Por que é crucial o governo cortar seus gastos (com dados atualizados)

No dia 9 de setembro, o governo brasileiro teve sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). Com isso, o país perdeu seu grau de investimento — ou seja, status de bom pagador — e entrou no grau especulativo.  A nota caiu de BBB- para BB+.

Para piorar, a S&P ainda deixou em "perspectiva negativa", o que significa que novos rebaixamentos podem vir.

E, como cereja do bolo, houve ramificações.  Desde aquele dia, a S&P também já rebaixou mais de 85 empresas e instituições financeiras do país, o que significa que agora essas empresas terão mais dificuldade para conseguir financiamento no estrangeiro — os investidores estrangeiros estarão menos dispostos a comprar seus papeis ou a lhes emprestar dinheiro —, fazendo com que elas tenham de pagar juros maiores.

O país usufruiu esse grau de investimento por 8 anos, mas o perdeu em decorrência da bagunça fiscal criada pelo governo nos últimos 5 anos.  Para completar, a total baderna em que se encontra o cenário político do país — citada pela S&P como um dos fatores determinantes para sua decisão — faz com que tudo seja ainda mais difícil de ser resolvido.

Mas tudo pode piorar.

Agora, no dia 9 de dezembro, a Moody's veio a público anunciar que colocou a nota do Brasil em revisão para um possível rebaixamento.  Se isso se concretizar, o Brasil perderá o grau de investimento por uma segunda agência internacional de classificação de risco.

Ao passo que, neste ano de 2015, as finanças do governo amargam desastrosos resultados inéditos, a própria equipe econômica do governo já avisou que, para o ano de 2016, o desastre seguirá intacto: haverá um déficit primário de R$ 30,5 bilhões.

Como consequência, a dívida bruta do país não pára de subir: estava em 51% do PIB ao final de 2011 e bateu em 66% ao final de outubro passado.

Por causa de suas regras internas, vários fundos de pensão estrangeiros são proibidos de comprar papeis classificados como sendo "grau especulativo".  Por pior que tenha sido a decisão da Standard & Poor's, o fato de as outras duas agências de classificação de risco — Fitch Ratings e Moody's Investors Services — ainda terem mantido o grau de investimento do Brasil fez com que o impacto da decisão da Standard & Poor's fosse limitado.

Porém, caso as outras duas agências também venham a rebaixar o Brasil, as consequências podem ser devastadoras.  A venda maciça de ativos brasileiros irá derrubar (ainda mais) seus preços e, consequentemente, seus valores em bolsa, que já estão nos mínimos.  A saída de capitais irá afetar ainda mais a taxa de câmbio, gerando todas as desastrosas consequências esmiuçadas neste artigo (que vão desde o encarecimento dos alimentos básicos e dos remédios até a destruição das indústrias e de outras empresas que dependem de tecnologia).

Mas tal cenário ainda pode ser evitado.  E a única maneira de se fazer isso é por meio de um profundo corte de gastos do governo.

Gastos do governo são um fardo para a economia

Quando se fala em corte de gastos, os economistas desenvolvimentistas e de todas as vertentes keynesianas imediatamente gritam que tal medida é recessiva.  A máxima deles, a qual sempre foi incorporada por nossa mandatária, é a de que "despesa corrente é vida".

Nada mais falso.  Dizer que gastos do governo geram crescimento econômico é um grande paradoxo.  O governo, por definição, não produz nada.  Ele não tem recursos próprios para gastar.  O governo só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro. 

Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia.  A tributação nada mais é do que uma destruição direta de riquezas.  Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas e em péssimos serviços públicos.  Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, o que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.

Ao tributar, o governo faz com que capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

Ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos —, o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou para as famílias consumirem. O governo dificulta e encarece o acesso das famílias e das empresas ao crédito.  Mais ainda: a emissão de títulos gera o aumento da dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio de mais lançamento de títulos.

Para piorar, quando o governo emite títulos, quem compra esses títulos é o sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.  Ou seja, a atual forma de financiamento do governo é inerentemente inflacionária.  Em decorrência do peculiar funcionamento do sistema bancário, quando o governo se endivida, isso gera inflação monetária, o que piora ainda mais a situação de empresas e famílias.

O gráfico abaixo mostra o total do endividamento do governo federal.  Ou seja, grosso modo, o gráfico abaixo mostra todo o dinheiro que poderia ter sido utilizado em investimentos, mas que foi apropriado pelo governo para manter sua burocracia.

dividabruta.png

Gráfico 1: dívida total do governo federal

Para se ter uma melhor perspectiva do gráfico acima, vejamos o tanto que o governo gastou a mais do que arrecadou. O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada).

deficitnominal.png

Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo federal

O descalabro atual — que começou realmente ao final de 2011 — é inaudito. 

Aliás, vendo o gráfico acima, vale perguntar: há alguma austeridade ocorrendo?

(O surto ocorrido pontualmente em 2009 se deveu à recessão daquele ano, que fez com que as receitas do governo caíssem).

Vale repetir: os déficits orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. Portanto, os déficits do governo são uma medida inerentemente inflacionária

Enquanto os déficits não forem atacados, não há grandes chances de a atual carestia — o IPCA acumulado em 12 meses está em 10,5% — arrefecer.

Por tudo isso, é crucial que o governo seja o menor possível.  Quanto maior for o governo, maiores serão seus gastos.  Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos e o endividamento do governo.  Quanto maiores forem os impostos, menores serão os incentivos ao investimento e à produção.  Quanto maior for o endividamento do governo, maiores serão as oportunidades perdidas em investimentos que não puderam ser feitos (porque o governo se apropriou desse dinheiro que poderia ter sido emprestado para o setor privado), maiores serão os gastos com juros, e maior terá de ser a carga tributária para arcar com esses gastos com juros.

Adicionalmente, quanto maiores forem os gastos, maiores tendem a ser os déficits orçamentários do governo.  E, quanto maiores os déficits, maior a pressão sobre os preços — e mais investimentos produtivos deixarão de ser feitos, pois o governo estará sugando todo o dinheiro disponível para se financiar.

Quando políticos falam que irão aumentar os gastos, o que eles realmente estão dizendo é que irão aumentar os custos sobre os indivíduos produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos impostos.  Aumentar os gastos do governo equivale a aumentar os custos sobre aqueles que levantam cedo e vão trabalhar.

Quem afirma que gastos do governo geram crescimento está afirmado que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos.  Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

A austeridade correta

No entanto, é necessário ser bem claro: quando o governo corta gastos, de fato há quem saia prejudicado. 

O exemplo mais claro seria o de funcionários públicos que tivessem seus salários reduzidos.  Isso é muito raro, mas pode ocorrer.  As empresas que possuem como clientes principais um grande número de funcionários públicos seriam atingidas.  Pense em um restaurante chique de Brasília que tem como clientela o pessoal das agências reguladoras.  Se as agências fossem abolidas (sonhemos um pouquinho), as receitas desse restaurante cairiam.  Da mesma forma, se o número de deputados e senadores diminuísse, o Piantella poderia ir à falência.

Esse foi um exemplo visualmente fácil de ser entendido.  Há outros menos claros.  Por exemplo, cortes de gastos do governo irão afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação de serviços junto ao governo.  Empresas terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os exemplos mais claros.  Há também as várias atividades econômicas que recebem subsídios e que, sem estes subsídios, teriam de se virar, cortar gastos e demitir pessoas. 

O que todas estas atividades têm em comum é que elas só sobrevivem e só são lucrativas com a muleta do governo.  Isso faz com que elas sejam classificadas como atividades econômicas insustentáveis.  São atividades que não dependem da demanda voluntária do consumo privado para sobreviver.  Uma vez cortado o fluxo de dinheiro governamental, elas perdem sustentação e definham. 

Elas não necessariamente irão quebrar, pois podem se reestruturar e mudar seu enfoque de mercado.  Mas estão indiscutivelmente sobredimensionadas, e a prova disso é que só mantêm seus atuais lucros com dinheiro repassado pelo governo.  Elas são, portanto, atividades que absorvem recursos e capital da sociedade.  Elas não produzem; elas consomem.

Uma redução nos gastos do governo, portanto, possui este efeito salutar sobre a economia.  Faz com que empresas que consomem recursos e que produzem apenas de acordo com demandas políticas tenham de ser enxugadas.  Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos, mas produzem para o estado.  Elas não utilizam capital de maneira produtiva, de forma a atender os genuínos anseios dos consumidores privados: ao contrário, elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos mas produzem apenas para servir a anseios políticos.  Em suma, não agregam à sociedade.  Por definição, subtraem dela.  

Este tipo de atividade econômica privada que só sobrevive por causa dos gastos do governo é idêntico àquelas outras atividades privadas que só são lucrativas quando está havendo uma forte expansão do crédito.  Quando o crédito é farto e barato, e a demanda por imóveis é crescente, várias construtoras e várias imobiliadoras apresentam lucros estratosféricos.  Porém, quando o crédito encarece — ou quando os consumidores já estão muito endividados — e a demanda cai, os lucros viram prejuízos. 

Um corte de gastos do governo gera idêntico efeito sobre empresas que possuem o governo ou funcionários do governo como principal cliente.

E por que isso seria bom?  Porque, ao falirem, essas empresas liberam mão-de-obra e recursos escassos que poderão ser utilizados mais eficientemente por empresas mais produtivas, empresas que estão no mercado para realmente atender às demandas dos consumidores.  Por isso, é essencial que, ao cortar gastos, o governo também reduza impostos.  Isso não apenas irá dar mais poder de compra às pessoas, como também irá permitir que as empresas produtivas tenham mais capital e, consequentemente, possam contratar mais pessoas. 

Tendo estes conceitos em mente, há quatro maneiras de se fazer austeridade:

1) Aumentar impostos e cortar gastos;

2) Aumentar impostos e manter gastos inalterados e;

3) Manter impostos inalterados e cortar gastos;

4) Reduzir impostos, e cortar gastos em uma intensidade maior do que o corte de impostos;

A primeira é a que gera uma recessão mais intensa.  De um lado, o corte de gastos debilita aquelas empresas que dependem do governo, o que é bom; mas, de outro, o aumento de impostos confisca ainda mais capital da sociedade, mais especificamente do setor produtivo, que é justamente quem absorveria a mão-de-obra demitida das empresas que faliram em decorrência dos cortes de gastos do governo. 

Você tem, portanto, o pior dos dois mundos.  Aumento do desemprego, população com menor poder de compra, e setor privado sem capital para contratar.  É isso que alguns países europeus fizeram.

A segunda maneira, ao contrário do que se supõe, é a pior.  O governo aumenta o confisco do capital do setor privado, mas continua dando sustentação às empresas ineficientes, que também consomem capital do setor produtivo.  A recessão neste caso é menos intensa, mas os desequilíbrios de longo prazo não são corrigidos.  A economia fica com menos capital, mas as empresas ineficientes seguem firmes, pois seu cliente é o governo, que continua gastando.  No final, tal medida serviu apenas para aumentar o consumo de capital de toda a sociedade.

A terceira maneira é melhor que a primeira e a segunda.  O governo continua confiscando capital, é verdade, mas ao menos liberou outros recursos por meio da falência de empresas que só sobreviviam em decorrência de seus gastos.  Em termos de recessão, tende a ser mais branda que a primeira e semelhante à segunda.

A quarta maneira é a maneira correta de se fazer austeridade.  A redução de gastos do governo faz com que empresas ineficientes que dependem do governo sejam enxugadas (ou quebrem) e liberam mão-de-obra e recursos escassos para empreendimentos produtivos e genuinamente demandados pelos cidadãos.  E as empresas responsáveis por esses empreendimentos produtivos terão mais facilidade para contratar essa mão-de-obra demitida porque, em decorrência da redução nos impostos, elas agora têm mais capital e seus consumidores, mais poder de compra. 

Além de não provocar uma recessão profunda — haverá recessão apenas se o governo impuser medidas que retardem a realocação de mão-de-obra de um setor para o outro (por exemplo, aumentando o seguro-desemprego ou o salário mínimo, ou impondo altos encargos sociais que encareçam o processo de demissão e contratação) —, esta maneira é a única que reduz duplamente o desperdício de capital e, com isso, permite uma maior acumulação de capital.  Maior acumulação de capital significa maior abundância de bens produzidos no futuro.  E maior abundância de bens significa maior qualidade de vida.

Conclusão

Onde o governo deve cortar?  Em qualquer lugar e em todo lugar.

Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já existe um Ministério da Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos, Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidos. Veja aqui o total das despesas de cada ministério.

Esta reportagem da revista IstoÉ mostra que apenas os custos operacionais dos 39 ministérios de Dilma estão acima de R$ 400 bilhões por ano.  Estes ministérios empregam 113 mil apadrinhados e os salários consomem R$ 214 bilhões.  Não dá para cortar nada aí?  Esses burocratas por acaso têm um "direito natural" a esses salários pagos pelo povo?

Um governo federal que, em 2014, arrecadou mais de R$ 2,2 trilhões ainda quer aumentar tributos e manter intocadas as mordomias dos burocratas?  Os 92 tributos existentes no Brasil não satisfazem essa gente? 

Eis aí uma prova suprema da ineficiência estatal, a qual deveria fazer o mais inflexível defensor da existência de governos ao menos repensar sua postura: um governo que tem uma receita de mais de R$ 2,2 trilhões não é sequer capaz de mantê-la dentro de seu orçamento, e tem de recorrer a novos esbulhos para fechar suas contas.  Qualquer empresa privada que operasse sob esses princípios já teria sido extinta pelo mercado.

Querer tomar ainda mais dinheiro do cidadão para sustentar essa pouca vergonha é um ato, no mínimo, imoral, e seus proponentes não deveriam ser agraciados com o mais mínimo respeito da população. 

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Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe Arruda  11/09/2015 14:50
    Tendo em vista a total incapacidade administrativa dos governos (e não estou só falando do atual) e o tamanho do Brasil, a solução mais eficiente é, sem dúvida, a separação do país.

    Vai diminuir drasticamente a quantidade de renda má distribuida pelo governo. E mesmo que haja corrupção, será muito mais fácil de localizar e punir os envolvidos.
  • lucas  12/09/2015 02:45
    não pode falar sério em separacação do país. Seria inconstitucional e haveria mais desarmonia no país.
  • Edujatahy  14/09/2015 12:17
    Caro Lucas.

    A secessão é o melhor caminho para nos livrarmos de um governo tirano como o de Brasilia.

    mises.org.br/Article.aspx?id=2048
  • Alicate  12/09/2015 10:11
    Perfeito.

    https://www.facebook.com/FLNBR

    Tenha um bom dia!
  • André  14/09/2015 06:41
    Primeiro passo retirando o poder de Brasilia e transferindo aos estados.
  • Tiago silva  11/09/2015 14:50
    Artigo interessante e esclarecedor,qual seria o nível de imposto ideal na sua opinião Leandro.
  • Leandro  11/09/2015 14:58
    Ideal? Zero.

