Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo

A grande ironia é que, com o colapso do modelo social-democrata e assistencialista na Europa e na América Latina, a retórica anti-mercado e pró-socialismo está ressurgindo com força nas manchetes dos jornais (ver aquiaquiaqui) e aparecendo cada vez mais frequentemente nas mídias sociais.

Invariavelmente, tais pessoas acreditam firmemente que organizações financiadas pelo governo — como o FMI (instituição criada por Keynes e financiada pelos impostos pagos pelos cidadãos dos países ricos) — são representantes da genuína economia de mercado.

Esse tipo de confusão conceitual não interessa a essas pessoas, pois os artigos e os memes de internet recorrem ao típico tom populista e a frases curtas e triviais, repletas de clichês e soluções fáceis — e são intencionalmente construídas assim para facilmente evitar ataques e causar mais impacto nos leigos. 

Ao final, tudo pode ser resumido à seguinte mensagem: o socialismo funciona e é melhor do que o capitalismo.

Embora a maior parte dessa retórica venha da esquerda, a direita não é inocente, uma vez que a direita parece estar majoritariamente preocupada em promover sua própria versão de populismo, a qual aparentemente não envolve a defesa dos mercados.  Por exemplo, "Vamos restringir a entrada de imigrantes pobres!" não é a resposta certa para "Abaixo os lucros abusivos!".

Em vez de descer a este nível tosco de argumentação ou de simplesmente dizer "Leiam Mises!" (essa, sem dúvida, uma resposta bem mais adequada), temos de mostrar, mais uma vez, que o socialismo — até mesmo sob o comando de líderes políticos angelicais e genuinamente bem intencionados — é impossível e gera consequências desastrosas.

A necessidade de haver lucros, preços e empreendedores

O socialismo é a propriedade coletiva (ou seja, o monopólio estatal) dos meios de produção.  O socialismo defende a abolição da propriedade privada dos fatores de produção (indústrias, fábricas, maquinários, bens de capital, e trabalhadores).  Salários e lucros são duas fatias do mesmo bolo, e o socialismo diz que a "fatia lucro" deve ser zero.

Todos os problemas teóricos do socialismo emanam de sua definição, e não de pontos específicos de sua aplicação.  Os defensores do socialismo definem "propriedade coletiva" como sendo a proibição de um mercado privado para os fatores de produção.  Só que, sem um mercado para esses fatores de produção, não há como haver formação de preços e salários para esses fatores.  E, sem essa formação de preços e salários para os fatores de produção, não há como mensurar os custos de produção.  E aí tudo se complica.

Em uma economia de mercado livre e desimpedido, os preços e os salários dos fatores de produção são determinados pela sua capacidade de ajudar a produzir bens e serviços que os consumidores querem.  Em termos mais técnicos, os fatores de produção tendem a ganhar o valor do seu produto marginal ("produto marginal" se refere às unidades extras produzidas quando se aumenta em uma unidade quantidade de fatores de produção).  E, dado que cada trabalhador possui alguma vantagem comparativa, há uma fatia do bolo para todos.

Se eventuais mudanças tecnológicas tornam certos fatores mais produtivos, ou se a educação e o treinamento tornam um trabalhador mais produtivo, então seus preços ou salários serão elevados a esse novo e mais alto produto marginal (um mesmo trabalhador ou um mesmo maquinário produzem agora mais bens).  Um empreendedor não irá contratar ou comprar um fator de produção cujo preço seja maior do que seu produto marginal, pois isso faria com que esse empreendedor sofresse prejuízos.

Prejuízos empreendedoriais são mais importantes do que muitos imaginam.  Prejuízos não são apenas um golpe no resultado financeiro do empreendedor.  Prejuízos significam que os recursos que estão sendo utilizados para produzir algo valem mais do que esse algo que eles estão produzindo.  Ou seja, prejuízos significam que o capital está sendo mal empregado; está sendo utilizado de maneira ineficiente.  Prejuízos, portanto, mostram que está havendo uma destruição de riqueza.

Já os lucros significam o oposto.  Lucros representam crescimento econômico e criação de riqueza.  Uma linha de produção lucrativa é aquela cujos itens utilizados para produzir um determinado bem de consumo custam menos do que o valor que os consumidores estão dispostos a pagar por esse bem de consumo.

Sendo assim, lucros e prejuízos são mais do que apenas incentivos importantes; são mais do que uma tramóia conspiratória do sistema capitalista.  Lucros e prejuízos são a única maneira de saber se está havendo criação de riqueza ou destruição de riqueza em alguma linha de produção.

Sob o socialismo, há um único proprietário para todas as linhas de produção.  E, por causa da ausência do sistema de lucros e prejuízos, esse proprietário não tem como utilizar os fatores de produção de maneira eficiente.  Ele não tem como saber quais fatores de produção devem ser direcionados para quais linhas de produção.  É impossível fazer uma alocação eficiente.  É impossível ter um mínimo de certeza sobre qual maquinário específico, qual ferramenta específica ou qual fábrica específica poderiam ser utilizados para produzir algum outro bem de maneira mais eficiente.

É impossível saber quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção.  É impossível saber quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo.  É impossível saber qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada.  É impossível saber onde especificamente fazer toda essa produção. É impossível saber seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente. 

Ninguém sabe o que produzir, quanto produzir, como produzir, onde produzir.  Tem-se apenas caos econômico.

Quem é contra a liberdade de preços e salários está, em maior ou menor grau, defendendo a instauração desse caos econômico no sistema produtivo. 

Sem mercado, impossível saber o que ou como produzir

O sistema de lucros e prejuízos é o que guia e corrige empreendedores no processo de produzir os bens que eles esperam ser demandados pelos consumidores. 

Sem essa informação, incluindo-se aí muito especificamente os custos de produção, os empreendedores não podem incorrer em nenhum tipo de cálculo econômico.  Sem o sistema de lucros e prejuízos, é impossível estimar a diferença entre receitas futuras e os custos de produção necessários para alcançar essas receitas futuras.

Consequentemente, trabalhadores serão alocados para trabalhar em áreas nas quais não possuem nenhuma vantagem comparativa.  Agricultores são enviados para trabalhar em fábricas, e alfaiates são enviados para trabalhar em minas.  Trabalhadores estão em linhas de produção erradas tendo de lidar com máquinas e ferramentas que desconhecem.  A economia se torna uma bagunça.

O filme polonês Brunet Will Call, de 1976, satiriza situações como essa ao longo de toda a película, mostrando bens de consumo e bens de capital nos lugares mais improváveis.  Um açougueiro retira um cabo de embreagem do seu congelador e o repassa ao personagem principal, que paga fornecendo informações sobre a localização de dois carrinhos de bebê que talvez sejam do interesse do açougueiro caso ele venha a gerar filhos gêmeos (os carrinhos estão em uma loja de flores, obviamente).

O fracasso do socialismo não depende da cultura, da época ou da localização das vítimas.  O socialismo já é falho em seu núcleo: a propriedade "coletiva" dos meios de produção. 

Sendo assim, não há como criar uma versão funcional e produtiva do socialismo em lugar nenhum do mundo.  Na prática, os problemas teóricos do socialismo geram convulsões sociais e protestos, os quais são combatidos com rigor pelas forças policiais do estado, resultando em uma carnificina maior que a de todas as guerras oficiais já travadas no mundo.

Sem o sistema de lucros e prejuízos para guiar a produção, cotas de desempenho têm de ser impingidas.  Com essas cotas, e mesmo naqueles casos em que os trabalhadores não mintam sobre sua produção, o caos reina supremo.  Por exemplo, se o governo institui uma cota de produção de parafusos, impondo um número mínimo de parafusos a ser produzido, os trabalhadores dessa linha de produção irão produzir vários, pequenos e inúteis parafusos.  Já uma cota de parafusos baseada no peso estimularia os trabalhadores a produzir parafusos massudos e totalmente inúteis — uma situação satirizada neste desenho da revista satírica russa Krokodil durante a década de 1960.

Intermináveis filas se formavam na URSS repletas de pessoas procurando por sapatos — muito embora a produção de sapatos na URSS excedesse à dos EUA.  O problema era que todos os sapatos produzidos ma URSS eram pequenos demais, pois a produção de sapatos era mensurada unicamente pelo número de unidades produzidas, sem levar em consideração o tamanho e o estilo demandados pelos consumidores. 

Não há como escapar da lei da escassez: se o governo impõe que deve haver um grande número de sapatos produzidos, e se os recursos disponíveis para produzir esses sapatos não são infinitos, então cada sapato produzido tem ser pequeno; caso contrário, não haverá material para fazer o número mínimo de sapatos determinados pelo governo.

Essa lei vale não apenas para sapatos, mas também para absolutamente qualquer outro item cuja produção seja estimada por burocratas e não pelas forças de mercado guiadas pelo sistema de lucros e prejuízos.

Nos estertores do socialismo

Alguns casos são apenas engraçados; outros são trágicos.  Aproximadamente sete milhões de pessoas morreram de fome na Ucrânia apenas no biênio 1932-33.  Os autores d'O Livro Negro do Comunismo (1999) estimam em 100 milhões de pessoas o número de mortos gerados por regimes socialistas e comunistas.  Isso é mais de 200 vezes o número de americanos mortos na Segunda Guerra Mundial.

Mesmo hoje, em Cuba, o salário médio é de aproximadamente US$ 20 por mês.  Na Coréia do Norte, os cidadãos são rotineiramente capturados e publicamente executados pelo "crime" utilizar televisões sul-coreanas contrabandeadas para o país.  E, na Venezuela, há escassez de alimentos e remédios.

Quando o povo se torna faminto e infeliz, é impossível o estado sobreviver caso esse povo saiba que há pessoas em outros lugares do usufruindo uma vida muito melhor.  Por isso, os estados comunistas recorrem à propaganda, à desinformação e à censura para fazer com que uma já cativa população fique ainda mais confusa e submissa.

Por tudo isso, devo-me confessar surpreso ao ouvir clamores por socialismo em pleno 2015 — se o poderoso argumento da impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo e a astronômica carnificina gerada por esse regime ainda não foram capazes de desanimar a esquerda em suas reiteradas exortações por mais socialismo, então nada mais o fará. 

O socialismo é uma ideia falida e mortal, tanto na teoria quanto na prática.


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SOBRE O AUTOR

Jonathan Newman
leciona economia na Universidade de Auburn, Alabama.



Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe  04/08/2015 14:58
    O artigo é bom, e nos faz relembrar que socialismo é um regime ineficiente em qualquer tempo e lugar.

    Mas, infelizmente, quem acredita no socialismo não utiliza a lógica para pensar. Desta maneira a teoria de Mises não funcionará para desacreditar o socialismo.
    A burrice dos socialistas é tão grande que estão tratando o modelo escandinavo como o novo socialismo (sim, tem muito tonto falando isso nas redes sociais). Modelo este que não tem nada de socialismo, países escandinavos adotam um regime de propriedade privada dos meios de produção e tem uma baixíssima intervenção estatal sobre esta propriedade. A redistribuição parcial da riqueza não a configura como socialista.
  • Hudson  04/08/2015 15:51
    E nem a altíssima carga tributária.
  • André  05/08/2015 14:42
    Perfeito!

    Não só o modelo escandinavo...esta semana estive discutindo com um amigo (economista diga-se de passagem) que veio com o argumento de que os países com a melhor qualidade de vida do mundo são muito socialistas!!

    De cara perguntei..."Tipo a Suíça? Alemanha?" e a resposta me assustou, ele falou "Suécia, Canadá, Dinamarca..."

    pensei em continuar a discussão, cheguei a pedir que ele cruzasse dados do ILE com IDH e visse a correlação que existe nos melhores e piores e tirasse a própria conclusão.

