Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda

Nota do editor

Em uma sociedade livre, a desigualdade de renda é algo natural e inevitável.  Mais ainda: ela é até mesmo desejável e necessária para o crescimento econômico. 

A desigualdade de renda causada pelo mercado advém do fato de que há indivíduos capazes de gerar muito valor para seus empregadores e há indivíduos que geram pouco valor.  E também há aqueles que simplesmente não conseguem gerar nenhum valor.

Um executivo bem-sucedido gera muito valor para seus empregadores.  Logo, sua remuneração tende a ser alta.  Jogadores de futebol e atores de novela também geram muito valor para seus empregadores (e o que você pensa em particular dessas profissões não interessa ao resto da população, que voluntariamente consome os produtos dessas pessoas), e por isso suas remunerações também são altas. 

Já empregadas domésticas e faxineiras não geram tanto valor para seus empregadores (sua função principal é poupar-lhes dos afazeres domésticos), por isso sua remuneração é menor. 

No que mais, a desigualdade de renda sempre será um fenômeno natural pelo seguinte motivo: as pessoas não nascem iguais.  Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade.  As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

Mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI.  Toda a diferença já começa no berço e não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

Portanto, desigualdade de renda é um fenômeno inerente à nossa natureza humana.

Feito esse caveat sobre a inevitabilidade da desigualdade, façamos agora uma distinção: uma coisa é a desigualdade gerada exclusivamente pelo mercado, que premia quem cria valor e pune quem não cria.  Qualquer ataque a essa forma de desigualdade gera apenas tirania e empobrecimento.  Trata-se de uma desigualdade inevitável e até mesmo necessária.  Outra coisa, totalmente distinta, é a desigualdade gerada pelo estado.

A principal causa da desigualdade gerada pelo estado está na expansão monetária, a qual é totalmente controlada pelo estado (por meio do Banco Central).

O atual sistema monetário é baseado em um monopólio estatal de uma moeda puramente fiduciária.  O dinheiro é criado monopolisticamente pelo Banco Central e é em seguida entregue ao sistema bancário.  O sistema bancário, por sua vez, por meio da prática das reservas fracionárias, se encarrega de multiplicar este dinheiro (eletronicamente) por meio da expansão do crédito. 

Falando mais diretamente, o dinheiro criado pelo Banco Central é multiplicado pelo sistema bancário e entra na economia por meio do endividamento de pessoas e empresas.

Tal arranjo — formado por um sistema bancário que pratica reservas fracionárias e por um Banco Central que protege e dá sustentação a este sistema — está em franco contraste a um regime monetário de uma economia genuinamente de mercado, na qual os participantes do mercado poderiam decidir por conta própria, sem a pressão e a coerção do estado, qual dinheiro eles gostariam de utilizar.

Essa expansão da oferta monetária feita pelo Banco Central e pelo sistema bancário de reservas fracionárias é o que realmente gera a inflação de preços e, por conseguinte, um declínio na renda das pessoas em termos reais.

Quando os preços aumentam em decorrência de uma expansão da oferta monetária, os preços dos vários bens e serviços não aumentam com a mesma intensidade, e também não aumentam ao mesmo tempo.

A quantia adicional de dinheiro que entra na economia — por meio do sistema bancário que expande o crédito, e o qual é totalmente controlado pelo Banco Central — não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos: sempre haverá aqueles que estão recebendo esse dinheiro antes de todo o resto da população. 

As pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão em posição privilegiada: elas podem gastá-lo comprando bens e serviços a preços ainda inalterados.  Ora, se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou.  Essas são as pessoas que ganham com a inflação.

À medida que esse dinheiro é gasto e vai perpassando todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia).  Porém, começa aí a haver uma discrepância: vários preços já aumentaram sem que esse novo dinheiro tenha chegada às mãos de outros grupos de pessoas.  Essas são as pessoas que perdem com a inflação. 

Somente após esse novo dinheiro ter perpassado toda a economia — fazendo com que os preços em geral tenham subido — é que ele vai chegar àqueles que estão em último na hierarquia social.  Assim, quando a renda nominal desse grupo subir, os preços há muito já terão subido. 

Houve uma redistribuição de renda: aqueles que receberam primeiro esse novo dinheiro obtiveram ganhos reais.  Com uma renda nominal maior, eles puderam comprar bens e serviços a preços ainda inalterados.  Já aqueles que receberam esse novo dinheiro por último tiveram perdas reais.  Adquiriram bens e serviços a preços maiores antes de sua renda ter aumentado.  Houve uma redistribuição de renda do mais pobre para o mais rico.

E é exatamente esse o perverso mecanismo de redistribuição de renda gerado pelo estado.  Infinitamente pior para os pobres do que o mecanismo de aumento da desigualdade em decorrência do mérito — o qual, aliás, é impossível ser prejudicial para os pobres.

O artigo abaixo comenta um recente estudo, divulgado por ninguém menos que o IPEA, que apontou mais cinco medidas governamentais que acentuam artificialmente a desigualdade de renda.

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Um recente estudo dos economistas Marcelo Medeiros e Pedro Souza, publicado por ninguém menos que o IPEA, tenta apontar as causas da desigualdade de renda no país.  A conclusão: o governo é um dos principais responsáveis por tal feito.

Segundo esse estudo, o governo é responsável por 1/3 da desigualdade de renda.  Tal dado estampou manchetes em veículos diversos

O que o estudo revela, mas as manchetes se esquecem de relatar, é que este percentual é bastante superior ao do setor privado se levarmos em conta a participação de cada um na economia.   

Consequentemente, segundo o próprio IPEA, o governo é proporcionalmente um maior causador de concentração de renda do que o setor privado.

A estas conclusões podemos somar os inúmeros trabalhos de teóricos liberais, das mais variadas vertentes, que se dedicam a explicar de que forma o estado age em favor do aumento das desigualdades, como é o caso dos teóricos da "Teoria da Escolha Pública" ou da "Teoria da captura", que explica a tomada do estado por membros de corporações privadas.

Nas palavras dos dois economistas do IPEA: "O Estado não é uma instituição completamente autônoma, e suas ações, em parte, refletem conflitos distributivos preexistentes; consequentemente, em vez de reduzir desigualdades, o Estado pode, na verdade, aumentá-las".

A seguir, algumas das conclusões do estudo, todas elas já bastantes conhecidas do meio liberal/libertário, sobre os fatores que levam o estado a ser um agente da desigualdade de renda:

1 – Remuneração do funcionalismo público

A análise elaborada pelos economistas do IPEA demonstra uma peculiaridade do salário no setor público brasileiro em relação aos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): a distância entre as remunerações do setor privado e do setor público para cargos de mesma função costuma alcançar níveis maiores no Brasil, fazendo com que o setor público, responsável por 11,6% da força de trabalho empregada no país, responda por 19% da renda, mesmo quando se considera como ligados ao setor privado executivos de multinacionais, bancos e outras empresas, que comumente apresentam uma remuneração bastante acima da média.

Não é raro encontrarmos casos de salários no Congresso ou nas câmaras de vereadores pouco situados na realidade da maioria dos brasileiros: motoristas e garçons que recebem R$ 13 mil mensais no Distrito Federal ou ainda os mais de 700 copeiros do Senado com remuneração superior a R$ 3 mil mensais.

O estudo aponta que, para cargos com similares na iniciativa privada, o governo em geral remunera melhor.  No entanto, no que tange a cargos executivos nas mais de 120 estatais brasileiras, a remuneração oferecida muitas vezes passa longe da dos executivos do setor privado.

A conclusão do estudo é que é de 24% a participação dos salários públicos na desigualdade de renda do país — a qual, vale lembrar, é a oitava mais desigual do mundo.

2 – Previdência Pública

O pouco conhecido, porém não menos perverso, viés corporativista da previdência pública brasileira é responsável — segundo o estudo — por 21% da desigualdade de renda no país, número expressivo dado o caráter restrito da aposentadoria pública.

Respondendo por cerca de 4% dos beneficiários, os funcionários públicos aposentados e pensionistas são responsáveis por cerca de 20% dos gastos com previdência no país. 

Em números mais claros, os cerca de 935 mil funcionários públicos aposentados e pensionistas geram um déficit anual de R$ 62 bilhões contra um déficit previdenciário de R$ 35 bilhões ocasionado pelos 28 milhões de aposentados do INSS.  E isto leva em conta apenas o setor público federal.

Há casos como o do estado do Rio Grande do Sul, onde os funcionários aposentados são tão numerosos quanto os funcionários na ativa, em que o estado chega a despender mais recursos com pensões e aposentadorias do que com educação e saúde somados. Este custo em boa parte decorre do fato de que, até bem pouco atrás, funcionários públicos do estado não eram obrigados a pagar contribuição previdenciária.