    Mas, dependendo da qualidade do argumento, posso ser pragmático e aceitar 1% do PIB (R$ 3,55 bilhões) para sustentar uma corta monarca, apenas para trazer um charme aristocrata. Não precisa de mais do que isso.
  • CG 2016  11/09/2015 15:10
    Se cortar, dá trilhão?
  • Constantino  11/09/2015 18:51
    Não tem como não pensar no Ciro Gomes ao ler esse artigo.
  • Luiz  11/12/2015 19:59
    Faltam bons e corajosos economistas
    pra desafiar esse velho Keynesianismo
    coitado do Levy, tenho pena.

    1 Levy n teve autonomia
    2 A escola de Chicago n adiantou
    3 faltou-lhe personalidade

  • Dede  11/09/2015 18:27
    Sendo mais realista, uma carga tributária em torno de 15% do PIB daria para sustentar um estado enxuto, que ficasse responsável pela segurança interna e externa e pelo sistema judiciário. Não esse sistema judiciário que temos hoje, um mais focado em manter a segurança dos contratos e proteger a propriedade privada.
    O mais importante, num mundo ideal, era proibir o estado de endividar-se.
  • Pedro  11/09/2015 19:21
    Discordo. Pouquíssimos países desenvolvidos tem um carga inferior a 15% do PIB. Entre os mais populosos, nenhum. A maioria está acima de 20% ou mesmo 25%. Creio que este seja o valor ideal.
  • Silvio  11/09/2015 20:59
    Embora faça parte da turma do imposto zero (estado idem), acredito que, mais do que uma diminuição na carga tributária, faz-se necessária a promoção do livre mercado. Brasil e Nova Zelândia possuem relações muito semelhantes de carga tributária / Produto Interno Bruto, no entanto, no que diz respeito à liberdade privada e livre iniciativa, a Nova Zelândia é incomparavelmente superior.

    A meu ver, mais importante do que cortar impostos é cortar leis que regulem nossa atividade econômica (e nesse saco entram desde as leis ambientais até o código de defesa do consumidor, passando, é claro, pela CLT), bem como acabar com todas as agências reguladoras. Mais importante do que demitir funças é acabar com restrições ao capital estrangeiro. Mais importante do que conseguir superávits orçamentários é acabar com todas as políticas protecionistas (tudo bem que isso implicaria no fim do importo de importação).

    Não que não seja importante diminuir impostos, demitir funças e conseguir eqüilíbrio orçamentário, no entanto, o fim da sabotagem direta à iniciativa privada me parece muito mais urgente.
  • Pedro  11/09/2015 22:14
    Exato! O que diferencia países desenvolvidos dos países subdesenvolvidos é justamente isso, o excesso de burocracia (sem falar de corrupção) que prejudica o empreendedorismo, e não a carga tributária (que, evidentemente, não deve ser absurdamente alta). Mas eu faço parte da turma que acredita na importância do estado para o bem estar social. E também acredito que podemos ter um controle muito maior do estado do que imaginamos, tornando-nos muito mais ativos no processo do que passivos. Me condenem! (hehehe)
  • Joaquim Saad  11/09/2015 23:59
    Pra isso precisaremos da justiça do estado ? ;)
  • anônimo  12/09/2015 01:49
    "Sendo mais realista, uma carga tributária em torno de 15% do PIB daria para sustentar um estado enxuto, que ficasse responsável pela segurança interna e externa e pelo sistema judiciário"

    Traduzindo:

    "Sendo mais falso, pois se faz necessário para me proteger, uma carga tributária em torno de 15% do PIB daria para sustentar um estado enxuto (enxuto pros outros e gordo pra mim) que tivesse um espacinho pra mim, claro, que ficasse responsável pela segurança interna e externa e pelo sistema judiciário que jamais pode ser nem pensado como privado pois isso ameaçaria meu sonho de obrigar a população a pagar meu salário."

    -----------
    "Mas eu faço parte da turma que acredita na importância do estado para o bem estar social."

    Traduzindo:

    "Mas eu faço parte da turma que acredita que é normal tratar os que correm atrás de seus objetivos diariamente como criminosos caso se neguem a apoiar meus projetos, e se for necessário deveríamos perseguí-los, destruir suas reputações, jogá-los em celas, e se possível ameaçar sua vida pois meus projetos de bem estar estão até mesmo acima do bem estar."

    ---------------

    "Discordo. Pouquíssimos países desenvolvidos tem um carga inferior a 15% do PIB. Entre os mais populosos, nenhum. A maioria está acima de 20% ou mesmo 25%. Creio que este seja o valor ideal."

    Traduzindo:

    "Concordo mas preciso manipular o pensamento alheio de forma a atingir meus objetivos então usarei a tática de observar o que existe e não o que é justo: Pouquíssimos países desenvolvidos tem um carga inferior a 15% do PIB. A maioria está acima de 20% ou mesmo 25%. (Sim, eu forcei na falácia de Argumentum ad antiquitatem (apelo à antiguidade) mas isso é importante para preservar meus objetivos de viver de impostos) . Ou seja, Creio que este seja o valor ideal porque "sempre foi assim", uma grande falácia mas alguns trouxas devem cair e isso pode segurar as pessoas de enxergarem a realidade.
  • Pedro  12/09/2015 05:21
    Até "preservar meus objetivos de viver de impostos" eu estava apenas horrorizado com tamanha falta de argumentação minimamente lógica e capacidade de debater como um ser humano normal. Mas nesse trecho parei. O que tu sabe da minha vida para julgar que vivo de impostos? Eu também sou prejudicado por esta sucessão de governos incompetentes. E nunca trabalhei para nenhum deles. Nem pretendo. Não roubo, nem desvio nada. Não vivo de assistencialismo, mas também não demonizo todos os beneficiados como vagabundos e parasitas. Trabalho honestamente. E inclusivo pago imposto de renda.

    Todos aqui tem uma forma de pensar. Alguns totalmente liberais e outros nem tanto. Na minha ótica, o problema é o excesso de burocracias e regulamentações. Nesse caso, deve haver menos estado. Mas é apenas a minha opinião. Podemos debater e trocar ideias. Discordar, sim. Mas com respeito.

    Quando leio coisas como essa percebo que o estado está, de fato, colocando-nos uns contra os outros. Mas apenas porque existem pessoas como você (e há gente assim dos dois "lados" do debate) que não respeita a diversidade de opiniões e ataca quem pensa diferente.

    Traduzindo: Procure ajuda profissional. E seja feliz. Menos ódio. Isso não combina com o ideal libertário.
  • Silvio  12/09/2015 04:16
    o excesso de burocracia (sem falar de corrupção) que prejudica o empreendedorismo, e não a carga tributária (que, evidentemente, não deve ser absurdamente alta)

    Opa, epa, opa! Calma lá, cidadão. Mas é claro que a carga tributária prejudica o empreendedorismo. Mesmo a sua carga tributária ideal de 15% (número esse conseguido após numerosos e exaustivos estudos promovidos pelo renomado instituto de pesquisa internacional Dassua Kabessaocca) é extremamente prejudicial para as pessoas, empreendedoras ou não.

    Imagine eu ter que gastar 15% a mais de tempo para poder conseguir o que quero. Se eu sou empresário, tenho que sacrificar 15% da minha receita antes de começar a pensar como continuar gerindo meu negócio. Esse percentual pode ser a diferença entre fazer investimentos na empresa neste ano ou sabe-se lá quando. Dependendo do tamanho da empresa, essa carga pode significar centenas de empregados a menos trabalhando para mim. Dependendo do ramo, 15% pode vir a ser mais do que a própria parcela da receita destinada à remuneração do empreendedor, ou seja, em certos casos, a empresa estaria trabalhando mais em favor do estado do que dos próprios empreendedores, que dedicam suas vidas a mantê-la! Você realmente acha que isso não prejudica o empreendedorismo?

    E uma carga tributária, mesmo que de 15%, prejudica, e muito, o cidadão comum. Se a pessoa demora 10 anos juntando dinheiro para comprar uma casa num cenário sem impostos, caso haja impostos, ela teria agora que trabalhar 11 anos e meio para comprar essa mesma casa. Você realmente acha que trabalhar um ano e meio a mais não é muito prejudicial?

    Você rouba 15% da vida das pessoas, empresárias ou não, um bem que jamais poderá ser devolvido, e acha que isso não é prejudicial pra cacete?

    Se os países mais ricos se livrassem de seus impostos escorchantes, certamente seriam muito mais ricos do que já são. Os países mais ricos não são os mais ricos por causa de seus impostos. Os países mais ricos assim o são apesar deles.

    E não me venha com o argumento de que, nos países ricos, o dinheiro desses impostos volta para o cidadão. Não volta, independentemente da bondade ou maldade dos políticos. Isso ocorre porque o estado não trabalha sob o regime de preços e, assim sendo, não dispõe do mecanismo correto para promover a alocação eficiente de todo esse dinheiro roubado.
  • Investidor  11/09/2015 19:19
    sustentar uma corta monarca, apenas para trazer um charme aristocrata.

    Charme aristocrata? Vc falou sério ou foi brincadeira?
  • Ronaldo  14/12/2015 19:16
    É ironia
  • Felipe R  15/09/2015 14:56
    Eu usaria essa grana pra manter forças armadas e montar milícias para nos defender do inimigo externo (e o interno, se for o caso) que quiser entrar aqui e usurpar nossas liberdades.
  • Robespierre da Gávea  15/12/2015 20:41
    Na verdade, Leandro, 1% do PIB seria algo 10 vezes maior, por volta de 35 bilhões de reais...então, 0,1% (3,5 bi) já seriam mais que suficientes para a Nova Corte.
  • Leandro  15/12/2015 20:47
    Isso! Coloquei a vírgula uma casa à esquerda. Mas sigo dando-me por satisfeito com 1% do PIB.
  • Robespierre da Gavea  15/12/2015 22:18
    Bem, 1% para o governo federal, mais 1% para estados e outro 1% para municípios.
    Três por cento de carga tributária total me parece bem razoável, nos níveis da Europa do século XIX a 1914, o auge da prosperidade ocidental.
  • Rodrigo Reis  11/09/2015 14:59
    O Brasil é um país que valoriza os improdutivos.
  • Sol Moras Segabinaze  11/09/2015 15:01
    Tudo isso é uma grande conspiração (de gente que odeia os pobres e a comunidade LGBTSG) contra um governo popular que veio trazer justiça social a uma terra espoliada pelos poderosos desde 1500.
  • Gervasio  11/09/2015 15:06
    Boa sorte com sua justiça social quando tiver sem emprego por conta dos descalabros do governo.
  • mauricio barbosa  11/09/2015 15:22
    Sol mora segabinaze fala sério,prove com argumentos sua tese,afinal nem em uma banca de(Pátria educadora como diz sua inspiradora presidenta) mestrado ou doutorado sua frase simplória seria aceita,seu ridículo e sem graça!
  • anônimo  11/09/2015 15:46
    "desde 1500"

    Pelo visto, em 1500 já havia uma elite política na região cobrando impostos altíssimos sobre índios, favorecendo alguns caciques com crédito barato e monopolizando a caça de capivara na mata atlântica.
  • Anomalous  11/09/2015 18:09
    Não foi nesse governo popular que os bancos tiveram lucro record?
  • Dede  11/09/2015 18:31
    Que porra é LGBTSG?

    Algum tipo de comuna?
  • Anderson  11/09/2015 15:03
    Excelente, Leandro!

    Pena que muita gente não pensa dessa maneira. Para muitos, trabalhar para o governo é "satisfação", acham que estão fazendo algo importante, pior, não se questionam da origem do dinheiro. Aliás, quase nenhum brasileiro comum reflete sobre isso: "Governo não produz nada, se não produz, de onde vem esse dinheiro todo?" E muito menos se perguntam: "Ah, se o dinheiro vem dos impostos/tributos, será que se esse dinheiro ficasse com as pessoas não seria melhor?"

    Para o povo, governo bom é governo que dá "tudo de graça"...

    Toda essa turbulência econômica acontecendo e as pessoas, de maneira geral, acham que isso se deve apenas aos desvios de dinheiro. E acham que se entrar um governos e parlamentares "honestos", o desvio será menor e a situação vai melhorar...

    Triste!
  • Patrick Wiens  12/12/2015 11:27
    É pior Anderson, o povo tem consciencia de tudo isso, é o cinismo de achar que o dinheiro não está vindo de si próprio mas do próximo, então tudo bem.
  • Funcionário público  11/09/2015 15:17
    "A quarta maneira é a maneira correta de se fazer austeridade. A redução de gastos do governo faz com que empresas ineficientes que dependem do governo sejam enxugadas (ou quebrem) e liberam mão-de-obra e recursos escassos para empreendimentos produtivos e genuinamente demandados pelos cidadãos. E as empresas responsáveis por esses empreendimentos produtivos terão mais facilidade para contratar essa mão-de-obra demitida porque, em decorrência da redução nos impostos, elas agora têm mais capital e seus consumidores, mais poder de compra. "

    Provocar a falência de empresas para fazer com que seja liberada mão-de-obra não seria interferir na vida privada dessas pessoas?

    O correto não seria que essas pessoas fizessem uma escolha LIVRE, optando por empregos e setores econômicos que não dependesse economicamente do estado?
  • Leandro  11/09/2015 16:00
    Sua primeira pergunta está em total contradição com a segunda.

    "Provocar a falência de empresas para fazer com que seja liberada mão-de-obra não seria interferir na vida privada dessas pessoas?"

    Em primeiro lugar, não se está provocando falência nenhuma. Está-se apenas retirando sua muleta estatal. Tal empresa segue perfeitamente livre para encontrar seu espaço no mercado. Basta fornecer um bem ou serviço que esteja sendo demandado pela população. É assim que a maioria das pessoas ganha a vida.

    Em segundo lugar, por essa sua lógica, qualquer demissão do setor privado seria também uma "interferência na vida privada do demitido".

    Terceiro, nenhuma empresa tem o "direito natural" de ter acesso contínuo e ilimitado ao dinheiro de impostos para se manter.

    "O correto não seria que essas pessoas fizessem uma escolha LIVRE, optando por empregos e setores econômicos que não dependesse economicamente do estado?"

    Concordo plenamente.
  • Funcionario publico  11/09/2015 17:42
    A primeira pergunta foi uma crítica a opção correta dada no texto. A segunda eu coloquei como contradição da primeira propositalmente, pois caso alguém concordasse com ela, estaria discordando do texto.

    A questão é saber se minha crítica é válida. Se reduzir gastos para quebrar empresas e liberar mão-de-obra for liberdade, teremos um monte de desempregados livres. Até o mercado privado absorver toda essa mão de obra, qual a opção que todas essas pessoas desempregadas vão ter? De que adianta ser livre e não ter opção para sobreviver? Isso sim que parece uma contradição.
  • Leandro  11/09/2015 18:08
    "A questão é saber se minha crítica é válida."

