Saber sobre economia não é o mesmo que entender de economia

Existem pessoas que sabem muito sobre economia. Mas saber muito sobre economia não é o mesmo que entender de economia; não é o mesmo que pensar como um economista.

Alguém que sabe muito sobre economia aprendeu muitos jargões econômicos (por exemplo, "custo marginal") e todas as definições dos livros-textos (por exemplo, "Custo marginal é o acréscimo ao custo total de produção gerado pela produção de uma unidade adicional de um determinado bem").

Tal pessoa também memorizou as normalmente intrincadas regras sobre como desenhar e deslocar várias "curvas", como as curvas de oferta e demanda, as curvas de custo, e as curvas IS-LM.  E, no mundo atual, tal pessoa normalmente também é habilidosa em manusear e processar dados quantitativos por meio daqueles programas de processamento de dados chamados de "técnicas econométricas".

Saber como pensar produtivamente como um economista é algo que pode ser, em muito, auxiliado pelo domínio de tais técnicas modernas; no entanto, pensar como um economista envolve muito mais do que isso.  Com efeito, dominar estas técnicas não é tão essencial para ser um economista genuinamente bom como supõe o típico economista de hoje.

Frequentemente, o domínio de técnicas superficiais, como a supracitada, serve apenas para convencer aqueles que as dominam de que entendem de economia.  O lamentável resultado disso é que tais pessoas se acomodam e não se dão ao trabalho de realmente aprender a habilidade de fazer análises econômicas adequadamente.

Imagine alguém que tenha memorizado cada página de um livro de receitas culinárias mundialmente aclamado.  Tal pessoa aprende todo o jargão culinário; todas as fórmulas para todos os molhos, guarnições, condimentos e sopas; todas as combinações apropriadas de temperos; todas as temperaturas de forno recomendadas para cada prato específico.  Tal pessoa de fato domina todas as receitas e todas as informações escritas no livro.

Mas o que essa pessoa realmente "aprende" com o livro é que preparar refeições é um feito de 'nerds': siga mecânica e fielmente as receitas dos 'melhores' livros de culinária e você será um excelente cozinheiro.  Voilà!  Preparar refeições gourmet é fácil; basta você seguir as receitas!

Obviamente, o que esse memorizador do livro de receitas culinárias jamais aprenderá é que ser um excelente cozinheiro requer, acima de tudo, capacidade de discernimento, bom senso e criatividade para saber quando se manter fiel a uma receita e quando tal receita é inadequada para os convidados específicos de um determinado jantar. 

O que esse memorizador jamais aprenderá é como criar refeições deliciosas para as quais não há receitas já prontas.  Em suma, esse memorizador, na melhor das hipóteses, domina apenas aquilo que um chef experiente pode escrever em um papel; este memorizador — uma atividade extremamente maçante — jamais dominará a criativa arte da culinária.

Vários economistas são como este maçante memorizador de receitas culinárias.  Eles descarregam seus jargões livremente sobre toda a humanidade; eles sabem, e podem recitar impecavelmente, todas as últimas receitas (isto é, modelos).  Eles são capazes de citar os criadores dessas receitas (isto é, todos os teóricos econômicos que são a moda do momento).  Eles sabem muito sobre economia.

Mas quando estes de fato tentam demonstrar algum conhecimento de economia, rapidamente se torna claro que eles não sabem o que fazem.  Eles não são realmente economistas.  Eles consistentemente se esquecem de perguntar a mais importante dentre todas as questões que um economista de verdade tem de fazer: "Em relação a quê?"

Eles se esquecem, por exemplo, de que custos e benefícios monetários são apenas um subconjunto (e, muitas vezes, um pequeno subconjunto) de todos os custos e benefícios; eles erroneamente partem do princípio de que os custos e benefícios monetários representam todos os relevantes custos e benefícios.

Eles, na esmagadora maioria das vezes, levam ao pé da letra as receitas que memorizaram: qualquer variação observada no mundo real que seja incoerente com as receitas do livro de culinária (isto é, dos livros-texto) representa, para tais economistas, a evidência suprema de que o mundo real está deturpado.