Ao todo, 4% da população brasileira vive em domicílios com presença de algum beneficiário de aposentadoria do setor público.  Somados, os beneficiados com uma aposentadoria do setor público (que representam 0,47% da população) respondem por 6% da renda auferida por todos os domicílios brasileiros. 

Nenhum outro fator de renda gera, proporcionalmente, maior contribuição para a desigualdade no país.

3 – Sistema tributário

O Brasil é um dos países com maior gasto público em relação ao PIB no mundo: cerca de 40% do PIB, bastante acima de países em igual situação de Desenvolvimento Humano.  Para sustentar todo esse gasto é necessário haver um sistema tributário agressivo.  E o sistema tributário brasileiro é um dos principais responsáveis pela má distribuição de renda no país. 

Segundo um estudo apresentado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 53,8% da arrecadação tributária brasileira é paga por trabalhadores que recebem até 3 salários mínimos.  Outro estudo, desta vez realizado pela Firjan, aponta que 1 em cada 4 brasileiros desconhecem o fato de que pagam impostos.

Isso comprova que a ignorância econômica e financeira é um grande entrave para que a população entenda de fato a origem de todos os "direitos" concedidos pelo estado.

Ainda segundo o mesmo IBPT, no Brasil, os setores de educação e saúde — dois bens e serviços que a população considera um "direito" — são um dos mais taxados do país, fazendo com que o mesmo estado que tributa para ofertar tais serviços impeça o seu acesso pela população, restringindo a educação no país, o mais relevante fator de mobilidade social moderno.

A situação, entretanto, parece pouco afetar aqueles que se auto-atribuem o papel de defesa da população mais pobre: os políticos.  Sempre que estes falam em reforma tributária, eles se concentram exclusivamente em aumentar impostos sobre os mais ricos, e não em reduzir impostos sobre os mais pobres.  A intenção sempre é aumentar a arrecadação, e nunca desonerar os mais pobres.

O ex-senador Cristovam Buarque, por exemplo, quer o fim da restituição no imposto de renda para gastos com educação.  Já o PSOL tem como principal bandeira o imposto sobre grandes fortunas.  Em ambos os casos, há apenas a intenção de ampliar a renda do estado.

[Nota do editor: como explicado em amplos detalhes aqui e aqui, aumentar a tributação dos mais ricos não apenas não resolveria a situação dos mais pobres, como a pioraria no longo prazo.]

4 – Educação superior pública, gratuita e restrita.

O caráter restritivo no qual a educação pública brasileira se baseia é uma construção de décadas, não podendo ser erroneamente confundido com uma política deliberada de governos específicos.  Entretanto, a pouca disposição a mudanças é traço comum a todos os governos, e sua crença de que o problema encontra-se no número limitado de vagas, e não no modelo em si, é um dos responsáveis por manter o setor estático.

A escolha do governo federal de apoiar o ensino superior é responsável por boa parte das distorções do setor.  Quando comparado a países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o país com maior diferença entre gastos no ensino superior e no ensino fundamental. O país gasta com o ensino superior 93% de seu PIB per capita, por aluno, enquanto no ensino fundamental o número atinge 23%. Em relação a outros países em situação similar, como México e Chile, gastamos ainda um percentual maior do nosso PIB com educação, 5,6% contra 5,2% e 4,5%, respectivamente.  Gastamos mais e pior.

Segundo um estudo apresentado pelo IBGE, 59,9% dos estudantes de universidades federais estão entre os 20% mais ricos da população brasileira.  E mais de 2/3 deles são oriundos de escolas particulares.  

Considerando-se que o setor público gera 1/3 das vagas no ensino superior, isso significa que, para os 9,5% da população brasileira que estudam em escolas particulares, as chances são, em média, de 15% de entrarem em uma universidade pública.  Para o restante que estuda em escola pública, as chances são de 1%.

E, quando observamos a situação em cursos distintos, vemos que os percentuais maiores de alunos com renda familiar de até 3 salários mínimos que frequentam o ensino superior público situam-se no curso de letras; e os menores, no curso de engenharia.

5 – Subsídios

A histórica dificuldade do Brasil em formar poupança e investimentos, decorrente em boa parte da instabilidade política e econômica do país que trocou de moeda inúmeras vezes ao longo do século XX, além de um confisco na poupança e 10 moratórias na dívida externa ao longo do mesmo século, é base de uma crença na necessidade do estado como indutor do crescimento econômico nacional, crença que em maior ou menor intensidade sobrevive no país desde o getulismo dos anos 30.

Tal crença, de que o estado deve agir para garantir investimentos, levou à criação de um banco específico no país para atuar nesta área, garantindo subsídios e prazos confortáveis para o setor privado florescer no país. O BNDES foi criado ainda na década de 1950 pelo segundo governo Vargas, e mantido por todos os governos que se seguiram.  Também foram religiosamente mantidas em constante desordem as contas públicas, a alta inflação e outras tradições nacionais

Nenhum governo, entretanto, nem mesmo os militares com seu lema de "fazer o bolo crescer para só depois dividi-lo", deu tanto poder ao banco de fomento como o fez o governo Lula.

Na era Lula, o BNDES inicialmente foi comandado por Guido Mantega, que deixou o banco para assumir o Ministério da Fazenda, enquanto Luciano Coutinho, ex-professor da Unicamp e um dos formuladores da antiga Lei da Informática, assumiu a presidência do banco.

Sob o comando de ambos, o BNDES recebeu aportes bilionários por parte do Tesouro Nacional, destinados a elevar o investimento na economia brasileira, saltando de R$ 9,9 bilhões (0,4% do PIB) para R$ 414 bilhões (8,4% do PIB) em um período de 7 anos.

Para emprestar o dinheiro ao banco, o Tesouro capta recursos por meio de emissão de dívidas, pagando juros muitas vezes superiores a 13% ao ano (juros esses arcados inteiramente por nós, pagadores de impostos).  O BNDES, por sua vez, repassa os empréstimos a um custo menor do que 6% ao ano, criando uma diferença que se pode chamar de subsídio ou simplesmente "Bolsa-Empresário". [Clique aqui para entender os detalhes da operação do BNDES].

Não bastasse favorecer diretamente empresários com recursos pagos pela população como um todo, o banco declara que mais de 70% de seus empréstimos destinam-se a grandes empresas, com faturamento superior a R$ 300 milhões anuais. Segundo estima o Tribunal de contas da União, tal prática resultou em um subsídio de R$111,5 bilhões entre 2009 e 2015 (a prática continua em vigência).

[Nota do editor: sobre a política de financiamento do BNDES, vale enfatizar que, além de ser inflacionária, ela gerou um grande desarranjo nas contas públicas e elevou sobremaneira a dívida pública bruta.  Essa elevação da dívida bruta, além de ameaçar o grau de investimento (investment grade) conferido ao país pela Standard & Poor's, ajudou a acelerar a depreciação do real, o que turbinou ainda mais a inflação de preços, e prejudicou ainda mais os mais pobres].

Não são raros os casos de prejuízos do banco em apostas arriscadas, como os financiamentos superiores a R$ 10 bilhões ao Grupo X, de Eike Batista, ou a aposta em frigoríficos como o Bertin e o Marfrig, os quais, para evitar falência, foram levados pelo banco a uma fusão com o frigorífico JBS, um dos maiores beneficiários da política de subsídios, como também o maior doador de campanhas eleitorais do país.

Na ocasião da falência do grupo X, de Eike Batista, os ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel dedicaram-se pessoalmente a levar para o porto de Eike, no estado do Rio de Janeiro, um estaleiro de Cingapura que estava sendo construído no estado do Espírito Santo.  Esse caso foi denunciado pelos próprios cingapurianos e levado à mídia pelo governador do estado do ES.  

No meio liberal/libertário, esse conluio entre políticos e grandes empresários é conhecido como corporativismo (ou, mais popularmente, como "fascismo"), e o termo técnico dado a esses empresários é o de "rent seekers", ou "caçadores de renda".

Conclusão

Inúmeras outras ações deliberadas do governo contribuem para formar ou garantir a continuidade da concentração de renda, como o acesso desigual à justiça, direitos de propriedade vagos ou nulos, concessão de monopólios, de patentes e direitos autorais etc.  Enumerar todas é uma tarefa quase impossível, pois o estado esta intrinsecamente ligado ao restante da economia, não sendo uma entidade à parte, que apenas arbitra interesses do setor privado.

A desigualdade é natural e inata, mas se torna um problema quando é gerada artificialmente.  Quando isso ocorre, ela se transforma em uma maneira de barrar a mobilidade social e a busca pela auto-realização, que é o que sustenta as inovações e o desenvolvimento humano.

Quando um grupo age de forma coercitiva com o intuito de sustentar seus privilégios, não há nenhum ganho para a sociedade.  E é isso o que fazem todos aqueles que utilizam o estado para manter seus privilégios.


