Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado

O desejo de "ser como a Suécia" está ubiquamente presente nos debates políticos de quase todas as democracias do mundo, das mais pobres às mais ricas.  Não é incomum ver autoproclamados "democratas socialistas" dizendo ter o objetivo de copiar o "bem-sucedido modelo sueco de bem-estar social".

O mais interessante nisso tudo é perceber que tais pessoas olham para um país rico como a Suécia e automaticamente concluem que o alto padrão de vida daquele país não tem nada a ver com seu passado de laissez-faire, com uma baixa dívida pública, com sua independência monetária, com a ausência de um salário mínimo estipulado pelo governo, com uma robusta proteção dos direitos de propriedade, com um Banco Central equilibrado, com baixas alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica, e até mesmo com as graduais adoções de privatização no sistema de saúde, no sistema previdenciário, e na educação.

Ao contrário, tais pessoas olham para a Suécia e, não apenas ignoram estes fatos, como ainda naturalmente pressupõem que o alto padrão de vida da população sueca é produto de sua alta carga tributária e de suas mundialmente desconhecidas empresas estatais.

Imagine se LeBron James [astro da NBA] começasse a fumar.  Qualquer sucesso que ele continuasse apresentando nas quadras seria apesar desse hábito destrutivo e não por causa dele.  O êxito econômico sueco ocorreu apesar de sua alta carga tributária sobre pessoas físicas, e não por causa dela.

Dado que a Suécia sempre é citada por progressistas como o paraíso na terra e o modelo a ser seguido, este artigo irá se concentrar apenas neste país.  Uma (extremamente) breve história deste fascinante país pode nos ajudar a entender melhor o atual alto padrão de vida da Suécia e as várias maneiras nas quais o "socialismo" sueco impôs um desnecessário limite sobre a produtividade do país.

Suécia: da pobreza lancinante à prosperidade inesperada por meio do capitalismo laissez-faire

Duzentos e cinquenta anos atrás, a área que hoje é conhecida como "Suécia" era apenas uma tundra congelada e habitada por uma massa de camponeses esfomeados.  Suas vidas eram rigidamente controladas por uma série de reis, aristocratas e outros homens artificialmente respeitados.  Como explicou o premiado escritor sueco Johan Norberg, neste excelente tratado sobre a história da Suécia, foi necessário o surgimento de uma série de indivíduos empreendedores e de mentalidade liberal-clássica para arrancar o controle das elites e colocar a Suécia no caminho da prosperidade.

Poderosos que ditavam quem poderia e quem não poderia receber licenças profissionais, um opressivo sistema de guildas corporativas que proibia a liberdade de associação e o livre empreendedorismo, e uma litania de onerosas regulações sobre as liberdades comerciais e de empreendimento — tudo isso foi ou dramaticamente reduzido ou simplesmente abolido.

No século entre 1850 e 1950, a população dobrou e a renda real dos suecos decuplicou.  Não obstante a quase não-existência de um estado assistencialista ou de qualquer grande controle estatal sobre os setores da economia, em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo.  O extraordinário crescimento da Suécia durante aquele século rivalizou até mesmo com o dos EUA — e o fato de a Suécia não ter participado de nenhuma das duas grandes guerras, o que deixou sua infraestrutura intacta e não destruiu sua economia, sem dúvida ajudou bastante. 

Com efeito, a formação de capital e a criação de riqueza se mostraram tão abundantes na Suécia durante a depressão global de 1930, que até mesmo os social-democratas do governo da época praticaram uma forma de "negligência salutar" para garantir que a prosperidade continuaria. 

Como em qualquer outro país, o impressionante estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um sistema de livre mercado.

(Tudo isso foi relatado em detalhes neste livro bem como neste excelente tratado).

O experimento sueco com o "socialismo nórdico" é relativamente recente e tem se mostrado desastroso para o crescimento econômico

Nas décadas seguintes a este impressionante crescimento econômico, aconteceu aquilo que parece inevitável: grandes empresários em busca de proteção do governo contra a concorrência se aliaram a políticos ambiciosos e a líderes sindicais para forçar o governo a adotar políticas socialistas.  As décadas de 1970 e 1980 viram um estado assistencialista crescendo descontroladamente, ampliando enormemente suas áreas de intervenção. 

Vários novos benefícios governamentais foram criados; leis trabalhistas extremamente rígidas foram introduzidas; setores estagnados da economia passaram a receber amplos subsídios do governo; as alíquotas de impostos sofreram aumentos drásticos, sendo que algumas alíquotas marginais chegaram a ultrapassar os 100%.

Com o tempo, os gastos do governo mais do que duplicaram, e os impostos sobre determinados setores da economia foram dobrados e até mesmo triplicados.

