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Alguns fatos estupefacientes sobre os impostos no Brasil

Tudo à sua volta tem impostos. Da energia elétrica que você consome para ler esse texto até a roupa que está vestindo nesse momento.

Mas o sistema tributário brasileiro possui diversas bizarrices, das quais você provavelmente não faz a mais mínima ideia.

É um sistema complexo, desigual, cheio de brechas, gigante pela própria natureza e que tende a piorar nos próximos anos se tudo continuar nesse ritmo.

Entender toda essa legislação tributária não é tarefa simples: custa tempo, dinheiro e é algo literalmente pesado.

A seguir, sete fatos que você não sabia, mas deveria saber, sobre os impostos brasileiros. Do filme pornográfico ao livro dos recordes.

1) Pagamos mais impostos em remédios do que em revistas e filmes pornográficos

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Sim, isso mesmo. 

Enquanto revistas eróticas sofrem uma taxação de 19%, nossos remédios possuem uma carga tributária de incríveis 34%. Além de dar prioridade ao conteúdo adulto, nosso sistema tributário ainda nos trata pior do que animais: segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), medicamentos veterinários possuem uma carga tributária de 13%, quase um terço dos impostos embutidos em remédios de uso humano.

2) A complexidade do nosso sistema tributário concorre por um recorde no Guinness World Records

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Além das injustiças e distorções provocadas pelo nosso sistema tributário, a sua complexidade atua como um entrave para empreendedores — e essa burocracia gera custos.

Anualmente, as empresas brasileiras gastam 2.600 horas para cumprir suas obrigações tributárias. É o pior resultado entre 189 países. Estamos atrás até mesmo de países como a Venezuela (792 horas), a Nigéria (956 horas) e o Vietnã (872 horas). Mesmo o penúltimo colocado, a Bolívia, dá uma surra no Brasil: 1.025 horas.

Mas para onde vai tanto tempo?

Um advogado resolveu correr atrás do número exato dessa burocracia toda. Foram quase 20 anos compilando as leis tributárias de municípios, estados e da Federação. O resultado: um livro de 7,5 toneladas, 2,21 metros de altura e 41 mil páginas contendo todas as normas tributárias do país, escritas em fonte tamanho 22.

Atualmente, o livro concorre na categoria de mais pesado e com mais páginas do mundo. Ao todo, o trabalho custou R$ 1 milhão — dos quais, 30%, foram gastos com impostos.

3) Não bastasse a complexidade existente, todos os dias são criadas mais 46 leis tributárias

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Desde a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil criou 320.343 leis tributárias. Sim: trezentos e vinte mil, trezentos e quarenta e três leis tributárias.

Levando-se em conta o número de dias úteis no período, foram criadas 46 novas leis todos os dias, segundo um levantamento do IBPT.

Se continuarmos nesse ritmo, nossa complexidade tributária só tende a piorar e complicar ainda mais os negócios do país, que já precisam seguir 40.865 artigos legais para poderem funcionar.

4) Nosso atual imposto de importação é maior que o da União Soviética na década de 1980

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Você leu certo, camarada. Em 1988, a União Soviética fez uma reforma tributária e de comércio exterior, com a intenção de atrair investimentos externos. O limite de participação estrangeira em negócios, por exemplo, saiu dos 49% para 80%. Junto a essa reforma, o governo também promoveu uma abertura comercial, permitindo a importação de diversos produtos e fixou as tarifas de importação para eles, que variavam de 1% (para itens de necessidade básica, como alimentos) até 30%, em casos de itens como eletrodomésticos.

A liberação econômica mais tarde ajudaria a acabar com a censura no país e levaria a União Soviética a um colapso econômico.

Em contraste, hoje os brasileiros pagam um imposto de importação de 60% do valor do produto. As taxas ainda podem ser maiores dependendo de impostos estaduais, como o ICMS, cobrado em cima do valor do produto após a taxa de importação. Como em alguns estados o ICMS pode chegar a 18%, a tarifa total sobre a importação pode totalizar 89% do valor da mercadoria.

5) Nosso sistema tributário é o mais injusto do mundo, por diversas razões

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Não existe exatamente um ranking de sistemas tributários mais injustos; porém, se existisse, o Brasil teria boas chances de figurar nas primeiras colocações.

Primeiramente, nosso retorno sobre os impostos é o pior entre 30 países analisados pelo IBPT — posição que ocupamos por 5 anos consecutivos. Com um retorno tão baixo, o sistema tributário brasileiro força o contribuinte a pagar para a iniciativa privada, quando possível, por alguns serviços como educação e saúde. Os que não podem pagar ficam relegados a serviços públicos de péssima qualidade.

Para piorar, um estudo do IPEA demonstrou que, quanto mais na base da pirâmide, mais impostos proporcionalmente o cidadão paga de acordo com sua renda: enquanto os 10% mais pobres chegam a gastar quase 30% dos seus rendimentos com impostos indiretos, os 10% mais ricos gastam cerca de 10%. Mesmo considerando-se os impostos diretos, os pobres ainda pagam proporcionalmente mais impostos.

A solução, claro, não é aumentar as taxas do topo da pirâmide: os ricos brasileiros já deduzem uma porcentagem da renda muito próxima da de países desenvolvidos — e eles, é claro, vão sempre repassar essas taxas para o resto da população.

Por que não, então, cobrar menos dos outros degraus da pirâmide?

6) Não fosse a sonegação, teríamos a 3ª maior carga tributária do planeta

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Que a carga tributária do Brasil é alta, todo mundo sabe. Mas, apesar de figurarmos na 22ª posição no ranking mundial, a carga de impostos do país está muito distante de sua realidade: aparecemos no ranking ao lado de diversos países europeus ricos. Se levarmos em conta todos os países do continente americano, saímos ainda pior na foto: somos o primeiro lugar entre todos os países da região, incluindo a América do Norte.

