de ações ordinárias é um dos donos da empresa e tem direito a voto, mas não está sujeito a nenhum de seus passivos.".

    Acho que isso é válido em qualquer país.
  • Tano  23/11/2015 11:40
    Não estou de acordo que deva ser punido o acionista ordinario por causa do desastre.
    Acho que deve ser punido quem foi responsável pela tragedia. Quem foi o Engenheiro que projetou isso? Quem autorizou que a obra fosse feita de forma precária? etc etc,
    Procurar ressarcimento nos acionistas é porque eles tem mais dinheiro.
  • Alemar  23/11/2015 11:50
    "Não estou de acordo que deva ser punido o acionista ordinario por causa do desastre."

    Releia o artigo. O acionista entra apenas no extremo do extremo, depois que toda a empresa já quebrou e não se tem mais de onde tirar dinheiro (mas ainda há pendências a serem saldadas).

    Favor não deturpar o artigo; isso demonstra desonestidade intelectual.

    "Acho que deve ser punido quem foi responsável pela tragedia."

    E é exatamente isso que o artigo defende.

    "Quem foi o Engenheiro que projetou isso?"

    Aquele contratado pela empresa.

    "Quem autorizou que a obra fosse feita de forma precária?"

    Alguém na folha de pagamento da empresa.

    "Procurar ressarcimento nos acionistas é porque eles tem mais dinheiro."

    Não. É porque, por definição, o acionista é um proprietário da empresa. Logo, é também responsável por sua gestão. Ninguém é obrigado a ser proprietário de nada (exceto de estatais, cuja propriedade é compulsória mas não se ganham dividendos e nem benefícios; apenas passivos).
  • Tano  23/11/2015 12:18
    "Releia o artigo. O acionista entra apenas no extremo do extremo, depois que toda a empresa já quebrou e não se tem mais de onde tirar dinheiro (mas ainda há pendências a serem saldadas).

    Favor não deturpar o artigo; isso demonstra desonestidade intelectual."

    Mas isso ficou claro pra mim.

    Ja que estamos de acordo que o responsável deve ser punido, então nossa diferença parece ser em que para mim, somente o responsável deve ser punido, e se não for suficiente, então fica por essas. E você pensa que tem que chegar em quem for de forma de compensar a tragédia, mas muitas vezes não tem responsável, simplesmente não tem como compensar todo o dano causado.

    Se eu sou socio de uma empresa, eu não sou responsavel pelas açoes de outros, somente sou responsavel se souber que existe um risco e atuo com negligencia.

  • Guilherme  23/11/2015 12:45
    "somente o responsável deve ser punido, e se não for suficiente, então fica por essas. [...] Se eu sou socio de uma empresa, eu não sou responsavel pelas açoes de outros, somente sou responsavel se souber que existe um risco e atuo com negligencia."

    Se esse tipo mentalidade for predominante, um abraço para o mundo civilizado.

    Isso é típico de quem não apenas não quer assumir responsabilidades, como ainda quer terceirizar a culpa. Os culpados sempre são os outros, e nunca eu. A responsabilidade é sempre dos outros e nunca minha.

    Meu caro, se você é proprietário de uma empresa, você é sim responsável último por tudo o que ela faz. Você, no mínimo, tem a obrigação de estar bem informado sobre tudo o que seus subalternos fazem. Não tem capacidade para isso? Bom, então não seja sócio de uma empresa. Você não é obrigado a isso.

    Querer apenas os bônus e nunca os ônus é mentalidade de adeptos do assistencialismo. Querer se eximir de responsabilidades e ignorar o que seus subalternos fazem é negligência pura. É um comportamento típico de petista: nunca sabe de nada do que os companheiros fazem.

    No mínimo, isso é omissão e negligência, comportamentos que não podem ter um passe livre no setor privado.
  • Anonimo  23/11/2015 12:58
    O cara falou sócio, não proprietário.Sócio é uma coisa, proprietário é outra, inclusive esse é um dos motivos pelo qual o Eike Batista está sendo processado, ele mentiu pros sócios que não tem poder de decisão.
  • Rogério  23/11/2015 13:33
    E o sócio não seria um co-proprietário?

    Eis a definição de sócio: "denominação que recebe cada uma das partes em um contrato de sociedade. Mediante esse contrato, cada um dos sócios se compromete a aportar um capital a uma sociedade, normalmente com uma finalidade empresarial."

    Ou seja, o sócio é um acionista. Acionista é quem detém uma fatia de empresa. Logo, o sócio é um co-proprietário.

    Vale e BHP Billiton são sócias na propriedade da Samarco.
  • Anonimo  23/11/2015 13:42
    Um 'proprietário' que não tem influencia nas decisões da empresa
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,saiba-o-que-e-acionista-minoritario,20010704p13568

    É justo punir um minoritário por uma coisa que ele não podia mudar nada, e que nem sequer foi informado?
  • Amílcar  23/11/2015 13:56
    Pra começar, o termo "minoritário" em momento algum é mencionado no artigo -- mesmo porque a Samarco -- objeto do artigo -- é de capital fechado e possui apenas dois proprietários (acionistas), com fatias idênticas: Vale (50%) e BHP Billiton (50%). Não há acionistas minoritários na Samarco.

    Se houvesse, estes deveriam ser os últimos a serem chamados para a contribuição (apenas depois que todas as demais medidas citadas no artigo já tiverem sido adotadas e esgotadas). E, no que mais, nada, absolutamente nada os impede de vender suas ações antes de serem chamados para assinar os cheques.

    A convocação de acionistas minoritários não seria algo que aconteceria de supetão, da noite para o dia. Isso só ocorreria no caso extremo -- extremamente extremo -- de todas as outras medidas citadas no artigo já terem sido adotadas, esgotadas e ainda houvesse contas a pagar. Até que se chegasse a esse ponto -- caso se chegasse a esse ponto -- meses, até mesmo anos, já teriam se passado.
  • Anonimo  23/11/2015 14:15
    'Pra começar, o termo "minoritário" em momento algum é mencionado no artigo'

    E daí? Achei que a discussão era sobre os princípios gerais de como uma empresa tem que pagar as vítimas em tragédias como essa.

    'de todas as outras medidas citadas no artigo já terem sido adotadas, esgotadas e ainda houvesse contas a pagar. Até que se chegasse a esse ponto -- caso se chegasse a esse ponto --

    Isso sim não é mencionado no artigo, ele não faz distinção entre os tipos de acionistas...
    E se eu tiver que ser punido quando invisto numa empresa que não informa o que está fazendo e um dia faz uma ******, melhor não investir em nada.
  • Tano  23/11/2015 13:17

    Não me mal interprete,
    Digo que o socio só deve ser punido SE for negligente ou responsável, mas que a priori não pode ser responsável somente porque não tem mais responsáveis para resarcir os danos.

    "Meu caro, se você é proprietário de uma empresa, você é sim responsável último por tudo o que ela faz."

    Meu caro, se eu contrato um engenheiro que verifique se o dique está bom, e contrato um bom profissional e sigo todas as recomendações dele, e o dique cede, me disculpa mas eu não sou responsável que tenha caído. Eu não sou engenheiro.
    Que nem se eu vou fazer uma casa e contrato um engenheiro que faça a obra, e ele por conta própria decide não deixar a laje secar o tempo suficiente, e ela cede e mata algum trabalhador embaixo. Eu sou responsavel? Devo estudar engenharia para fazer uma casa? Devo estar sempre presente na obra cuidando esses detalhes?

    O que estou discutindo e no caso onde não ha negligencia, então não deveria haver responsabilidade dos socios.
  • Anonimo  23/11/2015 13:34
    'Meu caro, se eu contrato um engenheiro que verifique se o dique está bom, e contrato um bom profissional e sigo todas as recomendações dele, e o dique cede, me disculpa'

    Disculpado.
    E se o engenheiro é uma empresa que vc contratou, aí sim é culpa dele.Mas se é seu empregado a culpa é sua.
  • Anonimo  23/11/2015 12:37
    E depois, pelo que entendi (e me corrijam se estiver errado) os acionistas minoritários serão poupados, só serão punidos os que tem poder de decisão.
    Se um 'dono' pode mandar e o outro não pode...ser 'dono' é um conceito muito vago que não diz nada.
  • Andre Fernandes  19/11/2015 13:18
    Gosto muito da postura do site de não ficar correndo para escrever qualquer artigo sobre algum acontecimento polêmico só para atrair mais atenção. Existe sempre um cuidado em relação ao que será escrito, com as fontes e isso tende a garantir uma maior qualidade ao texto.

    De qualquer jeito, importante o posicionamento e a clareza da visão libertária sobre o assunto. Parabéns!

    Agora entra uma dúvida minha. Estou plenamente de acordo com a questão da propriedade privada ser o elemento chave da teoria, mas como aplicar essa teoria na nossa realidade?

    Como definir o dono de propriedades que ficam em áreas consideradas públicas? Casos como recursos naturais, como praças, parques abertos, monumentos (Cristo por exemplo). Já que hoje não possui um dono, como atribuir isso de forma adequada? Existe algum artigo sobre isso?

    Sei que deve ser um questionamento recorrente para quem não tem tanto conhecimento na área, mas gostaria da ajuda da equipe IMB.

    Abraços
  • Rennan Alves da Costa  19/11/2015 13:43
    Como definir o dono de propriedades que ficam em áreas consideradas públicas? Casos como recursos naturais, como praças, parques abertos, monumentos (Cristo por exemplo). Já que hoje não possui um dono, como atribuir isso de forma adequada? Existe algum artigo sobre isso?"

    Prezado, estas propriedades possuem um dono: o estado. O estado delegou para si a tarefa de cuidar das reservas/recursos naturais, das praças, dos parques, dos monumentos, dos museus, das prais, das ruas, etc.

    Basicamente, tudo o que é "público" pertence ao estado. Daí sai a expressão "tudo é de todos", já que o estado os mantém com nossa renda(impostos).

    Se quiser aprofundar mais sobre este assunto, recomendo este artigo:

    A ética e a economia da propriedade privada
  • mauricio barbosa  19/11/2015 18:59
    O cristo redentor poderia ser transferido para a igreja catolica,ela entao cobraria ingressos e com estes recursos manteria o local limpo e preservado ou uma empresa de turismo tambem poderia administrar esse ponto turistico e por ai vai...
  • FL  19/11/2015 13:23
    Artigo absolutamente irretocável!
  • Matheus  19/11/2015 13:31
    Muito bom. Infelizmente os rios são estatais. Mas concordo que seria melhor tratar da questão da privatização da natureza em outro artigo.
  • Rennan Alves da Costa  19/11/2015 13:49
    Já foi tratado, em vários.

    mises.org.br/Subject.aspx?id=2
  • tobias  19/11/2015 14:17
    Excelente. Parabéns a todos pelo artigo.
  • vitor  19/11/2015 14:34
    quando chegou em " a realidade brasileira" eu não tive mais coragem de ler...Só de imaginar o que está por vir já da nauseas... Um ótimo resumo no começo! Obrigado!
  • Taxidermista  19/11/2015 14:42
    Fiquei contente com a publicação desse ensaio, notadamente pq constatei a sua gênese, que ocorreu na área de comentários, com o "professor/auxiliar" respondendo a alguns leitores sobre o tema, ocasiões em que postei comentários com sugestões.

    Parabéns à equipe IMB.

    A título de colaboração, sugiro, para quem tiver interesse, mais quatro textos do Stephan Kinsella sobre o viés austro-libertário na responsabilidade civil:

    https://mises.org/blog/libertarian-approach-negligence-tort-and-strict-liability-wergeld-and-partial-wergeld

    www.stephankinsella.com/wp-content/uploads/publications/kinsella_punishment-loyola.pdf

    mises.org/library/how-we-come-own-ourselves

    file:///C:/Users/gabriel.KNK/Downloads/qjae7_4_7%20(1).pdf


    Sobre libertarian legal theory em geral (e responsabilidade civil em particular), vale conferir, também, o clássico do Randy Barnett:

    ukcatalogue.oup.com/product/9780198700920.do


    E o capítulo 5 do livro do Roy Cordato - "Efficiency and Externalities in an Open-Ended Universe" - aborda o viés da EAE relativamente à responsabilidade civil:

    https://mises.org/library/efficiency-and-externalities-open-ended-universe


    De resto, registro uma observação: na frase "apesar de os manuais de Direito no Brasil doutrinarem (...)" ficaria mais apropriado dizer "apesar de a maioria dos manuais (...)", porquanto há alguns (bons) autores que destacam a gênese da responsabilidade civil nas decisões proferidas no processo romano conhecido como 'ordo iudiciorum privatorum', que, vale destacar, dava-se perante um magistrado privado (isso veio a ser alterado, em definitivo, com a instituição do processo conhecido como 'cognitio extra ordinem', passando o processo romano a se desenrolar perante magistrados funcionários do estado).
    Muitos autores, claro, fazem apenas alusão à Lex Aquilia (daí a responsabilidade civil ser também chamada de 'responsabilidade aquiliana'), que reconheceu, em sede de lei, o 'damnum iniuria datum' (dano à propriedade).








  • Daniel  23/11/2015 01:00
    Taxidermista

    Eu fui um dos que fizeram questionamentos sobre o assunto, inclusive aquele sobre o preço "abusivo" da água em GV. Aprendi bastante com os argumentos apresentados, e entendi melhor ainda o caso quando ouvi um cara contando no ônibus aqui em BH:
    - Tenho um amigo que está indo todo dia para GV vender água lá. Ele enche a caminhonete dele e vai.

    Se não fossem os preços mais altos, pessoas como esse cara não teriam incentivo para sair daqui para levar água lá. Com isso a situação estaria ainda pior, uma vez que mesmo com os preços atuais, continua faltando água na cidade.

    Fiquei muito feliz com o aprendizado.

    Abraços!
  • Taxidermista  23/11/2015 17:17
    Estimado Daniel:

    "Se não fossem os preços mais altos, pessoas como esse cara não teriam incentivo para sair daqui para levar água lá. Com isso a situação estaria ainda pior, uma vez que mesmo com os preços atuais, continua faltando água na cidade."

