Uber, livros e os duzentos anos de conspiração contra o público consumidor

É muito difícil manter um monopólio se você opera em um ambiente econômico genuinamente livre, no qual não há barreiras regulatórias, burocráticas e tributárias erguidas pelo estado contra o surgimento de concorrentes.

O único problema é que este arranjo em que o estado permite a existência de uma genuína livre concorrência — e que, consequentemente, é formado por empresas cobrando preços baixos e continuamente colocando novos produtos no mercado — infelizmente é algo do passado.

No mundo atual, políticos estão sempre prontos para conceder a qualquer lobby organizado o monopólio de uma determinada área econômica. 

Tarifas de importação, agências reguladoras criadas para cartelizar mercados e proteger empresas favoritas, leis especiais, códigos tributários indecifráveis e impossíveis de serem cumpridos pelos pequenos empresários, burocracias ininteligíveis, e subsídios aos reis — estas são as maneiras mais comuns utilizadas pelo estado para garantir monopólios a grupos de interesse e garantir que eles jamais tenham de passar aperto concorrendo no livre mercado.

Embora ainda haja pessoas que associam o livre mercado à defesa dos interesses empresariais, a realidade mostra que o livre mercado é o principal inimigo de quase todos os empresários. 

A total liberdade de mercado — isto é, a ausência de proteções estatais e a ausência de barreiras à entrada de novos concorrentes no mercado — é o arranjo que faz com que empresas e empresários já estabelecidos em um determinado ramo do mercado percam suas vantagens competitivas sempre que surgem novas empresas concorrentes.  

Sendo assim, a única maneira de esses empresários conservarem sua fatia de mercado passa a ser recorrendo ao estado para pedir regulamentações específicas e privilégios protecionistas.

O setor de táxi como um cartel protegido

O setor de táxis sempre foi um ótimo exemplo de mercado totalmente protegido pelo estado e blindado da concorrência.  No Brasil, os serviços de táxi são regulamentados pelas prefeituras, as quais emitem licenças que permitem que apenas determinadas pessoas realizem tal serviço. 

Em quase todo o resto do mundo o funcionamento é o mesmo: só pode prestar serviços de táxi quem o estado permite.

Em linhas gerais, a regulação funciona da seguinte maneira: uma prefeitura anuncia que irá emitir uma licença — também chamada de alvará — para um serviço de táxi.  Ato contínuo, esta licença adquire um valor de mercado, o qual varia de cidade para cidade.

No Rio de Janeiro, uma licença custa cerca de R$60 mil.  Em São Paulo, o valor varia de R$70 a R$120 mil.  Se você for operar no Aeroporto de Congonhas, o valor pode chegar a R$250 mil.

Quem quer ser taxista, mas não tem dinheiro para adquirir essa licença, tem duas opções: ou ele pode alugar um táxi de outro taxista — desta maneira dividindo com ele as despesas —, ou ele pode trabalhar com um carro de frota ou de uma cooperativa e pagar aluguel.  No Brasil, o arranjo mais comum é se tornar membro de uma cooperativa.

Além do alvará, também é necessário que o veículo tenha uma licença específica, também dada pelo governo. 

Por fim, vale enfatizar que o preço do serviço é tabelado pelo governo.  Nenhum taxista pode cobrar um preço fora do estipulado pelo governo.

Ou seja, o setor de táxi sempre esteve blindado da livre concorrência.  E, como sempre ocorre em setores protegidos pelo estado, os táxis não foram capazes de se adaptar às necessidades de preço e qualidade exigidas pelos consumidores.  Os preços subiram, mas a qualidade ficou estacionada.

Tão logo adquiriram esta reserva de mercado (mais especificamente: serviços de transporte de passageiros em automóveis), e se viram protegidos contra a concorrência de provedores alternativos que os forçassem a se adaptar e a se reinventar continuamente, os táxis se acomodaram confortavelmente sob o manto estatal.

Entra o Uber

Até que surgiu o Uber, o aplicativo de caronas para smartphone.  O Uber não apenas dispensa o uso de cooperativas, como também abole completamente o uso de táxis.

Por meio do Uber, basta você clicar no ícone do aplicativo em seu celular, e um veículo — extremamente confortável, equipado com internet Wi-Fi, e com motoristas profissionais e gentis — irá se dirigir ao seu endereço, informando inclusive o tempo que irá demorar (o aplicativo trabalha com informações de GPS em tempo real).

Além deste conforto, o Uber fornece também outras vantagens em relação aos serviços de táxi convencionais:

1) Facilidade no pagamento: as informações de cartão de crédito do usuário são armazenadas no aplicativo, o que significa que não é necessário nem dinheiro vivo nem máquinas leitoras sem fio no táxi;

2) Custo: os custos operacionais são muito menores que os de uma empresa tradicional de táxi, possibilitando que os preços cobrados sejam muito menores.

3) Tempo de espera: com o Uber, não é necessário ficar parado na rua (muitas vezes, em locais inseguros) à espera de um táxi (o qual pode nem sequer existir região) fazendo sinais com a mão.  Você apenas clica no aplicativo e sua localização é instantaneamente transmitida para o veículo mais próximo.

No Brasil, o Uber está presente apenas em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Em seu site, o usuário pode saber antecipadamente qual será o preço cobrado em cada trajeto.  Para grandes deslocamentos, como ida a aeroportos, os preços chegam a ser metade daqueles cobrados pelos táxis convencionais.

A reação dos cartéis

Naturalmente, os sindicatos dos taxistas não gostaram nada desse furo em seu monopólio.  Como todo grupo de interesse ameaçado por um novo concorrente, eles se reuniram e foram às respectivas prefeituras de cada cidade fazer lobby pela proibição do serviço.

Em São Paulo, o projeto de lei que proíbe o Uber foi aprovado na semana passada pela câmara dos vereadores (48 votos a favor da proibição e apenas 1 contrário).  Ainda haverá uma segunda votação e, em seguida, a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

É muito provável que Belo Horizonte e Rio sigam o mesmo caminho. 

As confusões entre motoristas do Uber e taxistas são quase que diárias.  Recentemente, em Belo Horizonte, na madrugada de quinta-feira, 2 de julho, um motorista do Uber teve seu carro apedrejado por taxistas

Já Antônio Matias dos Santos, presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi do Município de São Paulo, afirmou explicitamente que, se o Uber não for proibido, taxistas irão matar seus usuários.  Muito charmoso.