Mas a triste realidade poderia ser ainda pior, não fosse a sonegação. Isso mesmo, a sonegação.

Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

Isso, claro, excluindo-se os dois países que são pontos fora da curva na arrecadação de impostos: a Coreia do Norte (100%) e o Timor Leste, que arrecadou 227% do PIB.

7) Existe um imposto escondido que você paga sem saber

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Há um imposto ainda mais perverso com os mais pobres, o qual, mensalmente, corrói sua renda sem que eles tenham como escapar.  Esse imposto é a inflação.

Como o Nobel de Economia Milton Friedman argumentava, a inflação nada mais é do que um imposto escondido — ele acontece quando o governo injeta na economia mais dinheiro do que a demanda pode suportar.

[N. do E.: O atual sistema monetário é baseado em um monopólio estatal de uma moeda puramente fiduciária.  O dinheiro é criado monopolisticamente pelo Banco Central e é em seguida entregue ao sistema bancário.  O sistema bancário, por sua vez, por meio da prática das reservas fracionárias, se encarrega de multiplicar este dinheiro (eletronicamente) por meio da expansão do crédito. 

Falando mais diretamente, o dinheiro criado pelo Banco Central é multiplicado pelo sistema bancário e entra na economia por meio do endividamento de pessoas e empresas.

Essa expansão da oferta monetária feita pelo Banco Central e pelo sistema bancário de reservas fracionárias é o que realmente gera a inflação de preços e, por conseguinte, um declínio na renda das pessoas em termos reais.

Quando os preços aumentam em decorrência de uma expansão da oferta monetária, os preços dos vários bens e serviços não aumentam com a mesma intensidade, e também não aumentam ao mesmo tempo.

A quantia adicional de dinheiro que entra na economia — por meio do sistema bancário que expande o crédito, e o qual é totalmente controlado pelo Banco Central — não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos: sempre haverá aqueles que estão recebendo esse dinheiro antes de todo o resto da população. 

As pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão em posição privilegiada: elas podem gastá-lo comprando bens e serviços a preços ainda inalterados.  Ora, se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou.  Essas são as pessoas que ganham com a inflação.

À medida que esse dinheiro é gasto e vai perpassando todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia).  Porém, começa aí a haver uma discrepância: vários preços já aumentaram sem que esse novo dinheiro tenha chegada às mãos de outros grupos de pessoas.  Essas são as pessoas que perdem com a inflação. 

Somente após esse novo dinheiro ter perpassado toda a economia — fazendo com que os preços em geral tenham subido — é que ele vai chegar àqueles que estão em último na hierarquia social.  Assim, quando a renda nominal desse grupo subir, os preços há muito já terão subido. 

Houve uma redistribuição de renda: aqueles que receberam primeiro esse novo dinheiro obtiveram ganhos reais.  Com uma renda nominal maior, eles puderam comprar bens e serviços a preços ainda inalterados.  Já aqueles que receberam esse novo dinheiro por último tiveram perdas reais.  Adquiriram bens e serviços a preços maiores antes de sua renda ter aumentado.  Houve uma redistribuição de renda do mais pobre para o mais rico.]

Basicamente, é como se o governo imprimisse dinheiro continuamente; no entanto, como a produtividade da economia não acompanha o crescimento da oferta monetária, o dinheiro passa a valer menos no mercado.

Inflação, portanto, nada mais é do que um imposto, como qualquer outro, escondido sob um nome mais técnico. E este imposto é como a morte: não tem como escapar.


3 votos

autor

Felippe Hermes
é fundador e articulista do site Spotniks.



  • Amadeus Von Adler   28/07/2015 14:33
    Tributos no Brasil só tem aumentado desde o Império (20%) para a Nova Republica.

    www.facebook.com/photo.php?fbid=1005213196197603&set=gm.928723667190887&type=1&theater
  • cmr  28/07/2015 14:38
    A grande massa idolatra o "papai" estado, acreditam em almoço grátis, então tomem !!!.

    Coisa que eu não tenho é pena.
  • Bah  28/07/2015 15:07
    Será? basta conversar com as pessoas e verá que a maioria abomina os altos impostos e protecionismo que pagamos. Quando pedem melhores serviços públicos é porque já pagam 40% da sua renda com isso.

    Quem gosta do estado inchado são os grupos de interesses ( e meia dúzia de idiotas). O povo só é passível e enganado.
  • IRCR  28/07/2015 16:33
    Sim. Porém em contrapartida pedem mais saúde, educação e monte de coisa estatal.


    No dia que ver o povo na rua pedindo a privatização da Petrobras, dos bancos públicos, do INSS, do SUS, o fim de diversas agencias, autarquias e ministérios.

    Aí eu boto fé na parada.
  • Patrick Wiens  28/07/2015 19:04
    Exatamente, sempre em conversas informais, quando menciono dos impostos, SEMPRE escuto "ainda se a gente recebesse algo de volta". Ou seja, é só jogar mais umas migalhinhas e o pessoal já sussega.
  • luciano viana  28/07/2015 22:04
    como convencer as pessoas que estamos no mesmo barco?
  • Tchê  29/07/2015 01:03
    *passível, não. Você queria dizer passivo. Passível é outra coisa.