    Mas logo em seguida ele falou "Você tá confundindo capitalismo com liberalismo econômico. O país pode ser socialista e liberal, não tem nada a ver uma coisa com a outra."

    foi aí que a discussão se encerrou e um segundo amigo ainda brincou "Você tá inventando seu próprio socialismo"
  • Joao Girardi  05/08/2015 18:12
    Bom, capitalismo já é um termo que foi criado por Marx pra servir de bode expiatório a tudo que ele e outros socialistas consideram ruim.
  • OTTON TIBURTINO  09/10/2016 01:11
    ... Respondendo ao André em 5 do 8 de 2015 > Final do texto: Mas logo em seguida ele falou "Você tá confundindo capitalismo com liberalismo econômico. O país pode ser socialista e liberal, não tem nada a ver uma coisa com a outra."

    foi aí que a discussão se encerrou e um segundo amigo ainda brincou "Você tá inventando seu próprio socialismo"
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    A meu ver você perdeu uma oportunidade de citar que você é Brasileiro e que o Socialismo Brasileiro você não o inventou. Esqueceu de frisar que os socialistas brasileiros são simplesmente bandidos e ladrões. Vivem de aumentarem e inventarem impostos e nada de retornar pra nada. Esqueceu de perguntar se, Canadá, Dinamarca e Suécia Cresceram ou Não, desviando súmulas de recursos nas madrugadas sem passar por congresso e nem por senado, como se fosse propriedade privada à outros Países sem quaisquer responsabilidades. Esqueceu André, de discutir a questão de extrapolamento nos gastos sem ser investimentos internos e que quando houve ou foi dado sinais, grandes obras pararam derretendo milhões e que só serviram de filmagens para propaganda eleitoreiras o que gerou credibilidade falsa e contagiante, diante das pessoas que só acreditam quando veem. Esqueceu de citar as manobras alterando Leis para aprovarem estouros gigantescos com efeito de falência, não chegando a este ponto por o Brasil ser uma máquina de fazer dinheiro e de uma nação omissa e tola, embora trabalhadora e pagadora de impostos com cargas que em nenhum outro País do mundo tenha igual, principalmente aonde o socialismo não se identifica com o Fabianismo Bolcheviques ou Mencheviques que é o nosso caso Brasileiro e modelado pelo FHC e com cara do Bolivarismo por parte do lulismo-dilmismo-petista que, ao serem simpatizantes e colaboradores do socialismo macabro do chavez-maduro, que hoje, a própria ONU [comparsa ao que se vê], declarou fim da democracia na Venezuela. Esse economista que conhece um socialismo Sueco não conhece nada de socialismo bolivariano da América do Sul, nem vou citar América Central. Quando tiveres outra oportunidade com esse seu amigo, apresenta a quadro Latino. Fechando o bate bola: Isso que temos no Brasil X América do Sul, é socialismo ? Acho que por questões de tempo foi evitada essa equiparação.
  • OTTON TIBURTINO  09/10/2016 01:17
    ... Socialistas, pelo menos na América Latina [já que citam Canadá, Dinamarca e Suécia como Neoliberalismo autêntico e o é], Vivem do Dinheiro dos Outros Até Acabar. Disse Margaret Tatcher e eu, por viver no Brasil, Também digo.
  • Sérgio Weydt  08/08/2015 00:13
    O Socialismo ou Comunismo tem origem na inveja dos incompetentes, que imaginam ser melhor arruinar o bem sucedido, para que não pereça na mediocridade... assim, aos próprios olhos egoístas, prefere a desgraça de todos à vergonha das incapacidades refeltidas no espelho.
  • anônimo  09/10/2016 19:24
    Infelizmente a maioria das pessoas se aferram a uma ideologia ou ideia sem ter o mínimo conhecimento da sua substância e essência. Qdo jovem estive filiado diretamente ao Partido Comunista da União Soviética e portanto foi doutrinado intensamente. Li Marx, Engels, Lenin e até Trotzki e Mao. Karl Marx descreve com todas as letras na sua obra sobre o materialismo histórico que o caminho para o comunismo (o paraíso social) tem de passar pelo socialismo. É nesta fase, segundo ele, onde a população não está madura para servir este ideal,que, portanto, tem de ser obrigado a fazê-lo para adquirir sua felicidade. Ele chama isso de "Ditadura do Proletariado".
    Conseqüentemente é filosófica e ideologicamente uma ignorância chamar um partido de PSOL (partido de socialismo e liberdade). é bom de se adquirir consciência disso!
    Pior é que, de fato, (vivenciei isso morando na Alemanha, no Perú e no Brasil) que o interesse real no socialismo somente existe na cabeça dos "sem-emprego", estudantes, sem-teto, e baixa renda, onde a inveja é grande e maior a ilusão de que repartindo as riquezas dos ricos, todos vão ficar bem. Acontece que, como M. Thatcher diz: dá dinheiro ao socialista e ele deixará de ser socialista!.
  • cmr  04/08/2015 14:58
    Eu já desisti, não tem como convencer um marxista que o socialismo é um regime falido.
    A lavagem cerebral é muito forte, a retórica da vez é que deturparam Marx, que traíram os ideais socialistas.

    Quantas "deturpações de Marx" (entre aspas mesmo) esses bitolados ainda terão que ver, quantos mais líderes "traindo os ideais socialistas" (entre aspas também) eles terão que ver para finalmente aceitar que o socialismo falhou miseravelmente ?.
  • Hudson  04/08/2015 15:49
    Você pode não convencer o marxista, mas pode convencer o cidadão comum. É neles que devemos focar, até chegar ao ponto de que o fundamentalista se verá isolado e incapaz de provocar grandes estragos.

    Tenho absoluta certeza de que cada leitor deste portal possui capacidade de convencer pelo menos 5 pessoas de seu círculo social de que este sistema é um engodo.
  • John Galt  04/08/2015 17:46
    Boa Hudson, também acredito que esse é o espírito até porque esses que são socialistas fundamentalistas tem interesses de estar no topo da nomenklatura caso o regime socialista entrasse em vigor, ou seja, são canalhas que apenas querem estar no topo mandando e desmandando. Estas pessoas devem simplesmente ser isoladas e desacreditadas através do conhecimento que outras pessoas honestas terão acesso.
  • Oreuz_RB  06/08/2015 19:39
    Não, creio que não.

    Mesmo fora da "baga" (a base da pirâmide social) os argumentos lógicos sempre perdem de longe dos argumentos emocionais. Meus amigos e minha família são aquele extrato clássico de classe média e então falo por experiência: não dá.
    Os fatos são simplesmente ignorados. Tem um tio que é bizarro ele hoje é microempresário há uns 20 anos mas ainda é socialista no discurso e na alma (mas não no bolso!!) e se lembra saudoso do tempo em que era funcionário de uma fundação mantida pelo governo que obviamente foi a falência total e completa cujo processo de mais de 20 anos pelos MESES de salário que eles não o pagaram corre até hoje...

    BR é the most zuero country in the world, man!
  • Rogerio Cunha   04/08/2015 15:22
    O socialismo se contrapõe a características inatas. A competitividade, a ambição, a inovação, a criatividade, a liberdade, a livre iniciativa e o livre arbítrio.
  • Nico Brodnitz  05/08/2015 14:15
    Eu sou alemão ocidental, mas vi como funcionava a Alemanha Oriental. O pessoal trabalhava todo igual ao funcionário público brasileiro (no sentido pejorativo!): Fazia o mínimo esforço, já que o seu salário estava garantido.
    Não havia nem interesse nem iniciativa, o que, aliás, levou a grandes dificuldades para eles após a unificação das duas Alemanhas. Pois agora, quem não queria crescer, dançava.
  • Funcionario publico  06/08/2015 20:24
    Calma aí...
  • Heber Brenner   04/08/2015 16:12
    A utopia socialista faz com que eles se achem moralmente mais corretos e nobres, pois são os únicos que "pensam no social e nos pobres" e que o capital é opressor.

    Nada mais superficial e hipócrita que esta conclusão errônea e egoísta.

    Ainda mais quando esta conclusão é postada de um IPhone..
  • Rene  04/08/2015 17:09
    O artigo apresentou de maneira eficaz os argumentos contra o socialismo, especialmente no que se refere ao problema do cálculo econômico. Entretanto, cabe lembrar que somente uma fração dos defensores do socialismo realmente acreditam nele. Os idiotas úteis acreditam naquilo que falam, não naquilo que veem. Logo, são imunes a argumentos racionais. Mesmo que argumentemos tudo isso com eles, o máximo que conseguiremos será ser chamados de "fascistas" por eles, por mais contraditório que isso possa ser.

    Outra fração está em busca do poder apenas. Pouco lhes importa se o socialismo irá trazer miséria para a população. Eles não possuem a capacidade de oferecer serviços ou produtos para serem consumidos voluntariamente pela população. A única maneira que eles dispõe de obter ganhos é através da expropriação de riquezas alheias. E para tanto, estas pessoas não se importarão de convencer terceiros de uma ideia que eles mesmo sabem que não irá funcionar. Para estes, a argumentação é ainda mais inútil, pois o interesse destas pessoas nunca foi de melhorar a vida da população em geral, mas apenas de melhorar a própria vida.

    As informações deste artigo, entretanto, ainda surtirão um efeito positivo se forem direcionadas a pessoas sinceras que ainda estão tentando entender o que é o socialismo. Pessoas que, apesar de estarem impregnadas com os argumentos a favor do socialismo, ainda possuem uma mentalidade sadia o suficiente para ponderar a respeito de um ponto de vista diferente sobre este assunto.
  • Pierre  04/08/2015 18:34
    Durante discussões com socialistas, já aconteceu comigo de falarem que, apesar de a minha argumentação ser lógica e bem embasada, "o próprio conhecimento pode ser a pior forma de opressão" (!), e que preferiam continuar seguindo aquilo que eles acreditavam ser o certo, independente do que um "coxinha" dissesse. Isso aconteceu mais de uma vez.

    O que a gente tem que saber é que socialismo é, antes de qualquer coisa, uma seita política. Para seus seguidores, ele está acima da lógica, do conhecimento, e de qualquer questionamento, por mais contundente que seja. Estamos lidando com pessoas que, muitas vezes, abriram mão da própria razão.

    Não digo que todos os socialistas são casos perdidos. Pode haver esperança para alguns. Mas, levando em conta a dificuldade que é promover o resgate da racionalidade de alguém nessa condição, faz mais sentido concentrarmos nossos esforços naqueles que estão em cima do muro ou que já simpatizam em algum nível com a liberdade. E não discutir com socialistas na esperança de convencê-los do que quer que seja, e sim pensando nas pessoas de espírito livre que estão acompanhando a discussão.
  • josé alexandre  04/08/2015 17:34
    Na minha interpretação socialismo NUNCA existiu. O socialismo existe na cabeça dessa esquerda caviar que NÃO tem cultura nenhuma. O exemplo esta quando precisam de um ministro para o PLANEJAMENTO vão buscar um banqueiro, por que não buscar na esquerda? Jamais devemos taxar o lucro, o empreendedorismo a inovação. As nações mais saudaveis economicamente são aquelas onde o estado deixa a iniciativa privada trabalhar, gerar riqueza. Claro nem estado minimo e nem um estado pesado. Devemos sim seguir as regras de mercado. O subsidio é um perigo por que mascara a produtividade . O mais competitivo é o que utiliza os fatores de produção mais eficiente, efetivo e eficaz.
  • Felipe  04/08/2015 18:01
    Existiu sim, e foi um enorme fracasso. URSS, Cuba, Coreia do norte e Camboja foram socialistas. Mesmo que alguns deles tenham permitido um pouco de liberdade econômica, o regime predominante nesses países era o de propriedade público dos meios de produção.
  • Anderson  04/08/2015 18:18
    Opa, mais um artigo excelente.

    O problema é que as pessoas, não todas, obviamente, colocam a emoção frente a razão. Se o indivíduo dizer: "estamos nessa situação porque somos explorados", o povo vai se identificar com a frase e vai querer saber das propostas que o autor de tal palavras tem a dizer, e daí pra frente é só besteiras e mais besteiras, nada de lógica. O estado babá (o welfare state) consegue dominar por causa desse pensamento.

  • bruno  04/08/2015 18:18
    Vocês poderia falar sobre a materia que esta em varios jornais,um CEO de uma empresa Americana no começo do ano foi chamado de visionário ao praticar o socialismo dentro de sua empresa, ele foi convocado para dar entrevistas em varios programas de tv,jornais e blogs,o que esse "visionário" fez foi,igualar os salários,bom os mais experientes da empresa pediram demissão,houve um grande aumento de pedidos no começo,mas outros tantos clientes abandonaram a empresa,hoje a empresa vai de mal a pior,o CEO afirma que vai continuar com seu projeto,mesmo sendo processado pelo seu irmão que é socio da empresa.
  • anônimo  04/08/2015 19:37
    Era obvio que não ia dar certo.
  • Marcelio  04/08/2015 19:50
    Você tem o link dessa reportagem? Eu lembro dessa notícia, mas somente de que ele teria adotado essa repartição dos salários. Não vi mais nenhuma notícia após isso.
  • Joao Girardi  05/08/2015 18:23
    Isso também é tema do livro A Revolta de Atlas, >>>alerta spoiler>>fim do spoiler<<<

    Isso apenas prova o que o autor do artigo e a Escola Austríaca nos ensinaram, o socialismo, por não ser capaz de produzir nada, não é um "modo de produção", apenas um sistema de consumo de capital.
  • Marcelio  04/08/2015 19:57
    Pode deixar, já achei aqui:

    epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2015/08/descontentes-funcionarios-de-ceo-que-aumentou-salario-minimo-de-empresa-para-r-18-mil-se-demitem.html
  • Lopes  04/08/2015 21:09
    Descapitalizou-se completamente para aumentar salários provisoriamente sem aumento de produtividade e maliciosamente, receio, chamar atenção da mídia à própria figura. Agora sua empresa irá à falência, seu sócio (o próprio irmão) foi traído e legitimamente o processa; todos os funcionários perderão o emprego e seus consumidores (inclusive aqueles novos, atraídos pela impossível virtude de ser uma pessoa melhor por comprar o produto mais ineficiente do mercado) perderão uma oportunidade ao consumo de bens e serviços.