Ainda em 1970, a OCDE classificava a Suécia como o quarto país mais rico do mundo. No entanto, no ano 2000, a Suécia já havia despencado para a 14ª posição.  Em um artigo (infelizmente disponível apenas em sueco) publicado em 2009 no periódico Ekonomisk Debatt, da Associação de Economia Sueca, os economistas Bjuggren e Johansson, do Ratio Institute, mostraram a triste verdade.  Baseando-se em dados públicos divulgados pela agência governamental Estatísticas Suecas ("SCB" em sueco, um acrônimo para Bureau Central de Estatísticas) e utilizando um novo sistema de classificação para designar o tipo de propriedade das empresas, eles descobriram que não houve absolutamente nenhum emprego criado no setor privado de 1950 a 2005.

Sim, você leu corretamente: não houve nenhum aumento líquido no número de empregos no setor privado na Suécia durante um período de 55 anos.  Em outras palavras, em um período que começou cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a economia sueca ficou completamente estagnada.

O socialismo nórdico congelou no tempo um povo que outrora era empreendedor e próspero.  Com algumas poucas exceções, as grandes empresas suecas têm muito poucos incentivos para inovar (e elas não inovaram), e várias empresas sobrevivem hoje exclusivamente graças a contratos de fornecimento para o governo, contratos esses cujos valores são impossíveis de serem corretamente determinados sem um sistema de livre mercado capaz de estabelecer preços para bens e serviços.

A Suécia conseguiu viver confortavelmente por décadas apesar de suas políticas "socialistas" somente porque um grande estoque de capital e riqueza já havia sido criado nas décadas anteriores por seus laboriosos empreendedores.  Primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços).  Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960.

No entanto, o consumo deste capital acumulado está erodindo a riqueza da Suécia.

[N. do E.: para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, sua produtividade tem de ser muito alta.  E para a produtividade ser alta, seu capital acumulado já tem de ser muito alto.  Apenas um alto grau de capital acumulado pode permitir uma alta produtividade. Ou seja, o país tem de já ser muito rico. 

Apenas um país que já enriqueceu e já acumulou o capital necessário (e já alcançou a produtividade suficiente) pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas assistencialistas por um longo período de tempo.  Assistencialismo é algo que só pode funcionar — e, ainda assim, por tempo determinado — em sociedades que já enriqueceram e já alcançaram altos níveis de produtividade.  Não dá para redistribuir aquilo que não foi criado.  Adotar um modelo sueco em um país sudanês não daria muito certo...]

Em 2007, o professor Mark J. Perry, da George Mason University demonstrou que, se a Suécia se tornasse o 51º estado americano, ela seria o estado mais pobre em termos de desemprego e renda familiar média.  Sim, seria mais pobre até mesmo do que o Mississipi.  Com efeito, o atual estado assistencialista da Suécia suprime a renda das famílias de modo tão efetivo, que um estudo de 2012 descobriu que os americanos que moram na Suécia vivenciam praticamente a mesma taxa de desemprego dos suecos, mas ganham, em média, 53% mais em termos anuais.

Nos anos recentes, o país começou, ainda que de maneira lenta, a privatizar fatias de seus setores socializados, como saúde, previdência e educação.  Ano passado, a revista Reason mostrou que o uso de planos de saúde privados estão explodindo em um país em que pacientes de câncer podem ter de esperar mais de um ano para receber tratamento no sistema de saúde estatal.  E essa tendência só faz crescer.  A Suécia, adicionalmente, começou a terceirizar a educação para fornecedores privados e, com isso, vivenciou não apenas uma redução dos custos mas também um aumento na satisfação dos pais e no aprendizado dos alunos.

Social-democratas aprenderam as lições erradas do modelo nórdico

Políticos que prometem copiar o modelo sueco são tão entusiasmados com o regime, que praticamente não prometem apenas iates para os mendigos.  O grande problema dessa gente é que eles realmente não entendem de economia.  Como Ludwig von Mises já havia demonstrado, o socialismo não é uma teoria econômica; o socialismo é uma teoria sobre redistribuição. 

Somente um sistema de livre mercado e de livres transações comerciais pode coordenar empreendedores e seus recursos de maneira a criar bens e serviços que de fato satisfaçam os desejos e as necessidades dos consumidores.  Socialistas não participam desse processo de criação de riqueza; eles simplesmente aparecem quando tudo já foi efetuado e exigem os créditos pela proeza.  A Suécia vem praticando essa forma de socialismo parasítico sobre sua riqueza acumulada e, com isso, vem significativamente afetando a produtividade de seus cidadãos.

As políticas do "socialismo nórdico" vêm restringindo o crescimento sueco por décadas.  A ideia de que é possível implantar um socialismo nórdico em qualquer país sem destruir a mobilidade da mão-de-obra, sem tributar o capital até sua aniquilação, e sem paralisar completamente a inovação é uma ilusão total.

A Suécia está lentamente retornando às suas produtivas raízes capitalistas.  Seus pretensos imitadores deveriam querer imitar isso também.

_______________________________

Leia também:

Sobre a grande depressão da Suécia 

Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares" 

Como o assistencialismo corrompeu a Suécia 

O estagnado socialismo sueco 

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?