    Sei que qualquer um está passível de cometer erros, mas não vamos estragar a melhor seção de comentários do Brasil (sem puxa-saquismo, é verdade mesmo) com atrocidades facebookianas desse jaez.
  • Claudio  28/07/2015 19:51
    Concordo!! Todos reclamam de impostos, mas quando falo em diminuição do Estado, quase sou apedrejado! Parece que a própria 'educação' se encarregou de alienar para proteger o Estado inchado! Então, se não sabem pensar, que paguem sem reclamar!!!
  • IRCR  29/07/2015 01:24
    Só de falar em uma simples privatização da Petrobras geralmente as pessoas já te olham estranho. Falar em privatizar bancos públicos, SUS, INSS, educação MEC vc já é tido como mais radical que um terrorista do Estado Islâmico

    Pedir menos impostos é fácil, pedir menos estado já é outra coisa.
  • Tio Patinhas  29/07/2015 13:07
    E se além disso falar em acabar com a clt, daí vc é tratado como se estivesse com ebola, as pessoas simplesmente se afastam...
  • Paulo  29/07/2015 15:39
    E quando eu falo que que salario minimo deveria acaba, ou pelo menos o valor tem ser baixo, para não aumentar o desemprego. As pessoas nem respondem, só me olham com desprezo.
  • Alguem  29/07/2015 20:55
    Mas deixe eu contar um milagre! Outro dia estava navegando pelo facebook e um vídeo de uma página chamada Geração de Valor me chamou atenção, li o comentário que pedia diminuição de impostos sobre os salários e deixava no ar uma diminuição da CLT. Alguns tentaram argumentar contra, ofender, dizer que a CLT foi uma vitória do povo mas as respostas? Dava até pena de quem defendia a CLT (mentira, não dá pra ter pena deste povo), muita gente discordando e questionando a sanidade mental dos defensores! Lágrimas de alegria vieram à minha face! Não é perfeito mas já é um avanço! É pra glorificar de pé! hehehehe
  • Matias  30/07/2015 11:40
    Acho que o Flávio Augusto é liberal
  • Tejo  02/11/2016 21:02
    Mano, como isso funciona ?
  • Gabriel Nunes   28/07/2015 15:05
    Deprimente. Consequência do analfabetismo politico-econômico da população.
  • Tannhauser  28/07/2015 15:17
    Como o Timor Leste consegue arrecadar 227% do PIB?
  • Schoppenhauer  28/07/2015 15:48
    Lá no link.

    Em tese, isso ocorre quando a máquina de arrecadação é muito mais eficiente do que o instituto que faz a contabilidade do PIB, o qual não inclui toda a economia informal em seus cálculos (sendo que a economia informal também paga os impostos indiretos que já estão embutidos em todo e qualquer produto que compram para revender).
  • 4lex5andro  17/02/2017 17:10
    No timor deve ter mais camelôs do que lojas regulares. E, coincidência ou não, também foi colônia de Portugal, um país notório por seu viés social-democrata e um dos menos evoluídos do continente europeu.
  • Emerson Luís  28/07/2015 15:29

    É capaz de algum legislador ler essa matéria e aumentar os impostos sobre as revistas eróticas.

    * * *
  • Um sexológo  29/07/2015 01:11
    Com o aumento de impostos ou não, invariavelmente teríamos mais sacanagem.
  • Emerson Luis  23/11/2015 13:06

    Outras ideias:

    1- Elevar os impostos mais baixos para torná-los iguais e assim "mais justos";

    2- Impedir a liberalização da economia, pois ela causou o colapso da URSS.

    Eles sempre tentam resolver os males causados pelo estatismo com mais estatismo.

    * * *
  • Izaque Bastos  18/02/2017 17:52
    É verdade. Os políticos tendem a maquiar a situação, ao invés de resolver. Não é interesse deles defender o bem da nação, até porque defender o bem da nação é ir contra a sua vontade, pois a maioria da população acha que o bem( mais estado) .

    É preciso educação.

    Você que está aqui debatendo economia liberal, você que tem lucidez, eu também me incluo nisso. Vamos todos determinar uma coisa. O iluminismo partiu de um patamar de uma minoria racional até se expandir por toda a sociedade.

    Vamos ser Maquiavélicos. Vamos utilizar o argumento de que vamos abaixar os impostos, lembrar que o liberalismo econômico aumenta o poder de compra.

    Pois usar o argumento de tirar serviços públicos parece "neoliberalismo", e sobre neoliberalismo já basta o PMDB. Querem ser novos no mundo político. Falem da qualidade de vida e acesso a bens de consumo dos Estadunidenses. Instigue dizendo que isso ocorre pois o imposto lá é concentrado no imposto de renda e não no consumo.

    Já seria um grande passo para a nação se conseguíssemos eliminar pelo menos 20% dos impostos sobre consumo. Isso traria menor arrecadação, é óbvio. Mas então para tampar esse furo, dever-se ia aumentar o Imposto de renda de pessoa Física milionária, e imposto de renda de pessoa jurídicas Bilionárias.

    Parece Social democrata, mas não é. Isso é liberalismo econômico do século XIX. É impossível abandonar o conceito de estado. Foi uma conquista para o homem, o estado de direito é a segurança jurídica. Direitos de classes como a CLT são os direitos de 2º geração.

    Não podemos pedir para a eliminação desses direitos a fim de conseguir menor custo. Pois a condição do brasileiro trabalhador já é ruim. Não queremos ser outra China.


    Outro ponto importante que devemos se lembrar é que a abolição da escravidão foi uma manobra político econômica da Inglaterra. Era do interesse dos mesmos que os escravos ascendessem como consumidores, a fim de comprar bens.

    Precisamos da base da pirâmide para consumir. Faço parte dessa base da pirâmide. Sou contra a planificação da economia, pois produz um processo de assimilação, acomodação. Se queremos ser produtivos e dinâmicos a saída é a concorrência, o livre mercado, desburocratização, utilizando a internet para prestação do máximo de serviços públicos fiscais e de registros e exclusão empresarial.