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SOBRE O AUTOR

Felippe Hermes
é fundador e articulista do site Spotniks.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Marconi  12/06/2015 13:41
    [Off-Topic] Leandro, tira mais uma dúvida.. rsrsrs

    Atualmente a inflação está pegando e a demanda está caindo. Tem gente que diz que não adianta aumentar os juros porque é uma "inflação de custos", não "de demanda".

    Essa chamada "inflação de custos" ocorre quando os empresários se dão conta que podem aumentar mais o preço dos produtos devido ao aumento do meio circulante? "Descobrem" que estão cobrando menos do que deveriam? Enfim, "inflação de custos" é o nome do "efeito retardado" do aumento de dinheiro na economia?
  • Leandro  12/06/2015 14:15
    Não. É tudo efeito da desvalorização da moeda. Nos últimos três meses, foram vários artigos dedicados exclusivamente a esse assunto (listados abaixo; pelo visto, a coisa ainda não pegou).

    A desvalorização da moeda -- cujo reflexo é perceptível na acentuada desvalorização cambial ocorrida no primeiro trimestre do ano, quando o dólar saltou de R$ 2,50 para R$ 3,15 -- é a causa geradora de todo este aumento de preços.

    Se a moeda se desvaloriza, isso significa que ela perdeu poder de compra. Consequentemente, será necessária uma maior quantidade de dinheiro para comprar a mesma quantidade de bens e serviços.

    Ou seja, os preços dos bens e serviços, bem como todo o custo de vida, sobem. Necessariamente.

    E, se os preços dos bens e serviços subirem mais do que a renda, o consumo tende a estagnar.

    Não tem como escapar dessa realidade. Uma moda fraca afeta todos os preços, inclusive o de bens e serviços produzidos internamente, que não sofrem concorrência de importados. Isso é óbvio: se a moeda está fraca, então é necessária uma maior quantidade delas para adquirir o mesmo bem.

    Repetindo: moeda fraca, carestia alta. Sem exceção. Mesmo que a economia esteja em recessão, uma moeda fraca gerará aumento de preços. Isso é estagflação.

    É por isso que eu fico repetindo, como um disco arranhado, a necessidade imperativa de impor ao Banco Central algum mecanismo que o obrigue a entregar uma moeda forte e estável. Já que Currency Board ninguém quer, então que ao menos adote a opção do livre uso de moedas estrangeiras.

    A imprensa compara a situação de hoje com a de 2003. A diferença crucial, no entanto, em que em 2003 foi adotada uma política clara de valorização do real (tanto é que o câmbio caiu de R$ 3,50 para R$ 2,80). Hoje, os idiotas falam abertamente que querem um real ainda mais desvalorizado.

    E depois acham estranho que o IPCA bate em 8,5% e não dá nenhum sinal de arrefecimento.

    Artigos sobre isso publicados apenas este ano, em ordem cronológica:

    "Uma moeda depreciada é boa para a economia"

    Desvalorizar o câmbio - uma péssima política

    A impiedosa destruição do real

    Uma radiografia da destruição do real - ou: não há economia forte com uma moeda doente

    Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência
  • Marconi  12/06/2015 14:42
    Sim, mas toda moeda hoje (fiat money) é confiança. Nenhuma "vale" nada.

    Quanto mais confiança, maior o valor. Um currency board hoje poderia ser um enorme ganho de confiança (valorizando muito a moeda) ou um caos (se acharem que iria gerar uma depressão tão grande a ponto de ocorrer uma revolução social) e a moeda, ao invés de valorizar, iria despencar.

    O que esses economistas que pregam a desvalorização da moeda acreditam, creio eu, é que a desvalorização da moeda (via aumento da quantidade em circulação e não via perda da confiança) traz um ganho maior ao comércio, facilitando as trocas - se houver capacidade produtiva disponível - do que a perda de seu valor.

    Assim, os efeitos finais da desvalorização seriam mais benéficos do que prejudiciais, enquanto a confiança na moeda não se abala. Se houver algum abalo na confiança da moeda, aí é o limite, não dá pra desvalorizar mais.

    Défict na balança comercial, por exemplo, seria uma forma indesejada de desvalorização cambial, pois abala a confiança na moeda, assim, mesmo que a quantidade em circulação não se altere, a moeda perde valor.

    Esse é o raciocínio keynesiano (talvez monetarista) ou tô viajando?
  • Leandro  12/06/2015 15:36
    "Um currency board hoje poderia ser um enorme ganho de confiança (valorizando muito a moeda) ou um caos (se acharem que iria gerar uma depressão tão grande a ponto de ocorrer uma revolução social)"

    Revolução social só ocorre em ambientes de hiperinflação. Observe que não houve nenhuma revolução social nos países periféricos da Europa, mesmo com suas altas taxas de desemprego. E nem haveria por que haver: a moeda tem poder de compra, e o dinheiro recebido das políticas sociais permite aos desempregados comprar o que quiserem.

    Na Argentina, a revolução social ocorreu justamente quando o governo confiscou o dinheiro das pessoas (isso equivale a uma hiperinflação, pois a sua poupança repentinamente sumiu) e liberou o câmbio, o que fez com que o dólar pulasse de 1 para 4 pesos em 6 meses.

    "e a moeda, ao invés de valorizar, iria despencar."

    Acho que você não entende o funcionamento de um Currency Board ortodoxo. Não tem como a moeda "despencar", pois a taxa de câmbio é rigidamente fixa e a moeda nacional é totalmente conversível, de modo que não há por que se desfazer dela.

    "O que esses economistas que pregam a desvalorização da moeda acreditam, creio eu, é que a desvalorização da moeda (via aumento da quantidade em circulação e não via perda da confiança) traz um ganho maior ao comércio, facilitando as trocas - se houver capacidade produtiva disponível - do que a perda de seu valor."

    Três cenários são possíveis:

    1) A moeda se desvaloriza menos do que a taxa de expansão monetária. Nesse caso, realmente há ganhos comerciais, pois a renda nominal aumenta mais que os preços. Só que tal cenário é temporário; ele não tem como durar para sempre.

    2) A moeda se desvaloriza pari passu à taxa de expansão monetária. Nesse caso, tudo fica no zero a zero (mas há vários desarranjos na estrutura de produção, como explicado pela Teoria dos Ciclos Econômicos). Tal cenário de perfeita sincronia não acontece na prática.

    3) A moeda se desvaloriza mais do que a taxa de expansão monetária. Isso normalmente acontece quando há uma súbita desvalorização cambial. Nesse caso, só há perdas.

    É nesse último cenário que nós estamos.

    "Assim, os efeitos finais da desvalorização seriam mais benéficos do que prejudiciais, enquanto a confiança na moeda não se abala. Se houver algum abalo na confiança da moeda, aí é o limite, não dá pra desvalorizar mais."

    A sua primeira frase descreve o item 1. A segunda frase descreve o item 3. Estamos no item 3.

    "Défict na balança comercial, por exemplo, seria uma forma indesejada de desvalorização cambial, pois abala a confiança na moeda, assim, mesmo que a quantidade em circulação não se altere, a moeda perde valor."

    Os EUA sempre tiveram déficit na balança comercial, e o dólar não foi pro saco por causa disso. Ele, inclusive, se valoriza mesmo com altos déficits, como nas décadas de 1980 e 1990.
  • Marconi  12/06/2015 16:35
    Leandro, obrigado pela resposta!

    Sobre o Currency board, acho que sei sim o que é, você já falou umas 500 vezes.. rsrsrs.. e me convenceu sobre a idiotice que é ter o câmbio flutuante (de como isso inibe o investimento). O que quis dizer é que se a situação econômica ficasse tão ruim a ponto do PCO virar favorito pras eleições, mesmo com Currency Board, a moeda iria ao chão (pois o próprio Currency board estaria em perigo). Iria faltar moeda e a depressão seria severa.

    Não sei se tem algo a ver com o modo como George Soros ficou super-rico, vou ler sobre isso.

    Mas, creio que a probabilidade realmente seja remota.

    Entretanto, o que mais tenho desconfiança é da sua afirmação de que o cenário 1
    "é temporário; ele não tem como durar para sempre."

    Isso me parece mais um chute do que algo com substância.

    Imagine que você tem uma empresa e que, nas horas de folga, imprima dinheiro. rsrs
    Suponha que você use esse dinheiro impresso pra contratar uma pessoa que não faz nada de útil e coloca essa pessoa pra gerar riqueza. A pessoa, então, aprende um ofício útil.

    Aquela impressão de dinheiro, portanto, gerou um valor de verdade. A pessoa inútil aprendeu algo útil. O que quero dizer, é que a transformação ocasionada pela impressão de dinheiro não foi fictícia, ela gerou um ganho real.

    Você só a contratou porque chegou uma grana extra e, então, tomou coragem de contratar.