O fato de que a realidade é muito mais rica em detalhes; o fato de que a concorrência opera em muito mais margens e sob as mais diversas maneiras do que aquelas incluídas nos modelos formais desses economistas; o fato de que as pessoas, na condição de consumidores e de produtores, são indescritivelmente mais criativas, espertas, intrépidas e diversificadas do que os 'agentes' que povoam os modelos econômicos; o fato de que maximizar coletivamente a renda monetária de algum grupo de pessoas arbitrariamente definido (por exemplo, "trabalhadores pouco qualificados" ou "pessoas de olhos azuis cujo sobrenome começa com a letra Z") é algo que não apenas é sem sentido como também é normativamente dúbio — tais fatos são invisíveis para a grande maioria dos economistas modernos. 

Essa cegueira às mais importantes características da realidade econômica é intensificada pela incapacidade do atual ensino de economia em treinar jovens economistas a perguntarem, a sempre perguntarem, por quê.

  • Você disse que o poder monopsônico — poucas empresas para contratar muitos trabalhadores, o que dá às empresas poder de determinar salários baixos — domina a realidade.  Por que então empreendedores em busca do lucro não estão entrando nestes mercados para se aproveitarem dos altos lucros possibilitados por esse arranjo que você diz ser dominante?
  • Você disse que o crescimento econômico exaure os recursos naturais de modo insustentável. Por que empreendedores em busca do lucro não estão entrando nestes mercados para se aproveitarem dos altos lucros possibilitados por esse arranjo que você diz ser dominante?

Tais perguntas podem ser infinitamente expandidas.  Assim como saber muito sobre culinária não significa saber cozinhar bem, saber muito sobre economia não significa saber como pensar criativa e claramente como um economista.


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SOBRE O AUTOR

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • anônimo  12/11/2015 14:11
    O problema do economista é que ele se acha um cientista.
  • Liberal Classico  12/11/2015 14:41
    Há economistas e economias. E se disser que muitos dos livros-textos/artigos são descritos por próprios operadores do mercado? E aí, como faz? Há muitos equívocos quando se critica teoria neoclássica. Se austríacos querem tanto se diferenciar dessa corrente, se perdendo na incerteza ao invés de analisar risco, depois nem reclamem se forem comparados com marxistas. Parece absurdo, mas, incrivelmente, nem é. Valeu!
  • Ricardo  12/11/2015 14:58
    Comentário ininteligível. Aliás, a capacidade de se expressar com clareza é um grande indicativo da real inteligência de quem fala.
  • Liberal Classico  12/11/2015 16:47
    Prezado Ricardo, obviamente, falei num tom com "economês" para algum acadêmico/empreendedor que tenha lido este artigo e compreendido sua critica de modo satisfatório para visualizar algo maior com alguma coerência como meu comentário. Basicamente, tal artigo está criticando teoria neoclássica, então sugeri alguns equívocos como modo de se prevenir: i) aceitar conceitos marginais; ii) dissociar risco e incerteza; iii) aceitar que livros-textos/artigos são descritos também por empreendedores; iv) decidir se pretendem jogar no time neoclássico ou dos marxistas; etc. Portanto, de nenhum modo foi vaga minhas considerações, pelo contrário, se pretendeu ser objetivo para evitar entrelinhas. No mais, grande abraço.
  • Taxidermista  12/11/2015 16:54
    "Há muitos equívocos quando se critica teoria neoclássica."

    Quais seriam esses equívocos?


    "Se austríacos querem tanto se diferenciar dessa corrente, se perdendo na incerteza ao invés de analisar risco, depois nem reclamem se forem comparados com marxistas".

    O que tem uma coisa (diferenciação em relação aos neoclássicos) a ver com outra (comparação com marxistas)? E quem "compara" os austríacos com marxistas? E sob quais fundamentos?

    Explique-se, por gentileza.
  • Liberal Classico  12/11/2015 17:53
    Prezado Taxidermista,

    Seguindo raciocínio um pouco mais elaborado em detrimento da objetividade, segue: i) foi citado do conceito marginal, por exemplo; contudo, acrescento mais um: austríaco defende tese do processo de mercado, com Hayek e Kirzner, como contraponto tese de equilíbrio-geral, de Walras e outros seguidores; ii) essa comparação é no exemplo de risco e incerteza. Tanto Keynes, quanto Mises e Marx, trabalham com incerteza plena, de modo que sempre exista um modo irremediável de efetuar previsões e correlações que jamais pudessem ser satisfatórias.