    O Brasil têm um futuro brilhante. Somos jovens como nação, como nação, nossa constituição ainda não têm nem 30 anos.
  • Marco Antonio - Curitiba (PR)  28/07/2015 15:47
    O brasileiro aceita o estado patrimonialista desde que este seja paternalista, ou seja, combina-se confisco com populismo. No Brasil, o xerife de Nothingham consegue fingir que é Robin Hood.
  • Aaron  30/07/2015 11:09
    "No Brasil, o xerife de Nothingham consegue fingir que é Robin Hood."

    Sua capacidade de síntese é impressionante. Da próxima vez que alguem vier me encher o saco e afirmar que temos que pagar mais para o Estado, vou enfiar essa goela abaixo do infeliz.

    Obrigado.
  • Celso Alves   28/07/2015 15:50
    Quanto mais funcionalismo público desnecessário, mais tributos serão criados.
  • Castro Daniel  29/07/2015 01:13
    E qual funcionalismo público não é desnecessário?
  • salve186@hotmail.com  28/07/2015 16:02
    Eu não sei se é verdade, mas nos EUA a pessoa pode escolher se paga os impostos ou se doa o dinheiro para uma instituição de caridade ou para alguma universidade.

    Sei que o ideal seria a pessoa poder escolher o que fazer com o seu próprio dinheiro. Mas eu acho que os EUA estão muito mais evoluídos neste ponto do que nós brasileiros.
  • simpatia187@gmail.com  29/07/2015 01:26
    Infelizmente não há exatamente essa escolha. Se houvesse, certamente qualquer estado, até mesmo os EUA, já teria falido, pois qualquer pessoa minimamente racional escolheria doar o valor de seus impostos até para um tatu-bola ao invés de pagá-lo ao estado. O que há na realidade é dedução do imposto de renda sobre o valor de certas doações, coisa que existe inclusive na República Democrática Popular do Brasil, o paraíso socialista em que alegremente vivemos a cantar seus encantos mil. Ah sim, sobre o assunto, confira essa matéria: Que tal fazer uma doação, em vez de pagar imposto de renda?
  • Perdido  28/07/2015 16:14
    E o tonto aqui esperando a restituição do imposto de renda.
  • Sandro lima  30/07/2015 17:34
    huahauuaha!
    É rir para não chorar...
    Tenso!!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza   28/07/2015 16:41
    Solução: acabe com o governo.
  • cmr  28/07/2015 18:06
    Apoiado.
    O problema é que falar é mais fácil do que fazer.
  • Claudio  28/07/2015 20:14
    Não sei se leem a Bíblia, mas os israelitas prosperaram muito quando não tinham governo central e nem pagavam impostos, então, por desobediência, ganância e inveja dos povos vizinhos, pediram ao profeta Samuel para dar-lhes um rei.
    Vejam a resposta do profeta sobre o que aconteceria depois de terem um rei: (mera coincidência com o texto acima? rsrs)

    https://www.bible.com/pt/bible/211/1sa.8.10-22.ntlh
  • Manco  29/07/2015 01:44
    Esse assunto já foi tratado nesse artigo: Como parei de inventar desculpas e finalmente libertei minha mente. Eis o trecho:

    Pense em Samuel, do Velho Testamento. As pessoas vinham até ele implorando por um rei. Ele advertiu que um rei confiscaria suas propriedades, colocaria seus filhos em servidão, iniciaria guerras terríveis e, no final, escravizaria a todos. Não importava. Elas queriam um rei de qualquer maneira.

    Este é exatamente o comportamento das pessoas de hoje. Nada mudou. Elas continuam implorando por sua própria escravidão. Pior ainda: temem viver em liberdade. É por isso que o estado continua se reinventando. Aqueles que ao menos entendem que o estado deve ser limitado caso tenha de existir merecem alguns créditos. Mas o problema é que tais limites nunca de fato funcionaram. É por isso que é melhor simplesmente deixar a sociedade prosperar sem o jugo de um estado.
  • Claudio  28/07/2015 20:48
    Exatamente! Mas como? Nem diminuir o Estado o povo quer! Querem todos passar em concurso público!! rsr
  • Andre Bernardes  28/07/2015 17:45
    Lá no link do 501 bilhões:


    " [...] O estudo encomendado pelos procuradores da Fazenda mostra que se não houvesse sonegação fiscal, o peso da carga tributária no país, que hoje beira os 36%, poderia ser reduzido em 28,2% e ainda sim, a Receita Federal manteria o mesmo nível de arrecadação."

    Alguém entendeu essa conta de manter o valor absoluto de arrecadação, manter o PIB e reduzir a proporção de arrecadação como proporção do PIB???
  • anônimo  28/07/2015 18:12
    Aqui deu tilt com a lógica deles.
  • Edujatahy  28/07/2015 18:31
    É o doutrinamento dos keynesianos do CartaCapital. Como se os gastos do governos não aumentassem em proporções acima da arrecadação.

    é de uma ilusão assustadora.
  • Tannhauser  28/07/2015 21:31
    Tributo oficial: 36%
    Arrecadação efetiva (tributo oficial - sonegado): 28%

    Se sonegado fosse zerado, o tributo oficial poderia cair para 28% que a arrecadação manteria a mesma.

    Ou seja, de acordo com eles os 36% não são efetivos.