    Exatamente, meu caro.

    Fiquei contente com seu comentário. Muito bacana mesmo.

    Abração cordial.
  • Andre  19/11/2015 14:55
    "E quem irá arcar com tudo isso? Em primeiro lugar, o patrimônio líquido da empresa.".

    Além disso a empresa poderia ter um seguro.
  • Taxidermista  19/11/2015 15:50
    Isso nesse caso específico, dado o estado atual de coisas.

    No ponto, cumpre rememorar o que Hoppe falou sobre "a incerteza e suas exigências - o papel crítico das seguradoras em um livre mercado":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=608
  • Batista  20/11/2015 17:40
    Paulista,

    Os 60 mi poderão ser utilizados para cobrir as despesas, ou parte delas. E provavelmente a empresa privada Allianz fará melhor do que a "distribuição social" da multa de 112 mi...

    ... já a multa, essa servirá para ajudar cobrir o déficit nas contas públicas. Irá para o público, o coletivo, o bem-estar social.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 15:04
    Não é verdade que as vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral, sem prejuízo da ação pública de competência do MP (com base na responsabilidade civil e criminal pelos danos difusos ao meio ambiente). o argumento do artigo é casuísta.

    decisão em recurso repetitivo do stj: stj.jusbrasil.com.br/noticias/136827715/segunda-secao-decide-que-mineradora-e-responsavel-por-dano-ambiental-ocorrido-em-mg

    Assim sendo, e já que "O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada" e "A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária.", não faz muito sentido a seguinte afirmação: "E quem faria os julgamentos? Em um cenário libertário completo, seriam tribunais privados..."


    Sobre a questão do que é ou não esse tal de libertarianismo, a discussão parece que não se esgota nisso não. mas isso é pra outra hora.
  • Hans  19/11/2015 15:20
    "Não é verdade que as vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral, sem prejuízo da ação pública de competência do MP"

    Não apenas tal afirmação ("vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral") não foi feita pelo artigo, como também você próprio não pode confirmar que isso (indenização por dano material e moral) irá acontecer.

    Espantalho total.

    O artigo, aliás, fala claramente que "algumas exigências reparatórias" serão feitas. "Indenizações por dano material e moral" é um reparo, mas longe, muito longe, de contemplar todo o necessário.
  • Taxidermista  19/11/2015 16:29
    Rodrigo diz:
    "não é verdade que as vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral, sem prejuízo da ação pública de competência do MP (com base na responsabilidade civil e criminal pelos danos difusos ao meio ambiente). o argumento do artigo é casuísta."


    Aí vemos um ímpeto em querer contestar o artigo a todo pano como algo diretamente proporcional à confusão conceitual.

    Em primeiro lugar, o artigo não afirmou que "vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral".

    Em segundo lugar, uma coisa é o reconhecimento do direito (legal ou judicial); outra coisa é a satisfação concreta e integral do direito reconhecido. Você percebe tal distinção, de sorte que sua invocação do REsp Repetitivo em nada corrobora sua assertiva.

    Em terceiro lugar, a sua alusão à responsabilidade civil pelos danos difusos ao meio ambiente apenas reforça o argumento do artigo, haja vista que o ressarcimento de danos a interesses difusos vai para um Fundo gerido pelo Poder Público. Veja lá nos arts. 13 e 20 da Lei 7347 e o Decreto 1306/94. Destarte, aqui, de novo, o REsp Repetitivo invocado em nada respalda sua assertiva.

    Em quarto lugar, você não sabe o que é "argumento casuísta": o artigo usa um caso para ilustrar uma concepção ética; você tenta (sem êxito) questionar essa concepção ética com base na invocação de uma particularidade do direito positivo nacional, particularidade que, de qualquer modo, não conforta seu intento de refutação. Logo, o seu "argumento" é que é "casuísta" (e equivocado).


    Rodrigo diz:
    "assim sendo, e já que 'O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada' e 'A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária', não faz muito sentido a seguinte afirmação: 'E quem faria os julgamentos? Em um cenário libertário completo, seriam tribunais privados...'."


    Que silogismo é esse?

    Ora, você coloca "assim sendo (...)", do que se infere que essa seria sua conclusão. Mas essa "conclusão" não guarda relação com as suas premissas, anteriormente consignadas.
    Nas premissas você tentou refutar o artigo dizendo que "não é verdade que as vítimas restarão desamparadas de indenizações"; diante disso, o que não faz sentido é você "concluir" que "não faz muito sentido a seguinte afirmação: 'E quem faria os julgamentos? Em um cenário libertário completo, seriam tribunais privados'." Sua frase é destituída de nexo de correlação.


    Por fim, Rodrigo diz:
    "sobre a questão do que é ou não esse tal de libertarianismo, a discussão parece que não se esgota nisso não. mas isso é pra outra hora."

    Aqui vemos um pedantismo diretamente proporcional à pobreza de conteúdo.
    Ficarei no aguardo dessa "outra hora", meu caro.
  • Taxidermista  19/11/2015 16:54
    Correção:

    Em segundo lugar, uma coisa é o reconhecimento do direito (legal ou judicial); outra coisa é a satisfação concreta e integral do direito reconhecido. Você, Rodrigo, NÃO percebe tal distinção, de sorte que sua invocação do REsp Repetitivo em nada corrobora sua assertiva.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/11/2015 21:42
    (Não, ninguém reconhece isso, só você).

    Já que isso te angustia, vou-te explicar. O link é pra mostrar que a lei prevê o direito ao ressarcimento pelos danos morais e materiais às vítimas desses desastres. E que a justiça, na sua instância superior, reconhece as pretensões fundadas nesse direito, condenando os réus. Então não se pode dizer (ou sugerir), a priori ou a posteriori, que a empresa não terá de indenizar, reparar ou ressarcir. Isso já é uma realidade.
    Em relação ao quantum das indenizações e da obrigação de reparar, isso é uma questão complexa que se resolve caso a caso. Sobre o processo de execução judicial, até se pode e deve discutir, mas essa discussão também é complexa, longa, técnica, e não muda em nada o fato de que esses desastres são, muitas vezes, irreparáveis (pela irreversibilidade do dano ou pela insuficiência econômica de seus autores).

    Num cenário envolvendo empresas estatais, a coisa muda de figura.


    agora chega.



  • Taxidermista  21/11/2015 17:30
    Rodrigo Herrmann,
    eu ainda tinha uma ponta de esperança que você não fosse tão fraco. Estava enganado. Mas uma coisa é preciso reconhecer: você é corajoso. Não tem medo de passar vergonha.

    Se "isso me angustia"? Não, de forma alguma. Pessoas como você só gera sentimento de vergonha alheia (e um pouco de diversão).

    Rodrigo diz:
    "(Não, ninguém reconhece isso, só você)."

    Ora, ora, pior do que o ignorante que não reconhece seu erro, é o ignorante que, arrogantemente, nega que está errado, e ainda atribui seu erro à generalidade das pessoas.

    "Ninguém reconhece" a distinção existente entre o reconhecimento do direito (legal e/ou judicial) e a satisfação concreta e integral do direito reconhecido?
    Ora, se você não fosse tão pedante, talvez conseguiria perceber que todo o sistema de tutela jurisdicional pressupõe tal distinção, bem assim a própria classificação das tutelas jurisdicionais (tutelas declaratória, constitutiva, condenatória, mandamental e executiva lato sensu). A própria noção de execução judicial (como distinta do processo de conhecimento) está lastreada em tal distinção.
    De igual, as diferenças entre tutela sumária e tutela exauriente e entre tutela provisória e tutela definitiva também pressupõem aquela distinção.

    Pois é, meu caro, "ninguém reconhece isso": "apenas" é o próprio sistema de tutela jurisdicional que pressupõe "isso". E você poderá constatar a forma como "ninguém reconhece isso" consultando a quase totalidade dos processualistas pátrios, bem assim a jurisprudência do STJ (que, pelo visto, você gosta de citar para posar de bacana).
    De outro lado, no plano do direito positivo, essa distinção é tão básica - entre o reconhecimento legal de um direito subjetivo e a satisfação concreta do direito - que qualquer pessoa em sã consciência não teria a coragem de negar "isso".


    Rodrigo diz:
    "O link é pra mostrar que a lei prevê o direito ao ressarcimento pelos danos morais e materiais às vítimas desses desastres. E que a justiça, na sua instância superior, reconhece as pretensões fundadas nesse direito, condenando os réus."

    Ué, você acabou de negar a existência da distinção entre o reconhecimento do direito (legal e/ou judicial) e a satisfação concreta e integral do direito reconhecido, porém agora vem dizer que "a lei prevê o direito" (ou seja, reconhece) e que a "justiça reconhece as pretensões fundadas nesse direito", sendo que, mais abaixo, você chega inclusive a afirmar que "sobre o processo de execução judicial, até se pode e deve discutir, mas essa discussão também é complexa, longa, técnica".
    Ou seja, você primeiro nega uma distinção conceitual básica; mas, imediatamente após, tenta argumentar utilizando, justamente, a mesma distinção conceitual que você negou na frase anterior. E ainda tem a pretensão de dizer que "vai me explicar" a questão...

    De todo modo, "o link é para mostrar que a lei prevê o direito" e que "a justiça reconhece as pretensões"?
    Ah, é? Mas quem negou isso? O artigo não negou isso, tampouco eu neguei. Veja que eu inclusive afirmei: "Em primeiro lugar, o artigo não afirmou que 'vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral'".

    Meu caro, você chamou o argumento do artigo de "casuísta" e invocou o Resp Repetitivo para tentar ilustrar seu ponto, e eu te disse que o Resp não corrobora seu ponto; agora você vem repetir que o link "é para mostrar que a justiça reconhece as pretensões", algo que nunca foi colocado em questão.
    Ou seja, diante da pobreza argumentativa, o que você faz? Instaura um monólogo de papagaio. Você é incapaz de estabelecer uma relação de pertinência com o que foi dito; se o seu comentário fosse um recurso judicial, ele seria, de plano, considerado inepto, e nem sequer seria conhecido (para você que gosta de citar decisões do STJ, veja, v.g., o AgRg nos EREsp 50767).


    Rodrigo diz:
    "Então não se pode dizer (ou sugerir), a priori ou a posteriori, que a empresa não terá de indenizar, reparar ou ressarcir. Isso já é uma realidade."

    Mas de novo?? Ninguém disse (nem sugeriu) que "a empresa não terá de indenizar, reparar ou ressarcir". O artigo NÃO afirmou (nem sugeriu) isso. Eu NÃO afirmei (nem sugeri) isso. A sua dificuldade de interpretar textos é diretamente proporcional ao seu pedantismo.

    E você ainda diz: "isso já é uma realidade". Definitivamente, trata-se de uma mente confusa.
    Meu caro, de novo: a "realidade" que há, por ora, é a do reconhecimento judicial do dever de indenizar, e não a "realidade" da satisfação concreta do direito subjetivo (correlato ao dever de indenizar). Ou seja, você negou uma distinção conceitual, depois tentou argumentar lançando mão dessa distinção, e, agora, novamente, não se mostra capaz de enxergar uma diferença tão básica e primária.


    Rodrigo diz:
    "Em relação ao quantum das indenizações e da obrigação de reparar, isso é uma questão complexa que se resolve caso a caso. Sobre o processo de execução judicial, até se pode e deve discutir, mas essa discussão também é complexa, longa, técnica."

    Agora, de novo, você volta a tentar argumentar utilizando a distinção conceitual que negou na frase imediatamente acima. Consegue perceber que a "realidade" do reconhecimento do direito é distinta da "realidade" da mensuração do quantum das indenizações, "questão complexa que se resolve caso a caso"? Consegue enxergar que a "realidade" do reconhecimento do direito é distinta da "realidade" da execução judicial, que envolve uma "discussão complexa, longa e técnica"?
    Ou seja, esse seu excerto não apenas não corrobora seu ponto (se é que, a essa altura, você ainda tem um "ponto"), como corrobora o que EU falei.
    Lembra o que eu disse? Está ali:
    "Trata-se, por ora, do mero reconhecimento judicial da responsabilidade; sabe-se lá quanto tempo vai decorrer até que as pessoas afetadas sejam efetivamente satisfeitas em seus respectivos direitos (e, ainda assim, de forma, muito provavelmente, não-integral), cujas execuções dar-se-ão nos Juízos de primeira instância, com todas as complexidades e dificuldades judicial-burocráticas existentes em demandas dessa magnitude."


    Rodrigo diz:
    "(...) e não muda em nada o fato de que esses desastres são, muitas vezes, irreparáveis (pela irreversibilidade do dano ou pela insuficiência econômica de seus autores)."

    Segue firme e forte no monólogo de papagaio. Em que momento foi colocado em questão o caráter "irreparável" de certos desastres mercê da "irreversibilidade do dano" ou da "insuficiência econômica de seus autores"? De novo, se o seu comentário fosse um recurso judicial, ele nem sequer seria conhecido, não apenas pela inépcia, mas também pela inovação recursal (para você que gosta: AgRg no AREsp 653389).
    Você é incapaz de, ao menos, manter um comprometimento com as suas próprias palavras; você tem a pretensão de criticar um artigo com base numa determinada assertiva; ao ser confrontado, você passa a escrever frases que não guardam correlação com a crítica que você tentara fazer.


    Rodrigo diz:
    "Num cenário envolvendo empresas estatais, a coisa muda de figura."

    Ah, é? Por acaso "num cenário envolvendo empresas estatais" o "quantum das indenizações", para usar suas próprias palavras, deixaria de ser "uma questão complexa que se resolve caso a caso"? Com certeza não, né, meu caro. Por acaso "num cenário envolvendo empresas estatais" o "processo de execução judicial" deixaria de ser uma "discussão também é complexa, longa, técnica"? Com certeza não, né, meu caro. Por acaso o "cenário envolvendo empresas estatais" mudaria o "fato de que esses desastres são, muitas vezes, irreparáveis (pela irreversibilidade do dano)"? Ora, um dano irreversível não passa a ser reversível no "cenário envolvendo empresas estatais".