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SOBRE O AUTOR

Yonathan Amselem
é advogado voltado para a proteção de ativos.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • cmr  26/10/2015 13:59
    A "politicamente correta" Suécia está entulhada de muçulmanos, que impõem os seus modos de vida.
    Há muitos bairros em cidades suecas que estão sob a sharia, e o governo "politicamente correto" nada faz contra esse multiculturalismo. A imprensa nada noticia. Só mídias independentes denunciam isso.

    O multiculturalismo é outra trapalhada que todos querem imitar.
  • anônimo  26/10/2015 15:30
    E eu achava que intolerância religiosa e generalizações ("entulhada de muçulmanos, que impõem os seus modos de vida.") eram características do pensamento de esquerda.
  • cmr  26/10/2015 16:41
    Entulhado de muçulmanos sim, não existe muçulmano moderado, o islã é uma religião do mal.

    Os líderes europeus fingem não saber disso, pois para se chegar ao poder absoluto é necessário instaurar o caos.
  • anônimo  26/10/2015 15:37
    Vc está falando sobre a consequência e não a causa.

    O problema não é a questão de ter mulçumanos, a questão é atrair mulçumanos (ou qualuer outro povo) que busquem o tal bem estar social.

    Se uma pessoa de alguma etnia imigra para um país com a finalidade de trabalhar, com certeza não terá essa história de impor regras.

    Agora os que vão para mamar nas tetas aí é complicado...rs

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2207

    mises.org.br/Article.aspx?id=2200

  • anônimo  26/10/2015 16:30
    O multiculturalismo atual existe para aumentar (ou criar) o estado de bem estar social em países livres e ricos. Por isso a esquerda possui tesão em políticas de imigração em massa.
    A esquerda americana e o camarada Obama está seguindo o mesmo caminho que a esquerda social democrata europeia.

    Multiculturalismo e imigrações em massa de países pobres estatistas para países ricos livres acontecendo em uma democracia é um suicídio para a liberdade e as contas públicas de um país à longo prazo.
    Alguns libertários ainda não aprenderam, nem mesmo com os exemplos recentes, que tais políticas em uma democracia só servem para o país virar cada vez mais socialista.
  • cmr  26/10/2015 17:30
    Sim, exatamente.

    O problema é que muitas pessoas não sabem bem o que é esse tal de multiculturalismo, e se você se opor a este, é imediatamente taxado de radical xenofóbico.

    O multiculturalismo é outro lugar comum que dispensa qualquer raciocínio crítico.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1592
  • mauricio barbosa  26/10/2015 14:02
    Suécia,mais um blefe socialista.
  • Henrique Zucatelli  26/10/2015 14:47
    Sendo chulo mesmo, o duro é desacostumar o zé povo que a mamata acabou. A sorte da Suécia é seu povo altamente instruído. Creio que eles são mais maleáveis que os latinos.

    Essess preferem ir até as profundezas da miséria e do desabastecimento que aceitar que terão que fazer por si mesmos. Vide Venezuela e Argentina, além de claro, o Brasil.

    Preferem amargar filas sem fim em hospitais estatais. Ter educação ineficaz. Segurança pífia. Vai entender a mediocridade dessa gente socialista.
  • Thiago Teixeira  27/10/2015 03:34
    Excelente comentário.
    Nada a acrescentar.
  • Fernando  26/10/2015 14:54
    Blá blá blá.... "como Mises falou"; e ainda cita fontes do próprio site do Mises.... Não me convence não. E a Noruega, por que tem dado tão certo? Exploração do petróleo pelo Estado norueguês garante bem-estar e 1° no IDH, conheci uma norueguesa que me disse que a escola pública que ela estudava tinha piscina, e ela ainda viaja o mundo todo. Países nórdicos são o terror do pessoal do Mises.
  • Melligeni  26/10/2015 16:04
    Eis a lista de todas as fontes linkadas no artigo:

    timbro.se/bokhandeln/bocker/den-svenska-liberalismens-historia

    www.ratio.se/media/43604/privat%20och%20offentlig%20sysselsattning.pdf

    www.scb.se/default____2154.aspx

    www.aei.org/publication/if-sweden-left-the-eu-and-joined-the-us-it-would-be-the-poorest-u-s-state-below-even-mississippi/

    www.iea.org.uk/sites/default/files/publications/files/Sweden%20Paper.pdf

    https://reason.com/blog/2014/01/22/socialist-swedes-take-to-private-health

    www.theglobeandmail.com/report-on-business/rob-commentary/rotting-sweden-a-lesson-in-bad-policy/article731023/

    www.libertarianism.org/publications/essays/how-laissez-faire-made-sweden-rich#.84whzo:XePw

    E você, no desespero, vem dizer que o artigo "cita fontes do próprio site do Mises"? Quão patético você é?

    "E a Noruega, por que tem dado tão certo? Exploração do petróleo pelo Estado norueguês garante bem-estar e 1° no IDH"

    Ué, não entendi. Se você próprio já admite que a situação da Noruega é atípica justamente pelo fato de o país ser um privilegiado quem bóia em petróleo, então eu nada tenho a acrescentar.