  • Vagner  03/08/2015 11:27
    Uma coisa é 10 pessoas pagando 10 reais... outra coisa igual a essa a 50 pessoas pagando 2 reais.
  • Izaque Bastos  18/02/2017 18:13
    Sim. Eu também entendo que se tivesse mais pessoas pagando impostos ele pressupõem que assim poderia no ano seguinte diminuir o nível de impostos. Porém, não é isso que ocorre. Nos últimos 10 anos podemos ver nos gráficos da arrecadação que já tivemos super arrecadações em relação a anos anteriores. E o que ocorre? O governo distribuiu esse dinheiro para seus ministérios e diz que vai fazer investimentos. Em 2013 chegaram ao cumulo da pilantragem e disseram que era difícil gastar dinheiro público no Brasil devido a muitas leis e burocracias, tais quais a Lei 9.666 -Lei de licitações.
    São canalhas. Querem empurrar um discurso de que mais arrecadação satisfaria sua imoral ganância. Mas isso não é verdade. Nosso leviatã está muito grande, Hobbes não sabia o que estava falando.
  • ACS  28/07/2015 19:04
    Gostaria de pedir a vocês um esclarecimento sobre história...

    Não resta dúvida que os efeitos do Estado numa economia são negativos, diante de todos os argumentos já publicados aqui no IMB. No entanto, existem Estados menos prejudiciais do que outros, já que outros países estão em situação melhor que a nossa apesar de terem um Estado no comando também.

    O que eu gostaria de propor é uma espécie de "jogo do por que". Por que o Brasil "deu errado" enquanto outros países tiveram mais sucesso?

    -Digamos que a culpa seja, por exemplo, do analfabetismo político. Como outros países superaram esse problema e passaram a vigiar seus Estados? Por que ainda não chegamos a esse grau de esclarecimento, e o que falta para que isso ocorra?

    -Digamos que a culpa seja da corrupção. Pelo que entendo, todo Estado dá margem a algum grau de corrupção ou ineficiência. Por que a nossa situação se tornou tão mais grave que a de outros com oportunidades parecidas?

    Afinal, como outros povos se defenderam dos problemas que hoje nos atingem, principalmente o populismo?

  • Anderson  28/07/2015 20:49
    É um problema de propriedade + mercado fechado. Claro, existem coisas a mais, mas o conflito de propriedades foi determinante para que uns quisessem tomar dos outros, e o estado é o point de encontro dos interessados em ganhar em cima dos outros. Essa visão é tão arraigada nas cabeças das pessoas e políticos que, os últimos citados, eles entram na política com o intuito de receber por fora e se manter na estrutura, e as políticas para se chegar a isso não é outra senão a de que "você terá isso, aquilo e mais isso e blablabla" para a população.

    E o mercado fechado junto ao estado centralizado fortalece mais ainda o primeiro ponto, pois faz com que o estado seja "responsável" por diversas coisas que acontecem na sociedade, ou seja, somos obrigados a aceitar a servidão ao estado, infelizmente.

    Recomendo o livro do Bruno Garschagen, que pode responder a muitas dúvidas (detalhe, eu ainda não comprei o livro... Espero vê-lo em breve).

  • Victoria  28/07/2015 21:39
    Principalmente, desenvolvendo suas estruturas legais num período de efervescência intelectual, baseando-se em Adam Smith e John Locke, antes de Marx e Keynes nascerem (e incutirem na academia a ideia de que quanto mais Estado, melhor). Claro, Rousseau já tinha certa popularidade naquela época, mas depois da Revolução Francesa e do Terror, ninguém acreditava tanto assim na ideia do "bom selvagem corrompido pela sociedade e a propriedade privada", até porque o modelo econômico do padrão-ouro (adotado pela maioria dos países) impunha freios efetivos à expansão do Estado. Depois de ganharem alternativas ao padrão-ouro e justificativas para expandir seu poder, os Estados nunca mais voltaram a ser pequenos como naquela época. Ainda assim, um grupo de países - como Chile, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong e Singapura - conseguiu sair do subdesenvolvimento nesse período, rejeitando as teorias econômicas vigentes e apegando-se durante um período estendido de tempo ao liberalismo clássico. Como conseguiram se apegar por esse tempo? Bem, em cinco desses sete países, por meio de ditaduras que queriam garantir seu apoio popular através do crescimento econômico guiado por princípios liberais, e cujo modelo econômico permaneceu intacto mesmo após a redemocratização, e na Nova Zelândia e na Austrália, por uma aliança entre direita e esquerda para manter uma economia aberta, pouco regulamentada e relativamente livre de impostos excessivos. Quem eu acho que vão ser os próximos países desenvolvidos? Os países do Leste Europeu, que após sua incursão no comunismo no século XX, estão muito felizes em aceitar o que o liberalismo trás: República Checa, Lituânia, Letônia, Estônia e Polônia. Além deles, países africanos que também vem fazendo o dever de casa, como as Ilhas Maurício e certas regiões da China, como Xangai e Macau, podem chegar lá também. Os países latino-americanos e certos europeus (como Ucrânia, Albânia, Turquia e Grécia), estão mal, assim como vários países asiáticos onde o comunismo ainda não morreu completamente. Infelizmente, entretanto, não há segredo para isso, só vai haver desenvolvimento se o Estado não o atrapalhar demais. E o Estado só vai fazer isso se for obrigado por circunstâncias políticas/sociais/internacionais, ou seja, se tiver algo a ganhar com isso.
  • Aaron  29/07/2015 19:01
    Análise precisa. Se ao menos os milicos daqui tivessem instalado Chicago Boys pra tocar a economia à la Pinochet, o PT não teria a menor chance de ganhar nem eleição pra síndico. Puseram o Delfim Netto e semelhantes. Resultado: trinta anos depois ainda temos keynesianos na Fazenda ( o Levy, que é de Chicago, é só fantoche pro país não quebrar de vez).

    30 anos depois, ainda temos gente que elogia o Plano Cruzado e nossa Presidente é guiada pela Maria Conceição Tavares. Deu no que deu (melhor, está dando no que está dando).

    Outro ponto que acho importante é coesão social. Coreanos,australianos etc. tem um nível de coesão, identificaçao cultural ( e cultura de trabalho e honra) e respeito às regras muito alto.
  • Henrique Zucatelli  29/07/2015 00:27
    E ainda tem gente aqui que me xinga por sonegar...

