A desastrosa combinação de assistencialismo e burocracia resulta em mortes em massa de imigrantes

No dia 27 de agosto de 2015, setenta e um refugiados foram descobertos sufocados em um caminhão frigorífico abandonado na Áustria, bem próximo à fronteira com a Hungria.  Esses indivíduos, que foram relatados como imigrantes que fugiam da guerra civil na Síria, fizeram uma jornada de mais de 1.600 quilômetros até a morte.

Esse episódio trágico foi apenas mais um dentre vários que já foram relatados nessa crescente crise de refugiados que estão migrando para a Europa.  Das quase 500 mil pessoas que já fugiram para a Europa ao longo de 2014 e 2015, 2.500 morreram em vários acidentes com embarcações ocorridos apenas no Mediterrâneo.

O problema, obviamente, não é exclusivo da Europa.  Vários destes mesmos migrantes preferem ir para os EUA passando pelo Brasil, morrendo nas florestas sul-americanas enquanto tentam alcançar a fronteira americana.  Isso ocorreu com cinco migrantes de Gana, que foram encontrados mortos nas selvas da fronteira entra a Colômbia e o Panamá. 

Embora tragédias como essa sempre levem as pessoas a afirmar que "algo" tem de ser feito, igualmente importante é indagar quais são as causas desse processo de migração e o que esse "algo" a ser feito seria.

As causas subjacentes da migração

Muito já foi escrito sobre o grau de instabilidade causado pelas belicosas intervenções estrangeiras e pelos efeitos deletérios das ajudas estrangeiras, cujo dinheiro é majoritariamente desviado pelos governos destes países, ajudando assim a sustentar e a dar ainda mais poder a estas ditaduras militares violentas e corruptas.  A mais interessante observação sobre a recente crise migratória não é que ela esteja acontecendo, mas sim para onde os emigrantes estão indo.

No passado, refugiados normalmente viajavam a distância mínima necessária para fugir de situações de confronto, sendo que alguns poucos grupos politicamente populares chegavam até mesmo a receber passagens aéreas para países mais distantes.  Um bom exemplo disso é o de refugiados somalis sendo realocados para a cidade de Minneapolis, no estado americano de Minnesota.  O restante dos refugiados normalmente caminhava até a região mais próxima que estivesse livre do confronto.

No entanto, essa recente onda de refugiados e emigrantes está fazendo algo diferente: eles não apenas estão atravessando vários países seguros e comprando passagens aéreas para vôos transoceânicos, como também estão desbravando um caminho que é muito mais perigoso do que simplesmente ter ficado em casa.  Por exemplo, os supracitados setenta e um sírios encontrados mortos na Áustria optaram por atravessar e ignorar quase que uma dúzia de outros países seguros para chegar até a Áustria e, presumivelmente, continuarem dali até outros países.  É estranho que um refugiado nepalês irá comprar uma passagem aérea para São Paulo e, dali, pegar a estrada até a floresta amazônica para então adentrar a Colômbia, o Panamá, vários países da América Central, até finalmente cruzar a fronteira entre México e EUA.  Não faz muito sentido ele optar por esse caminho se ele estava apenas fugindo de uma guerra ou de um desastre natural.

Benefícios públicos criam os incentivos

Um grande criador dos incentivos para se fazer esta jornada perigosa e potencialmente letal pode ser resumido em uma única foto:

20150915_imm.jpg

A foto acima é de um cartão criado por "especialistas em contrabandear pessoas" — também conhecidos como "facilitadores", gente que ajuda pessoas a emigrar para outros países —, o qual foi apreendido pela Frontex, a agência de controle de fronteiras da União Europeia. Esse cartão lista todos os benefícios que os refugiados ganharão dos governos europeus.

Facilitadores ao longo de todo o Oriente Médio, da Turquia e do Norte da África fabricam cartões desse tipo e os entregam para potenciais clientes.  Com efeito, refugiados pararam de buscar abrigo no refúgio seguro mais próximo e passaram agora a pesquisar as nações mais generosas para as quais emigrarem.  Para isso, contam com os prestimosos serviços informacionais dos facilitadores.  Isso criou o fenômeno de que as pessoas não mais estão fugindo de conflitos ou da pobreza, mas sim indo à procura dos mais lucrativos pacotes de benefícios.

O cartão acima perverte os sistemas legais ao inferir que apenas chegar ao país já é uma causa suficiente para ganhar asilo, e que os benefícios são permanentes e para sempre.  E o fato é que tais pacotes de benefícios realmente existem, e são um grande incentivo para os migrantes.  Isso explica por que as pessoas fugindo da Líbia estão cruzando o Mediterrâneo em embarcações raquíticas e superlotadas, e por que essas pessoas estão passando direto, sem parar, por quatro ou cinco países perfeitamente seguros para chegar até a União Européia.  Parte dessa enorme crise humanitária é gerada pela sedutora promessa de que qualquer pessoa que chegar a um país da União Européia ganhará uma série de benefícios que, em relação ao beneficiado, são realmente opulentos.

Os Estados Unidos fornecem benefícios similares a imigrantes, e até mesmo concede a possibilidade de total unificação com os familiares deixados para trás.  Aliás, nos EUA, a questão é ainda mais exasperante por causa do tratamento concedido a menores desacompanhados, os quais ganham privilégios imediatos ao simplesmente aparecerem no país.  Isso explica o surto de adolescentes entre 15 e 18 anos flagrados cruzando a fronteira dos EUA sob condições arriscadas.

Muita papelada governamental

Outro fator que impulsiona este comportamento é a maneira como os governos lidam com a imigração legal e o controle das fronteiras.  Entrar legalmente nos países da União Européia e da América do Norte é um pesadelo burocrático.  Aqueles imigrantes que seguirem as regras terão de obter documentos que não estão prontamente disponíveis em seus respectivos países.

Por exemplo, no caso dos EUA, o tempo de solicitação tende a ser muito demorado, há a necessidade de se fazer viagens para as agências do USCIC (United States Citizenship and Immigration Services) localizadas no país de origem do potencial imigrante, mas quase sempre em localizações inconvenientes, e a opção é limitada apenas a pessoas que possuam família nos EUA ou a quem tenha sido oferecido um emprego nos EUA em decorrência de suas altas qualificações

Se você olhar a página do Greencard, na seção das "perguntas mais frequentes", verá que a única alternativa para uma pessoa que quer emigrar para os EUA para trabalhar, mas que possui baixas qualificações, seria tentar um estreito e difícil pedido de asilo. 

O processo de entrada na União Européia é igualmente difícil.

Posso falar por experiência própria: ao me mudar para a Suíça para fazer meu MBA, mesmo na condição de americano nato, obter um visto de apenas um ano para a área de Schengen foi uma tarefa complexa, difícil, custosa e aborrecida.  Nem consigo imaginar o que um cidadão da Síria ou de Gana teria de fazer para obter uma autorização legal de moradia.  A própria taxa cobrada para se fazer o pedido, de US$ 1.010 — e a qual não fornece garantia nenhuma de aceitação —, embora não seja tão desarrazoada para os padrões de riqueza ocidental, representa vários anos da renda de alguns migrantes.  E mesmo em relação aos refugiados legais, o processo burocrático de aceitação é longo e difícil.  E, dado que existem cotas, seria necessária quase que uma década apenas para lidar com aquelas pessoas expulsas pelo conflito na Síria.

Ao fazer com que o processo legal de entrada seja praticamente inacessível para a maioria das pessoas comuns, a consequência inevitável é que os migrantes menos qualificados irão, no desespero, se aventurar por rotas não-convencionais, como a perigosa travessia entre Colômbia e Panamá ou sob cercas afiadas e cortantes nas fronteiras da Hungria, ou até mesmo irão procurar os serviços de cartéis criminosos, os quais irão prontamente escravizar, assaltar ou mesmo matar os migrantes, embora também possam de fato ajudá-los a atravessar as fronteiras. 