    Ah, mas você está, em verdade, referindo-se ao fato de que "num cenário envolvendo empresas estatais" o caráter irreparável do dano pela "insuficiência econômica de seus autores" é que "muda de figura"; ah, claro, aqui você se refere ao fato de que as empresas estatais nunca ficam insolventes, pq sempre podem usar a coerção para tributar (além de outros mecanismos) as pessoas...

    Esse foi um "grande" desfecho para um comentário tão "brilhante" de sua parte.


    Rodrigo Herrmann,
    o que mais indicado é que você olhe para si próprio e diga:
    "agora chega".
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/11/2015 20:40
    Jesus do céu....

    É sério que não percebeu a ironia, ainda destacada entre parênteses?! hehehehe (e depois pretende entender as sutilezas do artigo)

    O problema da colocação do direito e de sua efetivação na correta medida é um eterno problema ontológico da justiça, pois entre o plano ideal e o plano material há, por vezes, um abismo. percebendo isso é que os gregos (aristóteles, principalmente) introduziram o conceito de equidade. enfim.

    o fato de as vítimas eventualmente não obterem a satisfação integral de suas pretensões, independe, em tese, de a justiça ser privada ou pública. o que se pode discutir (e foi por isso que levantei a questão, já que é um dos argumentos do artigo), é o problema de a execução das penalidades pecuniárias do direito público frustrar, eventualmente, aquela reparação integral da esfera puramente privada (algo que teria de ser percucientemente averiguado), mas isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde, mesmo com o aprimoramento da lei, já que os danos dessas tragédias podem ser irreparáveis e seus efeitos economicamente insuportáveis.

    Quando o desastre envolve um empresa estatal, em que a fazenda pública tem participação, é fatal que o contribuinte seja compulsoriamente intimado a pagar a conta. (entendeu essa?)

    _______
    de resto, afasta de mim essa perturbação aí, parceiro, fazendo o favor.
  • Taxidermista  22/11/2015 12:35
    Fraquíssimo, novamente. Cada vez pior.

    Cidadão, você é tão inteligente no "uso de ironia" que conseguiu a proeza de, após os seus "parênteses", invocar o mesmo espantalho que fora escrito anteriormente a eles (no seu comentário anterior), com a pretensão de "crítica" ao artigo:

    "Então não se pode dizer (ou sugerir), a priori ou a posteriori, que a empresa não terá de indenizar, reparar ou ressarcir. Isso já é uma realidade."

    Ou seja, antes e depois, repetiu o mesmo espantalho criado exclusivamente na sua cabeça, como um monólogo de papagaio. É, de fato, um verdadeiro primor.

    Você pretendeu "criticar" o artigo com isso aqui (e ainda grifando):

    "Não é verdade que as vítimas restarão desamparadas de indenizações por dano material e moral, sem prejuízo da ação pública de competência do MP (com base na responsabilidade civil e criminal pelos danos difusos ao meio ambiente). o argumento do artigo é casuísta. Decisão em Resp: (...)."

    Diante do fracasso total desse espantalho, agora vem dizer que "levantou" a "questão para discussão". Um primor de honestidade intelectual.

    O mais engraçado é que o cidadão ainda vem querer dar "lições" com platitudes pretensamente eruditas ("abismo entre plano ideal e material"...), complementando com o seu pedantismo característico (que, pelo visto, é o mecanismo que o cidadão utiliza para compensar a sua mediocridade).
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/11/2015 13:54
    "A realidade é oposta

    Agora, vamos à realidade brasileira:

    d) o fato de serem queridas pelo estado, de serem exportadoras, de gerarem empregos, e de garantirem uma fatia robusta das receitas dos três níveis de governo permite que se tenha uma ideia de qual será o tratamento que o governo dispensará às mineradoras: um pito público, algumas exigências reparatórias (as quais serão devidamente reportadas pela imprensa), discursos exaltados de alguns políticos (devidamente registrados pelas câmeras e postado em seu Facebook) e uma multa ambiental (que irá integralmente para o governo). [na esfera do direito público é mais ou menos isso]

    E ainda que alguma multa de rápida eficácia (aquela que segue os princípios libertários) seja imposta à Samarco, o montante será majoritariamente direcionado para o governo federal sob a justificativa de danos "difusos ou coletivos", restando pouca, ou nenhuma, esperança para que as verdadeiras vítimas recebam reparações no futuro próximo.
    "


    obrigado pela oportunidade.
  • Hans   22/11/2015 21:52
    Diante disso: "E ainda que alguma multa de rápida eficácia (aquela que segue os princípios libertários) seja imposta à Samarco, o montante será majoritariamente direcionado para o governo federal sob a justificativa de danos "difusos ou coletivos", restando pouca, ou nenhuma, esperança para que as verdadeiras vítimas recebam reparações no futuro próximo."


    o cara insiste em dizer que estaria "refutando" o artigo dizendo isso:

    "Então não se pode dizer (ou sugerir), a priori ou a posteriori, que a empresa não terá de indenizar, reparar ou ressarcir. Isso já é uma realidade."


    Pois é, como disse um outro colega, esse tal de "Rodrigo" nem merece ser levado a sério.

    Não perde uma oportunidade de se expor ao ridículo.
  • Tiago  22/11/2015 22:02
    Verdade...
  • Taxidermista  23/11/2015 20:12
    Ou seja, mesmo transcrevendo o excerto em questão (e, presume-se, relendo-o), o cidadão ainda continua achando que a invocação do REsp 1374284 (en passant: DJ 05/09/2014, referente a um acidente de 2007) serve de "crítica" a infirmar o artigo.

    É dizer: continua incidindo no mesmo erro (sendo incapaz de fazer as devidas distinções); uma vez mais, continua achando que a colocação no sentido de que "não se pode dizer (ou sugerir) que a empresa não terá de indenizar, pq isso já é uma realidade" infirmaria o que está dito no excerto transcrito do artigo.

    E ainda "agradece" achando que "abafou".

    Um presunçoso incurável.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/11/2015 21:02
    Responda pra nós (vou perguntar de maneira simples e direta): Do libertarianismo deduz-se, necessariamente, a adoção de um sistema judicial privado?

  • Direto  20/11/2015 21:17
    De maneira direta: Sim.

    Explicação:

    Como o judiciário estatal é financiado? Com o dinheiro (propriedade privada) confiscado de terceiros, certo? Então ele viola a propriedade privada.

    Agora, se o estado for financiado voluntariamente, e esse estado voluntariamente financiado tiver tribunais estatais, então sem problema.

    Adicionalmente, pela teoria libertária, ninguém tem o direito de proibir outro alguém de empreender na área jurídica. Donde se deduz que não se deve haver monopólio estatal do judiciário (nem em qualquer outra área).
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/11/2015 22:06
    Não tem uma contradição aí nessa resposta?
  • Direto  20/11/2015 22:43
    Aponte-a. Anseio por aprender e ser ensinado.
  • Advogado do diabo  21/11/2015 10:25
    Provavelmente...'pra ter acesso à justiça vc precisa ter dinheiro, o que não é justo.'

    Por essa raciocínio qualquer coisa que não caia do céu também não é justo.

  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/11/2015 01:08
    "Agora, se o estado for financiado voluntariamente, e esse estado voluntariamente financiado tiver tribunais estatais, então sem problema."

    assim sendo, não é necessário que seja do outro modo, então a resposta é Não.
  • Jonas  22/11/2015 14:56
    Prezado, como sabido, nem todos os libertários são anarcocapitalistas. Os minarquistas defendem q o estado deve existir para prestar jurisdição e serviços de polícia e defesa.

    Qual seu ponto, afinal?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/11/2015 23:40
    Na verdade, acho que nem Rothbard nem Hoppe (Kinsella, com certeza) endossam o minarquismo, com o argumento de que o estado mínimo se transformaria, inevitavelmente, num estado grande e opressivo (e de que, em todo caso, um mínimo de estado já implica em coerção). O minarquismo se enquadra melhor no liberalismo.
  • Jonas  23/11/2015 20:33
    Colega,

    Hoppe rejeita o minarquismo (dentre outros argumentos) com o argumento "de que o estado mínimo se transformaria, inevitavelmente, num estado grande e opressivo (e de que, em todo caso, um mínimo de estado já implica em coerção)":

    Hoppe: "Os liberais clássicos subestimam a inerente tendência de qualquer arranjo estatal ao inchaço. Essa é uma propensão irreversível. Quem determina quantos policiais, quantos juízes e quantos soldados — todos eles financiados por impostos — haverá em um estado mínimo voltado exclusivamente para a segurança e para os serviços judiciais? (...). Dado que o governo pode obrigar seus cidadãos a pagar impostos, o governo sempre irá exigir cada vez mais dinheiro e, em troca, ofertará serviços de qualidade cada vez pior, dado que o governo não opera em ambiente concorrencial. A ideia de um estado mínimo, principalmente em uma democracia, é um projeto conceitualmente falho. Estados mínimos jamais permanecem mínimos." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795)


  • Jonas  23/11/2015 21:38
    Deixando mais claro:

    Hoppe rejeita o minarquismo TAMBÉM com base nesse argumento "de que o estado mínimo se transformaria, inevitavelmente, num estado grande e opressivo (e de que, em todo caso, um mínimo de estado já implica em coerção)".

    Ela usa outros argumentos, mas também usa esse, conforme se vê da fonte citada no comentário anterior.

  • Rodrigo Pereira Herrmann  23/11/2015 22:03
    é isso.

    não sei por que a ideia de que minarquistas são libertários. talvez tenha relação com o fato de que ayn rand tolerasse um mínimo de estado. enfim.

    pra mim é o seguinte: a escola austríaca de economia (que é liberal) é algo espetacular. já o libertarianismo é uma bobagem irrelevante. então aproveito os textos do Leandro e desprezo o restante.
  • Dissidente Brasileiro  24/11/2015 00:13
    já o libertarianismo é uma bobagem irrelevante.

    Pois é... já pra mim o funcionalismo público é uma bobagem irrelevante. A diferença é que, no seu caso, a "bobagem" não tem nenhum custo para a sociedade. Já no meu, a "bobagem" tem um custo altíssimo, o qual eu e outras pessoas pessoas somos obrigados a sustentar.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/11/2015 01:37
    boa.

    só que na vida nem tudo é como a gente gostaria.
    muitas vezes, o que a gente gostaria revela-se uma impossibilidade, fazendo da nossa luta algo quixotesco. mas de qualquer maneira, sempre há a possibilidade de se tentar em outro lugar, quem sabe.

  • Tiago  24/11/2015 11:31
    Isso.
    Você é o maior exemplo: gostaria de ser uma coisa (e acha que é uma coisa) e é só um paspalho escrevendo asneiras na internet. O que você gostaria de ser revela-se uma impossibilidade, o que faz de sua luta algo quixotesco. E nem adianta tentar em outro lugar.


  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/11/2015 13:59
    a inveja brota da frustração existencial. típico brasileiro.
  • NWA  25/11/2015 01:10
    Por isso vc é um típico brasileiro invejoso: frustrado pq gostaria de ser uma coisa (e acha que é uma coisa) e - como disse o colega acima - é só um paspalho escrevendo asneiras na internet.
  • Ziggy  24/11/2015 02:56
    Já para todo mundo aqui é fato q esse Rodrigo só fala bobagens irrelevantes.

    Então nada que vem dele é aproveitável; é tudo desprezível.



  • Taxidermista  19/11/2015 17:56
    Complementando:

    Rodrigo diz:
    "assim sendo, e já que 'O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada' e 'A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária', não faz muito sentido a seguinte afirmação: 'E quem faria os julgamentos? Em um cenário libertário completo, seriam tribunais privados...'."

    Além do que já foi dito, aqui você pressupõe o que deveria demonstrar, a saber, que a justiça estatal (e todo o arcabouço jurídico atinente à ideia de "bens públicos" do direito administrativo e ambiental) é mais eficiente no que toca à reparação integral dos danos à pessoa e à propriedade do que tribunais privados (fundados na ética da propriedade privada).

    Mas o que faz a respeito? Invoca um Resp Repetitivo, em que o STJ decidiu que "a mineradora é responsável por dano ambiental ocorrido em MG", decisão inserida no contexto desse arcabouço jurídico atinente à ideia de "bens públicos" do direito administrativo e ambiental, ou seja, no contexto de um arcabouço jurídico que não está assentado na ética (libertária) da propriedade privada.

    Ademais, vale frisar: trata-se, por ora, do mero reconhecimento judicial da responsabilidade; sabe-se lá quanto tempo vai decorrer até que as pessoas afetadas sejam efetivamente satisfeitas em seus respectivos direitos (e, ainda assim, de forma, muito provavelmente, não-integral), cujas execuções dar-se-ão nos Juízos de primeira instância, com todas as complexidades e dificuldades judicial-burocráticas existentes em demandas dessa magnitude, afora o fato de o ressarcimento de determinada modalidade de danos ir para um Fundo gerido pelo Poder Público.
  • Arthur Gomes  19/11/2015 15:18
    Dilma para salvar a empresa Vale de uma multa mamute, assina decreto. Veja abaixo e para lembrar a empresa Vale foi a empresa que mais recebeu recursos do BNDES, 6,3 bilhões de reais, isso sim que é socialismo.


    DECRETO Nº 8.572, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2015


    Altera o Decreto nº 5.113, de 22 de junho de 2004, que regulamenta o art. 20, inciso XVI, da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.

    A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 20, caput, inciso XVI, da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990,

    DECRETA:

    Art. 1º O Decreto nº 5.113, de 22 de junho de 2004, passa a vigorar com as seguintes alterações:

    "Art. 2º .........................................................................

    ..............................................................................................

    Parágrafo único. Para fins do disposto no inciso XVI do caput do art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, considera-se também como natural o desastre decorrente do rompimento ou colapso de barragens que ocasione movimento de massa, com danos a unidades residenciais." (NR)

    Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 13 de novembro de 2015; 194º da Independência e 127º da República.

