Em defesa do armamento da população - fatos e dados sobre as consequências do desarmamento

O ser humano tem o direito à vida.  Isso significa que ele tem o direito de não ter sua integridade física ameaçada ou violada.

Assumindo que a maldade existe, negar ao indivíduo a posse de meios de defender a própria vida é violar o direito a ela.

O jurista britânico William Blackstone afirmou que "o principal objetivo da sociedade é proteger os indivíduos no usufruto de seus direitos absolutos, que lhes foram investidos pelas leis imutáveis da natureza."

Assim sendo, as legislações de controle de armas impostas pelo governo violam o direito natural das pessoas e pervertem a natureza das instituições humanas que, num arranjo natural, teriam na preservação do direito sua principal razão de ser.

Embora o argumento ético seja suficiente para encerrar o caso, há ainda o fato de que o armamento da população a torna mais segura.

Os 8 estados americanos com mais restrições à posse de armas possuem um índice de homicídio com armas de fogo per capita 60% maior do que os 8 estados americanos menos restritivos (ver aqui e aqui).

Os 9 países europeus com menos armas de fogo por habitante apresentam uma taxa de homicídios per capita três vezes maior que os 9 países europeus com mais armas de fogo por habitante (ver aqui, paginas 688 e 689).

Poder-se-ia argumentar que o armamento civil é uma variável irrelevante diante de diferenças históricas, políticas e culturais. Mas a recorrente e abrupta elevação da criminalidade resultante da promulgação de legislações de controle de armas prova o contrário.

Os gráficos abaixo (fonte aqui) mostram a série histórica de assassinatos por 100 mil habitantes da Irlanda e da Jamaica, respectivamente. A linha vertical indica o ano em que armas de fogo foram efetivamente abolidas para civis.

Ireland-Jamaica-2.jpeg

Basta que haja imposição de dificuldades para a obtenção de armas para que este efeito seja observado, ainda que não haja um completo banimento. Os nove anos seguintes à introdução do Estatuto do Desarmamento no Brasil, em 2003, apresentam uma taxa de homicídios 1,36% maior que os nove anos anteriores. A porcentagem de homicídios praticados com armas de fogo aumentou de 66,23% para 70,83%. (Fonte aqui).

A teoria econômica explica esses dados. Se o governo impede o comércio e a posse de armas de fogo, as pessoas de bem têm seu acesso ao armamento dificultado. Colocado na clandestinidade, o setor se torna hostil à concorrência e é dominado por ofertantes e compradores agressivos e inescrupulosos.

Em outras palavras, os bandidos monopolizam as armas. A maior probabilidade de que suas vítimas estejam desarmadas diminui o risco inerente à prática de ações criminosas.

De fato, uma pesquisa do Departamento de Justiça dos EUA com criminosos indicou que 74% concordam que ladrões evitam entrar em residências ocupadas por medo de serem alvejados. E 57% deles concordam que bandidos têm mais medo de enfrentar uma vítima armada do que de enfrentar a polícia.

As mulheres são as maiores vítimas do desarmamento. As tentativas de estupro são consumadas 32% das vezes, mas o índice cai para 3% quando a vítima está armada. A proteção adicional que uma arma de fogo oferece para uma mulher é enorme, impondo maiores custos às ações criminosas contra mulheres em geral.

Com efeito, dados criminalísticos indicam que uma mulher armada adicional aumenta a segurança da população feminina a uma taxa maior do que um homem a mais armado aumenta a segurança da população masculina (página 66)

No Reino Unido, um dos países com maiores restrições ao armamento civil, a taxa de estupros per capita é 125% maior que nos EUA, país com maior número de armas por habitante do mundo. As mulheres americanas utilizam armas de fogo 200 mil vezes por ano para se defenderem de crimes sexuais.

Esta vocação defensiva das armas de fogo deve ser ressaltada. Anualmente, nos EUA, 2,5 milhões de inocentes fazem uso das armas de fogo para se protegerem de ataques (fonte aqui, página 184), ao passo que o recorde anual de crimes com armas de fogo foi de 847.952 (fonte aqui, página 169)

Dentre todos os casos de emprego defensivo das armas de fogo, em apenas 1 milésimo das vezes utiliza-se força letal (fonte aqui, página 181). Isso destrói o argumento de que pequenas querelas interpessoais resultariam em um tiroteio — afinal, nem mesmo a legítima defesa armada contra criminosos costuma envolver disparos. Como disse o escritor Robert Heilein, "uma sociedade armada é uma sociedade educada". E se não for, se torna.

De fato, nos EUA, há 80 vezes mais emprego civil de armas de fogo para prevenir crimes do que mortes por armas de fogo, incluindo acidentes e suicídios. Estes, aliás, respondem por 61% destes óbitos. E se um suicida estiver determinado a morrer, não vai ser o controle de armas que o impedirá.

Acidentes com armamento, aliás, são muito raros. O lobby desarmamentista fica feliz quando eles acontecem, fazendo grande alarde, mas dentre todos os acidentes fatais nos EUA, apenas 0,43% são causados por armas de fogo, embora haja 0,9 dessas ferramentas por habitante. Ainda que consideremos apenas as vítimas fatais menores de 14 anos, menos treinadas e mais propensas a brincar indevidamente com armas de fogo, o índice permanece baixo: 0,6% (fonte aqui).

Ressalte-se que esses acidentes são causados principalmente por negligência dos pais em relação à segurança do armamento e pela ausência de familiarização da criança com tamanho poder de fogo. Por mitigar esses dois fatores, uma cultura mais armamentista reduz drasticamente a taxa de acidentes. Nela, os filhos aprendem desde cedo a respeitar esses poderosos instrumentos e os pais acatam e impõe normas tácitas e formais de segurança, incentivando o senso de responsabilidade moral das crianças.

Talvez isso explique por que o Brasil tem quase o dobro de acidentes com armas de fogo per capita do que a Suíça, embora tenha 5,7 vezes menos armas por habitante. Instrução de tiro infantil é uma tradição suíça.