Essas opções são escolhidas em detrimento das alternativas seguras simplesmente porque as alternativas seguras se tornaram inviáveis em decorrências das políticas governamentais.

A tempestade perfeita

Qualquer uma das supracitadas políticas cria problemas; porém, conjuntamente, elas formam a tempestade perfeita. 

Ao ofertarem um rico pacote de benefícios para os potenciais refugiados e migrantes, os governos criam incentivos para que esses indivíduos façam essa jornada perigosa.  No entanto, ao fazerem com que estes mesmos benefícios sejam impossíveis sem que tais pessoas tenham de passar por um martírio, o resultado final é que mais pessoas, no desespero, acabam até mesmo passando literalmente por moedores de carne (como no caso do caminhão na Áustria).

Essa combinação é ironicamente cruel: grandes benefícios oferecidos, mas a quase impossibilidade de obtê-los.

A solução

A solução para esse problema é dupla.

Primeiro, subsídios assistencialistas garantidos para refugiados devem ser reduzidos ao máximo ou mesmo abolidos.  Ao remover esses incentivos, as pessoas atraídas a emigrar por causa de benefícios estatais — pagos por meio de impostos dos cidadãos trabalhadores do país em questão — irão desaparecer, reduzindo enormemente a aparente recompensa de se fazer essa jornada.  O custo das jornadas perigosas continua existindo, mas a recompensa acabou.  Aqueles que estão genuinamente desesperados não mais terão os incentivos para viajar para além da localidade segura mais próxima.

Segundo, o bizantino, longo, complexo e custoso sistema de migração legal deve ser abolido.  Nem estou adentrando no debate sobre o quão abertas devem ser as fronteiras, mas o fato é que, defenda você ou não as fronteiras abertas, é difícil negar que o atual sistema de migração é proibitivamente caro e difícil para todos, exceto para os mais educados e mais influentes.  Aqueles que querem emigrar para genuinamente trabalhar e criar riqueza — e, desta forma, contribuir para toda a sociedade — estão, na prática, excluídos dos meios legais, restando-lhes apenas as extremamente perigosas alternativas disponíveis.

Embora vozes influentes como a do Papa estejam corretas ao dizer que tudo isso é estarrecedor, as políticas defendidas por ele e por vários políticos irão apenas piorar as coisas.  Oferecer assistência a imigrantes ao socorrê-los em barcos naufragados ou permitir que os migrantes permaneçam em seus novos países sem se alterar toda a questão burocrática irá apenas criar mais incentivos para que cada vez mais pessoas façam essas mesmas perigosas jornadas.  A questão da recompensa do risco tem de ser considerada — quanto maiores as recompensas assistencialistas, mais arriscados serão os comportamentos.

Infelizmente, as atuais soluções apresentadas pelos políticos irão resultar em embarcações precárias cada vez mais abarrotadas e um número cada vez maior de travessias em selvas perigosas.

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Leia também: Uma teoria libertária sobre a livre imigração


1 voto

SOBRE O AUTOR

Justin Murray
possui  MBA da Universidade de St. Gallen, da Suíça.

 



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Alfred  21/10/2015 14:00
    Sim, abolição das políticas assistencialista e total liberdade para imigração, isso é liberalismo.

    E dane-se os conservas chatos com suas teorias conspiratórias de dominação islâmica.
  • cmr  21/10/2015 15:40
    Em Londres, Paris, etc... já tem bairros inteiros sob a sharia, isso é conspiração de dominação islâmica ?.
  • Phelipe  21/10/2015 16:04
    "total liberdade para imigração"

    "isso é liberalismo"

    Não, isso não é liberalismo. Parece que você ainda é novato nas ideias libertárias.

    Leia o artigo que o autor linkou. Em um mundo libertário, também não seria "livre" para qualquer um ir para onde bem entender já que todos os territórios seriam privados.
  • Taxidermista  21/10/2015 17:20
    "Leia o artigo que o autor linkou. Em um mundo libertário, também não seria livre' para qualquer um ir para onde bem entender já que todos os territórios seriam privados."

    Você se refere ao texto do Jesús Soto?

    Em caso positivo, acho melhor você ler de novo o texto antes de sair chamando os outros de "novatos".

    No artigo do Soto, ele estabelece claramente a distinção entre um mundo já anarcocapitalista, em que os territórios já seriam privados - como você refere -, e a aplicação de princípios libertários no mundo real atual. Veja lá essa segunda parte: o Soto fala no estabelecimento de condições (mediante princípios) para o recebimento de imigrantes, e dentre essas condições está, justamente, a abolição de quaisquer benefícios assistencialistas. Mas ele não propugna a "não-liberdade" de imigração no mundo real atual (mundo não-anarcocapitalista), como você parece insinuar.
  • Phelipe  21/10/2015 21:00
    Se o território é "democrático" (ou seja, o mundo real), então é maioria das pessoas que vivem dentro daquele território que decidem (através dos burocratas do Estado que elas elegeram) quem deve entrar e quem não deve entrar em tal território.

    Se o território é privado, então é apenas seu proprietário que decide quem deve entrar em seu território.

    Não há como misturar as duas ideias.
    Enquanto uma ideia afirma que apenas uma pessoa que decide quem deve circular em seu território, a outra ideia afirma que é a maioria "representada por burocratas eleitos" que vive dentro daquelas linhas que decidem quem deve entrar em tal território.
    Uma é baseada no vontade da maioria ou a vontade dos burocratas, enquanto a outra é baseada no respeito à propriedade alheia.

    E infelizmente estamos em um mundo democrático. Em um mundo ideal, ninguém seria obrigado a aceitar pessoas vindas de outros locais (ou vice-versa).
  • Taxidermista  22/10/2015 18:09
    Phelipe diz:
    "Se o território é 'democrático' (ou seja, o mundo real), então é maioria das pessoas que vivem dentro daquele território que decidem (através dos burocratas do Estado que elas elegeram) quem deve entrar e quem não deve entrar em tal território. Se o território é privado, então é apenas seu proprietário que decide quem deve entrar em seu território. Não há como misturar as duas ideias."

    Caro Phelipe:

    quem aqui "misturou" essas duas ideias"? Você parece ter decorado essa platitude, e parece se negar a refletir em cima da questão.

    Amigo, obviamente que eu sei a diferença entre um regime de social-democracia (o mundo real atual) e uma sociedade anarcocapitalista, e obviamente que também sei a consequência lógica disso relativamente à circulação de pessoas (a diferença de tal circulação nos espaços privados e nos espaços não-privados, sob regime da social-democracia). Tanto sei que eu te falei que o artigo do Soto é dividido em duas partes, a primeira falando sobre o mundo ideal anarcocapitalista, e a segunda falando sobre o mundo real atual.

    Mas não é essa diferença que está em questão, nem no artigo supra, e nem no meu comentário dirigido a você. O que está em questão é aquilo que te falei relativamente à segunda parte do artigo do Soto: qual(is) a(s) postura(s) de um libertário relativamente à imigração, perante um mundo "baseado na vontade da maioria ou a vontade dos burocratas" (conforme suas palavras)?


    Você insiste em repetir a platitude de que "infelizmente estamos em um mundo democrático; em um mundo ideal, ninguém seria obrigado a aceitar pessoas vindas de outros locais (ou vice-versa)."

    Pois bem, mas eu gostaria de saber o seu posicionamento (supondo que você seja um autodeclarado libertário): qual a sua postura (como suposto libertário) relativamente à questão da imigração perante o mundo democrático atual/real?

    Ou seja, você se coloca contra a liberdade de imigração? A se levar em consideração o seu primeiro comentário, a sua resposta é "sim". E você chamou quem respondeu "não" de "novato nas ideias libertárias".

    E aí, com base no exposto, o amigo se dispõe a consignar o seu posicionamento a respeito, para dissipar dúvidas?
  • Alfred  21/10/2015 17:59
    "Não, isso não é liberalismo. Parece que você ainda é novato nas ideias libertárias."

    Desculpe, quem desconhece os princípios do liberalismo aqui é você.