    Não, mentira, tenho sim: a Noruega bóia em petróleo e, ao mesmo tempo, tem a gasolina mais cara do mundo:

    www.ibtimes.com/how-much-do-you-pay-gas-top-5-countries-cheapest-gas-prices-1544025

    No que mais, já que, segundo você, governo administrando petróleo é a solução para tudo, então Venezuela, Nigéria e Brasil deveriam ser potências do bem-estar social, não?

    Tire o petróleo da Noruega e vejamos se o sistema se mantém intacto.

    Mais detalhes sobre a Noruega:

    www.libsdebunked.com/socialism/scandinavian-socialism-argument/

    www.dw.com/pt/na-noruega-a-riqueza-est%C3%A1-virando-problema/a-18574289

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/milagre-noruegues/

    "conheci uma norueguesa que me disse que a escola pública que ela estudava tinha piscina, e ela ainda viaja o mundo todo."

    Nossa! Uma piscina numa escola! Que revolução educacional!

    O curioso é que há várias escolas públicas municipais no Brasil que também têm piscina (para não falar das várias particulares) e ainda assim não viramos uma potência educacional. Esquisito, né?

    "Países nórdicos são o terror do pessoal do Mises."

    Terror? Muito pelo contrário. Estão mais para o paraíso mesmo.

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    Terror? Isso tá mais para o paraíso. Só não é melhor do que a sua participação aqui, que serviu de grande alívio cômico. Jamais irei me esquecer de que a solução para um país enriquecer está nas piscinas em escolas públicas...
  • Fernando  26/10/2015 16:22
    Piscina em escolas foi apenas um exemplo da qualidade, da forma como a educação é feita na Noruega, abarcando várias disciplinas e atividades. Vocês sabem o que quero dizer.

    "...no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho"

    Este terrorismo foi originado por quem? pela estrutura latifundiária no Brasil, excludente, herança maldita dos tempos da escravidão, reproduzida até hoje. Alias, essa minha amiga norueguesa tem pai que é fazendeiro, e ela disse-me que na Noruega a propriedade rural é bem distribuída, o que gera justiça social.
  • Magno  26/10/2015 19:33
    É mesmo? Que bacana! Agora manda aí um link sobre como foi feita a reforma agrária na Noruega.
  • Tio Patinhas  26/10/2015 21:26
    A Noruega precisa urgentemente que o petróleo suba para $80, caso contrário ela está ferrada:

    www.bloomberg.com/news/articles/2015-08-10/for-norway-oil-at-50-is-worse-than-the-global-financial-crisis

    Obrigado.
  • Ali Baba  27/10/2015 09:43
    @Fernando 26/10/2015 16:22:42

    Este terrorismo foi originado por quem? pela estrutura latifundiária no Brasil, excludente, herança maldita dos tempos da escravidão, reproduzida até hoje. Alias, essa minha amiga norueguesa tem pai que é fazendeiro, e ela disse-me que na Noruega a propriedade rural é bem distribuída, o que gera justiça social.

    Esse terrorismo foi gerado pelos esquerdopatas que armam esses grupos terroristas.

    Você tem um pouco de razão sobre a apropriação original: no Brasil ela é bem questionável em alguns redutos. Mas essa questão histórica pouco importa se forem estabelecidos e defendidos os princípios da propriedade privada e das relações pacíficas e voluntárias. O citado grupo terrorista está longe de ser pacífico e quer perpetuar a violência sem resolver o problema.

    Essa sua amiga é um ser fictício, fruto da sua imaginação. Uma persona criada para manter o debate em terceira pessoa nesse site. Representa apenas a maneira como você imagina que seja o Éden norueguês...

    A propósito, doravante referir-me-ei a você como Fernando Piscinas.
  • Fernando  27/10/2015 12:51
    É verdade, eu tive essa amiga. E ela era diferente em muitas coisas, a começar pelo fato de ela mesmo ter pago o hotel sendo que eu ofereci a pagar pois ela tinha vindo me visitar, estando de passagem por aqui, numa viagem que ela fez sozinha pelo mundo. Ou seja, uma educação incrível, não foi machista a ponto de aceitar que um homem pague as despesas dela, além de ser muito independente.
    Este tipo de atitude dela denota o grau de educação que os noruegueses tiveram ao longo das décadas de um governo bom, país bem gerido. O problema é que qualquer coisa implementada no Brasil não dá certo, nem a economia liberal daria. As coisas tem dado certo na Noruega, não há como refutar.
    Estou sem serviço no trabalho, então acabo entrando nos sites que gosto. Mas se vocês se incomodam com minhas opiniões, eu paro de opinar.
  • Piscinas  27/10/2015 14:18
    "O problema é que qualquer coisa implementada no Brasil não dá certo, nem a economia liberal daria."

    Clássica: nada dá certo no Brasil porque todo mundo é burro ou corrupto - quem generaliza assim é porque geralmente ouviu umas verdades do espelho - então vamos deixar tudo como está e esperar o estado trazer a salvação.
  • Slaine  27/10/2015 22:12
    'uma educação incrível, não foi machista a ponto de aceitar que um homem pague...'