E já há uma liminar que quer proibir o Uber em todo o Brasil.

Duzentos anos de conspiração contra os consumidores

Adam Smith escreveu A Riqueza das Nações há 239 anos, mas parece falar sobre o Brasil de 2015. Um pequeno trecho do livro explica pelo menos duas notícias desta semana. O trecho é este:

As pessoas envolvidas na mesma atividade raramente se encontram entre si, mesmo para confraternização e diversão, mas [quando isso acontece] a conversa termina numa conspiração contra o público, ou em alguma manobra para fazer subir os preços.

Difícil achar um exemplo tão bem-acabado dessa conspiração contra o público do que essa guerra dos taxistas contra o Uber. Não importa que milhares de passageiros estejam cansados dos táxis e se sintam mais seguros em carros do Uber: os taxistas acreditam ter o direito de proibir uma empresa, um modelo de negócio, e impedir que as pessoas escolham o serviço que preferem.

Mas não pára por aí.

Também como Adam Smith antecipou, editores e livrarias se reuniram e tentam aprovar no Congresso uma lei para fixar um preço mínimo dos livros. Querem evitar a concorrência de grandes lojas online, que cortaram custos e conseguem vender por preços mais baixos.

É difícil imaginar uma ação pior para o incentivo à leitura que proibir o consumidor de comprar um livro por um preço menor. Mas o debate avança no Senado como se a ideia fosse razoável.

O pior dessas conspirações contra o público é que elas são vencedoras. Como a Teoria da Escolha Pública mostrou nas últimas décadas, pequenos grupos de interesse conseguem impor sua vontade mesmo quando isso prejudica o grosso da população.

A maior parte das pessoas até gostaria de ter acesso a outros tipos de táxi ou a livros mais baratos, mas esses interesses são difusos, apenas dois entre tantos outros desejos. Já os taxistas e livreiros têm um interesse forte e concentrado o suficiente para organizarem protestos e pressionarem políticos.

O 1% consegue se impor contra a vontade dos outros 99% da população.

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Autores:

Leandro Narloch, jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Matheus  05/07/2015 14:45
    Existe alguma grande cidade com livre comércio nos transportes?
  • Guilherme  05/07/2015 14:54
    Legalmente, não. Até mesmo porque proibir a livre concorrência e garantir o estabelecimento de monopólios é justamente a função precípuo do estado.

    O livre mercado ocorre apenas quando intrépidos e corajosos empreendedores desafiam as proibições estatais e passam a fornecer bens e serviços sem a prévia autorização da máfia.
  • Luciano  05/07/2015 15:04
    San Francisco, local de onde veio o Uber. Lá as inovações são constantes e os modelos de negócio são bastante livres, e não apenas nos transportes.
  • Marcelo  06/07/2015 10:53
    A cidade de Lima, no Peru, possui livre mercado no setor de transportes.

    caosplanejado.com/em-defesa-de-lima/

    caosplanejado.com/lima-e-a-descentralizacao-do-transporte-coletivo/
  • Antônio Marcos Arduini Gonçalves  05/07/2015 14:55
    Para o bem da maioria, a livre iniciativa nunca vai parar. Já inventaram um app descentralizado nos moldes da blockchain chamado Lazooz. Os burocratas vão perder a guerra.
  • Renato d'Oliveira  05/07/2015 14:59
    Pensei que o Lazooz fosse uma saída. Mas, veja o que a prefeitura de SP pretende fazer: falsos chamados de clientes para capturar os motoristas de Uber em "flagrante".

    Contra métodos tão bárbaros, nem Lazooz resiste.

    A menos que os usuários se auto-protejam por uma rede de confiança entre si e os motoristas recusem passageiros que não sejam muito bem avaliados, não vejo solução. E mesmo assim, é um severo limitante.
  • Felipe Lange S. B. S.  05/07/2015 17:23
    Uber é uma coisa (centralizado), La'Zooz é outra (descentralizado). Nenhum estado é capaz de deter um sistema descentralizado.

    Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento, pode criar mais aplicativos, além dos já existentes atualmente concorrendo com o Uber.

  • Antônio Marcos Arduini Gonçalves  05/07/2015 15:01
    Isso é um ato de tirania contra as liberdades individuais, um ato criminoso contra trocas voluntárias entre as pessoas. Acho que se o governo realmente começar a fazer isso vai ser um tiro no pé, pois o povo vai se revoltar e ir para as ruas.
  • Renato d'Oliveira  05/07/2015 15:09
    Todo governo é tirania. Mas, o governo brasileiro se distingue por ser a tirania da mentalidade pequena, da mediocridade sobre o brilhantismo, da espoliação sobre a produção.

    O zeitgeist do mundo diz que Lazooz (e similars) vencerão no longo prazo.

    Mas, como vencerão é algo que ignoro. Cliente fake para prender motorista foi a gota d'água da mentalidade espoliadora.
  • Mauá  05/07/2015 19:38
    Vai não. O povão não está nem aí pra liberdade e não tem a menor ideia de que isso é prejudicial pra ele mesmo. E passa longe do mais ínfimo conhecimento econômico.
  • Renato d'Oliveira  05/07/2015 14:55
    O Brasil está tomado por máfias.
  • Fernando Quaresma   05/07/2015 15:10
    Vida longa ao Uber. Já utilizei inúmeras vezes e o atendimento, além do respeito ao consumidor são primordiais no aplicativo.

    Se os taxistas querem respeito, ofereçam respeito! Já peguei inúmeros taxis pelo RJ que foram grosseiros e babacas. Inclusive superfaturando a corrida e fugindo da tabela e quando fui reclamar me xingaram.

    Se é para continuar essa patifaria, prefiro que o Uber continue ativo e oferecendo um serviço que realmente funciona e trata o consumidor com mais qualidade.
  • Vou boicotar os taxistas.  05/07/2015 15:17
    Desobediência civil! Esse caso do Uber no país é um absurdo. Cidadãos de bem sujeitos às deliberações desses taxistas sujos e mal educados. Vagabundos!