Ainda assim, entre 2003 e 2012, as armas de fogo nas mãos da população brasileira (estimadas entre 10 e 16 milhões) causaram apenas 0,7% das mortes acidentais de menores de 12 anos no país. Embora cada uma dessas 353 mortes seja uma tragédia irreparável (páginas 92 e 93), uma arma tem 18 vezes menos chances de matar uma criança acidentalmente, no Brasil, do que uma piscina (fonte; o presente artigo utiliza a estimativa de 2 milhões de piscinas no Brasil, disponível em diversos sites de empresas do setor).

Mais do que com acidentes, a mídia progressista fica radiante quando ocorrem assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings). Políticos não perdem a oportunidade de defender ainda mais o controle de armas após estes trágicos eventos. A população, comovida e em choque, se agarra a tais discursos demagógicos sem possuir a fundamentação econômica e estatística para perceber tamanhas falácias.

Assassinos em massa têm como objetivo matar pessoas. Isto pode ser feito com armas brancas, armas de fogo caseiras, armas de fogo contrabandeadas, veneno no suprimento de água, sabotagem contra estruturas prediais, veículos pesados, gases tóxicos nos dutos de ar, seringas contaminadas, ou atentados com explosivos improvisados, algo muito mais comum no mundo que os mass shootings.

O desarmamento apenas impedirá que os inocentes obtenham meios de defesa contra esses facínoras.

A sociedade moderna protege quartéis, corporações, tribunais, prédios do governo e políticos com armamento pesado. Mas desampara as crianças com uma placa na porta da escola com os dizeres "proibido o porte de armas". Não há registro de assassinos que tenham respeitado tais avisos.

Entre 1977 e 1995, nos EUA, houve 16 mass shootings em escolas. Apenas um deles aconteceu em um estado que permitia a posse civil de armas de fogo. Neste episódio, 3 pessoas foram atingidas, uma fatalmente. Nos outros 15 eventos, dentre mortos e feridos, 118 pessoas foram alvejadas, o que resulta em uma média de quase 8 baixas por ataque (fonte, página 5).

Em relação a períodos anteriores, estados que passaram a permitir o armamento civil obtiveram uma redução de 69% no índice de vítimas fatais de mass shootings per capita. (fonte, página 100).

Civis armados são mais eficientes do que a polícia em impedir essas tragédias. Mass shootings interrompidos pela polícia possuem uma média de 14,29 vítimas fatais. Mas quando um civil armado detém o crime, esta média cai para apenas 2,33. (Fonte).

A superioridade do armamento civil em relação aos serviços estatais de policiamento é simples de ser explicada. Civis possuem mais interesse do que a polícia na segurança própria, de seus entes queridos e de suas comunidades. Além disso, a vítima está, por definição, presente no local do crime, e poderá atuar imediatamente. Os policiais agirão apenas após algum tempo, se agirem.

Com efeito, civis armados em legítima defesa conseguem capturar, matar, ferir ou afugentar criminosos em 75% dos confrontos. A taxa de sucesso da polícia é de 61%. Em 1981, na Califórnia, cidadãos armados mataram 126 bandidos em ação, contra 68 mortos pela polícia.

Pode-se concluir que boa parte da eficiência do armamento civil resulta da divisão de trabalho entre a população geral e agentes profissionais de segurança.

Se o governo visasse a segurança do povo, facilitaria ao máximo o armamento civil, inclusive isentando armas de impostos. Mas o objetivo estatal não é a nossa segurança e sim nosso controle. Controle de armas não diz respeito a armas, mas sim a pessoas. As armas continuam existindo nas mãos dos criminosos convencionais e do estado.

Esta assimetria de poder é extremamente desvantajosa para o homem comum, mas o governo tenta convencê-lo de que ela é necessária para sua segurança.

Quando defendo o armamento civil, incluo armas de calibre militar automáticas e com carregadores de alta capacidade. Fuzis e metralhadoras não podem ser exclusividades do crime organizado. Elas podem ser a única chance de manutenção da ordem e de sobrevivência de pessoas boas e honestas durante situações de crise, como os Distúrbios de Los Angeles, em 1992.

Saques, incêndios, tumultos e confrontos aterrorizaram a cidade por 6 dias. Diante da ameaça, comerciantes coreanos em Koreatown armaram-se com escopetas e fuzis para defender seus negócios contra as turbas ensandecidas. Enquanto bairros vizinhos ardiam em chamas, Koreatown manteve-se a salvo.

Foi com armamento pesado que civis combateram e venceram tropas regulares militarmente superiores em diversos momentos da História, como nas Batalhas de Lexington e Concord, que iniciaram a Guerra Revolucionária Americana, e nos levantes da resistência judaica contra os nazistas.

Justamente a mais importante e estratégica função do armamento civil é manter o governo com medo do povo. Uma população armada é a última barreira física que separa uma sociedade do totalitarismo. O processo de expansão do leviatã estatal inclui propaganda e doutrinação ideológica para moldar o comportamento de massas, mas somente a consolidação de uma assimetria armamentista permite que os governos centrais vençam a resistência do indivíduo e nulifiquem autonomias localistas.

O historiador Carroll Quingley nos mostra como a dispersão do poder militar manteve a estrutura política do medievo ocidental relativamente descentralizada entre o Século VIII e meados do Século XI. A crescente disparidade de forças teria levado à formação de uma hierarquia política baseada em poderio bélico. A manutenção do senhorialismo feudal, um sistema coletivista em que os camponeses eram espoliados pelos nobres, era garantida por um constante esforço de controle de armas que visava a impedir o acesso dos camponeses a armas como arcos e bestas.

No Japão feudal, civis eram autorizados a carregar espadas para autodefesa. Mas, nos anos finais do Período Sengoku (1467-1603), fase marcada por guerras e levantes, os daimyos (senhores feudais) vitoriosos acumularam um poder político colossal. Para garantir suas posições, esses líderes ordenaram que suas tropas confiscassem as armas dos civis nas chamadas Caça às Espadas.

O controle de armas como ferramenta de poder também pode ser observado no Brasil. As Ordenações Filipinas, promulgadas no Século XVII por Filipe II da Espanha durante a União Ibérica, regulava os tipos de armas que cada classe de pessoas poderia portar. O objetivo era impedir emancipação colonial. A fabricação de armas no Brasil colônia era punida com a morte.