  • Gunnar  14/08/2015 13:10
    O mais engraçado é esquerdinha facebookiano postando coisas do tipo "o coxinha que reclama da corrupção estatal é o mesmo que não emite nota para não pagar imposto", como se houvesse alguma incoerência entre os dois comportamentos - quando na verdade são a mesma coisa: se você não gosta de ser roubado por um bandido, você vai fazer o possível para não ser roubado pelo bandido, oras.
  • maurao  29/07/2015 03:39
    Não é só os impostos de consumo que fazem os bens e serviços serem caros no Brasil mas as altas taxas de importação. Experimente comprar um carro na fronteira da Argentina e regularizar ele no Brasil. Você paga 3x o que você pagou pelo carro diminuindo a concorrência.
  • Dissidente Brasileiro  29/07/2015 06:12
    Enquanto isso nos EUA:

    noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/07/27/homem-tenta-tirar-selfie-com-cobra-e-acaba-com-conta-de-hospital-de-r-500-mil.htm

    O que chama a atenção são os comentários da matéria: "no brasil o tratamento era de graça", "O Brasil é um dos poucos países do mundo onde qualquer pessoa tem acesso a assistência médica gratuita", "O SUS, como muitos dizem, realmente é um dos poucos serviços de atendimento médico gratuito no mundo"...

    O brasileiro médio com sua peculiar e característica dissonância cognitiva realmente acredita nesta patifaria de "saúde e educação di grátis", e isso deixa profundamente perplexo qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. Na cabeça dessa gente você só está pagando por uma coisa quando chega o boleto/fatura na sua casa com seu nome impresso.

    O que devemos fazer? Como explicar a um povo ignorante e completamente estúpido em sua maioria algo tão óbvio? É mais fácil ensinar física nuclear a um cão vira-lata do que ensinar um brasileiro que não existe almoço grátis.
  • anônimo  29/07/2015 12:48
    Esse povo que elogia o SUS provavelmente nunca utilizou o serviço, pois não sabem como é muito ruim o serviço (e caro).

    Haveria uma grande chance deste cara se quer se atendido pelo SUS.

    De resto os EUA não é modelo de livre mercado, seus serviços de saúde são fortemente regulados pelo governo, quase não há competição nos planos de saúdes, nas indústrias farmacêutica (o que explica os altos custos do remedio para cobra) e na formação de médicos.

    Quem viu o filme Clube de Compras Dallas sabe que os EUA não são exemplo de nada.
  • Vegas  29/07/2015 13:43
    Cara, acho esse povo nosso uma loucura.
    Eles defendem as "benesses grátis" do estado o tempo todo da boca pra fora, é como se quisessem dar uma banana pros americanos, europeus, primeiro mundo em geral, com conversa do tipo "toma aí seu riquinho esnobe, paga essa conta aí, pq aqui eu tenho o serviço à minha disposição e num pago nada!"

    mas na hora que vão utilizar o recurso começa a choradeira (justificada) de que a coisa não funciona, a fila para atendimento é sempre grande, falta de leito pra todo lado, aí vão dar entrevista para algum repórter que eventualmente aparece: "isso aqui é um descaso, os médicos não atendem direito, tinham que ser mais rápidos, dar mais atenção pros nossos problemas. O governo tem que fazer alguma coisa, aumentar cursos de medicina, investir mais na saúde."

    Aí está feito, o candidato que quiser votos só precisa prometer que vai destinar mais recurso para a saúde e garante seus 4 anos de bocada sossegada... ninguém lembra que ele prometeu, não vai ser cobrado por isso, nem responsabilizado, fica tudo numa boa (pra eles).
    Daqui a pouco reativam a CPMF e uns 70% da população vai levantar as mãos pro céu, fazer sua oração e agradecer "agora sim nossa saúde sai do buraco! chupa estázunidos!!! chupa coxinhas!!!"

    Na cabeça da maioria, quem paga pelo "almoço grátis" é sempre o outro, e o imposto que ele próprio paga... "que imposto cara? eu pago FGTS pra aposentar sossegado, ir pescar qdo tiver com uns 60, IR sou isento e o preço alto dos produtos é ganância desses empresários que querem f*&%# com a gente..."
  • Sandro lima  30/07/2015 18:06
    cara, se fosse no SUS na autopsia poderia constar uma dessas causas:
    infecção generalizada, falência múltipla dos orgãos, embolia pulmonar, parada cárdio respiratória, intoxicação desconhecida e muitas outras 'generalizadas'
    Mas de uma coisa era certeza: que morreu!
  • cmr  29/07/2015 13:27
    500 mil foi um roubo, nenhum argumento até agora me convenceu do contrário.
  • anônimo  29/07/2015 14:31
    o preço real foi 150 mil dólares, boa parte da culpa foi do remédio utilizado, 88 mil dólares.

    O remédio é caro porque é produzido por uma única fabricante e estava em falta naquele hospital. Vale lembra que esta fabricante tem total proteção do governo contra concorrência.
  • cmr  29/07/2015 15:27
    Li uma vez um artigo, não me lembro qual, sobre o preço da medicina.
    No artigo estava escrito que a medicina está se tornando cada vez mais elitizada, mais cara, mais inacessível.
    Remédios, equipamentos médicos de alta tecnologia, laboratórios, instrumentação em geral e até cursos de medicina, estão atolados em regulações de n+1 instituições controladas pelo
    "grande Leviatã" (leia-se estado)
    E isso é no mundo inteiro, no caso da saúde.
  • anônimo  29/07/2015 16:29
    A saude é um caso ainda a parte, atraves ds OMS a imposição de muitas restrições é mundial, a proteção a patente também o que torna todo o sistema de saúde e farmaceutico 'travado'.
    Quando uma organização mundial é formada com representantes legitimos indicados por governos, meu radar de desconfiança vai a mil.
  • Sandro lima  30/07/2015 18:14
    Para mim, está o correto.