    É a mesma idéia do salário mínimo. Ao ser fixado, ele retira oportunidades de quem "vale menos que o salário mínimo" ter um primeiro emprego, digamos assim. De modo que, ao invés de ajudar, ele acaba atrapalhando. Ao abolir o salário mínimo, você gera oportunidades. Ao imprimir dinheiro, desde que com capacidade ociosa, também.



  • Leandro  12/06/2015 17:00
    "Não sei se tem algo a ver com o modo como George Soros ficou super-rico, vou ler sobre isso."

    Geoge Soros se tornou bilionário apostando que a libra -- que era mantida pelo Banco Central da Inglaterra em um arranjo de câmbio semi-fixo com o marco alemão -- se depreciaria. E se depreciou (o BC inglês alterou seu regime cambial).

    Idêntico fenômeno aconteceu no Brasil em janeiro de 1999. Prova inconteste de que Bancos Centrais são incapazes de controlar câmbio. Só Currency Board.

    "Imagine que você tem uma empresa e que, nas horas de folga, imprima dinheiro. rsrs
    Suponha que você use esse dinheiro impresso pra contratar uma pessoa que não faz nada de útil e coloca essa pessoa pra gerar riqueza. A pessoa, então, aprende um ofício útil. Aquela impressão de dinheiro, portanto, gerou um valor de verdade. A pessoa inútil aprendeu algo útil. O que quero dizer, é que a transformação ocasionada pela impressão de dinheiro não foi fictícia, ela gerou um ganho real. Você só a contratou porque chegou uma grana extra e, então, tomou coragem de contratar."


    Só que você não pode interromper a narrativa nesse ponto. Você tem de continuá-la.

    Sim, a impressão de dinheiro beneficiou os primeiros recebedores desse dinheiro. Isso é ponto passivo da teoria austríaca (inclusive é explicado nesse próprio artigo). A questão é o que irá acontecer com os preços quando esse novo dinheiro for gasto pelo empregado. É por isso que você tem de continuar a narrativa.

    O empregador e o empregado se beneficiaram. Mas, como o resto da economia ficou na mesma, o resto da população ficará apenas com a carestia quando esse dinheiro for gasto. No final, os preços estarão maiores, e quem recebeu o dinheiro por último perdeu.

    É essa a encrenca da expansão monetária.

    Aliás, eis aí mais um motivo para você se tornar defensor ardoroso de um Currency Board: nele, a expansão do crédito continua acontecendo, só que os preços sobem muito menos (por causa da moeda forte), o que permite que esse processo dure muito mais tempo.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  12/06/2015 18:08
    No dia em que eu for Presidente da República prometo te chamar pra Ministro da Fazenda. E vamos botar tua fotinho na parede, como sinal de agradecimento.
  • CORSARIO90  14/06/2015 22:20
    A capacidade de o Leandro de ensinar para os leigos, como eu, é digna de admiração e aplausos!!!
    Fico muito feliz de ter descoberto o IMB e EA!! Fico aterrorizado ao lembrar das besteiras que eu era obrigado a reproduzir!!
    Continue assim Leandro, vc nos motiva!!!!
  • Fernando  12/06/2015 14:45
    Considerar que o câmbio reflete a saúde de uma moeda é falacioso. Se a oferta monetária nos EUA crescer 25% a.a. e a nossa 15% a.a., o real se valorizaria em relação ao dólar no longo prazo. Mas será que estaríamos tão bem assim?

  • Leandro  12/06/2015 15:20
    "Se a oferta monetária nos EUA crescer 25% a.a. e a nossa 15% a.a., o real se valorizaria em relação ao dólar no longo prazo."

    De onde você tirou isso? Oferta monetária, por si só, não determina câmbio. Fosse assim, a moeda do Paraguai -- de oferta ínfima em relação ao dólar -- seria uma das mais caras do mundo.

    Muito mais importante do que oferta, é a demanda por essa moeda (o dólar tem demanda mundial; o guarani paraguaio e o real não), as transações que ela efetua (o dólar é utilizado mundialmente; o guarani paraguaio e o real não), e, acima de tudo, a percepção dos especuladores e investidores estrangeiros quanto à estabilidade dessa moeda.

    "Considerar que o câmbio reflete a saúde de uma moeda é falacioso"

    Cite exemplos práticos de economias que estavam fortalecendo ao mesmo tempo em que seu câmbio estava se depreciando fortemente.
  • matias  13/06/2015 18:15
    Falando em Paraguai, essa notícia vale um artigo.

    g1.globo.com/jornal-da-globo/edicoes/2015/06/12.html#!v/4249979

    Zerar imposto aqui resultaria em algo próximo a um Apocalipse Zumbi, segundo os "especialistas".
  • Sem DOGMAS!  13/06/2015 15:52
    - O excesso de moeda (inflação) provoca aumento generalizado de preços.
    Isso é um fato.

    - O aumento generalizado de CUSTOS TAMBÉM irá gerar aumento generalizado de PREÇOS!
    ISSO TAMBÉM é FATO!

    Mas como pode haver um aumento generalizado de custos???

    Somente através do Poder estatal, do governo (hierarquia estatal).
    Por exemplo, se o governo decretar a triplicação dos salarios e então obrigar a seu pagamento, naturalmente os preços subirão generalizadamente, mesmo que não se tenha criado moeda artificalmente.
    Ou seja, o aumento dos salários irá corresponder a uma média do aumento de preços. Apenas haverá um "tempo de ajuste" do crédtito. Os assalariados adquirirão os bens e serviços através do compromeimento de seu recebimento futuro. Porém, tudo tenderá a se acomodar de forma similar a de antes. Haverá oscilações e ajustes, mas como os salarios foram elevados na mesma proporção, tudo tenderá a se equivaler ao que era antes. ASSIM, tudo terá subido igualmente: salários e preços, contudo o ajuste se dará no sentido da VELOCIDADE das TRANSAÇÕES. Havendo um período para esse equilibrio, onde os preços se acomodarão elevando-se nominalmente porém não relativamente. Afinal, subiu o VALOR NOMINAL disponível para consumidores e o VALOR NOMINAL dos preços.
    Neste caso, NADA MUDA, apenas haverá um grande periodo de conturbações até que tudo se equilibre novamente. Afinal, haverá uma criação NOMINAL de moeda virtual sem que haja o que chamo de "criação relativa de moeda". A empresa transfere aos assalariados o valor que obterá nos seus preços. Assim, NENHUMA MOEDA FOI CRIADA, mas apenas tudo acontece como se tivesse ALTERADO APENAS os NÙMEROS ESTAMPADOS NAS NOTAS. Afinal tudo foi SIMÉTRICO.

    Quando se alterou os NÚMEROS nas NOTAS (valor na face) isso NÃO SIGNIFICOU qualquer redução na quantidade de moeda circulante, mas apenas nos PREÇOS NOMINAIS, SIMETRICAMENTE. Daí nada mudar.


    *Outro jeito de haver elevação de preços devido a elevação de custos é ATRAVÉS DE ELEVAÇÃO ASSIMETRICA DE CUSTOS. O exemplo ANTERIOR foi de aumento SIMÉTRICO DE CUSTOS.

    Vejamos então se o governo simplesmente ELEVAR OS IMPOSTOS, tiodos eles.

    ISSO implica numa elevação de custos generalizada.
    Assim, muitas empresas e prestadores de serviços terão uma margem de lucro reduzida ou mesmo se verão produzindo com DEFICIT. Ou seja, não poderão continuar produzindo por extinguirem seu capital (prejuizos constantes).

    Claro que isso provocará uma ELEVAÇÃO GENERALIZADA de PREÇOS.

    Mas por que???

    SIMPLES! ...Quando o governo ELEVA seus impostos, isso significa que os RECEBEDORES de IMPOSTOS VÃO CONSUMIR UMA MAIOR PARCELA DOS BENS E SERVIÇOS DISPONÍVEIS.

    Ora, se os recebedores de impostos vão consumir mais isso deve ser compensado por um consumo menor por parte dos pagadores de impostos.

    Se os preços se mantiverem isso não será possível, sobretudo porque alguns bens e serviços terão um custo superior ao seu preço. O jeito é que os salários sejam reduzidos a fim de que o ajuste se dê com mais agilidade. Assim, as empresas aumentam seus preços generalizadamente a fim de suportar os custos. Isso leva ao DESEMPREGO! Onde alguns irão consumir bem menos a fim de que os recebedores de impostos possam consumir mais.
    HAVERÁ ENTÃO um AJUSTE ASSIMÉTRICO de PREÇOS a fim de equilibrar o aumento do consumo dos recebedores de impostos e a redução do consumo dos pagadores de impostos.