    Lavagem cerebral feminista não tem nada de incrível.Vá ver os estragos que isso anda fazendo na terra dela, vá ver como os homens de lá estão se cansando de serem os culpados por tudo e estão dando um grande foda-se pro casamento como instituição (o que acaba em última instância ferrando as mulheres que vivem sonhando com isso) ou se casam, preferem as asiáticas que ainda são mulheres de verdade e não foram infectadas pelo feminismo
  • Slaine  27/10/2015 10:18
    'Este terrorismo foi originado por quem? pela estrutura latifundiária no Brasil, excludente, herança maldita dos tempos da escravidão, reproduzida até hoje. Alias, essa minha amiga norueguesa tem pai que é fazendeiro, e ela disse-me que na Noruega a propriedade rural é bem distribuída, o que gera justiça social.'

    Muito bem, decorou direitinho a conversa do professor de história socialista.
    Agora a realidade: o MST não tem NADA a ver com latifúndio nenhum, são só um bando de vagabundos que ganham uma quantidade de terra imensa, já tem mais terra do que vários países, não fazem nada, tem uma produção ridícula, continuam sendo parasitas do governo, muitas vezes pegam a terra e VENDEM e o principal: eles existem apenas pra ser o braço armado do PT e de porcarias socialistas do tipo.

    Por exemplo, um corrupto faz uma delação premiada que compromete o PT, no outro dia o MST vai lá e invade a fazenda dele.
    veja.abril.com.br/noticia/brasil/mst-invade-fazenda-de-pedro-correa-em-pernambuco/

    Então por que o PT, que é aliado dessas bostas não faz a tão sonhada reforma agrária que os iditos úteis tanto sonham? Simples, porque quem bota comida na mesa do brasileiro é o agronegócio.Chore o quanto quiser, o esquerdista chefe (e não os idiotas úteis) sabe que precisa do agronegócio. Quando começa a faltar comida governo nenhum se sustenta.
  • anônimo  26/10/2015 16:30
    Acrescento sobre a Noruega :

    - 6° país mais fácil de fazer negócio, segundo o Doing Bussiness de 2014.
    - 14° país mais aberto do mundo, segundo o open market índex de 2015.
    - Inflação média de 2% nos últimos 10 anos.

    Ah! e ter 80% das reservas de petróleo na mão de uma estatal ajuda a Noruega? Sim, ajuda a ter a gasolina mais cara do mundo.
  • Pobre Paulista  26/10/2015 17:13
    Você aterrorizou o Fernando. Este não volta mais.

  • Fernando  26/10/2015 18:16
    Volto sim, é que tem respostas minhas que não foram publicadas. Fazer o que... começo a desconfiar, pois questionar significa deixar hostis algumas pessoas que o frequentam, ou seja, entendem muito bem o que quis dizer porém fazem joguinhos lógicos para desviar a questão ou ficam ridicularizando. Nada inteligente, o que aumenta minha desconfiança.
    Como eu disse, votei no PT em 1998 e 2002, faziam o melhor dos discursos mas veja como ficou o país. Posso estar muito enganado em relação a vocês também. Pois tudo tem dado certo na Noruega, é um país exemplar, tudo funciona e o governo é bem diferente do que é pregado por vocês.
  • anônimo  27/10/2015 11:13
    "o governo é bem diferente do que é pregado por vocês."

    Não tão diferente assim, você ignorou meu comentário, mas eu copio aqui:

    "Sobre a Noruega :

    - 6° país mais fácil de fazer negócios, segundo o Doing Bussiness de 2014.
    - 14° país mais aberto do mundo, segundo o open market índex de 2015.
    - Inflação média de 2% nos últimos 10 anos.

    Ter 80% das reservas de petróleo na mão de uma estatal ajuda a Noruega? Sim, ajuda a ter a gasolina mais cara do mundo."



    Complemento ainda:

    O assistencialismo da Noruega só sobrevive por ter um setor privado rico (resultado das boas instituições em pró mercado e de seu passado).

    E como assistencialismo é um poço sem fundo, a tendencia é um dia, sei lá quando, o sistema entrar em colapso.

    Esse artigo retrata o que eu quero dizer.
  • Vinicius  27/10/2015 13:26
    Votou no PT por causa do discurso melhor...

    Resumindo comprou a ideia do marketeiro Duda Mendonça, ajudou a ferrar o país ao invés de pagar a multa de 3 reais ou votar no Santos Dumont como era possível em 2002.
  • Fernando  27/10/2015 13:50
    Vinicius, eu era ignorante em 1998 e 2002 (continuo sendo mas muito menos rsrs). Não entendia nada de economia, estava desempregado, odiava estar parado. Não tinha ideia de como funcionava campanhas políticas.
    Estou atualmente mais refinado, desconfiado, vacinado, tanto é que sou o único aqui a questionar a validade do que estamos discutindo no site.
  • Anonimo  27/10/2015 11:00
    '"conheci uma norueguesa que me disse que a escola pública que ela estudava tinha piscina, e ela ainda viaja o mundo todo."'