    Livre imigração é apenas liberdade de movimento e de associação, nenhum liberal pode ser contra isso.


    "O liberal sustenta que toda pessoa tem o direito de viver onde desejar."(Ludwig Von Mises)
  • Rhyan  22/10/2015 07:55
    A imigração tem que ser livre, sim, isso é liberdade e globalização. Descolamento de mão-de-obra é positivo. No fim das contas, quem regula a imigração é sempre o mercado, através do preço dos imóveis, salários, etc..

    Não tem como ser liberal sem defender isso.
  • Rafael  21/10/2015 16:38
    Mas os islâmicos são dominadores, o islã os ordena à aplicar a Sharia no mundo inteiro e matar todos os que insistirem em ser infiéis e negar Alá, e eu não preciso ser conservador para observar e concluir isso.
  • Rafael  21/10/2015 16:39
    Sabendo que vivemos em uma Democracia e não em um mundo Anarcocapitalista, a Esquerda utiliza os órgãos globalistas, como a ONU, para promover imigração em massa de pessoas de países pobres estatistas para países livres desenvolvidos.

    Como estamos em uma democracia, tais imigrantes, que são em sua maioria absoluta pobres vindos de países já dominados por populistas e estatistas, servirão apenas para dar mais votos para o candidato esquerdista que prometesse aumentar o Welfare State em países livres para "dar um vida digna para os pobres que chegaram ao país".

    E não apenas os imigrantes, mas os próprios órgãos de informação (que são atualmente em sua maioria progressistas e "anti-discriminação") usariam a realidade de tais imigrantes pobres para convencer os cidadãos do país para votar no candidato social-democrata (ou populista) para aumentar o Welfare State prometendo melhorar a vida dos imigrantes pobres e que o candidato de oposição que defende o liberalismo econômico é um "porco racista, fascista e xenofóbico que não se importa com os pobres imigrantes".

    Não é por acaso que a esquerda possui tesão que ocorra imigrações em massa de países pobres estatistas para países ricos livres. É justamente porque sabem que estamos em uma Democracia e que mais imigrantes pobres querendo coisas "de graça" é mais votos para o político populista aumentar o Welfare State.

    Essa estratégia de imigração em massa para aumentar o Welfare State está sendo um sucesso na Europa.

    Isso é uma tática descrita inicialmente pela Escola de Frankfurt.

    Esquerdistas não se importam que morram milhões de imigrantes com as ideias dele. A única coisa que ele deseja é poder estatal.

    Continue apoiando uma política que você nem ao menos sabe no que resultará. Mas não tenha a cara de pau em reclamar depois porque os países livres e desenvolvidos estarem cada vez mais estatistas e assistencialistas. Esse é o preço da imigração em massa na democracia.

    E não, não sou conservador. Só não caio na estratégia moderna de imigração em massa que esquerdistas gostam de forçar por aí e que a maioria dos liberais por causa do medo de serem taxados de "xenofóbicos".
  • Eduardo  21/10/2015 18:47
    Ingênuo camarada, dominação islâmica não tem nada de teoria conspiratória conservadora.

    É um fato hoje e um fato histórico, e que deveria preocupar não só conservadores, mas também libertários.

    Existem centenas de bairros em Reino Unido, França, Suécia, já dominados por gangues islâmicas enforçando a sharia, aonde a polícia desses países tem até medo de entrar, que dirá os cidadãos.

    Mohamed já é o nome mais popular para garotos em vários países europeus, a taxa de natalidade deles sustentada pelo estado (em geral de 50 a 80% dos muçulmanos são sustentados pelo estado na Europa, muito acima da média de 3 a 15% de nativos) é muito maior que a de europeus, eles caminham para ser maioria e não dão a mínima para se integrar na sociedade e almejam uma sociedade paralela, tudo isso são *fatos*, são coisas que estão acontecendo.

    Isso para ficar só na Europa. Nem é preciso apelar para países como o Irã que nas fotos dos anos 60 eram um país ocidentalizado e familiar para nós, e hoje é uma teocracia com leis dracônicas e mulheres embaladas em burkas por toda a parte.

    No mais, lembre que a Europa passou centenas de anos repelindo invasões islâmicas.
    Felizmente, nenhum palhaço declarou o avanço islâmico como "teoria conspiratória conservadora" desde o milênio passado, e graças a esses heróis temos a civilização ocidental e (ainda que não muita) liberdade de origem européia que desfrutamos.

    Seus valores podem ser assistir ao Brasileirão ou fazer um churrasco no fim de semana, e você acha que conquista religiosa é uma bobagem desinteressante.

    Mas não subestime fanáticos teocráticos historicamente conquistadores cuja única ética de trabalho é serem servidos por infiéis inferiores e que declaradamente estão em guerra até que todo o mundo seja islâmico.
  • Anonimo  19/11/2015 09:46
    'É um fato hoje e um fato histórico, e que deveria preocupar não só conservadores, mas também libertários.
    Existem centenas de bairros em Reino Unido, França, Suécia, já dominados por gangues islâmicas enforçando a sharia'


    Preocupar os libertários? Libertários já estão além desse ponto, eles sabem que isso tudo é consequência do problema real, que isso tudo só existe por causa do governo, das políticas de imigração estatais, do welfare state e da restrição do governo ao uso de armas.

    Se todos os espaços fossem 100% privados, não existiria imigração nem essa integração forçada de hoje.

    https://www.youtube.com/watch?v=44vzMNG2fZc
  • Diego  21/10/2015 14:14
    O que está em jogo com essa imigração em massa é a destruição da Europa sob todos os aspectos, econômicos e culturais. E eles estão deixando, plantando o ovo da serpente que em breve irá acabar com tudo. Deixando que terroristas e fundamentalistas islâmicos invadam o continente e assim que estiverem acomodados, iniciarão atentados e implementarão a sharia. Pra eles, todos os que não seguem aquela merda são lixo, vão morrer no inferno e devem ser eliminados.
    Ao mesmo tempo, permitem que o Putin aos poucos bote as mãos no Oriente Médio e se aproxime cada vez mais de Israel. Ninguém mais comenta sobre a Crimeia.
    Me impressiona também a fragilidade nas fronteiras, isso porque a maioria tem território pequeno, mediano mas não conseguem controlar quem entra e quem sai.
  • Anomalous  21/10/2015 15:07
    A raposa vai comer o biscoito de gengibre.
  • cmr  26/10/2015 14:56
    "A raposa vai comer o biscoito de gengibre."

    E daí ?, se não for a raposa será a águia americana que comerá o biscoito de gengibre.
    O apetite da águia por biscoitos de gengibre é insaciável, assim como o da raposa.

    Logo; dane-se !!!, não estou nem um pouco preocupado com os avanços do Czar Putin para cima do império do César Obama.
  • cmr  21/10/2015 15:58
    "...permitem que o Putin aos poucos bote as mãos no Oriente Médio"

    E dai ?. Problema OTAN, que querem também o Oriente Médio.

    "... e se aproxime cada vez mais de Israel."

    E dai ?. Que os judeus de lá imigrem legalmente e ilegalmente para Nova York, ou logo para Moscou.
    Isso se a situação em Israel ficar feia. Larguem logo aquela merda lá para os palestinos e fujam para lugares mais amigáveis. A riqueza que eles deixarem para trás será consumida, nada além disso.
    Novas riquezas serão produzidas pelo "povo de Deus".

    "Ninguém mais comenta sobre a Crimeia."

    E deveria ?, o referendo foi legítimo e o povo escolheu fazer parte da Rússia.
    Caso encerrado.
  • Anomalous  21/10/2015 18:37
    CMR, seu comentário pareceu um pouco ingênuo.

    A coisa é bem mais complexa, não conseguiria te explicar aqui. Você teria que procurar ler sobre as estratégias da Rússia na geopolítica e no oriente médio.