Com efeito, a independência em 1822 foi facilitada pela ação de milícias autônomas compostas por cidadãos armados.

No Brasil Império, o regente Diogo Antônio Feijó, que assumiu o cargo em 1835 e que temia o poder da população, buscou a dissolução dessas milícias e efetivou a Guarda Nacional. Seu objetivo era o fortalecimento do poder central. O porte de armas era proibido para índios e negros (exceto capitães-do-mato) (página 30-32), evidenciando que o propósito do desarmamento é a opressão do grupo vitimado, e não sua segurança.

Durante o Governo Provisório, o ditador Getúlio Vargas impôs restrições de calibres em reação à Revolução Constitucionalista de 1932, que por pouco não libertou os paulistas do jugo da União (página 37).

A História nos mostra quão temerários são os monopólios do poder de fogo, principalmente aqueles controlados pelo estado, instituição que assassinou diretamente 1 em cada 20 seres humanos falecidos no século XX.

(Refiro-me ao conceito de democídio, termo cunhado pelo cientista político R.J. Rummel, definido como o assassínio de uma pessoa pelo seu governo. Inclui genocídios, politicídios e assassinatos em massa, mas exclui mortes em ações contra alvos militares, execuções penais e surtos de fome resultantes de ingerência socialista. O presente artigo utilizou a estimação do número de pessoas falecidas no século XX feita pelo site Necrometrics, disponível em http://necrometrics.com/all20c.htm.)

O desarmamento da população sempre precedeu o genocídio.

O Império Otomano desarmou o povo armênio antes da limpeza étnica de 1895-1897. Um atroz confisco de armas com minuciosas buscas dentro dos lares precedeu o Genocídio Armênio de 1915-1917.

O registro das armas é extremamente perigoso, pois informa ao governo sua quantidade e localização. Os registros de armas efetuados na República de Weimar em 1928 foram utilizados por Adolf Hitler para acelerar os confiscos a partir de 1933. O führer afirmou que "o maior erro que poderia ter feito seria permitir que raças submissas possuíssem armas". O resultado foi o Holocausto.

Os ditadores comunistas Nicolae Ceausescu, da Romênia, e Fidel Castro, de Cuba, também confiscaram armas previamente registradas por regimes anteriores.

Há muitos outros fãs notáveis do controle de armas, como os ditadores Pol Pot, que matou 2 milhões de pessoas no Camboja, e Idi Amin, que matou 300 mil cristãos em Uganda (fonte). Mao Tsé-Tung baniu completamente o armamento civil em 1957, implantando a partir daí o Grande Salto Para a Frente (1958-1961), uma campanha de coletivização lançada pelo Partido Comunista da China que envolveu torturas e execuções. Dezenas de milhões de chineses foram vitimados, inclusive por surtos de fome.

Controle de armas significa monopólio das armas pelo estado. Como o próprio Mao disse em um discurso, "todo o poder político emana do cano de uma arma", acrescentando que seu princípio era o de que "o Partido Comunista comande a arma, e a arma jamais poderá comandar o Partido". Logo depois, afirmou que as armas dos comunistas russos trouxeram o socialismo.

O caso soviético é emblemático. Em abril de 1918, o governo bolchevique liderado por Lenin ordenou o registro das armas civis. Em outubro, teve início o recolhimento. Em 1925, o ditador Joseph Stalin instituiu punições duras contra o porte de armas não-autorizado, e chegou a proibir facas em 1935.

As consequências foram tenebrosas. Em 1929, teve início o genocídio dos kulaks (termo pejorativo soviético para se referir à uma classe de fazendeiros proprietários de terra) na Ucrânia, causando surtos de fome. Em 1936, Stalin conduziu o Grande Expurgo, um período de repressão sem precedentes, com execuções sumárias e perseguição a camponeses e inimigos políticos.

Entre 1929 e 1953, 20 milhões de russos foram exterminados.

Conclusão

Apesar de todas as evidências a favor do armamento civil, os governos mentem para o público. Os governantes apregoam que armas não propiciam segurança, mas não se deslocam sem seguranças fortemente armados. Celebridades progressistas fazem campanha para que famílias comuns se desarmem, mas não aplicam o mesmo princípio aos seus onerosos seguranças particulares.

A insistência do establishment em afirmar que o desarmamento torna uma sociedade mais segura é uma clara aplicação de técnicas goebbelianas de propaganda: repetir um conceito de forma superficial e vulgar voltada para as massas. Estas não possuem capacidade de reflexão profunda, um atributo exclusivo do indivíduo. Eventualmente, as mentiras assim difundidas são tomadas como verdades inquestionáveis.

A prudência recomenda, assim, que a população não acredite no que os governantes e seus propagandistas dizem. Prudente é se armar. Defender a vida própria e de terceiros é um dever moral e um direito natural. Como demonstrou São Tomás de Aquino, é natural dos seres humanos preservar sua existência.  Consequentemente, impedir o acesso aos meios de defesa é um atentado à natureza humana.

A liberdade de se armar é intrínseca ao homem. Governos não podem nos dar algo que já é nosso, mas podem retirar. Isto significa que armas servem não apenas para defender vida e propriedade, mas também para defender o direito de continuar possuindo esses efetivos dispositivos de segurança.


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SOBRE O AUTOR

Paulo Kogos
é um anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.


Comparados a humanos, máquinas e robôs são menos custosos para ser empregados — em parte por razões naturais, em parte por causa das crescentes regulamentações governamentais.

Dentre os custos naturais estão o treinamento, as necessidades de segurança, e os problemas pessoais como contratação, demissão e roubo no local de trabalho. Adicionalmente, máquinas e robôs podem também ser mais produtivos em determinadas funções. De acordo com
este site, eles "podem fazer um hambúrguer em 10 segundos (360 por hora). Além de mais rápido, também com qualidade superior. Dado que o restaurante agora estará com mais recursos livres para gastar em ingredientes melhores, ele poderá fazer hambúrgueres gourmet a preços de fast food."