    Que bom viramos a Suécia! Não, péra...
    horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/07/piscina-semiolimpica-esta-fora-de-uso-desde-2011-em-escola-estadual-de-florianopolis-4796310.html
  • Fernando  27/10/2015 13:46
    é o que eu sempre, não dá nada certo no Brasil.
  • Ali Baba  26/10/2015 16:35
    hahahahahaahahaha

    Piscinas!?!

    hahahahaahahahaha
  • Luiz Filipe  27/10/2015 00:51
    Adoro ver o povo daqui trucidando os montes de "fernandos" que aparecem por aqui.... Só fico assistindo de camarote, já que não sou bom em debates e tbm tenho preguiça de procurar fontes =[

    Piscinas, hahahahaha
  • Ezequiel Alves  26/10/2015 15:02
    Acha que a crise econômica no Brasil beneficia as micro e pequenas empresas no Brasil que são as pessoas que querem abrir os pequenos negocios de um a cinco funcionários?
  • anônimo  26/10/2015 15:32
    A Suécia comparada com o Brasil ainda é um país bem livre.
  • Eduardo  26/10/2015 16:17
    "Apenas um país que já enriqueceu e já acumulou o capital necessário (e já alcançou a produtividade suficiente) pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas assistencialistas por um longo período de tempo. Assistencialismo é algo que só pode funcionar — e, ainda assim, por tempo determinado — em sociedades que já enriqueceram e já alcançaram altos níveis de produtividade. Não dá para redistribuir aquilo que não foi criado. Adotar um modelo sueco em um país sudanês não daria muito certo...]"

    Perfeito! E por quê brasileiros mais instruídos em geral não entendem isso, preferindo sempre copiar esse tipo de modelo europeu, repudiando o modelo americano?
  • Ali Baba  26/10/2015 16:43
    @Eduardo 26/10/2015 16:17:43

    Perfeito! E por quê brasileiros mais instruídos em geral não entendem isso, preferindo sempre copiar esse tipo de modelo europeu, repudiando o modelo americano?

    Pq eles ganham com isso?

    É muito difícil pedir para que alguém perceba algo quando o seu salário depende justamente de que ele não perceba.
  • Killarney  26/10/2015 17:20
    Porque aqui, não são os necessariamente mais instruídos que preferem essas políticas. Aliás, a intenção maior na adoção dessas medidas assistencialistas é tão somente arregimentar votos. E mais, os nossos demagogos políticos querem dar, mas o que não é deles. Fazem continência com o chapéu alheio e ficam 'bem na fita' perante a opinião pública esquerdista (que domina por completo a mídia).

    O modelo americano não é copiado porque isso exige esforço e trabalho de cada um. E muita gente aqui gostaria que o mundo acabassem em barranco só pra morrer encostado. O brasileiro considera o trabalho algo chato, cansativo e que o priva de outras coisas boas. A esquerda brasileira então, como um próprio artigo aqui do Mises abordou, detesta o trabalho. Ou você acha que um país cujas principais universidades formam 'pensadores', 'filósofos', 'historiadores', 'cientistas políticos/econômicos/sociais' quer mesmo ser produtivo com tanta gente assim 'ensinando' para nossas crianças e adolescentes?
  • Nogueira  26/10/2015 17:29
    Faltou um dado importante que deveria ser levando em consideração: Em 60 anos, a população da Suécia dobrou; houve grande imigração de refugiados de zonas de conflitos durante e depois a segunda guerra mundial.

    Uma política assistencialista não obtém sucesso sem uma classe social para apoiá-la.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Demografia_da_Su%C3%A9cia
  • Nathan  26/10/2015 18:00
    Um dúvida sobre economia fora do tópico. Alguém sabe me dizer se é verdade que num economia de livre mercado a taxa de lucros tende a cair com o tempo ? E se isso ocorre, por que ?
  • anônimo  26/10/2015 20:27
    Verdade, pois se a taxa de lucro é alta mais pessoas migrarão para aquele setor, o que levará, devido a concorrência, a uma queda na taxa de lucro.

  • Vitor  26/10/2015 20:45
    Pq o lucro indica que vale a pena investir naquele serviço ou produto, cuja oferta vai aumentando e puxando os preços para baixo.
  • Seiya  26/10/2015 18:28
    Que chapoletada!!!!

    To doido pra comecar uma discussaozinha com um socialista, o tema vai ser... Suecia! hahahaha. Vo arrastar ele pra uma arapuca das grandes.
  • anônimo  26/10/2015 21:21
    Eu não ficaria muito animado, discutir economia com um socialista é igual discutir darwinismo com uma testemunha de Jeová.
  • alônimo  20/03/2016 11:53
    Eu não ficaria muito animado, discutir economia com um socialista é igual discutir design inteligente com um militante neoateu.
  • Killarney  26/10/2015 23:11
    Discuto na boa, sem frases de efeitos ou tom de agressividade e as respostas dos demais são sempre lacônicas e com frases típicas da turma do DCE de universidade federal.

    Minha parte eu faço. Faça a sua também Seiya. Pra mim está óbvio que após tanto socialismo/marxismo embutido no brasileiro por quase 30 anos, além do estatismo/keynesianismo por mais de 70 anos, não vai ser num bate-papo que iremos convencer nossos irmãos brasileiros que nasceram na míopes e acham que a 'luz' irá cegá-los ainda mais.