    Em absolutamente nada.

    "Se reduzir gastos para quebrar empresas"

    A redução de gastos não é para quebrar empresas. É para liberar recursos para a economia. Se a redução de gastos porventura gerar a quebra de algumas empresas, então isso significa que tais empresas só existiam por causa do estado; seus lucros dependiam exclusivamente dos tributos cobrados de quem trabalha e produz.

    Se uma empresa só se mantém por causa de impostos, então não faz sentido que ela exista. Na prática, ela é uma estatal. A existência dela é deletéria para toda a economia.

    "e liberar mão-de-obra for liberdade, teremos um monte de desempregados livres. Até o mercado privado absorver toda essa mão de obra, qual a opção que todas essas pessoas desempregadas vão ter? De que adianta ser livre e não ter opção para sobreviver? Isso sim que parece uma contradição."

    Então o mundo à sua volta é uma contradição, e você, vivendo enclausurado na sua repartição, não percebeu isso.

    O automóvel, o computador, a luz elétrica, a internet e a mecanização da agricultura tornaram várias formas de emprego totalmente obsoletas. O que fizeram esses desempregados?

    A criação do automóvel e do caminhão, por exemplo, não apenas destruiu vários empregos no setor de carroças, como ainda tornou obsoleto todo o setor de transporte manual, em que cargas eram carregadas nas costas por vários trabalhadores.

    Esses empregos exaustivos e deletérios para a saúde foram substituídos por novas e melhores formas de emprego. As indústrias puderam expandir o escopo de seus mercados porque os caminhões as tornaram capazes de transportar seus bens para locais mais distantes. Com a massificação desse novo meio de transporte, as indústrias puderam se expandir vastamente, e com isso criaram milhões de novos empregos.

    E o computador? Esta máquina provavelmente destruiu mais empregos do que qualquer outra inovação tecnológica na história da humanidade, com a possível exceção do automóvel. Porém, assim como os automóveis não levaram a humanidade para a miséria (todos os empregos destruídos pela criação do automóvel foram substituídos pela criação de novos e melhores empregos), tampouco o computador conseguiu esse feito.

    Ao contrário: ao passo que o computador tornou supérfluas várias formas antigas de trabalho corporal e mental, os lucros gerados por essa mecanização criada pela computação permitiram novos investimentos em milhares de outras áreas da economia, gerando a criação de milhões de novos empregos. Só a internet criou empregos que, duas décadas atrás, ninguém imaginava poder existir.

    E a eletricidade? Sua invenção destruiu um sem-número de empregos na indústria de velas e na indústria de carvão. No entanto, os lucros gerados por essa invenção permitiram novos investimentos em praticamente todos os outros setores da economia, o que possivelmente gerou a criação de bilhões de novos empregos, sem nenhum exagero.

    Quem entre nós gostaria de viver em um mundo sem carros, computadores, internet e eletricidade, considerando-se todos os empregos que tais invenções destruíram? Quem quer voltar a viver em um mundo em que praticamente todos os seres humanos tinham de trabalhar exaustivamente no campo — querendo ou não — apenas para sobreviver?

    Para a nossa sorte, a tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras vocações fora do campo. Foi então começou nosso processo de enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

    Você, como todo agente do governo, jura que a economia é uma coisa estática, e não uma coisa dinâmica. Você, como todo agente do governo acostumado a bater carimbo e jamais ter feito nada de útil na vida, jura que um emprego tornado obsoleto hoje fará com que seu trabalhador nunca mais terá reposição.

    "A primeira pergunta foi uma crítica a opção correta dada no texto. A segunda eu coloquei como contradição da primeira propositalmente, pois caso alguém concordasse com ela, estaria discordando do texto."

    A segunda pergunta foi: "O correto não seria que essas pessoas fizessem uma escolha LIVRE, optando por empregos e setores econômicos que não dependesse economicamente do estado?"

    A concordância com essa assertiva revela discordância com o artigo?! O que vocês ingerem aí na sua repartição?
  • Pobre Paulista  11/09/2015 19:07
    Esta resposta será um protótipo de um futuro artigo ;-)
  • WLNC  11/09/2015 19:53
    Nosso amigo aí está preocupado com seu emprego. Eu lhe digo Funcionário Público, você ganha a vida, seu sustento, recebendo dinheiro que foi roubado de pessoas como eu. Seu emprego é imoral e inútil, é criminoso. Uma pergunta análoga a sua seria: "será que liberar o roubo como atividade lícita não seria interessante, uma vez que um grande volume de roubos acabaria gerando empregos para muitos intermediários"?

  • JP  13/12/2015 14:04
    O objetivo do meu comentário não é defender o serviço público, mas sim, mostrar que é muito fácil tornar-se um fanático liberal do mesmo modo que é fácil tornar-se um fanático marxista, ou fanático religioso ou qualquer outra espécie de fanatismo.

    Acho engraçado as atitudes de alguns colegas (ditos liberais) ao realizarem comentários contra o serviço público, me parece com o que foi escrito no "A Mentalidade Anticapitalista" do bom e velho Mises.

    Primeiro:

    Generaliza-se e pensa-se que todo o serviço público é feito por pessoas que chegaram lá por indicação política ao modo economia feudal pré-revolução industrial.

    Na própria teoria da Administração Pública têm-se os seguintes modelos teóricos: administração patrimonialista (apadrinhamento), burocrática (weberiana) e gerencial (princípios de gerenciamento da administração privada).

    Na própria teoria geral da administração, evidenciam-se as vantagens e disfunções da burocracia weberiana, assim, por analogia, do mesmo modo que Mises relata que o capitalismo sempre (mais uma generalização das massas) é julgado pelas suas excrescências, o serviço público também o é pelas disfunções burocráticas weberianas, causadas pelo o quê? Pela AÇÃO HUMANA.

    Segundo:

    Antes que surja o servidor público (me refiro ao servidor que entrou pelo mérito, nada de cotas ou cargos comissionados) no serviço público, houve um livre-mercado editorial e de prestação de serviços de consultoria e ensino às pessoas que, por livre-iniciativa, buscaram se qualificar para tal. Se o empreendedor abriu seu negócio no sentido de prestar serviços para quem busca o serviço público é porque há DEMANDA e OFERTA, ou seja, MERCADO. Mesmo com o Estado mínimo almejado pela administração gerencial, haverá esse tipo de mercado. Pois até mesmo Mises fala sobre o Estado mínimo no livro Liberalismo.

    Agora vejamos um trecho do livro "A Mentalidade Anticapitalista":

    "(...) A confiança em si mesmo e o equilíbrio moral de todos são solapados pelo espetáculo dos que deram provas de maior habilidade e capacidade. Cada qual está ciente de suas próprias derrotas e deficiências. A longa lista de autores alemães que rejeitaram radicalmente as ideias "ocidentais" do Iluminismo e a filosofia social do racionalismo, utilitarismo e do laissez-faire bem como as políticas desenvolvidas por essas escolas de pensamento começa com Justus Möser. Um dos novos princípios que provocaram a ira de Möser foi a exigência de que a promoção dos oficiais do exército e dos funcionários públicos fosse baseada no mérito e habilidades pessoais, e não na ascendência, linhagem nobre, idade e tempo de serviço do beneficiado. A vida numa sociedade em que o sucesso dependa exclusivamente do mérito pessoal seria, segundo Möser; simplesmente insuportável.(...)".

    Oras, partindo de um pressuposto que buscar o serviço público, por meios meritórios (repisa-se as excludentes acima), é um empreendimento, faz total sentido o excerto acima, por quê?
    Porque qualquer capacitação pode ser vista como uma espécie de micro-empreendimento pessoal, uma livre-iniciativa, baseada na ação-humana de gerir dois importantes e fundamentais recursos escassos: TEMPO E DINHEIRO, no uso desses recursos sempre haverá sacrifícios pessoais, TRADE-OFF's, e por que não? Dor moral. Aqui, não importa onde foi aplicado tal micro-empreendimento, se em busca de ser um servidor público ou de ser qualquer outra coisa na vida. Aqui enfatiza-se o gerenciamento de recursos escassos que podem desembocar em frustração no negócio. Quantas pessoas tentam entrar no serviço público e não conseguem? Quantas pessoas tentam abrir uma empresa e não conseguem? Quantas pessoas tentam obter sucesso em algum empreendimento e não conseguem? Aqui entra o ressentimento humano em qualquer área em que se busca atuar.

    Terceiro:

    Generalizar e julgar, por ressentimento, que todo funcionário público é um ladrão e não perceber o sistema como um todo é cair em falácia. Pois todo funcionário público paga todo e qualquer imposto que o sistema legal lhe impõe: IR, PSSS no contra-cheque. Caso faça uma compra, ISS, ICMS, ITBI. Caso tenha propriedades: IPVA e IPTU. Caso deixa uma herança: ITCD. Caso invista no mercado financeiro: IR e IOF. Caso, com a grana que poupou e se aposentou e, agora, queira abrir um comércio de aviamento, irá continuar pagando impostos. Com isso o funcionário público que empreendeu lá atrás (CAPACITAÇÃO MERITÓRIA), por meio de seus méritos e livre-iniciativa, também arca com um sistema governamental ineficiente e corrupto. Porque um governo gastador também prejudica o funcionalismo público, porque deixa de investir na capacitação "interna corporis" de seus funcionários, bem como em tecnologias eficazes de prestação de serviço, por que apenas se interessa em um capitalismo estatal DOENTIO.

    Menos fanatismo (sentimentalismos) e mais ponderação racional.



  • Anonimo  13/12/2015 22:18
    'Generaliza-se e pensa-se que todo o serviço público é feito por pessoas que chegaram lá por indicação política ao modo economia feudal pré-revolução industrial.'

    Começou bem, já com a falácia do espantalho.Ninguém está preocupado com como o funça chegou lá, o problema é que o dinheiro dele é extraído pela força da classe produtiva, nosostros pagadores de impostos que nos lascamos pra sustentar os privilégios de vcs.

    'o serviço público também o é pelas disfunções burocráticas weberianas, causadas pelo o quê? Pela AÇÃO HUMANA. '

    Usar caps não torna nada menos imoral.Essa é uma ação tão humana quanto a ação humana de assaltar, roubar, etc.

    'houve um livre-mercado editorial e de prestação de serviços de consultoria e ensino às pessoas que, por livre-iniciativa, buscaram se qualificar para tal. Se o empreendedor abriu seu negócio no sentido de prestar serviços para quem busca o serviço público é porque há DEMANDA e OFERTA, ou seja, MERCADO.'

    Esse empresário se beneficia do roubo, é como se ele abrisse um curso de treinamento pra sequestradores, ou treinamento pra con artists. Vc ainda não entendeu o que é o livre mercado.

    Oras, partindo de um pressuposto que buscar o serviço público, por meios meritórios (repisa-se as excludentes acima), é um empreendimento'

    Pressuposto errado. Um empreendimento no livre mercado é criar algo que as pessoas queiram trocar seu dinheiro por aquilo, VOLUNTARIAMENTE. Não tem nada a ver com o que nenhum funça faz.

    'Generalizar e julgar, por ressentimento, que todo funcionário público é um ladrão e não perceber o sistema como um todo é cair em falácia. '

    Não é falácia, depende apenas da definição de roubo.Se o seu dinheiro não veio de trocas voluntárias, se o governo me obriga a te pagar não importa a porcaria de serviço que vc faça, isso é um roubo sim.A única diferença é que é um roubo enfeitado, institucionalizado e previsível.

    'Pois todo funcionário público paga todo e qualquer imposto que o sistema legal lhe impõe: IR, PSSS no contra-cheque.'

    Isso já foi explicado trilhões de vezes, imposto retido na fonte vc não paga coisa nenhuma, é apenas uma ficção contábil.O governo arranca 5X do pagador de impostos, dá esses %X pra vc e diz 'na verdade seu salário é 6X e uma parte vc está pagando de impostos'.Do mesmo jeito ele podia falar que é sete, oito, não interessa, não muda nada no mundo real onde é o pagador de impostos que está tendo que sustentar tudo de um jeito ou de outro.

    'Menos fanatismo (sentimentalismos) e mais ponderação racional.'

    Nan, vc não ia querer realmente isso.



  • Funcionario publico  11/09/2015 20:15
    Que o surgimento de novas tecnologias, de bens de consumo e descobertas científicas deixou muita gente desempregada, e depois o mercado absorveu naturalmente toda essa mão-de-obra, eu concordo. O que eu não concordo é provocar uma redução de gastos para quebrar empresas e deixar pessoas desempregadas. Defender uma medida intervencionista que deixa pessoas desempregadas é o que agente tá cansado de ver com o governo petista.

    Eu já fui empregado de empresa privada e fui para uma estatal por uma questão de escolha. Os fatores que me levaram a fazer essa escolha pela estatal, são os mesmos que outras pessoas levam também: os empregos oferecidos pelo governo são mais atrativos para o trabalhador. O governo não precisou acabar com o setor privado para as pessoas correrem para o setor público, e sim tornou os empregos públicos mais atrativos para o trabalhador.

    Deixar de intervir na economia e não proteger determinadas empresas já é o suficiente para que o setor privado melhore e passe a ser mais atrativo para os trabalhadores. Medidas como essas postas no texto atinge uma determinada "classe", o que é suficiente para por a opinião pública contra quem defende esse tipo de ação. Pra mim a solução sugerida no texto tira o foco do problema real e ainda acirra mais a briga de classes promovida pelos partidos esquerdistas.
  • Demorei  12/09/2015 03:45
    "O que eu não concordo é provocar uma redução de gastos para quebrar empresas e deixar pessoas desempregadas. Defender uma medida intervencionista que deixa pessoas desempregadas é o que agente tá cansado de ver com o governo petista."

    Ah, bom, só agora que eu percebi que você estava aqui o tempo todo de zoeira. Foi mal pela minha demora.

    Realmente, dizer que um governo cortar gastos representa uma "medida intervencionista" foi o ápice da zoeira, e ironizou perfeitamente o típico raciocínio convoluto da esquerda-petista. Parabéns pela argúcia.
  • Edujatahy  12/09/2015 12:13
    Funcionário público, você já foi rechaçado, seus comentários completamente refutados e você ainda insiste.. Dizer que cortar gastos é intervencionismo é absurdo. Menos meu caro... Menos...
    A existência do gato governamental é que é intervencionismo.
  • M.S.Batista  12/09/2015 14:39
    Funcionario publico,

    Corte de gastos nao caracteriza intervencionismo, mas o contrario, sim.