Dentre os custos governamentais estão o salário mínimo, os encargos sociais e trabalhistas e todos os eventuais processos na Justiça do Trabalho, muito comuns no setor da gastronomia. Chegará um momento em que a mão-de-obra humana em restaurantes fará sentido apenas para preservar um "toque de classe" — ou então para preencher um nicho.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Guilherme  19/08/2015 14:58
    Sensacional!!!!

    De longe o melhor artigo sobre o desarmamento...

    Parabéns Kogos.
  • Paulo Kogos  27/08/2015 23:37
    obrigado Guilherme
  • Airton Fernandes Baliero  13/10/2016 04:48
    O melhor comentário que li a respeito até agora.
  • Milton Machado   19/08/2015 15:01
    Ontem o Brasil inteiro assistiu no Jornal Nacional a invasão das moradias populares (minha casa minha vida) pelos traficantes desalojados de seus redutos. Isso só é possível por que a populkação não tem como resistir. O raciocínio torpe por trás do desarmamento nos faria proibir a população de ter carros. Há mais mortes em acidentes no Brasil em um ano do que nos dez an os de guerra do Vietna
  • Derval Souza  19/08/2015 15:15
    E NÃO nos obrigaria a ter extintor em todo lugar, afinal o bombeiro chega ainda mais rápido que a polícia...
  • Jair de Sousa Jr.  19/08/2015 15:02
    Texto perfeito, até salvei nos favoritos
  • Felipe  19/08/2015 15:05
    Muito bom!

    O melhor caminho para paz é pelo comercio e as armas.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/08/2015 15:07
    Muito bom!

    à exceção de armamento militar nas mãos de civis. não carece. uma pistola ou um revólver .38 são suficientes.

    a eventual aprovação de uma lei que possibilite a posse e porte de armas de fogo pelo cidadão comum teria um efeito positivo revolucionário na sociedade brasileira. acho que uma mudança estrutural no país poderia se iniciar por essa via.
  • cmr  19/08/2015 15:55
    "uma pistola ou um revólver .38 são suficientes."

    Que suficiente o que ?? A bandidagem, a polícia, podem ter fuzil automático e eu não ?.

    Quem acha um revolvinho .38 suficiente, então que tenha só um revolvinho .38 livre mercado é isso.
  • Sidiclay Rocha  19/08/2015 19:47
    As pessoas possuem sim a necessidade de possuir armas de fogo curtas (pistolas e revólveres) para defender-se, mas também a necessidade de possuir armas longas (rifles e carabinas) pois serão estas que garantirão que os governantes respeitem as pessoas.

    A única forma de garantir que o Governo respeitará as pessoas é garantindo que estas possam ter armas cujo poder de fogo inflija respeito àquele que estiver no poder... Pistolas não garantiriam o devido respeito às pessoas, caso apenas o Governo pudesse possuir rifles/fuzis.

  • Bernardo  25/08/2015 19:53
    "Quem acha um revolvinho .38 suficiente, então que tenha só um revolvinho .38 "

    Exatamente. A pessoa não tira a mentalidade estatista da cabeça. Na verdade, o que ela quer é estar no poder para exercer a vontade dela sobre os demais.

    Cada um deve ter o calibre que achar necessário. E pronto.
  • Gustavo   19/06/2016 17:57
    Esse Rodrigo sempre vem passar vergonha nos comentários.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/06/2016 19:07
    acho que não, hein. é só ver meu histórico de comentários pra ver quem passa vergonha de fato.

    mas vou-te dizer. são libertários que sequer sabem o que é libertarianismo (a maioria aqui). que associam libertarianismo com escola austríaca (teria algum propósito subliminar nisso?!). bitolados que apanham aqui, no facebook (até lá!), no twitter....chorões que rebatem conteúdo com 'argumentos' ad hominem. bobões que precisam da chancela de grupos, buscando identidade em rótulos. a infância da razão.

    les plus exclus des exclus.

  • italo munhoz  19/08/2015 15:11
    https://www.youtube.com/watch?v=9OOqFxEuYog

    Muito do que foi escrito aqui parece que foi abordado neste vídeo..
    O melhor vídeo sobre o desarmamento, com embasamento histórico e político-social
  • Rosiléia Estefani  19/08/2015 15:13
    Raramente ou quase nunca os cidadãos são informados sobre isso.
  • Ricardo L Santos   19/08/2015 15:14
    Querem nos tirar o direito sagrado de proteger a nossa vida e de nossos familiares, jamais devemos concordar com o desarmamento, é uma clara armadilha e a população precisa saber disso.
  • Tiago silva  19/08/2015 15:20
    Parabéns Paulo seu artigo é conciso,claro,muito bom mesmo.

    Agora outra questão mais fora do artigo,quando e quais foram as suas maiores influências para a virada anarco-capitalista,mais uma vez os meus parabéns e obrigado pelo artigo.

    ps.Há possibilidade de nos comunicarmos,tenho muitas questões para colocar sobre o anarco-capitalismo.Obrigado
  • Paulo Kogos  27/08/2015 23:40
    Tiago, me procure no facebook, Paulo Kogos mesmo

    eu sou anarcocapitalista pq defendo o direito natural
    meu erro era achar q o governo defende o direito natural, algo como achar q um estuprador defende a virgindade

    virei anarcocapitalista mais pelo lado da ciencia politica mesmo
    leia Anatomia do Estado de Murray Rothbard pra começar
  • Viking  19/08/2015 15:20
    é para aplaudir de pé!

    o armamento civil é um dos pilares para uma nação civilizada!
  • Raphael  19/08/2015 15:29
    Esse artigo foi muitooo bom! Mas vocês poderiam ter acrescentado também a questão de "raio de ação" que uma arma proporciona, mesmo pessoas desarmadas em uma sociedade livre para se armar, sofrem benefícios de pessoas ao seu redor por estarem portando armas. Pois mesmo um bandido sabendo que A não está armado, ele não sabe se as pessoas ao seu redor estão ou não armadas.