    Há muitos taxistas que estão se f* com os arranjos atuais de trabalho. Um exemplo. Aeroporto de Internacional de Guarulhos (SP): os taxistas que lá operam são obrigados a fazer seis corridas por dia. Se não fizer seis corridas, deve compensar nos dias seguintes. Só podem tirar uma folga por semana. A distribuição do valor da corrida: 50% ao que é chamado de 'chefe', 30% para o taxista, 20% dividido entre prefeitura e Infraero. São obrigados a trabalhar mais de 12 horas por dia, só podem descansar um dia por semana, ficam com 30% da corrida e ainda contam com o auxílio dos colegas vagabundos de profissão para impedir novos arranjos econômicos como o do Uber.

    Desobediência civil. A cidade de São Paulo sujeita aos descalabros de um moleque babaca em sua prefeitura.
  • leonardo pires  05/07/2015 20:39
    Olha, ficar chamando taxista de "vagabundo" é sacanagem. Os caras estão trabalhando de 7 da manhã até 22:00.Pagam impostos, sofrem uma série de exigências do Estado e não gozam de nenhuma liberdade de preços. O problema não são os caras, mas o Estado. Alguém lembra das towners de cachorro quente? Toda esquina havia uma. Agora cadê? Vigilancia sanitária, prefeitura com alvará, uma burocracia, corrupção, e etc. Logo o estado vai criar impostos, regulamentar e essa atividade deixará de ser tão lucrativa.
  • leonardo  05/07/2015 15:23
    pessoal, tenho 16 anos sou novo no site e gostaria que me indicassem artigos ou falassem sobre o novo plano de exportações lançado a pouco tempo pela presidente Dilma. Obgrigado pela atenção, li alguns artigos e o site está de parabéns.
  • Diego Sousa  05/07/2015 16:54
    Acho que não tem nada de muito específico sobre isso.
    Mas creio que isso possa te dar uma luz.

    spotniks.com/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-o-novo-programa-de-concessoes-do-governo-dilma/

    mises.org.br/Article.aspx?id=2055

    mises.org.br/Article.aspx?id=1949
  • leonardo  06/07/2015 19:05
    obrigado
  • anônimo  06/07/2015 01:05
    Se alguém mandou vc pesquisar isso, pode desconfiar que tem uma ideologia vermelhinha por trás.
    Não é nenhum plano da dilma que cria exportações, é a iniciativa privada.O governo só vem pra atrapalhar, pra parasitar e pra querer levar o crédito no final.
  • leonardo  06/07/2015 19:04
    valeu
  • Vinicius  05/07/2015 15:50
    Cara, eu até concordo com a matéria mas o uber é clandestino, nao pagam impostos. Se fizerem isso com os taxis o serviço sera o mesmo e o pessoal uber vai correr pq eles querem trabalhar que nem as vans clandestinas, pegar-levar, levar-pegar e nao pagar impostos. Por mim pode liberar o uber mas que cobrem os mesmo impostos cobrados dos taxistas mas ai vai acabar o uber pois ninguem vai querer trabalhar como motorista pois vc trabalhando e pagando os impostos nao consegue consegue comprar um carro de luxo e vai firar outra forma de taxi, pense nisso!!!!
  • de Moraes  05/07/2015 15:55
    Tradução: a única coisa que realmente interessa a você é que o "arrego" continue sendo pago para a máfia. Quanto mais gente pagando arrego para a máfia estatal, melhor.

    Em vez de defender que os taxistas paguem menos pelo valor das licenças e paguem menos impostos, você quer apenas que o Uber pague mais impostos.

    Ora, tenha decência: em vez de pedir a tributação do Uber, peça a destributação dos taxistas. Se isso acontecesse os táxis baixariam seus preços.

    Mas não. Você quer dar ainda mais dinheiro para o governo. Por quê?

    No final, você quer apenas manter a boa vida de políticos e funcionários públicos, o que mostra que você não tem vergonha na cara.
  • Renan Andrade  05/07/2015 16:02
    Por que os taxistas, em vez de ficar gastando energia para tentar impedir o progresso, não usam a criatividade para otimizar seus serviços? Só a incompetência tem medo da concorrência.
  • Anderson Otaviano   05/07/2015 16:15
    Se o serviço de táxi fosse tão democrático, ele não passaria a "licença" só para os familiares após a morte do condutor que tirou a licença.

    Na minha cidade (Jundiaí), chegam a cobrar R$ 150.000 por um ponto de táxi, só para dirigir. Se quiser comprar, passa de R$ 500.000.

    A mesma coisa é com motoristas de Van escolar; tudo não passa de máfia organizada em sindicato apoiado por políticos que se elegem com doações dos mesmos.

    Qual motorista do Uber que vai bancar campanha política? Pois é, aí ninguém libera mesmo
  • Yuri  06/07/2015 03:35
    Em vez de gastar energia, poderiam ter aderido em massa ao Uber, visto que este dá mais retorno ao motorista.

    Se a maioria é feita de "alugantes de cota", por que não simplesmente desistir desses aluguéis e partir para o Uber? Mesmo os "cooperados" poderiam fazê-lo.

    Aliás, as cooperativas poderiam se juntar e criar seu Uber e vendê-lo como um serviço legalizado e mais seguro (mesmo sabendo que não tem nada a ver um com o outro, mas quem liga? propaganda enganosa tem em todo lugar).

    Mas não... anos de proteção estatal cegou esses trouxas. Agora estão ganhando no braço, por enquanto.

    Prevejo a derrocada do setor em breve. Não aqui... aqui vai demorar um pouco pois precisa que isso ocorra em outro lugar para copiar-mos.
  • Henrique  06/07/2015 21:08
    Quem disse que o Uber não paga impostos?

    O motorista do Uber, ao comprar seu carro, paga impostos pornográficos.

    O próprio Uber, como uma empresa domiciliada no país, paga IRPJ + CSLL, além do ISS e outros tributos estaduais e municipais.
  • Ricardo  07/07/2015 16:27
    Detalhes adicionais:

    Taxista tem isenção total de IPVA e IPI ao comprar seu carro. Motorista do Uber não.

    Taxista tem isenção total de PIS e COFINS ao comprar seu carro. Motorista do Uber não.