    O maior inimigo do funcionário é, sem dúvida alguma, um empreendedor incompetente.

  • Lopes  05/08/2015 00:22
    Pesquisando mais afundo, mais aprofunda meu receio que o Pryce seja um psicopata e não somente um completo desconhecedor de empreendedorismo que infelizmente acabou com muito capital em mãos mas sem a capacidade de geri-lo. Não será surpresa se ele terminar na política após arruinar a empresa do irmão (quando você perde um emprego, está em uma situação ruim; quando você perde sua empresa, você perde seu emprego e seu patrimônio combinados, colocando-se em uma tempestade quase perfeita caso não tenha um portfólio de investimentos acompanhando o empreendimento) e adquirir mérito para si próprio com isso.
  • Renato  04/08/2015 20:19
    "Esse tipo de confusão conceitual não interessa a essas pessoas, pois os artigos e os memes de internet recorrem ao típico tom populista e a frases curtas e triviais, repletas de clichês e soluções fáceis — e são intencionalmente construídas assim para facilmente evitar ataques e causar mais impacto nos leigos."

    Não vejo problema em usar tons populista, frases curtas e triviais para convencer o cidadão comum. Aliás, esses tons populistas, frases curtas e triviais também podem ser usados para ensinar esses mesmos cidadãos comuns sobre o que é o livre mercado.

    Por exemplo: Muitos aqui já devem ter visto os famosos desenhos que os esquerdistas utilizam para representar o empresário: geralmente é um homem gordo, fumando charuto e explorando os seus funcionários.

    Essa imagem dos empreendedores podem ser usadas para representar a classe mais detestavel de todas: A CLASSE POLÍTICA.

    Também pode-se usar as manifestações como a que está programada para 16 de agosto, em mostrar a população em geral do porque se condenar os impostos e taxas.

    Um empreendedor, um empresário, um comerciante, podem imprimir folhetos e cartilhas em tons populistas, explicando para a população de como eles podem manter com os próprios recursos escolas, hospitais, cursos profissionalizantes, etc etc etc sem a interferência e intromissão dos partidos politicos e da classe politica.

    Se a própria classe empreendedora não começar a fazer isso, é certo que as ideias esquerdistas continuaram enganando muitos.

    Quem topa criar um empreendimento no sentido de incentivar a classe empreendedora a fazer isso?
  • Ismael  06/08/2015 22:38
    Sugiro que os quadrinhos de Bill Watterson publicados na década de '90 nos EUA do personagem "Calvin & Hobbes" - Calvin e Harold, no Brasil - sejam perfeitos para ironizar, neste caso aqui a luta de um empreendedor (o artista com a obra) contra grupos com interesse de controle (o sindicato de quadrinhos jornalísticos).
    Lançado aqui no Brasil pela Best Expressão Social e Editora Ltda. o livro 'Os dez anos de Calvin e Harold' (1996) temos o autor e cartunista Bill Watterson contando de forma divertida a trajetória de sua luta e como ele usou a arte, o sarcasmo irônico do garotinho Calvin conversando com o tigre Harold, para driblar as pressões dos jornais e sindicatos que queriam determinar como ele deveria desenhar suas tirinhas.
    Watterson interrompeu a produção dos quadrinhos deste personagem já um bom tempo pra se dedicar à pintura e também como sua resposta às insistências para que licenciasse seu personagem para a produção de filmes, bonequinhos e outros produtos ao estilo Garfield. Penso que está aqui um dos maiores exemplos de imposição do respeito à liberdade, o criador determinando ao longo de sua vida o que quer e o que não quer fazer com sua criação, e não deixou de desenhar até quando bem quis, brindando-nos com um dos mais divertidos personagens de tirinhas.
    Um passeio por este personagem pode ser inspiração para criação de outros mais.
  • Beto  04/08/2015 20:21
    Concordo que o socialismo é ruim e tudo o mais.

    Entretanto, tenho uma pergunta sobre o livre mercado.

    Caso um projeto seja necessário, porém não lucrativo, como seria seu desenvolvimento em uma sociedade puramente libertária?

    Pego por exemplo o sistema de ônibus aqui da região. É bem escasso e ruim, entretanto tem famílias que dependem exclusivamente deste meio de transporte. Nesse gancho vou no transporte escolar, sem o qual muitas crianças não iriam a escola (interior é assim), orfanatos, escolas para quem não tiver dinheiro, etc...

    São atividades nada lucrativas...como essas dificuldades seriam superadas?
  • Richa  04/08/2015 21:42
    "Caso um projeto seja necessário, porém não lucrativo,"

    Não existe isso. É tautologicamente impossível. Se algo é necessário, então, por definição, há demanda por ele. E se há demanda, então é algo lucrativo.

    Não existe algo com demanda que não seja lucrativo. É ilógico tal arranjo.

    "Pego por exemplo o sistema de ônibus aqui da região. É bem escasso e ruim, entretanto tem famílias que dependem exclusivamente deste meio de transporte."

    Sistema de ônibus é um monopólio estatal concedido para entes privados explorarem em regime de concessão monopolista. Não há livre concorrência neste setor. É proibido. Se eu quiser criar uma linha de ônibus para concorrer com a linha oficial (protegida pelo estado), eu serei preso.

    "Nesse gancho vou no transporte escolar, sem o qual muitas crianças não iriam a escola (interior é assim), orfanatos, escolas para quem não tiver dinheiro, etc..."

    Mesmíssima coisa. Transporte escolar é outro regime de concessão estatal. Não há livre concorrências. É proibido eu montar iam empresa para concorrer com as existentes.

    "São atividades nada lucrativas...como essas dificuldades seriam superadas?"

    Nada lucrativas?! De onde você tirou isso? Ao contrário, são extremamente lucrativas. Tanto é que tais empresas são ciosas de sua reserva de mercado, protestando contra qualquer eventual concorrência "ilegal" que surja.
  • Primo  04/08/2015 23:44
    Beto, sem richa com ideologias segue abaixo meu palpite sobre suas dúvidas.

    Em um livre mercado o mais provável é que você nao tivesse o transporte de onibus disponivel para você. Sendo uma linha que nao gera lucro, ela seria desativada. Isso não deve ser encarado como sendo uma catastrofe, mas como um momento de rever suas nescessidades. Quanto voce esta disposto a pagar pela sua locomoção? Dependendo do caso talvez um moto boy se interesse a fornecer o serviço, ou talvez seja interessante comprar uma moto, ou talvez nada disso seja possivel, não se afobe, ainda não deve ser encarado como uma catastrofe. Peça aumento, caso nao tenha sucesso abra um negocio proprio e frequente alguma religião. As possibilidades sao inumeras, talvez, antes de se demitir poderia tentar pedir carona. Entretanto quando uma linha de onibus não lucrativa é mantida na ativa por força de lei e não por extratégia de mercado, alem de atender a sua nescessidade, ele reduz a viabilidade de qualquer outra alternativa.
  • Rodrigo Alves  05/08/2015 05:10
    Seguindo a linha de pensamento de "Primo" sobre o comentário de Beto, um estado liberal real se torna ineficiente para combater as dificuldades do aprendizado(conhecimento técnico e cívico) chegar no interior. Ora vez que não há conhecimento técnico nessas regiões para todos inovar ou empreender, e nem escolas próximas das residências. O que um estado liberal faria para não negar ensino a essas crianças? Acredito que seria difícil a mudança dessas famílias para periferias em cidades maiores e não resolveria o problema.(Sou estudante do ensino médio e realmente queria saber)
  • Castro Alves  05/08/2015 12:22
    Estado ensinar conhecimento técnico e cívico?! Mas Deus me livre!

    Querer que políticos e burocratas ensinem lições de civismo às pessoas é algo que denota não apenas sadismo, mas também um incrível masoquismo. Tudo o que os políticos e burocratas doutrinarem para seus filhos voltará integralmente contra você.

    É sério que você realmente quer Dilma, Collor, Cunha e Renan ensinando para seus filhos? Isso, para mim, é absolutamente incompreensível.

    O único conhecimento técnico que o estado tem é o conhecimento da ladroagem, da propina, da lavagem e da remessa para a Suíça. Neste quesito, aí sim, pode haver algum proveito.

    Não, políticos e burocratas não têm que se meter na educação. Seja em São Paulo, seja no sertão do Piauí. O Brasil já é consistentemente o último colocado em todos os rankings internacionais de educação por causa justamente da educação estatal. E o que o cidadão pede? Ainda mais estado na educação.

    A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado

    A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto?

    Educação e liberdade: apontamentos para uma prática pedagógica não coercitiva
  • Gonçalves Dias  05/08/2015 14:42
    Castro Alves, meus parabéns. Mesmo após morto, continua eloqüente.
  • Rodrigo Alves  05/08/2015 21:48
    Depois de ler os artigos, imagino que este problema de educação permaneceraá mesmo em um estado anarcocapitalista. A única maneira de educação que uma criança do interior terá vai ser aprender a platar, cozinhar ou outra instrução fornecida pelos seus pais ou por seus vizinhos, caso sua família ter pouco capital e instrução. Observando o caso dos "boias frias" um filho de "boia fria" continuará "boia fria" na grande maioria dos casos. Pra mim liberdade é sinônimo de locomoção social.
  • Guimarães  05/08/2015 22:10
    "A única maneira de educação que uma criança do interior terá vai ser aprender a platar, cozinhar ou outra instrução fornecida pelos seus pais ou por seus vizinhos, caso sua família ter pouco capital e instrução."

    Parcialmente correto. Embora haja vários casos de pessoas nascidas nessas localidades que venceram na vida, vou lhe dar de bandeja essa sua generalização incorreta, e aceitar que ela seja verdade (o que não é).

    Sendo assim, a pergunta é: por que você está arrogantemente afirmando que esse modo de vida é deletério? Isso é elitismo puro. Você está afirmando que, qualquer um que não tenha um estilo de vida urbano, é infeliz e mal-sucedido na vida.

    "Observando o caso dos "boias frias" um filho de "boia fria" continuará "boia fria" na grande maioria dos casos. Pra mim liberdade é sinônimo de locomoção social."

    Mais elitismo. Está projetando sobre os outros seus próprios preconceitos sociais. Implícito em sua fala de "locomoção social" está a ideia materialista de que só é feliz quem é rico.
  • Rodrigo Alves  06/08/2015 01:38
    Não é preconceito de minha parte. Eu citei que no caso dos boias frias é difícil manter uma qualidade de vida aceitável por eles mesmos devido a dificuldade econômica. Vocé generalizou meu comentário afirmando que qualquer pessoa que mora no campo é infeliz. Minha opinião é que no caso dos boias frias e outros trabalhadores rurais que tiveram uma pequena chance de ser alfabetizado a felicidade se torna mais difícil. Por final eu disse que na grande maioria dos casos os filhos de boias frias se tornam boias frias em um sistema anarcocapitalista. É quase lógico perceber que uma pessoa que passa necessidades básicas quer essas necessidades atendidas.
  • Fabio Maia  09/08/2015 14:14
    Pessoal

    Sei que o que vou falar aqui pode parecer radical. Mas existem adeptos pelo mundo da permacultura, uma forma de se viver mais integrado a natureza
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Permacultura

    Acredito ser uma forma bem interessante de vida. Mas acredito ainda ser muito pouco aceita, porque envolve uma mudanca enorme de visao da vida e do modo de viver.

    Vivemos muito condicionados a esse modo moderno de vida. Achamos que necessitamos muito de bens materiais para sobreviver. Ainda existe um longo caminho para percorrer. Acho a permacultura uma interessante opcao.

    Mas fica aqui aberta a conversa

  • Caio Campos  09/08/2015 14:42
    Nada contra. Quem quer viver no meio do mato, sem conforto nenhum, deve ser totalmente livre para tal.

    A única coisa que não pode acontecer é que tais pessoas adeptas dessa prática queiram obrigar todas as outras a viverem desta maneira primitiva. Isso seria uma coerção inaceitável.