    Veja, por exemplo, neste próprio artigo do qual autor menciona "O fato de que a realidade é muito mais rica em detalhes; o fato de que a concorrência opera em muito mais margens e sob as mais diversas maneiras do que aquelas incluídas nos modelos formais desses economistas".

    Isto ocorre, todavia, porque correlação num implica causalidade, isto é, quando agentes levantam suas expectativas consideram o que sabem, mas também algo que não sabem, de modo que se possa maximizar sua decisão. Caso um fator, da "realidade", dos "detalhes", das "diversidades", como mencionado neste artigo, tenha sido ignorado se remete no fato de que exista pouca relevância dessas expressões para uma conclusão/decisão satisfatória. Para tanto, leia trabalhos em econometria, com Wooldridge. Por isto neoclássico refuta Marx e Keynes, porque incerteza é um componente do risco, mas jamais esta incerteza explica satisfatoriamente um fato em si. Caso contrário, se sempre pudesse existir incerteza plena, investidores jamais investiriam, mas investem por quê? Simplesmente, pois, consideram risco em detrimento da incerteza e muitas vezes, probabilisticamente, há resultado de sucesso.

    Sugerimos, portanto, que austríacos sigam mesmo caminho ao nosso lado, do neoclássico, caso contrário irão comprar uma briga que provavelmente irão perder.

    Grande abraço!
  • Taxidermista  13/11/2015 12:21
    Liberal Clássico:

    Esse é o seu "raciocínio mais elaborado"? Melhor se tivesse ficado no seu "raciocínio" mais sucinto (que você chama de "objetividade").

    Você não respondeu a questão: "quais seriam os equívocos quando se critica teoria neoclássica?".
    Daquilo que se consegue depreender do seu comentário a respeito, você estaria dizendo que os neoclássicos teriam uma distinção conceitual mais apropriada entre incerteza e risco. Ou, então, que apenas os neoclássicos explicariam essa distinção (e relação) de modo satisfatório.

    Você diz: "porque incerteza é um componente do risco, mas jamais esta incerteza explica satisfatoriamente um fato em si. Caso contrário, se sempre pudesse existir incerteza plena, investidores jamais investiriam, mas investem por quê? Simplesmente, pois, consideram risco em detrimento da incerteza e muitas vezes, probabilisticamente, há resultado de sucesso."

    Em primeiro lugar, nenhum austríaco afirma que a incerteza é de tal ordem que "jamais investidores investiriam". Falácia do espantalho. E nenhum austríaco ignora a distinção (e a relação) entre incerteza e risco. Confira, p.ex., lá no Kirzner, que você chega a citar no início do seu comentário.
    Sugestões: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1727; www.mises.org.br/Article.aspx?id=1534


    Em segundo lugar, você ignora que "a distinção categórica entre incerteza, de um lado, e risco, de outro, foi introduzida na economia por Frank H. Knight e ulteriormente elaborada por Ludwig von Mises em sua distinção entre probabilidade de caso e probabilidade de classe [capítulo VI do Human Action]."
    Confira esse artigo do Hoppe para rever seus conceitos a respeito: www.mises.org.br/Article.aspx?id=370


    E você também não respondeu a questão: "o que tem uma coisa (diferenciação em relação aos neoclássicos) a ver com outra (comparação com marxistas)? E quem compara os austríacos com marxistas? E sob quais fundamentos?"

    O mais "próximo" que você chegou do ponto foi com essa frase: "tanto Keynes, quanto Mises e Marx, trabalham com incerteza plena, de modo que sempre exista um modo irremediável de efetuar previsões e correlações que jamais pudessem ser satisfatórias."

    E essa frase é de um disparate que fala por si só.

    Portanto, caro Liberal Clássico, agradeço a sua "sugestão", mas se você é representativo desse "lado" ("do neoclássico"), avulta bastante claro pq não há como "seguir esse caminho".

    De resto, antes de se considerar "vencedor nessa briga", você precisa melhorar a inteligibilidade dos seus comentários.

    Abço.

  • Liberal Classico  13/11/2015 15:49
    Prezado Taxidermista,

    De nenhuma forma procurei escrever um artigo acadêmico, por isso mencionei no post anterior "um pouco mais elaborado", de modo que pudesse justificar melhor objetividades anteriores. Se for escrever, no caso, seria para ter um retorno monetário, convenhamos.