    A coisa nunca e tão simples quanto parece.
    Eu falei a frase acima me referindo ao livro de um autor russo Andrei Navrozov, que eu não li, mas li artigos sobre ele. Foi escrito em 1992, inspirado na fábula da raposa e do boneco de gengibre, e demonstra os planos que eles tinham em mente. Hoje os planos já estão bem avançados, infelizmente ninguém vê ou não quer ver.

    A raposa vai comer o boneco de gengibre.

    Jefrey Nyquist fala muito sobre isso também.

    https://fleming.foundation/category/andrei-navrozov/

  • Anonimo  19/11/2015 09:37
    Jeffrey Nyquist, mais um desinformante neocon que usa essa tal de 'direita' pra te convencer que vc só é livre debaixo da bota da gangue preferida dele, no caso o governo dos EUA...
  • Dissidente Brasileiro  21/10/2015 19:01
    E deveria ?, o referendo foi legítimo e o povo escolheu fazer parte da Rússia.
    Caso encerrado.


    Você se esqueceu que o referendo não foi legítimo porque a maioria dos que estão lá são russos étnicos, que por razões óbvias ficaram do lado do Putin. Os verdadeiros ucranianos foram expulsos de lá por Stálin mais ou menos no mesmo período do Holodomor.
  • Anonimo  22/10/2015 12:23
    Um plebiscito com o povo que mora lá hoje não é legítimo por causa de algo que ocorreu no tempo do Stálin!?
    Olavete se supera...
  • anônimo  22/10/2015 13:31
    Nenhum plebiscito é legítimo. Mesmo que 80% da população da Crimeia tenha concordado em virar escravo dos russos, ainda resta os 20% que não quiseram.
  • cmr  22/10/2015 13:46
    Engraçado; se 80% decidissem fazer parte da OTAN, ninguém estaria reclamando pelos outros 20% que queriam fazer parte da Rússia.

    EUA e seus cães da OTAN atacando países, é intervenção humanitária.
    Rússia, China e outros, é violação dos direitos internacionais.

    Engraçado essa relativização da moral, não é ?.
  • Dissidente Brasileiro  22/10/2015 14:35
    PQP, olavete é o caralho! De onde você tirou isso?! Tenho nojo daquele velho maluco!

    Quer ver uma olavete de verdade? Acesse este link:

    averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2015/10/libertarianismo-ideologia-de.html

    ISTO é uma olavete. Veja a maneira de escrever, os argumentos rasos, a histeria característica e é claro os indispensáveis palavrões. Obviamente, o sujeito faz de tudo para se igualar ao mestre dele.

    Ao invés de imaginar absurdos sobre pessoas que não conhece, por quê não busca aprender um pouco da história da Crimeia? Conhecimento nunca é demais.
  • anônimo  22/10/2015 18:39
    Eu abrir o link, e nunca me diverti tanto.

    Olha esse trecho:

    "ESSE É O ERRO DESSES LIBERTÁRIOS BURROS.

    SE APENAS LIBERAR A ECONOMIA LIBERASSE TUDO, A CHINA DEIXARIA DE SER UMA DITADURA FAZ TEMPO, E A RÚSSIA TAMBÉM.

    NO ENTANTO NÃO É ISSO QUE ACONTECE.

    NA CHINA É UMA DITADURA FERRENHA, E OS TRABALHADORES SEM LIBERDADE ALGUMA, MAIORIA ESCRAVOS, COM POUCOS OU SEM NENHUM DIREITO TRABALHISTA.

    TENHO UM COLEGA DE SERVIÇO QUE TEM UM FILHO ESTUDANDO NA RÚSSIA, E ELE DIZ QUE NA RÚSSIA, OS MORADORES QUE ESTÃO PERTO DA FRONTEIRA COM A TURQUIA VÃO SEMPRE À TURQUIA PRA COMPRAR AS COISAS, PORQUE NA TURQUIA OS PREÇOS SÃO MAIS BAIXOS DO QUE NA RÚSSIA. PORQUE ISSO OCORRE? PORQUE O QUE MANDA NÃO É A LIBERDADE ECONÔMICA, MAS O PODER DO ESTADO.

    ABOLIR O ESTADO NÃO RESOLVE NADA.
    SÓ PIORA AS COISAS.
    NENHUMA SOCIEDADE SUBSISTE SEM GOVERNO."
  • Anonimo  19/11/2015 10:01
    'E dai ?. Que os judeus de lá imigrem legalmente e ilegalmente para Nova York, ou logo para Moscou.
    Isso se a situação em Israel ficar feia. Larguem logo aquela merda lá para os palestinos e fujam para lugares mais amigáveis. A riqueza que eles deixarem para trás será consumida, nada além disso.
    Novas riquezas serão produzidas pelo "povo de Deus".'


    Isso não vai rolar nunca, aquela é a terra mágica da religião deles.
    E também não existe ocupação, na cabeça deles tudo aquilo lá já é propriedade deles.
    Quando os EUA invadirem tudo e tomarem o poder de tudo por aquelas bandas, aí sim eles vão ter paz.Se tiver que matar uns palestinos otários não tem problema, afinal a propaganda já está martelando que é tudo terrorista mesmo...
  • Rhyan  22/10/2015 07:58
    A doença "olavismo" é contagiosa assim? É muita maluquice para pouco antipsicótico.
  • cmr  22/10/2015 13:16
    Olavo de Carvalho ?
    Aquele cara que diz que não existem combustíveis fósseis, que a Pepsi adoça seus refrigerantes com fetos humanos abortados, que Obama é gay e muçulmano e não é americano, que não para de falar numa tal de nova ordem mundial, etc...

    kkkkkkkkkkkkkk
  • Dissidente Brasileiro  22/10/2015 22:09
    Aquele cara que diz que não existem combustíveis fósseis,

    Não digo nada à respeito do tal Olavo, mas você acredita mesmo que petróleo é "combustível fóssil"? Sério?? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
  • Alguem  21/10/2015 14:26
    Eu acho que vai muito alem dos benefícios estatais.
    Eu por exemplo que estou no Brasil, gostaria muito de migrar para esses países de primeiro mundo, Mesmo que não houvesse nenhuma ajuda estatal.
    Isso porque eu estaria migrando para um pais com moeda forte, com uma politica mais estável, com maior liberdade econômica, com maior respeito a propriedade privada.

    Esses são os benefícios invisíveis que todo mundo no fundo quer, quando tenta cruzar a fronteira para os EUA. Mesmo que não houvesse guerra, iria ter gente buscando esses benefícios.
  • Vinícius  21/10/2015 17:37
    A diferença é que você queria, e não foi ainda.

    A diferença é que você, se for, irá buscar os meios legais, mesmo que demorados e difíceis, para ir.

    A diferença é que você não irá cometer suicídio fazendo uma viagem impossível sem necessidade.

    A pessoa que saiu da África e veio para o Brasil poderia muito bem se estabilizar aqui, ter uma vida digna através de trabalho e, depois, pedir imigração legal para os EUA ou onde fosse. O que os incentivos criam é a ilusão de que eles tem que se matar para conseguir aqueles favores.
  • Erick  21/10/2015 14:46
    Vou contar aqui um pouco da minha experiência para ilustrar o quanto o governo se esforça para errar:

    - Eu investi bastante tempo para tentar viver nos EUA. Desisti porque talvez obtivesse o visto, mas teria que renova-lo depois de 3 anos e depois de 6 teria que pedir o GreenCard. O que não era automático, talvez eu os obtivesse ou talvez eu simplesmente tivesse que voltar para casa depois de uma dessas etapas.

    - Também apliquei ao programa Dinamarquês, que possui um Greencard. Foi uma tragédia a parte: precisei fazer algumas viagens para o Rio de janeiro e ser atendido pelo consulado da Noruega - que faz o favor de atender esse tema ao pessoal da Dinamarca. Se os funcionários públicos tem aquela boa vontade quando fazem uma obrigação, imagine quando é um favor. O prazo que era de 1 mês virou 1 ano e perderam documentos, inclusive alguns que tive que buscar no exterior, fora todas as traduções juramentadas em diversas línguas. Ah, e a taxa além de custar uma $ teve que ser paga pessoalmente na Dinamarca já que o governo não aceitava cartões de fora e não podia ser paga aqui.