    DILMA ROUSSEFF
    Miguel Rossetto
    Gilberto Magalhães Occhi

    Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.11.2015 - Edição extra
  • Tito Ferreira  19/11/2015 16:20
    Calma, saibemos distinguir as desgraças das benfeitorias. O FGTS (apesar de saber que é um roubo mensal do governo federal) só é liberado com certos pré-requisitos, incluindo o de desastre ambiental. O que Dilma decretou foi que o FGTS dos afetados podem ser sacados. Não é obrigação, é apenas uma opção para o primeiro momento de pânico e mudança drástica. Quanto à responsabilidade da empresa no desastre nada muda de fato com esse decreto. Só estou tentando elucidar a questão.
  • FL  19/11/2015 16:55
    Caro Tito, fosse eu um advogado defendendo a empresa, mostraria esse decreto e diria: "Bom, aqui está a prova de que o desastre não foi nada além de um acidente natural, a própria presidente concorda comigo, a empresa não tem culpa alguma".

    Mas este nem é o ponto. O ponto é a inversão das coisas. Você pontuou muito bem que o FGTS é um roubo do governo, e agora esse mesmo governo é o "santo", pois está permitindo que as pessoas afetadas possam sacá-lo. Enquanto isso, a empresa (que detalhe, é parcialmente controlada pelo governo), "paga" uma multa simbólica para... o governo.

    Os itens do trecho "A realidade é oposta" explicam bem isso. O governo vai faturar um extra, que male male será "repassado" para as verdadeiras vítimas. As vítimas poderão usar o FGTS - dinheiro que nunca deveria ter sido roubado delas - para pagar o que nem o governo e nem a empresa responsável vão pagar.

    Depois disso tudo, as vítimas ainda têm que agradecer o governo por liberar o FGTS?

    Parei.
  • Tito Ferreira  20/11/2015 11:40
    Agradecer de maneira nenhuma. Juridicamente o decreto não exclui a responsabilidade da empresa no desastre. E o FGTS, pra quem entende de economia e não mama na teta desse Estado gigante sabe que é um roubo ao bolso do trabalhador. É uma opção para o primeiro momento, mas concordo contigo, o governo quando receber a "multa" pouco vai se importar em repassar sequer 30% e muito menos de tentar fazer nada.

    O artigo foi perfeito, existe uma maneira de consertar as coisas e existe a maneira que as coisas vão ser feitas (a empresa pagará pouco e para o governo enquanto o povo vai se virar com o seu dinheiro).
  • Cristian William  19/11/2015 15:26
    Boa tarde!
    Creio que a tragédia teria sido evitada, caso a fiscalização estivesse a cargo de auditores independentes, isto é, privados. Sabemos por experiência, que os estado não fiscaliza nada, a não ser a arrecadação.

    Abraço!
  • Pobre Paulista  19/11/2015 15:33
    Certo, mas se a empresa já se mostrou incapaz de manter uma cidade segura, porquê confiar-se-ia a ela a responsabilidade de reerguê-la?
  • Taxidermista  19/11/2015 15:56
    Pobre paulista: "Certo, mas se a empresa já se mostrou incapaz de manter uma cidade segura, porquê confiar-se-ia a ela a responsabilidade de reerguê-la?"

    Pobre paulista, não se trata de "confiar a ela a responsabilidade de reerguer a cidade"; trata-se de responsabilizá-la (o que configura uma espécie de sanção) pela reparação integral dos danos causados às propriedades privadas. São coisas distintas.
  • Daniel Siqueira  19/11/2015 15:34
    Recordar é viver!

    "Para Mantega, não se pode esquecer que o governo tem 60% do controle acionário da Vale, por meio do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que é estatal. Portanto, o governo teria obrigação e direito de participar dos rumos da Vale, a segunda maior empresa do Brasil, atrás apenas da Petrobras."

    cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FGuido-Mantega-Vale-tem-que-contribuir-sim-com-interesses-do-pais%2F4%2F16870
  • Viking  19/11/2015 16:28
    Além de tudo o que foi falado no texto, tenho a impressão que num mundo libertário, essa tragédia jamais teria ocorrido.

    sabendo que em caso de acidentes a empresa deverá ressarcir aos atingidos, ela investiria muito mais em segurança, engenharia e prevenção do que é feito hoje, o que seria um gasto infinitamente menor do que deixar uma barragem se romper.
    e também a companhia seguradora ficaria em cima da mineradora, exigindo mais segurança operacional para evitar de ter que pagar um seguro astronômico desse.
  • Geraldo  19/11/2015 17:39
    Dessa mesma forma, teriam sido impedidas outras tragédias semelhantes, como o derramamento de petróleo da Deepwater Horizon, em 2010, o qual estima-se que tenha custado à BP cerca de US$ 100 bilhões. Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Economic_effects_of_the_Deepwater_Horizon_oil_spill (em inglês).
  • Rivera  19/11/2015 17:51
    Essa aí foi praticamente inócua. Ambientalistas fizeram uma algazarra porque o petróleo derramado iria matar peixes, algas e exterminar toda a vida marinha.

    O que de fato ocorreu? Três meses após o vazamento, tudo já havia voltado ao normal.

    Parte do petróleo evaporou para a atmosfera (onde ele fica tão disperso a ponto de não gerar qualquer efeito notável); praticamente todo o elemento tóxico do petróleo (benzeno) também evaporou. O restante que ficou no mar afundou até o leito do mar e se tornou parte da sedimentação. Foi o fim do grande desastre.

    abcnews.go.com/WN/bp-oil-spill-crude-mother-nature-breaks-slick/story?id=11254252
  • Thiago Valente  20/11/2015 12:42
    Ótima resposta, só "perde" para a do Taxidermista para o tal Rodrigo, que vem sempre aqui tentar uma de trol.

    Pensando no caso da BP e sua correlação com Mariana, bem, é bem provável que algo parecido ocorra quando a lama chegar no mar, apesar dos problemas no Rio Doce.
  • Analista de Bagé  19/11/2015 17:40
    Na minha modesta opinião de gaúcho dos pampas, esse desastre ambiental causado pela Samarco é comparável ao desastre de Chernobyl, Ucrânia em 1986. E sinto informar aos amigos do Instituto von Mises e às vítimas do desastre em Mariana, mas não haverá recuperação alguma das áreas degradadas nem reparação de danos às pessoas e as famílias. Nosso país está dominado pelo crime organizado e pelo conluio entre empresários corruptos, burocratas e governantes. Em 2025, depois em 2035 e ainda em 2045 poderemos ver em reportagens no Fantástico que nada terá mudado em Mariana e na bacia do Rio Doce. Quem viver verá.
  • Andre Dias  19/11/2015 18:57
    Bola de cristal?
  • Mr Citan  19/11/2015 23:25
    Muito pelo contrário!
    Analises laboratoriais de vários institutos já dá como perdidas as terras que foram contaminadas pela lama que contém traços de mercúrio.
    Curiosamente, o Governo Federal, do mesmo partido politico do governador de MG, enfeitava o Palácio do Planalto com luzes da bandeira Francesa, numa mostra clara de desviar os holofotes da tragédia mineira, fazendo um belo favor ao governador aliado.
  • Juan Domingues  21/11/2015 21:41
    Ter alguns metais pesados sem dúvida não é benéfico, mas dai a decretar "a morte permanente do rio" tem um pulo enorme.
    O ambientalismo é o movimento que mais abriga catastrofistas, basta ver como eles agem com pautas como "aquecimento global" ou qualquer outro desastre natural que ocorra (ou que possa vir a ocorrer).
  • Halysson  19/11/2015 18:13
    Uma duvida. O Rio, é um bem público, e não privado. No cenário libertário, como seria transformá-lo em propriedade privada de forma justa e legítima a todos que se beneficiam do seu uso?

    E feito isso, como quantificar o prejuízo a ser reparado, considerando a complexidade do bem, seus proprietários e o uso econômico, e recreativo que se faz dele?
  • Taxidermista  19/11/2015 19:01
    Verificar, também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=424

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2021

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

  • Kender  19/11/2015 18:13
    Huum o que impede uma empresa com alto poder econômico de tendo lesado tantas pessoas abafar o caso diretamente na mídia local e não local não ressarcir ninguém, comprando juízes e tribunais privados e fazendo o uso de força letal se necessária?
    Quem foi negligente neste caso fez contas (como pex empresas automotivas já fizeram antes em falhas mecânicas sérias) chegando a conclusão que "valia mais a pena" correr o risco com as barragens naquelas condições do que resolver o problema... No caso de montadoras teve um história muito importante em relação a indenizações, era um modelo de carro que explodia quando ocorria uma colisão traseira (por conta do tanque de combustíveis) a empresa descobri o defeito, mas fazendo as contas de quantos carros havia fabricado, e quantas colisões ocorriam e quantas vezes seria considerada fatal e qual a indenização média nestes casos decidiu não fazer o recall. A punição para essa empresa foi "exemplar" e as indenizações estratosféricas quando se descobriu o conhecimento prévio do problema (como forma de punição). Mas não fosse um governo a julgar o caso, o que teria impedido a empresa de fazer um acordo com a maior parte dos juízos privados? É muito complicado estabelecer um valor para vida, não acha?
    Toda empresa que sem querer (por negligência ou não) fosse responsável pela morte de alguém deveria ir a falência indenizando os prejudicados ou familiares?
  • Ovo  19/11/2015 18:52
    "o que impede uma empresa com alto poder econômico"

    Primeiro, defina "alto poder econômico".

    Feito isso, defina como tamanho poderio econômico foi adquirido em um ambiente de livre mercado, no qual nenhuma empresa recebe subsídios do governo, nenhuma empresa é protegida por tarifas de importação, e não há agências reguladoras protegendo empresas já estabelecidas e estipulando quem pode e quem não pode entrar nesse mercado.

    No atual cenário, no qual as grandes empresas se tornaram grandes justamente porque usufruem todas as proteções estatais supracitadas, de fato o "poderio econômico" delas é grande e distorce tudo a seu favor.

    Mas aí quem deve explicações é quem defende este arranjo. Certamente não os libertários.

    "de tendo lesado tantas pessoas abafar o caso diretamente na mídia local e não local"

    Hein?! Um derramamento de lama de tamanha proporção "seria abafado"?! Ninguém ficaria sabendo de nada?! Nenhuma imprensa mundial teria interesse em dar esse furo?!

    Olha, eu vou dizer uma coisa: nem mesmo no cenário atual, em que governos protegem grandes empresas e garantem seu poderio econômico, e em que o judiciário estatal é subornado pelos grandes, isso poderia ocorrer.

    No mínimo, no mínimo, a imprensa mundial (que está em busca do lucro), teria todo o interesse em desbaratar essa história. A imprensa, por estar em busca do lucro, vive exatamente de furos de reportagem.

    "não ressarcir ninguém, comprando juízes e tribunais privados e fazendo o uso de força letal se necessária?"

    De novo, você tem de explicar como tal empresa adquiriria tamanho poderia econômico em um ambiente de total ausência de privilégios estatais.

    Quanto a subornar juízes e tribunais privados, isso é amplamente abordado nos artigos sobre o tema que foram linkados ao longo do presente artigo. Leia-os.

    Dica: se um tribunal privado ficar com a fama de que seus juízes são comprados, sua reputação acaba, e ninguém, absolutamente ninguém, aceitará seus vereditos.

    "Quem foi negligente neste caso fez contas (como pex empresas automotivas já fizeram antes em falhas mecânicas sérias) chegando a conclusão que "valia mais a pena" correr o risco com as barragens naquelas condições do que resolver o problema..."

    Essa é uma acusação muito grave. Aliás, ela não apenas é grave, como é hilariamente ignorante.

    De um lado, você está culpando tais pessoas de homicídio doloso (o que é muito sério); de outro, você está dizendo que o sujeito que supostamente fez estas conta é incrivelmente competente. Qual é, por favor me diga, o eventual ganho que uma mineradora pode obter quando suas barragens estouram e todas as operações são interrompidas?

    Veja bem, ainda que a lama não tivesse provocado absolutamente nenhum dano a ninguém, como é que a Samarco ganha alguma coisa ao interromper completamente suas operações por tempo indefinido?

    Quem pensa isso é gente incrivelmente ignorante que não entende absolutamente nada de economia. Ao mesmo tempo em que culpa a ganância de empresários, faz afirmações que denotam exatamente uma falta de ganância de empresários.

    É o equivalente a dizer que, se uma companhia aérea economizar com manutenção de modo que todos os seus aviões caiam (toda a operação é interrompida, que foi o que aconteceu com a Samarco), ela ganhará com isso!

    Isso é tão estúpido que eu chego a desconfiar de que estou dialogando com um símio.
  • Andre Cavalcante  19/11/2015 21:03
    Para quem acha que o que o artigo coloca que vai acontecer com a empresa é falso, olha só a discussão que tá dando uma pequena "correção" na lei para "permitir que quem sofre com quebras de barragens possa sacar o FGTS":

    dafani.jusbrasil.com.br/artigos/257142416/decreto-federal-exclui-responsabilidade-das-mineradores-em-rompimento-de-barragem

    Em outras palavras: a empresa vai ser multada, os valores das "indenizações" deve ir pro governo a título de usar o dinheiro para a reconstrução (que não vai ocorrer) e serão os próprios moradores, com o seu suado e já roubado trabalho que vão ter que se virar.

    E ainda acham que a gente é "radical" quando quer liberdade. E eles, o que são? radicalmente bandidos :).

  • Gustavo  19/11/2015 21:12
    Ótima observação e pertinente informação, André. De fato, liberar FGTS (dinheiro roubado do trabalhador) e falar que está ajudando o trabalhador é o cúmulo da safadeza.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 21:58
    você ao menos leu o mini-artigo que postou?! Compreendeu o fato de a autora ter disposto o título na forma de uma interrogação? Leu o subtítulo? Sabe alguma coisa de responsabilidade civil ambiental? Sabe o que é responsabilidade objetiva? Conhece a Lei 6.938/81, ao menos? Já leu alguma jurisprudência de tribunais superiores sobre o assunto?

    então, PÁRA com isso. PÁRA de chutar.