    Em todo caso, respondendo suas objeções: no exemplo dos investidores, foi somente uma alusão da tese, jamais preposição descrita por austríacos. Não se apegue em divagações! No segundo caso, compreenda que Mises fala de incerteza improbalizavel, fora do campo amostral e é isto que tal artigo evidenciou, neste momento, pelo qual contestei. Veja, por exemplo, que austríacos não possuem tanto formalização matemática quanto econométrica da ciência econômica, caracterizando somente feições pela filosofa. Algo, tipicamente, marxista. No mais, vou desconsiderar suas ofensas, talvez seja somente um jovem que esta em plena ascensão. Mas parabéns pelo esforço!

    Grande abraço!
  • Taxidermista  13/11/2015 20:08
    Liberal Clássico:

    Não possuir "tanto formalização matemática quanto econométrica da ciência econômica" é "algo tipicamente marxista"?

    Seria interessante ver um artigo acadêmico de sua autoria (desde que lhe proporcionasse retorno monetário, claro) com o desenvolvimento de tão curiosa "tese".


  • Maria José Ferrari da Silva   12/11/2015 14:46
    O exemplo vivo é esse nosso "ministro". Reger um banco é bem diferente de reger um país.
  • Clevis Viana de Sousa  12/11/2015 14:47
    Ciro Gomes
  • André  12/11/2015 14:54
    Eu não entendo muita coisa de economia (exatamente sobre o que o fala o post), então gostaria de tirar uma dúvida com o pessoal aqui do site que manja do assunto. Certa vez, li em uma argumentação esquerdista, que o sistema econômico capitalista está fadado ao colapso. A publicação dizia que como um dos pilares de sustentação do capitalismo é o crescimento econômico contínuo (porque é necessário crescimento para manter a crescente demanda por geração de emprego riqueza e renda) logo chegaria uma hora em que a economia global quebraria, uma vez que os recursos naturais do planeta são finitos e não podem sustentar um crescimento econômico global ilimitado. Tem algo de verdadeiro nisso? Ou é puro papo furado de esquerdista?
  • Murphy  12/11/2015 14:59
  • Andre  12/11/2015 16:27
    Eu concordo com tudo que foi escrito no artigo que vc postou. Também acho que os recursos naturais seriam muito mais racionalmente explorados se estivessem legitimamente nas mãos do setor privado. Porém, ainda tenho uma dúvida: mesmo com o uso racional dos recursos naturais, eles vão se esgotar (a única diferença é quer vai demorar bem mais para isso acontecer). O que fazer com quando faltar petróleo, minério e outros recursos não renováveis? Como manter a roda da economia girando?
  • Jonatan  13/11/2015 17:02
    "O que fazer com quando faltar petróleo, minério e outros recursos não renováveis? Como manter a roda da economia girando?"

    Você esta se referindo a um mundo muito, muito distante, com certeza não é possível prever como será o mundo mais de um século a frente.

    O que podemos é olhar para o passado e analisar como todas as previsões catastróficas não aconteceram.

    Por exemplo, a escassez de alimentos foi previstas algumas vezes na história, hoje temos alimento em abundância (a fome em alguns países é resultado única e exclusivamente do fechamento daquele mercado). Outro exemplo é a destruição da camada de ozônio, quando ela se restaurou milagrosamente apesar da atividade humana, todas as atenções se voltaram ao 'aquecimento global'.
  • Juan Domingues  12/11/2015 16:10
    O argumento mostra um completo desconhecimento de como o mercado funciona.
    A consequência natural do mercado livre é JUSTAMENTE a alocação inteligente dos recursos escassos, não seu uso à exaustão.
    Idealmente para obter o maior lucro em qualquer operação um empreendedor precisa da máxima eficiência (produzir o maior valor com o menor trabalho e matéria prima). Quando você tira o lucro da jogada a consequência natural é que os recursos sejam usados de maneira menos eficiente e ai sim passem a ser superestimados e abusados á exaustão. É por isso que muitos regimes intervencionistas-socialistas conseguem a façanha de ter desabastecimento e ao mesmo tempo desastres ambientais e cidades inteiras em ruínas permanentes.
  • Taxidermista  12/11/2015 16:45
    Em complemento ilustrativo ao seu comentário, os artigos do site a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