    Quer viver no meio do mato, sem conforto algum? Viva. Defenderei incansavelmente seu direito de fazê-lo. Mas não tente me obrigar a fazer o mesmo. Apenas não tente.
  • Silvio  09/08/2015 15:29
    Sei que o que vou falar aqui pode parecer radical. Mas existem adeptos pelo mundo da permacultura, uma forma de se viver mais integrado a natureza
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Permacultura


    Bem, em tese, um libertário não seria contra sequer o comunismo, desde que, é claro, tal arranjo se dê voluntariamente. Se você e seus amigos hippies se juntarem e passarem a viver num lugar onde for convencionado que os bens sejam comuns, maravilha. Todos ficamos felizes: os não comunistas, que não terão que conviver com os comunistas, e os próprios comunistas, que se matarão alegremente de acordo com a sua ideologia.

    Acredito ser uma forma bem interessante de vida. Mas acredito ainda ser muito pouco aceita, porque envolve uma mudanca enorme de visao da vida e do modo de viver.

    Mas é aí que começam os problemas. Um comunista dificilmente quer se matar sozinho. Ele quer arrastar toda a humanidade na sua loucura. Se as pessoas forem amigavelmente convencidas a mudar seu padrão de vida, não há mal algum. Todavia, desconfio que essa visão de vida teria que ser adotada por todos, sendo os que não concordam com ela subjugados ou eliminados.

    Vivemos muito condicionados a esse modo moderno de vida. Achamos que necessitamos muito de bens materiais para sobreviver. Ainda existe um longo caminho para percorrer. Acho a permacultura uma interessante opcao.

    Uma coisa é você viver sem o seu carro ou o seu iPhone. Outra bem diferente é você viver sem comida ou remédios. No primeiro caso você vive, mal, mas vive. No segundo, você morre. Até admito que muitos bens que consumimos são supérfluos (não que eu seja contra os supérfluos, muito pelo contrário, pois são justamente esses bens que ajudam nossa vida a se tornar divertida), mas a maioria não são.
    Além disso, se fosse adotado tal sistema, quantas pessoas poderiam viver nele? 500 milhões? 1 bilhão? E o que se faz com os 6 bilhões restantes (dentre os quais você e eu fatalmente estaríamos incluídos)? Fuzila-se ou deixa-se morrer de inanição?

    Mas fica aqui aberta a conversa.

    Ok.
  • Beto  06/08/2015 20:42
    Primo,

    pessoalmente o problema não me afeta. Tenho carro E moto, e ensino superior completo. Moro no interior pois passei em um concurso (que venham os xingamentos).

    Quanto a questão da locomoção, você mesmo deu uma solução. Um serviço de moto táxi com livre concorrência, ou os moradores poderiam criar uma associação para custear seu transporte, onde os custos seriam proporcionais a necessidade. Se os impostos não existissem, sobraria dinheiro em teoria para financiar isso.

    Mas o pior seria a educação. Não vejo como ser rentável educação no interior. O resultado seria a falta de opção para essas crianças. Não que seja ruim viver da agricultura, mas com educação essas crianças teriam opção de escolha, e seriam agricultores melhores, com mais visão e pensamento a longo prazo. Sem educação, por mais básica que seja, elas são escravos da própria ignorância. Claro, o governo faz pouco para combater isso e de maneira totalmente ineficiente.

    Se bem que é possível que essas pessoas vendessem suas terras para um grande e milionário produtor que faria as terras renderem muito mais, e acabariam trabalhando para ele. Por sua vez, para ter empregados mais produtivos, este fornecesse educação.

    Mas isso é teoria...na prática acho que essas pessoas ficariam mais desamparadas do que já são. Sem educação e a pé.

    Qual seria o impacto do libertarianismo no interior? Existe artigo abordando isso?



  • Edujatahy  07/08/2015 12:37
    Caro Beto,

    Mesmo que não seja economicamente interessante fazer uma escola no interior. Lembre-se que sem a presença do estado a tendência é que aumente SIGNIFICATIVAMENTE a caridade. Ou seja, crianças carentes do interior poderiam ter sua educação mantida por filantropos, igrejas e instituições de caridade diversas. Detalhe: de forma muito mais eficaz do que o estado faz.

    Não é porque não existe estado que as pessoas deixam de se preocupar uma com as outras.

  • anônimo  07/08/2015 15:35
    Escolas privadas que custam entre 3 e 4 euros por mês em lugares bem mais pobres que boa parte do interior do Brasil:

    https://www.youtube.com/watch?v=gzv4nBoXoZc

    O ponto básico de qualquer iniciativa educacional, em minha opinião, é simplesmente reconhecer a importância da mesma. Se há demanda pelos pais e motivação por parte do alunos, haverá alguma forma de ensino. Pode-se até reforçar o raciocínio com o pensamento inverso: há escolas ricas nas quais os alunos pouco aprendem justamente por que nunca houve interesse dos mesmos. Não é raro mesmo em cidades como São Paulo encontrar estudantes do último ano do ensino médio que são incapazes de grafar corretamente as palavras 'exceção' e 'necessidade'. Isso é visível tanto em escolas particulares quanto públicas, com milhares de reais investidos per capita por ano.
  • Primo  08/08/2015 13:00
    Beto,

    acredito que o ponto chave é a detecção do problema e o valor relativo atribuído a ele.

    Discutimos muito sobre tudo: transporte, educação, politica, saúde e etc. Qualquer solução pontual existe, entretanto, como os recursos são escassos, dificilmente iremos atingir uma sociedade de cultura e paz.

    Quando o estado, isto é, quando todas as pessoas da sociedade paga para subsidiar o transporte não lucrativo do interior não apenas a arranjo de locomoção das pessoas do interior é alterado, mas cria-se um "efeito borboleta" inimaginável que distorce todos os valores relativos. A individuo do interior aceita um salario para trabalhar no "grande centro" que caso não houvesse o transporte subsidiado ele dificilmente aceitaria. Isso diminui o poder de barganha da mão de obra e de certa forma beneficia quem paga o salario.

    Quando o estado, isto é, quando todas as pessoas da sociedade paga para subsidiar a educação não lucrativa do interior, o individuo do interior tende a deixar sua cultura e aceita a se enquadrar no padrão de educação imposto. O índio deixa de ser índio, o católico deixa de ser católico, o interiorano deixa de se interiorano para ter sua meta de vida direcionada de acordo com os conceitos estabelecidos. Ele rebaixa o valor relativo de suas origens e de seu modo de vida, subsidiado por toda a sociedade. A educação atual é uma imposição de valores irrefutáveis que esquece que a ciência é contraditória. Vai se ensinar evolução natural ou criacionismo? Vai se estimular o desenvolvimento de transgênicos ou de técnicas naturais de plantio? Vai se ensinar a maneira "correta" da escrita ou estimular o dialeto local? Vai se ensinar matemática e a exatidão do mundo ou estimular a geometria espacial e a visão dualista das coisas? Socialismo ou capitalismo? Será realmente que quando o índio ou o interiorano escolheu estudar ele estava interessado em obter conhecimentos para lutar por um mundo mais socialista ou mais capitalista? Estava interessado em passar quatros horas por dia em um ônibus e receber salario mínimo?

    Quando isso é uma escolha pessoal não chega a ser tão perverso, afinal dificilmente sabemos exatamente o que queremos. Entretanto quando todos da sociedade subsidia a contra gosto as escolhas relativas, podemos em pouco tempo estar fazendo tudo aquilo que não queremos.

    Então, se mesmo assim, concentrarmos todos nossos recursos e conseguíssemos que todos os indivíduos pudessem ter acesso ao nível de educação de "Harvard" acredito que estaríamos mais próximos de uma catástrofe (atômica / econômica) do que perto de viver em uma sociedade de cultura e paz.

    De qualquer forma não sou contra educação, acredito que com a tecnologia atual a conhecimento pode ser amplamente trocado, em todas suas vertentes e de maneira natural e lucrativa nivelando o poder de barganha dos indivíduos da sociedade. Acredito que somente com o nivelamento do poder de barganha atingiremos uma sociedade de cultura e paz, entretanto, se quisermos atingir o nivelamento do poder de barganha, não podemos distorcer os valores relativos.
  • Anderson  05/08/2015 14:54
    Rodrigo Alves,


    Se existe lucros no negócio, então há gente (empreendedores) disposta a ofertar o produto/serviço e receber esses lucros. A questão é se o sistema estatal dificulta o empreendimento. E, no caso do Brasil, o estado dificulta e muito o surgimento de novas empresas (pequenas e médias, e também estrangeiras), e isso é feito com regulamentações mil, o que por si só endurece o processo de abertura e funcionamento de uma empresa (vai ter que gastar com advogados, contadores, bombeiros, engenheiros, ANVISA e o diabo a quatro), tributação extorsiva e outros entraves. Em um ambiente assim é complicado exigir que empresários ofereçam seus produtos/serviços, ainda mais em uma cidade pequena e distante.

    Se quiser que haja uma oferta abundante e variada, então não esqueça de pedir um livre mercado.

  • Guilherme  07/08/2015 19:46
    Me pergunto a mesma coisa. Não entendo como pode alguém ser tão dissociado da realidade ao afirmar que se há demanda de transporte, há lucro. Em TODOS os casos. Pensando que, por exemplo, haja demanda para transportar 15 pessoas, cada uma distante 20km em média, seria altamente lucrativo transportar todas por um preço razoável (considerando a comum baixa renda no interior)?
    Um caso mais claro: a respeito da infraestrutura, como água e eletricidade. Se avalia que construir 20km de linha para atender uma família só não é lucrativo, então a empresa não vai se interessar em instalar a rede eletrica ou de água lá. A pessoa deve então se contentar com a falta de recursos? Simplesmente morrer de fome, como acontecia há pouco tempo no sertão?
  • Campos  08/08/2015 15:55
    "Pensando que, por exemplo, haja demanda para transportar 15 pessoas, cada uma distante 20km em média, seria altamente lucrativo transportar todas por um preço razoável (considerando a comum baixa renda no interior)?"

    Sim, desde que o preço seja livre.

    O que você realmente está querendo dizer, mas não está tendo coragem de afirmar abertamente, é que, na sua concepção, cada indivíduo deste mundo tem o direito natural de ser transportado para onde quer sem ter de pagar o preço certo por isso.

    O sujeito mora no sertão do Piauí? Ele tem o direito natural de ser transportado diariamente para Teresina, e a um preço bem baixinho. Ora, por que haveria de ser assim? Qual o argumento de que tal pessoa deve receber, à custa de toda a sociedade, esse transporte gratuito? Por que o sujeito que mora em uma favela em Teresina não tem esse "direito" mas um sujeito que mora no sertão deveria ter?

    Por que tal privilégio? Eu mesmo nunca tive dessa mamata. Sempre tive de pagar por qualquer meio de transporte que eventualmente utilize.

    "a respeito da infraestrutura, como água e eletricidade. Se avalia que construir 20km de linha para atender uma família só não é lucrativo, então a empresa não vai se interessar em instalar a rede eletrica ou de água lá."

    Correto. Nenhuma empresa fará isso enquanto o custo for maior que as perspectivas de receita.

    De novo: o que você está querendo dizer, mas segue sem coragem de afirmar abertamente, é que determinadas pessoas, simplesmente por terem nascido em uma determinada região geográfica, possuem o direito natural de terem seus transportes e seu saneamento subsidiados por terceiros que não nasceram ali. O sujeito do sertão do Ceará (que não necessariamente é pobre) deve ter seu saneamento subsidiado por um pobre que vive em uma favela de Fortaleza.

    É isso? Por quê? Qual o seu argumento para essa injustiça?

    "A pessoa deve então se contentar com a falta de recursos?"

    Óbvio que não.

    Em primeiro lugar, talvez você não saiba, mas a cidade de Las Vegas foi construída em um deserto em que não havia absolutamente nada, muito menos água. E prosperou.

    Como? Empreendedorismo e ausência de barreiras estatais.

    Por que o mesmo não pode ser feito no sertão? Porque o governo não deixa. Experimente tentar transformar o sertão em uma Las Vegas. Você vai em cana. Se o governo tolhe o empreendedorismo, aí realmente fica difícil qualquer desenvolvimento.

    E você, em vez de apontar o dedo para quem realmente gera essa miséria, prefere pedir ainda mais injustiça; prefere pedir que quem não tem nada a ver com a situação tenha a sua renda confiscada para subsidiar o transporte e o saneamento de terceiros, os quais, aliás, podem se mudar dali e ir para outras regiões com melhor infraestrutura.

    Tal solução é difícil? É. É cansativa? É. Mas é a segunda moralmente correta. A primeira seria o governo liberar o empreendedorismo na região, mas isso nem você quer.