    Se empresas se mantem com gastos do governo, desnecessarios, entao essas empresas nao deveriam existir. Parta dessa premissa. Isso significa o mesmo que vc andar de bicicleta a vida inteira com `rodinha`, pq nao aprendeu a andar sozinho. Se um empresario vive de subsidios para se manter, esta na hora de fechar a empresa e virar empregado de alguem que seja empreendedor de verdade.
  • Funcionário público  13/09/2015 02:25
    A realidade é que existem empresas que se mantém com gastos do governo. Não dar para partir de uma premissa fora da realidade. Se o mercado depende de gastos do governo e estes gastos são cortados, isso caracteriza uma medida intervencionista sim, mesmo que isso seja benéfico para o futuro.
  • Funcionário Privado  22/09/2015 14:58
    Olha, uns aqui vão simplesmente te rechaçar mas eu vou conversar sério contigo pq tenho parentes na tua mesma situação, de funcionários públicos, então sei q vcs pensam assim mesmo.
    A questão toda gera dúvida em vcs pq todos vcs partem dum pressuposto errado. Explico:
    Não é o "mercado" que depende do governo. O "mercado" é tudo, mercado está além, acima e é maior que o governo, que qq governo! É justamente o governo que depende do mercado.

    Sem mercado não há governo. Sem governo ainda haveria mercado.
  • Edujatahy  22/09/2015 17:52
    Caro Funcionário Público.
    Os recursos são escassos, lembre-se disso sempre. No momento que você retira estes gastos do estado tais recursos serão utilizados por outros agentes econômicos. Não é questão de querer quebrar ou não empresas. É questão de que recursos escassos estão sendo utilizados de forma ineficaz para bancar "privilégios" de alguns. E isto é errado.

    Diminuir gastos públicos significa devolver a pessoas e empresas a capacidade de usar recursos escassos voluntariamente entre si.

    Se uma empresa depende de gasto público e não tiver a capacidade de se modernizar (ou seja, convencer pessoas a "comprarem" eu produto voluntariamente) ela irá quebrar. E isso não é ruim! Os recursos escassos em poder desta empresa serão apropriados por empresas mais rentáveis via o processo de falência. Seus funcionários (que são recursos escassos) irão para outros empresas, seus ativos físicos serão comprados, seu capital financeiro será devolvido aos sócios ou pago aos credores. Não tem problema em uma empresa quebrar. Isto não é algo terrível. É um processo natural do mercado.

    Este "choque" não é apenas benéfico. é EXTREMAMENTE necessário.
  • M.S. Batista  22/09/2015 18:30
    Funcionario Publico, você está confundindo as coisas.

    A medida intervencionista já foi feita, quando o governo meteu o bedelho. Tirar subsidios do mercado seria uma maneira de o governo deixar de intervir no mercado.
  • M.S. Batista  11/09/2015 19:47
    O mercado de LP, VHS, fita cassete, deveria ter continuado, pois retiraram empregos de pessoas que trabalhavam nessa área? O batedor de carimbo e arquivador de papéis burocráticos deve permanecer?

    Ouvi isso de um profissional um dia e achei fantástico nesse contexto. Há de se diferenciar duas coisas: o TRADICIONAL do ARCAICO. O que deve continuar, por trazer algo agregado, ainda que o passar dos anos, as gerações demandarão por aquele bem e/ou serviço: TRADICIONAL. O que não traz mais nada de necessário, não influencia positivamente no mercado, não produz, não gera valor e não é demandado: ARCAICO.
  • ed  11/09/2015 16:13
    "Provocar a falência de empresas para fazer com que seja liberada mão-de-obra não seria interferir na vida privada dessas pessoas?"

    Não pois essas pessoas estão sendo pagas via roubo (imposto). São, portanto, parte do problema. Retirar os empregos de funcionários públicos por meio de corte de gastos governamentais e redução de impostos não é agressão.

  • Thiago Teixeira  11/12/2015 19:26
    Meu Deus...

    Quando um órgao público oferta um emprego com salário mais alto que o correspondente na iniciativa privada, ele está atrapalhando o livre-mercado. Então, interfere sim.

    E por que o emprego estatal é melhor que o privado? Porque o governo não tem um sistema de cobrança do funcionário adequado, e por causa da questão já citada do maior salário. Vou dizer sem eufemismo: funcionário público é preguiçoso, e fica mais feliz num cargo estatal. Adora essa ilha, que funciona à parte do mundo real.
  • Lopes  11/09/2015 15:19
    Excelente artigo, Leandro. E veio em hora boa.
  • Leandro  11/09/2015 16:13
    Obrigado, filósofo. Grande abraço!
  • Joaquim Saad  11/09/2015 15:46
    Se for p/ considerar também a dívida da Petrobrás e da Eletrobrás somadas à DBGG (que entendo ser aquela do gráfico, em torno de uns R$3.6 trilhões) bem como os títulos da carteira "livre" do BC (ainda não lastreando operações compromissadas), acho que o saldo devedor bruto total do setor público já está além de R$4.5 trilhões.
  • Alex C. Ferreira  11/09/2015 15:51
    É praticamente um manual do que se deve fazer para o Varzil, digo Brasil, sair desta crise.
    Mas vou postar aqui alguns comentários dos ''Canhotos'' em um fórum que eu participo, é constrangedor até...

    Falando sobre o período de FHC:
    ''Meu amigo, é simples, não tem muito o que discutir.
    Você tem o preço estacionado dos alimentos por 5 anos, ÓTIMO, BELEZA.
    Inflação super em controle.
    Mas você tem um desemprego recorde, tem salários congelados, desemprego entre os jovens em mais de 50%, endividamento das famílias de classe média, contenção do nível de investimento privado e serviços públicos sucateados...
    tudo isso em troco de... CONTROLE INFLACIONÁRIO!
    do que que adianta?
    e pra rechear essa salada toda, ainda de brinde tem o aumento da dívida pública e da despesa do governo.
    Falam muito em "reduzir estado", "reduzir funcionalismo", mas falar da despesa financeira da União ninguém fala.''
    Falando sobre o período de FHC (2):
    ''É aquela velha história, nos tempos de FHC teve ano que a inflação foi de 1% ao ano...
    No fim do primeiro mandato dele eu acho, 1997, 1998, por aí...
    Em compensação os favelados não tinham dinheiro pra comprar uma lata de óleo (naquela época o óleo não era vendido em garrafas PET).
    Favelados aqui em Recife nos anos 90 compravam óleo em copinho descartável, em pequenas porções.
    Não achem que é brincadeira, é sério isso.
    E num era só em Recife não, isso era em todas grandes metrópoles brasileiras, só as do Sul que tenho minhas dúvidas.''
    ------------------------------------------------
    Falando da Petrobrás:
    ''Petrobras tinha que ser 100% estatal. Essa porra de economia mista só fode a empresa. Na hora de usar o governo abusa e usa. Agora ajudar não pode, pois não podem beneficiar um ente privado (os tantos % não estatais)''

    "37% de carga tributária..."
    "a serviço da dívida"''
  • Leandro  11/09/2015 16:18
    Vejo que houve um "avanço" (ou retrocesso) nessa discussão político-partidária.

    Antigamente, os petistas evocavam os números ruins de 2002 -- causados majoritariamente pelo temor da eleição de Lula -- para evocar a ruindade de FHC. Todo o governo FHC se resumia aos números do segundo semestre de 2002.

    Agora que Dilma conseguiu a façanha de se igualar àqueles números, restou aos petistas regressar à década de 1990 para falar que a saudosa baixa inflação da época gerava desemprego!

    Que final patético para essa gente ...

    P.S.: surpreendi-me também com o fato de estarem pulando do barco da Petrobras. Agora a solução, segundo eles, é entregá-la integralmente ao PT. Aí sim a coisa vai funcionar.
  • Adelson Paulo  12/09/2015 12:03
    A Petrobras é estatal, mas os salários de seus diretores são comparáveis aos de empresas provadas multinacionais. A Graça Foster recebia R$ 150 mil mensais na presidência da Petrobras.
  • Renato  11/09/2015 15:53
    Leandro, só pra confirmar:

    todo mundo sabe que esse ano o governo anunciou vários supostos cortes no orçamento, cortou da educação, as federais tão em greve, não tem papel higienico, aquela coisa toda.

    a pergunta é: esse corte, na verdade, foi apenas uma diminuição no rítmo de crescimento (de modo que os gastos ainda estão maiores que ano passado), e não uma redução real dos gastos comparado com o ano passado. Estou certo ?

    e outra: qual o site que você consulta o total de gastos do governo no fechamento do ano e o total de arrecadação?
  • Leandro  11/09/2015 16:17
    Correto. É só redução no ritmo do aumento. Corte de gastos -- corte mesmo, no sentido de que os valores nominais serão menores do que foram no ano anterior -- nunca ocorreram.

    Consulto o site do Tesouro e o Portal da Transparência.

    O Portal da Transparência está indicado no link do artigo.

    Tesouro:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/465603/CPU_DespesaUni%C3%A3oGrupoNatureza_1980a2015.xls/c804a093-9091-4dfd-a447-063d8490db5a
  • M.S. Batista  11/09/2015 19:50
    Ou seja, continua gastando com bobagens, só que em quantidade menor (por enquanto). Se rasgava uma nota de 100 a cada 1 minuto, passou a gastar 1 minuto e meio.
  • Pobre Paulista  11/09/2015 16:01
    Já li muitas partes deste texto em respostas do Leandro Roque aqui nos comentários.

    Ou seja, o site do Mises é tão bom que até mesmo os comentários dos artigos são fonte de conhecimento de primeira linha.
  • Leandro  11/09/2015 16:14
    Esse é o lado bom de ter de ficar respondendo diariamente às mesmas perguntas. Chega um momento que todo o material acumulado pode virar artigo.
  • Decepticon  11/09/2015 19:13
    Outro ponto positivo de ter de ficar respondendo diariamente às mesmas perguntas é que dá para reaproveitar respostas dadas anteriormente. Neste mesmo artigo temos um exemplo disso, que é o sabão épico que você passou no Funcionário Público. Já tinha visto essa mesma paulada em outra ocasião (só não consigo lembrar exatamente em que artigo foi).
  • Critico  11/09/2015 19:57
    Ouso dizer que não existe um espaço de comentários tão útil quanto o do Mises em nenhum outro espaço de discussão público deste país.
  • Felipe Lange S. B. S.  11/09/2015 16:07
    Mais um excelente artigo Leandro!

    Agora, como explicar essa política econômica desastrada, já que foi nomeado o Joaquim Levy? Porque os cortes nos gastos estão sendo tão medíocres e insuficientes? Seria que é porque é totalmente submisso à presidente e ao congresso?

    Onde está a independência do Banco Central e da equipe econômica, que existia no primeiro mandato do Lula? Corrija-me se estiver errado.

    Agradeço a sua atenção.
  • Leandro  11/09/2015 16:21
    Em termos puramente econômicos, alguns momentos do primeiro mandato de Lula e do primeiro mandato de FHC serão, no futuro, vistos como lapsos de sensatez em meio a uma constante de insanidade.
  • Felipe Lange S. B. S.  11/09/2015 16:28
    Você acha que se a Dilma renunciar, entrando no caso do Michel Temer, eles continuariam nessas medidas econômicas estúpidas?
  • Leandro  11/09/2015 16:42
    Não sei. Só sei que, como diria aquele grande filósofo cearense, pior do que tá não fica.

    Quanto ao Temer, já forneci a ele a minha dica sobre o que ele deveria fazer.
  • M.S. Batista  11/09/2015 16:48
    Leandro,

    Permita-me: nada é tão ruim que não possa piorar. Vide nossos vizinhos "sudamericanos".
  • Didi  11/09/2015 19:19
    Discordo. No caso do Brasil, fico com as palavras do outro grande filósofo cearense: "não há nada tão ruim que não possa ser piorado" e "todo castigo pra corno é pouco", de modo que creio firmemente que nós ainda vamos ver tempos piores.
  • Renato Arcon Gaio  11/09/2015 16:12
    Muito bom o artigo Leandro, lógica perfeita e não precisa ser gênio em economia para saber que em fase de recessão corta-se gastos, todo cidadão com um mínimo de juízo faz isso.

    Agradeço a cada dia pelos artigos do IMB, Abraços.
  • Marcelo  11/09/2015 16:23
    Leandro,

    ainda sou iniciante nas leituras da escola austríaca. A iniciativa de cortar gastos do governo faz todo o sentido. Porém, não há setores que dependem do financiamento governamental, pois seriam considerados investimentos ruins (ou de prazo muito longo) pela iniciativa privada? Como exemplo, o setor de infraestrutura (construção de rodovias, linhas trens, metrôs, etc). Há algum material explicando mais sobre esses tipos de gastos?
  • M.S. Batista  11/09/2015 19:56
    Leandro,

    Qual a faculdade/universidade que possui no Brasil algum curso com disciplinas ligadas à EA ou ao livre mercado? Me refiro às particulares, mas arrisco uma pergunta "nonsense": Acaso há alguma pública?
  • Trader Carioca  11/09/2015 17:57
    Marcelo.

    Há um caso empírico muito bom para ilustrar a questão da estradas privadas. Na Inglaterra, em 2014, houve um acidente que deixou uma estrada bloqueada e em reforma. Isso obrigava os motoristas a tomar um desvio que aumentava em quase 1 hora o tempo de viagem entre Bath e Bristol, na altura do condado de Kelston.

    O governo estimou que levaria meses e uma fortuna para fazer o reparo da estrada.

    Então, um homem chamado Mike Watts, dono de uma propriedade próxima ao local onde a estrada estava fechada, gastou 150 mil Libras e construiu 365 metros de desvio asfaltado. Cobrava 2 Libras de pedágio pelo uso do desvio dele. Ele estimou que em alguns poucos meses teria recuperado o investimento, muito antes do conserto do governo terminar. Então ainda teria tempo de ter algum lucro.

    O caso terminou quando o governo, ameaçado pelo marketing da notícia, acelerou os consertos e causou prejuízo ao construtor da estrada.

    Ele ainda conseguiu recuperar mais uma parte do dinheiro vendendo fragmentos da estrada privada, mas não sei se recuperou 100% do dinheiro gastou e chegou a ter lucro.

    Procure na internet, é um caso interessante.
  • Pobre Paulista  11/09/2015 19:10
  • Trader Carioca  11/09/2015 20:03
    Pobre Paulista

    Eu havia esquecido que o Mises fez um artigo sobre esse caso da rodovia privada. Valeu por me lembrar.
  • Igor  11/09/2015 16:26
    Leandro, eu também concordo que o nível da taxa de impostos deveria ser algo bem baixo, porém zero não seria demais ? Já que alguns serviços como segurança são funcões do governo.

    Você deve saber o que é A Curva de Laffer, qual sua opinião sobre ela ?


    A partir da Curva de Laffer - esta faz uma relação gráfica bidimensional entre as taxas tributárias sobre renda e a receita do governo - foi feito o Romer and Romer study - que é bom deixar claro, adota uma política econômica de esquerda - no qual não aconselha que a taxa sobre impostos ultrapasse 33%. Ou seja, nem mesmo os que tem uma visão esquerdista de política econômica sugerem adotar uma taxa sobre os impostos além de 33%.
  • Leandro  11/09/2015 16:40
    Mas qual o argumento que diz que o estado é necessário? Em última instância, para quem ainda defende a manutenção de um estado, sempre há esse modestíssimo plano de governo a ser adotado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Igor  11/09/2015 17:20
    Não, não defendo a manutenção de um estado gigante desta maneira, apenas queria saber como um setor como a segurança funcionaria já que esta é a função do governo. O próprio Mises defendia que a segurança é função do governo, então como promover a segurança sem os fundos necessários ?