    Persistência!

  • Seiya  27/10/2015 13:18
    hahahha eh vero che
  • Principiante em Economia (off topic)  26/10/2015 22:44
    Olá!!!

    Tem alguma(s) obra(s) ou artigo(s) do Instituto Mises (independente da língua escrita)que explica a visão da Escola Austríaca a respeito da economia (Estado Rentista) praticada pelos países do Golfo Pérsico?!

    Agradeço desde já a indicação! :)
  • Fernando  27/10/2015 00:21

    O Brasil nunca será uma Suécia. Os suecos ficam trancados em casa no inverno. O que se faz dentro de casa por semanas ou meses ? Estudar, aprender, planejar, etc. É impossível competir com países que possuem liberdade e com essas condiçoes de vida. A Rússia só é uma porcaria por causa dos comunistas.

    Os suecos estao vendendo caças para os comunistas brasieliros. A situaçao já está dando desespero nos suecos com tanta estagnaçao econômica. O bem estar social dura até quando tiver dinheiro na poupança. Acabou o dinheiro, acabou o welfare state.

    O socialismo nao funciona nem com ética nórdica. Socializou, estagnou !


  • SMD  27/10/2015 00:44
    CARAMBA A SUECIA É SOCIO-CAPITALISTA... peguem quanto eles pagam de imposto de renda lá... nao tem nd de livre mercado nao hahahah
  • Pedro POA  27/10/2015 14:19
    Vai ver é por não ter nada de livre mercado que no ranking de 178 países que avalia o grau de liberdade econômica a Suécia ocupa a 23° posição enquanto o Brasil a 118°.

    Seu uso da ironia faz sua ignorância ficar ainda mais evidente!
  • SMD  27/10/2015 16:46
    Ok... só não me venha falar que eles sao da escola austrica que isso eles nao sao mesmo tanto que o governo é absoluto e o assistencialismo por parte governamental É TOTAL! Se a intençao do texto foi defender a escola austriaca ERROU!
  • Perdido  27/10/2015 17:28
    Do que você está falando? Não só o artigo em momento algum fala que a Suécia é seguidora da Escola Austríaca, como muito menos o artigo faz qualquer defesa da Escola Austríaca. Aliás, a expressão "Escola Austríaca" (ou qualquer de seus derivados) jamais é mencionada no texto, que é puramente descritivo.
  • Andre Fernandes  13/11/2015 17:26
    Legal que ele ignorou completamente os links pras matérias falando sobre a migração para o sistema PRIVADO de saúde em função do péssimo atendimento no sistema publico. Da expansão da educação privada e incentivo ao lucro nas escolas.

    Esqueceu que a Suécia enfrentou uma bela crise nos anos 90 em função desse assistencialismo e por aí vai...e só voltou a crescer pq recuou e desregulou o mercado, reduziu os gastos do governo e etc.

    é muito fácil vir aqui cuspir qq coisa sem apresentar qualquer argumento que vá contra o que foi dito no artigo.

    além de dar a impressão de que sequer leu o artigo pelos comentários.
  • Federico  27/10/2015 01:32
    Parabens equipe IMB. Belissimo texto escolhido...uma poesia de economia...Nenhuma universidade brasileira daria uma explicação tao simples e magnifica.

  • giuliano  27/10/2015 02:36
    Pessoal, gostaria de trazer pra vcs um post que vi sobre a Dinamarca e que se encaixa bem na discussão presente. Peço a gentileza de quem estiver disposto de tentar trazer ideias que poderiam refutar o texto. Aqui está: usuncut.com/world/here-are-9-reasons-denmarks-socialist-economy-leaves-the-us-in-the-dust/

  • Rennan Alves  27/10/2015 13:53
  • André Luiz de Colla  27/10/2015 04:54
    Parabéns pelo texto! Estava procurando uma explicação desta a tempos. Única coisa que tenho a dizer é obrigado IMB, obrigado Yonathan Amselem.
  • Adelson Paulo  27/10/2015 11:54
    Não existem termos de comparação com países da Escandinávia. Países com populações abaixo de 10 milhões de habitantes, com uma população etnicamente homogênea, com séculos de tradição cultural e política. Na Noruega, recentemente o Primeiro Ministro foi manchete de jornais porque ia trabalhar de bicicleta!
    Nestes países, as pessoas são conhecidas pelo seu sobrenome, pelo seu nome de família, e carregam gerações de tradição em seus nomes. Nos livros escolares, os nomes da História repetem os sobrenomes dos alunos que estão estudando. Nestes países, um político acusado de corrupção está comprometendo não apenas sua biografia, mas a de seus pais, de seus avós, de seus filhos e de seus netos.
    Estas referências que muitos militantes de esquerda fazem com Noruega, Suécia, Dinamarca, como modelos de desenvolvimento para nações de países pobres, são pura e simples ignorância (para não dizer má fé).
  • Renato Souza  27/10/2015 13:24
    Creio que se pode resumir assim:

    1. Só é possível implementar um sistema de "redistribuição de renda" depois que um mercado razoavelmente livre cria riquezas.