    Então a única solução que resta é realmente a migração.
  • Roberto  09/08/2015 15:58
    Por trás de toda a retórica socialista há sempre uma apologia a agressão contra inocentes.
  • Guilherme  10/08/2015 17:29
    Não é caso de falta de coragem. Simplesmente assumi sim, isso como um direito.

    Bom, então pela tua lógica de se criar uma Vegas, tu defende que não deve haver área rural no país.

    Baseando-se na meritocracia, como se pode avaliar mérito, se as condições são desiguais? Se as pessoas nascem no interior, que culpa tem? E quem tem facilidades para ter acesso a educação, que mérito tem?
    Por conseguinte, se elas devem pagar mais pra estudar, tu defende que elas realmente não merecem estudar, afinal, se não tem dinheiro para tal, é porque certamente não merecem. Dessa forma, se desenvolve, obviamente, uma sociedade com fortes disparidades econômicas que tendem a se propagar e ampliar pelas gerações, afinal com tua grande ideia de migração, quem pouco possui e recorre a isso, muitas vezes acaba em condições de miséria em favelas. Pode parecer conveniente, mas qual a tua resposta para as consequências, como miséria e roubo?
    Polícia? Prisões? Quem paga por isso?
    Não seria melhor subsidiar o transporte, como medida de precaução?
    Ou tu defende que além de estado zero, não se viva mais em sociedade? Ando lendo aqui ideias de grandes condomínios fechados... sabe o que isso me parece? Um feudo.

    No caso da favela, a pessoa que lá mora tem, sim, subsídio, afinal com preço único de passagem, quem mora mais longe está sendo subsidiado por quem mora perto e paga a mesma passagem.
    O "grande" preço que tu paga subsidiando isso é ter conterrâneos com alguma formação básica, o que pode parecer pouco, mas a longo prazo, se paga.
  • Macedo  10/08/2015 18:00
    "Não é caso de falta de coragem. Simplesmente assumi sim, isso como um direito."

    Certo. E de quem é o dever?

    Se um indivíduo tem o direito a receber benesses, então outro indivíduo tem o dever de financiar essas benesses.

    Como você estabelece quem deve ter o privilégio e quem deve ter o ônus? Qual o seu critério moral para apontar uma arma para a cabeça de um inocente (que nada tem a ver com as decisões reprodutivas de terceiros) e dizer que ele deve ser obrigado a prover serviços para terceiros (caso contrário ele vai para a cadeia)?

    Estou curioso.

    "Bom, então pela tua lógica de se criar uma Vegas, tu defende que não deve haver área rural no país."

    Eu nunca defendi isso, seu caluniador. Apenas disse que, se você quer morar no sertão, mas quer conforto, então a única opção moralmente correta (a opção que não envolve coerção e nem violência contra inocentes) é levar empreendedorismo para a região.

    Ao contrário de você, que é adepto do coitadismo, eu defendo empreendedorismo.

    "Baseando-se na meritocracia, como se pode avaliar mérito, se as condições são desiguais? Se as pessoas nascem no interior, que culpa tem? E quem tem facilidades para ter acesso a educação, que mérito tem?"

    Vá perguntar isso para quem defende essa tal "meritocracia". Este site nunca defendeu isso, mesmo porque tal conceito é totalmente obscuro. Este site defende "criação de valor", e não meritocracia.

    Só ganha dinheiro e enriquece quem sabe criar valor, e não quem "trabalha duro".

    Uma faxineira que limpa uma fábrica inteira, durante um dia inteiro, com um simples pano de mão está fazendo um "trabalho duro". Já uma faxineira que limpa essa mesma fábrica, com a mesma qualidade, mas demorando apenas uma hora (pois utiliza bens de capital sofisticados em sua limpeza) não apenas não está fazendo um trabalho duro, como ainda gera muito valor para essa fábrica. (Ela está ocupando as instalações e inutilizando temporariamente as máquinas por muito menos tempo).

    Com as mesmas horas de trabalho, essa segunda faxineira pode limpar muito mais fábricas do que a primeira. Qual trabalha mais duro? A primeira. Qual é mais produtiva? A segunda. Qual gera mais valor? A segunda. Qual irá enriquecer? A segunda.

    Outro exemplo: se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem?

    Artigo para você:

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria

    "Por conseguinte, se elas devem pagar mais pra estudar, tu defende que elas realmente não merecem estudar, afinal, se não tem dinheiro para tal, é porque certamente não merecem."

    Sempre que uma pessoa perde a discussão no campo da racionalidade, ela apela para o coitadismo e para o vitimismo.

    Não gosto de generalizações, mas posso dizer com uma certa segurança que esta é uma característica bem peculiar do brasileiro. Acompanho discussões econômicas em fóruns americanos, britânicos, portugueses e até mesmo espanhóis. Ninguém tem tamanha propensão ao vitimismo quanto o brasileiro.

    É uma coisa patética.

    Vou repetir, meu caro Guilherme: quer enriquecer e melhorar de vida? Aprenda a criar valor. Colocar crianças em sala de aula para decorar o ciclo de reprodução das briófitas terá impacto nulo na capacidade delas de criar valor. Um sertanejo cearense que aprenda a dominar a arte do repente ficará muito mais rico do que essas outras crianças que ficam em sala de aula decorando cartilhas que o professor (quase sempre um incapaz) manda.

    "Dessa forma, se desenvolve, obviamente, uma sociedade com fortes disparidades econômicas que tendem a se propagar e ampliar pelas gerações, afinal com tua grande ideia de migração, quem pouco possui e recorre a isso, muitas vezes acaba em condições de miséria em favelas."

    Mais efusão de coitadismo e afetação de vitimismo. É nauseante ver um marmanjo assim

    "Pode parecer conveniente, mas qual a tua resposta para as consequências, como miséria e roubo? Polícia? Prisões? Quem paga por isso?"

    Rapaz, taí um reacionarismo ultrajante. Você está dizendo que as consequências de se nascer pobre são "roubo", "polícia" e "prisões". Para você, quem nasce pobre acaba na delegacia, pois não tem escolha moral. Para você, pobre não tem moral e não é capaz de fazer suas próprias escolhas.

    Nem mesmo os sedizentes reacionários de hoje acreditam nisso. Você é enojante.

    Cansei. Vá procurar outros sites para defender suas estultícias.
  • Guilherme  10/08/2015 18:42
    Tua desonestidade intelectual é de uma hipocrisia ímpar.

    "Se um indivíduo tem o direito a receber benesses, então outro indivíduo tem o dever de financiar essas benesses."
    Sim, os demais que se beneficiam de pessoas que moram no interior e produzem alimentos e outros recursos, de maneira não predatória.

    Quando se vive em sociedade, é este o preço que se paga. Não se pode querer ter somente direitos e nenhum dever, como parece ser o teu caso, afinal, com todas as oportunidades que deve ter tido, não consegue enxergar o quanto é difícil quando não se tem.

    Primeiro: tu não foi pra escola? Se tu foi e está onde está, é muito conveniente cuspir neste prato.

    Se tu não dá condição nenhuma pra pessoa, e quer que ela crie valor a partir da ignorância, se tornando "repentista", e ficando rico com isso, me desculpe, mas teu discurso soa como uma ignorância extrema.

    É fácil defender a "criação" de valor a partir do nada, afinal tudo que tu criou na tua vida deve ter surgido no nada, já que tu nasceu de uma bola de pelos no esgoto e se tornou um profissional de relativo sucesso com um computador na mão, obviamente.

    Do contrário, alguém que não teve educação (ou qualquer tipo de instrução libertária que tu defenda), e cujo meio de vida a força a viver muitas vezes na ilegalidade, não pode resultar em um estrondoso sucesso - não tem nada a ver com reacionarismo, é simplesmente um fato típico que a violência se origine de onde menos se tenha condições favoráveis de vida.

    Esse excesso de teorismo econômico é tão estapafúrdio e deslocado da realidade que chega a ser ridículo. Tu vem com uma teoria de uma faxineira que limpa uma indústria em horário record e acha que isso é factível, como se acontecesse todo dia. É risível. Só existe no teu mundo mágico da demagogia teórica.
    Alguém que nunca estudou sociologia não poderia ter a petulância de vir a público dizer essas barbaridades.

    Aliás, essa teoria de criação do valor só dourou a pílula, mas a balela social continua a mesma da meritocracia.

    Por fim, considerando que tu não respondeu nenhum dos meus argumentos, isso diz muito sobre "perder" a argumentação.
  • Guilherme  17/08/2015 13:51
    Vou simplesmente deixar passar tua ignorância, afinal vocês aqui do Mises não são acostumados a opiniões divergentes e constantemente massageiam o ego uns dos outros. Creio que estão desacostumados com a ideia de uma boa discussão.
    Entretanto, tua desonestidade intelectual cheira a hipocrisia.

    O dever é do resto da sociedade, que se beneficia da agricultura familiar e não predatória, por exemplo.

    "Qual o seu critério moral para apontar uma arma para a cabeça de um inocente (que nada tem a ver com as decisões reprodutivas de terceiros)"
    Até hoje não vi ninguém pagar impostos com uma arma na cabeça. E que pensamento reacionário é esse de pensar que só porque a pessoa é do interior, é irresponsável na hora de ter filhos?

    E levar empreendedorismo na tua opinião seria o quê, exatamente? Tu deu o exemplo de Las Vegas, que é um enorme e denso espaço urbano no meio do nada. Mas a menos que as pessoas se transfiram para este outro centro urbano, o problema continua o mesmo.

    Esse conceito de "criar valor" só dourou a pílula, mas a incongruência social continua a mesma da meritocracia.
    Tu ainda cospe no prato do ensino tradicional como se não tivesse se formado através dele. Não estou dizendo que não existam métodos melhores, mas simplesmente acreditar que a pessoa vai criar valor a partir da ignorância, é um pensamento muito conveniente pra alguém que se nega a pensar na coletividade.

    Ainda cita um exemplo estapafúrdio de uma faxineira que inventa um método extraordinário de limpar uma indústria toda em tempo record, como se fosse plausível, e acontecesse todo dia.

    Pior ainda: acha que a solução está no autodidatismo e não na difusão do conhecimento. Cada um deve inventar a roda do zero, como se fosse assim que a sociedade humana evoluiu de geração em geração, e não através da transmissão de conhecimentos.

    Por final, tu me agride gratuitamente a partir de uma grande ignorância. Fala tanto em favelas, mas parece que nunca aprendeu como elas se formaram, e parece estar desconectado da realidade para perceber que foi lá, nas piores condições sociais possíveis que a violência e a criminalidade criaram um foco.

    Só um conselho: Se tu tem a petulância de sair discutindo assuntos que não são só econômicos, mas também sociais, tente se informar sobre o tema antes de falar bobagens pra todo mundo ver, e ainda fazer birra como se fosse dono da verdade.
  • Vinícius  11/08/2015 21:44
    Típico sofisma de socialista.
  • .  04/08/2015 21:29
    Quem acredita no socialismo é louco. Karl Marx e seus seguidores só pensavam em si mesmos quando formularam a "doutrina comunista".
  • Luiz Silva  04/08/2015 23:42
    Esse "ignorando" só vale se, no caso, estivermos falando dos idiotas úteis, esses estudantes que vão pra tomar borrachada da PM, alguns artistas (principalmente americanos, pois a maioria dos artistas brasileiros vivem de verbas públicas), etc. Os esquerdistas beneficiários, os que recebem riqueza e poder por defenderem o socialismo, estes sabem que o que defendem não passa de uma estratégia.
  • Luiz Afonso  05/08/2015 10:38
    Socialismo é a ignorância completa em economia e na Lei de mercado. E é o caminho mais rápido e eficiente para o colapso financeiro de uma Nação só os idiotas úteis da esquerda não sabem disto.
  • Nico Brodnitz  05/08/2015 14:30
    Gostaria acrescentar mais uma coisa sobre a paradoxia nesta ideia socialista:
    Na minha juventude foi marxista e comunista 150%. Então li Marx, Lenin, Mao, etc. Em sua obra Marx declara literalmente o socialismo uma uma fase de "DITATURA DO PROLETARIADO". Como pode ser algo social ser uma ditadura?????? E assim tem várias anomalias lógicas no pensamento de Marx. De Lenin nem falar.
  • Anominuos  05/08/2015 16:26
    O problema aqui no Brasil é que a maioria dos marxistas nunca leu uma página de Marx. Só se contenta com alguns pequenos trechos escolhidos pelos professores.
    Mas tem uma frase que se encaixa bem neste contexto:

    "Quem nunca foi comunista até os 20 anos, não tem coração. Quem continua até depois dos 30, não tem cérebro."

    Dizem que a frase é do Winston Churchill.