    Um carro que custa R$ 100.000 para um motorista do Uber sairá por R$ 76.000 para um taxista, que ainda detém o monopólio legal dos serviços.

    www.facebook.com/ILCOLiberdade/photos/a.364179743760087.1073741831.273560836155312/473084102869650/?type=1&theater
  • Marcelo Urbano Dias   05/07/2015 15:56
    Serviço de táxi em SP não cumpre adequadamente sua função de ser alternativa de transporte. Faltam táxis em Sp. Típico de monopólio: serviço ruim é ineficiente. Mas mantém a briga ferrenha pelo privilégio.
  • Renan Nery  05/07/2015 15:57
    Ontem eu precisei de um táxi, e o taxista me cobrou 40 reais para levar eu, minha namorada e minha sogra em casa, sem taxímetro. E todos os taxistas do ponto também cobraram isso. Um cartel! Aí se eu opto pelo Uber, eles ficam com raiva?
  • Samuel Sordi  05/07/2015 16:06
    Apenas uma correção, sei que em Brasília também existe o serviço do Uber.

    O mais curioso é que os taxistas se unem para proibir o Uber, mas nada protestam contra a situação atual de SP para conseguir um alvará. No texto é comentado o preço da licença em SP, mas é proibido a sua comercialização no município. Os taxistas precisam comprar no mercado negro.

    Ou seja além de monopólio, o modelo de taxis em SP é criminoso. Taxistas são escolhidos através de "sorteios" da prefeitura.

    Os consumidores no fim acabam pagando o preço.
  • Mario g bizerra  05/07/2015 16:15
    Enquanto tudo isso ocorre o Brazil vai assumindo a rabeira do mundo.

  • Marcos  05/07/2015 16:56
    O melhor jeito de reverter as leis contra o Uber seria um boicote generalizado aos táxis, derrubando a utilização do serviço. Se passarem alguns meses de penúria vão pensar duas vezes antes de criarem uma mobilização para atentar contra a liberdade dos consumidores.

    Em relação aos livros, é necessário dar publicidade a essa discussão, para que não façam igual ao caso do Uber e passem a lei na encolha, sem sofrerem pressão popular.

  • Dissidente Brasileiro  05/07/2015 17:17
    Infelizmente não é só no brasiu não. Na "civilizada" França os taxistas ameaçam linchar passageiros e motoristas e depredar seus automóveis, tudo com a anuência das "autoridades" locais. Pesquise e veja por si mesmo.
  • Felipe Lange S. B. S.  05/07/2015 17:27
    Só nos resta reagirmos diante de sindicatos e taxistas psicopatas vagabundos, políticos e suas crias: desobediência civil e sistemas descentralizados.

    Sou otimista quanto à isso, até porque já temos o La'Zooz, agora que os taxistas que não querem se adaptar ao mercado, estarão todos ferrados.

    Sistemas descentralizados são impossíveis de serem pegos, é como cortar a cabeça de uma hidra, e nascer várias cabeças depois.
  • João  05/07/2015 21:04
    "Difícil achar um exemplo tão bem-acabado dessa conspiração contra o público do que essa guerra dos taxistas contra o Uber."

    Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
    Av. Paulista, 1313
  • Tiago silva  05/07/2015 21:07
    Notícias de última hora,resultado do referendo foi não,isto poderá ser um pesado golpe para o socialismo na Europa e quem sabe se a a próxima grande crise não começará nos dias vindouros.
  • Mauá  06/07/2015 00:03
    Por um lado vai ser pior pro povo grego se a impressora voltar pra Atenas.
  • Lucas C  06/07/2015 00:17
    Pois é. Será que os bancos gregos vão abrir amanhã? Se abrirem, acaba o dinheiro papel de vez.
    E o bitcoin vai agradecendo. Subiu uns 20% nos últimos dias.
    Diante das contradições e descalabros das notícias sobre a crise grega, fico cada vez mais grato à Escola Austríaca por entender o que está acontecendo e saber me posicionar nestes tempos malucos.
  • Dam Herzog  05/07/2015 22:26
    Todo o mundo é contra o direito de propriedade, e contra a livre iniciativa e o povão nem sabe o que é isso. Por isto todo sindicato para existir deveria não ser obrigatória a adesão ao mesmo.. Descontam todo ano um dia de serviço do participante de uma categoria do trabalho que não aderiu ao sindicato. Isto é roubo, é as guildas do tempo da pedra. È roubo legalizado e máfia. Só posso imaginar que o brasileiro tem um gen da corrupção no seu DNA. Mudança indignada já.
  • Alguem  05/07/2015 23:58
    Antes eu pensava que o Brasileiro era especial no quesito corrupção, mas ai eu olho para Grécia, Venezuela, Argentina entre outras e vejo que isso é do ser humano, tão natural quanto a vida, somente a cultura é capaz de mudar isso.
  • Andre  05/07/2015 23:26
    "Já Antônio Matias dos Santos, presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi do Município de São Paulo, afirmou explicitamente que, se o Uber não for proibido, taxistas irão matar seus usuários. Muito charmoso.".

    E depois ainda tem taxista que vem aqui posar de ofendido quando dizemos que taxistas são mafiosos.
  • IRCR  06/07/2015 00:38
    Alguém poderia me explicar como o La'Zooz seria a salvação ?
    Vou mais longe, um modelo La'Zooz com carros autodirigiveis (pensando já a longo prazo).

    O que impediria da mafia dos taxis usassem clientes laranjas e fakes. E através de alguma lei tirassem de circulação "na mão mesmo" os carros autodirigiveis do Lazooz ???? e a prefeitura começasse a rebocar os carros para um pátio desses do detran ?
  • Henrique  06/07/2015 21:11
    Um sistema de rating bem feito dá conta do recado ;)
  • Sergio  06/07/2015 02:31
    Taxistas sendo taxistas: www.rebloga.com/kefera/
  • ohmega  06/07/2015 12:33
    Tive recentemente uma discussão com um amigo (advogado) sobre este aplicativo. Ele defende os taxistas, dizendo que os mesmos perderiam seus empregos e são profissionais ao contrário dos "Ubeiros". Tentei refutar utilizando argumentos que aprendi aqui mesmo no site(obrigado Mises!), mas a mentalidade estatista e regulamentadora está nas entranhas do povo.
  • anônimo  06/07/2015 13:21
    São muito profissionais mesmo:

    vai ter morte diz taxista

    Se alguma pessoa prefere utilizar o uber quem é ele para para ser contra?
  • brunoalex4  24/07/2015 17:24
    Engraçado esses taxistas dizendo que vão apelar para violência...Como diz o velho e conhecido ditado: "o vento que venta lá, venta cá"...
    Não estou apoiando a violência, mas se esse taxista tivesse um pouquinho de cérebro perceberia que nada impedeque os "uberistas" retribuam com a mesma moeda...
  • Andre  06/07/2015 13:37
    "Tive recentemente uma discussão com um amigo (advogado) sobre este aplicativo. Ele defende os taxistas, dizendo que os mesmos perderiam seus empregos e são profissionais ao contrário dos "Ubeiros".".