    "Que o governo e a polícia se encarreguem de proteger os cidadãos, e entre eles os homens de negócio e, evidentemente, seus empregados, contra ataques de bandidos nacionais ou do exterior, é efetivamente uma expectativa normal e necessária, algo a se esperar de qualquer governo. Essa proteção não constitui uma intervenção, pois a única função legítima do governo é, precisamente, produzir segurança."

    Obrigado.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  11/09/2015 17:27
    Como estrutura jurídica, repartição de poderes e execução da lei, o estado é incontornavelmente necessário, assim como a taxação que irá remunerar as instituições e pessoas destacadas pra cumprir essas funções.



  • Pobre Paulista  11/09/2015 17:43
    O estado é necessário para manter o estado funcionando.
  • M.S. Batista  11/09/2015 16:46
    Tem aquela foto também da mulher chorando quando o jogo estava 5 x 0. Dá para colocar as três juntas?

    Sugiro a sequencia:
    1ª - da mulher ansiosa, comendo unha;
    2ª - o cara assustado;
    3ª - a mulher chorando desesperada depois do quinto gol.
  • Henrique  11/09/2015 16:50
    Uma pergunta: em uma sociedade capitalista excludente não é melhor gostar gastos com juros do que com gastos sociais?


    Abraços
  • Leandro  11/09/2015 17:00
    Em primeiro lugar, a frase "sociedade capitalista excludente" é paradoxal.

    Se é capitalista, então todos têm a liberdade de empreender e trabalhar. Por definição, ninguém é excluído.

    Se é excludente, então isso significa que as pessoas são proibidas de trabalhar e empreender. Aí não é capitalismo. Tal arranjo pode ser qualquer coisa (socialista, intervencionista, dirigista, mercantilista, protecionista etc.), menos capitalista.

    Sobre gastos com juros, ora, combine com o governo. Juros altos não surgem do nada. São consequência direta dos gastos desmesurados do governo. Se o governo não gastasse mais do que arrecadasse, não haveria déficits constantes e a dívida não seria crescente. Consequentemente, os juros não seriam tão altos.

    Se o governo fosse minimamente capaz de gerar um cenário estável e não-avacalhado no país, os juros não seriam tão altos.

    Adicionalmente, o nível dos juros praticados por um país depende de uma combinação de uma variedade de riscos: inflação de preços vigente (atualmente em quase 10%), expectativas de inflação futura (ainda altas), situação fiscal do governo (lastimável), solvência do Tesouro (ainda existe), riscos políticos (enormes) e risco de súbita desvalorização cambial (o dólar subiu 120% nos últimos 5 anos; 70% nos últimos 12 meses; 10% em julho e 10% em agosto).

    Juros altos são consequência de um governo incompetente e de uma economia com histórico de seguidos desarranjos. Vá ver se há juros altos em economias sérias.
  • Henrique  11/09/2015 17:59
    "Se é capitalista, então todos têm a liberdade de empreender e trabalhar. Por definição, ninguém é excluído."

    Mas e aqueles que, não impedidos de trabalhar, não conseguem rendimentos compatíveis com a dignidade humana? Isso não é exclusão também?


    Abraços.
  • Leandro  11/09/2015 18:17
    E quem é que faz com que um trabalhador não consiga "rendimentos compatíveis com a dignidade humana"?

    Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres?

    Quem é que, ao desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, impede os pobres de utilizarem seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados?

    Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, impede que os salários sejam maiores?

    A resposta para as perguntas acima é a resposta para a primeira pergunta.
  • M.S. Batista  11/09/2015 20:04
    Henrique,

    Suíça, Noruega, Dinamarca, Hong Kong, Austrália seriam exemplos de "sociedade de exclusão no capitalismo"?

    Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Zimbábue são exemplos de que?

    Agora vamos à "igualdade social". É melhor estar numa economia igualitária da Coreia do Norte ou numa dos Estados Unidos? É melhor estar na desigualdade economica em Cingapura, Hong Kong ou na igualdade economica de Cuba?
  • Pobre Paulista  11/09/2015 17:10
    A "sociedade capitalista excludente" é aquela que vive no anarco-estatismo que temos atualmente, dirigida por socialistas de livre mercado, correto?
  • anônimo  11/09/2015 17:14
    O termo "sociedade capitalista excludente" se encaixa perfeitamente no termo capitalismo de estado. Cujo os altos custos das leis trabalhistas, o credito subsidiado, os altos impostos, o protecionismo e a burocracia acabam excluindo parcela da população do sistema econômico.

    A solução para isso é: O liberalismo ou... a escravidão da população, que seria o socialismo.

    Creio que vocês esquerdistas, por razões patológicas, prefiram a segunda opção.
  • Andre Fernandes  11/09/2015 18:21
    Leandro, boa tarde!

    Lembro que li um tempo atrás uma matéria que saiu no Globo referente aos custos dos 39 ministérios do nosso governo e a estimativa era de R$ 58,4 bi/ano. Obviamente um custo indecente, mas muito distante dos R$ 400 bi do estudo da Veja. Sabe dizer de onde vem essa diferença?

    Segue link:
    oglobo.globo.com/brasil/a-conta-do-inchaco-de-ministerios-no-governo-dilma-8432076

    Segundo o Globo, R$ 377 bi seria o valor referente a toda máquina federal contando além dos ministérios, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades e por aí vai...

    É possível tirar esses números a limpo e entender de onde vem a diferença?

    Aproveitando para esticar um pouco o tema. Existe algum artigo que trate com mais detalhes as instituições públicas (ministérios, orgãos reguladores, empresas) mais caros e quais os impactos negativos de sua atuação bem como os positivos de sua exclusão? Entrando no detalhe de alguns casos...é fácil falarmos sobre Petrobrás e BNDES que são muito grandes, estão sempre em evidência e tem um escopo de atuação mais claro. Mas existem muitos outros que são mais obscuros tanto na sua atuação quanto no seu custo...

    Seria legal ler o que seria uma proposta do IMB no campo da privatização, detalhando como guiar o processo, por onde começar e por aí vai.

    Abraços e parabéns por mais um belo artigo!
  • Leandro  11/09/2015 18:43
    Ambas as reportagens falam exatamente a mesma coisa: o custeio foi de R$ 379 bilhões em 2012 (Globo) e R$ 424 bilhões em 2013 (IstoÉ).

    "Existe algum artigo que trate com mais detalhes as instituições públicas (ministérios, órgãos reguladores, empresas) mais caros e quais os impactos negativos de sua atuação bem como os positivos de sua exclusão? Entrando no detalhe de alguns casos."

    Os valores consumidos por cada órgão estão no link do artigo. Já os impactos da exclusão de vários destes órgãos foram discutidos, de maneira direta, nestes dois artigos (aqui e aqui), mas sem lidar com números.

    "Seria legal ler o que seria uma proposta do IMB no campo da privatização, detalhando como guiar o processo, por onde começar e por aí vai."

    Em detalhes aqui (para vários serviços) e aqui (para a Petrobras).

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  11/09/2015 19:02
    O grosso (95%) dos Gastos de Custeio do Governo Central (sem transferências constitucionais) distribuem-se em seis funções:

    1) Assistência social (LOAS, BF e Serviço Social);
    2) Previdência (pública e INSS);
    3) Saúde;
    4) Educação;
    5) Trabalho (abono salarial e seguro-desemprego);
    6) Encargos Especiais (sentenças judiciais, desonerações folha...).
  • mauricio barbosa  11/09/2015 18:36
    Leandro por obséquio você poderia explicar porque o banco central tem comprado os títulos encalhados do tesouro nacional e porque esta operação do bc não é ou é inflacionária e se ela fere a lei de responsabilidade fiscal? Gostaria que você explicasse com riqueza de detalhes dando exemplos bem práticos pois gosto de mais do pragmatismo do IMB.E desde já agradeço a paciência e resposta.
  • Auxiliar  11/09/2015 18:44
    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2180
  • mauricio barbosa  11/09/2015 20:02
    Li o artigo mas achei complexa a explicação e pediria ao leandro se possível for,escrevesse um artigo detalhando cada passo desta operação de modo a não deixar nenhuma dúvida pois quer queira ou não a economia é um assunto simples de entender mas as lambanças do governo é que é triste e complicam as coisas,afinal só uns parasitas que nem eles para inventar tantas arapucas para nos assaltar olha só criaram uma brecha na legislação para se safar da LRF.E nós que pagamos essa conta salgada e indigesta meus amigos e até minha querida esposa(que pena é uma alienada)esta me chamando de radical de tanta que é minha cólera com este estado de coisas,esta difícil manter a calma diante de tanta lambança e mau-caratismo dessa gentalha.
  • Edujatahy  11/09/2015 18:40
    Como sempre um artigo impecável. Parabéns.
  • bruno  11/09/2015 18:53
    Quando até um funcionário público se dá conta de toda esta loucura e tem a audácia de expô-la, merece maior publicidade. Segue:

    Uma fábula de improdutividade
    opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,uma-fabula-de--improdutividade,1759423
  • Paranaense  11/09/2015 19:00
    Venho acompanhando o IMB há cerca de um ano quase diariamente. Serei grato à vocês do site sempre, por ter encontrado uma luz no fundo do meu parco conhecimento sobre economia. Artigos do Sr. Leandro sempre esclarecedores, mostrando o que a maioria dos economistas não querem mostrar (ou não sabem). Não deixo de ler os comentários, para mim tão interessantes quanto desafiadores (em especial dos Srs. Lopes, Andre Cavalcante, Jamzembrowski, Leonardo Faccioni, etc.).
    Coisas que meus avôs faziam muito bem e com isso prosperaram, nossos governantes nem cogitam de fazer, e assim vamos indo cada dia mais perto do atraso economico e moral.
  • Investidor  11/09/2015 19:17
    Mas tal cenário ainda pode ser evitado. E a única maneira de se fazer isso é por meio de um profundo corte de gastos do governo.

    Traduzindo: não pode ser evitado. haha Não sob Dilma.

    Será que ainda dá tempo de tirar a Dilma e fazer esses cortes com o Temer?

  • Wesley  11/09/2015 19:20
    O governo é uma fonte ilimitada de dinheiro, uma mamata sem fim. Eu estava vendo que aqui no Distrito Federal, há pessoas que têm cargos comissionados e de confiança que ganham 16 mil reais. Imagine você receber 16 mil por mês para não fazer nada? Quem não quer uma teta dessas? Como diminuir o Estado, se as pessoas querem viver às custas dos outros e não do seu trabalho? Além do mais, o efeito que isso gera culturalmente é muito perverso. Quem quer ser empregado, acaba indo para o setor público porque paga muito mais. Por que trabalhar numa empresa por 40 horas semanais, com pressão do chefe para você ser produtivo (para não ser demitido), se você pode trabalhar no governo, durante 20 horas semanais, ganhar 4x mais e não ter que se preocupar com ninguém pegando no seu pé e nem ser demitido? Fora a aposentadoria. Mudar esse quadro é quase impossível, pois os que estão fora da mamata querem fazer parte dela, e quem está nela, não quer perder. A questão é até quando isso vai durar, pois uma hora vai se tornar inviável.
  • Investidor  11/09/2015 19:26
    No entanto, dado que as outras duas agências de classificação de risco — Fitch Ratings e Moody's Investors Services — ainda mantêm o grau de investimento do Brasil, o impacto imediato da decisão da Standard & Poor's foi limitado.

    Acho que uns 80% ou mais da paulada já veio antes mesmo do rebaixamento da S&P pq o mercado não é bobo. Eles já tinham precificado boa parte do tsunami, tanto é que a bolsa caiu menos de 1% no dia seguinte. Agora acho que vão precificar nos próximos meses a perda de grau por mais uma das três agências. Então penso que a gente vai se foder muito mais daqui pra frente e quando vier o rebaixamento, se vier, da F ou M, não vamos sentir tanto. Bom, isso é só meu palpite. não sou economista.
  • Wagner  11/09/2015 19:36
    Fantástico esse site! Aprendi muito de economia lendo os inúmeros artigos disponíveis! Não sou economista e todo esse assunto me parece ser muito complexo, de forma que gostaria de perguntar sobre situações que não entendo, aproveitando a boa vontade e disposição do autor em responder aos questionamentos dos leitores.

    Confesso que a ideia liberal me agrada. É bastante interessante pelo objetivo da redução do estado, como ente que não gera riqueza, bem como pelo objetivo de praticar o livre mercado o que prestigiaria a concorrência com a consequência imediata da redução de preços de produtos e serviços para o consumidor.

    Uma dúvida, no caso de automóveis mas que poderia ser aplicado a outros produtos, como aviões, notebooks etc: caso as tarifas de importação sejam extintas, pregando o livre mercado, os carros poderiam ser comprados a preços mais baratos do exterior, o que levaria à falência a industria nacional automotiva, acarretando na demissão de todos os trabalhadores que teriam que se especializar e trabalhar em outro ramo de negócio, pois não iriam suportar a concorrência. Como todo esse povo compraria carro, sem dinheiro e sem trabalho, tendo ainda que começar uma nova carreira? Supondo que nessa condição o agronegócio mantenha pessoas com boa renda, tal público em massa ao comprar carros importados não estariam transferindo o dinheiro para o exterior, o lucro e todo o resto. Tudo isso se aplicado à sociedade hoje, não seria uma catástrofe?

    Pra mim, teoricamente, parece ser muito bom o modelo liberal. Mas como sair do ponto em que estamos até se tornar de fato liberal? Não seria uma longa jornada que levariam décadas e muitas transformações profundas?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  11/09/2015 20:46
    Estão vendo o tamanho do estrago que a burocracia pode fazer em um país? Ou o brasil simplifica ou morre.
  • Dissidente Brasileiro  12/09/2015 13:54
    Acho que ele prefere morrer mesmo:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1680868-empresas-brasileiras-migram-para-o-paraguai-em-busca-de-custos-menores.shtml
  • Edson Brusque  11/09/2015 20:53
    Que tal vender a CEF (custou 72 bilhões aos cofres públicos em 2014), Banco do Brasil (67 bilhões) e BNDES (19,5 milhões)?