    Essa elevação GERAL de preços seria desnecessária no caso dos impostos, pois que assimétricos, porém se dará dentro do mercado a fim de adaptar-se mais rapidamente. Caso contrário deveria haver aumentos pontuais contrabalançados por reduções a fim de tornar a lucratividade possível para que a produção não fosse extinta.
    Ou seja, a elevação de preços seria apenas um mecanismo de ajuste mais eficiente e em certa medida necessário para minorar traumas.

    Claro que com isso, segundo caso, os investimentos se reduziriam e a renda dos pagadores de impostos também necessáriamente se reduziria a fim de permitir o aumento do consumo dos recebedores de impostos.

    Claro que há minúcias a serem explicadas e que somente podem ser quantificadas através de um estudo de caso como exemplo. Porém, é da natureza do mercado que haveria certa elevação de preços e sobretudo desemprego, que reduziria as quantidades produzidas a fim de permitir maior preço para consumo dos recebedores de impostos que tiveram a renda aumentada.

    Na verdade as populações têm sido empobrecidas através da combinação de varias deliberações canalhas por parte do Poder estatal hierarquizado, que sucessivamente aumenta a renda dos recebedores de impostos através da emissão de moeda e elevação de impostos.
    O único recurso para que a população PRODUTIVA não seja esmagada em sua renda é a elevação de preços - que no geral sempre se elevam na média. Não fosse assim e haveria o caos. O recurso da elevação de preços mitiga as dores de alguns ajustes.
  • Eduardo  12/06/2015 15:07
    Leandro, bom dia, com esse mercado retraído e mesmo assim a inflação lá em cima, tenho a percepção de que um dos fortes motivos para isso estar ocorrendo é que estão imprimindo dinheiro "a rodo", para bancar, entre várias outras farras, os 38 ministérios. Isso, na sua visão, procede?
  • Leandro  12/06/2015 15:21
    Os déficits do governo realmente geram expansão monetária e estimulam a inflação, mas eles não respondem por toda a atual carestia. Ela é consequência de quatro anos de desarranjos. Exatamente como este site sempre alertou. Esse tipo de situação conjuntural e estrutural não é criado em apenas alguns meses.

    Aguarde artigo sobre isso, semana que vem.
  • Felipe  12/06/2015 15:17
    Existe a desigualdade natural (fruto do mercado) e existe a desigualdade artificial (fruto do estado).

    A desigualdade natural não só não implica em perdas para ninguém, como também promove ganhos a todos os participantes do mercado.

    A desigualdade artificial sempre implica em perdas a alguém, o ganho de um é a perda do outro.

    Os estatistas combatem a primeira e defendem a segunda.

    Os liberais combatem a segunda e defendem a primeira.
  • Edu Jatahy   12/06/2015 15:39
    Ótimo texto. Importantíssimo para as pessoas que vêm a este canal e continuam misturando o conceito de pobreza e desigualdade social. Saber diferenciar o "tipo" de desigualdade social (a gerada pelo mercado e a gerada pelo estado) é essencial.
  • Cleiton Gonçalves  12/06/2015 15:41
    Há um grande problema no Serviço Público: cargos em comissão e funções de confiança.
    Quanto ao Bolsa Empresário, ora, isso é socialismo. Socialismo fabiano, mas socialismo. Ricos se dando bem com a elite burocrática enquanto o povo se fode.
  • Perdido  12/06/2015 17:11
    Não! O grande problema é me fazer pagar por um serviço caro e ineficiente utilizando coerção.
  • Erick  12/06/2015 16:17
    Excelente artigo, parabéns!
    Fiz questão de comentar para agradecê-lo.
  • Rene  12/06/2015 17:06
    Este texto me faz lembrar da Fábula dos porcos assados. O governo cria uma estrutura enorme e ineficiente para tratar de problemas que não teríamos sem ele.
  • anônimo  12/06/2015 17:47
    A fábula é muito boa.
  • Douglas  12/06/2015 17:07
    Boa tarde Leandro, sempre leio o site e o considero um dos melhores escritores daqui. Gostaria de lhe fazer um pergunta sincera. Quem tem título do tesouro direto contribui fortemente para o empobrecimento do país? Dado a inflação de hoje e a poupança perdendo para a inflação, onde seria um investimento ético para quem quer investir em renda fixa? Você já pensou sobre isso? Obrigado e abraços!
  • Leandro  12/06/2015 17:29
    Prezado Douglas, realmente, não há como dourar a pílula: quem aplica em Tesouro está vivendo à custa dos pagadores de impostos.

    De resto, nunca tive a pretensão de fazer recomendações de investimentos "éticas" (mesmo porque essa não é a função de um economista), mas há sim aplicações que não dependem da espoliação do povo: além da própria caderneta de poupança (que é segura, mas que está perdendo para a inflação, como você corretamente indicou), das ações (muito arriscadas), e do câmbio (muito arriscado), há títulos bancários, como CDB, RDB, LCA e LCI. E há debêntures de empresas.

    Fundos de investimentos aplicam também em títulos do Tesouro, de modo que, ao utilizar várias de suas modalidades, você estaria aplicando em títulos do Tesouro.

    Infelizmente, no Brasil, não há muita opção de aplicações éticas. Nos EUA, é comum a participação de indivíduos em fundos de private equity e venture capital. No Brasil, isso ainda não ocorre.

    Grande abraço, e obrigado pelas palavras.
  • Douglas  12/06/2015 20:52
    Obrigado Leandro!
  • BlackEagleBR  12/06/2015 18:22
    Boa tarde Douglas,

    Sim! Títulos do Tesouro são inerentemente inflacionários e aumentam a quantidade de dinheiro na economia, piorando a inflação.
    Fora que ele depende do governo para pagar esse título no futuro..levando em conta a credibilidade dos governos brasileiros, a chance de calote é alta (como ocorreu na Argentina)..eu não investiria neles (apesar de toda a propaganda em cima), a não ser no curto prazo (tenho pena de quem ta comprando título pra 30-50 anos..não vão ver a cor desse dinheiro)..opinião minha, veja bem..
    Investimentos interessantes no momento seriam CDBs, Ouro, Prata, algumas ações, talvez LCI e LCA (depende da tributação do IR)...

    Abraço,
    Pedro
  • Douglas  12/06/2015 20:53
    Obrigado BlackEagleBR, abraços!
  • ww_rj  17/06/2015 16:11
    Concordo com vocês: "quem aplica em Tesouro está vivendo à custa dos pagadores de impostos. ".

    Agora, dado que os juros pagos pelo governo brasileiro dependem da demanda por estes títulos, a cada título que você compra, você permite que o Tesouro pague juros marginalmente menores...

    Bem, é assim que eu me engano.. rs

    Abs!
  • P.  12/06/2015 19:13
    Sou servidor público há anos e... realmente... sou PLENA e absolutamente a favor de uma redução do "Estado"... acredito que privatizando 70% (ou mais) das instituições já ajudaria.
    Claro, muitos seriam "demitidos", talvez eu viesse a ser um deles - afinal sou "cachorro pequeno" - mas em uma década NÓS TODOS, como nação, sentiríamos incontáveis efeitos benéficos na economia brasileira!
    Bom final de semana!
  • Marcelo Oliveira Jr  12/06/2015 20:00
    Pergunta de um leigo.
    É viável uma moeda com oferta fixa(bitcoin) para o mercado interno de um país? No caso o país usaria uma outra moeda com lastro em ouro para comercio internacional?
  • anônimo  12/06/2015 21:22
    Libertários bitcoinzistas vão falar que não existe nenhum motivo teórico pelo qual ele não possa virar dinheiro; isso é mentira.Não existe consenso entre os austríacos sobre o bitcoin. No blog do Lew Rockwell vc vê vários artigos de libertários céticos sobre o bitcoin.
  • Marcelo Oliveira Jr  13/06/2015 06:26
    A minha questão não é o bitcoin em si, mas uma oferta monetária fixa (Exemplo os 21 milhões do bitcoin) adotada por um governo e o uso de uma moeda lastreada em ouro para o comercio internacional.
  • Douglas Silva  12/06/2015 20:46
    Sou novo por aqui. Alguém poderia me explicar o que realmente causa a inflação e suas reais consequências, e quais medidas precisam ser tomadas pra que ela diminua?
  • Auxiliar  12/06/2015 21:02
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  12/06/2015 23:48
    O fim do estado brasileiro deve ocorrer logo(2050), para o bem das futuras gerações. Devemos mantê-lo operando até o fim da vida de nossa geração e extingui-lo aos poucos, liberalizando a economia sem prejudicar direitos adquiridos, que são intocáveis.
  • IRCR  13/06/2015 00:17
    Leandro,

    No texto diz que o BC cria o dinheiro e depois os bancos expandem. Não seria o inverso ? rss

    -----

    Para os economistas keynesianos, a culpa da elevação da inflação, vem do super choque de oferta que o pais está vivenciando. Principalmente, por causa da seca que disparou o preço da energia elétrica. Além de certos preços administrados terem sidos soltos pelo governo.
    Até que ponto pode ser considerado autentica essa justificativa ?