    é perda de tempo isso aqui.
  • Edujatahy  20/11/2015 01:19
    Perda de tempo é ter uma fé inabalável na justiça brasileira.
    Nem sequer posso considerar perda de tempo... Posso considerar apenas muito inocência.
  • Anonimo  21/11/2015 10:46
    Inocência ou...é um parasita defendendo seu ganha pão
  • Jorge  22/11/2015 21:26
    Sim, o cara aí é burocrata estatal
  • Corsario90  19/11/2015 21:53
    Hoje me levantei e fui defender que os direitos humanos decorrem da propriedade privada. Como no meu meio não um debate sincero, apanhei solitariamente. Mas depois, no intervalo, as pessoas vieram falar comigo e alguns não tinham pensado nesta perspectiva: Pq o cara fuma 4 maços de cigarro por dia e eu tenho que garantir o direito dele a vida no SUS através do meu impostos?
    Aliás não pago imposto, sou funcionário público militar. Aprendi aqui, no início ficava meio chateado, mas hj lendo mais tenho que concordar!!
    Valeu!!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  19/11/2015 22:07
    Por que, no Brasil, tudo de "ruim" é sempre culpa do mercado, das empresas, do capitalismo, etc...ou qualquer outro "vilão" criado por mentes deturpadas e confusas, para dizer o mínimo? Nunca o "estado", a "justiça social", a esquerda e seus "intelectuais", etc são responsabilizados? Será que essa mentalidade não é um das causas do sub-desenvolvimento brasileiro? É preciso liberar a economia brasileira imediatamente!
  • Augusto  19/11/2015 23:53
    E quem irá arcar com tudo isso? Em primeiro lugar, o patrimônio líquido da empresa.

    Caso não seja o suficiente, parte-se para os ativos. Também não sendo suficiente, os proprietários da empresa terão de complementar os cheques.

    No extremo, caso os custos com as reparações, indenizações, ressarcimentos e despoluição sejam exorbitantes — de modo que os dois procedimentos acima ainda não se revelem suficientes —, os acionistas ordinários (os proprietários) teriam de leiloar seus bens e propriedades.

    Houve uma externalidade que afetou terceiros inocentes, e a implicação disso é que se responsabilize pessoalmente os sócios da sociedade empresária.


    Lendo esse trecho sou levado a concluir que sociedade do tipo responsabilidade limitada (Ltda) vão de encontro aos princípios libertários. Certo?
  • Taxidermista  20/11/2015 01:19
    Augusto disse:
    "Lendo esse trecho sou levado a concluir que sociedade do tipo responsabilidade limitada (Ltda) vão de encontro aos princípios libertários. Certo?".

    Não, meu caro. Não vai de encontro.

    Leia de novo: "E quem irá arcar com tudo isso? Em primeiro lugar, o patrimônio líquido da empresa. Caso não seja o suficiente, parte-se para os ativos [da empresa]".

    Apenas na hipótese de nada disso se mostrar suficiente é que deveria haver a responsabilização pessoal dos sócios da sociedade empresária.

    Ou seja, manter-se-ia o princípio da separação entre o patrimônio da pessoa jurídica e o das pessoas físicas dela componentes, mantendo-se, outrossim, aquilo que caracteriza a sociedade por cotas de responsabilidade limitada, consoante o art. 1.052 do Código Civil: "Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social".

    Vale lembrar, Augusto, que o arranjo jurídico atual alberga o instituto da desconsideração da personalidade jurídica, que, aliás, se aplica para todos os tipos de sociedades, inclusive a limitada.

    Vide art. 50 do Código Civil:
    "Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica".

    Vide art. 28, caput e §5º, do Código de Defesa do Consumidor:
    "Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.
    (...).
    § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores."

    Por fim, vide art. 4º da Lei 9605/98:
    "Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente."

    Abraço.

  • Emanoel  20/11/2015 10:31
    Suponho que haja uma imprecisão conceitual aqui:

    "E quem irá arcar com tudo isso? Em primeiro lugar, o patrimônio líquido da empresa.

    Caso não seja o suficiente, parte-se para os ativos."

    Ativo e patrimônio líquido não são duas fontes diferentes de recursos, são duas informações distintas e complementares sobre o mesmo objeto. As informações sobre ativos dizem respeito a como são aplicados os recursos colocados à disposição da empresa, seja pelos proprietários, seja pelos diversos credores. Já o patrimônio líquido, assim como o passivo exigível, diz respeito a como são financiados os recursos postos à disposição da empresa, se pelos proprietários ou pelos credores. A cada pagamento que a empresa fizer para quitar sua obrigação de reparar os danos terá que evidenciar uma redução tanto no ativo quanto no patrimônio líquido.
  • Contador  20/11/2015 12:44
    Supôs certo na teoria, mas errado na prática.

    No Brasil, segundo a Lei 6404/76, o Patrimônio Líquido é composto por:

    a) Capital social
    b) Reservas de capital
    c) Ajustes de avaliação patrimonial
    d) Reservas de lucros
    e) Ações em tesouraria
    f) Prejuízos acumulados

    O capital social você próprio o descreveu, mas partiu do princípio de que ele representava, sozinho, todo o patrimônio líquido. Mas não.

    As "reservas de capital", por exemplo, são saldos em dinheiro que não podem ser distribuídos aos investidores na forma de lucros ou dividendos, devendo ser incorporados ao Capital Social ou compensados com lucros acumulados quando não houver mais saldo de Reserva de Lucros disponível para esse fim. Não representam receitas ou ganhos e não transitam pelo Resultado como Receitas.

    Já as "reservas de lucro" são constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Representam lucros reservados e constituem garantia e segurança adicional para a saúde financeira da companhia, pois são lucros contabilmente realizados, que ainda não foram distribuídos aos sócios ou acionistas.

    E dentre as "reservas de lucro" há a "reserva legal" (estabelecida para dar proteção ao credor, a "reserva estatutária" (cuja finalidade e critérios são definidos pela empresa), a "reserva para contingências" (constituída por uma parcela de lucros, com o intuito de amenizar prováveis perdas que venham prejudicar os resultados de exercícios futuros), a "reserva de retenção de Lucros" (que a empresa usa com o objetivo de expandir os negócios, criando filiais ou investir em novas empresas).

    É daí que a empresa deveria começar a tirar.

    Depois, só depois, parte-se para os ativos, mais especificamente ativos que englobam bens físicos da empresa (instalações industriais, maquinários, prédios, escritórios, computadores, mesas, cadeias, aparelhos de ar-condicionado), os quais, por motivos óbvios, devem ser deixados por último.

    Creia-me, a legislação brasileira é um pouquinho mais complicada do que as simples definições dos manuais de contabilidade.
  • Aprendiz  20/11/2015 10:59
    Off-topic

    Dúvidas:
    Quero perguntar se há algum artigo aqui no IMB que fale sobre as possíveis falhas em um modelo libertário de sociedade posto em prática. Se não tiver, peço à equipe que nos próximos artigos inclua esse assunto também.

    Eu já li sobre como seria uma sociedade sem estado, mas minha educação ainda me permite idealizar e crer em como isso daria certo em alguns aspectos. O mais longe que fui foi conceber um estado minarquista (já entendi até o conceito de justiça privada, mas ainda não entendo a relação entre justiça privada e penitenciaria privada, como o sujeito migrará de um para a outra - as pessoas podem resistir ou não aceitar a punição).

    Tem também a questão da distribuição do serviço de água, aceito sim a ideia mas n imagino como ficaria em uma rua várias casas agraciado pelos serviços de várias empresas.

    No mais, agradeço a compreensão e perdoem-me por alguma infantilidade no meu pensamento. Abraços.
  • Feiticeiro  20/11/2015 12:22
    "Tem também a questão da distribuição do serviço de água, aceito sim a ideia mas n imagino como ficaria em uma rua várias casas agraciado pelos serviços de várias empresas."

    Essa é a parte mais tranquila que tem:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    Leia a partir da seção "Desestatizando".
  • Nelio  20/11/2015 18:27
    Um dos melhores artigos que já li aqui no site, concordo com simplesmente TUDO que foi escrito
  • Renato  20/11/2015 20:35
    Vou fazer uma pergunta que no fundo é pra saber quem aqui é a favor da pena de morte. Quem quiser responder fica a vontade.

    Como bem diz o texto, sendo o seu corpo a sua propriedade privada, ninguém tem o direito de violá-lo, o que inclui o assassinato como exemplo de violação.

    Suponhamos que um vagabundo assaltante após roubar o pertence de um pedestre na rua, atire por pura maldade e mate a vítima.

    Aí a pergunta: a teoria que diz que ninguém pode ser morto continua valendo para o cara que matou a vítima?
  • Hermes  20/11/2015 21:02
    Claro que não.

    A partir do momento em que você acintosamente infringe o direito mais básico de um indivíduo (que é o direito de ele não ter sua vida retirada dele), você automaticamente perdeu também esse seu direito básico.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=727
  • Renato  20/11/2015 21:53
    Boa Hermes. É assim que eu penso também. Fiz essa pergunta porque tem muito libertário que é meio contra a pena de morte e critica também aquele negócio de ''bandido bom é bandido morto''...
  • Bruno  21/11/2015 13:34
    Prezados, muito instigante o texto de Murray N. Rothbard.

    Mas permitam-me refutações. O que me soou estranho foi o fato de Rothbard se apoiar num consenso da maioria (o fato de a maioria preferir a vingança em igual moeda) para estipular uma regra: caso não haja um testemunho escrito pelo agredido, o agressor seria executado. O fato de algo ser apoiado por uma maioria me lembra a democracia ou o jeito conservador. Nada libertário em minha opinião.

    Uma outra consideração é a seguinte. Podemos dizer que um filho não é propriedade do pai. O filho é apenas custodiado por ele, até alcançar certa idade. Num caso de um pai ser assassinado, que direito teria este filho? Sim, ele foi privado da cia e carinho de seu pai mas o mesmo não era de sua propriedade. Aí, se aumentarmos o espectro, pq n expandir para os amigos da família, vizinhos, conhecidos...estão entendendo onde quero chegar? No fim, a "sociedade" é quem ditará a decisão. Não há forma aí de mensurar quem é o mais importante. Já pensaram, por exemplo, se metade dos descendentes vota pela execução do assassino e a outra metade contra?! O que acontece?

    E isso se expande, expande... Imagine que um assassino matou 2 pessoas. A pessoa A deixou em seu testamento o perdão. A pessoa B não. Como se resolve isto?!

    Obrigado por me fazerem refletir sobre isso, até então estava certo da imoralidade da pena de morte. Concebia que, além ser impraticável a história do "olho por olho, dente por dente", tbm sentia haver um desperdício imenso de duas braços e duas pernas não serem usados em prol da construção de valor, afinal os recursos são escassos. Resumindo, ainda acho que a escravidão (por tempo limitado ou não) de um assassino seria superior à sua eliminação. Vida e Corpo não se confundem.
  • Nill  20/11/2015 21:43
    Segundo esse site.www.fipbiogold.com/noticias/10-noticias/83-brasil-tem-520-barragens-de-rejeitos-minerais-e-industriais

    O Brasil tem 520 barragens de rejeitos minerais e industriais. Mas ! Já ouvi falar na televisão que só Minas Gerais tem mais de 750 barragens.
    Não sei o número certo. Só sei que antes do terrível acidente com a barragem rompida da Samarco, não tinha muito gente preocupada com o grave perigo do rompimento dessas barragens. Me lembro de umas duas barragens rompidas em Minas,mas sem um décimo do barulho que há agora. Com certeza o problema aumentará muito,pois a mineração ainda crescerá muito e cada vez haverá a necessidade da construção de barragens tremendamente imensas. Como será as coisas lá por volta de 2050?
    O que pode mudar as coisas para melhor é só novas técnicas,tecnologias que diminuam muito a necessidade de barragens de rejeitos minerais gigantesticas.
    O que o MISES tem a dizer sobre essas tecnologias e o perigo de centenas ou milhares de barragens pelo Brasil e o mundo ?
  • Nill  20/11/2015 21:57
    Noticia quente. Brasil tem ao menos 16 barragens de mineração inseguras, diz DNPM

    www.valor.com.br/empresas/4320688/brasil-tem-ao-menos-16-barragens-de-mineracao-inseguras-diz-dnpm

    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
    Vejam a solução proposta para resolver o gravíssimo problema destas barragens inseguras proposto pelo leitor Fernando Cavalcante.



  • Carlos Henrique   21/11/2015 10:21
    Acho toda a filosofia libertária bonita mas inaplicável sob o ponto de vista das próprias diferenças que a teoria defende. E se todos estão fadados ao que são na composição biológica e daí não podem ser jogadores do Barcelona etc, ou ainda fadados a mudarem pelas suas decisões e sem ajuda de terceiros que não seja sob a troca de vantagens, por que danos vantagens a filhos entre outros? Porque são depositados de amor e está na escolha de quem o faz, certo? Então institucionalizar seria a afronta libertária? Um projeto social seria como algo sempre consequente das ações da empresa e quando público soa controle do estado, por quê? Não consigo entender a aplicação se cada um de nós carrega a sua diferença de pensamento. Então os que pensam diferentes seriam obrigados a pensar assim? Isso já não é violação? O que há de tão especial se para conter pensamentos diferentes ha o uso da força? Abraço a todos.
  • Roberto  21/11/2015 11:51
    Comentário absolutamente ininteligível. Um raciocínio convoluto é típico de pessoas que não têm um pensamento claro e não sabem do que falam.
  • Carlos Henrique  21/11/2015 12:10
    Prezado, você acaba me respondendo da forma que eu esperava. Na realidade a critica à pessoa e não à ideia, ou o menosprezo de alguém que pensa diferente faz com que pessoas como você levem um sistema à falência.