    2. Mesmo após muita riqueza ter sido criada, é necessário manter muitas das premissas de livre mercado para o pais não ir para o buraco. A Suécia tem uma carga tributária para pessoas físicas bastante superior à do Brasil, mas EM COMPENSAÇÃO, sua carga tributária sobre empresas não é tão alta, permite um comércio exterior muito mais livre, impõe muito menos burocracia sobre as empresas. Esse arranjo permite que se continue gerando riquezas, embora a uma taxa bem menor do que se geraria num sistema mais livre (como Cingapura, Taiwan ou Hong Kong).

    3. Caso os políticos e burocratas "errem na mão" e inadvertidamente ameacem matar a "galinha dos ovos de ouro", terão de aliviar a mão para a iniciativa privada poder respirar um pouco (parcial diminuição do sistema de "bem-estar").

    Concluo que, sendo condenado a uma taxa de crescimento bem mais fraca que a de países de economia mais livre, o sistema sueco é insustentável a longo prazo. Imagine os tigres asiáticos, daqui a 50 anos, se houverem mantido a liberdade de empreendimento e ficarem livres de guerras ou gravíssimos desastres naturais. Serão países extremamente ricos, e cidadãos e empresas suecos não terão nenhum motivo para não migraram para esses países mais livres. As melhores pessoas, os mais produtivos, os mais corretos, os mais sinceros, os mais empreendedores, os mais bem preparados, se sentirão atraídos por países mais livres, que serão muito mais ricos. Nessa situação, ou os políticos suecos terão de desmontar o sistema de "bem-estar" (será algo muito duro de fazer) ou se condenarão a ser uma Argentina.
  • Renato Souza  27/10/2015 13:31
    Sobre a Noruega, ter uma pequena população sentada em cima de um mar de petróleo, numa época de preços de petróleo extremamente altos, permite se fazer algumas loucuras. Isso é diferente de dizer que fazer loucuras é o caminho certo para a riqueza... mesmo porque preços de petróleo sobem e descem...
    Mas mesmo estar sentado num mar de petróleo não é garantia de se poder fazer qualquer loucura que se queira. O sistema econômico norueguês, sempre foi infinitamente melhor que o insano sistema econômico que tem sido implantado na Venezuela.
  • Emerson Luis  20/03/2016 11:30

    "Imagine se um atleta famoso começasse a fumar. Qualquer sucesso que ele continuasse apresentando no esporte seria apesar desse hábito destrutivo e não por causa dele."

    Ótima comparação!


    "Com algumas poucas exceções, as grandes empresas suecas têm muito poucos incentivos para inovar (e elas não inovaram), e várias empresas sobrevivem hoje exclusivamente graças a contratos de fornecimento para o governo..."

    Além dos subsídios do governo, eles podem importar tecnologia dos países capitalistas.


    "Socialistas não participam desse processo de criação de riqueza; eles simplesmente aparecem quando tudo já foi efetuado e exigem os créditos pela proeza."

    Socialistas latino-americanos são ainda piores: eles aparecem antes da criação de riqueza prometendo criá-la e impedem a ação de quem realmente poderia produzi-la.

    * * *
  • Marc  16/10/2016 20:47
    Tem um livro aqui que diz que nenhum pais na historia da sua humanidade enrriqueceu com o laissez faire. De fato é observado que somente os paises já em alto estágio capitalista que o adota com relativo exito concentrando o capital .

    Trecho:

    3.5. Sweden

    Sweden did not enter its modern age with a free trade regime. After the end of the Napoleonic wars, its government enacted a strongly protective tariff law (1816), and banned the imports and exports of some items. However, from about 1830 on, protection was progressively lowered, and in 1857 a very low tariff regime was introduced.
    This free trade phase, however, was short-lived. Sweden started using tariffs as a means to protect the agricultural sector from American competition since around 1880. After 1892, it also provided tariff protection and subsidies to the industrial sector, especially the newly emerging engineering sector. Despite (or rather because of) this switch to protectionism, the Swedish economy perfomed extremely well in the following decades. According to a calculation by Baumol (1989), Sweden was, after Finland, the second fastest growing (in terms of GDP per work-hour) of the 16 major industrial economies between 1890 and 1900 and the fastest growing between 1900 and 1913.
    Tariff protection and subsidies were not all that Sweden used in order to promote industrial development. More interestingly, during the nineteenth century, Sweden developed a tradition of close public-private cooperation to the extent that was difficult to find parallel in other countries at the time, including Germany with its long tradition of public-private partnership. This first developed out of state involvement in the agricultural irrigation and drainage schemes. This was then applied to the development of railways from the 1850s, telegraph and telephone in the 1880s, and hydroelectric energy in the 1890s. Public-private collaboration also existed in certain key industries, such as the iron industry.

    Globalization and the Myths of Free Trade: History, Theory and Empirical Evidence (Routledge Frontiers of Political Economy)

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