    Esses mesmos ainda pedem redução da SELIC para não aumentar ainda mais a divida publica e para baratear o crédito e mais desvalorização cambial para ajustar o deficit nas transações correntes e aquecer o setor exportador, apesar de reconhecerem que mais desvalorização do real vai fomentar mais a inflação.
    O que vc tem a dizer sobre isso ? rsss
  • Leandro  13/06/2015 01:30
    "Para os economistas keynesianos, a culpa da elevação da inflação, vem do super choque de oferta que o pais está vivenciando."

    Qual choque de oferta? Os pátios das montadoras estão abarrotados. Todos os comerciantes reclamam que não conseguem vender e que seus estoques nunca estiveram tão altos.

    Tanto indústria quanto comércio reclamam de baixas vendas e acúmulo de estoques. Que choque de oferta é esse?

    Não há choque de oferta nenhum; há tão-somente destruição do poder de compra da moeda, algo que fulmina toda uma economia.

    "Principalmente, por causa da seca que disparou o preço da energia elétrica."

    O preço da energia elétrica não disparou por causa de seca, mas sim por causa da lambança que o governo fez no setor.

    O governo simplesmente cancelou contratos que já estavam firmados com empresas de geração e de transmissão de energia, e esse cancelamento de contrato com as geradoras e transmissoras obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de energia de curto prazo, onde os preços são maiores.

    E como os preços das distribuidoras são controlados pelo governo, elas ficaram desabastecidas, endividadas e sem capacidade de investir, e tiveram de ser socorridas pelo Tesouro. Após o socorro chegar a 20 bilhões de reais, a atual equipe econômica decidiu que era hora de acabar com a palhaçada.

    Resultado: sem os repasses do Tesouro, os preços tiveram de subir. E subiram para um valor maior do que estavam em 2012, quando o governo anunciou que ia baixar o preço na canetada.

    Ou seja, a intervenção foi genial.

    "Além de certos preços administrados terem sidos soltos pelo governo."

    Os preços dos serviços subiram 8,23%, e eles não são controlados pelo governo.

    Os preços de produtos in natura, alimentação fora do domicílio, aluguel, habitação (despesas operacionais), veículos (seguro/reparos/lavagem/estacionamento), recreação, cultura, matrícula e mensalidade escolar, livros didáticos e serviços médicos subiram 7,79%, e eles não são controlados pelo governo.

    "Até que ponto pode ser considerado autentica essa justificativa ?"

    Quase nada se salva.

    "Esses mesmos ainda pedem redução da SELIC para não aumentar ainda mais a divida publica e para baratear o crédito e mais desvalorização cambial para ajustar o deficit nas transações correntes e aquecer o setor exportador, apesar de reconhecerem que mais desvalorização do real vai fomentar mais a inflação. O que vc tem a dizer sobre isso ? rsss"

    Ainda bem que você deu essa risadinha no final. Poupou-me de muito trabalho.

    Ainda assim, coloco aqui: a empiria mostra que quanto mais o câmbio se desvaloriza, mais a indústria vai pro saco.
  • IRCR  13/06/2015 02:10
    Leandro,

    Apenas coloquei o que economistas keynesianos divulgam amplamente na mídia. rs

    Apesar que de concordar plenamente sobre a questão da intervenção do governo no setor elétrico, mas de fato a seca derrubou os reservatórios o que tende a escassear a oferta de energia. Eu diria que a tão falada seca, serviu como estopim para explodir a coisa toda. Mas não necessariamente é a causa primária/unica dos problemas.

    E ainda diria que outro problema que o próprio governo e os ambientalistas travaram a ampliação da oferta de energia com novas hidrelétricas e outras fontes, ou seja, faltou investimento passado para garantir o consumo futuro (futuro esse que chegou). Aquilo que a EA tanto fala.

    Sim, no final fui irônico de proposito, pq de novo é aquilo que é amplamente divulgado pelo ditos "especialistas" na grande mídia. rssss

  • Lucas Braga  13/06/2015 20:39
    Leandro, é incrível a tua dedicação para ensinar e tirar dúvidas, aqui no IMB. Parabéns.

    Ademais, parem de chamar os funcionários públicos assim. Vivemos numa monarquia, e eles são, na verdade, funcionários reais, e nós somos os servos.

    Com uma boa dose de IMB na população, conseguiremos reverter essa situação.
  • Ali Baba  14/06/2015 10:18
    @Lucas Braga 13/06/2015 20:39:45

    Ademais, parem de chamar os funcionários públicos assim. Vivemos numa monarquia, e eles são, na verdade, funcionários reais, e nós somos os servos.

    Não há o menor resquício de monarquia no sistema atual. Vivemos uma democracia, o que é muitas ordens de magnitude pior do que uma monarquia.

    Acho que você estava querendo dizer que vivemos um totalitarismo. Frequentemente confundem totalitarismo com monarquia, o que é um erro bastante grave. É verdade, vivemos um quasi-totalitarismo e os "funcionários públicos" são parte significativa do que mantém o sistema dessa forma.

    Também é verdade que muitas monarquias mundo afora foram (e algumas ainda são) totalitaristas, mas monarquias modernas são muito melhores do que as democracias modernas, mesmo as totalitaristas. Observe o caso das democracias pós-primavera árabe e perceba que estavam muito melhor com a monarquia. Também observe as democracias latinas de Venezuela, Cuba, Argentina e Brasil... Pelo menos no caso do Brasil, estávamos muito melhor com Dom Pedro do que com "Dona" Dilma.
  • Lucas Braga  14/06/2015 14:08
    Ali Baba, uso o termo monarquia como troça, sátira, para me referir às monarquias absolutistas europeias do passado.
  • Jose Carlos  13/06/2015 02:19
    Prezados, gostaria de discutir um ponto da introdução, que menciona a remuneração como função do valor produzido para os empregadores.

    Podemos entender que esse valor deveria ser medido meramente como financeiro/econômico, ou, de forma mais abrangente, um benefício para a sociedade?

    É óbvio que enfermeiros, bombeiros, professores, cuidadores de crianças e de idosos geram benefícios altamente relevantes para a sociedade, embora recebam remuneração bem inferior a outras atividades com importância discutível.

    Se falamos de geração de valor, sem fazer essa distinção, como justificar a remuneração como proporcional ao benefício?

    Gostaria de ler comentários discordantes sobre as duas visões (benefício econômico/financeiro x benefício para a sociedade).

    Abs a todos.
  • Magno  13/06/2015 02:58
    Já feito em profundidade aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054
  • Jose Carlos  14/06/2015 01:11
    Magno, obrigado pela indicação do link.

    Pelo texto, concluo que é uma questão de valores (sem trocadilho!) e crenças. Ao que parece, a abordagem liberal tenderá sempre a ver a recompensa individual (neste caso, dinheiro) como fator mais importante e força motriz de qualquer evolução. Por isso, "valores" mais subjetivos, como a contribuição de um professor para a sociedade ao longo do tempo, talvez não sejam contemplados por essa visão, dado que tendem a ser muito mais intangíveis (e restritos, numericamente...).

    Porém, é curioso pensar que, por mais que o liberalismo em si seja totalmente baseado no indivíduo (obviamente!!), a recompensa que esse indivíduo recebe é função direta de como os outros percebem e valorizam sua atuação, o que talvez torne as coisas um pouco menos "individuais" do se poderia pensar.

    Abs. Obrigado pela informação!
  • IRCR  13/06/2015 03:40
    Além da geração de valor. Tem que se considerar oferta e demanda pela sua mão de obra.
    Pq um atendente de telemarketing ganha salario minimo ? pq o patrão é "malvadão" ? logicamente que não. Eles ganham pouco pq basicamente qualquer um pode fazer o serviço, basta ser alfabetizado e ter um minimo de conhecimentos de informatica, ou seja, existe abundancia de mão de obra disponível.
    *Não é de se espantar que existem diversos pedidos de regulamentação de profissões, justamente com a finalidade de limitar a oferta de mão de obra e encarece-la. (ex:informatica). E aqueles que já são fortemente regulados (ex:medicina). Tema já discutido várias vezes aqui no site.

    Agora, pq pedreiros, mestre de obras, eletricistas, bombeiros hidráulicos, pintores de parede, empregadas, diaristas estão ganhando muito bem ? pq o patrão\contrante é benevolente ? logicamente que não. Eles ganham até muito bem pq tem relativa poucas pessoas ofertando esses serviços e a demanda por esse tipo de mão de obra é altíssima. Se algo é escasso o preço sobe.
  • Henrique Zucatelli  13/06/2015 19:18
    IRCR, o liberal nunca entende sociedade como algo miscivel, comparável. Para um liberal, a sociedade é um conjunto de pessoas com vontades, momentos e talentos totalmente individuais, onde cada um tem o seu princípio, meio e fim.