    mises.org.br/Article.aspx?id=1361

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1789

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1736

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1350

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1318

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1177

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=424
  • Denilso SS  13/11/2015 15:00
    "chegaria uma hora em que a economia global quebraria, uma vez que os recursos naturais do planeta são finitos e não podem sustentar um crescimento econômico global ilimitado"
    Concordo com isso é um pensamento lógico. É mentira o que ele afirma? Somente daria para manter o crescimento se houver um ciclo de reaproveitamento dos recursos naturais (tipo reciclagem) que a maioria das empresas não faz pois perdem dinheiro a curto e medio prazo, mas não pensam no longo prazo. É tipo: viva o hoje e o futuro que se f***
  • Taxidermista  12/11/2015 16:37
    Papo absolutamente furado de esquerdista:

    A propósito, confira esse artigo do site:

    "O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685


    E vale conferir, também, o gigante George Reisman sobre o ponto:

    "Uma cartilha sobre recursos naturais e o meio ambiente":

    mises.org.br/Article.aspx?id=833

    e

    "Propostas para uma economia mais verde":

    mises.org.br/Article.aspx?id=315
  • Patrick Wiens  12/11/2015 17:24
    Na verdade a sustentação do Keneysianismo é assim, e por isso que sempre quebra.
  • André   12/11/2015 18:25
    Valeu pessoal... Obrigado pela atenção. Lendo um pouco mais aqui no site eu pude me informar mais a respeito.
  • Rhyan  12/11/2015 15:09
    Essa decoreba é um mal geral na educação. O físico ganhador do Nobel, Richard Feynman, fez duras críticas ao ensino brasileiro quando visitou essa terra insana.

    Aproveitando, qual melhor artigo do IMB pra entender melhor sobre o gráfico e erros do IS-LM?
  • Henrique  12/11/2015 15:09
    Se a inflação é causada pelo déficit do governo, conforme diz o artigo anterior, e não pela ganância dos empresários, por que os países da União Europeia e os EUA, que possuem alto déficit e elevada dívida pública, têm inflação baixa?
    E qual é a relação custo x benefício de se tentar combatê-la? Recessão e desemprego não são piores?


    Abraços.
  • Leandro  12/11/2015 16:05
    O artigo anterior diz que o "contínuo aumento nos preços (gerado pelo desequilíbrio orçamentário, pela desvalorização cambial e pela expansão do crédito dos bancos)".

    Já este outro artigo, ainda mais completo, enumera os seis fatores causadores de inflação de preços.

    1) Descasamento entre oferta e demanda

    2) Expansão do crédito dos bancos estatais

    3) Déficits orçamentários do governo

    4) Desvalorização cambial

    5) Preços administrados

    6) Expectativas de inflação

    Tenta outra.

    "por que os países da União Europeia e os EUA, que possuem alto déficit e elevada dívida pública, têm inflação baixa?"

    Pra começar, o déficit orçamentário dos países da zona do euro está em 2,4%. Ínfimo em relação ao Brasil.

    www.tradingeconomics.com/euro-area/government-budget

    Adicionalmente, lá a expansão do crédito está baixa, não há descasamento entre oferta e demanda (mesmo porque as economias são abertas) e o euro segue forte.

    Estranho realmente seria se houvesse inflação de preços.

    "E qual é a relação custo x benefício de se tentar combatê-la? Recessão e desemprego não são piores?"

    No Brasil, temos 10% de inflação, 3% de contração do PIB e desemprego (pela PNAD) próximo dos 10%. O governo não ataca a inflação e ainda sufoca a economia e causa desemprego.

    De fato, não combater a inflação gera desemprego e recessão.
  • Fabio  12/11/2015 18:45
    Leandro,
    Poderia explicar para nós, leigos, quais os efeitos dos gigantescos programas de estímulo monetário, ou afrouxamento quantitativo, dos EUA e UE e demais países na economia real?
    Pergunto porque este debate parece gerar discordância entre os próprios austríacos...
    Agradeço a luz...
    Abs!
  • Luiz  12/11/2015 15:54
    Sou péssimo lidando com equações matemáticas, mas tenho um interesse muito grande pela
    teoria econômica. Vejo que o presente, as maiores faculdades do país, vem formando bons técnicos em macroeconomia, micro e matemáticos, no mais, essa economia a qual mises aborda, é um caminho esquecido.
    Tentei cursar economia em uma Estadual, Mas o curso era 75% matemática. O problema não eram os números em si, o problema é que tudo terminava em números.