    Pelo menos aqui todos podemos nos sentir aliviados, atestadamente temos cérebro.
  • Nico   05/08/2015 18:18
    Concordo, por vasta experiência, que a maioria dos "marxistas" não leu nem o "Capital" de Marx, nem falar de outros escritos básicos.
    Concordo tb com a frase de Churchill, assim com a de M. Thatcher, quando disse que é só dar dinheiro ao socialista, que ele deixará de ser socialista. Pode virar outra coisa, mas aí é outra questão.
  • Danilo  05/08/2015 16:06
    Não sou socialista nem defendo o neoliberalismo, mas a minha dúvida é a seguinte:

    Um estado mínimo deixaria não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?

    Onde entra o elemento humano na questão?

    Um sistema em que normalmente seriam herdadas propriedades e oportunidades condizentes com a classe social em que você nascer, onde uma pessoa nascida pobre tem que trabalhar 100 vezes mais que alguém nascido afortunado, para chegar à mesma posição?

    Não consigo ver respostas nem no socialismo nem no liberalismo para a igualdade social, gostaria da opinião de vocês.

    Obrigado.

  • Enrico  05/08/2015 17:33
    O mercado funciona exatamente porque considera o valor humano imprescendível: para você se ajudar (ganhar dinheiro), você precisa ajudar os demais (oferecer bens, serviços e capitais).

    E foi - e continua sendo - o mercado que permitiu a mobilidade social. Compare a lista da Forbes de 1985 e de 2015.
  • Gentili  05/08/2015 17:35
    "Um estado mínimo não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?"

    Sem ofensas, mas em que galáxia você vive?

    Ora, é justamente no arranjo atual -- em que há um estado grande distribuindo subsídios, protecionismos e reservas de mercado -- que as grandes empresas e grandes corporações adquirem um tratamento privilegiado e, com isso, ficam com um grande poder econômico.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    É justamente o estado quem cria cartéis, oligopólios e monopólios, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Houvesse um estado mínimo, não teria como essas empresas recorrerem ao estado para serem protegidas. Sem o estado, tais empresas (que jamais seriam grandes, pois só são grandes porque usufruem privilégios do governo) seriam totalmente reféns dos consumidores, e não teriam como adquirir um grande poderio econômico.

    A única maneira de uma empresa adquirir um grande poderio econômico sem ser recorrendo ao estado é agradando seus consumidores. E isso é ótimo para os consumidores.

    "Onde entra o elemento humano na questão?"

    No atual arranjo, em que políticos e burocratas protegem seus empresários favoritas, de fato não há "elemento humano". Já em um mercado livre e desimpedido, no qual empresas podem apenas concorrer entre si para ganhar a preferência dos consumidores, sem recorrer a privilégios estatais, o elemento humano está totalmente do lado dos indivíduos.

    "Um sistema em que normalmente seriam herdadas propriedades e oportunidades condizentes com a classe social em que você nascer, onde uma pessoa nascida pobre tem que trabalhar 100 vezes mais que alguém nascido afortunado, para chegar à mesma posição?"

    Aqui você entrega todo o seu materialismo. Para você, é tudo 8 ou 80. Ou sujeito é um maldito milionário que não precisa de trabalhar ou ele é um miserável. Qualquer padrão de vida entre esses extremos não existe.

    Se um pobre saído da favela não tem condições de alcançar o padrão de vida de um herdeiro de Antonio Ermírio de Moraes, então o mundo não presta. É inaceitável que um favelado não consiga ter helicópteros, jatinhos, mansões e banheiras de hidromassagem.

    Ora, que pensamento mais rasteiro.

    Quem foi que definiu que a felicidade e a realização só são possíveis se o sujeito alcançar o padrão de vida de um milionário? A felicidade é plenamente possível sendo-se classe média.

    E você explicitamente nega isso ao fazer essa sua afirmação de que a felicidade só é possível se o pobre chegar à mesma posição social de um rico.

    Ah, sim: eu também não tenho a mais mínima condição de ser tão rico quanto os herdeiros de Moraes. E, curiosamente, ninguém nunca derramou nenhuma lágrima por mim.

    "Não consigo ver respostas nem no socialismo nem no liberalismo para a igualdade social, gostaria da opinião de vocês."

    Igualdade social?! Tipo aquela que há na Coréia do Norte? Saia dessa matrix, meu caro.

    Quatro aspectos que devem ser abordados em uma discussão inteligente sobre desigualdade econômica

    Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza

    A igualdade de oportunidade e a opressão do politicamente correto

    A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico

    A igualdade econômica é imoral e atenta contra o "bem comum"
  • Opinador  05/08/2015 17:37
    "Um estado mínimo deixaria não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?"

    Você diz isso (e outras pessoas também) porque associa o lucro com algo ruim.

    Pois é justamente com o lucro, ou melhor, com o medo de perde-lo que um empresa irá fazer o melhor possível para o cliente.

    Em um ambiente de alta competitividade sem monópolios artificiais criados pelo estado, qualquer "mancada" de uma empresa pode leva-la a falência.

    E outra coisa, é com lucro que os patrões pagam os salários e fazem novos investimentos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1780

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1203

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647
  • Amazonense  05/08/2015 17:49
    Olá Daniel,

    "Não sou socialista nem defendo o neoliberalismo,"

    Vamos ver se não és socialista com dizes. Aqui também não defendemos o tal do neoliberalismo.


    "mas a minha dúvida é a seguinte:"

    Já começou mal. Sempre que o cara inicia com "não sou socialista mas..." já indica fortemente para quem lê que na verdade se trata de outro socialista querendo apenas se afastar das injustificáveis injustiças do socialismo. Vamos em frente...

    "Um estado mínimo deixaria não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?"

    Vamos editar a questão: "Um estado mínimo deixaria ou não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?"

    TODA empresa visa o lucro. Sem exceção! TODO ser humano, quando age, visa, ao final da ação, estar em melhor condição que antes da ação. Só o reconhecimento disso já deixa tua questão quase sem sentido. Agora, sobre o governo mínimo, como ele jamais vai continuar mínimo para sempre, pois em algum momento ele vai crescer, este site divulga, dentre outras coisas, ideias contrárias a existência de qualquer tipo de estado. Vamos em frente...


    "Onde entra o elemento humano na questão?"

    Não entendi! Economia é uma ciência humana. Filosofia-política também é uma ciência humana. O que tem esta tua questão a ver com as questões acima?


    "Um sistema em que normalmente seriam herdadas propriedades e oportunidades condizentes com a classe social em que você nascer, onde uma pessoa nascida pobre tem que trabalhar 100 vezes mais que alguém nascido afortunado, para chegar à mesma posição?"

    Uau! Cê está descrevendo exatamente o sistema atual, percebeu?! Então, a resposta para a tua questão (que continua sem sentido) é: olhe para o sistema atual e veja como os seres humanos são tratados.


    "Não consigo ver respostas nem no socialismo nem no liberalismo para a igualdade social, gostaria da opinião de vocês."

    E não vai ver mesmo, pois igualdade social é uma utopia que ninguém leva a sério. Você leva? Se sim, o que já fez com a sua "pouca riqueza" (mas que deve ser já interessante, pois estás usando um computador e tens acesso a internet) já distribuiu aos pobres, para torná-los menos pobres?

    É muito fácil fazer "socialismo de sofá", isto é, ficar pregando igualdade entre as pessoas mas sentado em sua poltrona, cercado de todos os benefícios que o capitalismo gerou. O que você quer, mas não disse, é que os "outros" façam a sua parte para melhorar a humanidade, mas, no fundo ainda não se decidiu a agir de fato para mudar as coisas.

    E mais uma coisa: as pessoas são diferentes, a natureza é diferente e a vida não é justa (no sentido coloquial do termo, em que se refere aos reveses da vida, principalmente sobre aqueles que parece não se teve participação alguma).

    No fim você não passa de mais outro socialista que já viu que o que crê não tem fundamento algum (nem você leva a sério), mas também ainda não se prontificou a mudar este estado de coisas (o seu próprio pensamento).


    Permitam-me uma citação: "Para mudar, as árvores trocam as folhas, e os homens, as ideias!" - Lourival Lopes.


  • LegDf  05/08/2015 19:38
    Pelo o que eu entendi, a preocupação com o "elemento humano" é coisa do sistema socialista, o estado mamãe querendo cuidar da vida de todo mundo. Em uma economia livre a pessoa tem opções, e é livre para cuidar da própria vida. E quem disse pra você que todo mundo tem que ser rico? Isso é uma ilusão desse mundo materialista.
  • Danilo  05/08/2015 21:45
    Nunca disse em "todo mundo ser rico", digo que seria benéfico para uma sociedade se todos tivessem oportunidades iguais, de estudar, de concorrer a um emprego, de passar numa faculdade ou concurso, de se nutrir bem durante toda a vida, de ter alguma escolha, que seu destino não fosse ditado por onde você nasce, em família rica ou pobre.

    Algo que não é oferecido por essa ditadura social que é o capitalismo, nem as ditaduras proclamadas que são o comunismo e o socialismo que não se sustentam se não adaptarem práticas liberais.

    Estado mínimo erra muito em confiar que entregando o poder às empresas a corrupção iria acabar, as notícias dizem o contrário, grandes cartéis empresariais, desvio de verbas privadas e etc.

    A corrupção é livre no capitalismo e na demoracia atual, temos de unir forças para combater a corrupção, não uns aos outros.
  • Gentili  05/08/2015 22:00
    "digo que seria benéfico para uma sociedade se todos tivessem oportunidades iguais, de estudar, de concorrer a um emprego, de passar numa faculdade ou concurso, de se nutrir bem durante toda a vida, de ter alguma escolha, que seu destino não fosse ditado por onde você nasce, em família rica ou pobre."


    Todo mundo (que quer) tem essas oportunidades, o que não significa que será igualmente fácil para todos.


    Pare com esse devaneio de que é possível haver "oportunidades iguais". Isso é humanamente impossível. Aliás, pior ainda: tal ideia é sinistra ao extremo, muito pior do que a mera igualdade de resultados.

    O problema é sempre o mesmo: os defensores de determinadas ideias simplesmente não se dão ao trabalho intelectual de analisar as consequências práticas de sua implantação. Se a ideia da igualdade de oportunidades for realmente levada a sério, então seus proponentes terão de alterar toda a estrutura humana do planeta.

    Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

    Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

    As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

    No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Não creio ser necessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.

    E o mais curioso sobre essa questão da desigualdade de oportunidades é que os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios. Ainda assim, todos continuam infelizes ou descontentes. Consequentemente, continuamos atribuindo nossa infelicidade à falta de igualdade de oportunidades simplesmente por medo de olharmos para outras direções à procura de explicações verdadeiras, inclusive para nós mesmos.

    "Estado mínimo erra muito em confiar que entregando o poder às empresas a corrupção iria acabar, as notícias dizem o contrário, grandes cartéis empresariais, desvio de verbas privadas e etc."

    Acho que estou conversando com uma porta. Acabei de responder, e com exemplos práticos, que "poder às empresas", "carteis, desvios de verbas etc." é algo que acontece justamente quando há conluio entre empresas e estado.

    Sem estado, não há poder nenhum para empresas. Sem estado, todo o poder vai para os consumidores.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    É justamente o estado quem cria cartéis, oligopólios e monopólios, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Houvesse um estado mínimo, não teria como essas empresas recorrerem ao estado para serem protegidas. Sem o estado, tais empresas (que jamais seriam grandes, pois só são grandes porque usufruem privilégios do governo) seriam totalmente reféns dos consumidores, e não teriam como adquirir um grande poderio econômico.

    A única maneira de uma empresa adquirir um grande poderio econômico sem ser recorrendo ao estado é agradando seus consumidores. E isso é ótimo para os consumidores.

    Se você realmente pensa que sem estado as empresas seriam malvadas, e com o estado elas são totalmente domáveis, então você tem de fornecer fatos e argumentos para sustentar essa sua tese inovadora.

    "A corrupção é livre no capitalismo e na demoracia atual, temos de unir forças para combater a corrupção, não uns aos outros."

    Metade certo. A corrupção é livre na democracia e no arranjo social-democrata atual, em que estado e empresas são livres para fazer conluios, e todo o populacho aplaude. A única maneira de acabar com a corrupção e tirar poder das empresas é tirando o estado da jogada (que é a muleta das grandes empresas) e colocá-las para concorrer no livre mercado, sofrendo concorrência de todos os lados.

    Você, infelizmente, ainda não se atentou para isso, e insiste em defender justamente o modelo que já se revelou falido.
  • Edujatahy  05/08/2015 20:19
    Danilo,
    Apenas complementando ao que os outros ja falaram. Não confunda também desigualdade social com pobreza. Não estão relacionadas. Este é outro erro comum à quem defende socialismo.
  • Danilo  05/08/2015 21:32
    Sim, é um erro muito comum.