    Se tem lá uma empresa que gasta milhões (ou centavos, não importa) em pesquisa para desenvolver uma vacina.
    porque depois de pronta e totalmente segura, ela iria espalhar a fórmula para outras empresas simplesmente replicarem???

    Se não fosse patenteado, qualquer um poderia copiar analisando os compostos que existem na vacina.

    Ver e copiar é totalmente diferente de elaborar.


    Se não existisse essa proteção, não existiria investimento em pesquisa e desenvolvimento.



  • anônimo  17/09/2015 03:32
    Não é bem assim.
    Se interessar pelo assunto de propriedade intelectual, leia www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=29
  • anônimo  17/09/2015 08:32
    PI não existe.Mas o logo é meu.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/07/2015 13:37
    "Não existe exatamente um ranking de sistemas tributários mais injustos; porém, se existisse, o Brasil teria boas chances de figurar nas primeiras colocações.

    Primeiramente, nosso retorno sobre os impostos é o pior entre 30 países analisados pelo IBPT — posição que ocupamos por 5 anos consecutivos. Com um retorno tão baixo, o sistema tributário brasileiro força o contribuinte a pagar para a iniciativa privada, quando possível, por alguns serviços como educação e saúde. Os que não podem pagar ficam relegados a serviços públicos de péssima qualidade."

    Discordo somente nesse trecho, porque dá a entender que os impostos "seriam justos" se eles dessem "retorno" a população. Totalmente errado, imposto é roubo, não interessando as consequências e circunstâncias. Os impostos devem ser abaixados, e os serviços privados serem desregulamentados.

    E não chamaria de contribuinte quem é obrigado a sustentar essa máfia, e sim de escravo.
  • Renan Gati  29/07/2015 16:14
    Na parte dos impostos de importação faltou explicar melhor que na verdade o imposto de 60% é para taxação de remessas postais, normalmente compras de internet. Que na verdade não são consideradas importações de verdade. Nas importações formais o valor do Imposto de Importação varia de acordo com a NCM que o produto é classificado. A tarifa pode variar de 0% a 35%(o máximo permitido pela OMC, mas cada pais tem direito a 20 exceções se não me engano). É um sistema bem parecido com que foi descrito da URSS. O que ocorre nas remessas postais é que ficaria muito trabalhoso classificar os produtos, então eles tributam unificadamente uma média que teria todos os impostos em uma importação(normalmente além do II se paga IPI, PIS e COFINS). Eu que trabalho com comércio exterior sei como é irritante as pessoas falarem equivocadamente que o Imposto de Importação no Brasil é 60%.
  • Tiberíades  29/07/2015 16:32
    Renan: o cerne do livre comércio é eu poder comprar de quem eu quiser. Não importa se o vendedor vive em Botucatu ou em Xangai. Sendo assim, as compras via internet representam a forma mais livre e direta de comercialização, sem intermediários. E se justamente esse tipo de compra, que é a mais livre e direta, é tributada em 60%, então esse é o imposto que tem de ser levado em consideração.

    Em qualquer produto importado por uma empresa e revendido para o consumidor final, o valor dos impostos e da margem de lucro do revendedor em seu preço final será muito maior do que 60%, de modo que o efeito final dessa tarifa máxima de 35% do Imposto de Importação acaba sendo maior do que os 60% aplicáveis às compras de internet.

    Por isso, na prática, esses 60% acabam sendo a menor tarifa existente no Brasil. O autor, creio eu, foi corretíssimo em ressaltá-la.
  • Luiz Afonso  29/07/2015 16:25
    Tiradentes foi enforcado por reivindicar que o povo não pagasse tantos impostos ao governo imperial. Na época de Tiradentes os impostos não chegavam nem aos pés dos de hoje.

    Será que teremos um novo Tiradentes? Ou seriam estes novos Tiradentes o colapso de empresas e pessoas que morrem em cada ciclo econômico em virtude da inflação e a alta de preços que corroem o poder aquisitivo?
  • Luiz Afonso  29/07/2015 16:27
    lendo este artigo o sujeito só pode sentar e chorar a infelicidade de ter nascido brasileiro. Desculpem o desabafo, é por isto que eu falo para minha filha toda semana estude inglês para morar no exterior. Na banânia somente louco é empreendedor e investidor.
  • Cidadão Confuso  29/07/2015 17:15
    Uma pergunta que hoje se torna pertinente e não vejo sendo feita em lugar algum:
    Hoje, quase 8 meses depois da posse da presidente, qual a melhor saída para o país?
    Deixar a Dilma, mesmo ela não realizando quase nenhuma medida agressiva para arrefecer a crise?

    Ou

    Retirar a presidente e apostar em um restabelecimento da credibilidade do país?

    Não sei qual a solução, sinceramente. Porque quando penso em mais quatro anos com o comando do PT que esta ignorando totalmente essa crise de gravidade catastrófica fico extremamente assustado de desesperançoso.
  • cmr  29/07/2015 17:33
    Pois é, 2018 é Lula de novo com a força do povo...

    Eu já não duvido de mais nada, só da integridade das "zurna eletrônica".
  • Matias  30/07/2015 13:40
    O meu medo é o seguinte...
    -Dilma sai;
    -O "interino" faz um pacto com o congresso segue uma agenda de austeridade (dentro dos padrões brasileiros);
    -2018 a economia se ajusta, nenhuma maravilha mas pelo menos não é a zona que está hj;
    -Um novo populista é eleito;

    É possível que nem seja do PT(Papai Smurf), mas PIOR... espero estar errado, mas o PSOL pode crescer muito nesse ambiente de austeridade.