    - Itália não foi diferente. Conseguir o visto de uma etapa do MBA foi uma novela. Quando o visto saiu eu já estava fazendo as provas finais.

    - Já tentei trazer alguns estrangeiros qualificados ao Brasil. Depois de ver a burocracia, simplesmente desistí.

    Eu não sou nenhum prêmio Nobel, mas tenho alguma experiência empresarial internacional e falo algumas línguas, além da pós em escolas renomadas de diversos paises. Caso parecido dos estrangeiros que pensei em trazer ao Brasil.

    É fácil perceber como o governo realmente se esforça para fazer as coisas do jeito mais errado possível. Não acho que pessoas qualificadas deveriam ter privilégios. Agora, penaliza-los por causa disso certamente não é uma boa idéia se o país deseja resultados concretos.
  • Batista  21/10/2015 23:52
    Erick,

    Dificultam para vc e outras pessoas com capacitação porque o Estado prefere investir no Ciência (turismo) sem Fronteiras.
  • cmr  22/10/2015 13:21
    Eles gostam é de muçulmanos, africanos, latinoamericanos, indianos, e todos a mulambada do mundo.

    Quando não existirem mais mulambos, os discursos socialistas não terão mais platéias.

  • anônimo  21/10/2015 18:16
    Pessoal, boa tarde,

    Posso estar alterando um pouco o tema, mas gostaria que os Senhores me respondessem alguns assuntos relacionados a Hong Kong.

    Li aqui reiteradas vezes, por diversos economistas e pensadores, que HK seria o exemplo vivo e mais próximo do livre mercado; exemplo que deu certo (mínima intervenção na econômica). Contudo, como explicar:

    1.Lá não existe direitos humanos mínimos;

    2. A internet é controlada;

    3. Existem semi-escravos como na china continental;

    4. Trabalham 19 horas por dia;

    5. Há diversos protestos ATUAIS nas ruas (pedindo liberdade nas eleições - os candidatos sao totalmente de fachada) que provam que não adianta ter prosperidade e liberdade econômica sem outras liberdades mínimas e direitos fundamentais garantidos;

    6. Criar um sistema de livre mercado com esse nível de opressão não seria fácil?

    7. HK nao seria uma sociedade da idade média com dinheiro? (pois não há liberdade de manifestação, etc)

    8. Quem disse que a população não quer um outro sistema econômico? (só saberíamos se houvesse liberdade de expressão e eleitoral)

    9. Se cuba e coréia do norte fossem ricas, com livre mercado, mas sem os direitos acima citados, poderíamos concluir também como um exemplo a ser supostamente seguido, assim como HK?

    Agradeço

    Abs

  • Yuan  21/10/2015 19:27
    Cidadão, você descreveu a China e não Hong Kong. Isso que você falou ocorre na China e não em Hong Kong. China e Hong Kong são duas entidades completamente distintas.

    Hong Kong é uma Região Administrativa Especial, tem governo próprio, leis próprias e políticas econômicas próprias. Nada a ver com a China.

    Para mais sobre Hong Kong, leia:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
  • anônimo  21/10/2015 19:57
    Yuan,

    Desculpe, mas eu descrevi HONG KONG, e nao a china!

    Basta voce colocar no google as informacoes que passei que logo voce perceberá!

    Pelo que vi dá sua resposta, de fato não há explicações, que curioso...
  • Yuan  21/10/2015 20:08
    Pois não parece....

    Como pode ter uma "população escrava" um país cuja renda per capita está entre as dez maiores do mundo? Se isso é ser escravo, também quero ser um.

    Como assim "não existem direitos humanos"? Como assim "a internet é controlada"? Quais são suas fontes?

    A única coisa que já li sobre a internet é que lá pornografia infantil não pode. Sim, é um tipo de censura, mas daí a dizer que "a internet é controlada" é um salto e tanto.

    A única coisa que você falou que procede -- e, ainda assim, relativamente -- é que há estudantes (atenção: estudantes) fazendo marchinhas pedindo democracia em Hong Kong. Ou seja, estudantes, como sempre, querem implantar aquele regime que comprovadamente gerou estagnação, retrocesso e inveja onde quer que foi adotado.

    Isso apenas mostra que HK continua no caminho certo.
  • kKK  23/10/2015 00:26
    Nossa quanta maravilha né?

    E para quem vai essa dinheirama toda? Deixa eu adivinhar: PT Chinês.

    Quanta maravilha colega nas tuas colocações.

    Onde toda uma nação é escravizada, enquanto outros que lucram com essa escravidão.

    Conte mais conte mais.
  • Donald Tsang  21/10/2015 19:30
    Aproveitando a deixa, Hong Kong é tão atrasada, mas tão atrasada, que lá tem professor que rejeita propostas salariais de US$ 11 milhões.

    Em Hong Kong, onde há um livre mercado para a educação, um professor está sendo disputado a tapas por duas grandes empresas voltadas para o setor de educação (e devidamente listadas na Bolsa de Valores). Até agora, a empresa rival já lhe ofereceu US$ 11 milhões (sim, isso mesmo, 11 milhões de dólares americanos oferecidos a um professor de colégio).

    Por enquanto ele rejeitou, pois gosta do atual colégio em que trabalha.

    www.ft.com/cms/s/0/ab819890-7232-11e5-a129-3fcc4f641d98.html

    Conclusão: no livre mercado, professores talentosos podem ganhar uma fortuna. E alunos recebem educação de alta qualidade.

    E nêgo aqui falando que lá tem censura, trabalho escravo e ausência de direitos humanos...
  • anônimo  21/10/2015 20:27
    É sério que voces nunca ouviram falar em restricao no uso de internet em HK? caramba....sério....basta colocar no google que vcs colherao DIVERSAS informacoes de limitacoes no uso de facebook..instagram..etc

    Outra coisa: lá é um total retrocesso o sistema penal...a parte sexual então é um total retrocesso medieval..

    Para finalizar: já que lá se encontra o livre comércio, veja essa notícia relacionada ao UBER por lá..

    g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/policia-de-hong-kong-faz-busca-em-escritorio-do-uber-e-prende-motoristas.html

    Engraçado não...o exemplo de cidade a ser seguida COM TODOS esses problemas que são DELES...e nao da china...

    Abs
  • Humberto  21/10/2015 22:12
    "É sério que voces nunca ouviram falar em restricao no uso de internet em HK? caramba....sério....basta colocar no google que vcs colherao DIVERSAS informacoes de limitacoes no uso de facebook..instagram..etc"

    Já que é tão ubíquo e constante assim, coloca aí um link pra gente (de fonte confiável). O colega acima ao menos mostrou o verbete da Wikipedia (melhor do que nada). E você?

    "Outra coisa: lá é um total retrocesso o sistema penal...a parte sexual então é um total retrocesso medieval.."

    Nada de fontes?

    "Para finalizar: já que lá se encontra o livre comércio, veja essa notícia relacionada ao UBER por lá.."

    Embora essa notícia seja lamentável, mais lamentável ainda foi a sua deturpação.

    A notícia não fala contra o Uber, mas sim contra o uso de carros alugados para fazer serviços de táxi (sim, eu concordo que é uma completa estupidez isso ser um crime, mas ao menos tenha a decência de dar a notícia direito).

    E, diferente de você, eu mostro fontes: o Uber está presente em Hong Kong, mas é justamente a democracia que você tanto ama que está colocando em risco: os taxistas de Hong Kong controlam 25 dos 208 votos do Conselho Legislativo. Se eles conseguirem mais adeptos, aí sim é o fim do Uber em HK. E por meio do sistema que você diz ser o ápice da liberdade.

    www.scmp.com/business/markets/article/1850856/uber-faces-losing-battle-against-key-hong-kong-transport

    Até agora, você só vem passando vergonha aqui.
  • anônimo  22/10/2015 13:03
    Humberto...por favor...leia atentamente o que escrevi...só cego não vê, ou quem age de má-fé.