    Tirando isso foi muito bem elaborado o artigo.
  • Auxiliar  19/08/2015 15:59
    Essa questão específica já foi abordada neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2121
  • Diego Sousa  19/08/2015 16:03
    Todo cidadão deveria ao menos ter dentro de sua casa uma arma NÃO registrada.
    Nunca se sabe o governo de amanhã.
  • Mais um  19/08/2015 16:29
    Ou o de hoje...
  • Diego Sousa  19/08/2015 20:59
    É verdade ...
  • Luis   19/08/2015 17:12
    Que grande artigo.

    Um dos mais completos em termos de análise e quantidade de informações históricas.

    As pessoas observam armas como objetos monstruosos pelo que o próprio governo faz com o uso das mesmas. Como qualquer outro tipo de objeto usado para defesa pessoal, seu porte é um direito do cidadão.

    OBS: Paulo, no exemplo e fonte usados para a revolta dos judeus na passagem "Foi com armamento pesado que civis combateram e venceram tropas regulares militarmente superiores em diversos momentos da [...] e nos levantes da resistência judaica contra os nazistas." a página do wikipedia mostra o Levante do Gueto de Varsóvia, onde todos os judeus foram massacrados. Não houve resistência nesse caso específico. Não sei se eu que vi errado.

    Abraços!
  • Miguel  19/08/2015 17:24
    Houve enorme resistência e está tudo escrito lá, mas você tem de saber inglês:

    Shortly before the uprising, Polish-Jewish historian Emanuel Ringelblum (who managed to escape from the Warsaw Ghetto, but was later discovered and executed in 1944) visited a ZZW armoury hidden in the basement at 7 Muranowska Street.

    In his notes, which form part of Oyneg Shabbos archives, he reported: "They were armed with revolvers stuck in their belts. Different kinds of weapons were hung in the large rooms: light machine guns, rifles, revolvers of different kinds, hand grenades, bags of ammunition, German uniforms, etc., all of which were utilized to the full in the April "action". (...) While I was there, a purchase of arms was made from a former Polish Army officer, amounting to a quarter of a million zloty; a sum of 50,000 zloty was paid on account. Two machine guns were bought at 40,000 zloty each, and a large amount of hand grenades and bombs."

    Continua:

    en.wikipedia.org/wiki/Warsaw_Ghetto_Uprising#Opposing_forces
  • Luis  19/08/2015 17:47
    Obrigado Miguel!

    Não sei porque mas abria direto na página do Wikipedia em português pra mim. E tem menos informação. Mas mesmo assim, houve resistência mas não uma vitória, diferente do caso de Los Angeles da Koreatown. Se destacaram sim pelo maior acesso a armas de alto calibre que outros levantes da época dos conflitos judaicos. Correto?

    Abracos!
  • Ricardo  19/08/2015 18:00
    É claro que não houve vitória. O outro lado não apenas estava militarmente armado, como também comandava vários países da Europa, e tinha toda a população pacificada e ao seu lado.

    Não obstante, alguns judeus conseguiram escapar em decorrência deste levante. Foram vidas humanas salvas.
  • Gustavo Ferrari   19/08/2015 17:13
    Desarmamento civil: a única forma de o estado manter o monopólio da violência. "Genocídios acontecem. Mas genocídios não acontecem quando os alvos estão armados."
  • Tiago silva  19/08/2015 17:14
    oi algumém daqui me poderia recomendar sociólogos sério,sem o besteirol da escola de frankfurt ou outros lixos semelhantes?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/08/2015 17:49
    Gilberto Freyre, o maior sociólogo que este pequeno país já teve. e um dos grandes do séc. XX.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/08/2015 17:54
    Se quiser um autor internacional contemporâneo (falecido em 1983), fique com o Raymond Aron.
  • Mais um  19/08/2015 17:59
    Afinal, quem pode ser considerada a direita hoje no Brasil (se é que ainda existe)?
  • Jonathan Franco Silveira  25/08/2016 03:10
    Tem o escroto do Bolsonaro,apesar que ele é um "direita"com muitas idéias de "esquerda",como a adoração militar.
  • INFIEL  19/08/2015 18:13
    Salve Salve Srs.

    Ótimo artigo aqui no Mises,mas fica a minha duvida.

    Na atual situação do pais em medidas anti populares pela mídia e diversos meios de comunicação, o confronto entre direita e esquerda, e com massantes palavras de ódio sem ao menos usar a razão, seria apropriado a extinção do "estatuto do desarmamento" e garantias de direito a "defesa pessoal"? Pois penso que isso poderia servir como válvula de escape para uma futura revolta civil (na pior das hipóteses), pois acho que "palavras" ferem mais que "projetos de armas de fogo".

    Em OFF:
    Participarei de um auditório sobre esse tema amanha na minha Federal-IFSP(Cubatão)
    www.federalcubatao.com.br/debate-no-campus-sobre-o-paradigma-cubano-nesta-quinta.html

    Apenas como ouvinte e opositor mesmo que todos tem direitos de dizer o que pensam alias até gostaria de ajuda de vocês pra expressar a minha pesquisa com o teor da Escola Austríaca posteriormente pois o meu Professor de HCTA já me pediu uma pesquisa cientifica e escolhi sobre Economia e a tecnologia do Bitcon no meu curso de ADS.
  • Leal  19/08/2015 19:22
    "seria apropriado a extinção do "estatuto do desarmamento" e garantias de direito a "defesa pessoal"?"

    Não. O que seria realmente apropriado é manter tudo como está: deixar apenas a bandidagem armada, e o cidadão de bem sendo assaltado, espancado, estuprado e humilhado. Foi assim que avançamos e nos tornamos uma das nações mais seguras e desenvolvidas do mundo. E é assim que devemos continuar.

    "Pois penso que isso poderia servir como válvula de escape para uma futura revolta civil (na pior das hipóteses), pois acho que "palavras" ferem mais que "projetos de armas de fogo"."

    Você está bem? Primeiro diz que não se deve armar ninguém; imediatamente em seguida, diz que palavras ferem mais do que armas -- o que me leva a crer que, na sua concepção de mundo, se eu xingar um bandido com palavras ásperas, ele se sentirá muito mais ferido do que se eu mandar uma bala na fuça dele.