    Uma boa medição será a votação do Marcelo Frouxo, no Rio, ano que vem.
  • Cidadão Confuso  30/07/2015 20:11
    Olha cara, já fui da mesma opinião que você, mas vejo que hoje a situação esta totalmente descontrolada.
    A Dilma e sua equipe ja deixaram claro que não farão nenhuma mudança drástica no que se refere a economia do país. Ou seja, ela continuara empurrando o pais com a barriga para o buraco, até 2018 (com respaldo do TCU e TSE para não ser impichada) e em 2018 o Lula ressurge como salvador da pátria (irá de alguma forma se desassociar da Dilma).
    Ai teremos novamente, um país em frangalhos na mão de um populista louco.

    Essa tese para mim é no que o PT aposta, que daqui a 3 anos estaremos tão na merda que qqualquer discurso culpando aszelite e o empresário opressor caira como uma luva para multidão de desempregrados e desesperados.
    Ai meus amigos, bem vido a Venezuela.
  • Luís Gustavo Schuck  03/08/2015 01:35
    Mas vejo que pelo menos o Lula é tão cancerígeno que conseguiu fazer com que seu partido não tenha nenhum nome forte para 2018 e anos posteriores além dele mesmo. Se é que seu nome ainda pode ser dito forte....

    O mais incrível neste país é a "oposição" não conseguir lançar um candidato. Aécio Neves é piada, embora tenha votado nele...

    Enquanto isto vamos nos virando ouvindo as entrevistas inteligentes de FHC e outros...
  • Aaron  30/07/2015 11:16
    Retirar essa mula imediatamente. Ninguém é maluco de investir um centavo aqui enquanto ela estiver no poder.

    Não esqueça que provavelmente perderemos o grau de investimento em setembro. Aí o verdadeiro caos começará.
  • Fernando  29/07/2015 20:26
    Quanto mais impostos e leis, mais processos fiscais.

    O Brasil possui 97 milhões de processos na justiça, sendo que 30 milhões são processo fiscais. Ou seja, a carga tributária atolou a justiça.

    A boa notícia é que o governo brasileiro cancelou o projeto do telescópio de 1 bilhão de reais no Chile. Felizmente, o governo percebeu que existem coisas mais importantes do que ficar observando estrelas com o dinheiro dos outros.
  • Joao Girardi  30/07/2015 18:02
    É frustrante quando eu falo pra alguém que imposto é roubo e logo em seguida o sujeito já replica "ah, mas se o dinheiro fosse bem aproveitado não teria problema". Não interessa se o serviço funciona ou não, é roubo, outra pessoa teve que sair perdendo pra financiar isso. É realmente absurdo ver que no Brasil o estado tem uma posição de idolatria que nem mesmo um Papa deveria ter e todo mundo fica insistindo nesse cacoete de querer fazer funcionar algo que é construído com o único propósito de fracassar.
  • Luiz Afonso  30/07/2015 18:42
    O ladrão quando entra na sua casa e rouba seu dinheiro, se a finalidade dele for para prover suas necessidades básicas ou de sua família isto alteraria o fato de ter sido um roubo?

  • Alex  03/08/2015 17:56
    O Imposto é alto,a mais-valia é gigante.

    O lucro do empresário sobre os salários ultrapassa o imposto.
  • Gunnar  14/08/2015 13:20
    Não é o que vejo ao meu redor (trabalho na indústria há 12 anos e minha atual empresa, uma multinacional gigante, está lutando para fechar o ano com lucro = zero, sendo que o mais provável é fechar no vermelho mesmo), mas você deve ter razão. Que bom! Nesse caso é só todo mundo virar empresário e ficar milionário, não? Você já está milionário? Ou você odeia dinheiro e é pobre por opção?
  • 4lex5andro  02/11/2016 03:30
    Mesmo por que empresa nem é feita pra dar lucro, e os empregados são proibidos de ter outra fonte de renda, então o jeito é o Estado aumentar impostos.

    Tão fácil.
  • leila  06/08/2015 16:26
    Pior do que a alta carga tributária é a má utilização dos impostos. Se fosse todo devidamente empregado, a população nem sentiria tanto. No entanto, sabe que boa parte escorre para os ralos da corrupção, do desperdício, enquanto serviços públicos são sucateados, aí a facada se torna mais lancinante.
  • diniz  06/08/2015 19:19
    Não tem como o dinheiro dos impostos ser bem utilizado. E não é porque nossos governantes são um bando de bandidos incompetentes (não que não sejam, pois são). Mesmo se o presidente fosse Jesus Cristo e seus apóstolos nomeados ministros, o dinheiro não seria adequadamente empregado. Isso ocorre porque os gastos do governo não são orientados pelo sistema de preços, portanto, não há como fazer uma alocação minimamente racional dos recursos 'arrecadados' dos 'contribuintes'.
  • Gunnar  14/08/2015 13:23
    Corretíssimo, Diniz. No melhor do melhor dos cenários (altamente improvável e alcançável na prática apenas e tão somente pela mais bizarra coincidência, dada a arbitrariedade desse arranjo), a eficiência da alocação de recursos por parte do estado igualaria aquela que seria alcançada num sistema de livre-mercado, sem governo, numa economia regida por preços.
  • Rodrigo Negre  28/08/2015 07:21
    Só esqueceram de mencionar, que imposto de 60% é de pessoa física para pessoa física, caso contrário é 100%, mais ICMS dos estados que tem que foi citado.
  • Ivo Pires  20/09/2016 00:58
    Se pagássemos para o Al Capone ficaria bem mais barato...


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