    É óbvio que a notícia fala sobre o Uber !!!!! quer mais fontes?

    www.theguardian.com/technology/2015/aug/12/uber-hong-kong-raided-asia-expansion-india-overtake-us

    www.businessinsider.com/police-raid-uber-offices-in-hong-kong-and-arrest-5-drivers-2015-8

    É mais conveniente falar que não é o Uber, ou é apenas uma desculpa por nao ter uma resposta em relação a isso? Pensei que qdo o CEO do Uber fosse lá seria recebido como chefe de estado, com fogos de artifício...sqn! Qdo o grande capital estrangeiro do transporte chegou, os motoristas comecaram a ser PRESOS e o escritorio INVADIDO, com equipamentos CONFISCADOS pelo governo!!

    Onde está o livre mercado em HK? Onde estão todos os benefícios falados?

    Vou além!

    Em HK as pessoas são controladas! Um modelo onde o Estado decide o que vc vai ver na TV, oq vai ler na imprensa, várias denúncias onde os emails sao monitorados e todo tipo de comunicação do povo, onde sao impostas pessoas em quem devo votar, leis bizarras para controlar o comportamento sexual, ou seja, lá existe sim um Estado opressor!

    HK sempre teve autonomia, mas nao tem liberdade, nunca houve sufrágio universal, mas qual a posição dos Senhores? Há...lá se paga 15% de imposto...que legal...tem países da america latina que "cobram" isso tb e tem realmente uma liberdade!

    Posso concluir assim: O estado nao controla o capitalismo (ok), mas todo o resto sim. Logo, que ótimo lugar para exercer nossa cidadania e viver!! Que ótimo modelo!

    Vou além.

    Veja abaixo uma matéria que fala que HK tem o maior índice de desigualdades sociais entre TODAS as economias desenvolvidas...QUE BELEZA !!

    www.theguardian.com/commentisfree/2014/jul/28/hong-kongs-pro-democracy-movement-is-about-inequality-the-elite-knows-it

    Gini em 0,53% em HK...Ta pior que o Brasil? Sociedade desigual e ditadura...que BELO exemplo para legitimar que o livre mercado é o caminho...

    Quer mais fontes ou já tá suficiente?

    Abs

  • Thomas  22/10/2015 14:07
    "Pensei que qdo o CEO do Uber fosse lá seria recebido como chefe de estado, com fogos de artifício...sqn!"

    A população de Hong Kong, de acordo com o próprio link acima do Humberto (o qual você não leu), é maciçamente favorável ao Uber e contra essa política do governo.

    Agora, é serio que você veio justamente a um site anarcocapitalista apenas para dizer que o governo de Hong Kong quer proteger interesses especiais?! Nossa, que choque e espanto! Eu não sabia que governos agiam assim! Sempre imaginei que governos eram povoados por anjos que pensavam exclusivamente no bem comum dos cidadãos! Obrigado por tirar essa venda dos meus olhos.

    "Qdo o grande capital estrangeiro do transporte chegou, os motoristas comecaram a ser PRESOS e o escritorio INVADIDO, com equipamentos CONFISCADOS pelo governo!!"

    Nossa! Governo confiscando e protegendo interesses especiais?! Estou es-tar-re-ci-do! Jamais esperaria isso de políticos! Que mundo é esse, meu Deus?!

    "Onde está o livre mercado em HK? Onde estão todos os benefícios falados?"

    O livre mercado em Hong Kong está:

    1) Nas tarifas de importação zero.

    2) Na baixíssima carga tributária.

    3) Nos baixos gastos do governo.

    4) Na liberdade de investimento e de repatriação de capital.

    5) Na liberdade de acordos voluntários de trabalho.

    6) Na liberdade de empreendedorismo.

    7) Na baixa burocracia.

    8) Nas baixas regulamentações.

    "Em HK as pessoas são controladas! Um modelo onde o Estado decide o que vc vai ver na TV, oq vai ler na imprensa, várias denúncias onde os emails sao monitorados e todo tipo de comunicação do povo, onde sao impostas pessoas em quem devo votar, leis bizarras para controlar o comportamento sexual, ou seja, lá existe sim um Estado opressor!"

    Cadê uma mísera fonte (confiável) sobre isso? Já lhe foi pedido três vezes, e até agora você só deu chiliques.

    Em tempo: eu nem duvido que o governo de HK tenha tendências autoritárias (afinal, não seria um governo se não as tivesse). Mas, neste site, se você quer fazer afirmações factuais, você tem de sustentá-las com fontes. Seu linguajar típico de usuário de Facebook e suas constantes evasivas mostram seu despreparo para um debate minimamente sério.

    "HK sempre teve autonomia, mas nao tem liberdade, nunca houve sufrágio universal, mas qual a posição dos Senhores?"

    Não ter sufrágio universal é a definição suprema de liberdade?! É isso mesmo? Eu escolher qual política irá me espoliar representa, para você, a liberdade mais inquestionável que existe? Você não pode estar falando sério.

    Por essa sua lógica, aliás, a população de Mônaco -- que vive sob o mesmo principado há séculos -- deve ser a mais escrava do mundo.

    Quanto a mim, prefiro viver eternamente sob um mesmo burocrata que não faça nada contra mim a ter a "liberdade" de escolher entre vários que irão me estuprar.

    Agora, se você acha que essa segunda opção é máximo da liberdade, fique à vontade. Apenas tenho pena de você.

    "Há...lá se paga 15% de imposto...que legal...tem países da america latina que "cobram" isso tb e tem realmente uma liberdade!"

    Apenas um jumento acredita que toda a liberdade econômica é definida exclusivamente por uma alíquota de imposto...

    "Posso concluir assim: O estado nao controla o capitalismo (ok), mas todo o resto sim. Logo, que ótimo lugar para exercer nossa cidadania e viver!! Que ótimo modelo!"

    A única coisa que faltou foi justamente concluir isso, dado que, até agora, você não ofertou uma mísera fonte que sustente suas afirmações sobre "controle da população".

    O máximo que você ofertou até agora foi uma notícia sobre apreensão de carros alugados.

    "Gini em 0,53% em HK...Ta pior que o Brasil? Sociedade desigual e ditadura...que BELO exemplo para legitimar que o livre mercado é o caminho..."

    Xiii, desesperou geral.

    Em primeiro lugar, e só pra começar, o GINI atual do Brasil, medido pelo Banco Mundial (que é a fonte oficial) é de 54,7. Já a última mensuração feita para Hong Kong foi em 1996, e deu 43,4.

    As fontes estão aqui.

    Ou seja, com os dados disponíveis (embora defasados em termos de data) o Brasil de hoje é muito mais desigual que a Hong Kong de 1996.

    E daí? E daí nada. Ainda que Hong Kong fosse hoje mais desigual do que antes, qual seria o problema? O que é mais importante para você: acabar com a pobreza ou diminuir a riqueza?

    Você prefere um cenário em que todos empobrecem, mas pelo menos a distância entre pobres e ricos diminuiu, a um cenário em que todos enriquecem, só que os do topo enriquecem mais?

    O que é melhor: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que você jamais será, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    Se o objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, sua preocupação é exatamente com a pobreza, e não com a desigualdade.

    Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande. Mas a qualidade de vida de todos é altíssima. Você, no entanto, prefere que todos sejam mais pobres, desde que o ricos empobreçam mais.

    Outra coisa: pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo (o Canadá é mais desigual que o Afeganistão). O Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.
    O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.
    "Quer mais fontes ou já tá suficiente?"

    De minha parte, creio que as fontes que mandei são suficientes. Já eu, sigo no aguardo das suas.

    As duas únicas que você mandou -- bem menos histéricas do que você -- já foram comentadas.
  • Luiz Afonso  22/10/2015 14:12
    Já perceberam como o padrão é sempre o mesmo:

    O sujeito chega aqui afetando um discurso moderado e dá a impressão de que realmente quer ser convencido de alguns.