    Pronto, já posso pegar o emprego do Levy. ;)
  • Bruno  13/12/2015 18:52
    Está muito enganado, o governo é quem deve a esses bancos, vide pedaladas fiscais, e tem outra existem sim funcionários públicos que se encaixam no perfil acima descrito, mas são pouquíssimos, e sempre ficam isolados e raramente são selecionados para alguma função relevante, sou empregado da CEF, concursado dentre 1.200.000 candidatos, somos cobrados diariamente por metas e objetivos, como qualquer outro banco privado. Na minha agencia somos 16 empregados, contra quase 30 do banco privado concorrente, temos também mais correntistas que o concorrente em que além atendimento bancário tradicional, temos a responsabilidade das Contas FGTS, Lotéricas, Bolsas, Minha casa minha vida baixa renda, Abono/PIS, Seguro desemprego, etc. A Caixa é uma das poucas instituições do estado que realmente funciona e está presente diária e diretamente na vida das pessoas quer seja em Guajerú cidade com 8.000 habitantes no sertão da Bahia, quer seja em São Paulo capital. Enfim, atende do beneficiário do bolsa família até o executivo da avenida paulista.
  • Renegado  16/12/2015 09:50
    Discordo, por motivos de força maior, tive que, infelizmente, abrir uma conta corrente na caixa. Já trabalhei com os bancos privados Santander e Bradesco e de longe o da caixa consegue ser o pior, desde segurança no internet banking (defasada) ao atendimento presencial (tudo confuso). Essa é uma opinião imparcial de alguém que já foi cliente de vários bancos. Você pode ficar com a sua teta que eu, assim que possível, volto para o Santander. Sem mais.
  • Bruno  18/12/2015 01:10
    Teta, Kkkkkk, passar em uma seleção com mais de 1.000.000 de concorrentes,(MERITOCRACIA)garanto a vc que trabalho em qualquer banco privado tiro de letra, como já disse, na minha agencia temos metade dos empregados do banco privado (LIVRE CONCORRÊNCIA), ainda temos atendimento Social e Governo e outras coisas mais,(PRODUTIVIDADE), mais com menos, vide lucro até o momento 7 bilhões.
  • RichardD  12/09/2015 01:00
    Belo artigo
  • Leonardo  12/09/2015 01:48
    Leandro, vc teria uma ideia de como privatatizar o nosso INSS hj?

    Seria necessario enxugar o deficit antes cortando altas aposentadorias/pensoes/etc dos parasitas para so assim vender?

  • Pobre Paulista  12/09/2015 21:12
    Leonardo, dê uma boa lida neste artigo a seguir, do Jesús Huerta de Soto:

    Propostas para uma reforma bancária completa e estabilizadora

    Se estiver com preguiça de ler tudo pule para a parte "O que fazer".
  • Thiago Teixeira  12/09/2015 02:41
    Incrível como Joaquim Levy sujeitou-se a essa posição...
  • M.S.Batista  12/09/2015 14:44
    E ficar aguentando MST, CUT e toda a cambada de analfabetos, despreparados, jogando pedra o dia inteiro. Realmente, o Levy tem estomago mesmo...

    Acho que alguem do Bradesco quis sacanear o Levy, fazendo pagar penitencia no governo.
  • Marcelio  12/09/2015 14:20
    Eu estou estudando para concurso de bancos, mas desde 2014 que entro diariamente nesse site e cada dia que passa fico na dúvida se devo continuar estudando ou não. O Brasil nessa crise e ser empregado em uma estatal e, consequentemente, aumentando o gasto público não sei se seria uma boa ideia.
  • anônimo  12/09/2015 18:13
    Sim, você deve continuar estudando, mas não a matéria de editais. Você precisa aprender habilidades demandadas pelo mercado, não pelo estado. Somente com o aprendizado de habilidades úteis você poderá ganhar seu dinheiro de forma honesta.
  • anônimo  13/09/2015 21:35
    A culpa não é só do PT, a culpa também é DE VCS GERAÇÃO CONCURSO PÚBLICO.
  • Marcelio  14/09/2015 13:29
    De certa forma, mas sempre fomos doutrinados que o Estado é bom e que concurso público é um ótimo caminho. Não temos esses debates em escolas, por exemplo. Depois de começar acompanhar esse site que eu comecei a refletir sobre isso e agora fico na dúvida.
  • Fernando  12/09/2015 18:30
    A forma mais simples de resolver problemas fiscais é criar bolhas em determinados setores e cobrar altos impostos destes setores especificamente. Foi como os EUA conseguiram superavits nominais em 1999, 2000 e 2001. Inflaram o mercado de ações e cobraram altos impostos deste.
  • Tiago silva  12/09/2015 19:43
    Leandro,privatizar a segurança social,não seria uma forma de aumentar a poupança nacional e de melhor alocação de recursos escassos?

    Leandro,você acredita que uma sociedade sem estado pode prosperar?
  • Ives  12/09/2015 22:21
    Deus, essa subida desenfreada do dólar que parece não ter fim. O que está por vir ainda? Quais as consequências? Inflação? Precificação em dólar de imóveis? Por que o governo não faz nada para conter essa subida que já passou em muito do ponto ótimo para a economia? Somente uma boa guitarra para poder desestressar, ainda bem que estou aprendendo como tocar guitarra e que me ajuda a ficar longe desse caos.
  • Guilherme  13/09/2015 00:29
    No artigo Desastre da economia, eu postei um comentário e apareceu um missivista perguntando: o que fazer? Agora o Marcelo, o que fazer? Eu vou dar minha opinião. Quando disse que era assinante da revista Visão, é aquela antiga, do Sr. Henry Maksoud. Então é possível deduzir que eu tenho já quase 60 anos. A dúvida do Marcelo era a minha. O ministro Levy fez comparação com os anos 80. Foi ele que fez. Ricardo Sennes disse a Infomoney que o governo Dilma está "Sarneyzado". Aqueles que afirmam que o país vai voltar logo a crescer estão mentindo. Vai descer até o salário mínimo chegar a 100 dólares. Uma subidinha e uma descidona. Sou nascido e criado nos vales do mucuri e rio doce, portanto tenho muitos amigos que foram para os EUA. O Sr Tião Maia levou alguns para a Austrália, pois tinha negócios nestes vales e no do Pampam. Atrás estes foram amigos. Portanto eu digo, quem tiver oportunidade de ir morar fora do Brasil, vá. Não perca a oportunidade. Eu não fui. Vim para o centro oeste, naquele tempo muito difícil. Quando nos encontramos, os relatos das angústias passadas são os mesmos. E os que querem ficar onde estão? Que se preparem, pois o Brasil vai encolher. E aquele que tem capital? Eu não tinha. Era um rapaz que queria casar, por isso não fui para o exterior. A revista Visão aconselhava: verde e amarelo, dólar e ouro.
  • Ali Baba  13/09/2015 19:12
    Eu queria muito entender a presidente nesse momento. Ela é a pessoa que se encontra exatamente no melhor dos mundos, o de quem não tem nada a perder.

    O que a impede de baixar um decreto executivo amanhã cortando as verbas dos ministérios e extinguindo uma meia-dúzia deles? Nem precisa ser muito, só o suficiente para mandar um novo orçamento para o congresso com déficit zero (ou com o superávit prometido por Levy)?

    Ela tem medo de perder apoio de sua base? Que base?

    Ela tem medo de perder popularidade? Que popularidade?

    Ela tem medo de sofrer um pedido de impeachment? Já não existem uns 3 ou 4 protocolados?

    Cortar verbas e ministérios está ao alcance de sua caneta. Somente de sua caneta. E, mesmo não tendo mais nada a perder, ela se nega a fazer o óbvio?

    Caso ela fizesse isso, é bem provável que o quadro começasse a se inverter e, pelo menos a popularidade ela recuperasse...

    Que tipo de imbecil temos como presidente? Talvez fosse isso mesmo que podemos esperar de alguém que conseguiu falir uma loja de 1,99...
  • & os 40 Petistas  13/09/2015 20:04
    Ela é socialista/comunista. Fazer o que sugere é o mesmo que pedir a um homem heterossexual que tenha uma tórrida noite de amor com o Kid Bengala.
  • Primo  13/09/2015 22:10
    E as reservas de dolares do brasil? Acredito q seja extrategia do governo em especular no cambio ate que se consiga pagar a dividacom os dolares da reserva. A saudação a mandioca é somente para desviar o foco.
  • Joaquim Saad  14/09/2015 14:25
    Entendo não ser possível abater dívida pública c/ reservas externas, cuja venda ensejaria recebimento pelo próprio BC dos R$ correspondentes, os quais seriam então simultaneamente esterilizados.
    Se o BC transferisse ao Tesouro o dinheiro da venda dos dólares, estaria configurado o financiamento direto do governo pela autoridade monetária, manobra que além de vedada pela LRF não depende da queima de reservas p/ obtenção dos R$ (pois o BC pode criá-los do nada).
  • Primo  15/09/2015 15:35
    Obrigado pelos esclarecimentos Joaquim Saad. Concordo com o que disse mas, se de algum modo, a aquisição dessas reservas não foi feita de maneira totalmente legal, com a repatriação dessas reservas seria cobrado os tais 30% ("Levy e senadores definem projeto para repatriar dinheiro ilegal" , se temos US$300bi em reservas, seriam arrecadados US$90bi. Com dollar atingindo em torno de R$10,00 daria para abater quase metade da divida sem maiores dores de cabeça ao governo.
  • Joaquim Saad  15/09/2015 16:59
    Caro Primo,

    As reservas externas às quais aludi (e que inferi serem também as de que você falava) são aquelas em nome do BCB (evidentemente constituídas de forma "legal", pois a autoridade monetária tem a prerrogativa de criar reais do nada p/ adquiri-las !) aplicadas em títulos emitidos pelos EUA no montante atual de US$ 371 bi, e não os dólares e outras moedas estrangeiras pertencentes a pessoas físicas e jurídicas brasileiras mantidos sem declaração no exterior, configurando recursos "irregulares" (porém presumivelmente em valor bem inferior ao das reservas do Bacen) cuja tributação e multas p/ legalização constituiriam ainda assim potencial fonte de alguma arrecadação na mira do fisco daqui p/ uso ao bel prazer do governo (aumentando sua receita), sem isto no entanto significar que ele poderia se apoderar integralmente delas (afinal, trata-se de dinheiro de terceiros) p/ abatimento da dívida pública (que a propósito já se encontra em torno de R$4 trilhões sem contar outros R$ 500 bi de Petrobrás e Eletrobrás, mas computando os R$ 300 bi em títulos da carteira livre do BC e os R$ 900 bi vendidos em operações compromissadas, e desconsiderando o cínico "abatimento" dos "créditos" do governo representados pelos R$ 800 bi do Tesouro na cta da autoridade monetária bem como pelos R$ 600 bi "emprestados" ao BNDES a juros paternais).

    []'s.
  • Celebra  13/09/2015 21:43
    Essa criatura não consegue concatenar tanta coisa. Ela não estava mentindo quando dizia estar tudo bem ano passado, muito pior, acreditava ser a pura verdade.
  • Joaquim Saad  14/09/2015 00:25
    A eventuais leitores do Estadão que queiram colaborar detonando no site do próprio jornal os artigos dos terroristas econômicos c/ espaço cativo naquela "Al-Qaeda" keynesiana:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,mudanca-de-foco,1761144
  • Mr.Primeiro  14/09/2015 03:34
    Olá,

    Andei lendo um comentário keynesiano que o aumento da demanda agregada faz com que a oferta o acompanhe, isso é verdade? Poderiam me fornecer artigos ou textos para me aprofundar no assunto?

    Obrigado.
  • Mr. Segundo  14/09/2015 14:27
  • Mauro Borges  14/09/2015 11:49
    Aproveitando o assunto, vejam essa interessante reportagem que fala dos astronômicos salários do funcionalismo público, e vejam a reação dos funças na seção de comentários.

    www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/4280698/salario-gordo-estabilidade-vitalicia-doce-servico-publico-brasil
  • anônimo  15/09/2015 13:21
    Na minha opinião, cinco impostos (ou categorias de impostos) seriam suficientes:

    CPMF/IOF
    IRPF
    IRPJ/CSLL
    ISS
    Impostos sobre patrimônio

    Além disso, a contribuição previdenciária.

    E só!

  • Antônimo  15/09/2015 15:37
    Ou seja, você é a favor da completa manutenção do status quo, já que é a favor de manter os principais impostos que já existem.

    E só!
  • Felipe Lange S. B. S.  20/09/2015 13:44
    Leandro, estou com uma dúvida.

    Também acredito que o Currency Board seria uma solução rápida para a crise. Você disse que existia um Currency Board durante a República Velha, no início do século XX. Isso é verdade? Como ele funcionava? Era só trocar um conto de réis por um dólar? Como e por que ele acabou?
  • Leandro  20/09/2015 15:16
    Um Currency Board chegou a existir no Brasil no começo do século XX, numa de nossas fugazes passagens pelo padrão-ouro, com a denominação de Caixa de Conversão. A entidade emitia cédulas -- era a única entidade que podia fazer isso -- contra um depósito de valor igual em ouro.

    Ele foi instituído justamente para curar a tragédia do encilhamento.

    Logo após a Proclamação da República, o déficit público explodiu. Segundo Mario Henrique Simonsen, o governo simplesmente imprimiu dinheiro para pagar esse déficit. Em 1890, o dinheiro em circulação aumentou 51,6%; em 1891, mais 71,8%.

    Essa avalanche inflacionária, causada pela monetização dos déficits, levou a uma especulação financeira, que foi o encilhamento propriamente dito. Sem essa criação de dinheiro para financiar os déficits do governo, não havia como os bancos da época saírem emprestando a rodo para bancar a especulação.

    Para corrigir isso, implantou-se a "Caixa de Conversão", que durou até 1914.

    O período 1902 a 1915 foi de grande estabilidade monetária. Foi justamente durante esse que o país vivenciou um grande período de prosperidade, e isso segundo fontes de esquerda (as únicas existentes no Brasil):

    "No terreno econômico pode-se observar a eclosão de um espírito que se não era novo, se mantivera na sombra ou em plano secundário no Império: a ânsia de enriquecimento, de prosperidade material que na Monarquia não era tido como um ideal legítimo e plenamente reconhecido.

    O novo regime fez despontar o homem de negócios, isto é, o indivíduo inteiramente voltado para o objetivo de enriquecer. A transformação foi tão brusca que classes e indivíduos dos mais representativos da Monarquia, antes ocupados unicamente com política e funções similares, que no máximo se preocupavam com suas propriedades rurais, se tornaram ativos especuladores e negocistas, com o total consentimento de todos.

    As atividades brasileiras foram estimuladas por finanças internacionais mais multiformes e ativas que as inversões esporádicas de capital que antes se fazia, mas que passaram a ter participação efetiva, constante e crescente em diversos setores que ofereciam oportunidades de bons negócios. A produção cafeeira, a grande atividade econômica do país, foi naturalmente atingida e em torno dela se travou uma luta internacional, boa parte dos fundos necessários ao estabelecimento das plantações e custeio da produção foi proveniente dos bancos ingleses e franceses, ou então de casas exportadoras estrangeiras ou financiadas com capitais estrangeiros.