    Até hoje só vi desrespeito saindo dos ditos libertarios. So tive de retorno respostas amargas e revanchistas. Percebo que isso fortalece o seu pensamento mas aumenta a sua solidão e de nada contribui para o que se prega de liberdade. Respeite, já experimentou não violar o outro? Se a sua superioridade nos prega um hiato e assim não sou digno de diálogo, então por que tu não me ensinas? Sabe por quê? Pois é...
  • Anônimo  21/11/2015 12:54
    Desculpe, Carlos. Não sei se eu entendi o que você disse. Mas o bandido também deve pensar diferente de mim e achar que não é errado para ele roubar as minhas coisas.
  • Carlos Henrique  21/11/2015 17:52
    Perfeito! (vou me apegar ao exemplo do ladrão). Como são vistos os atos ilícitos pelos libertários? Outra duvida, para comportar a teoria libertária na prática, já que apenas em partes podemos pegar exemplos no mundo, não se exige uma gigantesca revisão de leis e uma carga também gigante de regulamentação e fiscalização por órgãos públicos? Neste exemplo que vimos da Samarco, ponto do texto, se fosse a Petrobras já não haveria assumido o caos e providenciando a arrumação? Por que quando empresa privada é sempre tão difícil? É um caso específico de Brasil? Se não for abuso, a teoria libertária é realmente um "cada um por si" e assumimos os fracassos dos nossos ascendentes e tocamos a vida sem intervenção ou nenhum programa que ofereça diminuir as diferenças econômicas (logística, escola, alimentação,saúde etc)? Obrigado.
  • Thiago Valente  22/11/2015 10:51
    Carlos, vou lhe fazer uma crítica construtiva. Seu texto é confuso na construção de ideias. Tente separar cada pensamento e desenvolvê-lo mais (ou seja, apresentar mais detalhes que encadeiem cada frase). Isso se chama coerência, e, nesse item, você tirou nota 0.

    Sobre a Petrobrás assumir as responsabilidades, bem, só diria que estamos esperando as ações da empresa desde o vazamento de 2000 na Baía de Guanabara. Depois disso a empresa só se preocupou em investir em segurança e prevenção após entrar na bolsa, ou seja, quando entrou no terrível e famigerado 'mercado". Há, e se lembre que 60% das ações da Vale são controladas pelo Governo Federal.

    Sobre ilícitos, bem, um roubo, por exemplo, é uma violação da propriedade privada. Logo, TODO libertário defende uma ação contra ilícitos. Sobre mudar o mundo, bem, a ideia é essa, mas com menos leis (e que todos que agem sobre elas concordem com estas, conheçam elas, e, por isso mesmo, irão cumpri-las). Sobre regulações estatais num meio libertário, bem, estas não existiriam.
  • Edujatahy  21/11/2015 12:55
    No mínimo deve ser de alguma faculdade de humanas. Apenas eles desenvolvem a técnica de escrever bastante sem dizer nada.
  • Ex-vizinho de Mariana  24/11/2015 02:23
    Permita-me: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Anarcofóbico  21/11/2015 12:54
    Em que pese as considerações supra tecidas, é mister arrazoar a falibilidade do cenário utópico afigurado ante as pressuposições de conspicuidade do egoísmo libertário. A arguição mefistofélica enreda os incautos ao fazê-los engendrar a supremacia da autonomia privada, abnegando o remate caótico a que seriam submetidos os seres.

    Inobstante, não se olvide a conveniência midiática e do capital financeiro em acobertar a situação iminente, dado que o que está em xeque é justamente a tragédia da privatização. Pleiteiam eles ainda mais privatização para sanar o que dantes privatizado e estrincham sua retórica sobre a responsabilidade pública! A estatização é o poder do povo, agindo pelo povo e para o povo, contra as máximas egoístas do capitalismo devorador.

    A estatização é a prolífica democracia em ápice, fulgurando os louros dos oprimidos!
  • opinador  21/11/2015 19:44
    Hã ? Traduz aí pra gente...rs
  • Thiago Valente  22/11/2015 10:59
    Primeiramente, antes de falar em falência da privatização, deverias ler este texto: cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FGuido-Mantega-Vale-tem-que-contribuir-sim-com-interesses-do-pais%2F4%2F16870

    "Em que pese as considerações supra tecidas, é mister arrazoar a falibilidade do cenário utópico afigurado ante as pressuposições de conspicuidade do egoísmo libertário. A arguição mefistofélica enreda os incautos ao fazê-los engendrar a supremacia da autonomia privada, abnegando o remate caótico a que seriam submetidos os seres."

    - Então prove que haveria caos. Contra-argumente logicamente, e não com um discursos rebuscado mas lacônico.

    "Inobstante, não se olvide a conveniência midiática e do capital financeiro em acobertar a situação iminente, dado que o que está em xeque é justamente a tragédia da privatização. Pleiteiam eles ainda mais privatização para sanar o que dantes privatizado e estrincham sua retórica sobre a responsabilidade pública! A estatização é o poder do povo, agindo pelo povo e para o povo, contra as máximas egoístas do capitalismo devorador."

    "A estatização é a prolífica democracia em ápice, fulgurando os louros dos oprimidos!"

    - Olhe o link primeiro antes de falar em privatizações. Segundo, leia ou assista a grade mídia e observe a tal "acobertação" que não existe. Logo, não há nada que se aproveite em seu texto.
  • Anarcofóbico  23/11/2015 19:24
    Sr. Thiago, há muito me abstive de repousar em meus recônditos sob pixels falaciosos ou afusar meus olhos em espectros jornalísticos tendenciosos. Para tanto, me contento com a imparcialidade da Carta Capital ou Brasil 247.
  • Blah  23/11/2015 20:13
    Pra quem não entendeu:

    O mercado é mau e egoísta, não se enganem, a mídia golpista quer convencê-los do contrário.

    A solução é estatizar tudo, aí a gente vai ficar de boa.
  • Anarcofóbico  24/11/2015 03:05
    Sr. Blah, admirável a singeleza por meio da qual eficaciza a hermenêutica de minhas palavras. Oportuno é que se apreenda o que deveria naturalmente dedutível.
  • Emerson Luis  21/11/2015 21:09

    A estatização da economia não apenas causa muito sofrimento evitável,

    ela ainda piora os sofrimentos inevitáveis.

    * * *
  • Martin  22/11/2015 08:11
    Aproveitando o assunto, eu estou com uma dúvida, é mais como um dilema moral sobre como me posicionar em uma situação que, pelo menos até o momento, me parece complexa e sem soluções fáceis.

    Moro em um bairro bastante tranqüilo, residencial, alguns diriam até bucólico, embora faça parte de um município relativamente grande. Pessoas que sentam na calçada, conversam com vizinhos, famílias que já estão na segunda ou terceira geração vivendo na mesma casa, crianças brincando na rua. Ou pelo menos era assim até 2010. Nesse ano abriu uma casa noturna no bairro e nossos problemas começaram.

    É o típico empreendimento arrasa-quarteirão. O proprietário comprou um pavilhão vazio de um antigo mercado falido e restaurou, investiu muito, fez um marketing bem feito e presta um serviço bem conceituado, passou a vir gente de toda a região para as baladas. Nas noites de sexta e sábado ficou difícil dormir. Com o tempo, foi estendido a quintas-feiras e até muitos domingos. O problema mais básico é o barulho, mas também tem toda a movimentação de pessoas, conversas, gritarias. Também começaram a aparecer garrafas vazias e preservativos usados jogados em jardins, quintais e calçadas.

    Logo no começo moradores já começaram a reclamar, alguns diretamente com a casa, outros publicando na internet ou tentando acionar as autoridades. Com o tempo os moradores foram se unindo em iniciativas conjuntas, mas nada pareceu surtir efeito. Correm boatos de que o proprietário da casa noturna seria parente de algum político ou empresário poderoso. O fato é que a polícia não faz nada com relação as reclamações de barulho excessivo, e a secretaria de meio ambiente da prefeitura também aparentemente "não detectou" nada errado no funcionamento da casa.

    Os moradores criaram uma associação improvisada, se reuniam quase toda semana unicamente para trocar idéias e planejar ações conjuntas. Acionar autoridades em conjunto, escrever reclamações para imprensa (o jornal local publica anúncios da mesma casa, nunca publicou uma das cartas reclamando).

    Até que no meio do ano passado o grupo foi se radicalizando. Alguns jovens da vizinhança que também estavam indignados começaram a reclamar que por vias "normais" não se tinha resultado (difícil negar, estávamos tentando de tudo desde 2010), e resolveram declarar "aberta" a "temporada de caça" à casa noturna. Basicamente eles decidiram tacar o "dane-se" e fazer toda e qualquer coisa que pudesse prejudicar "o inimigo". Começaram a espalhar boatos mentirosos sobre a casa em grupos da internet de jovens da região, acusando os seguranças do lugar de agredirem pessoas; começaram a espalhar histórias sobre roubos acontecendo lá dentro; começaram a publicar textos "denunciando" a presença de menores e o consumo de drogas dentro da casa; começaram a publicar todo tipo de crítica dizendo que a música de lá é ruim e os DJs não prestam. Chegaram ao ponto de depredar muitos carros de pessoas que freqüentem a casa e deixem o carro estacionado na vizinhança. Também já fizeram depredações na própria casa noturna, danificando a fachada, jogando tijolos no telhado, extraviando correspondência, etc.

    Diante dessas atitudes extremas e que me soam anti-éticas, fui me afastando do grupo, assim como várias outras pessoas mais velhas. Outros não se afastaram e continuam discutindo fazer a milésima denúncia à secretaria do meio ambiente, fingindo não ver o que os garotos estão fazendo, como se estivessem dando um aval silencioso a essas atitudes.

    Tentei argumentar com algumas dessas pessoas e com os jovens. Pensei que teria que ouvir argumentos esquerdistas típicos de adolescentes, mas a resposta geral foi no tom de "estamos apenas revidando uma agressão" e "queremos que essa barulheira deles pare de invadir nossa propriedade". Confesso que me assustou o pragmatismo extremo desses jovens, deu para ver que eles acreditam que os fins justificam os meios.

    O problema maior agora é que, por absurdo que pareça, eles estão tendo resultados. Algumas das mentiras colaram e o movimento da casa começou a cair no começo de 2015. As festas têm acabado um pouco mais cedo e desde junho a casa não abre mais nas quintas feiras. Alguns clientes já não vem por medo de ter o carro depredado, e as histórias de consumo de drogas e violência dentro da boate já são tratadas como verdade. Essas vitórias são comemoradas e fazem eles ficarem ainda mais empolgados em continuarem.

    O meu dilema no caso é, não me parece certo estar do lado de um grupo que tolera atitudes assim, que violam propriedade de pessoas inocentes (apesar de eles alegarem que os clientes são também culpados porque financiam a casa noturna). Eu sei exatamente quem são e poderia denunciar. Mas também nem de longe me parece certo fazer qualquer coisa que possa ajudar a casa noturna, a simples idéia de ajudar a preservar esse "tunts-tunts-tunts" infernal que a vizinhança tem que agüentar todo final de semana me impede de fazer qualquer coisa, tenho uma pessoa idosa em casa e que precisa de repouso por recomendação médica.

    Será que minha atual omissão é uma boa escolha? Vocês acham que estou agindo de forma correta ao lavar as mãos? Seria mais correto eu ser cúmplice da boate ou cúmplice dos infratores? Existiria alguma forma não violenta e não criminosa de nos livrarmos desse estabelecimento?
  • Magno  22/11/2015 11:43
    Vocês moradores não têm a menor chance. Vocês pagam "apenas" IPTU. Já a boate paga IPTU (um valor certamente bem alto), ISS, e ainda emprega gente.

    Eu, aliás, também vivencio drama semelhante. E observe que tudo isso ocorre em um ambiente de regulação totalmente estatal.

    Explico.

    Moro em uma região repleta de barzinhos. Diariamente, a partir das 18h, escuto, como se estivessem dentro da minha casa, boêmios e pinguços conversando animadamente em voz alta. Na maioria das vezes, eles berram mesmo.

    E isso perdura até por volta da meia-noite.

    Nas quartas-feiras, quando tem futebol, é ainda pior: é comum que a badalação vá até as 2 da manhã.

    Desnecessário dizer que os sábados à noite são os piores dias.

    Já nos domingos, embora a farra se encerre mais cedo (por volta das 22h), são os mais prolongados: já por volta do meio-dia esses foliões chegam e vão ficando até as 22 horas.

    A associação de moradores do bairro já reclamou com a prefeitura. A resposta: "esses estabelecimentos pagam impostos, empregam pessoas e agem perfeitamente dentro da normalidade".

    Com muito custo, conseguimos fazer com que nas segundas e terças-feiras eles fechassem um pouco mais cedo. E só.

    Conclusão: em um ambiente de regulação estatal, vence justamente quem tem mais poder político. Para a prefeitura, nós moradores só pagamos IPTU; já esses estabelecimentos, além de pagarem IPTU, pagam também ISS, e empregam pessoas.

    Já em um ambiente libertário, ruas têm dono (normalmente, a associação de moradores dela). Sendo assim, só entre quem os proprietários permitem.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174
  • Romulo  23/11/2015 02:45
    E quem que vai pagar pelos danos ambientais? Voce pensou apenas na casas destruidas, vidas perdidas e na consequencia para as pessoas derivada da poluicao do rio. E o proprio rio? É provavel que toda a fauna do rio doce foi morta e a lama vai afetar todo o ecossistema ao longo do rio, inclusive do mar. Foi uma perda irreparavel para biodiversidade. Como se calcula essa perda em termos libertarios? Não é uma critica ao libertarianismo (pois sou um) e sei que a mesma situacao não pode ser mensurada pelo governo. So quero saber a posição libertária em relacao a dizimação da fauna.
  • Rivera  23/11/2015 03:42
    Você próprio já entregou o problema. "É provável que..."

    Ora, como estipular punições baseadas em meras probabilidades? Você está pedindo uma impossibilidade jurídica. Nem sequer pode ser enquadrado como um problema teórico, mas sim jurídico.

    Pode ter acontecido dizimação da flora e da fauna? Pode, sim. Mas ainda fico com a cautela. E tenho a empiria e a história ao meu lado. Quando houve o grande derramamento de petróleo da BP no Golfo do México em 2010, ambientalistas fizeram uma algazarra porque o petróleo derramado iria matar peixes, algas e exterminar toda a vida marinha.

    O que de fato ocorreu? Três meses após o vazamento, tudo já havia voltado ao normal.