    Logicamente defendendo essa base de individualismo, o benefício de um pedreiro é diferente para cada pessoa, da mesma forma isso vale para qualquer profissional, empresa, produto ou serviço prestado.

    Quem irá definir seu Valor é uma questão de demanda, oferta e poder de compra do consumidor. E nunca podemos nos esquecer disso, pois muita gente quer uma Ferrari ou ter uma mansão em LA, mas poucos tem grana para isso.

    E não adianta dizer que certas profissões são mais importantes, pois se um médico não tiver instrumentos nem remédios ele não é nada além de um curandeiro. Um bombeiro sem água é um homem corajoso apenas, e um professor sem livros é um contador de histórias. Logo, todos são importantes, e quem define essa importância é o mercado, que concorre sempre para gerar mais e melhor com menos recursos, tendo cada vez mais lucro, e tudo começa outra vez.
  • Jose Carlos  14/06/2015 01:22
    Henrique,

    É inegável que o Mercado defina a importâncias das profissões, como demonstrado historicamente com exemplos de atividades que nascem, crescem e morrem.

    Entretanto, creio que o seu exemplo parece um pouco simplista: um médico sem instrumentos ainda poderá fazer diagnósticos e procedimentos simples, em nível muito superior ao de qualquer curandeiro; o bombeiro sem água poderá realizar salvamentos e vistorias preventivas; e o professor sempre será capaz de ensinar.

    O que essas profissões têm em comum? Conhecimentos e habilidades essenciais para a vida das demais pessoas. Professores, por exemplo, sempre servirão para garantir a transmissão e a evolução do conhecimento.

    Ao longo da vida, creio que amadurecemos e, ao relembrar nosso entendimento em relação aos professores na infância e adolescência, notamos claramente o quanto não valorizávamos a importância da atividade deles para nós. Obviamente, essa é uma simplificação para ilustrar que, quando falamos de valores que não são muito tangíveis ou de ganho imediato, talvez (gosto de frisar o "talvez"!) a simples "percepção e valorização" feitas pelo Mercado, sujeitas a uma possível miopia do imediatismo, não sejam a melhor forma de garantir que todos continuem evoluindo ou prosperando.

    Obrigado pela sua resposta, e por me ajudar a entender a visão do Liberalismo! Abs.
  • Edujatahy  14/06/2015 14:37
    Caro José Carlos,

    O mercado não valoriza nada nem ninguém, o mercado é um processo onde os indivíduos interagem voluntariamente. O mercado não tem moral por se. Logo não é o "mercado" que define as importâncias (nesta situação demonstradas através de valor) das profissões. São as PESSOAS que o fazem.
    Desta forma, a profissão de um bombeiro será proporcional ao valor que as pessoas dão a eles no lugar do que de alguns burocratas pensem deles.
    O que você acha, você poder valorizar individualmente aquilo que você considere mais importante, podendo até mesmo usar de caridade para valorizar tais profissões? Ou um grupo de burocratas roubar seu dinheiro e eles valorizarem no seu lugar?
    Por mais sábio que você seja, você nunca será mais sábio do que todo o restante da sociedade somado.

    O que defendemos é que cada indivíduo possa valorizar livremente o que ele considera melhor. Ao meu ver, é um arranjo muito mais "justo" e "moral" do que tal poder ser dado à força a alguns "Sábios burocratas", por assim dizer..
  • Jose Carlos  14/06/2015 21:17
    Edujatahy,

    Na meu comentário, "Mercado" deveria ser melhor entendido como a tendência de comportamento gerada pela soma das interações voluntárias dos indivíduos (não achei um termo melhor para resumir isso...).

    Pela sua resposta, deduzo que talvez eu tenha passado a impressão de estar defendendo o Estado (em maior ou menor estatura), ou qualquer outro tipo de regulação. Na verdade, não me refiro a isso. O meu ponto de reflexão é apenas até que medida ter um pensamento totalmente individual de busca de objetivos é melhor do que ter, de alguma forma, uma visão capaz de gerar benefícios coletivos, que, no futuro, o próprio indivíduo colheria.

    Uma ilustração do que quero dizer é a seguinte: ter um excelente imóvel em uma vizinhança degradada é, do ponto de vista de retorno financeiro, pior do que ter um imóvel mediano em uma vizinhança cercada de outros imóveis de bom nível. Assim, não basta reformar apenas a própria casa para valorizá-la.

    Como ao longo da história a humanidade tem evoluído (ok, reconheço que há indivíduos que se esforçam para contradizer isso...rs) pela iniciativa individual, mas muito pela colaboração (as grandes descobertas, invenções e avanços florescem nos grandes centros, e não em locais isolados...), pensar na valorização de profissões que trazem retorno menos tangíveis, muitas vezes no longo prazo, é que foi meu ponto inicial de discussão e de tentativa de aprender um pouco mais sobre a visão liberal.

    Agradeço pelo seu argumento coerente e ponderado dentro dessa visão. Abs!
  • Thales  19/06/2015 12:49
    Caro José Carlos,

    Entendo o que quer dizer, mas não faz sentido algum. Vejamos:

    A capacidade de gerar valor de um professor é limitada aos alunos que ele possui.

    A saída mercadológica mais simples pra isso são os cursos On-line, não presenciais: professores ganham muitíssimo dinheiro assim, afinal, aumenta exponencialmente a quantidade de alunos (que é limitado a 30/40 por sala).

    No que mais, esse endeusamento de professores não me pega. Nós pagamos simplesmente para alguém ensinar nossos filhos o que nós ensinaríamos se não ganhassemos mais dinheiro fazendo outras coisas: ler, escrever, somar, subtrair e etc.

    Com esses conhecimentos básicos, alguma instrução (não necessariamente escolar) e com o advento da Internet, qualquer um pode aprender qualquer coisa.

    Essa valorização exacerbada de "professores", repito, não me pega.

    Entretanto, quanto mais específico uma área de conhecimento (que não essas áreas gerais das escolas brasileiras), maior a sua demanda, conseguinte, maior seu valor.

    Logo, essa história de que são os professores os únicos seres humanos capazes de produzir/reproduzir conhecimento, é falácia.

    Ensine alguém a ler, escrever e interpretar. E substitua todo o resto pelo Google, e ainda assim, capaz de termos mais gente capacitada...rsrs

    Sinto muito, professores, mas essa é a realidade.
  • Jose Carlos  20/06/2015 18:57
    Thales,

    Talvez os exemplos que utilizamos, principalmente o de professor, tenham desviado o rumo da discussão, que era, originalmente, uma possível diferenciação entre o valor que é "atribuído" a determinada atividade (conceito subjetivo), versus a sua real importância no longo prazo (também subjetivo).

    Porém, em relação à sua visão, tendo a discordar, pois não creio que qualquer um pode ser "professor", nem que o autodidatismo proporcione todo o aprendizado de que necessitamos. Certamente, nenhuma das pessoas do fórum "chegou até aqui" sem ter tido algum professor ao longo da vida.

    Some-se a isso o exemplo das sociedades com os melhores padrões de vida, desenvolvimento econômico e estabilidade política e social: todas têm por base um sistema educacional muito mais avançado do que o brasileiro, e no qual o professor é valorizado (porque gera valor!). Tudo isso serve de base/ferramenta para que cada um, a partir de sua iniciativa e capacidade individual, alcance os melhores objetivos.

    Boa parte do avanço na Ciência é obtido em universidades e centros de pesquisa a elas ligados, que, obviamente, só funcionam porque há professores dispostos a ensinar (e que recebem remuneração por isso...).

    Como você bem disse, não há dúvidas de que o conhecimento não é gerado apenas pelos professores (aliás, eles só existem por causa dos alunos...). Entretanto, na minha visão, negar que eles são um ponto fundamental na geração e propagação do conhecimento parece estar em desacordo com a realidade.

    Também entendo que a capacidade de geração de valor de um professor não está restrita ao seu número de alunos, uma vez que esses próprios alunos, por serem melhor formados e terem mais ferramentas para se tornarem melhores empreendedores, consumidores, criadores e "pensadores", tenderão a propagar para os demais o conhecimento adquirido com os professores (de alguma forma, durante sua busca individual pelo melhor).

    Atividades se tornam e deixam de ser importantes/valorizadas (alguém vê anúncio nos Classificados para "carrasco" hoje em dia? rsrsrs). Portanto, mais do que um simples conceito "imediatista" de geração de valor, talvez isso signifique que algumas sejam, de fato, mais importantes no "longo prazo". Daí meu ponto de dúvida sobre o valor intangível e não imediato de uma atividade.

    De qualquer forma, agradeço por expor sua visão e argumentos, e por me ajudar nessa reflexão.