    O Brasil tornou-se neste momento um dos grandes produtores mundiais de matérias-primas e gêneros tropicais e ao café foi acrescentada na lista dos grandes produtos exportáveis, a borracha, que chegou quase a emparelhar-se a ele, o cacau, o mate, o fumo. A produção de gêneros de consumo interno, no entanto, diminuiu e se tornou cada vez mais insuficiente para as necessidades do país obrigando a importar do estrangeiro a maior parte até dos mais vulgares artigos de alimentação. As exportações maciças compensavam estas grandes e indispensáveis importações levando os saldos comerciais a patamares apreciáveis."

    Aí, a partir de 1915, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, houve vários desarranjos, e a inflação de preços, até então imperceptível, passou a crescer 8% ao ano (um escândalo para a época). Aí a coisa degringolou.
  • Felipe Lange S. B. S.  21/09/2015 21:22
    Obrigado pelas respostas Leandro.

    Agora o que não entendi é essa história de moeda lastreada em ouro. O que é exatamente uma moeda lastreada em ouro? O que é padrão-ouro?

    Essa caixa de conversão permitia então converter 1 conto de réis para uma libra ou um dólar-americano?


    Agradeço a sua atenção,
    Felipe
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/09/2015 00:16
    Só uma revolução política e cultural gigantesca permitiria o ressurgimento de um Currency Board no Br, com a extinção do Bacen. Ou seja, ESQUEÇA. isso só serve pra diletantismos momentâneos.
  • Rhyan  11/12/2015 19:42
    Leandro, é possível um Currency Board de real com bitcoins? Seria da mesma forma?
  • the inquisitor  06/10/2015 15:41
    Vcs falam de redução de carga tributária, mas não percebem que o estado brasileiro não é tão inchado assim e nem essa carga é tão alta. Nestes dois artigos a seguir, podemos perceber que pouco do que é arrecadado fica com o estado. Boa parte volta para a população por meio de saúde, educação e previdência (pode se questionar a qualidade, mas volta). A maior parte é gasta pra pagar juros da dívida (e vcs mesmos têm que concordar que não pagar, dar calote é suicídio). Cortar gastos de folha de pagamento de pessoal seria o mesmo que tentar emagrecer cortando o cabelo.

    https://novascartaspersas.wordpress.com/2013/12/27/mitos-economicos-brasileiros-mito-2-o-brasil-tem-uma-carga-tributaria-muito-elevada/
    https://novascartaspersas.wordpress.com/2013/12/27/mitos-economicos-brasileiros-mito-2-o-brasil-tem-uma-carga-tributaria-muito-elevada/

    Quero ver refutar esses argumentos!
  • The Answerer  06/10/2015 16:18
    "não percebem que o estado brasileiro não é tão inchado assim e nem essa carga é tão alta."

    Não?

    Dentre todos os países do continente americano, o Brasil é o primeiro lugar entre todos os países da região, incluindo a América do Norte.

    Mas a triste realidade poderia ser ainda pior: segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que isso significa? Significa que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

    Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    O estado brasileiro não é realmente inchado e nossa carga tributária não é realmente tao alta?
  • anônimo  06/10/2015 16:36
    " o estado brasileiro não é tão inchado assim e nem essa carga é tão alta"

    Ah não? Temos a maior carga tributária entre os países subdesenvolvidos, e quando levado em conta a inflação e sonegação a carga se torna a maior do mundo.

    São 40% do PIB e você simplesmente acha isso pouco?

    É incrível como a panfletagem esquerdista transforma pessoas em idiotas, incapazes de enxergar o obvio.

    "Boa parte volta para a população"

    A fato de voltar alguma coisa não diminui o tamanho do estado, pelo contrário, significa que mais recursos estão sob o controle do estado.

  • Leo  11/12/2015 22:25
    Esquerdistas querem copiar o que países desenvolvidos com uma população já rica e próspera fazem em um país subdesenvolvido com uma população pobre e ainda realmente acham que terão os mesmos resultados.
    Se não tiverem os resultados esperados por eles, é só continuar fazendo o que já está fazendo por mais 90 anos e querendo sempre novas chances. São umas amebas intelectuais mesmo.

    Leia esses artigos, analfabeto econômico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2211

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2210
  • the inquisitor  06/10/2015 20:13
    Vcs estão raciocinando sobre arrecadação bruta. Se pensarmos em carga tributária líquida, ou seja, o que fica de fato com o estado, veremos que o Brasil está até bem abaixo na comparação que vcs fazem só considerando a carga bruta. Vejo que não leram os artigos que indiquei - muito bem fundamentados e que desmontam seus argumentos. Se não querem se dar ao trabalho, vejam ao menos o gráfico que mostra a destinação do bolo orçamentário e me digam onde cortar!!! Vão propor calote da dívida, não pagar aos aposentados?!! Esses são os maiores gastos. Não tem como cortar! Qualquer outro corte que quiserem fazer será inócuo!!!
  • Magalhães  06/10/2015 21:36
    Em primeiro lugar, e só pra começar, essa postagem de blog para a qual você linkou não apresenta fontes. O gráfico da carga tributária bruta, líquida e transferências não possui fontes.

    Mas isso é o de menos.

    Em segundo lugar, que negócio é esse de "o que fica de fato para o estado"?

    Em terceiro lugar, e mais importante de tudo, pela sua própria lógica, se um país possuísse uma carga tributária de 100%, mas todo esse dinheiro arrecadado fosse repassado via transferências assistencialistas e subsídios, então a carga tributária líquida seria de 0%, e esse seria o país mais livre e com o menor estado do mundo?

    Estatólatras só não são mais imbecis por falta de idéias próprias. Inacreditável.
  • the inquisitor  06/10/2015 23:28
    Não tem fontes?! Os dados são do ipea. Veja abaixo (achei que tinha enviado no post anterior) a previsão do orçamento geral da união para 2014 e me diga onde cortar!!! Dados do governo. A fonte está lá. Vai desinchar a máquina administrativa? Vai diminuir só 1%. Mais de 60% são gastos de previdência e juros da dívida. Não dá pra de uma hora pra outra reduzir a carga. Apelar para as fontes foi feio. Argumentos, por favor!

    https://novascartaspersas.files.wordpress.com/2014/01/carga-tributc3a1ria-6-torta-auditoria-cidadc3a3o-da-dc3advida-pc3bablica.jpg
  • Leandro  06/10/2015 23:36
    Esses dados sobre juros e amortização são mentirosos. E não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/465603/CPU_DespesaUni%C3%A3oGrupoNatureza_1980a2015.xls/c804a093-9091-4dfd-a447-063d8490db5a

    Em 2014, os gastos com "Juros e Encargos da Dívida" foram de R$ 170,36 bilhões. Os gastos com "Amortização da Dívida" foram de R$ 190,75 bilhões. Ou seja, o total foi de R$ 361,11 bilhões.

    Já os gastos totais do governo foram de R$ 1,543 trilhão.

    Ou seja, os gastos com a dívida foram de 23,4% do orçamento. Um valor alto, sem dúvida nenhuma, mas nem de longe tão astronômico quanto 42,42%.

    Quem utiliza essa cifra de 42,42% está cometendo uma impostura, pois está incluindo o "refinanciamento da dívida" na rubrica "juros e amortização" e também na rubrica "gastos totais do governo". Isso é trapaça. Refinanciamento da dívida não representa gasto nem com juros e nem com amortização, e também não pode ser contabilizada como um gasto do governo.
  • Luciano A.  23/12/2015 05:46
    Essa informação deveria ser mais divulgada, já vi vários esquerdistas (e alguns direitistas também) usarem 42-45% de gasto do orçamento para serviço da dívida. Se procurar no Google sobre esse assunto só aparece sites com esse número errado. Só agora, graças ao Leandro, eu sei a verdade.

    O IMB devia publicar um artigo para divulgar melhor isso, muita gente usa essa trapaça para "condenar o rentismo" apenas para defender os gastos públicos do estado.
  • Thomas  06/10/2015 23:42
    O que eu acho engraçado na mentalidade esquerdista é a dissonância cognitiva: ao mesmo tempo em que eles vituperam contra os gastos com os juros da dívida, eles defendem aumentos de gastos!

    Ora, a dívida existe e se paga juros sobre ela justamente porque o governo gastou muito. E o que faz a esquerda? Pede mais gastos. Quais as conseqüências de mais gastos? Mais dívidas e mais juros. E o que faz a esquerda então? Vitupera contra os gastos com juros!

    E quem está fugindo dos argumentos é você, Inquisitor. Não só o Magalhães deixou explícito que a fonte era o de menos (está escrito lá: "Mas isso é o de menos"), e não só o Leandro destruiu os números acima, como você próprio se esquivou do desafio do Magalhães. Vou repetir aqui:

    Pela sua própria lógica, se um país possuísse uma carga tributária de 100%, mas todo esse dinheiro arrecadado fosse repassado via transferências assistencialistas e subsídios, então a carga tributária líquida seria de 0%, e esse seria o país mais livre e com o menor estado do mundo? É isso mesmo?
  • Andre Cavalcante  07/10/2015 00:10
    "Vai desinchar a máquina administrativa?"

    Sim!

    "Vai diminuir só 1%."

    E daí. É 1% a menos de roubo no meu bolso. Pra você pode não fazer diferença, mas pra mim, faz!


    "Mais de 60% são gastos de previdência e juros da dívida."

    Porque os juros são altos? Porque o governo gasta mais que arrecada e tem que colocar títulos no mercado para se financiar. Como ninguém é tolo, só dá pra comprar os títulos do governo se os ganhos (juros) compensarem. Logo. Dá sim pra diminuir os juros da dívida. Basta cortar os gastos do governo, a começar pela previdência.

    Aí você vai dizer: tá louco e parar de pagar os aposentados? Primeiro, previdência é um arranjo tipo pirâmide e vai quebrar cedo ou tarde. Então, a melhor maneira de quebrar a pirâmide é quebrar a pirâmide e pronto. Então o governo deve assumir isso e quebrar a previdência em duas contas: a conta previdência (com remuneração igual ou superior a da poupança e nominal a quem recolhe) com a devida permissão que as pessoas que depositam nela possam retirar o seu dinheiro de lá e investir em outro lugar, e a conta segurança social. Os atuais aposentados devem ser tratados então na situação de segurança social. Para fechar a conta da segurança social, o governo deve emitir moeda no valor da dívida e lastrear a conta em 100%, e deixar que o tempo se encarregue de zerar. Uma reforma no sistema financeiro nacional (moeda 100% lastrada, e depósitos a prazo sem possibilidade de retirada antes do prazo acordado) deve ser implementada conjuntamente ou não vai funcionar.

    Para tudo isso funcionar, o governo deve se retirar das áreas de infraestrutura, educação e saúde, justamente para não pressionar ainda mais o seu gasto. Fica somente com justiça (que pode ser naturalmente superavitária) e segurança (fronteiras, que não requer nem 1% PIB).

    "Não dá pra de uma hora pra outra reduzir a carga. "

    Claro que dá!

    Para sair da infraestrutura basta o governo querer e fechar os ministérios correspondentes. É uma reforma puramente administrativa, nem precisa passar pelo Congresso.

    Para mudar o sistema financeiro basta o governo querer e mandar o Bacen fazer o trabalho. Não precisa passar pelo Congresso, é uma reforma puramente administrativa.

    Para a reforma monetária, idem.

    Para sair da educação proponho dois passos: primeiro, colocar todos os estudantes na conta segurança social, assim o pagamento das mensalidades seria via volcher e as escolas federais seriam privatizadas aos poucos. Ato contínuo, acabaria com MEC (novamente não precisa passar pelo congresso para isso e nem precisa mexer nos Estados e Municípios).

    Depois faria um minireforma da constituição, passando para a iniciativa privada, estados e municípios os encargos remanescentes da educação. Para isso precisaria do Congresso.

    Para sair da saúde, nem precisa acabar com o SUS. Basta colocar todo mundo na conta segurança social. Ato contínuo privatizaria os hospitais e o acesso seria via segurança social onde a cada um o governo daria uma parte (até o valor possível) de uma forma de um "plano de saúde universal". Com o tempo as pessoas passariam a sair do sistema porque o valor seria cada vez menor. Isso não precisaria passar no Congresso, é reforma puramente administrativa.

    Toda a arrecadação do governo deve ser redirecionada para as áreas alvos e para zerar o défice. Todo o resto deve ser transformado em volcher na segurança social, cuja conta naturalmente vai decair com o tempo.

    Assim que sobrasse algum din-din (superavit nominal), o governo deve diminuir os impostos. Assim sobra mais dinheiro para as pessoas passarem a assumir as coisas que agora o governo paga pra elas.

    Abraços

  • anônimo  07/10/2015 11:50
    "me diga onde cortar!!! "

    Só para começar privatize as estatais e pague a dívida pública. Vende a Petrobras, correios, banco do brasil, caixa, universidades federais, aeroportos, portos, estradas e tudo o que mais tiver.

    Só ai já economizaria 1/3 terço do orçamento.

    Depois corte ministérios, repasses para ong's e movimentos sociais, agências de regulação, autarquias e por ai vai.
  • Gabriel  16/10/2015 05:20
    É a coisa mais curiosa do mundo essa discurso do "não tem aonde cortar".

    Isso porque sinceramente, se o Governo não consegue ser capaz de fazer um superavit primário (por menor que seja) e usa para justificar tal incompetência o fato de "não ter mais onde cortar" só mostra o tamanho da incompetência deste.

    O segundo mandato inteiro da rainha da mandioca vai ser a economia patinando, isso se ela conseguir terminar o mandato.
  • Outro funcionário público  11/12/2015 11:24
    Vocês, libertários, não sabem o que defendem, não fazem ideia das consequências de suas ações!

    Veja lá, eu e meus colegas, altamente eficientes, construtores de riqueza, trabalhamos não por apego ao salário, mas em prol de um país melhor.

    Mas não, nosso trabalho não é valorizado, ficam desconfiando de nós, querem colocar ponto biométrico, querem nos dar trabalho 4hrs por dia, das 7hrs de jornada diária, querem nos dar mais atribuições e tudo isso sem aumentar nosso salário! Querem tirar nosso direito à aposentadoria num regime próprio? Por que isso tudo? Acho que é apenas inveja, inveja de nós que contribuímos para um país melhor, enquanto vocês, libertários, ficam tentando criar riqueza para pagar nossos salários.

    Posso ser funcionário público, mas não sou cego, nem burro.
  • Típico Universitário  11/12/2015 12:27
    Não se preocupe, funcionário público. Eventualmente o governo cortará gastos como eles gostam, mas posso garantir que, enquanto EU estiver vivo, o corte de gastos será da água e da comida de quem propõe este absurdo (eu até compraria munição, mas como vocês gostam de dizer, "não existe bala grátis").