    Provavelmente ele não gostou do advento dos computadores + impressoras que tiraram os empregos dos digitadores permitindo que os "Micreiros" gerassem documentos impressos e sem erros de forma mais eficiente que um datilógrafo fazia.

    As tecnologias que geram redução de custos sempre vencem no final.
    Quanto maior a redução de custos mais rápido elas vencem.

    Só demoram para triunfar pois antes é preciso derrubar muitos carrapatos que estão acostumados à sugar o sangue/dinheiro das pessoas com suas máfias.

    O mais irônico disso tudo é que se no médio prazo o Uber triunfar ainda veremos daqui há alguns anos os "Ubeiros" reclamando da competição desleal dos carros autodirigidos!!!
  • ohmega  06/07/2015 16:21
    Exatamente André, e vou mais além: Os bons profissionais nunca ficam parados muito tempo, pelo contrário, muitas vezes tem de recusar novos serviços por não darem conta da demanda!
  • Luis  06/07/2015 14:48
    É revoltante. O pior é que nem dá pra falar que isso é uma brasileirice, pois na França está acontecendo a mesma coisa. É engraçado ver que o sentimento de revolta dos taxistas é o mesmo no mundo todo, eles querem acabar com a competição de qualquer maneira possível, mesmo que tenham que matar seus usuários.
  • Douglas  06/07/2015 15:00
    Ja tentei discutir esse tema algumas vezes, e no fim o argumento e sempre o mesmo.

    "Estão tirando empregos dos trabalhadores" ou "estão diminuindo a renda dos taxistas"

    Os acéfalos simplesmente não entendem que quem paga por isso são todos. Que se um emprego e mantido aberto artificialmente a população esta pagando por isso.
    Eles argumentam como se o dinheiro pago aos taxistas nascesse em árvores, ou brotasse do chão.

    E o tipo de discussão que vc simplesmente se cala por que os argumentos são pobres de mais.
  • Luiz Afonso  06/07/2015 18:39
    O Brasil está tomado de cartéis em todos setores econômicos e ainda coligados com o Estado. é por isto que os preços são caros e os serviços em todas áreas de péssima qualidade. O liberalismo passou longe do Brasil, vivemos em um sistema Socialista.

    E pior caminhando para um comunismo, não bastasse o atraso na legislação trabalhista, a intromissão do Estado na economia e vida privada cada vez mais constante, agora não satisfeitos querem transformar o Brasil em uma Republiqueta Bolivariana, se comparando com Bolívia e Venezuela.

    Pobre Brasil, salve-se quem puder. O povo é espoliado diariamente e continua votando nos mesmos políticos.
  • Joker  06/07/2015 18:52
    Eu descordo de uma coisa do artigo: estão colocando como se fosse uma sacanagem dos taxistas enquanto a sacanagem é só do governo.
    Pensem bem, o governo exigiu que o sujeito pagasse uma pequena fortuna simplesmente para ter o direito de trabalhar no ramo, se agora deixarem outros trabalharem no ramo sem essa mesma exigência seria um tratamento desigual.
    Então, para haver uma desregulamentação do setor tem de haver uma reparação, no caso a devolução do valor pago pela licença, para aqueles que se submeteram as condições de regulação anteriores.
  • Jack Napier  06/07/2015 19:59
    "o governo exigiu que o sujeito pagasse uma pequena fortuna simplesmente para ter o direito de trabalhar no ramo, se agora deixarem outros trabalharem no ramo sem essa mesma exigência seria um tratamento desigual."

    Errado. O governo exigiu pagamento em troca da concessão de um monopólio e de uma reserva de mercado

    Na prática, a máfia pediu uma propina e, em troca dessa propina, garantiu lucros fartos e total ausência de concorrência.

    Trata-se de um arranjo completamente espúrio e imoral. E quem faz arranjos espúrios e imorais com o estado, não tem absolutamente nenhum direito de reclamar quando tal arranjo é furado pelo livre mercado de maneira ética e moral.
  • Joker  06/07/2015 22:39
    Mas você pode pensar de outra maneira: a concessão de licença pode também ser vista como uma forma de taxação. Certamente o indivíduo que teve que juntar toda essa grana para trabalhar dirigindo preferiria não tê-lo feito e simplesmente pego um carro e saído por aí sem pagar nada a ninguém. Até mesmo porque o cara deve ter que trabalhar anos só para pagar o investimento inicial. Estou certo que a maioria paga pensando em poder trabalhar, não em uma conspiração para impedir os outros de trabalhar.
    Desta forma, penso que o taxista é vítima do estado também, pois foi taxado numa quantia altíssima para exercer uma profissão que já dispunha de meios de exercer.
  • Jack Napier  06/07/2015 23:03
    "Mas você pode pensar de outra maneira: a concessão de licença pode também ser vista como uma forma de taxação."

    Representa uma taxação única (paga só uma vez na vida) para quem entrou no cartel e agora usufrui seus benefícios. E representa uma proibição total para quem está de fora e também gostaria de empreender neste mercado.

    "Certamente o indivíduo que teve que juntar toda essa grana para trabalhar dirigindo preferiria não tê-lo feito e simplesmente pego um carro e saído por aí sem pagar nada a ninguém."

    E teria feito um grande bem para todos se tivesse agido assim. No entanto, em vez disso, preferiu pagar para a máfia em troca de um monopólio garantido. Não me comove.

    "Até mesmo porque o cara deve ter que trabalhar anos só para pagar o investimento inicial."

    Esse raciocínio vale para absolutamente qualquer setor da economia. Curiosamente, ninguém derrama lágrimas por milhares de empreendedores que diariamente vão à falência.

    "Estou certo que a maioria paga pensando em poder trabalhar, não em uma conspiração para impedir os outros de trabalhar."

    Pois, como mostra os links no artigo, você está errado. Se a maioria estivesse realmente apenas "pensando em poder trabalhar, não em uma conspiração para impedir os outros de trabalhar", eles não ficariam tão enfezados tão logo outras pessoas entraram no mercado para concorrer com eles.