    Parte do petróleo evaporou para a atmosfera (onde ele fica tão disperso a ponto de não gerar qualquer efeito notável); praticamente todo o elemento tóxico do petróleo (benzeno) também evaporou. O restante que ficou no mar afundou até o leito do mar e se tornou parte da sedimentação. Foi o fim do grande desastre.

    abcnews.go.com/WN/bp-oil-spill-crude-mother-nature-breaks-slick/story?id=11254252

    Dou aqui minha cara a tapa: em alguns meses, todo o rio, bem como toda a fauna e flora, voltam ao normal. A imprensa, obviamente, irá esconder; mas é isso o que irá acontecer.

    Se a lama de fato não contém nenhum componente tóxico, então não há como causar toda essa destruição ambiental.

    P.S..: E olha que, assim como o artigo, nem sou fã de mineradoras. Acho que essa é uma atividade primitiva que deveria ser terceirizada para países subdesenvolvidos. País desenvolvido mexe com nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, semiótica etc., e não com coisas jurássicas, como extrair pedras do subsolo.
  • Batista  24/11/2015 12:39
    "País desenvolvido mexe com nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, semiótica etc., e não com coisas jurássicas, como extrair pedras do subsolo."

    O que a maioria da população não sabe, e que é sistematicamente ocultado pelos governos, é que essas "pedras do subsolo" não são apenas minério. O minério é a sobra, o bagaço da cana, o resto do processamento. Nenhuma empresa está lá nas minas simplesmente para extrair material para que a siderurgia possa fabricar vergalhões e afins. O que está por trás de tudo é, principalmente, o OURO. Isso sem contar a gama de metais valiosos e raros.
  • Carlos Henrique  25/11/2015 01:51
    Isso aí. Ninguém quer ler e todas as ideias são superficiais. Perfeito! Metais preciosos são mesmo um nicho da extração.
  • Carlos Henrique  24/11/2015 22:40
    País desenvolvido esta em todas as áreas, da soja à tecnologia mais avançada.

    Tenho dois amigos libertarios. Um só pensa em ter arma e matar bandido e o outro vive encostado no INSS. O mais legal é que ambos trabalham em empresa publica. Acho que isso aqui acaba por ser um desfile de textos bem embasados nas suas crenças e com um preconceito exacerbado sobre o que não tem e nunca terá.

    A propriedade privada não tem essa poesia toda ao redor. Muitos bens foram construídos com o sangue de outros ou distribuídos na politicagem. O que deve ser defendido é o caráter e ética em qualquer que seja a ideologia. Aqui pregam forma de escrever e regrinhas para que seu texto seja isso ou aquilo na visão padrão e por si mesma. Sem objetivo, mas o puro preconceito e arrogância. O que se observa mais num libertário nao é a defesa da propriedade, mas a distancia tão querida de quem eles julgam inferior. Seria a extrema direita disfarçada de justiça maquiavélica.

    Um deles disse para mim outro dia: antes eu contratava um cortador de grama por 20 pratas. Agora não acho porque o cara acha pouco. Esse é o mundo da raça ariana que ficou mestiça. Triste.
  • Otávio  24/11/2015 23:53
    O sujeito trabalha numa estatal e está pendurado no INSS? Como ele fez essa mágica? Explica aí que estou curioso.

    O resto das suas colocações é tão convoluta, desconexa e ininteligível, que é impossível de sequer ser comentada.

  • Carlos Henrique  25/11/2015 01:42
    Exato. Estatais são celetistas e o afastamento é pelo INSS. A falta de informação te faz um desinformado que transcreve ideia dos outros. Escreva as duas. Foque nos seus textos ao invés de investir naqueles que julga inferior. Enxergue-se que já será um enorme passo.
  • Anne  25/11/2015 13:59
    Existe empresário explorador, trabalhador incompetente ou desinteressado. Existe político-ladrão. Existe empresário que melhora muito o mundo, seja por desenvolver as tecnologias fantásticas que temos hoje, seja por realizar a vida de muitos trabalhadores. Existem trabalhadores maravilhosos e responsáveis. Existem políticos honestos.
    Existe tudo no mundo. A sociedade precisa de alguma regulação, de uma instância onde os direitos possam ser reclamados e defendidos.
    Creio que hoje, um estado regulador é necessário. Claro, não será perfeito, porque corrupção existe e faz parte do ser humano, o bem e o mal fazem parte de nós.
    O auge do pensamento liberal, especialmente austríaco, se debatia numa época de avanço das teorias socialistas mais radicais, de ausência total da propriedade privada, de planejamento estatal para tudo, ou seja, o fim da liberdade.
    Mas essa ideia surgiu porque a revolução industrial tinha trazido muita pobreza, trabalho praticamente escravo, cidades sem qualquer estrutura. Obviamente questionamentos iam surgir. E acredito que esses questionamentos fizeram sua revolução, melhoraram as condições de vida da sociedade, melhoraram as cidades, melhoraram a democracia, mas tiveram seus custos, suas idas e vindas, suas guerras. A história é assim. Portanto, penso que devemos pautar nossas escolhas sempre ponderando todos os lados da questão, procurando um equilíbrio.
    Mas não tenho dúvida alguma que a proposição central, aquela que permite que eu escreva aqui o que desejar, advém do liberalismo, da proteção da propriedade privada, da revolução capitalista. Sem ela, estaríamos no feudal, na sociedade de castas, com nobres e clérigos ditando todas as regras, e nunca eu, mulher, poderia estudar, trabalhar e ser independente como sou, vindo de família pobre.
  • Carlos Henrique   25/11/2015 20:03
    Boa a sua colocação.

    Eu tenho uma posição central em se tratando de ter que definir uma esquerda ou uma direita. Não acho que é um caso de ser um lado ou outro. Acredito na pluralidade de pensamentos de nós humanos. Acredito que escolhemos o que pensamos ser melhor ou menos grave.

    Então penso que a falta de ética é determinante, mas o egoísmo é latente e pressiona o nosso querer. Então aqui se fala em propriedade privada como se isso fosse uma conquista. Ora, vivemos pouco mais de 80 anos e cada vez trabalhamos até mais tarde. Qual o sentido da propriedade privada? Propriedade privada não é uma conquista e nem um motivo de orgulho humano. O que é importante na vida não é propriedade.

    Quanto ao tema presente aqui, acredito piamente que a Vale se pública teria gerado mais riquezas para o país e hoje não se discutiria sobre a responsabilidade. Mas acredito também que o acidente que houve seria motivo de privatizá-la. Todos precisam de motivos para afirmarem as suas crenças. O tempo passa e aqueles que defenderam uma ideia que fora posta em prática com insucesso, hoje dizem apenas que estavam errados por isso ou aquilo. Simples. Mas ninguém quer ceder nem sequer um "milímetro" de possibilidade de que libertários podem não ter pensado em tudo e que a sua prática na direção de um país pode dar errado.

    Obrigado por responder.
  • Magno  25/11/2015 20:48
    "Ora, vivemos pouco mais de 80 anos e cada vez trabalhamos até mais tarde."

    Oi?! Qual a sua fonte?

    Em todo o mundo rico, em que há mais capitalismo, o número de horas trabalhadas só faz diminuir, o número de horas de lazer só faz aumentar, e o número de horas de trabalho necessárias para se adquirir bens essenciais e não-essenciais só faz cair.

    Essa sua afirmação tão desconectada da realidade mostra que você é apenas um ideólogo que quer fazer proselitismo, e não um indivíduo realmente inteirado dos fatos.

    "acredito piamente que a Vale se pública teria gerado mais riquezas para o país e hoje não se discutiria sobre a responsabilidade".

    Qual o seu argumento? Dizer que "acredita piamente" não é exatamente algo muito científico. Isso é emocional e não racional.

    Por isso, insisto: qual o seu argumento para fundamentar a ideia de que o país estaria mais rico caso a Vale estivesse hoje sendo comandada por políticos (esses seres angelicais e abnegados), aparelhada por apadrinhados e administrada por apaniguados?

    Aliás, você nem precisa fantasiar sobra a Vale: a Petrobras está aí, funcionando exatamente como você defende. Conte-me, por favor, como a Petrobras me enriqueceu me obrigando a pagar uma das gasolinas mais caras do mundo justamente em um momento em que o petróleo está nas mínimas históricas? Como a Petrobras me enriqueceu me obrigando a pagar mais impostos (como a CIDE) apenas para reforçar o caixa da estatal, que foi esfrangalhado por funcionários do governo?

    "O tempo passa e aqueles que defenderam uma ideia que fora posta em prática com insucesso, hoje dizem apenas que estavam errados por isso ou aquilo. Simples."

    Do que você está falando? Da "privatização" da Vale? Qual privatização, uma vez que o governo detém as "golden shares" da empresa? Qual privatização se o então presidente, Roger Agnelli, foi sacado do posto pelo governo, que emplacou Murilo Ferreira, apadrinhado do PT?

    Qual privatização se, em vez de sair completamente do setor e deixar a mineradora em mãos totalmente privadas, livre de influências políticas e buscando livremente o lucro, a venda foi feita com amplos recursos do BNDES e com a participação de fundos de pensão de estatais.

    O governo federal, por meio do BNDES Participações, dos fundos de previdência de suas estatais e de sua participação direta, pode influenciar em 41% do capital votante. Juntas, a Previ, a Funcef e a Petros (fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, respectivamente) detêm 49% do controle.

    Do que você está falando?

    E a Petrobras, que é exatamente como você defende? O que houve com a empresa não seria a confirmação "de uma ideia que fora posta em prática com insucesso"?
  • Sociólogo  25/11/2015 16:13
    A tragédia de Mariana é fruto da avareza capitalista que quer tudo ao menor custo. Existem técnicas modernas para lidar com o rejeito, que usam filtros para garantir sua drenagem. Mas os custos podem encarecer a exploração de uma jazida em até 6 vezes. Por isso as mineradores preferem usar métodos rudimentares, para baixar os custos.
  • Carlos Henrique  26/11/2015 01:09
    Com as novas regras, hoje terei que trabalhar até 70, quando antes trabalharia até 65. E tem mais uma coisa, basta você tentar atacar uma pessoa pelo texto dela que já percebo a presença de um libertário. Todos são intolerantes e quando olham para um mendigo assistem nele a dita liberdade.

    A Petrobras tem uma das gasolinas mais caras do mundo? Você deve ter dito mais baratas, certo? Meu Deus, eu é que te pergunto: qual a sua fonte? Isso é triste. O país está assim em função de dizerem sem pesquisa. A Petrobras virou o que é por quê? Já teria sido afundada há muito tempo, basta olhar para a corrupta privatização Brasileira. A Petrobras foi vítima de falcatrua e isso acontece com muitas empresas. Mas sabia que a Petrobras ainda está melhor que muitas outras do ramo no mundo? Não, não é? Isso seria fraquejar na sua ideologia.

    O problema é o mesmo, sempre mirar no governo do PT e tirá-lo a qualquer custo, com a precisão de um estudioso político que sabe o certo para o país. Mas para identificar o que é bom do ruim, precisaria ser humilde, certo? Condição inegociável de um libertário. A humildade em um libertário é uma ofensa e qualquer libertário humilde deve ser desprezado? Hitler sempre vivo nos corações. Não há ninguém que representa mais um libertário que Hitler, esqueça as atrocidades, claro (não falo de forma a comparar a psicopatia) mas as decisões e linhas de pensamento, precisando matar comunistas e judeus para apropriar o "merecedor povo alemão". Pois é. Mas vejo pontos negativos em todos os governos desde quando nasci. Vejo também positivos. No FHC ninguém tinha emprego e cada um tinha que fazer o que viesse. Saí do país porque sou coerente com o meu discurso. Voltei há 13 anos e vejo que hoje tem emprego mas a renda alta e alto crédito levaram o país a valores que muitos acham que irá estourar.

    Trabalho na Petrobras há 12 anos e não sou contra a privatização se feita com ética e valor real, mas se tivesse sido vendida antes, você veria o pré-sal explorado e brasileiro voltando a ser como na década de 80 e 90. Hoje o pré-sal é 24% da produção e fique atento que verá também um lucro que provará uma história em andamento e que ainda está distante do fim. Mas para isso, claro, terá que ter humildade.
  • Professor  26/11/2015 03:11
    "Com as novas regras, hoje terei que trabalhar até 70, quando antes trabalharia até 65."

    Graças ao déficit da Previdência, a qual é inteiramente gerenciada pelo governo.

    Fosse você mais alerta, teria pulado fora e teria começado a poupar desde cedo. Com os juros estelares do Brasil, aumentar o patrimônio monetário e se aposentar cedo, ignorando INSS, é tranquilo. Basta ter disciplina.

    "A Petrobras tem uma das gasolinas mais caras do mundo? Você deve ter dito mais baratas, certo? Meu Deus, eu é que te pergunto: qual a sua fonte?"

    Venho acompanhando a discussão e, desculpe-me, mas até o momento você foi a única pessoa que não apresentou uma única fonte para sustentar suas afirmações -- já seus xingamentos, estes são profícuos, o que mostra que é só isso o que você realmente sabe fazer (e, curiosamente, ao mesmo tempo em que você chama a todos de Hitler, você se faz de vítima pura agredida pelas palavras.)

    Sobre a gasolina, esta pesquisa mundial feita em julho -- ou seja, antes dos últimos aumentos -- mostra que, entre os países produtores, o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo.

    Só que tudo piora: para comprar um litro de gasolina por aqui é preciso desembolsar o equivalente a 4,64% do ganho diário e, anualmente, o gasto é de 1,97% da renda. Isso faz com que o Brasil esteja, respectivamente, na 13ª e 15ª posições dos países mais caros do mundo.

    Portanto, sim, o Magno está correto: o Brasil tem uma das gasolinas mais caras.

    E, repito, esse ranking é de julho, ainda antes do último aumento da gasolina.

    "Isso é triste. O país está assim em função de dizerem sem pesquisa."

    Concordo completamente. E você é o exemplo mais acabado de pessoa que afirma coisas sem fazer nenhuma pesquisa. E o que é pior: é de uma arrogância espantosa. Pior do que a arrogância soberba é a arrogância ignorante.