    Aí, quando todos os seus questionamentos iniciais são respondidos com dados e argumentos, ele imediatamente se enfeza (caindo a máscara da polidez), ignora todas as repostas dadas e insiste nos mesmos pontos já rebatidos.

    E quando esses mesmos pontos são novamente rebatidos, ele fica ainda mais puto e acaba recorrendo (sempre!) ao argumento favorito da esquerda: a desigualdade de renda!

    E jura que ela é pior do que a pobreza!

    Pra mim não dá mais. Não tenho nenhuma paciência para lidar com charlatães. E me impressiono com a paciência e a polidez de alguns aqui.
  • Fernando  22/10/2015 14:56
    Eu penso o contrário.
    Gosto bastante dos tipos como este anônimo.
    To aqui no trabalho, dou aquela parada, entro no Mises e me divirto.

    Volta anônimo, cadê você? Dá outro xilique sem nenhuma fonte! Tá engraçado!
  • anônimo  22/10/2015 16:07
    Thomas,

    Você afirmou algumas características do livre mercado em Hong Kong, como:

    4) Na liberdade de investimento e de repatriação de capital.

    5) Na liberdade de acordos voluntários de trabalho.

    6) Na liberdade de empreendedorismo.

    7) Na baixa burocracia.

    8) Nas baixas regulamentações.

    Com essas qualidades (que fazem a fama da cidade), como explicar então que o Uber não conseguiu se estabelecer por lá?

    Felecitações
  • Edujatahy  22/10/2015 16:26
    Verdade.
    A economia é livre em praticamente todos os outros setores da economia, mas porque um grupo de mafiosos sindicalistas decidem atrapalhar o negócio do uber então podemos concluir que Hong Kong está no mesmo nível de controle estatal que a Coreia do Norte.
  • anônimo  22/10/2015 16:40
    Mas Hong Kong não é 100% livre mercado.

    É o mais perto, mas não é 100%.

    E está se livrando agora das amarras da China comunista que sempre fica rondando.
  • Edujatahy  22/10/2015 17:45
    100% livre mercado?
    Em algum momento foi dito isso? Neste website?
  • Thomas  22/10/2015 16:23
    Ué, mas o Uber está lá. Com sede, instalações e tudo.

    Só que a putada do sindicato dos taxistas (uma merda que existe em todos os lugares) em conluio com o governo (uma máfia que também existe em todos os países do mundo) está querendo intimidar esses empreendedores. Não passarão.

    Felicitações para você também.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/10/2015 18:52
    Um conselho: PAREM DE TER FILHOS.
  • Hélio   22/10/2015 07:00
    Ao contrário, europeus e brancos estão tendo muito menos filhos que negros e muçulmanos por causa das influências do movimento feminista, movimento ambientalista e do politicamente correto.

    Tenham mais filhos para impedir que islâmicos tomem a Europa e impedir que a etnia branca desapareça de países de maioria branca.
  • Mr Citan  21/10/2015 19:28
    Não é o escopo deste artigo, mas uma coisa que muitos estão berrando aos quatros cantos, contrários a esta política de imigração, é que não seria somente refugiados que a Europa estaria recebendo.

    Com esta leva toda de gente, também estariam no pacote integrantes de grupos terroristas, que iriam trazer o caos e a desordem, aproveitando a brecha do multiculturalismo.

    E também com isto novos casos ao que aconteceu com o Charlie Hebdo.

    Para evitar estes casos, penso que as nações européias deveriam se ater aos seguintes pontos:

    - Fim da questão do multiculturalismo. Ou seja, se a lei vale para os locais, vale para os récem-chegados.
    Países que abraçaram o Multiculturalismo hoje veem dentro de seu território, "guetos" que estão a margem da lei, e trazem terror aos cidadãos locais.

    - Porte de armas a todos os cidadãos.
    Com uma população armada, terroristas em potencial pensariam duas vezes antes de render civis em um café, ou abrir fogo contra opositores.

    Basta lembrar que os últimos atos terroristas foram feitos em locais aonde armas são proibidas (menos para os loucos terroristas).
  • Rocson  21/10/2015 20:01
    Olá colaboradores do IMB, eu gostaria que voces me ajudassem a refutar o pensamento de um professor que conheço, e ele é simpatizante (acreditem... tsc) das ideias socialistas. Ele escreveu o seguinte:

    Esses comunistas. ...finlandeses. ..vão pra Cuba.
    www.brasil.rfi.fr/economia/20151020-finlandia-vai-testar-sistema-em-que-trabalhar-e-uma-escolha



    Eu sou novato por aqui, ultimamente venho lendo 3 artigos por dia, alé de ler os comentarios, mas gostaria de saber oq vcs fariam nessa situação.

    Agradeço a atenção.
  • Hudson  21/10/2015 20:29
    Ué, mas isso é justamente a concretização da ideia de Milton Friedman sobre o imposto de renda negativo e a renda mínima (desavergonhadamente copiada por Suplicy).

    Este site não é nada fã de Milton Friedman (social-democrata demais), mas essa ideia aí, sejamos francos e honestos, é dele. Se socialistas estão comemorando, então isso apenas mostra quão desinformados eles são.
  • Henrique Zucatelli  21/10/2015 22:15
    O Estado Islâmico só existe ainda porque vivemos mercantilismo, e não capitalismo.

    Fossemos verdadeiros capitalistas, nenhuma empresa faria negócios com fornecedores de petróleo violentos, desonestos e tiranos.

    Em pouco tempo minguariam sem recursos, seriam derrotados e logo tudo voltaria ao normal.
  • david  22/10/2015 00:58
    Um problema que qualquer sociedade enfrenta independente se é socialista, capitalista ou comunista é que para um empresa lucrar ela deve vender sua mercadoria por um valor que seja maior do que os produtos que ela comprou para produzir a mercadoria.

    Como a humanidade pode resolver este problema ?
  • Luiz  22/10/2015 01:08
    Problema?! Isso é justamente a solução!

    Se as mercadorias fossem vendidas a preços menores do que seus custos, não haveria lucros. E sem lucros, não haveria produção. E sem produção, simplesmente não haveria humanidade. Ainda estaríamos dentro das cavernas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1374
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1383
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2182
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1742
  • Edujatahy  22/10/2015 10:24
    Quer dizer que se eu pegar cimento, tijolo, telha e etc e devolver uma CASA, esta teria de valer o mesmo que os insumos que eu comprei?
    Este é o problema do mundo que vivemos?
  • Ali Baba  22/10/2015 10:03
    @david 22/10/2015 00:58:31

    Um problema que qualquer sociedade enfrenta independente se é socialista, capitalista ou comunista é que para um empresa lucrar ela deve vender sua mercadoria por um valor que seja maior do que os produtos que ela comprou para produzir a mercadoria.

    Como a humanidade pode resolver este problema ?


    Isso não é problema. Você está simplesmente descrevendo como funciona.

    Empreendimentos consomem insumos e recursos humanos que custam algo. Para poderem continuar existindo, têm de obter lucros, ato contínuo ofertam seus produtos a um valor agregado maior que seu custo. No entanto, como ninguém é obrigado a consumir seus produtos o preço dos mesmos é mantido em xeque pela existência da concorrência e pelo surgimento de produtos alternativos. No caso de um empreendimento que não é capaz de manter seus custos sob controle (uma vez que o preço de seus produtos é definido pelo mercado, a única variável mais ou menos sob seu controle é o custo), ele começa a dar prejuízo... no extremo, abre falência.

    Resumi todo o ciclo (do qual você só parece conhecer uma parte) pq nunca é demais deixar as coisas óbvias bem evidentes. Especialmente, ter conhecimento de todo o ciclo é necessário para entender o que significam lucros e prejuízos. O tão abominado "lucro" nada mais é do que a medida de sucesso de um empreendimento em criar valor. Já o prejuízo é a medida em que um empreendimento destrói valor.