    A reação despropositada deles -- incluindo ameaças de morte -- deixa bem claro que eles não estão pensando "apenas em poder trabalhar", até porque ninguém os está proibindo disso. Eles querem é manter seus ganhos altos possibilitados pelo monopólio estatal. Não merecem compaixão.

    "Desta forma, penso que o taxista é vítima do estado também,"

    Não. Até hoje ele ganhou, e muito, com esse arranjo que o estado criou pra ele. (Sim, ele ganharia ainda mais se o estado houvesse concedido esse monopólio sem cobrar nada por ele. Mas aí seria querer demais).

    "pois foi taxado numa quantia altíssima para exercer uma profissão que já dispunha de meios de exercer."

    Ele se submeteu voluntariamente a isso. Ele voluntariamente se dispôs a pagar pela licença em troca de um monopólio ultra-rentável concedido pelo estado. Não têm minha piedade.
  • Ricardo  07/07/2015 16:30
    Detalhes adicionais:

    Taxista tem isenção total de IPVA e IPI ao comprar seu carro. Motorista do Uber não.

    Taxista tem isenção total de PIS e COFINS ao comprar seu carro. Motorista do Uber não.

    Um carro que custa R$ 100.000 para um motorista do Uber sairá por R$ 76.000 para um taxista, que ainda detém o monopólio legal dos serviços.

    www.facebook.com/ILCOLiberdade/photos/a.364179743760087.1073741831.273560836155312/473084102869650/?type=1&theater
  • Joker  07/07/2015 20:44
    O problema era que essa regra foi imposta unilateralmente pelo estado "para trabalhar tem que pagar", no momento em que se muda regra para "pode trabalhar sem pagar nada", sem compensar quem já pagou, há uma competição onde há uma assimetria criada artificialmente, tão injusta quanto a reserva de mercado anterior.

    Concordo em que se deve abrir o mercado para qualquer nova forma de negócio, mas continuo achando justo compensar quem entrou na regra antiga e a quem não foi dada a opção de trabalhar sem licença. Até porque uma compensação como o governo comprando de volta as autonomias geraria um cenário muito mais fácil para justificar um mercado verdadeiramente livre. Não há de se falar em livre mercado onde a somente uma parcela deste foi imposta uma barreira inicial à entrada e estes tem de seguir preços tabelados pelo governo enquanto outros não.

    Esse raciocínio extremista de "quem se mistura com o estado é mau e merece mais é se ferrar" não leva a nada. Se tirarmos os funcionários públicos de todos os setores, aqueles que atuam em monopólios concedidos pelo estado como taxistas, funcionários de cartórios, bancos, lotéricas, empresas de transporte, advogados, pessoas que recebem bolsa família, estudantes de universidades públicas, funcionários de empresas que prestam serviços ao governo (como empreiteiras), do agronegócio que recebe subsídios, quem usa patentes ou proteção à propriedade intelectual... quem é que sobra? Quem é puro o bastante e não merece se ferrar?
  • Rodrigo Amado  08/07/2015 12:45
    "O problema era que essa regra foi imposta unilateralmente pelo estado "para trabalhar tem que pagar","

    Pelo que li por aí as prefeituras não cobram por essas licenças, elas sorteiam.
    Depois é que algum sorteado vai e revende ou aluga.

    "no momento em que se muda regra para "pode trabalhar sem pagar nada", sem compensar quem já pagou,"

    Quem já pagou, comprando ou alugando de quem foi sorteado, ou até comprando de alguma prefeitura que por acaso vende-se a licença já teve ANOS DE GORDOS LUCROS.
    Portanto já foi MUITO BEM REMUNERADO.
    Caso alguma prefeitura tenha vendido licenças então é só ela anunciar que quem quiser desistir de concorrer com o Uber pode devolver a licença e pegar o dinheiro de volta.
    Mas claro que ninguém vai querer largar esse osso oligopolista tão suculento.

    "há uma competição onde há uma assimetria criada artificialmente, tão injusta quanto a reserva de mercado anterior.".

    No livre mercado sempre há assimetrias, mesmo quando o governo não interfere, é normal.
    Por isso os datilógrafos foram extintos.
    Por isso os frentistas foram extintos, no primeiro mundo pelo menos.
    Por isso as lampadas incandescentes estão sendo extintas.
    É a destruição criadora.

    "Concordo em que se deve abrir o mercado para qualquer nova forma de negócio, mas continuo achando justo compensar quem entrou na regra antiga e a quem não foi dada a opção de trabalhar sem licença."

    Quem já era taxista antigo já teve GORDOS LUCROS e já pagou o custo da licença.
    Quem é taxista novo aí sim poderia devolver a licença para a prefeitura e receber o dinheiro de volta.
    Mas como em geral as licenças são compradas entre pessoas é só ele revender a licença no mercado por um preço
    um pouco abaixo do que ele pagou. Ele pode calcular o preço de acordo com o lucro que ele já teve até hoje.
    Mas é claro que eles preferirão lutar pela permanência do oligopólio.
    Ninguém quer perder seus privilégios.

    "Até porque uma compensação como o governo comprando de volta as autonomias geraria um cenário muito mais fácil para justificar um mercado verdadeiramente livre. Não há de se falar em livre mercado onde a somente uma parcela deste foi imposta uma barreira inicial à entrada e estes tem de seguir preços tabelados pelo governo enquanto outros não."

    Pois eu acho que a maioria dos taxistas gosta muito dos preços tabelados.
    Se o governo libera-se a flutuação do preço muitos iriam reclamar de concorrência desleal só
    porque o outro taxista cobra menos que ele.

    "Esse raciocínio extremista de "quem se mistura com o estado é mau e merece mais é se ferrar" não leva a nada.".

    Extremistas são os taxistas fazendo greves violentas e avisando que haverão MORTES.
    Na eles não vão se ferrar só porque se misturaram com o estado.
    Pois levando em consideração todo o lucro que eles já tiveram com esse oligopólio mafioso ao
    longo de todos esses anos mesmo que o negócio de táxi vá à falência por causa do Uber eles ainda
    sairiam dessa com um lucro bem gordo.
    E mesmo os taxistas recentes que ainda não tiveram lucro suficiente para pagar pela sua licença
    caríssima já teve algum lucro, de modo que ele poderia, facilmente, vender a licença dele por um
    preço menor considerando o lucro que ele já teve.
    Mas é claro que eles querem é lucrar pelo maior tempo que for possível, até a última gota.