    Abs (não sou professor! rsrsrs).
  • Gunnar  08/07/2015 12:51
    Nunca entendi esse endeusamento dos professores. É uma profissão como qualquer outra, e não tem nada de especial. Trata-se de oferecer o serviço de ensinar conhecimentos para crianças e adolescentes cujos pais desejam que seus filhos os recebam dessa forma ou para adultos que optarem receber tal serviço. Em primeiro lugar, "ensinar as crianças" não é algo obrigatório, cabe aos pais decidirem se querem isso para seus filhos, . Em segundo lugar, não há uma só forma de fazê-lo; há também o home-schooling, o auto-didatismo, a internet. Por fim, mesmo para pais que optaram comprar o serviço de um professor para seus filhos, ou adultos que o compram para si próprios, o serviço de ensino não é nada mais do que isso: ensino. Não é educação, não é redenção, não transforma as crianças em adultos melhores, não melhora a "sociedade" e não muda o mundo. Se alguém pensa o contrário, peço que traga evidências empíricas e não mera retórica emotiva enaltecendo as supostas virtudes da educação para a sociedade.
  • Marcelo Dias  08/11/2015 01:53
    Gunnar,

    "Não é educação, não é redenção, não transforma as crianças em adultos melhores, não melhora a "sociedade" e não muda o mundo. Se alguém pensa o contrário, peço que traga evidências empíricas e não mera retórica emotiva enaltecendo as supostas virtudes da educação para a sociedade."

    Grupo 1: Finlândia, Coreia do Sul, Noruega, Canadá, Japão
    Grupo 2: Romênia, Tailândia, México, Brasil, Bulgária
    Grupo 3: Níger, Djibouti, Timor Leste, Chade, Bangladesh

    Por favor, classifique os grupos de países, com base no seu conhecimento, de acordo com os que mais se ajustam à afirmação:

    - Possui maior nível de liberdade econômica.
    - Permite aos seus cidadãos as melhores oportunidade de auto desenvolvimento.
    - Possui os melhores indicadores de saúde, longevidade e segurança.
    - É aquele em que mais gostaria de viver, se tivesse oportunidade.
    - Possui os melhores sistemas educacionais.
    - É aquele em que, comparativamente aos demais níveis salariais da sociedade, o professor é melhor remunerado.

    Talvez a sua própria classificação possa sugerir algum tipo de evidência, e corroborar ou alterar sua opinião sobre o tema, desde que haja, na sua visão, correlação e causalidade entre as afirmações.

    Grande abraço!
  • Fernando  13/06/2015 05:12
    Esse governo faz o diabo pelo consumo e se esquece que para consumir, antes precisamos produzir.

    Mesmo fazendo o diabo para produzir, tipo coisas de comunistas chineses, a atuação do governo seria desastrosa.

  • anônimo  13/06/2015 11:00
    Hihihi cuba eh isso Cuba eh aquilo

    www.otempo.com.br/capa/mundo/americanos-viajam-a-cuba-em-busca-de-alternativas-m%C3%A9dicas-1.1009108

    Os hihihi
  • Lopes  13/06/2015 20:03
    Pobres cubanos. Agora terão de pagar pela saúde dos americanos que conseguirem tratamento lá como propaganda dos Castro. Esquecer-se-á o massacre do arpoador, no qual aquele demônio promoveu o capitão responsável por matar mais de 41 das suas pessoas tentando escapar da medicina gratuita.

    www.memorialcubano.org/TestimonioRemolcadoreng.htm
    www.christusrex.org/www2/fcf/13mem71398.htm

    Será uma ruína completa, assim como um artigo do New York Times, mesmo jornal que esbanja autores como o Paul Krugman e criou a lenda de Fidel; é famoso cabo midiático do partido democrata.
  • anônimo  13/06/2015 22:51
    Geralmente quando pessoas de países ricos vão se tratar em países pobres é para comprar órgãos. Também é conhecido como 'Transplant Tourism'. Não duvido nada que seja o caso.


    www.washdiplomat.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6683:-transplant-tourism-&catid=1004:august-2007&Itemid=277
  • CORSARIO90  15/06/2015 20:34
    Qual seria o problema em comprar órgãos????
  • Felipe Elias  14/06/2015 14:36
    Não há nada demais de alguns americanos buscarem serviços mais baratos em países pobres.

    Isso é o livre-comercio.
  • Henrique Zucatelli  14/06/2015 20:30
    Americanos já compram medicamentos e se tratam no México há anos... a questão Cuba só vai fazer os médicos de lá cobrarem ágio para tratar os yankees e criar um pouco de riqueza naquele poço de ignorancia e tabaco (risos).

    Capitalista genuíno: ganha bem, gasta pouco e poupa muito.
  • Edujatahy  15/06/2015 14:22
    Parabéns Anônimo,
    Você acaba de demonstrar que o projeto de medicina socializada do Obama não deu muito certo.

    clap clap clap.
  • Henrique  13/06/2015 12:08
    Este artigo dá um nó em muitos argumentos liberais:

    O mido do Estado ineficiente
    www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/201cestado-ineficiente201d-mito-mediocre-1246.html
  • Thales  19/06/2015 12:59
    "Segundo a mesma lógica, os funcionários públicos são considerados ineficientes e preguiçosos. Trata-se de um preconceito comum e persistente, mesmo diante do fato de que existem funcionários exemplares nos mais variados setores públicos, e de que, em instituições privadas, há empregados que, adaptados à cultura empresarial, conseguem ser premiados mesmo se esquivando do trabalho ou usando de formas pouco éticas."

    Não sei quem disse isso aqui. A maior parte dos funcionários públicos trabalham muito. Mas trabalhar não é gerar valor. A maior parte das funções exercidas por funcionários públicos, embora árduas, não geram valor. E nem entrei na ética básica de que roubar pessoas pra pagar o salário dos funcionários públicos é errado.

    Quanto ao final deste parágrafo: foda-se. O dinheiro é da empresa, não é socializado. Logo, ninguém tem nada a ver com isso.

    Todo o resto do texto é baseado em falácias: a premissa para a eficiência no trabalho é o medo da demissão?! WTF?!

    E essa comparação do sistema de saúde dos EUA e de Cuba?! E ainda cita valores de custo por pessoa, se esquecendo de qual a rena per capta (embora a cubana seja maquiada pra cima)...

    Digno de pena.

    Aí depois fala do sistema carcerário brasileiro. Fala em "privatizar", mas veja bem a ideia de "privatização", nas palavras do autor:

    "... a iniciativa privada aparece para poder finalmente resolver a questão, sendo contratada pelo Estado para construir e administrar presídios."

    Usar o dinheiro do roubo para pagar empresas privadas fazer o que quer que seja é tudo, menos livre mercado...

    Sério, isso é o que da "nó" na cabeça dos liberais (e eu nem sou liberal, veja só a ironia...rsrs)?!

    É o melhor que conseguem?!

    Ridículos. Dignos de pena.

  • Emerson Luís  15/06/2015 16:18

    Eu já tinha concluído que o artigo é ótimo quando me dei conta de que o que estava lendo era apenas o preâmbulo do artigo. Muito bom!

    * * *
  • Ragnister  18/06/2015 17:14
    Em relação as empregadas domésticas e faxineiras, elas geram muito valor. O que elas fazem é poupar o tempo de alguém. Tempo é o recurso mais importante na vida de um indivíduo. O artista também gera muito valor, a diferença entre os dois se chama escalabilidade, um trabalho feito por um artista pode atingir milhões de pessoas. Já um trabalho de uma empregada doméstica, não mais que meia dúzia (na maioria dos casos). Arrisco a dizer que o "valor per capita" de um artista chega a ser menor que o da doméstica, mas a escalabilidade faz o artista gerar muito mais valor, logo ganhar muito mais dinheiro.
  • CORSARIO90  24/06/2015 13:31
    Bom dia Amigos,
    existe algum lugar, site, que eu possa acompanhar o aumento da expansão monetário pelos bancos estatais e privados e onde eu possa verificar qual setor está recebendo esse benefício?
    ABS
  • Leandro  24/06/2015 14:51
    Site do Banco Central.

    Para um resumo recente, você pode acompanhar a evolução dos últimos 2 anos nestes links:

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/ie2-24.xls (Crédito por tipo de banco: estatal, privado nacional e estrangeiro)

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/ie2-19.xls (Crédito com recursos livres)

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/ie2-20.xls (Crédito com recursos direcionados; majoritariamente bancos estatais)


    Já para detalhes mais específicos, você tem de ir às séries temporais:

    www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP

    E clicar em "indicadores de crédito".

    Não há um link direto para isso, você tem de navegar por lá e ir se entrosando com a interface.
  • CORSARIO90  24/06/2015 18:52
    Valeu Leandro pela sempre pronta resposta!!! Grato!!


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