  • Luan  12/11/2015 15:56
    E como ser um bom economista?
    Quais as dicas..
  • Taxidermista  12/11/2015 16:33
    Também:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=19
  • Taxidermista  12/11/2015 17:06
    O artigo fala na diferença entre 'saber sobre economia' e conhecimento/entendimento de economia.

    Nesse contexto, não é despiciendo lembrar que a Escola Austríaca diferencia-se das demais por ter como um dos seus tópicos principais, dentre outras coisas, a própria questão do conhecimento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=826

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1665

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=222

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1727

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1410

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=959

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=445
  • Paulo Armando  12/11/2015 19:02
    Em todas as profissões há bons e maus profissionais. Reportando a frase dita por Jorge Luis Borges e citando um exemplo da besteira que isso representa: Há muitos livros, teses de doutorado e um relato de um ministro de FHC, informando que até os anos 90 o governo brasileiro utilizou R$ 400 bilhões da Previdência Social para outros fins, não previdenciários. É óbvio que isso contribuiu para o progresso da época, com obras de infraestrutura e outros gastos, deixando todos os brasileiros felizes. No entanto, se esses desvios tivessem sido corretamente registrados pelas contas nacionais, na época já teria se verificado um aumento no endividamento do governo, o pagamento de juros à previdência que, hoje, não estaria quebrada como dizem. O problema, então, ao contrário do que menciona o Sr. Borges, é que no passado os controles eram precários, os problemas ficavam escondidos e os reflexos jogados para o futuro que acaba de chegar. Esse é só um exemplo, mas há assunto para escrever um livro. Não sou contador, mas reconheço que sem uma contabilidade confiável, não dá para avaliar uma empresa e muito menos um país.
  • Refugiado do socialismo  12/11/2015 21:03
    A economia depende do poder de compra da moeda ou de qualquer forma de pagamento que seja valorizada.

    Se o país têm inflação, protecionismo , burocracia e altos impostos, a moeda perderá poder de compra e o dinheiro fica mais apertado no final do mês.

    A única coisa que mantém a moeda valoriza é o choque de oferta sem endividamento excessivo. Isso só pode ser realizado com concorrência com produtos importados, a não ser que exista muita poupança.

    Os economistas do governo são imprestáveis. Eles reclamaram e tributaram o Tsunami monetário que injetou bilhões de dólares no país há alguns anos atrás.

    Os economistas do governos são retardados. Eles compraram as reservas internacionais com dólar baixo e poderiam ganhar muito dinheiro agora. O governo paga juros altos, sendo que eles têm mais de 1 trilhão de reais investidos em outros países. A melhor saída seria reduzir as dívidas vendendo as reservas internacionais, desde que o preço do dólar esteja alto. Seria a melhor forma de reduzir as dívidas do governo.

    Um economista precisa ser muito burro, para não perceber que seria melhor vender as reservas internacionais com o dólar alto, do que aumentar impostos e juros.

    O economista só pode ser considerado bom, quando ele faz as coisas certas e no momento certo. Tributar as pessoas e pagar mais juros em títulos do tesouro que estão apodrecendo, é coisa de gente retardada. Eles compraram essas reservas internacionais por uma mixaria, se comparada com o preço do dólar de hoje.
  • Anti-comunista  12/11/2015 21:15
    O povo brasileiro é tonto ! O governo possui mais de 1 teilhão de reais em reservas internacionais, mas o povo acha que o governo está quebrado, podendo aumentar impostos e juros. Isso é bizarro !

    Essas reservas internacionais custaram pouco, porque o real estava valorizado. Esse é o melhor momento para vender as reservas, pois o dólar está valorizado.

    É muita burrice por metro quadrado. Essa dídvidas do governo já deveriam estar na pela metade.
  • anônimo  13/11/2015 11:04
    Off-topic

    Leandro, eu estava lendo o artigo "Propostas para uma economia mais verde", e vi que data do ano de 2009. Sugiro que os colaboradores façam um outro artigo mais atualizado, porém no mesmo estilo, para que possa ser trazido o debate do assunto aos leitores que estão a todo momento aumentando.

    Sei que para um melhor entendimento dos assuntos sobre economia, muitos buscam artigos antigos como esse, mas acho válido uma nova versão dele.