    "Se tirarmos os funcionários públicos de todos os setores, aqueles que atuam em monopólios concedidos pelo estado como taxistas, funcionários de cartórios, bancos, lotéricas, empresas de transporte, advogados, pessoas que recebem bolsa família, estudantes de universidades públicas, funcionários de empresas que prestam serviços ao governo (como empreiteiras), do agronegócio que recebe subsídios, quem usa patentes ou proteção à propriedade intelectual... quem é que sobra? Quem é puro o bastante e não merece se ferrar?".

    Como disse acima, essas pessoas não estariam se ferrando pois já tiveram lucro ao longo de muitos anos.
    Apenas seriam obrigadas à arrumar outra fonte de renda, mas é claro que eles preferem continuar parasitando
    pelo maior tempo que for possível, até a última gota.

    Por exemplo, se o governo anunciasse que o bolsa-família iria acabar HOJE, porque o governo está sem dinheiro,
    haveria uma grande revolta por parte desses parasitas do bolsa-família.
    Mas se pararmos para pensar eles são os mais perfeitos parasitas pois recebem dinheiro sem fazer ABSOLUTAMENTE NADA.
    E mesmo assim eles se sentem no direito de fazer manifestações violentíssimas caso seu hospedeiro resolva expurgá-los.
    Quando o correto seria eles baixarem a cabeça e agradecerem por toda ajuda que já receberam até hoje, e no máximo poderiam
    demonstrar tristeza porque terão que se virar, mas jamais seria correto demonstrarem revolta.
    O mesmo vale para os outros parasitas.
  • Joker  08/07/2015 18:50
    Acho que você entendeu mal meu comentário. A minha listagem (não exaustiva) era só para exemplificar que a grande maioria da população em algum momento se beneficia ou já se beneficiou de sua interação com o estado. Você vive em um país onde, por baixo, 90% são parasitas ladrões moralmente inferiores a você.

    Mas parece que muitos aqui são a favor ou da implosão imediata do estado ou de manter tudo exatamente como está (que é um cenário mais provável), nenhuma medida de transição é aceitável, tem que ir da regulamentação completa para a total liberdade e fingir que o estado não existe e nunca existiu. Esse é o extremismo do qual eu falava...

    Tem gente aqui achando que Friedman e Hayek são socialistas ou que concorda com o Steve Molyneaux que diz que para ser um anarco-capitalista roots tem que cortar relações com a família e amigos se estes continuarem defendendo a existência de um estado. Parece que o mais importante é estar filosoficamente correto e se manter ideologicamente puro do que criar qualquer alteração no mundo real (ou seja, fora de um forum da internet).

  • Marcos Rocha  08/07/2015 19:00
    Qual foi a medida de transição que você defendeu? Essa aqui?

    "tem de haver uma reparação, no caso a devolução do valor pago pela licença, para aqueles que se submeteram as condições de regulação anteriores."

    Ué, por mim, fechou. Agora vai lá perguntar pros taxistas se eles aceitam isso (mas proteja-se).

    Se aceitarem, fim de papo.

    P.S.: essa sua estratégia vitimista de rotular as pessoas que divergem de você em termos morais é tão clichê... Não baixe o nível assim. Não seja um coitadista.
  • Guilherme  08/07/2015 19:10
    O fascismo chega ao Brasil por meio dos taxistas:

    Blitz em Congonhas contra transporte irregular tem choro e ajuda de taxistas

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/07/1653044-blitz-em-congonhas-contra-transporte-irregular-tem-choro-e-ajuda-de-taxistas.shtml?cmpid=facefolha
  • Joker  08/07/2015 21:49
    Ué, por mim, fechou.

    Então, era só isso que eu tinha proposto mesmo desde o primeiro post.


    P.S.: essa sua estratégia vitimista de rotular as pessoas que divergem de você em termos morais é tão clichê... Não baixe o nível assim. Não seja um coitadista.

    Não é você quem está me rotulando em termos morais de vitimista e coitadista? Parabéns pela coerência campeão!
  • anônimo  08/07/2015 19:41
    Me desculpe, até vejo casos extremistas, mas pense bem, legalmente a licença é concedida pelo estado, não cobrada. Logo esse valor pago pela licença foi acordado com um terceiro, ou feito uma falcatrua ilegal com a prefeitura, e importante, isso foi um investimento.
    Ai o investimento deu errado e você propõe restaurar o que foi pago? Porque não restaurar o investimento de todos que investiram errado então?
    Se a soluçao for restaurar tudo que foi espoliado pelo estado (ignorando o investimento) é impossivel, ja foi gasto.
    Inevitavelmente terão perdedores, querer reparar até isso (valor da licença) é impraticavel, qual sua solução pro INSS por exemplo? Todos serão prejudicados, e para ser justo, quanto mais envolvimento com o estado mais prejudicado, mas no fim todos irão perder, adiar essa verdade só aumentará seu sofrimento.
    E mais importante, deixar a cargo do estado fazer essa reparação é uma péssima escolha, os reparados serão apenas os que tem mais poder.
  • Luiz Afonso  07/07/2015 11:01
    esta é a função principal de uma máfia: Te cobrar um preço para você ter o monopólio de comércio naquela determinada atividade. Comparar o Estado com uma máfia não é errado. O Estado não mata fisicamente diferente da máfia, mas ele mata o seu comércio e ainda te jogando na ilegalidade e sujeito a prisão.

    Como combater a maior máfia de todos os tempos? Liberalismo!

    É por isto que Socialistas odeiam o Liberalismo, porque este mostra as pessoas que o "Rei está nú", desmascara a máfia estatal e mostra que esta máfia age em benefício de seus interesses próprios e não o do bem comum como eles adoram dizer.

    Eu adoro artigos como estes que desmascaram a maior máfia de todos os tempos: O Estado. Estou quase virando um anarcocapitalista, ehehehehe.
  • anônimo  08/07/2015 17:38
    Se o taxista comprou uma licença, problema dele. Eu não tenho nada a ver com isso.
    Eu sou livre e se quiser usar o uber tenho direito de usar.
  • Sandro lima  13/07/2015 22:05
    Poxa, os taxi de Sampa são tudo uns lixões!
    Carro mil que dependendo da subida, o taxista dá a volta!
    E o valor da corrida? exorbitante!!

    Assim fica fácil ganhar $$!

    O "dano" que o Uber causa aos taxistas nada mais é do que a falta de investimento dos próprios taxistas no setor...