    "A Petrobras virou o que é por quê?"

    A que você se refere? Ao fato de ela ser a companhia mais endividada do mundo dentre as de capital aberto?

    Como você explica isso?

    "A Petrobras foi vítima de falcatrua e isso acontece com muitas empresas. Mas sabia que a Petrobras ainda está melhor que muitas outras do ramo no mundo? Não, não é? Isso seria fraquejar na sua ideologia."

    Eu, ao contrário de você, não me baseio em ideologias, mas sim em fatos (fatos que você, como irei demonstrar mais uma vez, desconhece).

    Você diz -- fornecer fontes, como de praxe -- que "a Petrobras ainda está melhor que muitas outras do ramo no mundo".

    Não é o que diz a revista Forbes. Eis a lista das 10 petrolíferas que produzem mais barris por dia:

    www.forbes.com/pictures/mef45glfe/1-saudi-aramco-12-5-million-barrels-per-day-3/

    A Petrobras não está nem entre as 10 primeiras.

    E seria obrigação da Petrobras ter a maior produção mundial de petróleo. Afinal, trata-se de uma empresa que detém o monopólio das maiores jazidas do Brasil, não sofre nenhuma concorrência de outras empresas para roubar seu market share (ao contrário do que acontece com as principais petrolíferas do mundo, que não dispõem de várias jazidas exclusivas para si), e pode explorar todo o petróleo existente ao longo de toda a costa brasileira, sem concorrência.

    Em um cenário tão perfeito assim, qualquer incompetente tem a obrigação de ser o maior produtor do mundo. E nem isso a Petrobras consegue.

    "para identificar o que é bom do ruim, precisaria ser humilde, certo? Condição inegociável de um libertário. A humildade em um libertário é uma ofensa e qualquer libertário humilde deve ser desprezado?"

    A definição de ironia é você falar que os outros é que são arrogantes. Até o momento, todas as suas afirmativas foram contraditadas com fatos e argumentos, duas coisas que você fracassou em mostrar aqui até o momento.

    "Hitler sempre vivo nos corações. Não há ninguém que representa mais um libertário que Hitler"

    Por uma questão de higiene, vou me abster de comentar essa parte. (E você ainda vem pedir que os outros sejam humildes?)

    "Trabalho na Petrobras há 12 anos"

    Ah, bom. Ufa. Agora ficou tudo explicado. Você não é um mero desinformado ingênuo, mas sim um profissional da mentira, que o faz para defender interesses corporativos.

    Moralmente condenável, é claro, mas faz mais sentido. A sua ignorância é seletiva e sua agressividade, compreensível. Se eu trabalhasse na Petrobras por 12 anos, e presenciasse tudo o que foi feito com ela, meu cérebro e meu emocional também ficariam profundamente abalado.

    Minhas condolências.

    "Hoje o pré-sal é 24% da produção e fique atento que verá também um lucro que provará uma história em andamento e que ainda está distante do fim. Mas para isso, claro, terá que ter humildade".

    Aqui foi quando seu cérebro, após todo o esforço e toda a regurgitação acima, finalmente pifou.
  • Anonimo  26/11/2015 08:58
    '"Hitler sempre vivo nos corações. Não há ninguém que representa mais um libertário que Hitler"'

    O único motivo pra deixar comentários como esse é ver o nível dos palermas que falam de libertarianismo sem nunca ter lido uma linha sobre ele
  • Anonimo  26/11/2015 09:00
    '"Com as novas regras, hoje terei que trabalhar até 70, quando antes trabalharia até 65."'

    Preguiçoso, na iniciativa privada tem gente que trabalha muito mais pra sustentar vc, parasita.
  • Aprendiz  26/11/2015 12:09
    Carlos Henrique, sabe por que você foi "atacado"? Porque você veio apresentando fatos de uma maneira agressiva. Vejamos:

    Com as novas regras, hoje terei que trabalhar até 70, quando antes trabalharia até 65.

    Sim, entendo sua situação ruim. Mas vem cá, como dito por você posteriormente, você trabalha na Petrobras. Se tá ruim para você revolte-se contra o governo e não contra nós.


    basta você tentar atacar uma pessoa pelo texto dela que já percebo a presença de um libertário. Todos são intolerantes e quando olham para um mendigo assistem nele a dita liberdade.

    Posso até concordar que alguns dos comentaristas aqui do IMB (inclusive eu por vezes) são arrogantes com as respostas. Porém, muitos vem assim por ver comentários tipo o teu.
    Onde já se viu, assistir no mendigo a "dita liberdade"; quem alguma vez afirmou isso? Se você diz isso, acha que como o libertário quer liberdade para todos, o mendigo fica numa situação difícil em um mundo livre. Oras, não posso garantir o sucesso de ninguém. Nem todos vão ter isso. De qualquer forma, se em um mundo que idealizamos como livre o mendigo continuará nessa situação deplorável, me diga como esse "dito cujo" não está nesse momento, desamparado pelo estado, no agora, na realidade.


    A Petrobras foi vítima de falcatrua e isso acontece com muitas empresas. Mas sabia que a Petrobras ainda está melhor que muitas outras do ramo no mundo? Não, não é? Isso seria fraquejar na sua ideologia.

    Certo, vítima de falcatrua. Certo, melhor que muitas empresas do ramo no mundo (fontes). E o que tem de bom estar melhor do que outras mas ainda estar em uma situação ruim? "Sou pobre, mas tem outros que estão piores. Sim, mas continuo pobre e com dificuldades."


    O problema é o mesmo, sempre mirar no governo do PT e tirá-lo a qualquer custo, com a precisão de um estudioso político que sabe o certo para o país. Mas para identificar o que é bom do ruim, precisaria ser humilde, certo? Condição inegociável de um libertário.

    Meu amigo, quem está mirando o PT aqui? E a humildade que você tanto preza, cadê? De minha parte, posso dizer que quero cada vez menos a dominação do estado sobre mim (na situação atual, não importando se for partido A ou B que estiver no governo.
    Um libertário quer que todos tenham condições de prosperar com suas forças, o que não impede de sermos humildes também.
  • Carlos Henrique  26/11/2015 13:38
    Bom, iniciei a minha navegação para compor a minha intertextualidade e tirar de vez a impressão que tenho baseada nos libertários que conheço. Já li sobre as ideias, como eu coloquei aqui, mas nada é tão claro que discorrer sobre os seguidores ao invés da pura literatura. Belo é também o Comunismo visto em textos, mas e na sua forma empírica? Por isso procurei discutir.

    Desde o meu primeiro texto, observe por gentileza, fui atacado. Aqui o seu texto e o de outra pessoa são os únicos que discutem ideias. Mas é óbvio que não tenho a altura de Messias para virar lados do rosto pela eternidade.

    Para que libertários tenha sucesso na implementação das suas ideias, somente o convencimento a partir de propostas que não sejam exclusivas. Aqui eu li sobre escolher vizinhança, em São Paulo já vemos muitos que não querem nordestinos na cidade, daqui a pouco será a exclusão das pessoas do país e é a partir deste risco nacionalista que comparo aos ditadores (seja esquerda ou direita). Citei Hitler porque na sua causa anticomunista e intolerância com quem nem mesmo conhece, marcou a história de forma traumática.

    Outro ponto que observo é que o que impera nas discussões é a razão e não uma discussão para se propor uma epistemologia oportuna nas crenças. Ninguém deveria querer derrubar ninguém, mas as discussões deveriam ser convidativas e as informações discutidas com base em ideias.

    E isso é simples: recebem uma pessoa que pensa diferente, atacam-na e depois culpam-na de suas reações. Essa foi a minha percepção e ainda acho que só falta xingar pais, supor sexualidades e estigmas de que ideias diferentes são doenças e não ideias individuais, subentendendo uma inferioridade minha ou de outro qualquer que pense diferente, como observado em cada texto que me respondeu por aqui.

    Então coube-me no fim comparar tudo isso a Hitler porque muitos intelectuais e livros foram queimados e nenhuma ideia discutida. Foi morte e humilhação. Peço desculpas pela ofensa nesta analogia.
  • Aprendiz  15/12/2015 11:24
    Muito bom Taxidermista, sempre trazendo textos certeiros para a discussão.

    Carlos Henrique, tenho que concordar em partes com você nesse seu trecho:
    Ninguém deveria querer derrubar ninguém, mas as discussões deveriam ser convidativas e as informações discutidas com base em ideias.

    E isso é simples: recebem uma pessoa que pensa diferente, atacam-na e depois culpam-na de suas reações. Essa foi a minha percepção e ainda acho que só falta xingar pais, supor sexualidades e estigmas de que ideias diferentes são doenças e não ideias individuais, subentendendo uma inferioridade minha ou de outro qualquer que pense diferente, como observado em cada texto que me respondeu por aqui.


    Discussões convidativas tem sim por aqui, muitas. Mas também nem sempre você vai receber respostas muito agradáveis. Claro que o propósito é o convencimento, mas muitas vezes as ideias estão tão enraizadas que é necessário uma resposta mais ríspida ou ironias até.

    Confesso que de primeira eu não levava "na boa" as respostas da equipe IMB, mas aos poucos fui entendendo e hoje estou aqui, convencido em muitas ideias.

    Quanto ao "faltar xingar os pais, supor sexualidades, etc..." creio que é um exagero. Temos debates fervorosos sim, mas não a esse nível. Decerto, em algumas falas nos comentários há um subentendimento de inferioridade por não entender o artigo.

    No mais, perdoe-me se te ofendi em algum momento.
  • Taxidermista  26/11/2015 12:13
    Cidadão prosélito, a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista, e o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária: mises.org.br/Article.aspx?id=98

    E quem defende propriedade estatal é você: "acredito piamente que a Vale se pública teria gerado mais riquezas para o país e hoje não se discutiria sobre a responsabilidade".


    Portanto, antes de apelar para a reductio ad hitlerum, aplique para você mesmo a virtude que você, de forma ad nauseam - como se isso compensasse sua falta de argumentos -, afirma faltar nos outros.

    Depois, seria de bom alvitre ler:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2162

  • Taxidermista  26/11/2015 13:40
    "quando olham para um mendigo assistem nele a dita liberdade"

    E o que você faz a respeito?

    Conclama para que burocratas e políticos usem a coerção institucionalizada sobre o patrimônio das pessoas.

    Meu caro, ao escravizar todos os indíviduos ao governo nessa pungente e infindável batalha de suborno político, a única meta atingida pelo estado foi a erosão da ética e dos incentivos que nos levam a cuidar de nós mesmos e dos outros: www.mises.org.br/Article.aspx?id=99


    Vide também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1446

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2143

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1781
  • Tobias Botelho  26/11/2015 11:24
    Ainda não entendo por que os conservadores, liberais e liberacionistas que visitam este site ainda se dão ao trabalho de discutir com esquerdopatas que só bem encher nosso saco.
    Achei que todo mundo aqui tivesse consciência das coisas e maturidade para deixar esses bostas falando sozinhos no brasil247 ou no vermelho.org.
  • Aprendiz  26/11/2015 13:26
    Verdade, tem uns comentários bem chatos de se comentar, porém há também os que só são chatos por não entenderem o que realmente acontece e que tudo que se passa hoje pode existir de outra maneira. O rapaz ali mesmo, Carlos Henrique, trabalha na Petrobras, e por educação e o que ele viveu tornou-se um estatista, mesmo que ele nunca tenha parado para dizer "sou estatista". Argumentos, debate de ideias, é o que oferecemos aqui, e creio que isso deixa até as coisas mais "quentes" por aqui.
  • Brant  26/11/2015 14:45
    A importância de se responder um esquerdista, petista, comunista nos comentários não é para tentar convencê-lo de nada, se isso acontecer (evento raro) é apenas um bônus.
    A verdadeira importância é que eventuais leitores bem intencionados (não-ideologizados) que estão passando pela sessão de comentários vão ler a discussão e perceber que um lado possui argumentos sólidos e fundamentados já o outro apenas efusões emotivas, distorções, mentiras e xingamentos baratos desconectados da história ("vcs libertários são iguais ao hitler" para citar um exemplo recente).

    Uma pessoa honesta e sensata saberá qual lado seguir.
  • Auxiliar 2  26/11/2015 14:49
    Excelente observação, Brant.
  • Batista  26/11/2015 15:29
    Brant,

    Ou seja, educadamente, é na base da paulada mesmo, não tem que "passar um pano" no coitadinho. Refutar logo de cara, para que sirva de exemplo a outros. Ainda mais se for social-democrata de olhos vendados...

    Você pode observar a qualidade e idoneidade de um site quando consegue ver o nível do debate na seção de comentários.
  • Aprendiz  26/11/2015 15:20
    Verdade Brant. E ainda tem mais. Para além das discussões, os leitores do site também precisam ver nesse embate estatistas X libertários o como está impregnado a ideia de que o governo intervém em nossas vidas. Para os sensatos, posso dizer que a responsabilidade de viver por conta própria (sem estado) é árdua; aos que defendem a intromissão do estado para a resolução de problemas, ou para ser o ente "neutro", só resta-me lamentar e dizer que é com esse tipo de pensamento que vamos, aos poucos, chegar a um estado mundial, ditador de regras de boa convivência e imporá as condições para o surgimento de um mundo melhor. O esquema é o seguinte:
    Primeiro você defende que o estado interfira na vida/opinião dos outros; depois pede que ele resolva os conflitos - França e o EI - internacionais (que tem uma clara complexidade de resolução, não sendo cada estado soberano suficiente para resolve-lo); o momento em que um conflito ficar impossível de se evitar (como no caso da Turquia atacar novamente a Rússia, ou o que desenrolar a partir de agora), estourará uma guerra; a ONU foi criada após a 2º guerra para evitar confronto como esses novamente, mas em uma situação dessas, os líderes da ONU farão campanha pró estado mundial; se por acaso os maiores países apoiarem, o restante também será unificado, formando assim o primeiro governo mundial.

    PS: As suposições que eu trago aqui estão sendo expostas de forma superficial.


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