    Abraços.
  • Taxidermista  13/11/2015 21:25
    Prezado Aprendiz:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2069

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1789

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1782

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1736

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1605

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1493

  • Taxidermista  14/11/2015 22:42
    Prezado Anônimo:

    sobre o tema tratado no artigo "por uma economia mais verde", recomendo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2069

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1789

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1782

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1736

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1605

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1493
  • Melancia  16/11/2015 19:49
    Por um artigo mais recente, sugiro esse: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2217
  • anônimo  13/11/2015 16:41
    Pra quem está triste e quer um motivo para rir:

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151108_bresser_ru

    Mais um ''sabedor'' de economia.
  • Aprendiz  13/11/2015 19:54
    Boa tarde colaboradores do IMB. Peço a vocês que leiam essa entrevista da BBC com Bresser Pereira e trazer suas opiniões para cá. Eu sou novo aqui e preciso entender o que ha de errado com alguns pontos de vista desse senhor sendo que na facul que estudo tive 1 semestre inteiro estudando esse cara.

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151108_bresser_ru?ocid=socialflow_facebook

    Desde já agradeço.
  • Rennan Alves  13/11/2015 21:15
  • Taxidermista  13/11/2015 21:31
    Prezado Aprendiz:

    Bresser Pereira é um estatista-desenvolvimentista.

    Você quer entender o que há de errado com os pontos de vista desse senhor?

    Dou como sugestão esses seis artigos do Leandro Roque:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2220

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2120

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1672

  • anônimo  14/11/2015 01:22
    Ele já começa errado dizendo que o Real forte arrebentou a economia. Pra ele deve ser muito ruim ver o brasileiro tendo acesso a vários produtos mais baratos. Melhor seria ficarmos presos aos produtos caros e de má qualidade que os amiguinhos da FIESP nos oferecem.

    Li uma frase aqui genial: ''o economista brasileiro tem Keynes no cérebro e Marx no coração''.
  • Anti-comunista  14/11/2015 03:35
    O Bresser Pereira fez um plano econômico castastrófico para reduzir a inflação.

    Ele deve estar acreditando nessa ideia falida até hoje. O cara ainda não entendeu que inflação destrói a economia. Uma pessoa que destruiu a economia do Brasil, deveria mudar de profissão.

    A indústria depende de importados. Uma indústria que produz bons produtos, depende de matérias primas importadas, de máquinas importadas, de informática importada, de alimentação barata para os funcionários, de logística barata, etc. Não existe mais esse negócio de produzir coisas do começo ao fim. Existem empresas que só apertam parafusos. Ou melhor, só juntam matérias-primas para fabricar algumas coisas. O velhinho Bresser ainda nã entendeu que a indústria virou uma cadeia global de produção de peças e partes de produtos.

    Se o dólar continuar alto, nossa carne será exportada, iremos gastar dinheiro importando derivados de petróleo, a inflação vai reduzir a caderneta de poupança, o aço para produzir casas vai sair mais caro, pessoas morreram porque os remédios importados são mais caros, etc.

    Enfim, o Bresser Pereira é um populista que faz planos catastróficos.
  • Gabriel  18/11/2015 21:00
    Hoje em dia dá para contar nos dedos o número de economistas realmente bons que existem, e o pior de tudo, a maioria dos realmente bons são os mais marginalizados na grande mídia. O Petter Schiff é um exemplo claro, chegou a ser taxada como burro e idiota pelos "grandes economistas" e no final os retardados eram eles.

    Com todo o respeito, mas como ainda conseguem dar crédito a uma pessoa que resolveu controlar inflação com congelamento de preços?

    Se ainda fosse algum adolescente de 13 anos que acabou de entrar no ensino médio eu até viria com normalidade, agora um Ministro da Fazenda dizer isso beira o ridiculo.

    Por ai nós vemos o nível da coisa....
  • Emerson Luis  23/03/2016 11:19

    "saber muito sobre economia não é o mesmo que entender de economia"

    O mesmo vale para praticamente qualquer campo de conhecimento.

    O que não significa que quem sabe pouco entende mais do que quem sabe muito, como imaginam muitos palpiteiros.

    Para ser capaz de formular opiniões embasadas sobre um assunto, é necessário tanto um mínimo de conhecimento quanto um mínimo de entendimento, entre outros "ingredientes".

    * * *


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