    Mas se pesquisarmos bem, dentro do nosso próprio Brasil, pessoas ainda nascem e vivem sem condições, vítimas da história de corrupção, poder e vaidade do nosso país.

    Ainda acredito que grandes possíveis contribuidores sociais estão sendo perdidos, pois nascem no lugar errado, na hora errada.

    Precisamos de um governo dar condições para essas pessoas terem ao menos alguma escolha no que irão se tornar.
  • Diglett  06/08/2015 00:04
    O amigo do comentário acima tem razão, conversar contigo é como conversar como uma porta. O rapaz já explicou bem explicadinho que o estado é quem ferra com a vida do pobre e em seguida vem você dizendo que é preciso de estado para ajudar o pobre. Como diria Olavo de Carvalho, "ora, porra!".
  • Andre Cavalcante  06/08/2015 00:26
    Olá Danilo,

    "Mas se pesquisarmos bem, dentro do nosso próprio Brasil, pessoas ainda nascem e vivem sem condições, vítimas da história de corrupção, poder e vaidade do nosso país."

    Vamos lá... Quem está na posição de poder fazer corrupção, de usar poder e ter vaidade? Políticos de Brasília? Será que eles não tem nada a ver com isso? A lava-jato nos mostra que a realidade é que o antro da corrupção no Brasil está justamente lá!


    "Ainda acredito que grandes possíveis contribuidores sociais estão sendo perdidos, pois nascem no lugar errado, na hora errada."

    Contribuidores sociais? Que raios é isso? O Sílvio Santos dá mais emprego em Sampa que muitos governos do mundo! Eu acho que isso é ser um contribuidor social. Idem para todos os industriais, grandes e pequenos, bem como os lojistas e quem presta serviços Brasil a fora. Também tem várias vertentes religiosas que fazem muita caridade. Você acha pouco? Poderia ser bem mais se o governo não tungasse 40% da renda nacional e a joga fora!


    "Precisamos de um governo dar condições para essas pessoas terem ao menos alguma escolha no que irão se tornar."

    Isso é que não entendo, o cara fala que temos que lutar contra a corrupção, exige que as pessoas possam lutar pelo social e aí ele pede mais governo, justamente a fonte da corrupção e quem não deixa as pessoas fazerem a caridade! Dá pra acreditar na figura?!

  • Funcionario publico  05/08/2015 19:02
    Esses partidos políticos do Brasil, na grande maioria, vem com algum "S" em sua sigla, como socialismo, socialista, social... Será que é tudo a mesma coisa ou tem algum diferente?
  • Parasita  06/08/2015 01:07
    All the same shit, with a capital S, like the S in these parties names.
  • jose wandasson  05/08/2015 20:18
    Mas fica um pouco confuso para mim que acompanho o mercado de uma forma geral, e pensando sempre no ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL, que para mim é o que importa, e qual seria a diferença entre Cuba e os países que se dizem capitalistas, como Brasil, alemanha, EUA. Cuba aparentemente por dados estatísticos, tem uma saúde exemplar, com índices de países de "1° mundo", não há violência, não passam fome. O que Cuba precisaria mudar na "economia" o que precisam mais? Talvez uma fábrica da Ferrari? da Monblanc? Desenvolver um novo processador? e para que?
    O mercado serve para algo, mas a necessidade humano é suprida com bem menos, óbvio que se uma nação quiser disputar poder militar, mercado com terceiros você precisa ter esse mercado que foi dito no artigo. Só acho que países como o Brasil, tem uma máquina pública gigante, e o setor privado simplesmente com acordo de comadre com o Estado para roubar o povo. Mas essa guerra de Capitalismo versus Socialismo é bobagem, tudo depende do que sociedade precisa. Venho todos os dias as mises, e não sei se já existe algum artigo avaliando Cuba ou se tem em mente fazer algum. Acho que seria muito importante uma avaliação feita pelo mises, já que o que há em todas as fontes é muito controverso.

    Obrigado a todos,
    josé
  • Anderson  05/08/2015 21:44
    "Cuba aparentemente por dados estatísticos, tem uma saúde exemplar, com índices de países de "1° mundo", não há violência, não passam fome."

    Deus do céu!

    A medicina cubana - um modelo?

    A precária situação alimentar cubana

    Por que Cuba é pobre

    Um giro por Havana

    E, para entender por que é impossível, em qualquer país que seja, rico ou pobre, ter uma medicina estatizada de boa qualidade (no longo prazo), leia aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
  • jose wandasson  07/08/2015 20:05
    Realmente vendo esses artigos que não conhecia é dar mais pena em Cuba, mas como sempre são visões de um lado da moeda, mas sem dúvida o regime deles não é exemplo para ninguém. Porém com o pouco que resta e produzem, está até bom, o Brasil com sua riqueza e recursos é uma vergonha geral, basta ver o nível em competições em PAn ou olimpiadas comparando Cuba e brasil, como pode o Brasil ainda ficar atrás? e no Brasil ainda morre gente de fome e homicídios absurdos também. A saúde no Brasil custa bilhões e mesmo assim não funciona.
    Mas cedo ou tarde Cuba vai acordar.
  • Tio Patinhas  05/08/2015 22:30
    No spotniks há alguns artigos sobre cuba, alguns dos quais escritos por um cubano:

    spotniks.com/a-precaria-situacao-alimentar-cubana/

    spotniks.com/fomos-ate-um-cortico-cubano-e-foi-isso-que-encontramos-por-la/

    spotniks.com/cubano-relata-como-e-viver-na-terra-do-diabo/

    Não vou colocar todos, basta entrar no site e procurar por America Latina.

    Obrigado.
  • Funcionario publico  05/08/2015 23:03
    MAV, de onde vem o maquinario que a ilha cubana usa na medicina? De país socialista? North Korea, Venezuela?
  • Anderson  05/08/2015 20:30
    O "típico filósofo" (não no mesmo nível do nosso) da dos artistas :

    www.folhapolitica.org/2015/08/economista-humilha-tico-santa-cruz-em.html

    Ah, e que demolição!
  • Marx  05/08/2015 21:59
    Olá, gostaria de saber qual a diferença entre Propriedade Coletiva e Monopólio Estatal.

    Pelo que eu entendo, as duas coisas estão totalmente relacionadas, mas não são a mesma coisa.
    O Comunismo (tudo ser de todos) é impossível por não ter um sistema de preços, mas o Socialismo (planejamento central, em que o único proprietário de tudo é o Estado) é possível, só que não funciona.

    Gostaria que me explicassem melhor isso.

    Obrigado.
  • Engels  05/08/2015 23:09
    Propriedade coletiva é quando ninguém é proprietário de nada.

    Na URSS e na China, as plantações foram coletivizadas. Não havia proprietários para tratores, fertilizantes, e todas as terras aráveis. Tudo era de todos. Consequentemente, todo mundo passou fome.

    Monopólio estatal é quando apenas o estado pode praticar uma determinada atividade.

    No Brasil, há um monopólio estatal para os Correios. Apenas os Correios podem entregar cartas pessoais, contas de água, luz e telefone, boletos de cartões de crédito, cartões-postais e malotes.

    A Petrobras detinha o monopólio da extração de Petróleo até 1997. Não gosto nem de imaginar como estaríamos se fosse assim até hoje.
  • Marx   06/08/2015 01:05
    Entendi parcialmente.

    O Coletivismo (Comunismo) de todas as terras é impossível por causa de um Sistema de Preços. Igual você falou, essa impossibilidade e resultados dessa impossibilidade também existem até hoje.
    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/fome-assolou-coreia-do-norte-em-2012-diz-agencia-1.html

    www.northkoreanow.org/the-crisis/mass-starvations-in-north-korea/

    https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/06/coreia-do-norte-e-a-farsa-comunista/

    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/fome-assolou-coreia-do-norte-em-2012-diz-agencia-1.html

    noticias.terra.com.br/mundo/asia/surto-de-fome-assolou-coreia-do-norte-em-2012-diz-agencia,cc95395e67bac310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

    www.nosdiasdenoe.com/2014/07/coreia-do-norte-usa-fome-para-controlar.html?m=1

    www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3018673&seccao=%C1sia

    Mas o Socialismo (tudo pertencer ao Estado aka Planejamento Central) ME parece ser possível existir (é uma espécie de Corporativismo elevado ao seu extremo) mas por não ter Competitividade para forçar a melhorar seus produtos e serviços, então o Socialismo simplesmente não funciona.

    Pode me corrigir à vontade se eu estiver errado.
  • Feuerbach  06/08/2015 03:13
    Também é impossível:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1430
  • Marx  06/08/2015 03:56
    Eu vou ler, mas pode me explicar de uma forma mais resumida igual eu fiz na minha resposta?
  • Huerta  06/08/2015 13:11
    Problema da dispersão de informação.

    É impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens. Este é o grande paradoxo do socialismo, e o seu maior problema.

    O planejador da economia necessita receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — tenha algum êxito. Mas é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia.

    As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

    É impossível o órgão planejador coletar e utilizar corretamente todas as informações de que necessita para imprimir um conteúdo coordenador às suas ordens. O volume de informações que os seres humanos manejam e com as quais lidam diariamente é imenso, de modo que é impossível gerir o que sete bilhões de seres humanos têm na cabeça.

    No que mais, a informação com que lida o mercado não é objetiva; não é como a informação que se encontra impressa em um catálogo. A informação empresarial possui uma natureza radicalmente distinta; ela é uma informação subjetiva, e não objetiva. Ela é tácita, por assim dizer.

    Ela é do tipo "sabemos algo, temos a técnica, a prática e o conhecimento, mas não sabemos no que tudo isso consiste detalhadamente."

    Explicando de outra forma: é como a informação necessária para andar de bicicleta. É como se alguém quisesse aprender a andar de bicicleta estudando as fórmulas físicas e matemáticas que expressam o equilíbrio que mantém o ciclista enquanto ele pedala. O conhecimento necessário para saber andar de bicicleta não é adquirido desta forma, mas sim mediante um processo prático de aprendizagem, normalmente bem acidentado, que finalmente permite entender como se equilibra sobre uma bicicleta, além de detalhes fundamentais, como o de que, ao fazermos as curvas, temos de nos inclinar para não cairmos.

    É bem provável que Lance Armstrong desconheça os detalhes das leis da física que o permitiram vencer o Tour de France várias vezes, mas ele indubitavelmente possui o conhecimento de como se anda em uma bicicleta.

    A informação implícita não pode ser moldada de maneira formalizada e objetiva; tampouco pode ser transmitida corretamente a um órgão planejador. Só é possível transmitir a um órgão planejador — de modo que este assimile e imponha uma coerção, dando um conteúdo coordenador às suas ordens — uma informação unívoca que não dê brechas a mal entendidos.

    Porém, a esmagadora maioria das informações das quais dependemos para sermos bem-sucedidos em nossas vidas não é objetiva; não é informação de catálogo. É informação subjetiva e tácita.

    Nós seres humanos somos dotados de uma inata capacidade criativa. Continuamente descobrimos coisas "novas", almejamos objetivos "novos", e escolhemos meios "novos" para alcançá-los. É impossível transmitir a um órgão planejador a informação ou o conhecimento que ainda não foi "criado" pelos empresários.

    O órgão planejador pode se empenhar o quanto quiser em construir um "nirvana social" por meio de uma publicação diária de decretos e da imposição da força. Mas, para fazer isso — ou seja, para se alcançar o "nirvana social" — ele tem de saber exatamente o que ocorrerá amanhã. E o que vai ocorrer amanhã dependerá de uma informação empresarial que ainda não foi criada hoje, e que não pode ser transmitida ainda hoje para que nossos governantes nos coordenem eficientemente amanhã.

    Por fim, a própria natureza do socialismo — que, como dito, se baseia na coerção, no impacto coercivo sobre o corpo social ou a sociedade civil — bloqueia, dificulta ou impossibilita a criação empresarial de informação, que é precisamente aquilo de que necessita o governante para dar um conteúdo coordenador às suas ordens.
  • Marx  06/08/2015 15:54
    Huerta, agora sim eu entendi.

    Muito obrigado pela explicação.

    Quase sempre quando eu vejo artigos mostrando os problemas intrínsecos no Socialismo, o artigo mistura em algumas partes Socialismo com Comunismo.
  • Matias  06/08/2015 12:08
    Quer brincar de propriedade coletiva?

    www.cartacapital.com.br/sociedade/fora-do-eixo-6321.html
  • Danilo  05/08/2015 22:28
    Mas engraçado... países com excelentes sistemas de saúde possuem proporcionalmente mais servidores públicos que o Brasil, cujo número é de 60 servidores por mil habitantes. A Alemanha tem mais que o dobro disso, 142 para mil. A diferença para a Finlândia é ainda mais abismal: 251 para mil, mais que o quádruplo.