    Uma sociedade que quer ser rica precisa de empreendimentos que criem valor. Se uma sociedade se mantém majoritariamente com atividades "sem fins lucrativos", ela permanece estagnada, nem criando nem destruindo valor. No caso do Brasil de hoje, uma parcela muito grande da sociedade está relacionada a atividades que sequer permitem uma estagnação: atividades que efetivamente destroem valor (empregos públicos que só produzem burocracia, corrupção, empréstimos de bancos oficiais a juros abaixo do mercado, empresas como as do grupo X, que só fizeram vender vapor, uma grande estatal petroleira consumindo recursos em uma folha de pagamento cara e ineficiente e produzindo o pico de petróleo em uma época com os preços abaixo dos custos de produção, etc). O resultado é o que vemos, recessão, inflação, desemprego.

    Se você segue sempre por caminhos conhecidos, vai chegar em locais conhecidos. Se você segue o caminho da criação de valor, vai chegar na estabilidade financeira e no crescimento econômico. Se escolher a destruição de valor, vai chegar na recessão e no desemprego. Não consigo entender como as pessoas podem escolher um caminho e querer, magicamente, chegar em outro local... É muita dissonância cognitiva para minha compreensão.
  • Anônimo  22/10/2015 15:30
    Gente, não tem a ver com o texto não, mas estou precisando desabafar... Estou fazendo faculdade de Medicina numa das grandes federais do país e estou estarrecido com o fato de que será passado em uma aula para minha turma o filme "Sicko" para discutir diferentes "políticas de saúde" adotadas no mundo... Isso pq já passaram um filme romantizado da BBC sobre a criação do NHS da Inglaterra como sendo a maior maravilha do mundo. Não sei se fico triste, indignado ou resignado com esse tipo de situação.
  • Antonimo  22/10/2015 15:51
    Sobre a saúde estatal da Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html

  • anonimo  23/10/2015 00:33
    pura doutrinação maligna e satânica.
  • Anonimo  24/10/2015 13:15
    Muito obrigado pela resposta! Agora gostaria de analisar o filme Sicko antes do dia que passarem na aula para eu já ter uma opinião formada sobre ele, mas meu tempo não permite. Se alguém ja tiver visto e puder adiantar algumas questões para eu observar durante o filme, eu apreciaria muito.
    No mais, adoro o site. Obrigado a todos!
  • Rennan Alves  24/10/2015 22:26
    Sicko? Do Michael Moore? Isso deve servir:

    A medicina cubana - um modelo?
  • Thiago Teixeira  22/10/2015 18:02
    Essa questão da imigração na europa está tendo um lado positivo: está fazendo os europeus repensarem seu assistencialismo. Porque eles desejaram o assistencialismo, mas restrito aos compatriotas; a entrada de pessoas alheias a seu contexto étnico e cultural está entrando em choque com o desejo de manter o assistencialismo. E gerando uma contradicao: teoricamente os europeus defendem a igualdade entre as pessoas, especialmente os mais cosmopolitas, os mais progressistas, que são os mesmos que defendem estado grande, os mesmos que não param para fazer as contas. Chegou-se a uma situacao em que ou barram a entrada de imigrantes, ou diminuem o valor assistencial per capita, para dar para todo mundo, ou lhes negam a classificacao de seres humanos iguais aos nativos, ou gastam mais; a opcao foi esta última, mas mesmo esta já está mostrando ter chegado a um limite. As alas conservadoras alemãs eram contra assistencialismo para os seus, eram contra a entrada de estrangeiros, mesmo assim estão pagando por isso; agora estão sendo obrigadas a pagar mais ainda... A questão de tratar estrangeiros diferente de nativos sempre existiu, na verdade a igualdade só existia no discurso. A máscara está caindo, e com um pouco de atraso estão fazendo o mesmo que os húngaros, barrando a entrada. O último bastião será o enxugamento do assistencialismo, mais dia, menos dia, as contas só vão fechar desse jeito.
    Bem, se a imigração tiver esse efeito, de induzir a reducao do alcance do Leviatã, terá prestado um grande serviço aos europeus.
  • Thiago Teixeira  22/10/2015 18:08
    Sobre a caridade, tiro meu chapeu para a Islandia. O governo não permitiu demagogicamente a entrada dos refugiados, mas 11.000 cidadão voluntariaram-se para acolhe-los. Dessa forma, responsabilizando-se pela insercao deles na sociedade, ensino da lingua, da cultura, inserção profissional, fica uma forma interessante de resolver o problema.
  • Silvio  24/10/2015 00:47
    Solução realmente inteligente.
  • Dissidente Brasileiro  25/10/2015 19:52
    Realmente Inteligente. Depois eles saberão agradecer, vide o episódio do Charlie Hebdo na França. Politically correct wins!
  • Nill  26/10/2015 13:29
    Talvez o maior critério para avaliar se a imigração tem sido boa para o país que recebe os imigrantes é : os residentes deste país tem vivido melhor ou pior com a chegada destes imigrantes.
    Eu sei que todos os imigrantes tem o Direito de tentarem imigrar para uma terra em que possam viver bem melhor.
    Também os residentes de um país também tem o Direito a felicidade e bem estar.
    A questão é : a imigração tem sido boa para eles,tem trazido progresso,prosperidade,novas oportunidades,vantagens. Ou a imigração tem trazido dores de cabeça,sérios problemas,infelicidade,angústia e depressão para os residentes do país que recebem esses imigrantes.
    Eu posso dizer que a imigração de europeus e japoneses nos séculos XIX e XX para o Brasil,em nada prejudicou a vida dos brasileiros da época. Pelo contrario foi muito boa para o Brasil e os brasileiros.
    Mas ! Hoje no século XXI. A imigração de muçulmanos e pessoas do terceiro mundo para a Europa, tem sido um horror para os residentes destes países,pelos problemas,conflitos,prejuízos,infelicidade e depressões. Particularmente a imigração muçulmana que inferniza a vida dos europeus natos. Com EUA também não é diferente , os americanos natos,residentes tem a vida carregada pela aflição provocada pela imigração. A imigração neste seculo tem algo de perverso,cheio de conflitos e problemas. Eu mesmo penso. Minha terra, tem muitas plantações de café que trazem muita riqueza. Também vieram muitas pessoas do norte de Minas e outras regiões trabalharem aqui. Mas ! Se essas pessoas novas na minha terra começarem a trazer só dor de cabeça,infelicidade,problemas. O melhor é que sumam desta terra . Eu como residente desta terra não posso ter minha vida prejudicada, é meu Direito. E não tem nada de preconceito. Aliás ! Tem usado hoje muito mal o termo preconceito na nossa sociedade para segundas intenções.
  • Gustavo Nunes  18/11/2015 11:30
    Fiquei com uma dúvida, porque os "facilitadores" dão este cartão para as pessoas que querem refúgio? Os "facilitadores não ganham nada em troca? Eles só querem "ajudar"?

    Se puderem me responder agradeço.
  • Coiote  18/11/2015 13:52
    Ué, os facilitadores cobram por seus serviços.

    "Veja só, vá para a França, lá o governo distribuiu benesses a rodo. Eu posso levar você pra lá. Eu conheço os meios e os atalhos. Apenas me dê um dinheirinho e eu consigo fazer você chegar lá".

    A mesmíssima coisa fazem os coiotes mexicanos, especializados em atravessar ilegais pelas fronteiras.
  • Gustavo Nunes  18/11/2015 14:00
    Puxa um mercado de "atravessadores de fronteiras".
  • Emerson Luis  18/03/2016 11:10

    Welfare State com imigração irrestrita é uma combinação explosiva.

    Aliás, mesmo sem imigração irrestrita, Welfare State é uma bomba.

    * * *
  • Emerson Luis  18/03/2016 11:12

    Vale lembrar também que diversos países muçulmanos fecharam suas fronteiras para os refugiados sírios.

    * * *


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