    Ou seja, desde que saibamos usar palavras duras, todos nós estamos em pé de igualdade com todo e qualquer marginal que esteja armado com uma submetralhadora.

    É cada um...
  • INFIEL  19/08/2015 19:49
    Acho que você me interpretou errado Leal, pois primeiro disse em tom de duvida a minha pergunta e não fiz nenhuma afirmação que seria melhor manter como estar do que garantir o direito e dever do cidadão no porte de armas, apenas estou colocando uma situação sobre a mesa, pois eu sei que o atual governo não e eficiente pra garantir meus direitos, minha liberdade e minhas necessidades, suprimindo meus impostos em causas que não solucionam o problema.

    Sobre o que quis me referir em "pois acho que "palavras" ferem mais que "projetos de armas de fogo", o acesso a informação e conhecimento e muito superior a um projeto de uma arma, apenas isso, não estou colocando a situação que você citou como um exemplo e sim me referindo que contra fatos não existem argumentos, simples e natural sendo que o artigo acima e demais que já passaram por aqui tem a mesma sintonia, só tem duas maneiras de me submeter, ou pela força ou pela persuasão, e simbolizei aquela frase nisso.

  • Mais um  19/08/2015 20:12
    Debate Esquerda x Direita?

    Isso existe no Brasil? Quem é direita nesse país hoje?
  • INFIEL  19/08/2015 23:28
    Todos aqueles que se manifestaram no dia 16 de Agosto.
  • Mais um  20/08/2015 11:56
    Inclusive o Aécio, Serra e outros da "oposição" estavam no meio...

    Na política atual, quem de fato é direita? Qual partido político hoje pode falar que é a direita?
  • Thiago Augusto  20/08/2015 05:05
    Mas o bom do armamento da população é justamente o temor do governo por uma represália da população a medidas coercitivas...

    Sobre a luta direita versus esquerda, o lado errado, covarde, seria prontamente vencido; começaria no campo, o MST encerraria invasões de propriedades rurais, os índios também; nas cidades, o MTST também ficaria intimidado.

    Em relação à luta entre comunistas e liberais, creio que o risco de guerra é pequeno, e secundário diante do valor de o país estar direcionado ao exercício da liberdade.
  • Marcelo Werlang de Assis  19/08/2015 19:08
    O socialismo (isto é, as violações contínuas e institucionalizadas dos direitos de propriedade praticadas pelos estados) possui relação simbiótica com o desarmamento da população civil (eufemisticamente chamada de "controle de armas").

    Os governos sempre justificaram, justificam e justificarão as suas ações (agora denominadas de "políticas públicas") com o belo argumento do Bem Comum. Mas o verdadeiro propósito delas é a exploração. O poder político sempre se caracterizou pela sua natureza criminosa/expropriatória. Os intelectuários realizaram e realizam um ótimo trabalho em fazer as pessoas pensarem que os estados são entidades benevolentes, compostas de seres altruístas e iluminados (os políticos e os burocratas).

    Nesta postagem do meu blog (eaefl.blogspot.com.br/2015/08/socialismo.html), há imagens que demonstram a semelhança entre o nazismo, o fascismo e o comunismo, os quais devem ser englobados na palavra socialismo. Vocês a acharão interessante. Confiram!
  • Marcelo Werlang de Assis  19/08/2015 20:06
    Houve um lapso. Em eufemisticamente chamada de "controle de armas", o vocábulo "chamada" deve ser substituído por "chamado".
  • .  19/08/2015 21:21
    Muitas leis brasileiras são desnecessárias.
  • Pobre Paulista  20/08/2015 13:44
    Todas são ;-)
  • Thiago Teixeira  20/08/2015 05:07
    Quero ver quem é que invade os EUA! Podem desmontar as suas forças armadas, que ainda assim ninguém consegue tomar o país!
  • cmr  20/08/2015 14:45
    Sim, é verdade.

    No Iraque, o que deu dor de cabeça ao exército americano foram os insurgentes e não o exército iraquiano, este capitulou em menos de uma semana.
    No Vietnã, os insurgentes é que deram dor de cabeça, e por aí vai...

    Ter que enfrentar civis armados, imbuídos de ideais heróicos, é o maior pesadelo para qualquer exército.
  • Adelson Paulo  20/08/2015 11:21
    Simplesmente espetacular! Mais um pouco de luz na escuridão!
  • Felipe  20/08/2015 12:24
    Off topic -

    Existe alguma previsão sobre os livros novos do IMB?
  • Marco  20/08/2015 20:19
    DESARMAR A POPULAÇÃO PELOS comunistas é uma respeitável estratégia para dominarem ainda mais sem resistência!
    Basta conferir o 10º mandamento do Decálogo de Lênin, os 10 mandamentos dos comunistas:
    "PROCURE CATALOGAR TODOS OS POSSUIDORES DE ARMAS PARA QUE SEJAM CONFISCADAS NO MOMENTO OPORTUNO, TORNANDO IMPOSSÍVEL QUALQUER RESISTENCIA À CAUSA COMUNISTA"
    Os comunistas, chantagistas, diabólicos e histéricos e maquiavélicos como são, para seus planos de poder, tudo vale, vale tudo!
  • Thiago Duarte  22/08/2015 18:19
    Um dos melhores artigos referente ao estatuto da discórdia, estou escrevendo uma monografia sobre esse tema, e com certeza terá uma citação deste grande autor.
    está de parabéns.
  • Anderson  24/08/2015 16:57
    Vídeo do Hélio no Congresso:

  • Laércius  26/08/2015 00:44
    Olá.
    Gostaria de comentar um fato em particular,muito batido pela imprensa, nos telejornais e jornais desde décadas:
    Há destaque para latrocínio por exemplo em que teria havido suposta reação da vítima,eventualmente colocando a manchete com todo o destaque na palavra "reação".Por vezes algum parente ou amigo em grande sofrimento vai a tv para fazer uma "defesa" da vítima (vê se pode!) que NÃO teria reagido,baseado no perfil e temperamento.E eventualmente,numa reação em que o resultado tenha sido feliz (resultado negativo para o bandido) algum DELEGADO ou policial amigão vai para a tv dizer que jamais deve-se reagir.Ou esses caras são mancomunados ou burros,lembrando que CRIMINOSO também ASSISTE TV e que muitas reações são instintivas e por puro reflexo.Essa postura da imprensa cria um "código de conduta" informal no qual em caso de reação da vítima, ela será então "PUNIDA" pelo assaltante com a sua vida.
  • João Hélio  26/08/2015 03:17
    Fantástico artigo. Cada vez mais fã do IMB.
  • Tiago Saboia  31/08/2015 12:28
    Faltou comentar que os assassinatos em massa (mass shootings) nos EUA geralmente ocorrem em Gun-Free Zones (áreas proibidas de se adentrar com armamentos) como escolas e igrejas.