    Antes que digam que eu sou um psicopata assassino saibam que os verdadeiros assassinos são vocês. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/08/recem-casada-britanica-morre-com-cancer-apos-exame-ser-negado.html

    Isso é o neanlibertarianismo. Exames negados no sistema de saúde britânico. Ganância.
  • Aprendiz  11/12/2015 14:32
    Que dupla icônica, Outro funcionário público e Típico Universitário. Casam bem. Contribuem para uma distração em meio ao debate. O primeiro traz argumentos totalmente absurdos, e o segundo ainda se esforça em sempre estar trazendo links que "provam" alguma coisa. Dou risada muitas vezes.

    "nosso trabalho não é valorizado, ficam desconfiando de nós, querem colocar ponto biométrico"
    Mas isso aqui tem que ser destacado. A verdade é que hoje há um descontrole na frequência dos funcionários públicos no Brasil, posso dizer isso, já vi como é. Já não basta ser ineficiente, tem que ter regalia no controle de frequência.

    "Isso é o neanlibertarianismo. Exames negados no sistema de saúde britânico. Ganância."
    O que se fala na reportagem: "Ela não tinha idade mínima para realizar teste no sistema público de saúde."

    Eu queria saber o que você pretendia com isso.

    Sim, o Típico Universitário é mais um dos ilustres personagens do IMB. Sim, não o estou levando a sério.
  • Leo  11/12/2015 22:41
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Aprendiz, sério mesmo que você ainda não percebeu a pescaria?
  • jackson  11/12/2015 12:26
    eu tava fuçando esse portal da transparência, vendo pra onde nosso dinheiro foi desperdiçado, e parece piada:
    gastamos 60 milhões de reais em 2014 com o antigo estado da Guanabara. como sou de 1983, eu nem sabia quando isso existiu no Brasil.
    ai li que tal estado era o "antigo distrito federal" e foi extinto em 75

    ou seja, 40 anos depois da extinção do estado da Guanabara, ainda gastamos 60 milhões por ano com pensões e aposentadorias?

    pode isso, Arnaldo?

    cara, é desanimador...

    cada click que vc dá naquele portal, parece que vc está descascando uma cebola. da vontade de chorar. quanto desperdício.
  • Ciro Gomes  11/12/2015 12:26
    Mas se cortar os gastos do governo, dá bilhão?
  • Thiago Teixeira  11/12/2015 19:16
    Bem, o remédio é esse:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=849
  • Rhyan  11/12/2015 19:46
    Existe alguma diferença técnica entre recessão e depressão?
  • Gosling   11/12/2015 20:27
    Recessão é quando seu vizinho perde o emprego.

    Depressão é quando você perde o emprego.

    Recuperação é quando Dilma perder o emprego dela.
  • Rhyan  12/12/2015 03:51
    hahahaha, Gosling, essa frase é ótima, mas não lembro quem é o autor.

    Recessão técnica é quando há dois semestres consecutivos de pib negativo (em relação ao anterior). E depressão seria uma queda mais prolongada de uns 2, 3 anos?
  • Bartolomeu Tibúrcio  11/12/2015 20:43
    Existe.
  • Economista da UNICAMP  11/12/2015 20:05
    Meu Deus!!! Esses austríacos se superam. Recessão, desemprego, juros estratosféricos e os amigos querem propor o fim de um dos últimos pilares da economia brasileira: gastos estatais.

    Meus amigos e minhas amigas, aqui uma rima pra vocês não esquecerem:

    C, I,
  • Economista da UNICAMP   11/12/2015 20:18
    Perdoem pelo meu erro. Fui apertar em dicas de formatação e acabei clicando em enviar por engano. Eis a continuação:

    Esses austríacos são piores do que eu pensava. Recessão, baixo consumo, juros estratosféricos, desemprego e vocês querem demolir o ultimo bastião que sustenta a economia brasileira: gastos estatais. A mão da austeridade chega a tremer...

    Aqui uma rima pra vocês gravarem e aprenderem:

    ''C, I, G, altogether gets to Y. Keep that total growing and watch the economy fly.''

    A verdade é que se o governo começar a cortar gastos(como se o que já foi feito não fosse o suficiente) a crise se acentuará, o desemprego disparará(servidores públicos demitidos) e perderemos o grau de investimento(o bom é que o cambio vai se desvalorizar e estimular as exportações).

    Chega de austeridade! Olhem o que essas ideias deletérias fizeram com a Europa!
  • Wesley  11/12/2015 21:03
    É interessante ver que os economistas da UNICAMP são os piores do país e talvez os piores do mundo. Depois das façanhas da Nova Matriz Econômica edo plano Cruzado esses caras ainda acham que merecem ser ouvidos. O pior é que são sustentados com dinheiro público pago pelos brasileiros para que eles destruam seu padrão de vida. Alem do mais ele cita a Europa como exemplo de austeridade. São pessoas ignorantes com diploma de economistas, pois a Europa Ocidental é o ideal que a esquerda tupiniquim sonha de estado de bem estar social no Brasil que já é oficialmente aplicado pela megalomaníaca CF de 1988. A diferença é que a Europa já era rica antes de aplicar o socialismo dos ricos. Já o Brasil somente os que pertencem ao Estado ou setores da economia associados ao Estado que desfrutam dos privilégios pagos pelos cidadãos pobres que ficarão condenados a pobreza, excerto se conseguir ser um funcionário público.
  • Ronaldo  14/12/2015 19:26
    Menos gastos públicos = Menos juros

    Não sei aonde escola austríaca defende juros estratosféricos.

    Servidores despedidos = Gente que não produz riqueza = Nação não cresce

    Vide a Grécia, como ela quer manter um padrão de vida que tinha com um monte de servidor publico coçando o sa#!, carimbando papel ?

  • Ronaldo  14/12/2015 19:38
    mercadopopular.org/2014/10/se-o-tripe-e-neoliberal-lula-e-o-campeao-de-neoliberalismo-brasil/ lalalalalalla

    Enquanto o dependermos do governo pra decidir quais áreas da economia devemos investir, vamos viver de Commoddities, siderurgia e coisas do passado...

    Enquanto isso na Alemanha, um instituto privado :
    www.sciencealert.com/german-has-just-successfully-fired-up-a-revolutionary-nuclear-fusion-machine

  • Sandro Lima  16/12/2015 20:40
    Bicho, deixe de ser demente!

    Desde quando gastar o que não tem, gastar o que não é seu, é parâmetro positivo para alguma coisa??

    Desde quando deixar 5 funcionários fazendo o trabalho(mau feito), que no privado é feito por apenas UM, é ter como resultado economia mais forte?

    Governo gastando muito, só gera artificialmente uma economia insustentável.
    Não faz sentido, governo extorque 100, gasta 1000, de onde saem os outros 900?

    Se "pelo menos" os gastos fossem em infraestrutura, coisa que precisamos e muito, daria até para relevar, agora gastos com funcionários públicos para picotar papel? para lamber selo??





  • Ronaldo  17/12/2015 11:35
    Melhor representação do funcionalismo público EVER

    https://www.youtube.com/watch?v=bY73vFGhSVk
  • Sandro Lima  18/12/2015 01:42
    huahuahuhaua!
    Cara, Animal!
    huahuahuha



  • Anonimo.  19/12/2015 10:35
    Nem tanto, note que tem o funça lento e o funça rápido (policial)
    É ingenuidade achar que alguma coisa anti estado ou anti gramscismo vai sair de hollywood, ou pior ainda dos estudios disney.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  11/12/2015 21:31
    Paguem as contas, bando de devedores!
  • Emerson Luis  11/12/2015 22:02

    Essa crise não foi incompetência, foi prevista e causada deliberadamente:

    "O governo já sabia de tudo que iria ocorrer com as pedaladas fiscais e o rebaixamento das notas de crédito dois anos antes e nada fez. Em 2013, técnicos do Tesouro fizeram um prognóstico quase profético citando como a 'contabilidade criativa' afetaria a credibilidade da política fiscal e que, ao fim de 2015, haveria um passivo de R$ 41 bilhões na conta dos subsídios em atraso. Esse valor é basicamente o montante omitido nas pedaladas"

    "A preocupação de Arno ao longo de 2014 era produzir números bons na área fiscal para não prejudicar o debate eleitoral. 'Tudo no governo em 2014 foi decidido e pensado considerando o calendário eleitoral', diz um integrante do primeiro escalão à época. 'O Arno não pagava a Caixa porque queria um resultado fiscal melhor. Achava que isso melhorava as expectativas às vésperas da eleição', confirma um colega do ex-secretário."

    veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/caiado-sobre-relatorio-bomba-governo-nao-tem-como-tentar-se-justificar-mais-e-impeachment/

    * * *

  • Eric Henrique  11/12/2015 23:10
    Olá! boa noite, eu estou lendo O caminho da servidão e é impressionante como tudo o que Hayke fala, principalmente em alguns capítulos, tem tudo a ver com o nosso país, é como se fosse uma carta de 1944 para o Brasil. Fico maravilhado com a capacidade intelectual do autor, hoje não produzimos intelectuais dessa ossada, estamos mais preocupados em estudar sobre a exploração do Cu isso mesmo amigos,"cu". Estamos em uma cultura decadente. Eu particularmente estudo e tenho minha posição que é de direita,mais sei que a natureza do estado está para a esquerda,como o pecado está para a natureza humana. Assistam ao filme "idiocracia" este filme retrata uma sociedade pós-cultura decadente, eu acho que o Brasil está nesse caminho,já que, fazer círculos com pessoas despidas, e essas mesmas adentrando o dedo em seus respectivos cus é cultura!!.
  • anônimo  12/12/2015 00:01
    Gosto deste livro, foi o que me trouxe de vez à EA mas, em minha opinião, "Desemprego e Política Monetária" é certeiro.
  • Eric Henrique  13/12/2015 21:31
    já li esse também,porém, acho O caminho da servidão bem melhor.
  • Paraninfo  13/12/2015 23:04
    O governo transformou os sete milagres capitais em sete pecados capitais.

    Nenhuma economia suporta tanto parasitismo e intervencionismo.

    Quem não defende a liberdade, não pode reclamar do governo.
  • Zé Ninguém  14/12/2015 10:13
    Eu ainda acho que essa quebradeira foi proposital. Esses comunas não suportam o capitalismo e a liberdade.

    Esses comunas estão se lixando para a economia.

    Essa doença psicológica com obseção pela igualdade é nefasta. Esse modelo ridículo de igualdade e proletarianismo é nefasto.

    O PT e o PCdoB são apenas mais uma tentativa de ditadura do proletariado.

    Essa crise não foi causada por um erro de matemática.

  • Batista  14/12/2015 13:42
    No Podcast do Bruno, o Olavo de Carvalho sintetiza o que você disse:

    "Instabilidades econômica, social e civil em regimes totalitários não derrubam governos; muito pelo contrário. Um certo coeficiente de barbárie é necessário para a manutenção do status quo, bem como é um mote para que o Estado vá se agigantando cada vez mais. Ele causa o problema e se apresenta como solução para o mesmo."
  • Luiz   14/12/2015 18:10
    Leandro,

    esses dias conversei com um mestrando na UFRJ, o cara é keynesiano. Ouvi algumas coisas que não concordava, como: um tal de "zafra" (algo assim), refutou a teoria valor subjetivo; que para investir é necessário somente demanda, poupar antes não importa; que o Brasil hoje precisa de mais gastos públicos em infraestrutura para sair dessas crise; que cada real que o governo gasta ele gera em cadeia 4 reais na economia; entre outras coisas; e que um economista refutou Hayek no começo do século, por isso que o mesmo foi virar filósofo.

    De todas essas coisas uma em especial me deixou interessado para saber a sua opinião. Vou colar o trecho da opinião dele sobre essa notícia:

    Swap pesa e déficit nominal supera 9% (www.valor.com.br/brasil/4250752/swap-pesa-e-deficit-nominal-supera-9)

    "Essa notícia permite uma reflexão interessante sobre atual debate sobre a situação das contas públicas no Brasil tanto entre o governo e a imprensa, como (infelizmente para nossa profissão) entre economistas de renome: gastos públicos com a economia real - salários, investimentos, transferências, previdência, seguro-desemprego, etc - são impeditivos para o crescimento e uma apropriação "indevida" dos recursos da economia por um governo corrupto e ineficiente, por outro lado, gastos financeiros - juros, dívida, Swaps, por aí vai - são apenas mudanças contábeis, apenas números sem representatividade e inofensivos.
    Não sei como nem quando se definiu que dinheiro só é dinheiro quando gasto em pensões de agricultores semi-analfabetos que lutaram a vida inteira pela sua subsistência trabalhando na terra dos outros, e quando pago para manter a rentabilidade do capital financeiro ele é simplesmente uma "ferramenta de hedge ao setor privado".
    Devemos ser contra a política de Swaps ou de proteção cambial ao setor privado? Absolutamente. Acho que devíamos inclusive premiar o Banco Central por ser um agente financeiro tão eficaz, já que como diz na matéria: "para cada real gasto em Swaps, ganhamos quatro em Reservas". Acontece, que mais uma vez de forma curiosa, gasto com Swaps é GASTO, ganho com Reservas é... Nada. Como nada? Isso mesmo. Vai saber né.. Esses economistas de hoje em dia."

    O que achas?

    Abraço, Leandro.
  • Leandro  14/12/2015 18:36
    Acho que é ininteligível. Desculpe-me.
  • Luiz  14/12/2015 18:50
    Poderias tentar explicar para um leigo?
  • Leandro  14/12/2015 19:14
    Acho que você não entendeu. Não tem como eu explicar -- nem para um leigo, nem para um profissional -- um amontoado de palavras que para mim é ininteligível. Eu não entendi o que esse cidadão escreveu. Houvesse ele escrito em sânscrito daria no mesmo para mim.
  • PepePoA  14/12/2015 21:24
    Luiz,

    Talvez este artigo sirva para dirimir a dúvida a qual VOCÊ descreveu inicialmente. Os comentários do Leandro complementam o artigo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2186
  • Nelson  16/12/2015 10:43
    Costumo ler o site Mises e em diversos momentos vejo a pregação da total extinção de governo e imposto zero. Com o intuito de aprender, gostaria de saber, dentro desta proposta anárquica, como seriam geridos os sinais de trânsito, as praças públicas, a justiça, a polícia, se haveriam leis, quem escreveriam tais leis e como seriam as trocas de bens (dólares, ouro, bitcoins, todos juntos)? Como disse, o meu intuito é aprender, pois meu QI tá por volta de 64 (leia-se: burro) e ainda não consegui imaginar um mundo absolutamente sem governo.
  • Rodrigues  16/12/2015 10:47
  • Fernando  27/12/2015 23:34
    O Brasil tem jeito. Só colocar as pessoas certas nos lugares certos
  • Anonimo.  28/12/2015 11:07
    E 'o lugar certo' é dentro estado não é mesmo? Ganhando um monte de dinheiro pra ser um parasita e infernizar a vida de quem trabalha de verdade e produz riqueza na iniciativa privada.
    Não, obrigado.Nossa luta é contra a cultura do parasitismo e da geração concurso público. Achou ruim? Azar.A verdade está contra vcs.


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