    Mais engraçado ainda... os países que mais foram bem sucedidos em universalizar um padrão de vida confortável à sua população o fizeram por meio de muita intervenção estatal. Os liberais exaltam o quanto as medidas de desburocratização e adoção de livre mercado foram efetivas na China para diminuir substancialmente a pobreza. Mas "se esquecem" que o aumento do PIB e da produtividade foi acompanhado de um aumento proporcional dos gastos públicos, necessários para levar direitos básicos como água encanada às pessoas.

    Cingapura, exaltada como um exemplo de liberdade econômica, tem o Estado como um mediador do processo de justiça social. Foi o governo que construiu os conjuntos habitacionais que tiraram a população carente das favelas. Projetos científicos recebem farto financiamento público. Como Cingapura é um território minúsculo, e como tal carente de recursos naturais, obras faraônicas se fazem necessárias para importar itens básicos como água, da Malásia. Quem paga por isso? O governo.

    A Suécia, exemplo de sociedade igualitária, foi fundada sob a filosofia de Gunnar Myrdal, Prêmio Nobel de Economia em 1974, que defendia que o capitalismo é necessário para gerar os recursos, mas esses recursos devem ser usados para universalizar direitos básicos como saúde e educação, caso contrário o sistema se torna autodestrutivo. É o que a Suécia demonstrou na prática. Lá ninguém reclama da alta carga tributária, pois os cidadãos sabem que terão professores, médicos e juízes quando precisarem deles.

    Os fatos são inegáveis: os melhores países do mundo para se viver fornecem serviços públicos de qualidade e gratuitos e têm um Estado atuante. "Stateless society" é algo que nunca alguém viu dar certo. Se os liberais sonham com um paraíso onde as empresas poderão fazer o que querem e que isso terá como consequência natural o fornecimento de serviços a todos por meio da concorrência, que garantiria o aumento da qualidade e a queda dos preços, recomendo que assistam ao documentário "A Corporação" (2003), o maior libelo contra o capitalismo sem rédeas.

    Fonte:odeiocaviar.blogspot.com.br/2014/10/estado-minimo-onde-foi-que-isso-deu.html?m=1
  • Bastos  05/08/2015 22:58
    "países com excelentes sistemas de saúde possuem proporcionalmente mais servidores públicos que o Brasil."

    Em primeiro lugar, defina "excelente sistema de saúde".

    Comece por aqui:

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano

    Na Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


    Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Depois, leia aqui:

    Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

    De resto, diga-me: o que tem a ver número total de funças com qualidade da saúde? Vá ver a saúde da Suíça e a quantidade de funças que tem lá...

    "os países que mais foram bem sucedidos em universalizar um padrão de vida confortável à sua população o fizeram por meio de muita intervenção estatal."

    Cite esses países e explicite quais foram as "intervenções estatais". Tipo, há agências reguladoras nestes países estipulando preços, tarifas de importação e regulando quem entra e sai do mercado?

    "Os liberais exaltam o quanto as medidas de desburocratização e adoção de livre mercado foram efetivas na China para diminuir substancialmente a pobreza. Mas "se esquecem" que o aumento do PIB e da produtividade foi acompanhado de um aumento proporcional dos gastos públicos, necessários para levar direitos básicos como água encanada às pessoas."

    Não faço a mais mínima ideia sobre o que você está falando. Nem sabia que a China era exemplo pra alguma coisa....

    "Cingapura, exaltada como um exemplo de liberdade econômica, tem o Estado como um mediador do processo de justiça social. Foi o governo que construiu os conjuntos habitacionais que tiraram a população carente das favelas. Projetos científicos recebem farto financiamento público."

    No Brasil é idêntico. Aqui também há conjuntos habitacionais e aqui também há financiamento para pesquisas. Ou seja, o que você diz ser o segredo para o sucesso daquele país já foi igualmente aplicado aqui. E parece que ainda não viramos uma Cingapura...

    "Como Cingapura é um território minúsculo, e como tal carente de recursos naturais, obras faraônicas se fazem necessárias para importar itens básicos como água, da Malásia. Quem paga por isso? O governo."

    Errado. Vide o exemplo de Hong Kong, que não teve nada disso, e hoje tem uma das maiores rendas per capita do mundo.

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - os primórdios

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    Por favor, pare de tripudiar de nossa inteligência. Vá sacar em outros sites.

    "A Suécia, exemplo de sociedade igualitária, foi fundada sob a filosofia de Gunnar Myrdal, Prêmio Nobel de Economia em 1974, que defendia que o capitalismo é necessário para gerar os recursos, mas esses recursos devem ser usados para universalizar direitos básicos como saúde e educação, caso contrário o sistema se torna autodestrutivo. É o que a Suécia demonstrou na prática. Lá ninguém reclama da alta carga tributária, pois os cidadãos sabem que terão professores, médicos e juízes quando precisarem deles."

    Opa, quer trazer o modelo sueco para o Brasil? Aceito na hora! Para sermos parecidos com a Suécia, eis alguns itens que temos que adotar:

    1) Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único ponto em que os escandinavos são mais "estatizados" que a gente é na alíquota máxima do imposto de renda de pessoa física.

    Aí cabe a você provar que eles são mais ricos que nós apesar dos itens acima, e sim por causa de eles terem um IRPF maior. Ato contínuo, você tem de provar que, se estipularmos um IRPF igual aos escandinavos, ficaremos idênticos a eles.

    No aguardo.

    "Os fatos são inegáveis: os melhores países do mundo para se viver fornecem serviços públicos de qualidade e gratuitos e têm um Estado atuante."

    O curioso é que você não provou esse fato. Ao contrário: você foi refutado. Os itens acima provam que o estado escandinavo é bem menos atuante que o brasileiro. E aí?

    Cansei de você: não há um único pensamento original vindo de você. São só clichês, chavões e lugares-comuns.

    Volte quando tiver alguma substância (e uma fonte melhor). Aqui você só vai passar vergonha.

  • Pobre Paulista  05/08/2015 23:54
    Esse aí não volta tão cedo. Se for honesto, passará 2 semanas lendo os artigos linkados e talvez venha aqui dizer que entendeu alguma coisa. Se for desonesto, fingirá que não leu a resposta.
  • Tio Patinhas  05/08/2015 23:51
    Eu nunca vi um liberal elogiar a china.

    Sobre a suecia:

    mises.org.br/Subject.aspx?id=34

    E se é tão bom pq as pessoas estão indo embora:

    www.thelocal.se/20140410/record-number-of-people-leave-sweden

    swedenreport.org/2015/04/03/sweden-taxing-itself-into-oblivion/

    Obrigado.
  • Rodrigo Pinheiro  06/08/2015 14:27
    O grande problema atualmente é que o socialismo tem se tornando popular, e a unica forma de resolver este problema é apresentar o captalismo de uma forma simples, más desmistificando a ideia de que ele só gera problemas, quando falo que sou contra o socialismo as pessoas geralmente ficam assustadas, mas quando eu defendo os meus pontos dificilmente as pessoas permanecem discordando
  • Renan  10/08/2015 14:39
    A China só se safou depois de ser capitalista como o Ocidente no mercado, senão morreria de fome.
    Veja o exemplo do fajuto e obsoleto marxismo na favela-esgoto a ceu aberto Cuba, com quase 60 anos de comunismo!
    Na Venezuela, a nova vítima, os cidadãos se arrebentam por comida!
    O comunismo é excelente só para quem são os donos da Mafia, caso PT!
  • Marilia  10/08/2015 16:21
    Sobre "o cálculo econômico sob o socialismo", eu tenho minhas dúvidas se a moeda e o sistema de preços são a única forma (sequer a melhor forma), já que é totalmente possível fazer cálculo econômico utilizando-se um índice de escassez relativo (não absoluto, como o preço), sendo que a entrada mais escassa limitará a produção (ver "Economic Calculation controversy: unravelling of a myth" por Robin Cox).

    Sobre a "carnificina", inegável que aconteceu. No entanto, acredito que pessoas que voluntariamente queiram construir comunas por aí não precisariam de um líder eleito ou algo revolucionário.
  • Jarzembowski  10/08/2015 18:06
    Esse piadista desse Robin Cox foi reduzido abaixo de pó de merda aqui:
    archive.freecapitalists.org/forums/t/24205.aspx

    Eu sinceramente acho que você pegou o primeiro link que achou procurando por "refuting economic calculation problem" e veio aqui pagar de intelectual, porque não é possível você achar sinceramente que um cara que diz Why can't everyone have what they want for free? Why does everything have to be paid for? This is unfair to the poor. refutou o problema do cálculo econômico.
    Pode continuar com esse wishful thinking de "Projeto Vênus", "tecnocracia", "escassez é um mito" ou "self determined needs" nas palavras desse palhaço aí.
    A realidade insistente e impiedosamente vai expor vocês ao rídiculo toda vez.
  • anônimo  11/08/2015 13:27
    "eu tenho minhas dúvidas se a moeda e o sistema de preços são a única forma (sequer a melhor forma),"

    A moeda e os preços surgem naturalmente em qualquer sociedade que desenvolva uma divisão do trabalho e propriedade privada (condições básicas para o desenvolvimento). Não é uma mera escolha, as alternativas a moeda e o preço só podem ser instituída a força, e por isso já deveria ser ridicularizada.

    " já que é totalmente possível fazer cálculo econômico utilizando-se um índice de escassez relativo (não absoluto, como o preço), sendo que a entrada mais escassa limitará a produção "

    Ficaria contente em você desenvolver algum raciocínio sobre esta alternativa. Como a escassez relativo ter dirá se um determinado projeto é o que melhor aloca os recursos para atender as necessidades mais urgentes do consumidor?

    No regime capitalista, o lucro responde esta questão. Agora qual a alternativa num sistema que não há preços? a vontade do líder supremo?

    "No entanto, acredito que pessoas que voluntariamente queiram construir comunas por aí não precisariam de um líder eleito ou algo revolucionário."

    Se todos os meios de produção são comunais ou haverá um líder para tomar decisões ou nada será de ninguém, e neste último caso o caos será o resultado.
  • Marco  11/08/2015 11:54
    O psiquiatra Lylle Rossiter comprovou com sérios argumentos que o comunista é um psicopata, o regime é uma farsa, não sendo difícil ver o resultado na prática de como são bitolados e apegados apenas a suas ideias histéricas do "Politicamente Correto".
    Para começar, os comunistas para caluniarem seus desafetos, fazem qualquer coisa se valendo do "TODOS OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS", e chamando os outros do que eles mesmos são.
    São velhas estratégias comunistas para tentar confundir o adversário, bastando
    lembrar do Maluf quando era adversário do PT, super atacado como corrupto e agora "gente de casa"!
    Idem os casos de Collor, Sarney, Renan...
    Os comunistas, para se manterem no poder, fazem qualquer tipo de acordo, inclusive são aliados da bandidagem, de traficantes de drogas, as quais apoiam que sejam liberadas para alienar o povo!
    O falsário e psicopata PT sobrevive da "ética-moral" chamada OPORTUNISMO e apenas temos de reconhecer que, como falsários que são, são ótimos corretores de venda de ilusões!
    Dá impressão que comunismo é um castigo do Senhor Deus pela apostasia à sua Igreja, e em caso de O rejeitar, Satã toma conta e o resultado é o caos, que cada vez mais se implanta!
  • Emerson Luis  01/12/2015 15:07

    A maioria dos socialistas não aprende, nem com explicações nem com a experiência.

    * * *
  • Ricardo Assumpção  08/10/2016 12:38
    Uma coisa que acho interessante é o costume dos socialistas brasileiros em exaltar as virtudes do socialismo enquanto eles não tem sequer um único exemplo de socialismo bem sucedido para usar como referência, principalmente agora que a realidade decadente e completamente falida da saúde e educação cubanas vieram a tona e a falsa propaganda castrista não consegue mais esconder a verdade de que a educação estagnou nos anos 80, e que a saúde é muito pior que no Brasil. Porém quando questionados sobre esses fracassados exemplos eles imediatamente exclamam..." O que aconteceu na URRS não foi socialismo, foi stalinismo..o que aconteceu na China não foi socialismo, foi maoismo...o que aconteceu na Venezuela não foi socialismo, foi chavismo...o que aconteceu em Cuba não foi socialismo, foi castrismo!" Então eu arremato dizendo que se por um milagre o tragédia um dia a Luciana Genro for presidente do Brasil e resolver cumprir a promessa de implantar um regime socialista aqui as futuras gerações de socialistas dirão..."o que aconteceu no Brasil não foi socialismo, foi genrismo!"


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