    Me lembro que há uns 20 anos, taxista só tinha carrão, hoje vem com uns carros que dá nojo de entrar, e colocam a culpa no Uber?

    Se eu fosse taxista, investiria num carrão/taxi e entrava pro Uber!
    Eles possuem a licença, o app é livre para qualquer um, pagam mais barato para comprar carro de luxo, não pagam ipva etc... Era só alegria!!!






  • Gardenal  19/07/2015 14:20
    Essa foi gozada.

    Presidente do sindicato dos taxistas de São Paulo "argumentando" contra a liberação do Uber:

    "Pobre tem que se conformar de que é pobre; e se precisar de táxi, chama o vizinho"

    https://www.facebook.com/raioprivatizador/videos/420092998183049/



  • Andre  19/07/2015 16:21
    "Pobre tem que se conformar de que é pobre; e se precisar de táxi, chama o vizinho".

    Se pelo menos todos os taxistas fossem sinceros assim...
  • Gunnar  24/07/2015 12:25
    Apenas uma variante de uma das idiotices que mais ouço de socialistas. No caso da regulamentação das domésticas e a conseqüente onda de demissões por parte de contratantes que não poderiam arcar com os custos trabalhistas, "é bom mesmo, se não pode pagar os direitos trabalhistas vai lavar sua própria privada" (e dane-se que as mulheres ficaram sem emprego). No caso dos exorbitantes impostos e regulações que impedem a entrada no mercado de milhões de potenciais empreendedores, "empresário de verdade empreende pagando imposto e fazendo tudo nas regras, se não aguenta então não é empresário de verdade e tem mais é que ficar de fora mesmo e ser empregado de alguém que dá conta" (e danem-se todos os empregos que deixam de ser criados, os produtos e serviços que deixam de ser produzidos).

    Esquerdista não se preocupa com o pobre. Esquerdista quer é que o rico se ferre. Socialismo é a mais abjeta ideologização da inveja, do recalque, de tudo que há de mais baixo nos seres humanos.
  • anônimo  24/07/2015 19:28
    Os esquerdista estão defendendo o Uber. Sakamoto já se pronunciou a favor, e recentemente Gregorio Duvivier também.

    O que explica essa anomalia?

    a) A esquerda está virando liberal.

    b) A esquerda não sabe o que pensa e fala.

  • Antônio Costa  24/07/2015 19:49
    É a mesma teoria do relógio estragado estar certo às vezes.

    Em todo caso, por que eles seriam contra? Esquerdista nunca morreu de amores por taxistas, que ganham a vida rodando de carro, poluindo o ambiente (sim, toda a esquerda é ambientalista jurássica).
  • anônimo  24/07/2015 20:07
    "Em todo caso, por que eles seriam contra?"

    Por que esquerdistas são a favor do socialismo, e socialismo é um regime que defende o controle do estado sobre o mercado.

    O sistema de taxi é uma exemplo de socialismo, é o controle do estado sobre o serviço de transporte individual de passageiros.

    Portanto só de um esquerda ser contra os taxista já mostra uma certa incoerência.

    E tem mais, o uber é criação da iniciativa privada, é uma empresa privada e financiada por investidores privados. Ou seja, o uber é fruto do capitalismo, aquele regime tão criticado pelas pessoas ditas de esquerda.

    Agora entendeu porque um esquerdista deveria ser contra o uber
  • Ricardo  24/07/2015 20:18
    "O sistema de taxi é um exemplo de socialismo, é o controle do estado sobre o serviço de transporte individual de passageiros. Portanto só de um esquerda ser contra os taxista já mostra uma certa incoerência."

    Seu erro está em acreditar que esquerdista tem essa clareza de pensamento.

    Ora, as telefônicas também são um serviço controlado pelo estado (via ANATEL), e a esquerda não as defende. As companhias aéreas também (ANAC). Os planos de saúde também (ANS). O setor farmacêutico também (ANVISA). Os bancos também (Banco Central). E nem vou falar das empreiteiras...

    Por essa sua lógica, a esquerda deveria defender todos os grandes plutocratas da economia brasileira.
  • Felipe  25/07/2015 14:36
    Sistema de taxi não é exemplo de socialismo, mas sim de intervencionismo.

    Socialismo é estatização dos meios de produção.
    Intervencionismo é o governo regulando o mercado.

    Os taxis continuam em mãos privadas, mas com o governo regulando.

    Assim também como outros serviços, como telefonia e bancos.

    O problema do intervencionismo, na maioria da vezes, é que gerará preços altos e qualidade baixa.

    Por fim, nem todo esquerdista é socialista, esquerdista também podem ser intervencionistas, sindicalistas, assistencialistas ou anarquistas.
  • Silvio  25/07/2015 19:42
    Sobre a questão do socialismo e intervencionismo, convém ler esse artigo do Mises: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1194
  • Emerson Luis  10/08/2015 17:13

    Outro exemplo é o WhatsApp...

    * * *
  • eduardo  13/08/2015 12:38
    já existe o netflix e uber dos livros e e-books, é o clubebook.com.br
  • Mises  05/09/2015 00:35
    Estudo do Cade conclui que Uber favorece concorrência e consumidor

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1678064-estudo-do-cade-conclui-que-uber-favorece-concorrencia-e-consumidor.shtml?

    O CADE precisa de estudos acadêmicos para concluir aquilo que a praxeologia concluiu em 5 segundos.
  • Andre  05/09/2015 01:02
    "O CADE precisa de estudos acadêmicos para concluir aquilo que a praxeologia concluiu em 5 segundos.".

    Nem precisa de praxeologia, qualquer pessoa percebe isso.
  • Eduardo R., Rio  11/10/2015 03:10
    "A uberização do mundo", por Hélio Schwartsman.
  • anônimo  29/11/2015 00:12
    Como impedir que bandidos se cadastrem no Uber e usem para assaltar, estuprar ou sequestrar passageiros?

    Motorista do Uber é preso por assaltar casa de passageira em Denver e outros três por abuso sexual contra cliente em Chicago e Los Angeles
  • Gerônimo  29/11/2015 02:08
    Aí zoou, né? Cadê a fonte desta notícia? Um blog de taxistas postar isso sem nem sequer linkar para uma fonte externa mostra bem o tanto que essa gente está desesperada com a perda de seus monopólios.

    P.S.: em tempo: uma pessoa da minha família já foi assaltada por um taxista em Recife.


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