    Leiam mais no artigo:

    www.foxnews.com/opinion/2015/06/18/gun-free-zones-easy-target-for-killers.html
  • Conservador  13/10/2015 16:11
    Um dos melhores artigos sobre desarmamento. Parabéns ao autor.
  • Sérgio  28/10/2015 18:41
    27/10/2015 - 17h06
    Comissão especial aprova texto-base de proposta que revoga o Estatuto do Desarmamento

    Novo estatuto reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas no País; estende o porte para deputados e senadores; e acaba com a proibição de que pessoas que respondam a inquérito policial ou a processo criminal solicitem o porte de armas. Destaques ao texto serão votados na semana que vem

    Foi aprovado nesta terça-feira (27), por 19 votos a 8, o texto-base do substitutivo apresentado pelo deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG) aos projetos de lei (3722/12 e apensados) que revogam o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Os destaques devem ser votados pela comissão especial que analisa a proposta na próxima terça-feira (3), às 14 horas.

    Renomeado de Estatuto de Controle de Armas de Fogo, o novo texto assegura a todos os cidadãos que cumprirem os requisitos mínimos exigidos em lei o direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento prevê que o interessado declare a efetiva necessidade da arma, o que permite que a licença venha a ser negada ou recusada pelo órgão expedidor.

    Entre outras mudanças, o parecer de Carvalho reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas no País; estende o porte para outras autoridades, como deputados e senadores; e autoriza a posse e o porte de armas de fogo para pessoas que respondam a inquérito policial ou a processo criminal.

    Segundo o relator, o texto atende à vontade da maioria dos brasileiros, que, segundo ele, teve os direitos tolhidos com a edição do Estatuto do Desarmamento, em 2003. "A proposta devolve ao cidadão de bem o direito de trabalhar pela sua própria segurança. Vamos devolver o direito à vida, que foi retirado pela atual lei", afirmou.

    Isenção tributária
    Para corrigir "erros e impropriedades" e incorporar sugestões de parlamentares, Carvalho fez alterações no parecer, em complementação de voto divulgada hoje. Uma dessas mudanças acabou com a isenção de tributos para aquisições e importações de armas e munições pelas Forças Armadas e pelos órgãos de segurança pública. No mesmo sentido, o relator também suprimiu a isenção do IPI e do ICMS, existente na versão anterior do substitutivo, para importações de armas e componentes por atiradores desportivos e caçadores.

    Carvalho reconheceu que, da maneira como estavam previstos, os benefícios feriam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com a norma, é proibido conceder isenção de tributo sem a devida compensação financeira pela perda de receita.

    Importação
    Outra alteração no substitutivo autoriza a importação de armas, partes e munições desde que o produto fabricado no Brasil não atenda às especificações técnicas e de qualidade pretendida pelo órgão adquirente. O texto anterior permitia a compra de armas no exterior mesmo havendo similares fabricados no País.

    Atualmente, uma portaria do Ministério da Defesa (620/MD) determina que a importação de armas de fogo e demais produtos controlados pode ser negada se existirem similares fabricados por indústria brasileira do setor de defesa.

    Escolta parlamentar
    Por sugestões de parlamentares, Carvalho ainda modificou o texto para conceder aos policiais legislativos da Câmara e do Senado o direito de portar armas em aviões quando realizarem a escolta de parlamentares. Essa situação acontece principalmente quando os congressistas visitam outros estados em missões oficiais.


    www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/498921-COMISSAO-ESPECIAL-APROVA-TEXTO-BASE-DE-PROPOSTA-QUE-REVOGA-O-ESTATUTO-DO-DESARMAMENTO.html
  • Emerson Luis  09/12/2015 17:30

    É um assunto sensível, as esclarece ver QUEM defende o desarmamento.

    * * *
  • Pobre Paulista  17/02/2016 15:45
    Sobre o massacre do Bataclan, um relato de um dos músicos que estava tocando no local e sobreviveu:

    Eagles of Death Metal: todos deveriam ter armas para se defender

    Em entrevista a uma TV francesa, Jesse Hughes disse ser favorável às pessoas andarem armadas para se defender. "Seu controle de armas francês conteve alguma morte no Bataclan?" perguntou, de forma contundente. "E se alguém puder explicar que sim, gostaria de ouvir a justificava, pois não é o que parece para mim. Acho que a única coisa capaz de salvar vidas são os bravos sujeitos que encaram a face da morte de igual para igual, com suas armas de fogo".

    Ele continua: "Sei que muitos discordarão, mas assim como Deus fez o homem e a mulher, naquela noite as armas tornariam as pessoas iguais. E eu odeio que seja assim. A única coisa que mudou pra mim é que hoje eu acho que ou ninguém tem armas ou todos tem armas. Vi pessoas morrendo que poderiam ter uma chance se pudessem se defender. Pessoas fantásticas que não estão mais aqui e que eu gostaria que ainda estivessem".


    Fonte: Whiplash

    Lembrando que, apesar do nome, a banda não é de "Metal" e sim de "garage rock", cujo público alvo em geral é composto por esses socialistas mimados, politicamente corretos, ativistas da causa XYZ, melancias e demais correlatos.

  • Jean  17/02/2016 18:01
    Obviamente que isso não possui e nem possuirá repercussão na mídia.

  • anônimo  17/02/2016 18:58
    Garage rock é coisa de socialistas mimados? Cara, dessa vez vc se superou.
  • Pobre Paulsita  24/02/2016 12:41
    Público que ouve isso atualmente: Homens de coquinho. Em geral, barbudinhos.
  • JAIR BOLSONARO  27/04/2016 01:33
    Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: "Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara" Link da petição aqui: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502
  • Francisco  01/05/2016 22:52
    Adoraria falar que a nossa na sociedade as pessoas não precisão de armas, entretanto a atual situação do país e do mundo me incapacita de dizer tal coisa. A posse de armas não é mais apenas uma opção, mas uma necessidade. Portanto para que a população possa se defender o armamento cível é absolutamente preciso.
  • anônimo  16/05/2016 02:20
    O Iraque, o Paquistão e o Yemen são os países mais liberais com relação às armas...
  • anônimo  17/05/2016 17:38
    1) você está pegando exemplo de países que os territórios estão constantemente em guerra, isso é desonestidade intelectual
    2) os três não são "os mais liberais"
    3) mesmo assim, apenas confirmou o que está no texto, pois mesmo sendo países subdesenvolvidos e constantemente em guerra, possuem uma baixa taxa de homicídio comparado com outros países como o nosso:

    Brasil - 25.2 (IDH - 75º)
    Iraque - 8.0 (IDH - 121º)
    Paquistão - 7.7 (IDH - 147º)
    Yemen - 4.8 (IDH - 160º)
    Estados Unidos - 3.8 (IDH - 8º) (lembrando que em vários estados dos EUA há muitas leis restringindo armas, mas deve ser apenas uma coincidência que, em média, são os mesmos mais violentos )

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_intentional_homicide_rate
  • anônimo  17/05/2016 23:44
    O link do Wikipedia que eu citei, mostra uma tabela de comparação sobre as leis de armas por país — se civil pode possuir uma armas, se pode usar para defesa pessoal, se pode possuir armas automáticas, se pode portar arma em público... Aqueles países que estão mais pintados de verdes (Yes) é onde é mais liberado (como o Paquistão). Aqueles que estão mais pintados de rosa e vermelho, é onde tem mais proibições (em alguns como o Reino Unido, é quase tudo rosa e vermelho).

    Agora, me responda uma pergunta: onde vc preferiria morar, na Grã-Bretanha (onde há rígido controle de armas) ou no Paquistão (país de forte tradição armamentista, onde em algumas províncias como a Província da Fronteira Noroeste, é permitido a posse de armas pesadas como granadas e foguetes de curto, médio e longo alcance)?

    No mais, se dependesse de alguns libertários, conflitos e guerras é o que mais haveria... O que vc acha que aconteceria se liberassem tanque de guerra?
  • Malthus  18/05/2016 01:30
    Achei interessante sua insistência com o Paquistão (esse modelo para o mundo, citado recorrentemente por todos...)

    Aí, fui pesquisar qual era a taxa de homicídio por lá. E não é que me surpreendi? Para um país que está no núcleo de todas as crises geopolíticas, que sempre teve governos instáveis e tradicionalmente problemáticos, e que vive em guerras, ele é menos violento que praticamente todos os países da América Latina, perde só para Chile e Argentina (para esta, por bem pouco).

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_intentional_homicide_rate

    Acho que temos uma lição aí, hein? Tem certeza de que quer se manter nesse exemplo?
  • anônimo  18/05/2016 07:24
    Paquistão é um país subdesenvolvido, esteve em diversas guerras, está atualmente em uma guerra e não parece que vai sair dela tão cedo, a renda per capita é 1/3 da brasileira e ainda assim possui menos violência que quase todos os países da América Latina.

    Sério mesmo que você não percebeu que o exemplo do Paquistão foi um verdadeiro tiro no pé?

    Eu prefiro morar em Detroit, o paraíso esquerdista nos EUA.
  • Antônio Soares  18/05/2016 09:07
    Olha o nível do sujeito, pegar um país de terceiro mundo e querer comparar com a Inglaterra...

    A sua comparação somente seria realmente válida se comparasse territórios quase iguais, senhor anônimo.

    Por exemplo: Chicago e Houston.
  • Andre  18/05/2016 13:10
    Paquistão é mais seguro que quase todos os países da américa latina, mesmo sendo miserável, aliás as armas são recurso fundamental para que os pobres defendam as poucas propriedades que possuam.
    Fora o completo canalhismo intelectual de comparar Paquistão com a Inglaterra, e ignorar os países europeus com melhores cenários pró armas, como Suíça e Rep. Checa.
  • Maria do Rosário  19/05/2016 04:31
    Sobre liberar tanques de "guerra", Bem, acho que as pessoas teriam ao menos mais receio de sair besteira no território alheio...
  • Magno Malta  19/05/2016 04:35
    Se a esquerda doasse dinheiro e ajudasse os pobres, a desigualdade seria quase nula. Mas a esquerda não doa dinheiro próprio. A esquerda só faz discurso para tirar o dinheiro dos outros!

    MENOS ESQUERDISMO E MAIS FRATERNALISMO!

  • Fã do Kogos  21/05/2016 13:12
    Grande Paulo Kogos.
  • Perguntas  25/05/2016 21:45
    1) Como evitar que o número de homicídios aumente com a liberação do porte de armas?

    2) Como evitar que depois de liberado o porte de armas, aumente o número de latrocínios? Afinal, se o porte de armas fosse liberado, os bandidos pensariam: "todo o mundo anda armado, então vamos já chegar atirando nas vítimas"... Então, como evitar que depois de liberado o porte de armas, o número de latrocínios aumente?

    3) Com reagir depois que um bandido já está com a arma na sua cabeça? Esses dias ví uma notícia em que a vítima foi assassinada ao tentar reagir. O bandido tava apontando a arma pra vítima e quando a vítima foi tentar pegar a arma no bolso, levou um tiro... Então, como reagir quando o bandido já está apontando a arma na sua cabeça?
  • Pessimista  20/06/2016 13:04
    "como reagir quando o bandido já está apontando a arma na sua cabeça?"


    Fique quieto, faça o que te mandarem e reze.


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